TÍTULO: EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA: CONTRIBUIÇÕES TEÓRICAS AUTORES: Adelaide Pereira da Silva, Rovilson José Bueno ( [email protected] ) ( Universidade Federal de Campina Grande, Centro de Formação de Professores ) ÁREA TEMÁTICA: educação OBJETIVO — Desde meados da década de 1990, dedicamo-nos a projetos em Educação com a Comissão Pastoral da Terra no Sertão da Paraíba ( CPT/SERTÃO ), trabalhadores e trabalhadoras rurais, educadores e educadoras dos Assentamentos Rurais da Reforma Agrária no Sertão da Paraíba. Dentre nossas preocupações essenciais está a produção de uma sistematização dessas experiências fundamentada numa abordagem teórica que permita uma compreensão mais aprofundada dos fenômenos sociais envolvidos. Não são abundantes as contribuições teóricas que permitem produzir tal compreensão pois as formas de organização e da produção dos “pequenos” agricultores e agricultoras da Reforma Agrária no Sertão da Paraíba parece-nos não poderem ser vistas, satisfatoriamente, à luz dos estudos sobre a denominada pequena produção muito embora a produção aconteça como agricultura familiar. Assim, a sistematização dessas experiências, na perspectiva de HOLLIDAY, exigiu uma abordagem teórica que buscasse contribuições de vários pensadores. O objetivo deste estudo é, baseando-se nos vários projetos de Extensão Universitária dos quais participamos nestes últimos sete anos, traçar um perfil teórico da fundamentação de nosso trabalho. METODOLOGIA E DESENVOLVIMENTO — Exigiu-se, desde o Fórum De Debates “Ver de certo p’ra contar de certo”: Educação e Sociedade, com início em 1996. uma perspectiva de Extensão Universitária que contemplasse prioritariamente os interesses dos trabalhadores e das trabalhadoras rurais e que, portanto, iniciasse sob a concepção de educação para a mudança. A Reforma Agrária dos trabalhadores e das trabalhadoras rurais é produzida na perspectiva de uma nova sociedade menos excludente, mais solidária. Nesse aspecto, o trabalho desses anos, amplamente discutido com a CPT/SERTÃO, com os trabalhadores e trabalhadoras rurais e com a comunidade acadêmica através da freqüente presença de nossos relatórios em reuniões científicas, adota a abordagem da Pedagogia de Paulo Freire, assumindo a necessidade da produção de um pensamento complexo como abordado por Edgar Morin. A participação dos trabalhadores e trabalhadoras rurais no mundo e com o mundo na sociedade contemporânea é concebida como transformadora; também é anúncio ( momento da utopia, como caracterizada por Paulo Freire ) das possibilidades que um mundo globalizado tem aberto para a superação das perversões construídas pela sociedade capitalista ao longo de sua história particularmente no momento atual. Essa utopia está ancorada na perspectiva da globalização posta por Milton Santos, “uma globalização mais humana” cujas bases — a unicidade da técnica, a convergência dos momentos e o conhecimento do Planeta entre outras — sejam “postas a serviço de outros fundamentos sociais e políticos”, pois, no momento atual, essas são bases do grande capital.1 Dessa forma, a Extensão Universitária é concebida como forma de produção do conhecimento tributária de um amplo e profundo diálogo de saberes. Não é considerada como estrada com mão dupla mas como estrada, se desejamos manter a analogia, onde caminhamos juntos, a Universidade e os trabalhadores e as trabalhadoras rurais, refletindo 1 SANTOS, Milton. Por uma outra globalização, p.20-21. o seu cotidiano, ampliando e aprofundando a compreensão de mundo, de sociedade, de homem — das relações homem/homem/natureza — na perspectiva de, compreendendo melhor essas relações, se possa contribuir para a construção de outras sociabilidades. Com Freire, Milton Santos, Marx e Gramsci consideramos a Universidade uma instituição da sociedade capitalista que mantém uma relação conflituosa, portanto, com a comunidade rural da Reforma Agrária no Sertão da Paraíba. Em todos os momentos do desenvolvimento dos trabalhos essa questão é discutida com os trabalhadores e com as trabalhadoras rurais. Por relação conflituosa queremos explicitar que, de forma geral, assumindo, em todos os nossos trabalhos em Extensão Universitária, uma perspectiva de parceria e não só de aliança, ampliamos cada vez mais a discussão sobre a questão de a Universidade ser uma instituição da sociedade capitalista e portanto estar, prioritariamente, voltada aos interesses das elites dominantes e por vezes em detrimento daqueles das classes subalternas. O caso da administração dos recursos do Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária ( PRONERA ) pela Universidade, nos anos 2000/01, evidenciou para os trabalhadores e trabalhadoras do Alto Sertão da Paraíba alguns aspectos dessa questão. Parece-nos imprescindível construirmos um olhar crítico sobre a função social da Universidade na contemporaneidade. Há que responder à questão sobre até que ponto a Universidade, essa instituição milenar produtora de conhecimentos, tem contribuído com os interesses dos trabalhadores e trabalhadoras da Terra.Se até aqui não conseguimos ainda, no âmbito acadêmico, construir uma abordagem teórica concisa para a Extensão nos moldes da Pesquisa e do Ensino, está muito longe na nossa história, os momentos desse desenvolvimento em que não contávamos com características que identificassem essa atividade. Uma delas é a produção do conhecimento, como já apontamos, como resultado de uma diversidade de saberes que inclui não só a comunidade científica mas as comunidades não-acadêmicas exigindo-se um enorme esforço para se construir esse diálogo. Não há como conciliar os interesses acadêmicos do pessoal da Universidade e das comunidades sem uma experiência significativa de solidariedade. Não a solidariedade vertical requerida pela empresa hegemônica no mundo das relações mercadológicas, mas a solidariedade horizontal de que nos fala Milton Santos cujo chão são as relações pessoais que criam cumplicidade entre os que estão reinventando a sociedade. Essa solidariedade horizontal, não sendo um valor da sociedade capitalista, não está expressa na práxis da instituição universitária. Trata-se de um valor humano resultado de uma elaborada síntese de convivência no domínio da condição humana. Nossos trabalhos e de muitos outros colegas e companheiros têm construído essa experiência solidária como resultado de opções pessoais ou coletivas de pequenos grupos, por aqueles que assumem a postura de intelectual orgânico tal como o concebe Gramsci. O desafio de produzir conhecimentos numa relação solidária que não divinize ou demonize saberes2 não só se põe como exigência da Extensão Universitária como também é sua principal contribuição ao desenvolvimento do conhecimento humano que se dá na Universidade. Enfatizamos contribuição pois a Extensão Universitária deve estar relacionada com a Pesquisa e o Ensino tornando significativa as diversas epistemologias dos saberes. Com os trabalhadores e trabalhadoras rurais, o trabalho de Extensão Universitária não pode prescindir de um resgate do conhecimento produzido sobre as lutas pela terra-de-trabalho e pela permanência nela. Nesse aspecto as contribuições do sociólogo José de Souza 2 Aqui demônio não deixa de estar ligado também ao conhecimento. Veja MORIN, Edgar. Meus demônios. Rio de Janeiro: Bertrand, 1997. Martins têm estado sempre presentes. Seus estudos sobre os camponeses, a Reforma Agrária, a vida cotidiana dos trabalhadores e trabalhadoras rurais contribuem , de forma crítica, para que todos problematizem suas experiências na luta e com a luta pela terra-detrabalho. Pois a militância nessa luta, por si só, não produz conhecimentos aprofundados sobre ela. Assim, a Extensão Universitária também caracteriza-se pela contribuição que proporciona à sistematização das experiências que são produzidas nas práticas sociais tanto dos trabalhadores e das trabalhadoras rurais como do pessoal da Universidade. Todos desejam compreender o mundo, ampliar as diversas leituras que fazem dele, condição necessária para expandir as conquistas, para se fazerem cidadãos, para se reinventar a sociedade. Não nos parece possível contribuir para a compreensão do mundo e para produzir nossa existência com ele e nele sem que a perspectiva adotada seja dialética. Aliás, trata-se de assumir a relação do pessoal da Universidade e trabalhadores e trabalhadoras rurais como um desenvolvimento dialético e dialógico dos diferentes saberes. Essa abordagem teórica que suporta a sistematização de nossos trabalhos em Extensão Universitária possibilitou-nos reconsiderar os resultados normalmente obtidos às custas deles. Não há fracassos em Extensão Universitária; todas as experiências neste âmbito, mesmo aquelas que muitas vezes são julgadas pouco expressivas constituem ricos momentos de aprendizagem no caminho de uma práxis em produção. Há que se pensar no significado que se deve atribuir à eficiência da Extensão Universitária; uma intervenção cuja eficiência mantém forte relação com, segundo nosso olhar, o contemplar das demandas dos sujeitos ( população envolvida ). Do contrário, pode-se constituir num exercício que inegavelmente traz ganhos ao trabalho acadêmico porém pode não se revelar significativo na vida dos interlocutores por não se relacionar com seus interesses imediatos e ou legítimos. Considere o caso em que, num de nossos projetos, menos de dez por cento dos trabalhadores e trabalhadoras inscritos e inscritas em dez turmas de alfabetização de jovens e adultos consegue permanecer nos locais de aula e escrever seus nomes. Em termos quantitativos esse resultado pode ser considerado um fracasso, mas o que não pode ser medido e não pudemos prever foi o interesse e o debate pela questão da educação de jovens e adultos e das crianças que esse trabalho produziu. A sistematização de experiências ensinou-nos que a questão educação escolar seja dos jovens e adultos seja das crianças, não ocupa, ainda, centralidade na agenda dessa população. Mesmo assim, a experiência produziu positividades pois o momento propiciou a discussão das questões que, naqueles momentos, eram-lhes mais significativas, sobre o não adiamento da escolarização das crianças de 7 a 14 anos, a necessidade do domínio da leitura e da escrita da palavra no atual momento histórico como instrumentos facilitadores do acesso a diferentes espaços de participação cidadã, além de tantas outras questões que se tornaram objetos de reflexão. Portanto, como já afirmamos, não há fracassos em Extensão Universitária, porém é fundamental saber reconduzir os objetivos quando se percebe descompasso ou desencontros entre o que a Universidade aspira e os interesses do grupo, seu interlocutor. Constatar esse resultado, ou melhor dizendo, viver esse momento do desenvolvimento da vida das comunidades da Reforma Agrária, também só se tornou possível com a assunção do compromisso de estarmos sempre juntos com os trabalhadores e trabalhadoras contribuindo para que todos possam compreender, cada vez mais aprofundadamente, a realidade que construímos. Essa nos parece outra característica que uma abordagem teórica da Extensão Universitária deve buscar contemplar: o trabalho deve ser permanente, ininterrupto, atento às necessidades das comunidades ( não aquelas “descobertas” pela Universidade ), como ocorre com a Pesquisa e o Ensino. Aqui vale ressaltar que os interesses das comunidades devem prevalecer sobre aqueles do pessoal da Universidade. Nossa experiência evidencia que discussões com as comunidades desde a elaboração dos projetos torna-se condição necessária para assegurar que a construção dos conhecimentos, a produção de uma práxis comum nessa construção, atenda aos interesses legítimos das comunidades. RESULTADOS. — Os nossos trabalhos em Extensão Universitária, discutidos com a Comissão Pastoral da Terra /SERTÃO-PB, com os camponeses e camponesas e com a comunidade acadêmica, através de comunicações em reuniões científicas, adota a Pedagogia de Paulo FREIRE, contemplando a necessidade de um pensamento complexo como sugerido por Edgar MORIN. A participação dos camponeses e camponesas no mundo e com o mundo é transformadora e anúncio das possibilidades que um mundo globalizado abre à superação das perversidades da sociedade capitalista, na perspectiva de Milton SANTOS. Se por um lado não conseguimos ainda construir uma abordagem teórica para a Extensão Universitária nos moldes da Pesquisa e do Ensino, por outro, vão longe os momentos em que não contávamos com características que identificassem essa atividade. A Extensão Universitária é uma forma de produção do conhecimento tributária de um amplo e profundo diálogo de saberes. Com Paulo FREIRE, Milton SANTOS, Karl MARX e Antônio GRAMSCI consideramos a Universidade uma instituição da sociedade capitalista que mantém uma relação conflituosa com a comunidade da Reforma Agrária no Sertão da Paraíba que num movimento dialético produz contribuições para a construção do conhecimento. Nossos trabalhos não podem prescindir do conhecimento produzido sobre as lutas pela terra-de-trabalho e pela permanência nela donde as contribuições do sociólogo José de Souza MARTINS sempre presentes. Essa abordagem teórica possibilitanos reconsiderar os resultados normalmente obtidos em Extensão Universitária. Não há fracassos. Os projetos acontecem num desenvolvimento histórico e segundo uma interação em que todos aprendem. No entanto, consideramos que há várias dimensões na concepção de Extensão Universitária. Para algumas delas, os conflitos anunciados podem ser atenuados. As relações que acontecerem com os donos dos meios de produção ou com os defensores de seus interesses, provavelmente apresentem tensões menos significativas ( ou de outras ordens ) do que aquelas que experienciamos. Uma teoria da Extensão Universitária também terá que contemplar essas dimensões e seus significados na concepção adotada. Não é pequeno o número de trabalhos de pesquisa que contribuem para a melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores e das trabalhadoras rurais da Reforma Agrária no Brasil. Isso só se tornou possível também porque os pesquisadores envolvidos produziram condições favoráveis à construção de diálogos que estão permeados pelos interesses dos trabalhadores e das trabalhadoras e os seus próprios interesses através de seus projetos de pesquisa. É também nesse sentido que apontamos a teoria dos movimentos sociais como portadora de significativas contribuições no sentido de definição de categorias para uma possível abordagem teórica da Extensão Universitária. Os trabalhos, por exemplo, de Maria da Glória Gohn produzem uma problematização considerável quando se considera a Extensão Universitária comprometida com a produção do conhecimento e possibilidades de intervenção cidadã dos parceiros na reinvenção da sociedade. Consideramos que há várias dimensões na concepção de Extensão Universitária e que, para algumas delas, os conflitos que anunciamos poderão ser muito atenuados. As relações que acontecerem com, por exemplo, os donos dos meios de produção ou os defensores de seus interesses, não muito raramente os governos, provavelmente apresentarão tensões muito menos significativas ( ou de outras ordens ) do aquelas que experienciamos no Sertão da Paraíba com nossos Projetos. Estamos convencidos de que uma teoria da Extensão Universitária também terá que contemplar essas dimensões e seus significados na concepção adotada. BIBLIOGRAFIA AQUINO, Rubim Santos Leão de et al. Sociedade brasileira: uma história através dos movimentos sociais. 2. ed. Rio de Janeiro: Record, 2000. ASSIS, Taciana Santos, SILVA, Adelaide Pereira da, BUENO, Rovilson José. “Ver de perto prá contar de certo” ENCONTRO DE EXTENSÃO ( 5: 1999: João Pessoa ). Caderno de Resumos do V Encontro de Extensão Universitária. João Pessoa: UFPB, 1999. BARROS, Antônio Amaro de, NÓBREGA, Eros Vesálio Marinho da, BUENO, Rovilson José, SILVA, Adelaide Pereira da. 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