EDENILSON MANOEL DE OLIVEIRA
LUCAS MOACIR PIROLLI
IMPLANTAÇÃO DE CONTROLE DE MATERIAIS DE UMA EMPRESA DE MÉDIO
PORTE NO RAMO METAL MECÂNICA
TOLEDO, PR
2015
EDENILSON MANOEL DE OLIVEIRA
LUCAS MOACIR PIROLLI
IMPLANTAÇÃO DE CONTROLE DE MATERIAIS DE UMA EMPRESA DE MÉDIO
PORTE NO RAMO METAL MECÂNICA
Trabalho de Conclusão de Curso de Ciências
Contábeis, da Faculdade Sul Brasil, exigido
como requisito parcial para aprovação na
disciplina de trabalho de conclusão de cursoTCC II.
Orientador: Profº Me. Gilmar José Camargo.
TOLEDO, PR
2015
2
LUCAS MOACIR PIROLLI
EDENILSON MANOEL DE OLIVEIRA
IMPLANTAÇÃO DE CONTROLE DE MATERIAIS DE UMA EMPRESA DE MÉDIO
PORTE NO RAMO METAL MECÂNICA
Trabalho de Conclusão de Curso, do curso de Ciências Contábeis, da Faculdade Sul
Brasil, FASUL, exigido como requisito parcial para obtenção do Título de Bacharel,
sob orientação do Professor Me. Gilmar José Camargo, considerado APROVADO
pela Banca Examinadora, com a nota ___________.
FOLHA DE APROVAÇÃO
Prof. Me. Gilmar José Camargo
Orientador - FASUL
Prof. Esp. Marcos Rodrigo Schenato
Prof. Me. Evandro Machado
3
DEDICATÓRIA
Dedicamos esse trabalho aos Professores por
não medirem esforços, oferecendo seu tempo
e conhecimento para que evoluíssemos e
tornássemos profissionais responsáveis. Aos
nossos colegas de classe por esses anos de
convívio, harmonia e aprendizado. Nossas
famílias pelo apoio e compreensão.
4
AGRADECIMENTOS
Agradecemos aos nossos familiares em
especial nossos pais Diniz e Laurita, Antônio
e Neusa por nos ter apoiado durante esses
anos de curso. Mesmo em momentos de
dificuldades, não mediram esforços para nos
mostrar seu exemplo de vida e força de
vontade. A eles nosso muito obrigado.
5
RESUMO
O presente estudo teve por finalidade apresentar a importância da implantação do
controle de estoque em uma empresa de pequeno porte no ramo de metal
mecânica. A empresa em estudo não possuía controle documental e nem
sistematização de materiais em seu processo de gerenciamento e a forma de
organização gerava transtorno para administrador e funcionários. Pretende-se aqui,
analisar a melhor forma de implantar um sistema de controle de estoque que seja
eficaz e ao mesmo tempo simples, levando em conta o porte da empresa.
Inicialmente,entendeu-se que a melhor possibilidade seria a organização do estoque
com controle sistêmico de saídas e entradas através de planilhas. A pesquisa teve
caráter exploratório-descritivo, evidenciado por meio de observações, técnicas e
procedimentos científicos comprovados descritos ao longo do trabalho. Desse modo,
o objetivo geral foi o de estruturar um modelo de controle para o desenvolvimento do
melhor planejamento na organização da empresa.
Palavras-Chave: Controle de estoque; organização; Sistema de controle;
planejamento; Modelo de controle.
6
ABSTRACT
The study aims to present analytical control of stock importance in a small company
of metal-mechanic area. The company did not have documental control and neither
systematized its goods in one’s management process. Thus its organization caused
trouble for the management and for the employees that was the reason this research
was done. The challenge in this research was to create a control system that is
effective and simple at the same time, taking into account the size of the company.
Initially it was observed as a better chance to organize the stock with its inputs and
outputs control. Furthermore, the control by spreadsheets and systemic control
raised the chances of improvement. The research was fact-finding and descriptive,
showing it through observations, techniques and established specific procedures.
Thereby, the overall aim was to design a control model for the development of a
better planning in the company organization.
Key - Words: Analytical control; Organization; Control system; Planning; Control
model.
7
LISTA DE FIGURAS
FIGURA 1- Estoque .................................................................................................. 35
FIGURA 2- Estoque Desorganizado ......................................................................... 36
FIGURA 3- Sucatas................................................................................................... 37
8
LISTA DE TABELAS
TABELA 1- Ficha de registro de Saída ..................................................................... 39
TABELA 2- Controle do Estoque e do Custo ............................................................40
9
LISTA DE QUADROS
QUADRO 1 - Movimento de estoque e valorização do custo médio pelo método
FIFO ..........................................................................................................................21
QUADRO 2 - Movimento de estoque e valorização do custo médio pelo método
LIFO ..........................................................................................................................22
QUADRO 3 - Movimento de estoque e valorização do custo médio .........................23
QUADRO 4 - Curva ABC ..........................................................................................23
QUADRO 5 - Cálculo do custo médio ponderado .....................................................41
10
SUMÁRIO
INTRODUÇÃO .......................................................................................................... 11
1.FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ............................................................................. 13
1.1 CONTROLADORIA: UMA FERRAMENTA DE GESTÃO .................................... 13
1.1.1 Surgimento da Controladoria ........................................................................ 13
1.1.2 Função da Controladoria ............................................................................... 14
1.1.3 Controladoria e o Controller .......................................................................... 16
1.1.4 Evolução da Controladoria ............................................................................ 17
1.1.5 Controladoria em Organizações Menores ....................................................17
1.2 CONTROLADORIA DE ESTOQUE ..................................................................... 18
1.2.1 Objetivos do Estoque.....................................................................................18
1.2.2 Níveis de Estoque...........................................................................................20
1.2.3 Avaliação de Estoque ....................................................................................21
1.2.4 Custos de Estoque .........................................................................................24
1.2.5 Administração de Estoque ............................................................................ 27
2. METODOLOGIA ................................................................................................... 28
3. ESTUDO DE CASO ..............................................................................................33
3.1 GESTÃO DO ESTOQUE .....................................................................................33
3.2 ANALISE DO ESTOQUE ....................................................................................34
3.3 RECOMENDAÇÕES ...........................................................................................38
CONSIDERAÇOES FINAIS ......................................................................................42
REFERÊNCIAS ......................................................................................................... 43
11
INTRODUÇÃO
O presente trabalho se desenvolveu a partir da necessidade observada de
implantar a controladoria de estoque em uma empresa do ramo industrial, mais
precisamente em uma indústria de metal mecânica. O assunto foi definido a partir da
observação e verificação do estoque de matéria prima e de materiais auxiliares,
cogitando uma possível implantação de controle na empresa.
Durante o trabalho, observou-se o estoque até então existente; tomando
conhecimento dos processos adotados pela empresa quanto ao manuseio,
transporte e guarda dos materiais. A observação revelou a necessidade de análise
dos fluxos de entradas e saídas, visando auxiliar, dessa forma, a formação de
ferramentas úteis que a empresa pudesse utilizar. As observações e o
embasamento teórico deste estudo permitiram o planejamento de um sistema de
controle do estoque.
O estudo sobre o controle de estoque e a importância de dispensar tempo
para isto nem sempre foi bem compreendida, até mesmo por aqueles que mais
necessitam dele: os investidores e empresários. O controle de estoque auxilia na
organização e é, também, uma grande fonte de dados da qual se pode tirar
conclusões que acarretam até mesmo em orçamentos competitivos, gastos,
investimentos, fluxos de caixa, contratação de mão de obra, custos de aquisição,
planejamento tributário entre outras tomadas de decisões.
Além disso, a implantação da controladoria requer um objetivo definido que,
de maneira geral, pode-se dizer que é manter o controle de compra e venda, isto é,
entrada e saída de materiais de maneira organizada. Ao colocar estas ideias em
prática,diminuem-se recursos humanos e físicos na implantação do sistema de
controle.
A forma de implantação de um sistema de controle de estoque em uma
empresa que, atualmente, está desorganizada é um dos aspectos centrais que
orientaram esta pesquisa. Pois, organizar espaços físicos, utilizar documentos e
gastar “tempo de produção” para avaliar controle de materiais em uma cultura
organizacional na qual esses quesitos não existem, é uma problemática a ser
discutida. Todavia, apresentando os benefícios gerados pelo uso do controle
adequado do estoque a tendência a implantá-lo é maior.
12
No princípio, implantou-se o sistema de controle utilizando a avaliação do
estoque
físico,
determinando
certos
procedimentos
não
necessariamente
documentais que auxiliaram a entrada e saída. Procedimentos documentais também
foram utilizados, aumentando o grau de controle.
O estudo da controladoria teve como objetivo geral demonstrar e fazer
compreender aos gestores a relevância das ferramentas de controle de estoque,
uma vez que esta auxilia e demonstra a importância do registro e do controle. Com
este método, o gestor pode administrar de maneira eficaz seus custos com
materiais, possibilitando também uma maior organização.
Os objetivos específicos que orientaram esta pesquisa foram os de
conceituar a controladoria dentro de uma organização, descrever os métodos e
procedimentos da controladoria voltada ao departamento de estoque, e analisar se o
resultado da controladoria na empresa condiz com os argumentos científicos
apresentados.
Baseando-se na fundamentação teórica aqui empregada e nos métodos
descritos
sobre
controladoria,
pudemos
adentrar
no
mundo
empresarial,
presenciando situações adversas que se apresentavam. Acima de tudo, a
experiência de poder contribuir com uma organização, de maneira que ela possa
tirar proveito do trabalho realizado, foi satisfatória. Observou-se que nosso
planejamento de trabalho de controladoria de estoque na referida empresa trouxe
grande satisfação, pois, por meio das visitas a empresa, demonstrou grande
interesse de melhora e aceitação das ideias propostas.
13
1. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
1.1 CONTROLADORIA: UMA FERRAMENTA DE GESTÃO
A controladoria é uma vertente da área da contabilidade, mais precisamente
da contabilidade gerencial. Por meio do controle, repassam-se dados e informações
confiáveis, tanto quantitativas como qualitativas às diversas áreas da empresa.
Assim, o processo contábil administrativo fornece dados diretos para a contabilidade
gerencial, com confiabilidade e segurança. Além disso, a controladoria observa,
mensura e analisa o espaço a sua volta, agindo externa e internamente na
organização da empresa, que a curto ou longo prazo pode melhorar a controladoria.
Além de fornecer dados importantes para a tomada de decisão, a
controladoria administra processos de trabalho. Desde a parte administrativa até
produção, observando os processos utilizados e analisando o desempenho
mediante relatórios e feedbacks.
1.1.1 Surgimento da Controladoria
Existem muitos fatores colocados como adventos ao surgimento da
controladoria. Para Schmidt (2006, p. 11), “a origem da controladoria está ligada ao
processo de evolução dos meios sociais e de produção que ocorreram com o
advento da revolução industrial”. Através desse processo que revolucionou os
métodos de trabalho, o conceito de controladoria evoluiu dentro das organizações. A
evidência de fatores internos e, principalmente, externos, levou a necessidade de
reestruturar as atividades da controladoria:
O aumento da complexidade na organização das empresas, o maior grau
de interferência governamental por meio de políticas fiscais, a diferenciação
das fontes de financiamentos das atividades, a percepção das
necessidades de consideração dos padrões éticos na condução dos
negócios e, principalmente, a demanda por melhores praticas de gestão,
criando a necessidade de um sistema contábil mais adequado para um
controle gerencial mais efetivo, tem sido, entre outras algumas das razões
para que a responsabilidade com o gerenciamento das finanças das
empresas tenha aumentado de importância dentro do processo de
condução dos negócios (FIGUEIREDO; CAGGIANO, 2008, p. 10).
14
Nessa perspectiva, a responsabilidade dos gestores sobre a organização
das empresasfoi se tornando cada vez mais complexa diante de um mercado tão
competitivo. Os sistemas contábeis bem elaborados permitiram ao gestor traçar
planos, planejamentos, estratégias e ampliar o domínio dos acontecimentos
passados, presentes e futuros dentro da empresa.
1.1.2 Função da Controladoria
A controladoria tem como função principal analisar às varias áreas que uma
empresa possui, dentre elas, as funções operacionais e financeiras, trazendo aos
gestores uma base para prosseguir na administração da empresa:
Pode-se entender controladoria como o departamento responsável pelo
projeto, elaboração, implementação e manutenção do sistema integrado de
informações operacionais, financeiras e contábeis de determinada entidade,
com ou sem finalidades lucrativas (OLIVEIRA; PEREZ JUNIOR; SILVA,
2010, p. 6).
Com base na citação acima, pode-se entender que a controladoria é um dos
ramos mais importantes da contabilidade no processo gerencial, pois, foca a
eficiência e a eficácia não só de uma área, mas do todo organizacional.
Para Figueiredo e Caggiano (2008, p.11) “o órgão administrativo
controladoria tem por finalidade garantir informações adequadas ao processo
decisório colaborando com os gestores na busca da eficácia gerencial”. Como órgão
administrativo interno, a controladoria tem o propósito de apresentar informações
relevantes aos gestores da empresa, buscandoauxiliá-los na tomada de decisão das
áreas financeiras, estratégicas operacionais entre outras.
A controladoria deve exercer um papel preponderante, apoiando e
fornecendo informações para os diversos gestores do planejamento e
controle
das
atividades
operacionais,
comerciais,
financeiras,
administrativas, tributarias etc., por meio da manutenção de um sistema de
informação que permita integrar asvarias funções e especialidades
(OLIVEIRA; PEREZ JUNIOR; SILVA, 2010, p. 21).
Para Peleias (2002), a controladoria é um ramoadministrativo que tem a
liberdade de tomar decisões voltadas a áreas de processos, recebendo informações
de forte relevância e,consequentemente, repassando essas informações aos
gestores de modo que tenham boa base para tomada de decisão.
15
Conforme Oliveira (2010), a controladoria fornece suporte à organização,
dando subsídio aos gestoresque estão à frente do projeto de planejamento futuro,
controlando as atividades operacionais, financeiras, comercias e administrativas. Por
meio da manutenção de um sistema de informações que permite integrar as várias
funções e especialidades:
A controladoria é vital para o planejamento estratégico em longo prazo de
qualquer tipo de organização, com ou sem finalidade lucrativa. Fatores
como a atual competitividade do mundo dos negócios, a globalização da
economia, a abertura das fronteiras comerciais, a crescente preocupação
com a ecologia e os aspectos sociais, entre outros, exigem um
gerenciamento cada vez mais eficiente e eficaz das entidades (OLIVEIRA;
PEREZ JUNIOR; SILVA, 2010, p. 20).
Segundo Figueiredo e Caggiano (2008, p. 10) “a missão da controladoria é
zelar pela continuidade da empresa, assegurando a otimização do resultado global”.
Percebe-se assim, que a função da controladoria é a de manter a organização viva
no mercado, aumentando sua lucratividade por meio das informações a ela regidas
e repassadas a seus gestores.
Para Oliveira, Perez Junior, e Silva (2010, p. 6) “as funções e atividades
exercidas pela moderna controladoria tornam-se fatores vitais para o controle
eplanejamento a médio e longo prazo de qualquer tipo de organização”.
Conclui-se assim, que a controladoria participa ativamente no planejamento,
a curto e longo prazo, tendo como objetivo manter viva a empresa, realizando o
controle dela e gerindo informações relevantes a tomada de decisão tendo como
resultado lucros a organização.
Tudo isso sem deixar de cumprir seu papel fundamental que é a eficácia e a
eficiência, sua função é muito importante com relação à responsabilidade na
execução das tarefas e atribuições regulamentares, normalmente
vinculadas a aspectos contábeis legislação fiscal e tributaria (OLIVEIRA;
PEREZ JR; SILVA, 2010, p. 6).
Além de a controladoria auxiliar na tomada de decisão, ainda se preocupa
com
a
eficiência
e
eficácia
das
atividades
dentro
da
empresa,
isto
é,observandoavaliando, descrevendo e implantandoprocedimentos. Além dessas,
também se preocupa com aspectos fiscais tributários.
16
1.1.3 Controladoria e o Controller
O Controller é o responsável pela supervisão da controladoria. Alem disso, é
responsável por todas as informações contábeis e financeiras geridas pelo sistema e
sua possível análise, fazendo com que suas informações sejam úteis à empresa e
aos investidores:
O Controller é o gestor encarregado do departamento de controladoria. Seu
papel é, por meio do gerenciamento de um eficiente sistema de informação,
zelar pela continuidade da empresa, viabilizando as sinergias existentes,
fazendo com que as atividades desenvolvidas conjuntamente alcancem
resultados
superiores aos que alcançariam se trabalhassem
independentemente. O Controller tem como tarefa manter o executivo
principal da companhia informado sobre os rumos que ela deve tomar,
aonde pode ir e quais os caminhos que devem ser seguidos (FIGUEIREDO;
CAGGIANO, 2008, p. 12).
A função da controladoria e do Controller vai muito além do aspecto interno.
Conforme
mencionado
anteriormente,
os
fatores
externos
influenciam
constantemente na gestão diversas organizações, sendo este um fator determinante
no que se refere ao planejamento e ao resultado da empresa.
No contexto da administração financeira, a controladoria serve como órgão
de observação e controle da cúpula administrativa, preocupando-se com a
constante avaliação da eficácia e eficiência dos vários departamentos no
exercício de suas atividades. É ele que fornece os dados e as informações,
que planeja as pesquisas, visando sempre mostrar a essa mesma cúpula os
pontos de estrangulamento presentes e futuros que põem em perigo ou
reduzem a rentabilidade à empresa. Todo processo decisório sempre foi
influenciado pelas informações geradas pela controladoria, pela sua
atuação do planejamento e controle. Esse processo decisório tem que ter
como base de apoio um sistema de informação bem complexa para que
consiga sustentar essasinformações no processo de tomada de decisão.
Essas informações serão baseadas no modelo de gestão. Portanto
acontroladoria da assessoria para os gestores fornecendo alternativas
econômicas a serseguido. Por meio de uma visão sistêmica, dar uma base
mais consistente aos gestores. Nesses processos decisórios, diante dessas
informações, percebe-se a importância do Controller e a influencia que ele
tem dentro de uma organização, pois é ele quem vai fornecer informações
rápidas e eficazes para os gestores (OLIVEIRA; PEREZ JUNIOR; SILVA,
2010, p. 8).
Portanto, o Controller precisa conhecer a organização, os pontos fortes, mas
principalmente os pontos fracos dela, nos quais incide a necessidade de melhoria.
Conhecer o sistema é primordial, pois permite fornecer dados e informações
fundamentais à curto prazo. Quando o controller conhece sua organização e sabe o
17
que está apresentando, suas ideias são mais bem aceitas por quem toma as
decisões, os administradores.
1.1.4 Evolução da Controladoria
Nota-se que as funções da controladoria estão em evolução. Conforme
Schmidt (2006), por longo tempo a função da controladoria e do Controller era
praticamente cuidar de processos que envolvessem a parte financeira, como
recebimentos
e
pagamentos.
Porem,
com o
desenvolvimento
de
muitas
organizações, houve a necessidade de se controlar todos os departamentos da
empresa. Por exemplo, o controle dos ativos, abrangendo os valores disponíveis,
incluindo o controle de estoque, que será tratado neste trabalho, como também, os
ativos Imobilizados.
As informações registradas pela controladoria precisam do auxílio de um
sistema compatível com o tamanho da organização, pois estes dados relevantes ao
âmbito da empresa não são suficientes para gerir e tomar decisões.
Nota-se assim, que o que nunca mudou foi a importância que o controle tem
sobre a administração, a qual apenas aumentou a intensidade do controle devido as
mudanças internas e externas das organizações, como por exemplo, a globalização
e a grande concorrência. Esses são alguns dos exemplos das mudanças que
tornaram a controladoria cada dia mais importante dentro das empresas.
1.1.5 Controladoria em Organizações Menores
Em empresas menores também há necessidade de haver controle, porém as
funções são diferentes de uma controladoria em uma organização de grande porte.
A função complementar mais comum para um Controller de uma entidade
menor é a administração do negócio. Essa atividade seria conflitante com a
atividade principal do Controller, que é de gerenciar, informações para que
os tomadores de decisão decidam o rumo da entidade. Porém, percebe-se
que, em entidades menores, até pelo custo que representa um Controller, é
comum que atividades exclusivas dos gestores sejam realizadas pelo
Controller (SCHIMDT, 2006, p. 49).
De acordo com acitação acima, nota-se a diferença da função de controle de
uma organização
grande para uma
menor, diferença essa centrada
na
responsabilidade do Controller. Em organizações de menor porte, o Controller entra
18
como um administrador do negócio, diferentemente das organizações de maior
porte, nas quais Controller se preocupa com a parte de gerenciamento. Em
pequenas organizações, este o Controller faz o papel do gestor, tomando as
decisões baseadas no seu controle.
Novamente, denota-se que a controladoria é um ramo voltado para a
eficiência e eficácia, pois é responsável pelos processos administrativos. Seu alvo
primário é o de atingir a eficiência, determinando procedimentos que sejam
colocados em prática por parte da área ou da própria organização como um todo. O
alvo secundário é a eficácia, isto é, atingir o objetivo proposto na implantação dos
processos.
Continuando, Schmidt (2006) menciona as mudanças com as quais a
controladoria se deparou nos últimos anos. Entre elas a era digital, a globalização e
as
economias
instáveis,
que
provocaram
transformações
nos
processos
administrados da controladoria. Tal afirmação se baseia na teoria sistêmica aberta,
demonstrando que a organização e o meio se relacionam. A controladoria precisa,
assim, estar constantemente avaliando os processos para atender de maneira eficaz
as necessidades da organização.
1.2 CONTROLADORIA DE ESTOQUE
No nível do estoque controlado é preciso atentar para aspectos como:
política de estoque, determinação dos níveis de estoque e métodos de custeio, que
estão entre os mais importantes temas debatidos nesse trabalho por retomar as
formas de avaliação de estoques que a empresa poderá utilizar. Esse tema será
abordado no intuito de reorganizar o estoque, reduzindo custos e despesas. Além
disso, o propósito também é o de evidenciar os benefícios auxiliares que o controle e
a gestão de estoque podem surtir a curto e longo prazo.
1.2.1 Objetivos do Estoque
Cabe a administração de estoque controlar o que está disponível no setor,
não somente entradas e saídas de matéria prima, material auxiliar e almoxarifados,
mas também, produtos que já passaram pelo setor produtivo, semi-acabados e
acabados. O objetivo é o de manter sempre uma margem de segurança de estoque
19
para que não faltem materiais no processo produtivo, levando em conta custos que
isso acarretaria a empresa.
Para Dias (2008) o objetivo, portanto, é otimizar o investimento, aumentando
o uso eficiente dos meios financeiros e minimizando as necessidades de capital
investido em estoques.
Os investimentos em estoque nas empresas geralmente são altos, pois os
empresários não têm a dimensão de quanto investir em estocagem de materiais.
Agregando, muitas vezes, capital em estoque sem giro, PODENDO acarretar em
perdas desnecessárias, pois isto acaba não trazendo retorno à empresa.
Conforme Pozo (2010) a boa administração de materiais implica em
coordenar a movimentação de suprimentos com as exigências de produção.
Conforme o autor, administrar o estoque significa antecipar aquilo que vai ocorrer
em um determinado período de tempo. Principalmente considerando a demanda
exigida, de modo que o produto final dite o controle de estoque de matéria prima, de
materiais auxiliares, de materiais de manutenção e outros.
Toda essa situação exige o estabelecimento de políticas de estoque, que
são as diretrizes que devem ser seguidas para atingir os objetivos citados acima.
Para Pozo (2010, p. 28) as políticas devem:
As segurar o suprimento adequado de matéria prima, material auxiliar,
peças e insumos ao processo de fabricação, manter o estoque o mais baixo
possível para atendimento compatível às necessidades vendidas, identificar
os itens obsoletos e defeituosos em estoque, para eliminá-los, não permitir
condições de falta ou excesso em relação à demanda de vendas,
prevenirem-se contra perdas, danos extravios ou mau uso, manter as
quantidades em relação às necessidades e aos registros, fornecer bases
concretas para a elaboração de dados ao planejamento de curto, médio e
longo prazo, das necessidades de estoque.
Em suma, as políticas ou diretrizes estabelecidas para o controle de estoque
vão ao encontro do objetivo proposto, que é diminuir desperdícios, atendendo de
maneira eficaz e eficiente à demanda solicitada; e diminuir custos com excesso ou
falta de materiais. Englobando esses aspectos, denota-se a importância do controle
de estoque no resultado financeiro da empresa.
Há empresas que necessitam um acompanhamento do estoque conforme o
regime inflacionário, tendo em vista que o valor de seus produtos e matérias primas
pode variar conforme o mercado. Para isso, terá que lidar com problemas mais
20
complexos, pois as vendas podem oscilar consideravelmente ou, até mesmo,
diminuir e o custo dos materiais no estoque sendo reajustados.
1.2.2 Níveis de Estoque
Outro aspecto importante é o nível que se deve manter em estoque, levando
em consideração a demanda das vendas, o tempo para entrega do produto, o tempo
de estocagem e os valores de aquisição do material. Porém, deve-se ponderar que
nem sempre os prazos de entrega de materiais são cumpridos. Para não haver falta
de matérias, devem-se antecipar essas possíveis eventualidadese fazer um controle
com uma margem de estoque que possa absorver esses possíveis desvios.
Para Dias (2008), existem alguns passos quanto ao tempo de reposição do
estoque. Em primeiro lugar, o tempo necessário para a solicitação do material,
levando em conta o período da emissão do pedido até o recebimento do material por
parte do fornecedor. Em segundo, considera-se o tempo para preparação ou
industrialização, separação, faturamento, entre outras condições que o produto
necessita para que seja transportada. Por fim, o tempo de transporte, ou seja, o
tempo que leva para o material chegar até a empresa.
No planejamento e controle de estoque estes três passos são cruciais para
delimitação do nível de estoque, pois são eles que podem determinar a falta de
materiais acarretando prejuízos à empresa. Contudo, ainda pode haver problemas
quando o próprio material chega à empresa, devido a fatores externos como o
próprio transporte, o tempo de viagem ou erro de seleção de materiais da
fornecedora no que se refere ao tipo e quantidade de materiais.
Para tanto, existe dentro do controle de estoque o estoque mínimo ou de
segurança. Para Dias (2008) esta é a quantidade mínima que deve existir em um
estoque e que se destina a cobrir eventuais atrasos na reposição, objetivando a
garantia do funcionamento ininterrupto e eficiente do processo produtivo. Em outras
palavras a margem de segurança nada mais é do que o ponto de pedido, nela o
tempo decorrido do pedido até a entrega do material na empresa.
Existem alguns métodos que são usados para quantificar a quantidade do
estoque mínimo necessário, entre eles a projeção estimada do consumo, que leva
em conta o histórico de reposições feitas de um determinado período, além dos
cálculos com base estatística.
21
1.2.3 Avaliação de Estoque
Um dos problemas do controle do estoque diz respeito à imobilização dos
materiais de estoque, ou seja,entender que o que entra depois sai antes. Portanto,os
fatores que justificam a avaliação de estoque visam assegurar que o capital
imobilizado no estoque seja o mínimo possível e que o estoque esteja de acordo
com as políticas ou diretrizes da empresa, demonstrando que o valor do estoque
reflita exatamente o seu conteúdo e o valor desses seja uma ferramenta para
tomada de decisão, evitando desperdícios.
Para dispor do valor real do estoque, Dias (2008) utiliza-se deprocessos
diversos, umdeles por meio de fichas de controle de cada item e o outro por meio de
inventario físico. Podem-se avaliar os estoques pelos métodos de custo médio:
primeiro a entrar primeiro a sair (PEPS), último a entrar primeiro a sair (UEPS)e a
curva ABC.
Segundo Dias (2008) primeiro produto a entrar primeiro a sair, (PEPS) leva
em consideração o valor de aquisição real e a data de aquisição ou lote de compra
realizado, identificando, dessa maneira, o material que entrou primeiro com seu valor
de compra para que essa saia por primeiro e não se torne um material imobilizado
do estoque. Segue o quadro demonstrando o funcionamento desse sistema:
QUADRO 1-Movimento de estoque e valorização do custo médio pelo método FIFO
Fonte: DIAS (2008, p.87).
Nota-se que, conforme os materiais vão saindo vai sendo dado baixa nos
primeiros materiais que entraram e seus respectivos valores de compra. Esse
22
método demonstra a realidade contábil dos materiais que entram e saem do
estoque, porem é necessário extremo controle, principalmente, em empresas nas
quais o estoque é consideravelmente maior.
QUADRO2: Movimento de estoque e valorização do custo médio pelo Método Lifo
Fonte: DIAS (2008, p.86).
Conforme Dias (2008), o método UEPS (Último a entrar primeiro a sair),
parece um tanto irregular, porém em uma política inflacionária na qual a mercadoria
vive em constante oscilação, este se torna o método mais interessante, pois o valor
de saída estará mais condizente com o mercado e, por isso, mais viável.
Nota-se nesse método que as últimas peças a entrar no estoque são as
primeiras a sair, levando-se em conta seu valor de aquisição. Conforme mencionado
acima, o método é bem utilizado numa economia instável na qual a inflação é forte,
variando em pequenos períodos o valor das mercadorias.
O Custo Médioé o mais usado pelas empresas, pois leva em consideração o
valor de compra das peças, obtendo uma media dos valores pagos. A baixa do
estoque não tem um controle rigoroso em relação à data de compra, apenas
controla-se a quantidade e os valores pagos.A seguir, a tabela exemplifica o modelo.
23
QUADRO 3: Movimento de estoque e valorização do custo médio
Fonte: DIAS (2008, p. 89).
Observa-se no quadro que a cada compra o valor unitário aumenta,mesmo
para as primeiras peças que foram compradas, pois essas absorveram o custo das
comprasseguintes. Consequentemente, as últimas compras diminuem seu valor
para atingir um custo médio das peças.
No método denominado Curva ABC, demonstra-se a porcentagem que
determinado material ocupa no estoque, assim como a porcentagem monetária do
estoque. Para exemplificar segue a tabela Curva ABC.
QUADRO4: Curva ABC
Fonte: DIAS (2008, p. 92).
24
Esse método leva em consideração a importância das peças baseadas em
seu valor, sendo que quanto menor a quantidade de peças, a porcentagem do
estoque, maior seu valor monetário, ou seja, maior o custo do estoque.
1.2.4 Custos de Estoque
O estoque, em geral, traz muitos custos para a empresa, pois a maioria do
capital investido fica nos estoques de matéria prima ou produtos. O aumento do
custo do produto será, automaticamente, repassado ao consumidor, acarretando,
com isso, menor volume de vendas. Dentre os custos incorridos que geralmente
aparecem nessas situações estão os juros e depreciações.Segundo Dias (2008)
todo e qualquer armazenamento de material gera determinados custos para a
empresa, como aluguel, equipamentos de movimentação, deterioração, seguros,
salários e conservação. Diante desses custos para estocagem de materiais, a alta
administração da empresa, proprietários e pessoas responsáveis pelo setor, devem
ficar atentas e cientes de que quanto maior o custo do produto menor será a
rentabilidade da empresa.
Segundo Dias (2008) todos esses custos podem ser agrupados em custos
de capital (juros, depreciação), custo com pessoal (salários, encargos sociais), custo
com edificação (aluguel, impostos, luz, conservação) e custos com manutenção
(deterioração, obsolescência, equipamento);
Existem algumas variáveis que podem aumentar esses custos para as
empresas. Os administradores devem tomar alguns cuidados com esse tipo de
variáveis para não estar aumentando excessivamente esses custos, pois pode vir a
trazer prejuízo para a entidade, pois o custo será jogado no preço final e
automaticamente repassado ao consumidor, e com isso pode estar diminuindo o
volume de vendas.
Conforme Dias (2008) existem duas variáveis que aumentam os custos de
estoque que são, a quantidade em estoque e o tempo de permanência em estoque.
Grande quantidade armazenada em estoque acarreta em mais gastos com pessoal,
ou então com maior uso dos equipamentos, tendo como consequência a elevação
desses custos fazendo com que o produto fique mais caro. Um maior tempo de
estocagem acarreta prejuízo para a entidade pela questão do valor do dinheiro no
25
tempo, dinheiro investido em estoque sem necessidade é capital de giro parado,
sendo que poderia estar sendo utilizado em outras áreas.
Segundo Dias (2008, p. 43) “todos esses custos relacionados podem ser
chamados de custos de armazenagem. São calculados baseados no estoque médio
e geralmente indicados em % do valor em estoque”.
Ainda conforme Dias (2008), o custo de armazenagem de um produto, ou
matéria prima, é calculado de acordo com a quantidade desse material armazenado
em estoque e o tempo que o mesmo permanece parado. Esses são uns dos
principais fatores que determinam se o custo será elevado ou não.
De acordo com Dias (2008, p. 43) “determinam-se esse custo por meio de
formula e modelos matemáticos, e uma vez calculados o seu valor, transforma-se o
mesmo em percentual com relação ao estoque analisado”.
Para determinar o custo da mercadoria vendida (cmv) é necessária uma
análise do custo de estocagem para, então, chegar ao preço de venda. Com todos
esses relatórios em mãos,os gestores têm maior visão do que pode estar sendo feito
para que a empresa atinja seus objetivos.
No mercado competitivo,os empresários precisam, cada vez mais, baixar
custos para conseguir oferecer seu produto com um preço mais acessível ao
consumidor, tendo assim umacompetitividade maiorcom seus concorrentes,
oferecendo um produto de qualidade, mas com o menor preço possível.
O processo de desenvolvimento industrial, intensificando a concorrência em
todas as áreas, faz com que o empresário ataque decididamente a
minimização de custos. Entre os tipos de custos que afetam de perto a
rentabilidade, é o custo decorrente da estocagem e armazenamento dos
materiais que, sem duvida nenhuma, merece muita atenção (DIAS, 2008, p.
43).
O custo de estocagem, como citado acima, uma das áreas que mais deve
ser prestado atenção na empresa, pois se não observado de pertopode trazer
prejuízo para a empresa, como desperdícios de materiais devidos a uma estocagem
acima do necessário. Se não tiver um rodízio de materiais adequados, eles acabam
se desgastando ou ficando sem condições de uso com o passar do tempo.
Conforme Dias (2008) há alguns anos antes os gestores não se
preocupavam com o estoque, mas sim com a produção, pois o aumento da
26
produção diminuía os custos. Dessa forma, esqueciam-se dos estoques, deixando
apenas na responsabilidade do almoxarifado.
Estoque é um setor de grande responsabilidade, principalmente no que
compete ao gestor, pois não pode haverexcesso, muito menos falta de materiais, o
que acarreta grande prejuízo para a empresa.Em algumas situações, a empresa tem
que ter o produto à pronta entrega, pois o cliente não tem um espaço de tempo para
ficar esperando esse produto ser produzido e a empresa pode acabar ate perdendo
de fazer essa venda por falta de mercadoria no estoque.
Conforme Dias (2008, p. 49) “existem certos componentes de custos que
não podem ser calculados com grande precisão, mas que ocorrem quando um
pedido atrasa ou não pode ser entregue pelo fornecedor”. Podem ser determinados
os custos de falta de estoque ou custo de ruptura por meio de lucros cessantes,
devido à incapacidade do fornecimento. Pode haver perdas de lucros, com
cancelamento de pedidos, por meio de custeios adicionais, causados por
fornecimentos em substituição com material de terceiros, por meio de custeios
causados pelo não cumprimento dos prazos contratuais como multas, prejuízos,
bloqueio de reajuste, por meio de quebra de imagem da empresa que, em
consequência, beneficiam o concorrente.
Dias (2008) afirma que a falta de produto no estoque pode trazer
transtornos àempresa, fazendo com que o cliente desista da compra e reduzindo a
lucratividade, levando os sócios a uma visão diferenciada do processo de
estocagem, a uma necessidade de avaliação.
A avaliação de desempenho ocorre pelo encarregado responsável de cada
área ou pelos próprios proprietários da empresa, avaliando estoque e almoxarifados.
Com os dados da avaliação em mãos, o gestor tem uma base sólida para tomar
decisões mais acertadas.
Avaliar o desempenho é uma preocupação constante dos empresários. Os
motivos são bastante óbvios, e a necessidade de um grande debate [..] há
algumas formulas usuais de avaliação, uma delas é clássicas: financeiras,
procedimentos administrativos. Cada uma tem vantagens e desvantagens e
os especialistas recomendam que se usem todas (DIAS, 2008, p. 289).
Dias (2008) ainda afirma quea avaliação do desempenho de uma empresa
pelo seu aspecto financeiro oferece vantagens como clareza, pela apresentação dos
resultados em termos de lucro sobre as vendas ou o capital investido, fácil
27
aplicação, quando a empresa tem contabilidade bem organizada, utilidade para
terceiros, já que os índices de liquidez e rentabilidade são representativos na
prestação de contas aos acionistas ou no relacionamento com bancos e outros
estabelecimentos de crédito.
Também uma abordagem muito utilizada é o processo administrativoem que
são analisados todos os setores que compõe a empresa.Conforme Dias (2008, p.
290) “na abordagem pelos processos administrativos, aplica-se o sistema clássico
da administração que compreende a analise dos setores de planejamento, controle
organização, assessoria, e liderança”. Utilizando o processo administrativo o
empresário vai ter uma melhorvisão, do que está acontecendo dentro da empresa,
pois vai ter uma análise de todo o sistema organizacional.
1.2.5 Administração deEstoque
A administração de estoque tem o papel de controlar esse setor. Saber
controlar e organizar estoque não significa economizar produto, mas sim saber
utilizar as matérias primas em disponibilidade:
Cabe a esse setor o controle das disponibilidades e das necessidades totais
do processo produtivo, envolvendo não só os almoxarifados de matériaprima e auxiliares, como também os intermediários e os de produtos
acabados (POZO, 2010, p. 25).
Além de organizar os estoques e almoxarifados o controle tem a função de
avaliar os níveis de estoque:
uma das mais importantes funções da administração de materiais esta
relacionada com o controle de níveis de estoque. Lógica e racionalidade
podem ser aplicadas com sucesso nas ações de resolução de problemas
que afetam os estoques. É notório que todas as organizações de
transformações devem preocupar-se com o controle de estoque, visto que
desempenham eafetam de maneira bem definida o resultado da empresa
(POZO, 2010, p. 25).
O estoque, de certa forma,pode ser entendido como a base da empresa,
pois sem matéria prima não há produto e,consequentemente, não há receita,
influenciando diretamente nos resultados.
De acordo com Pozo (2010) a função de planejar e controlar estoques é um
fator primordial numa boa administração do processo produtivo, pois se preocupa
28
com os problemas quantitativos e financeiros dos materiais, sejam eles matériaprima, materiais auxiliares, materiais em processo ou produtos acabados.
29
2. METODOLOGIA
A metodologia de um trabalho científico apresenta ao leitor a forma de
condução de uma pesquisa. A metodologia é a explicação minuciosa, detalhada, de
todas as regras e o processo completo de como fazer o trabalho de pesquisa. Os
métodos apresentam a coerência do trabalho para com sua finalidade, isto é,
apresentam modelos científicos de captura de dados para que o público alvo
entenda a importância do trabalho aqui realizado.
Conforme Cervo (2007, p. 30) “o método concretiza-se como o conjunto das
diversas etapas ou passos que devem ser seguidos para a realização da pesquisa e
que configuram as técnicas”. Para o trabalho ter sentido, é preciso que esteja
organizado, com uma padronização das idéias, textos, planilhas, gráficos de modo
que não haja dupla interpretação, tornando o trabalho obsoleto.
Conforme Gil (1991), as razões de ser fazer uma pesquisa científica podem
ser de teor de ordem intelectual e de ordem prática, sendo a intelectual a mais
visada, pelo desejo do conhecer. Já a pesquisa de ordem prática tem o objetivo
fomentar um projeto de maneira mais eficiente ou eficaz.
Nestes termos, pode-se definir pesquisa como um procedimento racional e
sistemático que tem como objetivo proporcionar respostas aos problemas que são
propostos. Nota-se a importância da metodologia da pesquisa, que precisa estar
organizada de maneira que haja fácil entendimento por parte dos leitores.
A pesquisa sempre parte de um tipo de problema, de uma interrogação.
Dessa maneira, ela vai responder as necessidades de conhecimento de
certo problema ou fenômeno. Varias hipóteses são levantadas e a pesquisa
pode invalidá-las ou confirmá-las (MARCONI; LAKATOS, 2002, p. 16).
Como a pesquisa tem um tema ou problema, já pode se definir quais
métodos de pesquisa serão usados e, a partir daí, traçar um plano para se extraiaos
dados de forma correta e osagrupe na pesquisa.
Os planos de pesquisa variam de acordo com sua finalidade, toda pesquisa
deve basear-se em uma teoria, que serve como ponto de partida para a
investigação bem sucedida de um problema. A teoria, sendo instrumento de
ciência, é utilizada para conceituar os tipos de dados a serem analisadas.
Para ser valida, deve apoiar-se em fatos observados e provados,
resultantes da pesquisa. A pesquisa dos problemas práticos pode levar
adescoberta de princípios básicos e, frequentemente, fornece
30
conhecimentos que tem aplicação imediata (MARCONI; LOKATOS, 2002, p.
17).
Dessa forma, presumisse que a teoria é a parte inicial do trabalho prático,
dando embasamento teórico, determinando um enfoque ou rumo a seguir durante o
trabalho. Acima de tudo, abre a visão do que esperar com a pesquisa, determinando
certas variáveis, princípios, atitudes, além de ter um maior domínio do assunto e
autoridade naquilo que será trabalhado.
Ao iniciar a pesquisa, é necessário decidir qual será o tema abordado na
pesquisa, o que também levarem conta o objetivo que se quer atingir e para quem
servirá o trabalho:
a Primeira etapa de uma pesquisa é o momento em que o pesquisador
toma a decisão de realizá-la, no interesse próprio ou de alguém. Nem
sempre é fácil determinar o que se pretende investigar, e a realização da
pesquisa é ainda mais difícil, pois exigem do pesquisador dedicação,
persistência, paciência e esforço contínuo. A investigação pressupõe uma
serie de conhecimentos anteriores e metodologia adequada (MARCONI;
LAKATOS, 2002, p. 23).
Para as autoras, é necessário ter conhecimento sobre o que vai ser
abordado na pesquisa e se preocupar com o conhecimento que será levado ao
usuário da informação da pesquisa, para que este possa se beneficiar do seu
estudo.
As técnicas utilizadas no trabalho deverão ser a observação, descrição,
analise e síntese. Aobservação, conforme Cervo (2007) é indispensável, pois sem
se observarnão há como se ter uma noção do problema, trabalhando apenas assim
comadivinhações. A observação pode ser dividida em algumas formas, porem o que
será usado é a observação participante e a laboratorial.
A observação participante, conforme Cervo (2007, p. 31), “ocorre quando o
observador, deliberadamente se envolve e deixa-se envolver com o objeto da
pesquisa, passando a fazer parte dele”. O intuito inicial desse observador já é o de
participar e se envolver na pesquisa, poisa observação e descrição da realidade
permite moldar o seu objetivo principal, continuando sua observação até se atingir o
objetivo desejado.
Outra técnica empregada é descrição que, conforme o defende Cervo
(2007),fundamenta a observação, pois de nada adianta fazer a observação se os
dados observados não são descritos e registrados.
31
O investigador, baseando-se em conhecimentos teóricos anteriores, planeja
cuidadosamente o método a ser utilizados, formula problema e hipótese,
registra sistematicamente os dados e os analisa com maior exatidão
possível. Para efetuar a coletas dos dados, utilizainstrumentos adequados,
emprega todos os meios mecânicos possíveis, a fim de obter maior exatidão
na observação humana, no registro e na comprovação de dados
(MARCONI; LOKATOS, 2002, p. 18).
Além do cuidado na exatidão da informação absorvida, é preciso atentar
também para não se envolver pessoalmente com o problema, colocando idéias
pessoais na pesquisa científica.
Deve utilizar todas as provas possíveis para o controle dos dados coletados
e dos procedimentos empregados. O investigador não se pode deixar
envolver pelo problema; deve olhá-lo objetivamente, sem emoção. Não
deve tentar persuadir, justificar ou buscar somente os dados que confirmem
suas hipóteses, mas comprovar, o que é mais importante do que justificar
(MARCONI; LOKATOS, 2002, p. 18).
Algunsautores divergem a respeito do método ideal de coleta, transcrição ou
interpretações.Isso depende em muito em que base que foi escrito a metodologia e
o foco do método.
Os critérios para a classificação dos tipos de pesquisa variam de acordo
com o enfoque dado pelo autor. A divisão obedece a interesses, condições,
campos, metodologia, situações, objetivos, objetos de estudo etc
(MARCONI; LOKATOS, 2002, p. 19).
Segundo Gil (1946, p.19) “pesquisa é desenvolvida mediante o concurso dos
conhecimentos disponíveis e a utilização cuidadosa de métodos, técnicas ou
procedimentos científicos”. Pode-se dizer assim, que a pesquisa científica é a soma
de dois tipos de conhecimento: o tema, ou assunto da pesquisa, e os métodos para
se atingir o resultado.
Antes de efetuar a descrição do trabalho é necessário que haja um
conhecimento antecipado do objeto de estudo:
A pesquisa descritiva observa,registra,analisa e correlaciona fatos ou
fenômenos sem manipulá-los. Procura descobrir, com a maior precisão
possível, a frequência com que o fenômeno ocorre, sua relação e conexão
com outros, sua natureza e suas características. Busca conhecer as
diversas situações e relações que ocorrem na vida social, política,
econômica e demais aspectos de comportamento humano, tanto do
individuo tomado isoladamente como de grupo e comunidade mais
complexas (CERVO; BERVIAN; SILVA 2007, p. 61).
32
A descrição envolve a correlação de ideias, não apenas para registrar
ocorridos da observação, mas também para descrever de maneira imparcial os
resultados encontrados.
A pesquisa experimental caracteriza-se por manipular diretamente as
variáveis relacionadas com o objeto do estudo. Neste tipo de pesquisa, a
manipulação das variáveis proporciona o estudo da relação entre as causas
e os efeitos de um determinado fenômeno. Com a criação de situações de
controle, procura-se evitar uma interferência de variáveis intervenientes.
Interfere-se diretamente na realidade, manipulando-se a variável
independente a fim de observar o que acontece com a dependente
(CERVO; BERVIAN; SILVA 2007, p. 63).
Com dados provenientes da controladoria, podem-se formar previsões
utilizando-se de variáveis encontradas. Cenários realísticos podem ser visualizados
antes de acontecer, trazendo oportunidades ou até mesmo antecipando situações
que demandam atenção da parte dos gestores.
33
3. ESTUDO DE CASO
O estudo de caso foi realizado em uma empresa de pequeno porte que
iniciou suas atividades no ano de 2009 e que atua no ramo metal mecânica.
Localiza-se na avenida senador Atílio Fontana na cidade de Toledo, oeste do estado
do Paraná. A atividade da empresa consiste na fabricação de máquinas e
equipamentos diversos para uso industrial, prestando, também, serviçosde reparo
em maquinas e instalações industriais.
A empresa surgiu em virtude da experiência do sócio proprietário que atuou
no ramo há vários anos. No início, o quadro societário contava com três sócios,
sendo dois investidores e um com experiência na área. A empresa chegou a possuir
vinte colaboradores, porém teve que reduzir seu quadro funcional devido à ruptura
do contrato com os demais sócios e hoje, conta com apenas oito funcionários.
No ano 2014, apresentou um faturamento total de R$ 1.226.283,43 (um
milhão duzentos e vinte seis mil duzentos e oitenta três reais e quarenta e três
centavos). Sendo R$ 363.911,74 (trezentos e sessenta e três mil novecentos e onze
reais comsetenta e quatro centavos) de venda de produtos industrializados e R$
862.371,70 (oitocentos e sessenta e dois mil trezentos e setenta e um reais com
setenta centavos) de receitas de serviços prestados.
Atualmente,esta empresa possui uma carteira de clientes de renome
nacional e internacional, entre os quais, grandes frigoríficos, laticínios e outras
empresas exportadoras da região. Grande parte da receita é auferida no próprio
estado do Paraná, cerca de 92,60% do total da receita, sendo que o restante se
divide entre os estados de Mato Grosso e Santa Catarina.
3.1 GESTÃO DO ESTOQUE
A forma de manuseio correto do estoque compreende etapas como nível de
estoque, conferencia de entrada, transferência para o estoque, transferência para a
produção,retorno para o estoque, saída de venda e saída de material na prestação
de serviço.
O processo adotado pela empresa quando solicitado um serviço ou
produto,é o de verificarjunto ao estoque se há material adequado e suficiente para
34
atender ao pedido e, caso não haja, solicita-se a compra dos materiais
imediatamente.
A chegada do material é realizada pelo responsável que confere a Nota
Fiscal a partir dos modelos de materiais, da quantidade Unitária e o Metro. Caso
haja alguma inconsistência, o material é devolvido ao fornecedor. Os materiais que
estão de acordo com o pedido são deslocados até a parte do estoque, que são
suportes que contém outros materiais.
Para a produção, é determinada a quantidade de material a ser retirado do
estoque. Após isso, o material retirado do estoque é levado até as máquinas em que
são cortados, dobrados e soldados.
A empresa também presta serviço utilizando materiais como inox e ferro fora
do estabelecimento e os materiais utilizados nessas prestações de serviço
sãoretirados do estoque sem emissão de Nota Fiscal.
Além dos materiais retirados da empresa nessas prestações de serviço,
retiram-se, também, ferramentas e equipamentos necessários para se realizar o
trabalho.
3.2 ANÁLISE DO ESTOQUE
O Estudo realizado possibilitou concluir que a gestão de estoque utilizada
pela empresa não é a mais adequada. Concordando com Gonçalves (2010) a
gestão de compras, de estoque e de distribuição precisa estaralinhada: “uma
administração bem estruturada permite a obtenção de vantagens competitivas por
meio de redução de custos da redução em investimentos em estoque”
(GONÇALVES, 2010, p. 4).
No entanto a empresa não possui um controle de estoque correto, pois não
há estoque mínimo e as compras efetuadas têm base apenas em pedidos de vendas
e serviços, o que trazconsequências como orçamentos defasados e sem
embasamento físico-documental que evidenciem a real quantidade de materiais
necessários no estoque. Há custo desnecessário quanto ao tempo e aquisição de
materiais, despesasdesnecessárias sobre aquisição de ferramentas e equipamentos
e perdas devido à forma em que são armazenados os produtos, como se pode
observar na figura 01:
35
FIGURA 1: Estoque
Fonte: Dados coletados pelos autores da pesquisa (2015)
Essa situação acarreta perda no tempo para procurar o material, atrasando
entregas em prazos já combinado com clientes, gerando insatisfação, perda do
tempo útil de trabalho do colaborador e, consequentemente, maior custo à empresa.
Identifica-se, também, que além do local de estoque, existem materiais
espalhados por diversos pontos da empresa, como os retalhos, que são materiais
que ainda têm serventia e podem ser reutilizados. Além disso, materiais que saem
para industrialização e não foram utilizados não voltam ao estoque, gerando, dessa
forma, uma desorganização.
Para auxiliar no gerenciamento do estoque, Gonçalves (2010) argumenta
que a forma de classificação de materiais deve usar critérios como forma, dimensão,
tipo, uso entre outros.
36
FIGURA 2: Estoque Desorganizado
Fonte: Dados coletados pelos autores da pesquisa (2015)
Observa-se que há diversos materiais, principalmente, de formas e
tamanhos diferentes, sem nenhuma discriminação, cuja maioria já foi utilizada e
retornou para o estoque sem nenhum controle de armazenamento. É importante
considerar que os materiais expostos perdem sua qualidade e, consequentemente,
seu valor.
Na empresa, há, também, grande acúmulo de sucata, pedaços de materiais
espalhados e empilhados sem o devido cuidado como chapas mais finas que se
dobram facilmente embaixo de materiais mais pesados. Isso gera perda de material
por falta de cuidado com materiais que necessitam de cuidado diferenciado.
Reforça-se aqui, a importância que os estoques acarretam dentro das empresas, os
quais devem ser bem administrados para evitar desperdícios de materiais e de
tempo.
37
FIGURA 3: Sucatas
Fonte:Dados coletados pelos autores da pesquisa (2015)
A empresa não possui uma linha de produção definida, pois trabalha com
pedidos diferenciados e com produtos que, talvez, nunca tenha feito antes. De
acordo com relatos, muitas vezes a peça tende ser procurada na internet para ser
desenvolvido um modelo como oque o cliente precisa.
Além disso, determinados trabalhos são fechados com os clientes sem a
certeza de que esse material está disponível em seu estoque, apenas deduzindo
que o material a ser utilizado encontra-se na empresa.
Levando em conta que os clientes são, em sua maioria, empresas de grande
porte que consideram orçamentos mais em conta e que uma concorrente possua um
bom controle administrativo, principalmente de seu estoque,é bem provável que a
empresa em estudo perca o trabalho para a concorrente. Essa foi uma das
preocupações apontadas devido às mudanças no cenário econômico, tendo em
vista que a empresa precisa estar preparada para encarar esses desafios e superálos.
Além dos materiais utilizados na industrialização, há prestação de serviços
dentro das empresas clientes, utilizando materiais como chapas e tubos. Porém,
também não há o devido controle quanto ao material que sai da empresa, não
38
sabendo corretamente o devido destino desse material, o que favoreceria um fácil
desvio.
Observa-se, também, a falta de controle quanto ao uso de materiais
auxiliares, ferramentas e Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e que a perda
de ferramentas é alta, gerando compras que não seriam necessárias se houvesse o
controle do uso dessas ferramentas.
3.3 RECOMENDAÇÕES
De acordo com as análises realizadas e pelo embasamento teórico que
sustenta este trabalho, foi possível estabelecer relação de melhoria entre o que foi
mensurado e o modo que se encontrava o estoque, demonstrando a carência do
controle e a grande necessidade de reformulação.
Na primeira fase da implantação de controle é necessária a reorganização
do estoque, o que se dá por meio da separação dos modelos e tamanhos. O local
onde o material seráarmazenado também precisa estar especificado com o tipo de
material e suas dimensões. Essa especificação pode ser feita de maneira mais
elaborada, dependendo do porte da empresa. Na empresa em questão, o modelo de
organização do estoque é simples, demonstrando apenas o tipo e tamanho.
Além de adequação no local do estoque, é preciso que essa organização
seja mantida e para que isso ocorra é necessário que haja documentos
comprovando as saídas de material do estoque e especificando a finalidade da
saída, por exemplo, por meio de fichas de registro de saídas o material, de
quantidade e da finalidade de quem o retirou, datando a retirada, conforme se
sugere a seguir:
39
TABELA 1- Ficha Registro de Saída
FICHA REGISTRO DE SAIDA
Nome da Empresa
Data
Material
Quantidade
Finalidade
Retirante
Fonte: Autores da pesquisa (2015)
O controle do estoque, além de organização física, propicia o controle dos
custos dos materiais, levando em consideração o aumento ou a diminuição dos
preços, a quantidade adquirida e o valor de venda.Para isso, existem alguns
métodos que auxiliam no custeio dos materiais, mas todos dependem do controle
correto do estoque. Um deles é o PEPS (primeiro a entrar primeiro a sair) que
consiste num método rigoroso e preciso do estoque que registraa data de entrada do
material, a quantidade e preço de acordo com sua respectiva nota fiscal. No
momento da saída ou da venda, dá-se baixa no material seguindo uma ordem
cronológica na qual o material que entrou primeiro é o que sai primeiro.
Outro modelo é o UEPS (ultimo a entrar primeiro a sair) que, ao contrário do
PEPS, controla as entradas e faz a saída ou venda de material dando baixa no
último material adquirido e assim sucessivamente. Este método depende, também,
de um rigoroso controle para determinar as saídas e os custos dos materiais.
Todavia, há um processo mais simples, mas que demanda controle do
estoque e seu respectivo acompanhamento. O custo médio tem como característica,
40
diferentemente do PEPS e UEPS, não necessitar do acompanhamento de saídas de
acordo com sua entrada ou vice versa, conforme exemplifica a tabela:
TABELA 2- Controle do Estoque e do Custo
Fonte: Dados fictícios. Autores da pesquisa (2015)
De acordo com a tabela, nota-se que no dia 01/08/2015 não há variação
entre o valor do saldo inicial com o valor de entrada, determinando dessa forma o
valor de saída do material que continua sendo o mesmo. Porém, a tabela fornece
uma informação neste dia. O saldo mínimo de estoque desse material é de três
unidades, identificadas na tabela com a cor verde. No momento em que se lança a
saída, o sistema da tabela identifica a quantidade, destacando com cor diferenciada
que aquele material se encontra em seu estoque mínimo.
No dia 02/08/2015 nota-se uma diferença no valor de aquisição do material e
consequentemente no valor de saída deste. Para calcular, usa-se a fórmula do
Custo médio Ponderado:
41
QUADRO 5- Cálculo do Custo médio Ponderado:
(Quantidade Inicial X Preço inicial)+(Quantidade comprada X Preço de compra)
Quantidade Inicial + Quantidade Comprada
(3 X 2,29) + (3 x 2,40)
3+3
=
6,87 + 7,20
6
Custo médio unitário igual a 2,35 R$
Fonte: Autores da pesquisa (2015)
Nota-se no restante da tabela que, o custo da venda ou da saída do material
oscila de acordo com a quantidade e o valor comprado. Dessa forma demonstra-se
que, o custo do material não depende apenas do valor pago no momento em que se
adquiri o material, mas também das somas das quantidades e valores existentes no
estoque.
Desta forma, pode-se dizer que o estoque da empresa é um estoque
simples, porém, evidencia-se a necessidade de um sistema de informação com o
controle de entradas e saídas.
O sistema de controle de estoque é um benefício para a empresa porque
permite melhorar os processos de produção, tendo em vista a organização e
planejamento. Por meio de lançamentos no sistema e auditoria no estoque, pode-se
ponderar o custeio dos materiais, facilitando orçamentos e trazendo maior
competitividade.
Uma consequência direta que o sistema de estoque traz diz respeito ao fluxo
de caixa. Devido aos valores mínimos de estoque que é controlado pelo sistema, as
compras e as vendas são planejadas impactando diretamente nas entradas e saídas
de caixa.
42
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Conforme o estudo realizado o controle de estoque é de fundamental
importância para a empresa em estudo, pois permite auxiliar o administrador na
tomada de decisão. Este trabalhovisou refletir e mostrar as vantagens da
implantação do controle de estoques na empresa em estudo e a partir da pesquisa
realizada pode-seconcluir que a implantação e desenvolvimento de um modelo de
gestão de estoque viável economicamente para a empresa proporcionamvários
benefícios,os quais se estendem desde perda de tempo dos funcionários até ao
atendimento ao cliente, evitando deixar de atendê-lopor falta de estoque. Além
disso, observa-se a necessidade de fornecer ao administrador algumas ferramentas
de gestão, como um sistema informatizado para auxiliar na tomada de decisão.
Através de observação, procuramos mostrar ao administrador a importância
da administração dos estoques por meio doestudo de custo dessa estocagem. As
análises realizadas e as planilhas com exemplos dos custos que incidemem cada
material estocado favorecem a empresa um controle mais aprimorado dos gastos
com estocagem de seus produtos.
Conforme as observações realizadas,nota-se que há várias possibilidades
para a implantação de um modelo de gestão de estoques, procedimento que pode
ser realizado de várias maneiras, de acordo com o tamanho e necessidade da
empresa em questão. Esse processo não é padronizado de uma maneira formal,
portanto, os resultados apresentados são validos apenas para a empresa analisada,
não sendo possível generalizar para outros casos sem um estudo mais detalhado.
Por fim, este trabalho, além de possibilitar o controle e acompanhamento dos
resultados, contribui para a identificação de possíveis pontos fracos dentro da
organização, contribuindo assim, na melhoria continua da empresa.
43
REFERÊNCIAS
CERVO, Amado Luiz; BERVIAN, Pedro Alcino; DA SILVA, Roberto. Metodologia
Científica. 6. ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2007.
DIAS, Marco Aurélio P. Administração de materiais: princípios, conceitos e gestão.
5. ed.São Paulo: Atlas,2008.
FIGUEIREDO, Sandra; CAGGIANO, Paulo César; Controladoria: teoria e pratica. 4.
ed. São Paulo: atlas, 2008.
GIL, Antônio Carlos. Como elaborar projeto de pesquisa. 3. ed. São Paulo: atlas,
1991.
MARCONI, Mariana de Andrade; LAKATOS, Eva Maria;Técnicas de pesquisas:
planejamento de execução de pesquisa, amostragens e técnicas de pesquisas,
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