VOL UME 9 NÚMER O XXV Fundo do Petróleo de Timor Leste Relatório Trimestral 31 de Março de 2013 Neste relatório: 1 Introdução 2 Sumário Executivo INTRODUÇÃO Este relatório foi realizado de acordo com o Artigo 13º da Lei do Fundo Petrolífero, que determina que o Banco Central deve reportar o desempenho e actividades do Fundo Petrolífero de Timor-Leste, designado neste relatório como o “Fundo”. 3 Mandatos de Investimento 4 Evolução dos Mercados 5 Gestão Operacional 6 Performance Todas as referências monetárias neste relatório são a dólares dos Estados Unidos, a moeda corrente oficial de Timor-Leste. Não obstante o esforço realizado para assegurar a correcção da informação disponibilizada, esta baseia-se em relatórios de gestão e não foi auditada ou revista por um auditor independente, nem analisada 7 Custos de Gestão por terceiros e está sujeita a alterações que serão incorporadas nos relatórios 8 Transferências para o OGE subsequentes. 8 Risco do Fundo 9 Cumprimento de Regras SUMÁRIO EXECUTIVO 10 Demonstrações Financeiras O Fundo Petrolífero foi constituído pela entrada em vigor da Lei do Fundo Petrolífero, promulgada a 3 de Agosto de 2005 e alterada em 28 de Setembro de 2011. A lei concede ao Banco Central de Timor-Leste a responsabilidade pela gestão operacional do Fundo. Este relatório abrange o período de 1 de Janeiro a 31 de Março de 2013. As principais estatísticas do trimestre são as seguintes: O capital do Fundo aumentou de 11.8 bilhões para 13.0 bilhões de USD. As entradas brutas de dinheiro no Fundo com origem nos royalties e nos impostos foram de 946 milhões de USD. O retorno da carteira no período foi de 264.8 milhões de USD, o que corresponde a 2,18% em termos percentuais, enquanto o retorno do benchmark foi de 2,07%. A performance do Fundo no trimestre foi de: (%) V alor do Merc ado Total dos Fundos Referensia (Benchmark) Excesso $' 000 12, 980, 594 Tri FYTD 1 A no 2. 18 2.07 0.11 2. 18 2.07 0.11 5. 51 5.35 0.17 3 A nos p.a 3. 97 3.89 0.09 Des de o inic io p.a 4. 21 4.20 0.01 PÁGINA 2 RELATÓRIO TRIMESTRAL DO FUNDO DO PETRÓLEO – 31 DE MARÇO DE 2013 1. MANDATOS DE INVESTIMENTO A primeira revisão do Acordo de Gestão entre o Ministério das Finanças e o Banco Central de Timor-Leste foi assinada em 25 de Junho de 2009 e o seu Anexo 1 foi posteriormente actualizado em 16 de Julho de 2012. Por decisão do Ministério das Finanças, o Fundo deverá aumentar gradualmente a exposição ao mercado accionista, tendo como objectivo investir, até Junho de 2014, 40% do capital neste tipo de activos. Os mandatos de investimento do Fundo, em vigor, são sintetizados no quadro que se segue: 31-Mar-13 28-Feb-13 31-Jan-13 31-Dec-12 Merrill Lynch 1-3 Years US Treasury Bond Index Merrill Lynch 3-5 Years US Treasury Bond Index Merrill Lynch 5-10 Years US Treasury Notes & Bond Index Total Fixed Interest 12.5% 40.0% 20.0% 72.5% 13.3% 40.0% 20% 73.3% 14.2% 40.0% 20% 74.2% 15.0% 40.0% 20% 75.0% MSCI World Index Net Dividends Reinvested Total Equities 27.5% 27.5% 26.7% 26.7% 25.8% 25.8% 25.0% 25.0% 100.0% 100.0% 100.0% 100.0% Total 2. EVOLUÇÃO DOS MERCADOS DURANTE O TRIMESTRE Mercados Globais Os principais índices accionistas mundiais registaram subidas em Janeiro, beneficiando da redução das incertezas associadas à política fiscal norte-americana e de um maior optimismo em relação às perspectivas de crescimento das principais economias mundiais. Este contexto, marcado pelo aumento do apetite de risco dos investidores, justificou, por sua vez, a subida dos “yields” das obrigações soberanas de referência. Contudo, a expectativa de uma rotação significativa das alocações das carteiras dos investidores de obrigações para acções revelou ser prematura, uma vez que a confiança dos investidores desvaneceu ao longo de Fevereiro e Março. A incerteza política em Itália, na sequência das respectivas eleições parlamentares e a crise bancária de Chipre voltaram a suscitar o receio dos investidores em relação à situação económica da ZonaEuro, suportando assim a apreciação dos mercados obrigacionistas ao longo de Fevereiro e Março. Noticiário econômico dos EUA foi em geral positiva no trimestre, com força em habitação e alguns sinais de melhoria no mercado de trabalho. Enquanto a política monetária manteve-se inalterada, o mercado focado em discussões na ata do FOMC sobre os custos e benefícios do programa de compra de ativos. Outra evolução significativa em relação ao trimestre foi o compromisso do Japão de estímulo monetário e fiscal expansionista para tentar elevar as expectativas de inflação e as perspectivas de crescimento. Isso levou a um forte desempenho das ações japonesas em termos de moeda local, embora a fraqueza do iene prejudicou os descasamentos USD retornos. No final do trimestre, o benchmark global de acções do Fundo – MSCI World Equities Benchmark – registou um ganho de 7.79% e os “yields” das obrigações norteamericanas apresentavam ligeiras subidas, sobretudo nos segmentos mais longos da curva, face aos níveis verificados no início do trimestre. A incerteza política em Itália, sequência na das respectivas eleições parlamentares e a crise Chipre bancária voltaram de a suscitar o receio dos investidores em relação à situação económica da ZonaEuro, suportando assim a apreciação dos mercados obrigacionistas PÁGINA 3 RELATÓRIO TRIMESTRAL DO FUNDO DO PETRÓLEO – MARÇO DE 2013 Mercado de Títulos do Tesouro Norte-Americanos Não houve alteração de chave taxa de empréstimo overnight os EUA Federal Reserve Bank (os EUA Federal Funds Rate alvo), que se manteve em 0-0,25%. O gráfico abaixo mostra a curva de rendimento governo dos EUA para 10 anos, para março 2013 em comparação com o final do trimestre anterior, 31 de dezembro de 2012. A curva de rendimento do Tesouro dos EUA acentuou-se ao longo do trimestre. A extremidade curta da curva foi geralmente pouco mudou, apesar de três meses de conta os rendimentos aumentaram 3 pontos base. A rendimento dos 5 anos subiu de 4 pontos-base, enquanto de rendimentos de 10 anos aumentou 9 pontos-base em relação ao trimestre anterior. 3. GESTÃO DO FUNDO Objectivos O Banco Central, como gestor operacional do Fundo, tem procurado cumprir os seus mandatos de investimento através da gestão interna e externa dos activos do Fundo. O quadro que se segue detalha os mandatos de investimento em vigor no final do trimestre: O Banco Central, como gestor Mandate Merrill Lynch 1-3 Years US Treasury Bond Index Merrill Lynch 3-5 Years US Treasury Bond Index Merrill Lynch 5-10 Years US Treasury Notes & Bond Index Management Style Passive Authorised Managers BCTL Tracking Error n/a Passive BCTL n/a Enhanced passive Bank for International Settlements State Street Global Advisors BlackRock Schroder Investment Management Passive MSCI World Index Net Dividends Reinvested Enhanced passive 0.5% Outperformance Target Commencement Date Nil 19 Jan 2012 Nil 19 Jan 2012 0.25% 15 Dec 2011 operacional do Fundo, tem procurado cumprir os seus mandatos de investimento através da 0.35% Nil 18 Jan 2012 0.35% Nil 21 Feb 2013 1.0% 1.0% 7 Oct 2010 Na medida em que os reforços do capital do Fundo, provenientes das receitas petrolíferas do Mar de Timor, não podem ser investidos imediatamente em obrigações e acções, o Banco Central é responsável pela aplicação “overnight” destes fundos. gestão interna e externa dos activos do Fundo. PÁGINA 4 RELATÓRIO TRIMESTRAL DO FUNDO DO PETRÓLEO – 31 DE MARÇO DE 2013 Implementação Operacional A alocação do capital do Fundo em termos dos vários mandatos de investimento, no final do trimestre, consistia em: Manager Merrill Lynch 1-3 Years US Treasury Bond Index Merrill Lynch 3-5 Years US Treasury Bond Index Merrill Lynch 5-10 Years US Treasury Notes & Bond Index Total Fixed Interest MSCI World Index Net Dividends Reinvested Benchmark Tolerance BCTL 12.50% BCTL Bank for International Settlements 40.00% State Street Global Advisors BlackRock Schroder Investment Management Total Equities 20.00% 72.50% ±1.5% ±2.5% ±1.5% 22.50% ±4.0% 5.00% ±1.5% 27.50% Actual 11.2% 40.60% 20.40% 72.24% 17.30% 5.00% 5.40% 27.70% 4. PERFORMANCE Esta secção contem um conjunto de dados informativos que procura descrever a performance do Fundo. No sentido de facilitar a compreensão desta informação, note-se que: As medidas percentuais correspondem ao retorno do Fundo, ou de uma parcela do Fundo, comparado com o retorno do benchmark apropriado. O benchmark e a respectiva alocação estratégica representam a estratégia de investimento definida pelo Ministério das Finanças e são utilizados para definir um objectivo concreto contra o qual deve ser avaliada a performance efectiva do Fundo. Os benchmarks definidos pelo Ministério para o Fundo Petrolífero foram apresentados anteriormente neste relatório. O retorno activo do fundo corresponde à diferença (que poderá ser negativa) entre a rentabilidade do benchmark e do respectivo portefólio. Em geral, as performances do benchmark e da carteira do Fundo deverão ser afectadas de forma semelhante pela flutuação dos preços de mercado dos activos financeiros relevantes. Note-se ainda que as diferenças entre o retorno do Fundo e do respectivo benchmark são geralmente devidas ao facto da performance do benchmark não incluir custos de transacção de títulos e, não obstante o esforço desenvolvido no sentido de replicar a composição do benchmark, à diferente alocação sectorial entre o Fundo e o respectivo benchmark. CARTEIRA GLOBAL Durante o trimestre, o valor de mercado do Fundo do Petróleo aumentou de 11.8 bilhões de USD para 13.0 bilhões de USD, conforme se descreve de seguida: Conta de Capital, Trimestral Janeiro - Marco de 2013 Valor de abertura do balanço (1 Jan 2013) Receitas durante o período Transferência para o Orçamento de Estado Taxas de administração Retorno no período Valor de fecho do balanço $'000 11.775.349 937.850 (1.861) 266.614 12.977.952 PÁGINA 5 RELATÓRIO TRIMESTRAL DO FUNDO DO PETRÓLEO – MARÇO DE 2013 No final do trimestre, a composição do Fundo correspondia a: Activos Dinheiro e seus equivalentes Outros Recebimentos Activos financeiros avaliados ao preço do mercado com perda ou ganho Menos: Pagável por Títulus adquiridos Contas a pagar Total dos Activos $'000 44.425 14.145 12.924.086 (3.304) (1.409) 12.977.943 O rendimento global registado durante o trimestre foi explicado pelas seguintes rubricas: Rendimentos Juros recebidos Devidendo os recebidos Outros rendimentos do investimento Ganhos/Perdas líquidas de activos financeiros ao preço e mercado Ganhos/Perdas liquidas cambiais Menos: Taxa de gestão external, despesas de custÓdia e outros despesas Despesas com CCI Despesas pelo gestão Banco Central de Timor-Leste Withholding taxes Total dos Rendimentos $'000 36.579 21.433 646 208.746 74 (1.423) 0 (438) (863) 264.753 A performance do Fundo, incluindo a performance relativa das várias classes de activos foi a seguinte: (%) Total do Fundo Referensia (Benchmark) Excesso V alor d o Merc ad o $' 000 12,980,594 5.51 5.35 0.17 3 A nos p.a 3.97 3.89 0.09 Des d e a I nic io p.a 4.21 4.20 0.01 Tri FYTD 1 A no 2.18 2.07 0.11 2.18 2.07 0.11 Títulos de rendimento fixo Int Referensia (Benchmark) Excesso 9,377,395 0.22 0.17 0.05 0.22 0.17 0.05 2.51 2.39 0.12 2.63 2.57 0.07 3.68 3.68 0.00 Ações Internacionais Referensia (Benchmark) Excesso 3,603,199 7.79 7.73 0.06 7.79 7.73 0.06 12.20 11.85 0.35 n.a n.a n.a 10.46 9.38 1.08 A performance acumulada do Fundo Petrolífero, comparada com o rendimento do benchmark Global ao longo do trimestre, é ainda evidenciada no seguinte gráfico: PÁGINA 6 RELATÓRIO TRIMESTRAL DO FUNDO DO PETRÓLEO – 31 DE MARÇO DE 2013 CARTEIRA DE OBRIGAÇÕES A performance da carteira de obrigações do Fundo no trimestre, incluindo a rentabilidade dos diferentes mandatos de investimento, foi a seguinte: (%) Títulos d e rend imento fixo I nt. Benchmark Excesso V alor d o Merc ad o $' 000 9,377,395 2.51 2.39 0.12 3 A nos p.a 2.63 2.57 0.07 Des d e a I nic io p.a 3.68 3.68 0.00 Tri FYTD 1 A no 0.22 0.17 0.05 0.22 0.17 0.05 BCTL 1- 3 yr US Treas ury Benchmark Excesso 1,459,436 0.12 0.12 0.00 0.12 0.12 0.00 0.72 0.64 0.08 n.a n.a n.a 0.49 0.40 0.09 BCTL 3- 5 yr US Treas ury Benchmark Excesso 5,265,112 0.24 0.20 0.05 0.24 0.20 0.05 2.15 2.14 0.02 n.a n.a n.a 1.50 1.34 0.16 Bank for I nternational Settlement Benchmark Excesso 2,652,845 0.19 0.12 0.07 0.19 0.12 0.07 4.97 4.80 0.17 n.a n.a n.a 3.23 3.07 0.16 CARTEIRA DE ACÇÕES A performance da carteira de acções do Fundo no trimestre, incluindo a rentabilidade dos diferentes mandatos de investimento, foi a seguinte: PÁGINA 7 RELATÓRIO TRIMESTRAL DO FUNDO DO PETRÓLEO – MARÇO DE 2013 (%) Ações Internacionais Benchmark Excesso Schroder Investm ent M anagem ent Benchmark Excesso SSgA International Equity Benchmark Excesso Black Rock International Equity Benchmark Excesso Valor do M ercado $ '0 0 0 3,603,199 12.20 11.85 0.35 3 Anos p.a n.a n.a n.a Desde a Inicio p.a 10.46 9.38 1.08 8.04 7.73 0.31 13.15 11.85 1.30 n.a n.a n.a 10.72 9.38 1.34 7.71 7.73 -0.02 7.71 7.73 -0.02 11.87 11.85 0.03 n.a n.a n.a 16.74 16.22 0.52 n.a n.a n.a n.a n.a n.a n.a n.a n.a n.a n.a n.a 3.43 3.36 0.07 Tri F Y TD 1 Ano 7.79 7.73 0.06 7.79 7.73 0.06 703,354 8.04 7.73 0.31 2,244,500 655,345 5. CUSTOS DE GESTÃO Os custos globais de gestão operacional do Fundo, incluindo a totalidade das despesas internas e externas, ascenderam a 2.760 milhares de USD durante o trimestre, conforme se apresenta de seguida (em milhares de USD): Despesas com a gestão external e o serviço de custódia Despesas de gestão pelo Banco Central de Timor-Leste Despesas com Conselho Consultivo de Investimento Contas a pagar Total dos Despesas 2.322 438 2.761 6. TRANSFERÊNCIAS PARA O ORÇAMENTO DE ESTADO De acordo com o Artigo 7.1 da Lei do Fundo do Petróleo as transferências para o Orçamento de Estado apenas poderão ser creditadas numa única conta bancária do Estado. Durante o trimestre não foram realizadas quaisquer transferências de fundos para a conta geral do Estado. 7. RISCO FINANCEIRO DO FUNDO 7.1 Tracking Error O “tracking error” é uma medida de risco utlizada para definir o perfil de risco desejado para a gestão activa do Fundo e dos respectivos mandatos de investimento e corresponde ao desvio padrão histórico da performance do Fundo face à do respectivo benchmark. Mandatos de investimento com um maior “trackingerror” concedem ao gestor uma maior margem de manobra na gestão do Fundo face ao respectivo benchmark. 7.2 Duração A duração de uma carteira de obrigações, em concreto a sua “modified duration”, mede o impacto financeiro no valor do Fundo decorrente de uma variação de 1% do nível geral das taxas de juro do mercado obrigacionista. As taxas de juro têm uma relação inversa com o preço das obrigações. No final do trimestre, PÁGINA 8 RELATÓRIO TRIMESTRAL DO FUNDO DO PETRÓLEO – 31 DE MARÇO DE 2013 a duração da carteira de obrigações do Fundo avaliava-se em 4.28%, ligeiramente acima da duração global de 4.17% do respectivo benchmark. 7.3. Risco de Crédito A Lei do Fundo Petrolífero apenas admite, no âmbito da gestão da carteira de obrigações do Fundo, o investimento em obrigações cujos ratings sejam de nível “não-especulativo” (superiores a BB+/Ba1). A classificação de crédito não é aplicável no contexto do investimento em acções. No sentido de minimizar o risco de crédito do Fundo, o dinheiro recebido pelo Fundo, proveniente das receitas petrolíferas do Mar de Timor e não investido imediatamente em obrigações e acções, é aplicado exclusivamente em “repurchase agreements” (repos) contratualizados com a Reserva Federal Norte-Americana, através da sua agência de Nova Iorque. 8. CUMPRIMENTO DE REGRAS O BCTL confirma as seguintes declarações relativamente à observância dos mandatos de investimento definidos pelo Ministério das Finanças: Activos Elegíveis O Fundo foi, durante todo o trimestre, investido em instrumentos financeiros autorizados pelo mandato de investimento. Duração modificada da carteira A duração modificada da carteira de títulos de rendimento fixo do Fundo manteve-se sempre dentro do limite permitido pelo mandato de gestão ao longo de todo o trimestre. Tracking Error O tracking error da carteira de títulos em que está investido o Fundo manteve-se, ao longo de todo o trimestre, dentro do limite do acordo de gestão. Mandato interno ao BCTL A carteira de títulos gerida internamente pelo BCTL obedeceu, ao longo de todo o trimestre, aos critérios definidos no mandato de gestão. Gestores externos O investimento a cargo dos gestores externos manteve-se, ao longo do trimestre, dentro dos parâmetros definidos nos respectivos mandatos, conforme demonstrado pelos gestores externos e certificado pelo “custodian” global do Fundo. Auditoria interna O Artigo 22 da Lei do Fundo Petrolífero № 9/2005 exige que o auditor interno do Banco Central efectue a auditoria do Fundo numa base semestral. O auditor interno realizou uma auditoria ao Fundo com a data de 31 de Março de 2013. PÁGINA 9 RELATÓRIO TRIMESTRAL DO FUNDO DO PETRÓLEO – MARÇO DE 2013 9. DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS As informações financeiras que se seguem destinam-se a facilitar a análise do desempenho trimestral do Fundo Petrolífero, a cargo do Ministério das Finanças. Note-se, contudo, que os valores, apresentados em milhares de USD, não foram auditados. BALANÇO DO FUNDO ACTIVOS LÍQUIDOS Mar-13 $'000 Dec-12 $'000 Mar-12 $'000 Dinheiro e seus equivalentes Outros recebidos Activos financeiros avaliados ao preço de mercado 44.425 14.145 12.924.086 60.884 6.478 11.711.145 9.405 3.159 7.734.508 TOTAL DOS ACTIVOS 12.982.656 11.778.507 7.747.072 (3.304) (1.409) (811) (2.347) (1.826) - TOTAL DO PASSIVOS ACTIVOS LÍQUIDOS (4.713) 12.977.943 (3.158) 11.775.349 (1.826) 7.745.246 CAPITAL LÍQUIDO 12.977.943 11.775.349 7.745.246 PASSIVO Pagável por Títulus adquiridos Contas a pagar DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS DO FUNDO DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO E OUTROS RESULTADOS GLOBAIS Trimestre Mar-13 Mar-12 $'000 RENDIMENTOS DE INVESTIMENTO Juros recebidos Devidendo os recebidos Outros rendimentos do investimento Ganhos/Perdas líquidas de activos financeiros ao preço e mercado $'000 Year to Date (YTD) Mar-13 Mar-12 $'000 $'000 36.579 21.433 646 208.746 74 50.794 7.975 159 (2.596) 564 36.579 21.433 646 208.746 74 50.794 7.975 159 (2.596) 564 267.477 56.895 267.477 56.895 1.423 438 486 1.423 438 486 1.861 486 1.861 486 Resultado antes de imposto Withholding taxes Resultados líquido do trimestre Outros resultados compreensivo 265.616 (863) 264.753 - 56.409 56.409 - 265.616 (863) 264.753 - 56.409 56.409 - Total Res ultad os Compreens ivo d o Trimes tre 264.753 56.409 264.753 56.409 Ganhos/Perdas liquidas cambiais Tota Rendimento de Investimento DESPESAS Taxa de gestão external, despesas de custódia e outros despesas Despesas com CCI Despesas pelo gestão Banco Central de Timor-Leste Total dos despesas Nota: As convenções contabilísticas utilzadas na preparação detas peças contabilísticas são idênticas às utilizadas na apresentação mais recente das demonstrações financeiras anuais auditadas do Fundo do Petróleo. Dili, 02 de Maio de 2013 Abraão de Vasconselos Governador Fernando da silva Carvalho Executive Director Interino