VACINAÇÃO
Enfª Ludmylla de Oliveira Beleza
UTIN – HRAS
www.paulomargotto.com.br
Brasília, 02/8/2012
INTRODUÇÃO
Responsabilidade do MS
PNI em 1973
Centros de Referências para Imunobiológicos
Especiais em 1993
Imunização Passiva: administração de
anticorpos
Proteção Imediata
INTRODUÇÃO
Imunização ativa
Vacinas: preparadas de vírus ou bactérias
inativadas como organismos inteiros ou seus
produtos, ou organismos inteiros vivos, mas
atenuados
Mais duradoura
Dependente da imunidade humoral e celular
IMUNOLOGIA DA VACINAÇÃO
Organismo: eliminação constante de
microrganismos de sua superfície
Possibilidade de infecção: aderência firme
entre estruturas do mcg e hospedeiro
Adesinas: componentes da superfície
microbiana que se fixam a receptores
celulares do hospedeiro
Pilos ou Fímbrias
IMUNOLOGIA DA VACINAÇÃO
Afinidade estrutural determina localização da
infecção
Aderência
multiplicação
colonização
Infecção
Resposta Imunológica
Ou
Efeitos Patogênicos
Dependente de fatores: microrganismo e
hospedeiro
IMUNOLOGIA DA VACINAÇÃO
IMUNOLOGIA DA VACINAÇÃO
Imunidade Inata/Inespecífica/Natural
PMN
Monócitos
Macrófagos
Fagocitose
Fagossomos + Lisossomos
Fagolisossomos
Complemento
(C1 a C9 )
Digestão
Sinais
Inflamatórios
Lesão Tecidual
Vasodilatação
↑ Permeabilidade Capilar
Sist.Coagulação (Isolar)
Ptns da Fase
Aguda
Fixação à parede
das bactérias
IMUNOLOGIA DA VACINAÇÃO
Complemento: ativação por
Via clássica: interação com complexos Ag-Ac
Via alternativa: interação direta com
lipopolissacarídeos, toxinas e outras
Processo infeccioso controlado ou
Captura de Ag pelos nódulos
linfáticos regionais
Microrganismo na corrente sanguínea
Baço (filtra e remove)
IMUNOLOGIA DA VACINAÇÃO
IMUNOLOGIA DA VACINAÇÃO
Imunidade Adquirida/Específica/Adaptativa
Memória imunológica
Especificidade: Ac (humoral)e células
programadas para combater Ag específicos
(celular)
Ag: estrutura grande e complexa
sist.
Imune específico não reconhece
Epítopos ou determinantes antigênicos:
sítios dos Ag reconhecíveis
IMUNOLOGIA DA VACINAÇÃO
Linfócitos B
Medula óssea
Possuem Ac na superfície
capazes de fixar um único Ag
Contato com Ag
rápida
proliferação
células B de
memória e céls B efetoras
(plasmócitos)
Produção de Ig
Reconhecem epítopos diretamente
IMUNOLOGIA DA VACINAÇÃO
Linfócitos T
Origem na medula óssea;
amadurecimento no timo
Receptores específicos na
membrana
TH: CD4 na membrana
TC: CD8
Reconhecem epítopos
apresentados na membrana
com ptns do MHC
IMUNOLOGIA DA VACINAÇÃO
Ptns MHC
Classe I: apresentam às Tc
Classe II: apresentam às TH
Céls Apresentadoras de Ags
Dentríticas, macrófagos e
linfócitos B
Apresentam epítopos de Ag
extracelulares em sua memb
com MHC II
TH TH2
Linfocinas
Ac
IMUNOLOGIA DA VACINAÇÃO
Se infectadas com Ag intracelulares (qq cél)
apresentam epítopos com MHC II às TH
TH1
Citocinas Imunidade celular (TC
específicos e macrófagos de ação inespecífica)
TC: reconhece epítopo-MHC I específico
Proliferação e diferenciação em cél efetora
que destrói céls-alvo com o mesmo complexo
Memória imunológica:
rápida elevação de Ac
quando nova exposição
IMUNOLOGIA DA VACINAÇÃO
Memória imunológica mais potente: se Ag é
apresentado por MHC I e MHC II
Ag extracelular (p.ex. Vacinas inativadas)
Apresentação pelo MHC II
memória fraca
com necessidade de reexposição periódica
Ag intracelular (p.ex. Vacinas virais vivas)
Resposta Imune mais potente por acionar
imunidade inespecífica, humoral e celular
IMUNOLOGIA DA VACINAÇÃO
Anticorpos + células NK: lise de células
infectadas com patógenos intracelulares
IgA: mucosas, bloqueia aderência e
penetração de microrganismos, não atravessa
placenta
Interação de linf B com TH
troca de IgM por
IgG
IgM: sem memória, timo-independente, vida
curta, fase aguda, resposta primária, não
atravessam placenta
IMUNOLOGIA DA VACINAÇÃO
IgG: com memória, timo-dependente,
predominante após nova exposição ao Ag,
resposta secundária, atravessam placenta
IgM e IgG ligam-se às bactérias que
sobreviveram à fase inespecífica ativam
complemento (fagocitose)
IgE: proteção contra doenças parasitárias e
alérgicas
CLASSIFICAÇÃO DAS VACINAS
Vivas
Microrganismos atenuados: seleção de cepas
naturais (selvagens) e atenuação por
passagens em meios de cultura especiais
Poliomielite, sarampo, caxumba, rubéola e
febre amarela
VOP: repetição pela existência de 3 tipos de
vírus
CLASSIFICAÇÃO DAS VACINAS
Não-Vivas
Microrganismos inteiros inativados
Poliomielite inativada e vacina celular contra a
coqueluche
Produtos tóxicos dos microrganismos
inativados
tétano e a difteria
De subunidades ou de fragmentos de
microrganismos
influenza.
Identificação dos componentes responsáveis
pela agressão infecciosa e pela proteção,
inativados
acelular contra coqueluche
CLASSIFICAÇÃO DAS VACINAS
Não-Vivas
Obtidas por engenharia genética, gene do
microrganismo que codifica uma proteína
importante para a imunidade é inserido no genoma
de um vetor vivo que, ao se multiplicar, produzirá
grandes quantidades do antígeno protetor
hepatite B
Polissacarídeos extraídos da cápsula de
microrganismos invasivos
pneumococo e
meningococo
Glicoconjugadas; componentes polissacarídicos são
conjugados a proteínas
CLASSIFICAÇÃO DAS VACINAS
Combinadas
Contêm no mesmo frasco várias vacinas diferentes
DPT e tríplice viral
Podem também ser misturadas no momento da
aplicação
vacina tetravalente
Conjugadas
São aquelas em que um produto imunologicamente
menos potente, p.ex., um polissacarídeo, é juntado a
um outro produto imunologicamente mais potente,
p.ex., uma proteína
primeiro produto adquire
características de maior potência imunológica
CONSIDERAÇÕES
Contra-indicações Gerais
Vacinas de vírus vivos: imunodeficiência congênita
ou adquirida, neoplasia maligna e tratamento com
corticosteróides em esquemas imunodepressores ou
qualquer terapia imunodepressora
Adiamento de Vacinação
Doenças agudas febris graves
Tratamento com imunodepressores
Uso de imunoglobulinas (vivas),
exceção VOP e FA
Fonte: Manual CRIE - MS, 2006
IMUNOBIOLÓGICOS ESPECIAIS
Produtos imunobiológicos de moderna
tecnologia e alto custo
Indicações dos CRIE:
Suscetibilidade↑ às doenças ou risco de
complicações para si ou para outros
(imunodepressão, asplenia, transplante, aids)
Convívio com pessoas imunodeprimidas
Intolerância aos imunobiológicos comuns
Exposição inadvertida a agentes infecciosos
IMUNOBIOLÓGICOS ESPECIAIS
Imunodeprimido: distinguem-se por
incapacidade de resposta a inúmeros
estímulos antigênicos ou infecciosos; mais
suscetíveis e possibilidade de
desenvolvimento de doenças mais graves
Dados sobre proteção vacinal em
imunodeprimidos: escassos
Risco da vacina X Risco da infecção natural
Risco: Varicela
IMUNOBIOLÓGICOS ESPECIAIS
A imunização passiva pode interferir na
resposta a vacinas atenuadas
Não administrar imunoglobulinas durante os
primeiros 14 dias após a aplicação das vacinas
contra o sarampo ou tríplice viral
RN pré-termo
Os linfócitos T são encontrados no sangue periférico
na 28ª semana de idade fetal
N° de linfócitos B circulantes normal, mas problemas
relacionados à fagocitose e à apresentação do
antígeno
↓resposta humoral.
IMUNOBIOLÓGICOS ESPECIAIS
Imunobiológicos de uso eventual na unidade
neonatal
Imunoglobulina Anti-Hepatite B (IGHAHB)
Imunoglobulina Antivaricela-zoster (IGHVAZ) – mãe,
28-36s e <28s
Imunoglobulina Antitetânica (IGHAT)
Vacinação na UTIN
Vacinas inativadas (VIP)
DTPa (tríplice bacteriana acelular)
RNPT: hep B com 04 doses – 0-01-02 e 06 meses
RNPT MMBP: HiB 15 d após DPTa
• Os RN prematuros, especialmente prematuros extremos,
apresentam níveis de IgG maternos invariavelmente baixos.
Esses níveis podem ser ainda mais baixos dependendo das
intercorrências clínicas, tais como doença pulmonar (com
transudação de líquido para os pulmões), estresse (com
aumento do catabolismo da IgG) e múltiplas retiradas de
sangue. A permanência prolongada no ambiente hospitalar
e os procedimentos invasivos a que são submetidos, aliados
à imaturidade dos sistemas de fagocitose, complemento e
células T, à deficiência de IgM e IgA e a uma resposta imune
não muito ágil, caracterizam os prematuros extremos como
uma classe de pacientes extraordinariamente susceptíveis à
infecção.
Tavares et all, 2005
TIPOS DE VACINAS
idade
Fonte: www.saude.gov.br
BCG
Composição e apresentação
Atenuação do Mycobacterium bovis, apresentada em
ampolas com múltiplas doses.
Idade de aplicação
Qualquer idade e >2000g
Indicação
Prevenir as formas graves da tuberculose (miliar e
meníngea) em crianças com menos de cinco anos
Via de administração
Intradérmica, no braço direito, inserção do deltóide
Obs: Revacinar com 6 ou 10 anos; val 6hs pós-reconst
BCG
Se ausência da cicatriz vacinal aos 06 m, revacinar.
Eventos adversos mais comuns
Abscesso e/ou ulceração, no local da aplicação;
linfadenite regional.
Contra-indicações
Imunodeficiência congênita ou adquirida, crianças
com HIV que tenham sintomas; adiar se afecções
dermatológicas extensas
HEPATITE B
Composição e apresentação
Preparada por método de engenharia genética e
obtida por tecnologia de recombinação do ADN
Idade de aplicação
Qualquer idade; até 12 hs de nascimento
Indicação
Crianças, adultos em idade fértil,
hemodiálise, hemofílicos
Via de administração
Intramuscular profunda, no vasto lateral da côxa;
após 2 anos, deltóide.
HEPATITE B
Eventos adversos mais comuns
Dor no local da injeção e febre baixa
Mal-estar, cefaléia e fadiga podem ocorrer.
Esquema
0, 1 e 6 meses. Se RNPT (<33s ou <2000g), adicionar
1 dose no 2° mês (0,1,2,6)
Contra-indicações
Reação anafilática sistêmica seguindo-se à aplicação
de dose anterior.
HEPATITE B
“A infecção pelo vírus da hepatite B (VHB) acomete
entre 350 e 500 milhões de pessoas em todo o
mundo. Suas manifestações clínicas variam de
infecção inaparente com cura sem seqüelas a cirrose
e câncer hepáticos, podendo ainda causar hepatite
aguda de vários graus de gravidade, infecção crônica
inaparente (estado de portador) e hepatite crônica.
Estima-se em cerca de 40% a chance de um infectado
crônico pelo VHB vir a morrer em decorrência desta
infecção.” (Manual dos CRIE, 2006)
Imunoglobulina Humana antihepatite B (IGHAHB)
Obtida de plasma de doadores selecionados,
submetidos recentemente à imunização ativa contra
hepatite B, com altos títulos de Ac específicos
Dose de 0,5mL para recém-nascidos ou 0,06mL/kg,
máximo de 5mL, para demais idades.
Via intramuscular
Indicações: prevenção da infecção perinatal; vítimas
de acidentes com material biológico; comunicantes
sexuais; vítimas de abuso sexual; imunodeprimido
após exposição de risco, mesmo que previamente
vacinados.
Imunoglobulina Humana antihepatite B (IGHAHB)
Crianças pré-termo, filhas de mães AgHBs positivas,
com idade gestacional menor que 33 semanas ou
peso menor que 2.000g, devem receber vacina e
IGHAHB, e uma dose extra de vacina aos 2 meses de
idade, além das recomendadas acima
POLIOMIELITE (VOP)
Composição e apresentação
Contém os 3 tipos de poliovírus vivos atenuados
Idade de aplicação
A partir de 2 meses até 5 anos
Via de administração
Oral, dose de 0,1 ml (2 gotas)
Esquema
2, 4, 6 e 15 meses; intervalo de
Pelo menos 30 dias entre doses
POLIOMIELITE (VOP)
Eventos adversos mais comuns
Segura
Podem ocorrer quatro a 40 dias após a vacinação
acidentes pós-vacinais (paralisias flácidas)
Contra-indicações
Crianças imunodeprimidas
Crianças que estejam em contato domiciliar com
pessoa imunodeficiente suscetível
Pessoas submetidas a transplante de medula óssea.
POLIOMIELITE (VIP)
Composição e apresentação
Contém os 3 tipos de poliovírus obtidos em cultura
celular e inativados por formaldeído;
Apresentada sob a forma de solução injetável
Idade de aplicação
A partir de 2 meses
Via de administração
Intramuscular, dose de 0,5 ml
Esquema
03 doses com intervalo de 60 dias (intervalo mínimo = 30
dias); reforço de 6m a 1 ano pós 3ª dose e outro 3 a 5
anos após 1° reforço
POLIOMIELITE (VIP)
Eventos adversos mais comuns
Locais: eritema discreto no local da aplicação
Sistêmicos: febre moderada
Alérgicos: anafilaxia é rara.
Contra-indicações
Reação grave à dose anterior de VIP ou anafilaxia a
algum componente da vacina
É injetável, não impede a
circulação do vírus selvagem por
via intestinal, não protege os
comunicantes dos vacinados,mais onerosa
ROTAVÍRUS (VORH)
Composição e apresentação
Elaborada com vírus isolados de humanos e
atenuada para man-ter a capacidade imunogênica,
porém não patogênica. A vacina é monovalente, ou
seja, a cepa utilizada possui apenas um sorotipo em
sua composição que é o G1[P8] da cepa RIX4414.
Idade de aplicação
A partir de 2 meses
Via de administração
Oral
Esquema
02 doses; 2 e 4 meses
ROTAVÍRUS
Contra-indicações
Imunodeficiência
Uso de medicamentos imunossupressores
Alergia
Doença do aparelho gastrointestinal (crônica)
Idade: 2ª dose até 5m e 15d
Eventos adversos mais comuns
Vômitos/regurgitação
Invaginação intestinal (com a vacina usada
anteriormente): dor abdominal, obstrução intestinal,
náuseas, vômitos, distensão, sangue nas fezes
DTP
Composição e apresentação
Toxóide diftérico, toxóide tetânico e Bordetella
pertussis inativada em suspensão. Atualmente, é
administrada com a Hib, conhecida como
tetravalente
Idade de aplicação
A partir de 2 meses até 7 anos; após só Dt
Esquema
2, 4, 6 e 15 meses; intervalo de pelo menos 30 dias
entre doses
Em caso de ferimento com alto risco de tétano antes dos
7 anos,já decorridos mais de 5 anos da 4ª dose, revacinar
DTP
Via de administração
IM profunda, dose de 0,5 ml
Eventos adversos mais comuns
Dor, vermelhidão e enduração locais; febre, malestar geral e irritabilidade nas primeiras 24 a 48 hs
Com menor freqüência podem ocorrer sonolência,
choro prolongado e incontrolável, convulsões e
síndrome hipotônicohiporresponsiva (hipotonia,
sudorese fria e diminuição de resposta a estímulos).
Contra-indicações
Dois últimos eventos até 7 dias após vacinação
DTPa
Composição e apresentação
Antígenos contra difteria, tétano e coqueluche, este
do tipo acelular (toxóide e outros Ag).
Idade de aplicação
A partir de 2 meses até 7 anos
Via de administração
IM profunda, dose de 0,5 ml
Esquema
2, 4, 6 e 15 meses, outro reforço de 4 a 6 anos;
Aplicar Hib em outro local, com 15 dias de diferença,
preferencialmente
DTPa
Indicações
Eventos adversos graves após DPT ou tetravalente em
crianças com maior risco de desenvolver eventos
adversos graves: doença convulsiva crônica;
cardiopatias ou pneumopatias crônicas em menores de
2 anos de idade com risco de descompensação se
febre; doenças neurológicas crônicas incapacitantes;
RN que permaneça internado na unidade neonatal por
ocasião da idade de vacinação; RN prematuro extremo
(<1.000g ou 31s).
Contra-indicações
Choque anafilático pós e encefalopatia até 7 dias pós
DPT ou DPTa
DTPa
Vacinas acelulares são eficazes e menos reatogênicas
do que as celulares
O PNI ainda não inclui DTPa no calendário de rotina
devido a alguns fatores:
1. Na maioria dos estudos, as vacinas acelulares não
são mais eficazes do que as celulares na prevenção
da coqueluche em todas as suas formas clínicas;
2. Em geral, as vacinas acelulares, quando combinadas
com a vacina Hib, são menos imunogênicas contra
este último antígeno do que as vacinas celulares;
3. A DTP é produzida no Brasil;
4. Maior custo
Hib
Composição e apresentação
PRP (cápsula polissacarídica, que confere
propriedades invasivas) conjugado a diferentes
proteínas
Idade de aplicação
A partir de 2 meses
Via de administração
IM , dose de 0,5 ml
Esquema
2, 4, 6;
Hib
Indicações
Transplantados
Nos menores de 19 anos e não-vacinados, nas
seguintes situações: HIV/aids; imunodeficiência
congênita ou terapêutica; asplenia anatômica ou
funcional e doenças relacionadas; DM; nefropatia,
cardiopatia ou pneumopatias crônicas; trissomias;
asma; fibrose cística;
Contra-indicações
Anafilaxia
Hib
Eventos adversos mais comuns
Locais: dor, eritema e enduração.
Sistêmicos: febre, irritabilidade e sonolência. Não há
relatos de eventos pós-vacinais graves
Alérgicos: anafilaxia é rara
Calcula-se que mais de 95% das cepas de Haemophilus
influenzae isoladas de pacientes com doença invasiva
(particularmente meningite, mas também sepse, pneumonia,
epiglotite, celulite, artrite séptica, osteomielite e pericardite)
pertençam ao sorotipo b.
HEPATITE A
Composição e apresentação
Preparadas a partir de culturas celulares em
fibroblastos humanos e inativadas pela formalina.
Disponível no mercado combinada com Hepatite B
Idade de aplicação
A partir de 1 ano
Via de administração
IM, dose de 0,5 ml ou SC se coagulopatias
Esquema
2 doses com intervalo de 6 meses
Se com Hep B, em 3 doses: 0, 1 e 6 meses
HEPATITE A
Indicações
Hepatopatias crônicas;
Portadores crônicos do VHB;
Coagulopatias e Hemoglobinopatias;
Crianças menores de 13 anos com HIV/aids;
Adultos com HIV/aids que sejam portadores do VHB ou
VHC;
Doenças de depósito;
Fibrose cística e Trissomias;
Imunodepressão terapêutica ou por doença
Candidatos a transplante de órgão sólido/doadores e
transplantados.
HEPATITE A
Contra-indicações
Se reação anafilática anterior
Gestação
Eventos adversos
Locais: Dor, eritema ou edema ocorrem
Sistêmicos: febre e fadiga ocorrem em menos de 5%
Alérgicos: anafilaxia é rara.
VARICELA
Composição e apresentação
Vírus de varicela zoster (VVZ) atenuado.
Idade de aplicação
A partir de 1 ano
Via de administração
SC, dose de 0,5 ml
Esquema
Dose única se < 12 anos
>13 anos e imunodeprimidos: duas doses com
intervalo de 4 a 8 semanas
VARICELA
Indicações
Profissionais de saúde, pessoas e familiares suscetíveis à
doença e imunocompetentes que estejam em convívio
domiciliar ou hospitalar com pacientes
imunodeprimidos;
Imunocompetentes suscetíveis à doença e, maiores de 1
ano de idade, no momento da internação em enfermaria
onde haja caso de varicela;
Nefropatias crônicas;
Doenças dermatológicas crônicas graves;
Trissomias; Hepatopatias crônicas; Coagulopatias e
Hemoglobinopatias;
VARICELA
Contra-indicações
Reação anafilática anterior
Pacientes imunodeprimidos, exceto nos casos previstos
Até três meses após suspensão de terapia
imunodepressora
Gestação (mulheres em idade fértil vacinadas devem
evitar a gravidez durante um mês após a vacinação)
Eventos adversos
Locais: dor, hiperestesia ou rubor; Erupção leve local
Sistêmicos: febre; erupção variceliforme com 5 lesões;
Encefalite, ataxia, eritema polimorfo e anafilaxia são
raros, assim como plaquetopenia
VARICELA
“Eventualmente, pode evoluir de forma grave e
progressiva, com formação contínua de novas lesões
e risco de disseminação da doença, que se manifesta
clinicamente por encefalite, hepatite, pneumonite,
coagulação intravascular disseminada, podendo
levar a óbito.” (Manual dos CRIE, 2006)
INFLUENZA
Composição e apresentação
São trivalentes, obtidas a partir de culturas em ovos
embrionados de galinha. Geralmente contém 15µg
de cada um de dois subtipos do sorotipo A e 15µg de
uma cepa do sorotipo B, de vírus fracionados ou
subunidades inativados
Composição estabelecida anualmente pela OMS
Idade de aplicação
A partir de 6 meses
Via de administração
IM, dose de 0,25 ml em < 3 a; 0,5ml > 3 a
INFLUENZA
Esquema
Dose anual, 0,25ml em < 5anos em 2 doses
02 doses em < 9 anos na primeira aplicação, com
intervalos de 4 a 6 semanas; só uma dose anual
subsequente
Contra-indicações
História de anafilaxia a proteínas do ovo ou a outros
componentes da vacina.
Eventos Adversos
Locais: eritema, dor e enduração pouco intensos
Sistêmicos: febre, mal-estar e mialgia
INFLUENZA
“Durante as epidemias de gripe, aumentam as
consultas médicas e as hospitalizações por infecções
respiratórias agudas. Entre as complicações que
podem ocorrer, destacam-se a otite média aguda e a
pneumonia, viral ou bacteriana. A síndrome de Reye,
geralmente associada com o uso simultâneo de
aspirina durante a infecção, é mais rara e
Extremamente grave. As pessoas nos extremos de
idade e aquelas com doenças debilitantes e em
estado de imunodepressão correm maior risco de
complicações; a incidência anual da doença é maior
entre escolares e pré-escolares.” (Manual dos CRIE,
2006)
PNEUMOCOCO
Composição e apresentação
Pn23: É constituída de uma suspensão de antígenos
polissacarídicos purificados, com 23 sorotipos de
pneumococo
Pnc10: contém 2µg de polissacarídeo de cada um dos
sorotipos, além da proteína de conjugação
Idade de aplicação
Pn23 a partir de 2 anos
Pnc10 a partir de 2 meses e < 5 anos
Via de administração
IM profunda
PNEUMOCOCO
Esquema
Pn23: dose única; revacinar após 5 anos
Contra-indicações
Reação anterior de hipersensibilidade imediata
PNEUMOCOCO
Eventos Adversos
Locais: eritema, dor e enduração
Sistêmicos Pnc10: irritabilidade, sonolência e choro
excessivo são descritos, porém de intensidade leve.
Sistêmicos Pn23:febre baixa, astenia, cefaléia e
mialgia podem ocorrer, sendo mais intensos e mais
freqüentes na revacinação.
“O pneumococo faz parte da microbiota normal da
nasofaringe, sendo causa freqüente de otite média
aguda, pneumonias, bacteremias, meningites. A
maior incidência de doença pneumocócica ocorre nos
primeiros anos de vida e no idoso.”
MENINGOCOCO
Composição e apresentação
Polissacarídeo do meningococo C conjugado a
toxóide tetânico ou CRM197.
Idade de aplicação
A partir de 2 meses e < 5 anos, dose de 0,5ml
Via de administração
IM profunda
Esquema
>2 meses: 2 ou 3 doses no primeiro ano de vida, de
acordo com as indicações do fabricante, com uma dose
de reforço a partir dos 12 meses de vida.
MENINGOCOCO
Contra-indicações
Pacientes com hipersensibilidade a qualquer um dos
componentes da vacina.
Eventos adversos
Locais: eritema, enduração e dor
Sistêmicos: febre baixa e irritabilidade
“A Neisseria meningitidis (meningococo) de tipo C é
causa de bacteremia, meningite e meningococcemia;
tem importância epidemiológica relevante em
algumas regiões geográficas. Surtos são freqüentes,
com alta letalidade. No Brasil, a distribuição é
variável de região para região.”
PALIVIZUMABE
Composição e apresentação
Imunização passiva com o anticorpo monoclonal
contra a glicoproteína F do Vírus Sincicial
Respiratório, nos meses de maior circulação deste.
Idade de aplicação
Até 1 ano de idade
Via de administração/Esquema
15 mg/kg de peso, 5 doses mensais consecutivas, IM
OBS:
A VRS-IGIV (Ig) é IV, 15 ml/kg, em infusão de 4 horas, mensalmente,
por 5 meses no ano. Não deve ser utilizada em crianças com cardiopatia
congênita cianótica (efeitos colaterais) e crianças só devem ser imunizadas
contra sarampo e varicela 9 meses após a última dose
PALIVIZUMABE
Indicações
Prematuros com IG < 28s até 1 ano de idade
Displasia broncopulmonar e cardiopatas em
tratamento clínico nos últimos seis meses até 2 anos
de idade.
IG de 29 a 32s até o sexto mês de vida
IG > 32s a 35s que apresentem dois ou mais fatores
de risco: criança institucionalizada, irmão em idade
escolar, anomalias congênitas de vias aéreas, e
doenças neuromusculares severas.
BIBLIOGRAFIA
1. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento
de Vigilância Epidemiológica. Manual de vigilância epidemiológica de eventos
adversos pós-Vacinação 2007 / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em
Saúde, Departamento de Vigilância Epidemiológica. – Brasília : Ministério da
Saúde, 2007. 188 p. – (Série A. Normas e Manuais Técnicos).
2. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento
de Vigilância Epidemiológica. Manual dos centros de referência para
imunobiológicos especiais / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em
Saúde. Departamento de Vigilância Epidemiológica. Brasília: Ministério da Saúde,
2006. 188 p.: il. – (Série A. Normas e Manuais Técnicos)
3. BRASIL. Manual de Normas de Vacinação. 3.ed. Brasília: Ministério da
Saúde: Fundação Nacional de Saúde; 2001 72p.
4. BRASIL. Programa Nacional de Imunizações 30 anos. Secretaria de Vigilância em
Saúde. Brasília: Ministério da Saúde, 2003. 212p.
5. BRASIL. Capacitação de pessoal em sala de vacinação - Manual do
Treinando. / Organizado pela Coordenação do Programa Nacional de Imunizações.
2a ed. rev. e ampl. – Brasília : Ministério da Saúde. Fundação Nacional de Saúde,
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6. CREPE. C.A. Introduzindo a Imunologia: Vacinas. Apucarana: Secretaria de
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23:34hs.
8. MARSHALL, G.S. Manual das Vacinas: Um Guia Prático para os Médicos. 3ª
ed. México: Intersistemas Editores, 2011.
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Vacinação - Paulo Roberto Margotto