QUALIFICAÇÃO CONTINUADA DOS EDUCADORES SOCIAIS
DA CASA DE SEMI-LIBERDADE FRUTOS DO AROEIRA,
DO MUNICÍPIO DE FLORIANÓPOLIS (SC)1
Terezinha Domaradzki Fonseca2
Regina Panceri3
RESUMO: O presente artigo tem por objetivo apresentar a pesquisa denominada: O
Perfil dos Educadores Sociais da Casa de Semi-liberdade Frutos do Aroeira, de
Florianópolis/SC, apresentando seu histórico, seguido pela atuação do Serviço
Social desde sua implantação em outubro de 2006. Aborda a instrumentalidade
utilizada e a intervenção permeada pela articulação do projeto ético-politico
profissional, expondo a pesquisa investigativa, os procedimentos metodológicos e a
análise dos resultados sobre a Identificação do Perfil e Demanda de Qualificação
dos Educadores Sociais da Casa de Semi-liberdade Frutos do Aroeira. Dentre os
resultados obtidos, pode-se identificar que os Educadores da Instituição apresentam
necessidades quanto à sua qualificação profissional, colaborando para debates
referidos a essa temática, e contribuindo para a qualidade do serviço prestado à
população usuária da Instituição.
Palavras-chave: Capacitação. Educadores. Serviço Social. Semi-liberdade.
1
Artigo apresentado ao Curso de Graduação em Serviço Social da Universidade do Sul de Santa
Catarina (UNISUL), como requisito parcial para obtenção do Título de Bacharel em Serviço Social.
2
Acadêmica do Curso de Serviço Social da Universidade do Sul de Santa Catarina (UNISUL). E-mail:
[email protected].
3
Professora orientadora, Doutora em Engenharia de Produção (UFSC), Mestre em Serviço Social
(PUCRS). E-mail: [email protected].
2
1 INTRODUÇÃO
O presente estudo foi motivado pela vivência da prática profissional do
estágio curricular obrigatório do curso de Serviço Social da Universidade do Sul de
Santa Catarina (UNISUL) Pedra Branca, resultante do exercício de diagnóstico
formulado no estágio supervisionado em Serviço Social I, junto à Casa de Semiliberdade Frutos do Aroeira, da cidade de Florianópolis/SC, cuja pesquisa indicou a
necessidade de qualificação dos Educadores Sociais. Tal enfoque volta-se à
necessidade de subsidiar os Educadores para um melhor domínio e aprimoramento
de suas atividades cotidianas.
O grupo dos Educadores Sociais constitui-se como beneficiário direto, uma
vez que trabalha em um cenário complexo, com adolescentes que cumprem
medidas
sócio-educativas
ou
medidas
de
proteção,
fragilizados
física
e
psicologicamente, bem como os seus familiares. Indiretamente, os beneficiários
serão os próprios adolescentes, na medida em que os profissionais, os educadores
sociais da casa de semi-liberdade Frutos do Aroeira, adquiram melhores condições
para desenvolver seu trabalho, pressupondo-se maior identificação, satisfação e
qualidade.
Para tanto, a proposta da pesquisa teve como objetivo geral, apresentar a
importância da capacitação continuada dos Educadores Sociais, visto que são
domínios necessários ao aprimoramento de sua prática profissional cotidiana, o que
evidencia a preocupação e interesse de todos com a qualidade dos serviços
prestados.
A metodologia utilizada teve como base a pesquisa investigativo-diagnóstica.
A coleta de dados foi feita através da aplicação de entrevista estruturada, cuja
análise tem o caráter quanti-qualitativos.
Para tabulação dos dados, foi considerado o universo de oito educadores
integrantes do projeto.
Assim, ressalta-se a reflexão sobre demandas de qualificação continuada dos
Educadores Sociais, para que sirva de subsídio aos profissionais do Serviço Social
na discussão inicial desta possibilidade de serviço e que, a partir dele, se possa
refletir a proposta aqui apresentada, adequando-a aos interesses e necessidades
institucionais.
3
2 O CONTEXTO HISTÓRICO DO CENTRO CULTURAL ESCRAVA ANASTÁCIA –
FRUTOS DO AROEIRA
O Centro Cultural Escrava Anastásia (CCEA) foi fundado em sete de Junho
de 1994, na capela Nossa Senhora do Monte Serrat, tendo o seu registro oficial em
Cartório datada de 25 de Maio de 1998.
O CCEA é uma organização não governamental e sem fins econômicos.
Teve seu surgimento a partir do trabalho realizado por um grupo da comunidade,
que tinha como objetivo a educação. Reunia representantes das seguintes
instituições de caráter educacional: CEBEM Monte Serrat, Escola Básica Lúcia
Livramento Mayvorne, Creche Casulo LBA, Creche Monte Serrat, Grupo Pinheiro e
Escola de Datilografia.
Surgiu a partir da força das mulheres da comunidade do Mont Serrat, que
queriam abrir possibilidades para que seus filhos não se deixassem enredar nas
malhas do tráfico e da criminalidade.
O CCEA tem como missão o empoderamento de sujeitos individuais e
coletivos das periferias da Grande Florianópolis e sua inserção social, através da
implementação de processos educativos que possibilitem o aumento da autoestima,
da capacidade de leitura e compreensão da realidade sócio-cultural e o
compromisso comunitário e cidadão.
Os objetivos desta entidade centravam-se no fortalecimento das relações
interpessoais, buscando estimular, intensificar e aperfeiçoar a reflexão e a
participação na vida comunitária.
A instituição depende financeiramente de parcerias com o Estado e
organizações privadas.
O Centro Cultural foi projetado com a finalidade de abrigar projetos e
atividades educativas para os moradores do Morro, com atuação educativa, em
rede, junto a comunidades empobrecidas, tendo como suleadores4 compromisso e
4
Suleadores: Paulo Freire chama a atenção para algumas obviedades que explicitam a naturalização
desse ponto de vista do norte como hegemônico: “Enquanto centro de poder, o Norte se acostumou a
perfilar o Sul. O Norte norteia” (2001, p.49). Ver a esse respeito também a nota 15 (p.218-21) em
Pedagogia da Esperança, que transcreve o texto do físico Márcio Campos, falando sobre a
representação do norte na parte superior do mapa que assim “deixa escorrer o conhecimento que nós
no hemisfério sul engolimos sem conferir com o contexto local” (1992, p.218). Cf.
http://www.sulear.com.br/Arquivos/SULearIUM%20Int%20ao%20conceito.doc.
4
argens. Atualmente, o Centro Cultural Escrava Anastácia operacionaliza sua missão
através dos seguintes desdobramentos: o Projeto Consórcio Social da Juventude; o
Programa Frutos do Aroeira; Incubadora Popular de Cooperativas; Programa
Aprendiz; Agência de Inserção; Aventura Esportiva; Terceira Idade; Centro dcuidado
com a vida, a desconstrução de subalternidade e o pensar e agir a partir das me
Atendimento a Vítima de Crimes (CEAV); e a Casa de Acolhimento Darcy Vitório de
Brito.
O Programa Frutos do Aroeira, um dos desdobramentos do Centro Cultural,
teve início a partir da necessidade de encontrar um lugar em que pudesse ser
desenvolvido o processo de formação para jovens em situação de extrema
vulnerabilidade, e assume o compromisso de oferecer a esses jovens uma
possibilidade concreta de ruptura com o universo da criminalidade e inserção em
suas famílias, comunidades e na sociedade, através da convivência solidária e da
capacitação para a produção cooperativa.
3 ATUAÇÃO E O PROCESSO DE TRABALHO DO SERVIÇO SOCIAL NO
PROGRAMA FRUTOS DO AROEIRA
O Serviço Social teve seu inicio no Centro Cultural Escrava Anastácia (CCEA)
com a contratação da primeira Assistente Social, Lizandra Vaz Salvadore, no ano de
2006. Atualmente atuam cinco profissionais distribuídos para os demais projetos
realizados pelo CCEA, sendo que uma delas encontra-se no Programa Frutos do
Aroeira. A forma de contratação se dá pela Consolidação das Leis do Trabalho
(CLT), e são contratadas por meio de indicação. O Programa Frutos do Aroeira tem:
uma coordenação para o programa, educadores que trabalham na formação dos
jovens, a equipe administrativa, assistente social e psicóloga.
No Programa Frutos do Aroeira, a população atendida são jovens de 13 a 20
anos, que cumprem medida socioeducativa ou medida de proteção, e o programa
visa à ressocialização dos jovens e sua inserção ao mercado de trabalho. A medida
socioeducativa de semi-liberdade está prevista no Artigo 120 do Estatuto da Criança
e Adolescente (ECA), “o regime de semi-liberdade pode ser determinado desde o
início, ou como forma de transição para o meio aberto, possibilitada a realização de
5
atividades externas, independentemente de autorização judicial”. É coercitiva, uma
vez que afasta o adolescente do convívio familiar e da comunidade, sem, contudo
restringir totalmente o direito de ir e vir, pois se destina aos adolescentes que
cometeram ato infracional, que trabalham e estudam durante o dia, e à noite
recolhem-se em uma entidade específica.
Devido a Instituição ser uma organização não governamental, conta com
convênios do Estado, embora insuficientes para realizar tudo que se objetiva,
havendo necessidade de adaptação dos projetos conforme a verba recebida. No
CCEA evidencia-se certa autonomia dos profissionais de Serviço Social, os quais
podem demonstrar iniciativa, conversando com a equipe técnica e coordenação para
socializar as ideias e assim contribuir para o crescimento da atuação profissional na
instituição.
No processo de trabalho do profissional de Serviço Social na Casa de Semiliberdade Frutos do Aroeira, utilizam-se os seguintes instrumentos: relatório, visita
domiciliar, entrevista, reunião de equipe multidisciplinar e grupo de atendimento.
Para se obter um adequado registro das ações realizadas, é utilizada a
elaboração de relatórios. Conforme Magalhães (2003, p. 60-64), relatório é “um
parecer ou exposição dos fundamentos de uma apreciação, ou ainda qualquer
exposição pormenorizada de circunstâncias, fatos ou objetos”. Os relatórios estão
voltados ao atendimento ao usuário. São frutos de um estudo avaliativo, que
comunica o trabalho e as intervenções realizadas. Dentre os tipos de relatório,
salientam-se: relatório informativo, circunstanciado, de visita domiciliar, de
acompanhamento.
O relatório também pode ser utilizado na forma de demonstração de
resultados obtidos a partir do trabalho realizado, sendo quantitativos e qualitativos.
As visitas realizadas são de acordo com a necessidade do projeto em que
jovem está inserido, e tem como espaço próprio e peculiar a área do Serviço Social.
Podemos exemplificar comentando a necessidade de observar o relacionamento de
algum jovem com seus familiares e com a comunidade de origem.
Assim, dispõe Magalhães (2003, p. 54): “O objetivo da visita é classificar
situações, considerar o caso na particularidade de seu contexto sociocultural e de
relações sociais. Jamais pode ser uma visita invasiva, mesmo tratando-se de uma
visita de inspeção”.
6
A entrevista não é uma atribuição específica do Serviço Social, visto que é
utilizada por outros profissionais, porém muito utilizada pelo Assistente Social.
Através da entrevista, podemos observar o usuário e compreender o que ele quer
expressar. Segundo Magalhães (2003, p.48-49), “a entrevista é o instrumento mais
conhecido que norteia o trabalho dos profissionais em diversas instituições”. Esta
implica o relacionamento profissional em todos os sentidos: na postura atenta e
compreensiva, na delicadeza no trato com o usuário, ouvindo e compreendendo o
outro como sujeito de direitos. Um bom entrevistador ouve muito e fala pouco,
direcionando a verbalização do usuário para o objetivo do trabalho, evitando
conselhos ou críticas, e estimulando a reflexão.
Os grupos de atendimento são também instrumentos utilizados pelo
profissional.
Conforme Magalhães (2003, p.50-51), “grupo é um importante instrumento
de apoio nos trabalhos desenvolvidos pelas instituições. Requerem habilidade e
treino profissional, porém permite o atendimento de um maior número de pessoas”.
O
coordenador
pode
usar
técnicas
para
dinâmicas
de
grupo,
desencadeando um processo reflexivo. Para isso, o profissional necessita de
entendimento e compreensão para analisar a demanda que o grupo está expondo.
As intervenções feitas pelo profissional são norteadas pela rede, para garantia
do direito de acesso às políticas públicas. Assim, observa-se que a articulação da
rede é de extrema importância.
Segundo Baptista (2000, p.58),
[...] pode-se dizer que o atendimento em rede se constitui pela articulação
de um conjunto amplo e dinâmico de organizações diversas, em torno de
interesses comuns, que realizam ações complementares em um processo
unitário e coerente de decisões, estratégias e esforços. Essas ações em
parceria
realizadas
por
unidades
operacionais
independentes
“credenciadas” e interdependentes com relação aos processos operacionais
que
compartilham,
traduzem-se
em
vínculos
horizontais,
de
interdependência e complementaridade, interconectando agentes, serviços,
produtos e os diversos tipos de organizações [...]. (BATISTA, 2000, p.58)
São realizadas reuniões com a equipe multidisciplinar, sendo um instrumento
muito utilizado na instituição CCEA. Magalhães (2003, p 53) ressalta que “esse
instrumento é utilizado com objetivo de solucionar problemas na equipe, discutir
casos, redimensionar o trabalho realizado, solucionar problemas, avaliar atividades
ou simplesmente estudar”. As reuniões das quais participamos fazem parte do
7
planejamento e das atividades desempenhadas pela equipe, e são um espaço para
reflexão
sobre
os
atendimentos
realizados,
possibilitando
a
melhoria
no
desempenho da equipe, resultando em benefício para a população usuária.
Dentro da articulação em rede, o Serviço Social encontra muitas
possibilidades para dar continuidade no processo de trabalho e atendimento. Posto
como uma das possibilidades permite que os casos de atendimento sejam vistos
com outros olhares além dos do Assistente Social, para que os resultados sejam
efetivos, eficazes e mais rápidos, além dos cursos de capacitação e seminários
oferecidos pela Instituição.
Como limitações, encontra-se a dificuldade financeira, que pode impossibilitar
a continuidade dos projetos, a falta de interesse dos jovens quando encaminhados
para cursos/empregos, e a distância dos familiares para fazer um melhor
atendimento.
A Instituição elabora um Plano Político Pedagógico (PPP) para cada projeto.
Então, o Assistente Social, no seu projeto, pode trabalhar o contexto que ele envolve
e faz o enfrentamento das expressões da questão social presentes na demanda,
sendo estas: desemprego, uso de drogas, desigualdades sociais, violência,
prostituição, tráfico de drogas, precarização das relações de trabalho, pobreza.
Segundo o Regimento Interno (2007) do Frutos do Aroeira, compete ao
Serviço Social:
• Promover reunião individual ou coletiva com os adolescentes, refletindo
acerca de assuntos específicos;
• Promover abordagem familiar dos adolescentes sobre seu
acompanhamento, objetivando o resgate e a manutenção dos vínculos
do adolescente;
• Identificar a situação social da família, promovendo os encaminhamentos
necessários;
• Elaborar estudo social, quando solicitado pela autoridade competente;
• Participar, conjuntamente com os demais técnicos, na elaboração dos
relatórios de acompanhamento dos adolescentes e de sua família;
• Acompanhar o adolescente nas audiências referentes à Justiça da
Infância e Juventude, assim como nas audiências de julgamento, sempre
que necessário;
• Trabalhar de forma integrada com os demais profissionais, visando à
melhoria e amplitude do atendimento, contribuindo com os
conhecimentos específicos do serviço social;
• Promover junto ao adolescente, em conjunto com a equipe técnica, a
avaliação do período de internação, quando do seu desligamento;
• Elaborar relatório social e efetuar visitas domiciliares com o propósito de
subsidiar a decisão judicial;
• Prestar consultoria aos educadores quando solicitado;
• Estabelecer contatos com entidades públicas e privadas para
encaminhamento do adolescente à rede de ensino, saúde,
profissionalização, entre outros;
8
• Respeitar o código de ética do profissional em Serviço Social.
É de extrema importância que a formação acadêmica contemple
conhecimentos e reflexões a respeito das articulações e dos processos de trabalho
que envolve as atribuições do Assistente Social.
No dizer de Cardoso (1995, p. 05-09),
O mundo das relações sociais frente às novas tendências mundiais faz
parte das estratégias do Assistente Social, reunir informações, pesquisar e
eleger aquelas que pareçam mais oportunas à sua intervenção, e, mais
éticas no interesse dessa cidadania universal (...). (CARDOSO, 1995, p.5)
No processo de trabalho, o profissional de Serviço Social se utiliza da
pesquisa como um dos instrumentais para conhecer a realidade a ser trabalhada. No
exercício da prática cotidiana/profissional na Casa de Semi-liberdade, surgiu o
interesse em realizar uma pesquisa para identificar o perfil dos Educadores Sociais,
para conhecer sua qualificação e posicionamento diante das dificuldades
apresentadas no exercício de suas funções, ao lidarem com os adolescentes.
O Serviço Social, desde a sua institucionalização, tem se constituído numa
profissão voltada para atender aos segmentos populacionais vulneráveis. Dentre
estes, se encontra a juventude, que busca a sua inserção social e o seu
reconhecimento enquanto cidadãos.
A questão dos jovens, no contexto da sociedade brasileira atual, é delineada
pelos elevados índices de vítimas de homicídios entre os jovens, pelos indicadores
de exclusão no sistema educacional, pelas estatísticas do protagonismo jovem em
ações de violência e pelas limitações da inclusão no mercado de trabalho.
Assim sendo, a situação de exclusão, requer a ação de políticas públicas
que busquem minimizar a condição de vulnerabilidade desses jovens. É neste
contexto em que se dá a atuação do Assistente Social como campo privilegiado de
sua prática, em instituições do terceiro setor.
Conforme Pavez (2002 p. 80-91):
Nesse sentido, o assistente social encontra no desenvolvimento de sua
prática profissional o desafio de assumir um posicionamento ético e político
frente à realidade, em todas as suas dimensões, na tentativa de buscar sua
transformação. Advém daí o comprometimento profissional no plano ético,
técnico e político para possibilitar uma intervenção e enfrentamento das
condições sociais postas na vida cotidiana. (PAVEZ, 2002, p.80)
9
Por outro lado, a ausência de um Estado cumpridor de políticas públicas,
que vise à inserção social da juventude menos favorecida, revela-se como um fato
preocupante para um olhar futuro. Em decorrência desta ausência de ações mais
efetivas do Estado, a sociedade civil tem se mobilizado através de organizações,
instituições de caráter não governamental (Terceiro Setor), sendo um apoio para
esta demanda.
Segundo Santos (2007, p.126),
As políticas sociais, embora fortalecidas no Brasil pela Constituição
Brasileira de 1988 e pelas leis orgânicas dela decorrentes, sofrem um
retrocesso no que concernem à responsabilidade do Estado. No caso
Brasileiro, essa direção leva a uma reforma de Estado, na qual cabe
minimizar suas ações, passando a gestão das políticas sociais estatais a
organizações que atendam ao modelo de mercado. (SANTOS, 2007, p.
26)
É por existir esta complexidade que surge uma visão crítica e política do
profissional frente aos mínimos sociais e, se tomarmos a Constituição Federal, esta
nos apresenta o compromisso de construir uma sociedade justa, fraterna, pluralista e
sem preconceitos.
4. APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS DA PESQUISA: O PERFIL
DOS EDUCADORES SOCIAIS DA CASA DE SEMI-LIBERDADE FRUTOS DO
AROEIRA
Foi utilizada a metodologia investigativo-diagnóstica para identificar o perfil
dos Educadores Sociais que atuam junto à casa de Semi-liberdade Frutos do
Aroeira e, para efeito de tabulação dos dados, foi considerado o universo de oito
educadores integrantes do projeto.
A Identificação do perfil dos Educadores Sociais foi realizada por meio de
aplicação de entrevista estruturada, ocorrida no período de 20/10/2009 a
06/11/2009, em que foram identificadas questões relativas ao perfil socioeconômico,
a satisfação e identificação com as funções técnicas, fatores limitadores e
10
facilitadores do trabalho nos âmbitos de infraestrutura, domínios teóricos e
metodológicos para intervenção, condições biopsicossociais5 e conflitos existentes.
O conjunto de dados trabalhados no presente estudo compõe-se por
indicadores quanti-qualitativos, os quais foram devidamente sistematizados.
Para Bicudo (2004, p.104):
A abordagem quantitativa está mais preocupada com a generalização,
relacionada com o aspecto da subjetividade passível de ser mensurável
permitindo uma ideia de racionalidade. Este tipo de abordagem se define
pela ideia de rigor, precisão e objetividade. (BICUDO, 2004, p.104)
Salienta-se que os dados quantitativos foram sistematizados e expressos
em gráficos.
A pesquisa qualitativa, conforme Minayo (1996, p.21):
Trabalha com o universo dos significados, motivos, aspirações, crenças,
valores e atitudes, o que corresponde a um espaço mais profundo das
relações, dos processos e dos fenômenos que não podem ser traduzidos à
operacionalização das variáveis. (MYNAYO, 1996, p. 21)
Os dados qualitativos foram categorizados por ordem de similaridade de
respostas. Em função dos resultados apresentados, realizamos análise, buscando
interpretar estes dados, retirando deles as informações e reflexões sobre o perfil
profissional e demandas de qualificação dos Educadores Sociais da Casa de Semiliberdade Frutos do Aroeira, da cidade de Florianópolis/SC.
Quanto ao perfil dos educadores pesquisados, foi possível constatar, no que
se referem à idade dos entrevistados, que os Educadores Sociais têm, em média, 35
anos, sendo que 50% são do sexo masculino e 50% do sexo feminino.
5
A perspectiva que tem como referência o modelo biopsicossocial tem se afirmado
progressivamente. Ela proporciona uma visão integral do ser que compreende as dimensões física,
psicológica e social. Cf. http://br.answers.yahoo.com/question/index? qid=20070606130625AA7RKCf.
11
Pode-se observar no gráfico 1, a seguir, que 38% dos educadores possuem
ensino médio completo; 37% ensino superior completo e 25% ensino superior
incompleto.
ESCOLARIDADE
37%
38%
25%
SUPERIOR
SUP. INCOMPLETO
MÉDIO
Gráfico 1: Distribuição da escolaridade dos educadores sociais da Casa de Semi-liberdade Frutos do
Aroeira, Florianópolis/SC, 2009.
Fonte: Elaborado pela autora.
No gráfico 2, ratifica-se que 62% dos educadores pesquisados são solteiros e
38% são casados.
ESTADO CIVIL
38%
62%
SOLTEIROS
CASADOS
Gráfico 2 Distribuição do estado civil dos educadores sociais da Instituição.
Fonte: Elaborado pela autora.
12
Quanto à caracterização profissional, foram abordados os seguintes aspectos:
experiências anteriores, função do educador, necessidade de treinamento,
dificuldades na instituição, interesse em desenvolver atividades, e necessidade de
orientação para desenvolvê-las.
Conforme o gráfico 3, confirma-se que 49% dos pesquisados possuem
experiência anterior como educador, 38% não possuem e 13% não responderam.
EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL
13%
49%
38%
sim
não
não respondeu
Gráfico 3: Distribuição da experiência profissional anterior dos educadores sociais.
Fonte: Elaborado pela autora.
Como se registra no gráfico 4, 80% dos pesquisados afirmam conhecer a
função de educador social e 20% afirmam conhecê-la parcialmente.
FUNÇÃO DO EDUCADOR SOCIAL
20%
80%
sim
parcialmente
Gráfico 4: Distribuição da incidência de conhecimento acerca da função dos educadores sociais.
Fonte: Elaborado pela autora.
13
De acordo com o Regimento Interno (2007), que disciplina o funcionamento
do Programa Frutos do Aroeira, o Art. 17 descreve a competência dos Educadores
Sociais:
• Prestar assistência contínua aos adolescentes e orientações nas
atividades recreativas escolares e desportivas, nas refeições, no repouso,
na higiene pessoal, na limpeza e a conservação dos ambientes e nas
demais atividades referentes aos adolescentes participantes do programa
Frutos do Aroeira;
• Registrar as ocorrências no livro diário de cada plantão, detalhando as
informações de forma a propiciar uma avaliação constante do processo
educativo;
• Co-responsabilizar-se pelo processo educacional dos adolescentes,
registrando e levando ao conhecimento da coordenação os casos graves de
infração e de indisciplina, para que sejam tomadas as providências
necessárias, além das medidas educativas já aplicadas;
• Acompanhar os adolescentes nas audiências, quando solicitados;
• Realizar a admissão e/ou desligamento de adolescentes, de acordo com
o Regimento Interno e as determinações do Manual de Funcionamento do
Programa Frutos do Aroeira;
• Adotar as providências necessárias para o encaminhamento em casos
de emergências, relativos à saúde dos adolescentes;
• Administrar aos adolescentes a medicação e observar a dieta alimentar e
repouso prescritos pelo médico;
• Ajudar, quando necessário, na preparação e na hora de servir as
refeições;
• Aplicar as medidas educativas, de acordo com o Manual de
Funcionamento;
• Zelar pela disciplina dos adolescentes nas diversas atividades;
• Evitar toda e qualquer forma de agressão física, seja de adolescente
contra adolescente ou educador para com o adolescente.
No entanto, vale ressaltar que é de extrema importância que o Educador
Social, quando inicia seu trabalho em uma instituição, necessita, por direito e dever,
ter acesso às competências que regem o funcionamento e a delegação de cada
atividade da instituição, não somente a sua função como também de todos os
profissionais envolvidos.
Solicitados a registrar de modo qualitativo a função do educador social, as
principais respostas obtidas referiram-se quanto “à função de orientar, refletir, ser
companheiro, pai/mãe dos educandos”, como também a capacidade de devolver a
autoestima e o empoderamento, dos jovens, tornando-os protagonistas e atuantes
perante os desafios e conflitos impostos pela sociedade.
No gráfico 5, observa-se que 75% dos pesquisados afirmam a necessidade
da qualificação e treinamento, e 25% afirmam que não necessitam do mesmo.
14
NECESSIDADE DE TREINAMENTO
25%
75%
sim
não
Gráfico 5: Distribuição da necessidade de qualificação/treinamento para o desenvolvimento do
trabalho como educador social.
Fonte: Elaborado pela autora.
Referindo-se às necessidades de qualificação dos educadores, obtiveram-se
como principais respostas; “a dificuldade para falar em público, sexualidade, família,
drogas, meio ambiente, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), políticas
sociais e a influência da mídia”.
Segundo Andrew S. Grove, Chairman e CEO da Intel Corporation, citado por
Meister (1999, p. 71):
Para que o treinamento seja eficaz, ele precisa manter uma presença
confiável e consistente. Os funcionários devem poder contar com algo
sistemático e não com um esforço de resgate, convocado para solucionar o
problema do momento. Em outras palavras, o treinamento deve ser um
processo contínuo e não um evento que ocorre apenas uma vez.
(GROVE, apud MEISTER, 1999, p. 71)
A seriedade quanto ao treinamento e qualificação dos educadores deve ser
um processo continuo, para que os mesmos possam desempenhar com eficácia o
trabalho desenvolvido na instituição.
Quanto ao gráfico 6, pode-se verificar que 62% dos pesquisados afirmaram
que não sentem dificuldades para desenvolver o trabalho na instituição, e 38%
afirmam que sentem dificuldades.
15
DIFICULDADES NA INSTITUIÇÃO
38%
62%
sim
não
Gráfico 6: Distribuição de dificuldade para o desenvolvimento do trabalho na Instituição.
Fonte: Elaborado pela autora.
Solicitados a registrar suas dificuldades, as principais respostas foram:
“temperamento dos jovens, desenvolvimento de temas como sexualidade, violência,
drogas e o desrespeito às regras”.
O gráfico 7, abaixo aponta que 62% dos entrevistados têm interesse em
desenvolver alguma atividade na instituição e 38% afirmam não ter interesse.
Quanto às atividades que teriam interesse em desenvolver, destacaram:
“desenvolver oficinas pedagógicas; atividades criativas; capacitação para inserção
profissional dos jovens; cursos de aperfeiçoamento sem especificar a área; atividade
doméstica; e alguma atividade para ocupar o tempo ocioso dos jovens”.
INTERESSE EM DESENVOLVER ATIVIDADES
38%
62%
sim
não
16
Gráfico 7: Distribuição do interesse em desenvolver atividade específica ou diferenciada junto à
instituição.
Fonte: Elaborado pela autora.
Segundo Guerra (2000, p. 11):
São as finalidades que determinam o modo de atuar e a escolha por
alternativas. Mas há condições objetivas as quais os homens defrontam-se,
escolhem, criam e aperfeiçoam os meios de trabalho, dentre elas as
prioridades naturais de que esses meios são portadores. Através do
trabalho e do processo de objetivação o homem realiza no elemento natural
a sua finalidade. Em outras palavras: as necessidades são sempre sociais e
as finalidades são socialmente construídas. São as finalidades que orientam
a busca, a seleção e a construção os meios. (GUERRA, 2000, p.11)
Para a realização do trabalho, necessita-se da instrumentalidade que dá
suporte às atividades desenvolvidas, observando assim as necessidades. É possível
se construir a finalidade, sendo esta que determina a atuação do profissional.
2,5
2
1,5
1
0,5
0
NECESSIDADE DE ORIENTAÇÃO PARA ATIVIDADES
2
2
1
2
1
1
0
1
0
nº de profissionais
percentual
Gráfico 8: Necessidade de orientação para desenvolver atividades.
Fonte: Elaborado pela autora.
A respeito da necessidade de orientação para desenvolver atividades, no
gráfico 8, 02 (dois) educadores responderam “que não sentem necessidades de
orientações”, sendo que 01 (um) educador mencionou a falta de “comunicação entre
os profissionais da instituição”. Quanto os demais, destacaram que precisam de
“orientações para ministrar palestras, entrevistas, orientação individual e em grupo,
diálogo formal e informal, escuta e acolhimento”.
17
Como se registra no gráfico 9, 62% dos entrevistados afirma que conhecem
os critérios usados para selecionar os educadores sociais, e 38% desconhecem os
critérios usados.
CRITÉRIOS DE SELEÇÃO DO EDUCADOR
38%
62%
sim
não
Gráfico 9: Distribuição dos critérios essenciais para selecionar um educador social.
Fonte: elaborado pela autora.
Quanto aos critérios para seleção do profissional educador no Projeto Frutos
do Aroeira, segundo informação obtida na coordenação, “é necessário que o
candidato tenha um bom relacionamento com a população empobrecida, ter o
segundo grau completo ou estar estudando, e ser comprometido com os estudos”.
Questionados a respeito dos critérios para ser um bom educador social, os
entrevistados responderam que é necessário “saber ouvir, ter calma, diálogo,
respeito, ter firmeza, ter ética profissional, amor pela profissão, ser mediador de
conflitos, terem conhecimento teórico e, sobretudo, o apoio da coordenação em suas
ações”.
Conforme orientações técnicas, o Serviço de Acolhimento para Crianças e
Adolescentes (2009, p. 69-70) preconiza que:
Para que o atendimento em serviços de abrigo institucional possibilite à
criança e ao adolescente constância e estabilidade na prestação dos
cuidados, vinculação com o educador/cuidador de referência e
previsibilidade da organização da rotina diária, os educadores/cuidadores
deverão trabalhar, preferencialmente, em turnos fixos diários, de modo a
que o mesmo educador/cuidador desenvolva sempre determinadas tarefas
da rotina diária (p.ex: preparar café da manhã, almoço, jantar, dar banho,
preparar para a escola, apoiar as tarefas escolares, colocar para dormir,
18
etc.), sendo desaconselhável esquemas de plantão, caracterizados pela
grande alternância na prestação de tais cuidados.
Como se confirma no gráfico 10, 49% dos educadores entrevistados
consideram-se parcialmente satisfeitos com o trabalho que realizam na Casa de
Semi-liberdade Frutos do Aroeira; 38% estão satisfeitos e 13% estão insatisfeitos.
SATISFAÇÃO COM TRABALHO REALIZADO
38%
49%
13%
satisfeito
insatisfeito
parcialmente satisfeito
Gráfico 10: Distribuição da satisfação com o trabalho realizado na função dos educadores sociais
Fonte: Elaborado pela autora.
Solicitados a registrar, de modo qualitativo, tal posição, as indicações
apontam que os educadores sociais sentem-se limitados para a execução dos
trabalhos na instituição porque consideram o espaço pequeno. A falta de material e
o número de educadores sociais são insuficientes para as ações a serem realizadas.
Questionados sobre as necessidades de melhorias, para melhor realização
dos trabalhos, as respostas obtidas demonstram que os educadores sentem
“necessidade de capacitação, de uma maior comunicação entre eles, mais ética
profissional; gostariam que houvesse integração entre os projetos do CCEA; que
houvesse continuidade nos trabalhos iniciados; mais respeito às regras; maior
comprometimento dos profissionais; um salário mais condizente com suas funções;
e maior reconhecimento/aproveitamento por parte dos jovens”.
A respeito das colocações dos educadores, Sales (2000, p.114) afirma que:
A noção do peso e importância da consciência e práxis éticas é
compartilhada por profissionais de varias áreas, por leigos e por cidadãos.
19
Os que sentem, porém, grande dificuldade e impotência na sua efetivação
em decorrência tanto da falta de formação específica, crítica e
interdisciplinar: quanto do desespero típico do homem comum, às vezes tão
sábio, porém quantas vezes sem resposta; mas sobretudo fruto das
ausências de um compromisso, uma sensibilidade, uma postura
questionadora e uma aposta numa sociedade livre, justa e democrática.
(SALES, 2000, p. 114)
O pensamento de Freire (1997, p. 20) auxilia para refletirmos sobre a ideia de
formação permanente:
A educação é permanente, não porque certa linha ideológica ou certa
posição política ou certo interesse econômico o exijam. A educação é
permanente na razão, de um lado, da finitude do ser humano, de outro, da
consciência que ele tem de finitude. Mas ainda, pelo falto de, ao longo da
história, ter incorporado à sua natureza não apenas saber que vivia, mas
saber que sabia e, assim, saber que podia saber mais. A educação e a
formação permanente se fundam aí. (FREIRE, 1996, p.
Esta reflexão nos coloca diante da seriedade quanto à formação permanente
dos profissionais, que carecem da educação constante em seu papel, que neste
caso se coloca como Educador Social.
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Considerando o conjunto de dados coletados, identificou-se que os
educadores da instituição Casa de Semi-liberdade Frutos do Aroeira apresentam
necessidades relativas a sua qualificação profissional. De modo sintético, pode-se
registrar que, embora haja predominância de profissionais com experiência (49%),
há um número significativo (38%) dos que não possuem experiência anterior. Isto
indica que há necessidade de discussão maior acerca desta função e suas
exigências.
Observa-se que há um número expressivo dos Educadores Sociais
pesquisados (78%) que carecem de qualificação e treinamento, para a realização
das práticas cotidianas.
Constata-se através da pesquisa realizada, que é indispensável a criação de
um processo de qualificação dos educadores da referida instituição. Sugere-se a
elaboração de uma cartilha de orientação básica aos educadores, para facilitar a:
20
•
Compreensão sobre o significado da adolescência e suas exigências no
âmbito da atenção social;
•
Compreensão do significado e representação social do ato infracional de
adolescentes;
•
Direitos e deveres previstos no ECA, considerando-se as responsabilidades
institucionais e pessoais de adolescentes e educadores;
•
A função da entidade Casa de Semi-liberdade Frutos do Aroeira;
•
A função dos Educadores Sociais frente à função institucional;
•
Procedimentos de atendimento cotidiano aos educandos no âmbito da saúde,
trabalho, lazer e assistência social;
•
Ética no processo de convívio institucional e entre seus agentes;
•
Discussão e planejamento integrado para enfrentamento das dificuldades de
trabalho, relativas à função de educador social – prospecção de ações
(diagnóstico e planejamento participativo).
Perante estas constatações, destaca-se a importância desde estudo sobre
demandas de qualificação continuada dos Educadores Sociais, possibilitando
subsídios aos profissionais do Serviço Social dentro do Projeto Frutos do Aroeira, no
sentido de estar propondo reflexão quanto
à proposta aqui apresentada,
adequando-a aos interesses e necessidades da instituição.
21
REFERÊNCIAS
AZIBEIRO, Nadir Esperança. Educação intercultural e comunidades de periferia:
limiares da formação de educador@s. UFSC – Florianópolis, 2006. Tese de
doutorado.
BAPTISTA, Myrian Veras. Planejamento social: intencionalidade e instrumentação.
1. ed. São Paulo: Veras, 2000.
BARBOSA, Carlos Soares; DELUIZ, Neise. Juventude, trabalho e educação
profissional: o programa nacional de estímulo ao primeiro emprego em discussão.
UNESA
GT-09:
Trabalho
e
Educação.
Disponível
em
http://www.anped.org.br/reunioes/31ra/1trabalho/GT09-3950--Int.pdf Acesso em
20/10/2011.
BICUDO, Maria Aparecida Viggiani. Pesquisa Qualitativa e pesquisa quantitativa
segundo a abordagem fenomenológica. In: BORBA, Marcelo de Carvalho e
ARAUJO, Jussara de Loiola (Org.). Pesquisa Qualitativa em Educação Matemática.
Belo Horizonte: Autêntica, 2004.
CARDOSO, Isabel Cristina C.; FRANCISCO, Elaine Marlova. O Processo de
trabalho do Serviço Social. In: Em Pauta – Cadernos da Faculdade de Serviço
Social da UERJ, nº 06. Rio de Janeiro: UERJ, 1995, p. 05-09.
CARDOSO, Maria de Fátima Matos. O Mundo das Relações sociais frente às
novas tendências mundiais. São Paulo: 1999, apostilado.
ESTATUTO da Criança e Adolescente – Art.120, Disposições Constitucionais
Pertinentes – Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990, 6. ed. Brasília, 2006.
FREIRE, Paulo. Política e educação. São Paulo: Cortez, 1997.
FUERTH, Leonardo Ribeiro; MEISTER, Jeanne C. Educação corporativa: a gestão
do capital intelectual através das universidades corporativas. 1. ed. São Paulo:
Editora Makron Books. 1999.
MAGALHAES, Selma Marques. Avaliação e Linguagem: Relatórios, Laudos e
Pareceres. São Paulo: Veras, 2003.
MARTINS, Alexandre. A educação corporativa e o processo de requalificação
profissional
das
empresas
brasileiras.
Disponível
em
http://www.fsma.edu.br/cadernos/Artigos/V2_artigo04.pdf Acesso 05/10/2011.
MINAYO, Maria Cecília de Souza (Org.). Pesquisa Social: Teoria, Método e
Criatividade. 17. ed. Petrópolis: Vozes, 2000.
22
PAVEZ, Graziela Acquaviva; OLIVEIRA, Isaura Isoldi de Mello Castanho e. Vidas
nuas, mortes banais: Nova pauta de trabalho para os Assistentes Sociais. Revista
Serviço Social e Sociedade, São Paulo, nº70, p.80-91, julho de 2002.
PIZZOL, Alcebir Dal. Estudo Social ou Perícia? Um estudo teórico-prático na
Justiça Catarinense. 2. ed. Florianópolis: Insular, 2006.
REGIMENTO Interno Frutos do Aroeira. Florianópolis, SC, 20 de Setembro de 2007.
SALES, Mione Apolinário. Questão social e defesa de direitos no horizonte da ética
profissional. In Cadernos de capacitação em Serviço Social e Política Social.
CFESS-ABEPSS-CEAD./ NED-UnB, Brasília, 2000.
SANTOS, Vera Núbia. Terceiro setor no Serviço Social brasileiro: aproximações ao
debate. In: Serviço Social e Sociedade, nº. 91, São Paulo: Cortez, 2007.
Apostilado.
SERVIÇO SOCIAL E SOCIEDADE. Ano XX - N° 62, p. 11 – mar. 2000. São Paulo:
Cortez Editora. Artigo.
Download

qualificação continuada dos educadores sociais da casa de semi