Profa. Selma do Nascimento Silva Agentes Antineoplásicos Introdução PRINCÍPIOS DA QUIMIOTERAPIA • Tratamento das Doenças Infecciosas • Tratamento do Câncer A quimioterapia é o método que utiliza compostos químicos, chamados quimioterápicos, no tratamento de doenças causadas por agentes biológicos. Quando aplicada ao câncer, a quimioterapia é chamada de quimioterapia antineoplásica ou quimioterapia antiblástica. Agentes Antineoplásicos Introdução Drogas que se caracterizam por interromper ou conturbar as etapas importantes da reprodução celular, levando as células em fase de reprodução à morte celular. Etapas possíveis de bloqueio são comuns a células malignas e normais. Toxicidade Ordem de Incidência de Câncer no Brasil* (2010) Entre mulheres Entre homens (48,7%) (51,3%-192.590) 1º Pele 1º Pele 2º Próstata 2ª Mama 3º Pulmão 3º Colo do útero 4ª Estômago 4º Colón e reto 5º Cólon e reto 5º Estômago * Fonte: Instituto Nacional de Câncer Doença na qual há a multiplicação e a disseminação descontrolada de formas anormais das próprias células corporais Neoplasias Benigna - massa localizada de células Malignas – poder invasivo e/ou metástases. Mecanismos de Formação do Tumor Fatores hereditários; Mutação celular de origem desconhecida= perda, substituição e/ou rearranjo de DNA em uma célula; Vírus= adição ou integração de um novo material genético viral; Agentes químicos= asbestos, fumaça de cigarro, hidrocarbonetos aromáticos policíclicos; Radiação= elementos radioativos, como urânio, rádio, tório, radiação solar, raio-x; Deficiências alimentares. CÂNCER CÂNCER Sequência de eventos que leva ao crescimento e divisão celular. Normal Hiperplasia Displasia Moderada Carcinoma in situ (Displasia Severa) Câncer (Invasivo) Agentes Antineoplásicos Classificação: localização e forma Carcinoma- tecido epitelial Sarcoma – tecido conjuntivo Linfoma – gânglios linfáticos e Leucemia - glóbulos brancos Segundo localização anatômica De acordo com o quadro sanguíneo e sintomas que apresentam Atividade dos Antineoplásicos dependendo da fase do ciclo celular http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-40422005000100021 Estrutura do DNA Tipos e finalidades da quimioterapia Poliquimioterapia cirurgia e a radioterapia Curativa - quando é usada com o objetivo de se conseguir o controle completo do tumor, como nos casos de doença de Hodgkin, leucemias agudas, carcinomas de testículo, coriocarcinoma gestacional e outros tumores. Adjuvante - quando se segue à cirurgia curativa, tendo o objetivo de esterilizar células residuais locais ou circulantes, diminuindo a incidência de metástases à distância. Exemplo: quimioterapia adjuvante aplicada em caso de câncer de mama operado em estádio II. Neoadjuvante ou prévia - quando indicada para se obter a redução parcial do tumor, visando a permitir uma complementação terapêutica com a cirurgia e/ou radioterapia . Paliativa - não tem finalidade curativa. Usada com a finalidade de melhorar a qualidade da sobrevida do paciente Classificação de agentes antineoplásicos de Calabresi e Chabner Classificação das Drogas Antineoplásicas 1- Agentes Alquilantes- mostardas nitrogenadas, nitrosuréias, sulfonatos de alquila e triazenos. 2– Antimetabólicos- análogos do ácido fólico, análogos de pirimidinas, análogos de purinas. 3- Antibióticos 4- Produtos vegetais- alcalóides da vinca, podofilotoxinas, taxanos. 5-Hormônios e análogos- adrenocorticóides, androgênios, estrogênios, progestagênios, antiandrogênios, antiestrogênios e inibidores da aromatase. 6- Diversos Agentes Alquilantes São compostos capazes de substituir em outra molécula um átomo de hidrogênio por um radical alquil. Eles se ligam ao ADN de modo a impedir a separação dos dois filamentos do ADN na dupla hélice espiralar, fenômeno este indispensável para a replicação. Os alquilantes afetam as células em todas as fases do ciclo celular de modo inespecífico. Apesar de efetivos como agentes isolados para inúmeras formas de câncer, eles raramente produzem efeito clínico ótimo sem a combinação com outros agentes fase-específicos do ciclo celular. Agentes Alquilantes Formam fortes eletrófilos – formação de íons carbonio Agem formando ligações covalentes com o DNA, impedindo sua replicação Ex.: mostarda nitrogenada, mostarda fenil-alanina, ciclofosfamida, bussulfam, nitrosuréias, cisplatina e o seu análago carboplatina, e a ifosfamida. Agentes Alquilantes Os fármacos mais utilizados no tratamento das doenças neoplásicas pertencem a esta classe (ex. Linfomas, leucemias, melanomas, carcinoma da mama e do pulmão etc..) Fármacos que atuam por estabelecerem ligações covalentes (alquilação) com o DNA. O seu mecanismo de ação consiste na indução de alterações do DNA interferindo com a atividade mitótica, crescimento e diferenciação celular (citostáticos). Agentes Alquilantes Mecanismo de Ação 1. Ciclização intramolecular de 1ªordem (SN1) da cadeia lateral 2cloroetila com liberação de cloreto e formação de um intermediário etilenimínio altamente reativo; 2. Alquilação do N7 dos resíduos de guanina no DNA. Resultado da alquilação: 1. A guanina modificada pode emparelhar-se erroneamente com resíduos de timina durante a síntese de DNA; 2. A alquilação do N7 torna o anel imidazol instável, possibilitando sua abertura; 3. A segunda cadeia lateral 2-cloroetila (agentes alquilantes bifuncionais) pode sofrer uma reação de ciclização semelhante e alquilar um segundo resíduo de guanina ou outro componente nucleofílico, resultando na ligação cruzada de duas cadeias de ácidos nucléicos ou na ligação de um ácido nucléico a uma proteína. Mecanismo de Ação Agentes Alquilantes Principais Alvos: N7 guanina N1 e N3 adenina N3 citosina O6 guanina Agentes Alquilantes Ações Citotóxicas Resultam da capacidade desses fármacos interferirem na integridade e na função do DNA. Acometem, principalmente, tecidos de rápida proliferação. Mecanismos de Resistência 1. Menor penetração de fármacos transportados ativamente (mecloretamina e melfalano); 2. Aumento da produção de substâncias nucleofílicas, cuja conjugação com intermediários eletrofílicos pode detoxificá-los; 3. Maior atividade das enzimas de reparo do DNA; 4. Aumento do metabolismo das formas ativadas da ciclofosfamida. Agentes Alquilantes Toxicidade 1. Mielossupressão: aguda (mostardas nitrogenadas, melfalano, clorambucil, ciclofosfamida, ifosfamida); prolongada e cumulativa (bussulfano); 2. Alopecia; 3. Mostardas Nitrogenadas e Nitrossouréias: lesão das veias com o uso repetido; 4. Náuseas e vômitos (toxicidade sobre o SNC); 5. Leucemia; 6. Amenorréia e azoospermia irreversível. Agentes Alquilantes Agentes Alquilantes Mostardas Nitrogenadas Nitrosureias Triazenos • • • • Mecloretamina Ciclofosfamida Ifosfamida Melfalano • Carmustina (BCNU) • Lomustina (CCNU) • Semustina • Dacarbazina (DTIC) Agentes Alquilantes 1- Mostardas Nitrogenadas Agentes Alquilantes 1- Mostardas Nitrogenadas 1.1 Mecloretamina (Mustargen®) Farmacocinética • Penetra nas células tumorais através de um sistema de transporte ativo; • Sofre rápida transformação química e combina-se com água ou moléculas nucleofílicas das células (t1/2 fármaco original muito curta); • Administrada, em geral, por via intravenosa. Usos Terapêuticos • Utilizada, juntamente com a vincristina, a procarbazina e a prednisona, na doença de Hodgkin (célula Reed-Sternberg). Toxicidade Clínica • Náuseas e vômitos; Lacrimejamento; Mielossupressão; Irregularidades menstruais, menopausa prematura em mulheres; e oligospermia em homens; • Obs: Administração de tiossulfato de sódio e compressa de gelo em caso de extravasamento da mecloretamina no tecido subcutâneo. Agentes Alquilantes 1- Mostardas Nitrogenadas 1.2 Ciclofosfamida - Genuxal®, cytoxan® (CTX) Farmacocinética • Bem absorvida por v.o., mas também é administrada por via intravenosa; • Sofre ativação pelo sistema citocromo P450 hepático, sendo convertida em 4hidroxiciclofosfamida (em equilíbrio dinâmico com o tautômero acíclico aldofosfamida, que sofre clivagem espontânea com produção de quantidades estequiométricas de mostarda de fosforamida e acroleína); • Mostarda de fosforamida (efeitos antitumorais) + acroleína (cistite hemorrágica) ® recomendável administrar MESNA – composto sulfidrílico que reage prontamente com a acroleína no ambiente ácido do trato urinário. • t1/2 ~ 7h Usos Terapêuticos • Leucemia; Câncer de mama, pulmão, colo do útero e ovário; Retinoblastoma e outras neoplasias da infância; Toxicidade Clínica • Náuseas, vômitos; Mielossupressão; Alopecia; Cistite hemorrágica; Obs: Deve-se administrar grande quantidade de líquidos e a administração do Agentes Alquilantes 1- Mostardas Nitrogenadas 1.2 Ciclofosfamida - Genuxal®, cytoxan® (CTX) Mecanismo de ação: Impede a divisão celular Induz ligação cruzada e/ou fragmentação das hélices de DNA É um pró-fármaco É agente não-específico de fase do ciclo celular Possui atividade imunossupressora. Agentes Alquilantes 1- Mostardas Nitrogenadas 1.3 Ifosfamida (Holoxane®) Usos Terapêuticos • Câncer testicular; • Câncer de colo de útero e do pulmão. Toxicidade Clínica • Náuseas, vômitos; • Cistite hemorrágica; • Anorexia; • Leucopenia; • Nefrotoxicidade; • Alterações do sistema nervoso central (sonolência ou confusão). Agentes Alquilantes 1- Mostardas Nitrogenadas 1.4 Melfalam (Alkeran®) Farmacocinética • Sofre absorção incompleta e variável quando administrado por via oral (20-50% fezes); • t1/2 plasmática ~45-90 min. Usos Terapêuticos • Mieloma múltiplo Toxicidade Clínica • Mielossupressão; • Náuseas e vômitos (incomuns). Agentes Alquilantes 1- Mostardas Nitrogenadas 1.5 Clorambucil (Leukeran®) Farmacocinética • Absorvido adequadamente por via oral; • t1/2 plasmática ~90 min. Usos Terapêuticos • Leucemia linfocítica crônica. Toxicidade Clínica • Mielossupressão, em geral, moderada; • Náuseas, vômitos; • Amenorréia e azoospermia; • Convulsões; • Dermatite; • Hepatotoxicidade. Agentes Alquilantes 2- Nitrossouréias Carmustina (BCNU) Mecanismo de Ação Alquilação do DNA na posição O6-guanina. Atua em todas as fases do ciclo celular. Farmacocinética • Instável em solução aquosa; • t1/2 ~15-90 min; • Excreção renal (30-80% fármaco aparecem na urina em 24 h sob a forma de produtos de degradação); • Penetra rapidamente no líquido cefalorraquidiano. Usos Terapêuticos • Doença de Hodgkin, Mieloma, Astrocitomas malignos e tumores cerebrais metastáticos, Melanoma,Tumores gastrintestinais. Toxicidade Clínica • Doença venooclusiva hepática, Insuficiência renal, Mielossupressão. Agentes Alquilantes 2- Nitrossouréias Estreptozocina Farmacocinética • Administrada por via parenteral; • t1/2 ~15 min. Usos Terapêuticos • Carcinoma metastático de células das ilhotas pancreáticas. Toxicidade Clínica • Náuseas; • Lesão tubular renal ou hepática; • Anemia, leucopenia ou trombocitopenia. Agentes Alquilantes 3- Triazenos Dacarbazina (DTIC) Farmacocinética •Administração: via intravenosa; • t1/2 ~ 5 h (prolongada na presença de doença hepática ou renal); • 50% são excretados inalterados na urina por secreção tubular. • Penetração discreta no líquido cefalorraquidiano (~14% dos níveis plasmáticos). Usos Terapêuticos • Melanoma maligno, Doença de Hodgkin;Sarcomas. Toxicidade Clínica • Náuseas e vômitos; Mielossupressão (leucopenia e trombocitopenia); Síndrome semelhante à gripe (calafrios, febre, mal-estar, mialgias); Hepatotoxicidade; Alopecia, rubor facial, neurotoxicidade e alterações cutâneas. Antimetabólitos Interferem com a síntese de DNA Agem durante a fase S Análogos do ácido fólico. • Metotrexato • Raltritexed • Pemetrexed Análogo das pirimidinas. • Análogos de uracilo. • Análogos de citosina Análogos das purinas. • 6-mercaptopurina. • 6-tioguanina. Antimetabólitos Afetam as células inibindo a biossíntese dos componentes essenciais do DNA e do RNA. Deste modo, impedem a multiplicação e função normais da célula. Os antimetabólitos são particularmente ativos contra células que se encontram na fase de síntese do ciclo celular (fase S). A duração da vida das células tumorais suscetíveis determina a média de destruição destas células, as quais são impedidas de entrar em mitose pela ação dos agentes metabólicos que atuam na fase S. Como pode ser deduzido, as diferenças entre a cinética celular de cada tipo de tumor pode ter considerável efeito na clínica, tanto na indicação quanto no esquema de administração desses agentes. Antimetabólitos 1- Análogos do ácido fólico • Metotrexato (MTX)– inibe a diidrofolato-redutase, impedindo a geração do tetraidrofolato Interferência na síntese do timilidato Antimetabólitos Metotrexato Antagonista do ácido fólico; • Liga-se ao sítio ativo da diidrofolato redutase (DHFR), interferindo na síntese da forma reduzida do cofator que aceita unidades de um carbono ® A formação de DNA, RNA e proteínas é prejudicada, visto que a ausência desse cofator interrompe a síntese de timidilato, de nucleotídios de purina e dos aminoácidos serina e metionina; • Na presença de pH 6, praticamente não ocorre nenhuma dissociação do complexo enzima-inibidor; • Mecanismo de resistência: diminuição do transporte do fármaco, redução da afinidade da DHFR pelo metotrexato, aumento da síntese de DHFR. • Farmacocinética: administração oral ou intravenosa, ~90% dose oral são excretados na urina dentro de 12 horas. • Toxicidade: locais em proliferação (medula óssea, pele, mucosa gastrintestinal) • Os efeitos do metotrexato podem ser revertidos através da administração de leucovorina (fator citrovorum). • Outras aplicações clínicas: artrite reumatóide e psoríase. Metotrexato: mecanismo de ação Dieta Microbiota Intestinal Folato Transporte Folato ativo DNA Diidrofolato METOTREXATO redutase FH2 FH4 dTMP Diidrofolato (Desoxitimidina monofosfato) redutase Timidilato sintase - dUMP (Desoxiuridina monofosfato) N5N10-Metileno-FH4 Metotrexato: mecanismo de ação Antimetabólitos 2- Antagonistas das Pirimidinas 1. Fluorouracil • Exerce efeitos sobre o DNA e o RNA; • É convertido a 5-fluoro-2’-desoxiuridina 5’-fosfato (FdUMP) e forma um complexo ternário com a enzima timidilato sintetase e seu cofator N5,10-metilenotetraidrofolato (reação fundamental para a síntese de nucleotídeos de timina). • É convertido em trifosfato de 5-fluorouridina e incorporado ao RNA, interferindo no seu processamento e na sua função. • Farmacocinética: administrado, em geral, por via intravenosa; utilizado na forma de creme para o tratamento do câncer de pele. • Toxicidade: mielossupressão e mucosite. Antimetabólitos Antagonistas das Pirimidinas 2. Capecitabina • É uma pró-droga da 5’-desoxi-5-fluorouridina, que é convertida em 5-FU. • É administrada por via oral e, no fígado, é convertida a 5’desoxifluorocitidina pela enzima carboxi-esterase. A citidina desaminase converte a 5’-desoxifluorocitidina em 5’fluorodesoxiuridina, que é então convertida a 5-FU pela timidina fosforilase. • É utilizada no tratamento do câncer de mama metastático. • Farmacocinética: administração oral e excreção renal. • Toxicidade: mielossupressão, síndrome mão-pé, náuseas e vômitos. Antimetabólitos 2- Antagonistas das Pirimidinas 2.3 Citarabina (citosina arabinosídio, ara-C) • É um antimetabólito específico da fase S; • É convertido no 5’-mononucleotídio (AraCMP) peladesoxicitidina cinase; • O AraCMP é posteriormente metabolizado ao trifosfato (AraCTP), responsável pela inibição competitiva da DNA polimerase; • Sua incorporação ao DNA resulta em interferência no alongamento da cadeia e ligação defeituosa de fragmentos de DNA recém-sintetizados. • Farmacocinética: administração intravenosa (Obs: A citarabina deve ser administrada sob a forma de infusão contínua, ou a cada 8-12 h durante 5-7 dias. Este esquema devese à especificidade da citarabina em relação à fase S). • Efeitos adversos: náuseas, mielossupressão, estomatite, alopecia. Antimetabólitos 3-Antagonistas das Purinas Convertidos na célula em ribonucleotídeos, têm várias ações inibitórias sobre a síntese das purinas e podem ser incorporados ao DNA Exemplos: Mercaptopurina Tioguanina Pentostatina Fludarabina Cladribina Derivados de Plantas Antimitóticos - inibem a mitose (metáfase) Tipos: Alcalóides da vinca Taxanos Inibidores das Topoisomerases (Epipodofilotoxinas) Derivados de Plantas Alcalóides da Vinca (Catharanthus roseus) Liga-se a tubulina, impedindo a metáfase Também inibem atividades celulares que envolvem os microtúbulos: fagocitose e quimiotaxia leucocitária, bem como transporte axônico em neurônios Exemplos: Vincristina, Vinblastina e Vindesina Toxicidade: parestesias, fraquesa muscular Indicações: LLA, LMC, tumor de Wilms, linfoma de Hodgkin e não-Hodgkin. Derivados de Plantas Taxanos (Taxus brevifolia) Hiperpolimerizam os microtúbulos Retenção hídrica persistente Câncer de mama/ovário • Mecanismo de Ação: o fármaco atua como “veneno do fuso mitótico”, aumentando a polimerização da tubulina. • O paclitaxel possui atividade significativa no câncer ovariano e no câncer de mama avançado. • As principais toxicidades que limitam a dose do fármaco incluem neutropenia, trombocitopenia e neuropatia periférica. Derivados de Plantas Inibidores das Topoisomerases I e II São enzimas que rompem o cordão de DNA; Análogos Topotecam. da camptotecina: Irinotecam*, Epidofilotoxinas: Podophyllum peltatum; etoposido*, teniposido. Fase S e G2 Asparaginase Elspar Ciclo –específica: G1 Mecanismo de ação: Asparaginase Indicações: Tratamento de indução de: Leucemia linfocítica aguda e Linfomas não-Hodgkin e Hodgkin. Contra-indicações: Hipersensibilidade ao fármaco. Pancreatite ativa ou história da doença. Asparaginase Farmacocinética: Via intramuscular ou intravenosa Pequena fração atravessa a BHE Meia-vida plasmática: dose-dependente (8-30 h a 39- 49 h) Desconhece-se o processo de eliminação. Antibióticos Antraciclinas - Doxorrubicina (inibe a síntese do DNA e RNA – interferência na ação da topoisomerase II)/cardiotoxicidade. Bleomicina – Fragmentação de cadeias de DNA/fibrose pulmonar Dactiomicina – intercala-se ao DNA, interferindo na RNA-polimerase e inibindo a transcrição; interfere na ação da topoisomerase II Mitomicina – Produz um metabólito alquilante. Hormônios Inibição do crescimento de tumores sensíveis a hormônios: Hormônios de ação oposta ou análogos Antagonistas de hormônios Agentes que inibem a síntese de hormônios Hormônios Prednisona (PRED) Mecanismo para ação linfocitopênica não esclarecido Resistência: ausência de proteína receptora ou mutação Aplicações linfomas. terapêuticas: LLA; tratamento dos GBP Mecanismo GC de ação dos glicocorticóides GC lesão Membrana plasmática Membrana mediadores GCR GC GC GCR (Hsp 90) Liga, impede ação do AP1 Ativ fatores de transcrição AP-1 nuclear GC ERG+ GCR DNA GC ERG- GCR RNAm Sintese protéica lipocortina Inibe FLA2 Sintese protéica citocinas COX Hormônios • Estrógenos – Dietilestilbestrol e etinilestradiol ® - Bloqueiam o efeito dos androgênios em tumores prostáticos dependentes de androgênios (Ex: Fosfestrol) - Usados ocasionalmente em mulheres pós-menopausa com câncer de mama (recrutamento de células) Antagonistas de Hormônios • Antiestrógenos – Usado no prevenção de câncer de mama dependente de hormônios - Eficaz no câncer endometrial - Ex: Tamoxifeno Antagonistas de Hormônios Tamoxifeno (TAM)- TAXOFEN® É um antagonista de estrógeno. Mec. de ação: liga-se ao receptor de estrógeno, impedindo a indução dos genes estrógenos-responsivos O fármaco não é eficaz nas mulheres em pré-menopausa. Resistência: afinidade pelo receptor; receptores. Aplicações terapêuticas: neoplasias de mama estrógeno-dependentes Farmacocinética: adm. VO. Parcialmente metabolizado pelo fígado. Excretado pela bile. Efeitos adversos: ondas de calor, náuseas, vômitos, erupção cutânea, sangramento vaginal; hipercalcemia. Ocorre exacerbação da dor em metástases ósseas. Câncer endometrial 2 - Aminonoglutetimida, Letrozol, Anastrozol, Exemestano inibidores da aromatase inibem síntese de estrógenos Antiestrogênicos no Tumor de Mama Inibição do Crescimento Dependente de Estrogênio Antiestrogênios Tamoxifeno Biossíntese de estrogênio Núcleo Inibidores da Aromatase Aminoglutetimida* Cytadren Letrozol Femara® Anastrozol Arimidex® Exemestano Aromasin® Inibição do crescimento Célula tumoral Antagonistas de Hormônios ANTIANDROGÊNIOS LEUPROLIDA (LEUP) E GOSERELINA (GOSE) Nonapeptídeos sintéticos análogos do hormônio liberador de gonadotropina (GnRH, LHRH). APLICAÇÕES TERAPÊUTICAS: câncer de próstata, produz efeito equivalente à orquiectomia. FARMACOCINÉTICA: LEUP adm. SC ou IM; GOSE depot IM. EFEITOS ADVERSOS: mínimos se comparados aos estrógenos. FLUTAMIDA (FLU) MEC. DE AÇÃO: Antiandrógeno sintético não-esteroidal. -bloqueia os efeitos inibitórios da testosterona na secreção de gonadotropina -aumento nos níveis séricos de LH e testosterona. Administrada em associação à LEUP e GOSE. APLICAÇÕES TERAPÊUTICAS: câncer de próstata. FARMACOCINÉTICA: adm. VO. Excretada pelos rins. EFEITOS ADVERSOS: ginecomastia, distúrbios gastrointestinais. Anticorpos monoclonais Inibidor da tirosina quinase: Imatinibe Utilizado como terapia de segunda escolha em casos de leucemias Anticorpo monoclonal Rituximabe Lise de linfócitos B Usado no tratamento patologias auto-imunes de linfomas e alguns tipos de Caso Clínico Farmacológico Antineoplásicos Identificação - M.L.B; - 32 anos; - Sexo masculino; - Branco; - Bancário; -Procedente de Rio Grande. História Clínica Aumento na região cervical a direita Febre, Prurido generalizado e suores noturnos Diminuição do apetite e perda de peso (aprox. 8Kg) Diagnóstico Linfoma tipo Hodgkin – resultados de função hepática, biópsia óssea e linfografia Indicam estadiamento IIIB Tratamento Quimiterapia- Esquema MOPP em 6 ciclos com intervalos de 14 dias: Mostarda Nitrogenada: 6mg/m2 IV Vincristina (Oncovin ): 1,4mg/m2 IV Procarbazina: 100mg/m2 VO Prednisona : 40mg/m2 VO Toxicidade Hematológica Toxicidade gastrintestinal