1 SUBJETIVIDADE E REPRESENTAÇÕES SOCIAIS: ESTADO DA ARTE DA PRODUÇÃO NACIONAL 2000-2010 Helenice Maia Gonçalves Estágio Pós-Doutoral Superintendência de Educação e Pesquisa Fundação Carlos Chagas Supervisão: Clarilza Prado de Souza São Paulo 2011 2 Resumo O objetivo desse estudo foi empreender um estado da arte dos estudos nacionais realizados nos últimos dez anos sobre subjetividade e representações sociais com a intenção de mapear e discutir a produção acadêmica voltada às relações que se estabelecem entre representações sociais e subjetividade. Para mapear a produção acadêmica no campo da Educação, foi estabelecido, inicialmente, o critério ocorrência das palavras chave subjetividade(s) e representação(ões) social(is). Foram localizadas 116 teses e 260 dissertações no Banco de Teses e Dissertações da CAPES, 390 artigos publicados em 15 periódicos qualificados pela CAPES (estratos A e B) disponíveis na base Google Acadêmico; e 271 comunicações apresentadas nos Grupos de Trabalho Psicologia da Educação (GT 20) e Sociologia da Educação (GT 14) da ANPEd, num total de 1037 trabalhos. Todos os resumos foram lidos para verificar se a Teoria das Representações Sociais e estudos sobre subjetividade tinham sidos utilizados como referencial teórico, sendo descartados aqueles que não as utilizaram. Nova busca foi empreendida, desta vez tomando como critérios a ocorrência simultânea daquelas palavras chave e estudos conduzidos no campo da Educação. Ao final desta segunda etapa, foram selecionados 15 dissertações, 16 artigos e nove comunicações, perfazendo o total de 31 trabalhos que foram lidos integralmente e analisados em seu conteúdo de acordo com os seguintes critérios: (1) Tema enfocado no estudo; (2) Tipo de pesquisa realizada (empírica/não empírica); (3) Objeto de representação; (4) Sujeitos participantes; (5) Metodologia utilizada; (6) Tipologia de análise; e (7) Resultados encontrados. Norteada por estes critérios, esses trabalhos foram reanalisados tendo como objetivo identificar se havia alguma articulação entre subjetividade e representação social. Desta análise minuciosa emergiram quatro categorias, sendo duas entendidas como radicais e inegociáveis: (1) a não dicotomia entre individual e social e (2) o contexto sociocultural e histórico; e duas outras definidas como auxiliares, (1) articulação entre subjetividade e representação social e (2) bibliografia. Da análise de conteúdo do material coletado verificou-se a pouca expressividade da produção relacionada ao tema, assim como as tímidas tentativas em articular representações sociais e subjetividade. Estas puderam ser identificadas ora nas introduções, ora no desenvolvimento dos textos, mas que em sua maioria apresentavam os dois temas separadamente, o que pode evidenciar que tal articulação ainda não constitui um problema a ser investigado no campo da Educação. Verificou-se que a maioria dos trabalhos não apresentam discussões aprofundadas sobre os sentidos subjetivos que os sujeitos individuais utilizam para organizar as representações sociais e que a construção dos objetos representacionais tem como ponto de partida uma revisão de literatura, ancorada em uma perspectiva histórica, porém nem sempre são feitas relações entre o contexto e a teoria das representações sociais, entre as mudanças que a ocorreram no contexto e como estas influenciaram as representações sociais. Com relação à bibliografia, na maioria dos trabalhos analisados, os textos clássicos publicados entre as décadas de 70 e 90 foram os títulos mais utilizados pelos pesquisadores brasileiros na década focalizada. Concluímos que a discussão sobre a articulação entre subjetividade e representações sociais é ainda mais insipiente e ainda há carência de pesquisas que busquem aprofundar esta articulação. Entendemos que pesquisas sobre articulação entre subjetividade e representações sociais são valiosos no campo da Educação, pois permitem verificar como uma intervenção sobre as representações sociais contribui para uma mudança de subjetividade, uma vez que modelos de intervenção sempre se referem a representações individuais e sociais. Palavras Chave – Subjetividade. Representações Sociais. Educação. Trabalho docente. 3 SUMÁRIO Introdução ................................................................................................................... 4 1. Teoria das Representações Sociais: breve panorama ............................................ 9 1. O papel que a teoria confere ao saber do senso comum .................................. 9 2. Os métodos aplicados ao estudo das representações sociais. .......................... 12 3. A complexidade e a elasticidade da teoria ...................................................... 14 3.1 – Desdobramentos da Teoria das Representações Sociais ....................... 22 4. O dualismo do mundo individual e do mundo social .................................... 28 2. Teses e dissertações disponíveis no Banco da CAPES .......................................... 37 2.1 – As pesquisas não empíricas ....................................................................................... 40 2.2 - As pesquisas empíricas ............................................................................................... 42 3. Artigos em periódicos publicados na base Google Acadêmico ............................ 52 3.1 – Os artigos não empíricos ............................................................................................ 53 3.2 – Os artigos empíricos ................................................................................................... 59 4. Comunicações apresentados no GT 14 (Sociologia da Educação) e no GT 20 (Psicologia da Educação) da Associação Nacional de Pós Graduação e Pesquisa em Educação (ANPEd) ...................................................................................................... 74 4.1 – As comunicações não empíricas (GT 14) .................................................................. 75 4.2 – As comunicações empíricas (GT 14) ......................................................................... 76 4.3 – As Comunicações não empíricas (GT 20) ................................................................. 77 4.4 – As Comunicações empíricas (GT 20) ........................................................................ 78 Conclusão ..................................................................................................................... 83 Referências ................................................................................................................... 92 Apêndice 1 – Tabelas .............................................................................................................. 111 Apêndice 2 – Lista .................................................................................................................. 173 Apêndice 3 – Atividades realizadas ....................................................................................... 185 4 INTRODUÇÃO Serge Moscovici desenvolveu a Teoria das Representações Sociais nos anos 50 e a primeira publicação daquela que é considerada sua obra seminal, data do início nos anos 60 na França. Mas é somente a partir dos anos 80 que estudos que a focalizaram vão gerar intensas discussões sobre as origens, os fundamentos, as operações e as funções de uma representação social, assim como sobre as variações da teoria. Para Arruda (2002), o aparente descaso por ela pode ser explicado porque contrariava o paradigma então dominante na Psicologia, o behaviorismo, que estabelecia os limites do que era considerado científico ou não; e na Sociologia, pelos estudos sobre a sociedade marcados pela visão que separava indivíduo e coletivo, decorrentes da perspectiva durkheimiana, onde os fenômenos coletivos não podiam ser explicados em termos de indivíduo. Nos anos de 1990, Spink (1995) ao revisar a produção teórico-empírica no campo da Psicologia Social citou Jodelet (1989a) para mostrar que o estudo das representações sociais estava presente nas Ciências Sociais, na Psicologia Cognitiva e na própria Psicologia Social. Mas lembrava de que quando a teoria surgiu provocou um rico debate entre os psicólogos europeus que nela apontavam lacunas conceituais e ambigüidades dela decorrentes. Vinte anos depois, é o que ainda aponta Sancovschi (2007) ao registrar que um grupo de pesquisadores ingleses liderados por John Potter, professor no Instituto de Educação da Universidade de Londres, considera a Teoria das Representações Sociais um avanço no campo da Psicologia Social, mas ainda é fraca e ambígua, trazendo problemas que reduzem sua efetividade na explicação psicossociológica. É Jodelet (2005, p. 15) quem pondera que embora tenha havido um aumento considerável de trabalhos sobre representações sociais, é ainda necessário “analisar e superar certas críticas confrontando a teoria com as objeções que ela suscita para desenvolver-se”. O próprio Moscovici (1995, p. 10) já registrara que a teoria sofreu grande resistência, sendo submetida a inúmeras críticas, pois “não oferece definições claras, não estabelece relações simples entre suas proposições, ou ainda que ela não enuncie hipóteses que possam ser submetidas à verificação”. Para responder a estes questionamentos, o autor elegeu quatro pontos que considerou mal compreendidos por 5 seus interlocutores: (1) o papel que a teoria confere ao saber do senso comum; (2) os métodos aplicados ao estudo das representações sociais; (3) a complexidade e a elasticidade da teoria; e (4) o dualismo do mundo individual e do mundo social. Esse último ponto é o foco da pesquisa em tela, efetuada durante o Estágio PósDoutoral realizado na Superintendência de Educação e Pesquisa da Fundação Carlos Chagas, em São Paulo1 Partimos do entendimento de que Moscovici (1978) desenvolveu a teoria no campo da Psicologia Social, voltada para o conhecimento do senso comum, do conhecimento prático, focalizando o sujeito social e entendendo que o social só existe se existir um sujeito e que este somente existe no social. Ele defende que as representações sociais são uma forma de conhecimento individual que só ocorre durante a interação com o outro, possibilitando a ação num mundo criado e compartilhado coletivamente. Sua teoria tem como pressupostos a indissociabilidade entre o interno e o externo; a não separação entre o sujeito e o objeto da representação; a reciprocidade entre os fenômenos psicológicos e sociais; a aceitação de que a realidade é construída simbolicamente; e que o sistema de representações compartilhadas pelo grupo de pertença do sujeito e pela cultura mais ampla fornece instrumentos que contribuem para interpretar o que ele vivencia na negociação de sua inserção social. Portanto, o sujeito não é isolado no seu modo de vida, pois ao mesmo tempo em que interioriza representações sociais, intervém na sua construção. Na abordagem das representações sociais “o sujeito é ativo, faz escolhas, combina e reinventa as imagens carregadas de representações, e recorre a estas para compreender as situações que o despertam, para tomar atitudes ou emitir opiniões” (POMBO DE BARROS; ARRUDA, 2010, p. 354). As representações sociais são um conhecimento sobre um objeto construído e legitimado socialmente, sendo influenciado pelas práticas cotidianas e pela história. Os sujeitos somente representam um objeto porque estão inseridos numa sociedade e porque desenvolveram mecanismos cognitivos e afetivos próprios a essa forma de conhecimento. A pesquisa qualitativa ora apresentada teve por objetivo empreender um estado 1 O relatório de atividades realizadas durante a realização desse estágio se encontra no Apêndice 3. 6 da arte dos estudos nacionais efetuados nos últimos 10 anos sobre subjetividade e representações sociais no campo da Educação. Espera-se que o mapeamento dessa produção acadêmica possa apontar elementos que possibilitem a construção de uma análise sobre subjetividade e representações sociais. Para apresentar esse mapeamento, foram elaborados quatro capítulos. O primeiro, intitulado Teoria das Representações Sociais: breve panorama, discorre sobre a teoria elaborada por Serge Moscovici e o desenvolvimento de pesquisas sobre representação social, a partir dos quatro pontos que ele considerou mal compreendidos por seus interlocutores. O segundo capítulo, Teses e dissertações disponíveis no Banco da CAPES, mostra o levantamento relativo às teses e dissertações defendidas entre 2000 e 2010 e coletadas nesse banco. No terceiro capítulo, Artigos em periódicos publicados na base Google Acadêmico, são apresentados artigos publicados em periódicos qualificados pela CAPES (estratos A e B, qualificação realizada em fevereiro de 2010) e disponíveis nessa base de dados. O terceiro capítulo, Comunicações apresentadas no GT 14 (Sociologia da Educação) e no GT 20 (Psicologia da Educação) da Associação Nacional de Pós Graduação e Pesquisa em Educação (ANPEd) traz as comunicações apresentadas nesses Grupos de Trabalho. Na Conclusão são apresentadas considerações sobre a pesquisa realizada e que evidenciam a necessidade de desenvolver e consolidar articulações que se estabelecem entre subjetividade e representações e que poderiam revelar contribuições significativas para o campo da Educação. 7 1. TEORIA DAS REPRESENTAÇÕES SOCIAIS: BREVE PANORAMA A representação social não deixa de ser uma apropriação subjetiva do mundo embora seja sentida como uma presença objetiva da realidade. Serge Moscovici, 1978. Para traçar um breve panorama da Teoria das Representações sociais e as pesquisas que vêm sendo desenvolvidas sob essa rubrica, vale a pena retornar aos quatro pontos que Serge Moscovici, nos anos de 1990, considerou mal compreendidos por seus interlocutores, 30 anos após a divulgação de sua obra seminal, La Psychanalyse, son image, son public. São eles: o papel que a teoria confere ao saber do senso comum; os métodos aplicados ao estudo das representações sociais; a complexidade e a elasticidade da teoria; e o dualismo do mundo individual e do mundo social. Rever esses pontos é relevante para entender as críticas feitas à teoria sobretudo em relação à falta de clareza de aspectos ditos subjetivos. 1. O papel que a teoria confere ao saber do senso comum Com relação ao primeiro ponto, ao atribuir importância ao conhecimento do senso comum, Moscovici (1995) explicou que este conhecimento se constitui na vida cotidiana e é nas conversações que se elaboram os saberes populares e o senso comum. Esse seu posicionamento deu origem a críticas severas quanto à validade do conhecimento consensual deste tipo de saber, pois na época − e, vale registrar, ainda hoje entre muitos autores que escrevem sobre metodologia científica − o conhecimento do senso comum era definido como inacabado, confuso, ingênuo, equivocado. Considerava-se a “racionalidade das crenças e das concepções coletivas como enviesada ou não racional” (MOSCOVICI, 1995, p. 11). Para ele, na sociedade contemporânea existem duas formas diferentes de conhecimento, o científico e o do senso comum, gerando seus próprios universos, tendo seus propósitos e sendo indispensáveis aos seres humanos. Moscovici (1995) afirma que não é somente o senso comum que expressa representações sociais e que é necessário discutir as implicações ideológicas e políticas ao se assumir que o senso comum é o protótipo dos fenômenos sociais. Como explicava Spink (1993, p. 303), Moscovici situa 8 o conhecimento do senso comum “como teia de significados capaz de criar efetivamente a realidade social”. Ao apresentar a genealogia do conceito de representações sociais e discutir a influência do saber popular na construção de uma representação social, Alexandre (2000; 2004) aponta que a construção do conhecimento comum ainda é tema caro às Ciências Humanas. Mostra o posicionamento moscoviciano sobre o conhecimento elaborado pelo senso comum por meio de um estudo realizado pelo próprio Moscovici e Hewstone (1988): um pensamento influenciado pela tradição e pela linguagem, devendo ser analisado como uma forma de percepção social a partir do conteúdo que representa, de acordo com suas necessidades práticas. Busca também Perrusi (1995) para explicar que o pensamento comum é um saber prático, condutor de um conhecimento popular na sociedade e independente de determinações estruturalmente elaboradas e delimitadas pela constituição institucional da sociedade. Isso reforça a argumentação de que as representações sociais se referem “ao posicionamento e localização da consciência subjetiva nos espaços sociais, com o sentido de constituir percepções por parte dos indivíduos” (ALEXANDRE, 2004, p. 165). Nos anos de 1990, Spink (1995) analisou diferentes pesquisas realizadas nas décadas de 80 e 90, como as de Bock (1995), Castro (1995), De Rosa (1988), Jodelet (1989a) e Palmonari; Zani (1989), mostrando que esses estudos se preocuparam com o saber do homem comum e que esse tipo de conhecimento é entendido como legítimo, pois apresenta lógica e coerência, diversidade e contradição, podendo ser considerado como motor de transformações sociais. Sá (1998) registrou estudos desenvolvidos ao longo dos anos 90, tanto na Europa realizados por Bauer (1994), Vergès (1995), Wagner; Elejabarrieta; Lahnsteiner (1995); quanto no Brasil empreendidos por Arruda (1993, 1996), Sá; Souto; Möller (1993a, 1993b, 1996), Schulze (1997), evidenciando que tais trabalhos contribuíram para a compreensão “da relação entre a ciência e o pensamento erudito, por um lado, e o pensamento popular ou a representação social, por outro” (SÁ, 1998, p. 14). Para aqueles que defendiam que apenas o conhecimento científico tinha validade e colocavam em dúvida o conhecimento produzido fora da esfera científica, Moscovici no início dos anos de 1960 respondeu que uma teoria científica, ao ser difundida em diferentes grupos sociais, é por estes transformada e ao mesmo tempo modifica a visão que os grupos têm de si e do mundo em que vivem. Isto é, uma teoria nova se 9 transforma numa representação social, sem grandes semelhanças com a teoria original. O autor explicou que as representações se encontram no universo consensual que se constitui no cotidiano, nas interações sociais, nas conversações entre os sujeitos que podem falar o que quiserem sobre qualquer assunto, podendo, assim, conhecer a realidade que os circunda. Quatro décadas após o lançamento da teoria, Moscovici ratificou seu interesse pelo jogo da ciência e do senso comum, pela epistemologia científica e epistemologia popular, em como o jogo da ciência se converte no jogo do sentido comum e como esta operação tem êxito. Para ele pessoas e grupos, longe de serem receptores passivos, pensam por si mesmos, produzem e comunicam incessantemente suas próprias e específicas representações e soluções às questões que eles mesmos colocam. Nas ruas, nos bares escritórios, hospitais, laboratórios, etc...as pessoas analisam, comentam, formulam “filosofias” espontâneas, não oficiais, que têm um impacto decisivo em suas relações sociais, em suas escolhas (MOSCOVICI, 2003, p. 45). Discussões sobre o reconhecimento de um saber do senso comum, que orienta o cotidiano dos sujeitos, confere sentido e possibilita suas ações sobre a realidade, como define Moscovici (1995), estão longe de serem concluídas. Ainda há muito a estudar sobre a epistemologia do senso comum, de um conhecimento “diferente da ciência, mas que é adaptado à ação sobre o mundo e mesmo corroborado por ela” em um campo de pesquisa cristalizado em torno da noção de representação social e marcado pela vitalidade, transversalidade e complexidade, como registra Jodelet (2001, p. 29). 2. Os métodos aplicados ao estudo das representações sociais No que se refere à utilização de metodologias baseadas na interpretação do pesquisador, o que provocou inúmeras críticas de seus pares quanto ao rigor dos métodos utilizados nas investigações empreendidas, o que Moscovici (1995) continuou defendendo foi a “inclusão da visão de mundo do pesquisador na construção do objeto de pesquisa” (CAMARGO, 2005, p. 19) e que a ele cabia discernir que método utilizar ou não com absoluta responsabilidade. A rejeição inicial pela teoria também foi provocada por considerarem que ela não era experimental e não permitia fazer previsões experimentais. Em seguida, foi cobrado de Moscovici (1995, p. 14) que assumisse “uma posição clara diante do 10 emprego de métodos experimentais e quantitativos no estudo das representações sociais”. Quanto a esse ponto, Moscovici defendeu a multiplicidade de métodos para se chegar ao conhecimento de um objeto e disse que se considerava um “metodológico politeísta” (idem, p. 15). Abric (1994c) também defendia a plurimetodologia e mais tarde explicou que a abordagem experimental das representações sociais foi desenvolvida para responder à preocupação de articulação entre o psicológico e o social, não podendo ser exclusiva. Para ele, esse tipo de abordagem, embora fundamental, é limitada, devendo-se recorrer a métodos próximos à enquete e a estudos qualitativos, como os interrogativos e os associativos, que possibilitam recolher o conteúdo e a natureza das representações elaboradas em e sobre uma situação (ABRIC, 2001). Lane (1995, p. 64) apontava que as estratégias metodológicas utilizadas nos anos 80 e 90 variavam muito, “desde entrevistas abertas, semi estruturadas, questionários abertos e fechados e até escalas como as de diferencial semântico de Charles Osgood, desenhos e representações gráficas”. Em artigo de Moreira et al (2005) publicado dez anos depois, foram apresentados e discutidos métodos e inovações de estratégias metodológicas para observar, compreender e analisar o complexo fenômeno das representações sociais. Dentre eles se encontravam: rede associativa, comparação intercultural, análise das facetas, grades de Kelly, análise fatorial de correspondências, método fílmico, inquérito telefônico, redes semânticas e teste de evocação livre. Outro levantamento feito mais tarde por Camargo, Wachelke e Aguiar (2007) sobre o desenvolvimento metodológico das pesquisas sobre representações sociais em jornadas internacionais entre 1995 e 2005, mostrou que questionários, entrevistas e grupos focais se mantiveram como os instrumentos mais utilizados pelos pesquisadores. Uma novidade foi o aumento do uso da combinação desses instrumentos, o que muito contribuiu para os estudos voltados, sobretudo, para o conhecimento da gênese de uma representação social. Os autores apontaram, também, o crescimento da utilização de programas de computador para contribuir à análise de dados, como o Alceste (Analyse Lexicale par Contexte d'un Ensemble de Segment de Texte), EVOC (Ensemble de programmes permettant l' analyse des évocations) e SPSS (Statistical Package for the Social Sciences). Esse quadro também pôde ser constatado tanto na VI Conferência Brasileira sobre Representações Sociais, realizada no Rio de Janeiro em setembro, 11 quanto na VI Jornada Internacional de Representações Sociais, em Buenos Aires, em novembro, ambas no ano de 2009. Em 2011, na VII Jornada Internacional e V Conferência Brasileira sobre Representações Sociais, evento que comemorou os 50 anos da teoria e realizado entre 24 e 27 de julho em Vitória, Espírito Santos, foi possível verificar que entrevistas e teste de associação livre de palavras (ALP) foram as técnicas mais usadas para coleta de dados em diferentes áreas de estudo. A história de vida e a gravação fílmica, técnicas especialmente utilizadas no campo da Educação, começaram a ser mais utilizadas, assim como a combinação de diferentes técnicas de coleta num mesmo estudo. Foi possível identificar, também, o aumento do uso de softwares que trazem contribuições à análise de dados além do Alceste, EVOC, SPSS, PASW Statistics 18 (Predictive Analytics Software, ex-SPSS Statistics) e Tri-deux mots, tais como: NVIVO 8, SPAD-T, Sphinx Léxica e CHIC (Classification Hiérarchique Implicative et Cohésitive). A análise de conteúdo ainda permanece sendo a tipologia mais utilizada em diferentes pesquisas, aparecendo o uso da análise retórica, análise argumentativa e Procedimento de Classificação Mútua (PCM), sobretudo em trabalhos oriundos do campo da Educação. Cabe registrar que na VII Jornada Internacional e V Conferência Brasileira sobre Representações Sociais foram apresentados 554 trabalhos distribuídos em Simpósios, Mesas Redondas, Grupos de Discussão Temática e Sessões Interativas de Pôster, sendo 167 pertencentes à Educação, isto é, aproximadamente 30% dos trabalhos. Isso mostra que houve um número significativo de estudos sobre representações sociais empreendidos no campo da Educação. Como desejava Moscovici (2005a), verifica-se que a cada pesquisa empreendida novas metodologias, diferentes estratégias e técnicas são incluídas para melhor acessar as representações sociais de um objeto construídas por um determinado grupo. 3. A complexidade e a elasticidade da teoria Quanto à complexidade e a elasticidade da teoria, ao estudar como a psicanálise é apropriada e ressignificada por diferentes setores do público francês, Moscovici (1978) estava interessado em compreender como um conhecimento científico, produzido por especialistas, adquiria novos significados quando apropriados por grupos 12 populares. Isto é, em “como, e por que as pessoas partilham o conhecimento e desse modo constituem sua realidade comum, de como eles transformam idéias em práticas" (MOSCOVICI, 1990 apud DUVEEN, 2004, p. 8). Ele desenvolve o conceito de representação social a partir não apenas do conceito de representações coletivas elaborado por Durkheim, que ele transforma ao propor “uma psicossociologia do conhecimento, com forte apoio sociológico, mas sem desprezar os processos subjetivos e cognitivos” (ARRUDA, 2002, p. 131), mas também dos estudos antropológicos de Lévi-Bruhl sobre a natureza do pensamento primitivo; da teoria psicanalítica de Freud; da teoria da linguagem de Saussure; da teoria das representações infantis de Piaget; e da teoria do desenvolvimento sócio-interacionista de Vigotski. Moscovici (1990) estava preocupado em compreender como o conhecimento é produzido, em analisar seu impacto nas práticas sociais e como essas práticas sociais, por sua vez, impactavam o conhecimento. A Teoria das Representações Sociais surge como “um campo multidimensional, possibilitando questionar a natureza do conhecimento e a relação indivíduo-sociedade”, como explicava Spink (1993, p. 307). Oliveira e Roazzi (2007) registram que a teoria de Moscovici tem uma função agregadora da visão indivíduo-sociedade, uma vez que o autor considera “que há uma reciprocidade entre os fenômenos psicológicos da vida social e cultural” (p. 93). É na Psicologia Social que a representação social ganha u teorização, desenvolvida por Serge Moscovici e complementada por Denise Jodelet, tendo como um de seus focos “a interação entre os processos sociais e psíquicos, entre as experiências subjetivas e as percepções objetivas, no nível das condutas, dos agentes, e dos grupos” (POMBO DE BARROS; ARRUDA, 2010, p. 352). Por focalizar as dimensões de uma representação - campo de representação, atitudes e informações – a forma de abordagem proposta por Moscovici e Jodelet é denominada processual, por estar preocupada com a gênese de uma representação e seus processos de elaboração, e trabalhar com seus aspectos constituintes: informações, imagens, crenças, valores, opiniões, elementos culturais, ideológicos (JODELET, 2001). Para Moscovici, sujeito e sociedade se engendram reciprocamente. Pombo de Barros e Arruda (2010) explicam que Moscovici propôs que as representações sociais fossem consideradas como um processo que torna o conceito e a percepção intercambiáveis, sendo sua função construir saberes que orientam e justificam a ação e a 13 elaboração de papéis e identidades sociais. Portanto, as representações sociais reestruturam a realidade e permitem uma integração simultânea das características do objeto, das experiências anteriores do sujeito e de seu sistema de atitudes e normas (MOSCOVICI, 1986), estando simultaneamente submetidas às regras que regem os processos cognitivos e pelas condições sociais nas quais são elaboradas. O sujeito ao representar um objeto, o reconstrói, constituindo-se como sujeito e situando-se no universo social e material. Seguidora das idéias e dos estudos de Moscovici, Jodelet (1989b, 2001) define a representação social como uma forma específica de conhecimento que tem a função de elaborar comportamentos e comunicações entre indivíduos, sendo, portanto, um conhecimento prático, socialmente elaborado e compartilhado, constituído a partir de experiências, informações e saberes dos indivíduos. Os indivíduos recorrem às próprias experiências individuais e grupais para construir suas representações sociais, as quais possuem características do sujeito e do objeto, por serem representação de alguma coisa e de alguém. Moscovici (1978) considera que o objeto está inscrito num contexto ativo e que as representações sociais se organizam de maneiras diversas em diferentes classes, culturas e grupos sociais. Estes universos de representação se estruturam como organizações subjacentes ao conteúdo expresso das proposições, reações e avaliações emitidas pela “opinião pública”, aqueles materiais que chegam aos grupos por meio dos mais diversos órgãos de difusão. Ao abordar a conversação, tendo como referência a obra de Moscovici, Spink (1995) registrou que os indivíduos são pensadores ativos diante da diversidade de episódios cotidianos de interação social, produzindo e comunicando ininterruptamente suas próprias representações e soluções para as questões que lhes são apresentadas. Por isso, a conversação é relevante no processo de formação das representações sociais, pois para pertencer a um grupo, os indivíduos devem estar cientes do conhecimento produzido pelo grupo e manifestar sua opinião. Em sua obra seminal, Moscovici (1978) afirmava que as pessoas tomam para si algum saber ou conhecimento por meio de um processo que desfalca, distorce e suplementa (com valores) o tema que lhes parece relevante (o qual se apresenta, então, como objeto de conversações). Frases, expressões e diálogos despertam a curiosidade e se misturam às impressões, fazendo com que as informações e os hábitos do grupo 14 sejam, não apenas transmitidos e confirmados, mas também que cada um adquira uma competência enciclopédica2 sobre o que está em pauta de discussão. Uma representação social leva em conta os pontos de vista dos indivíduos e dos grupos devido a seu caráter de comunicação e expressão. As representações sociais, segundo Moscovici (1978), possuem uma natureza conceptual — seu aparecimento se deve à supressão do objeto presente — e uma natureza perceptiva — o objeto é recuperado, figurando-o, tornando-o tangível. A noção de representação torna conceito e percepção intercambiáveis, porque se engendram mutuamente. Moscovici (1978) descreve dois processos de formação de uma representação social: objetivação e ancoragem. O autor define a objetivação como a passagem do testemunho à observação, do fato relatado a uma hipótese concreta sobre o objeto visado de modo a proporcionar uma imagem coerente e que exprime o objeto da representação. Em suma, é a transformação de um conhecimento indireto num conhecimento direto, que constitui o único meio de apropriação do universo exterior. “Exterior num duplo sentido: o que não nos pertence — mas se subentende que pertença ao especialista — e o que está fora de nós, dos limites do nosso campo de ação” (MOSCOVICI, 1978, p. 52-53). A objetivação dá forma ao objeto, conferindo-lhe qualidade icônica, isto é, torna concreto o abstrato. Jodelet (1989b) identificou três fases nesse processo: (1) construção seletiva, que corresponde ao processo pelo qual o sujeito se apropria das informações e dos saberes sobre um determinado objeto, segundo critérios culturais, normativos, que o faz reter alguns elementos e ignorar outros; (2) esquematização estruturante ou formação do núcleo figurativo, isto é, uma estrutura imaginante reproduz, de forma visível, a estrutura conceitual, proporcionando uma imagem coerente e exprimível do objeto da representação; e (3) naturalização dos elementos do núcleo figurativo, concretizando-os, fazendo-os representar a realidade objetiva. A autora considera ainda que a representação seja uma reconstrução expressiva 2 “Competência plural, constituída pela convergência de inúmeros fatores cognoscentes associados entre si e necessários para a decodificação dos diferentes sistemas intertextuais que envolvem o processo comunicativo. Está presente como articuladora e mediadora entre os dois pólos da relação comunicacional, armazenada culturalmente sob a forma, justamente, de um conhecimento enciclopédico. Longe de produzir uma transmissão da informação de sentido unívoco, a heterogeneidade de fatores envolvidos no entendimento entre emissores e receptores traz à tona complexos jogos interpretativos, que ora se antagonizam, ora se complementam, ora se harmonizam na produção de uma determinada significação” (ECO, 1986, citado por KESKE, 2006, p. 4). 15 do objeto pelo sujeito e a serviço de suas necessidades e interesses, o que provoca defasagem em relação ao referente e que pode ser evidenciada por meio de (a) distorção, quando características do objeto são acentuadas ou minimizadas; (b) suplementação, quando são atribuídas características ao objeto que ele não possui; e (c) subtração, quando características do objeto são retiradas. Essas reconstruções são essenciais à análise do processo de objetivação. Moscovici (1978) definiu ancoragem como um processo que descreve a constituição de uma rede de significações e a orientação das conexões em torno do objeto e o meio social. Ancorar quer dizer classificar, denominar, hierarquizar, dar valores positivos ou negativos ao objeto que está sendo representado, comparando-o com modelos retidos na memória dos indivíduos. Para Moscovici (idem, p. 55), “nenhuma noção é servida com o seu modo de emprego, nenhum experimento se apresenta com o seu método, e ao tomar conhecimento de tais noções e experimentos, o indivíduo usa-os como melhor entende”. O importante é poder integrá-los num quadro coerente do real ou adotar uma linguagem que permita falar daquilo de que todo mundo fala. Esse duplo movimento de familiarização com o real desempenha um papel fundamental na elaboração de uma representação social. Ao considerarem que a linguagem é uma dimensão fundamental da cultura, Oliveira e Roazzi (2007, 91) afirmam que é por meio dela que os elementos simbólicos se interrelacionam logicamente, pois as pessoas categorizam, classificam, conceituam e nomeiam as coisas, os fatos e as outras pessoas para se comunicarem com os outros, para atribuírem uma lógica e, conseqüentemente, compreenderem suas próprias experiências e o mundo que as cercam (Tyler, 1978), construindo suas experiências a partir da forma pela qual elas falam sobre isso. Portanto, as representações sociais são mediadas, sobretudo, pela linguagem nas trocas entre os indivíduos de determinado grupo social, que constroem noções baseadas naquilo que compreendem e que orientarão e organizarão suas condutas e comunicações sociais. A Teoria das Representações Sociais mostra a importância “da comunicação nos fenômenos representativos, visto que é por meio dela que se transmite a linguagem, que por ela mesma é portadora de representações sociais e culturais” (OLIVEIRA; 16 ROAZZI, 2007, p. 93). Jodelet (1990), dando continuidade às considerações teóricas desenvolvidas por Moscovici, procurou definir os processos de objetivação e ancoragem, responsáveis pela construção das representações, tentando especificar suas características e fases e mostrando como esses processos se relacionam dialeticamente. Conforme ela explica, a ancoragem, situada em relação dialética com a objetivação, articula três funções básicas da representação: (1) função cognitiva de integração da novidade, (2) função de interpretação da realidade e (3) função de orientação das condutas e das relações sociais. Essas três funções permitem compreender como a significação é conferida ao objeto representado; como a representação é utilizada como sistema de interpretação do mundo social e instrumentaliza a conduta; como se dá a integração da representação em um sistema de recepção e como a representação influencia e é influenciada pelos elementos que se encontram neste sistema de recepção. A base da teoria das representações sociais, de acordo com Jodelet (1990), está assentada em dois pressupostos: 1) como o social interfere na elaboração psicológica que constitui a representação; 2) como ambos interferem no social. Para verificar essa relação, segundo ela, é necessário que se conheça que tipo de pensamento social está sendo envolvido, focalizando-o como processo e como produto. Apoiando-se nessa autora, Alves-Mazzotti (1994) afirma que ao enfocar as representações como produto a ênfase recai em seus elementos constitutivos: informações, crenças, imagens, valores, expressos pelos sujeitos pesquisados e na investigação dos elementos que estruturam o campo de representação. Vistas como processo, a ênfase é posta na relação entre a estrutura da representação, nas suas condições sociais de produção e na própria dinâmica de transformação das representações sociais. Para tanto, a autora enfatiza que é necessário analisar os mecanismos sociais que intervêm na elaboração cognitiva, mediante os processos de objetivação e ancoragem, que constituem o núcleo figurativo de uma representação social. O núcleo figurativo ou modelo figurativo de uma representação social, como definiu inicialmente Moscovici (1978), é, portanto, resultante dos processos de objetivação e ancoragem, e obedece ao sistema de valores ao qual se refere o sujeito, isto é, traz a marca da cultura e das normas sociais de seu ambiente (MOSCOVICI, 17 1986). É em torno desse núcleo que se constitui o conjunto da representação que fornece o quadro de categorização e de interpretação de novas informações. Os outros elementos vão ser retidos, categorizados e interpretados em função de sua natureza (ABRIC, 1994a). Moscovici (1995) lembra que, ao propor sua teoria, esforçou-se em articular o que se conhecia sobre o pensamento social, comunicação e semiótica. Essa característica multidimensional também provocou inúmeras críticas por parte da academia que a considerou elástica e ampla demais. Para ele, no entanto, essa elasticidade era positiva porque tem valor prático, dá conta de descrever e explicar os fenômenos psicossociais e permite que a teoria possa ser modificada em “função da diversidade dos problemas que ela deve resolver e dos fenômenos novos que ela deve descrever ou explicar” (MOSCOVICI, 1995, p. 13). Dez anos mais tarde, Moscovici ratifica suas considerações, afirmando que “as pessoas podem se espantar cada vez que surge uma nova idéia ou uma nova crítica, que algo que pôde ser, ainda possa existir” (citado por JODELET, 2005, p. 13). A amplitude da teoria pode ter contribuído para que os estudos sobre representações sociais nos anos 90, como sinalizava Spink (1995, p. 9), tenham “se destacado mais pela riqueza da produção empírica marcada pela diversidade do que pela reflexão teórico-metodológica”. Sá (1998) considerou que no início da difusão da teoria no Brasil, o excessivo entusiasmo pela nova abordagem propiciou uma enxurrada de pesquisas precipitadas, onde as representações sociais apareciam somente no título dos trabalhos. O autor recorda que Trindade (1996) já apontara a necessidade de dar continuidade aos estudos que discutiam a consistência da teoria, tendo esta sido um dos temas do VI Encontro Nacional de Psicologia Social (ABRAPSO) realizado no Rio de Janeiro em 1991. Almeida e Cunha (2003) consideram que a teoria, no âmbito da Psicologia, tem contribuído na busca pela compreensão dos significados e dos processos criados pelos homens para explicar o mundo e sua inserção nele. Mas, citam Almeida, Santos e Trindade (2000, p. 1) para enfatizar que "muito ainda há que realizar para explicitar conceitos, clarear definições e estabelecer articulações com outros conhecimentos produzidos, tanto no interior da própria Psicologia quanto em outras áreas do conhecimento". É o que também afirmam Rateau et al (2012) ao proporem o estabelecimento de pontes teóricas entre diferentes conceitos e processos e 18 representação social como, por exemplo, atitude, opinião, ideologia e, sobretudo, entre os processos intraindividuais e os fenômenos interindividuais (RATEAU et al. 2012). Jodelet (2005) referiu-se à amplitude da teoria ao enfatizar sua transversalidade e unificação de perspectivas. Frisa o dinamismo de Jean-Claude Abric, Wilhem Doise, Michel-Louis Rouquette, Wolfgang Wagner e Robert Farr que os levou a se tornarem lideres de correntes específicas no campo das representações sociais, o que contribuiu significativamente para seus desdobramentos. No Brasil, considerou que os trabalhos sobre representaçãosocial se contam a centenas e que a teoria se desenvolveu mais nas áreas de aplicações da Saúde e da Educação e, mais recentemente, do Trabalho e das Práticas Profissionais, porém deixando a desejar quanto ao progresso teórico. Quatro anos depois, ao fazer um balanço da produção nacional na IV Conferência Brasileira sobre Representações Sociais realizada na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) em 2009, Jodelet registrou que houve um aumento significativo de estudos no campo das representações sociais em termos de número de publicações individuais e coletivas, de participantes (alunos, professores e pesquisadores) e de estados representados (26 mais o Distrito Federal). Para ela, as escolas européias ─ a estruturalista de Aix-en-Provence, a sociogenética de Genebra e até mesmo a escola Lemana e a escola anglo-saxã ─ que se diferenciam “da perspectiva “processual” mais clássica correspondente as orientações delineadas por Moscovici” (JODELET, 2011, p. 21) têm forte influência sobre as pesquisas brasileiras. Estas, no seu entender, foram inspiradas teoricamente por aquelas e “foram usadas no contexto de uma aproximação diversificada das representações sociais” (op. cit). 3.1 – Desdobramentos da Teoria das Representações Sociais Foi na virada do século XX que novos estudos discutiram diferentes aspectos da teoria moscoviciana, tanto em relação a representações dos mais variados objetos, quanto ao desenvolvimento teórico-metodológico do próprio campo. Conforme esclarece Wagner (2001, p. 16), as representações sociais são construções históricas e socialmente determinadas. Elas abrangem a interface entre muitas ciências sociais e merecem, mais do que isso, elas exigem uma visão multidisciplinar. Elas exigem ser investigadas usando conceitualizações da psicologia, psicologia social, antropologia cultural, história e sociologia, para nomear mais um pouco. 19 Jean-Claude Abric, por exemplo, elaborou a Teoria do Núcleo Central nos anos 70 a partir da noção de núcleo figurativo, sendo considerada o principal desdobramento da grand théorie, além de contribuir para as respostas “às críticas relativas à metodologia, ao propor estratégias metodológicas específicas para o estudo do núcleo central” (ARRUDA, 2002, p. 141). Chamada de abordagem estrutural, a proposta de Abric (1976, 1984, 1987, 1994a, 1994b, 1994c, 1994d) foi complementada principalmente por Flament (1987, 1989, 1994a, 1994b), que explicou a importância do sistema periférico no funcionamento da representação. Como o grupo inicial desenvolvia suas pesquisas em Aix-en-Provence e Montpellier, na região do Mediterrâneo, ficou conhecido como Grupo do Midi. Partindo da consideração que as representações sociais são determinadas “ao mesmo tempo pelo próprio sujeito (sua história, sua vivência), pelo sistema social e ideológico no qual ele está inserido e pela natureza dos vínculos que ele mantém com esse sistema social” (ABRIC, 2001, p. 156), Abric propôs que toda representação social se organizava em torno de um núcleo central, sendo definida por seus conteúdos (informações e atitudes) e por sua estrutura interna (campo de representação), a qual organiza, hierarquicamente, os elementos que a constitui. O núcleo central é “determinado pela natureza do objeto representado, pelo tipo de relações que o grupo mantém com o objeto e pelo sistema de valores e normas sociais que constituem o contexto ideológico do grupo” (ALVES-MAZZOTTI, 2002, p. 23.). É, portanto, elemento essencial de toda representação social e permite encontrar diretamente sua origem nos valores que o perpassam. Assim, conhecer o núcleo central das representações sociais é imprescindível para compreender as idéias, concepções e visões de mundo que os sujeitos possuem da realidade e para compreender como os sujeitos estabelecem relações através das representações sociais que são por eles construídas. Mais tarde, Abric (2003) discutiu a confiabilidade de dados coletados por meio do discurso dos sujeitos ao estudar estatísticas das eleições presidenciais de 2002, na França. Ao verificar que nem sempre os sujeitos diziam o que pensavam, Abric (2005) identificou a existência de uma zona muda de representação social onde podem estar elementos do núcleo central que não são expressáveis por estarem mais relacionados às normas e aos valores que regem o grupo ao qual o sujeito pertence. Conforme ele 20 mesmo explica, “a zona muda não é a face inconsciente de uma representação, ela é sua face escondida, [...] fundamentalmente determinada pela situação social na qual a representação é produzida” (ABRIC, 2003, p. 24). Menin (2006) aponta que as primeiras pesquisas sobre zona muda já vinham sendo produzidas pela Escola de Aix-en-Provence desde os anos 70, culminando com aquelas empreendidas por Flament (1994c, 1999); Guimelli; Deschamps (2000) e Guimelli; Rouquette (2004). Sua continuidade conduziu aos fenômenos de transparência das representações e de influência social, revelando a necessidade de explorar mais sobre representação social e normas sociais. Abric (2003) também se dedicou a estudar a “zona de contraste”, onde podem ser encontrados elementos que caracterizam variações de uma representação social em função de subgrupos, diferente da maioria do grupo e que a sustenta, sem modificar os elementos centrais e a própria representação, mesmo que a representação esteja em processo de transformação. Já Wilhem Doise, da Escola de Genebra, dirigiu suas pesquisas em direção aos processos de formação de uma representação social, sobretudo à ancoragem, numa perspectiva mais sociologizante. Para ele é importante compreender a maneira na qual uma representação social varia entre indivíduos, pois essas variações são regidas por princípios organizadores de atitudes, largamente difundidas (DOISE, CLÉMENCE, LORENZI-CIOLDI, 2001). Doise (2001a, p. 189) considera que as pesquisas sobre as representações sociais mostram “um caminho para integrar aos estudos de sistemas individuais de atitudes àqueles que tratam dos sistemas sociais de relação”. Wagner (1998, p. 11) ao estudar a sócio-gênese das representações, apresenta a definição de grupos nominais ─ criado pelo pesquisador de acordo com um critério introduzido por ele ─ e grupos reflexivos, que são definidos “pelos seus membros, que conhecem sua afiliação e dispõem de critérios para decidir sobre quem são os seus membros”. De acordo com ele, as conversações geradas nesses grupos é que irão gerar representações sociais. A partir daí, o autor discute as características holofórmicas de uma representação, que se referem “a aspectos relevantes de um grupo social ─ como um todo ─ que estão presentes em um sistema de conhecimento individualmente representado e compartilhado” (WAGNER, 1998, p. 13) e propõe quatro critérios para a identificação dos fenômenos de representação social: relevância, prática, holomorfose e 21 afiliação. Wagner (1998, p.16).discute também sobre o conhecimento privado e o conhecimento social, pois de acordo com ele, “nenhum pensamento individual cria idéias sem referencia a um alicerce mental formado social e culturalmente”. Rouquette (1998) procurou articular conceitos de representações e práticas sociais e examinou as influências que umas exercem sobre as outras. Para o autor, tais influências devem ser compreendidas como condição ─ uma vez que se trata do papel das representações no desenvolvimento de condutas ─ e determinação ─ já que trata da ação das práticas sobre as modalidades de conhecimento. Introduzida no Brasil por Celso Sá, a abordagem estrutural teve muitos adeptos. Oriundo da Escola de Aix-en-Provence, Sá volta sua atenção para o campo de estudo da memória social e defende a articulação entre os conceitos e perspectivas teóricas sobre memória social e o conceito e a Teoria das Representações Sociais. Segundo ele, a confluência de uma gama tão grande de aportes, oriundos de origens tão diversas, não poderia configurar senão um domínio acadêmico sem limites definidos, o que, em princípio, não deixa de ser auspicioso em termos da possibilidade de uma colaboração multidisciplinar (SÁ, 2005, p. 64) Ao mapear o campo de estudo da memória social sob uma perspectiva psicossocial explícita, Sá descreve variadas instâncias da memória social que agrupa em seis classes principais: pessoais, comuns, coletivas, históricas com suas subcategorias históricas documentais e históricas orais, práticas e outras memórias. De acordo com ele, esse mapeamento constitui o primeiro passo para o desdobramento e aprofundamento do exame de cada uma das memórias da memória social. Também adepto da abordagem estrutural e tendo concluído seu doutoramento pelo Laboratório de Psicologia Social da École des Hautes Études em Sciences Sociales (LPS-EHESS), Pedro Campos mergulhou no estudo das relações entre práticas desenvolvidas por um determinado grupo social e seus pensamentos coletivos, tomando como base a Teoria do Núcleo Central. Campos (2003a, p. 28) afirma ser essa uma das grandes questões abertas no campo de estudo das representações sociais, embora o tema não seja novo. O que ele considera um desafio é o modo de estudar essas relações “porque implica a assimilação de dados de natureza cognitiva e dados de natureza comportamental”. É de seu interesse, também, a dimensão afetiva das representações sociais que 22 aponta como pouco explorada a despeito de sua importância, dando espaço para a dimensão lógico-semântica das representações sociais. Esta é também a opinião de Rey (2006) que vê nessa dimensão um dos aspectos pendentes no desenvolvimento da teoria. Em um de seus trabalhos, Campos (2003b, p. 435) apresenta “uma perspectiva de estudo que parece indicar que as relações entre elementos semânticos e afetivamente carregados não são aleatórias” por meio dos resultados encontrados em três pesquisas sobre representações sociais. Conclui que existem relações entre a estrutura e a impregnação afetiva dos elementos de uma representação e que “as emoções e afetos não são aspectos exclusivos da vida privada subjetiva; as emoções vividas em situação de interação coletiva (intersubjetiva) influenciam na elaboração de representações” (CAMPOS, 2003b, p. 436). Preocupado com a pouca importância conferida à linguagem, Mazzotti (2008) considera que é necessário verificar seu papel na teoria das representações sociais, pois ela opera sentimentos e emoções por meio de regras de composição. De acordo com ele, “se o núcleo das representações sociais é figurativo, resultado de processos de classificação das coisas no mundo, então esses esquemas só podem ser metáforas e metonímias” (MAZZOTI, 2008, p. 8). Portanto, ele defende que é necessário identificar a metáfora que condensa o sentido de uma representação social, pois as metáforas instituem predicados aos objetos e “a predicação se faz por meio de uma aproximação do que se sabe com o que ainda não se sabe” (MAZZOTTI, 2002a, p. 3). Articulando o conceito de metáfora ao de representações sociais, Andrade e Souza (2008) também chamam a atenção para o fato de que as metáforas, fazendo parte da linguagem cotidiana, compõem o modo ordinário de conceber a realidade, colaborando para a estruturação do conhecimento e da experiência. De acordo com elas, “as metáforas operam no sentido de ajudar a construir a realidade social, iluminando certos aspectos dos fenômenos a que se referem, enquanto obscurecem outros” (ANDRADE, SOUZA, 2008, p. 40). Trabalhos baseados nessa perspectiva têm colaborado na análise das relações internas dos grupos sociais e das relações intergrupais, partindo da compreensão de que as representações sociais caracterizam o pensamento dos grupos. As representações sociais no interior dos grupos servem para elaborar a comunicação e a ação relativa a objetos que originam controvérsias no interior de um grupo, ou seja, são teorias sociais práticas: um saber prático, organizador das relações simbólicas entre os atores sociais. 23 A análise argumentativa tem sido utilizada por pesquisadores como Castro (1997), Castro; Bolite-Frant (2000), Castro et al (2004), Mazzotti (2002b) e Duarte; Mazzotti (2003) para a análise das representações sociais construídas por grupos semióticos específicos como professores, alunos, meninos e meninas de rua. Esses autores trabalham com um modelo fundamentado na teoria da argumentação de Perelman e Olbrechts–Tyteca (1996). Os processos argumentativos em um discurso concernem seu poder persuasivo à possibilidade desse discurso obter ou não a adesão do outro. A teoria da argumentação destaca relações entre o "tipo" de argumento e os possíveis significados que produzem efeitos sobre os auditores. A análise baseada na Nova Retórica centra-se na busca das estratégias utilizadas para convencer o outro por meio de argumentos. Essa ferramenta pode ser utilizada para encontrar as relações entre os argumentos e os "efeitos" do discurso, ou seja, a adesão do outro ou uma ação decorrente da adesão. Almeida e Cunha (2003) estabeleceram um diálogo entre psicologia popular, tomando como referência básica Jerome Bruner, e Teoria das Representações Sociais por entender que ambas apresentam proposições comuns por estarem intimamente articuladas às teorias científicas. Para elas, “as RS ou as teorias populares submetem os conhecimentos elaborados pelas ciências a um processo de ressignificação, visto que são negociados e recriados no bojo das teorias populares” (ALMEIDA; CUNHA, 2003, p. 145). Arruda (2002) construiu pontes entre a teoria das representações sociais e as teorias feministas de gênero. Partiu do contexto em que ambas nasceram, numa conjuntura de degelo de paradigmas, e mostra a afinidade entre elas por meio de três grandes dimensões: campos de saber, conceitual-metodológica e epistemológica. Considera que a experiência feminina tomada como característica de uma cultura específica é colocada no mesmo pé que o senso comum, tem seu valor e sua validade, como Moscovici fez com as representações sociais. Recentemente, na VII Jornada Internacional e V Conferência Brasileira sobre Representações Sociais realizada em 2011, foi publicado um livro em comemoração aos 50 anos da Teoria das Representações Sociais. Em 666 páginas, foram apresentados 20 artigos distribuídos em quatro categorias temáticas: (1) Da noção ao conceito de representação social; (2) Construindo representações sociais; (3) Teoria das Representações Sociais; e (4) Teorias das Representações Sociais e seus campos de 24 articulação e aplicação. Nesses artigos é possível verificar a proficuidade dos estudos que tomam a teoria como norteadora de seus passos e antever uma nova era das representações sociais, como discutem, por exemplo, Alves-Mazzotti e Campos. Esses autores focalizam cibercultura e redes online e consideram que a primeira é uma cultura que “institui significados, produz e compartilha informações, crenças valores atitudes e modelos de comportamentos” e que a segunda pode “propiciar interações significativas instituindo e partilhando significados e orientações para ação que contribuem para a construção de RS” (ALVES-MAZZOTTI; CAMPOS, 2011, p. 479). Nessa sessão, não se teve a intenção de apresentar todos os estudos e pesquisas nacionais e internacionais que foram realizados nas últimas décadas, mas assinalar a importância da Teoria das Representações Sociais e a de seus desdobramentos. 4. O dualismo do mundo individual e do mundo social Com relação ao último ponto, Moscovici defende que “a realidade é construída socialmente e o saber é uma construção do sujeito, mas não desligada da sua inscrição social” (ARRUDA, 2002, p. 131). Da representação social de um objeto fazem parte não apenas o indivíduo, mas também as experiências por ele vividas, as relações que ele estabelece com o meio social, aí incluídas afetividade, conhecimento científico, ideologia e cultura. Moscovici (1995) considera que as representações sociais são racionais por serem coletivas; chama a atenção para a articulação entre os fenômenos individuais e fenômenos coletivos e para como é colocado o problema indivíduo-sociedade. Rejeita o dualismo que se estabeleceu entre o mundo individual e o social, afirmando que tal dicotomia impede de ver fenômenos como conflitos e dissonâncias em toda sua amplitude e significado. Procura superar tal dicotomia voltando-se para os fenômenos marcados pela subjetividade, defendendo que há reciprocidade entre os fenômenos psicológicos e sociais. Afirma que o papel das representações compartilhadas é assegurar a coexistência entre individualização e socialização, necessária para compreender o dinamismo da sociedade e as mudanças das partes que a compõe. Para ele, é na interação entre sujeitos e grupos que a representação social ganha forma, sendo indissociável a relação que se estabelece entre sujeito e sociedade. Desde o início, Moscovici (1978) compreendeu a importância do contexto sóciohistórico na constituição do sujeito e de suas visões de mundo, o que Jodelet (2001, p. 25 22) reafirmou ao esclarecer que as representações sociais são fenômenos cognitivos, envolvem a pertença social dos indivíduos com as implicações afetivas e normativas, com as interiorizações de experiências e práticas, modelos de condutas e pensamento, socialmente inculcados ou transmitidos pela comunicação social, que a elas estão ligadas. Para Fernando Rey a teoria das representações sociais inaugurou os processos de subjetivação da vida social e o tema subjetividade ficou muito presente desde seu surgimento. Afirma que Moscovici “ao identificar a representação social como uma organização simbólica sobre a qual se desenvolvem as diferentes práticas e relações sociais dos membros de um grupo, instituição e comunidade” (REY, 2006, p. 69) já indicava que a representação social é uma produção subjetiva complexa, constituída na subjetividade individual e social. Como evidência dessa afirmação, o autor mostra que Moscovici (2003, p. 209-211) considera que as representações são sociais pelo fato de serem um fato psicológico de três maneiras: elas possuem um aspecto impessoal no sentido de pertencer a todos; elas são a representação de outros, pertencentes a outras pessoas ou a outro grupo; e elas são uma representação pessoal, percebida afetivamente como pertencente ao ego. Rey (2006) conclui que quando Moscovici afirma que a emoção, associada à percepção afetiva, pertence ao ego, estava se referindo aos sentidos subjetivos que os sujeitos individuais utilizam para organizar as representações sociais. Mas, considera que Moscovici não aprofundou essa questão em seus trabalhos e o provocou com mensagens eletrônicas, cobrando-lhe posicionamento sobre subjetividade social, como este mesmo se recorda. Em sua resposta, que considera apenas uma introdução à discussão, Moscovici lembra que George H. Mead e suas reflexões sobre o signo e o outro generalizado muito contribuiu para seus estudos, e se refere ao si-mesmo social: O eu está em relação e busca alcançar seus objetivos somente com um si-mesmo ou si-mesmos diferentes, que são singulares assim como ele. [...] Evidentemente a subjetividade social exprime, sobretudo, a interação que se desenrola entre si-mesmos sociais numa aliança consciente (MOSCOVICI, 2005b, p. 57). Rey vem desenvolvendo estudos sobre subjetividade na perspectiva histórico- 26 cultural há mais de duas década e defende que o homem não pode ser despido de suas características históricas e culturais, tendo discutido o tema em seu livro “O social na psicologia e a psicologia social”, publicado em 2004. Para ele, tanto a abordagem desenvolvida por Mead na Psicologia quanto a de Moscovici na Psicologia Social não superam a dicotomia interno-externo, sendo necessário elaborar novas categorias para apreender a subjetividade, que faz parte de um processo complexo e histórico. Por isso, Rey define que a personalidade é uma categoria, expressão da subjetividade individual e constituinte da processualidade, sendo uma organização sistêmica dos conteúdos psíquicos relativamente estável (REY, 2004a). Destaca que as teorias psicanalíticas e seus conceitos são fundamentais para o estudo da subjetividade que ele define como a organização dos processos de sentido e de significação que aparecem e se organizam de diferentes formas e em diferentes níveis no sujeito e na personalidade, assim como os diferentes espaços sociais em que o sujeito atua (REY, 2003, p. 108). Em 2006, Rey fez uma revisão teórica no campo da subjetividade e representações sociais e buscou integrar os campos da psicologia social e da psicologia da saúde, de forma a realizar “uma análise dos processos de subjetivação, associados às doenças crônicas, dentro do recorte simbólico definido pelas representações sociais” (REY, 2006, p. 71). Neste estudo, o autor afirma que: A representação social da doença configura-se por sentidos subjetivos e práticas simbólicas que fazem parte da rotina das pessoas. Esse cotidiano só pode organizar-se de práticas aceitas e compartilhadas, que são condições sociais das quais derivam a aceitação social, o status, o reconhecimento e todas essas dimensões subjetivas do social, que são essenciais para a segurança e a aceitação individual, e que nos fazem viver na competição com os outros. Portanto, a representação social da doença traz muito dos sentidos subjetivos da representação social do cotidiano que, neste caso, aparecem como sentidos subjetivos que contribuem para a desvalorização social e a exclusão do doente e com todas as conseqüências que isso tem em termos da configuração da subjetividade individual (REY, 2006, p. 78) O que é possível depreender a partir de uma leitura cuidadosa de seus trabalhos, é que para ele há espaços intermediários, que possibilitam compreender a subjetividade individual ─ que delimita um espaço de subjetivação que se confronta com os espaços sociais de subjetivação de forma permanente ─ e a subjetividade social ─ que se 27 encontra “nas representações sociais, nos mitos, nas crenças, na moral, na sexualidade, nos diferentes espaços em que vivemos etc. e está atravessada pelos discursos e produções de sentido que configuram sua organização subjetiva” (REY, 2005, p. 24). Esses espaços intermediário entre indivíduo e sociedade, entre subjetividade individual e subjetividade social sugerem a permanência do dualismo do mundo individual e do mundo social, o que é descartado na perspectiva moscoviciana. Esta separação parece estar presente mesmo quando o autor se refere à simultaneidade desses espaços. Desde a apresentação da teoria, Moscovici (1978) afirma que as representações sociais não são elaboradas isoladamente e mostra a importância da indissociabilidade entre indivíduo e sociedade, interno e externo, sujeito e objeto, psíquico e emocional, e que a vivência dos sujeitos não pode ser compreendida dissociada de sua inserção social. Reafirma, mais tarde, que as representações sociais ao serem criadas, adquirem uma vida própria, circulam, se encontram, se atraem e se repelem e dão oportunidade ao nascimento de novas representações, enquanto velhas representações morrem. Como conseqüência disso, para se compreender e explicar uma representação, é necessário começar com aquela, ou aquelas das quais ela nasceu (...) sendo compartilhada por todos e reforçada pela tradição, ela constitui uma realidade social sui generis. (MOSCOVICI, 2003, p. 41). Ao mostrar que a Teoria das Representações Sociais tanto rompeu quanto reintroduziu questões centrais da Psicologia Social, Guareschi e Jovchelovicth (1995) consideraram que a ruptura mais importante provocada por ela foi com o individualismo teórico, pois seu criador centrou o olhar sobre a relação entre indivíduo e sociedade, cunhando o conceito de representação social calcado nas dimensões cognitiva, afetiva e social e enraizado na vida cotidiana coletiva. É o que também Camargo (2005) registra ao evidenciar que essa teoria tem como pressupostos a não separação entre o sujeito e o objeto da representação e a aceitação de que a realidade é construída simbolicamente. Ao representar um objeto, os sujeitos não o reproduzem passivamente, mas o reconstroem e nessa atividade, se constituem como sujeitos, se situando no universo social e material (MOSCOVICI, 1978). Portanto, as relações e interações interpessoais assim como as intenções dos atores sociais não podem deixar de ser considerados, uma vez que as representações sociais são dinâmicas, estabelecidas pela interação entre sujeito e sociedade, que produzem e reproduzem conceitos, imagens e símbolos. Como referenciam Pombo de 28 Barros e Arruda (2010, p. 353-354): A representação social aponta para o entrelaçamento entre o objeto representado e o sujeito que o representa. Ela é um conhecimento organizado mais elaborado, construído e legitimado socialmente, influenciado pela história e pelas práticas cotidianas, sobre um determinado objeto. Esse objeto é sempre social e está inserido em uma cultura, da mesma forma que os sujeitos que o representam só o fazem porque participam de uma sociedade e porque desenvolveram mecanismos cognitivos e afetivos próprios a essa forma de conhecimento (Moscovici, 2000/2003). Nessa direção, Deschamps e Moliner (2009, p. 14) se voltam para o estudo da identidade em Psicologia Social, estando preocupados com a integração dos agentes sociais num espaço social – reconhecimento de uma pertença – e, ao mesmo tempo o fato de que esses agentes tentam encontrar um lugar específico nesse mesmo espaço social – que eles buscam diferenciar-se, singularizar-se. Partem da noção de identidade, da percepção do outro na dinâmica das representações intergrupos, para mostrar que o sentimento de identidade resulta de uma constatação paradoxal de semelhança e de diferença, sendo esses componentes indissociáveis. Para eles, portanto, não há oposição entre identidade social e identidade pessoal. O sentimento de identidade é resultante de um conjunto de características pessoais e sociais que se complementam e se configuram de maneira particular para cada indivíduo. Consideram que as representações sociais modulam “o jogo complexo das aproximações e das distanciações entre si mesmo, o grupo e os outros, [desempenhando] “um papel fundamental na problemática da identidade” (DESCHAMPS; MOLINER, 2009, p. 152). Jovchelovitch (1998, p. 69) estudou a alteridade na teoria das representações sociais, o problema do outro e sua diferença, pois “sem o reconhecimento do outro, a produção de sentido e seus correlatos – a forma simbólica, a linguagem e as identidades, seriam inexistentes”. De acordo com ela, é “a positividade da alteridade que deve ser discutida, pois é nela que residem os elementos fundantes de toda vida psíquica e social” (idem). Seus estudos continuaram por esse caminho e ao investigar os elementos que constituem pontos de encontro de uma rede e que produzem o eu e a vida social ─ ação simbólica, 29 intersubjetividade, objetividade e identidade ─ Jovchelovitch (2008) identificou que nesses pontos são elaboradas representações sociais que expressam os saberes que um grupo produz e que lhes confere identidade social. Para ela, o problema do saber persiste e tenta “desenvolver um enfoque psicossocial para o estudo dos saberes que possa recuperar sua conexão com os mundos pessoais, interpessoais e socioculturais em que eles são produzidos” (JOVECHELOVITH, 2008, p. 21). Jodelet (2011) lembra que Silvia Lane foi a primeira brasileira convidada a trabalhar no Laboratório de EHESS como Directeur d’ Études Associée, onde desenvolveu idéias inovadoras a partir da abordagem do núcleo central. Lane (1995) inaugurou e deu continuidade a seus estudos sobre representações sociais pautados na perspectiva materialista-histórica, focalizando-as como mediação para o estudo da tríade atividade-consciência-identidade. Ao discutir a relação homem-mundo, Lane (1984, p. 16) se referiu a dois aspectos: (1) a falsa dicotomia indivíduo/grupo, visto que o homem desde seu nascimento está inserido em grupos sociais e, (2) a aquisição da linguagem que preexiste ao indivíduo como código produzido historicamente pela sociedade (langue), mas que ele apreende na sua relação específica com outros indivíduos (parole). Se a língua traz em seu código, significados para o indivíduo, as palavras terão um sentido pessoal decorrente da relação entre pensamento e ação, mediadas pelos outros significados. A autora estava preocupada com a integração da subjetividade e da objetividade, e partiu da ideia de Vigotsky e Leontiev de que o ser humano se constitui como sujeito por meio da cooperação que estabelece no trabalho com outros sujeitos, trazendo emoção, reflexão, ação e movimento. Para ela, a individualidade tem base na identificação com o próximo e não em sua distinção. Defende que o organismo é sempre estimulado, objetivando a subjetividade que se transforma a todo o momento. “A subjetividade é, portanto, construída na relação dialética entre o individuo, a sociedade e suas instituições” (LANE, 2001, p. 17), portanto, o homem se torna social por meio de um processo de relação social com os outros e com as condições históricas. Lane (1995) entendia que o conceito de representação social é um dado empírico que mantém vínculo com as condições sociais e individuais de existência e que possibilita o aprofundamento do conhecimento de psiquismos singulares. Explicava que representação social é 30 um conceito globalizante, através do qual o indivíduo é concebido como um todo, em que o singular e a totalidade social são indissociáveis, e o sujeito, ao elaborar e comunicar suas representações, recorre a significados socialmente constituídos e de sentidos pessoais (Leontiev) decorrentes de suas experiências cognitivas e afetivas (LANE, 1995, p. 70). Bock et al (2007, p. 52), ao descreverem a história de Silvia Lane e o desenvolvimento da Psicologia Sócio-histórica no Brasil, mostram que a pesquisadora se debruçava sobre “a possibilidade de superar explicações que apenas justapõem indivíduo e sociedade, que permite que, ao se falar do sujeito, fale-se, necessariamente, da realidade social da qual participa”. Seus estudos foram fundamentais para estimular pesquisas que se preocupavam em aproximar as duas abordagens teóricas. Aguiar, Davis e Alves-Mazzotti, (2010), na tentativa de melhor entender a atividade docente, se dedicaram a articular a abordagem das representações sociais e abordagem sócio-histórica. As autoras tomaram como ponto de partida a relação entre os sentidos elaborados pelo sujeito em função de sua história e de suas experiências únicas e as representações compartilhadas por um dado grupo. Abraçaram as reflexões de Jodelet (2005) acerca da experiência vivida, que ela considera corresponder à consciência do sujeito sobre o mundo em que ele vive, ao contato social do indivíduo consigo mesmo, como define Vigotsky. Explicam que esta dimensão da consciência é importante pelo fato de que a experiência vivida na relação com o mundo pode implicar o sentido. A experiência é socialmente construída e “Jodelet procura demonstrar que a articulação entre experiência vivida e RS é, não só possível, mas profundamente enriquecedora para ambos as partes” (AGUIAR; DAVIS; ALVES-MAZZOTTI, 2010, p. 9). Oliveira e Roazzi (2007, p. 91) também haviam focalizado as experiências vividas afirmando que o homem em sua prática capta informações, articula sentidos e produz símbolos para dar significados a elas, baseando-se em “princípios construídos dentro de uma realidade empírica social. [...] É a dimensão simbólica que determina as ações sociais, na medida em que atribui e organiza os significados aos fenômenos”. Jodelet (2007, p. 49), ao refletir sobre a articulação entre o estudo das representações sociais e as práticas de intervenção, afirma que as formas de intervenção se referem a um conhecimento das representações sociais e a uma ação sobre elas, uma vez que “toda intervenção supõe, necessariamente, a consideração das RS”. 31 A autora define três formas de imbricação entre representações sociais e intervenção, que considera “mais ou menos leves e intencionais” em relação ou não às práticas: (1) quando a representação social provoca uma mudança na maneira de pensar; (2) quando uma mudança das práticas produz algum efeito sobre a representação social; e (3) quando a intervenção sobre uma representação social é intencional e provoca uma mudança nas condutas dos sujeitos. Para ela, a melhor contribuição do enforque das representações sociais com relação à intervenção é o fato delas contribuírem para uma mudança social tanto em nível social quanto individual, em qualquer campo de atuação. Pelo exposto, percebe-se que a discussão sobre a articulação entre subjetividade e representações sociais é ainda insipiente, o que pode ser constatado, por exemplo, ao se verificar o quantitativo de trabalhos sobre o tema subjetividade apresentados na VII JIRS e V CBRS realizada em julho de 2011: foram 19 trabalhos, o que corresponde a 3,4% do total daqueles apresentados no evento. Ao focalizar o campo educacional, este percentual cai para 1,3%. No entanto, estudos sobre subjetividade e representações sociais são importantes e devem mirar, como diz Jodelet (2009, p. 683), “tanto os indivíduos que estão inseridos em e são influenciados pelas redes e contextos sociais quanto os coletivos de natureza diversa (grupos, comunidades, conjuntos definidos por uma categoria social etc)”. No livro comemorativo dos 50 anos da teoria lançado na VII JIRS e V CBRS, o artigo de Sousa, Villas Bôas e Novaes (2001) apresenta um panorama de pesquisas sobre trabalho docente que utilizaram o referencial teórico das representações sociais proposto por Moscovici. No artigo, as autoras defendem que este referencial possibilita o estudo psicossocial da educação e o entendimento dos processos de construção de subjetividade dos atores envolvidos na relação professor-aluno e das condições de transformação do ensino, no que concordamos. Entendemos que a partir do estado da arte da produção nacional sobre subjetividade e representações sociais nos últimos dez anos, recorte que abrange os primeiros estudos sobre o tema, é possível encontrar elementos que possam contribuir para uma análise sobre a articulação entre eles e entender como professores e alunos em seus processos subjetivos, elaboram sentidos e significados em relação aos processos de ensinar e aprender. 32 2. TESES E DISSERTAÇÕES DISPONÍVEIS NO BANCO DA CAPES As pesquisas qualitativas definidas como “estado da arte”, que abarcam determinada área de conhecimento em suas diversas modalidades de produção, ou “estado de conhecimento”, que focalizam um setor de produção, buscam mapear e discutir a produção acadêmica sobre um determinado tema por meio de uma metodologia de caráter inventariante e descritivo (FERREIRA, 2002). Por meio delas, procura-se examinar conhecimentos já elaborados, apontando caminhos e aspectos abordados, restrições, lacunas, experiências inovadoras de investigação e indicando possíveis contribuições para constituição do campo teórico de determinada área (ROMANOWSKI; ENS, 2006). Para a elaboração do estado da arte dos estudos nacionais sobre subjetividade e representações sociais realizados nos últimos dez anos foi realizado levantamento de teses e dissertações publicadas no Banco de Dados da CAPES; artigos publicados em 15 periódicos qualificados pela CAPES (estratos A e B, qualificação realizada em fevereiro de 2010) disponíveis na base Google Acadêmico; e comunicações apresentadas nos Grupos de Trabalho Psicologia da Educação (GT 20) e Sociologia da Educação (GT 14) da ANPEd a partir das palavras chave subjetividade(s) e representação(ões) social(is). Foi identificado um total de 1037 trabalhos em que ocorriam as palavras chave subjetividade(s) e representação(ões) social(is): 116 teses, 260 dissertações, 390 artigos publicados em periódicos e 271 comunicações apresentadas nos dois GT da ANPEd (135 no GT 14 e 136 no GT 20). Desse total, foram identificados 15 dissertações, 16 artigos e nove comunicações em que estas palavras ocorriam simultaneamente e que estavam inseridos no campo da Educação (Ver Tabela 1, Apêndice 1). Para nortear a organização do corpus de análise do material coletado, foram elaboradas as seguintes questões: 3. Quantos trabalhos produzidos nos últimos dez anos (2000–2010) abordam representação social e subjetividade? 4. Quantos trabalhos articulam os temas simultaneamente? 5. Qual o perfil desses trabalhos? 6. Que articulação é estabelecida entre subjetividade e representações sociais? 7. Que autores são referidos nesses trabalhos? 33 Essas questões deram origem as seguintes categorias de análise: (1) tipo de pesquisa (empírica/não empírica); (2) tema enfocado; (3) sujeitos; (4) contexto; (5) metodologia; (6) tipo de análise; (7) resultados encontrados; e (8) possível articulação entre representações sociais e subjetividade. Nesse capítulo será apresentado o levantamento e a análise categorial temática conforme proposto por Bardin (2002) referente às teses e dissertações disponíveis no Banco da CAPES. A partir das palavras-chave subjetividade(s) e representação(ões) social(is), foram encontradas 116 teses e 260 dissertações produzidas entre 2000 e 20093 sobre esses dois temas. Inicialmente, verificou-se o título do trabalho nos quais palavras chave poderiam indicar que o texto abordava o tema. No decorrer da seleção, embora, às vezes, a dissertação apresentasse um título que sugerisse o tema, o conteúdo do resumo não era pertinente ao escopo desse estudo. Outras vezes, verificou-se que o conteúdo do resumo era pertinente, mas o título do trabalho não evidenciava o tema. Assim, foram lidos todos os resumos dos 376 trabalhos. Feito isso, verificou-se quais desses trabalhos estavam inseridos no campo da Educação, chegando-se a um total de 82 pesquisas: 22 teses e 60 dissertações (Ver Tabela 2 e Tabela 3, Apêndice 1). Dentre as 22 teses, em nenhuma delas as palavras chave ocorreram simultaneamente; entre 60 dissertações, em 15 houve a essa ocorrência. Com relação às dissertações, não foram encontrados estudos realizados em 2000, 2001 e 2007, conforme os critérios estabelecidos e dentre as 15 dissertações identificadas, uma foi defendida em 2002, na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF/MG); duas em 2003, uma na Universidade de São Paulo (USP) e a outra na Universidade Católica de Petrópolis (UCP/RJ); duas em 2004, uma na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM/RS) e outra na Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI/SC); uma em 2005 na Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (INIJUÍ/RS); duas em 2006, uma na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e outra na Universidade Federal de Uberlândia (UFU/MG); duas em 2008, uma na Universidade Federal Fluminense (UFF/RJ) e outra na Universidade Federal de Uberlândia (UFU/MG); e cinco em 2009, uma na Universidade Braz Cubas 3 Até o fechamento dessa seção, em junho de 2011, a CAPES não havia disponibilizado dados referentes a teses e dissertações defendidas em 2010. 34 (UBC/Mogi das Cruzes/SP), uma Universidade de São Paulo (USP), uma na Universidade do Estado de São Paulo (UNESP-Presidente Prudente/SP), uma na Universidade de Brasília (UnB) e outra na Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO) (Ver Tabela 4, Apêndice 1). O texto integral de todos esses títulos foi buscado nas bibliotecas em que foram depositados. Na impossibilidade de encontrá-los, seus autores foram contatos via e-mail e/ou telefone. Inúmeras dificuldades foram encontradas para concluir a tarefa, tais como: os trabalhos anteriores a 20064 não se encontravam digitalizados; os autores não haviam disponibilizados seus trabalhos impressos e não tinham interesse em fazê-lo; as inúmeras mensagens eletrônicas disparadas ao longo de quatro meses, todas as semanas, não eram respondidas ou retornavam; impossibilidade de obter novos números telefônicos dos autores, pois os telefones indicados nos currículo lattes ou disponibilizados pelas secretarias das universidades já não eram aqueles. Em alguns casos, embora tenha sido travada troca de mensagens ou telefonemas, os autores não quiseram liberar seus trabalhos para análise. Assim, das 15 dissertações identificadas, foi possível ter acesso a sete delas. Quanto às categorias construídas, entre as sete dissertações, uma é pesquisa não empírica, sendo as demais empíricas (Categoria 1). Entre as seis pesquisas empíricas, duas foram realizadas no âmbito do Ensino Superior, duas do Ensino Médio e uma da Educação de Jovens e Adultos (Categoria 4). Os sujeitos focalizados foram alunos, professores, equipe técnico-pedagógica, pais e comunidade. Uma das dissertações, defendida na Faculdade de Educação da USP, focalizou mulheres obesas e não tinha como foco instituição escolar, tendo sido descartada (Categoria 3). As técnicas de coleta de dados mais utilizadas foram questionário e entrevista (Categoria 5), assim como a análise de conteúdo foi o tipo mais usado (Categoria 6) (Ver Tabela 5, Apêndice 1). A análise dessas dissertações será apresentada em seguida, iniciando com a pesquisa não empírica e, em sequência, as cinco pesquisas empíricas (Ver Tabela 6, Apêndice 1). No decorrer da análise as categorias serão apontadas. 2.1 – A pesquisa não empírica A dissertação defendida por Cosmo (2006) na Universidade Federal de Mato 4 Somente a partir da Portaria Capes n. 13 de 15/02/2006 é que passou a ser obrigatória a divulgação digital das teses produzidas a partir de março de 2006 pelos alunos concluintes nos Programas de PósGraduação. 35 Grosso do Sul, intitulada “As contribuições da Psicologia da Educação para a escola: uma análise das produções científicas da ANPED e da ABRAPEE”, é uma pesquisa não empírica que teve como tema as contribuições da Psicologia da Educação para escola e por objetivo identificar a presença de elementos do conhecimento psicológico nas produções científicas do GT 20 da ANPEd e na revista publicada pela Associação Brasileira de Psicologia Escolar e Educacional (ABRAPEE) no período de 1999 a 2003. Cosmo verificou que nos trabalhos da ANPEd, as temáticas educação e subjetividade; desenvolvimento e aprendizagem; práticas pedagógicas; representações sociais; psicólogo na escola; e temas em Psicologia foram as mais freqüentes; na revista, desenvolvimento e aprendizagem; temas em Psicologia; testes psicológicos; e questões de saúde mental. Identificou que estudos subsidiados pela concepção interacionista, especialmente pela abordagem sócio-histórica, foram predominantes nas duas fontes de informação. A autora, à luz dos estudos de Freitas (1994), discute porque a abordagem sóciohistórica aparece com mais ênfase em estudos recentes. Para ela, as abordagens que orientam estudos no campo da Psicologia estão vinculadas à visão de mundo e de homem dominante e tanto a abordagem subjetivista quanto a objetivista não dão conta de explicar os fenômenos psicológicos. Na primeira, o homem é percebido como ser autônomo e livre, não determinado pelo contexto em que vive; na segunda, o homem é percebido a partir de seus aspectos observáveis, sendo compreendido por meio dos dados externos de seu comportamento. A abordagem interacionista parece ser, então, aquela que contribui significativamente para um melhor entendimento da relação indivíduo-sociedade porque tem como pressuposto que o conhecimento resulta das interações recíprocas entre sujeito e objeto. Com relação à temática educação e subjetividade, Cosmo (2006) utiliza literatura de produzida por Miranda (2005) para explicar que as contribuições da Psicologia da Educação são essenciais e dizem respeito não apenas à prática pedagógica como à compreensão das especificidades do sujeito e aos processos que o envolvem. Utiliza dados da pesquisa realizada por Schlindwein et al (2005) para mostrar que um terceiro movimento de contribuição das teorias psicológicas à Educação toma vulto e se refere à constituição da subjetividade nesse espaço. Também traz recomendações desses autores com relação à necessidade de a Psicologia e a Educação vencerem abordagens dicotômicas do fenômeno educativo, buscando aprofundar, entre outras temáticas, a 36 constituição dos processos subjetivos no campo educacional e a contribuição da Psicologia na formação e na prática docente. Cosmo (2006) finaliza seu trabalho afirmando que a temática Educação e subjetividade aparece expressivamente no GT 20 da ANPEd como foco de interesse dos pesquisadores desse grupo de trabalho que evidenciam a subjetividade e a motivação como aspectos relevantes da relação professor-aluno. [...] Neste sentido, os estudos sobre subjetividade revelaram sua contribuição à Educação escolar visto que, evidenciada a subjetividade aos educadores, espera-se que esses profissionais possam compreender que o contexto escolar, como tantos outros, é mais um espaço de constituição da subjetividade (COSMO, 2006, p. 151). No que se refere às representações sociais, a autora registra que trabalhos desenvolvidos no GT 20 da ANPED adotaram “a idéia de Moscovici e Abric” (COSMO, 2006, p. 116), focalizando as representações sociais de professores sobre alunos, profissão docente e fracasso escolar. Entretanto, nas revistas da ABRAPEE não foram publicados trabalhos voltados às representações sociais. Em poucos parágrafos, a autora se refere às representações sociais e não o menciona no restante de sua dissertação, sendo possível verificar que não foi estabelecida articulação entre representações sociais e subjetividade, sendo defendida a realização de estudos sobre subjetividade devido sua importância para a Educação. 2.2 - As pesquisas empíricas Em sua dissertação, intitulada “Sexualidade: representações de professores do Ensino Médio” e defendida na Universidade Federal de Santa Maria (RS), Flores (2004) buscou investigar as representações sociais de sexualidade de 12 professores de Ensino Médio em duas escolas públicas e duas privadas da cidade de Santiago no Rio Grande do Sul. Para coleta de dados, realizou entrevistas semi estruturadas com professores, diretores, orientadores e supervisores de estágio que foram gravadas e transcritas. Observou também atividades cotidianas de professores e alunos, “visto que trata das representações sociais dos professores de uma determinada época, em que está respaldada a subjetividade dos sujeitos envolvidos nesse contexto” (FLORES, 2004, p. 56). Para analisar o material coletado explicou que categorizou as representações sociais sobre sexualidade e educação sexual na atuação dos professores. 37 Embora seu objetivo estivesse relacionado à busca dessas representações sociais, a autora não se referiu a Moscovici ou a seus seguidores, ou as abordagens dela decorrente. Também não mostrou, no corpo do texto, como encontrou essas representações. Na introdução, apresentou os autores que fornecerão suporte teórico a seu estudo e apenas Minayo (1998) contribui com um artigo sobre representações sociais, no qual discute esse conceito no âmbito da Sociologia Clássica. Na bibliografia, entre as referências sobre o tema que foram listadas estavam Alves-Mazzotti (1994), Arruda (2002), Guareschi e Jovichelovitch (1995), mas os trabalhos desses autores não foram utilizados ao longo da dissertação. Na seção intitulada “Educação sexual e representações sociais”, o conceito de representação social é mencionado por meio de uma citação de Minayo (1998). Logo em seguida, Flores (2004) afirma que as representações sociais também podem ser usadas no sentido de representações coletivas, conforme definido por Durkheim. Parece-nos que tal afirmativa constitui um equívoco, pois para Durkheim as representações coletivas são universais, imutáveis e estáticas, o que difere da perspectiva moscoviciana. Moscovici parte do conceito de representações coletivas, reelabora-o e afirma que não há separação entre sujeito e mundo externo, como defendia Durkheim. Moscovici (1978) estava preocupado em mostrar como social e psicológico são interdependentes e fundamentais para a elaboração de representações de um determinado objeto social. As sociedades das quais ambos falam são diferentes: Moscovici se refere às sociedades contemporâneas, complexas, fluídas, dinâmicas e não às primitivas, estáticas como aquelas estudadas por Durkheim. Ainda na introdução, a autora busca em Foucault (1990, 1997) o conceito de poder para mostrar que a sexualidade é um dispositivo histórico de poder e que a escola faz parte de uma situação estratégica complexa. Flores (2004) afirma que a sexualidade é uma realidade essencialmente humana e, ancorando-se em Nunes (2001), defende que a educação sexual é um fenômeno da sociedade; como tal, não é a principal ação da escola. Fazendo uso de citação de Nunes (1997), registra que a sexualidade permeia a “subjetividade existencial” significativamente e que na atualidade essa subjetividade está marcada por novas liturgias e novos rituais de amor. É possível que a a autora 38 esteja se referindo a Gendlin (1996)5 que desenvolveu uma concepção existencial sobre a subjetividade, fundada na fenomenologia, porém a referência não está explicita. Considera que “a sexualidade e os dispositivos saber e poder são elementos que contribuem para discussão desse tema nos processos de subjetivação dos indivíduos que fazem parte desse meio” (FLORES, 2004, p. 35). E, a partir dessa consideração conclui que “a história de um povo é rica em subsídios normatizadores e de influência significativa na formação dos sujeitos” (idem). Mais à frente, ao explicitar como procedeu a análise do material coletado, recorre à Durkheim para justificar a construção de categorias, entendidas como “consciências representativas que estão ligadas a fatos sociais, passíveis de observações e interpretações” (FLORES, 2004, p. 62), o que nos pareceu ser inadequado, já que seu estudo pretende focalizar as representações sociais na perspectiva moscoviciana. Revela, apoiando-se em Berger e Luckmann (1973), que foi possível perceber o que ela nomeia de “sintomas da subjetividade de alunos e professores” (grifo nosso) em diversos momentos: nas entrevistas, conversas, observação, expressões, gestos, vibração da voz e nos trabalhos realizados. O uso da palavra sintoma remete à doença, parecendo estar relacionado à compreensão da subjetividade como interioridade, associada a processos de individualização e internalização e dissociada de processos sociais, o que também nos pareceu inadequado. Quanto à subjetividade, a autora considera que “alguns referenciais” de Foucault, como ela se refere, poderão auxiliar “no entendimento do que está entre o pessoal e o social, onde se articulam o ser e o existir individual e coletivo” (FLORES, 2004, p. 35, grifo nosso). Com essa afirmação, a autora assume um posicionamento: há um lugar entre sujeito e sociedade, o que parece remeter a uma perspectiva dicotômica. A busca dos conceitos “espiral de conflitos pessoais” e “desejos egoísticos” de Freud (1976), da construção do sujeito real e individual para analisar as falas dos professores sobre as atitudes dos alunos acerca da sexualidade, pode constituir uma evidência de tal perspectiva. Em outro trecho, a autora afirma que “o sujeito multifacetado, constituído e 5 Conforme excplica Parreira (2014, p. 302), para Gendlin “os significados implícitos (uma das características do experienciar é ter significados implícitos) são formados na interação entre a experienciação e os símbolos, no momento imediato do processo de simbolizar o que se experiência. Eles são implícitos apenas porque ainda não foram formulados e não porque já estivessem dados ou formados e aguardando a possível superação de defesas inconscientes (de acordo com a Psicanálise) ou de ameaças à noção do eu (Psicoterapia Centrada no Cliente) para ascenderem à simbolização e se tornarem explícitos”. 39 constituinte nas/pelas relações sociais em que a subjetividade é a interface do processo sócio-histórico que constitui” (FLORES, 2004, p. 93, grifo nosso), nos deu a entender que há um lugar entre duas faces (individual e coletivo) e nesse lugar está a subjetividade. A pesquisadora conclui que a consciência de nós mesmos, que ela denomina subjetividade (fornecendo outra pista sobre a dicotomia sujeito-sociedade, a nosso ver), se reflete nos discursos analisados e que os professores não podem estar vinculados a um poder disciplinar (e aqui se encontra um dos referenciais de Foucault), pois esse não garante a aprendizagem dos alunos. Considera que ao elencar as representações dos professores sobre sexualidade, contribuiu para a construção de novos pensamentos para a elaboração de projetos político pedagógico que visem à melhoria da formação dos alunos. Brito (2006) defendeu sua dissertação intitulada “A docência no Instituto de Biologia da Universidade Federal de Uberlândia: percorrendo caminhos e encontrando representações” nesta instituição. Buscou compreender como as representações sociais de docência produzidas pelos professores impactam na prática docente e influenciam as atividades de ensino, pesquisa, extensão e administração. Para isso aplicou questionário a 21 docentes e realizou entrevistas individuais semi-estruturadas com dois professores efetivos de cada uma de quatro áreas, que foram selecionados por sorteio. A análise das entrevistas foi efetuada segundo Spink (1995), momento em que foram estruturados quadros categoriais. A autora defende que a apropriação de valores e tomadas de posição diante da interpretação da realidade possibilita um diálogo com a subjetividade dos sujeitos envolvidos no processo de pesquisa e, por essa razão, afirma que utilizou a Teoria das Representações Sociais para estabelecer relação com o que é vivido pelos professores e que é o construído historicamente acerca da docência. Logo no início do capítulo intitulado “Tecendo a metodologia”, se refere à abordagem sócio-histórica na perspectiva de Rey (2002) e revela acreditar na “existência de um sujeito rico de subjetividade, de história e conectado ao mundo [e que] por isso sofre e reage a ações coletivas, a hábitos encontrados no seu cotidiano, em que ele é tanto instituído como instituinte da ação” (BRITO, 2006, p. 93, grifo nosso). Com essa afirmação, Brito (2006) permite que possamos depreender que subjetividade é coisificada, torna-se coisa, como mercadoria, podendo-se ser rico ou pobre de subjetividade, o que pode sugerir 40 certo reducionismo quanto aos processos de subjetivação. É nesse capítulo que a autora desenvolve texto sobre representações sociais, explicando que “o sujeito se apropria do mundo externo, sendo que as representações sociais são conseqüências dessas apropriações. Dessa forma podemos afirmar que ela é coletiva, melhor dizendo social” (BRITO, 2006, p. 94, grifo nosso), o que não podemos admitir, pois conforme explica Herzlich (1991, p. 24), “cometeríamos um erro se situássemos o trabalho de Moscovici em uma linhagem durkheimiana estrita”. Acreditamos que Brito (2006, p. 100) tenha apenas tentado dizer que as representações sociais são diferentes das representações soletivas, pois mais à frente explica que o que faltava ao trabalho de Durkheim era justamente “a correlação entre o individual e o coletivo”. A pesquisadora afirma que, ao longo desse capítulo, irá “dialogar com o campo das representações sociais para entender a constituição da representação de docência que [seus] sujeitos possuem” (BRITO, 2006, p. 95). Para isso utiliza Léfèbvre (1993), Novais (1995), Kant (1980), Hegel (1980) para mostrar a evolução do conceito de representação até chegar ao conceito de representação social de Moscovici que, de acordo com ela, se diferencia do conceito de representação desenvolvidos por aqueles autores devido suas propriedades estarem ligadas a três eixos centrais: o cognitivo, o psicológico e o ideológico, o que entendemos ser apropriado. No capítulo referente às análises, apesar de mostrar-se preocupada em responder às questões propostas por Jodelet (2001) ─ Quem sabe e de onde sabe? O que e como sabe? Sobre o que sabe e com que efeitos? ─ não revela como os sujeitos objetivaram os significados atribuídos à docência, nem onde os ancoraram. Explica que as concepções cristalizadas dos professores acerca da docência são as próprias representações sociais de docência e apresenta, num diagrama intitulado “Síntese das representações sociais de docência”, as idéias mais significativas do discurso de cada professor. Aqui, não faz considerações a respeito de esquema figurativo, o que nos parece adequado, uma vez que um esquema mostra como os elementos de uma representação estabelecem padrões de relações estruturadas entre si, como definiu Moscovici (1978). Mais adiante, apresenta uma listagem das principais representações de docência, que na verdade são significados atribuídos à docência. Um estudo aprofundado desses significados possibilitaria identificar os processos formadores das representações sociais de docência elaboradas pelos professores do Instituto de Biologia 41 da UFU. Quanto à subjetividade, Brito (2006, p. 142) menciona que a pesquisa qualitativa valoriza a subjetividade do sujeito. Considera que a representação social de docência está “submersa num emaranhado de relações, de tramas, de subjetividades e tantas outras representações” e conclui que a representação de docência é fruto da subjetividade. Subjetividade entendida “como aquilo que está dentro ou debaixo do invólucro corporal e em relação imediata consigo mesmo, no mundo interior próprio” (MOREIRA, 2007, p. 18, grifo nosso). Embora tenha indicado que trabalharia com os dois conceitos, a autora não elaborou possíveis articulações entre subjetividade e representações sociais. Santos (2008) defendeu sua dissertação intitulada “Um estudo das representações sociais sobre o trabalho docente dos licenciandos do curso de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Uberlândia”, nesta mesma instituição. Seu objetivo foi buscar as representações sociais de trabalho docente elaboradas por alunos daquele curso e, para isso, utilizou “a Teoria das Representações Sociais na perspectiva moscoviciana, o que possibilitou uma aproximação com a subjetividade dos sujeitos pesquisados e, portanto, acesso as suas representações” (SANTOS, 2008, p. 13). Aplicou um questionário adaptado de outro, elaborado pela equipe de pesquisadores do Centro Internacional de Estudos em Representações Sociais e Subjetividade – Educação (CIERS-Ed) a 168 alunos e realizou entrevista semi-estruturada com 16 deles. Os dados coletados por meio de questões abertas foram analisados por seu conteúdo, conforme proposto por Bardin (2002). Já na introdução, o autor revela que fundamentou sua pesquisa a partir da leitura de Farr (1998), Jodelet (2001), Moscovici (2001) e Spink (2004). Em seguida, apresenta conceito de representações sociais de acordo com Madeira e Carvalho (1997) e de percepção conforme Shimamoto (2004), para explicar que a teoria mosviciana é pertinente aos estudos na área da Educação por fornecer subsídios significativos para o exame e resolução de problemas educacionais, embora não especifique que subsídios seriam esses. O autor dedica um capítulo à Teoria das Representações Sociais. Parte da obra seminal de Moscovici e procura mostrar, por meio de duas seções, como sua proposta tentava “combater a tendência à polarização entre fenômenos psíquicos e os fenômenos sociais” (SANTOS, 2008, p. 31). Apresenta a teoria e conceitos por meio do 42 encadeamento de citações literais de Moscovici (2001, 2003), Jodelet (2001) e Abric (2000), assim como de Oliveira e Werba (2003) que, por sua vez, citam aqueles autores. Conclui com descrições da abordagem processual e da estrutural, mas não revela qual delas utilizará em sua pesquisa, nem mostra a pertinência da utilização da teoria para estudar seu objeto de pesquisa ou o contexto de produção da representação de trabalho docente ao longo do texto. No capítulo intitulado “Resultados e discussão”, o autor afirma que as respostas dos questionários mescladas às das entrevistas formam a representação social de trabalho docente (SANTOS, 2008), mas não avança, pois a análise do material coletado possibilitaria a construção de um esquema figurativo que forneceria pistas sobre aquela representação. Quanto à subjetividade, somente na conclusão é que Santos (2008) a menciona, ao registrar que a Teoria das Representações Sociais possibilitou uma aproximação com a subjetividade dos sujeitos pesquisados, o que ele não explica ou tece considerações sobre articulações entre subjetividade e representações sociais. Camargo (2009) em dissertação intitulada “Concepções de adolescentes sobre a escola: do risco à proteção” e defendida na Universidade Estadual Paulista de Presidente Prudente, buscou compreender os sentidos atribuídos à vida escolar e aos processos de escolarização por estudantes de escolas públicas com idade entre 14 e 18 anos que se encontravam em situação de risco. Em uma primeira fase, em que tomou como norteadora a Teoria do Núcleo Central, aplicou Teste de Associação Livre de Palavras a 436 alunos, sendo as palavras evocadas submetidas ao software EVOC. Numa segunda fase, realizou entrevistas não diretivas com oito adolescentes. É possível depreender que Camargo (2009) desenvolveu seu estudo conjugando a abordagem processual e a abordagem estrutural, embora não deixe isso explícito. É no capítulo destinado à metodologia em seção denominada “Pressupostos teóricos para a análise da questão de livre associação” que a autora se debruça sobre a Teoria do Núcleo Central, afirmando que é pertinente para compreender as palavras evocadas e explica a estrutura de uma representação social recorrendo a Abric (1994d) e Sá (1996, 1998). Analisa detalhadamente os elementos que aparecem no núcleo central e no sistema periférico fornecidas pelo EVOC a partir da expressão indutora “sua escola”, o que evidencia apenas suas primeiras hipóteses sobre essa possível representação. Quanto à subjetividade, a autora informa que recorreu tanto à abordagem 43 sócio-histórica quanto a abordagem das sete tensões de Michel Hungar 6 para entender e interpretar a fala dos adolescentes. Desses estudos advêm as concepções que utilizará para compreender as categorias adolescência e subjetividade, esta última entendida de acordo com Rey (1999 apud TEXEIRA, 2003), isto é, que a subjetividade é construída material e historicamente. Traz, ainda, a categoria configuração – “unidade dinâmica sobre a qual se definem os diferentes sentidos subjetivos dos eventos sociais experenciados por cada pessoa” - e o processo de configuração subjetiva – “movimento de apropriação do social no âmbito psicológico, concebido como uma unidade funcional do afetivo e cognitivo” – ambos propostos por Rey (CAMARGO, 2009, p. 33). A autora não mostra as razões pelas quais é possível utilizar tanto a abordagem sócio-histórica quanto a abordagem das sete tensões para compreender as duas categorias propostas, assim como não estabelece relação entre essas abordagens e a moscoviciana. Cabe ressaltar que Camargo não recorre a fontes primárias, trazendo citações literais de Teixeira (2003) e Martinez (2001) referentes a Rey, e de Teixeira (2003) sobre Vigotsky. Conclui que “a tarefa do educador reveste-se de uma enorme importância em nível da subjetividade. Ele próprio influencia na construção do conhecimento e na constituição subjetiva dos alunos” (CAMARGO, 2009, p.148), o que nos pareceu um tanto superficial. Araújo (2009) defendeu a dissertação “Informática educativa em favor da gestão democrática” na Universidade de Brasília. Tendo como norteadora a filosofia da Escola de Frankfurt, buscou verificar a relevância da Informática Educativa na promoção da gestão democrática de uma escola pública de nível médio da periferia de Brasília, beneficiária do Programa Nacional de Tecnologia Educacional (PROINFO), por meio de um estudo de caso. Aplicou questionários, realizou entrevistas semi estruturadas com gestores, funcionários de apoio técnico, professores, alunos e comunidade escolar, esta última entendida como pais de alunos e moradores da localidade. Empreendeu observações no espaço escolar, analisou documentos oficiais e registros e ainda criou um portal na internet onde eram colocados textos autobiográficos, possibilitando que os sujeitos envolvidos manifestassem sobre seu 6 Hungar definiu resiliência como “desenvolvimento positivo de crianças e adolescentes quando confrontados por adversidades" e identificou sete tensões que se relacionam a processos protetivos: acesso a recursos materiais; experiências de justiça social, acesso a relacionamentos interpessoais que oferecem apoio; identidade pessoal desejável; senso de coesão; experiências de poder e controle pessoal; aderência cultural (2008 apud LIBÓRIO; HUNGAR, 2010, p. 477). 44 cotidiano e fornecendo informações “sobre a subjetividade e sobre a maneira com a qual a matéria se projeta nas consciências desses indivíduos” (ARAÚJO, 2009, p. 82). Explica que utilizou o estudo das representações sociais proposta por Berger e Luckman (1973, p. 59), com a intenção de “observar a construção social do real no ambiente escolar”. Porém, esses autores cunharam a perspectiva denominada “construção social da realidade” e não se referem especificamente à representação social. Consideram que há um conhecimento pré-teórico, o saber popular, e que o homem em seu processo de contínua exteriorização, produz ordem social e que esta só existe em decorrência da atividade humana (SPINK, 1993). A aproximação dessa abordagem com a Teoria das Representações Sociais está no conceito de sujeito, o sujeito social, e de realidade da vida cotidiana, onde os sujeitos interagem e compartilham atitudes (ALEXANDRE, 2004), o que não foi evidenciado pelo autor. O pesquisador se propôs a analisar duas categorias: a subjetividade e a objetividade da realidade cotidiana dos sujeitos participantes para verificar qual dessas categorias estimula aspectos da gestão democrática. Com relação à subjetividade, entende que “através da rede mundial de computadores, é possível criar uma fonte múltipla de manifestação de subjetividades que se contraporão ao caráter uníssono da opressão, [que é] um modo de refletir sobre a própria existência” (ARAÚJO, 2009, p. 16). Traz de Freire (1967) o conceito de Pedagogia Crítica porque, conforme explica, este possui a noção de pedagogia libertária, que considera as subjetividades e a transformação da realidade, superando os limites de um conhecimento meramente técnico. Pondera que professores e alunos têm suas subjetividades influenciadas pelas relações que se estabelecem no ambiente escolar e estas, por sua vez, influenciam a Informática Educativa. Acredita que uma Informática Educativa “emancipatória introduz a subjetividade, recupera o humanismo e desvela o mundo produtivo com a consciência” (ARAÚJO, 2009, p. 43). Quanto à objetividade, o autor afirma que as tecnologias se postam como vitrines tanto de seu progresso quanto do funcionalismo e da ordem social estando, portanto, intimamente ligadas à questão econômica. Entende que somente a superação da objetividade em alto grau que possibilitará a escola vivenciar processos democráticos. Embora assuma posicionamento marxista, Araújo (2009) não aprofunda a discussão sobre a oposição subjetividade-objetividade, como faz Bastos (2007), por 45 exemplo, ao focalizar a alienação da consciência e fetichização da subjetividade. Ao longo de todo seu texto, o autor coloca entre aspas a expressão “representações sociais” para evidenciar que a “realidade é uma construída socialmente por um processo duplo que ora é objetivo e ora subjetivo” (ARAÚJO, 2009, p.103), havendo, portanto, representações objetivas e representações subjetivas. Apóia-se num único título de Berger e Luckman (1973) para fundamentar seu estudo e não é utiliza a Teoria das Representações Sociais desenvolvida por Moscovici ou seus desdobramentos, o que pode ser verificado, inclusive, nas referências ao final do estudo. Reafirma ao longo de seu texto que há duas vertentes de representações sociais, as subjetivas e as objetivas, sendo esta última o pólo passivo dos indivíduos participantes de sua pesquisa. Cabe lembrar que Moscovici (1988, p. 29), não está interessado nas representações individuais. Para ele, “uma representação é construtiva no sentido de que ela seleciona e relaciona pessoas, objetos de modo a alcançar a especificação do grupo, capacitando-o a comunicar e agir de acordo com conceitos e imagens compartilhadas”, o que nos proporciona questionar o “polo passivo dos indivíduos” como colocado pelo autor. Araújo (2009) conclui que não há relação entre Informática Educativa e gestão democrática escolar, sendo a disciplina entendida por todos os envolvidos como um requisito para preparar o aluno para o “mercado de trabalho com um mínimo de conhecimento operacional dos dispositivos operacionais” (ARAÚJO, 2009, p. 105), o que poderia supor certa passividade por conta dos sujeitos pesquisados. Porém, ele faz uma ressalva por considerar que a Informática Educativa sustentada por uma Pedagogia Crítica, pode contribuir para uma gestão democrática atendendo a interesses colaborativos e promovendo a emancipação humana. Da análise dos textos empreendida, verificou-se que os pesquisadores não estavam preocupados em estabelecer relações entre subjetividade e representações sociais, muitas vezes focalizando a temática de forma polarizada. 46 CAPÍTULO 3 ARTIGOS EM PERIÓDICOS PUBLICADOS NA BASE GOOGLE ACADÊMICO O critério estabelecido para a seleção de teses e dissertações também foi adotado para buscar artigos publicados em periódicos qualificados pela CAPES (estrato A e B, qualificação realizada em fevereiro de 2010). Para efetivar a busca do material, identificou-se a produção referente ao tema no âmbito da Psicologia, Psicologia Social, Psicologia da Educação, Sociologia, Sociologia da Educação e Educação. Partiu-se da premissa que nessas áreas seria possível encontrar trabalhos que privilegiassem uma abordagem psicossocial da educação. Foram, então, selecionados 15 periódicos sendo três classificados como A1, sete como A2, um B1, três B2 e um B4, este último por ser um periódico bastante conhecido na área da Educação. A partir da busca por meio das palavras chave subjetividade(s) e representação(ões) social(is), foram identificados 390 artigos. Nesses, verificou-se que: o maior quantitativo de publicação se encontrava nos estratos A1 e A2 (A1 = 10 e A2 = 39); 2007 foi o ano em que mais artigos sobre os dois temas foram publicados (15); a região sudeste é que apresentou a maior quantidade de artigos publicados (54); e os autores que atuam em universidades do estado de São Paulo são aqueles que mais publicaram trabalhos sobre os dois temas no período (um total de 23 artigos, sendo 11 da Universidade de São Paulo, seis da Universidade Estadual Paulista e seis da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo). Esses dados estão disponíveis nas Tabelas 7 e 8 (Ver no Apêndice 1). Em 98 dos 390 artigos, as palavras chave ocorreram simultaneamente, sendo categorizados quanto ao tema de acordo com a classificação de trabalhos estabelecida pela Comissão Organizadora da VII Jornada Internacional e V Conferência Brasileira sobre Representações Sociais realizada em 2011, que definiu 12 categorias temáticas: (1) Educação; (2) Comunicação e mídia; (3) Saúde; (4) Política e cidadania; (5) Meio 47 ambiente; (6) Memória, história e cultura; (7) Religiosidade; (8) Violência e exclusão; (9) Diálogos teóricos e metodológicos; (10) Gênero e sexualidade; (11) Trabalho; e (12) Etnia e raça. Para nossa pesquisa, foi proposta ainda a categoria “Outros” na qual foram classificados trabalhos que não se encaixavam em nenhuma daquelas outras. Assim, foram determinadas 13 categorias, nas quais os 98 artigos foram categorizados observando-se as regras técnicas propostas por Bardin (2002): exaustividade, representatividade, homogeneidade, pregnância e pertinência. Após proceder a categorização, verificou-se que nos 98 artigos selecionados, as maiores freqüências (ƒ≥10) se encontravam na categoria Saúde (27), Diálogos teóricos e metodológicos (20), Educação (16) e Gênero e sexualidade (10) (Ver Tabela 9 no Apêndice 1). Dentre esses 98 artigos, 52 apresentavam pesquisas empíricas e 46 textos descritivos e analíticos ou não empíricos. Como essa pesquisa está voltada à produção sobre representações sociais e subjetividade no campo da Educação, os 16 artigos aí categorizados foram então analisados, conforme as oito categorias já estabelecidas para análise das dissertações (Ver Tabela 10 no Apêndice 1). Dentre os 16 artigos, 11 são empíricos e cinco não empíricos (Ver Tabela no Apêndice 1). 3.1 – Artigos não empíricos Dentre os cinco artigos não empíricos, o de Spósito (2000) se refere à expansão e democratização do ensino público, à presença popular no contexto dos movimentos sociais e educação e às formas de ação coletiva. A autora afirma que há representações enraizadas no pensamento conservador na sociedade brasileira e uma exacerbação da esfera íntima e de natureza individualista. Defende que uma crise de compreensão da participação estudantil gerou representações sociais que se constituíram como modelos de ação coletiva. Entretanto, não se volta especificamente às representações sociais, o que pode ser verificado também pelas referências ao final do artigo: o único título citado sobre o tema é a tese de doutorado de Gonçalves (1994) que analisou as possibilidades de constituição de um movimento negro em três momentos da história republicana brasileira. Orientado por Alain Touraine, o autor não se debruça sobre a teoria das representações sociais. Spósito (2000) focaliza o tema subjetividade ao citar pesquisa sobre 48 subjetividades conservadoras, o que remete ao paradigma positivista, como registram Borges e Dalberio ( 2007), e ao apontar diferentes práticas coletivas entre jovens, considerando, inclusive, as redes sociais (facebook, orkut, myspace, twitter, entre outros). Fundamentada na análise teórica da sociedade contemporânea e adotando o conceito de experiência social, a autora busca Touraine (1995) para declarar que a dimensão coletiva e a individual se integram em uma mesma configuração que incide sobre as individualidades, uma vez que o ator coletivo e o sujeito se constroem juntos. Para Touraine (1998), sujeito e democracia são indissociáveis e a pluralidade de interesses e valores é negociada em espaço público. O sujeito desempenha os papéis que lhe são adjucados, mas também os recria e se opõe ao domínio da racionalidade que quer transformá-lo em instrumento da produção e do consumo. Entretanto, não desenha aproximações com o conceito de sujeito social que está na teoria moscoviciana. Spósito (2000) discute a construção de identidades juvenis, identidades individuais e coletivas, sem relacionar tal construção à produção de representações sociais. Defende que é o consumo cultural que propicia essa construção e define, então, três eixos de fenômenos coletivos: música (funk e rap), construção de pautas de significados alternativos às interpretações dominantes (resgate da importância da palavra) e ação voluntária e práticas de solidariedade. Explica que trocas sociais propiciam a construção de identidades comuns, de sentimentos de pertença e de canais de expressividade, forma de pertencimento que se torna dominante. A autora toma, também, o conceito de ação em Dubet (1998), isto é, o conhecimento social é construído na ação e são as experiências – combinações subjetivas de elementos subjetivos - que dão sentido às práticas sociais. Aqui também não articula esse conceito com o de representação social, entendida como conjuntos sócio-cognitivos organizados que estruturam “a realidade para permitir a integração das características objetivas do objeto, das experiências anteriores do sujeito e do seu sistema de atitudes e de normas” (ABRIC, 2000, p. 27), nem com a função prática da representação social. Tanto Touraine quanto Dubet enfocam a constituição das identidades vistas como engajamentos que permitem aos sujeitos se perceberem como autores de suas próprias vidas, mas não se referem à representação social. Fleuri (2001) parte de texto de Sandra Corazza sobre os Parâmetros Curriculares Nacionais e a Constituinte Escolar do Rio Grande do Sul no qual a autora mostra que há 49 hibridismo nesses dois discursos. Fleuri (2001) Argumentará que, na verdade, há um paradoxo entre a proposta oficial e a proposta alternativa e, em seguida, mencionará as representações sociais quando define culturas populares como sendo “formas de organização social e interpretação da realidade constituídas pelos diferentes grupos sociais” (op. cit., p. 122). Afirmará que se as diferentes visões de mundo e as representações sociais forem ignoradas ou desrespeitadas, corre-se o risco de invalidar os saberes dos grupos sociais. O tema, no entanto, não é mais focalizado no restante do artigo e também são indicados títulos relacionados a ele nas referências. Quanto à subjetividade, esta é abordada segundo a ótica de Guattari (2006): o homem é um ser psíquico, dual, que estabelece relação com a exterioridade. Para Guatarri e Rolnik (2005, p. 42), citados por Fleuri, a subjetividade, produzida por instâncias individuais, coletivas e institucionais, está em circulação nos conjuntos sociais de diferentes tamanhos: ela é essencialmente social e assumida e vivida por indivíduos em suas existências particulares. O modo pelo qual os indivíduos vivem essa subjetividade oscila entre dois extremos: uma relação de alienação e opressão, no qual o indivíduo se submete a subjetividade tal como a recebe, ou uma relação de expressão e de criação, no qual o indivíduo se reapropria dos componentes da subjetividade, produzindo um processo que eu chamaria de singularização. Vale lembrar que Guattari, em trabalho conjunto com Deleuze (GUATARRI; DELEUZE, 1996), define duas formas de organização social coexistentes: a molecular, que é primitiva e flexível, e a molar, que é dura e moderna, sendo os indivíduos, sociedades e grupos atravessados por essas segmentaridades. Para esses autores, a subjetividade é composta por multiplicidades que circulam entre o campo do extensivo, composto por sujeitos, idéias representações e teorias que organizam a realidade; e do intensivo, formado por forças, devires e movimentos, o plano das coletividades moleculares. Os processos de subjetivação se localizam no interjogo que se estabelece entre os campos sociais, isto é, a subjetividade estaria em circulação nesses campos, sendo atravessada por processos que estão em movimento e assumida pelos indivíduos singulares, tal como um produzir-se a si mesmo (GUATTARI, 1992). Sem colocar em discussão os dois temas, subjetividade e representação social, Fleuri (2001) dirige seu foco à identidade dos sujeitos coletivos, buscando no marxista Sader (1988) a definição de que esses sujeitos são resultados das interações que 50 estabelecem entre si, reconhecendo-se reciprocamente, sendo suas posições mutáveis e intercambiáveis. Aqui também não tece reflexões sobre possíveis articulações entre os três temas e conclui que a lógica binária e de oposição não basta para interpretar as relações complexas que se estabelecem entre sujeitos, processos e dispositivos que produzem práticas discursivas. Traversini (2009) discute a relação entre auto-estima e alfabetização, ao analisar as práticas utilizadas para alfabetizar jovens e adultos no contexto das publicações periódicas do Programa Alfabetização Solidária editadas entre 1997 e 2002. Em sua análise do discurso, a autora busca em Foucault (2010) o conceito de sujeito: este não é pré-estabelecido, é construído por si mesmo; é produto das relações de poder; é um composto histórico; e faz-se ao mesmo tempo em que realiza uma ação. Modos de subjetivação são modos de sujeição e por isso Foucault (2010) está preocupado com o resgate ético do sujeito e de sua subjetividade, que é construída no tempo, se refere aos modos de agir. Foucault (1997b), diferentemente de Moscovici, se volta à reconstrução e reestruturação das dores psíquicas do sujeito, considerando que dentro dele habitam lobos e cordeiros que vivem em constante luta. Ao abordar os conceitos de técnicas de dominação e de técnicas de si, Traversini (2009) explica que estes permitirão a compreensão da noção de governamento, uma vez que a ênfase na elevação da autoestima funciona como uma das estratégias de governamento do programa federal. Quer dizer, a autora entende que o programa impõe uma relação de docilidade-utilidade que circunscreve os sujeitos numa relação de sujeição (FOUCAULT, 1997b), constituindo-se, portanto, numa forma de intervenção para governar a subjetividade. Parece não levar em consideração que “não é tanto a contribuição do indivíduo ou grupo para essas representações que nos permite chamálas de representações sociais: é o fato de elas terem sido moldadas por um processo de troca e interação” (CODOL, 1982 apud MOSCOVICI, 1988, p. 219). Quanto às representações sociais, a autora cita apenas uma pesquisa que foi desenvolvida por Silva (2003) sobre escola noturna, e não aprofunda o tema, o que contribui para não serem realizadas reflexões sobre representações sociais e técnicas de si ─ o que seria, talvez, uma possibilidade, porém discutível. Traversini (2009, p. 01) afirma ainda que a subjetividade não se relaciona apenas ao invisível mundo interior do sujeito e se refere ao estudo de Rudiger (1996) sobre a categoria indivíduo na literatura de autoajuda para explicar que nas práticas de 51 autoajuda as pessoas procuram utilizar seus recursos interiores para transformar sua subjetividade, sendo esse tipo de literatura “um formidável veículo de subjetivação criado por nossa cultura”. As referências ao final do texto revelam, na sua maioria, estudos relativos à autoajuda, o que mostra que a autora não pretendia articular representações sociais e subjetividade com mais profundidade. Rohden (2009) discorre sobre experiência piloto de formação à distância de professores(as) que lecionavam entre a 5ª e 8ª séries do ensino fundamental nas temáticas de gênero, sexualidade, orientação sexual e relações étnico-raciais. Ao apresentar a fundamentação pedagógica e o modelo de execução do curso afirma que “os valores e as representações sociais sobre gênero, orientação sexual e raça/etnia são transmitidos desde a mais tenra idade” (ROHDEN, 2009, p. 172), nada mais acrescentando sobre representações sociais. A subjetividade é mencionada somente nos resultados, quando a autora conclui que o objetivo fundamental do curso foi atingido: sensibilizar os professores para os temas propostos e mobilizá-los a refletir sobre eles. Por meio da análise de suas falas, identifica a intenção dos docentes em operar mudanças em si mesmos, o que sugere, de acordo com ela, “o início de uma transformação na ordem da subjetividade” (ROHDEN, 2009, p. 172), porém, nada mais é acrescentado sobre subjetividade. Podemos dizer que a autora não buscou estabelecer relação entre representações sociais e subjetividade ao longo do texto e que dos cinco títulos constantes nas referências ao final do artigo, nenhum se refere aos dois temas. Ao focalizar trabalho docente e modelos de formação, Barretto (2010, p. 427) afirma que se propõe a discutir o peso das representações relativas ao exercício da profissão docente e seu enraizamento histórico, à luz de pesquisas recentes sobre o trabalho dos professores da educação básica no país e a sua formação nos cursos de licenciatura e pedagogia, conferindo especial atenção ao período de criação dos sistemas de ensino, porque gerador de paradigmas que persistem na atualidade. Em função desse objetivo, a autora mostra que os modelos de formação devem ser analisados na perspectiva das políticas da subjetividade, e é somente nesse ponto do texto que a palavra é registrada. Pode-se dizer que tema não é explorado ao longo do artigo, mesmo quando a autora se refere à exclusão conforme posto por Dubet (2003) 52 para explicar que o indivíduo é responsável por seu próprio destino. Cabe ressaltar, que Dubet define uma sociologia da experiência, afirmando que é possível construir o mundo subjetivamente ─ que é uma representação individual e coletiva do mundo vivido ─ e cognitivamente, a partir da experiência social. De acordo com ele, esta é uma construção crítica do real e durante esse processo de construção, os indivíduos refletem sobre suas experiências e as redefinem (DUBET, 1998). Tais considerações parecem se aproximar daquelas de Moscovici (1978) quando explica que as representações sociais são maneiras de pensar e interpretar a realidade, uma forma de conhecimento que indivíduos e grupos desenvolvem para fixar suas posições no mundo, mas a autora não tece considerações sobre essa possível aproximação. Barretto (2010) enfoca as representações sociais para se referir ao ofício docente e explicar que as representações sociais de trabalho docente e de professor se alternam em função dos contextos e de condições específicas. Conclui que os modelos de formação, por sua vez, também sofrerão alterações em função daquelas representações. É possível afirmar que, nesse artigo, a pesquisadora não teve intenção de apresentar articulações entre representações sociais e subjetividade, pois nas referências não constam autores que se debruçam sobre o primeiro tema, quanto ao segundo. 3.2 – Os artigos empíricos Nos 11 artigos que retratavam pesquisas empíricas, 10 foram realizadas em instituições escolares ─ oito públicas e duas particulares, sendo uma delas um seminário católico ─ e uma numa fábrica. No que se refere aos sujeitos, em cinco pesquisas estes eram alunos e em duas, alunos e professores. Em cada uma das outras quatro, foram sujeitos: professores; alunos (bebês), professores e mães; professores e mães; e alunos não trabalhadores, alunos trabalhadores e dirigentes. Com relação ao nível de ensino, duas pesquisas foram realizadas no âmbito da Educação Infantil; três nos anos iniciais do Ensino Fundamental; uma envolvendo alunos de 5ª a 8ª série do Ensino Fundamental e de 1º ao 3º ano do Ensino Médio; duas no Ensino Médio (o Seminário Católico foi aí incluído); e duas no Ensino Superior. Os sujeitos na pesquisa realizada na fábrica tinham escolaridades variadas. Entrevistas, questionários e análise de conteúdo foram as metodologias de coleta e de técnica de análise de dados mais utilizadas nessas pesquisas. Identificou-se também o uso de programas como Alceste, EVOC e QSR NUD* IST® (Nonnumerical 53 Unstructured Data Indexing Searching and Theorizing by Qualitative Solutions and Research) em três desses estudos. As duas pesquisas realizadas no âmbito da Educação Infantil focalizaram processos de interação social. Rossetti-Ferreira, Amorim e Silva (2000) investigaram a integração entre bebês de 4 a 18 meses, suas mães e a equipe técnica em uma creche universitária de horário integral em Ribeirão Preto, São Paulo, por ocasião do ingresso das crianças nessa instituição. Seu objetivo era apreender os processos de co-construção e as mútuas transformações dos sujeitos, um dos aspectos ligados ao desenvolvimento humano. Fundamentados em Vigotsky e Wallon, os autores consideram que o processo de desenvolvimento humano “se faz através da articulação entre a imitação de modelos (fusão, repetição de ações) e o confronto entre eles (diferenciação, criação), interligados às necessidades, aos sentidos e às representações de cada pessoa” (ROSSETTIFERREIRA; AMORIM; SILVA, 2000, p. 3). Explicam que os diferentes significados atribuídos a determinado objeto podem ser coletivos e construídos ao longo do tempo histórico, como é o caso das representações sociais. Revelam que, durante a análise do material coletado, buscaram identificar concepções e representações sociais dominantes, mas isso colocado, não se dedicam ao estudo dessas representações. O único título relacionado ao tema é uma dissertação de mestrado intitulada “Representações de educadoras sobre as mães e famílias das crianças da creche” (VITÓRIA, 1997) da qual os autores retiram a tipologia dessas instituições. Referem-se à subjetividade de modo aligeirado, registrando que o comportamento é um processo continuamente constituído e transformado, significado pelo contexto, situação, ações do sujeito e do outro. Concluem que em seu estudo, “os componentes individuais, campos interativos, cenários e matriz mostraram-se estar dinâmica e dialeticamente relacionados, estruturando redes de configuração semiótica, denominadas por nós de rede de significações” (ROSSETTI-FERREIRA; AMORIM; SILVA, 2000, p. 4, grifo dos autores). Para explicitar essa configuração, um gráfico é apresentado, onde a matriz sócio-histórica tem papel fundamental por atravessar e impregnar cada um desses componentes e seu conjunto. Sobre o tema, um texto de Spink (1996) sobre intersubjetividade e polissemia é referenciado, ratificando a utilização da abordagem sócio-histórica como norteadora do estudo empreendido. No entanto, não foi elaborada articulação entre subjetividade e representações sociais. 54 Araújo e Sper (2009) pesquisaram as representações sociais de limites no desenvolvimento infantil elaboradas por mães e professoras de escolas particulares de Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Não deram atenção a possíveis articulações entre representação social e subjetividade: o primeiro aparece em dois parágrafos, o segundo em apenas um e de maneira estanque. No primeiro parágrafo, os autores se referem à teoria desenvolvida por Moscovici, afirmando ser esta um bom recurso para entender questões sobre o estabelecimento de limites e a relação do aluno com normas instituídas. No segundo, concluem que a difusão das teorias psicológicas e pedagógicas estimularam não somente a produção de representações sociais idealizadas de infância e de parentalidade, como também contribuíram para que os professores não se sentissem à vontade para colocar limites nos alunos de maneira firme, temendo prejudicar sua individualidade e espontaneidade. Nas referências ao final do texto, além de Moscovici (2003), dois trabalhos sobre representações sociais de professores são citados: o de Alves-Mazzotti (2007) e o de Macêdo (2001), ambos sobre representações sociais de professor. Quanto à subjetividade, esta aparece no momento em que os autores se referem à queda de prestígio da escola por estar distanciada da realidade dos alunos e atuar “em uma lógica diferente da que rege a subjetividade da criança” (ARAÚJO; SPER, 2009, p. 192). O único título referenciado, de Mancebo et al. (2002), versa sobre consumo e subjetividade. Percebemos que os autores não estavam interessados em estabelecer relações entre subjetividade e representações sociais. Das três pesquisas realizadas no âmbito das séries iniciais do Ensino Fundamental, uma tem professores como sujeitos. Almeida, Rossi e Santos (2006) investigaram as representações sociais de professores das séries iniciais do Ensino Fundamental (1ª a 4ª séries) graduados em Pedagogia que lecionavam em escolas públicas e particulares do Distrito Federal e Goiás sobre violência intrafamiliar contra crianças e adolescentes. As autoras iniciam seu artigo argumentando que a omissão decorrente de crenças, pontos de vista e conceitos equivocados baseados, entre outros fatores, nas representações distorcidas da realidade, constitui um empecilho para desempenho que a sociedade espera que a escola tenha. E é por essa razão que elegeram as “representações distorcidas” como objeto de seu estudo as representações sociais, o que nos parece ser um equívoco, uma vez que o objeto focalizado por elas é a violência intrafamiliar. Além 55 disso, no nosso entender, não podemos classificar representações sociais como distorcidas, pois são representações criadas e compartilhadas pelos sujeitos de um grupo, logo, não podem ser distorcidas. A partir daí, as autoras desenvolvem uma breve apresentação da teoria, trazendo para isso Moscovici (1978, 2003) e Jodelet (1993), para conceituar a dimensão e as funções de uma representação social; e Almeida; Bonfim (1992), Santos (1994) e Oliveira; Werba (2003) que parafraseiam os dois primeiros. Como estão interessadas nas informações, nas atitudes e no campo de representação, as autoras se voltam para as dimensões da representação social de violência intrafamiliar. Parece haver um indício de articulação entre representação social e subjetividade quando explicam, num parágrafo, que na interação com a sociedade, os indivíduos compartilham sua subjetividade “estabelecendo diferenças entre realidades vividas e outras que existem na consciência” (ALMEIDA; ROSSI; SANTOS, 2006, p. 278), mas não dão continuidade a ela. A pesquisa que focalizou professores e alunos de 3ª série do Ensino Fundamental tem um currículo de Educação Ambiental como objeto. Gazzinelli (2002) investigou a influência das representações sociais dos professores na implementação desse currículo numa escola pública próxima ao Parque de São Bartolomeu no subúrbio de Salvador, Bahia, pois, de acordo com ela, as representações que eles têm da natureza, da relação homem natureza e do processo pedagógico afetam a aprendizagem dos alunos. Partindo dessa premissa, a autora considera que conhecer essas representações é importante porque, além delas definirem práticas, possibilitariam a elaboração de novos modos de pensamento que desafiariam padrões de relacionamento já estabelecidos entre homem e meio ambiente. No entanto, a única menção à Teoria das Representações Sociais é feita em nota de rodapé e “referida como uma dimensão situada entre o social e o psicológico”, sendo aí citado o texto “A era das representações sociais”, de Moscovici (1981). Entre os demais títulos sobre o tema se encontram Alves e Rabelo (1998), que escrevem sobre representações sociais e práticas em saúde; Goffman (1989), que afirma que o homem em suas relações sociais usa formas de representação e técnicas para sustentar seu desempenho perante os outros como se fosse um ator de teatro; e a própria dissertação de mestrado da autora da qual o artigo analisado é decorrente (GAZZINELLI, 1995). 56 Com relação à subjetividade, Gazzinelli (2002) declara que procurou compreender as construções subjetivas de professores sobre currículo em Educação Ambiental, uma vez que os sistemas ecossociais dependem dos homens para sua transformação. Abandona Goffman (1989) e sua interpretação sobre conteúdos simbólicos da ação humana em seus aspectos individuais e coletivos e de onde é possível tentar aproximações com Moscovici, via estudo sobre identidades, pois “as representações sociais estão entrelaçadas com o processo de construção de uma identidade”, como afirma Guareschi (1996, p. 20). A partir daí, a autora passa a citar o estudo de Burnham (1993), que busca suporte teórico em Cornelius Castoriadis para elaborar uma das três referências para compreensão do currículo escolar e que é critério para a seleção de conhecimentos que integrarão determinado currículo: a subjetividade humana, entendida como uma criação histórica7. Ao utilizar Burnham, a autora assume, evidentemente, a perspectiva de Castoriadis para quem a psique se apropria do social ao constituir uma interface entre o mundo interno e externo. Para ele, “o sujeito é dominado por um imaginário vivido como mais real que o real, ainda que não sabido como tal, precisamente porque não sabido como tal” (CASTORIADIS, 1982, p. 124). Entretanto, as tentativas de articular representações sociais e subjetividade é um exercício árduo, e a autora não o faz, nem mesmo ao concluir que os professores não refletiram sobre suas próprias práticas, o que contribuiria para tornar mais real e acessível os significados subjetivos e grupais. Sousa (2009) buscou as representações sociais de negro elaboradas por alunos de 3ª e 4ª série do Ensino Fundamental de escola municipal de São Luís, no Maranhão. Considera que a Teoria das Representações Sociais é o “abrigo conceitual” que fornece explicações sobre comportamentos que não são puramente individuais, isto é, focaliza atitudes compartilhadas pelos membros de determinado grupo. A autora revela que encontrou como ponto de contato entre essa teoria e o paradigma do pensamento complexo de Morin (1990), a definição do sujeito como interventor e produtor do real. Em seu entendimento, essa proximidade com Moscovici é porque as representações sociais são produções reais dos homens. Entretanto, apenas essa afirmação não garante a proximidade entre as duas teorias, pois é necessário focalizar o conceito de sujeito elaborado por Morin (2000, 2002): o “eu” é único para cada um, o que implica uma lógica de autoafirmação, e ocupa o centro do mundo. Para 7 As outras duas seriam complexidade e multirreferencialidade. 57 ele, o caráter fundamental da subjetividade é o auto-ego-centrismo, o espaço egocêntrico que é ocupado pelo sujeito. A autora traz ainda a noção de partilha ─ o que propicia aproximar de Moscovici, uma vez que as representações sociais são compartilhadas ─ tomando de Vigotsky (2000) o conceito de sujeito e de produção de sentidos e significados e a relação que ele estabelece entre pensamento e linguagem: o sentido é móvel, variado e dependente do contexto, sendo mais individual; e o significado é estável, fixo, sendo mais social. Seria possível concluir que Moscovici está interessados nos significados que os diversos grupos dão aos fenômenos sociais. No entanto, é preciso mergulhar nos estudos de ambos para que não sejamos tentados a cair em reducionismos radicais. Sousa (2009) não aprofunda a discussão e não apresenta possíveis aproximações entre a Teoria das Representações Sociais e a Teoria Sócio-Histórica e para mostrar sua opção pelo uso da teoria das representações sociais, utiliza argumentos tautológicos8 e registra que se interessou pela abordagem psicossocial porque por meio dela, mostrará que “os estereótipos são uma forma de representação social, visto que são ancorados e objetivados pelas crianças de forma socialmente partilhada”. Na seção referente ao tipo de pesquisa, Sá (1998) é utilizado, para justificar que nem todo “tema” pode ser representado socialmente, porém o autor se refere a objetos de representação, não a temas. Em seguida, Jodelet (2001) é trazida ao texto para explicar o uso de multimetologias na coleta de dados. Nos resultados, Abric (1994d) é chamado para ratificar a necessidade de observar a ação dos sujeitos; Moscovici (1978, 2003), para evidenciar que as representações inicias de negro evoluem a partir das experiências sociais vividas. Nas considerações finais, Durkheim (1978) é chamado para afirmar que “as representações, no momento de sua produção, afetam, além dos órgãos, o próprio espírito” (SOUSA, 2009, p. 14), o que nos soa impróprio, uma vez que as representações às quais se refere Durkheim são as coletivas e não as sociais. Quanto à subjetividade, esta é trazida somente para ratificar a escolha por pesquisa qualitativa, não havendo nenhum título sobre o tema nas referências. Duas das três pesquisas realizadas no âmbito do Ensino Médio têm trabalho como objeto e uma delas também focalizou as séries finais do Ensino Fundamental (5ª a 8 De tautologia. Consiste na repetição de uma idéia, de maneira viciada, com palavras diferentes, mas com o mesmo sentido. 58 8ª). Oliveira et al. (2001) analisaram as relações estabelecidas entre o trabalho infanto-juvenil e o processo de escolarização, em dois municípios de São Paulo. Participaram 778 alunos trabalhadores e não trabalhadores que cursavam 5ª a 8ª série do Ensino Fundamental e de 1ª a 3ª série do Ensino Médio em escolas públicas. Os autores declaram que foi utilizada a teoria inaugurada por Moscovici em 1961 e a teoria do núcleo central proposta por Abric (1994d), este último porque avançou “nas tentativas de uma definição das representações sociais, destacando a subjetividade e o caráter social das representações” (Oliveira et al., 2001, p. 246). Apóiam-se em Bourdieu para explicar que as representações sociais podem ser uma forma de restituir a objetividade à subjetividade e defendem que seu trabalho aborda as representações sociais como processo social e particular. Como não era foco de seu estudo, não aprofundam a discussão e não a levantam considerações sobre as dimensões do habitus e o conceito de campo social desenvolvidos por Bourdieu (1983, 1990), que considerava que indivíduo e sociedade estavam em relação dialética e que subjetivismo e objetivismo eram modos antípodas de conhecimento. Para Bourdieu (op. cit), campos sociais são espaços estruturados objetivamente onde ocorrem interrelações entre diferentes sujeitos distribuídos desigualmente conforme seus capitais (recursos materiais e simbólicos). Habitus são esquemas simbólicos (disposições mentais e corporais) internalizados subjetivamente que organizam as atividades práticas dos sujeitos. São os modos de agir adquiridos socialmente e ativados tacitamente. Uma excelente contribuição para a discussão sobre subjetividade e representações sociais seria explicitar possíveis aproximações desses conceitos com os dois processos formadores de uma representação social propostos por Moscovici (1978), por exemplo. Com relação às representações sociais, após breve consideração sobre subjetividade, os autores justificam que conhecer as representações sociais sobre o trabalho elaboradas por as crianças e jovens, possibilitará não apenas o mapeamento da realidade simbólica por eles vivida como também dos determinantes de suas práticas de legitimação ou rejeição do trabalho. A partir daí, mostram como desenvolveram sua pesquisa, buscando o conteúdo e a estrutura (elementos centrais e periféricos) da representação social de trabalho fundamentados em Abric (1987, 1994b) e Flament 59 (1987). Nas referências são arrolados 25 títulos sobre representações sociais e somente um sobre subjetividade, o que evidencia o olhar voltado para o primeiro tema e uma certa despreocupação em não estabelecer articulações entre os dois temas. Franco e Novaes (2001) pesquisaram sobre as representações sociais de escola e trabalho num contexto de reforma curricular do Ensino Médio. Participaram 481 alunos da 2ª série dos períodos diurno e noturno de 10 escolas da grande São Paulo, dentre as 72 que oferecem exclusivamente o Ensino Médio. Na sessão que aborda representações sociais, as autoras informam que tomaram Leontiev (1978) como base para o estudo, o que pressupõe a abordagem sócio-histórica como norteadora, mas esta não é trazida ao texto. Afirmam que as representações sociais são “comportamentos em miniatura” e que apresentam um caráter preditivo, permitindo, “a partir do que o sujeito diz, inferir suas concepções de mundo e, também, deduzir sua orientação para a ação” (FRANCO; NOVAES, 2001, p. 173). Consideramos que Wachelke e Camargo (2007, p. 387) fornecem explicação sobre as relações entre representações sociais e comportamento que ajudam a esclarecer este ponto: Para a teoria das representações sociais, o comportamento é ação refletida (Wagner, 2003). Prever comportamento a partir de representações sociais não é uma operação direta, pois há grande quantidade de variáveis que atuam na determinação de ações humanas.[...] Há diversos tipos de ações emitidas, e apenas uma parcela dessas formas de comportamento poderia ser explicada pelas representações sociais às quais os indivíduos aderem. Vala (1996) refere-se a isso como a distinção entre comportamentos representacionais e comportamentos situacionais. No primeiro caso, características do ambiente imediato em que ocorre a ação nãorelacionadas à representação seriam menos importantes, e assim o conteúdo da representação social teria significativo valor preditivo sobre alguma ação efetuada. Já no caso de comportamentos situacionais, as características do contexto, e não a representação social, são mais salientes e, portanto, dirigiriam o comportamento; e nesse caso a representação social possuiria, no sentido de prever comportamento, menos importância. Franco e Novaes (2001) parecem desconsiderar o conceito de sujeito elaborado Leontiev (1978): embora o homem se relacione com o mundo por meio de suas ações, que são dirigidas por motivos, por fins que ele quer alcançar, há um sujeito interno cujo funcionamento é resultado de suas ações, o que parece se distanciar do sujeito de Moscovici. 60 Sobre representação social, mais à frente, afirmam que utilizaram análise de conteúdo porque Moscovici (1981), assim como Holsti (1996), consideram que elas permitem inferências a partir das mensagens, o que por si só parece ser um argumento frágil, pois Moscovici está preocupado com as condições de produção das mensagens. Cabe registrar que é apenas nesse momento que Moscovici é referenciado, mas não sua teoria. Um único título é indicado nas referências se refere a representações sociais: trata-se de um artigo de uma das autoras. Quanto à subjetividade, em um parágrafo as autoras lembram que é preciso “articular a reconstrução do "saber escolar" com os elementos da subjetividade e da iniciativa própria. Afirmam que trata-se de reconhecer que é central verificar em que medida se harmoniza, no cidadão, o sujeito do conhecimento com o sujeito social” (FRANCO; NOVAES, 2001, p. 181). Nada mais é trazido ao texto, sobre o tema, o que revela despreocupação em articulá-lo à subjetividade. Benelli e Costa-Rosa (2003) focalizaram práticas formativas eclesiásticas católicas num seminário localizado no Estado de São Paulo que funciona em regime de internato, tendo participado 80 seminaristas e quatro sujeitos da equipe formadora. Estavam interessados na configuração da subjetividade seminarística e para entender como se produz a subjetividade no contexto institucional, inicialmente, utilizaram Goffman (1987) como referencial teórico relativo às instituições totais. Informam que, em seguida, a pesquisa foi ampliada e desenvolvida a partir da contribuição de Foucault (1984a, 1984b, 1985, 1990), uma vez que “o Seminário pode ser investigado como um estabelecimento que encarna o poder disciplinar e as instituições disciplinares que esse poder implementa” (BENELLI; COSTA-ROSA, 2003, p. 101). Subjetividade e sujeito são, então, apresentados segundo a perspectiva foucaultiana, que não coadunam com aquelas definidas por Moscovici (1978) na Teoria das Representações Sociais, como mostra o seguinte trecho dos autores: a subjetividade do homem contemporâneo seria caracterizada pela experiência de uma interioridade privatizada (um eu psíquico profundo, localizado no interior do indivíduo, que se considera como sendo único, original, autônomo e responsável, cujo eixo estruturante se encontraria em sua sexualidade). Sujeito, então, seria aquele que se reconhece como um ser moralmente autônomo, capaz de iniciativas, dotado de sentimentos e desejos próprios [...] Técnicas disciplinares (vigilância hierárquica, sanção normalizadora e exame) transformaram o homem num ser individuado e tecnologias de produção de si (auto- 61 exame e confissão) o subjetivaram como aquele que busca a verdade interior sobre si mesmo, verdade que estaria inscrita em sua sexualidade (BENELLI; COSTA-ROSA, 2003, p. 101) Para Moscovici (2005b, p. 13) ”a subjetividade não se resume ao fato de ser o próprio eu ou de parecer-se de antemão com aquele que se será”. Para ele, não há fronteira entre indivíduo e sociedade, pois sujeito e objeto estão sempre em relação. De acordo com Jodelet (1988), como bem lembram Pombo de Barros e Arruda (2010, p. 254), as representações sociais são elaboradas pelo sujeito para compreender o mundo, num processo criativo e prescritivo, pois contribuem para a identidade social, por meio das marcas que conferem aos grupos, e ao mesmo tempo, são dinâmicas, sujeitas a transformações resultantes das práticas cotidianas. As representações sociais surgem no texto na seção intitulada instrumentos, para explicar que o discurso do sujeito coletivo (LEFÈVRE et al., 2000) expressa representações sociais e é construído “com pedaços de discursos individuais”. Esta afirmativa revela um certo deslize, pois as representações sociais são conhecimentos elaborados e compartilhados no e pelo grupo, portanto, é produzida via comunicação entre sujeitos em um grupo social. Entendemos que o grupo focal é a melhor técnica para acessar representações sociais. A análise proposta de Lefebvre objetiva a síntese das falas geradas em entrevistas individuais e não é produzida nem “com pedaços de discursos individuais”, nem com a soma de depoimentos individuais. Essa síntese é um trabalho minucioso de análise e pode fornecer elementos para a elaboração de um esquema figurativo da representação. Nessa etapa, que é uma das etapas da objetivação, os elementos são organizados e estabelecem entre si um padrão de relações estruturadas (MOSCOVICI, 1978). Após essa seção, são apresentados os resultados e não aparecem reflexões sobre nenhum dos dois temas. Nas referencias, três títulos dos próprios autores contemplam a subjetividade, porém não há títulos sobre representação social. Tal fato também mostra que não houve intenção de estabelecer articulações entre os dois temas. Leite et al (2007) descreveram, analisaram e compararam as representações sociais de avaliação das universidades elaboradas por 476 alunos de duas universidades públicas brasileiras - Universidade Federal do Rio Grande do Sul e Universidade 62 Federal de Pelotas - e uma portuguesa, Universidade de Aveiro. Ao versarem sobre representações sociais, os autores afirmam que elas “são modos pelos quais, por meio das interações, o conhecimento é construído ou apropriado e esse processo se reflete na prática” e que “indicariam posições subjetivas dos atores acadêmicos, construídas por meio de processos sociais, de influências e aprendizagens partilhadas” (LEITE et al, 2007, p. 667). Trazem o conceito de transindivíduo de Goldmann (1975), para quem, no momento em que surge a comunicação, a natureza do indivíduo se transforma e no lugar do sujeito individual, aparece o sujeito transindividual, onde a subjetividade é apenas um elemento interno. O conceito de Goldmann se aproxima do conceito de transubjetividade proposto por Bernstein (2001, 2007) e Puget (2003), que estudaram as configurações vinculares e entenderam que estas se fundamentam numa trama identificatória que se estabelecem ao longo da vida de um indivíduo (BERNSTEIN; PUGET, 1997). Esses autores definiram os aspectos intersubjetivo, intersubjetivo e transubjetivo, destacando a importância do coletivo na constituição subjetiva. A transubjetividade se refere “àquilo que é próprio a uma dimensão social, em seu sentido mais amplo, e tem uma profunda repercussão no sujeito e nas relações entre os sujeitos inseridos nas distintas modalidades institucionais” (FÉRES-CARNEIRO, 2005, p. 13). Esses pesquisadores parecem se aproximar de Jodelet, pois definem transubjetividade como o espaço onde se encontram as representações do mundo externo, do mundo social. De acordo com ela, transubjetividade é uma das esferas de pertença das representações sociais e é composta de elementos que atravessam o nível tanto subjetivo quanto intersubjetivo. Sua escala domina tanto os indivíduos e os grupos quanto os contextos de interação, as produções discursivas e as trocas verbais. [...] Remete a tudo que é comum aos membros de um mesmo coletivo [e] remete igualmente ao espaço social e público onde circulam as representações provenientes de fontes diversas (JODELET, 2009, p. 698). No entanto, aproximações entre essas perspectivas não são empreendidas por Leite et al (2007) e novo conceito é trazido à cena para explicar as representações sociais das avaliações de universidades encontradas: o conceito de fachada de Goffman (1989). Esse conceito é entendido pelos autores como “algo um tanto padronizado e intencional ou uma manifestação que pode ser inconscientemente empregada pelo 63 sujeito quando ele é chamado a fazer a sua representação” (LEITE et al, 2007, p. 667). A partir daí, subjetividade e representação social não são mais abordadas e na conclusão, as representações sociais encontradas são discutidas à luz das formulações de Goffman (op. cit): os universitários se colocam nos cenários de avaliação com uma fachada pessoal e uma fachada de representação coletiva, ora desempenhando papel de atores, ora de personagens. Nas referências, não há títulos sobre subjetividade e um único título se refere às representações sociais: o estudo sobre representações de estudantes sobre a avaliação das universidades na relação com o projeto acadêmico realizado por Genro et al. (2003). Vieira e Barros (2008) estudaram a representação e a atuação dos universitários em projetos voltados à cidadania e participação social. Na primeira fase da pesquisa participaram 640 estudantes da Universidade Estadual de Londrina; na segunda, 64. Analisaram, na perspectiva da psicologia sócio-histórica, o interesse e a participação de universitários em projetos voltados à construção da cidadania. Utilizaram representação social como categoria explicando que a “categoria de representações sociais voltada às situações cotidianas e complexas, [pois ela] observa as pessoas em seus próprios territórios e a interação que desenvolvem, tomando como ferramenta sua própria linguagem” (p. 515) e citam como referência Farr (1998), Moscovici (1978) e Spink; Medrado (1999). Quanto à subjetividade, conforme anunciado pelas autoras, essa é entendida segundo a abordagem sócio-histórica, cuja aproximação com a das representações sociais é ainda uma linha tênue, uma vez que seus sujeitos não são os mesmos, assim como seus campos de estudo. Além de não apresentarem considerações sobre essas questões, que são fundamentais para justificar possíveis aproximações entre as duas abordagens, se referem a processos identitários para explicar que cada época produz modos de subjetivação diferenciados, sem estabelecer relações entre representações sociais e identidade. Mais adiante, trazem Jodelet (1998) para mostrar que a alteridade é essencial para a construção da subjetividade, sendo um substantivo elaborado na relação social em torno de uma diferença, gerando sentimentos de pertença ou de não-pertença. A partir daí, discutem sobre atributos eleitos na diversidade da vida social que possibilitam qualificar e desqualificar o outro, o diferente. Concluem que todos “somos autores, coautores e sujeitos da história, mesmo quando o comportamento é representado como 64 passividade” (VIEIRA; BARROS, 2008, p. 521) e que é necessário garantir um novo paradigma em que os princípios de diferença, igualdade e solidariedade rejam as relações interpessoais e intergrupais. Ferretti et al (2003) apresentam estudo realizado no âmbito de uma pesquisa mais ampla cujo foco era a relação trabalho-educação-qualificação. Nele, buscaram repostas para duas questões norteadoras: uma relacionada à importância da escolarização formal e dos treinamentos em serviço para a qualificação profissional e outra direcionada à identificação de padrões da relação empresa-trabalhador e trabalhador-trabalhador que forjassem perfis de qualificação em indústria de ponta. Realizaram sua pesquisa em uma grande indústria metal-mecânica considerada de grande porte localizada no interior de São Paulo. Como procedimentos metodológicos utilizaram entrevistas, pautadas em roteiros previamente preparados e aplicadas a seis dirigentes e 18 trabalhadores, e observações informais efetuadas por quatro pesquisadores durante suas visitas. Com relação à subjetividade, os autores se referem ao fordismo que, de acordo com eles, privilegia o “saber fazer” e se expressa em conhecimentos técnicos relegando os saberes subjetivos, e à produção flexível que, por sua vez, privilegia os saberes subjetivos e que pode ser traduzida como “saber ser”. Explicam que essa subjetividade se expressa “na capacidade de mobilização desses conhecimentos para enfrentar os imprevistos da situação de trabalho” (FERRETTI et al, 2003, p. 160), porém não utilizam autores que discutem subjetividade. Quanto às representações sociais, essas estão associadas à dimensão social da qualificação profissional que, de acordo com os autores, se expressa duplamente: pela sociedade, que delimita o que é uma pessoa qualificada, e pela disputa, que se dá entre as classes e no interior dessas classes. Mais a frente, as representações sociais são trazidas para explicar a valorização da educação na opinião dos trabalhadores entrevistados. Ferreti et al (2003) afirmam que essas opiniões expressam distorções ou percepções pouco claras sobre o papel socializador da escola e reforçam a família como principal formadora ética e moral, representação social já bastante arraigada. Aqui também não são introduzidos autores que desenvolveram estudos no campo das representações sociais. Concluem que o slogan “abrir a cabeça” sintetiza os resultados encontrados sobre a importância da educação para a qualificação profissional e que quanto maior a 65 escolaridade, maior a probabilidade do trabalhador ser mais flexível. Nessa seção não foram empreendidos esforços para articular subjetividade e representações sociais, o que pode ser evidenciado pelas referências ao final do texto: não há indicação de literatura sobre os dois temas. Da análise dos artigos, verificamos que, embora os dois temas tenham sido trazidos à pesquisa, não foram efetuadas articulações entre eles. Subjetividade e representações sociais são apontados separadamente, ora um, ora outro, não tendo sido identificada intenção e/ou preocupação explícita dos autores em estabelecer tal articulação. 66 CAPÍTULO 4 COMUNICAÇÕES APRESENTADAS NO GT 14 (SOCIOLOGIA DA EDUCAÇÃO) E NO GT 20 (PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO) DA ANPED O critério para seleção de trabalhos utilizado anteriormente também foi usado para selecionar as comunicações apresentadas nos dois GT da ANPEd. Inicialmente, por meio da busca pelas palavras chave subjetividade(s) e representação(ões) social(is), foram encontrados 271 comunicações (135 no GT 14 e 136 no GT 20), sendo que em nove (três no GT 14 e seis no GT 20) as palavras chave ocorreram simultaneamente e pertenciam à área da Educação, sendo analisadas (Ver Tabela 12 no Apêndice 1). Cabe ressaltar que em entre 2000-2002, 2004-2006 e 2008-2010 não foram identificados trabalhos em que tivessem ocorrido simultaneamente as duas palavras chave. Das três comunicações do GT 14 duas são estudos empíricos, um realizado em Ponta Grossa (PR) e outro em Ribeirão Preto (SP). O primeiro teve como sujeitos todos os envolvidos no processo educacional em duas escolas estaduais e a coleta de dados se deu por meio de observação participante e entrevistas individuais. A análise de dados não foi explicitada, mas a leitura do texto sugere que foi empreendida análise de conteúdo, segundo Bardin (2002). No segundo, alunas de primeiro período de curso de Pedagogia escreveram redações sobre suas trajetórias escolares que foram submetidas ao software ALCESTE, sendo as categorias temáticas daí decorrentes analisadas em seu conteúdo. Entre 2000-2004, 2006-2007 e em 2009 não foram identificados trabalhos em que tivessem ocorrido simultaneamente as duas palavras chave. Das seis comunicações do GT 20, duas são estudos não empíricos, um realizado por pesquisadores da PUC-SP e outro por pesquisadores da Universidade Federal de Goiás (UFG). Dos quatro estudos empíricos, três foram realizados em São Paulo por pesquisadores da PUC-SP e um no Ceará, por pesquisadores da Universidade Estadual do Ceará (UECE). Nesses estudos foram sujeitos alunos de curso de Pedagogia, alunos e professores de universidade de Medicina Veterinária e alunos do 3º ano do Ensino Médio de duas escolas, uma pública e outra particular. 67 A abordagem multimetodológica foi recorrente na coleta de dados nos quatro trabalhos: observação, análise documental, entrevista, grupos focais, teste de associação livre de palavras e estudo de caso foram as técnicas mais utilizadas. Na organização dos dados, três estudos usaram o software EVOC, dois o ALCESTE, sendo que um empregou o CHIC 2.3 (Classificação Hierárquica Implicativa e Coesiva) juntamente com o EVOC. Quanto às análises empreendidas, todos os quatro estudos recorreram à análise de conteúdo conforme proposto por Bardin (2002). A distribuição das comunicações apresentadas nos GT 14 e GT 20 da ANPEd segundo as categorias definidas se encontram na Tabela 13, no Apêndice 1. Inicialmente serão apresentadas as comunicações do GT 14 (Tabela 14 no Apêndice 1) e em seguida do GT 20 (Tabela 15 no Apêndice 1). 4.1 – Comunicações não empíricas (GT 14) Em seu ensaio, Paula (2003) levanta questões referentes à importância do movimento estudantil e como aí se constrói a participação de estudantes universitários. Explica que o significado das experiências sócio-culturais-educacionais dos jovens pode ser uma forma de investigar as representações sociais de engajamento social e participação política nesse movimento, que é um fenômeno social e, por sê-lo, é relacional e impede a separação indivíduo-sociedade. Busca em Bourdieu (1983, 1996) os conceitos de campo, capital cultural e habitus, além de seus estudos sobre juventude; e de Mannheim (1982), o conceito de geração e de grupo concreto, voltando-se aos “aspectos do movimento que resultam da experiência e do sentimento de pertença a uma dada geração, mais especificamente no que se refere à memória social” (PAULA, 2003, p. 7). Ao focalizar a história oral como estratégia de investigação, refere-se à subjetividade de interpretação do pesquisador que pode ser minimizada recorrendo-se ao conceito de habitus e de rede. Traz, ainda, o paradigma indiciário de Ginzburg (1999) para explicar que a presença do individual é ineliminável das representações sociais. No entanto, não estabelece articulações entre esses conceitos e os da teoria moscoviciana. 4.2 – Comunicações empíricas (GT 14) Tigre (2003) investigou as representações sociais de violência em escolas estaduais de Ponta Grossa, no Paraná, elaboradas por professores, equipe técnica 68 pedagógica, funcionários, pais de alunos, responsável pelo Conselho Tutelar e dois policiais que faziam parte da Patrulha Escolar. Seu texto não faz referência à teoria das representações sociais, nem como elas foram acessadas ou qual a abordagem utilizada para compreendê-las e analisá-las. Uma única menção é feita em nota de rodapé: uma citação de citação de Sá (1996) cuja fonte primária não é revelada pela autora. Quanto à subjetividade, uma citação de Waiselfisz (1998) é usada para se referir à multiplicidade de manifestações de atos violentos que devem ser analisadas em seu contexto histórico-social. Apesar de ocorrido a simultaneidade das palavras chaves, o artigo não apresenta reflexões sobre os temas. Lima e Fernandes (2007) analisaram as representações sociais de alunas do primeiro ano de Pedagogia sobre suas trajetórias escolares ao ingressarem no ensino superior. Para isso, utilizaram a teoria desenvolvida por Moscovici (1978, p. 26) que considera a representação social, conforme as autoras ressaltam, “uma modalidade de conhecimento particular que tem por função a elaboração de comportamentos e a comunicação entre indivíduos”, isto é, indivíduos e grupos se relacionam com objetos, atos e situações constituídos por e no decurso das interações sociais. Justificam sua opção pela teoria porque supõem “que, por terem tido experiências escolares anteriores, é possível que o grupo estabeleça uma relação de simbolização com o objeto, possibilitando a construção de uma representação compartilhada” (LIMA; FERNANDES, 2007, p. 4). Evidenciam que a utilização do software ALCESTE é pertinente à teoria, pois visa a “compreender os pontos de vista coletivamente partilhados por um grupo social, ou seja, suas representações” (idem, p. 7). Quanto à subjetividade, fundamentadas em Bourdieu (1992, 1999) para quem o sujeito deve ser visto como agente social enraizado num tempo e num espaço, afirmam que sua pesquisa fornece evidências sobre a realidade sócio-cultural dos ingressantes no curso a partir de sua subjetividade, dimensão fundamental para se refletir sobre a formação docente. No entanto, não tecem articulações mais aprofundadas entre subjetividade e representações sociais ao longo do texto, o que enriqueceria teoricamente o trabalho. 4.3 – Comunicações não empíricas (GT 20) Em seu ensaio, Sass (2005, p. 2), partindo da premissa que o comportamento humano recebe influências do meio sócio-cultural por intermédio da convivência social, 69 reflete sobre os modos com que a Psicologia Social é inserida nas Ciências Sociais e na Educação Brasileira, procurando mostrar que a Psicologia é introduzida como tecnologia, “isto é, como componente relevante para o exercício do controle social sobre o indivíduo”. Em duas seções, apresenta a Psicologia Política de Oliveira Vianna e a Psicologia como tecnologia de Lourenço Filho, chamando a atenção para o elevado estatuto que este educador confere à Psicologia na organização escolar, uma vez que, de acordo com ele, a Psicologia permitiu um extenso movimento de renovação na Pedagogia. Daí em diante, Sass mostra que Lourenço Filho recorre à Interpsicologia (como este denomina a Psicologia Social) para explicar que educar é socializar o indivíduo, tendo como norteadores os princípios da adaptação e do ajustamento, devendo se ocupar tanto dos cuidados físicos quanto da convivência, que é um ato social, deliberado e refletido. Em seus estudos, Lourenço Filho ao ressaltar a influência do grupo e da cultura sobre o indivíduo, e fornece longas explicações sobre ação educativa. Sass (2005) conclui que a Psicossociologia francesa não colide com a Psicologia Funcional nem com a Psicologia das diferenças individuais, mas entra em choque com a Psicologia Social que defende que o psiquismo é social e historicamente construído, isto é, a psicologia sócio-histórica. Embora faça discussões em torno da Psicossociologia francesa, aonde podemos inserir Moscovici, não se refere especificamente à teoria das representações sociais e não estava interessado em articular representações sociais e subjetividade. Tendo como referência Adorno (1991), Resende (2005) discute a constituição e a relação indivíduo e sociedade no campo da Psicologia, partindo da premissa de que não há mais dúvidas de que ambos se constituem reciprocamente, isto é, estão tensionados, se constituem num único movimento. Ressalta, no entanto, que tal consenso é apenas aparência e recorda que a separação indivíduo e sociedade está fundamentada na idéia iluminista de uma natureza humana predeterminada e ahistórica, que garante a construção do destino individual e exime de culpa o mundo exterior pelos impedimentos dessa realização. Enfatiza que na atualidade, o privilégio dado à temática da subjetividade e o encantamento que ela produz no campo das Ciências Humanas, nas práticas sociais e particularmente na Educação de maneira contundente e aparentemente nova, “pode significar apenas a reposição da antiga dicotomia na análise da relação entre o indivíduo e a sociedade” (RESENDE, 2005, p. 4), com o que concordamos. 70 Ao verificar as concepções de subjetividade operadas pela Educação na área de Educação e Trabalho, a autora verificou que estudos que abordam o tema podem ser sintetizados em dois eixos: no primeiro estão as análises que explicam a subjetividade conforme suas formas manifestas e não leva em consideração os processos subjetivos; no outro, estão aquelas que apreendem a subjetividade tomando o subjetivo como discurso sobre a realidade. Ambos, de acordo com ela, “impedem que a subjetividade seja tomada enquanto processo dinâmico, que se constitui no contraponto da internalização, mediada psiquicamente, da realidade objetiva” (RESENDE, 2005, p. 9), com que também concordamos. A autora conclui que as investigações sobre subjetividade no campo da Educação induzem a um erro teórico, porque não apreendem o real, e a um erro prático, porque apreendem mecanicamente realidades produzidas socialmente, com o que assentimos. Porém, ao propor a construção de uma teoria objetiva da subjetividade, a autora se aproxima da psicologia sócio-histórica e não faz referências à Psicologia Social e, consequentemente, à teoria das representações sociais. Afirma que é tarefa de uma educação emancipatória superar reducionismos psicologistas e sociologistas, porém não avança na discussão. 4.4 – Comunicações empíricas (GT 20) Marcondes e Sousa (2005), ao empreender um estudo de caso associado à observação participante, efetuaram uma análise psicossocial de avaliação institucional. Consideraram que o aporte teórico sistematizado por Moscovici permite estudar a construção do significado social da avaliação institucional e “compreender como os sujeitos organizam suas ações no meio social, situando-os como produto e produtores da realidade, sem dicotomizar o interno e o externo” (MARCONDES; SOUSA, 2005, p. 2). Trazem de Bourdieu o conceito de habitus, explicando que este media as realidades individuais e a realidade externa, organizando a prática cotidiana e as representações; de Foucault, a idéia de corpos disciplinados para enfatizar que práticas constritivas e repressivas ritualizadas pela avaliação, enraizadas no pensamento e no comportamento da população, constituem uma representação cultural de avaliação. Em seguida, passam a focalizar a constituição da identidade social e evocam o conceito de 71 transavaliação social9, utilizando a metáfora “avaliação é como se fosse um jogo de faz de conta” para explicar que avaliações negativas podem levar à degradação e danificação da identidade grupal. No entanto, não apresentam reflexões sobre as possíveis articulações entre esses conceitos. Quanto às representações sociais, a abordagem estrutural foi adotada no estudo, porém não foi apresentada no texto, merecendo apenas uma nota de rodapé que explica o que seria o grupo do Midi. As autoras também não apresentaram o quadro de quatro casas oriundo do software EVOC, que foi por elas utilizado, e como analisaram os elementos que compõem o núcleo central e o sistema periférico da representação social de avaliação institucional e as relações entre eles. Como se sabe, esse quadro fornece os elementos que podem compor uma representação social e a análise dele decorrente são as primeiras hipóteses do pesquisador sobre a representação. Concluem, por meio de um diálogo com os conceitos elencados ao longo do texto, que a representação social de avaliação institucional, que diz respeito ao habitus e a traços da identidade e da cultura da instituição, foi identificada como controladora e meritocrática, concepções construídas ao longo da história da Educação e mantidas pela função política de exclusão e pelas condições objetivas do cotidiano escolar que as mantêm. Em seu artigo não foi desenvolvida articulação entre subjetividade e representações sociais. Sales (2005) investigou como o adolescente percebe sua relação familiar e a si mesmo e que conceitos de justiça e de auto-respeito ele expressa. Toma de Piaget (1973, 1977) o conceito de juízo moral, de justiça e de respeito. Na teoria moscoviciana é evidente a aproximação a Piaget, o que a autora evidencia ao explicar que a existência de um sistema comum de signos e de definições, a conservação das proposições válidas e a reciprocidade de pensamento entre os interlocutores, segundo Piaget, garantem que o sujeito, em suas interações sociais, desenvolva a socialização do pensamento, inclusive sobre regras e normas morais e jurídicas (SALES, 2005, p. 3). 9 De acordo com Guerreiro Ramos, transavaliação social “é a separação da atividade social da atividade política e a perda dos seus valores intrínsecos e criticidade, privilegiando apenas seus aspectos instrumentais e transformando a ação social em apolítica resignada a processos autômatos. Na medida em que os padrões e critérios socialmente estabelecidos regem a existência humana em seu conjunto, a sociedade moldada pelos anseios capitalistas torna-se o único mentor do ser humano, que, por sua vez, é reduzido a uma criatura capaz de cálculo e, consequentemente, incapaz de distinguir entre o vício e a virtude (FERNANDES; PONCHIROLLI, 2011, p. 617). 72 Sales (2005) afirma que as mensagens dos adolescentes fornecem informações sobre eles próprios, estando aí incluídas as representações sociais e o autoconceito. Este último é entendido como o conjunto de representações de si que, de acordo com La Taille (2001), cuja matriz de pensamento é Piaget, podem ser morais, não morais e imorais. A autora conclui que a falta de diálogo entre pais e adolescentes, a liberdade de expressão e o respeito mútuo não predominam no âmbito familiar e defende a educação moral nas escolas como uma possibilidade de reverter essa situação. No entanto, não são efetuadas reflexões sobre subjetividade e representação social, pois a autora está voltada à categorização da percepção dos conceitos piagetianos pelos adolescentes. Albuquerque (2008, p. 2) empreendeu pesquisa que buscou as representações sociais de escola e os elementos constituintes da subjetividade do aluno de curso de Pedagogia. Explica que a problemática foi examinada empiricamente sob a perspectiva da Teoria das Representações Sociais e que “pinçou” da Antropologia os conceitos de prática produtiva, social e simbólica. Entende que a existência do homem é composta por estas três práticas que se interrelacionam e “fazem aflorar a subjetividade humana”. A dimensão antropológica da subjetividade, de acordo com a autora, direciona o conceito de conhecimento e interfere na escola, assim como a subjetividade entendida como processo dinâmico e inacabado também. Para discutir essa interferência, busca Severino (1992), para quem a subjetividade assume todo aspecto da realidade e se fortalece, à medida que o homem vai apreendendo os dados dessa realidade; Erikson (1987), que defende que o meio ambiente tem fatores positivos e negativos que interferem no desenvolvimento do indivíduo, afastando-o dos princípios da sociabilidade; e Goffman (1988), que cunha o conceito de elaboração da face e atitudes de encobrimento, à qual o indivíduo recorre quando quer manter as aparências e criar uma nova imagem de si. Relaciona a Teoria das Representações Sociais às percepções que o indivíduo tem de si mesmo e da realidade circundante, entendendo ser o aporte teóricometodológico pertinente a seu processo de investigação. Apresenta a teoria moscoviciana e os processos formadores de uma representação e a abordagem societal de Doise (2001b) e os quatro processos de pesquisa por ele definidos. A autora aplicou teste de associação livre de palavras com justificativas, solicitou a hierarquização das palavras evocadas e as submeteu ao software EVOC. Iinforma que utilizou apenas parte do programa computacional é que se refere à Teoria 73 do Núcleo Central, utilizando apenas um único parágrafo para explicar o que seria o núcleo central. Afirma que dos resultados encontrados foi possível “fazer uma apreciação relativa ao afloramento da subjetividade, às representações sociais de escola do grupo pesquisado e às prováveis interferências na sua formação docente” (ALBUQUERQUE, 2008, p. 11). Suas conclusões não são esclarecedoras, uma vez que não parece ser plausível seu estudo com os dados que apresentou no texto, nem com os norteadores teóricos que utilizou. No entanto, a autora afirma que sua pesquisa fortaleceu as teorizações sobre subjetividade e que essa é, efetivamente, um processo inacabado, mas não explica nem como, nem o porquê de suas afirmações. Considera que na configuração da subjetividade do grupo está presente a representação social de escola ─ conhecimento e educação, que são os elementos do núcleo central dessa representação ─ o que nos parecer ser um estudo incompleto das informações que obteve por meio da abordagem estrutural. Sugahara e Sousa (2010) analisaram como a dimensão afetiva se apresenta nas representações sociais de alunos de curso de Pedagogia e de Licenciaturas quando descrevem o trabalho docente. Apresentam a teoria moscoviciana e informam que por meio da análise da dualidade cognitivo/afetivo será possível verificar como estes futuros professores estão construindo sua identidade. Fornecem argumentos pautados em Jovchelovitch (2008), Wallon (2005) e Christlieb (1994) para mostrar a importância da dimensão afetiva na construção do espaço intersubjetivo e que esta pode ser desenvolvida. Embora Campos (2003) esteja nas referências ao final do artigo, o autor não é trazido ao texto para fortalecer a argumentação das pesquisadoras, já que este desenvolveu um estudo sobre o componente afetivo das representações sociais. Ao longo do desenvolvimento do trabalho, Sugahara e Sousa (2010, p. 13) mostram os resultados alcançados por meio da utilização do software ALCESTE e concluem que a afetividade é “fundamental no trabalho docente, pois se apresenta não apenas como dimensão subjetiva do universo da docência, mas indica uma objetivação que se revela como forma de conhecimento”. Entendem que é no espaço subjetivo (consigo mesmo), objetivo (realidade) e intersubjetivo (nas relações com o outro) que o professor constrói e reconstrói suas representações sociais, o que remete às esferas que delimitam a pertença das representações sociais propostas por Jodelet (2009), mas as autoras não fazem referência a elas nesse texto. Verificamos que não foram 74 empreendidas articulações entre subjetividade e representação social, uma vez que o foco das autoras estava dirigido à dimensão afetiva das representações sociais. Constatamos que uma das comunicações apresentadas nos dois GT tentou articular subjetividade e representações sociais, embora ainda de maneire insipiente, o que ratifica nossa hipótese de ser esse um tema que ainda não desperta a atenção dos pesquisadores brasileiros no campo da Educação. 75 CONCLUSÃO Inicialmente é preciso ressaltar que todos os trabalhos analisados trouxeram contribuições significativas para a compreensão dos sujeitos, suas práticas e do contexto onde se situavam, quer fossem empíricos ou não empíricos. Em seguida, cabe lembrar que os autores desses trabalhos não tinham como objetivo específico empreender articulações entre representações sociais e subjetividade ou explicitar a forma como se relacionam os conceitos que as fundamentam. Esta é nossa preocupação e foco das análises empreendidas no decorrer do estudo em tela. Consideramos que é possível que a falta de intencionalidade para desenvolver tal articulação explique a pouca expressividade da produção e também a superficialidade das tentativas identificadas nas introduções ou no desenvolvimento dos textos que, em sua maioria, apresentavam os dois temas separadamente. A análise do conteúdo do material coletado mostrou que apenas um dos trabalhos esboçou articulações entre representações sociais e subjetividade, talvez por esta articulação não constituir ainda um problema a ser investigado no campo da Educação no período estudado. Acreditamos que não terem sido identificadas teses de doutorado com esse foco também pode ser uma evidência corrobora essa afirmação. O quantitativo de pesquisas realizadas no campo da Educação nos últimos 10 anos cujo referencial teórico-metodológico adotado é a Teoria das Representações Sociais aumentou, mas este volume ainda é pequeno, o que parece indicar certa dificuldade em utilizá-lo, o que já havia sido comentado por muitos pesquisadores como, por exemplo, Alves-Mazzotti (1994). Um demonstrativo que reforça essa afirmativa está, por exemplo, na comparação entre a quantidade de trabalhos apresentados nas duas últimas edições de dois eventos realizados no país que reuniram esses dois campos de estudo, Educação e Representações Sociais. O primeiro evento é Congresso Nacional de Educação (EDUCERE). No IX EDUCERE realizado em Curitiba, Paraná, em outubro de 2009 foram aprovados para apresentação 883 trabalhos distribuídos entre comunicações, relatos de experiência e pôsteres. Dentre esses, 20 tinham em seu título a expressão representações sociais, o que equivale a 2,3% do total. 76 Dois anos depois, o X EDUCERE, realizado no mesmo local em 2011, abrigou o I Seminário Internacional de Representações Sociais, Subjetividade e Educação, inserção que atrairia um número maior de trabalhos que focalizassem Educação e que adotassem a Teoria das Representações Sociais como referencial teórico-metodológico. Entretanto, esse aumento não foi o verificado: do total de 1216 trabalhos, 73 deles tinham em seu título a expressão representações sociais, o que equivale a 6% do total. Entendemos que um aumento de mais de 50% na produção acadêmica em dois anos é significativo, mas é preciso levar em conta que a maioria dos trabalhos (94%) embora tivessem em seus títulos aquela expressão, não que eram estudos referentes à teoria moscoviciana. O segundo evento é a Conferência Brasileira sobre Representações Sociais (CBRS). Na IV CBRS realizada no Rio de Janeiro em 2009 foram aprovados 326 trabalhos para apresentação distribuídos entre comunicações e pôsteres. Desses, 63 se referiam à educação, o equivalente a 19% do total. A V CBRS realizada em Vitória, Espírito Santo, em julho de 2011, congregou a VII Jornada Internacional sobre Representações Sociais (JIRS). Dos 504 aprovados para apresentação como simpósios, comunicações e pôsteres na VII JIRS, 147 se referem à educação, equivalente a 29%. Um aumento de mais 50%, entre uma edição e outra também é significativo, mas a maioria dos trabalhos não se referiam especificamente ao campo da Educação (71%). Essa comparação mostra que a Teoria das Representações parece não ter sido totalmente incorporada às pesquisas no campo da Educação, principalmente orientadas pela abordagem processual ou genética. Os trabalhos que mencionam a abordagem processual não se referem aos processos formadores da representação social, objetivação e ancoragem, o que é fundamental para compreensão da gênese das representações sociais de determinado objeto. Os pesquisadores não explicam como os sujeitos concretizaram a realidade, isto é, como distorceram, suplementaram e subtraíram o objeto representacional, transformando-o e naturalizando-o; ou onde ancoraram o novo no já conhecido. Um exemplo onde essa análise é feita de maneira cuidadosa se encontra em pesquisa de Alves-Mazzotti (2008, p. 531) sobre a produção do sentido de dedicação nas representações sociais de trabalho docente por professores dos anos iniciais: 77 Ao acentuar a dedicação, as professoras distorcem a idéia do que é ser professor e, em muitos casos, suprimem o que seria o cerne de seu papel profissional, ou seja, o de agente favorecedor da construção do conhecimento pelo aluno; mas, em contrapartida, o suplementam, ao assumir o papel de mãe. [...] Finalmente, a dedicação parece se ancorar no feminino, no cuidar e proteger. Na rede de significações que envolve o objeto destacam-se os sentidos associados à maternidade. São inúmeras as associações feitas pelas professoras com a própria experiência como mães e com a necessidade de suprir, nos alunos, a falta da família. O fato de que eles são crianças que, segundo elas, não têm atenção suficiente dos pais, ajuda a despertar sentimentos maternais. Ao se ancorar na maternidade, a dedicação passa a partilhar sentidos tradicionalmente associados àquela, como o dar tudo de si, o afeto incondicional e todos os demais valores que tornam a maternidade “sublime” (grifos nossos) A utilização da Teoria do Núcleo Central foi identificada em 25% dos trabalhos, mas não há evidências de estudos aprofundados sobre a estrutura da representação social encontrada. No dizer de Campos (2011), os pesquisadores têm se mostrado tal como “caçadores de núcleo central”, dando suas análises por concluídas assim que o programa EVOC fornece um quadrante onde aparecem os possíveis elementos do núcleo central e os do sistema periférico, a partir da organização das palavras evocadas por ordem de freqüência e ordem média de evocação. A possível estrutura de uma representação social fornecida pelo EVOC possibilita empreender as primeiras hipóteses sobre o material coletado. Conforme o mesmo autor explica, identificar o elemento com forte destaque quantitativo não basta para assegurar que ele é o elemento central: é necessário empreender procedimentos refinados de análise de dados e “testes de centralidade”. Campos (2003a) lembra ainda que Abric tem privilegiado a expressão “sistema central” devido ao fato de existirem relações particulares entre os próprios elementos do núcleo central. Salienta, ainda, que tanto a dimensão normativa quanto a funcional estão presentes no sistema central e no sistema periférico, e que a natureza do objeto e a finalidade da situação ativam de forma diferente os elementos da representação, tendo papel fundamental na ativação daquelas dimensões, o que nem sempre foi evidenciado nos trabalhos analisados. Verificamos que, em alguns trabalhos, os elementos do sistema periférico foram de alguma maneira abandonados, pois não foram empreendidas discussões detalhadas sobre eles. Uma explicação para isso pode ser encontrada também em Campos (2003a), que considera que a insistência de Abric e outros pesquisadores nos aspectos do núcleo 78 central pode ter contribuído para colocar o sistema periférico num segundo plano. No entanto, sua importância não pode ser negligenciada, pois são esquemas organizados em torno do núcleo central e são ativados pelas diversas situações do cotidiano, tornando-se guia de leitura da realidade. É na periferia que se vive uma representação social do cotidiano. Em nossa análise também percebemos que a maioria desses trabalhos não tomavam a Psicologia Social como norteadora do estudo empreendido, o que torna difícil perceber a contribuição deste campo para os estudos que têm a escola, seus atores e suas relações com determinado objeto como foco. Moscovici defendia a necessidade de estudar as relações que se estabelecem entre os sujeitos (comunidade escolar) que se encontram em um tempo e espaço determinado (instituição escolar) e constroem representações sociais em suas comunicações, produzindo significados que orientarão suas práticas. Por isso a Teoria das Representações Sociais é um excelente referencial teórico-metodológico para compreender diferentes processos que ali acontecem. Verificamos, também, que o discurso produzido por alguns pesquisadores revelava contradições sobre o sujeito focalizado. Embora os autores afirmassem que não havia separação entre indivíduo e sociedade; que ambos estão numa relação indivisível; que subjetividade social e individual de constituem mutuamente, ao longo de seu texto o foco se voltava especificamente à subjetividade individual, ao espaço íntimo do indivíduo. Isto é, era possível inferir que consideravam, por exemplo, que há dois espaços de constituição da subjetividade sendo que é na subjetividade individual que se produzem conteúdos específicos e singulares. Entendem, portanto, que há espaços intermediários, espaços entre indivíduo e sociedade, o que não corresponde ao posicionamento moscoviciano. O sujeito da Teoria das Representações Sociais é o sujeito social, o sujeito de relação, o sujeito de pertença. É da noção de sujeito que decorre toda teoria e Moscovici confere um novo valor ao pensamento social, partindo da premissa de que o social somente existe se existir um sujeito e este somente existe no social. Ele buscava compreender o dinamismo da relação sujeito-sociedade, não estando preocupado com o sujeito individual. Por isso definiu que as representações sociais de um determinado objeto social se referem a um universo de opiniões, crenças, valores, atitudes e comportamentos negociados e compartilhados por um grupo, criando uma comunidade de significados ente os membros desse grupo. 79 Para ele, os grupos humanos constituem a realidade e com ela convivem, não havendo sujeitos abstratos, mas situados. Moscovici estava interessado em como conhecimentos são produzidos nos grupos, pelos grupos e para os grupos, em como os elementos de um grupo reforçam a identidade grupal e influenciam suas práticas. De acordo com ele, as representações sociais estão no cerne dos elos que os homens forjam juntos e são pré-requisito para a ação. Observamos que a interação sujeito-sociedade, que é o que interessa aos estudos sobre representações sociais e subjetividade, nem sempre foi posta em questão nos trabalhos analisados, permitindo depreender que a polêmica em torno da tensão individual-social parece ainda permanecer, o que já mostrava Lane, (1984) e Vala (1993) ou ainda Spink (2010), esta última quase 40 anos depois da divulgação da teoria. Vala (1993), em sua análise sobre a teoria das representações sociais, tendo como pano de fundo o quadro de paradigmas e metáforas da Psicologia Social, mostra como tal tensão permanece presente; Spink (2010) se refere às dificuldades que a Psicologia ainda enfrenta para dar conta de dicotomias como corpo-mente, indivíduo-sociedade e relembra que Moscovici se referia ao campo da Psicologia Social como “um arquipélago de paradigmas solitários”. Nesse sentido, o trabalho de Resende (2005), aquele que entendemos ter apresentado uma tentativa de articular subjetividade e representação social, parece corroborar com os de Lane e Vala. A autora parte do pressuposto de que não há mais dúvidas de que sujeito e sociedade se constituem reciprocamente, mas afirma que este consenso é apenas aparente. Considera que a separação indivíduo e sociedade é difícil romper e que esse olhar mais agudo em direção à temática da subjetividade é devido ao encantamento que ela produz na Educação de maneira contundente e aparentemente nova, sobretudo a partir da retomada da abordagem sócio-histórica nesse campo. Tal encanto pode ser percebido ao verificar que os autores dos trabalhos analisados utilizam simultaneamente teorias ancoradas em lógicas diferentes para explicar subjetividade e as representações sociais de determinado objeto elaboradas por um grupo. Alguns deles, embora tenham recorrido a Peter Berger e Thomas Luckmann, Erving Goffman, Michel Foucault e Pierre Bourdieu, não revelavam seus pontos de partida, suas considerações para defender possíveis aproximações entre os dois temas, o que confere certa fragilidade aos argumentos apresentados. Um exemplo de como poderiam ser efetivadas essas aproximações encontra-se 80 no artigo de Pombo de Barros e Arruda (2010). Para explicar que o EU e o OUTRO não se separam, esses autores afirmam que, no âmbito da sociologia, Berger e Luckmann são os autores que mais se aproximam da Teoria das Representações Sociais e apresentam boas razões para isso: Berger e Luckmann (1966/2007) [...] destacam o processo de construção da realidade pelo conhecimento usado no dia a dia do homem comum. Eles consideram que o conhecimento é construído por meio de diferentes relações sociais institucionalizadas, das quais são legitimadas formas de pensar, perceber e viver. Assim, a sociedade é realidade objetiva que se impõe às pessoas, mas ao mesmo tempo é realidade subjetiva porque é interiorizada pelos sujeitos no processo de socialização. Essa interiorização não é uma apreensão simples, mas é criativa, produtora de sentidos nas interações face a face (POMBO DE BARROS; ARRUDA, 2010, p. 353). Em outros textos, alguns autores apresentam inicialmente a Teoria das Representações Sociais focalizando a abordagem estrutural, tangenciam timidamente subjetividade, muitas vezes definindo-a segundo a Psicologia Sócio-histórica ─ notadamente assumindo posicionamento de Fernando Rey ─ e dirigem a atenção à identidade, trazendo à discussão ora Norberto Elias, Stuart Hall e Zygmut Balman, ora Antonio Ciampa; Arno Vogel, Marco Mello e José de Barros; ora Thomaz Tadeu da Silva ou uma combinação desses autores, que não desenvolveram estudos sobre possíveis relações entre representações sociais, subjetividade e identidade. Sinalizamos que o trabalho de Jean Claude Deschamps e Pascal Moliner, publicado em 2008, em Paris, e em 2009 no Brasil, dedicado a identidade, apresenta um aporte sobre as representações sociais ao problema da identidades. Esses autores discutem a identidade pessoal e a identidade social, marcadas pela semelhança e diferença entre si mesmo e os outros e enfatizam os processos identitários. Explicam que as representações sociais podem intervir no sentimento de identidade e que as elaborações sociocognitivas dos indivíduos são representações identitárias. Defendem que as representações sociais podem assumir papel de marcadores ou reguladores identitários. No primeiro caso, provocam diferentes tomadas de posição com relação a determinado objeto social; no segundo, organizam a percepção do espaço social de acordo com as aspirações individuais. Este estudo poderiam ter iluminado pesquisas que focalizavam o tema a partir do lançamento da obra em 2009. 81 Observamos que 71% dos trabalhos analisados são estudos empíricos (Ver Tabela 16 no Apêndice 1 ), maioria que se mantém desde os anos 90, como salientava Spink (1995), e que acaba por expor a pouca consistência da discussão teórica, como também já sinalizava Trindade na mesma década (1996). Registramos a predominância da aplicação de questionários, Teste de Associação Livre de Palavras (TALP) e entrevistas, que se mantiveram como os instrumentos mais utilizados para coletar informações, como constou nos primeiros levantamentos realizados em 1995. A análise de conteúdo também permanece sendo a tipologia mais utilizada para analisar os dados coletados. Identificamos que na maioria dos trabalhos analisados, os clássicos de Serge Moscovici, Denise Jodelet e Jean-Claude Abric, e os de Celso Pereira de Sá publicados entre as décadas de 70 e 90 foram os títulos mais utilizados pelos pesquisadores brasileiros na década focalizada (Ver Tabela 17 e Listagem no Apêndice 2). A utilização de literatura recente gerada pelas três correntes teóricas (a de Denise Jodelet, em Paris, que dá continuidade ao trabalho de Moscovici; a de Willem Doise, em Genebra, cuja abordagem volta-se a uma perspectiva mais sociológica das representações; e a de Jean-Claude Abric, em Aix-en–Provence, que enfatiza a dimensão cognitivo–estrutural das representações sociais) raramente foi utilizada, talvez pela dificuldade da leitura em língua estrangeira. Autores brasileiros como Angela Almeida, Angela Arruda, Brígido Vizeu Camargo, Jorge Correia Jesuíno, Pedro Humberto Campos e Tarso Mazzotti que têm contribuído significativamente para o avanço na discussão sobre a teoria, também não tiveram seus estudos mais recentes referenciados. Com relação à subjetividade, Erving Goffman, Michel Foucault, Pierre Bourdieu e Peter Berger e Thomas Luckman são os autores mais citados. Curiosamente, o livro de Foucault mais referenciado é “Vigiar e Punir” e não “Hermenêutica do sujeito”, estudo sobre as tecnologias de si que poderia, talvez, contribuir para as reflexões sobre o sujeito, como propõe Jodelet (2009). No entanto, cabe lembrar que o sujeito foucaultiano é o sujeito decorrente dos mecanismos de poder na medida em que se constitui por meio das técnicas de sujeição (FOUCAULT, 2010). De Goffman, o título mais utilizado é “Estigma” em detrimento de “Representação do eu na vida cotidiana”, que discute os comportamentos dos sujeitos na sociedade. “Construção social da realidade” de Berger e Luckman é também bastante 82 citado, embora aqueles que os utilizam não empreendam articulações com a Teoria das Representações Sociais. De Bourdieu são arrolados variados títulos, mas nenhum deles com frequência significativa. Chama ainda a atenção a ocorrência expressiva de títulos de Paulo Freire, mas também não são feitas aproximações de seus estudos com os de Moscovici. Concordamos com Sancovschi (2007) que a pouca rigidez que Moscovici imprimiu à definição de conceitos em sua teoria possibilitou a utilização de outros conceitos e de outras teorias que parecem se aproximar daquela. Embora Moscovici (1988) entenda que a exatidão de significado e de definição possa ter um efeito pernicioso nos estudos no campo da Psicologia Social, é possível que a fluidez que ele possibilitou à teoria tenha oportunizado a fragilidade e a superficialidade dessas aproximações. Ao empreender um estado da arte dos estudos nacionais efetuados nos últimos 10 anos sobre subjetividade e representações sociais, encontramos elementos que permitiram construir uma análise sobre possíveis articulações entre esses temas. Porém, entendemos que refletir sobre subjetividade não é tarefa das mais fáceis, principalmente quando se pretende entendê-la à luz da perspectiva moscoviciana. Acreditamos que nosso estudo poderá contribuir significativamente para o entendimento da importância da abordagem da Teoria das Representações Sociais fundamentada na epistemologia psicossociológica para o campo da Educação. 83 REFERENCIAS ABRIC, J. C. A zona muda das representações sociais. In: OLIVEIRA, D. C. de; CAMPOS, P. H. F. (Org). Representações sociais, uma teoria sem fronteiras. Rio de Janeiro: Museu da República, 2005, p. 23-34. _____. La recherche du noyau central et de la zone muette des représentations sociales. In: ABRIC, J. C. (Org.). Méthodes d'étude des représentations sociales. Saint-Agne: Érès, 2003, p. 59-80. _____. O estudo experimental das representações sociais. In: JODELET, D. (Org). Representações sociais. Rio de Janeiro: EDUERJ, 2001, p. 135-169. _____. A abordagem estrutural das representações sociais. In: MOREIRA, A. S. P.; OLIVEIRA, D. C. (Org.). Estudos interdisciplinares em representação social. Goiânia: AB, 2000, p. 27-38. _____. L’ organisation interne des représentations sociales: systéme central et systéme périphérique. In: GUIMELLI, C. (Ed.) Structures et transformations des représentations sociales. Neuchâtel: Delachaux et Niestlé, 1994a, p. 73-84. _____. Pratiques sociales et représentations. Paris: PUF, 1994b. _____. Méthodologie de recueil dês représentations sociales. In: ABRIC, J. C. (Ed). Pratiques sociales et representations. Paris: PUF, 1994c, p. 59-82. _____. A organização das representações sociais: sistema central e sistema periférico. São Paulo: Vozes, 1994d. _____. Coopération, compétition et représentations sociales. Couse-Fribourg: Del Val, 1987. _____. L’ artisan et l’ artisanat: analyse du contenu et de la structure d’ une represéntation sociale. Bulletin de psychologie. Tome XXXVII, n. 3666, p. 861-875, 1984. _____. Jeux, conflits et représentations sociales. Thése doctorat d’ état. Université de Provence, Aix-en-Provence, 1976. ADORNO, T. W. Actualidad de la filosofía. Barcelona: Paidós, 1991. AGUIAR, W. M. J.; DAVIS, C. L. F; ALVES-MAZZOTTI; A. J. Psicologia sócio-histórica, clínica da atividade e teoria das representações sociais: uma articulação possível. In: XV Encontro Nacional de Didática e Prática De Ensino (ENDIPE), 2010, Belo Horizonte. Anais... Belo Horizonte: UFMG, 2010. 14p. Disponível em http://www.fae.ufmg.br/endipe/publicacoes.php. Acesso em 08 de maio de 2011. ALBUQUERQUE, L. M. B. de. Subjetividade e representações sociais de escola dos alunos do curso de Pedagogia. In: 31ª Reunião Anual da Associação Nacional de Pós Graduação e Pesquisa em Educação (ANPEd), 2008, Caxambu. Anais... Caxambu: ANPEd, 2008. 17p. Disponível em http://www.anped.org.br/reunioes/31ra/1trabalho/GT20-5064--Int.pdf. Acesso em 24 de maio de 2009. ALEXANDRE, M. O saber popular e sua influencia na construção das representações sociais. Comum, Rio de Janeiro, v. 5, n. 15, p. 161-171, ago/set 2000. 84 _____. Representação social: uma genealogia do conceito. Comum, Rio de Janeiro, v. 10, n. 23, p. 122-138, jul/dez 2004. ALMEIDA, A. M. de O.; CUNHA, G. G. Representações sociais do desenvolvimento humano. Psicologia: Reflexão e Crítica, Porto Alegre, v. 16, n. 1, p. 147-155, 2003. _____; SANTOS, M. F. S.; TRINDADE, Z. A. As práticas sociais como objeto de estudo: contribuições teóricas e dificuldades metodológicas. Temas em Psicologia, Ribeirão Preto, v. 8, n. 3, p. 257-267, 2000. ALMEIDA, S. F. C. de; ROSSI, T. M. de F.; SANTOS, M. C. A. B. dos. Representações sociais de professores do ensino fundamental sobre violência intrafamiliar. Psicologia: Teoria e Pesquisa, Brasília, v. 22, n. 3, p. 277-286, set/dez 2006. ALVES, P. C.; RABELO, M. C. Repensando os estudos sobre representações e práticas em saúde/doença. In: _____. Antropologia da saúde: traçando identidades e explorando fronteiras. Rio de Janeiro: Relume-Dumará, 1998, p. 107-231. ALVES-MAZZOTTI, A. J. Representação do trabalho do professor das séries iniciais: a produção do sentido de “dedicação”. Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos, Rio de Janeiro, v. 89, n. 223, p. 522-534, set/dez 2008. _____. Abordagem estrutural das representações sociais. Psicologia da Educação, São Paulo, n. 14/15, p. 17-37, 2002. _____. Representações sociais: aspectos teóricos e aplicações à Educação. Em Aberto, Brasília MEC-INEP, ano 14, n.61, p. 60-78, jan/mar 1994. _____; CAMPOS, P. H. F. Cibercultura: uma nova “era das representações sociais”? In: ALMEIDA, A. M. de O.; SANTOS, M. de F. S.; TRINDADE, Z. A. (Org.) Teoria das representações sociais: 50 amos. Brasília: Technopolitik, 2011, p. 457-488. ANDRADE, D. B. S. F.; SOUZA, C. P. Se a escola pudesse ser outra coisa, que coisa ela seria? Revista Educação e Cultura Contemporânea, Rio de Janeiro, v. 5, n.11, p. 37-48, jul./dez. 2008. ARAÚJO, R. H. P. de. Informática educativa a favor da gestão democrática. 133p. 2009. Dissertação (Mestrado em Educação). Universidade de Brasília, DF. 2009. ARAUJO, G. B. de; SPER, T. M. Crianças e a construção de limites: narrativas de mães e professoras. Psicologia em Estudo, Maringá, v. 14, n. 1, p. 185-194, jan./mar. 2009. ARRUDA, A. M. S. Teoria das representações sociais e teorias de gênero. Cadernos de Pesquisa, São Paulo, n. 117, p. 127-147, novembro/2002. _____. The braziliian imaginary of the natural environment and its inhabitants: difference and identity. Palestra apresentada na III Conferencia Internacional sobre representações sociais, Aixen-Provence, 1996. _____. Ecologia e desenvolvimento: representações de especialistas em formação. In: SPINK, M. J. (Org.) O conhecimento no cotidiano. As representações sociais na perspectiva da Psicologia Social.São Paulo: Brasiliense, 1993, p.234-265. 85 BARDIN, L. Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70, 2002. BARRETTO, E. S. de S. Trabalho docente e modelos de formação: velhos e novos embates e representações. Cadernos de Pesquisa, São Pulo, v. 40, n. 140, p. 427-443, 2010. BASTOS, L. M. Subjetividade e coisificação: um estudo introdutório. Linhas Críticas, Brasília, v. 13, n. 25, p. 203-218, jul/dez 2007. BAUER, M. Towards the social representation of human genetics: public perceptions and a press coverage of the human genome Project in Britain. Palestra apresentada na II Conferencia Internacional sobre representações sociais, Rio de Janeiro, 1994. BENELLI, S. J.; COSTA-ROSA, A. da. Estudo sobre a formação presbiteral num seminário católico. Estudos de Psicologia, Campinas, v. 20, n. 3, p. 99-123, set/dez 2003. BERGER, P. L.; LUCKMANN, T. A construção social da realidade. Petrópolis: Vozes, 1973. BERENSTEIN, I. Del ser al hacer: curso sobre vincularidad. Buenos Aires: Paidós, 2007. _____. El sujeto y el otro: de la ausencia a la presencia. Buenos Aires: Paidós, 2001. _____; PUGET, J. Lo vincular clinica psicoanalitica. Buenos Aires: Paidós, 1997. BOCK, A. M. B. Eu caçador de mim: pensando a profissão de psicólogo. In: SPINK, M. J. (Org). O conhecimento no cotidiano. As representações sociais na perspectiva da Psicologia Social. São Paulo: Brasiliense, 1995, p. 280-291. _____ et al. Sílvia Lane e o projeto do "Compromisso Social da Psicologia". Psicologia e Sociedade, Belo Horizonte, v.19, n. especial 2, p. 46-56, 2007. BONFIM, Z. A. C.; ALMEIDA, S. F. C. de. Representação social: conceituação, dimensão e funções. Revista de Psicologia, Rio de Janeiro, v. 9, n. 1-2, p. 75- 89, 1992. BORGES, M. C.; DALBERIO, O. Aspectos metodológicos e filosóficos que orientam as pesquisas em Educação. Revista Iberoamericana de Educación, Organización de Estados Iberoamericanos para la Educación, la Ciencia y la Cultura (OEI), n.43/5, p. 02-10, 25 de julio de 2007. BOURDIEU, P. Os três estados do capital cultural. In: NOGUEIRA, M. A.; CATANI. (Org.). Escritos de Educação. Petrópolis: Vozes, 1999, p.73-79. _____. A ilusão biográfica. In: FERREIRA, M. de M.; AMADO, J. Uso e abusos da história oral. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas, 1996, p. 183-191. _____. Preface. In: DOISE, W., CLEMENCE, A., LORENZI-CIOLDI, F. Representations sociales et analyse de donnees. Grenoble: P.U.G., 1992. _____. Coisas ditas. São Paulo: Brasiliense, 1990. _____. Questões de Sociologia. Rio de Janeiro: Marco Zero, 1983. BRITO, T. T. R. A docência no Instituto de Biologia da Universidade Federal de Uberlândia: percorrendo caminhos e encontrando representações. 229p. 2006. Dissertação (Mestrado em Educação). Universidade Federal de Uberlândia, MG, 2006. 86 BURNHAM, T. Complexidade, multirreferencialidade, subjetividade: três referências polêmicas para a compreensão do currículo escolar. Em Aberto, Brasília, v. 12, n. 58, p. 3-13, 1993. CAMARGO, B. V. Estratégias de pesquisas pluri-metodológicas. In: MOREIRA, A. S. P. et al. Perspectivas teórico-metodológicas em representações sociais. João Pessoa: UFPB/Editora Universitária, 2005, p. 19-24. CAMARGO, L. dos S. Concepções de adolescentes sobre a escola: do risco à proteção. 161p. 2009. Dissertação (Mestrado em Educação). Universidade Estadual Paulista, Presidente Prudente, SP. 2009. _____; WACHELKE, J. F. R.; AGUIAR, A. de. Um panorama do desenvolvimento metodológico das pesquisas sobre representações sociais através dos grupos de trabalho das Jornadas Internacionais. In: MOREIRA, A. S. P.; CAMARGO, B. V. (Org). Contribuições para a teoria e o método de estudo das representações sociais. João Pessoa: Editora Universitária da UFPB, 2007, p. 181-202. CAMPOS, P. H. F. Utilização do EVOC na abordagem estrutural. Anotações em Seminário de Prática de Pesquisa, Programa de Pós Graduação em Educação, Universidade Estácio de Sá, mar/jun 2011. _____. A abordagem estrutural e o estudo das relações entre práticas e representações sociais. In: CAMPOS, P. H. F.; LOUREIRO, M. C. da S. (Org). Representações sociais e práticas educativas. Goiânia:Ed da UCG, 2003a, p. 21-36. _____. Abordagem estrutural e componente afetivo das representações sociais. Psicologia: Reflexão e Crítica, São Paulo, v. 16, n. 3, p. 435-445, 2003b. CASTORIADIS, C. A instituição imaginária da sociedade. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1982. CASTRO, M. R. Retóricas da rua: educador, criança e diálogos. Rio de Janeiro: Ed. Universitária Santa Úrsula/Amais, 1997. _____. et. al. O conceito de montagem para análise e compreensão do discurso. Boletim GEPEM, Rio de Janeiro, v. 44, p. 43-62, 2004. _____; BOLITE-FRANT, J. Estratégia Argumentativa: um modelo. In: I Seminário Internacional de Pesquisa em Educação Matemática, 2000, Serra Negra. Anais... São Paulo: SIPEM, 2000, p. 381-383. CASTRO, R. V. de. Prefácio. In: ALMEIDA, A. M. de O.; SANTOS, M. de F. de S.; TRINDADE, Z. A. (Org). Teoria das representações sociais. 50 anos. Brasília: Technopolitik, 2011, p. 05-12. _____. Representações sociais da prostituição na cidade do Rio de Janeiro. In: SPINK, M. J. (Org). O conhecimento no cotidiano. As representações sociais na perspectiva da psicologia social. São Paulo: Brasiliense, 1995, p. 149-187. CHRISTLIEB, P. F. Teorías de las emociones y teoria de la afectividad coletiva. Iztapalapa, v. 35, p. 89-112, 1994. Número extraordinário. CLOT, Yves. Travail et pouvoir d’agir. Paris: PUF, 2008. 87 _____. A função psicológica do trabalho. Petrópolis: Vozes, 2006. COSMO, N. C. As contribuições da Psicologia da Educação para a escola: uma análise das produções científicas da ANPED e da ABRAPEE. 246p. 2006. Dissertação (Mestrado em Educação). Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Campo Grande, 2006. DE ROSA, A. M. S. Sur l’ usage des associations libres dans l’ etude des représentations sociales de la maladie mentale. Connexions, n. 51, p. 27-50, 1988. DESCHAMPS, J-C.; MOLINER, P. A identidade em psicologia social. Dos processos identitários às representações sociais. Petrópolis: Vozes, 2009. DOISE, W. Atitudes e representações sociais. In: JODELET, D. (Org.). As Representações sociais. Rio de Janeiro: EdUERJ, 2001a, p. 187-2001. _____. Cognições e representações: a abordagem genética. In. JODELET, D. As representações sociais. Rio de Janeiro: EdUERJ, 2001b, p. 301-320. _____; CLÉMENCE, A.; LORENZI-CIOLDI, F. O discreto charme das atitudes. Discussão de Colin Fraser. In: MOREIRA, A. S. P. (Org). Representações sociais. Teoria e prática. João Pessoa: Editora Universitária, 2001, p.49-53. DUARTE, M.; MAZZOTTI, T. B. Análise retórica do discurso como proposta metodológica para as pesquisas em representação social. Revista Educação e Cultura Contemporânea, Rio de Janeiro, v. 1, n.2, p. 81-108, jul./dez. 2003. DUBET, F. A escola e a exclusão. Cadernos de Pesquisa, São Paulo, n. 119, p. 29-45, jul. 2003. _____. Dans quelle société vivons-nous? Paris: Seuil, 1998. DURKHEIM, E. As formas elementares da vida religiosa. Coleção Os pensadores. São Paulo: Abril Cultural, 1978. DUVEEN, G. Introdução. O poder das ideias. In: MOSCOVICI, S. Representações sociais. Investigações em Psicologia Social. Petrópolis: Vozes, 2004, p. 07-28. ERIKSON, E. H. Identidade, juventude e crise. Rio de Janeiro: Guanabara, 1987. FARR, R. M. Representações Sociais: a teoria e sua história. In: JOVCHELOVITCH, S.; GUARESCHI, P. (Org.). Textos em Representações Sociais. Petrópolis: Vozes, 1998, p. 3162. FÉRES-CARNEIRO, T. Família e casal: efeitos da contemporaneidade. Rio de Janeiro: Ed. PUC-Rio, 2005. FERNANDES, V.; PONCHIROLLI, O. Contribuições da racionalidade comunicativa,racionalidade substantiva e ambiental para os estudos organizacionais. Cadernos EBAPE.BR, v. 9, artigo 8, Rio de Janeiro, p. 604–626, jul. 2011. Edição Especial. FERREIRA, N. S. de A. As pesquisas denominadas “estado da arte”. Educação e Sociedade, Campinas, ano XXIII, n. 79, p. 257-272, ago/2002. 88 FLAMENT, C. La représentation sociale comme système normatif. Psychologie et Société, n. 1, p. 29-53, 1999. _____. Structure, dynamique et transformation des represéntations sociales. In: ABRIC, J. C (Ed). Pratiques sociales et représentations. Paris: PUF, 1994a, p. 37-49. _____. Aspects périphériques des représentations sociales. In: GUIMELLI, C. (Ed.) Structures et transformations des représentations sociales. Neuchâtel: Delachaux et Niestlé, 1994b, p. 85-118. _____. Représentation Social, consensus et corrélation. Papers on Social Representations, n. 3, v.2, p.184-193, 1994c. _____. Structure et dynamique des représentations sociales. In: JODELET, D. (Ed.). Les représentations sociales. Paris: PUF, 1989, p. 204-219. _____. Pratiques et represéntations sociales. In: BEAUVOIR, J.; MONTEIL, J.M. (Ed.) Perspectives cognitives et conduits socials. Cousset: Del Val, 1987, p. 143-150. FLEURI, R. M. Entre o oficial e o alternativo em propostas curriculares: para além do hibridismo. Revista Brasileira de Educação, Rio de janeiro, n.17, p.115-126, mai/ago 2001. FLORES, A. M. P. Sexualidade: representações de professores do Ensino Médio. 127p. 2004. Dissertação (Mestrado em Educação). Universidade Federal de Santa Maria, RS, 2004. FOUCAULT, M. A hermenêutica do sujeito. São Paulo: Martins Fontes, 2010. _____. Vigiar e punir. História da violência nas prisões. Petrópolis: Vozes, 1997. _____. História da sexualidade I: a vontade de saber. Rio de Janeiro: Graal, 1990. _____.Technologies of the self. In: HUTTON, P. H.; GUTMAN, H.; MARTIN, L. H.(Ed). Technologies of the Self. A seminar with Michel Foucault. Anherst: The University of Massachusetts Press, 1988, p 16-49. Disponível em http://vsites.unb.br/fe/tef/filoesco/foucault/tecnicas.pdf. Acesso em 15/04/2011. _____. História da sexualidade III: o cuidado de si. Rio de Janeiro: Graal, 1985. _____. A verdade e as formas jurídicas. Cadernos da PUC/RJ, série Letras e Artes, 6/74, n. 16, 1984a. _____. História da sexualidade II: o uso dos prazeres. Rio de Janeiro: Graal. 1984b. FRANCO, M. L. P. B.; NOVAES, G. T. F. Os jovens do ensino médio e suas representações sociais. Cadernos de Pesquisa, São Paulo, n. 112, p. 167-183, 2001. FREIRE, P. Educação como prática da liberdade. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1967. FREITAS, M. T. de A. A abordagem sócio-histórica como orientadora da pesquisa qualitativa. Cadernos de Pesquisa, São Paulo, n. 116, p. 21-19, julho/2002. _____. Vigostky e Bakhtin. Psicologia da Educação: um intertexto. São Paulo: Ática, 1994. FREUD, S. Três ensaios para uma teoria sexual. Rio de Janeiro: Imago, 1976. 89 GAZZINELLI, M. F. Representações do professor e implementação de currículo de educação ambiental. Cadernos de Pesquisa, São Paulo, n. 115, p. 173-194, 2002. _____. Influência do sistema de valores e crenças do professor na implementação de um currículo em Educação Ambiental. 101p. 1995. Dissertação (Mestrado em Educação). Universidade Federal da Bahia, Salvador, 1995. Gendlin, E.T. Existentialism and experiential psychotherapy. In: MOUSTAKAS, C. (Ed.). Existential child therapy. New York: Basic Books, 1966, p. 206-246. GENRO, M. E. et al. Representações dos estudantes sobre a avaliação das universidades na relação com o projeto acadêmico institucional. Revista Educação Unisinos, São Leopoldo, v. 7, n. 13, p.1-21, 2003. GINZBURG, C. Mitos, emblemas, sinais: morfologia e história. São Paulo: Companhia das Letras, 1999. GOFFMAN, E. A Representação do eu na vida cotidiana. Petrópolis: Vozes, 1989. _____. Estigma. Notas sobre a manipulação da identidade deteriorada. Rio de Janeiro: Guanabara, 1988. _____. Manicômios, prisões e conventos. São Paulo: Perspectiva, 1987. GOLDMANN, L. Marxismo y ciencias humanas. Argentina: Amorrurtu Editores, 1975. GONÇALVES, L. A. de O. Le mouvement noir au Brésil: représentation sociale et action historique. 1994. Thèse (Doctorat en Sociologie). École des Hautes Etudes en Sciences Sociales, Paris, France, 1994. Disponível em crbc.ehess.fr/cbc-thes/sociologie.html. Acesso em: 12/03/2011. GUARESCHI, P. Representações sociais: alguns comentários oportunos. In: NASCIMENTOSHULZE, C. (Org.). Novas contribuições para a teorização e pesquisa em representação social. Florianópolis: ANPEPP, 1996. _____; JOVCHELOVITCH, S. Introdução. In: GUARESCHI, P.; JOVCHELOVITCH, S. (Org). Textos em representações sociais. Petrópolis: Vozes, 1995, p. 17-25. GUATTARI, F. As três ecologias. Campinas: Papirus, 2006. _____. Caosmose: um novo paradigma estético. Rio de Janeiro: Ed. 34, 1992. _____;DELEUZE, G. Mil platôs: capitalismo e esquizofrenia. Rio de Janeiro: Ed. 34, 1996. _____; ROLNIK, S. Micropolítica: cartografias do desejo. Petrópolis: Vozes, 2005. GUIMELLI, C., DESCHAMPS, J. C. Effet des contextes sur la production d'associations verbales. Le cas des représentations sociales des Gitanes. Les Cahiers Internationaux de Psychologie Sociale, n. 47, p. 44-54, 2000. _____; ROUQUETTE, M. L. Étude de la relation d’antonymie entre deux objets de représentation sociale: la sécurité vs. l’insécurité des biens et des personnes. Psychologie & 90 Société, v. 4, 1, n. 7, p. 71-88, 2004. Numero. Spécial. HEGEL, G. W. F. Introdução à história da filosofia. São Paulo: Abril Cultural, 1980. HERZLICH, C. A problemática da representação social e sua utilidade no campo da doença. Physis: Revista de Saúde Coletiva, v. 1, n. 2, p. 23-36, 1991. HOLSTI, O. R. Content analysis. Handbook of social psychology. Mass: Reading Addison Wesley, 1996. JODELET, D. Ponto de vista: sobre o movimento das representações sociais na comunidade científica brasileira. Temas em Psicologia, Ribeirão Preto, v. 19, n. 1, p. 19-26, 2011. _____. O movimiento de retorno ao sujeito e a abordagem das representações sociais. Sociedade e Estado, Brasília, v. 24, n. 3, p. 679-712, set/dez 2009. _____. Imbricações entre representações sociais e intervenção. In: MOREIRA, A. S. P.; CARMAGO, B. V. (Org). Contribuições para a teoria e o método de estudo das representações sociais. João Pessoa: Editora Universitária da UFPB, 2007, p.45-74. _____. Representações sociais: história e avanços teóricos. Vinte anos da teoria das representações sociais no Brasil. In: OLIVEIRA, D. C. de; CAMPOS, P. H. F. (Org). Representações sociais: uma teoria sem fronteiras. Rio de Janeiro: Museu da República, 2005, p.11-21. _____. Representações sociais: um domínio em expansão. In: JODELET, D. (Org.). As representações sociais. Rio de Janeiro: EdUERJ, 2001, p.17-44. _____. A alteridade como produto e processo psicossocial. In: ARRUDA, A. (Org.). Representando a alteridade. Petrópolis: Vozes, 1998, p. 47-67. _____ Représentations sociales: phénomènes, concept et théorie. In: Moscovici, S. (Ed.) Psychologie Sociale. Paris: PUF, 1996, p.357-378. _____.Representations sociales: un domaine en expansion. In: JODELET, D. (Org.). Les représentations sociales. Paris: PUF, 1993, p. 31-61. _____. Représentation sociale: phénomènes, concepts et theorie. In: MOSCOVICI, S. (Ed.). La psychologie sociale. Paris: PUF, 1990, p. 357-389. _____. Folies et représentations sociales. Paris: PUF, 1989a. _____. Les représentations sociales. Paris: PUF, 1989b. _____. (Ed). La representación social: fenômenos, concepto y teoria. In: MOSCOVICI S. (Org.) Psicologia social II. Pensamento y vida social. Psicologia social y problemas sociales. Cognición y desarrollo humano. Barcelona: Paidós, 1988, p. 469-494. JOVCHELOVITCH, S. Os contextos do saber: representações, comunidades e cultura. Petrópolis: Vozes, 2008; _____. Re(des)cobrindo o outro. Para um entendimento da alteridade na Teoria das representações sociais. In: ARRUDA, A. (Org). Representando a alteridade. Petrópolis: Vozes, 1998, p. 69-82. 91 KANT, I. Crítica da razão pura. São Paulo: Abril Cultural, 1980. KESKE, H. I. Da expansão do texto ao estudo da cultura: a proposta de Umberto Eco. UNIrevista, São Leopoldo, v. 1, n. 3, 13p. jul/2006. Disponível em http://www.unirevista.unisinos.br/_pdf/UNIrev_Keske.PDF. Acesso em 14 de abril de 2010. LANE, S. T. M. A dialética da subjetividade versus a objetividade. In: FURTADO, O.; REY, F. G. (Org.). Por uma epistemologia da subjetividade: um debate entre a teoria sócio-histórica e a teoria das representações sociais. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2001, p. 11-17. _____. Usos e Abusos do Conceito de Representação Social. In: SPINK, M. J. (Org.) O conhecimento no cotidiano. As representações sociais na perspectiva da psicologia social. São Paulo: Brasiliense, 1995, p. 58-72. _____. A psicologia social: uma nova concepção de homem para a psicologia. In: CODO, W.; LANE, S. T. M (Org.). Psicologia social: o homem em movimento. São Paulo: Brasiliense, 1984, p. 10-19. LA TAILLE. Y. de. Desenvolvimento moral: a polidez segundo as crianças. Cadernos de Pesquisa, São Paulo, n. 114, p. 89-119, nov./2001. LÉFÈBVRE, H. La presencia y la ausência: contribuición de la teoria de las representaciones. Mexico: Fondo de Cultura Económica, 1993. LEFÈVRE, F. et.al. O discurso do sujeito coletivo: uma nova abordagem metodológica em pesquisa qualitativa. Caxias do Sul: EDUSC, 2000. LEITE, E. et al Estudantes e avaliação da universidade: um estudo conjunto Brasil-Portugal. Cadernos de Pesquisa, São Paulo, v. 37, n. 132, p. 661-686, 2007. LEONTIEV, A. O desenvolvimento do psiquismo. Lisboa: Livros Horizonte, 1978. LIBÓRIO, R. M. C.; UNGAR, M. Resiliência oculta: a construção social do conceito e suas implicações para práticas profissionais junto a adolescentes em situação de risco. Psicologia: Reflexão e Crítica, São Paulo, v. 23, n. 3, p. 476-484, 2010. LIMA, R. de C. P.; FERNANDES, M. C. da S. G. Representações sociais de alunas de pedagogia sobre suas trajetórias escolares. In: 30ª Reunião Anual da Associação Nacional de Pós Graduação e Pesquisa em Educação (ANPEd), 2007, Caxambu. Anais... Caxambu: ANPEd, 2007. 18p. Disponível em http://www.anped.org.br/reunioes/30ra/trabalhos/GT14-3463-Int.pdf. Acesso em 14 de abril de 2010. MACÊDO, R. M. Indisciplina em sala de aula: representações sociais do professor In: NASCIMENTO-SCHULZE, C.; CAMARGO, B. V. (Org.). Caderno de Resumos da II Jornada Internacional sobre Representações Sociais. Florianópolis: JIRS, 2001, p. 59. MADEIRA, M. C.; CARVALHO, M. R. F. O sentido da recusa: representações sociais da AIDS como caminho à compreensão da dimensão educativa da prevenção. In: XII Encontro de Pesquisa Educacional do Nordeste (EPEN), 1997, Natal. Anais... Natal: EdUFRN, Coleção EPEN, v. 17, p. 181-191, 1997. MANCEBO, D. et al. Consumo e subjetividade: trajetórias teóricas. Estudos de Psicologia, v. 7, n. 2, p. 325-332, 2002. 92 MANNHEIN, K. O problema sociológico das gerações. In: FORACCHI, M. M. (Org.). Mannheim: sociologia. São Paulo: Ática, 1982. MARCONDES, A. P.; SOUSA, C. P. de. Uma análise psicossocial da avaliação institucional. In: 28ª Reunião Anual da Associação Nacional de Pós Graduação e Pesquisa em Educação (ANPEd), 2005, Caxambu. Anais... Caxambu: ANPEd, 2005. 15p.. Disponível em http://www.anped.org.br/reunioes/28/textos/gt20/gt20921int.rtf. Acesso em 17 de agosto de 2010. MARTINEZ, A. M. Trabajo infantil y subjetividad: una perspectiva necesaria. Revista Estudos em Psicologia, v. 6, n. 2, p. 235-244, 2001. MAZZOTTI, T. B. Confluências teóricas: representações sociais, sociolingüística, pragmática e retórica. Múltiplas leituras, n. 1, 1º, 14p. sem/2008. Disponível emhttp://www.metodista.br/ppc/multiplas-leituras/multiplas-leituras-01. Acesso em 13/05/2010. _____. Núcleo figurativo: themata ou metáforas. Psicologia e Educação, n. 14/15, p.105-114, 1° e 2° sem/ 2002a. _____. A metáfora percurso no debate sobre políticas educacionais no Brasil contemporâneo. In: VALE, J. F. M. et al (Org.). Escola Publica e Sociedade. São Paulo: Saraiva/Atual, 2002b, p. 124-132. MENIN, M. S. de S. Representação social e estereótipo: a zona muda das representações sociais. Psicologia: Teoria e Pesquisa, v. 22, n. 1, p. 43-51, 2006. MINAYO, M. C. de S. O conceito de representações sociais dentro da Sociologia Clássica. In: GUARESCHI, P. A.; JOVCHELOVICTH, S. (Org). Textos em representações sociais. Petrópolis: Vozes, 1998. MIRANDA, M. G. de. A Psicologia da Educação na perspectiva da relação teoria e prática: uma conciliação possível?. In: 28ª Reunião Anual da Associação Nacional de Pós Graduação e Pesquisa em Educação (ANPEd).=, 2005, Caxambu. Anais... Caxambu: ANPEd, 2005. 12p. Disponível em http://www.anped.org.br/reunioes/28/gt20.htm. Acesso em 23 de maio de 2010. MOLON, S. I. Subjetividade e constituição do sujeito em Vigotsky. 19p. In: III Conferência de Pesquisa Sócio-Cultural. Campinas, SP, de 16 a 20 de julho de 2000. Disponível em www.fae.unicamp.br/br2000/trabs/2330.doc. Acesso em 06 de julho de 2010. MOREIRA, V. De Carl Rogers a Merleau-Ponty: a pessoa mundana em psicoterapia. São Paulo: Annablume, 2007. MOREIRA, A. S. P. et al. Perspectivas teórico-metodológicas em representações sociais. João Pessoa: UFPB/Editora Universitária, 2005, p. 19-24. MORIN, E. O método 5. A humanidade da humanidade. Porto Alegre: Sulina, 2002. _____. A cabeça bem feita: repensar a reforma, reformar o pensamento. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2000. _____. Introdução ao pensamento complexo. Lisboa: Instituto Piaget, 1990. MOSCOVICI, S. Prefácio. In: MOREIRA, A. S. P. et al. Perspectivas teórico-metodológicas 93 em representações sociais. João Pessoa: UFPB/Editora Universitária, 2005a, p. 13-17. _____. Sobre a subjetividade social. In: SÁ, C. P de (Org). Memória, imaginário e representações sociais. Rio de Janeiro: Museu da República, 2005b, p. 11-62. _____. Representações sociais: investigações em psicologia social. Petrópolis: Vozes, 2003. _____. Das representações coletivas às representações sociais: elementos para uma história. In: JODELET, D. (Org). As representações sociais. Rio de Janeiro: EdUERJ, 2001, p. 45-66. _____. Prefácio. In: GUARESCHI, P.; JOVCHELOVITCH, S. (Org). Textos em representações sociais. Petrópolis: Vozes, 1995, p. 07-16. _____. Notes toward a description of social representations. European Journal of Social Psychology, v. 18, p. 211-250, 1988. _____. L’ ere des représentations sociales. In: DOISE, W.;PALMONARI, A. (Ed). L’ études des represéntations sociales. Paris: Delachaut et Niestlé, 1986, p. 34-80. _____. The Coming era of representations. In: CODOL, J. P.; LEYENS, J. P. Cognitive analysis of social behaviour. Londres: Nijhoff Publishers, 1982. _____. On Social representations. In: FORGAS, J. Social Cognition. New York: Academic Press, 1981. _____. Representações sociais da psicanálise. Rio de Janeiro: Zahar Editora, 1978. _____; HEWSTONE, M. De la ciencia al sentido comum. In: MOSCOVICI S. (Org.) Psicologia social II. Pensamento y vida social. Psicologia social y problemas sociales. Cognición y desarrollo humano. Barcelona: Paidós, 1988, p. 679-710. NOVAIS, G. S. O corpo da aprendizagem: um estudo sobre representações de corpo de professores de pré-escola. 1995. 168p. Dissertação (Mestrado em Educação). Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo. São Paulo, 1995. NUNES, C. A. Dialética da sexualidade e educação sexual no Brasil. Revista Brasileira de Filosofia, ano 8, n. 15, p. 39-54, 2001. _____. Desvendando a sexualidade. Campinas: Papirus, 1997. OLIVEIRA, M. S. B. S. de. Representações sociais e sociedades: a contribuição de Serge Moscovici. Revista Brasileira de Ciências Sociais, v. 19, n. 55, p. 180-186, 2004. OLIVEIRA, A. B.; ROAZZI, A. A representação social da "doença dos nervos" entre os gêneros. Psicologia: Teoria e Pesquisa, v. 23, n. 1, p. 91-101, 2007. OLIVEIRA, F. O. de; WERBA, G. C. Representações Sociais. In: STREY, M. N. (Org.). Psicologia social contemporânea: livro-texto. Petrópolis, Vozes, 2003, p. 104-117. Oliveira, D. C. et al. Futuro e liberdade: o trabalho e a instituição escolar nas representações sociais de adolescentes. Estudos de Psicologia, v. 6, n. 2, p. 245-258, 2001. PALMONARI, A.; ZANI, B. Les représentations sociales dans le champ des profession psychologique. In: JODELET, D. (Org). Les représentations sociales. Paris: PUF, 1989, p. 94 299-319. PAULA, L. A. L. de. Protagonismo juvenil e movimento estudantil: uma estratégia distinção? In: 26ª Reunião Anual da Associação Nacional de Pós Graduação e Pesquisa Educação (ANPEd), 2003, Caxambu. Anais... Caxambu: ANPEd, 2003. 15p. Disponível www.anped.org.br/reunioes/26/.../luciliaaugustalinodepaula.rtf. Acesso em 29 de junho 2010. de em em de PERREIRA, W. A. Concepções de subjetividade em Rogers, Freud e Gendlin: psicoterapia humanista-fenomenológicoexistencial e sabedoria oriental. Revista Sul Americana de Psicologia, v. 2, n. 2, p. 299-324, jul/dez 2014. PERELMAN, C.; OLBRECHTS–TYTECA, L. Tratado da argumentação: a nova retórica. São Paulo: Martins Fontes, 1996. PERRUSI, A. F. de A. Imagem da loucura: representação social da doença mental na psiquiatria. São Paulo: Cortez, 1995. PIAGET, J. O julgamento moral na criança. São Paulo: Mestre Jou, 1977. _____. Estudos sociológicos. Rio de Janeiro: Companhia Editora Forense, 1973. POMBO DE BARROS, C. F.; ARRUDA, A. M. S. Afetos e representações sociais: contribuições de um diálogo transdisciplinar. Psicologia: Teoria e Pesquisa, v. 26, n. 2, p. 351360, abr/jun 2010. PUGET, J. Intersubjetividad: crisis de la representación. Psicoanálisis, Buenos Aires, v. 25, n. 1, p. 1-17, 2003. RESENDE, A. C. A. Subjetividade: novas abordagens de antigas dicotomias. In: 28ª Reunião Anual da Associação Nacional de Pós Graduação e Pesquisa em Educação (ANPEd), 2005, Caxambu. Anais... Caxambu: ANPEd, 2005. 11p. Disponível em www.anped.org.br/reunioes/28/gt20.htm. Acesso em 15 de outubro de 2010. REY, F. G. As representações sociais como produção subjetiva: seu impacto na hipertensão e no câncer. Psicologia: Teoria e prática, São Paulo, v. 8, n. 2, p. 69-85, dez. 2006. _____. Pesquisa qualitativa e subjetividade: Os processos de construção da informação. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2005. _____. Sujeito e subjetividade. São Paulo: Thomson, 2003. _____. A pesquisa qualitativa em Psicologia: caminhos e desafios. São Paulo: Pioneira, 2002. ROHDEN, F. Gênero, sexualidade e raça/etnia: desafios transversais na formação do professor. Cadernos de Pesquisa, São Paulo, v. 39, n. 136, p. 157-174, 2009. ROMANOWSKI, J. P.; ENS, R. T. As pesquisas denominadas do tipo “estado da arte” em educação. Diálogo Educacional, Curitiba, v. 6, n. 19, p.37-50, set./dez. 2006. ROSSETTI-FERREIRA, M. C.; AMORIM, K. S.; SILVA, A. P. S. Uma perspectiva teóricometodológica para análise do desenvolvimento humano e do processo de investigação. Psicologia: Reflexão e Crítica, v. 13, n. 2, p. 281-293, 2000. 95 ROUQUETE, M. L. Representações sociais e práticas sociais: alguns elementos teóricos. In: MOREIRA, A. S. P.; OLIVEIRA, D. C. de (Org). Estudos interdisciplinares de representação social. Goiânia: AB, 1998, p.39-46. RUDIGER, F. R. Literatura de autoajuda e individualismo: contribuições ao estudo da subjetividade na cultura de massa contemporânea. Porto Alegre: Ed. UFRGS, 1996. SÁ, C. P. de. As memórias da memória social. In: SÁ, C. P. de (Org). Memória, imaginário e representações sociais. Rio de Janeiro: Museu da República, 2005, p. 63-86. _____. A construção do objeto de pesquisa em representações sociais. Rio de Janeiro: EdUERJ, 1998. ______. Núcleo central das representações sociais. Petrópolis: Vozes, 1996. _____; SOUTO, S. O.; MÖLLER, R. C. Socialização do saber acadêmico: um estudo sobre a vulgarização do conhecimento científico. Psicologia e Práticas sociais, v. 1, n. 2, p. 23-49, 1993a _____; _____; _____. Socialização do saber acadêmico: um estudo sobre as relações entre as iniciativas de divulgação científica e seus consumidores. Psicologia e Práticas Sociais, v. 1, n. 3, p. 33-45, 1993b. _____; _____; _____. La représentation sociale de la science par dês consommateurs et par dês non-consommateurs de la vulgarisation scientifique. Les Cahiers Internationaux de Psychologie Sociale, n. 29, p. 26-38, 1996. SADER, E. Quando novos personagens entraram em cena. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1988. SALES, E. da M. B. de. Adolescentes, famílias, conceitos de justiça e de auto-respeito. In: 28ª Reunião Anual da Associação Nacional de Pós Graduação e Pesquisa em Educação (ANPEd), 2005, Caxambu. Anais... Caxambu: ANPEd, 2005. 14p. Disponível em www.anped.org.br/reunioes/28/textos/gt20/gt20176int.rtf. Acesso em 21 de julho de 2010. SANCOVSCHI, B. Sobre a noção de representação em S. Moscovici e F. Varela. Psicologia Social, v. 19, n. 2, p. 7-14, 2007. SANTOS, M. de F. S. Representação social e a relação individuo sociedade. Temas em Psicologia, n. 3, p. 133-142, 1994. SANTOS, S. P. Um estudo das representações sociais sobre o trabalho docente dos licenciandos do Curso de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Uberlândia. 168p. 2008. Dissertação (Mestrado em Educação). Universidade Federal de Uberlândia, MG. 2008. SASS, O. Psicologia, tecnologia e educação em Oliveira Vianna e Lourenço Filho. In: 28ª Reunião Anual da Associação Nacional de Pós Graduação e Pesquisa em Educação (ANPEd), 2005,. Caxambu. Anais... Caxambu: ANPEd, 2005. 15p Disponível em www.anped.org.br/reunioes/28/textos/gt20/gt20734int.doc. Acesso em 23 de setembro de 2010. SCHLINDWEIN, L. M. et al. Grupo de Trabalho Psicologia da Educação: uma análise da produção acadêmica 1998-2004. In: 28ª Reunião Anual da Associação Nacional de Pós 96 Graduação e Pesquisa em Educação (ANPEd), 2005, Caxambu. Anais... Caxambu: ANPEd, 2005, 14p. Disponível em www.geppe.ufms.br/textoanped2005.pdf. Acesso em 25 de setembro de 2010. SCHULZE, C. M. N. Representações sociais das teorias da física e do tempo. In: XXVI Congresso Interamericano de Psicologia, 1997, São Paulo. Anais... São Paulo: Sociedade Interamericana de Psicologia, 1997, v. 1, p. 20-20. SEVERINO, A. J. Filosofia. São Paulo: Cortez, 1992. SHIMAMOTO, D. F. As representações sociais dos professores sobre o corpo humano e suas repercussões no ensino de Ciências Naturais. 2004. 233p. Tese (Doutorado em Educação). Faculdade de Educação da Universidade Federal de São Carlos. São Carlos, 2004. SILVA, J. S. Representações sociais da escola noturna: uma construção psicossocial do espaço escolar. 2003. 136 p. Dissertação (Mestrado em Educação). Universidade Federal do Piauí, Teresina, 2003. SOUSA, C. P. et al. de. Estudo psicossocial da escola. In: 27ª Reunião Anual da Associação Nacional de Pós Graduação e Pesquisa em Educação (ANPEd), 2004, Caxambu. Anais... Caxambu: ANPEd, 2004. 18p. Disponível em www.anped.org.br/reunioes/27/gt20/t204.pdf. Acesso em 05 de novembro de 2010. SOUSA, K. C. S. Apreendendo as representações sociais da escola e sua relação com a difusão dos estereótipos étnicos. Cadernos de Pesquisa, São Paulo, v. 16, n. 2, p. 07-16, abr./jul. 2009. SPINK, M. J. P. Psicologia social e saúde: trabalhando com a complexidade. Quaderns de Psicologia, v. 12, n. 1, p. 41-56, 2010. Disponível em http://www.raco.cat/index.php/QuadernsPsicologia/article/viewFile/195769/262551. Acesso em 21 de outubro de 2011. _____. O estudo empírico das representações sociais. In: SPINK, M. J. P. (Org). O conhecimento no cotidiano: as representações sociais na perspectiva da Psicologia Social. São Paulo: Brasiliense, 2004, p. 85-108. _____. A incredulidade frente às metanarrativas. Polissemia e intersubjetividade no debate epistemológico contemporâneo. In: PASSOS, C. (Org.). Fonoaudiologia: recriando seus sentidos. São Paulo: Plexus, 1996, p. 29-43. _____. (Org). O conhecimento no cotidiano. As representações sociais na perspectiva da psicologia social. Rio de Janeiro: Brasiliense, 1995. _____. O conceito de representação social na abordagem psicossocial. Cadernos de Saúde Pública, v. 9, n. 3, p. 300-308, jul/set, 1993. _____; MEDRADO, B. Produção de sentidos no cotidiano: uma abordagem teóricometodológica para análise das práticas discursivas. In: SPINK, M. J. (Org.). Práticas discursivas e produção de sentidos no cotidiano: aproximações teóricas e metodológicas. São Paulo: Cortez, 1999, p. 41-61. SPÓSITO, M. P. Algumas hipóteses sobre as relações entre movimentos sociais, juventude e educação. Revista Brasileira de Educação, n. 13, p. 73-94, jan/abr, 2000. 97 SUGAHARA, L. Y.; SOUSA, C. P. de. A dimensão afetiva nas representações sociais sobre o trabalho docente. In: 33ª Reunião Anual da Associação Nacional de Pós Graduação e Pesquisa em Educação (ANPEd), 2010, Caxambu. Anais... Cxambu: ANPEd, 2010. 15p. Disponível em http://www.anped.org.br/33encontro/app/webroot/files/file/Trabalhos%20em%20PDF/GT206578--Int.pdf. Acesso em 27 de maio de 2011. TEDESCO, J. C. Os Fenômenos de segregação e exclusão social na sociedade do conhecimento. Cadernos de Pesquisa, São Paulo, n. 117, p. 13-28, nov. 2002. _____; FANFANI, E. T. Maestros en América Latina: nuevas perspectivas sobre su formación y desempeño. Santiago de Chile: Preal, San Marino, 2004. Nuevos maestros para nuevos estudiantes, p.67-96. TEIXEIRA, L. C. Sentido subjetivo da exploração sexual para uma adolescente prostituída. In: OZELLA, S. (Org.). Adolescências Construídas: a visão da psicologia sócio-histórica. São Paulo: Cortez, 2003. TIGRE, M. das G. do E. S. Violência na Escola: análise da influência das mudanças socioculturais. In: 26ª Reunião Anual da Associação Nacional de Pós Graduação e Pesquisa em Educação (ANPEd), 2003, Caxambu. Anais... Caxambu: ANPEd, 2003. 19p. Disponível em www.anped.org.br/reunioes/26/trabalhos/mariadasgracastigre.rtf. Acesso em 18 de setembro de 2010. TOURAINE, A. Crítica da modernidade. Petrópolis: Vozes, 1998. _____. La formation du sujet. In: DUBET, F; WIEVIORKA, M. (orgs.). Penser le sujet. Paris: Fayard, 1995. TRAVERSINI, C. S. Autoestima e alfabetização: o que há nessa relação? Cadernos de Pesquisa, São Paulo, v. 39, n. 137, p. 577-595, 2009. TRINDADE, Z. A. Representação social: “modo de conhecer” no cenário da saúde. In: TRINDADE, Z. A.; CAMINO, C. (Org). Cognição social e juízo moral. Rio de Janeiro, Coletâneas da ANPEPP, v. 1, n. 6, p. 45-59, 1996. VALA, J. As representações sociais no quadro dos paradigmas e metáforas da psicologia social. Análise Social, v. xxviii, p. 887-919, 1993. VERGÉS, P. Problémes méthodologiques par les comparaisons internationales de représentations sociales. Palestra apresentada na II Conferencia Internacional sobre representações sociais, Rio de Janeiro, 1995. VIEIRA, C. M.; BARROS, M. N. F. Cidadania: entre o compromisso e a indiferença: desvendando as representações sociais de universitários. Psicologia em Estudo, Maringá, v. 13, n. 3, p. 513-522, jul./set. 2008. VITÓRIA, T. Representações de educadoras sobre as mães e famílias das crianças da creche. Dissertação de Mestrado não-publicada. Curso de Pós-Graduação em Saúde Mental, Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, SP, 1997. VYGOTSKY, L. S. A formação social da mente: o desenvolvimento dos processos piscológicos superiores. São Paulo: Martins Fontes, 2000. WAGNER, W. Sócio-gênese e características das representações sociais. In: MOREIRA, A. S. 98 P.; OLIVEIRA, D. C. de (Org). Estudos interdisciplinares de representação social. Goiânia: AB, 1998, p.03-25. _____.História, memória e senso comum – representações sociais e a interdisciplinaridade. In: MOREIRA, A. S. P. (Org). Representações sociais. Teoria e prática. João Pessoa: Editora Universitária da UFPB, 2001, p.15-29. _____; ELEJABARRIETA, F.; LAHNSTEINER, I. How the sperm dominates the ovum: objectification by metaphor in the social representation of conception. European Journal of Social Psychology, p. 671-688, n. 25, 1995. WAISELFISZ, J. J. Juventude, violência e cidadania: os jovens de Brasília. São Paulo: Cortez, 1998. WALLON, H. A evolução psicológica da criança. Lisboa: Edições 70, 2005. 99 APÊNDICE 1 Tabela 1- Distribuição da produção nacional em que ocorreram as palavras chave subjetividade(s) e representação(ões) social(is). Tipo Ocorrência Educação 116 260 390 22 60 98 Ocorrência Simultânea Educação 0 15 16 135 136 1037 3 6 189 3 6 40 Teses Dissertações Artigos em periódicos GT 14 GT 20 Total Tabela 2- Distribuição de teses em que ocorreram as palavras chave subjetividade(s) e representação(ões) social(is) por ano e por área. Ano 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 Total Sd A C S Psi L E G Z SS MA T D CH H Adm AG Total 2 0 2 1 2 0 0 3 2 3 15 1 0 0 1 2 2 0 1 0 1 8 1 1 4 0 3 3 1 6 3 3 25 0 1 3 0 3 0 2 5 0 2 16 0 3 3 4 1 1 1 2 4 3 22 0 1 0 0 0 1 0 1 0 1 4 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 1 0 1 0 0 0 1 0 0 1 0 3 0 0 1 0 0 0 0 1 0 0 2 0 0 1 0 1 0 0 0 0 0 2 0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 1 0 2 0 1 0 4 0 0 0 0 1 1 1 1 1 1 6 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 0 1 0 0 1 5 8 14 7 14 10 8 24 12 14 116 1 0 0 0 0 0 1 3 0 0 5 Legenda: Sd – Saúde; C – Comunicação; S – Sociologia; Psi – Psicologia; L – Letras; E – Educação; G – Geografia; Z – Zoologia; SS – Serviço Social; MA – Meio Ambiente; T – Tecnológica; D – Direito; CH – Ciências Humanas; H – História; Adm – Administração; AG - Agronomia 100 Tabela 3 - Distribuição de dissertações em que ocorreram as palavras chave subjetividade(s) e representação(ões) social(is) por ano e por área. Ano 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 Total Psi 1 3 6 4 6 7 2 8 7 3 47 Sd 1 4 2 3 2 2 3 5 2 8 32 AV 1 0 0 0 0 0 0 0 1 2 4 Ant 0 0 0 1 0 0 2 1 0 0 4 SS 1 0 1 0 0 0 0 2 0 1 5 T 2 0 0 1 1 0 0 2 1 1 8 F 0 0 0 1 1 0 0 0 1 1 4 C 0 0 0 0 0 2 1 3 3 3 12 G 1 1 0 1 1 1 1 2 2 0 10 MA 0 0 0 1 0 0 0 1 1 0 3 S 1 4 1 0 3 3 0 3 5 6 26 L 1 1 1 4 0 2 3 3 3 6 24 E 0 2 3 7 5 6 10 5 12 10 60 Adm 0 0 1 0 0 2 1 1 2 1 8 D 0 0 1 0 0 0 0 1 0 0 2 H 0 0 1 2 0 1 1 2 1 1 9 O 0 0 0 0 0 0 0 0 1 0 1 Legenda: Psi – Psicologia; Sd – Saúde; AV – Artes Visuais; Ant – Antropologia; SS – Serviço Social; T – Tecnológica; F – Filosofia; C – Comunicação; MA – Meio Ambiente; S – Sociologia; L – Letras E – Educação; Adm – Administração; D – Direito; H – História; O – Oceanografia; EF – Educação Física Tabela 4 – Distribuição das dissertações defendidas no campo da Educação em que ocorreram as palavras chave subjetividade e representações sociais por ano e por universidade. Universidade 2002 UFJF-MG USP-SP UCP-RJ UFMS-RS UNIVALI/SC INIJUÍ–RS UFMS-MS UFU-MG UFF-RJ UBC-SP UNESP-SP UNB-DF PUC-GO Total 1 2003 2004 2005 2006 2008 1 1 2009 1 1 1 1 1 1 1 2 2 1 2 1 1 2 1 1 1 1 5 Total 1 2 1 1 1 1 1 2 1 1 1 1 1 15 *Em 2000, 2001 e 2007 não foram encontradas dissertações segundo o critério estabelecido. EF 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 1 T 9 15 17 25 19 26 24 39 42 44 260 101 Tabela 5 – Dissertações analisadas segundo as categorias empírica e não empírica. Categorias Tema Sujeitos Contexto Metodologia Análise Articulação RS/subjetividade Empírica (5) Sexualidade Docência Superior Vida escolar e processos escolarização Informática educativa Não empírica (1) Contribuições da Psicologia da Educação para a escola de Alunos Professores Equipe técnico-pedagógica Pais Comunidade Ensino Superior (2) Ensino Médio (2) EJA (1) Instituições Públicas de Ensino Instituições Particulares de Ensino Análise documental Observação Questionário Entrevista Teste de Associação Livre de Palavras Estudo de caso Análise de Conteúdo 0 - Produções científicas do GT 20 da ANPEd e na revista publicada pela Associação Brasileira de Psicologia Escolar e Educacional (ABRAPEE) no período de 1999 a 2003 Análise documental Análise de Conteúdo 0 102 Tabela 6 – Dissertações em Educação com ocorrência simultânea das palavras chave subjetividade (s) representação (ões) social (is) entre 2000/2009. COSMO, N. C. As contribuições da Psicologia da Educação para a escola: uma análise das produções científicas da ANPED e da ABRAPEE. 246p. Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Campo Grande, 2006. Resumo: Conhecer a produção científica de uma área do conhecimento pode revelar tanto o acúmulo do que se tem produzido como identificar o que ainda é preciso percorrer para o avanço da área em questão. Uma das formas de se buscar esse conhecimento pode ser através da análise da produção científica disponível nos espaços de socialização dos saberes, como são os eventos científicos e as revistas especializadas. Desta forma, esta pesquisa teve por objetivo identificar a presença de alguns elementos do conhecimento psicológico nas produções científicas sobre escola apresentadas no GT20 - Psicologia da Educação da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (ANPED), e nos artigos publicados na Revista Psicologia Escolar e Educacional, imprensa oficial de divulgação das produções da Associação Brasileira de Psicologia Escolar e Educacional (ABRAPEE), no período de 1999 a 2003. A finalidade foi tornar evidente nessas produções a principal área de referência-Psicologia ou a Educação; os aspectos relacionados ao conhecimento psicológico, em particular, identificar as principais temáticas pesquisadas, as concepções de homem, os conceitos de aprendizagem e de desenvolvimento e as principais abordagens teóricas da Psicologia que subsidiaram essas produções, e alguns elementos formais como, os tipos de instrumentos utilizados para a coleta dos dados; os sujeitos pesquisados; as instituições pesquisadas e a abrangência geográfica em que a pesquisa foi desenvolvida. A pesquisa teve como pressuposto a análise documental, através da seleção, leitura e análise das produções. Inicialmente, foram levantadas todas as produções apresentadas no GT-20 da ANPED e todos os artigos publicados na revista da ABRAPEE do período demarcado pela pesquisa, totalizando 119 produções. Posteriormente, procederam-se as leituras na íntegra dessas produções e selecionadas aquelas que consideravam a escola como foco principal de investigação, o que reuniu um conjunto de 28 produções do GT-20 da ANPEd e 24 artigos da revista da ABRAPEE, perfazendo 52 produções. Em seguida, as 52 produções foram categorizadas, tabuladas e analisadas. Esta Referências ABRIC, J. C. L’ organization interne des representations socials: système central et système periphérique. In: GUIMELLI, C. (Ed). Strutures et transformations des representations sociales. Neuchatel: Delachaux et Nestlié, 1994. _____. L’ approche struturale des representations socials: developments récents. Palestra proferida na IV Conferência Internacional sobre representações sociais realizada na cidade do México em agosto de 1988. ALVES-MAZZOTTI, A. J. O trabalho infanto-juvenil: representações de meninos trabalhadores, seus pais, professores e empregadores. Relatório de Pesquisa CNPq, 1997. _____. Representação de aluno de escola pública no discurso de professores. Trabalho apresentado na 22ª Reunião Anual da ANPEd, GT 20 – Psicologia da Educação. Caxambu, MG, 1999. _____. Fracasso escolar: representações de professores e de alunos repetentes. Trabalho apresentado na 26ª Reunião Anual da ANPEd, GT 20 – Psicologia da Educação. Caxambu, MG, 2003. DUARTE, N. A individualidade para si: contribuição a uma teoria históricosocial da formação do indivíduo. Campinas: Autores associados, 1993. FIGUEIREDO, L. C. M. Matrizes do pensamento psicológico. Petrópolis: Vozes, 1981 _____. Revisitando as psicologias. Da epistemologia à ética das práticas e discursos psicológicos. São Paulo Educ, 1996. FREITAS, M. T. A. Vigotsky e Bakthin. Psicologia da Educação: um intertexto. São Paulo: Ática, 1994. LEONTIEV, A. N. O desenvolvimento do psiquismo. Lisboa: Livors Horizonte: 1978. MOLON, S. I. Subjetividade e constituição do sujeito em Vigostky. São Paulo: Educ, 1999. Campo: Educação Tipo: Não empírica Tema: As contribuições da Psicologia da Educação para escola. Objetivo: identificar a presença de alguns elementos do conhecimento psicológico nas produções científicas sobre escola Sujeitos: Contexto: Produções científicas do GT 20 da ANPEd e na revista publicada pela Associação Brasileira de Psicologia Escolar e Educacional (ABRAPEE) no período de 1999 a 2003, totalizando 119 produções. Metodologia: Análise documental Tipo de Análise: Análise categorial temática (Análise de conteúdo). Resultados: nas produções do GT-20, as temáticas encontradas com maior frequência foram: Educação e subjetividade; desenvolvimento e aprendizagem; práticas pedagógicas; representações sociais; psicólogo na escola; e temas em Psicologia. Já nas produções da revista da ABRAPEE, as temáticas mais frequentes foram desenvolvimento e aprendizagem; temas em psicologia; testes psicológicos; e questões de saúde mental. Com relação às concepções de homem, aos conceitos de aprendizagem e desenvolvimento e às principais abordagens teóricas que sustentaram essas produções, constatou-se que, tanto no GT-20 como na revista, predominaram estudos subsidiados pela concepção interacionista, especialmente, pela abordagem histórico-cultural, dado esse que pode servir como objeto de reflexão e aprofundamento através de novos estudos. Articulação RS/subj: não foi elaborada uma possível articulação entre representações sociais e subjetividade. 103 pesquisa apresentou os seguintes resultados: nas produções do GT-20, as temáticas encontradas com maior frequência foram: Educação e subjetividade; desenvolvimento e aprendizagem; práticas pedagógicas; representações sociais; psicólogo na escola; e temas em Psicologia. Já nas produções da revista da ABRAPEE, as temáticas mais frequentes foram desenvolvimento e aprendizagem; temas em psicologia; testes psicológicos; e questões de saúde mental. Com relação às concepções de homem, aos conceitos de aprendizagem e desenvolvimento e às principais abordagens teóricas que sustentaram essas produções, constatou-se que, tanto no GT-20 como na revista, predominaram estudos subsidiados pela concepção interacionista, especialmente, pela abordagem histórico-cultural, dado esse que pode servir como objeto de reflexão e aprofundamento através de novos estudos. Palavras chave: psicologia, produção científica, escola. MOSCOVICI, S. Representações sociais da psicanálise. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1978. OLIVEIRA,M. K., SOUZA, D. T. R.; REGO, T. C. (Org.). Psicologia, Educação e as temáticas da vida contemporânea. São Paulo: Moderna. 2002. PRATA, M. R. dos S. A produção da subjetividade e as relações de poder na escola. Uma reflexão sobre a sociedade disciplinar na configuração social da atualidade. Trabalho apresentado na 26ª Reunião Anual da ANPEd – GT 20 – Psicologia da Educação, Caxambu, MG, 2003. REGO, T. C. Vigotsky: uma perspectiva histórico-cultural da educação. Petrópolis: Vozes, 1995. educação, _____. Configurações sociais e singularidades. O impacto da escola na Norma Celiane Cosmo. As contribuições da constituição dos sujeitos. In: OLIVEIRA, Psicologia da Educação para a escola: uma M. K.; REGO, T. C.; SOUZA, D. T. R. análise das produções científicas da ANPED (Org). Psicologia, Educação e as e da ABRAPEE - 01/07/2006 temáticas da vida contemporânea. São Paulo: Moderna. 2002. REY, L. F. G. Epistemologia adjetiva e subjetividade. Havana: Editorial Publo y Educación, 1997. SOUZA, E. C. L. Relação professoraluno: subjetividade e objetividade na sala de aula. Trabalho apresentado na 25ª Reunião Anual da ANPEd – GT 20 – Psicologia da Educação, Caxambu, MG, 2002. VIGOTSKY, L. S. A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes, 1991. _____. A construção do pensamento e da linguagem. São Paulo: Martins Fontes, 2001. FLORES, A. M. P. Sexualidade: Referencias representações de professores do Ensino Médio. 127p. Universidade Federal de Santa ALVES-MAZZOTI, A.J. Representações Maria, RS, 2004. sociais: aspectos teóricos e aplicações à Educação. Em aberto, Brasília, ano 14, Resumo: n. 61, jan/mar 1994. Este estudo constitui-se em uma investigação com abordagem qualitativa, que busca, a ARRUDA, A. As representações sociais: partir do olhar dos professores de escolas desafios de pesquisa. Revista de públicas e particulares de ensino médio, Ciências Humanas. Florianópolis: investigar as representações sobre EdUFSC, p. 09-32, 2002. sexualidade que permeiam as instituições educativas na cidade de Santiago, RS, bem BERGER, P. L.; LUCKMANN, T. A como identificar, categorizar e discutir as Construção social da realidade. concepções, ações na prática docente e Petrópolis, Vozes, 1973. Campo: Educação Tipo: Empírica Tema: Sexualidade Objetivo: investigar as representações sociais sobre sexualidade de professores de Ensino Médio. Sujeitos: 12 professores de Ensino Médio de duas escolas públicas e duas privadas da cidade de Santiago no Rio Grande do Sul. Contexto: Escolas públicas e privadas Metodologia: Entrevistas semi estruturadas com professores, diretores, orientadores e supervisores de estágio que foram gravadas e transcritas; observação de atividades cotidianas de professores e alunos. 104 aspirações dos alunos envolvidos nesse ambiente social. As informações obtidas a partir das realidades foram discutidas através da teoria das Representações Sociais e como instrumentos de pesquisa foram utilizadas a entrevista semiestruturada e a observação. A partir da utilização desses recursos, foram elencados conteúdos das entrevistas que nortearam a formação de categorias e a aproximação com representações sociais constituídas pelos grupos. Essas representações passaram, posteriormente, a constituir o foco das discussões, as quais foram fundamentadas pelo referencial teórico, cujas bases estão em autores como: Foucault (1992, 2001, 2002), Freud (l976) Saviani (2001), Nunes (2001), Gomes (2002), Veiga (1997), Guimarães (1995), Stoll (1988). Kupfer (1989), Minayo (2000), entre outros. Este trabalho permitiu verificar as múltiplas idéias e imagens presentes em cada dimensão pesquisada. Segundo os posicionamentos e argumentações dos sujeitos, o tema foi evidenciado, oportunizando novas discussões e reestruturações dos currículos em prol da melhoria nas suas práticas docentes e, consequentemente de processo de formação humanizado. O estudo demonstrou que o tema sexualidade exerce influência sobre cada um dos integrantes de relações sociais, através de suas culturas, histórias de vida e políticas de um contexto, tornando-se, assim, um assunto bastante complexo. Assim, a sexualidade, como uma dimensão da condição humana, exige dos profissionais da área da educação um esforço para gerar situações que possam esclarecer dúvidas ou mesmo orientar a formação integral do educando. Nas entrevistas, os docentes evidenciam preocupação com o tema e reivindicam subsídios que lhes favoreçam esclarecimentos no trato com a sexualidade humana a fim de melhor trabalhar na prática docente. A maioria dos entrevistados relatam as dificuldades encontradas ao trabalhar o assunto, a ausência de conhecimentos recebidos na formação inicial e a inexistência de realização de projetos que permitam ao professor(a) desempenhar, de forma eficiente, o papel profissional e social. Em relação aos educandos, observa-se que há muitas dúvidas sobre sexualidade e dificuldade em falar sobre esse assunto com alguém que lhe deem condições emocionais na busca de uma melhor aprendizagem e da construção do conhecimento. Segundo os entrevistados, as relações interpessoais são condicionantes para um bom desempenho docente e para a facilidade de aprendizado dos alunos(as). A pesquisa nos mostra que, pelo fato de abordar as representações sociais acerca da sexualidade, a subjetividade se revela tanto no professor(a) como no(a) aluno(a), materializando-se nas ações ou Tipo de Análise: Análise categorial temática FOUCAULT, M. História da Resultados: Foi possível perceber o que ela sexualidade I: a vontade de saber. Rio nomeia de sintomas da subjetividade de alunos de Janeiro: Graal, 2001. e professores em diversos momentos: nas entrevistas, conversas, observação, expressões, _____. História da sexualidade II: o gestos, vibração da voz e nos trabalhos uso dos prazeres. Rio de Janeiro: Graal, realizados. 1994. Articulação RS/subj: Não desenvolveu articulações entre subjetividade e _____. História da sexualidade III: o representações sociais. cuidado de si. Rio de Janeiro: Graal, 2002. _____. A microfísica do poder. Rio de Janeiro: Graal, 1992. _____. Vigiar e punir. Rio de Janeiro: Graal, 1993. FREUD, S. Três ensaios para uma teoria sexual. Rio de Janeiro: Imago, 1976. GUARESCHI, P. A.; JOVCHELOVICTH, S. (Org). Textos em representações sociais. Petrópolis: Vozes, 1998. MEAD, M. Sexo e temperamento. São Paulo: Perspectiva, 1979. MINAYO, M. C. de S. O conceito de representações sociais dentro da Sociologia Clássica. In: GUARESCHI, P. A.; JOVCHELOVICTH, S. (Org). Textos em representações sociais. Petrópolis: Vozes, 1998 MOLON, S. I. Subjetividade e constituição do sujeito em Vigostky. São Paulo: Educ, 1999. NUNES, C. A. Desvendando a sexualidade. Campinas: Papirus, 1997. VEIGA, S. G. Subjetividade/sexualidade: uma questão pedagógica. Cadernos de aplicação, Porto Alegre, v. 10, n. 2, jul/dez 1997. 105 atitudes explícitas ou implícitas de ambos. Assim, acentua-se uma cumplicidade no sentido de auxiliar o desenvolvimento da sexualidade dos discentes, possibilita-lhes a formação de diferentes visões de mundo, ajuda-os na resolução de conflitos e permite uma reflexão maior que os conduz a posicionamentos mais seguros. Palavras chave: sexualidade, sexual, práticas docentes. educação Aida Mair Prado Flores. Sexualidade: representações de professores do ensino médio - 01/12/2004 BRITO, T. T. R. A docência no Instituto de Biologia da Universidade Federal de Uberlândia: percorrendo caminhos e encontrando representações. 229p. Universidade Federal de Uberlândia, MG, 2006. Referências BOURDIEU, P. Sociologia. São Paulo: Ática, 1983. CARDOSO, C. F.; MALERBA, J. (Org). Representações: contribuição a um Resumo: debate transdisciplinar. Campinas: Essa pesquisa pretendeu aprofundar as Papirus, 2000. discussões sobre a docência no Ensino Superior, buscando compreender como ela CERTEAU, M. A invenção do vem se estruturando frente às novas cotidiano: artes do fazer. Petrópolis: exigências da Universidade e como vem Vozes, 1994. sendo trabalhada e representada no cotidiano dos professores. O presente estudo teve como _____; GIARD, L. MAYOL, P. A objetivo levantar as representações sobre invenção do cotidiano: morar, cozinhar. docência dos professores do Instituto de Petrópolis: Vozes, 1997. Biologia da Universidade Federal de Uberlândia. Foi ainda intenção da pesquisa: DURKHEIM, E. As forças elementares investigar como essas representações da vida religiosa: o sistema totêmico na impactam na prática docente desses Austrália. São Paulo: Martins Fontes, professores e, como essas práticas interferem 2003. na dinâmica dessas representações; desvelar como se deu a sua formação para a docência; FARR, R. M. As raízes da Psicologia delimitar as atividades entendidas como Social moderna. Petrópolis: Vozes, docência para esses profissionais, bem como 2001. suas afinidades em relação a elas, buscando singularidades para a docência universitária _____. Representações sociais: a teoria e no grupo pesquisado. Para tanto nos valemos sua história. In: GUARESCHI, P. A.; de três perguntas: quem sabe e de onde sabe? JOVCHELOVICTH, S. (Org). Textos O que e como sabe? Sobre o que sabe e com em representações sociais. Petrópolis: que efeitos? Os dados foram coletados por Vozes, 1998, p. 31-59. meio de um questionário aplicado a todos os professores do Instituto e ainda de uma FREUD, S. Some points in a entrevista realizada com oito professores, comparative study of organic and inseridos nas quatro áreas da referida unidade hysterical paralysis. London: Hogarth acadêmica. O referencial Press, 1924. teórico/metodológico selecionado para a condução da pesquisa e análise dos dados foi GILLY, M. Representações sociais no o das Representações Sociais. As campo da Educação. In: JODELET, D. representações encontradas entre os (Org). Representações sociais. Rio de professores são diversificadas, impregnadas Janeiro: EdUERJ, 2001, p. 321-341. de valores e de subjetividade, frutos de uma construção histórica, embebida de GUARESCHI, P. A.; representações culturais, sociais e políticas. JOVCHELOVICTH, S. (Org). Textos Esperamos que esse trabalho contribua para em representações sociais. Petrópolis: as discussões em torno da Universidade, da Vozes, 1998. docência, e da formação de professores para o ensino superior. JODELET, D. (Org). Representações Campo: Educação Tipo: Empírica Tema: Docência no Ensino Superior. Objetivo: compreender como as representações sociais de docência produzidas pelos professores impactam na prática docente e influenciam as atividades de ensino, pesquisa, extensão e administração. Sujeitos: 21 docentes Contexto: Instituto de Biologia da Universidade Federal de Uberlândia Metodologia: Questionário e entrevistas individuais semiestruturadas. Tipo de Análise: Análise Categorial segundo Spink (1995). Resultados: Concepções cristalizadas dos professores acerca da docência são as próprias representações sociais de docência. Articulação RS/subj: Não elabora possíveis articulações entre subjetividade e representações sociais. 106 Palavras chave: representação docência, universidade. sociais. Rio de Janeiro: EdUERJ, 2001, social, p. 321-341. LEFEBVRE, H. La presencia y la Talamira Taita Rodrigues Brito. A docência ausência: contribuición a la teoria de las no Instituto de Biologia da UFU: percorrendo representaciones. Mexico: Fondo de caminhos e encontrando representações. - Cultura Económica, 1983. 01/08/2006 MOSCOVICI, S. Das representações coletivas às representações sociais: elementos para uma história. In: JODELET, D. (Org). Representações sociais. Rio de Janeiro: EdUERJ, 2001, p. 45-66. _____. La pscycanalyse: son image et son public. Paris: PUF, 1961. _____. Representações sociais: investigações em Psicologia Social. Petrópolis: Vozes, 2003. NOVAIS, G. S. O corpo da aprendizagem: um estudo das representações de corpo de professores da pré-escola. 1995. 168p. Dissertação (Mestrado em Educação). Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo. 1995. SCHNITMAN, D. F. (Org). Novos paradigmas, cultura e subjetividade. Porto Alegre: Artes Médicas, 1996. SCHULZE, C. M. N. (Org). Novas contribuições para teorização e pesquisa em representação social. Florianópolis: Coleção ANPEPP, n. 10, 1996. SPINK, M. J. Desvendando as teorias implícitas: uma metodologia de análise das representações sociais. In: GUARESCHI, P. A.; JOVCHELOVICTH, S. (Org). Textos em representações sociais. Petrópolis: Vozes, 1998, p. 117-145. TEVES, N.; RANGEL, M. (Org). Representação social e educação: temas e enfoques contemporâneos de pesquisa. Campinas: Papirus, 1999. SANTOS, S. P. Um estudo das representações sociais sobre o trabalho docente dos licenciandos do Curso de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Uberlândia. 168p. Universidade Federal de Uberlândia, MG. 2008. Referências ABRIC, J. C. A abordagem estrutural das representações sociais. In: MOREIRA, A. S. P.; OLIVEIRA, D. C. (Org). Estudos interdisciplinares de representações sociais. Goiânia: AB, 2000, p. 27-38. Resumo: A presente pesquisa foi desenvolvida no curso de Licenciatura em Ciências _____.Pratiques sociales et Biológicas, da Universidade Federal de représentacions. Paris: PUF, 1994. Uberlândia, e teve como objetivo levantar as representações sobre o trabalho docente dos CARNEIRO, M. H. S. Uma boa aula de Campo: Educação Tipo: Empírica Tema: Trabalho docente. Objetivo: Buscar as representações sociais de trabalho docente elaboradas por alunos do Curso de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Uberlândia Sujeitos: 168 alunos Contexto: Curso de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Uberlândia Metodologia: Questionário e entrevista semiestruturada Tipo de Análise: Análise de Conteúdo 107 licenciandos desse curso. Constituiu-se em uma investigação qualitativa, na qual fizemos uso do referencial teórico-metodológico da Teoria da Representação Social, na perspectiva moscoviciana, que nos possibilitou uma aproximação com a subjetividade dos sujeitos pesquisados, e, portanto acesso às suas representações. Para a construção dos dados fizemos uso de um questionário aplicado a 168 licenciandos, sendo 21 de cada período do curso e, num segundo momento, realizamos uma entrevista semiestruturada com 16 alunos, dois de cada período. Optamos pela mesclagem de dados quantitativos e qualitativos, recurso comumente utilizado para a triangulação de dados, que possibilita uma visão mais completa do fenômeno estudado. Os dados do questionário foram analisados de forma qualitativa, assim como as entrevistas. Os discursos presentes nestas foram tratados com base em Bardin, técnica de análise de conteúdo. As análises mostraram que os licenciandos compartilham dos mesmos referentes representacionais, sobre o trabalho docente, o que pode ser explicado pelas vivências comuns no curso de Biologia da UFU. Destacamos algumas representações encontradas: O trabalho docente é árduo, mas gratificante e revestido de grande importância, embora não seja valorizado; está associado ao ensino e não á pesquisa, sendo o ensino compreendido como transmissão de conteúdo; professores desmotivados, mal preparados, mal remunerados, sem autonomia contribuem negativamente para o processo educativo; alunos desinteressados e despreparados, ausência da família nas atividades escolares, ensino descontextualizado são fatores impeditivos da aprendizagem dos alunos; a interação professor-aluno-escola-famíliacomunidade é essencial para o sucesso da aprendizagem, que não depende apenas de aspectos cognitivos, mas também de aspectos afetivos; a preparação do professor, tanto em relação aos conteúdos específicos como aos conteúdos pedagógicos é fundamental para um bom trabalho docente; os pais veem a profissão docente de forma positiva, enquanto os amigos a veem de forma negativa; optar pelo trabalho docente garante a inserção no mercado de trabalho, por isso, não descartam essa possibilidade, frente às incertezas da carreira de pesquisador. A presente pesquisa não esgota a possibilidade de futuros estudos sobre esta temática. No entanto, esperamos que esse trabalho contribua para as discussões em torno do trabalho docente, nos cursos de formação de professores Palavras chave: trabalho representação social, formação Biologia: um estudo das representações sociais de um grupo de alunos e professores. In: ATAS DO III ENCONTRO NACIONAL EM PESQUISA EM EDUCAÇÃO EM CIÊNCIAS. Atibaia, SP, ABRAPEC, 2001. CD-ROM. COELHO, F. J. F.; FALCÃO, E. B. M. Ensino de Ciências e representação social de morte. In: ATAS DO III ENCONTRO NACIONAL EM PESQUISA EM EDUCAÇÃO EM CIÊNCIAS. Atibaia, SP, ABRAPEC, 2001. CD-ROM. DIEB, M. H. Educação Infantil e formação docente: um estudo das representações sociais. 2004. 166p. Dissertação (Mestrado em Educação). Universidade Federal do Ceará. 2004. DURKHEIM, E. As regras do método sociológico. São Paulo: Editora Nacional, 1982. FARR, R. M. Representações sociais: a teoria e sua história. In: GUARESCHI, P. A.; JOVCHELOVICTH, S. (Org). Textos em representações sociais. Petrópolis: Vozes, 1998, p. 31-59. FLAMENT, C. Estrutura e dinâmica das representações sociais. In: JODELET, D. (Org). Representações sociais. Rio de Janeiro: EdUERJ, 2001, p. 173-186. GUARESCHI, P. A. “Sem dinheiro não há salvação”: ancorando o bem e o mal entre pentencostais. In: GUARESCHI, P. A.; JOVCHELOVICTH, S. (Org). Textos em representações sociais. Petrópolis: Vozes, 1998, p.191-225. JODELET, D. Representações sociais: um domínio em expansão. In: JODELET, D. (Org). Representações sociais. Rio de Janeiro: EdUERJ, 2001, p. 17-44. JOVCHELOVICTH, S. Representações sociais e esfera pública. A construção simbólica dos espaços públicos no Brasil. Petrópolis: Vozes, 2000. _____. Vivendo a vida com os outros: intersubjetividade, espaço público e representações sociais. In: GUARESCHI, P. A.; JOVCHELOVICTH, S. (Org). Textos em representações sociais, Petrópolis: Vozes, 1995, p. 63-85. MADEIRA, M. C.; CARVALHO, M. R. docente, F. O sentido da recusa. Representações sociais da AIDS como caminho à compreensão da dimensão educativa da Resultados: As respostas dos questionários mescladas às das entrevistas formam a representação social de trabalho docente Articulação RS/subj: Não desenvolve articulações entre subjetividade e representações sociais. 108 Sandro Prado Santos. Um estudo das representações sociais sobre o trabalho docente dos licenciandos do curso de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Uberlândia - 01/03/2008 prevenção. In: MADEIRA, M. C.; CARVALHO, M. R. F. (Org). XIII ENCONTRO DE PESQUISA EDUCACIONAL DO NORDESTE: Educação e representações sociais. Natal: EdUFRN, Coleção EPEN, v. 17, 1997, p. 181-191. MARQUES, M. C. P. Representações dos professores de Ciências das últimas séries do Ensino Fundamental das Escolas Estaduais Urbanas no município de Alta Floresta-MT sobre os aspectos inerentes à formação docente. 2003. 214f. Dissertação (Mestrado em Educação). Universidade Federal do Rio Grande do Norte. 2003. MARUJO, L. E. L. As representações sociais sobre a formação e profissionalização docente de professores(as). 2004. 172f. Dissertação (Mestrado em Educação). Universidade Federal do Rio Grande do Norte. 2004. MINAYO, M. C. S. O conceito de representação social dentro da sociologia clássica. In: GUARESCHI, P. A.; JOVCHELOVICTH, S. (Org). Textos em representações sociais, Petrópolis: Vozes, 1995, p. 89-111. MOHR, M.; ROSA, M. L.; BERNHARD, T. Educação ambiental no cotidiano escolar e sua influência sobre as representações sociais estabelecidas por educandos do 3º ano do Ensino Médio sobre meio ambiente e preservação. In: ATAS DO IV ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO EM CIÊNCIAS. Bauru: ABRAPEC, 2003. CDROM. MOSCOVICI, S. A representação social da psicanálise. Rio de Janeiro: Zahar, 1978. _____ Das representações coletivas às representações sociais: elementos para uma história. In: JODELET, D. (Org). Representações sociais. Rio de Janeiro: EdUERJ, 2001, p. 45-66. _____. O fenômeno das representações sociais. In: MOSCOVICI, S. Representações sociais: investigações em psicologia social. Petrópolis: Vozes, 2003, p. 29-109. MOURA, P. D. V. F. de. Ser professora: um estudo em representação social. 2005. 81f. Dissertação (Mestrado em Educação). Universidade Federal de Juiz de Fora. 109 2005. OLIVEIRA, F. O.; WERBA, G. C. Representações sociais. In: STREY, M. N. et al. (Org). Psicologia social contemporânea. Petrópolis: Vozes, 1998, p. 104-117. PEDRA, J. A. Currículo, conhecimento e suas representações sociais. Campinas: Papirus, 1997. PESSOA, L. G. P. As representações sociais de ser professor. 1999. Dissertação (Mestrado em Educação). Universidade Federal do Rio Grande do Norte. 1999. PONCIANO, V. L. O. Representação social de professores sobre a profissão docente. 2001. 134f. Dissertação (Mestrado em Educação). Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. 2001. REIGOTA, M. Meio ambiente e representação social. São Paulo: Cortez, 1998. ROSA, S. V. L. As representações sociais de professores em formação sobre o trabalho docente. 2001. 122f. Dissertação (Mestrado em Educação). Universidade Estadual Paulista Julio de Mesquita Filho. Marília, 2001. SÁ, C. P. de. Núcleo central das representações sociais. Petrópolis: Vozes, 1996. _____. Representações sociais: o conceito e o estado atual da teoria. In: SPINK, M. J. (Org). O conhecimento no cotidiano: as representações sociais na perspectiva da psicologia social. São Paulo: Brasiliense, 2004, p. 19-45. SEDOVIM, W. M. R.; MAGAÇHÃES, L. M. F.; CASTRO, E. M. R. Representação social de manguezal entre professores em uma região estuarina costeira da Amazônia. ATAS DO V ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO EM CIÊNCIAS, Bauru: ABRAPEC, 2005. CDROM. SHIMAMOTO, D. F. As representações sociais dos professores sobre o corpo humano e suas repercussões no ensino de Ciências Naturais. 2004. 233f. Tese (Doutorado em Educação). Universidade Federal de São Carlos. 2004. SOUZA FILHO, E. A. Análise de 110 representações sociais. In: SPINK, M. J. (Org). O conhecimento no cotidiano: as representações sociais na perspectiva da psicologia social. São Paulo: Brasiliense, 2004, p. 109-145. SPINK, M. J. O estudo empírico das representações sociais. In: SPINK, M. J.(Org). O conhecimento no cotidiano: as representações sociais na perspectiva da psicologia social. São Paulo: Brasiliense, 2004, p. 85-108. TALAMONI, A. C. B.; FILHO, C. B. Representações sociais do corpo humano: desafios e implicações para o ensino de Ciências. In: ATAS DO V ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO EM CIÊNCIAS, Bauru: ABRAPEC, 2005. CDROM. VIANA, M. C. S.; CARNEIRO, M. H. S. Representações sociais sobre clonagem. In: ATAS DO V ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO EM CIÊNCIAS, Bauru: ABRAPEC, 2005. CDROM CAMARGO, L. dos S. Concepções de Referências adolescentes sobre a escola: do risco à proteção. 161p. Universidade Estadual ABRIC, J. C. A L'organisation interne Paulista, Presidente Prudente, SP. 2009. des representations sociales: système central et système périphérique. In: Resumo: GUIMELLI, C. H. (Ed). Structures et A presente Dissertação de Mestrado se insere transformations des représentations na Linha de Pesquisa “Processos Formativos, sociales. Lausanne: Delachaux et Niestlé, Diferença e Valores", que tem se preocupado 1994. em realizar estudos interdisciplinares sobre processos formativos históricos, culturais, BOCK, A. M. B.; GONÇALVEZ, M. G. sócioeducativos e psicológicos implicados na M.; FURTADO, O. Psicologia sócioprodução de práticas educativas, e de forma histórica: uma perspectiva crítica em particular, em uma vertente comprometida psicologia. São Paulo: Cortez, 2001. com aspectos da sexualidade infanto-juvenil, desenvolvimento humano e situação de risco BICEGLIA, I. L. Representações pessoal e social, inclusão/exclusão social e sociais de profissionais da Educação escolar nos processos educativos ligada aos Física sobre a Psicologia aplicada ao estudos realizados no LDH – Laboratório de esporte. 2008. 173f. Dissertação Desenvolvimento Humano da FCT/UNESP. (Mestrado em Educação). Faculdade de A pesquisa tem como objeto de estudo as Ciências e Tecnologia da Universidade percepções de adolescentes estudantes de Estadual Paulista. Presidente Prudente, escolas públicas de Presidente Prudente, com 2008. idade entre 14 e 18 anos, têm acerca da escola em que estudam. Considerando os CALIL, M. I. De menino de rua a poucos estudos que relacionem a construção adolescente: análise sóciohistórica de um de mecanismos de resiliência em processo de ressignificação do sujeito. adolescentes com processos escolares, In: OZELLA, S. (Org). Adolescências acreditamos que olhar para a perspectiva do Construídas: a visão da psicologia próprio sujeito em questão se faz necessário sóciohistórica. São Paulo: Cortez, 2003, para compreender a forma como este sujeito p. 137-166. tem atribuído sentidos a estes processos e os impactos causados por eles em sua MARTINEZ, A. M. Trabajo infantil y constituição subjetiva. Estudos como este subjetividad: una perspectiva necesaria. podem contribuir para a reflexão sobre a Revista Estudos em Psicologia, v. 6, n. forma como a escola tem agido na vida dos 2, p. 235– 244, 2001. Campo: Educação Tipo: Empírica Tema: Vida escolar Objetivo: Compreender os sentidos atribuídos à vida escolar e processos de escolarização por estudantes de escolas públicas. Sujeitos: 436 alunos com idade entre 14 e 18 anos que se encontravam em situação de risco. Contexto: Escolas públicas Metodologia: Teste ALP e entrevistas não diretivas Tipo de Análise: Análise de Conteúdo Resultados: Aspectos negativos e positivos da escola que se referem a relacionamentos, processo ensino-aprendizagem, perspectivas de futuro, e ambiente escolar mais frequentes. Escola é um espaço onde risco e proteção têm fronteiras tênues. A tarefa do educador revestese de uma enorme importância em nível da subjetividade. Articulação RS/subj: não traça articulações entre subjetividade e representações sociais. 111 adolescentes, especialmente aqueles que vivem expostos a situações adversas, e pensar nesta instituição enquanto um espaço propício para o desenvolvimento de processos de resiliência nestes indivíduos. Foram enfatizados os aspectos relacionados às experiências e relacionamentos vivenciados entre os adolescentes e os profissionais da escola, bem como entre eles e seus pares; suas percepções e sentimentos com relação ao seu rendimento escolar; as expectativas depositadas na escola e nos estudos relativamente aos seus projetos de vida e suas percepções acerca do ambiente escolar. Foram utilizados alguns referenciais teóricos sobre adolescência e subjetividade, ligados a abordagens sócioculturais e históricas, bem como estudos sobre resiliência, risco e proteção, para interpretar as variadas formas de compreender e sentir as experiências vivenciadas no ambiente escolar. Os procedimentos metodológicos relacionam-se, essencialmente, à abordagem qualitativa, sendo os instrumentos básicos para coleta de dados: um pequeno questionário com questões de identificação pessoal e uma de livre associação; registros em caderno de campo e entrevistas semiestruturadas. Na primeira fase da pesquisa, 436 adolescentes responderam ao questionário cujos dados foram inseridos no software EVOC, que nos ofereceu uma primeira visão das representações dos adolescentes sobre a escola, por meio de palavras evocadas. Porém, foram os resultados das entrevistas realizadas com oito adolescentes, na segunda fase, que possibilitaram um conhecimento mais profundo das percepções e sentimentos dos jovens e confirmaram os estudos realizados acerca da dinamicidade do que vem a ser risco e proteção, pois muitas experiências vivenciadas pelos adolescentes tiveram impactos e significados diferentes em sua constituição subjetiva. Foi possível compreender, a partir das falas dos adolescentes, que mais do que os recursos materiais e tecnológicos disponíveis na escola, são os aspectos relacionais que podem configurar a escola enquanto favorecedora, ou não, da construção de resiliência. Desse modo, não se pode afirmar que as escolas apresentam apenas características de risco ou de proteção, mas sim, que transitam entre risco e a proteção, favorecendo em alguns momentos, e prejudicando em outros, a construção de processos de resiliência nos adolescentes entrevistados. Palavras chave: escola, risco, proteção Luciene dos Santos Camargo. Concepções de adolescentes sobre a escola: do risco à proteção - 01/03/2009 SÁ, C. P. de. Núcleo central das representações sociais. Petrópolis: Vozes, 1996. _____. A construção do objeto de pesquisa em representações sociais. Rio de Janeiro: EdUERJ, 1998. SALLES. L. M. F. A representação social do adolescente e da adolescência: um estudo em escolas públicas. Cadernos de Pesquisa, São Paulo, n. 94, p 25–33, ago. 1995. 112 ARAÚJO, R. H. P. de. Informática Referências educativa a favor da gestão democrática. 133p. Universidade de Brasília, DF. 2009. BERGER, P.; LUCKMANN, T. A construção social da realidade: tratado Resumo: de sociologia do conhecimento. A presente dissertação de mestrado estudou a Petrópolis: Vozes, 2002. relevância da informática educativa, amparada por uma concepção pedagógica FREIRE, P. Pedagogia da autonomia. crítica, na promoção da gestão democrática Saberes necessários à prática educativa. de uma escola pública da periferia de Brasília Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1997. beneficiária do PROINFO/MEC. Apesar de uma escassa literatura versando sobre o tema, _____. Pedagogia da esperança: um o estudo se mostrou relevante porque os reencontro com a pedagogia do teóricos sobre a gestão democrática citam oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, requisitos para sua efetivação condizentes 1992. com as potencialidades da educação tecnológica. Mas é através de uma pedagogia _____. Ação cultural para a liberdade. crítica que se direciona a informática Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1981. educativa para fins distintos dos produtivos no contexto capitalista. O estudo busca _____. Educação e mudança. Rio de encontrar justificativas para ações Janeiro: Paz e Terra, 1981. educacionais acríticas e descompromissadas com aspectos socioeconômicos dos _____. Pedagogia do oprimido. Rio de educandos, nas raízes históricas da filosofia Janeiro: Paz e Terra, 1970. da técnica e dos eventos marcantes ligados ao uso de microcomputadores nas escolas. _____. Educação como prática da Como a leitura social adotada é a da liberdade. Rio de Janeiro: Paz e Terra, estratificação social, o autor optou por 1967. defender a classe trabalhadora. Para tal, retoma também o estudo dos teóricos da LAPASSADE, G. As microssociologias. Escola de Frankfurt, para formular uma Paris: Antropos, 2005. sólida hipótese sobre a relação entre as três temáticas inicialmente referendadas e a MACDOWELL, J. A. A busca do possibilidade de transformação da realidade sentido de ser. São Leopoldo: de dominação vigente. O objetivo visado é a UNISINOS, 2006. emancipação humana, considerada resultado de processos efetivamente democráticos, o MARTIN-BARBÉRO, J. Dos meios às que revela a relevância da gestão medicações: comunicação, cultura, democrática – exercitar, no contexto escolar, hegemonia. Rio de Janeiro: EdUFRJ, a negociação democrática e promover a 2006. pluralidade e o bem comum. A pesquisa, em âmbito empírico, se concentrou em realizar um estudo de caso em uma escola da periferia de Brasília, através de uma pesquisa predominantemente qualitativa, com nível de pesquisa exploratória e delineamento experimental. A metodologia utilizada se baseou na filosofia do Materialismo Histórico e no método do Materialismo Dialético. Através da técnica da triangulação de dados foi possível associar o rol de aspectos materiais e espirituais com a prática social. A coesão da multiplicidade de instrumentos de coleta de dados se deu pelo estudo das representações sociais suposta por Thomas Luckman e Peter Berger, que analisam a realidade como um constructo social. O estudo teve como categorias máximas a serem analisadas a subjetividade e objetividade dos indivíduos estudados. A análise demonstrou que a informática educativa, nas pontuais experiências em que se associou a processos pedagógicos críticos, revelou intensa potencialidade na promoção de conhecimentos relevantes às classes Campo: Educação Tipo: Empírica Tema: Informática educativa Objetivo: Verificar a relevância da Informática Educativa na promoção da gestão democrática de uma escola pública Sujeitos: Professores, alunos e comunidade escolar (pais de alunos e moradores da localidade) Contexto: Escola pública da periferia de Brasília, beneficiária do Programa Nacional de Tecnologia Educacional (PROINFO) Metodologia: estudo de caso (questionários; entrevistas semi estruturadas com gestores, funcionários de apoio técnico, professores, alunos e comunidade escolar; observações no espaço escolar; análise documental; portal na internet) Tipo de Análise: Análise categorial temática Resultados: não há relação entre Informática Educativa e gestão democrática escolar, sendo a disciplina entendida por todos os envolvidos como um requisito para preparar o aluno para o “mercado de trabalho com um mínimo de conhecimento operacional dos dispositivos operacionais” (ARAÚJO, 2009, p. 105). Porém, considera que a Informática Educativa sustentada por uma Pedagogia Crítica, pode contribuir para uma gestão democrática atendendo a interesses colaborativos e promovendo a emancipação humana. Articulação RS/subj: Não procurou articular subjetividade e representações sociais. 113 sociais dos estudantes e na ênfase ao caráter mais colaborativo e dialógico entre grupos de interesses distintos, elementos que promovem, também, o processo de gestão democrática da escola. No entanto, a instituição estudada, por legitimar hábitos vindos de fora da realidade social da escola (normas da Secretaria de Educação, desejos autocráticos da direção ou imposições ideológicas do mercado de trabalho), acaba sufocando a subjetividade dos educandos e excluindo a comunidade escolar dos processos gerenciais e pedagógicos. A informática educativa serve aos interesses da unidimensionalização do homem e na exaltação pela instrumentalidade separada da capacidade transformadora humana intrínseca a sua essência. A pedagogia não atinge níveis críticos e se resume a processos miméticos replicadores da realidade de dominação. Palavras chave: informática educativa, gestão democrática, pedagogia critica Romes Heriberto Pires de Araújo. Informática educativa em favor da gestão democrática - 01/12/2009 114 Tabela 7 – Quantidade de artigos em que ocorreram simultaneamente as palavras chave subjetividade(s) e representação (ões) social (is) publicados nos 15 periódicos quanto ao local de publicação, área de avaliação, estrato por ano de publicação. Revista Psicologia em revista (UFMG/MG) – B2 (Psi) Revista Brasileira de Educação (ANPEd/SP) – A1 (Edu) Cadernos de Pesquisa (FCC/SP) – A1(Edu) B1(Psi) Caderno CEDES (UNICAMP, Campinas/SP) - A2(Edu) B1 (Psi) Estudos de Psicologia (PUCCAMP, Campinas/SP) – A2 (Edu, Psi) Estudos de Psicologia (UFRN, RN) - A2 (Edu, Psi) Estudos de Sociologia (UNESP, Araraquara/SP) – B2 (Soc, Edu) Psicologia (USP/SP) – B2 (Edu, Psi, Soc) Psicologia: Reflexão e Crítica (UFRGRS/RS) – A1/ (Edu, Psi) – A2 (Soc) Psicologia: Teoria e Pesquisa (UnB/Brasília) – A2 (Edu, Psi) Psicologia Teoria e Prática (Mackenzie/SP) – B1 (Edu, Psi) Psicologia e Sociedade (ABRAPSO) – A2 (Edu, Psi) - B1/(Soc) Psicologia em Estudo (U. Estadual de Maringá/PR) – A2 (Edu, Psi) B1(Soc) Tempo Social (USP/SP) – A2 (Soc) – A2(Edu) Teoria e Sociedade (UFMG/MG) – B4 (Psi, Soc) Total 2000 (T/S) 2001 (T/S) 2002 (T/S) 2003 (T/S) 2004 (T/S) 2005 (T/S) 2006 (T/S) 2007 (T/S) 2008 (T/S) 2009 (T/S) 2010 (T/S) Totais (T/S) 0 0 5/1 2/0 4/0 4/0 2/1 3/0 4/1 4/0 2/0 30/3 1/1 1/1 0/0 1/1 1/0 1/0 1/0 2/1 2/1 1/0 1/0 12/5 1/0 5/1 5/3 3/1 2/0 2/0 2/0 2/1 2/0 5/3 4/1 33/10 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1/0 1/1 4/0 7/2 6/1 5/3 2/1 4/2 4/1 34/11 1/1 4/1 4/1 6/2 7/3 2/0 2/0 3/0 2/0 4/0 1/1 36/9 1/0 1/0 2/0 1/0 0/0 1/1 2/0 0/0 1/0 0/0 1/1 10/2 2/2 4/0 1/0 5/0 3/1 1/0 0/0 1/0 4/1 5/0 4/0 30/4 5/3 1/0 5/0 3/1 4/0 4/0 6/3 1/0 5/0 0/0 1/0 35/7 1/0 1/0 4/0 3/0 0/0 3/0 3/1 5/3 5/0 8/2 10/3 43/9 0/0 1/1 2/0 0/0 5/2 2/0 1/1 2/1 2/0 3/2 0/0 18/7 0/0 0/0 2/2 2/0 2/1 4/3 4/2 7/3 4/1 3/2 8/4 36/18 0/0 1/0 2/0 6/0 3/1 4/1 8/1 10/3 14/2 15/2 4/0 67/10 0/0 2/1 0 0 0 1/1 0 0 0 1/1 0 4/3 0 0 1/0 0 0 0 0 1/0 0 0 0 2/0 12/7 21/5 34/7 33/6 35/9 36/8 37/10 42/15 47/7 53/14 40/11 390/98 T = total de publicações em que ocorreram as palavras chave subjetividade e representação social S = total de publicações em que ocorreram as palavras chave subjetividade e representação social simultaneamente. 115 Tabela 8 – Quantidade de artigos publicados nos 15 periódicos em que as palavras chaves subjetividade e representação social ocorreram simultaneamente quanto a universidade do autor principal, estado, região por ano de publicação. REGIÃO 2000 2001 USP 5 USP 2 PUCSP 1 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 USP 1 PUCSP 1 UNICAMP 1 PUCSP 1 PUCSP 2 2010 T USP 3 PUCSP 1 11 1 PUCCam 1 FCC 1 UNESP 1 PUCCam 1 UECam 1 PUCCam 1 3 1 1 UNESP 1 UNIFESP 1 UNESP 1 UNESP 1 UNESP 2 SMarcos 1 2 CU SFra 1 ENSP 1 UFRJ 1 UFRJ 2 UERJ 1 UFRJ 1 UERJ 1 UERJ 2 UFRJ 1 1 UERJ 2 6 1 PUCRJ 1 PUCRJ 1 2 UVA 1 1 UFMG 1 1 PUCMG 1 PUCMG 1 2 UFU 1 UFES 1 1 1 UFRN 1 UFRN 1 3 1 NE 15 UFPE 1 UFPE 1 UFPE 1 UFPE 1 4 PUCPE 1 1 UNIFOR 1 UNIFOR 1 UFPB 1 UFSC 1 UFSC 2 UNISINOS 1 UECE 1 UFPB 1 UFSC 1 UFPB 1 UFSC 2 UNISINOS 1 2 1 3 UFSC 1 7 2 UFRGS 1 SUL 1 5 UFF 1 UFRN 1 UFBA 1 6 1 SMarcos 1 SE 54 6 UFRGS 3 PUCRS 1 4 1 116 19 Tuiuti 1 1 UCOeste 1 UEL 1 1 1 UPCat 1 1 Caxias do Sul 1 1 UnB 1 UnB 1 UCDF 1 C0 9 UnB 2 UnB 1 5 1 CUDF 1 1 UCGO 1 1 N 1 TOTAL 7 5 7 6 8 8 10 15 7 UFMS 1 1 UFMA 1 1 14 11 98 117 Tabela 9 – Relação de temas dos 98 artigos publicados em que ocorreram as palavras chaves subjetividade e representação social simultaneamente nos 15 periódicos por ano. TEMA 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 T 2 0 3 0 1 1 2 0 0 0 0 0 1 0 1 0 1 0 4 1 1 0 16 2 3 0 1 0 0 0 0 0 3 0 1 0 4 1 6 1 4 0 2 1 3 0 27 3 0 0 0 1 0 0 1 0 0 0 0 2 0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 1 4 0 1 0 0 0 2 0 0 0 1 0 1 0 1 0 0 0 0 0 0 1 1 1 7 1 0 2 1 3 1 1 3 1 4 3 20 0 0 1 1 1 1 2 1 1 1 1 10 0 0 0 7 0 0 0 5 0 0 0 7 0 0 1 6 0 0 0 8 1 0 1 8 0 0 0 10 0 0 2 15 0 0 0 7 1 0 0 14 1 0 0 11 3 0 4 98 ANO Educação Comunicação e Mídia Saúde Política e Cidadania Meio Ambiente Memória, História e Cultura Religiosidade Violência e Exclusão Diálogos Teóricometodológicos Gênero e sexualidade Trabalho Etnia/raça Outros Total 118 Tabela 10 – Artigos analisados segundo as categorias empírico e não empírico. Categorias Tema Sujeitos Contexto Empírico (11) Não empírico (5) Processos de desenvolvimento humano e a educação de crianças pequenas Limites no desenvolvimento infantil Violência intrafamiliar contra crianças e adolescentes Educação Ambiental Etnia Trabalho Práticas formativas Avaliação de universidades Cidadania e participação social Alunos Alunos trabalhadores Professores Bebês Mães Dirigentes Instituições públicas de Ensino Instituições particulares de Ensino Seminário Católico Fábrica Educação Infantil Ensino Fundamental Ensino Médio Ensino Superior Expansão e democratização do ensino público Parâmetros Curriculares Nacionais e a Constituinte Escolar do Rio Grande do Sul Prática de alfabetização Gênero Profissão docente Observação Metodologia Segmentos juvenis Jovens e adultos analfabetos Professores Alunos Movimentos sociais e educação/formas de ação coletiva Educação Popular Programa Alfabetização Solidária Curso de formação a distância de profissionais de educação Pesquisas recentes sobre o trabalho de professores da educação básica no país e a sua formação nos cursos de licenciatura e pedagogia Análise documental Análise documental Questionários Entrevistas ALP Grupo focal Gravação em vídeo Etnografia Estudo de Caso Indução de metáfora Análise Articulação RS/subjetividade Análise de conteúdo Programas computacionais (Alceste, EVOC e QSR NUD* IST®) 0 Análise retórica Análise de discurso 0 119 Tabela 11 – Relação de artigos publicados em periódico em que ocorreram as palavras chaves subjetividade e representação social simultaneamente no campo da Educação. SPOSITO, M. P. - Algumas hipóteses sobre as relações entre movimentos sociais, juventude e educação. Revista Brasileira de Educação, n. 13, p. 73-94, Jan/Fev/Mar/Abr, 2000. USP Sem resumo. Em 1977, Lúcio Kowarick publica no jornal Folha de S. Paulo o artigo “O mito da sociedade amorfa e a questão da democracia”, examinando os pressupostos autoritários e elitistas que orientavam as afirmações recorrentes sobre a passividade das classes populares e o caráter gelatinoso da sociedade civil [...] Sem palavras-chave [PDF] Algumas hipóteses sobre as relações entre movimentos sociais, juventude e PTE educação Referências BLUMER, H. Comportamento coletivo. In: LEE, A. M. (Org.). Princípios de sociologia. São Paulo, Herder, 1962. DAYRELL, J. (Org.). Múltiplos olhares sobre educação e cultura. Belo Horizonte, Editora da UFMG, 1996. DUBET, F.; WIEVIORKA, M. (Org.). Penser le sujet. Paris, Fayard, 1995. CASTELLS, M. El poder de la identidad: la era de la información. Buenos Aires, Alianza Editorial, 1999. GONÇALVES, L. A. de O. Le mouvementnoir au Brésil: représentation sociale et action historique. Paris: EHESS, Tese de Doutorado. 1994. _____. Os movimentos negros no Brasil: construindo atores sociopolíticos. Revista Brasileira de Educação, n. 9, São Paulo, ANPEd, set./dez. 1998. NAKANO, M. Jovens, vida associativa e subjetividade: um estudo dos jovens do Jardim Oratório. São Paulo, FEUSP, Dissertação de Mestrado, 1995. Campo: Educação Tipo: Não empírico Tema: Expansão e democratização do ensino público e a presença popular Sujeitos: Segmentos juvenis Contexto: Movimentos sociais e educação/formas de ação coletiva Articulação RS/subj: considera que há representações enraizadas no pensamento conservador na sociedade brasileira; há exacerbação da esfera íntima e de natureza individualista. A crise de compreensão da participação estudantil gerou RS que se constituíram como modelos de ação coletiva. Cita pesquisa feita sobre subjetividades conservadoras. Aponta práticas coletivas entre jovens, inclusive redes sociais. Considera que o consumo cultural propicia a construção de identidades juvenis, identidades individuais e coletivas. Define três eixos de fenômenos coletivos: música (funk e rap), construção de pautas de significados alternativos às interpretações dominantes (resgate da importância da palavra), ação voluntária e práticas de solidariedade). Cita o tempo objetivo e o tempo da experiência subjetiva. Trocas sociais propiciam a construção de identidades comuns, de sentimentos de pertença e de canais de expressividade; forma de pertencimento que se torna dominante: Tanto a dimensão coletiva como a individual se integram em uma mesma configuração que incide sobre as individualidades, pois o ator coletivo e o sujeito se constroem juntos (TOURAINE, 1997). TOURAINE, A. La formation du sujet. In: DUBET, F; WIEVIORKA, M. (orgs.). Penser le sujet. Paris, Fayard, 1995. ROSSETTI-FERREIRA, M. C.; AMORIM, K. S.; SILVA, A. P. S. - Uma perspectiva teóricometodológica para análise do desenvolvimento humano e do processo de investigação. Psicologia: Reflexão e Crítica, Porto Alegre, v. 13, n. 2, p. 281293, 2000. Referências USP Resumo: É apresentada uma perspectiva teórico-metodológica, que propõe uma rede de significações, de configuração semiótica, para compreender o desenvolvimento humano. Esta rede estrutura um "meio" que, a cada momento e situação, captura e recorta o fluxo de comportamentos das pessoas, tornando-os significativos naquele contexto. Constitui, assim, um importante mediador de seu desenvolvimento na situação interativa. Pessoas e redes de ______. O discurso como produção de sentidos. In: NASCIMENTO-SCHULZE, C. (Org.) Novas contribuições para a teorização e pesquisa em representação social, p. 37-46. Coletâneas da ANPEPP. Florianópolis, UFSC, 1996. SPINK, M. J. A incredulidade frente às metanarrativas. Polissemia e intersubjetividade no debate epistemológico contemporâneo. In: PASSOS, C. (Org.). Fonoaudiologia: Recriando seus sentidos. Interfaces, p. 2943. São Paulo, Plexus, 1996. VYGOTSKY, L. S. A formação social da mente. São Paulo, Martins Fontes, 1991. _____ . Pensamento e linguagem. São Paulo, Martins Fontes, 1993 VITÓRIA, T. Representações de educadoras sobre as mães e famílias das crianças da creche. Dissertação de Campo: Educação Tipo: Empírica Tema: Processos de desenvolvimento humano e a educação de crianças pequenas em espaços coletivos (creche e pré-escola de horário integral) Sujeitos: 26 bebês (quatro a dezoito meses), em uma creche universitária (USP - Ribeirão Preto), a partir de março de 1994; equipe técnica; mães Contexto: Integração do bebê, de sua família e da educadora, por ocasião do ingresso das crianças na creche. Pesquisa Processos de adaptação de bebês na creche inserido no Projeto Temático Análise do desenvolvimento humano enquanto uma construção através de uma rede dinâmica de significações. Metodologia: Entrevistas com as educadoras e profissionais da equipe técnica ligadas ao berçário da creche e, também, com mães das crianças; gravação em vídeo dos três primeiros meses de frequência das crianças no novo ambiente; e fichas de observação de saúde e de comportamento. Tipo de Análise: Três elementos da situação empírica: Componentes individuais, Campos interativos e Cenários. Em cada um dos elementos acima especificados foram identificados quem participou da situação; quando, como e onde as interações ocorriam; as concepções e representações sociais dominantes; e, 120 significações sofrem mútuas e Mestrado não-publicada. Curso de Póscontínuas transformações, Graduação em Saúde Mental, Universidade canalizadas por características de São Paulo, Ribeirão Preto, SP, 1997. físicas e sociais do contexto, numa dinâmica segmentação e combinação de fragmentos de formações discursivas e ideológicas, experiências passadas, percepções presentes e expectativas futuras. Com essa perspectiva, busca-se apreender processos de co-construção e mútuas transformações dos sujeitos em determinadas situações, abarcando interações, contextos, papéis atribuídos e assumidos pelos participantes e significados culturais que canalizam o desenvolvimento das pessoas e situações. Inicialmente elaborada para o estudo da inserção de bebês em creche, essa perspectiva é proposta para análise de situações variadas. Palavras-chave: desenvolvimento humano, rede de significações, interações sociais, creche. Uma perspectiva teóricometodológica para análise do desenvolvimento humano e do processo de investigação scielo.br as relações afetivas. Este conjunto encontra-se imerso, mergulhado, significado e transformado por um contexto histórico e cultural (interdiscurso), denominado matriz sóciohistórica. Resultados: A consciência individual é formada pela impregnação da pessoa pelo conteúdo semiótico historicamente criado por grupos sociais organizados, com os quais se relaciona. Os signos em geral, e a linguagem dentre eles, são apropriados através da interação com parceiros diversos – cada um com recursos sóciohistóricos de ação e nível de desenvolvimento diferentes – em práticas sociais diversas, onde os indivíduos confrontam os significados que atribuem às situações e às suas próprias ações. O comportamento é, portanto, um fluxo contínuo, recortado, interpretado, significado pelo contexto, pelas próprias ações, pelas ações do outro e pela situação, sendo continuamente constituído e transformado, ao mesmo tempo que constitui o outro e a situação. Nesse processo, ocorre uma contínua transformação da rede de significações, enquanto constituem-se, reciprocamente, a subjetividade e os conhecimentos de cada indivíduo. Articulação RS/subj: Tomam pressupostos de Vygotsky e Wallon e definem desenvolvimento humano como “um processo que se dá do nascimento à morte, dentro de ambientes culturalmente organizados e socialmente regulados, através de interações estabelecidas com parceiros, nas quais cada pessoa (adulto ou criança) desempenha um papel ativo. [...] As relações sociais que se criam são continuamente coconstruídas a partir de interações, isto é, de ações partilhadas e interdependentes que são estabelecidas entre as pessoas”. Apresentam o conceito de Rede de Significações, que “possibilita não só os processos de construção de sentido em uma dada situação interativa, como os processos de desenvolvimento”. Entendem que “numa interação dado o confronto de ações, emoções, motivações e significações dos diferentes participantes, o desenvolvimento se faz através de conflitos e crises, onde a contradição revela-se como parte integrante e fundamental no processo de constituição das pessoas e das situações. Assim, simultaneamente, pessoas e rede de significações são contínua e mutuamente transformadas e reestruturadas, canalizadas pelas características físicas, sociais e temporais do contexto no qual as interações ocorrem. Estas características temporais vêm sendo definidas, por nós, a partir de quatro tempos interligados”: o tempo presente ou microgenético - constitui o nível dialógico das práticas discursivas intersubjetivas; o tempo vivido ou ontogenético - é o território das disposições adquiridas resultantes da afiliação a grupos sociais específicos e a linguagens sociais múltiplas; o tempo histórico ou cultural - é o lócus do imaginário cultural; baseiam-se na proposição de Spink (1996), e o quarto tempo o de orientação futura, o tempo prospectivo, ou orientado para o futuro é baseado nos outros três tempos. Esses quatro tempos encontram-se dinamicamente interrelacionados, uns sustentando e transformando os outros. Para elas, “a característica humana básica é a imersão da pessoa em um mundo simbólico, em um processo social contínuo de construção de significados e de si próprio enquanto pessoa. O processo de desenvolvimento se dá através 121 da dinâmica segmentação e unificação de fragmentos de experiências passadas, percepções do momento presente e projeção de perspectivas futuras. E, ainda, esse processo se faz através da articulação entre a imitação de modelos (fusão, repetição de ações) e o confronto entre eles (diferenciação, criação), interligados às necessidades, aos sentidos e às representações de cada pessoa”. Consideram que seu foco principal se situa no trabalho com a produção de significações em situações específicas de interação, e objetiva apreender os papéis e contra-papéis reciprocamente atribuídos às e assumidos pelas pessoas, no aqui-e-agora da situação. Alguns destes significados podem ser coletivos, como aqueles produzidos no longo tempo histórico (é o caso das representações sociais, por exemplo). OLIVEIRA, D. C. de; SÁ, C. P. de; FISCHER, F. M.; MARTINS, I. S.; TEIXEIRA, L. R. Futuro e liberdade: o trabalho e a instituição escolar nas representações sociais de adolescentes. Estudos de Psicologia, Natal, v. 6, n. 2, p. 245-258, 2001. USP Resumo: Este estudo objetivou a análise das relações estabelecidas entre o trabalho do adolescente e o processo de escolarização, em duas cidades de São Paulo, apoiado na teoria das representações sociais. Foram pesquisados 778 adolescentes, trabalhadores e não trabalhadores, com idades entre 11 e 18 anos, que frequentavam as escolas públicas das localidades, no período de 1998 a 2000. Foram realizados 18 grupos focais e a coleta de evocações livres. Para a análise de conteúdo dos grupos focais foi utilizado o software ALCESTE 4.5; as evocações livres foram analisadas a partir da teoria do núcleo central. Os resultados indicam que a relação trabalhoescola está estruturada numa relação de contradição entre as dimensões moral, de saber e das consequências do trabalho, permeadas pela possibilidade e pela impossibilidade de futuro. Como conclusão observou-se que, apesar do trabalho representar um risco para a escolarização, este é legitimado pelas representações dos próprios jovens, ora justificando-o, ora legitimando-o. Palavras-chave: subjetividade, trabalho infantil, enfoque históricocultural, desenvolvimento infantil. [HTML] Future and freedom: the work and the school institution in Referências ABRIC, J. C. Coopération, compétition et représentations sociales. Cousset, DelVaL, 1987. _____ Pratiques sociales représentations. Paris, PUF, 1994. et BOURDIEU, P. Un progrès de la réflexivité. Préface. In: DOISE, W.; CLEMENCE, A; LORENZI-CIOLDI, F. (Org.). Représentations sociales et analyses de données, p. 02-03. Grenoble, PUG, 1992. DE ROSA, A. S. Sur l’usage des associations libres pour l’étude dês représentations sociales de la maladie mentale. Conexions, v. 1, n. 51, p. 27-50, 1988. DEGENNE, A. Présentation de l’analyse de similitude. Information et Science Humaine, v. 15, n. 67, p. 07-26, 1985. ______; VERGÈS, P. Introduction à l’analyse de similitude. Revue Française de Sociologie, v. 14, n. 4, p. 471-521, 1973 DI GIACOMO, J. P. Aspects méthodologiques de l’analyse dês représentations sociales. Cahier Psychologie Cognitive, n. 1, p. 397-422, 1981. DOISE, W.; CLEMENCE, A; LORENZICIOLDI, F. (Org.). Représentations sociales et analyses de données Grenoble: PUG, 1992. FLAMENT, C. L’analyse de similitude: une technique pour les recherches sur les représentations sociales. Cahier Psychologie Cognitive, v. 1, n. 4, p. 37595, 1981. ______. Aspects péripheriques des représentations sociales. In: GUIMELLI, Campo: Educação Tipo: Empírica Tema: Trabalho e escola Sujeitos: 778 adolescentes trabalhadores e não trabalhadores com idades entre 11 e 18 anos estudantes de 5ª a 8ª série do ensino fundamental e de 1ª a 3ª série do ensino médio, inseridos nas escolas dos municípios de Monteiro Lobato e Santo Antônio do Pinhal - São Paulo. Contexto: Relação trabalho-escola Metodologia: aplicado ALP sendo temas indutores: “estudar”, “trabalhar e estudar”, “trabalho”, “criança que trabalha” e realizados 18 grupos focais organizados em função das faixas etárias de 11 a 14 anos e 15 a 18 anos contando com 10 participantes por grupo, e direcionados para a discussão do tema “A escola, o trabalho e o futuro”. Tipo de Análise: Alceste para grupos focais (conteúdo da RS) e EVOC para ALP. Resultados: Os resultados indicam que a relação trabalho-escola está estruturada numa relação de contradição entre as dimensões moral, de saber e das consequências do trabalho, permeadas pela possibilidade e pela impossibilidade de futuro. Articulação RS/subj: Apontam que Abric (1987) avança nas tentativas de uma definição das representações sociais, destacando a subjetividade e o caráter social das representações. Consideram que as representações sociais são indispensáveis para a compreensão da dinâmica social, bem como informativas e explicativas da natureza das ligações sociais, intra e intergrupos, e das relações dos indivíduos com seu ambiente social, tornando-se assim um elemento essencial para a compreensão dos determinantes dos comportamentos e das práticas sociais, conforme proposto por Abric (1994). 122 the social adolescents representations of C. (Org.). Structures et transformations des representations socials, p. 85-118. Neuchâtel, Delachaux et Niestlé, 1986 _____. L’analyse de similitude: une technique pour les recherches sur les représentations sociales. In: DOISE, W.; PALMONARI, A. (Org.), L’Étude des représentations sociales, p. 139-156. Neuchâtel, Delachaux et Niestlé, 1986 ______ Pratiques et représentations sociales. In: BEAUVOIS, J. L.; JOULE, R. V.; MONTEIL, J. M. (Org.). Perspectives cognitives et conduits sociales. I. Théories implicites et conflits cognitifs. Cousset, DelVal, 1987. JODELET, D. Représentations sociales: un domaine en expansion. In: JODELET, D. (Org.). Les représentations sociales , p. 42-49. Paris, PUF, 1989 ______. Folies et représentations sociales. Paris, PUF, 1989. MARTIN, D.; ROYER-RASTOLL, P. Représentations sociales et pratiques quotidiennes. Paris, L’Harmattan, 1990. MOSCOVICI, S. La psychanalyse, son image et son public. Paris, PUF, 1976 ______. L’ère des représentations sociales. In: DOISE, W.; PALMONARI, A. (Org.), L’Étude des représentations sociales, p. 72-87.Neuchâtel, Delachaux et Niestlé, 1986 OLIVEIRA, D. C.; ALVARENGA, A. T.; SIQUEIRA, A. A. F. Práticas sociais em saúde: uma releitura à luz da teoria das representações sociais. In: PAREDES, A. S.; OLIVEIRA, D. C. (Org.). Estudos interdisciplinares de representação social, p.49-69. Goiânia, AB Editora, 1998. SÁ, C. P. Núcleo central das representações sociais. Petrópolis, Vozes, 1996 ______. A construção do objeto de pesquisa em representações sociais. Rio de Janeiro, EDUERJ, 1998 ______. A representação social da economia brasileira antes e depois do real. In: PAREDES, A. S.; OLIVEIRA, D. C. (Org.). Estudos interdisciplinares de representação social, p. 49-69. Goiânia, AB Editora, 1998. VERGÈS, P. Une possible méthodologie pour l’approche des representations économiques. Communication- 123 Information, v. 6, n. 23, p. 375-98, 1984 ______. L‘évocation de l’argent: une méthode pour la definition du noyau central de la représentation. Bulletin Psychologie, v. 45, n. 405, p. 203-209, 1992. _______. Programas informáticos para análise de semelhanças e evocações. Aixen-Provence, LAMES-CNRS, 1998. FLEURI, R. M. Entre o oficial e o alternativo em propostas curriculares: para além do hibridismo. Revista Brasileira de Educação, n.17, p.115-126, mai/ago 2001. UFSC Sem resumo. Sem palavras-chave. [PDF] Entre o oficial e o alternativo em propostas curriculares: para além do hibridismo Referências COIMBRA, C. M. B. Gerentes da ordem: a subjetividade dos anos 60 e 70 no Brasil. Doutorado em Educação. FEUSP, 1992. CORAZZA, S. Currículos alternativos/oficiais: o(s) risco(s) do hibridismo. 23ª Reunião Anual da ANPED, 2000. FANTIN, M. Construção de sujeitos e educação popular. 19ª Reunião Anual da ANPED, 1996. GUATTARI, F.; ROLNIK, S. Micropolíticas: cartografias do desejo. Petrópolis, Vozes, 1986. FRANCO, M. L. P. B.; NOVAES, G. T. F. - Os jovens do ensino médio e suas representações sociais. Cadernos de Pesquisa, São Paulo, n. 112, p. 167-183, 2001. PUCSP/FCC Resumo: O artigo relata os resultados de pesquisa sobre as representações sociais que estudantes do ensino médio desenvolvem acerca da escola e do trabalho. Constatou-se que estes jovens depositam na escola e na educação a única esperança de conseguir um status social mais reconhecido e empregos mais qualificados, desejando frequentemente continuar os estudos. As representações sobre o trabalho mostram-se bastante idealizadas, indicando o desconhecimento dos muitos determinantes estruturais e Referências FRANCO, M. L. P. B. As Representações sociais sobre educação e trabalho por parte de jovens estudantes trabalhadores. Psicologia da Educação. São Paulo, PUC/SP, 1999. MOSCOVICI, S. On Social representation. In: FORGAS, J. Social Cognition. New York, Academic Press, 1981. Campo: Educação Tipo: Não empírico Tema: Hibridismo entre propostas PCN e Constituinte Escolar do RS. Sujeitos: Propostas PCN e Constituinte Escolar do RS. Contexto: Educação Popular Articulação RS/subj: globalização = homogenização = diluição de identidades. Parte de texto de Sandra Corazza sobre os PCN e a Constituinte Escolar do RS, que mostra a semelhança entre eles. Considera que há um paradoxo entre proposta oficial e alternativa. Considera que a identidade de sujeitos coletivos é difícil de definir e que estes são “pluralidade de sujeitos, cujas identidades são resultados de suas interações em processo de reconhecimento recíproco e cujas posições são mutáveis e intercambiáveis. As posições dos diferentes sujeitos são desiguais e hierarquizáveis, mas essa ordenação não é anterior aos acontecimentos, mas resultados deles. E sobretudo, a racionalidade da situação não se encontra na consciência de um ator privilegiado, mas é também, resultado do encontro das variadas estratégias (SADER apud FANTIN, 1996, p.16). É importante considerar a complexidade constitutiva dos sujeitos e de seus respectivos contextos; Diferentes vínculos, diferentes representações e opções assumidas por uma comunidade são determinantes de da dinâmica e dos sentidos que configuram a vida dessa comunidade. Cada sujeito se constitui por identidade múltipla. Campo: Educação Tipo: Empírica Tema: Escola e Trabalho. Reforma curricular do Ensino Médio Sujeitos: 481 estudantes dos períodos diurno e noturno, alunos da 2ª série do ensino médio. Contexto: Dez escolas da grande São Paulo, dentre as 72 que oferecem exclusivamente o ensino médio. A seleção foi orientada pelo fato de serem escolas tradicionais, dedicadas exclusivamente à oferta desse nível de ensino, situadas em zonas mais centrais e, de acordo com informações obtidas, mais bem equipadas e com professores qualificados. Metodologia: questionário reflexivo, com 62 questões entre "fechadas" e "abertas", que procurou delinear o perfil socioeconômico dos alunos, sua inserção potencial ou efetiva no mercado de trabalho e suas representações sociais a respeito da escola, prosseguimento dos estudos, trabalho, aspiração profissional e participação social. Tipo de Análise: Para a análise das respostas às questões "fechadas", foram computadas as frequências percentuais por alternativa. Nas questões "abertas" foram utilizados os procedimentos de análise de 124 conjunturais nas relações de trabalho e sociais. Os resultados encontrados são analisados de forma a contribuir para as reflexões em torno da implantação da atual reforma curricular deste nível de escolaridade no Brasil. conteúdo com apoio na proposta de Moscovici (1981), que entende, como Holsti (1996), que a análise de conteúdo permite inferências, pela identificação sistemática e objetiva de características específicas da mensagem. As questões tidas como fundamentais para atingir os objetivos propostos foram selecionadas a partir de uma análise geral das condições sociais e psicológicas da população objeto desta pesquisa. Não mostra como foi feita a pesquisa com RS; se utilizou abordagem processual ou estrutural. Resultados: jovens depositam na escola e na educação a única esperança de conseguir um status social mais reconhecido e empregos mais qualificados, desejando frequentemente continuar os estudos. Articulação RS/subj: apresenta o objeto, Ensino Médio e um dos objetivos é buscar as representações sociais sobre escola e trabalho, considerando que ambas possibilitam compreender como os alunos apreendem o sistema de ensino, o mercado de trabalho e as relações de produção. Considera que é preciso articular a reconstrução do "saber escolar" com os elementos da subjetividade e da iniciativa própria. Trata-se, pois, de reconhecer que é central verificar em que medida se harmoniza, no cidadão, o sujeito do conhecimento com o sujeito social. Palavras-chave: representações sociais, ensino médio, escolas, trabalho [HTML]High school youth and their social representations scielo.br[HTML] GAZZINELLI, M. F. Representações do professor e implementação de currículo de educação ambiental. Cadernos de Pesquisa, n. 115, p. 173-194, 2002. Referências ALVES, P. C.; RABELO, M. C. Repensando os estudos sobre representações e práticas em saúde/doença. In: ________. Antropologia da saúde: UFMG traçando identidades e explorando Resumo: fronteiras, p. 107-231. Rio de Janeiro, Este artigo diz respeito à Relume-Dumará, 1998. experiência de implementação de Currículo de Educação Ambiental BERGER, P. L.; LUCKMANN, T. A para jovens residentes em torno do Construção social da realidade. Parque São Bartolomeu, importante Petrópolis, Vozes, 1994. sítio natural e histórico situado no subúrbio de Salvador, Bahia. O BURNHAM, T. Complexidade, objetivo do estudo foi investigar a multirreferencialidade, subjetividade: três influência do sistema de referências polêmicas para a compreensão representações do professor na do currículo escolar. Em Aberto, Brasília, implementação de currículo em v.12, n.58, p. 3-13, 1993. Educação Ambiental. Detectou-se que professores reelaboram o GOFFMAN, E. A Representação do eu currículo de Educação Ambiental na vida cotidiana. Petrópolis, Vozes, em razão de suas representações e 1989. valores e que os processos de aprendizagem dos alunos são ______. Estigma. Rio de Janeiro, afetados pelas representações Guanabara, 1988. coletivas que os professores têm da natureza, da relação homem MOSCOVICI, S. The Coming era of natureza e do processo pedagógico. representations. In: CODOL, J.P. ; Palavras-chave: currículo, LEYENS, J.P. Cognitive analysis of social educação ambiental, conhecimento. behaviour. Londres, Nijhoff Publishers, [HTML] Teachers' representations 1982. and the implementation of the environmental education curriculum Campo: Educação Tipo: Empírica Tema: Implementação de currículo de Educação Ambiental Sujeitos: 6 professores de áreas diferentes e 60 alunos entre 14 e 17 anos negros e mestiços, com escolaridade mínima de 3ª série do primeiro grau residentes nos bairros do subúrbio, deveriam preencher o requisito de estar frequentando a escola pública e ter disponibilidade de 20 horas para se dedicar ao projeto, recebendo uma bolsa auxílio doada pela prefeitura. Assim eles vieram compor o corpo de Guias e Guardiães do Parque São Bartolomeu. Contexto: Programa de educação ambiental, que teve a duração de dois anos, de 1991 a 1993 definido e desenvolvido pelo Projeto Parque São Bartolomeu (BA) implementado em Escola Pública próxima ao parque. Metodologia: Etnografia e Estudo de Caso, para poder compreender as construções subjetivas que os sujeitos do currículo fazem dele. Foi feita observação das aulas e reuniões de planejamento; entrevistas com os professores; observação das provas finais e textos produzidos pelos alunos. Tipo de Análise: Etnográfica, em 4 etapas: análise de domínios, análise taxonômica (tendências prevalecentes do currículo e do professor; representações dos professores) comparações entre as provas de seleção inicial e final dos alunos e entrevistas realizadas durante e ao final do curso; análise temática. Resultados: As representações dos professores – “o aluno desconhece o parque”, “o que eu vejo no parque é a pobreza” e “o trabalho não é orgânico” – provocaram forte ressonância dentro do currículo, condicionando a multiplicidade e a ambiguidade das referências que o configuraram (p. 192). Articulação RS/subj: Considera que há várias possibilidades de interpretação para a degradação 125 ambiental, sendo uma delas “um novo paradigma interpretativo, que centra sua análise no modo de vida dos homens, no seu sistema de representações e crenças, bem como em aspectos ligados à subjetividade humana” (p. 173). Registra que adota “o conceito de Moscovici (1982) sobre representação social, que é referida como uma dimensão situada entre o social e o psicológico, o que a torna mais maleável, mais dinâmica e interdisciplinar. Assim, em vez de manipulado pela sociedade, o indivíduo é percebido como um ator que reproduz, manipula e, ao mesmo tempo, recria as regras e os papéis sociais” (p. 174). Pondera que a multirreferencialidade não ter sido assumida como dado pelos professores fez com que eles não refletissem sobre sua prática, o que contribuiria para tornar mais real e acessível os significados subjetivos e grupais. FERRETTI, C. J.; ZIBAS, D. M. I.; TARTUCE, G. L. B. P.; SILVA JR, J. dos R. Escola e fábrica: vozes de trabalhadores em uma indústria de ponta. Cadernos de Pesquisa, n. 118, p. 155-188, 2003. FCC/UNISO Resumo: O objetivo deste artigo é o de apresentar parte dos resultados de ampla pesquisa, na qual se estudou a qualificação como construção social, privilegiando-se dois campos de análise: a escola e a fábrica. A pesquisa focalizou uma escola pública, duas unidades do SENAI e uma indústria metalmecânica, localizada no interior do Estado de São Paulo. Neste artigo, discutem-se alguns dados obtidos no âmbito da fábrica, com destaque para o olhar dos trabalhadores sobre as contribuições da escola e da empresa para seu processo de qualificação profissional. Os resultados indicam que há consenso entre os entrevistados sobre o valor da escolarização, não só para o exercício da profissão, mas para a vida social e familiar. Os procedimentos adotados pela indústria, visando à qualificação profissional e à adesão dos trabalhadores aos objetivos empresariais, são também muito bem aceitos. A análise dos dados permitiu, todavia, desvelar conflitos, contradições e idealizações que os discursos consensuais não conseguem de todo ocultar. Palavras-chave: escola pública, trabalho industrial, qualificação profissional. [HTML] School and factory in the voice of workers from a cutting- Referências HIRATA, H. Da polarização das qualificações ao modelo de competência. In: FERRETTI, C J. et al. (Org.). Novas tecnologias, trabalho e educação: um debate multidisciplinar, p.128-142. Petrópolis, Vozes, 1994. SHIROMA, E. O.; CAMPOS, R. F. Qualificação e reestruturação produtiva: um balanço das pesquisas em educação. Educação e Sociedade. Campinas, v.18, n.61 (n. esp.), p.13-35,dez.1997. STROOBANTS, M. Savoir-faire e compétence au travail: une sociologie de fabrication des aptitudes. Bruxelles: Éditions de l’Université de Bruxelles, 1993. Campo: Educação Tipo: Empírica Tema: Qualificação profissional Sujeitos: 6 dirigentes e 18 trabalhadores em uma indústria Contexto: indústria metal-mecânica, Metodologia: Entrevistas (que foram pautadas por roteiros previamente preparados) e observações Tipo de Análise: Não expressa Resultados: Slogan “abrir a cabeça”. O nível de escolaridade mais elevado pode ser tomado como indicador de maior probabilidade de que seu portador seja (ou tenha mais condições de vir a ser) um trabalhador mais flexível do que outro com menor escolarização, quer em virtude da posse de conhecimentos mais aprofundados, quer em decorrência do processo de socialização desenvolvido pela escola. De modo geral, confirma-se o conhecido e elevado grau de consenso – que engloba diferentes esferas, camadas e atores sociais – sobre a “positividade” da escola. Articulação RS/subj: Consideram que a dimensão social da qualificação profissional expressa-se duplamente: por um lado, a sociedade constrói representações e classificações das qualidades subjetivas (adscritas ou adquiridas), que associam a qualificação a determinados grupos, que delimitam, em última instância, o que é uma pessoa qualificada 126 edge industry BENELLI, S. J.; COSTA-ROSA, A. da. Estudo sobre a formação presbiteral num seminário católico. Estudos de Psicologia, Campinas, v. 20, n. 3, p. 99-123, set/dez 2003. UNESP-ASSIS Resumo: Nesta pesquisa, realizamos uma análise institucional cujo objetivo é problematizar as práticas formativas eclesiásticas católicas, tais como elas se apresentam nos modos de funcionamento institucional de um Seminário Católico – localizado no Estado de São Paulo – e no registro do saber eclesiástico, como produtoras de uma ‘modalização’ específica da subjetividade (futuros padres). Apresentamos, neste artigo, dados e análises de entrevistas semiestruturadas com a equipe dirigente da instituição, buscando compreender as relações de formação entre padres formadores e seminaristas como um dispositivo privilegiado de constituição do Seminário como agência de produção de subjetividade. Concluímos que o Seminário investigado pode ser considerado como uma instituição tipicamente disciplinar, cujo principal mecanismo e operador microfísico é o relatório (instrumento de exame, vigilância e sanção normalizadora). Sua origem pode ser encontrada no convento católico medieval, matriz de diversas instituições totais. Sua técnica básica é o confinamento e sua lógica é totalitária e “panóptica”. Palavras-chave: psicologia e religião, análise institucional, seminário católico, instituições totais, produção de subjetividade, microfísica do poder. [HTML] Study about the presbyterate formation in a catholic seminary [HTML] de scielo.br ALMEIDA, S. F. C. de; ROSSI, T. M. de F.; SANTOS, M. C. A. B. dos. Representações sociais de professores do ensino fundamental sobre violência intrafamiliar. Psicologia: Teoria e Pesquisa, v. 22, n. 3, p. 277-286, set/dez 2006. Referências BENELLI, S. J. O internato escolar como instituição total: violência e subjetividade. Revista Psicologia em Estudo, Maringá, v. 7, n. 2, jul/dez, p.19-29, 2002. ______;COSTA-ROSA, A. A produção da subjetividade no contexto institucional de um Seminário Católico. Revista Estudos de Psicologia, PUC-CAMPINAS, v.19, n. 02, maio-agosto, p. 37-58, 2002. FOUCAULT, M. A Vontade de Saber (História da Sexualidade I). Rio de Janeiro, Graal, 1982 ______. A verdade e as formas jurídicas. Cadernos da PUC/RJ, série Letras e Artes, 6/74, n. 16, 1984. ______. O uso dos prazeres (História da Sexualidade II). Rio de Janeiro, Graal, 1984. ______. O cuidado de si (História da Sexualidade III). Rio de Janeiro, Graal, 1985. ______.História da Loucura na Idade Clássica. São Paulo, Perspectiva, 1999. ______.Vigiar e punir: nascimento da prisão. Petrópolis, Vozes, 1999. ______. Microfísica do poder. Rio de Janeiro, Graal, 1999. GOFFMAN, E. Manicômios, prisões e conventos. São Paulo, Perspectiva, 1987. Referências BONFIM, Z. A. C.; ALMEIDA, S. F. C. de. Representação social: conceituação, dimensão e funções. Revista de Psicologia, v. 9, n. 1-2, p. 75- 89, 1992. FREITAS, S. N.; CASTRO, S. F. UCB/Centro de Ensino Superior do Representação social e educação especial: Brasil - DF a representação dos professores de alunos Campo: Educação Tipo: Empírica Tema: Práticas formativas eclesiásticas católicas Sujeitos: 80 seminaristas e 4 sujeitos da equipe formadora Contexto: Seminário Católico localizado no Estado de São Paulo como agência de produção de subjetividade. Metodologia: observações, análise documental e entrevistas semiestruturadas Tipo de Análise: Análise do Discurso do Sujeito Coletivo: o discurso do sujeito coletivo constrói, com pedaços de discursos individuais, tantos discursos síntese quantos julgue necessários para expressar uma determinada representação social sobre um fenômeno. Essa metodologia trata o discurso de todos como se fosse o discurso de um, indicando que o pensamento de uma determinada comunidade pode ser mais adequadamente representado pelo resgate do seu imaginário, pelo conjunto dos discursos nela existentes sobre determinado objeto de representação social. Resultados: O Seminário Católico, pesquisado desde a perspectiva de Goffman e Foucault, pode ser pensado como uma instituição típica das sociedades disciplinares. Sua técnica básica é o confinamento e seu modo de funcionamento se baseia na lógica do Panopticon (Foucault, 1984a, 1999b, 1999c): visibilidade, vigilância hierárquica, exame, sanção normalizadora. O Seminário funciona como uma máquina para produzir uma “identidade sacerdotal” nos seminaristas, Articulação RS/subj: Trazem Foucault para abordar uma história dos diferentes modos de subjetivação do ser humano em nossa cultura (Foucault, 1982, 1984b, 1985). No discurso dos entrevistados expressa-se aquilo que podem pensar sobre dado tema, o que está no horizonte de pensamento da sua cultura. Assim, o pensamento de um dado indivíduo pode incluir aquilo que outros indivíduos socialmente equivalentes verbalizam por ele. As representações sociais formam um imaginário que pode ser considerado como um meio ambiente ideológico que afeta de modo necessário e difuso os membros que se reúnem em determinada formação social. as pessoas são, ao mesmo tempo, estruturadoras das representações sociais e estruturadas por elas. Quando um sujeito fala, seu discurso pode ser tomado enquanto uma representação do lugar institucional que ocupa: seu pensamento pode incluir também aquilo que outros indivíduos socialmente equivalentes verbalizam por ele. Campo: Educação Tipo: Empírica Tema: Violência intrafamiliar contra crianças e adolescentes. Sujeitos: 94 professores de 1ª a 4ª série, graduandos em Pedagogia na faixa etária de 19 a 49 anos. Contexto: Escolas públicas e privadas do Distrito Federal e Goiás Metodologia: questionário com perguntas fechadas e abertas. 127 Resumo: Este estudo focaliza as representações sociais de professores do ensino fundamental acerca da violência intrafamiliar. A amostra foi de 94 professores de escolas públicas e privadas (Distrito Federal e Goiás), graduandos em Pedagogia. Na coleta de dados, aplicou-se um questionário visando apreender as representações sobre violência intrafamiliar, nas dimensões informação, campo das representações sociais e atitudes dos sujeitos diante de casos comprovados ou suspeitos de alunos vitimados pela violência intrafamiliar. Os resultados apontam contradições e ambivalências entre os sentimentos e as atitudes dos professores em relação ao fenômeno. Indicam, ainda, que a representação social da violência intrafamiliar, para grande parte dos sujeitos, ainda passa pela consideração do poder da autoridade paterna/familiar, que dá direito aos pais de educar seus filhos como melhor lhes convier, indicando a necessidade da capacitação de professores, no âmbito da formação inicial e continuada, para lidar adequadamente com a problemática da violência intrafamiliar, no cotidiano escolar. Palavras-chave: representações sociais, violência intrafamiliar, professores, relação entre família e escola. [HTML]Elementary and middle school teachers' social representation concerning innerfamily violence scielo.br com necessidades educativas especiais Tipo de Análise: Análise categorial temática incluídos na classe comum do ensino Resultados: Três dimensões da RS: informação – a regular, 2004. maior parte é obtida por meio de conversas informais se constituem na mais destacada fonte de informação; JODELET, D.. Representations sociales: campo de representação - a representação social nesse un domaine en expansion. In: JODELET, grupo circula não em nível predominantemente D. (Org.). Les représentations sociales, p. cognitivo, mas sobretudo afetivo-emocional; atitudes 31-61. Paris, PUF, 1993. as atitudes de boa parte dos professores pesquisados MOSCOVICI, S. A representação social apontam para uma não implicação pessoal nos casos de da psicanálise. Rio de Janeiro, Zahar, identificação e encaminhamento de casos de violência 1978. intrafamiliar. Articulação RS/subj: As representações sociais se ______. Representações sociais: sobressaem em relação a outros fenômenos no plano investigações em psicologia social. simbólico porque surgem da realidade cotidiana, a qual Petrópolis, Vozes, 2003. tem prevalência sobre outras realidades como a religiosa e a científica, por exemplo. E essa prevalência OLIVEIRA, F. O. de; WERBA, G. C. é determinada tanto pela linguagem – que não só Representações Sociais. In: STREY, M. fundamenta o cotidiano como fornece as respostas N. (Org.). Psicologia social necessárias ao sentido desse cotidiano – como pela contemporânea: livro-texto, p. 104-117. estrutura social da realidade, em cuja interação o Petrópolis, Vozes, 2003. individuo compartilha sua subjetividade, estabelecendo diferenças entre realidades vividas e outras que SANTOS, M. de F. S. Representação social existem na consciência. Essas outras realidades tem, e a relação individuo sociedade. Temas em assim, um caráter finito de significação (Bonfim & Psicologia, n. 3, p. 133-142, 1994. Almeida, 1992). Em resumo, a teoria das representações sociais parte da diversidade dos indivíduos, das atitudes e dos fenômenos, considerando sua estranheza e imprevisibilidade, para tentar descobrir de que forma indivíduos e grupos podem construir um mundo estável e previsível nesse contexto (Moscovici, 2003). Na perspectiva da TRS a análise das respostas, relativas as questões da unidade de registro “informação”, demonstra uma atividade cognitiva sobre o fenômeno explicada por duas das três hipóteses aventadas por Moscovici (2003), ao justificar as propriedades das RS: 1. A desiderabilidade, segundo a qual pessoas ou grupos criam imagens e constroem crenças que se configuram em imagens e sentenças, resultado de distorções subjetivas da realidade: O controle, que diz respeito as representações criadas pelo grupo (conversas informais) para filtrar as informações vindas do ambiente (via mídia). Com isso direciona-se o pensar dos indivíduos e as informações filtradas constituem manipulação do pensamento e da realidade. A categoria “sentimentos” pode significar, ainda, para as RS, segundo uma definição de Moscovici (1978), uma “encruzilhada” entre o sentimento do individuo (que pode induzi-lo a ação/ruptura) e a ideologia dos grupos sociais (que pode levá-lo a inação/reprodução). Nessa encruzilhada situam-se as RS, entendendo-se, no caso deste trabalho, que a RS segundo o foco das significações atribuídas vai depender do resultado do “embate” entre o sentimento pessoal (ação/inação) e a ideologia dos grupos (autoridade paterna/materna). Teoricamente, corresponde a interface cognitiva entre ação individual e ideologia social (Stratton & Hayes, 1994), a qual passa pelo senso comum, isto é, pela concepção fragmentada de mundo, conforme Luckesi (1994). LEITE, E. et al Estudantes e Referências Campo: Educação avaliação da universidade: um Tipo: Empírica estudo conjunto Brasil-Portugal. GENRO, M. E. et al. Representações dos Tema: RS sobre avaliação das universidades Cadernos de Pesquisa, São Paulo, estudantes sobre a avaliação das Sujeitos: 476 alunos de duas universidades públicas 128 v. 37, n. 132, p. 661-686, 2007. UFRGS Resumo: Este artigo trata da percepção dos estudantes sobre avaliação das universidades. Origina-se da segunda fase de estudo desenvolvido ao abrigo da cooperação internacional CNPqICCTI. Dele participaram 476 alunos de duas universidades públicas brasileiras e uma portuguesa. As respostas a um questionário com questões abertas foram organizadas em categorias segundo o seu significado, com apoio de dispositivo informático para análise de dados qualitativos, e permitiram entender que, em geral, os estudantes pesquisados reconhecem a importância dos processos de avaliação e formam seus próprios conceitos sobre o tema. Para os alunos brasileiros, a avaliação parece ter sentido de avaliação institucional. Para os estudantes portugueses, a avaliação parece ter um significado de avaliação institucional e da aprendizagem. As culturas estudantis de repúdio à avaliação única de uma prova nacional, no caso brasileiro, parecem ter influenciado suas percepções sobre formatos avaliativos. As culturas estudantis relativas à competitividade do mercado, no caso português, valorizaram a avaliação como regulação. Em ambos os casos, os estudantes destacaram tanto a legitimidade da avaliação para a sociedade e os sistemas educativos (cultura englobante) quanto para o cotidiano das universidades (cultura englobada). Palavras-chave: avaliação institucional, avaliação da aprendizagem, universidades, estudantes. [HTML]Students and assessment of the university: a joint study Brazil-Portugal scielo.br[HTML] VIEIRA, C. M.; BARROS, M. N. F. Cidadania: entre o compromisso e a indiferença: desvendando as representações sociais de universitários. Psicologia em Estudo, Maringá, v. 13, n. 3, p. 513-522, jul./set. 2008. UEL/PR universidades na relação com o projeto acadêmico institucional. Revista Educação Unisinos, São Leopoldo, v. 7, n. 13 (esp.: Anais), p.01-21, 2003. GOFFMAN, E. A representação do eu na vida cotidiana. Petrópolis, Vozes, 1989. GOLDMANN, L. Epistemologia e filosofia política. Porto: Presença, 1984. LEITE, D. Aprendizagem e consciência social na universidade. Porto Alegre, 1990. Tese (dout.)PPGEDU-UFRGS. _____. Aprendizagens do estudante universitário. In: LEITE, D.; MOROSINI, M. C. (orgs.) Universidade futurante: produção do ensino e inovação. Campinas, Papirus, 2002, p. 21-37. _____. Metacognição e aprendizagem na universidade. Revista de Educação, Lisboa, v. 2, n. 2, p.55-64, out. 1992. Referências BERGER, P. L. O dossel sagrado. São Paulo: Paulinas, 1985. BOCK, A. M. B. A Psicologia Sóciohistórica: uma perspectiva crítica em psicologia. In: BOCK, A. M. B; GONÇALVES, M. G. M.; FURTADO, O. brasileiras e uma portuguesa. Contexto: As culturas estudantis sobre a avaliação das universidades. Metodologia: Questionário Tipo de Análise: software QSR NUD*IST Resultados: As respostas dos alunos sobre a avaliação institucional, mudanças e melhoras atribuídas, permitem inferir que, em conjunto, os estudantes das três universidades reconhecem a importância dos processos de avaliação e formam seus próprios conceitos sobre avaliação institucional e sobre avaliação educacional ou da aprendizagem. Ao concluir, respondemos às formulações suscitadas por Goffman – os estudantes parecem colocar-se nos cenários de avaliação com uma fachada pessoal e uma fachada de representação coletiva, desempenhando papel de atores ao responderem provas e, como personagens, ao pensarem os processos de avaliação. Estudantes “transindivíduos”, em países diferentes, parecem desenvolver uma consciência social sobre a falta de melhorias e mudanças pós avaliação. Contudo reafirmam a legitimidade e importância da avaliação das universidades. Articulação RS/subj: Na universidade, o estudante seria um transindivíduo, expressão de Lucien Goldmann (1984), pois deixaria de ser um eu isolado para autoconstituir-se como um ser em relação, uma nova subjetividade em construção. Esta se faz dentro de um contexto bastante específico, no encontro e desencontro com outros sujeitos, colegas, professores, companheiros de atividades, de trabalho. Em um processo de meta-aprendizagem eles elaboravam representações sobre si como pessoa e sobre a sua identidade social como universitários e cidadãos. Desse ponto de vista, “o estudante é um ser de relações, um indivíduo na sua existência e um ser social na sua essência” (Leite, 1990, p. 8). As representações sociais indicariam posições subjetivas dos atores acadêmicos construídas por meio de processos sociais, de influências e aprendizagens partilhadas. Goffman (1989, p.29) explica melhor: “a representação é toda atividade de um indivíduo que se passa num período caracterizado por sua presença contínua diante de um grupo particular de observadores e que tem sobre estes alguma influência”. Campo: Educação Tipo: Empírica Tema: Representação e a atuação dos universitários em projetos voltados à cidadania e participação social Sujeitos: 640 estudantes/64 estudantes Contexto: Campus da Universidade Estadual de Londrina Metodologia: Questionário Tipo de Análise: Análise de discurso 129 Resumo: O presente trabalho analisa, na perspectiva da psicologia sóciohistórica, o interesse e a participação de universitários da Universidade Estadual de Londrina em projetos voltados à construção da cidadania. Recorreu-se à análise do discurso, empregando a categoria de representações sociais. Este artigo articula as narrativas com questões teóricas essenciais à compreensão dessa temática, além de estimular o debate e tecer estratégias de sensibilização dos universitários para seu compromisso social. Nele se inserem ainda críticas à forma como o sistema capitalista e a ideologia neoliberal configuram o individualismo em nossa sociedade. A produção de sentidos, resultado da interpretação dos discursos, permite analisar a responsabilidade dessa instituição no processo de manutenção da exclusão social, resultante da intolerância com a diversidade e indiferença com as questões que afetam milhões de brasileiros. Palavras-chave: cidadania, participação social, estudantes universitários. [HTML] Citizenship: between commitment and indifference: disclosing the university students' social representation [HTML] de scielo.br (Orgs). Psicologia Sóciohistórica: uma Resultados: As narrativas captadas indicam, de um perspectiva crítica em psicologia, p. 15- 35, lado, certa passividade, e de outro, a possibilidade de São Paulo, Cortez, 2001. envolvimento com as questões sociais vividas por grupos e comunidades. FARR, R. M. Representações Sociais: a Articulação RS/subj: São essas relações que criam as teoria e sua história. In: particularidades estruturais da consciência humana e JOVCHELOVITCH, S. (Org.). Textos em que por ela são refletidas. Assim, é por esse processo Representações Sociais, p. 31-62. dialético que se caracteriza o psiquismo humano na sua Petrópolis, Vozes, 1998. verdadeira essência social: a consciência individual só pode existir sob as condições de produção da vida FOUCAULT, M. Microfísica do poder. material e deve servir como transição para o Rio de Janeiro, Graal, 1979. desenvolvimento da consciência social. É apropriandose da realidade que o homem pode refletir seus GUARESCHI, P. Pressupostos significados, conhecimentos e representações psicossociais da exclusão: competitividade elaboradas socialmente. Em toda sociedade e culpabilização. In: SAWAIA, B. (Org). representações sociais são construídas, e muitas das As artimanhas da exclusão: análise ações dos sujeitos são orientadas por tais psicossocial e ética da desigualdade social, representações. É importante ressaltar que a discussão p. 141- 156. Petrópolis, Vozes, 1999. aqui apresentada se fundamenta na concepção sóciohistórica de homem, a qual o reconhece como um JODELET, D. A Alteridade como produto ser que se constrói por meio das relações sociais, que e processo psicossocial. In: JODELET, D. transforma a realidade e é transformado por ela (Org.). Representando a alteridade, p. 47 constantemente. Esta concepção alimenta-se das - 67. Petrópolis, Vozes, 1998. discussões desenvolvidas por Berger (1985), Marx e Engels (1979), além dos precursores da psicologia MANCEBO, D. Modernidade e produção social (Leontiev, 1978; Luria, 1987; Vigotsky, 1991). de subjetividades: breve percurso histórico. Quando a pesquisa emprega a categoria de Psicologia Ciência e Profissão, v. 22, n. 1, representações sociais voltada às situações cotidianas e p. 100-111, 2002. complexas, observa as pessoas em seus próprios territórios e a interação que desenvolvem, tomando MOSCOVICI, S. A representação social como ferramenta sua própria linguagem Entende-se da psicanálise. Rio de Janeiro, Zahar, que os processos identitários se dão de acordo com o 1981. contexto sóciohistórico; assim, cada época parece produzir "modos de subjetivação" característicos. SAWAIA, B. Cidadania, diversidade e Pode-se dizer que é na modernidade que surge e vem a comunidade: uma reflexão psicossocial. In: se consolidar a noção de "indivíduo", passando a SPINK, M. J. (Org.). A cidadania em sociedade toda a se organizar com base nesse modo de (Mancebo, 2002). A principal construção uma reflexão subjetivação transdisciplinar: Petrópolis: Vozes, 1994, representação dos universitários levantada neste estudo p. 147-156. nos remete para a questão da alteridade, ou seja, a forma como os sujeitos "representam-se" mutuamente. SENNETT, R. O declínio do homem público: as tiranias da intimidade. São Paulo: Companhia das Letras, 1988. SPINK, M. J.; MEDRADO, B.. Produção de sentidos no cotidiano: uma abordagem teórico-metodológica para análise das práticas discursivas. In: SPINK, M. J. (Org.). Práticas discursivas e produção de sentidos no cotidiano: aproximações teóricas e metodológicas. São Paulo: Cortez, 1999, p. 41-61. VYGOTSKY, L. S. Pensamento e linguagem. São Paulo: Martins Fontes, 1991. TRAVERSINI, C. S. Autoestima e Referências alfabetização: o que há nessa relação? FOUCAULT, M. A ordem do discurso. Cadernos de Pesquisa, São Paulo, São Paulo, Loyola, 1998. v. 39, n. 137, p. 577-595, 2009. ______. O Sujeito e o poder. In. UFRGS DREYFUS, H.; RABINOW, P. Michel Campo: Educação Tipo: Não empírica Tema: Práticas utilizadas para alfabetizar Sujeitos: Jovens e adultos analfabetos Contexto: Programa Alfabetização Solidária Metodologia: Publicações periódicas editadas entre 1997 e 2002 do Programa Alfabetização Solidária 130 Resumo: Este artigo tem como objetivo analisar um conjunto de práticas utilizadas para alfabetizar jovens e adultos, as quais têm no resgate da autoestima seu foco central. O estudo utilizou uma parcela dos discursos do Programa Alfabetização Solidária registrados em um conjunto de publicações periódicas editadas entre 1997 e 2002, cuja circulação tinha abrangência nacional. Inspirada nos estudos de Michel Foucault, a análise contou com as noções de governamento e discurso. O argumento desenvolvido no texto pretende mostrar que a ênfase na elevação da autoestima funciona como uma das estratégias de governamento do Programa Alfabetização Solidária. As estratégias são operacionalizadas por meio: da produção da baixa autoestima como um problema para efetivar o processo de alfabetização; do desenvolvimento da autoconfiança pelo disciplinamento de corpos e mentes; e da produtividade da estratégia de valorização da autoestima evidenciada na mudança de conduta dos alfabetizandos. Essas práticas investem na elevação da autoestima e da estima aos outros, apostando no envolvimento, na persistência e na permanência do aluno nos programas de alfabetização para operar as mudanças desejadas nos indivíduos e nos locais com elevados índices de analfabetismo. Palavras-chave: autoestima, alfabetização de jovens e adultos, programa alfabetização solidária. [HTML]Self-esteem and literacy: what may be in this relationship? scielo.br[HTML] Foucault, uma trajetória filosófica: para além do estruturalismo e da hermenêutica, p. 231-249. Rio de Janeiro, Forense Universitária, 1995. ROHDEN, F. Gênero, sexualidade e raça/etnia: desafios transversais na formação do professor. Cadernos de Pesquisa, São Paulo, v. 39, n. 136, p. 157-174, 2009. Referências UERJ Resumo: Este artigo apresenta uma experiência piloto de formação a distância de profissionais de educação nas temáticas de gênero, sexualidade, orientação sexual e relações étnico-raciais, resultado de uma articulação entre diversos ministérios do governo federal ______. Verdade e subjetividade. Revista de Comunicação e Linguagens, Lisboa, n. 19, p. 203-223, 1993. FISCHER, R. M. B. Foucault e a análise do discurso em educação. Cadernos de Pesquisa. São Paulo, n. 114, p.197-223, nov. 2001. ______. A Paixão de trabalhar com Foucault. In: COSTA, M. V. (org.) Caminhos investigativos: novos olhares na pesquisa em educação. 2. ed. Porto Alegre: Mediação, 2002, p.37-60. ROSE. N. Governando a alma: a formação do eu privado. In. SILVA, T. T. (Org) Liberdades reguladas: a pedagogia construtivista e outras formas de governo do eu, p.20-45. Petrópolis, Vozes, 1998. RUDIGER, F. R. Literatura de autoajuda e individualismo: contribuições ao estudo da subjetividade na cultura de massa contemporânea. Porto Alegre, Ed. UFRGS, 1996. PEREIRA, M. E. et. al. (orgs.) Gênero e diversidade na escola: formação de professores em gênero, sexualidade, orientação sexual e relações étnico-raciais. Brasília, Rio de Janeiro: SPM, CEPESC, 2007. p. 59-76 Tipo de Análise: Análise de discurso Resultados: Neste texto, procurei mostrar que a ênfase na elevação da autoestima constitui uma estratégia para agir sobre os indivíduos analfabetos, mobilizando-os a ingressar no Programa Alfabetização Solidária e a permanecer nele, a fim de mudar suas condutas ao tornarem-se alfabetizados. Agindo sobre as ações dos alfabetizandos, mediante o aumento da autoestima, tanto eles próprios quanto o Programa procuram atingir estes objetivo: alfabetizar-se e diminuir os níveis de analfabetismo no país Articulação RS/subj: O que há em comum entre os discursos do Programa Alfabetização Solidária e os de autoajuda? Inspirada em Rudiger (1996) e Silva (2001), posso dizer que, em ambos os discursos, se encontram mecanismos de intervenção, produzindonos como determinados tipos de pessoas - no caso em estudo, como alfabetizados. Nesse sentido, o processo de alfabetização consiste em uma forma de intervenção para governar a subjetividade. A vida dos analfabetos, dos alfabetizandos, dos alfabetizadores, enfim, de todos nós que trabalhamos com educação, está permanentemente enredada em relações de poder que nos subjetivam e nos governam. A autoestima, os relacionamentos, as personalidades, enfim, as subjetividades têm sido estudadas, desde épocas passadas, "em termos de estados internos que elas expressam" (Rose, 1998, p.30). No entanto, a "administração do eu contemporâneo" passa a considerar que as capacidades subjetivas e pessoais não estão apenas relacionadas ao "invisível mundo interior". Em vez disso, "a subjetividade faz parte dos cálculos das forças políticas no que diz respeito ao Estado-nação, às possibilidades e aos problemas enfrentados pelo país, às prioridades e às políticas" (Rose, 1998, p.31). Campo: Educação Tipo: Não empírica Tema: Gênero, sexualidade, orientação sexual e relações étnico-raciais, Sujeitos: 865 professores que lecionam de 5ª a 8ª séries Contexto: Experiência piloto de curso de formação a distância de profissionais de educação Metodologia: Situações de interação com os/as cursistas, redação dos trabalhos finais, relatórios de avaliação e questionários preenchidos por professores e alunos do curso, material resultante da Oficina de Avaliação. Tipo de Análise: Não declarado Resultados: A primeira observação mais geral se refere ao fato de que o curso cumpriu seu objetivo 131 (Secretaria Especial de Políticas para Mulheres, Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial e o Ministério da Educação), o British Council e o Centro Latino-Americano em Sexualidade e Direitos Humanos da Universidade Estadual do Rio de Janeiro. O curso, ocorrido entre maio e setembro de 2006, teve como público-alvo professores/as do ensino fundamental em seis municípios da rede pública e seu objetivo primordial foi ampliar a compreensão sobre a dinâmica dos processos de discriminação na sociedade brasileira, especificamente o racismo, o sexismo e a homofobia, possibilitando o fortalecimento de ações de combate a essas discriminações. Palavras-chave: formação de professores, sexualidade, gênero, racismo. [HTML]Gender, sexuality and race/ethnicity: transversal challenges to teacher scielo.br SOUSA, K. C. S. Apreendendo as representações sociais da escola e sua relação com a difusão dos estereótipos étnicos. Cadernos de Pesquisa, São Luís, v. 16, n. 2, p. 07-16, abr./jul. 2009. UFMA Resumo: No presente artigo discuto sobre os estereótipos étnicos não vinculados à narrativa dos adultos, mas sim à narrativa das crianças, observando mais de perto como crianças fazem representações sociais do negro e como compartilham suas crenças e valores a partir do objeto representado. A pesquisa foi realizada com crianças entre as idades de 9 e 10 anos cursantes do 2º ciclo do Ensino fundamental de uma escola municipal da periferia de São Luís/MA. Embora o foco da pesquisa não fosse fazer uma avaliação do impacto do mundo escolar nas representações dos estereótipos étnicos por crianças, optei por delimitar a investigação pelo recorte escolar porque entendo que as representações são afetadas pelo ambiente no qual as crianças estão inseridas. Palavras-chave: representações sociais, estereótipos étnicos, preconceito. fundamental que era sensibilizar os/as profissionais para os temas em questão. Articulação RS/subj: Podemos vislumbrar, em alguns casos, o início de uma transformação na ordem da subjetividade. O projeto do curso jamais pretendeu tão audaciosa mudança, mas exatamente ao pretender "apenas" provocar o debate deu chances para que o próprio indivíduo construísse seu caminho de dúvidas e reflexões. Fala do que consta nos módulos: representações sobre as relações de gênero, raça/etnia, orientação sexual/ sexualidade correntes na sociedade brasileira; representações de gênero incidem na socialização infantil e adolescente, nas escolhas que homens e mulheres fazem ao longo da vida, desde a profissão até a vida sexual-afetiva, na construção da identidade social de cada indivíduo, na divisão sexual do trabalho e, finalmente, na organização social da vida privada; as representações sociais sobre gênero, orientação sexual e raça/etnia são transmitidos desde a mais tenra idade. Referências ABRIC, J. C. A organização das representações sociais: sistema central e sistema periférico. São Paulo, Vozes, 1994. JODELET, D. (Org). Representações sociais. Rio de Janeiro, Eduerj, 2002. LANE, S. T. M. O que é psicologia social. São Paulo, Brasiliense, 1981. MOSCOVICI, S. A representação social da psicanálise. Rio de Janeiro, Zahar, 1978. _____. Representações investigações em Psicologia Petrópolis, Vozes, 2003. sociais: Social. SÁ, C. A construção do objeto de pesquisa em representações sociais. Rio de Janeiro, Eduerj, 1998. Campo: Educação Tipo: Empírica Tema: Estereótipos étnicos Sujeitos: 60 crianças que cursam a 3ª e 4ª séries do Ensino Fundamental. Contexto: Escola Municipal U.E.B Ronald da Silva Carvalho, localizada no bairro do Sol e Mar, periferia de São Luís Metodologia: Entrevista e desenhos sobre o espaço escola, obtidos pela técnica da indução de metáfora sobre a escola Tipo de Análise: Análise de conteúdo Resultados: Os resultados indicaram que, apesar de, inicialmente, as crianças demonstrarem desconhecer os seus direitos, chegando a confundi-los com deveres e não encontrando soluções adequadas para resolverem situações que envolvam violação e desrespeito aos seus direitos, as representações dos estereótipos étnicos enquanto valores socialmente partilhados aparecem nos apelidos referentes à cor da pele ou mesmo às características afro. Articulação RS/subj: Em Morin, o sujeito é interventor e produtor do real; é este ponto que o aproxima de Moscovici, pois as representações sociais são produções reais dos homens. 132 APREENDENDO AS REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DA ESCOLA E SUA RELAÇÃO COM A DIFUSÃO DOS ESTEREÓTIPOS ÉTNICOS ufma.br[PDF] ARAUJO, G. B. de; SPER, T. M. Crianças e a construção de limites: narrativas de mães e professoras. Psicologia em Estudo, Maringá, v. 14, n. 1, p. 185-194, jan./mar. 2009. UFRGS Resumo: questão dos limites na educação infantil tem se revelado uma dificuldade tanto para pais quanto para professores. Neste estudo foram investigadas as representações sociais de mães e professoras sobre limites no desenvolvimento infantil. O estudo contou com a participação de 14 mães e oito professoras de educação infantil de escolas particulares de Porto Alegre. A entrevista narrativa e a análise de conteúdo foram utilizadas como procedimentos de coleta de dados e análise. Os resultados indicaram que os limites são representados como fronteira a ser respeitada em prol da moralidade. A prática do diálogo é um recurso presente nas narrativas de mães e professoras, assim como a necessidade de tolerância. Ambas demonstram muitas dúvidas e culpas no tocante aos limites a serem impostos às crianças. As professoras atribuem a responsabilidade da falta de limites às famílias, já as mães não percebem a escola como uma aliada no processo de construção de limites. Palavras-chave: práticas educativas, limite, narrativa. [HTML] Children and the construction of limits: mothers and teachers' narratives [HTML] de scielo.br BARRETTO, E. S. de S. Trabalho docente e modelos de formação: velhos e novos embates e representações. Cadernos de Pesquisa, v. 40, n. 140, p. 427-443, 2010. USP Resumo: Este texto se propõe a discutir o peso das representações relativas ao exercício da profissão docente e Referências ALVES-MAZZOTTI, A. J. Processos formadores da representação social do ser professor. [Resumo]. Trabalho apresentado na V Jornada Internacional e III Conferência Brasileira sobre Representações Sociais, Brasília, Brasil, 2007. MACÊDO, R. M. Indisciplina em sala de aula: representações sociais do professor [Resumo]. Em C. M. Nascimento-Schulze & B. V. Camargo (Orgs.), Caderno de Resumos da II Jornada Internacional sobre Representações Sociais (p.59). Florianópolis, Brasil: JIRS, 2001. MANCEBO, D.; OLIVEIRA, D.; FONSECA, J.; SILVA, L. Consumo e subjetividade: trajetórias teóricas. Estudos de Psicologia, v. 7, n. 2, p. 325-332, 2002. Campo: Educação Tipo: Empírica Tema: RS de limites Sujeitos: 14 mães e 8 professoras de educação infantil Contexto: Escolas particulares de Porto Alegre Metodologia: Entrevista narrativa Tipo de Análise: Análise de conteúdo Resultados: Os limites são representados como fronteira a ser respeitada em prol da moralidade Articulação RS/subj: A presença elevada de culpas e dúvidas nas narrativas das mães e das professoras atesta as dificuldades na educação e construção de limites na atualidade. A difusão das teorias psicológicas e pedagógicas, embora tenha trazido muitos benefícios ao desenvolvimento infantil, também trouxe dúvidas e dilemas no que se refere à educação. Por estimularem representações sociais idealizadas de infância e de parentalidade, estas teorias também tornaram os educadores receosos de colocar limites de forma firme, temendo prejudicar a individualidade e a espontaneidade das crianças. MOSCOVICI, S. Representações Sociais. Petrópolis, Vozes, 2003. Referências DUBET, F. A Escola e a exclusão. Cadernos de Pesquisa, São Paulo, n.119, p. 29-45, jul. 2003. TARDIF, M.; LESSARD, C. O Trabalho docente: elementos para uma teoria da docência como profissão de interações humanas. Petrópolis: Vozes, 2005. TEDESCO, J. C. Os Fenômenos de Campo: Educação Tipo: Não empírica Tema: Profissão docente Sujeitos: Professores brasileiros Contexto: Pesquisas recentes sobre o trabalho dos professores da educação básica no país e a sua formação nos cursos de licenciatura e pedagogia Articulação RS/subj: Por volta da segunda metade do século XX, segundo Tedesco e Fanfani, a essas duas representações, a do magistério como vocação e como profissionalismo, agrega-se na América Latina, uma terceira, que decorre da massificação do ensino e da 133 seu enraizamento histórico, à luz de pesquisas recentes sobre o trabalho dos professores da educação básica no país e a sua formação nos cursos de licenciatura e pedagogia, conferindo especial atenção ao período de criação dos sistemas de ensino, porque gerador de paradigmas que persistem na atualidade. Discute também a interseção de fatores que provocam mudanças no trabalho e na formação docente e implicam redefinições das características profissionais da sua atuação em vista das transformações da função social da escola na contemporaneidade. Para tanto, considera: o ingresso dos professores de origem popular no ensino superior e o caráter regressivo das políticas públicas; a exclusão social e as condições de educabilidade na escola que se universaliza; a nova clientela escolar e os padrões de relacionamento professor aluno. Esses padrões passam por recortes culturais e cognitivos que têm a ver com a atenção à diversidade, as alterações nas relações de poder entre as gerações e aos modos diversos e coetâneos de apropriação da cultura. Palavras-chave: professores – profissionalização – formação profissional. [HTML] Trabalho docente e modelos de formação: velhos e novos embates e representações segregação e exclusão social na sociedade deterioração das condições de trabalho, do salário e do do conhecimento. Cadernos de Pesquisa, prestígio docentes. Trata-se da representação do São Paulo, n. 117, p. 13-28, nov. 2002. trabalho docente como um trabalho assalariado e do professor, como um trabalhador da educação. A TEDESCO, J. C.; FANFANI, E. T. exclusão como uma experiência subjetivada passa a ser Maestros en América Latina: nuevas vivida potencialmente como uma autodestruição, uma perspectivas sobre su formación y vez que cada indivíduo aparece como responsável pelo desempeño. Santiago de Chile: Preal, San próprio destino (Dubet, 2003). Marino, 2004. Nuevos maestros para nuevos estudiantes, p.67-96. 134 Tabela 12– Quantidade de artigos em que apareceram as palavras chave subjetividade e representação social publicados nos GT 14 e GT 20 da ANPEd por ano. Ano 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 Total GT 14 (T/S) 09/0 11/0 09/0 10/2 09/0 11/0 17/0 11/1 16/0 15/0 17/0 135/3 GT 20 (T/S) 13/0 13/0 05/0 13/0 13/0 23/4 11/0 10/0 14/1 12/0 10/1 136/6 Total (T/S) 22/0 24/0 14/0 23/2 22/0 34/4 28/0 21/1 30/1 27/0 27/1 271/9 T = total de publicações em que ocorreram as palavras chave subjetividade e representação social S = total de publicações em que ocorreram as palavras chave subjetividade e representação social simultaneamente. 135 Tabela 13 – Comunicações apresentadas nos GT 14 e 20 da ANPEd segundo as categorias empírico e não empírico. Categorias Tema Sujeitos Contexto Metodologia Análise Articulação RS/subjetividade Empírico (6) Violência em escolas Trajetórias escolares Avaliação institucional Relação familiar Escola Afetividade Alunos Professores Equipe técnica pedagógica Funcionários de escola Pais de alunos Responsável pelo Conselho Tutelar e dois policiais Instituições públicas de Ensino Instituições particulares de Ensino Ensino Médio Ensino Superior Observação Análise documental Entrevista Grupo Focal ALP Estudo de caso Análise de conteúdo Programas computacionais (ALCESTE, EVOC, CHIC 2.3) Não empírico (3) Movimento estudantil Psicologia social Constituição e a relação indivíduo e sociedade 0 1 Estudantes universitários Movimento Estudantil como instância formativa Revisão de literatura Analítico-descritiva 136 Tabela 14 – Comunicações apresentadas no GT 14: Sociologia da Educação com Ocorrência simultânea das palavras chave entre 2000-2010. PAULA, L. A. L. de. Protagonismo Referências juvenil e movimento estudantil: uma estratégia de distinção? BOURDIEU, P. Questões de Sociologia. UFRJ Rio de Janeiro, Marco Zero, 1983. 26ª Reunião - 2003 Resumo: (sem resumo) O presente ensaio pretende levantar algumas questões referentes à importância do movimento estudantil como instância formativa privilegiada no que tange à socialização política, a capacitação de lideranças e a constituição de uma elite entre os estudantes universitários. A forma como se constrói a participação do jovem na política estudantil, seu engajamento no movimento e o significado a ele atribuído pelos militantes e pelos demais estudantes pode vir a lançar luzes sobre o protagonismo juvenil na vida civil do país, hoje em refluxo. Os motivos do ingresso dos jovens nesse movimento social fornecem pistas para entender a trajetória dos jovens militantes no movimento estudantil e o significado atribuído a essa participação política. É interessante também identificar nas trajetórias sócio-culturais-familiares prováveis influências da inserção desses jovens no movimento estudantil. ______. A ilusão biográfica. In: FERREIRA, M. de M.; AMADO, J. Uso e abusos da História Oral. Rio de Janeiro, Fundação Getúlio Vargas, 2001. GINZBURG, C. Sinais: Raízes de um paradigma iniciático. In: GINZBURG, C. Mitos, emblemas, sinais: morfologia e história. São Paulo, Companhia das Letras, 1999. SANTOS, B. S. Subjetividade, cidadania e emancipação. Revista Crítica de Ciências Sociais, Coimbra, n. 32, p. 135-91, junho 1991. Campo: Educação Tipo: Não empírica (ensaio) Tema: Movimento Estudantil Sujeitos: Estudantes universitários que exercem militância política Contexto: Movimento Estudantil como instância formativa no que tange à socialização política, a capacitação de lideranças e a constituição de uma elite entre os estudantes universitários. Metodologia: Revisão de literatura Tipo de Análise: Analítico-descritiva Resultados: Os ideais do movimento estudantil motivam jovens de diferentes gerações e em distintos momentos históricos a, se opondo ao sistema, buscarem valores alternativos. Não parece que há hoje uma nova forma de fazer o movimento estudantil, mas também não há somente a rememoração de algo já visto. O movimento estudantil segue pleno de contradições e descontinuidades. Articulação RS/subj: Recorrendo ao conceito de habitus de Bourdieu (2001) podemos fazer frente à extrema subjetividade da interpretação das histórias de vida que se impedem a unidade de um relato totalizante apresentam, no entanto, uma riqueza de pistas e indícios com que podemos reconstruir uma trajetória, o que nos obriga a considerar também a noção de rede relativizando essas posições sucessivas e a identidade social. [...]O ingresso na Universidade tem para alguns jovens a representação de uma rito de passagem para a vida adulta e o período do curso é um “estágio de formação” que uns vivenciam mais intensamente que outros que restringem-se às salas de aula e ao currículo oficial. Sem palavras chave. [HTML] Protagonismo juvenil e movimento estudantil: uma estratégia de distinção? TIGRE, M. das G. do E. S. Violência na Escola: análise da influência das mudanças socioculturais. UEPG Referências TEVES, N.; RANGEL, M. Representação social e educação: temas e enfoques contemporâneos de pesquisa. Campinas, Papirus, 1999. 26ª Reunião – 2003 Resumo: (sem resumo) FOUCAULT, M. Vigiar Petrópolis, Vozes, 1991. e Punir. Neste artigo realizamos uma SÁ, C. P. de. Núcleo central das reflexão sobre a violência que representações sociais. Petrópolis, Vozes, ocorre nas escolas estaduais da 1996. cidade de Ponta Grossa – PR. O mesmo é resultado da dissertação de mestrado intitulada “Violência na escola: representações sociais dos sujeitos envolvidos”, na qual Campo: Educação Tipo: Empírica Tema: Violência Sujeitos: Professores, equipe técnica pedagógica, funcionários e pais de alunos, além da responsável pelo Conselho Tutelar e dois policiais que fazem parte da Patrulha Escolar. Contexto: Quatro escolas estaduais da cidade de Ponta Grossa – PR (duas de periferia e duas centrais). Metodologia: Observação participante, análise documental, entrevista semi-estruturada Tipo de Análise: Análise de Conteúdo (não declarado) Resultados: As formas como a violência tem se manifestado nas escolas, onde não constamos casos mais graves, mas uma multiplicidade de violências menores, citadas pelos sujeitos de nosso estudo como sendo: o desrespeito mútuo, desacatos entre os alunos e entre alunos e professores, brincadeiras agressivas e 137 buscamos investigar de que maneira a violência manifesta-se na escola, como ela é percebida pelos envolvidos na questão e quais tem sido os procedimentos desenvolvidos para enfrentá-la. agressões físicas entre os alunos, desinteresse, depredação da escola e descaso com a autoridade do professor. Detectamos que no enfrentamento do problema a ênfase é posta na correção do mesmo e não na sua prevenção e, que as atitudes tomadas diante de situações conflituosas são muito limitadas. A violência escolar transformou-se em um círculo vicioso, em um jogo de empurra-empurra que retorna sempre ao ponto de partida: a escola, que não se vê como articuladora de soluções possíveis. Articulação RS/subj: (duas citações) É possível considerar a objetividade e a subjetividade da violência. É possível observar a violência de maneira universal. Quantificar, dizer objetivamente que tal fenômeno é violento. Por outro lado, não se afere muito bem o que considerar violento, o que a sociedade decreta ‘ser violência’ e, muitas vezes, o que um grupo crê ser violência não é considerado por outro (WAISELFISZ, 1998, p. 145). Por representações sociais podemos entender um conjunto de conceitos, proposições e explicações originado na vida cotidiana no curso de comunicações interpessoais. Elas são o equivalente, em nossa sociedade, dos mitos e sistemas de crenças das sociedades tradicionais; podem ser vistas como a versão contemporânea do senso comum" (apud SÁ,1996, p. 31). A representação social é, pois, uma forma de saber prático que liga um sujeito a um objeto e está em constante transformação, fazendo parte da vida cotidiana. Sem palavras chave. smectamandare.hd1.com.br/mnb.pd f LIMA, R. de C. P.; FERNANDES, M. C. da S. G. Representações sociais de alunas de pedagogia sobre suas trajetórias escolares. CUML Referências 30ª Reunião – 2007 CAMARGO, B. V. ALCESTE: Um Programa Informático de Analise Quantitativa de Dados Textuais. In: MOREIRA, A. S. P.; CAMARGO, B. V.; JENUINO, J. C.; NOBREGA, S. M. (Org.) Perspectivas teórico-metodológicas em representações sociais, p.511-539. João Pessoa, EdUFPB, 2005. Resumo: O objetivo do trabalho é analisar as representações sociais de alunas de Pedagogia sobre suas trajetórias escolares. A pesquisa fundamentase na teoria moscoviciana das representações sociais e em estudos sociológicos referentes a trajetórias. Solicitou-se que 26 alunas de um curso de Pedagogia escrevessem uma redação intitulada “Minha trajetória escolar” e preenchessem um questionário de perfil. As narrativas foram submetidas ao programa informático ALCESTE (Analyse Lexicale par Contexte d’un Ensemble de Segments de Texte), que dividiu o material em cinco classes, reagrupadas em três temas, devido à aproximação de significados: Tema 1- A escola vivida; Tema 2- Interações sociais no contexto escolar; Tema 3 - O ingresso no Ensino Superior: desafios e sonhos. Os resultados BOURDIEU, P. Os três estados do capital cultural. In: NOGUEIRA, M. A.; CATANI. (Org.). Escritos de Educação, p.73-79. Petrópolis, Vozes, 1999. JODELET, D. Representações sociais: um domínio em expansão. In: ______ (Org.). As representações sociais, p.17-44. Rio de Janeiro, EdUerj, 2001. LOPES, A. P. C; SALES, L. C; PASSOS, G. de O. Profissão de professor: representações sociais de licenciandos. In: Jornada Internacional, 4 e conferencia brasileira sobre Representação Social, 2, 2005, João Pessoa, PB. Teoria e abordagens metodológicas, p. 48-60, 2005. MOSCOVICI, S. A representação social da Psicanálise. Rio de Janeiro, Zahar, 1978. ______. Das representações coletivas às representações sociais: elementos para Campo: Educação Tipo: Empírica Tema: Trajetórias escolares Sujeitos: 26 alunas Contexto: Curso de Pedagogia em universidade do interior paulista. Metodologia: Produção de narrativa, questionário Tipo de Análise: Alceste, análise de conteúdo Resultados: Os resultados indicaram trajetórias marcadas pela ideia de superação, observada nas diferentes etapas da escolarização. Percebeu-se uma construção social que relaciona o sucesso escolar às condições pedagógicas e estruturais da escola, à situação socioeconômica e cultural da família e ao ensino superior como realização de um sonho de ascensão social. Articulação RS/subj: O estudo poderá indicar um melhor conhecimento da realidade sociocultural dos ingressantes no curso, a partir de sua própria subjetividade, dimensão fundamental para se pensar a formação de professores. 138 indicaram trajetórias marcadas pela ideia de superação, observada nas diferentes etapas da escolarização. Percebeu-se uma construção social que relaciona o sucesso escolar às condições pedagógicas e estruturais da escola, à situação socioeconômica e cultural da família e ao ensino superior como realização de um sonho de ascensão social. Palavras-chave: representações sociais, trajetórias escolares, pedagogia, ALCESTE www.anped.org.br/reunioes/30ra/tr abalhos/GT14-3463--Res.pdf uma historia. In: JODELET, D. (org.). As representações sociais, p. 45-66. Rio de Janeiro, EdUerj, 2001. ______. Representações Investigações em Psicologia Petrópolis, Vozes, 2003. sociais. Social. TURA, M. L. R. A representação social do ser professora. In: jornada internacional sobre representacoes sociais, 4, 2005, João Pessoa/PB. Textos completos: teoria, metodologia e intervenção. CD-ROM. João Pessoa: Editora Universitária/ UFPB, v. 1. p. 620-635, 2005. 139 Tabela 15 – Comunicações apresentadas no GT 20: Psicologia da Educação com Ocorrência simultânea das palavras chave entre 2000-2010. MARCONDES, A. P.; SOUSA, C. P. de Referências Uma análise psicossocial da avaliação institucional ABRIC, J. C. (Dir.) Pratiques sociales PUC/SP et représentations. Paris, PUF, 1994. 28ª Reunião - 2005 Resumo: (sem resumo) O debate sobre a avaliação institucional no ensino superior tem uma história relativamente recente no cenário da educação brasileira, recebendo grande ênfase na década de 90, quer seja pela academia, pelos educadores, como pela sociedade civil organizada e pela sociedade em geral, que cobra respostas da instituição universitária quanto ao desempenho de seu papel social. A avaliação institucional surge num contexto complexo vivido pelo ensino superior diante do reordenamento econômico e social, no momento em que as universidades se deparam com transformações com as quais têm dificuldade de dialogar. FOUCAULT, M. Vigiar e punir: nascimento da prisão. Petrópolis, Vozes, 2003. JODELET, D. La representación social: Fenómenos, concepto y teoría. In: MOSCOVICI, S. Psicologia Social, II. Pensamiento y vida social. Psicología social y problemas sociales, p. 469-494. Barcelona, Paidós, 1986. _____. Folies et representations sociales. Paris, PUF, 1995. JOVCHELOVITCH, S. Representações sociais e esfera pública. A construção simbólica dos espaços públicos no Brasil. Petrópolis, Vozes, 2000. MADEIRA, M. Representações sociais e educação: importância teórico– metodológica de uma relação. In: MOREIRA, A. S. P. (Org.). Sem palavras chave. Representações sociais. Teoria e prática, p.123-144. João Pessoa, Universitária, www.anped.org.br/reunioes/27/gt20/t204 2001. .pdf MOSCOVICI, S. La psychanaliyse, son image et son public. Paris, PUF, 1976. _____. Representações sociais: um domínio em expansão. In: JODELET, D. (Org). As representações sociais, p. 1744. Rio de Janeiro, UERJ. 2001. VERGÉS, P. L´évocation de l´argent: une méthode pour la definition du noyau central d’une représentation. Bulletin de Psychologie, Tomo XLV, n. 405, p. 203209, 1992. Campo: Educação Tipo: Empírica Tema: Avaliação Institucional Sujeitos: Atores do processo Contexto: realidade avaliativa no interior de instituições de ensino superior que contava com uma história de avaliação institucional e com um trabalho em realização abrangendo cursos de graduação de uma das Faculdades. Metodologia: Estudo de caso observação participante (observação parceria) Análise documental: Entrevistas, ALP Grupo focal Tipo de Análise: Alceste, EVOC, CHIC, Análise de conteúdo Resultados: A pauta da avaliação institucional tem se apresentado com conteúdos de possibilidades, mas com predomínio de dificuldades e resistências, revelando sentidos fundados em raízes históricas longínquas. Articulação RS/subj: A avaliação institucional ocorre, portanto, num espaço de intersubjetividades em que se pode presenciar confrontos e convergências de universos de ideologias, crenças e representações que são construídas e reconstruídas, e que interferem no processo avaliativo, nem sempre se constituindo como facilitadores do mesmo. [... ] Os dados mostraram a presença de uma representação de participação ativa dos membros da comunidade na gestão institucional, reflexo da história da instituição, marcando concepções e ações. Acredita-se ser possível pensar, como propõe Wagner (2000), na caracterização de uma representação cultural por se constituir profundamente enraizada no pensamento e no comportamento da população. Jodelet (1995), por sua vez, fala em constituintes culturais da representação, que penetram a lógica interna do sistema de representação, atravessam o tempo e participam da cultura de nossa sociedade. A presença da representação cultural da avaliação, associada ao controle e meritocrática, contaminaria a produção dos sentidos de objetos a ela relacionada, como é o caso da avaliação institucional. WAGNER, W. Sócio-gênese e características das representações sociais. In: MOREIRA, A. S. P.; OLIVEIRA, D. C. (Org). Estudos interdisciplinares de representação social, p. 03-25. Goiânia, AB, 2000. RESENDE, A. C. A. Subjetividade: Referências novas abordagens de antigas dicotomias. UFG/UCG RESENDE, Anita C. Azevedo. Subjetividade em tempo de reificação: um tema para a psicologia social. 28ª Reunião – 2005 Estudos: Revista da Universidade Resumo: (sem resumo) Católica de Goiás. v. 28, n. 4, p. 511-538, A emergência do mundo moderno jul/ago 2001. colocou em causa a constituição de novos Campo: Educação Tipo: Não empírica Tema: Subjetividade Sujeitos: Contexto: Pesquisas publicadas em periódicos brasileiros especializados nas áreas de educação, psicologia e psicologia da educação, no período de 1980 a 1992 Metodologia: Análise documental 140 personagens, novas realidades históricas que desafiaram o pensamento e redimensionaram as possibilidades de reflexão acerca dos objetos que foram se constituindo. Fosse o indivíduo, trabalhador livre para oferecer-se como força de trabalho, fosse a sociedade urbano industrial, que se constituiu e revolucionou, o que estava em questão era a emergência de novas realidades históricas que implicaram novos desafios ao conhecimento. Conhecer e compreender esses novos objetos constituiu um programa que consubstanciou vasta tradição científica no campo das ciências humanas e sociais e se firmou no contraponto das vertentes positivistas que pretendiam explicar e descrever os processos históricos em curso. _____Subjetividade e Educação: um não tão novo desafio para um não tão novo tempo. Educativa. UCG, v. 6, n. 2, p. 311-322, jul/dez 2003. Tipo de Análise: Análise de conteúdo Resultados: Muitas das análises que questionam a temática da subjetividade no campo da educação podem ser sintetizadas em dois eixos, ambos indutores não apenas a um erro teórico, no sentido de não apreender o real, mas, principalmente a um erro “prático”, na medida em que acabam por apreender mecanicamente realidades que são produzidas socialmente. Articulação RS/subj: Indícios de articulação. Seja porque a subjetividade aparece como manifestação de estados mentais (como “inteligência”, “cognição”, “competências”), seja porque aparece como discurso sobre (“representação social de.”), ou ainda porque aparece como relação com (“sensibilidade”, “relação com o professor”), a apreensão teórica dessa questão não evita sempre os reducionismos que impedem que a subjetividade seja tomada enquanto processo dinâmico, que se constitui no contraponto da internalização, mediada psiquicamente, da realidade objetiva. Sem palavras chave. Subjetividade: novas abordagens de antigas dicotomias SALES, E. da M. B. de. Adolescentes, Referências famílias, conceitos de justiça e de autorespeito. MENIN. M. S. de S. Representações de lei, crime e injustiça em adolescentes, 2000 (Tese de Livre Docência). UFMS/PUCSP 28ª Reunião – 2005 Resumo: (sem resumo) Investiga-se, nesse estudo, como o adolescente percebe sua relação familiar e a si mesmo e quais os conceitos de justiça e de autorespeito que expressa, partindo da hipótese de que regras claras e coerentes são determinantes no estabelecimento de limites, méritos e deméritos, na qualidade do relacionamento entre pais e filhos, principalmente no período de adolescência, quando estes começam a receber da sociedade cobranças as mais diversas de posicionamentos sociais e morais. Adolescentes, famílias, conceitos de justiça e de auto-respeito. Campo: Educação Tipo: Empírica Tema: Relação intrafamiliar Sujeitos: 17 rapazes e 26 moças de diferentes idades da mesma série escolar (terceiro ano do ensino médio) PIAGET, J. Estudos sociológicos. Rio Contexto: Escola pública e escola privada de Janeiro: Companhia Editora Forense, Metodologia: Entrevistas individuais 1973. Tipo de Análise: Análise de conteúdo Resultados: O pensar moral dos adolescentes e a _____. O julgamento moral na criança. forma de respeito existente na família são São Paulo: Mestre Jou, 1977. predominantemente incoerentes; há uma diferença em gênero na percepção dos adolescentes sobre a relação familiar e sobre si mesmos; poucos têm consciência do caráter decisório das regras familiares e de que podem colaborar na sua construção; os conceitos de justiça e de autorespeito indicam preocupação com o que se é, com o que se deseja ser e com a busca de valores positivos. Articulação RS/subj: Entende-se auto-respeito ou respeito por si próprio como representações de si positivas (La Taille, 2002). [...]recorre-se à análise de conteúdo. Este procedimento comparativo serve para verificação das expressões verbais carregadas de componentes cognitivo, afetivo, valorativo e historicamente mutável do adolescente, dos significados e sentidos dessas falas. Presta-se também às inferências sobre as causas e/ou antecedentes das mensagens emitidas para se compreender as características de seu produtor, ou seja, fornece informações sobre o adolescente: concepções de mundo, interesses, características psicológicas, representações sociais, motivações, expectativas etc. SASS, O. Psicologia, tecnologia e Referências educação em Oliveira Vianna e Lourenço Filho GERMANI, G. Estudios sobre sociología y psicología social. Buenos Campo: Educação Tipo: Não empírica Tema: Psicologia Sujeitos: - 141 PUCSP 28ª Reunião - 2005 Resumo: (sem resumo) O reconhecimento de que o comportamento humano recebe influências do meio sóciocultural por intermédio da convivência [social] remonta aos primórdios da formalização da Psicologia como disciplina científica, realizada desde o último quartel do século XIX. Tome-se, por exemplo, a Psicologia dos povos (Völkerpsychologie), de Wilheim Wundt, publicado em 1900, e Princípios de psicologia (The Principles of Psychology), de William James, publicado em 1890. Os dois autores contribuíram distintivamente para a refutação da consciência como substância, propugnando que tal conceito deveria ser entendido mais apropriadamente como uma função psicológica e repousando suas convicções na psicologia fisiológica. Contudo, enquanto Wundt procura distinguir a porção das funções mentais que não dependem da convivência com os outros daquela porção das funções étnicas dependentes da vida coletiva, James propõe a noção de self — constituído pelo eu (I) e o mim (Me) — como função psicológica desenvolvida pelo indivíduo a partir de suas experiências com os outros e que ele as declara como suas. O self, segundo James, contrapõe-se tanto à noção de eu empírico do associacionismo quanto ao ego transcendental, que, admitido como um a priori não modificável, é incompatível com as evidências da evolução do indivíduo, realizada no decorrer de sua história de vida. Aires, Paidós, 1971. Contexto: Escritos de José Francisco de Oliveira Vianna[1883—1951]; diga-se, o primeiro autor OLIVEIRA VIANNA, J. F. de. brasileiro, do ponto de vista cronológico, a adotar a Pequenos estudos de Psycologia social. psicologia social como um modo de interpretar, São Paulo, Monteiro Lobato & Cia, sob a óptica da psicologia social, o homem 1923. brasileiro em relação ao meio sóciocultural bem como a organização política brasileira; e conhecido estudo da Escola Nova levado a cabo por Manuel Bergström Lourenço Filho [1897—1970], publicado em 1930, no qual o autor adere à psicologia funcional ou da inteligência e fundamenta as bases para o desenvolvimento da psicometria e da mensuração pedagógica,no Brasil. Metodologia: Análise documental Tipo de Análise: Ensaio Resultados: não é procedente, com base nos dados apresentados, atribuir a introdução da psicometria na educação brasileira quer ao escolanovismo quer a Dewey. Articulação RS/subj: Supor o indivíduo, que em suas bases é biológico, e encontrar uma psicologia coletiva que se dispõe a separar o que é da espécie daquilo que é do espécime, fornecem um dos argumentos teóricos para que Lourenço Filho articule a psicologia das diferenças individuais com a psicologia coletiva, sem sujeito, fundamentada nas representações sociais e na consciência coletiva, desenvolvida em especial por intelectuais franceses do final do século XIX e primeiras décadas do XX, ao mesmo tempo que lhe permite desembaraçar-se da psicologia social norte-americana, tal como foi desenvolvida pelos pragmatistas norte-americanos, incluindo John Dewey Psicologia, tecnologia e educação em Oliveira Vianna e Lourenço Filho ALBUQUERQUE, L. M. B. de. Referências Subjetividade e representações sociais de escola dos alunos do curso de Pedagogia. ABRIC, J. C. O estudo experimental das UECE representações sociais. In: JODELET, D. As representações sociais, p.155-171. Rio de Janeiro, EdUERJ, 2001. 31ª Reunião - 2008 Resumo: Para apreender os elementos constituintes da subjetividade do aluno do Curso de Pedagogia, suas representações sociais de escola e interferências no processo de formação docente, fez-se uma pesquisa, junto a 526 alunos da Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA) campus de Fortaleza-CE. A problemática foi DOMINGOS SOBRINHO, M. Classe média assalariada e representações sociais da educação: algumas questões de ordem teórico-metodológicas. In: MADEIRA, M. C. (Org.). Representações sociais e educação: algumas reflexões, p. 21-38. Natal, UFRN, 1998. Campo: Educação Tipo: Empírica Tema: Escola Sujeitos: 526 alunos Contexto: Universidade Estadual do Vale de Acaraú, Fortaleza. Metodologia: Análise documental, levantamento sócio-econômico da população, aplicação ALP, questionário. Tipo de Análise: EVOC, Análise de conteúdo Resultados: Os professores atribuíram à escola a função de construir conhecimentos e ampliar os saberes trazidos pelo aluno. Articulação RS/subj: A realidade desvelada pela pesquisa fortalece as teorizações referentes à subjetividade e, em paralelo, ressalta a inter- 142 examinada nas perspectivas antropológicas e psicológicas, tendo como base os postulados teóricometodológicos da Teoria das Representações Sociais. Da Antropologia, foram pinçados os conceitos de práticas humanas: produtiva, social e simbólica. Na Psicologia, a subjetividade é um processo dinâmico, inacabado que se transforma, de modo contínuo e consubstancia a humanização. Foram utilizados os instrumentos: análise documental, levantamento sócio-econômico e um teste de associação livre de palavras. Os resultados fortalecem as conceituações de subjetividade, de representação social como guia de ação individual/grupal e ressaltam sua inter-relação com a formação docente. Fica, reafirmado que a subjetividade humana é um processo inacabado, que se renova com as circunstâncias e fatos impostos ao ser humano. DOISE, W. Cognições e representações: a abordagem genética. In. JODELET, D. As representações sociais, p.301-320. Rio de Janeiro, EdUERJ, 2001. ERIKSON, E. H. Identidade, juventude e crise. Rio de Janeiro, Guanabara, 1987. GOFFMAN, E. Estigma. Notas sobre a manipulação da identidade deteriorada. Rio de Janeiro, Guanabara, 1988. JODELET, D. Loucuras e representações sociais. Petrópolis, Vozes, 2005. relação entre afloramento da subjetividade e a formação docente. Fica, aqui, reafirmado que a subjetividade humana é um processo inacabado, que se renova de acordo com as circunstâncias e fatos impostos ao ser humano. Por conseguinte, é possível pensar no florescer / reflorescer da subjetividade do ser humano, que se fortalece em todas as suas manifestações. Na configuração da subjetividade do grupo pesquisado, estão presentes as suas representações de escola conhecimento e educação – que interferem no processo de formação e na ação docente das alunas que já exerciam o magistério. MOSCOVICI. S. A representação social da psicanálise. Rio de Janeiro, Zahar, 1978. SÁ, C. P. de. Núcleo central das representações sociais. Petrópolis, Vozes, 1996. SPINK, M. J. (Org). O estudo empírico Palavras-chave: subjetividade, das representações sociais. In: ____. O representação social, formação docente. conhecimento no cotidiano. As representações sociais na perspectiva da Psicologia Social, p.85-108. São Paulo, Subjetividade e representações sociais Brasilense, 1993. de escola dos alunos do curso de VERGÈS, P. Conjunto de programas que Pedagogia. permitem a análise de evocações. EVOC, Manual, versão 5 de abril 2002, 22p. Aix en Provence: [S. n.] 2002. SUGAHARA, L. Y.; SOUSA, C. P. de. Referências A dimensão afetiva nas representações sociais sobre o trabalho docente. ARRUDA, A. Meandros da teoria: a PUCSP dimensão afetiva das representações sociais. In: ALMEIDA, A. M. O.; 33ª Reunião – 2010 JODELET, D. (Org.). Interdisciplinaridade e diversidade de Resumo: paradigmas. Brasília, Thesaurus, 2009, O presente estudo é um recorte de uma p.83 – 102. pesquisa mais ampla realizada com 2800 alunos de 25 Universidades do Brasil, de CAMARGO, B. V. ALCESTE: Um Portugal e da Argentina. O nosso estudo programa informático de análise pretende analisar como a dimensão quantitativa de dados textuais. In: afetiva se apresenta nas representações MOREIRA, A. S. P.; CAMARGO, V. sociais de futuros professores quando B.; JESUINO, C. J.; NÓBREGA,S. M. descrevem a profissão docente. A da (Org.). Perspectivas teóricometodologia envolveu a utilização do metodológicas em representações software ALCESTE - Analyse Lexicale sociais. João Pessoa, UFPB/Editora par Contexte d’un Ensemble de Universitária, 2005, p. 511-539. Segments de Texte. O processamento do programa resultou em cinco classes que CAMPOS, P. H. F.; ROUQUETTE, M. foram analisadas à luz da teoria das L. Abordagem estrutural e componente representações sociais proposta por Serge afetivo das representações sociais. Moscovici. As representações dos alunos Psicologia: reflexão e crítica, v.16. n. de educação – futuros professores - 03, p. 435-445, 2003. revelaram que a dimensão afetiva é primordial para o desenvolvimento de GUARESCHI, P.; JOVCHELOVITCH, uma prática docente bem sucedida. Além S.(Org.) Textos em representações disso, a afetividade se apresenta nas sociais. Petrópolis, Vozes, 2008. Campo: Educação Tipo: Empírica Tema: Afetividade Sujeitos: 90 alunos Contexto: Curso de Pedagogia e Licenciatura de 25 universidades brasileiras Metodologia: Técnica de juízes, ALCESTE Tipo de Análise: Análise Categorial Temática Resultados: A afetividade é fator fundamental no trabalho docente, pois se apresenta não apenas como dimensão subjetiva do universo da docência, mas indica uma objetivação que se revela como forma de conhecimento. É pela emoção que o professor é afetado e a partir das respostas de bem estar e mal estar realiza a reflexão que leva à ação. É através desse processo que ocorre num espaço intersubjetivo (nas relações com o outro), subjetivo (consigo mesmo) e objetivo (realidade) que o futuro professor vai construindo, desconstruindo e reconstruindo suas representações sociais. Articulação RS/subj: O professor é compreendido pela autora enquanto sujeito de sua ação, que se apropria de diferentes formas de alguns significados e, dialeticamente, na medida em que a sua subjetividade se constitui, este professor transforma a si e ao grupo profissional, pois este coletivo contém a particularidade de cada indivíduo. 143 representações dos candidatos a docentes como: estratégia didática, sabedoria e compromisso. Nesse sentido, este estudo aponta para uma lacuna existente nos cursos de formação de professores, visto que a afetividade não é tão somente um atributo dado, mas que pode e deve ser desenvolvido para e na prática docente. JOVCHELOVITCH, S. Os contextos do saber. Petrópolis, Vozes, 2008. MOSCOVICI, S. A representação social da psicanálise. Rio de Janeiro, Zahar, 1978. _______. Representações sociais. Investigações em psicologia social. Petrópolis, Vozes, 2007. RIBEIRO, M. L.; JUTRAS, F.; LOUIS, R. Análise das representações sociais da afetividade na relação educativa. Psicologia da Educação, São Paulo, n. 20, p. 31-54, 1º sem. de 2005. WALLON, H. A evolução psicológica da criança. Lisboa, Edições 70, 2005. 144 Tabela 16 – Relação de estudos empíricos e não-empíricos dentre os trabalhos analisados. Identificação Dissertações Artigos ANPED Total Empírico 5 11 6 22 Não empírico 1 5 3 9 Total 6 16 9 31 145 Tabela 17 – Relação das obras mais citadas nos 40 trabalhos publicados entre 2000 e 2010. AUTOR MOSCOVICI, S. Obra Quantidade (ƒ≥ 3) (6) Representações sociais. Investigações em Psicologia Social. Petrópolis, Vozes, 2003. 25 O fenômeno das representações sociais. In: MOSCOVICI, S. Representações sociais: investigações em psicologia social. Petrópolis: Vozes, 2003, p. 29-109. (4) Das representações coletivas às representações sociais: elementos para uma história. In: JODELET, D. (Org). Representações sociais. Rio de Janeiro: EdUERJ, 2001, p. 45-66. L’ère des représentations sociales. In: DOISE, W.; PALMONARI, A. (Org.), L’Étude des représentations sociales, p. 7287.Neuchâtel, Delachaux et Niestlé, 1986. The Coming era of representations. In: CODOL, J.P.; LEYENS, J.P. Cognitive analysis of social behaviour. Londres, Nijhoff Publishers, 1982. On Social representations. In: FORGAS, J. Social Cognition. New York, Academic Press, 1981 FOUCAULT, M. (11) A representação social da psicanálise. Rio de Janeiro: Zahar, 1978. (4) Vigiar e Punir. Petrópolis, Vozes, [1991], [1993], [1999], [2003]. História da sexualidade III: o cuidado de si. Rio de Janeiro: Graal, 2002. História da sexualidade I: a vontade de saber. Rio de Janeiro: Graal, 2001. História da Loucura na Idade Clássica. São Paulo, Perspectiva, 1999. (3) Microfísica do poder. Rio de Janeiro, Graal, [1979], [1992], [1999]. A ordem do discurso. São Paulo, Loyola, 1998. O Sujeito e o poder. In. DREYFUS, H.; RABINOW, P. Michel Foucault, uma trajetória filosófica: para além do estruturalismo e da hermenêutica, p. 231-249. Rio de Janeiro, Forense Universitária, 1995. História da sexualidade II: o uso dos prazeres. Rio de Janeiro: Graal, 1994. Verdade e subjetividade. Revista de Comunicação e Linguagens, Lisboa, n. 19, p. 203-223, 1993. O cuidado de si (História da Sexualidade III). Rio de Janeiro, Graal, 1985. A verdade e as formas jurídicas. Cadernos da PUC/RJ, série Letras e Artes, 6/74, n. 16, 1984. O uso dos prazeres (História da Sexualidade II). Rio de Janeiro, Graal, 1984. 18 146 JODELET, D. A Vontade de Saber (História da Sexualidade I). Rio de Janeiro, Graal, 1982. (3) Loucuras e representações sociais. Petrópolis, Vozes, 2005. 12 (2) Representações sociais. Rio de Janeiro, Eduerj, 2001. (5) Representações sociais: um domínio em expansão. In: JODELET, D. (Org). Representações sociais. Rio de Janeiro: EdUERJ, 2001, p. 17-44. A Alteridade como produto e processo psicossocial. In: JODELET, D. (Org.). Representando a alteridade. Petrópolis, Vozes, 1998, p. 47-67. ABRIC, J. C. La representación social: Fenómenos, concepto y teoría. In: MOSCOVICI, S. Psicologia Social, II. Pensamiento y vida social. Psicología social y problemas sociales, p. 469-494. Barcelona, Paidós, 1986. (1) O estudo experimental das representações sociais. In: JODELET, D. As representações sociais, p.155-171. Rio de Janeiro, EdUERJ, 2001. 10 (1) A abordagem estrutural das representações sociais. In: MOREIRA, A. S. P.; OLIVEIRA, D. C. (Org). Estudos interdisplinares de representações sociais. Goiânia: AB, 2000, p. 27-38. (3) Pratiques sociales et représentations. Paris, PUF, 1994. (1) L’ approche struturale des representations socials: developments récents. Palestra proferida na IV Conferência Internacional sobre representações sociais realizada na ciade do México em agosto de 1988. Coopération, compétition et représentations sociales. Cousset, DelVaL, 1987. SÁ, C. P. (3) L'organisation interne des representations sociales: système central et système périphérique. In: GUIMELLI, C. H. (Ed). Structures et transformations des représentations sociales. Lausanne: Delachaux et Niestlé, 1994. (3) A construção do objeto de pesquisa em representações sociais. Rio de Janeiro, Eduerj, 1998. 10 (5) Núcleo central das representações sociais. Petrópolis: Vozes, 1996. Representações sociais: o conceito e o estado atual da teoria. In: SPINK, M. J. (Org). O conhecimento no cotidiano: as representações sociais na perspectiva da psicologia social. São Paulo: Brasiliense, 2004, p. 19-45. JOVCHELOVITCH, S. A representação social da economia brasileira antes e depois do real. In: PAREDES, A. S.; OLIVEIRA, D. C. (Org.). Estudos interdisciplinaresde representação social, p. 49-69. Goiânia, AB Editora, 1998. Os contextos do saber. Petrópolis, Vozes, 2008. (2) Representações sociais e esfera pública. A construção simbólica dos espaços públicos no Brasil. Petrópolis: Vozes, 2000. Vivendo a vida com os outros: intersubjetividade, espaço público e representações sociais. In: GUARESCHI, P. A.; JOVCHELOVICTH, S. (Org). Textos em representações sociais, 7 147 Petrópolis: Vozes, 1995, p. 63-85. GOFFMAN, E. (3) GUARESCHI, P. A. (Org). Textos em representações sociais. Petrópolis: Vozes, [1998], 2008. (2) Representação do eu na vida cotidiana. Petrópolis, Vozes, 1989. 7 (3) Estigma. Notas sobre a manipulação da identidade deteriorada. Rio de Janeiro, Guanabara, 1988. Manicômios, prisões e conventos. São Paulo, Perspectiva, 1987. FREIRE, P. Epistemologia e filosofia política. Porto: Presença, 1984. Pedagogia da autonomia. Saberes necessários à prática educativa. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1997. 6 Pedagogia da esperança: um reencontro com a pedagogia do orpimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1992. Ação cultural para a liberdade. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1981. Educação e mudança. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1981. Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1970. BOURDIEU, P. Educação como prática da liberdade. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1967. Os três estados do capital cultural. In: NOGUEIRA, M. A.; CATANI. (Orgs.). Escritos de Educação, p.73-79. Petrópolis, Vozes, 1999. 6 A ilusão biográfica. In: FERREIRA, M. de M.; AMADO, J. Uso e abusos da História Oral. Rio de Janeiro, Fundação Getúlio Vargas, 2001. Preface. In: DOISE, W., CLEMENCE, A., LORENZI-CIOLDI, F. Representations sociales et analyse de donnees. Grenoble, P.U.G., 1992. Un progrès de la réflexivité. Préface. In: DOISE, W.; CLEMENCE, A; LORENZI-CIOLDI, F. (Org.). Représentations sociales et analyses de données, p. 02-03. Grenoble, PUG, 1992. Questões de Sociologia. Rio de Janeiro, Marco Zero, 1983. SPINK, M. J. Sociologia. São Paulo: Ática, 1983. A incredulidade frente às metanarrativas. Polissemia e intersubjetividade no debate epistemológico contemporâneo. In: PASSOS, C. (Org.). Fonoaudiologia: Recriando seus sentidos. Interfaces, p. 29-43. São Paulo, Plexus, 1996. Desvendando as teorias implícitas: uma metodologia de análise das representações sociais. In: GUARESCHI, P. A.; JOVCHELOVICTH, S. (Org). Textos em representações sociais. Petrópolis: Vozes, 1998, p. 117-145. O discurso como produção de sentidos. In: NASCIMENTOSCHULZE, C. (Org.) Novas contribuições para a teorização e pesquisa em representação social, p. 37-46. Coletâneas da ANPEPP. Florianópolis, UFSC, 1996. (2) O estudo empírico das representações sociais. In: SPINK, M. J.(Org). O conhecimento no cotidiano: as representações sociais na perspectiva da psicologia social. São Paulo: Brasiliense, 2004, p. 6 148 85-108. ALVES-MAZZOTTI, A. J. MEDRADO, B.. Produção de sentidos no cotidiano: uma abordagem teórico-metodológica para análise das práticas discursivas. In: SPINK, M. J. (Org.). Práticas discursivas e produção de sentidos no cotidiano: aproximações teóricas e metodológicas. São Paulo: Cortez, 1999, p. 41-61. Processos formadores da representação social do ser professor. [Resumo]. In: V JORNADA INTERNACIONAL E III CONFERÊNCIA BRASILEIRA SOBRE REPRESENTAÇÕES SOCIAIS, Brasília, Brasil, 2007. 5 Fracasso escolar: representações de professores e de alunos repetentes. Trabalho apresentado na 26ª Reunião Anual da ANPEd, GT 20 – Psiccologia da Educação. Caxambu, MG, 2003. Representação de aluno de escola pública no discurso de professores. Trabalho apresentado na 22ª Reunião Anual da ANPEd, GT 20 – Psiccologia da Educação. Caxambu, MG, 1999. O trabalho infanto-juvenil: representações de meninos trabalhadores, seus pais, professores e empregadores. Relatório de Pesquisa CNPq, 1997. GUARESCHI, P. A. Representações sociais: aspectos teóricos e aplicações à Educação. Em aberto, Brasília, ano 14, n. 61, jan/mar 1994. Pressupostos psicossociais da exclusão: competitividade e culpabilização. In: SAWAIA, B. (Org). As artimanhas da exclusão: análise psicossocial e ética da desigualdade social, p. 141- 156. Petrópolis, Vozes, 1999. 5 “Sem dinheiro não há salvação”: ancorando o bem e o mal entre pentencostais. In: GUARESCHI, P. A.; JOVCHELOVICTH, S. (Org). Textos em representações sociais. Petrópolis: Vozes, 1998, p.191-225. FLAMENT, C. (3) JOVCHELOVICTH, S. (Org). Textos em representações sociais. Petrópolis: Vozes, [1998], 2008. Estrutura e dinâmica das representações sociais. In: JODELET, D. (Org). Representações sociais. Rio de Janeiro: EdUERJ, 2001, p. 173-186. 5 Pratiques et représentations sociales. In: BEAUVOIS, J. L.; JOULE, R. V.; MONTEIL, J. M. (Org.). Perspectives cognitives et conduits sociales. I. Théories implicites et conflits cognitifs. Cousset, DelVal, 1987. Aspects péripheriques des représentations sociales. In: GUIMELLI, C. (Org.). Structures et transformations des representations socials, p. 85-118. Neuchâtel, Delachaux et Niestlé, 1986. L’analyse de similitude: une technique pour les recherches sur les représentations sociales. In: DOISE, W.; PALMONARI, A. (Org.), L’ étude des représentations sociales, p. 139-156. Neuchâtel, Delachaux et Niestlé, 1986. VERGÈS, P. L’analyse de similitude: une technique pour les recherches sur les représentations sociales. Cahier Psychologie Cognitive, v. 1, n. 4, p. 375-95, 1981. (2) L‘évocation de l’argent: une méthode pour la definition du noyau central de la représentation. Bulletin Psychologie, v. 45, n. 405, p. 203-209, 1992. (2) Conjunto de programas que permitem a análise de evocações. EVOC, Manual, versão 5 de abril 2002, 22p. Aix en Provence: [S. 5 149 n.} 2002. BERGER, P. LUCKMANN, T. FARR, R. M. VIGOTSKY, L. S. L.;; VERGÈS, P. Une possible méthodologie pour l’approche des representations économiques. Communication-Information, v. 6, n. 23, p. 375-98, 1984. (3) A Construção social da realidade. Petrópolis, Vozes, [1973], [1994], 2002. (3) Representações sociais: a teoria e sua história. In: GUARESCHI, P. A.; JOVCHELOVICTH, S. (Org). Textos em representações sociais. Petrópolis: Vozes, 1998, p. 31-59. (3) A construção do pensamento e da linguagem. São Paulo: Martins Fontes, 2001. (2) A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes, 1991. 3 3 3 150 APÊNDICE 2 Relação de autores e suas obras mais citadas nos 40 trabalhos publicados entre 2000 e 2010 ABRIC, J. C. O estudo experimental das representações sociais. In: JODELET, D. As representações sociais, p.155171. Rio de Janeiro, EdUERJ, 2001. _____. A abordagem estrutural das representações sociais. In: MOREIRA, A. S. P.; OLIVEIRA, D. C. (Org). Estudos interdisplinares de representações sociais. Goiânia: AB, 2000, p. 27-38. _____. (Dir.) Pratiques sociales et représentations. Paris, PUF, 1994. _____. L’ approche struturale des representations socials: developments récents. Palestra proferida na IV Conferência Internacional sobre representações sociais realizada na ciade do México em agosto de 1988. _____. Coopération, compétition et représentations sociales. Cousset, DelVaL, 1987. _____. A L'organisation interne des representations sociales: système central et système périphérique. In: GUIMELLI, C. H. (Ed). Structures et transformations des représentations sociales. Lausanne: Delachaux et Niestlé, 1994. ALVES, P. C.; RABELO, M. C. Repensando os estudos sobre representações e práticas em saúde/doença. In: ________. Antropologia da saúde: traçando identidades e explorando fronteiras, p. 107-231. Rio de Janeiro, Relume-Dumará, 1998. ALVES-MAZZOTTI, A. J. Processos formadores da representação social do ser professor. [Resumo]. In: V JORNADA INTERNACIONAL E III CONFERÊNCIA BRASILEIRA SOBRE REPRESENTAÇÕES SOCIAIS, Brasília, Brasil, 2007. _____. Fracasso escolar: representações de professores e de alunos repetentes. Trabalho apresentado na 26ª Reunião Anual da ANPEd, GT 20 – Psiccologia da Educação. Caxambu, MG, 2003. _____. Representação de aluno de escola pública no discurso de professores. Trabalho apresentado na 22ª Reunião Anual da ANPEd, GT 20 – Psicologia da Educação. Caxambu, MG, 1999. _____. O trabalho infanto-juvenil: representações de meninos trabalhadores, seus pais, professores e empregadores. Relatório de Pesquisa CNPq, 1997. _____. Representações sociais: aspectos teóricos e aplicações à Educação. Em aberto, Brasília, ano 14, n. 61, jan/mar 1994. ARAÚJO, F. A.; BAPTISTA, F, P. (Org). Variações sobre o imaginário. Domínios, teorizações e práticas hermenêuticas. Lisboa: Instituto Piaget, 2003. ARRUDA, A. As representações sociais: desafios de pesquisa. Revista de Ciências Humanas. Florianópolis: EdUFSC, p. 09-32, 2002. _____. Meandros da teoria: a dimensão afetiva das representações sociais. In: ALMEIDA, A. M. O.; JODELET, D. (Org.). Interdisciplinaridade e diversidade de paradigmas. Brasília, Thesaurus, 2009, p.83 – 102. BAUDRILLARD, J. A troca simbólica e a morte. São Paulo: Loyola, 1996. _____. Simulacros e simulações. Lisboa: Relógio d’ água, 1991. BENELLI, S. J. O internato escolar como instituição total: violência e subjetividade. Revista Psicologia em Estudo, Maringá,v. 7, n. 2, jul/dez, p.19-29, 2002. _____; COSTA-ROSA, A. A produção da subjetividade no contexto institucional de um Seminário Católico. Revista Estudos de Psicologia, PUC-CAMPINAS, v.19, n. 02, maio-agosto, p. 37-58, 2002. BERGER, P. L. O dossel sagrado. São Paulo: Paulinas, 1985. _____; LUCKMANN, T. A Construção social da realidade. Petrópolis, Vozes, [1973], [1994], 2002. 151 BICEGLIA, I. L. Representações sociais de profissionais da Educação Física sobre a Psicologia aplicada ao esporte. 2008. 173f. Dissertação (Mestrado em Educação). Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Estadual Paulista. Presidente Prudente, 2008. BLUMER, H. Comportamento coletivo. In: LEE, A. M. (Org.). Princípios de sociologia. São Paulo, Herder, 1962. BOCK, A. M. B. A Psicologia Sócio-Histórica: uma perspectiva crítica em psicologia. In: BOCK, A. M. B; GONÇALVES, M. G. M.; FURTADO, O. (Orgs). Psicologia Sócio-Histórica: uma perspectiva crítica em psicologia, p. 15- 35, São Paulo, Cortez, 2001. _____; GONÇALVEZ, M. G. M.; FURTADO, O. (Orgs). Psicologia sócio-histórica: uma perspectiva crítica em psicologia. São Paulo: Cortez, 2001. BONFIM, Z. A. C.; ALMEIDA, S. F. C. de. Representação social: conceituação, dimensão e funções. Revista de Psicologia, v. 9, n. 1-2, p. 75- 89, 1992. BOURDIEU, P. Os três estados do capital cultural. In: NOGUEIRA, M. A.; CATANI. (Orgs.). Escritos de Educação, p.73-79. Petrópolis, Vozes, 1999. _____. A ilusão biográfica. In: FERREIRA, M. de M.; AMADO, J. Uso e abusos da História Oral. Rio de Janeiro, Fundação Getúlio Vargas, 2001. _____. Preface. In: DOISE, W., CLEMENCE, A., LORENZI-CIOLDI, F. Representations sociales et analyse de donnees. Grenoble, P.U.G., 1992. _____. Un progrès de la réflexivité. Préface. In: DOISE, W.; CLEMENCE, A; LORENZI-CIOLDI, F. (Org.). Représentations sociales et analyses de données, p. 02-03. Grenoble, PUG, 1992. _____. Questões de Sociologia. Rio de Janeiro, Marco Zero, 1983. _____. Sociologia. São Paulo: Ática, 1983. BURNHAM, T. Complexidade, multirreferencialidade, subjetividade: três referências polêmicas para a compreensão do currículo escolar. Em Aberto, Brasília, v.12, n.58, p. 3-13, 1993. CALIL, M. I. De menino de rua a adolescente: análise sócio-histórica de um processo de ressignificação do sujeito. In: OZELLA, S. (Org). Adolescências Construídas: a visão da psicologia sócio-histórica. São Paulo: Cortez, 2003, p. 137-166. CAMARGO, B. V. ALCESTE: Um programa informático de análise quantitativa de dados textuais. In: MOREIRA, A. S. P.; CAMARGO, V. B.; JESUINO, C. J.; NÓBREGA,S. M. da (Org.). Perspectivas teórico-metodológicas em representações sociais. João Pessoa, UFPB/Editora Universitária, 2005, p. 511-539. CAMPOS, P. H. F.; ROUQUETTE, M. L. Abordagem estrutural e componente afetivo das representações sociais. Psicologia: reflexão e crítica, v.16. n. 03, p. 435-445, 2003. CARDOSO, C. F.; MALERBA, J. (Org). Representações: contribuição a um debate transdisciplinar. Campinas: Papirus, 2000. CARNEIRO, M. H. S. Uma boa aula de Biologia: um estudo das representações sociais de um grupo de alunos e professores. In: ATAS DO III ENCONTRO NACIONAL EM PESQUISA EM EDUCAÇÃO EM CIÊNCIAS. Atibaia, SP, ABRAPEC, 2001. CD-ROM. CASTELLS, M. El poder de la identidad: la era de la información. Buenos Aires, Alianza Editorial, 1999. CERTEAU, M. A invenção do cotidiano: artes do fazer. Petrópolis: Vozes, 1994. _____; GIARD, L. MAYOL, P. A invenção do cotidiano: morar, cozinhar. Petrópolis: Vozes, 1997. CHEVALIER, J.; GHEERBRANT, A. Dicionário de símbolos: mitos, sonhos, costumes, gestos, formas, figuras, cores, números. Rio de Janeiro: José Olympio, 1991. COELHO, F. J. F.; FALCÃO, E. B. M. Ensino de Ciências e representação social de morte. In: ATAS DO III ENCONTRO NACIONAL EM PESQUISA EM EDUCAÇÃO EM CIÊNCIAS. Atibaia, SP, ABRAPEC, 2001. CDROM. 152 COIMBRA, C. M. B. Gerentes da ordem: a subjetividade dos anos 60 e 70 no Brasil. Doutorado em Educação. FEUSP, 1992. CORAZZA, S. Currículos alternativos/oficiais: o(s) risco(s) do hibridismo. 23ª Reunião Anual da ANPED, 2000. DAYRELL, J. (Org.). Múltiplos olhares sobre educação e cultura. Belo Horizonte, Editora da UFMG, 1996. DE ROSA, A. S. Sur l’usage des associations libres pour l’étude dês représentations sociales de la maladie mentale. Conexions, v. 1, n. 51, p. 27-50, 1988. DEGENNE, A. Présentation de l’analyse de similitude. Information et Science Humaine, v. 15, n. 67, p. 07-26, 1985. _____; VERGÈS, P. Introduction à l’analyse de similitude. Revue Française de Sociologie, v. 14, n. 4, p. 471-521, 1973 DI GIACOMO, J. P. Aspects méthodologiques de l’analyse dês représentations sociales. Cahier Psychologie Cognitive, n. 1, p. 397-422, 1981. DIEB, M. H. Educação Infantil e formação docente: um estudo das representações sociais. 2004. 166p. Dissertação (Mestrado em Educação). Universidade Federal do Ceará. 2004. DOISE, W. Cognições e representações: a abordagem genética. In. JODELET, D. As representações sociais, p.301320. Rio de Janeiro, EdUERJ, 2001. _____; CLEMENCE, A; LORENZI-CIOLDI, F. (Org.). Représentations sociales et analyses de données Grenoble: PUG, 1992. DOMINGOS SOBRINHO, M. Classe média assalariada e representações sociais da educação: algumas questões de ordem teórico-metodológicas. In: MADEIRA, M. C. (Org.). Representações sociais e educação: algumas reflexões, p. 21-38. Natal, UFRN, 1998. DUARTE, N. A individualidade para si: contribuição a uma teoria histórico-social da formação do indivíduo. Campinas: Autores associados, 1993. DUBET, F. A Escola e a exclusão. Cadernos de Pesquisa, São Paulo, n.119, p. 29-45, jul. 2003. _____; WIEVIORKA, M. (Org.). Penser le sujet. Paris, Fayard, 1995. DURKHEIM, E. As forças elementares da vida religiosa: o sistema totêmico na Austrália. São Paulo: Martins Fontes, 2003. _____. As regras do método sociológico. São Paulo: Editora Nacional, 1982. ERIKSON, E. H. Identidade, juventude e crise. Rio de Janeiro, Guanabara, 1987. FANTIN, M. Construção de sujeitos e educação popular. 19ª Reunião Anual da ANPED, 1996. FARR, R. M. As raízes da Psicologia Social moderna. Petrópolis: Vozes, 2001. _____. Representações sociais: a teoria e sua história. In: GUARESCHI, P. A.; JOVCHELOVICTH, S. (Org). Textos em representações sociais. Petrópolis: Vozes, 1998, p. 31-59. FIGUEIREDO, L. C. M. Matrizes do pensamento psicológico. Petrópolis: Vozes, 1981. FISCHER, R. M. B. A Paixão de trabalhar com Foucault. In: COSTA, M. V. (org.) Caminhos investigativos: novos olhares na pesquisa em educação. 2. ed. Porto Alegre: Mediação, 2002, p.37-60. _____. Revisitando as psicologias. Da epistemlogia à ética das práticas e discursos psicológicos. São Paulo Educ, 1996. FISCHER, R. M. B. Foucault e a análise do discurso em educação. Cadernos de Pesquisa. São Paulo, n. 114, p.197223, nov. 2001. FLAMENT, C. Estrutura e dinâmica das representações sociais. In: JODELET, D. (Org). Representações sociais. Rio de Janeiro: EdUERJ, 2001, p. 173-186. 153 FLAMENT, C. Pratiques et représentations sociales. In: BEAUVOIS, J. L.; JOULE, R. V.; MONTEIL, J. M. (Org.). Perspectives cognitives et conduits sociales. I. Théories implicites et conflits cognitifs. Cousset, DelVal, 1987. _____. Aspects péripheriques des représentations sociales. In: GUIMELLI, C. (Org.). Structures et transformations des representations socials, p. 85-118. Neuchâtel, Delachaux et Niestlé, 1986. _____. L’analyse de similitude: une technique pour les recherches sur les représentations sociales. In: DOISE, W.; PALMONARI, A. (Org.), L’ étude des représentations sociales, p. 139-156. Neuchâtel, Delachaux et Niestlé, 1986. _____. L’analyse de similitude: une technique pour les recherches sur les représentations sociales. Cahier Psychologie Cognitive, v. 1, n. 4, p. 375-95, 1981. FOUCAULT, M. Vigiar e Punir. Petrópolis, Vozes, [1991], [1993], [1999], [2003]. _____. História da sexualidade III: o cuidado de si. Rio de Janeiro: Graal, 2002. _____. História da sexualidade I: a vontade de saber. Rio de Janeiro: Graal, 2001. _____. História da Loucura na Idade Clássica. São Paulo, Perspectiva, 1999. _____. Microfísica do poder. Rio de Janeiro, Graal, [1979], [1992], [1999]. _____. A ordem do discurso. São Paulo, Loyola, 1998. _____. O Sujeito e o poder. In. DREYFUS, H.; RABINOW, P. Michel Foucault, uma trajetória filosófica: para além do estruturalismo e da hermenêutica, p. 231-249. Rio de Janeiro, Forense Universitária, 1995. _____. História da sexualidade II: o uso dos prazeres. Rio de Janeiro: Graal, 1994. _____. Verdade e subjetividade. Revista de Comunicação e Linguagens, Lisboa, n. 19, p. 203-223, 1993. _____. O cuidado de si (História da Sexualidade III). Rio de Janeiro, Graal, 1985. _____. A verdade e as formas jurídicas. Cadernos da PUC/RJ, série Letras e Artes, 6/74, n. 16, 1984. _____. O uso dos prazeres (História da Sexualidade II). Rio de Janeiro, Graal, 1984. _____. A Vontade de Saber (História da Sexualidade I). Rio de Janeiro, Graal, 1982. FRANCO, M. L. P. B. As Representações sociais sobre educação e trabalho por parte de jovens estudantes trabalhadores. Psicologia da Educação. São Paulo, PUC/SP, 1999. FREIRE, P. Pedagogia da autonomia. Saberes necessários à prática educativa. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1997. _____. Pedagogia da esperança: um reencontro com a pedagogia do orpimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1992. _____. Ação cultural para a liberdade. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1981. _____. Educação e mudança. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1981. _____. Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1970. _____. Educação como prática da liberdade. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1967. FREITAS, M. T. A. Vigotsky e Bakthin. Psicologia da Educação: um intertexto. São Paulo: Ática, 1994. FREITAS, S. N.; CASTRO, S. F. Representação social e educação especial: a representação dos professores de alunos com necessidades educativas especiais incluídos na classe comum do ensino regular, 2004. FREUD, S. Some points in a comparative study of organic and hysterical paralysis. London: Hogarth Press, 1924. _____. Três ensaios para uma teoria sexual. Rio de Janeiro: Imago, 1976. GEERTZ, C. A interpretação das culturas. Rio de Janeiro: Ao livro Técnico, 1989. 154 GENRO, M. E. et al. Representações dos estudantes sobre a avaliação das universidades na relação com o projeto acadêmico institucional. Revista Educação Unisinos, São Leopoldo, v. 7, n. 13 (esp.: Anais), p.01-21, 2003. GERMANI, G. Estudios sobre sociología y psicología social. Buenos Aires, Paidós, 1971. GILLY, M. Representações sociais no campo da Educação. In: JODELET, D. (Org). Representações sociais. Rio de Janeiro: EdUERJ, 2001, p. 321-341. GINZBURG, C. Sinais: Raízes de um paradigma iniciático. In: GINZBURG, C. Mitos, emblemas, sinais: morfologia e história. São Paulo, Companhia das Letras, 1999. GOFFMAN, E. A Representação do eu na vida cotidiana. Petrópolis, Vozes, 1989. _____. Estigma. Notas sobre a manipulação da identidade deteriorada. Rio de Janeiro, Guanabara, 1988. _____. Manicômios, prisões e conventos. São Paulo, Perspectiva, 1987. _____. Epistemologia e filosofia política. Porto: Presença, 1984. GONÇALVES, L. A. de O. Os movimentos negros no Brasil: construindo atores sociopolíticos. Revista Brasileira de Educação, n. 9, São Paulo, ANPEd, set./dez. 1998. _____. Le mouvementnoir au Brésil: représentation sociale et action historique. Paris: EHESS, Tese de Doutorado. 1994. GUARESCHI, P. A. Pressupostos psicossociais da exclusão: competitividade e culpabilização. In: SAWAIA, B. (Org). As artimanhas da exclusão: análise psicossocial e ética da desigualdade social, p. 141- 156. Petrópolis, Vozes, 1999. _____.“Sem dinheiro não há salvação”: ancorando o bem e o mal entre pentencostais. In: GUARESCHI, P. A.; JOVCHELOVICTH, S. (Org). Textos em representações sociais. Petrópolis: Vozes, 1998, p.191-225. _____; JOVCHELOVICTH, S. (Org). Textos em representações sociais. Petrópolis: Vozes, [1998], 2008. GUATTARI, F.; ROLNIK, S. Micropolíticas: cartografias do desejo. Petrópolis, Vozes, 1986. HALL, S. A identidade cultural na pós-modernidade. Rio de Janeiro: DP&A, 2005. _____. Da diáspora: identidades e mediações culturais. Belo Horizonte: UFMG/UNESCO, 2003. HIRATA, H. Da polarização das qualificações ao modelo de competência. In: FERRETTI, C J. et al. (orgs.). Novas tecnologias, trabalho e educação: um debate multidisciplinar, p.128-142. Petrópolis, Vozes, 1994. JODELET, D. Loucuras e representações sociais. Petrópolis, Vozes, 2005. _____. Representações sociais. Rio de Janeiro, Eduerj, 2001. _____. Representações sociais: um domínio em expansão. In: JODELET, D. (Org). Representações sociais. Rio de Janeiro: EdUERJ, 2001, p. 17-44. _____. A Alteridade como produto e processo psicossocial. In: JODELET, D. (Org.). Representando a alteridade. Petrópolis, Vozes, 1998, p. 47-67. _____. La representación social: Fenómenos, concepto y teoría. In: MOSCOVICI, S. Psicologia Social, II. Pensamiento y vida social. Psicología social y problemas sociales, p. 469-494. Barcelona, Paidós, 1986. JOVCHELOVITCH, S. Os contextos do saber. Petrópolis, Vozes, 2008. _____. Representações sociais e esfera pública. A construção simbólica dos espaços públicos no Brasil. Petrópolis: Vozes, 2000. _____. Vivendo a vida com os outros: intersubjetividade, espaço público e representações sociais. In: GUARESCHI, P. A.; JOVCHELOVICTH, S. (Org). Textos em representações sociais, Petrópolis: Vozes, 1995, p. 63-85. 155 JUNG, C. G. Os tipos psicológicos. Rio de Janeiro: Zahar, 1974. LACAN, J. O estádio do espelho como formador da função do eu. In: LACAN, J. Escritos. Rio de Janeiro: Zahar, 1998, p. 96-103. LANE, S. T. M. O que é psicologia social. São Paulo, Brasiliense, 1981. LAPASSADE, G. As microssociologias. Paris: Antropos, 2005. LEFEBVRE, H. La presencia y la ausência: contribuición a la teoria de lãs representaciones. Mexico: Fondo de Cultura Económica, 1983. LEITE, D. Aprendizagem e consciência social na universidade. Porto Alegre, 1990. Tese (dout.)PPGEDUUFRGS. _____. Aprendizagens do estudante universitário. In: LEITE, D.; MOROSINI, M. C. (orgs.) Universidade futurante: produção do ensino e inovação. Campinas, Papirus, 2002, p. 21-37. _____. Metacognição e aprendizagem na universidade. Revista de Educação, Lisboa, v. 2, n. 2, p.55-64, out. 1992. LEONTIEV, A. N. O desenvolvimento do psiquismo. Lisboa: Livors Horizonte: 1978. LOPES, A. P. C; SALES, L. C; PASSOS, G. de O. Profissão de professor: representações sociais de licenciandos. In: JORNADA INTERNACIONAL, 4 e CONFERENCIA BRASILEIRA SOBRE REPRESENTACAO, 2, 2005, João Pessoa,PB. Teoria e abordagens metodológicas p. 48-60, 2005. MACDOWELL, J. A. A busca do sentido de ser. São Leopoldo:UNISINOS, 2006. MACÊDO, R. M. Indisciplina em sala de aula: representações sociais do professor [Resumo]. Em C. M. NascimentoSchulze & B. V. Camargo (Orgs.), Caderno de Resumos da II Jornada Internacional sobre Representações Sociais (p.59). Florianópolis, Brasil: JIRS, 2001. MADEIRA, M. C. Representações sociais e educação: importância teórico–metodológica de uma relação. In: MOREIRA, A. S. P. (Org.). Representações sociais. Teoria e prática, p.123-144. João Pessoa, Universitária, 2001. _____; CARVALHO, M. R. F. O sentido da recusa. Representações sociais da AIDS como caminho à compreensão da dimensão educativa da prevenção. In: MADEIRA, M. C.; CARVALHO, M. R. F. (Orgs). XIII ENCONTRO DE PESQUISA EDUCACIONAL DO NORDESTE: Educação e representações sociais. Natal: EdUFRN, Coleção EPEN, v. 17, 1997, p. 181-191. MANCEBO, D. Modernidade e produção de subjetividades: breve percurso histórico. Psicologia Ciência e Profissão, v. 22, n. 1, p. 100-111, 2002. _____.; OLIVEIRA, D.; FONSECA, J.; SILVA, L. Consumo e subjetividade: trajetórias teóricas. Estudos de Psicologia, v. 7, n. 2, p. 325-332, 2002. MARQUES, M. C. P. Representações dos professores de Ciências das últimas séries do Ensino Fundamental das Escolas Estaduais Urbanas no município de Alta Floresta-MT sobre os aspectos inerentes à formação docente. 2003. 214f. Dissertação (Mestrado em Educação). Universidade Federal do Rio Grande do Norte. 2003. MARTIN, D.; ROYER-RASTOLL, P. Représentations sociales et pratiques quotidiennes. Paris, L’Harmattan, 1990. MARTIN-BARBÉRO, J. Dos meios às medicações: comunicação, cultura, hegemonia. Rio de Janeiro: EdUFRJ, 2006. MARTINEZ, A. M. Trabajo infantil y subjetividad: una perspectiva necesaria. Revista Estudos em Psicologia, v. 6, n. 2, p. 235– 244, 2001. MARUJO, L. E. L. As representações sociais sobre a formação e profissionalização docente de professores(as). 2004. 172f. Dissertação (Mestrado em Educação). Universidade Federal do Rio Grande do Norte. 2004. MEAD, M. Sexo e temperamento. São Paulo: Perspectiva, 1979. MENIN. M. S. de S. Representações de lei, crime e injustiça em adolescentes, 2000 (Tese de Livre Docência). 156 MINAYO, M. C. S. O conceito de representação social dentro da sociologia clássica. In: GUARESCHI, P. A.; JOVCHELOVICTH, S. (Org). Textos em representações sociais, Petrópolis: Vozes, 1995, p. 89-111. MOHR, M.; ROSA, M. L.; BERNHARD, T. Educação ambiental no cotidiano escolar e sua influência sobre as representações sociais estabelecidas por educandos do 3º ano do Ensino Médio sobre meio ambiente e preservação. In: ATAS DO IV ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO EM CIÊNCIAS. Bauru: ABRAPEC, 2003. CDROM. MOLON, S. I. Subjetividade e constituição do sujeito em Vigostky. São Paulo: Educ, 1999. MOSCOVICI, S. Representações sociais. Investigações em Psicologia Social. Petrópolis, Vozes, 2003. _____. O fenômeno das representações sociais. In: MOSCOVICI, S. Representações sociais: investigações em psicologia social. Petrópolis: Vozes, 2003, p. 29-109. _____. Das representações coletivas às representações sociais: elementos para uma história. In: JODELET, D. (Org). Representações sociais. Rio de Janeiro: EdUERJ, 2001, p. 45-66. _____. L’ère des représentations sociales. In: DOISE, W.; PALMONARI, A. (Org.), L’Étude des représentations sociales, p. 72-87.Neuchâtel, Delachaux et Niestlé, 1986. _____ The Coming era of representations. In: CODOL, J.P.; LEYENS, J.P. Cognitive analysis of social behaviour. Londres, Nijhoff Publishers, 1982. _____ On Social representations. In: FORGAS, J. Social Cognition. New York, Academic Press, 1981 _____. A representação social da psicanálise. Rio de Janeiro: Zahar, 1978. MOURA, P. D. V. F. de. Ser professora: um estudo em representação social. 2005. 81f. Dissertação (Mestrado em Educação). Universidade Federal de Juiz de Fora. 2005. NAKANO, M. Jovens, vida associativa e subjetividade: um estudo dos jovens do Jardim Oratório. São Paulo, FEUSP, Dissertação de Mestrado, 1995. NOVAIS, G. S. O corpo da aprendizagem: um estudo das representações de corpo de professores da pré-escola. 1995. 168p. Dissertação (Mestrado em Educação). Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo. 1995. NUNES, C. A. Desvendando a sexualidade. Campinas: Papirus, 1997. OLIVEIRA VIANNA, J. F. de. Pequenos estudos de Psycologia social. São Paulo, Monteiro Lobato & Cia, 1923. OLIVEIRA, D. C.; ALVARENGA, A. T.; SIQUEIRA, A. A. F. Práticas sociais em saúde: uma releitura à luz da teoria das representações sociais. In: PAREDES, A. S.; OLIVEIRA, D. C. (Org.). Estudos interdisciplinaresde representação social, p.49-69. Goiânia, AB Editora, 1998. OLIVEIRA, F. O.; WERBA, G. C. Representações sociais. In: STREY, M. N. et al. (Org). Psicologia social contemporânea. Petrópolis: Vozes, 1998, p. 104-117. OLIVEIRA, M. K., SOUZA, D. T. R.; REGO, T. C. (Org.). Psicologia, Educação e as temáticas da vida contemporânea. São Paulo: Moderna. 2002. PEDRA, J. A. Currículo, conhecimento e suas representações sociais. Campinas: Papirus, 1997. PEREIRA, M. E. et. al. (orgs.) Gênero e diversidade na escola: formação de professores em gênero, sexualidade, orientação sexual e relações étnico-raciais. Brasília, Rio de Janeiro: SPM, CEPESC, 2007. p. 59-76 PESSOA, L. G. P. As representações sociais de ser professor. 1999. Dissertação (Mestrado em Educação). Universidade Federal do Rio Grande do Norte. 1999. PONCIANO, V. L. O. Representação social de professores sobre a profissão docente. 2001. 134f. Dissertação (Mestrado em Educação). Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. 2001. 157 PRATA, M. R. dos S. A produção da subjetividade e as relações de poder na escola. Uma reflexão sobre a sociedade disciplinar na configuração social da atualidade. Trabalho apresentado na 26ª Reunião Anual da ANPEd – GT 20 – Psicologia da Educação, Caxambu, MG, 2003. REGO, T. C. Configurações sociais e singularidades. O impacto da escola na constituição dos sujeitos. In: OLIVEIRA, M. K.; REGO, T. C.; SOUZA, D. T. R. (Org). Psicologia, Educação e as temáticas da vida contemporânea. São Paulo: Moderna. 2002. _____. Vigotsky: uma perspectiva histórico-cultural da eeucação. Petrópolis: Vozes, 1995. REIGOTA, M. Meio ambiente e representação social. São Paulo: Cortez, 1998. RESENDE, A. C. A. Subjetividade e Educação: um não tão novo desafio para um não tão novo tempo. Educ-ativa. UCG, v. 6, n. 2, p. 311-322. Jul.Dez.2003. _____ A. Subjetividade em tempo de reificação: um tema para a psicologia social. Estudos: Revista da Universidade Católica de Goiás. v. 28, n. 4, p.511-538. Jul. Ago. 2001. REY, L. F. G. Epistemologia adjetiva e subjetividade. Havana: Editorial Publo y Educación, 1997. RIBEIRO, M. L.; JUTRAS, F.; LOUIS, R. Análise das representações sociais da afetividade na relação educativa. Psicologia da Educação, São Paulo, n. 20, p. 31-54, 1º sem. de 2005. ROSA, S. V. L. As representações sociais de professores em formação sobre o trabalho docente. 2001. 122f. Dissertação (Mestrado em Educação). Universidade Estadual Paulista Julio de Mesquita Filho. Marília, 2001. ROSE. N. Governando a alma: a formação do eu privado. In. SILVA, T. T. (org) Liberdades reguladas: a pedagogia construtivista e outras formas de governo do eu, p.20-45. Petrópolis, Vozes, 1998. RUDIGER, F. R. Literatura de autoajuda e individualismo: contribuições ao estudo da subjetividade na cultura de massa contemporânea. Porto Alegre, Ed. UFRGS, 1996. SÁ, C. P de. A construção do objeto de pesquisa em representações sociais. Rio de Janeiro, Eduerj, 1998. _____. Núcleo central das representações sociais. Petrópolis: Vozes, 1996. _____. Representações sociais: o conceito e o estado atual da teoria. In: SPINK, M. J. (Org). O conhecimento no cotidiano: as representações sociais na perspectiva da psicologia social. São Paulo: Brasiliense, 2004, p. 19-45. _____. A representação social da economia brasileira antes e depois do real. In: PAREDES, A. S.; OLIVEIRA, D. C. (Org.). Estudos interdisciplinaresde representação social, p. 49-69. Goiânia, AB Editora, 1998. SALLES. L. M. F. A representação social do adolescente e da adolescência: um estudo em escolas públicas. Cadernos de Pesquisa, São Paulo, n. 94, p 25–33, ago. 1995. SANTOS, B. S. Subjetividade, cidadania e emancipação. Revista Crítica de Ciências Sociais, Coimbra, n. 32, p. 135-91, junho 1991. SANTOS, M. de F. S. Representação social e a relação individuo sociedade. Temas em Psicologia, n. 3, p. 133-142, 1994. SAWAIA, B. Cidadania, diversidade e comunidade: uma reflexão psicossocial. In: SPINK, M. J. (Org.). A cidadania em construção uma reflexão transdisciplinar: Petrópolis: Vozes, 1994, p. 147-156. SCHNITMAN, D. F. (Org). Novos paradigmas, cultura e subjetividade. Porto Alegre: Artes Médicas, 1996. SCHULZE, C. M. N. (Org). Novas contribuições para teorização e pesquisa em representação social. Florianópolis: Coleção ANPEPP, n. 10, 1996. SEDOVIM, W. M. R.; MAGAÇHÃES, L. M. F.; CASTRO, E. M. R. Representação social de manguezal entre professores em uma região estuarina costeira da Amazônia. ATAS DO V ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO EM CIÊNCIAS, Bauru: ABRAPEC, 2005. CDROM. SENNETT, R. O declínio do homem público: as tiranias da intimidade. São Paulo: Companhia das Letras, 1988. 158 SHIMAMOTO, D. F. As representações sociais dos professores sobre o corpo humano e suas repercussões no ensino de Ciências Naturais. 2004. 233f. Tese (Doutorado em Educação). Universidade Federal de São Carlos. 2004. SHIROMA, E. O.; CAMPOS, R. F. Qualificação e reestruturação produtiva: um balanço das pesquisas em educação. Educação e Sociedade. Campinas, v.18, n.61 (n. esp.), p.13-35,dez.1997. SILVA, T. T. da. (Org). Identidade e diferença. A perspectiva dos estudos culturais. Petrópolis: Vozes, 2000. SOUZA FILHO, E. A. Análise de representações sociais. In: SPINK, M. J. (Org). O conhecimento no cotidiano: as representações sociais na perspectiva da psicologia social. São Paulo: Brasiliense, 2004, p. 109-145. SOUZA, E. C. L. Relação professor-aluno: subjetividade e objetividade na sala de aula. Trabalho apresentado na 25ª Reunião Anual da ANPEd – GT 20 – Psicologia da Educação, Caxambu, MG, 2002. SPINK, M. J. A incredulidade frente às metanarrativas. Polissemia e intersubjetividade no debate epistemológico contemporâneo. In: PASSOS, C. (Org.). Fonoaudiologia: Recriando seus sentidos. Interfaces, p. 29-43. São Paulo, Plexus, 1996. _____. Desvendando as teorias implícitas: uma metodologia de análise das representações sociais. In: GUARESCHI, P. A.; JOVCHELOVICTH, S. (Org). Textos em representações sociais. Petrópolis: Vozes, 1998, p. 117-145. _____. O discurso como produção de sentidos. In: NASCIMENTO-SCHULZE, C. (Org.) Novas contribuições para a teorização e pesquisa em representação social, p. 37-46. Coletâneas da ANPEPP. Florianópolis, UFSC, 1996. _____ O estudo empírico das representações sociais. In: SPINK, M. J.(Org). O conhecimento no cotidiano: as representações sociais na perspectiva da psicologia social. São Paulo: Brasiliense, 2004, p. 85-108. _____; MEDRADO, B.. Produção de sentidos no cotidiano: uma abordagem teórico-metodológica para análise das práticas discursivas. In: SPINK, M. J. (Org.). Práticas discursivas e produção de sentidos no cotidiano: aproximações teóricas e metodológicas. São Paulo: Cortez, 1999, p. 41-61. STROOBANTS, M. Savoir-faire e compétence au travail: une sociologie de fabrication des aptitudes. Bruxelles: Éditions de l’Université de Bruxelles, 1993. TALAMONI, A. C. B.; FILHO, C. B. Representações sociais do corpo humano: desafios e implicações para o ensino de Ciências. In: ATAS DO V ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO EM CIÊNCIAS, Bauru: ABRAPEC, 2005. CDROM. TEDESCO, J. C. Os Fenômenos de segregação e exclusão social na sociedade do conhecimento. Cadernos de Pesquisa, São Paulo, n. 117, p. 13-28, nov. 2002. _____.; FANFANI, E. T. Maestros en América Latina: nuevas perspectivas sobre su formación y desempeño. Santiago de Chile: Preal, San Marino, 2004. Nuevos maestros para nuevos estudiantes, p.67-96. TEVES, N.; RANGEL, M. (Org). Representação social e educação: temas e enfoques contemporâneos de pesquisa. Campinas: Papirus, 1999 TOURAINE, A. La formation du sujet. In: DUBET, F; WIEVIORKA, M. (orgs.). Penser le sujet. Paris, Fayard, 1995. TURA, M. L. R. A representação social do ser professora. In: JORNADA INTERNACIONAL SOBRE REPRESENTACOES SOCIAIS, 4, 2005, João Pessoa/PB. Textos completos: teoria, metodologia e intervenção. CDROM. João Pessoa: Editora Universitaria/ UFPB, v. 1. p. 620-635, 2005. VEIGA, S. G. Subjetividade/sexualidade: uma questão pedagógica. Cadernos de aplicação, Porto Alegre, v. 10, n. 2, jul/dez 1997. VERGÈS, P. L‘évocation de l’argent: une méthode pour la definition du noyau central de la représentation. Bulletin Psychologie, v. 45, n. 405, p. 203-209, 1992. _____. Conjunto de programas que permitem a análise de evocações. EVOC, Manual, versão 5 de abril 2002, 22p. Aix en Provence: [S. n.} 2002. 159 _____. Une possible méthodologie pour l’approche des representations économiques. Communication-Information, v. 6, n. 23, p. 375-98, 1984. VIANA, M. C. S.; CARNEIRO, M. H. S. Representações sociais sobre clonagem. In: ATAS DO V ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO EM CIÊNCIAS, Bauru: ABRAPEC, 2005. CDROM. VIGOTSKY, L. S. A construção do pensamento e da linguagem. São Paulo: Martins Fontes, 2001. (VIGOTSKY, L. S. A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes, 1991. VITÓRIA, T. Representações de educadoras sobre as mães e famílias das crianças da creche. Dissertação de Mestrado não-publicada. Curso de Pós-Graduação em Saúde Mental, Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, SP, 1997. WAGNER, W. Sócio-gênese e características das representações sociais. In: MOREIRA, A. S. P.; OLIVEIRA, D. C. (Orgs). Estudos interdisciplinares de representação social, p. 03-25. Goiânia, AB, 2000. WALLON, H. A evolução psicológica da criança. Lisboa, Edições 70, 2005. 160 APÊNDICE 3 Atividades realizadas durante Estágio Pós – Doutoral (setembro/dezembro 2010) Período Atividades Setembro – Outubro 2010 Reuniões de orientação. Reuniões e atividades de pesquisa do CIERS-Ed (FCC). Participação em aulas PUCSP Reuniões de orientação. Reuniões e atividades de pesquisa do CIERS-Ed (FCC). Participação em aulas PUCSP Levantamento de dados: Pesquisa de teses e dissertações no Banco de Dados da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) publicadas no período 2000-2010 sobre o tema Subjetividade e Representações Sociais. Reuniões de orientação. Reuniões e atividades de pesquisa do CIERS-Ed (FCC). Levantamento de dados: Pesquisa de teses e dissertações no Banco de Dados da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) publicadas no período 2000-2010 sobre o tema Subjetividade e Representações Sociais. Pesquisa de artigos publicados em periódicos qualificados pela CAPES no período 2000-2010 sobre o tema Subjetividade e Representações Sociais. Reuniões de orientação. Reuniões e atividades de pesquisa do PROCAD Reuniões e atividades de pesquisa do CIERS-Ed (FCC). Levantamento de dados Pesquisa de artigos publicados em periódicos qualificados pela CAPES no período 2000-2010 sobre o tema Subjetividade e Representações Sociais. Pesquisa de comunicações apresentadas nas reuniões anuais da Anped nos GT 14 e 20 sobre o tema Subjetividade e Representações Sociais. Novembro – Dezembro 2010 Janeiro- Junho 2011 Julho - Dezembro 2011 Janeiro – Abril 2011 Maio 2012 Análise do material coletado. Entrega de Relatório Final