O que é linguagem?
O que é linguagem?
A linguagem é qualquer meio
sistemático de comunicar
ideias ou sentimentos através
de
signos
convencionais,
sonoros, gráficos, gestuais etc.
Imagem mental do cachorro
REFERENTE
SIGNIFICANTE
/cachorro/ ou /cão/
Expressão vocal ou
escrita do referente
SIGNO
SIGNIFICANTE
Conceito, significados,
sentidos das palavras
Unidade da linguagem
utilizada para representar,
interpretar e expressar as
coisas do mundo. Está no
lugar de algo.
Os padrões perceptivos ou “óculos
sociais” constituem os esteriótipos
de percepção. Com os esteriotipos
(características pré-concebidas
socialmente) vemos a realidade e
fabricamos o referente.
Por exemplo o Gato
Preto, que, em nossa
cultura, representa
má sorte, azar,
bruxaria, misticismo,
magia negra, etc.
“Verificamos, pois, que, fabricados pelos
estereótipos, o referente se interpõe
entre nós e a realidade, fingindo ser o
real. A idéia de que não percebemos o
“real”, mas o referente, ou o “real
fabricado”, foi visualizada com exatidão
por R. Magritte, num quadro justamente
denominado A condição humana.
Explorando semiologicamente a
composição de A Condição humana,
diríamos que o esteriótipo é o quadro em
si, com a sua moldura, o referente é o
conteúdo pintado no quadro (a
‘paisagem’ pintada) e o real é o universo
desordenado e contínuo que se encontra
atrás do quadro (na janela). O que
vemos, na verdade, é um referente
‘paisagem’ balizado pelos estereótipos de
percepção.
A Linguagem no contexto
comunicacional
Código
Emissor
(remetente)
Referente (contexto)
Mensagem (texto)
Canal (Contato)
Receptor
(destinatário)
O emissor envia uma mensagem ao receptor. O emissor, para compor a
mensagem, utiliza determinado código, também conhecido pelo receptor.
Emissor e receptor estão inseridos em determinado canal de comunicação.
A mensagem possui um ou mais referentes (contextos), divididos em
contexto situacional, textual e linguístico.
Funções da Linguagem no contexto
comunicacional
Código
Referente (contexto)
Mensagem (texto)
Função Emotiva
Receptor (destinatário)
Canal (Contato)
Funções da Linguagem no contexto
comunicacional
Código
Referente (contexto)
Mensagem (texto)
Função Emotiva
Função Conativa
Canal (Contato)
Funções da Linguagem no contexto
comunicacional
Código
Referente (contexto)
Mensagem (texto)
Função Emotiva
Função Conativa
Função Fática
Funções da Linguagem no contexto
comunicacional
Código
Função Referencial
Mensagem (texto)
Função Emotiva
Função Conativa
Função Fática
Funções da Linguagem no contexto
comunicacional
Função Metalinguística
Função Referencial
Mensagem (texto)
Função Emotiva
Função Conativa
Função Fática
Funções da Linguagem no contexto
comunicacional
Função Metalinguística
Função Referencial
Função Poética
Função Emotiva
Função Conativa
Função Fática
A Arte e sua composição
(níveis de modulação)
Linguagem que, por meio da
ação dialética e criativa
sobre os signos linguísticos,
nos revela a natureza das
coisas, a essência da
representação do mundo e
de nós mesmos no mundo. A
arte nos devolve o olhar
infantil, o olhar primitivo.
As grandes áreas de expressão
artística
1ª Música (modulação de som e silêncio)
2ª Dança (modulação de movimento e ritmo)
3ª Pintura (modulação de cores e traços)
4ª Escultura (modulação de formas e superfícies)
5ª Teatro (modulação da encenação )
6ª Literatura (modulação da palavra)
7ª Cinema (modulação da luz, do movimento, da
encenação e do som)
8ª Fotografia (modulação da luz)
9ª Arte Gráfica (Histórias em quadrinhos) –
(modulação do desenho e da palavra)
Escultura: modulação de formas e superfícies
Pietà, de Michelangelo (1499)
Fotografia:
modulação
da luz
Derrière la Gare Saint
Lazare (1932), de
Henri Cartier-Bresson
Criança e abutre
(1993), de Kevin
Carter
CINEMA
A Magia da Imagem
em Movimento
Arte Gráfica
(Histórias em
quadrinhos):
modulação do
desenho e da
palavra
Procedimentos de
composição Literária
•Eixo de seleção e eixo de combinação
• estrutura + temática (forma e conteúdo)
• Funções e figuras da linguagem atuam
na singularização do signo linguístico
•Língua 1 e Língua 2
•Conceito de Palimpsesto (raspagem)
O que perceber no texto literário?
• Pluralidade e ambiguidades
• Dois níveis de leitura da obra literária (centrípeta
e centrífuga)
• Diferença entre texto literário e não literário
• Os sentidos literários: singularidades e
estranhamento
• Níveis de leitura da obra literária (discussão sobre
“Poema tirado de uma notícia de jornal”, de
Manuel Bandeira)
Exemplo de uma notícia de Jornal (texto jornalístico)
“O diarista Élcio Donizete Quintilhano, 53 anos,
morreu após ser atropelado por um veículo
desgovernado na rua Oscar Pires, Jardim
Esplanada, em Rio Preto. Quintilhano (...)
estava em um bar e foi fumar no canto da rua,
em razão da lei antifumo.” (Diário da Região,
16 de fevereiro 2010, Caderno Cidades)
Poema tirado de uma notícia de jornal
João Gostoso era carregador de feira-livre e morava
[no morro da Babilônia num barracão sem número.
Uma noite ele chegou no bar Vinte de Novembro
Bebeu
Cantou
Dançou
Depois se atirou na Lagoa Rodrigo de Freitas e
morreu afogado.
(Manuel Bandeira, in Estrela da vida inteira. Rio de
Janeiro: Nova Fronteira, 1993. p.136.)
7. (FUVEST)
Leia as afirmações a respeito dos versos de Manuel Bandeira:
I. A originalidade e o aspecto inovador do poema são
expressos especialmente por meio do tom de prosa narrativa
e pela síntese de linguagem que faz lembrar o texto
jornalístico.
II. O título do poema denuncia a intenção de se registrar de
modo sucinto, objetivo e impessoal uma notícia.
III. Adotando o princípio modernista de que a arte deve aterse ao cotidiano simples, banal, o poema focaliza um episódio
corriqueiro relativo a uma única pessoa.
Pode-se afirmar que:
(A) todas as afirmações são corretas.
(B) somente a afirmação I é correta.
(C) somente as afirmações I e II são corretas.
(D) somente as afirmações I e III são corretas.
E) somente as afirmações II e III são corretas.
7. (FUVEST)
Leia as afirmações a respeito dos versos de Manuel Bandeira:
I. A originalidade e o aspecto inovador do poema são
expressos especialmente por meio do tom de prosa narrativa
e pela síntese de linguagem que faz lembrar o texto
jornalístico.
II. O título do poema denuncia a intenção de se registrar de
modo sucinto, objetivo e impessoal uma notícia.
III. Adotando o princípio modernista de que a arte deve aterse ao cotidiano simples, banal, o poema focaliza um episódio
corriqueiro relativo a uma única pessoa.
Pode-se afirmar que:
(A) todas as afirmações são corretas.
(B) somente a afirmação I é correta.
(C) somente as afirmações I e II são corretas.
(D) somente as afirmações I e III são corretas.
E) somente as afirmações II e III são corretas.
14. (POLI)
A respeito do poema e da proposta poética que o autor
assume em Libertinagem não podemos afirmar:
(A) O poema assume apenas a proposta de libertação da
forma poética, em versos livres e brancos.
(B) A partir do título notamos uma proposta de redimensionar
o assunto da poesia, uma vez que o cotidiano pode assumir
uma dimensão poética, na medida em que é reinventado em
linguagem e ritmo.
(C) O segundo verso do poema, iniciado pela construção uma
noite, sugere que o que João Gostoso viveu naquela noite,
Bebeu/ Cantou/ Dançou, foi uma exceção em sua rotina.
(D) Podemos entender que o tamanho do primeiro e do
último versos do poema exprimem um grande número de
dificuldades vividas pelo personagem e contrastam com os
versos curtos Bebeu/ Cantou/ Dançou que apontam os
momentos de alívio como raros na vida dele.
E) A omissão do número do barracão em que João Gostoso
morava, confere a ele um caráter de personagem tipo, isto é,
representa várias pessoas que vivem em mesma situação.
14. (POLI)
A respeito do poema e da proposta poética que o autor
assume em Libertinagem não podemos afirmar:
(A) O poema assume apenas a proposta de libertação da
forma poética, em versos livres e brancos.
(B) A partir do título notamos uma proposta de redimensionar
o assunto da poesia, uma vez que o cotidiano pode assumir
uma dimensão poética, na medida em que é reinventado em
linguagem e ritmo.
(C) O segundo verso do poema, iniciado pela construção uma
noite, sugere que o que João Gostoso viveu naquela noite,
Bebeu/ Cantou/ Dançou, foi uma exceção em sua rotina.
(D) Podemos entender que o tamanho do primeiro e do
último versos do poema exprimem um grande número de
dificuldades vividas pelo personagem e contrastam com os
versos curtos Bebeu/ Cantou/ Dançou que apontam os
momentos de alívio como raros na vida dele.
E) A omissão do número do barracão em que João Gostoso
morava, confere a ele um caráter de personagem tipo, isto é,
representa várias pessoas que vivem em mesma situação.
19. (POLI)
Assinale a alternativa que apresenta um enunciado
verdadeiro:
(A) o poema narra um episódio da história de
alguém, e, portanto, pertencem ao gênero épico.
(B) o poema pertence ao gênero lírico, e apresenta
versos livres.
(C) o poema narra um episódio da história de
alguém, sendo que o poema está escrito em prosa.
(D) o poema dramatiza a vida de João Gostoso, e,
portanto, pertencem ao gênero dramático.
(E) o poema está escritos em verso, cujas métricas
são livres
19. (POLI)
Assinale a alternativa que apresenta um enunciado
verdadeiro:
(A) o poema narra um episódio da história de
alguém, e, portanto, pertencem ao gênero épico.
(B) o poema pertence ao gênero lírico, e apresenta
versos livres.
(C) o poema narra um episódio da história de
alguém, sendo que o poema está escrito em prosa.
(D) o poema dramatiza a vida de João Gostoso, e,
portanto, pertencem ao gênero dramático.
(E) o poema está escritos em verso, cujas métricas
são livres
25. (UFL(A) Do ponto de vista das vanguardas
européias, o “Poema tirado de uma Notícia de
Jornal” pode ser classificado como
(A) surrealista; os versos do poeta se reencontram
com algumas propostas do Romantismo,
especialmente a valorização do mistério.
(B) expressionista; além da representação dos
horrores da guerra, o poeta registra a expressão do
mundo.
(C) cubista; o poeta expressa a poesia sob uma nova
dimensão, procurando fazer desenhos com as
palavras.
(D) futurista; o poeta quer cantar o amor ao perigo,
destruir a sintaxe, dispondo os substantivos ao acaso,
como nascem.
(E) dadaísta; o poeta faz um reaproveitamento de
uma notícia já existente.
25. (UFL(A) Do ponto de vista das vanguardas
européias, o “Poema tirado de uma Notícia de
Jornal” pode ser classificado como
(A) surrealista; os versos do poeta se reencontram
com algumas propostas do Romantismo,
especialmente a valorização do mistério.
(B) expressionista; além da representação dos
horrores da guerra, o poeta registra a expressão do
mundo.
(C) cubista; o poeta expressa a poesia sob uma nova
dimensão, procurando fazer desenhos com as
palavras.
(D) futurista; o poeta quer cantar o amor ao perigo,
destruir a sintaxe, dispondo os substantivos ao acaso,
como nascem.
(E) dadaísta; o poeta faz um reaproveitamento de
uma notícia já existente.
A Literatura como fruição estética
Em literatura, as questões de fato ou verdade
subordinam-se ao objeto literário precípuo de produzir
uma estrutura de palavras em razão dela própria.
Considerar a relação dialética entre estrutura e tema:
leitura centrífuga e centrípeta.
A razão para produzir a estrutura literária é
aparentemente a de que o sentido interior, o modelo
verbal completo em si mesmo, é o campo das reações
ligadas com o prazer, a beleza e a atração.
Lembrança rural
“ Chão verde e mole. Cheiros de relva. Babas de
[lodo.
A encosta borrenta aceita o frio, toda nua.
Carros de bois, falas ao vento, braços, foices.
Os passarinhos bebem do céu pingos de
[chuvas.”
Cecília Meireles.
Lembrança rural
“ Chão verde e mole. Cheiros de relva. Babas de
[lodo.
A encosta borrenta aceita o frio, toda nua.
Carros de bois, falas ao vento, braços, foices.
Os passarinhos bebem do céu pingos de
[chuvas.”
Cecília Meireles.
Quadrilha
João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que
amava Lili que não amava ninguém.
João foi para os Estados Unidos, Teresa para
o convento, Raimundo morreu de desastre,
Maria ficou para tia, Joaquim suicidou-se e Lili
casou com J. Pinto Fernandes que não tinha
entrado na história.
C. Drummond de Andrade
Quadrilha
João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que
amava Lili que não amava ninguém.
João foi para os Estados Unidos, Teresa para
o convento, Raimundo morreu de desastre,
Maria ficou para tia, Joaquim suicidou-se e Lili
casou com J. Pinto Fernandes que não tinha
entrado na história.
C. Drummond de Andrade
l(a
so
le
af
fa
(l
f
o
ll
l)l
s)
one
l
(ha
e
al)
Iness
itude
e.e. cummings
trad. Augusto de Campos
“Pó descanse em pó
Ou cheguem ventos que ergam
Acima da sorte o solitário.”
“Pó repouse em pó
Ou cheguem ventos que ergam
Acima da sorte o solitário.”
“Pó repouse em pó
Ou venham ventos que ergam
Acima da sorte o solitário.”
“Pó repouse em pó
Ou venham ventos que elevem
Acima da sorte o solitário.”
“Pó repouse em pó
Ou venham ventos que elevem
sobre a sorte o solitário.”
“Pó repouse em pó
Ou venham ventos que elevem
sobre da sorte o só.”
“Pó repouse em pó
Ou venham ventos que elevem
Sobre a sorte o só.”
Pedro Xisto
“Pó repouse em pó
Ou venham ventos que elevem
Sobre a sorte o só.”
Pedro Xisto
uma ave a descer
além – leve e lenta – além
(suave esquecer).
Pedro Xisto
Encerramento: exibição do curta-metragem
Download

A Literatura e sua composição