www.arvoredoleite.org
Esta é uma cópia digital de um documento que foi preservado para inúmeras gerações nas prateleiras da biblioteca Otto
Frensel do Instituto de Laticínios Cândido Tostes (ILCT) da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG),
antes de ter sido cuidadosamente digitalizada pela Arvoredoleite.org como parte de um projeto de parceria entre a
Arvoredoleite.org e a Revista do Instituto de Laticínios Cândido Tostes para tornarem seus exemplares online. A Revista do
ILCT é uma publicação técnico-científica criada em 1946, originalmente com o nome FELCTIANO. Em setembro de 1958, o seu
nome foi alterado para o atual.
Este exemplar sobreviveu e é um dos nossos portais para o passado, o que representa uma riqueza de história, cultura e
conhecimento. Marcas e anotações no volume original aparecerão neste arquivo, um lembrete da longa jornada desta
REVISTA, desde a sua publicação, permanecendo por um longo tempo na biblioteca, e finalmente chegando até você.
Diretrizes de uso
A Arvoredoleite.org se orgulha da parceria com a Revista do Instituto de Laticínios Cândido Tostes da EPAMIG para digitalizar
estes materiais e torná-los amplamente acessíveis. No entanto, este trabalho é dispendioso, por isso, a fim de continuar a
oferecer este recurso, tomamos medidas para evitar o abuso por partes comerciais.
Também pedimos que você:
● Faça uso não comercial dos arquivos. Projetamos a digitalização para uso por indivíduos e ou instituições e solicitamos que
você use estes arquivos para fins profissionais e não comerciais.
● Mantenha a atribuição Arvoredoleite.org como marca d'água e a identificação do ILCT/EPAMIG. Esta atitude é essencial
para informar as pessoas sobre este projeto e ajudá-las a encontrar materiais adicionais no site. Não removê-las.
● Mantenha-o legal. Seja qual for o seu uso, lembre-se que você é responsável por garantir que o que você está fazendo é
legal. O fato do documento estar disponível eletronicamente sem restrições, não significa que pode ser usado de qualquer
forma e/ou em qualquer lugar. Reiteramos que as penalidades sobre violação de propriedade intelectual podem ser bastante
graves.
Sobre a Arvoredoleite.org
A missão da Arvoredoleite.org é organizar as informações técnicas e torná-las acessíveis e úteis. Você pode pesquisar outros
assuntos correlatos através da web em http://arvoredoleite.org.
o
novo auditório do Instituto de laticínios Cândido Tostes
digitalizado por
arvoredoleite.org
Revista do ILCT
REVISTA DO I'NSTITUTO DE LATICINIOS
INTERNACIONAL DE LATICfNIOS - BRUXELAS
DAIRY MAGAZIN'E PUBLISHED BIMONTHLY
BY THIE DAIRY INSTITUTE CANDIDO TOSTES
COMITE DE REDAÇÃO
Epl TORIAL BOARD
Diretor - Prof. Cid Maurício Stehl ing
Diredor
Editor-Secretório - Prof. Hobbes Albuquerque
Editor-Secretary
Redatores Técnicos Technical Editor.
Prof. Otacílio Lopes Vargas
Prof. José Frederico de Magal hães Siqueira
Prof. Carlos Vieira
Prof. Sílvio S . Vasconcelos
Dr. Hobbes Albuquerque
Secretória - Marylande Rezende
Secretary
Tesoureiro - Prof. Walter Estev�s Júnior
Treasurer
Colaboradores - Professores, Técnicos, Alunos e Ami·
Col laborators
gos do ILCT
Co rresp o n dê ncia :
Correspondence
Revista do Instituto de Laticínios Cândido Tostes
Caixa Postal 1 83 - Juiz de Fora - Minas Gerais - Brasi l .
II
-'
J. J. Carneiro Filho'-'II/IIIIiIIIÍI
III __
Prof . "Honoris Causa" do ILCr
Subscriptions
Year
S 3.00
rN D I CE
CONTENTS
Pág.
A 57 . a ArSsembléia Anual da Fed eração
Internacional de Laticínios - Bruxelas
Uso de ' anti-oxidantes na ,manteiga armazenada em temperatura ·ambiente 5
Page
The 57th Annual Meeting of the Dairy Inter
national Federation· - Spt. 1 973
The Use of Anti-Oxidants in Butter Stored
at Room Temperature.
"Quark" Cheese, a new Marketing Product
in Brazil.
Iogurte, o sabor d e mo rango da eterna
juventude . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. . . . . . . . .
17
Yoghourt - Strawberry Flavor.
EPAMIG . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
21
EPAMIG
Produção de quei jo . . . . . . . . . . . . . . . . . .
26
Cheese Production
Primeiro Curso Especial sobre Laticínios,
da FAO,no Chile . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
45
First Special Course on Dai . ry ing
by FAO, in Chile.
SETEMBRO DE 1973
The 57th Annual Meeting of the Dairy
International Federation
Sept. 1973
JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - BRASIL
Queijo fresco tipo "Quark", novo produto para o Brasil . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 3
1
A 57.a ASSEMBLÉIA ANUAL DA FEDERAÇÃO
CANDIDO TOSTES'
Assinaturas
Ano
Cr$ 25,00
Pág.
MAIO E JUNHO DE 1 974
.'
Ciente de nossa projetada viagem a Eu
ropa, fixada para o mês de setembro úl
timo, o nosso prezado amigo Otto Frense!,
Presidente da Associacão Brasileira de La
ticinistas, falou-nos da' possibilidade de re
presentarmos aquela Associação na Assem
bléia Anual da Federação Internacional d e
Laticínios que devia .se realizar, naquel e
mês, em Bruxelas .
Escrevemos então ao nosso amigo pro
fessor J: Casalis, Presidente da "Comissão
de Estudos", que nos respondeu imediata
mente, dizendo que o representante do Bra
sil seria bem-vindo à Assembléia da F . 1 . L . e
que nossa carta seria transmitida ao Secre
tário-Gerai para que fôssemos inscritos ofi
cialmente e para providências a respeito de
alojamento; que devíamos também escre
ver ,ao Sr . Staal .
Sem demora nos dirigimos a-o Secretário
Geral pedindo-lhe, visto a premência de
tempo, que nos respondes.se para Paris, on
de devíamos chegar a 1 6 de setembro, quan
do lhe telefonaríamos . Ali encontramos a
resposta do Secretário-Geral informando-nos
que teria muito prazer em receber o repre
sentante da Associação Brasileira de Latici
nistas . Seguimos então para Bruxelas e nos
dirigimos diretamente para o "Palácio d o.s'
Congressos", sede das reuniões, ond e já
éramos esperados; encontramos alojamen
to reservado e tivemos o mais cordial aco
Ihimento .
laboraçã-o internaciona·l, a solução dos pro
blemas científicos, técnicos e econômicos
no domínio dos laticínios; não tem interfe
rência nas questões internas de cada país.
A F . 1 . L. é um organismo internacional, de
caráter não governamental; 01$ delegados
d-o s diversos países podem ser produtores,
transformodores, ou comerciantes de l eite e
derivados, assim como economistas ou fun
cionários dos Governos; seus recursos pro
vêm das contribuições anuais dos diferen
tes "Comitês Nacionais", e não dos Pode
res Públicos .
Constituída a princípio por alguns países
da Europa, a F . 1 . L . se estende hoje por
todo o mundo; mais de 30 países estão fi
liados à Entidade, entre os quais o Brasil,
que possui, com sede em São Paulo, um
"Comitê Nacional" com representantes das
diversas atividades laticinistas . (ArSsociação
Brasileira de laticinistas . )
Grupos de Peritos, ,que constituem as "Co
missões" são os elementos essenciai.s dos
trabalhos da F . 1. L. Estas Comissões se reú
nem uma vez por ano em "Sessões Plená
rias" por ocarSião da Assembléia Geral . A "Comissão de Estudos", encarregada de
coordenar e supervisionar todos os traba
lhos, se reúne antes da Assembléia Geral
para examinar os relatórios das d iferentes
Comissões .
Se bem que a sede da F . 1 . L . seja em
Bruxelas, suas Assembléias Anuais se rea
lizam em diferentes países; a Assemb léia
d e 1 972 se realizou em Tóquio e a d e 1 973
Obietivos da Federação
em Bruxelas,para festejar .seu 70.0 aniver
A Federacão Internacional de Laticínios sário . Os trabalhos da F . 1 . L . atingem qua
se todos os problemas científicos, técnicos e
(F . 1 . L . ) foi fundada em Bruxelas, em 1 9.03,
econômicos de latidnios e há, atualmente,
por ocasião do 1 ConÇJresso Internacional
de Laticínio.s que ali se real izou naquele . uma tendência para que se interesse tam
ano, e po r proposta do professor Geldoelst, bém pelos probl emas comerciais .
Com o correr do.s anos vem aumentando
da Escola d� Veterinária d e CureÇJhem
o número de participantes das Assembléias
-Bruxelas; tem por fim favorecer, pe'l a -co-
digitalizado por
arvoredoleite.org
Pág. 2
MAIO E JUNHO DE 1 974
Gerais, o que mostra o interesse dos espe
cialistas em se encontrarem e ·confrontar
seus pontos-de-vista em uma atmosfera de
liberdade e confiança, como bem arSsinala
va o professor Casalis; têm consciência de
pertencerem a uma "equipe cuja única ra
zão de ser é trabalhar pelo desenvolvimen
to da produção e da indústria leiteiras a
se,rviço da coletividade humana . "
A Assembléia de Bruxelas.
A 57.a Assembléia Anual da F . I . L . , a
qual tivemos a honra de comparecer como
deleÇJado da Associacãõ Brasileira de La
ticinirStas, e onde tiv'emos cordial acolhi
mento, realizou-se no "Palácio dos Con
gressüs", no período de 1 7 a 21 de setem
bro . A sessão solene de abertura dos tra
balhos contou com a presença de Sua Alteza
Real o Príncipe A LBERT - mostrando o
interesse da.s altas autoridades pela econo
mia l eite.ira e pela colaboração internacio
nal .
NarS reuniões foram tratadas difere'ntes
questões, entre as quais podemos ,citar :
"Métodos internacionais para medir a con
sistência da manteiga de modo a determi
nar a consistência que melhor corresponde
à preferência do consumid or . " "Recombi
nação e reconstituição de produtos de la·ticínios . " "Leite em pó instantâneo . " "Leite
U . A . T . e acondicionamento asséptico . Lei
te erSterilizado . " " Influência das irradiacões
sobre o leite . " "EtiquetaÇJem de prod�tos
lácteos . " "Micotoxinas . " "Controle e deter
minação dos . resíduo � pesticidas orÇJano
clorados no leI te e derivados . " "Material de
embalaÇJem de leite e derivados . " "Produ
tos de laticínios e produtos concorrentes".'
, etc.
Miccto xinas - Na Assembléia da F . I . L .
real' izada em 1 97:0,
proposto que se inscrevesse no proÇJrama
da "Comissão de Análises" o estudo das
Micotoxinas; na reunião de Tóquio, em
1 972, o dr . Mabbitt e o prof . Moquot so
licitaram a atenção para a importância do
assunto e o Presidente os convida então a
elabOrar um m emorial a ser examinado na
reunião seÇJuinte .
Na ArSsembléia de 1 973, aqueles técnicos
dizem em seu re,latório que entre m'Jitas
espécies de mofos 'conhecidas, são relativa
mente poucas as que produzem micotoxinas
e que, em vista das dificuldades de contro
lar o desenvolvimento dos mofos nos ali
me,ntos do gado,é sobre 01$ animais que se
vem observando os sintomas tóxicos, cons
tatando-se l esões do sistema nervoso, do
fígado e do sistema circulatório . No que
Revista do
ILcr
se refere ao leite, continuam os relatores'
trêrs perigos são possíveis:
al . o us·o para o gado de, alimentos con
tamlnadorS por mofos pode provocar a eli
minação de micotoxinas pelo leite;
b) p rodutos à base de mofos uti,lizados .
em 'laticínios (-como por exemplo certos coa
lhos microbianos) podem produzir toxinas';
c) mofos dersenvolvendo-se em produtos
de �eite n.o curso da estocagem podem pro
dUZIr toxinas .
. t difícil estimar o perigo decorrente de
desenvolvimento dos mofos nos produtos do
leite, e dois aspectos se apresentam:
a) t r.reciso demonstrar claramente que
nos queijos curadol$ as espécies tradicional
mente empregadas não são toxígenas·' toda
nova espécie a ser utilizada deve ser obje
to de cuidadoso exame;
b) os mofos que se desenvolvem nos pro
dutos de leite como organismos de conta
minação no curso da estocagem,podem I$er
toxíÇJ enos .
Diversos produtos de imitacão,fabricados
a partir de so ja ou de outras proteínas ve
ÇJetais ou de mistura destas com leite, po
dem conter toxinarS . Os redatores Mabbitt
e Moquot concluem que é necessário prerS
tar toda atenção aos problemas das mico
toxinas e que um teste bastante sensível pa
ra a p esquisa da aflatoxina foi encontrado
pelo professor Kiermeier e colaboradores .
xx:: :X:: :xx
As micotoxinas são subrStâncias novas des
cobertas há apenas cerca de 1 2 anos,como
a aflatoxina a mais conhecida dentre elas
e cuja impo rtância econômica e higiênica
'
é considerável .
A primeira notícia das aflatoxinas pare
ce datar de 1 945, mas foi em 1 961 que o
problema começou a ser estudado . Neste
ano os ingleses perderam 1 50 mil perurS
que haviam inÇJerido torta de amendoim,
proveniente do Brasil e que morreram ra
pidamente, . Estudos aprofundados do as
sunt:o mostraram que· estas tortas estavam
contaminadas pelo Aspergillus flavus, fungo que p roduz um toxina,a aflatoxina capaz de provocar a morte de patos novols,
particularmente sensíveis . A administracão
a estes animais de doses menos fortes pro
duzia lesões precoce,s do fígado . Mostrou
-se em seguida, que a af.latoxina
t radci a ratos, em doses subletais, provoca
va invariavelmente lesões semelhantes. Prin
cipalmente na Ing·laterra os Institutos e La
boratórios de Pe,squisas apresentaram consi
deráveis trabalhos sobre o assunto .
Verificou-se que o leite de vacarS que in
geriam tortas m uit·o contaminadas conti-
Revista do I LCr
MAIO E JUNHO DE 1 974
póg. 3
parece assim que, do ponto-de..vista do
nha uma substância fluorescente maligna e
que aí aparece sob forma diferente e é consumidor, é m el hor exprimir em kÇJ de
produto total . Examinam-se as duas possi
denominada Itaflatoxina M", conservando
seu caráter tóxico . As aflatoxinas são eli bilidades e o relatório será submetido aos
Comitês Nacionail$ para opinar .
minadas pela urina, pelas fezes e também
xx: : :x:: :xx
pelo leite .
A palavra pesticida é aplicada a produ
Os métodos de exame são numerosol$ e
tos que permitem combater flagel'Üs de ori
a maior parte dos analistas utiliza a cro
matografia em camada delgada sob raios gens diversas como roedores, insetos ou
ultravioletas . Até agora nenhum teste bio microrganismos e mais particularmente no
lógico é perfeitamente específico; é sempre que se refere à agricultura .
Alguns pesticidas não são estáveis, I$ão
necessário repetir os exames justapondo-se
biodegradáveis e seus resíduos não ofere
01$ métodos .
O problema das micotoxinas depende ain cem perig'Ü, desaparecem rapidamente; é
o caso especialmente dos produtos fosfora
da de muitos estudos e as pesquisas de
dos . Outros não são biodeÇJradáveil$, per
vem ser continuadas; o assunto está inscri
manecem ativos durante vários anos, seja
to nos p roRramas de trabalhos 'da F . I . L.
no solo,'ou superfícies onde são aplicados
para 1 974 .
e podem se acumular nas ÇJorduras veqetais
xx: : :X : : :xx
Pesticidas. Na questão dos pesticidas or ou animais . Nesta grupo estão 9s organo
c1oradorS, entre os quais o H CH e o DDT,
ganoclorados no l eite dois pontos foram
em particular,cujo uso já tem sido proibido
examinados
em diversos países . Os Estados Unidos pro
1 ) Contro le dOs resí�uos de pesticidas. mulgaram uma l egislação muito severa so
O dr. Kadis sugere que a Comissão deve
bre as doses de pesti'cidas organoc-larados
preparar diretrizes para um plano de con
toleradas nOI$ alimentos, o que tem causa
trol e nos diversos paísel$, redigir recomen
do a proibição de entrada naquele país
dações aos produtores para m os.trar como
evitar as contaminacões nas fazendas e de diversos produtos de alimentação,inclu
precisar os níveis de tolerância . O controle sive de laticínios . A questão da presença
de pesticidas no l eite e derivados é proble
da ,contaminação do leite e seus produtos
faz parte do problema geral do meio-am ma econômico de atualidade imediata.
Em agosto de 1 979, em reunião da So
biente e as medidas a adotar neMe domí
nio exigem viÇJilância, informação e regu ciedade Mineira de Agricultura, a imprensa
o notici·ou,- tivemos oportunidade de assi
lamentação . O plano de controle está con
nalar o perigo do uso do DDT, lembrando
dicionado ao modo de contaminacão dos
pesquisal$ realizadas na Suécia, Norue'ÇJa,
animais e, conseqüentemente, do 'leite, e
Dinamarca e Estados Unidos . A SMA apro
que se faz por consumo de forraÇJens conta
vou moção a ser enviada às autoridades
minadas (via diÇJestiva) , por pulverização
nos estábulos (via respiratória) e por apli sanitárias pedindo atenção para 00 assunto .
Os jornais noticiaram recentemente a mor
cação direta do produto sobre os animais .
te de animais, no Rio Grande do Sul,into
A poluição do l eite varia com a via de
animais
oshavia
pesticida,
xicados por em
penetração e com o produto empregado .
I$idoentraram
Duhlin,
em uma plantação de soja que havia' rSido
Depois de publicações da F . I . L . com in
tratada pel o DDT . O secretário Paulo No
formacões relativas às medidas a serem em
gueira Neto, do Meio-Ambiente, falando
preÇJadas para eliminar a .contaminação do
l eite e derivados,vários países introduziram recentemente ao "Estado de Minas", con
modificações na sua legislação no que se' firmou que o DDT está de fato condenadb
tanto para o meio rural como para aplica
refere às concentrações máximas, controle
ção em residências das ,cidades e l embrou
para utilização e interdição de alguns pes
a morte de mais de 400 bois no RS. E
ticidas .
ainda o "Estado de Minas" que noticia re
2) O segundo ponto examinado foi o pro
cente intoxicação de famílias que consumi
blema de métodos de determinacão de resí
ram legumes tratados pelo produto referido,
duos perSticidas . O assunto fo;' objeto d e
cujo emprego foi proibido no Estado sulino .
vivas discussões n o que s e refere a o m odo
Menciona ainda aquele j ornal não lhe ter
de expressão do teor em pesticida . Até
aÇJora as tolerâncias têm sido expressas em sido possível saber se existe -alguma pro
mg p' or kÇJ - de matéria ,gorda, - . mas, vidência 'Üficial sobre o problema em nos
so Estado .
considera-se que do ponto-de-vista Gani
Apesar da atual utilização dos pesticidas,
tário é o produto total que é tomado em
os inimigos das culturas causam ainda ,cer
consideração, e é de produto total que se
ca de um terço das perdas agríco las; no
determina qua,1 a ingestão diária aceitável;
digitalizado por
arvoredoleite.org
F
Pág. 4
MAIO E JUNHO DE 1 974
entanto, a supressão destatS armas qUlmlcas
seriam desastrosas . O que é necessário é
combater sua toxldez, seu empreÇ)o deve
ser ensinado, regulamentado e controlado,
pois SUd utilização racional é de conside
rável interesse para a agricultura .
xx:: :X : ::xx
Na quetStão
Material de embalagem.
de material de embalagem, foi assinalada
a necessidade da normalização das dimen
sões destas embalagens e de se levar em
conta não só sua face interna em ,contato
com o produto, mas ainda a face externa,
por razões de aspecto decorativo . As pes
quisas de inovação têm, no momento, ma ior
criatividade ao nível da apretSentação do
que do próprio produto .
Ponto importante a encarar é a questãq
da destruição das embalagens para a con
servação do meio-ambiente; as tentativas
de produção de plásticos menos nocivos ao
meio-ambiente, no momento de sua destrui
ção, progridem rapidamente; processos de
biodegradação se multiplicam permitindo
que se evite restrições no emprego de plátS
ticos .
Foram mencionados recentes ensaios fei
tos nos Estados Unidos com garrafas re--uti
lizáveis, liÇ)eiras, de Ç)rande resistência e na
fabricação das quais é empregado um com
plexo de vidro e matéria plárStica .
A marca deve ser o símbolo da mercado
ria e daí a va·lorização visual dada pela
embalaÇ)em; os desenhistas terão que aliar
à beleza da forma o perfeito funcion·amen
to da embalaÇ)em .
Produtos d e laticínios e produto s concOr
rentes. Na questão dos produtos de laticí
nios e produtos concorrentes, falou-se prin
cipalmente da concorrência da margarina
e da necessidade de deferSa cOntra constan
te ameaça que ela representa . Foi pedida
atenção para 'o abuso de publicidade em
favor dos produtos de imitação . Citou-se
a declaração do Ministro Stuyt, segundo a
qual não seria o consumo de matérias gor
das, seiam de origem veÇ)etal ou animal,
que seria um dos fatores influenciando de
maneira desfavorável nas doenças da prol$
peridade .
Foi dado conhecimento do texto recente
da "Food and DruÇ) Administration", mos
trando não haver qualquer prova que indi
que uma correlação entre o teor de coles..
terol e a utilização de matéria Ç)orda ani
mai . Solicitou-se que o Secretariado procu
rasse obter o texto ofidal deste documento
para sua divulÇ)ação .
Além destes assuntos, dois outros, de in
tereStSe imediato, foram considerados prio-
Revista do ILcr
ritários . O primeiro deles "A importância
do leite na alimentacão" . De·sde muito tem
po a F . I. L . vem p(ocurando interessar os
nutricionistas em suas atividades e vem
contand·o com a colaboracão de muitos
deles, cuja autoridade não padece dúvida;
entre eles podemos citar os drs . Trêmoliêres
(França), Hartog (Holanda), Yudkin ( G . B . ),
Blanc (Suíça), Lembke (Alemanha) e Halaen
(Austria) .
Ainda de acordo COm o que havia tSido
proposto na "Reunião" de Tóqui,o ficou es
tabelecida a criação de um "Grupo de tra
balho" para se ocupar do "Papel do ,leite
nos regimes alimentares deficientes" e cujas
.
funções foram aÇ)ora definidas .
X : : :X : : :xx
Tivemos a oportunidade de assinalar que
a produção e a indústria leiteiras no Brasil
estã,o se desenvolvendo; que Minas Gerai6
possui uma excelente Escola de Laticínios,
em plena· expansão, a única da América do
Sul, e que vem prestando relevantes servi
cos ao desenvolvimento de nossa indústria
íeiteira. Informamos que em palestras e em
colaboração pela imprenrSa temos insistido
no alto valor nutritivo do leite e derivados,
principO'�mente nos países e'm desenvolvi
mento . Assinalamos ainda que o Governo
do Brasil instituiu recentemente um "Progra
ma de Alimentação e Nutrição", cujos prin
cipais objetivos são combater as carências
nutricionais, ori entar a população no sen
tido de selecionar e utilizar mais adequada
mente o's alimentos, e incrementar a produ
ção de alimentos essenciais, principalmente
os de maior valor protéico.
xx:::x:::xx
Outro assunto considerado pri'oritário fo
ram os preparativos para a realização do
próximo ConÇ)resso Internac:onal a realizar
-se na Tndia (Nova Delhi) em 1 974 . A orga
nização destes Congressos, emÇ)eral patroo
cinados pelorS Governos dos países onde se
realizam, é de competência da F . I . L . O
próximo Congresso conta COm o patroocínio
do Presidente da Tndia e seu Programa, bem
organizado e luxuosamente impresso, está
sendo distribuído .
A Reunião da Comissão de Estudos
De acordo com a nOrma adotada, a Co
missão de Estudos 6e reuniu no dia 20 de
setembro, sob a presidência do professor
J. Casalis, ladeado pelo Presidente Roberts
e pelo Secretário Staal . A sessão foi .con
sagrada mais especialmente a uma exposi
cão resumida, dos Presidentes das diferen
tes Comissões, sobre seus trabalhos .
Revista do ILCT
Pág. 5
MAIO E JUNHO DE 1 974
Discutiu-se a necessidade imperiosa de
preci sar, c?m cl�reza, os ti p<?s de produt�s
e sua termmoloÇ)la no domlnl? da recombl
nacão e reconstiluição de leite e produtos
d e�ivados .
A Comi,ssão de Estudos tomou conheci
mento dos trabalhos das dife.rentes reunlo�s
e dos relatórios a serem publicados, n'o pr�.,.
ximo ano, no Boletim da F . I . L . O PresI
dente assinala finalmente o: assuntos que
foram objeto de, exame mais detalhado e
faz a tradicional exposição dos trabalhos
da 57.a ,A"ssembléia Anual,
Fi cou estabelecido que nenhum Seminário
será realizado em 1 974, ano do Congresso
de Nova Delhi, Foram, no ent-::t�to, apro
_ de
vadas as propostas para a rea! Izaçao
_ dos
dois Seminários em 1 975, que cUldarao
problemas "Papel do leite na alimentação
humana" e "Mamite bovina",
uma prova de vitalidade da F . 1, L: Em :e
guida, presta homenagem ao Somlte India
no, pre.sidido pelo D.r, V, Kunen, pelo e�
_ que v m mani
tusiasmo e pela dedlcaç.ao
�
festando na organização do próxl�o �on
gresso, certo de que, o qu� :. e realizara em
Nova Delhi, estará na tradlçao dos -grandes
Congressos que se real�zaram no passado
e abrirá novas perspectivas para o mundo
laticinista,
O Presidente pre.sta homenag�m aos, c? m
panheiros desapare� i � os depOI S do ultimo
encontro e em memona de. t�das as p�rso
nalidades da indústria leiteira, falecl�as,
convida a assembléia a observar um mmuto de silêncio .
Informa ainda que o Comlte, Executivo
examinou a necessidade , do aumento da
cotizaçã'o para 1 974, ,a�slm, ·como do au
mento de sua compo.slçao, IU,lgaqos n.e.ces
sários, com o que a Assembléia se manifestou de acordo .
Finalmente, o Presidente faz referenc�a ao
contato da F,I . L . com outros OrÇ)ams,,!,os
Internacionais, principalm.ente do? estre-ltos
contatos com a F , A,O.; sobret�do no qU,e s�
refere à elaboração do "CódlQo de Prlncl
pios" para - l eite e produtos denvadol$,
Ao encerrar a Sessão s,olene, sob aplau
sos da assistência, o Presldent� entreÇ)a ao
representante da Tndia a Bandeira d� F , I � L . ,
que deverá p ermanecer naquele paiS, a! e , o
Internacional, cenmonla
próximo ConÇ)resso
'
esta que se vem realizando desde 1 903,
A
.
•
A
A
Sessão solene de encerramento.
Na Sessão solene de encerramento do,s
trabalhos.
zada no dia 21 de setembro, o PreSidente
E . G, Roberts, depois de aÇ)rad.ecer ao Co
mitê BelÇJa pelo amável a,colhlmento, fala
da próxima Reunião a reali zar-se em Nova
Delhi, por ocasião do XIX Con�� esso Int,er
nacionO'I e informa -que o Comlte E� ecutl�o
aceitou, provisoriamente, os convl!�s da
Austria e do Canadá para as Reunlo�s de
1 975 e 1 976, o que pessoalmente conSidera
'
I n � ú s t ri a s R eu n i � a s f a � u n � e s H e tt o S. A.
"Estamparia Juiz de Fora"
Latas de todos os tipos e para todos os fins.
Cartazes e artefatos de fôlha-de-flandres
Máquinas para fechamento de latas, Pestaneiras,
carretilhas, placas, etc.
Embalagem resistente a ácidos e álcalis
Rua Francisco Valadares, 108
-
End. Teleg. "IRFAN"
Telefones 1790 e 1147
-
Juiz de Fora
digitalizado por
-
-
Caixa Postal 15
E. Minas
arvoredoleite.org
Pág. 7
MAIO E JUNHO DE 1 974
Revista do I LeT
USO DE ANTI-OXIDANTES NA MANTEIGA
ARMAZENADA EM TEMPERATURA AMBIENTE
The Use of Anti-Oxidants in Butter Stored
at Room Temperature
N elcindo Nascimento Terra (1 )
Lori da Silva Schmitz (2):
ABSTRACT
The use of antioxidante in butter stored
im medium temperature.
The authors have made a comparison be
tween the conservative effect of ascorbic
acid and alpha tocopherol, and the conser
vative effect of sodium chloride in butter
stored im medium temperature (21 °( and
29°C).
They have demonstrated the more efficient
conservative effect of ascorbic acid. The
alpha tocopherol did not presented -lhat ef
fed, may be because of the dose used.
The ascorbic acid and the alpha tocophe
rol do not determine a negative affect in
the organoleptics quality of butter.
RESUMO
pela composlçao e caracteres organolépti
cos da mesma (1 3). As etapas possuem re
gras cuia observância reflete diretamente
na conservação da manteiga. A par disso,
a sua própria natureza, essencialmente gor
durosa, reduz tremendamente sua vida útil.
A matéria gordurosa constituída quase
que essencialmente por triglicerídeos (9),
com relativa faciHdade, sob a ação catali
sadora da luz e calor é hidrolisada com o
desdobramento em glicerina e ácidos gra
xos. Tal desdobramento determina o apare
cimento do característico sabor de ranço
devido aos ácidos graxos libertados, espe
cialmente o butírico (5).
Sua pequena "vida" útil, seu elevado va
lor energético e conseqüente significado co
merciai determinou estafantes pesquisas no
sentido de melhor conservá-Ia.
Os autores comparam o efeito conserva
dor do ácido ascórbico e alfa tocoferol com
Alguns estudiosos verificaram quais .as
o do cloreto de sódio em manteigas arma condições favoráveis à ação lipolítica ,(14,
zenadas à temperatura ambiente (21 °( a 7, 1 ) enquanto que outros pela utilização
29°C).
de substâncias anti-oxidantes impediram a
Demonstraram elevado efeito protetor do formação de peróxidos (8, 6, 11, 1 7, 1 2, 10,
ácido ascórbico enquanto que o alfa toco 1 8), pois assim procedendo evitaram a for.;.
ferol mostrou-se destituído do mesmo em . mação do sistema oxidante seqüestrando o
oxigênio (3) .
face, provavelmente, da dose utilizada.
Tanto o alfa tocoferol como o ácido as
O obietivo do nosso estudo é ampliar tra
córbico não interferiram negativamente nos balho anterior (1 6) comparando o efeito
caracteres organolépticos da manteiga.
preservador na manteiga armazenada em
temperatura ambiente (21 0( a 29°C) do áci
1 . INTRODUÇÃO
do ascórbico e alfa tocoferol para com o
A elaboração da manteiga está condicio
cloreto de sódio, único conservador permiti
nada a uma série de etapas, responsáveis do pela legislação em vigor (2).
(1 ) Professor-Adjunto do Departamento de Tecnologia Alimentar da UFSM e res
ponsável pelo Setor de Tecnologia dos Produtos de Origem Animal.
(2) Professor-Adiunto do Departamento de Tecnologia Alimentar da UFSM e res
ponsável pelo Setor de Bromatologia.
digitalizado por
arvoredoleite.org
Pág. à
MAIO E JUNHO DE 1 974
2.
2.1.
2.1 . 2 .
MATERIAL E MeTODOS
Material
Preparação das amostras
O material após conve n i e n te h o m og e i n i
zação fo i d ivid i d o em q u atro porções, s e n
d o q u e u m a f i c o u isenta d e conservad o r e
às d emais ad icionamos respectivam ente 20/0
de c l o reto de sódio (*), 0,20% de á cido a6có rbico (**) e 0,: 0 03% d e alfci toco fe
ro l (**) .
Log o a seg u i r, cada porçã o foi reco l o ca.
da em sua embal agem qe o rigem e arma.
zen ad a a tem pe ratu ra ambiente .
Tomada da amostra
RESULTADOS MÉDIOS OBTIDOS COM A MANTEIGA
, ADICIONADA DE 2% DE CLORETO DE SODIO
Duração
Temperatura
Máxima
(0C)
cor
' '
,
Odor
'
1.8. semana
26
N
N
N
2,56
0,00051
( )
2.8. semana
29
N
N
N
2,83
0,00094
( )
3. Resultados
3.8. semana
22
A
A
A
3,20
0,0013
(+)
TABELA
Acidez
(ml. sol
N%)
-
Peróxidos
(moles/kg)
26
N
N
N
Rancidez
(Kreiss)
Duração
Temperatura
Máxima
(0C)
29
LN
N
N
3.8 se mana
22
A
A
A
Caracteres
Organolépticos
Cor
7,46
3,42
4,71
111
RESULTADOS MÉDIOS OBTIDOS COM A MANTEIGA
ADICIONADA DE 0,20% DE ACIDO ASCORBICO
Sabor
2.8. seman a
R I I SPOA, art .
-
Os res u ltad os m é d i o s o btidos enco n tram
-se n as TAB ELAS I, l i, 111, IV.
1.8. semana
(*)
Rancidez
(Kreissl
Seg u i m o s as n o rmas analíti cas do Instituto
Adolfo Lutz (15) para acidez e WI NTON &
WI NTON (19) para peróxidos e Kreiss.
Caracteres
Organolépticos
Cor
Peróxidos
(moles/kg)
Odor Sabor
TABELA I
Duração
Acidez
(ml. sol
N%)
Caracteres
Organolépticos
2.2. Métodos
RESULTADOS MÉDIOS OBTIDOS COM A MANTEIGA
ISENTA DE CONSERVADOR
Temperatura
Máxima
(0C)
11
TABELA
As aná l ises foram realizadas som ente so
bre a porção g o rd u rosa.
Pág. 9
MAIO E JUNHO DE 1 974
Revista do ILCT
A amostra méd io fo i o btida retirando-se
porções de d i ferentes ponto s da amostra
q u e a seg u i r fo i aq uecida em ban h o-maria
a 35°C. Após a fusão o bteve-se completa
h o m o g eneizaçã o através de conti n u ado mo
vi mento c i rc u l ar.
Uti l izamo s mante i g a' tipo extra, s e m sal,
e m balada em papel al u m i n i zado e despro
vido de data de fabri cação. Foi adq u i rida
no comércio l o cal (Santa Maria, RS) o n d e
era conservada e m bal cão fri g o rífico aber
to .
2.1 .1.
Revista do I�CT
,
Odor
'
Acidez
(ml. sol
N%)
Peróxidos
(moles/kg)
Rancidez
(Kreiss)
Sabor
0,00155
( )
-
1.8. semana
26
N
N
N
3,92
Zero
( )
0,00259
( )
-
2.8. seman a
29
N
N
N
4,19
Zero
( )
0,00386
(+)
3.a semana
22
N
N
N
6,28
Zero
( )
4.8. seman a
24
N
A
A
6,43
Zero
( )
-
-
-
-
156 .
(**) Quan tid ad e máxima permitida para a margari n a seg u n d o o decreto n .o
d e 26/3/65 .
55.871,
digitalizado por
arvoredoleite.org
Pág. 1 0
MAIO E JUNHO DE 1 974
Revista do ILCT
TABELA IV
.
RESULTADOS MéDIOS OBTIDOS COM A MANTEIGA
ADICIONADA DE 0,03% DE ALFA TOCOFEROL
Duração
Temperatura
Máxima
(0C)
Caracteres
Organolépticos
Cor
I
Odor
'
Acidez
(ml. sol
NOJo)
Peróxidos
(moles/kg)
Rancidez
(Kreissl
Sabor
l.a semana
26
N
N
N
2,87
0)00061
(-)
2 .a semana
29
N
N
N
3,00
0,00095
(-)
3.a semana
22
N
A
A
3,9 8
0,00127
(+ )
4. Discussão dos Resultados
de conservação da manteiga, sendo que
DOWNEY & MURPHY (7) e POUT et ai (14)
A hidrólise do triglicerídeo da manteiga
utilizaram os aludidos caracteres como efi
desdobra-o em glicerina e ácidos graxos.
ciente meio auxiliar.
A determinação da acidez da gordura
Alravés dos resultados relativos aos pe
da manteiga serve para avaliar os ácidos róxidos, constatamos a rápida penetração
acima mencionados, portanto possibilita do oxigênio na manteiga isenta de conser
acompanhar seu estado de conservacão vador e em oposição à ausência de peróxi
até atingir a rancificação (5). A manteiga dos na adicionada de ácido ascórbico. Há
adicionada de cloreto de sódio (TABELA uma correlação direta entre o teor de pe
11) apresentou reação de Kreiss positiva róxidos e o poder conservador, sendo, pois,
com a menor acidez (3,20) enquanto que a
o ácido ascórbico o conservador mais efi
adicionada de ácido ascórbico (TABELA 111)
ciente prolongando a vida útil da manteiga
"rançou" com a maior acidez (6A3) . Após
por quatro semanas, enquanto que os de
a adição de cloreto de sódio observamos mais conservadores o fizeram por três se
o crescente aparecimento de gotículas de
manas, espaço de tempo este conseguido
água o que sem dúvida alguma acelerou o mesmo pela manteiga isenta de conserva
processo hidrolítico, facilitando a acão en
dor. Como vemos, tanto o cloreto de sódio
zimática . O continuado aumento da' acidez como o alfa tocoferol não mostraram efei
indica um crescente ataque à gordura mos
to protetor palpável, o que nos leva a su
trando que os conservadores utilizados re
por insignificância da dose utilizada ou
tardam mas não impedem totalmente a condições do substrato impróprias para a
degradação lipídica.
atuacão dos mesmos. Para o cloreto de só
Os caracteres organolépticos foram efi
dio á quantidade empregada foi a máxima
cientes meios de acompanhamento do es
permitida pela legislação em vigor, enquan
tado de conservação sendo que no caso
to que as condições do meio poderiam ter
da manteiga isenta de conservador (TABE
sido Jornadas impróprias face a não obser
LA I) bem como da adicionada de ácido vação das recomendações da tecnologia da
ascórbico (TABELA 111) tais caracteres ante fabricação. (1 3)
cederam a caracterização química concor
Para o alfa tocoferol utilizamos a dose
dando com as afirmações de CIMIAMO (5). máxima permitida para
a margarina que
Nesta última foi tão característica a alte
pode ter sido diminuta em nosso experi
ração do odor e sabor que tais caracteres
mento, visto que, como sabemos, a marga
foram os únicos utilizados para caracteri
rina sofre também a adicão de outros conzação do término do efeito protetor.
servadores (4).
H ILL et ai (10) estudaram o efeito protetor
TELEGDY et ai (17) ao estudarem a pro
de várias substâncias utilizando somente a
teção do beta-caroteno e vitamina A da
verificação dos caracteres organolépticos
manteiga e margarina pelos tocoferóis, ve
como meio efetivo de julgamento do estado rificaram ser efetiva a
dose de 20 mg/lOO g
'
Revista do ILCT
MAIO E JUNHO DE 1 974
Pág. 1 1
de Kre�ss
sem, no entanto, mencionarem o teor d e 5.6. Entendemos que a reação
.
não é i.,dicada para a caracterlzaçao
cobre a ácidos polissaturados.
manteiga.
da
o
rancificaçã
a
d
·
BRAVERMA N (3), DOWNEY & MURPHY
(7) salientam o fat� d e que a pr�se.nça. dos
6. BIBLIOGRAFIA (*)
metais pesados cria novos radicaiS Itvr�s
.
�aceleraçao
a
ente,
que leva, conseqüente�
1. A LI FAX, R. - Influence of !� e unsaponl
da oxidação da matéria gordurosa, sendo
fiable fraction on the stabtllty of butter.
que a FAROOQUE E et aI (8) anularam tal
Protection of butter by ascorbic acid.
efeito adicionando à mistura conservadora
Annals Tecnol. Agric. 18 (3): 167-85,
certa quantidade de ácido cítrico de atua
1969.
ção sequestrante.
2. BRASIL - Ministério da Agricultura. Ser
Agrope
CO LAGRAND E et aI (6) e ALl FAX (1)
vico
' de Inspeção de Produtos
mostram existir uma relação direta entre a .
cuários e Materiais Agrícolas.
quantidade e�pregada. .de conservador e
Regulamento da Inspeção In9ustrial �
o teor de áCidos polt-msatur?dos, sendo
sanitária dos produtos de origem ani
que os primeiros ainda enfatizam o fato
maI Rio de Janeiro, 1962.
de que altos teores de tocoferol retardam
3. B RAVERMAN, J. B. S. -l ntroduci6n a la
o início da autoxidação.
Bioquimica de los A,Iimentos. ,Trad. de
MARKSE (12) em teste acelerado (1000q
Bernabé Pérez e Justmo Gonzalez. Bar
utilizou quantidade d� .alfa tocoferol (0,05%)
celona, Ediciones Omega S/A, 1967,
superior a por nós utilizada e conclUIU pelo
p. 268.
.
deficiente efeito protetor.
4. CAMPOS, M. A. P. - A ciência dos alt
.
ambiente
temperatura
em
ndo
Trabalha
mentos. Rio de Janeiro, Gazeta da Far
(210C a 29°q conseguimos conservar a man
mácia Editora, 1961, p. 85.
teiga pelo prazo máximo de quatro sema
5. CIMIANO, P. C. - A determinação . de
nas (amostra adicionada de ácido ascór
acidez e o sabor a ranço da manteiga,
bico) enquanto que em estudo anterior (16)
Rev. Inst. Latic. Cândido Tostes, Juiz de
com auxílio do frio (+6°q tal espaço d e
Fora, (137): 2-4, março/abro 196·..
tempo foi duplicado.
6. CO LAGRANDE, O. e FONTANA P.
POUT et ai (14) utilizaram o ensai? cc:m
The effect of tocopherol in preservation
o ácido tiobartúrico para a caracterlzaçao
of butters. Lait 47 (463, 464): 135-43,
do ranço em substituição à reação de
1967.
.
t
ns
co
tado
ter
0r
e,
n
Kreiss, provavelm� � . I?
. . c:l
7. DOWNEY, W. K. e Murphy, R. F. - LI
como nós uma dlmmulçao da sen.slbllldade
J.
Ir.
Butter.
Packaged
in
pid Oxidation
da aludida reação para a manteiga quan
Agr. Res. 8 (1): 169-71, 1969.
do comparada com a observ��a para com
8. FA ROOQUEE, M. A . e SIDDIQUI, A. A.
os óleos, pois nos casos pOSitiVOS a cama
- Presertion of rancidity and consequent
rosada.
da ácida tomou coloração apenas
loss of vitamin A in vanaspati. Pakistan
J. medo Res. 8 (1): 22-41, 1965.
5. CONCLUSOES
9 . GODED Y MUR, A. - La leche y sus
adulteraciones. 2.a ed. Madrid. Socieda
5.1. Que o ácido ascórbico foi entre as
de Anónima Espanhola de Traductores
substâncias ensaiadas a que melhor
y Autores, 1946, p. 49 .
conservou a manteiga.
5.2. Que o ácido ascórbico não interferiu 10. H ILL. L. M. et ai - Protection o� milk faf
with antioxidants. J. Dairy SCI. 52 (6):
negativamente nos caracteres organo
888, 1965.
lépticos da manteiga.
5.3. Que o cloreto de sódio, bem como o 11. KOTOVA, O. G. - Prevention of butter
spoilageby sorbic acid. Trudy vologod
alfa tocoferol não apresentaram pro
moloch Inst. 55: 171-77, 1967.
priedades conservadoras.
5.4. Que a quantidade de alfa tocoferol a 12. MARKUSE, Z. - Effects of alpha toco
pherol on antioxidants of edible fats
ser utilizada deve ser superior à per
RACOZN. paust. zahl. Hig. 17 (5): 433mitida para a margarina.
-38, 1966.
5.5. Que a verificacão dos caraderes or
ganolépticos répresenta valioso auxi 13. MULVANY, J. L. - Indústria da mantei
ga. Trad. de Hobbes Albuquerque, Mi
liar na caracterização do estado de
nas Gerais, Imprensa Oficial, 1970. p.7.
conservação da manteiga.
(Continua na pág. 43.)
'
(*) De acordo com as normas preconizadas pela Associação Brasileira de Normas
Técnicas, ABNT, 1964.
digitalizado por
arvoredoleite.org
Pág. 13
MAIO E JUNHO DE 1 974
Revista do I Ler
QUEIJO FRESCO TIPO "QUARK",
NOVO PRODUTO PARA O BRASIL
"Quark" Cheese, a new Marketing Product in Brazil
Hans Heufelder
Agrônomo e Lati cin ista do Prog ram a d e
Cooperação Técn i ca B ra s i l-A l e m a n h a
(R . F . ) junto à ACA R .
1 . Introdução
O queijo " . q uar
mercadolS da Europa Centra l e Ocidenta l ,
c o m o b a s e d e d i versos pratos típic o s, con
siste em coa l hada fresca acidificada, obtid a
por l eite i nteg ra l parcial mente ou tota l men
te d esn atado, ou en riquecido por creme e
l i geira mente concentrada
(sepa ra ndo-se
parte da u m idade em fo rma d e soro) . Seu
conteúdo de u m idade fica entre 60 - 80%,
seg undo o tipo . O produto pode ser padro
n izado entre zero até 60% d e matéria gor
da em matéria seca . t usado como m assa
básica na prepa ração de. pratos típ icolS, p i
ca ntes ou doces . Existe um g rande n ú m ero
de receitas ca seira s, nas quais se em prega
o qu eijo qua rk" . E m Minas foi rea l iza da
uma série de experi mentos para encontrar
a lÇJumas receitas ao g osto bras i l e i ro . Es
saIS receitas fora m testadas e desenvolvidas
por técnicos da ACAR em col abo ração com
o Instituto d e Laticín i'os Cândido Tostes, de
Juiz de Fora .
11
2. Processos
2.1 . Preparo do queijo IIquark"
fl1D
PFIZER QUíMICA LTDA.
Depto. Vendas Químicas
. Via Dutra Km 391· Gt)ARULHOS
Caixa Postal 3896 • São Paulo· SP.
ê
Desejamos receber assist ncia técnica e
amostra de Coagulante Pfizer
.. " ..•. , ...................... OI·:···;··.· .... " .. " .... ",,, .. U, ..... .
Endereço
;
:
' .. UIIYIIIIIIII 'U" lllllltIIUI,tIlUIlIfIIIlIt11ltIlUfIIlIIlUItItIl.
.
•
Deve-se d eixa r o leite desn atado, à tem
peratu ra a mbiente em um ta n q u e de quei
jo, junta ndo-se 2% de fermento l á ctico m is
to, i g u a l ao usado na fabri cação do queijo
Prato . t aconsel hável e m p regar u m fermen
to que. conte n h a a l é m dos Streptococcus lac
tis e crémoris, os BetacOccus e outros for
madores de aroma . O leite vai coa l h a r em
mais ou menos 1 6 hora s, sendo que a acidez
não deve passar dos 85° D . Com um facão
a coa l h ada é então cortad a em ' c i l i n d ros de
uns 5 x 5 cm, sem q u e se m exa. E m seÇJu i
da, deve-se passá-Ia a um saco de a lgodão
com u m a concha, cuidando pa ra não rom
pê-Ia. O saco se d eixa pend u rado de u m a
esta nte o u dentro de u m a armação de ma
deira ou p referive l m ente d e a l u m ín io) sobre
uma mesa · c oberta por pra nchas perfu radas
de a ço i noxidável o u d e a l u m ín i o . Pode-se
ta mbém usar u m t a n q u e coberto por pra n
chas perfu radas . O saco d eve ficar aí po r
m a is ou menos 20 ho ras, à temperatu ra a m
biente . Em a l g u m a s á rea s monta n hosas
convém aquecer o reci nto, ou deixa r á g u a
quente no f u n d o d u p l o do ta n q u e u s a d o até
24 ou 26°C, d u rante o inv emo . Depois d istSo,
deve-se esco rrer o soro para o p rod uto a l
cancar
de 7.0 a 75% de u m idade . Neste mo
'
men to pode-se ju nta r-l hes creme para a pa
d ro n i z açã o, se ass i m se d eseja r .
Fórm u':a para padron ização :
Creme/1 00 kÇJ d e quark m a g ro
msqu x g d esejada
gcr
mscr x g d esejada
100
msqu
matéria seca do q u a rk fresco i
g de, s ejada
matéria gorda em matéria
seca desejada no produto f i n a l i
g cr
% gord u ra no cremei
0/0 maté ria seca no cre m e .
mscr
=
=
=
Exemplo
Para a padronização existe m 20 kg d e
q u a rk fresco magro d e 75% d e umidad e e
cre me de 40% de g o rd u ra. Deseja-se pre
pa ra r um prod uto final com 20% de gor
d u ra em matéria seca .
O quark fresoo terá, então, 1 00 - 75
25% de matéria seca .
45% de m atéria
O creme terá 40 + 5
seca .
Pa ra a maior seguran ça, d eve-se c a l cu l a r
c o m 21 % de matéria gorda e m matéria
seca .
25 x 21
Cremell.OO
45 x 21
40
1 00
525
525 : 30,55
1 7,2 kg .
40 - 9,45
Pa ra cada 1 00 kg de q u a rk fresco m a g ro
deve-se ju nta r 1 7,2 kg de creme . Para cada
digitalizado por
=
=
----
=
=
arvoredoleite.org
Pág. 1 4
MAIO E JUNHO D E 1 974
3,44 kg d e creme com 40%
20 kg, 1 7 : 5
de gord u ra . Serão obtidos 20 + 3,44
23,44
kÇJ de queijo q u a rk a 20% de g ord u ra e m
m atéria s eca .
O p rod uto f i n a l é passado pela h om o
geneizadora e.specia l , sendo que, , c om q u a n
tidade menores pode-se usar u m a m á q u i n a
d e m o e r carn e . Esta é a forma e m q u e n o r
m a l mente se e, m pacota e se vende o p ro
d uto na E u ropa . As donas-de-casa euro
péias sabem como p repara r m u itos pratos
gostost o s à base deste prod uto . Sendo fres
co e de rápido 'consu m o, é i n d i.spensável
conservá-lo sob forma refri gerad a .
=
=
2.2. Algumas receitas básicas experimenta
das no ILCT.
" Queijo quark picante":
Mistura m-se : 600 ÇJ q ueijo q u a rk padro
n izado a 20% de ÇJord u ra em matéria seca
não homogeneizada .
4 co l h ere,s de sopa d e extrato de tomate;
1 colher de sobrem esa de s a l;
Duas ou três pime nta. s m a l a g u etas a mas
sadas .
Mexer e passar pela h o mo g eneizadora,
o u pela m á q u i n a d e moer ca rne, que para
esta receita é sa tisfatória . Em seg uida, o
prod uto é envasado em copos p l ásti cos
ou de vidro, q u e d evem ser he rmetica me n
te fech ados . Antes de servir ju nta m-se ce
bol as picadas a 'ÇJo.sto . Atençã o : ju nta ndo
-se cebo las a ntes da hora d e servir, resu l
ta n u m prod uto a m argo . O tra nsporte e o
esto q u e do prod uto d evem ser feitos sob
refrigeração . Esta m assa pastosa de sabor
pica nte é óti ma como ti ra-gosto sobre o
pão ou b i.sco itos sa lÇJados, sendo m u ito g os
tosa para aC'om pa n har cerveja .
"Sobremesa de que,ijo q u a rk com frutas" :
Mistura m-se: 600 ÇJ d e queijo quark pa
d ron iza d o a 1 0% d e gord u ra em m atéria
seca não homogene izad a .
8 gotas de bau n i l h a;
2 col h e res (de c há) de ru m escuro;
1 /3 de l i tro de l eite;
50 g d e a çúca r;
1 /8 de l i tro de suco de fruta e n l atado .
Mexer e bater em l i qu i d ificado r . Ju nta r
fruta enl a tada do mesmo tipo do suco .
E m pacota r e vender sob refrigeraçã o .
E m l u g a r d o suco e d a fruta e n l atada po
d e-se também usar suco fresco pasteu rizado
e frutas frescas n a hora d e servir, a u men
tando neste caso a q u a ntida d e d e a çúc ' a
Ta mbém pode-se usar polpa a e fruta com o
Revista do ILCT
n o p repa ro d e sorvetes, supri mindo, n este
caso, o a çúca r, pois a fruta já o conté m .
O p rod uto, q u e vai de semilíquido a pasto
so, pode obter forma m a is pastosa ju nta n
do-se um emulsificador, como gelatina (0,5 1 ,0%) . Esta é u m a sobre m esa ÇJostosa e
n utritiva, m u ito a p recia d a pelas cri a n ça s .
" Pud i m de queijo q u a rk " :
M istu ra m-se : 650 9 d e q ue ijo q u a rk pa
dron izado alO ou 20% de g ord u ra em ma
téria se'ca .
1 /4 de l itro de suco d e l a ra nja pasteuri
zado;
1 50 9 de açúcar;
7 folhas de gelatina, ou q u a ntid ade cor
respondente de g e l atina em pó .
Mexer e bater em l iq u i fi cado r . E mba
l a r rapida m ente enquanto quente e vender
sob refrigeração . Juntar frutas frescas na
hora de servir .
Esta receita d á u m p ud i m d e m e l h o r con
serva ção, m u ito a preciado ,c omo sobremesa.
O a lto p reço da gelatina p rejudica o pro
d uto . '
2.3. Cálculo de custo do quark fresco.
Va l o r da matéria-prima :
1 l itro de le ite desn atado
Cr$ 0,23
1 litro de cre m e 40% gordo
Cr$ 2,78.
De 1 00 'l itros d e l eite d esnatado são obtidos 1 2 kg de q ueijo com 75% de u m idade .
1 2 kg de q ueijo m a g ro
Cr$ 23,00
Para 1 00 kg de qu eijo, 1 7,2 kg
de creme
Pa ra 12 kg d e queijo, 2,06 de
creme
Cr$ 5,91
3 h oras d e mão-de-'o bra
Cr$ 7,80
2,60/h
Cr$ 5,51
1 5% de energ ia, etc .
Tota l custo matéria-p rima e d a
mã o-de-obra
Revista
do
Pág. 1 5
MAIO E JUNHO DE 1 974
ILCT
u m a l i men to d i etético m u ito sa udável, fres
co, leve e de fác i l, d i gestão .
Deve-se adaptar fa cil mente a'o gosto de
consu m idor brasi leiro . O m étodo d e fabri
cacão
a q u i d escrito é s i m p l es e m a n u a l , pa
.
ra prod ução casei ra ou em pequenas i n d ú s
tri as rurais . O processo se p resta ta mbém
à meca n ização, sendo que .são enco ntrados
modemos e q u i pa mentos para p rocessos i n
d ustri a is em gra n d es proporções . O produ
to final pode ser repasteuriza d o em e q u i pa
mentos especiais para a l ca n ça r melhor con
serv ação .
Resumo
Aqt:Ji se defi n e o prod uto qu eijo fresco
tipo " q u a rk", descrevendt o-se um m étodo
sim ples para sua fabricação . São dados
exem plos de a l i m entos pica ntes e doces e, l a
borados à base do queijo q u a rk, quando se
de.monstra o ,cá lculo do custo de fabrica-
cão . O técn ioo d a ACAR, e m colaboracão
é o m o ILCT, está em co ndicões d e forn é cer
'
m a i ores i n fo rma ções sobre m étodos, equ i
pa mentos e receitas .
Literatura:
ROSE LL, J . M . : Frischkaese (Queijo fresco)
em a l emão .
Editoria l: Deutsche Molkerei-Zeitu ng ( Kemp
ten-A l l gaeu) Alem a n h a .
KOS I KOWS K I, Frank V . : Cheese a n d Fer
mented Milk Foods (Queij' o e a l i m entos
fermentad os à base de leite), em i n g lês .
Ed itoria l: Edwa ds Broth ers, Inc . Ann A rbor,
Michigan, EUA .
CORN ILS, Ernst: Fachrechnen, e i n Rech en
buch fuer Mo lkereifach l eute (Ca l cu lo
apl icado, u m l ivro de cálcu los pa ra téc
n i cos em l aticínios), em a l emão .
Editorial: Mil chwirtschaftl icher Verlag Th .
Ma n n KG H i ldeshei m . Alema n ha .
Gerador de Vapor Automático
SIMILI
ELÉTRICO
VANTAGENS
• Seg ura nça através de rig orosos testes
rea l izados em cada g erador, g a ra ntem
abso luta seg ura n ça, a l é m de tota l ob
d i ência às determinacões da N B 55.
• Ca ra cterísticas avanç� das de projeto e
construção determinam sua q ua l idade
su perior de máximo a p erfei çoamento
nos mín imos deta l h es.
• Automatismo m od u l a nte perfeito e s i mples.
• Máximo ren d i m ento .
• Energ i a elétrica, trifási ca, alternada.
S Projetadas para satisfazer pequ eno consumo de va por.
., Pressão até 1 0 atmosferas.
• Rápida i nsta l a ção l ivre d e cha m i nés e
fá cil m a n ejo, com performa n ce s i m p l es
e perfeita .
Cr$ 42,22
1 2 + 2,06
1 4, 06 kg de q u e i
jo, custo
Cr$ 42,22
1 kg de queijo a 20% de gor
d u ra, ,c usto
Cr$ 3,00
Cr$ 0,60
Custo/200 g
Cr$ 0,20
+ custo do copo plástico
Custo 200g do queijo natu ra l
Cr$ 0,80
empacota do
=
Conclusão
O q ueijo q u a rK, na forma natura , l ,
óti mo a l ime,nto, n utritivo e saboroso . O
prod uto n atu ra l , pelo s eu a lto conteúdo
de p roteínas e de á cido l á ctico, e pelo bai
xo índ i ce d e g ord u ra e de ca rboid ratos, é
FÁBRICA DE CALDEIRAS SANTA l:-.UZIA LTDA.
RUA Ht::LlO THOMAS,
35
•
TEL.
2-0296
-
CAIXA POSTAL
digitalizado por
266
-
JUIZ DE FORA - MG
r.
I
arvoredoleite.org
Indústria Mecânica Juiz de Fora Ltda.
Máquinas para Laticínios em Geral
Batedeiras de aço inoxidáv-el - Fracionadeiras.
Cravadeiras - Depósitos - Tanques
etc.
FABRICA:
Avenida dos Andradas, 1015 - Tel. 2-5553
JUIZ DE FORA - Minas Gerais
Revista
do
ILeT
MAIO E JUNHO DE 1 974
Pág. 1 7
IOGURTE, O SABOR DE MORANGO
DA ETERNA JUV
' ENTUDE
Vogurte - Strawberry Flavor
Associado à eterna juventude dos rome
nos,conterrâneos da dr.a Ana Aslan,e que
vivem até 1 1 , 0
-seller" dos alimentos na União Soviética
e no<s EUA . Duas coisas são certas: primei
ro,que ele é muito gostoso e,segundo,que
é um bom alimento . O resto (que nos torna
mais jovens, combate, a artrite, etc . ) corre
por conta de estudos . De qualquer forma,
o iogurte (que você pode faz'er em casa,
economizando dinheiro) está cada vez mais
gostoso, com sabor de morango, pêssego,
abacaxi, etc .
O iogurte é mais antigo do que a Bíblia .
Provave,lmente ele se originou nas regiões
em torno da bacia quente do Mediterrâneo
quando, de modo não explicado, certas
bactérias entraram em contato com potes
de leite azedo . Desses ,contatos resultou
um alimento que muita gente achou agra
dável e que não se estragava da maneira
como se estraç:)a -o leite azedo comum. Em
bora o iOÇJurte tenha sido,durante séculos,
um dos principais componentes da alimen
tacão no Oriente Médio (conhe,cido por no
més diversos em países diferentes), até o
princípio deste Século nada se ouvira falar
sobre ele na cultura ocidental .
Em 1 908, Elie MetchnikoH, um russo, na
tural .de Carcóvia,foi distinguido com o Prê
mio Nobel, por ter formulado a teoria de
que os glóbulos brancos do sangue aju
dam a resistir aos germes,uma vez que os
atacam . Naquela época, obcecado pelo
modo de morrer, MetchnikoH escreveu um
livro, "0 Prolongamento da Vida", onde
dizia que somos vítimas de auto-intoxica
ção, provocada por "bacilo<S ferozes", ,que
habitam nossos intestinos e causam não só
o endurecimento das artérias, mas também
() envelhecimento . "0 homem", escreveu
ole,"tem a mesma idade .de suas artérias" .
C-omo tivesse ouvido contar que, na Bul
ÇJária,muita gente vivia além de cem anos,
MetchnikoH convenceu-se de que esta longe
vidade era conseqüência da dieta local, de
que fazia parte um creme de leite azedo,
o iogurte . Depois de obter certa quantidade
desse iOç:)urte,ele o e,xaminou ao microscó-
pio e descobriu micro-organismos em forma
de bastão, aos quais .deu o nome de Lae
tobaeillus bulgarieus. Como estes bacilos
fabri·cavam ácido no leite,MetchnikoH pen
sava que eles poderiam "expulsar dos in
testinos os ferozes bacilos venenosos" i a'lém
disto,acreditava que as bactérias do iogur
te podiam estabelecer-se em colônias nos
intestinos,evitando,assim,que as bactérias
da putrefação crescessem e criassem toxi
nas .
Desde que fez suas descobertas,Metchni
koH fixou-se no hábito de tomar grandes
quantidades de leite ,azedo e de culturas
do bacilo búlÇJ
' aro . Durante vinte anos ele
se alimentou desta maneira,mas veio a mor
rer aos setenta e um, trinta anos antes da
marca de longevidade que pretendia alcan
car . Mesmo assim, seu livro tinha causado
(arqos e,feitos, uma vez que, àquela altura,
milhares e milhares de litros de iogurte
estavam sendo tomados enquanto se forma
vam companhias para produzi-lo em escala
comercial .
Uma destas companhias foi fundada na
Espanha, por Isaac Carasso, e ramificou-se
na Franca . Mais tarde, Daniel, filho de
Isaac, associ-ou-se com amigos suíços (Juan
e Joe Metzger) e estabeleceu nos Estados
Unidos a fábrica de iogurte Danon, que
atualmente é o mais vendido no mercado
americano . Depois da Segunda Guerra
Mundial, visando ape,rfeiçoar seu produto,
a fábrica americana importou culturas de
bactérias do Instituto rPasteur,de Paris,,des
cendentes das culturas originais de Metch
nikoH . Levando em conta que, para IIcortar" o sabor azedo do iogurte,os europeus
acrescentavam-lhe porções de açúcar,'a Da
non resolveu fazer uma experiência, que
constituiu em colocar uma camada de Çle
léia de morangos no fundo do recipiente .
Ao mesmo tempo, contratou uma agência
de publicidade para fazer a promoção ·do
produto .
Em parte por causa de inov,ações como
essa, o consumo de iogurte experimentou
uma crescente expansão nos Estados Uni
dos, corrobora.da por dados e5tatísticos,
digitalizado por
arvoredoleite.org
Pág. 1 8
MAIO E JUNHO DE 1 974
que registram uma venda de, quinhentos mi
lhões de unidades em 1 972, cOntra cem mi
lhões em 1 967 . Atualmente, o io!=)urte ame
ri cano (como, de resto, os fabricados em
outros países) tem pouca semelhança com o
dos búlgaros e é comercializado numa lar
guíssima variedade de sabores, p'or exem
plo, pê-ssego, maçã,morango, abricó, café,
laranja, baunilha, amêndoas etc.
Popularmente,por trás dos numerosos mo
tivos que se confessam como razão para
tomar i'ogurte, encontra-se" em grandíssima
parte dos casorS, o mito, rumos ou espé
rança,de que ele é dotado de virtudes cura
tivas que abrangem uma enorme variedade
de males do corpo: artrite, colite" doenças
do interStino em geral,má digestão, hepati
te, enxaqueca, etc . Acresce que, além de
acreditar que 'o iogurte é uma garantia de
boa saúde" muita gente supõe ,que ele as
segure permanente vigor sexual ao longo
de toda uma vida, que durará,no mínimo,
cem anos .
Postas de parte virtudes "acreditadas" mas
não comprovadas,o que é mesmo o ior!=)ur
te ? Em primeiro lugar, é um leite coalha
do que resulta da transformação dos açú
cares do leite (Iactose) em ácido láctico .
IsrSo é causado por dois microrganismos, o
LactobacilllEs bulgaricus, em forma de bas
tão, e o Streptococcus thermophilus, que é
esférico e do mesmo !=)ênero, mas de uma
espécie di ferente,do cocus,que causa dores
de garganta . Estas duas bactérias têm uma
relação simbólica e se multiplicam mel�or
a uma temperatura de aproximadamente
quarenta e três graurS centígrados . A pro
ducão de ácido láctico faz com que a
próteína do leite coagule e daí res u lte o
iogurte .
O iogurte ajuda a ema!=)recer ? Ajuda,
mas isoladamente não contribui para a per
da de peso . Um dia desses, um indivíduo
queixou-se : " Fiz um regime com iogurte,
tomava até seis por dia, mas não emagreci
uma grama sequer . " Agora,uma coisa que
ele não contou é que tomava o iogurte como
acréscimo a tudo, o mais que compunha
sua alimentação diária, mesmo assim e5pe
rava que, como num passe de mágica, o
i·ogurte eliminasse toda a gordura de seu
corpo . O iogurte americano 'com sabor de
frutas contém duzentas e sessenta calorias
(o simples tem cento e trinta) e muita gen
te se espanta ao saber que iogurte é gor
durorSp . Na verdade, ele é quase isento de
qorduras, porque a mai'oria dos fabrican
tes usa leite desnatado para prepará-lo,
mas os doces de frutas acrescentam os car
boidratos que por sua ve,z acrescentam as
Revista do ILCT
calorias. Mesmo assim .se na hora de fazer
rSeu lanche habitual uma pesSOa toma um
iogurte de frutas (duzentas e sessenta calo�
rias) ao invés de 'COmer uma porção de tor
ta de maçã (trezentas e trinta e uma ca·lo
rias), é claro que vai ,levar vantagem em
termos de dieta para emagrecer .
O iogurte é bom para curar doenças ?
Bem, esta é uma pergunta difíc il, uma vez
que, em razão da pequena quantidade de
pesquisas médicas,as respostas .são contro
versas . Pesquisas levadas a efeito pelo dr.
Dick Kleyn, da Universidade Rutgers, de
monstram que, em comparação com a d.o
leite comum, a proteína do iogurte é dige
rida com 'o dobro de rapidez,porque já é
parcialmente decomposta durante o proces
so de fabricaçã,o do produto . Parece efeti
vamente que o iogurte contribui para me
lhorar arS condições de saúde de pessoas
que têm problemas intestinais . Em certas
áreas é comum os médicos receitarem
iogurte para pacientes de, infecções viróti
cas,ou após uma intervenção cirúrgica,'oor
que,além de ter digestão fácil,ele restaura
a chamada "flora intestinal" depois que 'O
uso de antibióticos eliminou-lhe todas as
bactérias naturairS .
O iogurte ajuda a prolongar a vida ?
Mais uma vez, nin!=)uém pode, responder
com certeza . Khruschev achava que ajuda,
e é um fato que nas regiões russas onde
o iogurte é um componente normal da die
ta alimentar vivem indivíduos que, apesar
de terem cento e vinte ou cento e trinta
anos, continuam a trabalhar no campo e
a galgar as encostas das montanhas . Além
disto eles bebem vodca e fumam . Se é
verdade que o iogurte mantém 'os interStinos
ativos e arruma as coisas no interior do in
testino !=)rosso, ele poderia ajudar uma pes
soa a viver mais,porque faria com que seu
sistema de ingestão e eliminação funcionas
se com eficiência . Case exista algo mais
erSpecífico do que isto, ainda se trata de
um mistério .
'Em recomendações a pessoas que viajam
para regiões cuia água não seja potável,
a nutricionista Adelle Davis aconselha que
elas devem tomar io!=)urte durante três se
manas antes da viagem, isto, diz ela, tor
ná-los-á imunes às bactérias prejudiciairS .
Fazendo coro com outros estudiosos,Adelle
é de opinião que as bactérias existentes no
ioqurte produzem vitamina "B", entretanto,
K :M . Acott e T . P . Labuza,especialistas em
alimentacão e nutricão da Universidade de
Minnesot�, acham ,q ue' há exagero nestas
duas afirmativas . Do ponto-de-vista desses
estudiosos,as bactérias não se estabelecem
R evista do ILCT
MAIO E JUNHO DE 1 974
Pág.
l'
h
n Os intesti nos - ao contrário do q �e Metc
_
nao
nikoff ensinava - e, PO! ,conseguinte"
agua
podem 0 f ere �er ,� ro!eça'O contra a o h
,consum
o
para
la
Impropr
ida
�
com
a
ou
mano . Além dirSso, acresc �nta 'Tl ' a �, �acte
rias do iogurte gastam vltamll�a , B , a?
a OP I
invés de produz i-Ia . Mas esta nao e
nião do dr. Khem Shahani,da Universidade
Acott e La
de Nebraska,
. .ele discord e: d� de um au
cla
ocorren
a
ca
identifi
e
.
za
.
bu
mento na produção de certas vitaminas do
co mple,xo "B" .
Em estudos rel' acionados com os efeitos
do iogurte sobre o câncer, c pro.fessc:>r
Shahani obteve alguns resultad c:>rS satlsfato
rios limitados . Sabe-se que o lo� u:te tem
sido friccionado no rost? para eliminar ru
gas e recen �emente � utilizaram. Produzem�
-se vários tiPOS de Iogurte . Qual deles e
o melhor ? I: uma questão de gosto . Me;
mo assim, os búlgarorS dizem que a bacte
ria adequada somente pode ser enc �n
trada nas regiões montanhosas de seu pais .
Na opinião de Abraham U � ovitch, ,u 'Tl
especialista em história �o Oriente. ,proxl
mo e viaiadíssimo apreCiador ? e logurt �,
o melhor iogurte do mundo é feito com lei
te de vaca na cidade libanesa de S � tura,
localizada a três mil metros de altlt�de,
em montanhatS que se eleva � do Med, !er
râneo . Lá o iogurte é vendld,o e 'Tl qU Ios
ques,nas ruas,preparado da. se,!=)ulnte ma
neira : um finíssimo pão de trigo,.�com qua�
renta e cinco centímetros de dlametr�, e
frito em óleo de oliva até ficar quebradlç,? i
depois, corta-se em duas partes es�e pae
Io
parecido com panqueca,
. passa-se . � urte
em ambas as metades e lunta-se m� lrS ole ? ,
hortelã e azeitonas pretasi em seguida,da
-se às panquecas a forma �e rolo . .1: . co
mum conta o professor Udovltch,'oS vlalan
tes p ararem num quio� que à be,ira da � s
trada principal de Beirute e qamasco, a
fim de se fortificarem com c Iogurte pa
ra o restante da viagem . O paladar,acrerS
centa, é indescritivelmente delicioso .
,(TrantScrito do "Estado de Minas. )
N. O 1 72 da Revista do ILCT
O trabalho: "PESQUISA DOS AGENTES
MICROBIO LóGICOS QUE MAIS F REQUEN
TEMENTE DETERMINAM ALTERAÇÕ ES NA
MANTEIGA DURANTE A CONSERVA� O
foi transcrito da "Revista do Centro de C1en
cias Rurais" da Universidade Federal de
Santa Maria, Rio Grande do Sul .
digitalizado por
arvoredoleite.org
Pág. 20
MAIO E JUNHO DE 1 974
Revista do ILCT
Revista do ILCT
JÁ NO BRASIL,
MAIO E JUNHO DE 1 974
Pág. 21
EMPRESA DE PESQU'ISA AGROPECUÂRIA DE
pela
MINAS GERAIS - EPAMIG, INCORPORA O ILCT
RES F R I A D O R ES
sob licença da
E
PASTEU R I ZA D O RES
EM
LEI N.o 6.31 0, DE 8 DE MAIO DE 1 974
QUALQ U E R CAPACI DADE.
Autoriza o Poder Executivo a constituir
e organizar empresa pública para o desen
volvimento e execução de pesquisas no se,.
tor da agropecuária .
O Povo do Estado de Minas Gerais, por
.seus representantes, decretou e eu, em seu
nome, sanciono a seguinte lei :
Art . 1 . ° - Fica o Poder Executivo auto
rizado a constituir e· organiz,ar, observada
a legislação própria, uma empresa pública,
sob a den'ominação de Empresa de Pesqui
sa Agropecuária de Minas Gerais - EPAMIG
- vinculada à Secretaria de Estado da Agri
cultura e integrada no Sistema Operacional
de Agricultura, Pecuária e, Abastecimento,
com atividade aj ustada ao.s objetivos, me
tas e planos d esenvolvidos pela Empresa
Brasileira de Pesquisa Agropecuária EMBRAPA .
Art . 2 . ° - A Empresa terá sede e foro na
cidade de Belo Horizonte e o prazo de sua
duracão será indeterminado .
Pa�áÇJrafo único - A Empresa terá por fi
nalidade, desenvolver pesquisas e experi
mentações relacionadas, direta e indireta
mente, com ,a agropecuária .
Art . 3 . ° - Fica o Poder Executivo auto
rizado a fazer a incorporação dos bens
patrimoniais do Instituto de Laticínios Cân
dido Tostes - ILCT -, Centro de El$tudos
Rurais - CER -, e Bases Físi'cas da Supe
rintendência Agropecuária, órgãos da es- .
trutura da Secretaria de Estado da Agricul
tura, ao capital da Empresa .
Parágrafo único - As atividades a cargo
dos dois primeiros órgãos indicados n'o ar
tigo, que ficam extintos, são tranl$feridos à
Empresa .
Art . 4 . o - O Poder Executivo ,adotará
as providências para revisão do Convênio
firmado entre o Estado de Minas Gerais e
o Ministério da Agricultura e outros, apro
vado pela Resol ução número 1 . 01 3, de 02
de junho d e 1 972,da Assembléia Legislativa
do Estado de Minas Gerais, ·a fim de adap
tá-Io aos objetivos del$ta lei .
Art . 5 . o - Para realização de sua finali
dade compete, ainda, à Empresa :
Bombas Sanitárias
Filtros · para leite
Tanque automá tico para q ueiio
Prensa s para q ueiio
Forma s para q ueiio em aço
inoxidável
DINAMARCA
-------- ,---
BATE D E I RA COM B I NADA, SEM
R O LOS,
AÇO
D O COM
AS
COM
TAM B O R
I N OX I DAVE L,
DE
EFETUAN
P E R F E i ÇÃO
TO DAS
O P E RAÇÕES D E FA B R I CA
çà O DE MANTEI GA. ESPECIAL
MENTE I N D I CA DA PA RA P R O
D U ÇÃ O D E MANTE I GA EXTRA.
CAPA C I DA D E : 600 L I TROS
,
TOTA L C R EME : 270/300 K G .
INDÚ STRI A MECÂNICA INOXIL L TOA.
fábrica e sed e : 'Rua Arari Leite, 61 5 (Vila Maria)
Telefones : 92-9979, 292-9458 e 1 92-5281
Caixa Postal. 1 4 . 308 - End . Teleg . : "INOX ILA" São Pau lo .
I - promover, e·stim u lar, supervIsionar e
executar atividades de pesquis'a e experi
mentações, em 'caráter de exdusividade no
que concerne à ação do Estado de Minas
Gerais, com o objetivo de produzir e di
fundir conhecimentos capazes de via5ilizar
a execução do plan'o de d esenvolvimento
agropecuário do Estado, observado o di.s�
posto no artigo 1 . o i
/ I - colaborar n a form u lacão,
orientacão
'
e coordenação da política do setor a g rí
colai
111 - prestar serviço a qualquer entidade
pública ou particular, mediante ajuste .
Parágrafo qnko - E facu ltado à Empresa
d esempenhar suas atividades mediante con
vêni'os ou contratos ,com entidades públicas,
privadas, nacionais e estrangeiras .
Art . 6 . ° - O Capital Social da Emprel$a
é de, Cr$ 1 00 . 000 .. 000,00 (cem milhões d e
cruzeiros) .
§ 1 . o - O Poder Executivo poderá auto
rizar o aumento do capital da Empresa e a
participação de outras pessoas da adminis
tração direta ou indireta do Estado, da
União, do Distrito Federal e dos Municípios,
ÇJarantida sempre ao Estado participação
maj oritária .
§ 2 . ° - O Capital Social da Empresa será
realizado em moeda corrente, incorporacão
de bens imóveis e móveis, maquinaria, ap a
relhagem e outros ben.s, direitos e ações
do Estado .
§ 3 . o - Os bens a serem utilizados pel'o
Poder Executivo na integralização de sua
parte no Capital da Empresa, através de in
corporação, serão previamente avaliados
de acordo com a legislação vigente .
Art . 7 . ° - Constituirão recursos da Em
presa :
I - recurs'os do Fundo de Desenvolvimen
to da Agropecuária Mineira - FUN DAGR O i
1 1 - recurso.s do Fundo de Investimento
e Participação - FIPi
11 - transferências do Tesouro Esta d ual i
IV - auxílios e subvenções de órgãos e
entidad es públicas privadas, nacionais e es
trangeirasi
digitalizado por
arvoredoleite.org
Pág. 22
MAIO E JUNHO DE 1 974
- doações e legados ;
VI - empréstimos e financiamentos ;
VII - reCU fiS'OS de incentivos fiscais, espe
cificados em l ei;
VIII - os recursos do ,capita l, incl u sive os
res ultados de conversão, em espécie, d e
bens e direitos ;
IX - renda de, bens patrimonfais ;
X - outras receitas operacionais .
Art . 8 . o - A adminil$tração da Empresa
co mpreenderá um Conselho de Administra
ção composto de 8 (oito) membros e uma
Diretoria Executiva, 'composta de um Pre
side·nte, um Diretor de Operações Técnicas
e um Diretor de Administração e Finanças,
nomeados, em comissão, pel'Ü Governador
do Estado .
§ 1 . o - O Conselho de Administracão será
integrado pelo Presidente da Empr�sa, que
ao mesmo p rel$idirá, e pelos Diretores, na
qualidade de mem b ros natos .
§ 2 . o - O mandaro dos membros do Con
selho de Administra ção será de 4 (quatro)
anos e o da Diretoria Executiva, de 3 (três)
anos, permitida pa ra ambos a reeleição .
Art . 9 . o - A Empresa é isenta de impos
tos estad uais .
Art . 1 -0 - O Poder Executivo é autorizado
a confe·rir à Empresa garantia do Estado
de Minas Gerais em operações de crédiro
e financiamento .
Art . 1 1 - Os atos constitutivol$ da Empre
sa ficarão sob a responsabilidade de um
rep resentante, designado pelo Governador
do Estado .
Art . 1 2 - Aplica-se ao pessoal da Empre
sa 'O regime ju rídico da l egislação tra ba
lhista..
§ 1 . o - Mediante requisição fundamenta
da do seu Presidente, poderão ser coloca
dOI$ à disposição da Empresa,sem ônus pa ra
o Estado ou pa ra a entidade de origem,
Direta e Autárservidores da Administracão
.
q uka .
§ 2 . o - O servidor 'c'o locado à disposição
da Empresa su bmeter-se-á ,ao regime j u rí
dico previsto no artigo .
§ 3 . o - Cessada a disposição, o servidor
terá direito à contagem do tempo de serv
Revista do ILeT
viço para todos os efeitos no órgão de
origem,inclul$ive para incorporação da gra
tificação de tempo integra l,vencimento d e
cargo em comissão e função gratificada,
observada a legisla ção estadu a l em vigor .
A rt . 1 3 - Os servidores não req uisitados
pel a Empresa,na forma do a rtigo 1 2,§ 1 . o,
continuarão lotados na Secreta ria de Esta
do da Agricultura,com os direitos e vanta
gens de seu ca rgo ou função, e g ratifica
ção de tempo integra l, I$e sujeitos a esse
regime .
Art . 1 4 - A Empresa, visando à integra
ção de esforços, adota rá procedimentos
administrativos, de programação e de po
lítica s a larial, em consonância com a Em
p resa Brasileira de Pesq uisa Agropecuária
- Emb rapa .
Art . 1 5 - E o Poder Executivo a utorizado
'a a b rir crédito especia l até o limite de Cr$
5 . 000 . 000,,00 (cinco milhões de cruzeiros),
pa ra atender às despesa s de conl$tituição
do capital da Empresa a q ue se refere esta
lei, podendo, para tanto� anul' a r, tota l ou
parcia lmente, até o limite do 'crédito, dota
ções d'Ü Orçamento do Estado .
Art . 1 6 - O Poder Exe'cutivo expedirá os
Estatutos da Empresa no p razo de 9,0 (no
venta) dias,contados da publica ção da pre
sente lei .
Art . 1 7 - A Empresa reger-se-á pOr es ta
lei, pelos EJ5tatutos e pelas normas de di
reito aplicáveis .
Art . 1 8 - Esta lei entra em vigor na data
de sua publicação .
Art . 1 9 - Revogam-se, as disposições em'
contrário .
Mando, portanto, a tod as autoridades, a
quem o conhecimento e execução desta lei
pertencer, q ue a cumpram e a façam cum
prir,tã'o inteiramente como nel a se contém ,
Dada no Pa lácio da Liberdade, em Bel,o
Horizonte, aos 8 de maio de 1 974 .
ROl'J DON PACH ECO .
Luís de Almeida, respondendo pelo car
go de Secretário de Estado do Governo .
Renato Simplício Lopes
Lúcio de Souza Assumpção.
N O ME RC AD O AS
A CO NT RÔ LE LE I T E I RO
�......
•
perm ite m l e itura s s i m u ltã n e a s
d e p ê s o e vo l u m e . (q u i l o s e
l itros).
•
m o stra d o r g ra d u a d o c o m es ..
c a l a s d e 1 /4 d e l it ro e 1 00 g rs.
•
p o d e m efetu a r m e d i d a s
20 l itro s e 20 q u i l o s .
até
•
p o d e m s e r o p e ra d a s c o m
q u er va s i l h a m e .
q u al ..
N.O 1 72 DA REVISTA DO ILCT
O trabalh,o "O leite Fator Essencial do Equi líbrio Vita l ", foi traduzido e transcrito da
" Revista Espa fíola de lecheria ", por Hobbes Al buquerque .
U m produto da
_
G E LOM I N AS
....
•
_�[R!]/Ã\@,
fá c e i s d e m a n ej a r. p e s a m n ã o
s ô m e nte, o l e ite. a s s i m c o m o
tod o o a l i m e n to d o g a d o l e i
· te i ro (r a ç ã o . s a is m i n e ra i s ,
etc .), até o l i m ite d e 2 0 q u i l o s .
B a l a n ç a s p a ra contr ô l e l e ite i ro
G e l o m i n a s - a m e l h o r m a n e i ra d e
afe ri r a p ro d u ç ã o e o v a l o r d e
suas va c a s l e itei ra s l
S. A. INOÚ STRIA E COMÉ RCIO
- Tels.: 2-4867, 2-5148 e 2-51 53
Av. Olavo Bilac, 2001 -. J uiz de Fora - MG
C. Postal 585 - End. Telegráfico GELlSA
digitalizado por
arvoredoleite.org
· '
VA S E
E
MAI S
COM
capacidade :
2400 p/h.
MEDI
DAS I COMP.
LARG
I NT RNAS
ALT.
TRANSPAK - A L
.
E
o
o
o
5 0 5 mm
1 9 5 mm
1
6 0 mm
COMP.
MEDI
D
AS
LARG. o
I NTERNAS I ALT.
TRANSNPAK-APOLO
o
o
500mm
2 1 0 mm
1 70mm
DAS COMP.
IMEDI
NTERNAS
I ALT.ARG
TRANSPAK-X
L
A
. o
o
5 0 0 mm
1 9 0mm
1 6 0 mm
GAI}(t\S , TR1-\N S PAI<' ; :
€AIXA ·GlU E <t) . 1.En;{ G'�Sr� !
.
.
o
'
r,
ElRASHOLANDA
iogu rte
creme
doce
suc o
queIJO...
•
•
digitalizado por
R E P R E S E N TA N T E EXCLU S IVO P/ O B R A S I L
b; BRASH
t!t
OLANDA
EOUIPAMENTOS INDUSTRIAIS
SA.
arvoredoleite.org
Pág. 26
MAIO E JUNHO, DE 1 974
Revista do ILCT
.PRODUÇÃO DE QUEIJO
Características
Cheese Production
Tipo
Variedade
Equipe da ALFA LAVAL
Teor de umidade
queijo
magro
%
Introdução
O queijo tem uma I'onga hioStória, e é pos
sível que tenha sido usado como alimento
muito antes de haver-se difundido a cria
ção de gado . O poder que o extrato esto
macal tinha de coagular o leite foi desco
bert'o, provavelmente por acaso, pelo en
contro de leite coagulado no estômago de
um animal morto . Os povos antigos sabiam
que os estômagos de muitas espécies de
animais p06suíam tal poder e Aristóteles,
o filósofo greg'o, que viveu no quarto sé
culo A . C . , rec omendava o do veado . Opor
tunamente verificou-se, todavia, que o quar
to estômago do bezerro na mama era o me
lhor de todos .
O fato de o leite azedar-se naturalmente,
bem como o fenômeno da dessoragem, tam
bém indicam que já em época muito remo
ta as possibilidades de isolar os sólidos do
leite para obtenção de um aliment'o de
maior durabilidade eram conhecidas . O
produto concentrado tornava-se mai,s fácil
de guardar e transportar pelas tribos nôma
des .
Seria interessante saber que desde a épo
ca do nascimento de Cristo já se mantinham
em segredo muitos dados relativ'Os a pro
dução de queijo . Em J erusalém, por exem
plo, havia uma rua chamada " Rua do Quei
jeiro", e os suíços exportavam o Emment�al
para Roma, onde exi6tiam grandes lojas de
queijos no centpo da cidade .
Pode-se então deduzir que a fabricação
de queijo era reconhecida como um método
conveniente de, converter considerável par
te dos ingredientes do leite num produto de
longa duração, de pequeno volume, por con
ter muito menos água, de alto va!or nutri
tivo, e que fosse tão de-licioso como de fá
cil digestão .
Classificação dos queijos
A utilização da proteína do leite deu ori
gem ao desenvolvimento de muitas varie
dades de queijo no que respeita ao sabor,
à matéria seca total e à durabilidade .
Pág. 27
MAIO E JUNHO DE 1 974
Revista do ILCT
Salvo para a produção limitada de quei
j06 de coagulação ácida, o coalho animal
e/ou outras enzimas proteolíticas são usa
dos como coagulantes da caseína do leite
para a maioria dos queijos .
Em breves palavras, a fabricação de quei
jo consiste em coagular o leite por meio de
coalho animal, cortar a massa em pequenos
pedaços e extrair parte do sOP;) dos peda
cos de ma,ssa pelo efeito combinado de
áquecimento e acidificação . O material
acabado é embalado em re'cipiente de me
tal ou de madeira que de-terminam o for
mato .
Tratamentos muito suaves resultam em
queijos maci'os e úmidos de pOuca durabi
lidade, e a aplicação intensiva de calor,
acidez, etc . , produzem um queijo endureci
do e seco, capaz de durar por muitos me
ses e até mesmo anos .
Se classificarmos os principais tiP06 de
queijos de acordo com sua fabricaçã'O, po
deremos distinguir ao redor de vinte tipos .
Mais de 400 variedades são oficialmente re
conh ecidas, as quais podem, todavia, ser
classificadas como variaçõe,s desses vinte
tipos . Assim, cerca de 300 variedades são
dadas como reconhecidas na França, mas
os nomes da maioria delas são apenas de
significado local . Privados de rótulos e de
formato, não seriam identificad06 por ne
nhum perito . Por conseguinte, qualquer la
ticinista entenderia facilmente o Ge-n eral de
Gaulle, falecido Presidente da França, quan
do alegou numa reunião -que era muito di
fícil governar um ,país onde se produziam
mais de 300 variedades de- queij o . Isso, en
tretanto, não significa que ele não amasse
os franceses, pois os amava de fato .
Quanto aos tipos de queijo,s nos quais a
coagulação é obtida por meio de coalho,
podem-se distinguir os seguintes tipos prin
cipais : queijos duros, semiduros e moles .
A diferença mais significativa entre os di
ferentes tipos é 'o teor de umidade .
Na Tabela 1 , acham-se agrupado,s tipos de
queijos de coalho e suas respectivas varie
dade-s .
---
�
Parmesão
Emmental
Duros
Cheddar
Edam
Gouda
Semiduros
Tilsiter
St. P·aulin
Blue cheese
Moles
Camembert
51 55
5363
6166
Cozimento
Maturação
32
37
Alta temp o
Aquecimento
indireto
Internamente por
·coalho e enzimas
de bactérias . '
38
Temp. m É!dia
Aquecimento
indireto
47
Temp. média
Aquec. direto
ou combinado
com indiret-o
Temp. média
baixa. Aquec.
indireto
Internamente por
coalho e enzimas
de bactérias .
Internamente por
coalho e enzimas
de bactérias combi
nado com externo
por enzimas de
unto .
52
Nenhum ou bai
xa tempo Aqueci
mento indireto
Internamente com
mofo, coai ho e en
zimas de bactérias.
58
Nenhum
Extern. e princ. p'or
mofo .
total,
máx.
%
47
55
A classificacão dos -queijos mostrad<;l r:a
Tabela 1 nãó é definitiva, sendo difíC Il, .
às ve-zes, determinar a -que ti Pc:. deve pe �
tencer uma certa espécie de que l lO . O q � el
jo Azul pode ser classifica� o co� o um hpo
de queijo semiduro mas e frequentemente
cla$sificado, como se vê na Tabela, como
que-i jo mole .
- Textura de olhadura redonda
'
Outras características além das já men
cionadas podem servir de base para a clas
sificação .
De conformidade com a tecnologia empre
gada em sua fabricação, o queijo terá um
aspecto variável quanto à sua textura, a
saber :
- Textura granulada (olhadura irregular)
digitalizado por
arvoredoleite.org
Pág. 28
MAIO E JUNHO DE 1 974
/ I
\
I
I
- Textura de massa co m pacta
Textura de o lhadura redonda
. O E m m enthal e o Gouda podem ser men
cionados como respectivos dos quei jo.s d e
o l hadura redonda . Ba cté rias de ácido lác
tico p rod utoras de, gás (C02) sã'o usadas pa
ra o btenção dos fu ros red ondos . Concorre
também p a ra 'a formação da o l ha d u ra re
donda a acu m u l a çã o dos g rãos de queij'o
sob a superfície do S O ro, ao ser formado o
que i j o .
Queijo ' de textura granulada
Um tipo d e que,i jo de textura g ra n u lada
é o Tilsit . Nele ta m bé m são usadas bac
térias de ácido l á ctico form adora s d e gás,
mas no proces,so de enforma gem o soro é
sepa rado p revi amente ou em con j u nto com
esse processo .
Queijo de textura compacta
F i n a l m e nte, o queijo Chedd a r é o rep re
sentante m a i s l ídimo dos quei jos com tex
tura de massa compacta . Nele se usam bac
térias do ácido láctico que f.o rmam m u ito
pouco ou n e n h um ç:já.s . O soro é sepa rado a n
t�s da formação do queijo e 'OrS ç:j rãos são
d eixados assenta r-se n o chamado processo
Chedda r . Ao ser ati n ç:j ida a acidez co rre
ta, a m assa é moída, s a l gada e e nformada.
Seria quase i m po.s sível obter u m a textura
completamente compacta, e os furos fre
q üentem ente vistos n o queiio Cheddar são
feitos meca n icamente e não o btido.s pela
formação d e gás .
Tratamento do leite para queijo
A fabricação de q u e i j o baseia-se princi
pa l mente em duas eta pas, m a is 'ou menos
d ependentes u m a da outra, ou seja :
- A formação do coágu l o .
- A fo rmação do ácido l á ctico .
A caseína pode flocu l a r ou formar u m
cOá ç:j u l o co ntín uo q u e t o m e todo o vol u m e
do l eite . U m leite com q u a l idades coOç:ju-
Revista do I LCT
la ntes n ormais pode fo rmar um coá g u l o
contín uo de b o a fi rmeza a u m a d a d a' tem':
peratu ra após a ad ição da certa q u a nt idade
com
de coa l ho, soz i n h o 'Ou em combinacão
.
outras enzi mas p roteol íti ca s .
.por conrs eg u i nte, é evidente q u e o le ite
usado pa ra a fa bricação d e queijo deve
possuir p ropriedades que o tornem adequa
do a essa fina l id ad e .
A adequa b i l idade do l eite como m atéria
-prima pa ra a prod ução do queijo depende
basta nte das co nd ições da fazenda leite i ra .
A.lém dos req u is itos 'ç:j erais de condições
h i ç:j iên icas em alto g ra u , o leite proveniente
de vacas en fe,rmas ou d e a n i ma is que este
j a m sendo trata dos com a ntib ióticos não
deve ser uti l izado na fa b ricação de queijo .
Antes de se i n i c i a r a fabricação propria
mente d ita, o leite passa geral mente po r um
pré-trata mento d estin ado a criar condições
ótimas p a ra a fa bricação .
O proced imento pa ra esse p ré-trata m e n to
do le ite, d esti nado à produção de q u e i jo,
ach a-se ind icado na figo 1 .
Tem havido d úvidas sobre a conveniência
de se emprega r � eite q u e te n h a lS ido esto
cado longo tempo em ba ixa temperatura
para a fa bricação de queijo, a l ega ndo-se
que as propriedades coa g u l a ntes do le ita
são reduzidas por ta l trata mento . Após 24
ho ra s de estocagem a 5°C, cerca d e 25%
do cálcio contido no leite precip ita-se co mo
fosfato . Essa red ução, co ntudo, é te m porá
ria, e ao ser o leite pa usterizado, o cálcio
torna a d issolver-se e as propriedade,s coa
ç:j u l a ntes do le ite se, resta u ra m quase por
comp l eto .
Onde a lei exi ç:je q u e o l eite seja cla rifi
cado imediata mente após a pesagem, u m a
cla rifi cadora d everá ser colocada c o m o se
vê na fig u ra 1 .
Clarificação
Qua ndo o leite é passado através d e u m a
c l a rificadora ou de u m a sepa radora, a m a i o r
pa rte das pa rtícu l a s sólidalS são sepa radas
e perma necem no espaço d e sed i mentos
existente no rotor d a centrífu ç:j a . Os sed i
mentos assim re movidos do l e ite consiste m
�m leu cócitos, cé l u l as, bactérias e várias
partícu las proven i entes do solo do está b u lo.
Especi a l mente no caso d e certos q u ei jos
de, o l h a d u ra redonda, considera-se va nta
joso cla rifica r o leite a ntes d a fabricacão
'
do queijo, p'o is isso a j ud a a to rnar os fu
ros m a is reg u l a res .
Rece pção
I
- ...;:::..- - --
-- - - - � - - -
�
--
"I
v
;
I
P'�l�r�'
e
e
p
r é_-_
a_
q_
U__
_t_
C_
__
im
o________�_________
__n
�__
��
S e paração
C la rificação
Pad ronização d a gord u ra
,- - - - � -
I
'V
.1
.ll...
- -
Bactofug ação
_ _
)-
_
_
_
Paste u ri zação )
R e sfri am e nto à t e mpo
d e coag u l ação '
r-
R e sfri am e nto/ Estocag e m
Pad ron i zação d a gord u ra
I
I
t
'i'
Aq u e c i m e nto à t e mpo
d e coag u l ação
I
I
I
i_
_
-7 -
F.ab ricação d e q u e ijo o
Figura 1
digitalizado por
arvoredoleite.org
Pág. 30
MAIO E JUNHO DE 1 974
Revista do ILCr
As bactérias esporogênicas quase sempre
dão origem a sérios problemas de quali da
de na manufatura de queijos . Um exemp'-o
o queijo feito de leite cru poderá ter me
é o Clostridium butyricum, bactéria do ácido
lhor g-osto e um aroma mais apurado do
que o queijo feito com o leite pasteurizado, butírico, a qual caUrsa fermentacão indese
jável no queijo . As bactérias esp'orogênicas,
mas somente se o leite cru for de superior
bem como um grande número de linhagens
qualidade . Qualquer leite que esteja con
taminado, quer , por bactérias prejudiciais não formadoras de esporos, sobrevivem à
pasteurização, e a bactofugação é a úni
quer por uma contagem bacteriana muito
elevada, terá que ser pasteurizado . A pas ca maneira de removê-Ias sem ser preciso
teurizaçã'o,todavia,não destrói os organis
recorrer ao tratamento em alta temperatura.
A bactofugação separa cerca de 9tO% das
mos formadores de esporos .
bactérias presentes no leite e com duas bac
Na prática, é raro alguém poder confiar
tofuaa5
liqadas em série a eficiência chega
num leite que tenha uma ·qualidade bacte
a 90% . O resultado n-o que respeita aos
riológica tão elevada que possa dispensar
a pasteurização . Existe também outra boa esporos é ainda melhor,pois eles são rela
tivamente grandes e pesados .
razão para pasteurizar o leite, a saber, a
fa: ta de um método de anál ise rápido e de
Maiores informações sobre bactofu.gação
confiança que permita um julgamento ime serão dadas num trabalho a ser publicado .
diato sobre se o leite em seu estado na
tural se presta como matéria-prima para a
Padronização
fabricação do queijo .
Pasteurização
Durante a pasteurização, o leite é aque
cido a cerca de 72°C,sendo o aquecimento
feito por vapor a vácuo, água quente ou
vapor superaquecido .
A recontaminação por organismos indese
jáveis, que .pode subseqüentemente ocorrer
na tubulaçã·o que liga na u-s ina os pasteu
rizadores e resfriadores,bem como durante
as numerosas operações de fabricação nos
tanques,deverá ser cui dadosamente evitada.
Existem ti pos de queijos para os quais
não se faz sempre a pasteurização do lei
te, p . ex . , Emmenthal e Gruyere, porque
então o aroma especial tenderá a de5apa
recer . Não obstante, o leite é usualmente
clarificado por meio de centrifugação .
Bactofugação
Como já foi mencionado, certos tipos de
microorganismos sobrevivem à temperaTura
de pasteurização, ou seja, os organismos
esporogênicos . A aplicação relativamente
nova de uma centrífuga especialmente pro
jetada,a bactofuga,torna possível remover
a maior parte desse5 organismos .
(-om a pasteurização do leite, as bacté
rias são destruídas na proporção inversa
da sua capacidade de resistência ao calor.
A contagem das bactérias sobreviventes de
pende da combinação de tempo - tempera
tura empregada . Na bactofugação, o efei
to produzido segue outros critérios,como o
da densidade e do tamanho da5 bactérias .
Quanto maiores e mais pesadas forem es
tas, mais eficaz será a bactofugação .
Todavia, os procedimentos mencionados
não são os únicos pel05 quais deve pas
sar o leite antes de ser iniciada a fabri
cação do queij-o . Deve-se também providen
ciar a sua padronização para torná-lo boa
matéria-prima .
A .palavra padronização aqui empregada
significa o ajuste dos ingredientes químicos
e microbiológicos do leite a uma composi
ção normal . Uma parte essencial do proces
so de padronização pode 5er realizada pe
la mistura em grandes tanques do leite re
cebido dos fornecedores .
Componentes químicos
O objetivo da padronização q U lmlca é
obter um queijo de uma dada composição
e um rendimento ·constante, facilitando com
isto a mecanização do processo de manufa
tura . A padronização dos ingredientes quí
micos não passa de um ajuste do teor de
g-ordura do leite .
A padronização da matéria gorda é nor
malmente e·fetuada mediante a mistura de
leite integral com leite desnatado .
O teor de gordura do leite deverá ser
ajustado antes de sua transferência para o
tanque de fabricação . A padronização po
de ter lugar antes da pasteurização, seja
com leite desnatado de ' separação fria, S\3ja se a legislação do país o permitir, com
leite desnatado,pasteurizado . Tal procedi
mento simplifica o processo' e reduz_ o risco de contaminação .
Revista do ILcr
MAIO E JUNHO DE 1 974
Também é possível o empreg-o de padro
nização em linha,sobre a qual serão dadas
maiores inf-ormações numa publicação sobre
centrífugas para leite .
Fe rmento
O fermento é um fator muito importante
na fabricação de queijos e desempenha vá
rios papéis .
Grande número de produt-os de laticínios
necerssita da adição,principalmente de bac
térias produtoras de ácido láctico de dife·
rentes espécies . Outros tipos de bactérias
também são ·importantes, da mesma forma
que a levedura e o mofo em certas circuns
tâncias . Em virtude· da maior h igiene na
produçã-o de leite, e especialmente durante
a pasteurização,as bactérias produtoras de
ácid05 lácticos são I im itadas . Torna-se ne
cessário,portanto, inocular o leite com cul
turas apropriadas de bactérias para que se
produzam quantidades adequadas de áci
do láctico, com ou sem substâncias aromá
ticas .
Dois tipos princi pais de culturas são em
pregados na fabricação de que·ij05 :
- Culturas mesofílicas com uma tempera
tura ótima entre 2.0 - 40°C, e
- Culturas termofílicas, que se desenvol
vem até 45°C ou mais .
Mais freqüentes são as chamadas culturas
mistas, mesofílicas e termofílica5, onde. as
duas ou mais esti rpes de bactérias existem
em simbiose, isto é, com benefício mútuo .
Esses tipos de culturas produzem não ape
nas ácido láctico ma·s substâncias aromáti
cas e d i ó x i d o de c a r b o n o (C02) .
O dióxido de carbono é essencial para a
criação dos furos nos queil-os de olhadura
redonda e granulados .
Culturas de uma só linhagem são usadas
principalmente para queijos onde o objetivo
é apenas o desenvolvimento de ácido .
Os queijos n05 quais se usam cu:turas
mes';)fílicas são o Gouda e· o 'Edam . Cultu
ras termofílicas são usadas em queijos como
o Emmenthal e Gruyere . Culturas de uma só
linhagem destinam-se ao Cheddar e outros
queijos correlatos .
Ao tratar-se da fabri cação de queijo.s, é
muito importante observar três caracte·rísti
cas da cultura, a saber : a habilidade para
produzir ácido láctico, o dióxido de car
bono se for o caso, e finalmente ·a habili
dade de quebrar a proteína . A tarefa prin
cipal de uma cultura é desenvolver ácido na
massa para queijo .
Quando o leite. coagula, ocorre no coá
gulo uma concentração de células bacteria-
Pág. 31
nas. O desenvolvimento do ácido faz bai
xar o pH, o qual é importante para a siné
rese (co.ntra !ão do coágulo acompanhado
� e ellmm açao de soro) . Além disso !São
lIberados s ,? is d� cálcio e· fosfato, qu � afe
.
tam a conslstencla
do queijo e aumentam a
dureza da massa .
Outra f �n �ão importante. desempenliada
pelas bactenas produtoras de ácido é con
ter as bactérias sobreviventes da pasteuri
, . a.s de recontamina
zaça_.o ou bacten
ção que
precIsam da lac!ose ou que não podem to
.
, .ldo lactlCO
lerar o aC
desenvolvido .
. A produção de ácido láctico é interrom
p,da quando �oda lactose do queijo, ex
.
,
c1uldos
os quei jOs moles,tenha sido fermen
tada . A fermentação por ácido láctico é,
em regra, um proce.sso relativ mente rápi
,?
.
do. Em alguns hpos
de queI Jo, como o
Cheddar,. ela se completa antes da prensa
gem, e em outros tipos dentro de uma se
mana .
Enquanto 5e processa a acidificacão da
mass,?� �eal iza-se uma simultânea produção
de . dloxldo de carbono pela ação de bac
,
tenas
q � e fermentam em ácido cítrico . Pa
ra. queIJos de olhadura redonda, culturas
n; lstas com habilidade de desenvolver dió
XIdo de carbono são imperat ivas . O gás
e.voluído é liberado e cria os furos redon
dos .
O processo de maturação nos queijos
dur05 e em alguns tipos semiduros é um
efeito pro teolítico combinado onde as en
� imas das bactérias contidas na cultura,
I � ntamente com a enzima do coalho, oca
sIonam a decomposição da proteína.
Perturbações nas culturas
Podem às vezes ocorrer numa cultura al
gumas perturbações na forma de acidifica
ção lenta ou falha na produção desta .
Uma das causas mais comuns 5ão os anti
bióticos empregados na cura de doencas
do úbere. Resíduos de antibiótico no léite
podem inibir a ação da cultura .
Bacteriófagos são outra possível fonte de
sérios problemas . O bacteriófago é um ti
po termo-resistente de víru5 que pode ser
encontrado no ar ou no solo . Os bacterió
fagos atacam as ·células bacterianas novas e
podem destruir uma cultura inteira . São re
lativamente específicos, po·is atacam e se
multiplicam em uma ou em apenas umas
poucas linhagens especiais.
Uma terceira caU5a de perturbação pro
vém dos agentes detergentes e esterilizantes
empreÇJados na usina . A falta de cuidad0s,
especialmente no uso de aparelhos de lim-
digitalizado por
arvoredoleite.org
l
I
Pág. 32
MAIO E JUNHO DE 1 974
peza, é causa m u ito freqüente de pertu r
ba çã o na cu ltura .
Cloreto de cálcio
Com o objetivo de corn g l r, e se possível
a p erfeiçoa r, essas p ro p riedades do l eite
que afeta m a q u a l idade do queijo, é prática
com u m empreg a r-\Se a d itivos d e d i ferentes
espécies . Ca racterísticas in adequadas de
coa g u lação podem ser corrigidas pelo
acréscim o de pe,quenas q u a ntidades de do
com
reto de cá l cio. às vezes em combinacão
'
fosfato d issód ico (Na2P04) . Este ú l t imo a u
m enta a elasticidade do>s queijos com baixo
teor de m atéria g orda . A adição de doreto
de cá lcio faz ba ixa r o pH do l eite, a u men
ta a concentração de íons de cloreto de
cá lcio e a b revia o temp'o d e coa g u laçã o .
Salitre
Onde o l eite é m a n ip u lado sob condicões
h i g i ê n icas, não é necessá rio acresce � ta r
-lhe p rodutos quím icos p a ra i n i b i r as bacté
rias indesejáveis . Na p rática, contudo, é
d ifíci l evita r a conta m i nação, pri m a ria mente
por bactérias do tipo co l i , e pequenas q u a n
tidades de .s a l itre (KN03 de N a N 03) são por
isso a d icionadas . O sa l itre repri m e até cer
to ponto 'a s bactérias de ácido butíri co,
sem pre que a fe rmentação não se te,n ha a i n
da espa l hado dema i s . As bactérias de á ci-
Revista do I LCT
Coalho
Substitutos do coalho animal
A coa g u l ação da caseína d o leite é o
p roce,sso funda m enta l da fa b ricacão do
queijo . E l a é efetuada e m geral p ô r meio
de coa l ho, mas o utras enzimas proteol ítica.s
també m podem ser e m p regadas, bem com o
a a cid ificação d a ca seína a t é o ponto iso
elétrico (pH 4 . 6-4 . 7) .
A pa rte ativa do coa l h o é u m a enzima
chamada q u imosina, e a coa g u l'a ção tem l u
g a r qua ndo o coa l ho é a c re>s centado ao lei
te . Existem d iversa's teo rias pa ra exp l ica r
o meca n ismo do p rocesso, que a i nda h o j e
não se con hece d efin itiva mente ; é certo, po
rém, que e l e opera em vá rios está g ios, os
quais se costuma d ividir como segue :
1 . Tra n sformação da caseín'a em pa raca
seína sob influência do coa, i ho .
2 . Precip ita ção d a pa ra caseína n a p resença
dos tons de cá l cio .
O dese n h o da Fig u ra 2 m ostra a forma
ção da coa l h ada ta l como hoje se co n h ece .
Cerca d e 30 'a n os atrás, fora m i n iciada.s
i n vestigações n'o sentido de -e n co ntra r s ubs
titutos para 'o coa l ho a n i ma l . I sso foi feito
primeiramente na Tndia e em Israel, devido
à recusa dos vegeta riano's e m ,a ceita r quei
jos feitos com emp rego d e coa l h o a n i ma l .
Nos ú ltimos 'a n'o s, o i nteresrSe em p rodut-os
de substitu ição se g enera l izou, g ra ças à fa l
ta d e coa l h o a n i m a l d e boa qua l idade .
Existem dois tipos principais d e 'coa g u l a n
tes em substitu ição a o coa l h o a n i m a l, a sa
ber :
1 . Enzimas de p l a ntas .
2 . C'oa g u l a ntes extra ídos de m i c rorga n is
mos .
I nventiga ções mostram que com p repa ra
dos feitos de enzi mas de p l a ntas a h a b i l i
dade ,c oagu lad ora é g era lmente boa . U m a
desva ntogem é que 'se dese,nvo lve c o m m u i
ta freqü ência u m g osto a m a rgo n os queijos
d u ra nte a e.stoca g e m .
Os preparados feitos de m i crorg a n ismos
são tidos como possuidores d o m esmo efei
to que o coalho a n ima l .
De g rande importâ ncia para ,o teor ,f i n a l
d e u m idade é a rela çã-o tempo-temperatura
d u rante ,o aquecimento .
Tratamento da massa
+
>
_
S Ca �
Co
F a se intermediária
F o rmação de cadeia
Figura 2
Resu mida mente descritas, as m i celas da
caseína se desdobra m sob ,a infl uência do
coa l ho . Pel a p resença dos íons d e cá lcio,
aoS micelas d esdobradas passa, em 'S eguida,
a forma r u m a cadeia que inclui a fase
aq uosa, ' O soro .
Como pode ser visto, o cá l cio é assim
m u ito i mporta nte para a reação bioquímica
i n iciada pelo ,coa l ho . A ,ad ição d e íons
de cálcio j ustifica-se, po rta nto, p a ra os pe
ríodos em que esse i ng rediente faltar no
l eite .
Pág. :33
pa ra a a celeração d a rapidez do d essora
mento .
O vol ume red uzido ta mbém contribui p a
ra um 'consumo m a is ba ixo de c a lorias d u
rante o período de ,a quecimento .
c0-1" c�
Micelas
MAIO E JUNHO DE 1 974
O 'coa l,ho é extra ído dos estômagos de
nov i l has e 'c o me rcia l izado n a forma l íq u i
da ou em pó . ,E; geral mente u'sado na forma
d e solução com uma força d e 1 : 1 .0 . 000 a
1 :1 5 . 000, o que s i g n ifica que u m a parte do
coa l h o pode coa g u l a r 1 ° - 1 5 . 000 partes
de leite em 40 m i n utos a 35° C .
do butírico sobrevivem à pasteu rizaçã'o, e
o emprego de uma bactofu g a é então d e
recomendar-se semp re ,que o l eite .s e en
contre fortemente infectado d e ta is bacté- rias . D itas bactérias são ,g era l mente tra n s
m itidas ?o l eite por sujeira na ração por
u ma ens'da g em mal fe ita .
Coa l lio
Ca Ca ca
'? Co\t-ca
Ca 'f(
Revista do I LCT
Tod o o proce'sso de c o'a g u l a çã o é g over
nado pela temperatura, pela a cidez e pelo
teor de cá l cio do le ite, bem como por o u
tros fato res . A tem peratu ra ótim a para o
coa l h o é em torno d e 40°C, mas tempera
tu raturas m a i.s ba ixas são semp re us'a das na
prá tica, em pa rte para perm iti r o e m p rego
d e maiores qua ntidades d e coa l h·o e a j u d a r
a s s i m a maturação d o queij'o , e e m pa rte
pa ra evita r a du reza excessiva do coá g u l o .
Pa ra se obter um teor de u m idade da mas
sa que co rresponda ao tipo de queiio que
se d eseja fabrica r, d i ferenterS medidas d e
verão ser tomadas quando o coá g u l o te n h a
ati n g ido a fi rmeza ,a dequada . São :
- 'c orte da coa l ha d a ;
- a q uecimento, cozimento d a massa, e
- tratamento da massa media nte a g itação.
Corte
Pelo emprego de f,acas de d esen h o es pe
cia l, a massa é 'cortada em pequenos pe
da ços m u ito mol es, do ta m a n h o a p roxi ma
do de e rvi l has, os quais f l utu a m n o .soro
a m a re l o-esverdeado . A rap id ez d a d rena
g em do soro desses pedaços de m assa
(grão) é a celerada pela fineza d o corte .
Tão l ogo o corte ten h a sido compl etad o ,
seg ue-se u m período de a g itação S uave .
Dura n te ta l período, parte do soro pode ser
d renado do recipiente, enqua nto a í se m a n
tém 'o re'sto da m a.ssa . O efeito mecâ n ico
será então u m ta nto maior, o que contribui
Aquecimento, cozimento
Se 'a temperatura fo r a umentada com de
masiada rapidez, p roduzir-se-á u ma con
d ição sem elhante à d a cementação em
ca ixa " do a ço, e a massa ficará d u ra por
fora mas mole e a la'g'a da" por dentro .
De todas as fa l has na fa bricação de quei
jos, a retenção d a u midade é a pior, por
l evar a vazamentos n'o ,queij,o , 'a u m a tex
tura fraca e ao d esenvolvimento d e m a n
chas e de.scoram ento . A temperatu ra rea l
esco l h id a depende de i n ú meros fatores, pa r
ticu l amente do tipo de - queijo requerido e
da época do ,ano em que é fabri·cado .
11
11
O a quecimento pode ser levado a efeito
por meio de a p l i ca ções de va por ou d e
á g u a quente à ca m isa externa d o recipiente
- método de aqueci m ento indireto - ou pe
la a d ição de água quente direta mente n a
massa - método d e aquecimento direto
Este ú ltimo é usado, entre outros, para o s
q u e i j o s Gouda e Eda m . C o m a ad ição d e
á g ua, o soro também é d i l uído (Iavad·o), o
que dá menos l a ctose no soro e final mente
uma formação u m tanto menor de ácido l á c
ti co, podendo, porta n to, o.s queijos Gouda e
Eda m acu.sar um teor de u m idade razoa
velmente alto .
-.
Trata mento mecânico
Tão logo comp letado o 'c orte, i n i C ia-Se a
ag itação, d evendo esta ·c ontinua,r através
d e todo o proce'sso d e formação da massa .
:Por meio de d ispositivos de corte especia l
me nte p rojetados, o btém-se u ma a git·ação
suave e eficiente, ao mesmo tempo em que
se i mpedem desnecessá rias perda.s de ma
téria g·o rda e d e IIfinos", e a formação d e .
pelotas . A a g itação intensiva, por exemp l'o,
d evido a ferra mentas de i nferior .qu a l i da
de, resu ltará em ma iores perda's e n um teor
d e um idade m a is b aixo .
Pré-prensagem da massa
E ntre as coisas ·qu e ·afeta m a textura dos
quei jo.s, em sua re lação com a c l assifica
çã o, é o método do trata ment·o d a m assa
usado imediata mente a ntes o u depois d e
h aver esta sido tra nsferida pa ra a s frorma s .
digitalizado por
arvoredoleite.org
Pág. 34
MAI O E JUNHO DE 1 974
Quando se trata de f.abricar queijos de
olhaduras ,redondas, a massa é coletada de
sob a superfície do soro, e em seguida ISU
jeita 'a prensagem ou por meio de gravi
dade, ou por pressão aplicada às placas
de prensagem no topo do lençol de massa,
técnita dominante hoje em dia . A razão
de tal procediment'o é deixar que os grãos
de queijo se fundam e crie�, assim, boas
condicões para o desenvolvimento da tex
tura éom furorS redondos, -a qual finalmente
se efetua durante o período de maturação .
Dado que o 'ç::J ás liberado (C02) dispõe de
um número limitado de fendas para pene
trar, poucos furos serão formados . E co
mo o gás terá que se acomodar em apenas
-alguns poucos furos, estes serão bastante
gr-andes e arredond ados .
Dessora'gem
Quando se produzem queijos de textura
granulada ou de massa compacta, o soro
é drenado da massa antes da enformagem
ou de qualquer outra manipulação . A mas
sa destinada ao queijo de -olhadura granu
lada pode ser separada do soro mediante
bombeament,o da coalhada através de um
escorredor vibratório ou rotativo, de onde a
massa pode ser descarregad a diretamente
nalS formas . Expostos ao ar, os ,grãos, du
rante o período final da prens-ager;t, nã'o se
fundirão do mesmo modo conveniente que
quando previamente prensados, sob a su·
perfície do soro. �urante o penod? d_e ma
turação, o gás liberado (C02) d lspoe de
fendas muito pequenas para penetrar e por
isso são formados muitos furos irregulares
em todo o queijo . Para 01$ queijos com tex
tura de massa compacta, queijo Cheddar, a
massa drenada do soro p ode ser colet � da
num tanque 'ou num equipamento especla!
mente projetado para o processo de fabn
cação Cheddar subseqüente .
Processo de fabricação Cheddar
O termo em inglês "Cheddaring" refere
-se 0 6ginari-amente à :parte do processo de
fabricàcão do queijo entre a extração do
soro e 'a moagem, a qual converte as pe
quenas partículas de massa em grandes blo
'cos com textura fibrosa .
O "Chedda,ring" ocorre quando os blocos
de grãos fundidos são empilhad.os e re
-empilhados . Durante este proced imento, a
fermentacão da lactose cessará e todo o
d ióxido de carbono desenvolvido durante a
fermentação de,saparecerá . Devido a isso,
não ocorrerá mais , a produção de gás no
Revista do I LCT
queijo Cheddar, 'O qual adquire alSsim uma
textura de massa praticamente compacta .
O processo C'h eddar é de importância,
em primeiro lugar, para a acidez da mas
sa e, em segundo, para a te,xtura final e o
teor de umidade do queijo . Empregam-se
hoje vários métodos de fabricação Cheddar,
mas ainda assim o métod'O dássico parece
predominar . De acordo com e-Ie, a massa .
é coletada em duas fileiras ao longo dos
ladorS do tanque . A fusão da massa efetua
-se, então, a uma temperatura de 32 - 38°C,
a fim de facilitar a fermentação da lactose,
que leva cerca de 2 - 2,5 horas . Durante o
período do proce,sso Cheddar, a massa fun
d ida é cortada em blocos e empilhada re
petidamente, a intervalos de aproximada
mente 1 5 minutos . A finalidade do empilha
mento é acelerar a drenagem do soro e ao
me,smo tempo imped ir o resfriamento da
massa .
Muitos estudos vêem sendo feitos há barS
t,ante tempo no sentido de encontra,r um
processo Cheddar menos trabalhoso . Na
l inha Ched dar da ALFA-LAVAL, alcançou
-se um elevado grau de me-canização pelo
uso de uma 'caixa rotativa para o "chedda
rinç::J ", enquanto que, ao mesmo tempo, -a
fusão da massa pelo método clássico fica
preservada .
Ao ser atingida a acidez corret-a, a ma>s
sa já processada é moída para redução dos
pedaços individuais a um tamanho suficien
temente pequeno para permiti.r uma ade
quada mistura com sal seco . Após a salç::J a,
é dada ao queijo a sua forma final median
te prensaç::J em numa forma ou num arco,
como se diz na terminologia do Cheddar .
Enformagem dos queijos
Muitos tipos de queijos são produzidos
em formatos e tamanhos d istintos . Um la
ticínio que produza diferentes espécies de
queijos precisa, por conseguinte, empregar
formas de d iferentes dimensões e formatos
e, em 'certos casos, também de diferente,s
mode,los .
Diferentes tip'os de queij'os implicam em
diferentes demandas quanto à natureza da
forma . Queijos autoprensados requerem
formas com um grande número de perfura
çõe-s para facilitar a extração do soro :. Nes
ta espécie de forma, geralmente nao se
usam envoltórios de pano .
F'orma>s para queij'os que são prensados
sob altas pressões devem poder resistir a
essas pressõe,s sem sofrerem deformação .
Esse tipo de forma tem geralmente menos
perfurações, e na maioria dos carSos o quei-
Revista do ILCr
MAIO E JUNHO DE 1 974
jo é envolvido em pano durante a prensa
gem, para facilitar o dess'oramento .
Prensagem final
A prensagem final é efetuada em pren
sas de queijo, verticais -ou horizontais . O
tempo da prensagem varia bastante, de uma
até cerca de 8 horas .
Tipos diferentes de queijo 'geralmente re
querem diferentes técnicas de prensagem .
Alguns queijos, como o Ti"sit são auto
prensados ou 'apenas prensados muifo leve
mente, enquanto outros, por exemplo os
queijos duros, precisam submeter-se a alta
pressão para expelir o soro e gan-har o seu
formato . A escolha do equipamento d e
prensagem será também influenciada pelo
tamanho e formato do queijo .
Utilizam-rSe prensas tanto verti'cais como
horizontais, e ,a pressão pode ser aplicada
por sistemas quer pneumáticos, quer h idráu
licos .
Salga
Tendo obtido seu formato final, o queijo
é normalmente submetido a salga por imer
são em salmoura . :Pratica-se também a sal
ga com sal seco para alç::J uns tipos de quei
jorS tais como o queijo Azul . Como já foi
mencionado, o queijo Cheddar recebe sal
seco em conjunto com a moagem e com a
colocacão nas formas . Para se obter uma
distribúição de sal mais uniforme possível,
as peças salgadas são retidas por alç::J um
tempo num misturador antes da e'nforma
gem . Em geral, o queijo é salgado para
adquirir plenamente o seu aroma . Quanti
dade15 adequadas de sal também melhoram
a textura e a maturação do queijo .
Como o sal inibe de 'certa forma 0 de
senvolvimento das bactérias de ácido lác
tico, poderá ser usado para regular a com
posição bacteri-ana do queijo .
Para alguns tipos de -queijo, principalmen
te o Gouda, recomenda-se uma imersão em
água limpa fria durante 8 horas antes da
salga . Tal tratamento propordona:
- melhor e mais uniforme distribuicão
do
,
sal;
- teor de umidade mais uniforme no quei
jo;
- melhor textura do queijo .
Para que tenha um bom efeito, a tempe
ratura da água deverá ser unrS 2°C abaixo
da temperatura da salmoura . Se a tempe
ratura da salmoura for de 1 0 - 1 2° C a tem
peratura da água deverá, portanto, ser de
8 - 1 0° C .
A concentracã'o normal da 'salmoura é d e
cerca de 2,0° ' Bé (Baumé), correspondendo
Pág. 35
a aproximadamente 22% de sal . A dura
ção da imersão do queijo na salmoura va
ria com o tipo e tamanho, sendo muito co
muns períodos de salga de 1 - 4 d ias .
Maturação
O processo de maturação -que segue à
enformagem e à salga é o último estáÇlio
de procerSs-amento na fabricação do queijo .
Para não entrarmos demasiadamente em
pormenores, devemos mencionar 'apenas
que, durante o período de maturação, pro
cessos bioquímicos contribuem para dar ao
queijo o aroma, a 'consistência e -a textura
que são os elemen�os típicos para 0 tipo
de queijo implicado . O processo de matu
ração é regulado pelas condições de esto
cagem e principalmente pela temperatura .
O grau de maturação é também re,gul,ado
pel � tempo de maturação . Via de regra,
o,s tipOS duros requerem tempos de matura
ção mais long-os, variando de 4 - 8 meses .
Os tipos muito duros de queijos, -como o
Parmesão, podem levar até vários anos .
O tempo de maturação para ,os queijos
moles varia de 2 - 3 semanas até cerca
de 2 meses .
Durante o período de estocagem, 0rS ti
pos duros de queijos com casca, bem como
os tipos semiduros, deverão ser tratados
com parafina, emulsões plásticas 'ou com
unto, a fim de não perder muito da sua
umidade .
Além d isso, com respeito àrS cond ições de
estoca.gem para os tipos duros de queijos
com cas-ca, e particularmente dos queijos
semiduros e moles a umidade relativa no res
pectivo depósito deverá ser mantida a um
nível adequado a fim de impedir uma per
da muito grande de umidade .
Queijos sem casca
O aperfeiçoamento das técnicas para em
balagem em películas tornou a venda de
queijos sem casca possível .
Os queijos sem casca podem matur,ar de
pois de embal-ados com a película . Atra
vés deste método, o tratamento na estoca
gem lSerá muito mais simples e ao mesmo
tempo ter-se-á mão-de-obra a menos . A
perda de umidade devida a evaporação se
rá também mantida bastante baixa . Por
outro lado, a massa para o· queijo sem 'cas
ca terá que ser processada de maneira 'a
manter -um teor de umidade um t,anto mais
baix,o do que o normal para queijos com
casca . Conseguintemente, durante a esroca
gem, o queijo poderá ser envolvido em u m
digitalizado por
arvoredoleite.org
MAI O E JUNHO DE 1 974
Revista do I LCT
Revista do I LCT
mater ial ·que seio tão i mperm eável a ponto
d e i m ped i r ou red uzi r consid � ravel mente
a evapo ração da á gu a . Todav ia, u t;! ma
teria l d e embala gem comp l etamen te I mper
meável não pode ser usado, po rque parte
do gás fo rmado d u rante o processo de ·� a
não poderá esca par do q u e l l O .
turacão
'
I sso pode resu l ta r na forma ção excessiva
de c anais e" 0'0 mesmo tem po, causa r d esi
g u a ldades n a casca do queijo e dar- l h e um
g osto desag radável . Uma -certa con cent � a
cão de d ióxido de carbon o entre o m a te n a l
d e e m b a l a g e m e , a superfície do q u eijo,
contudo, é d e d esejar-.se, visto ·q ue o d ióxido
de ca rhono tem ação eficaz contra a for
mação de mofo .
Por outro lado, o material de e m b a l a gem
precisa ma nte,r afastado o oxigênio da
atmosfera, o qual, se pen etrasse através do
material, cria ria condições favoráveis para
o cresciment·o de l eved u ra s e mofo na su
perfície do quei j o .
EqlDipamento para produção de queijos
Como se pod e ver d a d escrição dada, é
preciso adotar-se i n ú meras medidas para
converter o le ite n u m a d e l i-cios a variedade
d e queijo .
Damos a s eg u i r uma d e,s crição su mária
das principais u n idades A LFA-LAVAL uti l i
zadas n a fab rica cã'o de a lg u n s ti pos de
.
quei jos duros e s � mid uros .
A primeira o peração, bás ica em toda a
fa b ricação de queijo é a formação da
coa l hada . Para os queijos d e tipos d u ro e
semid uros, esse processo é a i n d a d escon
tínuo, pois a adequada coag ulação do lei
te requer u m ce rto tem po, usu a l mente 20 30 m i n utos, a a proximada mente 30° C .
A tendênci a para 0 produção em g ra nde
esca la, a par d a cres·cente demanda de a l
ta ca pacidade de fabricação e de e l evado
g ra u de m eca n ização dos p rocessos para
economia de mão-de-obra, i nspira ra m à
A LFA-LAVAL o d esenvolv i mento d e um ta n
q u e de processamento de queijo q u e satis
faz a esses requis itos . O ta nque recebeu a
deno m i nação de Ta nque d e Processam ento
de Queijo OST, e é d isponível em 3 ta ma
n h os, a saber : 1 0 . 000, 1 2 . 000 e 1 5 . 000 l i
tros .
Algumas das principais ca racterísticas do
ta nque OST m ostrado n a figura 3, são :
- O topo -coberto, que é u m pré-re quisito
pa ra manutenção de um bom padrã o d e
h ig ienej
- a s boq u i l h a s CIP loca l izadas e.strateg ica
mente n o centro do topo, que assegura m
MAIO E JUNHO DE 1 974
O co rte u n iforme d a massa é fato r d eci
s ivo para obtenção da maior a cid ificação
desejáve,1 e do teor de umidade correto no
Pago 37
queijo ,aca bado . O corte deve também ser
efetu ado com ,cu idado, pa ra evitar perdas
in devidas de gordura e d e p roteína j u nto
com o soro .
F i g u ra 3 .
u m ótimo efeito d e l i m peza qua ndo cor
retamente usadas i
- o dis positivo com binado de corte e ag ita
ção, de- montagem perm a n ente, o q u a l
j u nta mente c o m o esco rredor d e sor,o du
p l o gara ntem u m ·a lto 'Çl rau de flexi b i l ida
d e n a operação do ta nquej
- a forma co nstrutiva p rovidencial, q u e
toma possível a o peração m a n u a l o u i n
tei ra m ente a uto má tica do ta n que em ca
so de n ecessidadej
- o mode l o compacto, que perm ite a i nsta
'l o ção de d iversos tanque,g OST n u m espa
ço relativam ente pequeno .
Fig ura
4.
.padrões d e movimento d o d ispositivo du
rante o corte, . As ferra mentas g i ra m em
to rno do eixo A - posicionado nos centros
das ferra mentas d e corte - e a o mesmo
tempo em torno do centro do ta nque . Após
três voltas co mp l etas em torno d o centro,
a,g ferra mentas terão percorrido todos os
po ntos do ta nque.
Dispositivo de corte e ag itação
No que respe ita aos d ispos itivos, pod e-se
men ci-o nar q u e cada um deles consiste n u m
eixo ce ntra l c o m uma ferra menta d e corte
n um dos la dos e um a ferra me nta de a g i
tação a rticulada no outro .
O d ispositivo de corte -con siste em facas
d e u m ,gó g ume .
Pa ra converter a ação do d ispositivo, po r
exe m p lo de a g itação para corte, inverte-se
o sentido d e rotação, com o que as fe rra
m entas to m a m novas p osições . A ferra men
ta de, a g itação é efetuada pela resistência
do l íquido .
As ferra mentas po: su � m a .ção epidclica,
g i ra n do em seus p rop n os eixos e m oven
d o-se ao mes m o tem po, numa via circu l a r
e m vo lta d o centro d o ta nque . Sendo as
velocidades d e rota ção dos eixos a j ustadas
a uma re lação predeterm i nada d e u m a p a ra
o utra, o d ispositivo percorre os pontos d o
t a n q u e d u ra nte o s e u g i ro . O m ovi mento
das ferramentas dura nte o corte e a a g ita
ção pode ser v isto nas figuras 4 e 5 .
Fig. 5 - Movi me nto do d ispositivo dura nte
a agita ção .
Movimento do d ispos itivo d u ra nte a a g i
ta ção .
U ma vez completado o corte, o d ispositi
vo _é conv� rtid o pa r<=! as_ posições de ag i
taça o . D u ra nte a a g l façao, as ferra mentas
Çj i ram em torno do eixo B - pos icionad,o nos
centros das ferra mentas d e ·co rte . Como
estas ú ltimas percorrem a pena,g a á rea con
t i d a n o interior do drculo co m l i nha pon
teada, u m escorredo r de soro d u pl o pode
ser montado na á rea entre a l i n h a pontea
d a e a parede do ta n que, para s im u ltâ nea
extra ção de soro d u ra nte a a g itacão . A
á rea .a bra n g ida pelo d is positivo d u �a nte o
período de a g itação representa 35% d a
á rea superficia l do ta n que .
. As v el ocidades avante e reversa do d is
pos itivo podem ser reg uladas pelo aciona
mento d e, velocidade variável do tanque d e
processamento .
Aquecimento, cozimento
Dependend o do tipo d e queijo, o a que
cimento pode ser efetuado nos seg u intes
modos :
- Por vapor na -ca m isa do ta n que so
mente i
- Por vapor na cam isa em com bin acão
com a d ição de ág ua quente -ã coa l h a d á .
- Por ad ição de ág ua quente à coa l hada
somente .
digitalizado por
arvoredoleite.org
Pág.
38
Revista do ILCT
MAIO E JUNHO DE 1 974
A fim de evita r o superaquecimento do
fundo do ta n q u e OST e s u a conseqü ente
queima, medidas fora m to madas para a in
trod ução d e vapor no condensado d a ca
m isa .
Qu,a ndo se pratica o a q u eciment,o d i reto,
isto é, por meio de a d ição de água q uente
à coa l h ada, a chamada " á Çl u a de p roce.sso"
é i ntroduzida 'a través dos boca is d e l im pe
za . Este p rocedi mento a ssegu ra a d istri bui
ção u n iforme d o m e i o a q uecedor, i m ped in
d o 'a ssim o superaquec imento loca l d a mas
sa .
Dessoramento
A fim de fac i l itar a s i n é rese da massa, 6
soro é d renado d u ra nte a pré-ag ita ção .
U m a coa l hada com u m a p ro porção m a i.s ,a l
ta d e m assa dá aos g rãos de quei jos um
crescente efeito mecâ n i co d ura nte a ag ita
cão, re,s ulta nd o n u m au mento da s i né rese .
Á drenagem do soro ta mbém red uz o con
sumo d e calor d u ra nte ,o a q uecimento sub
seqüe nte .
A comp'l eta para l isa ção dos a g itadores
por tempo p ro l o n gado 'P ode ,ca usar a for
macão de pelotas, que são d ifíceis de d i.s
pers ar nova mente . Ta is pelotas prejud icam
a textu ra do q u e i j o e interferem na e l i m ina
do soro .
cão
,
A d renaÇlem do soro efetua-se q uase sem
pre a determ i n ados intervalos, em gera l d u
rante a pri m e i ra pa rte da pré-eg ita ção e
a pós o ,a,q uecimento . O utra a lternativa é o
esvaziam ento contínuo d u ra nte um período
maior.
O d essoramento é efe,t uado p o r u m es
corredor de soro d u p lo, q u e perm ite a a g i
do conteúdo do ta nque d u ra n te o
ta cão
'
pe ríodo de extra ção. A velocidade do �is
positivo deverá ser m a ntida bastante ba ixa
pa ra evita r a o bstrução do escorredor pelos
g rãos de quei jo, ,o que d ificulta ria a capaci
dade de d ren a g em . Não o bsta nte, a d esso
ramento pode ta mbém ser rea l izado com as
ferra mentas paral isadas o u então, a pós um
período d e paral isação, o d ispositivo pode
ser acionado a ntes d e comp,le,t ado o desso
ramento, com isso i mped i nd o a form ação d e
pel otas q u e n o rm a l mente ocorre n a s p a ra
l isacões . Grãos de q u e i j o empe'l ota d os p o
d e m ter um efeito p rejud icial à q u a l idade
d o queijo .
Aspectos higiênicos
A de ma nda por maior hig iente nas l i nhas
d e p roducão d e p rodutos a l i mentícios a u
m enta co � sta n teme nte . A posl$i b i lidade de
reconta m i nação é u m fator i ncerto q u e po
d e p re j udiciar as tentativas mais a m biciosas
d e a l cançar u m a q u a l idade u n i ftOrm e . O
uso crescente de s istemas a uto máticos d e
l i mpeza mostra ,q ue uma l i mpeza p rogra
mada d e ta n ques e tubulações é j ustificada
tanto técn i ca como econom ica mente .
Um dos pré-requisitos para l i m peza de
um tanque d e p rocel$samento de quei jos
com o s istema CIP é que o ta n q u e precisa
ser fechado d e modo que as soluções d e
l i m peza poss a m s e r i n jetadas sob a lta p res
são e em a lta temper,a tu ra .
Como i l ustra a fig u ra 6, as soluções d e
l i m peza são introd uzidas p o r u m t u b o n o
centro da ca ixa de engrenagen.s g i ra tória
e d istri b u ídas através d e u m a série d e bo
q u il h a s com diferentes perfis de s a ída .
Figura 6
-
S istema de 'l i mpeza do ta n q u e
OST .
A completa l i mpeza física e bacteriológica
que semp re foi a meta d esejada n'o passado
tornou-se a g ora poss ível .
A l é m d isso, o ta n q u e fechado, requerido
pa ra o si.stema C I P, reduz essen c i a lmente o
risco de i n fecção, propagada pel o a r, d e
bolores, l eved u ras e bacteriófa g os .
Pós-tratamento da massa
O trata mento continuado do quei jo, i n
c l u i ndo o I C heddarin'Çl ", p ré-prensagem e
p rensagem final, é principa l me nte de n atu
reza mecâ n ica .
'Pa ra queijo do tipo Gouda, foram p roje
tados sistemas o nd e a pré�p rensagem, o en
chimento das formas e a p rensagem fina l ,
b e m oomo o esvaziamento d a.s formas, são
Revista do ILCT
MAI O E JUNHO DE 1 974
Pág. 39
m eca n izados . A m ã o-de-obra em ta l s iste
ma foi drasticamente reduzida em compara
ção com os s istemas conven cion a is de o pe
ra ção m a n ua l .
Para queijo d o tipo Cheddar o bteve-se
melhoria no p rocesso " Cheddaring", indu
s ive moagem, salga, m istu ra e enfo rmagem .
Através de u m a a d ia ntada mecan izacão
'
d este processo, a m ã o-de-obra ta mbém a q u i
pôde s e r reduzida considerave'lmente .
Quanto à p rodução do q u e i j,o Gouda,
existe u m a s érie d e vá rios tipos de equipa
mento para a p ré-prensagem .
SeÇlu ndo já foi men,cionado, os queijos
de o l had u ra redonda devem ser p re,nsados
sob a su perfície do s'oro para excl u írem o
ar.
A pré-prensagem pode, p . e . , s e r efetua
da n o ta nque especial d e prensagem forne
cido pela Alfa - lava i (vide fig 7) . Neste ta n
qu e, a massa repousa sobre u m a estei ra d e
a ço perfu rada e é comp ri mida na forma d e
bloco p o r p l acas de p ressão ,a cionada h i
d ra u l ica mente . Após a p rensagem, o bl oc'O
é conduzido pela estei ra móvel através de
uma seção d e corte n a extremidade d i a ntei
ra do ta nque e picado em cu bos d e tama
n h o adequ ado por fa cas fixas vertica is e
uma fa ca tipo g u i l hoti na . O tama nho dos
cubos pode, ser a j u stado ao das formas, va
rian do-se o n ú m ero d e facas fixas . As o pe
rações são controladas de um painel mon
tado na máquina e podem, caso se deseje,
ser i n teira mente a utomatizadas . O ta n q u e
de pren.sagem p o d e ser fa c i l mente i n co rpo
rado a uma l i n h a d e produção alt,a mente
meca n iz,ada ,
Fi'g . 7
-
Máquina para d essora g em e p ren
sagem d a massa .
"Cheddaring"
O Cheddar é o tipo de, queijo duro m a i s
fabricado no m u n d o tod o . A eta pa ca ra c
terística da fa bricação do Chedda r, qu e -o
d isting ue de outros queijos, é o processo
" Chedda ring" .
Em virtude do tempo envolvido e da auan
'
tidade de mã o-de-obra necessária pa ra o
período do " Cheddaring" , m u iro esforço tem
sido devotado ao desenvolvimento d e méto
dos n ovos e ma i,s eficientes . Ex istem atual
mente d iversos tipos de equipa mento pa ra
" Chedda ring " , com va riados f:l ra us de m e
A p rensagem final do queijo começa após
ca n iza çã-o . Entreta n to, a d ificuldade tem si
comp l etados a p ré-p rensagem e o ench i
do projeta r-se um s istema que p roporcione
mento das formas . Vá rios tipos d e prensas . o tra tamento mecân ico correto d a massa n o
encontra m-se d isponíveis . Recentemente tem período acima refe rido, esse tratamento é
-se notado, todavia, uma crescente demanda
considerado essen cial à ·prod uçã-o do ver
por máquinas que i n corpore m faci'l idades
dadeiro Chedda r . Ao mesmo tempo, é p re
p a ra enchi mento e e,s vaziamento a ltame nte
CÍrs o sejam evitadas as desva n ta g ens de u m
m eca n iz,ados .
a pa re l h a mento co mpl icado e volumoso .
O pri ndpio que norteou a forma C'o nstru
A capacidade de cad a p rensa correspon
tiva da ca ixa d e " Cheddarinf:l" oferecida pe
d e a o d a p a rtida de queijos . Ca d a prensa
la Alfa- Lava i não é n ovo . A n ovidade é a
pode ser carregada com formas contendo
meca n ização do s istema para o fim de ser
vir à prod ução em g ra nde esca l a .
m assa, enquanto as formas com o q u e i j o
Em primeiro l ugar, a ca ixa de " Chedda
já p rensado vão s e n d o re,t iradas pela ou
ri ng" consiste n u m recipiente, dividido e m
tra extremidade . N u m painel d e contro l e n a
s e i s com partimenros, c a d a q u a l p rovido d e
frente de cad a prensa .são a j ustados a p res
tampa . A ca ixa é montada n u m a a rmação
são e os tempos de p rensagem .
e encimada por uma tampa q u e fica firm e-
digitalizado por
arvoredoleite.org
Pág. 40
MAI O E J U N H O DE 1 974
m ente fech ada p o r m e i o de ê m b o los ' p n eu
mátic os . O recip i e n te pode ser g i ra d o po r
meio de motor e l étrico, com seu m ov i m en
to prog ra m a d o n o pai n e l d e c o ma n d o m o n
tado na a r m a çã o . N este p a i n e l , p o d e s e r
p ré-a j u sta d a a rota ção da c a ixa . U m p ro
g ra m a n orma l é o de u m a volta de 90° a
cada 1 5 m i n utos . O m ovimento da caixa,
co m b i n a d o com o form ato dos c o m p a rti
mentos resu lta n a desejada fusão d a m a s s a .
A l é m d i sso, a ca ixa de " Ched d a ri n g " é
p rovid a d e um tubo de entra d a p a ra a coa
l h a d a a ser bom beada ao rec i p i ente, u m
esco rred o r d e s o ro sol d a d o n o i n teri o r d a
ca ixa e u m tubo d e s a íd a m o n tad o n o l ad o
externo, sendo estes d o i s ú ltimos d estina
d os à descarga do s o ro do estág i·o de en
c h i mento e d o s o ro extra ído d a m a ss a d u
rante o p rocesso " C h edda ri n g " .
A ca ixa d e u Chedd a r i n g " é d is p o n ível e m
t r ê s ta m a n hos c o rres ponde nte,s 'às q u a nti
d a des d e massa obtidas respectiva m en te de
1 0 . 000, 1 2 . 000 e 1 5 . 000 l itros de l eite .
U m a vez comp l eta do o p rocess o " Ched
,da ring " , os b lo cos fund idos são co rta dos
p o r m e i o d o d is p o s i tivo d e co rte p ro jeta d o
p a ra a ca ixa . U m a u n i d a d e compreend en
d o u m a caixa de " Ch ed d a ri n g " com d i s p o s i
tivo d e corte é vista n a f i g u ra 8 .
A ca ixa de " C h ed d a ri ng " é g i rada, a ta m
pa princ i p a l é a b e rta e bem a s s i m a ta m p a
i n terna d o compart i m ento a s e r esvazi ad o .
O b l o'co d e q u e i jo desl iza p a ra den tro d o
rec i p iente o n d e se a c h a o d i s pos itivo d e
corte e a í é corta d o em ma ntas, a s q u a is
são p rentSadas através de u m a q r,ad e q u e
Revista do I LCT
a s co rta e m p e d a ços d o ta m a n h o d e " d e
d o s " . A fa ca e a g ra d e s ã o ope ra d a s p n eu
m a tica mente .
C o m o t,a m bé m 'Po d e ser v i sto, o d is p o s i
tivo d e corte é c o l o c a d o n u m tra n s p o rtador
d e mod o q u e esses pedaços ca e m s o b re e l e .
U m a u n i d a d e de co rte p o d e se rvi r a v á ri a s
c a i xa s d e " Ch e dd a ri n g " m ovend o-se s o b re
tri l h os 1 0ca l izadorS na a rm a ç ã o do tra n s p o r
tador .
Mecanização
O e,q u ipa mento até a q u i d es c rito é ape
n a s uma pa rte d a vasta g a m a de a q u i pa
m ento d i s p o n ível p a ra 0 fa b r i ca ç ã o d e q u e i
jos .
F i c a rei p o r a q u i , pois a e n u m eração d os
vários itens de e q u i pa m e n to p a ra a fa bri
cação d e q u e i j o s n o s l eva ria d e m a s i a d o
longe .
Revista do I LCT
MAIO E JUNHO DE 1 974
Da descrição d a d a de a l g u n s itens bási
cos d o e q u ip a m ento, é evid ente q ue 'ca d a
peça i n d ivid u a l representa u m a p a rte d e
u m s istema m ecan izad o . C o m o t o d o o p ro
ced i m en to da fa b ri cação de q u e i j o em q ra n
d e p a rte deve ser o l hado como u m a séri e d e
tra n s po rtes , o sirStema t e m q u e i n c l u i r bom
bas e tra n s p o rtad o re s .
O ta n q u e de fa b ri c a çã o é peça vital do
e,q u i p a m ento, e u m a vez p rovidenciado tu
d o p a ra p rep a ra r o l eite a fim d e constit u í
- l o em boa matéria-p r i m a , a p ro d ução d o
q u e i j o pode,rá ser i n i c i ad a .
Ao fa b ri c a r-se um q u e i j o do t i p o Gou d a ,
o segui nte s istema a lta m ente meca n izado
poderá ser a p j j.cad o (vi d e figo 9) .
Pág. 41
- O p roced i m ento p a ra p repa ra çã o da mas
sa é contro l ado a utomatica m en te até a
des ca rg a da coa l h a d a i n cl usive .
- A c o a l h a d a é bom beada a um t a n q u e d e
p ré-p re n s a g e m , '0 ,q u a l req u e r a l g um a s
a ções m a n u a irS, ,co m o seja o p reparo d o
l e n ço l d e massa u n iformem ente e a a p l i
cação d as p l acas de aperto p o r cima des
te, bem como o a c i o n a m ento do d is posi
tivo d e prensa g e m . A p ress ã·o e o tem p o
de p re n s a g e m s ã o- p ré-aj usta d o s n o pa i n el
de contro l e .
- O co rte do g ra n d e b l oco de q u eijo e m
pedaço s a p rop riados e a c o n d ução des
tes a través de um tra nrS p orta d o r s ã·o con
tro l a d o s a uto maticamente e s i n cro n izad os
com o m ov i m ento do tra nsporta dor .
- Os pedaços cortados s ã o co n d uzidos a
um p osto de enformagem, onde as form a s
N ã o o bsta n te, g o staria de term i n a r c o m
u ma ,apresentação d e a l'g u n s d o s s istemas
m ec a n izados de fa b ricação d e q u e i jos q u e
a A l fa-Lavai p ro j eto u .
O termo m e c a n ização s i g n ifica q u e a
m a i o r p a rte do p rocesso p rodut ivo d o s q u e i
j o s é executada p o r e,q u i p a m e nto mecâ n i co
e q u e o contro l e do p roced i m ento de fa bri
cação é feito e m wa n d e p a rte por con tro l e
a utomático e e q u ip a m ento de re g u l a g e m .
A meta da me,ca n i zação no fa b r i co de
q u e i j o s é o bter q u e i j os c o nvenci o n a i s de
q u a l idade elevada e u n i forme, e mesmo as
sim a u m 'c usto mais b a ixo d o que era porS
s ível com os m étodos a n te riores .
Tanque s d e proce s s ame n t o
O
b
c::;;;:;;:::.
�';'õ.� �
'.� ' �
'�
r
,
O
õ /
:::;/ ,
O
,
.
O
O
O
s e rvi t;o
Pren s lls d e túne l
de
KP- g
��=lJD! t
o
O
_ _ _ _ _ _
Fig.
8
-
Ca ixa " Ch e dd a ri n g " com d ispo s i t i vo
de cort e .
....1
/
/
/
/
/
/
F i g u ra 9 - D i sposição de u m a i n sta l a çã o m eca n izada p a ra q u e i j o Gouda .
digitalizado por
arvoredoleite.org
Pág. 42
MAIO E JUN HO DE 1 974
retangulares especialmente projetadas são
automaticamente cheias de mastSa, uma
por uma .
- As formas são, em seguida, transportadas
a uma prensa de túnel que comporta to
,dos os queijos de uma partida . Essa
prensa é automaticamente alimentada com
4 formas de cada vez . Para sua máxima
utilização, a prensa pode ser 'carregada
com formas contendo matSsa, enquanto
as formas com queijo já prensad-o são re
tiradas pela outra extremidade .
- As formas são automaticamente esvazia
das num dispositivo separado de esvazia
mento .
Revista do I L CT
- Os queijos caem sobre um transportador '
e são então conduzidotS a um posto de
salga e colocados em prateleiras, as quais
são enchidas automaticamente uma 'por
uma .
- As formas vazias passam por uma má
quina de lavar e em seguida são condu
zidas de volta ao posto de- enchimento,
completando-se ,assim o ciclo .
- AtS prateleiras de salga são içadas para
tanques de água e, após um tempo ade
quado, são novamente içadas e submer
!=]idas em salmoura .
A segunda instalação altamente mecani
zada a se·r apresentada é destinada à
produção de queijo Cheddar (vide fig .
1 0) .
o
Revista do I Ler
Pág. 43
MAIO E JUNHO DE 1 974
- O tambor ,d e mistura é provido de um
sistema automático de descarga de par
tidas para encher uma forma (arco) de
cada vez .
desenvolveu-se num produto moderno de
infinitas variedades e fabricado em siste
matS mecanizados . Muito esforco tem sido
despendido com o fito de .ada p tar o equi
pamento e os sistemas às tecnologias dos
vários tipos de queijos, e não o inverso .
Finalmente, o Comitê Oonjunto FAOIWH O
define o queijo do seguinte modo :
"Queijo, produto fresco ou maturado obti
de:> pela drena!=]em após a coagulação de
leite, creme, leite desnatado 'o u parcialmen
te desnatado, leitelho ou de uma combina
ção de alguns ou de todos estetS produtos . "
Os sitStema acima pode ser completado
com u m sistema de prensagem de ope
ração mecâ nica como o descrito parâ' o
queijo Gou d a .
Resumo
De um simples produto feito m anualmente
e surgido há milhares de anos, o queijo
A in enviched margarine, and butter.
Periodica polytech, Chem. Engng. 1 0
(4) : 51 3-22, 1 966.
(Continuação da pág. 1 1 .)1
1 4 . POUT, E. G. e BIRTWISTLE, R. - L'oxy
dation des lipides dans le beurre con
servé a froid. Australian Journal of
Dairy Technology (2) : 70, 1 966.
1 5 . SÃO PAULO - Instituto Adolfo Lutz.
Normas Analíticas. São Paulo, s. d.,
v. 1 , p. 1 6 1 .
1 6 . SCf:iMITZ, L. S. e. TERRA, N. N. - Anti
-oxl � ant:.s na manteiga. Aguardando
p.ubllcaça? na Rev. do Centro de Ciên
cias Rurai S .
1 7 . T � LE � DY, L. e BERN DORFER, E. - Exa
mmatlon of the protective effect of to
copherols on provitamin A and vitamin
1 8 . VALEEVA, A. N. e GORVAEN, M. I. Effecte of prolonged storage on fatty
acids of butter oil stabilized with antio
xidants. Zzv. vyssh uched Zaved Pisch
Technd. (1 ) : 41 -44, 1 968.
1 9 . WINTON, A. L. e WINTON, K. B. Analisis de alimentos, Barcelona, Edito
rial Hispano-Americana, SA. 1 958, p.
637, 641 .
Transcrito da Revista do Centro de Ciên
ciO'S Rurais da Universidade Federal de San
ta Maria - Rio Grande do Sul .
CASA BADAR4CO INDÚSTRIA
COMfRCIO UDA.
&
INSTALAÇõES FRIGORfFICAS '
CAMARAS,
SORVETEIRAS ,
BALCõES FRIGORfFICOS,
Figura 1 0 - Disposição de uma instalaçã-o mecanizada para queijo Cheddar .
- Dos tanques OST de operação semi-auto
mática, a coalhada é bombeada à caixa
de "Cheddaring" .
- Estando a caixa cheia, o processo é
atuado no painel de controle desta fa
zendo-a gi rar .
- Quando o procetSso de "Cheddarin!=]" es
tiver completado, a caixa é tombada e a
tampa principal levantada por um guin
cho . Em se!=] uida, o cortador movediço
é posicionado à saída do respectivo com
parti mento .
- O cortador é operado pneumaticamente
e os pedaços cortad-os do bloco de um
GELADEIRAS PARA AÇOUGUEs'
MÁQUINAS PARA CAFÉ
compartimento caem numa esteira trans
portadora, que os leva a uma unidade
de pesagem incorporada ao sistema trans'
portador .
- Uma partida medida é então descarre
gada a um transportador helicoidal, 'ao
mesmo tempo em que um distribuidor de
sal recebe impultSos para descarregar su
ficiente quantidade de sal sobre esta
partida .
Os pedaços salgados são conduzidos a
um tambor rotativo para a distribuição
final do sal .
ESTUFAS PARA PASTÉIS,
VITRINAS,
BALANÇAS AUTOMÁTICAS,
CORTADORES DE FRIOS,
RESFRIADORES DE LEITE.
INSCRIÇAO N. 1245/4900
AVENIDA GETúLIO VARGAS, 367
JUIZ DE FORA
-
-
TELEFONE, 1 620
MINAS GERAIS
digitalizado por
arvoredoleite.org
Pág. 44
MAIO E JUNHO DE 1 974
Revista do I LCT
JÁ TOI DI17CIL ...
a limpeza de um lacticínio
M A G N U S
_
MAIO E JUNHO DE 1 974
Revista do I LCT
Pág.
45
PRIMEIRO CURSO ESPECIAL DA FAO, PARA A
AMÉRICA LATINA, SOBRE TECNOLOGIA LEITEIRA,
COMERCIALIZAÇÃO E OPERAÇÃO DE FÁBRICAS
DE LATiCíNIOS
P a ra p a steu riza dores, ta n q u es d e esto cagem ,
l a to es, g a rrafa s e eq u i pa m entos em g era l .
. N a l i n h a . d e Prod utos MAGNUS se i n c l u em
a i nd a os d estl n.ados a c;> trata mento de s a l m o u ra,
.
á g u as d e c a l d � , ras, 9 d ltlvos a o ó l e o com b ustível '
á g ua s d e refn g e raçao, etc.
First Special Course on Dairying
Sponsored by FAO, in Chile
ASSISTÊNCIA TÉCN ICA GRATUITA
Fá b rica de P rod utos Lavex Para I n d ú stri as S/A.
Matriz : Av. Rio Bra n co,
1 38 - 8.° a n d a r - T e l efone. 32-81 00
F i l i a i s e a g e ntes n a s principa is p ra ça s do pa ís.
Escritório e m J u iz d e Fora : Rua S a nta R ita,
259 - F o n e : 3937
Rea l izou-se, de 4 a 22 de m a rco do cor
rente a n o, em S a ntiago, R ep ú b l i é a do C h i
l e, o Prim e i ro Cu rso ErSpeci a l izado d a FAo.
sobre Tecnolog i a Leitei ra, Comerc i a l iza ç ã o
e Ope ração d e Esta b e l eci m entos d e Lati c í
n i os, sob o patro c í n i o conj u nto do G overn o
do C h i l e e do Governo do Re i n o da D in a m a rca .
Finalidade do Curso
...
• EMBALAGENS
� DlSPLAYS
� PLASTIFlCACAO
ct PARAFINACAO
• CARTAZES
• CAIXAS PARA MANTEIGA
RUA HENRIQUE VAZ, 137
FONES : 2..1572 - 2..3987
2..4501
e
m
b
a 'I
a
9
e
n
s
S. a.
CAIXA POSTAL, 8
TELEGRAMA - SCHMIDT
CGC 21P S4� 48 / 001
INSC. EST. 367.19108.007
JUIZ DE FORA· M.G.
Este Curso Espec i a l t eve como o b j etivo
dar o portu n i d a d e a o pessoal v i n cu l a d o à
i n d ústria de la ticínios, no n ível d e a d m i n i s
tradores ou executivos de esta b el eci m e ntos
d e laticíni os, a.s s i m como aos que d esemp e
n h a m f u n cões i n t i mam e nte re l a ci o na d a s co m
a mencio n a d a ati vidade, p a ra q u e pudes
sem re novar ou ap rofu n d a r seus ,co n h eci
mentos sobre a l g u n s temas referentes à tec
n o l o g i a d o l eite, sua co merci a l ização e op e
racão de esta b e l e c i m e ntos d e l aticínios .
Á FAo. a tri b u i g r a n d e i mportâ n c i a às s u a s
ativid a d es e d u cativarS e a o s efe i tos res u l
ta ntes . t , pois, d e esperar-se, q u e se possa
d a r i n fo rma ções com p l etas s o b re as ativida
d es su bseqü entes, e que aOs g ovemos e
parti cipa ntes seja pos.sível cooperar com a
FAo., em data p oste rior, p a ra ,ava l i a r os
r esu ltados conseg uidos .
Designação de candidatos
Por trata r-se d e, um Cu rso Especi a l , d es
tinado a atu a l i z a r ou aprofu n d a r conheci
mentos sobre m atéri a s específi cas, a o. r
g a n ização con.s i d e ro u conv e n i e nte, p a ra
m a i o r p roveito do C u rso, d es i g n a r a l g u m as
pessoas cu j a tra j etória d e ntro d a ativ i d a d e
l eiteira fosse con h e ci d a .
Reco m e n dou a FAo. que, caso a l g u ma s
d a s pessoas previa me nte esco l h i d a s n ã o
pudessem aten d e r a o convite, fize,sse 0 1$ Go
vernos i nteressados a d e s i g n a ç ã o de u m
substituto, b e m como i n d icassem o s q ue
não tives.s e m s i d o p reviam e nte selecio nad os.
A a ceitacão d e ca n d i d atos erSteve s u b o r
d i n ada à d i s p o n i b i l i d a d e de vagas . Fora m
enviados formu l á ri o s q u e, após d evidam en
te preen c h i d os, fora m d evolvidos a ntes do
dia 1 ,o d e m a rço, através do Re p rese nta n tô
da FAo. no país do candidato p ro post·o .
Este Representan te, d everia remeter, d e po is,
três cópias ao D i retor-Gera l d a o.rg a n iza
ção das N a ções U n i d a.s para a Ag riculturo
e A l i men tação (Vi a d e l l e Terme di Ca ra cal
l a , 001 00 Roma, Ita l ia) e d u a s a o D i reto r
do Centro Reg i o n a l de Ca pacitação e De
m o nstra ção em Laticín ios, Es critó rio Reg io
n a l p a ra a A m érica Lati na, Ca ixa Posta l
1 0,095, S a ntiago, Chi l e .
Normas para a seleção de candidatos
Foi co m u n icado a cada Governo ,o res u l
tado da se l e ção e os p a rticipa ntes fora m
i nformados d i reta mente p e l a FAo. .
Disposições sobre viagens, passaportes,
visas, vacinação e passagem de avião
Foi s o l i c itado aos Governos i nteressados
que tudo o q u e d i ssesse, respeito ,a p a srSa
po rte, v i s as, vaci n a ção, etc . , fosse p rovi
d e n c i a d o d e modo que os ca n d i d atos s e
a p rese nta s sem e m Santiago n o d i a 4 d e
ma rco d este a n o , o m a i s tard a r .
o. s p a rtici pa ntes tivera m pa.s s a g e m d e i d a
e vo l ta p or ,a v i ã o, na c l a sse tu rista . A FAo.
digitalizado por
arvoredoleite.org
Pág.
46
MAIO E JUNHO DE 1 974
Revista do I LCT
Costa Rica :
n ã o reem b o l s a ria as despesas de passagem
e g a stos a cessórios de v i a g e m .
F i ca ram p o r conta da FAO as d es pesas
de ma n u tenção e a l o j a m e nt'o no Chi l e .
Rodó lfo B o n i l l a J i mé n ez . Assessor da Coo
p erativa de Coro n a d o . São J-os é .
Seguros
Chile :
A cada p a rticipa nte q u e v i a j o u por conta
d a o rg a n ização foi concedido u m s e g u ro
de v i d a de 1 0 .1000 d ó l a res, -a l é m de outros
constantes d e d á u s u l a s espec i a i s .
E rn esto Wacho ltz . E n g e n h e i ro Q u í m ico, G e
rente de Produção " P-a c Cervi n ia " . M a i
p ú , Sa ntia g o .
Ed u a rd o I n vern izzi . E n g e n h e i ro-Ag rô n om o .
G e rente da Fábrica " Lechera d e i S u r" .
Uan q u i h u e .
Rolf Steu e r . Vete riná ri'o . Gerente da Fá b ri
b ri ca de Latid n i o s " Do i s A l a mos" . P u r
ra n q u e .
"
Lars K ro g h . A d m i n i stra d o r Técn ico da Fa
b rica de La ticín ios U LA, U n i ã o Leitei ra
Aconca g u-a, Vifía d e i Ma r .
Bern a rd o Fraser . Médi co-Veteri n á rio . I n s
tituto Tecn o l ó g i co do Leite . Va l d ívi a .
Re�ação dos participantes :
Argentina :
René Ariel Bosco . Técni co-Mecâ n i co, G e
re nte da Fábrica SANCO R C . U . L . , e m
B ri nck m a n n , Córdoba .
Ed u a rdo A . Herma ndo . E n g e n h e i ro-Ag rô
n o m o, D i retor-Ad j u nto do Depa rta m e n
to de Leite e Produtos Lá cteos do M i n i s
tério da Ag ri-c u l t u ra . B u e nos Aires .
G h i o n e Menéndez S a n ti a g o . G erente I nd u s
tri a l da Fábrica d e ,Q u e i j o s d a SAN CO R
C . U . L . , em Ga lvez . Santa Fé .
Ba uti sta Borg h eti . Téc n i co em Prod u çã o d e
Le-ite da Associacão
U n i ã o Ta m b eros ,
·
das Cooperativ a s U n i d a s . Sa nta Fé .
Equador:
Ca rl'os G ra n j a Luzu ria g a . G e rente de P ro
d u ção d a Paste u rizadora Q u i ro . S . A .
Q u ito .
Antô n io G a rda . E n g en h e i ro-A g rôn o m o . Di
reto r da I LESA . Q u ito .
No e m í L o n g o n i de Ca ravel l o . E n g e n h e i ra
-Ag rônoma, S u pervisora d a S u b-Área de
Come-rcial izacão Leiteira, Área d e Laticí
n i os, Sec retá � i-a da A g ri c u ltura e " G a
n a d e ría " . B u e n o s Aires .
M i g u e-I A n g e l Av i l a . D outor em Med i c i n a
Veteri n á ria, S u pervisor d e Pro d u ç ã o
Leite i ra, Secreta ria d a A g ricultura e
"Ga nad ería " . B u e n os A i res .
Herma n Vog e l , J r . G e rente Co m e rcia l d a
Pasteu riz- adora " La Comp l eta " . Mana
gua .
Tomás Parri l es . Assistente. de Produção d a
Co m p a n h i a P R O LASCSA . Ma n a g ua .
Má rio Sa lvo . G erente de " Es k i mo" . Ma n a
gua .
Brasi l :
Paragua i :
Pa u l o E n g e r J u á rez . Técn ico em Laticín i o s .
G e rente I n d u stri a l da LACESA, Lajeado,
Ri-o G ra n de d o S u l .
Marga rita A g u i l e ra . Veteri n á ri a . I n speto ra
-Geral de Fá b ri cas de Lati c í n i o s e d e
S a ú d e A n im a l . M i n istério d a Agricultu
ra e " Ga nad ería " . Ass u n çã o .
Cláudio Césa r G u a d a l up e . Méd ico-Vete ri n á
rio . D i reto r I n d ustri a l da firma Fries,
I rm ã o Ltd a . Belo Horizonte, Esta d o d e
Minas Gera i s .
Cid Maurício Stehling. Téc n i c o em Lati c í n i o s .
D i reto r do I n stituto de Lati c í n i o s " C â n
d i d o Tostes " . J u iz de Fo ra , Minas Ge
ra i s .
Colômbi a :
Roberto W i l l s O b reg ó n . G e re n te de Fá b rica
d e L-a ticín ios . Bo g otá .
A l f.onso H enera U rrea . G e re nte-Gera l d a
Co m p a n h i-a A n d i n a d e Produ tos Lácteos
Ltd a . Bog otá .
N icaragua :
Revista do I LCT
O u vi ntes - C h i l e
1 . Rod rigo AI-a mos - G e re nte-Gera l d a Fá
b ri ca de Lati c í n i os D o i s A l a mos S.A. C ! . ,
S él ntia g o .
2 . Ka ro l Ada m i k - Téc n i co da FAO d o
I n stituto Tec n o l ó g i co d o Leite, Va l d ív i a .
3 . Ferna n d o E s p i n a H . - I n stituto Te c n o l ó
g ic o do Leite, Va l d ív ia .
4 . J a mes Lawl o r - G e rente d e P ro d u c. ã o
d a Fáb ri-ca Savory - Sa ntia g o .
5 . Pedro P o l l a k - Té c n i c o da F á b ri ca d e
La ticínios " Do i s AI-am o s " , P a n g u i p u l l i .
7.
8.
9.
10.
11 .
12.
Programa :
6 - Apresentação aos m e m bros do I n stitu
U rugua i :
L u ís Arpev a l o . E n g e n h e i ro I n d ustri a l . Ge
rente da F á b rica d a s I n d ústrias S a b a n a
C . A . Ca ra cas .
ro-A g rô n o mo, I n stituto Tecn o lógico d o
Le ite, Va l d ívi a .
P a u l S p i n i a k - G e re n te da F á b rica S a n
Fe l i p e " Fri g o s a m " , S-a n Fel i pe .
Aleksander S u razy n s k i . Téc n i co da F.AO,
I n stituto Tecn o l ó g i co do L eite, Va ld ív ia .
J u l io Tra u b K . - I n stitu to Tecn o l ó g ico
d o Leite . V a l d ívi·a .
H u go Triv e l l i - E n g e n h e i ro-Ag rô n o m o,
C E PA L .
L u i z Va rg a s - E n g e n h e i ro-Ag rôno m o .
J ü rg e n Vida I - I n stituto Tecnológ ico d o
Leite . Va l d ívi a .
Ma rço 4 - Vi-a gem p a ra Te m u co .
5 - Vis it-as às f á b r i c a s d e- laticíni os
COPALCA Te m u co e " Lechera d e i S u r Pitrufq u é n " .
- Cheg ada a Va l d ívia .
Victo r C l a u d et . E n g e n h e i ro-Ag rô n o m o . Che
fe da U s i n a-P i l oto d a U n ivers i d a d e
A g rá ria " La Mol i na " . L i m a .
Venezuela :
9
A.
7
8
Pág. 47
- Demonstra çã o e p rova s . Q u a l i fica
ção dos prod u tos l á cteos - Classifi
cação (A . J u l-Ove rby) .
- Vis ita a CA LO-Osorno e v i a g e m a
S a nti-ag o .
Direção Técnica
1 1 - Tema 3 : Opera ção d o e q u i pamento e
a u to m atiza ção ( Ed u a rdo S o rensen, En
g e n h e iro, A g ê ncias S-orensen S . A . ) .
- D iscussão em g ru pol$ e d isc ussões
em -co n j u n to .
6 . Ca rlos Edúa rd o S c h a c h t A . - E n g e n h ei
Peru :
H é ctor G a rcía . G e rente d a Fábrica d e La
ticín ios Vil l a Rod rig u ez . Montevid é u .
MAIO E JUNHO DE 1 974
Tema 4: P o l u ição como res u l ta d o d o s
res íd uos d a i n d ústria de l a t i c í n i o s e
o u tros . Osmose i nversa (Carlos Win
·c k l e r, Gerente Téc n i co, CALO, e m e m
b ros d o Centro Reg i o nal) .
- Discussões em g rupo e d i scul$sões
em con j u n to .
12 -
Tema 5 : Util ização de s u bp rod utos (so
ro d e -q u e i j o , leite l ho, leite á c i d o des
n a tado, etc . ) (Mem b ros do Centro . Re
g ional) .
- D iscussões em g rupo e d is c ussões
e m 'c-o n j u nto .
1 3 - Tema 6 : N ovos p rodutos e novo e q u i
p a m e nto ( l e ite esteri l izado e p rod utol$
fermentados esteri l izados . Diferentes
p rod utos fermenta dos) . (Me m b ros do
I nstitura . )
- D i scussões em g r u p o e d i s cussões
em -co n j u n to .
1 4 - Tema 7 : Desenho de u m a p l a nta d e
esta b e l e c imento de laticín ios e i n sta
l a çõel$ (co m o p l a n ifica r expa nsões em
n ovos edifícios com eq u i pam entos mo
d e rnos) . (Carlos S o ren sen, E n g e n h ei
ro, Agênci-a s S'orensen S . A . ) .
D i s c u ssões e m g rupos e d iscussões em
c o n j u nto .
to Tecn o l ó g i co do Lei te, U n ivers i d a d e
Au stra l , Va l d ívia .
Tema I : Experi mentação em q u e i j ol$ .
Métod os modernos p a ra d e-s cobri r e r
ros e p l a n i f i ca r as correspond entes m u
d a n ças de fabricação (Me m b ros d o
1 5 - Tema 1 2 : Ad m i n istra cã o de fábricas
I n stituto Tec n o l ó g i,co do Leite) .
de laticín ios . Comerda l izacão s i m u l a
- Demon stra ções c o rres p o n d e n tes n a
da (adm i n i stra ção de fá b ri c a e p l a n i
fá b ri ca-p i l oto d o I n stitu to (Me m b ros
f i c a ç ã o d e p ro d u çã o s i m u l a das) . (Es
do I n stituto) .
-co l-a de Co m é rcio d e Va lpara íso) .
- D i sc ussões em g r u p o s e d i sc ussões
D i s cu ssões em g rup os e d i scu ssoes e m
em co n j u nto .
c o n j u nto .
Tema 2: I n trodução ao co ntro l e d e
q u a l idade ( A J u l-Overgy, P rofessor d o
1 6 - Tema 8: Fa b ri ca ção co ntí n u a de q u ei
" Roya l D a n i s h Vete r i n a ry a n d Agri c u l
j o ( E . Lytz hoeft-Petersen, D i retor do
t u re Co l l eg e ", Cope n h a g ue, Oi nam a r- ,
Centro Reg i o n a l d e Capacitação) .
cal ·
Discussõel$ em g ru pos e d iscussõ es . em
- G ra u s e c l a s s i ficações (A . J u l-Ove rby) .
c o n j u nto .
Discussões em g rupo s e d i s c u ssões e m
- Fa b ricação -co ntínua de m a nte i g a
conj u nto .
(J uan Sa laza r, I n stituto Te c n o l ó g i c o
d o Le ite, Va l d ívi a ) .
- Q u a l ificação d os :p rod utos lÓ'cteos (A .
D i s cussões em g rupo e d i scussões e m
J u l -Overby) .
-co n j u nto .
- D i scussões em g r upol$ e d i scuss õ es
1 7 - Excu rsões ( d o m i n g o ) .
e m c o n j u nto .
digitalizado por
arvoredoleite.org
Pág. 48
MAIO E JUNHO D E 1 974
1 8 - Tema 9: Envase (últimos p ro g ressos n o
e nvalSe d e p ro d utos l á cteos, enfatiz·a n
do o a rmazen a m e nto e d istri b u icão) .
J e n � J u u l-J ensen, Técn ico do C é ntro
R � g , o n �1 de Cap a c itação, Santiago) .
D l s � ussoes em g rupos e d iscussões e m
con l u n to .
- Ventilaçã o , controle d e um i d a d e e
temperatu ra pa ra um ótimo a rmaze
n am ��to de p rod utos 1 6cteos (Má rio
P'a ss l n l, Técn ico laHc i n ista da FAO
I n stitut,o Tecn o l ó g ico d o leite ' Va l �
d fvia ) .
mos, Gerente-Ge ra l " Do i s A l a mos " ,
S . A . C . / . , Sa n tia g o ) .
D i s � ussões em g rupo e d iscussões em
con l u nto .
o
2.0 - Tema 1 1 : Co m e rcia l ização de p rodu
l á cteos (Rodrigo A l a mos) .
Dis � usoSões em g ru p o e d is'cussões em
co n l u nto .
tos
21 - Palestra : . S u bstitutos do l eite (Max R ut
� a n , I n st I tuto de I nvestig a çã o Tecno ló
!=I l ca, COR FO, Sa ntia g o) .
D i s � ussões em g rupo' e d is cu ss ões e m
con l,u n to .
D i s � ussões em g rupo e d iscussões e m
con l u n to .
B.
- D oc u m entos, p ass·a g e n s, etc . , p a ra
o reto rn o a olS pa fses de o r i g e m .
Direção de Fábricas de Laticínios (Geral)
1 9 - Tema 1 0 : O rg a n o g ram a (como fo rma r
u ma o rg a n ização moderna d entro d a
i nd ú stria d e laticfn ios) . (Rodrigo A l a -
Revista do ILeT
22 - D iscussões e relatório fin a l .
- E n cerra m e n to oficia l do sem i n á ri o .
23/24 - Retorno a o s p a fses d e o rigem .
M E TA L Ú R G I C A M I N E I R A
'
LTDA.
R U A D O S A R T I S T A S, N2 3 4 8 - J . F O R A - M G .
A Ç O - I N O X - E O U I PA M E N T O S · M O N TA G E N S - F O N E : 2 2 4 0 3
Pasteu riza dorfiMaturador d e creme MM, 75%
d e recuperação.
Batedeiras de Ma nteiga em aço inoxidável.
Ta nq ues d e recepção e fabri cação d e q u e i jos.
Ta cho MM parq Doce de leite.
Ta nq u es de Estocagem I s otérm icos.
Mo /dadei ras de Manteiga em aço inoxidável.
P i ca d e i ra de Massa MM p a ra Mussa re l l a .
Ferm ente i ras p a ra cu ltu ras e iog u rte.
Este i ra Tra nsporta dora de Leite em teflon.
. Máq u i n a de Lava r Ca ixas Plásticas d e l eite.
MAIOR SERViÇO DE C,O NSULTORIA DE LATICfNIOS
CONSULTE-NOS
tam
o lucro interessa, m as a h ig iene inte ressa
vel ho já
bém . O l atão de leite amassa do, enferru jado e
não resiste mais. Ele é po rtad o r de bacté rias e germes
que são despren d idos pelo despl acamen to da ferru
'e o
gem . O ácido lático co rroe as paredes interna s
chu m bo se destaca. As tampas rosquea d asj devido
leite.
ao atrito, despren dem ferro e estanho sôb re o
seu
O baru lho dos l atões está tornand o su rd o o
s
pessoa l e dan ificando o p iso das u sinas. As reforma
periód icas constantes, estão tom ando l ucro e tempo.
O l atão amassa do traz menos leite em . cada viagem •
Conform e levantam entos feitos a "q ueb ra de lei
te" é" çJe .O,3 I itros por latão. O q ue s ig n ifica em 1 .000
latõesj 9.0ÓO l itros de perda por m ês. Faça o cálcu lo
'
'
:
. .
em 1 2 meses!
A solu ção é" M I LKÁN I Hig iên ico, não amassa. não
enferruja, não sofre corrosão. É de pol leti/eno Alemão.
'
"
,'
,
"
digitalizado por
D u rabil idade estimada em 4 anos.
Reflita. É impo rtante.
É claro que nós q ueremos vender o nosso M I L
KAN para você, mas ele leva um tremendo bem social.
N ão acreditamos que l aticin ista algum, queira predis
por a população a moléstias o rgân icas, algumas m u ito
g raves.
o
'
c
a.
l
�
kJ J
MAQU INAS AGRIC OLAS JACTO S.4.
R u a Or. Luiz Miranda, 5 - Pompéia - S ã o Pau l o
37
Escritório em São Paulo - Capita l : Rua Júlio Cezar Dip,
Telefone s: 52-7595 e 52-7326 • Barra Funda
arvoredoleite.org
BRAS
LlLAIVOA
EQU I PAM E N TOS I N PUSTR IAI S
5.A,
C A I X A S P O S T A I S : 1 250 e 6 1 1 6
F O N E S : 24 - 7 522 e 23-4563
T E L E G R A M A S : l I S R A S H O L A N D A'
80000 - c U R I T I S A -
digitalizado por
arvoredoleite.org