UNIVERSIDADE ANHEMBI MORUMBI EDUARDO JORGE NOVAES CAMARGO FILHO ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS NA CONSTRUÇÃO CIVIL: O PAPEL DO ENGENHEIRO NA ELABORAÇÃO DOS ORÇAMENTOS SÃO PAULO 2008 EDUARDO JORGE NOVAES CAMARGO FILHO ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS NA CONSTRUÇÃO CIVIL: O PAPEL DO ENGENHEIRO NA ELABORAÇÃO DOS ORÇAMENTOS Trabalho de Conclusão de Curso apresentado como exigência parcial para a obtenção do título de Graduação do Curso de Engenharia Civil da Universidade Anhembi Morumbi Orientador: Prof º. Antônio Calafiori Neto SÃO PAULO 2008 EDUARDO JORGE NOVAES CAMARGO FILHO ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS NA CONSTRUÇÃO CIVIL: O PAPEL DO ENGENHEIRO NA ELABORAÇÃO DOS ORÇAMENTOS Trabalho de Conclusão de Curso apresentado como exigência parcial para a obtenção do título de Graduação do Curso de Engenharia Civil da Universidade Anhembi Morumbi Trabalho____________ em: ____ de_______________de 2008. ______________________________________________ Prof º. Antônio Calafiori Neto ______________________________________________ Nome do professor(a) da banca Comentários:_______________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ SÃO PAULO ___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ 2008 AGRADECIMENTOS Agradeço a Deus, meus pais, minha namorada, toda minha família, a universidade Anhembi Morumbi e a todas as pessoas que contribuíram direta e indiretamente para a realização deste trabalho. RESUMO Em tempos atuais, o Engenheiro exerce não só o papel de um profissional da construção, mas também de um empreendedor, que visa o gerenciamento de seu negócio no ramo da construção civil. O seu papel está diretamente ligado às questões de como fazer um bom orçamento que vise demonstrar todos os itens empregados numa obra, para que o cliente tenha a dimensão total dos bens materiais utilizados, mão-de-obra, impostos, assim, tendo o demonstrativo para o seu investimento. O presente estudo visa o aprofundamento sobre o papel do orçamento dentro da construção civil, suas formas de concepção e a qualificação do Engenheiro dentro desta temática, para que contribua para a formação nesta profissão que vem se destacando cada vez mais no mercado de construção. Palavras – chave: Engenheiro, Construção, Orçamento. ABSTRACT In current times, the engineer performs not only the role of a professional in the construction, but also an entrepreneur, aimed at managing your business in the building industry. Their role is directly linked to questions of how to do a good budget that aims to show all items used in a work so that the customer has the full scope of materials used goods, labor, taxes, thus taking the demonstrative for your investment. This study aims to further the role of the budget within the building, its forms of design and qualification of the Engineer in this issue, to contribute to the formation this profession that is becoming increasingly emphasizing the market of construction. Words key: Engineer, Construction, Budget LISTA DE TABELAS Tabela 6.1. INSUMOS............................................................................ 39 Tabela 6.2. COMPOSIÇÃO DE PREÇOS UNITÁRIOS......................... 43 Tabela 6.3. PLANILHA QUANTITATIVA................................................ 60 Tabela 6.4. RELAÇÃO DE INSUMOS RELEVANTES ( SEM BDI E LEIS SOCIAIS)....................................................................... 64 Tabela 6.5. CURVA ABC LICITANTE (SEM BDI E LEIS SOCIAIS)........... 68 Tabela 6.6. FORMULA DO BDI E BDI PAGO PELA FDE 73 Tabela 6.7. LEIS SOCIAIS PAGAS PELA FDE 74 SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO ........................................................................................................ 8 2. OBJETIVOS .......................................................................................................... 11 2.1 Objetivo Geral.....................................................................................................11 2.2 OBJETIVO ESPECÍFICO ........................................................................................... 11 3. MÉTODO DE TRABALHO.................................................................................... 12 4. JUSTIFICATIVA .................................................................................................... 13 5. REVISÃO BIBLIOGRAFICA ................................................................................. 14 5.1.ORÇAMENTO NA CONSTRUÇÃO CIVIL ....................................................................... 14 5.1.1.OS CUSTOS DA OBRA E A DETERMINAÇÃO DO ORÇAMENTO .................................... 16 5.1.2.ORÇAMENTO E O PAPEL DO ENGENHEIRO ............................................................. 18 5.1.3.O ORÇAMENTO NA CONSTRUÇÃO CIVIL ................................................................. 19 5.1.4.Medições ......................................................................................................... 19 5.1.5.Preços unitários ............................................................................................. 19 5.1.6.Preços decompostos ..................................................................................... 20 5.1.7.Orçamento principal....................................................................................... 20 5.1.8.Orçamento de licitação .................................................................................. 20 5.1.9.Apresentação do orçamento ......................................................................... 21 5.1.10.Qualidade de um processo orçamentário .................................................. 22 5.1.11.ORGANIZAÇÃO DO ORÇAMENTO ......................................................................... 24 5.1.12. AS TÉCNICAS DE REALIZAÇÃO DE ORÇAMENTO ................................................... 26 5.1.12.1. O orçamento rígido .................................................................................. 26 5.1.12.2. O orçamento flexível ................................................................................ 26 5.1.12.3. O orçamento por programas ................................................................... 27 5.2. O CONTROLE ORÇAMENTÁRIO ..................................................................... 28 5.2.1. GESTÃO NA CONSTRUÇÃO CIVIL ......................................................................... 28 5.2.2. A IMPORTÂNCIA DO GERENCIAMENTO .................................................................. 31 5.2.3.O ENGENHEIRO E O CONTROLE DO ORÇAMENTO .................................................... 34 5.2.4.O PLANEJAMENTO .............................................................................................. 36 5.2.5.Planejamento e mercado ............................................................................... 37 6. ESTUDO DE CASO .............................................................................................. 39 7.CONCLUSÕES ...................................................................................................... 73 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ......................................................................... 76 8 1. INTRODUÇÃO Atualmente, o Engenheiro vê-se não só no papel de um construtor, mas como um empreendedor, tendo em fase, o papel do seu potencial administrativo. O orçamento está ligado à qualidade da obra, no qual é um demonstrativo das dispesas relacionadas com o empreendimento e também a descrição minuciosa do material empregado. Neste contexto, o orçamento – e, no caso particular da presente pesquisa, o orçamento na construção civil – torna-se condição necessária para a estabilização e posicionamento da empresa, em que o Engenheiro toma a frente, dentro do mercado e participação adequada frente à concorrência. Deste modo, todos os profissionais envolvidos num projeto construtivo qualquer, mesmos engenheiros, arquitetos e outros, detêm a responsabilidade de gerenciar bem os recursos disponíveis na obra, entre estes, cumprir os prazos contratuais discutidos na contratação da obra, atingir os níveis de qualidade estabelecidos por norma, além de obter sucesso no controle financeiro, ou seja, obter lucros. Deve ficar claro que esses profissionais citados acima foram capacitados para exercer determinadas funções, e apesar de terem a responsabilidade de administrar corretamente os recursos, deve ser bem dividida as funções e os cargos de cada empregado dentro da empresa. Com isso, deve-se fazer um estudo geral, pois o aumento do custo da produção, dos materiais, redução de aproveitamento dos produtos e serviços – todos são resultado de um desenvolvimento insuficiente de novas tecnologias, do desperdício de materiais, da baixa qualificação profissional e da própria qualidade de vida dos trabalhadores. Por isso, voltando na premissa do se empreendedor, o Engenheiro, irá planejar o seu orçamento, conforme descreve o quadro abaixo. 9 Premissas Aplicação e revisão Planejamento Estudos de planejamento Objetivo sócioeconômico organizacional fundamental Valores diretivos superiores Avaliação das oportunidades e problemas internos e externos Planos e planejamento estratégico Programas de médio alcance Planejamento e planos de curto alcance. Organização para aplicação dos planos Missão e objetivos da empresa; estratégias a longo prazo Subobjetivos; Subpolíticas; Subestratégicas Revisão e avaliação dos planos Metas, objetivos, procedimentos, planos tácitos, planos programados. Provas de factibilidade Fonte: STEINER (1981) É claro, destacando o planejamento de um orçamento em construção civil, no presente estudo, já se tem uma dimensão sobre custos de obras, pois é viável afirmar que edifícios consomem entre 20 e 50% dos recursos físicos segundo seu ambiente, tendo especial responsabilidade na atual deterioração do meio ambiente a ampliação do parque construído. E dentro das atividades industriais a atividade da construção civil é a maior consumidora, junto com a indústria associada, de recursos naturais como madeira, minerais, água e energia. Existem empreendimentos construtivos privados e públicos, onde cada um tem uma determinada meta a ser atingida, numa obra privada a obtenção do lucro final do 10 produto é fator primordial, pois a empresa que seja, necessita de um bom rendimento dos negócios para continuar crescendo e atuando no mercado de trabalho com competência. O Engenheiro perdeu um pouco da capacidade de gerenciar um empreendimento construtivo como um todo, tem-se limitado a aplicar o conhecimento técnico que aprendeu em sua formação, sendo que neste estudo provasse que com mais conhecimento em gerenciamento de negócios, o Engenheiro tomará a frente no seu próprio empreendimento e fará orçamentos de qualidade, atendendo as expectativas dos seus clientes. Assim pode-se dizer que com abordagens diferentes de administração de negócio, tem-se a possibilidade de obter os mesmos bons resultados, ou seja, utilizando um foco diferente e com o interesse de apenas controlar bem os recursos, podemos atingir resultados tão bons quanto o gerenciamento focado para o lucro. Além disso, o orçamento em construção civil é a peça fundamental de um planejamento. Com esta ferramenta você pode prever e controlar os lucros e as despesas de sua empresa, acompanhando a evolução dos negócios. entre Por fim, o presente estudo tem por objetivo é procurar e explicar como a integração entre orçamento e sua execução, sendo feito por profissionais de Engenharia. 11 2. OBJETIVOS O principal objetivo dessa pesquisa é mostrar a necessidade que é indispensável a presença de um engenheiro na elaboração de um orçamento de obras de construção civil, seja ela de grande ou pequeno porte. 2.1.Objetivo Geral Como objetivo geral a pesquisa pretende mostrar que é muito importante ter conhecimento prático sobre o orçamento, pois em geral, existe uma diferença muito grande entre orçamento e execução. Demonstrar que um orçamento é fundamental no planejamento e na gestão de uma obra, fazendo com que quando bem feito, ele leva ao lucro previsto. 2.2 Objetivo Específico O objetivo especifico desse trabalho é demonstrar a necessidade do engenheiro na elaboração de um orçamento de obras civis, por meio de estudo de caso. 12 3. MÉTODO DE TRABALHO Levantamento de informações e dados técnicos em bibliografias, referentes a orçamento, gestão e planejamento em obras de construção civil, disponíveis na biblioteca e sites. Organização das informações obtidas na captação desse material visando atingir os objetivos propostos. Estudar casos de orçamentos em construção civil que mostrem o objetivo proposto. 13 4. JUSTIFICATIVA Porque a escolha desse tema? Esse tema foi escolhido, pois as empresas hoje em dia estão cada vez mais competitivas no mercado, e o gerenciamento e a gestão são questões fundamentas dentro do sucesso empresarial, e mais do que isso dentro do sucesso na execução de um orçamento eficiente. Qual a importância para o engenheiro? A importância do orçamento dentro de uma obra, onde o Engenheiro fará o estudo da aquisição de materiais, mão-de-obra, impostos, sendo um administrador, não deixando de lado a sua formação principal é fundamental. O engenheiro que administra bem os recursos de uma obra, tem o sucesso garantido. Esse tema é um tema muito interessante, pois faz parte da realidade de muita empresa de engenharia. 14 5. REVISÃO BIBLIOGRAFICA 5.1.Orçamento na construção civil A produção ou criação de humana é histórica e toda criação resulta na produção de algo. Porém com a divisão do trabalho e a forma de organizar a produção fabril e manter a mesma sob controle, o desafio tornou-se cada vez maior para todas as instituições. É neste cenário que entra os métodos de controle de qualidade e redução de defeitos vem fornecendo os seus métodos, disponibilizando soluções e respostas que possibilitam a coleta de dados informativos, organização dos mesmos e facilidade de conclusões confiáveis sobre o objeto de estudo ou análise. A partir do ponto de vista acima fica evidente que os engenheiros e operários da construção civil, dispõem de conhecimentos relacionados à busca por uma condição de qualidade e poderão fazer uso deste conhecimento e trazer melhores resultados para a obra. Segundo Lima Jr. A preocupação em percorrer a problemática do Gerenciamento na Construção Civil com um tratamento sistêmico somente ao nível da sua hierarquia mais alta resulta da constatação de que a evolução do conhecimento na área tem sofrido descontinuidade. O gerenciamento de processos exige que a empresa mude sua forma de pensar, concentrando atenção aos processos ao invés da estrutura, dando mais segurança na tomada de decisão pela utilização de fatos e dados. Desta forma, quando os processos estão adequados, parte-se para a prática do canteiro de obras com a descrição dos procedimentos operacionais e normalização. Estas atividades garantem a qualidade do produto final e a melhoria das relações com os clientes internos e externos. 15 O empresário moderno deve buscar o envolvimento, participação e a integração de todos os trabalhadores, através de um relacionamento de parceria para que se sintam integrantes do negócio, gerando motivação e melhores condições de vida, através de salários justos, saúde, educação e moradia. Assim, através de um sistema de gerenciamento na construção civil, voltado à qualidade do produto final, os empregados sentem-se comprometidos com o futuro da empresa, dividindo responsabilidades. Quanto ao direcionamento da empresa para a satisfação do cliente, este compromisso estreita os laços da empresa com sua clientela, em permanente e sistemática troca de informações. Interessa à empresa conhecer em profundidade como é aceita sua atual linha de produtos e serviços e a possibilidade de preencher outras expectativas com inovações e/ou desenvolvimento de outros produtos e serviços, mantendo-se na vanguarda de seu segmento de mercado. Entretanto, ao contrário do que normalmente se pensa, o gerenciamento de recursos na construção civil não significa apenas produção de um bem ou serviço perfeito, e sim a satisfação total do cliente, atendendo suas expectativas em prazos adequados, a preços competitivos e, se possível, surpreendendo o cliente com algo não esperado. Desta forma, entender o significado do termo "qualidade" muito contribui para o sucesso da atividade empresarial. No que se refere ao retorno compensador a empresa pode obter lucratividade, sem que isso signifique necessariamente preços mais elevados para o consumidor. Ainda, segundo os princípios de gerenciamento de recursos na construção civil, a gestão pela qualidade traduz-se em maior faturamento em função de: maior demanda por produtos e serviços que provocam a satisfação total dos clientes, redução de custos, decorrentes dos ganhos de produtividade nos processos produtivos e motivação dos empregados além da definição e respeito aos orçamentos – um dos grandes problemas do setor da construção civil. Apesar de todas estas vantagens, a busca pela qualidade não pode ser simplesmente o objetivo da organização, mas premissa básica para gerenciar com eficiência e eficácia. Isto significa o envolvimento estruturado e organizado de todas as pessoas em todo o processo produtivo de um produto ou serviço. E por isso, mais 16 e mais empresas vêm procurando implementar este processo de gerenciamento que garante, além da competitividade, a sobrevivência da empresa. 5.1.1.Os custos da obra e a determinação do orçamento O setor da construção civil brasileira apresenta um alto índice de perdas. As razões são várias: falhas ou omissões na elaboração dos projetos e na sua execução, má qualidade dos materiais, acondicionamento impróprio dos materiais, má qualificação da mão de obra, falta de equipamentos e uso de técnicas adequadas da construção, falta de planejamento na montagem dos canteiros de obra, falta de acompanhamento técnico na produção e ausência de uma cultura de reaproveitamento e reciclagem dos materiais. Em todos os pontos de atuação da atividade da construção ocorrem perdas. Embora alguma parte destes rejeitos seja reaproveitado como aterro – diminuindo, assim, a perda – em média, ainda, 50% dos materiais são transformados em rejeitos. Nos anos 70, a economista Dorothea Werneck já afirmava: Se a indústria da construção civil não mudar a estratégia de ser geradora de emprego para a massa da mão-deobra não qualificada, estará fadada a ser sempre uma indústria de baixíssima produtividade e, portanto, de pouca competitividade. Referem-se, portanto, a aspectos relacionados com o desenho da estrutura organizativa, a direção e a liderança, a direção de recursos humanos, a gestão da cultura organizativa ou a definição de adequados sistemas de planejamento e controle. E não se pode afirmar que não se dedicou atenção suficiente a estes problemas na literatura sobre direção de empresas embora nem sempre sob a denominação comum de "implantação estratégica". 17 Segundo Colombo e Bazzo (2008), analisando a situação dos canteiros de obras na construção civil: Acreditamos na possibilidade de três grandes problemas sociais – educacional, habitacional e ambiental – serem atacados pelas empresas na perspectiva de ganhos em termos de competitividade, e que resultariam também em ganhos para a sociedade como um todo. Entendemos que através de um processo de educação/capacitação do trabalhador é possível, por exemplo, alcançar uma redução do desperdício pela melhoria obtida nos serviços e nas expectativas do trabalhador. Além disso, nesse processo, o problema habitacional dos trabalhadores, poderia ser atacado, utilizando-o como motivador para a redução do desperdício na medida que a empresa aplicasse em moradia para seus trabalhadores parte dos ganhos obtidos pela economia de materiais. Para que tal intento seja alcançado, acima de tudo, se faz necessário “um querer” por parte do gerenciamento do setor. Mesmo que atentemos apenas à questão do desperdício, é nele que está o centro da questão, e a possibilidade de mudança, pois, como vimos, a causa das perdas está muito mais na ação da gerência que do trabalhador (operário). Assim, sucintamente poderíamos dizer que o que falta, para mudar a realidade atual do setor, é uma decisão do empresário em reduzir/eliminar perdas, e também de investir na mão-de-obra da construção civil, na perspectiva de uma vantagem competitiva, porém com uma consciência nova, uma ideologia voltada ao desenvolvimento econômico e social e da sustentabilidade ecológica, um desenvolvimento que atenda aos interesses do homem, da sociedade e da natureza. Para as autoras, inclusive, a solução para o reaproveitamento de materiais, por um lado, e a redução dos índices de desperdício na Construção Civil, por outro, estão relacionados com a busca pela qualidade total no setor. 18 5.1.2.Orçamento e o papel do engenheiro O orçamento representa a etapa de avaliação e controle expressa em termos quantificáveis (econômico-financeiros) das diversas áreas do processo de engenharia, como parte de seus planos de ação, tudo isto emoldurado dentro de um plano estratégico. Dentro do processo orçamentário são realizadas uma série de etapas sucessivas, inter-relacionadas entre si que vão estar moldadas de acordo com o tipo de obra a ser desenvolvido, e influenciados de acordo com o ambiente de produção, preços dos materiais e da mão de obra. André (1990, p. 57):, descreve que estas fases ou etapas se dão a partir de: A. O marco estabelecido pela empresa (ou pelo próprio engenheiro, caso seja autônomo), para a elaboração de seus planos de ação, programas e orçamentos. B. A coordenação e negociação com membros das áreas de cada atividade para sua execução de acordo à experiência adquirida em processos orçamentários anteriores, assim como contingências que possam ser colocadas. C. A aprovação por parte da alta direção (caso se trate de uma empresa), logo depois dos ajustes necessários ao finalizar o processo de elaboração orçamentária. D. O seguimento necessário para estabelecer o grau de precisão entre o projetado dentro do orçamento e quão real permitirá corrigir no futuro os erros ou equívocos que possam ter sido cometidos. De acordo com Morsch (1986, p. 55), o orçamento, realizado pelo engenheiro, apresenta vantagens: 19 A. Obriga ao planejamento; B. Proporciona os critérios para a avaliação do desempenho C. Facilita a coordenação de atividades D. Obriga à execução de planos E. Fomenta a comunicação F. Se baseia na detecção de problemas internos 5.1.3.O orçamento na construção civil Em um orçamento, a atuação do engenheiro pode ser dividida em quatro apartados perfeitamente diferenciados: medições, preços unitários, preços decompostos e orçamento. 5.1.4.Medições As medições são o conjunto de todos os conceitos necessários para a execução da obra, agrupando separadamente todas aquelas unidades que sejam objeto de igual preço. As medições devem ser obtidas sempre aplicando as cotas dos planos. Recomenda-se realizar as medições expressando: as escavações e metros cúbicos; os armações de sustentação em metros quadrados; os concretos em metros cúbicos; as armaduras em quilogramas; seguindo sempre critérios generalizados e em função do processo de construção previsto. 5.1.5.Preços unitários 20 Nele devem figurar, em letra e números, os preços totais de cada uma das unidades que existam na obra, sem detalhar sua decomposição. 5.1.6.Preços decompostos Nele devem figurar, com o maior detalhe possível, a decomposição de cada um dos preços que figuram no Quadro de Preços Unitários. Este documento carece de caráter legal. 5.1.7.Orçamento principal É a avaliação econômica da obra. Nele figurarão, em cifra, as unidades obtidas na medição, o preço que se corresponde de acordo com o Quadro de Preços Unitários. Nas obras de caráter privado é freqüente que no orçamento não se incluam separadamente os preços unitários e decompostos do mesmo. Esta circunstância não é nada favorável, pois, no momento de expor o problema da revisão de preços, serão necessários. (GOLDMAN,2004:71) A soma das distintas partes forma o que se chama Orçamento de Execução Material, e acrescentando o conceito de Gastos Gerais, além do Orçamento de Execução Por Empreitada. 5.1.8.Orçamento de licitação Não se confundir o Orçamento de Execução por Empreitada, com o Orçamento de Licitação. A importância do Orçamento de Execução por Empreitada é definido anteriormente ao projeto, depois de realizar os cálculos convenientes, e é a seu 21 julgamento o orçamento necessário para que um Empreiteiro possa realizar as obras. O Orçamento de Licitação é o que define a importância pelo qual a Empresa que licita se compromete a realizar a obra. Em ambos os casos a participação do engenheiro é fundamental. Em geral, as Empresas licitarão sempre à baixa, quer dizer com orçamentos inferiores ao estipulado pelo autor do projeto. Quando as baixas são espetaculares aparece o conceito de "baixa temerária". 5.1.9.Apresentação do orçamento Na redação e desenvolvimento dos quatro se separam no orçamento: -Medições. -Preços Unitários. -Preços Decompostos. -Orçamento. É importante manter uma ordem, que permita localizar com facilidade uma unidade de obra: conhecer sua medição, qual é seu preço unitário, qual é seu preço decomposto, número de unidades e orçamento de execução material. Em geral, o critério que se mantém para estabelecer uma ordem é o próprio da execução da obra no tempo, ordenando as unidades por itens. Portanto, os primeiros capítulos devem ser: demolição (se for preciso), assentamento de terras, saneamento, etc. Na última folha do Documento será realizado um resumo por capítulos, e será efetuada a soma de todos eles, dando como resultado o Orçamento de Execução 22 Material, ao que se somarão os Gastos Gerais e o Lucro da Empresa para obter o Orçamento de Execução por Empreitada. 5.1.10.Qualidade de um processo orçamentário O processo orçamentário tende a refletir de uma forma quantitativa, através dos orçamentos, os objetivos fixados pela empresa a curto prazo, mediante o estabelecimento dos programas adequados, sem perder a perspectiva dos objetivos a longo prazo, posto que esta condicionará os planos que permitirão a consecução do fim último que orienta a gestão. Os orçamentos servem de meio de comunicação dos planos de toda a obra, proporcionando as bases que permitirão avaliar a atuação dos distintos segmentos, ou áreas de atividade da construção. Um processo orçamentário eficaz depende de muitos fatores, entretanto cabe destacar dois que podem ter a consideração de "requisitos imprescindíveis". Assim, por um lado, é necessário que a empresa tenha uma estrutura organizativa clara configurada e coerente, através da que se desenvolverá todo o processo de atribuição e delimitação de responsabilidades. Um programa orçamentário será mais eficaz assim que se possam atribuir adequadamente as responsabilidades, para o qual, necessariamente, tal processo deverá contar com uma estrutura organizativa perfeitamente definida. Para Sampaio (1989, p. 114), o outro requisito vem determinado pela repercussão que, sobre o processo orçamentário, tem a conduta do potencial humano que intervém no mesmo; isto é, o papel que desempenham dentro do processo de planejamento e realização do orçamento os fatores de motivação e de comportamento. Neste momento, o papel do engenheiro se faz mais presente. O processo orçamentário, além de representar um instrumento fundamental de otimização da gestão a curto prazo, constitui uma ferramenta eficaz de participação 23 do pessoal na determinação de objetivos, e na formalização de compromissos com o fim de fixar responsabilidades para sua execução. Esta participação serve de motivação aos indivíduos que exercem uma influência pessoal, conferindo a eles um poder decisório em suas respectivas áreas de responsabilidade. O processo de planejamento orçamentário da obra varia muito, entretanto, com caráter geral, pode-se afirmar que consiste em um processo seqüencial integrado pelas seguintes etapas: Definição e transmissão das diretrizes gerais aos responsáveis pela preparação dos orçamentos: A direção geral, ou a direção estratégica, é a responsável por transmitir a cada área de atividade as instruções gerais, para que estas possam desenhar seus planos, programas, e pressupostos; isso é devido ao fato que as diretrizes fixadas a cada área de responsabilidade, ou área de atividade, dependem do planejamento estratégico e das políticas gerais da empresa fixadas a longo prazo. Elaboração de planos, programas e investimentos: A partir das diretrizes recebidas, e já aceitas, cada responsável elaborará as diferentes ações que devem empreender para poder cumprir os objetivos marcados. Entretanto, convém que ao preparar os planos correspondentes a cada área de atividade, exponham-se diferentes alternativas que contemplem as possíveis variações que possam produzir-se no comportamento do ambiente, ou de variáveis que vão configurar tais planos. Negociação dos orçamentos: A negociação é um processo que vai de baixo para cima, onde, através de fases sucessivas, cada um dos níveis hierárquicos consolida os distintos planos, programas e pressupostos aceitos nos níveis anteriores. Coordenação dos orçamentos: 24 Através deste processo se comprova a coerência de cada um dos planos e programas, com o fim de introduzir, se for necessário, as modificações necessárias e assim alcançar o adequado equilíbrio entre as diferentes áreas. Aprovação dos orçamentos: A aprovação, por parte do cliente, supõe avaliar os objetivos que pretende alcançar na obra. Acompanhamento e atualização dos orçamentos: Uma vez aprovado o orçamento é necessário desenvolver um controle da evolução de cada uma das variáveis que o configuraram. Este elemento permitirá corrigir a situações e atuações desfavoráveis, e fixar as novas previsões que pudessem derivar do novo contexto. 5.1.11.Organização do orçamento O orçamento consta de vários programas, cada um relacionado a uma função da obra, e todos eles inter-relacionados entre si, pois a informação de uma área é relevante para as demais no que se refere às bases do orçamento. O orçamento de operações é elaborado considerando o curto prazo, ou seja, o tempo de construção da obra. Embora possa ser prolongado dependendo do tipo de investimento da empresa, e o grau de detalhe que nestes programas se dirige dificulta tal projeção. Este orçamento em geral é fixo (estático), e permite a comparação com a situação real ao fim do período que abranja, pois caso seja flexível, requer uma mudança em todos os pontos de seu plano. A elaboração do orçamento operativo se adapta a cada tipo de obra. Neste orçamento, é muito importante a participação de todo o pessoal que participará efetivamente da obra, pois são eles quem executará os itens apresentadas, e a informação que eles, dirigem resulta ser valiosa para o planejamento. 25 Um orçamento deste tipo mostra as projeções de gastos (em unidades físicas e monetárias), constituindo geralmente na base sobre a que se desenvolve o planejamento, importante para o cliente, e para a empresa. O orçamento principal consiste no agrupamento das linhas de atuação que foram previamente definidas nas diferentes parcelas de atividade da empresa. Os passos fundamentais no desenvolvimento do orçamento principal começam com a estimativa de que variável vai condicionar o desenvolvimento da atividade da empresa em um período determinado, tendo em conta os objetivos a longo prazo e a concreção a curto prazo que dos mesmos se realizou. Para poder chegar à apresentação final do orçamento é recomendável construir o que se poderia denominar "orçamentos intermediários" que podem agrupar-se em duas grandes áreas: A) Orçamentos operativos Estes orçamentos fazem referência, principalmente, à área de comercialização, produção e aos gastos de gestão dentro do período em que se desenvolverá a obra. Conforme Goldman: (2004, p.122), os elementos que integram estes orçamentos operativos são: Orçamento de vendas Orçamento de produção Orçamento de compras Orçamento de gastos de venda Orçamento de administração. Os dados contidos nestes orçamentos singulares permitirão formular a conta de Resultados de Previsão. 26 B) Orçamentos de investimentos Estes devem quantificar as necessidades em bens de capital, conseqüência das decisões tomadas dentro do planejamento estratégico. A partir dos orçamentos operativos e de investimentos se determinará o conjunto de pagamentos que deverão ser levados em consideração para a fixação do preço a ser cobrado pela execução de determinada obra. 5.1.12. As técnicas de realização de orçamento 5.1.12.1. O orçamento rígido O orçamento rígido ou fixo consiste na preparação de um orçamento para um determinado volume de atividade estimado, não se realizando nenhum tipo de ajuste quando a atividade real difere da estimada. Apóiam-se inicialmente em certas situações definidas, as quais se tomam como ponto de partida, e se comparam os resultados reais com os supostos fixados previamente. O processo de produção de orçamento fixo é conveniente só se puder estimar com uma estreita margem de oscilação, o volume de atividade da empresa, e quando os custos e gastos mostram um comportamento facilmente previsível. Os orçamentos fixos demonstram-se especialmente adequados naquelas obras em que, ainda quando não se cumpram com exatidão o nível de atividade estimado, as separações não sejam significativas. Ou, ainda, naquelas nas quais se sabe que embora não se tenha alcançado o ponto desejado, não tenha sido o mercado que provocou problemas na obra, mas deficiências técnicas. 5.1.12.2. O orçamento flexível 27 Um orçamento flexível supõe a elaboração de um conjunto de planos orçamentários alternativos que se relacionam com os diferentes níveis de atividade previstos, conceituados estes como uma série de filas alternativas de atividade, mais que como determinados volumes de produção. Este tipo de orçamento parte da premissa de que o comportamento tanto dos custos fixos como dos variáveis depende, fundamentalmente, das atividades, sendo que o volume de orçamento correspondente aos níveis de atividade pode variar mais, ou em seu caso menos, que proporcionalmente com os níveis referenciados. O orçamento flexível se baseia na diferença fundamental do comportamento dos custos em: fixos, variáveis, e mistos. Para Sampaio (1989, p.129), dado que os custos fixos não variam em flutuações no nível de atividade a curto prazo, pode-se considerar que o orçamento flexível consta realmente de duas partes: a primeira é um orçamento fixo composto tanto de custos fixos, como do componente fixo dos custos mistos; a segunda parte é um orçamento verdadeiramente flexível já que está integrado basicamente por custos variáveis. 5.1.12.3. O orçamento por programas O orçamento por programas é um sistema orçamentário integrado consistente na projeção anual dos planos, a respeito dos objetivos e linhas prioritárias de atuação da empresa, onde se ordenam: o conjunto de atividades a desenvolver, os objetivos fixados para desenvolver nas várias atividades, os recursos a utilizar em sua execução, 28 os indicadores que permitam analisar ou apreciar o grau de realização em seu duplo aspecto: físico e financeiro, e os agentes encarregados de levá-los a bom termo, quer dizer, aqueles que são responsáveis pela execução dos programas. Qualquer técnica orçamentária deve ajudar à adoção de decisões e o orçamento por programas representa uma base informativa que conjuga a teoria do sistema, com a análise custo-benefício, especificando os programas que devem empreender-se em base do cumprimento máximo dos objetivos fixados, e o grau de alcance que se obtém dos mesmos. 5.2. O controle orçamentário 5.2.1. Gestão na Construção Civil Mudanças estratégicas implicam em barreiras administrativas que devem ser extrapoladas e revertidas, dando lugar a novos conceitos, mais eficazes e verdadeiros. A estratégia ‘fator humano’ é indispensável e os gerentes mais atentos valorizam melhor seus funcionários. Em muitas empresas a barreira hierárquica vem dando lugar a cooperação entre os membros, através do aprendizado contínuo que possa abranger a multidisciplinaridade, inerente a todos e muitas vezes inexplorado. As organizações redefinem seu papel na sociedade e suas práticas de gestão com pessoas. O trabalho em equipe exige esforço cooperativo e oferece resultados mais satisfatórios. O profissional de equipe deverá contemplar essa pré-disposição para a integração profissional, além de inteligência emocional mais aguçada em detrimento do conhecido ‘quociente de inteligência’ (Q.I.). As empresas não poderão sustentar velhos grupos, que são pessoas apenas trabalhando juntas, mas sim formar equipes com objetivos comuns com disposição para atuar de forma compartilhada. 29 Para Boog (1991, p. 99), o clima de uma organização é um dos aspectos mais freqüentemente aludidos no diagnóstico organizacional. Trata-se de um tema que começou a ser exposto na década de sessenta, junto com a teoria dos sistemas ao estudo das organizações. Não é estranho que tenha acontecido desta forma. O conceito de clima (inclusive por sua conotação geográfica – atmosférica) permite ampliar as perspectivas de análise de uma visão parcializada e reducionista a uma mais global, que seja capaz de integrar o ambiente como uma variável sistêmica e que abranja fenômenos complexos por meio de uma teoria também complexa. A relação sistema - ambiente, própria da teoria dos sistemas abertos proveniente da Teoria Geral de Sistemas, proposta pelo Von Bertalanffy(1992) e enriquecida com contribuições da cibernética, ingressa com grande força à teoria organizacional nos anos sessenta. Esta proposição – a de ver os sistemas organizacionais em sua relação com seu ambiente ambiental – encontra acolhida em uma teoria de organizações que procurava superar as compreensões excessivamente mecanicistas de alguns enfoques e reducionistas. As perspectivas formalizantes da Escola Clássica, por outra parte, tinham encontrado críticas por parte de enfoques de corte psicológico-social, que tinham sua origem na Escola de Relações Humanas. Talcott Parsons(1992), em 1966, por sua vez, propôs uma teoria em que as organizações seriam um subsistema da sociedade e chamava a atenção sobre as complexas vinculações institucionais das organizações com a sociedade. Esta teoria propunha, além disso, um caminho que permitisse integrar a personalidade, o sistema social organizacional e os níveis culturais. Esta integração poderia ser produzida através dos papéis, o status e as expectativas, tomadas em consideração as orientações da personalidade e as orientações normativas. Entretanto, esta teoria não pôde ser adequadamente compreendida e acolhida, porquanto o desafio do momento tinha um sentido eminentemente prático e tornavase muito difícil para os investigadores da época realizar um esforço dessa 30 envergadura. Por esta razão, a proposta Parsoniana não foi acolhida, ou foi muito marginalmente. Porém, ficou marcada a preocupação que as relações dentro do ambiente empresarial determinam parte de seu direcionamento e a formulação de estratégias implica, necessariamente, em compreender e trabalhar as pessoas dentro do ambiente de trabalho. A fase da implantação estratégica se refere ao conjunto de atividades e decisões que são necessárias para tornar efetiva ou pôr em marcha uma estratégia, de modo que se consigam a missão e os objetivos estratégicos previamente expostos. Este é possivelmente o âmbito no qual de forma mais clara e ampla fica de manifesto a necessidade de ter em conta os problemas organizativos vinculados com a Direção Estratégica. Possivelmente, de acordo com Alexander (1991), por este motivo, costuma-se dedicar a estas questões uma menor atenção que aos problemas de formulação ou desenho de estratégias, o que fica refletido no menor volume de investigação acadêmica assim como no menor espaço habitualmente dedicado em os manuais sobre estratégia empresarial. Por que se deu esta situação? Alexander (1991) identifica quatro razões que poderiam explicar este desajuste: a) a implantação estratégica é uma tarefa muito menos atrativa que a formulação; b) a crença generalizada de que se exige mais habilidades para a formulação que para a implantação, que qualquer pode fazer; c) que não estamos seguros do que é o que inclui a implantação, onde começam seus problemas e onde terminam; e d) a escassez de modelos conceituais globais sobre a implantação estratégica. 31 Efetivamente, os problemas de implantação estratégica reúnem sob esta denominação o conjunto de problemas organizativos necessários para pôr em execução com êxito uma estratégia e, em geral, para administrar uma empresa. 5.2.2. A importância do gerenciamento A partir da última década, inúmeras mudanças ocorreram no mundo dos negócios o que fez com que as empresas passassem a orientar as suas estratégias para a busca da sobrevivência e da competitividade organizacional. Neste ambiente, os desafios fazem com que as empresas busquem, continuamente, diferenciais competitivos. Paradoxalmente, este esforço concentrado das organizações em encontrar diferenciais, torna os produtos e as ações de mercado muito semelhantes. A crescente competitividade entre as diversas empresas, em um mercado em que cada vez são menores as diferenças entre os produtos, obriga as organizações a desenvolver todo tipo de serviço ao cliente.(SOTO, 2002:128) A globalização da administração é uma realidade da vida diária. Todos os dias, os periódicos estão cheios de notícias que nos recordam que as organizações adotaram um enfoque global. Os noticiários falam freqüentemente de assuntos como as balanças comerciais internacionais e as flutuações das moedas. Não é estranho ler a respeito de empresas japonesas que estão avançando nos mercados dos Estados Unidos nem de empresas americanas que estão progredindo nos mercados do Japão. Somos informados que administradores dos países que estavam atrás da chamada “cortina de ferro” agora se preparam na Europa Ocidental ou nos Estados Unidos e de empresas americanas e britânicas que se unem para oferecer novos serviços de telecomunicações e investimentos industriais em vários países do mundo. Hoje, nenhum administrador se pode dar o luxo de supor que sua organização esteja isolada de todas estas atividades mundiais. 32 Hoje, não é nada estranho encontrar uma organização global, com escritório matriz nos Estados Unidos, que administre operações fabris, por exemplo, nos Estados Unidos, Alemanha ou Singapura. As grandes organizações optaram pela via global, e também é cada vez maior a quantidade de pequenas empresas que o fazem. Em escala mundial, a globalização se refere à crescente interdependência entre os países, tal como se reflete nos fluxos internacionais de bens, serviços, capitais e conhecimentos. Em escala nacional, refere-se à magnitude das relações entre a economia de uma nação e o resto do país. É um processo de crescimento internacional ou mundial do capital financeiro, industrial, comercial, de recursos, humanos, políticos e de quaisquer tipos de atividade intercambiáveis entre países. Na economia mundial moderna, as relações entre as pessoas, as regiões e os países não são acidentais nem passivas, e sim são mecanismos de integração ativos que intensificam e desenvolvem a vida econômica internacional. A globalização transformou a forma como as empresas levam suas operações, mas, sobretudo, teve um impacto muito importante na própria organização. Por isso o perfil de seus integrantes é distinto. No Brasil, cada vez mais, é insuficiente contar com estudos universitários, para ser competitivo. É necessário se especializar, conhecer as estratégias internacionais, dominar vários idiomas e estar aberto a oportunidades de emprego. Sabe-se que, diante das novas condições econômicas atuais, os países mais avançados em comércio internacional têm maior capacidade para invadir os mercados em desenvolvimento. As grandes empresas transnacionais e grupos de investidores tomam as rédeas de setores completos, a maioria dos quais são chaves para a produção nacional. As empresas dos países cuja economia não tem tanta força só têm uma alternativa: revisar suas estratégias e políticas para obter algum nível de competitividade que os permita pelo menos sobreviver. Neste sentido, Chistopher (1997, p.117) ressalta que como os mercados adquirem cada vez mais as características de alto consumo, em que os clientes vêem pouca diferença entre as características físicas ou funcionais dos produtos, é por meio dos serviços que cada organização faz a sua diferença. 33 Reconhecer que as relações mais próximas com os clientes podem constituir a chave para a competitividade e para o sucesso empresarial a longo prazo, leva à compreensão da importância crucial do serviço prestado e, consequentemente, da estruturação adequada de todos os processos, para que o cliente seja atendido da melhor forma possível. Os gestores precisam, portanto, identificar novas formas de agregar valor com foco no cliente, abandonando as formas convencionais que, por serem de domínio comum, deixam de ser diferenciadoras. Lavalle (1995, p.98) destaca que responder à demanda, obtendo um ótimo nível de serviço ao cliente, ao menor custo possível, é o objetivo básico da logística e do gerenciamento empresarial. O gerenciamento deve ser visto como um instrumento que é capaz de agregar valor por meio dos serviços prestados. “Em termos simples, o valor para o cliente é criado quando as percepções dos benefícios recebidos em uma transação superam os custos totais de propriedade” (CHRISTOPHER, 1997:79). O valor é expresso pela relação entre os benefícios esperados pelos clientes e os esforços por eles dispensados. Sendo assim, na medida em que o gerenciamento conseguir melhorar o nível de serviços oferecidos ao cliente, aumenta-se os benefícios que este recebe. Por outro lado, uma logística eficiente pode levar a organização a operar com menores custos, o que lhe permite reduzir o preço de venda que é também uma forma de se aumentar o valor percebido pelo cliente. A estratégia deve procurar sempre a maximização desta relação. Hoje, o gerenciamento eficaz e eficiente já é considerado definitivo como uma fonte vital para a diferenciação e para que as organizações possam sobreviver. Os conceitos de Supply Chain Management, ECR (Efficient Consumer Response), abastecimento automático do ponto de venda, consórcio de produção, operador logístico, entre outros, são alguns dos novos elementos que vão se tornando cada vez mais comuns e que são desenvolvidos pelas organizações a partir do entendimento do papel essencial e estratégico da logística no ambiente de negócios global. 34 As novas concepções de competitividade modificaram, igualmente, os conceitos de gerenciamento impulsionando a sua modernização. O gerenciamento, assim, nestes últimos anos tende a evoluir de um estágio inicial no qual suas atividades eram divididas pelas áreas funcionais da empresa e realizadas de forma desconexa, passou pela integração das atividades internas, o que trouxe melhorias, migrando para uma percepção de que é fundamental que todos os envolvidos, tanto fornecedores como clientes, estejam integrados para a obtenção do um desempenho excelente. 5.2.3.O engenheiro e o controle do orçamento Atualmente o gerenciamento e a gestão de produção classificam-se como setores estratégicos básicos para o desenvolvimento global da economia. Isso se dá porque que asseguram a ótima utilização dos recursos, da mão-de-obra, com vistas à qualidade. Desta maneira, gera-se estímulo para a redução de custos e o aumento da produtividade, favorecendo o investimento, a criação de ocupação e a competitividade. Constitui, além disso, um instrumento básico para incrementar a produtividade dos setores produtivos. O incremento que nos últimos anos se está produzindo nos intercâmbios comerciais, motivado pelos processos de globalização e liberalização da economia, está gerando novas demandas de gerenciamento de materiais, de transporte, demandas que se verão multiplicadas pelo avanço da nova economia e o papel que nela terá a distribuição e a logística. Para fazer frente a este novo cenário se requer a compreensão das razões produtivas que levam ao mau gerenciamento, e ao conseqüente desperdício - no caso particular da construção civil - e os modelos de atuação que levem à redução destes desperdícios. Só assim se poderá fazer frente às mudanças aceleradas nos processos de produção e distribuição, surgidos como conseqüência da necessidade de ajustar a oferta, com flexibilidade e rapidez, às exigências cambiantes da demanda. 35 O controle orçamentário, tal como se costuma conceituar, é um processo que permite avaliar a atuação e o rendimento ou resultado obtido em cada em cada momento da obra. Para isso, o engenheiro estabelece as comparações entre as realizações e os objetivos iniciais recolhidos nos orçamentos, com as atividades efetivamente realizadas. O processo orçamentário e o controle são, portanto processos complementares dado que a processo orçamentário define objetivos previstos, os quais têm valor quando existir um plano que facilite sua consecução (meios). Por sua vez, a característica definidora do controle orçamentário é a comparação entre a programação e a execução, devendo-se realizar de forma metódica e regular. O eixo fundamental do controle orçamentário se centra na informação necessária sobre o nível desejado de rendimento, o nível real e a separação. Além disso, é necessária a ação do engenheiro para pôr em marcha os planos e modificar as atividades futuras. O controle orçamentário, portanto, vai muito além da mera localização de uma variação. A implantação de um mecanismo de controle através do orçamento supõe comparar os resultados com os correspondentes programas, e se não coincidirem deverão ser analisadas as causas de tais diferenças. Neste contexto, pois, para exercer um controle eficaz devem ser realizadas as seguintes considerações: Tudo o que foi objeto de uma programação deve ser objeto de controle. Toda separação entre programas e execução do orçamento tem um motivo que terá que ser analisado, e que pode dever-se a uma falha na programação, um defeito na execução ou a ambas as razões. Toda separação deve ser atribuída a um responsável concreto, o que requererá levar a cabo uma análise minuciosa desta separação. 36 As separações podem exigir medidas de correção; quer dizer, o fim último do controle orçamentário não é transmitir temor aos diretores, mas fazer-lhes ver as deficiências que se produziram e sugerir as ações corretivas a empreender. 5.2.4.O planejamento O planejamento é uma das atividades mais delicadas que se tem que cumprir em uma empresa, pois é a que prevê o que deve ser produzido para atender as necessidades do mercado e, além disso, é a que dimensiona os recursos que devem ser obtidos para viabilizar o plano. Netto (1988, p. 75), coloca basicamente as cinco fases que compõem o processo de planejamento são: 1. Planejamento estratégico. 2. Planejamento adicionado. 3. Programação mestra. 4. Programação de componentes. 5. Execução e controle. Para Furtado (1999, p.127), no caso da construção civil, este planejamento deve estar relacionado a todo processo de construção. Isso, necessariamente, envolve a confecção dos programas de produção e os seus controles, desde a fase de projeto até a entrega da obra montagem da estrutura funcional para gestão do empreendimento, indicando os participantes projetistas, construtor, etc., Segundo Lima (1999) (...)sua posição nesta estrutura e o sistema gerencial que será adotado para transmissão de informações entre os participantes, entre os mesmos e a gerenciadora e entre eles e o cliente, através da gerenciadora. (LIMA, 1999: 115) 37 No aspecto do gerenciamento, o planejamento da construção deve seguir uma série de elementos, que de acordo com Furtado (1999, p.127): ▪ coordenação dos projetos necessários para execução ▪ fiscalização das obras ▪ supervisão e gerenciamento da produção, coordenando serviços técnicos comprados em fontes diferentes. ▪ controle de suprimentos, no que respeita ao programa que deverá ser mantido, para a produção, com eventual controle de qualidade. 5.2.5.Planejamento e mercado Deve-se lembrar que, fundamentalmente, o produto final de uma obra de construção civil está relacionado a um determinado mercado – sujeito às mesmas regras de outros produtos, dentro de um sistema capitalista. Diante desta situação, aqui também o gerenciamento não deve ser esquecido. Quando se esquecem os elementos do gerenciamento dentro da construção civil no que respeita ao mercado, o próprio produto é prejudicado. Quando a produção é negligenciada no gerenciamento, compromete-se a rentabilidade porque os custos de obra, de forma direta ou indireta se desviam, por força de prazos não cumpridos, de custos financeiros agregados ou, muitas vezes, porque não são tratados com o cuidado devido, já que representam uma parcela do prego de venda, o que pode transmitir uma falsa sensação de que não tem grande representatividade e podem ser passíveis de um controle menos intenso. Quando a venda é negligenciada no gerenciamento, compromete-se também a rentabilidade, pois a qualidade do andamento do sistema de produção não substitui a velocidade de comercialização, o cuidado com a cobrança do preço, o manejo financeiro adequado, especialmente 38 quando se trabalha com recursos de terceiros, sejam financiados ou não.(LIMA, 1999:129) Segundo Lima(1999, p.131), o processo de gerenciamento deve se ocupar, também, em prestar assessoria em relação ao processo de construção aliado à comercialização do imóvel, a partir de uma série de ações. ▪ orientar os serviços de pesquisa de mercado que nortearão a definição do mercado alvo e, por conseqüência, serviço para indicar o produto mais viável em cada operação; ▪ executar ou orientar os estudos de viabilidade para definição do produto, sejam os de projeto sejam os econômico financeiros ▪ estabelecer os planos estratégicos para colocação do produto no mercado, desde as caracterizações de preço até as estratégias de marketing ▪ estabelecer programas para ação do empreendimento, que oferecendo diretrizes tanto internamente no cliente, quanto para os prestadores de serviços externos ▪ controlar a ação, seja na face de preparo do produto para venda (projeto e assuntos legais), ou na de comercialização efetiva. 39 6. ESTUDO DE CASO O presente estudo demonstra a análise de planilhas da CONSTRUTORA CAMARGO FLUETI LTDA, em que a situação demonstrada é a obra da E.E. Alexandrina Bassith, situada à R AVARÉ 25, em que a construtora participou da licitação pela FDE (Fundação para o Desenvolvimento da Educação), onde a construtora cedeu o material para a composição deste, assim concretizando a pesquisa com base da BDI, principal foco de trabalho. Tabela 6.1 - Insumos Prédio Nome Escola 01.09.108 ALEXANDRINA BASSITH Proponente: CONSTRUTORA CAMARGO FLUETI LTDA BDI: LS: PC: 05/1219/08 PI: 2007/00352 122% 23% CÓDIGO DESCRIÇÃO DOS INSUMOS UNID. VR.UNIT. VR.LICITANTE 01.01.09 ESGOTEIRO/CAVOUQUEIRO H 3,05 3,05 01.01.11 CARPINTEIRO H 3,56 3,42 01.01.12 AJUDANTE DE CARPINTEIRO H 3,10 3,05 01.01.18 ENCANADOR H 3,99 3,99 01.01.19 AJUDANTE DE ENCANADOR H 3,08 3,08 01.01.21 FERREIRO H 3,59 3,59 01.01.22 AJUDANTE DE FERREIRO H 3,04 3,04 01.01.26 JARDINEIRO H 3,14 3,14 01.01.39 PEDREIRO H 3,58 3,39 01.01.40 PINTOR H 3,64 3,39 01.01.41 AJUDANTE DE PINTOR H 3,07 2,98 01.01.44 SERRALHEIRO H 6,03 6,03 01.01.45 AJUDANTE SERRALHEIRO H 3,42 3,42 01.01.46 SERVENTE H 3,02 2,98 01.01.95 AJUDANTE DE ESGOTEIRO H 3,03 3,03 02.05.03 AREIA M3 51,71 45,98 02.05.05 CAL HIDRATADA KG 0,28 0,24 02.05.08 CIMENTO KG 0,30 0,29 02.05.17 PEDRA BRITADA 1 M3 40,05 34,84 02.05.18 PEDRA BRITADA 2 M3 40,43 35,95 02.05.22 PEDRISCO M3 41,21 35,85 02.05.30 CONCRETO DOSADO (CONDICAO-A) FCK 15 M PA M3 174,55 174,30 02.05.35 CONCRETO DOSADO (CONDICAO-A) FCK 20 M PA M3 184,91 160,87 02.05.36 CONCRETO DOSADO (CONDICAO A) FCK 25 MPA M3 191,69 182,10 02.10.09 PONTALETE PINHO DE 3"X3" M 3,78 3,28 40 02.10.14 SARRAFO PINHO APARELHADO 5X2,5 CM M 1,98 1,72 02.10.18 SARRAFO PINHO 7,5X2,5 CM M 3,20 2,75 02.10.21 TABUAS PINHO DE 1"X12" DE 3A. M2 17,18 16,32 02.10.32 CHAPA COMPENSADA RESINADA E=12MM M2 9,99 8,69 02.10.33 CHAPA COMPENSADA PLASTIFICADA E=10MM M2 16,12 14,02 02.10.38 PONTALETE DE PINHO DE 3"X3" DE 2a CONSTRUCAO M 5,23 4,55 02.10.60 RIPA DE PEROBA 1X5CM M 1,52 1,32 02.12.29 FORMA DE TUBO DE PAPELAO DIAM.30 CM M 62,75 54,59 02.15.25 ACO CA-50-A $MD BITOLAS KG 2,93 2,76 02.15.38 ACO CA-60-B $MD BITOLAS KG 3,49 3,23 02.15.44 TELA TELCON Q-92 M2 6,52 5,88 02.15.60 TELA ARMADURA (MALHA AÇO CA-60) KG 4,28 3,72 02.25.04 BLOCO CONCRETO DE 14X39X19CM UN 1,36 1,18 02.25.05 BLOCO CONCRETO DE 19X39X19CM UN 1,75 1,52 02.25.15 TIJOLO COMUM MACICO UN 0,17 0,14 02.25.77 BLOCO CONCRETO 14X19X39CM - 20KGF/CM2 UN 1,36 1,34 02.25.96 BLOCO DE CONCRETO CANALETA 14X19X39CM UN 1,59 1,38 02.25.97 BLOCO DE CONCRETO CANALETA 19X19X39CM UN 2,01 1,74 02.40.09 CIMENTO CRISTALIZANTE PARA IMPERMEABILIZACAO KG 1,68 1,63 02.40.10 EMULSAO ADESIVA PVA KG 9,18 7,98 02.40.56 TINTA BETUMINOSA L 5,60 4,87 2,03 1,76 02.40.69 IMPERMEABILIZANTE PEGA NORMAL P/ ARGAM E CONCRETO KG ACO ESTRUTURAL NAO PATINAVEL ASTM OU ABNT02.50.17 MATERIAL KG 7,99 02.50.20 MONTAGEM DE ESTRUTURA METALICA KG 1,80 1,56 02.67.60 PREGO KG 4,20 3,65 02.70.10 ARAME RECOZIDO N.18 KG 4,74 4,12 6,95 02.70.31 ARAME GALVANIZADO No. 16 KG 5,51 4,79 02.75.09 TELA ARAME GALV (FIO 10) EM MALHA QUADRADA 2" M2 18,86 17,32 02.80.81 FITA CREPE 25MM X 50M UN 4,03 3,50 8,40 03.55.90 MAO DE OBRA / EQUIP. MEC. ROT. / CORTE / LASER M2 8,85 03.60.31 JUNTA PLASTICA DILATACAO P/ PISO 19X3MM M 0,53 0,46 03.65.55 TC-11 PLACA DE CONCR. PRE-MOLD PERF. 59,5X34,5X5CM UN 30,02 28,52 03.67.09 TABELA DE BASQUETE COM ARO E CESTO UN 480,00 417,60 03.67.12 REDE PARA TRAVE DE GOL UN 26,92 23,42 03.67.15 TAMPO P/SUPORTE REDE VOLEIBOL/TRAVE DE FUTEBOL UN 9,03 7,85 03.67.17 QE-02 POSTE REDE VOLEIBOL/ GALV E PINT ESMALTE-PAR PR 395,83 344,37 03.67.18 QE-03 TRAVE DE FUTEBOL DE SALAO GALV/PINT ESMALTE UN 466,29 405,67 03.67.20 REDE DE VOLEI C/ 4 FAIXAS UN 72,83 63,36 03.75.07 TINTA ESMALTE SINTETICO - ALUMINIO L 11,96 10,40 03.75.13 TINTA LATEX L 5,66 4,92 03.75.17 TINTA A BASE DE EMULSAO ACRILICA (PARA PISOS) L 5,95 5,17 03.76.50 GALVANIZACAO ELETROLITICA (FORN/EXEC) KG 2,39 2,07 03.80.09 SELADOR P/PINTURA LATEX L 6,69 5,82 03.80.12 LIXA PARA FERRO UN 1,28 1,11 03.80.40 LIXA D"AGUA UN 0,61 0,53 03.80.66 FUNDO ESPECIAL PARA ACO GALVANIZADO E ALUMINIO L 13,74 11,95 03.85.02 ADUBO QUIMICO NPK,FORM.BASE (10-10-10) KG 1,47 1,27 03.85.03 CALCARIO DOLOMITICO KG 0,32 0,27 03.85.07 FORRACAO GRAMA TIPO BATATAIS EM PLACAS M2 2,13 1,85 03.85.12 FOSFATO DE ROCHAS KG 1,16 1,00 03.85.13 ADUBO ORGANICO CURTIDO L 0,18 0,15 06.05.15 TUBO DE ACO GALVANIZADO ESP PAREDE 2MM (DN=32MM) M 9,85 9,65 41 06.05.16 TUBO DE ACO GALVANIZADO ESP PAREDE 2MM (DN=50MM) M 15,46 14,69 06.25.01 TUBO PVC JUNTA SOLDAVEL CLASSE 15 - 20MM M 1,14 0,99 06.25.08 TUBO PVC JUNTA SOLDAVEL CLASSE 15 - 85MM M 18,89 16,43 06.25.33 TUBO PVC P/ESGOTO 100MM M 5,66 4,92 06.25.34 TUBO PVC P/ESGOTO 150MM M 13,49 12,89 06.26.73 ANEL BORRACHA P/TUBO PVC ESGOTO DN=100MM UN 0,94 0,81 06.26.74 ANEL BORRACHA P/TUBO PVC ESGOTO DN=150MM UN 3,44 2,99 06.26.77 ANEL BORRACHA P/TUBO PVC ESGOTO DN=200MM UN 2,74 2,38 16,78 06.26.85 TUBO PVC RIGIDO ESGOTO DIAM 200 MM (8") M 19,29 08.03.10 CAMINHAO BASCULANTE 6M3 H 44,00 38,28 2669,04 2377,23 Total Conforme descreve Leão (2004, p.15) é um termo técnico, usado em Economia, para designar um bem de consumo que é utilizado na produção de um outro bem, portanto, pode ser substituído, imprecisamente, pelo termo matériaprima. Nessa condição, a Tabela 6.1, descreve a condição de Preço Fixo, onde este pode-se ser estabelecer pelo valor global do fornecimento ou na condição de Preço Fixo Unitário de cada item ou insumo fornecido. Na condição de Preço Fixo Unitário, trabalha-se com uma tabela de operações unitárias, conforme a mesma está disposta, ou de componentes-padrão e realizam-se regularmente medições no produto em elaboração ou do serviço sendo prestado. Deste modo, multiplicam-se as quantidades apontadas pelo Preço Fixo Unitário, proporcionando o valor da fatura referente àquela medição. Pode-se adotar também um sistema de Contrato a Preço Fixo com uma cláusula de incentivo. A diferença entre o custo total do empreendimento da obra previsto no projeto e o custo total realmente levantado determina o lucro do empreendimento, e o contratado receberá uma parte desse lucro conforme porcentual acordado no contrato. 42 Sendo assim, em análise à Tabela 6.1., o contrato que a construtora firmou, poderá ser firmado considerando a utilização de quantidades fixas de insumos, como mão-de-obra, materiais e energia. A produtividade obtida na administração da execução do produto ou serviço é representada pela utilização de menor quantidade de insumos em relação ao previsto. Por fim, com a totalização dos valores unitários e valores licitantes, o ganho físico é então dividido contratualmente entre o contratante e o contratado. Tabela 6.2 – Composição de Preços Unitários – MÃO DE OBRA, MATERIAIS E EQUIPAMENTOS. Prédio Nome Escola 01.09.108 ALEXANDRINA BASSITH LS: BDI: 122% PC: 05/1219/08 PI: 2007/00352 23% CÓDIGO 01.01.01 DESCRIÇÃO DOS SERVIÇOS RETIRANDO A VEGETACAO, TRONCOS ATE 5CM DE DIAMETRO E RASPAGEM 10146 SERVENTE UNID. COEFICIENTE VR.UNIT. M2 H 2,03430 0,25000 2,98 LS 0,38040 CORTE E ATERRO DENTRO DA OBRA COM TRANSPORTE INTERNO 10146 SERVENTE M3 H 20,34297 2,50000 2,98 LS 3,80397 ESCAVACAO MANUAL - PROFUNDIDADE ATE 1.80 M 10146 SERVENTE M3 H 18,71553 2,30000 2,98 LS 6,85400 8,36188 BDI 02.01.10 7,45000 9,08900 BDI 02.01.01 0,74500 0,90890 BDI 01.02.01 VR.TOTAL 3,49965 APILOAMENTO PARA SIMPLES REGULARIZACAO 10146 SERVENTE M2 H 3,25488 0,40000 2,98 1,19200 LS 1,45424 BDI 0,60864 02.01.15 LASTRO DE CONCRETO - 5 CM M2 16,31917 20518 PEDRA BRITADA 2 M3 0,04000 35,95 1,43800 20508 CIMENTO KG 10,00000 0,29 2,90000 20503 AREIA M3 0,03000 45,98 1,37940 10146 SERVENTE H 0,80000 2,98 2,38400 10139 PEDREIRO H 0,30000 3,39 1,01700 LS 4,14922 BDI 3,05155 44 02.01.27 REATERRO COM ADICAO DE 2% DE CIMENTO M3 20508 CIMENTO KG 10146 SERVENTE H 79,29638 28,40000 0,29 8,23600 8,50000 2,98 25,33000 LS 30,90260 BDI 02.02.26 14,82778 BROCA DE CONCRETO DE DIAMETRO 25CM - INCL ARRANQUES M 21525 ACO CA-50-A $MD BITOLAS KG 20518 PEDRA BRITADA 2 20508 CIMENTO 35,03275 2,30000 2,76 6,34800 M3 0,04300 35,95 1,54585 KG 15,90000 0,29 4,61100 20503 AREIA M3 0,03200 45,98 1,47136 10146 SERVENTE H 1,84000 2,98 5,48320 10139 PEDREIRO H 0,31000 3,39 1,05090 LS 7,97160 BDI 02.03.01 6,55084 FORMA DE MADEIRA MACICA 26760 PREGO M2 KG 34,59958 0,20000 3,65 21021 TABUAS PINHO DE 1"X12" DE 3A. M2 0,50000 16,32 8,16000 21014 SARRAFO PINHO APARELHADO 5X2,5 CM M 2,00000 1,72 3,44000 10112 AJUDANTE DE CARPINTEIRO H 1,10000 3,05 3,35500 10111 CARPINTEIRO H 1,10000 3,42 3,76200 LS 8,68274 BDI 02.04.02 0,73000 6,46984 ACO CA 50 (A OU B) FYK= 500 M PA KG 5,81576 27010 ARAME RECOZIDO N.18 KG 0,02000 4,12 0,08240 21525 ACO CA-50-A $MD BITOLAS KG 1,15000 2,76 3,17400 10122 AJUDANTE DE FERREIRO H 0,10000 3,04 0,30400 10121 FERREIRO H 0,10000 3,59 0,35900 LS 0,80886 BDI 1,08750 02.05.18 CONCRETO DOSADO E LANCADO FCK=25MPA LS M3 332,82619 20536 CONCRETO DOSADO (CONDICAO A) FCK 25 MPA M3 1,02000 182,10 185,74200 10146 SERVENTE H 6,00000 2,98 17,88000 10139 PEDREIRO H 6,00000 3,39 20,34000 46,62840 45 BDI 02.50.01 62,23579 DE CONCRETO SIMPLES (MANUAL) 10146 SERVENTE M3 H 89,50907 11,00000 2,98 LS 39,99160 BDI 03.02.02 16,73747 ACO CA 50 (A OU B) FYK= 500 M PA 27010 ARAME RECOZIDO N.18 KG KG 5,81576 0,02000 4,12 KG 1,15000 2,76 3,17400 10122 AJUDANTE DE FERREIRO H 0,10000 3,04 0,30400 10121 FERREIRO H 0,10000 3,59 0,35900 LS 0,80886 1,08750 TELA ARMADURA (MALHA ACO CA 60 FYK= 600 M PA) KG 5,57628 21560 TELA ARMADURA (MALHA AÇO CA-60) KG 1,10000 3,72 4,09200 10122 AJUDANTE DE FERREIRO H 0,03000 3,04 0,09120 10121 FERREIRO H 0,03000 3,59 0,10770 LS 0,24266 BDI 03.50.01 1,04272 DE CONCRETO INCLUINDO REVESTIMENTOS (MANUAL) 10146 SERVENTE M3 H 162,74376 20,00000 2,98 LS 30,43176 ALVENARIA DE BLOCOS DE CONCRETO E=14CM M2 40,01391 22504 BLOCO CONCRETO DE 14X39X19CM UN 13,00000 1,18 15,34000 20508 CIMENTO KG 3,24000 0,29 0,93960 20505 CAL HIDRATADA KG 4,14000 0,24 0,99360 20503 AREIA M3 0,02300 45,98 1,05754 10146 SERVENTE H 1,10000 2,98 3,27800 10139 PEDREIRO H 0,92000 3,39 3,11880 LS 7,80410 BDI 04.01.32 59,60000 72,71200 BDI 04.01.31 0,08240 21525 ACO CA-50-A $MD BITOLAS BDI 03.02.05 32,78000 7,48228 ALVENARIA DE BLOCOS DE CONCRETO E=19CM M2 47,59941 22505 BLOCO CONCRETO DE 19X39X19CM UN 13,00000 1,52 19,76000 20508 CIMENTO KG 4,33000 0,29 1,25570 46 20505 CAL HIDRATADA KG 5,31000 0,24 1,27440 20503 AREIA M3 0,03100 45,98 1,42538 10146 SERVENTE H 1,15000 2,98 3,42700 10139 PEDREIRO H 0,98000 3,39 3,32220 LS 8,23402 BDI 04.01.58 8,90070 VERGA/CINTA EM BLOCO DE CONCRETO CANALETA - 14 CM M 16,35302 22596 BLOCO DE CONCRETO CANALETA 14X19X39CM UN 2,50000 1,38 21525 ACO CA-50-A $MD BITOLAS KG 0,50000 2,76 1,38000 20518 PEDRA BRITADA 2 M3 0,01300 35,95 0,46735 20508 CIMENTO KG 4,36500 0,29 1,26585 20503 AREIA M3 0,00900 45,98 0,41382 10146 SERVENTE H 0,50000 2,98 1,49000 10139 PEDREIRO H 0,40000 3,39 1,35600 LS 3,47212 BDI 3,05788 04.01.59 VERGA/CINTA EM BLOCO DE CONCRETO CANALETA - 19 CM M 18,81568 22597 BLOCO DE CONCRETO CANALETA 19X19X39CM UN 2,50000 1,74 21525 ACO CA-50-A $MD BITOLAS KG 0,50000 2,76 4,35000 1,38000 20518 PEDRA BRITADA 2 M3 0,01900 35,95 0,68305 20508 CIMENTO KG 6,62900 0,29 1,92241 20503 AREIA M3 0,01400 45,98 0,64372 10146 SERVENTE H 0,50000 2,98 1,49000 10139 PEDREIRO H 0,40000 3,39 1,35600 LS 3,47212 BDI 3,51838 04.50.01 DE ALVENARIAS EM GERAL E ELEMENTOS VAZADOS,INCL REVESTIMENTOS M3 37,40745 10146 SERVENTE H 4,12500 2,98 12,29250 10139 PEDREIRO H 0,41500 3,39 1,40685 LS 16,71321 BDI 08.09.18 3,45000 6,99489 TUBO DE PVC RIGIDO JUNTA ELASTICA DN 100MM (4") INCL CONEXOES M 29,37904 62673 ANEL BORRACHA P/TUBO PVC ESGOTO DN=100MM UN 1,00000 0,81 0,81000 62533 TUBO PVC P/ESGOTO 100MM M 1,50000 4,92 7,38000 47 10119 AJUDANTE DE ENCANADOR H 1,00000 3,08 3,08000 10118 ENCANADOR H 1,00000 3,99 3,99000 LS 8,62540 BDI 5,49364 08.09.19 TUBO DE PVC RIGIDO JUNTA ELASTICA DN 150MM (6") INCL CONEXOES M 52,58703 62674 ANEL BORRACHA P/TUBO PVC ESGOTO DN=150MM UN 1,00000 2,99 2,99000 62534 TUBO PVC P/ESGOTO 150MM M 1,20000 12,89 15,46800 10195 AJUDANTE DE ESGOTEIRO H 1,80000 3,03 5,45400 10109 ESGOTEIRO/CAVOUQUEIRO H 1,80000 3,05 LS BDI 08.10.38 9,83335 CI-01 CAIXA DE INSPECAO 60X60CM PARA ESGOTO 27010 ARAME RECOZIDO N.18 08.11.35 5,49000 13,35168 UN KG 255,10358 0,03000 4,12 0,12360 26760 PREGO KG 0,15000 3,65 0,54750 24069 IMPERMEABILIZANTE PEGA NORMAL P/ ARGAM E CONCRETO KG 0,86000 1,76 1,51360 22515 TIJOLO COMUM MACICO UN 128,00000 0,14 17,92000 5,52000 21525 ACO CA-50-A $MD BITOLAS KG 2,00000 2,76 21021 TABUAS PINHO DE 1"X12" DE 3A. M2 0,39000 16,32 6,36480 21014 SARRAFO PINHO APARELHADO 5X2,5 CM M 1,54000 1,72 2,64880 20536 CONCRETO DOSADO (CONDICAO A) FCK 25 MPA M3 0,03000 182,10 5,46300 20518 PEDRA BRITADA 2 M3 0,04000 35,95 1,43800 20508 CIMENTO KG 47,92000 0,29 13,89680 20505 CAL HIDRATADA KG 10,92000 0,24 2,62080 20503 AREIA M3 0,13200 45,98 6,06936 10146 SERVENTE H 11,55000 2,98 34,41900 10139 PEDREIRO H 6,93000 3,39 23,49270 10122 AJUDANTE DE FERREIRO H 0,17000 3,04 0,51680 10121 FERREIRO H 0,17000 3,59 0,61030 10112 AJUDANTE DE CARPINTEIRO H 0,85000 3,05 2,59250 10111 CARPINTEIRO H 0,85000 3,42 2,90700 LS 78,73673 BDI 47,70230 TUBO DE PVC RIGIDO JUNTA ELASTICA DN 200MM (8") INCL CONEXOES 62685 TUBO PVC RIGIDO ESGOTO DIAM 200 MM (8") M M 60,89878 1,20000 16,78 20,13600 48 62677 ANEL BORRACHA P/TUBO PVC ESGOTO DN=200MM UN 1,00000 2,38 2,38000 10195 AJUDANTE DE ESGOTEIRO H 2,00000 3,03 6,06000 10109 ESGOTEIRO/CAVOUQUEIRO H 2,00000 3,05 LS BDI 08.12.74 11,38758 CAIXA DE ALVENARIA - TAMPA DE CONCRETO 27010 ARAME RECOZIDO N.18 M2 KG 85,70133 0,09000 4,12 0,37080 21538 ACO CA-60-B $MD BITOLAS KG 5,27000 3,23 17,02210 21032 CHAPA COMPENSADA RESINADA E=12MM M2 0,33000 8,69 2,86770 21021 TABUAS PINHO DE 1"X12" DE 3A. M2 0,10000 16,32 1,63200 20535 CONCRETO DOSADO (CONDICAO-A) FCK 20 M PA M3 0,05000 160,87 8,04350 10146 SERVENTE H 0,30000 2,98 0,89400 10139 PEDREIRO H 0,30000 3,39 1,01700 10122 AJUDANTE DE FERREIRO H 0,46000 3,04 1,39840 10121 FERREIRO H 0,46000 3,59 1,65140 10112 AJUDANTE DE CARPINTEIRO H 2,00000 3,05 6,10000 10111 CARPINTEIRO H 2,00000 3,42 LS 6,84000 21,83898 BDI 08.12.79 6,10000 14,83520 16,02545 CA-10 CAIXA DE AREIA 50X50 CM PARA AGUAS PLUVIAIS UN 154,36191 27010 ARAME RECOZIDO N.18 KG 0,01240 4,12 26760 PREGO KG 0,09600 3,65 0,05109 0,35040 24069 IMPERMEABILIZANTE PEGA NORMAL P/ ARGAM E CONCRETO KG 0,46400 1,76 0,81664 22515 TIJOLO COMUM MACICO UN 70,00000 0,14 9,80000 21538 ACO CA-60-B $MD BITOLAS KG 0,71000 3,23 2,29330 21021 TABUAS PINHO DE 1"X12" DE 3A. M2 0,39000 16,32 6,36480 20518 PEDRA BRITADA 2 M3 0,04200 35,95 1,50990 20508 CIMENTO KG 31,84000 0,29 9,23360 20505 CAL HIDRATADA KG 4,63000 0,24 1,11120 20503 AREIA M3 0,09720 45,98 4,46926 10146 SERVENTE H 7,23000 2,98 21,54540 10139 PEDREIRO H 3,61000 3,39 12,23790 10122 AJUDANTE DE FERREIRO H 0,38000 3,04 1,15520 10121 FERREIRO H 0,38000 3,59 1,36420 49 10112 AJUDANTE DE CARPINTEIRO H 0,62000 3,05 10111 CARPINTEIRO H 0,62000 3,42 1,89100 2,12040 LS 49,18320 BDI 28,86442 12.02.01 CHAPISCO M2 5,01396 20508 CIMENTO KG 1,39000 0,29 0,40310 20503 AREIA M3 0,00300 45,98 0,13794 10146 SERVENTE H 0,25000 2,98 0,74500 10139 PEDREIRO H 0,25000 3,39 0,84750 LS 1,94285 BDI 12.02.05 0,93757 EMBOCO M2 14,36224 20508 CIMENTO KG 20505 CAL HIDRATADA KG 3,81000 0,24 0,91440 20503 AREIA M3 0,01300 45,98 0,59774 10146 SERVENTE H 0,75000 2,98 2,23500 10139 PEDREIRO H 0,60000 3,39 2,03400 2,37000 0,29 LS 5,20818 BDI 12.04.01 0,68730 2,68562 CHAPISCO M2 5,01396 20508 CIMENTO KG 1,39000 0,29 0,40310 20503 AREIA M3 0,00300 45,98 0,13794 10146 SERVENTE H 0,25000 2,98 0,74500 10139 PEDREIRO H 0,25000 3,39 0,84750 LS 1,94285 BDI 0,93757 12.04.05 EMBOCO M2 20508 CIMENTO KG 2,37000 0,29 14,36224 0,68730 20505 CAL HIDRATADA KG 3,81000 0,24 0,91440 20503 AREIA M3 0,01300 45,98 0,59774 10146 SERVENTE H 0,75000 2,98 2,23500 10139 PEDREIRO H 0,60000 3,39 2,03400 LS 5,20818 BDI 2,68562 50 15.02.79 PINTURA ACRILICA PARA PISOS M2 9,41704 37517 TINTA A BASE DE EMULSAO ACRILICA (PARA PISOS) L 0,25000 5,17 1,29250 10141 AJUDANTE DE PINTOR H 0,45000 2,98 1,34100 10140 PINTOR H 0,45000 3,39 1,52550 LS 3,49713 BDI 15.04.80 16.01.16 1,76091 PINTURA DE QUADRAS ESP-LINHAS DEMARCATORIAS (600M2) UN 552,33878 37517 TINTA A BASE DE EMULSAO ACRILICA (PARA PISOS) L 9,60000 5,17 49,63200 28081 FITA CREPE 25MM X 50M UN 22,00000 3,50 77,00000 10141 AJUDANTE DE PINTOR H 22,80000 2,98 67,94400 10140 PINTOR H 22,80000 3,39 77,29200 LS 177,18792 BDI 103,28286 FD-16 FECHAMENTO DIVISA/BL CONCRETO/REVEST CHAPISCO FINO H=235CM/BROCA M 368,03749 27010 ARAME RECOZIDO N.18 KG 0,20400 4,12 0,84048 26760 PREGO KG 0,20600 3,65 0,75190 24010 EMULSAO ADESIVA PVA KG 0,23400 7,98 1,86732 24009 CIMENTO CRISTALIZANTE PARA IMPERMEABILIZACAO KG 4,68000 1,63 7,62840 22596 BLOCO DE CONCRETO CANALETA 14X19X39CM UN 5,20000 1,38 7,17600 22577 BLOCO CONCRETO 14X19X39CM - 20KGF/CM2 UN 28,60000 1,34 38,32400 21538 ACO CA-60-B $MD BITOLAS KG 2,16000 3,23 6,97680 21525 ACO CA-50-A $MD BITOLAS KG 12,39000 2,76 34,19640 21038 PONTALETE DE PINHO DE 3"X3" DE 2a CONSTRUCAO M 1,88400 4,55 8,57220 21033 CHAPA COMPENSADA PLASTIFICADA E=10MM M2 0,15000 14,02 2,10300 21021 TABUAS PINHO DE 1"X12" DE 3A. M2 0,55400 16,32 9,04128 21014 SARRAFO PINHO APARELHADO 5X2,5 CM M 0,80000 1,72 1,37600 20536 CONCRETO DOSADO (CONDICAO A) FCK 25 MPA M3 0,06300 182,10 11,47230 20522 PEDRISCO M3 0,01000 35,85 0,35850 20518 PEDRA BRITADA 2 M3 0,05500 35,95 1,97725 20517 PEDRA BRITADA 1 M3 0,00900 34,84 0,31356 20508 CIMENTO KG 49,67100 0,29 14,40459 20505 CAL HIDRATADA KG 11,44400 0,24 2,74656 20503 AREIA M3 0,15700 45,98 7,21886 10146 SERVENTE H 8,86100 2,98 26,40578 51 10139 PEDREIRO H 5,08600 3,39 17,24154 10122 AJUDANTE DE FERREIRO H 1,02000 3,04 3,10080 10121 FERREIRO H 1,02000 3,59 3,66180 10112 AJUDANTE DE CARPINTEIRO H 2,08600 3,05 6,36230 10111 CARPINTEIRO H 2,08600 3,42 77,96573 BDI 68,82002 16.02.70 LASTRO DE CONCRETO - 5CM M2 16,31917 20518 PEDRA BRITADA 2 M3 0,04000 35,95 1,43800 20508 CIMENTO KG 10,00000 0,29 2,90000 20503 AREIA M3 0,03000 45,98 1,37940 10146 SERVENTE H 0,80000 2,98 2,38400 10139 PEDREIRO H 0,30000 3,39 1,01700 LS 4,14922 BDI 16.03.03 3,05155 GRAMA BATATAIS EM PLACAS M2 6,24725 38513 ADUBO ORGANICO CURTIDO L 5,00000 0,15 0,75000 38512 FOSFATO DE ROCHAS KG 0,10000 1,00 0,10000 38507 FORRACAO GRAMA TIPO BATATAIS EM PLACAS M2 1,00000 1,85 1,85000 38503 CALCARIO DOLOMITICO KG 0,15000 0,27 0,04050 38502 ADUBO QUIMICO NPK,FORM.BASE (10-10-10) KG 0,10000 1,27 0,12700 10146 SERVENTE H 0,25000 2,98 0,74500 10126 JARDINEIRO H 0,08000 3,14 0,25120 LS 1,21536 BDI 16.04.01 7,13412 LS 1,16818 QE-02 POSTE PARA REDE DE VOLEIBOL PR 591,04120 62508 TUBO PVC JUNTA SOLDAVEL CLASSE 15 - 85MM M 0,80000 16,43 62501 TUBO PVC JUNTA SOLDAVEL CLASSE 15 - 20MM M 0,80000 0,99 0,79200 36720 REDE DE VOLEI C/ 4 FAIXAS UN 1,00000 63,36 63,36000 344,37000 13,14400 36717 QE-02 POSTE REDE VOLEIBOL/ GALV E PINT ESMALTE-PAR PR 1,00000 344,37 36715 TAMPO P/SUPORTE REDE VOLEIBOL/TRAVE DE FUTEBOL UN 2,00000 7,85 15,70000 20536 CONCRETO DOSADO (CONDICAO A) FCK 25 MPA M3 0,12300 182,10 22,39830 10146 SERVENTE H 2,00000 2,98 5,96000 10139 PEDREIRO H 1,00000 3,39 3,39000 52 LS 11,40700 BDI 110,51990 16.04.02 QE-03 TRAVE DE FUTEBOL DE SALAO (FUNDACAO DIRETA) UN 617,31400 62508 TUBO PVC JUNTA SOLDAVEL CLASSE 15 - 85MM M 0,80000 16,43 62501 TUBO PVC JUNTA SOLDAVEL CLASSE 15 - 20MM M 0,80000 0,99 0,79200 36718 QE-03 TRAVE DE FUTEBOL DE SALAO GALV/PINT ESMALTE UN 1,00000 405,67 405,67000 36715 TAMPO P/SUPORTE REDE VOLEIBOL/TRAVE DE FUTEBOL UN 2,00000 7,85 15,70000 36712 REDE PARA TRAVE DE GOL UN 1,00000 23,42 23,42000 20536 CONCRETO DOSADO (CONDICAO A) FCK 25 MPA M3 0,12300 182,10 22,39830 10146 SERVENTE H 2,00000 2,98 5,96000 10139 PEDREIRO H 1,00000 3,39 3,39000 LS 11,40700 BDI 115,43270 16.04.06 QE-11 DEGRAU ARQUIBANCADA M 36031 JUNTA PLASTICA DILATACAO P/ PISO 19X3MM M 22515 TIJOLO COMUM MACICO UN 22504 BLOCO CONCRETO DE 14X39X19CM UN 20518 PEDRA BRITADA 2 M3 20508 CIMENTO KG 20505 CAL HIDRATADA 62,18327 0,50000 0,46 0,23000 51,00000 0,14 7,14000 5,20000 1,18 6,13600 0,03300 35,95 1,18635 10,30000 0,29 2,98700 KG 5,14000 0,24 1,23360 20503 AREIA M3 0,04300 45,98 1,97714 10146 SERVENTE H 2,30000 2,98 6,85400 10139 PEDREIRO H 1,92000 3,39 6,50880 LS 16,30262 BDI 16.04.17 13,14400 11,62777 QE-37 TABELA DE BASQUETE (FUNDACAO DIRETA) UN 4203,06855 37650 GALVANIZACAO ELETROLITICA (FORN/EXEC) KG 52,00000 2,07 107,64000 36709 TABELA DE BASQUETE COM ARO E CESTO UN 1,00000 417,60 417,60000 27010 ARAME RECOZIDO N.18 KG 2,10000 4,12 8,65200 26760 PREGO KG 0,47000 3,65 1,71550 25020 MONTAGEM DE ESTRUTURA METALICA KG 50,00000 1,56 78,00000 25017 ACO ESTRUTURAL NAO PATINAVEL ASTM OU ABNT-MATERIAL KG 50,00000 6,95 347,50000 21538 ACO CA-60-B $MD BITOLAS KG 3,00000 3,23 9,69000 21525 ACO CA-50-A $MD BITOLAS KG 117,00000 2,76 322,92000 53 21229 FORMA DE TUBO DE PAPELAO DIAM.30 CM M 3,90000 54,59 212,90100 21021 TABUAS PINHO DE 1"X12" DE 3A. M2 1,55000 16,32 25,29600 21014 SARRAFO PINHO APARELHADO 5X2,5 CM M 4,32000 1,72 7,43040 20536 CONCRETO DOSADO (CONDICAO A) FCK 25 MPA M3 6,95000 20518 PEDRA BRITADA 2 M3 0,49000 35,95 20508 CIMENTO KG 173,40000 0,29 50,28600 20503 AREIA M3 0,36300 45,98 16,69074 10146 SERVENTE H 35,02000 2,98 104,35960 10139 PEDREIRO H 9,11000 3,39 30,88290 10122 AJUDANTE DE FERREIRO H 10,40000 3,04 31,61600 10121 FERREIRO H 10,40000 3,59 37,33600 10112 AJUDANTE DE CARPINTEIRO H 5,97000 3,05 18,20850 10111 CARPINTEIRO H 4,46000 3,42 15,25320 182,10 1265,59500 LS 289,94056 BDI 16.04.19 17,61550 785,93965 FQ-01 FECHAMENTO PARA QUADRA DE ESPORTES - FUNDO - BROCA M 473,10703 60516 TUBO DE ACO GALVANIZADO ESP PAREDE 2MM (DN=50MM) M 2,46000 14,69 36,13740 60515 TUBO DE ACO GALVANIZADO ESP PAREDE 2MM (DN=32MM) M 2,64000 9,65 25,47600 38066 FUNDO ESPECIAL PARA ACO GALVANIZADO E ALUMINIO L 0,08540 11,95 1,02053 38040 LIXA D"AGUA UN 0,58000 0,53 0,30740 38012 LIXA PARA FERRO UN 0,28170 1,11 0,31269 38009 SELADOR P/PINTURA LATEX L 0,39000 5,82 2,26980 37513 TINTA LATEX L 0,49000 4,92 2,41080 37507 TINTA ESMALTE SINTETICO - ALUMINIO L 0,14170 10,40 1,47368 27509 TELA ARAME GALV (FIO 10) EM MALHA QUADRADA 2" M2 4,00000 17,32 69,28000 27031 ARAME GALVANIZADO No. 16 KG 0,70000 4,79 3,35300 27010 ARAME RECOZIDO N.18 KG 0,12000 4,12 0,49440 26760 PREGO KG 0,14000 3,65 0,51100 24010 EMULSAO ADESIVA PVA KG 0,20000 7,98 1,59600 24009 CIMENTO CRISTALIZANTE PARA IMPERMEABILIZACAO KG 4,08000 1,63 6,65040 22596 BLOCO DE CONCRETO CANALETA 14X19X39CM UN 2,60000 1,38 3,58800 22577 BLOCO CONCRETO 14X19X39CM - 20KGF/CM2 UN 13,00000 1,34 17,42000 21538 ACO CA-60-B $MD BITOLAS KG 1,87000 3,23 6,04010 21525 ACO CA-50-A $MD BITOLAS KG 7,25000 2,76 20,01000 54 21021 TABUAS PINHO DE 1"X12" DE 3A. M2 0,35000 16,32 5,71200 21014 SARRAFO PINHO APARELHADO 5X2,5 CM M 0,80000 1,72 1,37600 21009 PONTALETE PINHO DE 3"X3" M 0,91000 3,28 2,98480 20536 CONCRETO DOSADO (CONDICAO A) FCK 25 MPA M3 0,05200 182,10 9,46920 20522 PEDRISCO M3 0,00600 35,85 0,21510 20518 PEDRA BRITADA 2 M3 0,04600 35,95 1,65370 20508 CIMENTO KG 35,61000 0,29 10,32690 20505 CAL HIDRATADA KG 12,80000 0,24 3,07200 20503 AREIA M3 0,09900 45,98 4,55202 10146 SERVENTE H 7,46000 2,98 22,23080 10145 AJUDANTE SERRALHEIRO H 1,50000 3,42 5,13000 10144 SERRALHEIRO H 1,50000 6,03 9,04500 10141 AJUDANTE DE PINTOR H 1,37500 2,98 4,09750 10140 PINTOR H 1,37500 3,39 4,66125 10139 PEDREIRO H 3,38400 3,39 11,47176 10122 AJUDANTE DE FERREIRO H 0,63000 3,04 1,91520 10121 FERREIRO H 0,63000 3,59 2,26170 10112 AJUDANTE DE CARPINTEIRO H 0,83000 3,05 2,53150 10111 CARPINTEIRO H 0,83000 3,42 LS BDI 16.04.31 2,83860 80,74364 88,46717 FQ-01 FECHAMENTO PARA QUADRA DE ESPORTES - LATERAIS - BROCA 60516 TUBO DE ACO GALVANIZADO ESP PAREDE 2MM (DN=50MM) M M 319,64840 1,16000 14,69 17,04040 60515 TUBO DE ACO GALVANIZADO ESP PAREDE 2MM (DN=32MM) M 2,64000 9,65 25,47600 38066 FUNDO ESPECIAL PARA ACO GALVANIZADO E ALUMINIO L 0,08430 11,95 1,00739 38040 LIXA D"AGUA UN 0,22000 0,53 0,11660 38012 LIXA PARA FERRO UN 0,27890 1,11 0,30958 38009 SELADOR P/PINTURA LATEX L 0,15000 5,82 0,87300 37513 TINTA LATEX L 0,19000 4,92 0,93480 37507 TINTA ESMALTE SINTETICO - ALUMINIO L 0,14010 10,40 1,45704 27509 TELA ARAME GALV (FIO 10) EM MALHA QUADRADA 2" M2 2,40000 17,32 41,56800 27031 ARAME GALVANIZADO No. 16 KG 0,70000 4,79 3,35300 27010 ARAME RECOZIDO N.18 KG 0,10300 4,12 0,42436 26760 PREGO KG 0,10400 3,65 0,37960 55 24010 EMULSAO ADESIVA PVA KG 0,21000 7,98 1,67580 24009 CIMENTO CRISTALIZANTE PARA IMPERMEABILIZACAO KG 4,08000 1,63 6,65040 22596 BLOCO DE CONCRETO CANALETA 14X19X39CM UN 2,60000 1,38 3,58800 22577 BLOCO CONCRETO 14X19X39CM - 20KGF/CM2 UN 5,20000 1,34 6,96800 21538 ACO CA-60-B $MD BITOLAS KG 1,59000 3,23 5,13570 21525 ACO CA-50-A $MD BITOLAS KG 5,84000 2,76 16,11840 21021 TABUAS PINHO DE 1"X12" DE 3A. M2 0,26000 16,32 4,24320 21014 SARRAFO PINHO APARELHADO 5X2,5 CM M 0,80000 1,72 1,37600 21009 PONTALETE PINHO DE 3"X3" M 0,36000 3,28 1,18080 20536 CONCRETO DOSADO (CONDICAO A) FCK 25 MPA M3 0,04500 182,10 8,19450 20522 PEDRISCO M3 0,00600 35,85 0,21510 20518 PEDRA BRITADA 2 M3 0,03900 35,95 1,40205 20508 CIMENTO KG 25,28000 0,29 7,33120 20505 CAL HIDRATADA KG 5,75000 0,24 1,38000 20503 AREIA M3 0,07400 45,98 3,40252 10146 SERVENTE H 5,28000 2,98 15,73440 10145 AJUDANTE SERRALHEIRO H 1,00000 3,42 3,42000 10144 SERRALHEIRO H 1,00000 6,03 6,03000 10141 AJUDANTE DE PINTOR H 0,83200 2,98 2,47936 10140 PINTOR H 0,83200 3,39 2,82048 10139 PEDREIRO H 1,89300 3,39 6,41727 10122 AJUDANTE DE FERREIRO H 0,51200 3,04 1,55648 10121 FERREIRO H 0,51200 3,59 1,83808 10112 AJUDANTE DE CARPINTEIRO H 0,60000 3,05 1,83000 10111 CARPINTEIRO H 0,60000 3,42 LS BDI 16.05.04 2,05200 53,89725 59,77165 CA-05 CANALETA P/ AGUAS PLUVIAIS (L=60CM) 21032 CHAPA COMPENSADA RESINADA E=12MM M M2 22,19257 0,01000 8,69 0,08690 20530 CONCRETO DOSADO (CONDICAO-A) FCK 15 M PA M3 0,05300 174,30 9,23790 10146 SERVENTE H 0,84000 2,98 2,50320 10139 PEDREIRO H 0,42000 3,39 1,42380 LS 4,79094 BDI 4,14983 56 16.05.05 CA-06 CANALETA P/ AGUAS PLUVIAIS (L=90CM) M 32,25419 21032 CHAPA COMPENSADA RESINADA E=12MM M2 0,01000 8,69 0,08690 20530 CONCRETO DOSADO (CONDICAO-A) FCK 15 M PA M3 0,08000 174,30 13,94400 10146 SERVENTE H 1,24000 2,98 3,69520 10139 PEDREIRO H 0,53000 3,39 1,79670 LS 6,70012 BDI 6,03127 16.05.32 CA-22 CANALETA DE AGUAS PLUVIAIS EM CONCRETO (30CM) M 70,91146 26760 PREGO KG 0,26400 3,65 0,96360 21032 CHAPA COMPENSADA RESINADA E=12MM M2 0,66000 8,69 5,73540 21014 SARRAFO PINHO APARELHADO 5X2,5 CM M 2,64000 1,72 4,54080 20530 CONCRETO DOSADO (CONDICAO-A) FCK 15 M PA M3 0,06100 174,30 10,63230 10146 SERVENTE H 1,83950 2,98 5,48171 10139 PEDREIRO H 0,36600 3,39 1,24074 10112 AJUDANTE DE CARPINTEIRO H 1,45200 3,05 4,42860 10111 CARPINTEIRO H 1,45200 3,42 4,96584 LS 19,66261 BDI 16.05.48 13,25987 TC-11 TAMPA DE CONCRETO PRE-MOLDADA PERF. P/ CANALETA L=35CM M 66,01810 36555 TC-11 PLACA DE CONCR. PRE-MOLD PERF. 59,5X34,5X5CM UN 1,70000 28,52 48,48400 10146 SERVENTE H 0,50000 2,98 1,49000 10139 PEDREIRO H 0,25000 3,39 0,84750 LS 2,85175 BDI 16.50.01 12,34485 DE TUBO DE F.G. P/ SUST DE TELA ALAMBR INCL BASE FIXACAO 10146 SERVENTE UN H 10,57834 1,30000 2,98 LS 4,72628 BDI 16.50.02 1,97806 DE TELA DE ARAME GALVANIZADO M2 0,86970 10146 SERVENTE H 0,05000 2,98 0,14900 10139 PEDREIRO H 0,05000 3,39 0,16950 LS 0,38857 BDI 16.50.10 3,87400 0,16263 DEMOLICAO DE PISO DE CONCRETO SIMPLES CAPEADO M3 105,78344 57 10146 SERVENTE H 13,00000 2,98 LS 47,26280 BDI 16.80.09 19,78064 QUADRA DE ESPORTES - PISO DE CONCRETO ARMADO M2 44,93517 37517 TINTA A BASE DE EMULSAO ACRILICA (PARA PISOS) L 0,01500 5,17 0,07755 35590 MAO DE OBRA / EQUIP. MEC. ROT. / CORTE / LASER M2 1,00000 8,40 8,40000 28081 FITA CREPE 25MM X 50M UN 0,02500 3,50 0,08750 27010 ARAME RECOZIDO N.18 KG 0,02800 4,12 0,11536 24056 TINTA BETUMINOSA L 0,06000 4,87 0,29220 21544 TELA TELCON Q-92 M2 1,10400 5,88 6,49152 21525 ACO CA-50-A $MD BITOLAS KG 0,10000 2,76 0,27600 21018 SARRAFO PINHO 7,5X2,5 CM M 0,85000 2,75 2,33750 20536 CONCRETO DOSADO (CONDICAO A) FCK 25 MPA M3 0,07000 182,10 12,74700 20518 PEDRA BRITADA 2 M3 0,05000 35,95 1,79750 10146 SERVENTE H 0,20000 2,98 0,59600 10141 AJUDANTE DE PINTOR H 0,03750 2,98 0,11175 10140 PINTOR H 0,03750 3,39 0,12713 10139 PEDREIRO H 0,20000 3,39 0,67800 10122 AJUDANTE DE FERREIRO H 0,03750 3,04 0,11400 10121 FERREIRO H 0,03750 3,59 0,13463 LS 2,14903 BDI 16.80.13 38,74000 8,40251 PISO DE CONCRETO DESEMPENADO C/ REQUADRO 1.80CM E=6CM M2 23,38850 21060 RIPA DE PEROBA 1X5CM M 1,20000 1,32 1,58400 20536 CONCRETO DOSADO (CONDICAO A) FCK 25 MPA M3 0,06000 182,10 10,92600 10146 SERVENTE H 0,46000 2,98 1,37080 10139 PEDREIRO H 0,46000 3,39 1,55940 LS 3,57484 BDI 4,37346 16.80.98 RETIRADA DE ENTULHO M3 22,94826 80310 CAMINHAO BASCULANTE 6M3 H 0,28000 38,28 10,71840 10146 SERVENTE H 1,20000 2,98 3,57600 LS 4,36272 BDI 4,29114 58 Conforme descreve a Tabela 6.2, é possível ter a percepção que o processo de execução do orçamento tem o seu inicio com a devida análise do projeto completo da obra a ser orçada, com todas as suas disciplinas, tais como: arquitetura, estrutura, instalações, sistemas mecânicos, produção e caderno de encargos, sendo que se tratando de obras licitadas, terá que ser analisado também o contexto do edital que a correspondente, por isso a BDI é descrita juntamente com o potencial humano e o material envolvido no processo. Após esta análise dá-se inicio ao levantamento das quantidades métricas dos serviços que compõem a obra este serviço é feito diretamente proporcional aos elementos componentes (plantas) das disciplinas do projeto, com o auxilio de programas de cálculos, facilitando o check-list dos serviços a serem orçados. Por isso, de posse destes quantitativos e das informações pertinentes ás leis sociais, conforme descrito no edital de licitação, a construtora tem a normalizações de trabalho da empresa contratante, neste caso a FDE ( FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO), às ações externas que devem ser consideradas. Por conta da construtora utilizar um sistema de fórmulas pela planilha em Excell, vale ressaltar que o sistema de orçamento terá sempre uma alimentação constante de informações atualizadas dos custos dos insumos (material, mão-de-obra, leis sociais) que compõem os serviços, por intermédio de pesquisas diretas no mercado em que está localizada a obra a ser orçada, feitas pelo núcleo de compras da construtora. Definidos os quantitativos e custos unitários de todos os serviços componentes da obra, parte-se então para a determinação do custo direto da obra com a utilização da mesma planilha. Para ser gerada a planilha orçamentária, a qual estabelece o custo direto da obra, o Excell terá que ser abastecido com informações sobre os serviços existentes na obra e suas quantidades métricas respectivas. Por meio da definição dos serviços a serem orçados e dos seus quantitativos, o software busca em seu banco de dados os custos unitários correspondentes a estes serviços e realiza as operações matemáticas 59 necessárias para a obtenção do custo direto da obra, gerando uma planilha orçamentária demonstrada na Tabela 6.2. Conforme análise da Tabela 6.2, tem-se por etapa seguinte, a determinação do custo direto da obra é a definição do BDI. Para a elaboração da taxa de BDI, são levados em consideração quatro fatores: • Lucro pretendido para a obra: • Impostos • Custos indiretos: • Custos financeiros (se houver) Por isso, a taxa referente ao lucro, após todos os cálculos, lembrando que a BDI deve estar embasada também nas leis trabalhistas, pois o potencial humano é regido por esta proteção e não pode ser desconsiderada, e é estimada com base em alguns parâmetros como, o interesse em construir a obra, situação econômica da construtora, taxas praticadas pelo mercado, grandeza da obra, localização da obra etc Portanto, a determinação da taxa das despesas indiretas, é necessário levar em conta os dados repassados pela contabilidade, elaborando os mapas mensais de custos da administração central da construtora. Em suma, a análise da taxa que trata das despesas financeiras, é a referência aos gastos iniciais com a obra que devem ser retirados do caixa próprio da construtora para financiamento da obra até que sejam feitas as primeiras medições de serviços, conforme descreve a construtora, ou até mesmo que seja paga a primeira parcela do contrato firmado após licitação. 60 Tabela 6.3 - Planilha Quantitativa Prédio Nome Escola 01.09.108 ALEXANDRINA BASSITH LS: BDI: PC: 05/1219/08 PI: 2007/00352 122% 23% CÓDIGO DESCRIÇÃO DOS SERVIÇOS UNID. QUANT. VR.UNIT. VR.TOTAL 01.00.00 SERVICOS PRELIMINARES 2.239,96 01.01.00 LIMPEZA DO TERRENO 01.01.01 RETIRANDO A VEGETACAO, TRONCOS ATE 5CM DE DIAMETRO E RASPAGEM 246,64 M2 121,50 2,03 M3 98,00 20,34 01.02.00 MOVIMENTO DE TERRA MANUAL 01.02.01 CORTE E ATERRO DENTRO DA OBRA COM TRANSPORTE INTERNO 246,64 1.993,32 02.00.00 INFRA ESTRUTURA 1.993,32 14.121,27 02.01.00 ESCAVACAO 12.052,20 02.01.01 ESCAVACAO MANUAL - PROFUNDIDADE ATE 1.80 M M3 12,86 18,71 240,61 02.01.10 APILOAMENTO PARA SIMPLES REGULARIZACAO M2 3,92 3,25 12,74 02.01.15 LASTRO DE CONCRETO - 5 CM M2 3,92 16,31 63,93 02.01.27 REATERRO COM ADICAO DE 2% DE CIMENTO M3 148,00 79,29 11.734,92 02.02.00 FUNDACAO PROFUNDA 02.02.26 BROCA DE CONCRETO DE DIAMETRO 25CM - INCL ARRANQUES 560,48 M 16,00 35,03 M2 5,68 34,59 02.03.00 FORMA 02.03.01 FORMA DE MADEIRA MACICA 196,47 02.04.00 ARMADURA 02.04.02 ACO CA 50 (A OU B) FYK= 500 M PA KG 122,00 5,81 708,82 M3 1,49 332,82 495,90 M3 1,20 89,50 107,40 495,90 02.50.00 DEMOLICOES 02.50.01 DE CONCRETO SIMPLES (MANUAL) 196,47 708,82 02.05.00 CONCRETO 02.05.18 CONCRETO DOSADO E LANCADO FCK=25MPA 560,48 107,40 03.00.00 SUPER ESTRUTURA 2.345,61 03.02.00 ARMADURA 1.889,94 03.02.02 ACO CA 50 (A OU B) FYK= 500 M PA KG 216,00 5,81 1.254,96 03.02.05 TELA ARMADURA (MALHA ACO CA 60 FYK= 600 M PA) KG 114,00 5,57 634,98 61 03.50.00 DEMOLICOES 03.50.01 DE CONCRETO INCLUINDO REVESTIMENTOS (MANUAL) 455,67 M3 2,80 162,74 455,67 04.00.00 ALVENARIA E OUTROS ELEMENTOS DIVISORIOS 3.569,45 04.01.00 ALVENARIA 3.311,39 04.01.31 ALVENARIA DE BLOCOS DE CONCRETO E=14CM M2 31,00 40,01 1.240,31 04.01.32 ALVENARIA DE BLOCOS DE CONCRETO E=19CM M2 24,00 47,59 1.142,16 04.01.58 VERGA/CINTA EM BLOCO DE CONCRETO CANALETA - 14 CM M 20,00 16,35 327,00 04.01.59 VERGA/CINTA EM BLOCO DE CONCRETO CANALETA - 19 CM M 32,00 18,81 601,92 M3 6,90 37,40 258,06 04.50.00 DEMOLICOES 04.50.01 DE ALVENARIAS EM GERAL E ELEMENTOS VAZADOS,INCL REVESTIMENTOS 258,06 08.00.00 INSTALACOES HIDRAULICAS 9.673,16 08.09.00 REDE DE ESGOTO: TUBULACOES 5.381,20 08.09.18 TUBO DE PVC RIGIDO JUNTA ELASTICA DN 100MM (4") INCL CONEXOES M 40,00 29,37 08.09.19 TUBO DE PVC RIGIDO JUNTA ELASTICA DN 150MM (6") INCL CONEXOES M 80,00 52,58 08.10.00 REDE DE ESGOTO: DEMAIS SERVICOS 08.10.38 CI-01 CAIXA DE INSPECAO 60X60CM PARA ESGOTO 1.174,80 4.206,40 1.530,60 UN 6,00 255,10 M 40,00 60,89 2.435,60 08.12.74 CAIXA DE ALVENARIA - TAMPA DE CONCRETO M2 2,00 85,70 171,40 08.12.79 CA-10 CAIXA DE AREIA 50X50 CM PARA AGUAS PLUVIAIS UN 1,00 154,36 08.11.00 REDE DE AGUAS PLUVIAIS: TUBULACOES 08.11.35 TUBO DE PVC RIGIDO JUNTA ELASTICA DN 200MM (8") INCL CONEXOES 1.530,60 2.435,60 08.12.00 REDE DE AGUAS PLUVIAIS: DEMAIS SERVICOS 325,76 154,36 12.00.00 REVESTIMENTOS: TETO E PAREDE 2.172,12 12.02.00 REVESTIMENTO DE PAREDES INTERNAS 1.009,92 12.02.01 CHAPISCO M2 64,00 5,01 320,64 12.02.05 EMBOCO M2 48,00 14,36 689,28 12.04.00 REVESTIMENTO DE PAREDES EXTERNAS 1.162,20 12.04.01 CHAPISCO M2 60,00 5,01 300,60 12.04.05 EMBOCO M2 60,00 14,36 861,60 15.00.00 PINTURA 6.198,33 15.02.00 FORROS / PAREDES INTERNAS 15.02.79 PINTURA ACRILICA PARA PISOS 5.646,00 M2 600,00 9,41 15.04.00 EXTERNA 15.04.80 PINTURA DE QUADRAS ESP-LINHAS DEMARCATORIAS (600M2) 16.00.00 SERVICOS COMPLEMENTARES 5.646,00 552,33 UN 1,00 552,33 552,33 120.649,12 62 16.01.00 FECHO:MUROS/ALAMBRADOS/PORTOES FD-16 FECHAMENTO DIVISA/BL CONCRETO/REVEST CHAPISCO FINO 16.01.16 H=235CM/BROCA 28.706,34 M 78,00 368,03 28.706,34 M2 344,00 16,31 5.610,64 16.02.00 PISOS 16.02.70 LASTRO DE CONCRETO - 5CM 5.610,64 16.03.00 GRAMADOS/PAISAGISMO 16.03.03 GRAMA BATATAIS EM PLACAS 1.996,80 M2 320,00 6,24 16.04.00 QUADRA DE ESPORTES 1.996,80 36.918,74 16.04.01 QE-02 POSTE PARA REDE DE VOLEIBOL PR 1,00 591,04 591,04 16.04.02 QE-03 TRAVE DE FUTEBOL DE SALAO (FUNDACAO DIRETA) UN 2,00 617,31 1.234,62 16.04.06 QE-11 DEGRAU ARQUIBANCADA M 6,00 62,18 373,08 16.04.17 QE-37 TABELA DE BASQUETE (FUNDACAO DIRETA) UN 2,00 4.203,06 8.406,12 16.04.19 FQ-01 FECHAMENTO PARA QUADRA DE ESPORTES - FUNDO - BROCA M 34,00 473,10 16.085,40 16.04.31 FQ-01 FECHAMENTO PARA QUADRA DE ESPORTES - LATERAIS - BROCA M 32,00 319,64 10.228,48 16.05.04 CA-05 CANALETA P/ AGUAS PLUVIAIS (L=60CM) M 30,00 22,19 665,70 16.05.05 CA-06 CANALETA P/ AGUAS PLUVIAIS (L=90CM) M 100,00 32,25 3.225,00 16.05.32 CA-22 CANALETA DE AGUAS PLUVIAIS EM CONCRETO (30CM) M 70,00 70,91 4.963,70 16.05.48 TC-11 TAMPA DE CONCRETO PRE-MOLDADA PERF. P/ CANALETA L=35CM M 20,00 66,01 1.320,20 16.50.01 DE TUBO DE F.G. P/ SUST DE TELA ALAMBR INCL BASE FIXACAO UN 30,00 10,57 317,10 16.50.02 DE TELA DE ARAME GALVANIZADO M2 310,00 0,86 266,60 16.50.10 DEMOLICAO DE PISO DE CONCRETO SIMPLES CAPEADO M3 12,00 105,78 16.05.00 DRENAGEM DE ACABAMENTO 10.174,60 16.50.00 DEMOLICAO-SERVICOS COMPLEMENTARES 1.853,06 16.80.00 CONSERVACAO - SERVICOS COMPLEMENTARES 1.269,36 35.388,94 16.80.09 QUADRA DE ESPORTES - PISO DE CONCRETO ARMADO M2 600,00 44,93 26.958,00 16.80.13 PISO DE CONCRETO DESEMPENADO C/ REQUADRO 1.80CM E=6CM M2 340,00 23,38 7.949,20 16.80.98 RETIRADA DE ENTULHO M3 21,00 22,94 Total: 481,74 160.969,02 63 A Tabela 6.3, demonstra toda a parte quantitativa que envolve bens materiais e serviços, a BDI já está exposta no início da tabela firmando 23% do calculo, que é embasado os preços e custos. Por isso, o valor estimado é o resultado da composição de todos os custos e despesas que envolvem o processo produtivo com as rotinas administrativa, comercial, jurídica, financeira, dentre outras, acrescidos das despesas legais e fiscais, assim como da incidência de uma taxa de remuneração que seja rentável e lucrativa. Deste modo, mesmo com a descrição dos materiais utilizados, a tabela representa o somatório de todos os gastos necessários para a produção e entrega do bem, obra ou serviço contratado. Tomando-se, por exemplo, a mão-de-obra, os materiais, os equipamentos, impostos, lucro, etc., têm por valor estimado deve obrigatoriamente constar no Edital da licitação, em forma de planilha de orçamento, cujos valores (unitários e total) servem para indicar valores para critério de aceitabilidade das propostas ofertadas. 64 Tabela 6.4 - Relação de Insumos Relevantes (SEM BDI E LEIS SOCIAIS) Prédio Nome Escola 01.09.108 ALEXANDRINA BASSITH LS: BDI: TOTAL ACUMULADO 122% 23% CÓDIGO 99249,84 PC: 05/1219/08 PI: 2007/00352 DESCRIÇÃO DOS INSUMOS UNID. QUANT. VR.UNIT. VR.TOTAL % PARTICIPAÇÃO % ACUMULADO 20536 CONCRETO DOSADO (CONDICAO A) FCK 25 MPA M3 86,49 182,10 15749,83 15,8689% 15,87% 10146 SERVENTE H 4339,39 2,98 12931,38 13,0291% 28,90% 21525 ACO CA-50-A $MD BITOLAS KG 2157,30 2,76 5954,15 5,9992% 34,90% 35590 MAO DE OBRA / EQUIP. MEC. ROT. / CORTE / LASER M2 10139 PEDREIRO H 20508 CIMENTO KG 600,00 8,40 5040,00 5,0781% 39,98% 1328,77 3,39 4504,53 4,5386% 44,51% 15490,91 0,29 4492,36 4,5263% 49,04% 21544 TELA TELCON Q-92 M2 662,40 5,88 3894,91 3,9244% 52,96% 27509 TELA ARAME GALV (FIO 10) EM MALHA QUADRADA 2" M2 212,80 17,32 3685,70 3,7136% 56,68% 22577 BLOCO CONCRETO 14X19X39CM - 20KGF/CM2 UN 2839,20 1,34 3804,53 3,8333% 60,51% 20530 CONCRETO DOSADO (CONDICAO-A) FCK 15 M PA M3 13,86 174,30 2415,80 2,4341% 62,95% 20518 PEDRA BRITADA 2 M3 54,03 35,95 1942,38 1,9571% 64,90% 60516 TUBO DE ACO GALVANIZADO ESP PAREDE 2MM (DN=50MM) M 120,76 14,69 1773,96 1,7874% 66,69% 20503 AREIA M3 34,66 45,98 1593,67 1,6057% 68,30% 60515 TUBO DE ACO GALVANIZADO ESP PAREDE 2MM (DN=32MM) M 174,24 9,65 1681,42 1,6941% 69,99% 21018 SARRAFO PINHO 7,5X2,5 CM M 510,00 2,75 1402,50 1,4131% 71,40% 10140 PINTOR H 388,67 3,39 1317,59 1,3276% 72,73% 62534 TUBO PVC P/ESGOTO 150MM M 96,00 12,89 1237,44 1,2468% 73,98% 21021 TABUAS PINHO DE 1"X12" DE 3A. M2 72,30 16,32 1179,94 1,1889% 75,17% 10111 CARPINTEIRO H 336,66 3,42 1151,38 1,1601% 76,33% 10141 AJUDANTE DE PINTOR H 388,67 2,98 1158,24 1,1670% 77,49% 24009 CIMENTO CRISTALIZANTE PARA IMPERMEABILIZACAO KG 634,32 1,63 1033,94 1,0418% 78,53% 10112 AJUDANTE DE CARPINTEIRO H 339,68 3,05 1036,02 1,0439% 79,58% 21538 ACO CA-60-B $MD BITOLAS KG 300,19 3,23 969,61 0,9769% 80,56% 36555 TC-11 PLACA DE CONCR. PRE-MOLD PERF. 59,5X34,5X5CM UN 34,00 28,52 969,68 0,9770% 81,53% 65 37517 TINTA A BASE DE EMULSAO ACRILICA (PARA PISOS) L 168,60 5,17 871,66 0,8783% 82,41% 22596 BLOCO DE CONCRETO CANALETA 14X19X39CM UN 627,20 1,38 865,54 0,8721% 83,28% 36709 TABELA DE BASQUETE COM ARO E CESTO UN 2,00 417,60 835,20 0,8415% 84,12% 36718 QE-03 TRAVE DE FUTEBOL DE SALAO GALV/PINT ESMALTE UN 2,00 405,67 811,34 0,8175% 84,94% 62685 TUBO PVC RIGIDO ESGOTO DIAM 200 MM (8") ACO ESTRUTURAL NAO PATINAVEL ASTM OU ABNT25017 MATERIAL M 48,00 16,78 805,44 0,8115% 85,75% KG 100,00 6,95 695,00 0,7003% 86,45% 21038 PONTALETE DE PINHO DE 3"X3" DE 2a CONSTRUCAO M 146,95 4,55 668,62 0,6737% 87,13% 10121 FERREIRO H 200,20 3,59 718,72 0,7242% 87,85% 10109 ESGOTEIRO/CAVOUQUEIRO H 224,00 3,05 683,20 0,6884% 88,54% 38507 FORRACAO GRAMA TIPO BATATAIS EM PLACAS M2 320,00 1,85 592,00 0,5965% 89,14% 10195 AJUDANTE DE ESGOTEIRO H 224,00 3,03 678,72 0,6838% 89,82% 21014 SARRAFO PINHO APARELHADO 5X2,5 CM M 329,24 1,72 566,29 0,5706% 90,39% 20505 CAL HIDRATADA KG 2280,08 0,24 547,22 0,5514% 90,94% 21060 RIPA DE PEROBA 1X5CM M 408,00 1,32 538,56 0,5426% 91,48% 10122 AJUDANTE DE FERREIRO H 200,20 3,04 608,61 0,6132% 92,10% 22504 BLOCO CONCRETO DE 14X39X19CM UN 434,20 1,18 512,36 0,5162% 92,61% 22505 BLOCO CONCRETO DE 19X39X19CM UN 312,00 1,52 474,24 0,4778% 93,09% 21560 TELA ARMADURA (MALHA AÇO CA-60) KG 125,40 3,72 466,49 0,4700% 93,56% 10144 SERRALHEIRO H 83,00 6,03 500,49 0,5043% 94,07% 21229 FORMA DE TUBO DE PAPELAO DIAM.30 CM M 7,80 54,59 425,80 0,4290% 94,50% 21032 CHAPA COMPENSADA RESINADA E=12MM M2 48,16 8,69 418,51 0,4217% 94,92% 36717 QE-02 POSTE REDE VOLEIBOL/ GALV E PINT ESMALTE-PAR PR 1,00 344,37 344,37 0,3470% 95,26% 62533 TUBO PVC P/ESGOTO 100MM M 60,00 4,92 295,20 0,2974% 95,56% 24010 EMULSAO ADESIVA PVA KG 31,77 7,98 253,52 0,2554% 95,82% 38513 ADUBO ORGANICO CURTIDO L 1600,00 0,15 240,00 0,2418% 96,06% 10145 AJUDANTE SERRALHEIRO H 83,00 3,42 283,86 0,2860% 96,34% 62674 ANEL BORRACHA P/TUBO PVC ESGOTO DN=150MM UN 80,00 2,99 239,20 0,2410% 96,59% 80310 CAMINHAO BASCULANTE 6M3 H 5,88 38,28 225,09 0,2268% 96,81% 27031 ARAME GALVANIZADO No. 16 KG 46,20 4,79 221,30 0,2230% 97,04% 37650 GALVANIZACAO ELETROLITICA (FORN/EXEC) KG 104,00 2,07 215,28 0,2169% 97,25% 27010 ARAME RECOZIDO N.18 KG 51,42 4,12 211,85 0,2135% 97,47% 24056 TINTA BETUMINOSA L 22515 TIJOLO COMUM MACICO UN 36,00 4,87 175,32 0,1766% 97,64% 1144,00 0,14 160,16 0,1614% 97,80% 66 26760 PREGO KG 45,71 3,65 166,84 0,1681% 97,97% 21033 CHAPA COMPENSADA PLASTIFICADA E=10MM M2 11,70 14,02 164,03 0,1653% 98,14% 25020 MONTAGEM DE ESTRUTURA METALICA KG 100,00 1,56 156,00 0,1572% 98,29% 22597 BLOCO DE CONCRETO CANALETA 19X19X39CM UN 80,00 1,74 139,20 0,1403% 98,43% 21009 PONTALETE PINHO DE 3"X3" M 42,46 3,28 139,27 0,1403% 98,57% 10118 ENCANADOR H 40,00 3,99 159,60 0,1608% 98,74% 28081 FITA CREPE 25MM X 50M UN 37,00 3,50 129,50 0,1305% 98,87% 37513 TINTA LATEX L 22,74 4,92 111,88 0,1127% 98,98% 10119 AJUDANTE DE ENCANADOR H 40,00 3,08 123,20 0,1241% 99,10% 38009 SELADOR P/PINTURA LATEX L 18,06 5,82 105,11 0,1059% 99,21% 37507 TINTA ESMALTE SINTETICO - ALUMINIO L 9,30 10,40 96,72 0,0975% 99,31% 62677 ANEL BORRACHA P/TUBO PVC ESGOTO DN=200MM UN 40,00 2,38 95,20 0,0959% 99,40% 10126 JARDINEIRO H 25,60 3,14 80,38 0,0810% 99,48% 38066 FUNDO ESPECIAL PARA ACO GALVANIZADO E ALUMINIO L 5,60 11,95 66,92 0,0674% 99,55% 36720 REDE DE VOLEI C/ 4 FAIXAS UN 1,00 63,36 63,36 0,0638% 99,61% 36715 TAMPO P/SUPORTE REDE VOLEIBOL/TRAVE DE FUTEBOL UN 6,00 7,85 47,10 0,0475% 99,66% 36712 REDE PARA TRAVE DE GOL UN 2,00 23,42 46,84 0,0472% 99,71% 20522 PEDRISCO M3 1,18 35,85 42,30 0,0426% 99,75% 38502 ADUBO QUIMICO NPK,FORM.BASE (10-10-10) KG 32,00 1,27 40,64 0,0409% 99,79% 62508 TUBO PVC JUNTA SOLDAVEL CLASSE 15 - 85MM M 2,40 16,43 39,43 0,0397% 99,83% 62673 ANEL BORRACHA P/TUBO PVC ESGOTO DN=100MM UN 40,00 0,81 32,40 0,0326% 99,87% 38512 FOSFATO DE ROCHAS KG 32,00 1,00 32,00 0,0322% 99,90% 20517 PEDRA BRITADA 1 M3 0,70 34,84 24,39 0,0246% 99,92% 38012 LIXA PARA FERRO UN 18,50 1,11 20,54 0,0207% 99,94% 20535 CONCRETO DOSADO (CONDICAO-A) FCK 20 M PA M3 0,10 160,87 16,09 0,0162% 99,96% 38040 LIXA D"AGUA UN 26,76 0,53 14,18 0,0143% 99,97% 38503 CALCARIO DOLOMITICO KG 48,00 0,27 12,96 0,0131% 99,99% 24069 IMPERMEABILIZANTE PEGA NORMAL P/ ARGAM E CONCRETO KG 5,62 1,76 9,89 0,0100% 100,00% 62501 TUBO PVC JUNTA SOLDAVEL CLASSE 15 - 20MM M 2,40 0,99 2,38 0,0024% 100,00% 36031 JUNTA PLASTICA DILATACAO P/ PISO 19X3MM M 3,00 0,46 1,38 0,0014% 100,00% 41489,43 2377,23 99249,85 Total 67 No que é passível de serviço e matérias primas, que se organizam na Tabela 6.4, são considerados insumos relevantes, mas que não estavam descritos nas tabelas anteriores. Sendo estes agregados aos valores ao serviço. Estes estão descritos para melhorar o desempenho ao serviço prestado na obra, complementando-a e discriminando minuciosamente na planilha, onde o engenheiro tomou por base preços de mercado e mão-de-obra, o qual esta analisa o percentual de participação no serviço contratado com o relacionamento do profissional agregado ao material de execução da tarefa, mas como descrito na parte superior, esta não está trabalhando a BDI, por conta dos moldes da licitação, descrito em edital, para facilitar a projeção da obra sem o referido calculo, deixando em estado bruto, visando a transparência de informações de serviços e bens materiais e lucro direto. . 68 Tabela 6.5 - CURVA ABC Licitante (SEM BDI E LEIS SOCIAIS) Prédio Nome Escola 01.09.108 ALEXANDRINA BASSITH TOTAL ACUMULADO LS: BDI: 122% 23% CÓDIGO 99249,84 PC: 05/1219/08 PI: ####### DESCRIÇÃO DOS INSUMOS UNID. QUANT.(A) VR.UNIT.(B) VR.TOTAL(C) % PARTICIPAÇÃO % ACUMULADO 20536 CONCRETO DOSADO (CONDICAO A) FCK 25 MPA M3 86,49 182,10 15749,83 15,8689% 15,87% 10146 SERVENTE H 4339,39 2,98 12931,38 13,0291% 28,90% 21525 ACO CA-50-A $MD BITOLAS KG 2157,30 2,76 5954,15 5,9992% 34,90% 35590 MAO DE OBRA / EQUIP. MEC. ROT. / CORTE / LASER M2 600,00 8,40 5040,00 5,0781% 39,98% 10139 PEDREIRO H 1328,77 3,39 4504,53 4,5386% 44,51% 20508 CIMENTO KG 0,29 4492,36 4,5263% 49,04% 21544 TELA TELCON Q-92 M2 662,40 5,88 3894,91 3,9244% 52,96% 27509 TELA ARAME GALV (FIO 10) EM MALHA QUADRADA 2" M2 212,80 17,32 3685,70 3,7136% 56,68% 22577 BLOCO CONCRETO 14X19X39CM - 20KGF/CM2 UN 2839,20 1,34 3804,53 3,8333% 60,51% 20530 CONCRETO DOSADO (CONDICAO-A) FCK 15 M PA M3 13,86 174,30 2415,80 2,4341% 62,95% 20518 PEDRA BRITADA 2 M3 54,03 35,95 1942,38 1,9571% 64,90% 60516 TUBO DE ACO GALVANIZADO ESP PAREDE 2MM (DN=50MM) M 120,76 14,69 1773,96 1,7874% 66,69% 20503 AREIA M3 34,66 45,98 1593,67 1,6057% 68,30% ####### 60515 TUBO DE ACO GALVANIZADO ESP PAREDE 2MM (DN=32MM) M 174,24 9,65 1681,42 1,6941% 69,99% 21018 SARRAFO PINHO 7,5X2,5 CM M 510,00 2,75 1402,50 1,4131% 71,40% 10140 PINTOR H 388,67 3,39 1317,59 1,3276% 72,73% 62534 TUBO PVC P/ESGOTO 150MM M 96,00 12,89 1237,44 1,2468% 73,98% 21021 TABUAS PINHO DE 1"X12" DE 3A. M2 72,30 16,32 1179,94 1,1889% 75,17% 10111 CARPINTEIRO H 336,66 3,42 1151,38 1,1601% 76,33% 10141 AJUDANTE DE PINTOR H 388,67 2,98 1158,24 1,1670% 77,49% 24009 CIMENTO CRISTALIZANTE PARA IMPERMEABILIZACAO KG 634,32 1,63 1033,94 1,0418% 78,53% 10112 AJUDANTE DE CARPINTEIRO H 339,68 3,05 1036,02 1,0439% 79,58% 69 21538 ACO CA-60-B $MD BITOLAS KG 300,19 3,23 969,61 0,9769% 36555 TC-11 PLACA DE CONCR. PRE-MOLD PERF. 59,5X34,5X5CM UN 34,00 28,52 969,68 0,9770% 80,56% 81,53% 37517 TINTA A BASE DE EMULSAO ACRILICA (PARA PISOS) L 168,60 5,17 871,66 0,8783% 82,41% 22596 BLOCO DE CONCRETO CANALETA 14X19X39CM UN 627,20 1,38 865,54 0,8721% 83,28% 36709 TABELA DE BASQUETE COM ARO E CESTO UN 2,00 417,60 835,20 0,8415% 84,12% 36718 QE-03 TRAVE DE FUTEBOL DE SALAO GALV/PINT ESMALTE UN 2,00 405,67 811,34 0,8175% 84,94% 62685 TUBO PVC RIGIDO ESGOTO DIAM 200 MM (8") ACO ESTRUTURAL NAO PATINAVEL ASTM OU ABNT25017 MATERIAL M 48,00 16,78 805,44 0,8115% 85,75% KG 100,00 6,95 695,00 0,7003% 86,45% 21038 PONTALETE DE PINHO DE 3"X3" DE 2a CONSTRUCAO M 146,95 4,55 668,62 0,6737% 87,13% 10121 FERREIRO H 200,20 3,59 718,72 0,7242% 87,85% 10109 ESGOTEIRO/CAVOUQUEIRO H 224,00 3,05 683,20 0,6884% 88,54% 38507 FORRACAO GRAMA TIPO BATATAIS EM PLACAS M2 320,00 1,85 592,00 0,5965% 89,14% 10195 AJUDANTE DE ESGOTEIRO H 224,00 3,03 678,72 0,6838% 89,82% 21014 SARRAFO PINHO APARELHADO 5X2,5 CM M 329,24 1,72 566,29 0,5706% 90,39% 20505 CAL HIDRATADA KG 2280,08 0,24 547,22 0,5514% 90,94% 21060 RIPA DE PEROBA 1X5CM M 408,00 1,32 538,56 0,5426% 91,48% 10122 AJUDANTE DE FERREIRO H 200,20 3,04 608,61 0,6132% 92,10% 22504 BLOCO CONCRETO DE 14X39X19CM UN 434,20 1,18 512,36 0,5162% 92,61% 22505 BLOCO CONCRETO DE 19X39X19CM UN 312,00 1,52 474,24 0,4778% 93,09% 21560 TELA ARMADURA (MALHA AÇO CA-60) KG 125,40 3,72 466,49 0,4700% 93,56% 10144 SERRALHEIRO H 83,00 6,03 500,49 0,5043% 94,07% 21229 FORMA DE TUBO DE PAPELAO DIAM.30 CM M 7,80 54,59 425,80 0,4290% 94,50% 21032 CHAPA COMPENSADA RESINADA E=12MM M2 48,16 8,69 418,51 0,4217% 94,92% 36717 QE-02 POSTE REDE VOLEIBOL/ GALV E PINT ESMALTE-PAR PR 1,00 344,37 344,37 0,3470% 95,26% 62533 TUBO PVC P/ESGOTO 100MM M 60,00 4,92 295,20 0,2974% 95,56% 24010 EMULSAO ADESIVA PVA KG 31,77 7,98 253,52 0,2554% 95,82% 38513 ADUBO ORGANICO CURTIDO L 1600,00 0,15 240,00 0,2418% 96,06% 10145 AJUDANTE SERRALHEIRO H 83,00 3,42 283,86 0,2860% 96,34% 62674 ANEL BORRACHA P/TUBO PVC ESGOTO DN=150MM UN 80,00 2,99 239,20 0,2410% 96,59% 80310 CAMINHAO BASCULANTE 6M3 H 5,88 38,28 225,09 0,2268% 96,81% 27031 ARAME GALVANIZADO No. 16 KG 46,20 4,79 221,30 0,2230% 97,04% 37650 GALVANIZACAO ELETROLITICA (FORN/EXEC) KG 104,00 2,07 215,28 0,2169% 97,25% 27010 ARAME RECOZIDO N.18 KG 51,42 4,12 211,85 0,2135% 97,47% 70 24056 TINTA BETUMINOSA L 36,00 4,87 175,32 0,1766% 97,64% 22515 TIJOLO COMUM MACICO UN 1144,00 0,14 160,16 0,1614% 97,80% 26760 PREGO KG 45,71 3,65 166,84 0,1681% 97,97% 21033 CHAPA COMPENSADA PLASTIFICADA E=10MM M2 11,70 14,02 164,03 0,1653% 98,14% 25020 MONTAGEM DE ESTRUTURA METALICA KG 100,00 1,56 156,00 0,1572% 98,29% 22597 BLOCO DE CONCRETO CANALETA 19X19X39CM UN 80,00 1,74 139,20 0,1403% 98,43% 21009 PONTALETE PINHO DE 3"X3" M 42,46 3,28 139,27 0,1403% 98,57% 10118 ENCANADOR H 40,00 3,99 159,60 0,1608% 98,74% 28081 FITA CREPE 25MM X 50M UN 37,00 3,50 129,50 0,1305% 98,87% 37513 TINTA LATEX L 22,74 4,92 111,88 0,1127% 98,98% 10119 AJUDANTE DE ENCANADOR H 40,00 3,08 123,20 0,1241% 99,10% 38009 SELADOR P/PINTURA LATEX L 18,06 5,82 105,11 0,1059% 99,21% 37507 TINTA ESMALTE SINTETICO - ALUMINIO L 9,30 10,40 96,72 0,0975% 99,31% 62677 ANEL BORRACHA P/TUBO PVC ESGOTO DN=200MM UN 40,00 2,38 95,20 0,0959% 99,40% 10126 JARDINEIRO H 25,60 3,14 80,38 0,0810% 99,48% 38066 FUNDO ESPECIAL PARA ACO GALVANIZADO E ALUMINIO L 5,60 11,95 66,92 0,0674% 99,55% 36720 REDE DE VOLEI C/ 4 FAIXAS UN 1,00 63,36 63,36 0,0638% 99,61% 36715 TAMPO P/SUPORTE REDE VOLEIBOL/TRAVE DE FUTEBOL UN 6,00 7,85 47,10 0,0475% 99,66% 36712 REDE PARA TRAVE DE GOL UN 2,00 23,42 46,84 0,0472% 99,71% 20522 PEDRISCO M3 1,18 35,85 42,30 0,0426% 99,75% 38502 ADUBO QUIMICO NPK,FORM.BASE (10-10-10) KG 32,00 1,27 40,64 0,0409% 99,79% 62508 TUBO PVC JUNTA SOLDAVEL CLASSE 15 - 85MM M 2,40 16,43 39,43 0,0397% 99,83% 62673 ANEL BORRACHA P/TUBO PVC ESGOTO DN=100MM UN 40,00 0,81 32,40 0,0326% 99,87% 38512 FOSFATO DE ROCHAS KG 32,00 1,00 32,00 0,0322% 99,90% 20517 PEDRA BRITADA 1 M3 0,70 34,84 24,39 0,0246% 99,92% 38012 LIXA PARA FERRO UN 18,50 1,11 20,54 0,0207% 99,94% 20535 CONCRETO DOSADO (CONDICAO-A) FCK 20 M PA M3 0,10 160,87 16,09 0,0162% 99,96% 38040 LIXA D"AGUA UN 26,76 0,53 14,18 0,0143% 99,97% 38503 CALCARIO DOLOMITICO KG 48,00 0,27 12,96 0,0131% 99,99% 24069 IMPERMEABILIZANTE PEGA NORMAL P/ ARGAM E CONCRETO KG 5,62 1,76 9,89 0,0100% 100,00% 62501 TUBO PVC JUNTA SOLDAVEL CLASSE 15 - 20MM M 2,40 0,99 2,38 0,0024% 100,00% 36031 JUNTA PLASTICA DILATACAO P/ PISO 19X3MM M 3,00 0,46 1,38 0,0014% 100,00% 25998,52 2377,23 99249,85 Total 71 A curva ABC classifica os materiais, ao fazer a correspondência entre a porcentagem de itens em estoque e sua respectiva porcentagem de investimento. A descrição e a quantificação total dos materiais c o ponto de partida para avaliação do orçamento da obra. Para identificar quais materiais influenciam os custos mais significativamente, utiliza-se uma ferramenta chamada curva ABC. Para a sua obtenção, lista-se o total de cada um dos materiais em ordem decrescente do seu valor monetário. A curva ABC indica para o engenheiro quais são os itens que necessitam de maior e menor atenção na hora de administrá-los, tanto no valor da compra como no maior aproveitamento durante a obra. Por conta da quantificação dos materiais empregados, a Tabela 6.5, demonstra a Curva ABC, sendo que através dela torna-se possível reconhecer que nem todos os itens estocados merecem a mesma atenção por parte da administração ou precisam manter a mesma disponibilidade para satisfazer o cliente atendido na licitação. Os valores podem se alterar, mas de maneira geral tem-se que: A: são 10 a 15% dos itens que representam cerca de 65 a 75% do investimento B: são 25 a 30% dos itens que representam cerca de 20 a 25% do investimento C: são 50 a 60% dos itens que representam somente 5 a 10% do investimento Por conta desse critério de curva ABC, pode-se estabelecer níveis de serviços diferenciados para as diversas classes, conforme descritos na Tabela 6.5, temos por base (por aproximação): 99% para itens A, 95% para itens B e 85% para itens C, sendo que de forma a reduzir o capital empregado em estoques, ou podem-se usar métodos diferentes para controlar o estoque e, assim, minimizar o esforço total de gestão do projeto de obra. 72 Em análise, a Tabela 6.5. foi conduzida em obter o custo total de cada item, a realização total dos custos, a obtenção da porcentagem de cada item, a ordenação dos itens em ordem decrescente e o acumulativo de porcentagens. Neste sentido, conduzir uma análise ABC é muito útil no projeto de construção civil, visando a melhoria dos estoques, reduzindo tanto o capital investido em estoques, anivelando com os custos operacionais. 73 Tabela 6.6. FORMULA DO BDI E BDI PAGO PELA FDE A formula do BDI é composta pelas despesas indiretas (DI), que incluem as despesas com administração local e administração central, despesas legais (DL) onde esta incluso impostos como PIS, FINSOCIAL, ISS, COFINS, CPMF E IR e o Lucro bruto (LB) pago pela FDE no percentual de 4%. A empresa que participa da licitação deve verificar se os valores pagos pelo órgão, no caso a FDE ( FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO), estão dentro de realidade da empresa, caso contrario a empresa pode tomar prejuízo ao executar a obra. 74 Tabela 6.7. LEIS SOCIAIS PAGAS PELA FDE Na tabela acima estão todas as taxas de leis sociais e riscos de trabalho. A tabela é dividida em quatro partes, na parte A, tem-se a cobrança dos encargos sociais básicos, na parte B, tem-se os encargos sociais que recebem as incidências de A, na parte C, tem-se os encargos sociais que não recebem as incidências globais de A e na parte D tem-se as taxas das reincidências, o total percentualmente cobrado pela FDE ( FUNDAÇÃO PARA DESENVOLVIMENTO DE EDUCAÇÃO), é de 122% em cima do valor da obra. 75 7.Conclusões A identificação e eliminação de desperdício através da implementação de um sistema de qualidade criado especialmente para a construção civil, permite a utilização adequada e sistemática das principais ferramentas da qualidade, levando a empresa a adequar os melhores processos à sua estrutura. A produção do orçamento e seu controle, por parte do engenheiro, torna-se elemento fundamental na gestão da obra. Desta maneira, as condições de utilização dos materiais, o respeito aos prazos, os custos estabelecidos, passam a ser controlados para que a obra tenha condições de ter um andamento adequado e, ao mesmo tempo, dentro do orçamento previsto. A gerência de processos exige que a empresa mude sua forma de pensar, concentrando atenção aos processos ao invés da estrutura, dando mais segurança na tomada de decisão pela utilização de fatos e dados. Desta forma, quando os processos estão adequados, parte-se para uma utilização mais racional dos recursos na obra, o que leva a uma maior qualidade do produto final aliada a uma redução de seu custo. Estas atividades realizadas pelo engenheiro garantem a qualidade do produto final e a melhoria das relações com os clientes internos e externos alem de garantir o lucro. 76 Referências bibliográficas ALEXANDER, L.D. "Strategy Implementation: Nature of the Problem",International Review of Strategic Management, vol. 2, nº 1, pp. 73-96, 1991. 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