Boletim Diário Matinal
21 de Setembro de 2015
Agenda do dia
Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos
Horário
Eventos do Dia
Projeções
15:00
MDIC: Balança comercial (semanal)
03:00
Alemanha: Índice de preços ao produtor (ago)
-0,3% (m/m)
11:00
EUA: Vendas de imóveis existentes (ago)
-1,6% (m/m)
Comentários
Mercado revisou a maioria das suas projeções para este ano e o próximo
Com exceção das previsões para a taxa Selic neste ano, a maioria das expectativas do mercado sofreu
alteração em relação à semana anterior, conforme apontado pelo Relatório Focus, com estimativas
coletadas até o dia 18 de setembro, divulgado hoje pelo Banco Central. A mediana das expectativas
para o IPCA em 2015 passou de 9,28% para 9,34%, e para 2016, subiu de 5,64% para 5,70%. As
estimativas para o PIB em 2015 passaram de uma queda de 2,55% para outra de 2,70% e, para 2016,
foram revisadas de uma retração de 0,60% para 0,80%. A mediana das projeções para a taxa Selic se
manteve em 14,25% neste ano e subiu de 12,00% para 12,25% em 2016. Por fim, as estimativas para
a taxa de câmbio passaram de R$/US$ 3,70 para R$/US$ 3,86 no final de 2015 e de R$/US$ 3,80 para
R$/US$ 4,00 no final de 2016.
Destaques da semana
Divulgação do IPCA-15 de setembro será o destaque da agenda doméstica nesta semana
Com o fim do ciclo de alta da taxa Selic, as atenções estarão voltadas para a velocidade de desaceleração
dos indicadores de inflação. Nesse sentido, amanhã será conhecido o resultado do IPCA-15 de
setembro, para o qual projetamos alta de 0,35%. A desaceleração em relação ao mês anterior deverá
ser generalizada, com destaque para o alívio de alimentação e administrados. Além disso, a agenda
doméstica contará com as sondagens da FGV de setembro e as da CNI de agosto, ao longo da semana
e a Pesquisa Mensal de Emprego, do IBGE, na quinta-feira. Por fim, o Banco Central divulgará as notas
à imprensa referentes a agosto, do Setor Externo, na quarta, e de Política Monetária e operações de
crédito na sexta-feira (projetamos que o déficit em conta corrente tenha alcançado US$ 3,3 bilhões e
os investimentos estrangeiros no País, US$ 3,0 bilhões).
No cenário internacional, após o banco central norte-americano ter mantido a taxa de juros inalterada na
reunião da última semana, a nova prévia do PIB dos EUA do terceiro trimestre, na quinta-feira, deverá
reforçar nossa expectativa de que o início da normalização da política monetária ocorra ainda neste ano.
Além disso, as atenções também estarão voltadas à divulgação das prévias dos Índices PMI Markit de
setembro. Na China, a prévia do indicador da indústria de transformação, que será conhecida amanhã,
deverá mostrar nova desaceleração da produção industrial no país. Na Europa e nos EUA, os índices
PMI serão divulgados na quarta-feira. Completam a agenda internacional, os anúncios da decisão de
política monetária em diversos países ao longo da semana, como Turquia, África do Sul, Israel e Colômbia.
Atividade
BC: estabilidade do IBC-Br em julho ainda sugere retração do PIB neste trimestre, porém em
intensidade menor que no
O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), proxy mensal do PIB, divulgado há pouco,
recuou 0,02% entre junho e julho, já descontados os efeitos sazonais. O resultado ficou em linha com
nossa projeção e sucedeu uma queda de 0,7% em junho, de acordo com os dados revisados. Com isso,
acumulou queda de 2,7% no ano. Na comparação com o mesmo mês de 2014, o IBC-Br recuou 4,2%.
Assim, o resultado de julho reforça nossa expectativa de que o PIB brasileiro deva exibir nova retração
neste trimestre, porém em intensidade menor que nos três meses anteriores.
1
PMS: desaceleração em julho de dois dos três setores que entram no cômputo do PIB reforça nossa
expectativa de nova retração da economia brasileira no terceiro trimestre
A receita nominal do setor de serviços cresceu 2,1% em julho, na comparação com igual período do ano passado,
conforme divulgado sexta-feira na Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do IBGE. O resultado sucedeu avanço
de mesma magnitude no mês anterior, nessa métrica, e refletiu a desaceleração em três dos cinco setores
pesquisados. Daqueles que entram na contabilização do PIB, dois registraram menores taxas de crescimento
no período: o segmento de transportes passou de uma alta interanual de 4,4% em junho para outra de 2,8%,
enquanto que outros serviços oscilaram de uma variação positiva de 0,3% para um declínio de 0,9%. No sentido
oposto, o setor de comunicação avançou 0,8% em julho, sucedendo queda de 1,7%. Dessa forma, os resultados
reforçam nossa expectativa de nova retração do PIB no terceiro trimestre, porém em intensidade menor que
aquela observada no período anterior.
CNI: confiança do empresário industrial registrou nova queda em setembro
O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) alcançou 35,7 pontos em agosto, de acordo com os dados
divulgados na última sexta-feira pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O resultado é equivalente a uma
queda de 6,5% em relação ao mês anterior, segundo nossas estimativas dessazonalizadas, marcando a terceira
retração consecutiva. O declínio na margem refletiu as retrações de 6,6% e 6,0% da avaliação das condições
atuais e das expectativas, respectivamente. Na comparação interanual, o ICEI registrou variação negativa de
23,2%, acumulando queda de 20,0% nos últimos doze meses. A pesquisa, assim, reforça nossa expectativa de
retração da produção industrial no período, dado que será divulgado pelo IBGE apenas em novembro.
PIMES: emprego industrial manteve trajetória de queda em julho
O nível de emprego na indústria recuou 0,7% na passagem de junho para julho, descontada a sazonalidade,
conforme divulgado sexta-feira na Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário (PIMES) do IBGE. O resultado
marcou a sétima queda consecutiva na margem. Na comparação interanual, o declínio foi de 6,4%, refletindo
a menor ocupação em 17 dos 18 ramos pesquisados. Destacaram-se as variações negativas registradas nos
segmentos de máquinas e aparelhos eletrônicos e de comunicações (-15,9%) e meios de transporte (-11,9%),
na mesma métrica. Dessa forma, o pessoal ocupado na indústria acumula retração de 4,9% nos últimos doze
meses. No mesmo sentido, o número de horas pagas caiu 1,2% na margem, recuando 7,2% em relação ao
mesmo período de 2014. Já a folha de pagamento real declinou 1,8% em julho, na comparação com o mês
anterior, tendo contraído 7,0% ante o mesmo mês do ano passado. A pesquisa reforça os resultados exibidos
pelos demais indicadores de emprego referentes ao mesmo período já divulgados e sugere continuidade do
enfraquecimento do mercado de trabalho ao longo deste ano.
Tendências de mercado
Boletim Diário Matinal
As bolsas asiáticas encerraram o pregão de hoje em queda, com exceção do mercado acionário de Shanghai,
cuja alta foi impulsionada pelas ações de empresas industriais e de tecnologia. No mesmo sentido, as bolsas
europeias operam no campo positivo nesta manhã, a despeito dos dados fracos de inflação ao produtor na
Alemanha. Os índices futuros norte-americanos também registram elevação neste momento, recuperando parte
da queda observada na sexta-feira.
O dólar se fortalece em relação às principais moedas, com destaque para a depreciação do ringgit. Em contrapartida, o rublo recupera parcialmente as perdas do último pregão. As commodities apresentam direções
divergentes nesta manhã, com o petróleo e as principais agrícolas em alta e as metálicas industriais em baixa.
No mercado doméstico, os ativos deverão reagir ao resultado do IBC-Br de julho. Além disso, as atenções estarão voltadas aos próximos passos da política fiscal.
DEPEC
2
Indicadores do Mercado
18/09/15
Variação Diária
Variação Mensal
Variação Interanual
Ativos brasileiros
Taxa Selic - meta (% aa) (*)
14,25
0,00
0,00
3,25
Taxa de juros prefixada 360 dias - Swap Pré-DI (% aa) (*)
15,41
0,29
1,25
3,94
Taxa de juros em US$ 360 dias - Swap cambial (% aa) (*)
4,23
0,55
1,50
0,78
Contrato futuro de DI com vencimento em janeiro/16 (%) (*)
14,54
0,17
0,31
2,91
Contrato futuro de DI com vencimento em janeiro/17 (%) (*)
15,43
0,33
1,56
3,68
Título do Tesouro indexado ao IPCA - NTN-B 2016 (%) (*)
2.692,65
4,84
37,22
170,46
Título do Tesouro indexado ao IPCA - NTN-B 2050 (%) (*)
2.229,19
-26,59
-242,82
-302,64
378,37
2,42
74,14
239,12
Risco Brasil - CDS 5 anos (em pontos) (*)
Taxa de câmbio (spot) - R$/US$ (**)
3,95
1,22
13,79
66,83
Índice de ações Ibovespa (em pontos) (**)
47.264
-2,65
-0,39
-19,03
Índice de ações IBrX (em pontos) (**)
19.746
-2,53
-0,70
-17,55
Ativos internacionais
Índice de ações EUA - S&P (**)
16.385
-1,74
-6,43
-5,10
Índice de ações Europa - Bloomberg 500 (**)
239,42
-1,75
-8,67
0,80
Índice de ações Japão - Nikkei (**)
18.070
-1,96
-12,09
12,46
Índice de ações China - Shanghai (**)
3.098
0,38
-17,35
33,77
Treasury Bond - 10 anos (%) (*)
2,13
-0,06
-0,06
-0,48
Euro - US$/€ (**)
1,13
-1,2
2,5
-12,6
Iene - ¥/US$ (**)
119,98
0,0
-3,6
10,4
Libra - US$/£ (**)
1,55
-0,4
-0,8
-5,2
Peso mexicano - MXN/US$ (**)
16,65
0,3
1,5
25,8
6,36
0,0
-0,5
3,6
Índice de commodities em US$ - CRB (em pontos) (*)
Yuan - RMB/US$ (**)
194,18
-4,0
-2,6
-86,8
Petróleo - Brent (US$/barril) - 1º futuro (**)
47,47
-3,3
-2,7
-51,4
Ouro (US$/Onça Troy) - spot (**)
1.138
1,9
1,9
-7,2
867
-2,0
-5,0
-10,7
Milho (US$/bushel) - Chicago, 1º futuro (**)
377
-0,7
3,0
11,5
Boi (R$/arroba) - BMF, 1º futuro (**)
145
0,4
2,3
12,9
Soja (US$/bushel) - Chicago, 1º futuro (**)
Boletim Diário Matinal
(*) Variações em pontos percentuais
(**) Variações percentuais
Equipe Técnica
Octavio de Barros - Diretor de Pesquisas e Estudos Econômicos
Marcelo Cirne de Toledo - Superintendente executivo
Economia Internacional:
Economia Doméstica:
Pesquisa Proprietária:
Análise Setorial:
Estagiários:
Fabiana D’Atri / Felipe Wajskop França / Thomas Henrique Schreurs Pires
Igor Velecico / Andréa Bastos Damico / Ellen Regina Steter / Myriã Tatiany Neves Bast / Ariana Stephanie Zerbinatti
Regina Helena Couto Silva / Priscila Pacheco Trigo / Leandro de Oliveira Almeida
Fernando Freitas / Leandro Câmara Negrão / Ana Maria Bonomi Barufi
Davi Sacomani Beganskas / Henrique Neves Plens / Mizael Silva Alves / Gabriel Marcondes dos Santos / Wesley Paixão Bachiega / Carlos Henrique Gomes de Brito / Gustavo Assis Monteiro
O DEPEC – BRADESCO não se responsabiliza por quaisquer atos/decisões tomadas com base nas informações disponibilizadas por suas publicações e projeções. Todos os
dados ou opiniões dos informativos aqui presentes são rigorosamente apurados e elaborados por profissionais plenamente qualificados, mas não devem ser tomados, em nenhuma
hipótese, como base, balizamento, guia ou norma para qualquer documento, avaliações, julgamentos ou tomadas de decisões, sejam de natureza formal ou informal. Desse modo,
ressaltamos que todas as consequências ou responsabilidades pelo uso de quaisquer dados ou análises desta publicação são assumidas exclusivamente pelo usuário, eximindo o
BRADESCO de todas as ações decorrentes do uso deste material. Lembramos ainda que o acesso a essas informações implica a total aceitação deste termo de responsabilidade
e uso. A reprodução total ou parcial desta publicação é expressamente proibida, exceto com a autorização do Banco BRADESCO ou a citação por completo da fonte (nomes
dos autores, da publicação e do Banco BRADESCO).
DEPEC
3
Download

Mercado revisou a maioria das suas projeções para este ano e o