Acidente com material biológico nos serviços de saúde1 Accidents with biological material in health service Accidentes con material biológico en serviços de saude Santos Jéssica Pereira Rodrigues2, Brasileiro Marislei Espíndula3. Acidente com material biológico nos serviços de saúde. Revista Eletrônica de Enfermagem do Centro de Estudos de Enfermagem e Nutrição [serial on-line] 2013 jan-jul 2(2) 1-15. Available from:"http://www.ceen.com.br/revista"_http://www.ceen.com.br/revista_eletronica. Resumo Objetivos: Identificar, na literatura, a incidência dos acidentes com material biológico que acontecem no serviço de saúde e a atuação do enfermeiro do trabalho. Materiais e Método: estudo do tipo exploratório, bibliográfico com análise integrativa, qualitativa da literatura disponível em bibliotecas convencionais e virtuais. Resultados: identificou-se que a principal classe acometida por acidentes de trabalho é a classe de Enfermagem, em todos os seus níveis hierárquicos. Também foram identificadas as principais formas de se acidentar e em quais as clínicas o índice de tais acidentes é maior. Conclui-se que o enfermeiro deve atuar não somente na supervisão de sua equipe, na tentativa de minimizar o risco de acidentes mas também que é de responsabilidade de toda a equipe do serviço de saúde uma maior atenção, voltada não somente ao cuidado com o seu paciente mas também voltada ao cuidado consigo mesmo e com outros membros da equipe. Descritores: material biológico, serviço de saúde e acidente. Summary: Objectives: To identify what hazards nursing workers are exposed in the health service; propose actions in which nurses work can act in an attempt to reduce the incidence and severity of accidents with biological material. Materials and Methods: an exploratory study, bibliographic integrative analysis, qualitative literature available in conventional and virtual libraries. Results identified that the main class affected by accidents at work is the class of Nursing, in all its levels. Also identified were the main forms of suffering an accident in which the clinical and content of such accidents is higher. It is concluded that nurses should act not only in supervising his team in an attempt to minimize the risk of accidents, but also that it is the responsibility of all staff of the 1 Artigo apresentado ao Curso de Pós-Graduação em Enfermagem do trabalho turma nº 15ª, do Centro de Estudos de Enfermagem e Nutrição/Pontifícia Universidade Católica de Goiás. 2 Enfermeira, especialista em enfermagem do trabalho, e-mail: [email protected] 3 Doutora FM/UFG, Enfermeira, Mestre em Enfermagem, Doutora – PUC-Go, , docente do CEEN, e-mail: [email protected] health service greater attention focused not only care with your patient but also focused on self-care and other team members. Descritores em Inglês:biological material, health service and accident. Resumen: Objetivos: Identificar qué riesgos están expuestos los trabajadores de enfermería en el servicio de salud, proponer acciones en las que las enfermeras el trabajo puede actuar en un intento de reducir la incidencia y gravedad de los accidentes con material biológico. Materiales y Métodos: Estudio, análisis integrador bibliográfica exploratoria, la literatura cualitativa disponible en las bibliotecas convencionales y virtuales. Los resultados identificaron que la clase principal afectada por accidentes en el trabajo es la clase de Enfermería, en todos sus niveles. También se identificaron las principales formas de sufrir un accidente en el que la clínica y el contenido de este tipo de accidentes es mayor. Se concluye que las enfermeras deben actuar no sólo en la supervisión de su equipo en un intento de minimizar el riesgo de accidentes, sino también que es responsabilidad de todo el personal del servicio de salud mayor atención se centró no sólo la atención con su paciente, sino que también se centró en los miembros del equipo de cuidado personal y de otro tipo. Descritores em espanhol: material biológico, servicio de salud y accidentes. 1 Introdução A preocupação de se produzir um estudo com o tema “acidentes com material biológico em serviços de saúde” está na complexidade do cuidado em Enfermagem e no volume de material biológico que é manipulado por profissionais de saúde nestes serviços. O serviço de nefrologia é um dos setores mais complexos de um hospital, além de se tratar de um ambiente altamente propenso a acidentes com material biológico, provavelmente devido a intensa manipulação de sangue, seja pelas máquinas de hemodiálise, seja pelas fistulas e catéteres de duplo lúmen. Além deste setor, outros tais como a Unidade de Tratamento Intensivo também se destaca nos níveis de complexidade hospitalares. Define-se como acidente do trabalho, de acordo com a Lei 8.213,de 1991,em seu artigo 19, “aquele que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa ou pelo exercício do trabalho dos segurados especiais, provocando lesão corporal ou perturbação funcional, permanente ou temporária, que cause a morte, a perda ou a redução da capacidade para o trabalho ”1. Na definição de acidentes de trabalho, também enquadram-se outros tipos de acidentes, tais como: “os que ocorrem durante o trajeto entre a residência do trabalhador e o local de trabalho, doença produzida ou desencadeada por um tipo específico de trabalho e doenças que são adquiridas ou causadas pelas condições de trabalho ”2. A exposição ocupacional por material biológico é entendida como a possibilidade de contato com sangue e fluidos orgânicos no ambiente de trabalho, e as formas de exposição incluem inoculação percutânea , por intermédio de agulhas ou objetos cortantes, e o contato direto com pele e/ou mucosas ”3. Da mesma forma, especialistas também concordam com esta definição e acrescentam a definição de riscos ocupacionais: Os "riscos ocupacionais são agentes existentes no ambiente de trabalho, capazes de causar doença ”4. Em concordância com a definição de exposição ao material biológico, outros estudiosos consideram também que “nas cargas biológicas estão incluídos os microrganismos patogênicos, que podem causar danos à saúde do trabalhador, provenientes do contato com pacientes portadores de doenças infecciosas, infectocontagiosas e parasitárias e da manipulação de materiais contaminados. ”5. Entre os fatores de risco que predispõem à ocorrência dos AT nos profissionais de saúde encontram-se os agentes biológicos, físicos, químicos, mecânicos, ergonômicos e psicológicos. Além disso, somam-se outras circunstâncias como o não seguimento às normas de Precaução Padrão, a ausência de Equipamentos de Proteção Individual (EPI), falta de treinamento, jornada de trabalho, distúrbios emocionais, excesso de autoconfiança, qualificação profissional inadequada, falta de organização do serviço, desequilíbrio emocional em situações de emergência, negligência de terceiros, “carga de tarefas”, além das possíveis falhas humanas que podem, porventura, ocorrer durante a execução de procedimentos ”6. De acordo com o estudo realizado por especialistas, dentre os profissionais de saúde que mais se acidentam com material biológico estão os trabalhadores de Enfermagem, uma vez que esta é a equipe que mais tem contato com os pacientes: “O trabalho de enfermagem na instituição hospitalar caracteriza-se pelo cuidado nas 24 horas do dia, permitindo a continuidade da assistência aos pacientes. Nesse cuidado aos pacientes, os trabalhadores de enfermagem utilizam instrumentos de trabalho como: agulhas, lâminas de bisturi, tesouras, pinças, materiais de vidro e muitos outros instrumentos que são perfurantes e cortantes. Cuidam muitas vezes de pacientes agressivos, agitados, ansiosos ou em estado crítico, onde encontram dificuldade de realizar os procedimentos com segurança. Além disso, o trabalho de enfermagem nesta instituição, caracteristicamente, tem um ritmo acelerado, é realizado em pé, com muitas caminhadas e sob a supervisão estrita; é normatizado, rotinizado e fragmentado ”7. Entende-se como Equipamento Conjugado de Proteção Individual, todo aquele composto por vários dispositivos, que o fabricante tenha associado contra um ou mais riscos que possam ocorrer simultaneamente e que sejam suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde no trabalho” 8 . Segundo a Organização Internacional do Trabalho, todos os anos morrem no mundo mais de 1,1 milhão de pessoas, vítimas de acidentes ou de doenças relacionadas ao trabalho. Esse número é maior que a média anual de mortes no trânsito (999 mil), as provocadas por violência (563 mil) e por guerras (50 mil). No Brasil, os números são alarmantes. Os 393,6 mil acidentes de trabalho verificados em 1999 tiveram como conseqüência 3,6 mil óbitos e 16,3 mil incapacidades permanentes. De cada 10 mil acidentes de trabalho, 100,5 são fatais, enquanto em países como México e EUA este contingente é de 36,6 e 21,6, respectivamente”9. A Organização Mundial de Saúde estima a ocorrência de dois a três milhões de acidentes percutâneos com agulhas contaminadas por material biológico por ano entre trabalhadores da área da saúde. Em Goiás foram registrados cerca de 2573 acidentes de trabalho com material biológico entre os anos de 2007 a 2010. Fonte: CEREST Estadual de Goiás, 2011.10 De acordo com uma pesquisa realizada em um hospital de grande porte de Palmas-TO, observou-se que a pele íntegra é a mais atingida durante o acidente de trabalho (AT), com 49,2%, seguida da percutânea com 24,2%.Há casos de AT que envolvem as duas - pele integra percutânea ─ com 17,5% e por fim mucosa com 7,5% dos AT. Mesmo que não tenha nada registrado sobre a contaminação de doenças através de material biológico potencialmente contaminado por esse tipo de acidente, a pele íntegra pode conter micro lesões que pode servir de porta de entrada para agentes, como os vírus da hepatite B (HBV), hepatite C (HCV) e AIDS”11. Em um estudo realizado no estado do Piauí, observou-se que a clínica de hemodiálise era uma das regiões mais críticas do hospital, em se tratando do número de acidentes com material biológico: ”durante o período de março de 2009 a março de 2010, ocorreram 12 acidentes ocupacionais envolvendo profissionais de Enfermagem das áreas críticas de um hospital público, as quais são: Unidade de Terapia Intensiva –UTI, Clínica Nefrológica e Centro Cirúrgico. Do total de acidentes 3 não foram notificados e 9 notificados na Comissão de Controle de Infecção Hospitalar(CCIH). Nesta categoria, 91,67% dos acidentes ocorridos foram com materiais perfurocortantes, e apenas 8,33% envolveram contato de secreção dos pacientes com a mucosa do profissional12. Outro estudo realizado em Londrina demonstra que:"no que se refere ao acidente com exposição a material biológico, 92,5% ocorreram com objetos perfuro-cortantes. Do total de notificações analisadas, constatou-se que a categoria auxiliar de enfermagem obteve uma freqüência de 39,5 % dos acidentes, vindo em seguida os serviços gerais 10,3% e os estagiários com 7,5%. O mesmo estudo avança no tema, discorrendo sobre os principais locais onde esses acidentes acontecem: “considerando a unidade de trabalho, 24,1% ocorreram em unidades básicas de saúde, 14,2% em centro cirúrgico, 9,1% em pronto socorro e 8,3% em enfermarias. Pode-se inferir que essas unidades apresentaram maior número de notificações por serem locais onde mais são realizados procedimentos de riscos usando materiais perfuro-cortantes, locais de tensão e muitas vezes de excesso de trabalho, o que pode ocasionar cansaço ou não adesão às normas de biossegurança.”13 A Resolução da Diretoria Colegiada – RDC nº 154, de 15 de junho de 2004 estabelece o regulamento técnico para o funcionamento dos serviços de diálise no Brasil e esta RDC no subitem 6.3 determina: “O programa de hemodiálise deve integrar no mínimo, em cada turno, um enfermeiro para cada 35 pacientes.”14 Esta resolução é vista de maneira otimista por outros estudiosos que afirmam que “este é um ponto crítico para a Enfermagem e merece ser revisado para que haja a garantia da segurança e da qualidade de assistência ao paciente”12. Esta resolução não é benéfica somente ao paciente, mas também a equipe de enfermagem. Uma vez diminuído o número de pacientes por equipe, é mais fácil que os técnicos de enfermagem tenham mais atenção na prevenção de acidentes com material biológico e também facilita a supervisão do enfermeiro em relação a sua equipe. Os mesmos autores destacam a importância da atenção do enfermeiro no serviço de hemodiálise em relação à equipe técnica: “enfermeiro de diálise deve estar atento para que a sua equipe utilize corretamente os EPIs, atenda as normas de biossegurança, realize as técnicas de acordo os procedimentos padrões escritos, realize a segregação correta dos resíduos infectantes e perfurocortantes com o objetivo de realizar uma assistência segura prevenindo a exposição ocupacional a materiais biológicos e acidentes de trabalho, estes são os maiores riscos”12. Em se tratando de segurança da equipe, especialistas também concordam que, na assistência ao paciente, o uso das precauções padrão é recomendado, o que, assim como o uso dos EPIs pode diminuir o risco de infecção: “A utilização das precauções padrão na assistência a todos os pacientes é recomendada, independente do estado presumível de infecção, no manuseio de equipamentos e artigos contaminados ou sob suspeita de contaminação, nas situações em que haja riscos de contatos com sangue, com líquidos corpóreos, secreções e excreções, exceto o suor, sem considerar ou não a presença de sangue visível e pele com solução de continuidade e mucosas.”12 Neste contexto, o enfermeiro tem um papel importante por ser o responsável por estudar as condições de segurança e periculosidade da empresa e de seus empregados, efetuando observações nos locais de trabalho e discutindo-as em equipe, para identificar as necessidades no campo de segurança, higiene e melhoria do trabalho, conforme discute a Associação Nacional de Enfermagem do trabalho.17 Diante disto, surge o questionamento: como o enfermeiro do trabalho pode auxiliar na prevenção de acidentes com material biológico no serviço de saúde? Em muitas situações, os profissionais não sabem como devem proceder após um acidente com material biológico, embora isso esteja claramente explicado nos principais estudos sobre o tema: “Todo profissional de saúde que sofrer uma exposição com material contaminado com sangue ou secreção deve procurar imediatamente o serviço de saúde ocupacional ou a comissão de controle de infecção hospitalar para orientação sobre vacinação e quimioproflaxia, se necessário, pois o caso deve ser tratado como emergência médica”18. Especialistas também ressaltam, além das medidas apontadas a serem realizadas quando o acidente já aconteceu, a necessidade de realização de educação permanente para evitar que novos acidentes se repitam. Também pensam assim outros estudiosos quando afirmam: “Para que os acidentes com perfurocortantes sejam evitados, há a necessidade de, não só, promover periodicamente treinamento em serviço com o objetivo de diminuir a sua freqüência, mas também permitir que os trabalhadores consigam decodificar a organização de trabalho em que estão inseridos, podendo trabalhar com segurança e encontrando soluções para sua prática diária.”19 É importante ressaltar que é função do enfermeiro preencher e enviar a ficha de notificação compulsória do acidente de trabalho para o Sistema de Informação de Agravos de Notificação Compulsória (SINAN). O presente estudo se faz importante pois pode incentivar a comunidade científica a produzir mais artigos sobre o tema, na tentativa de intensificar a investigação sobre a prevenção de tais acidentes. Em se tratando de equipe de enfermagem, espera-se que o enfermeiro do trabalho tenha mais atenção na supervisão da equipe, não somente em relação ao uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), mas também relacionado ao cuidado no manuseio das máquinas de hemodiálise. Para o trabalhador, este estudo poderá alertá-lo quantos aos riscos ocupacionais do trabalho em saúde e como estes podem ser minimizados. Esse estudo poderá contribuir para divulgar para a sociedade acadêmica a incidência provável dos acidentes com material biológico que acontecem no serviço de saúde 2 Objetivos Identificar, na literatura, a incidência dos acidentes com material biológico que acontecem no serviço de saúde e a atuação do enfermeiro do trabalho. 3 Materiais e Método Trata-se de um estudo do tipo bibliográfico, exploratório, descritivo com análise integrativa. O estudo bibliográfico é aquele elaborado a partir de material já publicado, constituído principalmente de livros, artigos de periódicos e atualmente com material disponibilizado na Internet.20 O estudo descritivo-exploratório visa conhecer e interpretar a realidade sem nela interferir para modificá-la.21 A análise integrativa é aquela que apresenta seis fases distintas, a saber: identificação do tema ou questionamento da revisão integrativa; amostragem ou busca na literatura; categorização dos estudos; avaliação dos estudos incluídos na revisão integrativa; interpretação dos resultados; e síntese do conhecimento evidenciado nos artigos analisados ou apresentação da revisão integrativa. Revisão integrativa: etapa inicial do processo de validação de diagnóstico de enfermagem.22 Após a definição do tema foi feita uma busca em bases de dados virtuais em saúde, especificamente na Biblioteca Virtual de Saúde - Bireme. Foram utilizados os descritores: material biológico, serviço de saúde e acidente. O passo seguinte foi uma leitura exploratória das publicações apresentadas no Sistema Latino-Americano e do Caribe de informação em Ciências da Saúde - LILACS, National Library of Medicine – MEDLINE e Bancos de Dados em Enfermagem – BDENF, Scientific Electronic Library online – Scielo, banco de teses USP, no período de novembro de 2012 a agosto de 2013 Para o resgate histórico utilizou-se livros e revistas impressas que abordassem o tema e possibilitassem um breve relato da evolução do número de acidentes com material biológico relacionado a enfermagem. Realizada a leitura exploratória e seleção do material, principiou a leitura analítica, por meio da leitura das obras selecionadas, que possibilitou a organização das idéias por ordem de importância e a sintetização destas que visou a fixação das idéias essenciais para a solução do problema da pesquisa . Após a leitura analítica, iniciou-se a leitura interpretativa que tratou do comentário feito pela ligação dos dados obtidos nas fontes ao problema da pesquisa e conhecimentos prévios. Na leitura interpretativa houve uma busca mais ampla de resultados, pois ajustaram o problema da pesquisa a possíveis soluções. Feita a leitura interpretativa se iniciou a tomada de apontamentos que se referiram a anotações que consideravam o problema da pesquisa, ressalvando as idéias principais e dados mais importantes . A partir das anotações da tomada de apontamentos, foram confeccionados fichamentos, em fichas estruturadas em um documento do Microsoft word, que objetivaram a identificação das obras consultadas, o registro do conteúdo das obras, o registro dos comentários acerca das obras e ordenação dos registros. Os fichamentos propiciaram a construção lógica do trabalho, que consistiram na coordenação das idéias que acataram os objetivos da pesquisa. Todo o processo de leitura e análise possibilitou a criação de cinco categorias. Os resultados foram submetidos à leituras por professores da Universidade Católica de Goiás que concordaram com o ponto de vista dos pesquisadores. A seguir, os dados apresentados foram submetidos à análise de conteúdo. Posteriormente, os resultados foram discutidos com o suporte de outros estudos provenientes de revistas científicas e livros, para a construção do relatório final e publicação do trabalho no formato Vancouver. 4 Resultados e Discussão Pesquisar a respeito de acidente com material biológico no serviço de saúde não é uma prática recente. Nos últimos dez anos ao se buscar as Bases de Dados Virtuais em Saúde, tais como a LILACS, MEDLINE e SCIELO, (ou outras revistas tais como FEN, REBEn, etc) utilizando-se as palavras-chave: acidente, material biológico, acidente de trabalho e serviço de saúde encontrou-se vários artigos publicados entre 2000 e 2013. Foram excluídos quatro, por terem sido escritos na ultima década sendo, portanto, incluídos neste estudo cerca de vinte publicações. Após a leitura exploratória dos mesmos, foi possível identificar a visão de diversos autores a respeito da incidência do acidente de trabalho com material biológico nos serviços de saúde. 4.1 Dados epidemiológicos do acidente de trabalho com material biológico Dos artigos estudados, foram encontrados três que estão em consenso quanto ao fato de que o número de acidentes de trabalho com material biológico é exorbitante, conforme é possível verificar nas falas dos autores abaixo: “Segundo a Organização Internacional do Trabalho, todos os anos morrem no mundo mais de 1,1 milhão de pessoas, vítimas de acidentes ou de doenças relacionadas ao trabalho.”9 Em acordo com essa ideia, observou-se que em Goiás foram registrados cerca de 2573 acidentes de trabalho com material biológico entre os anos de 2007 a 2010.10 Um estudo realizado em Londrina também explicita a incidência destes acidentes: “ Na linha do levantamento de dados este trabalho mostrou que, no que se refere ao acidente com exposição a material biológico, 92,5% ocorreram com objetos perfuro-cortantes. Do total de notificações analisadas, constatou-se que a categoria auxiliar de enfermagem obteve uma freqüência de 39,5 % dos acidentes, vindo em seguida os serviços gerais 10,3% e os estagiários com 7,5%.Considerando a unidade de trabalho, 24,1% ocorreram em unidades básicas de saúde, 14,2% em centro cirúrgico, 9,1% em pronto socorro e 8,3% em enfermarias. Pode-se inferir que essas unidades apresentaram maior número de notificações por serem locais onde mais são realizados procedimentos de riscos usando materiais perfuro-cortantes, locais de tensão e muitas vezes de excesso de trabalho, o que pode ocasionar cansaço ou não adesão às normas de biossegurança.”13 Percebe-se, nos estudos acima, que a incidência destes eventos é alta, gerando preocupação em prevenir acidentes de trabalho com material biológico. Conclui-se que o enfermeiro deve capacitar sua equipe para que haja diminuição da incidência destes acidentes, pois o aumento dos índices de acidentes coincide com o aumento das formas de prevenção. Paradoxalmente, apesar a enorme incidência dos acidentes de trabalho nos serviços de saúde, percebe-se relativo descaso dos profissionais destes serviços, que não se engajam em preveni-los. Tampouco percebe-se engajamento destes em procurar entender as origens das causas dos acidentes de trabalho e, dessa forma,tentar prevení-los,conforme percebe-se nas afirmações a seguir: "A interrupção da análise, sem buscar as origens das ausências ou falhas, amputa a identificação da rede de fatores causais do acidente, com conseqüências negativas para a prevenção. E, com isto, contribuem para a manutenção da concepção simplista,dicotômica, acerca de fatores causais desses fenômenos."23 Entende-se que a prevenção destes acidentes é a principal ferramenta na tentativa de minimizar a incidência destes. É necessário que toda a equipe de saúde se una e cobre de si mesma uma postura mais vigilante em relação a prevenção dos acidentes de trabalho. 4.2 Principais formas de se acidentar encontradas nos serviços de saúde Dos quatro artigos estudados, três estão em consenso quanto às principais formas de se acidentar em um serviço de saúde. Nesta comparação, os autores concordam que as principais formas de se ocorrerem acidentes com material biológico podem ser através da perfuração da pele íntegra ou por meio do contato com mucosas, conforme verifica-se nas afirmações a seguir: “De acordo com uma pesquisa realizada em um hospital de grande porte de Palmas-TO, observou-se que a pele íntegra é a mais atingida durante o acidente de trabalho (AT), com 49,2%, seguida da percutânea com 24,2%.Há casos de AT que envolvem as duas - pele integra percutânea ─ com 17,5% e por fim mucosa com 7,5% dos AT.”11 Da mesma forma, um estudo publicado concorda que “Nesta categoria, 91,67% dos acidentes ocorridos foram com materiais perfurocortantes, e apenas 8,33% envolveram contato de secreção dos pacientes com a mucosa do profissional.”12 As principais formas de se acidentar também são relatadas em um estudo realizado pela FUNDACENTRO: ”Os acidentes com agulhas e outros perfurocortantes usados nas atividades laboratoriais e de assistência à saúde estão associados à transmissão ocupacional de mais de 20 diferentes patógenos. O vírus da hepatite B (HBV), o vírus da hepatite C (HCV) e o vírus da aids (HIV) são os patógenos mais comumente transmitidos durante as atividades de assistência ao paciente”.24 Percebe-se que, nos estudos acima, é bastante alto o número de perfurações que ocorrem, ocasionando os acidentes com material biológico e, embora o contato de secreção com a mucosa dos profissionais seja menor, estes eventos ainda são preocupantes. Conclui-se que a prevenção deste tipo de acidentes ou a minimização dos riscos pelo uso de dispositivos tais como os EPIs é algo de aspecto fundamental. Paradoxalmente, percebe-se que já foram feitos vários estudos que comprovam que o uso de EPIs é capaz de reduzir o número de acidentes com material biológico, mas ainda sim é visível a grande incidência destes acidentes, o que demonstra que provavelmente, estes equipamentos não são usados adequadamente, conforme corrobora o estudo a seguir: "Apesar da existência de medidas preventivas, observa-se na literatura que embora os trabalhadores de enfermagem as conheçam, não as colocam em prática na realização de suas atividades, o que aumenta a exposição ao risco biológico.25" Entende-se que a conscientização por parte dos profissionais de saúde neste aspecto é fundamental. 4.3-Principais Causas de Acidentes nos Serviços de Saúde: Dos artigos estudados, todos estão em consenso quanto às principais causas de acidente de trabalho nos serviços de saúde. Nesta comparação, os autores concordam que uma das principais causas de se acidentar é a sobrecarga de trabalho do enfermeiro, conforme verifica-se nas afirmações a seguir: “O programa de hemodiálise deve integrar no mínimo, em cada turno, um enfermeiro para cada 35 pacientes.” 14 Da mesma forma, um outro estudo publicado no Portal da Enfermagem concorda com a resolução supracitada ao afirmar que “este é um ponto crítico para a Enfermagem e merece ser revisado para que haja a garantia da segurança e da qualidade de assistência ao paciente”15. A FUNDACENTRO concorda com os outros autores, ao afirmar, conforme observado em seu estudo que: “um apoio adequado dos gestores esteve associado a uma adesão mais consistente às precauções universais (especialmente a de nunca reencapar agulhas), enquanto que o aumento das demandas do trabalho foi um preditor de adesão inconsistente. Medidas indicativas de um “clima de segurança” mais positivo também estiveram associadas ao aumento da aceitação de cateter IV com dispositivo de segurança em outro estudo”23 . Percebe-se, nos estudos acima, que a sobrecarga de trabalho do enfermeiro é um tópico que preocupa os estudiosos da área de saúde. Conclui-se que uma atenção qualificada requer um número razoável de pacientes para cada enfermeiro, sem demanda excessiva, de forma a se evitar que a sobrecarga deste profissional possa acarretar em possíveis acidentes. Paradoxalmente, percebe-se que em algumas instituições de saúde, o número de pacientes por enfermeiro é bem maior do que o proposto pela resolução supracitada, embora tenham sido feitos vários estudos que proponham o contrário. Percebe-se, também, que o alto número de pacientes por profissional não é a única causa de acidentes de trabalho, conforme relato a seguir: "Alguns fatores e situações de trabalho, no contexto hospitalar, predispõem ou acentuam possibilidades de acidentes e doenças ao trabalhador pela exposição ao risco biológico, como, por exemplo, o número insuficiente de trabalhadores, sobrecarga e jornadas fatigantes de trabalho, continuidade da assistência expressa por turnos e plantões noturnos, desgaste físico e emocional e falta de capacitação"24. Entende-se que uma vez que o enfermeiro é obrigado a assumir muitos pacientes, além de sua capacidade laboral, a qualidade da assistência oferecida será diminuída. Dessa forma, põe-se em risco a saúde dos pacientes e a do profissional, que se expõe a maiores riscos de se acidentar sobre estas condições de trabalho. 4.4 Importância da atuação do enfermeiro enquanto supervisor da equipe de Enfermagem Dos três artigos estudados, todos estão em consenso quanto à importância do enfermeiro ser realmente atuante enquanto supervisor de sua equipe. Nesta comparação, os autores concordam que o enfermeiro deve supervisionar a técnica executada por seus técnicos e auxiliares de enfermagem, se estes fazem uso correto dos EPIs disponíveis nos locais de trabalho, além de discutir as condições de segurança com sua equipe, conforme verifica-se nas afirmações a seguir: “enfermeiro de diálise deve estar atento para que a sua equipe utilize corretamente os EPIs, atenda as normas de biossegurança, realize as técnicas de acordo os procedimentos padrões escritos, realize a segregação correta dos resíduos infectantes e perfurocortantes com o objetivo de realizar uma assistência segura prevenindo a exposição ocupacional a 15 materiais biológicos e acidentes de trabalho, estes são os maiores riscos” . A importância de uma supervisão de qualidade está relatada no seguinte estudo: Ao realizar esse recorte na literatura fica claro a importância da supervisão. Da mesma forma, outro estudo afirma que “o enfermeiro tem um papel importante por ser o responsável por estudar as condições de segurança e periculosidade da empresa e de seus empregados, efetuando observações nos locais de trabalho e discutindo-as em equipe, para identificar as necessidades no campo de segurança, higiene e melhoria do trabalho, conforme discute a Associação Nacional de Enfermagem do trabalho.”16 Percebe-se que, nos estudos acima, há a preocupação com a forma que o enfermeiro atua enquanto supervisor de equipe. Conclui-se que o enfermeiro deve se responsabilizar por sua equipe, assim como por sua segurança e por seu desempenho. O enfermeiro deve ser líder de sua equipe, discutindo com ela os principais pontos pertinentes ao processo de trabalho em que estão envolvidos, especialmente aqueles referentes à segurança do trabalho e prevenção de acidentes. Paradoxalmente, percebe-se que já foram feitos vários estudos que comprovam que o enfermeiro deve liderar a sua equipe e se responsabilizar por ela, porém, muitas vezes encontramos vários acidentes de trabalho nos serviços de saúde em que o enfermeiro não tem conhecimento do acontecido ou que este não cobra de sua equipe o uso correto dos EPIs. Entende-se que é necessário que o enfermeiro supervisione a atuação de sua equipe e que se mostre acessível para que sua equipe tire suas dúvidas quanto ao uso correto dos EPIs, assim como para lhe informar dos acidentes ocorridos. Um estudo apresenta uma justificativa para a falta de liderança de alguns enfermeiros: "Ocorre que, envolto em um ambiente tão desafiador, o enfermeiro, ao assumir cargos de coordenação ou gerenciamento de um serviço, sente-se inseguro, não tendo com quem compartilhar ou a quem recorrer para ajudá-lo a refletir dobre suas experiências."25 4.5 Principais Riscos Ocupacionais Encontrados Nos Serviços De Saúde Dos quatro artigos estudados, dois estão em consenso quanto aos principais riscos ocupacionais aos quais os profissionais de saúde estão expostos nos serviços de saúde. Nesta comparação, os autores concordam que o risco biológico é o maior risco presente nestes locais de trabalho, devido a possibilidade dos profissionais se acidentarem com material biológico, conforme verifica-se nas afirmações a seguir: “A exposição ocupacional por material biológico é entendida como a possibilidade de contato com sangue e fluidos orgânicos no ambiente de trabalho, e as formas de exposição incluem inoculação percutânea, por intermédio de agulhas ou objetos cortantes, e o contato direto com pele e/ou mucosas.” publicado 3. Da mesma forma, outro estudo concorda que “ Os riscos ocupacionais são agentes existentes no ambiente de trabalho, capazes de causar doença"4 Outros autores completam ainda que “nas cargas biológicas estão incluídos os microrganismos patogênicos, que podem causar danos à saúde do trabalhador, provenientes do contato com pacientes portadores de doenças infecciosas, infectocontagiosas e parasitárias e da manipulação de materiais contaminados.”5 Outros autores também se aprofundam sobre o tema ,explicitando que “enfermeiro de diálise deve estar atento para que a sua equipe utilize corretamente os EPIs, atenda as normas de biossegurança, realize as técnicas de acordo os procedimentos padrões escritos, realize a segregação correta dos resíduos infectantes e perfurocortantes com o objetivo de realizar uma assistência segura prevenindo a exposição ocupacional a materiais biológicos e acidentes de trabalho, estes são os maiores riscos”15 e na assistência ao paciente, o uso das precauções padrão é recomendado, o que, assim como o uso dos EPIs pode diminuir o risco de infecção: “A utilização das precauções padrão na assistência a todos os pacientes é recomendada, independente do estado presumível de infecção, no manuseio de equipamentos e artigos contaminados ou sob suspeita de contaminação, nas situações em que haja riscos de contatos com sangue, com líquidos corpóreos, secreções e excreções, exceto o suor, sem considerar ou não a presença de sangue visível e pele com solução de continuidade e mucosas”1,2, respectivamente. A ANVISA relata que: “os riscos envolvendo sangue ou outros líquidos orgânicos potencialmente contaminados correspondem às exposições mais comumente relatadas”, especialmente em se tratando de serviços de saúde, corroborando a opinião dos autores supracitados. 26 Percebe-se que, nos estudos acima, que o risco ocupacional ao qual os profissionais de saúde estão expostos é algo que gera interesse da sociedade acadêmica, uma vez que é o principal risco presente na maioria dos serviços de saúde. Conclui-se que é necessário muita atenção em relação a exposição deste risco ocupacional e que várias medidas, tais como o uso de EPIs são propostas na tentativa de minimizá-lo. Paradoxalmente, percebe-se que já forma feitos vários estudos que comprovam que o uso de EPIs é capaz de reduzir o número de acidentes com material biológico, e dessa forma, o risco ocupacional dos serviços de saúde. Porém, percebe-se que este tipo de cuidado é negligenciado por toda a equipe, não somente pelos técnicos que não se atentam e se expõe, deliberadamente ao risco, por não usar os EPIs como pelo enfermeiro que falha em não supervisionar a forma em que a sua equipe lida como este tipo de risco. O exposto a seguir corrobora com tais afirmações: "No cotidiano dos serviços de saúde estudos apontam que os trabalhadores de enfermagem conhecem os riscos e as medidas de proteção existentes no ambiente de trabalho, mas apesar disso, não os colocam em prática"27 .Entende-se que a conscientização por parte dos profissionais de saúde neste aspecto é fundamental. 5 Considerações finais O objetivo deste estudo foi agrupar dados epidemiológicos sobre acidente de trabalho e as principais formas de se acidentar nos serviços de saúde. Após a análise dos estudos foi possível concluir que apesar dos avanços para se tentar minimizar os riscos de se acidentar com algum tipo de material biológico, estes acidentes ainda acontecem em larga escala. Percebeu-se também que a classe mais acometida por estes tipos de acidentes é a classe de Enfermagem, em todos os seus níveis hierárquicos. Desta forma, conclui-se que a falta de supervisão do enfermeiro pode agravar a incidência dos acidentes de trabalho, uma vez que desta forma os riscos a qual a equipe está exposta podem ser mascarados. Se o enfermeiro falha em não alertar a sua equipe ou não cobra as mudanças necessárias de sua postura, este mesmo profissional não poderá censurá-los quando o acidente acontecer pois não atuou na prevenção. Também observou-se quais são as principais causas de acidente com material biológico nos serviços de saúde e quais são as principais formas de se acidentar. Isto é de suma importância pois pode nos orientar em que tipos de ações da equipe de Enfermagem podemos intervir na tentativa de evitar estes acidentes ou minimizar os danos causados por eles. Estudar mais sobre este tema nos capacita a intervir depois do acidente já ocorrido, reduzindo os danos e a impedir que novos acidentes aconteçam, pois nos tornamos mais vigilantes. 6 Referências 1Ministério da Previdência Social.[internet].Brasilia;2010.[acesso Social.Anuário em 2013 Estatístico abril da Previdência 16].disponível em http://www.previdenciasocial.gov.br/conteudoDinamico.php?id=1161 2Ministério da Previdência Social.[internet].Brasilia;2007.[acesso Social.Anuário em 2013 Estatístico abril da Previdência 16].disponível em: http://www.mpas.gov.br/conteudoDinamico.php?id=559 3 Brevidelli MM. Exposição ocupacional aos vírus da AIDS e da hepatite B: análise da influência das crenças em saúde sobre a prática de re-encapar agulhas. [dissertação]. 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