Escola Básica de 1º Ciclo/Pré-Escolar de São Gonçalo
2007 - 2011
ÍNDICE
1- Introdução
2- Caracterização da comunidade e do meio envolvente
2.1.Meio socioeconómico, cultural, geográfico e infra-estruturas
2.2. Administração
2.3. Recursos Materiais da escola – espaços físicos e equipamentos
3- Recursos Humanos
4- Objectivos Gerais
4.1.Intenções Educativas
4.2.Caracterização de áreas problemáticas
4.3.Objectivos de Desenvolvimento do Projecto Educativo
5- Definição de Estratégias Globais
5.1. Identificação de Prioridades de Intervenção
6- Disposições finais do Projecto Educativo
6.1. Divulgação do Projecto Educativo
6.2. Avaliação do Projecto Educativo
Bibliografia
Anexos
1. Introdução
O projecto não é uma simples representação do futuro, mas um futuro para fazer, um futuro a construir,
uma ideia a transformar em acto.
Jean Marie Barbier
O Projecto Educativo é um “documento que consagra a orientação educativa da
escola (…) no qual se explicitam os princípios, os valores as metas e as estratégias
segundo os quais a escola se propõe cumprir a sua função educativa” (artigo 3º do
Decreto-Lei 115-A).
Deste modo o presente Projecto Educativo pretende ser um instrumento de
gestão coerente com o contexto escolar do estabelecimento de educação e de ensino
do qual toda a equipa faz parte e ainda surgir como um documento único, integrador,
na medida em que abrange todas as faixas etárias da instituição.
Assim, com o presente documento pretende-se ter uma referência para a tomada
de decisões que irá possibilitar:
 A definição de objectivos educacionais concretizáveis, seleccionando
estratégias e enunciando recursos que consigam responder às necessidades e
interesses dos alunos, fomentando uma articulação efectiva tanto institucional como
pedagógica entre diversos níveis de ensino da escola, isto é constituir-se como o
garante da unidade de acção de todos os envolvidos;
 O fazer da escola um espaço onde a comunidade educativa (alunos,
encarregados de educação, pessoal docente e não docente) tenha um papel mais
activo, dando-se relevância aos valores de uma sociedade democrática, solidária e
fomentadora do respeito e do diálogo;
 Ser um ponto de partida da contextualização curricular (no sentido da
adequação do ensino às características e motivação dos alunos);
 O valorizar a capacidade de iniciativa e de decisão de todos e de cada um, no
seio das orientações para as actividades educativas dos anos lectivos respectivos ao
Projecto;
 O promover a coerência entre os aspectos organizacionais, administrativos e
pedagógicos no sentido de cumprir o papel educativo da Escola;
 O ser construtor de inovação.
O “Projecto Educativo de Escola é pois, um documento de planificação
estratégica de longo prazo. Enquanto tal, distingue-se dos documentos de
planificação operatória que estão destinados a concretizá-lo, relativamente a períodos
de tempo mais curtos e específicos; o Plano Anual de Escola e o Projecto Curricular
de Escola, o Regulamento Interno da Escola, o (s) Projecto (s) Curricular (es) de
Turma. Partindo do diagnóstico da situação da escola (variáveis internas e variáveis
ambientais), o Projecto Educativo da Escola faz a «definição da escola», isto é,
afirma as opções da escola-comunidade educativa quanto ao ideal de educação a
seguir, as metas e finalidade a perseguir, as politicas a desenvolver.” (In
CARVALHO, Angelina e Fernando Diogo – Projecto Educativo).
Este Projecto foi realizado tendo em conta a legislação vigente, os interesses da
comunidade envolvida, os dados já recolhidos para a realização do Projecto
Educativo, as alterações/ sugestões que surgiram nas diversas áreas disciplinares e as
opiniões/sugestões fornecidas pelos diferentes intervenientes da comunidade.
Este Projecto Educativo da Escola de São Gonçalo apresenta-se organizado em
quatro capítulos: o primeiro, “Caracterização do Meio Ambiente Escolar e
envolvente”, dá a conhecer de uma forma sucinta, a escola e o ambiente que a rodeia;
o capítulo seguinte, “Os nossos Problemas”, tenta fazer o levantamento das
problemáticas detectadas nas diferentes vertentes em que envolve a escola e toda a
comunidade envolvida; o terceiro “Operacionalização do Projecto” apresenta
propostas de actuação nos níveis pedagógico, comunicacional e de gestão que visam
contribuir para a organização e funcionamento da Escola; nas Considerações Finais
salienta-se a necessidade de elaboração de instrumentos de avaliação que permitam
torná-lo eficaz. Este Projecto que agora se formaliza está já em desenvolvimento,
devendo ser submetido a uma avaliação anual de forma a permitir as reformulações
que se julgam necessárias.
2.Caracterização da comunidade e do meio envolvente.
2.1 Meio Socioeconómico, Cultural, Geográfico e Infraestruturas.
O meio
Em termos geográficos a Freguesia de São Gonçalo fica situada no extremo
oriental do Funchal. É uma das cinco freguesias suburbanas deste Concelho. Confina
a Oeste com a Freguesia de Santa Maria Maior e a Leste com a Freguesia do Caniço,
Concelho de Santa Cruz.
Os terrenos que constituem esta freguesia pertenciam antigamente à paróquia de
Santa Maria Maior. A capela das Neves data do final do Século XVI e é das mais
antigas da diocese. Foi fundada por João Afonso Mealheiro e sua esposa Catarina de
Sá. Esta capela, em finais do Século XIX, foi comprada pela família Blandy que a
restaurou em 1900. Embora fosse uma família Anglicana, sempre permitiu o uso da
mesma pela religião católica.
No ano de 1997, entregue pelos proprietários à Diocese, a capela foi restaurada
pela Câmara Municipal do Funchal e pelos paroquianos.
A igreja de São Gonçalo veio substituir o uso da Capela como sede. O padre Pita
Ferreira (poeta e escritor com vários livros publicados, pessoa muito estimada pela
população) construiu a nova igreja e fundou vários movimentos de inspiração
religiosa.
A população activa da freguesia trabalha no Funchal em diversos serviços. A
maior parte possui fracos recursos económicos. As mães da maioria dos alunos são
donas-de-casa.
As habilitações literárias de uma grande percentagem dos residentes na freguesia
são os primeiros anos do Ensino Básico havendo, principalmente nos mais idosos,
uma taxa considerável de analfabetismo.
No meio envolvente há a considerar a Escola Básica do 1º Ciclo com PréEscolar de São Gonçalo e do Palheiro Ferreiro, o Infantário de São Gonçalo, o
Jardim-de-infância do Padre Angélico Barreto (no Canto do Muro), o Centro da Boa
Esperança e da Capela das Neves (apoiando a catequese), uma farmácia, um posto de
correios, um minimercado, duas mercearias antigas, alguns restaurantes, cafés e
hotéis.
Das festividades religiosas da freguesia as mais importantes são: a Festa do
Padroeiro - São Gonçalo, realizada em finais de Janeiro; a Festa do Santíssimo em
Julho e a Festa da Nossa Senhora das Neves, no primeiro Domingo de Agosto,
antecedida das seis novenas. Há ainda a Festa de São João realizada no Bairro de São
Gonçalo.
Para dar apoio aos idosos existe o lar da Boavista, o palacete das Irmãs
Vitorianas e também a Casa de Saúde Câmara Pestana (apoio a doenças do foro
psicológico). Para apoio juvenil, a “Sociabita” (empresa municipal de gestão de
bairros), desenvolveu, em parceria com a Junta de Freguesia de S. Gonçalo e com a
colaboração das Escolas, um projecto de apoio aos tempos livres dos jovens o qual irá
decorrer no Centro Comunitário de São Gonçalo. Este consiste em actividades lúdicas
e de carácter pedagógico, a realizar nas interrupções escolares, e em actividades de
estudo, em tempo lectivo.
Em termos desportivos existe o Grupo Desportivo 1 º de Maio. A nível cultural
temos o Grupo de Teatro de São Gonçalo e o Grupo Musical 24 de Junho.
Historial da Escola de São Gonçalo
A freguesia de São Gonçalo, nos seus princípios, não teve uma escola própria,
isto é, construída de raiz para esse fim. Sempre funcionou em casas particulares
dispersas pela freguesia.
Há cerca de setenta anos havia a Escola da Cruz, a Escola das Bananeiras, a
Escola da Dª Matilde, a Escola da Cancela e a da Capela das Neves.
Na escola da Cruz leccionava a professora Dª Eustáquia com todas as classes, a
das Bananeiras com os professores Lomelino e Mendes também com todas as classes;
a da Dª Matilde, com todas as classes; a da Capela das Neves com a Professora Dª
Luísa e a menina Carolininha (regente) e a Escola da Cancela, na casa do Sr.
António.
Eram poucas as pessoas que frequentavam a escola e as que aprendiam a ler,
muitas vezes aprendiam fora, com regentes como Dª Beatriz e a menina Maria, e só
vinham à escola fazer o exame da 4ª classe. A escola funcionava das 8h00 às 15h00 e
os alunos traziam o seu lanche.
Anos mais tarde foi criada a Escola da Vista Alegre, na cave de uma casa
particular, fechando-se a Escola das Neves e a da Cancela.
A escola da Cruz passou para a alçada da Câmara Municipal do Funchal. Nesta
escola foram colocados os professores Jardim e a Dª Lígia que aí fixaram residência.
As turmas não eram mistas, havendo assim a escola masculina, que funcionava
na escola das Bananeiras com o professor Jardim, na parte da manhã e na parte da
tarde por outros professores. Cada professor tinha a sua classe. Era obrigatório o uso
da bata branca com o nome do aluno bordado. As crianças entravam com sete anos
completos até 31 de Dezembro. O horário era das 9h00 às 15h00.
Os alunos da 4ª classe faziam o exame noutra escola, fora da freguesia, isto é no
Funchal. Quem ia continuar os estudos para o liceu tinha de fazer o exame de
admissão. A preparação era feita até mais tarde, até às 18horas; era à base de muitos
problemas de matemática e era paga.
Havia também a biblioteca itinerante da Gulbenkian que parava no largo do
restaurante Stop. Aqui as crianças uma vez por mês podiam requisitar livros.
Também uma vez por semana havia a rádio escolar, durante uma hora, feita por um
professor. Os alunos através da rádio aprendiam música. Pagava-se 50 cêntimos.
Os recreios eram alegres, divertidos com canções de roda e jogos tradicionais
tais como o lenço, as pedrinhas, o anel, a cabra-cega, etc…
Cantava-se o Hino Nacional e uma vez por semana o Senhor Padre da freguesia
vinha à escola fazer perguntas sobre religião católica.
Com o 25 de Abril de 1974, o ensino alterou-se completamente, mas os alunos
tinham muito respeito e não havia abusos, porque os professores antigos continuaram
na escola. As turmas passaram a ser mistas.
Em 1998, a actual escola básica de São Gonçalo começou a ser construída, num
terreno abaixo do Bairro de São Gonçalo, para passar a funcionar a tempo inteiro.
No ano lectivo de 1999/2000 foram colocados os professores e as cozinheiras
para esse fim, mas só a 12 de Julho de 2000 foi inaugurada, começando a funcionar a
tempo inteiro em Outubro desse ano.
Nesse ano a Pré-escolar não funcionou, a educadora efectiva foi destacada para
outra Pré-escolar da zona e as crianças dos 4 e 5 anos foram integradas no Infantário
de São Gonçalo. Os pais revoltaram-se porque no infantário tinham de pagar
mensalidade enquanto o ensino pré-escolar era gratuito.
No ano lectivo de 2001/2002 foi adaptada na escola básica uma sala de préescolar e as crianças de 4 e 5 anos passaram a poder frequentá-la. Desde 2006/07
funciona com duas salas de ensino pré-escolar.
2.2 Administração
A Direcção da Escola é composta pela Directora, pela Subdirectora e por todo o
grupo de docentes da mesma os quais fazem parte do Conselho Escolar.
Relativamente à Directora e Subdirectora são eleitas de forma democrática por todo o
grupo de docentes da escola, através de votos. As decisões relativas aos
acontecimentos ou atitudes a tomar sobre qualquer assunto relativo a comunidade
escolar é tomada pelo Conselho Escolar.
A escola dispõe de uma funcionária administrativa que trata de todos os assuntos
relativos a burocracia, isto é, passes escolares, acção social, entre outros,
esclarecendo algumas dúvidas aos pais sobre tais assuntos.
2.3 Recursos Materiais, Espaços Físicos e Equipamentos da
Escola
Espaço físico
A Escola Básica de São Gonçalo, fica localizada na Rua do mesmo nome. É
uma escola de construção recente, tendo sido inaugurada a 12 de Julho de 2000 e
funciona a tempo inteiro desde o ano lectivo de 2000/2001. O edifício tem três pisos
e algum espaço exterior.
O 2º piso é constituído por três salas de aula curriculares, uma sala de música,
uma sala de informática e actividades extracurriculares, uma biblioteca, um gabinete
de apoio para as crianças com necessidades educativas especiais, uma sala de
professores e uma pequena arrecadação.
No 1º piso encontram-se duas salas para o ensino do pré-escolar, o gabinete da
directora, o gabinete da funcionária administrativa que é dividida com a sala de apoio
pedagógico, um refeitório/polivalente, uma cozinha com um espaço privado para as
auxiliares de educação educativa (com casa de banho) e duas casas de banho de
professores.
No rés-do-chão estão localizadas as casas de banho das crianças, estas adaptadas
para as crianças das salas da Pré, duas arrecadações, uma destinada a material e
equipamento desportivo e a outra a material de limpezas e afins.
Equipamentos e recursos materiais
No que respeita ao material didáctico, a escola possui algum material
desportivo, existe algum material didáctico para uso dos docentes e alunos, alguns
mapas, sólidos geométricos, CD-ROM com programas didácticos, posters (com
algumas lacunas) mas não há material para todas as crianças nem para todas as faixas
etárias. Existe, também equipamento audiovisual: televisão, leitor de DVD,
aparelhagem, etc. A escola dispõe de uma sala de informática com nove
computadores, dispõe também de duas impressoras e de uma fotocopiadora. Na
biblioteca os alunos têm diversos livros e jogos didácticos de grupo. Nas salas do Préescolar as crianças têm materiais adequadas à sua idade e actividades desde livros,
jogos didácticos, material para expressão plástica e televisão entre outros.
3. Recursos Humanos
Os Recursos Humanos considerados para o P. E. E. são os seguintes agentes
educativos - alunos, professores, pessoal não docente, pais/encarregados de educação
e restante comunidade educativa, assim como instituições requisitadas.
Alunos
Pré-escolar
2 Turmas
1º Ciclo
4 Turmas
No que se refere à idade dos alunos esta situa-se entre os 4 anos e os 12 anos. A
grande maioria dos alunos provém do bairro de São Gonçalo, no entanto a escola tem
também crianças dos arredores e da zona.
Os alunos que frequentam a escola apresentam grande heterogeneidade a
diferentes níveis: socioeconómico, cultural, comportamental e cognitivo. Existem
crianças com carência económicas e problemas afectivos, emocionais e
comportamentais.
No que se refere às habilitações académicas dos pais e encarregados de
educação, a maioria frequentou apenas o 4º ano de escolaridade, sendo os pais das
crianças da Pré os que apresentam um nível de escolaridade mais elevado.
Relativamente à deslocação casa-escola as crianças que moram na zona
deslocam-se a pé, acompanhadas por familiares ou sozinhas. As restantes crianças
usam como meio de transporte o autocarro. Algumas vêem de carro com os pais ou
mesmo vizinhos.
Pessoal Docente
O corpo docente é composto por Educadoras de Infância e Professores,
distribuídos pelas actividades curriculares e de enriquecimento do currículo.
A estabilidade profissional é um factor importante na relação pedagógica dos
projectos em que a escola está envolvida e na forma como esta se organiza para
resolver os problemas concretos com que se defronta. Quanto maior for o
conhecimento do contexto educativo, mais fácil será tomar decisões e estabelecer
prioridades, o que se tem verificado devido a uma maior estabilidade do corpo
docente desta escola.
Professores do 1º Ciclo
Directora
1
Professores da
componente
curricular
4
Professores das
actividades de
enriquecimento
5
Professores de
apoio pedagógico
2
Educadoras de Infância
Sala dos 4 anos
2 Educadoras
Sala dos 5 anos
2 Educadoras
Pessoal não docente
O pessoal não docente é constituído pela Técnica Superior de 1ª classe, pela
Assistente de Serviços Administrativos, pelas Auxiliares de Acção Educativa e pelos
Cozinheiros.
O pessoal auxiliar de acção educativa distribui-se pelos seguintes serviços: apoio
à actividade lectiva, arrumação, limpeza e manutenção das instalações (interiores e
exteriores) e acompanhamento dos alunos (nos recreios e nas entradas e saídas do
recinto escolar).
Os cozinheiros preparam e servem os lanches e os almoços e são responsáveis
pela limpeza da cozinha e do refeitório.
Auxiliares de Acção Educativa
Pré-escolar
2
1º Ciclo
4
Cozinha
2+1
Pessoal administrativo
Secretaria
1
Pais / Encarregados de Educação
Os pais / encarregados de educação são representados pela Liga dos Pais, sendo
um pai eleito por todos para representá-los, quando necessário, havendo sempre um
contacto directo com qualquer pai/ encarregado de educação, quando solicitado.
Geralmente os Encarregados de Educação são os próprios pais dos alunos. As
suas idades variam entre os 20 e os 55 anos, aproximadamente. Alguns são casados
pela primeira vez, outros em segundas núpcias, alguns são divorciados, viúvos ou
mesmo abandonados pelos parceiros, nesta escola, infelizmente podemos encontrar
múltiplas situações, nem sempre as mais desejadas e saudáveis.
Contactos com Pais/ Encarregados de Educação
Realizam-se contactos informais entre docentes e os encarregados de educação
para partilhar ideias e opiniões ou colocar questões sobre a educação ou
comportamento dos seus educandos.
Realizam-se contactos formais em dias e horas pré-definidos, para atendimento
de encarregados de educação, para informar sobre o processo de aprendizagem dos
seus educandos e sobre o seu comportamento.
Reuniões com os Encarregados de Educação
No início do ano lectivo realiza-se uma reunião geral para apresentar o PEE, o
Plano Anual de Actividades e o Regulamento Interno da escola.
Parcerias/protocolos
A escola articula-se com as seguintes instituições:














Junta de Freguesia de São Gonçalo;
Casa de Repouso de Nossa Senhora da Assunção, de São Gonçalo;
Grupo de Teatro de São Gonçalo;
Correios;
Farmácia;
Centro de Saúde do Bom Jesus/Programa de Prevenção oral
Gabinete de Prevenção da toxicodependência;
Bombeiros Municipais do Funchal;
Cruz Vermelha Portuguesa;
Comissão de Protecção de Menores;
Direcção Regional do Ambiente e Recursos Naturais;
Parque Natural da Madeira;
DRE (Direcção Regional de Educação);
Centro Multimédia;
4. Objectivos Gerais
Definem-se de seguida os grandes objectivos no âmbito da acção pedagógica;
dos valores e das atitudes; da relação com o meio; da participação dos vários
intervenientes da Comunidade Educativa; da orgânica administrativa e das relações
humanas, para de seguida apresentar a sua concretização num esquema
pormenorizado.
Formar cidadãos nos dias de hoje, onde se vive um panorama de constante
mudança, passa sobretudo por investir no desenvolvimento de competências de
aprendizagem ao longo da vida. Para tal, é fundamental que as diferentes áreas
curriculares e de enriquecimento curricular centralizem a sua acção na Pedagogia de
Projecto.
Optando por uma Pedagogia de Projecto, a Escola assume uma concepção
pedagógica que tem vindo a marcar significativamente os procedimentos didácticos no
contexto ensino-aprendizagem.
Contudo, a pedagogia do projecto não se limita ao campo especificamente
metodológico, mas aparece associada a uma dinâmica mais vasta que, segundo Bru e
Not (1990), visa a descentralização; valoriza a autonomia; propõe a democratização da
gestão da escola e a abertura desta à comunidade; o trabalho em equipa; admite o
princípio das sociedades pluriculturais e defende a ajuda aos desfavorecidos.
4.1 Intenções Educativas
As necessidades de articular princípios e conceitos, planificar acções e
concretizar planos implica que se identifiquem os problemas e se definam objectivos e
metas a atingir.
As metas e objectivos definidos, constituem o ponto de partida para que o
trabalho a desenvolver na escola se concretize com sucesso.
4.2 Caracterização de áreas problemáticas
Metas/Objectivos
Os problemas aqui constatados foram encontrados através de diálogos
estabelecidos entre a Comunidade Educativa e da observação directa do contexto
escolar.
Dos problemas detectados o Conselho Escolar definiu prioridades:
►► Existência de indisciplina dentro e fora da sala de aula.
Objectivo:
Estabelecer regras para uma melhor conduta social;
Promover relações de respeito, cooperação e civismo;
Proporcionar experiências que favorecem a sua maturidade cívica;
Proporcionar a aquisição de atitudes autónomas, visando a formação de cidadãos
civicamente responsáveis.
Promover à família momentos de reflexão sobre a educação.
Estratégias:
Reflexão sobre a conduta a seguir na escola, no sentido do respeito pelos outros;
Resolução de conflitos, incutindo nos alunos a capacidade de análise e reflexão;
Estabelecimento de regras de boa educação e convivência social;
Promover a autonomia dos alunos;
Realização de jogos;
Realização de debates;
Acções de formação direccionadas para as áreas em causa: a prevenção
rodoviária entre outras…
Meta:
Diminuir a conflituosidade, a violência, a agressividade e teimosia dos educandos
Educar cidadãos saudáveis, responsáveis pelos seus actos, capazes de tomar
decisões.
►► Dificuldades na aprendizagem.
Objectivo:
Desenvolver estratégias que impliquem o aluno na sua aprendizagem;
Valorizar a educação para a cidadania;
Desenvolver competências básicas para actuar numa sociedade de informação e
comunicação;
Manter o nível geral de sucesso escolar e diminuir significativamente o insucesso
escolar;
Manter e reforçar um bom ambiente pedagógico e de trabalho;
Continuar a promover e incentivar os alunos para o gosto pela leitura;
Dinamizar o Jornal Escolar envolvendo os alunos;
Privilegiar as aprendizagens funcionais, significativas e contextualizadas;
Promover a utilização das Tecnologias Informação e Comunicação;
Promover Acções de Formação sobre temáticas a definir previamente com os
docentes.
Estratégias:
Organização de estratégias diversificadas para os alunos com dificuldades de
aprendizagem;
Utilizar jogos educativos nas aprendizagens educativas;
Envolver a comunidade educativa na dinâmica da escola/aprendizagem
Rentabilizar e partilhar os recursos existentes em toda a escola,
Adequar a prática educativa às necessidades dos diferentes alunos, no que
respeita ao seu maior envolvimento no processo de ensino/aprendizagem.
Adequar/flexibilizar o currículo de forma a instituir na sala de aula práticas
pedagógicas contextualizadas e significativas para o aluno;
Estabelecer protocolos com Instituições locais, Câmaras, Centro de Saúde,
Bombeiros, etc.
Meta:
Promoção do sucesso escolar dos alunos;
Promoção do gosto pelas actividades escolares;
Criar a preocupação por um futuro melhor.
►► Insuficiência de hábitos e regras conducentes à manutenção de uma vida
saudável
Objectivo:
Conhecer as práticas a seguir para a manutenção de uma vida saudável (higiene, a
alimentação,…);
Criar o gosto pela organização, asseio, beleza e suas vantagens na rentabilização
do trabalho;
Criar o gosto pelo desporto como uma forma saudável de vida.
Estratégias:
Promoção de Acções de Formação e de sensibilização;
Criação de hábitos de organização, asseio e preservação do material escolar,
Acompanhamento dos alunos na hora da refeição;
Criação de hábitos de higiene pessoal (lavar as mãos antes e depois das refeições,
entre outros);
Simulação de situações, incutindo formas correctas de agir.
Meta:
Aquisição de regras de higiene e etiqueta.
4.3 Objectivos de Desenvolvimento do Projecto Educativo
A concretização do ponto anterior implica a definição dos objectivos de
desenvolvimento que constituem especificações dos objectivos gerais.
Em relação aos alunos:
 Valorizar o domínio da Língua Portuguesa, enquanto factor decisivo no
desenvolvimento individual, no relacionamento social, no sucesso escolar e
profissional, no formar pessoas cientes da cidadania;
 Promover a formação de cidadãos autónomos, responsáveis, informados,
intervenientes e participativos;
 Sensibilizar os alunos para o gosto pela actividade física, para uma alimentação
saudável e educar para a sexualidade;
 Promover actividades que permitam a aquisição de métodos e técnicas de
estudo: aprender a aprender;
 Desenvolver estratégias concertadas para a superação do insucesso escolar dos
alunos com dificuldades de aprendizagem;
 Criar condições para a integração dos alunos com necessidades educativas,
numa perspectiva de escola inclusiva.
Em relação aos professores:
 Aprofundar formas consistentes de organização e gestão curricular, visando a
diversificação das ofertas educativas, a sua flexibilização e adequação às
necessidades dos alunos;
 Estimular a realização de trabalhos de projectos que valorizem as questões
locais de carácter social e cultural;
 Promover a formação profissional e pessoal numa perspectiva de formação
mútua.
Em relação à escola:
 Desenvolver iniciativas que progressivamente se constituam como elementos
identificadores da escola;
 Estimular, através de programas próprios, a participação dos professores,
alunos, funcionários e encarregados de educação na vida da escola.
 Incentivar programas de informação/formação de diálogo para assuntos de
interesse da comunidade escolar;
 Organizar e melhorar os espaços interiores e exteriores, envolvendo toda a
comunidade educativa;
 Criar condições para garantir a segurança na escola.
Em relação à comunidade:
 Incentivar um trabalho de parceria e cooperação, através da mobilização de
recursos para o desenvolvimento do Projecto Educativo de escola e dos
documentos que o operacionalizam: Projecto Curricular de Escola, Plano Anual
de Actividades, Regulamento Interno.
5. Definição de Estratégias Globais
5.1 Identificação de Prioridades de Intervenção
Prioridades de Intervenção
 Construção de um plano educativo identificativo da Escola;
 Realização de projectos de formação/informação para a Comunidade Educativa
em geral.
Estratégias
 Identificação dos problemas, interesses e saberes da Comunidade Educativa;
 Integração dos problemas, interesses e saberes da Comunidade Educativa no
processo de desenvolvimento e gestão curricular;
 Proposta de animação: exposições, visitas de estudo, troca de saberes;
 Animação pedagógica e educativa dos espaços envolventes;
 Sensibilização para os problemas locais e sociais;
 Abordagem de problemas actuais dos alunos: promoção de atitudes e valores;
 Promoção de secções de informação/ formação para pessoal docente e não
docente: desenvolvimento pessoal, profissional e organizacional;
 Promoção de secções de informação/formação para os pais/familiares dos
alunos.
Recursos
 Material de pesquisa – levantamento de problemas através de contactos com
entidades representativas dos interesses locais;
 Profissionais – trabalho orientado pelos professores/educadores;
 Locais e materiais – intercâmbio com diferentes instituições e aproveitamento
de comemorações,
 Humanos e profissionais – contacto com pessoal especializado nas diferentes
áreas de intervenção;
 Pedagógicos – programação, concretização e avaliação de projectos de
intervenção curricular e contacto professor/ família.
6. Disposições finais do Projecto Educativo
6.1 Divulgação do Projecto Educativo
A importância atribuída ao Projecto Educativo, o empenho e a participação
evidenciados durante a sua construção, é directamente proporcional ao sucesso da
Comunidade Educativa. Para além destes factos, o Projecto Educativo, à semelhança
do que acontece com os restantes documentos da Escola, é obrigatoriamente divulgado
por todos os membros da comunidade escolar, no início do ano lectivo, e encontra-se
para consulta no Gabinete do Órgão de Direcção da Escola.
6.2. Avaliação do Projecto Educativo
Um dos momentos cruciais de qualquer projecto é a sua avaliação. Só a avaliação
nos permitirá indicar se estamos ou não a conseguir os objectivos a que nos propomos,
se teremos ou não que reformular as estratégias ou a análise das situações/problemas.
Esta avaliação deverá ser contínua e dinamizada por todo o Conselho Escolar de
forma a estar ciente da realidade, da evolução do projecto e da consecução dos seus
objectivos.
Nesta avaliação deverão constar igualmente as razões que impediram que algum
dos objectivos fosse atingido para que se possam equacionar novas formas de agir.
No final de cada ano lectivo poderão ser reformulados os objectivos definidos.
Assim, aqueles que já foram atingidos darão lugar a outros que a Comunidade
Educativa entenda necessários ou mais pertinentes.
No final do período previsto para a duração do Projecto Educativo (4 anos),
deverá ser efectuada uma avaliação pormenorizada (analisando as estratégias
utilizadas e constatando os resultados obtidos) em suma, fazer uma análise cuidada de
modo a perceber se de facto o trabalho realizado contribuiu para o sucesso dos alunos
e para uma Escola melhor.
Relativamente ao papel do Conselho Escolar compete-lhe o acompanhamento e
a avaliação do Projecto Educativo de Escola focando, entre outros, os seguintes
aspectos:
- A realização das actividades previstas e não previstas no Plano Anual e os
participantes envolvidos;
- O grau de pertinência face aos objectivos do PEE, bem como o grau de
consecução desses objectivos;
- A apresentação de sugestões para a etapa seguinte de desenvolvimento do PEE.
Só ao fim de quatro anos e com a respectiva avaliação do Projecto educativo
saberemos se os objectivos aqui propostos foram alcançados, se as estratégias
adoptadas foram as melhores e se os problemas continuam ou não. Caso estes
persistam, de futuro, serão adoptadas novas estratégias para atingir as metas a que a
escola e toda a comunidade envolvente se propõem.
Bibliografia
ALARCÃO, I.,(1989). Para uma revalorização da Didáctica In: Revista
Aprender,7 .
ALMEIDA, S. Afonso, M., Araújo, E. (1997). A Construção do Projecto de
Escola. Porto : Porto Editora.
BRU,NOT, (1990), Didactiques des Disciplines Scientifique et Tecnologiques.
Toulouse: Presse Universitaires.
CARVALHO, A. Diogo, F. (1994). Projecto Educativo. Porto. Edições
Afrontamento.
LEITE, C., Fernandes, P.(20 02) Avaliação das Aprendizagens dos Alunos.
Porto: Edições ASA.
Anexos:
Entrevista à Educadora Gilda
1- P- É natural de São Gonçalo?
R- Sim. Vivo em São Gonçalo desde que nasci.
2- P- Frequentou a escola primária na freguesia? E o ensino pré-escolar?
R- A escola primária sim, mas a pré ainda não existia…
3- P- Há quantos anos?
R- Há trinta e nove anos. A primeira classe frequentei na Escola das Neves
com a menina Carolininha. As outras classes foram na «Escola da Cruz».
4- P- Há quantos anos lecciona?
R- Há vinte e dois anos.
5- P- Em São Gonçalo?
R- Não. Em São Gonçalo trabalho há cinco anos. Comecei por trabalhar na
sala onde aprendi a ler e a escrever durante dois anos. Depois estive a trabalhar um
ano na sala da pré do Palheiro Ferreira, destacada, devido ao facto da pré de São
Gonçalo ter sido encerrada com a abertura do infantário. Um ano depois, foi reaberta,
neste edifício novo onde retomei as minhas funções em São Gonçalo.
6- P- O 1º ciclo e o pré-escolar há quanto tempo estão a funcionar neste edifício?
R- O 1º ciclo, há três anos e a pré há dois anos.
7- P- Pensa que esta escola tem boas condições físicas para funcionar com uma
sala de Pré-escolar?
R- Infelizmente, esta escola quando foi construída o Pré-escolar não constava
do Projecto. Daí deparamo-nos com problemas nomeadamente a casa de banho
destinada às nossas crianças, com uma sanita e um lavatório, de adultos;
- muitas escadas o que dificulta a deslocação das crianças para os recreios;
- inexistência de rampas para crianças com deficiências motoras;
- o recreio é pequeno;
- o espaço coberto é muito reduzido havendo dificuldades em distribuir as
crianças quando chove;
- a localização da escola, perto de um ribeiro torna os recreios muitos frios e
com bastante vento.
Entrevista com a Dona Rita*
1- P- Sempre viveu em São Gonçalo?
R- Nasci e vivi sempre em São Gonçalo.
2- P- Onde frequentou a instrução primária?
R- Frequentei quatro escolas: 1ª classe na Escola das Neves, que funcionava
na sacristia do Padre e a minha professora era a Carolinhinha.
2 ªclasse na Escola da Vista Alegre, na rua de Conde Carvalhal. Chamávamoslhe a escola da professora Dolores.
3ª classe na Escola da Cruz com a professora Severiana.
4ª classe e admissão na escola da Vista Alegre, com a professora Cecília.
Na 2ª, 3ª e 4ª classe ía a pé para a escola e demorava mais de uma hora para
cada lado. Levava um lanche para almoçar todos os dias.
3- P- Como funcionava a escola?
R- As classes eram todas separadas. Funcionavam em escolas diferentes. Os
rapazes estavam separados das raparigas.
Era obrigatório usar bata, rezar todas as manhãs e cantar o Hino.
As escolas tinham o quadro do Salazar. Às vezes recebíamos leite em pó,
bolachas e queijo que eram entregues pela Junta de Freguesia.
O horário de funcionamento das escolas era das 9h00 às 16h00 e na quarta
classe ainda tínhamos admissão pela mesma professora até 18h00.
Havia duas turmas de cada ano (uma de rapazes e outra de raparigas), cada
uma com mais de vinte alunos.
Os professores eram muito severos, mas mantinham muito respeito e alguns
alunos tinham medo, mas saíam bem preparados.
Havia uma palmatória, a «menina dos cinco anos» …
Apesar da rigidez, o nível de comportamento e aprendizagem era melhor do
que na escola actual.
Não concordo que os professores repreendessem de forma tão violenta, mas
muitas vezes, precisávamos que os professores de agora repreendessem mais.
Houve alunos que fizeram só a 2ª classe porque tinham medo de ir para a
escola e faltavam.
4- P Todas as crianças frequentavam a escola?
R- A escolaridade era obrigatória e os professores e contínuos íam a casa
buscar os alunos. Havia muitos alunos na escola e eram poucos os que faltavam.
5- P- E as crianças em idade pré-escolar?
R- Antes de ir para a primária as crianças eram deixadas na casa de uma
senhora amiga, uma vizinha ou com os avós.
Tinham uma pedra, um lápis de pedra e uma cartilha para aprender a ler e a
rezar para a catequese.
Não havia um preço estipulado, pagavam o que queriam ou conforme podiam
à Menina Maria Elisa que era catequista. Era só de manhã e um grupo de mais ou
menos vinte crianças. As outras crianças ficavam em casa com as mães.
A Pré-escolar só abriu há dez/doze anos. Anteriormente, só havia pré no
Canto do Muro e no Funchal.
*auxiliar de acção educativa da EB 1ºC/ PE de São Gonçalo
Entrevista ao Presidente da Junta de Freguesia
1- P- Nasceu na freguesia de São Gonçalo?
R- Sim.
2- P- Sempre viveu em São Gonçalo?
R- Sim.
3- P- Há quantos anos é Presidente da Junta de Freguesia de São Gonçalo?
R- Há dez anos. Comecei por ser professor do ensino primário durante treze
anos. Trabalhei na Escola do Canto do Muro e cheguei a ter cinquenta alunos de dois
anos de escolaridade. Depois, fui trabalhar para um banco pois tínhamos mais
regalias. Os professores ganhavam pouco e nem tinham direito a subsídio de férias
nem de Natal. Só saí do banco quando fui eleito Presidente da Junta…
4- P- Fale um pouco sobre esta nova escola.
R- O terreno desta escola era um terreno de cultivo. Está em funcionamento
há quatro anos. Foi mandada construir porque as outras escolas não tinham condições
físicas suficientes.
5- P- Quando frequentou a escola primária, que escolas existiam para servir as
crianças de São Gonçalo.
R- Existia a Escola da Bananeira, que se situava junto ao edifício do
infantário, Escola da Cruz que se situa no edifício onde funcionava a pré-escola
anterior a esta nova escola. Foi a escola que frequentei, há mais de setenta anos.
Existia ainda a escola da Vista Alegre, na rua Conde Carvalhal, outra na Cancela e no
Canto do Muro. Os professores não tinham formação. As crianças na minha escola
eram de São Gonçalo, mas também havia crianças do Palheiro Ferreiro que se
deslocavam a pé. A escola funcionava das 9h00 às 15h00 e os rapazes estavam
separados das raparigas. As turmas eram formadas por crianças de dois anos de
escolaridade (2ª e 4ª classe ou 1ª e 3ª classe).
6- P- E pré- escolar existia?
R- Não. Existia uma senhora na freguesia que recebia crianças para as
preparar para a entrada na escola primária, mas os pais teriam de pagar e portanto, só
se destinava a crianças privilegiadas. Também existiu uma escola da pré no Canto do
Muro que pertencia a um padre e que pode ser considerada a primeira pré que existiu
nesta freguesia.
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Escola Básica de 1º Ciclo/Pré