• CURSO:
»Direito
• DISCIPLINA
»Português Jurídico
• PROFESORA
»Rivaldete Maria O da Silva
GRUPO G ¨6¨
• Adalberto B. da Costa JR.
• Agamenilson Dias Arruda
• Celso Henrique Bucker Franchini
• Geraldo Gomes
• Gilberto Toscano de Sousa JR.
• José Letácio Lopes de Aquino
Seminário
ORDEM DA
APRESENTAÇÃO
1.
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4.
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6.
7.
Apresentação Vida e obra do Autor
Conceito de Discurso
Sistema de Exclusão que Atinge o Discurso
Procedimentos Internos de Controle do Discurso
Condições de Funcionamento Do Discurso
Princípios Filosóficos
Conclusão
Apresentação Vida
e obra do Autor
1926
• “Paul-Michel Foucault nasceu em Poitiers,
na França, em 15 de outubro de 1926. Foi
batizado com o mesmo nome do avô e do
pai, que foram famosos cirurgiões”.
• Apoiado pela Mãe decide não se dedicar à
medicina e, contrata um professor particular
de filosofia, Louis Girard, que pode ter
influenciado em sua escolha futura”.
1946
• Ingressou
na
escola
normal superior da França,
• Com 19 anos, ele começa
viver a solidão de quem é
diferente, de quem não
segue as normas, de quem
sente desejos que não são
como os da maioria.
1948
• Tenta suicídio e o pai o leva ao hospital
Sainte-Anne, o encontro com a instituição
psiquiátrica será decisivo em sua vida.
• Voltará muitas vezes ao Sainte-Anne como
estudante de psiquiatria e depois como
professor desta disciplina.
1949 -1951
• 1949 - Foucault apresenta sua tese
sobre Hegel e assim conclui seus
estudos superiores de filosofia se
diplomando em Psicologia.
• 1951 - Foucault torna-se professor de
psicologia na escola normal superior.
1952 - 1970
• Inicia a fase mais produtiva da vida
acadêmica de Foucault..
• Ainda neste período, se dedica a
Janet, Piaget, Lacan e Freud, é
quando recebe seu diploma de
psicologia experimental.
1971
• Foucault assume a cadeira de
Jean Hyppolite no Collêge de
France na disciplina História
dos Sistemas de Pensamento.
A aula inaugural de Foucault
nessa cadeira foi a famosa
obra, Ordem do Discurso.
1971
• A eleição que nomeou Foucault à cadeira de Jean
Hyppolite não foi tranquila, de novo as instituições
acadêmicas mostravam a sua reserva em relação à “fama
do candidato”, agora acrescida do fato de que seria um
esquerdista descabelado. Mesmo nomeado, ficava a
marca de mais uma rejeição da instituição escolar e
acadêmica para uma pessoa que, segundo testemunho
de todos, só se dedicava com grande rigor e
responsabilidade ao trabalho. Por isso, talvez, o tom
irônico do tema que escolhe para sua aula inaugural:
como as instituições impões limites para à liberdade dos
discursos, quais os mecanismos sociais de controle do
perigo da fala. A suspeita repetida sempre de quem ousa
tomar a palavra, ocupar o lugar de autor.
1984
• Publicou O uso dos prazeres, rompendo um
silêncio de oito anos. Aqui Foucault analisa a
sexualidade na Grécia antiga. Publicou Os
cuidados de si logo após O uso dos prazeres,
onde analisa a sexualidade enfatizando a Roma
antiga.
• “Em junho de 1984, em função de
complicadores provocados pela AIDS, Foucault
tem septicemia e isso provoca sua morte por
supuração cerebral no dia 25”.
OBRAS
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Doença Mental e Psicologia, (1954);
História da loucura na idade clássica,
(1961);
Nascimento da clínica, (1963);
As palavras e as coisas, (1966);
Arqueologia do saber, (1969);
Vigiar e punir, (1975);
História da sexualidade:
A vontade de saber, (1976);
O uso dos prazeres, (1984);
O Cuidado de Si, 1984;
Ditos e escritos; (2006);
A vontade de saber; (1970-1971)
Teorias e instituições penais; (1971-1972)
A sociedade punitiva; (1972-1973)
O poder psiquiátrico; (1973-1974
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Os anormais; (1974-1975)
Em defesa da sociedade; (1975-1976)
Segurança, território e população; (1977-1978)
Nascimento da biopolítica; (1978-1979)
Microfísica do Poder; (1979)
Do governo dos vivos; (1979-1980)
Subjetividade e verdade; (1980-1981)
A hermenêutica do sujeito; (1981-1982)
Le gouvernement de soi et des autres; (1983)
Le gouvernement de soi et des autres: le courage de la
vérité; (1984)
A Verdade e as Formas Jurídicas; (1996)
A ordem do discurso; (1970)
O que é um autor?; (1983)
Coleção Ditos e escritos;(5 livros),(2006)
Conceito de
Discurso
dis.cur.so
• Substantivo masculino.
1. Peça oratória proferida em público.
2. Exposição metódica sobre certo
assunto; arrazoado.
•
FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Miniaurélio
Eletrônico versão 5.12. 2004. 7 ed.
• O conceito de DISCURSO não tem um
significado fixo nas ciências sociais. É muitas
vezes usado como “fala” ou “linguagem”
• Discurso como ato de fala, comportamento
• Discurso como meio psicológico ou mediação
cognitiva
• Discurso como ideologia que mascara as
relações econômicas
• Para Foucault, discurso não é o mesmo que
linguagem.
• “Chamaremos de discurso um conjunto de
enunciados que se apóiem na mesma
formação
discursiva”
(Foucault,
A
Arqueologia do Saber).
• Foucault estava preocupado com a
construção moderna das ciências médicas e
humanas enquanto produtoras de regimes
de verdade.
A idéia de discurso na obra de
Foucault indica que:
• O discurso é uma representação socialmente
construída da realidade, não uma cópia do real.
• O discurso constrói o conhecimento e sustenta
uma governabilidade baseada na produção de
conceitos e de textos, naquilo que é possível
dizer e naquilo que não é; conhecimento e
técnica como formas de poder.
• O discurso define sujeitos, enquadrando o que
é possível ser e o que é possível fazer.
Sistema de Exclusão
que Atinge o Discurso
A PALAVRA PROIBIDA
• Definição do que pode se dito em cada
circunstancia.
• Ou seja, a palavra que representa o
furo nos pressupostos dogmáticos de
uma posição discursiva.
A SEGREGAÇÃO DA LOUCURA
• Segundo Foucault a palavra do louco
“não pode transmitir-se como a dos
outros”: ou ele é tido como nulo, ou é
dotado de poderes especiais como ver o
futuro.
• Com o advento da psiquiatria a palavra do
louco adquire uma ‘razão de ser’.
A VONTADE DA VERDADE
• Opera, digamos, pelo consenso da
verdade. Refere-se ao sistema histórico,
institucionalmente constrangedor, que
prevê o exercício do discurso para
quem de direito, em ritual requerido,
previamente definido.
Procedimentos Internos
de Controle do Discurso
PRINCÍPIOS
• Uma vez que o controle externo dos limites
do discurso é posto em funcionamento de
maneira eficiente, isto é, com os processos
mais básicos de sujeição aos pressupostos
das instituições discursivas garantidos,
outro conjunto de procedimentos entra em
cena, desta vez destinados a domar o
acontecimento aleatório do discurso.
COMENTÁRIO
• funciona como garantia de referência aos
textos primeiros, às narrativas fundantes da
sociedade. O comentário, apesar de
materializado como ato de fala individual na
intuição comum do falante e seus
interlocutores, ganha seu sentido como texto
segundo, tributário de uma história de
pensamento e moralidade sociais, um
deslocamento – pois que não se esgota
necessariamente na imitação – que atualiza a
existência de um discurso (que se pretende)
hegemônico.
AUTOR
• É, enquanto princípio de controle interno
do discurso, diferente de “indivíduo”, de
signatário de contrato, de escritor de
manuais técnicos, de simples falante em
conversas cotidianas.
• Autor é princípio de unidade e de coerência
de uma cadeia de significações, que podem
até incluir, como parte da “obra”, a própria
vida vivida dos signatários de discursos
autorais.
DICIPLINA
• Por seu turno, tem como função
atualizar a visibilidade das regras e dos
critérios abstratos de competência
requeridos dos falantes a fim de
multiplicar
a
proliferação
de
enunciados válidos.
Condições de
Funcionamento Do
Discurso
Os Rituais da Palavra
• Restringem os discursos dos sujeitos determinando
as regras de comunicação e designando as
qualificações
do
discurso
devido
seus
comportamentos circunstanciam e todo o conjunto
de signos que acompanham o discurso, enfim,
direcionando a eficácia e o efeito das palavras sobre
aos quais se dirigem o valor da coerção dando
exigências qualificadas para fazê-las entrar na ordem
do ritual. Foucault menciona os discursos religiosos,
jurídicos, político que não podem ser dissociados
dessa pratica de um ritual que determina os sujeitos
que falam ao mesmo tempo propriedades singulares
e papeis preestabelecidos.
As Sociedades de Discurso
• Sua função é conservar ou produzir em espaço fechado
discursos que seriam distribuídos segundo regras restritas.
Os grupos rapsodos possuíam o conhecimento dos
poemas para recitar, os quais eventualmente poderiam
fazer variar ou transforma. A aprendizagem desses
poemas fazia com que os indivíduos participassem desse
grupo. É certo que não existem mais sociedades do
discurso com esse segredo de divulgação, no entanto, não
podemos nos enganar que no discurso verdadeiro ou
publicado é livre de qualquer ritual não existindo mais
formas de apropriação de segredo, lembrando que a
exclusividade de divulgação ainda existe como no segredo
técnico ou cientifico, formas de divisão e circulação do
discurso médico, econômico e politico.
Os grupos Doutrinários
• São baseados em discursos comuns onde a
doutrina é sinal, de manifestação e instrumento
de pertencimento a classes status, grupo,
nacionalidades de interesses, luta revolta,
resistência e aceitação. A doutrina sendo um
conjunto de discurso mútuo liga os indivíduos a
certos tipos de enunciação proibindo
consequentemente todos os outros realizando
uma dupla sujeição: aos sujeitos que falam aos
discursos e dos discursos ao grupo.
As Apropriações Sociais
• Todo sistema de educação é uma maneira politica de
manter ou modificar os discursos com os saberes e
os poderes que eles trazem consigo. Os rituais da
palavra, os grupos doutrinários e as apropriações
sociais se ligam uns aos outros. Podemos dizer,
então, que são esses os grandes procedimentos de
sujeição do discurso. O que é afinal um sistema de
ensino senão uma ritualização da palavra, uma
qualificação e uma fixação dos papeis para os
sujeitos que falam uma constituição de grupo
doutrinário ao menos difuso (divulgado), e uma
distribuição e uma apropriação do discurso com seus
poderes e seus saberes.
PRINCÍPIOS DE
ANÁLISE DO DISCURSO
• Seria impossível compreender o sentido mais amplo
da aula inaugural sobre a ‘ordem do discurso’ sem
considerar que, em última análise, ela que constitui
um anti-discurso, ou uma nova inscrição da ‘vontade
de saber’ na análise social, isto é, ela contém uma
política filosófica.
• Compreende-se que a obra é uma recomendação do
autor, na forma de princípios metodológicos, que
permite reconhecer e analisar a dinâmica do
discurso.
• O Autor propoe quatro Principios de Analize do
discurso.
Princípios
1. Principio da Inversão
2. Principio da Descontinuidade
3. Principio da Especificidade
4. Principio da Exterioridade
1. Principio da Inversão – consiste em
reconhecer nas fontes tradicionais de
discursos - como o autor, a disciplina - o
papel de limitar e recortar o discurso.
2. Principio da Descontinuidade – não existe
um grande discurso ilimitado que está
escondido pelos procedimentos de
controle. Os discursos são praticas
descontínuas que podem se ignorar ou se
excluir
3. Principio da Especificidade – pela qual se
aceita o ato de fala como um ato ético e
disciplinador que não é suportado por
nenhuma forma de harmonia préestabelecida .
4. Principio da Exterioridade – não se deve ir
do discurso ao seu núcleo interior, mas sim
partir do próprio discurso para as
condições externas de possibilidade.
Conclusão
• Para Foucault, esses princípios representam,
respectivamente, as noções de acontecimento,
série, regularidade e condição de possibilidade. Em
seus termos, elas encontram oposições retóricas
definidas: “Vemos que se opõem termo a termo: o
acontecimento à criação, a série à unidade, a
regularidade à originalidade e a condição de
possibilidade à significação”. Tomados em conjunto,
tais princípios constituiriam a base de um novo
programa de análise dos saberes bem como
serviriam como parte de uma agenda política de
resistência à assimilação aos discursos políticos e
científicos hegemônicos, ao catálogo moderno da
vida qualificada tal como proposto (e controlado)
pelos tecnocratas e especialistas.
Bibliografia
• FOUCAULT, M. A ordem do Discurso. Trad. Laura Fraga de
Almeida Sampaio. São Paulo: Edições Loyola, 1996 – 17ª edição:
junho de 2008
• REVEL, Judith. Michel Foucault: conceitos essenciais. Trad. Maria
do Rosário Gregolin, Nilton Milanez, Carlos Piovesani. São Carlos:
Claraluz, 2005.
• Esboço biográfico, espaço michel foucault. Disponível em:
http:/filoesco.unb.br/foucault/bio2.pdf. Acessado em: 23 09
2012.
• WIKIPÉDIA, Michel Foucault, Wikimédia Foundation. Disponível
em : http://pt.wikipedia.org/wiki/Ordem_do_Discurso Acesso
em: 23 Setembro 2012.
• WIKIPÉDIA, Michel Foucault, Wikimédia Foundation. Disponível
em : http://pt.wikipedia.org/wiki/Michel_Foucault Acesso em:
23 Setembro 2012.
• Imagens de domínio público – internet. Acesso em: 23 Setembro
2012.
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Apresentação1. - Direito Turma G -2012