DIOCESE DE EREXIM SECRETARIADO DIOCESANO DE PASTORAL www.diocesedeerexim.org.br E-mail: [email protected] Fone/Fax: (54) 3522-3611 ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO Ano 20 – nº. 1.007– 12 de julho de 2015 Agenda do Bispo: - Neste domingo, às 09h, por representante, Pe. Dirceu Balestrin, Vigário Geral da Diocese, missa com oficialização do Pe. Cleberton Piotrowski como Administrador Paroquial da Paróquia São Cristóvão de Erechim; às 10h, missa na igreja São Roque de Itatiba do Sul, com oficialização do Pe. Edinaldo dos Santos Bruno como novo Pároco daquela Paróquia. - Sábado, às 09h, encontro de lideranças das paróquias da Área de Jacutinga em Paulo Bento para estudo do documento da CNBB sobre a renovação paroquial. - Domingo, às 09h, missa na comunidade Santa Terezinha, Coronel Teixeira, Paróquia São Caetano, Severiano de Almeida, com consagração do altar. Agenda Pastoral: - Segunda-feira, às 14h, reunião das coordenadoras paroquiais das zeladoras de capelinhas, no Centro Diocesano; às 18h30, reunião da Coordenação Diocesana de Pastoral, no mesmo local. - Quarta-feira, às 17h, reunião do grupo dos formadores. - Sábado, encontro de lideranças da Área de Jacutinga, em Paulo Bento; 14h, encontro de instrumentistas para ensaio de música para a Romaria de Fátima, no Santuário; das 14 às 17h, preparação especial para a legitimação de casamento de funcionários da Aurora, no Centro Catequético da Catedral. - Domingo, encontro em preparação à Semana da Família, com membros do Movimento Familiar Cristão, Encontro de Casais com Cristo, Pastoral Familiar, Escola de Pais, Cursilho de Cristandade; festa do Agricultor e do Motorista em Chapadão. Paróquias Católicas da cidade de Erechim reúnem lideranças: Em torno de quinhentas lideranças das comunidades das 7 paróquias católicas de Erechim participaram de encontro de formação no salão comunitário São Cristóvão da Paróquia e do Bairro do mesmo nome, dia 05, primeiro domingo deste mês. Dom José conduziu o estudo do dia motivando a um vídeo sobre o Concílio Vaticano II e apresentando visão geral do documento da CNBB sobre a renovação paroquial e as urgências pastorais das atuais Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil. No final do encontro, presidiu a missa dominical com a participação de dez padres e dois diáconos. Na conclusão dela, agradeceu carinhosamente ao grupo de voluntários dos serviços do encontro e aos padres da Paróquia São Cristóvão, Edinaldo do Santos Bruno e Maximino Tiburski. Ao Pe. Edinaldo agradeceu também sua disponibilidade para a nova missão de Pároco de Itatiba, dizendo contar com a compreensão da Paróquia São Cristóvão por ele lhe confiar esta nova missão, bem como com a acolhida ao Pe. Cleberton transferido de Itatiba para esta Paróquia. O vídeo sobre o Concílio, que desencadeou todo o processo de abertura da Igreja aos desafios do mundo moderno, apresentou o Papa João XXIII que o convocou, a preparação, a realização e os 16 documentos do mesmo. Em relação ao documento da renovação paroquial, Comunidade de Comunidades: uma nova Paróquia, Dom José falou do processo de redação do texto, que tem forte inspiração no documento de Aparecida, nos pronunciamentos do Papa Francisco por ocasião da Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro em 2013 e na sua exortação apostólica A Alegria do Evangelho. O documento, nos seus seis capítulos, trata da realidade atual, da Palavra de Deus na vida e missão das comunidades, da origem e história da Paróquia, da comunidade paroquial, dos sujeitos e tarefas da conversão pastoral e proposições pastorais. Diocese realiza tarde de estudo sobre o dízimo: Com assessoria do Frei Valdir Fontana, Pároco da Paróquia São Lourenço do Oeste, SC, e de João e Angelina Lazarotto Bittencourt, casal coordenador da pastoral do dízimo daquela Paróquia, Dom José, Dom Girônimo, 40 padres, um diácono e mais de 30 leigos da Diocese de Erexim refletiram sobre o dízimo, na tarde de segunda-feira, no Seminário de Fátima. Na abertura do encontro, Dom José mencionou a caminhada já realizada pela Diocese na organização do dízimo e enfatizou a necessidade de se dar um passo a mais. Frei Valdir e o casal João e Angelina relataram o trabalho de pastoral do dízimo na Paróquia São Lourenço do Oeste de 2008 em diante, iniciado pelo Pároco anterior. Começaram por acentuar a necessidade de se realizar a conversão pastoral e a mudança de estruturas preconizadas pelo Documento de Aparecida, pelas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil e pelo Documento da CNBB sobre a renovação paroquial. Ressaltaram também a necessidade de um plano paroquial de pastoral, no qual se insere o dízimo. Caracterizaram o dízimo como chave que liberta, expressão concreta e visível de participação, gesto de gratidão, amor e partilha oferecido com a sinceridade do coração. É bíblico, não é taxa e nem pagamento. É feito conforme a fé, o bolso e o egoísmo. Ele é pessoal, de modo que em cada família há tantos dizimistas quantos membros ela tem. Nesta perspectiva, há também o dízimo das crianças, adolescentes e jovens. Relataram como ele é organizado naquela Paróquia e apresentaram subsídios de conscientização sobre o dízimo, de catequese, de informação e outros, bem como o carnê anual dos dizimistas. Representantes paroquiais do Apostolado da Oração retomam Romaria Nacional: Coordenados pelo Diretor Diocesano, Pe. Paulo Bernardi, Pároco da Paróquia São Pedro de Erechim, representantes paroquiais do Apostolado da Oração realizaram reunião na manhã de segunda-feira, no Centro Diocesano. Lembraram alguns eventos do ano em curso, decidiram imprimir o calendário do Apostolado para o próximo ano, retomaram os pontos destacados na Romaria Nacional a Aparecida, no mês passado, o coração, a oração e a missão. O coração representa a pessoa do próprio Cristo que dá a vida pela humanidade. A missão dos associados do Apostolado é dar continuidade ao projeto de Jesus. Pela oração, entra-se em comunhão com Deus. Por ela, renova-se a força para continuar a missão. Em sua visita ao grupo, Dom José ressaltou a importância de o Apostolado intensificar e incentivar a oração; mencionou a viagem apostólica do Papa Francisco a três países latino-americanos, Equador, Bolívia e Paraguai, nesta semana. Segundo o Bispo, a escolha destes países está dentro da prioridade do papa de ir às periferias, pois não são os países mais importantes nos critérios econômicos e sociais. Aludiu também ao Jubileu Extraordinário da Misericórdia a ser iniciado dia 08 de dezembro, solenidade da Imaculada Conceição e cinquentenário do encerramento do Concílio Vaticano II. O papa definiu esta data porque a Igreja sente a necessidade de manter vivo aquele acontecimento. Começava então, para ela, um percurso novo da sua história. Padre da Diocese de Erexim em Congresso Nacional do Dízimo e da Partilha: De 03 a 05 deste mês, em São Paulo, foi realizado o primeiro Congresso Nacional da Pastoral do Dízimo e da Partilha, com o tema “Autossustentação na Gestão Eclesial” e o lema “Para não faltar mantimento na minha casa” (Ml 3,10). O Congresso teve 10 grandes palestras sobre os seguintes aspectos: Dízimo e espiritualidade, pelo Pe. Jerônimo Gasques, de Presidente Prudente, SP, que já tem diversas publicações sobre o assunto e outros; Dízimo e planejamento, pelo missionário leigo José Leal Valentim, atuante na Pastoral do Dízimo há 43 anos; Dízimo e captação de recursos, por Dom Edson Oriolo, Bispo auxiliar de Belo Horizonte, MG; Dízimo e recursos financeiros, por Odilmar Antonio de Oliveira Franco, do Centro Católico de Formação e Assessoria; Dízimo e Liderança, por André Luiz Moreira dos Santos, Administrador da Diocese de Camaçari, BA; Gestão e atendimento, pelo Pe. Tom Viana, mestre em direção e gestão comercial; Dízimo e projeto missionário, por Antoninho Tatto, missionário leigo de São Paulo; Dízimo e evangelização, pelo Pe. Cristovam Iubel, da editora Pão e Vinho do Paraná; Dízimo e marketing, pelo leigo Fábio Castro, de uma empresa de marketing integrado; A importância da pastoral da partilha no desenvolvimento humano, espiritual e pastoral, por Aristides Luís Madureira, diretor da Editora Partilha. Pela Diocese de Erexim, participou do evento Pe. Gilson Samuel, Pároco da Paróquia Sagrado Coração de Jesus de Paulo Bento e coordenador do dízimo. Jovens das Paróquias da Área Pastoral de Gaurama vivem trilha especial: Mais de quarenta jovens das paróquias de Marcelino Ramos, Viadutos, Gaurama, Áurea e Carlos Gomes participaram da segunda das três etapas do curso de formação para jovens organizado pela Pastoral da Juventude da Diocese de Erechim, chamado “Nas trilhas da Animação da Juventude” dia 04, em Gaurama. Nesta etapa, os participantes aprofundaram a natureza, a história, a metodologia e a organização da Pastoral da Juventude. Os jovens tiveram também a visita do Bispo diocesano, dom José Gislon. A primeira etapa foi realizada em Marcelino Ramos, no dia 25 de abril. A terceira está programada para os dias 12 e 13 de setembro, em Centenário, Paróquia de Áurea. As outras Áreas também realizam este curso. =====================================================================. Padre da Diocese de Erexim em Especialização em Juventude: O assessor da Pastoral da Juventude da Diocese de Erexim, Pe. Maicon Malacarne, está participando do primeiro de três módulos de Especialização em Juventude no Mundo Contemporâneo, promovido pela Rede Brasileira de Centros e Institutos do Brasil e pela Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia (FAJE), de Belo Horizonte, MG, de 06 a 24 deste mês. Participam desta Especialização 49 estudantes, provenientes de todas as regiões do país e da República Dominicana. São educadores, agentes de pastoral, formadores de congregações e gestores de políticas públicas. A conferência inaugural esteve a cargo do Dr. Juarez Dayrell, professor da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e coordenador do observatório de juventude da mesma universidade. Dayrell apresentou o campo de estudos e juventude, com seus atuais desafios e lacunas. O professor chamou a atenção também para o modo como os problemas que atingem os jovens passam a ser compreendidos como problema dos jovens, configurando o que chamou de nova classe perigosa. Para ele, os problemas que atingem os jovens expõem necessidades e demandas não atendidas. Ainda nesse módulo, os/as estudantes cursarão as disciplinas sociologia da juventude; juventude lazer e consumo; comunicação e novas linguagens; história dos jovens; políticas públicas de juventude; e metodologia de pesquisa em juventude. Essa é a 8ª Turma do Curso, que já foi sediado em Porto Alegre e Goiânia, com chancelas da Unisinos e da PUC-Goiás. Ele foi concebido pela Rede Brasileira para contribuir com a tematização da juventude na academia, nas Igrejas, nos órgãos públicos, ampliando o domínio científico e prático sobre a questão juvenil. Desse modo, a Especialização pretende ampliar a pesquisa e produção acadêmica em juventude e qualificar a prática dos que atuam com jovens, nas escolas públicas e privadas (laicas e confessionais), nas Pastorais e movimentos eclesiais, movimentos sociais juvenis, órgãos de gestão de políticas para jovens, congregações religiosas, instituições culturais etc. Atuar neste ambiente exige competência conceitual e metodologia específicas que assegurem conhecimento sobre as dimensões sociais, culturais, econômicas e políticas das condições juvenis. O Curso iniciou na semana em que ocorreu o linchamento até a morte de um jovem de 29 anos de idade, no Maranhão, amarrado a um poste e agredido após tentar roubar um bar. Uma semana depois em que a Câmara dos Deputados aprovou a polêmica proposta de redução da idade penal, que ainda segue em outras instâncias de tramitação. São questões que remetem diretamente à realidade juvenil contemporânea, que desvela os conflitos e tensões da sociedade como um todo. Essas, como outras, são questões que interessam aos futuros especialistas em juventude. Os outros dois módulos serão realizados de 11 a 30 de janeiro e 04 a 20 de julho de 2016. Durante o segundo módulo, em janeiro próximo, o Curso realizará o Seminário Nacional: Aproximações com o mundo juvenil, aberto a todos os interessados na questão juvenil. Em breve, a FAJE e a Rede Brasileira divulgarão mais informações a respeito das inscrições. Jovens em Semana Missionária Católica em Porto Alegre: Jovens da Pastoral da Juventude das 4 arquidioceses e 14 dioceses do Estado estarão em Porto Alegre de 20 a 26 deste mês para uma semana de ação missionária em diferentes realidades sociais e em parceria com outras pastorais. Algumas realidades que os jovens conhecerão e nas quais atuarão são: instituição que trabalha com portadores do HIV; Pastoral Carcerária; Vila dos Papeleiros, na Ilha dos Marinheiros; Centro de Promoção da Criança e do Adolescente São Francisco de Assis, na Lomba do Pinheiro e a Obra Social Padre Pedro Leonardi, no bairro Restinga, que atende crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social, bem como famílias e moradores de rua. Por esta experiência missionária, os jovens conviverão com pessoas de diferentes carências sociais e com diversos agentes de pastoral. Poderão também descobrir engajamentos concretos a serem assumidos em suas próprias comunidades. Do dia 09/7 – quinta-feira Cáritas reforça Campanha de apoio ao Nepal Após mais de dois meses dos terremotos que atingiram o Nepal e afetaram cerca de 8 milhões de pessoas, o Apelo Emergencial da Cáritas Internacional foi revisto com ajustes no orçamento e aumentou para 4 milhões de Euros. a Campanha prosseguirá até o final de agosto deste ano. Ainda existem, aproximadamente, 2,8 milhões de pessoas que necessitam de assistência. O Apelo Emergencial é destinado à aquisição de lonas e kits de abrigo para 20 mil domicílios, com obtenção de cobertores, cordas e outros materiais e objetos necessários. A partir de agora, a Campanha de Ajuda Humanitária também adquire um novo foco, superando a fase de socorro imediato e passando à etapa de recuperação e reconstrução. Dados da Campanha, analisados até 10 de junho, registraram a distribuição de mais de cinco mil itens alimentares em três distritos (Kathmandu, Lalitpur e Bhaktapur) no Vale de Kathmandu; quase 34 mil tendas e kits de abrigos em Kavre, Okhaldhunga, Nuwakot e Rasuwa; e aproximadamente 15 mil kits de higiene em Gorkha, Lamjung e Dhading. Ao total, mais de 269 mil pessoas foram beneficiadas até a data. Atingidos As estimativas sobre o total dos prejuízos e perdas causados pelos dois terremotos acontecidos equivalem a US$ 7 bilhões. As perdas na agricultura e indústria afetam em torno de um milhão de pequenas famílias de agricultores pobres. A saúde pública também foi gravemente afetada. Encontram-se completamente destruídos 446 setores públicos e 16 centros de saúde privados, enquanto 765 estruturas de saúde foram parcialmente danificadas. Apesar de reabertas em 1º de junho, em algumas escolas e faculdades ainda existe insegurança quanto às estruturas e quase um milhão de crianças foram prejudicadas em decorrência da destruição e danos de 36 mil salas de aula. Para auxiliar a Campanha da Cáritas Brasileira em favor do Nepal, as ajudas financeiras podem ser depositadas nas seguintes contas, a cargo da Cáritas Brasileira: Banco do Brasil Agência: 3475-4 Conta corrente: 31 936-8 Banco Bradesco Agência: 0606-8 Conta Corrente: 71.000-8 Caixa Econômica Federal Agência: 1041 Conta Corrente: 3573-5 Operação: 003 Fonte: CNBB ------------------------------------------------------------. Rafael Correa: "Grande amor entre o Papa Francisco e Equador” Em uma entrevista exclusiva à Rádio Vaticano, o presidente comentou a visita do Papa e as consequências que as suas palavras podem ter Toda a visita do papa no Equador "foi muito interessante": “as Missas e as palavras que o Papa Francisco dirigiu ao povo equatoriano são mensagens muito fortes, muito importantes”. Assim o presidente da República do Equador, Rafael Correa, em uma entrevista exclusiva à Rádio Vaticana, comenta os dois dias do Pontífice no país, do qual se despediu ontem partindo para a Bolívia do aeroporto internacional „Mariscal Sucre‟ de Quito. O Presidente explicou que, para ele, o mais importante discurso do Papa foi aquele pronunciado na Igreja de San Francisco, “quando falou da gratuidade, quando disse que recebemos tudo gratuitamente, e por isso precisa dar gratuitamente. Falou dos excluídos da sociedade, falou das pobrezas, das riquezas que é preciso compartilhar”. No mesmo discurso, o Papa também mencionou as questões da ecologia integral e dos recursos. Um incentivo, portanto, à luta do Equador pela defesa da biodiversidade. “Nessa área muito foi feito – confirma Correa – . Devemos agradecer o Papa Francisco pela sua Encíclica Laudato Si‟, há muitos pontos em comum com o que estamos fazendo no Equador e com a nossa Constituição”, que “é a primeira na história da humanidade que reconhece direitos à natureza”. Por exemplo, explica o chefe de Estado, “na sua Encíclica o Papa afirma que a água é um direito do homem: na nossa Constituição está escrito exatamente a mesma coisa. Estamos trabalhando com grande esforço nesta área. Acredito que a Encíclica seja um documento de grande importância para a próxima Conferência sobre o ambiente que se realizará em Paris”. Refletindo sobre o peso que as palavras do Papa terão sobre o trabalho dos principais líderes econômicos, particularmente aqueles no hemisfério norte, o presidente equatoriano disse que "a natureza e a criação tem uma relação profunda com a religião, e é bom que Igreja levante a sua voz sobre esta questão, que talvez é o problema principal da humanidade”. "Acredito que com a autoridade moral que o Papa tem - acrescenta - ele possa conseguir algum resultado, mas vai ser difícil, porque é sempre uma questão política: são os poderosos que estão poluindo a Terra e são os países pobres que precisam para limpar a natureza, se podemos dizer assim. Vão opor resistência para pagar a dívida deles, para assumir as responsabilidades que lhes correspondem. Mas o Papa – conclui Correa – denunciou com força o estilo de vida dos Países ricos, que chamou também de „desumano‟ e „insustentável‟. Fonte: Zenit Dona Assunção receberá o Papa em sua casa no Bañado Norte No domingo, Francisco visitará um bairro humilde da capital paraguaia Dona Assunção será a responsável por receber o Papa Francisco em sua humilde casa no bairro de Bañado Norte na capital paraguaia. Região de pessoas pobres, mas muito sacrificadas e cristãos devotos. Esta senhora foi escolhida por seus vizinhos, ela e sua sobrinha que mora na casa ao lado. O Santo Padre irá compartilhar com elas os pratos típicos do Paraguai, no domingo 12 de julho. Dona Assunção, como é conhecida, disse em guarani: "Ndaikuai mbaerepa la Papa oguaheta che rogape, tuichaiterei mbae, tuichaiterei ñandejara che rovasa" (não sei por que o Papa me escolheu, é uma grande bênção e algo muito grande). Disse a Carlos Caceres Ferreira, da agência ZENIT, membro da Equipe de Comunicação da visita papal. Ele informou também que as crianças do Bañado Norte pintaram e decoraram, com material reciclado, as paredes das ruas por onde o Papa Francisco caminhará no domingo, para conhecer a Capela San Juan e estar alguns minutos com os fiéis. “Esta visita – explica Carlos – não é mera casualidade, uma vez que o Cardeal Claudio Hummes já havia visitado o mesmo lugar em 2013. Acreditamos que seu amigo pessoal sugeriu uma visita a este local. Embora os jesuítas do Paraguai, como todos sabem, trabalhem muito nestes bairros, de modo que poderia ter sido uma sugestão deles”, conclui o jornalista. Fonte: Zenit Bolívia: Papa recebe um báculo com Nossa Senhora Desatadora dos Nós Santo Padre Francisco tem devoção especial a esta invocação Os bispos da Bolívia deram ao Papa Francisco um báculo de madeira com Nossa Senhora Desatadora dos Nós, obra da Família de Artesãos de Dom Bosco de Postrervalle. O Santo Padre utilizou o presente na celebração da Santa Missa aos pés do Cristo Redentor. Uma fita gira em torno do cajado. O anjo pega com uma mão e passa-o para Maria. Nossa Senhora Desatadora dos Nós desamarra os nós e na outra extremidade está o Bom Pastor. O báculo foi fabricado em quatro partes e guardado em uma caixa esculpida com a logomarca da Conferência Episcopal da Bolívia e o emblema do Pontífice, conforme notícia do site oficial da visita. O Papa Francisco tem uma devoção especial a esta invocação mariana, introduzida na Argentina na década de oitenta. A veneração a Nossa Senhora Desatadora dos Nós se deve a uma pintura barroca da Imaculada localizada na igreja jesuíta de Sankt Peter am Perlach em Augsburgo (Alemanha), que faz parte do retábulo "As beatas virgens do bom conselho”. O Santo Padre descobriu esta invocação nos anos setenta, graças a uma réplica da pintura na casa da Companhia de Jesus em Ingolstadt (Alemanha). A pintura é atribuída a Johann Schmidttner e data de aproximadamente 1700. Baseia-se em uma carta de São Irineu, do final do século II, que afirma: "O nó da desobediência de Eva foi desatado pela obediência de Maria", referindo-se ao pecado original. Na pintura, Nossa Senhora está rodeada por pequenos anjos, com a lua crescente sob seus pés, enquanto esmaga a cabeça de uma serpente e o Espírito Santo a protege. À esquerda da Imaculada, o Arcanjo Miguel lhe entrega uma fita com nós, e à sua direita, Gabriel recolhe a fita com os nós desfeitos. A fita cai no ventre da Virgem Maria grávida, sinal de que Maria intercede em virtude do filho que ela carrega em seu ventre. Na parte inferior da imagem o Arcanjo Rafael guia Tobias, símbolo do homem que procura e encontra o remédio de Deus. Este é o único remédio para a doença do pecado, principal nó que Maria desata do coração do homem pelos méritos de Seu Filho Jesus Cristo. Eles caminham das sombras para a luz, onde encontra-se uma igreja. Fonte: Zenit Papa: "Queremos uma mudança real, positiva, redentora nas estruturas" Papa Francisco conclui II Encontro dos Movimentos Populares na Bolívia - RV Ao concluir o II Encontro dos Movimentos Populares em Santa Cruz de la Sierra, o Papa Francisco pronunciou o mais longo e contundente discurso desta sua nona viagem apostólica internacional, denunciando a ambição desenfreada pelo dinheiro, as novas formas de colonialismo e as agressões ao meio-ambiente. O Pontífice afirmou que os “três T" - terra, teto e trabalho" são direitos sagrados pelos quais vale a pena lutar e propôs três grandes tarefas aos movimentos populares. Necessidade de mudança Ao começar falando da necessidade de mudanças, Francisco esclareceu que os problemas "têm uma matriz global" e que portanto dizem respeito à toda humanidade, chamando a atenção de que só reconhecemos que as coisas não vão bem quando explodem as guerras, a violência e a criação está ameaçada. O Papa reitera, que as diversas formas de exclusão não são questões isoladas, mas "têm um elo invisível" que as une, fruto de um sistema que "impõe a lógica do lucro a qualquer custo", tornandose uma situação insuportável para os camponeses, comunidades, povos e a irmã Terra, por isto, a necessidade de uma mudança: "Queremos uma mudança nas nossas vidas, nos nossos bairros, no vilarejo, na nossa realidade mais próxima; mas uma mudança que toque também o mundo inteiro, porque hoje a interdependência global requer respostas globais para os problemas locais. A globalização da esperança, que nasce dos povos e cresce entre os pobres, deve substituir esta globalização da exclusão e da indiferença". Uma mudança positiva, redentora O Papa explicou que a mudança "que queremos e precisamos" é uma mudança positiva, que nos faça bem, "redentora". "Verifiquei nas minhas viagens "que existe uma expectativa, uma busca forte, um anseio de mudanças em todos os povos do mundo". E uma insatisfação, "e sobretudo tristeza", reina mesmo "dentro da minoria (...) que pensa sair beneficiada deste sistema". Dinheiro, o esterco do diabo A terra, os povos e as pessoas estão sendo castigados de forma quase selvagem, e por trás deste sofrimento está o "esterco do diabo" (expressão usada por Basílio de Cesareia), "reina a ambição desenfreada do dinheiro", e assim, "o serviço ao bem comum fica em segundo plano": "Quando o capital se torna um ídolo e dirige as opções dos seres humanos, quando a avidez do dinheiro domina todo o sistema socioeconômico, arruína a sociedade, condena o homem, transforma-o em escravo, destrói a fraternidade inter-humana, faz lutar povo contra povo e até, como vemos, põe em risco esta nossa casa comum". O destino está em vossas mãos Para o Papa, não basta assinalar as causas estruturais do drama social e ambiental contemporâneo, pois "já sofremos de um certo excesso de diagnóstico", que nos leva ao pessimismo e a pensar que nada podemos fazer além "de cuidar de nós mesmos e dos pequenos círculo da família e dos amigos". "O futuro da humanidade - exclamou o Papa, dirigindo-se aos mais humildes, explorados, pobres e excluídos - está nas vossas mãos, na vossa capacidade de vos organizar e buscar alternativas criativas na busca diária dos "3 T" e na vossa participação como protagonistas nos grandes processos de mudanças nacionais, regionais e mundiais. Não se acanhem!" Conversão das atitudes do coração Francisco alertou, que uma "mudança de estruturas que não seja acompanhada de uma conversão sincera das atitudes e do coração, acaba a longo ou curto prazo por burocratizar-se, corromper-se e sucumbir". Para evitar isto, enalteceu a "imagem do processo", "onde a paixão por semear, por regar serenamente e que outros verão florescer, substitui a ansiedade de ocupar todos os espaços de poder disponíveis e de ver resultados imediatos". Os heroísmos cotidianos, vividos muitas vezes na "crueza da tormenta humana", o trabalho aparentemente insignificante, as lutas, o apego ao bairro, à terra, ao território, levam a assumir tarefas comuns motivadas pelo amor fraterno: "A entrega, a verdadeira entrega nasce do amor pelos homens e mulheres, crianças e idosos, vilarejos e comunidades... Rostos e nomes que enchem o coração. A partir destas sementes de esperança semeadas pacientemente nas periferias esquecidas do planeta, destes rebentos de ternura que lutam por subsistir na escuridão da exclusão, crescerão grandes árvores, surgirão bosques densos de esperança para oxigenar este mundo". O serviço da Igreja O Papa encorajou os povos e suas organizações a construírem uma alternativa humana à globalização exclusiva, com criatividade, sem perder o apego às coisas próximas, mas construindo sobre bases sólidas, sobre as necessidades reais e a experiência. "Vós sois semeadores", "mais cedo ou mais tarde vamos ver os frutos". Neste sentido, o Santo Padre destacou o serviço da Igreja, que não deve ser alheia a este processo no anúncio do Evangelho: "Muitos sacerdotes e agentes pastorais realizam uma tarefa imensa acompanhando e promovendo os excluídos em todo o mundo, ao lado de cooperativas, dando impulso a empreendimentos, construindo casas, trabalhando abnegadamente nas áreas da saúde, desporto e educação. Estou convencido de que a cooperação amistosa com os movimentos populares pode robustecer estes esforços e fortalecer os processos de mudança". As três tarefas dos movimentos populares Para esta "mudança positiva" não existe uma receita. No entanto, o Papa propôs três grandes tarefas que requerem a decisiva contribuição do conjunto dos movimentos populares: colocar a economia a serviços dos povos, unir os povos no caminho da paz e da justiça e defender a Mãe Terra. "A economia não deveria ser um mecanismo de acumulação, mas a condigna administração da casa comum", o que implica em "cuidar adequadamente os bens entre todos", observou o Papa, explicando que uma "economia verdadeiramente comunitária, de inspiração cristã" deveria garantir aos povos dignidade, prosperidade e civilização em seus múltiplos aspectos, que além dos três "T", envolvem acesso à educação, à saúde, à inovação, às manifestações artísticas e culturais, ao esporte e à recreação: "Uma economia justa deve criar as condições para que cada pessoa possa gozar duma infância sem privações, desenvolver os seus talentos durante a juventude, trabalhar com plenos direitos durante os anos de atividade e ter acesso a uma digna aposentação na velhice. É uma economia onde o ser humano, em harmonia com a natureza, estrutura todo o sistema de produção e distribuição de tal modo que as capacidades e necessidades de cada um encontrem um apoio adequado no ser social. Vós – e outros povos também – resumis este anseio duma maneira simples e bela: «viver bem»". A justa distribuição dos frutos da terra e do trabalho humano - afirmou o Pontífice - não é uma mera filantropia. É um dever moral. Para os cristãos, é um mandamento. "Trata-se de devolver aos pobres e às pessoas o que lhes pertence". Os movimento sociais, neste sentido, tem um papel essencial, não apenas exigindo e reclamando, mas criando: "Vós sois poetas sociais!". E quando o Estado e organizações assumem juntos a missão dos "3 T", ativam-se os princípios de solidariedade e subsidiariedade que permitem construir o bem comum numa democracia plena e participativa. Unir os povos no caminho da paz e da justiça O Papa destacou que os povos do mundo querem ser artífices de seu próprio destino e nenhum poder constituído tem o direito de privar os países pobres do pleno exercício da sua soberania e quando o fazem, "vemos novas formas de colonialismo" que afetam as possibilidades de paz e de justiça. Francisco volta-se para a realidade na América Latina, onde "os governos da região juntaram seus esforços para fazer respeitar a sua soberania", "na forma como faziam os nossos antepassados", para então exortar os movimentos populares a "cuidar e fazer crescer esta unidade", evitando toda divisão. Novo colonialismo O novo colonialismo, nas suas diversas fisionomias - alertou o Papa - atenta contra este desenvolvimento humano equitativo e ameaça a soberania dos países da 'Pátria Grande" e de outras latitudes do planeta: "O novo colonialismo assume variadas fisionomias. Às vezes, é o poder anônimo do ídolo dinheiro: corporações, credores, alguns tratados denominados «de livre comércio» e a imposição de medidas de «austeridade» que sempre apertam o cinto dos trabalhadores e dos pobres. Os bispos latinoamericanos denunciam-no muito claramente, no documento de Aparecida". Também os monopólios dos meios de comunicação social, como nova forma de colonialismo denuncia o Papa - pretendem impor "padrões alienantes de consumo e certa uniformidade cultural". E devemos dizer não às "velhas e novas formas de colonialismo". Para resolver os graves problemas da humanidade, é necessário a interação entre Estados e povos, a nível internacional, frisou o Santo Padre. Mas esta interação, "não é imposição". Perdão pelos pecados da Igreja na colonização Referindo-se aos "muitos graves pecados contra os povos nativos da América, em nome de Deus", também Francisco, como fizeram seus predecessores, pediu perdão, acrescentando: “Peço-vos também a todos, crentes e não crentes, que se recordem de tantos bispos, sacerdotes e leigos que pregaram e pregam a boa nova de Jesus com coragem e mansidão, respeito e em paz; que, na sua passagem por esta vida, deixaram impressionantes obras de promoção humana e de amor, pondo-se muitas vezes ao lado dos povos indígenas ou acompanhando os próprios movimentos populares mesmo até ao martírio. A Igreja, os seus filhos e filhas, fazem parte da identidade dos povos na América Latina. Identidade que alguns poderes, tanto aqui como noutros países, se empenham por apagar, talvez porque a nossa fé é revolucionária, porque a nossa fé desafia a tirania do ídolo dinheiro". Defesa da Mãe terra A covardia em defender a casa comum, que está sendo saqueada, devastada e vexada impunemente é um pecado grave, disse o Papa, que lamentou a falta de resultados nos sucessivos encontros internacionais sobre o tema. "Não se pode permitir que certos interesses - que são globais, mas não universais", se imponham, submetendo Estados e organismos internacionais , e continuem a destruir a criação". Ao concluir, o Papa Francisco afirmou que "O futuro da humanidade não está unicamente nas mãos dos grandes dirigentes, das grandes potências e das elites. Está fundamentalmente nas mãos dos povos; na sua capacidade de se organizarem e também nas suas mãos que regem, com humildade e convicção, este processo de mudança. Estou convosco”. (JE) Fonte: Rádio Vaticano Texto completo em Artigos – Pronunciamentos do Papa na Bolívia Papa: Não somos testemunhas de uma ideologia, mas do amor misericordioso de Jesus Papa Francisco encontra a vida consagrada boliviana no Ginásio Dom Bosco - AFP O “Coliseu Dom Bosco”, em Santa Cruz de la Sierra, acolheu num clima de muita alegria e expectativa, cerca de 4 mil religiosos e religiosas, seminaristas, sacerdotes e leigos consagrados para o encontro com o Papa Francisco. Após ser saudado por Dom Roberto Bordi, Bispo encarregado pela Vida Consagrada e ouvir os testemunhos de um sacerdote, uma religiosa e um seminaristas, o Papa se pronunciou inspirando-se na experiência de Bartimeu, narrada no Evangelho de Marcos, lido precedentemente. O Evangelista – observou o Papa – parecia querer mostrar como as pessoas reagem perante o sofrimento de quem está na beira da estrada, da pessoa que está sentada sobre a sua dor. E “três são as respostas aos gritos do cego, e estas respostas tem atualidade”, disse o Papa: passar; cala-te e Coragem, levanta-te”. Passar Alguns passam – disse o Papa – e neste passa temos o eco da indiferença, “do passar ao lado dos problemas, procurando que estes não nos toquem. Não os ouvimos, não os reconhecemos, surdez”: “É a tentação de ver como coisa natural a dor, a tentação de habituar-se à injustiça. Eu estou aqui com Deus, com a vida consagrada, eleito por Jesus e para o ministério e é natural que existam doentes, pobres, pessoas que sofrem. É tão natural que não me chama a atenção um grito de alguém. Dizemos aqui para nós: é normal, sempre foi assim. É o eco que aparece num coração blindado, fechado, que perdeu a capacidade de admiração e, portanto, a possibilidade de mudança. Trata-se de um coração que se habituou a passar sem se deixar tocar; uma existência que, andando por aqui e por ali, não consegue radicar-se na vida do seu povo. Poderíamos chamá-la a espiritualidade do zapping. Passa e volta a passar, mas não fica nada. São aqueles que correm atrás da última novidade, do último «bestseller», mas não conseguem entrar em contacto, relacionar-se, envolver-se”. Julgo – afirmou o Papa - que isto é o maior desafio da espiritualidade cristã. "Como podes amar a Deus que não vês e não amas o teu irmão que vês". Eles acreditavam ouvir a voz do Senhor. Traduziam as suas palavras que passam pelo alambique de seu coração blindado. Dividir esta unidade é uma das grandes tentações que nos acompanharão ao longo de todo o caminho (...) “Passar, sem escutar a dor do nosso povo, sem nos radicarmos nas suas vidas, na sua terra, é como ouvir a Palavra de Deus sem deixar que lance raízes dentro de nós e seja fecunda. Uma planta, uma história sem raízes é uma vida seca”. Cala-te O calar é a segunda atitude perante o grito de Bartimeu. “Cala-te, não chateies, não perturbes”. Ao contrário da atitude anterior, esta escuta, reconhece, toma contato com o grito de outro. Sabe que está ali e reage duma forma muito simples: repreendendo. os padres, as religiosas, os bispos, os papas. É a atitude de quem, à frente do povo de Deus, continuamente o está repreendendo, resmungando, mandando-o calar. Mas, "façam neles um carinho, por favor. escutem-nos, digam que Jesus lhes ama. 'Mas não posso, a criança chora na Igreja e estou pregando'. Como se o choro da criança não fosse uma sublime pregação": “É o drama da consciência isolada, daqueles que pensam que a vida de Jesus é apenas para aqueles que consideram aptos. A seus olhos parece lícito que encontrem espaço apenas os «autorizados», uma «casta de pessoas diferentes» que pouco a pouco se separa, diferenciando-se do seu povo. Fizeram da identidade uma questão de superioridade”. Ouvem mas não escutam; veem, mas não fixam o olhar. A necessidade de se diferenciar bloqueou- lhes o coração. A necessidade de dizer «eu não sou como ele, como eles» afastou-os não só do grito do seu povo e do seu pranto, mas também e particularmente dos motivos de alegria. Rir com aqueles que riem, chorar com os que choram: está aqui parte do mistério do coração sacerdotal. Coragem, levanta-te Por fim, encontramo-nos com o terceiro eco. Um eco que não nasce diretamente do grito de Bartimeu, mas de ver como Jesus se comportou perante o grito do cego mendicante. É um grito que se transforma em Palavra, em convite, em mudança, em proposta de novidade frente às nossas formas de reagir ao Povo Santo de Deus. Ao contrário dos outros que passavam, diz o Evangelho que Jesus Se deteve e perguntou que estava a acontecer: “Deteve-se perante o clamor duma pessoa. Sai do anonimato da multidão para o identificar, comprometendo-se assim com ele. Radica-se na sua vida. E, longe de o mandar calar, pergunta: Que posso fazer por ti? Não precisa de diferenciar-se, separar-se, catalogá-lo para ver se está autorizado ou não a falar. Limita-se a fazer uma pergunta, a identificá-lo pretendendo ser parte da vida daquele homem, querendo assumir a sua própria sorte. Deste modo restitui-lhe gradualmente a dignidade que tinha perdido, faz a sua inclusão. Longe de olhá-lo de fora, esforça-se por se identificar com os problemas e, assim, manifestar a força transformadora da misericórdia. Não há compaixão que não se detenha, escute e solidarize com o outro”. A compaixão não é zapping, não é silenciar a dor; pelo contrário, é a lógica própria do amor. É a lógica que não está centrada no medo, mas na liberdade que nasce de amar e coloca o bem do outro acima de todas as coisas. É a lógica que nasce de não ter medo de se aproximar da dor do nosso povo. Embora muitas vezes se reduza a estar ao seu lado e fazer desse momento uma oportunidade de oração”. Esta é a lógica do discipulado, frisou Francisco. Isto é o que faz o Espírito Santo conosco e em nós. "Um dia Jesus viu-nos à beira da estrada, sentados nas nossas dores, nas nossas misérias. Não silenciou os nossos gritos; antes, deteve-Se, aproximou-Se e perguntou que podia fazer por nós. E, graças a tantas testemunhas que nos disseram «coragem, levanta-te», gradualmente fomos tocando aquele amor misericordioso, aquele amor transformador que nos permitiu ver a luz. Não somos testemunhas de uma ideologia, uma receita, uma forma de fazer teologia. Somos testemunhas do amor sanador e misericordioso de Jesus. Somos testemunhas da sua intervenção na vida das nossas comunidades. Esta é a pedagogia do Mestre; esta é a pedagogia de Deus com o seu Povo. Passar da indiferença do zapping a «coragem, levanta-te que [o Mestre] chama-te». E não porque somos especiais, não porque somos melhores, nem porque somos funcionários de Deus, mas apenas porque somos testemunhas agradecidas da misericórdia que nos transforma. Não estamos sozinhos, neste caminho, encorajou o Papa. Ajudamo-nos uns aos outros com o exemplo e a oração. Estamos circundados por uma nuvem de testemunhas: “Lembremos a Beata Nazária Ignacia de Santa Teresa de Jesús, que dedicou a sua vida ao anúncio do Reino de Deus cuidando dos idosos, com a «panela do pobre» para aqueles que não tinham nada para comer, abrindo orfanatos para crianças sem ninguém, hospitais para feridos da guerra, e até criando um sindicato feminino para a promoção da mulher. Lembremos também a Venerável Virgínia Blanco Tardío, devotada totalmente à evangelização e ao cuidado das pessoas pobres e doentes. Elas e muitos outros servem-nos de estímulo no nosso caminho. Vamos para diante com a ajuda de Deus e a cooperação de todos. O Senhor serve-Se de nós para que a sua luz chegue a todos os cantos da terra”. O Papa concluiu abençoando a todos “de coração” e pedindo “rezem por mim”. (JE) Fonte: Rádio Vaticano Texto completo em Artigos – Pronunciamentos do Papa na Bolívia Francisco em Santa Cruz: viver segundo "a lógica do tomar, bendizer e entregar" No primeiro compromisso desta quinta-feira (09/07) na Bolívia, o Papa Francisco encontrou os fieis na grande Praça do Cristo Redentor. Um espaço que pode acolher cerca de 2 milhões de pessoas e onde se encontra uma gigantesca estátua em bronze do Cristo Redentor de Santa Cruz, criada por Emilio Luján há mais de 50 anos. Símbolo da cidade, em 2013 a obra foi declarada Patrimônio do Estado. A celebração eucarística presidida pelo Pontífice no local abriu o V Congresso Eucarístico Nacional. As orações da celebração foram feitas em espanhol e nas línguas indígenas guarani, quéchua e aimará. Homilia Na homilia, Papa Francisco começou reconhecendo o esforço dos fieis em participar da missa para ouvir a Palavra, como descrevia o Evangelho, “para celebrar a presença viva de Deus” e para “estarmos juntos como Povo Santo”. Muitas vezes “experimentando o cansaço do caminho”, pois “não são poucas as vezes que nos faltam as forças para manter viva a esperança”. "Me comovo quando vejo muitas mães, como vocês fazem aqui, carregando seus filhos nas costas. Carregando sobre si a vida, o futuro do seu povo. Carregando os motivos da sua alegria, as suas esperanças. Carregando a bênção da terra nos frutos. Carregando o trabalho feito com as suas mãos. Mãos, que moldaram o presente e tecerão os sonhos do amanhã. Mas carregando também sobre os seus ombros decepções, tristezas e amarguras, a injustiça que parece não ter fim e as cicatrizes de uma justiça não realizada. Carregando sobre si mesmas a alegria e a dor de uma terra. Carregais sobre vós a memória do vosso povo. Porque os povos têm memória, uma memória que passa de geração em geração, os povos têm uma memória em caminho." Lógicas de Comunhão Papa Francisco fez referência aos „corações desesperados‟, onde “é muito fácil ganhar espaço a lógica que pretende se impor no mundo de hoje. Uma lógica que procura transformar tudo em objeto de troca, de consumo, tudo negociável”. "Jesus continua a nos dizer nesta praça: Sim, basta de descartes; dai-lhes vós mesmos de comer. O olhar de Jesus não aceita uma lógica, uma perspectiva que sempre „corta o fio‟ pelo ponto mais frágil, mais necessitado. Tomando „o pedaço‟, Ele mesmo nos dá o exemplo, nos mostra o caminho. Uma atitude em três palavras: toma um pouco de pão e alguns peixes, bendiz a Deus por eles, divide-os e entrega para que os discípulos os partilhem com os outros. Esse é o caminho do milagre. Por certo, não é magia nem idolatria. Por meio dessas três ações, Jesus consegue transformar a lógica do descarte numa lógica de comunhão, de comunidade." 'Tomar' E, assim, Francisco destacou cada uma das lógicas de comunhão. A primeira de „tomar‟, de levar a sério a vida dos irmãos, considerando e valorizando eles. "Fixa-os nos olhos e, nesses, conhece a sua vida, os seus sentimentos. Vê, naquele olhar, o que pulsa e o que deixou de pulsar na memória e no coração do seu povo. Considera-o e valoriza-o. Valoriza todo o bem que possam oferecer, todo o bem a partir do qual se possa construir." 'Bendizer' A segunda lógica de comunhão: a de „bendizer‟ os dons que são presentes de Deus. "Aquele ato de bendizer tem essa dupla perspectiva: por um lado, agradecer, e, por outro, transformar. É reconhecer que a vida é sempre um dom, um presente que, colocado nas mãos de Deus, adquire uma força de multiplicação. O nosso Pai não nos tira nada, multiplica tudo." 'Entregar' A última ação de transformação citada pelo Papa é o do „entregar‟, já que viver “juntos o seguimento de Jesus”, “nos dá a certeza de que aquilo que temos e somos, se tomado, abençoado e se é entregue, pelo poder de Deus, pelo poder do seu amor, se transforma em pão de vida para os outros”. "Em Jesus, não existe um tomar que não seja uma bênção, nem uma bênção que não seja entrega. A bênção é sempre missão, tem um destino: repartir, partilhar o que se recebeu, uma vez que só na entrega, no com-partilhar é que as pessoas encontram a fonte da alegria e a experiência da salvação." Fonte: Rádio Vaticano Acolhimento fantástico: assim o Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi, definiu a chegada do Papa à Bolívia. Na coletiva realizada depois da Missa celebrada na Praça do Cristo Redentor, Pe. Lombardi afirmou que Francisco ficou impressionado com a demonstração da riqueza cultural e étnica bolivianas. E manifestou seu apreço para que a nação caminhe rumo a uma sociedade mais inclusiva, reconhecendo os progressos feitos neste sentido. Mas a curiosidade dos jornalistas se concentraram em dois assuntos em especial: a questão marítima citada pelo Pontífice, e o símbolo da foice e do martelo, com a imagem de Cristo, entregue pelo Presidente Evo Morales. Quanto à disputa entre Chile e Bolívia, o sacerdote jesuíta explicou que se tratou somente de um convite a uma atitude de diálogo, sem entrar em questões políticas. “O Papa falou com sinceridade. Se existem problemas, é preciso resolvê-los com o diálogo.” Sobre o símbolo entregue por Morales, Pe. Lombardi confirmou que se trata de um objeto que vem do Pe. Luis Espinal, assassinado durante a ditadura. Ele desenhou esta figura, que posteriormente tomou forma, mas sem um significado político-ideológico particular. Outra pergunta foi quanto às folhas de coca contidas na “chuspa”, a bolsa que Evo Morales colocou no pescoço do Pontífice. Padre Lombardi respondeu que não tem conhecimento de que o Papa tenha mastigado as folhas. (BF) Fonte: Rádio Vaticano A paz e a cruz «Nesta terra onde a exploração, a avidez, os multíplices egoísmos e as perspectivas sectárias obscureceram a sua história», o Papa Francisco veio para dizer que hoje «pode ser o tempo da integração». Ao aterrar em La Paz, na Bolívia, segunda etapa da viagem à América Latina, o Pontífice enfrentou imediatamente um dos temas que mais o preocupam, ou seja, a busca da unidade entre todas as pessoas, relendo à luz da sua encíclica Laudato si' o preâmbulo constitucional deste Estado plurinacional. Com efeito, aqui os índios são a maioria da população, 53% segundo estatísticas recentes: deles cerca de 30% é quechua, e o restante aymara. Muitos abraçaram os modelos «ocidentais», outros permaneceram pessoas simples cuja sabedoria ancestral se baseia em poucos mas fundamentais valores: Jani lun thata: «Não serás ladrão»; Jani Qaira: «Não serás débil». Jani Kari: «Não serás mentiroso». O Papa chegou na tarde de quarta-feira 8 de Julho, depois de três horas de voo, durante o qual o avião da Boliviana Aviación com o qual partiu de Quito atravessou os espaços aéreos do Peru. Aterrou com uma hora de atraso em relação ao programa no aeroporto de El Alto, uma das escalas internacionais mais «altas» no mundo, que se encontra a 4.100 metros acima do nível do mar. Saudado por algumas crianças em trajes tradicionais, às quais deu a mão, alcançou o pódio preparado para a cerimônia de boas-vindas, durante a qual foram executados os respectivos hinos – o boliviano ao som da quena, típica flauta de madeira – foram prestadas as honras militares e apresentadas as delegações. Ao responder à saudação do presidente Morales o Papa pronunciou o primeiro discurso em terra boliviana. No final, concedeu a bênção e saudou na língua local: Jallalla Bolivia! Durante a transferência, o Papa fez uma breve pausa para benzer o lugar onde durante a ditadura foi encontrado o corpo martirizado do jesuíta Luis Espinal Camps: era o mês de Março de 1980, nos mesmos dias em que em San Salvador assassinavam o arcebispo Romero. Fonte: Catolicos. JMJ 2016 celebrará cristianização da Polônia O bispo de Koszalin-Kolobrzeg, na Polônia, Monsenhor Edward Dajczak, deu início aos preparativos da celebração pelos 1050 anos de cristianização no país europeu com uma celebração eucarística em Jasna Gora. A data festiva será celebrada em 2016, coincidindo assim com a realização da Jornada Mundial da Juventude, ocasião em que a Igreja recorda e preserva a identidade cristã do país, missão da qual são peça chave os educadores, os primeiros a serem convidados para essa cerimônia. Monsenhor Edward afirmou que a Polônia ainda é um país "pós-cristão" e solicitou aos educadores para não perderem as suas identidades adquiridas com o Sacramento do Batismo. Nesta ocasião, os peregrinos participarão de um simpósio que terá como lema "Aqui tudo começou", essas que foram palavras pronunciadas por São João Paulo II quando visitou Wadowice, seu lugar de nascimento. Para o evento, foram relacionadas várias atividades, entre elas, o sacramento do Batismo. Além disso, um documento entregue aos fiéis convida os docentes a valorizar a memória de seu próprio batismo, desde conhecer a data do mesmo como um ato, na medida de um processo contínuo e presente nos dias atuais. Aproximadamente 6 mil professores farão parte dessa peregrinação a Jasna Gora, dedicando graças a Deus pelo serviço de dom Dajczak, que ao longo dos seus 15 anos foi delegado episcopal para os temas educativos e atualmente é Capelão Nacional dos Educadores Poloneses. A peregrinação nacional dos Educadores de Jasna Gora se realiza desde o ano 1937. Fonte: Catolicos. Prêmio Liberdade conferido ao Papa Francisco A Associação Nacional de Imprensa (ANP) da Bolívia conferiu ao Papa Francisco o Prêmio Liberdade. A honraria foi entregue ao Arcebispo de Santa Cruz, Dom Sergio Gualberti, pelo Presidente da Associação, Pedro Rivero, às vésperas da chegada do Pontífice ao país. Em uma carta endereçada ao Pontífice, a ANP afirmou que o prêmio reconhece anualmente indivíduos comprometidos com a defesa das liberdades civis, direitos humanos e trabalho com os marginalizados. Liberdade de expressão Junto com a mensagem, a entidade enviou um relatório sobre o Estado de Liberdade de Expressão na Bolívia 2014-2015, intitulado "A independência dos meios de comunicação e jornalistas pagam um alto preço”. Dom Gualberti comprometeu-se em entregar a estatueta que representa o Prêmio Liberdade e o informe sobre a liberdade de expressão para o Papa, durante sua visita a Santa Cruz de la Sierra, onde na quinta-feira celebrará uma missa para milhares de fieis. A ANP concede anualmente o Prêmio Liberdade - que leva o nome de seu ex-diretor executivo, Juan Javier Zeballos - a todas as personalidades nacionais e estrangeiras que contribuem com seu trabalho para a defesa da liberdade de expressão e os valores humanos e democráticos. A Associação também realiza periodicamente relatórios documentados sobre o Estado de Liberdade de Expressão no país. Fonte: Catolicos. Papa na Bolívia: Crescimento não só material Jallalla Bolívia! Viva a Bolívia: com essas palavras, Francisco saudou a nação, ao finalmente pisar em solo boliviano. Em meio às cores vibrantes das flores e dos trajes típicos indígenas, o Papa recebeu um colar ancestral do Presidente Evo Morales e se dirigiu a ele e ao povo com uma mensagem clara: “Se o crescimento for apenas material, corre-se sempre o risco de voltar a criar novas diferenças, de a abundância de uns ser construída sobre a escassez de outros. Por isso, além da transparência institucional, a coesão social requer um esforço na educação dos cidadãos”. Palavras que falam não somente à Bolívia, mas a toda a América Latina, inclusive ao Brasil, que vive um momento de expansão econômica, mas não de expansão cultural e educacional. A mesma tônica foi dada ao discurso às autoridades civis, desta vez na Catedral. Entusiasmo Pelas ruas, de um local a outro, a passagem do Papa foi acompanhada pela mesma festa que se viu no Equador – entusiasmo que demonstra a necessidade que a população tem de ouvir uma voz de esperança, que indique um novo caminho a seguir. No trajeto à Catedral, o Pontífice fez uma pausa rápida no local onde foi assassinado por “pregar o Evangelho” o sacerdote jesuíta Luis Espinal, pedindo um minuto de silêncio. Depois das intensas horas vividas em La Paz, Francisco seguiu para Santa Cruz de la Sierra, onde transcorre seus dois dias na Bolívia. Aqui, no centro econômico do país, o esforço notável dos operários, não obstante a chuva, conseguiu ultimar o palco e a Praça que abrigará a Missa logo mais na Praça do Cristo Redentor, em que são esperados mais de um milhão de fiéis e peregrinos – ocasião em que Francisco inaugurará também o V Congresso Eucarístico Nacional. Movimentos Populares Outros eventos marcam a quinta-feira do Papa: o encontro com sacerdotes, religiosos e seminaristas. E, por fim, a participação no II Encontro Mundial dos Movimentos Populares, que será encerrado pelo Pontífice. Francisco em La Paz: “Devemos construir pontes, em vez de erguer muros” O Papa discursou à sociedade civil boliviana na Catedral de La Paz no início da noite desta quarta-feira (08/07). Retomando diversos pontos da sua recente encíclica, Francisco convidou os presentes a refletirem sobre uma ecologia integral que considere o homem e a natureza numa relação plena e recíproca. Sobre a questão de uma saída para o mar para o território boliviano, o Papa pediu diálogo: “Devemos construir pontes, em vez de erguer muros”, defendeu o Pontífice. Ao falar da sutil linha que separa as definições de “bem comum” e “bem-estar”, o Papa exortou os presentes a saírem de si mesmos e usarem obras de caridades cristãs para expandir o bem comum. “Pelo contrário, o bem comum é algo mais do que a soma de interesses individuais; é passar do que “é melhor para mim” àquilo que “é melhor para todos”, e inclui tudo o que dá coesão a um povo: metas comuns, valores compartilhados, ideais que ajudam a levantar os olhos para além dos horizontes particulares”. Francisco reforçou ainda que os atores sociais têm a responsabilidade de contribuir para a construção da unidade e o desenvolvimento da sociedade. “A liberdade é sempre o campo melhor para que os pensadores, as associações de cidadãos, os meios de comunicação desempenhem a sua função, com paixão e criatividade, ao serviço do bem comum”. A fé não é sub-cultura Sobre o papel dos cristãos na sociedade, o Papa recordou que a fé é uma luz que não encandeia nem perturba - as ideologias que encandeiam, precisou Francisco - mas ilumina e orienta no respeito pela consciência e a história de cada pessoa e de cada sociedade humana. Destacando que o cristianismo teve um papel importante na formação da identidade do povo boliviano, o Papa sublinhou que “a liberdade religiosa – tal como é entendida habitualmente no foro civil – lembra também que a fé não se pode reduzir à esfera puramente subjetiva, não é uma subcultura”. Saída para o mar Sobre a questão territorial entre Chile, Peru e Bolívia, Francisco afirmou que hoje é indispensável o desenvolvimento da diplomacia com os países vizinhos, que evite os conflitos entre povos irmãos e contribua para um diálogo franco e aberto dos problemas. “Penso na saída para o mar. Diálogo: é indispensável. Devemos construir pontes, em vez de erguer muros. Devemos construir pontes, em vez de erguer muros”, frisou o Pontífice. Do dia 08/7/2015 - quarta-feira As três santas que o Papa Francisco mencionou como exemplo de vida para o Equador Na saudação preparada pelo Papa Francisco, divulgada, mas não pronunciada na noite de ontem na Catedral de Quito, o Santo Padre recordou o exemplo de três mulheres equatorianas, santas cujo exemplo encoraja a fé dos seus compatriotas. O Pontífice falou de Santa Narcisa de Jesus, Santa Mariana de Jesus e da Beata Mercedes Molina. Quem foi cada uma destas mulheres? 1 - Narcisa de Jesus Martillo Morán nasceu em 1832 em Daule, Equador. Foi a sexta filhas, entre nove irmãos. Em 1838, sua mãe faleceu. Com a ajuda de uma professora particular e da sua irmã mais velha, ela aprendeu a ler, posteriormente a escrever, cantar, tocar violão, costurar, arte a qual aprendeu com verdadeiro domínio, tecer, bordar e cozinhar. Foi crismada com apenas sete anos de idade, no dia 16 de setembro de 1839. Costumava retirarse a uma fazenda próxima a sua casa para rezar. Atualmente, a árvore de goiaba junto a qual rezava é muito conhecida pelos peregrinos. Tinha como modelo Santa Mariana de Jesus. Em janeiro de 1852, faleceu seu pai. Narcisita era bonita e tinha 19 anos. Ela foi morar em Guayaquil e se hospedou com uma família muito conhecida que morava do lado da catedral. Ali permaneceu até 1868, a exceção de alguns meses que morou em Cuenca. Em junho de 1868, mudou-se para Lima, no Peru, e viveu como secular no convento dominicano do Patrocínio. Foi favorecida pelo Senhor com dons extraordinários. Morreu no dia 8 de dezembro de 1869, aos 37 anos de idade. Logo souberam que ela tinha feito voto privado de virgindade perpétua, pobreza, obediência, clausura, jejum de pão e água, comunhão diária, confissão, mortificação e oração. Os médicos ficaram surpreendidos de que tivesse vivido com tão pouco alimento. 2 - Mariana de Jesus Paredes e Flores nasceu em Quito (Equador) em 1618. Ficou órfã de pai e mãe aos quatro anos e foi cuidada pela sua irmã casada. Tinha dons musicais, gostava de costurar, lavrar, tecer e bordar. Além disso, costumava retirar-se em oração em algum rincão da casa e fazer penitência. Depois da sua Primeira Comunhão, fez voto de perpétua castidade, logo de pobreza e obediência. Posteriormente, com a orientação de seus diretores espirituais, compreendeu que Deus não a queria em um monastério. Arrumou um espaço fechado em sua casa onde orava, seguindo um horário semanal de penitências e jejum, nas manhãs saia sozinha à igreja. Deste modo, tinha uma vida austera desde a sua adolescência. Seu apostolado era através da oração pelo próximo, pessoas que, aconselhadas por ela, conseguiam ficar em paz quando brigavam, e a conversão de muitos pecadores. Logo, mediante o conselho de seus confessores, entrou nas terciárias de São Francisco de Assis. Uma vez, quando ficou doente, lhe tiraram sangue e este foi depositado em uma tigela na qual floresceu uma bela açucena. Uma terrível epidemia também estava causando a morte de centenas de pessoas. Santa Mariana ofereceu sua vida e suas dores para que esta epidemia se detivera e desde aquele dia já não morreram mais pessoas com esta doença. Por isso, o Congresso do Equador lhe outorgou em 1946 o título de “Heroína da Pátria”. Morreu no dia 26 de maio de 1645 e durante seu enterro a acompanharam uma grande quantidade de fiéis. Foi canonizada pelo Papa Pio XII em 1950. Sua imagem, feita pelo artista equatoriano Mario Tapia, está na fachada lateral da Basílica de São Pedro e foi abençoada por Bento XVI em outubro de 2005. 3 - A Beata Mercedes Molina, conhecida também por “Rosa de Guayas”, foi uma mulher equatoriana que viveu a castidade, atendia as pessoas necessitadas e teve um impulso missionário que a levou a fundar o primeiro instituto de educação para mulheres. Nasceu no dia 20 de fevereiro de 1828, em Baba, localizado na província de Los Rios (Guayaquil), dentro de uma família com boas condições econômicas. Seu pai morreu quando tinha dois anos, deixando sua mãe encarregada dos seus irmãos. Ela lhes ensinou a viver a caridade com o próximo, a serem justos e fortes. Desde sua infância, Mercedes era uma menina bela e virtuosa. Em 1841, faleceu sua mãe e ficou encarregada dos seus dois irmãos. Em 1849, renunciou a casarse e repartiu sua grande herança entre os necessitados. A Beata se dedicou a realizar obras de caridade, como por exemplo o serviço num orfanato. No dia 14 de abril de 1873, fundou o Instituto “Hermanas de Mariana de Jesus”, o primeiro instituto religioso no país. Ela é considerada a pioneira na educação da mulher, porque nessa época a educação estava dirigida somente aos homens. A Beata realizou diversos jejuns e mortificações. Durante toda sua vida foi exemplo de amor ao próximo e de sacrifício. Faleceu no dia 12 de junho de 1883. Foi beatificada por São João Paulo II em fevereiro de 1985. Seus restos estão na região de Riobamba, na mesma casa onde fundou a Congregação das Marianitas. Fonte: ACIDigital. A comovente mensagem que o Papa Francisco enviou durante o voo papal a um jovem argentino com leucemia Durante o voo papal ao Equador, o Papa Francisco enviou uma saudação e sua bênção através de um vídeo a um jovem atleta argentino que padece de leucemia. Seu nome é Lisandro Zeno, mais conhecido como Lichu, e sua história marcou o começo de várias campanhas solidárias. “Lichu, me contaram da tua doença, rezarei por você. Pedirei a Jesus que te acompanhe, que te dê força, te devolva a saúde e que você seja guiado pela mão de Deus. E que a Virgem te proteja muito, te peço que reze por mim. E te abençoo de todo coração em Nome do Pai, do Filho e do Espirito Santo”, expressou o Santo Padre. Segundo o jornal „La Capital‟, tudo começou no final do mês de outubro de 2014, quando apareceram umas manchas nas pernas de Lisandro. Ele pensou que fosse mordida de mosquitos ou as consequências típicas de um jogo de rugby, portanto, não deu muita importância a isto. Posteriormente, o seu nariz começou a sangrar e, logo após alguns exames, o médico achou necessário que fizesse uma punção lombar. Quando Lichu despertou após a anestesia, seu pai lhe disse que lamentavelmente tinha leucemia e começou a fazer os tratamentos de quimioterapia. Certo dia, sua irmã o despertou e ele olhou pela janela algo que ficará gravado em sua memória. “Estavam na rua meus amigos e meus pais. Vários tinham raspado a cabeça. Seguravam um grande cartaz que dizia: „Não acontecerá nada, professor‟. Aí, prometi para mim que não desistiria e que deveria recuperar-me”, contou o jovem atleta. Lichu continuou lutando com mais força contra a doença, apoiado pela sua família, amigos e muitos outros que conheceram o seu caso. No dia 1º de março deste ano, completou 25 anos e sua família organizou uma grande festa, da qual participaram aproximadamente mais de mil convidados. O jovem atleta argentino decidiu enfrentar a sua doença de forma mais positiva, levou a sua festa uma urna e convidou os participantes a fazerem uma doação econômica que não seria para ele, mas para um adolescente chamado Maxi, de apenas 14 anos, com câncer nos ossos. Deste modo, conseguiu fazer contato com o Hospital Italiano de Buenos Aires para que o jovem começasse o seu tratamento. Pouco a pouco, Lichu foi concretizando a ideia de criar uma fundação para ajudar os outros e empreendeu diversas campanhas, animando as pessoas a serem doadores de sangue e de células tronco para salvar vidas. Lisandro não abandonou os seus sonhos e deseja terminar seus estudos de medicina para ser médico como seu pai. “Sempre achei que a profissão do meu pai serve para ajudar as pessoas. Me lembro de quando ele chegava em casa à noite e nos dizia „não sabem o que aconteceu hoje‟, e nos contava uma história maravilhosa sobre o que tinha acontecido com algum paciente‟”, manifestou. Em declarações a LT3, a mãe do jovem expressou: “Meu filho pensou que podia ser salvo ou poderia ser curado sem precisar de um transplante e ele mobilizou o mundo todo a favor do tema. Bom, agora ele teve uma recaída e efetivamente precisa de um transplante lombar”. Apesar do seu estado de saúde, o jovem está contente pela mensagem do Santo Padre e continua pensando no próximo. "Está muito feliz pela mensagem do Papa Francisco, é obvio, mas ele não deseja chamar atenção, mas que isto sirva para que todos nos mobilizemos e percebamos que de maneira tão simples podemos ajudar", acrescentou a mãe do jovem argentino. Fonte: ACIDigital. Encontro Nacional de Formadores da Organização dos Seminários e Institutos do Brasil (Osib). O Encontro está sendo realizado na Casa de Retiros São José, na Arquidiocese de Belo Horizonte. Começou hoje, 8, e vai até o dia 12 de Julho. Centenas de reitores de seminários, padres formadores, psicólogos e pedagogos de todo o Brasil participam, desde o dia 6 de julho, do Encontro Nacional de Formadores da Organização dos Seminários e Institutos do Brasil (Osib). O Encontro está sendo realizado na Casa de Retiros São José, na Arquidiocese de Belo Horizonte. Durante todo o dia 7 de julho, terça-feira, o arcebispo metropolitano de Belo Horizonte, dom Walmor Oliveira de Azevedo, ministrou formação sobre o Decreto Conciliar "OPTATAM TOTIUS", documento sobre formação presbiteral aprovado durante o Concílio Vaticano II. “O documento desenhou um largo horizonte. Precisamos intuir e ousar. Devemos compreender que o processo educativo e pedagógico de formação de sacerdotes exige que o formador seja um especialista em relacionamento, tendo como referência maior Jesus”, disse o Arcebispo. O padre Nivaldo Ferreira, reitor do Seminário Arquidiocesano Coração Eucarístico de Jesus, da Arquidiocese de Belo Horizonte, e presidente da Osib Nacional, destacou que o Encontro Nacional da Osib é um momento importante de articulação e harmonização, alinhando o trabalho dos formadores de todo o Brasil. Marrocos: migrantes expulsos são acolhidos na catedral de Tânger A Igreja está oferecendo abrigo temporário a 69 mulheres e crianças, além de um viúvo com dois filhos Vários imigrantes expulsos dos apartamentos que ocupavam no distrito de Bujalef, em Tânger, têm sido acolhidos desde 1º de julho na catedral da cidade marroquina. O anúncio foi feito mediante um comunicado assinado por dom Santiago Agrelo: "Na noite de 1º de julho, a catedral foi aberta para acomodar os desabrigados e garantir que todos tivessem o que comer". Desde então, a equipe Tanger Accueille Migrants, da Delegação Diocesana de Migrações, assumiu a gestão da situação com particular sensibilidade ao grande número de pessoas sem casa e sem meios de subsistência, incluindo mulheres e crianças. "O plano de ação dá prioridade às mulheres grávidas, mulheres com filhos pequenos, mulheres solteiras, menores e homens com filhos. Durante a primeira parte do plano, os demais homens tiveram que esperar", diz o comunicado. A emergência, que foi administrável no começo, se tornou insustentável porque, além dos migrantes expulsos de Bujalef, surgiram outros na mesma situação de necessidade. Dom Agrelo explicou: "Espalharam o boato de que a Igreja estava dando abrigo e comida e começaram a chegar imigrantes de toda a cidade. Foi necessário esclarecer o mal-entendido e fechar a catedral. Não foi possível sequer celebrar a missa na catedral no sábado à tarde e no domingo de manhã. Foi um momento extremamente difícil para todos. Não cabe a nós investigar se essas pessoas agiram por si ou empurradas por gente interessada em tirar proveito de uma situação que foi midiaticamente explorada". Segundo a agência Fides, a Igreja está oferecendo abrigo temporário a 69 mulheres e crianças, além de um viúvo com dois filhos. Esperam por acomodação 11 mulheres e outro viúvo com três filhos. Em reunião com o prefeito, o arcebispo estabeleceu um novo plano de ação: fazer uma lista das pessoas presentes para, em seguida, encontrar alojamento de urgência para as mulheres que ainda estão na rua. Os outros migrantes serão ajudados a encontrar alojamento e terão auxílio da equipe da arquidiocese para assinar o contrato e pagar o aluguel. Fonte: Zenit A educação é "a arma" mais poderosa para mudar o país Testemunhos de um reitor, uma professora e uma jovem estudante recordam diante do Santo Padre que a educação é um instrumento fundamental para melhorar o mundo A educação é a base da felicidade das nações, das famílias e dos indivíduos. A educação forma bons pais, bons filhos e bons cidadãos. Foi o que disse Fabian Carrasco Castro, reitor da Universidade de Cuenca, durante o encontro do Santo Padre com o mundo da educação, em Quito, na Pontifícia Universidade Católica do Equador. Antes do discurso do Santo Padre, três pessoas apresentaram a realidade educacional no país. Carolayne Espinoza Jimenez foi a primeira a dar seu testemunho. Uma estudante da universidade secular "Eloy Alfaro" representando os jovens, os destinatários de educação, "para unir nossa voz a daqueles que sonham com um mundo melhor, no caminho do cumprimento do Evangelho de Jesus entre nós”. “Como jovens precisamos de professores, educadores, pais de família, consagrados e sacerdotes" que não apenas transmitam conhecimentos e técnicas, mas, principalmente, "sejam guias espirituais para nós", que "nos ajude a guiar nossas vidas e os grandes dons que recebemos de Deus, não para o ganho pessoal, mas como presentes de amor para a humanidade", destacou a jovem. Ela disse que os jovens esperam que as escolas estejam abertas para "todas as dimensões da realidade humana", para a "pesquisa e valorização da verdade", para a "valorização da sabedoria". Também aspiram que o país possa finalmente "superar o mal-entendido de que a dimensão religiosa e tudo o que ela tem produzido em cultura e humanidade, deve ser excluído da sala de aula para proteger a liberdade pessoal e de consciência de cada um”, considerando que o "agnosticismo e mesmo o ateísmo são normalmente propostos". Carolayne disse ainda que os jovens sentem que o Estado deve "ser um facilitador e não um obstáculo para as novas gerações, de todo o patrimônio e das riquezas humanas da sociedade, inclusive a religiosa". E concluiu: “Só então poderemos ser agentes de mudanças positivas”. Etna Martinez, professora no Colégio Madre Bernarda, falou em nome de todos as professoras e professores católicos do Equador. Ela citou as características do educador católico e sua tarefa específica. Educar "é um ato de amor", é "dar a vida" e "dar o melhor de si", é "usar os melhores recursos materiais e tecnológicos para despertar a paixão pelo conhecimento, promovendo o crescimento humano e espiritual", mas especialmente "dar testemunho de vida por meio do exemplo, com sabedoria, humildade, paciência, solidariedade, respeito e fraternidade", explicou. A qualidade da educação – acrescentou a professora – é garantida com a determinação e a vontade política de realizar uma verdadeira mudança na educação, com a participação de professores, das instituições de ensino, as quais nos apoiamos por um mundo mais humano, justo e fraterno. Para concluir, o reitor, falando em nome dos professores e pessoal administrativo das universidades, estava convencido de que "a educação gratuita, independente e de qualidade é a única ferramenta para que o desenvolvimento social, humano e econômico do Equador seja possível". Refletindo sobre a mudança geracional que vivemos com o progresso tecnológico e econômico, Carrasco afirmou que as crianças e os jovens necessitam de orientação e de um bom guia "para enfrentar o futuro com força e de forma integral, a partir da perspectiva da fé e da esperança". Para conseguir isso, os pais e os professores devem usar não apenas as práticas tradicionais de educação, mas "abordagens inovadoras" conforme "os tempos e os desafios atuais" e que incentivem "a curiosidade ativa e a necessidade de progredir intelectualmente”. Por outro lado, o reitor destacou que a educação é „a arma‟ mais poderosa para mudar o país. Indicou também que, apesar dos passos importantes dados na educação, um grande desafio é "melhorar o alcance e a qualidade da educação em todos os níveis", especialmente nos "setores pobres e marginalizados". Ele concluiu explicando que os educadores devem concentrar os esforços a fim de alcançar "um grande acordo nacional para uma educação de qualidade". E este acordo deve "estar longe de qualquer interesse setorial ou político e ter como objetivo final o desenvolvimento nacional e o bem-estar geral". Fonte: Zenit Papa chega à Bolívia e defende uma “cultura da memória” O Papa pronunciou seu primeiro discurso em terras bolivianas no aeroporto de El Alto, no final da tarde desta quarta-feira (08/07), na capital da Bolívia. Após ser recebido pelo Presidente Evo Moráles, ao se dirigir às milhares de pessoas presentes no aeroporto, Francisco voltou a falar sobre a cultura do descarte e da exclusão social: dois temas muito recorrentes nesta viagem à América do Sul. E acrescentou uma nova expressão: a “cultura da memória”. Inclusão A Bolívia tem dado passos importantes na inclusão de amplos setores na vida econômica, social e política do País, afirmou o Pontífice ao recordar que a Constituição reconhece os direitos dos indivíduos, das minorias, do meio ambiente, e instituições sensíveis a tais realidades. “Tudo isto requer um espírito de cooperação dos cidadãos, de diálogo e participação dos indivíduos e dos atores sociais nas questões de interesse comum. O progresso integral dum povo inclui o crescimento em valores das pessoas e a convergência em ideais comuns que consigam unir vontades, sem excluir nem rejeitar ninguém”. Vazio O Papa advertiu para os perigos de crescimento que não leva em consideração o ser humano na sua condição integral. “Se o crescimento for apenas material, corre-se sempre o risco de voltar a criar novas diferenças, de a abundância de uns ser construída sobre a escassez de outros. Por isso, além da transparência institucional, a coesão social requer um esforço na educação dos cidadãos”. Ao reiterar a opção preferencial e evangélica da Igreja pelos últimos, Francisco cunhou a expressão “cultura da memória”. Cultura da Memória “Custodiar aos que hoje são descartados por tantos interesses que colocam ao centro da vida econômica o deus dinheiro. E são descartadas as crianças e o jovens que são o futuro do País, e os idosos que são a memória. Por isso, temos que cuidar e protegê-los, porque são nosso futuro”. E finalizou: “A Igreja opta por gerar com este cuidado uma “cultura da memória” que garanta aos idosos não só a qualidade de vida nos seus últimos anos, assim como o calor e o carinho, como bem expressa a Constituição da Bolívia”. Fonte: Rádio Vaticano Na Bolívia, Papa reza por jesuíta assassinado na ditadura Golpe militar do General Luis Garcia Meza em 17 de julho de 1980 mergulhou a Bolívia num dos períodos mais sanguinosos de sua história - RV La Paz (RV) – Ao chegar à Bolívia nesta quarta-feira (08/07), segunda etapa de sua viagem à América Latina, no trajeto entre o aeroporto e La Paz, o Pontífice fez uma parada de alguns minutos no local simbólico onde o sacerdote jesuíta Luis Espinal Camps SJ foi assassinado pela ditadura de Garcia Meza, em 1980. "Boa tarde, queridos irmãos e irmãs. Parei aqui para saudar vocês mas, sobretudo, para recordar. Recordar um irmão, um nosso irmão, vítima de interesses que não queriam que se lutasse pela liberdade da Bolívia. P. Espinal pregou o Evangelho e esse Evangelho incomodou e, por isso, o eliminaram", disse o Papa antes de proferir a seguinte oração: "Que o Senhor tenha em sua Glória ao Padre Luis Espinal, que pregou o Evangelho, este Evangelho que nos traz liberdade, que nos torna livres. Como todo filho de Deus, Jesus nos trouxe esta liberdade, e ele predicou este Evangelho. Que Jesus o tenha junto a Ele. Dê-lhe, Senhor, o descanso Eterno e o faça brilhar para a luz que não tem fim. Que descanse em paz", disse o Papa ao abençoar todos os presentes. História Padre Luis, poeta, jornalista e cineasta, nasceu na Espanha em 2 de fevereiro de 1932. Entrou na Companhia de Jesus em 1949, sendo ordenado sacerdote em Barcelona em 1962. Enviado como missionário à Bolívia em 1968, exerceu atividade pastoral em defesa dos operários, também na mídia (Rádio Fides, televisão, filmes e livros). Participou das lutas sociais e de uma greve de fome de 19 dias, ao lado das famílias de mineradores, em 1977. Durante a ditadura de Luis Garcia Meza, um dos períodos mais sangrentos da história da Bolívia, Padre Luis foi preso em 21 de março de 1980 por paramilitares. Seu corpo com sinal de violência foi encontrado no dia seguinte, no Km 8 da estrada para o monte Chacaltaya, ao longo do Rio Choqueyapu. O parecer de jesuítas bolivianos A morte do jesuíta provocou forte comoção na população que participou em massa dos funerais realizados dia 24 de março em La Paz. Em 2007, o Presidente Evo Morales declarou com um decreto o dia 21 de março como “Dia do Cinema boliviano”, em comemoração ao aniversário do assassinato de Luis Espinal, em reconhecimento pela sua luta pelos direitos humanos e pela democracia, e em reconhecimento pela sua contribuição ao cinema na Bolívia. Alguns jesuítas da Companhia de Jesus expressaram suas impressões e sentimentos sobre o gesto de Francisco, reconhecendo que é um reconhecimento do martírio de uma pessoa como tantas outras que ofereceram sua vida na defesa dos direitos humanos, da fé e da justiça. O Diretor do grupo Fides, Eduardo Pérez, admitiu que inicialmente não achou conveniente participar da organização do ato, porém, agora diz entender ser um gesto louvável de Francisco. Simbólico Já o antropólogo e linguista Xavier Albó, considerado o “autor intelectual” da homenagem. Considera-se feliz pelo gesto do Papa, não obstante seu desejo fosse levar o Papa Francisco até o local do assassinato. No entanto, a escassez de tempo impediu tal feito. “Pode não ser o mesmo local, porém é simbólico, pois por lá passou o corpo de Luis Espinal, já estava morto quando passou por lá. E me parece muito bom que agora passe por lá o Papa Francisco”. Para o ecônomo, Fredy Quilo, a bênção de Francisco no local representa também um reconhecimento de todos os mártires da América Latina, católicos e não-católicos. Já para o Vigário Judicial, Miguel Manzanera, será difícil apresentar o caso de Luis Espinal como martírio, pois esteve associado a movimentos de caráter socialista e revolucionários, devendo, portanto, ser mais reconhecido pelo exemplo de coragem e de amor ao próximo e aos mais fracos. Defensor da fé Para o teólogo Víctor Colina, por sua vez, companheiro de Luis Espinal, com quem compartilhou muitas experiências dentro da Companhia de Jesus, Espinal foi um homem profundamente cristão, espiritual e de grande vivência mística, profética. Para ele, o gesto do Papa "é significativo, pois é um reconhecimento de que Espinal não era um homem perigoso, que se envolveu onde não lhe dizia respeito, mas um homem que defendeu a fé e a justiça”. Por fim, o Provincial da Companhia de Jesus na Bolívia, Osvaldo Chirveches reconheceu que Espinal “não é patrimônio da congregação, mas de todo o povo boliviano, as pessoas recordam dele com carinho, pois foi um excelente seguidor de Jesus. Ademais, o Papa Francisco conhece muito bem este acontecimento e por isto o brindará com uma oração em memória de Espinal”.(JE) Fonte: Rádio Vaticano Papa se despede do Equador: gratuidade em servir e preservação da memória No Santuário Nacional Mariano “El Quinche”, no Equador, o Papa Francisco encontrou o clero, religiosos, religiosas e seminaristas. Bem à vontade, o Santo Padre comentou que até teria um discurso pronto, mas que não estava com vontade de lê-lo e preferia falar com o coração sobre os dias que esteve em contato com o povo equatoriano, sobre a riqueza espiritual das pessoas, a profundidade, a valentia e, principalmente, a alegria na recepção – algo raro hoje em dia. Durante o discurso, o Papa Francisco enalteceu dois princípios fundamentais pra viver: a gratuidade em servir e a preservação da memória. Sobre a gratuidade, e pensando na Virgem, em Maria, que já tinha essa consciência, o Pontífice enfatizou a palavra: „faça‟. „Fazer‟ esse caminho de retorno à gratuidade que Deus deixou. “Somos objetos da gratuidade de Deus”, disse o Pontífice. “Consciência de gratuidade. Por isso, façam-se, façam, que se manifeste a gratuidade de Deus. Religiosas, religiosos, sacerdotes, seminaristas. Todos os dias voltem, façam esse caminho de retorno à gratuidade com que Deus lhes escolheu”, falou espontaneamente o Papa. O outro princípio é a preservação da memória, tomando cuidado para não adoecer, não lembrando das origens. “Não percam a memória, sobretudo, a memória de onde vocês vieram. Não reneguem suas raízes. E não se sintam promovidos. A gratuidade não pode conviver com a promoção. Quando um religioso entra em carreira, em carreira humana, começam a adoecer e a perder a memória de onde vieram. Todos os dias renovem o sentimento que tudo é gratuidade. Nada merecemos. E peçam a graça de não perder a memória”, sublinhou o Papa Francisco. (AC/RB) Fonte: Rádio Vaticano Papa encontra religiosos no Santuário em honra à padroeira do Equador Quito (RV) – No último evento público no Equador, antes de partir para Bolívia, o Santo Padre encontrou o clero, religiosos, religiosas e seminaristas no Santuário Nacional Mariano “El Quinche”, em honra à padroeira do país. Depois das saudações oficiais, testemunhos de fé, troca de presentes e de assinar o Livro de Ouro, Papa Francisco também pronunciou o seu último discurso oficial no Equador e diante a uma multidão de fieis no campo mariano. É lá onde se encontra a pequena vila que dá nome ao local, a 50 km de Quito, e onde ficam os índios Oyacachis. Nossa Senhora da Apresentação de El Quinche, padroeira do Equador A história remonta o ano de 1591, quando os índios do povoado de Oyacachi receberam uma escultura de Nossa Senhora, através do artista espanhol Dom Diego de Robles que pedia, em troca, madeiras de fino cedro que tinham naquela região. Antes disso, a tradição conta que a Virgem já havia aparecido várias vezes no povoado, prometendo proteção contra os animais ferozes e os estragos das tempestades e dos vulcões, se ali fosse construído um altar para ela. Com uma gruta natural para abrigar a Imagem, a Nossa Senhora começava a operar contínuos milagres. Depois foi trasladada para uma capela, difundindo, assim, mais devoção pelo país. Da capela em Oyacachi, a Imagem milagrosa da Virgem foi trasladada para dentro da Igreja do Santuário de El Quinche, atrás do altar principal, onde se encontra hoje. Entre tantas manifestações da devoção mariana no país, a de Nossa Senhora da Apresentação de El Quinche foi a mais notável e, por isso, merecedora do título de padroeira, quando da sua coroação em 20 de junho de 1943. A festa litúrgica é celebrada em 21 de novembro. Construído em 1928, o local que recebe frequentes peregrinações em honra à Virgem foi proclamado Santuário Mariano Nacional em 1985. A Igreja acolhe cerca de 1500 pessoas, enquanto que o campo mariano ao externo pode receber até 15 mil pessoas. Comissão de Visita Papal nega acusações de censura em atos no Paraguai A Comissão Nacional da Visita Papal rejeitou nesta quarta-feira as acusações de alguns grupos sobre supostas tentativas de censura durante a estadia do papa Francisco no Paraguai, depois que a Polícia Nacional anunciou a proibição de ostentar cartazes alusivos a temas sociais nos atos. A Polícia Nacional anunciou na terça-feira que entre 10 e 12 de julho, datas em que o papa estará no Paraguai, está proibido se aproximar dos atos com cartazes referentes à "luta social, a favor ou contra do aborto, casamento gay e camponeses sem-terra". A Comissão Nacional esclareceu em comunicado que houve uma recomendação de proibir o uso de cartazes nos atos onde estará o papa com o objetivo de evitar que dificultem a visibilidade dos participantes. A mesma Comissão acrescentou que essa recomendação não fazia nenhuma referência ao conteúdo desses cartazes. "A Comissão Nacional nega categoricamente que dita recomendação se refira a algum tipo de mensagem ou conteúdo de ditos cartazes", diz o comunicado. Organizações camponesas, indígenas, de trabalhadores e estudantes anunciaram mobilizações coincidindo com a visita do pontífice, que consideram que está motivando "uma maquiagem" dos problemas do país. Francisco, o segundo papa a visitar o Paraguai após João Paulo II em 1988, chegará na sextafeira a Assunção procedente da Bolívia. No Paraguai, Francisco ficará até domingo, dia no qual presidirá uma grande missa e manterá um encontro com milhares de jovens. Fonte: Rádio Vaticano Igreja monta dois novos abrigos para imigrante, com 210 vagas Com a chegada constante de imigrantes a São Paulo, a Igreja Católica montou, nas últimas duas semanas, mais dois abrigos para acolher estrangeiros. Ao todo, são 210 novas vagas. Um dos abrigos, com 150 vagas, está funcionando em um imóvel na região do Pari. O local pertence à Congregação das Irmãs Scalabrinianas. O outro, com 60 vagas, foi montado em um imóvel da Pastoral da Criança, na Armênia, e é administrado pela Prefeitura. Os dois têm caráter emergencial e vão ajudar a "desafogar" o abrigo da Casa do Migrante, mantido pela Igreja Nossa Senhora da Paz, que tem 110 vagas. "Recebemos migrantes toda semana, mas às vezes temos uma „onda‟ mais frequente e não temos como acolher a todos. Esses dois novos abrigos são para ajudá-los e também para atender a um apelo do papa Francisco, que nos pediu para ajudá-los", disse o padre Paolo Parise, responsável pela Casa do Migrante. Como é um dos abrigos mais conhecidos da cidade, a casa recebe muitas doações de comida e itens de higiene e, por isso, é frequentemente procurada pelas mesquitas que abrigam muçulmanos. "Sempre que eles pedem, nós ajudamos." A Prefeitura também mantém um abrigo com 150 vagas para estrangeiros e um edital para a abertura de um novo local, com mais 150 vagas. Camila Baraldi, coordenadora municipal de Políticas para Migrantes, disse que o Centro de Referência Acolhida do Imigrante, no Terminal Barra Funda, verificou que nos últimos meses apenas 15% dos atendidos precisavam de abrigo - a maioria só precisava de orientação para encontrar um parente ou amigo. Fonte: Catolicos. Uma leitura ortodoxa da Laudato Si O consultor teológico do Patriarca Ecumênico Bartolomeu I, o Arquidiácono John Chryssavgis, publicou no «First Things» - um dos mais influentes jornais estadunidenses sobre religião - uma leitura ortodoxa da Encíclica Laudato Si do Papa Francisco. A responsabilidade pela compaixão – escreve o autor – é o que move o Papa e o Arcebispo de Constantinopla a uma preocupação compartilhada pela exploração das pessoas e do planeta como corpo de Cristo. O L‟Osservatore Romano publicou na sua edição de 07/07 parte do artigo intitulado “No caminho certo”, a Encíclica e a comum responsabilidade de Francisco e Bartolomeu. “A Encíclica papal sobre o cuidado da criação foi há muito tempo antecipada não somente por uma perspectiva ecológica, mas também no contexto da abertura ecumênica entre dois líderes religiosos profundamente e firmemente comprometidos em retomar a comunhão entre suas duas Igrejas, que Constantinopla ama caracterizar como “Igrejas irmãs” e que Roma descreve de bom grado como “dois pulmões que respiram juntos”. Se o compromisso pela comunhão é o que atrai Francisco e Bartolomeu para um testemunho comum em um mundo dividido pelas tensões políticas e econômicas, como também por conflitos religiosos e raciais, a responsabilidade pela compaixão é, sem dúvida, o que os impele a uma preocupação compartilhada pela exploração das pessoas e do planeta como corpo de Cristo. Por 25 anos, o Patriarca Ecumênico Bartolomeu sublinhou a dimensão espiritual da crise ecológica e até mesmo introduziu o conceito revolucionário do pecado ecológico, expandindo a nossa compreensão do arrependimento por aquilo que até agora consideramos um delito pessoal ou uma transgressão social para um abuso mais amplo, comum, geracional e até mesmo ambiental da criação de Deus. E desde sua eleição, o Papa se deu o nome de São Francisco de Assis, indicando de modo inquestionável a sua prioridade e a sua sensibilidade pelas pessoas marginalizadas, vulneráveis e oprimidas na nossa comunidade global. Por isto, na sua recente Encíclica reza: «Ó Deus […] cura a nossa vida para que protejamos o mundo e não o depredemos […]. Toca os corações daqueles que buscam somente vantagens à custa dos pobres e da terra». O que a Encíclica do Pontífice nos recordou com força e de modo definitivo é que preservar a natureza e servir o próximo são duas coisas inseparáveis; são duas faces da mesma moeda. A este respeito, defendo que seja realmente providencial que estes dois bispos estejam guiando suas respectivas Igrejas juntamente neste particular momento crítico. E é também uma bênção extraordinária que consigam relacionar-se entre eles com tanta facilidade e confiança. Não tenho nenhuma dúvida de que a acolhida favorável – mas ao mesmo tempo ousarei acrescentar a reação hostil e as ásperas críticas – da promoção e do apoio por eles oferecido ao cuidado pela criação de Deus seja talvez a maior prova de que certamente estão no caminho certo. Mesmo somente por esta razão, merecem a nossa oração e o nosso elogio, enquanto os seus exemplos e suas orientações iluminadas merecem a nossa atenção e promulgação”. Fonte: Catolicos Do dia 07/7 – terça-feira Francisco: "Lutar pela inclusão e confiar o coração sem medo" O Parque do Bicentenário ficou completamente lotado na manhã desta terça-feira (07/07) em Quito, no Equador, onde o Papa celebrou uma missa campal. Situado na zona norte da capital, o parque é a maior área verde da cidade, com 125 hectares, no terreno anteriormente ocupado pelo aeroporto. Foi inaugurado em 2013, para comemorar duzentos anos de independência do país, e seu projeto contempla ainda a construção de campos esportivos, museus, áreas culturais e de lazer. Concelebraram com Francisco cerca de 40 bispos locais, inclusive os eméritos, e no final da missa, tomou a palavra o Arcebispo de Quito, Dom Gabriel Trávez Trávez, OFM. O carinho envolvedor dos equatorianos Como sempre, o Papa foi acolhido pela multidão com aplausos e manifestações de afeto. Milhares de fiéis, muitos dos quais passaram a noite no local, lançavam pétalas e agitavam bandeiras com o rosto do Pontífice. Muitos erguiam terços, cruzes e outros objetos na passagem do papamóvel. Em seu trajeto, o Papa fez uma breve parada para abençoar uma senhora cadeirante. Segundo o Padre Richard Ordóñez, porta-voz da Arquidiocese de Quito, cerca de 2.000 pessoas, entre leigos e religiosos, distribuíram a comunhão. O primeiro canto entoado foi "Equador abre as portas ao redentor”, o mesmo utilizado há 30 anos, quando João Paulo II visitou o país. A homilia O Pontífice iniciou a homilia da missa „pela evangelização dos povos‟ com a afirmação que “a palavra de Deus convida-nos a viver a unidade, para que o mundo acredite” e relacionou o sussurro de Jesus na Última Ceia com o grito da Independência da Hispano-América, um grito nascido da consciência da falta de liberdade, de estarmos sendo espremidos e saqueados, “sujeitos às conveniências dos poderosos de turno”. “Nós todos juntos, aqui reunidos à volta da mesa com Jesus, somos um grito, um clamor nascido da convicção de que a sua presença nos impele para a unidade, indica um horizonte estupendo, oferece um banquete apetecível”, lembrou o Papa à multidão de fiéis que o ouviram em silêncio. “Nossa resposta deve repetir o clamor de Jesus e aceitar a graça e a tarefa da unidade”, completou. Continuando, explicou que Jesus nos enviou a este mundo desafiador e dilacerado pelas guerras e a violência que ele mesmo experimentou na sua própria carne: intrigas, desconfianças e traição no dia-adia. E o comparou com aquele grito de liberdade que prorrompeu há pouco mais de 200 anos: “A história conta-nos que só se tornou contundente quando deixou de lado os personalismos, o afã de lideranças únicas, a falta de compreensão de outros processos libertadores com características diferentes, mas não por isso antagônicas”. Neste sentido, o Papa questionou: “Poderá a evangelização ser veículo de unidade de aspirações, sensibilidades, esperanças e até de certas utopias? É claro que sim; isso mesmo acreditamos e gritamos. Como disse uma vez, “enquanto no mundo, especialmente em alguns países, se reacendem várias formas de guerras e conflitos, nós, cristãos, insistimos na proposta de reconhecer o outro, de curar as feridas, de construir pontes, de estreitar laços e de nos ajudarmos a carregar as cargas uns dos outros”. “Daí a necessidade, explicou, de lutar pela inclusão em todos os níveis, evitando egoísmos, promovendo a comunicação e o diálogo, encorajando a colaboração. É preciso confiar o coração ao companheiro de estrada, sem medo nem ceticismo. A unidade é impensável se a mundanidade espiritual nos faz estar em guerra uns com os outros, na busca estéril do poder, do prestigio, do prazer ou da segurança econômica. E isto às custas dos mais pobres, dos mais excluídos, dos mais indefesos, dos que não perdem a sua dignidade embora esta seja pisoteada todos os dias”. “A evangelização não consiste em fazer proselitismo, o proselitismo é uma caricatura da evangelização, mas em atrair os afastados com o nosso testemunho, em aproximar-se humildemente daqueles que se sentem longe de Deus e da Igreja, daqueles que se sentem condenados „a priori‟ por aqueles que se sentem perfeitos e puros; aproximar-se daqueles que têm medo ou dos indiferentes, para lhes dizer: „O Senhor também te chama para seres parte do seu povo, e fá-lo com grande respeito e amor‟”. O Papa também lembrou que a evangelização “também não é um arranjo feito à nossa medida, no qual ditamos as condições, escolhemos alguns membros e excluímos os outros. Jesus reza para que façamos parte duma grande família, na qual Deus é nosso Pai e todos nós somos irmãos. Isto não se fundamenta no fato de ter os mesmos gostos, as mesmas preocupações, os mesmos talentos. Somos irmãos porque Deus nos criou por amor e, por pura iniciativa Dele, nos destinou para sermos seus filhos”. Somos irmãos, porque, justificados pelo sangue de Cristo Jesus passamos da morte à vida, fazendo-nos „co-herdeiros‟ da promessa. Esta é a salvação que Deus realiza e a Igreja alegremente anuncia: fazer parte do „nós‟ divino”. Concluindo, Francisco afirmou que seria belo se todos pudessem admirar como nos preocupamos uns pelos outros; como mutuamente nos animamos e fazemos companhia. “Em qualquer doação, é a própria pessoa que se oferece. „Dar-se‟ significa deixar atuar em si mesmo toda a força do amor que é o Espírito de Deus e, assim, dar lugar à sua força criadora. Dando-se, o homem volta a encontrar-se a si mesmo com a sua verdadeira identidade de filho de Deus, semelhante ao Pai e, como Ele, doador de vida, irmão de Jesus, de Quem dá testemunho. Isto é evangelizar, esta é a nossa revolução – porque a nossa fé é sempre revolucionária – este é o nosso grito mais profundo e constante”. Fonte: Rádio Vaticano Dos Andes ao Pacífico • Segundo dia do Pontífice no Equador • De Quito a Guayaquil e regresso. Dos planaltos andinos à costa no Oceano Pacífico, passando dos quase três mil metros de altitude da capital para a cidade mais populosa do país que surge à beiramar, com uma forte oscilação térmica, para terminar com a chuva. A segunda, longa jornada da viagem do Papa Francisco ao Equador, na segunda-feira 6 de Julho, foi difícil sob todos os pontos de vista. E o povo não fez faltar o seu apoio ao Pontífice com imponentes manifestações de afeto: em cada deslocação multidões de pessoas apinhadas ao longo das estradas para testemunhar o seu amor e a sua gratidão. Milhões de equatorianos estiveram presentes as encruzilhadas para ver passar o papamóvel ou alcançar os lugares onde estava prevista a presença de Paquito, como começaram a chamá-lo afetuosamente, acolhendo-o como um amigo, como um deles. Na cidade costeira de Guayaquil Francisco chegou de manhã. Daqui parte o turismo de massa que se dirige às ilhas Galápagos; mas nem por isso a cidade, que desempenhou também um importante papel na história da independência da América Latina, está isente dos males característicos do continente. Testemunham-no as numerosas favelas nas quais famílias humildes vivem em pequenas barracas de madeira e bambu com tetos de chapa. Por esta razão, quando veio aqui durante a sua viagem em 1985, João Paulo II visitou o guasmo, bairro periférico, cujas barracas recordam as villas miserias argentinas. O Santo Padre a bordo do papamóvel chegou à imensa planície, onde celebrou a missa para as famílias na presença de pelo menos um milhão de fiéis, muitos dos quais estavam à sua espera desde a noite anterior. Para esta ocasião o Pontífice utilizou um báculo de madeira: trata-se de uma cópia do báculo, realizado por um grupo de detidos de Sanremo, que Francisco usou durante a viagem à Terra Santa, em Maio de 2014. O báculo original, muito querido ao Papa, danificou-se precisamente naquela ocasião. Por isso foi feita uma sua cópia exata – utilizada em Guayaquil – com a madeira de oliveira de Belém. Os ritmos das músicas tradicionais, as danças, os braços estendidos que agitavam as bandeiras coloridas: todo o contorno que acompanhou a celebração da missa evocou a alegria simples deste povo que vai em frente não obstante tudo. O mesmo clima durante o almoço com a comunidade dos jesuítas do colégio Javier de Guayaquil. Entre eles o ancião Francisco Cortés, conhecido como «padre Paquito». Apoiado à bengala, este sacerdote espanhol de quase noventa e um ano – cinquenta dos quais vividos como missionário no Equador – dedica-se agora sobretudo às confissões. O Papa encontrou-se com ele em forma particular e depois quis que estivesse ao seu lado à mesa, em recordação da amizade de longa data. Com efeito, quando ainda não era arcebispo de Buenos Aires, padre Bergoglio tinha escolhido o colégio Javier para ali enviar os seus alunos onde fazer experiência formativa, sempre bem acolhidos pelo vice-diretor padre Paquito. Fonte: Catolicos. Carmelitas: Carta do Prior geral por ocasião da festa de N. S. do Carmo Está se aproximando a festa de Nossa Senhora do Carmo (16 de julho) e padre Fernando Millán Romeral, prior geral da Ordem dos Carmelitas, escreve à família religiosa uma carta em que expressa suas felicitações e convida todos os membros a celebrar a festa começando com a novena (07-15 de julho). “A dimensão mariana”, inicia, é “um dos elementos constitutivos da espiritualidade carmelita” e, também se vivida “com modalidades e expressões diferentes de acordo com os lugares e as culturas, ela é algo que nos une, nos caracteriza, nos distingue”. Quanto os pontos lembrados. Primeiramente, o V Centenário do nascimento de Santa Teresa de Jesus, grande devota de Nossa Senhora do Monte Carmelo; em seguida, o Ano dedicado à Vida Consagrada, que ainda está sendo celebrado; em terceiro lugar são Simão Stock, “inseparavelmente unido à tradição e à devoção do Escapulário do Carmo”, no 750º de sua morte; por fim, o arcebispo Oscar Arnulfo Romero, beatificado em maio deste ano, que, destaca o prior, “durante seu ministério episcopal, pelo menos em três ocasiões, quis se referir, usando palavras muito bonitas, à Nossa Senhora do Carmo e às celebrações do dia 16 de julho”. No final de sua carta, p. Romeral apresenta o texto da novena preparada pelo p. Joseph com texto de vários carmelitas que colaboram na página web da Ordem www.ocarm.org Fonte: Catolicos. Card. Turkson: Ouvir os movimentos sociais como protagonistas “Terra, casa e trabalho. Direitos sagrados. Bens primários. O encontro dos movimentos populares que de 7 a 9 de julho será realizado em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, e será concluído pelo Papa Francisco, colocará no centro esta problemática e será um importante momento da visita papal nesta região da América do Sul”. Para o Cardeal ganense, Peter Turkson, Presidente do Pontifício Conselho para a Justiça e a Paz - que junto à Pontifícia Academia das Ciências Sociais colaboram para a realização deste evento - trata-se de um fato particularmente significativo neste momento para a América Latina. A reunião destas organizações populares formadas por campesinos, catadores de papel, trabalhadores informais, migrantes trabalhadores sem-terra, habitantes das periferias urbanas e assentamentos, coordenada pelo advogado argentino Juan Grabois, dá sequência ao primeiro e inédito encontro com os diversos delegados destas realidades marginalizadas, realizado no Vaticano em outubro passado. Um fato notável, “sem precedentes”, que teve comentários positivos vindos de diversos líderes que participaram do encontro no Vaticano e viajam agora à Bolívia. Em Santa Cruz de la Sierra, de fato, a cidade industrial por excelência da Bolívia, estarão reunidos mais de 1.500 delegados, a maioria provenientes do Brasil e da Argentina, mas também do Chile, Costa Rica, Colômbia, Haiti, República Dominicana, México, Equador, El Salvador, Estados Unidos, Índia, Quênia, Itália, entre outros. Os delegados, entre os quais o brasileiro João Pedro Stédile, histórico coordenador do Movimento dos Sem-Terra, havia agradecido ao Papa Francisco pelo seu acompanhamento e proximidade “não somente por quem sofre a injustiça, mas também em relação a todos que se organizam e lutam para superá-la”. “O primeiro encontro foi muito desejado pelo Papa, pelo seu conhecimento pessoal desta realidade e de alguns de seus líderes na Argentina”, explica o Cardeal Turkson. “E naquela reunião, exprimia com clareza o seu desejo e o seu projeto, já antecipando alguns temas de sua encíclica”. Francisco traçou um perfil do evento, a sua natureza e os seus objetivos com estas palavras: “Este nosso encontro não responde a uma ideologia. Não se pode enfrentar o escândalo da pobreza promovendo estratégia de contenção que unicamente tranquilizam e transformam os pobres em seres domesticados e inofensivos”. “Este nosso encontro – prosseguiu o Papa na ocasião – responde a um anseio muito concreto, algo que qualquer pai, qualquer mãe, deseja para os próprios filhos; um anseio que deveria estar ao alcance de todos, mas que hoje vemos com tristeza sempre mais distante da maioria das pessoas: terra, casa e trabalho. É estranho, mas se falo disto para alguns, o Papa é comunista. Não se compreende que o amor pelos pobres está no centro do Evangelho. Terra, casa e trabalho, aquilo pelo qual vocês lutam, são direitos sagrados. Exigir isto não é estranho, mas é a doutrina social da Igreja”. “Queremos que se escute a vossa voz que, no geral, se escuta pouco” – havia dito ainda o Papa Francisco – porque perturba, cansa e porque se tem medo das mudanças que exige. “Para nós – sublinha o Presidente do Pontifício Conselho para a Justiça e a Paz ao Jornal Avvenire – foi muito importante ouvir estes grupos para compreender as causas da multiplicação dos excluídos no mundo e entender as suas perspectivas de solução das diversas situações. Não os convidamos para vir aqui para instruir ou educar ou formularmos soluções para eles. Ouvimos aquilo que têm a dizer e assim se tratou também de reconhecê-los como protagonistas, promovendo a rede dos contatos entre os diversos grupos que nos leva agora a este segundo encontro na Bolívia”. “No contexto desta viagem serve, sobretudo, para despertar. Despertar os governos e as consciências. Porque existem tantos cidadãos, que apesar da presença de estruturas e de um governo democrático, se encontram nesta situação de marginalização? Por que se expande este fenômeno da exclusão? E por que, portanto, existe o espaço para estes movimentos? É necessário perguntar. É necessário questionar isto com clareza”. “A Igreja, por primeiro, escuta estas pessoas porque é chamada a estar atenta à realidade das pessoas e por isto acompanha estes grupos que são um sinal de resgate da própria dignidade. O nosso – explica o Cardeal – é um convite a não resignarmo-nos. Se alguém se encontra na situação de estar sem casa, sem terra e sem trabalho não pode resignar-se, não pode dizer que isto é o meu destino, pois este não é o destino de ninguém. Todos fomos criados com a vocação ao desenvolvimento”. Fonte: Catolicos. "Depois de cem anos, nós, armênios, ainda sofremos as consequências do genocídio" Dom Raphael Minassian fala da reação da sua comunidade às declarações do papa Francisco no aniversário do massacre "Tínhamos certeza de que o papa ia recordar o genocídio. E a coragem dele mudou a atitude do mundo inteiro", declarou dom Raphael Minassian, bispo católico armênio da Europa do Leste, à fundação Ajuda à Igreja que Sofre. O prelado sublinhou que Francisco "nos estimulou à reconciliação: um ato de elevadíssimo valor educativo, espiritual e humano que nos ajuda a recuperar o que perdemos". Dom Minassian pertence à primeira geração depois do genocídio. Ele explica que mesmo os armênios que não testemunharam pessoalmente o massacre de 1915 são afetados até hoje. "Algumas atitudes psicológicas, como o medo instintivo diante de um guarda armado, foram e serão transmitidas à segunda e à terceira geração". O bispo não tem dúvidas sobre a responsabilidade da Turquia. "É suficiente notar que o governo Erdogan não controla as suas fronteiras. Após cometer aquele crime atroz em 1915, a Turquia nunca mudou. Eu não entendo como a Europa e a América podem dar tanta consideração a um país como aquele". Recentemente em Roma para a plenária anual das Obras de Ajuda às Igrejas Orientais, Minassian falou da situação da sua comunidade. Apesar de ter jurisdição sobre países da Europa Central e Oriental, como a Polônia, a Romênia, a Hungria, a Eslováquia e a República Tcheca, e de outras nações que faziam parte da União Soviética, o prelado guia principalmente a comunidade armênia na Federação Russa, na Geórgia e na própria Armênia. "Nesses dois últimos países, os fiéis são mais pobres e mais necessitados de ajuda" comenta Minassian. Mas cada um dos países enfrenta diversas dificuldades. Na Rússia, por exemplo, a Igreja armênia não tem nenhum status jurídico; na Geórgia, mantém relações complicadas com a Igreja ortodoxa. "Na Armênia, a cooperação com a Igreja apostólica é perfeita, porque não existem diferenças litúrgicas nem sacramentais". Ainda assim, a Igreja armênia não tem espaço suficiente. "Nas paróquias não há salas nem escritórios. Tudo ocorre dentro da igreja. Muitas vezes, os sacerdotes são forçados a celebrar em salas de aula, e, assim, corremos o risco de ser considerados como uma seita". A Igreja católica também não tem o direito de oferecer educação religiosa. Somente à Igreja apostólica é permitido ensinar nas escolas; e não a catequese, mas a história da Igreja armênia. Fonte: Zenit Francisco abençoa o nobre povo equatoriano na Catedral de Quito Santo Padre concluiu seu segundo dia no Equador O Santo Padre Francisco concluiu o segundo dia de sua viagem apostólica à América Latina na segunda-feira por volta das 20:30. Depois de um intenso programa que incluiu uma visita à cidade de Guayaquil, de volta para Quito, o Papa visitou o presidente Rafael Correa, no palácio presidencial e concluiu o dia na Catedral. Centenas de pessoas se reuniram na Catedral. Animadas, elas cantavam enquanto esperavam a bênção e palavras do Papa. Ao chegar, Francisco foi recebido pelo reitor. Dentro da igreja, ele parou alguns minutos para rezar e deixou um buquê de flores diante de uma imagem de Nossa Senhora. Depois, falou aos fiéis que o aguardavam. Embora fosse esperado a leitura de um discurso, o Papa escolheu improvisar uma breve saudação. Assim, Francisco concedeu a bênção a todos os presentes, as suas famílias e pessoas queridas. “Para este grande e nobre povo equatoriano, para que não haja diferenças, exclusões; que não haja descartados, que todos sejam iguais e incluídos; para que ninguém fique fora desta grande nação equatoriana”. No final, todos rezaram uma Ave Maria. Depois, como de costume, o pontífice pediu: "Por favor, rezem por mim". Fonte: Zenit Papa Francisco encontra seu amigo Padre Paquito Na segunda-feira, Francisco almoçou com os jesuítas no Colégio Javier e se reuniu com o presidente Correa no Palácio de Carondelet Na segunda de manhã, o Papa Francisco foi para Guayaquil, a maior cidade do Equador, localizada na costa do Pacífico. Depois de celebrar a Missa no Parque Los Samanes, o Papa almoçou no Colégio Javier, dos Jesuítas, onde foi recebido pelo amigo Padre Paquito, um sacerdote espanhol de 91 anos, que o atual pontífice conheceu na década de oitenta no país andino. O Pontífice chegou ao colégio as 14:27 (hora local) e foi recebido na porta por um grupo de jovens vestidos com uniforme escolar, cinco deles se aproximaram e lhe ofereceram alguns presentes. Em seguida, ele foi para uma residência próxima, onde o aguardava Padre Francisco Cortes, mais conhecido como Padre Paquito, um jesuíta nascido em Málaga dia 10 de julho de 1924, que foi para o Equador em 1963 para trabalhar nesta instituição. Quando os dois se encontraram eles se abraçaram e conversaram ali por um momento, em seguida, eles entraram numa sala onde o almoço estava servido. A responsável pela cozinha foi Angela Guaman, 47 anos, que trabalha na escola há 13 anos. De acordo com a mídia local, durante a refeição foi servido "ceviche de camarão, frango e carne assada". A comunidade do Colégio Javier é formada por seis religiosos da Companhia de Jesus, mas na hora do almoço estavam presentes pelo menos vinte pessoas. No final do encontro, o Papa percorreu rapidamente uma distância de 13 quilômetros até a base aérea de Simon Bolivar. A bordo do papamóvel branco, sorrindo, muito feliz, Francisco acenou incansavelmente, agradecendo o carinho de cada pessoa que estava nas ruas de Guayaquil lançando pétalas, buquês de flores e balões. O Papa chegou no aeroporto as 16:38 e imediatamente entrou no Airbus A330 da Alitalia. Os guardas que acompanharam o Pontífice se comprometeram a recolher os buquês e outros presentes jogados durante o percurso de despedida daquela cidade. De volta a Quito, às 19:00 Francisco realizou uma visita de cortesia ao presidente Rafael Correa no Palácio de Carondelet, sede do Executivo, localizado no centro histórico da cidade, catalogado em 1978 como Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO. No final do encontrou houve a tradicional troca de presentes e a apresentação de familiares e outras autoridades do presidente. Rafael Correa se despediu do Santo Padre no pátio do Palácio Presidencial. Depois, o Papa percorreu a pé cerca de 50 metros até a Catedral de Quito. Fonte: Zenit Do dia 06/7 – segunda-feira Recuperar a alegria em família, exortação do Papa Francisco na missa em Guayaquil Guayaquil (RV) – Uma missa dedicada ao amor e à alegria em família, celebrada no Parque Los Samanes, em Guayaquil, após visitar o Santuário da Divina Misericórdia, foi o ponto alto da visita do Papa Francisco ao Equador nesta segunda-feira. O Santo Padre deixou a Nunciatura Apostólica em Quito às 8 horas, dirigindo-se ao Aeroporto Internacional, onde, a bordo de um A330 da Alitália, voou até Guayaquil, a maior cidade do Equador. Após 50 minutos de voo, foi recebido pelo Arcebispo Dom Antonio Arregui Yarza e autoridades locais e imediatamente dirigiu-se ao Santuário Nacional da Divina Misericórdia de Guayaquil, para uma breve visita. No local estavam presentes centenas de fieis, anciãos e doentes. Maria e o episódio das Bodas de Caná guiaram a reflexão do Papa Francisco. “As Bodas de Caná se repetem em cada geração, em cada família, em cada um de nós” e “Maria está atenta àquelas bodas já iniciadas, é solícita pelas necessidades dos esposos, não se fecha em seu mundo”, disse o Papa. O vinho é sinal de alegria, de amor, de abundância: “Quantos dos nossos adolescentes e jovens percebem que, em suas casas, há muito que não existe nenhum! Quantas mulheres, sozinhas e tristes, se interrogam quando foi embora o amor, quando se diluiu da sua vida! Quantos idosos se sentem deixados fora da festa das suas famílias, abandonados num canto e já sem beber do amor diário. A falta de vinho pode ser efeito também da falta de trabalho, doenças, situações problemáticas que as nossas famílias atravessam. Maria não é uma mãe “reclamadora”, não é uma sogra que espia para se consolar com as nossas inexperiências, erros ou descuidos. Maria é simplesmente mãe! Permanece ao nosso lado, atenta e solícita. Maria é mãe!” E é nesse momento que Maria se dirige com confiança a Jesus e reza. A sua solicitude pelas necessidades dos outros apressa a “hora” de Jesus. Maria nos ensinou a deixar as nossas famílias nas mãos de Deus; ela ensinou a rezar, alimentando a esperança que nos indica que as nossas preocupações também preocupam Deus: “Rezar sempre nos arranca do perímetro das nossas preocupações, nos fazendo transcender aquilo que nos magoa, agita ou falta a nós mesmos para nos colocarmos na pele dos outros, calçarmos os seus sapatos. A família é uma escola onde a oração também nos lembra que há um nós, que há um próximo vizinho, evidente: vive sob o mesmo teto, compartilha conosco a vida e se faz necessitado”. Maria, finalmente, age. As palavras “fazei o que Ele vos disser”, dirigidas aos serventes, são um convite dirigido também a nós para nos colocarmos à disposição de Jesus – observou o Papa - que veio para servir e não para ser servido. O serviço é o critério do verdadeiro amor. E isso se aprende especialmente na família, onde nos tornamos servidores uns dos outros por amor. No seio da família, ninguém é descartado; Todos valem o mesmo: “Na família, “se aprende a pedir licença sem servilismo, a dizer „obrigado‟ como expressão duma sentida avaliação das coisas que recebemos, a dominar a agressividade ou a ganância, e a pedir desculpa quando fazemos algo de mal. Esses pequenos gestos de sincera cortesia ajudam a construir uma cultura da vida compartilhada e do respeito pelo que nos rodeia”. A família é o hospital mais próximo, a primeira escola das crianças, o grupo de referência imprescindível para os jovens, o melhor asilo para os idosos. A família constitui a grande “riqueza social” que outras instituições não podem substituir, devendo ser ajudada e reforçada para não perder jamais o justo sentido dos serviços que a sociedade presta aos cidadãos. Com efeito, esses serviços que a sociedade oferece aos cidadãos não são uma espécie de esmola, mas uma verdadeira “dívida social” para com a instituição familiar, que é a base e que tanto contribui para o bem comum de todos”. A família também constitui uma pequena Igreja, uma “Igreja doméstica” que, juntamente com a vida, canaliza a ternura e a misericórdia divina. Na família, a fé se mistura com o leite materno: experimentando o amor dos pais, sente-se envolvido pelo amor de Deus: “E, na família, os milagres se fazem com o que há, com o que somos, com aquilo que a pessoa tem à mão. Muitas vezes não é o ideal, não é o que sonhamos, nem o que “deveria ser”. Tem um detalhe para se fazer pensar. O vinho novo das bodas de Caná nasce das talhas de purificação, isto é, do lugar onde todos tinham deixado o seu pecado”. O Papa recordou então do Sínodo Ordinário dedicado às famílias, a ser realizado para amadurecer um verdadeiro discernimento espiritual e encontrar soluções concretas para as inúmeras dificuldades e importantes desafios que a família deve enfrentar nos nossos dias. E pediu orações por uma intenção particular: “Para que, mesmo aquilo que nos pareça impuro, nos escandalize ou espante, Deus – fazendo-o passar pela sua “hora” - possa milagrosamente transformá-lo. A família hoje precisa desse milagre”. Francisco observou, que a boa nova que ensina esta passagem, é que o melhor dos vinhos ainda está por ser bebido, o mais gracioso, profundo e belo para a família ainda está por vir: “Ainda está por vir o tempo em que saboreamos o amor diário, onde os nossos filhos redescobrem o espaço que partilhamos, e os mais velhos estão presentes na alegria de cada dia. O melhor dos vinhos está na esperança, está para vir a cada pessoa que aposta no amor. Precisamos apostar no amor! E ainda está por vir, mesmo que todas as variáveis e estatísticas digam o contrário; o melhor vinho ainda está por vir para aqueles que hoje veem desmoronar tudo. Murmurai até acreditá-lo: o melhor vinho está por vir; e sussurrai-o aos desesperados ou que desistiram do amor. Deus sempre Se aproxima das periferias de quantos ficaram sem vinho, daqueles que só têm desânimos para beber; Jesus Se sente inclinado a desperdiçar o melhor dos vinhos com aqueles que, por uma razão ou outra, sentem que já lhes romperam todas as talhas”. Como Maria nos convida, façamos “o que Ele nos disser” e agradeçamos por, neste nosso tempo e na nossa hora, o vinho novo, o melhor, nos faça recuperar a alegria de viver família. Após a celebração, o Pontífice visitou o Colégio Javier, da Companhia de Jesus, onde almoçou com os jesuítas da comunidade. Fonte: Rádio Vaticano Pe. Lombardi: encontro profundo entre o Papa e povo equatoriano O Papa Francisco se encontra no Equador em sua 9ª Viagem Apostólica internacional que teve início neste domingo (05/07). O Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé e da Rádio Vaticano, Pe. Federico Lombardi, concedeu uma entrevista à nossa emissora sobre o clima que se viveu no avião com os jornalistas na ida ao Equador. “Foi uma viagem serena, segundo o esquema que o Papa usa durante a viagem de ida: encontro com os jornalistas, que não é um encontro tipo coletiva de imprensa com respostas a perguntas comuns, mas uma passagem cumprimentando cada um de perto, pessoalmente. É um momento bonito e importante porque cria comunidade, cria comunhão entre o Papa e os comunicadores que, de alguma forma, são chamados a ajudar o Papa em sua missão, multiplicando as vozes, multiplicando as mensagens. O Papa consegue suscitar isso muito bem através da relação pessoal muito agradável e que entra nos corações. Este foi o momento, do ponto de vista comunicativo, principal desta longa viagem, em que depois o pontífice pode se descansar, preparar os seus discursos e rezar, como faz nessas ocasiões.” O que senhor diz sobre o primeiro discurso do Papa Francisco nesta primeira etapa dos três países que visitará? “O Papa é muito consciente do momento histórico que estes países vivem e da importância de ajudá-los a se orientar bem no caminho do desenvolvimento verdadeiro, da dignidade humana e do bem comum, um desenvolvimento que seja inspirado pela fé cristã. O Papa disse que o Evangelho oferece chaves para enfrentar os problemas que existem nesses países. Naturalmente, o pontífice pensa no crescimento da justiça, da integração comunitária das minorias ou das pessoas marginalizadas e dos grupos desfavorecidos e assim por diante. O Papa dá uma mensagem e um impulso muito forte que pode ajudar a encontrar a direção justa quando as direções talvez são justas, mas precisam ser corrigidas em vários aspectos. Uma perspectiva muito positivo. O Santo Padre proferiu palavras bonitas ao povo equatoriano “que com tanta dignidade se levantou”. Reconhece que está fazendo um esforço, está obtendo resultados. Naturalmente, é um caminho que deve ser continuado e aperfeiçoado para que o desenvolvimento seja pleno, digno da pessoa humana e da participação comunitária de todos, e assim por diante.” O senhor chegou há poucas horas e obviamente não viu muito, mas existe algo que o impressionou na chegada? “Impressionou-se positivamente o que de alguma maneira estávamos esperando, ou seja, o afeto, a alegria do povo ao receber o Papa que é visto como um Papa da família, um Papa próximo, um Papa que fala a este povo de forma espontânea, simples e concreta. O acolhimento maravilhoso ao longo das estradas de Quito hoje manifesta o que continuaremos a ver nos próximos dias: o encontro profundo entre o Papa e o povo, não um encontro superficial, mas um encontro profundo. Isso se vê também nos rostos e comportamentos das pessoas, em seus sorrisos e lágrimas de emoção. Acredito que o Papa, que se sente muito o tema do povo como experiência comunitária, também no viver a fé, a religiosidade popular, no traduzir a fé em realidade concreta na vida cotidiana, poderá viver dias de encorajamento para ele e para os outros nesta comunidade, nesta comunhão de pastor com um povo grande que o escuta e o entende.” (MJ) Fonte: Rádio Vaticano No Santuário, oração e descontração com doentes e idosos Guayaquil (RV) – O Papa Francisco visitou segunda-feira (06/07) o Santuário da Divina Misericórdia em Guayaquil, onde rezou a „Ave Maria‟ com centenas de pacientes com câncer, idosos e pobres e em seguida brincou dizendo que „não iria cobrar por sua bênção‟. Cerca de 2000 pessoas receberam com entusiasmo o Papa, a quem um menino quase tocou o rosto quando passou entre os participantes. Logo depois, ele se curvou para um paciente deitado em uma maca no chão para abençoá-lo. Em seguida, rezou silenciosamente diante da imagem do Senhor da Divina Misericórdia e se dirigiu ao público. "Vou rezar por cada um de vocês, vou dizer ao Senhor que ele sabe os seus nomes e vou pedir a Jesus muita misericórdia para cada um de vocês, e também para Nossa Senhora, que está sempre ao seu lado”. Ainda brincando, Francisco explicou que o bispo (Arcebispo Antonio Arregui Yarza, de Guayaquil) lhe disse que tinham que respeitar o horário, e portanto, era hora de ir-se. E acrescentou: “Antes de ir, vou abençoá-los, mas não vou cobrar nada. Peço, porém, o favor de rezarem por mim, prometem-me?” e as pessoas responderam com um „sim‟ retumbante. O Papa e sua comitiva deixaram o Santuário e se dirigiram ao Parque de Los Samanes, aonde celebrou a primeira missa desta viagem. Fonte: Rádio Vaticano A Laudato Si' e as empresas Diretor de associação industrial italiana fala da encíclica do Papa Francisco Nunca uma encíclica teve o impacto e a relevância da Laudato Si', do papa Francisco. Esta é a primeira encíclica em que se encaram de maneira abrangente os problemas ambientais. Há pelo menos 20 anos, perguntava-se dentro da Igreja como explicar a ecologia humana em todas as suas formas e, mesmo antes da publicação, havia muitas expectativas diversas pela manifestação da Igreja. O tema da ecologia divide o mundo inteiro: ecologistas contra indústrias, defensores dos animais contra pecuaristas e laboratórios farmacêuticos, agricultores contra ambientalistas radicais, petroleiras contra organizações ambientais, crentes contra evolucionistas... Apesar das opiniões diferentes, um primeiro resultado da encíclica de Francisco tem tido efeito positivo: o papa foi além dos conflitos e divisões e propôs uma visão unificada. Zenit entrevistou Massimo Medugno, diretor geral da Assocarta, associação que representa as empresas produtoras de papel e papelão na Itália, sobre o impacto da Laudato Si‟. *** O que você acha da encíclica Laudato Si'? É uma oportunidade única para os crentes e para os "homens de boa vontade" refletirem de forma integrada sobre a ecologia. Ela me oferece, além disso, a oportunidade de voltar a me aproximar da “ecologia integral” e recuperar um pouco de “serena harmonia”. Quais as partes do texto que mais o impactaram favoravelmente? Muitas... Como poderia ser de outra forma? A parte sobre o Evangelho como Criação e, neste contexto, o lembrete do valor peculiar do ser humano e da sua criatividade, abordado no capítulo V, sobre algumas linhas de ação. São desafiadoras também as passagens dedicadas ao diálogo e à tomada de decisões. Além disso, é claro, o capítulo final sobre a educação e a espiritualidade ecológica. Essas reflexões do papa me impactam porque sublinham que o homem não é o problema, mas a solução através do exercício da responsabilidade. Neste sentido, a afirmação do "papel especial" dos habitantes do lugar onde se quer realizar um projeto é um tema atual e que implica a responsabilidade não só dos tomadores de decisão, mas também das comissões e dos cidadãos envolvidos na decisão e que devem "ser devidamente informados". Tem a ver com o tema de que a regra pode produzir efeitos significativos e duradouros se for baseada nas motivações justas, mas eu acho que há também um "lembrete" aos legisladores para tornarem as regras claras e inteligíveis; em suma, uma espécie de ecologia das normas. E quais são, na sua opinião, as partes da encíclica que poderiam levantar preocupações? Quando se fala do ato de adquirir como um ato moral e não só econômico, eu estou perfeitamente de acordo, mas acho que esta mensagem precisa ser apoiada por muita, muita informação de boa qualidade. Às vezes, também me parece que, de acordo com a encíclica, o empresário teria uma tendência a fugir das demandas (185): na minha experiência, os empreendedores são homens “do território” e empreendem porque, antes de tudo, acreditam no seu "ofício", na sua função social. Se por “preocupações” você quer dizer “questionamentos”, acho ótimo que sejam muitos e abundantes os questionamentos. Na minha opinião, uma das funções da encíclica é a de criar um debate sobre o tema da ecologia, fundamentado numa base cultural mais sólida. Em outras palavras, a ecologia, bem como as finanças, não são fins, mas ferramentas. Qual é a sua avaliação do texto como diretor da Assocarta e como pessoa espiritualmente sensível? Para mim, as duas avaliações coincidem (na esperança de ser uma pessoa sensível). As ciências empíricas nos ajudam e nos fazem ficar dentro da área do que sabemos. Os princípios éticos, a sensibilidade espiritual devem nos ajudar a compreender a razão das coisas... Até porque, muitas vezes, a realidade que nos rodeia parece mais pontilhada do que claramente traçada. As afirmações da encíclica de que o digital em excesso sufoca a "sabedoria" (47) e que a estratégia dos créditos de emissão de gases poluentes deu origem a novas formas de especulação (171) não podem deixar de ser reconhecidas. O que você acha da cultura do "descarte", mencionada várias vezes? Eu me limito, é claro, aos aspectos industriais. Como setor, ao longo dos anos, nós temos feito progressos em matéria de economia e reciclagem. Por exemplo, hoje, a maior parte do papel na Itália e na Europa não é jogada fora sem ser reciclada. A indústria do papel na Itália cuida dos próprios produtos com uma taxa de recolhimento de mais de 62% do papel reciclável e uma taxa de utilização de mais de 54% em relação ao setor em geral. Com uma taxa de reciclagem de 90%, o papelão para embalagens ajuda a transportar mercadorias usando como matéria-prima o papel que foi recolhido, muitas vezes, nas imediações de áreas industriais: uma caixa de papelão corrugado volta à produção em apenas 14 dias! Sem mencionar que o consumo per capita de papel entre os italianos, quanto a emissões de CO2, equivale a percorrer 700 quilômetros de carro. Fonte: Zenit Família: "Defendamos Nossos Filhos" se torna comitê permanente na Itália Decisão foi tomada para dar continuidade à batalha cultural contra a ideologia de gênero O comitê civil italiano “Defendamos Nossos Filhos”, nascido especificamente para realizar as históricas manifestações pró-família do dia 20 de junho em Roma, tornou-se um órgão permanente. Seu objetivo é "manter a atenção pública focada na educação das crianças e na defesa dos seus direitos, em primeiro lugar o de crescer em uma família com um pai e uma mãe", declara um comunicado de imprensa do comitê. "Não podemos deixar sozinhas as famílias que pedem ajuda, conscientes da grande batalha cultural que está sendo travada pelos seus filhos", observam os organizadores do evento. Com uma estrutura colocada sempre à sua disposição, os pais italianos poderão informar-se sobre como agir "se perceberem que os seus filhos estão sendo submetidos a doutrinação na ideologia de gênero". Mães e pais continuarão sendo os principais responsáveis pela educação dos filhos, "sabendo que, nesta batalha cultural, é na sua casa que acontece a resistência mais importante". Com uma "estrutura necessariamente restrita para conseguir se manter operacional", o comitê está aberto à contribuição de "movimentos, associações, espiritualidades e indivíduos que quiserem dar uma mão". Apesar de dispor apenas de "meios materiais risíveis", o comitê permanente quer tentar "conter uma cultura que, por vezes, parece levar a melhor" na tentativa de mudar "a própria ideia de homem". Agradecendo a todas as famílias, muitas delas com crianças pequenas, que fizeram sacrifícios para participar do evento em Roma, o comitê afirma: "É graças a vocês que, agora, a nossa „praça‟ pode participar com autoridade no debate público e dialogar com a política para que ela produza leis de proteção às crianças, com o poder de um evento histórico do qual não se tem memória nos últimos anos em nosso país". Fonte: Zenit Uma menina paraguaia pede para o Papa ser seu pai Em uma carta Kiara explica ao Papa que seus pais estão na prisão por causa das drogas. A menor de nove anos poderá cumprimentar o Pontífice durante a sua visita ao Banhado Norte, uma região pobre de Assunção "Eu gostaria que você fosse o meu pai para sempre, porque o meu pai e minha mãe estão na prisão, te amo...”. Este é o pedido ao Papa Francisco de Kiara, uma menina de 9 anos que mora no Banhado Sul, região situada às margens do rio Paraguai, e que está muito perto do aterro de lixo Cateura de Assunção. Em uma carta comovente, escrita à mão, a menor reconhece que gostaria de sentir-se amada, ter uma mãe, um pai, um lar. A iniciativa de escrever para o Santo Padre surgiu do coordenador logístico da visita papal no Banhado Norte, Luis Fretes, que teve a ideia de que todas as crianças do Banhado Sul escrevessem as suas próprias cartas, que ele próprio se encarregaria de entregar ao Pontífice, já que Francisco não visitará esta região da ribeira. No total, 2.300 crianças escreveram as suas cartas, e, entre todas, destacou a de Kiara. “Somente escrevi o que me falava o coração, já que não tenho nem mãe, moro com os meus avós e se chego a ver e falar, com o Papa, pedirei também que tire a minha mãe da prisão”, explicou a menina que está na escola San Blas de Fe e Alegria. Sua mãe está na prisão há dois anos por causa do microtráfico, assim como seu padrasto, que a criou desde que ela tinha três anos. Do seu pai biológico se sabe pouco, já que emigrou há muito tempo, disse à imprensa local a família da menor. Centenas de crianças dos Banhados não só moram no meio da miséria e das inundações, mas também são vítimas da venda e consumo de droga, especialmente o crack. As pessoas moram em barracos de compensado e chapas de zinco, e cada vez que as chuvas torrenciais provocam o transbordamento do rio Paraguai, as ruas de terra tornam-se atoleiros intransitáveis. O Banhado Norte é uma das áreas de extrema pobreza que o papa visitará durante sua passagem pelo Paraguai. Naquele dia Kiara será apresentada a Francisco acompanhada por seu diretor, Germán Acevedo. Enquanto isso, Magdalena Ramos espera chamar a atenção do Papa quando visite a pequena capela de paredes nuas no Banhado Norte, para que ajude o seu filho, cujos problemas neurológicos congênitos o colocaram na cama. “Gostaria que o Papa o visse e pedisse uma doação de cadeira de rodas e tratamento médico”, disse a mulher de 51 anos, que está desempregada. Fonte: Zenit Presidente do Equador ao Papa: “O grande pecado social da América é a injustiça” Em seu discurso de boas-vindas, Correa falou sobre justiça social e destacou os “extraordinários pastores” que a Igreja deu ao continente "Bem-vindo, Papa Francisco, à nossa América, à sua América, este tesouro da Pátria Grande, chamado Equador, que o recebe com os corações de todos os equatorianos transbordando de alegria e esperança”. Esta foi a saudação inicial do presidente Rafael Correa na chegada do pontífice ao Equador. Em seu discurso de boas-vindas, o presidente destacou que “o Equador ama a vida”, indicando que a Constituição do país reconhece e garante a vida, incluindo o cuidado e a proteção desde a concepção, reconhece e protege a família como núcleo fundamental da sociedade e se compromete em cuidar da casa comum. Além da diversidade da flora e fauna, ele destacou a diversidade de culturas. “Nós também temos uma maioria mestiça, 14 nacionalidades indígenas com suas línguas ancestrais, incluindo dois povos isolados, que optaram pelo isolamento voluntário no coração da floresta virgem”. A Constituição define o Equador “como um Estado unitário, mas plurinacional e multicultural”. Depois de ilustrar o Equador, o presidente Rafael, demonstrando senso de humor, disse: “os argentinos muito orgulhosos dizem que „o Papa é argentino'; minha querida amiga Dilma Rousseff, presidente do Brasil, diz 'bem, o Papa é argentino, mas Deus é brasileiro‟. É claro que o Papa é argentino, Deus pode ser brasileiro, mas com certeza o paraíso é equatoriano". Retomando o tom mais formal da visita papal, o presidente comentou que “o grande pecado social da nossa América é a injustiça”. E lançou o questionamento: “Como podemos ser o continente mais cristão do mundo sendo o mais desigual? Quando um dos sinais mais recorrentes do Evangelho é dividir o pão?”. “A fundamental questão moral na América Latina é precisamente a questão social” – reiterou-. Para o presidente, pela primeira vez na história, a pobreza e a miséria no continente “não são consequência da falta de recursos, e sim de sistemas políticos, sociais e econômicos perversos”. Depois de citar a questão da justiça social, elogiando a recente encíclica 'Laudato Si', Correa citou a tragédia da migração. “A solução, como tantas vezes o senhor sugeriu, não são mais fronteiras; é a solidariedade”. “Criar condições para que a prosperidade e a paz desencorajem as pessoas a migrar”, afirmou o presidente. Por fim, o presidente Rafael agradeceu ao Santo Padre por conhece-lo e por poder recebe-lo em seu país e citou a passagem do Evangelho „onde estiver o teu tesouro, aí também estará o teu coração‟, para dizer que o seu tesouro não é o poder, mas o serviço. O presidente ainda recordou que a Conferência Episcopal Latino-Americana, reunida em Medellín, disse que o episcopado "não pode ficar indiferente às tremendas injustiças sociais existentes na América Latina”, onde a maioria do povo se encontra em “uma dolorosa pobreza e, em muitos casos, em uma miséria desumana”. “Um clamor brota de milhões de homens pedindo a seus pastores uma libertação que não lhes chega de nenhuma parte”, disse ele. O presidente do Equador concluiu recordando os “pastores extraordinários” da Igreja na América Latina, “como o arcebispo Óscar Arnulfo Romero, mártir da nossa América recentemente beatificado pelo senhor; Leonidas Proaño, bispo dos índios, que lutou pela verdade, pela vida, pela liberdade, pela justiça, pelos valores do reino de Deus, como ele os chamava. Nos deu Helder Camara: „Quando dou comida aos pobres, eles me chamam de santo‟; quando eu pergunto por que existem pobres, eles me chamam de comunista‟. Agora, a Igreja nos dá o senhor, Francisco, o primeiro papa latino-americano, com sua mensagem profética que se alguém quiser silenciar, as pedras clamarão. Bem-vindo à sua casa, Santo Padre”, afirmou. O Pontífice, por sua vez, agradeceu ao presidente - que por diversas vezes citou seus discursos, bem como sua Encíclica Laudato Si - pela “convergência de pensamento” e garantiu que o Equador pode “contar sempre com o empenho e a colaboração da Igreja”. Fonte: Rádio Vaticano Viagem de Papa é 'mediadora', diz Nobel da Paz O argentino Adolfo Pérez Esquivel, Prêmio Nobel da Paz de 1980, afirmou que a visita do papa Francisco à América Latina nesta semana assume um caráter político que é interpretado como "pastoral e mediador". Em entrevista ao jornal italiano "La Stampa", Esquivel disse que o líder da Igreja Católica resolveu visitar o Equador, Bolívia e Paraguai porque os considera "lugares em que a situação é mais crítica e onde há necessidade de uma figura como a sua, de mediador". "A sua intervenção é pastoral, mas, na visão de Francisco, nada é indiferente. Ele é uma pessoa concreta e sabe que, como missionário, não pode parar de ser um mediador", comentou o Nobel da Paz. "O Equador enfrenta dificuldades sérias. São meses de caos social e protestos contra a administração de Rafael Correa", disse o argentino, referindo-se à onda de manifestações contra o presidente do país, com quem Francisco terá uma reunião nesta segunda-feira (6), em Quito. Segundo Esquivel, na Bolívia, o presidente Evo Morales até agora "conseguiu achar um compromisso diante dos reclamos mais consistentes dos cidadãos, mas Francisco deverá falar da disputa que tem com o Chile pela saída ao mar". Fonte: Catolicos. P. Lombardi: comunhão do Papa com um grande povo que o escuta e entende No fim do primeiro dia do Papa Francisco no Equador, o enviado da Rádio Vaticano em Quito (Mario Galgano) entrevistou o diretor e porta-voz do Vaticano, Padre Federico Lombardi, no séquito papal. Padre Lombardi, antes de tudo, como foi a viagem, o voo de 13 horas, de Roma a Quito? Foi uma viagem muito serena, segundo o esquema que o Papa utiliza durante a viagem de ida: tem um encontro com os jornalistas, mas que não é um encontro do tipo "conferência de imprensa com respostas a perguntas comuns", mas é uma passagem para saudar de perto a cada um, pessoalmente. Acho que é um momento muito bonito e importante porque cria comunidade, cria comunhão entre o Papa e os comunicadores que, de alguma forma, são chamados à "missão" de ajudar o Papa na sua missão, multiplicando as suas vozes, multiplicando as suas mensagens. O Papa consegue suscitar isto muito bem com esta relação pessoal, que é muito apreciado e entra nos corações. Este foi o momento principal, do ponto de vista da comunicação, desta longa viagem, na qual o Papa pôde também também repousar, preparar os seus discursos, rezar, como acontece nestes casos. Já houve um primeiro discurso de boas-vindas, claro, do presidente do Equador, Rafael Correa, e o agradecimento por parte do Santo Padre. Pode dizer-nos alguma coisa sobre este primeiro discurso e o que foi dito e sublinhado, e que marcará esta primeira viagem aos três países que vai visitar? O Papa está muito consciente do momento histórico que estes países estão a viver e da importância de ajudá-los a orientar-se bem numa via de verdadeiro desenvolvimento - na dignidade humana, no bem comum - um desenvolvimento que é inspirado na fé cristã. O Papa disse que o Evangelho oferece chaves para enfrentar os problemas que estes países têm. Naturalmente o Papa pensa no crescimento na justiça, o crescimento na integração comunitária das minorias ou das pessoas marginalizadas ou grupos desfavorecidos e assim por diante. Portanto, o Papa dá uma mensagem e um impulso muito forte, que pode ajudar a encontrar a direção certa, a corrigir quando as direções são porventura certas mas precisam de ser reajustadas em diferentes aspectos. Uma perspectiva, pois, muito positiva, eu diria. O Papa disse bonitas palavras para o povo equatoriano, que "se levanta com dignidade." Ou seja, ele reconhece que eles estão a fazer esforço, e a obter resultados. É claro que é um caminho que deve ser continuado, aperfeiçoado, para que o desenvolvimento seja pleno, digno da pessoa humana, da participação comunitária de todos, e assim por diante. Chegou apenas há poucas horas atrás e, naturalmente, ainda não viu muito, mas há talvez alguma coisa que impressionou a si - ou também ao Santo Padre – nesta vinda, talvez algo inesperado, que talvez imaginava de outra forma? Fiquei impressionado positivamente com aquilo que, contudo, de algum modo esperávamos, felizmente, ou seja, este calor, esta alegria do povo ao receber o Papa, que é sentido como um Papa da família, um Papa próximo, um Papa que fala a este povo de modo espontâneo, simples, concreto. O acolhimento, portanto, já maravilhoso nas ruas de Quito esta noite, manifesta aquilo que certamente continuaremos a ver nos próximos dias, ou seja, este encontro profundo entre o Papa e o povo: não um encontro superficial, mas um encontro profundo. Isto vê-se também nos rostos e nas atitudes das pessoas, no seu sorriso e nas suas lágrimas de emoção. E creio que o Papa, que sente muitíssimo o tema do "povo" como experiência comunitária, mesmo na vivência da fé, na vivência da religiosidade popular, na tradução da fé em realidade concreta da vida quotidiana, poderá viver dias muito encorajadores para ele e para os outros nesta comunidade, nesta comunhão do pastor com um grande povo que o escuta e o entende. Fonte: Catolicos. Papa Francisco terá altar de espigas e cocos para missa no Paraguai Ao todo, 32 mil espigas de milho, mais de 200 mil pequenos cocos e milhares de sementes formam o altar, inspirado na cultura guarani, elaborado para a principal missa que o papa Francisco vai celebrar durante sua estadia no Paraguai. O autor da obra, o artista plástico Koki Ruiz, finalizou nesta semana a montagem do "altar do milho", como já é conhecido popularmente, no Parque Ñu Guasú, na Grande Assunção, onde está previsto que um milhão de pessoas assistam à missa de Francisco no próximo dia 12. O altar possui duas gigantescas imagens, uma de Santo Inácio, por ser o fundador da ordem jesuíta, e outra de São Francisco, por ser o santo escolhido por Jorge Bergoglio para inspirar seu trabalho à frente da Igreja. A estrutura tem mais de 25 metros de altura e 14 de comprimento e está sendo preparada há dois meses. No domingo passado ela foi levada da pequena cidade de San Ignacio, no departamento de Misiones, à capital Assunção, enquanto curiosos se amontoavam pelo caminho para vê-la passar. "Eles se despediam do altar como uma família se despede de um filho que sabe que não verá novamente. Como quando nossa gente emigrava para Buenos Aires", contou Ruiz. Durante a preparação, ele abriu um escritório em Misiones para que a população pudesse acompanhar o trabalho e contribuir com a construção. Daí surgiu a ideia de que as pessoas assinassem os mais de 200 mil cocos verdes presos à estrutura metálica. "Tornou-se um grande retábulo de fé, esperança e amor. Para nós, isto é a religiosidade popular", afirmou. Quase todos os cocos têm um ou vários nomes, pedidos, preces, e inclusive mensagens de pessoas de outros países que participaram através das redes sociais. Ruiz explicou que sua intenção é mostrar o sentimento do povo do campo. Para ele, a obra poderia ser enquadrada no estilo "barroco latino-americano carregado de sentimento". Ele escolheu usar o milho porque "representa a dignidade do trabalho do povo e de quem cuida da terra", e os cocos pela importância histórica no Paraguai. "O coco é abundante no Paraguai e era o alimento que as famílias pobres do campo enviavam a seus filhos obrigados a servir nas grandes guerras que o país viveu", explicou Ruiz. A artista lembrou que o trabalho é fruto do esforço de muita gente e está imensamente agradecido por ter recebido a missão de "homenagear o papa Francisco e os povos paraguaio e latinoamericano". "Ainda sinto o peso deste compromisso enorme", acrescentou. A missa na qual o papa utilizará o altar será feita no mesmo parque onde João Paulo II, único papa a visitar o Paraguai até hoje, reuniu milhares de fiéis, apesar da forte chuva, em 1988. Antes desta missa, o pontífice oficiará uma cerimônia, em 11 de julho, no santuário de Caacupé. A previsão é de que compareçam cerca de um milhão de pessoas. Francisco chegará ao Paraguai na próxima sexta-feira, depois de passar por Equador e Bolívia. Fonte: Catolicos. Papa quebra protocolo e reza com fieis em Quito Em seu primeiro dia no Equador, o papa Francisco surpreendeu o público ao deixar a sede da Nunciatura Apostólica, onde está hospedado em Quito, para rezar na rua com os fiéis, que estavam fazendo vigília. "Vou abençoá-los para que descansem e deixem dormir os vizinhos", teria dito Francisco, de acordo com relatos no Twitter dos presentes. O Papa rezou o "Pai Nosso" e voltou para a Nunciatura, deixando os fiéis emocionados. Fotos distribuídas nas redes sociais mostram o Papa com os braços abertos diante do público, em uma aparente quebra de protocolo. Também circulou na web a foto de um homem que conseguiu fazer um selfie com o Pontífice durante sua chegada ao aeroporto internacional de Quito, ontem (5). O líder da Igreja Católica ficará no Equador até a próxima quarta-feira (8), quando seguirá viagem para Bolívia e Paraguai. Hoje, ele vistará a cidade de Guayaquil, celebrará uma missa no Parque dos Los Samanes e se reunirá com o presidente equatoriano, Rafael Correa. Fonte: Catolicos. Do dia 05/7 – domingo Papa chega ao Equador: “América Latina tem dívida com os pobres” Após um voo de quase 13 horas desde Roma até a capital do Equador, o Papa Francisco voltou a pisar na América Latina depois de quase 2 anos. Ao chegar a Quito, em seu primeiro discurso, Francisco afirmou agradecer a Deus por poder voltar à América Latina e vir como “testemunha de misericórdia e fé... na linda terra do Equador”. “Visitei o Equador em diferentes ocasiões por motivos pastorais; e também hoje venho como testemunha da misericórdia de Deus e da fé em Jesus Cristo”, disse Francisco. Ao recordar santos e beatos da história equatoriana, o Pontífice fez uma exortação: “Hoje, também nós podemos encontrar no Evangelho as chaves que nos permitam enfrentar os desafios atuais, avaliando as diferenças, fomentando o diálogo e a participação sem exclusões, para que as realizações alcançadas no progresso e desenvolvimento possam garantir um futuro melhor para todos, prestando especial atenção aos nossos irmãos mais frágeis e às minorias mais vulneráveis que é a dívida que toda a América Latina tem”. Metáfora da Igreja Ao recordar que no Equador está o ponto da Terra mais próximo ao espaço exterior – o Chimborazo – o Papa Francisco fez uma metáfora sobre a Igreja. “O Chimborazo, é chamado por essa razão o lugar „mais próximo do sol‟, da lua. E a lua não tem luz própria. E se a lua se esconde do sol, se escurece. O sol é Jesus Cristo, e se a Igreja se aparta ou se esconde de Jesus Cristo, se escurece e não dá testemunho”, advertiu Francisco improvisando. (RB) Fonte: Rádio Vaticano Papa aos jornalistas: “trabalho árduo mas que pode fazer o bem” O Papa fez uma breve saudação aos jornalistas a bordo do voo papal antes da chegada a Quito. “Bom dia, desejo a todos uma boa viagem. Obrigado pelo trabalho que vocês farão, que é um trabalho muito árduo, mas que pode fazer muito bem, para noticiar o que acontece durante a viagem. Obrigado por tudo, nos veremos nestes oito dias”. A tradicional coletiva de imprensa com os jornalistas deve acontecer no voo de volta para Roma, na próxima segunda-feira, dia 13, quando o Papa deixará Assunção ao final de sua peregrinação pela América do Sul. (RB) Fonte: Rádio Vaticano Papa envia telegramas aos Países sobrevoados durante voo a Quito O avião que levou o Papa ao Equador sobrevoou Itália, Espanha, Portugal, Venezuela e Colômbia antes de chegar a Quito. E como é tradição, durante o voo, Francisco enviou telegramas aos presidentes dos Países sobrevoados. Ao presidente venezuelano, pediu uma convivência pacífica no País. Espanha Ao rei da Espanha – lê-se no telegrama – o Papa escreveu: “no momento de deixar Roma para me dirigir ao Equador, Bolívia e Paraguai a fim de apoiar a missão da Igreja local e levar uma mensagem de esperança, desejo dirigir uma cordial saudação com sinceros votos de bem estar espiritual, civil e social dos respectivos povos, para quem envio de bom grado a minha Bênção apostólica”. Já no telegrama ao presidente de Portugal, Aníbal Cavaco Silva, o Papa diz: “Ao sobrevoar Portugal numa visita pastoral que me leva ao Equador, Bolívia e Paraguai, tenho o prazer de saudar Vossa Excelência formulando cordiais votos para sua pessoa e inteira Nação sobre a qual invoco benevolência divina para que seja consolidada nela a esperança e alegria de viver na harmonia e bem-estar de todos seus filhos. Francisco PP” Itália Por sua vez o Presidente da Itália, Sergio Mattarella, enviou ao Santo Padre uma mensagem agradecendo-lhe antes de tudo pelo telegrama que o Papa lhe quis gentilmente dirigir no momento de partir em visita apostólica. “A Itália e a Comunidade internacional – lê-se na mensagem – olham com forte interesse para esta missão em países que, cada um com a sua própria especificidade, vivem um período de grande fermento, no plano político, econômico e social”. “Estou certo, conclui o presidente Mattarella, que a sua presença vai trazer uma forte mensagem de confiança para o futuro da Região, mas também um encorajamento muito esperado para aqueles que, nesses países, ainda vivem em condições de pobreza, decadência social e incerteza, cultivando a esperança de um futuro melhor”. Venezuela Ao presidente Nicolás Maduro, o Papa enviou a seguinte mensagem: “Ao sobrevoar o território venezuelano para dar início a minha visita pastoral ao Equador, Bolívia e Paraguai, de bom grado envio uma cordial saudação a Vossa Excelência, manifestando meu afeto e proximidade ao povo venezuelano, no momento em que peço ao Senhor abundantes graças que o ajudem a progredir cada vez mais na solidariedade e na convivência pacífica”. Colômbia Ao presidente colombiano Juan Manuel Santos Calderón, Francisco assegurou sua proximidade ao povo do País pedindo ao “Senhor graças para que possa seguir progredindo nos valores humanos e espirituais que o caracteriza, desejando-o ao mesmo tempo uma prosperidade crescente e uma convivência pacífica”. (BS/RB) Fonte: Rádio Vaticano Card. Parolin define a América Latina que o Papa vai encontrar Em uma entrevista ao Centro Televisivo Vaticano antes de embarcar, neste domingo (5/7), junto com o Papa para a viagem à América do Sul, o Cardeal Secretário de Estado Vaticano, Pietro Parolin, falou sobre os principais temas que nortearão esta 9ª Viagem Apostólica de Francisco. Creio que para entender a importância desta viagem, a mais longa do pontificado, talvez tenhamos que citar as próprias palavras pronunciadas por Francisco na Basílica de São Pedro, em 12 de dezembro passado, na Solenidade de Nossa Senhora de Guadalupe. O Papa retomara a famosa expressão do seu predecessor, São João Paulo II, que definia a América Latina o „Continente da Esperança‟. Francisco explicou assim, cito as suas palavras: porque diz-se „Continente da Esperança?‟ Porque dele se esperam novos modelos de desenvolvimento que conjuguem tradição cristã e progresso civil, justiça e equidade com reconciliação, progresso científico e tecnológico com sabedoria humana, sofrimento fecundo com alegria esperançosa”, declarou o Cardeal. E nestes elementos o Secretário de Estado – que foi Núncio Apostólico na Venezuela – identificou aquela que define “a fisionomia da América Latina” em geral e, em particular, também dos três países que o Papa visitará a partir deste domingo. “O Continente latino-americano é um continente em movimento onde estão presentes transformações e mudanças em nível cultural, econômico e politico. Durante as últimas décadas passou por uma fase muito positiva que permitiu que muitas pessoas saíssem da pobreza extrema e passassem, progressivamente, a fazer até mesmo parte da classe média. De outro lado, existe o fenômeno da urbanização, se pensarmos às megalópoles da América Latina. Há também a globalização, que se percebe de maneira evidente também nesta parte do mundo”, disse o Secretário de Estado Vaticano. Novos cenários Precisamente diante destes novos cenários, “que levam também a uma secularização da sociedade latino-americana, mesmo se em formas que não são condizentes com o mundo ocidental, a Igreja escolheu o caminho da conversão pastoral, da missionariedade, do compromisso missionário. E neste sentido pode se tornar modelo para muitas outras partes do mundo”. Além disso, o próprio magistério do Papa Francisco aprofunda as suas raízes no documento de Aparecida, que com as suas referências à primazia da graça, à misericórdia e à coragem apostólica é proposto com Francisco a toda a Igreja. No tocante aos aspectos políticos, o Secretário de Estado comparou a América Latina a “um laboratório no qual se estão experimentando novos modelos de participação e formas mais representativas”, para dar “voz às camadas de população que até agora não foram ouvidas o suficiente. Trata-se da busca de um próprio caminho para a democracia, que leve em consideração as peculiaridades daqueles países; que saiba conjugar a participação de todos – por conseguinte o pluralismo – com as liberdades fundamentais e com o respeito dos direitos humanos”. (JE/OR/RB) Fonte: Rádio Vaticano Nigéria: duplo atentado do Boko Haram contra mesquitas Cerca de 150 mortos nos dois atentados da milícia divulgados ontem à noite: as vítimas foram muçulmanos reunidos em oração O flagelo do Boko Haram continua açoitado a Nigéria. O grupo extremista islâmico perpetrou um duplo ataque nesta quarta-feira contra mesquitas do estado de Borno, matando um total de 148 muçulmanos. Os dois episódios foram divulgados na noite seguinte, quinta-feira, 2 de julho. Conforme fontes do governo nigeriano, o primeiro ataque ocorreu na aldeia de Mussaram, a 8 quilômetros da cidade de Monguno. Um comando armado atingiu um grupo de pessoas reunidas em oração e depois deu fogo a duas aldeias. Foram 48 mortos e 17 feridos. Ainda mais sangrento foi o segundo ataque, perpetrado na aldeia de Kukawa, perto do Lago Chade, a 180 quilômetros de Maiduguri, a maior cidade do nordeste nigeriano e fortaleza do grupo extremista. Cerca de cinquenta homens atacaram os fiéis reunidos para a oração da noite, causando 97 vítimas. Testemunhas lamentam a falta de ação dos soldados durante os ataques, que duraram várias horas. Outras fontes dizem que os militantes também invadiram casas, matando mulheres e crianças que preparavam a refeição da noite. A notícia foi confirmada por um membro do governo local, que preferiu não se identificar. Estes ataques seguem os da quarta-feira anterior, 22 de junho, quando duas mulheres-bomba se imolaram numa mesquita de Maiduguri repleta de fiéis. Os mortos na ocasião tinham sido trinta. Na última segunda-feira, ainda na região de Maiduguri, outros dois homens-bomba se explodiram pouco antes da visita do vice-presidente Yemi Osinbanjo a milhares de pessoas forçadas a sair de casa para escapar da violência do Boko Haram. Segundo as estatísticas, o grupo terrorista que vem devastado o país africano há cinco anos matou até agora 13.000 pessoas e obrigou um milhão e meio a fugir. Contra essa violência, tomou posição firme a estação de rádio Al-Houda, que transmite a partir de Douala, a capital econômica do vizinho Camarões. Em suas transmissões, a rádio islâmica recorda enfaticamente para a comunidade muçulmana que os “ensinamentos que o Boko Haram proclama sobre o islã são errados”. "O islã proíbe o derramamento de sangue inocente", afirmou Aaqib Hafid, imã que apresenta um dos programas da rádio. "A alma humana é inviolável e a vida humana é sagrada. Este é o verdadeiro ensinamento da nossa religião, que contradiz as ações desumanas e imorais cometidas pelo Boko Haram". Fonte: Zenit Libéria: Volta o pesadelo ebola: 3 novos casos A Libéria, declarada “Ebola-free” em 9 de maio passado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), recomeçou o pesadelo de uma nova epidemia. Três novos casos foram verificados no mesmo vilarejo, Nedowein, que se encontra a 40 km ao sul da capital Monróvia. Depois de mais de sete semanas, um jovem de 17 anos, que adoeceu em 21 de junho e faleceu no dia 28 por suposta malária, era na realidade positivo ao ebola. Em 1° de julho, o Ministro da Saúde local confirmou um segundo caso e hoje, 3 de julho, um terceiro. Os contagiados foram transferidos para um centro de tratamento em Monróvia. Além disso, foram identificadas 102 pessoas que tiveram contato com o rapaz morto, e 14 agentes de saúde ainda estão sob observação. No momento, não há outros casos prováveis ou suspeitos e não se conhece a origem do contágio. Depois da morte do jovem, as autoridades liberianas colocaram a região em quarentena. Segundo o último relatório da OMS, que se refere a 28 de junho, a epidemia de ebola na Libéria, Serra Leoa e Guiné, provocou até agora 27.514 casos e 11.120 mortos. O maior número foi registrado na Serra Leoa (13.119), enquanto o recorde de mortes na Libéria (4.806). Fonte: Catolicos. Paraguai: Missionário português recebe Papa no hospital pediátrico O padre Vítor Oliveira, da Congregação dos Missionários do Espírito Santo, vai receber o Papa Francisco no Hospital Pediátrico “Niños de Acosta Ñu”, a 11 de julho, em San Lorenzo, e destaca o seu “desejo pelos mais pobres”. “Para o hospital „Niños de Acosta Ñu‟ vêm crianças de todo o pais nas condições mais precárias, humildes e difíceis do ponto de vista da saúde. É um exemplo de como o Papa quer estar próximo dos mais pobres, dos mais necessitados”, explica o padre Vítor Oliveira da Congregação dos Missionários do Espírito Santo (Espiritano). À Agência ECCLESIA o missionário, que vive no Paraguai há 37 anos, destaca que é “extraordinário” a forma como o primeiro Papa latino-americano “se preocupa em chegar às pessoas que mais precisam” tendo uma opção “preferencial pelos mais pobres”. Sinal desta opção, observa o padre Vítor Oliveira, é a Eucaristia que o Papa vai celebrar, depois da visita ao hospital pediátrico, na praça do Santuário Nacional Virgem de Caacupé ao qual peregrinam pessoas de todo o país, “sobretudo do norte onde há mais dificuldade” porque a população tem “menos serviços, assistência do Estado”. “É onde se quer encontrar com população mais pobre, abandonada”, reforça. O Paraguai é a terceira etapa da visita pastoral de nove dias do Papa a países da América Latina, depois de ter passado pela Bolívia e Equador, entre 5 e 13 de julho. O missionário português revela que há “muita alegria, muita esperança” por parte dos paraguaios em receber Francisco pela “esperança” que esperam que traga “para o povo e para a Igreja do Paraguai e toda a América Latina”. “Há muita expectativa de encontra-lo, muitas pessoas mobilizam-se, jovens, adultos, toda a gente para servir e, sobretudo, para vê-lo”, observa o sacerdote. Neste contexto, reconhece, as pessoas vão ter de fazer “grandes esforços” estando “horas e horas” à espera para o ver, mas “mesmo assim há muita gente disposta a esse sacrifício para encontra-lo de perto”. “Temos de saber que a religiosidade na América Latina é muito física, procura a proximidade, o encontro”, contextualiza sobre a população que não vai ter “problemas em fazer grandes sacrifícios”. Sobre a ação da Igreja, o missionário espiritano assinala a opção pelo “mais pobres” mas espera que a visita do Papa “ajude a avançar mais nesta direção” preferencial pelos mais abandonados, pelos excluídos da sociedade. O padre Vítor Oliveira conta que os primeiros 20 que passou no Paraguai foram dedicados aos camponeses, depois trabalhou na capital do país, em Assunção, e agora está numa cidade da periferia onde tenta “criar ambientes de comunidade” para que os migrantes e quem está possa “sentir-se em comunhão”. “Temos uma igreja paroquial e mais três capelas com uma população de 70 mil almas bastante heterogenia. Muitas pessoas saíram do campo e vêm para a cidade à procura de melhores condições”, desenvolve sobre um serviço que envolve várias organizações com a “Legião de Maria e a Pastoral Social” que se aproximem dos “mais pobres, abandonados, doentes” com o “desejo” de que a Igreja seja “realmente servidora”. Nos três dias de visita ao Paraguai, de 11 a 13 de julho, Francisco faz uma visita de cortesia ao presidente da República, encontra-se com as autoridades civis, com representantes da sociedade civil, incluindo as comunidades indígenas e camponesas, bem como os bispos e os jovens. No total da vista pastoral, o Papa vai percorrer 24730 quilômetros (equivalente a mais de meia volta ao mundo) em sete voos que totalizam cerca de 33 horas. Fonte: Catolicos. Do dia 04/7 – sábado Em primeiro discurso como Papa emérito, Bento XVI fala da música Pela primeira vez desde que se tornou Papa emérito, em 28 de fevereiro de 2013, a voz de Bento XVI voltou a ser registrada oficialmente pela Rádio Vaticano, neste sábado (04/7). Bento XVI agradeceu, na Residência Pontifícia de Castel Gandolfo, ao Cardeal-arcebispo de Cracóvia, Dom Stanisław Dziwisz, que lhe conferiu dois títulos de Doutorado “honoris Causa” em nome dos reitores da Academia Musical de Cracóvia e da Pontifícia Universidade João Paulo II, instituída por Bento XVI em 19 de junho de 2009. Esta condecoração, disse o Cardeal Dziwisz, “representa a gratidão destas duas instituições pela grande estima que Bento XVI sempre nutriu para com São João Paulo II. Em segundo lugar, pelo seu serviço Pontifício e pela grande herança da sua doutrina e benevolência”. Papa emérito lembra São João Paulo II Por sua vez, o Papa emérito expressou seu vivo apreço e reconhecimento pela Condecoração a ele conferida, que reforça sua profunda ligação com a Polônia, pátria do grande santo João Paulo II, do qual foi íntimo colaboração por longos anos e sobre o qual disse: “Sem ele, o meu caminho espiritual e teológico nem pode ser imaginado. Com o seu exemplo vivo, ele nos ensinou que a alegria da grande música sacra pode caminhar de mãos dadas com a participação comum da sacra liturgia, como também a alegria solene e a simplicidade da humilde celebração da fé”. A música para Bento XVI Aqui, Bento XVI perguntou: “O que é, enfim, a música? De onde provém e para onde leva?” E respondeu focalizando três fontes da música: a experiência do amor, a experiência da tristeza e o encontro com o divino. A poesia, o canto e a música nasceram da dimensão do amor, de uma nova dimensão da vida e de um toque amoroso de Deus. E acrescentou: “A qualidade da música depende da pureza e da grandeza do encontro com o divino, com a experiência do amor e da dor. Quanto mais esta experiência for pura e verdadeira, tanto mais pura e grande será a música, que dela nasce e se desenvolve”. Falando de sua experiência pessoal, o Papa emérito afirmou que “no âmbito das culturas e das religiões mais diferentes encontramos uma grande arquitetura, pinturas e esculturas, mas também uma grande música. Contudo, em nenhum outro âmbito cultural há uma grandeza musical que possa se comparada com aquela nascida no âmbito da fé. Música e Igreja A música ocidental, explicou Bento XVI, é uma coisa única e incomparável com outras culturas, e apresentou como exemplo, Bach, Händel, Mozart, Beethoven, Bruckner: “A música ocidental supera sobremaneira o âmbito religioso e eclesial. Todavia, ela encontra a sua fonte mais profunda na liturgia e no encontro com Deus. A resposta da grande e pura música ocidental desenvolveu-se no encontro com Deus, que, na liturgia, se torna presente em Jesus Cristo”. Bento XVI concluiu seu pronunciamento dizendo que “as duas universidades, que lhe conferiram este Doutorado “honoris causa” representa uma contribuição essencial, para que o grande dom da música, que provém da tradição da fé, não se dissipe”. (MT) Fonte: Rádio Vaticano Vaticano conclui no Brasil investigação sobre possível milagre atribuído a Madre Teresa A Congregação para a Causa dos Santos concluiu as investigações locais sobre o possível milagre atribuído à intercessão de Beata Madre Teresa de Calcutá para a cura inexplicável de um homem em Santos (SP), em meados de 2008. O caso da cura milagrosa em Santos – que poderá determinar a canonização de Madre Teresa – chegou ao Vaticano no início deste ano e logo foi considerado válido por apresentar elementos contundentes para a instauração de um processo. Tanto que a fase diocesana do tribunal vaticano aconteceu entre 19 e 26 de junho, na diocese de Santos. Fatos evidentes O Promotor de Justiça no processo local, Padre Caetano Rizzi, afirmou que tudo aconteceu muito rapidamente porque os fatos são evidentes. “Ouvimos diversas testemunhas, ouvimos o possível miraculado. Foi um processo longo, intenso, com muitas audiências e muito trabalho. Mas a graça de Deus nos faz chegar a conclusão de que não temos aqui uma palavra para explicar o que aconteceu. Está sendo um processo muito rápido porque os fatos são evidentes”, explicou O Delegado episcopal vaticano para o tribunal local, Monsenhor Robert Sarno, explica que agora, antes do possível milagre ser levado até o conselho médico da Congregação para a Causa dos Santos, ele precisa ser analisado por dois médicos autônomos indicados pela Congregação. Fase Vaticana “Eles devem emitir uma opinião se existe uma explicação científica para a imediata e instantânea cura da pessoa. Se um deles afirma que sim, então o caso vai para a análise do conselho médico da Congregação que vai avaliar o possível milagre com base nos depoimentos das testemunhas e na documentação médica do caso”. Após esta análise, caso os médicos deem uma posição afirmativa sobre a autenticidade do milagre, o caso passa para o conselho teológico da Congregação que deverá analisar os elementos teológicos do possível milagre. “Podemos demonstrar que, no momento em que a intercessão da Beata Madre Teresa de Calcutá foi pedida, as condições do doente mudaram inexplicavelmente? Se os teólogos apresentarem uma resposta afirmativa para esta pergunta, o caso passa para a análise dos bispos e cardeais da Congregação. Se eles considerarem que o milagre não tem explicação científica – comprovado pelos médicos e concedido por Deus por meio de Madre Teresa de Calcutá e aprovado pelo Conselho Teológico –, então eles encaminharão seu parecer positivo ao Papa que é o único que tem autoridade para julgar o caso”. (RB) Fonte: Rádio Vaticano Francisco: manifestar a carícia de Deus Na próxima semana, três países latino-americanos viverão momentos históricos com a presença do “Mensageiro da misericórdia”, Papa Francisco. De fato, entre os dias 5 e 13 de julho Francisco visitará Equador, Bolívia e Paraguai, voará até às periferias do continente da esperança e como quem, às vésperas de uma viagem em que encontrará tantas pessoas, prova o desejo forte de passar algum tempo com elas para compartilhar as suas preocupações, a sua proximidade e confirmá-los na fé. Dias atrás em uma vídeo-mensagem saudou antecipadamente os fiéis, exprimindo sua proximidade, simpatia e boa vontade, dedicando como sempre a sua visita aos mais desfavorecidos. “Meu desejo é estar com vocês, compartilhar suas preocupações, manifestar-lhes o meu afeto e proximidade e alegrar-me também”, afirmou. De modo especial, a intenção de Francisco é manifestar “a ternura e a carícia de Deus” aos “filhos mais necessitados, aos idosos, aos enfermos, aos encarcerados, aos pobres, aos que são vítimas desta cultura do descarte”. O Pontífice convidou a descobrir o rosto de Jesus em cada irmão e irmã. “Basta fazer-se próximo”, exortou. Ainda na mensagem, Francisco recordou aos fiéis das “três nações irmãs” que a fé que todos compartilham é fonte de fraternidade e solidariedade, constrói povos, forma família de famílias, fomenta a concórdia e alenta o desejo e o compromisso pela paz. E a sua invocação final: “Peço-lhes que unam suas orações às minhas, para que o anúncio do Evangelho chegue às periferias mais distantes”. Esta é a 9ª viagem internacional de Bergoglio, que retorna à sua amada América Latina. Francisco se sentirá ainda mais à vontade, porque seus anfitriões falam o seu idioma, o espanhol. Portanto, se pode imaginar que teremos surpresas nos seus discursos com improvisações. Francisco já nos acostumou a “pérolas de sabedoria” e “metáforas do dia a dia”, para comunicar a sua mensagem. Agora falando na sua língua mãe, certamente teremos surpresas neste sentido. Durante a semana em que estará fora do Vaticano, Francisco presidirá a cinco Missas, pronunciará 22 discursos, encontrará os presidentes dos três países, os bispos, a sociedade civil e os consagrados. No Equador, uma atenção especial será reservada aos idosos; na Bolívia, aos detentos e aos movimentos populares; no Paraguai, às crianças, aos pobres e aos jovens. Os três países que acolhem Francisco fizeram um trabalho de grande preparação para receber o ilustre hóspede, seja logístico, seja espiritual. Um caminho permeado pela alegria. O desejo é que o povo destas terras, como também de outras partes da América Latina e do mundo possam acolher esta visita do Santo Padre como uma oportunidade de encontro, mas também de atenção para com os povos que ainda devem superar tantas dificuldades. Povos que ainda devem crescer na dignidade, na superação dos limites, das crises e das injustiças por que passam, mas que olham com esperança para o futuro. É sobre esse futuro, fundado em uma fé sólida que Francisco chamará a atenção. O tema da alegria é central nesta viagem aos três países latino-americanos: o Santo Padre quer ir a esses três países “da periferia” para estar próximo desses irmãos, ouvir suas preocupações, mas também, como disse, levar a alegria do Evangelho. De fato, o Equador tem como lema desta viagem “Evangelizar com alegria”, a Bolívia “Com Francisco anunciamos a alegria do Evangelho”, e o Paraguai “Mensageiro da alegria e da paz”. É evidente a presença da Evangelii Gaudium, a alegria de anunciar o Evangelho nos logotipos e lemas. O Santo Padre vai para encontrar povos e culturas diferentes, para participar da vida deles e recordar a alegria do Evangelho que dá esperança. Vai como o pastor com cheiro das ovelhas que o reconhecem. Vai como o pastor que não só conhece suas ovelhas, mas que deseja olhar no rosto de cada uma delas, ver seus olhos, suas expressões, suas aflições, suas esperanças. Francisco pega o seu cajado de peregrino do mundo para cruzar o Oceano Atlântico e confirmar na fé os filhos da América Latina. Convidamos você a acompanhar a Viagem Apostólica de Francisco através da Rádio Vaticano, do seu site, e das redes sociais. Todos os encontros e celebrações presididas pelo Santo Padre serão seguidos pela Redação do Programa Brasileiro, para melhor informar você. Acompanhe conosco mais esta viagem do Sucessor de Pedro. A Rádio Vaticano acompanhará a viagem com um enviado à Bolívia e a transmissão, ao vivo, com comentários em português, de 22 eventos. (Silvonei José) Editorial Rádio Vaticano Entre dificuldades e solidariedade • No centro da mensagem para o domingo do mar o compromisso humanitário pelo socorro dos migrantes • Histórias de sofrimento e de solidariedade cruzam-se diariamente nas águas do Mediterrâneo e das outras rotas de navegação. E a Igreja, ao celebrar no próximo dia 12 de Julho o domingo do mar, convida os cristãos de todo o mundo a não esquecerem o drama dos milhares de migrantes que procuram um futuro. Mas ao mesmo tempo deseja expressar atenção e gratidão também para com uma categoria de trabalhadores, a dos marítimos, que nos mares e nos oceanos enfrentam enormes dificuldades físicas e psicológicas. Uma realidade que no mundo diz respeito a um milhão e duzentas mil pessoas, às quais se dirige o Pontifício Conselho para a pastoral dos migrantes e itinerantes através de uma mensagem assinada pelo cardeal presidente, Antonio Maria Vegliò, e pelo bispo secretário Joseph Kalathiparambil. No documento deste ano expressa-se um reconhecimento especial pelo «grande esforço humanitário desempenhado pela tripulação das naves mercantis que, sem hesitar, e por vezes arriscando a própria vida, se ocuparam de numerosas ações de socorro salvando a vida de milhares de migrantes». A dramática emergência que tem como teatro o Mediterrâneo acrescenta-se às enormes dificuldades que normalmente vivem os marítimos, trabalhadores quase «invisíveis» à maioria, mas que garantem a todos, «com o seu trabalho e sacrifícios», numerosas vantagens gerindo nas rotas de todo o mundo o transporte e a entrega de mercadorias de todos os gêneros. Infelizmente, lê-se na mensagem, só nos apercebemos deles e «dos seus sacrifícios quando acontece alguma tragédia». Ao apoiar todos os marítimos, o Pontifício Conselho expressa reconhecimento também «a todos os capelães e voluntários do apostolado do mar». Também o seu serviço é precioso: «a sua presença nos portos – lê-se na mensagem – é o sinal da Igreja» entre quantos trabalham no mar «e mostra o rosto compassivo e misericordioso de Cristo». Fonte: Catolicos. Do dia 03/7 – sexta-feira. Caritas da Jordânia: Onu diminui ajuda a refugiados sírios Os fundos da ONU destinados aos refugiados sírios na Jordânia estão para ser cortados. O alarme foi dado nesta sexta-feira (03/07) pelo diretor-geral da Caritas da Jordânia, Wael Suleiman. “O Programa Mundial de Alimentos da ONU avisou há uma semana que, por falta de recursos, irá interromper o envio de ajudas para os refugiados sírios, que já diminuiu em porcentagem no mês passado”, disse Suleiman à Agência Fides. Nesta quinta-feira, nos meios de comunicação jordanianos havia a notícia de que, se não chegar mais dinheiro da ONU, será interrompida a distribuição de alimentos para 450 mil pessoas que poderão passar fome, com consequências devastadoras para a estabilidade do Reino Hachemita. Dinheiro para as armas e não para os refugiados Os refugiados sírios no território jordaniano são atualmente um milhão e 400 mil, dos quais 650 mil registrados pela ONU. “Essa catástrofe é também um efeito das políticas e das intervenções militares realizadas no Oriente Médio pelas forças estrangeiras. Agora, depois de ter contribuído a criar o desastre, elas lavam as mãos do ponto de vista das emergências humanitárias”, disse Suleiman. “É evidente que somente uma grande conferência de paz pode iniciar processos de reconstrução para tentar sair dessa situação, insustentável também do ponto de vista econômico. Evidentemente, existe quem tem interesse em perpetuar esse caos. Não se tem dinheiro para dar de comer aos refugiados, mas se encontra sempre dinheiro para construir, vender e comprar armas”, concluiu o diretor-geral da Caritas da Jordânia. (MJ) Fonte: Rádio Vaticano A posição dos religiosos franceses sobre as mudanças climáticas "Muito além das problemáticas técnicas, econômicas e geopolíticas, a crise climática é antes de tudo um desafio moral e espiritual", afirma a Conferência dos Responsáveis dos Cultos da França (CRCF), em vista da 21ª Conferência Internacional sobre o Clima (Cop 21) a ser realizada em Paris em dezembro. Os religiosos divulgaram um documento onde destacam a necessidade de um "despertar das consciências" sobre este tema e "de colocar em discussão os nossos valores e atitudes". Repensar relação com a Criação sob pena da autodestruição "Está em jogo a nossa relação com a natureza e a Criação, entendida como dom de Deus", uma relação marcada hoje pelo "domínio e exploração do ambiente que leva a sua morte", afirmam no documento. O desafio, que "interpela a nossa consciência espiritual e moral" é portanto, o de repensar" tal relação, sob o risco da "autodestruição da humanidade". Repensar esta relação significa "rever os modelos econômicos de produção e consumo ilimitados" para garantir um futuro seguro e sustentável às novas gerações e construir a justiça e a paz, sublinha a declaração, fazendo eco às reflexões do Papa Francisco na Encíclica Laudato Si. Conferência de Paris Os religiosos lançam um apelo para que a Conferência sobre o Clima de Paris leve a um acordo vinculante para todos, sobre três temas cruciais. Antes de tudo, deverá levar a um compromisso comum "para sair da era da energia fóssil" e mirar a uma série de objetivos para reduzir as emissões de gás estufa que provoca o aquecimento do planeta, com regras precisas que garantam a transparência, a responsabilidade e um processo regular de atualização dos mesmos. Em segundo lugar, os líderes religiosos franceses pedem a proteção das populações mais expostas aos danos provocados pelas mudanças climáticas. Por fim, pedem a promoção de um "desenvolvimento ecologicamente responsável e a luta contra a pobreza", garantindo um financiamento adequado e a transferência de tecnologias e know-how dos países mais desenvolvidos". Compromisso dos líderes religiosos franceses Os líderes franceses se comprometem a promover, a partir das respectivas tradições e textos religiosos, uma tomada de consciência e de assumir responsabilidade pela natureza e pela Criação. (JE) Fonte: Rádio Vaticano Cop21, "última ocasião para evitar desastre global" Sair da era dos combustíveis fósseis e aplicar medidas que evitem provocar o aquecimento global de 2 graus; proteger as populações mais vulneráveis dos impactos climáticos; favorecer o desenvolvimento ecologicamente responsável e lutar contra a pobreza. Estes são os pedidos feitos pelos principais líderes religiosos da França ao Presidente François Hollande, em vista da Conferência das partes sobre o clima (Cop21) prevista para dezembro, em Paris. A cúpula é vista como a „última ocasião para evitar um desastre global irreversível‟. Em carta entregue quarta-feira (01/07) ao Presidente, os líderes apelam para que na Cop21, os governos do mundo adotem um acordo vinculante pelo menos sobre alguns pontos, considerados essenciais: o uso de fontes energéticas alternativas, a contenção do aquecimento global e o apoio ao desenvolvimento das populações mais pobres. Católicos, protestantes, ortodoxos, muçulmanos, judeus e budistas membros da Conferência dos religiosos aderiram ao jejum coletivo #fastfortheclimate, um movimento global surgido em 2013 que consiste em abster-se de alimentos no primeiro dia de casa mês. Em maio passado, as lideranças religiosas francesas redigiram uma declaração conjunta descrevendo a crise climática como um desafio espiritual e moral. “Está em jogo a nossa relação com a Criação, um dom de Deus”, afirmam. Sendo assim, chamam a uma ação comum em defesa do meio ambiente e do clima através da reelaboração dos valores e dos comportamentos. “Rejeitemos a indiferença e a avidez. Abramo-nos à compaixão e à fraternidade. Saiamos de nossos egoísmos. Sejamos solidários e tomemos a bússola como bem comum”, concluem. Fonte: Rádio Vaticano Igreja nos EUA faz doação para a Igreja na África A Conferência Episcopal dos Estados Unidos doou recentemente mais de um milhão de dólares para a Igreja na África. A soma ajudará as comunidades católicas africanas em suas atividades com os migrantes, refugiados, jovens, crianças e os que vivem em condições de pobreza extrema. De grande importância os programas para a formação catequética e dos líderes leigos, mas também os destinados à Pastoral Familiar e finalizados a reforçar a fé dos fiéis. Beneficiadas as Igrejas em Angola, Etiópia e Libéria Dentre os beneficiários das ajudas, este ano, está a Angola. A Arquidiocese de Luanda e as Dioceses de Viana e Caixito receberam uma ajuda para o programa de formação para leigos na Pastoral dos Migrantes e Itinerantes. Os fundos servirão para ajudar a integração dos estrangeiros nas comunidades paroquiais locais e a prevenir fenômenos de xenofobia. Outra soma foi destinada ao programa da Pastoral Familiar na Etiópia. Em vista do próximo Sínodo ordinário sobre a família, em outubro próximo, o programa pretende formar fiéis para ajudá-los a compreender o matrimônio cristão e o ensinamento da Igreja nessa questão. Em particular, serão abordados temas como: Quais os desafios para a família na Etiópia?; O sacramento do matrimônio conforme explicado no Catecismo; A formação dos leigos sobre o matrimônio; Como ensinar as crianças a crescerem na fé e o cuidado pastoral dos casais. A Diocese de Cape Palmas, na Libéria, recebeu um subsídio para ajudar uma organização de mulheres católicas com o objetivo de promover os direitos e a dignidade das mulheres na Igreja e na sociedade liberiana. Financiamento, fruto da coleta anual dos bispos para a África O fundo em favor da Igreja na África é fruto da coleta anual dos bispos estadunidenses destinada a esse objetivo. Essa ajuda é também uma contribuição importante nos esforços da Igreja na África para se tornar autossuficiente e responder às exigências espirituais de seus povos. (MJ) Fonte: Rádio Vaticano O que os franceses pensam sobre o Islã Grande inquietação pelas derivas do Islã radical e pelo seu sucesso entre os jovens muçulmanos, mas também a rejeição em associar automaticamente Islã à violência, além da convicção de que a religião muçulmana é tão pacífica quanto as outras. Foi o que revelou uma pesquisa realizada entre os franceses pelo Instituto Odoxa, comissionada pelo jornal "Le Parisien", seis meses após os atentados em Paris. A grande maioria dos franceses rejeita qualquer identificação entre Islã e violência e acredita que o jihadismo é "uma perversão" da religião, observa Gaël Sliman, Presidente do Instituto. Além disto, 63% dos entrevistados afirma que a "percepção" da fé muçulmana não mudou após os atentados no início de janeiro. Por outro lado, um terço dos entrevistados passou a ter uma visão bem mais negativa, considerando que, mesmo não se tratando de sua mensagem principal, dizem "o Islã porta consigo germes de violência e de intolerância". Os percentuais a estes respeito variam entre eleitores da direita e da esquerda. A maioria dos franceses (63%) confessam conhecer "mal" a religião muçulmana. Somente 36% afirma conhecê-la bem, sobretudo entre os jovens das zonas urbanas, onde se concentra a imigração originária dos países muçulmanos. A islamofobia, por sua vez, ganha terreno na França, segundo a percepção de 76% dos entrevistados, ponto que revela percentuais parecidos entre eleitores da esquerda e da direita. Entre os muçulmanos entrevistados, este percentual sobe para 79%. À pergunta se atualmente está mais difícil seguir esta religião na França, respondem "sim" 65% do entrevistados de esquerda, e 69% dos que afirmam "conhecer bem" o Islã. Outro aspecto investigado pela sondagem do "Le Parisien", é o da visibilidade do Islã. Para a maioria dos entrevistados, os muçulmanos “ostentam muito” a expressão de sua fé, o que é deplorado por 55% dos entrevistados. No quesito "integração na sociedade", 65% dos eleitores da esquerda consideram os muçulmanos "em grande parte reservados", enquanto 91% dos eleitores da extrema-direita os consideram "muito visíveis", em busca de uma afirmação de identidade. Logo após os ataques ao Charlie Hebdo e ao Supermercado Kosher, de Porte Vincennes em janeiro, o Instituto Francês de Opinião Pública (Ifop) divulgou uma pesquisa que revelou - apesar da comoção provocada pelos atentados - que para 66% dos cidadãos, os muçulmanos vivem pacificamente na França e somente os islamistas radicais representam uma ameaça. Para 29%, pelo contrário, o Islã representa um problema para a segurança. (JE/OR) Fonte: Rádio Vaticano Síria: cresce o número de crianças que trabalham O conflito e a crise humanitária na Síria empurram um número cada vez maior de crianças a trabalhar em condições difíceis, alerta um relatório do Unicef e da ONG Save The Children. “A crise na Síria reduziu consideravelmente os meios de subsistência das famílias e empobreceu milhões de pessoas na região, o que levou o trabalho infantil a alcançar níveis críticos”, lamenta Roger Hearn, diretor regional da Save The Children. “As crianças trabalham principalmente para sua subsistência, seja na Síria ou nos países vizinhos, onde se transformaram nos principais atores econômicos”, completou. Crianças na Jordânia De acordo com o relatório divulgado em Amã, as crianças na Síria contribuem para a economia familiar em três de cada quatro residências pesquisadas pelo censo. Na Jordânia, “quase metade das crianças refugiadas sírias são o principal sustento de suas famílias”. As crianças mais vulneráveis que trabalham são especialmente aquelas envolvidas na "exploração sexual e atividades ilícitas, incluindo a mendicância organizada e o tráfico de crianças", afirma o documento. Trabalho infantil cresce “O trabalho infantil dificulta seu crescimento e seu desenvolvimento”, destacou Peter Salama, diretor do Unicef para o Oriente Médio e o Norte da África. “As crianças trabalham durante longas jornadas por um salário pequeno, geralmente em ambientes extremamente perigosos e insalubres”, disse. No campo de refugiados de Zaatari, norte da Jordânia, 75% das crianças apresentam problemas de saúde relacionados ao trabalho. Além disso, estas crianças são mais suscetíveis de abandonar a escola, o que significaria uma 'geração perdida'. O conflito na Síria, que começou há quatro anos, provocou a morte de mais de 230.000 pessoas e o deslocamento de metade da população. (SP-AFP) Fonte: Rádio Vaticano Resolução da ONU: "O terrorismo não deve ser vinculado a nenhuma religião" Enquanto isso, 450 mil pessoas correm o risco de passar fome caso os fundos da ONU para os refugiados sejam cortados Com 29 votos a favor e 6 contra, o Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas aprovou ontem, em Genebra, uma resolução sobre a grave situação dos direitos humanos na Síria e reiterou que o terrorismo, incluindo as ações do Estado Islâmico, não pode e não deve ser associado a nenhuma religião, nacionalidade ou civilização. Enquanto isso, vem da Jordânia a notícia de que os fundos da ONU destinados aos refugiados sírios no país estão prestes a ser cortados. O alarme foi lançado por Wael Suleiman, diretor geral da Caritas Jordânia: ele explicou que 450 mil refugiados poderão em breve começar a passar fome, com consequências devastadoras até para a estabilidade do reino hachemita. "O Programa Mundial de Alimentos da ONU alertou há uma semana que, devido à falta de recursos, vai interromper o envio de fundos para os refugiados sírios. A percentagem já tinha diminuído no último mês", disse Suleiman à Fides. "Ontem, a mídia jordaniana noticiou que, sem o dinheiro da ONU, não haverá como distribuir comida para 450 mil pessoas, que se verão forçadas a roubar para sobreviver". São estimados em cerca de 1,4 milhão os refugiados sírios atualmente em território da Jordânia. Apenas 650 mil foram registrados junto à ONU. “Esta catástrofe é também efeito das políticas e intervenções militares irresponsáveis feitas no Oriente Médio pelas potências estrangeiras. Agora, depois de terem contribuído para o desastre, elas lavam as mãos do ponto de vista das emergências humanitárias”, disse Suleiman. "É claro para todos que só uma grande conferência de paz pode iniciar processos de reconstrução para vencer esta situação insustentável. Mas também é claro que existe gente que tem interesse em perpetuar este caos. Não há dinheiro para alimentar os refugiados, mas sempre há para construir, vender e comprar armas". Fonte: Zenit Jerusalém: lançada a pedra fundamental do Terra Sancta Museum Complexo dedicado às raízes do cristianismo e à preservação dos Lugares Santos quer destacar as ligações entre Jerusalém e as tradições cristãs locais e internacionais Um centro cultural vivo para destacar as ligações entre a cidade de Jerusalém e as tradições cristãs locais e internacionais, desde os primeiros séculos até os dias atuais: esta é a proposta do Terra Sancta Museum, cuja primeira pedra foi lançada ontem no Lapidarium, uma das futuras sedes do museu e um importante sítio arqueológico, entre cujos conteúdos há restos da época de Jesus. O complexo será dedicado às raízes do cristianismo e à preservação dos Lugares Santos, no Convento da Flagelação. A cerimônia foi acompanhada pelo Custódio da Terra Santa, pe. Pierbattista Pizzaballa, que, juntamente com o secretário da Terra Santa, pe. Sergio Galdi, enterrou em recordação do evento um pergaminho sob a pedra fundamental do museu nascente. O evento também contou com a presença do cônsul geral da Itália, Davide La Cecilia, representando o consulado, que tem contribuído para o projeto; o cônsul adjunto da Espanha, Javier Parrondo, que também garantiu o apoio do seu país; o cônsul geral da França, Hervé Magro; o embaixador da Turquia, Mustafa Sarniç; o cônsul geral da Bélgica, Bruno Jans; e a chefe de missão do consulado dos EUA, Dorothy Shea. Os nomes dos apoiadores foram gravados em algumas lajes temporariamente colocadas perto da pedra fundamental. Ainda é possível participar do projeto através da Associação pro Terra Sancta, que coordena todas as atividades de construção do museu. Quando pronto, o local exporá, entre centenas de objetos, vários presentes dos reinos da Europa que remontam aos períodos bizantino e otomano ou mesmo a vários séculos anteriores. “Sabemos perfeitamente que não somos os únicos cristãos em Jerusalém”, disse o padre Pizzaballa. “Esperamos que, no futuro, outras igrejas participem deste projeto e que, um dia, haja uma rede de centros, e não apenas cristãos, que permita a todos os visitantes e aos moradores da comunidade respirar as características únicas de Jerusalém”. Como informa o site oficial da Custódia, o Terra Sancta Museum terá três seções, uma sala multimídia e oferecerá uma nova experiência aos visitantes e peregrinos que começam o percurso da Via Dolorosa rumo ao Santo Sepulcro a partir do Convento da Flagelação. O museu também acolherá um importante acervo arqueológico e artístico relacionado com a história dos franciscanos na Terra Santa desde o século XIII. A seção histórica será alojada no convento de São Salvador. Fonte: Zenit Homeschooling já é realidade no Brasil Educar os filhos em casa está se tornando uma cultura entre várias famílias brasileiras. Apoiada em princípio constitucional Camila explica aos leitores de ZENIT como fazer isso funcionar no Brasil. Aberta as inscrições para o curso online "Homeschooling 1.0". Ultimamente a imprensa nacional tem relatado e denunciado diversos casos de abusos de professores, em sala de aula, contra crianças indefesas, até mesmo em escolas particulares da capital federal. E quando não se trata de violência física e psicológica, é violência moral que pretende ensinar às crianças a ideologia de gênero, não se livrando desse mal nem sequer alguns ambientes e escolas católicas. "Homeschooling 1.0" é o nome do primeiro curso online sobre Educação domiciliar que Camila Hochmüller Abadie - mãe de família - está oferecendo para os pais interessados no tema. O curso é fruto dos seus anos de experiência com Homeschooling no Brasil. O objetivo é "subsidiar aos interessados os elementos necessários para uma boa pesquisa e prática da educação domiciliar, oferecendo-lhes, além disso, o conhecimento necessário para a defesa do seu direito ante às objeções, pressões sociais e jurídicas". O curso vai conter "Informações históricas; Informações de cunho psicológico; Informações de cunho técnico: questões jurídicas e pedagógicas; Dicas práticas: indicações de sites, blogs, metodologias, materiais didáticos, cursos, profissionais capacitados e bibliografia", indica o blog de Camila Abadie. Em entrevista a ZENIT, Camila Abadie esclareceu para os nossos leitores o que significa e quais são as consequências, de educar os filhos em casa, aqui no Brasil. Trata-se de um direito constitucional, defende Camila, e que é possível no País. Basta um pouco de conhecimento e perseverança daqueles pais que desejam dar uma esmerada formação aos próprios filhos. Nessa semana - do 29 de Junho ao 06 de Julho - foram abertas as inscrições para o curso "Homeschooling 1.0" destinado aos pais desejosos de saber mais sobre este tema. O curso se divide em oito aulas em vídeo (com links para assisti-las online e também para download), uma por semana, entregue diretamente no e-mail; Material de apoio em pdf com todas as referências citadas ao longo do curso; Comunidade secreta no facebook para convívio dos membros e troca de experiências. As aulas terão início no dia 13 de julho e terminarão no dia 31 de agosto. Sacerdote espanhol na Bolívia: „Estamos vivendo com entusiasmo a chegada de Francisco' Cerca de mil missionários dos 13 mil que estão na América Latina, esperam o Papa no Equador, Bolívia e Paraguai, junto com o seu povo O sacerdote espanhol Juan Carlos Devesa trabalha na cidade de El Alto, Bolívia, há 18 anos. Nessa região atende uma paróquia de 50 mil habitantes, é diretor espiritual do seminário e acompanha os primeiros anos de ministério dos sacerdotes recém ordenados. Além do mais, através do Projeto Burgosmarka, atende junto com os seus colaboradores umas 200 crianças para prevenir situações de risco. A sua vida está junto do povo boliviano, também neste momento, no qual se preparam para receber o Papa Francisco, que visitará a Bolívia na segunda etapa desta peregrinação que o levará também ao Equador e Paraguai. Em declarações às Pontifícias Obras Missionárias, o padre Devesa admite que estão “vivendo com entusiasmo a chegada de Francisco”, e explica as muitas iniciativas que estão em andamento para preparar o encontro com o Santo Padre. "A nível da diocese foram realizados festivais de música para escolher canções que nos acompanhem ao aeroporto enquanto se espera. Também houve uma corrida a pé rumo à nova avenida que tem o nome Papa Francisco”. Todas as paróquias estão preparando a vinda do pontífice, desde as pregações, as catequeses, etc. Também nesta semana estão "chegando as feiras (mercados ao ar livre) para rezar publicamente e abençoar as pessoas com a atraente água benta". O missionário de Burgos acrescentou que "no sábado haverá duas vigílias de oração: uma em uma praça pública dirigida, principalmente, aos jovens; e outra em uma das capelas com adoração ao Santíssimo”. Também no Equador e Paraguai houve preparação com vigílias de oração, de acordo com relatos das missionárias Imaculada Gamarra e Irene Alonso. Ambas lamentam perder a visita do Papa, que encontrarão praticamente no aeroporto, pois as duas organizaram faz tempo a sua viagem à Espanha para visitar a família, uma em Logrono e outra em León. Mas, tanto a irmã Imaculada, escolapia, quanto a irmã Irene, missionária escrava do Imaculado Coração de Maria, puderam viver o ambiente de preparação para a chegada de Francisco, tanto no Equador quanto no Paraguai. Na oração que os católicos do Equador estão rezando para o Pontífice, pedem para “Pais Deus” que “a visita do teu servo, o Papa Francisco, fortalecerá nos nossos corações a alegria de ser cristãos, discípulos missionários do teu Filho Jesus Cristo e filhos da sua Igreja, nossa Mãe”. Enquanto que, milhares de católicos do Paraguai participaram na Vigília de oração que foi realizada no dia 5 de junho no Estadio “Defensores del Chaco”. Depois de entoar o hino nacional do Paraguai, começou uma celebração Eucarística que reforçou o chamado “Coro Papal”, que conta com umas 500 vozes. América é o continente com a maior presença de missionários espanhóis, quase 70 por cento dos 13 bilhões de hoje. Destes, mil trabalham nos países que o Santo Padre visitará do 5 ao 13 de julho: 487 na Bolívia, 409 no Equador e 189 no Paraguai. Fonte: Zenit Quais são os pontos fortes da viagem do Papa à América Latina? Entrevista com o secretário da Pontifícia Comissão para a América Latina, Guzmán Carriquiry, sobre as perspectivas da viagem pastoral O Papa Francisco começa neste domingo a sua viagem de uma semana a três países da América Latina. O professor Guzmán Carriqury, secretário da Pontifícia Comissão para a América Latina esclarece nesta entrevista a ZENIT, os cinco pontos fortes da viagem. Acrescenta que Francisco vai encontrar uma Igreja mais unida e tranquila depois da queda dos muros e das ideologias políticas. E que o documento de Aparecida é convergente na América Latina das mais diversas sensibilidades, junto com o pontificado do Papa Francisco pode inspirar uma grande convergência na comunhão e na unidade dos católicos latino-americanos. ZENIT: O que o Papa levará para essa viagem à América Latina e quais os pontos fortes? - Prof. Carriquiry: Na verdade, trata-se das primeiras visitas pastorais aos países latinoamericanos, porque Brasil, na Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro em 2013, foi uma visita pastoral e enquanto ele encontrou os bispos brasileiros e foi para Aparecida, a visita pastoral àquele país vai ser outra coisa. A segunda coisa: é a primeira viagem onde o Papa irá falará ao povo na sua própria língua, em espanhol, e embora tenha saído bem com outros idiomas, isso permitirá a Francisco uma liberdade e expressividade ainda maior. Em terceiro lugar: o nível de popularidade de afeto, de credibilidade e de esperança que suscita a figura do Papa na América Latina, nos nossos povos e nos Governos é tal que vamos testemunhar impressionante abraço de amor e devoção do Papa com o povo e dos povos com o Papa. Quarto elemento: o Papa não escolhe os grandes para começar a sua visita pastoral na América Latina, México, Brasil, Argentina, nem mesmo os médios, Chile, Colômbia, Perú, etc., mas aqueles que pessoalmente chamo de „periferias emergentes‟, porque em uma dinâmica geopolítica são periferias que viveram uma longa tradição de pobreza, desigualdades sociais, de instabilidades políticas. Periferias sim, mas emergente, porque nos últimos 12 anos, esses países experimentaram um ritmo de crescimento impressionante. Ainda no 2015, em condições desfavoráveis para América Latina, Equador prevê que crescerá um 4% e Bolívia e Paraguai um 5%. Este enorme desenvolvimento econômico tirou estes países da imobilidade e as massas indígena-camponeses destes países, tornando-as participantes da nova cidadania e do processo de desenvolvimento e de modernização. Surgiram novos setores da classe média populares que saíram da pobreza. Estes três países que o Papa vai encontrar, serão muito diferentes dos países que trinta anos atrás encontrou João Paulo II. Em quinto lugar, o Papa sabe que, desde as periferias, é possível ver melhor o conjunto, a perspectiva da totalidade. Ele começou pelas periferias da Europa: pela Bósnia-Herzegovina e Albânia, e não por Espanha, França ou Alemanha. Destas periferias emergentes o Papa vai ter muito presente o conjunto da América Latina. E o conjunto da América Latina estará na mente do Papa nesta viagem. Então, um discurso importantíssimo sobre a fraternidade dos povos e nações, da cooperação e a integração, acho que será muito forte por ocasião desta viagem. ZENIT: Como é a Igreja que o Santo Padre vai encontrar agora? - Prof. Carriquiry: O Papa vai encontrar igrejas em um estado muito diferente daquele encontrado, há trinta anos, por João Paulo II. Então, eram Igrejas muito tensas, polarizadas, às vezes divididas, onde os debates políticos e ideológicos relacionados com a teologia da libertação estavam na ordem do dia. ZENIT: Isto é? - Prof. Carriquiry: Hoje são Igrejas mais serenas na comunhão, Igrejas que viveram o legado e as orientações da V conferência geral do episcopado em Aparecida, lançadas na missão continental, mas, especialmente interpeladas pelo que o Papa Francisco está comunicando através da Evangelii Gaudium. Ou seja, uma Igreja que olha para o núcleo do evangelho, missionária, de saída, misericordiosa, sem exclusões, cheia de ternura e compaixão, com amor e predileção pelos pobres. Igrejas que se sentem chamadas e conduzidos por este tempo de graças que estamos vivendo, que não se pode desperdiçar. Um tempo favorável para a evangelização. Igrejas chamadas a contribuir para o desenvolvimento desses países, estabelecendo um maior diálogo entre governos e episcopados, favorecendo a liberdade da Igreja para a crítica que merecem certas situações de pobreza e desigualdades. As vezes recaídas autoritárias e situações que mereceriam serem tratadas com outra serenidade e equanimidade. ZENIT: Aparecida assume o desafio de combater a pobreza, mas em outra chave, certo? - Prof. Carriquiry: No documento de Aparecida não se fala da teologia da libertação, mas todas as intuições providenciais riquíssimas da teologia da libertação estão ali presentes. Já incorporadas no magistério da Igreja latino-americana e diria que até mesmo mundial. Outra coisa é que se tornem formas inculturadas de viver a fé, mas já estão integradas. E depois da queda dos muros e do socialismo real, o que eram as infiltrações ideológicas e políticas caíram por si só. Por isso, Aparecida é um documento convergente na América Latina das mais diversas sensibilidades, de modo que o pontificado do Papa Francisco pode inspirar uma grande convergência na comunhão e na unidade dos católicos latino-americanos. ZENIT: O Papa Francisco, na Laudato Si‟, fala de proteger a terra e de não adorá-la... Um esclarecimento oportuno nesta viagem - Prof. Carriquiry: Claro, a Terra é criação de Deus, a Mãe Terra não é uma divindade, como se acreditava nas velhas cosmologias indígenas. A criação de Deus, de alguma forma 'profana a terra', mas ao mesmo tempo a confia à gestão prudente do homem e não ao domínio selvagem. Muitas expressões que se repetem hoje sobre a Pachamamac, e quando começam a aparecer as bruxas e os xamãs geralmente têm pouco a ver com as tradições das religiões indígenas pré-colombianas ou das religiões tradicionais, mas são formas hoje em dia muito artificiais que de alguma forma servem para manifestar esta realidade multicultural e multinacional de alguns países. Fonte: Zenit