DESTAQUE ESTATÍSTICO TRIMESTRAL Dezembro de 2015 Boletim n.º 3º e 4º Trimestres de 2014 1º e 2º Trimestres de 2015 22 Estatísticas trimestrais sobre processos de falência, insolvência e recuperação de empresas e sobre processos especiais de revitalização (2007-2015) O presente documento pretende retratar a evolução trimestral dos processos de falência, insolvência e recuperação de empresas e dos processos especiais de revitalização nos tribunais judiciais de 1.ª instância, entre os anos de 2007 e 2015. Movimento dos processos de falência, insolvência e recuperação de empresas nos tribunais judiciais de 1ª instância – Períodos homólogos de 1ª instância. Os valores invulgarmente elevados A da aplicação da Lei n.º 62/2013, de 26 de agosto observação da figura 1 permite comparar os terceiros trimestres dos anos de 2007 a 2014, verificando-se um aumento acentuado do número de processos de falência, insolvência e recuperação de empresas entrados e findos nos tribunais judiciais observados no terceiro trimestre de 2014 são consequência das transferências internas decorrentes (Lei da Organização do Sistema Judiciário). Em 2014, o número de processos pendentes no final do terceiro trimestre apresenta um aumento face ao valor registado no final do terceiro trimestre de 2013 (aumento de 20,5%). Face ao terceiro trimestre de Figura 1 - Processos de falência, insolvência e recuperação de empresas nos tribunais judiciais de 1ª instância, 1º, 2º, 3º e 4º trimestres 9000 8000 7000 6000 5000 4000 3000 2000 1000 0 T1 T2 T3 T4 T1 T2 T3 T4 T1 T2 T3 T4 T1 T2 T3 T4 T1 T2 T3 T4 T1 T2 T3 T4 T1 T2 T3 T4 T1 T2 T3 T4 T1 T2 2007 2008 Entrados 2009 2010 Findos 2011 2012 2013 2014 2015 Pendentes (no final do período) BOLETIM DE INFORMAÇÃO ESTATÍSTICA TRIMESTRAL 22. Estatísticas trimestrais sobre processos de falência, insolvência e recuperação de empresas e sobre processos especiais de revitalização (2007-2015) 1 2007, regista-se ainda um aumento de 113,8%. De No primeiro trimestre de 2015, e confirmando a forma similar, nos quartos trimestres dos anos de inversão de tendência verificada nos primeiros 2007 a 2014, verificou-se um aumento acentuado do trimestres de 2013 e 2014, o número total de número de processos de falência, insolvência e processos entrados diminuiu face ao registado no recuperação de empresas entrados nos tribunais trimestre homólogo anterior (decréscimo de 7,6%). judiciais de 1ª instância, com particular destaque Em 2015, o número de processos pendentes no para o aumento verificado no quarto trimestre de final do primeiro trimestre apresenta um aumento 2011 face aos períodos homólogos dos anos de cerca de 10,8% face ao que se registava no final anteriores. A comparação dos períodos homólogos, do primeiro trimestre de 2014 e um aumento de relativos ao quarto trimestre de 2007 e ao quarto 82,4% face ao primeiro trimestre de 2007. trimestre de 2014 revela um aumento de cerca de Finalmente, nos segundos trimestres dos anos de 378,4% no número de processos entrados. Este 2007 a 2015, verificou-se um aumento acentuado do aumento é acompanhado por um aumento também número de processos de falência, insolvência e acentuado do número de processos findos, cuja recuperação de empresas entrados nos tribunais variação em igual período foi de cerca de 400,0%. judiciais de 1ª instância, com particular destaque Em 2014, o número de processos pendentes no para o aumento verificado no segundo trimestre de final do quarto trimestre apresenta um aumento face 2012 face aos períodos homólogos dos anos ao valor registado no final do quarto trimestre de anteriores. A comparação dos períodos homólogos 2013 (aumento de 14,4%). Face ao terceiro trimestre relativos ao segundo trimestre de 2007 e ao segundo de 2007, regista-se ainda um aumento de 102,7%. trimestre de 2015 revela um aumento de cerca de Ainda de forma análoga, nos primeiros trimestres 345,5% no número de processos entrados. Este dos anos de 2007 a 2015, verificou-se um aumento aumento é acompanhado por um aumento similar acentuado do número de processos de falência, do número de processos findos, cuja variação em insolvência e recuperação de empresas entrados nos igual período foi de cerca de 380,8%. No segundo tribunais judiciais de 1ª instância, com particular trimestre de 2015, e confirmando a inversão de destaque para o aumento verificado no primeiro tendência verificada nos segundos trimestres de trimestre de 2012 face aos períodos homólogos dos 2013 e 2014, o número total de processos entrados anos anteriores. A comparação dos períodos diminuiu, face ao registado no trimestre homólogo homólogos relativos ao primeiro trimestre de 2007 e anterior (decréscimo de 7,5%). Em 2015, o número o primeiro trimestre de 2015 revela um aumento de de processos pendentes no final do segundo cerca de 371,5% no número de processos entrados. trimestre apresenta um aumento de cerca de 9,1% Este aumento é acompanhado por um aumento face ao que se registava no final do segundo similar do número de processos findos, cuja trimestre de 2014 e um aumento de 67,7% face ao variação em igual período foi de cerca de 393,9%. segundo trimestre de 2007. BOLETIM DE INFORMAÇÃO ESTATÍSTICA TRIMESTRAL 22. Estatísticas trimestrais sobre processos de falência, insolvência e recuperação de empresas e sobre processos especiais de revitalização (2007-2015) 2 Duração média dos processos de falência, insolvência e recuperação de empresas – Períodos homólogos R elativamente à duração média dos processos findos (figura 2) no terceiro trimestre de cada ano, considerando o tempo decorrido entre a sua entrada e a decisão, ou seja, a declaração de insolvência ou análoga, verificou-se uma tendência de decréscimo acentuado entre 2007 e 2014. A duração média destes processos que era de 7 meses no terceiro trimestre de 2007 apresentava, no terceiro trimestre de 2014, menos de metade desse valor (3 meses). De forma similar, no quarto trimestre de cada ano, a duração média dos processos findos registou uma tendência de decréscimo acentuado, entre 2007 e 2014. A duração média destes processos que era de 9 meses no quarto trimestre de 2007 apresentava, no quarto trimestre de 2014, menos de um quarto desse valor (2 meses). Ainda de forma análoga, no primeiro trimestre de cada ano, a duração média dos processos findos registou uma tendência de decréscimo acentuado, entre 2007 e 2015. A duração média destes processos que era de 10 meses no primeiro trimestre de 2007 apresentava, no primeiro trimestre de 2015, menos de um terço desse valor (3 meses). Finalmente, no segundo trimestre de cada ano, a duração média dos processos findos registou uma tendência de decréscimo acentuado, entre 2007 e 2015. A duração média destes processos que era de 9 meses no segundo trimestre de 2007 apresentava, no segundo trimestre de 2015, um terço desse valor (3 meses). Estes decréscimos acompanham os efeitos das alterações processuais introduzidas pelo Decreto-Lei n.º 53/2004, de 18 de março, que aprovou o Código da Insolvência e da Recuperação de Empresas. Face ao terceiro trimestre de 2013, a duração média dos processos findos no terceiro trimestre de 2014 aumentou 1 mês (passando de 2 meses para 3 meses). Face ao quarto trimestre de 2013, a duração média dos processos findos no quarto trimestre de 2014 manteve-se constante (2 meses). Face ao primeiro trimestre de 2014, a Figura 2 - Duração média dos processos (em meses) de falência, insolvência e recuperação de empresas findos nos tribunais judicias de 1ª instância, 1º, 2º, 3º e 4º trimestres 55 50 45 40 35 30 25 20 15 10 5 0 T1 T2 T3 T4 T1 T2 T3 T4 T1 T2 T3 T4 T1 T2 T3 T4 T1 T2 T3 T4 T1 T2 T3 T4 T1 T2 T3 T4 T1 T2 T3 T4 T1 T2 2007 2008 2009 2010 Duração média dos processos com decisão final 2011 2012 2013 2014 2015 Duração média dos processos com visto em correição BOLETIM DE INFORMAÇÃO ESTATÍSTICA TRIMESTRAL 22. Estatísticas trimestrais sobre processos de falência, insolvência e recuperação de empresas e sobre processos especiais de revitalização (2007-2015) 3 duração média dos processos findos no primeiro trimestre de 2013, a duração média no quarto trimestre de 2015 manteve-se constante (3 meses). trimestre de 2014 manteve-se constante (27 meses). Face ao segundo trimestre de 2014, a duração média Ainda de forma análoga, entre o primeiro trimestre dos processos findos no segundo trimestre de 2015 de 2007 e o primeiro trimestre de 2015 a duração manteve-se também constante (3 meses). média destes processos caiu 8 meses, passando de Considerando todas as fases posteriores do 41 para 33. Face ao primeiro trimestre de 2014, a processo, ou seja, até ao visto em correição1 duração média no primeiro trimestre de 2015 (figura 2), a duração média dos processos de aumentou 7 meses, passando de 26 para 33. falência, insolvência e recuperação de empresas Finalmente, entre o segundo trimestre de 2007 e o apresentou também uma tendência de decréscimo segundo trimestre de 2015 a duração média destes acentuado entre 2007 e 2014, apesar de esse processos caiu 9 meses, passando de 42 para 33. decréscimo apenas se ter tornado mais visível a Face ao segundo trimestre de 2014, a duração média partir de 2011. Entre o terceiro trimestre de 2007 e no segundo trimestre de 2015 aumentou 5 meses, o terceiro trimestre de 2014 a duração média destes passando de 28 para 33. processos caiu 6 meses, passando de 41 para 35. no terceiro trimestre de 2014 aumentou 11 meses, Caracterização dos processos de falência, insolvência e recuperação de empresas findos – Períodos homólogos passando de 24 para 35. De forma similar, entre o endo em conta o escalão de valor (figura 3) Face ao terceiro trimestre de 2013, a duração média T quarto trimestre de 2007 e o quarto trimestre de dos processos de falência, insolvência e 2014 a duração média destes processos caiu 11 recuperação de empresas findos, nos períodos meses, passando de 38 para 27. Face ao quarto homólogos correspondentes ao terceiro trimestre de cada ano em análise, é possível constatar uma 13,2% 43,3% 8,9% 34,6% 12,8% 12,9% 34,5% 35,0% 43,4% 44,8% 8,8% 7,9% 12,3% 12,8% 42,8% 9,1% 35,8% 12,9% 35,4% 7,9% 36,1% 44,0% 43,3% 7,8% 12,9% 36,8% 42,1% 8,1% 13,0% 13,4% 44,4% 34,7% 43,1% 7,7% 7,5% 36,2% 13,7% 14,1% 42,5% 7,5% 36,3% 15,1% 41,3% 7,3% 37,3% 40,8% 6,7% 37,4% 15,0% 15,3% 41,5% 7,7% 35,8% 40,6% 7,0% 37,1% 16,4% 37,9% 6,6% 39,1% 16,7% 15,7% 37,5% 37,7% 40,2% 39,7% 6,6% 5,9% 15,6% 37,3% 39,0% 8,0% 16,7% 14,8% 37,6% 40,5% 38,3% 7,1% 7,1% 38,0% 14,2% 15,3% 38,8% 7,7% 39,3% 38,7% 7,2% 38,8% 14,8% 15,3% 38,5% 38,3% 16,2% 8,5% 41,6% 42,5% 30,8% 35,2% 10,4% 7,9% 16,9% 16,9% 30,6% 43,6% 17,7% 8,9% 45,1% 31,2% 46,9% 28,1% 7,3% 6,8% 13,7% 11,9% 48,9% 31,4% 7,8% 14,7% 28,8% 5,7% 51,8% 27,1% 5,7% 52,5% 17,6% 15,0% 52,8% 7,0% 52,1% 26,9% 23,3% 5,3% 54,3% 23,9% 80% 70% 60% 50% 40% 30% 20% 10% 0% 5,0% 90% 16,9% Figura 3 - Escalões de valor dos processos de falência, insolvência e recuperação de empresas findos nos tribunais judiciais de 1ª instância, 1º, 2º, 3º e 4º trimestres 100% T1 T2 T3 T4 T1 T2 T3 T4 T1 T2 T3 T4 T1 T2 T3 T4 T1 T2 T3 T4 T1 T2 T3 T4 T1 T2 T3 T4 T1 T2 T3 T4 T1 T2 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 Até 999 € Entre 1.000 € e 9.999 € Entre 10.000 € e 49.999 € 50.000 € ou mais BOLETIM DE INFORMAÇÃO ESTATÍSTICA TRIMESTRAL 22. Estatísticas trimestrais sobre processos de falência, insolvência e recuperação de empresas e sobre processos especiais de revitalização (2007-2015) 4 tendência de aumento da proporção de processos processos cujos valores se encontram na categoria cujo valor se encontra entre 1.000 € e 9.999 €, com entre 10.000 € e 49.999 € registou uma tendência de um aumento de cerca de 19,5 pontos percentuais. decréscimo, com uma redução de cerca de 19,8 Por seu turno, a proporção de processos cujos pontos percentuais. Os escalões até 999 € e 50.000 valores se encontram na categoria entre 10.000 € e € ou mais mantiveram o seu peso no total de 49.999 € registou uma tendência de decréscimo, processos relativamente estável (mais 2,9 pontos com uma redução de cerca de 16,3 pontos percentuais e menos 4,0 pontos percentuais, percentuais. Os escalões até 999 € e 50.000 € ou respetivamente, entre o primeiro trimestre de 2007 mais mantiveram o seu peso no total de processos e o primeiro trimestre de 2015). Finalmente, nos relativamente estável (mais 2,1 pontos percentuais e períodos homólogos correspondentes ao segundo menos 5,4 pontos percentuais, respetivamente, trimestre de cada ano em análise, é possível entre o terceiro trimestre de 2007 e o terceiro constatar uma tendência de aumento da proporção trimestre de 2014). De forma similar, nos períodos de processos cujo valor se encontra entre 1.000 € e homólogos correspondentes ao quarto trimestre de 9.999 €, com um aumento de cerca de 16,4 pontos cada ano em análise, é possível constatar uma percentuais. Por seu turno, a proporção de tendência de aumento da proporção de processos processos cujos valores se encontram na categoria cujo valor se encontra entre 1.000 € e 9.999 €, com entre 10.000 € e 49.999 € registou uma tendência de um aumento de cerca de 16,2 pontos percentuais. decréscimo, com uma redução de cerca de 18,2 Por seu turno, a proporção de processos cujos pontos percentuais. Os escalões até 999 € e 50.000 valores se encontram na categoria entre 10.000 € e € ou mais mantiveram o seu peso no total de 49.999 € registou uma tendência de decréscimo, processos relativamente estável (mais 3,6 pontos com uma redução de cerca de 17,5 pontos percentuais e menos 1,8 pontos percentuais, percentuais. Os escalões até 999 € e 50.000 € ou respetivamente, entre o segundo trimestre de 2007 e mais mantiveram o seu peso no total de processos o segundo trimestre de 2015). Em qualquer um dos relativamente estável (mais 3,2 pontos percentuais e últimos quatro trimestres, os escalões intermédios menos 1,9 pontos percentuais, respetivamente, são os mais representados apresentando em entre o quarto trimestre de 2007 e o quarto conjunto uma proporção próxima dos 80% no total trimestre de 2014). Ainda de forma análoga, nos de processos. Face aos trimestres homólogos períodos homólogos correspondentes ao primeiro anteriores, os últimos quatro trimestres (terceiro e trimestre de cada ano em análise, é possível quarto trimestres de 2014 e primeiro e segundo constatar uma tendência de aumento da proporção trimestres de 2015) não registam alterações de processos cujo valor se encontra entre 1.000 € e relevantes a nível dos escalões de valor (todas as 9.999 €, com um aumento de cerca de 20,9 pontos alterações são iguais ou inferiores a 2 pontos percentuais. Por seu turno, a proporção de percentuais. BOLETIM DE INFORMAÇÃO ESTATÍSTICA TRIMESTRAL 22. Estatísticas trimestrais sobre processos de falência, insolvência e recuperação de empresas e sobre processos especiais de revitalização (2007-2015) 5 No que concerne ao número de insolvências análoga, nos períodos homólogos correspondentes decretadas nos tribunais judiciais de 1ª aos primeiros trimestres de cada ano, é possível instância (figura 4), nos períodos homólogos reconhecer também a tendência acentuada para o correspondentes aos terceiros trimestres de cada seu crescimento, sendo que o valor registado no ano, é possível reconhecer uma tendência acentuada primeiro trimestre de 2015 corresponde a seis vezes para o seu crescimento, sendo que o valor registado o valor registado no primeiro trimestre de 2007. No no terceiro trimestre de 2014 corresponde a mais de primeiro trimestre de 2015 e face ao primeiro quatro vezes o valor registado no terceiro trimestre trimestre de 2014, registou-se uma redução de 5,0% de 2007. No terceiro trimestre de 2014 – período no número de insolvências decretadas. Finalmente, inicial de aplicação da Lei n.º 62/2013, de 26 de nos períodos homólogos correspondentes aos agosto (Lei da Organização do Sistema Judiciário) – segundos trimestres de cada ano, é igualmente e face ao terceiro trimestre de 2013, registou-se uma possível reconhecer a tendência acentuada para o diminuição de 30,7% no número de insolvências seu crescimento, sendo que o valor registado no decretadas. homólogos segundo trimestre de 2015 corresponde a quase seis correspondentes aos quartos trimestres de cada ano, vezes o valor registado no segundo trimestre de é possível reconhecer a mesma tendência acentuada 2007. No segundo trimestre de 2015 e face ao de crescimento, sendo que o valor registado no segundo trimestre de 2014, registou-se uma redução quarto trimestre de 2014 corresponde a quase seis de 5,0% no número de insolvências decretadas. Nos períodos vezes o valor registado no quarto trimestre de 2007. No quarto trimestre de 2014 face ao quarto trimestre de 2013, registou-se um aumento de 7,3% no número de insolvências decretadas. De forma Relativamente ao tipo de pessoa envolvida nas insolvências decretadas (figura 5), regista-se um aumento, na comparação homóloga do terceiro Figura 4 - Insolvências decretadas nos tribunais judiciais de 1ª instância, 1º, 2º, 3º e 4º trimestres 5000 4500 4000 3500 4044 3765 4332 3962 2542 4255 4039 4434 4180 4167 3373 3856 3031 2443 2144 1750 1509 1508 1365 1328 1159 1277 1093 828 825 772 730 647 0 557 500 674 1000 1219 1500 2365 2000 3830 2500 3670 3000 T1 T2 T3 T4 T1 T2 T3 T4 T1 T2 T3 T4 T1 T2 T3 T4 T1 T2 T3 T4 T1 T2 T3 T4 T1 T2 T3 T4 T1 T2 T3 T4 T1 T2 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 BOLETIM DE INFORMAÇÃO ESTATÍSTICA TRIMESTRAL 22. Estatísticas trimestrais sobre processos de falência, insolvência e recuperação de empresas e sobre processos especiais de revitalização (2007-2015) 6 trimestre de 2007 com o terceiro trimestre de 2014, de 17,4% para 70,9%, ou seja, mais do que uma do peso das pessoas singulares no total de quadruplicação do peso), acompanhado por uma processos (passando de 21,0% para 72,9%, ou seja, redução comparável a nível das pessoas coletivas de mais direito privado (passando de 81,9% para 29,0% e do que uma triplicação do peso), acompanhado por uma redução comparável a nível registando das pessoas coletivas de direito privado (passando percentuais). No quarto trimestre de 2014 e face ao de 78,5% para 27,0% e registando uma diminuição quarto trimestre de 2013, registou-se um aumento de 51,4 pontos percentuais). No terceiro trimestre de cerca de 2,9 pontos percentuais na proporção de de 2014 e face ao terceiro trimestre de 2013, pessoas singulares e uma redução de 2,8 pontos registou-se um aumento de cerca de 5,9 pontos percentuais na proporção de pessoas coletivas de percentuais na proporção de pessoas singulares e direito privado, declaradas insolventes. No caso das uma redução de 5,8 pontos percentuais na pessoas coletivas de direito privado, a alteração do proporção de pessoas coletivas de direito privado, peso relativo é acompanhada por uma diminuição declaradas insolventes. Em ambos os casos, as do número absoluto das insolvências decretadas no alterações dos pesos relativos são acompanhadas período considerado. Ainda de forma análoga, por uma diminuição do número absoluto das regista-se um aumento, na comparação homóloga insolvências decretadas no período considerado. De do primeiro trimestre de 2007 com o primeiro forma na trimestre de 2015, do peso das pessoas singulares comparação homóloga do quarto trimestre de 2007 no total de processos (passando de 16,9% para com o quarto trimestre de 2014, do peso das 67,9%, ou seja, mais do que uma quadruplicação do pessoas singulares no total de processos (passando peso), acompanhado por uma redução comparável similar, regista-se um aumento, uma diminuição de 52,9 pontos 0,1% 30,5% 69,3% 0,1% 0,1% 32,0% 67,9% 0,1% 27,0% 29,0% 72,9% 70,9% 0,2% 30,2% 69,6% 0,2% 31,7% 68,1% 0,2% 31,8% 67,9% 0,2% 32,9% 66,9% 0,2% 34,2% 65,7% 0,1% 0,1% 34,7% 37,5% 65,2% 62,3% 0,1% 38,1% 61,7% 0,2% 40,5% 59,4% 0,2% 0,5% 41,4% 43,2% 58,1% 56,6% 0,7% 44,0% 54,8% 0,8% 1,2% 46,2% 51,0% 53,1% 48,2% 0,9% 57,9% 40,9% 1,1% 61,4% 37,7% 1,1% 0,6% 66,4% 73,9% 33,0% 25,0% 0,2% 75,5% 24,2% 0,7% 0,8% 72,6% 72,7% 26,7% 26,5% 0,7% 75,3% 24,0% 0,8% 78,0% 21,2% 0,4% 1,0% 79,6% 81,5% 19,4% 18,2% 0,4% 80,7% 18,9% 0,5% 0,7% 78,5% 81,9% 21,0% 17,4% 1,2% 79,9% 81,5% 18,9% 16,9% 100% 90% 80% 70% 60% 50% 40% 30% 20% 10% 0% 1,6% Figura 5 - Tipo de pessoa envolvida nas insolvências decretadas nos tribunais judiciais de 1ª instância, 1º, 2º, 3º e 4º trimestres T1 T2 T3 T4 T1 T2 T3 T4 T1 T2 T3 T4 T1 T2 T3 T4 T1 T2 T3 T4 T1 T2 T3 T4 T1 T2 T3 T4 T1 T2 T3 T4 T1 T2 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 Pessoa singular Pessoa coletiva de direito privado Outro ou não especificado BOLETIM DE INFORMAÇÃO ESTATÍSTICA TRIMESTRAL 22. Estatísticas trimestrais sobre processos de falência, insolvência e recuperação de empresas e sobre processos especiais de revitalização (2007-2015) 7 a nível das pessoas coletivas de direito privado consideração os processos com visto em correição (passando de 81,5% para 32,0% e registando uma no terceiro e quarto trimestres de 2014, e no diminuição de 49,4 pontos percentuais). No primeiro e segundo trimestres de 2015, em que primeiro trimestre de 2015 e face ao primeiro houve montantes indicados para pagamento pelo trimestre de 2014, registou-se uma diminuição de Instituto de Gestão Financeira e Equipamentos da cerca de 0,2 pontos percentuais na proporção de Justiça, I.P. (2.128 processos). pessoas singulares e um aumento de 0,3 pontos percentuais na proporção de pessoas coletivas de direito privado, declaradas insolventes. Em ambos os casos, as alterações dos pesos relativos são acompanhadas por uma diminuição do número absoluto das insolvências decretadas no período considerado. Finalmente, regista-se um aumento, na comparação homóloga do segundo trimestre de 2007 com o segundo trimestre de 2015, do peso das pessoas singulares no total de processos (passando de 18,9% para 69,3%, ou seja, mais do que uma triplicação do peso), acompanhado por uma redução comparável a nível das pessoas coletivas de direito privado (passando de 79,9% para 30,5% e registando uma diminuição de 49,4 pontos percentuais). No segundo trimestre de 2015 e face ao segundo trimestre de 2014, registou-se uma diminuição de cerca de 0,3 pontos percentuais na proporção de pessoas singulares e um aumento de 0,3 pontos percentuais na proporção de pessoas coletivas de direito privado, declaradas insolventes. Em ambos os casos, as alterações dos pesos relativos são acompanhadas por uma diminuição do número absoluto das insolvências decretadas no período considerado. Considerando a secção da Classificação Portuguesa das Atividades Económicas (CAE) (figura 6) das pessoas coletivas de direito privado envolvidas nos processos findos no terceiro trimestre de 2014, com insolvência decretada, é possível afirmar que 28,7% correspondiam à categoria de comércio por grosso, retalho e reparação de veículos e 19,1% à categoria da construção, sendo estas as categorias com o peso mais relevante. De forma similar, considerando a CAE das pessoas coletivas de direito privado envolvidas nos processos findos no quarto trimestre de 2014, com insolvência decretada, é possível afirmar que 28,5% correspondiam à categoria de comércio por grosso, retalho e reparação de veículos e 19,2% à categoria da construção, sendo estas as categorias com o peso mais relevante. Ainda de forma análoga, considerando a CAE das pessoas coletivas de direito privado envolvidas nos processos findos no primeiro trimestre de 2015, com insolvência decretada, é possível afirmar que 30,0% correspondiam à categoria de comércio por grosso, retalho e reparação de veículos e 17,8% à categoria da construção, sendo estas as categorias com o peso mais relevante. Finalmente, Numa aproximação ao custo dos processos de considerando a CAE das pessoas coletivas de falência, insolvência e recuperação de empresas direito privado envolvidas nos processos findos no apurou-se o valor médio2 de 2.119,53 €, tendo em segundo trimestre de 2015, com insolvência BOLETIM DE INFORMAÇÃO ESTATÍSTICA TRIMESTRAL 22. Estatísticas trimestrais sobre processos de falência, insolvência e recuperação de empresas e sobre processos especiais de revitalização (2007-2015) 8 decretada, é possível afirmar que 27,1% 53,3% que não apresentam qualquer tipo de correspondiam à categoria de comércio por grosso, pagamento. No quarto trimestre de 2014, a retalho e reparação de veículos e 18,0% à categoria proporção de processos que apresenta algum tipo da construção, sendo também estas as categorias de pagamento de créditos é de 50,0%, face aos com o peso mais relevante. 50,0% que não apresentam qualquer tipo de pagamento. Por sua vez, no primeiro trimestre de Figura 6 - Processos do 3º e 4º trimestres de 2014, e do 1º e 2º trimestres de 2015 com insolvência decretada, em função da secção da Classificação Portuguesa das Atividades Económicas (CAE) da pessoa coletiva de direito privado envolvida 100% 90% 80% 70% 60% 50% 40% 30% 20% 10% 0% algum tipo de pagamento de créditos é de 66,7%, 7,7% 8,7% 7,9% 9,5% face aos 33,3% que não apresentam qualquer tipo 28,7% 28,5% 30,0% 27,1% de pagamento. Finalmente, no segundo trimestre de 19,1% 19,2% 17,8% 18,0% 2015, a proporção de processos que apresenta 15,9% 16,5% 16,3% 17,0% algum tipo de pagamento de créditos é de 50,0%, 28,7% 27,1% 28,0% 28,4% face aos 50,0% que não apresentam qualquer tipo T3 T4 T1 T2 de pagamento. 2014 2015 Alojamento, restauração e similares Comério por grosso, retalho e reparação de veículos Construção Indústrias transformadoras Outro ou não especificado Figura 7 - Processos do 3º e 4º trimestres de 2014 e do 1º e 2º trimestres de 2015 com créditos reconhecidos que apresentaram pagamentos (dados amostrais) Dados amostrais3 sobre a taxa de recuperação de créditos nos processos de falência, insolvência e recuperação de empresas com visto em correição no 3º e 4º trimestres de 2014 e no 1º e 2º trimestres de 2015 O 2015, a proporção de processos que apresenta s dados amostrais recolhidos sobre processos de falência, insolvência e recuperação de empresas, com visto em correição no terceiro e quarto trimestres de 2014 e no primeiro e segundo trimestres de 2015 permitem aprofundar o conhecimento sobre este tipo de 100% 90% 80% 70% 60% 50% 40% 30% 20% 10% 0% 33,3% 53,3% 50,0% 46,7% 50,0% 50,0% 66,7% T3 T4 50,0% T1 2014 T2 2015 Proporção de processos na amostra com créditos reconhecidos e que não apresentaram qualquer pagamento Proporção de processos na amostra com créditos reconhecidos e que apresentaram pagamento A taxa de recuperação de créditos (figura 8), ou seja, a proporção do montante de créditos pagos face ao montante de créditos reconhecidos, cifra-se, processos. no terceiro trimestre de 2014, em 7,5%. Os Restringindo a análise aos processos que restantes 92,5% do montante de tribunais não créditos apresentaram créditos reconhecidos (figura 7), é reconhecidos possível observar que a proporção de processos que correspondidos por um pagamento efetivo dos apresenta algum tipo de pagamento de créditos é, mesmos. No quarto trimestre de 2014, a taxa de no terceiro trimestre de 2014, de 46,7%, face aos recuperação de créditos foi de 5,8%. Os restantes pelos foram BOLETIM DE INFORMAÇÃO ESTATÍSTICA TRIMESTRAL 22. Estatísticas trimestrais sobre processos de falência, insolvência e recuperação de empresas e sobre processos especiais de revitalização (2007-2015) 9 94,2% do montante de créditos reconhecidos pelos terceiro tribunais não foram correspondidos por um pendentes 1.230 destes processos. No quarto pagamento efetivo dos mesmos. Por sua vez, no trimestre de 2014 entraram 783 processos especiais primeiro trimestre de 2015, a taxa de recuperação de revitalização (mais cerca de 38,3% que no quarto de créditos foi de 5,1%. Os restantes 94,9% do trimestre de 2013), tendo findado 656 (mais cerca montante de créditos reconhecidos pelos tribunais de 44,8% que no quarto trimestre de 2013). No não foram correspondidos por um pagamento final do quarto trimestre de 2014, encontravam-se efetivo dos mesmos. Finalmente, no segundo pendentes 1.357 processos. De forma análoga, no trimestre de 2015, a taxa de recuperação de créditos primeiro trimestre de 2015 entraram 869 processos foi de 6,7%. Os restantes 93,3% do montante de especiais de revitalização (mais cerca de 57,4% que créditos reconhecidos pelos tribunais não foram no primeiro trimestre de 2014), tendo findado 687 correspondidos por um pagamento efetivo dos (mais cerca de 58,7% que no primeiro trimestre de mesmos. 2014). No final do primeiro trimestre de 2015, Figura 8 - Taxa de recuperação de créditos no 3º e 4º trimestres de 2014, e no 1º e 2º trimestres de 2015 (dados amostrais) 100% 90% 80% 70% 60% 50% 40% 30% 20% 10% 0% trimestre de 2014, encontravam-se encontravam-se pendentes 1.539 destes processos. Figura 9 - Processos especiais de revitalização nos tribunais judiciais de 1ª instância, 1º, 2º, 3º e 4º trimestres 92,5% 94,2% 94,9% 93,3% 7,5% T3 5,8% T4 5,1% T1 6,7% T2 2014 2015 1800 1600 1400 1200 1000 800 600 400 200 0 T2 Proporção do valor de créditos reconhecidos que não foram pagos Proporção do valor de créditos reconhecidos que foram pagos Movimento dos processos especiais de revitalização nos tribunais judiciais de 1ª instância – Períodos homólogos T3 T4 T1 T2 2012 Entrados T3 2013 Findos T4 T1 T2 T3 2014 T4 T1 T2 2015 Pendentes (no final do período) Finalmente, no segundo trimestre de 2015 entraram 762 processos especiais de revitalização (mais cerca de 36,3% que no segundo trimestre de 2014), tendo endo em conta que estes processos existem T findado 719 (mais cerca de 35,7% que no segundo desde 20 de Maio de 2012, a observação da trimestre de 2014). No final do segundo trimestre figura 9 permite verificar que no terceiro trimestre de 2015, encontravam-se pendentes 1.582 destes de 2014 entrou e findou um número invulgarmente processos. elevado de processos, o que se fica a dever às transferências internas decorrentes da aplicação da Lei n.º 62/2013, de 26 de agosto (Lei da Organização do Sistema Judiciário). No final do Duração média dos processos especiais de revitalização – Períodos homólogos 4 P or seu turno, a duração média dos processos especiais de revitalização findos BOLETIM DE INFORMAÇÃO ESTATÍSTICA TRIMESTRAL 22. Estatísticas trimestrais sobre processos de falência, insolvência e recuperação de empresas e sobre processos especiais de revitalização (2007-2015) 10 no terceiro trimestre de 2014 cifrou-se em 149,9 constatar que 41,6% destes processos terminam por dias, correspondendo a cerca de 5 meses. A duração acordo, sendo que os restantes 58,4% terminam por média destes processos findos no quarto trimestre outros motivos. Finalmente, no segundo trimestre de 2014 cifrou-se em 159,3 dias, correspondendo a de 2015, é possível constatar que 47,0% destes cerca de 5 meses e 9 dias. Por outro lado, a duração processos terminam por acordo, sendo que os média destes processos findos no primeiro trimestre restantes 53,0% terminam por outros motivos. de 2015 cifrou-se em 164,3 dias, correspondendo a cerca de 5 meses e 14 dias. Finalmente, a duração média destes processos findos no segundo trimestre de 2015 cifrou-se em 162,9 dias, correspondendo a cerca de 5 meses e 13 dias. T endo em conta o termo do processo dos processos especiais de revitalização (figura 10), no terceiro trimestre de 2014, é possível constatar que 54,8% destes processos terminam por acordo, sendo que os restantes 45,2% terminam por outros motivos. Figura 10 - Termo dos processos especiais de revitalização no 3º e 4º trimestres de 2014, e no 1º e 2º trimestres de 2015 100% 90% 80% 45,2% 52,8% 53,0% 58,4% 70% 60% 50% 40% 30% 54,8% 47,2% 47,0% 41,6% 20% 10% 0% T4 2014 Findos por acordo processos especiais de revitalização (figura 11), no terceiro trimestre de 2014, o peso das pessoas singulares correspondia a 32,6% do total de processos e o peso das pessoas coletivas de direito Caracterização dos processos especiais de revitalização – Períodos homólogos 4 T3 Relativamente ao tipo de pessoa envolvida nos T1 T2 2015 Findos por outros motivos privado correspondia a 64,3% desse total. Figura 11 - Tipo de pessoa envolvida nos processos especiais de revitalização no 3º e 4º trimestres de 2014, e no 1º e 2º trimestres de 2015 100% 90% 80% 70% 60% 50% 40% 30% 20% 10% 0% 45,3% 43,5% 45,7% 49,9% 8,8% 9,0% T4 T1 6,5% T2 54,0% 64,3% 37,2% 32,6% 3,0% T3 2014 2015 Pessoa coletiva de direito privado Pessoa singular Outro ou não especificado De forma similar, no quarto trimestre de 2014, o peso das pessoas singulares correspondia a 37,2% do total de processos e o peso das pessoas coletivas de direito privado correspondia a 54,0% desse total. Ainda de forma análoga, no primeiro trimestre de 2015, o peso das pessoas singulares correspondia a De forma similar, no quarto trimestre de 2014, é 45,7% do total de processos e o peso das pessoas possível constatar que 47,2% destes processos coletivas de direito privado correspondia a 45,3% terminam por acordo, sendo que os restantes 52,8% desse total. Finalmente, no segundo trimestre de terminam por outros motivos. Ainda de forma 2015, o peso das pessoas singulares correspondia a análoga, no primeiro trimestre de 2015, é possível 49,9% do total de processos e o peso das pessoas BOLETIM DE INFORMAÇÃO ESTATÍSTICA TRIMESTRAL 22. Estatísticas trimestrais sobre processos de falência, insolvência e recuperação de empresas e sobre processos especiais de revitalização (2007-2015) 11 coletivas de direito privado correspondia a 43,5% 25,4% correspondiam à categoria de comércio por desse total. grosso, retalho e reparação de veículos, 21,6% Considerando secção a da Classificação Portuguesa das Atividades Económicas (CAE) (figura 12) das pessoas coletivas de direito privado nos processos especiais de revitalização, referente aos processos do terceiro trimestre de 2014, é possível afirmar que 23,6% correspondiam à categoria de comércio por grosso, retalho e reparação de veículos, 22,3% correspondiam à categoria das indústrias transformadoras e 20,3% correspondiam à categoria da construção, sendo estas as categorias com o peso mais relevante. De forma similar, considerando a secção da CAE das pessoas coletivas de direito privado nos processos especiais de revitalização, referente aos processos do quarto trimestre de 2014, é possível afirmar que 26,6% correspondiam à categoria de comércio por grosso, retalho e reparação de veículos, 21,9% correspondiam à categoria das indústrias transformadoras e 20,3% correspondiam à categoria da construção, sendo estas as categorias com o peso mais relevante. Ainda de forma análoga, considerando a secção da CAE das pessoas coletivas de direito privado nos processos especiais de revitalização, referente aos processos do primeiro trimestre de 2015, é possível afirmar que correspondiam à categoria da construção e 19,4% correspondiam à categoria das indústrias transformadoras, sendo estas as categorias com o peso mais relevante. Finalmente, considerando a secção da CAE das pessoas coletivas de direito privado nos processos especiais de revitalização, referente aos processos do segundo trimestre de 2015, é possível afirmar que 21,7% correspondiam à categoria das indústrias transformadoras, 21,0% correspondiam à categoria de comércio por grosso, retalho e reparação de veículos, e 12,9% correspondiam à categoria da construção, sendo estas as categorias com o peso mais relevante. Figura 12 - Processos especiais de revitalização do 3º e 4º trimestres de 2014, e do 1º e 2º trimestres de 2015 em função da secção da Classificação Portuguesa das Atividades Económicas (CAE) da pessoa coletiva de direito privado envolvida 100% 4,3% 5,6% 6,8% 7,3% 90% 26,6% 21,0% 25,4% 23,6% 80% 70% 12,9% 60% 20,3% 20,3% 21,6% 50% 21,7% 40% 22,3% 21,9% 19,4% 7,0% 30% 5,6% 5,4% 6,3% 20% 30,1% 22,4% 21,6% 20,6% 10% 0% T3 T4 2014 T1 T2 2015 Alojamento, restauração e similares Comério por grosso, retalho e reparação de veículos Construção Indústrias transformadoras Atividades imobiliárias Outro ou não especificado BOLETIM DE INFORMAÇÃO ESTATÍSTICA TRIMESTRAL 22. Estatísticas trimestrais sobre processos de falência, insolvência e recuperação de empresas e sobre processos especiais de revitalização (2007-2015) 12 Notas de rodapé 1 O visto em correição é uma nota do juiz emitida após verificação de que num determinado processo findo foram cumpridos todos os trâmites subsequentes, não existe qualquer irregularidade, ou de que eventuais irregularidades se encontram corrigidas. 2 O valor médio apurado tem por base os montantes indicados para pagamento pelo Instituto de Gestão Financeira e Equipamentos da Justiça, I.P. em razão do trabalho desenvolvido pelos administradores da insolvência nos processos de insolvência, falência e recuperação da empresa com visto em correição de abril a junho de 2014. A média foi apurada considerando os processos em que foram identificados montantes para pagamento, os quais correspondem a 36,6% dos processos com visto em correição no referido período. 3 Dimensão da amostra para os quatro trimestres considerados na análise foi igual a 587 processos; dimensionamento efetuado a partir da fórmula de cálculo da dimensão amostral para proporções, para uma dimensão populacional igual a 6.810 processos, nível de significância igual a 5% (o que corresponde a um intervalo de confiança a 95%) e precisão absoluta de 3,87% (correspondente à diferença máxima entre os valores das proporções amostrais apresentados e os verdadeiros valores dessas proporções na população). 4 Com o objetivo de conseguir uma mais adequada representação da realidade do fenómeno em estudo, os dados de caracterização referentes aos processos especiais de revitalização nos tribunais judiciais de 1ª instância, não incluem processos transitados, incorporados, apensados e remetidos a outra entidade. Nota de enquadramento 1. – Abrangência temporal e outras considerações A partir de 2007 os dados estatísticos sobre processos nos tribunais judiciais de 1.ª instância passaram a ser recolhidos a partir do sistema informático dos tribunais representando a situação dos processos registados nesse sistema. Os dados referentes ao ano de 2007 reflectem os efeitos da entrada em vigor do Decreto-Lei n.º 250/2007, de 29 de junho, que procede a uma reorganização dos tribunais judiciais de primeira instância, registando o correspondente trânsito de processos. Nos processos entrados e findos incluem-se os transferidos entre unidades orgânicas em consequência da extinção e criação de novos tribunais, juízos ou secções. Nota de enquadramento 2. – Conceito de processo pendente Os processos pendentes correspondem a processos que tendo entrado ainda não tiveram decisão final, na forma de acórdão, sentença ou despacho, na respectiva instância, independentemente do trânsito em julgado. São assim processos que aguardam a prática de actos ou de diligências pelo tribunal, pelas partes ou por outras entidades, podendo ainda, em certos tipos de processos, aguardar a ocorrência de determinados factos ou o decurso de um prazo. Um processo suspenso é, por exemplo, um processo pendente, qualquer que seja a causa da suspensão. BOLETIM DE INFORMAÇÃO ESTATÍSTICA TRIMESTRAL 22. Estatísticas trimestrais sobre processos de falência, insolvência e recuperação de empresas e sobre processos especiais de revitalização (2007-2015) 13 Nota de enquadramento 3. – Conceito de duração média dos processos findos A duração média de um processo findo em tribunal corresponde ao período de tempo entre a data de início e data de termo do processo, mesmo que redistribuído, ou seja, entre a data de início do processo no tribunal onde entrou e a data de termo do processo nesse ou noutro tribunal para onde foi redistribuído. O conceito de duração média usado no presente destaque estatístico corresponde à também designada duração do processo inicial, somando a duração nos diversos tribunais por onde tenha passado. Nota de enquadramento 4. – Conceito de duração média dos processos até ao visto em correição A duração média de um processo até ao visto em correição corresponde ao período de tempo entre a data de início do processo e o momento do visto em correição no tribunal em que este último ocorre. Ficha técnica: A Direção-Geral da Política de Justiça (DGPJ) do Ministério da Justiça, de acordo com o disposto no n.º 1, do artigo 2.º do Decreto-Lei n.º 163/2012, de 31 de julho, tem por missão prestar apoio técnico, acompanhar e monitorizar políticas, assegurar o planeamento estratégico e a coordenação das relações externas e de cooperação, sendo ainda responsável pela informação estatística do setor da Justiça. A Lei n.º 22/2008, de 13 de maio, define as bases gerais, as linhas orientadoras e os princípios por que se rege o Sistema Estatístico Nacional (SEN), nomeadamente no que respeita à delegação de competências do Instituto Nacional de Estatísticas (INE), IP noutras entidades. Ao abrigo do disposto no artigo 24.º da Lei n.º 22/2008, de 13 de maio, foi celebrado o protocolo pelo qual são delegadas na DGPJ competências do INE para a produção e a difusão de estatísticas oficiais da Justiça. Como entidade delegada, a DGPJ fica sujeita ao cumprimento, na parte relevante, da Lei n.º 22/2008, de 13 de maio, do Decreto-Lei n.º 166/2007, de 3 de maio, assim como das normas estabelecidas na legislação comunitária, adotando o Código de Conduta para as Estatísticas Europeias e o Regulamento de Aplicação do Princípio do Segredo Estatístico do INE. Os indicadores estatísticos referentes à duração, à taxa de recuperação dos créditos e ao custo médio dos processos de insolvência, falência e recuperação de empresa com visto em correição foram produzidos no âmbito de operações estatísticas extraordinárias, desenvolvidas fora do quadro das previstas no Sistema Estatístico Nacional. Direção-Geral da Política de Justiça (DGPJ) Av. D. João II, n.º 1.08.01 E, Torre H, Pisos 2/3 1990-097 Lisboa, Portugal Tel.: +351 217 924 000 Fax.: +351 217 924 090 E-mail.: [email protected] http://www.dgpj.mj.pt BOLETIM DE INFORMAÇÃO ESTATÍSTICA TRIMESTRAL 22. Estatísticas trimestrais sobre processos de falência, insolvência e recuperação de empresas e sobre processos especiais de revitalização (2007-2015) 14