PCN EM AÇÃO RELATÓRIO DE JARU - RONDÔNIA Maria Aparecida Taveira Pereira De 15 a 18 de março de 2000 Organização deste relatório: I. A viagem II. Plenária inicial III. 1º dia IV. 2º dia V. 3º dia VI. 4º dia VII. Considerações finais I. A viagem Saí do Rio às 19h do dia 14/03 e cheguei à Jaru às 4:50 do dia 15/03, horário de Brasília, portanto “ganhamos” uma hora de sono. Avião lotado, conexão e várias escalas contribuíram para que a viagem fosse bastante cansativa. Ao chegarmos à Ji-Paraná havia um motorista da prefeitura nos aguardando para nos levar até Jaru (mais 80Km). Ao chegarmos lá, fomos para o hotel Paraná, cujo lema era uma continuação do seu lar, e nos divertimos bastante com nossa situação. Tudo era muito precário neste hotel, inclusive a higiene. II. Plenária inicial A plenária inicial aconteceu numa sala do sindicato com ar condicionado e boa infra estrutura. Estavam presentes na abertura, o Prefeito de Jaru, a Secretária de Educação professora Mª Emília, a representante do MEC Amábile Manssutti e a representante da Rede Rondônia PCN em ação, Prof. Ivonete. O prefeito fez uma fala rápida de boas vindas e uma reflexão sobre educação. Em seguida, Emília, secretária de Ed. do Município passou a palavra para Amábile que apresentou detalhadamente o programa. Surgiram muitas questões durante sua qpresentação,mas a maioria de cunho político, que Amábile soube contornar muito bem. Prof. Ivonete representante da rede também falou sobre o trabalho de implantação de rede PCN em Ação e da importância deste projeto. Considerei que a apresentação da Amabile foi bastante esclarecedora. III.Tarde (1º dia) Havia apenas dois grupos de alfabetização e . de 1ª a 4ª série e um grupo de 5ª a 8ª série. No meu grupo havia 29 pessoas, sendo que 27 efetivos. Pauta da tarde I. Apresentação dos participantes e do coordenador. II. Apresentação da estrutura do trabalho. III. Apresentação das expectativas de aprendizagem. IV. Leitura Compartilhada. V. Memórias Organizei as carteiras em círculo para que pudéssemos nos ver durante a apresentação. Comecei dizendo apenas meu nome e pedindo que se apresentassem dizendo seu nome , município, função na escola / secretaria, tempo de magistério ou na função e que colocassem o principal problema que enfrenta o professor, o técnico ou o diretor de escola / departamento para o exercício de sua função, lembrando que deveriam se ater a questões pedagógicas. Pedi também que dissessem qual o grau de familiaridade com os PCNs. Este quadro mostra o grau de conhecimento dos professores dos PCNs. Conhecimento do PCN Ouviu falar IIIIII 6 Fez estudo rápido III 3 Não Conhece IIIIIIIIIIIIIIIIII 18 Como a maioria dos professores não conheciam o PCN, considerei importante mostrar o material, falando um pouco sobre os seus conteúdos e objetivos. Amábile já havia falado do PCN em ação, mas considerei oportuno apresentar este material para o grupo. Eles ainda não haviam recebido os módulos, que só foram entregues no 2º dia. Durante as apresentações fui registrando no quadro as principais problemas que enfrentam no exercícios de suas funções. Questões problemática na escola hoje: • falta de tempo p/troca de experiências • falta de orientação pedagógica • prof. desmotivados • prioridade nos exercícios • Alfabetização • falta de material básico • dar conta da aprendizagem de todas as crianças • professores reprodutores • professores não leitores • professores não escritores • questão salarial • pais desinteressados • falta e abandono da escola • pais que exigem muitos exercícios • discussão sobre o trabalho Sistematizei num blocão as principais questões apresentadas e constatamos que esses problemas não são novos e que para resolvê-los precisamos nos unir cada vez mais para compartilharmos e discutirmos as soluções possíveis. LEITURA COMPARTILHADA Após a apresentação dos participantes, me apresentei também e falei do meu amor pelos livros, encaixando logo a seguir a leitura de uma história de pescador, do jornal., A GAZETA DE CUIABÁ. . Perguntei se conheciam muitas histórias de sua região e elas aproveitaram para comentar os casos” comuns do povo. Apresentei a estrutura do trabalho, comentando sobre os objetivos das plenárias e das atividades que iríamos vivenciar nos quatro dias. Apresentação das expectativas de aprendizagem Como nos outros encontros que realizei considerei que a atividade de leitura das memórias era muito longa, procurei fazê-la de outra maneira. Organizei os professores em 7 grupos e pedi que conversassem um pouco sobre sua alfabetização, enfatizando que deveriam deixar emoções e sentimentos aflorarem. Dei dez minutos para que todos tivessem oportunidade de falar e fui rodando os grupos, colhendo informações para subsidiar minhas intervenções. pós esse tempo, entreguei uma folha e propus que escrevessem as lembranças do seu período de alfabetização. Apresentei o meu caderno de memórias. Enquanto os professores escreviam o texto, anotei no quadro .a pauta dos três dias. Após a escrita do texto perguntei quem gostaria de ler para a turma e os próprios grupos ajudaram indicando as histórias que consideraram mais relevantes. Passamos então à leitura que aproveito para transcrever algumas. Maria Ivonete Araújo Da minha alfabetização me lembro como se fosse hoje. Estudava à tarde, saía de casa às 11h, levava a cadeira na cabeça e o material dentro. Andava mais ou menos uns 2 quilômetros. A escola era um barracão feito pelos próprios pais, era feito de barro e coberto de palha de coco. Todos os alunos levavam as cadeiras na cabeça. O quadro era uma tábua improvisada, feito pelo meu pai, o giz era carvão e para escrever tínhamos que ficar de joelho. Eu sempre colocava os chinelos no joelho pois doía muito... Eu lembro que não tínhamos livros e a professora recolhia revistas velhas, jornais e livros e nós líamos aquelas noticias e tudo mais que tinha naqueles papéis velhos. Ela era bem criativa. Ah! Eu adorava ir à escola porque no quintal havia pomar e a professora nos mandava colher frutas para depois contaremos juntos e depois dividir entre todos. A professora era brava mas ao mesmo tempo doce, pois sempre que alguém chorava ela consolava e pegava no colo. Eliete Crepaldi de Souza Biazatti Aprendi a ler com 4 anos com a ajuda da minha mãe e dos meus irmãos, escrevendo em lousas velhas. Entrei na escola com 5 anos. As primeiras palavras que aprendi a escrever com sílabas simples foram leite, tomate e ganhei desenhos para pintar porque consegui formar palavras. Arlete Nepomuceno Pereira O primeiro dia de aula foi uma tortura pois eu não podia me mexer na carteira e nem olhar para os lados. Logo no primeiro dia, a professora , uma senhora grande que falava meio português, meio alemão, escreveu no quadro o a, e, i, o, u e pediu que lêssemos várias vezes e depois pegando na minha mão me ajudou a copiar. No dia seguinte, lá estava o alfabeto todo. Meu Deus! Que agonia, eu nem sabia pegar no lápis direito. No dia seguinte apresentou o ba, be, bi, bo e bu e assim por diante. Enquanto as pessoas liam suas memórias, anotava no papel craft as experiências boas e ruins para levantarmos depois as concepções de educação, aprendizagem da leitura e da escrita, o papel do aluno e do professor. Considerei que esta atividade ajudou bastante a que o grupo se mostrasse mais solto e receptivo, já que estávamos partindo das experiências deles. Foi importante o paralelo que fizeram da escola hoje e da que tiveram. Algumas pessoas pontuaram que nada mudou em educação e perguntei porque isso continuava acontecendo e concluíram que as mudanças só ocorrem se tiver desejo do professor em buscar novas soluções para os problemas que enfrentam no dia-adia. Comentamos sobre as concepções de aprendizagem que estão por trás de cada atividade proposta em sala de aula, das perguntas que o professor deve se fazer sempre e da reflexão sobre sua prática. Assim concluímos o nosso primeiro dia de trabalho levantando as estratégias metodológicas e verificando se havíamos feito tudo que estava proposto. Deixei para trabalhar a questão dos coordenadores no dia seguinte, quando todos estivessem com os livros. Pedi que escrevessem em casa coisas que se aprende fazendo, pensando, imitando, memorizando. 2º dia Pauta: I. Leitura compartilhada II. Leitura da funções dos coordenadores gerais e grupo III. Combinados IV. Levantamento das aprendizagem V. Construção da escrita VI. Análise dos textos das crianças VII. Cruzadinha VIII.Leitura exploratória - textos 3, 4, 5, 7, 8 IX. Leitura compartilhada X. Análise das estratégias metodológicas Iniciamos o dia com a leitura do livro “Memória de livros de João Ubaldo Ribeiro” . Levantei os conhecimentos prévios sobre o autor e ninguém o conhecia. Adoraram o texto. Fizemos a reflexão sobre o que fez João Ubaldo gostar tanto de livros. Os professores comentaram da falta de material para as crianças lerem. Dila comentou que na casa dela há muitos livros, mas que não há incentivo à leitura. pois eles estão lá como enfeites. Comentamos sobre os livros que interessam as crianças em diferentes faixas etárias e quanto o exemplo e o incentivo ajudam na formação do leitor. Entreguei finalmente os módulos para os professores para que lessem as funções do coordenador geral e de grupo. Eles se mostraram pouco disponíveis para realizar essas tarefas, pois consideravam que precisariam ter tempo para estudar e se preparar. Conversamos sobre a questão da auto-estima deles e do quanto desejamos que haja mudanças no atual quadro da educação. Finalmente realizamos os combinados previstos para o 1o. dia; todos deveriam anotar as falas dos colegas, deveriam organizar o caderno de registro. Lemos o texto registro pessoal do módulo de alfabetização. Dila ofereceu-se para fazer o nosso diário para ser lido sempre no início do dia ou no final do mesmo dia. Ivonete se ofereceu para fazer a avaliação do encontro na plenária final e os encaminhamentos seriam feitos coletivamente no decorrer de todo o encontro. Poucas pessoas haviam escrito os diferentes procedimentos de aprendizagem. No papel craft coloquei os conteúdos procedimentais, atitudinais, factuais e conceituais e pedi que os grupos viessem complementar os quadros. Tiveram dificuldades para entender e completar as questões que se aprende pensando e imitando e precisei dar auxílio. Levantamos a seguir como deveriam ser as atividades propostas aos alunos nas escolas. Falaram pouco, mas concluíram que não poderia ser através de exercícios mecânicos, já que essa é a postura da escola hoje. Perguntei o que sabiam sobre aprendizagem da leitura e da escrita. Falamos do aprender a andar, a comer, a falar e tornei a perguntar se aprender a ler e a escrever as crianças também o fazem assim. Nesse momento apareceu a questão da cópia e a memorização como fatores que ajudam a aprender a ler e a escrever. Nenhum professor do grupo conhecia a fita ou as hipóteses da construção da escrita. Iniciei a fita, fazendo as paradas e questionando o grupo que se mostrou bastante confuso. Comentaram sobre a impossibilidade de se realizar aquelas atividades em sala de aula por terem um número muito grande de crianças. Voltei a explicar que aquela era uma atividade de sondagem para que compreendessem algumas questões relacionadas a como a criança aprende. Fizeram muitas perguntas sobre as hipóteses das crianças e de como agir para ajudá-las a avançar. O que fazer com as crianças que fazem desenho no lugar de escrever. Considerei que era hora de ajudá-los a compreender melhor essas questões e coloquei várias transparências e fomos fazendo ponte com a fita assistida e questionando sobre o que cada criança já sabia acerca da língua. Após a discussão das hipóteses de escrita pedi que se organizassem em seis grupos e entreguei as escritas das crianças para que analisassem, e procurassem discutir o que aquelas crianças já sabiam e o que precisavam construir e que sugerissem atividades que poderiam auxiliá-las. Foi bastante produtiva essa questão e os grupos me solicitavam o tempo todo para tirar dúvidas. Tive muito cuidado para não caracterizar os grupos como silábicos etc, pois assim estaria apenas mudando o jeito de avaliar, pois o que interessa é conhecer o processo e descobrir como intervir para que a aprendizagem se efetive.. Em seguida, pedi que se organizassem em dupla e analisassem a atividade de cruzadinha e verificassem: • É possível que alunos não alfabetizados, com escritas como estas, realizem uma atividade de cruzadinha deste tipo? • Se você acha que não, explique por quê. • Se você acha que sim, explique de que maneira eles poderiam realizá-la. Depois de muita discussão todos os grupos consideraram que as crianças poderiam realizar a cruzadinha porque conseguem relacionar os desenhos, quantidade de letras e que o trabalho em dupla ou em grupo ajudaria bastante. Fiquei surpresa com essas respostas, já que na turma havia pessoas que tinham idéias bem tradicionais sobre como se processa aprendizagem. Deixei essa questão em suspense até o final do dia, para que continuassem a se questionar, mas procurei explicar que teríamos oportunidade de vivenciar outras atividades que nos ajudariam. Logo em seguida, dei início às atividades de estratégias de leitura. Foram trabalhos os textos: 3, O homem da favela, que provocou grande impacto no grupo; o texto 4, Um avião ..., que não causou nenhum problema, somente uma pessoa disse que deveria enterrar os sobreviventes; o texto 5 , com gemas, que causou mal estar já que não o tinham entendido; o texto 7, em alemão que provocou muita discussão e reflexão sobre a atividade de cruzadinha e o texto no. 8, Bolo en_rda marido , que mais uma vez ajudou o grupo a repensar as questões da leitura. Fiz a leitura do texto “Leitura não é tortura” de Luiz Antônio Aguiar que saiu no JB no dia 01/05/1994. Terminamos o dia , realizando a análise das estratégias metodológicas utilizadas e íamos ler o caderno de registro, mas Dila preferiu não ler o que havia escrito. Realizei mais uma leitura compartilhada da História das mil e uma noites do livro “Lá vem história” da Cia das Letrinhas. Pedi que lessem em casa: • Ler quando não se sabe ( módulo de alfabetização ) pág. 71 a73. • Escrever quando não se sabe ( módulo de alfabetização). • Texto como unidade de ensino PCN - Língua Portuguesa - pág. 37 e 38. Esta proposta ficou comprometida, já que 70% da turma não possuía o PCN. 3º dia Pauta: I. Leitura compartilhada II. Levantamento das questões que necessitam de encaminhamento. III. Vídeo: Pensando se aprende. IV. Leitura do texto no. 9 anexo 2 “Estratégias de leitura” . V. Desafio para análise das estratégias de leitura. VI. Exploração mais detalhada do módulo de 1a. a 4a. séries. VII. Leitura do PCN - Língua Portuguesa Textos como unidade de ensino. VIII.Atividade do módulo no. 4 de 1a. a 4a. séries Seqüência 2 atividade no. 5 - Língua Portuguesa IX. Atividade do módulo no. 9 de 1a. a 4a. séries Seqüência 1 atividade no. 1 - Ciências. X. Leitura PCN - Ciências - pág. 117 a 119. XI. Atividades de simulação XII. Leitura do caderno de anotações. XIII. Leitura compartilhada. Organizamos três grandes grupos no início do dia. Levantei logo no início as questões para encaminhamento da plenária, mas o grupo não estava muito envolvido e precisei falar novamente as funções de coordenação geral e de grupo. Só assim conseguimos levantar as dúvidas que o grupo tinha. Neide ficou encarregada de escrever para ser entregue a Amábile no final do dia Realizei uma leitura compartilhada do texto Isabel de Luís Fernando Veríssimo, do livro Contos Escolhidos. e os professores se envolveram bastante. Comentamos sobre a importância do professor preparar a leitura para aguçar o interesse e a imaginação dos ouvintes, para que estabeleçam todas as relações com o texto lido. Passei a fita Pensando se aprende, e discutimos sobre alfabetização como um processo de reflexão sobre a escrita e de busca de significado. Voltamos a falar como a criança pode ler antes de saber ler convencionalmente e resgatamos a atividade da Cruzadinha feita no dia anterior. O grupo se mostrava mais seguro. Aproveitei para apresentar a diversidade textual e para comentar sobre a importância dos textos poéticos na alfabetização. Levantamos rapidamente as canções, perlendas, quadrinhas conhecidas do grupo e mostrei um caderno de texto construído com uma turma de CA, onde havia uma seleção de textos interessantes. Fizemos a seguir a leitura do texto 9, anexo 2, fazendo ponte com as atividades de leitura realizadas no dia anterior. Entreguei o texto “ Prédio Doido” da CHC no. 35 (desafio) para que procurassem solucioná-lo e pedi que anotassem as estratégias de leitura que utilizavam. Esta atividade foi excelente e percebi que o grupo compreendeu que para lermos não utilizamos tudo o que está escrito e que vamos fazendo seleção, antecipação, inferência e verificação. A atividade de casa era a leitura dos textos “Ler quando não se sabe” , “escrever quando não se sabe” do módulo de alfabetização e como o grupo todo não leu, fizemos uma rápida leitura dos textos mas enfatizei que reclamamos tanto que os professores não lêem, mas nós também, muitas vezes deixamos de realizar as leituras necessárias. Acho que consegui trabalhar melhor essa proposta com esse grupo. Exploramos o módulo de 1a. a 4a. séries em grupos, procurando observar como ele está organizado para compreendermos como devemos utilizá-lo.. Realizamos também a leitura do PCN - Língua Portuguesa (pág. 37 e 38) - Texto como unidade de ensino. Após essa leitura levantei a questão das pesquisas e dos pesquisadores que embasam todo o nosso trabalho. A partir desse momento iniciamos o trabalho com o módulo de 1a. a 4a. séries, com o módulo 4, seqüência 2, atividade 5. Entreguei aos grupos cinco textos de crianças para serem analisados, observando-se as seguintes questões: • O que os textos dessas crianças mostram sobre o que elas sabem? • Que experiências com as histórias e com os demais textos escritos os textos delas revelam? • O que se pode deduzir que os professores ( ou outros adultos ) liam para eles na época em que produziam estes textos? • Qual deles o grupo considera o pior e o melhor, ou seja, qual tem o melhor e o pior “enredo” ? Por quê? Segui as orientações da pauta, mostrei após a discussão os textos originais e onde esta atividade estava descrita no módulo de 1a. a 4a. séries. Considero que o grupo avançou bastante nas análises feitas. Passei a seguir para o módulo 9, seqüência 1, atividade 1. Diferentes abordagens dos conteúdos de Ciências. Apresentei duas situações de sala de aula para favorecer a reflexão sobre o que é feito comumente e sobre novas abordagens para que os professores identificassem as aprendizagens realizadas e o tipo de capacidades desenvolvidas. Em grupo analisaram as situações levando em conta as seguintes questões: • a ação do aluno; • o significado da aprendizagem; • a relação estabelecida entre professor e aluno e entre os próprios alunos; • o espaço para a curiosidade dos alunos por meio do debate; • o incentivo à atitude investigativa; • a escolha de filmes segundo os objetivos e os momentos adequados para passá-los bem como sua utilização como incentivo à discussão; • a possibilidade de aprofundamento e as capacidades em cada uma delas. Lemos o PCN de Ciências da página 117 a 119 para ajudar na discussão Logo de início alguns professores colocaram que a primeira situação era ótima. e após ler o PCN de Ciências foram questionando e verificando o que seria uma boa situação de aprendizagem. Coloquei a seguir no quadro três propostas de simulação, uma de Língua Portuguesa, outra de Artes e outra de leitura de um texto a ser apresentado para a turma. Um dos grupos rapidamente pediu para fazer Língua Portuguesa, o outro Artes e o terceiro ficou mais tempo para decidir e não gostaram da proposta. Mudei então a consigna pedindo que fizessem o debate de Educação Física. Dei para o grupo de Artes o, o livro sobre Picasso, um texto sobre a vida dele, transparência e cópia do quadro Guernica e cópias com as orientações que serviriam de subsídios para a segunda parte da atividade. Logo de início o grupo encontrou no módulo de Artes a atividade que deveria ser desenvolvida. Ao grupo de Língua Portuguesa, entreguei o vídeo e identificamos a atividade a ser feita na página 47 do módulo de alfabetização e dei algumas informações. Tivemos problema com o vídeo, pois duas fitas que havia levado estavam com problemas. Pedi a fita da Alice emprestada para que os professores pudessem preparar a atividade. Ao grupo de Educação Física, entreguei um texto de aprofundamento e pedi que escrevessem os argumentos contra e a favor da Educação Física na escola. Tiveram dificuldade para iniciar o trabalho e para escolher quem iria coordenar o debate. Precisei dar muita z\ajuda a esse grupo. Dila fez no final do dia a leitura do texto “O catador de pensamento” da editora Brinque-Book. Os professores se encantaram com a linda história do sr. Rabuja, mas assim que a professora terminou a leitura pediram para ver a ilustração e fizeram ponte com a tarefa do professor. Fizemos análise das estratégias metodológicas utilizadas. 4º dia Pauta: I. Leitura compartilhada II. Análise das estratégias metodológicas. III. Simulação no.1 Atividade de Artes - Educar o olhar. IV. Simulação no.2 Atividade de Educação Física (debate). V. Simulação no.3 Atividade de Língua Portuguesa Variação sobre o mesmo tema. VI. Avaliação escrita. VII. Avaliação oral. VIII.Leitura compartilhada. Iniciamos o dia com o leitura do livro “O limpador de Placar” da editora BrinqueBook feita pela professora Adelice, e novamente o grupo se deleitou com a história. Aproveitei para levantar os conhecimentos que possuíam sobre os personagens (autores, poetas, músicos,...) que faziam parte dessa trama e dos conhecimentos de mundo que o livro proporcionava e da importância que cada um dá a sua profissão. Entreguei as estratégias metodológicas para serem revistas e fizemos uma leitura rápida da avaliação. Passamos a seguir para as atividades de simulação Grupo 1 - Variações sobre o mesmo tema Grupo 2 - Artes Grupo 3- Educação Física Iniciamos com o grupo de Artes que não se mostrou comprometido e deixou tudo a cargo de duas pessoas. Precisei intervir o tempo todo para que a atividade não se perdesse. O segundo grupo apresentou o debate de Educação Física, mas também não se preparou adequadamente, mas como a turma participou com entusiasmo o resultado do trabalho acabou ficando muito bom. O grupo de Educação física preparou uma atividade prática que trabalhava o corpo da criança, que foi bem interessante para a análise posterior do que é uma boa situação de aprendizagem em Educação Física. O terceiro grupo que ia apresentar o tema de Língua Portuguesa de Variações sobre o mesmo tema ficou por último para que pudéssemos pegar a fita da Alice emprestada. Todo o grupo se envolveu, deixando a coordenação a cargo da Neide que a desenvolveu muito bem, levantando os questionamentos com segurança. Encerramos o dia fazendo uma avaliação oral para que Ivonete pudesse se organizar e colocar na plenária o que o grupo turma tinha achado do nosso encontro. Acho importante ressaltar que Ivonete escreveu excelente texto sobre o que vimos nesses quatro dias e apesar de nervosa o apresentou muito bem. Quero também esclarecer que ela é do curso de PROFORMAÇÃO e que se mostrou o tempo todo comprometida e procurou estabelecer muitas relações com os conhecimentos que possuía.. Para finalizarmos os trabalhos li o texto “Concerto de leitura” do livro Entre a Ciência e a Sapiência de Rubem Alves. Considerações Finais Este grupo no início se mostrou quieto demais, provocando um mau estar momentâneo, mas aos poucos foi se expondo e com isso surgiram ótimas oportunidades para discutirmos sobre as questões tratadas. Gostaria de ter tido tempo de trabalhar com eles o que é texto, e de comparar textos produzidos por crianças em situação real com os ¨textos¨ que as cartilhas apresentam. Considero que realmente compreenderam que o trabalho com textos irá ajudar e que ler é atribuir significado. Poucas pessoas se consideraram capazes de realizar este trabalho com os professores, mas acho que este pólo tem tudo para dar certo.