Generalidades : O P.P.C.P. 2 (Planejamento, Programação e Controle de Produção – Exercícios e estudos de casos) objetiva, através de dinâmicas e exercícios, demonstrar os conceitos das ferramentas, bem como incentivar à busca de soluções. As aplicações e os conceitos referentes as filosofias de produção e suas ferramentas tornam-se fator preponderante para otimização destes exercícios e estudos de casos. CASOS E EXERCÍCIO 1. ) Uma empresa industrial fabrica uma máquina de beneficiamento de madeiras que é montada por três conjuntos denominados: tração, engate e reversão, conforme estruturas abaixo: a) Estrutura do conjunto tração: Composto de três peças usinadas código 1356 e uma submontagem código 7865. A peça “1356” é feita a partir de uma peça bruta “1190” e a submontagem “7865” é composta de uma peça usinada “1356” (já descrita) e de uma peça “2420”. b) Estrutura do conjunto de engate: Composto de uma peça código 1356 (já descrita) e uma sub-montagem “2250”. A sub-montagem “2250” é composta de uma peça “0689” e de quatro peças “0010”. c) Estrutura do conjunto de reversão: Composto de uma peça “2210” e de duas sub-montagens “8801”,. A submontagem “8801” é composta de uma peça “1356” e uma peça “0689”. A estrutura da máquina é composta de 6 conjuntos de tração, 1 conjunto de engate e 3 conjuntos de reversão, calcule a necessidade bruta para a fabricação de 150 máquinas. MÁQUINA 3-1356 1-1190 6T 1-7865 1-1356 1-2420 1E 1-1356 1-1190 3R 1-2250 1-0689 4-0010 1-1190 Carlos Alberto Dutra – Dutra Consultoria – 47- 9169-4505 1-2210 2-8801 1-1356 1-0689 1-1190 [email protected] 1 2.) Uma empresa iniciou, em 1988, um amplo programa de redução do índice de refugos (não conformidades) cobrindo todas as Seções de Fabricação. Na época, o número de não conformidades era de 70 ppm por ano. O programa previa reduzir este número, em sete anos para 20 ppm por ano. Para análise e tomada de decisão, foi apresentado os dados obtidos nos cinco anos seguintes e pergunta-se se será possível atingir a meta proposta. Anos 1988 Não conformidades 70 1989 53 1990 42 1991 33 1992 27 1993 23 Obs: O ajustamento proposto pode ser através de uma reta ou uma parábola; qual dos dois lhe parece mais adequado para o caso em pauta e por quê? Carlos Alberto Dutra – Dutra Consultoria – 47- 9169-4505 [email protected] 2 3.) Uma empresa produz um equipamento que inclui um misturador, tigelas, um temporizador e um dispositivo automático de limpeza. O equipamento pode ser fornecido em duas versões: “Standard” e “ de luxe” que empregam diferentes misturadores porém com o mesmo motor. Com as informações seguintes complete os registros MRP dos misturadores e do motor (demanda independente = 100/per.). MISTURADOR “STANDARD” Est = 400 TR = 2 SEM LE = 400 OP = O 41 Necessidade Emissão Produção de 200 Ordens 42 150 de 400 Saldo de Estoque = 400 200 43 100 44 250 45 100 400 50 Entrada no estoque 350 46 150 47 48 100 200 150 350 400 100 400 400 250 400 400 MISTURADOR “DE LUXE” Est = 150 TR = 4 SEM PED = 500S(2) LE = 500 41 Necessidade Emissão Produção de 100 Ordens 42 250 43 50 de 500 Saldo de Estoque = 150 50 Entrada no estoque 44 50 45 46 47 48 200 150 300 50 500 350 50 500 500 300 250 200 500 500 500 MOTOR (Estoque de Segurança =200) Est = 800 TR = 2 SEM PED = 1000S(2) LE = 1000 Necessidade Emissão de Pedidos Compras Saldo no estoque = 800 41 42 43 44 45 100 600 500 100 1000 de 1000 Entrada no estoque Carlos Alberto Dutra – Dutra Consultoria – 47- 9169-4505 46 47 48 100 100 1000 1000 700 1100 600 1000 1000 1000 [email protected] 500 400 300 300 1000 3 4.) Devido a intensa demanda por seus produtos destinados à classe “A”, a MKC estava aceitando cada vez mais pedidos, prometendo inclusive datas de entrega imediatas, com receio de não tirar o máximo proveito da situação que sabia ser eventual. Como conseqüência seu PPCP estava emitindo mais ordens urgentes que o usual, o que causava inúmeras reprogramações das ordens normais anteriormente emitidas. No início o problema não era dos mais graves e, bem ou mal, o PPCP conseguia entregar os pedidos dentro dos exíguos prazos de entrega prometidos. A situação, entretanto, manteve-se inalterada e o que era ocasional passou a ser rotina. Não havia, inclusive, nada a reclamar pois para a precária situação financeira da empresa, esses novos pedidos eram muito oportunos. No PPCP, entretanto, a situação era de caos. Ao tentar atender ao grande número de pedidos urgentes ele freqüentemente tinha que ordenar interrupções em ordens em andamento causando, com isso, um grande acréscimo nas horas de preparação de máquinas. Outras vezes, as ordens normais ficavam tão postergadas que, elas mesmas, tornavam-se urgentes. Em pouco tempo, todas as ordens eram urgentes tendo sido necessária a criação da categoria de “ordens urgentíssimas”. As conseqüências indesejáveis eram sem conta. Algumas vezes, itens reguladores de estoque acabavam antes que suas ordens normais de reposição fossem completadas (embora emitidas a tempo). Essas faltas afetavam não só as encomendas normais como as urgentes também. Finalmente chegou-se a um estudo em que nenhum prazo de entrega era cumprido o que, naturalmente, gerava diárias reclamações de Vendas às voltas com clientes insatisfeitos (ultimamente tinham ocorridos alguns cancelamentos de encomendas). Também o Gerente Financeiro se queixava do aumento das horas extraordinárias e do crescimento do estoque, conseqüência dos citados cancelamentos. Se você fosse o chefe do PPCP o que faria e por quê? Se você fosse o Gerente Industrial o que faria e por quê? Caso fosse necessário modificar a rotina de trabalho da MKC introduzindo a programação de ordens de fabricação como você implementaria essa alteração? Carlos Alberto Dutra – Dutra Consultoria – 47- 9169-4505 [email protected] 4 5.) O Superintendente da Máquina Industrial tinha a impressão de que a despesa com a mão-de-obra indireta na seção de Fabricação 62 estava muito alta, levando em conta que quase todo o trabalho desta seção era pago por tarefa (na base do número de peças efetivamente produzidas). Para dirimir suas dúvidas mandou chamar o encarregado da Seção. Este informou que, no mês anterior, havia ocorrido freqüentes faltas de serviço para alguns de seus operadores. Consequentemente era obrigado a alocar serviços especiais para esses elementos. Esses serviços especiais eram em geral limpeza de máquinas, afiação de ferramentas e separação de refugos, para identificar a possibilidade de reparo. Argüido pelo Superintendente, o encarregado se opôs à idéia de desfazerse de alguns operadores pois, na maioria das vezes, o serviço demorava mas acabava chegando. Muitas vezes seu pessoal passava boa parte do dia nas tarefas especiais e depois tinha que trabalhar em extraordinário para dar conta do serviço normal que chegava atrasado na seção. Onde está o problema em questão? Deveria o encarregado da Seção fazer alguma coisa para conseguir o trabalho normal? Até que ponto deve o PPCP se preocupar com a ocupação dos operadores das máquinas? Fora esse aspecto, estava havendo falha do PPCP? Caso positivo, como corrigi-la? Carlos Alberto Dutra – Dutra Consultoria – 47- 9169-4505 [email protected] 5 6.) JIT - QUESTÕES PARA DISCUSSÃO 6.1 – Quais são os principais objetivos da Filosofia JIT? 6.2 – Comente a afirmativa: “ O sistema JIT é mais do que um conjunto de técnicas, é uma filosofia de trabalho.” 6.3 – Comente e explique como a redução dos estoques pode ajudar a encontrar problemas no processo produtivo. Quais são os tipos de problemas geralmente escondidos pelos estoques? 6.4 – Quais são os principais tipos de desperdícios encontrados na produção? Como a filosofia JIT se propõe a eliminá-los? 6.5 – Por que o sistema JIT não se adapta bem a empresas que produzem uma variedade muito grande de produtos? 6.6 – Quais as principais características do controle da qualidade total? Discuta e explique como a redução de estoques e a melhoria da qualidade constituem elos de um ciclo de aprimoramento contínuo. 6.7 - Explique o funcionamento do sistema Kanban. Carlos Alberto Dutra – Dutra Consultoria – 47- 9169-4505 [email protected] 6 7.) Marco Aurélio formou-se em administração de Empresas não propriamente por vocação e sim porque não tinha conseguido ser aprovado no exame vestibular de Engenharia que tentou duas vezes. Gostava muito de mecânica, principalmente de “mexer” no próprio carro; estava sempre a par das últimas novidades tendo, inclusive, projetado e adaptado alguns dispositivos com relativo sucesso. Ganhava a vida como vendedor, carreira na qual se destacou mercê de seu grande relacionamento, participação em várias agremiações esportivas e sociais e situação proeminente de sua família na sociedade carioca. Enfim, reunia todas as características indispensáveis a um bom vendedor. Trabalhava para uma fábrica de acessórios eletroeletrônicos para automóveis no setor de peças de reposição. Certa vez, ao visitar os EUA por conta de um prêmio que ganhou num concurso de vendas, teve a oportunidade de contatar vários revendedores e, mesmo, fabricantes de acessórios eletromecânicos e eletrônicos. Foi nessa ocasião que tomou conhecimento de um dispositivo para redução da poluição desenvolvido por um engenheiro recém-formado. Tratava-se de um dispositivo simples, porém eficaz, e marco Aurélio imediatamente vislumbrou o grande que o artefato teria no mercado brasileiro. Ao voltar, procurou uma das oficinas mecânicas que já tinha trabalhado para alguns de seus projetos de adaptação e encomendou-lhe uma quantidade para experimentar a aceitação do dispositivo. Forneceu ou poucos desenhos e croquis que tinha conseguido, suprindo a pouca informação técnica disponível com a permanente orientação pessoal no ramo de acessórios para automóveis. A parte financeira foi resolvida mobilizando seus próprios recursos e os da família, complementando-os com um pequeno empréstimo bancário e crédito dos fornecedores de materiais e da própria oficina mecânica. O lançamento do produto foi um sucesso; o dispositivo era de fato muito bom e o preço conveniente. Marco Aurélio não teve dúvida, saiu do emprego, tomou mais dinheiro emprestado e partiu para a produção regular do dispositivo num canto da mencionada oficina e dividindo o seu tempo entre os problemas industriais, comerciais e financeiros da empresa recém-criada. Tendo escolhido um bom produto, os negócios do novo empresário progrediam e ele começou a ter dificuldade de tratar eficientemente de todos os assuntos. Tinha que fazer de tudo. Freqüentemente via-se às voltas com problemas de produção, principalmente no que se referia à qualidade e a atrasos na entrega dos produtos encomendados; as vendas tomavam-lhe bastante tempo pois baseavam-se no seu relacionamento pessoal, os bancos, por fim, exigiam sua presença constante para liberar os recursos necessários. Essas dificuldades agravavam-se continuamente o que levou Marco Aurélio a convidar um ex-colega seu da Universidade para formar uma sociedade. Esse colega era vendedor também, praticamente no mesmo ramo – queimadores automáticos para aquecedores. O convite consistia em delegar, para o sócio, toda a parte comercial, permitindo que o empresário passasse a dedicar-se mais à parte de produção, sem se descuidar da parte financeira. Argumentava Marco Aurélio que as vendas iam bem enquanto que a produção estava a exigir sua maior atenção. Seu colega, entretanto, depois de muita reflexão, não aceitou alegando que, embora Marco Aurélio estivesse certo em seu diagnóstico e, talvez por isso mesmo, parecia-lhe que uma ajuda mais efetiva viria de um engenheiro ou um técnico e não de um administrador. Marco era um entusiasta da mecânica mas não era um profissional e muito menos um entendido de problemas de produção. Além disso, sua cristalização na oficina iria afastá-lo das vendas que iam bem porque ele estava dando atenção pessoal a este setor. Carlos Alberto Dutra – Dutra Consultoria – 47- 9169-4505 [email protected] 7 Pede-se um breve comentário sobre o caso apresentado sintetizando e justificando a solução que lhe parece melhor para a delegação de autoridade pretendida. 8.) A administração japonesa, preocupada com a perda de concentração de seus administradores e com a centralização de seu foco de visualização, esquecendo de visualizar o todo na resolução do problema, elaborou um treinamento denominado SUDOKU, que consiste em visualizar o todo para resolver os quadrantes. Em se tratando de PPCP, que sempre está focando em indicadores, não poderá esquecer o todo para a resolução de um ponto específico. A regra: todas as colunas, as linhas e os quadrantes deverão ter os números de 1 a 9, sem nenhum número repetido nas linhas, colunas ou quadrantes. 3 1 9 5 2 6 4 3 7 4 9 7 1 2 9 6 7 3 2 9 4 4 8 3 2 6 2 1 5 9 Carlos Alberto Dutra – Dutra Consultoria – 47- 9169-4505 2 7 [email protected] 8 8 9.) Paulo e Sérgio, dois engenheiros amigos, associaram-se e criaram uma firma de construção civil para operar no ramo da extração de minério. Inicialmente trabalhavam apenas como consultores uma vez que esse ramo exige muito capital na forma de equipamento e materiais. O proprietário de uma das empresas que os sub-contratava não andava bem de saúde e convidou Paulo e Sérgio para entrarem para sua sociedade. Nossos amigos que, até bem pouco, trabalhavam sozinhos, de repente, viram-se às voltas com uma empresa de certo porte. Além de terem que tratar com alguns engenheiros e vários funcionários e operários, enfrentavam problemas geográficos: tinham obras espalhadas por toda a cidade ( e até fora do Rio), escritório no centro e um depósito em Bonsucesso. Embora o dono da empresa continuasse com o controle acionário, a sua administração era, de fato, de Paulo e Sérgio, que assim dividiam suas tarefas: Paulo cuidava das vendas, dos problemas administrativos e financeiros e supervisionava o funcionamento do Depósito; Sérgio cuidava de toda a parte de engenharia e tinha engenheiros para cuidar das obras divididas em rebaixamento, fundações e obras especiais. Vamos apresentar o fluxo de informações e produção de uma obra típica; Paulo faz o primeiro contato com o cliente e encaminha à Sérgio um croqui com algumas especificações combinadas com o mesmo. Cabe a Sérgio examinar a idéia e transformá-la em projeto detalhado que serve de base à emissão de uma proposta de serviço com preço. Aprovado pelo cliente o projeto toma o status de obra e Sérgio designa um dos engenheiros para “tocá-la”. Cabe ao engenheiro da obra solicitar do Depósito o material e equipamento necessários que, estando disponíveis, são encaminhados para o local da obra. Se algum material estiver em falta, cabe ao Depósito mandar comprá-lo caso não exista disponível em outra obra. De posse dos itens necessários o engenheiro executa a obra sob fiscalização do cliente. O atual relacionamento entre os nossos amigos não é dos melhores. Paulo tem sérias restrições ao trabalho de Sérgio. Ele acha que o prejuízo da empresa no último exercício deve-se ao constante descumprimento dos prazos de entrega além de problemas de qualidade dos serviços executados. Por outro lado, Sérgio reclama do Depósito, que nunca consegue os materiais em dia e não cuida devidamente da manutenção dos equipamentos. Você acha necessária a criação de um PPCP nesta empresa para resolver os atrasos nas entregas das obras? Por quê? Haveria uma solução mais simples? Carlos Alberto Dutra – Dutra Consultoria – 47- 9169-4505 [email protected] 9 10.) Uma empresa produtora de aparelhos elétricos, tendo recentemente entrado no mercado no ramos de caldeiras elétricas ( em associação com uma firma multinacional) elaborou um projeto de investimento para a construção de novas instalações, uma vez que as atuais não se adequaram ao novo tipo de produção. Uma das inovações apresentadas no projeto era a eliminação do Almoxarifado Geral existente na fábrica atual para todos os insumos da produção: matérias-primas, peças compradas e outros itens. Em vez disso, previa-se um Almoxarifado para cada Seção de Fabricação. Por exemplo, as chapas de aço seriam guardadas próximo a Estamparia. O mesmo ocorreria para todos os outros materiais usados nas diferentes Seções de Fabricação e Linhas de Montagem. Seria mantido um Almoxarifado Central apenas para itens de manutenção, ferramentas e instrumentos. Até o momento o projeto não foi apresentado devido, principalmente, à diferença da opinião entre os executivos quanto à eficiência do novo sistema. Pede-se : a) Que vantagens o novo sistema apresenta? b) Que problemas terão com sua implantação? c) Qual seria uma solução alternativa e por quê? Carlos Alberto Dutra – Dutra Consultoria – 47- 9169-4505 [email protected] 10 11.) A Companhia Sulamericana de Metais fabricava artigos de ventilação em sua pequenas instalações industriais, empregando cerca de 60 pessoas. Suas atividades produtivas limitavam-se à fabricação de peças de chapa metálica como tubulações e tanques, bem como suportes e fixações para prender essas tubulações no lugar. Todos os demais itens como motores, recipientes de plásticos, sacos de coleta, ventiladores e outros acessórios eram encomendados fora. O Setor de Produção compreendia duas divisões: fabricação e montagem. A primeira estava equipada com tesourões, viradeiras, prensas excêntricas e calandras, que eram usadas para fabricar os itens acima mencionados. Na montagem, os vários componentes eram aglutinados e o produto acabado tomava forma final através das operações de fixação, solda, pintura, polimento e embalagem. Os itens maiores eram fixados preliminarmente por meio de parafusos e porcas para assegurar a correta montagem e depois desmontados para embarque; nas instalações do cliente. Em geral, os itens que faltavam eram os itens comprados cujo procedimentos era o que se segue. Ao receber encomenda do cliente o Gerente enviava à Engenharia para examinar e protocolar. Em geral a encomenda vinha acompanhada de desenhos e especificações do cliente que a Engenharia examinava, esclarecia e suplementava, se necessário, e devolvia ao Gerente. Este examinava o dossiê de maneira global encaminhando em seguida para o encarregado da fabricação que determinava quais os materiais (matérias-primas e peças compradas) necessários, manufaturava as peças fabricadas que ia acumulando-os até que os recebesse todos. Não se preparava fluxograma de produto acabado e, muito menos, seqüências de operação das peças fabricadas. O encarregado da fabricação transmitia verbalmente suas instruções ao operário, mostrando-lhes os desenhos e definindo quais as peças a fabricar e em quais quantidades. Cabia-lhe informar ao Almoxarifado quais as peças compradas necessárias e respectivas quantidades. Em continuação o Almoxarifado separava as peças em duas categorias: itens normais de estoque e peças especiais. Essas últimas, peculiares a cada encomenda, dificilmente encontravam em estoque, pelo que as requisitava imediatamente a Compras. Para os itens normais de estoque ou pequenos itens (varetas de solda, parafusos, porcas, arruelas e rebites), a reposição do estoque era responsabilidade do próprio Almoxarifado que mantinha fichas de controle de estoque para todos esses itens. Freqüentemente alguns desses itens chegavam a zero de estoque sem nenhuma providência de reposição ou por que certas encomendas exigiam quantidades excepcionais ou, simplesmente, por que se esquecia de pedi-los. Ocasionalmente, ele também deixava de encomendar as peças especiais embora alegasse que o encarregado da fabricação não tinha solicitado. O inverso também ocorria, com menor freqüência: o encarregado solicitava-lhe a compra de item especial e, depois, resolvia fabricá-lo resultando a duplicação do item (que dificilmente teria outra aplicação). Essas irregularidades raramente chegavam aos ouvidos do gerente porém acumularam-se, recentemente, quando este resolveu controlar melhor as horas extraordinárias (obviamente as faltas de peças eram resolvidas com fabricação em cima da hora). O encarregado da montagem também não reclamava porque sempre podia compensar os atrasos dos fornecimentos de componentes colocando seus operários em extraordinário. Como você resolveria o problema das faltas de peças na montagem levando em conta o tamanho da empresa? Seria necessário estruturar um PPCP formal? Quais seriam as vantagens e desvantagens desta recomendação? Carlos Alberto Dutra – Dutra Consultoria – 47- 9169-4505 [email protected] 11 12. Exercícios de quota de produção, eficiência e produtividade. a) Uma confecção está com um gargalo de produção na operação de rebater o elástico. Sabendo-se que o tempo padrão é de 0,65 min/pç e que a operadora trabalha em um turno de 528 minutos, qual a quota diária de produção. Para produzir-mos 5000 peças, quantos dias necessitamos e qual a necessidade de minutos de produção diário para produzirmos o lote em 3 dias. b) Realizando uma operação de encartuchar gelatinas, o operador realiza em 0,04 min/cxa. Trabalhando em um turno de 528 minutos, qual a sua quota diária, sabendo-se que o % de tolerância é de 12%. c) Calcule as quotas de produção abaixo: a. b. c. d. Período de tempo = 60 min – tempo padrão/pç = 0,60 min Período de tempo = 480 min – tempo padrão/cx = 0,60 min Período de tempo = 2 horas – tempo padrão/fardo = 0,36 min Período de tempo = 576 min – tempo padrão por saco = 0,40 min d) Albertina trabalhou 6 horas no envazamento de potes de margarina, produzindo um total de 280 caixas. Ela trabalhou na máquina 19, em turno de 528 min e produziu 20 caixas não conforme. Sabendo-se que a quota horária é de 60 caixas, calcule a eficiência, produtividade e utilização de máquina. e) João trabalhou 4 horas na operação de solda de ganchos metálicos especiais, produzindo 8300 un de ganchos.Ele trabalhou na máquina 17, trabalhou em um turno de 528 minutos, ficou parado por 40 minutos por falta de energia elétrica e desperdiçou 184 ganchos. Sabendo-se que a quota horária é de 2300 ganchos, calcule a eficiência, produtividade e utilização de máquina. f) Uma operadora trabalhou durante o dia nos seguintes horários: 7:00 às 11:00 horas e 13:00 às 17:00 horas, produzindo no total de 140 máquinas. Sabendo-se que o tempo padrão é de 3 minutos por máquina, calcule a eficiência desta operadora. g) O Dorival trabalhou 9 horas e 30 minutos na operação de furar, em três peças diferentes. Apresentou os seguintes resultados: Artigo Tempo Padrão conforme A 0,95 min B 1,30 min C 1,05 min eficiência e a produtividade do Dorival. Carlos Alberto Dutra – Dutra Consultoria – 47- 9169-4505 Produção Conforme 150 peças 200 peças 120 peças [email protected] Não 10 0 15. Calcule a 12 13. Exercício de MRP. Componentes da estrutura Produto: 19243 - 0 : Sub-Cj Varão 3150mm SEQ 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 Classif. Componente 2023 Tubo 26,90x2,25x6000mm 5 p/varao 5 9251 Ponta Varao PT - D - Inox 5 9252 Ponta Varao PT - E - Inox 5 2357 Arame Solda MIG - 1,00mm 5 9105 Tinta PU Prata 5 9533 Thinner PU 5 9106 Catalisador P/PU 5 2686 Punho Plastico Preto (30.2102) 3 02637-0 Sub-Cj Trinco PT - E 5 2500 Trinco Esquerdo 5 3652 - Parafuso sextavado 12mm 5 8554 - Arruela de pressão 5 8652 - Porca 12mm 5 9322 - Tela de acabamento do trinco Qtdd. UND %QB 8,520 1,000 1,000 0,008 0,082 0,018 0,022 1,000 1,000 1,000 4,000 4,000 4,000 1,000 KG PC PC KG L L L PC CJ PC PC PC PC PC 10 0 0 5 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 A empresa necessita produzir 1200 unidades do produto 19243-0 para entrega no dia 25/09/2006. Possui nos estoques os seguintes itens: 9322 50 PC 8554 500 PC 2686 340 PC 8652 420 PC 2500 100 PC Ordens de compras em aberto: 2357 50 kg 3652 2500 pc Requisições a serem baixadas: Nr2564 8652 100 PC 8554 300 PC Calcule as necessidades de materiais e gere as solicitações de compras. Carlos Alberto Dutra – Dutra Consultoria – 47- 9169-4505 [email protected] 13 14.) JOGO DE EMPRESA : GESTÃO DE PROGRAMAÇÃO DE PRODUÇÃO E ESTOQUES (Este modelo de jogo foi desenvolvido pela empresa americana Procter & Gamble) A palavra jogo é aqui empregada com a significação de simulação de uma experiência real, na qual intervém o fator acaso, como no jogo comum, o que explica o duplo emprego da palavra. As saídas de estoque, representadas pelas unidades vendidas, são determinadas pelo sorteio entre um certo número de alternativas, que nesta simulação estão definidas em 24 oportunidades. O objetivo do jogo consiste em atender às vendas, que são determinadas aleatoriamente, sem ter estoques demais (o que representaria um custo adicional), e nem de menos, o que proporcionaria uma penalização, por acarretar entregas atrasadas. O critério básico da gestão do estoque é minimização dos custos de ter e/ou não ter estoques. Quatro são os custos aqui considerados : Custo de ter estoque em armazém próprio, cuja capacidade de armazenamento é limitada a 240 unidades, é de R$ 3,50 por unidade, por semana. Custo de armazenamento do excesso de estoque (acima de 240 unidades) em espaço alugado: R$ 10,00 por unidade/semana; Custo de entrega atrasada (falta de estoque): R$ 7,50 por unidade não entregue; Custo de variar o volume de produção: R$ 25,00 cada variação. Este custo é lançado na semana em que a nova produção se torne efetiva. O estoque inicial é de 150 unidades e a produção programada para 1a., 2a. e 3a semana é de 80 unidades. A partir da 4a semana a programação deve ser efetuada pela equipe de acordo com regras estabelecidas. Com base na previsão de vendas indicada e no nível de estoque desejado ao fim de cada semana, faz-se a programação da produção para a semana, em termos de unidades a serem produzidas. Uma vez feita a programação da produção, determina-se por sorteio a venda real da semana. Qualquer venda poderá ser sorteada em qualquer semana. POSSIBILIDADES DE VENDAS REAIS 58 64 69 83 86 89 103 106 108 120 124 127 73 92 111 131 76 94 114 136 80 97 117 142 Uma vez conhecida a venda real da semana, calcula-se por diferença o estoque final da semana, o qual será o estoque inicial da semana seguinte, e assim sucessivamente. Os cálculos deverão ser realizados na tabela abaixo, para o cálculo do final e do excesso ou falta de estoque. Carlos Alberto Dutra – Dutra Consultoria – 47- 9169-4505 [email protected] 14 CÁLCULO DO ESTOQUE FINAL 01 02 03 Semana Estoque Produção Inicial 04 05 06 Estoque Venda Real Estoque Inicial + (sorteada) Final Produção 07 Estoque Final (-240) Uma vez conhecido o estoque final e o excesso ou falta de estoque, bem como a decisão de variar ou não o nível de produção, passa-se ao cálculo dos custos cuja minimização se busca atingir. Note-se que há sempre, no máximo, três custos a considerar, porque dois dos quatros custos considerados são excludentes entre si, a saber: os custos de ter excesso de estoque e os custos decorrentes da falta de estoque, com a conseqüente entrega atrasada. No final de cada semana, há excesso ou falta de estoque. Há duas semanas de intervalo entre a decisão de variar e a variação de produção, isto é, decidindo-se na semana “n” a produção só pode variar na semana “n+3”. A primeira decisão relativa à produção entre em efeito imediatamente e vale até a 3a semana. A decisão de variar a produção na 4a semana deverá ser tomada na 1a semana, pois decorrerão as semanas 1, 2 e 3 antes que a produção varie na 4a semana. As variações do nível de produção são no mínimo de 5 unidades e no máximo de 10 unidades. A produção é continua, e só será alterada para mais ou para menos a partir da decisão de variar a produção, sempre se limitando as quantidades já especificadas acima. Conhecidos agora os custos e como se aplicam à gestão do estoque, mostraremos uma nova planilha para os cálculos dos custos. CÁLCULO DO CUSTO TOTAL DA GESTÃO DE ESTOQUE 01 02 03 04 05 CUSTOS Semana Estoque Estoque Armaz. De Falta de Final Final (-240) excesso de estoque estoque 06 07 Variação do nível de produção Total de gestão de estoque A cada rodada deverá ser apurado o demonstrativo de resultado do período, de acordo com a seguinte estrutura: Venda – Custo da mercadoria vendida = Lucro Bruto Lucro Bruto – Despesas Operacionais = Lucro Líquido Para tanto, devemos considerar o preço unitário de venda de R$ 120,00; Custo da mercadoria vendida de R$ 84,00 (por unidade); despesas operacionais de R$ 12,00 por unidade mais os custos de armazenamento, o custo do estoque excedente ou custo de falta de estoque e ainda o custo de variação da produção. O Demonstrativo de Resultados deverá ser entregue ao coordenador conforme planilha abaixo: Carlos Alberto Dutra – Dutra Consultoria – 47- 9169-4505 [email protected] 15 DEMONSTRATIVO DE RESULTADO 1. VENDAS (quantidade sorteada x R$ 120,00) 2. CUSTO DA MERCADORIA VENDIDA – CMV (Quantidade sorteada x R$ 84,00) 3. LUCRO BRUTO (1 – 2 = 3) 4. DESPESAS OPERACIONAIS Desp. Vendas (quant. Sorteada x R$12,00) Custo armazenamento (soma coluna 8) Custo do estoque excedente ( soma coluna 9) Custo de falta de estoque (soma coluna 10) Custo de variar a produção (soma coluna 11) 5. LUCRO LÍQUIDO (3 – 4 = 5) Carlos Alberto Dutra – Dutra Consultoria – 47- 9169-4505 [email protected] 16 CÁLCULO DO ESTOQUE FINAL 1 Semana 02 Estoque Inicial 03 Produção 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 150 80 80 80 Carlos Alberto Dutra – Dutra Consultoria – 47- 9169-4505 04 Estoque Inicial + Produção 230 05 Venda Real Sorteada [email protected] 06 Estoque Final 17 07 Estoque Final (-240) 0 0 0 01 Semana 06 07 Estoque Final Estoque Final (-240) 08 Estoque X 3,50 09 Excesso de Estoque (x 10,00) 10 Falta de estoque ( X 7,50) 11 Variação do Nível de Produção 12 Total de gestão de estoque 13 Custo acumulado 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 Carlos Alberto Dutra – Dutra Consultoria – 47- 9169-4505 [email protected] 18 14 Variação de produção