TÍTULO: Que Inclusão é possível? Uma experiência na Sala de Recursos
Multifuncionais de uma Escola Municipal de Cuité, PB, Brasil.
Autoria: Cibele da Silva Furtado, Caroline Zabendzala Linheira
Palavras-chave: Educação Inclusiva; Leitura e Escrita; Sociabilidade
Resumo A Sala de Recursos Multifuncionais é um local destinado ao atendimento especializado de
crianças com deficiência na escola regular. A legislação brasileira e as políticas governamentais para
a promoção da educação inclusiva têm pressionado as escolas sem proporcionar-lhes condições
adequadas. Este trabalho retrata uma experiência construída, vivenciada e investigada por uma
professora. Trata-se de um estudo de caso que avaliou os limites e possibilidades de uma prática
construída de forma desbravadora e intuitiva. Afinal, que inclusão era possível naquele contextos de
tantas carências? A sala de aula em questão está situada em uma Escola Municipal de Ensino
Fundamental, em um município pequeno no interior da Paraíba, um estado com altos índices de
analfabetismo no nordeste do Brasil. Na época da pesquisa a sala tinha 14 alunos matriculados. A
dinâmica de trabalho entre 2009 a 2011 foi formatada a partir de tentativas e erros, leituras e estudos
individuais e uma busca um tanto pessoal para garantir o acolhimento e desenvolvimento cognitivo
daqueles alunos. Os alunos frequentavam ao mesmo tempo (com certa rotatividade devido aos
comprometimentos individuais) a sala de aula, todas as tardes da semana. Um espaço de sociabilidade
foi se construindo e o clima de amizade e companheirismo prevaleceu e acabou incentivando a
aprendizagem. Os progressos resultantes desta turma foram percebidos na escrita e na leitura, na
comunicação oral e principalmente na sociabilidade destas crianças e adolescentes portadores de
necessidades especiais. Além das evidencias no contexto escolar, relatos frequentes dos familiares e
de outros profissionais confirmavam. O desenvolvimento individual era registrado em relatórios
sistematizados periodicamente. Ao longo deste processo os alunos passaram a desenvolver atividades
coletivas na escola como desfiles cívicos e comemorações diversas. Expressavam identificação e
pertencimento a sua sala (Sala de Recursos Multifuncionais) e a relação destes alunos especiais com
os alunos de outras turmas de ensino regular se deu de forma natural em espaços coletivos. Entretanto,
percebemos que o desenvolvimento de algumas habilidades específicas para alguns alunos poderia
ser mais bem aproveitada em atendimento individualizado – o que por vezes acontecia. Por fim, dado
os resultados desta pesquisa e as experiências que seguem no mesmo contexto defendemos a
convivência entre os alunos portadores de necessidades especiais num espaço comum onde a unidade
está na diversidade.
Contato: [email protected]; [email protected]
Atas do III Congresso Internacional “Educação Inclusiva e Equidade”; Pró-Inclusão: Associação Nacional de Docentes de Educação Especial.
Almada/Portugal, de 31 de outubro a 2 de novembro de 2013.
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