Sondagem Industrial - Abril/Maio/Junho/2007 A Sondagem Industrial tem como finalidade identificar a percepção dos empresários sobre o presente e as expectativas sobre o futuro. Os dados apresentados significam um parâmetro capaz de mensurar o provável desempenho futuro da indústria alagoana à vista da expectativa dos empresários sobre as diretrizes e estratégias a serem seguidas na condução de seus negócios. São avaliados os indicadores Nível de Atividade, Estoques e Lucratividade do trimestre anterior, as expectativas para os próximos seis meses e os principais problemas enfrentados pelas empresas. A Pesquisa realizada no segundo trimestre de 2007 revela aspectos importantes relacionados à situação do Nível de Atividade, Estoques e Lucratividade das empresas do Estado de Alagoas. A Sondagem Industrial do segundo trimestre de 2007 reforça os sinais de recuo da atividade econômica, já percebidos nas expectativas no primeiro trimestre da economia alagoana e reflexos da diminuição da produção sucroalcooleira e de componentes sazonais. De acordo com a pesquisa, os indicadores de nível de atividade, em especial, volume de produção, capacidade instalada e emprego recuaram de forma significativa. A redução do nível de atividade foi mais intensa entre as médias e grandes empresas do que entre seus pares, as pequenas. O nível de atividade do Estado nos indicadores de Volume de Produção alcançou o limite desfavorável abaixo dos 50 pontos nas médias e grandes empresas e nas pequenas empresas, revelando o impacto negativo que a valorização do câmbio e o recuo das vendas apresentam nos segmentos relacionados aos Produtos Alimentares, Bebidas e Química. Em relação ao indicador Aumento de Faturamento, a pesquisa revela o alcance superior a 50 pontos nas médias e grandes empresas e inferior nas pequenas empresas. Pode-se considerar que existe a influência da indústria Sucroalcooleira na categoria média e grande, devido a sua magnitude na composição da taxa. Essa indústria começou a faturar no quarto trimestre de 2006 e reduziu a variável no primeiro e segundo trimestre de 2007. Embora o setor tenha acomodado a produção, as movimentações de vendas e transferências continuaram no segundo trimestre. Outro indicador interessante diz respeito a Evolução do Número de Empregados com alcance inferior a 50 pontos. Pode-se considerar na avaliação dos empresários como a variável mais desgastada, reflexo da avaliação do primeiro trimestre, que oscilou abaixo de 25 pontos. Sabe-se que existe a influência dos setores Sucroalcooleiro e de Alimentos e Bebidas, que pela sua magnitude na composição da taxa, realizaram desligamentos no trimestre. É provável que esse resultado esteja relacionado em parte ao processo de entressafra, que torna as empresas do setor sucroalcooleiro menos competitivo no cenário local e também no tipo de estrutura de mercado em que elas atuam. No entanto, reflexo semelhante foi encontrado nas micro e pequenas devido aos desligamentos ocorridos no primeiro trimestre, que culminou para que a variável se situasse abaixo de 50 pontos. Os dados de utilização da Capacidade Instalada sinalizam que embora a indústria alagoana possua setores operando acima de 50% da capacidade, a variável média não ultrapassa os 50 pontos tanto para pequena quanto para a média e grande. Essa variável deve ser considerada um desdobramento inicial dos resultados dos setores sazonais do trimestre. É provável que a ociosidade resulte em prejuízos que se materializam nos resultados financeiros, visto que a redução de 1,56 pontos da indústria em geral em relação ao trimestre passado implica na perda do dinamismo do setor Sucroalcooleiro e as suas correlações com as indústrias dependentes deste setor. Sondagem Industrial - Abril/Maio/Junho/2007 Quanto à avaliação dos Estoques, as expectativas dos empresários sinalizaram que os estoques finais na média e grande empresa apresentam índices superiores aos 50 pontos e maiores que o planejado. Não se pode negar que naturalmente, o segundo trimestre para o setor sucroalcooleiro refletiu uma composição maior para os estoques de produto final, indicando que as expectativas em relação ao faturamento não foram superadas, além do fato do setor ter se movimentado via transferências. A pesquisa ainda revelou indicadores de Lucratividade, que se mostraram inferiores aos 50 pontos nas três variáveis. No entanto, a variável se comportou de forma menos intensa para a média e grande empresa, deixando evidente a insatisfação da indústria em relação a lucratividade. Semelhante ao primeiro trimestre, no segundo trimestre de 2007, a indústria alagoana sinalizou e ressaltou que as margens de lucro, taxa de câmbio e a carga tributária elevada reduzem a competitividade das empresas. Por outro lado, foram indicados problemas estruturais da economia brasileira como responsáveis pela dificuldade de concorrência. Os indicadores da Sondagem Industrial do segundo trimestre de 2007 apresentam reduzido dinamismo da atividade econômica, percebido pelos empresários locais. A par disso, a atividade industrial neste trimestre revelou que a produção industrial atingiu 45,33 pontos, sendo menor que o primeiro trimestre de 2007 com 48,94 pontos e muito inferior ao último trimestre de 2006 com 60 pontos. Alguns fatores sazonais marcaram essa retração do desempenho no ritmo de crescimento da produção, reflexos da crescente demanda do final de ano e do recuo de setores com representatividade. Esses resultados foram estabelecidos pelas respostas dos empresários das grandes e médias empresas que pontuaram “queda” e “queda acentuada” na variável frente ao trimestre anterior, sendo exceção a indústria Química. Mesmo considerando que alguns setores como Indústria Gráfica, Têxtil, Minerais não-Metálicos, Vestuários e Calçados e Material de Transportes aferiram a variável de forma positivam, o resultado da composição da pequena não impactou na composição da taxa. As reduções no faturamento da indústria alagoana foram compartilhadas por todos os portes, mas intensas entre as empresas de médio e grande porte. Esse indicador no trimestre apresentou 48,96 pontos, abaixo ao destacado no trimestre anterior que foi de 50,56 pontos e muito inferior aos 66,35 pontos do último trimestre de 2006, consolidando, assim, uma evolução negativa. De forma geral, os dois indicadores refletem uma acomodação da atividade industrial a partir do segundo trimestre de 2007. Os indicadores de evolução de número de empregados e capacidade instalada não ultrapassaram a linha divisória dos 50 pontos: 48,05 e 46,69 pontos, respectivamente. No entanto, percebe-se um ligeiro avanço após o recuo do emprego industrial no primeiro trimestre por todos os portes, em especial, pelos desdobramentos da entressafra da indústria sucroalcooleira. Vale salientar que o aumento das admissões reflete em parte o aquecimento da demanda em setores responsáveis pela manutenção do setor sucroalcooleiro e pelas expectativas favoráveis de outros gêneros dói ritmo de crescimento industrial. Assim, o nível de emprego do parque industrial alagoano avançou após uma intensiva retração em relação ao quarto trimestre de 2006, conforme indicadores anteriores de 60,54 pontos. Sondagem Industrial - Abril/Maio/Junho/2007 De forma geral, a redução da capacidade instalada da atividade industrial no segundo trimestre de 2007 foi mais intensa em empresas de médio e grande porte. Entre as pequenas empresas, o cenário também foi negativo: produção e capacidade instalada, o que é uma péssima notícia, devido ao impacto de recuperação industrial que essas estruturas poderiam ter frente aos aspectos sazonais da indústria alagoana e uma menor ociosidade de seus recursos. Evolução da váriavel no Trimestre anterior Nivel de Atividade Volume de Produção Aumento de Faturamento Evolução do número de empregados Utilização da capacidade instalada Porte Pequena Med/Grande total Pequena Med/Grande total Pequena Med/Grande total Pequena Med/Grande total TI/07 48,58 51,25 48,94 47,73 63,75 50,56 25,57 23,75 25,16 47,73 51,25 48,25 TII/07 45,31 45,83 45,33 46,88 55,00 48,96 48,75 46,67 48,05 46,88 46,67 46,69 Fonte: Unidade de Pesquisa Industrial/ FIEA Obs.: O Indicador varia no intervalo de 0 a 100. Valores acima de 50 pontos indicam evolução positiva. Gráfico I - Evolução Nível Atividade no II Trimestre de 2007 70,00 60,00 Evolução Positiva 50,00 Evolução Negativa 40,00 TI/07 TII/07 30,00 20,00 10,00 0,00 Pequena Média/Grande Volume de Faturamento Pequena Média/Grande Aumento de Faturamento Pequena Média/Grande Evolução do número de empregados Pequena Média/Grande Utilização da capacidade instalada A Pesquisa também se preocupou em avaliar os Indicadores de Estoques da indústria alagoana. A redução do volume da produção veio acompanhada de estoques para as empresas, o que comparado a variável aumento no faturamento significa estoques indesejados. Além disso, os estoques dos produtos finais não se ajustaram ao nível planejado pelas empresas. Assim, em relação ao nível do estoque de produtos finais Planejado/Desejado, os indicadores revelaram valores acima dos 50 pontos para a média e grande empresa, indicando a evolução positiva ou estoques acima do planejado, situação que pode ser interpretada como não muito favorável dentro da dinâmica da economia atual, mas factível em decorrência do início da entressafra para o setor sucroalcooleiro quando o setor Sondagem Industrial - Abril/Maio/Junho/2007 interrompe a produção. Vale destacar que essa situação para os empresários das médias e grandes empresas reflete que os estoques foram maiores do que o esperado, ou seja, venderam menos que o previsto. Em contrapartida, os estoques de matérias-primas apresentaram-se maiores que o planejado para a média e grande empresa e variações grandes em relação ao trimestre anterior, oscilação já sendo relativamente esperada. Assim, na avaliação dos empresários alagoanos houve um alto nível de estoque de matérias-primas para as empresas e na relação que mede os níveis de estoques planejados/desejados. Quando analisamos os portes, a intensidade foi mais acentuada na pequena e média empresa, o que pode significar expectativas favoráveis para a produção no segundo semestre de 2007. Evolução da váriavel no Trimestre anterior Estoques Porte Pequena Produto Finais evolução do nível Med/Grande total Pequena Produtos finais planejado e Med/Grande desejado total Pequena Matéria-prima evolução do nível Med/Grande total Pequena Matéria-prima planejada e Med/Grande desejada total TI/07 25,86 35,00 27,50 49,71 56,25 50,80 24,71 28,75 25,40 25,00 32,50 26,34 TII/07 49,38 57,50 51,45 48,44 52,50 49,41 48,75 48,33 48,50 48,44 51,67 49,18 Obs.: O Indicador varia no intervalo de 0 a 100. Valores acima de 50 indicam evolução positiva ou estoques acima do planejado. Fonte: Unidade de Pesquisa Industrial/ FIEA Gráfico II - Evolução Estoques no II Trimestre de 2007 70,00 60,00 Evolução Positiva 50,00 Evolução Negativa 40,00 TI/07 TII/07 30,00 20,00 10,00 0,00 Pequena Média/Grande Produto Finais evolução do nível Pequena Média/Grande Produtos finais planejado e desejado Pequena Média/Grande Matéria-prima evolução do nível Pequena Média/Grande Matéria-prima planejada e desejada Estes resultados, além das influências sazonais de alguns setores, refletem sobre uma desaceleração do nível de atividade da economia no segundo trimestre do ano de 2007. Por sua vez, evidencia-se um aumento do nível de atividade a curto prazo através de reposição de mercadorias junto aos fornecedores para os setores que aumentaram o faturamento no segundo trimestre: Indústria Gráfica, Têxtil, Vestuários e Calçados, entre outros. Sondagem Industrial - Abril/Maio/Junho/2007 Neste trimestre o indicador de lucratividade apresentou desempenho inferior a 50 pontos para as pequenas empresas em todas as variáveis. Nesse segmento, podese verificar uma possível redução na capacidade de investimento das empresas em decorrência de dificuldades financeiras. Em especial esse impacto deverá ser mais sentido em regiões que são relativamente mais dependentes de pequenas e médias empresas. A insatisfação com a margem de lucro foi menor para a categoria média e grande empresa, reflexo do dinamismo do seu modelo de competição via produtos indiferenciados. Quando analisados a situação de liquidez e situação financeira da média e grande empresa, os empresários apontaram uma situação de recuo frente ao primeiro trimestre, mesmo considerando que os indicadores ultrapassaram o limite de 50 pontos: 52,50 e 50,00 inferiores ao primeiro trimestre com 67,50 e 61,25, respectivamente. Evolução da váriavel no Trimestre anterior Lucratividade Liquidez Relação Preço x Custo Situação Financeira Porte Pequena Med/Grande total Pequena Med/Grande total Pequena Med/Grande total TI/07 42,53 67,50 47,07 45,40 48,75 45,90 43,10 61,25 46,37 TII/07 42,19 52,50 44,88 46,52 46,67 46,43 42,19 50,00 44,20 Fonte: Unidade de Pesquisa Industrial/ FIEA Obs.: O Indicador varia no intervalo de 0 a 100. Valores acima de 50 pontos indicam evolução positiva. Gráfico III - Evolução Lucratividade no II Trimestre de 2007 70,00 60,00 Evolução Positiva 50,00 Evolução Negativa 40,00 TI/07 TII/07 30,00 20,00 10,00 0,00 Pequena Média/Grande Lucro Líquido Pequena Média/Grande Relação Preço x Custo Pequena Média/Grande Situação Financeira Sondagem Industrial - Abril/Maio/Junho/2007 As expectativas contempladas no segundo trimestre de 2007 para os próximos 06 meses mantêm-se em quase todos os indicadores para a pequena empresa, acima do limite de 50 pontos. Percebe-se, assim, que a atividade industrial do Estado de Alagoas do primeiro semestre de 2007 para essa categoria de porte traduziu em expectativas mais otimistas para os próximos seis meses. De forma semelhante, quando analisados os indicadores da média e da grande empresa, percebe-se evolução positiva para todas as variáveis do nível de atividade, evidenciados em decorrência do início da safra e do final do ano. Comparando o indicador do nível de atividade do segundo trimestre de 2007 ao primeiro de 2007, percebe-se um aumento nas variáveis: volume de produção, aumento do faturamento, evolução do número de empregados e capacidade instalada. O aumento do salário mínimo e das transferências federais, o programa de aceleração do crescimento pelo governo federal, os indicadores positivos do comércio varejista, bem como a alteração da metodologia do cálculo do PIB pelo IBGE pode ter refletido na mudança das expectativas pelos empresários alagoanos em relação ao trimestre anterior. Expectativa da variável quanto à sua evolução futura em seis meses Nivel de Atividade Porte Pequena Volume de Produção Média/Grande total Pequena Aumento de Faturamento Média/Grande total Pequena Evolução do número de Média/Grande empregados total Pequena Utilização da capacidade instalada Média/Grande total TI/07 61,93 38,75 57,48 62,50 58,75 61,64 57,39 20,00 50,33 58,05 30,00 52,66 TII/07 65,94 60,00 64,14 65,94 64,17 65,28 59,38 43,33 54,85 61,25 50,00 58,02 Fonte: Unidade de Pesquisa Industrial/ FIEA Obs. : O Indicador varia no intervalo de 0 a 100. Valores acima de 50 pontos indicam evolução positiva. Comenta-se ainda que os empresários da indústria alagoana mostraram-se mais otimistas no segundo trimestre de 2007 quando comparado ao primeiro trimestre de 2007 no indicador nível de estoque para os próximos seis meses. Evidencia-se que os empresários de pequenas e empresas descrevem níveis menores de estoque em detrimento aos empresários das médias e grandes empresas, reflexo da sazonalidade das empresas de grande porte e do final do ano, que influirá na composição geral do índice. Sondagem Industrial - Abril/Maio/Junho/2007 Expectativa da variável quanto à sua evolução futura em seis meses Estoques Porte Pequena Produto Finais evolução do nível Média/Grande total Micro/Peq Produtos finais planejado e Média/Grande desejado total Pequena Matéria-prima evolução do nível Média/Grande total Pequena Matéria-prima planejada e Média/Grande desejada total TI/07 56,61 35,00 52,43 57,76 33,75 53,13 59,77 26,25 53,36 60,17 25,00 53,39 TII/07 30,00 29,17 29,69 29,38 27,50 28,79 59,38 47,50 56,31 59,18 45,83 55,35 Fonte: Unidade de Pesquisa Industrial/ FIEA Obs.: O Indicador varia no intervalo de 0 a 100. Valores acima de 50 indicam evolução positiva ou estoques do planejado. Cabe ressaltar, ainda, que há uma expectativa mais estável quando o cenário analisado é a lucratividade. Embora compartilhada por ambos os porte de empresa, esse sentimento é mais intenso entre os empresários de médio e grande porte, que apontaram expectativas mais altas nessa variável. Vale destacar que esse possível crescimento deverá vir das vendas internacionais, uma vez que, para esse item, a expectativa é de um avanço considerável para os próximos seis meses do ano de 2007. Por fim, cabe ressaltar que as expectativas dos que atuam no parque industrial alagoano quanto à situação financeira e relação preçoxcusto nos próximos seis meses, são diferentes do primeiro trimestre de 2007, em especial, para as pequenas empresas, que sinalizaram recuo das variáveis. Esse recuo pode significar baixa produtividade e escala frente aos produtos importados, concorrentes dessas empresas. Expectativa da variável quanto à sua evolução futura em seis meses Lucratividade Lucro Líquido Relação Preço x Custo Situação Financeira Porte Pequena Média/Grande total Pequena Média/Grande total Pequena Média/Grande total TI/07 61,05 55,00 59,74 57,56 40,00 54,10 57,56 51,25 56,21 TII/07 61,71 65,00 62,44 55,38 50,00 53,75 37,66 30,83 32,98 Fonte: Unidade de Pesquisa Industrial/ FIEA Obs.: O Indicador varia no intervalo de 0 a 100. Valores acima de 50 pontos indicam evolução positiva. Dentre todos os principais problemas apresentados no segundo trimestre de 2007, a elevada carga tributária é a mais citada por 67,50% das pequenas empresas e por 83,33% das grandes empresas. Esse percentual foi menor do que observado no primeiro trimestre: 85,23% para pequenas e 100% para as médias e grandes empresas. Considerando a baixa inserção da indústria alagoana no mercado internacional, percebe-se que a taxa de câmbio não é apontado com um dos problemas mais relevantes na dinâmica das pequenas empresas, apenas para as grandes com 50% de respostas. Sondagem Industrial - Abril/Maio/Junho/2007 De forma semelhante ao segundo trimestre de 2007, a redução da margem de lucro alcançou o segundo lugar entre os problemas mais citados com 57,50 % de citações pelas pequenas empresas e 46,67% pelas médias grandes empresas. Para as empresas de pequeno porte esse indicador foi menor que o trimestre anterior que apresentou 69,23% das respostas. Para as empresas de grande porte, esse indicador foi menor que o trimestre anterior que alcançou 55% das respostas. Esse problema aumentou na composição do trimestre para ambos os portes, em especial para a pequena e média empresa. A intensificação de outros problemas, tais como, competição acirrada, taxa de juros e capital de giro são outros problemas relevantes compartilhados por ambos os portes de empresas. A seguir apresenta-se o gráfico geral. Gráfico 04 – Principais Problemas enfrentados no II trimestre de 2007 28,75% Distribuição dos produtos 20,00% 31,25% Capacidade produtiva 20,00% 21,25% Falta de matéria-prima Falta de trabalhador qualificado 13,33% 40,00% 0,00% 12,50% Taxa de cambio 50,00% Falta de financiamento a longo prazo 30,00% 23,33% 43,75% Alto custo da matéria-prima 20,00% (%) Pequena 30,00% Racionamento de energia (%) Média e Grande 16,67% 41,25% Falta de capital de giro 30,00% 30,00% Falta de demana 40,00% 42,50% 43,33% Taxas de Juros Competição acirrada de mercado 48,75% 33,33% 57,50% Redução da margem de lucro 46,67% 67,50% Carga Tributária 0,00% 83,33% 10,00% 20,00% 30,00% 40,00% 50,00% 60,00% 70,00% 80,00% 90,00% Fonte: Unidade de Pesquisa Industrial/ FIEA A Sondagem industrial é elaborada pela Unidade Pesquisa Industrial da FIEA. A construção da amostra teve como cadastro-base o Cadastro de Estabelecimentos Empregadores (CEE) do Ministério do Trabalho e do Emprego (MTE), ano-base 2005 e do Cadastro Industrial da FIEA (2006). A metodologia de geração das amostras é conhecida como Amostragem Probabilística. Os parâmetros de precisão e confiança foram especificados em precisão de 5% e nível de confiança de 95%. As informações solicitadas são de natureza qualitativa e resultam do levantamento direto com base em questionário próprio, cada pergunta permite cinco alternativas excludentes a respeito da evolução ou expectativa de evolução da variável em Sondagem Industrial - Abril/Maio/Junho/2007 questão. As alternativas estão associadas, da pior para a melhor, aos escores 0, 25, 50, 75 e 100. As perguntas relativas à sondagem propriamente dita (nível de atividade, estoques e lucratividade e situação financeira) têm como referência o trimestre anterior. As questões de expectativas referem-se aos próximos seis meses. O indicador de cada questão é obtido ponderando-se os escores pelas respectivas freqüências relativas das respostas. Os resultados gerais para cada uma das perguntas são obtidas mediante a ponderação dos indicadores dos grupos “Pequenas e Médias” e “Grandes” utilizando-se como peso a variável “Pessoal Ocupado em 31/12”, segundo a RAIS/MT de 2005, considerando-se as empresas com mais de 25 empregados.