Centro Federal de Educação Tecnológica do Piauí - CEFET/PI
Vestibular 2007-1
CADERNO DE PROVA
PROVA II
Língua Portuguesa
40 questões
Língua Estrangeira
ESPANHOL
20 questões
DATA: 11/12/2006
TEMPO: 4 horas
NÚMERO DE QUESTÕES: 60 (sessenta)
LEIA COM ATENÇÃO AS INSTRUÇÕES ABAIXO:
1.
Este caderno é constituído da prova objetiva de Português e Espanhol.
2.
Cada uma das questões da prova apresenta um enunciado seguido de 5 (cinco) alternativas,
designadas pelas letras a, b, c, d e e, das quais somente uma é correta.
3.
Caso o caderno esteja incompleto ou tenha qualquer defeito, solicite ao fiscal da sala que tome as
providências cabíveis.
4.
Decorrido o tempo determinado pela Comissão Encarregada para Realização do Concurso Vestibular,
será distribuído o cartão-resposta, o qual será o único documento válido para a correção da prova.
5.
Ao receber o cartão-resposta, verifique se seu nome e número de inscrição são os mesmos contidos
no seu Cartão de Informação. Reclame imediatamente se houver discordância.
6.
Para cada uma das questões, você deve marcar uma e somente uma das alternativas.
7.
Assine o cartão-resposta no espaço reservado no cabeçalho. Não haverá substituição do cartãoresposta.
8.
Não amasse nem dobre o cartão-resposta, para que não seja rejeitado pelo computador no momento
da leitura.
9.
Será anulada a resposta que contiver emenda, rasura ou que apresentar mais de uma alternativa
assinalada.
10. É vedado o uso de qualquer material, além de caneta, para marcação das respostas; qualquer forma de
comunicação entre os candidatos também implicará sua eliminação.
11. O candidato, ao sair da sala, deverá entregar, definitivamente, seu cartão-resposta e este caderno de
prova, devendo ainda assinar a folha de presença.
Nome do Candidato
Nº de Inscrição
PORTUGUÊS
Para responder às questões de 01 a 15 a seguir,
você deve ter lido, conforme indicação do Edital do
Vestibular do CEFET – PI, o conto “A Hora e a Vez
de Augusto Matraga”, de autoria de João Guimarães
Rosa. Algumas questões se referem ao fragmento
abaixo, outras requerem a leitura efetiva do conto.
5
10
15
20
25
30
...Nhô Augusto falou, enérgico:
– Pára com essa matinada, cambada de
gente herege!...E depois enterrem bem
direitinho o corpo, com muito respeito e em
chão sagrado, que esse aí é meu parente seu
Joãozinho Bem-Bem!
E o velho choroso exclamava:
– Traz meus filhos para agradecerem a ele,
para beijarem os pés dele!...Não deixem este
santo morrer assim...P’ra que foi que
inventaram arma de fogo, meu Deus?!...
Mas Nhô Augusto tinha o rosto radiante e
falou:
– Perguntem quem é aí que algum dia já
ouviu falar no nome de Nhô Augusto Esteves,
das Pindaíbas!
– Virgem Santa! Eu logo vi que só podia ser
você, meu primo Nhô Augusto...
Era o João Lomba, conhecido velho e meio
parente. Nhô Augusto riu:
– E hein, hein João?!
– P’ra ver...
Então, Augusto Matraga fechou um pouco
os olhos, com sorriso intenso nos lábios
lambuzados de sangue, e de seu rosto subia
um sério contentamento.
Daí, mais, olhou, procurando João Lomba,
e disse, agora sussurrado, sumido:
– Põe a bênção na minha filha... seja lá
onde for que ela esteja...E, Dionóra... Fala
com a Dionóra que está tudo em ordem!
Depois, morreu!
01. O fragmento do conto “A Hora e a Vez de
Augusto Matraga” refere-se ao momento
em que:
a. ( ) Nhô Augusto – que sempre fora uma
pessoa má – assassina covardemente
o jagunço Joãozinho Bem-bem;
b. ( ) Joãozinho Bem-bem e Nhô Augusto
brigam, mas somente Joãozinho
Bem-Bem Leva a pior;
c. ( ) Joãozinho Bem-Bem e Nhô Augusto
brigam e Nhô Augusto é quem leva
a pior;
d. ( ) Nhô Augusto – que se havia
regenerado de uma vida cheia de
confusões – luta com Joãozinho
Bem-Bem e os dois terminam por
morrer em decorrência do confronto;
e. ( ) Nhô Augusto – sujeito valentão que
sempre fora uma pessoa má – luta
com Joãozinho Bem-Bem e ambos,
devido ao embate, morrem.
02. Na visão repassada a respeito do homem
do interior do sertão mineiro, Guimarães
Rosa o qualifica de diversas formas.
Marque a alternativa cuja característica
pertencente ao valentão Nhô Augusto seja
mais paradoxal em relação ao seu
histórico de crimes e brigas:
a. (
b. (
c. (
d. (
e. (
)
)
)
)
)
Coragem;
Valentia;
Perspicácia;
Fé cristã;
Maldade.
03. O velho cuja fala aparece no texto destoa em
relação à personagem Nhô Augusto. O
primeiro está em prantos, o segundo está
exultante. Enfaticamente, Guimarães Rosa
distingue as duas situações através do uso de:
a. (
b. (
c. (
d. (
e. (
)
)
)
)
)
Substantivos próprios;
Substantivos concretos;
Adjetivos;
Advérbios;
Pronomes.
04. Alguns críticos literários consideram que
a análise onomástica – a análise dos
nomes das personagens – muitas vezes
pode ajudar a decifrá-las ou caracterizálas melhor no contexto. O termo
“Augusto”, que intitula o protagonista do
conto, pode ser um adjetivo, que significa:
a. (
b. (
c. (
d. (
e. (
)
)
)
)
)
Violento;
Respeitável;
Terrível;
Atroz;
Romântico.
05. A onomástica, em relação à personagem
Nhô Augusto, pode ser considerada:
a. ( ) Inadequada, tendo em vista que
Nhô Augusto é um jagunço
violento que não merece respeito;
b. ( ) Inadequada, porque a violência de
Nhô Augusto é mínima em
comparação à de Joãozinho BemBem;
c. ( ) Adequada, pois Nhô Augusto –
após sofrer um grande revés em
sua vida – recuperou-se e tornouse uma pessoa justa, merecedora
de respeito;
d. ( ) Adequada, pois Nhô Augusto
realmente era uma pessoa que
cometia bastantes atrocidades;
e. ( ) Adequada, pois com Dionóra Nhô
Augusto sempre se mostrou muito
romântico.
06. Marque a opção cuja característica NÃO
se coadune com o conto “A Hora e a Vez
de Augusto Matraga”:
a. ( ) Linguagem inovadora, recheada
de arcaísmos e neologismos;
b. ( ) Linguagem inovadora, beirando –
às vezes – a prosa poética;
c. ( ) Regionalismo, no que se refere
pelo menos ao ambiente;
d. ( ) Apesar do regionalismo, é universal na
temática abordada;
e. ( ) Religiosidade praticamente ausente no
enredo.
c. ( ) Consecutiva;
d. ( ) Conclusiva;
e. ( ) Condicional.
09. A oração “e o velho choroso exclamava”
(linha 07) NÃO admitiria gramaticalmente a
pontuação presente na alternativa:
a. (
b. (
c. (
d. (
e. (
)
)
)
)
)
E o velho, choroso, exclamava;
E, choroso, o velho exclamava;
E o velho choroso, exclamava;
E o choroso velho exclamava;
E o velho exclamava, choroso.
10. Na linha 14, o vocábulo “quem” assume,
no contexto, o papel de:
a. (
b. (
c. (
d. (
e. (
)
)
)
)
)
Pronome interrogativo;
Pronome relativo;
Advérbio;
Conjunção adverbial;
Conjunção integrante.
11. O nono parágrafo, em
contexto, tem valor de:
a. (
b. (
c. (
d. (
e. (
)
)
)
)
)
relação
ao
Substantivo;
Adjetivo;
Pronome;
Numeral;
Interjeição.
12. O uso do apóstrofo em “p’ra”, que se
repete algumas vezes no texto, serve para:
a. ( ) Demonstrar a inflexão de voz da
personagem;
b. ( ) Indicar a omissão de um fonema;
07. Na linha 02, o vocábulo “pára” recebe
acento por:
a. ( ) Ser paroxítona terminada em “a”;
b. ( ) Ser necessário diferenciar a
preposição “pára” do verbo
“parar”, em que não se põe acento
na terceira pessoa do singular do
presente do indicativo;
c. ( ) Para diferenciar o verbo “pára” da
preposição “para”, em que se não põe
acento;
d. ( ) Para diferenciar do prefixo “para” –
sem acento – presente em palavras
como para-raios e para-lamas;
e. ( ) Ser monossílabo tônico.
08. Na linha 05, a oração iniciada pelo
conectivo “que” classifica-se como:
a. ( ) Explicativa;
b. ( ) Causal;
c. ( ) Mostrar que o fonema “a” é
facultativo nesse vocábulo;
d. ( ) Apontar uma falha gramatical
proposital: o uso do fonema “a”
em local inadequado;
e. ( ) Não serve para nada relevante:
serve apenas para tornar mais
charmosa a palavra.
13. Na linha 05, antes de “Seu Joãozinho
Bem-Bem”:
a. ( ) Poderia ter uma vírgula, para
isolar o aposto;
b. ( ) Poderia ter uma vírgula, para
isolar o vocativo;
c. ( ) Poderia ter uma vírgula, para
isolar o adjunto adverbial;
d. ( ) Poderia ter uma vírgula, para
isolar o adjunto adnominal;
e. ( ) Não poderia ter vírgula.
14. Na linha 26, a expressão
contentamento” constitui:
a. (
b. (
c. (
d. (
e. (
)
)
)
)
)
“sério
Um eufemismo;
Um paradoxo;
Um pleonasmo;
Uma metonímia;
Uma anáfora.
15. A expressão “sério contentamento”
(linha 26) funciona no contexto como:
a. (
b. (
c. (
d. (
e. (
)
)
)
)
)
Sujeito;
Objeto direto;
Objeto indireto;
Agente da passiva;
Adjunto adverbial.
Para responder às questões de nº 16 a
28, leia dois sonetos de Da Costa e Silva
a seguir:
NATUREZA HARMONIOSA
Pego de um búzio, levo-o aos meus ouvidos
E ponho-me a escutar, ouvido atento,
Nele os sons que murmuram confundidos
Como idéias ainda em pensamento.
Que serão esses sons indefinidos
De um vago e misterioso sentimento:
A voz da vaga, ou os cânticos do vento
Na saudade do mar reproduzidos?
Esses confusos, múrmuros rumores
Serão os ecos das canções saudosas
Dos marinheiros e dos pescadores?
Ou serão vozes das ondas marulhosas,
Segredando os marítimos amores,
Remotas, abafadas, silenciosas?
NATUREZA SOFREDORA
Desiludido ser que em vão maldizes,
Culpando a vida, as tuas vãs torturas.
Mal sabes tu que tantas desventuras
Na tua própria origem têm raízes.
Da natureza mãe, nas suas crises
De dor, depende a sorte das criaturas;
Vêm daí as fatais selvas escuras
Do destino dos homens infelizes...
Prevendo a condição destas desditas,
Tão natural nos homens e nos brutos,
Há nos seres revoltas infinitas...
É assim que existem córregos enxutos,
Ventres estéreis e árvores malditas,
Que não dão flores, para não dar frutos...
16. Julgue os itens a seguir sobre os dois
sonetos anteriores:
I–
Ambos envolvem, de certo modo, a
relação entre o homem e a natureza;
II – No primeiro soneto, a natureza é
mais aprazível ao homem;
III – No segundo soneto, mesmo sendo a
natureza mais hostil ao homem – e
vice-versa – ainda é uma natureza
muito aprazível a ele.
São VERDADEIROS os itens:
a. (
b. (
c. (
d. (
e. (
)
)
)
)
)
I, II, III
I e II
I e III
II e III
Apenas o item I.
17. Sobre os dois sonetos pode-se afirmar:
a. ( ) Ambos são decassílabos;
b. ( ) Possuem rimas interpoladas;
c. ( ) Possuem rimas emparelhadas;
d. ( ) Em ambos, o homem agride a
natureza;
e. ( ) Em ambos, há aliteração e elas
buscam sempre imitar o marulho.
18. Entre os dois sonetos, a distinção que, a partir
do título, torna-os opostos se dá entre:
a. (
b. (
c. (
d. (
e. (
)
)
)
)
)
Substantivos;
Adjetivos;
Pronomes;
Advérbios;
Interjeições.
19. No primeiro verso do soneto “Natureza
harmoniosa”, a expressão “de um búzio” é
sintaticamente um:
a. (
b. (
c. (
d. (
e. (
)
)
)
)
)
Sujeito;
Objeto direto;
Objeto indireto;
Agente da passiva;
Adjunto adverbial de instrumento.
20. No verso 03 do soneto “Natureza Harmoniosa”,
o termo “nele” traduz:
a. ( ) Circunstância de lugar em relação a
“murmuram confundidos”;
b. ( ) Circunstância de lugar em relação a
“ouvido atento”;
c. ( ) Circunstância de lugar em relação a
“ponho-me a escutar”;
d. ( ) O ato de completar o sentido do adjetivo
“atento” na expressão “ouvido atento”;
e. ( ) A substituição do termo “ouvido”.
21. Em boa parte do soneto “Natureza Harmoniosa”,
percebe-se a repetição da consoante sibilante “s”.
Essa repetição tem por objetivo principal:
a. ( ) Dar um tom simbolista ao poema;
b. ( ) Exclusivamente trazer ao poema
musicalidade;
c. ( ) Mostrar que o autor é pródigo na
elaboração de aliterações;
d. ( ) Retratar o som produzido pelas
ondas do mar, ouvido no búzio;
e. ( ) Enfatizar a importância do fonema
“s” na língua portuguesa.
22. Se o último verso do soneto “Natureza
Harmoniosa”
fosse
alterado
para
“remotos,
abafados,
silenciosos”,
haveria alterações:
a. (
b. (
c. (
d. (
e. (
)
)
)
)
)
Apenas sintáticas;
Apenas morfológicas, nas flexões;
Apenas semânticas;
Apenas sintáticas e morfológicas;
Sintáticas, semânticas e morfológicas.
23. Ainda a respeito da última estrofe do soneto
“Natureza Harmoniosa”, o último verso traz
“remotas, abafadas, silenciosas” por várias
razões. Assinale a alternativa que NÃO
apresenta uma dessas razões:
a. ( ) O penúltimo verso traz o verbo
“segredando”,
por
isso
os
adjetivos
têm
significados
próximos;
b. ( ) Os adjetivos concordam com o
substantivo “vozes”;
c. ( ) O termo “Vozes” está no plural;
d. ( ) Os “marítimos amores” devem ser
mantidos em segredo, por isso as
vozes das ondas devem ser
remotas, abafadas, silenciosas;
e. ( ) A conjunção alternativa “ou”, que
inicia a última estrofe, pressupõe a
existência de um outro termo com
o qual os adjetivos também
poderiam concordar.
24. No soneto “Natureza Sofredora”, em seu
primeiro verso, o termo sobre o qual se
lança a ação de maldizer – ou seja – o
termo que é “maldito” é:
a. (
b. (
c. (
d. (
e. (
)
)
)
)
)
Desiludido ser;
Em vão;
A vida;
As tuas vãs torturas;
Raízes.
25. Fazendo-se uma atenta leitura do
soneto “Natureza Sofredora”, é
possível
perceber
uma
certa
familiaridade entre o poema e alguns
poemas do Pré-modernista Augusto
dos Anjos. Tal familiaridade se dá,
principalmente, devido:
a. ( ) Ao modo pessimista como o
homem é visto no poema;
b. ( ) Ao fato de o poema ser um soneto,
forma poética preferida de
Augusto dos Anjos;
c. ( ) À
linguagem
inteiramente
cientificista empregada no poema;
d. ( ) Ao uso exclusivo da segunda
pessoa no poema;
e. ( ) À linguagem rebuscada, de difícil
compreensão.
26. No poema Natureza Sofredora, observando-se
o contexto, o termo “desditas” (v 09) teria
como sinônimo mais improvável, o vocábulo
da alternativa:
a. (
b. (
c. (
d. (
e. (
)
)
)
)
)
Infelicidades;
Desgraças;
Infortúnios;
Desventuras;
Dores.
27. Da Costa e Silva não foi poeta de apenas
um estilo de época. Escreveu poemas de
caráter parnasiano, de caráter simbolista e
até mesmo modernista. Todas as
alternativas a seguir, dizem respeito ao
Parnasianismo e ao Simbolismo e/ou
referem-se
ao
soneto
“Natureza
Sofredora”, EXCETO uma delas.
Assinale-a:
a. (
b. (
c. (
d. (
e. (
)
)
)
)
)
Presença de versos decassílabos;
Rimas interpoladas;
Intenso subjetivismo;
Tom filosófico no poema;
linguagem adjetivada.
28. Os termos “Natureza” e “natural”,
presentes no soneto “Natureza sofredora”,
são cognatos porque possuem a mesma
raiz. Marque a opção em cujo grupo de
palavras haja termos NÃO COGNATOS:
a. (
b. (
c. (
d. (
e. (
)
)
)
)
)
Desiludido – ilusão – ilusionista;
Maldizes – bendito – Benedito;
Desventuras – Venturas – Aventuras;
Infinitas – Finitas – Fim;
Prevendo – Revendo – Prevenido.
29. Com relação ao último verso do soneto
“Natureza Sofredora”, NÃO se pode
afirmar que:
a. ( ) Observando-se apenas o aspecto
denotativo, refere-se apenas ao
termo “árvores malditas”;
b. ( ) Conotativamente, poderia referirse às “árvores malditas” e aos
“ventres estéreis”;
c. ( ) No plano sintático, o sujeito de
“dão” é “árvores malditas”;
d. ( ) O verso possui uma oração
subordinada adjetiva explicativa;
e. ( ) A oração “que não dão flores” tem
valor de adjunto adnominal.
30. Ainda com relação ao último verso do
soneto “Natureza Sofredora”, pode-se
dizer que a última oração traduz uma
circunstância de:
a. (
b. (
c. (
d. (
e. (
)
)
)
)
)
Condição;
Concessão;
Causa;
Finalidade;
Comparação.
31. O verso do soneto “Natureza Sofredora”
que se inicia com um objeto indireto é o:
a. (
b. (
c. (
d. (
e. (
)
)
)
)
)
05
06
08
09
14
Para responder às questões de nº 32 a
35, leia o fragmento a seguir, retirado
da obra “Os que bebem como os cães”,
de autoria de Assis Brasil:
Mais do que nunca teria de esperar,
beber aquela sopa, esperar, sorver como um
cão o alimento, caminhar pela cela, esperar
pelo ratinho, medir o tamanho das paredes não veria mais a luz do pátio? Não sentiria
na pele o ar fresco? A água enganadora e
reconfortante?
Mas não podia ficar sem tomar banho,
sem fazer suas necessidades no pátio, e mais
cedo ou mais tarde
os
guardas
apareceriam.Quando? Em que dia? Em que
horas?
Não podia saber porque ainda não
conseguira medir o seu tempo, ou seu nãotempo, a sua não-vida.
32. Assis Brasil é, indubitavelmente, um dos
maiores nomes da prosa piauiense. Em “Os
que bebem como os cães”, o protagonista
descreve a sua rotina em uma prisão,
ambientada em tempos de repressão militar.
No primeiro parágrafo, a noção de rotina,
quiçá monotonia, fica extremamente evidente
por vários motivos, EXCETO:
a. ( ) Pela reiteração do verbo “esperar”;
b. ( ) Pela gradação existente em todo o
parágrafo;
c. ( ) Pela
seqüência
de
orações
coordenadas;
d. ( ) Pela repetição de infinitivos verbais;
e. ( ) Pelo ato de sorver o alimento como
um cão.
33.
Com relação ao tempo presente na narrativa,
o último parágrafo do fragmento explicita
que:
a. ( ) A obra apresenta tempo cronológico;
b. ( ) O tempo é psicológico e o
protagonista perde, em várias
circunstâncias, a noção precisa da
medida dele;
c. ( ) O tempo é mensurável, pois a
personagem tem noção de quando
vem a comida;
d. ( ) O tempo, embora imensurável na
obra, é cronológico;
e. ( ) O
tempo
é
completamente
mensurável e psicológico na obra.
34.
No último parágrafo, aparecem as
expressões “não-tempo” e “não-vida”.
Sobre elas, julgue os itens a seguir:
I-
O termo “não” é prefixo nos dois
casos;
II -
Nos dois casos, o “não” é adjunto
adverbial de negação;
Para responder às questões de nº 36 a
40, leia outro fragmento retirado da
obra “Os que bebem como os cães”, de
Assis Brasil:
Hoje é dia de meu aniversário, tenho
quarenta e dois anos, me chamo Jeremias,
sou professor de literatura, tenho uma mulher
e uma filha, minha mãe ainda está viva, a
5 casa em que moramos é alugada, tenho um
jardim onde cultivo flores, hortênsias,
margaridas, tenho um quintal cheio de
mangueiras, todo dia saio de casa pela
manhã e vou para a escola, não tenho carro,
10 pego o ônibus das nove horas - volte cedo
hoje, meu filho, é seu aniversário, Tudinha
vai fazer um bolo, ela já está uma moça, mas
por
que
agitou
os
estudantes?
Hoje é meu aniversário, tenho quarenta
15 e dois anos, estou ficando velho, faço
exercícios pela manhã e à noite, nada de
exagero, olhe o coração, vou ao ginásio uma
vez por semana, Tudinha gosta de nadar, ela
está uma moça, uma bela moça, no fim do
20 ano levo os alunos para o ar livre, Sócrates
fazia assim, não queremos saber de seus
amigos ou de sua família. Diga de uma vez:
agitou ou não os estudantes?
III - Se o “não”, nos dois casos, não viesse
separado por hífen e fosse analisado
sintaticamente, não poderia ser visto
como adjunto adverbial, pois os termos
por ele alterados são substantivos;
36. Nesse trecho da obra, é possível identificar
algumas características do protagonista.
Marque, entre as afirmativas abaixo aquela que
NÃO faz referência a Jeremias:
IV – Embora poucos saibam, o uso do hífen
é obrigatório nos dois casos.
a. ( ) Trata-se de um professor de literatura
que
visa,
provavelmente,
à
conscientização dos discentes;
São VERDADEIROS os itens:
a. (
b. (
c. (
d. (
e. (
)
)
)
)
)
I, II, III, IV;
II, IV;
I, II, IV;
I, III, IV;
I, III.
35. O escritor Assis Brasil pertence à
literatura contemporânea brasileira. A
lista abaixo apresenta, respectivamente,
escritores da literatura brasileira e obras
que também são contemporâneos, com
uma EXCEÇÃO. Assinale-a:
a. ( ) Orlando Geraldo Rego de Carvalho
– Rio Subterrâneo;
b. ( ) Mário Faustino – O Homem e sua
Hora;
c. ( ) Torquato Neto – Os últimos dias de
paupéria;
d. ( ) H Dobal – O Tempo Conseqüente;
e. ( ) Abdias Neves – Um Manicaca;
b. ( ) Trata-se de um cidadão sensível, haja
vista o gosto pelas flores;
c. ( ) É bem provável que não tenha muitas
posses, pois nem mesmo possui
veículo próprio;
d. ( ) Tem uma filha que gosta de nadar e
sabe cozinhar;
e. ( ) Seus pais indubitavelmente estão
vivos.
37.
As frases estão aparentemente desconexas,.
períodos longos com orações nem sempre
semanticamente relacionadas. Tal fato revela
que:
a. ( ) Jeremias, às vezes, tem distúrbios
mentais e tudo o que ele revelou é
inverídico;
b. ( ) Jeremias, às vezes, tem distúrbios
mentais, mas tudo o que ele revelou é
verídico;
c. ( ) Jeremias, às vezes, tem distúrbios
mentais e há fatos verídicos e fatos
inverídicos naquilo que ele revelou;
d. ( ) Na prisão, é provável que Jeremias
esteja sendo dopado, através da água
ou da alimentação que ele ingere;
e. ( ) Jeremias está momentaneamente
confuso, pois há ratos que também
habitam a sua cela.
38.
Nesse fragmento, a frase que mais revela a
visão tirânica do regime autoritário em que se
vivia no contexto em que se passa o enredo é:
a. ( ) “Sou professor de literatura” (linha 03)
b. ( ) “A casa em que moramos é alugada”
(linha 05)
c. ( ) “Todo dia saio de casa pela manhã e
vou para a escola” (linhas 08 e 09)
d. ( ) “Nada de exagero, olhe o coração”
(linhas 16 e 17)
e. ( ) “Não queremos saber de seus amigos
nem de sua família” (linhas 21 e 22)
39.
Na linha 02, o pronome “me” está proclítico.
Tal próclise, no contexto, pode ser justificada
porque:
a. ( ) Na oralidade, é a forma de uso mais
comum;
b. ( ) Há uma palavra que atrai o pronome
“me”;
c. ( ) Assis Brasil quis, indubitavelmente,
protestar contra os exageros da
gramática normativa;
d. ( ) O uso da vírgula permite que haja essa
próclise;
e. ( ) Não há nada que justifique essa
próclise, pois mesmo na oralidade
ela não acontece.
40. Em “a casa em que moramos é alugada” (linha
05), o termo em destaque funciona como:
a. (
b. (
c. (
d. (
e. (
)
)
)
)
)
Sujeito;
Objeto direto;
Adjunto adverbial;
Adjunto adnominal;
Agente da passiva.
ESPANHOL
c. ( ) las casas de Cáceres están todas
expuestas al sol;
TEXTO I
d. ( ) conserva sus raíces y su historia
gracias a la televisión;
CÁCERES
En la Extremadura ancestral, Cáceres es
una ciudad que ofrece un ejemplo excepcional
de evolución determinada por dos fases bien
diferenciadas en el tiempo: la fortaleza árabe y
la ciudad feudal. Conserva sus raíces y su
historia gracias a que su población ha sabido
transmitir y preservar uno de los conjuntos de
época medieval y renacentista más completos
del mundo. Sus palacios y casas solariegas,
habitadas por familias de alcurnia e
instituciones públicas imprimen, con sus
blasones, sus torres y matacanes rotundos, el
carácter
defensivo
de
la
ciudad.
El atractivo del viajero por la belleza de
Cáceres le incitará a perderse en el laberinto
medieval de sus calles y plazuelas, bajo arcos,
torres y murallas, entre iglesias, hermosos
conventos e innumerables palacios. El visitante
descubrirá la mescolanza de estilos en su
arquitectura, desde el árabe, al gótico del
norte, al renacimiento italiano y las influencias
legadas de América. Siempre encontrará el
visitante paz, sosiego y templanza en el mesón
o el restaurante, que con cocina pastoril y
vinos de buena uva, le reconfortarán en el
sosiego de un patio o una sombra refrescante.
Cáceres es una ciudad que a buen seguro
ocupará un lugar privilegiado en la memoria
del visitante.
En las cuestiones siguientes, marque la opción
CORRECTA:
41. Según el texto Cáceres:
a. ( ) está cerca de Extremadura ;
b. ( ) es una ciudad completamente
árabe;
c. ( ) posee un casco antiguo de origen
medieval y renacentista;
d. ( ) todavía sigue siendo una ciudad
feudal;
e. ( ) su población no se ha preocupado
con la preservación de la ciudad.
42. En el texto se nos afirma de que :
a. ( ) Cáceres es una ciudad indefensa;
b. ( ) en Cáceres hay muchas casas y
palacios nobles;
e. ( ) sus casas son habitadas
familias americanas.
43. Sobre el conjunto
Cáceres se dice que:
arquitetónico
por
de
a. ( ) el visitante se perderá por la
ciudad porque es un laberinto;
b. ( ) la belleza de las mujeres de
Cáceres se le hace un atractivo al
viajero;
c. ( ) los diferentes estilos de la
arquitectura
cacereña
están
influenciados por la americana;
d. ( ) Cáceres es una ciudad segura
porque tiene torres y murallas;
e. ( ) la arquitetura de Cáceres es una
mezcla de estilos.
44. En el texto se informa que:
a. ( ) los pastores cacereños tienen mala
uva;
b. ( ) Cáceres deja una gran huella en el
visitante;
c. ( ) en los restaurantes de Cáceres
ofrecen vino pasteurizado;
d. ( ) que todas las casa tienen un patio
con una buena sombra.
e. ( ) los visitantes se olvidan pronto de
Cáceres.
45. Las palabras Cáceres, gótico, árabe,
carácter, época y públicas son :
a. (
b. (
c. (
d. (
e. (
)
)
)
)
)
palabras llanas;
palabras sobresdrújulas;
palabras graves;
palabras esdrújulas;
palabras agudas.
46. En el trecho del texto “…hermosos
conventos e innumerables palacios…”,
la conjunción “e” se hace presente
porque:
a. (
b. (
c. (
d. (
e. (
)
)
)
)
)
es semejante al portugués;
es una cuestión de eufonía;
está delante de un sustantivo;
es una conjunción disyuntiva;
su uso es opcional en español.
TEXTO II
EL MILAGRO DEL CHICLE
De cómo la negra e insípida goma que
masticaban las prostitutas aztecas se convirtió
en una afición universal. Uno de los rasgos
principales y más peculiares de la civilización
occidental de fines del milenio es el hábito de
masticar la resina lechosa del Achras Sapita L.,
o sea, de mascar chicle. La palabra chicle
deriva de la voz náhuatl tzictli, empleada en el
México precortesiano para designar el látex
aglutinante, lechoso y pegajoso, que se obtiene
por incisión en el tronco del árbol hicozapote y
del fruto del mismo árbol, el zapote. Se trata,
pues, de un aztequismo, de un término tomado
de la lengua mexicana, ya que no existía una
palabra sinónima en castellano para nombrar
el producto, y como tal lo recoge el Diccionario
de la Real Academia. Ahora bien, a diferencia
de la mayoría de los mexicanismos (tomate,
petaca,
chocolate,
etcétera),
que
se
introdujeron en el castellano en fechas muy
tempranas, la voz chicle se adoptó tardíamente
y aparece por primera vez en el Diccionario en
la edición de 1899.
El hecho de que ningún cronista de Indias
la use indica a las claras que la pegajosa goma
no fue aceptada por los hispanos. La razón de
ello hay que buscarla en el concepto peyorativo
que la sociedad azteca tenía ante el chicleo
(que es como en México se denomina a la
masticación del chicle).
Los mexicanos daban cierto valor
terapéutico al tzictli, pues creían que aquella
goma negra servía para limpiar los dientes,
pero el higiénico uso estaba muy mal visto
socialmente, ya que las prostitutas aztecas,
llamadas ahuianime (alegradoras o alegres),
atraían a la clientela exagerando el ruido del
chicleo.
El rechazo social llegó a tales extremos que
una de las normas elementales de las
embarazadas era no mascar chicle, porque la
criatura sufriría de netentzoponiliztli, es decir,
carecería de encías fuertes, no podría mamar y
fallecería.
Con estas connotaciones negativas, habría
sido muy difícil que los españoles, ya
predispuestos de por sí contra el uso de
masticatorios, adoptasen este elemento
cultural.
VÁZQUEZ CHAMORRO, Germán.
El milagro del chicle. Madri. La aventura de la historia,
n. 3. janeiro 1999. p. 78-80. [Adaptado]
47. Marque la opción CORRECTA. Apartir
del contenido del texto, se puede inferir
que:
a. ( ) uno de los defectos de la
civilización occidental es el hábito
de mascar chicle.
b. ( ) desde el inicio de la conquista los
españoles consumieron la goma de
mascar.
c. ( ) antes de dar a luz las chicas mexicanas
trituraban chicles con los dientes para
fortalecer las encías de sus bebés.
d. ( ) el chicleo era una práctica socialmente
correcta y libre de prejuicios entre los
mexicanos.
e. ( ) una de las peculiaridades de los
occidentales es el uso de los chicles.
48. Sobre el uso de los chicles en la antigua
sociedad mexicana, es INCORRECTO
afirmar que:
a. ( ) servía para limpiar los dientes.
b. ( ) formaba parte de las medidas
profilácticas tomadas por mujeres
preñadas.
c. ( ) era un medio al que recurrían las
prostitutas para atraer a la
clientela.
d. ( ) se justificaba por un relativo valor
terapéutico.
e. ( ) reflejaba malos modales.
49. A lo que se refiere a los vocábulos del
texto,
marque
la
alternativa
INCORRECTA:
a. ( ) El término “goma” en la negra e
insípida goma se refiere al chicle.
b. ( ) El calificativo “pegajoso” en
lechoso y pegajoso se puede
traducir por “peganhento”
c. ( ) La palabra “rechazo” en el rechazo
social alude a la oposición
mostrada por la sociedad.
d. ( ) El vocablo tempranas en fechas
muy tempranas, destaca el carácter
reciente de las datas.
e. ( ) El término “claras” de a las claras
manifiesta la condición poco
inteligible de aquello que se observa.
50. En el texto “El milagro del chicle”, el
verbo que tiene la misma irregularidad de
atender es:
a. (
b. (
c. (
d. (
e. (
)
)
)
)
)
masticar;
haber;
obtener;
mascar;
adoptar.
51. El pronombre personal obliquo la
(destacado en el texto) se refiere a la
expresión:
a. (
b. (
c. (
d. (
e. (
)
)
)
)
)
Indias;
razón;
prostitutas;
pegajosa goma.
indica;
52. A tradução da palavra rechazo é:
a. (
b. (
c. (
d. (
e. (
)
)
)
)
)
recusa;
aceitação;
confronto;
problema;
reconhecimento.
53. La palabra del texto que está tildada por el
mismo motivo de sólo es:
a. (
b. (
c. (
d. (
e. (
)
)
)
)
)
civilización;
llegó;
fallecería;
látex.
más;
54. Marque la CORRECTA para completar la
frase: Este niño está chillando en la calle
desde __________media hora.
a. (
b. (
c. (
d. (
e. (
55.
)
)
)
)
)
hay;
hace;
ha;
hacia;
hasta.
----------------mucho
rato por la
carretera hasta que paró un coche. La
forma verbal CORRECTA es:
a. ( ) andaría;
b. ( ) andó;
c. ( ) anduvo:
d. ( ) andará;
e. ( ) andara.
56. Las formas verbales en el presente de
indicativo, pretérito indefinido y futuro
imperfecto de indicativo, respectivamente, son:
a. (
b. (
c. (
d. (
e. (
)
)
)
)
)
es – fuera – será;
pierde – perdió – perdería;
halle – hallería – hallaré;
pueden – pudieron – podrán;
quedan – quedarían – quedarán.
57. Oiga, don Pablo, hallé__________libro en el
segundo estante de ____________biblioteca.
Los pronombres CORRECTOS son:
a. (
b. (
c. (
d. (
e. (
)
)
)
)
)
tu – tuya;
su – su;
su – tu;
suyo – suya;
n.d.a.
58. El alunmo debe saber que la gramática
le enseñará y ayudará a expresar mejor
______________ideas y sentimientos.
La forma CORRECTA para la frase es:
a. (
b. (
c. (
d. (
e. (
)
)
)
)
)
nuestras;
tus;
sus.
suyas;
mis;
59. El posesivo está CORRECTAMENTE
empleado en la frase:
a. ( ) La casa de mía abuela es muy antigua.
b. ( ) Hay cuartos para suyos tres amigos.
c. ( ) Tener su casa es mejor que alquilar.
d. ( ) Los integrantes del grupo tu son
alegres.
e. ( ) Todo lo mio será también del suyo
interés.
60. La concordancia de género
CORRECTA en la alternativa:
está
a. ( ) Los guantes son indispensables en
trabajos duros.
b. ( ) Los párpados y los cejas no
pueden ser olvidados.
c. ( ) Maquillajes pueden disfrazar un
nariz grande.
d. ( ) Un peinado adecuado disminuye
el frente grande.
e. ( ) Las masajes faciales ayudan la
juventud de la piel.
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