Universidade Federal da Bahia Escola Politécnica Departamento de Engenharia Elétrica Programa de Pós-Graduação em Engenharia Elétrica Reconfiguração Ótima de Sistemas de Distribuição de Energia Elétrica Aplicando o Algoritmo MAX-MIN Ant System Autor: Orientador: Huilman Sanca Sanca Prof. Dr. Niraldo Roberto Ferreira - UFBA Dissertação submetida à Coordenação do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Elétrica da Universidade Federal da Bahia, como parte dos requisitos para obtenção do Tı́tulo de Mestre em Engenharia Elétrica Linha de Pesquisa: Sistemas de Potência Área de Concentração: Processamento de Energia Banca Examinadora Dr. Niraldo Roberto Ferreira - UFBA (Presidente) Dr. André Luı́s de Carvalho Valente - UFBA Dr. Renato José Pino de Araújo - UNIJORGE Dr. Benemar Alencar de Souza - UFCG Salvador-BA-Brasil, 26 de Julho de 2013. i c Copyright 2013 de Huilman Sanca Sanca. Texto editado em LATEX2e FICHA CATALOGRÁFICA S199 Sanca, Huilman Sanca Reconfiguração ótima de sistemas de distribuição de energia elétrica aplicando o algoritmo MAX-MIN Ant System / Huilman Sanca Sanca. - Salvador, 2013. 110 f. : il. color. Orientador: Prof. Dr. Niraldo Roberto Ferreira. Dissertação (mestrado) - Universidade Federal da Bahia. Escola Politécnica, 2013. 1. Energia elétrica - Distribuição. 2. Algoritmos. 3. Análise combinatória. I. Ferreira, Niraldo Roberto. II. Universidade Federal da Bahia. III. Tı́tulo. CDD: 621.31 ii Com muito amor dedico este trabalho a Deus e a minha familia. Por tudo que o eles representam para mim e pelo apoio que me deram em toda a minha vida para a realização de meus objetivos, especialmente a meu pai e a minha mãe. Juan e Victoria Melina iv ”Se eu fui capaz de ver mais longe é porque estava de pé nos ombros de gigantes” Isaac Newton (1643 - 1727) v vi Resumo Dissertação de Mestrado Programa de Pós Graduação em Engenharia Elétrica Universidade Federal da Bahia Reconfiguração Ótima de Sistemas de Distribuição de Energia Elétrica Aplicando o Algoritmo MAX-MIN Ant System Autor: Huilman Sanca Sanca Orientador: Niraldo Roberto Ferreira Neste trabalho apresenta-se uma metodologia para resolver o problema da reconfiguração de sistemas de distribuição de energia elétrica. Este caso pode ser visto como um problema de programação não linear de variáveis inteiras e reais, e de natureza combinatória, podendo ser de difı́cil resolução. Para resolver este problema de otimização utilizou-se um algoritmo MAX-MIN Ant System - (MMAS), uma variante do algoritmo colônia de formigas. Esta meta-heurı́stica é baseada no comportamento social e natural das formigas reais. A principal caracterı́stica do algoritmo implementado, é a incorporação de limites máximo e mı́nimo para o feromônio, no algoritmo colônia de formigas (ACO). Estes limites incorporados, têm um efeito de intensificação no processo de busca da melhor solução para obter uma intensa exploração das soluções no espaço de busca. O objetivo do problema de reconfiguração de sistemas de distribuição de energia elétrica é encontrar uma topologia radial para o sistema que apresente perda ativa mı́nima, e perfis equilibrados das tensões nas barras. O Método de Soma de Potência - MSP, foi utilizado para o cálculo do fluxo de carga e determinação das perdas de potência ativa dos sistemas de testados. Para verificar a eficácia e robustez da metodologia implementada, foram realizados testes com sistemas de 33, 69 e 136 barras, os resultados obtidos são comparados com os resultados encontrados na literatura. Palavras Chave Reconfiguração; Colônia de formigas; MAX-MIN Ant System; MMAS; Rede de Distribuição; Perdas ativas; Fluxo de carga radial; Método da soma de potências; MSP. vii viii Abstract Masters Dissertation Post-Graduation Program in Electrical Engineering Federal University of Bahia Optimal Network Reconfiguration in Electrical Distribution System Applying MAX-MIN Ant System Algorithm Author: Huilman Sanca Sanca Supervisor: Niraldo Roberto Ferreira This work presents a methodology to solve the problem of the reconfiguration of electrical energy distribution systems. This case can be seen as a problem of nonlinear programming of integer variables and real, and combinatorial nature, can be difficult to resolve. To solve this optimization problem using a MAX-MIN Ant System algorithm-(MMAS), a variant of the Ant Colony algorithm. This meta-heuristic is based on the natural and social behavior of real ants. The main characteristic of the algorithm implemented, is the incorporation of maximum and minimum limits for the pheromone, on ant colony algorithm (ACO). These limits incorporated has an effect of intensifying the process of searching for the best solution, to get an intense exploration of solutions in the search space. The objective of the problem of reconfiguration of electrical energy distribution systems is to find a radial topology for the system that provides active minimal loss and balanced profiles of tension buses. The power summation method-PSM, was used to calculate the load flow and determination of active power losses in the systems tested. To verify the effectiveness and hardiness of the methodology implemented tests with 33, 69 and 136 buses, the results obtained are compared with the results found in the literature. keywords Reconfiguration; ant colony; MAX-MIN ant system; MMAS; distribution network; active power loss; radial load flow; power summation method; PSM. ix x Agradecimentos Um desafio tão grande quanto escrever esta dissertação, foi utilizar apenas três páginas para dar meus mais sinceros agradecimentos às instituições e às pessoas que fizeram parte desta minha trajetória. Um espaço limitado esta secção de agradecimentos, que com certeza, não me permitirá agradecer como deveria às pessoas que, ao longo do meu Mestrado em Engenharia Elétrica me ajudaram, direta ou indiretamente, a cumprir os meus objetivos. Desta forma, deixo apenas algumas palavras, poucas, porém de um profundo sentimento de reconhecimento e agradecimento. Meu Sincero Agradecimento. Ao Prof. Dr. Jés de Jesus Fiais Cerqueira por ter me aceito durante o perı́odo de inscrição para o programa de Mestrado em Engenharia Elétrica, por ter ajudado a minha vinda ao Brasil. Ao professor Doutor Niraldo Roberto Ferreira orientador deste trabalho, pela amizade e pela confiança em mim depositada quando aceitou ser o meu orientador. Ao professor Doutor Benemar Alencar de Souza pela coorientação deste trabalho e pela ajuda que deu durante o perı́odo de intercâmbio com a Universidade federal de Campina Grande. Obrigado professores pela dedicação e competência demonstradas, acima de tudo, pela presença humana e cientı́fica. Dificilmente poderei com palavras expressar todos os meus sentimentos de agradecimento a estes professores, porém sem duvida nenhuma tentarei sempre aplicar os ensinamentos que me deram, tanto na minha atuação profissional quanto na minha vida pessoal. Ao Professor Doutor Fermando Augusto Moreira, pela amizade, pelos incentivos e pelas trocas de ideias. Aos comentários e as sugestões dos membros da banca examinadora desta dissertação: Prof. Dr. Benemar Alencar de Souza, da UFCG; ao Prof. Dr. André Luı́s de Carvalho Valente, da UFBA; e ao Prof. Dr. Renato José Pino de Araújo, da UNIJORGE. Muito Obrigado Professores!. xi • Aos Professores e Funcionários do Departamento de Engenharia Elétrica (DEE) da Universidade Federal da Bahia - UFBA, pela amizade e cordialidade, e por tudo que me ensinaram, contribuindo em muito para o meu aprimoramento profissional. Especialmente à Prof.a Dr.a Luciana Martinez e ao Prof. Dr. Evangivaldo Almeida Lima. • Aos Professores e Funcionários do Departamento de Engenharia Elétrica do Centro de Engenharia Elétrica e Informática da Universidade Federal de Campina Grande - UFCG, pelos ensinamentos, pela amizade e cordialidade que me deram durante o periodo de intercâmbio. Especialmente ao Prof. Dr. Washington Luı́s de Araújo Nevis e ao Prof. Dr. Wellington Santos Mota. • À Universidade Federal da Bahia, à Coordenação do Programa de Pós-graduação em Engenharia Elétrica, à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nı́vel Superior (CAPES), pela concessão de uma bolsa de estudos durante a realização do curso de mestrado; À Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (FAPESB). • Aos colegas e amigos que tive a oportunidade de conhecer durante o curso de mestrado na UFBA, em especial aos do DEE. • A todos os amigos que conviveram comigo no Laboratório de Sistemas Potência, pelo companheirismo e respeito mútuo, Leroy Umasi Ramos, Jose Antônio Sobrinho de Sousa e Romel França. Meu Agradecimento Especial • A Deus o Único cujo nome é Jeová, por ter me dado uns maravilhosos pais, Juan Sanca Apaza y Victoria Melina Sanca de Sanca, a ellos por lo más valioso que supieron darme, la vida, por darme tan ejemplar educación y por todo el esfuerzo que hicieron por mı́, por tantas penurias que tuvieron que pasar y tantos dı́as de trabajo sin descanso, solo con el único fin de darnos lo que de repente la vida no supo darles a ellos, todo esto les debo y que ni con una vida entera podre recompensarles, valió la pena tanto esfuerzo, desde el fondo de mi corazón gracias papá y mamá. • A toda mi familia que son tan especiales como lo son mis padres, a mis hermanos Nancy Karina, Ruben a su esposa Gretty y a mi sobrinito André Marcelo, gracias hermanos por soportar mi ausencia. Y agradezco de especial forma a mi hermano Armando por ser como eres y por mostrarnos a todos nosotros tus hermanos el camino del estudio y la sabiduria, tu representas para mı́ el pilar más importante del conocimiento. E como esquecer de dar meus agradecimentos à esposa de Armando, Ana Lı́gia, que eu acho que ela teve, ainda mais do que eu, a Fé de que eu possa chegar ao Brasil, obrigado Aninha pela força, agradeço também a sua famı́lia, Graça Lago, Claudia, Ana Raquel, xii Charles Lago e a todos aqueles que conheci e que souberam me receber como se fosse parte da sua própria famı́lia. Gracias Dios mı́o por conocer a todas estas personas tan especiales en mi vida y que me diste el gusto y la honra de llamarlos FAMILIA!. • Aos meus amigos de Salvador, Omar Alexander Chura Vilcanqui, Elvis Zevallos à esposa dele Rosário e aos seus filhos, agradeço também a Antônio Sobrinho, Carolina Moreno, Wilton La Cerda, Ademário Carvalho, Aston, Miguel Pereira, Cersar Peña, Francis Mari Noronha, Sandra Aleluia, Eduardo Andrade, Lucas Lima. Aos meus amigos de Campina Grande, especialmente a José do Pratrocı́nio Santos Silva a Alyson Henrique, João Campos, Boris Alva, obrigado pela ajuda, pelo apoio, e por tantas coisas que, por vezes, somente bons amigos podem fazer por nós. A todos os amigos que, direta ou indiretamente, contribuı́ram para a realização desta conquista, Muito obrigado mesmo! Salvador-BA, 26 de Julho de 2013. Huilman Sanca Sanca. xiii xiv Índice Resumo vii Abstract ix Agradecimentos xi Índice xv Lista de Figuras xix Lista de Tabelas xxi Nomenclatura Matemática xxiii 1 Introdução 1.1 Reconfiguração de sistemas de distribuição 1.2 Motivação . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.3 Objetivo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.4 Contribuições e Propostas da Dissertação . 1.5 Estrutura do Texto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 2 4 4 4 5 2 Revisão Bibliográfica 2.1 Introdução . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2.2 Metodologias e principais trabalhos publicados . . 2.2.1 Heurı́sticas . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2.2.2 Redes Neurais Artificiais . . . . . . . . . . 2.2.3 Algoritmos Genéticos . . . . . . . . . . . . 2.2.4 Têmpera Simulada (Simulated Annealing) 2.2.5 Busca Tabu (Tabu Search) . . . . . . . . . 2.2.6 Nuvem de Partı́culas (Particle swarm) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7 7 8 8 10 11 11 12 12 . . . . . . . . . . . . . . . 3 Meta-heurı́stica Colônia de Formigas 15 3.1 Introdução . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15 3.2 Inspiração Biológica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16 xv 3.3 Otimização por Colônia de Formigas . . . . . . . . . . . . . . . . . 3.3.1 Colônia de formigas aplicado ao problema do caixeiro viajante (Traveling salesman problem - TSP) . . . . . . . . . . . . . Colônia de Formigas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3.4.1 Ant System - AS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3.4.2 Elitist Ant System - EAS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3.4.3 Ant Colony System - ACS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3.4.4 MAX-MIN Ant System - MMAS . . . . . . . . . . . . . . . Aplicação do Algoritmo Colônia de Formigas . . . . . . . . . . . . . 3.5.1 Problema de Reconfiguração de Sistemas de Distribuição de Energia Elétrica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Conclusão do Capı́tulo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18 4 Metodologia Proposta 4.1 Introdução . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4.2 Formulação do problema . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4.3 Algoritmo MAX-MIN Ant System - MMAS . . . . . . . . . . . . . 4.3.1 O Paradigma do Algoritmo MAX-MIN Ant System Utilizada para a Reconfiguração de Sistemas de Distribuição de Energia Elétrica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4.3.2 Regra de Transição de Estado . . . . . . . . . . . . . . . . . 4.3.3 Regra de Atualização do Feromônio . . . . . . . . . . . . . . 4.3.4 Limites de Feromônio . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4.4 Exemplo de Busca das configurações radiais . . . . . . . . . . . . . 29 . 29 . 30 . 31 3.4 3.5 3.6 5 Fluxo de Carga 5.1 Introdução . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5.2 Fluxo de Carga para Sistemas de Distribuição de Energia 5.2.1 Modelo da Rede de Distribuição . . . . . . . . . . 5.2.2 Método de Soma de Potências - MSP . . . . . . . 5.3 Teste Fluxo de Carga MSP . . . . . . . . . . . . . . . . 5.3.1 Sistema de 33 barras . . . . . . . . . . . . . . . . 5.3.2 Sistema de 69 barras . . . . . . . . . . . . . . . . 5.3.3 Sistema de 136 barras . . . . . . . . . . . . . . . 5.4 Conclusão do Capı́tulo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6 Testes e Resultados 6.1 Estudo de Casos . . . . . . 6.2 Sistema Teste de 33 barras . 6.3 Sistema Teste de 69 barras . 6.4 Sistema Teste de 136 barras 6.5 Conclusão do Capı́tulo . . . . . . . . . . . . . . . . . . xvi . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Elétrica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18 20 20 23 23 24 25 . 25 . 27 . . . . . 31 32 33 34 36 . . . . . . . . . 43 43 44 44 44 51 51 52 53 55 . . . . . 57 57 58 61 64 68 7 Conclusões e Trabalhos Futuros 69 7.1 Sugestões de Futuros Trabalhos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 70 Referências Bibliográficas 71 A Divulgação da Pesquisa 77 B Dados dos Sistemas Testados 79 B.1 Sistema de 33 barras . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 79 B.2 Sistema de 69 barras . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 81 B.3 Sistema de 136 barras . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 83 xvii xviii Lista de Figuras 1.1 Sistema elétrico de potência, geração, transformação e distribuição. . 2 3.1 Experimento ponte de cumprimentos iguais. . . . . . . . . . . . . . . 17 3.2 Experimento ponte de cumprimentos diferentes. . . . . . . . . . . . . 18 3.3 Resultado obtido para o problema do caixeiro viajante Traveling Salesman Problem - TSP para 30 cidades aplicando sistema de formigas Ant System - AS (Dorigo et al., 1991). . . . . . . . . . . . . . . . . . 19 4.1 Exemplo de uma colônia de formigas real explicando o comportamento delas na procura de alimento. . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4.2 Sistema fictı́cio de 5 barras, rede malhada. . . . . . . . . . . . . . . . 4.3 Sistema fictı́cio de 5 barras na inicialização do processo, (a) sistema com os trechos não ativados, (b) trechos adjacentes (ativáveis) por onde a formiga pode se movimentar. . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4.4 Roleta aleatória para escolha entre os trechos 1-2 e 1-3. . . . . . . . . 4.5 Sistema fictı́cio de 5 barras, deslocamento do agente desde a barra 1 até a barra 3. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4.6 Roleta aleatória para escolha entre os trechos 1-2, 3-2, 3-4 e 3-5. . . . 4.7 Sistema fictı́cio de 5 barras, deslocamento do agente desde a barra 3 até a barra 4. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4.8 Roleta aleatória para escolha entre os trechos 1-2, 3-2, 3-5, 4-2 e 4-5. . 4.9 Sistema fictı́cio de 5 barras, deslocamento do agente desde a barra 3 até a barra 2. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4.10 Roleta aleatória para escolha entre os trechos 1-2, 3-2 e 4-2. . . . . . 4.11 Sistema fictı́cio de 5 barras na inicialização do processo, (a) deslocamento do agente desde a barra 1 até a barra 2, (b) uma das configurações radiais encontrada. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4.12 Fluxograma do Max-Min Ant System - MMAS para reconfiguração de sistemas de distribuição de energia elétrica. . . . . . . . . . . . . . 32 37 37 38 38 39 39 40 40 41 41 42 5.1 Exemplo de um sistema de distribuição de energia elétrica radial. . . 45 5.2 Rede distribuição radial. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 46 5.3 Trecho da rede distribuição radial para a aplicação do método de soma de potências. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 47 xix 5.4 5.5 5.6 5.7 Algoritmo do fluxo de carga método de soma de potências - MSP, do tipo Backward - Forward. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Perfil da tesão para a configuração inicial do sistema de 33 barras. . Perfil da tesão para a configuração inicial do sistema de 69 barras. . Perfil da tesão para a configuração inicial do sistema de 136 barras. 6.1 6.2 . . . . Configuração inicial do sistema de distribuição de 33 barras e 37 ligações. Evolução do processo de convergência do algoritmo MMAS, perdas totais versus expedições, sistema de 33 barras. . . . . . . . . . . . . . 6.3 Comparação do perfil da tensão em cada barra da configuração inicial e da configuração final encontrada pelo algoritmo MAX-MIN Ant System - MMAS implementado, sistema de 33 barras. . . . . . . . . . 6.4 Rede de distribuição reconfigurada obtida pelo algoritmo MAX-MIN Ant System - MMAS implementado, sistema de 33 barras. . . . . . . 6.5 Configuração inicial do sistema de distribuição de 69 barras e 73 ligações. 6.6 Evolução do processo de convergência do algoritmo MMAS, perdas totais versus expedições, sistema de 69 barras. . . . . . . . . . . . . . 6.7 Comparação do perfil da tensão em cada barra da configuração inicial e da configuração final encontrada pelo algoritmo MAX-MIN Ant System - MMAS implementado, sistema de 69 barras. . . . . . . . . . 6.8 Rede de distribuição reconfigurada obtida pelo algoritmo MAX-MIN Ant System - MMAS implementado, sistema de 69 barras. . . . . . . 6.9 Configuração inicial do sistema de distribuição de 136 barras e 156 ligações. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6.10 Evolução do processo de convergência do algoritmo MMAS, perdas totais versus expedições, sistema de 136 barras. . . . . . . . . . . . . 6.11 Comparação do perfil da tensão em cada barra da configuração inicial e da configuração final encontrada pelo algoritmo MAX-MIN Ant System - MMAS implementado, sistema de 136 barras. . . . . . . . . 6.12 Rede de distribuição reconfigurada obtida pelo algoritmo MAX-MIN Ant System - MMAS implementado, sistema de 136 barras. . . . . . . xx 50 51 53 54 59 59 61 61 62 62 64 64 65 66 67 68 Lista de Tabelas 5.1 5.2 5.3 5.4 5.5 Relação R/X para diversos valores de tensão . . . . . . . . . Tensões da configuração inicial para o sistema de 33 barras. Tensões da configuração inicial para o sistema de 69 barras. Tensões da configuração inicial para o sistema de 136 barras, Tensões da configuração inicial para o sistema de 136 barras, . . . . . . . . . (a). (b). . . . . . 6.1 Parâmetros utilizados para o algoritmo nos sistemas de distribuição testados. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6.2 Comparação de resultados obtidos para a reconfiguração do sistema de 33 barras. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6.3 Comparação de resultados obtidos para a reconfiguração do sistema de 69 barras. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6.4 Comparação de resultados obtidos para a reconfiguração do sistema de 136 barras. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . B.1 B.2 B.3 B.4 B.5 B.6 B.7 Dados Dados Dados Dados Dados Dados Dados do do do do do do do sistema sistema sistema sistema sistema sistema sistema de de de de de de de 33 barras. . . . . . . . . 69 barras, parte 1 de 2. . 69 barras, parte 2 de 2. . 136 barras, parte 1 de 4. 136 barras, parte 2 de 4. 136 barras, parte 3 de 4. 136 barras, parte 4 de 4. xxi . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 44 51 52 53 54 . 58 . 60 . 63 . 67 . . . . . . . 80 81 82 83 84 85 86 xxii Nomenclatura Matemática A menos que referência contrária seja fornecida, os sı́mbolos matemáticos abaixo possuem os seguintes significados: P robk η(i,j) Jk α β dij m Q Lk ∆τ (i, j) W e C bs q q0 J ρ ∆τ best ξ P rob η(i,j) τ0 τ(i,j) Jk PT,perdas |Ii | Probabilidade de que a formiga k escolha o caminho (i, j). E uma informação previa (heurı́stica) do problema, um ı́ndice de atratividade de escolha pelo caminho (i, j). Conjuntos das cidades ainda não visitadas pela formiga k. Peso da concentração de feromônio. Peso da informação heurı́stica do problema. Distancia entre as cidades (i, j). Número de formigas. Constante de peso para o depósito de feromônio. Comprimento da rota da k-ésima formiga. Depósito de feromônio das formigas para o caminho (i, j). Valor constante. Parâmetro que define o peso ao T bs . Comprimento do menor caminho encontrado. Número aleatório de intervalo [0, 1]. Parâmetro com valor: 0 ≤ q0 ≤ 1. Regra de probabilidade. Parâmetro de decaimento do feromônio. Depósito de feromônio para o melhor caminho. Parâmetro de decaimento do feromônio, variando entre zero e um. Probabilidade que um trecho (i, j) seja escolhida. E uma informação prévia (heurı́stica) do problema, um ı́ndice de atratividade de escolha pelo caminho (i, j). Parâmetro com o valor inicial da trilha de feromônio. Quantidade de feromônio na ligação escolhida (i, j). Conjuntos de barras ainda não visitadas pela formiga k. é a perda de potência ativa total do sistema. Amplitude da corrente no trecho. xxiii Ii,max NB NT Fmelhor Pbest λI Vi ∠δi Vi+1 ∠δi+1 Ii+1 ∠θi+1 Ri,i+1 jXi,i+1 PLi + jQLi PLi+1 QLi+1 Pi+1 Qi+1 ∆Pi+1 ∆Qi+1 Limite máximo de corrente em cada trecho i. é o número de barras do sistema. é o conjunto de trechos de linha do sistema. Melhor solução da iteração. Probabilidade de uma formiga construir o melhor caminho. Fator de penalidade com respeito à corrente admissı́vel no trecho. Tensões (módulo e ângulo) das barras i. Tensões (módulo e ângulo) das barras i + 1. Corrente que atravessa o trecho (i, i + 1). Resistência do trecho (i, i + 1). Reatância do trecho (i, i + 1). Carga instalada em cada barra i. Carga ativa instalada em cada barra i + 1. Carga reativa instalada em cada barra i + 1. Fluxo de carga de potência ativa do trecho i + 1. Fluxo de carga de potência reativa do trecho i + 1. Fluxo de potência ativa chegando para o trecho i + 1. Fluxo de potência reativa chegando para o trecho i + 1. xxiv Capı́tulo 1 Introdução A ENERGIA elétrica tornou-se um produto indispensável, proporcionando avanço tecnológico que no Brasil impulsiona um mercado altamente competitivo, exigindo que as empresas concessionárias de energia elétrica adotem medidas para aumentar a eficiência, tanto na gestão administrativa como na técnica. É por isso, as empresas do setor colocam esforços em realizar uma correta operação do sistema com a finalidade de promover e fornecer um serviço adequado, eficiente e de qualidade. A função dos sistemas elétricos de potência consiste em fornecer energia elétrica aos usuários com a qualidade adequada. Para desempenhar esta função deve-se produzir a energia e distribuı́-la. Os sistemas de energia elétrica podem ser divididos em três grandes grupos conforme a Figura 1.1: Geração, Transmissão e Distribuição. A geração compreende os centros produtores de energia elétrica como as usinas hidrelétricas, e tem a função de converter de alguma forma energia potencial em energia elétrica. A transmissão é a responsável do transporte da energia gerada, desde os centros de produção aos centros de consumo ou de distribuição. As redes de distribuição primária ou redes de média tensão saem das subestações de distribuição e operam normalmente em configuração radial. Estas redes atendem a os consumidores primários (industriais de porte médio, conjuntos comerciais e residenciais, entre outros). Sistemas de distribuição de energia elétrica devem operar de forma confiável e econômica, respeitando tanto as restrições de carga como as restrições operacionais (Cavellucci, 1998). O primeiro tipo de restrição está relacionado com o suprimento da demanda total dos consumidores alimentados pelo sistema, enquanto que o se1 2 Capı́tulo 1. Introdução Geração Transmissão Distribuição Figura 1.1: Sistema elétrico de potência, geração, transformação e distribuição. gundo estabelece os limites de tensão e corrente para garantir que as linha e os equipamentos instalados operem de forma segura e eficiente. Uma vez que o sistema está operando em regime permanente, é desejável aumentar sua eficiência e diminuir seu custo operacional. Uma das formas de se obter este resultado é através da operação do sistema no estado de mı́nimas perdas. Neste estado o sistema de distribuição apresenta um melhor perfil de tensão ao longo dos alimentadores, caracterizada por uma melhor distribuição do fluxo de potência nas linhas, o que influencia diretamente no aumento da vida útil dos equipamentos instalados na rede (Cavellucci, 1998). Cabe mencionar que existem exemplos de algumas técnicas para reduzir as perdas de energia elétrica nas redes de distribuição, as mais importantes são, provavelmente o aumento do nı́vel de tensão da rede, o recondutoramento total ou parcial do sistema e a reconfiguração da rede de distribuição elétrica. Dentre estas técnicas, a reconfiguração é a técnica mais atrativa para a empresa distribuidora de energia elétrica, pois permite a utilização de recursos já existentes no sistema. 1.1 Reconfiguração de sistemas de distribuição A reconfiguração de sistemas de distribuição de energia elétrica tem o objetivo de encontrar a melhor topologia para o sistema de distribuição através da abertura e fechamento de chaves de interconexões respeitando sempre que a topologia final achada seja radial (Civanlar et al., 1988; Nara et al., 1992). A reconfiguração é Huilman Sanca Sanca - Dissertação de Mestrado Seção 1.1. Reconfiguração de sistemas de distribuição 3 um procedimento realizado principalmente, visando minimizar as perdas ativas do sistema, melhorar o perfil da tensão nas barras, manter a confiabilidade do sistema, fazer isolamento rápido quando acontecer faltas e realizar manutenção preventiva do sistema. Os chaveamentos são utilizados para manter o controle sobre a rede, e assegurar a operação dentro de padrões de qualidade de fornecimento de energia elétrica (Guimarães, 2005). O problema de reconfiguração é de natureza combinatória e pode ser modelado como um problema de programação não linear inteiro (PNLI), cujo objetivo é minimizar as perdas de potência ativa no sistema elétrico, sujeito às restrições essenciais para a operação do sistema como a condição de radialidade, limites de corrente nos circuitos (Civanlar et al., 1988; Baran e Wu., 1989; Ching-Tzong et al., 2005; Pereira et al., 2006; Chung-Fu, 2008; Ding e Loparo, 2012). A dimensão do problema está relacionada ao número de chaves envolvidas na busca de uma configuração ótima. Dado um sistema com X chaves, existem 2X possı́veis configurações correspondendo às posições aberta e fechada de todas as chaves no sistema (Pereira et al., 2006). Algumas destas configurações não são permitidas, por não satisfazerem a restrição de radialidade, ou não são factı́veis, por violarem restrições operacionais. Por outro lado, o problema cresce exponencialmente com a quantidade e disposição destes dispositivos. Nas últimas décadas, tem sido crescente a atenção a algoritmos inspirados na observação de fenômenos naturais para ajudar a resolver os complexos problemas combinatórios da engenharia moderna. O algoritmo colônia de formigas - ACO é uma meta-heurı́stica utilizada para resolver este tipo de problemas de otimização combinatória. Esta meta-heurı́stica foi aplicada pela primeira vez ao problema clássico do caixeiro viajante, Traveling Salesman Problem - TSP (Dorigo e Stutzle, 2004) e mais tarde aplicado para resolver o problema de configuração de redes (Ching-Tzong et al., 2005; Charles et al., 2005; Pereira et al., 2006; Zhijiam et al., 2008; ChungFu, 2008). O algoritmo colônia de formigas é inspirado no comportamento das formigas, em particular, como é conhecido, as formigas são capazes de encontrar o caminho mais curto a partir do formigueiro para a fonte de alimento sem a utilização de sinais visuais, o meio de comunicação das formigas ocorre mediante uma substância quı́mica depositada por elas chamada de feromônio. 3 4 Capı́tulo 1. Introdução 1.2 Motivação Nas últimas décadas, tem sido crescente a atenção em algoritmos inspirados na observação de fenômenos naturais para ajudar a resolver os complexos problemas combinatórios da engenharia moderna. A exigência que as empresas concessionárias de energia elétrica adotem medidas para aumentar a eficiência, tanto na gestão administrativa como na técnica. É por isso, as empresas do setor colocam esforços em realizar uma correta operação do sistema com a finalidade de fornecer um serviço adequado eficiente e com qualidade. 1.3 Objetivo Este trabalho tem por objetivo principal o desenvolvimento de um algoritmo de reconfiguração baseado em colônia de formigas MAX-MIN Ant system objetivando a redução das perdas de potência ativa do sistema de distribuição de energia elétrica radial. Assim também como objetivos secundários temos: • Estudar e implementar o algoritmo MAX-MIN Ant System aplicado para reconfiguração de sistemas de distribuição de energia elétrica. • Encontrar uma configuração radial dos sistemas testados que apresente um menor valor de perdas de potência ativa com respeito ao valor inicial. • Realizar comparações dos resultados obtidos com outros métodos que foram aplicados na literatura. 1.4 Contribuições e Propostas da Dissertação Uma metodologia para resolver o problema de reconfiguração de sistemas de distribuição de energia elétrica mediante o uso de uma variante do algoritmo colônia de formigas, o MAX-MIN Ant system - MMAS (Dorigo et al., 1996; Dorigo e Gambardella, 1997; Stutzle e Hoos, 2000) é apresentado. Esse algoritmo tem como principal caracterı́stica a intensa exploração em torno das melhores soluções encontradas. Huilman Sanca Sanca - Dissertação de Mestrado Seção 1.5. Estrutura do Texto 5 Outra caracterı́stica do MMAS é a existência de limites superior e inferior para a taxa de feromônio. Esses limites foram introduzidos para evitar a convergência precoce do algoritmo. 1.5 Estrutura do Texto O texto está organizado da seguinte forma: • O capı́tulo 2 apresenta a revisão bibliográfica, os conceitos teóricos preli- minares necessários para a compreensão do conteúdo desta dissertação objetivando descrever as principais heurı́sticas e métodos da otimização aplicados ao problema da reconfiguração de sistemas de distribuição. • No capı́tulo 3, é apresentado o algoritmo colônia de formigas e alguns dos métodos mais conhecidos baseados na sua estrutura, assim também é mostrado alguns trabalhos que utilizaram este algoritmo para resolver problemas de reconfiguração. • No capı́tulo 4, é apresentado o algoritmo MAX-MIN Ant System - MMAS implementado neste trabalho para resolver o problema de reconfiguração de sistemas de distribuição de energia elétrica. • No capı́tulo 5, é apresentado uma breve introdução aos cálculos de fluxo de carga utilizado neste trabalho. • O capı́tulo 6 são apresentados os sistemas de distribuição testados e resultados obtidos pela metodologia implementada. • O capı́tulo 7 apresenta as conclusões e sugestões de trabalhos futuros. • O apêndice A apresenta a divulgação da pesquisa (artigos publicados deco- rrentes deste trabalho), e no apêndice B é apresentado os dados dos sistemas testados. 5 6 Huilman Sanca Sanca - Dissertação de Mestrado Capı́tulo 1. Introdução Capı́tulo 2 Revisão Bibliográfica O capı́tulo a seguir apresenta uma revisão dos conceitos teóricos preliminares necessários para compreensão do conteúdo da dissertação, objetivando o estudo dos principais métodos aplicados para reconfiguração de redes de distribuição de energia elétrica. Apesar de ter sido proposta há mais de 30 anos, a reconfiguração de redes de distribuição para redução de perdas ativas ainda faz parte de pesquisas onde várias técnicas têm sido propostas ao longo dos anos. 2.1 E Introdução NERGIA elétrica tornou-se, ao longo dos anos, um produto indispensável ao desenvolvimento humano. Descobrir novas fontes de energia disponı́vel onde for necessário, converter a energia de uma forma para outra e usá-la sem criar poluição que destruirá nossa biosfera são, entre os outros, os maiores desafios enfrentados pelo mundo de hoje. O sistema elétrico de potência é composto de centrais geradoras, linhas de transmissão e os sistemas de distribuição, e é a principal ferramenta para converter, transportar e distribuir energia elétrica. Em grande parte do século passado foram realizadas pesquisas voltados ao planejamento da geração e transmissão de energia devido a sua complexidade por que apresentaram muitos desafios. Com o aumento do consumo de energia elétrica o planejamento e a operação exigiram novas técnicas de análise para uma adequada operação do sistema. 7 8 Capı́tulo 2. Revisão Bibliográfica Os problemas de otimização relacionados ao planejamento e operação de sistemas de distribuição são complexos, tanto pelas próprias caracterı́sticas das redes, quanto pelo grande número de variáveis. Neste trabalho será abordado o problema de reconfiguração de redes de distribuição primária como um problema de otimização, cujo objetivo é minimizar as perdas ativas do sistema. Este problema de otimização é um exemplo de problema de Programação Não-linear Inteira Mista - PNLIM e apresenta o fenômeno de explosão combinatória. No capı́tulo a seguir serão analisadas as principais teorias propostas existentes na literatura dos primeiros métodos utilizados para a reconfiguração dos sistemas de distribuição de energia elétrica. 2.2 Metodologias e principais trabalhos publicados Várias metodologias tem sido propostas para a solução de problemas de PNLIM, que são como já mencionados, difı́ceis de resolver, considerando que apresenta uma natureza combinatória elevada e muitas soluções locais ótimas podem ser encontrados. 2.2.1 Heurı́sticas Branch and Bound É uma técnica que pode ser utilizada na resolução de problemas de programação inteira mista. Consiste em um método de programação exata, portanto, capaz de obter o ótimo global (Merlin e Back, 1975). Contudo, para sistemas de grande porte torna-se inviável. Em 1875 os franceses Merlin e Back apresentaram uma das primeiras propostas especializadas para reconfiguração de redes de distribuição de energia elétrica para diminuição de perdas ativas que aparece na literatura. Considera-se uma configuração inicial em malha em que todas as chaves de interconexão existentes no sistema estão fechadas. A partir desta configuração, o algoritmo desenvolvido determina a abertura sequencial das chaves até que se tenha uma configuração com Huilman Sanca Sanca - Dissertação de Mestrado Seção 2.2. Metodologias e principais trabalhos publicados 9 menores perdas. Duas metodologias heurı́sticas foram aplicadas para resolver o problema de reconfiguração de sistemas de distribuição: a primeira metodologia foi a aplicação de uma técnica de otimização clássica (Bueno, 2005) e a segunda metodologia utiliza um algoritmo heurı́stico construtivo (H. back) 1 . A primeira é a metodologia denominada Busca Menor Energia, inspirada na técnica de abertura sequencial de chaves. A segunda técnica, denominada árvore de aproximação, faz uso das idéias de árvore geradora de custo mı́nimo. Ambas são combinadas com uma busca local, denominada Troca de Ramos Generalizada, baseada na técnica de Troca de Ramos. Um método heurı́stico simples em que utilizam uma técnica de busca em árvores do tipo branch and bound para encontrar o conjunto das melhores configurações para redes radiais foi apresentado em (Mantovani et al., 2000). Onde apresentam um método de cálculo de fluxo de potência radial rápido e eficiente, além de um critério de corte para reduzir o espaço de busca de configurações baseado no limite máximo de queda de tensão permitido na rede. Troca de Ligações (Branch Exchange) Esta metodologia Branch Exchange ou troca de ligações é conhecida como heurı́stica construtiva, é um método utilizado no problema de reconfiguração de redes de distribuição. Sendo heurı́stico não garante a solução ótima global, mas pode conduzir a ótimos locais. Esta proposta consiste na avaliação de configurações radiais, geradas a partir de uma configuração inicial através da abertura e fechamento de chaves (Civanlar et al., 1988). Civanlar et al., (1988) propõem uma metodologia heurı́stica para ser utilizada como ferramenta tanto de planejamento como de controle e restauração de alimentadores primários objetivando a redução de perdas ativas. A proposta de solução possui a capacidade de estimar, com mı́nimo esforço computacional, as mudanças nas perdas que resultam da reconfiguração dos alimentadores. Utilizam, como critério para reduzir o número de reconfigurações candidatas, uma fórmula interessante e 1 Merlin, A.; H. Back. (1975).Search for a Minimal-Loss operating spanning tree configuration in an urban power distribution system. In Proceedings of 5th Power System Computation Conference. - PSCC, Cambridge, U.K., v.1, p. 1-18 9 10 Capı́tulo 2. Revisão Bibliográfica de uso simples que exclui opções indesejadas de chaveamentos sem a necessidade de efetuar numerosos cálculos de fluxo de potência, reduzindo significativamente o esforço computacional. Baran e Wu., (1989) tratam do problema de reconfiguração de redes de distribuição para redução de perdas e balanceamento de cargas entre os alimentadores, utilizando a aproximação proposta por Civanlar para abertura dos laços e realização das operações de chaveamento. A idéia básica de busca da metodologia é que a partir de uma configuração factı́vel, fechar no primeiro nı́vel as chaves abertas uma a uma (Baran e Wu., 1989). Então, é escolhida a configuração que, pela troca de um ramo, tem a maior redução das perdas. A configuração escolhida passa para o próximo nı́vel. Como pode ser notado, a busca não examina todas as possibilidades e dessa maneira esta metodologia não garante uma solução ótima global. Morelato e Monticelli (1989) nesta linha de pesquisa da operação on-line de redes de distribuição apresentam uma estratégia de busca direcionada com a utilização de regras práticas (baseadas na experiência dos operadores), para resolver problemas como restauração do serviço de fornecimento de energia e reconfiguração de sistemas. Uma técnica de busca heurı́stica em árvore de decisão binária (Morelato e Monticelli, 1989), que permite percorrer o espaço de possibilidades dos estados das chaves do sistema, enquanto que o conhecimento de domı́nio especı́fico (regras práticas) é essencial para limitar o tamanho da árvore, evitando uma explosão combinatória, mantendo o problema dentro de um espaço de busca de dimensão gerenciável. 2.2.2 Redes Neurais Artificiais Em 1993 os autores Kim et al., (1993) propuseram a resolução do problema de reconfiguração através de Redes Neurais Artificiais do tipo Perceptron multi-camadas, Este método tem a capacidade de controle em tempo real do sistema de distribuição, com relação a outros métodos. A rapidez do método é devido ao fato da rede neural ser treinado utilizando um conjunto de boas configurações para diferentes valores de carregamento (Kim et al., 1993). Para diminuir o esforço computacional o sistema de distribuição foi dividido em três tipos, residencial, comercial e industrial, facilitando o treinamento da rede neural. Em 2006, Salazar et al., (2006) apresentaram uma rede neural artificial do tipo Huilman Sanca Sanca - Dissertação de Mestrado Seção 2.2. Metodologias e principais trabalhos publicados 11 Perceptron Multicamadas. Eles aplicaram técnicas de agrupamento, associado a técnicas de validação para identificar as melhores topologias utilizadas no treinamento da rede neural. Isto possibilitou determinar boas topologias com baixo custo computacional e utilizando apenas uma rede neural durante a resolução do problema (Salazar et al., 2006). 2.2.3 Algoritmos Genéticos A aplicação do algoritmo genético para o problema de reconfiguração foi aplicado por Nara, Lin e Zhu. Os trabalhos descrevem um indivı́duo do algoritmo genético como sendo uma solução para o problema de reconfiguração. A população inicial é escolhida aleatoriamente para os trabalhos (Nara et al., 1992; Lin et al., 2000; Zhu, 2002). Shim et al., 2004 utilizaram um algoritmo genético combinado com o algoritmo de busca tabu, denominado de algoritmo genético−tabu aproximado para o problema de restauração e reconfiguração ótima de redes considerando o custo de confiabilidade (Shin et al., 2004). O método visa reduzir os custos relacionados às perdas nos alimentadores e à interrupção do fornecimento de energia sem violar os limites de operação do sistema. Para avaliar o custo de interrupção, os ı́ndices básicos de confiabilidade tais como taxa de falha e duração da interrupção devem ser calculados com antecedência. 2.2.4 Têmpera Simulada (Simulated Annealing ) Annealing é um tratamento térmico, utilizado pelos fı́sicos na construção de cristais perfeitos. Aonde um material é exposto a altas temperaturas até o ponto de liquefação e logo após é lentamente esfriado, mantendo durante o processo o chamado quase equilı́brio termodinâmico. O processo termina quando o material atinge um estado de energia mı́nimo, no qual se transforma em um cristal perfeito. Em 1990 os autores Chinag e Jean-Jumeau publicaram um trabalho dividido em duas partes (Chiang e Jean-Jumeau, 1990a, 1990b), que utiliza a meta heurı́stica simulated annealing para resolver o problema de reconfiguração. Na primeira parte do trabalho os autores tratam da formulação do problema e da metodologia de solução e na segunda parte é tratado o algoritmo e demonstrado sua aplicação 11 12 Capı́tulo 2. Revisão Bibliográfica (Chiang e Jeam-Jumeau, 1990). Os autores modificaram a meta-heurı́stica, inserindo nesta uma função para monitorar as restrições impostas pelo problema de reconfiguração. Chang e Kuo, Jeon e Parada, utilizaram a meta-heurı́stica simulated annealing na resolução do problema de reconfiguração que tenha as menores perdas e uma topologia radial. Nestes trabalhos foram apresentados cálculos da perdas aproximadas do sistema em conjunto com uma perturbação eficiente da temperatura (Chang e Kuo, 1994; Jeon et al., 2002; Parada et al., 2004). 2.2.5 Busca Tabu (Tabu Search) Toune et al., (1998) propõem o método denominado Tabu Search Reactive - RTS para solução do modelo de restauração de serviço em sistemas de distribuição. O RTS é um procedimento de busca tabu, Tabu Search - TS, convencional melhorado (Toune et al., 1998), ou seja, ele possui a capacidade de ajustar os parâmetros do algoritmo durante o procedimento da busca. Desta forma, evita uma grande desvantagem da busca tabu convencional que é a questão dos parâmetros fixos. O método apresentado gera um estado inicial sub-ótimo no espaço de soluções, através de um procedimento heurı́stico. Os vizinhos do espaço de solução são gerados através do remanejamento de cargas entre as subestações. Os estados de busca são armazenados em uma lista tabu. 2.2.6 Nuvem de Partı́culas (Particle swarm) A otimização por nuvem de partı́culas Particle Swarm Optimization - PSO é a nova técnica de computação evolucionária estudada pela primeira vez por Kennedy e Eberhart em (Eberhart e Shi, 2001). Como outras técnicas de busca estocastica, o PSO é inicializado com a geração de uma população de soluções aleatórias, que é chamado de um enxame. Nesta técnica, cada solução candidato está associado a um vetor de velocidade (Eberhart e Shi, 2001; Hu et al., 2004). O vetor de velocidade é constantemente ajustada de acordo com a experiência de partı́culas correspondente e também as partı́culas acompanhantes experiências. Olamaei et al., (2007) utilizaram o algoritmo nuvem de partı́culas na resolução do problema de operação ótima de sistemas de distribuição. Nestes trabalhos foram Huilman Sanca Sanca - Dissertação de Mestrado Seção 2.2. Metodologias e principais trabalhos publicados 13 apresentados um cálculo da perda aproximada do sistema e uma avaliação econômica para a implementação (Olamaei et al., 2007). A principal caracterı́stica do trabalho é que o autor aplica o algoritmo num ambiente (sistema de distribuição) com geração distribuı́da. Lu et al., (2009) aplicaram uma modificação do algoritmo base o poly particle swarm optimization (Lu et al., 2009), que aborda uma estrutura hierárquica do sistema de distribuição. Os autores realizaram uma análise separada de sub sistemas, o que segundo eles poderia reduzir a dimensão do espaço de busca do problema de reconfiguração e só a melhor posição encontrada por cada subsistema foi considerada como a melhor posição da partı́cula. 13 14 Huilman Sanca Sanca - Dissertação de Mestrado Capı́tulo 2. Revisão Bibliográfica Capı́tulo 3 Meta-heurı́stica Colônia de Formigas Neste capı́tulo, apresentamos a teoria necessária da meta-heurı́stica para otimização por colônia de formigas, Ant Colony Optimization - ACO, e alguns dos algoritmos que a implementam. O escopo deste capı́tulo é a apresentação da meta-heurı́stica inspirada no comportamento das formigas, assim também, serão apresentados alguns dos principais autores que aplicaram este método e outros que fizeram a aplicação para reconfiguração de redes. 3.1 F Introdução ENÔMENOS biológicos durante anos vêm sendo matéria de pesquisa no mundo inteiro de ver a tão grande complexidade que existe e como a ordem e o equilı́brio prevalece. Este mecanismo tão complexo como é a vida, a reprodução, o ciclo biológico, o código genético ou metabolismo, a mudança das estações, o tempo (condições climatológicas), o comportamento das pessoas (o instinto, pensamento humano), o comportamento instintivo dos animais, a forma de organização de algumas espécies (insetos). Todos estes fenômenos levam muitas variáveis que fazem difı́ceis e até em alguns dos casos impossı́vel o entendimento delas. Na ciência temos modelos matemáticos que estão fortemente presentes nas áreas como a fı́sica, a engenharia. Recentemente pesquisas neste campo na realização da modelagem matemática desses fenômenos biológicos vêm se realizando. É tão im15 16 Capı́tulo 3. Meta-heurı́stica Colônia de Formigas portante o estudo destes fenômenos biológicos que existe uma área do conhecimento que é voltado ao estudo de métodos e técnicas bio-inspiradas. 3.2 Inspiração Biológica Formigas reais são capazes de encontrar o caminho mais curto (menos difı́cil) de uma fonte de alimento para o formigueiro. Este comportamento é a grande inspiração utilizada para o processo de otimização baseada em colônia de formigas. As formigas, assim como outros insetos sociais, têm uma organização e distribuição dos indivı́duos em hierarquias, as quais realizam diferentes tipos de trabalhos, porém estas apresentam uma organização social altamente estruturada. Como resultado desta organização, colônias de formigas podem realizar tarefas complexas que, em alguns casos, excedem a capacidade individual de cada um delas (Dorigo e Stutzle, 2004). Na procura de alimentos, as formigas depositam uma substância quı́mica denominada feromônio, formando uma trilha. Tal trilha, ao ser encontrada por outro indivı́duo, promove reações comportamentais e é utilizada como meio de comunicação entre elas. Esta comunicação indireta é denominada estigmergia 1 , em que um indivı́duo da população, alterando um meio próximo a sua localização, altera, também, todo o ambiente onde ele esteja, provocando, posteriormente, reações de outros indivı́duos baseadas nesta modificação individual. A auto-organização presente nas colônias de insetos sociais é a idéia principal que é utilizada para coordenar uma população de formigas artificiais, utilizadas na implementação de algoritmos baseados em colônia de formigas. Investigou-se o comportamento das formigas na procura do alimento. No primeiro experimento, (Dorigo e Stutzle, 2004), da Figura 3.1, o caminho até a fonte de comida possui duas pontes com o mesmo comprimento. Inicialmente, as formigas se movem aleatoriamente entre o formigueiro e a fonte de comida, visto que não há presença do feromônio nos caminhos, estas possuem a mesma probabilidade de serem escolhidos. Entretanto, de acordo com a flutuação aleatória, um caminho 1 Em 1959, o entomólogo francês Pierre-Paul Grassé, introduziu o conceito de estigmergia para designar com ela ao processo ou mecanismo pelo qual os insetos sociais como as formigas, os cupins se comunicam y coordenam em forma indireta, utilizando o meio ambiente. Huilman Sanca Sanca - Dissertação de Mestrado Seção 3.2. Inspiração Biológica 17 será escolhido por um número maior de formigas, fazendo com que a quantidade de feromônio neste caminho seja maior e, até que, com o passar do tempo, a maioria das formigas escolham uma única ponte. 15 cm Formigueiro 60o Comida Figura 3.1: Experimento ponte de cumprimentos iguais. Já no segundo experimento, (Dorigo e Stutzle, 2004), da Figura 3.2, as pontes têm tamanhos diferentes, um caminho é duas vezes maior que o outro. Conforme esperado, as formigas utilizam o menor caminho entre o formigueiro e a fonte de comida. As que escolheram o caminho mais curto retornam primeiro da fonte de comida para o formigueiro. Logo, o caminho mais curto apresentará um maior nı́vel de feromônio, estimulando mais formigas a seguirem pela mesma trilha. Uma pequena parte das formigas ainda utiliza o caminho mais longo na busca de alimento. Este fato pode ser interpretado como exploração do caminho para a procura de novas fontes de alimento. Este comportamento coletivo presente nas formigas é chamado de comportamento autocatalı́tico 2 , onde quanto mais formigas seguem uma trilha, mais atrativa é a mesma. A probabilidade de um caminho ser escolhido aumenta com o número de formigas que, previamente, escolheram este mesmo caminho (Dorigo et al., 1996; Dorigo e Gambardella, 1997; Stutzle e Hoos, 2000; Dorigo e Stutzle, 2004). O experimento das pontes duplas, (Dorigo e Stutzle, 2004), mostra claramente, que as colônias têm incorporadas a capacidade de otimização, uma vez que através do 2 Catalisar: Diz-se de alguém ou algo que, com a simples presença, mesmo sem ação direta, estimula mudanças ou acelera um processo. 17 18 Capı́tulo 3. Meta-heurı́stica Colônia de Formigas Formigueiro 1 2 Comida Figura 3.2: Experimento ponte de cumprimentos diferentes. uso de regras probabilı́sticas, baseada em informações locais, elas podem encontrar o menor caminho entre dois pontos do ambiente. Pela inspiração do experimento, é possı́vel desenvolver formigas artificiais, tendo como modelo as formigas reais que conseguem encontrar o menor caminho entre a fonte de comida e o formigueiro. 3.3 Otimização por Colônia de Formigas Problemas de otimização combinatória são difı́ceis de resolver, isto é, o seu custo computacional cresce exponencialmente com o aumento das variáveis de entrada. A otimização por colônia de formigas Ant Colony Optimization - ACO é uma metaheurı́stica utilizada para a busca da solução de problemas combinatórios. Ela é inspirada no comportamento de formigas na busca de alimentos. Quando uma formiga precisa decidir para onde ir, ela usa informação do feromônio previamente depositado por outras formigas que passaram por aquele local (Dorigo e Stutzle, 2004). 3.3.1 Colônia de formigas aplicado ao problema do caixeiro viajante (Traveling salesman problem - TSP ) O caso, por exemplo, do problema do caixeiro viajante Traveling Salesman Problem - TSP, consiste em encontrar o menor caminho para percorrer um conjunto de cidades que estão completamente conectadas entre si, isto é, para cada par de Huilman Sanca Sanca - Dissertação de Mestrado Seção 3.3. Otimização por Colônia de Formigas 19 cidades, há uma estrada que as liga. O problema consiste, então, em encontrar o menor caminho para percorrer todas as cidades uma única vez. O conjunto de todos os caminhos possı́veis define o espaço de busca para este problema. Para conjuntos de poucas cidades, até cinco ou seis, podemos testar todas as possibilidades para encontrar o menor caminho. Mas o problema se torna computacionalmente intratável para conjuntos maiores de cidades. Tal fato despertou a necessidade de se elaborar estratégias computacionalmente eficientes, mas que encontrassem soluções ótimas ou próximas delas, para esse tipo de problema. Essa é a idéia principal por trás das meta-heurı́sticas. São estratégias para explorar o espaço de busca de maneira eficiente, encontrando soluções ótimas, próximas da melhor solução. 5 4 3 28 27 29 1 6 26 30 7 24 2 8 25 9 10 22 12 13 23 11 15 14 21 18 19 16 17 20 Figura 3.3: Resultado obtido para o problema do caixeiro viajante Traveling Salesman Problem - TSP para 30 cidades aplicando sistema de formigas Ant System AS (Dorigo et al., 1991). O método de otimização baseado no comportamento de colônias de formigas, Ant Colony Optimization - ACO (Dorigo et al., 1991; Dorigo et al., 1996; Dorigo e Gambardella, 1997; Stutzle e Hoos, 2000; Dorigo e Stutzle, 2004),é constituı́do por um conjunto de agentes simples, que realizam suas tarefas de forma cooperativa, com o objetivo de encontrar boas soluções para problemas de otimização discretos complexos. As caracterı́sticas apresentadas pelas formigas reais podem ser facilmente 19 20 Capı́tulo 3. Meta-heurı́stica Colônia de Formigas estendidas a agentes artificiais por meio de: 1. Definição de variáveis de estado apropriadas aos estados do problema. 2. Acesso local aos valores destas variáveis pelos agentes artificiais. Os agentes artificiais irão simular a construção da trilha de feromônio realizada pelas formigas através da modificação das variáveis associadas aos estados do problema durante a busca de soluções. As formigas artificiais apresentam algumas caracterı́sticas semelhantes às formigas reais, adicionadas de algumas capacidades necessárias à resolução de problemas de otimização combinatória. 3.4 3.4.1 Colônia de Formigas Ant System - AS O sistema de formigas, Ant System - AS, primeiro algoritmo baseado no comportamento da colônia de formiga foi proposto pela primeira vez no inicio da década dos 90 (Dorigo et al., 1991). A metodologia chamada Ant Sysem - AS, (Dorigo et al., 1996) foi aplicada para resolver o problema clássico do caixeiro viajante, Traveling Salesman Problem - TSP. Três versões do algoritmo AS foram propostos, (Dorigo et al., 1991): Ant-density, Ant-quantity, Ant-cycle. A diferença destas versões do algoritmo fica apenas na forma de atualização do feromônio. O problema clássico do caixeiro viajante (TSP), consiste em, por exemplo, dado um conjunto de cidades e dada também a distância entre cada uma delas, determinar a menor rota para o caixeiro viajante que contemple todas as cidades, passando por cada cidade uma única vez e voltando ao ponto de partida. O TSP pode ser representado por um grafo G(C, N), onde C e conjunto das cidades e N representa as conexões (estrada), entre as cidades. A distância entre a cidade i e a cidade j assume o valor d(i, j). De forma tal que, o algoritmo e inicializado com uma população de formigas. Cada formiga k escolhe, aleatoriamente, uma cidade que será o ponto de partida. Cada agente pertencente à colônia constrói uma solução. A escolha da próxima cidade a ser visitada é baseada na concentração do feromônio τ (i, j) e na informação heurı́stica η(i, j) . Isso é feito por meio de uma regra de Huilman Sanca Sanca - Dissertação de Mestrado Seção 3.4. Colônia de Formigas 21 transição, equação (3.1), que fornece a probabilidade de cada formiga escolher o caminho (i, j) ainda não visitado. P robk (i, j) = [τ(i,j) ]α [η(i,j) ]β P [τ(i,v) ]α [η(i,v) ]β se j ∈ Jk (i); v∈Jk (i) 0 (3.1) Caso contrário, sendo P robk é a probabilidade de que a formiga k escolha o caminho (i, j), τ(i,j) representa a quantidade de feromônio no caminho (i, j), η(i,j) é uma informação previa (heurı́stica) do problema, um ı́ndice de atratividade de escolha pelo caminho (i, j), Jk é conjuntos das cidades ainda não visitadas pela formiga k, α e β são os parâmetros de controle que determinam o peso relativo da influência da concentração de feromônio ou da informação heurı́stica do problema, dij é a distância entre as cidades (i, j). A informação heurı́stica pode existir ou não. Isso depende do problema em estudo. Para este caso do problema do caixeiro viajante este valor é representado por: η(i,j) = 1 dij (3.2) Como o problema é de minimização, quanto menor a distância d(i, j) , maior deverá ser a quantidade de feromônio associada a este caminho. Ou seja, de maneira geral, os melhores caminhos terão maior valor de feromônio associado. Os parâmetros α e β constituem uma informação importante no processo de busca. Se α = 0 as cidades mais próximas tem maior chance de serem selecionadas, já que a probabilidade de escolha é em função da informação heurı́stica η(i, j) . Caso β = 0 somente as informações baseadas no feromônio são determinantes na escolha, podendo levar o algoritmo a uma estagnação em uma solução sub ótima. Dorigo e Stuzle (2004) indicam os valores apropriados dos parâmetros para cada versão do AS. Posteriormente, após todas as formigas completarem o ciclo, as trilhas de feromônio são atualizadas pelo acréscimo e evaporação do fenômeno, equação (3.3) (Dorigo e Stutzle, 2004). A evaporação é representada pelo coeficiente ρ, que pode variar entre zero e o valor unitário. 21 22 Capı́tulo 3. Meta-heurı́stica Colônia de Formigas τ (i, j) = (1 − ρ).τ (i, j) + ∆τ (i, j) (3.3) Sendo ∆τ (i, j), o depósito de feromônio de todas as formigas no caminho (i, j), que se expressa do seguinte modo: ∆τ (i, j) = m X ∆τk (i, j) (3.4) k=1 Q se (i, j) ∈ a rota da formiga k ; Lk ∆τk (i, j) = 0 Caso contrário, (3.5) Sendo, m o número de formigas, Q constante de peso para o depósito de feromônio, Lk Comprimento da rota da k-ésima formiga. A equação (3.5) representa a quantidade de feromônio depositado pela formiga k nos caminhos que ela percorreu. Desta forma, quanto mais formigas utilizarem um arco pertencente a um menor caminho, maior será a quantidade de feromônio depositado neste arco, fazendo com que este caminho tenha mais chance de ser escolhido por outras formigas. Os algoritmos ant-quantity e anty-density diferem do ant-cycle apresentado acima. Apenas na atualização do depósito de feromônio, nas versões ant-quantity e antydensity, a atualização do feromônio é feito após a formiga se mover entre as cidades. Na versão ant-cycle, a trilha de feromônio é atualizada somente após todas as formigas completarem o ciclo, ou seja, após todas as cidades terem sido visitadas por elas. Na versão ant-quantity, o depósito de feromônio tem a seguinte expressão: ∆τk (i, j) = W se a k-ésima formiga caminha de i para j ; d(i, j) 0 (3.6) Caso contrário, onde W é um valor constante. Na versão ant-density, é depositado um valor constante D para a formiga k, quando ela caminha da cidade i para a cidade j, equação (3.7) : Huilman Sanca Sanca - Dissertação de Mestrado Seção 3.4. Colônia de Formigas ∆τk (i, j) = 23 D se a formiga k vai de i para j ; 0 (3.7) Caso contrário, Comparando o ant-cycle com as versões ant-quantity e ant-density, aquele primeiro apresentou um resultado superior aos demais, pois o ant-cycle usa informação global na atualização do feromônio, enquanto os demais modelos utilizam informações locais que não indicam uma medida do resultado final (Dorigo et al., 1991; Dorigo et al., 1996). 3.4.2 Elitist Ant System - EAS Na versão Elitist Ant System - EAS, proposta por Dorigo et al., (1991), Dorigo et al., (1996) e Dorigo e Stutzle, (2004), a principal modificação é o reforço do melhor caminho desde o inı́cio do processo iterativo. Para isso, a melhor solução, denominada T bs (best-so-far tour ), é acrescentada à equação (3.3) como um depósito adicional de feromônio, conforme equações (3.8) e (3.9). τ (i, j) = (1 − ρ) ∗ τ (i, j) + ∆τ (i, j) + e ∗ ∆τ bs (i, j) (3.8) onde ∆τ (i, j) é definido como na equação (4.6) e: 1 se (i, j) ∈ T bs ; bs bs C ∆τ (i, j) = 0 Caso contrário, (3.9) onde e é o parâmetro que define o peso ao T bs , C bs é comprimento do menor (melhor) caminho encontrado. Dorigo et al., (1996), sugerem um valor apropriado para o parâmetro e. 3.4.3 Ant Colony System - ACS A versão proposta por Dorigo e Gambardella, (1997), a Ant Colony System - ACS, é baseada na versão Ant-Q (Gambardella e Dorigo, 1995) e difere da versão AS em três pontos: (i) explora a experiência acumulada pelas formigas; (ii) a atualização do depósito e da evaporação é realizada somente para a solução que apresenta o 23 24 Capı́tulo 3. Meta-heurı́stica Colônia de Formigas menor caminho; (iii) a cada iteração uma quantia do feromônio do caminho (i, j) é removido para aumentar a exploração de novos caminhos, evitando a estagnação prematura. Sendo assim, a probabilidade da formiga k se mover da cidade i para a cidade j é dada pela equação (3.10): Pk = argmaxj∈Jk (i) [τ (i, j)].[η(i, j)]β se q ≤ q0 J (3.10) Caso contrário, sendo, q um número aleatório dentro do intervalo [0,1], q0 é o parâmetro com valor: 0 ≤ q0 ≤ 1; Jk é um conjunto das cidades ainda não visitadas pela formiga k, J representa a regra de probabilidade conforme equação (3.1) com α = 1 A atualização global ocorre após o fim de cada iteração, somente para a solução que apresentar o menor caminho, e é atualizada do seguinte modo: τ (i, j) = (1 − ρ).τ (i, j) + ∆τ best (i, j), (3.11) sendo, ρ o parâmetro de decaimento do feromônio, variando entre zero e um, ∆τ best representa o depósito de feromônio para o melhor caminho, Jk é o conjuntos das cidades ainda não visitadas pela formiga k, J é a regra de probabilidade conforme equação (3.1) com α = 1. Já a atualização local, é realizada logo após as formigas atravessarem o arco (i, j) durante a construção do caminho, e de acordo com a equação (3.12): τ (i, j) = (1 − ξ) ∗ τ (i, j) + ξτ0 , (3.12) onde, ξ o parâmetro de decaimento do feromônio, variando entre zero e um, τ0 é o parâmetro do valor inicial da trilha de feromônio, Jk o conjunto das cidades ainda não visitadas pela formiga k. 3.4.4 MAX-MIN Ant System - MMAS Observando a convergência precoce do sistema de formigas, Ant System - AS, Stutzle e Hoos, (2000), os autores propuseram o MAX-MIN Ant System - MMAS. Huilman Sanca Sanca - Dissertação de Mestrado Seção 3.5. Aplicação do Algoritmo Colônia de Formigas 25 O MMAS, introduz quatro modificações no AS : (i) faz o reforço do melhor caminho encontrado, somente da formiga k que possui a melhor solução. Essa escolha pode ser feita pela melhor solução encontrada na iteração corrente ib (iteration-best - ib) ou pela melhor solução global encontrada durante todo o processo iterativo bs (best-so far - bs). A solução só será atualizada caso seja encontrada uma melhor solução nas iterações seguintes; (ii) a fim de evitar a estagnação do algoritmo, causado pelo aumento de feromônio nas trilhas de menor caminho, são definidos os limites mı́nimos e máximos para o depósito de feromônio [τmin , τmax ] nas trilhas; (iii) as trilhas de feromônio são inicializadas com um alto valor de feromônio, τmax , que juntamente com um pequeno coeficiente de evaporação, favorece a exploração de novos caminhos já no inicio do processo iterativo; (iv) as trilhas de feromônio são re-inicializadas assim que ocorrer a estagnação em uma solução. A etapa de construção é praticamente idêntica a do Ant System-AS, usando a mesma fórmula para calcular a probabilidade (3.1). As modificações mais substanciais dizem respeito à taxa de atualização do feromônio e a sua limitação a certos valores máximo e mı́nimo. Este processo é mostrado com maior detalhe no capı́tulo 4. 3.5 3.5.1 Aplicação do Algoritmo Colônia de Formigas Problema de Reconfiguração de Sistemas de Distribuição de Energia Elétrica Dado que o problema de reconfiguração de sistemas de energia elétrica é combinatória e não linear, é preciso a aplicação de uma ferramenta que ajude a encontrar uma solução para este problema. Meta-heurı́sticas foram propostas para encontrar a solução do problema garantindo, que as restrições impostas fossem satisfeitas. A reconfiguração de sistemas de distribuição de energia elétrica consiste basicamente na abertura e fechamento de chaves de interconexão para encontrar uma topologia que apresente o menor valor de perdas totais de potência ativa. O problema de reconfiguração de redes esta intimamente relacionada ao número de chaves envolvidas na busca da melhor configuração, cujo problema torna-se mais complicado se o número de chaves aumenta, devido a que o número de combinações feitas para 25 26 Capı́tulo 3. Meta-heurı́stica Colônia de Formigas achar a melhor configuração aumenta exponencialmente. No método por colônia de formigas, um conjunto de formigas artificiais cooperam entre se a fim de realizar uma busca entre todas as configurações possı́veis e achem uma que apresente o menor valor de perdas do sistema. Na literatura foi feita a aplicação do algoritmo por colônia de formigas nas versões: Ant System - ACO, Ant Colony System - ACS, entre outras. Pereira et al., (2006) utilizam o método, Otimização por Colônia de Formigas (Ant Colony Optimization - ACO) o método foi proposto para redução das perdas de potência ativa, satisfazendo as restrições de limites de tensão nas barras, limites de corrente no trechos e que a configuração encontrada seja sempre radial (Pereira et al., 2006). O algoritmo foi aplicado num sistemas de distribuição ideal de 5 barras a fim de verificar a eficiência do algoritmo. Zhijiam et al., (2008) apresentam um algoritmo baseado num sistemas colônia de formigas Ant Colony System Algorithm - ACSA para a reconfiguração sistemas de distribuição com o objetivo de reduzir as perdas de potência ativas em condições normais de operação. Para atualização do feromônio é utilizada uma regra de Atualização global do feromônio, segundo a qual só nas ligações que compõem a melhor solução é que há aumento de feromônio (Zhijiam et al., 2008). No algoritmo proposto ales aplicam uma variação do α, β e ρ e fazem uma comparação das soluções encontradas. O algoritmo foi aplicado num sistemas de distribuição de 69 barras. Abdelaziz et al., (2012), apresentam a otimização por colônia de formigas Ant Colony Optimization - ACO, e um algoritmo implementado no Hyper-cube - HC, uma variação do algoritmo colônia de formigas, para resolver o problema de reconfiguração de sistemas de distribuição a fim de minimizar as perdas de potência da rede. A conclusão do trabalho é que: em contraste com as formas usuais de aplicação do algoritmo ACO, a estrutura do HC, limita os valores de feromônio por introdução de alterações nas regras de atualização do feromônio resultando um algoritmo mais robusto e fácil de implementar que na versão do ACO (Abdelaziz et al., 2012). O problema de otimização foi formulado tendo em conta as restrições operacionais dos sistemas de distribuição, limites de tensão nas barras, limites de corrente nos trechos e a topologia encontrada seja radial. Este algoritmo também utiliza regras de Atualização local e Atualização global do feromônio. O algoritmo foi aplicado a três sistemas de distribuição de 33, 69 e de 119 barras e seus resultados foram comparaHuilman Sanca Sanca - Dissertação de Mestrado Seção 3.6. Conclusão do Capı́tulo 27 dos com outros dois métodos sendo eles: Têmpera simulada (Simulated Annealing SA), Nuvem de partı́culas (Particle Swarm - PS ), Busca Tabu (Tabu Search - TS ), tendo sido encontrado os mesmos resultados. 3.6 Conclusão do Capı́tulo Neste Capı́tulo, foram apresentadas as informações necessárias, básicas do processo de otimização bio-inspirado em colônia de formigas, tais como: inspiração biológica, modelagem, formulação, algoritmo e as variações entre as principais modelagens existentes. Desta forma, pode-se verificar que o processo de busca, tem como ponto forte o fato de que as informações de todos os indivı́duos da colônia são utilizadas na obtenção da solução ótima, isto é o que origina a chamada inteligência coletiva. Além disso, foram citas algumas aplicações do ACO que podem ser encontradas na literatura. Apresentaram também alguns trabalhos que utilizaram o método ACO, para reconfiguração de sistemas de distribuição de energia elétrica, que na maioria das vezes utilizaram o algoritmo ACS, e em outros casos, alguns autores aplicaram, para melhora do desempenho, modificações no algoritmo base de sistema de formigas (Ant System - AS ). 27 28 Capı́tulo 3. Meta-heurı́stica Colônia de Formigas Huilman Sanca Sanca - Dissertação de Mestrado Capı́tulo 4 Metodologia Proposta Neste capı́tulo apresentamos a meta-heurı́stica MAX-MIN Ant System - MMA uma variante do algoritmo colônia de formigas. O algoritmo foi implementado para resolver o problema clássico do caixeiro viajante, Traveling Salesman Problem - TSP, esta meta-heurı́stica foi estudada por (Stutzle e Hoos, 1996; Stutzle e Hoos, 2000; Dorigo e Stutzle, 2004), O principal objetivo deste capitulo é aplicar o MMAS ao problema de reconfiguração de sistemas de distribuição de energia elétrica para redução das perdas de potência ativa do sistema. 4.1 G Introdução RANDE parte dos sistemas de distribuição de energia elétrica têm uma configuração radial com o fim de facilitar sua expansão. Cada alimentador têm uma mistura diferente de carga diária do tipo industrial, comercial e residencial. Este tipo de carga variável fazem com que picos de carga nos alimentadores se apresentem em diferentes momentos. A sobrecarga do sistema de distribuição pode causar problemas na distribuição a partir do desligamento de ramos por causa do disparo dos dispositivos de proteção. O processo de reconfiguração é feito através da operação de chaves que estão normalmente abertas e chaves que estão normalmente fechadas (Abdelaziz et al., 2012). Estes dos tipos de chaves são projetados para proteção e gerenciamento das redes. No fim a reconfiguração de sistemas de distribuição é o processo de 29 30 Capı́tulo 4. Metodologia Proposta mudança de uma topologia para outra em condições normais de operação, para transferir cargas de alimentadores com carga pesada para os relativamente menos sobrecarregados. Esta transferência é eficaz não só em termos de equilı́brio das cargas, mas também para a melhoria do perfil de tensão ao longo do sistema e com isso reduzir as perdas de potência ativa decorrentes da operação no sistema. 4.2 Formulação do problema Esta formulação do problema de reconfiguração de redes é um tı́pico problema de otimização não linear combinatória de variáveis inteiras e reais e que pode ser expresso do seguinte modo: Minimizarf (x) = PT,P erdas = NX B −1 Pperdas (i, i + 1) (4.1) i=1 Sujeito as restrições: 1. de fluxo de carga; 2. limites de corrente nos trechos: |Ij | ≤ Ij,max ; ∀j, j ∈ NT (4.2) 3. configuração radial da rede. Onde PT,perdas é a perda de potência ativa total do sistema, |Ii | e Ii,max são a amplitude da corrente e o limite máximo de corrente em cada trecho i, respectiva- mente, NB é o número de barras do sistema e NT é o conjunto de trechos de linha do sistema. O problema de otimização com restrições expresso na equação (4.1), pode ser convertido num problema de otimização irrestrito cuja função objetivo incorpore a restrição de corrente máxima nos trechos (Lin et al., 2000; Pereira et al., 2006). Minimizef (x) = NX B −1 Pperdas (i, i + 1) + i=1 Huilman Sanca Sanca - Dissertação de Mestrado NT X j=1 λI (Ij − Ij,max )2 (4.3) Seção 4.3. Algoritmo MAX-MIN Ant System - MMAS 31 sendo λI um fator de penalidade com respeito à corrente admissı́vel no trecho. A primeira restrição é intrı́nseca, em vista de que o valor das perdas totais de potência ativa é calculado mediante um método computacional que tem por base as equações de fluxo de potência. Aproveitando-se da terceira restrição que indica uma configuração radial da rede no final do processo, emprega-se para o cálculo de fluxo de carga o método da soma de potência - MSP (Haque, 1996), por ser de eficiência computacional reconhecida. O cálculo de fluxo de carga pelo método MSP, é apresentado no capı́tulo 5. 4.3 4.3.1 Algoritmo MAX-MIN Ant System - MMAS O Paradigma do Algoritmo MAX-MIN Ant System Utilizada para a Reconfiguração de Sistemas de Distribuição de Energia Elétrica O algoritmo MMAS é uma das variações do algoritmo colônia de formigas, Ant Colony Optimization - ACO, que é uma meta-heurı́stica inspirada em formigas reais (Dorigo et al., 1996; Stutzle e Hoos, 1996; Dorigo e Gambardella, 1997; Stutzle e Hoos, 2000; Dorigo e Stutzle, 2004; Dorigo et al., 2006). Na procura por alimento as formigas inicialmente se movimentam sem direção preferencial. Mais tarde, as formigas que escolheram o caminho mais curto entre o formigueiro e a fonte de alimento completarão as expedições mais rapidamente reforçando a trilha de feromônio, isto fará que mais formigas escolham o menor caminho devido à maior concentração de feromônio. No final, a maioria das formigas irá escolher o menor caminho, devido ao aumento constante do feromônio. Na Figura 4.1(a), as formigas inicialmente exploram a área circundante do formigueiro de forma aleatória em busca de alimento. Assim que uma formiga encontra uma fonte de alimento, enquanto caminha de volta para o formigueiro, a formiga deposita um rastro de feromônio no chão. As trilhas de feromônio depositados irá orientar outras formigas para a fonte de alimento de modo que a maior parte das formigas encontrão esse caminho como mostrado na Figura 4.1(b). Este modo de operação das formigas fará que outras formigas circundantes escolham esse caminho, devido a que ficara com maior concentração de feromônio. Este comportamento social e 31 32 Capı́tulo 4. Metodologia Proposta Alimento Alimento Obstáculo Obstáculo Formigueiro Formigueiro (a) (b) Figura 4.1: Exemplo de uma colônia de formigas real explicando o comportamento delas na procura de alimento. cooperativo das formigas mostra o paradigma fundamental do algoritmo de busca por colônia de formigas. 4.3.2 Regra de Transição de Estado Na fase de construção da solução do problema, no começo do algoritmo, todos os trechos do sistema de distribuição têm a mesma quantidade de feromônio. Então, a formiga parte da subestação e escolhe a seguinte barra a ser visitada com uma probabilidade que é uma função da resistência e da quantidade de feromônio presente no trecho que liga a barra onde esta a formiga com as outras barras adjacentes ainda não visitadas, e decidirá para onde vai continuar caminhando realizando uma seleção aleatória. As barras com maior probabilidade terão mais chances de serem escolhidas. Para não permitir passos inválidos, as formigas artificiais são dotadas de uma memória das informações dos trechos já visitados. Assim, ao mesmo tempo em que a formiga constrói a configuração radial da redes, ela é forçada a não visitar um mesmo trecho de rede duas vezes, até encontrar uma configuração radial completa. A probabilidade para que um dos trechos adjacentes seja selecionado pela formiga, Huilman Sanca Sanca - Dissertação de Mestrado Seção 4.3. Algoritmo MAX-MIN Ant System - MMAS 33 é dada pela equação (4.4): P rob(i,j) = [τ ]α [η(i,j) ]β P (i,j) [τ(i,m) ]α [η(i,m) ]β se ∀j ∈ JK(i) ; m∈JK(i) (4.4) 0 se ∀j ∈ / JK(i) , Sendo, P rob é a probabilidade que um trecho (i, j) seja escolhido; τ(i,j) é a quantidade de feromônio na ligação escolhida (i, j); η(i,j) é uma informação prévia (heurı́stica) do problema, um ı́ndice de atratividade de escolha pelo caminho (i, j), Jk é o conjunto de barras ainda não visitadas pela formiga k; α e β são os pesos do grau de atratividade, τ , e a visibilidade do feromônio, η respectivamente, JK(i) é o conjunto das ligações adjacentes que poderão ser visitadas pela formiga K que se encontra no nó i. Observando a convergência precoce do algoritmo colônia de formigas - ACO, em (Stutzle e Hoos, 1996; Stutzle e Hoos, 2000), os autores propuseram o MAX-MIN Ant System - MMAS. As modificações mais substanciais dizem respeito à taxa de atualização do feromônio e a sua limitação a certos valores máximo e mı́nimo do feromônio. 4.3.3 Regra de Atualização do Feromônio Como no algoritmo ACO, a atualização do feromônio é feita apenas quando termina a fase de construção, porém, diferentemente da ACO, a atualização no MMAS é feita apenas pela melhor formiga (na nossa proposta isto corresponde ao conjunto de formigas que gerou a melhor configuração da iteração). A atualização do feromônio é feita a partir da equação (4.5) Imediatamente após a determinação de uma configuração radial é calculada a perda de potência ativa do sistema e o nı́vel de feromônio é atualizado, apenas nos trechos que fazem parte da melhor solução, da seguinte forma: τ(i,j) = (1 − ρ)τ(i,j) + △τ melhor (4.5) Onde: 33 34 Capı́tulo 4. Metodologia Proposta △τ melhor = 1 Fmelhor (4.6) Sendo Fmelhor o valor da melhor solução encontrada da função objetivo até o momento (melhor solução global) ou a melhor solução da iteração. Neste trabalho é utilizado a melhor solução de um conjunto de soluções, porque assim ocorre menos risco de convergência prematura, do que usando a melhor solução global. No problema de reconfiguração de redes Fmelhor representa as perdas de potência ativa da configuração encontrada. Como o feromônio é uma substância volátil essa propriedade evita que soluções antigas sejam esquecidas, (1 − ρ) é a taxa de evaporação do feromônio, sendo ρ um valor entre [0, 1]. De acordo com Stuzle e Hoos a utilização da melhor solução de uma iteração aumenta o efeito de exploração das melhores soluções durante o processo de busca (Stutzle e Hoos, 1996; Stutzle e Hoos, 2000). Ao mesmo tempo, contribui para o efeito de intensificação do processo utilizando sempre as melhores soluções en cada iteração para a atualização do feromônio. 4.3.4 Limites de Feromônio Outra diferença, comparando o MMAS e ACO, é que no MMAS, existem limites superior e inferior para o nı́vel de feromônio. Ao realizar uma atualização do feromônio (aumento e evaporação) num ramo, o seu valor não pode ultrapassar τmax , nem ser inferior a τmin . No MMAS, a proposta de impor limites superior e inferior é para evitar que o feromônio depositado fique muito grande. Esta limitação é entre um valor máximo e um mı́nimo de τ , sendo assim, após cada iteração, se τi,j > τmax , então τi,j = τmax , se τi,j < τmin , então τi,j = τmin , além disso τmin > 0, se ηi,j < ∞, para todas as componentes da solução. Adicionalmente propõe-se a reinicialização do feromônio, este passo será feito quando um número pre-definido de iterações é atingido sem ser encontrada uma solução melhor (estagnação do algoritmo) (Stutzle e Hoos, 2000). Pode-se dizer que esta proposta de impor limites ao feromônio, tem um efeito de intensificação no processo de busca da melhor solução (para encontrar um maior número de possibilidades). A dificuldade é determinar quais são os valores apropriados para τmin e τmax . τmax é definido pela equação (4.7) (Stutzle e Hoos, 1996): Huilman Sanca Sanca - Dissertação de Mestrado Seção 4.3. Algoritmo MAX-MIN Ant System - MMAS τmax = 1 ∗ ρ.Fmelhor 35 (4.7) Stuzle e Hoos (2000) também propõem inicializar o algoritmo fazendo τ0 = τmax , para obter uma intensa exploração das soluções no espaço de busca (Stutzle e Hoos, 2000). Enquanto ao valor de τmin , não há um completo acordo sobre como pode ser determinado. Dorigo et al., (1996) diz que este valor de τmin é determina empiricamente (Dorigo et al., 1996), porém existe uma proposta analı́tica para determinar este valor, equação (4.8) (Stutzle e Hoos, 1996). τmin = τmax .(1 − Pdec ) k.Pdec (4.8) Onde k é a quantidade média de barras adjacentes que a formiga pode escolher em qualquer ponto de decisão, e Pdec determinado pela equação (4.9): Pdec = p n−1 Pmelhor (4.9) Onde Pmelhor é a probabilidade de uma formiga construir o melhor caminho até agora, e n é o número de passos no caminho (número de barras). Inicialmente todos os trechos têm a mesma quantidade de feromônio τ0 = τmax , todas as barras-fontes estão ligados, enquanto as barras de carga estão todos desligados, de modo que nenhuma ligação está ativada. Sendo, barra ligada é aquela onde está a formiga no momento, em outro caso a barra fica desligada (barra que a formiga ainda pode visitar). Ligação ativada é aquela ligação que já foi percorrida e ligação ativável é aquela ligação adjacente por onde a formiga pode continuar o percurso. As formigas partem simultaneamente de forma aleatória das barras ligadas respeitando as seguintes regras: 1. As formigas se deslocam exclusivamente por ligações ativáveis ou adjacentes a ela; 2. Quando uma formiga chega a uma barra desligada da ligação ativável que tenha percorrido: 35 36 Capı́tulo 4. Metodologia Proposta • esta barra torna-se ligada e a ligação ativada; • surge outra formiga para ocupar a barra originalmente ligada deixado por ela; 3. O percurso de uma formiga se completa quando ela não puder mais seguir por ligações ativáveis; 4. A expedição termina quando nenhuma formiga tiver mais mobilidade, ou seja, quando não houver nenhuma ligação ativável. No final do processo de uma expedição sempre se terá determinado uma configuração radial do sistema. O número de formigas por expedição é variável. Ela começa igual ao número de barras-fontes. As formigas vão surgindo aleatoriamente de barras ligadas e se movimentam por ligações ativáveis ou adjacentes enquanto puderem. De acordo com as regras estabelecidas acima pontos 1, 2, 3 e 4. Uma vez que é encontrada uma melhor solução da configuração radial do sistema são calculadas as perdas dela e atualiza-se o nı́vel de formônio para depois ser comparada com os nı́veis de feromônio τmin , τmax , se τi,j < τmin ou τi,j > τmax os valores de τi,j serão τij = τmin ou τij = τmax respectivamente. 4.4 Exemplo de Busca das configurações radiais A Figura 4.2 (Pereira et al., 2006), representa um sistemas de distribuição fictı́cio utilizado para explicar melhor o processo de busca das configurações radiais do sistema. As resistência (R) em p.u., utilizada para os trechos são: (trecho 1-2=12), então R12 = 0, 66; R13 = 0, 16; R23 = 0, 03; R24 = 0, 51; R34 = 0, 05; R35 = 0, 27; R45 = 0, 33; e α = 1, β = 2, τ0 = 1, η será a inversa da resistência 1/R, então temos: η12 = 1, 52; η13 = 6, 25; η23 = 33, 33; η24 = 1, 96; η34 = 20; η35 = 3, 7; η45 = 3, 03. Tendo os valores necessários a construção da solução começa alocando uma formiga nas barras subestação (barra 1), enquanto nenhuma ligação está ativada como mostrado na Figura 4.3(a), as barras subestação estão ligados e tem um valor de um 1 e as barras de carga que ainda não foram visitadas por nenhuma formiga tem valor de zero 0 como mostrado na Figura 4.3(b). É colocado uma formiga na barras Huilman Sanca Sanca - Dissertação de Mestrado Seção 4.4. Exemplo de Busca das configurações radiais 2 4 3 5 37 1 Figura 4.2: Sistema fictı́cio de 5 barras, rede malhada. 1, nesse momento a formiga tem duas possibilidades para se deslocar, para a barra 2 pelo trecho 1-2 ou para a barra 3 pelo trecho 1-3 como apresentado na Figura 4.3(b), para determinar para onde a formiga fará o seu próximo movimento é calculado as probabilidades para os trechos candidatos (trecho 1-2 ou 12 e 1-3 ou 13) mediante e equação (4.4). 2 4 1 1 1 3 5 2 4 0 0 0 0 3 (a) 5 (b) Figura 4.3: Sistema fictı́cio de 5 barras na inicialização do processo, (a) sistema com os trechos não ativados, (b) trechos adjacentes (ativáveis) por onde a formiga pode se movimentar. β P rob1−2 = α τ12 .η12 β β = β = α .η α τ12 12 + τ13 .η13 β P rob1−3 = α τ13 .η13 β α .η α τ12 12 + τ13 .η13 11 ∗ 1, 522 11 ∗ 1, 522 + 11 ∗ 6, 252 11 ∗ 6, 252 11 ∗ 1, 522 + 11 ∗ 6, 252 = 0, 0558 = 0, 9441 Logo após do cálculo das probabilidades, a seguinte barras a ser visitada pela formiga será determinada mediante um sorteio aleatório (roleta). Supondo que a 37 38 Capı́tulo 4. Metodologia Proposta barra 3 seja a sorteada, Figura 4.4, então o trecho 1 − 3 será percorrido e a barra 3 será ligada (um) como mostrado na Figura 4.5 ... 1-2 1-2 1-2 1-2 1-2 1-3 1-3 1-3 1-3 1-3 6% 1-3 1-3 94% Figura 4.4: Roleta aleatória para escolha entre os trechos 1-2 e 1-3. 1 1 2 4 0 0 1 0 3 5 Figura 4.5: Sistema fictı́cio de 5 barras, deslocamento do agente desde a barra 1 até a barra 3. Agora, têm-se que as barras 2, 4 e 5 podem ser escolhidas e será novamente calculada as probabilidades que tem cada trecho. P rob1−2 = β α τ12 .η12 11 ∗ 1, 522 = 0, 001513 = β β β β 1 ∗ 1, 522 + 11 ∗ 33, 332 + 11 ∗ 202 + 11 ∗ 3, 72 α α α α 1 τ12 .η12 + τ32 .η32 + τ34 .η34 + τ35 .η35 P rob3−2 = β α τ32 .η32 11 ∗ 33, 332 = = 0, 7276 β β β β 1 2 1 α α α α 1 ∗ 1, 52 + 1 ∗ 33, 332 + 11 ∗ 202 + 11 ∗ 3, 72 τ12 .η12 + τ32 .η32 + τ34 .η34 + τ35 .η35 P rob3−4 = β α τ34 .η34 11 ∗ 202 = = 0, 2619 β β β β 1 ∗ 1, 522 + 11 ∗ 33, 332 + 11 ∗ 202 + 11 ∗ 3, 72 α α α α 1 τ12 .η12 + τ32 .η32 + τ34 .η34 + τ35 .η35 P rob3−5 = β α τ35 .η35 11 ∗ 3, 72 = = 0, 00854 β β β β 1 ∗ 1, 522 + 11 ∗ 33, 332 + 11 ∗ 202 + 11 ∗ 3, 72 α α α α 1 τ12 .η12 + τ32 .η32 + τ34 .η34 + τ35 .η35 Logo após do cálculo das probabilidades, a seguinte barras a ser visitada pela formiga será determinada mediante um sorteio aleatório (roleta), Figura 4.6. Supondo que a barra 4 seja a sorteada, então o trecho 3 − 4 será percorrido e a barra 4 será ligada (um) como mostrado na Figura 4.7 Huilman Sanca Sanca - Dissertação de Mestrado Seção 4.4. Exemplo de Busca das configurações radiais ... 1-2 3-2 3-2 3-2 0,15% ... 3-2 3-2 3-4 3-4 3-4 3-4 3-4 26% 39 73% 3-4 3-4 3-5 0,85% Figura 4.6: Roleta aleatória para escolha entre os trechos 1-2, 3-2, 3-4 e 3-5. 1 1 2 4 0 1 1 0 3 5 Figura 4.7: Sistema fictı́cio de 5 barras, deslocamento do agente desde a barra 3 até a barra 4. Agora, têm-se que as barras 2 e 5 podem ser escolhidas e será novamente calculada as probabilidades que tem cada trecho. β P rob1−2 = α τ12 .η12 β β β β β β β = β β = α .η α α α α τ12 12 + τ32 .η32 + τ35 .η35 + τ42 .η42 + τ45 .η45 β P rob3−2 = α τ32 .η32 β α .η α α α α τ12 12 + τ32 .η32 + τ35 .η35 + τ42 .η42 + τ45 .η45 β P rob3−5 = α τ35 .η35 β β β β β α .η α α α α τ12 12 + τ32 .η32 + τ35 .η35 + τ42 .η42 + τ45 .η45 = β P rob4−2 = α .η τ42 42 β β β β β β β = β β = α .η α α α α τ12 12 + τ32 .η32 + τ35 .η35 + τ42 .η42 + τ45 .η45 β P rob4−5 = α τ45 .η45 β α .η α α α α τ12 12 + τ32 .η32 + τ35 .η35 + τ42 .η42 + τ45 .η45 1 ∗ 1, 522 1 ∗ 1, 522 + 1 ∗ 33, 332 + 1 ∗ 3, 72 + 1 ∗ 1, 962 + 1 ∗ 3, 032 1 ∗ 33, 332 1 ∗ 1, 522 + 1 ∗ 33, 332 + 1 ∗ 3, 72 + 1 ∗ 1, 962 + 1 ∗ 3, 032 1 ∗ 3, 72 1 ∗ 1, 522 + 1 ∗ 33, 332 + 1 ∗ 3, 72 + 1 ∗ 1, 962 + 1 ∗ 3, 032 1 ∗ 1, 962 1 ∗ 1, 522 + 1 ∗ 33, 332 + 1 ∗ 3, 72 + 1 ∗ 1, 962 + 1 ∗ 3, 032 1 ∗ 3, 032 1 ∗ 1, 522 + 1 ∗ 33, 332 + 11 ∗ 3, 72 + 1 ∗ 1, 962 + 1 ∗ 3, 032 = 0, 00203 = 0, 9745 = 0.012 = 0, 00337 = 0, 00805 Logo após do cálculo das probabilidades, a seguinte barras a ser visitada pela formiga será determinada mediante um sorteio aleatório (roleta), Figura 4.8. 39 40 Capı́tulo 4. Metodologia Proposta 1-2 3-2 3-2 3-2 3-2 3-2 0,2% ... 3-2 3-2 3-5 4-2 4-5 1,2% 0,81% 0,33% 97,46% Figura 4.8: Roleta aleatória para escolha entre os trechos 1-2, 3-2, 3-5, 4-2 e 4-5. 1 1 2 4 0 1 1 1 3 5 Figura 4.9: Sistema fictı́cio de 5 barras, deslocamento do agente desde a barra 3 até a barra 2. Supondo que a barra 5 seja a sorteada, então o trecho 3 − 5 será percorrido e a barra 5 será ligada (um) como mostrado na Figura 4.9 Agora, têm-se que só a barra 2 esta barra pode ser escolhida por trechos diferentes (trecho 1-2 ou trecho 3-2 ou trecho 4-2) e será novamente calculada as probabilidades que tem cada trecho. P rob1−2 = P rob3−2 = P rob4−2 = β α τ12 .η12 1 ∗ 1, 522 = = 0, 00206 β β β 2 α α α 1 ∗ 1, 52 + 1 ∗ 33, 332 + 1 ∗ 1, 962 τ12 .η12 + τ32 .η32 + τ42 .η42 β α τ32 .η32 1 ∗ 33, 332 = = 0, 9944 β β β 2 α α α 1 ∗ 1, 52 + 1 ∗ 33, 332 + 1 ∗ 1, 962 τ12 .η12 + τ32 .η32 + τ42 .η42 β α τ42 .η42 1 ∗ 1, 962 = = 0, 00343 β β α α α .η β 1 ∗ 1, 522 + 1 ∗ 33, 332 + 1 ∗ 1, 962 τ12 .η12 + τ32 .η32 + τ42 42 Logo após do cálculo das probabilidades, a seguinte barras a ser visitada pela formiga será determinada mediante um sorteio aleatório (roleta), Figura 4.10. Supondo que a barra 2 seja a sorteada mediante o trecho 1-2, então o trecho 1 − 2 será percorrido e a barra 2 será ligada (um) como mostrado na Figura 4.11 (a). Após ser encontrada a nova configuração radial nenhuma formiga tem mais movimento visto que já não existe mais barras desligadas. Portanto uma das configurações Huilman Sanca Sanca - Dissertação de Mestrado Seção 4.4. Exemplo de Busca das configurações radiais 1-2 3-2 3-2 3-2 3-2 3-2 0,21% ... 41 3-2 3-2 4-2 0,34% 99,44% Figura 4.10: Roleta aleatória para escolha entre os trechos 1-2, 3-2 e 4-2. radiais é encontrada, Figura 4.11 (b), nessa configuração serão calculadas as perdas do sistema e atualizada a quantidade de feromônio nos trechos que fazem parte da configuração. 1 1 2 4 1 1 1 1 3 5 (a) 2 4 3 5 1 (b) Figura 4.11: Sistema fictı́cio de 5 barras na inicialização do processo, (a) deslocamento do agente desde a barra 1 até a barra 2, (b) uma das configurações radiais encontrada. O processo do MMAS é mostrado na Figura 4.12. A variação no MMAS é usar várias formigas para construir uma configuração de modo que é sempre radial. No algoritmo implementado, para os casos testados, é utilizado mais de uma configuração por expedição para poder realizar a escolha de uma configuração (melhor solução) por expedição. 41 42 Capı́tulo 4. Metodologia Proposta INICIO MMAS Lê os dados do sistema e os parâmetros do MMAS e MSP Calcula o limite máximo de feromônio inicial (t max), utilizando a perda ativa inicial do sistema Feromônio inicial t0 = tmax Contador de expedição exp=1 t ij = t max Contador de comparação das soluções k=1 Sim Deposita a mesma quantidade de feromônio em todos os ramos do sistemas Persiste a mesma solução em r? k >= r k=k+1 Não Calcula feromônio máximo e mínimo t max , t min Contador do fluxo de carga para escolha da melhor solução (m) F=1 k=1 Começa o MMAS colocando uma formiga em cada barra fonte (subestação) Não Sim Solução Atual >= Anterior? Calcula o fluxo de carga MSP para o configuração radial obtida Calcula o valor das perdas ativas da configuração Calcula a função objetivo Guarda as soluções até um valor determinado (m) Se, tij > t max ; tij = t max Sim A formiga se desloca para a barra ativável escolhido F=F+1 Compara Não Aplica a regra de atualização do feromônio com a melhor solução escolhida F>m Sim Sim Escolhe a melhor solução do conjunto de soluções guardada Há ligações ativáveis ? Calcula a probabilidade só dos ramos adjacentes de onde a formiga esta no momento exp=exp+1 Se , t ij < t min ; t ij = t min Não Não Imprime a solução da função objetivo, e as chaves desligadas É a ultima expedição ? Fim Figura 4.12: Fluxograma do Max-Min Ant System - MMAS para reconfiguração de sistemas de distribuição de energia elétrica. Huilman Sanca Sanca - Dissertação de Mestrado Capı́tulo 5 Fluxo de Carga Neste capı́tulo apresenta-se a análise do método utilizado para o desenvolvimento do estudo de fluxo de carga utilizado para o cálculo das perdas de potência de sistemas de distribuição de energia elétrica. O cálculo de fluxo de carga é necessário para o estudo de reconfiguração de redes e a escolha do método utilizado é importante para garantir resultados de boa qualidade e a sua eficiência computacional seja reduzida. 5.1 Introdução O S cálculos de fluxo de carga (ou fluxo de potência) são utilizados como uma ferramenta essencial para a determinação dos parâmetros e condições operacionais do sistema elétrico. o problema de fluxo de carga consiste na obtenção de alguns parâmetros do estado de operação da rede (ângulo e magnitudes dos fasores de tensão nodal) assim como na distribuição dos fluxos das potências. Na literatura pode-se encontrar vários métodos de fluxo de carga, que, ao longo dos anos têm sido propostas por diversos autores. O método mais conhecido pela robustez que tem é o método de Newton Raphson e suas versões desacopladas, porém este método precisa da construção e da inversão da matriz Jacobiana, o que acrescenta um grande esforço computacional ao algoritmo. Para resolver problemas de fluxo de carga em sistema de distribuição é possı́vel usar o método de Newton Raphson. No entanto nos sistemas de distribuição de energia elétrica, devido às particularidades inerentes a estes, como a alta relação 43 44 Capı́tulo 5. Fluxo de Carga de resistência e reatância da linha R/X e a operação radial, estes métodos podem apresentar problemas de convergência e se tornam ineficientes em alguns casos. Uma alternativa seria a utilização dos métodos desacoplados que requerem muito menos memória e apresentam menor esforço computacional. O problema com esses métodos ocorre devido ao fato da relação R/X nos sistemas de distribuição ser maior que nos sistemas de transmissão, o que leva a uma deterioração da dominância diagonal das matrizes de rede (Guimarães, 2005). Na Tabela 5.1 é mostrada uma comparação dos valores R/X para diferentes nı́veis de tensão. Tabela 5.1: Relação R/X para diversos valores de tensão Tensão (kV) R/X 5.2 5.2.1 500 0, 056 440 0, 0770 345 0, 100 230 0, 200 138 0, 333 13, 8 2, 000 Fluxo de Carga para Sistemas de Distribuição de Energia Elétrica Modelo da Rede de Distribuição Grande parte dos sistemas de distribuição de energia elétrica tem uma configuração fracamente malhada ou radial Figura 5.1. Para a formulação do modelo da rede de distribuição de energia, é considerado que o sistema trifásico radial é balanceado e pode ser representado por seu equivalente monofásico. As linhas de distribuição são representadas por suas resistência e reatância série e as capacitâncias em paralelo podem ser desprezadas nos nı́veis de tensão tı́picos do sistema de distribuição, como ocorre na maioria dos casos práticos (Cespedes, 1990; Cheng e Shirmohammadi, 1995). 5.2.2 Método de Soma de Potências - MSP Em (Cespedes, 1990), sugeriu um método para resolver o problema de fluxo de carga em sistemas de distribuição radial, o qual tinha os seguintes objetivos básicos. Huilman Sanca Sanca - Dissertação de Mestrado Seção 5.2. Fluxo de Carga para Sistemas de Distribuição de Energia Elétrica 45 B5 C5 B1 C1 B2 4 1 B3 B4 2 3 SUBESTAÇÃO C2 C3 C4 5 B6 B7 6 C6 C7 Figura 5.1: Exemplo de um sistema de distribuição de energia elétrica radial. • o módulo da tensão de cada barra deve ser a variável de maior interesse, prevalecendo sobre a sua fase; isto se justifica pelo fato de que, em sistemas de distribuição, a diferença entre as fases das tensões de barra é pequena, de alguns poucos graus; • o método deve permitir a definição do módulo da tensão em qualquer barra do alimentador, funcionando como uma restrição do problema de fluxo de carga, e o cálculo das demais tensões de barra em função daquela; • as cargas nas barras devem poder ser representadas como funções dos respectivos módulos das tensões nas barras; • o método deve poder ser aplicado a problemas de fluxo de carga monofásico e trifásico; • por fim, o algoritmo deve ter seu tempo de processamento e convergência compatı́veis com outros métodos usualmente utilizados para este problema de fluxo de carga. 45 46 Capı́tulo 5. Fluxo de Carga O método da soma de potência - MSP é um método de cálculo de fluxo de carga iterativo nas variáveis perdas de potência ativa e reativa do tipo forward -backward (Cespedes, 1990). Se tivermos uma rede como o mostrado na Figura 5.2, se começa supondo que as perdas em todos os trechos são nulas e em cada iteração as estimativas dessas perdas vão melhorando. Com a tensão da barra da subestação sendo dada e as perdas consideradas nulas, se calcula a tensão em todas as barras ligadas diretamente à subestação (SE). Depois, se calculam as tensões em todas as barras ligadas àquelas que estão ligadas diretamente à subestação (cujas tensões já foram calculadas) e assim por diante. Findo esse primeiro estágio (forward ) se tem valores aproximados de todas as tensões das barras. Aproximados porque foram calculados supondo que as perdas eram nulas. Com os valores de tensão conhecidos, se calculam as perdas em todos os trechos e então se corrigem os fluxos num processo (backward ). O processo completo (forward-backward ) continua enquanto a variação nas perdas totais for maior que uma tolerância previamente escolhida ou se eventualmente o limite de iterações for excedido. SE 1 2 3 i i+1 i+2 Figura 5.2: Rede distribuição radial. A solução do problema de fluxo de carga em um sistema radial usando o método da soma de potência consiste em resolver, para cada trecho do alimentador, uma equação de quarto grau em termos da tensão nodal. O processo de cálculo da potência em um dado trecho consiste em somar os valores de potência (e daı́ vem o nome do método) referentes às cargas e às perdas dos trechos que estão após o trecho em estudo, incluindo a carga própria do mesmo (Guimarães, 2005). Para a modelagem da rede de distribuição primária, o alimentador é dividido em várias linhas ou ramos, os quais são limitados por nós ou barras, cada nó representando um ponto onde está instalado um transformador de distribuição. Se consideramos um trecho (i, i + 1) da Figura 5.2 obtemos a representação de um trecho Huilman Sanca Sanca - Dissertação de Mestrado Seção 5.2. Fluxo de Carga para Sistemas de Distribuição de Energia Elétrica 47 do alimentador como mostrado na Figura 5.3. Ii,i+1 ∠θi+1 Vi ∠δi Vi+1 ∠δi+1 jXi,i+1 Ri,i+1 Pi+1 + jQi+1 i+1 i PLi+1 + jQLi+1 PLi + jQLi Figura 5.3: Trecho da rede distribuição radial para a aplicação do método de soma de potências. Sendo Vi ∠δi e Vi+1 ∠δi+1 , as tensões (módulo e ângulo) das barras (i, i + 1) respectivamente, Ii+1 ∠θi+1 é a corrente que atravessa o trecho (i, i + 1), Ri,i+1 e jXi,i+1 representam a resistência e a reatância do trecho (i, i+1) respectivamente, enquanto que a carga instalada en cada barra (potência ativa e potência reativa) é representada por PLi + jQLi e PLi+1 + jQLi+1 . O fluxo de carga de potência do trecho i + 1 é definido como aquele fluxo que circula ao final do mesmo Pi+1 + jQi+1 , logo antes do seu nó terminal, não considerando as perdas correspondentes do trecho ∆Pi+1 , ∆Qi+1 ; é o fluxo de potência que chega ao final do trecho, já descontadas as perdas do fluxo de carga disponı́vel no inı́cio do trecho. A formulação matemática apresentada é realizado a partir da Figura 5.3, de onde as seguintes equações são estabelecidas. Ii,i+1 = Vi ∠δi − Vi+1 ∠δi+1 Ri,i+1 + jXi,i+1 (5.1) Sabe-se também que: ∗ ∗ ∗ Si+1 = Vi+1 .Ii,i+1 ⇒ Si+1 = Vi+1 .Ii,i+1 (5.2) Logo da equação(5.2) obtemos: ∗ Pi+1 − jQi+1 = Vi+1 .Ii,i+1 ⇒ Ii,i+1 = Pi+1 − jQi+1 ∗ Vi+1 (5.3) 47 48 Capı́tulo 5. Fluxo de Carga Igualando as equações (5.1) e (5.3), correspondentes a Ii,i+1 , obtém-se: Pi+1 − jQi+1 Vi ∠δi − Vi+1 ∠δi+1 Pi+1 − jQi+1 = = ∗ Vi+1 Vi+1 ∠ − δi+1 Ri,i+1 + jXi,i+1 2 Vi .Vi+1 ∠(δi − δi+1 ) − Vi+1 = (Ri,i+1 + jXi,i+1 ).(Pi+1 − jQi+1 ) 2 Vi .Vi+1 .[cos(δi − δi+1 ) + jsen(δi − δi+1 )] − Vi+1 = (Ri,i+1 + jXi,i+1 ).(Pi+1 − jQi+1 ) 2 [Vi .Vi+1 .cos(δi − δi+1 ) − Vi+1 ] + j[Vi .Vi+1 .sen(δi − δi+1 )] = [Ri,i+1 .Pi+1 + Xi,i+1 .Qi+1 ] + j[Xi,i+1 .Pi+1 − Ri,i+1 .Qi+1 ] (5.4) Separando e igualando a parte real e a parte imaginária da equação (5.4), tem-se: 2 Vi .Vi+1 .cos(δi − δi+1 ) = Vi+1 + Ri,i+1 .Pi+1 + Xi,i+1 .Qi+1 (5.5) Vi .Vi+1 .sen(δi − δi+1 ) = Xi,i+1 .Pi+1 − Ri,i+1 .Qi+1 (5.6) Elevando-se ao quadrado e somando-se as equações (5.5) e (5.6), obtemos o seguinte: 2 2 Vi2 .Vi+1 = (Vi+1 + Ri,i+1 .Pi+1 + Xi,i+1 .Qi+1 )2 + (Xi,i+1 .Pi+1 − Ri,i+1 .Qi+1 )2 2 4 2 Vi2 .Vi+1 = Vi+1 + 2.Vi+1 .(Ri,i+1 .Pi+1 + Xi,i+1 .Qi+1 ) +(Ri,i+1 .Pi+1 + Xi,i+1 .Qi+1 )2 + (Xi,i+1 .Pi+1 − Ri,i+1 .Qi+1 )2 4 2 2 2 Vi+1 + 2.[(Ri,i+1 .Pi+1 + Xi,i+1 .Qi+1 ) − 12 .Vi2 ]Vi+1 + [(Ri,i+1 .Pi+1 + 2(Ri,i+1 .Pi+1 2 2 2 2 2 .Xi,i+1 .Qi+1 ) + Xi,i+1 .Qi+1 )] + [Xi,i+1 .Pi+1 − 2(Xi,i+1 .Pi+1 .Ri,i+1 .Qi+1 ) + Ri,i+1 .Q2i+1 ] = 0 4 2 2 2 2 Vi+1 − 2.[ 12 .Vi2 − (Ri,i+1 .Pi+1 + Xi,i+1 .Qi+1 )]Vi+1 + (Ri,i+1 + Xi,i+1 ).(Pi+1 + Q2i+1 ) = 0 (5.7) A equação (5.7) pode ser reescrita da seguinte forma: Sendo 4 2 Vi+1 − 2.A.Vi+1 +B =0 (5.8) 1 A = .Vi2 − (Ri,i+1 .Pi+1 + Xi,i+1 .Qi+1 ) 2 (5.9) 2 2 2 B = (Ri,i+1 + Xi,i+1 ).(Pi+1 + Q2i+1 ) Huilman Sanca Sanca - Dissertação de Mestrado (5.10) Seção 5.2. Fluxo de Carga para Sistemas de Distribuição de Energia Elétrica 49 Em sistemas de distribuição, as fases das tensões não são de grande importância, pois a diferença de fase entre a barra da subestação e a última barra do alimentador geralmente é de apenas alguns graus (Cespedes, 1990; Cheng e Shirmohammadi, 1995; Guimarães, 2005), então a equação(5.8) tem uma solução direta e que não depende da fase das tensões das barras, o que simplifica a formulação do problema. É interessante observar que a equação (5.8) é biquadrada, possui quatro raı́zes. 2 Entretanto, das duas soluções para Vi+1 , apenas aquela que considera o sinal positivo da raiz quadrada da solução fornece um valor de tensão possı́vel de se encontrar na prática; o mesmo se aplica à raiz quadrada da solução para Vi+1 (Cespedes, 1990). Resolvendo a equação(5.8) obtemos: Vi+1 = q A+ √ A2 − B (5.11) Sendo que A e B estão indicados nas equações (5.9) e (5.12) respectivamente. Tendo calculado as tensões em todas as barras do alimentador disponı́veis, é possı́vel então calcular as perdas ativa e reativa em cada trecho da seguinte forma: ∆Pi+1 = 2 Ri,i+1 Ii,i+1 ∆Qi+1 = 2 Xi,i+1 Ii,i+1 ⇒ ∆Pi+1 = Ri,i+1 ⇒ ∆Qi+1 = Xi,i+1 Si+1 Vi+1 Si+1 Vi+1 2 2 ⇒ ∆Pi+1 = Ri,i+1 ⇒ ∆Qi+1 = Xi,i+1 2 Pi+1 + Q2i+1 Vi+1 2 Pi+1 + Q2i+1 Vi+1 Assim sendo, as perdas ativa e reativa para o trecho (i, i + 1) do alimentador é fornecido pelas equações (5.12) e (5.13), respectivamente. 2 Pi+1 + Q2i+1 Vi+1 PP erdas (i, i + 1) = ∆Pi+1 = Ri,i+1 QP erdas (i, i + 1) = ∆Qi+1 = Xi,i+1 2 Pi+1 + Q2i+1 Vi+1 (5.12) (5.13) A perda de potência ativa e reativa total do sistema PT,P erdas , QT,P erdas , é a soma das perdas de potência de todos os trechos do sistema como é mostrado nas equações (5.14) e (5.15), respectivamente. 49 50 Capı́tulo 5. Fluxo de Carga PT,P erdas = NX B −1 Pperdas (i, i + 1) (5.14) NX B −1 Qperdas (i, i + 1) (5.15) i=1 QT,P erdas = i=1 Onde PT,perdas e QT,perdas são as perdas de potência ativa e reativa totais do sistema, NB é o número de barras do sistema. Inicio MSP Lê os dados da rede Assumir perfil de tensão inicial V0 Calcula as cargas que dependem da tensão Inicio do processo Backward Calcula a potência equivalente em cada barra Inicio do processo Forward Calcula o novo perfil de tensões das barras Calcula as perdas do sistema Pperdas = = Pperdas2 – Pperdas1 Convergiu? = tol ? Sim Imprime os resultado Fim MSP Não Pperdas1 = Pperdas2 Calcula V Calcua V (V=V0- V) Figura 5.4: Algoritmo do fluxo de carga método de soma de potências - MSP, do tipo Backward - Forward. Huilman Sanca Sanca - Dissertação de Mestrado Seção 5.3. Teste Fluxo de Carga MSP 5.3 51 Teste Fluxo de Carga MSP 5.3.1 Sistema de 33 barras O sistema teste de 33 barras foi tomado de (Baran e Wu., 1989), o método implementado para o fluxo de carga, MSP, convergiu em três (3) iterações, os valores das perdas de potência ativa e reativa foram de 202,98 kW e 135,1 kVAR, respectivamente. Os valores das tensões por barra são apresentados na Tabela 5.2. Tabela 5.2: Tensões da configuração inicial para o sistema de 33 barras. Barra 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 Tensão (pu) 1,000000 0,997033 0,982939 0,975458 0,968062 0,949661 0,946175 0,941331 0,935062 0,929247 0,928387 Barra 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 Tensão (pu) 0,926888 0,920775 0,918508 0,917096 0,915728 0,913700 0,913093 0,996504 0,992927 0,992222 0,991585 Barra 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 Tensão (pu) 0,979354 0,972683 0,969358 0,947732 0,945168 0,933728 0,925510 0,921953 0,917792 0,916876 0,916593 Na Figura 5.5, é apresentado o perfil das tensões nas barras determinado pelo Tensão (p.u.) fluxo de carga MSP para a configuração inicial do sistema de 33 barras. Barras Figura 5.5: Perfil da tesão para a configuração inicial do sistema de 33 barras. 51 52 Capı́tulo 5. Fluxo de Carga 5.3.2 Sistema de 69 barras O sistema teste de 69 barras foi tomado de (Chiang e Jeam-Jumeau, 1990), o método implementado para o fluxo de carga, MSP, convergiu em duas (2) iterações, os valores das perdas de potência ativa e reativa foram de 20,91 kW e 9,40 kVAR, respectivamente. Os valores das tensões por barra são apresentados na Tabela 5.3. Tabela 5.3: Tensões da configuração inicial para o sistema de 69 barras. Barra 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 Tensão (pu) 1,000000 0,999990 0,999979 0,999951 0,999696 0,996958 0,994109 0,993431 0,993085 0,991493 0,991143 0,990148 0,989246 0,988353 0,987470 0,987306 0,987038 0,987035 0,986884 0,986788 0,986632 0,986629 0,986606 Barra 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45 46 Tensão (pu) 0,986556 0,986501 0,986478 0,986472 0,999977 0,999954 0,999914 0,999907 0,999872 0,999788 0,999677 0,999656 0,999975 0,999926 0,999886 0,999875 0,999874 0,999733 0,999674 0,999666 0,999665 0,999645 0,999645 Barra 47 48 49 50 51 52 53 54 55 56 57 58 59 60 61 62 63 64 65 66 67 68 69 Tensão (pu) 0,999936 0,999576 0,998482 0,998301 0,993419 0,993416 0,992251 0,991281 0,989944 0,988640 0,981967 0,978680 0,977408 0,975840 0,973531 0,973441 0,973320 0,972729 0,972550 0,991125 0,991125 0,990040 0,990040 Na Figura 5.6, é apresentado o perfil das tensões nas barras determinado pelo fluxo de carga MSP para a configuração inicial do sistema de 69 barras. Huilman Sanca Sanca - Dissertação de Mestrado 53 Tensão (p.u.) Seção 5.3. Teste Fluxo de Carga MSP Barras Figura 5.6: Perfil da tesão para a configuração inicial do sistema de 69 barras. 5.3.3 Sistema de 136 barras O sistema teste de 136 barras foi tomado de (Mantovani et al., 2000), o método implementado para o fluxo de carga, MSP, convergiu em duas (3) iterações, os valores das perdas de potência ativa e reativa foram de 321,5 kW. Os valores das tensões por barra são apresentados na Tabela 5.4 e Tabela 5.5. Tabela 5.4: Tensões da configuração inicial para o sistema de 136 barras, (a). Barra 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 Tensão (pu) 1,000000 0,990973 0,990922 0,985002 0,982420 0,978528 0,974986 0,974704 0,974257 0,973833 0,973012 0,972708 0,971608 0,972111 0,971113 Barra 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 Tensão (pu) 0,971934 0,971552 0,991300 0,991251 0,985431 0,982603 0,981499 0,978427 0,977954 0,977949 0,977130 0,976788 0,975339 0,975119 0,974886 Barra 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45 Tensão (pu) 0,974732 0,974672 0,974362 0,973239 0,972933 0,974369 0,973307 0,972871 0,974335 0,990851 0,987612 0,987498 0,987560 0,985668 0,985335 Barra 46 47 48 49 50 51 52 53 54 55 56 57 58 59 60 Tensão (pu) 0,984053 0,980974 0,979826 0,978300 0,978063 0,977826 0,977865 0,977611 0,977388 0,977359 0,977354 0,977049 0,976232 0,974958 0,973921 53 54 Capı́tulo 5. Fluxo de Carga Tabela 5.5: Tensões da configuração inicial para o sistema de 136 barras, (b). Barra 61 62 63 64 65 66 67 68 69 70 71 72 73 74 75 76 77 78 79 Tensão (pu) 0,973719 0,973719 0,979492 0,999879 0,995540 0,990557 0,986554 0,982866 0,981135 0,980835 0,980701 0,980572 0,980539 0,980368 0,977086 0,999800 0,986893 0,983178 0,980065 Barra 80 81 82 83 84 85 86 87 88 89 90 91 92 93 94 95 96 97 98 Tensão (pu) 0,979412 0,974647 0,972398 0,972070 0,971986 0,971055 0,999665 0,987302 0,986316 0,980100 0,979354 0,978784 0,976330 0,975779 0,975033 0,974024 0,973400 0,973111 0,974949 Barra 99 100 101 102 103 104 105 106 107 108 109 110 111 112 113 114 115 116 117 Tensão (pu) 0,974839 0,999677 0,993866 0,989877 0,989751 0,974928 0,952468 0,938824 0,936767 0,935186 0,933445 0,933445 0,935064 0,934717 0,934447 0,934447 0,931257 0,929386 0,927482 Barra 118 119 120 121 122 123 124 125 126 127 128 129 130 131 132 133 134 135 136 Tensão (pu) 0,927482 0,951894 0,951745 0,951663 0,999739 0,984754 0,983769 0,983365 0,983358 0,982840 0,981666 0,981565 0,979414 0,978826 0,977614 0,975947 0,974176 0,973381 0,973381 Na Figura 5.7, é apresentado o perfil das tensões nas barras determinado pelo Tensão (p.u.) fluxo de carga MSP para a configuração inicial do sistema de 136 barras. Barras Figura 5.7: Perfil da tesão para a configuração inicial do sistema de 136 barras. Huilman Sanca Sanca - Dissertação de Mestrado Seção 5.4. Conclusão do Capı́tulo 5.4 55 Conclusão do Capı́tulo Neste capı́tulo apresentou-se uma abordagem para a resolução do problema de fluxo de carga aplicando o método de soma de potências para sistemas de distribuição de energia elétrica radiais. A vantagem deste método é que ela incorpora a topologia radial do sistema para o processo de cálculo de fluxo de carga, outra das vantagens do método de soma de potências é a capacidade de encontrar a solução do problema (convergência) em um número reduzido de iterações. Assim também foi apresentado os resultados dos fluxos de carga das topologias iniciais dos sistemas testados. Estes resultados apresentam os nı́veis de tensão nas barras e as perdas de potência totais, que serão reduzidas ao aplicar a reconfiguração para achar uma nova topologia que tenha menor valor de perdas ativas das achadas inicialmente neste capı́tulo. 55 56 Huilman Sanca Sanca - Dissertação de Mestrado Capı́tulo 5. Fluxo de Carga Capı́tulo 6 Testes e Resultados Neste capı́tulo apresenta-se a avaliação e testes do algoritmo Max-Min Ant System - MMAS aplicado para reconfiguração de redes. Os testes realizados foram feitos em três casos (sistemas de distribuição), e os resultados são comparados com resultados obtidos em alguns trabalhos que, utilizando métodos diferentes, fizeram a aplicação nestes três sistemas. 6.1 Estudo de Casos Tendo visto nos capı́tulos anteriores um estudo para a aplicação do algoritmo MaxMin Ant System - MMAS ao problema de reconfiguração de sistemas de distribuição de energia elétrica, neste capı́tulo são apresentados os resultados obtidos da aplicação do método implementado, MMAS, para a minimização de perdas ativas. Para efeito de verificação do desempenho, o algoritmo MMAS, é aplicado a três sistemas de distribuição, os quais são: 33 barras (Baran e Wu., 1989), 60 barras (Chiang e JeamJumeau, 1990) e 136 barras (Mantovani et al., 2000). Os resultados obtidos após a reconfiguração obtida pelo MMAS foram comparados com soluções encontradas na literatura. O algoritmo para fluxo de carga, método de soma de potências - MSP, e o algoritmo Max-Min Ant System - MMAS para reconfiguração de sistemas de distribuição foram implementados em Matlabr em um computador Intel Core i5-2410M 2.3 GHz e 6 GB. Os parâmetros utilizados no algoritmo são apresentados na Tabela 6.1. No algoritmo implementado, em cada expedição se faz uma escolha da melhor solução 57 58 Capı́tulo 6. Testes e Resultados gerada nesse momento e que será depois utilizada para a atualização do feromônio. As soluções encontradas durante a execução do algoritmo que não respeitaram as restrições do problema foram descartadas. Tabela 6.1: Parâmetros utilizados para o algoritmo nos sistemas de distribuição testados. 33 barras 69 barras Parâmetros Dado Valor Dado Valor Peso (carga do feromônio) α 0,1 α 0,1 Peso da visibilidade β 4,6 β 1 ρ 0,1 ρ 0,1 Taxa de evaporação Tolerância do MSP ε 10−3 ε 10−3 Expedições 200 200 Perda ativa inicial (kW) F∗ 202,68 F∗ 20,9 Número de barras da rede n 33 n 69 Melhor probabilidade Pmelhor 0,05 Pmelhor 0,05 Feromônio inicial τ0 0,049 τ0 0,48 Média de barras candidatas k 1 k 1 6.2 136 barras Dado Valor α 0,3 β 4 ρ 0,01 ε 10−3 100 F∗ 321,5 n 136 Pmelhor 0,05 τ0 0,0311 k 1 Sistema Teste de 33 barras O sistemas de distribuição teste de 33 barras foi tomado de (Baran e Wu., 1989), tem uma tensão nominal de 12,66 kV. Este sistema possui 33 barras (barra 1 é a subestação), 5 laços de interconexão e 37 chaves seccionadoras, sendo originalmente 32 chaves fechadas (chaves de 1 a 32) e 5 chaves abertas (chaves de 33 a 37), conforme é apresentado na Figura 6.1. Para esta configuração inicial a topologia apresenta 202,98 kW de perdas ativas. A condição necessária, porém não suficiente para que a rede seja radial, é que 5 das 37 ligações (chaves) sejam desativadas (abertas), pois as barras de carga são 33. Os dados das potências instaladas nas barras e os dados dos valores das resistências e reatâncias das linhas (trechos de rede) podem ser encontrados no apêndice B. Huilman Sanca Sanca - Dissertação de Mestrado Seção 6.2. Sistema Teste de 33 barras 19 20 s19 21 s20 Subestação 2 s1 Barra (nós) Ligações ativadas Ligações interrompidas sN Chaves seccionadores 22 s35 s21 s18 1 59 s33 3 4 s3 s2 5 s4 6 s5 8 7 s6 9 s7 s8 10 s9 11 s10 12 s11 13 s12 14 s13 s14 15 16 s15 s16 17 s34 s25 s22 s17 26 27 s26 23 24 s23 28 s27 29 s28 s29 30 31 s30 s31 32 18 33 s32 s36 25 s24 s37 Figura 6.1: Configuração inicial do sistema de distribuição de 33 barras e 37 ligações. Perdas de potência (kW) O processo de convergência do algoritmo é mostrado na Figura 6.2. Solução encontrada Expedições Figura 6.2: Evolução do processo de convergência do algoritmo MMAS, perdas totais versus expedições, sistema de 33 barras. A Tabela 6.2 apresenta os resultados da melhor configuração obtida após a corrida do algoritmo desenvolvido. Os resultados obtidos pelo algoritmo Max-Min Ant System - MMAS mostram a vantagem que tem ao encontrar uma melhor configuração 59 60 Capı́tulo 6. Testes e Resultados (solução) ao problema de reconfiguração, sendo que as perdas ativas totais para a configuração inicial do sistema é de 202,68 kW, enquanto, para a configuração encontrada pelo algoritmo implementado as perdas de potência ativa foram de 134,66 kW, isto equivale a uma redução de 33,66% da perda de potência ativa total inicial. Estes resultados foram comparados com os resultados encontrados na literatura (Baran e Wu., 1989; Mantovani et al., 2000; Lorenzeti, 2004; Guimarães, 2005; Gomes et al., 2006; Srinivasa e Narasimhan, 2009). Tabela 6.2: Comparação de resultados obtidos para a reconfiguração do sistema de 33 barras. Configuração Initial MMAS, implementado (Srinivasa et al., 2009) (Gomes et al., 2006) (Guimarães, 2005) (Lorenzeti, 2004) (Mantovani et al., 2000) (Baran e Wu., 1989) Perdas (kW) 202,68 134,66 135,78 136,57 136.57 140,71 139,55 160.99 Redução (%) --33,66 33,11 32,72 32,72 30,67 31,25 20,52 Chaves desligadas s33, s34, s7, s9, s8, s14, s7, s9, s7, s9, s7, s10, s7, s9, s7, s10, s35, s16, s28, s14, s14, s14, s14, s14, s36, s28, s32, s32, s32, s28, s32, s27, s37 s34 s33 s37 s37 s32 s37 s30 Na Figura 6.3, apresenta-se uma comparação do perfil das tensões em cada barra da configuração inicial e da configuração encontrada pelo algoritmo MMAS implementado. Neste perfil de tensões é mostrado com maior clareza a melhora e a vantagem obtida pelo algoritmo. Esta redução da perda de potência ativa e melhora no perfil das tensões do sistema é resultado da reconfiguração de redes que foi alcançado desativando as chaves seccionadoras s7, s9, s16, s28, s34, que equivalem aos trechos das barras: 7-8, 9-10, 16-17, 28-29, 9-15 respectivamente como mostrado na Figura 6.4. Huilman Sanca Sanca - Dissertação de Mestrado 61 Tensão (p.u.) Seção 6.3. Sistema Teste de 69 barras Barras do sistema Figura 6.3: Comparação do perfil da tensão em cada barra da configuração inicial e da configuração final encontrada pelo algoritmo MAX-MIN Ant System - MMAS implementado, sistema de 33 barras. 19 20 s19 21 s20 s35 s21 Subestação s18 1 2 s1 Barra (nós) Ligações ativadas Ligações interrompidas sN Chaves seccionadores 22 s33 3 4 s3 s2 5 s4 6 s5 8 7 s6 9 s8 s7 10 s9 11 s10 12 s11 13 s12 14 s13 s14 15 16 s15 s16 17 s34 s25 s22 s17 26 27 s26 23 24 s23 28 s27 29 s28 s29 30 31 s30 s31 32 s32 18 33 s36 25 s24 s37 Figura 6.4: Rede de distribuição reconfigurada obtida pelo algoritmo MAX-MIN Ant System - MMAS implementado, sistema de 33 barras. 6.3 Sistema Teste de 69 barras O sistemas de distribuição teste de 69 barras foi tomado de (Chiang e JeamJumeau, 1990), tem uma tensão nominal de 12,66 kV. Este sistema possui 69 barras (barra 1 é a subestação), 5 laços de interconexão e 73 chaves seccionadoras, sendo originalmente 68 chaves fechadas (chaves de 1 a 68) e 5 chaves abertas (chaves de 61 62 Capı́tulo 6. Testes e Resultados 69 a 73), conforme é apresentado na Figura 6.5. Para esta configuração inicial a topologia apresenta 20,9 kW de perdas ativas. A condição necessária, porém não suficiente para que a rede seja radial, é que 5 das 73 ligações (chaves) sejam desativadas (abertas), pois as barras de carga são 69. Os dados das potências instaladas nas barras e os dados dos valores das resistências e reatâncias das linhas (trechos de rede) podem ser encontrados no apêndice B. 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 51 52 44 45 46 Subestação s69 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 66 67 sN Barra (nó) Ligações ativadas Ligações interrompidas Chaves seccionadores 19 20 s71 13 14 15 16 17 18 21 22 23 24 25 26 27 s70 68 69 s73 47 48 49 50 53 54 55 56 57 58 59 60 61 62 63 64 65 s72 Figura 6.5: Configuração inicial do sistema de distribuição de 69 barras e 73 ligações. Perdas de potência (kW) O processo de convergência do algoritmo é mostrado na Figura 6.6. Solução encontrada Expedições Figura 6.6: Evolução do processo de convergência do algoritmo MMAS, perdas totais versus expedições, sistema de 69 barras. Huilman Sanca Sanca - Dissertação de Mestrado Seção 6.3. Sistema Teste de 69 barras 63 A Tabela 6.3 apresenta os resultados da melhor configuração obtida após a corrida do algoritmo desenvolvido. Os resultados obtidos pelo algoritmo Max-Min Ant System - MMAS mostram a vantagem que tem ao encontrar uma melhor configuração (solução) ao problema de reconfiguração, sendo que as perdas ativas totais para a configuração inicial do sistema é de 20,91 kW, enquanto, para a configuração encontrada pelo algoritmo implementado as perdas de potência ativa foram de 9,39 kW, isto equivale a uma redução de 55,10% da perda de potência ativa total inicial. Estes resultados foram comparados com os resultados encontrados na literatura (Chiang e Jeam-Jumeau, 1990; Lorenzeti, 2004; Guimarães, 2005; Abdelaziz. et al., 2010; Abdelaziz et al., 2012). Tabela 6.3: Comparação de resultados obtidos para a reconfiguração do sistema de 69 barras. Configuração Perdas Redução (kW) (%) Initial 20,9 --MMAS, implementado 9,39 55,10 (Abdelaziz et al., 2012) 9,43 54,88 (Abdelaziz. et al., 2010) 9,40 55,00 (Guimarães, 2005) 9,41 54,97 (Lorenzeti, 2004) 9,42 54,95 (Chiang e Jeam-Jumeau, 1990) 9,41 54,97 Chaves desligadas s69, s12, s14, s12, s15, s14, s14, s70, s57, s58, s55, s59, s58, s55, s71, s63, s61, s61, s62, s62, s61, s72, s69, s69, s69, s70, s70, s69, s73 s70 s70 s70 s71 s71 s70 Na Figura 6.7, apresenta-se uma comparação do perfil das tensões em cada barra da configuração inicial e da configuração encontrada pelo algoritmo MMAS implementado. Neste perfil de tensões é mostrado com maior clareza a melhora e a vantagem obtida pelo algoritmo. Esta redução da perda de potência ativa e melhora no perfil das tensões do sistema é resultado da reconfiguração de redes que foi alcançado desativando as chaves seccionadoras s12, s57, s63, s69, s70, que equivalem aos trechos das barras: 12-13, 57-58, 63-64, 11-43, 13-21 respectivamente como mostrado na Figura 6.8. 63 Capı́tulo 6. Testes e Resultados Tensão (p.u.) 64 Barras do sistema Figura 6.7: Comparação do perfil da tensão em cada barra da configuração inicial e da configuração final encontrada pelo algoritmo MAX-MIN Ant System - MMAS implementado, sistema de 69 barras. 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 51 52 44 45 46 Subestação s69 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 sN Barra (nó) Ligações ativadas Ligações interrompidas Chaves seccionadores 18 19 20 21 22 61 62 63 64 s63 65 s71 12 13 s12 14 66 67 68 69 54 56 15 16 17 23 24 25 26 27 s70 s73 47 48 49 50 53 55 57 58 s57 59 60 s72 Figura 6.8: Rede de distribuição reconfigurada obtida pelo algoritmo MAX-MIN Ant System - MMAS implementado, sistema de 69 barras. 6.4 Sistema Teste de 136 barras O sistemas de distribuição teste de 136 barras é um sistema real da cidade de Três Lagoas - MS, cujos dados foram tomados de (Mantovani et al., 2000), têm uma tensão nominal de 13,8 kV. Este sistema possui 136 barras (barra 1 é a subestação), Huilman Sanca Sanca - Dissertação de Mestrado Seção 6.4. Sistema Teste de 136 barras 65 21 laços de interconexão e 156 chaves seccionadoras, sendo originalmente 135 chaves fechadas (chaves de 1 a 135) e 21 chaves abertas (chaves de 135 a 156), conforme é apresentado na Figura 6.9. Para esta configuração inicial a topologia apresenta 321,5 kW de perdas ativas. s136 8 74 12 71 69 68 67 66 65 s144 3 4 5 6 7 9 Barra (nó) Ligações ativadas Ligações interrompidas Chaves seccionadores 75 73 11 14 16 72 70 sN 83 s138 22 24 s137 10 13 15 17 s146 85 84 82 81 80 s145 s139 20 21 23 25 26 27 28 29 30 31 136 135 134 133 132 64 39 s156 s140 35 2 34 33 32 36 37 38 79 78 77 76 s155 s154 s151 s142 52 53 18 19 54 55 56 99 98 129 127 40 57 41 42 58 59 60 61 1 62 131 130 128 126 124 123 122 s148 1 43 44 46 47 48 49 s141 50 51 97 45 s152 s153 96 95 94 93 92 91 90 89 87 86 1 s150 s147 s149 88 s143 63 121 120 119 105 104 102 101 100 114 113 112 111 108 107 106 103 118 117 110 109 115 116 Figura 6.9: Configuração inicial do sistema de distribuição de 136 barras e 156 ligações. A condição necessária, porém não suficiente para que a rede seja radial, é que 21 das 156 ligações (chaves) sejam desativadas (abertas), pois as barras de carga são 136. Os dados das potências instaladas nas barras e os dados dos valores das resistências e reatâncias das linhas (trechos de rede) podem ser encontrados no apêndice B. 65 66 Capı́tulo 6. Testes e Resultados Perdas de potência (kW) O processo de convergência do algoritmo é mostrado na Figura 6.10. Solução encontrada Expedições Figura 6.10: Evolução do processo de convergência do algoritmo MMAS, perdas totais versus expedições, sistema de 136 barras. A Tabela 6.4 apresenta os resultados da melhor configuração obtida após a corrida do algoritmo desenvolvido. Os resultados obtidos pelo algoritmo Max-Min Ant System - MMAS mostram a vantagem que têm ao encontrar uma melhor configuração (solução) ao problema de reconfiguração, sendo que as perdas ativas totais para a configuração inicial do sistema é de 321,50 kW, enquanto, para a configuração encontrada pelo algoritmo implementado as perdas de potência ativa foram de 286,55 kW, isto equivale a uma redução de 10,87% da perda de potência ativa total inicial. Estes resultados foram comparados com os resultados encontrados na literatura (Mantovani et al., 2000; Guimarães, 2005; Lorenzeti, 2004). Verifica-se que o algoritmo implementado encontrou uma solução próxima em comparação com os outros métodos, isto devido a que o processo de busca da solução tornou-se mais complicado para este sistema que tem maior número de chaves a serem desativas. Na Figura 6.11, apresenta-se uma comparação do perfil das tensões em cada barra da configuração inicial e da configuração encontrada pelo algoritmo MMAS implementado. Neste perfil de tensões é mostrado com maior clareza a melhora e a vantagem obtida pelo algoritmo. Huilman Sanca Sanca - Dissertação de Mestrado Seção 6.4. Sistema Teste de 136 barras 67 Tabela 6.4: Comparação de resultados obtidos para a reconfiguração do sistema de 136 barras. Configuração Perdas (kW) 321,5 Redução (%) --- MMAS 286,55 10,87 (Guimarães, 2005) 280,23 12,84 (Lorenzeti, 2004) 284,46 11,52 (Mantovani et al., 2000) 285,50 11,19 s136, s137, s138, s139, s140, s141, s143, s144, s145, s146, s147, s148, s150, s151, s152, s153, s154, s155, s38, s51, s53, s83, s84, s106, s128, s136, s137, s141, s144, s145, s148, s149, s150, s151, s152, s154, s7, s38, s51, s53, s90, s96, s118, s126, s137, s138, s141, s144, s146, s147, s148, s150, s151, s155, s38, s51, s53, s106, s119, s136, s138, s141, s144, s145, s146, s147, s149, s150, s151, s152, s154, s155, s51, s136, s137, s138, s139, s141, s143, s144, s145, s146, s147, s148, s150, s151, s152, s106, s154, s155, s142 s149 s156 s118 s147 s156 s106 s145 s156 s137 s148 s156 s142 s149 s156 Tensão (p.u.) Initial Chaves desligadas Barras do sistema Figura 6.11: Comparação do perfil da tensão em cada barra da configuração inicial e da configuração final encontrada pelo algoritmo MAX-MIN Ant System - MMAS implementado, sistema de 136 barras. 67 68 Capı́tulo 6. Testes e Resultados Esta redução da perda de potência ativa e melhora no perfil das tensões do sistema é resultado da reconfiguração de redes que foi alcançado desativando as chaves seccionadoras s38, s51, s53, s83, s84, s106, s118, s128, s136, s137, s141, s144, s145, s147, s148, s149, s150,s151, s152, s154, 156s, que equivalem aos trechos das barras mostradas na Figura 6.12. s136 8 74 71 69 68 67 66 73 72 70 65 sN s144 3 4 5 6 7 9 Barra (nó) Ligações ativadas Ligações interrompidas Chaves seccionadores 75 12 11 14 16 83 s138 22 24 s137 10 13 s84 s83 s146 85 84 82 15 17 81 80 s145 s139 20 21 23 136 135 134 133 132 28 29 30 31 s38 39 s156 25 26 27 s140 35 2 34 33 32 36 37 52 53 79 78 77 76 s155 s154 s151 s142 s53 18 19 38 64 54 55 99 98 56 s128 129 127 s51 40 57 41 42 58 59 60 61 1 62 131 130 128 126 124 123 122 s148 1 43 44 46 47 48 49 s141 50 51 97 45 s152 s153 96 95 94 93 92 91 90 89 87 86 1 s150 s147 s149 s143 88 s118 63 s106 121 120 119 105 104 102 101 100 114 113 112 111 108 107 106 103 118 117 110 109 115 116 Figura 6.12: Rede de distribuição reconfigurada obtida pelo algoritmo MAX-MIN Ant System - MMAS implementado, sistema de 136 barras. 6.5 Conclusão do Capı́tulo Neste capı́tulo foram apresentados os teste e resultados obtidos pelo método implementado MMAS, cujas simulações foram realizadas em sistemas de distribuição de energia elétrica conhecidas na literatura de reconfiguração de redes. Finalmente no capı́tulo seguinte é apresentado as conclusões deste trabalho e algumas perspectivas para trabalhos futuros. Huilman Sanca Sanca - Dissertação de Mestrado Capı́tulo 7 Conclusões e Trabalhos Futuros U MA variante do algoritmo colônia de formigas o MAX-MIN Ant System MMAS foi apresentado. Esta meta-heurı́stica é utilizada para a resolução do problema de reconfiguração de sistemas de distribuição de energia elétrica. Esta metodologia apresenta como principal caracterı́stica uma intensa exploração em torno das melhores soluções. Inicialmente apresentaram-se alguns dos principais trabalhos e metodologias para a reconfiguração de sistemas de distribuição encontrados na literatura. Apresentouse também um estudo do algoritmo colônia de formigas e suas variantes, sistema de formigas Ant System - AS, colônia de formigas com elitismo Elitist Ant System EAS, colônia de formigas Ant Colony System - ACS e o algoritmo implementado neste trabalho o MAX-MIN Ant System - MMAS. Para verificar o desempenho do algoritmo e realizar uma validação foram utilizados teste em três (3) sistemas de distribuição, contendo 33, 69 e 136 barras. Em particular o sistema de 136 barras é um sistema real da cidade de Três Lagoas do estado de Mato Grosso do Sul. Os resultados obtidos pelo algoritmo implementado MAX-MIN Ant System MMAS são compatı́veis com a literatura, sendo que as soluções encontradas para os sistemas testados foram muito próximos e até em alguns dos casos melhores que os resultados encontrados na literatura. Então é possı́vel dizer que o desempenho do algoritmo implementado é satisfatório nos testes realizados para os sistemas elétricos propostos. De modo que se conclui que a metodologia proposta é confiável, eficiente e robusta para resolver problemas de reconfiguração de sistemas de distribuição de 69 70 Capı́tulo 7. Conclusões e Trabalhos Futuros energia elétrica. Os bons resultados obtidos credencia o método como muito promisor para as concessionárias de energia elétrica uma vez que ela mostra as possibilidades de encontrar configurações que apresentam menor valor das perdas de potência ativa e uma melhora no perfil de tensão do sistema. 7.1 Sugestões de Futuros Trabalhos (i) Com o fim de melhorar a eficiência do algoritmo pode-se estudar uma técnica de processamento paralelo, pode ser considerado a implementação de um FPGA, que é um processamento de informações, e que pode ajudar a encontrar as soluções em tempos reduzidos de sistemas ainda maiores. (ii) Sugere-se implementar uma função objetivo adicionando uma restrição de limites de tensão nas barras, isto para evitar configurações com quedas de tensão elevados nas barras e garantir nı́veis de tensão adequados. (iii) Sugere-se aprofundar os estudos na realização de um algoritmo hı́brido usando busca local, isto pode ser feito mediante a implementação do um algoritmo de busca tabu, Tabu Search, que ajude a realizar uma busca exaustiva das soluções. (iv) Com o fim de poder adaptar estes sistemas a novas fontes de geração de energia renováveis, sugere-se realizar um estudo da aplicação da geração distribuı́da (GD) ou geração dispersa nos sistemas de distribuição. Assim também realizar o controle destas aplicando redes inteligentes (Smart Grid ). (v) Tratando-se a reconfiguração ótima de sistemas de distribuição de energia elétrica um problema de redução de perdas de potência ativa, sugere-se realizar um estudo econômico para avaliar quanto economiza uma rede de distribuição reconfigurada. Huilman Sanca Sanca - Dissertação de Mestrado Referências Bibliográficas Abdelaziz, A. Y., R. A. Osama e S. M. El-khodary (2012). 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A. ”Algoritmo colônia de formigas com elitismo aplicado à reconfiguração ótima de sistemas de distribuição de energia elétrica”. Conferência Brasileira sobre Qualidade da Energia Elétrica - CBQEE, Araxá, Minas Gerais, Brasil. v. 1, p. 1-6, Junho, 2013 (Apresentado). • Sanca, H. S., Ferreira, N. R. e Souza, B. A. ”Redução de perdas na recon- figuração de sistemas de distribuição de energia elétrica aplicando MAX-MIN Ant System”. Simpósio Brasileiro de Automação inteligente - SBAI, Forta- leza, Ceará, Brasil. v. 1, pp. 1-6, 2013 (Submetido). 77 78 Apêndice B Dados dos Sistemas Testados B.1 Sistema de 33 barras 79 Tabela B.1: Dados do sistema de 33 barras. Ramo Barra inicial Barra final 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 2 19 20 21 3 23 24 6 26 27 28 29 30 31 32 8 9 12 18 25 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 21 15 22 33 29 Resistência do ramo (Ω) 0,0922 0,4930 0,3660 0,3811 0,8190 0,1872 0,7114 1,0300 1,0440 0,1966 0,3744 1,4680 0,5416 0,5910 0,7463 1,2890 0,7320 0,1640 1,5042 0,4095 0,7089 0,4512 0,8980 0,8960 0,2030 0,2842 1,0590 0,8042 0,5075 0,9744 0,3105 0,3410 2,0000 2,0000 2,0000 0,5000 0,5000 Reatância do ramo (Ω) 0,0470 0,2511 0,1864 0,1941 0,7070 0,6188 0,2351 0,7400 0,7400 0,0650 0,1238 1,1550 0,7129 0,5260 0,5450 1,7210 0,5740 0,1565 1,3554 0,4784 0,9373 0,3083 0,7091 0,7011 0,1034 0,1447 0,9337 0,7006 0,2585 0,9630 0,3619 0,5302 2,0000 2,0000 2,0000 0,5000 0,5000 80 Potência ativa barra final (kW) 100 90 120 60 60 200 200 60 60 45 60 60 120 60 60 60 90 90 90 90 90 90 420 420 60 60 60 120 200 150 210 60 Potência reativa barra final (kVar) 60 40 80 30 20 100 100 20 20 30 35 35 80 10 20 20 40 40 40 40 40 50 200 200 25 25 20 70 600 70 100 40 B.2 Sistema de 69 barras Tabela B.2: Dados do sistema de 69 barras, parte 1 de 2. Ramo Barra inicial Barra final 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 3 28 29 30 31 32 33 34 3 36 37 38 39 40 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 Resistência do ramo (Ω) 0,0005 0,0005 0,0015 0,0251 0,3660 0,3811 0,0922 0,0493 0,8190 0,1872 0,7114 1,0300 1,0440 1,0580 0,1966 0,3744 0,0047 0,3276 0,2106 0,3416 0,0140 0,1591 0,3463 0,7488 0,3089 0,1732 0,0044 0,0640 0,3978 0,0702 0,3510 0,8390 1,7080 1,4740 0,0044 0,0640 0,1053 0,0304 0,0018 0,7283 Reatância do ramo (Ω) 0,0012 0,0012 0,0036 0,0294 0,1864 0,1941 0,0470 0,0251 0,2707 0,0619 0,2351 0,3400 0,3450 0,3496 0,0650 0,1238 0,0016 0,1083 0,0696 0,1129 0,0046 0,0526 0,1145 0,2475 0,1021 0,0572 0,0108 0,1565 0,1315 0,0232 0,1160 0,2816 0,5646 0,4873 0,0108 0,1565 0,1230 0,0355 0,0021 0,8509 81 Potência ativa barra final (kW) 0,0 0,0 0,0 0,0 0,87800 13,4550 24,8870 10,0000 9,3330 48,5000 48,5000 2,7100 2,7100 0,0 15,1760 16,5000 16,5000 0,0 0,3160 37,9830 1,7620 0,0 9,3900 0,0 4,6670 4,6670 8,6670 8,6670 0,0 0,0 0,0 4,5820 6,5010 1,9200 8,6670 8,6670 0,0 8,0000 8,0000 0,3920 Potência reativa barra final (kVar) 0,0 0,0 0,0 0,0 0,7200 9,9820 17,8100 7,2080 6,6660 34,6090 34,6090 1,8210 1,8210 0,0 10,1980 11,7750 11,7750 0,0 0,2120 27,1000 1,1840 0,0 6,6700 0,0 3,3300 3,3300 6,1850 6,1850 0,0 0,0 0,0 3,2600 4,5490 1,2900 6,1850 6,1850 0,0 5,7090 5,7090 0,3250 Tabela B.3: Dados do sistema de 69 barras, parte 2 de 2. Ramo Barra inicial Barra final 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 51 52 53 54 55 56 57 58 59 60 61 62 63 64 65 66 67 68 69 70 71 72 73 41 42 43 44 45 4 47 48 49 8 51 9 53 54 55 56 57 58 59 60 61 62 63 64 11 66 12 68 11 13 15 50 27 42 43 44 45 46 47 48 49 50 51 52 53 54 55 56 57 58 59 60 61 62 63 64 65 66 67 68 69 43 21 46 59 65 Resistência do ramo (Ω) 0,3100 0,0410 0,0092 0,1089 0,0009 0,0034 0,0851 0,2898 0,0822 0,0928 0,3319 0,1740 0,2030 0,2842 0,2813 1,5900 0,7837 0,3042 0,3861 0,5075 0,9740 1,1450 0,7105 1,0410 0,2012 0,0047 0,7394 0,0047 0,5000 0,5000 1,0000 2,000 1,0000 Reatância do ramo (Ω) 0,3623 0,0478 0,0116 0,1373 0,0012 0,0084 0,2083 0,7091 0,2011 0,0473 0,1114 0,0886 0,1034 0,1447 0,1433 0,5337 0,2630 0,1006 0,1172 0,2585 0,0496 0,0738 0,3619 0,5302 0,0611 0,0014 0,2444 0,0016 0,5000 0,5000 1,0000 2,0000 1,0000 82 Potência ativa barra final (kW) 0.00 2,0 0,0 3,0760 3,0760 0,0 26,3500 28,2260 128,2260 13,5120 1,2020 1,4490 8,7870 8,0000 0,0 0,0 0,0 0,6670 0,0 414,6670 10,6670 0,0 75,6700 19,6700 6,0000 6,0000 9,3330 9,3330 Potência reativa barra final (kVar) 0,0 1,4270 0,0 8,7870 8,7870 0,0 18,8000 91,4920 91,4920 9,4420 0,8940 1,1620 6,3220 5,7080 0,0 0,0 0,0 24,0250 0,0 295,9100 7,6120 0,0 53,8730 13,9120 4,2820 4,2820 6,6600 6,6600 B.3 Sistema de 136 barras Tabela B.4: Dados do sistema de 136 barras, parte 1 de 4. Ramo Barra inicial Barra final 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 21 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 1 2 3 4 5 6 7 7 9 9 11 11 11 14 14 16 1 18 19 20 21 21 23 23 25 26 27 28 29 30 29 32 33 34 32 36 37 36 1 40 2 3 4 5 6 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 Resistência do ramo (Ω) 0,33205 0,00188 0,22340 0,09943 0,15571 0,16321 0,11444 0,05675 0,52124 0,10877 0,39803 0,91744 0,11823 0,50228 0,05675 0,29379 0,33205 0,00188 0,22324 0,10881 0,71078 0,18197 0,30326 0,02439 0,04502 0,01876 0,11823 0,02365 0,18954 0,39803 0,05675 0,09477 0,41699 0,11372 0,07566 0,36960 0,26536 0,05675 0,33205 0,11819 Reatância do ramo (Ω) 0,76653 0,00433 0,51530 0,22953 0,35945 0,37677 0,26417 0,05666 0,27418 0,10860 0,20937 0,31469 0,11805 0,26421 0,05666 0,15454 0,76653 0,00433 0,51535 0,25118 0,37388 0,42008 0,15952 0,05630 0,10394 0,04331 0,11805 0,02361 0,09970 0,20937 0,05666 0,04985 0,21934 0,05982 0,07555 0,19442 0,13958 0,05660 0,76653 0,27283 83 Potência ativa barra final (kW) 0,000 47,780 42,551 87,022 311,310 148,869 238,672 62,299 124,598 140,175 116,813 249,203 291,447 303,720 215,396 198,586 0,000 0,000 0,000 30,127 230,972 60,256 230,972 120,507 0,000 56,981 364,665 0,000 124,647 56,981 0,000 85,473 0,000 396,735 0,000 181,152 242,172 75,316 0,000 1,254 Potência reativa barra final (kVar) 0,000 19,009 16,929 34,622 123,855 59,228 94,956 24,786 49,571 55,768 46,474 99,145 115,952 120,835 85,695 79,007 0,000 0,000 0,000 14,729 112,920 29,458 112,920 58,915 0,000 27,857 178,281 0,000 60,939 27,857 0,000 41,787 0,000 193,960 0,000 88,563 118,395 36,821 0,000 0,531 Tabela B.5: Dados do sistema de 136 barras, parte 2 de 4. Ramo Barra inicial Barra final 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 51 52 53 54 55 56 57 58 59 60 61 62 63 64 65 66 67 68 69 70 71 72 73 74 75 76 77 78 79 80 41 41 43 44 44 46 47 48 49 50 49 52 53 54 55 53 57 58 59 60 61 48 1 64 65 66 67 68 69 69 71 72 71 74 1 76 77 78 79 80 42 43 44 45 46 47 48 49 50 51 52 53 54 55 56 57 58 59 60 61 62 63 64 65 66 67 68 69 70 71 72 73 74 75 76 77 78 79 80 81 Resistência do ramo (Ω) 2,96288 0,00188 0,06941 0,81502 0,06378 0,13132 0,06191 0,11444 0,28374 0,28374 0,04502 0,02626 0,06003 0,03002 0,02064 0,10881 0,25588 0,41699 0,50228 0,33170 0,20849 0,13882 0,00750 0,27014 0,38270 0,33018 0,32830 0,17072 0,55914 0,05816 0,70130 1,02352 0,06754 1,32352 0,01126 0,72976 0,22512 0,20824 0,04690 0,61950 Reatância do ramo (Ω) 1,01628 0,00433 0,16024 0,42872 0,14724 0,30315 0,14291 0,26417 0,28331 0,28331 0,10394 0,06063 0,13858 0,06929 0,04764 0,25118 0,13460 0,21934 0,26421 0,17448 0,10967 0,32047 0,01732 0,62362 0,88346 0,76220 0,75787 0,39409 0,29412 0,13425 0,36890 0,53839 0,15591 0,45397 0,02598 1,68464 0,51968 0,48071 0,10827 0,61857 84 Potência ativa barra final (kW) 6,274 0,000 117,880 62,668 172,285 458,556 262,962 235,761 0,000 109,215 0,000 72,809 258,473 69,169 21,843 0,000 20,527 150,548 220,687 92,384 0,000 226,693 0,000 294,016 83,015 83,015 103,770 176,408 83,015 217,917 23,294 5,075 72,638 405,990 0,000 100,182 142,523 96,042 300,454 141,238 Potência reativa barra final (kVar) 2,660 0,000 49,971 26,566 73,034 194,388 111,473 99,942 0,000 46,298 0,000 30,865 109,570 29,322 9,260 0,000 8,702 63,819 93,552 39,163 0,000 96,098 0,000 116,974 33,028 33,028 41,285 70,184 33,028 86,698 9,267 2,019 28,899 161,523 0,000 42,468 60,417 40,713 127,366 59,873 Tabela B.6: Dados do sistema de 136 barras, parte 3 de 4. Ramo Barra inicial Barra final 81 82 82 84 85 86 87 88 89 90 91 92 93 94 95 96 97 98 99 100 101 102 103 104 105 106 107 108 109 110 111 112 113 114 115 116 117 118 119 120 81 82 82 84 1 86 87 87 89 90 91 92 93 94 95 96 94 98 1 100 101 102 102 104 105 106 107 108 109 108 111 112 113 109 115 116 117 105 119 120 82 83 84 85 86 87 88 89 90 91 92 93 94 95 96 97 98 99 100 101 102 103 104 105 106 107 108 109 110 111 112 113 114 115 116 117 118 119 120 121 Resistência do ramo (Ω) 0,34049 0,56862 0,10877 0,56862 0,01126 0,41835 0,10499 0,43898 0,07520 0,07692 0,33205 0,08442 0,13320 0,29320 0,21753 0,26482 0,10318 0,13507 0,00938 0,16884 0,11819 2,28608 0,45587 0,69600 0,45774 0,20298 0,21348 0,54967 0,54019 0,04550 0,47385 0,86241 0,56862 0,77711 1,08038 1,09933 0,47385 0,32267 0,14633 0,12382 Reatância do ramo (Ω) 0,33998 0,29911 0,10860 0,29911 0,02598 0,96575 0,13641 1,01338 0,02579 0,17756 0,76653 0,19488 0,30748 0,29276 0,21721 0,26443 0,23819 0,31181 0,02165 0,38976 0,27283 0,78414 1,05236 1,60669 1,05669 0,26373 0,27737 0,28914 0,28415 0,05911 0,24926 0,45364 0,29911 0,40878 0,56830 0,57827 0,24926 0,74488 0,33779 0,28583 85 Potência ativa barra final (kW) 279,847 87,312 243,849 247,750 0,000 89,878 1137,280 458,339 385,197 0,000 79,608 87,312 0,000 74,001 232,050 141,819 0,000 76,449 0,000 51,322 59,874 9,065 2,092 16,735 1506,522 313,023 79,831 51,322 0,000 202,435 60,823 45,618 0,000 157,070 0,000 250,148 0,000 69,809 32,072 61,084 Potência reativa barra final (kVar) 118,631 37,013 103,371 105,025 0,000 38,101 482,108 194,296 163,290 0,000 33,747 37,013 0,000 31,370 98,369 60,119 0,000 32,408 0,000 21,756 25,381 3,843 0,887 7,094 638,634 132,694 33,842 21,756 0,000 85,815 25,874 19,338 0,000 66,584 0,000 106,041 0,000 29,593 13,596 25,894 Tabela B.7: Dados do sistema de 136 barras, parte 4 de 4. Ramo Barra inicial Barra final 121 122 123 124 125 126 127 128 129 130 131 132 133 134 135 136 137 138 139 140 141 142 143 144 145 146 147 148 149 150 151 152 153 154 155 156 1 122 123 124 124 126 126 128 128 130 131 132 133 134 135 8 10 16 39 26 51 56 63 67 80 85 92 91 91 93 93 97 111 127 129 136 122 123 124 125 126 127 128 129 130 131 132 133 134 135 136 74 25 84 136 52 97 99 121 80 132 136 105 130 104 105 133 121 48 77 78 99 Resistência do ramo (Ω) 0,01126 0,64910 0,04502 0,52640 0,02064 0,53071 0,09755 0,11819 0,13882 0,04315 0,09192 0,16134 0,37832 0,39724 0,29320 0,13132 0,26536 0,14187 0,08512 0,04502 0,14187 0,14187 0,03940 0,12944 0,01688 0,33170 0,14187 0,07692 0,07692 0,07692 0,07692 0,26482 0,49696 0,17059 0,05253 0,29320 Reatância do ramo (Ω) 0,02598 1,49842 0,10394 0,18056 0,04764 0,27917 0,22520 0,27283 0,32047 0,09961 0,21220 0,37244 0,37775 0,39664 0,29276 0,30315 0,13958 0,14166 0,08499 0,10394 0,14166 0,14166 0,09094 0,29882 0,03898 0,17448 0,14166 0,17756 0,17756 0,17756 0,17756 0,26443 0,64567 0,08973 0,12126 0,29276 86 Potência ativa barra final (kW) 0,000 94,622 49,858 123,164 78,350 145,475 21,369 74,789 227,926 35,614 249,295 316,722 333,817 249,295 0,000 Potência reativa barra final (kVar) 0,000 46,260 24,375 60,214 38,304 71,121 10,447 36,564 111,431 17,411 121,877 154,842 163,199 121,877 0,000