Revista bimestral • março de 2003 / abril de 2003 • Ano II • Nº 9
Alfabetização
FUNDAMENTOS TEÓRICOS
RELATOS DE PROFESSORES
POLÍTICAS EDUCACIONAIS
EDUCAÇÃO DE ADULTOS
2
NOSSA MENSAGEM
O Presidente Lula iniciou seu trabalho apontando
como maior desafio a ser enfrentado na área educacional
a inclusão de todos os brasileiros no mundo da cultura letrada. Analfabetismo Zero é
sua meta, e também tem sido
a nossa, desde que iniciamos
nosso trabalho em 2001.
Mogi – analfabetismo
zero, é meta ou utopia?
O Censo realizado
pelo IBGE em 2000 nos mostrou que, naquele ano, 5,9%
dos mogianos eram analfabetos. Índice menor do que o do
Estado de São Paulo, e o segundo menor do Alto Tietê
(perdemos só para Poá, com
5,2%!).
Mas, mesmo assim,
os números absolutos assustam. Considerando que so-
mos cerca de 330 mil moradores em Mogi, 5,9% significa algo em torno de dezenove
mil pessoas analfabetas, ou
seja, que não dominavam o sistema e a tecnologia da escrita. Quantos seriam os que não
lêem e escrevem por meio de
práticas sociais reais de leitura e escrita, já é uma outra conversa.
Por isso, diríamos que,
analfabetismo zero é uma utopia que devemos ter como
meta, pois só assim poderemos alcança-la. E só será
alcançada pelo esforço conjunto de toda a sociedade.
Dedicar este número
da Revista Educando em Mogi
à alfabetização é mais um passo nesse caminho e um convite a todos para vir conosco
na busca dessa utopia.
Letramento ou Alfabetização
Rosália Maria Netto Prados
Hoje, na Educação e
também nos estudos da Língua, freqüentemente ouvimos o termo letramento, e o
que vem a ser isso? Se
pensarmos que há uma grande influência do mundo da
escrita sobre o uso da língua
nas práticas sociais atualmente, podemos entender
melhor o novo uso desse termo pelos especialistas e,
conseqüentemente, sua
ressignificação, uma vez
que, no passado, usava-se o
termo letrado com o sentido
de qualidade de quem tinha
conhecimento de literatura
erudita. É evidente que, por
sua vez, o termo alfabetização não é mais suficiente
para definir a aprendizagem
do ler e escrever, pois tal processo não diz respeito somente à apresentação das
letras e de como estas se
combinam, ou seja, não se
refere apenas ao domínio
mecânico de um código. Em
outras palavras, ‘escrever não
é só codificar’ e nem ‘ler é
decodificar’.
Novos estudos das Ciências Lingüísticas nos mostram que a aprendizagem da
leitura e da escrita é um processo mais longo do que se
pensava ser. A percepção do
fenômeno da escrita, hoje,
precede sua aprendizagem,
pois sabemos que a criança
conhece as letras antes de
entrar na escola. Um olhar ao
redor, bancas de revistas e
jornais, outdoors, lojas, cada
esquina de nossas cidades
mostra que o mundo da escrita há muito faz parte do cotidiano urbano, sem falarmos
da linguagem veiculada na
televisão (e que é uma reprodução da escrita), bem como
de seu poder informativo e
formativo.
A criança não está
alheia a esse mundo, nem
PREFEITURA MUNICIPAL DE MOGI DAS CRUZES
Secretaria de Educação / Secretaria de Comunicação Social
Av. Vereador Narciso Yague Guimarães, 277 - Centro Cívico
CEP 08780-900 - Mogi das Cruzes - SP
PABX: (11) 4798-5000 Fax: (11) 4799-3067
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mesmo aquela que é mais
carente. É, ainda, um mundo
caótico de leitura não-linear,
mas que também é responsável pela construção de um
conhecimento ‘hipertextual’
que não pode ser ignorado na
aprendizagem
‘lógicoseqüencial’ da escrita. Nem
o adulto analfabeto desconhece esse universo.
Faz parte, então, desse mundo de leitura não organizada,
não só aquele que é considerado analfabeto, como também tantos outros alfabetizados (ou os analfabetos funcionais), que são marginalizados social e economicamente, pois não aprenderam a ler
e a escrever, ou ainda, foram
alfabetizados, mas não se
apropriaram totalmente da língua escrita, ou melhor, não
fizeram com que a escrita se
tornasse sua de fato.
Dessa maneira, como
professores, devemos refletir
sobre a importância do significado de letramento. Se, por
um lado, na nossa sociedade atualmente, de certa maneira todos são letrados, pois
fazem parte de um mundo em
que a escrita está presente,
e podemos dizer até que é um
mundo centrado na escrita,
ou seja, grafocêntrico, por
outro lado, todos aqueles que
se alfabetizam e vão incorporando às práticas sociais a
prática da leitura e da escrita
estão em processo de
letramento. Enfim, estão se
tornando ‘proprietários’ da língua; são os ‘letrados funcionais’, pois estão, a cada dia,
construindo e reconstruindo
significados para atenderem
às novas exigências sociais.
Rosália M. Netto Prados
é Doutora em Semiótica e
Lingüística Geral pela USP,
professora do Mestrado em
Educação da UBC e da Escola
Estadual Profª Enedina
Gomes de Freitas
Colaborações, sugestões e participações, entre em contato:
Equipe do Cemforpe - Centro Municipal de Formação Pedagógica
Sede da Prefeitura Municipal de Mogi das Cruzes - 3º andar
Telefone: (11) 4798-5145 ou 4798-5085 - Fax: (11) 4726-5304
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Telefone: (11) 4798-5155 ou 4798-5156
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3
POLÍTICA EDUCACIONAL
Alfabetização, exclusão social e qualidade de vida
Maria Geny Borges Avila Horle
A partir do final do ano
passado foram divulgados vários estudos sobre a qualidade de vida dos brasileiros, realizados com base no Censo 2000 do IBGE. Os ”Indicadores Sociais Municipais”,
divulgados pelo IBGE em dezembro, e o “Atlas da Exclusão Social no Brasil”, elaborado por pesquisadores da
Unicamp, USP e PUC/SP,
cruzando dados do Censo
2000 do IBGE, da ONU e do
IPEA (Instituto de Pesquisa
Econômica Aplicada), publicados em janeiro último nos
oferecem informações importantes para o estabelecimento de políticas na área social.
Segundo o Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística, o Brasil está mais
velho, mais urbano, mais feminino e mais alfabetizado.
Aumentou o número
de pessoas com mais de 65
anos de idade, e a porcentagem de crianças de 0 a 14
anos sobre o total da população, no Brasil, caiu de
34,73% para 29,6%. O fato
aponta para a necessidade
de se criar um sistema de
proteção e Previdência Social e para a mudança de foco
na área da saúde, pois, progressivamente teremos mais
idosos e uma população em
idade ativa em condição de
contribuir menos, além dos
problemas de saúde dos idosos serem diferentes dos problemas das crianças e jovens.
Triplicou o número de
mulheres responsáveis pela
casa, e elas assumem que
são responsáveis pelo domicílio, mesmo vivendo com
seus maridos ou companheiros.
Este resultado reflete
Índices de Analfabetismo
12,8%
Brasil
6,1%
7,2%
5,9%
São Paulo
Alto Tietê
Mogi das Cruzes
a maior participação da mulher no mercado de trabalho
e mudanças no modelo de família, além de ser um sinal
de mudança de comportamento: o homem já admite
não ser o único “chefe” da
família. Mas, o censo mostra, também, que a desigualdade entre os sexos ainda
continua, e os salários dos
homens chefes de família
são, em média, superiores
aos das mulheres responsáveis pela casa.
Como resultado da prioridade dada pelo governo federal ao ensino fundamental,
houve uma queda na taxa de
analfabetismo, de 6,9 pontos
percentuais – 19,7% das pessoas com 10 anos ou mais
eram analfabetas em 1991, e
o último censo obteve uma
taxa de 12,8% para essa faixa etária. A queda nessa taxa
é explicada principalmente
pelo aumento da alfabetização entre os mais jovens, concentrando-se o analfabetismo
na população mais velha.
Portanto, as políticas
de combate ao analfabetismo
devem ter duas direções: a
garantia da escolarização da
criança e uma política de educação para adultos, com o oferecimento de ensino fundamental para os que não o cursaram na idade própria.
Outro dado importante
é o nível de escolaridade do
chefe da família, pois é pro-
blema que interfere diretamente na obtenção do emprego e
no nível do rendimento, e, portanto, na condição de bemestar da família.
Em todo o Brasil, a
escolaridade dos responsáveis pelos domicílios aumentou, e a média de anos de
estudo passou de 4,8 em 1991
para 5,7 em 2000. Lembre-se
que as pessoas com menos
de 4 anos de estudo são consideradas analfabetos funcionais, pois podem até escrever o nome, mas não conseguem redigir um bilhete ou interpretar um texto.
O Atlas da Exclusão
Social mostra o ranking em
exclusão social dos 5.507
municípios brasileiros, avaliando pobreza, juventude, alfabetização, escolaridade, emprego formal, violência e concentração de renda.
Nesse ranking Mogi
aparece em 277º lugar, sendo a segunda cidade do Alto
Tietê em qualidade de vida.
Poá é a primeira, estando na
228º posição no Brasil e
Suzano a terceira, ocupando o 979º lugar no ranking
nacional.
Qualidade de vida nas cidades do Alto Tietê
Indicadores Sociais
Poá
Mogi
Suzano
Pobreza
0,736
0,750
0,737
Juventude
0,658
0,693
0,636
Alfabetização
0,895
0,889
0,871
Escolaridade
0,642
0,703
0,599
Emprego formal
0,481
0,174
0,159
Violência
0,853
0,918
0,841
Desigualdade de Renda
0,152
0,282
0,061
Média Ponderada
0,530
0,596
0,591
Posição no ranking regional
1ª
2ª
3ª
Posição no ranking nacional
228ª
277ª
979ª
Classificação
Média
Situação em que a cidade
se enquadra
De 0,6 a 1
Boa inclusão social
De 0,5 a 0,6
Moderada Inclusão social
De 0,4 a 0,5
Exclusão social
De 0 a 0,4
Profunda exclusão social
4
POLÍTICA EDUCACIONAL
A educação como política social
Maria Geny Borges Avila Horle
Segundo Palumbo,
“política é o princípio dirigente que está por trás de regulamentos, leis e programas;
sua manifestação visível é a
estratégia tomada pelo governo para solucionar os problemas públicos”.
Estudar políticas públicas é importante para
compreender o governo, os
interesses econômicos na
elaboração de suas políticas
e como são gastos os recursos federais, estaduais e
municipais, quem recebe os
benefícios da atividade governamental, como essas políticas afetam nossa vida e
como os ideais da democracia estão sendo mantidos.
As políticas públicas
envolvem questões de educação, saúde, trabalho, segurança pública, transporte,
assistência social e financeira, defesa, meio ambiente.
Elas são formuladas seguindo as seguintes fases: identificação da necessidade de
mudanças; formulação das
metas, objetivos e definição
das alternativas para
alcançá-los; tomada de decisão política pela adoção de
uma das alternativas e definição de responsabilidade
pela implementação; e correção dos desvios observados
durante
a
implementação da nova política.
Falando sobre políticas públicas é comum ouvirmos a expressão “política
social”; ela está ligada a
uma certa maneira de conceber, organizar e administrar a coisa pública. Conforme esse entendimento, os
quatro grandes setores da
administração da sociedade
são: o setor político, o econômico, o social e o militar.
De acordo com eles são distribuídos os ministérios ou
secretarias, que são os instrumentos de execução das
políticas referentes a cada
um dos setores. Vem daí a
expressão “política econômica”, “política social”, “política militar”. Saviani (1999)
lembra que esse entendimento é próprio dos regimes
Programa
Brasil Alfabetizado
O MEC lança neste mês de abril o Programa Brasil
Alfabetizado, com a meta de alfabetizar 3 milhões de
jovens e adultos em 2003. Para isto, o Governo Federal
firmará parceria com estados, municípios,
organizações sociais e universidades públicas, nas
quais a contrapartida da União será de R$ 15,00 por
aluno/mês, em projetos de alfabetização com até seis
meses de duração. O Programa será desenvolvido
pela Secretaria Extraordinária de Erradicação do
Analfabetismo
capitalistas, pois sugere que
os demais tipos de ação política, principalmente a econômica, não são sociais. Diz
ele: “a necessidade de formulação de uma política social decorre do caráter antisocial da economia e, portanto, da política econômica
das sociedades capitalistas”.
No Brasil, o setor social abrange os ministérios
da Saúde, da Previdência e
Assistência Social, da Educação, da Cultura e a das
Comunicações. A política
educacional brasileira, portanto, diz respeito às medidas que o Estado toma relativamente aos rumos para a
educação e situando-se na
área social é uma modalidade da política social.
Em nosso país, como
em toda sociedade capitalista, a política social é tratada separadamente da política econômica, e a ela é
subordinada. Mas, Coraggio
(1998), nos lembra que “a realidade da política social não
está isenta de contradições
e nem é a simples expressão da vontade do mais poderoso, mas algo emergente no qual podem incidir a
crítica do discurso dominante e a proposição de alternativas para a sociedade em
seu conjunto”, e que somos
“responsáveis por avançar
além
da
denúncia
estigmatizadora ou da crítica ideológica”.
Referências Bibliográficas:
CORAGGIO, José Luiz. Propostas
do Banco Mundial para a
educação: sentido oculto ou
problemas de concepção? In: DE
TOMMASI, L.; WARDE, M. J.;
HADDAD, S. O Banco Mundial e as
políticas educacionais. São Paulo:
Cortez, 1996.
SAVIANI, D. Da nova LDB ao novo
Plano Nacional de Educação: por
uma outra política educacional.
Campinas: Autores Associados,
1999.
Maria Geny Borges Avila Horle
é Secretária Municipal de
Educação
MEC anuncia financiamento para
combate ao analfabetismo
O Ministério da Educação publicou no Diário Oficial
da União do dia 8 de março, resolução com as
diretrizes para o financiamento do Programa Brasil
Alfabetizado. A resolução nº 6 estabelece que os
órgãos e entidades poderão apresentar projeto de
financiamento, a ser concedido mediante
assinatura de convênios. O prazo final para esta
apresentação será dia 30 de junho.
Maiores informações: www.mec.gov.br .
5
POLÍTICA EDUCACIONAL
Campanhas de alfabetização no Brasil
1947
Década da
Alfabetização
Por iniciativa da Unesco,
dia 13 de fevereiro foi lançada
a Década da Alfabetização
(2003 - 2012). Na cerimônia,
que aconteceu na sede das
Nações Unidas em Nova York, o
coordenador da iniciativa Koichiro
Matsura disse que o seu objetivo é
aumentar em 50% os índices de
alfabetização, alfabetizando 861
milhões de adultos no mundo
todo, e trazendo para a escola
113 milhões de crianças. A
estratégia para isso será a
utilização de parcerias entre
governo e a sociedade
civil, setor privado e
comunidades
locais.
O governo de Eurico Gaspar Dutra
começa a Campanha de Educação
de Adolescentes e Adultos
1952
Inicia-se a Campanha Nacional
de Educação Rural no governo
de Getúlio Vargas
1958
Juscelino Kubistschek cria a
Campanha Nacional de
Erradicação do Analfabetismo
(CNEA), reestruturada em 1960
1961
O Movimento de Educação de
Base, criado pela Conferência
Nacional dos Bispos do Brasil,
visa extinguir o analfabetismo
com escolas radiofônicas. Atende
455.671 alunos em 14 Estados
1962
O professor da Universidade
Federal de Pernanbuco, Paulo
Freire, propõe técnica que prevê
ensino a aprtir do universo de
cada grupo a ser alfabetizado
1964
Em 21 de janeiro, o método
Paulo Freire vira programa
oficial do governo, mas é
extinto em 14 de abril, logo
depois do movimento militar
1967
O regime militar (1964 – 1985) cria
a Fundação Mobral (Movimento
Brasileiro de Alfabetização) com o
objetivo de alfabetizar 11,4
milhões em quatro anos e
erradicar o analfabetismo em oito
anos (1975). Até 1977, teriam sido
alfabetizados 11,2 milhões,
reduzindo a taxa de analfabetos
para 14,2%. Os dados são
questionados (o censo de 1976
estimava 24%)
1985
O Mobral é extinto, e é criada a
Fundação Nacional de Educação
de Jovens e Adultos (Educar) no
governo José Sarney. Em quatro
anos, a fundação atendeu a 5
milhões de analfabetos, de um
total de 30 milhões
1990
O Pnac (Programa Nacional de
Alfabetização e Cidadania) é
criado no governo Fernando
Collor com o objetivo de
reduzir em até 70% o número de
analfabetos em quatro anos
1993
O Plano Decenal, firmado em
1993 por mais de 70 países, sob a
chancela da Unesco (Organização
das Nações Unidas para a
Educação, Ciência e Cultura), é
assinado pelo presidente Itamar
Franco. A taxa de analfabetismo
deveria chegar a zero em 2003
1997
O governo de Fernando
Henrique Cardoso cria o
programa Alfabetização
Solidária. Em junho de 2002,
atinge a marca de 3 milhões de
alunos em 2.010 municípios
Transcrito do
Jornal Folha de São Paulo
Secretário Chalita preside o CONSED
Alunos da Escola Estadual Prof. Aprígio de Oliveira
O Secretário de Estado da Educação de São Paulo,
Gabriel Chalita, é o novo Presidente do CONSED - Conselho
Nacional de Secretários de Educação, órgão que congrega
os Secretários de Educação de todos os estados brasileiros.
Ele foi eleito dia 20 de fevereiro e declarou que seu principal
desafio será o fortalecimento do CONSED, fazendo com
que aquele órgão tenha uma participação mais direta na
definição das políticas educacionais brasileiras.
6
FUNDAMENTOS TEÓRICOS
Letramento é responsabilidade de todos
Síntese da entrevista da
Professora Magda Soares ao
Jornal Bolando Aula
Magda
Soares
enfatiza em uma entrevista
para o Jornal Bolando Aulas
a concepção da palavra
letramento hoje. As pessoas começaram a confundir
letramento e alfabetização;
uma coisa perigosa, porque
começa -se a achar que
letramento abrange todo o
processo de inserção no
mundo da escrita, e perdese a especificidade do processo de alfabetização.
“Alfabetização e
Letramento ocorrem
simultaneamente: é
um erro dizer que
primeiro se
alfabetiza, depois é
que vem o
letramento”
Magda salienta que
os dois fenômenos, duas
ocorrências próximas, têm
relações estreitas, mas ao
mesmo
tempo,
têm
especificidades. A alfabetização é um componente
do letramento.
A nova palavra permite distinguir claramente o
que é alfabetização - a
aquisição do sistema de
escrita , da tecnologia da
escrita - e letramento – o
uso dessa tecnologia e o
exercício das práticas sociais de leitura e de escrita. Os dois fenômenos, porém, não se dissociam,
ocorrem simultaneamente:
é um erro dizer que primeiro se alfabetiza , depois é
que vem o letramento. Não
é assim, ou melhor, não
deve ser assim.
Diria que devemos alfabetizar letrando: ensinar
a ler e a escrever por meio
de práticas sociais reais de
leitura e de escrita.
Uma proposta de ensino do Português voltada
Alunos da Escola Municipal (rural) Professora Eunice de Almeida
para o letramento, a ênfase
sobretudo no Ensino Fundamental , deve ser o desenvolvimento de habilidades de leitura e de produção de texto
e também de habilidades de
linguagem oral (falar e ouvir).
Pode-se dizer que
letramento não exclui a língua oral, porque é impossível fazer um corte preciso
entre habilidades de leitura e
escrita e habilidades de uso
oral da língua. É impossível,
porque escrita e oralidade
são um contínuo, não se pode
separar letramento de
oralidade; quando se fala de
“Professores de
todas as áreas têm
responsabilidade em
relação ao
letramento e à
alfabetização; a
gramática permanece
por força da tradição”
letramento na escola , está
incluída aí a língua oral , mas
especificamente as modalidades orais que estão próximas da língua escrita formal;
estas é que precisam ser trabalhadas na escola.
A gramática permanece, por força da tradição,
no ensino da língua. Quando se analisa a história do
Português como disciplina
curricular, entende-se com
clareza o peso que a gramática tem no ensino da Língua Portuguesa.
Entende-se porque é
tão difícil para os professores
reformularem os objetivos do
ensino da gramática e o modo
de ensinar a gramática, colocando - a a serviço do uso
da língua , tanto oral quanto
escrita. É de certa forma , o
que acontece com a palavra
letramento: o ensino da língua sempre se voltou para
leitura e produção de textos,
mas a palavra letramento vem
obrigar a configurar mais claramente o fenômeno, põe
mais ênfase nele, aliás, Magda preferiria evitar a palavra
“gramática “pois evita-la ajuda a fugir do peso da tradição que ela carrega.
Professores de todas
as áreas têm responsabilidade em relação ao letramento,
se a alfabetização é responsabilidade de um professor
específico formado para isso,
o letramento, ao contrário, é
responsabilidade de todos. A
formação do professor deveria prever componentes que
lhe permitissem ser formador
do leitor na sua área de conhecimento, cada professor
tem que desenvolver nos alunos habilidades de leitura e
interpretação de textos.
O
professor
alfabetizador hoje precisa de
uma formação muito sólida. A
escola pública precisa urgente investir nessa formação
para vencermos o fracasso que
continuamos tendo em alfabetização, é preciso ter bons fundamentos de psicogênese,
psicolingüística, lingüística,
fonologia. É preciso, portanto,
um profissional específico para
alfabetizar.
Magda Soares é livre docente
em Educação pela UFMG.
O Jornal Bolando Aula é uma
publicação
do GRUHBAS
Projetos
Educacionais
e
Culturais
7
COM A PALAVRA O PROFESSOR
Escola Municipal Primo Villar: prioridade da equipe é desenvolver ambiente alfabetizador adequados ao processo de aprendizagem das crianças
Muito mais que alfabetizar
Fátima Regina Palanca da Silva
Durante muitos anos fui
alfabetizadora pelo método
tradicional e o interesse em
mudar minha prática pedagógica foi devido a minha insatisfação em ver a dificuldade
encontrada pela maioria dos
alunos no momento em que
iam produzir textos. Tinham
dificuldade de ler, interpretar
e produzir textos coerentes
porque aprendiam a ler e escrever mecanicamente.
A partir daí, constatei
que o motivo desse comportamento foi o fato de terem
sido alfabetizados através de
cartilha, onde só eram trabalhados sílabas, palavras e textos fragmentados, sem significado nenhum para o educando. Não havia a preocupação
em oferecer variedades de
gêneros textuais e o contato
com seus portadores.
Sendo assim, descobri a partir de muita leitura
a importância do professor
alfabetizador em trabalhar
com diversos gêneros textuais e colocar seus alunos
em contato íntimo com os
mesmos.
Isso quer dizer que, alfabetizar com variedades de
textos amplia a capacidade
cognitiva do aluno, lhe possibilitando o acesso a vários tipos de discursos e, portanto
auxiliando-lhe na produção de
variedades de textos.
Na alfabetização da 1ª
série, deve-se oferecer aos
alunos variedades de contos,
fábulas, histórias em quadrinhos, parlendas, músicas,
cantigas de roda e ninar, poesias, trava-língua, rótulos,
propaganda, conta de luz,
água, etc.
Portanto, o contato
com esses gêneros textuais
o preparará e lhe dará condições para chegar ao
letramento facilmente.
Segundo M. CARDOSO (1998): “Todo sujeito (salvo em casos patológicos) é
capaz de desenvolver um comportamento letrado, desde que
o processo de ensino se encarregue de dar-lhe instrumento para isso. Um dos recursos importantes para desenvolver essa atitude é possibilitar aos alunos o convívio freqüente com textos de boa
qualidade, de maneira a
transformá-los em usuários
da Linguagem, ou seja, em
leitores e escritores que usufruam e transformem, com liberdade e prazer o mundo da
língua escrita”.
O verdadeiro papel do
professor é o de tutor, pois é
ele quem oferecerá e dará
condições à criança de se
interagir com o objeto do conhecimento (escrita) e a ajudará, ou lhe proporá desafios
que lhe dê condições de interpretar e produzir cada dia
melhor seus textos.
Vale acrescentar que, a
maioria dos alunos da escola
pública vem de famílias com
pouca ou nenhuma escolaridade, não possuem materiais
de leitura em casa e o professor por ser letrado, assume
um papel crucial para o
letramento deles.
Fica claro que o papel
do alfabetizador é o de inundar essas crianças com aquilo que elas não têm em casa:
livros, revistas, jornais, material impresso de todo tipo e
deixar esse material à disposição na sala de aula, falar
sobre ele e o seu conteúdo;
dizer que pode ser usado nas
aulas, nos momentos de
lazer, ser levado para casa,
etc. Isso é fundamental para
uma boa alfabetização e o
letramento.
Devemos desenvolver
nos alunos a capacidade de
se instruírem por meio de leitura e de selecionar entre
muitas informações aquela
que mais lhe interessa. Esse
tipo de trabalho deve permear
todas as etapas do ciclo e
também
ter
caráter
interdisciplinar.
Possuir um comportamento letrado significa saber
comparar, confrontar, ampliar,
reduzir, rever. É isso que interessa desenvolver nos alunos.
Eles devem se tornar indivíduos que considerem que toda
resposta potencialmente incompleta é passível de transformação.
Assim, o professor com
suas práticas de leitura e produção textual fomentará a
curiosidade e dará a criança
a chave para abrir a porta desse novo mundo do saber e da
leitura.
Fátima Regina Palanca da
Silva é professora da Escola
Municipal Prof. Primo Villar
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FUNDAMENTOS TEÓRICOS
Construíndo o conhecimento
Rony Gladys Albuquerque Lins Melo
Precisamos, hoje,
resignificar nosso entendimento a respeito do processo de alfabetização e
letramento, deixando de ver
a alfabetização como uma
reprodução de um código,
alfabetizar é se inserir num
mundo letrado e ser alfabetizado é construir um novo esquema de conhecimentos,
sendo que podemos entender
letramento como um fenômeno social e cultural.
Precisamos também,
romper com o antigo
paradigma tecnicista, que
nos levava a crer que pela
repetição
e
pela
memorização as crianças e
adultos se alfabetizariam,
assim bastava transmitir os
passos, sempre com o auxílio da cartilha. Existia toda
uma negação quanto aos fatores sociais, bem como a
respeito da vivência desses
sujeitos.
A criança não é uma
tabula rasa na qual, a partir
do momento em que se matricula numa escola irá começar a construir seu conhecimento. Muito pelo contrário,
desde o nascimento, desde
o momento que respiramos,
já estamos interagindo com
o mundo a nossa volta, nos
impregnando e impregnando
o outro com diversas sensações. Estamos vivos e, portanto, nos modificando num
processo constante de crescimento.
Atualmente entendemos necessário observarmos
nossos aprendizes, adultos ou
crianças que ingressam no
mundo letrado. É preciso sempre buscar algo novo no seu
processo, em suas produções.
A escrita é evolutiva,
passamos de rabiscos garatujas, para rabiscos de letras
Pais,alunos e professores da Escola Municipal Prof. Cynira Oliveira de
Castro realizam passeata pela paz
ou mesmo letras as quais
damos significado, nesse
momento o professor deve
atuar como escriba, ”traduzindo” o que o outro escreve.
Toda escrita é uma técnica
sociocultural importantíssima
que, depois de apreendida,
afeta as funções psíquicas
superiores.
Principalmente em sua
função comunicativa, pelas diferentes fases que o aprendiz
passa, de acordo com os trabalhos desenvolvidos pelos
psicogenéticos, se faz necessário
a
intervenção
problematizadora do professor.
Assim, podemos inferir que a criança aprende no
seu cotidiano, na escola, sendo o mais importante a
estimulação, a intervenção
dos mais experientes nesse
processo. A criança lê sem
saber ler, ela lê o mundo, da
sua maneira mas já o interpreta, pois a escrita e a leitura são objetos sociais de conhecimento Nosso grande
desafio, atualmente, não é
apenas alfabetizar, mas de
propiciar o letramento pôr
meio de metodologias diferenciadas, colocando os
aprendizes em constante situações de aprendizagens.
Só conseguiremos
superar o antigo paradigma
se ousarmos, se nos propusermos a trabalhar diferente,
respeitando cada vez mais o
outro, sabendo identificar
suas necessidades reais.
Compete ao professor
construir novas e constantes
habilidades para se tornar,
nesse mundo repleto de
transformações, um profissional competente, o qual realmente irá propiciar momentos de crescimento, aulas
mais prazerosas.
A escola onde essa criança, esse aprendiz chega faz
parte de uma sociedade letrada e particularmente nos grandes centros , industrializado e
burocratizado, torna-se um elemento de fundamental importância no seu contexto sócio-cultural. Tem como objetivo construir um corpo de conhecimentos socialmente definidos como
relevantes e modos de operar
intelectualmente considerados
adequados dentro desse contexto social.
O maior desafio se
encontra nessa finalidade –
Como fazer para que cada
indivíduo construa novos conhecimentos numa sociedade tão desigual? Com o processo de democratização
educacional, com a análise
das teorias interacionistas,
esse desafio tornou-se maior, na medida em que a clientela da escola hoje, é muito mais heterogênea e algumas vezes desconhecida dos
educadores e estudiosos.
Para o enfrentamento
desse desafio, alguns pressupostos podem ser estudados com o auxílio da psicologia cognitiva, no sentido de
aprofundar as reflexões a respeito da criança, do sujeito
que aprende, como um ser
ativo e interativo, que elabora
e verifica hipóteses e, portanto, constrói seu próprio conhecimento. Dá para perceber nesse contexto a importância da formação continuada dos professores, é preciso aprender sempre e constantemente. É preciso mudar
nossos conceitos.
Se conseguirmos
visualizar a importância do
processo de alfabetização, se
entendermos que vivemos
numa sociedade eminentemente pedagógica e, portanto,
permeada
pelas
interações dos indivíduos,
conseguiremos ser diferentes, competentes e termos
claro que a nossa alfabetização para e pela vida não cessa nunca, pois somos seres
humanos e assim, seres
inacabados.
Rony Gladys Albuquerque Lins
Melo é professora dos Cursos
de Pedagogia e de PósGraduação da UBC.
9
COM A PALAVRA O PROFESSOR
Alfabetização, que ato é este?
Andréa Rodrigues Barbosa Marinho
A cada início de ano é
a mesma história: normatizar
os alunos da 1ª série,
trabalhar a ansiedade dos pais
e ouvir intermináveis “Posso ir
ao banheiro, tia?”, “Pula
linha?”, “A folha acabou!”,
“Sumiu minha borracha!”...
ALFABETIZAR torna-se um
novo desafio. E logo
pensamos “Por que peguei
primeira série de novo?”.
Porém, qual é o
significado da escrita no
mundo atual?
Se os requisitos
exigidos para que alguém
seja considerado alfabetizado
têm mudado ao longo do
tempo, então um maior
conhecimento técnico do
professor torna-se essencial.
Ensinar palavras soltas não
capacita nossos alunos a
lidar com os desafios de
utilizar a escrita com fins
comunicativos no mundo.
O meu filho, por
exemplo, aprendeu a escrever
no computador antes de
escrever com lápis e papel e
como ele, muitas crianças
navegam pela internet
buscando informações para
sanar suas curiosidades ou
pesquisas escolares e nesta
magia da rede, um site leva a
outro e se o aluno não tiver uma
seleção, um sentido de busca,
ele fica a deriva seguindo todos
os links possíveis.
Por outro lado, nas
comunidades rurais, tudo
precisa ser feito dentro da
escola, pois não há nomes
nas ruas, placas, jornais,
números nas casas, outdoors
e na maioria das vezes, os
pais são analfabetos e o
professor assume sozinho o
papel da alfabetização.
Porém alfabetizar
transcende aos sons das
sílabas, as frases carregadas
de “tudo” é bonito e legal.
Alfabetizar é trabalhar técnicas
que levem o aluno a uma
construção de sua identidade
e autonomia do pensar.
Contudo, compreender
o significado das escritas das
crianças e auxiliá-las neste
processo evolutivo é
apaixonante.
As crianças pensam
de um jeito especial e muito
próprio, têm hipóteses
muito criativas que não
podemos sufocar.
Propor sistematicamente reescritas com técnicas e posturas diferentes faz
com que a alfabetização e
o letramento ocorram de
forma simultânea, aliás, ensinar a escrever textos torna-se difícil fora do convívio
com textos verdadeiros.
Duplas cooperativas é
outra técnica excelente para trabalhar a escrita da criança, suas
hipóteses e seu desenvolvimento psicogenético, porém atividades individuais também são
essências para que os alunos
desenvolvam sua autonomia no
pensar e criar. Enfim, somente
decodificar letras é perde-se
num mundo sem reflexão, ação
e criticidade; é perder-se no
mundo atual, é estar praticamente “deletado”!
E depois de tanto
esforço, o fim do ano chega
e você vendo o progresso dos
alunos, suas idéias e
aprendizado, se derrete à
magia do magistério
escolhendo novamente outra
1ª série e melhor ainda:
absolutamente realizada!
Andréa Rodrigues Barbosa
Marinho
é
Pedagoga,
professora
nas
Escolas
Municipais (R) Bairro Beija Flor
e Prof.ª Noemia Real Fidalgo.
Professoras da Escola Municipal Prof. Cynira Oliveira de Castro
Escola Municipal Professora Noemia Real Fidalgo
10
POLÍTICA EDUCACIONAL
Sistema Municipal de Ensino de
A rede municipal de
ensino de Mogi das Cruzes
teve início em setembro de
1950, com a instalação do
Parque Infantil Monteiro
Lobato, localizado na Ponte
Grande. A seguir vieram o
Parque Infantil Prof. Benedito
Estelita de Melo, instalado
em 1959 no Bairro do
Socorro e em 1972 o Centro
Municipal de Educação PréEscolar Profª Iracema Brasil
de Siqueira, na Vila Suissa.
Com o passar dos anos os
Centros foram transformados
em Escolas Municipais de
Educação Infantil e hoje
recebem o nome genérico de
Escolas Municipais.
Até 1996 a Prefeitura
Municipal
continuou
mantendo apenas escolas de
Educação Infantil. Porém, as
disposições da Emenda
Constitucional 14, de
setembro de 1996, que criou
o FUNDEF – Fundo de
Manutenção
e
Desenvolvimento do Ensino
Fundamental
e
de
Valorização do Magistério, e
a aprovação da nova Lei de
Diretrizes e Bases da
Educação Nacional em
dezembro
de
1996,
determinaram uma mudança
significativa no panorama da
educação municipal.
A Constituição de
1988 garantiu aos Municípios
uma autonomia que antes
não tinham e estabeleceu
que a União, os Estados, o
Distrito Federal e os
Municípios devem organizar,
em regime de colaboração,
seus sistemas de ensino; e
que os municípios têm o
compromisso de atuar
prioritariamente no ensino
fundamental e pré-escolar.
Com vistas a garantir
a universalização do ensino
fundamental e a remuneração
condigna do magistério, a
Emenda Constitucional 14,
ao criar o FUNDEF,
determinou que não menos
de 60% dos recursos
obrigatoriamente destinados
à educação, devem ser
aplicados nesse nível de
ensino. No caso dos
Recreação no Parque Infantil Monteiro Lobato, Ponte Grande, 1973
municípios, portanto, dos
25% da receita resultante de
impostos, no mínimo 15%
devem ser aplicados no
ensino fundamental.
Estas disposições
mudaram os rumos da
educação em todo o território
nacional e em especial em
São Paulo, onde o ensino
fundamental era mantido
prioritamente pelo Estado.
Parque Infantil Monteiro Lobato, Ponte Grande, 1973
Em Mogi das Cruzes,
a Administração Municipal
participou do Programa de
Municipalização das Escolas
Isoladas Rurais desenvolvido
pela Secretaria Estadual de
Educação e em fevereiro de
1996 passou a administrar as
18 escolas rurais instaladas
no município. Nesse mesmo
ano foram criadas as
primeiras escolas municipais
que ministram ensino
fundamental.
Com
base
na
autonomia concedida aos
municípios pela Constituição
de 1988, a nova Lei de
Diretrizes e Bases da
Educação Nacional, aprovada
em 1996, estabeleceu que os
municípios podem optar por
organizar o seu sistema de
ensino ou se integrar ao
sistema estadual de
ensino, ou ainda compor
com ele um único sistema
de educação básica.
São condições para a
existência dos Sistemas
Municipais: compromisso
com a educação; conjunto de
normas de educação;
existência e funcionamento
11
Mogi das Cruzes - Retrospectiva
Mogi das Cruzes
Atendimento aos alunos da Educação Básica (Creche ao Ensino Médio)
Tabela I - Número de Alunos por dependência
administrativa, variação 2000/2002
Tabela II - Número de Alunos da rede municipal por
tipo de ensino
2000
2001
2002
variação
Tipo de Ensino
2002
2003*
variação
Municipais
16.979
19.586
21.470
26,45%
Educação Infantil
10.372
12.285
18%
Estaduais
69.428
65.456
63.854
- 8,02%
Ensino Fundamental
5.875
10.219
74%
Particulares
15.362
17.210
17.183
11,85%
EJA - Educ. Jovens e Adultos
645
1.335
107%
Total
101.540
102.202
102.507
0,95%
Educação Especial
83
205
147%
16.975
24.044
42%
dependência
Total
Fonte: Censo Educacional INEP/MEC
Fonte:
do Conselho Municipal de
Educação;
órgão
de
administração da educação
municipal; Plano Municipal
de Educação e Rede Escolar.
Mogi das Cruzes optou
por organizar o seu sistema
municipal de ensino autônomo
e em 1998 o Conselho
Estadual de Educação tomou
conhecimento e referendou
essa posição do Município.
Secretaria Municipal de Educação
* 2003 - números preliminares
Tendo assumido a
Secretaria Municipal de
Educação em 2001, o
trabalho
da
atual
administração tem sido
organizar este Sistema, que
conta hoje com141 unidades
escolares, sendo 90
unidades municipais e 51
particulares, e seu lema
oferecer educação de
qualidade para todos.
Teatralização na CMEPE Professor Benedito Estelita, 1972
Unidades Escolares do Sistema Municipal de Ensino
Tipo de Unidade Escolar
Centros de Convivência Infantil Municipais (Creches)
Escolas Municipais:
Número de
unidades
11
60
com ensino fundamental (séries iniciais)
20
com educação infantil
31
com educação infantil e ensino fundamental (séries iniciais)
09
Escola Municipal de Educação Especial
01
Escolas Municipais Rurais
16
Centro de Atenção Integral à Criança - CAIC (creche à 8ª série)
01
Centro de Iniciação Profissional Municipal
01
Creches mantidas por entidades filantrópicas *
22
Escolas Particulares de Educação Infantil
29
*Subvencionadas pela Prefeitura
Atividades no CMEPE Professor Benedito Estelita, 1972
12
FUNDAMENTOS TEÓRICOS
A Educação de Jovens e Adultos
Perspectivas Atuais e Novas Possibilidades
A educação tem assumido um papel cada vez
mais proeminente nas nossas sociedades. O desenvolvimento do ser humano
como pessoa e o desenvolvimento do país, muito devem à evolução do nosso sistema educacional. Primazia
de algumas classes, tornou-se hoje o passaporte
indispensável para a inserção do cidadão. É necessário educar os jovens de hoje,
para os desafios de amanhã: eliminando a pobreza,
garantindo um desenvolvimento sustentável e de paz
duradoura, garantindo os
princípios da máxima inclusão social e da igualdade de
oportunidades a todos os indivíduos.
A criação de um sistema educativo que inclua todos, sem qualquer tipo de
exclusão, deve ser a prioridade da sociedade; ou seja,
é indispensável que a política educacional considere
em igualdade todas as modalidades de ensino.
Os jovens e adultos, que
não puderam efetuar os estudos na idade regular, também mantêm a titularidade
dos direitos fundamentais,
direito à educação fundamental enquanto direito do
cidadão, de acordo com os
objetivos fixados na Constituição e na Legislação Educacional.
Através da educação
orientada para a laboralidade
e o desenvolvimento de valores, atitudes, habilidades e
competências que favoreçam a aprendizagem, a
adaptabilidade, a inserção
no mundo do trabalho, dotando-os das ferramentas básicas, para a sua inserção
na sociedade e construção
da cidadania, é que EJA,
Educação de Jovens e Adultos irá promover os objetivos
constitucionais.
Integrar Educação Básica e
Formação Profissional, aumentar a interação do sistema escolar com a comunidade com
o mercado de trabalho, para
uma efetiva concretização do
direito à educação enquanto
dimensão fundamental da liberdade e da cidadania, é
prioritário aos sistemas de ensino e primazia dos sistemas
municipais de ensino.
De acordo com a Lei
de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, os sistemas
de ensino assegurarão gratuitamente aos jovens e adultos,
que não puderam efetuar os
estudos na idade regular,
oportunidades educacionais
apropriadas, consideradas as
características do alunado,
seus interesses, condições
de vida e de trabalho, mediante cursos e exames”.
Ainda nas disposições
transitórias da LDB, Lei Federal 9394/96, observamos
como responsabilidade do
Poder Público Municipal e supletivamente do Estado e da
União em, durante a década
da educação, prover cursos
presenciais ou a distância
aos jovens e adultos insuficientemente escolarizados (II,
Art. 87). A preocupação em
garantir o acesso, a permanência e a progressão de Jovens e adultos na educação
escolar transparece, ainda,
no Parágrafo único do Art.
39, do capítulo III da LDB,
ao dispor que “O aluno matriculado ou egresso do ensino fundamental, médio e
superior, bem como o trabalhador em geral, jovem ou
adulto, contará com a possibilidade de acesso à edu-
cação profissional”.
Consideramos que um
projeto consistente e sério
dos Municípios para EJA,
deve promover a integração
curricular, entre a Educação
Básica
(Ensino Fundamental e Médio) e a Profissional, proporcionado aos
alunos além da formação
para a cidadania, formação
ou preparação profissional,
educação integrada que lhes
permitam construir competências profissionais essenciais para a inserção no
mundo do trabalho.
Um outro aspecto a ser
considerado na EJA, é a questão metodológica. Com o advento da Lei 9394/96, torna-se
necessário orientar os estabelecimentos de ensino interessados em organizar cursos de
educação de jovens e adultos
de ensino fundamental, médio
e de educação profissional,
para um currículo mais adequado às condições do alunado
que busca uma alternativa para
iniciar ou concluir seus estudos
sem que isso signifique o rebaixamento da qualidade de
ensino. É imperativo que a EJA
seja pensada como um modelo pedagógico próprio a
fim de criar situações pedagógicas que satisfaçam as necessidades de aprendizagem
de jovens e adultos .
Centros de educação
supletiva com cursos modulares, estruturados de forma
flexível, que trabalhem o currículo de forma Transversal
e Interdisciplinar, orientandose por Projetos de Trabalhos
educacionais, rompendo com
a fragmentação Disciplinar
podem ser considerados
uma forma inovadora de organizar o ensino, buscando
a correção de históricas
inadequações de modelos
Maria de Deus
E. Lopes Giannattasio
pedagógicos seletivos e pouco democráticos que
desconsideraram as necessidades sociais de grupos de
jovens e adultos.
Neste contexto a Pedagogia de Projetos colocase como
alternativa
metodológica, para o EJA,
pois organizando o conhecimento, vinculando-o aos saberes
globais,
em
contraposição aos saberes
eminentemente escolares,
por disciplinas estanques.
Possibilita o diálogo,
a pesquisa, a crítica, o autoconhecimento, o exercício da
alteridade e a reflexão de valores e atitudes. O trabalho
com projetos traz uma nova
perspectiva para entendermos o processo de ensino/
aprendizagem. Aprender deixa de ser um simples ato de
memorização e ensinar não
significa mais repassar conteúdos prontos. Nessa postura, todo conhecimento é
construído em estreita relação com o contexto em que
é utilizado, sendo, por isso
mesmo, impossível separar
os aspectos cognitivos, emocionais e sociais presentes
nesse processo.
Assegurar aos profissionais da educação que
atuam nesta modalidade de
ensino, melhores condições de trabalho e formação permanente que faça
frente às suas necessidades de atualização é desafio aos Municípios que se
pretendem responsáveis na
área educacional.
Maria de Deus E. Lopes
Giannattasio é supervisora de
ensino da rede municipal de
São Paulo e Gerente de
Cursos da GAL Consultoria
em Educação
13
Educação de Jovens e Adultos
em Mogi das Cruzes
O atendimento aos que foram excluídos da escola
Da alfabetização até a 4ª série
São vários os programas desenvolvidos por iniciativas
do poder público, ONGs, outras instituições e voluntariado
em geral, em favor da alfabetização de jovens e adultos.
Neste 1º semestre de 2003, temos turmas instaladas
em vários bairros do município, administradas por diferentes
segmentos, para melhor atender àqueles que, por vários
motivos, estão excluídos do “mundo fantástico” da leitura e
da escrita.
A Prefeitura Municipal mantém 50 classes, com 1.750
vagas, em escolas localizadas nas diversas regiões do
município.
Três organizações não governamentais atuam em Mogi
com ações de educação não formal de combate ao
analfabetismo. Juntas, elas oferecem 1.045 vagas, em 31
classes.
O Programa Alfabetização Solidária, sob a coordenação
das Universidades Braz Cubas e de Mogi das Cruzes alfabetiza
em 14 turmas, instaladas em escolas municipais e
associações comunitárias.
A Pastoral da Criança também se preocupa com os
jovens não alfabetizados e os atende em quatro núcleos.
Já o Conselho Comunitário de Educação e Ação Social
da Grande São Paulo mantém em nosso município, em parceria com o Governo do Estado de São Paulo, 13 núcleos do
Programa “Educar para Mudar”.
Escola Municipal Primo Villar - Biritiba Ussú
Séries finais do ensino fundamental
A alfabetização é apenas o início do processo de
letramento, parte integrante da formação do cidadão. Por
isso, a universalização do ensino fundamental, também
para os que não o cursaram na idade própria, é essencial
para o nosso desenvolvimento social.
Também deste esforço têm participado diferentes
instituições. O Governo do Estado de São Paulo mantém
73 turmas de Educação de Jovens e Adultos (supletivo)
das séries finais do ensino fundamental.
Turmas de Telecurso são mantidas pelas escolas
estaduais (seis turmas), pela Universidade Braz Cubas
(seis turmas) e pelo Serviço Social da Indústria - SESI
(9 turmas).
Essas ações demonstram o engajamento do poder
público e da comunidade mogiana na inclusão social de
todos os nossos concidadãos.
Veja maiores informações sobre os cursos na página 16
Classe de EJA da Escola Municipal Antonio Pedro Ribeiro Estrada da Moralogia, Bairro Itapeti
14
FUNDAMENTOS TEÓRICOS
Considerações sobre a alfabetização
Elisabete Jacques Urizzi Garcia
Sermos usuários da
língua escrita assegura-nos
autonomia naquilo que
pensamos.
Mas
ser
usuário,e também produtor,
não é sinônimo de ler e
escrever. É preciso que haja
um encantamento, que a
simbologia das letras se
transforme num mapa para a
conquista real da cidadania.
A apropriação, de fato, de
uma língua não se faz
somente pela decodificação
do alfabeto. Acontece
quando se é letrado.
“Letramento é, pois, o
resultado da ação de ensinar
ou de aprender a ler e
escrever: o estado ou a
condição que adquire um
grupo social ou um indivíduo
como conseqüência de ter se
apropriado da escrita” (Magda
Soares, Letramento, Belo
Horizonte: Autêntica. 2a. ed.
, 1998:18).
Essas considerações
sobre letramento, ou
apropriação da língua escrita,
ficam, todavia, à margem de
uma proposta pedagógica
consistente,
se
não
estiverem alicerçadas numa
idéia bem clara de como se
processa a construção do
conhecimento.
Ao longo da História da
Educação, o mecanicismo
utilizado no processo de
alfabetização foi um
norteador
constante,
produzindo como resultado
mais expoente as angústias
de seus agentes, as
frustrações de educandos
sem consistência de
aprendizagem
e
um
conseqüente envolvimento
futuro com a língua materna
pautado pelas inseguranças
e desacertos. Pesquisadores
da Educação como Emília
Ferreiro, Ana Teberosky,
Paulo Freire e outros, no
Brasil e no exterior,
representam divisores de
águas em relação à aquisição
da língua escrita. A partir
desses teóricos, as idéias de
que havia algo de errado com
as
metodologias
e
concepções de alfabetização
ganharam fôlego. E a certeza
de que o conhecimento é
construído e reconstruído
pelos educandos, a cada nova
descoberta, aplacou grande
parte dos desânimos,
transformando-os, então, em
expectativas muito mais
comprometidas.
Construtivismo,
segundo seu precursor Jean
Piaget,
consiste
no
conhecimento adquirido
através da interação do
sujeito com o objeto. Ao agir
sobre
o
objeto
(conhecimento), às vezes
modificando-o, inventando e
descobrindo
novas
aplicações, este se torna
significativamente uma
aquisição da criança. Cabe
ao professor ajudar seu aluno
a
sistematizar
o
conhecimento construído,
deixando de ser protagonista
do mecanicismo para ser
coadjuvante, mas numa
história muito mais edificante.
Depois de Piaget,
Vigotsky também enriqueceu
as discussões sobre o uso e
a
funcionalidade
da
linguagem, bem como sobre
as condições de produção e
tipos de discursos. A visão
social, histórica e cultural
para a construção do
conhecimento lançou luzes
ao que se denominou
Socioconstrutivismo. O
conceito de zona de
desenvolvimento proximal
(ZDP) também decorre dos
estudos de Vigotsky,
entendido como distância
entre
o
nível
de
desenvolvimento real (etapas
já alcançadas) e o nível de
desenvolvimento potencial
(capacidade
latente).
Segundo Vigotsky, a ZDP
não se caracteriza pela
estaticidade. Pelo contrário,
é produto de transformações
constantes, assegurando à
criança possibilidades de
fazer sozinha aquilo que,
antes, ela precisava de auxílio
de outros para realizar.
Outras postulações
sustentam os ímpetos da
modernidade que resultaram
na
concepção
dos
Parâmetros Curriculares
Nacionais. A Lingüística, a
Sociolingüística, a Análise
do Discurso não são
tendências esquecidas
quando se pensa em
educação, em especial,
aquisição da Língua Materna.
A interação entre o aluno e o
conhecimento configura a
tônica
das
ações
pedagógicas mais recentes,
que primam também por
integrar
as
diversas
disciplinas curriculares
(História, Geografia, Artes,
Matemática,
Ciências
Naturais, Educação Física),
convergindo para uma
abordagem significativa de
aspectos da vida cotidiana do
aluno.
Também as disciplinas
designadas
Temas
Transversais (Ética, Saúde,
Meio Ambiente, Pluralidade
Cultural e Orientação Sexual)
solidificaram sua participação
nesse novo panorama, e a
relevância de seu papel é
inconteste. Quanto à Língua
Portuguesa, desde que se
desvinculou do Galego, no
século XVI, tem o dinamismo
como
característica
premente. Em território
brasileiro, nosso idioma
acelerou novas assimilações,
incorporou muito das línguas
indígenas, ficou mais rico
com a colaboração de outros
povos. Hoje, as variantes
lingüísticas são tantas, que
é tarefa árdua catalogá-las.
Esse contexto acima
descrito faz com que a
descoberta do mundo
codificado pelas letras seja o
artifício mais poderoso para
a conquista diária da
cidadania (letramento). Sob o
prisma da diversidade
lingüística, a decifração
desse código é igualmente
um ato de desvendar quem
somos na sociedade.
Elisabete S. Jacques Urizzi
Garcia é professora da UBC e
da Escola Municipal Profª
Cynira Oliveira de Castro.
COM A PALAVRA O PRO
Das “aul
Quando garoto, eu que
bombeiro, piloto de avião, mar
mágico. Ficava olhando para
imaginando
bichos,
fi
personagens da literatura infan
Cresci, hoje, sou profe
realizei meus sonhos, todos,
plenitude, porque posso voar
pelos continentes, brincar de e
– esconde nas nuvens, viaja
estrelas ...
Ao participar dos “Me
Momentos da Educação de
Adultos”, tive oportunida
enriquecer minhas “cartas náut
posso dizer, com muita seguran
nada é mais emocionante do
um professor em ação.
15
FUNDAMENTOS TEÓRICOS
Educação de jovens e adultos
Existem inúmeras
diferenças entre um
individuo que aprendeu a ler
e escrever e um outro que
não teve a mesma oportunidade. Sem essa conquista o individuo se percebe
como um “cego”, essas di-
Escola Municipal Primo Villar - Biritiba Ussú
OFESSOR
ferenças estão associadas
a aspectos sociais e econômicos.
Os objetivos pedagógicos que propomos para a alfabetização estão além de
que os alunos decifrem um
simples bilhete. Pretendemos que sejam capazes de
ler literal e criticamente textos alheios, de reproduzir,
variar e criar textos, adaptando-os aos diversos propósitos comunicativos.
Gostaríamos que os
alunos chegassem a dominar
a escrita para resolver problemas práticos, ter acesso à informação e às formas superiores de pensamento e desfrutar a literatura.
Além dos usos sociais
da escrita os alunos também
deveriam chegar a dominar as
formas notacionais que se
utilizam em nossa sociedade: gráficos esquemas e
ícones convencionais.
A escrita tem, no entanto, uma longa história social de mais de cinco mil
Marco Antonio de Carvalho
linhas” às transformações didáticas
eria ser
rinheiro,
a o céu
iguras,
ntil.
essor e
em sua
r, correr
esconde
ar pelas
elhores
Jovens
ade de
ticas”. E
nça, que
que ver
ao apresentar um fragmento do
meu trabalho, vi-me garoto, agarrando
nas crinas dos ventos alísios. Meu
coração bateu forte, minhas mãos
transpiraram ...
Tal como uma mãe que não
percebe sua importância nos trabalhos
diários em prol de sua família, tornando
sua casa numa extensão da sua alma,
proporcionando uma vida harmoniosa
para seus habitantes. Esta mãe por
muitas vezes desvalorizada, não ganha
um acalanto, um carinho, um abraço.
E eu não acreditava que aquela
“aulinha”, rascunhada lá pelas tantas da
madrugada, direcionada aos meus
“meninos”, iria contribuir para um grupo
seleto e de rica cátedra.
Enganei-me. Foi muito rico
apresentar meu trabalho e grandioso o
reconhecimento dos profissionais. Foi
transcendental.
As contribuições deste evento
pairam no universo das transformações
didáticas, em que as trocas de
experiências foram ricas e pertinentes
no que tange à qualidade de ensino.
Colegas, façamos de nossas
aulas grandes momentos
Até o próximo “Melhores
Momentos da Educação de Jovens e
Adultos”.
Marco Antonio de Carvalho é Professor
Orientador de Aprendizem do Projeto
Telecurso 2000, no CE SESI nº 175.
anos. E a conquista dessa
representação se dá na
mesma direção do processo histórico, independente
de o aprendiz ser adulto,
jovem ou criança o que não
pode ser desconsiderada é
a experiência de vida já conquistada pelo aluno adulto.
Aprender a ler e escrever compreende aspectos notacionais (compreender a natureza do sistema
da escrita) levantando hipóteses/confronto, comparação de escritas conhecidas ou memorizadas no
contexto, buscando regularidades e os aspectos
discursivos conhecido
como letramento (funcionamento da linguagem que
se usa para escrever)
usando diversos portadores de textos e gêneros,
atribuição de significados
buscando intenção do autor, planejamento da forma
e conteúdo da escrita de
acordo com a situação comunicativa.
O letramento e a
alfabetização representam faces do conhecimento da linguagem que
concomitantemente devem estar presentes no
campo do ensino- aprendizagem.
As capacidades e
habilidades a serem
enfatizadas nesse trabalho levam o aluno a compreender, interpretar, relacionar, generalizar, analisar e sintetizar. O pensamento se amplia para a
leitura de mundo e de sua
vida como identidade pessoal e social.
Texto
elaborado
pela
Coordenação de Cursos da
ECOPLAN
–
Estudos,
Consultoria e Planejamento.
Seu currículo deve conter:
16
INFORMAÇÃO
Locais onde funcionam as classe de Educação de Jovens e Adultos em Mogi
Classes de Alfabetização
Turmas do Programa Alfabetização Solidária
Coordenadas pela
Universidade Braz Cubas
Universidade Braz Cubas - Mogilar
ABOMORAS - Associação Beneficente Onde Moras
EM Profª Ana Lúcia F de Souza - Vila Rachel
EM Profª Etelvina Cáfaro Salustiano - Conjunto Jefferson
EM Profª Marlene Muniz Schimidt - Vila Morais
EM Profª Tereza Martins Pinhal - Vila Jundiaí
EM Prof. Sérgio Hugo Pinheiro - Jardim Nove de Julho
Coordenadas pela
Universidade de Mogi das Cruzes
Vila Paulista - R. Francisco Rodrigues, 77
Jd. Cecília - R. Jugurtha Lourival Glória, 62
Braz Cubas - R. Alexandrina de Paula, 1041
Pq. das Varinhas - R. 7, 23
Vila Nova União - R. Joaquim de Melo Freire
Jardim Piatã - R. Galgão, 1225
EM Prof. Mário Portes - Jundiapeba
Núcleos da Pastoral da Criança
Com. N.Sra. Mãe da Igreja (Paróq. Sta. Cruz) - Rodeio
Com. Santa Cruz (Paróq. Santa Cruz) - Ponte Grande
Com. Sta. Terezinha (Paróq.N.Sra. do Carmo) – V. Natal
Com. S.José Operário (Paróq.S.José Operário) - Mogilar
Núcleos do Programa “Educar para Mudar”
Mantidos pelo Conselho Comunitário de Educação e Ação Social da Grande São Paulo,
em parceria com o Governo do Estado de São Paulo
Jd. Cecília - R. Prof. Gumercindo Coelho, 174
Vila Brasileira - R. João Batista Monteiro, 750
Jundiapeba - Estrada das Varinhas, km 3,5
Vila Paulista - R. Francisco Rodrigues, 77
Porteira Preta - R. Koeji Adashi, 8
Vila Jundiaí - R. Odilon Afonso, 375
Ponte Grande - R. Cabo Diogo Oliver, 1509
Conj. São Sebastião - R. Pedro Paulo de Carlo, 500
Jd. Aeroporto III - R. Aeronauta, 11
Vila Jóia - R. Mário Yoshida, 631
Conjunto Sto. Angelo - Estrada M.M. do Rio Grande, 20-5
Jd. Esperança – R. Sequóia s/nº
Jd. Cecília - R. Simão da Cunha Gago, 162
Classes de EJA (supletivo) – 1ª à 4ª séries
Mantidas pela Prefeitura Municipal
EM Prof. Adolfo Cardoso - Bº Quatinga
EM Profª Ivete Chuery Vicco - Jardim Ivete
EM Prof. Afonso Caporalli Fº - Conjunto Nova Cocuera
EM Kaoru Hiramatsu - Bº Oroxó
EM Dr. Luiz Beraldo de Miranda - Parque Olímpico
EM Dr. Álvaro de Campos Carneiro - Nova Jundiapeba
EM Profª Ana Lúcia F. de Souza - Vila Rachel
EM Prof. Mário Portes - Jundiapeba
EM Profª Ana Maria Barbosa Garcia - Botujuru
EM Profª Marlene Muniz Schimidt - Vila Morais
EM Narcisa das Dores Pinto - Jardim Aracy
EM Prof. Antonio Pedro Ribeiro - Bº Itapeti
EM Profª Cecília de Souza Lima Viana - Taiaçupeba
EM Prof. Primo Villar - Bº Boa Vista - Biritiba Ussú
EM Profª Cenira Araújo Pereira - Chácara Guanabara
EM Prof. Sérgio Hugo Pinheiro - Jardim Nove de Julho
EM Profª Emilie Nemme Afonso - Vila Paulicéia
EM Profª Sonia Brasil Siqueira Andreucci - Jd. Margarida
EM Profª Etelvina Cáfaro Salustiano - Conjunto Jefferson
EM Profª Tereza Martins Pinhal - Vila Jundiaí
EM ® Prof. Horácio da Silveira - Cocuera
EM Fujitaro Nagao - Cocuera
EM Profª Guiomar Pinheiro Franco . Jardim São Pedro
EE Profª Wilma de Almeida Rodrigues - Bº Taboão
EM Prof. Hélio dos Santos Neves - Bº Novo Horizonte
Classes de EJA (supletivo) – 5ª à 8ª séries
Mantidas pelo Governo do Estado de São Paulo
EE Antonio Olegário S. Cardoso – Jd. Stos Dumont II
EE Camilo Faustino de Melo - Bº Socorro
EE Francisco de Souza Melo - Botujuru
EE Leonor de Oliveira Melo - Mogilar
EE Prof. Benedito Borges Vieira - Vila Morais
EE Prof. Firmino Ladeira - Mogi Moderno
EE Prof. Ilson Gomes - Jd. Ivete
EE Profª Iracema Brasil de Siqueira - Ponte Grande
EE Profª Isabel Ferreira da Silva - Vila Brasileira
EE Aprígio de Oliveira - Carmo
EE Prof. Paulo Ferrari Massaro - Jundiapeba
EE Pedro Malozze - Alto do Ipiranga
EE Ver. Narciso Yague Guimarães - Vila Natal
Turmas de TELECURSO
Mantidas pelo Governo do Estado de São Paulo
EE Prof. Rubens Mercadante de Lima - César de Souza
EE Prof. Claudio Abrahão - Vila Jundiaí
EE Prof. José Sanches Josende - Jd. Aeroporto III
Mantidas pela Universidade Braz Cubas
Universidade Braz Cubas - Campus I - Mogilar
Universidade Braz Cubas - Campus II – Centro
Serviço Social da Indústria - SESI
Centro Educacional SESI 365 - Jd. São Pedro
Centro Educacional SESI 113 - Vila Industrial
Centro Educacional SESI 413 – Braz Cubas
17
INFORMAÇÃO
Currículo ou Curriculum Vitae?
Antonio Carlos Mathias
Trata-se da mesma coisa. É o relato de nossa vida profissional. O termo CurrIculum Vitae vem do latim e
literalmente quer dizer “resumo da vida“.
A preparação do currículum difere de país para país. No Brasil, valem os padrões norte–americanos, com currículos curtos
(2 páginas), enquanto na Europa eles costumam ter entre 4 ou 5 folhas.
O currículo tem a finalidade de informar as experiências profissionais e habilidades para o mercado de trabalho, clareando
assim, espaço para novos empregos e experiências.
Sem dúvidas, o currículo é a primeira coisa que pensamos na hora de começar a procurar emprego. Precisamos preparálo com muita atenção e objetividade e não podemos nos esquecer da pessoa que irá analisá-lo.
Temos que elaborar um currículo de tal forma que seja de fácil compreensão e atraia o selecionador para que você seja
chamado para uma entrevista.
Faça seu currículo como se fosse seu “cartão de visita“, pois ele é o espelho da sua vida profissional.
Seu currículo deve conter:
1. Dados pessoais
É preciso colocar idade, estado civil e número de
filhos, endereço, telefone (no mínimo dois), e-mail.
Facilitar a sua localização.
2. Objetivo
Deixar claro o que você deseja, comunicando a
função ou a área de atuação ou interesse.
3. Resumo das qualificações
Em poucas palavras apontar suas principais
realizações profissionais, bem como resultados
alcançados. Mostrar porque você é um forte
candidato.
4. Formação acadêmica/Escolaridade
Informar com a modalidade, apenas o último nível
escolar, concluído ou não, com o nome da entidade
e ano de conclusão.
5. Idiomas/outros cursos
Idiomas: informar o nível de domínio.
Cursos de atualização e especialização: indicar os
mais importantes.
Informática: relacionar os programas.
6. Experiência profissional
Relacionar no máximo 4 empresas, destacando a
função, tempo e ramo de atividade.
Começar pela última empresa.
7. Outras informações (informações complementares)
Utilizar no máximo três linhas para comunicar algo
importante relacionado ao objetivo ( pesquisa,
estágio etc. ) e/ou atividades sociais.
8. Assinatura e data
Alguns especialistas recomendam não assinar o
currículo, entretanto somos da opinião que a
assinatura ratifica as informações prestadas.
Recomendações:
Máximo duas folhas;
Não é necessário enumerar os ítens do currículo;
Não é preciso colocar os endereços das empresas
em que trabalhou;
Número de documentos só quando solicitado;
Não se deve colocar referências e agradecimentos;
O último salário e a pretensão, só informar quando
exigido;
Não é necessário escrever o termo currículo, inicie
pelo seu nome;
- Só juntar foto quando solicitado;
Utilize papel A4 e envelope branco;
Nunca mentir.
(MODELO DE CURRÍCULO)
JOSÉ CARLOS DOS SANTOS
Av. João das Flores, 32 – Alto do Ipiranga
CEP 09998-45 – Mogi da Cruzes – SP
Tel. (011) 5777-4242 – Cel.90098902
e-mail: [email protected]
casado
02 filhos
08/04/54
OBJETIVO: COMPRADOR
RESUMO DAS QUALIFICAÇÕES
(uso inadequado de termos, expressões e jargões, palavras dúbias
e exagero nas habilidades são alguns dos problemas que podem
acabar com suas chances durante a entrevista)
FORMAÇÃO ACADÊMICA
Administração de Empresas – Universidade de São Paulo
Início em 1990 – Término em 1995
IDIOMAS/OUTROS CURSOS
Inglês intermediário
Aperfeiçoamento das rotinas de compra - ERG – 59h
Relações humanas – AVANÇO - 40h
Gerência de Compras – TEMA – 100h
EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL
Galva Ind. e Com. ( 06/95 a 08/02 )
Indústria Metalúrgica
Cargo: Comprador
Batira Serviços Empresarias ( 05/91 a 03/95 )
Serviços de Assessoria contábil
Cargo: Assistente Contábil
Mecânica Pesada Chaves ltda. ( 06/86 a 03/91 )
Indústria Metalúrgica
Cargo: Auxiliar de Compras
INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES
Estágio realizado na Câmara de Negócios e Tecnologia ( 3 meses )
Trabalho comunitário junto à Casa dos Idosos
Mogi das Cruzes, 23 de março de 2003
Antonio Carlos Mathias é diretor de Tecnologia e Emprego da
Secretaria Municipál de Desenvolvimento Econômico e Social
18
HISTÓRIA
História de uma matrícula (de
no Grupo Escolar
Quando a criança já sabe ler e
domina alguns elementos da escrita, no
passado como hoje, fica descontente
por estar em uma sala de aula na qual
revive experiências de anos anteriores;
sente-se saciada das atividades e sem
motivação, tende a querer ir além. Este
desejo cresce se pessoas de suas
relações seguem para classes mais
avançadas. Vivenciei esta experiência
no final da pré-escola.
Os anos 40 estavam em seu
início. Conhecidos, primos e primas ,
um pouco mais velhos, estavam indo
para o grupo escolar. Eu também queria,
achava que podia ir com eles. A lei
estabelecia que para tanto já devia ter
sete anos! Gostava muito da “Escola da
Dona Narcisa” (Lembram-se?), mas ela
não me satisfazia mais, precisava ir
adiante e tinha o exemplo de parentes
e amigos que , por terem alguns meses
a mais , já podiam ir para o Grupo
Escolar.
Ir para o “Cel. Almeida” era uma
glória, seus professores eram
considerados de primeira linha, a escola
era grande, bonita, um prédio
imponente. Falava-se sempre na
qualidade de seu ensino nas conversas
entre crianças e entre adultos. O sonho
de ser aluna daquele grupo escolar
crescia em mim, a cada dia, talvez a
cada hora... Alimentava um
comportamento de insistência, de certa
petulância
e
de
exigência
desproporcional para uma menina de 6
anos. Tinha de conseguir que fossem
me matricular. Logo não haveria mais
tempo. A insistência aumentava e a
rejeição pela idade, como desculpa , não
era aceita e vinham o resmungar e até
chorar e aumentavam os atritos com
meus pais, carinhosos mas
incomodados com a situação.
Possivelmente cansados com
estes episódios numerosos e intensos,
ocupando quase o dia todo, meus pais
tomaram uma decisão. Mamãe reiterou
que eu não tinha idade, que não
conseguiria a matrícula, mas se
desejasse tentar que fosse ao grupo e
pedisse para se matricular. Reiterando
a limitação, entregou-me a certidão de
nascimento e disse-me para ir conversar
com o diretor. Meu pai que ia para o
serviço acompanhou-me até próximo ao
portão; um cartaz anunciava Matrículas
e outras palavras que já não me lembro.
Atravessei a rua e papai seguiu seu
caminho. Do portão fiquei olhando ele
se afastar e desaparecer na primeira
esquina. Antes disso, voltou-se para
mim e acenou sorrindo.
Entrei no Grupo Escolar; sentia
um misto de admiração, de alegria, de
medo, mas queria tanto estar ali...
Encaminhada para a Diretoria, fui
recebida por uma senhora que me
mandou sentar em um sofazinho de
madeira, alto para mim, as pernas
balançando no ar, o tempo parado e ao
mesmo tempo correndo, uma confusão
de emoções me envolvendo. Mandoume entrar na sala do Diretor, que me
recebeu com um sorriso e mandou-me
sentar em uma cadeira diante de sua
escrivaninha.
Foi uma surpresa! Era o professor
Benedito (não me lembro o nome todo),
alto, magro, mulato, que morava na
mesma rua que eu , pegado à padaria,
sempre de terno e gravata; nos
encontrávamos às vezes na padaria ,
onde era atendido com muita atenção e
respeito. Vira papai conversando muitas
vezes com ele. Mas isto não me deu
maior segurança. Perguntou-me o que
eu queria. Entreguei-lhe meu
documento. Antes de responder-me
começou a conversar sobre a “minha pré
– escola”, do que gostava etc. Concluiu
que eu gostava tanto de lá e da
professora que poderia ficar mais um
tempo lá até ter idade para entrar no
grupo. Perguntei quando isto iria
acontecer. Carinhoso, sorriu e disse que
isto iria acontecer quando os meus dois
dentes da frente tivessem caído. Então
poderia ser aluna do Cel. Almeida.
Entregou meu registro de nascimento.
Insisti e perguntei se quando não tivesse
os dentes poderia ser aluna. Sorriu
confirmando e me levando até a porta.
Saí pensativa, triste, mas buscando uma
solução. Desci as escadas e sai
correndo pelas ruas. Na rua Dr. Deodato
Wertheimer havia o consultório de um
dentista que freqüentávamos. Quando
chegou a minha vez, sentou-me na
cadeira e perguntou o que eu fui fazer,
se estava só. Disse-lhe que precisava
tirar já os quatro dentes da frente. Ele
disse que não era bom ainda, pois não
tinha chegado a hora, e , mais , estavam
muito firmes. Acho que impressionado
19
e compreensão e de carinho)
Coronel Almeida
com minha expressão facial resolveu
falar com meu pai, por telefone. Foram
alguns minutos com duração de horas
e ele falou: “Seu pai disse que se você
assim decidiu, como não será um grande
prejuízo, que eu arranque seus quatro
dentes”.
Fiquei feliz... Ele tirou dois
incisivos de cima e dois de baixo,
conforme pedi. Sai correndo de volta ao
Cel. Almeida; correndo fui direto à
Diretoria. A professora da ante-sala
olhou-me espantada e gentilmente, com
seu lenço, limpou-me o rosto, ajeitou
meus cabelos e introduziu-me na sala
do Diretor. Ele também olhou-me
espantado, mas muito delicadamente
ajudou-me a sentar na cadeira.
Triunfante, sorrindo com a boca
ensangüentada, eu apontei as quatro
falhas e disse: “Agora já não tenho os
dentes, já não tenho quatro dentes!
Agora posso ser matriculada no Cel.
Almeida”.
Ele sorriu, pegou
meu
documento, limpou-o com cuidado.
Disse, então: “Você é muito corajosa e
quer tanto ser nossa aluna que, mesmo
sem ter idade, vou matricula- la. Diga
aos seus pais que está matriculada no
primeiro ano e que deve vir às aulas já
no primeiro dia.”Levantou-se, deu-me um
abraço, sorriu e devolveu–me o
documento.
Não lembro se agradeci a ele ou
à outra professora. Só lembro da
correria para chegar em casa e dizer que
era aluna do Cel. Almeida. Fui recebida
com beijos, abraços e lágrimas pela
minha mãe e outros que lá estavam. Ao
voltar do trabalho, ao cair da tarde, papai
entregou-me um embrulho pardo e me
abraçou e beijou, o que não era comum
nele. No embrulho estava a minha
primeira pasta escolar (era o que se
usava; melhor que as mochilas que tanto
preocupam hoje). Fiquei muito feliz. A
Geraldina Porto Witter
falta dos dentes incomodava, uma
dorzinha nos locais onde estiveram era
desagradável, mas eu estava FELIZ e
todos compartilhavam e ampliavam a
minha felicidade.
Foi assim que, recebida com
compreensão e carinho, vivi uma doce
aventura que me permitiu ser, antes do
tempo, aluna do Cel. Almeida.
Geraldina Porto Witter é Gestora
Acadêmica do Curso de Psicologia da UMC
e Professora da PUC Campinas
20
PLANO DE TRABALHO
Cemforpe define programação
visando o ensino de qualidade
Assegurando formação
contínua, o Cemforpe
procura proporcionar a
todos professores da rede
municipal, um trabalho de
mudanças, implementação
e conhecimento de políticas
educacionais globalizadas.
Nessa visão, a formação
continuada da Secretaria
Municipal de Educação de
Mogi das Cruzes caminha
em direção a mudanças
educacionais e redefinição
da profissão docente,
sempre engajada aos
projetos das escolas e
conseqüentemente aos
saberes de seus alunos.
Maiores informações podem
ser obtidas na Secretaria
Municipal de Educação, na
Avenida Vereador Narciso
Yague Guimarães, 277,
Centro Cívico - Telefone
4798-5085
Professores das Escolas Municipais se atualizam no Curso “Alfabetização e Letramento - Uma Nova Visão”
Programação para o 1º semestre de 2003
Oficina Pedagógica - Barsa - Turma 1/ Turma 2
15/02
Oficina Pedagógica - Barsa - Turma 3 / Turma 4
22/02
Artes Cênicas como Instrumento de Educação - Módulo I - Turma 1 / Turma 2
11/03 a 20/05
Estudando o Meio Ambiente em Ciências
12/03 a 14/05
Interdisciplinaridade na EJA
15/03 a 24/05
Alfabetização e Letramento - Uma nova visão
15/03 a 24/05
Construindo Pensamento e Linguagem Matemática pelos nexos conceituais do sistema de numeração decimal
17/03 a 26/05
Tocando, cantando, fazendo música com crianças - Módulo III
03/04 a 12/06
Palestra - Inteligências Múltiplas - T1 / T2 (para todos os professores da rede municipal)
28/03
Estimulação e Movimento - Turma 1
12/04
Estimulação e Movimento - Turma 2
26/04
Revendo o Ensino da Geometria na Educação Infantil
10/05 a 28/06
Massagem Shantala - Turma 1 (para Auxiliares de Desenvolvimento Infantil)
17/05
Massagem Shantala - Turma 2 (para Auxiliares de Desenvolvimento Infantil)
24/05
Artes Cênicas como Instrumento de Educação - Módulo II - Turma 1
29/05 a 26/06
Artes Cênicas como Instrumento de Educação - Módulo II - Turma 2
30/05 a 27/06
Palestra - Atendimento a Alunos Portadores de Necessidades Educativas Especiais pelo
30/05
Sistema Municipal de Ensino (para todos os professores da rede municipal)
Oficina de Reciclagem - Turma 1
31/05
Oficina de Reciclagem - Turma 2
07/06
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fundamentos teóricos políticas educacionais relatos de professores