GRUPO GESTOR Q APOIO Redes sindicais: textos para debate e formação Redes sindicales: textos para debate y formación Projeto Promoção dos Direitos Trabalhistas na América Latina Grupo Gestor Central Única dos Trabalhadores (CUT) Confederação Nacional do Ramo Químico da CUT (CNQ/CUT) Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM/CUT) Instituto Observatório Social SumÁRIO Módulo I 4 A Globalização e os impactos para os sindicatos e o mundo do trabalho LA GLOBALIZACIÓN Y LOS IMPACTOS PARA LOS SINDICATOS Y EL MUNDO DEL TRABALHO Apoio DGB Bildungswerk Módulo II Redes sindicais: textos para debate e formação Os Sindicatos e as redes Novembro de 2014 São Paulo - SP - Brasil LOS SINDICATOS Y LAS REDES 14 Texto Hélio da Costa Módulo III Edição Paola Bello DIÁLOGO SOCIAL E RESPONSABILIDADE SOCIAL: ENTRE LIMITES E OPORTUNIDADES Tradução Celina Lagrutta 24 DIÁLOGO SOCIAL Y RESPONSABILIDAD SOCIAL: ENTRE LÍMITES Y OPORTUNIDADES Projeto gráfico e diagramação Sotaque Brasil Propaganda Módulo IV Execução Instituto Observatório Social Normas e diretrizes internacionais sobre o trabalho Impressão Elyon Indústria Gráfica 36 Normas y directrices internacionales sobre el trabajo Módulo V Tiragem 10.000 exemplares Negociação coletiva ISBN 978-85-64665-02-6 Negociación Colectiva 52 APRESENTAÇÃO Estamos em uma fase desafiadora para o sindicalismo mundial. As multinacionais, em ataques cada vez mais intensos, colocam em risco o direito dos trabalhadores. Desde as últimas conferências da Organização Internacional do Trabalho (OIT), os representantes das empresas unem-se na tentativa de retirar a dimensão reguladora da organização e transformá-la em um órgão orientador de diretrizes, sem caráter vinculante – o que significaria um enorme retrocesso político no combate à violação de direitos. Assim, as investidas das empresas e do capital testam, dia após dia, a perseverança de trabalhadores, trabalhadoras e seus representantes sindicais. Neste cenário de globalização e crescimento do poder das empresas, o sindicalismo em todo o mundo se vê desafiado a também responder com estratégias globais. Nesse sentido, ganham corpo iniciativas que buscam o fortalecimento dos Sindicatos Globais por meio de fusões entre vários setores. É o caso da IndustriAll, que uniu trabalhadores dos setores metalúrgico, químico e vestuário. A iniciativa também é refletida na criação dos Conselhos Europeus de Empresas – que, em alguns casos, foram ampliados e transformados em Comitês Mundiais de Trabalhadores, como é o caso do Comitê Mundial da Volkswagem. No Brasil, a partir do final da década de 1990, a CUT, em parceria com diversas Confederações, dá início ao projeto CUT Multi. O objetivo era criar redes sindicais em empresas multinacionais como uma das formas de responder ao crescente poder das empresas em um mundo cada vez mais globalizado. A iniciativa teve continuidade no projeto Promoção de Direitos na América Latina, voltado para o fortalecimento do diálogo social nas relações de trabalho. A ferramenta escolhida foi a criação de redes sindicais nos setores metalúrgico e químico. Esta cartilha tem como objetivo dar subsídios a trabalhadores e trabalhadoras para que se tornem agentes conhecedores e defensores de seus direitos. Foi elaborada como parte da estratégia de formação e capacitação dentro do projeto Promoção dos Direitos Trabalhistas na América Latina, gerido por CUT, CNM/ CUT, CNQ/CUT e Instituto Observatório Social e apoiado pelo centro de formação da central alemã DGB, o DGB Bildungswerk. Seu uso, entretanto, não deve ficar limitado ao ambiente de formação. Esperamos que, com este material, mais trabalhadores e trabalhadoras tenham conhecimento de seus direitos e dos recursos existentes para garanti-los. Porque o conhecimento é indispensável para vencer essa luta. Presentación Vivimos una fase desafiadora para el sindicalismo mundial. Las multinacionales, en ataques cada vez más intensos, ponen en riesgo el derecho de los trabajadores. Desde las últimas conferencias de la Organización Internacional del Trabajo (OIT), los representantes de las empresas se unen en el intento de quitarle la dimensión reguladora a la organización y transformarla en un órgano orientador de directrices, sin carácter vinculante - lo que significaría un tremendo retroceso político en el combate a la violación de derechos. Así, las embestidas de las empresas y del capital ponen a prueba, día tras día, la perseverancia de trabajadores, trabajadoras y sus representantes sindicales. En este escenario de globalización y de crecimiento de poder de las empresas, el sindicalismo en todo el mundo se ve desafiado a también responder con estrategias globales. En ese sentido, ganan cuerpo iniciativas que buscan el fortalecimiento de los Sindicatos Globales por medio de fusiones entre varios sectores. Es el caso de IndustriAll, que unió a trabajadores de los sectores metalúrgico, químico y de vestuario. La iniciativa también se refleja en la creación de los Consejos Europeos de Empresas - que, en algunos casos, fueron ampliados y transformados en Comités Mundiales de Trabajadores, a ejemplo del Comité Mundial de la Volkswagem. En Brasil, a partir de fines de la década de 1990, la CUT, en alianza con diversas Confederaciones, da inicio al proyecto CUT Multi. El objetivo era el de crear redes sindicales en empresas multinacionales como una de las formas de responder al creciente poder de las empresas en un mundo cada vez más globalizado. La iniciativa tuvo seguimiento en el proyecto Promoción de Derechos en América Latina, orientado al fortalecimiento del diálogo social en las relaciones de trabajo. La herramienta elegida fue la creación de redes sindicales en los sectores metalúrgico y químico. Esta cartilla tiene como objetivo ser un insumo para trabajadores y trabajadoras, con la finalidad de que se conviertan en agentes conocedores y defensores de sus derechos. Fue elaborada como parte de la estrategia de formación y capacitación dentro del proyecto Promoción de los Derechos Laborales en América Latina, gestionado por CUT, CNM/CUT, CNQ/CUT e Instituto Observatorio Social, contando con el apoyo del centro de formación de la central alemana DGB, el DGB Bildungswerk. Su uso, sin embargo, no debe limitarse al ambiente de formación. Esperamos que, con este material, más trabajadores y trabajadoras tengan conocimiento de sus derechos y de los recursos existentes para asegurarlos. Porque el conocimiento es indispensable para vencer esa lucha. Q 4 MÓDULO I A GLOBALIZAÇÃO E OS IMPACTOS PARA OS SINDICATOS E O MUNDO DO TRABALHO 5 Apresentação: Neste módulo de formação, analisaremos os efeitos da globalização sobre o mundo do trabalho. Primeiro, veremos os impactos das transformações ocorridas no capitalismo nos últimos 30 anos e os reflexos sobre as condições de trabalho e de vida do trabalhador e da trabalhadora em todo o mundo. Em seguida, veremos como os sindicatos foram duramente atacados por resistirem às transformações perversas que começaram a se processar a partir da globalização. Queremos refletir sobre esse fenômeno que se convencionou chamar de “globalização”, entender o seu significado e como ele tem afetado o nosso modo de viver. Essa compreensão é importante para entendermos melhor o sentido de atuarmos em redes sindicais de empresas multinacionais, tanto em nível nacional como em nível internacional. As empresas querem globalizar o comércio e as finanças e, para isso, buscam eliminar todas as barreiras tarifárias. Também se aproveitam de legislações trabalhistas mais frágeis, em países onde não são cumpridas rigorosamente, para intensificar a exploração do trabalho e aumentar os lucros. Para a IndustriAll, o maior sindicato global da indústria, “é fundamental superar as barreiras impostas pelas empresas para sermos capazes de dar voz aos trabalhadores”. Nesse sentido, a formação de redes sindicais tem sido uma das principais ações que a IndustriaAll tem apoiado para fazer frente ao poder cada vez mais crescente das empresas multinacionais. LA GLOBALIZACIÓN Y LOS IMPACTOS PARA LOS SINDICATOS Y EL MUNDO DEL TRABALHO Presentación: En este módulo de formación, analizaremos los efectos de la globalización sobre el mundo del trabajo. En primer lugar, analizaremos los impactos de las transformaciones ocurridas en el capitalismo en los últimos 30 años y los reflejos sobre las condiciones de trabajo y de vida del trabajador y de la trabajadora en todo el mundo. Luego, veremos cómo los sindicatos fueron duramente atacados por resistir a las transformaciones perversas que empezaron a procesarse a partir de la globalización. Queremos reflexionar sobre ese fenómeno que por convención se decidió llamar “globalización”, entender su significado y la forma como viene afectando nuestro modo de vivir. Esta comprensión es importante para que entendamos mejor el sentido de actuar en redes sindicales de empresas multinacionales, tanto a nivel nacional como a nivel internacional. Las empresas quieren globalizar el comercio y las finanzas y, para ello, buscan eliminar todas las barreras arancelarias. También se aprovechan de legislaciones laborales más débiles, en países donde éstas no son cumplidas rigurosamente, para intensificar la explotación del trabajo y aumentar las ganancias. Para IndustriAll, el mayor sindicato global de la industria, “es fundamental superar las barreras impuestas por las empresas para que seamos capaces de dar voz a los trabajadores”. En este sentido, la formación de redes sindicales ha sido una de las principales acciones que viene apoyando IndustriAll para hacer frente al poder cada vez más creciente de las empresas multinacionales. 6 O que é a globalização? ¿Qué es la globalización? Alguns autores consideram o processo de globalização um fenômeno antigo, muito anterior à globalização recente. Defendem, por exemplo, a expansão marítima dos séculos XV e XVI como um dos principais processos de globalização comercial e financeira, já que, até aquele período, muitas regiões do mundo não se comunicavam entre si. Com a expansão marítima, passaram a estabelecer uma relação comercial que, na maioria dos casos, tornou-se uma relação de dominação política dos conquistadores europeus sobre os povos conquistados na América, na África e na Ásia. Algunos autores consideran que el proceso de globalización es un fenómeno antiguo, muy anterior a la globalización reciente. Defienden, por ejemplo, la expansión marítima de los siglos XV y XVI como uno de los principales procesos de globalización comercial y financiera, ya que, hasta aquel período, muchas regiones del mundo no se comunicaban entre sí. Con la expansión marítima, pasaron a establecer una relación comercial que, en la mayoría de los casos, se convirtió en una relación de dominación política de los conquistadores europeos sobre los pueblos conquistados en América, África y Asia. Entretanto, por conta de nossos objetivos, trabalharemos com o processo de globalização de nosso tempo. Esse processo inicia-se na segunda metade da década de 1970, caracterizada por uma profunda recessão da economia mundial. Essa recessão foi impulsionada pelo choque do petróleo, pelo endividamento dos Estados Unidos e pela desregulação do sistema financeiro internacional, motivos que levaram à primeira grande crise econômica depois da Segunda Guerra Mundial. Até então, o mundo vivia sobre as bases do chamado “compromisso fordista”, sustentado por um sistema de regulação econômica e social que orientou 30 anos de crescimento da economia internacional. Também nessa época, entre 1945 e 1975, foi implementado em grande parte dos países europeus o “estado do bem-estar social”. Com a recessão da economia, ambos foram abalados e a Europa iniciou um processo amplo de reestruturação financeira e produtiva. A este conjunto de transformações que começaram há mais de 30 anos dá-se o nome de globalização. Um pouco mais recentemente, esse processo foi impulsionado por inovações tecnológicas, como a informática, a telemática, a expansão da telefonia e a ascensão da internet. Essas inovações passaram a permitir que milhões de pessoas falassem ao mesmo tempo a partir de qualquer lugar do mundo. No mesmo ritmo, se tornaram mais modernos os meios de Sin embargo, en función de nuestros objetivos, trabajaremos con el proceso de globalización de nuestro tiempo. Este proceso se inicia en la segunda mitad de la década de 1970, caracterizada por una profunda recesión de la economía mundial. Tal recesión fue impulsada por el shock del petróleo, el endeudamiento de los Estados Unidos y la desregulación del sistema financiero internacional, motivos que llevaron a la primera gran crisis económica después de la Segunda Guerra Mundial. Hasta entonces, el mundo vivía sobre las bases del llamado “compromiso fordista”, sostenido por un sistema de regulación económica y social que orientó 30 años de crecimiento de la economía internacional. También en esa época, entre 1945 y 1975, se implementó en gran parte de los países europeos el “Estado del bienestar social”. Con la recesión de la economía, ambos fueron afectados y Europa inició un amplio proceso de reestructuración financiera y productiva. A este conjunto de transformaciones que empezaron desde hace más de 30 años se le da el nombre de globalización. Un poco más recientemente, dicho proceso ha cobrado nuevo impulso a raíz de innovaciones tecnológicas, como la informática, la telemática, la expansión de la telefonía y el ascenso de la Internet. Estas innovaciones pasaron a permitir 7 transporte e as tecnologias relacionadas aos processos produtivos – que permitiram às empresas reduzir seus quadros de funcionários e o tamanho de suas plantas. As novas tecnologias também começaram a facilitar a integração entre as cadeias produtivas em todo o mundo. Assim, empresas fornecedoras passam a se tornar responsáveis por parte do processo produtivo de grandes empresas demandantes em qualquer lugar do mundo. E foram essas transformações que aceleraram a expansão do comércio mundial. Ou seja, nos dias de hoje, uma empresa no Brasil pode fazer um levantamento de preço de determinado componente na China, na Indonésia, nos Estados Unidos, no Japão ou na África do Sul em poucas horas. Pode, também, efetuar a compra deste componente orçado em um ou dois dias. Esse mesmo procedimento poderia durar mais de dois meses nas décadas de 1960 e 1970. Como a globalização afetou os trabalhadores? Nas décadas de 1980 e 1990, a globalização se tornou mais intensa, assim como o processo de financeirização da economia mundial e de integração e concentração de processos nas empresas. Juntos, esses processos levaram a consequências profundas na vida dos trabalhadores: 1 2 3 8 As empresas passaram a aumentar a pressão sobre os estados nacionais para flexibilizar os direitos trabalhistas e acabar com as barreiras comerciais. Graças às inovações tecnológicas, as empresas aumentaram a capacidade de se deslocarem geograficamente. As mudanças no processo de trabalho e de produção refletiram nas condições de trabalho, em especial quanto à informalidade e à precarização. que millones de personas hablaran al mismo tiempo y desde cualquier lugar del mundo. En el mismo ritmo, se volvieron más modernos los medios de transporte y las tecnologías relacionadas a los procesos productivos - que permitieron que las empresas redujeran sus nóminas de empleados y el tamaño de sus plantas. Las nuevas tecnologías también han facilitado la integración entre las cadenas productivas en todo el mundo. Así, empresas proveedoras pasan a ser responsables de parte del proceso productivo de grandes empresas demandantes en cualquier lugar del planeta. Fueron esas transformaciones las que aceleraron la expansión del comercio mundial. O sea, los días actuales, una empresa en Brasil puede hacer un estudio de precio de determinado componente en China, Indonesia, Estados Unidos, Japón o Sudáfrica en pocas horas. Puede, asimismo, efectuar la compra de este componente presupuestado en un día o dos. Este mismo procedimiento podría tardar más de dos meses en las décadas de 1960 y 1970. ¿Cómo la globalización afectó a los trabajadores? En la décadas de 1980 y 1990, la globalización se hizo más intensa, así como el proceso de financierización de la economía mundial y de integración y concentración de procesos en las empresas. Juntos, esos procesos acarrearon consecuencias profundas en la vida de los trabajadores: 1. Las empresas pasaron a aumentar la presión sobre los Estados nacionales para flexibilizar los derechos laborales y acabar con las barreras comerciales. 2. Gracias a las innovaciones tecnológicas, las empresas aumentaron la capacidad de desplazarse geográficamente. 3. Los cambios en el proceso de trabajo y de producción se reflejaron en las condiciones de trabajo, en especial en cuanto a la informalidad y la precarización. 4 Os sindicatos passaram a ser pressionados para terem diminuídos seus poderes de negociação e de representação. 4. Los sindicatos pasaron a ser presionados a fin de ver disminuidos sus poderes de negociación y de representación. Assim, começamos a assistir ao desmonte do mercado formal de trabalho em todo o mundo, também conhecido como “desmoronamento da sociedade salarial”, assim como uma espécie de vingança do capital contra as conquistas trabalhistas. Así, empezamos a asistir al desmonte del mercado formal de trabajo en todo el mundo, también conocido como “desmoronamiento de la sociedad salarial”, bien como a una suerte de venganza del capital contra las conquistas laborales. Mas o que isso quer dizer? Significa que o velho sistema de proteção social construído ao longo de muitos anos e com muitas lutas da classe trabalhadora começa a ser desmontado. Isso acontece pela pressão das grandes empresas que querem eliminar as barreiras legais para exploração da mão de obra e aumento das margens de lucro. O resultado dessas pressões pode ser visto no crescente número de trabalhadores terceirizados e subcontratados, na flexibilização dos direitos trabalhistas, na descentralização das negociações coletivas, nas formas de remuneração variáveis de acordo com as metas de produção e nas frequentes denúncias sobre violação de direitos humanos e trabalhistas por parte das empresas. Ao invés da perspectiva de segurança e da estabilidade no trabalho, os trabalhadores passam a conviver com o medo, a insegurança e a sensação de vulnerabilidade. Na Europa, a crise dos anos 1970 levou ao achatamento dos níveis de emprego e à fragilização da capacidade de reagir dos sindicatos. Diante da possibilidade de uma empresa de empilhadeiras fechar uma de suas três plantas europeias, por exemplo, era comum a essa empresa pressionar os trabalhadores de todas as unidades a rebaixarem os salários. Em um exemplo mais concreto, a Ford, no anseio de instalar uma fábrica de componentes em Dundee, na Escócia, impôs a contrapartida de que o sindicato local aceitasse que salários e condições de trabalho na nova planta não fizessem parte do acordo coletivo nacional envolvendo as unidades mais ¿Pero qué significa eso? Significa que el viejo sistema de protección social construido a lo largo de muchos años y tras muchas luchas de la clase trabajadora empieza a ser desmontado. Esto ocurre por la presión de las grandes empresas que quieren eliminar las barreras legales para la explotación de mano de obra y el aumento de los márgenes de ganancia. El resultado de tales presiones se puede observar en el creciente número de trabajadores tercerizados y subcontratados, en la flexibilización de los derechos laborales, en la descentralización de las negociaciones colectivas, en las formas de remuneración variables de acuerdo a las metas de producción y en las frecuentes denuncias sobre violación de derechos humanos y laborales por parte de las empresas. A contramano de la perspectiva de seguridad y estabilidad en el trabajo, los trabajadores pasan a convivir con el miedo, la inseguridad y la sensación de vulnerabilidad. En Europa, la crisis de los años 1970 llevó al aplastamiento de los niveles de empleo y a la fragilización de la capacidad de reaccionar de los sindicatos. Ante la posibilidad de cierre de una de las tres plantas europeas de una empresa de montacargas, por ejemplo, era común que esa empresa presionara a los trabajadores de todas las unidades a rebajar los salarios. En un ejemplo más concreto, Ford, pretendiendo instalar una fábrica de componentes en Dundee, Escocia, le impuso al sindicato local la contrapartida de aceptar que los salarios y condiciones de trabajo en la nueva planta no formaran parte del acuerdo colectivo nacional que abarcaba las unidades más antiguas de Ford en el Reino Unido. 9 antigas da Ford no Reino Unido. Diante da recusa do sindicato, a empresa decidiu instalar a planta de componentes na Indonésia. Ante la negativa del sindicato, la empresa decidió instalar la planta de componentes en Indonesia. Na América Latina, esse processo de ataques aos direitos dos trabalhadores se intensificou com as políticas neoliberais que se tornaram dominantes nos anos 1990, causando fragmentação e informalização do mercado de trabalho. Embora o Chile já tivesse iniciado esse processo nos anos 1970, na ditadura Pinochet, foi nos anos 1990 que países como Brasil, Argentina, Peru, Bolívia, Venezuela, México, Colômbia e Equador passaram por processos de privatização, flexibilização de direitos trabalhistas, altas taxas de desemprego, demissões e congelamento dos salários dos funcionários públicos. Nesse período, também se intensificou a perseguição aos sindicatos, entre outras medidas que afetaram drasticamente a vida dos trabalhadores e de toda a população. En América Latina, ese proceso de ataques a los derechos de los trabajadores se intensificó con las políticas neoliberales que se hicieron dominantes en los años 1990, causando la fragmentación e informalización del mercado de trabajo. Aunque Chile ya había iniciado ese proceso en los años 1970, durante la dictadura de Pinochet, fue en los años 1990 que países como Brasil, Argentina, Perú, Bolivia, Venezuela, México, Colombia y Ecuador pasaron por procesos de privatización, flexibilización de derechos laborales, altas tasas de desempleo, despidos y congelamiento de los salarios de los empleados públicos. En ese período se intensificó, además, la persecución a los sindicatos, entre otras medidas que afectaron drásticamente la vida de los trabajadores y de toda la población. As multinacionais estão cada vez mais submetidas à lógica de acumulação de lucros e de atuação em várias nações. Com este objetivo, mudam os desafios do movimento sindical, já que o mundo do trabalho se torna mais instável e precário a cada dia. Ao mesmo tempo, as empresas se globalizam cada vez mais e exigem dos sindicatos a superação de barreiras nacionais para a construção da solidariedade e de conexões nacionais e internacionais. Las multinacionales están cada vez más imbuidas de la lógica de acumulación de ganancias y actuación en varias naciones. Con ello, cambian los desafíos del movimiento sindical, ya que el mundo del trabajo se vuelve más instable y precario cada día. Al mismo tiempo, las empresas se globalizan cada vez más y exigen de los sindicatos la superación de las barreras nacionales para la construcción de la solidaridad y de conexiones nacionales e internacionales. Como acontece essa solidariedade internacional? Entre os sindicatos, o principal objetivo da cooperação internacional é resistir aos impactos perversos da globalização sobre os direitos dos trabalhadores. Um dos grandes exemplos iniciou em 1998, quando países do hemisfério sul, liderados pela Austrália, começaram a realizar encontros internacionais. Em 1999, esses encontros geraram a Southern Initiative on Globalisation and Trade Union Rights (SIGTUR), uma grande “Rede de Sindicatos Democráticos Orientada para Cam- 10 ¿Cómo se da esa solidaridad internacional? Entre los sindicatos, el principal objetivo de la cooperación internacional es resistir a los impactos perversos de la globalización sobre los derechos de los trabajadores. Uno de los grandes ejemplos tuvo inicio en 1998, cuando países del hemisferio sur, liderados por Australia, empezaron a realizar encuentros internacionales. En 1999, esos encuentros generaron la Southern Initiative on Globalisation and Trade Union Rights (SIGTUR), una gran “Red de Sindicatos Democráticos Orientada a Campañas en el Sur”, en la que participan sindicatos de Australia, Asia, Sudáfrica y América Latina. panhas no Sul”, do qual participam sindicatos da Austrália, Ásia, África do Sul e América Latina. Essa cooperação também acontece entre organizações sindicais. É o caso da fusão da Confederação Internacional de Organizações e Sindicatos Livres (CIOSL) com a Confederação Mundial do Trabalho (CMT). Dessa junção nasceu a atual Confederação Sindical Internacional (CSI), fundada no Congresso de Viena de 2006. O mesmo acontece com sindicatos globais, que unem forças para enfrentar desafios comuns em todo o mundo. É o caso da criação da IndustriAll, o maior sindicato global do setor industrial. Ele foi fundado em junho de 2012, a partir da fusão da Federação Internacional de Trabalhadores das Indústrias Metalúrgicas (FITIM), da Federação Internacional de Sindicatos do Ramo Químico, Energia, Mineração e Indústrias Diversas (ICEM) e da Federação Internacional de Trabalhadores Têxteis, Vestuários e Couros (ITGLWF). As ações contra o poder das empresas multinacionais também ganham aliadas aos comitês internacionais, que unem trabalhadores de várias unidades de uma mesma empresa. O maior exemplo são os Conselhos Europeus de Empresas (CEEs), iniciados em 1995 e hoje reconhecidos como os principais mecanismos de informação e consulta. Embora recentes, os CEEs possuem desafios significativos, como a construção de consenso quando interesses dos sindicatos e das transnacionais entram em conflito. Embora também enfrentem o desafio do financiamento, os CEEs têm servido como inspiração em outras regiões do mundo. Na América Latina, em especial no Brasil, os sindicatos, com apoio das confederações, iniciaram o processo de formação de Redes Sindicais de Trabalhadores em Empresas Multinacionais. Essas redes buscam articular e organizar trabalhadores em diferentes plantas de uma mesma empresa com o objetivo de trocar informações e experiências, além de construir uma agenda comum Esa cooperación también tiene lugar entre organizaciones sindicales. Es el caso de la fusión de la Confederación Internacional de Organizaciones y Sindicatos Libres (CIOSL) con la Confederación Mundial del Trabajo (CMT). De esa junción nació la actual Confederación Sindical Internacional (CSI), fundada en el Congreso de Viena de 2006. Lo mismo ocurre con los sindicatos globales, que aúnan fuerzas para enfrentar retos comunes en todo el mundo. Un caso ilustrativo es el de IndustriAll, el mayor sindicato global del sector industrial, fundado en junio de 2012, a partir de la fusión de la Federación Internacional de Trabajadores de las Industrias Metalúrgicas (FITIM), la Federación Internacional de Sindicatos de Química, Energía, Minas e Industrias Diversas (ICEM) y la Federación Internacional de Trabajadores Textiles, de Vestuario y Cuero (ITGLWF). La acciones contra el poder de las empresas multinacionales también ganan aliados en los comités internacionales, que unen a trabajadores de varias unidades de una misma empresa. El mayor ejemplo en este sentido son los Consejos de Empresa Europeos (CEE), iniciados en 1995 y hoy reconocidos como los principales mecanismos de información y consulta. Aunque recientes, los CEE tienen desafíos significativos, como la construcción de consenso cuando los intereses de los sindicatos y de las transnacionales entran en conflicto. Pese a que también enfrentan el desafío de la financiación, los CEE han servido de inspiración en otras regiones del mundo. En América Latina, especialmente en Brasil, los sindicatos, con el apoyo de las confederaciones, han iniciado el proceso de formación de Redes Sindicales de Trabajadores en Empresas Multinacionales. Dichas redes buscan articular y organizar a trabajadores en distintas plantas de una misma empresa con el objetivo de intercambiar informaciones y experiencias, además de construir una agenda común para la negociación, basa- 11 para negociação, baseada na democratização das relações de trabalho e no diálogo social permanente. da en la democratización de las relaciones de trabajo y en el diálogo social permanente. Processo de formação das Redes Proceso de formación de las Redes A primeira Rede criada no Brasil foi a Rede BASF, em 1999, fruto de mobilização no setor químico. A experiência foi sendo adotada em outros setores, com apoio das confederações nacionais, da Central Sindical e dos Sindicatos Globais. Hoje, os ramos metalúrgico, químico, comércio e serviços, e financeiro são os que possuem mais êxito na construção de redes. E, assim como os CEEs, o maior número de redes está concentrado nos setores químico e metalúrgico. La primera Red creada en Brasil fue la Red BASF, en 1999, fruto de una movilización en el sector químico. La experiencia fue siendo adoptada en otros sectores, con el apoyo de las confederaciones nacionales, la central sindical y los sindicatos globales. Hoy, las ramas metalúrgica, química, de comercio y servicios y financiera son las que tienen más éxito en la construcción de redes. Igual que entre los CEE, el mayor número de redes está concentrado en los sectores químico y metalúrgico. Nem todas as redes estão organizadas em nível internacional, mas todas procuram estabelecer contatos com o sindicato da empresa matriz. O objetivo é estreitar relações, trocar informações e, em muitos casos, solicitar ajuda para abrir um canal de negociação da rede sindical com a subsidiária brasileira. Há também as redes que têm conseguido se articular internacionalmente, em especial entre os países latino-americanos. As mais bem-sucedidas são as redes BASF, Bayer, Solvay, Akzo Nobel e Lanxess, no ramo químico; Gerdau, Tenaris, Grupo Schaeffler e ZF, no setor metalúrgico. No todas las redes están organizadas a nivel internacional, pero todas buscan establecer contactos con el sindicato de la empresa matriz. El objetivo es estrechar relaciones, intercambiar informaciones y, en muchos casos, solicitar ayuda para abrir un canal de negociación de la red sindical con la subsidiaria brasileña. Hay también redes que han logrado articularse internacionalmente, en especial entre los países latinoamericanos. Las más exitosas son las redes BASF, Bayer, Solvay, Akzo Nobel y Lanxess, en la rama química, Gerdau, Tenaris, Grupo Schaeffler y ZF, en el sector metalúrgico. Existem, ainda, os Comitês Mundias de Trabalhadores. Como exemplo, há os Comitês Mundiais de Empresas da Ford, Volkswagen e Daimler Benz, no ramo metalúrgico; Walmart e Carrefour, no setor de comércio; e Banco do Brasil, Santander e Itaú, no setor financeiro. Existen, además, los Comités Mundiales de Trabajadores. Como ejemplo, están los Comités Mundiales de Empresas de Ford, Volkswagen y Daimler Benz, en la rama metalúrgica; Walmart y Carrefour, en el sector de comercio; y Banco do Brasil, Santander e Itaú, en el sector financiero. Ainda há muitos desafios a serem superados pelas Redes Sindicais de Trabalhadores. Porém, elas têm se mostrado iniciativas importantes do sindicalismo nos últimos anos. Também têm sido uma ferramenta poderosa para enfrentar o poder das empresas multinacionais, que direcionam seu poder de fogo para combater direitos trabalhistas conquistados em incontáveis lutas operárias em todo o mundo. Como observa Boaventura de Souza Santos: 12 Las Redes Sindicales de Trabajadores tienen todavía muchos retos por superar. Sin embargo, se han mostrado como iniciativas importantes del sindicalismo en los últimos años. Han sido, asimismo, una herramienta poderosa para enfrentar el poder de las empresas multinacionales, que dirigen su poder de fuego para combatir derechos laborales conquistados en incontables luchas obreras en todo el mundo. Como observa Boaventura de Souza Santos: “… quanto mais a produção de bens e serviços for dominada por multinacionais, maior será a necessidade de articular as reivindicações locais com as reivindicações transnacionais e de fazer muitas vezes ao nível da empresa. As comissões de trabalhadores, funcionando em rede transnacional, estão em melhores condições para realizar tal articulação”. Nos módulos seguintes, aprofundaremos a discussão sobre o papel das redes no contexto sindical atual. Também veremos como potencializar a atuação para fortalecermos a solidariedade e as lutas dos trabalhadores na América Latina e em todo o mundo. Questões para discussão Como a globalização impactou a empresa onde você trabalha? Quais as principais mudanças que você percebeu nos últimos três anos? Seu sindicato já participou de alguma campanha internacional pela defesa de direitos trabalhistas ou em solidariedade a trabalhadores de outros países? “…cuanto más la producción de bienes y servicios es dominada por multinacionales, más grande será la necesidad de articular las reivindicaciones locales con las reivindicaciones transnacionales y de hacerlo muchas veces a nivel de la empresa. Las comisiones de trabajadores, funcionando en red transnacional, están en mejores condiciones para realizar tal articulación”. En los módulos siguientes, profundizaremos la discusión sobre el rol de las redes en el contexto sindical actual. También veremos cómo potenciar la actuación para fortalecer la solidaridad y las luchas de los trabajadores en América Latina y en todo el mundo. Cuestiones para discusión ¿Cómo la globalización ha impactado la empresa en la que usted trabaja? ¿Cuáles son los principales cambios que ha notado en los últimos tres años? ¿Su sindicato ya ha participado en alguna campaña internacional por la defensa de derechos laborales o en solidaridad a trabajadores de otros países? ¿Considera usted importante que los trabajadores se organicen en redes sindicales nacionales e internacionales? ¿Por qué? Você acha importante que os trabalhadores se organizem em redes sindicais nacionais e internacionais? Por quê? 13 14 MÓDULO ii OS SINDICATOS E AS REDES 15 Apresentação: Neste módulo, analisaremos a importância das redes para o fortalecimento da ação sindical. Pretendemos mostrar que as redes não concorrem com os sindicatos. Elas os tornam mais fortes para enfrentar o poder crescente das empresas multinacionais. LOS SINDICATOS Y LAS REDES Presentación: En este módulo, analizaremos la importancia de las redes para el fortalecimiento de la acción sindical. Pretendemos mostrar que las redes no compiten con los sindicatos, sino que los hacen más fuertes para enfrentar el poder creciente de las empresas multinacionales. Os sindicatos são fundamentais para a construção e consolidação das redes sindicais. O apoio e a articulação com as federações e confederações, junto ao empenho político dos sindicatos, são necessários para a construção e consolidação das redes. Sem este conjunto, é impossível que as redes sobrevivam e sejam capazes de exercer seu papel organizativo. Los sindicatos son fundamentales para la construcción y consolidación de las redes sindicales. El apoyo y la articulación con las federaciones y confederaciones, junto con el empeño político de los sindicatos, son necesarios para la construcción y consolidación de las redes. Sin este conjunto, es imposible que las redes sobrevivan y sean capaces de ejercer su rol organizativo. Por essa relação de dependência, é essencial que as entidades sindicais não tenham receio quanto às redes. É preciso que atuem conjuntamente, sem restrições, apoiando-as com firmeza e convicção. Por esa relación de dependencia, es esencial que las entidades sindicales no les tengan recelo a las redes. Es necesario que actúen conjuntamente, sin restricciones, apoyándolas con firmeza y convicción. Na América Latina, existem vários modelos de estruturas sindicais: sindicatos nacionais, sindicatos por empresas ou sindicatos por categorias com base municipal, como é o caso do Brasil. Independentemente do modelo sindical vigente e do país onde estejam, as redes podem ter um papel importante na articulação de lutas e na construção de pautas e no fortalecimento de lutas locais. En América Latina, existen varios modelos de estructura sindical: sindicatos nacionales, sindicatos por empresas o sindicatos por categorías con base municipal, como es el caso de Brasil. Independientemente del modelo sindical vigente y del país en el que estén, las redes pueden tener un rol importante en la articulación de luchas, en la construcción de agendas y en el fortalecimiento de luchas sociales. Neste módulo, começaremos com um breve histórico sobre o modelo sindical brasileiro. A seguir, analisaremos a contribuição das redes para fortalecer os sindicatos e o papel fundamental dos sindicatos para a consolidação das redes. 16 En este módulo, empezaremos con un breve historial sobre el modelo sindical brasileño. A continuación, analizaremos la contribución de las redes para el fortalecimiento de los sindicatos y el rol fundamental de los sindicatos para la consolidación de las redes. Breve histórico da estrutura sindical brasileira Em 1930, o Brasil era comandado por Washington Luís, um representante da oligarquia cafeeira que dominava a política nacional desde a primeira década do século XX. Foi neste ano que um levante armado liderado por oposicionistas iniciou a chamada Revolução de 1930. A vitória do movimento levou a um rearranjo do poder entre as classes dominantes – que já estavam abaladas pela crise econômica de 1929. Um mês depois de iniciada a revolução, Getúlio Vargas toma posse como chefe do governo provisório. Assim, em 3 de novembro de 1930, chega ao fim o período chamado de República Velha. Foi no governo Vargas que o padrão institucional e político vigente passou por mudanças significativas. No plano econômico, o Estado assume a função de promotor do desenvolvimento e cria bases para uma política industrial. No plano político, assume um papel mais centralizador, rompendo com o federalismo político. Mas a mudança que mais caracterizou o governo Vargas esteve ligada aos trabalhadores. Vargas virou um mito político e ganhou o título de “pai dos pobres” depois que mudou os padrões de relações de trabalho no País. Foi ele quem implantou a nova legislação trabalhista e sindical e, por meio do decreto 19.770 de 19 de março de 1931, inaugurou o intervencionismo estatal sobre a vida interna dos sindicatos. O corporativismo da era vargas: o fim da liberdade sindical Com a nova lei sindical, as organizações de classe só poderiam se filiar a entidades internacionais depois de aprovação prévia do Ministério do Trabalho, a quem também caberia aprovar os estatutos dos sindicatos. A lei também determinava que sindicatos, federações e confederação deveriam relatar anualmente suas atividades aos órgãos ministeriais. Além disso, caberia ao Breve historial de la estructura sindical brasileña En 1930, Brasil era comandado por Washington Luís, un representante de la oligarquía cafetalera que dominaba la política nacional desde la primera década del siglo XX. Fue durante este año que un levantamiento armado liderado por oposicionistas inició la llamada Revolución de 1930. La victoria del movimiento llevó a un reordenamiento del poder entre las clases dominantes - que ya habían sentido el cimbronazo de la crisis económica de 1929. Un mes después de iniciada la revolución, Getúlio Vargas asume como jefe del gobierno provisional. Así, el 3 de noviembre de 1930, llega al fin el período llamado de República Vieja. Fue en el gobierno de Vargas que el patrón institucional y político vigente pasó por significativos cambios. En el plano económico, el Estado asume la función de promotor del desarrollo y crea las bases para una política industrial. En el plano político, asume un rol más centralizador, rompiendo con el federalismo político. Pero el cambio que más caracterizó el gobierno Vargas estuvo relacionado a los trabajadores. Vargas se convirtió en un mito político y se ganó el título de “padre de los pobres”, después de haber cambiado los moldes de las relaciones de trabajo en Brasil. Fue él quien implantó la nueva legislación laboral y sindical y, por medio del decreto 19.770 del 19 de marzo de 1931, inauguró el intervencionismo estatal sobre la vida interna de los sindicatos. El corporativismo de la era vargas: el fin de la libertad sindical Con la nueva ley sindical, las organizaciones de clase solo se podrían afiliar a entidades internacionales tras la aprobación previa del Ministerio de Trabajo, a quien también cabría aprobar los estatutos de los sindicatos. La ley determinaba asimismo que sindicatos, federaciones y confede- 17 Ministério o reconhecimento oficial das entidades sindicais, assim como fiscalizar as assembleias gerais e a situação financeira de cada entidade. A lei também determinava que poderia haver apenas um sindicato por categoria em determinada base territorial – o que garantia o monopólio sindical. Caso a lei fosse descumprida, a entidade poderia ficar fechada por até seis meses ou, no pior dos casos, ser dissolvida definitivamente e ter seu patrimônio destinado a entidades de assistência social. Em 1940, outra lei garantiu a contribuição compulsória, também conhecida como imposto sindical. Desde então, os trabalhadores, sindicalizados ou não, têm descontado o valor de um dia de trabalho para a manutenção da estrutura sindical. Essa nova legislação, com todas suas determinações e proibições, foi alvo de protestos por grande parte do movimento sindical da época – com exceção do chamado “sindicalismo amarelo”. Os protestos receberam influência e apoio de movimentos comunistas, socialistas, anarquistas e sindicalistas revolucionários. A intervenção nos sindicatos foi predominante a partir de novembro de 1937, quando Getúlio Vargas dá um golpe de Estado, apoiado por militares, e instaura o regime ditatorial conhecido como Estado Novo, que prevaleceu até 1945. Foi nesta época que o “peleguismo” sindical foi reforçado. Além do imposto sindical compulsório, o governo condicionou a aplicação da legislação trabalhista à adesão dos trabalhadores ao sindicato oficial. Esses dois fatores foram decisivos para fortalecer a estrutura sindical oficial recém-implantada. Foi neste cenário que o governo comandou um espetáculo político dirigido às massas em 1943. Durante as comemorações do Primeiro de Maio daquele ano, o presidente anunciou a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Assim, quando a CLT foi promulgada, praticamente todo o movimento sindical já estava “adaptado” à nova estrutura sindical e dirigia suas lutas a partir dela. 18 raciones deberían relatar anualmente sus actividades a los órganos ministeriales. Además de ello, correspondería al Ministerio el reconocimiento oficial de las entidades sindicales, así como la fiscalización de las asambleas generales y de la situación financiera de cada entidad. La ley determinaba igualmente que solo podría haber un sindicato por categoría en determinada base territorial - lo que aseguraba el monopolio sindical. Si se descumpliera la ley, la entidad podría quedar cerrada por hasta seis meses o, en el peor de los casos, ser disuelta definitivamente y tener su patrimonio destinado a entidades de asistencia social. En 1940, una nueva ley aseguró la contribución compulsoria, también conocida como impuesto sindical. Desde entonces, se les descuenta anualmente a los trabajadores, sindicalizados o no, el valor de un día de trabajo para el mantenimiento de la estructura sindical. Esa nueva legislación, con todas sus determinaciones y prohibiciones, fue blanco de protestas por gran parte del movimiento sindical de la época - con excepción del llamado “sindicalismo amarillo”. Las protestas recibieron influencia y apoyo de movimientos comunistas, socialistas anarquistas y sindicalistas revolucionarios. La intervención a los sindicatos fue predominante a partir de noviembre de 1937, cuando Getúlio Vargas da un golpe de Estado, apoyado por militares, e instaura el régimen dictatorial conocido como Estado Nuevo, que prevaleció hasta 1945. Fue en esta época que se reforzó el “amarillismo” sindical (conocido en portugués como peleguismo). Además del impuesto sindical compulsorio, el gobierno condicionó la aplicación de la legislación laboral a la adhesión de los trabajadores al sindicato oficial. Estos dos factores fueron decisivos para fortalecer la estructura sindical oficial recién implantada. Fue en este escenario que el gobierno comandó un espectáculo político dirigido a las masas en 1943. Durante las conmemoraciones del Primero de Mayo de aquel año, el A estrutura sindical atual As leis trabalhistas brasileiras só foram mudadas novamente com a Constituição Federal de 1988. Entre as mudanças estiveram a liberdade de associação (inclusive do setor público) e a eliminação da interferência do Estado na organização sindical. Por outro lado, foram mantidas a unidade sindical e a obrigatoriedade de registro e reconhecimento oficial dos sindicatos, federações e confederações pelo MTE. Alguns dos pilares corporativos da época da ditadura permanecem até hoje, entre eles a unicidade sindical e a contribuição sindical compulsória. Também foi mantida a estrutura confederativa, que organiza a estrutura sindical na hierarquia confederação – federação – sindicatos. Com a Lei nº 11.648 de 31 de março de 2008, que reconheceu formalmente as centrais sindicais como entidades associativas de direito privado de representação dos trabalhadores em âmbito nacional, essa hierarquia ganha mais um elemento. Mesmo com as mudanças na Constituição e na lei, a organização sindical no local de trabalho ainda não é reconhecida no Brasil. Quando ela acontece, é por meio de negociação entre sindicatos de trabalhadores e sindicatos patronais. Outro desafio a ser superado é a Contratação Coletiva Nacional, cuja falta mantém certa fragilidade na estrutura sindical brasileira. Redes e a ação sindical A falta de um contrato nacional faz com que os contratos coletivos no Brasil sejam limitados às esferas municipais. Assim, uma empresa que tem diversas plantas no País acaba tendo também diversos acordos coletivos – um em cada município em que atua. Essa fragmentação leva a diferenças de salários, condições de trabalho e benefícios sociais entre trabalhadores que exercem a mesma função dentro de diferentes plantas da mesma empresa. É na tentativa de unificar esses contratos que atuam as redes sindicais. Por meio delas, as empresas podem fazer a negociação nacional e até inter- presidente anunció la Consolidación de las Leyes de Trabajo (CLT). Así, cuando la CLT fue promulgada, prácticamente todo el movimiento sindical ya estaba “adaptado” a la nueva estructura sindical y orientaba sus luchas a partir de ella. La estructura sindical actual Las leyes laborales brasileñas solo volvieron a ser modificadas con la Constitución Federal de 1988. Entre los cambios estuvieron la libertad de asociación (incluso del sector público) y la eliminación de la interferencia del Estado en la organización sindical. Por otro lado, se mantuvieron la unidad sindical y la obligatoriedad de registro y reconocimiento oficial de los sindicatos, federaciones y confederaciones por parte del Ministerio de Trabajo. Algunos de los pilares corporativos de la época de la dictadura permanecen hasta hoy, entre ellos la unicidad sindical y la contribución sindical compulsoria. También se mantuvo la estructura confederativa, que organiza la estructura sindical en la jerarquía federación - confederación - sindicatos. Con la ley 11.648 del 31 de marzo de 2008, que reconoció formalmente a las centrales sindicales como entidades asociativas de derecho privado de representación de los trabajadores en el ámbito nacional, esa jerarquía gana un elemento más. A pesar de los cambios en la Constitución y en la ley, la organización sindical en el lugar de trabajo todavía no es reconocida en Brasil; cuando existe, es mediante negociación entre sindicatos de trabajadores y sindicatos patronales. Otro desafío planteado es el de lograr la Contratación Colectiva Nacional, cuya falta mantiene cierta fragilidad en la estructura sindical brasileña. Redes y acción sindical La falta de un contrato nacional hace que los contratos colectivos en Brasil se limiten a las esferas municipales. Así, una empresa que tiene varias plantas en el país termina 19 nacional, que passa a ser aplicada em todas as plantas. As redes também possibilitam a troca de informações entre trabalhadores e trabalhadoras de diferentes plantas, levando ao debate e à construção de pautas comuns de luta. Em um país do tamanho do Brasil, onde uma empresa chega a ter mais de 20 unidades espalhadas pelo território nacional, esse simples intercâmbio já representa um avanço na organização. Outra vantagem das redes é a possibilidade de participação de diferentes centrais sindicais no mesmo espaço. Isso faz com que as diferenças sejam superadas na busca de um plano comum, traçado a partir de questões comuns existentes em todas as unidades da empresa. A rede também permite a transposição de um obstáculo mantido desde a lei trabalhista de Vargas. Como vimos, a organização sindical no local de trabalho não é permitida pela legislação trabalhista. Mas, para que a rede funcione, é necessário que pelo menos um ou dois trabalhadores sejam escolhidos ou indicados por unidade. Esse processo envolve negociações entre sindicatos e trabalhadores, o que fortalece a organização no local de trabalho. Na perspectiva internacional, as redes abrem possibilidades para trocas de informações e de experiências entre trabalhadores, que muitas vezes podem resultar em ações concretas em âmbito transnacional. Já existem algumas experiências neste sentido na América Latina, como as redes BASF e Bayer no setor químico; Gerdau e Tenaris no setor metalúrgico; Walmart e Rede Accor no setor de comércio e serviços; e Santander, Banco do Brasil e Itaú no setor financeiro. Essas experiências dão oportunidade aos membros das redes e aos sindicatos locais de trocar experiências e conhecer a realidade das unidades de uma mesma empresa em outros países. Dessa forma, as redes também permitem conhecer a realidade sindical, política, social e cultural de cada um dos países envolvidos. Ou seja, a ex- 20 teniendo también varios acuerdos colectivos - uno en cada municipio en el que actúa. Esa fragmentación acarrea diferencias de salarios, de condiciones de trabajo y de beneficios sociales entre trabajadores que ejercen la misma función dentro de diferentes plantas de la misma empresa. Es en el intento de unificar esos contratos que actúan las redes sindicales. Por medio de ellas, las empresas pueden hacer la negociación nacional y hasta internacional, que pasa a ser aplicada en todas las plantas. Las redes también posibilitan el intercambio de informaciones entre trabajadores y trabajadoras de distintas plantas, llevando al debate y a la construcción de agendas comunes de lucha. En un país del tamaño de Brasil, donde una empresa llega a tener más de 20 unidades distribuidas por el territorio nacional, ese simple intercambio ya representa un avance en la organización. Otra ventaja de las redes es la posibilidad de participación de diferentes centrales sindicales en el mismo espacio. Esto hace que las diferencias sean superadas en la búsqueda de un plan común, trazado a partir de cuestiones comunes existentes en todas las unidades de la empresa. La red también permite la transposición de un obstáculo mantenido desde la legislación laboral de Vargas. Como vimos, la organización sindical en el lugar de trabajo no está permitida por ley. Pero, para que la red funcione, es necesario que por lo menos uno o dos trabajadores sean electos o nombrados por unidad. Ese proceso implica negociaciones entre sindicatos y trabajadores, lo cual fortalece la organización en el lugar de trabajo. En la perspectiva internacional, las redes abren posibilidades de intercambio de informaciones y de experiencias entre trabajadores, lo cual muchas veces puede resultar en acciones concretas a nivel transnacional. Ya existen algunas experiencias en este sentido en América Latina, como las redes BASF y Bayer en el sector químico; Gerdau y Tenaris en el sector metalúrgico; Walmart y Red Accor en el sector de comercio y servicios; y Santander, Banco do Brasil e Itaú en periência das redes internacionais oferece a possibilidade de um processo rico de formação sindical, contribuindo para a construção de uma identidade transnacional. Ao mesmo tempo, fortalece e respeita as diferentes tradições culturais do sindicalismo em cada país. O papel dos sindicatos Sem o apoio dos sindicatos, as redes não conseguem se manter e deixam de ter legitimidade política. Elas só começam a existir de fato a partir da articulação com sindicatos locais, federações e sindicatos regionais, confederações e sindicatos nacionais, e com o apoio das centrais sindicais. Em algumas situações, as redes podem começar a partir de uma política da central sindical e passam a se articular com as demais instâncias, até chegar ao sindicato local. À medida que as redes se internacionalizam, as Federações Sindicais Internacionais (FSIs) ou Sindicatos Globais, como a IndustriAll, passam a ser interlocutores importantes. Os sindicatos globais ajudam a promover encontros internacionais da rede e a divulgar suas ações através de seus canais de comunicação. Ao mesmo tempo, as FSIs têm papel decisivo na negociação e consolidação de Acordos Marco Globais (AMGs), que são acordos em âmbito mundial entre as empresas e a FSI correspondente do setor (trataremos desta questão no próximo módulo). Como se pode perceber, as redes são organizações locais que estão enraizadas no chão da fábrica. Ao mesmo tempo, têm dimensão regional, nacional e internacional, o que lhes permite “pensar global e agir localmente”. Os Acordos Marco Globais, por exemplo, são negociados em nível mundial, mas só serão aplicados em diferentes partes do mundo se os sindicatos locais e nacionais forem fortes para colocá-los em prática. Por isso, o apoio dos sindicatos é tão necessário para o fortalecimento das redes. el sector financiero. Estas experiencias les brindan oportunidades a los miembros de las redes y a los sindicatos locales de intercambiar experiencias y conocer las realidades de las unidades de una misma empresa en otros países. De esta manera, las redes también permiten conocer la realidad sindical, política, social y cultural de cada uno de los países involucrados. O sea, la experiencia de las redes internacionales ofrece la posibilidad de un proceso rico de formación sindical, que contribuye para la construcción de una identidad transnacional. Al mismo tiempo, fortalece y respeta las distintas tradiciones culturales del sindicalismo en cada país. El rol de los sindicatos Sin el apoyo de los sindicatos, las redes no logran mantenerse y dejan de tener legitimidad política. Ellas solo empiezan a existir de hecho a partir de la articulación con sindicatos locales, federaciones y sindicatos regionales, confederaciones y sindicatos nacionales, y con el apoyo de las centrales sindicales. En algunas situaciones, las redes pueden empezar a partir de una política de la central sindical y pasan a articularse con las demás instancias, hasta llegar al sindicato local. A medida que las redes se internacionalizan, las federaciones sindicales internacionales (FSI) o sindicatos globales, como IndustriAll, pasan a ser importantes interlocutores. Los sindicatos globales ayudan a promover los encuentros internacionales de cada red y a divulgar sus acciones a través de sus canales de comunicación. Al mismo tiempo, las FSI tienen un rol decisivo en la negociación y consolidación de Acuerdos Marco Internacionales (AMI), que son acuerdos a nivel mundial entre las empresas y la FSI correspondiente del sector (trataremos esta cuestión en el próximo módulo). Como se puede observar, las redes son organizaciones locales que están enraizadas en el lugar de trabajo. Al mismo tiempo, tienen dimensión regional, nacional e internacional, lo que les permite “pensar global y actuar local- 21 Questões para discussão Como a rede em sua empresa pode contribuir para fortalecer as ações do seu sindicato? Como os sindicatos podem ajudar as redes a se fortalecerem? Dentro da rede que você participa, quais ações podem ser desenvolvidas para que ela se consolide nacional e internacionalmente? 22 mente”. Los Acuerdos Marco Internacionales, por ejemplo, son negociados a nivel mundial, pero solo se aplicarán en distintas partes del mundo si los sindicatos locales y nacionales son fuertes para ponerlos en práctica. Por eso el apoyo de los sindicatos es tan necesario para el fortalecimiento de las redes. Cuestiones para discusión ¿Cómo puede la red en su empresa contribuir para fortalecer las acciones de su sindicato? ¿Cómo pueden los sindicatos ayudar a fortalecer las redes? Dentro de la red en la que usted participa, ¿qué acciones se pueden desarrollar para que ella se consolide nacional e internacionalmente? 23 24 MÓDULO Iii DIÁLOGO SOCIAL E RESPONSABILIDADE SOCIAL: ENTRE LIMITES E OPORTUNIDADES 25 Apresentação: Neste módulo procuraremos analisar o que é diálogo social e como ele deve ser implementado a partir da perspectiva dos trabalhadores. Também iremos refletir sobre como ele pode contribuir para o aprofundamento da democracia nas relações de trabalho entre as entidades sindicais, incluindo as redes sindicais em empresas multinacionais. DIÁLOGO SOCIAL Y RESPONSABILIDAD SOCIAL: ENTRE LÍMITES Y OPORTUNIDADES Presentación: En este módulo buscaremos analizar qué es el diálogo social y cómo debe ser implementado desde la perspectiva de los trabajadores. También reflexionaremos sobre cómo puede contribuir a la profundización de la democracia en las relaciones de trabajo entre las entidades sindicales, incluidas las redes sindicales en empresas multinacionales. É importante que os representantes dos trabalhadores debatam e aprofundem conhecimentos sobre diálogo social. Apenas com conhecimento e envolvimento, o diálogo passa a ser efetivamente um espaço de debate e defesa dos interesses dos trabalhadores. Caso contrário, ele age como uma mera formalidade, sem efeito prático sobre a solução de conflitos e demandas. Es importante que los representantes de los trabajadores debatan y profundicen sus conocimientos sobre el diálogo social. Solo con el conocimiento e involucramiento éste pasa a ser efectivamente un espacio de debate y de defensa de los intereses de los trabajadores. De lo contrario, el diálogo actúa como una mera formalidad, sin efecto práctico sobre la solución de conflictos y demandas. Dentro do tema da Responsabilidade Social Empresarial (RSE), veremos que nem sempre o discurso da empresa é o que se vê na prática. Isso gera desconfiança e indignação entre os trabalhadores e entidades sindicais. Também é comum que as políticas de RSE das empresas sejam construídas de forma unilateral, sem participação ou consulta aos sindicatos. E, como são iniciativas voluntárias, essas políticas acabam sendo descumpridas, sem nenhum prejuízo à empresa. Dentro del tema de la Responsabilidad Social Empresarial (RSE) veremos que no siempre el discurso de la empresa es lo que se ve en la práctica. Eso genera desconfianza e indignación entre los trabajadores y las entidades sindicales. También es común que las políticas de RSE de las empresas se construyan de forma unilateral, sin participación o consulta a los sindicatos. Y, como son iniciativas voluntarias, esas políticas terminan siendo incumplidas, sin ningún perjuicio a la empresa. Mas é a partir dessas contradições e incoerências entre discurso e prática que as empresas sindicais podem agir. Podem realizar campanhas, negociações e ações combinadas para que as empresas cumpram o que anunciam como valores e princípios. 26 Pero es a partir de estas contradicciones e incoherencias entre el discurso y la práctica que las redes sindicales pueden actuar. Pueden realizar campañas, negociaciones y acciones combinadas para que las empresas cumplan lo que anuncian como valores y principios. O que é Diálogo Social? ¿Qué es el Diálogo Social? De maneira geral, podemos definir diálogo social como um processo que envolve sociedade e empresas (ou redes sindicais e empresas) na negociação de assuntos de interesse comum. Por isso, é necessário que os parceiros deste processo sejam fortes e legítimos na representação social e política. De manera general, podemos definir el diálogo social como un proceso que involucra a la sociedad y las empresas (o las redes sindicales y las empresas) en la negociación de temas de interés común. Por ello, es necesario que los aliados de este proceso sean fuertes y legítimos en la representación social y política. O diálogo social envolve confiança e respeito mútuo entre as partes. Também exige tolerância com as diferenças que possam surgir no caminho. Necessita de transparência em relação aos mecanismos de informação e consulta, de clareza e respeito sobre as regras negociadas, e de implementação rápida do que se entra em acordo ao longo do processo. El diálogo social implica confianza y respeto mutuo entre las partes. También exige tolerancia con las diferencias que puedan surgir por el camino. Necesita transparencia con relación a los mecanismos de información y de consulta, claridad y respeto sobre las reglas negociadas, e implementación rápida de lo que es acordado a lo largo del proceso. Outro requisito do diálogo social é a cooperação. Mas cooperar não significa negar que existam conflitos entre os participantes. É normal que, ao longo do processo, apareçam tensões entre os interlocutores e que eles não desapareçam com o consenso. Por isso, é importante haver regras e procedimentos que indiquem como encaminhar esses problemas e as melhores formas de solucioná-los. Otro requisito del diálogo social es la cooperación. Sin embargo, cooperar no significa negar que existan conflictos entre los participantes. Es normal que, a lo largo del proceso, surjan tensiones entre los interlocutores y que éstas no desaparezcan con el consenso. Por esta razón, es importante que haya reglas y procedimientos que indiquen cómo encaminar los problemas y las mejores formas de solucionarlos. Diálogo social e redes sindicais O diálogo social não deve ser entendido como uma negociação pontual. Ele é um processo e um compromisso permanente que busca a solução de conflito, o encaminhamento de uma pauta de reivindicação, a adoção de determinados compromissos, a implementação e o monitoramento de programas sociais. Nesse sentido, ele é um compromisso, uma postura e um princípio orientado para o aperfeiçoamento da democracia nas instituições de toda a sociedade. É por meio do diálogo social que são construídos o comprometimento e a confiança entre empresas, redes sindicais e a sociedade. E é sobre estes pilares que o diálogo se desenvolve de forma eficiente e duradoura. Diálogo social y redes sindicales El diálogo social no debe ser entendido como una negociación puntual. Se trata de un proceso y un compromiso permanente que busca la solución de conflictos, el encaminamiento de una agenda de reivindicaciones, la adopción de determinados compromisos, la implementación y el monitoreo de programas sociales. En este sentido, es un compromiso, una postura y un principio orientado al perfeccionamiento de la democracia en las instituciones de toda la sociedad. Es por medio del diálogo social que se construyen el comprometimiento y la confianza entre las empresas, las redes sindicales y la sociedad. Y es sobre estos pilares que el diálogo se desarrolla de forma eficiente y duradera. 27 Como o diálogo social é um processo contínuo que visa à longa duração, ele precisa ser bem elaborado. Seus atores precisam ter clareza dos procedimentos e do significado da ação que estão desencadeando. Por isso, listamos algumas informações básicas necessárias para orientar o diálogo social. a) Pressupostos: • Diagnóstico do problema • Formalização da participação: critérios para participação dos “negociadores” • Construção das regras de funcionamento do diálogo • Analisar a correlação de forças favoráveis e desfavoráveis ao diálogo social • Definição da metodologia do diálogo: haverá mediador? Material prévio de consulta? b) Preparação: •Esclarecimento e convocação a) Presupuestos: • Diagnóstico del problema • Formalización de la participación: criterios para la participación de los “negociadores” • Construcción de las reglas de funcionamiento del diálogo • Analizar la correlación de fuerzas favorables y desfavorables al diálogo social • Definición de la metodología del diálogo: ¿habrá un mediador? ¿Habrá material previo de consulta? b) Preparación: •Mobilização • Aclaración y convocación •Formação e sensibilização para o diálogo social • Movilización •Definição de recursos técnicos internos e externos • Formación y sensibilización para el diálogo social c) Dinâmica de funcionamento: •Abrangência territorial do diálogo social •Periodicidade • Recursos financeiros necessários •Critérios de permanência, ou não, dos participantes no diálogo social 28 Como el diálogo social es un proceso continuo que pretende tener larga duración, debe ser bien elaborado. Sus actores necesitan tener claridad sobre los procedimientos y sobre el significado de la acción que están desencadenando. En este sentido, listamos algunas informaciones básicas necesarias para orientar el diálogo social. • Definición de recursos técnicos internos y externos c) Dinámica de funcionamiento: • Alcance territorial del diálogo social • Periodicidad • Recursos financieros necesarios •Constituição de espaços de articulação de diferentes experiências de diálogo social • Criterios de permanencia, o no, de los participantes en el diálogo social •Regras de funcionamento • Constitución de espacios de articulación de diferentes experiencias de diálogo social d) Avaliação e sistematização: •Elaboração de relatório com o registro da experiência •Identificação dos resultados positivos obtidos •Identificação dos impasses ou questões não superadas •Identificação de indicadores ou ações de monitoramento que garantam o cumprimento do que foi pactuado •Identificação de questões e procedimentos para continuidade do diálogo social Para terminar essa breve abordagem, lembramos mais dois aspectos importantes a serem observados pelas redes. O primeiro trata da relação entre diálogo social e o projeto de sociedade que queremos. Queremos uma sociedade dominada pelo mercado e pela lógica do capital financeiro, correndo o risco de se desintegrar socialmente? Ou queremos uma sociedade democrática, promotora de justiça social e cidadania, e que tenha a solidariedade como valor fundamental? Esse pressuposto parece um mero exercício de retórica, mas é fundamental para orientar nossa concepção de diálogo social. Por isso a importância de colocarmos na pauta do diálogo social as dimensões de gênero, geração, raça e etnia. Com o reconhecimento desses itens teremos uma sociedade democrática e inclusiva, que se fortalecerá quando superarmos as assimetrias salariais e todo tipo de discriminação no trabalho e na sociedade. O segundo pressuposto está relacionado com o primeiro e diz respeito ao caráter autoritário das sociedades latino-americanas marcadas por • Reglas de funcionamiento d) Evaluación y sistematización: • Elaboración de informe con el registro de la experiencia • Identificación de los resultados positivos obtenidos • Identificación de los impasses o cuestiones no superadas • Identificación de indicadores o acciones de monitoreo que aseguren el cumplimiento de lo pactado • Identificación de cuestiones y procedimientos para la continuidad del diálogo social Para concluir este breve abordaje, recordamos dos aspectos importantes más a ser observados por las redes. El primero trata de la relación entre el diálogo social y el proyecto de sociedad que queremos. ¿Queremos una sociedad dominada por el mercado y por la lógica del capital financiero, corriendo el riesgo de desintegrarse socialmente? ¿O queremos una sociedad democrática, promotora de la justicia social y de la ciudadanía, y que tenga la solidaridad como valor fundamental? Este presupuesto parece ser un mero ejercicio de retórica, pero es fundamental para orientar nuestra concepción de diálogo social. Por eso la importancia, por ejemplo, de que pongamos en la agenda del diálogo social las dimensiones de género, generación, raza y etnia. Con el reconocimiento de estos ítems tendremos una sociedad democrática e inclusiva, que se fortalecerá cuando superemos las asimetrías salariales y todos los tipos de discriminación en el trabajo y en la sociedad. 29 ataques à democracia. Essas sociedades também são marcadas pela resistência em relação à participação popular nos processos decisórios. Esse sentimento se reflete nas constantes perseguições e repressão ao movimento sindical. Portanto, é um grande desafio para as redes sindicais a adoção do diálogo social nos termos em que estamos apontando. Assim, coloca-se o desafio de quebrar resistências e construir novos parâmetros de relacionamento civilizatórios pautados na democracia, no respeito e na confiança mútua. Responsabilidade Social na ótica das empresas As ações sociais sempre fizeram parte das empresas. Em algumas épocas, foram inspiradas pela religião, em outras, pela orientação paternalista que buscava algum tipo de reciprocidade, por parte dos trabalhadores, frente à dominação patronal. Na fase recente do capitalismo, essas ações foram adotadas pela empresa com o nome de Responsabilidade Social Empresarial (RSE). A RSE acaba inserida na estratégia de negócios da empresa e, em alguns casos, faz parte do organograma de gestão. Assim, o investimento social privado pode ser visto como marketing, valorização da marca, reputação social, diferencial de mercado e difusor da cultura e de valores ligados ao “novo espírito do capitalismo”. Para as empresas, as estratégias de Responsabilidade Social fazem parte de um leque de ações para a desregulamentação do capitalismo. Isso tem acontecido ao longo dos últimos 30 anos, dentro do processo de globalização e de financeirização da economia – que tende a subordinar as estratégias de negócios das grandes multinacionais. Por isso, sempre que a RSE vira foco de debate, vem acompanhada de conflitos e tensões, de denúncias de que as empresas não estão sendo coerentes com seus próprios valores, expressos publicamente e formalizados em códigos de conduta. 30 El segundo presupuesto está vinculado al primero y tiene relación con el carácter autoritario de las sociedades latinoamericanas signadas por ataques a la democracia. Dichas sociedades también están marcadas por la resistencia respecto a la participación popular en los procesos decisorios. Este sentimiento se refleja en las constantes persecuciones y represión al movimiento sindical. Por lo tanto, es un gran reto para las redes sindicales la adopción del diálogo social en los términos que señalamos. Así, se instaura el desafío de romper las resistencias y de construir nuevos parámetros civilizatorios para las relaciones, basados en la democracia, el respeto y la confianza mutua. Responsabilidad Social desde la óptica de las empresas Las acciones sociales siempre han estado presentes en las empresas. En algunas épocas, fueron inspiradas por la religión, en otras, por la orientación paternalista que buscaba algún tipo de reciprocidad, por parte de los trabajadores, ante la dominación patronal. En la reciente fase del capitalismo, las empresas han adoptado este tipo de acciones dándoles el nombre de Responsabilidad Social Empresarial (RSE). La RSE termina insertada en la estrategia de negocios de las empresas y, en algunos casos, forma parte del organigrama de gestión. Así, la inversión social privada puede ser vista como marketing, valorización de la marca, reputación social, diferencial de mercado y difusor de la cultura y de valores relacionados al “nuevo espíritu del capitalismo”. Para las empresas, las estrategias de Responsabilidad Social forman parte de un abanico de acciones para la desregulación del capitalismo. Esto ha sucedido a lo largo de los últimos 30 años dentro del proceso de globalización y financierización de la economía, que tiende a subordinar las estrategias de negocios de las grandes multinacionales. Por ello, siempre que la RSE se convierte en el foco de debate, viene acompañada de conflictos y de tensiones, de denun- O papel dos sindicatos nas ações de RSE A forma com que as empresas formulam e praticam a responsabilidade social ainda está muito distante da agenda sindical e das ações esperadas pela sociedade. Por isso, cada vez mais os setores organizados (como sindicatos, organizações de consumidores, comunidades e ONGs) usam o que as empresas colocam no papel para cobrar sua efetiva aplicação. Muitas vezes, empresas que se dizem socialmente responsáveis passam por cima do próprio conceito de RSE e acabam violando direitos humanos, trabalhistas e ambientais. Também deixam a desejar na qualidade dos produtos que fabricam. Com a sociedade organizada, as violações de direitos se transformam em denúncias que rapidamente rodam o mundo todo. Um dos setores mais criticados pelos sindicatos em relação à responsabilidade social são os grandes bancos, que investem grandes recursos em propaganda para se apresentarem como socialmente responsáveis para a sociedade. Na contramão dessa estratégia estão as condições de trabalho dos bancários, cada vez mais submetidos ao estresse psicológico imposto pelas formas de gestão do trabalho, orientado para o cumprimento de metas de venda de produtos. Outra dificuldade apontada por dirigentes sindicais quando se trata de responsabilidade social empresarial é a ausência de participação dos sindicatos na definição de políticas das empresas. O trabalhador é considerado uma parte interessada (stakeholder) e, em tese, deveria ser consultado. Mas isso está longe de acontecer na prática. Mesmo quando as empresas requisitam seus funcionários para atuarem como “voluntários” nos seus projetos sociais, esse trabalho é feito aos fins de semana, sem consulta prévia aos sindicatos. Assim, os códigos de conduta e as políticas de RSE acabam sendo unilaterais, voluntários e sem nenhum mecanismo de monitoramento. cias de que las empresas no están siendo coherentes con sus propios valores, expresados públicamente y formalizados en códigos de conducta. El rol de los sindicatos en las acciones de RSE La manera como las empresas formulan y practican la Responsabilidad Social todavía está muy alejada de la agenda sindical y de las acciones esperadas por la sociedad. Por eso, cada vez más los sectores organizados (como sindicatos, organizaciones de consumidores, comunidades y ONG) usan lo que las empresas ponen en el papel para exigirles su efectiva aplicación. Muchas veces, empresas que se dicen socialmente responsables le pasan por encima al propio concepto de RSE y acaban violando derechos humanos, laborales y ambientales. También dejan mucho que desear en lo que se refiere a la calidad de los productos que fabrican. Con la sociedad organizada, las violaciones de derechos se transforman en denuncias que rápidamente dan la vuelta al mundo. Uno de los sectores más criticados por los sindicatos en lo que atañe a la responsabilidad social son los grandes bancos, que invierten abultados recursos en propaganda para presentarse como socialmente responsables a la sociedad, pero a contramano de esa estrategia están las condiciones de trabajo de los bancarios, cada vez más sometidos al estrés psicológico impuesto por las formas de gestión del trabajo, orientado al cumplimiento de metas de ventas de productos. Otra dificultad señalada por dirigentes sindicales cuando se trata de responsabilidad social empresarial es la ausencia de participación de los sindicatos en la definición de políticas de las empresas. El trabajador, en teoría, es considerado una parte interesada (stakeholder) y, por lo tanto, debería ser consultado. Pero eso está lejos de ocurrir en la práctica. Cuando las empresas convocan a sus empleados para que 31 Ação e luta sindical Muitos sindicatos procuram explorar as contradições das empresas na tentativa de dar um novo sentido às práticas de RSE. Não por acaso os bancários, durante a campanha nacional de 2009, estamparam em camisetas a pergunta “Cadê a responsabilidade social dos bancos?”. O manifesto serviu para cobrar mais coerência das instituições bancárias, que buscam construir uma imagem de empresas socialmente responsáveis, mas atuam de forma contraditória. Até hoje, a mais importante mobilização sindical internacional sobre o tema da RSE aconteceu ao longo da elaboração da ISO 26000, a Norma Internacional de Responsabilidade Social. Essa ISO foi publicada em 1º de novembro de 2010 e tem como objetivo fornecer diretrizes que orientem as práticas de gestão social e ambientalmente responsáveis. A elaboração desta norma teve participação intensa dos movimentos sindicais. A participação sindical no grupo internacional começou com 14 representantes de organizações sindicais ou de pessoas indicadas por elas. Essas pessoas participaram da primeira reunião, que aconteceu em Salvador em março de 2005. Ao longo dos cinco anos de elaboração da ISO 26000, novos agentes sindicais foram incorporados aos trabalhos. Assim, a última plenária, realizada em Copenhagen em maio de 2010, acabou com a presença de 44 representantes sindicais. Com essa participação, o grupo representante dos trabalhadores acabou se tornando um dos grupos de maior influência nos debates, e a tradição de organização nacional e internacional compensou a desvantagem numérica frente aos outros grupos. A definição de RSE contida na ISO 26000 está orientada pela ideia básica de que as empresas são responsáveis pelos impactos que causam ao meio ambiente e à sociedade, e não por ações sociais de cunho filantrópico: “A responsabilidade de uma organização pelos impactos de suas decisões e atividades (produtos, serviços e processos) na sociedade e no meio am- 32 actúen como “voluntarios” en sus proyectos sociales, ese trabajo ocurre los fines de semana y sin consulta previa a los sindicatos. Así, los códigos de conducta y las políticas de RSE terminan siendo unilaterales, voluntarios y sin ningún mecanismo de monitoreo. Acción y lucha sindical Muchos sindicatos buscan explorar las contradicciones de las empresas en el intento de darles un nuevo sentido a las prácticas de RSE. No es casual que los bancarios, durante la campaña nacional de 2009, hayan impreso en camisetas la pregunta “¿Dónde está la Responsabilidad Social de los bancos?”. El manifiesto sirvió para exigirles más coherencia a las instituciones bancarias, que buscan construir una imagen de empresas socialmente responsables, pero actúan de manera contradictoria. Hasta este momento, la más importante movilización sindical internacional sobre el tema de la RSE ocurrió durante la elaboración de la ISO 26000, la Norma Internacional de Responsabilidad Social. Esa ISO fue publicada el 1º de noviembre de 2010 y tiene como objetivo proporcionar directrices que orienten las prácticas de gestión social y ambientalmente responsables. La elaboración de esta norma tuvo intensa participación de los movimientos sindicales. La participación sindical en el grupo internacional empezó con 14 representantes de organizaciones sindicales o personas por ellas nombradas. Esas personas participaron en la primera reunión, que se llevó a cabo en Salvador en marzo de 2005. A lo largo de los cinco años de elaboración de la ISO 26000, se incorporaron nuevos agentes sindicales a los trabajos. Así, la última plenaria, realizada en Copenhague en mayo de 2010, contó con la presencia de 44 representantes sindicales. Con esa participación, el grupo representante de los trabajadores se convirtió en uno de los grupos de mayor influencia en los debates, y la tradición de organización nacional e internacional compensó la desventaja numérica ante los demás grupos. biente por meio de um comportamento ético e transparente que: contribua para o desenvolvimento sustentável, inclusive a saúde e o bem-estar da sociedade; leve em consideração as expectativas das partes interessadas; esteja em conformidade com a legislação aplicável e seja consistente com as normas internacionais de comportamento; esteja integrada em toda a organização e seja praticada em suas relações”. Redes Sindicais, Responsabilidade social e acordos marco globais Os sindicatos em geral procuram formular políticas e ações para um conjunto muito grande de empresas. Assim, fica mais difícil explorar as contradições dos códigos de conduta e das políticas de RSE adotadas. Mesmo quando há organização no local de trabalho, a comunicação entre diferentes plantas de uma mesma empresa não é tarefa simples, o que dificulta também o monitoramento das ações de RSE por parte dos sindicatos. Uma das alternativas para este problema é a ação em rede. As redes sindicais, ao focarem suas ações sobre as estratégias das multinacionais, podem explorar melhor as contradições entre o discurso e a prática por meio de troca de informações e de ações articuladas. Outra possibilidade que as redes podem aproveitar é a difusão e o monitoramento dos Acordos Marco Globais (AMGs) (que, como já vimos, são acordos firmados entre os Sindicatos Globais e as multinacionais com extensão para todas as plantas da empresa). Nos acordos firmados nos últimos anos, as empresas têm se comprometido a usar a influência que possuem para pressionar seus fornecedores a cobrar a aplicação do AMG. Em geral os conteúdos dos acordos estão baseados nos Direitos Fundamentais do trabalho da OIT. As redes podem traduzir os acordos para o idioma local e difundir seu conteúdo. Com o conhecimento La definición de RSE plasmada en la ISO 26000 está orientada por la idea básica de que las empresas son responsables de los impactos que causan al medio ambiente y a la sociedad, y no de acciones sociales de carácter filantrópico: “La responsabilidad de una organización por los impactos de sus decisiones y actividades (productos, servicios y procesos) en la sociedad y en el medio ambiente a través de un comportamiento ético y transparente que: contribuya para el desarrollo sostenible, incluida la salud y el bienestar de la sociedad; considere las expectativas de las partes interesadas; esté en conformidad con la legislación aplicable y sea consistente con las normas internacionales de comportamiento; esté integrada en toda la organización y sea practicada en sus relaciones”. Redes sindicales, responsabilidad social y acuerdos marco internacionales Los sindicatos en general buscan formular políticas y acciones para un conjunto muy grande de empresas. Así, resulta más difícil explotar las contradicciones de los códigos de conducta y de las políticas de RSE adoptadas. Aun cuando hay organización en el lugar de trabajo, la comunicación entre distintas plantas de una misma empresa no es una tarea sencilla, lo que dificulta también el monitoreo de las acciones de RSE por parte de los sindicatos. Una de las alternativas a este problema es la acción en red. Las redes sindicales, al enfocar sus acciones sobre las estrategias de las multinacionales, pueden explorar mejor las contradicciones entre el discurso y la práctica de las mismas, por medio del intercambio de informaciones y de acciones articuladas. Otra posibilidad que pueden aprovechar las redes es la difusión y el monitoreo de los Acuerdos Marco Internacionales (AMI) (que, como ya hemos visto, son acuerdos firmados entre los sindicatos globales y las multinacionales, con ex- 33 ampliado e em estratégia articulada com os sindicatos locais e com o sindicato global, as redes também podem cobrar que as empresas cumpram esses acordos. Quando a multinacional não possui um Acordo Marco Global, as redes podem iniciar um movimento nessa direção. O processo inicia com a articulação das redes, com os sindicatos locais, com os ramos de produção (Confederações Nacionais), com o sindicato na matriz da empresa e com as federações sindicais mundiais. Com uma construção conjunta, que resulte na assinatura do AMG, as políticas de RSE deixam de ser unilaterais e voluntárias e se tornam ações vinculantes e negociadas. Questões para discussão Analise o potencial e os limites do diálogo social entre a sua rede e a empresa. 34 tensión a todas las plantas de la empresa). En los acuerdos firmados en los últimos años, las empresas se han comprometido a usar la influencia que poseen para presionar a sus proveedores para que cumplan las exigencias del AMI. En general, los contenidos de los acuerdos se basan en los Derechos Fundamentales del Trabajo de la OIT. Las redes pueden traducir los acuerdos al idioma local y difundir su contenido. Con el conocimiento ampliado y mediante una estrategia articulada com los sindicatos locales y con el sindicato global, las redes pueden también exigirles a las empresas que cumplan dichos acuerdos. Cuando la multinacional no posee un Acuerdo Marco Internacional, las redes pueden iniciar un movimiento en esa dirección. El proceso se inicia con la articulación de las redes, com los sindicatos locales, con las ramas de producción (Confederaciones Nacionales), con el sindicato en la matriz de la empresa y con las federaciones sindicales mundiales. Con una construcción conjunta, que resulte en la firma del AMI, las políticas de RSE dejen de ser unilaterales y voluntarias y se vuelvan acciones vinculantes y negociadas. Cuestiones para discusión Avalie se a política de responsabilidade social da sua empresa tem coerência com a prática adotada por ela em relação aos direitos fundamentais do trabalho e preservação do meio ambiente. Evalúe el potencial y los límites del diálogo social entre su red y la empresa. Existe Acordo Marco Global na sua empresa? Em caso positivo, como você poderia utilizá-lo na ação da rede? Em caso negativo, como a rede poderia começar um processo para fomentar a assinatura de um AMG? ¿Existe un Acuerdo Marco Internacional en su empresa? En caso positivo, ¿cómo podría usted utilizarlo en la acción de la red? En caso negativo, ¿cómo podría la red empezar un proceso para fomentar la firma de un AMI? Evalúe si la política de responsabilidad social de su empresa tiene coherencia con la práctica adoptada por ella en lo que se refiere a los derechos fundamentales del trabajo y la preservación del medio ambiente. 35 36 MÓDULO iv Normas e diretrizes internacionais sobre o trabalho 37 Apresentação: Vimos nos módulos anteriores que as redes sindicais são diariamente desafiadas por ações que incluem a articulação internacional. Também vimos que as empresas costumam vender uma imagem de socialmente responsáveis, mas, na prática, adotam ações contrárias ao compromisso que assumem no papel. Neste módulo, veremos como as normas e as diretrizes internacionais podem ajudar tanto no monitoramento das ações prometidas pelas multinacionais quanto na promoção do sindicalismo unificado internacionalmente. No dia a dia da ação sindical, trabalhamos com questões mais imediatas e que exigem conhecimento de ferramentas multilaterais para resolvê-las. Neste módulo, conheceremos mais sobre dois códigos de conduta que foram elaborados especialmente para as multinacionais. Conhecendo-os mais a fundo, é possível melhorar a ação sindical e estimular a diminuição das distâncias em termos de direitos trabalhistas que existem entre os países desenvolvidos e os que estão em desenvolvimento. O primeiro código de conduta que veremos é a Declaração Tripartite de Princípios sobre Empresas Multinacionais e Política Social (Declaração EMNs), da OIT. O segundo são as Diretrizes da OCDE paras as Empresas Multinacionais, que têm sido amplamente recomendadas pelos governos pertencentes a OCDE. Antes de tratarmos desses dois instrumentos, faremos um breve histórico da OIT, salientando sua importância no contexto atual como a principal entidade internacional que trata sobre questões do trabalho em todo o mundo. 38 Normas y directrices internacionales sobre el trabajo Presentación: Vimos en los módulos anteriores que las redes sindicales son diariamente desafiadas por acciones que requieren la articulación internacional. También vimos que las empresas suelen vender una imagen de socialmente responsables, pero, en la práctica, adoptan acciones contrarias al compromiso que asumen en el papel. En este módulo, veremos cómo las normas y las directrices internacionales pueden ayudar tanto en el monitoreo de las acciones prometidas por las multinacionales como en la promoción del sindicalismo unificado internacionalmente. En el día a día de la acción sindical, trabajamos con cuestiones más inmediatas y que exigen conocimiento de herramientas multilaterales para resolverlas. En este módulo, conoceremos más sobre dos códigos de conducta que fueron elaborados especialmente para las multinacionales. Conociéndolos más profundamente, es posible mejorar la acción sindical y estimular el achicamiento de las distancias en términos de derechos laborales que existen entre los países desarrollados y los que están en desarrollo. El primer código de conducta que veremos es la Declaración Tripartita de Principios sobre Empresas Multinacionales y Política Social (Declaración EMN), de la OIT. El segundo son las Directrices de la OCDE para las Empresas Multinacionales, que vienen siendo ampliamente recomendadas por los gobiernos pertenecientes a OCDE. Antes de abordar esos dos instrumentos, haremos un breve historial de la OIT, destacando su importancia en el contexto actual como la principal entidad internacional que trata sobre cuestiones laborales en el mundo entero. A Organização Internacional do trabalho (OIT) Com o fim da Primeira Guerra Mundial (1914-1918), a assinatura do Tratado de Versalhes selou termos a serem respeitados e seguidos entre vencedores e vencidos. Os trabalhadores, entretanto, ainda sofriam com condições degradantes, que estimulavam conflitos sociais. Ao mesmo tempo, ideologias anticapitalistas colocavam em risco a paz e a harmonia social. Em 1917, a Revolução Russa despontava como a primeira experiência de governo socialista na história, com reflexos que estiveram presentes nos principais acontecimentos daquela época até o final do século XX. Foi neste cenário que, em 1919, foi fundada a Organização Internacional do Trabalho. Nascida como agência da Liga das Nações, a OIT foi criada para estabelecer normas internacionais sobre o trabalho. A primeira reunião da OIT foi realizada em Washington, em outubro e novembro de 1919. Teve a presença de representantes de 40 países, orientados pelo princípio do tripartismo: as delegações nacionais estiveram representadas por dois membros do governo, um dos empregadores e um dos trabalhadores. Até os dias de hoje, a OIT é o único organismo internacional da ONU que funciona sob a base do tripartismo e que prevê mecanismos de reclamações e queixas frente ao não cumprimento, por parte dos Estados-membros, das convenções ratificadas. Nessa reunião de 1919, foram adotados seis convênios: sobre jornada de trabalho na indústria, desemprego, proteção à maternidade, proteção ao trabalho noturno de mulheres e crianças, e idade mínima para o trabalho na indústria. Em 1929, a crise econômica, também chamada de a “Grande Depressão”, trouxe de volta o desemprego em massa. O capitalismo ficou novamente sob ameaça de revoltas sociais causadas pela degradação de vida da população em geral. Os resquícios da crise de 1929, somados aos reflexos da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), levaram a OIT a adotar, em 1944, a La Organización Internacional del Trabajo (OIT) Con el fin de la Primera Guerra Mundial (1914-1918), la firma del Tratado de Versalles selló los términos que deberían respetar y seguir vencedores y vencidos. Los trabajadores, sin embargo, seguían sufriendo con condiciones degradantes, que estimulaban conflictos sociales. Al mismo tiempo, ideologías anticapitalistas ponían en riesgo la paz y la harmonía social. En 1917, la Revolución Rusa despuntaba como la primera experiencia de gobierno socialista en la historia, con reflejos que estuvieron presentes desde los principales acontecimientos de aquella época hasta el final del siglo XX. Fue en este escenario que, en 1919, se fundó la Organización Internacional del Trabajo. Nacida como agencia de la Liga de las Naciones, la OIT fue creada para establecer normas internacionales sobre el trabajo. La primera reunión de la OIT fue realizada en Washington, en octubre y noviembre de 1919. Contó con la presencia de representantes de 40 países, orientados por el principio del tripartismo: las delegaciones nacionales estuvieron representadas por dos miembros del gobierno, uno de los empleadores y uno de los trabajadores. Hasta los días actuales, la OIT es el único organismo internacional de la ONU que funciona sobre la base del tripartismo y que prevé mecanismos de reclamación y quejas ante el incumplimiento, por parte de los Estados miembros, de los convenios ratificados. En esa reunión de 1919, se adoptaron seis convenios: sobre la jornada de trabajo en la industria, el desempleo, la protección a la maternidad, la protección al trabajo nocturno de mujeres y niños/as, y la edad mínima para el trabajo en la industria. En 1929, la crisis económica, también llamada la “Gran Depresión”, trajo de vuelta el desempleo en 39 Declaração da Filadélfia como sua Constituição. Foi essa constituição que serviu de inspiração para a Declaração Universal dos Direitos Humanos das Nações Unidas, elaborada quatro anos mais tarde. Direitos Fundamentais do Trabalho A partir da década de 1980, a globalização do comércio, dos serviços e da produção levou a constantes violações dos direitos humanos e trabalhistas. Na tentativa de frear este quadro, em 1998, durante a 86ª Conferência da OIT, foi aprovada a Declaração sobre os Princípios e Direitos Fundamentais do Trabalho. Essa declaração possui quatro eixos orientadores, que são: Derechos Fundamentales del Trabajo A partir de la década de 1980, la globalización del comercio, de los servicios y de la producción llevó a constantes violaciones de los derechos humanos y laborales. En el intento de frenar ese cuadro, en 1998, durante la 86ª Conferencia de la OIT, se aprobó la Declaración sobre los Principios y Derechos Fundamentales del Trabajo. 1 Liberdade de associação e de organização sindical e reconhecimento efetivo do direito de negociação coletiva (Convenções da OIT 87 e 98). 2 3 4 Eliminação de todas as formas de trabalho forçado ou obrigatório (Convenções da OIT 29 e 105). 1. Libertad de asociación y de organización sindical y reconocimiento efectivo del derecho de negociación colectiva (Convenios de la OIT 87 y 98). Abolição efetiva do trabalho infantil (Convenções da OIT 138 e 182). 2. Eliminación de todas las formas de trabajo forzoso u obligatorio (Convenios de la OIT 29 y 105). Eliminação da discriminação em matéria de emprego e ocupação (Convenções da OIT 100 e 111). Trabalho Decente Desde o final dos anos 1990, a OIT tem sido um contraponto às tendências de globalização orientadas apenas pela lógica do mercado e da acumulação financeira. Neste caminho, a organização busca aliar os progressos econômicos da globalização à equidade e à justiça social. 40 masa. El capitalismo se encontró nuevamente bajo la amenaza de revueltas sociales causadas por la degradación de la vida de la población en general. Los resquicios de la crisis de 1929, sumados a los reflejos de la Segunda Guerra Mundial (1939-1945), llevaron a la OIT a adoptar, en 1944, la Declaración de Filadelfia como su Constitución. Fue esa constitución la que sirvió de inspiración para la Declaración Universal de los Derechos Humanos de las Naciones Unidas, elaborada cuatro años más tarde. Tal declaración posee cuatro ejes orientadores, a saber: 3. Abolición efectiva del trabajo infantil (Convenios de la OIT 138 y 182). 4. Eliminación de la discriminación en materia de empleo y ocupación (Convenios de la OIT 100 y 111). Trabajo Decente Desde fines de los años 1990, la OIT ha sido un contrapunto a las tendencias de globalización orientadas únicamente por la lógica del mercado y de la acumulación financiera. En este camino, la organización buscar aliar los progresos económicos de la globalización a Foi na busca por alternativas para a diminuição do crescimento econômico e para o aumento do desemprego que a OIT instituiu o Trabalho Decente como objetivo de todas as suas políticas e campanhas. Trabalho Decente se define como trabalho produtivo capaz de promover oportunidades para mulheres e homens serem remunerados adequadamente, em condições de liberdade, equidade e segurança, e ser capaz de garantir uma vida digna. Além dos Princípios Fundamentais do Trabalho, a noção de Trabalho Decente converge para mais três eixos orientadores da OIT: promoção de empregos de qualidade, extensão da proteção social e fortalecimento do diálogo social. Declaração Tripartite de Princípios sobre Empresas Multinacionais e Política Social da OIT (Declaração EMN) A partir da segunda metade da década de 1950, as empresas europeias e norte-americanas começaram um processo mais intenso de transnacionalização. Essa estratégia gerou uma série de denúncias, por parte dos sindicatos, sobre violação de direitos trabalhistas em países da periferia do capitalismo, onde essas empresas se instalavam. Como reação, em 1972 é publicada a Declaração da OIT sobre os problemas levantados pelas atividades das corporações multinacionais. Essa declaração recomendava um programa de pesquisas e estudos sobre a relação entre as empresas multinacionais e a política social que exerciam. Este processo criou condições para que na 204ª Reunião da OIT, de 1977, fosse aprovada a Declaração Tripartite dos Princípios sobre as Políticas Sociais das Empresas Multinacionais (Declaração EMN) – cuja revisão foi aprovada na 279ª Reunião, em novembro de 2000. la equidad y a la justicia social. Fue en la búsqueda por alternativas a la disminución del crecimiento económico y al aumento del desempleo que la OIT instituyó el Trabajo Decente como objetivo de todas sus políticas y campañas. El Trabajo Decente se define como un trabajo productivo capaz de promover oportunidades para que mujeres y hombres sean remunerados adecuadamente, en condiciones de libertad, equidad y seguridad, y sean capaces de asegurarse una vida digna. Además de los Principios Fundamentales del Trabajo, la noción de Trabajo Decente converge hacia tres ejes orientadores más de la OIT: promoción de empleos de calidad, extensión de la protección social y fortalecimiento del diálogo social. Declaración Tripartita de Principios sobre Empresas Multinacionales y Política Social de la OIT (Declaración EMN) A partir de la segunda mitad de la década de 1950, las empresas europeas y norteamericanas empezaron un proceso más intenso de transnacionalización. Esa estrategia generó una serie de denuncias, por parte de los sindicatos, sobre violación de derechos laborales en países de la periferia del capitalismo, donde esas empresas se instalaban. Como reacción, en 1972 se publica la Declaración de la OIT sobre los problemas levantados por las actividades de las corporaciones multinacionales. Esa declaración recomendaba un programa de investigaciones y estudios sobre la relación entre las empresas multinacionales y la política social que ejercían. Este proceso creó condiciones para que en la 204ª Reunión de la OIT, de 1977, se aprobara la Declaración Tripartita de los Principios sobre las Políticas Sociales de las Empresas Multinacionales (Declaración EMN) - cuya revisión fue aprobada 41 Hoje vivemos um momento similar, no qual as empresas possuem muitas facilidades para se instalarem em qualquer região do planeta. Essa globalização também torna mais fácil a violação dos direitos humanos e trabalhistas. Por isso a adoção da Declaração EMN torna-se tão oportuna. A Declaração EMN reúne orientações às empresas multinacionais, aos governos e aos trabalhadores sobre questões relacionadas às condições de trabalho e de vida, à formação profissional e às relações de trabalho. Também enfatiza determinadas convenções e recomendações da OIT que as empresas são orientadas a aplicar, como um padrão mínimo de comportamento esperado em todo o mundo. Recomendações A Declaração EMN recomenda aos governos a ratificação das seguintes Convenções: • Convenção 87, de 1948, sobre liberdade sindical e proteção do direito de sindicalização. • Convenção 98, de 1949, sobre o direito de sindicalização e negociação coletiva. Hoy vivimos un momento similar, en el que las empresas poseen muchas facilidades para instalarse en cualquier región del planeta. Esa globalización también hace más fácil la violación de los derechos humanos y laborales. Por eso la adopción de la Declaración EMN se hace tan oportuna. La Declaración EMN reúne orientaciones para las empresas multinacionales, los gobiernos y los trabajadores sobre cuestiones relacionadas a las condiciones de trabajo y de vida, a la formación profesional y a las relaciones laborales. También enfatiza determinados convenios y recomendaciones de la OIT que las empresas son orientadas a aplicar, como un estándar mínimo de comportamiento esperado en todo el mundo. Recomendaciones La Declaración EMN recomienda a los gobiernos la ratificación de los siguientes Convenios: • Convenio 87, de 1948, sobre libertad sindical y protección del derecho de sindicalización. • Convenio 98, de 1949, sobre el derecho de sindicalización y negociación colectiva. • Convenção 111, de 1958, sobre discriminação no emprego e ocupação. • Convenio 111, de 1958, sobre discriminación en el empleo y ocupación. • Convenção 122, de 1964, sobre política de emprego. • Convenio 138, de 1973, sobre la edad mínima de admisión al empleo. • Convenção 138, de 1973, sobre a idade mínima de admissão ao emprego. • Convenção 182, de 1999, sobre a proibição das piores formas de trabalho infantil e a ação imediata para a sua eliminação. 42 en la 279ª Reunión, en noviembre de 2000. • Convenio 122, de 1964, sobre política de empleo. • Convenio 182, de 1999, sobre la prohibición de las peores formas de trabajo infantil y la acción inmediata para su eliminación. La Declaración EMN también busca la promoción del empleo, estimulada por el crecimiento y el desarrollo A Declaração EMN também busca a promoção do emprego, estimulada por crescimento e desenvolvimento econômico e pela formação de mão de obra – sem deixar de lado o combate ao subemprego e ao desemprego. Para isso, recomenda que empresas multinacionais estabeleçam contratos com empresas nacionais nos países onde instalam suas plantas, para a promoção de empregos e para o desenvolvimento tecnológico. Também orienta a igualdade de oportunidade e de tratamento. Para isso, estabelece a eliminação de toda discriminação por motivo de raça, cor, sexo, religião, opiniões políticas, origem nacional ou social. Outro ponto de recomendação é a estabilidade do emprego, alcançada com planejamento ativo da mão de obra e com o cumprimento das obrigações livremente negociadas. Em caso de fechamento, fusões de empresas, mudanças tecnológicas ou transferência de produção, as empresas devem notificar as mudanças às autoridades, à representação de trabalhadores e suas organizações a fim de que as repercussões possam ser eliminadas. Ainda na proteção ao emprego, as empresas são orientadas a evitar demissões arbitrárias. Os Governos, em parcerias com as empresas, devem promover ações que busquem assegurar a proteção aos trabalhadores desempregados. Além disso, as políticas de formação profissional devem estar articuladas com as demandas de empregos e as diretrizes de desenvolvimento econômico do país de acolhimento. Essas políticas devem envolver a representação dos trabalhadores, além da empresa e do Governo. Em relação a condições de trabalho e de vida, a Declaração EMN tem como foco os salários. Ela determina que “condições dignas de salários” devem suprir as necessidades básicas dos trabalhadores e de suas famílias. Também não devem ser desproporcionais entre trabalhadores do país-sede e do país de acolhimento. Da mesma forma, a política de benefícios (como moradia, assistência médica e alimentar) deve ser adequada ao económico y por la formación de mano de obra - sin dejar de lado el combate al subempleo y al desempleo. Para ello, recomienda que empresas multinacionales establezcan contratos con empresas nacionales en los países donde instalan sus plantas, para la promoción de empleos y para el desarrollo tecnológico. También orienta la igualdad de oportunidad y de tratamiento. Para eso, establece la eliminación de toda discriminación por motivo de raza, color, sexo, religión, opiniones políticas, origen nacional o social. Otro punto de recomendación es la estabilidad del empleo, alcanzada con planificación activa de la mano de obra y con el cumplimiento de las obligaciones libremente negociadas. En caso de cierre, fusión de empresas, cambios tecnológicos o transferencia de producción, las empresas deben notificar los cambios a las autoridades, a la representación de trabajadores y sus organizaciones a fin de que las repercusiones puedan ser eliminadas. Todavía en la protección al empleo, las empresas son orientadas a evitar despidos arbitrarios. Los gobiernos, en alianza con las empresas, deben promover acciones que busquen asegurar la protección a los trabajadores desempleados. Además de eso, las políticas de formación profesional deben estar articuladas con las demandas de empleos y con las directrices de desarrollo económico del país de acogida. Esas políticas deben involucrar a la representación de los trabajadores, además de la empresa y el gobierno. En lo concerniente a las condiciones de trabajo y de vida, la Declaración EMN tiene como foco los salarios. Ella determina que “condiciones dignas de salarios” deben suplir las necesidades básicas de los trabajadores y de sus familias. Tampoco deben ser desproporcionados entre trabajadores del país-sede y del país de acogida. De la misma manera, la política de beneficios (como vivienda, asistencia médica y al- 43 bem-estar dos trabalhadores, proporcionando condições dignas de vida em situação de emprego e desemprego. Na Declaração EMN também são destacados os compromissos que as empresas devem ter em relação à saúde e segurança no local de trabalho. Neste item são mencionadas as convenções da OIT sobre proteção da maquinaria (119), sobre proteção contra radiações (115), sobre o uso do benzeno (136) e sobre câncer profissional (139). As empresas são orientadas a levar em consideração a relação de recomendações práticas e orientações que figuram na lista anual de publicação da OIT sobre o tema. Sobre liberdade sindical e direito de sindicalização, a Declaração EMN remete aos princípios da Convenção 87 da OIT. Nela, é garantido aos empregados de empresas multinacionais e nacionais o direito de constituírem ou de se filiarem a organizações que considerem convenientes. Também garante que esse processo aconteça sem qualquer distinção ou autorização, com a única condição de observar seus estatutos. Deve ser resguardado o direito das organizações representativas dos trabalhadores de se filiarem a organizações internacionais correspondentes que considerarem convenientes. Também são mencionados os direitos de proteção contra qualquer tipo de discriminação que tente reduzir a liberdade sindical dos trabalhadores em relação ao seu emprego (Convenção 98 da OIT). As empresas multinacionais (EMNs) são orientadas a não aceitarem limitações à liberdade sindical, ao direito de sindicalização ou à negociação coletiva dos trabalhadores – o que costuma acontecer quando governos de países que acolhem multinacionais oferecem “pacotes de incentivos especiais” para atrair investimentos estrangeiros. Em relação à negociação coletiva, as EMNs são orientadas a respeitar o direito dos trabalhadores. Para isso, devem reconhecer suas entidades de representação, em conformidade com a legislação local, para fins de negociação coletiva. Devem também proporcionar aos representantes 44 imentaria) debe ser adecuada al bienestar de los trabajadores, proporcionándoles condiciones dignas de vida en situación de empleo y desempleo. En la Declaración EMN también se destacan los compromisos que las empresas deben tener en relación a la salud y seguridad en el lugar de trabajo. En este ítem se mencionan los convenios de la OIT sobre la protección de maquinaria (119), sobre la protección contra radiaciones (115), sobre el uso del benceno (136) y sobre el cáncer profesional (139). Las empresas son orientadas a tener en cuenta las recomendaciones prácticas enumeradas y las orientaciones que figuran en la lista anual de publicación de la OIT sobre el tema. Sobre la libertad sindical y el derecho de sindicalización, la Declaración EMN remite a los principios del Convenio 87 de la OIT. En ella, se asegura a los empleados de empresas multinacionales y nacionales el derecho de constituir o de afiliarse a organizaciones que consideren convenientes. Asegura además que ese proceso ocurra sin cualquier distinción o autorización, con la única condición de observar sus estatutos. Se debe resguardar el derecho de las organizaciones representativas de los trabajadores de afiliarse a las organizaciones internacionales correspondientes que consideren convenientes. Asimismo, se mencionan los derechos de protección contra cualquier tipo de discriminación que intente reducir la libertad sindical de los trabajadores con relación a su empleo (Convenio 98 de la OIT). Las empresas multinacionales (EMN) son orientadas a no aceptar limitaciones a la libertad sindical, al derecho de sindicalización o a la negociación colectiva de los trabajadores - lo que suele ocurrir cuando gobiernos de países que acogen multinacionales ofrecen “paquetes de incentivo especiales” para atraer inversiones extranjeras. Con respecto a la negociación colectiva, las EMN son orientadas a respetar el derecho de los trabajadores. dos trabalhadores a assistência necessária para a conclusão de efetivas convenções coletivas (Convenção 135, de 1971). Nessa assistência, estariam incluídas todas as informações necessárias para negociações eficazes. Também englobaria dados adequados e confiáveis sobre as atividades da unidade em que estão os trabalhadores ou, quando for o caso, da empresa em sua amplitude (Recomendação 129, de 1967 sobre as comunicações no âmbito da empresa). Recomenda-se também a realização de consultas regulares, elaboradas conjuntamente por representantes de empregadores e representantes de trabalhadores. Essas consultas seriam sobre assuntos de interesse mútuo e não devem ser feitas com o intuito de substituir as negociações coletivas. As multinacionais também têm o dever de respeitar o direito do trabalhador de apresentar reclamação formal, individual ou coletiva, sem que haja constrangimento ou represália. Essa recomendação é direcionada às EMNs que operam em países que não respeitam as convenções da OIT sobre liberdade sindical, trabalho forçado, e direito de sindicalização e de negociação coletiva. Diretrizes para Empresas Multinacionais da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (Diretrizes OCDE) A Organização para Cooperação Econômica Europeia surgiu em 1948 como um organismo internacional e intergovernamental. Seu objetivo era organizar a ajuda dos Estados Unidos na reconstrução da Europa. Com o fim da reconstrução europeia, em 1961, passou a se chamar Organização para Cooperação do Desenvolvimento Econômico (OCDE). Atualmente, é formada por 42 países e tem o objetivo de promover intercâmbio e fortalecimento econômico dos seus membros por meio da eficiência comercial e industrial e com a expansão de mercado. Para eso, deben reconocer sus entidades de representación, en conformidad con la legislación local, para fines de negociación colectiva. Deben también proporcionarles a los representantes de los trabajadores la asistencia necesaria para la conclusión de efectivos convenios colectivos (Convenio 135, de 1971). En esa asistencia estarían incluidas todas las informaciones necesarias para negociaciones eficaces. También englobaría datos adecuados y confiables sobre las actividades de la unidad en la que están los trabajadores o, cuando sea el caso, de la empresa como un todo (recomendación 129, de 1967 sobre las comunicaciones a nivel de la empresa). Se recomienda también la realización de consultas regulares, elaboradas conjuntamente por representantes de los empleadores y representantes de los trabajadores. Esas consultas serían sobre temas de interés mutuo y no se las debe hacer con la intención de sustituir las negociaciones colectivas. Las multinacionales también tienen el deber de respetar el derecho del trabajador de presentar reclamación formal, individual o colectiva, sin que haya constreñimiento o represalia. Esa recomendación está orientada a las EMN que operan en países que no respetan los convenios de la OIT sobre libertad sindical, trabajo forzoso, y derecho de sindicalización y de negociación colectiva. Directrices para Empresas Multinacionales de la Organización para la Cooperación y el Desarrollo Económico (Directrices OCDE) La Organización para la Cooperación Económica Europea surgió en 1948 como un organismo internacional e intergubernamental. Su objetivo era el de organizar la ayuda de los Estados Unidos en la reconstrucción de Europa. Con el fin de la reconstrucción europea, en 1961, pasó a llamarse Organización para la Co- 45 A OCDE possui comitês de assessoria formados por sindicatos de trabalhadores e empresas. O Comitê Executivo Sindical, mais conhecido pela sigla em inglês TUAC (Trade Union Advsory Committee), tem como objetivo fazer a interface entre as representações de trabalhadores com a OCDE. É por meio deste comitê que é exposto o ponto de vista das entidades sindicais (que somam 58 organizações nacionais dos seus Estados-membros, representando 66 milhões de trabalhadores). A TUAC trabalha de forma estreita com a Confederação Sindical Internacional (CSI) e com a União Europeia de Sindicatos (UES), com os Sindicatos Globais e com a OIT. O que são as Diretrizes da OCDE? As Diretrizes para Empresas Multinacionais da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico foram publicadas em 1976 com a mesma perspectiva da Declaração EMN, mas com escopo mais amplo. Desde então, elas já passaram por revisão em 1992, 2000 e 2011. Essas diretrizes são recomendações dos Estados-membros da OCDE dirigidas às empresas multinacionais às quais estão vinculados. Fornecem princípios voluntários de boa conduta e boas práticas, consistentes com a legislação aplicável e com os padrões reconhecidos internacionalmente. Esses princípios não necessitam constar na legislação trabalhista do país. Porém, todos os membros da OCDE (empresas e países), ao assinarem o acordo de adesão, tornam-se obrigados a cumpri-las. La OCDE posee comités de asesoría formados por sindicatos de trabajadores y empresas. El Comité Ejecutivo Sindical, más conocido por la sigla en inglés TUAC (Trade Union Advisory Committee), tiene como objetivo hacer la interfaz entre las representaciones de trabajadores con la OCDE. Es por medio de este comité que se expone el punto de vista de las entidades sindicales (que suman 58 organizaciones nacionales de sus Estados miembros, representando a 66 millones de trabajadores). La TUAC trabaja de forma estrecha con la Confederación Sindical Internacional (CSI) y con la Unión Europea de Sindicatos (UES), con los Sindicatos Globales y con la OIT. ¿Qué son las Directrices de la OCDE? Las Directrices para Empresas Multinacionales de la Organización para la Cooperación y el Desarrollo Económico fueron publicadas en 1976 con la misma perspectiva de la Declaración EMN, pero con alcance más amplio. Desde entonces, ya pasaron por revisiones en 1992, 2000 y 2011. IV. Direitos Humanos Esas directrices son recomendaciones de los Estados miembros de la OCDE orientadas a las empresas multinacionales a las cuales están vinculados. Proporcionan principios voluntarios de buena conducta y buenas prácticas, consistentes con la legislación aplicable y con los estándares reconocidos internacionalmente. Esos principios no necesitan constar en la legislación laboral del país. Sin embargo, todos los miembros de la OCDE (empresas y países), al firmar el acuerdo de adhesión, quedan obligados a cumplirlas. V. Emprego e Relações de Trabalho Las Directrices de la OCDE están organizadas de la As Diretrizes da OCDE estão organizadas da seguinte forma: I. Conceitos e Princípios II. Políticas Gerais III. Divulgação 46 operación y el Desarrollo Económico (OCDE). Actualmente, está formada por 42 países y tiene el objetivo de promover intercambio y fortalecimiento económico de sus miembros por medio de la eficiencia comercial e industrial y con la expansión de mercado. VI. Meio Ambiente siguiente forma: VII. Combate à corrupção, à solicitação de suborno e extorsão I. Conceptos y Principios VIII. Interesses do Consumidor II. Políticas Generales IX. Ciência e Tecnologia III. Divulgación X. Concorrência IV. Derechos Humanos XI. Tributação V. Empleo y Relaciones de Trabajo Segundo as Diretrizes da ODCE, a primeira obrigação das multinacionais é cumprir as legislações do país em que se instalam. Porém, quando as legislações nacionais se chocarem com as Diretrizes da OCDE, as empresas, dentro das possibilidades legais, devem se esforçar para manter o padrão de conduta mais elevado das Diretrizes. VI. Medio Ambiente VII. Combate a la corrupción, a la solicitud de soborno y extorsión VIII. Intereses del Consumidor IX. Ciencia y Tecnología Essa instrução se dá porque as políticas gerais das Diretrizes da OCDE são orientadas para a promoção do progresso econômico, ambiental e social, de forma a assegurar o desenvolvimento sustentável. Assim, as empresas devem levar em conta o respeito aos direitos humanos e devem se prevenir com procedimentos contra eventuais impactos negativos que seus negócios gerem. Também devem incentivar parceiros de negócios e fornecedores a adotarem princípios de conduta compatíveis com as Diretrizes. Por fim, devem evitar danos às comunidades locais e a todos que possam ser afetados pelas ações a empresa. X. Competencia Quanto ao emprego e às relações de trabalho, as Diretrizes destacam os seguintes pontos Esa instrucción se da porque las políticas generales de las Directrices de la OCDE son orientadas a la promoción del progreso económico, ambiental y social, de forma a asegurar el desarrollo sostenible. Así, las empresas deben considerar el respeto a los derechos humanos y deben tener procedimientos preventivos contra eventuales impactos negativos generados por sus negocios. También deben 1. Quanto aos trabalhadores: a) Respeitar o direito dos empregados da empresa de se associarem livremente aos sindicatos de trabalhadores. XI. Tributación Según las Directrices de la OCDE, la primera obligación de las multinacionales es la de cumplir las legislaciones del país en el que se instalan. Sin embargo, cuando las legislaciones nacionales entran en choque con las Directrices de la OCDE, las empresas, dentro de las posibilidades legales, deben esforzarse para mantener el patrón de conducta más elevado de las Directrices. 47 b) Respeitar o direito de negociação coletiva dos sindicatos escolhidos pelos trabalhadores. c) Contribuir para a abolição efetiva do trabalho infantil e combate imediato nas suas piores formas. d) Contribuir para a eliminação de toda forma de trabalho forçado ou compulsório e tomar medidas para que não ele exista nas suas operações. e) Guiar-se ao longo das suas operações pelo princípio da igualdade de oportunidade e de tratamento no emprego contra todo tipo de discriminação aos trabalhadores em relação a raça, cor, sexo, religião, opinião política, nacionalidade, origem social ou status. 2. Quanto aos representantes dos trabalhadores: a) Assistir os representantes dos trabalhadores, conforme necessário, na elaboração de acordos coletivos de trabalho. b) Proporcionar aos representantes dos trabalhadores as informações que se afigurem necessárias à condução de negociações significativas sobre condições de trabalho e emprego. c) Fornecer informações aos trabalhadores e seus representantes que lhes permitam ter uma ideia correta e adequada sobre a atividade e resultados da entidade ou, quando apropriado, de toda a empresa. 3. Promover consultas e cooperação entre empregados e trabalhadores e seus representantes, sobre matérias de interesse mútuo. 48 incentivar a los asociados de negocios y proveedores a adoptar principios de conducta compatibles con las Directrices. Por último, deben evitar daños a las comunidades locales y a todos los que puedan ser afectados por las acciones de la empresa. Con respecto al empleo y las relaciones de trabajo, las Directrices destacan los siguientes puntos 1. En cuanto a los trabajadores: a) Respetar el derecho de los empleadores de la empresa de asociarse libremente a los sindicatos de trabajadores. b) Respetar el derecho de negociación colectiva de los sindicatos elegidos por los trabajadores. c) Contribuir a la efectiva abolición del trabajo infantil y combate inmediato en sus peores formas. d) Contribuir a la eliminación de toda forma de trabajo forzoso o compulsorio y tomar medidas para que no exista en sus operaciones. e) Guiarse a lo largo de sus operaciones por el principio de la igualdad de oportunidad y de tratamiento en el empleo contra todo tipo de discriminación a los trabajadores con relación a raza, color, sexo, religión, opinión política, nacionalidad, origen social, o status. 2. En cuanto a los representantes de los trabajadores: a) Asistir a los representantes de los trabajadores, según sea necesario, en la elaboración de acuerdos colectivos de trabajo. b) Proporcionar a los representantes de los trabajadores las informaciones que se muestren necesarias a la conducción de negociaciones significativas sobre condiciones de trabajo y empleo. 4. Quanto à operação em outros países: a) Respeitar padrões, em matéria de emprego e de relações do trabalho, não menos favoráveis do que os observados por empregadores comparáveis no país de acolhimento da empresa. b) Quando as empresas multinacionais operam em países onde não há empresas similares, estas devem oferecer os melhores salários, benefícios e condições de trabalho possíveis no contexto das políticas governamentais que propiciem o mínimo suficiente para satisfazer as necessidades básicas dos trabalhadores e suas famílias. c) tomar medidas necessárias para assegurar saúde ocupacional e segurança em suas operações. 5. Em suas operações, na maior medida praticável, empregar pessoal do local e dar-lhes formação, com vistas a aumentar seus níveis de qualificação, em cooperação com os representantes dos trabalhadores e, quando apropriado, com as autoridades públicas competentes. 6. Notificar os representantes dos trabalhadores, suas organizações e as autoridades apropriadas com antecedência razoável sobre atividades que possam ter grandes e perversos efeitos sobre o emprego. 7. No contexto de negociação de boa-fé com os representantes de trabalhadores sobre condições de trabalho no emprego, ou à medida que os trabalhadores exercerem seu direito de organização, não ameaçar transferir uma unidade operacional do país em questão para outro país, seja toda ou em parte. 8. Possibilitar aos representantes autorizados dos trabalhadores a negociação de acordos coletivos de trabalho ou relações entre trabalha- c) Proveer informaciones a los trabajadores y a sus representantes que les permitan tener una idea correcta y adecuada sobre la actividad y los resultados de la entidad o, cuando sea apropiado, de la empresa como un todo. 3. Promover consultas y cooperación entre empleados y trabajadores y sus representantes, sobre materias de mutuo interés. 4. En cuanto a la operación en otros países: a) Respetar estándares, en materia de empleo y de relaciones del trabajo, no menos favorables que los observados por empleadores comparables en el país de acogida de la empresa. b) Cuando las empresas multinacionales operan en países en los que no hay empresas similares, éstas deben ofrecer los mejores salarios, beneficios y condiciones de trabajo posibles en el contexto de las políticas gubernamentales que propicien lo mínimo suficiente para satisfacer las necesidades básicas de los trabajadores y de sus familias. c) Tomar medidas necesarias para asegurar la salud ocupacional y la seguridad en sus operaciones. 5. En sus operaciones, en la mayor medida practicable, emplear a personal del lugar y darle formación, buscando aumentar sus niveles de cualificación, en cooperación con los representantes de los trabajadores y, cuando resulte apropiado, con las autoridades públicas competentes. 6. Notificar a los representantes de los trabajadores, a sus organizaciones y a las autoridades apropiadas, con antelación razonable, sobre actividades que puedan tener grandes y perversos efectos sobre el empleo. 7. En el contexto de la negociación de buena fe con los representantes de trabajadores sobre condiciones de 49 dores e empregadores, permitindo às partes realizar consultas sobre matérias de interesse comum com representantes patronais capacitados para tomar decisões. Ponto de Contato Nacional (PCN) Os Governos que aderem às Diretrizes devem providenciar, dentro de suas estruturas administrativas, um Ponto de Contato Nacional (PCN). Fica sob responsabilidade do PNC a realização de atividades promocionais e consultas. Ele também deve contribuir para a resolução de problemas que surjam em relação à implementação das Diretrizes em casos específicos, incluindo denúncias. Para que o PCN cumpra com eficácia suas atividades, os países aderentes das Diretrizes devem fornecer a ele recursos humanos e financeiros. Cabe aos sindicatos o esforço para garantir que os PCNs tenham boa estrutura, sejam transparentes e ágeis na solução dos casos. No Brasil, o PCN foi criado em 12 de maio de 2003 pela Portaria número 92. Essa portaria instituiu seu funcionamento dentro da Secretaria de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda. trabajo en el empleo, o en la medida en que los trabajadores ejerzan su derecho de organización, no amenazar con transferir una unidad operacional del país en cuestión a otro país, sea total o parcialmente. 8. Posibilitar a los representantes autorizados de los trabajadores la negociación de acuerdos colectivos de trabajo o relaciones entre trabajadores y empleadores, permitiendo a las partes realizar consultas sobre materias de interés común con representantes patronales capacitados para tomar decisiones. Punto de Contacto Nacional (PCN) Los gobiernos que adhieren a las Directrices deben providenciar, dentro de sus estructuras administrativas, un Punto de Contacto Nacional (PCN). Queda bajo responsabilidad del PCN la realización de actividades promocionales y consultas. El PCN también debe contribuir para la resolución de problemas que surjan a raíz de la implementación de las Directrices en casos específicos, incluyendo denuncias. Para que el PCN cumpla con eficacia sus actividades, los países adherentes de las Directrices deben proporcionarle recursos humanos y financieros. Cabe a los sindicatos el esfuerzo para asegurar que los PCN tengan buena estructura, sean transparentes y ágiles en la solución de los casos. En Brasil, el PCN fue creado el 12 de mayo de 2003 por la Ordenanza número 92. Esa ordenanza instituyó su funcionamiento dentro de la Secretaría de Asuntos Internacionales del Ministerio de Hacienda. 50 Cuestiones para discusión Questões para discussão A empresa pertencente à rede pode ser considerada praticante do Trabalho Decente? ¿Se puede considerar a la empresa perteneciente a la red como practicante del Trabajo Decente? ¿La empresa vinculada a la red adopta algún mecanismo de monitoreo para sus proveedores con relación al cumplimiento de los Derechos Fundamentales del Trabajo? ¿Qué pueden hacer la Red y el sindicato en caso de violación de los derechos humanos y laborales por parte de la empresa perteneciente a la Red? A empresa vinculada à rede adota algum mecanismo de monitoramento para os seus fornecedores em relação ao cumprimento dos Direitos Fundamentais do Trabalho? O que a Rede e o sindicato podem fazer em caso de violação de direitos humanos e trabalhistas por parte da empresa pertencente à Rede? 51 52 MÓDULO V Negociação Coletiva 53 Apresentação: A Negociação Coletiva é uma das ações mais importantes dos sindicatos. Está relacionada à sua própria existência e às suas lutas desde o começo da Revolução Industrial. Neste módulo, veremos um pouco do histórico deste processo e a importância dessa conquista. Um dos marcos do sindicalismo mundial aconteceu em 1824, no Reino Unido. Até aquele ano, uma lei na Inglaterra proibia a associação de trabalhadores. Com a revogação da lei pelo Parlamento Britânico, nascem os acordos coletivos entre representantes de trabalhadores e de empregadores. Neste módulo, veremos o conceito de Negociação Coletiva a partir das normas da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Também veremos algumas orientações práticas com o objetivo de estimular a discussão sobre os desafios na negociação coletiva para os sindicatos e as redes na América Latina. 54 Negociación Colectiva Presentación: La Negociación Colectiva es una de las acciones más importantes de los sindicatos. Está relacionada a su propia existencia y a sus luchas desde el comienzo de la Revolución Industrial. En este módulo, analizaremos un poco la historia de ese proceso y la importancia de esa conquista. Uno de los hitos del sindicalismo mundial ocurrió en 1824, en el Reino Unido. Hasta aquel año, una ley prohibía la asociación de trabajadores en Inglaterra. Con la revocación de la ley por parte del Parlamento Británico, nacen los acuerdos colectivos entre representantes de trabajadores y de empleadores. En este módulo, examinaremos el concepto de Negociación Colectiva a partir de las normas de la Organización Internacional del Trabajo (OIT). También veremos algunas orientaciones prácticas con el objetivo de estimular la discusión sobre los desafíos en la negociación colectiva para los sindicatos y las redes en América Latina. Conceito de Negociação Coletiva Por definição, negociar é um ato ou um processo que tem como finalidade chegar a um acordo ou termo comum. Acontece quando envolve uma demanda específica ou uma questão conflituosa ou litigiosa. Pode acontecer entre duas partes (bipartite), como nos casos envolvendo trabalhadores e empregadores, ou entre três partes (tripartite), quando inclui governo, trabalhadores e empregadores. Há, ainda, negociações multipartites, que envolvem diversos segmentos da sociedade, como governos, trabalhadores, empregadores, organizações ambientais, comunidades afetadas e movimentos sociais. A negociação está presente em várias dimensões da nossa vida: nas relações sociais, na política, na economia, na negociação individual sobre preço de um produto em pequena loja ou uma negociação diplomática entre países para discutir o fim de uma guerra, uma negociação comercial ou um tratado de livre comércio. Para os objetivos do nosso curso, vamos tratar a Negociação Coletiva no âmbito das relações de trabalho, que é uma das principais atividades do sindicalismo. O direito à negociação coletiva faz parte de uma longa história de luta dos trabalhadores e é indissociável do direito à liberdade sindical e à proteção da prática sindical. Hoje são comuns, em muitos países do mundo, as convenções por empresa, por categoria, por indústria e por ramo de produção. Essas convenções abrangem empresas e trabalhadores representados por associações. Mas essa representação nem sempre alcança os não associados. Nestes casos, são previstos procedimentos para a extensão da eficácia jurídica do instrumento. Já nos Estados Unidos e no Canadá predominam, de forma quase absoluta, os contratos coletivos celebrados no âmbito de cada empresa. A OIT e as ferramentas sindicais Com o fim da Segunda Guerra Mundial (1939-1945) e a derrota do nazifascismo na Europa, aumentaram as mobilizações em defesa da democra- Concepto de Negociación Colectiva Por definición, negociar es un acto o un proceso que tiene como finalidad llegar a un acuerdo o término común. Ocurre cuando implica una demanda específica o una cuestión conflictiva o litigiosa. Puede establecerse entre dos partes (bipartito), como en los casos que implican a trabajadores y empleadores, o entres tres partes (tripartito), cuando incluye gobierno, trabajadores y empleadores. Hay, además, negociaciones multipartitas, que abarcan a distintos segmentos de la sociedad, como gobiernos, trabajadores, empleadores, organizaciones ambientales, comunidades afectadas y movimientos sociales. La negociación está presente en varias dimensiones de nuestra vida: en las relaciones sociales, en la política, en la economía, en la negociación individual sobre precio de un producto en una pequeña tienda o una reunión diplomática entre países para discutir el fin de una guerra, una negociación comercial o un tratado de libre comercio. Para los objetivos de nuestro curso, vamos a tratar la Negociación Colectiva en el ámbito de las relaciones de trabajo, que es una de las principales actividades del sindicalismo. El derecho a la negociación colectiva forma parte de una larga historia de lucha de los trabajadores y es indisociable del derecho a la libertad sindical y a la protección de la práctica sindical. Hoy son comunes, en muchos países del mundo, los convenios por empresa, por categoría, por industria y por rama de producción.Esos convenios abarcan a empresas y trabajadores re- presentados por asociaciones. Pero esa representación no siempre alcanza a los no asociados. En estos casos, se previenen procedimientos para la extensión de la eficacia jurídica del instrumento. En los Estados Unidos y Canadá, en cambio, predominan, de forma casi absoluta, los contratos colectivos celebrados en el ámbito de cada empresa. 55 cia, dos direitos sociais e da cidadania. Esse movimento começou a ganhar força ainda antes do fim da guerra. A maior expressão aconteceu em 1944, com a elaboração da Declaração da Filadélfia. Essa declaração, resultado da 26ª Reunião da Conferência Internacional do Trabalho (realizada na cidade norte-americana de Filadélfia), definiu os objetivos e os propósitos da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Dois anos depois, a Declaração da Filadélfia foi transformada na Constituição da OIT, oficializada durante a 29ª Reunião Internacional do Trabalho, em Montreal, no Canadá. A Constituição da OIT definia como tarefa da organização “fomentar em todas as nações programas que permitam lograr o reconhecimento efetivo do direito de negociação coletiva”. Também tinha como pressupostos que o trabalho deve ser fonte de dignidade, que o trabalho não é uma mercadoria e que a pobreza, em qualquer lugar, é uma ameaça à prosperidade de todos. Também defende que todos os seres humanos têm o direito de buscar o seu bem-estar material em condições de liberdade e dignidade, segurança econômica e igualdade de oportunidades. A convenção da OIT sobre liberdade sindical e proteção do direito sindical foi aprovada em julho de 1948, na 31ª sessão da Conferência Geral. No ano seguinte, foi aprovada a Convenção 98, sobre os princípios de direito de sindicalização e de negociação coletiva. Essas duas convenções instruem os Estados a adotar medidas para estimular e fomentar o “uso de procedimentos de negociação voluntária, com o objetivo de regulamentar, por meio de contratos coletivos, as condições de emprego”. O conceito de convenção coletiva foi tratado na Recomendação 91 da OIT, em 1951. A partir dela, convenção coletiva ficou definida como acordo escrito relativo a condições de trabalho e emprego. Também definiu que deveria ser celebrada entre dois lados: um formado por um empregador, um grupo de empregadores ou uma ou várias organizações de emprega- 56 La OIT y las herramientas sindicales Con el fin de la Segunda Guerra Mundial (1939-1945) y la derrota del nazi-fascismo en Europa, aumentaron las movilizaciones en defensa de la democracia, de los derechos sociales y de la ciudadanía. Ese movimiento empezó a ganar fuerza aún antes del fin de la guerra. La mayor expresión se dio en 1944, con la elaboración de la Declaración de Filadelfia. Dicha declaración, resultado de la 26ª Reunión de la Conferencia Internacional del Trabajo (realizada en la ciudad norteamericana de Filadelfia), definió los objetivos y los propósitos de la Organización Internacional del Trabajo (OIT). Dos años después, la Declaración de Filadelfia se transformó en la Constitución de la OIT, oficializada durante la 29ª Reunión Internacional del Trabajo, en Montreal, Canadá. La Constitución de la OIT definía como tarea de la organización “fomentar en todas las naciones programas que permitan lograr el reconocimiento efectivo del derecho de negociación colectiva”. Tenía también como presupuestos que el trabajo debe ser fuente de dignidad, que el trabajo no es una mercadería y que la pobreza, en cualquier lugar, es una amenaza a la prosperidad de todos. Asimismo, defiende que todos los seres humanos tienen el derecho de buscar su bienestar material en condiciones de libertad y dignidad, seguridad económica e igualdad de oportunidades. El convenio de la OIT sobre libertad sindical y protección del derecho sindical fue aprobado en julio de 1948, en la 31ª sesión de la Conferencia General. Al año siguiente, se aprobó el Convenio 98, sobre los principios de derecho de sindicalización y de negociación colectiva. Esos dos convenios instruyen a los Estados a adoptar medidas para estimular y fomentar el “uso de procedimientos de negociación dores, e outro formado por uma ou várias organizações representativas de trabalhadores – e, na ausência destas, representantes dos trabalhadores, devidamente eleitos e autorizados por estes últimos, de acordo com a legislação nacional. Em 1981, a Conferência Internacional do Trabalho aprovou novos instrumentos a respeito do tema: a Convenção 154 e a Recomendação 163. As duas tratam sobre “o fomento da negociação coletiva” e definem que “o procedimento da negociação, cujo êxito se instrumentaliza na convenção coletiva, deve ser assegurado a todos os empregadores e a todas as categorias de trabalhadores com regras apropriadas”. Negociação Coletiva na prática 1. Preparação Toda negociação exige preparação. Na negociação coletiva, os empregadores chegam altamente preparados, já que dispõem de mais recursos humanos e materiais para isso. Por isso, sindicatos e organizações de trabalhadores também precisam de preparo para ser bem-sucedidos. O primeiro passo é ter em mente que a negociação não é um processo técnico. A técnica é uma ferramenta útil e que não deve ser descartada. Mas, acima dela, é necessário que os representantes dos trabalhadores sejam legitimamente reconhecidos, que atuem de forma transparente e que tenham força de representação. 2. Estratégia A pauta de negociação deve ser o resultado de um processo de consulta e pesquisa. Ela deve refletir os anseios daqueles que estão sendo representados com legitimidade. Por isso, ela também precisa ter a capacidade de mobilizar trabalhadores e trabalha- voluntaria, con el objetivo de regular, por medio de contratos colectivos, las condiciones de empleo”. El concepto de convenio colectivo fue tratado en la Recomendación 91 de la OIT, en 1951. A partir de ella, se definió convenio colectivo como acuerdo escrito relativo a condiciones de trabajo y empleo. También se definió que el mismo debería celebrarse entre dos lados: uno formado por un empleador, un grupo de empleadores o una o varias organizaciones de empleadores, y otro formado por una o varias organizaciones representativas de trabajadores – y, en la ausencia de éstas, por representantes de los trabajadores, debidamente electos y autorizados por estos últimos, de acuerdo a la legislación nacional. En 1981, la Conferencia Internacional del Trabajo aprobó nuevos instrumentos respecto del tema: el Convenio 154 y la Recomendación 163. Ambos tratan sobre “el fomento de la negociación colectiva” y definen que “el procedimiento de la negociación, cuyo éxito se instrumentaliza en el convenio colectivo, debe ser asegurado a todos los empleadores y a todas las categorías de trabajadores con reglas apropiadas”. Negociación Colectiva en la práctica 1. Preparación Toda negociación exige preparación. En la negociación colectiva, los empleadores llegan altamente preparados, ya que disponen de más recursos humanos y materiales para ello. Por esa razón, sindicatos y organizaciones de trabajadores también necesitan preparación para salir exitosos. El primer paso es tener en mente que la negociación no es un proceso técnico. La técnica es una herramienta útil y que no se debe descartar. Sin embargo, por encima de ella, es necesario que los representantes de 57 doras para intervir de forma coletiva sempre que necessário. A pauta da negociação é resultado da ação cotidiana do sindicato e reflete a relação que o sindicato tem com a sua base. Ela é capaz de apontar se o sindicato está organizado nos locais de trabalho, se está permanentemente se comunicando com o conjunto de trabalhadores e se as reivindicações da negociação ou acordo coletivo são amplamente discutidas nos locais de trabalho e nas assembleias do sindicato. Em outras palavras, o que vai ser reivindicado na mesa de negociação é resultado de um processo de mobilização e organização sindical. Onde esse processo não é permanente, o poder de negociação da bancada dos trabalhadores torna-se vulnerável e o resultado tende a ser desfavorável ao sindicato. 3. Informações básicas para a negociação Uma das coisas mais difíceis para se decidir na negociação coletiva são os parâmetros do mínimo aceitável e do teto máximo a reivindicar. É nesse movimento entre o mínimo aceitável e o máximo possível que se dá a negociação, até chegar a um campo comum de entendimento, quando as partes geralmente celebram o Acordo. Há situações em que esse ponto comum não é alcançado e a negociação chega a seu ponto de exaustão, ou ponto de ruptura, sem atingir seus objetivos. Para que essa decisão não seja sustentada apenas na intuição, é preciso cercar-se o máximo possível de informação. É importante ter dados como: desempenho da empresa e do setor (faturamento, estratégia de expansão, fusão, fechamento de unidades), taxa de contratação e demissão de trabalhadores, salários de homens e mulhe- 58 los trabajadores sean legítimamente reconocidos, que actúen de forma transparente y que tengan fuerza de representación. 2. Estrategia La agenda de negociación debe ser el resultado de un proceso de consulta e investigación. Debe reflejar los anhelos de aquellos que están siendo representados con legitimidad. Por ello, necesita tener también la capacidad de movilizar a trabajadores y trabajadoras para intervenir de forma colectiva siempre que sea necesario. La agenda de la negociación es el resultado de la acción cotidiana del sindicato y refleja la relación que el sindicato tiene con su base. Es capaz de señalar si el sindicato está organizado en los lugares de trabajo, si está permanentemente comunicándose con el conjunto de trabajadores y si las reivindicaciones de la negociación o acuerdo colectivo son ampliamente discutidas en los lugares de trabajo y en las asambleas del sindicato. En otras palabras, lo que va a ser reivindicado en la mesa de negociación es el resultado de un proceso de movilización y organización sindical. Cuando ese proceso no es permanente, el poder de negociación del bloque de los trabajadores se hace vulnerable y el resultado tiende a ser desfavorable al sindicato. 3. Informaciones básicas para la negociación Una de las cosas más difíciles de decidir en la negociación colectiva son los parámetros del mínimo aceptable y del techo máximo a reivindicar. Es en ese movimiento entre el mínimo aceptable y el máximo posible que se da la negociación, hasta llegar a un campo común de entendimiento, cuando las partes generalmente celebran el acuerdo. Hay situaciones en las que no se alcanza ese punto común y la negociación llega a su punto de agotamiento, o punto de ruptura, sin alcanzar sus objetivos. res, como a empresa está posicionada em relação aos concorrentes. Dados macroeconômicos também são fundamentais, como: crescimento, exportação e importação, taxa de emprego, se a política econômica do governo está favorecendo ou prejudicando determinado setor. Também é fundamental fazer um balanço sobre as tendências da economia mundial e seus reflexos sobre a economia local. Informações para avaliar a conjuntura política também são sempre necessárias. Neste tema, é importante saber que governos de perfil neoliberal tendem a endurecer a relação com os sindicatos, além de adotar políticas de ajuste fiscal, que implicam em recessão econômica com rígido controle sobre aumento de salários – o que pode provocar desemprego. Por fim, avaliar o processo de negociação anterior com a empresa ou com a representação patronal também é um elemento importante. É estratégico saber se a empresa está aberta ao diálogo ou é intransigente, se fornece informações quando requisitadas e se discrimina os dirigentes adotando prática antissindicais. 4. Relação com a base O poder de representação do sindicato e de mobilização de trabalhadores representados é fundamental em qualquer processo de negociação. Sem uma avaliação correta sobre ele, é possível que os resultados não sejam tão favoráveis. Em outras palavras, em que medida o sindicato pode sustentar o que foi negociado perante a sua base? Os representantes dos trabalhadores devem estar atentos às mu- Para que esa decisión no se sostenga solo en la intuición, es necesario rodearse al máximo de información. Es importante tener datos como: desempeño de la empresa y del sector (facturación, estrategia de expansión, fusión, cierre de unidades), tasa de contratación y despido de trabajadores, salarios de hombres y mujeres, cómo la empresa está posicionada con respecto a la competencia. Datos macroeconómicos también son fundamentales, como: crecimiento, exportación e importación, tasa de empleo, si la política económica del gobierno está favoreciendo o perjudicando a determinado sector. También es fundamental hacer un balance sobre las tendencias de la economía mundial y sus reflejos sobre la economía local. Informaciones para evaluar la coyuntura política son también siempre necesarias. En este tema, es importante saber que gobiernos de perfil neoliberal tienden a endurecer la relación con los sindicatos, además de adoptar políticas de ajuste fiscal, que implican recesión económica con rígido control sobre el aumento de los salarios – lo que puede provocar desempleo. Finalmente, evaluar el proceso de negociación anterior con la empresa o con la representación patronal también es un elemento importante. Es estratégico saber si la empresa está abie ta al diálogo o si es intransigente, si proporciona informaciones cuando solicitadas y si discrimina a los dirigentes adoptando prácticas antisindicales. 4. Relación con la base El poder de representación del sindicato y de movilización de trabajadores representados es fundamental en cualquier proceso de negociación. Sin una evaluación correcta sobre él, es posible que los resultados no sean tan favorables. En otras palabras, ¿en qué medida puede el 59 danças no perfil da categoria e a sua diversidade. Por isso, são importantes ações de combate a todo tipo de discriminação contra mulheres, jovens, negros, homossexuais e pessoas com deficiência. Questões específicas que expressem a diversidade de trabalhadores e trabalhadoras não devem ser consideradas questões menores e periféricas no processo de negociação. 5. Administrar informações Administrar as informações na negociação coletiva é também negociar poder com quem se negocia. Por isso é sempre recomendável: • Que elas estejam organizadas para serem facilmente consultadas sempre que necessário. Todos que estejam presentes na negociação devem ter conhecimento prévio delas. • Avaliar o melhor momento para apresentá-las e relacioná-las com os argumentos apresentados na mesa de negociação. Los representantes de los trabajadores deben estar atentos a los cambios en el perfil de la categoría y a su diversidad. Por esa razón, son importantes acciones de combate a todo tipo de discriminación contra mujeres, jóvenes, negros, homosexuales y portadores de discapacidades. Cuestiones específicas que expresen la diversidad de trabajadores y trabajadoras no deben ser consideradas cuestiones menores y periféricas en el proceso de negociación. 5. Administrar informaciones Administrar las informaciones en la negociación colectiva es también medir poder con quien se negocia. Por eso es siempre recomendable: • Que las informaciones estén organizadas para que sean fácilmente consultadas siempre que necesario. Todos los que estén presentes en la negociación deben tener conocimiento previo de las mismas. • Avaliar as informações trazidas com as informações apresentadas pelo representante patronal. • Evaluar el mejor momento para presentarlas y relacionarlas con los argumentos presentados en la mesa de negociación. • Apresentar as informações com clareza e conhecimento de causa, demonstrando segurança e consistência no argumento. • Evaluar las informaciones traídas con las informaciones presentadas por el representante patronal. • Ao longo do processo de negociação, avaliar se os dados trazidos para a mesa de negociação continuam consistentes ou se é preciso revisá-los. O bom resultado da negociação depende também da organização dos negociadores. Nesse sentido, a divisão de papéis da equipe negociadora, alinhada com o perfil adequado de cada um, pode ser um ponto a favor para quem adota essa postura. Escolher quem vai 60 sindicato sostener lo que se negoció ante su base? • Presentar las informaciones con claridad y conocimiento de causa, demostrando seguridad y consistencia en el argumento. • A lo largo del proceso de negociación, evaluar si los datos traídos a la mesa de negociación siguen siendo consistentes o hace falta revisarlos. El buen resultado de la negociación depende también de la organización de los negociadores. En este senti- abrir e dirigir a negociação, quem vai anotar e sistematizar e quem vai observar pode facilitar o trabalho da equipe negociadora. Da mesma forma, é importante orientar o trabalho da assessoria antes, durante e depois da negociação. Assim, consegue-se incorporar o potencial de apoio e conhecimento que a assessoria pode oferecer em todo o processo da negociação. 6. Na mesa de negociação O começo da negociação é o momento mais delicado e estratégico. Começar bem uma negociação é dar um grande passo para um bom desfecho, embora isso não seja uma regra. Portanto, o primeiro passo na negociação é deixar claro qual a natureza da reivindicação e a legitimidade em que ela foi construída. As qualidades pessoais de um bom negociador devem ser valorizadas e aproveitadas, mas é preciso que se tome cuidado com o ego e com as vaidades pessoais. O negociador deve conduzir a negociação sem se colocar acima da sua função de representação sindical. Por isso, é importante: • Valorizar o papel de cada membro de sua bancada. Interagir, dialogar e, sempre que possível, demonstrar que a bancada está coesa e integrada. do, la división de roles del equipo negociador, alineado al perfil adecuado de cada uno, puede ser un punto a favor para quien adopta esta postura. Elegir quién abrirá y dirigirá la negociación, quién anotará y sistematizará y quién observará puede facilitar el trabajo del equipo negociador. De la misma manera, es importante orientar el trabajo de la asesoría antes, durante y después de la negociación. Así, se logra incorporar el potencial de apoyo y conocimiento que la asesoría puede ofrecer en todo el proceso de la negociación. 6. En la mesa de negociación El inicio de la negociación es el momento más delicado y estratégico. Empezar bien una negociación es dar un gran paso hacia un buen desenlace, aunque eso no sea una regla. Por lo tanto, el primer paso en la negociación es dejar claro cuál es la naturaleza de la reivindicación y la legitimidad sobre la que fue construida. Las cualidades personales de un buen negociador deben ser valorizadas y aprovechadas, pero es necesario que se tome cuidado con el ego y con las vanidades personales. El negociador debe conducir la negociación sin ponerse por encima de su función de representación sindical. Por eso, es importante: • Valorizar el rol de cada miembro de su bloque. Interactúe, dialogue y, siempre que sea posible, demuestre que el bloque está coherente e integrado. • Saber escutar o outro lado, aproveitando as informações e entendendo os argumentos. Procurar captar qual é a abertura da outra bancada para a negociação e o diálogo. • Saber escuchar el otro lado, aprovechando las informaciones y entendiendo los argumentos. Busque captar cuál es la apertura del otro bloque para la negociación y el diálogo. • Expor de forma clara os argumentos. Não exagerar na exposição de informações e possíveis fragilidades no início da negociação. • Exponer de forma clara los argumentos. No exagere en la exposición de informaciones y posibles fragili- 61 • Não fazer provocações verbais ou gestuais ao expor os argumentos iniciais. Isso pode gerar um ambiente de tensão já no início das conversações. • Demonstrar que acredita na predisposição da outra parte em chegar a um acordo. E preocupar-se em demonstrar que o sentimento é recíproco de sua bancada. Um processo de negociação pode se arrastar por várias rodadas. Para minimizar os efeitos desgastantes desse processo, é bom lembrar-se de: • No hacer provocaciones verbales o gestuales al exponer los argumentos iniciales. Eso puede generar un ambiente de tensión ya al inicio de las conversaciones. • Demostrar que cree en la predisposición de la otra parte para llegar a un acuerdo. Y preocúpese en demostrar que el sentimiento es recíproco en su bloque. Un proceso de negociación se puede arrastrar por varias rondas. Para minimizar los efectos desgastantes de ese proceso, recuerde: • Sistematizar todos os passos de forma concisa e clara. Isso facilita a comunicação com todas as partes envolvidas. • Sistematizar todos los pasos de forma concisa y clara. Eso facilita la comunicación con todas las partes implicadas. • Manter um canal de comunicação permanente com a base que torne transparentes todos os passos da negociação. • Mantener un canal de comunicación permanente con la base que haga transparentes todos los pasos de la negociación. • A partir da avaliação cuidadosa da proposta da outra parte, tentar construir uma nova proposta, aprovada pela base, que permita avançar a negociação e sair do impasse. Isso demonstra disposição para um acordo. • A partir de la evaluación cuidadosa de la propuesta de la otra parte, intentar construir una nueva propuesta, aprobada por la base, que permita avanzar la negociación y salir del impasse. Eso demuestra disposición para un acuerdo. • Para evitar problemas futuros de não cumprimento do Acordo depois de negociado, deve-se resumir o acordado e conseguir que a outra parte aceite que o resumo coincide com o acordado. Se a outra parte não está de acordo com algum ponto do resumo, temos que buscar um acordo sobre isso e chegar a um consenso. • Para evitar problemas futuros de incumplimiento del Acuerdo después de negociado, se debe resumir lo acordado y lograr que la otra parte acepte que el resumen coincide con lo acordado. Si la otra parte no está de acuerdo con algún punto de nuestro resumen, tenemos que buscar un acuerdo sobre eso y llegar a un consenso. Longos processos de negociação geram desgastes. Por outro lado, negociações curtas e bem-sucedidas geram ansiedade para anunciar o resultado do acordo à base. Em ambos os casos, há o risco 62 dades en el inicio de la negociación. Largos procesos de negociación generan desgastes. Por otro lado, negociaciones cortas y exitosas generan ansiedad para anunciar el resultado de acuerdo a la base. En ambos casos, existe el riesgo de la firma de acuerdos sin los debidos cuidados, lo que puede causar da assinatura dos acordos sem os devidos cuidados, o que pode causar controvérsias em relação ao seu cumprimento. Por isso, é importante que os acordos sejam lidos, revisados e sistematizados de forma conjunta antes da sua assinatura. As Negociações Coletivas e as Redes Sindicais As redes sindicais podem ser uma importante ferramenta para fortalecer a negociação coletiva. Frente à globalização e ao aumento do poder das empresas multinacionais, as redes podem fazer o contraponto, apoiando sindicatos locais e nacionais nos seus processos de negociação. No caso dos sindicatos por base municipal (como no caso brasileiro), as redes podem auxiliar a troca de informações e experiências entre as diferentes unidades de uma mesma empresa no período de negociação coletiva do sindicato. Também podem auxiliar a troca de informações entre as diferentes unidades quando se tratar de sindicatos nacionais, para que estes tenham mais informações sobre determinada empresa. Também podem estabelecer mais facilmente contatos com os sindicatos e trabalhadores do país-sede das empresas multinacionais. No caso da América Latina, as redes conseguem estimular intercâmbios entre sindicatos e trabalhadores no continente. Isso pode gerar ações e campanhas de solidariedade que fortaleçam a negociação coletiva nos diferentes países. No âmbito do Mercosul, as redes podem apoiar futuras iniciativas de negociação coletiva supranacional. Isso é possível a partir artigo 13 da Declaração Sociolaboral do Mercosul, assinada em 10 de dezembro de 1998. Essa declaração orienta os Estados-membros do Bloco Comunitário a “fomentar o diálogo social nos âmbitos nacional e regional, controversias en relación a su cumplimiento. Por eso, es importante que los acuerdos sean leídos, revisados y sistematizados de forma conjunta antes de su firma. Las Negociaciones Colectivas y las Redes Sindicales Las redes sindicales pueden ser una importante herramienta para fortalecer la negociación colectiva. Frente a la globalización y al aumento del poder de las empresas multinacionales, las redes pueden hacer el contrapunto, apoyando sindicatos locales y nacionales en sus procesos de negociación. En el caso de los sindicatos por base municipal (como en el caso brasileño), las redes pueden auxiliar en el intercambio de informaciones y experiencias entre las distintas unidades de una misma empresa en el período de negociación colectiva del sindicato. También pueden facilitar el intercambio de informaciones entre las diferentes unidades cuando se trate de sindicatos nacionales, para que tengan mayores informaciones sobre determinada empresa. También pueden establecer más fácilmente contactos con los sindicatos y trabajadores del país-sede de las empresas multinacionales. En el caso de América Latina, las redes logran estimular intercambios entre sindicatos y trabajadores en el continente. Eso puede generar acciones y campañas de solidaridad que fortalezcan la negociación colectiva en los distintos países. En el ámbito del Mercosur, las redes pueden apoyar futuras iniciativas de negociación colectiva supranacional. Eso es posible a partir del artículo 13 de la Declaración Sociolaboral del Mercosur, firmada el 10 de diciembre de 1998. Esta declaración orienta a los Estados miembros del Bloque Comunitario a “fomentar el diálogo social a nivel nacional y regional, instituyendo mecanismos efectivos de consulta permanente entre 63 instituindo mecanismos efetivos de consulta permanente entre representantes dos governos, dos empregadores e dos trabalhadores, a fim de garantir, mediante o consenso social, condições favoráveis ao crescimento econômico sustentável e com justiça social da região e a melhoria das condições de vida de seus povos”. Algumas ações práticas de apoio das redes Algunas acciones prácticas de apoyo de las redes • Pesquisa e mapeamento sobre as estratégias das empresas multinacionais que podem fortalecer a ação do sindicato na negociação coletiva. • Investigación y mapeo de las estrategias de las empresas multinacionales que pueden fortalecer la acción del sindicato en la negociación colectiva. • Criação de ferramentas de comunicação que tornem mais ágil a troca de informações entre diferentes unidades de uma mesma empresa. • Creación de herramientas de comunicación que hagan más ágil el intercambio de informaciones entre diferentes unidades de una misma empresa. • Fortalecimento do sindicato perante os trabalhadores da empresa onde a rede está funcionando. • Mais possibilidades de constituição de uma prática de diálogo social nas empresas em que as redes estiverem estabelecidas, facilitando a ação de negociação por parte do sindicato. 64 representantes de los gobiernos, de los empleadores y de los trabajadores, a fin de asegurar, mediante el consenso social, condiciones favorables al crecimiento económico sustentable y con justicia social de la región y la mejoría de las condiciones de vida de sus pueblos”. • Fortalecimiento del sindicato ante los trabajadores de la empresa donde la red está funcionando. • Mayores posibilidades de constitución de una práctica de diálogo social en las empresas donde las redes estén establecidas, facilitando la acción de negociación por parte del sindicato. Cuestiones para discusión Questões para discussão ¿Cómo funciona la negociación colectiva en su país? Como funciona a negociação coletiva no seu país? ¿Cómo la empresa en la que usted trabaja actúa con el sindicato en el período de negociación colectiva? ¿Cuáles son las mayores dificultades para el ejercicio de la negociación colectiva? ¿Cómo las redes pueden ayudar a los sindicatos y ramas de actividad (confederaciones) en el proceso de negociación colectiva? Quais as maiores dificuldades para o exercício da negociação coletiva? Como a empresa em que você trabalha age com o sindicato no período de negociação coletiva? Como as redes podem ajudar os sindicatos e os ramos de atividade (confederações) no processo de negociação coletiva? 65 Referências bibliográficas BECK, Ulrich. O que é globalização? São Paulo: Paz e Terra, 1999. BEYNON, Huw. Sindicalismo tem futuro no século XXI? In: SANTANA, RAMALHO, José Ricardo (org.). Além da fábrica. São Paulo: Boitempo Editorial, 2003. 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