FGV Management MBA DE GESTÃO E DESENVOLVIMENTO DE PESSOAS Formação de Equipe de Alto Desempenho SANTO ANDRÉ/SP 2003 MBA -Desenvolvimento e Gestão de Pessoas Turma ABC 3 PROJETO INTEGRADO DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAS RICARDO FRENZEL, MESTRE AILTON CÉSAR DE SÁ CARMEM LÚCIA FERREIRA ALVES LUCIANE SANTOS NICOLINO EUGÊNIO DA SILVA JUNIOR 2 ÍNDICE Sumário Executivo.…………………………………………………………………………….……4 Apresentação da Organização analisada………………………………………………….……4 Missão…………………………………...……….………………....…………………………….….5 Valores………………………………………………..………………………………………………...5 O Futuro……………………………………………………..…………..……………………...………6 Proposição………………………………………………………………..……………………...…….7 Estrutura da Organização - organograma……………………………………………..………..8 Transformação do Grupo em Equipe……………………………………………………………9 Estágios de Desempenho de Grupo………….………………….………………………………10 Processo de Interação……………………………..……………………………………………….11 Objetivos, Metas e Abordagem de Trabalho Comuns…………..……………………...…….13 Responsabilidade Mútua e Individual………………………………..……………………...…..14 O que faz uma Equipe chegar ao Alto desempenho……….….…...……...…………….……15 Comportamentos Específicos………………..……………………...……….….………………..17 Competências de uma Equipe de Alto Desempenho…..….………………………..………..19 Papel da Liderança no desenvolvimento de EAD………………...………………………….22 Comentários sobre importantes aspectos da Liderança…………………..…...…….……..23 As quatro competências principais da Liderança………………………...…..………………26 Trazendo para o futuro as liçoes sobre Liderança do passado……………...……………..27 Pensando a Liderança por outros prismas……………………………………..…..………….29 Considerações sobre os gênios da Organização……………………………..………………34 Considerações finais sobre a Liderança……………………………………..………..……….37 Bibliografia…………………………………………………………………………..……..……….39 Anexos………………………………………………………….………………..…………...……..40 Slides………………………………………………………………………………………………...57 3 Sumário Executivo O fato de estarmos vivendo em uma economia globalizada vem instigando dirigentes de diversas empresas a demandar esforços no realinhamento de suas práticas de gestão. As organizações já notaram a necessidade de alterar seus modelos de gestão baseados no desempenho individual para um novo paradigma: o trabalho em time. O desenvolvimento de times é a “resposta para o cenário de trabalho atual: necessariamente mais ágil, integrado e entrosado (Casado e Matoso, 1996). Construir times de trabalho é a saída que as organizações encontram para lidar com os desafios que surgem na luta por sobrevivência, crescimento e perpetuação. Inúmeras pesquisas desenvolvidas para identificar as principais características do profissional do futuro apontam a habilidade de trabalhar em time como uma das favoritas. As reflexões acima orientaram a escolha do tema do nosso projeto: Formação de Equipe de Alto Desempenho. Apresentação da Organização Analisada Oficialmente, a Fundação Educacional de Ensino de Técnicas Agrícolas, Veterinárias e de Turismo Rural foi instituída no dia 1o de novembro de 1999, sendo que seu estatuto foi registrado no dia 6 de dezembro do mesmo ano. Podemos considerar, entretanto, que o nascimento da escola ocorreu anos antes, quando um de seus instituidores, o empresário Carlos Rogério Campos Lima, conheceu no triângulo mineiro um trabalho social voltado à educação. Desde então, o empresário e seu sócio, Getúlio Raimundo de Assis – ambos proprietários da empresa Roge Distribuidora e Tecnologia S.A., sediada em Guarulhos, SP, começaram a discutir a possibilidade de desenvolver um trabalho semelhante na região de Delfim Moreira, município no sul de Minas Gerais. Definida a idéia (criação de uma escola de ensino médio), os sócios visualizaram a necessidade de, antes de criar a escola, fundar uma instituição que mantivesse o projeto, independentemente de qualquer acontecimento envolvendo as pessoas físicas relacionadas com a empresa Roge. Assim, foi criada a Fundação Educacional de Ensino de Técnicas Agrícolas, Veterinárias e de Turismo Rural, cujo objetivo principal é servir de agente catalisador de práticas educativas e projetos sociais relacionados. O ano 2000 para a Escola Técnica LIMASSIS foi sinônimo de organização de documentos, procura de profissionais especializados para auxiliar na formação dos alunos, discussão de 4 regimento e normas internas e preparação da grade curricular. Em 2001, os profissionais já contratados começaram a trabalhar para que a escola fosse inaugurada no ano seguinte. Em 2 de fevereiro de 2002 a Escola Técnica LIMASSIS iniciou suas atividades, tendo como instituidores Carlos Rogério Campos Lima, Getúlio Raimundo de Assis e a empresa Roge Distribuidora de Tecnologia S.A. A Escola Técnica LIMASSIS iniciou o ano letivo de 2002 oferecendo gratuitamente aos jovens da comunidade vagas em três cursos técnicos: Agrícola, de Pecuária e de Turismo Rural. Hoje a escola possui mais um curso em parceria com a UNIFEI – Meio Ambiente e Agroenergia. O horário de funcionamento da escola é integral, com aulas das 7h30 às 18 horas. Diariamente, a instituição ainda permanece aberta até as 20 horas para uso dos alunos e da população. Nesse período, os alunos podem utilizar as dependências da escola para estudar, freqüentar o laboratório de informática e desenvolver pesquisas na biblioteca, sempre com o acompanhamento de um professor. Para promover a integração dos alunos ao mercado de trabalho, a Escola Técnica LIMASSIS inseriu em sua grade curricular diversas disciplinas de caráter teórico e prático. Os conteúdos de formação prática são desenvolvidos em instituições ligadas às áreas de agricultura, pecuária e turismo e em algumas fazendas de Delfim Moreira. A formação do aluno é complementada ainda com workshops, capacitação extra-classe, eventos técnico-culturais que acontecem na escola bem como com estágios curriculares. A escola técnica LIMASSIS conta hoje com 138 alunos distribuídos nos 4 cursos e 28 professores, além da equipe administrativa. Missão A Escola Técnica Limassis, da Fundação Roge (Fundação Educacional de Ensino de Técnicas Agrícolas, Veterinárias e de Turismo Rural) tem como missão proporcionar escolaridade de Nível Médio e Educação Profissional para o exercício da cidadania e formação adequada para o ingresso no mercado de trabalho, atuando como Valores Disciplina, responsabilidade, democracia, honestidade e lealdade. 5 Difusora de Tecnologias. O futuro A Fundação Roge possui outros planos para a escola. A maior parte deles está relacionada à ampliação da estrutura física da instituição, que hoje funciona num prédio adaptado. A intenção dos dirigentes da fundação é construir uma nova estrutura e aproveitar o espaço atual. De acordo com os projetos arquitetônicos desenvolvidos, as novas instalações compreenderão um prédio para a administração da escola e a biblioteca, o edifício para as salas de aulas ( obra em fase de acabamento ), um bloco para os laboratórios, quadras, restaurante, praça, área de eventos, um hotel e um prédio para a administração do hotel. A intenção dos empreendedores é obter, a partir dessa nova estrutura, melhores acomodações para os novos alunos, além de recursos que contribuirão para a manutenção da escola. O hotel e o restaurante, por exemplo, serão utilizados como laboratório para os alunos de Turismo e gerarão receitas para a instituição. Alguns espaços da propriedade também serão utilizados para o desenvolvimento de uma área agrícola modelo, que será cultivada pelos alunos de Agrícola. Na praça de eventos, por sua vez, poderão ser realizados torneios leiteiros, que terão a participação direta dos alunos do curso de pecuária. A realização dos projetos idealizados para a escola não é uma tarefa fácil, mas certamente é uma das mais importantes. Por esse motivo, a direção da Fundação Roge – atualmente a única mantenedora oficial do projeto – está em busca de outros parceiros para contribuir no alcance dos objetivos traçados. Certamente a entrada de novos parceiros será essencial para a continuidade dos projetos de ampliação e manutenção da escola. Considerando os planos arrojados de crescimento da Fundação Roge para os próximos 5 anos, é de grande importância que a instituição tenha profissionais qualificados para viabilizar o atingimento dos objetivos. O grupo-alvo da nossa proposta é o corpo docente, que representa a base de sustentação da Fundação Roge.O perfil do grupo-alvo está demonstrado no anexo 1. Constatamos que há vínculos positivos entre os membros do grupo, bem como comprometimento com os planos e objetivos da Instituição, através da análise das informações coletadas nos seguintes instrumentos: Questionário “Como me sinto na Equipe” (anexo 2) Questionário “A Trajetória da Equipe” Avaliação de Desempenho (anexo 4) (anexo 3) Em relação ao estágio de desenvolvimento do grupo, podemos considerar que é uma “equipe 6 potencial”, que busca produzir um trabalho conjunto. Contudo, os membros possuem diferentes níveis de maturidade, razão pela qual precisam de esclarecimento e orientação sobre sua finalidade e objetivo, função da liderança. Proposição Apresentar Modelo de Capacitação do grupo-alvo, baseado no desenvolvimento de 5 competências (detalhadas no anexo 5,6 e 7) que contribuirão para a migração da condição de “equipe potencial” à condição de “Equipe de Alto Desempenho”,objetivando aumento de produtividade e eficiência,indicadores a serem acompanhados anualmente através de avaliação de desempenho. 7 Estrutura da Organização - organograma Diretor Presidente Diretor Sec. Financeiro Ass. Jurídica Ass. Controladoria Diretor da Escola Téc. LIMASSIS Assistente Informática Coord.Pedag. Coord.Téc Cursos RH Secretaria Aux. Insp. Aluno Compras Aux.Limp. Profs.-28 8 Serv.Manut. Aux . Segur. TRANSFORMAÇÃO DO GRUPO EM EQUIPE Há grande diferença entre pessoas trabalhando juntas num projeto e todas elas apenas trabalhando ao mesmo tempo. A maioria dos especialistas indica, nos mais recentes livros de administração e gerência, que o futuro pertence a organizações baseadas em equipes. Grupos existem em todas as organizações, equipes são raras ainda, embora ostentem esta denominação com freqüência. Como distinguir entre grupos e equipes? A diferença está na gradação de atributos ou em características diversificadas? Um grupo chegará a ser uma equipe de forma natural ou precisará de recursos específicos para provocar essa metamorfose? Não é fácil estabelecer parâmetros precisos, pois a equipe é um grupo com funcionamento qualificado. Quando um grupo pode ser considerado uma equipe? Pode-se considerar equipe um grupo que compreende seus objetivos e está engajado em alcançá-los, de forma compartilhada. A comunicação entre os membros é verdadeira, opiniões divergentes são estimuladas. A confiança é grande, assumem-se riscos. As habilidades complementares dos membros possibilitam alcançar resultados, os objetivos compartilhados determinam seu propósito e direção. Respeito, mente aberta e cooperação são elevados. O grupo investe constantemente em seu próprio crescimento. Um grupo transforma-se em equipe quando passa a prestar atenção a sua própria forma de operar e procura resolver os problemas que afetam seu funcionamento. Esse processo de autoexame e avaliação é contínuo, em ciclos recorrentes de percepção dos fatos, diagnose, planejamento de ação, prática/implementação, resolução de problemas e avaliação. Um grupo que se desenvolve como equipe necessariamente incorpora à sua dinâmica as habilidades de diagnose e de resolução de problemas. Esse novo modo de funcionar tornase tão natural que deixa de ser uma ferramenta disponível para utilização somente em circunstâncias específicas. É a característica da equipe em todas as ocasiões, em todos os processos grupais que passa a prevalecer. Os níveis de tarefa e sócio emocional tendem a harmonização de procedimentos. 9 ESTÁGIOS DE DESEMPENHO DE GRUPO Katzenbach e Smith (1993) propõem a Curva de Desempenho de Equipe, que permite classificar os grupos de acordo com seu modo de funcionamento em uma das cinco posições: a) Pseudo-equipe - este tipo de grupo pode definir um trabalho a fazer, mas não se preocupa com o desempenho coletivo, nem tenta conseguí-lo. As interações dos membros inibem o desempenho individual, sem produzir nenhum ganho coletivo apreciável. b) Grupo de trabalho _ os membros desse grupo não vêem nenhuma razão para se transformarem numa equipe. Podem partilhar informações entre si, porém responsabilidades, objetivos e produtos pertencem a cada indivíduo. Um grupo de trabalho pode ser eficiente e efetivo, todavia não costuma produzir desempenho coletivo ou de equipe. c) Equipe potencial - este grupo quer verdadeiramente produzir um trabalho conjunto. Contudo, os membros precisam de esclarecimento e orientação sobre sua finalidade, objetivos, produtos e/ou abordagem da tarefa. Devem, ainda, assumir um compromisso efetivo em relação ao resultado grupal. d) Equipe real - de todas as possíveis transições de grupo, a mudança de equipe potencial para real é a que traz o maior incremento ao desempenho. Uma equipe real se compõe de pessoas com habilidades complementares e comprometidas umas com as outras através de missão comum, objetivos comuns e abordagem de trabalho bem definida. Além disso, os membros aprenderam a confiar uns nos outros e assumem plena responsabilidade por seu desempenho. e) Equipe de elevado desempenho - este grupo atende a todos os requisitos de uma equipe real e mais ainda: os seus membros estão profundamente comprometidos com o crescimento pessoal de cada um e o sucesso deles mesmos e dos outros. Este tipo de equipe significativamente supera o desempenho de outras equipes e consegue resultados muito além das expectativas. Serve também como excelente modelo e benchmark para equipes potenciais e reais. Entretanto, é raro alcançar-se esse estágio superior. 10 O PROCESSO DE INTERAÇAO O processo de interação humana está presente em toda a organização e é o que mais influi no rumo das atividades e nos seus resultados. Este fato, porém, não foi ainda devidamente reconhecido e avaliado. Por isso mesmo, sucedemse surpresas, frustrações, eventos inesperados que trazem desconforto, perplexidade e insegurança aos dirigentes. Mesmo as situações bem planejadas podem fugir ao seu controle e configurar-se, na prática, de forma bem diferente do esperado. Como conviver com os grupos, principalmente no trabalho, sem entender o comportamento de cada um, sem captar as influências recíprocas e até sem discriminar certos aspectos do seu próprio comportamento? Alguns conhecimentos básicos de psicologia ajudam a conhecer o processo da interação humana e suas importantes variáveis. Cada um de nós, na verdade, possui noções empíricas das reações dos outros e já desenvolveu certa habilidade para lidar com as formas previsíveis de atuação de diferentes pessoas. O que mais parece perturbar a compreensão do comportamento humano nas organizaçoes é a insistente tendência de abordagem predominantemente racional. No ambiente de trabalho, se supõe que a interação se dê de acordo com um esquema inteligível de ação, isto é, que as pessoas façam o que se espera delas. Entretanto, as pessoas nem sempre fazem ou dizem o que é esperado, e deixam os outros surpresos e confusos com algumas de suas respostas ou atos insólitos. Incontestavelmente, os seres humanos não funcionam como máquinas isoladas dispostas lado a lado. A interação entre eles afeta o funcionamento de cada um e de todos, alterando assim o que poderia constituir o desempenho previsto ou esperado individual ou coletivo. Nas empresas, a interação humana acontece em dois níveis distintos, porém concomitantes e interdependentes: o da tarefa e o sócio-emocional. O da tarefa é o das atividades visíveis, observáveis, acordadas, tanto nos grupos formais de trabalho quanto nos grupos informais. O nível sócio-emocional é o das sensações e sentimentos variados, já existentes ou gerados pela própria convivência e atividades no grupo. Este último é responsável pela manutenção do grupo, por seu crescimento e amadurecimento e pela produtividade e satisfação de cada participante. 11 Se no nível emocional prevalecem sentimentos positivos de reciprocidade, o nível da tarefa é facilitado no sentido de maior canalização de energia para atividades concretas, produtivas e satisfatórias. Se, todavia, o clima emocional evoluir negativamente em função de sentimentos de antagonismo entre os participantes, à tarefa do grupo sofre os efeitos nefastos de interações de desagrado, antipatia, hostilidade, aversão e agressividade. É enganoso supor que o comportamento humano individual sirva de base para se extrapolarem conhecimentos e conclusões sobre a atuação de grupo. As pessoas em grupo agem de forma diferente da que adotam quando estão sós. O grupo não é a simples soma de indivíduos e comportamentos individuais. O grupo assume uma configuração própria que influi nos sentimentos e ações de cada um. A passagem do individual para o coletivo ainda encerra mistérios e pontos obscuros não desvendados pela ciência. O grupo é uma gestalt dinâmica - é um todo que dá significado às partes e não pode ser confundido com partes em justa posição. A interação no nível sócio-emocional, portanto, pode favorecer ou prejudicar o andamento das tarefas, os resultados do trabalho conjunto e as relações interpessoais que se formam e desenvolvem. Os níveis de tarefa e sócio-emocional representam, portanto, conjuntos de forças presentes e atuantes na situação interpessoal e grupal, e que exercem permanente influência recíproca. O nível de tarefa abrange todos os esforços para a produção de resultados em direção aos objetivos definidos. O nível sócio-emocional abrange os processos interpessoais responsáveis pela manutenção do grupo. Se esses processos são positivos e construtivos, os sentimentos de colaboração e afeto predominam, e possibilitam a realização das tarefas previstas e a coesão do grupo. Se os processos emocionais são de caráter desagregador, o grupo passa por conflitos internos, divisões e pode mesmo chegar a ponto de desintegração e extinção. O que se passa no nível sócio-emocional do grupo independe da inteligência, competência e qualificação técnica de seus membros. Não obstante, é vital para a consecução dos objetivos e obtenção de resultados de qualidade. As empresas parecem não ter despertado para o fato repetidamente constatado: para trabalhar bem e produzir em grupo, as pessoas precisam possuir mais do que competência técnica para as funções. 12 Vigora ainda o equívoco de que basta qualificar a mão-de-obra para que esta produza bem no trabalho coletivo. Em cada empresa, todavia, há episódios que contradizem esta crença, casos de experiências desastrosas com grupos de pessoas inteligentes e altamente qualificadas. OBJETIVOS, METAS E ABORDAGEM DE TRABALHO COMUNS Um dos estímulos mais poderosos na eficiência de uma equipe é o objetivo de desempenho, as metas de equipe e a abordagem de trabalho comuns. Comum não é o mesmo que consenso ou acordo total. Objetivo é o que impulsiona a equipe; ele é a visão e a inspiração. Muitas equipes não obtêm êxito porque agem como se o objetivo, as metas e a abordagem de trabalho não pudessem andar lado a lado sem um total consenso entre os integrantes do grupo. Na verdade, aqueles que buscam o consenso total agem como se as divergências fossem negativas para a equipe. Nada poderia estar mais longe da realidade do desempenho de equipe. Conflitos construtivos são uma marca das grandes equipes. Sem desacordos, as equipes raramente gerariam as melhores e mais criativas soluções aos desafios que enfrentam. Elas contemporizam em vez de integrar. Integração consiste em desenvolver uma solução que incorpore o melhor de dois ou mais pontos de vista opostos. Uma equipe partilha seu objetivo, suas metas e sua abordagem de trabalho quando seus integrantes cumprem duas condições: - Compreensão compartilhada demonstrável que gera respeito mútuo; supondo que ambos apresentemos fundamentos plausíveis para nossas opiniões, é possível que surja uma solução integrada, ou seja, boas idéias ficam melhores, o mérito das idéias prevalece e habilidades adequadas tornam-se importantes. As diferenças não devem impedir uma compreensão comum e compartilhada. - Diálogos integrados que conduzem a melhores escolhas; enquanto houver uma compreensão demonstrável e compartilhada que gera respeito mútuo, todos na equipe podem ficar confiantes de que, qualquer que seja a escolha feita, ela será totalmente entendida, mesmo que não acordada, e reflete um sincero esforço de todos os participantes em integrar o melhor de opiniões opostas. 13 Vale lembrar, não importa se as equipes trabalham partindo de objetivos a meta, de metas a objetivos, ou flutuam entre um e outro. O que importa é que as metas e os objetivos sejam comuns e reforcem uns aos outros de modo a fazer sentido para todos os integrantes. RESPONSABILIDADE MÚTUA E INDIVIDUAL Produtos de trabalho coletivo exigem importantes contribuições que apresentam três características: - duas ou mais pessoas com habilidades múltiplas trabalhando em conjunto; - funções de liderança intercambiáveis; - responsabilidade conjunta ou mútua pelos resultados que não podem ser obtidos sem que mais de uma pessoa responda por eles. Um produto de trabalho coletivo também requer alguma medida de responsabilidade individual. Tanto a responsabilidade individual quanto à mútua produzem o desempenho de equipe. Contrariamente, agir como se você precisasse de uma ou outra impede o desempenho, embora, um dos principais testes de uma verdadeira equipe seja seu senso de responsabilidade mútua, o desempenho não ocorre sem que cada membro assuma a responsabilidade individual por muitas tarefas, inclusive a contribuição de sua habilidade aos produtos de trabalho coletivo. Atenção especial deve ser dada à linguagem, assim como os padrões de mensuração e resultados. Grupos pequenos com oportunidades de desempenho devem desenvolver uma linguagem comum em torno dos elementos-chave dos fundamentos da equipe.O uso descuidado da linguagem favorece o comportamento descuidado e indisciplinado. As pessoas não podem considerar-se responsáveis pelo desempenho coletivo se não concordarem sobre metas e prazos. A forma como o grupo lida com fracassos e contratempos também é importante para formar um senso de responsabilidade mútua. Dentre os fatores que desgastam o senso de responsabilidade mútua, devemos evitar: - Permitir que o direito de se manifestar se torne uma função hierárquica - Perpetuar papéis inflexíveis - Atribuir tarefas baseado no título do cargo - Criar imunidades de tarefas para os integrantes do grupo 14 - Esperar que o líder tome todas as decisões - Permitir que personalidades fortes dominem o grupo - Permitir que tímidos se retraiam - Integrantes problemáticos e colaboradores indisciplinados Para sabermos se o grupo é mutuamente responsável, o primeiro aspecto a ser observado é a linguagem da equipe. Sempre que as ações e os resultados do grupo refletirem um forte senso de responsabilidade mútua, seus integrantes invariavelmente usam nós ou nosso ao se referirem as suas metas, tarefas e alvo. Outros indicativos importantes são parâmetros de mensuração ou indicadores de sucesso comuns e o peso, a quantidade e a clareza, relativos de produtos de trabalho coletivo versus produtos de trabalho individual. Situações opostas a estas, são sinais de perigo ou advertência de que problemas estão se avizinhando. O QUE FAZ UMA EQUIPE CHEGAR AO ALTO DESEMPENHO O primeiro passo é dar enfoque aos resultados. Uma vez atingidos os resultados tangíveis, a equipe se sentirá bem em relação a si mesma, e será capaz de dar mais apoio aos projetos e se tornar mais orientada para seus objetivos. Existem, no entanto, alguns fatores facilitadores da caminhada da equipe na direção do alto desempenho. Destacamos os que consideramos mais relevantes: - Propósito e Valores Os membros de equipe de alto desempenho compartilham do mesmo propósito. Eles têm uma idéia bastante clara sobre o que constitui um trabalho de equipe e o porquê de sua importância. O propósito define o que deve ser executado, enquanto que as normas e os valores definem como isso deverá ser feito. É preciso que os membros desenvolvam concordância mútua; lançando-se em desafios relacionados com a visão de equipe. Cada membro precisa entender seu papel na realização dos propósitos e valores da equipe. 15 - Estímulo Os membros da equipe devem se sentir confiantes quanto às habilidades da equipe em superar obstáculos e realizar seus objetivos. Precisam ter acesso a todas as informações que forem relevantes para a sua missão. A existência de senso de respeito mútuo possibilita que os membros dividam responsabilidades, ajudem-se uns aos outros e tenham iniciativa para enfrentar os desafios. Políticas, normas e procedimentos de equipe também permitem que os membros realizem seu trabalho mais facilmente. Assim, os membros de equipe têm a oportunidade de crescer e aprender novas habilidades. Desse modo, cria-se tanto um senso de poder pessoal como coletivo. - Clima e Organização É importante que a equipe esteja comprometida e com a comunicação aberta. Os membros de uma equipe devem ter liberdade para expressar suas opiniões, pensamentos e sentimentos sem medo. Ouvir é tão importante quanto falar. Através de um feedback honesto e cuidadoso, os membros tomam conhecimento de suas fraquezas e de seus pontos fortes. Deve haver uma atmosfera de confiança e aceitação, além do senso de comunidade. - Flexibilidade Os membros da equipe devem ser flexíveis e capazes de desempenhar diferentes atividades. Uma equipe precisa de flexibilidade e abertura para opinar, expressar sentimentos, trabalhar duro e divertir-se. Os membros de uma equipe nesses moldes reconhecem a inevitabilidade e o desejo de mudança, como também procuram adaptar-se às novas condições decorrentes de tais transformações. - Otimização da produtividade Os fatores que permitam o sucesso da organização devem ficar bem claros. Enfatize a importância do comprometimento com o nível e qualidade dos resultados. Equipes de Alto Desempenho produzem resultados significativos: executam seus trabalhos, cumprem os prazos estipulados e atingem seus objetivos. É importante que esses funcionários tenham desenvolvido métodos de tomada de decisões e soluções de problemas que resultem em ótimos resultados, além de encorajar a participação e a criatividade. 16 - Reconhecimento e apreciação Esforços individuais e da equipe devem ser freqüentemente reconhecidos pelo líder, assim como pelos demais colegas através de celebrações e valorização do empenho de todos. Todos se sentirão altamente recompensados, além de experimentarem uma sensação de realização pessoal em relação à equipe. - Moral Os membros de uma equipe voltada para o alto desempenho, em geral, são bastante entusiasmados com o trabalho que realizam em conjunto. Cada um sente orgulho em fazer parte daquele grupo. Confiança e comprometimento tornam os indivíduos otimistas com relação ao futuro. Gera-se portanto, uma sensação de entusiasmo e colaboração com relação ao trabalho individual e de todos. É importante que o espírito de equipe esteja em alta. COMPORTAMENTOS ESPECÍFICOS O nível de produtividade da equipe e o moral são modelados por comportamentos específicos, que podem ser desempenhados por qualquer um de seus membros. Os comportamentos específicos devem direcionar (para aumentar a produtividade) ou dar apoio (para aumentar a moral). Direcionar ajuda a aumentar a produtividade da equipe. Para isso é bom se estar atento a alguns detalhes que dão suporte à forma de gerenciá-la. - Estrutura Equipes precisam de estrutura ou planejamento para progredir. Essa estrutura surgirá à medida que os papéis e objetivos da equipe ficam bem claros, ou simplesmente, através de um plano de metas elaborado. - Controle A equipe precisa se ater ao plano estabelecido, priorizando a objetividade. Por exemplo, quando os membros estiverem expondo suas idéias, as interrupções devem ser limitadas, assim como o tempo na discussão de cada aspecto da ordem do dia. 17 - Coaching A observação é importante para modelar comportamentos. Isto significa monitorar e avaliar como o grupo está se saindo, saber o que é preciso para alcançar seus objetivos/metas e como atingí-los. Isso se dá por meio de sugestões, informações adicionais, ou sumário e descrição do que ainda precisa ser feito. É muito importante também, que os membros da equipe dêem apoio uns aos outros. Isto pode ser possível elogiando, ouvindo e facilitando. Elogiando Um elogio(desde que sincero) específico dado prontamente é um dos mais efetivos meios de reforçar comportamentos desejados. Num contexto de equipe, o elogio pode ser dado a contribuições produtivas tais como: novas idéias, sugestões e informações. Ao elogiar, encorajamos os outros a estarem envolvidos com a equipe de um modo positivo. Ouvindo Poucos comportamentos ressaltam o seu valor perante outra pessoa como a capacidade de ouvir.Demonstre que você ouviu e entendeu os outros se utilizando de dicas verbais (comentando ou pedindo mais detalhes, por exemplo) e não verbais. Facilitando Com a ajuda da interação da equipe é possível encorajar os membros mais quietos a contribuir. Um facilitador ajuda a equipe a mover-se na direção de seu objetivo de modo que a participação e o comprometimento de todos sejam altos. Todos os membros deveriam dividir responsabilidades, ter comportamentos que dão direção e apoio ao grupo. Com prática, tais comportamentos se aperfeiçoarão e serão rotineiros dentro da equipe. Quando isto acontecer, a equipe estará de fato chegando ao alto desempenho. 18 COMPETÊNCIAS DE UMA EQUIPE DE ALTO DESEMPENHO Comunicação e Relacionamento Interpessoal . É a Habilidade para criar e manter vínculos; promover o entendimento entre os integrantes; dar e receber feedback Trabalho em Equipe .É a capacidade de alcançar resultados coletivamente, através do envolvimento/engajamento de todos os participantes. Orientação para Resultados .É a capacidade de traçar, alcançar e até superar resultados da equipe, mesmo que não representem ganhos financeiros (exemplo: - o trabalho em uma ONG; trabalho comunitário). O resultado tem que ser passível de realização. Visão de Negócio / Visão Estratégica . É a capacidade de reconhecer cenários e identificar ameaças e oportunidades (saber “para onde sopram os ventos”); . É a capacidade de visualizar o desenvolvimento do negócio a médio/longo prazo; Inovação e Criatividade . Inovação é a capacidade de desenvolver algo novo a partir de uma idéia já existente; . Criação é a capacidade de desenvolver algo novo a partir de uma idéia totalmente nova. 19 Tomada de Decisões . É a capacidade de não ficar somente no planejamento e escolher, no tempo oportuno, a melhor alternativa para a solução de um problema; . É a capacidade de desenvolver alternativas de solução de problemas; Empreendedorismo . É a capacidade de responder aos desafios, antencipando-se a possíveis demandas, agindo com rapidez e propriedade, de forma destemida, assumindo riscos e desafios, com disposição de agir e depois comunicar. Negociação . É a capacidade de estabelecer relações ganha-ganha, exercitando a empatia, de modo a colocar-se no lugar do outro, entendendo e considerando não apenas o que é importante para si, mas também para a outra parte, obtendo resultados que produzam satisfação mútua. Cultura da Qualidade . É a capacidade de aplicar, em todos os produtos e serviços, as cinco dimensões da qualidade (qualidade intrínseca, custo, atendimento, moral e segurança), atendendo aos cinco grupos de interesse (consumidores, acionistas, empregados, fornecedores e comunidade). Postura Ética . É a capacidade de alinhar seus valores com os valores da organização, identificando-se com a mesma, tomando como seus os objetivos e metas da organização. 20 Domínio Técnico . É a capacidade de aplicar o conhecimento acumulado para a obtenção dos resultados esperados. Liderança . É a capacidade de inspirar as pessoas e influenciá-las para que canalizem seus esforços e suas energias na direção dos objetivos da organização, através da motivação dos seus membros. Orientação para o Aprendizado . É a capacidade de buscar novos conhecimentos, visando a melhoria contínua da equipe. Delegação . É a capacidade de descentralizar ações (responsabilidade, informações e decisões), de modo a maximizar a produtividade, no interesse do atingimento dos objetivos da equipe. 21 O PAPEL DA LIDERANÇA NO DESENVOLVIMENTO DE EQUIPES DE ALTO DESEMPENHO Introdução Empresas bem sucedidas são aquelas que conseguem crescer no ambiente de alta competitividade de mercado, marca de nossa época globalizada. Numa época na qual os recursos humanos estão cada vez mais diretamente relacionados ao sucesso empresarial, a liderança surge como a grande catalisadora das ações capazes de diferenciar a empresa da concorrência. Projetos bem sucedidos resultam do trabalho de equipes bem sucedidas, que por sua vez dependem profundamente do exercício da liderança em suas fronteiras. Essa liderança tem a missão de transformar este grupo de profissionais em uma equipe coesa. Vamos tratar aqui de questões como: o perfil dessa liderança nos tempos atuais e da sua importância para a construção de Times de Alto Desempenho e o sucesso empresarial. Procuraremos identificar, na visão de alguns dos principais gurus de gestão, quais são os aspectos necessários para delinear suas principais habilidades e competências, tarefas e responsabilidades, ações e posicionamentos, problemas e soluções, postura e experiência. Tarefa complexa essa, pois estamos lidando com aspectos comportamentais, individuais e experiências. O histórico da liderança O líder, que hoje substituiu o gerente nos livros de gestão empresarial, é um enfoque criado recentemente, para caracterizar as melhores práticas de gestão. Anteriormente a este novo enfoque, dentre outras inúmeras definições, um líder, ou na época gerente, caracterizava-se assim: 9 Ser um chefe; 9 Controlar as pessoas; 9 Centralizar a autoridade; 22 9 Estabelecer os objetivos; 9 Dirigir com regras e regulamentos; 9 Confrontar e combater; 9 Mudar por necessidade e crise; 9 Ter um enfoque de “meu departamento”. Atualmente, no entanto, estas características evoluíram e passamos a reconhecer um líder principalmente por estas definições: 9 Ser um “coach” e facilitador; 9 Usar o “Empowerment” na condução de seu time; 9 Distribuir a liderança; 9 Conciliar visão e estratégia; 9 Guiar com valores compartilhados; 9 Colaborar e unificar; 9 Ter um enfoque mais amplo; 9 Ter um enfoque de “minha empresa”. Como podemos perceber, a diferença primordial entre líderes verdadeiros é que liderar é parte do que eles são como pessoas, e que mantém uma estreita coerência com suas vidas profissionais. Comentários sobre importantes aspectos da Liderança De todas as características citadas acima, vale destacar que um dos mais importantes aspectos de um líder de sucesso é a habilidade de desenvolver outros líderes, o que requer extrema confiança e dedicação ao desenvolvimento de seus colaboradores. Comentaremos abaixo algumas características que um líder deve desenvolver para exercer com efetividade sua liderança. 23 Visão estratégica Um líder precisa ter visão estratégica, ou seja, precisa enxergar além das fronteiras da sua equipe. No ambiente interno, deve conhecer bem sua equipe, as habilidades e pontos a desenvolver de cada membro, compreendendo cada um deles como um ser único e diferenciado de cada um dos demais componentes. No ambiente externo deve entender o contexto no qual sua equipe está inserida e nas relações com este ambiente. Conforme Cláudia Patrícia Silvério Fragas Guimarães em artigo publicado no Site RH.com(1) “À medida que o líder desenvolve um olhar focado nesses dois ambientes, atua de forma a antever oportunidades e ameaças, tendências e inovações possibilitando o agir, ou seja, empreender esforços para a excelência na performance de sua equipe”. A visão estratégica é, portanto, algo a ser buscado incessantemente por quem almeja construir uma carreira na condução de Equipes de Sucesso. Iniciativa e compromisso com os resultados A ação é um componente dos mais importantes, pois do contrário os líderes ficariam no mundo das idéias. O foco na realização da ação tem que ser uma constante, pois a necessidade de entrega do produto ou serviço é fundamental. O compromisso com o resultado deve sempre representar o foco do líder. É fundamental que o líder atue de forma a viabilizar os devidos recursos, estimular a criatividade e potenciais através da geração de desafios e incentivar o desenvolvimento profissional e pessoal, implementando ações que venham a criar um ambiente motivador e agradável para o adequado desempenho de seus colaboradores. Relacionamento interpessoal É uma competência que pode ser caracterizada como o principal pilar de sustentação da gestão por excelência. Um líder cultua uma boa relação com seus colaboradores, tanto nas questões 24 voltadas à rotina de trabalho, quanto naquelas horas onde a emoção torna-se presente. É preciso que o líder esteja atento às atitudes de sua equipe, para melhor direcionar sua atuação frente aos acontecimentos. Competência técnica Um líder deve estar preparado para os desafios de sua área de atuação. Ética É preciso que a atuação do líder esteja sustentada em valores éticos e morais, gerando credibilidade e confiança na sua gestão por aqueles que fazem parte do seu convívio diário: Colaboradores, Clientes Internos e Externos, Parceiros e Fornecedores. O líder deve saber como lidar com os valores humanos. Há líderes que detêm a informação para manipular sua equipe e quando ela percebe isso, inicia-se o jogo de manipulação entre equipe e liderança. Quem vence? Você já sabe a resposta. É importante utilizar a informação como instrumento de crescimento, desenvolvimento e orientação. Planejamento Um gestor deve estabelecer objetivos para atingir resultados, observar como estes resultados foram atingidos e se existe necessidade de revê-los. Os objetivos devem ser mensuráveis e específicos para que se possa ter um gabarito dos resultados. Devem também ser atingíveis, assim como sua evolução deve ser progressiva. Agente de mudança O líder deve provocar mudanças e não ser um reagente a ela. Deve estar atento e propor inovações através de uma leitura de necessidades (equipe, cliente e mercado). Deve dinamizarse para que a organização caminhe para frente. A liderança deve tomar atitudes preventivas, elencar obstáculos e estabelecer alternativas. 25 AS QUATRO COMPETÊNCIAS PRINCIPAIS DA LIDERANÇA Warren Bennis, um dos grandes pensadores da liderança, em seus estudos, destaca quatro competências mais evidentes para um líder: Gerenciamento da atenção Estes líderes gerenciam a atenção através de um ponto de vista envolvente que leva os outros para um lugar onde nunca estiveram. O gerenciamento da atenção se dá através de um conjunto de intenções ou pontos de vista num sentido de resultados, metas ou direção. Gerenciamento de significado Para tornar sonhos visíveis para os outros e para alinhar as pessoas com esses sonhos, os líderes precisam transmitir seus pontos de vista. A comunicação e o alinhamento caminham juntos. Lemos e ouvimos tanto sobre informação que tendemos a desprezar a importância do significado. Na verdade, quanto mais bombardeada de informações uma sociedade ou organização, quanto mais cheia de fatos e imagens, maior será sua sede de significado. Os líderes somam fatos, conceitos e casos para produzir um significado para o Time. Gerenciamento da confiança As pessoas preferem seguir indivíduos nos quais podem confiar, mesmo que discordem de seus pontos de vista, a pessoas com quem concordem, mas que vivem mudando de opinião. É a questão do significado de constância e foco. 26 Gerenciamento de si próprio Os líderes conhecem a si mesmos; conhecem e desenvolvem seus pontos fortes e a capacidade de aceitar riscos. “Só me sinto verdadeiramente vivo quando ando na corda bamba” estes líderes depositam toda a sua energia na tarefa. TRAZENDO PARA O FUTURO AS LIÇÕES SOBRE LIDERANÇA DO PASSADO: No livro “O futuro da Liderança (cap 7)” podemos encontrar algumas lições que James M. Kouzes e Barry Z. Posner pinçaram do passado: A Liderança é um assunto que diz respeito a todos A liderança pode ser aprendida, treinada. É claro que algumas pessoas têm maior potencial de liderança que outras, assim como algumas têm um desempenho nas aulas diferenciado. Mas é preciso ter cuidado, pois isto não significa que a liderança não pode ser desenvolvida. “O mito associa a liderança a uma posição superior ou que é reservada a apenas algumas poucas pessoas e não um conjunto de práticas observáveis e apreensíveis. É muito mais saudável e produtivo partir do principio de que qualquer pessoa pode liderar”. O desenvolvimento da liderança não forma apenas lideres formais, gerentes ou chefes, mas profissionais com mais iniciativa, mais independentes e responsáveis para realizar suas tarefas e ir além. A liderança é uma relação É muito comum em nossas organizações encontrarmos líderes portando teorias que acabaram de sair do forno ou que acabaram de absorver tentando experimentá-las na equipe, esquecendo que antes de tudo está a relação com as pessoas, o canal de qualquer contato. “O sucesso profissional e na própria vida corresponde à nossa capacidade de nos relacionar bem. Os 27 líderes devem ser capazes de atrair as pessoas para uma causa comum e isso só é possível na presença de alguém e na relação”. A liderança começa pela ação Ponto fundamental de qualquer estudo ou teoria, de qualquer nova visão, é a prática. É no campo da ação que tudo acontece. Torna-se papel fundamental do líder fazer as coisas acontecerem. “Os lideres não esperam: É difícil entusiasmar uma pessoa somente com base numa visão. É preciso mostrar que algo esta acontecendo”. O desenvolvimento da liderança é o autodesenvolvimento O líder precisa ter foco em resultado. O líder precisa ter foco no cliente. O líder precisa ter foco em custos. Não são poucas as exigências para tornar-se um bom líder. É importante perceber, no entanto, que o caminho do desenvolvimento da liderança é o próprio caminho do desenvolvimento pessoal e profissional. “A autoconsciência é vital para um líder próspero. A administração de si mesmo é decisiva, sem ela os líderes podem causar mais mal do que bem. Encontrar a própria voz não é uma técnica. É uma questão de tempo e de busca – de busca da alma”. Não basta a um líder ter ações focadas em custo, cliente ou resultado. Antes de tudo suas ações devem ser coerentes, dirigidas e orientadas de forma compatível com seus pensamentos e conduta. Continuar aprendendo Um líder precisa saber que independente do cargo que ocupe, precisa continuar aprendendo: “Aprender é parte essencial do processo de liderança para todos os envolvidos. O que nos leva pela vida é a nossa capacidade de aprender, de descobrir possibilidades novas em nós mesmos, nos outros e em nossos mundos”. 28 PENSANDO A LIDERANÇA POR OUTROS PRISMAS Para trilharmos o caminho das mudanças, tão exigidas e necessárias no ambiente empresarial, nada melhor do que iniciarmos pensando nossos conceitos através de uma visão diferenciada, buscando uma nova postura diante de situações cada vez mais exigentes. Maria Rita Gramigna, consultora de RH tem explorado esta visão através de seu livro MODELO DE COMPETÊNCIAS E GESTÃO DOS TALENTOS e de uma série de artigos que vem escrevendo no site RH.com. A autora utiliza elementos de fácil identificação pessoal como a figura do mago ou do artista, para introduzir posturas de liderança, que assim tornam-se mais facilmente assimiláveis por quem busca incorporar algumas características para construir um perfil de liderança, se é que isso é possível. Nessa linha apresentamos abaixo as diversas estratégias desenvolvidas pela autora, que podem ser adotadas pelos líderes na condução de suas equipes, bem como as competências necessárias para um líder de sucesso. Os diversos caminhos apresentados podem ser somados e mesclados. O caminho do mago As estratégias do mago Poder baseado na sua capacidade de fluir com os acontecimentos e não se deixar descontrolar por acontecimentos externos. Capacidade de enxergar o que está além do óbvio, contatar com a essência das pessoas e das situações. Sabedoria para lidar com situações conflitivas, encontrando maneiras de referir-se a elas, nomeando fatos, apresentando dados, promovendo reflexões, sensibilizando para as conseqüências, respeitando posições e reafirmando as suas. Uso da intuição como ferramenta básica, quando se vê diante de impasses. Capacidade para descobrir as oportunidades por trás dos problemas. 29 Competências de liderança 9 Tranqüilidade para atuar em momentos caóticos, sem perder o foco, mantendo o controle emocional. 9 Forte tendência a ouvir as pessoas, entrar em seu mundo interior, compreendê-las e descobrir sua essência. 9 Domínio da arte de administrar conflitos. 9 Valorização do conhecimento externo tanto quanto das impressões internas, nas situações de indecisão – intuição aguçada. 9 Sagacidade na descoberta de possibilidades, onde os outros só enxergam problemas. O caminho do bom humor As estratégias para o bom humor Comportamento por vezes irreverente e livre, abrindo espaço para questionamento de limites e rompimento de algumas regras. Compreensão de que a vida é uma tragicomédia e que grande parte de nossa sabedoria é assumi-la com alegria, sem perder a vitalidade. Habilidade para jogar com palavras de forma a minimizar climas tensos. Facilidade para brincar, agir de forma lúdica, rir das dificuldades e contagiar as pessoas, alegrando o ambiente. Competências de liderança 9 Habilidade para estabelecer um clima de espontaneidade e alegria, cedendo espaços para questionamentos, renovação de idéias e melhoria nos processos empresariais. A irreverência é importante para questionar o existente e deixar para trás o que não serve mais. 9 Uso do humor para rir dos próprios erros e dificuldades. Quando tal fato acontece, as pessoas ao redor se sentem à vontade para ousar e inovar, sem o medo da crítica. 30 O caminho do artista A estratégia do artista Está atento e procura enxergar as sombras, os matizes, os detalhes e contrastes. Estabelece um contato intenso com seu mundo interno, seu próprio banco de dados, suas experiências, intuições, recordações, idéias e sentimentos, que quando em contato com o mundo externo, estabelece um diálogo criativo entre sujeito-realidade. Acredita nas intuições e na conversão dos sonhos em realidade. Adota atitude experimental: está disposto a correr riscos. Mantém permanente compromisso de busca e tem a capacidade para mover-se de um terreno seguro para o desconhecido. Cultua a arte do desprendimento (como Picasso que, uma vez dominado um estilo, permitia-se experimentar e explorar novas possibilidades expressivas ao invés de acomodar-se com o sucesso conquistado) Capacidade de imaginar, pensar o impensado, dar vida ao inexistente, transformar idéias em realidade. Compromisso com a realização. Sentimento de realização. Competências de lideranças: 9 Visão sistêmica e sensibilidade para lidar com os diferentes aspectos do papel de liderança. 9 Autoconhecimento: reconhecimento das competências que possui e as que necessita desenvolver. 9 Uso da intuição como elemento para tomada de decisões. 9 Disciplina, tenacidade e compromisso com resultados. 9 Desapego ao que deu certo no passado e curiosidade com novas idéias. 9 Facilidade para conceber, apresentar e viabilizar soluções inovadoras. 9 Persistência ao colocar as idéias em ação. 9 Disponibilidade para ouvir e agregar valor ao trabalho, estimulando idéias dos outros. 9 Estabilidade emocional e bom humor. 31 9 Pensamento divergente e convergente (habilidade para focar e desfocar idéias). 9 Uso da imaginação para resolver problemas. 9 Adoção de estratégias diferenciadas para situações específicas. O caminho do crítico A estratégia do crítico construtivo Age como um assessor interno, através de críticas construtivas: retroalimenta, estimula, apóia e alerta. Impulsiona à tomada de decisão quando estamos confusos ou paralisados. Faz-nos superar o medo, crescer e avançar. Ajuda-nos a confiar em nós mesmos, evitando buscar fora de nós as fontes de autoridade. O verdadeiro crítico é flexível e objetivo: analisa os diversos pontos de vista, antes de emitir sua opinião, enxerga os fatos como um processo e pratica a difícil arte do respeito (não como um cúmplice anuente, mas com sensibilidade para julgar). Propõe mais do que impõe. Ajuda-nos a aprender com os erros e com os acertos. Competências de liderança impulsionadas pelo crítico construtivo 9 Uso da autocrítica como elemento de apoio nas ações de liderança. 9 Capacidade de retomar projetos e idéias, paralisados por indecisões de qualquer ordem. 9 Capacidade de superar o medo do novo, da mudança. 9 Reconhecimento do próprio valor, assegurando a autoestima e a autoconfiança. 9 Flexibilidade para analisar situações sob diversos pontos de vista, no lugar de assumir decisões de forma precipitada. 9 Habilidade para propor idéias, projetos e soluções aos problemas do cotidiano. 9 Capacidade de aprender com os próprios erros e crescer com os acertos. 32 O caminho da coerência A estratégia do inocente (ou coerente??) Um dos arquétipos de Jung traz à tona a inocência da criança, com um "quê" de lealdade e espontaneidade, que vem reforçar a tese de que líderes coerentes têm mais facilidade em obter a adesão dos liderados. Mantém a fé e a esperança diante da adversidade. Demonstra autoconfiança e otimismo. Age com transparência. Age de acordo com suas crenças e convicções. Apresenta capacidade para romantizar o mundo, ver o lado amável que os outros não vêem. Tem esperança mesmo quando as coisas não estão boas. Carrega pontos de referência que fazem perceber o mundo como um "lugar seguro". Faz o que fala, de forma respeitosa e natural. Apresenta capacidade de brincar com seriedade. Competências de liderança: 9 Acredita em mudanças e que pode colaborar na construção de uma realidade melhor. 9 Postura de otimismo. 9 Capacidade para correr riscos calculados. 9 Facilidade para energizar pessoas. 9 Transparência e coerência nas relações interpessoais. 9 Atitude de reverência às pessoas, à vida. 9 Admiração e qualificação do que é realizado pela sua equipe e colegas de trabalho. 9 Espontaneidade nas relações. 9 Capacidade de brincar e usar a espontaneidade nas ações do cotidiano. 33 CONSIDERAÇÕES SOBRE OS GÊNIOS DA ORGANIZAÇÃO “Nenhum de nós é tão capaz quanto todos nós” Warren Bennis estudou e desenvolveu profundamente o tema de liderança e na obra Os Gênios da Organização faz novamente isso com maestria. A partir da análise do desempenho de sete equipes de sucesso, destaca 15 lições fundamentais para que se construam equipes de sucesso, que ele chama de Grandes Grupos (*). Ele inicia o livro traçando uma relação entre o herói solitário que resolve todos os problemas e salva sempre a situação com o papel do líder no grupo: “O mito do indivíduo que triunfa sozinho está profundamente arraigado no espírito norte americano” e podemos dizer também no brasileiro. A visão contemporânea de liderança está vinculada à idéia de heroísmo, embora estejamos passando por um processo no qual a cooperação e a colaboração crescem a cada dia. Os Grandes Grupos estudados Os Grandes Grupos (*) estudados são os estúdios Walt Disney, que inventaram o desenho animado de longa metragem em 1937, com “Branca de neve e os sete anões” que fizeram mais do que criar uma nova forma de arte e continuam até hoje a ser o padrão, criativa e financeiramente, para a indústria mundial de entretenimento e lazer; os Grandes Grupos (*) na Xerox, em seu centro de pesquisas em Palo Alto (PARC), e na Apple, os quais foram os primeiros a construir computadores fáceis de usar e acessíveis aos não iniciados; a equipe da campanha presidencial de Bill Clinton em 1992, que colocou o primeiro democrata na Casa Branca desde Jimmy Carter. Porque estudar Grandes Grupos (*) Warren esclarece por que escolheu se concentrar exclusivamente nos Grandes Grupos, quando na maioria das instituições nas quais trabalhamos os grupos são tudo menos isso. Ele explica 34 que “a razão provém da convicção de que a excelência é melhor professora do que a mediocridade. As lições do lugar-comum estão por toda parte. As percepções verdadeiramente profundas e originais são encontradas somente no estudo do que é exemplar”. Warren entende que devemos olhar na direção de grandes grupos se quisermos começar a compreender como a genialidade pode se associar ao esforço concentrado para alcançar resultados que melhoram nossas vidas. As 15 lições mais importantes para os Grandes Grupos “As pessoas em grandes grupos parecem se tornar melhores do que são”. Pode não haver nenhuma garantia de que um determinado grupo irá alcançar o sucesso, mas há sempre muito a ser feito para maximizar esta possibilidade. Este é o trabalho do líder e das equipes de sucesso. As lições ensinadas por Warren Bennis, que comentamos abaixo, são muito atuais e representam de forma condensada tudo o que estudamos neste trabalho. 1. A grandeza começa pelas pessoas extraordinárias “As pessoas capazes de alcançar algo verdadeiramente inédito possuem mais do que um simples talento e inteligência. Elas possuem mentes originais. Vêem as coisas de forma diferente. Podem apontar falhas em nosso conhecimento. Possuem um faro para descobrir problemas interessantes e importantes, bem como a habilidade para resolvê-los. Querem entrar na próxima atividade, não ficar na anterior”. Estas pessoas são capazes de ver a conexão entre as coisas. Elas tendem a ser profundos generalistas e não especialistas restritos à sua especialidade. São fundamentalmente “solucionadores de problemas”. 2. Os Grandes Grupos e os grandes líderes criam-se a si mesmos A tendência de criar heróis não está de acordo com a realidade de que a maioria dos problemas incomuns exige soluções coletivas. O herói solitário, que encarna o indivíduo solucionador de problemas, está acabado. Em seu lugar surgiu um novo modelo para as realizações criativas, chamado por Bennis de o Grande Grupo (*). “E Grandes grupos não existem sem grandes 35 líderes, mas são muito mais do que a extensão das sombras destes líderes. Inevitavelmente o líder de um grande grupo tem de inventar um estilo de liderança adequado à equipe”. Os modelos habituais, como o “comando-e-controle”, simplesmente não funcionam. “Criar e manter uma atmosfera na qual as pessoas possam deixar uma marca no universo é a atividade criativa do líder”. 3. Todo Grande Grupo possui um líder vigoroso Os Grandes Grupos, por mais paradoxal que possa parecer, são compostos por pessoas de raro talento, trabalhando juntas como iguais. Porém, em todos eles, existe uma pessoa que funciona como maestro, organizando o talento dos outros. Reconhecer excelência em outros talvez seja a mais definitiva característica dos líderes de Grandes Grupos. 4. Os líderes de Grandes Grupos amam talento e sabem onde encontrá-lo Os líderes de Grandes Grupos devem ser pessoas confiantes o suficiente para recrutar gente mais capacitada do que elas próprias. Devem apreciar o talento dos outros. 5. Os GGs estão cheios de pessoas talentosas e capazes de trabalhar em conjuntos Certas tarefas só podem ser desenvolvidas colaborativamente, e não se pode recrutar pessoas, ainda que muito talentosas, que sejam incapazes de trabalhar juntas em busca de uma meta comum. 6. Todo grande grupo é uma ilha – mas com uma ponte para terra firme “Como as pessoas tão freqüentemente fazem em comunidades isoladas, os participantes criam uma cultura própria – com costumes distintos, roupas, brincadeiras e até mesmo com uma linguagem particular”. Os participantes desses Grupos escolhem seus próprios nomes para as coisas que são importantes para eles. Esta linguagem serve tanto para uní-los, quanto para manter de fora os não-membros. 36 7. Grandes Grupos são otimistas, não realistas. “Pessoas em grandes grupos acreditam poder realizar o que ninguém antes conseguiu. O termo para isto não é o realismo”. “Grandes realizações são conseguidas por pessoas talentosas, que acreditam ser capazes de fazê-las”. Henry Ford 8. Em Grandes Grupos, a pessoa certa tem a função certa. Por mais óbvio que possa parecer, a ineficácia em encontrar a função correta para as pessoas, ou permitir que elas encontrem sua própria função adequada, é uma das maiores razões que tornam tantos locais de trabalho medíocres, apesar da presença dos talentos. Para Bennis “um grande número de empresas acredita que as pessoas são intercambiáveis. As verdadeiramente talentosas nunca são. Elas possuem um Dom único”. Líderes eficazes identificam isso e permitem que as pessoas façam o trabalho para o qual nasceram. 9. Os líderes de Grandes Grupos fornecem a seus membros o que necessitam e os livram de todo o resto “As pessoas brilhantes desejam desafios à sua altura, uma tarefa que lhes permita explorar todo o continente de seu talento. Desejam também colegas que as estimulem e desafiem, e mereçam sua admiração. O que elas não desejam são as funções e obrigações banais”. Líderes bem sucedidos buscam constantemente retirar do local de trabalho tudo o que não é essencial à tarefa que está sendo executada. Estas equipes tendem a ser lugares onde se pode vestir de acordo com seu estilo e não ter que cumprir horários de trabalho e outras regras arbitrárias. CONSIDERACÕES FINAIS SOBRE LIDERANÇA Em alguns livros consultados para desenvolver este trabalho notou-se que alguns autores como Warren Bennis, abrem espaço em suas dissertações para a ética, questão fundamental no mundo das organizações globalizadas. Um líder sem ética nunca será um líder de fato, pois lhe falta o principal: a preocupação com as conseqüências de suas ações. Uma liderança eficaz não é suficiente. É essencial que líderes na vida pública e privada se lembrem de suas obrigações sociais assim como das organizacionais. Toda organização tende a fazer com que seus líderes fiquem mais preocupados com as prioridades do momento, ignorando as questões 37 dominantes que determinam a qualidade da vida de todos nós. Questões como: Isto é certo? Isso é bom para os nossos filhos? Isto é bom para o planeta? A liderança deve assumir seu papel na construção de um futuro melhor. Todas as técnicas devem ser usadas, mas sempre com uma postura ética e com a visão ampliada que permita ver o contexto e as conseqüências das ações realizadas. Um grupo pode funcionar como um Grande Grupo ou ser apenas um conjunto de pessoas trabalhando num mesmo local. Transformar os recursos humanos em diferencial competitivo implica em alinhar a consciência coletiva num processo de crescimento conjunto, onde todos aprendem com todos e todos ganham no final. Segundo o Presidente do BACEN, na época Presidente do Bankboston, Henrique Meirelles, “Liderar é transmitir um sonho. É preciso inspirar as pessoas a chegar a um lugar em que elas ainda não estão. Não basta motivar-se, tem de motivar os outros. Não basta ter uma idéia clara de onde ir, mas principalmente de como ir”. 38 BIBLIOGRAFIA 1) Bennis, Warren G., Biederman, Patricia Ward – Os gênios da organização – As forças que impulsionam a criatividade das equipes de sucesso – Rio de Janeiro: Campus, 1999. 2) Consulta ao site Rh.com – Artigo de Cláudia Patrícia Silvério Fragas Guimarães - Gestão por excelência; 3) Consulta ao site MSM – Artigo de Maria Rita Gramigna, Diretora Presidente da MRG - Consultoria e Treinamento Empresarial 4) Bennis, Warren G. – A invenção de uma vida – Rio de Janeiro: Campus, 1995; 5)Spreitzer, Gretchen M., Bennis, Warren G. e Cummings, Thomas G. – O futuro da liderança – São Paulo: Futura, 2001; 6) Consulta ao site RH.com - Artigo de Ricardo Semler, acionista majoritário da Semco, de São Paulo, Brasil; 7) Consulta ao Site RH.com – artigo de Jack Welch, Ex-CEO mundial da General Eletric, USA; 8) Gramigna, Maria Rita - Modelo de Competências e gestão dos talentos – São Paulo: Editora Makron Books, 2001. 9) Consulta a apostila do módulo de Gerência das Lideranças e Funcionalidade das Equipes – Fundação Getúlio Vargas – FGV Management. 10) Moscovici, Fela - Equipes dão certo – Rio de Janeiro: Edit. José Olympio, 1994. 11) Katzenbach, Jon R.; Smith, Douglas K.- Equipes de Alta Performance – Rio de Janeiro: Campus, 2002. 39 ANEXO 1 PERFIL DO GRUPO ALVO Professores Homens Mulheres Qtde. 17 11 % 61% 39% Formação Superior Pós graduação Mestrado Doutorado Qtde. 10 10 7 1 % 36% 36% 25% 3% Experiência Magist. até 5 anos de 5 a 10 anos acima de 10 anos Qtde. 13 7 8 % 46% 25% 29% Idade de 20 a 30 de 30 a 40 de 40 a 50 acima de 50 Qtde. 9 9 8 2 % 32% 32% 29% 7% 40 SEXO Corpo Docente - Homens / Mulheres 39% 61% Homens Mulheres IDADE Corpo Docente - Idade 7% 32% 29% 32% de 20 a 30 de 30 a 40 de 40 a 50 41 acima de 50 FORMAÇÃO Corpo Docente - Formação 4% 25% 35% 36% Superior Pós graduação Mestrado Doutorado EXPERIÊNCIA Corpo Docente - Experiência no Magistério 29% 46% 25% até 5 anos de 5 a 10 anos 42 acima de 10 anos ANEXO 2 Como me Sinto na Equipe...* Atribua os graus 1, 2, 3, ou 4 a cada uma das afirmações feitas. Considere: 1 – nunca 2 – raramente 3 – algumas vezes 4 – freqüentemente Pronto? Ah! Um lembrete: seja bem transparente. Isso, certamente, o ajudará a entender melhor os seus sentimentos como membro da equipe. 1 Sou ouvido e compreendido. 2 Sinto-me comprometido e com as decisões tomadas pela equipe. 3 Percebo hostilidade entre nós. 4 Tenho a oportunidade de aprender sobre mim mesmo (autoconhecimento). 5 Percebo disputa pela liderança. 6 Tenho a oportunidade de desenvolver competências pessoais necessárias a um trabalho coletivo. 7 Tenho a oportunidade de aprender sobre outras pessoas. 8 Confio nos membros da equipe. 9 Sinto-me indiferente ao trabalho que está sendo realizado. 10 Odeio as informações, porque são incompletas. 11 Percebo as “panelinhas” que são formadas. 12 Vejo que os mal-entendidos são postos para debaixo do tapete. 13 Aceito as diferenças individuais e aprendo com elas. 43 14 Detesto ouvir bobagens. 15 Sei ouvir. 16 Sinto que minhas opiniões não são levadas em consideração. 17 Sei expressar o que penso e sinto. 18 Sinto-me satisfeito. 19 Percebo que ninguém sabe o papel que lhe cabe. 20 Sinto-me desmotivado. A. Some os pontos das afirmativas 1, 2, 4, 6, 7, 8, 13, 15, 17, 18 e divida o total por 10 B. Some os pontos das afirmativas 3, 5, 9, 10, 11, 12, 14, 16, 19, 20 e divida o total por 10 O instrumento foi aplicado em todo o corpo docente e o resultado de como o Professor se sente enquanto membro da equipe foi: 3,5 % do grupo não se considera membro da equipe 96,5 % do grupo considera-se membro da equipe. Com este resultado podemos considerar o corpo docente da Fundação Roge como uma equipe que compreende seus objetivos e está engajada em alcançá-los de forma compartilhada. A comunicação entre os membros é verdadeira, há confiança entre as pessoas e elas assumem riscos. As habilidades complementares dos membros possibilitam alcançar resultados, os objetivos compartilhados determinam seu propósito e direção. Respeito, mente aberta e cooperação são elevados. O grupo investe constantemente em seu próprio crescimento. 44 ANEXO 3 A Trajetória da Equipe Orientações Obter sucesso e ser bem reconhecida por isso são objetivos essenciais de uma equipe de alto desempenho. Mas, é preciso lembrar que fica bem mais fácil de atingi-los, se houver muito planejamento, com avaliações constantes do progresso obtido, das falhas identificadas, da necessidade de mudar a estratégia. A equipe costuma refletir sobre sua trajetória? Sempre esteve e está realmente empenhada na busca do crescimento? Faça o teste e veja se a sua equipe está preparando seu futuro, ou se está esperando que o futuro prepare alguma surpresa! Considerando o período que começa no início da formação da equipe e termina hoje, responda sim ou não às questões abaixo.Observe a predominância dos comportamentos e seus impactos nos resultados da equipe. sim 1. Temos alcançado os objetivos e metas que planejamos? 2. Estabelecemos nossos objetivos e metas para os próximos seis meses? 3. Decidimos o que queremos realizar na semana que vem? 4. Tomamos atitudes e produzimos resultados que contribuem para a realização de nossos planos, a longo prazo? 5. Concentramos a nossa energia no que é importante, em vez de no que é mais fácil ou de recompensa mais rápida? 6. Costumamos nos avaliar pelo que realizamos, em vez de pela dedicação com que trabalhamos? 7. Eliminamos atividades pouco produtivas? 8. Dedicamos tempo suficiente à análise das demandas? 45 não 9. Lembramos constantemente do custo do nosso tempo? 10. Tomamos providências para aprimorar a forma como alocamos nosso tempo aos projetos? 11. Tomamos as medidas necessárias para assegurar que as pressões do trabalho não se tornem estressantes demais? 12. Buscamos, ao máximo, tornar a vida dos membros da nossa equipe o mais satisfatória possível? 13. Conseguimos perceber algo novo no desempenho e desenvolvimento de cada membro? 14. Temos nos atualizado sobre o que se passa na organização que possa afetar a nossa equipe? 15. Conseguimos separar o relevante do irrelevante, numa situação nova, e enxergar o “coração” da questão? 16. Refletimos sobre as atividades que gostamos de realizar e/ou realizamos particularmente bem? 17. Conseguimos, em várias ocasiões, arranjar soluções originais, intuitivas, para os problemas? 18. Conseguimos lidar com mais de um problema ao mesmo tempo, dispondo de dados talvez incompatíveis, e mesmo assim pensar rápido? 19. Somos capazes de tomar a iniciativa de fazer as coisas acontecerem, em vez de esperar que aconteçam? 20. Agimos sempre da forma que acreditamos ser justa e ética? O resultado global obtido neste instrumento foi o seguinte: ¾ 3,5% - 0-5 = necessidade da equipe em fazer benchmarking com algumas equipes de alto desempenho. ¾ 93,5% - 6-13 = equipe com boas chances de chegar ao alto desempenho. ¾ 3% - 14-20 = equipe com alto desempenho. Esta equipe quer verdadeiramente produzir um trabalho conjunto, tem habilidade para criar e manter vínculos promovendo o entendimento entre os integrantes, consegue alinhar seus valores com os valores da organização atuando de maneira ética, busca novos conhecimentos com o objetivo de melhoria contínua e consegue aplicar o conhecimento acumulado para a obtenção dos resultados esperados. Contudo precisa aprimorar algumas habilidades importantes como desenvolver a habilidade para realizar planejamento à longo prazo, refletir sobre o que se passa na organização que possa afetar a equipe, adquirir o hábito de realizar auto-avaliação sobre “o que se faz” e os “resultados alcançados”. 46 ANEXO 4 A V A L I A Ç Ã O D E D E S E M P E N H O P R O F E S S O R 2003 Escola Técnica LIMASSIS Cursos: Pecuária, Agrícola, Turismo Rural e Séries: 1a e 2a Meio Ambiente e Agroenergia Data da Avaliação: Relacionamos abaixo um conjunto de características desejáveis que um Professor deve ter. Analise cada uma delas e indique o número de acordo com os conceitos descritos abaixo. OBS: Analise somente os aspectos que abrangem a sua área de atuação na Escola. CONCEITOS – Serão dados de acordo com a ocorrência dos aspectos analisados: 1 – NUNCA - até 25% das vezes 2- OCASIONALMENTE – entre 25% e 3 - FREQUENTEMENTE - entre 50% e 75% 50% Obs: Para analisar, indique o número na coluna de cada professor. ASPECTOS ANALISADOS A R M L A T H B H R M O Li n e a ív d a el r el ic a li a a n r ia ri d e a e a ri v n M a c a e ni s n r st ei e a t o n u c a d el r ri o s o e o a a a DIMENSÃO INSTITUCIONAL – Analisar os aspectos que dizem respeito às ações do professor em relação à Direção, Secretaria e Administração em geral ENGAJAMENTO INSTITUCIONAL Vivencia os valores da Instituição, seguindo o regimento da escola, respeitando o cronograma da Secretaria e participando ativamente das atividades escolares programadas. ORIENTAÇÃO PARA RESULTADOS Concentra-se nos resultados assumindo compromissos com as metas. Contribui com idéias e sugestões para obtenção satisfatória dos mesmos. ATITUDE PRÓ-ATIVA Antecipa-se aos problemas, propondo ações preventivas sobre assuntos relativos à sua área de atuação. ADMINISTRAÇÃO DAS CONDIÇÕES DE TRABALHO Administra prazos e solicitações apresentando resultados satisfatórios mesmo diante de demandas excessivas. 47 4- SEMPRE – entre 75% e 100% S e b a st iã o N a di el la M a r c el o C á s si o C a r m e m R o g é ri o L o y d e P e d r o R o b e rt o D a vi d A n a L u ci a F el ip e F la vi a P a ul o C e s a r P a ul o H ie n e DIMENSÃO FUNCIONAL – Analisar os aspectos didático-pedagógicos do processo ensino aprendizagem. A n a M a ri a R e n a t o M L a ív r ia c o s PONTUALIDADE / ASSIDUIDADE Cumpre a jornada de trabalho pré-estabelecida tanto no aspecto horário como no aspecto freqüência. METODOLOGIA Utiliza recursos e dinâmicas apropriadas no processo de construção do conhecimento em sala de aula. DOMÍNIO de CONTEÚDO Demonstra segurança, conhecimento e atualização do conteúdo que ministra. DOMÍNIO de DISCIPLINA Demonstra controle e domínio sobre a disciplina dos alunos em sala de aula. AVALIAÇÃO da APRENDIZAGEM Administra adequadamente a progressão da aprendizagem, usando instrumentos adequados de avaliação e retornando aos alunos o resultado obtido. DIMENSÃO INDIVIDUAL – Analisar as características que aparecem nas atitudes e comportamentos e são um diferencial do funcionário. TRABALHO EM EQUIPE Interage com os demais membros da equipe ( pares, superiores, alunos, pais ) e ouve posições contrárias. Busca alternativas e contribui para a atuação positiva dos demais. Está sempre pronto a cooperar. ÉTICA Demonstra atitude de respeito: aos valores da comunidade escolar, às regras de vida comum referentes à disciplina, sanções e apreciação da conduta. ATUALIZAÇÃO Preocupa-se com o desenvolvimento e a formação contínua individualmente e em equipe. FLEXIBILIDADE / ADAPTABILIDADE Reage bem a mudanças. Tem facilidade para utilizar novos métodos, procedimentos e ferramentas, adaptando-se rapidamente às necessidades e mudanças na rotina de seu trabalho. Demonstra capacidade de trabalhar sob pressão. AUTO-MOTIVAÇÃO Demonstra interesse, entusiasmo e determinação na execução de suas atividades, implementando melhorias e gerando energia e disposição para o trabalho. Total de Pontos 48 A d ri a n o T a d e u H el e ni c e B r a s H el e n a R ic a r d o M a ri st el a O li v ei r a Li a n e S e b a st iã o N a di el la M a r c el o C á s si o C a r m e m R o g é ri o L o y d e P e d r o R o b e rt o D a vi d A n a L u ci a F el ip e F la vi a P a ul o C e s a r P a ul o H ie n e Você pode utilizar o espaço abaixo para tecer comentários sobre qualquer um dos itens acima avaliados ou outros não mencionados. Lembre-se de identificar o professor avaliado e a característica analisada. 49 RESULTADO DO GRUPO ALVO Aspectos analisados 1- Nunca 2-Ocasionalmente 3-Frequentemente 4-Sempre Engaj. institucional Orient. resultados Att. pró-ativa Admin. condições. trab 7% 5% 5% 4% 19% 19% 16% 20% 24% 32% 38% 38% 50% 44% 41% 38% Pontuali/assiduidade Metodologia Domínio de conteúdo Domínio de disciplina Avaliação aprendizagem 3% 5% 3% 4% 5% 5% 12% 5% 9% 8% 19% 27% 19% 27% 24% 73% 56% 73% 60% 63% Trab. equipe Ética Atualização Flexibil/ Adaptabilidade Auto-motivação 4% 4% 4% 4% 4% 10% 7% 7% 9% 9% 26% 17% 23% 27% 22% 60% 72% 66% 60% 65% 50 Dimensão Institucional 60% 50% 50% 44% 41% 38% 40% 38% 38% 32% 30% 24% 19% 20% 10% 20% 19% 16% 7% 5% 5% 4% 0% Engaj. institucional 1- Nunca Orient. resultados 2-Ocasionalmente Att. pró-ativa 3-Frequentemente 51 Admin. condições. trab 4-Sempre Dimensão Funcional 80% 73% 73% 70% 60% 63% 60% 56% 50% 40% 27% 30% 19% 20% 10% 27% 12% 3% 5% 24% 19% 9% 5% 3% 5% 5% 4% 8% 0% Pontuali/assiduidade 1- Nunca Metodologia Domínio de conteúdo 2-Ocasionalmente Domínio de disciplina 3-Frequentemente 52 4-Sempre Avaliação aprendizagem Dimensão Individual 80% 72% 70% 66% 65% 60% 60% 60% 50% 40% 30% 27% 26% 23% 20% 10% 22% 17% 10% 4% 4% 7% 4% 9% 7% 9% 4% 4% Flexibil/ Adaptabilidade Auto-motivação 0% Trab. equipe 1- Nunca Ética Atualização 2-Ocasionalmente 53 3-Frequentemente 4-Sempre ANEXO 5 PLANO DE AÇÃO TRANSFORMANDO UMA EQUIPE POTENCIAL EM UMA EQUIPE DE ALTO DESEMPENHO O QUE FAZER POR QUE FAZER COMO FAZER QUEM FARÁ QUANDO FARÁ 1) Preparar o grupo para aquisição das "COMPETÊNCIAS DE EQUIPE DE ALTO DESEMPENHO" . Comunicar aos integrantes do grupoalvo as competências e condições requeridas para EAD. Realizando Workshop (ver anexo 6) RH Março/04 2) Adaptar o processo de avaliação de desempenho do grupo-alvo, para avaliação baseada nas competências requeridas. Assegurar alinhamento entre as competências requeridas e os resultados alcançados de cada integrante da equipe. Implementando avaliação de desempenho-modelo revisado RH A partir de Fevereiro/04 3) Desenvolver a competência "COMUNICAÇÃO EFETIVA" Para tornar a comunicação clara, objetiva e assertiva. Diretor 4) Aprimorar a competência "RELACIONAMENTO INTERPESSOAL" Para quebrar "barreiras" que possam impedir o crescimento da equipe. 1)Realizando reuniões com a equipe para gerar maior aproximação entre os integrantes e oportunidades para se expressarem. 2) Implementando a intranet. 3)Estimulando reuniões sociais. 1)Mensal- a partir de jan/04 2) Set/04 5) Desenvolver a competência "TRABALHO EM EQUIPE" Para assegurar a troca de experiências e o compartilhamento de resultados por todos. 1) Realizando um Team Building para sensiblização do grupo-alvo. 2) Escalando professores de diferentes disciplinas em projetos comuns. RH Coord. Pedagócia 1) Jan/04 2) Bimestral. 6) Aprimorar a ”DOMÍNIO TÉCNICO" do grupo-alvo. Para manter o grupo-alvo atualizado e altamente qualificado. Realizando Plano de Treinamento definido para 2004 (ver anexo 7) RH A partir de dez/03 7) Desenvolver a competência "ORIENTAÇÃO PARA RESULTADOS" Assegurar alinhamento entre o trabalho realizado pelo corpo docente e os resultados esperados pela instituição. Apresentando aos professores o seguinte plano de trabalho: (a) Fixação de indicadores e metas para avaliação do aprendizado dos alunos; (b) Realização de monitoramento bimestral do desempenho dos alunos; (c) Definição e implementação de ações corretivas para desvios verificados; (d) Gestão de conseqüências para performance dos professores, vinculada às competências e resultados. Diretor e Coord.Peda gógica Bimestral, a partir de fevereiro/04 54 ANEXO 6 WORKSHOP "COMPETÊNCIAS DE UMA EQUIPE DE ALTO DESEMPENHO" Data: ___/ ___/ 2004 Horário: Das 9:30h às 17:00h Local: AUDITÓRIO DA ESCOLA LIMASSIS Responsável: CARMEM ALVES ORDEM TÓPICO 1 Aquecimento do Grupo 2 3 4 5 6 7 CONTEÚDO Integração Apresentação do Programa Agenda do Workshop - Visão - Missão Introdução - Valores - Projetos "próximos 5 anos" - Propósito e Valores - Estímulo - Clima Organizacional O que faz uma equipe - Flexibilidade chegar ao alto desempenho - Otimização da Produtividade - Reconhecimento e Apreciação - Moral Almoço - Estrutura da Equipe - Controle Comportamentos - Coaching Específicos - Elogiando - Ouvindo - Facilitando - Comunicação Competências de Uma - Trabalho em Equipe Equipe de Alto - Orientação para Resultados Desempenho (PARTE A) - Relacionamento Interpessoal - Domínio Técnico 55 TÉCNICA RECURSOS TEMPO Dinâmica Sulfite e caneta 20' Expositiva Data show 10' Expositiva e painel Data show 40' (1) Expositiva; (2) Trecho do filme "11 Homens e 1 Destino" Data show Vídeo K7 80' 90' (1) Expositiva; (2) Dinâmica de Grupo (1) Expositiva; (2) Dinâmica de Grupo. ( 3) Filme "O Peixe" Data show Sulfite Caneta Flip Chart Data show Caneta Sulfite Flip Chart 110' 110' ANEXO 7 Domínio Técnico - Plano de Treinamento Ações de Desenvolvimento Cronograma de Realização Projetos Interdiciplinares Dezembro/2003 Metodologia de Trabalho em Sala de Aula Fevereiro, Abril e Junho/2004 MBTI Maio/2004 Dinâmica de Grupo Julho/2004 Psicologia da Educação e Adolescência Agosto/2004 Técnicas de Apresentação Setembro/2004 Negociação Novembro/2004 56