O OLHAR DAS PROFESSORAS EM FORMAÇÃO SOBRE A
FAMÍLIA DE SEUS ALUNOS: A PESQUISA EM SALA DE AULA
Fernando Aparecido de Moraes1
RESUMO: O presente artigo é fruto da pesquisa realizada sob a orientação do professor Fernando
Aparecido de Moraes, por alunas da disciplina de Biologia Educacional de 2 turmas de Pedagogia
Plena Parcelada da Fundação Integrada Municipal de Ensino Superior – FIMES, em sua extensão
em Anápolis - GO. Sabendo que a disciplina Biologia Educacional discute várias questões que estão
relacionadas com o desenvolvimento e a aprendizagem das crianças, e compreendendo que nesse
processo a família e a escola assumem importantes papéis, a pesquisa objetivou-se em estabelecer
um perfil das famílias que possuem seus filhos matriculados nas primeiras séries iniciais da
educação, e que, são alunos das graduandas do curso de Pedagogia, no sentido de que as mesmas
compreendessem melhor algumas questões que influenciam no processo de aprendizagem das
crianças e, ao mesmo tempo, aprendessem a valorizar a pesquisa em sala de aula, inserindo-a como
um componente que auxilia no processo de ensino-aprendizagem.
PALAVRAS-CHAVE: Professores – Escola - Pesquisa.
Introdução
A disciplina Biologia Educacional discute questões relacionadas com o desenvolvimento e
a aprendizagem das crianças ao longo do processo escolar. Assim, na busca por uma maior
compreensão dos fatores que se relacionam com esse desenvolvimento e aprendizagem, insere-se o
papel dos professores.
Nesse processo de desenvolvimento e aprendizagem das crianças sabe-se que, a família
possui grandes responsabilidades. Reinke (2006, p.10) afirma que a família tem “um papel decisivo
na educação, é no convívio familiar que são absorvidos os valores éticos e humanitários e onde são
aprofundados os laços de solidariedade. É também nela que se desenvolve o vínculo entre gerações
e se conservam os valores culturais.”
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Licenciado em Biologia pela UFG, mestre em Educação em Ciências e Matemática, também pela UFG. Professor da
disciplina de Estágio Supervisionado II e Fundamentos em Educação Ambiental na UFG/ICB e professor efetivo na
Secretaria de Educação do Estado – SEE/GO. No momento da pesquisa, ministrava a disciplina Biologia Educacional
às turmas de Pedagogia Plena Parcelada da Fundação Integrada Municipal de Ensino Superior – FIMES, com extensão
sediada no município de Anápolis – GO. E-mail: [email protected]
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Enquanto professor, compreendemos que as alunas das duas turmas de Pedagogia da
FIMES são diferenciadas, uma vez que são concursadas pela prefeitura de Anápolis e já estão
inseridas em sala de aula, estando cursando a Pedagogia em busca de melhorias profissionais,
dentre elas, ampliarem seus conhecimentos e melhorar suas remunerações. Assim, observamos ao
longo das aulas muitas inquietações e alguns descontentamentos adquiridos por elas ao longo de
suas experiências profissionais, relacionados principalmente com a ausência das famílias nas
escolas. Logo, visualizamos uma maneira de trabalhar com essas inquietações levando-as aos seus
locais de trabalho com outros olhos, os de pesquisadoras2, em busca de responder algumas de suas
inquietações e traçarmos um perfil geral das famílias com que se relacionam nas unidades de
ensino, para que as mesmas pudessem atuar com mais propriedade sobre determinados assuntos do
dia-a-dia escolar.
Portanto, a pesquisa teve o objetivo de inserir as pesquisadoras em seu universo de
trabalho em busca de uma melhor compreensão do ambiente familiar de seus alunos, bem como
traçar um panorama das identidades dos pais e sobre o que pensam a respeito de suas
responsabilidades na educação e alimentação de seus filhos, assim como sobre as questões
relacionadas à sexualidade, no sentido de ampliarem a compreensão da realidade de seus alunos na
busca de um trabalho mais coerente e contextual com a realidade dos mesmos. Além disso, tivemos
o objetivo de desenvolver a metodologia de pesquisa em sala de aula, como ferramenta que auxilia
o professor no desenvolvimento da reflexão crítica (DEMO, 2007; LUDKE & CRUZ, 2005).
Procedimentos
Para se atingir os objetivos as pesquisadoras trabalharam com o questionário, ferramenta
muito conhecida e utilizada em pesquisas sociais (MARCONY & LAKATOS, 2006). O mesmo foi
elaborado com perguntas abertas e fechadas, buscando conhecer um pouco melhor a identidade dos
pais e direcionar a discussão para as questões em torno da alimentação, responsabilidades na
educação e sexualidade. Sendo todos estes temas de interesse da disciplina Biologia Educacional,
cursada pelas pesquisadoras.
Na pesquisa cada aluna da disciplina, ficou responsável pela aplicação do questionário a
cinco pais de alunos em sua unidade escolar. Assim, após a elaboração do questionário, as
pesquisadoras escolheram os pais e os entregou o questionário para que respondessem. Portanto,
cada aluna ficou responsável por pesquisar em sua unidade de trabalho e com uma amostra de 5
indivíduos.
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O termo “pesquisadoras” será utilizado para representar as alunas das duas turmas de Pedagogia.
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Posteriormente à aplicação e a coleta dos questionários, os mesmos foram tabulados pelas
pesquisadoras, auxiliadas pelo professor, e analisados e discutidos pelo grupo em busca de se
visualizar os resultados com mais clareza e sob diversos olhares.
Resultados e Discussão
No presente artigo traremos aqui apenas algumas considerações a respeito dos resultados,
uma vez que a pesquisa foi extensa e envolveu uma discussão maior dos mesmos.
O universo da pesquisa foi constituído por um total de 236 pessoas (pais de alunos) que
responderam e devolveram os questionários. Do total, a maioria escolhida foi de mães (n=218), pois
essas foram mais acessíveis às pesquisadoras, fato que já nos permite inferir que estão mais
presentes nas escolas do que os pais.
A idade dos pais varia dos 26 aos 59 anos, estando a maioria entre os 26 e 38 anos (n=11).
Já a idade das mães varia de 21 aos 58 anos, estando a maioria entre os 25 e 38 anos (n=157).
Do total de pais que responderam o questionário, 10 não possuem nem o segundo grau, 7 o
possuem e apenas 1 tem o terceiro grau completo. Nas mães encontramos uma escolarização maior,
pois apesar de 101 mães não possuírem o segundo grau, verificamos que 76 o possuem, 9 tem o
terceiro grau incompleto e 22 o terceiro grau completo. No geral, podemos observar que 47% (n =
111) das pessoas não possuem o segundo grau completo, fato que nos leva a questionar se esses pais
percebem e entendem a necessidade da educação na vida de seus filhos e se será que possuem as
habilidades e competências necessárias para trabalhar com a educação necessária em seus lares?
Sabe-se que, o exemplo dos pais exerce grande influência no desenvolvimento de seus filhos e que,
se os mesmos não forem motivados pelos pais dificilmente entenderão a importância da educação
em sua vida futura.
Em conseqüência da escolaridade baixa e dos empregos a que são submetidos verifica-se
que a renda dessas famílias é muito baixa, pois 173 pessoas afirmaram que a renda familiar é de 2
salários mínimos ou menos. Desse total de 173, encontramos 23 pessoas que afirmaram que a renda
é menor que um salário mínimo. Apenas 18 pessoas afirmaram possuir uma renda familiar de mais
de 3 salários mínimos.
Assim, entendemos que as condições financeiras da maioria das famílias pesquisadas não
são as mais ideais no sentido de contribuir com condições de vida que subsidiem uma boa educação
aos seus filhos, uma vez que a alimentação, o lazer, a moradia e demais necessidades vitais, podem
estar sendo negligenciadas pela falta de recursos financeiros, o que prejudica o pleno
desenvolvimento das crianças. Nesse sentido Reinke (2006, p. 23) diz que “além da educação, a
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criança necessita também de adequada alimentação, saúde, acesso à cultura e lazer e ser tratada com
dignidade e respeito, além de viver em ambiente familiar adequado. Todos estes fatores interferem
diretamente na sua educação.”
No universo de 232 pessoas que responderam a questão, a maioria delas (n = 172) afirmou
que os filhos moram com os pais. A grande preocupação é que, 60 pessoas afirmaram que os filhos
não moram juntos com o pai e a mãe, sendo que quase todas elas justificaram o fato por motivo de
separação do casal. O fato corrobora com a tendência atual das famílias fragmentadas, nas quais os
filhos acabam sendo criados por apenas um dos pais ou por avós, como podemos observar em
alguns depoimentos abaixo:
Mãe: “somente com a mãe, pois sou separada.”
Mãe: “separamos por motivo de agressão física.”
Mãe: “mora com avó, por opção dele.”
Pai: “mora só com a mãe, avós e tios.”
Nesse sentido Hulsendeger (2006) afirma que
aquela família tradicional, constituída de pai, mãe e filhos tornou-se uma raridade. Atualmente,
existem famílias dentro de famílias. Com as separações e os novos casamentos, aquele núcleo
familiar mais tradicional tem dado lugar a diferentes famílias vivendo sob o mesmo teto. Esses
novos contextos familiares geram, muitas vezes, uma sensação de insegurança e até mesmo de
abandono, pois a idéia de um pai e de uma mãe cuidadores dá lugar a diferentes pais e mães
“gerenciadores” de filhos que nem sempre são seus.
Quando questionados se possuíam alguma religião a maioria (n= 219) respondeu que sim e
apenas 9 disseram que não. A religião mais praticada foi a Católica, com 103 praticantes, em
segundo a Evangélica, com 93 praticantes e 9 pessoas são praticantes de outras religiões. De fato a
religião sempre esteve e ainda está muito presente na vida das pessoas, que a procuram em busca de
inúmeros propósitos e que acabam relacionando-a com a educação de seus filhos.
Chama-nos atenção que 225 pessoas afirmaram que o papel de educar as crianças cabe à
família, 137 disseram à escola, 60 à religião e 23 ao governo. Lembrando que aqui a maioria das
pessoas marcou mais de uma opção, não nos impressiona que a família e a escola foram as mais
votadas, pois sabemos ser um dever dos dois segmentos, de trabalhar a educação, inclusive podendo
ser encontrado na própria Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional - LDB, que no art. 2° diz
que a educação é um dever da Família e do Estado (BRASIL, 1996). O que nos chama a atenção é
que as pessoas sabem que a família tem um importante papel, mas na realidade esse papel não vem
sendo cumprido, pois uma das principais queixas dos professores atualmente trata-se do abandono
dos filhos pelas famílias, o que também pode ser confirmado pelas pesquisadoras.
Sabe-se que o professor atualmente é sobrecarregado, pelo excesso de burocracia que
enfrenta nas instituições, e pela ausência dos pais, fato que prejudica no exercício de suas funções.
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Em muitos casos, valores e princípios que deveriam ser passados pelas famílias ficam a cargo das
escolas, o que aumenta ainda mais suas responsabilidades. Assim, como afirma Hulsendeger (2006)
nunca na escola se discutiu tanto quanto hoje assuntos como falta de limites, desrespeito na sala de
aula e desmotivação dos alunos. Nunca se observou tantos professores cansados, estressados e,
muitas vezes, doentes física e mentalmente. Nunca os sentimentos de impotência e frustração
estiveram tão marcantemente presentes na vida escolar.
Quando os pais foram questionados sobre a alimentação de seus filhos, praticamente todos
afirmaram se preocupar com a alimentação dos mesmos por entender que uma boa alimentação está
relacionada com a saúde e desenvolvimento de seus filhos, como podemos observar nas respostas
abaixo:
Mãe: “Sim, porque se as crianças ou até nós adultos alimentamos bem com certeza
estaremos protegidos de vários tipos de doenças e teremos muito mais energia para enfrentarmos a
luta do dia-a-dia.”
Mãe: “Sim, pois no meu modo de pensar a criança bem alimentada rende mais.”
Sabe-se de fato que uma boa alimentação garante as condições de sobrevivência
necessárias ao organismo e também pode influenciar em uma melhor aprendizagem, como
encontramos em Santos (1986, p. 199) que diz que “o baixo rendimento escolar pode, também, ser
conseqüência de desnutrição passada ou atual do aluno.” Assim, Reinke (2006, p. 53) afirma que
grande parte das deficiências encontradas em crianças de classe social baixa e que geralmente é
atribuída à hereditariedade, na verdade é conseqüência das condições desfavoráveis de vida antes e
logo após o nascimento. Quando a mãe apresenta carência de proteínas isto se reflete no bebê já
dentro do útero. Quando a criança nasce ela já apresenta deficiências de cálcio, vitaminas e
proteínas, isto se agrava porque ela não tem leite suficiente e, conseqüentemente não ganha peso e
nem altura. Seu sistema nervoso, dependendo do grau de desnutrição, poderá ter lesões
irreversíveis ou, quando menos, não terá um desenvolvimento normal. Assim, quanto maior for a
desnutrição, maior será o dano cerebral.
Com isso entramos em uma discussão realizada pelas pesquisadoras na análise dessa
questão. As mesmas afirmam que na prática essa preocupação que os pais afirmam possuir com a
alimentação de seus filhos não se traduz em resultados positivos, pois grande parte dos alunos não
recebe uma boa alimentação em casa e tem até aqueles que levam alimentos prejudiciais para sala
de aula. No sentido de esclarecer melhor a situação conclui-se que, os pais podem de fato até
preocupar-se com a alimentação de suas crianças, mas falta um maior esclarecimento, relacionando
até mesmo com suas formações deficientes, que possa permitir um melhor aproveitamento dos
alimentos bem como a utilização de alimentos mais saudáveis e naturais na alimentação de seus
filhos. Falta tempo disponível, pois hoje, nesse novo tipo familiar, tanto pais quanto mães trabalham
fora e acabam deixando os filhos um pouco de lado e, além disso, faltam melhores condições
financeiras que permitam aos pais diversificarem a dieta alimentar.
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O momento que gerou mais divergências, constrangimentos e dúvidas foi quando os pais
foram perguntados sobre o que vem a ser sexualidade. A grande maioria das respostas relaciona o
assunto apenas às relações sexuais, como podemos observar nas respostas que seguem:
Mãe: “o sexo faz parte da nossa vida, ele faz bem quando é feito com amor e com quem
ama.”
Mãe: “a sexualidade faz parte da vida de todo ser humano dentro do casamento, fora do
casamento é pecado e por isso a necessidade de orientado desde cedo, os princípios que regem
essa conduta, caráter e comportamento.”
Mãe: “satisfação de desejos eróticos.”
Algumas pessoas compreendem a sexualidade de uma forma mais ampla e coerente, como
se observa:
Mãe: “tudo que está relacionado com a vida sexual, desenvolvimento do pré-adolescente e
as mudanças que o corpo sofre durante sua transformação e evolução.”
Mãe: “a sexualidade está ligada com a cultura hoje em dia, os conceitos estão sendo
modificados, pois a sexualidade está ligada com educação, saúde e modo de agir do ser humano.”
Concluímos na análise que a maioria das pessoas que responderam desconhece a questão da
sexualidade, sendo que neste universo muitas tem receios, medos e tabus em falar no assunto, o que
pode inclusive ter influenciado nesse desconhecimento. Sabe-se que a orientação sexual deve ser
trabalhada nas escolas, mas sempre existiram tabus em relação ao tema. Assim as pessoas deixam de
lado essas questões e aprendem muitas vezes com a própria vida, por meio de preconceitos vividos,
gravidez indesejada, doenças adquiridas, frustrações, entre outras situações relacionadas.
Algumas pessoas que participaram da pesquisa não quiseram responder a questão e
acharam-na absurda, o que demonstra preconceitos pelo desconhecimento do assunto. Fato que nos
preocupa e nos leva a questionar se esse assunto será discutido, e de forma correta, no ambiente
familiar dessas pessoas.
Quando questionados sobre o que achavam a respeito da escola trabalhar a orientação
sexual com as crianças, que inclusive é contemplada nos Parâmetros Curriculares Nacionais – PCN
como um tema transversal, a maioria (n = 196) concorda e acha que a escola juntamente com a
família possui esse dever. Mas, encontramos quase 10% (n = 23) que não concordam, pois pensam
que assim a escola estaria influenciando as crianças ou que essa é uma tarefa somente dos pais. Fato
que também é uma situação preocupante, pois pela análise de suas compreensões a respeito da
sexualidade podemos verificar que a maioria dos pais não está preparada para discutir esses
assuntos sem o auxílio das escolas. Assim muitas crianças poderão “aprender” sobre tais assuntos
nos grupos de amigos “mais experientes”, fato que acaba tornando-os vítimas do desconhecimento e
muitas vezes levam os mesmos a inúmeros problemas vividos.
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A respeito dos principais problemas que enfrentam no dia-a-dia o mais selecionado foi
dificuldades financeiras (n = 116), seguido por falta de tempo para estar em família (n = 103) e
violência urbana (n = 59). Encontramos 35 pessoas que assumiram possuir vícios em família, 55
com falta de apoio do parceiro e 13 apenas que disseram passar por problemas de indisciplina e
desrespeito dos filhos.
Dentro desse contexto Reinke (2006, p. 53) afirma que “as crianças sofrem no seu
desenvolvimento, pois, além de serem privadas de muitas coisas, ainda vivem num contexto em
que, devido à falta de privacidade e a extrema pobreza, a promiscuidade está presente, a violência
contra elas é característica e as drogas também fazem parte deste cenário.”
Considerações Finais
Inferimos que as famílias pesquisadas se encaixam no perfil de famílias de classe baixa que
constituem a maioria da população brasileira. Os pais trabalham muito e ganham pouco,
conseqüentemente faltam-lhes tempo e dinheiro para oferecerem uma vida digna com todos os seus
atributos, como boa alimentação, lazer, boa educação, cultura, esporte e moradia para seus filhos.
O desconhecimento sobre questões diretamente relacionadas ao desenvolvimento de seus
filhos, como alimentação e sexualidade, é preponderante e leva cada vez mais a problemas sociais
que poderiam ser evitados caso as famílias estivessem mais preparadas para o exercício de suas
atribuições. Assim, as crianças são sujeitas a condições adversas daquelas que são necessárias ao
desenvolvimento ideal, estando mais suscetíveis às questões que já são comuns entre crianças (préadolescentes) e adolescentes tais como: doenças, violência, abusos sexuais, abandono escolar,
drogas, DST’s e gravidez indesejada.
Com isso, compreendendo melhor o perfil dessas famílias, bem como suas deficiências,
entende-se que uma parceria entre escola-família é mais que urgente, no sentido de atuarem
conjuntamente em seus contextos em busca das melhores condições de formação e desenvolvimento
dessas gerações futuras, no sentido de que os futuros cidadãos possam atuar em busca de uma
sociedade mais justa e igualitária, que questione o modo de vida atual e que busque melhores
maneiras de apreensão do mundo. Para isso se faz necessário que a escola, no exercício de suas
atribuições, elabore projetos que envolvam mais os pais e que os mesmos se sintam partícipes da
educação dos filhos, quem sabe reduzindo um pouco mais as responsabilidades das escolas e,
consequentemente, dos professores.
A escola como agente de mudanças sociais pode e deve atuar nesse cenário para que os
pais entendam melhor as necessidades de seus filhos e possa atuar significativamente em busca de
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solucionar as suas deficiências. Assim, espera-se que tanto família, quanto escola desenvolva seu
papel no sentido de oferecer melhores condições para que de fato a educação se concretize. Mas,
para finalizarmos não poderíamos deixar de considerar que para que isso aconteça o governo deve
fazer a sua parte, dotando as escolas de estruturas físicas melhores, professores mais remunerados,
materiais didáticos, e atuando no ambiente familiar, oferecendo as condições necessárias de vida
que se tratam na Constituição Federal.
Com isso, concluímos estando certos de que a metodologia de pesquisa em sala de aula é
uma ótima ferramenta que muito auxilia no processo de ensino-aprendizagem, uma vez que nos
possibilitou inúmeras situações vividas que nos levaram ao entendimento de questões que, talvez,
não conseguiríamos entender de outra forma.
Referências Bibliográficas:
BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Brasília, 1996
DEMO, P. Educar pela Pesquisa. 8ª ed., Campinas, SP: Autores Associados, 2007.
HULSENDEGER, M. J. V. C. A importância da família no processo de educar. Revista Espaço
Acadêmico, ano VI, n. 67, dezembro, 2006. Disponível em: <http://www.espacoacademico.com.
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LUDKE, M.; CRUZ, G. B. Aproximando universidade e escola de educação básica pela pesquisa.
Cadernos de Pesquisa, v. 35, n. 125, mai/ago, 2005.
MARCONI, M. A.; LAKATOS, E. M. Fundamentos de metodologia científica. 6ª ed., São Paulo:
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REINKE, S. H. Educação e Família: uma relação indispensável para o desenvolvimento integral das
crianças até seis anos de idade. Dissertação (Mestrado em Teologia - Instituto Ecumênico de PósGraduação Educação e Religião). São Leopoldo, 2006.
SANTOS, M. A. Biologia Educacional. 3ª ed., São Paulo: Ática, 1986.
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