Milena Carrijo Dutra
•
Resumo Curricular:
•
Fisioterapeuta
•
Especialista em Ortopedia e Traumatologia pela Irmandade da
Santa Casa de Misericórdia de São Paulo
•
Aprimoramento em RPG pelo Centro Paulista de Fisioterapia e
Reeducação Postural e Pilates pela Universidade Gama Filho,
Physio Pilates e Contrology
•
Mestranda em Endocrinologia Clínica e Doenças
Ósteometabólicas pela Universidade Federal de São Paulo –
UNIFESP
grupos especiais
Ft. Msd. Milena Dutra
Conteúdo Programático
•
•
•
•
ATIVIDADES MOTORAS ADAPTADAS
PROCESSO QUE CONDUZ À DEFICIÊNCIA
Gestante
Osteoporose
Fibromialgia
Asma
FATORES
FATORESCAUSATIVOS
CAUSATIVOS
Enfermidades
Atitudes
Enfermidades
Atitudes
Ambiente
Necessidades
Ambiente
Necessidadessociais
sociais
Deficiência
Deficiência
• Deficiências:
- Física, Intelectual, Auditiva, Visual
• Desordens Ortopédicas:
- Principais lesões músculoesqueléticas
- Esqueleto apendicular e axial
Consequências
Consequênciaspara
paraaapessoa
pessoa
Diminuição
Diminuição da
da autonomia,
autonomia,da
da
mobilidade,
mobilidade, das
das atividades
atividadesde
de
lazer,
da
integração
social
lazer, da integração socialeeda
da
independência
econômica
independência econômica
Incapacidade
Incapacidade
Consequências
Consequênciaspara
paraaafamília
família
Necessidade
Necessidadede
decuidados
cuidados
Perturbação
Perturbaçãodas
dasrelações
relaçõessociais
sociais
Carga
Cargaeconômica
econômica
Handicap
Handicap
Consequências
Consequênciaspara
paraaasociedade
sociedade
Demanda
Demandade
decuidados
cuidados
Perda
de
produtividade
Perda de produtividade
Má
integração
social
Má integração social
TEIXEIRA, 2009
1
ATIVIDADES MOTORAS ADAPTADAS
Modificação da Denominação dos
Termos Utilizados
DEFINIÇÕES PRÁTICAS
A DEFICIÊNCIA:
DIZ RESPEITO A UMA ANOMALIA DA ESTRUTURA OU DA APARÊNCIA DO CORPO
HUMANO E DO FUNCIONAMENTO DE UM ORGÃO OU SISTEMA, SEJA QUAL FOR SUA
CAUSA; EM
PRINCÍPIO, A DEFICIÊNCIA CONSTITUI UMA PERTURBAÇÃO DE TIPO
ORGÂNICO;
• No começo da história e durante séculos
pessoas com deficiência eram chamados
A INCAPACIDADE:
REFLETE
AS
FUNCIONAL
E
CONSEQUÊNCIAS
DA
DA
ATIVIDADE DO
DEFICIÊNCIA
INDIVÍDUO;
NO ÂMBITO
DESSE
MODO,
DO
A
RENDIMENTO
INCAPACIDADE
´´ inválidos´´,´´aberrações´´
REPRESENTA UMA PERTUBAÇÃO NO PLANO DA PESSOA;
O HANDICAP :
SE REFERE ÀS LIMITAÇÕES EXPERIMENTADAS PELO INDIVÍDUO EM VIRTUDE DA
DEFICIÊNCIA E DA
RELAÇÕES
DO
INCAPACIDADE;
INDIVIDUO
COM
O
SEU
“HANDICAP”
MEIO,
BEM
REFLETE
COMO SUA
PORTANTO
ADAPTAÇÃO
A
AO
MESMO.
• A adoção deste termo se manteve com mais
ênfase durante o século IX-XX, porém em pleno
século XXI, não é de se estranhar que as
pessoas ainda utilizem tal termo em
determinados contextos.
TEIXEIRA, 2009
Modificação da Denominação dos
Termos Utilizados
Modificação da Denominação dos
Termos Utilizados
• Até os anos de 1960 - “os incapacitados”
• 1950, foi fundada a Associação de Assistência à
Criança Defeituosa, hoje denominada
Associação de Assistência à Criança Deficiente.
• Esse termo significava de início, “indivíduos sem
capacidade” e, mais tarde, o significado do termo
evoluiu para “indivíduos com capacidade residual”.
• 1950 - “os deficientes”
• Durante várias décadas, era comum o uso deste
termo para designar pessoas com deficiência de
qualquer idade.
• Nessas instituições, esses indivíduos eram
estimulados a aprender atividades de vida diária
AVD( cuidados com a higiene pessoal e com o
corpo, entre outras coisas).
2
Modificação da Denominação dos
Termos Utilizados
• “os excepcionais”
• Sujeitos da Educação Especial.
• Esses três termos (defeituosos, deficientes e
excepcionais) eram utilizados pela sociedade e
seu uso era flutuante já que os termos coexistiam.
• A justificativa para tal adesão era a de que tais
termos focalizavam as deficiências em si.
Modificação da Denominação dos
Termos Utilizados
• 2002 - “portadores de direitos especiais
PODE”
• É consenso entre os teóricos da época que tanto
o termo, quanto a sigla, apresentavam
problemas que inviabilizavam a sua adoção em
substituição a qualquer outro termo utilizado
para designar pessoas que têm deficiência.
• A discussão sobre o termo “portadores” vem
atravessando os tempos, uma vez que passa a
idéia de que a deficiência é transitória e de que
os sujeitos portam - são carregadores dessa
deficiência.
Modificação da Denominação dos
Termos Utilizados
• Atualmente discute-se a utilização do termo
“pessoa com deficiência”
• Em substituição ao termo “deficiente”, mais amplamente
divulgado, inclusive nos textos legais.
• E novos valores são agregados às pessoas com
deficiência, como: empoderamento (uso do poder
pessoal para fazer escolhas e assumir o controle da
situação de cada um) e responsabilidade (de contribuir
com seus talentos podendo atuar junto à sociedade com
o intuito da inclusão de todas as pessoas com ou sem
deficiência)
Estigma
• - Deficiente
ADAPDADA
• - Defeituoso
• - Incapaz
• - Aleijado
• - Inválido
3
ADAPTADA
• Séc XX – primeiros relatos
• 1920 – competições para
cegos
• Pós II Guerra
• 1946 – EUA
• 1958 – Brasil
1 clube dos paraplégicos SP
Atividade Física Adaptada
a alunos com necessidades especiais:
Gestante, Fibromialgia e Dor Miofascial
Osteoporose e Asma Me relate uma
vez em que
Deficiência Auditiva
você se sentiu
excluído
Deficiência Visual
Deficiência Intelectual
Deficiência Motora - Física
Patologias Específicas
INCLUSÃO ?
(Greguol, 2010)
A inclusão é a modificação da sociedade
como pré-requisito para que pessoa com
necessidades especiais possa buscar seu
desenvolvimento e exercer a cidadania.
É um processo amplo, que envolve
transformações, pequenas e grandes, nos
ambientes físicos e na mentalidade de todas
as pessoas, inclusive da própria pessoa com
necessidades especiais.
INCLUSÃO x INTEGRAÇÃO
• SegundoTeixeira (2008), todo programa
de educação física deve conter desafios a
todos os alunos, permitir a participação de
todos, respeitar suas limitações, promover
autonomia e enfatizar o potencial no
domínio motor.
(Sassaki, 1997)
4
Entender a deficiência e suas limitações,
mas, principalmente, valorizar
a
capacidade que existe!
DICAS
• Procure entender as características individuais de
cada aluno
• Elogie sempre para promover motivação
• Evite super proteção
• Não subestime a capacidade do aluno
• Não tenha receio de perguntar suas dúvidas
• Dirija- se sempre que possível ao aluno
Uma das principais manifestações da vida do se
humano é o movimento, tornando-se essencial para a
formação da personalidade da criança.
O movimento traduz a relação do homem com o seu
exterior (natureza/sociedade), portanto é de
fundamental importância para o desenvolvimento total
da criança
Desenvolvimento
Neuropsicomotor
(Inge Flehmig, 2002)
Desenvolvimento
Normal e Seus
Desvios no Lactente
DNPM
(Fonseca,1983)
DNPM
(Greguol, 2010).
5
O que acontece mês a mês?
Desenvolvimento Motor Normal
Competências do recém nascido:
• Modulação dos reflexos
• Identificação e modificação do tônus muscular,
flexor - extensor
• Reações de equilíbrio e postura, alinhamento da
cabeça com o corpo
LESÃO
Reflexos
Reflexos Primitivos
• Os reflexos proporcionam experiência motoras e
sensoriais
• Sucção
• Base dos movimentos voluntários futuros !!!
• 4 pontos cardeais da boca
Casos Patológicos:
• Olhos de boneca
Reflexos primitivos estarão ausentes ou não
serão modulados
(Inge Flehmig, 2002)
Clonus e Babinski
6
Reflexos Primitivos
• Moro
• Susto ou desequilíbrio
Reflexos Primitivos
• Preensão palmar e plantar
(Inge Flehmig, 2002)
• Abdução de MMSS
• Extensão de cabeça
(Inge Flehmig, 2002)
Reflexos Primitivos
Reflexos Primitivos
• Galant
• Paravertebrais
• Inclinação ou
estiramento para
o lado estimulado
(Inge Flehmig, 2002)
• Colocação plantar e palmar
• Toque no dorso do pé ou da mão
• Apoio positivo,
descarga de peso
• Em pé, apresenta
reação de subida
(Inge Flehmig, 2002)
7
Reflexos Primitivos
• RTCA
• RTCS
Landau: extensão total de MMSS
e MMII
Reflexos
Babinski: Reflexo de proteção, pois os estímulos
que os desencadeiam são nociceptivos,
podendo ser considerado como uma
manifestação reflexa dos flexores, normalmente
moderado pelo trato piramidal
Clonus: Reflexo miotático, contrações rítmicas
acionado ao rápido estiramento muscular, este
aumento da excitabilidade reflexa acontece
apenas por tensão, esforço muscular excessivo
ou seguindo um susto
Reação de Paraquedas
Objetivos
Anamnese
•
•
•
•
•
•
Observar alterações no desenvolvimento
Detectar atrasos e anomalias
Prevenir exarcerbação de reflexos
Intervenção precoce em casos de lesão
Estimular as etapas do DNPM
Promover capacidade funcional e individualidade
futura
• Promover habilidade na execução dos atos
motores e interação com o meio
(Inge Flehmig, 2002)
Propedêutica Neurológica (Nitrini, 2000; Sanvito, 2005)
8
Anamnese
Anamnese
Hipertonia Espástica:
Hipertonia Plástica:
Elástica
Sinal do canivete
Velocidade dependente
Cede ao
movimento
• Rigidez
• Sinal da roda dentada
• Independe da
velocidade
• Interrupções do
movimento
• Espasticidade
constante
TÔNUS
• Estado de relativa tensão do músculo durante o
repouso.
• O tônus normal permite adaptação de postura,
equilíbrio e movimento.
Hipotônico
Normotônico
Hipertônico
•
•
•
•
PALPAÇÃO
Espasticidade?
• Desordem motora: lesão cerebral
• Hiperexcitabilidade do reflexo de estiramento,
contração muscular
• Liberação excessiva da atividade de acetilcolina
na placa motora
Reflexos determinam presença ou ausência de
espasticidade após lesão de áreas motoras
9
HIPERTONIA
• Enrijecimento e alteração de mobilidade
do membro afetado
• Exaltação do tônus: resistência do
músculo ao estiramento
Hiperreflexia - hiperatividade do sistema
corticorreticuloespinhal, o qual é facilitador
dos motoneurônios alfa e gama
Medula Espinhal
• Motoneurônio Alfa:
excitam inúmeras
fibras motoras
(unidade motora)
• Motoneurônio Gama:
impulsos para o fuso
muscular, tem poder
de contração e
manutenção do tônus
HIPOTONIA
Anamnese:
• Flacidez
• Ausência total da
resistência ao
movimento
• Frouxidão Ligamentar
10
Flacidez?
Deficiência Intelectual
• Hiporreflexia
• Diminuição de força muscular
• Instabilidade articular
• Letargia: dificuldade de fala
• Aparente em diversas patologias
Síndrome de Down
Síndrome de Down
• John Langdon Down 1862
• 85% Trissomia 21
• Não disjunção meiótica
Translocação +- 4%
Mosaico +-3%
• 1 a 2 – 1000 nascimentos
11
Cariótipo Humano
• 46 cromossomos (23 pares)
• 22 similares, homens e mulheres
(autossomos)
• Cromossomos sexuais: X . Y
Informação Genética – Genoma
Diagnóstico Precoce: aminiocentese e US
Distúrbios Genéticos
• Cromossômicos: excesso ou deficiência de
genes contidos em cromossomos inteiros ou em
porções, alteram a estrutura ou número de
cromossomos
Mutações Cromossômicas
Numéricas:
• Monogênicos: genes mutantes hereditários, que
alteram a estrutura do DNA
• Resulta da não disjunção, erro da divisão celular
na qual um par de cromossomos ou duas
cromátides não se separam
Euploidias: alteração de um genoma inteiro
- vegetais
• Multifatoriais: variação do gene que produz ou
predispõe a um defeito em geral em conjunto
com fator ambiental
Aneuploidias : desvio no número diplóide de 46
cromossomos, crescem ou perdem cromossomos,
não sendo múltiplo exato de 23 (45,47)
12
Mutações Cromossômicas
Mutações Cromossômicas
Estruturais:
Somias:
• Nulissomia (2n - 2) perda de um par inteiro
de cromossomos
• Monossomia (2n - 1) um cromossomo a
menos no cariótipo
• Provocam alterações na estrutura dos
cromossomos, podendo ocasionar a
perda de genes, a leitura duplicada ou
erros na leitura de um ou mais genes
• Trissomia (2n + 1) um cromossomo a mais
no cariótipo
Síndrome de Down
Síndrome de Down
Causas:
Translocação Robertsonianas:
• Idade materna > 35
anos
• Fusão nuclear e alteração estrutural
• Hereditariedade
• Perda dos braços curtos e troca dos inteiros (13,
14, 15 e 22)
• Casamento
consangüíneo
• % restante
• O braço 21 liga-se ao topo com outro
cromossomo
(Teixeira, 2008; Greguol, 2010)
13
Síndrome de Down
Mosaico:
• Células com arranjo genético normal e células
com trissomia 21
• Células com 2 materiais genéticos: 1 com 46 e
outro com 47 cromossomos
• Alteração numérica
(Teixeira, 2008; Greguol, 2010)
Síndrome de Down
Diagnóstico:
14
Síndrome de Down
• Coração: defeito do septo ventricular e
comunicação interatrial
• Gastrointestinal: estenose duodenal e
estreitamento anal
• Músculo esquelético: hiperflexibilidade,
instabilidade cervical e ATM, displasia
coxofemoral
TÔNUS ?
O professor deve adequar a
metodologia a ser adotada:
• Qual aluno apresenta maior facilidade de
aprendizado?
• Por quanto tempo o aluno pode permanecer
atento as atividades solicitadas?
• Qual interesse do aluno?
• Adaptar o programa e planejamento de aula,
com criatividade para alcançar os objetivos
(Educação física e inclusão: considerações para a
prática pedagógica na escola
Freitas, P. Cidade, R. 2009)
Síndrome de Down
• Visuais e Auditivos: miopia, catarata, rebaixamento
auditivo
• Linguagem: disfagia: defict de deglutição
• RN: baixo peso, hiporreflexia, hérnia umbilical, hipotonia,
atraso no DNPM
• Neurológicos: retardo mental, microcefalia, 5% convulsão
(Teixeira, 2008; Greguol, 2010)
Classificação:
Deficiente Intelectual
• Leve: QI 55-69, capazes de aprender, educáveis
• Moderada: QI 35-54, treináveis, atividades
condicionadas, supervisionadas
• Grave: QI 20-34, dificuldade de adaptação social,
treináveis ainda
• Profunda: QI <19, dependência nas AVD´S
(Teixeira, 2008)
15
Classificação:
Deficiente Intelectual
•
•
DESVIO PADRÃO DE 16-QI
BINET
•
•
•
•
•
68-84
Limítrofe
52-67
Leve
36-51
Moderado
20-35
Severo
19 e abaixo Profundo
•
(Gorgatti e Costa, 2008)
•
•
Limítrofe: Aprendizagem
lenta; deve ser
emocionalmente normal
Leve: Educável, diferenças
percebidas
predominantemente após os
6 anos de idade
Moderado: Treinável para
tarefas de rotina e cuidados
pessoais
Severo e profundo: Aprende
minimamente tarefas
relacionadas a cuidados
pessoais, trabalho
predominantemente em casa,
com poucas exceções,
estado vegetativo
Deficiência Intelectual - Plano de Aula
(Marteniuk, 1976)
Classificação:
Deficiente Intelectual
• Intermitente: Apoios de curto prazo se fazem
necessários durante as transições da vida
• Limitado: Apoio regular durante um período curto
• Extensivo: Apoio constante, com comprometimento
regular sem limite de tempo
• Generalizado: Constante e de alta intensidade;
possível necessidade de apoio para a manutenção
de vida
(Gorgatti e Costa, 2008)
Deficiência Motora
Relacionamento com PDM´s
Perfil do Professor
• O professor deve ser:
• Seguro; Estimulador; Versátil; Persiste, Comunicativo e Paciente.
• O professor deve ter:
• Rapidez de raciocínio, bom senso, atenção, auto-domínio, resistência à rotina
e capacidade de observação
Diretrizes para Exercícios
• Passar a informação do exercício de modo que possa ser assimilada com
facilidade
• Incluir estratégias para evitar distrações e promover motivação
• Promover aprendizado de tarefas simples e progredir para complexas
• Realizar repetição do ato constantemente - Princípio da aprendizagem
motora
• Ao mudar a tarefa sempre parta de algo de base já aprendido
• Utilizar estratégias necessárias para adequar o movimento ou tarefa motora
• Busque sempre conhecimentos a cerca da patologia, conheça seu aluno,
oriente os pais ou cuidadores, realize seu trabalho de forma consciente e
com amor.
16
Definiç
Definição
´´Refere
´´Refere--se aos problemas ósteo musculares ou neuroló
neurológicos que
afetam a estrutura ou a funç
função do
corpo, interferindo na motricidade.
Ela é caracterizada por distú
distúrbio na
movimentaç
movimentação e/ou locomoç
locomoção do
indiví
indivíduo”
duo”.
(MATTOS,1992)
Paralisia Cerebral - PC
CLASSIFICAÇ
CLASSIFICAÇÃO
A deficiência fí
física pode ser dividida em:
- Distú
Distúrbios Ortopé
Ortopédicos - que referemreferem-se a
problemas originados nos mú
músculos, ossos
e/ou articulaç
articulações.
- Distú
Distúrbios Neuroló
Neurológicos - referemreferem-se a
deterioraç
deterioração ou lesão do sistema nervoso
Congênita ou adquirida;
Aguda ou crônica;
Permanente ou temporá
temporária;
Progressiva ou não progressiva.
PC
ENCEFALOPATIA NÃO PROGRESSIVA CRÔNICA
Termo que designa um grupo de desordens motoras
(lesão cerebral)
Causas:
Pré Natal: infecções, separação da
placenta, prematuridade
Peri Natal: hipóxia, parto
demorado, hemorragia intraventricular
Pós Natal: TCE, meningite, encefalite
17
PC
PC
Lesão:
• Atraso ou parada do desenvolvimento motor
• Não ocorre modulação dos reflexos primitivos
• Dificuldade de controlar os movimentos e padrões
posturais
Classificação Neuroanatômica - Tipos Clínicos:
• Piramidal: Espástico
• Atáxico
• Extrapiramidal:
Atetóide, coreico, distônico
• Tônus inadequado – 2:1000
(Teixeira, 2008)
(Prado, 2004)
PC
Classificação Topográfica:
• Monoplegia/paresia
• Hemiplegia/paresia 20%
• Tetraplegia/paresia 43%
• Diplegia/paresia: 35%
18
PC - Espástico
PC - Espástico
Características:
• Piramidal: 70%
• Lesão córtex motor
•
•
•
•
Reflexos primitivos exarcebados
Alteração de tônus: membros
Reação de equilíbrio prejudicada
Hiperreflexia, babinski e clonus presentes
•
COGNITIVO?
• Hipotonia de base - choque
• Hipertonia espástica = elástica
• Tetraplegia, diplegia, hemiplegia
PC - Espástico
Distúrbios Associados:
•
•
•
•
Estrabismo
Nistagmo
Distúrbios de fala e linguagem
Déficit auditivo
PC - Extrapiramidal
Deformidades Ortopédicas:
• Movimentos involuntários e impulsivos
• Luxações proximais (ombro e quadril)- fase
hipotônica
• Contraturas musculares
• Pés equino varo ou valgo
• Escolioses
• Lesão de núcleos da base
Enviam e recebem
sinais excitatórios do
córtex sensório motor
e cerebelo. Prontidão
para organizar e
liberar seqüências de
movimento
19
PC - Extrapiramidal
• Hipotonicos até 1 ano no máximo
• Tônus Flutuante – Movimentos Involuntários
PC - Extrapiramidal
• Marcha em marionete
Atetose: Hipotonia para normal e Movimentos distais:
rotação da mão
Atetose de Tensão: Hipertonia e Instabilidade
proximal
Coréia: Hipotonia para normal para hipertonia e
Envolve todo o membro – rotação de MS
Distonia:Hipotonia para hipertonia e Movimentos de
rotação do membro superior e tronco
PC - Extrapiramidal
PC - Atáxico
• Lesão cerebelar – Hipotonia - RARO: 5-10%
• Falta de estabilidade proximal
• Geralmente são Tetraplégicos
• Assimetria evidente em hemiplégicos
• Movimentos involuntários
• Reflexos primitivos
exacerbados
• Déficit de equilíbrio
• Coordenação ocular afetada
• Incapacidade de ajuste postural (ataxia axial) –
alterações de equilíbrio
• Déficit de coordenação (ataxia apendicular)
• Tremor de intenção tanto axial quanto apendicular
• PC espástico de membros e atáxico de tronco
20
PC - Atáxico
Disdiadococinesia:
movimentos alternados, rítmicos descoordenados
MS: prono e supino
MI: flexo/extensão de tornozelo
• Falta de seletividade do
movimento
PC
Características Gerais:
• Pobreza de
movimentos/redução da
ADM
• Falta de
seletividade/assimetrias
• Contraturas e deformidades
• Déficit ou ausência de
reações de equilíbrio
• Respiração, fala e
alimentação
• Atraso no DNPM
Tratamento e Atividades
Específicas
Objetivos:
• Adquirir equilíbrio e ajustes
posturais
• Modular reflexos primários
e tônus muscular
• Aquisição de simetria e
controle corpóreo
• Promover habilidade e
independência nas AVD´s
(marcha)
• Evitar deformidades e
encurtamentos
• Ganhar FM, evitar atrofia
CURIOSIDADE
• Respeitar a individualidade de cada tipo de PC
• Estimular DNPM
Controle de cabeça, tronco..
• Bloqueio Químico ou
Cirurgia?
* Botox
Curto *
Médio/Longo
Prazo
Alvo nos movimentos !
- Alteração da
funcionalidade
- Espasticidade local
21
Tratamento e Atividades
Específicas
Deficiência Física
• O período de aplicação do botox permite
exercícios direcionados e posicionamentos
adequados
• Melhora da capacidade visco-elástica e controle
seletivo muscular
• Alongamentos passivos e ativo assistidos
• Exercícios ativo assistidos e ativos quando
possível
• Ganhar força dos músculos antagoniatas paréticos
e controle dos agonistas espásticos
Lesão Medular
Lesão Medular
• Condição resultante de uma lesão da vértebra
e/ou dos nervos da coluna espinhal.
• Esta lesão quase sempre está associada, com
algum grau de paralisia devido ao
comprometimento da medula.
• Afetando as funções do sistema motor,
sensorial e autonômico
(simpático e parassimpático)
(Gorgatti e Costa, 2008)
Óssea ou Neurológica (Gorgatti e Costa, 2008)
Congênita ou Adquidida
22
CA
HD
•
•
•
•
•
•
33 Vértebras • 31pares de nervos espinhais
C-7
N-8
T-12
N-12
L-5
N- 5
Cc-5
N- 5
S- 4-5 N- 1
DERMÁTOMO,
MIÓTOMO,
ESCLERÓTOMO
23
24
Lesão Medular
• Classificação:
• Completa = plagia
• Incompleta = paresia
• Acima de T1= Tetra
• T1 e abaixo = Para
(Gorgatti e Costa, 2008)
Lesão Medular
Lesão Medular
• PARA:
• C1, C2, C3 – ausência
total de movimento
• C4 – diafragma, pescoço
e fraco deltóide
• C5 – ombro parcial,
abdução dos braços e
bíceps
• C6 – extensores de
punho, possibilidade de
apreensão
• C7/ C8 – tríceps, flexão e
extensão dos dedos
• T1 – toda musculatura do tronco alto e
resistência respiratória
• T6 – estabilidade de tronco
• T12 – músculos abdominais, grande estabilidade
de tronco, todos os músculos torácicos
• L4 – tronco inferior, flexão de quadril e extensão
de joelho
• S1 – panturrilha e flexão de tornozelo
25
Seqüelas da L. M.
Deficiência Auditiva
• Espasmos, clônus
• Redução da capacidade respiratória
• Disfunção do sistema de regulação térmica
• Úlceras de decúbito (escaras)
• Incontinência ou retenção urinária – bexiga neurogênica
• Redução da massa óssea e muscular
• Ausência de sensibilidade
• Prejuízo no retorno venoso
(Gorgatti e Costa, 2008)
Ludwig Van Beethoven
• Definição:
• Impossibilidade total ou parcial de ouvir, com
níveis de graduação que vão do leve ao profundo.
• Diferença existente entre a performance do
indivíduo e a habilidade normal para a detecção
sonora
(Brasil, 2005)
26
Classificação dos diferentes tipos de
deficiência auditiva:
• Quanto ao período de aquisição:
• Congênitas
• (já nasce surdo e é pré-lingual – antes da
aquisição de linguagem)
• Adquiridas
• (perde a audição no decorrer da vida, podendo ser
pré-lingual ou pós-lingual)
Classificação dos diferentes tipos
de deficiência auditiva:
• Quanto a etiologia, podem ser:
• Pré-natais
• (fatores genéticos e doenças adquiridas pelas mães)
• Peri-natais
• (provocado por parto prematuro, anóxia cerebral e trauma de
parto)
• Pós-natais
• (doenças adquiridas ao longo da vida como, caxumba e
meningite)
(Brasil,2007)
Classificação dos diferentes tipos de
deficiência auditiva:
Quanto a localização, podem ser:
• Condutiva (localizada no ouvido externo e/ou médio, tem
como causa otites e essas perdas, geralmente, podem ser
reversíveis após tratamento)
• Neurossensorial (localizada no ouvido interno, é
irreversível e geralmente causada por rubéola maternal e
meningite)
• Mista (localizada no ouvido externo, médio e interno,
geralmente causada por fatores genéticos)
• Central (localiza-se desde o tronco cerebral até o córtex
cerebral)
Graus de deficiência auditiva
Perda de decibé
decibéis
Conseqü
Conseqüências
Leve
Entre 16 e 40
Dificuldade de
ouvir
conversação
silenciosa
Moderada
Entre 41 e 55
Acentuada
Entre 56 e 70
Severa
Entre 71 e 90
Dificuldade de
ouvir telefone
tocando
Acima de 91
Impedimento da
percepção da
voz humana e
dificuldade de
ouvir ruído de
caminhão
Profunda
Dificuldade de
ouvir canto de
pássaros
Dificuldade de
ouvir
conversação
normal
27
Aparelhos Amplificadores Eletrônicos
De acordo com BRASIL (2005), as
características de dificuldade na
pronúncia de palavras, preguiça ou
desânimo, se atende aos chamados,
se inclina a cabeça para ouvir
melhor, se usa palavras erradas ou
inadequadas para a idade, se não se
interessa por atividades em grupo e
jogos, se fala muito alto ou muito
baixo, devem ser observadas pelo
professor.
Como posso me comunicar melhor com o
deficiente auditivo ?
Não é correto dizer que alguém é surdomudo.
Muitas pessoas surdas não falam porque não
aprenderam a falar.
• A.A.S.I. (Aparelho de amplificação sonora individual)
Pode ser retroauricular, o qual, fica atrás da orelha, pode ser
usado em todos os graus de perda auditiva. Pode ser o
convencional, o qual, se assemelha a um walkman, sendo
indicados quando há má formação do ouvido externo,
impossibilitando o uso do retroauricular. Ele converte o sinal
sonoro em elétrico, e o circuito do aparelho converte o sinal
elétrico em acústico, encaminhando o som amplificado ao
conduto auditivo externo
• F.M. (Sistema de freqüência modulada) – Consiste em um
transmissor e microfone que são utilizados pelo professor e aluno
• Implante Coclear (Prótese auditiva com componentes externos e
(Brasil, 2005)
internos
Introdução
• Adoção de linguagem de sinais não é
suficiente para escolarizar o aluno com
surdez
• Deve haver ambientes educacionais
estimuladores nas escolas, que desafiem o
pensamento e explorem suas capacidades
Muitas fazem a leitura labial, outras não
(Brasil, 2007)
28
• Quando quiser falar com uma pessoa surda, se
ela não estiver prestando atenção em você,
acene para ela ou toque em seu braço
levemente
• Quando estiver conversando com uma pessoa
surda, fale de maneira clara, pronunciando bem
as palavras, mas não exagere.
• Use a sua velocidade normal, a não ser que lhe
peçam para falar mais devagar
• Seja expressivo ao falar
• Como as pessoas surdas não podem ouvir
mudanças sutis de tom de voz que indicam
sentimentos de alegria, tristeza, sarcasmo ou
seriedade, as expressões faciais, os gestos e o
movimento do seu corpo serão excelentes
indicações do que você quer dizer
• Fale diretamente com a pessoa, não de lado ou
atrás dela. Faça com que a sua boca esteja
bem visível.
• Gesticular ou segurar algo em frente à boca
torna impossível a leitura labial. Usar bigode
também atrapalha
• Se você souber alguma linguagem de sinais,
tente usá-la. Se a pessoa surda tiver dificuldade
em entender, avisará. De modo geral, suas
tentativas serão apreciadas e estimuladas
Enquanto estiver conversando, mantenha
sempre contato visual, se você desviar o
olhar, a pessoa surda pode achar que a
conversa terminou.
Nem sempre a pessoa surda tem uma boa dicção.
Se tiver dificuldade para compreender o que ela está
dizendo, não se acanhe em pedir para que repita.
Geralmente, as pessoas surdas não se incomodam
de repetir para que sejam entendidas
29
Características Pessoais
Se for necessário, comunique-se
através de bilhetes.
O importante é se comunicar, seja qual for o
método
• Quando a pessoa surda estiver
acompanhada de um intérprete, dirijase à pessoa surda, não ao intérprete
supondo que ela não possa entendê-lo.
• Usar todos os recursos possíveis para se
comunicar procurando certificar-se de que o
aluno compreendeu a mensagem
Não mudar constantemente as regras de
uma determinada atividade
Não demonstrar impaciência quando não
estiver entendendo o que o aluno quer dizer
Estratégias
• O retardo apresentado no
desenvolvimento motor, muitas vezes é
conseqüência da surdez neurossensorial,
a qual afeta o equilíbrio e tônus
labiríntico, dificultando a interação e
relação com o ambiente.
• A sua marcha também poderá ser
perturbada – arrasta os pés porque
não é orientada pelas sensações de
contato, suficientes para garantir o
equilíbrio, mas insuficientes para
regular o seu andar.
30
Objetivos
Estratégias
• Fazer demonstrações
• Com relação ao desenvolvimento motor,
embora possa haver uma latência maior
em alguns dos estágios, prejudicando
funções, a criança surda passa pelos
mesmos estágios de desenvolvimento
que uma criança ouvinte. Atividades que
estimulem a identificação e o controle de
segmentos corporais
Objetivos:
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
Equilíbrio estático e dinâmico
Estimulação proprioceptiva
Coordenação motora
Controle corporal
Consciência corporal
Noções espaço-temporais
Ritmo
Condicionamento físico
Exercícios respiratórios e relaxamento
Jogos e atividades em grupo.
• Explicar a aula no quadro negro através de
desenhos
• Usar vídeos, slides, cartazes, imagens etc.
• Utilizar pranchetas para explicações
• Se Aula só para D.A., deve haver número
reduzido de alunos
Dados estatísticos
• Estima-se que 42 milhões de pessoas acima de 3
anos de idade são portadoras de algum tipo de
deficiência auditiva, de moderada a profunda
(OMS).
• Já havia a expectativa de que o número de perdas
auditivas na população mundial chegaria a 57
milhões no ano 2000.
31
Dados Estatísticos:
• Dados da Organização Mundial de Saúde
(OMS), mostram que 10% da população mundial
sofre de problemas auditivos.
• A rubéola, que atinge mulheres durante a
gestação, é uma das principais causas da surdez
congênita.
Dados Estatísticos:
• A audição é tão importante que,
dentre os órgãos do sentido, o
ouvido é o único que permanece
em alerta as 24 horas do dia.
Atuação Profissional
Adaptada
Refletir sobre as condições dos
portadores de deficiência auditiva, é
uma necessidade premente da escola,
que exige tomadas de postura e
discussões encaradas com
conhecimento e seriedade .
•
32
Deficiência Visual
Deficiência Visual
Conceito
Situação irreversível de diminuição da
resposta visual, em virtude de causas
congênitas ou hereditárias, mesmo após
tratamento clínico e/ou cirúrgico e uso de
óculos convencionais.
Deficiência Visual
• Classificação
Quanto à intensidade
a. Visão subnormal
ou baixa visão
b. Cegueira
Aquele que lê com ampliação ou lupas.
Possui dificuldade em desempenhar
tarefas visuais, mesmo com prescrição de
lentes corretivas, mas pode aprimorar sua
capacidade de realizar tais tarefas com a
utilização de estratégias visuais
compensatórias, baixa visão e outros
recursos e modificações ambientais.
Deficiência Visual
Quanto ao comprometimento do campo visual
Comprometimento central
Aquele que lê em Braile. Pessoa cuja
percepção da luz, embora possa auxilia-la
em seus movimentos e orientação, é
insuficiente para aquisição de
conhecimentos por meios visuais.
33
Deficiência Visual
Quanto ao comprometimento do campo visual
Comprometimento periférico
Deficiência Visual
Causas Congênitas:
Malformações oculares
Glaucoma congênito
Catarata congênita
Deficiência Visual
Causas Adiquiridas:
Características Pessoais
Menor auto-confiança
Menor auto-estima
Traumas oculares
Catarata
Degeneração senil de mácula
Glaucoma
Alterações retinianas
Menor desenvolvimento social
Altamente verbais
Dependente de outros e com receio de se movimentar
Ansiedade
Medo de situações e ambientes não conhecidos
Insegurança em relação às suas possibilidades
34
Características Pessoais
COGNITIVAS
Consciência cognitiva tende a ser menor, pois
há limitação na captação de estímulos, assim
como a falta de relação entre o objeto
visualmente percebido e a palavra e falta de
experiências práticas
Defasagem no nível cognitivo, por dificuldade na
formação e utilização de conceitos.
Características Pessoais
MOTORAS
Seguem a mesma seqüência de desenvolvimento motor,
mas num ritmo mais lento, devido a ausência de
movimentos
Defasagem da imagem corporal
Defasagem na lateralidade
Defasagem na expressão facial e corporal
Maior tempo de reação entre a prontidão postural e o
movimento inerente
Possuem menos equilíbrio
Correr e arremessar são habilidades de difícil execução
Tendência a ter sobrepeso
Características Pessoais
• Mapa mental
• Conhecimento dos materiais
• Conhecimento da acuidade visual do aluno
(ficha de anamnese)
• Fique a vontade para usar palavras como "veja"
e "olhe".
• As pessoas cegas às usam com naturalidade.
• Quando for embora, avise sempre o deficiente
visual.
• Nem sempre as pessoas cegas ou com deficiência
visual precisam de ajuda, mas se encontrar alguma
que pareça estar em dificuldades, identifique-se,
faça-a perceber que você está falando com ela e
ofereça seu auxílio. Nunca ajude sem perguntar
antes como deve fazê-lo.
• Caso sua ajuda como guia seja aceita, coloque a
mão da pessoa no seu cotovelo dobrado. Ela irá
acompanhar o movimento do seu corpo enquanto
você vai andando.
35
• É sempre bom você avisar, antecipadamente, a
existência de degraus, pisos escorregadios,
buracos e obstáculos em geral durante o trajeto.
• Num corredor estreito, por onde só é possível
passar uma pessoa, coloque o seu braço para
trás, de modo que a pessoa cega possa continuar
seguindo você.
• Para ajudar uma pessoa cega a sentar-se, você
deve guia-la até a cadeira e colocar a mão dela
sobre o encosto da cadeira, informando se esta
tem braço ou não.
• Por mais tentador que seja acariciar um
cão-guia, lembre-se de que esses cães
têm a responsabilidade de guiar um dono
que não enxerga.
• O cão nunca deve ser distraído do seu
dever de guia.
• Ao explicar direções para uma pessoa cega,
seja o mais claro e específico possível, de
preferência, indique as distâncias em metros
("uns vinte metros a sua frente").
• Algumas pessoas, sem perceber, falam em tom
de voz mais alto quando conversam com
pessoas cegas. A menos que a pessoa tenha,
também, uma deficiência auditiva que justifique
isso, não faz nenhum sentido gritar. Fale em
tom de voz normal.
• As pessoas cegas ou com visão subnormal são
como você, só que não enxergam. Trate-as com
o mesmo respeito e consideração que você
trata todas as pessoas.
• No convívio social ou profissional, não exclua as
pessoas com deficiência visual das atividades
normais. Deixe que elas decidam como podem
ou querem participar.
• Proporcione às pessoas cegas ou com
deficiência visual a mesma chance que você
tem de ter sucesso ou de falhar.
36
Dicas em Aula
• Modificar o ambiente, incluindo espaço e
equipamentos, evitando acidentes.
• A luminosidade do ambiente, pode contribuir
para localização no espaço dos alunos com
baixa visão.
• Evite ambientes com excesso de ruídos, pois a
poluição sonora pode comprometer o
aproveitamento dos alunos.
• Manifeste elogios e afeto por palavras.
• Procure conhecer diretamente cada um
dos alunos. Verificar a existência ou não
da visão, período de perda completa,
gênero e severidade da perda visual.
Alguns tipos de complicações como o
glaucoma e deslocamento de retina
podem vir a se agravar mais em função de
movimentos que aumentem a pressão ou
traumatismos na região da cabeça.
• Para ensinos de habilidades ou demonstrações
use palavras simples e claras
• Oriente e auxilie com informações e pistas o
reconhecimento do espaço a ser utilizado para
aula.
• Retire objetos que possam vir obstruir o
deslocamento dos alunos.
• Distribua inicialmente ao espaço os alunos em
fileiras, círculos ou colunas para melhor relação
corpo – espaço, deixando sempre bom espaço
entre os participantes.
• Formar estratégias que sejam familiares para o
aprendizado de novas habilidades.
• Informações Auditivas:
• Verbal: Instruções e descrições sobre o movimento.
• Sinalética: Informações diversas incluindo sons vocais. EX:
Caixas acústicas, barulho do relógio e contagens do professor.
• Informações Táteis:
• Direta: Movimento é sugerido e demonstrado. EX: Toque do
professor.
• Indireta: Sinais que ocorrem no ambiente durante a aula. EX:
Marcas em relevo no solo
• A Informação cinestésica é melhor para obtenção de
resultados durante o ensino de habilidade em comparação a
informação auditiva, porém ela limita muitas vezes a utilização
do domínio cognitivo, utilizá-la apenas se necessário.
37
O
S
T
E
O
P
O
R
O
S
E
Definiç
Definição da Osteoporose
Osteoporose é uma desordem esquelética
caracterizada por massa óssea reduzida,
comprometendo a resistência óssea e predispondo a um
aumento do risco de fratura. Resistência óssea se
traduz pela integração entre quantidade (densidade) e
qualidade óssea. NIH Consensus Conference 2001
Normal
Fraturas Por Osteoporose ao Longo
da Vida
IBGE, 2000
Envelhecimento populacional no Brasil:
↑ do nº de idosos⇒ ↑ dos casos de osteoporose
•
•
14,5 milhões de idosos⇒ 8.5% da pop. total (2000)
32 milhões de idosos ⇒ 13% da pop. total (2030)
•
•
•
IBGE, 2010
Pesquisa FAPESP
35 milhões de habitantes com + de 60 anos de idade
(2025), triplicando em (2050)
•
•
•
•
•
Relação
Vértebras
Vértebras
mulheres:homens
7:1 Fraturas de coluna
Fêmur
Fêmur
proximal
proximal
2:1 Fraturas de quadril
33% mulheres e 17%
Antebraço
Antebraço
homens sofrerão
fraturas aos 90 anos
de idade
Aumento dramático
após Depois
65 anos
do primeiro ano pós fratura de quadril 20% ficam
Incidência/1000
Incidência/1000
Epidemiologia
•
•
•
Osteoporose
incapacitados, 45% institucionalizados, 35%Idade
morrem
(anos)
(pinheiro , 2008)
Idade
(anos)
(Fernandes, 1996)
38
Composição do Tecido
Esquelético
O Osso
•
O esqueleto tem 2 funções
Matriz celular
•
Estrutural
•
Osteoblastos: mineralização da matriz
•
Osteoclastos: reabsorção da matriz
•
Osteócitos: osteoblasto maduro, responsável pela
integridade da matriz óssea
• Locomoção
• Respiração
• Proteção de órgãos internos
Matriz extracelular
Metabólica
• Reservatório de cálcio, fósforo e magnésio
•
35% orgânica, 65% inogânica
(Dangello e Fattini, 2007)
(Dangello e Fattini, 2007)
Matriz Orgânica x Matriz Inorgânica
Remodelação óssea
Repouso
Reabsorção
(15 dias)
Células de revestimento
•
Colágeno: flexibilidade •
•
Principal constituinte
(90%)
•
Proteínas não-colágenas •
(10%)
•
Osso:Colágeno do tipo 1 •
Osteoclasto
Formação
(4-6 meses)
Osteoblastos
•
Cálcio e fosfato: rigidez
cristais de Hidroxiapatita
Estão ligados às fibrilas de
colágeno
Conferem resistência e
dureza à matriz
Lacuna de Howship
Matriz osteoide
Outros íons: magnésio,
carbonato, potássio
((Bianco
Bianco ee Lazaretti,
Lazaretti
Lazaretti,, 1999;
1999; Robbins,
Robbins, 2005)
2005)
39
Osso Trabecular x Osso
Cortical
Osso Trabecular x Osso
Cortical
•
Osso Trabecular:
•
Osso Cortical:
•
Porção dos ossos longos,
corpos vertebrais e pelve
Estrutura trabecular:
resistência a forças
compressivas
Maior vascularização ⇒
mais ativo
metabolicamente ⇒
fornece suprimento inicial
nos estados de deficiência
mineral
É perdido mais
rapidamente na
osteoporose que o osso
cortical
•
•
Denso, compacto
Compõe cerca de 80%
do esqueleto
Principal função –
fornecer força mecânica
e proteção
Elevada resistência a
forças de encurvamento
e torção
Pouco vascularizado
•
•
•
•
•
•
Resistência Óssea
qualidade x quantidade
Densitometria Óssea:
• Densitometria óssea
– até -1 DP para adulto jovem: NORMAL
– entre -1 e -2,5 DP para adulto jovem:
OSTEOPENIA
– menos que -2,5 DP para adulto jovem:
OSTEOPOROSE
– com fratura por fragilidade: OSTEOPOROSE
SEVERA OU ESTABELECIDA
(WHO Study Group, 1994)
40
Densitometria Óssea:
Exames Para Diagnóstico
•
Densitometria de emissão simples: esqueleto
apendicular
•
Densitometria de emissão dupla: esqueleto axial
•
Tomografia computadorizada: permite avaliação exata
do osso trabecular
(Fernandes, 1996)
•
RX: perda de 30%-50%
•
UQC: Ultrassonometria quantitativa de calcaneo
(Passariello, 2011)
Fatores de Risco Para Baixa Massa
Óssea
Fatores de risco para fraturas
NIH Consensus Conference, JAMA 2001
NIH Consensus Conference, JAMA 2001
Sexo feminino
•
Fratura
•
Idade avanç
avançada
•
Menarca tardia
•
Raç
Raça branca
•
Menopausa precoce
•
Baixo peso ou IMC
•
Hipogonadismo
•
Histó
História familiar
•
Inatividade fí
física
•
Alteraç
Alterações de tiró
tiróide:
hormônios tireoidianos
(T3 e T4) e PTH
•
•
Fatores nutricionais
–
–
•
Tendência para quedas
–
–
–
–
61%
hospitalização
↓ Propriocepção
Reflexos reduzidos
Equilíbrio
prejudicado
↓ força muscular
↓ função cognitiva
↓ acuidade visual
Ambiente hostil
Ministério da Saúde,
2007-16% das
quedas causam
Fraturas
41
De modo geral, 30% da população cai, ao menos, uma
vez ao ano.
As quedas são responsáveis por 80% a 90% das
fraturas de colo do fêmur.
Na população idosa elas estão associadas a
osteoporose, trazendo sofrimento, imobilidade corporal
e medo de cair novamente, gerando altos custos com
tratamento de saúde
Incidência de Fraturas por Sexo e Idade
600
Incidência por 10.000 hab
No Brasil, 32% dos idosos com idade entre 65 e 74 anos
sofrem quedas em idosos com idade acima de 85 anos,
a prevalência sobe para 51%.
500
400
Homens
Mulheres
300
200
100
0
0-4
Distribuição da Fratura de Fêmur
Proximal Segundo Idade e Sexo
25-35
55-64
>85 anos
Donaldson e col,
col, 1990
(SILVEIRA, 2005; RUWER, 2005)
Fratura de colo de fêmur
60
50-65anos: punho
65-75: coluna
75-85: quadril
50
(Skelton, 2007)
40
Homens (n=17)
30
Mulheres
20
10
0
65-70
Ramalho e col, 1998 -
71-75
TIGRÃO
76-80
>80 anos
Azul claro: homens, Azul escuro: mulheres
Densitometria
Densitometria óssea
óssea
de
de fêmur
fêmur
Fratura
Fratura
42
Fratura de Radio Distal ou Escafóide
• Aumentando discretamente ou
mantendo a massa óssea, o
importante é que os exercícios
físicos levam á diminuição do
número de quedas, diminuindo
assim, o número de fraturas.
• (Skelton, 2007)
GENANT (1996), que utilizam as medidas da altura
anterior, média e posterior dos corpos vertebrais de
T4 a L5, divididos em graus;
Grau I: “Leve” fratura de compressão com diminuição
da altura anterior de mais de 20%, e menor que 25%.
Grau II: “Moderada” fratura de compressão com
diminuição da altura anterior de mais de 25%, e menos
de 40%, ou deformidade entre 20 e 25%, atingindo a
altura posterior ou média.
Grau III: “Grave” fratura de compressão com intensa
deformidade e perda de volume ou área projetada de
mais de 40% relativo à vértebra adjacente não
fraturada.
43
AVALIAÇ
AVALIAÇÃO DO INDIVÍ
INDIVÍDUO COM
OSTEOPOROSE
Quadro Clínico:
•
Sinais e Sintomas:
ANAMNESE
EXAME FÍSICO
•
Osteoporose é um ladrão silencioso
•
Antecedentes de quedas
e fraturas
• Medida da altura
•
História familiar
•
Idade menarca e
menopausa
DEFORMIDADES:
•
•
•
•
•
•
Cifose torácica
Redução da estatura
↓ da expansibilidade torácica
Limitação dos movimentos
Alteração do equilíbrio
Fraturas
DOR ?
(Plapler PG. Rev Hosp Clín Fac Med S Paulo 1997)
•
Doenças sistêmicas
•
Fatores de risco
Tipos de Osteoporose
•
•
Tipo I
PÓS MENOPAUSAL
•
Albright 1941: primeira
correlação de fraturas com
declínio da função ovariana
Primárias:
•
Juvenil e adulto jovem
• Tipo II
• SENIL
• Avaliação da postura,
procura por deformidades
e regiões dolorosas
• Avaliação da força
muscular,
equilíbrio,coordenação
motora e marcha
• Questionários
Tipo I
Menopausal
Tipo II
Senil
Idade
50-70 anos
> 70 anos
Sexo (F:M)
6:2
2:1
Locais de
fratura
Vértebras / rádio distal
Fêmur proximal
Tipo de perda
óssea
Predominantemente
trabecular
Trabecular e
cortical
Causa
Menopausa
Senilidade
(Cipriani, 2006)
(Riggs, 1983)
44
Osteoporoses Secundárias: importância
cresce paralela à sobrevida do paciente
•
•
•
•
•
•
•
•
Corticosteró
Corticosteróides
DPOC
AntiAnti-virais
Pós-transplantes
Doenç
Doença celí
celíaca
Fibrose cí
cística
Doenç
Doenças inflamató
inflamatórias: AR
Pós-neoplasias
OSTEOPOROSE MASCULINA
Osteoporose Menopausal
•
Segundo Teixeira, 2008:
•
Aos 40 anos, a mulher apresenta o processo de
reabsorção maior do que a de formação óssea,
cerca de 0,5% ao ano.
•
•
Na menopausa - valor aumenta agudamente
Anualmente - se perde 1%-3% de osso cortical e
5% de osso trabecular
Contínuos por 15 anos, resultando em perda de
15%-30% de osso trabecular e de 10%-15% de
cortical
•
(Cipriani, 2006)
Osteoporose Menopausal
•
Em 20 anos perde-se 50% do osso trabecular e 30%
do osso cortical
•
Sendo mais rápida nos 3 a 4 anos após a
menopausa
•
A deficiência estrogênica é responsável por um terço
à metade da perda óssea da vida feminina
Osteoporose Menopausal
•
O estrogênio não estimula a Formação Óssea!
Diminuição deste hormônio reduz o número de receptores
de Ca+ do intestino
Estimula secreção de calcitonina
Inibi a atividade osteoclástica
(Ribeiro et. al, 2003)
OSTEOPOROSE É GENÈTICAMENTE DETERMINADA E APÒS
A MENOPAUSA É HORMONALMENTE CONTROLADA!
Diminuindo a reabsorção
(Ribeiro et. al, 2003)
45
Fisiopetologia da Osteoporose
em Condições Especiais
Fisiopatologia da Osteoporose
em Condições Especiais
• Hipogonadismo
• Deficiência de Estrógeno
• Estimula apoptose dos osteoclastos
• Inibi a síntese de interleucinas e fator de necrose
tumoral
• Testosterona se transforma em estrógeno
pela ação da enzima aromatase
• Estimula a produção de fatores de crescimento
(Ribeiro et. al, 2003)
(Ribeiro et. al, 2003)
Fisiopetologia da Osteoporose
em Condições Especiais
• DPOC
Mecanismos de Perda Óssea
•
•
•
•
Menor ingestão de alimentos rico em CA
Deficiência de vitamina D
Aumento progressivo do PTH
Sedetarismo: diminuição da ativação dos
mecanoreceptores
(Borelli,2000)
• Envelhecimento: menor resposta
adaptativa dos osteoblastos
(Erlich & Lanyon. Osteoporos Int, 2002)
46
Mudança de Postura e Prevenção
•
•
•
Aumentar a massa óssea até
(± 30 anos de idade), através
de exercícios, ingestão
adequada de cálcio
(± 1200 mg-dia) e vitamina D
(exposição ao sol).
Pinheiro (2010),
reumatologista da UNIFESP,
relata que a ingesta de Ca+
pelo brasileiro: 400 mg/dia.
E os exercícios ?
• Há ainda a comprovação de que, em
humanos, exercícios físicos,
desenvolvidos nas fases de crescimento e
de desenvolvimento, determinam ganho
de 7 a 8% de massa óssea no indivíduo
adulto, reduzindo substancialmente os
riscos de fratura na idade avançada
É necessário exposição ao
sol 20´ por dia sem uso de
filtro solar.
Como estimular osteogênese?
(Eisman, 1998)
Como estimular osteogênese?
• Magnitude, freqüência e intensidade:
• Turner, 2007
• Turner, 1998:
• Para produzir osso é necessário treino dinâmico, com
estímulo de curta duração e alta intensidade,
intervalados
• Estimula fibra tipo 2 de força e velocidade, este tipo
de fibra vibra com maior intensidade quando
comparada com a tipo 1
• Exercício contra resistência, dinâmico, com
alta carga, estimula fibra tipo 2,
estimulando a formação de massa óssea
• Umemura, 1997
• De 8 a 15 repetições
47
ACSM Position Stand: Physical Activity
and Bone Health. November 1, 2004
• Programas de exercícios
para homens e mulheres
idosos deverão incluir não
somente exercícios de
endurance com
sustentação do próprio
peso corporal e exercícios
resistidos visando
preservar a massa óssea,
mas também atividades
planejadas para aumentar o
equilíbrio e a propriocepção
e prevenir as quedas.
Como estimilar osteogênese?
Como estimular osteogênese?
• Velocidade:
• Isometria, carga estática mesmo em alta
intensidade não faz osso
(Hert et al, 1971, Oliveira, 2009)
• É necessário estimular a pressão hidrostática
entre os canalículos dos osteócitos para
deslocar os fluidos intracelulares
•
ACSM, 2004:
• FM através do exercício resistido, osteogênese sítio específica
Anabolism Low Mechanical Signals
Strenghten Long Bones
• Saltitos
• 50-60 saltos por dia estimula de 1-2% massa óssea
ao ano
• Acima de 60 o osso perde a capacidade sensória
• Salta 15´´ descansa 1´ e repete.
Estímulos vibratórios diários de baixa
intensidade (20 minutos) por 1 ano elevou
densidade trabecular do fêmur em 34,2%
em ovelhas.
– Power Plate: plataforma vibratória
• Descanso intervalado entre os ciclos de estímulo
entre 4-8h
• Piezoeletricidade
(Vainionpaa, 2007)
Rubin, Nature 412(6847):603-4, 2001
48
Como estimular osteogênese?
• Além disso, estudos recentes mostraram
que culturas de células do estroma da
medula óssea, in vitro, submetidas à
estimulação mecânica, apresentam maior
diferenciação para células capazes de
produzir matriz óssea
• Duração de aplicação do estímulo:
• Carga habitual em sítio ósseo diferente estimula
a osteogênese
• Carga habitual, mesmo em alta magnitude já em
segmento adaptado não estimula osteogênese.
(Rubin, 2002)
Freq 60 hertz e baixa intensidade 0,6 G
• Varie o estímulo não deixe acostumar
(Oliveira, 2009 - UNIFESP)
(Vainionpaa, 2007)
Power training is more effective than strength training
for mantaining bone mineral density in
postmenopausal women
S. V. Stengel, et al. J Appl Physiol 99: 181–188, 2005
Shorter, more frequent mechanical loading sessions
enhance bone mass.
ALEXANDER G et al.MED & SCI SPO & EXER,2002.
• Randomização das ratas em 2 grupos com sobrecarga: GSC (13) e
GSI (13) e GC (18)
• As patas dianteiras esquerdas das ratas foram imobilizadas e as
patas direitas foram submetidas a 360 ciclos de carga-dia, 3x
semana, 16 semanas. A cada dia um grupo recebia esta carga de
maneira contínua (sessão úníca) e outro grupo recebia a carga de
forma intervalada (4 séries de 90 ciclos com intervalo de 3 h entre
uma e outra). DEXA avaliou BMD da ulna das ratas.
• RESULTADOS:
• Depois das 16 sem. de carga, BMD das patas direitas foram maiores
que os das patas esquerdas nos dois grupos submetidos à carga.
Contudo, o grupo que recebeu a carga dividida em quatro sessões
diárias apresentou aumentos significativamente maiores que o grupo
de carga
• CONCLUSÃO:
• Exer. para humanos que visem manter ou melhorar a massa óssea
apresentam, maior sucesso se a sessão de treino for dividida em
sessões menores durante o dia, com intervalos de descanso entre as
mesmas.
•
•
•
•
•
•
•
•
•
OBJETIVOS: comparar os efeitos de treinos de força executado com
repetições lentas e rápidas nos parâmetros ósseos.
53 mulheres pós-menopausa, randomizadas em GF e GP, 12 meses de
treino.
Ambos os grupos fizeram 4 sessões de treino 3x semana: 20 aquecimento
(70-85% fcmáx), sequência de saltos multidirecionais (4x15), treino de força,
alongamento.
Periodização do treino de força: 12 semanas – entre 70 e 90% de 1RM
seguidas de 4 sem. 50% de 1RM.
Diferença de treino entre os grupos: GF (concêntrica 4s, excêntrica 4s) GP
(concêntrica rápida, excêntrica 4s).
Todas as mulheres tomavam cálcio e Vitamina D.
RESULTADOS:
GP manteve a DMO da coluna (0,7, 2,1%, não significante) e do fêmur total
(0,0, 1,7%, não significante); GF perdeu massa óssea de maneira
significativa tanto na coluna (0,9, 1,9%) como no fêmur total (1,2, 1,5% ).
CONCLUSÃO: Em mulheres pós-menopausadas, o treinamento de
potência é mais efetivo para a redução da perda óssea do que o
treinamento de força muscular
49
Recomendações do ACSM para
manter a saúde óssea em Adultos e
Idosos:
•
•
Modalidade: exercícios de endurance com sustentação do
próprio peso corporal
- Atividades que envolvam saltos e exercícios resistidos
(musculação)
Recomendações do ACSM para aumentar
a saúde óssea em crianças e
adolescentes
•
Modalidade: atividades de impacto (ex.ginástica, pliometria)
e treinamento resistido de moderada intensidade; a
participação em esportes que envolvam corrida e saltos
•
Intensidade: alta, em termos de forças aplicadas ao osso,
contudo, por razões de segurança, os exercícios resistidos
devem ser feitos com carga equivalente a 60% de 1RM.
•
Intensidade: moderada a alta em termos de forças
atuantes sobre os ossos
•
Frequencia: 3 a 5 x
•
Frequencia: no mínimo 3 x semana
•
Duração: 30–60
•
Duração: 10–20 min (2 x dia ou mais pode ser mais efetivo)
(American College Sports M edicine. Position Stand: Physical Activity and
Bone Health. November 1, 2004)
Cuidados:
(American College Sports M edicine. Position Stand: Physical Activity and
Bone Health. November 1, 2004)
AVD´S
• Cuidado com as
flexões de coluna!
• A coluna torácica é
uma das regiões da
coluna com maior
risco de fratura
(Nevitt NC et al. Bone. 1999 Nov;
25(5):613-9)
50
Relative Pressure in third lumbar disc
in living subjects
Cuidados:
• Rotações de tronco
e flexões laterais da
coluna
185 kg
120 kg
100 kg
70 kg
30 kg
Relative increase and decrease in intradiscal pressure in different supine, standing,
and sitting postures, compared to the pressure in upright standing (100%).
• As forças de
compressão nos
corpos vertebrais
também são muito
intensas durante os
movimentos
(NACHEMSON,1975)
New In Vivo Measurements of Pressures in the
Intervertebral Disc in Daily Life
(Spine, Vol 24, n8 Wilke 1999)
Sinaki, M., & Mikkelsen, B.A. 1984.
Postmenopausal spinal osteoporosis: Flexion versus
extension exercises
Archives of Physical Medicine and Rehabilitation.
65 (10), 593–96
• 59 mulheres,49-60 anos(média 56 anos),pósmenopausadas com osteoporose
• Programa de treinamento:
• G1- Ex. de extensão de coluna, G2 - Ex. de
flexão de coluna,
• G3- Ex. de extensão + flexão de coluna, G4 –
sem exercícios.
• Acompanhamento dos pacientes:média de 2
anos.
• Raio-x de coluna antes e durante todo o
programa para acompanhar n de fraturas.
51
Sinaki, M., & Mikkelsen, B.A. 1984.
Postmenopausal spinal osteoporosis: Flexion versus
extension exercises
Archives of Physical Medicine and Rehabilitation.
65 (10), 593–96
Estabilização
•
É necessário trabalhar os abdominais se as
flexões de coluna são tão perigosas?
•
•
•
•
•
Manutenção da postura e do equilíbrio
Modificação da pressão intra-abdominal
Confinamento e proteção das vísceras
Funcionamento normal da coluna
Estabilização do centro
• Resultados: (fraturas)
•
•
•
•
G1 – Extensão – 16%
G2 – Flexão – 89%
G3 – Extensão + Flexão – 53%
G4 – sem exercícios – 67%
(Richardson, 2002)
Extensões de coluna são permitidas e necessárias.
Mas...
•
Como trabalhar a musculatura abdominal sem as
flexões de coluna?
(Sinaki, 1984)
Pilates para Osteoporose
Pilates para Osteoporose
• Contra indicação:
N= 22 idosas, MP 12 semanas, 2x sem 50´(CURI, 2009)
52
Pilates para Osteoporose
• Contra indicação:
Pilates para Osteoporose
• Indicação- OP leve: pequena superiorização
do tronco, abdominal sem flexão anterior
Pilates para Osteoporose
• Contra indicação:
Pilates para Osteoporose
• Indicação - OP moderada a grave: MMII +
abdominal sem flexão anterior de tronco
53
Pilates para Osteoporose
• Indicação:
Pilates para Osteoporose
Pilates para Osteoporose
• Indicação: costas
Pilates para Osteoporose
• Indicação: costas
54
Lembre-se:
•
O exercício para ser osteogênico deve produzir um
ambiente de forças diferente do habitual
A Metaanalysis of Published Controlled Trials in Pre- and
Postmenopausal Women
Wolff, J. J. van Croonenborg, H. C. G. Kemper, P. J. Kostense and J. W. R.
Twisk
Institute for Research in Extramural Medicine, Vrije Universiteit,
Amsterdam, The Netherlands Osteoporos Int (1999) 9:1–12.
The Effect of Exercise Training Programs on Bone Mass:
•
Uma carga que seria no início osteogênica, deixa de ser
quando o osso se adapta a esta carga.
•
A formação óssea depende de se atingir um limiar que é
influenciado pela intensidade, freqüência, amplitude e
duração
•
•
•
•
•
•
Intercalado por período de repouso, ultrapassado este limiar
o exercício pode se tornar deletério.
•
(Ingrid Bakker, 2003)
Um programa de atividades físicas
para portadores de Osteoporose
deve incorporar:
• Exercícios com sustentação do peso corporal
de média -longa duração
• Exercícios com impacto e saltos
• Exercícios resistidos (força muscular)
• Exercícios visando condicionamento cardiorespiratório
• Exercícios que trabalhem a propriocepção e o
equilíbrio corporal
• Exercícios de flexibilidade
62 artigos 1966- 1996;
Duração = 16 semanas ou mais
DEXA: Fêmur e Coluna Lombar
Mulheres pré e pós menopausadas
Caminhada livre, caminhada na esteira, step, aeróbica de
baixo impacto, flexibilidade, corrida, exercícios de alto
impacto (saltitos) e exercícios contra resistência
Resultados: exercícios previnem ou revertem a perda óssea
em cerca de 1% ao ano. Esses valores foram consistentes
para Coluna Lombar e Fêmur, em mulheres pré e pós
menopausadas.
Muito importante durante a
prescrição de exercícios
• Tipo de movimento (flexões e rotações de coluna
não, extensões de coluna sim, etc)
• Tipo de carga (só carga alta desencadeia a
osteogênese, deve ser mais alta do que aquela
com que o indivíduo está acostumado)
• Freqüência da sessão de treino (3x-5x semana)
• Velocidade de execução do movimento (lenta
no início mas depois trabalhar potência)
55
Cuidados durante a
prescrição de exercícios:
•
•
•
•
•
•
•
•
•
Trabalhar musculaturas diretamente envolvidas com o
colo do fêmur e coluna
Estímulos em diferentes direções
Trabalho de força muscular: 3 séries de 8 a 12 rep.
com descanso entre cada série
Repetir a mesma sessão de treino de força por no
mínimo 6 sessões de treino
Utilizar impacto
Fortalecer extensores de coluna
Fortalecer abdominais (isometria ou flexão de quadril)
Trabalho de equilíbrio; propriocepção e flexibilidade
Aumentar a capacidade cardiorespiratória
• Manter um nível de aptidão física
elevado durante o decorrer da vida
deve ser visto como um componente
essencial da prescrição para se
alcançar e manter uma boa saúde
óssea.
(ACSM, 2004)
Pilates para Gestante
Duvidas?
56
Gestação
Gestação
• Pré-termo: IG < 38 semanas (prematuro)
• Termo: 38 IG 42 semanas (esperado)
• Pós-termo: IG > 42 semanas
• 1º trimestre (semana 0 à 12):
• Implantação do óvulo fertilizado
• 7 a 10 dias depois da fertilização surgem os
primeiros sintomas da gravidez
• (alterações emocionais, aumento do tamanho e
sensibilidade das mamas, aumento da diurese e
do cansaço, podendo sentir também náuseas e
vomitar)
• IG + Peso
• Três trimestres
Que sono...
(Zugaib, 2009)
• É esperado da mãe um pequeno ganho de
massa corpórea, entre 0 e 1, 5 kg
Gestação
• Hipofluxo nas artérias cerebrais média e
posterior
• Lentificação do SNC
• Sonolência e Enxaquecas !!!
• Discretas alterações de memória e concentração
• Qualidade ruim do sono: depressão e fadiga
progressiva
(Zugaib, 2009)
57
Gestação
Gestação
• 2º trimestre (semana 13 à 26):
• 3º trimestre (semana 27 à 42):
• A gestante se sente muito bem, sem náuseas
e com mais disposição do que antes
• A barriga se torna visível e a mulher se
considera realmente grávida
• Surgem os maiores desconfortos: falta de ar,
dificuldade para encontrar uma posição
confortável para dormir, constipação intestinal,
micção freqüente, inchaço nos pés e pernas,
cansaço geral e dor na região lombar
• Primeiros movimentos fetais entre a 19º e a
21º semana
• As contrações já se tornam regulares a partir
do fim do sétimo mês
American College of Obstetricians
and Gynecologists - ACOG
• 1985: o primeiro protocolo sobre exercícios na
gestação, restritivo e conservador.
• Contra indicação de exercícios para gestantes
previamente sedentárias.
• Para as ativas, manutenção de limites de
intensidade, duração e frequência de treino, não
excedendo 15´ e 140 bpm.
American College of Obstetricians
and Gynecologists - ACOG
• Atualmente, recomenda a prática de 30
minutos ou mais de exercícios físicos de
moderada intensidade, em quase todos os dias
da semana durante a gestação, desde que não
hajam outras complicações médicas
( Artal R e O’Toole M. Guidelines of the American College of
Obstetricians and Gynecologists for exercise during pregnancy and the
postpartum period. Br J Sports Med 2003; 37:6 –12)
58
Objetivos da Atividade Física no
Período Gestacional
A grávida que já se exercita deve
manter a prática da mesma atividade
física que executava antes da
gravidez, desde que os cuidados
específicos sejam respeitados
• Manter ou promover condicionamento físico dentro
do limite fisiológico da gravidez
• Reforço muscular
• Reduzir risco de lesões em articulações e
ligamentos
(No authors listed: SMA statement. The benefits and
risks of exercise during pregnancy. J Sci Med Sport 5:
11-9, 2002)
• Correções das alterações posturais e atenuação do
quadro álgico
(Zugaib,
Tipos de Atividade Física
• Atividades de baixo risco
• Atividades de médio risco
• Atividades de alto risco (desfavoráveis)
(CRISTÓFALO, C.; MARTINS, J.A, TUMELERO, S. A prática de exercício físico
durante o período de gestação.Revista Digital - Buenos Aires - Año 9 - N° 59 Abril de 2003)
59
Baixo Risco
•
•
•
•
•
•
•
•
Médio Risco
Caminhada
Bicicleta
Hidroginástica
Hidroterapia
Natação
Yoga
Tai – Chi Chuan
Pilates
• Ginástica aeróbica
• Musculação
• Esportes de raquete ****
• Esqui ****
• Patinação ****
(Cristófalo,2003)
(Cristófalo,2003)
Interrupção de Atividade Física
Alto Risco - Desfavoráveis
• Esportes de contato: voleibol,
basquetebol...
• Esportes de alto impacto: saltos, boxe,
lutas... Hipismo
• Mergulho: vasoconstrição, hipóxia,
hiercapnia (aumento de CO2)
• Corrida
•
•
•
•
•
•
•
•
Sangramento vaginal e história de abortos
Dispinéia (falta de ar) pós esforço
Tontura e taquicardia
Dor de cabeça e no peito
Risco de prematuridade
Fraqueza muscular
Diminuição do movimento e sofrimento fetal
Perda de líquido aminiótico
(Acog, 2002)
(Cristófalo,2003)
60
MUDANÇAS...
Alterações Hormonais]
Modificações Psicofisiológicas
Gerais
• ↑ Peso corporal: entre 9 –12 Kg até o fim
da gestação
• ↑ Sobrecarga articular
• Dores musculares (coluna, sacro)
• ↑ Sono (até 4º mês)
• ↑ Lassidão ligamentar (risco de lesões)
• ↑ Débito cardíaco (30 a 50%)
• ↑ Metabolismo basal
• Comprometimento postural
• ↑ Sensibilidade emocional
• Mudança da auto- imagem corporal
Alterações Hormonais
(Stoppard, M. 2000)
(Stoppard, M. 2000)
O corpo da mulher, um guia para a vida !
O corpo da mulher, um guia para a vida !
GONADOTROPINA CORIÔNICA:
PROGESTERONA:
• Hormônio de transição
• Impede as contrações precoces uterinas
• Aumenta o nível de progesterona no início e
estimula testosterona no final, para o
desenvolvimento do feto masculino
• Inibidor da musculatura uterina - relaxamento
• Não estimula mais a ovulação
• Permite um maior concentração de nutrientes
armazenado no endométrio
• Impede a involução do corpo lúteo
61
Alterações Hormonais
(Stoppard, M. 2000)
O corpo da mulher, um guia para a vida !
RELAXINA:
Alterações Hormonais
(Stoppard, M. 2000)
O corpo da mulher, um guia para a vida !
ESTRÓGENO:
• Reduz a estabilidade articular
• Flexibilidade dos ligamentos
• Maior alongamento da musculatura
• Aumento da vascularização uterina
• Desenvolve e prolifera a musculatura uterina
• Aumentam os ductos e depositam nutrientes
nas células glandulares (aumentam de
número)
PROLACTINA:
• Produção de leite e desenvolvimento das
mamas
Alterações Hormonais
Alterações Hormonais
(Stoppard, M. 2000)
(Stoppard, M. 2000)
O corpo da mulher, um guia para a vida !
O corpo da mulher, um guia para a vida !
OCITOCINA:
Potencializa as contrações uterinas
• Aumento do teor aquoso dos tecidos: edema
HORMÔNIOS DIABETOGÊNICOS:
EMBEBIÇÃO GRAVÍDICA
Lactogênico placentário, estrógeno, progesterõna,
prolactina e cortisol
Diminui a tolerância a glicose, provocando resistência a
insulina.
Membrana placentária libera uma enzima semelhante a
insulinaze hepática que degrada insulina.
(Zugaib, 2009)
62
Decúbito dorsal por mais de 3´ diminui o aporte sanguíneo e oxigenação
fetal pela compressão da veia cava inferior (Artal, 1999)
Alterações Cardiovasculares
• ↑ Volume sanguíneo
pelo ↑ do volume
plasmático:
40 – 50%
• Aumento em relação a não
gestante (%)
120
100
• Volume plasmático
• Volume sanguíneo
• Hemácias
80
60
40
20
(Zugaib, 2009)
0
0
8
16
24
32
40
• Idade gestacional
(semanas)
pós
parto
Alterações Cardiovasculares
• ↑ VE
• ↑ dos glóbulos vermelhos: 20%
• ↑ do DC: 30-50%
Compressão da veia cava pelo útero gravídico (Zugaib, 2009)
Observações Importantes
- Retorno venoso prejudicado + aumento do peso →
veias varicosas congestionadas
- Edema de MMII
• Vasos sanguíneos mais relaxados:
(vasodilatação) → ↑ quantidade de sangue → ↑ FC
em 10 a15 bpm, ↑ Volume minuto e ↑ temperatura
periférica
• Presença elevada de óxido nítrico no primeiro
trimestre.
(Zugaib, 2009)
- Diminuição da PA no primeiro trimestre gestacional
• 110/70 - 120/80 (12/8)
Normal
• Acima de 140/90 (14/9)
Hipertensão Arterial
63
Hipertensão na Gravidez:uma revisão
Observações Importantes
Federação Brasileira da Sociedade de Ginecologia e
Obstetrícia
Vasconcellos, M.J., Almeida, M. V., 2002
• Aumento da PA do meio para o final
• Pré Eclampsia leve:
• Aumento da PA está associada a morbidade
e mortalidade fetal
• Hipertensão abaixo de 160/110mmhg, em pelo
menos 2 aferições no período após 20
semanas gestacional em pessoas que nunca
tiveram aumento de PA anteriormente
+ proteinúria entre 300mg -2g em 24h
PRÉ ECLAMPSIA:
hipertensão + edema + proteinúria
Hipertensão na Gravidez:uma revisão
Hipertensão na Gravidez:uma revisão
Federação Brasileira da Sociedade de Ginecologia e
Obstetrícia
Vasconcellos, M.J., Almeida, M. V., 2002
Federação Brasileira da Sociedade de Ginecologia e
Obstetrícia
Vasconcellos, M.J., Almeida, M. V., 2002
• Pré Eclampsia Grave:
• Eclampsia:
• Além dos sinais de pré eclampsia leve, também
observar:
• PA igual ou maior 160/110mmhg
• Proteinúria maior ou igual 2g em 24h
• Cefaléia persistente, dor epigástriga e ou distúrbios
visuais
• Alterações de comportamento habitual
• Sinais de anemia
• Crise convulsiva , precedida pelo agravamento da
hipertensão, acompanhada por alterações nos
sistemas cardiovascular, SNC, rins e fígado.
• Acomete em maior incidência o último trimestre da
gestação e pode levar a óbito.
64
Lembre-se:
• Pré eclampsia e eclampsia é contra
indicação para prática de exercícios
• Mulheres praticantes de atividades
recreacionais durante as primeiras 20 semanas
gestacionais reduziram em 43% de
desenvolver pré eclampsia (Marcoux, 1989)
• Atividade leve, queda de 24% e moderada de
54% , regularmente, 66% (Saftlas, 2004)
• 30´ de atividade física quase todos os dias da semana
• Grávida que já treinava mantém a mesma prática de atividade
física
• Atividades se subdivide: baixo, médio e de alto risco
• Alterações e Mudanças Hormonais:
• Progesterona: evida contratilidade precoce uterina
• Relaxina: labilidade articular
• Estrógeno: desenvolve a musculatura uterina
• Diabetogênicos: + prolactina e cortisol
RELEMBRANDO
• Diabetes gestacional
…
• Embebição Gravídica
• Aumento da FC e DC
• Compressão da veia cava inferior
• Presença de óxido nítrico
• Diminui PA inicialmente
• Aumento da PA = Pré Eclâmpsia:
• Hipertensão + edema + proteinúria
Aumento de Peso
Alterações Respiratórias
•
•
•
•
•
•
Elevação da cúpula diafragmática
Aumento da circunferência torácica
Aumento do consumo de O2: 20%
Aumento da ventilação
Aumento da FR
Redução do volume residual
(Zugaib, 2009)
•
•
•
•
•
•
•
Tecido
X
Peso
Sangue..........................................2-3Kg
Feto...............................................3-4Kg
Gordura.........................................2-3Kg
Seio.............................................0,5-1Kg
Líquido amniótico.............................1Kg
Útero..................................................1Kg
Placenta...........................................750g
65
Alterações Gastro Intestinais e Vesicais
•
•
•
•
Elevação do estomago pelo útero gravídico
Azia, náuseas, vômitos
Constipação intestinal
Redução da motilidade (progesterona-inibidor da
musculatura uterina)
• Sistema Urinário:
• ↑ aporte sanguíneo no abdome →↑ tamanho dos
rins → ↑ trabalho renal + ↑ peso do útero sobre a
bexiga (compressão vesical)→ ↑ números de
micções
Alterações do Sistema Músculo
Esquelético
- Relaxina → frouxidão ligamentar → ↑ da
flexibilidade → lesões articulares
- Postura: deslocamento do centro de
gravidade → 50% das gestantes
apresentam lombalgia
(Artal, 1999)
Lesões Ortopédicas na Gravidez
•
•
•
•
Síndrome do Túnel do Carpo:
Dor
Formigamento
Diminuição de
força muscular
PHALEN +
Tem no pé?
(Kouyoumdjian,2004)
66
Lesões Ortopédicas na
Gravidez
• Entorse de Tornozelo:
• A entorse é um movimento
violento, com estiramento
ou ruptura de ligamentos
de uma articulação.
• Lesão dos ligamentos
laterais
• Classificação:
•
•
•
•
•
•
•
Grau 1- estiramento ligamentar
Grau 2-lesão ligamentar parcial
Grau 3-lesão ligamentar total
Dor
Rubor
Calor
Perda da
função
(Waisberg, 2008)
(Waisberg, 2008)
• Agudo:
• Imobilizar
• Crônico:
• Fortalecimeto dos eversores (fibulares) e
dorsi flexores de TNZ (Tibial anterior)
• Os imobilizadores semi-rígidos podem
reduzir em até 47% a incidência de entorse
de tornozelo
• Cuidado com o garrote (edema)
(Waisberg,
Lesões Ortopédicas na Gravidez
• Alterações Sacroilíacas e
Pubeíte:
• Comuns nos ciclistas e corredores,
e muitas vezes são a causa das
dores lombares que acometem
esses atletas.
• Essas disfunções ocorrem devido à
alterações biomecânicas, traumas
repetitivos indiretos.
• Acomete também gestantes pela
alta sobrecarga articular, e
passíveis deslocamentos devido a
frouxidão gerando inflamação e
dor.
(Misziputen, 2007)
67
Báscula de Pelve
Báscula de Pelve
Lesões Ortopédicas na Gravidez
• Hérnia discal:
• Evitar oscilação do eixo
• Atenuar a hiperlordose
lombar
• Estabilização
• Osteoartrite
(Ruoti, Morris & Cole, 2000)
68
Alteracões Posturais
Alteracões Músculo Esqueléticas:
Posturais
• Mecanismo compensatório,
que tende a minimizar os efeitos
ligados ao aumento de massa e
distribuição corporal na gestante !
• Centro de gravidade:
desvia-se para frente e para cima
CRESCIMENTO UTERINO
(Ruoti, Morris & Cole, 2000)
Alteracões Posturais
•
•
•
•
Pés: pronação aumentada
Joelhos: extensão aumentada
Coluna lombar: lordose excessiva *
Coluna torácica: cifose, alteração da respiração,
tendência à limitação da caixa
• Ombros: tendência à rotação interna
• Cabeça: pode pronunciar-se à frente
• Marcha: aumento látero-lateral da base de apoio
e RE de MMII
(Ruoti, Morris & Cole, 2000)
69
Nutação Sacral ?
(Zugaib, 2009)
Observando melhor a nutação e contra nutação sacral (Zugaib, 2009)
Corrigindo a Hiperlordose
Fortalecimento:
Corrigindo a Hiperlordose
Alongamentos:
Dentro da ADM normal !!
LOMBALGIA
Contra nutadores do sacro ?
Glúteo Máximo !!!
NUTAÇÃO:
(flexão excessiva de L5 e horizontalização sacral)
• Assoalho pélvico
• Extensores e Rotadores *
• Abdômen
(Rodrigues, 2008)
• Flexores do quadril e
paravertebrais lombar
• Peitoral
• Diminuição de
anteversão pélvica
Mobilidade Controlada
70
Báscula de Pelve
Báscula de Pelve
Peculiaridades
• Diminuição de Equilíbrio
• Coordenação
• Força
LOMBALGIA
OU
LOMBOCIATALGIA
NA
GESTAÇÃO
?
• Propriocepção
71
Lombalgia na Gravidez
• WANG et al (2005) desenvolveram estudo com
10. 000 por um ano e verificaram nos Estados
Unidos uma prevalência de 68,6% das gestantes
com algum tipo de lombalgia durante a gestação
Lombalgia na Gravidez
• GUTKE et al (2008) relatam que a estabilidade
prejudicada devido a alteração da pelve deve ser
convertida em estratégias de tratamento com exercícios
de estabilização específicos, que tem mostrado
eficazes para diminuir os sintomas durante a gravidez
quando relacionados as dores lombares gestacionais
bem como no pós-parto.
• Ativação dos músculos estabilizadores:
• MARTINS e SILVA (2005) no Estado de São Paulo
encontrou uma prevalência de gestantes com
algias na coluna vertebral e pelve de
aproximadamente 80%, sendo esta dor mais
freqüente e mulheres jovens.
• Transverso do abdômen, oblíquo internos, multífidos,
músculos do assoalho pélvico e o diafragma
profundamente. Abdomen e paravertebrais
superficialmente (Morkved, 2007)
• Estabilizadores transversais da pelve?
Lombalgia na Gravidez
• OSTGAARD (1996);
• A dor lombar : presente em 10% das mulheres, não esta
necessariamente relacionada com a gravidez pode retornar
com o fim da gravidez, causa diminuição da amplitude de
movimento na coluna lombar, dor à palpação dos músculos
eretores da espinha.
• A dor pélvica posterior parece aumentar sua freqüência
no início da gravidez e permanecer constante em um nível
mais elevado de aproximadamente 35% durante a
gestação. Pode ainda haver a combinação entre os dois
tipos de sintomatologia
72
•
O MÉTODO PILATES NA DIMINUIÇÃO
DA DOR LOMBAR E GESTANTE: estudo de caso
O MÉTODO PILATES NA DIMINUIÇÃO
DA DOR LOMBAR E GESTANTE: estudo de caso
Cristiana Gomes Machado1, Thelma Garcia Araújo2, Renato Alves Sandoval3, Cristina
Aparecida Neves Ribeiro Machado4, Marislayne de Sousa Freitas5
Monografia da Universidade Católica de Goiás, 2008
Cristiana Gomes Machado1, Thelma Garcia Araújo2, Renato Alves Sandoval3, Cristina
Aparecida Neves Ribeiro Machado4, Marislayne de Sousa Freitas5
Monografia da Universidade Católica de Goiás, 2008
O método Pilates tem uma proposta reabilitadora, aliando a prática física ao
relaxamento mental. A meta de alcance do movimento eficiente, retorno dos
movimentos funcionais e melhora da performance é o fundamento do Pilates
evoluído, que na gestação acredita-se promover a saúde da mulher e do bebê.
•
Gestante na 25 semana gestacional
•
•
1) ativação do controle do centro (cinturão abdomino-pélvico)
2) ativação de grupos musculares específicos (abdome, adutores do
quadril, períneo, multífidos e grande dorsal)
3) fortalecimento global de membros superiores e inferiores, tanto no
solo com o auxilio de bolas ou elásticos, quanto nos aparelhos
específicos do método (reformer, trapézio, cadeira combo, barril ou
unidade de parede)
4) articulação da coluna com exercícios de mobilidade intersegmentar;
5) alongamentos globais com ênfase nos grupos musculares mais
encurtados; 6) relaxamento em grupo com o uso de imagens visuais,
respiração e música.
•
Objetivo: verificar a eficácia do método Pilates na diminuição da dor lombar e na
melhora da postura da gestante.
•
•
Métodos; foi utilizado para avaliação da dor a escala visual analógica e o
questionário reduzido de McGill e para avaliar a postura, fotos digitais e programa de
análise de imagem MGI Photoshop, aplicação dos exercícios 3x semanais, por 1h
por i mês
•
•
•
Conclusão: o método Pilates é eficaz na redução do quadro álgico lombar
apresentado durante a gestação; que houve o aumento gradativo das curvaturas
fisiológicas, inerentes à gestação; que não houve alteração das curvaturas laterais
da coluna vertebral, previamente observadas na paciente; que houve uma melhora
da consciência corporal e um aumento da motivação em realizar atividades,
relatadas pela paciente.
UTILIZAÇÃO DO MÉTODO PILATES NO
TRATAMENTO DA LOMBALGIA EM PRIMIGESTA:
RELATO DE CASO
DUTRA, M. C; ROMANO, F.; ANTUNES, J.
V Congresso de educação Física de Jundiaí , 2010
•
Objetivo: investigar a eficácia do Método Pilates na redução do
quadro álgico lombar gestacional.
•
Metodologia: Esta pesquisa se refere a um estudo de caso, sexo
feminino, primigesta, 25 anos, com sintoma de lombalgia. Os
exercícios em solo foram aplicados em trinta aulas, duas vezes
semanais, com duração de uma hora. Para coleta de dados, foram
aplicados um escala analógica de dor e o questionário de Oswestry,
onde a voluntária deu a classificação da intensidade da dor, sendo
avaliada antes e depois ao programa de exercícios.
•
Conclusão: a aplicação do Método Pilates, trouxe alívios
importantes nos quadros álgicos da gestante participante deste
estudo. Observou-se que a elaboração direcionada de exercícios
específicos para a estabilização da coluna pode ser uma medida de
extrema importância e necessária para reabilitação nos casos de
lombalgias no período gravídico.
•
O número de repetições de cada exercício variou de 8 a 12, desde que
não seja percebido dor ou fadiga
• Preparem-se
para
transformação..
..
73
Diástase Abdominal
Diástase Abdominal
• Segundo Teixeira (2008), os dois músculos que
formam o reto abdominal normalmente são
unidos ao meio por uma linha média, a linha
alba. Com o avanço da idade gestacional, essa
musculatura se estira até o seu limite podendo
ocorrer o alongamento e o afilamento da linha
alba, com a separação dos músculos
• Separação maior do que 2 cm ou dois dedos é
considerada importante. Ocorre em 66% das
gestantes no terceiro trimestre de gestação e
pode persistir em 30 a 60% destas mulheres
durante o período pós-parto
Diástase Abdominal
• Teste: primeira gestação testar a partir do
4º mês
Diástase Abdominal Ausente
• Separação até 1 dedo
• Abdominais normais
• Homem?
• Idosas?
(Teixeira, 2008)
(Teixeira,
2008)
74
Diástase Abdominal Presente
Diástase Abdominal Presente
• Separação de 2 dedos
• Não realizar
rotação de tronco
• Exercícios abdominais são permitidos coma ajuda da
própria gestante
(Teixeira, 2008)
Diástase Abdominal Presente
• Separação mais de 2 dedos
Não realizar:
Diástase Abdominal Presente
• Separação mais de 2 dedos
• Contração isométrica
• Elevação de cabeça
• Exercícios com MMII
• Rotação e flexão nem com ajuda
• Báscula de pelve
• Exercícios respiratórios
O que pode fazer então?
75
Isometria
Respiração
RESPIRAÇÂO FORÇADA
• Mesma
conduta
• Solo
• Hidro
Observação
• Diástase severa
• Herniação e flacidez importante
•
•
•
•
•
Principais lesões ortopédicas:
Entorse de TNZ
Síndrome do túnel do carpo e do tarso
Principais alterações posturais:
Hiperlordose lombar, protusão de ombros,
anteriorização de cabeça, base de sustentação
alargada
Quanta coisa...
• Nutação sacral
Qual era a primeira
mesmo?
ABDOMINOPLASTIA
•
Consequências:
Lombalgia e lombociatalgia
76
Quando iniciar a prática dos
exercícios físicos?
• Não existe nenhum tipo específico de exercício
que deva ser recomendado para cada fase,
durante o período gestacional.
(No authors listed: SMA statement. The benefits and risks of exercise
during pregnancy. J Sci Med Sport 5: 11-9, 2002)
Prescrição de Exercícios
Exercícios Aeróbios
• Atividades Cardiopulmonares: entre 60 e
70% da FC máx (sedentárias ou
intermediárias) ou 70 e 80% da FC máx
(gestantes bem treinadas)
• Atividades Neuromusculares: trabalho de
força muscular entre 60 e 75% de resistência
muscular, evitando-se isometria e cargas
extremas
• Exercícios aeróbios, neuromusculares(força) e
de flexibilidade.
77
• Estudos com animais mostram redução significativa
do fluxo uterino durante exercício de moderada
intensidade – 70% VO2 máx
(Zugaib, 2009)
• Mecanismos compensatórios de manutenção de
O2 pelo feto:
• Aumento da FCF e PAF
Redirecionamento do fluxo sanguíneo para musculatura ativa,
diminuição do fluxo materno-fetal = hipóxia ou asfixia (Zugaib, 2009)
Controlar as Variáveis
• Tipo de exercício: modalidades
• Duração
• OBS:
• Aumento da atividade fetal
• Redução do fluxo sanguíneo de até 35%, não causa
hipóxia
• Aumento excessivo da > 1,5 graus temperatura pode
causar má formações fetais e aborto (Artal, 1999)
Prescrição de Exercícios:
Duração
• Quanto maior a duração do exercício, maior a diminuição
do fluxo sanguíneo uterino e das reservas de glicose
(Clapp, 2004)
• Frequencia
• TREINADAS: duração máxima de um exercício aeróbio
para gestante é de 45´
• Bom estado nutricional
• Intensidade
• SEDENTÁRIAS: inicialmente por 15´, aumento gradual
ao longo do período de adaptação
(Zugaib, 2009)
78
Prescrição de Exercícios:
Frequencia
Prescrição de Exercícios:
Intesidade
• A F.C. materna deverá ser preconizada
com o limite máximo de 140 bpm ou
respeitando a intensidade de 70% do VO2
max
• 3 a 5 x semanais sem repercussão negativa
para mãe e para o feto
MITO: 140 bpm
• Escala de Borg
• 220 - idade = FC máx = Zona de treino
(Realmente é Fidedigno)
x
(0,7 sedentária ou 0,8 treinada) %
(Zugaib, 2009)
Prescrição de Exercícios:
Intensidade
•
•
•
•
•
•
•
6 Absolutamente nada (repouso)
7
8 Muito, muito fraco (pouco se sente)
9
10 Muito fraco
11
12 * Fraco (ligeiro)
•
13 *
14 * Moderado
15
16 Um pouco forte
17
18 Forte (pesado)
19
•
•
•
•
•
•
•
•
ESCALA DE
BORG
•
•
•
•
•
•
Prescrição de Exercícios:
Intensidade
SOLO
6 Absolutamente nada (repouso)
7
8 Muito, muito fraco (pouco se sente)
9
10 Muito fraco
11
12 * Fraco (ligeiro)
13 *
ESCALA DE
BORG
•
•
•
•
•
•
•
14 * Moderado
15*
16* Um pouco forte
17*
18 Forte (pesado)
19
20 Muito, muito forte (esforço quase máximo)
HIDRO
79
Exercícios de RML e FORÇA
Consenso Internacional
• SMA: sports medice Australia
• ACOG: americam college of obstetricians e
gynecologists
• SOGC: society of obstetricians and gynecologists
of Canada
• ACSM: americam college of sports medicine
• CSEP: canadian society for exercises physiology
• Indicam como seguro o exercício resistido durante
toda fase gestacional, que transcorra sem
intercorrências.
Prescrição de Exercícios:
Duração
• TREINADAS: 45´ a 1h
• SEDENTÁRIAS: aumento gradual ao longo do
período de adaptação
• Treino da musculatura geral em um único dia –
MMSS e MMII
• 3 séries de 12 a 15 repetições
(Zugaib, 2009)
Prescrição de Exercícios:
Frequencia
•
•
•
•
3 x semanais
Sem repercussão negativa para mãe e para o feto
Dias alternados
Permitir recuperação do esforço no dia de
descanso
(Zugaib, 2009)
80
Prescrição de Exercícios:
Intesidade
• Sempre entre 50% e 70% da capacidade
máxima da gestante.
Pilates para Gestante
• Fortalecimento Geral
• Durante a atividade física com as
gestantes, o cuidado para não cansá-la
• Atletas: FC até 180 bpm
• Freqüência cardíaca não deve exceder a
capacidade média individual de cada aluna
Side Kick
81
Bent Knee Fallout
Quadruped Series
82
83
Pilates para Gestante
• Alongamentos
84
Não Esquecer:
Contração do Períneo
• Contrai-relaxa: contrair 6 ´´e relaxar, como se fosse
segurar o “xixi”
• Exercício do elevador: fazer contrações em tempos
(contrai, contrai relaxa, relaxa)
• Exercício da sinaleira: Sinal vermelho =contrai, Sinal
verde = relaxa
• Supercontração: Manter a contração pelo máximo de
tempo que puder, sem prender a respiração
Funções do Períneo
Contração do Períneo
- Dar suporte aos órgãos pélvicos e seus
conteúdos
• Exercícios de
adução
- Suportar aumentos na pressão intra-abdominal
• Caminhada lateral
na água
- Prover controle esfincteriano às aberturas do
períneo
- Funcionar em atividades reprodutivas e sexuais
• Enfatizar em
gestantes e
mulheres que
tiveram muitos filhos
85
Existe diferença na contratilidade da musculatura do
assoalho
pélvico feminino em diversas posições?
Parabéns !!!
Mariana Tirolli Rett1, José Antonio Simões2, Viviane Herrmann3,
Andréa de Andrade Marques4, Sirlei Siani Morais5
Rev Bras Ginecol Obstet. 2005; 27(1): 20-3
•
•
•
•
•
•
Objetivo: avaliar e comparar resultados da eletromiografia de superfície do
assoalho pélvico feminino em diversas posições (decúbito dorsal, na
posição sentada e ortostática).
Métodos: foram avaliadas 26 mulheres submetidas a um protocolo de
exercícios para o fortalecimento do assoalho pélvico como tratamento da
incontinência urinária de esforço. Utilizou-se sensor intravaginal conectado
ao equipamento Myotrac 3GTM
A avaliação consistia em: 60 segundos iniciais de repouso, cinco contrações
isométricas, contração mantida por 10 segundos e outra de 20 segundos.
Resultados: as amplitudes das contrações foram maiores em decúbito
dorsal, decrescendo sucessivamente nas posições sentada e ortostática.
Resultados semelhantes também foram encontrados comparando-se a
posição ortostática com a posição sentada. Todavia, entre o decúbito dorsal
e a posição sentada, não foi observada diferença significativa.
Conclusão: as amplitudes de todas as contrações do assoalho pélvico
feminino foram inferiores na posição ortostática, sugerindo que o
fortalecimento muscular deve ser intensificado nesta posição.
Exercícios no Puerpério
• Respeitar o período de resguardo
• E agora?
• O que fazer?
• Quando voltar à
realizar exercícios?
Exercícios no Puerpério
• Diretrizes canadenses, (2009):
• Parto foi normal sem complicações:
• Quarentena
- 6-8 semanas pós-parto → Involução (trato
vaginal retorna ao estado não-grávido)
• Saída da placenta → diminuição brusca
nos níveis de estrógeno e progesterona →
diminuição dos efeitos fisiológicos
• Imediatamente pós parto pode realizar caminhadas
leves, alongamento e exercícios para o assoalho
pélvico
• Com intercorrências ou cesária: aguardar
cicatrização – 3 -4 semanas
• Evolução gradativa, tipo, duração, intensidade e
frequencia.
86
Mente: sensível e
depressão pós-parto
Cloasma: proteção do
sol
Postura:orientações
Sensação de
continuidade dos
movimentos fetais
Sensação de
esvaziamento:
depressão pós-parto
Cabelos: normal
Mamas: sutiã
adequado
Abdome: flacidez
Linha Nigra: some
gradativamente
Edema em MMII:
normal
Objetivos dos Exercícios no
Pós Parto
Cuidados no Pós Parto
• Dor perineal → crioterapia, banho de
assento e exercícios perineias
• Diástase do reto abdominal → retração
abdominal
com expiração forçada ou cinta)
• Dor em coluna vertebral → termoterapia
superficial e posicionamento
• Dor na sínfise púbica → crioterapia e
repouso, na fase crônico (fortalecimento abdominal)
Exercícios no Pós Parto
• Reeducação da função respiratória (diafragmática)
• Exercícios metabólicos para favorecer a circulação
sanguínea (imobilidade)
• Restabelecer a função intestinal
• Facilitar a deambulação
• Exercícios perineais
• Episiotomia (crioterapia) → respeitar cicatrização
• Restaurar a diástase abdominal
• Promover força de MMSS e melhora da postura
• Cuidados com os exercícios na fase de
amamentação, implicações para o bebê
87
• O exercício aeróbio não produz efeitos
deletérios na composição nutritiva do leite,
nem em seu volume
• Após exercício intenso há acúmulo de ácido
lático no leite
• Redução da IgA
• Rejeição do bebê ao leite
• Se normaliza após 1h
(Zugaib, 2009)
• Amamente antes do exercício ou após 1h !
Aleitamento Materno
• 1o. Leite: colostro: (7 dias)
• 2o. Leite: Leite de transição (7 – 15 dias)
• 3o. Leite: Leite maduro ( 15 em diante)
• Vínculo mãe e bebê
• Proteger contra a mortalidade e morbidade
Infantil
• Nutrição de alta qualidade promovendo o
crescimento e desenvolvimento
• Menor índice de infecções no RN
• Promove o desenvolvimento cognitivo
Lembre-se:
• O termo “adaptada” permite o
entendimento de que o indivíduo
possui algumas características
distintas da maioria
FIBROMIALGIA
x
DOR MIOFASCIAL
• Por isto, necessita de algumas
modificações no seu processo de
ensino – aprendizagem
88
História da Fibromialgia
• À 150 anos ocorreram as primeiras
considerações
• 1850 Froriep: relatou que pacientes com
reumatismo apresentavam pontos endurecidos
em seus músculos dolorosos a pressão
• 1904 Gowers: denominou essas alterações
clínicas de fibrosite
Tender Points da Fibromialgia
• Tender pionts são diferentes dos pontos gatihos
miofasciais (PGM), os quais são pequenos
pontos de hipersensibilidade, que quando
palpados geram dor aguda local, referida ou
irradiada
• Geralmente a dor é presente sem estimulação,
associada a limitação de movimento, fraqueza
muscular e espasmos
Fibromialgia
• Fibro – fibras de tecido conjuntivo
• Mia – músculo
• Algia – dor ou condição dolorosa
• O conceito de fibromialgia surgiu através dos
estudos de Smythe e Moldofsk em 1970
• Descreveram os Tender Points
Tender x Trigger
Tender Point:
• É uma área sensível no músculo, mais especificamente na
junção miotendínea
Trigger Point:
• É um local irritável, localizado em uma estrutura de tecido
mole, mais freqüentemente no músculo, caracterizado por
baixa resistência e pela alta sensibilidade em relação a outras
áreas.Dor em queimação, com banda de tenção e núdulos
com irradiação.
• Desenvolvem devido a sobrecarga e tensão
89
Definição da Fibromialgia
• Síndrome dolorosa crônica caracterizada por desordem
músculo-esquelética
• História de dor generalizada com mais de 3 meses
duração, acometendo:
– Hemicorpo direito
– Hemicorpo esquerdo
– Abaixo da cintura
– Acima da cintura
– Dor axial
Definição da Fibromialgia
• É uma síndrome reumática não - articular,
caracterizada por dor musculoesquelética
difusa e crônica, e presença de múltiplas
regiões dolorosas, denominadas tender
points, especialmente no esqueleto axial.
(WOLFE et al., 1990)
(American College of Rheumatology, 1990)
Epidemiologia
Etiologia da Fibromialgia
• 5% da população americana
• Causa Desconhecida
• 10% da população brasileira (classe social baixa)
•
• Fatores multifatoriais
Entre 30 e 60 anos
•
Relação de até 15 mulheres:1homem
•
93% Raça branca
• Stresse, traumas físicos, psicológicos,
agentes infecciosos e patologias préveas
(Nery, 1999)
• Pode acometer crianças e idosos
(Cavalcante, 2006).
90
Classificação da Fibromialgia
• Primária
Fisiopatologia da Fibromialgia
• Secundária
• Alterações nos sistemas:
• Apresenta o quadro
clínico da doença
sem qualquer outra
patologia associada
• Ocorre concomitante
mente a outra
patologia
• Geralmente
reumatológica
• Músculo esqueléticos
• Neuroendócrino
• Sistema Nervoso
(Haun, 2001 e Bastos, 2003)
(Maurizio, 1997)
Fisiopatologia da Fibromialgia
• Músculo Esquelético:
• Histológicamente apresentam atrofia
muscular
• Aumento de nociceptores na junção
miotendínea
• Presença de fibras eslásticas, reticulares de
colágeno tipo III
• Diminuição no fluxo sanguíneo
• Rigidez e fadiga muscular
(Caillet,2000)
Fisiopatologia da Fibromialgia
•
Neuroendócrino:
•
•
•
•
Alterações hormonais
Modificação do padrão de liberação do hormônio de crescimento
Redução de IGF-1 (Fator Trófico Muscular)
Deficiência no processo recuperativo do organismo, tornando
músculos, tendões e ligamentos fadigados e mais susceptíveis a
lesão
•
GH diminuído produz como conseqüência
uma baixa reparação tecidual muscular ao microtrauma e um
aumento na transmissão nociceptiva das fibras nervosas
periféricas aos neurônios do corno dorsal da medula espinhal
(Kinoplich,2003)
91
Fisiopatologia da Fibromialgia
• GH diminuído altera o sono!!!
• Provavelmente a diminuição da secreção desse
hormônio deva-se ao comprometimento do sono,
uma vez que sua liberação pode ocorrer durante
as fases 3 e 4 do sono profundo.
• Neste sentido, o exercício pode ter fundamental
importância já que a realização de atividade
motora pode estar relacionada ao aumento da
secreção de IGF-1 e hormônio do crescimento
(GOMES et al., 2006; LEME et al., 2007).
• Sistema Nervoso:
• Hipersensibilidade
dos neurônios do
corno dorsal da
medula espinhal
• Ocasionando dor
anormal transmitida
pela substância P
(Kinoplich,2003)
Fisiopatologia da Fibromialgia
• Dor:
Quadro Clínico da Fibromialgia
• Dor difusa por todo o corpo,
migratória.
• Hiperprodução do neurotransmissor
denominado substância ´´P´´, responsável
pela transmissão da dor
(Kinoplich,2003)
• Diminuição as serotonina, que diminui e
modula os impulsos nociceptivos
(Maurízio, 1997, Haun, 2001)
• Com ao menos 11 dos 18
tender points ativados por 3
meses
• Diagnosticado pela
palpação 4kg ou
Dolorímetro (algômetro)
(American College of Rheumatology, 1990)
92
• Tender point pode ser considerado um
ponto que quando submetido à palpação
digital é referido desconforto doloroso no
local pressionado.
• Em relação à digitopressão, a intensidade
de força aplicada para diagnóstico
equivale a 4kg. F. com uso de dolorímetro
(WEIDEBACH, 2002).
Os Pontos da Fibromialgia
• Os pontos dolorosos correspondem a inserções
tendíneas ao osso ou a ventres musculares:
• Occipitais (inserção dos músculos suboccipitais)
• Paravertebrais cervicais (entre os processos transversos de
C5 a C7)
• Borda superior do trapézio (ponto médio)
• Supra-espinais (em sua origem sobre as escápulas, na
borda medial)
• Segunda junção condrocostal (na superfície das costelas
anteriores)
• Epicôndilos laterais dos cotovelos (2 cm distalmente aos
epicôndilos)
• Glúteos médios ( no quadrante superior externo)
• Trocanteres maiores dos fêmures (posteriormente às
proeminências)
• Interlinhas mediais dos joelhos (no coxim gorduroso medial)
Quadro Clínico da Fibromialgia
•
•
•
•
•
•
•
•
•
Dor - acúmulo de tensão em diferentes partes do corpo
Fadiga - 90%
Depressão e ansiedade – 25%
Localização mais comum da dor: coluna vertebral, cinturas
escapular e pélvica, parede anterior do tórax.
Distúrbios do sono e fadiga – 80%
Rigidez matinal, sensação subjetiva de edema, fenômeno
de Raynauld, tonturas e palpitações ocorrem em 58 a 80%
dos casos.
Humor Alterado
Outras afecções como enxaqueca, síndrome do cólon
irritável, tensão pré-menstrual, zumbido , ocorrem em
30%-60% dos casos
Restrição da fáscia: superficial e profunda
(Marques, 2007).
93
(Functional Magnetic Resonance Imaging Evidence Of
Augment Pain Processing In Fibromyalgia
Gracely R, et al. Arthritis Rheum 46: 1333-1343, 2002)
• 16 pacientes SFM / 16 controle
• Estímulo pressórico moderado nos pontos dolorosos
• Ativação de 13 áreas cerebrais
• A RM firmou-se como o melhor exame na avaliação
dinâmica na fibromialgia
• Dor real e não comportamental
• Explicação associada ao estresse para défict de atenção
(Functional Magnetic Resonance Imaging Evidence Of
Augment Pain Processing In Fibromyalgia
Gracely R, et al. Arthritis Rheum 46: 1333-1343, 2002)
• Hipoperfusão no núcleo caudado (núcleo da base, aprendizado e
memória) e tálamo (Reorganiza os estímulos vindo da periferia)
• Existem evidências que em pacientes
fibromiálgicos apresentam fluxo sanguíneo
cerebral diminuído nas áreas do tálamo, núcleo
caudado e regiões pré-frontais essas áreas são
responsáveis pela integração, análise e
interpretação dos estímulos dolorosos que
controlam as sensações e a afetividade.
• Mesmo com as discussões sobre o assunto, não
se conseguiu definir se o hipofluxo sanguíneo é
causador da fibromialgia ou se é conseqüência
do desequilíbrio neuro-hormonal
(ANTONIO, 2001; HAUN et al.,2001).
94
• A fibromialgia provoca um impacto negativo e
significativo no nível de vida dos pacientes devido às
modificações decorrentes nos padrões interpessoais,
profissionais, familiares e sociais.
Curiosidade
• Termografia:
(Sociedade Brasileira de reumatologia, 2009)
• Os sintomas da fibromialgia comprometem a
capacidade para o trabalho e para a realização de
tarefas domésticas, esse impacto correlaciona-se
fortemente com a intensidade da dor, com a fadiga
originada e com o decréscimo da capacidade
funcional
• Visão humana através do espectro infravermelho
• Detecta áreas inflamadas através da temperatura
(PROVENZA et. al., 2005).
Fibromialgia
• A maioria dos pacientes com fibromialgia
procuram diversos médicos.
• São submetidos a múltiplos tipos de exames e
recebem diversos rótulos e diagnósticos.
• Ou...
• Rotulados com hipocondíacos e histéricos
(Goldenberg, 1989)
Tratamento da Fibromialgia
• Medicação:
• Antinflamatórios, indutores do sono,
relaxantes musculares, antidepressivos.
• Mudança dos hábitos de vida (sedentarismo,
perfeccionismo, vida agitada, stress).
• Fisioterapia (TENS,US, Crioterapia,
Massoterapia)
• Exercícios físicos,relaxamento e
alongamento.
• Acompanhamento psicológico
95
Benefícios das Atividades Físicas
Para a Fibromialgia:
• Diminuição na sensação de tensão muscular (Wigers et al, 1996)
• Redução no número de “tender points” (Burckhardt,1994)
• Redução na dor localizada nos “tender points”.(Burckhardt, 1994)
• Diminuição da dor corporal geral (Valim, 2006)
• Benefícios psicológicos - aumento da sensação de bem estar,
diminuição no sentimento de vulnerabilidade e aumento da autoeficácia, além da diminuição da ansiedade e da
depressão.(Buckelew 1998)
Benefícios das Atividades
Físicas Para a Fibromialgia:
• De acordo com Marques (2002) a prática
do exercício físico apresenta um efeito
analgésico pela liberação de serotonina e
funciona como um antidepressivo, além
de proporcionar uma sensação de bemestar global e de autocontrole.
Atividades Físicas Para a
Fibromialgia:
• Considerações:
• A literatura científica é clara quando diz que, na
grande maioria dos casos, ocorre um aumento dos
sintomas da doença (principalmente dor e fadiga)
após o início de um programa de atividades físicas
regulares.
• Contudo, este desconforto vai diminuindo na
medida em que o portador de SFM dá continuidade
ao seu treinamento.
• Logo, inicie o treinamento com cargas leves e,
também, motivar seu aluno na convicção de que ao
longo do tempo (até 2 meses) este desconforto irá
desaparecer.
96
Atividades Físicas Para a
Fibromialgia:
Atividades Físicas Para a
Fibromialgia:
Mengshoel et al.(1995):
• Considerações:
•
• Muitos pacientes tornam-se fisicamente
inativos porque a dor pode ser aumentada
com o início do treinamento . (Mengshoel,1996)
• Pacientes com fibromialgia apresentavam
menor capacidade física quando
comparados a uma amostra da população
geral (Natvig et al.1998).
Investigaram a relação entre a capacidade
aeróbica e os níveis de fadiga, dor e esforço
pós-exercício de pacientes com fibromialgia.
• Resultados: pacientes com fibromialgia
apresentavam maiores níveis de fadiga, esforço
e dor induzida pós-exercício comparados a
indivíduos saudáveis.
• Além disso, a intensidade da dor permaneceu
acima do valor prévio ao exercício por mais de 24
horas.
• Entretanto, os autores não constataram diferença
significante na capacidade aeróbica.
Autor x Tipo de exercício x Intensidade x Duração x Conclusão
Tipo de Exercícios:
• A literatura mostra que programas de exercícios
físicos aeróbicos são os mais utilizados nos
experimentos que pretendem verificar os efeitos
sobre os sintomas da SFM.
• Nichols et al. (1994), exercício aeróbico (caminhada)20´, 3
x/sem. Contínuo: 60-70% da FC max.8 sem.Sem benefícios
• Meyer et al. (2000), caminhada de alta e baixa intensidade3
x/sem. carga aumentada gradativamente24 sem.Baixa
intensidade é benéfica
• Há, porém, relatos de intervenções com
fortalecimento, flexibilidade e relaxamento
muscular, combinados com exercícios aeróbicos;
e força muscular.
• Ramsay et al. (2000), exercício aeróbico supervisionadoe nãosupervisionado60 min. 1x/semana12 sem.Ambos sem
benefícios
• Além desses, há experimentos com exercícios
físicos associados à terapia cognitiva
• Wigers et al. (1996), exercício aeróbico e terapia de manejo do
estresse45 min., 3 x/semana4 picos: 60-70% FC max.14
sem.Ambos benéficos; ex.aeróbico mais efetivo
(Fusco, 2005)
97
• Autor x Tipo de exercício x Intensidade x Duração x Conclusão
• Meiworm et al. (2000), exercício aeróbico (natação, bicicleta,
caminhada e corrida)25 minutos, 2 vezes/semana,12
sem.Benéfico
•
• Sabbag et al. (2000), exercício aeróbico60 min., 3 x/sem. 60-70%
da FC max., 24 sem.Benéfico
• Martin et al. (1996), programa de exercícios aeróbicos,
alongamento e fortalecimento60 min., 3 vezes/semana 6
sem.,Benéfico
Autor x Tipo de exercício x Intensidade x Duração x Conclusão
•
Mengshoel et al. (1992), exercício de endurance + de 25
repetições, muscular de baixa-intensidade por 20 sem.
Benéfico.
•
Hakkinen et al. (2001), treinamento de força (RML), 15 -25
repetições, 2 vezes/semana por 21 sem.Benéfico.
• Jentoft et al. (2001), exercício aquático e em solo (aeróbico,
along. fortalecimento e relax)60 minutos, 2 vezes/semana,20
sem.Ambos benéficos
•
•
• Mannerkorpi et al. (2000), hidroterapia e educativo,24
sem.Benéfico
Estudos Sobre Fibromialgia:
• Martin L et al,1996; Mannerkorpi K et
al.2002: pesquisas com quatro meses de
duração ou mais foram capazes de verificar a
melhora de vários parâmetros fisiológicos e de
qualidade de vida.
• Van Santen M et al., 2002; Jones KD e
Clarck SR, 2002:
• Demonstraram que as mudanças e
adaptações ao treinamento parecem mesmo
necessitarem de um tempo maior para
acontecerem nesta população.
Marques et al. (1994), exercício de alongamento,1
vez/semana,por 6 sem.Benéfico.
Assis (2005), piscina deep water , solo, aeróbico por 15
semanas, benéfico
(Geel S, Robergs RA. The effect of graded resistance
exercise on fibromyalgia symptoms and muscle
bioenergetics: a pilot study. Arthritis Care Res 2002;47:82-6)
• Treino de força para mulheres pré-menopausadas com SFM e
mulheres saudáveis.
•
•
•
•
2 sessões de treino por semana
3 primeiras sem – de 15 a 20 repetições com 40 a 60% de RM
4 sem seguintes – de 10 a 12 repetições com 60 a 70% de RM
7 últimas sem – de 8 a 12 repetições com 60 a 80% de RM
• Resultados: igual capacidade de treinamento do sistema
neuromuscular nas mulheres saudáveis e nas portadoras da
SFM.
• Conclusão: O treino de força progressivamente aplicado
seguramente pode ser incluído no tratamento da SFM, atuando
na diminuição dos sintomas e aumentando a capacidade
funcional dos doentes.
98
(Jentoft ES, Kvalvik AG, Mengshoel AM. Effects of poolbased and land-base exercise on women with
fibromyalgia/chronic widespread muscle pain. Arthritis
Rheum 2001;45:42-7)
• Em um outro estudo, portadores da SFM
fizeram exercícios resistidos por 8 semanas em
solo e água, 2 vezes por semana, executando 3
séries de 10 repetições com cargas que
variaram entre 60 e 70% de RM
• McCain et al. (1998) durante 20 semanas, com 42
pacientes fibromiálgicos divididos em 2 grupos
• G1- um submetido somente a um programa de
condicionamento cardiovascular aeróbio
• G2- exercícios de alongamento
• Obteve como resultado aumento na performance
cardíaca em 83% e melhora no limiar de dor sobre
os tender points das participantes do grupo de
condicionamento aeróbio quando comparadas aos
selecionados somente para exercícios de
alongamento.
• Os resultados mostraram que este programa de
exercícios atenuou de maneira significativa os
sintomas da doença, com especial ênfase na
diminuição da fadiga e melhora na qualidade do
sono e do humor.
Atividades Físicas Para a
Fibromialgia:
• As evidências sugerem, até o momento, que as
atividades aeróbias e sessões de
alongamento são benéficas, pois seus efeitos
terapêuticos influencia vários aspectos da
fibromialgia, tais como, melhora das alterações
isquêmicas e metabólicas nos tender points,
além de aumentar os níveis de endorfinas e
melhorar o estado mental e o padrão de sono
(VALIM, 2006).
•
Condicionamento Aeróbio: caminhada, trote leve, natação,
hidroginástica, bicicleta (aumento dos níveis de beta-endorfina e de
serotonina, diminuição da dor, sensação de prazer, aumento da
capacidade funcional, melhora do sono).
•
Alongamento x Pompagens:(estiramento dos pontos retesados,
alívio da dor, melhora do sono).
•
Fortalecimento muscular: (nas áreas menos acometidas,
intensidade leve: entre 50 e 70% de RM, de 15 a 30 repetições,
1 a 3 séries). Não se deve trabalhar com altas cargas visando
hipertrofia.
•
Relaxamento:(tai chi, yoga, mentalização, meditação)
•
Hidroginástica: pré-aquecida são recomendados (efeito
miorelaxante)
99
(A EFICÁCIA DA POMPAGE, NA COLUNA CERVICAL, NO
TRATAMENTO DA CEFALÉIA DO TIPO TENSIONAL
Hoffmann, J; Teodoroski,R.C.)
• A pompagem constitui uma técnica de terapia
manual que, de acordo com Bienfait (1999):
• “...é uma forma de tensionamento lento, regular e
progressivo de um segmento corporal, que
proporciona alongamento das estruturas
envolvidas, estimulando a circulação de líquidos e,
consequentemente, promovendo um alívio da
tensão na musculatura atingida...´´
(Hidroterapia, pompagem e alongamento no
tratamento de fibromialgia: relato de caso.
Fisioterapa e movimento;19(2):49-55,abrr-jun, 2006)
• Avaliações foram realizadas pré e pós teste,
incluindo: postural e de flexibilidade pelo teste
mão solo, positividade dos tender points pela
digito pressão e avaliação da dor pela EVA
• Tto em hidro constituindo alongamentos e
pompagens gerais em 10 sessões de 1 h.
• Observaram nos resultados melhora da
flexibilidade, redução do limiar de dor, redução
do espasmo, melhora do bem estar geral.
(A EFICÁCIA DA POMPAGE, NA COLUNA CERVICAL, NO TRATAMENTO
DA CEFALÉIA DO TIPO TENSIONAL
Hoffmann, J; Teodoroski,R.C.)
•
•
•
Realizada nos músculos posteriores e laterais da coluna cervical.
As sessões foram realizadas semanalmente, 5x sem, 10 sessões de 50´
Escala de dor analógica pré e pós teste
•
A pompagem é realizada em três tempos. A mesma é descrita da seguinte
maneira:
Tensionamento: o terapeuta alonga lenta, regular e progressivamente, aquilo
que a fáscia cede. Vai apenas até o limite da elasticidade fisiológica, sendo
dosado pela sensibilidade;
Manutenção da tensão: constitui o tempo principal da pompage, são
fenômenos lentos, pois os miofilamentos de actina só podem deslizar
lentamente entre os miofilamentos de miosina.
Neste estudo foi mantido por 20 segundos cada manobra
Tempo de retorno: deve ser o mais lento possível, a fáscia que puxa a mão do
terapeuta, mas este controla a tração.
É realizado desta forma para não provocar o reflexo contrátil do músculo
Resultados:
Redução do tempo de permanência da dor, freqüência e intensidade
Redução da tensão em pontos de contratura muscular, diminuição de pontos
gatilhos e contratura
•
•
•
•
•
•
•
•
(Síndrome da Fibromialgia: tratamento na piscina aquecida.
Bastos, C.; Oliveira, E. M.;
Ver. Lato e Sensu, V.4, n.1,p,3-5, out 2003 Belém)
• Estudo de caso
• Aplicação de exercícios em água aquecida 33
graus:
• Alongamentos ativos
• Fortalecimento dos principais grupos
musculares
• Relaxamento por flutuação
• Resultados:
• Alívio da dor, diminuição da rigidez, diminuição
dos espasmos e melhora da autoestima
100
(Hidrocinesioterapia no tratamento de mulheres com
fibromialgia.
Salvador, J; et al,2004
Rev. Fisioterapia e Pesquisa)
• Protocolo de exercícios em 4 fases:
• 1- 5´ de aquecimento global com camihada
na água antero posterior e latero lateral
• 2- 15´ de alongamento musular ativo de
MMSS, MMII e dorsal sustentado por 20´´
• 3- Exercícios de FM ativo livre inicialmente
de MMSS e MMII segudo com carga por
alteres e pesos aquáticos de 1k. 3x 12
repetições
• 4- 20´ de relaxamento em DD com
flutuadores
• 4 mulheres entre 30 e 55 anos sem submissão a algum
tipo de tto medicamentoso préveo
• Avaliação da qualidade de vida pelo questionário Whoqol
bref, qualidade de sono pela escala de 1-péssima,2-ruim,
3-regular, 4-boa e 5-ótima, flexibilidade pelo teste do 3
dedo-chão, dor pela eva e AVD´s pelo ques tionário de
impacto da fibromialgia FIQ
• Reavaliadas na 5 e 11 sessão
• 11 sessões de 70´ 3 x semanal
Atividades Físicas Para a
Fibromialgia: ACSM
• Resultados:
• Melhora na qualidade do sono
• Melhora na flexibilidade
• Melhor do quadro álgico geral e localizado, por
redução da sensibilidade do tender point
• Melhora na qualidade de vida, aumento da
resistencia física, diminuição de inatividade,
melhora do condicionamento físico geral
• Tratamento multidiciplinar se torna necessário
• Fator psicológico não apresentou mudança
satisfatória
•
Iniciar com cargas leves, tanto para o condicionamento
cardiorespiratório como para o neuromuscular, e respeitar um tempo
maior de adaptação antes de propor aumento da carga
•
Diminuir o trabalho de contrações musculares excêntricas para
diminuir a dor tardia ao exercício
•
Se o professor propuser uma nova carga de treino que provoque
aumento da dor ou piora de quaisquer outros sintomas da doença,
deverá diminuir a carga assim que observar este efeito
•
Na medida em que o portador da SFM for se condicionando, a carga
deverá ser aumentada gradativamente, podendo chegar a 85% da FC
máx para trabalhos aeróbios e a 70-80% de RM para exercícios
neuromusculares, se, é claro, o paciente estiver treinado e
respondendo bem à carga proposta
•
Incluir exercícios de flexibilidade, respiração e relaxamento em todas
as aulas
101
•
a. Individualize a prescrição
•
b. Tipo de exercício: Condicionamento aeróbio deve ser prescrito para todos,
exceto quando houver condição associada que o contra-indique. Treinos de
força e alongamento são seguros e podem ser prescritos se houver contraindicação para treino aeróbio ou por preferência do paciente. c. A preferência
do paciente deve ser considerada na escolha da modalidade.
•
•
d. Modalidade: de baixo impacto
e. Intensidade: Treinamento na frequência cardíaca do limiar anaeróbio.
Quando fórmulas forem utilizadas, prescrever 65-70% da FCmax, ou 50-55%
da FCR (Karvonen).
•
f. Iniciar com carga menor e aumentar progressivamente (treino escalonado)
•
g. Diminuir carga quando houver piora sintomática
•
h. Evitar super treinamento
• FREQUÊNCIA DE 2 A 3 VEZES POR SEMANA PARA
INICIANTES E 3 A 4 VEZES PARA AVANÇADOS
•
i. Minimizar contrações excêntricas
•
j. Se possível, oferecer programa supervisionado ou atividades em grupo
• Antes da prática avaliação é essencial
•
k. Estimular pacientes a participar de grupos e associações
•
l. Ser otimista sobre o quanto o exercício poderá ajudá-los (Valim, 2006).
Lembrar
• Apenas iniciar o planejamento após expressa autorização
do médico responsável e realização de avaliação física e
anamnese completas
•
O plano de treino deve ser individualizado e específico
para aquele aluno
• Incluir atividades físicas que o aluno goste de praticar,
para facilitar a aderência ás sessões de treino
Avaliação
•
Antes de iniciar um programa de treinamento para estes indivíduos, é
extremamente importante a realização de uma avaliação prévia
cardiorrespiratória e funcional, além da revisão dos medicamentos em uso.
a. Avaliar risco cardiovascular
b. Avaliar e tratar co-morbidades musculoesqueléticas
c. Avaliação funcional
d. Checar medicações em uso
e. Perguntar sobre história pregressa de atividade física
f. Quando o uso de medicamentos para fibromialgia estiver indicado, iniciá-lo quatro
semanas antes de começar a atividade física para melhorar a dor e tolerância ao
esforço
g. Explicar a importância do exercício no tratamento
h. Explicar que deverá ser “para sempre”
i. Preparar o paciente para uma possível piora da dor nas primeiras oito semanas de
treinamento
•
DOR MIOFASCIAL
ou
Síndrome dolorosa
miofascial
Explicar aos pacientes que os benefícios ocorrem após 8-10 semanas e
continuam aumentando até 20 semanas.
(VALIM, 2006).
102
Definição da Dor Miofascial
Etiologia da Dor Miofascial
• A síndrome dolorosa miofascial é definida como
uma disfunção neuromuscular regional que tem
como característica a presença de regiões
sensíveis em bandas musculares
contraturadas/tensas, produzindo dor referida
em áreas distantes ou adjacentes.
• Traumas (macro e micro traumas), infecção ou inflamação
devido a uma patologia de base, alterações biomecânicas
(discrepância de membros, aumento acentuado dos seios)
e posturais, distensões crônicas, esfriamento de músculos
fatigados, miosite aguda.
• Esta dor miofascial pode se originar em um
único músculo ou pode envolver vários
músculos, gerando padrões complexos e
variáveis de dor.
• Lesões localizadas de músculos, ligamentos, cápsulas
articulares, desequilíbrios endócrinos, exposição
prolongada ao frio, deficiência de vitaminas C, complexo
B, estrógeno, K+ e Ca+ , estress emocional, tensão
fadiga, inflamação, deficiência muscular.
(ZOHN, 1988)
(WOLENS, 1998)
(MANNHEIMER E LAMPE, 1984; FISHER, 1986)
Quadro Clínico da Dor Miofascial
• Trigger Points
• Queixa de dor regional
• Espasmo muscular segmentar (fáscia e banda
muscular tensa palpável)
• Ponto dolorido na banda muscular
• Restrição de alguns graus de amplitude de
movimento (ADM)
• Reprodução de queixa durante pressão no ponto
• Alívio da dor pelo estiramento da fáscia e músculo
subsequente
Trigger Point
• O ponto gatilho é um lugar irritável, localizado
em uma estrutura de tecido mole, mais
freqüentemente no músculo, caracterizado por
baixa resistência e pela alta sensibilidade em
relação a outras áreas
(FISHER, 1995)
• Quando se estimula esse ponto por 30
segundos com uma pressão moderada, surge
uma dor irradiada e fraqueza muscular.
103
Síndrome dolorosa miofascial
X
DOR MIOFASCIAL
Fibromialgia
DOR MIOFASCIAL
• Trigger points :
FIBROMIALGIA
• Tender points :
bandas de tensão
junção miotendínea
• Músculos afetados:
• Músculos afetados:
generalizado e difuso
isolados / regionais
• Nível crítico de dor:
2 kg /
cm2
• Nível crítico de dor:
4 kg / cm2
• Qualquer idade
• Irradiação: zona de dor
referida
• Triggers Points em número
variado
• Amplitude de movimento
restrito ou não
• 20% têm fibromialgia
• Espasmo com
encurtamento
FIBROMIALGIA
• 30 – 65 anos em geral
• Irradiação da dor:
ausente
• 11 dos 18 Pontos ativos
• Amplitude de movimento
restrito pela rigidez
• 72% têm Trigger ativo
• Espasmo
• Simétrico
• Assimétrico
Atividade Física Para Dor Miofascial
• As recomendações são as mesmas indicadas para um
indivíduo saudável (exercícios aeróbios e anaeróbios,
fortalecimento muscular,flexibilidade, relaxamento)
• A intensidade de trabalho pode variar de leve a intensa
(50 a 85% de RM, de 60 a 85% da FC máx.)
• Ressalva: não trabalhar exercícios contra- resistência
em áreas com muita dor ou vários trigger poits. Espere
passar a crise e enfatize pompagens e alongamentos e
exercícios aeróbios nesta fase
• O trabalho em água pré-aquecida é recomendado (efeito
mio relaxante)
Terapia Manual e Massoterapia
• Diminuição da dor
através da melhora da
circulação e oxigenação
do local
• Aumento da flexibilidade
muscular
• Relaxamento muscular
(Hoshi, 2009)
104
ASMA
ASMA
• Definição:
Bronquite?
Bronquite crônica?
Bronquite asmática?
Asma brônquica?
Asma?
• Doença inflamatória reicidivante crônica,
caracterizada pela hiperreatividade das
vias aéreas resultando em
broncoconstrição episódica reversível
decorrente de estímulos
(Teixeira, 2008)
ATIVIDADES MOTORAS ADAPTADAS
MECANISMO DE REAÇÃO ALÉRGICA
Fab
Fc
ANTÍGENO
(ALÉRGENO)
CÉLULA PRODUTORA
DE ANTICORPOS
IMUNOGLOBULINA
(IgE)
MASTÓCITO OU
BASÓFILO
HISTAMINA
BRADICININA
SRS - A
ECF
AÇÃO
FARMACOLÓGICA
LIBERAÇÃO
ANTÍGENO
(SUBSEQUENTE
EXPOSIÇÃO)
MASTÓCITO OU
BASÓFILO
CRISE DE ASMA
TEIXEIRA, 2009
105
TEIXEIRA, 2009
TEIXEIRA, 2009
ATIVIDADES MOTORAS ADAPTADAS
ATIVIDADES MOTORAS ADAPTADAS
MECANISMO DE REAÇÃO ALÉRGICA
ESTÍMULO
ALÉRGENOS
CONTATOS REPETIDOS
COM ALÉRGENOS
SÍNTESE
IGE
IGE FIXANDO NOS
MASTÓCITOD E BASÓFILOS
GENÉTICA
FATORES
INALANTES
ALIMENTARES
DROGAS
FAT. IRRITATIVOS
IMUNOLÓGICOS
POLUIÇÃO
MUDANÇA DE TEMPO
ENDÓCRINOS
NOVOS CONTATOS
RUPTURA CELULAR
LIBERAÇÃO DE SUBSTÂNCIAS
ATIVAS
NUTRICIONAIS
REATIVIDADE DAS
VIAS AÉREAS
INFECÇÕES
FAT. EMOCIONAIS
EXERCÍCIO
RESPOSTA
BRONCOESPASMO
CRISE
HIPERSECREÇÃO
ASMÁTICA
EDEMA
INFLAMAÇÃO
TEIXEIRA, 2009
TEIXEIRA, 2009
106
ATIVIDADES MOTORAS ADAPTADAS
ATIVIDADES MOTORAS ADAPTADAS
FATORES QUE PROVOCAM A CRISE DE ASMA
REAÇÕES POSITIVAS AO TESTE ALÉRGICO
1 - ALERGIA
•
•
•
INALANTES
ALIMENTOS
REMÉDIOS
ALÉRGENOS
2 - FATORES IRRITANTES
•
•
MUDANÇA DE TEMPO
POLUIÇÃO
3 - INFECÇÃO
4 - FATORES EMOCIONAIS
PÓ
91%
PELO
71%
LÃ
65%
PENA
54%
PIRETRO
51%
FUNGOS
51%
LÍRIO
48%
PAINA
40%
GOMA
22%
CAPIM
20%
0
5 - EXERCÍCIO FÍSICO
10
20
30
40
50
60
70
80
90
100
TEIXEIRA, 2009
TEIXEIRA, 2009
ÁCARO
CARACTERÍSTICAS DO ÁCARO
Pode chegar a 0.2-0.33 mm de tamanho
São visíveis a microscópio
É um aracnídeo com tempo de vida de 2 a 4 meses
18 000 ácaros podem viver em um grama de poeira
Na poeira de um saco de aspirador, pode-se encontrar 1,5 milhão de
ácaros
(Teixeira, 2010)
107
BICHINHO TENAZ!
HÁBITOS ALIMENTARES
Os ácaros se alimentam de escamas de peles mortas
3 garras em cada uma das 8 pernas
2 pinças
Difícil remoção
Estas são geradas pela fricção da pele contra superfícies
sólidas
1,2g por pessoa/dia
Os fungos ajudam a pré-digestão das escamas de pele
Mesmo com aspirador de pó em materiais têxteis
1,5 gramas de resíduo de escamas de pele alimentam 100
000 ácaros
AS FEZES
Grande e constantes geração de excrementos
30 microns (µ
µ) de diâmetro em forma de grão
Cada ácaro gera 20 “grãos” por dia
Envolvido por uma fina e fraca membrana
Grão composto por sub-grãos de 2-10µ
µ
Enzima do seu sistema digestivo: Der p 1
108
ATIVIDADES MOTORAS ADAPTADAS
REAÇÕES POSITIVAS AO TESTE ALÉRGICO
ALÉRGENOS
PÓ
91%
PELO
71%
LÃ
65%
PENA
54%
PIRETRO
51%
FUNGOS
51%
LÍRIO
48%
PAINA
40%
GOMA
22%
CAPIM
20%
0
10
20
30
40
50
60
70
80
90
100
TEIXEIRA, 2009
ATIVIDADES MOTORAS ADAPTADAS
COMPORTAMENTO DOS FAMILIARES
REAÇÕES PSICOSSOMÁTICAS DO ASMÁTICO NA
ATIVIDADE FÍSICA
- PROFISSÃO DOS PAIS
12% das crises de asma surgem após um estresse psicossocial (Rees,
1984)
- TIPOS E PRODUTOS USADOS NA LIMPEZA
Miller e Baruch examinando um grupo de 90 crianças encontraram em
77delas incidentes psicológicos precedendo a primeira crise.
- PRESENÇA DE ANIMAIS DOMÉSTICOS
Admite-se que a asma se inicia a partir de um mecanismo alérgico
mas que, com o tempo, manifesta-se como reação condicionada,
podendo ligar-se a conflitos de ordem emocional.
- HÁBITO DE FUMAR
- PLANTAS NO INTERIOR DA CASA
TRAÇOS COMPORTAMENTAIS DO ASMÁTICO
- Ansiedade -Timidez – Insegurança
- UTILIZAÇÃO DE NEBULIZADORES
• NA ATIVIDADE FÍSICA PROPOR:
- VENTILAÇÃO E INSOLAÇÃO DO AMBIENTE
- Situações de desafio
- HÁBITO DE USAR COSMÉTICOS
- A DISTRIBUIÇÃO AO DORMIR
- Situações de descoberta
TEIXEIRA, 2009
- Atividades que envolvem agilidade
TEIXEIRA, 2009
109
HIPERREATIVIDADE BRÔNQUIA POR RESFRIAMENTO E
RESSECAMENTO DAS VIAS AÉREAS DURANTE A ATIVIDADE
FÍSICA
Exercício
Exercício Físico
Físico
Distúrbios Respiratórios
Importância do exercício
Ressecamento das
vias aéreas
Resfriamento das
vias aéreas
↓ Condicionamento
Dispnéia
Físico
Estímulo dos receptores
das vias aéreas
superiores
Liberação de mediadores
químicos
Sedentarismo
Crise de asma
Outros Fatores: - Velocidade da passagem do ar
- Hiperventilação
TEIXEIRA, 2009
VARIAÇÃO DO FLUXO EXPIRATÓRIO DE ACORDO
COM O TIPO DE EXERCÍCIO,(C) CRIANÇA,(A)
ADULTO
(Teixeira, 2008)
Prevalência de BIE em Atletas
DIMINUIÇÃO DO FLUXO
EXPIRATÓRIO DEPOIS
O EXERCÍCIO, %
AUMNETO DO FLUXO
EXPIRATÓRIO DURANTE
O EXERCÍCIO, %
Storms, 1999
40
CORRIDA
ESTEIRA
ROLANTE
CICLISMO
C
A
C
NATAÇÃ
O
50%
10 %
Helenius et al., 2000 3,7%
22,8%
A
A
20
CAMINHADA CAIAQUE
11,2%
Voy, 1986
C
C
A
C
14%
Thole et al., 2000
0
60%
50%
Weiler, 2000
21%
Corrigan et al., 2003
- 20
Rundell & Spiering, 2006
30%
- 40
Dickinson et al., 2006
9%
50%
- 60
Sallaoui et al., 2007
29%
TEIXEIRA, 2009
110
Mecânica da Ventilação
DPOC versus ASMA
> Pressão
< Pressão
Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC)
Bronquite Crônica
DPOC
DPOC
ASMA
Início após 40 anos
Início na infância
Antecedente de atopias
ausente
Antecedente de atopias
presente
História familiar de asma
ausente
História familiar de asma
presente
Reabilitação Pulmonar
Exercícios aeróbios (Esteira, bicicleta, caminhadas)
Intensidade: 60%- 80% (FC ou VO2 max.)*
Enfisema Pulmonar
“A limitação ao fluxo aéreo é progressiva e
está associada a uma resposta inflamatória
anormal causada principalmente pelo
tabagismo”
Duração: 20 a 45’
Freqüência: 3 - 5 x semana
Avaliação: 8 semanas
* Escala de Borg (Dispnéia)
(ATS, 2004)
111
Exercícios de Desbloqueio
Torácico
Mobilização Torácica e Lombar
(Teixeira, 2008)
Exercícios de Mobilização: Direta –
Hipercifse - Maitland
•
I: Movimento minúsculo no
início da ADM
•
II: Pequena amplitude até o
meio da ADM
•
III*: Grande amplitude até o fim
da ADM
•
IV: Movimento minúsculo no
final do arco de movimento
•
V: Movimento de alta
velocidade além do final da
ADM
Importante também ...
Fortalecimento
Alongamentos
112
Exercícios de Fortalecimento:
Hipercifose Torácica
(Teixeira, 2008)
Exercícios de Alongamento
Cuidados Importantes
Monitorizar o paciente com oxímetro de pulso:
SO2 ↓ 89% = ↓ oferta de O2 para ser metabolizado pelos
músculos
Nunca deixar o paciente treinando sozinho
Examinar extremidades e lábios (cianose).
113
Características Físicas
Características Físicas
Características Físicas
Características Físicas
114
Características Físicas
Controle e Medicamentos:
• Aerolin: salbutamol , 15 min antes de
uma atividade exaustiva – 4/4h curta
duração
Controle e Medicamentos:
Controle e Medicamentos:
Espirometria
• Outros: BD + Cortocóide inalatório
• Longa duração - anticolinérgicos
•
•
•
•
Simbicorte – BD de 12h
Espiriva - 1x ao dia
Alênia
Seretidi
115
Espirometria Portátil
Curva Espirométrica
Espirometria
Função Pulmonar
Curva Espirométrica
116
E agora,
onde
assopra...
117
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PILATES para grupos especiais