PCN EM AÇÃO
RELATÓRIO DE JARU - RONDÔNIA
Maria Aparecida Taveira Pereira
De 15 a 18 de março de 2000
Organização deste relatório:
I. A viagem
II. Plenária inicial
III. 1º dia
IV. 2º dia
V. 3º dia
VI. 4º dia
VII. Considerações finais
I. A viagem
Saí do Rio às 19h do dia 14/03 e cheguei à Jaru às 4:50 do dia 15/03, horário
de Brasília, portanto “ganhamos” uma hora de sono.
Avião lotado, conexão e várias escalas contribuíram para que a viagem fosse
bastante cansativa.
Ao chegarmos à Ji-Paraná havia um motorista da prefeitura nos aguardando
para nos levar até Jaru (mais 80Km). Ao chegarmos lá, fomos para o hotel Paraná,
cujo lema era uma continuação do seu lar, e nos divertimos bastante com nossa
situação. Tudo era muito precário neste hotel, inclusive a higiene.
II. Plenária inicial
A plenária inicial aconteceu numa sala do sindicato com ar condicionado e
boa infra estrutura.
Estavam presentes na abertura, o Prefeito de Jaru, a Secretária de Educação
professora Mª Emília, a representante do MEC Amábile Manssutti e a
representante da Rede Rondônia PCN em ação, Prof. Ivonete.
O prefeito fez uma fala rápida de boas vindas e uma reflexão sobre
educação. Em seguida, Emília, secretária de Ed. do Município passou a palavra
para Amábile que apresentou detalhadamente o programa. Surgiram muitas
questões durante sua qpresentação,mas a maioria de cunho político, que Amábile
soube contornar muito bem. Prof. Ivonete representante da rede também falou
sobre o trabalho de implantação de rede PCN em Ação e da importância deste
projeto.
Considerei que a apresentação da Amabile foi bastante esclarecedora.
III.Tarde (1º dia)
Havia apenas dois grupos de alfabetização e . de 1ª a 4ª série e um grupo
de 5ª a 8ª série. No meu grupo havia 29 pessoas, sendo que 27 efetivos.
Pauta da tarde
I. Apresentação dos participantes e do coordenador.
II. Apresentação da estrutura do trabalho.
III. Apresentação das expectativas de aprendizagem.
IV. Leitura Compartilhada.
V. Memórias
Organizei as carteiras em círculo para que pudéssemos nos ver durante a
apresentação.
Comecei dizendo apenas meu nome e pedindo que se apresentassem dizendo seu
nome , município, função na escola / secretaria, tempo de magistério ou na função
e que colocassem o principal problema que enfrenta o professor, o técnico ou o
diretor de escola / departamento para o exercício de sua função, lembrando que
deveriam se ater a questões pedagógicas. Pedi também que dissessem qual o
grau de familiaridade com os PCNs.
Este quadro mostra o grau de conhecimento dos professores dos PCNs.
Conhecimento do PCN
Ouviu falar
IIIIII
6
Fez estudo rápido
III
3
Não Conhece
IIIIIIIIIIIIIIIIII
18
Como a maioria dos professores não conheciam o PCN, considerei
importante mostrar o material, falando um pouco sobre os seus conteúdos e
objetivos.
Amábile já havia falado do PCN em ação, mas considerei oportuno
apresentar este material para o grupo. Eles ainda não haviam recebido os módulos,
que só foram entregues no 2º dia.
Durante as apresentações fui registrando no quadro as principais problemas
que enfrentam no exercícios de suas funções.
Questões problemática na escola hoje:
• falta de tempo p/troca de experiências
• falta de orientação pedagógica
• prof. desmotivados
• prioridade nos exercícios
• Alfabetização
• falta de material básico
• dar conta da aprendizagem de todas as crianças
• professores reprodutores
• professores não leitores
• professores não escritores
• questão salarial
• pais desinteressados
• falta e abandono da escola
• pais que exigem muitos exercícios
• discussão sobre o trabalho
Sistematizei num blocão as principais questões apresentadas e constatamos que
esses problemas não são novos e que para resolvê-los precisamos nos unir cada
vez mais para compartilharmos e discutirmos as soluções possíveis.
LEITURA COMPARTILHADA
Após a apresentação dos participantes, me apresentei também e falei do meu amor
pelos livros, encaixando logo a seguir a leitura de uma história de pescador, do
jornal., A GAZETA DE CUIABÁ. . Perguntei se conheciam muitas histórias de sua
região e elas aproveitaram para comentar os casos” comuns do povo.
Apresentei a estrutura do trabalho, comentando sobre os objetivos das plenárias e
das atividades que iríamos vivenciar nos quatro dias.
Apresentação das expectativas de aprendizagem
Como nos outros encontros que realizei considerei que a atividade de leitura das
memórias era muito longa, procurei fazê-la de outra maneira.
Organizei os professores em 7 grupos e pedi que conversassem um pouco sobre
sua alfabetização, enfatizando que deveriam deixar emoções e sentimentos
aflorarem. Dei dez minutos para que todos tivessem oportunidade de falar e fui
rodando os grupos, colhendo informações para subsidiar minhas intervenções.
pós esse tempo, entreguei uma folha e propus que escrevessem as lembranças do
seu período de alfabetização.
Apresentei o meu caderno de memórias.
Enquanto os professores escreviam o texto, anotei no quadro .a pauta dos três
dias.
Após a escrita do texto perguntei quem gostaria de ler para a turma e os próprios
grupos ajudaram indicando as histórias que consideraram mais relevantes.
Passamos então à leitura que aproveito para transcrever algumas.
Maria Ivonete Araújo
Da minha alfabetização me lembro como se fosse hoje.
Estudava à tarde, saía de casa às 11h, levava a cadeira na cabeça e o
material dentro. Andava mais ou menos uns 2 quilômetros. A escola era um
barracão feito pelos próprios pais, era feito de barro e coberto de palha de coco.
Todos os alunos levavam as cadeiras na cabeça.
O quadro era uma tábua improvisada, feito pelo meu pai, o giz era carvão e
para escrever tínhamos que ficar de joelho. Eu sempre colocava os chinelos no
joelho pois doía muito...
Eu lembro que não tínhamos livros e a professora recolhia revistas velhas,
jornais e livros e nós líamos aquelas noticias e tudo mais que tinha naqueles
papéis velhos. Ela era bem criativa.
Ah! Eu adorava ir à escola porque no quintal havia pomar e a professora nos
mandava colher frutas para depois contaremos juntos e depois dividir entre todos.
A professora era brava mas ao mesmo tempo doce, pois sempre que alguém
chorava ela consolava e pegava no colo.
Eliete Crepaldi de Souza Biazatti
Aprendi a ler com 4 anos com a ajuda da minha mãe e dos meus irmãos,
escrevendo em lousas velhas. Entrei na escola com 5 anos. As primeiras palavras
que aprendi a escrever com sílabas simples foram leite, tomate e ganhei desenhos
para pintar porque consegui formar palavras.
Arlete Nepomuceno Pereira
O primeiro dia de aula foi uma tortura pois eu não podia me mexer na
carteira e nem olhar para os lados. Logo no primeiro dia, a professora , uma
senhora grande que falava meio português, meio alemão, escreveu no quadro o a,
e, i, o, u e pediu que lêssemos várias vezes e depois pegando na minha mão me
ajudou a copiar. No dia seguinte, lá estava o alfabeto todo. Meu Deus! Que agonia,
eu nem sabia pegar no lápis direito. No dia seguinte apresentou o ba, be, bi, bo e
bu e assim por diante.
Enquanto as pessoas liam suas memórias, anotava no papel craft as experiências
boas e ruins para levantarmos depois as concepções de educação, aprendizagem
da leitura e da escrita, o papel do aluno e do professor.
Considerei que esta atividade ajudou bastante a que o grupo se mostrasse mais
solto e receptivo, já que estávamos partindo das experiências deles. Foi importante
o paralelo que fizeram da escola hoje e da que tiveram. Algumas pessoas
pontuaram que nada mudou em educação e perguntei porque isso continuava
acontecendo e concluíram que as mudanças só ocorrem se tiver desejo do
professor em buscar novas soluções para os problemas que enfrentam no dia-adia. Comentamos sobre as concepções de aprendizagem que estão por trás de
cada atividade proposta em sala de aula, das perguntas que o professor deve se
fazer sempre e da reflexão sobre sua prática.
Assim concluímos o nosso primeiro dia de trabalho levantando as estratégias
metodológicas e verificando se havíamos feito tudo que estava proposto.
Deixei para trabalhar a questão dos coordenadores no dia seguinte, quando todos
estivessem com os livros.
Pedi que escrevessem em casa coisas que se aprende fazendo, pensando,
imitando, memorizando.
2º dia
Pauta:
I.
Leitura compartilhada
II. Leitura da funções dos coordenadores gerais e grupo
III. Combinados
IV. Levantamento das aprendizagem
V. Construção da escrita
VI. Análise dos textos das crianças
VII. Cruzadinha
VIII.Leitura exploratória -
textos 3, 4, 5, 7, 8
IX. Leitura compartilhada
X. Análise das estratégias metodológicas
Iniciamos o dia com a leitura do livro “Memória de livros de João Ubaldo Ribeiro” .
Levantei os conhecimentos prévios sobre o autor e ninguém o conhecia. Adoraram
o texto.
Fizemos a reflexão sobre o que fez João Ubaldo gostar tanto de livros. Os
professores comentaram da falta de material para as crianças lerem. Dila
comentou que na casa dela há muitos livros, mas que não há incentivo à leitura.
pois eles estão lá como enfeites.
Comentamos sobre os livros que interessam as crianças em diferentes faixas
etárias e quanto o exemplo e o incentivo ajudam na formação do leitor.
Entreguei finalmente os módulos para os professores para que lessem as funções
do coordenador geral e de grupo. Eles se mostraram pouco disponíveis para
realizar essas tarefas, pois consideravam que precisariam ter tempo para estudar e
se preparar. Conversamos sobre a questão da auto-estima deles e do quanto
desejamos que haja mudanças no atual quadro da educação.
Finalmente realizamos os combinados previstos para o 1o. dia; todos deveriam
anotar as falas dos colegas, deveriam organizar o caderno de registro. Lemos o
texto registro pessoal do módulo de alfabetização.
Dila ofereceu-se para fazer o nosso diário para ser lido sempre no início do dia ou
no final do mesmo dia.
Ivonete se ofereceu para fazer a avaliação do encontro na plenária final e os
encaminhamentos seriam feitos coletivamente no decorrer de todo o encontro.
Poucas pessoas haviam escrito os diferentes procedimentos de aprendizagem.
No papel craft coloquei os conteúdos procedimentais, atitudinais, factuais e
conceituais e pedi que os grupos viessem complementar os quadros. Tiveram
dificuldades para entender e completar as questões que se aprende pensando e
imitando e precisei dar auxílio.
Levantamos a seguir como deveriam ser as atividades propostas aos alunos nas
escolas. Falaram pouco, mas concluíram que não poderia ser através de exercícios
mecânicos, já que essa é a postura da escola hoje.
Perguntei o que sabiam sobre aprendizagem da leitura e da escrita. Falamos do
aprender a andar, a comer, a falar e tornei a perguntar se aprender a ler e a
escrever as crianças também o fazem assim. Nesse momento apareceu a questão
da cópia e a memorização como fatores que ajudam a aprender a ler e a escrever.
Nenhum professor do grupo conhecia a fita ou as hipóteses da construção da
escrita.
Iniciei a fita, fazendo as paradas e questionando o grupo que se mostrou bastante
confuso.
Comentaram sobre a impossibilidade de se realizar aquelas atividades em sala de
aula por terem um número muito grande de crianças. Voltei a explicar que aquela
era uma atividade de sondagem para que compreendessem algumas questões
relacionadas a como a criança aprende. Fizeram muitas perguntas sobre as
hipóteses das crianças e de como agir para ajudá-las a avançar. O que fazer com
as crianças que fazem desenho no lugar de escrever.
Considerei que era hora de ajudá-los a compreender melhor essas questões e
coloquei várias transparências e fomos fazendo ponte com a fita assistida e
questionando sobre o que cada criança já sabia acerca da língua.
Após a discussão das hipóteses de escrita pedi que se organizassem em seis
grupos e entreguei as escritas das crianças para que analisassem, e procurassem
discutir o que aquelas crianças já sabiam e o que precisavam construir e que
sugerissem atividades que poderiam auxiliá-las. Foi bastante produtiva essa
questão e os grupos me solicitavam o tempo todo para tirar dúvidas. Tive muito
cuidado para não caracterizar os grupos como silábicos etc, pois assim estaria
apenas mudando o jeito de avaliar, pois o que interessa é conhecer o processo e
descobrir como intervir para que a aprendizagem se efetive..
Em seguida, pedi que se organizassem em dupla e analisassem a atividade de
cruzadinha e verificassem:
• É possível que alunos não alfabetizados, com escritas como estas, realizem uma
atividade de cruzadinha deste tipo?
• Se você acha que não, explique por quê.
• Se você acha que sim, explique de que maneira eles poderiam realizá-la.
Depois de muita discussão todos os grupos consideraram que as crianças
poderiam realizar a cruzadinha porque conseguem relacionar os desenhos,
quantidade de letras e que o trabalho em dupla ou em grupo ajudaria bastante.
Fiquei surpresa com essas respostas, já que na turma havia pessoas que tinham
idéias bem tradicionais sobre como se processa aprendizagem.
Deixei essa questão em suspense até o final do dia, para que continuassem a se
questionar, mas procurei explicar que teríamos oportunidade de vivenciar outras
atividades que nos ajudariam.
Logo em seguida, dei início às atividades de estratégias de leitura. Foram trabalhos
os textos: 3, O homem da favela, que provocou grande impacto no grupo; o texto 4,
Um avião ..., que não causou nenhum problema, somente uma pessoa disse que
deveria enterrar os sobreviventes; o texto 5 , com gemas, que causou mal estar já
que não o tinham entendido; o texto 7, em alemão que provocou muita discussão e
reflexão sobre a atividade de cruzadinha e o texto no. 8, Bolo en_rda marido , que
mais uma vez ajudou o grupo a repensar as questões da leitura.
Fiz a leitura do texto “Leitura não é tortura” de Luiz Antônio Aguiar que saiu no JB
no dia 01/05/1994.
Terminamos o dia , realizando a análise das estratégias metodológicas utilizadas e
íamos ler o caderno de registro, mas Dila preferiu não ler o que havia escrito.
Realizei mais uma leitura compartilhada da História das mil e uma noites do livro
“Lá vem história” da Cia das Letrinhas.
Pedi que lessem em casa:
• Ler quando não se sabe
( módulo de alfabetização ) pág. 71 a73.
• Escrever quando não se sabe
( módulo de alfabetização).
• Texto como unidade de ensino PCN - Língua Portuguesa - pág. 37 e 38.
Esta proposta ficou comprometida, já que 70% da turma não possuía o PCN.
3º dia
Pauta:
I.
Leitura compartilhada
II. Levantamento das questões que necessitam de encaminhamento.
III. Vídeo: Pensando se aprende.
IV. Leitura do texto no. 9 anexo 2 “Estratégias de leitura” .
V. Desafio para análise das estratégias de leitura.
VI. Exploração mais detalhada do módulo de 1a. a 4a. séries.
VII. Leitura do PCN - Língua Portuguesa
Textos como unidade de ensino.
VIII.Atividade do módulo no. 4 de 1a. a 4a. séries
Seqüência 2 atividade no. 5 - Língua Portuguesa
IX. Atividade do módulo no. 9 de 1a. a 4a. séries
Seqüência 1 atividade no. 1 - Ciências.
X. Leitura PCN - Ciências - pág. 117 a 119.
XI. Atividades de simulação
XII. Leitura do caderno de anotações.
XIII. Leitura compartilhada.
Organizamos três grandes grupos no início do dia.
Levantei logo no início as questões para encaminhamento da plenária, mas o grupo
não estava muito envolvido e precisei falar novamente as funções de coordenação
geral e de grupo. Só assim conseguimos levantar as dúvidas que o grupo tinha.
Neide ficou encarregada de escrever para ser entregue a Amábile no final do dia
Realizei uma leitura compartilhada do texto Isabel de Luís Fernando Veríssimo, do
livro Contos Escolhidos. e os professores se envolveram bastante. Comentamos
sobre a importância do professor preparar a leitura para aguçar o interesse e a
imaginação dos ouvintes, para que estabeleçam todas as relações com o texto lido.
Passei a fita Pensando se aprende, e discutimos sobre alfabetização como um
processo de reflexão sobre a escrita e de busca de significado. Voltamos a
falar como a criança pode ler antes de saber ler convencionalmente e resgatamos
a atividade da Cruzadinha feita no dia anterior. O grupo se mostrava mais seguro.
Aproveitei para apresentar a diversidade textual e para comentar sobre a
importância dos textos poéticos na alfabetização. Levantamos rapidamente as
canções, perlendas, quadrinhas conhecidas do grupo e mostrei um caderno de
texto construído com uma turma de CA, onde havia uma seleção de textos
interessantes.
Fizemos a seguir a leitura do texto 9, anexo 2, fazendo ponte com as atividades de
leitura realizadas no dia anterior.
Entreguei o texto “ Prédio Doido” da CHC no. 35 (desafio) para que procurassem
solucioná-lo e pedi que anotassem as estratégias de leitura que utilizavam. Esta
atividade foi excelente e percebi que o grupo compreendeu que para lermos não
utilizamos tudo o que está escrito e que vamos fazendo seleção, antecipação,
inferência e verificação.
A atividade de casa era a leitura dos textos “Ler quando não se sabe” , “escrever
quando não se sabe” do módulo de alfabetização e como o grupo todo não leu,
fizemos uma rápida leitura dos textos mas enfatizei que reclamamos tanto que os
professores não lêem, mas nós também, muitas vezes deixamos de realizar as
leituras necessárias.
Acho que consegui trabalhar melhor essa proposta com esse grupo.
Exploramos o módulo de 1a. a 4a. séries em grupos, procurando observar como
ele está organizado para compreendermos como devemos utilizá-lo..
Realizamos também a leitura do PCN - Língua Portuguesa (pág. 37 e 38) - Texto
como unidade de ensino.
Após essa leitura levantei a questão das pesquisas e dos pesquisadores que
embasam todo o nosso trabalho.
A partir desse momento iniciamos o trabalho com o módulo de 1a. a 4a. séries,
com o módulo 4, seqüência 2, atividade 5. Entreguei aos grupos cinco textos de
crianças para serem analisados, observando-se as seguintes questões:
• O que os textos dessas crianças mostram sobre o que elas sabem?
• Que experiências com as histórias e com os demais textos escritos os textos
delas revelam?
• O que se pode deduzir que os professores ( ou outros adultos ) liam para eles na
época em que produziam estes textos?
• Qual deles o grupo considera o pior e o melhor, ou seja, qual tem o melhor e o
pior “enredo” ? Por quê?
Segui as orientações da pauta, mostrei após a discussão os textos originais e onde
esta atividade estava descrita no módulo de 1a. a 4a. séries. Considero que o
grupo avançou bastante nas análises feitas.
Passei a seguir para o módulo 9, seqüência 1, atividade 1.
Diferentes abordagens dos conteúdos de Ciências. Apresentei duas situações de
sala de aula para favorecer a reflexão sobre o que é feito comumente e sobre
novas abordagens para que os professores identificassem as aprendizagens
realizadas e o tipo de capacidades desenvolvidas. Em grupo analisaram as
situações levando em conta as seguintes questões:
• a ação do aluno;
• o significado da aprendizagem;
• a relação estabelecida entre professor e aluno e entre os próprios alunos;
• o espaço para a curiosidade dos alunos por meio do debate;
• o incentivo à atitude investigativa;
• a escolha de filmes segundo os objetivos e os momentos adequados para
passá-los bem como sua utilização como incentivo à discussão;
• a possibilidade de aprofundamento e as capacidades em cada uma delas.
Lemos o PCN de Ciências da página 117 a 119 para ajudar na discussão
Logo de início alguns professores colocaram que a primeira situação era ótima. e
após ler o PCN de Ciências foram questionando e verificando o que seria uma boa
situação de aprendizagem.
Coloquei a seguir no quadro três propostas de simulação, uma de Língua
Portuguesa, outra de Artes e outra de leitura de um texto a ser apresentado para a
turma. Um dos grupos rapidamente pediu para fazer Língua Portuguesa, o outro
Artes e o terceiro ficou mais tempo para decidir e não gostaram da proposta. Mudei
então a consigna pedindo que fizessem o debate de Educação Física.
Dei para o grupo de Artes o, o livro sobre Picasso, um texto sobre a vida dele,
transparência e cópia do quadro Guernica e cópias com as orientações que
serviriam de subsídios para a segunda parte da atividade. Logo de início o grupo
encontrou no módulo de Artes a atividade que deveria ser desenvolvida.
Ao grupo de Língua Portuguesa, entreguei o vídeo e identificamos a atividade a ser
feita na página 47 do módulo de alfabetização e dei algumas informações. Tivemos
problema com o vídeo, pois duas fitas que havia levado estavam com problemas.
Pedi a fita da Alice emprestada para que os professores pudessem preparar a
atividade.
Ao grupo de Educação Física, entreguei um texto de aprofundamento e pedi que
escrevessem os argumentos contra e a favor da Educação Física na escola.
Tiveram dificuldade para iniciar o trabalho e para escolher quem iria coordenar o
debate. Precisei dar muita z\ajuda a esse grupo.
Dila fez no final do dia a leitura do texto “O catador de pensamento” da editora
Brinque-Book. Os professores se encantaram com a linda história do sr. Rabuja,
mas assim que a professora terminou a leitura pediram para ver a ilustração e
fizeram ponte com a tarefa do professor.
Fizemos análise das estratégias metodológicas utilizadas.
4º dia
Pauta:
I.
Leitura compartilhada
II. Análise das estratégias metodológicas.
III. Simulação no.1
Atividade de Artes - Educar o olhar.
IV. Simulação no.2
Atividade de Educação Física (debate).
V. Simulação no.3
Atividade de Língua Portuguesa
Variação sobre o mesmo tema.
VI. Avaliação escrita.
VII. Avaliação oral.
VIII.Leitura compartilhada.
Iniciamos o dia com o leitura do livro “O limpador de Placar” da editora BrinqueBook feita pela professora Adelice, e novamente o grupo se deleitou com a história.
Aproveitei para levantar os conhecimentos que possuíam sobre os personagens
(autores, poetas, músicos,...) que faziam parte dessa trama e dos conhecimentos
de mundo que o livro proporcionava e da importância que cada um dá a sua
profissão.
Entreguei as estratégias metodológicas para serem revistas e fizemos uma leitura
rápida da avaliação.
Passamos a seguir para as atividades de simulação
Grupo 1 - Variações sobre o mesmo tema
Grupo 2 - Artes
Grupo 3- Educação Física
Iniciamos com o grupo de Artes que não se mostrou comprometido e deixou tudo a
cargo de duas pessoas. Precisei intervir o tempo todo para que a atividade não se
perdesse.
O segundo grupo apresentou o debate de Educação Física, mas também não se
preparou adequadamente, mas como a turma participou com entusiasmo o
resultado do trabalho acabou ficando muito bom.
O grupo de Educação física preparou uma atividade prática que trabalhava o corpo
da criança, que foi bem interessante para a análise posterior do que é uma boa
situação de aprendizagem em Educação Física.
O terceiro grupo que ia apresentar o tema de Língua Portuguesa de Variações
sobre o mesmo tema ficou por último para que pudéssemos pegar a fita da Alice
emprestada. Todo o grupo se envolveu, deixando a coordenação a cargo da Neide
que a desenvolveu muito bem, levantando os questionamentos com segurança.
Encerramos o dia fazendo uma avaliação oral para que Ivonete pudesse se
organizar e colocar na plenária o que o grupo turma tinha achado do nosso
encontro.
Acho importante ressaltar que Ivonete escreveu excelente texto sobre o que vimos
nesses quatro dias e apesar de nervosa o apresentou muito bem. Quero também
esclarecer que ela é do curso de PROFORMAÇÃO e que se mostrou o tempo todo
comprometida e procurou estabelecer muitas relações com os conhecimentos que
possuía..
Para finalizarmos os trabalhos li o texto “Concerto de leitura” do livro Entre a
Ciência e a Sapiência de Rubem Alves.
Considerações Finais
Este grupo no início se mostrou quieto demais, provocando um mau estar
momentâneo, mas aos poucos foi se expondo e com isso surgiram ótimas
oportunidades para discutirmos sobre as questões tratadas. Gostaria de ter tido
tempo de trabalhar com eles o que é texto, e de comparar textos produzidos por
crianças em situação real com os ¨textos¨ que as cartilhas apresentam. Considero
que realmente compreenderam que o trabalho com textos irá ajudar e que ler é
atribuir significado.
Poucas pessoas se consideraram capazes de realizar este trabalho com os
professores, mas acho que este pólo tem tudo para dar certo.
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PCN EM AÇÃO