EDUCAÇÃO MATEMÁTICA COM CABRI-GÉOMÈTRE NA 7ª SÉRIE DO ENSINO FUNDAMENTAL Erika Silva de Jesus 1 RESUMO Este trabalho tem como objetivo verificar se o software de geometria dinâmica, “Cabri-Géomètre”, é um recurso didático para que alunos da 7ª série do ensino fundamental desenvolvam habilidades no processo ensinoaprendizagem em matemática por meio de uma estimulação ativa do software educativo e da mediação do professor; que influência o software poderá ter para o desenvolvimento cognitivo do aluno e observar as diferenças entre médias de notas dos alunos que participaram de aulas expositivas (giz e quadro) e aula interativa utilizando o cabri-géomètre. Palavras chaves: Educação Matemática, Construtivismo, Cabri-Géomètre e Geometria dinâmica. 1. INTRODUÇÃO A presença de programas de computadores para uso educacional tem chamado a atenção de professores e alunos, pois a utilização desse recurso didático pode motivar o ensino e a aprendizagem, diversificando as metodologias de ensino. Estudos provenientes da Matemática têm comprovado que o uso de software de geometria dinâmica tendo como mediador o professor, podem ajudar alunos a compreender melhor conceitos, teoremas, axiomas estudados de forma abstrata. Os softwares de geometria dinâmica proporcionam investigações, descobertas, confirmam resultados, realizam simulações, e, sobretudo, levantam questões relacionadas com a sua aplicação prática. Um exemplo de software de geometria dinâmica é o Cabri-Géomètre que é um recurso onde o conhecimento geométrico pode se desenvolver a partir de atividades, de modo natural. (Gravina, 1996) Utilizamos o Cabri-Géomètre como uma ferramenta pedagógica para criar um ambiente interativo que proporcionasse aos alunos de 7ª série do ensino fundamental uma aprendizagem mais interessante, concreta e investigativa, ajudando-os a superar algumas dificuldades encontradas na matemática e também proporcionar ao professor além de livros textos, um meio didático a qual se possa acompanhar a construção de um conceito, procedimento elaborado pelo estudante. O trabalho desdobrou-se em uma pesquisa de campo a fim de discutir e comparar média de notas dos grupos (experimental e controle), e ao final observar o que os adolescentes aprenderam com o cabri-géomètre, que diferencial este tipo de aprendizagem poderia ter para seu desenvolvimento cognitivo e se a utilização do software encorajava o aluno a questionar, verificar e compreender alguns conceitos matemáticos. 1 Licencianda em Matemática pela Universidade Católica de Brasília-UCB [email protected] 2. GEOMETRIA DINÂMICA O termo geometria dinâmica foi inicialmente usado por Nick Jackiw e Steve Rasmussen, de forma genérica, apenas com a intenção de ressaltar a diferença entre softwares de geometria dinâmica e outros softwares de geometria. Os softwares de geometria dinâmica possuem um recurso que possibilita a transformação contínua em tempo real ocasionada pelo “arrastar.” (Goldenberg e Cuoco 1998, apud Amaral, 2000). Este termo se refere à geometria de softwares que favorecem ambientes onde podemos criar e construir figuras que podem ser arrastadas pela tela, mantendo os vínculos estabelecidos nas construções, ou seja, um objeto ao ser movimentado tem as medidas dos lados e ângulos da figura atualizados simultaneamente. Uma ilustração desse fato pode ser vista num triângulo eqüilátero, onde os vértices A, B e C foram movimentados, mantendo-se as mesmas medidas de lados e ângulos. Figura 1: Triângulos equiláteros A construção viabilizada pela capacidade de arrastar objetos permite ao aluno movimentar uma figura preservando suas relações geométricas originais. 3. O CABRI-GÉOMÉTRE “O Cabri Géomètre permite construir e explorar objetos geométricos interativamente. JeanMarie Laborde e Franck Bellemain desenvolveram o Cabri Géomètre no ”Institut d'Informatique et Mathématiques Appliquées de Grenoble (IMAG)”, um laboratório de pesquisa da “Université Joseph Fourier” em Grenoble, França, em cooperação com o “Centre National de la Recherche Scientifique (CNRS)” e a “Texas Instruments”. ”(Baldin e Villagra, 2002, p. 8). “Cabri é uma sigla composta pelas iniciais dos termos: CAhier de BRouillon Interatif. Uma tradução livre é cadernos de rascunhos interativos. O software é apresentado com um menu e uma lista desdobrável de 11 botões. Esta lista é auto instrutiva, no sentido de auxiliar as tarefas que executa.” (Sanguino, 2001, apud Becker, 1998 ). 3.1 O cabri e a geometria dinâmica O software Cabri- Géomètre permite desenvolver trabalhos com diferentes conteúdos da matemática. Freqüentemente ele é usado no ensino da Geometria, onde é possível trabalhar com Geometria Euclidiana Plana, Geometria Não Euclidiana e Geometria Analítica. Baldin e Villagra (2002) destacam também que é possível trabalhar conteúdos que não são do “campo geométrico”, como funções, onde há a possibilidade também de se construir gráficos de função afim, sem precisar recorrer a outros programas científicos de computação algébrica. O Cabri-Géomètre apresenta recursos com os quais alunos podem realizar construções geométricas feitas usualmente com régua e compasso, mas que com estes recursos levariam mais tempo. “Sua utilização permite também o desenvolvimento de atividades de livre exploração, onde há interação entre estudante e computador, num universo próximo ao que ele já conhece e está acostumado, que é o do “lápis e papel” (Silva, 1997 apud Amaral, 2000)”. Segundo Gravina (1996), é possível se discutir dois aspectos principais de utilização do cabri como um recurso didático nas aulas de matemática: a) os próprios alunos realizam a construção das figuras e neste caso, o objetivo é o domínio de determinados conceitos por meio da construção; b) os alunos recebem as figuras prontas, construídas pelos professores, e então o objetivo passa a ser a descoberta de invariantes por meio de experimentação. Dependendo do nível de escolaridade dos alunos é possível, num segundo momento, demonstrar os resultados obtidos experimentalmente. 3.2 O cabri como um ambiente construtivista de aprendizagem A idéia de Construtivismo baseia-se de que nada, a rigor está pronto, acabado e que especificamente o conhecimento não é dado como algo terminado. Segundo o posicionamento de Piaget, “o conhecimento resulta de construções sucessivas realizadas pelo sujeito em constante interação com o meio, com freqüentes elaborações de estruturas novas. Tais estruturas são construídas por experiências lógico- matemática, cuja base é a coordenação das ações. O conhecimento passa por um processo construtivo argumentador, por meio da relação sujeito-objeto, sendo que estes não se opõem, mas se completam. As ações do sujeito sobre o objeto e vice-versa são, portanto recíprocas, garantindo a construção de estruturas da inteligência, permitindo ao indivíduo interpretar o mundo que se vive”.(apud, Becker,1998) Baseado nas idéias de construtivismo de Piaget, não adianta o professor querer transmitir seus conhecimentos para seus alunos, pois o conhecimento é construído a partir da interação do sujeito com o auxiliar didático disponível. O professor deve ter a postura de não aceitar que seu aluno fique passivo, repetindo lições que consistem em dar respostas mecânicas para problemas que não entendeu. É preciso buscar metodologias, organizando um trabalho estruturado, que possibilite a reflexão, a atividade, provocando aprendizagens mais significativas, desenvolvendo a autonomia do aluno. E neste contexto o cabri-géomètre se torna uma ferramenta pedagógica importante, pois o estudante pode agir sobre os objetos matemáticos observando a diversidade de desenhos, enriquecendo a concretização mental e tendo a oportunidade de refletir sobre o que foi produzido no computador e corrigir seus próprios erros repetindo os exercícios, procurando outras estratégias de resolução de problemas. 4. A PESQUISA 4.1 Características do grupo Os estudantes que participaram da pesquisa, procederam do centro de ensino 13 do Distrito Federal. A pesquisa envolveu 26 alunos da 7ª série, onde um dos critérios essenciais para fazer parte do grupo era que os alunos estivessem cursando a série pela primeira vez. A área do conhecimento que trabalhamos foi a geometria euclidiana, da qual selecionamos um conteúdo compatível com o nível de escolaridade: bissetriz de um triângulo, altura de um triângulo, soma dos ângulos internos de um triângulo e classificação do triângulo eqüilátero como sendo um polígono regular. Antes do início do trabalho foram realizados dois encontros com a professora de Matemática e Desenho Geométrico, para apresentar as informações relativas à natureza do trabalho a ser desenvolvido e a coleta de dados sobre as características da turma que constituiria m a pesquisa. Num primeiro momento procuramos informalmente investigar a relação desses adolescentes com os conteúdos que seriam abordados durante a pesquisa. O primeiro diálogo com os estudantes foi muito importante, pois a partir dali saberíamos como elaborar o nosso trabalho. 4.2 O método Optou-se pela pesquisa experimental, considerando que o foco de interesse desse trabalho era uma intervenção no ensino fundamental, por meio dos efeitos que a variável “a contribuição do cabri-géomètre como um recurso didático para que alunos da 7ª série desenvolvam habilidades no processo ensino-aprendizagem em matemática por meio de uma estimulação ativa”, produziria no objeto de estudo. Para Campbell e Stanley (1979) apud Rodrigues (1999), experimento é aquele tipo de pesquisa em que são manipuladas variáveis e observadas seus efeitos sobre outras variáveis. Kerlinger (1980) apud Rodrigues (1999) complementa: experimento é uma pesquisa onde se manipulam uma ou mais variáveis independentes e os sujeitos são designados aleatoriamente para grupos experimentais. Considerando os conceitos citados acima, é fundamental que o experimentador saiba buscar a cada instante uma hipótese de trabalho, verdadeira ou falsa para controlar a pesquisa. 4.3 Instrumentos de avaliação No início e no final da intervenção, os alunos foram submetidos a uma prova contendo cinco questões, cujos resultados tinham a intenção de servir como parâmetros de comparação de desempenho das notas do grupo de controle e grupo experimental. Aplicou-se o pré-teste constando de cinco questões para verificar a homogeneidade da turma. Após essa etapa, os alunos foram subdivididos em dois grupos: grupo de controle contendo 13 alunos e grupo experimental também com 13 alunos por meio de um sorteio, onde a finalidade desse último era que eles pudessem observar conceitos básicos de geometria embutido nas figuras por meio de simulações possibilitadas pelo ambiente virtual e elaborar um conceito significativo que se aproximasse do enunciado conceitual científico, e traduzir com mais facilidade os conceitos aprendidos em uma prova escrita, por exemplo. Para o grupo de controle, foram ministradas aulas expositivas (quadro e giz), com carga horária de 4h/a, onde os conteúdos foram: bissetriz de um triângulo, soma dos ângulos internos de um triângulo, altura de um triângulo. O pós-teste para esse grupo, contemplou-se de uma prova escrita com o mesmo assunto, o mesmo número de atividades, mas com exercícios diferentes. Também para o grupo experimental foram ministradas aulas interativas com 4h/a no laboratório de Matemática da Universidade Católica de Brasília-UCB, utilizando o aplicativo Cabri-Géomètre, software que tem credibilidade, qualidades bastante reconhecidas no meio acadêmico por meio de crescentes publicações sobre o mesmo. 4.4 Procedimentos didáticos utilizados para o grupo experimental 4.4.1 Construção de um Triângulo Qualquer e Equilátero No ambiente Cabri-Géomètre, foi mostrado aos alunos a interface do software, explicando as principais ferramentas a serem utilizadas na aula; Após esta etapa foi proposto a eles que construíssem um triângulo qualquer e um triângulo eqüilátero, sendo este último auxiliado pelo professor mostrando o ícone “polígono regular”. Em seguida foi pedido aos alunos que marcassem os ângulos nos dois triângulos, com os seguintes propósitos; explorar a propriedade de soma dos ângulos internos de um triângulo e fazer uma comparação das medidas dos ângulos desses triângulos. Ao final perguntamos a eles se algum dos dois triângulos era polígono regular e de quanto era a soma dos ângulos internos dos dois triângulos. Alguns alunos conseguiram apontar o triângulo eqüilátero como sendo um polígono regular, mas não sabiam explicar o porquê dos ângulos do triângulo eqüilátero serem todos congruentes. Em relação à soma dos ângulos internos todos conseguiram perceber que em qualquer triângulo a soma dos ângulos internos era 180º. Neste primeiro contato a intervenção do professor no processo pedagógico foi indispensável, pois os ajudou a entender o enunciado conceitual científico que diz: “O triângulo eqüilátero possui lados e ângulos congruentes, por isso é um polígono regular”. A figura 2 mostra o enunciado conceitual referente à primeira experiência dos alunos. Figura 2: Movimentação do triângulo eqüilátero e um triângulo qualquer 4.4.2 A Construção do Conceito de Bissetriz pelos alunos usando o Cabri-Géomètre Após a construção dos dois triângulos citados acima, trabalhou-se atividades que englobavam o campo conceitual envolvido: perpendicular, semi-reta, segmento de reta e ângulo. Esses conceitos não foram transmitidos, contudo, construídos a partir da atividade dos próprios estudantes. Nessa fase os progressos da interface do software permitiram uma manipulação direta do desenho sobre a tela, os botões a serem usados para a construção da bissetriz de um triângulo estavam disponíveis na barra de ferramenta do software. Professor e alunos foram construindo a bissetriz em um dos triângulos. Os alunos que traçaram a bissetriz no triângulo eqüilátero perceberam que a semi-reta dividia um ângulo em dois ângulos, mas não perceberam que eram de mesma medida. Nesse momento o professor incentivou-os novamente a desenvolverem seus próprios conceitos. E como resultado, dois alunos conseguiram montar seu próprio enunciado. O professor interviu formalizando o conceito de bissetriz: “É uma semi-reta que divide um ângulo em dois ângulos congruentes”. Isto nos mostra o que Piaget dizia: “Os conceitos adquirem a própria identidade, quando comparado a outros e esse sentido relacional é sempre muito importante para uma definição”. Figura 3: Construção de bissetriz em um triângulo equilátero 4.4.3 A Construção do Conceito de Altura de um Triângulo pelos alunos usando o Cabri-Géomètre Nesta etapa os alunos construíram um triângulo qualquer e em seguida escolheu um vértice para se construir uma reta perpendicular. Ao escolherem o vértice traçaram uma reta perpendicular partindo do vértice à base oposta ao vértice que cada um utilizou. Compararamse os resultados e todos tinham dado 90º. Um dos alunos disse que “uma reta perpendicular formava 90º com outra reta”, após as palavras do aluno o professor formalizou o conceito matemático: “A altura de um triângulo é o segmento que une um vértice à reta que contém o lado oposto ao vértice, sendo o segmento perpendicular à reta”. “O professor finalizou essa etapa explicando aos alunos que a altura também é bissetriz no triangulo eqüilátero”. 5. RESULTADOS E DISCUSSÕES Considerando que o objetivo desse trabalho é focalizar o uso de software educacional, e em especial o cabri- géomètre como uma ferramenta de ensino-aprendizagem aos alunos da 7ª série do ensino fundamental, os resultados encontram-se acompanhados das respectivas discussões. No pré-teste verificou-se que possivelmente alguns alunos não sabiam ou não lembrava do conteúdo, o que acarretou notas iguais a zero, mas em geral, a turma apresentou basicamente as mesmas características. Para a comparação das diferenças de notas dos grupos, foi utilizado o Teste de Normalidade de Kolmogorov-Smirnov para testar a hipótese de normalidade das variáveis quantitativas do estudo, ou seja, se a distribuição dos dados segue uma curva de Gauss. Segue na tabela abaixo o resultado do teste Kolmogorov-Smirnov: Tabela 1: Teste de Normalidade de Kolmogorov-Smirnov para testar as variáveis quantitativas do GC e GE. GC (pré -teste) N 13 D 0,25783 P 0,35313 GE (pré-teste) GC (pós-teste) GE (pós-teste) 13 13 13 0,18937 0,25954 0,16438 0,73962 0,34521 0,87378 GC: Grupo de Controle GE: Grupo Experimental Foi confirmada a hipótese de normalidade para os grupos experimentais, assim, utilizamos neste estudo o “Teste-T: duas amostras em par para médias” porque os adolescentes do grupo experimental e controle foram os mesmos da primeira e segunda fase (pré-teste e pós-teste), visando determinar diferenças significativas entre médias, ou seja, se estas são suficientemente grandes para que se possa afirmar que a probabilidade de que tenham ocorrido por mero acaso seja menor que 0,05. Ao aceitar o nível de 0,05 como nosso critério, quer dizer que estamos dispostos a aceitar um risco de 5% de estarmos errados. Segue abaixo na tabela 2, a comparação das diferenças de notas do grupo de controle e grupo experimental: Tabela 2: Comparação entre as diferenças de notas do GC e GE Diferenças GC 1,13 1,45 13 0,00 -0,45 2,18 Média Desvio Padrão Observações Hipótese da diferença de média Stat t t crítico bi-caudal Diferenças GE 1,41 1,74 13 GC: Grupo de Controle GE: Grupo Experimental Utilizando os dados da tabela 2, um conjunto de estatísticas resumidas, segue na figura 4 os resultados da estatística aplicada ao “Teste –T duas amostras em par para médias”, onde: H 0 = hipótese de que em média as diferenças nas notas antes e depois, são iguais nos dois grupos. H1 = hipótese de que em média as diferenças nas notas antes e depois, são diferentes nos dois grupos. Figura 4: Teste bi-caudal de hipóteses para a diferença entre as médias aritméticas no nível de significância de 0,05. Área de Rejeição 2,5% de Área de Rejeição 2,5% Área de Aceitação 95% H0 H0 H0 t(tabelado) -2,18 - 0,45 2,18 Conforme ilustra a figura 4 e a tabela 2, verifica-se que os alunos que participaram da pesquisa aprenderam alguns conceitos básicos de geometria mesmo sem utilizar o recurso didático “cabri- géomètre”, ou seja, alunos que aprenderam alguns conceitos de geometria somente com a utilização de giz e quadro aprenderam tanto quanto os alunos que utilizaram o software “Cabri- Géomètre” como um recurso didático para se aprender conteúdos de matemática. 6. CONSIDERAÇÕES FINAIS Percebemos que foi muito importante para os adolescentes a oportunidade de aprender em outro ambiente diferente do tradicional (giz e quadro), eles foram estimulados a produzir seus próprios conceitos com a experimentação do recurso didático cabri-géomètre. Alguns até conseguiram elaborar conceitos próximos aos conceitos matemáticos científicos, mas provavelmente não conseguiram transportar os conhecimentos aprendidos no computador para uma prova escrita, porque talvez não tivessem afinidade com computador, podendo ser uma justificativa para alguns alunos que tiraram notas inferiores em relação ao pré-teste. Essa experiência vem reafirmar o que diz Piaget (apud Becker, 1998): “o conhecimento resulta de construções sucessivas realizadas pelo sujeito em constante interação com o meio, com freqüentes elaborações de estruturas novas”. A negação da hipótese desta pesquisa experimental vem nos mostrar que não basta proporcionar ao aluno um recurso didático além do quadro e giz, é necessário que alunos e professores saibam lidar e compreender o auxiliar didático, e mais, para esse tipo de experimento é preciso traçar uma metodologia onde se conheça o perfil do estudante, a sua composição familiar, seus gostos e preferências de lazer, enfim, trabalhar a pessoa inteira e não um sujeito cognitivo do qual possamos tirar respostas para uma análise.É preciso adaptar o recurso didático à necessidade real do aluno e do conteúdo a ser trabalhado, fazendo-o participar da construção do conhecimento matemático. 7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ALBUQUERQUE, Antonival Lima. O Computador Como Ferramenta Pedagógica: Um Estudo das Expectativas dos Professores de Uma Escola do Distrito Federal, 1999; Dissertação de Mestrado em Pedagogia- Instituto de Pedagogia UCB, Brasília AMARAL, R B; A Geometria Dinâmica no Geometricks, Disponível em: www.professores.uff.br BALDIN, Yukaro Y; Villagra, Guillermo A L; Atualidades com Cabri-Géomètre II;. EduFsCar, 2002 BECKER, Fernando. O que é Construtivismo? 1998 Disponíveis em: www.educacaoonline.pro.br GIL, Antonio Carlos; Como Elaborar Projetos de Pesquisa. Atlas, ed. nº 3; 1994. GRAVINA, M.A. Geometria Dinâmica Uma Abordagem para o aprendizado da Geometria, 1996. VII Simpósio Brasileiro de Informática na Educação Disponível em: www.mat.ufrgs.br/~edumatec/artigos/artigos.htm LEVINE, David M.; Berenson Mark L.; Stephan David; Estatística: Teoria e Aplicações Utilizando Microsoft Excel em Português, LTC, 2000. RODRIGUES, Teresinha D. 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