Profa. Selma do Nascimento Silva
Agentes Antineoplásicos
Introdução
PRINCÍPIOS DA QUIMIOTERAPIA
• Tratamento das Doenças Infecciosas
• Tratamento do Câncer
A quimioterapia é o método que utiliza compostos químicos,
chamados quimioterápicos, no tratamento de doenças causadas
por agentes biológicos. Quando aplicada ao câncer, a quimioterapia
é chamada de quimioterapia antineoplásica ou quimioterapia
antiblástica.
Agentes Antineoplásicos
Introdução
Drogas que se caracterizam por interromper ou
conturbar as etapas importantes da reprodução
celular, levando as células em fase de
reprodução à morte celular.
Etapas possíveis de bloqueio são comuns a
células malignas e normais.
 Toxicidade
Ordem de Incidência de Câncer no Brasil* (2010)
Entre mulheres
Entre homens (48,7%)
(51,3%-192.590)
1º Pele
1º Pele
2º Próstata
2ª Mama
3º Pulmão
3º Colo do útero
4ª Estômago
4º Colón e reto
5º Cólon e reto
5º Estômago
* Fonte: Instituto Nacional de Câncer
Doença na qual há a multiplicação e a disseminação
descontrolada de formas anormais das próprias células
corporais
Neoplasias
Benigna - massa localizada
de células
Malignas – poder invasivo
e/ou metástases.
Mecanismos de Formação do Tumor
 Fatores hereditários;
Mutação celular de origem desconhecida= perda, substituição
e/ou rearranjo de DNA em uma célula;
 Vírus= adição ou integração de um novo material genético
viral;
 Agentes
químicos=
asbestos,
fumaça
de
cigarro,
hidrocarbonetos aromáticos policíclicos;
 Radiação= elementos radioativos, como urânio, rádio, tório,
radiação solar, raio-x;
 Deficiências alimentares.
CÂNCER
CÂNCER
Sequência de eventos que leva ao crescimento e divisão celular.
Normal
Hiperplasia
Displasia Moderada
Carcinoma in situ
(Displasia Severa)
Câncer (Invasivo)
Agentes Antineoplásicos
Classificação: localização e forma
Carcinoma- tecido epitelial
Sarcoma – tecido conjuntivo
Linfoma – gânglios linfáticos e
Leucemia - glóbulos brancos
Segundo localização anatômica
De acordo com o quadro sanguíneo e sintomas que
apresentam
Atividade dos Antineoplásicos dependendo da fase
do ciclo celular
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-40422005000100021
Estrutura do DNA
Tipos e finalidades da quimioterapia
Poliquimioterapia
cirurgia e a radioterapia
Curativa - quando é usada com o objetivo de se conseguir o controle completo do
tumor, como nos casos de doença de Hodgkin, leucemias agudas, carcinomas de
testículo, coriocarcinoma gestacional e outros tumores.
Adjuvante - quando se segue à cirurgia curativa, tendo o objetivo de esterilizar
células residuais locais ou circulantes, diminuindo a incidência de metástases à
distância. Exemplo: quimioterapia adjuvante aplicada em caso de câncer de mama
operado em estádio II.
Neoadjuvante ou prévia - quando indicada para se obter a redução parcial do tumor,
visando a permitir uma complementação terapêutica com a cirurgia e/ou radioterapia .
Paliativa - não tem finalidade curativa. Usada com a finalidade de melhorar a
qualidade da sobrevida do paciente
Classificação de agentes antineoplásicos de Calabresi e Chabner
Classificação das Drogas Antineoplásicas
1- Agentes Alquilantes- mostardas nitrogenadas, nitrosuréias,
sulfonatos de alquila e triazenos.
2– Antimetabólicos- análogos do ácido fólico, análogos de
pirimidinas, análogos de purinas.
3- Antibióticos
4- Produtos vegetais- alcalóides da vinca, podofilotoxinas,
taxanos.
5-Hormônios e análogos- adrenocorticóides, androgênios,
estrogênios, progestagênios, antiandrogênios, antiestrogênios e
inibidores da aromatase.
6- Diversos
Agentes Alquilantes
 São compostos capazes de substituir em outra molécula um
átomo de hidrogênio por um radical alquil. Eles se ligam ao ADN de
modo a impedir a separação dos dois filamentos do ADN na dupla
hélice espiralar, fenômeno este indispensável para a replicação. Os
alquilantes afetam as células em todas as fases do ciclo celular de
modo inespecífico.
 Apesar de efetivos como agentes isolados para inúmeras formas
de câncer, eles raramente produzem efeito clínico ótimo sem a
combinação com outros agentes fase-específicos do ciclo celular.
Agentes Alquilantes
 Formam fortes eletrófilos – formação de íons
carbonio
 Agem formando ligações covalentes com o DNA,
impedindo sua replicação
 Ex.: mostarda nitrogenada, mostarda fenil-alanina,
ciclofosfamida, bussulfam, nitrosuréias, cisplatina e o
seu análago carboplatina, e a ifosfamida.
Agentes Alquilantes
 Os fármacos mais utilizados no tratamento das doenças
neoplásicas pertencem a esta classe (ex. Linfomas, leucemias,
melanomas, carcinoma da mama e do pulmão etc..)
 Fármacos que atuam por estabelecerem ligações covalentes
(alquilação) com o DNA.
 O seu mecanismo de ação consiste na indução de alterações
do DNA interferindo com a atividade mitótica, crescimento e
diferenciação celular (citostáticos).
Agentes Alquilantes
Mecanismo de Ação
1.
Ciclização intramolecular de 1ªordem (SN1) da cadeia lateral 2cloroetila com liberação de cloreto e formação de um intermediário
etilenimínio altamente reativo;
2. Alquilação do N7 dos resíduos de guanina no DNA.
Resultado da alquilação:
1. A guanina modificada pode emparelhar-se erroneamente com resíduos de timina
durante a síntese de DNA;
2. A alquilação do N7 torna o anel imidazol instável, possibilitando sua abertura;
3. A segunda cadeia lateral 2-cloroetila (agentes alquilantes bifuncionais) pode
sofrer uma reação de ciclização semelhante e alquilar um segundo resíduo de
guanina ou outro componente nucleofílico, resultando na ligação cruzada de duas
cadeias de ácidos nucléicos ou na ligação de um ácido nucléico a uma proteína.
Mecanismo de Ação
Agentes Alquilantes
Principais Alvos:
N7 guanina
N1 e N3 adenina
N3 citosina
O6 guanina
Agentes Alquilantes
Ações Citotóxicas
Resultam da capacidade desses
fármacos interferirem na integridade e na
função do DNA. Acometem, principalmente,
tecidos de rápida proliferação.
Mecanismos de Resistência
1. Menor penetração de fármacos transportados ativamente (mecloretamina
e melfalano);
2. Aumento da produção de substâncias nucleofílicas, cuja conjugação com
intermediários eletrofílicos pode detoxificá-los;
3. Maior atividade das enzimas de reparo do DNA;
4. Aumento do metabolismo das formas ativadas da ciclofosfamida.
Agentes Alquilantes
Toxicidade
1. Mielossupressão: aguda (mostardas nitrogenadas, melfalano,
clorambucil, ciclofosfamida, ifosfamida); prolongada e
cumulativa (bussulfano);
2. Alopecia;
3. Mostardas Nitrogenadas e Nitrossouréias: lesão das veias
com o uso repetido;
4. Náuseas e vômitos (toxicidade sobre o SNC);
5. Leucemia;
6. Amenorréia e azoospermia irreversível.
Agentes Alquilantes
Agentes Alquilantes
Mostardas
Nitrogenadas
Nitrosureias
Triazenos
•
•
•
•
Mecloretamina
Ciclofosfamida
Ifosfamida
Melfalano
• Carmustina (BCNU)
• Lomustina (CCNU)
• Semustina
• Dacarbazina (DTIC)
Agentes Alquilantes
1- Mostardas Nitrogenadas
Agentes Alquilantes
1- Mostardas Nitrogenadas
1.1 Mecloretamina (Mustargen®)
Farmacocinética
• Penetra nas células tumorais através de um sistema de transporte ativo;
• Sofre rápida transformação química e combina-se com água ou moléculas
nucleofílicas das células (t1/2 fármaco original muito curta);
• Administrada, em geral, por via intravenosa.
Usos Terapêuticos
• Utilizada, juntamente com a vincristina, a procarbazina e a prednisona, na
doença de Hodgkin (célula Reed-Sternberg).
Toxicidade Clínica
• Náuseas e vômitos; Lacrimejamento; Mielossupressão; Irregularidades
menstruais, menopausa prematura em mulheres; e oligospermia em homens;
• Obs: Administração de tiossulfato de sódio e compressa de gelo em caso de
extravasamento da mecloretamina no tecido subcutâneo.
Agentes Alquilantes
1- Mostardas Nitrogenadas
1.2 Ciclofosfamida - Genuxal®, cytoxan® (CTX)
Farmacocinética
• Bem absorvida por v.o., mas também é administrada por via intravenosa;
• Sofre ativação pelo sistema citocromo P450 hepático, sendo convertida em 4hidroxiciclofosfamida (em equilíbrio dinâmico com o tautômero acíclico
aldofosfamida, que sofre clivagem espontânea com produção de quantidades
estequiométricas de mostarda de fosforamida e acroleína);
• Mostarda de fosforamida (efeitos antitumorais) + acroleína (cistite hemorrágica)
® recomendável administrar MESNA –
composto sulfidrílico que reage
prontamente com a acroleína no ambiente ácido do trato urinário.
• t1/2 ~ 7h
Usos Terapêuticos
• Leucemia; Câncer de mama, pulmão, colo do útero e ovário; Retinoblastoma e
outras neoplasias da infância;
Toxicidade Clínica
• Náuseas, vômitos; Mielossupressão; Alopecia; Cistite hemorrágica;
Obs: Deve-se administrar grande quantidade de líquidos e a administração do
Agentes Alquilantes
1- Mostardas Nitrogenadas
1.2 Ciclofosfamida - Genuxal®, cytoxan® (CTX)
Mecanismo de ação:
 Impede a divisão celular
 Induz ligação cruzada e/ou fragmentação das
hélices de DNA
 É um pró-fármaco
 É agente não-específico de fase do ciclo
celular
 Possui atividade imunossupressora.
Agentes Alquilantes
1- Mostardas Nitrogenadas
1.3 Ifosfamida (Holoxane®)
Usos Terapêuticos
• Câncer testicular;
• Câncer de colo de útero e do pulmão.
Toxicidade Clínica
• Náuseas, vômitos;
• Cistite hemorrágica;
• Anorexia;
• Leucopenia;
• Nefrotoxicidade;
• Alterações do sistema nervoso central (sonolência ou
confusão).
Agentes Alquilantes
1- Mostardas Nitrogenadas
1.4 Melfalam (Alkeran®)
Farmacocinética
• Sofre absorção incompleta e variável quando administrado
por via oral (20-50% fezes);
• t1/2 plasmática ~45-90 min.
Usos Terapêuticos
• Mieloma múltiplo
Toxicidade Clínica
• Mielossupressão;
• Náuseas e vômitos (incomuns).
Agentes Alquilantes
1- Mostardas Nitrogenadas
1.5 Clorambucil (Leukeran®)
Farmacocinética
• Absorvido adequadamente por via oral;
• t1/2 plasmática ~90 min.
Usos Terapêuticos
• Leucemia linfocítica crônica.
Toxicidade Clínica
• Mielossupressão, em geral, moderada;
• Náuseas, vômitos;
• Amenorréia e azoospermia;
• Convulsões;
• Dermatite;
• Hepatotoxicidade.
Agentes Alquilantes
2- Nitrossouréias
Carmustina (BCNU)
Mecanismo de Ação
Alquilação do DNA na posição O6-guanina.
Atua em todas as fases do ciclo celular.
Farmacocinética
• Instável em solução aquosa;
• t1/2 ~15-90 min;
• Excreção renal (30-80% fármaco aparecem na urina em 24 h sob a forma de
produtos de degradação);
• Penetra rapidamente no líquido cefalorraquidiano.
Usos Terapêuticos
• Doença de Hodgkin, Mieloma, Astrocitomas malignos e tumores cerebrais
metastáticos, Melanoma,Tumores gastrintestinais.
Toxicidade Clínica
• Doença venooclusiva hepática, Insuficiência renal, Mielossupressão.
Agentes Alquilantes
2- Nitrossouréias
Estreptozocina
Farmacocinética
• Administrada por via parenteral;
• t1/2 ~15 min.
Usos Terapêuticos
• Carcinoma metastático de células das ilhotas
pancreáticas.
Toxicidade Clínica
• Náuseas;
• Lesão tubular renal ou hepática;
• Anemia, leucopenia ou trombocitopenia.
Agentes Alquilantes
3- Triazenos
Dacarbazina (DTIC)
Farmacocinética
•Administração: via intravenosa;
• t1/2 ~ 5 h (prolongada na presença de doença hepática ou renal);
• 50% são excretados inalterados na urina por secreção tubular.
• Penetração discreta no líquido cefalorraquidiano (~14% dos níveis
plasmáticos).
Usos Terapêuticos
• Melanoma maligno, Doença de Hodgkin;Sarcomas.
Toxicidade Clínica
•
Náuseas
e
vômitos;
Mielossupressão
(leucopenia
e
trombocitopenia); Síndrome semelhante à gripe (calafrios, febre,
mal-estar, mialgias); Hepatotoxicidade; Alopecia, rubor facial,
neurotoxicidade e alterações cutâneas.
Antimetabólitos
Interferem com a síntese de DNA
Agem durante a fase S
Análogos do
ácido fólico.
• Metotrexato
• Raltritexed
• Pemetrexed
Análogo das
pirimidinas.
• Análogos de uracilo.
• Análogos de citosina
Análogos das
purinas.
• 6-mercaptopurina.
• 6-tioguanina.
Antimetabólitos
Afetam as células inibindo a biossíntese dos componentes
essenciais do DNA e do RNA. Deste modo, impedem a
multiplicação e função normais da célula.
Os antimetabólitos são particularmente ativos contra células
que se encontram na fase de síntese do ciclo celular (fase S). A
duração da vida das células tumorais suscetíveis determina a média
de destruição destas células, as quais são impedidas de entrar em
mitose pela ação dos agentes metabólicos que atuam na fase S.
Como pode ser deduzido, as diferenças entre a cinética celular de
cada tipo de tumor pode ter considerável efeito na clínica, tanto na
indicação quanto no esquema de administração desses agentes.
Antimetabólitos
1- Análogos do ácido fólico
• Metotrexato (MTX)– inibe a diidrofolato-redutase,
impedindo a geração do tetraidrofolato
Interferência na síntese do timilidato
Antimetabólitos
Metotrexato
Antagonista do ácido fólico;
• Liga-se ao sítio ativo da diidrofolato redutase (DHFR), interferindo na
síntese da forma reduzida do cofator que aceita unidades de um carbono ® A
formação de DNA, RNA e proteínas é prejudicada, visto que a ausência desse
cofator interrompe a síntese de timidilato, de nucleotídios de purina e
dos aminoácidos serina e metionina;
• Na presença de pH 6, praticamente não ocorre nenhuma dissociação do
complexo enzima-inibidor;
• Mecanismo de resistência: diminuição do transporte do fármaco, redução da
afinidade da DHFR pelo metotrexato, aumento da síntese de DHFR.
• Farmacocinética: administração oral ou intravenosa, ~90% dose oral são
excretados na urina dentro de 12 horas.
• Toxicidade: locais em proliferação (medula óssea, pele, mucosa
gastrintestinal)
• Os efeitos do metotrexato podem ser revertidos através da administração de
leucovorina (fator citrovorum).
• Outras aplicações clínicas: artrite reumatóide e psoríase.
Metotrexato: mecanismo de ação
Dieta
Microbiota Intestinal
Folato
Transporte
Folato
ativo
DNA
Diidrofolato
METOTREXATO
redutase
FH2
FH4
dTMP
Diidrofolato
(Desoxitimidina monofosfato)
redutase
Timidilato sintase
-
dUMP
(Desoxiuridina monofosfato)
N5N10-Metileno-FH4
Metotrexato: mecanismo de ação
Antimetabólitos
2- Antagonistas das Pirimidinas
1. Fluorouracil
• Exerce efeitos sobre o DNA e o RNA;
• É convertido a 5-fluoro-2’-desoxiuridina 5’-fosfato (FdUMP) e
forma um complexo ternário com a enzima timidilato sintetase e
seu cofator N5,10-metilenotetraidrofolato (reação fundamental
para a síntese de nucleotídeos de timina).
• É convertido em trifosfato de 5-fluorouridina e incorporado ao
RNA, interferindo no seu processamento e na sua função.
• Farmacocinética: administrado, em geral, por via intravenosa;
utilizado na forma de creme para o tratamento do câncer de pele.
• Toxicidade: mielossupressão e mucosite.
Antimetabólitos
Antagonistas das Pirimidinas
2. Capecitabina
• É uma pró-droga da 5’-desoxi-5-fluorouridina, que é
convertida em 5-FU.
• É administrada por via oral e, no fígado, é convertida a 5’desoxifluorocitidina pela enzima carboxi-esterase. A citidina
desaminase converte a 5’-desoxifluorocitidina em 5’fluorodesoxiuridina, que é então convertida a 5-FU pela
timidina fosforilase.
• É utilizada no tratamento do câncer de mama metastático.
• Farmacocinética: administração oral e excreção renal.
• Toxicidade: mielossupressão, síndrome mão-pé, náuseas e
vômitos.
Antimetabólitos
2- Antagonistas das Pirimidinas
2.3 Citarabina (citosina arabinosídio, ara-C)
• É um antimetabólito específico da fase S;
• É convertido no 5’-mononucleotídio (AraCMP) peladesoxicitidina cinase;
• O AraCMP é posteriormente metabolizado ao trifosfato (AraCTP),
responsável pela inibição competitiva da DNA polimerase;
• Sua incorporação ao DNA resulta em interferência no alongamento da cadeia
e ligação defeituosa de fragmentos de DNA recém-sintetizados.
• Farmacocinética: administração intravenosa (Obs: A citarabina deve ser
administrada sob a forma de infusão contínua, ou a cada 8-12 h durante 5-7
dias. Este esquema devese à especificidade da citarabina em relação à fase S).
• Efeitos adversos: náuseas, mielossupressão, estomatite, alopecia.
Antimetabólitos
3-Antagonistas das Purinas
 Convertidos na célula em ribonucleotídeos, têm várias
ações inibitórias sobre a síntese das purinas e podem
ser incorporados ao DNA
 Exemplos: Mercaptopurina
Tioguanina
Pentostatina
Fludarabina
Cladribina
Derivados de Plantas
 Antimitóticos - inibem a mitose (metáfase)
 Tipos: Alcalóides da vinca
Taxanos
Inibidores das Topoisomerases (Epipodofilotoxinas)
Derivados de Plantas
Alcalóides da Vinca (Catharanthus roseus)
 Liga-se a tubulina, impedindo a metáfase
 Também
inibem atividades celulares que envolvem os
microtúbulos: fagocitose e quimiotaxia leucocitária, bem como
transporte axônico em neurônios
 Exemplos:
Vincristina, Vinblastina e Vindesina
 Toxicidade: parestesias, fraquesa muscular
 Indicações: LLA, LMC, tumor de Wilms, linfoma de Hodgkin e
não-Hodgkin.
Derivados de Plantas
Taxanos (Taxus brevifolia)
 Hiperpolimerizam os microtúbulos
 Retenção hídrica persistente
 Câncer de mama/ovário
• Mecanismo de Ação: o fármaco atua como “veneno do
fuso mitótico”, aumentando a polimerização da tubulina.
• O paclitaxel possui atividade significativa no câncer
ovariano e no câncer de mama avançado.
• As principais toxicidades que limitam a dose do
fármaco incluem neutropenia, trombocitopenia e
neuropatia periférica.
Derivados de Plantas
Inibidores das Topoisomerases I e II
São enzimas que rompem o cordão de DNA;
Análogos
Topotecam.
da
camptotecina:
Irinotecam*,
Epidofilotoxinas: Podophyllum peltatum; etoposido*,
teniposido.
Fase S e G2
Asparaginase
Elspar
Ciclo –específica: G1
Mecanismo de ação:
Asparaginase
Indicações:
Tratamento de indução de:
Leucemia linfocítica aguda e
Linfomas não-Hodgkin e Hodgkin.
Contra-indicações:
Hipersensibilidade ao fármaco. Pancreatite ativa
ou história da doença.
Asparaginase
Farmacocinética:
Via intramuscular ou intravenosa
Pequena fração atravessa a BHE
Meia-vida plasmática: dose-dependente (8-30
h a 39- 49 h)
Desconhece-se o processo de eliminação.
Antibióticos
 Antraciclinas - Doxorrubicina (inibe a síntese do DNA e
RNA – interferência na ação da topoisomerase
II)/cardiotoxicidade.
 Bleomicina – Fragmentação de cadeias de DNA/fibrose
pulmonar
 Dactiomicina – intercala-se ao DNA, interferindo na
RNA-polimerase e inibindo a transcrição; interfere na ação
da topoisomerase II
 Mitomicina – Produz um metabólito alquilante.
Hormônios
Inibição do crescimento de tumores sensíveis a hormônios:
 Hormônios de ação oposta ou análogos
 Antagonistas de hormônios
 Agentes que inibem a síntese de hormônios
Hormônios
Prednisona (PRED)
 Mecanismo para ação linfocitopênica não esclarecido
 Resistência: ausência de proteína receptora ou
mutação
Aplicações
linfomas.
terapêuticas:
LLA;
tratamento
dos
GBP
Mecanismo
GC
de ação dos glicocorticóides
GC
lesão
Membrana plasmática
Membrana
mediadores
GCR
GC
GC
GCR
(Hsp 90)
Liga,
impede ação
do AP1
Ativ fatores
de transcrição
AP-1
nuclear
GC
ERG+
GCR
DNA
GC
ERG-
GCR
RNAm
 Sintese protéica
lipocortina
Inibe
FLA2
 Sintese protéica
citocinas
COX
Hormônios
• Estrógenos
– Dietilestilbestrol e etinilestradiol ®
- Bloqueiam o efeito dos androgênios em tumores
prostáticos dependentes de androgênios (Ex:
Fosfestrol)
- Usados ocasionalmente em mulheres pós-menopausa
com câncer de mama (recrutamento de células)
Antagonistas de Hormônios
• Antiestrógenos
– Usado no prevenção de câncer de mama dependente
de hormônios
- Eficaz no câncer endometrial
- Ex: Tamoxifeno
Antagonistas de Hormônios
Tamoxifeno (TAM)- TAXOFEN®
 É um antagonista de estrógeno.
 Mec. de ação: liga-se ao receptor de estrógeno, impedindo a indução dos genes
estrógenos-responsivos
O fármaco não é eficaz nas mulheres em pré-menopausa.
 Resistência:  afinidade pelo receptor;  receptores.
 Aplicações terapêuticas: neoplasias de mama estrógeno-dependentes
 Farmacocinética: adm. VO. Parcialmente metabolizado pelo fígado. Excretado
pela bile.
 Efeitos adversos: ondas de calor, náuseas, vômitos, erupção cutânea,
sangramento vaginal; hipercalcemia. Ocorre exacerbação da dor em metástases
ósseas. Câncer endometrial
2 - Aminonoglutetimida, Letrozol, Anastrozol, Exemestano
 inibidores da aromatase
 inibem síntese de estrógenos
Antiestrogênicos no Tumor de Mama
Inibição do Crescimento Dependente de Estrogênio
Antiestrogênios
Tamoxifeno
Biossíntese de
estrogênio
Núcleo
Inibidores da Aromatase
Aminoglutetimida* Cytadren
Letrozol
Femara®
Anastrozol
Arimidex®
Exemestano
Aromasin®
Inibição do
crescimento
Célula tumoral
Antagonistas de Hormônios
ANTIANDROGÊNIOS
 LEUPROLIDA (LEUP) E GOSERELINA (GOSE)
Nonapeptídeos sintéticos análogos do hormônio liberador de gonadotropina
(GnRH, LHRH).
APLICAÇÕES TERAPÊUTICAS: câncer de próstata, produz efeito equivalente à
orquiectomia.
FARMACOCINÉTICA: LEUP adm. SC ou IM; GOSE depot IM.
EFEITOS ADVERSOS: mínimos se comparados aos estrógenos.
 FLUTAMIDA (FLU)
MEC. DE AÇÃO: Antiandrógeno sintético não-esteroidal.
-bloqueia os efeitos inibitórios da testosterona na secreção de gonadotropina
-aumento nos níveis séricos de LH e testosterona.
Administrada em associação à LEUP e GOSE.
APLICAÇÕES TERAPÊUTICAS: câncer de próstata.
FARMACOCINÉTICA: adm. VO. Excretada pelos rins.
EFEITOS ADVERSOS: ginecomastia, distúrbios gastrointestinais.
Anticorpos monoclonais

Inibidor da tirosina quinase:
 Imatinibe
 Utilizado como terapia de segunda escolha em casos de
leucemias

Anticorpo monoclonal
 Rituximabe
 Lise de linfócitos B
 Usado no tratamento
patologias auto-imunes
de linfomas e alguns tipos de
Caso Clínico Farmacológico
Antineoplásicos
Identificação
- M.L.B;
- 32 anos;
- Sexo masculino;
- Branco;
- Bancário;
-Procedente de Rio Grande.
História Clínica
Aumento na região cervical a direita
Febre, Prurido generalizado e suores noturnos
Diminuição do apetite e perda de peso (aprox. 8Kg)
Diagnóstico
Linfoma tipo Hodgkin – resultados de função hepática, biópsia óssea e
linfografia Indicam estadiamento IIIB
Tratamento
Quimiterapia- Esquema MOPP em 6 ciclos com intervalos de 14 dias:
Mostarda Nitrogenada: 6mg/m2 IV
Vincristina (Oncovin ): 1,4mg/m2 IV
Procarbazina: 100mg/m2 VO
Prednisona : 40mg/m2 VO
Toxicidade Hematológica
Toxicidade gastrintestinal
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Profa. Selma do Nascimento Silva