Governança cooperativa DO PAPEL À PRÁTICA Projeto OCB/DGRV O quê? Projeto que visa o apoio ao desenvolvimento e fortalecimento do cooperativismo de crédito Como? Por meio de eventos de capacitação Para Quem? Conselheiros, Executivos e colaboradores de cooperativas de crédito Ênfase? Na melhoria dos processos de gestão e governança Responsáveis e apoiadores? OCB, DGRV, OCE e Cooperativas Centrais Organização das Cooperativas Brasileiras - OCB ORGANIZAÇÃO DAS COOPERATIVAS BRASILEIRAS - OCB WWW.OCB.COOP.BR CONFEDERAÇÃO ALEMÃ DE COOPERATIVAS - DGRV WWW.DGRV.ORG BOM DIA “A CADA MANHÃ O MUNDO É NOVO PARA MIM” – Sidonie Collete EXPECTATIVAS? A B C D E APROVEITE PARTICIPE E COMPARTILHE SUAS EXPERIÊNCIAS TORNE ESSE MOMENTO UMA OPORTUNIDADE DE AMPLIAR SEU CONHECIMENTO LEMBRE QUE O RESULTADO FINAL TAMBÉM DEPENDE DE VOCÊ USE O PODER DO AGORA E FIQUE CONOSCO NOSSO CAMINHO CONTEXTUALIZAÇÃO PRÁTICAS & CONFLITOS AMBIENTE COOPERATIVO REFLEXÕES ASPECTOS EXTERNOS SÍNTESE ASPECTOS INTERNOS ASPECTOS INDIVIDUAIS AMBIENTE DE REPRESENTAÇÃO AMBIENTE DE ALTA ADMINISTRAÇÃO AMBIENTE DE FISCALIZAÇÃO UMA FLOR & UMA CRISE A SEMPER AUGUSTUS E O COMPORTAMENTO DOS MERCADOS Quando : Século XVII Onde: HOLANDA / EUROPA O que: UMA TULIPA Surpresa: VÍRUS Nome: SEMPER AUGUSTUS Equivalente : 1 BOTÃO = R$ 200 MIL (CASA AMSTERDÃ) PUXOU O PREÇO DE TODAS AS DEMAIS FLORISTAS VENDIAM NA PRIMAVERA QUEM PRECISAVA ADIANTAR DINHEIRO VENDIA OS BULBOS QUE DEPOIS IRIAM FLORESCER ESPECULADORES COMEÇARAM A COMPRAR BULBOS PARA REVENDER EM 1636 JÁ HAVIA VALORIZADO 300% 2 MIL P/ 6 MIL FLORINS CONSUMIDOR DISPOSTO É UM RECURSO FINITO – RECUO NAS VENDAS – DEMADA NÃO SE REALIZA DESCOBRIRAM QUE OS FLORISTAS TINHAM VENDIDO MAIS CONTRATOS DO QUE REALMENTE TINHAM DE BULBOS EM ESTOQUE - FRAUDE SE O VÍRUS NÃO INFECTASSE A FLOR NASCIA UMA TULIPA NORMAL - INSEGURANÇA MERCADO SUCUMBIU – DÍVIDAS, FALÊNCIAS, INTERVENÇÃO DO ESTADO E ANOS PARA RECUPERAÇÃO SEMELHANÇAS NÃO SÃO MERAS COINCIDÊNCIAS NÃO LEVAVAM OS BULBOS PRA CASA – APENAS UM CONTRATO LOGO, COMEÇARAM A NEGOCIAR OS CONTRATOS VENDIAM BENS CONSEGUIAM DINHEIRO EMPRESTADO E COMPRAVAM A UM PREÇO REVENDIAM A OUTRO E AS COOPERATIVAS DE CRÉDITO O QUE TEM A VER COM ISSO? ( ) TUDO ( ) NADA ( ) ALGUMA COISA ( ) NENHUMA DAS ALTERNATIVAS (x ) SIGA, VAMOS VER Evolução de Cooperativas, Postos e Pontos 6000 5382 5000 4219 4000 3000 2000 1163 1000 0 2002 2003 2004 2005 2006 2007 Cooperativas 2008 Postos 2009 2010 2011 2012 2013 2014 Pontos FONTE : BCB Comportamento médio mensal Cooperativas Postos de atendimento 2014 2014 2013 2013 -4.83 2012 2012 -4.83 2011 2011 2010 2010 2009 2009 2008 2008 -3.83 -3.75 -2.92 -4.00 -1.00 2007 1.08 2007 2006 1.08 2006 2005 -1.50 2004 2004 -5.00 -4.00 -3.00 -2.00 -1.00 19.17 29.50 20.42 15.42 19.33 13.08 17.08 37.58 0.25 2003 2.00 2002 -6.00 15.08 2005 0.25 2003 24.58 16.33 2002 0.00 1.00 2.00 3.00 0.00 5.00 10.00 15.00 20.00 25.00 30.00 35.00 FONTE : BCB 40.00 Total de cooperativas e Livre admissão 1439 1436 1452 1465 1453 1405 1370 1312 1254 1209 ATIVOS: 42% 1163 CRÉDITOS: 57% DEPÓSITOS: 52% PATRIMÔNIO: 46% 1 2004 55 2005 101 2006 131 2007 153 2008 186 2009 232 2010 248 2011 274 2012 284 2013 296 2014 FONTE : BCB EVOLUÇÃO CONSOLIDADO ATIVOS 120% (bilhões) 200 150.9 150 124.3 100 50 11.5 15.2 18.4 23.3 30.2 86.5 68.7 52.8 44.5 38.1 103.4 0 2002 80 60 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 CRÉDITOS 2010 2011 2012 2013 127% 2014 68 (bilhões) 57.8 47.3 40 20 4.6 6.1 7.9 10 12.1 15.9 25.2 21.8 30 37.8 0 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 A CADA 4 ANOS OS VOLUMES MAIS QUE DOBRAM 2010 2011 2012 2013 2014 FONTE : BCB VETORES DE PRESSÃO Expectativas diversas do sócios Aumento da exposição de risco Alteração do perfil dos sócios Necessidade de crescimento e resultados GOVERNANÇA Reflexos do mercado Descolamento da base Maior percepção da sociedade Alterações normativas Equilíbrio de poderes Ambiente... Conflito de interesse Baixa participação no SFN Baixa participação dos associados Acumulação de cargos Diretoria composta exclusivamente por membros do CA Concentração de poder Baixa atuação dos Conselhos CA e CF FONTE : BCB A necessidade é a mãe da... Década 60 Década 90 Empresas familiares/proprietários e gestores/conselhos papel representação Fraudes em auditoria externa/ grandes fusões e incorporações/tema governança ganha destaque Década 70 Conselhos com papel mais efetivo de controle/Lei S.A. 6.404 fixando responsabilidades para o CA Década 80 Abertura de controle acionário/início da discussão sobre o papel social das organizações e valorização dos acionistas Década 2000 Fraudes contábeis, fiscais e de auditoria/Crise crédito hipotecário/crise financeira/ contaminação de mercados Década 2010 Reflexos da crise mundial/crise empresas “X” e outros Síntese do problema Muitas vezes os interesses econômicos e sociais da coletividade são expostos a elevados graus de riscos, em função do ambiente de baixo nível de controle, fiscalização e participação que é gerado pelos próprios interessados ou pela debilidade dos mecanismos aos quais eles inicialmente confiam. Esse ambiente de risco potencializa a possibilidade de má gestão e também oferece espaço para que interesses particulares ou de determinados grupos se sobressaiam em benefício próprio em detrimento do benefício coletivo. Em muitos casos, quando esse ambiente está fragilizado, os resultados negativos, quando finalmente detectados, podem gerar prejuízos irreversíveis e até mesmo contaminar todo um setor. Ampliando o foco da questão PROPRIEDADE GESTÃO Uma governança adequada poderá promover um melhor equilíbrio entre proprietários e gestores. A ideia central é que as ações da parte executiva reflitam o real desejo e interesse dos proprietários. Mas o que é governança corporativa? Segundo o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa – IBGC Governança Corporativa é o sistema pelo qual as organizações são dirigidas, monitoradas e incentivadas, envolvendo as práticas e os relacionamentos entre proprietários, conselho de administração, diretoria e órgãos de controle. As boas práticas de Governança Corporativa convertem princípios em recomendações objetivas, alinhando interesses com a finalidade de preservar e otimizar o valor da organização, facilitando seu acesso ao capital e contribuindo para a sua longevidade. E a governança cooperativa? Segundo o Banco Central do Brasil Conjunto de mecanismos e controles, internos e externos, que permite aos cooperados definirem e assegurarem a execução dos objetivos da cooperativa, contribuindo para a sua continuidade e para o fortalecimento dos princípios cooperativistas. Mas porque o BC está definindo governança cooperativa? Voltemos um pouco no passado recente. Fragmentos de origem 2003 2006 Resolução do Conselho Monetário Nacional 3.106/03 – Cooperativas de livre admissão O Banco Central do Brasil inicia o Projeto Governança Cooperativa Mudança de perfil no quadro social Fortalecimento do setor Interesses diversos Concorrência de mercado Crescimento Profissionalização da gestão Maior exposição a riscos Riscos da livre admissão Crescimento sustentado Fragmentos de origem 2007 2009 Resolução do Conselho Monetário Nacional nº 3.442 Banco Central publica o livro Governança Cooperativa e as inclui governança na norma e permite a criação da – diretrizes de boas práticas de governança em cooperativas Confederação Nacional de Auditoria Cooperativa – Cnac de crédito Art. 3º ... Lei Complementar 130 que dispõe sobre o Sistema Nacional de Crédito Cooperativo. b) definição dos padrões de GOVERNANÇA corporativa a serem observados, incluindo-se o detalhamento da Art. 5º As cooperativas de crédito com conselho de estrutura de incentivos e da política de remuneração dos administração podem criar diretoria executiva a ele administradores; subordinada, na qualidade de órgão estatutário composto por pessoas físicas associadas ou não, indicadas por aquele Art. 23. ... conselho. § 1º A auditoria a que se refere este artigo pode ser realizada por auditor independente ou por entidade de auditoria cooperativa destinada à prestação de serviços de auditoria externa, constituída e integrada por cooperativas centrais de crédito e/ou por suas confederações. Art. 6º O mandato dos membros do conselho fiscal das cooperativas de crédito terá duração de até 3 anos, observada a renovação de, ao menos, 2 membros a cada eleição, sendo 1 efetivo e 1 suplente. Fragmentos de origem 2010 Resolução Conselho Monetário Nacional nº 3.859 Art. 17. As cooperativas de crédito devem observar política de governança corporativa aprovada pela assembleia geral, que aborde os aspectos de representatividade e participação, direção estratégica, gestão executiva e fiscalização e controle, e que contemple a aplicação dos princípios de segregação de funções na administração, transparência, equidade, ética, educação cooperativista, responsabilidade corporativa e prestação de contas. Art. 18. As cooperativas singulares de livre admissão, de empresários, de pequenos empresários, microempresários e microempreendedores e as constituídas ao amparo do inciso I do § 3º do art. 12 devem adotar estrutura administrativa integrada por conselho de administração e por diretoria executiva a ele subordinada, cujos membros sejam eleitos pelo referido conselho entre pessoas físicas associadas ou não associadas, nos termos do art. 5º da Lei Complementar nº 130, de 2009, admitida a acumulação de cargos entre os dois órgãos para, no máximo, um dos membros do conselho, e vedada a acumulação das presidências Fragmentos de origem 2014 Banco Central lança o edital de consulta pública 47/2014 Art. 27. A cooperativa de crédito clássica que detiver média dos Ativos Totais, nos três últimos exercícios sociais, igual ou superior a R$50.000.000,00 (cinquenta milhões de reais) e a cooperativa de crédito plena devem adotar estrutura administrativa integrada por conselho de administração e por diretoria executiva a ele subordinada Art. 28. Compete ao conselho de administração, como órgão de deliberação colegiada: I - fixar a orientação geral dos negócios da cooperativa de crédito; II - eleger e destituir os diretores e fixar-lhes as atribuições, observadas as disposições contidas no estatuto; III - fiscalizar a gestão dos diretores, examinar, a qualquer tempo, os livros e papéis da cooperativa de crédito, solicitar informações sobre contratos celebrados ou em via de celebração, e quaisquer outros atos; IV - convocar a assembleia geral; V - manifestar-se sobre o relatório da administração e as contas da diretoria; VI - manifestar-se previamente sobre atos ou contratos, quando o estatuto assim o exigir; VII - autorizar, se o estatuto não dispuser em contrário, a alienação de bens do ativo não circulante, a constituição de ônus reais e a prestação de garantias a obrigações de terceiros; e VIII - escolher e destituir os auditores independentes Fragmentos de origem 2014 Banco Central lança os resultados da Pesquisa sobre Governança Cooperativa. “...a maior participação das cooperativas na economia brasileira deve constituir ativo importante e valioso para a consecução do objetivo maior, qual seja, o desenvolvimento da sociedade brasileira.” Anthero de Morais Meirelles Diretor de Fiscalização do BCB AGENTES DA GOVERNANÇA COOPERATIVA? ASSOCIADOS CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO CONSELHO FISCAL DIRETORIA EXECUTIVA COMUNIDADE/MERCADO ASSEMBLEIA GERAL CONSELHO ADMINISTRAÇÃO ESTRUTURA GESTÃO E X E C U Ç Ã O DIRETORIA EXECUTIVA CONSELHO FISCAL E S T R A T É G I A ESTRUTURA GOVERNANÇA Essência diferente Uma Cooperativa de Crédito é uma sociedade (instituição financeira) de pessoas, com forma e natureza jurídica própria, de natureza civil, sem fins lucrativos e não sujeita à falência. Sociedade de pessoas, de natureza civil, não sujeitas à falência, constituídas para prestar serviços aos associados. Em sua essência, as cooperativas de crédito são fundamentalmente diferentes de outras instituições financeiras São associações autônomas de pessoas unidas voluntariamente para satisfazer suas necessidades e aspirações econômicas, sociais e culturais em comum, através de uma empresa de propriedade conjunta e de gestão democrática (BECHO, Renato Lopes. Elementos de Direito Cooperativo, 2002. 27p.) Essência diferente Cooperativas Bancos Tipo societário Sociedade Cooperativa Sociedade Anônima Objetivo Estruturação de um empreendimento econômico coletivo para o atendimento das necessidades próprias dos sócios. Exploração de uma atividade econômica com fins lucrativos. Natureza societária Sociedade de Pessoas Sociedade de Capital Gestão de empreendimento Distribuição dos resultados Controle proporcional ao capital investido pelos sócios, ou seja, tem maior poder de decisão quem tiver maior número de ações. O resultado, positivo ou negativo O resultado, positivo ou negativo (sobras/perdas) é distribuído aos sócios (lucro/prejuízo) é distribuído aos sócios proporcional as suas operações na cooperativa. na proporção do capital investido. Controle democrático: 1 pessoa = 1 voto, independente do valor que possua de quota capital. Produtos e serviços A utilização dos produtos e serviços oferecidos pela Cooperativa é condição básica para ser sócio. Áreas de atuação A área de atuação limitada às possibilidades de reunião, controle, operações e prestação de serviços. A utilização dos produtos e serviços oferecidos pelo Banco não é condição para ser sócio. Área de atuação ilimitada. Essência diferente ATO COOPERATIVO RELACIONAMENTO INSTITUIÇÃO FINANCEIRA DA COMUNIDADE MODELO AGREGADOR DE RENDA AUTONOMIA DAS COOPERATIVAS ... Mais pode ser menos e na cooperativa, menos pode ser mais PROPRIETÁRIO USUÁRIO = + PARTICIPAÇÃO NO CAPITAL PARTICIPAÇÃO NO CAPITAL + SOCIEDADE ANÔNIMA 2 VOTOS COOPERATIVA = MAIS BENEFÍCIO = SOCIEDADE ANÔNIMA = COOPERATIVA 1 VOTO MAIS EQUIDADE Princípios Adesão voluntária e livre Gestão democrática Educação, formação e informação Participação econômica Autonomia e independência Interesse pela comunidade Intercooperação Valores 1. Ajuda mútua e solidariedade 7. Preocupação pelo semelhante 6. Responsabilidade social 5. Honestidade e transparência 2. Responsabilidade 3. Democracia 4. Igualdade e equidade “Retenham bem essa máxima: quando a cooperativa não é mais do que um negócio, é sempre um mau negócio, porque nesse plano, elas serão sempre derrotadas pelas empresas capitalistas.” Charles Gide O que vimos até agora? COOPERATIVAS ESTÃO SUJEITAS AO MERCADO GRADATIVA ALTERAÇÃO DE PERFIL GOVERNANÇA PODE REDUZIR PRESSÕES ORIGEM DO TEMA NAS COOPERATIVAS COOPERATIVAS POSSUEM DIFERENCIAIS OUTROS... Governança ASPECTOS EXTERNOS, INTERNOS & INDIVIDUAIS Governança Pra fora, pra dentro e para si Governança no aspecto externo aborda as questões que as cooperativas de crédito enfrentam como participantes no mercado financeiro Governança no aspecto interno define as responsabilidades e prestação de contas da assembleia geral, o conselho de administração, gestão e pessoal. Governança no aspecto individual garante que a cooperativa de crédito tenha diretores e gestão que sejam capazes de cumprir as duas obrigações anteriores de governança externa e interna através de integridade, competência e compromisso Governança externa Transparência Responsabilidade Pública Governança interna Estrutura Equilíbrio Responsabilidade Governança individual Integridade Compromisso Governança Cooperativa Representatividade Administração Fiscalização Governança Cooperativa Representatividade Qualidade de realização de assembleias desde sua convocação e pauta, transparência de processos deliberativos e eletivos, processo de comunicação com os associados, educação cooperativista e sustentabilidade Governança Cooperativa Representatividade Qualidade de realização de assembleias desde sua convocação e pauta; Transparência de processos deliberativos e eletivos; Processo de comunicação com os associados; Educação cooperativista e sustentabilidade. Governança Cooperativa Representatividade % MÉDIO PARTICIPAÇÃO DE SÓCIOS NAS AGS EM RELAÇÃO AO TOTAL 29.6 *Em cooperativas sem delegados, entre 2011 e 2013 CE NT RO - O EST E 6.1 15.1 22.7 22.9 NO RDEST E 10 7.5 11.4 NO RT E 31.8 41.2 ABAIXO DE 5% 30.3 34.1 ACIMA DE 20% SUDEST E SUL BRA SI L FONTE : BCB Governança Cooperativa Representatividade MOTIVOS DA BAIXA PARTICIPAÇÃO NA AG – NA VISÃO DA ALTA ADMINISTRAÇÃO 80 70 67.2 60 61.4 63.6 65.9 55.4 50 47.6 40 30 54.8 47.2 46.6 60.4 51.9 33.3 20 10 0 Norte Nordeste Centro-Oeste CONFIANÇA DO ASSOCIADO *Destacada as duas opções mais apontadas na pesquisa Sudeste Sul Brasil FALTA DE CONSCIÊNCIA DA IMPORTÂNCIA FONTE : BCB Governança Cooperativa Representatividade AÇÕES ADOTADAS PARA AUMENTAR A PARTICIPAÇÃO NAS AGS 40 35 34.2 30 30.9 25 24.3 23.9 20 19.5 15 10 5 8.2 0 Norte Nordeste Centro-Oeste Sudeste Sul Brasil PALESTRAS PRÉVIAS SOBRE COOPERATIVISMO, FINANÇAS, RESPONSABILIDADES E DIREITOS DOS ASSOCIADOS... FONTE : BCB Governança Cooperativa Representatividade EXISTE PREVISÃO DE NORMAS ASSEGURANDO AO SÓCIO INCLUIR ASSUNTO NA PAUTA DA AG ANTES DE SUA CONVOCAÇÃO 40 36.3 35 30.6 30 25 23 21.6 17.6 20 15 11 10 5 0 Norte Nordeste Centro-Oeste Sudeste Sul Brasil SIM FONTE : BCB Governança Cooperativa Representatividade 95 QUANTOS ASSUNTOS FORAM INCLUÍDOS POR PEDIDO DOS ASSOCIADOS NA PAUTA DA AG? 93.5 92.4 91.4 90.4 90 85.3 85 80.3 80 75 70 Norte Nordeste Centro-Oeste Sudeste Sul Brasil NENHUM ASSUNTO FOI INCLUÍDO EM PAUTA POR ASSOCIADO FONTE : BCB Governança Cooperativa Representatividade EXISTE ALGUM FÓRUM PRÉVIO A AG QUE OS SÓCIOS DISCUTAM OS TEMAS A SEREM DELIBERADOS? 90 80 72 81.2 77.8 63.7 70 59.5 60 50 34.9 40 30 20 10 0 Norte Nordeste Centro-Oeste Sudeste Sul Brasil NÃO EXISTE OUTRA REUNIÃO INSTITUCIONAL ALÉM DA AG FONTE : BCB Governança Cooperativa Representatividade NO RDEST E 85.5 68.6 67.1 NO RT E 53.5 72 87.5 COOPERATIVA POSSUI PREVISÃO NORMATIVA DE COMITÊ ELEITORAL CE NT RO - O EST E SUDEST E SUL BRA SI L SIM FONTE : BCB Governança Cooperativa Representatividade A ELEIÇÃO/ESCOLHA DO COMITÊ ELEITORAL É REALIZADA POR: 90 79.7 80 70 60 66.7 60.3 53.7 51.7 50 40 29.3 30 20 10 18.5 9.8 21.1 13.8 10.3 3.4 0 Norte Nordeste Centro-Oeste Sudeste CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO Sul Brasil AG FONTE : BCB Governança Cooperativa Representatividade HOUVE INSCRIÇÃO DE MAIS DE UMA CHAPA EM ELEIÇÃO DE CF? NÃO ELEIÇÃO INDIVIDUAL PELA AG 93.8 100 90 80 78.1 74.5 83.8 80.2 74.3 70 60 50 40 30 21.3 13.7 20 17.6 7 10 3.1 7.7 0 Norte Nordeste Centro-Oeste Sudeste Sul Brasil FONTE : BCB Governança Cooperativa Representatividade DISPÕE DE PROGRAMA INSTITUCIONAL DE FORMAÇÃO E CAPACITAÇÃO DE ASSOCIADOS? 50 46 45 40 35 34.1 36.9 31.8 30.8 31 33.8 34.7 34.1 30 25.3 25 16.6 20 15 7.5 10 5 0 Norte Nordeste Centro-Oeste NÃO HÁ PROGRAMA Sudeste Sul Brasil NÃO INSTITUCIONAL, MAS SESCOOP FONTE : BCB Governança Cooperativa Representatividade POSSUI INSTITUCIONALMENTE PROGRAMA DE FORMAÇÃO DE FUTUROS DIRIGENTES E LIDERANÇAS 70 62.7 60 50 36 40 27.1 30 20 33 18.8 15 10 0 Norte Nordeste Centro-Oeste Sudeste Sul Brasil SIM FONTE : BCB Governança Cooperativa Representatividade Cooperativa realiza ações dirigidas ao benefício do ambiente econômico e social? 50 44.6 45 40 35.9 35 29.8 28.2 30 25 20 20.2 16 15 10 5 0 Norte Nordeste Centro-Oeste Sudeste Sul Brasil AÇÕES VOLTADAS À PRESERVAÇÃO DO MEIO AMBIENTE FONTE : BCB Governança Cooperativa Representatividade Pauta e documentação da Assembleia Pauta detalhada e, preferencialmente, não incluir o item “outros assuntos” Mecanismos para receber propostas de temas que associados tenham interesse de incluir na pauta Regras de votação Itens da pauta apreciados e votados individualmente, na sequência disposta no edital Contagem e divulgação dos votos – evitar aclamação Governança Cooperativa Representatividade Processo eleitoral Regulamentado nos normativos e ser de amplo conhecimento dos associados Formação de Comissão eleitoral Mecanismos que favoreçam a participação, no órgão de administração estratégica, dos diferentes grupos de interesse Eleição do Conselho Fiscal individual (e não por chapa), desvinculada e independente da eleição para o órgão de administração Condições para o associado se candidatar (prévia qualificação) Não existência de vinculação econômica ou funcional entre os membros dos órgãos de administração e do Conselho Fiscal Governança Cooperativa Representatividade Participação dos associados Canais de fornecimento de informações Reuniões periódicas e/ou pré-assembleias Canais de recebimento de sugestões e reclamações Formação cooperativista, desenvolvimento de lideranças e responsabilidade social Fortalecer os vínculos associativos Envolvimento com a comunidade Emersão de lideranças Renovação dos membros dos conselhos Governança Cooperativa Administração Estrutura e funcionamento adequado da administração, funções estratégicas de CA e competências executivas de Direx. Segregação de funções, capacitação técnica e avaliações de desempenho, prestação de contas e mitigação de conflitos de interesse Governança Cooperativa Administração Alta administração Estrutura e funcionamento adequado da administração; Funções estratégicas de CA e competências executivas de Direx; Segregação de funções; Capacitação técnica e avaliações de desempenho; Prestação de contas; Mitigação de conflitos de interesse. Governança Cooperativa Administração Composição da estrutura administrativa 18 16 15.7 14 12 15.4 13.7 12.7 11.9 10 8 8.5 6 4 2 0 Norte Nordeste Centro-Oeste Sudeste Sul Brasil CA e DIREX SEM QUALQUER REPETIÇÃO DE MEMBROS ENTRE TAIS ÓRGÃOS FONTE : BCB Governança Cooperativa Administração COOPERATIVA POSSUI CÓDIGO DE CONDUTA/ÉTICA 100 98.7 93.9 90 90.1 94.9 91.6 77.8 80 70 60 50 40 30 20 10 0 Norte Nordeste Centro-Oeste Sudeste Sul Brasil SIM FONTE : BCB Governança Cooperativa Administração NORTE 76.5 78.1 76.6 72.9 71.4 76.1 EXISTE AVALIAÇÃO PERIÓDICA DOS MEMBROS DO CA? NORDESTE CENTRO-OESTE SUDESTE SUL BRASIL NÃO EXISTE AVALIAÇÃO PERIÓDICA FONTE : BCB Governança Cooperativa Administração PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO, FOI FORMULADO POR: 50 43.7 45 40 38 35 35 27.9 30 29.7 24.5 25 20 15 10 5 0 Norte Nordeste Centro-Oeste Sudeste Sul Brasil NÃO EXISTE PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO FONTE : BCB Governança Cooperativa Administração POSSUI CRITÉRIOS FORMALIZADOS PARA REMUNERAÇÃO DO CA? 30 27.8 23.9 25 22.3 21.4 20 15.9 15.4 15 10 5 0 Norte Nordeste Centro-Oeste Sudeste Sul Brasil CA NÃO É REMUNERADO FONTE : BCB Governança Cooperativa Administração EXISTEM COMITÊS DE ASSESSORAMENTO AO CA? 80 70 68.6 69 68.8 73.7 63.4 60 44.4 50 40 30 20 10 0 Norte Nordeste Centro-Oeste Sudeste Sul Brasil NÃO EXISTEM COMITÊS FONTE : BCB Governança Cooperativa Administração QUANTAS HORAS OS MEMBROS DA DIREX DEDICAM A COOPERATIVA? 60 51 40 47.3 46.1 50 32.7 31.5 39.2 35.6 42.2 35.8 30.2 30.4 33.6 30 20 10 0 Norte Nordeste Centro-Oeste Sudeste TURNO INTEGRAL (APROX. 40 H) Sul Brasil ATÉ 10 H FONTE : BCB Governança Cooperativa Administração 28.9 NORDESTE 15.6 26.5 NORTE 30.8 26.5 40.8 CONDIÇÕES BÁSICAS EXERCÍCIO DE CARGO NA DIREX CENTRO-OESTE SUDESTE SUL BRASIL EXPERIÊNCIA COMPROVADA NO MERCADO FINANCEIRO FONTE : BCB Governança Cooperativa Administração DIREX ELABORA RELATÓRIO ROTINEIRO E ESPECÍFICO PARA ASSOCIADOS 25 22.5 20 17.5 16 15.2 14.8 15 11.7 10 5 0 Norte Nordeste Centro-Oeste Sudeste Sul Brasil SIM FONTE : BCB Governança Cooperativa Administração DIREX ELABORA RELATÓRIO ROTINEIRO E ESPECÍFICO AO CF 35 28.9 30 23.8 25 24.2 22.6 20.3 20 15 14.6 10 5 0 Norte Nordeste Centro-Oeste Sudeste Sul Brasil SIM FONTE : BCB Governança Cooperativa Administração EXISTE REGULAMENTAÇÃO INTERNA SOBRE RESOLUÇÃO DE CONFLITOS DE INTERESSE EM ÓRGÃOS ESTATUTÁRIOS? 70 60 54.9 61.5 56.9 54.3 50.6 50 43.8 40 30 20 10 0 Norte Nordeste Centro-Oeste Sudeste Sul Brasil NÃO FONTE : BCB Governança Cooperativa Administração Funcionamento adequado da administração Regras sempre formalizadas nos normativos Decisões dos órgãos de administração devem se sobrepor aos interesses individuais de seus membros Comitês não operacionais: responsáveis pela análise de questões estratégicas ou pelo acompanhamento da gestão da cooperativa Novos membros dos órgãos: informações necessárias à efetividade de sua atuação Dispor de tempo adequado para cumprir com suas atribuições e responsabilidades Governança Cooperativa Administração Definição de papéis e atuação Deve haver clara separação entre os administradores com funções estratégicas e aqueles com funções executivas: Administradores com Funções Estratégicas - CA ou Diretoria Administradores com Funções Executivas – Diretoria Executiva, Superintendência ou Gerência Constituído por número ímpar de integrantes Função principal do Presidente do órgão estratégico: coordenar as atividades do colegiado Reuniões sem a participação de administradores com funções executivas Governança Cooperativa Administração Código de conduta e padrões éticos Código amparando o posicionamento ético da cooperativa e as ações diárias dos administradores estratégicos, executivos, conselheiros fiscais e empregados Transações com partes relacionadas refletidas nas demonstrações financeiras e nas mesmas condições das demais Se abster de participar das decisões que envolvam transações financeiras da qual sejam parte interessada Abdicar do direito de voto, se fizerem parte também do CA, sempre que as discussões envolverem matérias pertinentes à fixação de diretrizes de gestão Governança Cooperativa Administração Funções estratégica do CA Orientação geral e estratégica Objetivos da cooperativa Acompanhamento do desempenho dos administradores com funções executivas Avaliação do desempenho dos executivos com base nos objetivos e no planejamento estratégico Critérios claros e transparentes de remuneração dos executivos Governança Cooperativa Administração Funções estratégicas do CA Aprovar o plano de contingência para os riscos da cooperativa Analisar a conveniência de remuneração dos administradores executivos ao cumprimento dos objetivos Zelar pelo cumprimento das orientações do código de conduta da cooperativa Membros suplentes devem estar familiarizados com os problemas da cooperativa para o exercício de sua função Governança Cooperativa Administração Competências executivas da Direx Responsáveis pela gestão operacional e execução das diretrizes fixadas pelo órgão de administração estratégica Dedicação em tempo integral às atividades da cooperativa Requisitos de capacitação técnica, atribuições e responsabilidades no estatuto Competência técnica e gerencial compatível com a complexidade das funções exercidas Prestar contas de sua atuação Governança Cooperativa Administração Competências executivas da Direx Assegurar aos membros dos órgãos estatutário acesso a instalações, informações e documentos necessários Garantir informação clara e com linguagem adequada aos associados, de todos os fatos relevantes (princípio da transparência) Tornar públicos os dados econômico-financeiros da cooperativa e os indicadores de desempenho Utilizar canais de comunicação adequados, respeitada a melhor relação custo-benefício Divulgar os pareceres da auditoria externa e do Conselho Fiscal previamente à realização da Assembleia Estabelecer parâmetros de comparação com outras cooperativas e divulgá-los aos associados Governança Cooperativa Administração Política de risco e de crédito Divulgada para o quadro funcional Gestão de riscos adequada ao negócio e ao porte da cooperativa Critérios e procedimentos documentados Segregação de áreas de enfoques conflitantes Governança Cooperativa Fiscalização Estruturas de fiscalização e controle, em que se destacam o funcionamento do Conselho Fiscal, a participação do corpo associativo como ator fiscalizador, as auditorias internas e externas e a interface dessas com outros organismos administrativos e a organização em sistemas cooperativos. Governança Cooperativa Fiscalização Estruturas de fiscalização e controle; Funcionamento do Conselho Fiscal; Participação do corpo associativo como ator fiscalizador; as auditorias internas e externas; Interfaces da fiscalização entre si e com outros a fins. Governança Cooperativa Fiscalização QUAL ANTECEDÊNCIA, EM RELAÇÃO A REUNIÃO, É ENVIADO OS RELATÓRIOS PARA ANÁLISE DO CF? 60 50 49.2 42.9 40 30 42.1 41.1 32.9 28.6 19.9 16.4 20 43 40.7 22.6 22.2 10 0 Norte Nordeste Centro-Oeste 1 A 5 DIAS Sudeste Sul Brasil NO DIA FONTE : BCB Governança Cooperativa Fiscalização NORTE 25.8 38.1 39.2 29.4 42.5 56 74 77.8 RELATÓRIO DE PENDÊNCIAS E IRREGULARIDADES 79.2 83.5 PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO PROJETADO X REALIZADO 75.3 84.3 RELATÓRIOS ANALISADOS PELO CF NORDESTE CENTRO-OESTE SUDESTE SUL BRASIL FONTE : BCB Governança Cooperativa Fiscalização COOPERATIVA POSSUI CRITÉRIOS FORMALIZADOS PARA REMUNERAÇÃO DO CF? 45 40.8 40 35 30 23.6 25 20.3 20 15 10 10.5 6.3 6 5 0 Norte Nordeste Centro-Oeste Sudeste Sul Brasil CF NÃO É REMUNERADO FONTE : BCB Governança Cooperativa Fiscalização 70 60 ESTÁ PREVISTO TREINAMENTO REGULAR PARA POTENCIA IS MEMBROS DO CF? 65.5 63.5 62.7 57.4 56.2 50 39.3 40 30 20 10 0 Norte Nordeste Centro-Oeste Sudeste Sul NÃO HÁ PROGRAMA INSTITUCIONAL DE TREINAMENTO DE POTENCIAIS MEMBRO DO CF Brasil FONTE : BCB Governança Cooperativa Fiscalização CF SE REÚNE REGULARMENTE COM AUDITORIA INTERNA? 85.5 90 80 71.8 75.4 70 62.2 60 63.3 55.9 50 40 30 20 10 0 Norte Nordeste Centro-Oeste Sudeste Sul Brasil NÃO EXISTE TAL ROTINA FONTE : BCB Governança Cooperativa Fiscalização OCORRERAM PEDIDOS FORMAIS DE ESCLARECIMENTOS PELO CF PARA: 12 9.7 10 8.3 8.2 7.6 8 5.5 5.3 6 4.1 5 3.4 4 1.4 2 1.3 1.3 0 Norte Nordeste Centro-Oeste AUDITORIA INTERNA Sudeste Sul Brasil AUDITORIA EXTERNA FONTE : BCB Governança Cooperativa Fiscalização COOPERATIVA POSSUI CANAIS PARA ESTABELECER COMUNICAÇÃO DIRETA ENTRE ASSOCIADOS E CF 18.9 20 18 16 14 12 11.8 11.4 10 6.9 8 6 3.8 2.5 4 2 0 Norte Nordeste Centro-Oeste Sudeste Sul Brasil SIM FONTE : BCB Governança Cooperativa Fiscalização CF SE REÚNE COM AUDITORIA EXTERNA COM O ENCERRAMENTO DE AUDITORIA DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS? 90 81.3 79.8 80 70 60.9 57.4 60 50 46.3 38.2 40 30 20 10 0 Norte Nordeste Centro-Oeste Sudeste Sul Brasil NÃO EXISTE TAL ROTINA FONTE : BCB Governança Cooperativa Fiscalização Associados Deve existir canais institucionais eficazes para que os associados exerçam efetivamente seu direito-dever de fiscalizar e controlar os negócios da cooperativa Deve ser assegurada a todos os associados ciência de seus direitos e deveres legais e estatutários Governança Cooperativa Fiscalização Auditorias Contratação aprovada pelo órgão de administração estratégica Auditoria externa deve se reportar ao órgão de administração estratégica Auditoria interna subordinada diretamente ao presidente do órgão de administração estratégica Relatórios das auditorias encaminhados a todos os órgãos estatutários Normativos contendo dispositivos que assegurem a independência das auditorias externa e interna Governança Cooperativa Fiscalização Conselho Fiscal Independente da administração da cooperativa Verificar as obrigações legais e estatutárias e o exame da gestão e dos atos que tenham impacto sobre os resultados Recursos necessários disponibilizados para a efetiva fiscalização Solicitar esclarecimentos e informações à administração e aos auditores internos, e apuração de fatos específicos aos auditores externos Pode convocar ou convidar qualquer parte interessada às atividades da cooperativa, a fim de prestar esclarecimentos Novos conselheiros devem receber informações necessárias à efetividade de sua atuação Governança Cooperativa Fiscalização Conselho Fiscal Regras de funcionamento nos normativos Possuir plano de trabalho anual Conhecer e acompanhar o plano de trabalho das auditorias externa e interna Remuneração equivalente a dos administradores com funções estratégicas Governança Cooperativa Fiscalização Organização sistêmica É recomendável que a cooperativa esteja vinculada a sistemas organizados e a cooperativas centrais de crédito > fortalecimento das dimensões de controle externo Os sistemas organizados devem estabelecer e divulgar a política de relacionamento entre suas filiadas As centrais devem produzir e divulgar classificações e indicadores de suas cooperativas filiadas Não deve ser permitido acumular funções de natureza executiva, por uma mesma pessoa, em cooperativas singulares, em cooperativas centrais e/ou confederações GOVERNANÇA EXTERNA, INTERNA E INDIVIDUAL RESULTADOS DA PESQUISA BC GOVERNANÇA & REPRESENTATIVIDADE GOVERNANÇA & ALTA ADMINISTRAÇÃO GOVERNANÇA & FISCALIZAÇÃO OUTROS... O que vimos até agora? DEBILIDADES NA GOVERNANÇA SINTOMAS DE FRAGILIDADE NA GOVERNANÇA Debilidades Cooperativa & Conselhos Contratação de colaboradores com vínculo parentesco sem a realização de exames ou testes com lisura no processo Existência de disputa interna de poder e visibilidade entre os conselheiros, presidente e executivos Composição de conselhos com base em relações particulares com Presidente ou Executivo Ascensão de cargos baseados no relacionamento em detrimento a meritocracia Excessivo investimento em eventos em benefícios restritos e próprios Processo sucessório em disputa de grupos de interesse e acordos Debilidades Cooperativa & Conselhos Acúmulo de funções por parte de conselheiros a ponto de comprometer a qualidade de sua participação na cooperativa Inativismo do quadro social com inexpressiva participação nos fóruns (efeito carona) Prática de taxas de juros e remunerações e isenções de tarifas sem critérios técnicos Assimetria de informações e conhecimento nas esferas Quadro social disperso e descolado da cooperativa Falta de independência e inatividade dos conselhos Debilidades Cooperativa & Conselhos Ausência de comitês técnicos e alçadas claras de deliberação principalmente no crédito Falta de avaliação e correção de desempenho dos colegiados Despreparo e desinteresse dos conselheiros Política partidária gerando atrito interno Inexistência código de conduta Falta de transparência na gestão Risco moral Debilidades Conselhos Assuntos relativos a possível baixo desempenho da cooperativa são evitados na reunião do CA eventuais deficiências ou irregularidades são atribuídos totalmente a fatores externos a gestão Falta de segregação entre atividades reservadas ao CA e as atribuíveis a Direx Pouca representatividade do quadro social no CA Distanciamento do CA da base Interdependência do CF com CA Debilidades Conselhos CA/CF despreparado tecnicamente, tomada de decisão pela posição do presidente de forma constante CA/CF sem as devidas informações e sem o tempo necessário para avaliação do assunto Divergências entre CA e Direx entre estes e CF ou entre estes e os associados Relacionamento conturbado entre Ca e Direx ou CF e Auditorias Baixa supervisão do CA sobre Direx e do CF sobre estes Falta de planejamento estratégico avaliado pelo CA CA/CF sem homogeneidade de informações Debilidades Diretoria executiva Perda de senso de realidade e noção de limites. Extrapola autonomia concedida. Não enxerga senso de direção no CA e nem recebe um retorno que possa contribuir na condução. Atuar como dono e gerar uma ameaça para os verdadeiros donos do negócio, crise de visibilidade Gestão não atualizada diante de mudanças de mercado. O perigo é o sucesso do passado. Condução de decisões que maquiam situações de fragilidade Gestão focada no curto prazo com objetivo único de refletir em ganhos financeiros próprios Concessão de benefícios ao grupo de forma exagerada Atuação com estratégia exclusiva de perpetuação no poder Desempenho medido de maneira pró-forma DILEMAS, TRILEMAS... QUESTÕES Diante dos fatos, é preciso analisar as possibilidades de escolhas, refletir sobre seus impactos e tomar decisões. Escolhas partem de valores e valores são complexos e individuais Dilemas QUESTÕES Poder x Autoridade Composição de conselhos com base na representação de nichos ou por característica e qualificação? O que é melhor para a cooperativa? É possível ter os dois? Efetiva segregação da governança entre o conselho de administração e a diretoria executiva, em todos os níveis dos Sistemas? Quadro social não percebe alteração da governança ou percebe? Entende a mudança estatutária dos executivos? Como mapear as possíveis alterações dos objetivos sociais? Dilemas QUESTÕES Resultado da cooperativa com base na Selic é algo que representa o interesse do quadro social? Concessão de crédito é o foco de possíveis intervenções do Presidente. Bom ou ruim? Presidente consegue nivelar os pares uma vez que ele detém maior informação? CA lança um olhar para o futuro no ano e o restante do ano no retrovisor? A participação da Direx deve ser fixa ou demandada nas reuniões do CA? Dilemas QUESTÕES CA apenas com cédula de presença sem remuneração? CF é ou não porta de entrada para a cooperativa? AG muito rígida. Como torná-la mais inclusiva? Presidente formando presidente. Bom ou ruim? Efeitos carona como evitar? Benefícios da propriedade x Participação na governança Benefício imediato x Perpetuação/patrimonialização Dilemas QUESTÕES Número de dirigente x tomada de decisão/eficiência de resposta (#governança bancos) Possíveis debilidades do CA ou CF são ou não são avaliadas? Se são quem faz e como orienta? Se não se faz como se convive com essas mazelas? A contratação da auditoria externa deveria ser do CA ou do CF? Independência # embate = a atuação do CF deve ser vista pelo CA como uma força paralela que corre no mesmo sentido desejado pela AG, ou seja, é convergente, somente será divergente se houver algum tipo de desvio de ação O que vimos até agora? PRÁTICAS & CONFLITOS A EXISTÊNCIA DE ATRITOS NAS RELAÇÕES É INTRÍNSECO A EXISTÊNCIA HUMANA O ATRITO PODE GERAR RESULTADOS NEGATIVOS OU POSITIVOS Práticas & Conflitos Conselhos e CEOs CEOs podem dominar o processo de governança CEOs podem deter poder suficiente para moldar posição dos conselhos CEOs podem reter informações negativas, minimizar sua importância, ou inserir algo em densos documentos Sistemas de governança estão sujeitos a potenciais problemas de agência. Consequentemente, conselhos e associados devem manter altos níveis de vigilância, fazendo uso dos mecanismos de controle e fiscalização da governança Práticas & Conflitos Conselhos e CEOs Além de extremamente eficiente o CEO da cooperativa deve compartilhar com os princípios e valores intrínsecos ao cooperativismo O Conselho deve monitorar o desempenho do CEO com inteligência e rigor Avaliar potenciais talentos existentes na equipe de sua cooperativa quando escolher o seu próximo CEO É normal ter algum grau de conflito entre Conselhos e CEOs Práticas & Conflitos Conselhos e CEOs Resolução de conflitos por meio de rescisão do CEO não é, em geral, a opção mais adequada Construir relação de confiança minimiza possíveis tensões entre Conselho e CEO Os membros do Conselho devem entender suas funções e fronteiras, evitando interferência Possíveis conflitos devem ser resolvidos o mais rapidamente através de uma melhor comunicação e reuniões de resolução de conflitos Postergar resolução ou acumular situações de inconformidade poderão gerar maiores perdas Práticas & Conflitos Conselho e Liderança O Conselho ideal maximiza simultaneamente seus papéis divergentes do planejamento estratégico e supervisão disciplinada Além de integridade, caráter, e bom julgamento, um conselheiro deve representar o interesse da coletividade e não apenas os interesses de determinado grupo Conselheiros eficazes mantém uma atitude de ceticismo construtivo; fazem perguntas incisivas e de sondagem, exigem respostas precisas; agem com integridade e diligência; e demonstram compromisso com a cooperativa, seus planos de negócios e visão de longo prazo A composição do Conselho, como um todo, deve refletir uma mistura de habilidades e conhecimentos que é apropriada para a cooperativa de crédito, dadas as suas circunstâncias, resultando em desempenho eficaz e eficiente Práticas & Conflitos Conselho e Liderança Se os objetivos sociais são considerados verdadeiramente importantes, o conselho precisa incorporá-los em sua métrica de desempenho Medir e avaliar o retorno total aos associados em cooperativas de crédito difere marcadamente de medir e avaliar o retorno total para acionistas O lucro líquido e a acumulação de capital não são objetivos finais nas cooperativas, como eles podem ser em outras empresas Em cooperativas de crédito eles são meros instrumentos que produzem outros benefícios aos associados Práticas & Conflitos Conselho e Liderança O Conselho precisa estabelecer métricas para garantir que os sócios estão sendo bem servidos pela cooperativa O sócio deve ver claramente benefícios melhores do que o mercado convencional oferece Um conjunto significativo de métricas deve incluir a avaliação da quantidade e qualidade de produto e serviços entregues aos associados e sua satisfação Eficácia da cooperativa de crédito pode ser medida através da satisfação dos produtos e serviços, a imagem pública, o percentual de crescimento, o clima organizacional, participação na gestão, a comparação com os concorrentes, dentre outros Práticas & Conflitos Conselho e Liderança Possivelmente muitas cooperativas de crédito enfatizam a maximização dos benefícios aos sócios para alcançar e servir suas comunidades de forma mais ampla Atender adequadamente os seus sócios produz benefícios indiretos à escala comunitária Criação de Valor Compartilhado, de acordo com Porter e Kramer, não é filantropia, mas autocomportamento interessado em criar valor econômico através da criação de valor social Princípio do interesse pela comunidade Sustentabilidade Práticas & Conflitos Conselho e Liderança Pesquisa internacional Steger & Amann com Conselhos de Administração: Agrega valor a governança aquele que equilibra controle/supervisão com inteligência estratégica No entanto, dependendo do papel do conselho, o saldo pode ser muito diferente Watchdog – ênfase excessiva no monitoramento e controle, gerando "micromanaging“ e secondguess para cada decisão do CEO, além de intromissão em atividades de responsabilidade da gestão. VIP – se concentra em questões triviais e deixa decisões importantes para a gestão, inclinado a ir junto com a decisão da administração, baixa energia e controle Scout – à procura de melhores formas de satisfazer as necessidades financeiras e preferências dos membros, abraça novas tecnologias para a melhoria dos produtos e prestação de serviços, baixa supervisão. Challenger – combina as melhores características de supervisão e controle e busca por melhor desempenho, relativamente raros, centra com audácia no futuro e age com eficiência no controle ALTO Corporate Governance: How to Add Value – SCOUT CHALLENGER BAIXO Inteligência Estratégica Práticas & Conflitos VIP WATCHDOG BAIXO ALTO Eficiência Supervisão e Controle (Ulrich Steger, Wolfgang Amann2008) Práticas & Conflitos Conselho e Liderança Planejamento para o desenvolvimento dos executivos e sucessão. Revisão, compreensão e acompanhamento da execução de planos estratégicos Revisão, compreensão e acompanhamento operacional anual planos e orçamentos Foco na integridade e clareza das demonstrações financeiras e relatórios financeiros Assessoria de gestão em assuntos significativos que enfrenta a cooperativa Revisão e aprovação de ações significativas da cooperativas de crédito Analisar os planos de gestão para a resiliência dos negócios Indicação diretores e membros do comitê, e supervisionando eficaz [cooperativa de crédito] governança Supervisionar o cumprimento legal e ético Práticas & Conflitos Poder e governança O papel aceita muitas situações que nem sempre traduzem o que de fato se pratica A teoria e a realidade, por vezes, são companheiras desconfortáveis Numa conferência de 1999 sobre a ética e os conselhos de administração, um dos CEOs mais respeitados da América entregou um convincente discurso, no qual afirmou: Práticas & Conflitos Poder e governança ... Um conselho forte, independente e experiente pode fazer uma diferença significativa no desempenho de qualquer empresa. . . [Nossas] diretrizes de governança corporativa enfatizam as qualidades de força de caráter, uma mente inquiridora e independente, sabedoria prática e julgamento maduro. . . Não é por acaso que nós colocamos força de caráter em primeiro lugar. Como qualquer empresa de sucesso, devemos ter diretores que fazem o que é certo, que não têm agendas escondidas, e que se esforçam para fazer julgamentos sobre o que é melhor para a empresa, e não o que é melhor para si ou para algum outro círculo eleitoral. Práticas & Conflitos Poder e governança Esse discurso foi proferido por Kenneth Lay, CEO da Enron Corporation. Por causa de atividades ilegais do Sr. Lay e outros executivos, a Enron entrou em colapso, os acionistas perderam a maior parte do capital investido, e milhares de trabalhadores perderam empregos. Como o discurso do Sr. Lay ilustra, grandes palavras sobre a governança e conselhos de administração nem sempre correspondem aos fatos. O Conselho da Enron não mostrou excelente caráter, inquirindo e mentes independentes, ou julgamento maduro. No momento da falha, a Enron tinha um código de ética impressionante e tinha recebido notas altas de praticamente todos para melhores práticas de governança. Além disso, as credenciais dos membros do conselho eram excelentes no papel, o presidente da comissão de auditoria foi o ex-reitor da Stanford Escola de Negócios Práticas & Conflitos Poder e governança A boa governança não pode ser alcançada com a utilização de controles simples ou dependência exclusiva sobre as boas intenções dos membros do conselho e do CEO. Na maioria dos casos, quando os conselhos atuam abaixo do necessário, a cooperativa continua as operações, porém, dificilmente vai atingir o seu potencial. História dos negócios revela que uma das maiores ameaças para as organizações é o sucesso. O sucesso gera complacência e excesso de confiança. Inquestionavelmente, o maior desafio que uma empresa enfrenta não é o fracasso, mas o sucesso. Práticas & Conflitos Poder e governança Durante a fase de crescimento do ciclo de vida de uma cooperativa existe uma maior participação dos associados Com o crescimento da cooperativa, a participação do sócio na governança geralmente declina. Muitas vezes o associado não percebe a necessidade ou têm desejo de dedicar tempo e esforço para garantir o sucesso da sua instituição. Tal como os acionistas nas empresas, associados tornam-se proprietários passivos. Quando os membros de cooperativas de crédito se tornam participantes passivos podem ocorrer sérios problemas na governança PLANO DE EMERGÊNCIA PROMOVER AMBIENTE FAVORÁVEL AO SURGIMENTO DE NOVAS LIDERANÇAS Plano de emergência Personificação x Institucionalização Reeleição – avaliar viabilidade e definir um limite máximo de mandatos no mesmo cargo Educação cooperativista – programas consistentes e intersistêmicos (crianças, jovens, adultos) Plano de emergência estabelecer meta de formação com vistas ao surgimento de potenciais lideranças; promover ambiente receptivo e atrativo para a inserção de novos proponentes e propostas; verificar formas de reconhecimento e remuneração; conceito de intergeracionalidade. Indicativos Reflexões sobre alternativas e condutas que podem se implementar para a melhoria da governança Indicativos Definição muito clara de alçadas de decisão e dos limites de atuação, definindo inclusive situações excepcionais como devem ser tratadas e em qual fórum; Cargos eletivos deveriam ter requisitos de ingresso que pudessem privilegiar a boa condução da cooperativa, e para tanto há a necessidade de investir nisso; Plena autonomia e independência de atuação do CF e auditorias externa e interna; Políticas de concessão de crédito claras e fortemente baseadas em critérios técnicos, sendo que exceções deverão ser respaldadas de forma transparente e em fóruns amplos e com debate aprofundado; Elaboração e exercício de códigos de conduta que permeiem o comportamento e que consigam prever situações de inconformidade e seus tratamentos; Indicativos Estudo e definição de regras que restrinjam a acumulação de cargos – tanto na presidência, vices do Conselho e diretorias de singular, central, confederação e bancos cooperativos, quanto entre conselho de administração e diretoria de uma mesma entidade Aprimoramento da organização do quadro social – necessidade de implementar um processo organizado e estruturado, inclusive para fins de possibilitar uma maior participação nas decisões (assembleias de núcleos e de delegados) Regramento claro quanto a (im)possibilidade de relacionamento com partes interessadas e situações que possam implicar em conflitos de interesse Previsão de limites de ocupação em cargos do CA Conselheiros e diretores requerem suficiente qualificação para assumir os encargos que os desafiam Modelos podem ser exitosos desde que de fato assegurem o cumprimento dos objetivos sociais com eficiência. Indicativos Avaliar adoção de Comitês Técnicos de apoio ou Comitês Estratégicos no CA Aperfeiçoar mecanismos de comunicação clara e informação tempestiva para maior dinâmica e assertividade de condução dos Conselhos. Adoção de Códigos de Conduta Implementar adequada avaliação de desempenho para todos os colegiados, com utilização de indicadores e, quando for o caso, mecanismos de correção efetiva e tempestiva GOVERNANÇA NÃO É RECEITA DE BOLO Os princípios cooperativistas e os mecanismos de governança, incorporados de forma devida e adequada, geram equilíbrio e propulsão para a evolução do cooperativismo e sua perenidade. Implementa – Monitora – Ajusta – Monitora... Benefícios Governança pode trazer mais segurança na cooperativa Aprimoramento da profissionalização da gestão Harmonização de poderes Aumento da participação dos associados Prepondera questão técnica na tomada de decisão Efetiva atuação do CA e CF Redução de problemas de concessão de crédito e inadimplência Aumento da confiança no segmento Melhoria da competitividade Potencial redução dos riscos Melhor ambiente de monitoramento e fiscalização Perenização da cooperativa Desafio As políticas de governança precisam superar uma fronteira central: o convencimento dos dirigentes para promover soluções de governança. A governança adequada de uma cooperativa é a estrutura necessária para o melhor cumprimento possível de seu objetivo social, ao longo do tempo. Cada um tem seu papel e todos são importantes. A confiança está na raiz dessa compreensão. Conclusões Edward A. Filene “O progresso é a constante substituição do melhor que existe por algo ainda melhor!” Ficha de avaliação Por favor preencha a ficha de avaliação Ela serve de importante subsídio para o projeto. MUITO OBRIGADO O PROJETO OCB/DGRV AGRADECE SUA PRESENÇA