O QUE OS ALUNOS SABEM SOBRE FUNÇÃO? UM ESTUDO UTILIZANDO A MODELAGEM MATEMÁTICA E OS MAPAS CONCEITUAIS Ingridi Rodrigues Charal Universidade Estadual de Maringá [email protected] Jusley Talita Grimes de Souza Universidade Estadual de Maringá [email protected] Lilian Akemi Kato Universidade Estadual de Maringá [email protected] Resumo: Este trabalho é fruto de algumas inquietações acerca da aprendizagem significativa do conceito de função em estudantes do Ensino Médio. Tomando como referência o trabalho de dissertação de mestrado de Silas Luz propusemo-nos a realizar a mesma atividade de modelagem matemática, com estudantes do 3o ano do Ensino Médio, afim de investigar quais significados eles atribuíam ao conceito de função. Para tanto, os estudantes construíram mapas conceituais da atividade desenvolvida e sobre função, com o intuito de fazermos possíveis comparações com os resultados obtidos naquele trabalho. Os resultados obtidos indicaram que, embora esses alunos não tivessem tido dificuldades no desenvolvimento da atividade de Modelagem Matemática, diferenças significativas foram encontradas nos mapas conceituais produzidos comparando-se as duas turmas. Palavras-chave: Modelagem Matemática. Aprendizagem Significativa. Função. Mapas Conceituais. Introdução Neste trabalho fundamentamo-nos na Teoria da Aprendizagem Significativa de Ausubel, no conceito de Mapas Conceituais de Novak e Moreira e nas concepções de Modelagem Matemática proposta por Bassanezi e Barbosa para um estudo acerca da XII EPREM – Encontro Paranaense de Educação Matemática Campo Mourão, 04 a 06 de setembro de 2014 ISSN 2175 - 2044 aprendizagem significativa do conceito de função com estudantes do 3º ano do Ensino Médio de uma escola da rede pública do Estado do Paraná. Para tanto tomamos como referência o trabalho desenvolvido por Luz (2010), em uma turma do 1º ano do Ensino Médio na qual ele era o professor, que analisa o processo de aprendizagem significativa do conceito de função polinomial do 1o grau utilizando atividades de modelagem matemática e mapas conceituais. Este relato descreve o desenvolvimento de uma atividade de modelagem matemática em que objetivamos identificar indícios de aprendizagem significativa do conceito de função, nos estudantes, sujeitos desta pesquisa, e comparar os nossos resultados com aqueles obtidos por Luz (2010). A atividade proposta foi baseada na primeira das duas realizadas por este autor na sua dissertação. Dentre os resultados obtidos destaca-se o fato que apesar dos estudantes desta pesquisa estarem cursando uma série posterior, aos do trabalho de Luz (2010), os mapas conceituais produzidos por eles não apresentaram relações significativas entre o conceito de função e a atividade desenvolvida. Teoria da Aprendizagem Significativa e Mapas Conceituais A teoria da aprendizagem significativa foi proposta por David Ausubel na década de 1970. Segundo Moreira (2008), (...) a aprendizagem significativa é aquela em que o significado do novo conhecimento é adquirido, atribuído, construído, por meio da interação com algum conhecimento prévio, especificamente relevante, existente na estrutura cognitiva do aprendiz. Interação é a palavrachave: interação entre conhecimentos novos e conhecimentos prévios. Se não há essa interação, não há aprendizagem significativa (MOREIRA, 2008 p.15). Segundo Moreira (2010), Ausubel em sua teoria da aprendizagem significativa não fala de mapas conceituais, porém eles estão fortemente relacionados. Essa relação entre os mapas conceituais e a aprendizagem significativa decorre do fato que após o seu aparecimento, essa técnica revelou ter um alto potencial para facilitar a negociação, XII EPREM – Encontro Paranaense de Educação Matemática Campo Mourão, 04 a 06 de setembro de 2014 ISSN 2175 - 2044 construção e aquisição de significados. Mas, quando mal utilizados os mapas conceituais também podem gerar uma aprendizagem sem significados. A Teoria da Aprendizagem Significativa implica em realizar uma conexão entre os significados que os estudantes já adquiriram e os que eles necessitam apropriar-se para uma aprendizagem significativa, criando relações explícitas entre essas duas vertentes (MOREIRA, 2010). Nesse sentido a utilização dos mapas favorecem a identificação dessas relações, assim como na obtenção de evidências de aprendizagem significativa. Os Mapas Conceituais foram idealizados pelo professor e pesquisador norte americano Joseph D. Novak e seus colaboradores na Universidade de Cornell, nos Estados Unidos em meados da década de setenta. Os mapas conceituais ou mapas de conceitos, de uma maneira geral são diagramas que indicam relações entre conceitos, ou seja, são mapas de conceitos e de relações entre conceitos. E para Novak, os mapas conceituais são ferramentas "que têm o objetivo de representar relações significativas entre conceitos na forma de proposições" (NOVAK; GOWIN, 1996, p.31). Para a elaboração dos mapas conceituais é necessário a compreensão do que Novak entende por conceito. Segundo Luz (2010), A definição de conceito que permeia a compreensão de Novak é a de conceito como "regularidade percebida em eventos ou objetos, ou registros de eventos ou objetos designados" (NOVAK; GOWIN, 1996, p.31). Em uma definição mais recente, Novak afirma que as palavras e os símbolos são rótulos dos conceitos definidos como "regularidades apreendidas dos acontecimentos ou objetos, ou registros dos acontecimentos ou objetos, designados por um símbolo" (NOVAK, 2000, p. 21). Assim, para a construção dos mapas conceituais é preciso identificar os conceitos, sejam eles conceitos inclusivos ou conceitos específicos. Em seguida relacioná-los, buscando palavras de ligação que expressem essas relações e atribuem significados a dois ou mais conceitos, e finalmente organizá-los em um diagrama. Em geral no mapa, os conceitos aparecem em caixas e as palavras de ligação unem duas caixas com a seguinte estrutura: conceito + palavra de ligação + conceito. XII EPREM – Encontro Paranaense de Educação Matemática Campo Mourão, 04 a 06 de setembro de 2014 ISSN 2175 - 2044 Modelagem Matemática na Educação Matemática Segundo Almeida et al. (2012) a Modelagem Matemática, advinda da Matemática Aplicada, amplia suas perspectivas no campo da Educação Matemática nas duas últimas décadas do século XX. No Brasil, essa perspectiva desenvolveu-se inicialmente nos cursos superiores buscando uma formação que melhor preparasse os profissionais das engenharias, por exemplo, nas suas atividades profissionais. Essa transição, da Modelagem na Matemática Aplicada para a Educação Matemática, implicou numa diversidade de definições para a modelagem, segundo autores que propõem concepções atreladas ás diferentes formas como estes compreendem como esta perspectiva insere-se no ambiente de ensino. Dentre as concepções sobre modelagem na Educação Matemática conhecidas, adotamos, neste trabalho, as concepções de Bassanezi (2002) e Barbosa (2001), conforme proposto também no trabalho de Luz (2010). Segundo Bassanezi (2002): “[...] a modelagem matemática é a arte de transformar problemas da realidade em problemas matemáticos e resolvê-los interpretando suas soluções na linguagem do mundo real” (BASSANEZI, 2002. p. 16). Para ele a modelagem é apenas uma estratégia de aprendizagem, onde o mais importante não é chegar imediatamente a um modelo bem sucedido, mas caminhar seguindo etapas em que o conteúdo matemático vai sendo sistematizado e aplicado. Com a modelagem o processo de ensino-aprendizagem não mais se dá no sentido único do professor para o aluno, mas como resultado da interação do aluno com seu ambiente natural. Bassanezi (2002) cita a experimentação como um das atividades intelectuais da modelagem matemática, para ele esta atividade intelectual inclui as seguintes etapas: abstração, resolução, validação e modificação do modelo matemático. Apoiamo-nos nesta concepção por entendermos que a aprendizagem significativa do conceito de função poderia ser verificada pela construção de um modelo matemático, para o problema estudado, que contemplasse significados relacionados a este conceito. Na concepção de Barbosa (2001): “[...] a modelagem matemática é um ambiente de aprendizagem no qual os alunos são convidados a indagar e/ou investigar, por meio da matemática, situações oriundas de outras áreas da realidade” (BARBOSA, XII EPREM – Encontro Paranaense de Educação Matemática Campo Mourão, 04 a 06 de setembro de 2014 ISSN 2175 - 2044 2001. p.6). O ambiente de aprendizagem é concebido como um “convite” feito aos alunos, o que pode ocasionar que eles se envolvam ou não nas atividades. Essa conceituação de ambiente de aprendizagem está em consonância com o conceito de “cenários de investigação” proposto por Skovsmose. Com base nessa concepção, propomos a Modelagem Matemática como ambiente de aprendizagem que com suas características próprias, pode contribuir para a construção da aprendizagem significativa por meio da investigação de situações recortadas da realidade ou de outras áreas não matemáticas. Proporcionando ao estudante um ambiente cujas condições apontam para a aquisição de significados em domínios interdisciplinares de conhecimentos por meio de sua interação intencional na resolução e compreensão da situação proposta para estudo. O aceite ao convite para a atividade de Modelagem Matemática implica em algumas ações dos estudantes, que conduzem ao processo de aprendizagem significativa. A atividade desenvolvida Para a realização da atividade orientamo-nos na dissertação de Silas Venâncio da Luz (2010), em que ele desenvolveu duas atividades de modelagem com alunos do 1º ano do Ensino Médio em que ele ministrava as aulas, objetivando responder as seguintes questões: O ambiente da Modelagem Matemática favorece a aprendizagem significativa de Função do 1º Grau em uma turma de primeiro ano do Ensino Médio? Como os Mapas Conceituais podem ser utilizados, paralelamente à Modelagem Matemática, para verificação de indícios da ocorrência da Aprendizagem Significativa de Função do 1º Grau? Vale ressaltar que os sujeitos envolvidos na pesquisa de Luz (2010) já haviam estudado sobre função polinomial do 1o grau conforme proposto no livro didático. Com base nessa referência e, considerando que os estudantes do 3o ano do Ensino Médio, também já estudaram função nas séries anteriores, baseamo-nos na primeira atividade, utilizada por Luz (2010), objetivando identificar indícios, por meio dos mapas conceituais, da ocorrência da aprendizagem significativa do conteúdo de função. XII EPREM – Encontro Paranaense de Educação Matemática Campo Mourão, 04 a 06 de setembro de 2014 ISSN 2175 - 2044 Esta turma era constituída de 35 alunos, e destes, apenas 18 participaram integralmente. As atividades tiveram duração de 5 horas/aula (três dias). Nas duas primeiras aulas, apresentamos as condições necessárias para fazer mapa conceitual com base nas concepções de Novak e Moreira, em seguida exploramos um texto sobre a Bola Oficial da Copa do Mundo de 2014 (Figura 1(a)): Figura 1(a): Bola Oficial da Copa do Mundo Fonte: http://4.bp.blogspot.com. Acesso em: 27 de mar. 2014. Figura 1(b): Mapa referente ao texto da Bola Oficial da Copa do Mundo Primeiramente lemos o texto com os alunos, depois solicitamos que refizessem a leitura individualmente e circulassem os conceitos encontrados. Dando continuidade a aula, anotamos e discutimos os conceitos apontados pelos alunos no quadro. Juntamente com a participação dos estudantes construímos um Mapa Conceitual que representava o entendimento coletivo da turma acerca do texto fornecido (Figura 1(b)). Na sequência foram desenvolvidas outras atividades envolvendo a construção de mapas, para que os alunos compreendessem o processo de elaboração. Na terceira e quarta aula, os alunos deveriam construir uma mapa a partir de alguns conceitos fornecidos: função, domínio, contradomínio, variável, independente, dependente, crescente, decrescente e imagem. Observamos que os alunos tiveram dificuldade para relacionarem esses conceitos, o que não ocorreu com os estudantes do trabalho desenvolvido por Luz (2010). XII EPREM – Encontro Paranaense de Educação Matemática Campo Mourão, 04 a 06 de setembro de 2014 ISSN 2175 - 2044 Em outra aula realizamos a atividade de Modelagem Matemática sobre a densidade dos materiais, conforme proposta por Luz (2010) iniciando por meio de uma discussão que caracterizava o convite, aos alunos, à modelagem. Pesq: O que “pesa” mais um quilo de chumbo ou um quilo de algodão? Alunos: É a mesma quantidade. Pesq: Mas, têm pessoas que caem nesse trocadilho hoje em dia? Alunos: Sim! Pesq:Por que? Aluno: Porque o chumbo é mais compacto que o algodão. Dessa forma, explicamos as diferenças entre massa e peso, e demos continuidade à discussão envolvendo o chumbo e o algodão, que era complicado encontrar a quantidade de massa do chumbo e do algodão, em algumas quantidades específicas, assim sugerimos a pesagem da água e do óleo. Com uma balança de precisão, becker, água e óleo realizamos a pesagem desses líquidos, em quantidades variando entre 50 e 200 ml, considerando o becker com 83,3 gramas. A tabela 1 a seguir mostra os dados obtidos: Tabela 1: Pesagem dos Líquidos Quantidade (ml) 50 100 150 200 Massa (grama) Água Óleo 40,5 36,8 96,5 77,2 144,6 120,5 198,6 169,2 Na sequência, questionamos, os alunos sobre o que faríamos se quiséssemos encontrar a massa de 73 ml, 439 ml e um valor qualquer de água ou de óleo, com apenas os dados obtidos, como isso poderia ser feito. Para responder esta questão os estudantes foram divididos, em 4 grupos de 5 alunos, e por fim, solicitamos um mapa conceitual da atividade que eles haviam feito. Resultados e discussão Na construção do primeiro mapa conceitual, os alunos se interessaram pelo tema: Bola Oficial da Copa de 2014. No início ficaram inseguros, mas com o decorrer da atividade foram participando, não tiveram dificuldade para entender como se construía o Mapa de Conceitos. XII EPREM – Encontro Paranaense de Educação Matemática Campo Mourão, 04 a 06 de setembro de 2014 ISSN 2175 - 2044 Na elaboração do mapa conceitual em que foram fornecidos os conceitos de função, os alunos apresentaram várias dificuldades para construí-lo, uma delas foi por qual palavra começar e outra por não lembrarem quais relações poderiam ser estabelecidas entre esses conceitos. Uma aluna consultou o dicionário para encontrar a definição dos conceitos dados. Outra aluna falou que aqueles conceitos não faziam sentido para ela. Essas dificuldades geraram algum desinteresse dos alunos pela atividade. O mapa da Figura 2 mostra que esse aluno fez relações sobre os conteúdos matemáticos, mesmo não possuindo sentido. Figura 2: Mapa Conceitual sobre Função. Por fim, para a realização da atividade de Modelagem Matemática, a sala foi dividida em 4 grupos de 5 alunos, em que dois grupos tiveram por objetivo analisar a relação entre a massa e a quantidade de água, e os outros dois se atentaram ao óleo. Os dois grupos que desenvolveram a atividade usando o óleo determinaram a massa do óleo para 73 ml dividindo a massa para 50 ml por 50 (36,8/50 = 0,73) e multiplicando esse valor por 73. Assim concluíram que para um valor x qualquer a massa seria de 0,73 × x, Figura 3. Figura 3: Resolução dos grupos que trabalharam com a densidade do óleo. Em contra partida, os dois grupos que trabalharam com a água, não conseguiram encontrar um modelo matemático para a massa de uma quantidade qualquer de água. XII EPREM – Encontro Paranaense de Educação Matemática Campo Mourão, 04 a 06 de setembro de 2014 ISSN 2175 - 2044 Um dos grupos encontrou apenas a solução para as duas quantidades específica solicitadas, realizaram os cálculos similares ao grupo do óleo, para 73 ml de água dividiram a massa para 50 ml por 50 (40,5/50 = 0,81) e multiplicando esse valor por 73, e para 439 ml eles realizaram o mesmo procedimento, mas utilizaram a massa de 200 ml e dividiram por 200 (198,6/200 = 0,99) e multiplicando esse valor por 439, como podemos observar na Figura 4. Figura 4: Resolução dos grupos que trabalharam com a densidade da água. Na elaboração do Mapa Conceitual sobre a atividade desenvolvida os alunos descreveram apenas alguns conceitos relacionados à parte experimental, e não remeteram esta atividade ao conceito de função, como observamos na Figura 5. Fonte: Produção do Aluno. Figura 5: Mapa Conceitual sobre atividade de Modelagem Matemática. Apresentamos neste relato alguns mapas que expressam como a turma, em geral, desenvolveu as atividades, não havendo distinção significativa entre os demais estudantes. XII EPREM – Encontro Paranaense de Educação Matemática Campo Mourão, 04 a 06 de setembro de 2014 ISSN 2175 - 2044 Considerações Finais Este relato de experiência nos proporcionou diversas reflexões referentes à aprendizagem significativa dos alunos sobre o conceito de função. Analisando os mapas conceituais dos alunos desta pesquisa, percebemos que eles compreenderam como elaborar mapas de conceitos, fato que também ocorreu com os alunos de Luz (2010). As informações recolhidas com a construção do Mapa Conceitual sobre função forneceram-nos suporte para analisar o que os estudantes do 3º ano se recordam referente a este conteúdo estudado em anos anteriores. Com a construção, deste mapa observamos que os alunos fizeram relações sobre os conteúdos matemáticos, mesmo não possuindo sentido. Alguns estudantes não lembravam se haviam estudado o conteúdo de função. Podemos relacionar este fato com as considerações que Luz (2010) relata em sua dissertação de que os alunos passaram por situações de aprendizagem e que retiveram "rótulos" relacionados à Função. Porém, apresentaram dificuldades para relacionar estes "rótulos" adequadamente em seus mapas, sinalizando para uma aprendizagem superficial e pouco significativa. Contudo, observamos que apesar do interesse dos alunos na elaboração dos mapas conceituais e no desenvolvimento da atividade de modelagem matemática, os mapas produzidos não evidenciaram que os estudantes apropriaram-se significativamente sobre o conceito de função. Ao analisarmos os mapas de conceitos elaborados a partir da atividade de modelagem matemática, percebemos que os alunos não relacionaram conceitos matemáticos, o que não ocorreu com os alunos de Luz (2010), pois os estudantes do 1º ano conseguiram relacionar os conceitos matemáticos com a atividade envolvendo a densidade de material. Vale ressaltar, que os alunos de Luz (2010) antes de serem apresentados a atividade de modelagem matemática já haviam estudado o conteúdo de função como a proposto no livro didático. No nosso caso, os alunos estavam cursando o 3º ano e já haviam estudado o conteúdo nas séries anteriores. XII EPREM – Encontro Paranaense de Educação Matemática Campo Mourão, 04 a 06 de setembro de 2014 ISSN 2175 - 2044 Dessa maneira, essa experiência e comparação remete-nos a seguinte questão: Os alunos que estão concluindo o 3º ano do Ensino Médio se apropriam dos conceitos matemáticos estudados nas séries anteriores e como relacionam com situações do seu cotidiano? Referências ADÉLIA. Mistura de Alegria. 2014. Disponível em:<http://4.bp.blogspot.com/Y3X8UdfHG40/UtmLc2c2WyI/AAAAAAAAUSg/4Z_NDY1PnSs/s1600/BRAZUCA. JPG>. Acesso em: 27 de mar. 2014. ALMEIDA, L. W. SILVA, K. P. da. VERTUAN, R. E.Modelagem Matemática na Educação Básica. São Paulo: Contexto, 2012. BARBOSA, J. C. Modelagem na Educação Matemática: contribuições para o debate teórico. 2001, Caxambu. Anais... Rio Janeiro: ANPED, 2001. BASSANEZI, R. C. Ensino-aprendizagem com modelagem matemática: uma nova estratégia. São Paulo: Contexto, 2002. LUZ, S. V. da. Aprendizagemsignificativa de Função de 1º Grau : uma investigação por meio da modelagem matemática e dos mapas conceituais. Maringá, 2010. MASANI, E. F. S. e MOREIRA, M. A. Aprendizagem Significativa: Condições para ocorrência e lacunas eu levam a comprometimentos. São Paulo: Vetor, 2008. MOREIRA. M. A. Mapas Conceituais e Aprendizagem Significativa. São Paulo: Centauro, 2010. NOVAK, J. D. e GOWIN, D. B. Aprender a aprender. 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