UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE - UNESC PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS DA SAÚDE – PPGCS DAIANE DE BITTENCOURT FRAGA AVALIAÇÃO COMPORTAMENTAL E BÍOQUÍMICA DE ANIMAIS EXPOSTOS CRONICAMENTE À FUMAÇA DE CIGARRO DURANTE O PERÍODO PRÉ-NATAL: IMPLICAÇÕES NA ESQUIZOFRENIA CRICIÚMA, AGOSTO DE 2011 DAIANE DE BITTENCOURT FRAGA AVALIAÇÃO COMPORTAMENTAL E BÍOQUÍMICA DE ANIMAIS EXPOSTOS CRONICAMENTE À FUMAÇA DE CIGARRO DURANTE O PERÍODO PRÉ-NATAL: IMPLICAÇÕES NA ESQUIZOFRENIA Dissertação de Mestrado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde da Universidade do Extremo Sul Catarinense para obtenção do título de Mestre em Ciências da Saúde. Orientadora: Profa Dra. Alexandra Ioppi Zugno Co-orientador: Prof. Dr. João Quevedo CRICIÚMA, AGOSTO DE 2011 Dados Internacionais de Catalogação na Publicação F811a Fraga, Daiane de Bittencourt. Avaliação comportamental e bioquímica de animais expostos cronicamente à fumaça de cigarro durante o período pré-natal: implicações na esquizofrenia / Daiane de Bittencourt Fraga; orientadora: Alexandra Ioppi Zugno, Co-orientador: João Quevedo. – Criciúma : Ed. do Autor, 2011. 97 f. : il. ; 30 cm. Dissertação (Mestrado) - Universidade do Extremo Sul Catarinense, Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde, Criciúma, 2011. 1. Esquizofrenia. 2. Estresse oxidativo. 3. Fumaça de cigarro. 4. Colinesterases. I. Título. CDD. 21ª ed. 616.8982 Bibliotecária Rosângela Westrupp – CRB 364/14ª Biblioteca Central Prof. Eurico Back - UNESC 3 4 Aos meus pais, Fernando e Rosinete, com a mais profunda e sempre insuficiente gratidão. Amo muito vocês! 5 AGRADECIMENTOS Aos meus pais (Fernando e Rosinete) pelo amor incondicional e esforços infinitos, ao meu irmão (Danilo) pela preocupação e amor prestados a mim. Amo vocês infinitamente. Ao Felipe Moraes Engelkes, pela paciência nos dias difíceis, incentivo constante e por fazer parte da minha vida. Te amo. À professora Alexandra, pela oportunidade, amizade e confiança em mim depositada. Pelo incentivo e orientação neste trabalho. Muitíssimo obrigada! Aos professores João e Renan, pela pronta disponibilidade em ajudar a confecção desta dissertação e pelas sempre inteligentes observações. Ao professor Emílio, pelo incentivo e iniciação à pesquisa. Aos meus queridos amigos e colaboradores: Fernando, Mariana, Pedro e Renata, por transmitirem o amor à pesquisa, não medirem esforços, incentivos, conselhos e dedicação prestados a mim e a todos, obrigada pelos gestos de carinho e descontração. À minha amiga Fernanda Consenso, por ser aquela pessoa que entra na nossa vida e simplesmente permanece por anos, com puro sentimento de amizade e companheirismo. Aos integrantes do Neurolab e do Fisiopat - UNESC, em especial: Amanda Steckert, Samira Valvassori, Camila Arent, Gislaine Réus, Franciele Mina e Cinara Ludvig pela amizade, momentos de descontração e companheirismo. Aos órgãos de fomento (FAPESC e UNESC), pela concessão da bolsa de estudos e pelo auxílio financeiro necessário a execução dos experimentos que compõem esta dissertação. A Deus, meu tudo. E finalmente, a todos que tornaram este estudo possível, os meus mais sinceros agradecimentos! 6 “Jamais considere seus estudos como uma obrigação, mas como uma oportunidade invejável para conhecer a influência libertadora da beleza do reino do espírito, para seu prazer pessoal e para proveito da comunidade à qual seu futuro trabalho pertencer.” (Albert Einstein) 7 RESUMO A esquizofrenia é um transtorno extremamente debilitante que pode ser desencadeada por dois fatores: a hereditariedade e a influência ambiental. A hipótese do neurodesenvolvimento da esquizofrenia sugere que insultos ambientais durante o período pré-natal e pós-natal podem contribuir para o aparecimento deste transtorno na idade adulta. O objetivo deste estudo foi investigar o efeito da exposição crônica da fumaça de cigarro no período pré-natal (EFCP) sobre parâmetro comportamental e parâmetros bioquímicos em ratos da prole adulta submetidos ao modelo animal de esquizofrenia. Ratas Wistar, prenhas, foram expostas à fumaça de 12 cigarros comerciais por dia, por um período de 28 dias. Ratos machos adultos desta prole (60 dias de idade) foram submetidos ao modelo animal de esquizofrenia por administração aguda de diferentes doses de cetamina (5mg/kg, 15mg/kg e 25mg/kg), em seguida foi analisada a atividade locomotora, atividade das enzimas colinesterases – acetilcolinesterase (AChE) e butirilcolinesterase (BChE), dano oxidativo em lipídios e proteínas e a integridade do DNA de estruturas cerebrais e soro. A atividade locomotora foi avaliada usando o teste de campo aberto. A atividade das enzimas colinesterases foi monitorada espectrofotometricamente por hidrólise de acetilcolina. Para determinar o dano oxidativo em lipídios foi mensurada a formação de espécies reativas ao ácido tiobarbitúrico e para determinar o dano oxidativo em proteínas foi mensurada a formação de grupamentos carbonila. O dano no DNA foi avaliado por teste cometa. Os resultados deste estudo mostraram que tanto a administração de cetamina quanto a EFCP provocaram aumento na atividade locomotora. Foi observado que após 15 minutos de avaliação a atividade locomotora tende a normalizar, sugere-se que um mecanismo subjetivo neuroprotetor ocorreu após 15 minutos da última administração de cetamina em resposta a EFCP. Os resultados mostraram ainda que ambos, a EFCP e a administração de diferentes doses de cetamina aumentaram a atividade das enzimas colinesterases em todas as estruturas cerebrais (córtex pré-frontal, hipocampo, estriado e amígdala) e também no soro. Os resultados mostraram que ratos EFCP e submetidos a doses agudas de cetamina apresentaram um aumento na peroxidação lipídica e na carbonilação de proteínas, além de dano no DNA na idade adulta. O fumo na gestação provoca eventos moleculares que não são completamente compreendidos e podem resultar em respostas anormais comportamentais encontradas nos transtornos psiquiátricos, tal como a esquizofrenia. Palavras-chave: fumaça de cigarro; receptor NMDA; estresse oxidativo; colinesterases; dano em DNA; esquizofrenia. 8 ABSTRACT Schizophrenia is an extremely debilitating heterogeneous disorder that can be triggered by two factors: heredity and environmental influences. The environmental hypothesis of the schizophrenia suggests that environment insults during the prenatal or postnatal periods can contribute to development this disease in adult age. The objective of this study was to investigate the effects of prenatal cigarette smoke exposure (PCSE) in behavioral and biochemical parameters in adult offspring rats subjects to animal model of schizophrenia. Pregnant female Wistar rats were exposed to 12 commercially filtered cigarettes per day, daily for a period of 28 days. Male adult offspring rats (60 days old) were subjected to an animal model of schizophrenia by acute administration of different doses of ketamine (5mg/kg, 15mg/kg and 25mg/kg) and subsequently we evaluated motor activity, cholinesterases levels – acetylcholinesterase (AChE) and butyrylcholinesterase (BChE), oxidative damage and DNA integrity of brain structures and serum. Motor activity was assessed using the open field task. Cholinesterase levels were monitored spectrophotometrically by acetylcholine hydrolysis. To determine oxidative damage in the lipids, we measured thiobarbituric acid reactive species (TBARS) formation and the oxidative damage to the proteins was assessed by the determination of carbonyl groups content. DNA damage was evaluated using the comet assay. Results showed that both PCSE and ketamine administration in the offspring lead to increased motor activity that was normalized 15 minutes after ketamine administration suggesting a subjective neuroprotective mechanism occurs in response to PCSE. Results also showed that both PCSE and ketamine administration increased the cholinesterases activity in all structures (prefrontal cortex, hipocamppus, striatum and amygdala) and serum. Furthermore, PCSE rats presented an increase of lipidic peroxidation, carbonyl groups and DNA damage in the adult age, while animals submitted at acute doses of ketamine also presented an increase of the lipid peroxidation and carbonyl protein. Smoking in pregnancy provokes molecular events that are not yet completely known and may result in behavioral abnormal responses founded in neuropsychiatric disorders, such as schizophrenia. Palavras-chave: cigarette smoke; receptor NMDA; oxidative stress; cholinesterases; DNA damage; schizophrenia. 9 LISTA DE ILUSTRAÇÕES Figura 1 .............................................................................................................................. 42 Figura 2 .............................................................................................................................. 43 10 LISTA DE ABREVIATURAS ACh – Acetilcolina AChE – Acetilcolinesterase BChE - Butirilcolinesterase CAT – Catalase DA – Dopamina DAT – Transportador de dopamina DNA – Ácido Desoxirribonucléico EFCP – Exposição da fumaça de cigarro pré-natal EROs – Espécies Reativas de Oxigênio GABA - Ácido gama-amino-butírico GLU – Glutamato INSS – Instituto Nacional do Seguro Social MAO – Monoamina oxidase MDA – Malondialdeído nAChR – receptor colinérgico nicotínico NMDA – N-metil-D-aspartato RL – Radicais livres SOD – Superóxido Dismutase TBARS – Substâncias Reativas ao Ácido Tiobarbitúrico 11 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO ............................................................................................................... 12 1.1 Esquizofrenia ................................................................................................................ 12 1.2 Hipótese do neurodesenvolvimento na esquizofrenia ................................................. 15 1.2.1 A exposição da fumaça de cigarro na gestação como um fator de risco para a esquizofrenia ...................................................................................................................... 17 1.2.1.1 Sistema colinérgico e a exposição da fumaça de cigarro na gestação ................... 18 1.2.1.2 Dano oxidativo, genotoxicidade e a exposição da fumaça de cigarro na gestação 19 2 OBJETIVOS ................................................................................................................... 22 2.1 Objetivo Geral .............................................................................................................. 22 2.2 Objetivos Específicos.................................................................................................... 22 3 RESULTADOS ............................................................................................................... 23 3.1 Artigo científico: Chronic exposure to cigarette smoke during gestation produces alterations in cholinesterases enzymes activity and behavior deficit in adult offspring rats: potential relevance to schizophrenia. ................................................................................... 23 3.2 Artigo científico: Prenatal exposure to cigarette smoke causes persistent changes in the oxidative balance and in DNA structural integrity in rats submitted to animal model of schizophrenia ....................................................................................................................... 47 4 DISCUSSÃO ................................................................................................................... 55 REFERÊNCIAS ................................................................................................................. 65 12 1 INTRODUÇÃO 1.1 Esquizofrenia A esquizofrenia é uma doença heterogênea extremamente debilitante, que pode ser desencadeada por dois fatores, a hereditariedade e a influência ambiental (van Os et al., 2010). O histórico deste transtorno é relativamente longo, tendo sido inicialmente denominado como “dementia praecox” por Emil Kraepelin, e posteriormente esquizofrenia por Eugen Bleuler. Possui uma longa história de tentativas de sistematização diagnóstica o que se deve à complexa natureza dos sintomas (Elkis, 1999). Messias e colaboradores (2007) demonstraram que a prevalência desse transtorno é cerca de 1% da população geral e a incidência é de 0,20/1000/ano, isso corresponde a uma ocupação de 25% dos leitos hospitalares psiquiátricos, podendo gerar um custo financeiro alto, em torno de 10 bilhões de dólares/ano. No Brasil, estudos apontam que a esquizofrenia ocupa a quinta posição entre as causas mais frequentes de auxílio-doença pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) (Lara et al., 2004). Qin (2011) acrescenta que o suicídio após 35 anos de idade é a causa mais freqüente de morte de pacientes esquizofrênicos. A taxa de suicídio é de 7,6% para o sexo masculino e 8,9% para o sexo feminino, podendo ser agravada pelas condições financeiras precárias que dificultarão a adesão a um tratamento precoce. Tipicamente, os sintomas psicóticos da esquizofrenia são divididos em três principais categorias, nomeados em sintomas positivos, negativos e cognitivos. Os sintomas positivos são caracterizados por alucinações visuais e auditivas, delírios e paranóia. Por sua vez, os sintomas negativos incluem o retraimento social, apatia e anedonia (Kay et al., 1987). Finalmente, os sintomas cognitivos são caracterizados por distúrbios nas funções executivas, deficiência de memória e incapacidade de manter a atenção (Nuechterlein et al., 2008). Os sintomas costumam surgir no final da adolescência ou início da vida adulta, porém variam de 13 indivíduo a indivíduo, alguns evoluem de forma progressiva para a cronicidade, outros podem apresentar exacerbações durante o curso da doença. Contudo, nenhum sintoma isolado é patognomônico da esquizofrenia; o diagnóstico baseia-se no aparecimento de sinais e sintomas associados ao prejuízo no funcionamento ocupacional ou social (APA, 1994). Atualmente, os principais critérios de diagnóstico utilizados são o CID-10 e o DSM-IV (Lara et al., 2004). Estudos recentes sugerem alterações multifatoriais neurobiológicas na fisiopatologia da esquizofrenia, que ocorre com uma disfunção coletiva de alguns neurotransmissores, sendo os principais, a dopamina (DA), o glutamato (GLU), o ácido gama-amino-butírico (GABA) e a acetilcolina (ACh), que resultam em anormalidades nas funções córtico-basais provocando o aparecimento dos sintomas positivos, negativos e cognitivos (Rogers et al., 2011; Tost & Meyer-Lindenberg, 2011). Uma das primeiras teorias propostas para explicar a fisiopatologia da esquizofrenia foi a teoria hiperdopaminérgica, ou seja, o excesso de DA encontrado em algumas regiões cerebrais seria responsável por desencadear os sintomas positivos do transtorno (Snyder 1976; Seeman 1987). Essa teoria foi fortificada pelo fato de que os primeiros antipsicóticos, antagonistas dopaminérgicos, foram eficazes no tratamento dos sintomas positivos corroborados à capacidade de agonistas dopaminérgicos (por exemplo, as anfetaminas) desencadearem tanto em modelos animais (De La Casa et al., 1993; Glenthoj et al., 1993) quanto em humanos (Akiyama et al., 1994; Walkin et al., 1994) alterações comportamentais que simulam a sintomatologia positiva do transtorno. Estudos posteriores apontaram o importante papel da interação entre o GLU e a DA na fisiopatologia da esquizofrenia e indicam que o excesso de DA presente no transtorno seria secundário à hipofunção dos receptores glutamatérgicos do tipo N-metil-D-aspartato (NMDA) (Moore et al., 1999; Carfagno et al., 2000). Por sua vez, o sistema glutamatérgico atua como um controlador cortical da liberação de monoaminas, seja por um estímulo positivo através de 14 neurônios glutamatérgicos ou através de neurônios GABAérgicos, usados como freio, utilizando parcialmente vias de feedback do estriado e do tálamo (Carlsson et al., 2001). O tratamento da esquizofrenia disponível atualmente é apenas parcialmente bem sucedido e, portanto, o desenvolvimento de novas estratégias terapêuticas é claramente justificado. É reconhecido que todas as medicações com propriedades antipsicóticas possuem algum nível de antagonismo dos receptores dopaminérgicos do tipo D2, levando a crer que a fisiopatologia da esquizofrenia se explicaria no sistema dopaminérgico; porém, logo foi visto que este sistema não poderia explicar todo o espectro da esquizofrenia. Isto porque, com o aumento do tempo de uso das medicações antipsicóticas, observou-se que estas eram bastante efetivas para o tratamento dos sintomas positivos, mas não dos negativos e cognitivos (que poderiam, inclusive, ser piorados por estas medicações em algumas situações) (Meyer, 2007; Nikam & Awasthi, 2008). Existem duas categorias de antipsicóticos: típicos e atípicos. Sabe-se que todos os antipsicóticos típicos bloqueiam receptores dopaminérgicos D2, mas com diferentes graus de afinidade (Talbot & Laruelle, 2002). No entanto, no final da década de 80, os antipsicóticos atípicos tiveram maior atenção, pois pesquisadores observaram o envolvimento de outros neurotransmissores além da DA, tais como a serotonina e o GLU, na fisiopatologia da esquizofrenia (Iqbal & Van Praag, 1995). Evidências mostraram que os antipsicóticos atípicos apresentam menor incidência de efeitos colaterais sobre a cognição e também quanto aos efeitos colaterais motores comparados aos antipsicóticos típicos (Wannmacher et al., 2004; Schooler et al., 2005). Considerando estes fatos, a escolha do antipsicótico levará em consideração os efeitos colaterais apresentados, a eficácia e o custo financeiro. Um estudo atual mostra que o desenvolvimento de modelos animais é uma importante ferramenta para a compreensão de novos sistemas intracelulares que podem estar envolvidos na esquizofrenia (Nestler & Hyman, 2010). Antagonistas do receptor do tipo NMDA, como a fenciclidina e a cetamina, geralmente são usados para mimetizar um modelo animal de 15 esquizofrenia (Lahti et al., 1995; Stoet & Snyder, 2006; Gilmour et al., 2011). Estudos indicam que dose sub-anestésica de cetamina é capaz de reproduzir os sintomas positivos, negativos e cognitivos do transtorno, tanto em modelos animais (Becker et al., 2004; Bubeníková-Valesová et al., 2008) quanto em humanos (Vollenweider et al., 2000; Moore et al., 2011). Este modelo apresentou maior validação, recentemente, após a reversão do efeito da cetamina com antipsicóticos, uma vez que os mesmos apresentaram eficácia contra as alterações provocadas pelo bloqueio do receptor NMDA (Abekawa et al., 2008). 1.2 Hipótese do neurodesenvolvimento na esquizofrenia Segundo a hipótese do neurodesenvolvimento, a etiologia da esquizofrenia pode envolver processos patológicos, causados tanto por fatores genéticos quanto por fatores ambientais, que começam durante o desenvolvimento cerebral, no período pré-natal, até o momento em que o cérebro se aproxima do estado anatomo-fisiológico de um adulto (Rapaport et al., 2005). Estudos epidemiológicos mostram que dentre os principais modelos de transmissão genética, o modelo poligênico, o qual a interação entre genes e fatores ambientais contribui para o desenvolvimento do transtorno, parece ser o melhor modelo para atender as características de transmissão da esquizofrenia (Cordeiro Jr, 2007). Para reforçar essa hipótese levou-se em consideração alguns achados, por exemplo, a imensa maioria dos pacientes com esquizofrenia tem pais não-afetados e também o risco para parentes desenvolverem a esquizofrenia aumenta ou diminui dramaticamente de acordo com o grau de parentesco (Prescott & Gottesman, 1993). Talvez o mais forte desses achados deriva-se de estudos em gêmeos, demonstrando que a taxa de concordância de esquizofrenia para gêmeos monozigóticos é de aproximadamente 45% a 60% e, em gêmeos dizigóticos, uma taxa de 10% a 15% (Pientelli et al., 1999). Este achado evidencia a participação de um componente 16 ambiental na etiopatogenia do transtorno, pois em doenças de caráter estritamente genético, gêmeos monozigóticos apresentariam teoricamente em torno de 100% de chance de desenvolver o mesmo transtorno, uma vez que a carga genética é praticamente idêntica de ambos (Sullivan et al., 2003). Deste modo, a ausência de resultados consistentes que apontam um fator genético específico para a etiologia de alguns transtornos psiquiátricos levou muitos pesquisadores a estudarem os fatores ambientais, o neurodesenvolvimento e sua correlação com as mudanças na expressão gênica (Kopsida et al., 2010; Ptak & Petronis, 2010). Atualmente, o alvo de estudos moleculares envolvendo os transtornos psiquiátricos é a epigenética, esta é sensível a modificações ambientais que podem causar mudanças fenotípicas, transmitindo assim, a seus descendentes (Machado-Vieira et al., 2010; Xu & Andreassi, 2010). Considerando estes fatos, estudos sugerem fortemente que as exposições ambientais incluindo a exposição materna ao estresse (Lee et al., 2007), infecção e/ou ativação do sistema imunológico (Boksa et al., 2008; Clarke et al., 2009), deficiências nutricionais (Brown & Susser, 2008; Susser et al., 2008) e complicações obstétricas (Cannon et al., 2002; Haukvik et al., 2009) - são potentes perturbadores do desenvolvimento cerebral que provocam o aparecimento de distúrbios neuropsiquiátricos, inclusive dos sintomas característicos da esquizofrenia. Estes sintomas foram encontrados em modelos animais (redução na interação social e/ou reconhecimento de objetos e déficit no sistema sensório-motor) (Le pen et al., 2000; Le pen & Moreau, 2002), e também em humanos (anormalidade na estrutura cortical e baixo peso ao nascer, além de alterações nos sistemas neurotransmissores) (Foester et al., 2001; Weinstock, 2001) tais achados tornaram-se evidentes após o período da puberdade que seria o período mais propenso a episódios agudos deste transtorno. Contudo, a hipótese do neurodesenvolvimento na esquizofrenia explica a evidência do indivíduo predisposto ao quadro, porém, não consegue explicar como o transtorno inicia-se a partir dessa susceptibilidade (Rapaport et al., 2005; Cordeiro Jr, 2007). 17 1.2.1 A exposição da fumaça de cigarro na gestação como um fator de risco para a esquizofrenia A fumaça de cigarro apresenta mais de 4.000 compostos bioativos, suficientes para provocar alterações neuroquímicas irreversíveis, interferindo no desenvolvimento cerebral fetal (Naeye, 1992). A nicotina, um dos principais componentes do fumo do tabaco, altera o funcionamento de diferentes tipos de neurônios, assim, perturbando a comunicação entre eles e, consequentemente, alterando as propriedades sinápticas (Mansvelder et al., 2009). Apesar dos perigos conhecidos do fumo do cigarro, quase 11% das mulheres nos EUA relataram fumar em algum momento da gravidez, dessas, 26% relataram fumar meio maço por dia durante todo o período gestacional (Martin et al., 2005). Recentemente, estudos têm mostrado que a exposição da nicotina no período gestacional gera alterações no desenvolvimento de marcadores neuroquímicos de DA, resultando em alterações comportamentais, tais como, o aumento da atividade locomotora e alterações no processo de aprendizagem (Azam et al., 2007; Blood-Siegfried & Rende, 2010), predispondo o aparecimento dos sintomas da esquizofrenia na idade adulta (Boutwell & Beaver, 2010). O GLU, importante para a migração neuronal e sinaptogênese, também está alterado na esquizofrenia (Moghaddam et al., 1997). Rodvelt e colaboradores (2008) observaram que o bloqueio do receptor NMDA por administração de cetamina provocou hipersensibilidade a nicotina no estriado. Além disso, os resultados deste estudo mostraram que a nicotina reforçou o aumento na liberação de DA e que esta resposta foi mediada através do bloqueio de receptor NMDA. Evidência indica que essas alterações neuroquímicas são acompanhadas por manifestações comportamentais presentes em sujeitos adultos diagnosticados com esquizofrenia (Martinez-Tellez et al., 2009). 18 Por outro lado, um estudo epidemiológico recente mostrou que a exposição do cigarro durante o período pré-natal resultou em nenhuma associação com o desenvolvimento da esquizofrenia na idade adulta, porém os autores afirmam que este estudo apresentou algumas limitações tais como, o tamanho da amostra e a frequência do consumo do cigarro durante a gravidez, acredita-se que esta não foi constante (Baghelin-Pinaud et al., 2010). A partir destes achados, estudos identificaram a necessidade de saber se os efeitos da fumaça de cigarro no período pré-natal são persistentes até a idade adulta e podem contribuir para alterações neuroquímicas e comportamentais encontrados na esquizofrenia (Jacobsen et al., 2006; Heath et al., 2010). 1.2.1.1 Sistema colinérgico e a exposição da fumaça de cigarro na gestação Um estudo aponta que no período pré-natal as sinapses colinérgicas são imaturas e silenciosas funcionalmente (Maggi et al., 2004). É provável que a facilitação de neurotransmissores induzida por agonistas colinérgicos, por exemplo, a nicotina, possa ter um efeito importante na interação entre o sistema colinérgico com o sistema glutamatérgico na região mesocorticolímbica, e ainda, durante os diferentes estágios do desenvolvimento possa alterar a interação entre o sistema colinérgico, glutamatérgico e dopaminérgico (Wonnacott et al., 2006). É importante salientar que a interação entre o sistema colinérgico e dopaminérgico apresenta uma significante função no controle da atividade e coordenação motora e no aprendizado (Ohmura et al., 2011). Poucos estudos examinaram o sistema colinérgico sob efeito da exposição à nicotina no período pré-natal e correlacionaram este na idade adulta. Epollito e colaboradores (2010) mostraram que modelos animais expostos cronicamente a nicotina no período pré-natal e pósnatal apresentaram alterações na regulação de receptores colinérgicos nicotínicos (nAChR) e 19 que esta permaneceu até a adolescência. De fato, o período de maior susceptibilidade aos efeitos da nicotina se estende até a adolescência (Miao et al., 1998). Importante para a regulação do sistema colinérgico, a acetilcolinesterase (AChE) e a butirilcolinesterase (BChE) são enzimas regulatórias importantes que controlam a transmissão do impulso nervoso através da sinapse colinérgica pela hidrólise e inativação da ACh. Soreq e Seidman (2001) apontam que variantes estruturais da AChE estão amplamente distribuídas por vários tecidos e participam nas funções de crescimento e adesão celular, neurogênese e sinaptogênese. Em humanos, a atividade da AChE aumenta fisiologicamente no período pósnatal porém a atividade é estabilizada na adolescência (Mesulam & Geula, 1991). Embora se conheça o papel da BChE na hidrólise de colina, a função fisiológica desta enzima permanece desconhecida. Evidências sugerem que a BChE está relacionada à condução nervosa lenta, à regulação dos níveis de ACh no plasma e à proteção da AChE (Mack & Robitzki, 2000; Abreu-Villaça et al., 2011). Nota-se também que a BChE é muito eficiente em hidrolisar ACh em altas concentrações o que contribui para a diferenciação celular e o desenvolvimento embrionário (Geula & Nagykery, 2007). Dada a importância dessas enzimas para a regulação do sistema colinérgico durante o desenvolvimento cerebral, é de interesse investigar a atividade da AChE e BChE em ratos adultos que foram submetidos a exposição da fumaça de cigarro no período gestacional. Além disso, visto que o sistema colinérgico possa interagir com o sistema glutamatérgico, leva-se a hipótese neste estudo que a exposição da fumaça de cigarro pré-natal (EFCP) poderia alterar sintomas preexistentes em um modelo animal de esquizofrenia induzido por cetamina. 1.2.1.2 Dano oxidativo, genotoxicidade e a exposição da fumaça de cigarro na gestação Alguns mecanismos moleculares, tais como o balanço oxidativo e a genotoxicidade, são alterados pela interação entre genes e contaminantes ambientais e podem apresentar um 20 papel importante no aparecimento dos transtornos psiquiátricos (Roth et al., 2009). O estresse oxidativo ocorre por consequência do aumento da formação de radicais livres (RL) ou pela ineficiência do sistema de defesa antioxidante do organismo, ou ainda pela combinação de ambas. Partindo da ideia de que o tecido cerebral é, em especial, suscetível ao ataque de espécies reativas de oxigênio (EROs) (Halliwell, 1991), evidências indicam que o estresse oxidativo contribui para a fisiopatologia da esquizofrenia (Pazvantoglu et al., 2009; Zhang et al., 2009). Estudos indicam que alterações no equilíbrio oxidativo começam durante a gestação (Stathis et al., 1999; Kosecik et al., 2005). Para suportar essa hipótese, Zhao e Reece (2005) mostraram que embriões expostos a nicotina durante a gestação apresentaram uma superprodução de EROs ativando vias apoptóticas, resultando assim, em estresse oxidativo celular. Um estudo em modelo animal mostrou que o feto submetido à exposição do cigarro durante a gestação apresentou dano ao DNA e dano oxidativo (Maciag et al., 2003). A síntese de DA é uma condição fisiológica bastante importante e que induz a formação de EROs no sistema nervoso central (Grima et al., 2003; Hoffman et al., 2010). Neste contexto, autores sugerem que alguns fatores ambientais, tais como o estresse gestacional, promoveriam uma liberação constante de DA, aumentando as EROs e levando, consequentemente, à lipoperoxidação progressiva em locais ricos em metabólitos reativos durante o desenvolvimento (Maciag et al., 2003; Siddiqui et al., 2010). De fato, o aumento de EROs promovem reações com substratos biológicos podendo ocasionar dano a cadeia do DNA. No entanto, se a cadeia do DNA é quebrada, pode ser reconectada em outra posição e alterar a ordem de suas bases (Barreiros et al., 2006). Embora existam poucos dados sobre a genotoxicidade da fumaça do cigarro em mulheres grávidas e seus recém-nascidos, Jalili e colaboradores (1998) apontaram que os embriões são muito sensíveis à atividade genotóxica do fumo do cigarro, considerando um aumento significativo de deleções de DNA encontrado em uma exposição única de 4 horas a 21 fumaça de cigarro. Considerando esses fatos, a hipótese deste estudo é que EFCP pode alterar o equilíbrio oxidativo e provocar dano na estrutura do DNA, e estas anormalidades podem permanecer até a idade adulta. 22 2 OBJETIVOS 2.1 Objetivo Geral Avaliar parâmetro comportamental e parâmetros bioquímicos de ratos Wistar expostos cronicamente à fumaça de cigarro durante o período pré-natal e submetidos ao modelo animal de esquizofrenia na idade adulta. 2.2 Objetivos Específicos Avaliar a atividade locomotora de ratos expostos cronicamente à fumaça de cigarro durante o período pré-natal e submetidos ao modelo animal de esquizofrenia na idade adulta. Avaliar a atividade das enzimas AChE e BuChE em estruturas cerebrais (córtex préfrontal, hipocampo, amígdala e estriado) e soro, respectivamente, em ratos expostos cronicamente à fumaça de cigarro durante o período pré-natal e submetidos ao modelo animal de esquizofrenia na idade adulta. Avaliar o dano oxidativo em estruturas cerebrais (córtex pré-frontal, hipocampo e estriado) de ratos Wistar expostos cronicamente à fumaça de cigarro durante o período pré-natal e submetidos ao modelo animal de esquizofrenia na idade adulta. Avaliar a integridade do DNA em sangue de ratos Wistar expostos cronicamente à fumaça de cigarro durante o período pré-natal e submetidos ao modelo animal de esquizofrenia na idade adulta. 23 3 RESULTADOS 3.1 Artigo científico: Chronic exposure to cigarette smoke during gestation produces alterations in cholinesterases enzymes activity and behavior deficit in adult offspring rats: potential relevance to schizophrenia. CHRONIC EXPOSURE TO CIGARETTE SMOKE DURING GESTATION PRODUCES ALTERATIONS IN CHOLINESTERASES ENZYMES ACTIVITY AND BEHAVIOR DEFICIT IN ADULT OFFSPRING RATS: POTENTIAL RELEVANCE TO SCHIZOPHRENIA. Daiane B. Fragaa, Renata D. De Lucaa, Fernando V. Ghedima, Pedro F. Derozaa, Andresa L. Ciprianoa, Alexandre Silverioa, Renan P. Souzaa, João Quevedoa, Alexandra I. Zugnoa* Artigo cientifico submetido para publicação no periódico Psychopharmacology, Junho de 2011. 24 Chronic exposure to cigarette smoke during gestation produces alterations in cholinesterases enzymes activity and behavior deficit in adult offspring rats: potential relevance to schizophrenia Daiane B. Fragaa, Renata D. De Lucaa, Fernando V. Ghedima, Pedro F. Derozaa, Andresa L. Ciprianoa, Alexandre Silverioa, Renan P. Souzaa, João Quevedo a, Alexandra I. Zugnoa* a Laboratory of Neuroscience and National Institute for Translational Medicine (INCT-TM), Postgraduate Program in Health Sciences, Health Sciences Unit, University of Sourthern Santa Catarina, 88806-000 Criciúma, SC, Brazil *Corresponding author: Profa. Alexandra Ioppi Zugno, MD, PhD, Laboratório de Neurociências, Programa de PósGraduação em Ciências da Saúde, Unidade Acadêmica de Ciências da Saúde, Universidade do Extremo Sul Catarinense 88806-000 Criciúma, SC, Brazil, Fax: +55 48 3431-2618, Email: [email protected]. 25 Abstract Rationale Prenatal exposure to cigarette smoke (PCSE) has been associated with physiological and developmental changes which can be related to increased risk for childhood and adult neuropsychiatric diseases. Objectives The present study investigated the motor activity and the cholinesterases enzymes activity in rats following PCSE and/or ketamine treatment in adult age. Methods Pregnant female Wistar rats were exposed to 12 commercially filtered cigarettes per day, daily for a period of 28 days. We evaluated the motor activity and cholinesterases levels in brain and serum of male adult offspring rats subject to animal model of schizophrenia by administration of acute subanaesthetic doses of ketamine (5mg/kg, 15mg/kg and 25mg/kg). To determine motor activity we used the open field test. Cholinesterase levels were assessed by hydrolysis monitored spectrophotometrically. Results Our results show that both PCSE and ketamine treatment in the adult offspring lead to increased motor activity. Similar increase was observed in the AChE and BChE activity in the brain and serum, respectively. We found evidence that the NMDA-antagonist ketamine could ameliorate subjective effects of PCSE is dose and time-dependent. Conclusion These changes provoke molecular events that are not yet completely known and may result in behavioral abnormal responses founded in neuropsychiatric disorders, such as schizophrenia. Keywords: pregnant smoking, acetylcholinesterase, butyrylcholinesterase, motor activity, NMDA receptor, schizophrenia. Abbreviations: AChE – acetylcholinesterase; BChE – butyrylcholinesterase; nAChR – nicotinic acetylcholine receptor; NMDA – N-mehtyl-D-aspartate; PCSE – prenatal cigarette smoke exposure. 26 Introduction Schizophrenia is an extremely debilitating heterogeneous disorder that can be triggered by two factors: heredity and environmental influences (van Os et al. 2010). Symptoms of schizophrenia are classified as positive (hallucinations, delusions, psychomotor agitation and distrust), negative (blunted affect, social isolation, lack of initiative, lack of pleasure, impoverished speech) and disorganized symptoms (behavior, thought and affection inappropriately). The absence of results that appointed a specific genetic factor to the etiology of schizophrenia led researches to evaluate environmental factors. Studies have suggested that environmental insults during the prenatal or perinatal periods, such as maternal exposure to stress (Lee et al. 2007), infection and immune system activation (Boksa et al. 2008; Clarke et al. 2009), nutritional deficiency (Brown and Susser 2008; Susser et al. 2008) and obstetric complications (Cannon et al. 2002; Haukvik et al. 2009) increase schizophrenia risk in the adult progeny. These exposures to environmental stresses result in the development of the characteristic symptoms of schizophrenia in preclinical models (e.g. reduction in social interaction and / or recognition of objects and a deficit in the sensorimotor system) (Le Pen et al. 2000, Le Pen and Moreau 2002) and humans (e.g. abnormalities in cortical structure, low birth weight and abnormalities in neurotransmitter systems) (Foester et al. 2001; Weinstock 2001). These symptoms usually become apparent after the onset of puberty, a period more prone to acute episodes of illness. Cigarette smoke (CS) contains thousands of bioactive compounds sufficient to provoke irreversible neurochemical changes altering fetal cerebral development (Naeye 1992). Nicotine, one of the major components of the tobacco smoke, alters the functioning of different types of neurons, thus perturbing baseline neuronal communication and interfering with synaptic properties (Mansvelder et al. 2009). Apart from cholinergic neurons, nicotine stimulates dopaminergic activity during brain development (Kleijn et al. 2011) which is corroborated by the presence of functional nicotinic acetylcholine receptor (nAChR) on dopaminergic neurons during the fetal period (Azam et al. 2007). The dopamine-acetylcholine interaction plays an essential role in spontaneous motor activity, movement coordination and habit learning (Ohmura et al. 2011). The facilitation of neurotransmitter release induced by CS during cerebral development also alters the functional interaction between cholinergic and glutamatergic systems in the mesocorticolimbic regions and during different stages of development leading to an imbalance between dopamine-acetylcholine-glutamate interactions (Wonnacott et al. 2006). Dopamine-glutamate interactions also seem to have an important 27 role in the neurobiology of schizophrenia as indicated by studies using N-Methyl-D-Aspartate (NMDA) receptor antagonists (Neill et al. 2010). Glutamatergic hypofunction in preclinical models seems to mimic schizophrenia symptoms (e.g. hyperlocomotion, social interaction impairment and cognitive deficits) (de Oliveira et al. 2011; Smith et al. 2011). It has been suggested that prenatal exposure to CS (PCSE) induces long-term behavioral and neurochemical abnormalities that occur in schizophrenia (Boutwell and Beaver 2010; Schneider et al. 2011). However, a recent study showed no association between prenatal tobacco exposure and schizophrenia symptoms in the adult age although this study presented some limitations (e.g. small sample size) (Baguelin-Pinaud et al. 2010). In fact, studies identified the need to research whether the effects of PCSE are persistent until adult age and contribute to behavioral and neurochemical changes similar to symptoms of schizophrenia (Heath et al. 2010; Jacobsen et al. 2006). The interaction between genes and environmental factors such as nicotine exposure is undoubtedly complex. Recently, study showed the involvement of the α7 nicotinic receptor gene (CHRNA7) with a potential gene for impairment of working/episodic memory, a common endophenotype of schizophrenia (Stefansson et al. 2008). A detailed study showed that cholinergic synapses are immature and functionally silent in the prenatal period (Maggi et al. 2004). Few studies have examined the cholinergic system under the effect of nicotine exposure during the prenatal period and correlate this in adulthood. Epollito and colleagues (2010) showed that animal models chronically exposed to nicotine during the prenatal and postnatal periods presented changes in the regulation of nAChR and that these effects remained until adolescence. In addition, the α7 nAChRs activation by low doses of nicotine during the fetal period provoked apoptotic cell death of primary hippocampal progenitor cells (Berger et al. 1998). Important for the function of cholinergic system, both acetylcholinesterase (AChE) and butyrylcholinesterase (BChE) are regulatory enzymes that control the transmission of nerve impulses across of the synapse and cholinergic inactivation by hydrolysis of acetylcholine. Interestingly, AChE and BChE are among the most valuable of diagnostic tools that can be used to verify exposure to chemical agents (e.g. chlorpyrifos) (Shenouda et al. 2009). In addition, changes in the subunit composition and stoichiometry of AChE by chronic nicotine can influence nAChR desensitization, ligand affinity profiles and conductance (Miwa et al., 2011). Soreq and Seidman (2001) indicated that structural variants of AChE are distributed in various tissues and have functions involved in growth and cell adhesion, neurogenesis and synaptogenesis. In humans, AChE activity physiologically increases in the postnatal period and stabilizes during 28 adolescence (Mesulam and Geula 1991). On other hand, BChE allows long-term survival despite the complete lack of AChE and abnormally high levels of synaptic ACh (AbreuVillaça et al. 2011). Given the importance of the AChE and BChE for the cholinergic system regulation in cerebral development, it is of interest to investigate the effect of PCSE under these enzymes in adult offspring. Thus, we hypothesized that PCSE would alter preexisting symptoms in the animal model of schizophrenia by administration of the NMDA receptor antagonist. Materials and Methods Animals All experimental procedures involving animals were performed in accordance with the NIH Guide for the Care and Usage of Laboratory Animals and the Brazilian Society for Neuroscience and Behavior (SBNeC) recommendations for animal care and with approval by the local Ethics Committee in the usage of the Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC) under protocol number 48/2010. Pregnant female Wistar rats (3–4 months old, 250–280 g weight) were obtained from the local breeding colony and were individually housed with sawdust bedding and ad libitum access to food and water. Prenatal cigarette smoke exposure (PCSE) Dams (pregnant females) were assigned randomly to one of the two treatment groups (n=15 per group): 1) PCSE control (non exposed to CS) or 2) PCSE (rats were exposed to CS throughout the whole pregnancy). Each rat was exposed to the smoke of 12 commercially filtered cigarettes per day (a total of 8.0 mg of tar and 0.6 mg of nicotine) during the period of 28 consecutive days. Animals were placed in an inhalation chamber (40 cm long, 30 cm wide, and 25 cm high) inside a fume extraction cabinet. Cigarettes were coupled to a 60 ml plastic syringe so that puffs could be drawn in and subsequently expelled to be aspirated with this syringe (20 puffs of 50 ml) with each puff being immediately injected into the chamber. Animals were maintained in this smoke-air condition (3%) for 6 min. Afterwards the cover was removed from the inhalation chamber and the smoke was evacuated within 1 min by turning on the cabinet exhaust fan. Dams were immediately exposed to cigarette smoke from a second cigarette for 6 min. This process was repeated for a total of four times per treatment 29 and these four cigarette treatments were performed three times per day (morning, noon, and afternoon) resulting in 72 min of cigarette smoke exposure from 12 cigarettes per day. Each cigarette smoke produced 300mg/m3 of total particulate matter in the chamber. Ketamine treatment Rats were weaned on the 21st postnatal day (PND). Adult male offspring (60th PND) were randomly assigned to one of the following eight treatments (n=7 per group): 1) PCSE control + saline; 2) PCSE control + ketamine 5 mg/kg (CU Chemie Uetikon, Germany); 3) PCSE control + ketamine 15 mg/kg; 4) PCSE control + 25 mg/kg; 5) PCSE + saline; 6) PCSE + ketamine 5 mg/kg; 7) PCSE + ketamine 15 mg/kg; 8) PCSE + ketamine 25 mg/kg. All animals have received a single intraperitoneal injection according to the treatment protocols in a volume of 1mL/100mg of bodyweight per injection (Oliveira et al., 2010). Animals were euthanized via rapid decapitation and the brain structures (prefrontal cortex, amygdala, striatum, hippocampus) and serum were collected and stored at -80°C. Previous studies have shown an induction of schizophrenia-like symptoms (e.g. hyperlocomotion and social withdrawal) by ketamine at subanaesthetic doses (e.g. 25 mg/kg) (de Oliveira et al. 2011; Hunt et al. 2006). Open-field test Animals were assessed in the open-field test thirty minutes following the last ketamine injection. The test was realized in an arena with the dimensions of 50 x 25 x 50 cm. Locomotor activity was measured for 15 min using a computerized system (Activity Monitor, Insight Laboratory Equipment, Ribeirão Preto, SP). Locomotor activity was quantified as covered distance (cm) by the animal in blocks of five minutes. Covered distance was calculated as the sum of position changes monitored by the system. Measurement of the enzymes AChE and BChE AChE in brain regions and BChE in plasma was determined according to the method of Ellman (1961). Hydrolysis rates were measured in 1 mL of a 0.8 mM solution containing 100 mM phosphate buffer (pH 7.5) and 1.0 mM 5,5-dithiobis-2-nitrobenzoic acid (DTNB). A 30 sample (50µL) was added to the solution and pre-incubated for 3 min. Hydrolysis was monitored spectrophotometrically at 412 nm (thiolate dianion formation) at 25°C for 2-3 min (intervals of 30 s). Samples were evaluated in duplicates. Data was expressed in µmol ACSCh/h.mg protein. Protein was determined using the Lowry method (1951) with bovine serum albumin as standard. Statistical analysis The Statistical analyses were conducted using SigmaStat 3.1 (Systat, Point Richmond, CA, USA). We performed Kolgomorov-Smirnov with Lilliefors' correction and Levene median tests to assess normality and equal variance, respectively. To compare the saline and ketamine treatment effects, we used one way ANOVA (identified by F value) or KruskalWallis one way ANOVA (identified by H value). Parametric ANOVAs were followed by Holm-Sidak tests (identified by t value) and non-parametric ANOVAs were followed by Tukey tests when sample sizes between groups were equal or Dunn's test when sample sizes between groups were unequal (e.g. missing data). Both Tukey and Dunn's tests are identified by the presence of q values. We used Student's t-tests (identified by t value) or Mann-Whitney Rank Sum tests (identified by U value) when we compared PCSE control and PCSE groups. We used a two way ANOVA to test for interactions between ketamine treatment and PCSE using rank-transformed data because normality and equal variance reached p < 0.05. Results Locomotor activity results are shown in Figure 1 and its statistical analysis is summarized in Table 1. Initially, we compared treatment groups at the same time interval to assess the effect of ketamine on covered distance. Ketamine 15 and 25mg/kg increased the covered distance in PCSE control rats at all three time points when compared to rats that did not receive ketamine. Ketamine 25mg/kg treatment has transiently increased the covered distance in PCSE rats at the first and second time intervals. Subsequently, we compared PCSE control and PCSE rats treated with the same ketamine dosage to evaluate the PCSE effect on covered distance. PCSE rats treated with ketamine 5mg/kg showed increase in the distance covered when compared to PCSE control rats at all time intervals. A similar increase was seen in the PCSE rats at the third time interval 31 treated with ketamine 15mg/kg. No significant differences were observed in the covered distance between PCSE control and PCSE rats after ketamine 25mg/kg treatment. These results indicate that ketamine 15 and 25mg/kg treatments induce hyperlocomotion in PCSE control rats but PCSE rats seem to be more resilient to this effect. Finally, we tested whether both ketamine treatment and PCSE would present an interactive effect on covered distance. Two way ANOVA results on rank-transformed data showed a statistically significant interaction between both factors at the first (F = 7.75, p = 0.0001), second (F = 6.63, p = 0.0004) and third (F = 7.02, p = 0.0002) time intervals. We observed that acute administration of ketamine in the doses of 5mg/kg, 15 mg/kg and 25 mg/kg in adult male rats significantly increased both AChE activity in all tested brain areas and BChE in serum in PCSE control and PCSE groups (p < 10 -5 for the vast majority of the results) (Figure 2). This increase was statistically significant (Table 2). We can verified in all brain structures and serum that doses of 15mg/kg, 25mg/kg provoked an increase of AChE and BChE activity, in dose of 5mg/kg of ketamine was found this increased in hippocampus, amygdala and serum, in PCSE control. In PCSE rats, an increase of cholinesterases was found in doses of 15mg/kg and 25 mg/kg in all brain structures and serum, in doses of 5 mg/kg of ketamine an increased of cholinesterases occur in prefrontal cortex, amygdala and serum. We compared the activity of cholinesterases in PCSE control and PCSE rats treated with same ketamine, the results showed that a significant increase of the AChE and BChE activity occurs in all doses of ketamine and saline and all structures evaluated. These results strongly suggest that both PCSE and ketamine administration increase AChE and BChE activity in different brain areas and serum of adult male rats. Discussion The purpose of this study was to evaluate motor activity and the cholinesterase activity in rats following PCSE and/or ketamine treatment. In summary, our results show that both PCSE and ketamine treatment in the offspring lead to increased motor activity. Similar increase was observed in the AChE and BChE activity in the brain and serum, respectively. Pharmacologically-induced hyperlocomotion is an important indicator of schizophrenia-like behavior (Bubeníková-Valesová et al. 2008). This study shows that a single dose of the 15mg/kg and 25mg/kg of ketamine increased locomotor activity in rats which is in accordance 32 with previous studies (Oliveira et al. 2011; Razoux et al. 2007). It has been shown that systemic and prefrontal administrations of NMDA antagonist induce hyperlocomotion altering dopamine and acetylcholine release in the nucleus accumbens (Del Arco and Mora 2005; Hatip-Al-Khatib et al. 2001). In fact, subanesthetic doses of ketamine increase the activity of excitatory pathways, including activation of mesocorticolimbic neurons (Kenny et al. 2009). Here, we demonstrated that PCSE rats treated with ketamine 5mg/kg presented an increase of covered distance when compared to PCSE control rats at all time intervals. A similar increase was seen in the PCSE rats at the third time interval when treated with ketamine 15mg/kg. In fact, the CS is highly toxic and actives the cholinergic system during development; we suggested that the subjective effect of exposure to CS in the fetal period is persistent and alters the locomotor activity in adult age. In addition, Blood-Siegfried and Rende (2010) appointed that nicotine exposure during pregnancy provoked changes in neurochemical markers of dopamine resulting in hyperactive behavior of the offspring. In fact, nicotine activates and desensitizes nAChRs in dopaminergic neurons able to provoke behavioral changes in the long-term (Gold et al. 2009). Contributing to our data, Del Arco and colleagues (2007) demonstrated that systemic injections of 5 mg/kg of phencyclidine (PCP), an NMDA receptor antagonist, increase the release of acetylcholine in the NAc suggesting that this neurotransmitter could be involved in the motor effects of PCP. We also observed transient hyperlocomotion in rats that received PCSE corroborating previous results that showed that male mice exposed to nicotine in utero demonstrated locomotor hyperactivity of offspring on PND40 and PND60 (Pauly et al. 2004). Considering that the cholinergic system is involved directly in motor control, studies suggested that PCSE disrupts the cholinergic function and causes long-lasting behavioral changes (Abreu-Villaça et al. 2004; Shea and Steiner 2010). It is known that CS chronic exposure activates and desensitizes α7 nAChRs, whose expression is maximal during development, and thus lead to their dysfunction in the long-term (Srinivasan et al. 2011). In addition, an inappropriate activation of presynaptic nAChRs during the fetal period may be an important mechanism through which cholinergic agonists such as nicotine could elicit changes in gene expression that influence cell proliferation and differentiation, promote or arrest cell growth, evoke apoptosis and eventually result in altered synaptic activity (Abreu-Villaça et al. 2011; Lv et al. 2008). The mechanisms underlying CS actions are complex, involving not only a direct action of nicotine on receptors of acetylcholine, but also changes in the release of glutamate and 33 dopamine in other cerebral areas (Wang et al. 2007). Interactions between acetylcholine and glutamate on the nicotine actions have been highlighted in a considerable number of studies. It has been shown that NMDA antagonists can attenuate nicotine self-administration and nicotine discriminative stimulus (Blokhina et al. 2005; Zakharova et al. 2005). Our data demonstrated that locomotor activity in third time interval trends to normalize; we suggested that a neuroprotective mechanism occurs after 15 minutes of last administration of ketamine in response to PCSE. It has been shown that nAChRs provides the postsynaptic depolarization necessary for NMDA receptor activation (Andre et al. 2011; D`Souza & Markou 2011; Rasmussen et al. 2008). In addition, a recent study appointed that high activation of nAChRs in the basolateral nucleus of the amygdala facilitates glutamatergic transmission in cortico-limbic synapses (Jiang & Role 2008). In agreement with these studies, it has been suggested that in immature synapses from neonatal rat hippocampal slices the activation of presynaptic intracellular Ca2 stores contributes to nicotine-elicited increase of glutamate release. In this context, an increase of glutamate provoked by high activating of nAChRs contributes to ameliorate the behavioral symptoms produced by corticolimbic dysfunction associated with schizophrenia (Del Arco et al. 2008). In the present study, we suggested that this subjective neuroprotective mechanism was dose and time dependent of ketamine. We observed that ketamine 15mg/kg and 25mg/kg treatments induce hyperlocomotion in PCSE control rats but PCSE rats seem to be more resilient to this effect. In fact, Domino and colleagues (2004) appointed that chronic nicotine exposure may to cause alterations in neurobehavioral response to ketamine by action on one or more neurotransmitter system. However, other neuroprotective mechanisms induced by the action of chronic nicotine exposure may occur trough of the activation of GABAergic neurons, which regulate the firings of the rats substantia nigra DA neurons, preventing them from experiencing bursts that could lead to excitotoxic Ca2 + influx (Miwa et al. 2011). Both PCSE and the glutamatergic system primarily affect the cholinergic pathways (Aguilar et al. 2005; Wiebe et al. 2009). In agreement, we observed that PCSE and ketamine administration (5mg/kg, 15mg/kg and 25mg/kg) increased cholinesterase activity in different brain areas and serum of offspring male rats. These results suggested that higher levels of AChE and BChE would result in an increase of hydrolysis and depletion of acetylcholine at cholinergic receptors in the cerebral and peripheral areas, with subsequent diminishing in brain functions such as found in schizophrenia (Guan et al. 1999; Haroutunian et al. 1994). Elegant studies appointed a possible interaction between the AChE enzyme and glutamatergic functions (Koutsoviti-Papadopoulou et al. 1994). In addition, Dong and 34 colleagues (2004) indicated that AChE overexpression disrupts the glutamatergic system and results in damage to synaptic structures and excitatory functions. In the current study, an increase of cholinesterases was observed with ketamine treatment in all doses tested in both PCSE control and PCSE rats. Importantly, Emmett and Greenfield (2004) using in vitro online detection of AChE for the first time, showed that NMDA receptors increase the extracellular concentrations of AChE, presumably by acting either directly on the dopaminergic neurons. This increase in AChE activity has been shown to be toxic to neuronal cells, in agreement, the release of AChE affects the Ca2+ signaling (Day and Greenfield 2002). Interestingly, Bon and Greenfield (2003) showed that AChE-peptide enhances Ca2+ potentials when NMDA receptors are antagonized. On the other hand, although having an action in treatment of schizophrenia, the role of the AChE enzyme is still obscure in this disease. Domino and colleagues (1973) discovered an increase in this enzyme in schizophrenic subjects. On the other hand, Haroutunian (1994) reported no changes in AChE and ChAT, and suggested that studies are needed to understand the role of this enzyme in schizophrenia. An alternate possibility is that certain epigenetic mechanisms may exacerbate the cholinesterases gene expression and act as modulator pathways which alter cellular functions including both cell proliferation and cell death (Laviola et al. 2006). Currently, it is known that the cholinergic system has become one of therapeutic targets for schizophrenia (D`Souza and Markou 2011). Studies suggested that administration of inhibitors of AChE can alleviate cognitive deficits in this disease. The purpose of these studies is showing that the inhibition of AChE facilitated maintenance of acetylcholine in the synaptic cleft and a consequent reduction of the cognitive symptoms of the disease, in addition, nicotinic acetylcholine receptor (nAChR) agonists, nicotine for example, would get the same response (Salokangas et al. 2006; Ribeiz et al. 2010).). However, the mechanism is different in the prenatal period. During this time the synapses are vulnerable to morphologic and functional alterations in consequence of exposure to environmental insults (Slotkin et al. 2009). Our study showed that environmental exposure (PCSE) during fetal development could lead to biochemical cholinergic effects persistent into adult age, likely to develop into symptoms of schizophrenia. This result complements previous experiments indicating that prenatal exposure to a neurotoxic compound resulted in persistent cholinergic downregulation and suggested that this mechanism can lead to dopaminergic upregulation and contribute to locomotor activation (Laviola et al. 2006). In agreement with our results, Abdel-Rahman and colleagues (2004) appointed that maternal exposure to nicotine alone showed a significant increase in AChE activity in PND 60 offspring and suggested that maternal exposure to 35 nicotine may diminish cholinergic neurotransmission in adult age. Furthermore, the exposure to environmental agents during the fetal period that result in an increase of the AChE activity and reduction of cholinergic function may seriously contribute to the development of symptoms observed in schizophrenia. The results from the present study showed that male offspring from mothers treated with CS presented a significant increase in BChE activity. The ability of BChE to hydrolyze ACh is of functional relevance; however, the more precise role of BChE in development awaits further investigation (Geula and Nagykery 2007). Abou-Donia and colleagues (2006) showed that female offspring in PND 60 exposed to nicotine and chlorpyrifos during the fetal period presented a significant increase on BChE activity. In fact, BChE has been suggested to be involved in the developmental processes in response to toxicant compounds (Abou-Donia et al. 2004). However, developmental alterations caused by nicotine may alter the role of acetylcholine in the maturation of cholinergically innervated cells, switching cells from replication to differentiation upon arrival of cholinergic signals (DiFranza et al. 2010). In summary, our results suggest that PCSE alone or in combination with ketamine resulted in locomotor deficits and alterations in cholinergic system of offspring adult rats. We found some evidence that the NMDA-antagonist ketamine could ameliorate subjective effects of PCSE is dose and time-dependent. These changes provoke molecular events that are not yet completely known and may result in abnormal responses reported in neuropsychiatric disorders, such as schizophrenia. 36 References Abdel-Rahman A, Dechkovskaia AM, Mehta-Simmons et al (2004) Maternal exposure to nicotine and chlorpyrifos, alone and in combination, leads to persistently elevated expression of glial fibrillary acidic protein in the cerebellum of the offspring in late puberty. Dev Toxicol 78:467-476. Abou-Donia MB, Dechkovskaia AM, Goldstein LB et al (2004) Co-exposure to pyridostigmoine bromide, DEET, and/or permethrin causes sensorimotor deficit and alterations in brain acetylcholinesterase activity. Pharmacol Biochem Behav 77:253-262. 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Results are presented as mean ± SD. Figure 2: Acetylcholinesterase and butyrylcholinesterase activities in different brain areas and serum after saline or ketamine treatment in both PCSE control and PCSE adult male rats. Table 1: Statistical results of the distance covered after saline or ketamine treatment in both PCSE control and PCSE adult male rats. Bold values indicate p<0.05. PCSE - prenatal cigarette smoke exposure. Table 2: Statistical results of the acetylcholinesterase and butirylcholinesterase activity in different brain areas and serum after saline or ketamine treatment in both PCSE control and PCSE adult male rats. Bold values indicate p < 0.05. PCSE - prenatal cigarette smoke exposure. 47 3.2 Artigo científico: Prenatal exposure to cigarette smoke causes persistent changes in the oxidative balance and in DNA structural integrity in rats submitted to animal model of schizophrenia PRENATAL EXPOSURE TO CIGARETTE SMOKE CAUSES PERSISTENT CHANGES IN THE OXIDATIVE BALANCE AND IN DNA STRUCTURAL INTEGRITY IN RATS SUBMITTED TO THE ANIMAL MODEL OF SCHIZOPHRENIA Daiane B. Fraga, Pedro F. Deroza, Fernando V. Ghedim, Amanda V. Steckert, Renata D. De Luca, Alexandre Silverio, Andresa L. Cipriano, Daniela D. Leffa, Gabriela D. Borges, João Quevedo, Ricardo A. Pinho, Vanessa Andrade, Felipe Dal Pizzol, Alexandra I. Zugno Artigo cientifico aceito para publicação no periódico Journal of Psychiatric Research, Junho de 2011. 48 49 50 51 Fig.1. Fig.2. 52 Fig.3. 53 54 55 4 DISCUSSÃO A proposta deste estudo foi analisar o efeito da exposição crônica da fumaça de cigarro no período pré-natal sobre parâmetro comportamental e parâmetros bioquímicos em modelos animais predispostos à sintomatologia da esquizofrenia na idade adulta. O resultado comportamental deste estudo mostrou que ratos não submetidos à EFCP e que receberam uma única dose de 15mg/kg e 25mg/kg de cetamina, apresentaram aumento na atividade locomotora, comparado aos que receberam somente salina. Estes resultados estão de acordo com estudos prévios que mostram que a cetamina aumenta a atividade locomotora nas doses de 15mg/kg (Imre et al., 2006) e 25mg/kg (Becker et al., 2004). O mecanismo pelo qual a cetamina exerce efeito comportamental em modelos animais é, em parte, pelo bloqueio do receptor NMDA localizado em interneurônios GABAérgicos, o qual desinibe a atividade neural de estruturas límbicas resultando em hiperlocomoção (Del Arco & Mora, 2005). Essa desinibição aumenta, em parte, a liberação de DA e GLU no córtex pré-frontal e estruturas límbicas (Razoux et al., 2007), resultando no aparecimento dos sintomas da esquizofrenia, inclusive o aumento da atividade motora. Posteriormente foi comparada a distância percorrida de ratos EFCP e ratos não EFCP. Ambos os grupos receberam diferentes doses de cetamina na idade adulta. Estudos mostram que a dose de 25mg/kg de cetamina mimetiza os sintomas da esquizofrenia (Becker et al., 2003; Becker et al., 2004). Assim, o objetivo de administrar baixas doses de cetamina (5mg/kg e 15mg/kg) neste estudo, foi verificar se as mesmas alterariam a atividade locomotora em ratos adultos predispostos a alterações comportamentais pela EFCP. Foi observado que ratos submetidos à EFCP e tratados com 5mg/kg de cetamina apresentaram aumento da atividade locomotora quando comparado aos ratos não EFCP. Um aumento similar da atividade locomotora foi observado no terceiro tempo de intervalo (15 minutos de avaliação) de ratos que foram tratados com 15mg/kg. De acordo com estes resultados, Pauly e 56 colaboradores (2004) mostraram que ratos expostos à nicotina no período gestacional demonstraram hiperatividade motora na adolescência em 40 e 60 dias de vida. De fato, a fumaça de cigarro é altamente tóxica e ativa o sistema colinérgico durante o desenvolvimento. Este estudo sugere que o efeito subjetivo da fumaça de cigarro no período fetal é duradouro e altera a atividade locomotora na idade adulta. De acordo, Schneider e colaboradores (2011) mostraram que a exposição à nicotina no período pré-natal resultou em aumento na expressão do gene do receptor dopaminérgico D5, no estriado e córtex pré-frontal, provocando alterações comportamentais importantes na vida adulta, como o controle inibitório e o controle motor. Sabe-se que a exposição da fumaça de cigarro ativa e desensibiliza receptores colinérgicos nicotínicos (nAChRs) do tipo α7, cuja expressão máxima acontece durante o desenvolvimento cerebral, podendo levar assim, a disfunções persistentes nesses receptores (Srinivasan et al., 2011). Considerando que o sistema colinérgico está envolvido diretamente no controle motor, sugere-se que a fumaça de cigarro na gestação provoca efeitos comportamentais em longo prazo (Shea & Steiner, 2010). Dessa forma, uma ativação inapropriada de nAChRs durante o período fetal pela nicotina poderá resultar em alterações na expressão gênica e causar danos na proliferação celular, diferenciação celular e no crescimento celular, e consequentemente, alterar a atividade sináptica (Lv et al., 2008; AbreuVillaça et al., 2011). O mecanismo de ação da fumaça de cigarro durante o desenvolvimento cerebral é complexo, não envolve somente a ação da nicotina nos receptores colinérgicos, mas também alterações na liberação do GLU e da DA em regiões cerebrais distintas (Wang et al., 2007). Na última década, autores sugeriram uma importante interação entre o sistema colinérgico e o sistema glutamatérgico na fisiopatologia da esquizofrenia (Blokhina et al. 2005; Zakharova et al. 2005). Para reforçar esta hipótese, estudos recentes mostraram que a nicotina atenua 57 déficits induzidos por antagonistas do receptor NMDA (D`Souza & Markou, 2011; Hong et al., 2011; MacKillop & Tidey, 2011). Neste estudo foi demonstrado que a administração de 15mg/kg e 25mg/kg de cetamina provocou hiperlocomoção em ratos não submetidos à EFCP, mas em ratos EFCP este efeito pareceu ser mais resistente. A administração de 25mg/kg de cetamina resultou em aumento da distância percorrida nos primeiros intervalos de tempo (5 e 10 minutos). No entanto, observou-se uma diminuição na distância percorrida no terceiro intervalo de tempo (15 minutos) em ratos EFCP. Desta forma, sugere-se que um mecanismo subjacente neuroprotetor ocorreu após 15 minutos da administração de cetamina em resposta a EFCP. Estudos recentes mostraram que a intensificação do nAChR fornece a despolarização necessária para a ativação do receptor NMDA (André et al., 2011; D`Souza & Markou, 2011). Em adição, Jiang e colaboradores (2008) apontaram que a ativação de nAChRs provocada pela nicotina facilita a transmissão glutamatérgica em sinapses cortico-límbicas. De acordo com estes estudos, Del Arco e colaboradores (2008) sugeriram que em sinapses imaturas do hipocampo neonatal a ativação do nAChR provocou um aumento da liberação de GLU, este aumento resultou na melhora dos sintomas comportamentais provocados pela disfunção cortico-límbica associada com a esquizofrenia. Outro mecanismo de neuroproteção provocado pela nicotina é que a exposição crônica desta pode ativar neurônios GABAérgicos regulando assim a liberação de DA (Drenan et al., 2010). No presente estudo, sugeriu-se que um mecanismo subjetivo neuroprotetor aconteceu em dose e tempo dependente da administração da cetamina. Tanto o sistema glutamatérgico quanto a EFCP afetam primariamente o sistema colinérgico (Aguilar et al. 2005; Wiebe et al., 2009). As colinesterases tornaram-se alvo de estudos devido ao seu importante papel no sistema colinérgico e nos transtornos psiquiátricos, especialmente as enzimas AChE e BChE, por servirem como ferramentas de diagnóstico para verificar a exposição de agentes toxicantes (Shenouda et al., 2009). Foi observado neste estudo que a exposição da fumaça de cigarro no período gestacional e a administração de 58 diferentes doses de cetamina aumentaram a atividade das enzimas AChE e BChE em todas as estruturas cerebrais (córtex pré-frontal, hipocampo, amígdala e estriado) e também no soro, respectivamente. Pode-se observar neste estudo, que nas doses de 15mg/kg e 25mg/kg de cetamina a atividade das enzimas colinesterases aumentou significativamente em todas as amostras (estruturas e soro) avaliadas, de ratos EFCP e não EFCP. Estudos mostram uma possível interação entre as colinesterases e o sistema glutamatérgico (Koutsoviti-Papadopoulou et al., 1994; Csernansky et al., 2005). Adicionalmente, Dong e colaboradores (2004) indicaram que o aumento das colinesterases altera o sistema glutamatérgico, resultando em déficits nas estruturas sinápticas e nas funções excitatórias. Além disso, Emmett e Greenfield (2004) usando detecção on line in vitro de AChE em seu estudo, mostrou que o bloqueio de receptores NMDA aumentou a concentração da AChE, provavelmente por agir diretamente em neurônios dopaminérgicos. Este aumento da atividade da AChE pode ter um efeito tóxico nas células neuronais por afetar a sinalização de Ca2+ (Day & Greenfield, 2002). De acordo, Bon e Greenfield (2003) mostraram que peptídeos da AChE potencializam o influxo de Ca2+ quando os receptores NMDA são antagonizados. Por outro lado, apesar de ter uma ação no tratamento da esquizofrenia, o papel da enzima AChE ainda é obscuro. Domino e colaboradores (1973) mostraram um aumento desta enzima em pacientes esquizofrênicos. Em contrapartida, Haroutunian (1994) apontou que não houve nenhuma alteração da AChE e da enzima acetiltransferase colina (ChAT) na esquizofrenia. Uma possível alternativa para explicar esses resultados contraditórios é que certos mecanismos epigenéticos podem exacerbar a expressão dos genes das colinesterases e agir modulando vias e funções celulares incluindo a proliferação e a morte celular (Laviola et al., 2006). Foi verificado neste estudo que a atividade das colinesterases (AChE e BChE) aumentaram significativamente em todas estruturas cerebrais e soro, comparando ratos EFCP 59 e ratos não EFCP, submetidos a diferentes doses de cetamina. Estes resultados corroboram com os achados de Abdel-Rahman e colaboradores (2004), os quais mostraram que a exposição materna a nicotina provocou um aumento significante da atividade da enzima AChE em ratos adultos da prole com 60 dias de vida. Adicionalmente, os autores sugerem que a exposição materna a nicotina pode diminuir a transmissão colinérgica e contribuir seriamente para o desenvolvimento dos sintomas da esquizofrenia na idade adulta. Complementando os dados acima, Adou-Donia e colaboradores (2006) mostraram que fêmeas expostas a nicotina durante o período fetal apresentaram um aumento na atividade da enzima BChE. De fato, a enzima BChE está envolvida no processo do neurodesenvolvimento em resposta a compostos tóxicos (Abou-Donia et al., 2004). A partir desses achados, sugere-se que o aumento das colinesterases poderia resultar em aumento da hidrólise e depleção da acetilcolina nos receptores colinérgicos centrais e periféricos e diminuir algumas funções cerebrais, tais como encontrado na fisiopatologia da esquizofrenia (Haroutunian et al., 1994; Guan et al., 1999). De acordo, Laviola e colaboradores (2006) indicaram que a exposição pré-natal a compostos neurotóxicos resultam em baixa regulação colinérgica e sugerem que este mecanismo pode levar a alterações em sinapses dopaminérgicas e contribuir para ativação motora. Durante o período gestacional, as sinapses são vulneráveis a alterações funcionais e morfológicas por consequência de insultos ambientais (Slotkin et al., 2009). Os resultados deste estudo mostraram que a fumaça de cigarro no período gestacional pode causar efeitos colinérgicos bioquímicos persistentes até a idade adulta. Em contrapartida, o bloqueio do receptor NMDA por cetamina provoca aumento na liberação de DA e ACh no núcleo accumbens (Takahata & Moghaddam et al., 2003). Além disso, a fumaça de cigarro exposta cronicamente no período gestacional aumenta a estimulação de receptores colinérgicos na idade adulta (Ernst et al., 2001). Considerando esses fatos, sugere-se que o aumento das 60 colinesterases possa ser um mecanismo de proteção para compensar esses subjetivos níveis elevados de acetilcolina na fenda sináptica. O tecido cerebral é, em especial, susceptível ao ataque de EROs frente à exposição de agentes toxicantes (Seet et al., 2011). Além disso, a fumaça do cigarro contém gases e partículas capazes de lesionar células e provocar citotoxicidade (Richter et al., 2010). O presente estudo mostrou que a EFCP e a administração de cetamina provocaram aumento na peroxidação lipídica e dano em proteínas de estruturas cerebrais, além de causar dano na integridade do DNA, avaliado no soro da prole adulta. Estudo prévio mostrou que embriões tratados com nicotina durante a gestação apresentaram aumento na peroxidação lipídica (Baykan et al., 2008). Adicionalmente, Zhao e Reece (2005) explicaram em seu estudo que a administração de nicotina provoca peroxidação lipídica devido ao aumento dos níveis de Cai+ causado pela ativação de nAChR, resultando em aumento de EROs e apoptose. Evidências indicam que o estresse oxidativo contribui para a fisiopatologia da esquizofrenia (Pazvantoglu et al., 2009; Zhang et al., 2009). Reforçando estes achados, Do e colaboradores (2009) sugeriram que a desregulação redox induzida por fatores ambientais leva a diversas alterações comportamentais na vida adulta, incluindo déficits cognitivos, sociais e emocionais, contribuindo para o aparecimento dos sintomas deste transtorno. O presente estudo mostrou que a administração de doses agudas de cetamina provocou um aumento na peroxidação lipídica no hipocampo e estriado. Estudos prévios mostraram que a hipofunção dos receptores NMDA por cetamina diminui as enzimas antioxidantes, tais como a catalase (CAT) e a superóxido dismutase (SOD) nessas estruturas cerebrais (Radonji`c et al., 2008; de Oliveira et al., 2009). De fato, estudos de imagem tem associado a administração de antagonistas de NMDA e o aumento da atividade metabólica no cíngulo anterior e córtex pré-frontal de indivíduos voluntários (Breier et al., 1997; Holcomb et al., 2001). De acordo, de Oliveira e colaboradores (2011) mostraram que a hipofunção 61 glutamatérgica induzida por cetamina provocou alterações na atividade dos complexos da cadeia respiratória mitocondrial no hipocampo, estriado e córtex pré-frontal, em modelos animais. Assim, esse desequilíbrio no metabolismo energético poderá aumentar o dano oxidativo nessas áreas cerebrais (Hroudová & Fišar, 2011). Os déficits comportamentais induzidos por doses sub-anestésicas de cetamina em indivíduos voluntários estão associados com o dano no metabolismo da glutationa (GSH) (Herken et al., 2001). É possível que o bloqueio do receptor NMDA diminua a concentração de GSH, aumentando assim, os níveis de EROs (Drigen, 2000). Adicionalmente, foi encontrada em líquor de pacientes esquizofrênicos, livres de antipsicóticos, diminuição significativa dos níveis de glutationa, comparado ao grupo controle (Do et al., 2000). Considerando estes fatos, sugere-se que o metabolismo antioxidante esteja comprometido na esquizofrenia, em parte pelo sistema glutamatérgico. Foi verificado neste estudo que a administração de doses agudas de cetamina (5mg/kg, 15mg/kg e 25mg/kg) combinado com a EFCP causou o aumento da peroxidação lipídica no hipocampo e estriado, contudo, no córtex pré-frontal este aumento ocorreu em doses dependentes de cetamina (5mg/kg e 15mg/kg) comparado ao grupo controle. De acordo com esses resultados, sugere-se que o hipocampo, o estriado e o córtex pré-frontal são importantes alvos para a ação da fumaça de cigarro durante o desenvolvimento cerebral. Estudos tem mostrado que fatores ambientais, tais como a exposição da fumaça de cigarro na gestação poderia induzir um importante aumento na liberação de DA (Gatzke-Koop et al., 2010), este aumento pode ser explicado por modulação do transportador de DA (DAT) (Li et al., 2004) ou por alterar a atividade das monoaminas oxidases (MAOs) (Leroy et al., 2009). Entretanto, o aumento da liberação de DA em áreas cerebrais durante o desenvolvimento poderia levar a desregulação redox (McArthur et al., 2005). Dados na literatura mostram que o aumento da síntese de DA estimula a atividade da MAO. Dessa forma, sabe-se que a atividade das oxidases, em geral, forma como produto o peróxido de 62 hidrogênio (H2O2), que ao reagir com metais de transição - via reação de fenton - forma RL, como o radical hidroxila (OH). Além disso, a DA pode sofrer autooxidação formando DA quinona e interagir com EROs (Miyazaki & Asanuma, 2008). Esse mecanismo de ação do sistema dopaminérgico é conhecido por provocar peroxidação lipídica, carbonilação de proteínas e modificações no DNA (Halliwell, 1999). Contudo, o excesso de dano protéico e peroxidação lipídica poderão alterar a expressão gênica e protéica bem como vias de sinalizações (Allen & Tresini, 2000). Por exemplo, Izzoti e colaboradores (2003) mostraram que a exposição da fumaça de cigarro alterou a expressão gênica que codifica enzimas antioxidantes, tais como a CAT e os precursores da SOD1 e SOD2. Uma observação importante feita por esses autores mostrou que, a administração de N-acetilcisteína (NAC) tende a atenuar a superexpressão dos genes dessas enzimas, sugerindo que a administração de NAC foi capaz de prevenir ou atenuar a maioria das alterações transcricionais genéticas induzidas pelo fator ambiental (fumaça de cigarro). Este trabalho mostrou que a EFCP provocou dano na integridade do DNA, e, sugerese que o desequilíbrio oxidativo provocado pela fumaça de cigarro está envolvido no processo que leva alterações na estrutura do DNA em ratos adultos da prole. De Assis e colaboradores (2009) apontaram genotoxicidade em neonatos expostos a fumaça de cigarro na gestação. Mooney e colaboradores (1995) sugeriram que baixos níveis de enzimas de detoxificação diminuem a eficiência do reparo no DNA em ratos expostos a fumaça de cigarro no período gestacional. Considerando que a fumaça de cigarro altera a atividade dopaminérgica, Stopper e colaboradores (2009) mostraram que a DA in vitro induziu genotoxicidade e que este efeito diminuiu com adição de duas enzimas antioxidantes (CAT e SOD). De fato, o aumento dos RL pela DA está envolvido no processo que leva dano ao DNA e apoptose (Junn & Mouradian, 2001). 63 Foi verificado também que doses agudas de cetamina tendem a diminuir (mas não significativamente) o dano em DNA. De acordo, Chan e colaboradores (2002) mostraram que a administração de cetamina e nicotinamida diminuíram a fragmentação do DNA e sugerem que o bloqueio do receptor NMDA pode prevenir o dano apenas em doses agudas. Por outro lado, um estudo apontou que a administração de cetamina provocou neurotoxicidade (Rudin et al., 2005). Os efeitos do sistema glutamatérgico frente à genotoxicidade ainda é desconhecido, e futuros estudos são necessários para compreender melhor estes mecanismos (Molz et al., 2008). Estudos mostraram que a infecção maternal, em particular no segundo trimestre, contribui para o desenvolvimento da esquizofrenia (Brown et al., 2004; Patterson et al., 2005). Assim, a expressão anormal de citocinas pró-inflamatórias e outros mediadores de inflamação, durante a gestação, podem interferir no desenvolvimento cerebral fetal e predispor a anormalidades comportamentais, histológicas e alterações na expressão gênica em adultos (Brown & Susser, 2002). De acordo, Smith e colaboradores (2007) verificaram que a ativação imunológica materna causa alterações comportamentais e alterações gênicas que predispõem a anormalidades no comportamento adulto. Os autores mostraram que a exposição materna à IL-6 foi suficiente para causar déficits comportamentais (inibição prépulso e inibição latente) e que o bloqueio de IL-6 preveniu em 90% essas alterações. Citocinas pró-inflamatórias são primariamente secretadas de monócitos e macrófagos, ativando componentes celulares em resposta a inflamação (Muller et al., 2010). Um estudo mostrou que a exposição crônica à fumaça de cigarro resultou em aumento das citocinas próinflamatórias, especialmente TNF-α, receptores de TNF-α e IL-6 (Bermudez et al., 2002). Neste contexto, o aumento de citocinas causado pela exposição à fumaça de cigarro, pode ter sido um fator desencadeante para o dano em lipídios e proteínas, bem como o dano na integridade do DNA. Estes fatores podem contribuir fortemente para desencadear déficits comportamentais e bioquímicos em longo prazo (Boksa, 2010). 64 Finalmente, os resultados deste estudo sugerem um impacto direto do ambiente prénatal em aspectos importantes do controle motor na vida adulta. Os mecanismos precisos pelos quais esse impacto ambiental afeta os processos cerebrais em longo prazo, permanecem desconhecidos. É provável que danos celulares, tais como a desregulação redox e a integridade do DNA estejam envolvidas com esta resposta. Foi encontrada alguma evidência de que a fumaça de cigarro exposta no período gestacional provoca alterações no sistema colinérgico e que o bloqueio do receptor NMDA por cetamina poderia melhorar os efeitos subjetivos da EFCP em tempo e dose dependente. O fumo na gestação provoca eventos moleculares que não são completamente compreendidos. Portanto, a integração contínua de estudos epidemiológicos e experimentais se faz necessária para compreender melhor os mecanismos celulares e moleculares e explicar possíveis déficits comportamentais relatados nos distúrbios psiquiátricos, inclusive na esquizofrenia. 65 REFERÊNCIAS ABDEL-RAHMAN A; DECHKOVSKAIA AM; MEHTA-SIMMONS H; SUTTON JM; GUAN X; KHAN WA; ABOU-DONIA MB. Maternal exposure to nicotine and chlorpyrifos, alone and in combination, leads to persistently elevated expression of glial fibrillary acidic protein in the cerebellum of the offspring in late puberty. Archives of Toxicology 78: 467-476. 2004. 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