1
SOCIEDADE DE EDUCAÇÃO DO VALE DO IPOJUCA
FACULDADE DO VALE DO IPOJUCA - FAVIP
COORDENAÇÃO DE PSICOLOGIA
CURSO DE PSICOLOGIA
ISABEL CAMILA RAMOS DOS SANTOS
A IMPORTÂNCIA DO LÍDER E SUAS CARACTERÍSTICAS NO AMBIENTE
ORGANIZACIONAL
CARUARU
2011
2
Luiz de França Leite
Diretor Superintendente
Vicente Jorge Espíndola Rodrigues
Diretor Superintendente
Mauricélia Bezerra Vidal
Diretora Executiva
Marjony Barros Camelo
Diretor Acadêmico
Roberto Cavalcanti Filho
Diretor Financeiro
Mestra Raffaela de Medeiros e Moraes
Coordenadora do Curso de Psicologia
3
ISABEL CAMILA RAMOS DOS SANTOS
A IMPORTÂNCIA DO LÍDER E SUAS CARACTERÍSTICAS NO AMBIENTE
ORGANIZACIONAL
Trabalho
de
conclusão
de
curso
apresentado à coordenação do curso de
Psicologia da Faculdade do Vale do Ipojuca,
como requisito para obtenção do título de
Bacharel em Psicologia. Profª Orientadora
Doutoranda: Rosália Andrade Cavalcanti.
CARUARU
2011
4
Catalogação na fonte Biblioteca da Faculdade do Vale do Ipojuca, Caruaru/PE
S237i
Santos,
Isabel
Camila
Ramos
dos.
A importância do líder e suas características no ambiente
organizacional / Isabel Camila Ramos dos Santos. – Caruaru:
FAVIP,
2011.
47 f.
Orientador (a): Rosália Andrade Cavalcanti.
Trabalho de Conclusão de Curso (Psicologia) -- Faculdade
do Vale do Ipojuca.
1. Liderança. 2. Equipe. 3. Comportamento. 4. Organização.
I. Título.
CDU 159.9[12.1]
Ficha catalográfica elaborada pelo bibliotecário: Jadinilson Afonso CRB-4/1367
5
ISABEL CAMILA RAMOS DOS SANTOS
A IMPORTÂNCIA DO LÍDER E SUAS CARACTERÍSTICAS NO AMBIENTE
ORGANIZACIONAL
Trabalho de conclusão de curso apresentado
à coordenação do curso de psicologia da
Faculdade do Vale do Ipojuca, como requisito
para obtenção do título de bacharel em
psicologia.
Avaliado em: ___/___/____
___________________________________________________________________
Professora Doutoranda: Rosália Andrade Cavalcanti
Orientadora
___________________________________________________________________
Professora Especialista: Andrezza Falcão
Co-orientadora
___________________________________________________________________
Professora Mestranda: Valeriana Porto
Avaliadora
CARUARU
2011
6
DEDICATÓRIA
Dedico este trabalho a Deus pela
liderança nata que me concedeu,
aos meus familiares pelo amor e
investimento na minha formação e
aos meus amigos pela liderança
inata, que adquiri ao longo da
convivência.
7
AGRADECIMENTOS
Agradeço a Deus, que fez de mim uma líder nata e sempre esteve ao meu
lado na minha caminhada seja ela profissional ou pessoal, nunca estive só sem a
presença dele, sem o amor, o cuidado e aprovação dele para qualquer decisão
tomada ao longo da minha vida.
A Minha família que me possibilitou está concluindo hoje esse curso, com
muito esforço, compromisso e amor eles estiveram e estão ao meu lado em todos os
momentos, me apoiando e fazendo o possível e o impossível para que eu não pare
em nenhum momento da vida pelo meio do caminho.
A minha Avó “Tila” pela dedicação e amor, com noventa e um anos de muita
experiência, me mostra a cada momento como sou importante para ela que é um
exemplo de mãe e mulher, Deus me permita chegar nessa idade com tanta
dignidade, saúde e força, a você vovó “Tila” meus eternos agradecimentos por
simplesmente existir.
Ao meu pai (Elpídio), mãe (Sônia) e irmãos (Antônio, Catarina, Leonardo e
Lucas) que me ensinaram que ninguém existi só preciso deles pra me constituir
como pessoa, e hoje quem eu sou agradeço muito a tudo que aprendi na
convivência de anos ao lado deles.
Ao meu esposo Cícero e a minha filha Júlia que foi a minha maior conquista
ao longo da vida, o maior projeto que Deus me deu, que exala amor e carinho por
mim, e mais do que ninguém merece essa homenagem pelos momentos que teve
que renunciar a minha presença para que eu pudesse obter mais essa conquista na
vida, por isso e por tudo que você representa pra mim te amo imensamente Júlia
Gabriela Ramos de Castro.
A minha orientadora Rosália Cavalcanti e aos professores que fizeram parte
da minha história direta ou indiretamente, mas, todos são peças fundamentais
nesses cinco anos de faculdade, ressalto alguns que realmente estiveram mais
próximos e que para mim são pessoas especiais e inesquecíveis: Humberto, Ângelo,
Ana Barreto, Fabiana Nascimento, Jane Palmeira, Orlando, Getúlio, Valeriana,
Taciano, entre outros.
8
As pessoas que conheci ao longo da vida e que fizeram parte da minha
história, nos locais de trabalho, pelos colégios que já estudei, entre outros que estão
representados aqui com a conclusão desse trabalho, meu eterno carinho a vocês
por terem levado algo bom de mim e terem deixado algo melhor de vocês em mim.
Aos amigos que me fizeram uma líder inata ao longo da nossa amizade e
fazem parte da construção desse trabalho, com os quais vivenciei bons momentos
de crescimento, nas aulas, nos estágios e na convivência extra-acadêmica. Em
especial ao meu primeiro grupo dentro da faculdade desde o início da graduação:
Fernanda, Suzy, Helena, Diogo e Deise e aos meus novos amigos que conquistei ao
longo do curso: Gilvanice (PM), Rebeca, Leiner, Manoela, Hayala, Silvana, Jenniffer
e a todos os outros que sempre estiveram por perto seja me dando força em
momentos difíceis, ou seja, sorrindo da minha forma palhaça de ser.
As “Bratzs” pelos congressos divertidos, pelas risadas fora de hora, pelos
momentos duros que tivemos de enfrentar para o nosso próprio crescimento e o do
outro, pelas horas intermináveis na casa Favip, pelos momentos de elaboração da
monografia onde todas se uniram num só objetivo ajudar a outra e concluir essa
caminhada juntas, por isso e por tudo que vocês significam para mim muito obrigada
à turma das Bratzs: Camila, Fernanda, Manoela, Hayala.
A todos da Casa Favip que com carinho nos receberam lá durante todo esse
ano com muita atenção e disponibilidade, alguns foram de fundamental importância
para a conclusão dos nossos estágios por lá: Monalisa, Karla e Rosemary “Rose” a
quem tenho muito carinho e compartilhou comigo boas risadas das minhas loucuras,
você é muito especial amiga para Deus e para mim.
E que Deus continue abençoando todos em cada projeto e objetivo traçado ao
longo da vida, é o que desejo a vocês que amo muita paz e vitória em todo tempo e
espero um dia reencontrá-los pelas voltas que a vida nos proporcionar.
9
“Aquele que não é capaz de governar a si
mesmo, não será capaz de governar os outros”.
Mahatma Gandhi
10
RESUMO
O trabalho vem verificar o processo de mudança organizacional e o que isso
acarreta no âmbito empresarial, com isso surge à necessidade de uma visão mais
focada para o desenvolvimento de pessoas e as competências que estão à frente
dessa organização, e que se enquadre no perfil de cada empresa conforme
exigência de um mercado competitivo. O presente trabalho apresenta a liderança
como um dos fatores principais para determinadas mudanças e o sucesso da
organização, enfatizando seu importante papel para obter os resultados desejados
da equipe, trazendo uma nova forma de fazer liderança sem usar o poder para
manipular o outro e como consequência de uma boa liderança se firmar cada vez
mais como líder e isso reflete diretamente numa convivência sadia entre os
colaboradores e os gestores da empresa. O objetivo foi refletir sobre essa forma de
liderar dos gestores e como isso pode contribuir para o bom andamento do clima
organizacional, e desenvolver um maior comprometimento no trabalho. A
metodologia utilizada foi uma pesquisa bibliográfica que buscou embasamento
teórico sobre os temas: papel do líder, diferença entre liderança x poder e a
importância da liderança para organização. Conseguimos verificar que o bom líder é
um diferencial no meio organizacional e reflete no desempenho dos colaboradores.
Essa influência da liderança está ligada à cultura, ao papel que o líder deve exercer
dentro da empresa para obter os resultados almejados pela equipe e gestores, então
todo desempenho do líder faz perceber como é essencial sua existência dentro da
organização, ou seja, a existência de uma boa liderança.
Palavras-chave: Liderança; equipe; comportamento; organização.
11
ABSTRACT
The work is to verify the process of organizational change and what it brings in
business, with that comes the need for a more focused vision for the development of
people and skills that are ahead of the organization, and that fits the profile of each
company as required by a competitive market. This paper presents leadership as a
major factor for certain changes and success of the organization, emphasizing its
important role in obtaining the desired results of the team, bringing a new kind of
leadership do not use power to manipulate others and as a result of good leadership
to establish itself more as a leader and this is directly reflected in a healthy living
among employees and managers of the company. The aim was to reflect on this form
of lead managers and how it can contribute to the smooth running of the
organizational climate, and develop a greater commitment at work. The methodology
was a literature review that sought theoretical background on the topics: the role of
leader, x power difference between leadership and the importance of leadership to
the organization. We see that the good leader is a difference in the organizational
environment and reflects the performance of employees. This influence of leadership
is linked to culture, the role that the leader must exercise within the company to get
the results desired by staff and managers, then every leader's performance makes
you realize how essential their existence within the organization, namely the
existence
of
good leadership.
Keywords: Leadership; team; behavior; organization.
12
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO
13
2 OBJETIVOS
15
2.1 Objetivo Geral
15
2.2 Objetivos Específicos
15
3 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
16
3.1 O papel do líder
16
3.2 As diferenças entre liderança e poder
26
3.3 A importância da liderança nas organizações de trabalho
35
4 METODOLOGIA
43
CONSIDERAÇÕES FINAIS
44
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
46
13
1 INTRODUÇÃO
O ambiente organizacional junto com a Psicologia Organizacional e do
Trabalho contribui para o desenvolvimento dos líderes dentro da empresa. Seu foco
desenvolveu-se a partir da convivência nas organizações, dessa forma, uma das
preocupações é compreender o comportamento organizacional.
A partir da compreensão dos modos de gestão do trabalho, das relações
entre colaboradores e gestores, do papel dessa liderança, os tipos de líderes e os
resultados dessa liderança para a equipe e a empresa, contudo, iremos refletir um
pouco sobre os estudos desenvolvidos na área de liderança e como essas temáticas
nos ajudam a ter informações sobre as relações que permeiam o mundo do trabalho,
com o intuito de promover um espaço de bem-estar para os funcionários no
ambiente de trabalho, e assim auxiliar no funcionamento das organizações de forma
mais objetiva.
O fator liderança adquire uma espantosa importância dentro do contexto
organizacional. Como as empresas podem ser consideradas
predominantemente formadas de grupos de pessoas que precisam ser
coordenadas em seus esforços individuais, a fim de que metas e objetivos
sejam alcançados. (BERGAMINI, 1982, p.94)
Assim, buscou-se compreender a formação do líder e o impacto da liderança
para o desenvolvimento e comprometimento dos trabalhadores, dessa forma, não
basta para a empresa que a liderança seja o atributo de maior visão, pois para uma
organização ter sucesso, é preciso criar mecanismos de relação com os
colaboradores, e, diante mão, averiguar a contribuição dos funcionários e
recompensá-los, sendo assim, um compromisso empresarial para a melhor
convivência e desenvolvimento do ambiente organizacional mais satisfeito com seus
líderes.
Nas organizações, a liderança dá o suporte para que haja uma existência
no trabalho em equipe, que por meio das atitudes do líder, poderá obter e
estabelecer uma cooperação entre as pessoas, assim, a mesma constitui
uma forma de poder atribuído para uma pessoa, o fato de o profissional
exercer algum tipo de poder na organização, gera no indivíduo a crença de
que é um líder. (FIORELLI, 2004, p.201)
14
Buscando entender a influência e a importância de um bom líder a frente de
sua equipe dentro da empresa, surgiu a necessidade de compreender porque o
comportamento do líder, suas características e a importância do seu papel
influenciam no ambiente organizacional e consequentemente nos resultados da
equipe. Cada dia mais se tem valorizado aqueles que usam com eficácia seus
recursos pessoais no
cumprimento
das responsabilidades de bem
dirigir
subordinados, vemos que sem uma liderança repleta de responsabilidade e
comprometimento, não existe organização, pois a liderança é capaz de exercer
influência negativa ou positiva no meio em que atua. Partindo desse pressuposto
relacionado à liderança, o objetivo foi refletir sobre o comportamento, as
características e a forma de liderar, e como isso poderá influenciar o ambiente e o
comprometimento no trabalho.
A decisão de estudar o comportamento, características do líder e liderança
em si, partiu do desejo futuro de está atuando dentro da área de psicologia
organizacional do Trabalho (POT) e podendo está à frente de uma equipe de
trabalho na qual se terá que liderar com sabedoria, humanidade, respeitando o outro
nas suas singularidades, pretendendo, com uma visão acadêmica, compreender de
que forma a posição do líder é vista no contexto de uma organização, e como seu
comportamento é uma característica positiva de liderar, e como isso influencia para
um bom desenvolvimento organizacional.
Outro aspecto que me motivou a fazer esse estudo é tentar mostrar que
cada pessoa tem uma forma única de liderar no ambiente que vive seja ele
profissional ou pessoal e que se isso for feito da melhor forma possível teremos
pessoas melhores, equipes mais entrosadas, resultados visíveis, líderes respeitados
e admirados pelas pessoas com quem convivem diariamente. Buscando então como
acadêmica e tentando ajudar como futura profissional da área, a sociedade, no geral
as organizações de trabalho, a ter uma melhor convivência com os gestores dentro
da organização, fazendo do ambiente um local agradável onde todos podem se
expressar de maneira cooperativa e acrescentando para os que fizerem parte da
equipe não só como profissional, mas, como pessoa.
15
2 OBJETIVOS
2.1-Objetivo Geral
Discutir o comportamento, as características e a forma de liderar, e como isso
poderá influenciar o ambiente e o comprometimento no trabalho.
2.2-Objetivos Específicos
Discorrer sobre o papel do líder;
Diferenciar liderança e poder;
Entender a importância da liderança na organização.
16
3 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
3.1 O PAPEL DO LÍDER
Cada pessoa tem suas aspirações, objetivos, preferências, características de
personalidade, talentos e habilidades. Cada pessoa é singular, ou seja, única. Ao
constituírem uma equipe de trabalho, elas se destacam pelas diferenças individuais.
Para que as pessoas possam trabalhar satisfeitas em equipes elas precisam ser
lideradas. Para fazer a equipe funcionar necessita-se desempenhar muitas funções
ativadoras, e entre essas funções podemos citar a liderança. A liderança é
necessária em todos os sentidos e principalmente nas atividades organizacionais
(CHIAVENATO, 2003).
O assunto liderança é muito estudado durante anos, renovando cada dia
mais o interesse de todos os profissionais que admiram a postura do líder no
seu local de trabalho e das pessoas que eles lideram, a estudar e se
aprofundar num tema sempre tão atual, fundamental para empresa e
dinâmico. Assim, uma organização só terá bons resultados e uma boa convivência
entre seus colaboradores quando bons líderes modificarem de forma positiva a
organização. Com essa visão, iremos refletir através de uma breve passagem pelos
momentos que marcaram a história e evolução do Trabalho.
O termo Taylorismo tem origem no nome do engenheiro americano Frederick
W. Taylor, que em 1911 publicou “os princípios da administração científica”. Ele
propunha uma intensificação da divisão do trabalho para que tarefas fossem
executadas em prazos mínimos, visando ao maior lucro possível. Para atingir esse
objetivo, sugeria o fracionamento das etapas do processo produtivo, de modo que o
trabalhador desenvolvesse tarefas extremamente especializadas e repetitivas; a
diferenciação clara entre o trabalho intelectual e o manual; o controle sobre o tempo
gasto em cada tarefa e um constante esforço de racionalização. Segundo esses
princípios, o trabalhador que produzisse mais em menos tempo deveria receber
prêmios como incentivo.
Outras novidades trouxeram diferentes aspectos ao capitalismo, as divisões
do trabalho e das tarefas foram intensificadas, em seguida, entra o papel de Ford
complementando e renovando o trabalho que deu início com o engenheiro Taylor, e
suas contribuições foram: o americano Henry Ford foi o primeiro a pôr o taylorismo
17
em prática, em sua empresa, a Ford Motor Company. Posteriormente, ele inovou
com o Fordismo, absorvendo vários aspectos das ideias de Taylor: organizou a linha
de montagem de cada fábrica para produzir mais, passou a controlar as fontes de
matérias-primas e energia e apostou na formação de mão-de-obra. Ele adotou três
princípios básicos: intensificação da produção, economia e incentivo a produtividade.
Críticos desses modelos de produção, porém, alertam para os prejuízos que os
sistemas podem causar para o trabalhador, comprometendo a capacidade criativa, a
prática de tomar decisões e alienando-o do próprio trabalho. Cumprindo uma única
função mecânica e repetitiva – sempre preocupada com a quantidade produzida – a
pessoa tende a não reconhecer o produto final como resultado de seu empenho, o
que a médio e longo prazo pode contribuir para a configuração de psicopatologias.
No início do século passado as empresas costumavam exigir um estilo de
liderança centralizador e esperava dos trabalhadores uma produção linear,
fragmentada, padronizada e rotineira – era preciso apenas força física e disciplina
para executar as tarefas. Atualmente outras características costumam ser esperadas
dos profissionais: participação, compromisso com a organização, criatividade,
empenho em se colocar em contínuo processo de aprendizagem e desenvolvimento
de habilidades cognitivas, capacidade de trabalhar em equipe. Esse novo perfil de
profissionais necessita de um novo líder, capaz de lidar com imprevistos,
ambiguidades e multiplicidades de opiniões. Entretanto, embora sejam propaladas
as necessidades de líderes que privilegiem a descentralização e incentive a
participação de indivíduos que ocupam diferentes posições na hierarquia
organizacional, o modelo de gestão taylorista/fordista ainda prevalece, apesar das
mudanças tecnológicas e organizacionais (REICHER, HASLAN e PLATOW,
entrevista concedida à revista mente & cérebro. São Paulo 2007, p.56).
Diante do que foi visto, cabe hoje às organizações adotarem um modelo de
gestão que valorize os seus funcionários e líderes, para modificar essa imagem
passada do modelo organizacional e tentar fazer de uma nova gestão uma visão de
crescimento para a empresa, aí entra o comportamento e o papel do líder nessa
organização atual que vem trabalhar em conjunto para uma empresa globalizada e
mais humana em relação aos seus funcionários.
18
A grande tarefa do líder consiste em ter a habilidade de coordenar as
atividades de cada membro em particular, a fim de que a atividade grupal
flua de forma normal e sem interrupções, ao mesmo tempo em que se
verifique um clima de harmonia no tocante à participação de cada um.
(BERGAMINI, 1982, p.98)
Sendo assim, observamos que o sucesso das organizações e a capacidade
de se perpetuar estão interligados a competência dos que a dirigem, ou seja, a
melhora faz parte da competência dos seus líderes.
Podemos observar outro ponto de vista sobre o processo da personalidade
que motiva o líder e sua forma de liderar: A capacidade de dar respostas novas
observadas algum tempo antes, mas nunca realmente praticadas é possível devido
às habilidades cognitivas humanas. Assim, ao observar os outros, podemos
desenvolver soluções novas, e não simplesmente imitações obedientes. (HALL;
LINDZEY e CAMPBELL, 2000).
Destaca Fiorelli (2003) que: a liderança é a capacidade que temos de exercer
influência sobre as outras pessoas, pois sem a liderança não existe organização.
Vemos então que a liderança é o que algumas pessoas possuem de conseguir de
uma forma muito espontânea, que as metas sejam cumpridas formalmente e sem
arrogâncias.
Muitas pessoas revelam-se hábeis em desenvolver visões; contudo não
conseguem afirma-se como líderes. Nas organizações, encontram-se
brilhantes assessores com essa habilidade, incapazes, porém, de se afirmar
em posições de liderança. Faltam-lhe outros atributos. Alguns deles
encontram-se aqui apresentados. Quanto maior quantidade de atributos
adequados à liderança o profissional demonstrar, tanto maior sua chance de
exercê-la com sucesso. (FIORELLI, 2004, p.209)
O líder podemos dizer que é um condutor, o guia que comanda. O líder
precisa ter uma visão global, que observa o homem dentro do seu ambiente de
trabalho. Vivencia um jogo de aprender e ensinar o tempo todo, sendo o ensinar de
uma importância vital, ou o mais importante, a principal atividade e compromisso do
gestor ou líder são: conduzir as pessoas, como o próprio nome nos mostra, sabendo
lidar com pessoas o tempo todo e as conduzindo da melhor forma possível no
percurso profissional que desejarem, com isso, os atributos e características dessas
pessoas e a forma como elas se ajustam às mudanças contínuas e aos desafios
crescentes no campo cognitivo e emocional constituem referências para todos
19
aqueles que almejam exercer ou compreender esse papel, que também tem seu
papel social e não só profissional.
A liderança é um processo social no qual se estabelecem relações de
influência entre pessoas. O núcleo desse processo de interação humana é
composto do líder ou líderes, seus liderados, um fato e um momento social.
O processo de Liderança se verifica em infinitas situações: na família, na
escola, no esporte, na política, no trabalho, no comércio, na vida pública ou
em espaços privados. (FRANÇA e ARELLANO, 2002, p.259)
Podemos falar em relação ao líder da credibilidade que ele passa dentro da
empresa, e citar sobre essa confiança que se transforma em cooperação.
A confiança é de fundamental importância na gestão baseada no diálogo e na
busca do consenso, já que o fator necessário para que todos assumam que
trabalham para o bem de todos que os esforços mútuos trazem benefícios valiosos
para a equipe, no contexto do diálogo institucionalizado. A construção da
organização se caracteriza pelo alto grau de confiança entre seus trabalhadores
viabiliza a cooperação espontânea, na medida em que os indivíduos trabalham de
acordo com os princípios éticos de cada um. Ao contrário, em organizações de baixo
grau de confiança, se trabalha forçadamente obedecendo às regras do poder e não
da
liderança,
nelas
sistemas
de
regras
e
regulamentos,
frequentemente
implementados substituem a confiança para assegurar a cooperação, e com isso se
trabalha menos satisfeito tentando unicamente desenvolver o necessário para as
metas exigidas. (VASCONCELOS, 2007).
Vejamos como os desafios e inovações são processos naturais da caminhada
profissional do líder:
Uma das dificuldades encontradas para difundir o processo de inovação é a
dificuldade natural do ser humano em correr riscos. A tendência em manter
do jeito que está o que funciona bem, por medo de que qualquer alteração
possa dar errado, é fator bloqueador da inovação. O processo de inovação,
para ser efetivo, exige das pessoas uma constante observação, análise e
crítica do que já existe e a crença de que mesmo aquilo que é considerado
bom pode sempre ser melhorado. (GRAMIGNA, 2004, p.24)
Líderes eficazes são espelhos para o grupo e, ao mesmo tempo expressam
comportamentos que os diferenciam dos outros, se impondo assim em determinados
momentos para que as pessoas possam saber que existe alguém que as lidera e
que em momentos de desestabilidade profissional ou pessoal o líder irá conduzir
20
com propriedade sua equipe. Em 11 de setembro de 2001, quando George W. Bush
fez seu pronunciamento aos americanos após o ataque ao World Trade Center, usou
expressões que acentuavam o medo e ódio das pessoas em relação à ideia de um
inimigo comum, comprometendo-se a “encontrar e punir os que cometeram esse
ato”. Independentemente das consequências e erros que cometeram depois, na
ocasião Bush solidificou sua posição, e os índices de popularidade e aprovação de
sua gestão subiram nos meses seguintes ao ataque, pois as pessoas queriam uma
forma de se vingar pelos atos cometidos, mesmo que fosse unicamente apoiando
toda e qualquer reação por parte do presidente Bush. O uso da linguagem dele
naquele momento favorece a identificação com o cidadão comum. Ao afirmar que
“os Estados Unidos estão sob ataque”, Bush investia na identidade de pessoas
carentes por justiça e carente de um líder que o representasse (REICHER, HASLAN
e PLATOW, entrevista concedida à revista mente & cérebro. São Paulo 2007, p.43 e
44).
O Líder tem um papel motivador dentro das organizações, e a ética é um
compromisso profundo e duradouro que se assume com ele mesmo e com seus
liderados dentro da empresa, o líder se destaca pela sua forma inteligente de ser, de
pedir, de se expressar em relação aos seus liderados, o líder é muito participativo e
engajado no que faz, trabalhando diariamente com muita ética em relação aos
liderados, ele consegue ser respeitado sem precisar se impor diante das situações
ou dificuldades, trazendo inovações e desejo de participação para o crescimento
pessoal e profissional junto com a equipe.
Só quando as boas intenções são também intenções bem informadas é que
a administração tem condições de criar um contexto empresarial que motive
e dê respaldo à conduta ética. O alto escalão precisa pôr em ordem seus
próprios pensamentos e atos antes que possa corrigir os pensamentos e
atos do pessoal subordinado. Infelizmente, numerosos lideres, embora
considerem a ética como relevantes para as operações de suas empresas,
caem na armadilha de subestimar as dificuldades inerentes ao
desenvolvimento de um autentico compromisso com a moral. (AGUILAR,
1996, p.33)
Pensar de forma coerente com os atos é respeitar a ética. Não tem como
desvincular o aprendizado de uma vida onde já estão formadas todas nossas
opiniões de uma técnica das consequências éticas de sua prática. É de se esperar
que mesmo se tendo habilidades para algumas coisas que possam ultrapassar a
ética não precisamos usar, isso é uma forma de entrar em contradição com nossos
21
princípios, por exemplo, o chaveiro não utiliza sua técnica de abrir cadeados para
assaltar residências na calada da noite (MACÊDO, 2007).
A empresa é um ambiente de muitos desafios, incertezas e riscos que
precisamos ousar para obter resultados desejados, cada um tem sua forma de
liderar e a liderança se constrói a cada dia, convivendo, errando, participando,
crescendo e agindo com objetivos e profissionalismo, para que, aja confiança entre
líderes e liderados para a compreensão e o bom desenvolvimento do grupo.
A gestão de pessoas é um campo que vive em permanente transformação.
Líderes empresariais dos mais diversos segmentos e países dão a conhecer a
gestores de todo o mundo as suas experiências a frente de grandes corporações.
Assim, essas histórias bem-sucedidas juntam-se aos conceitos já conhecidos para
reformar o caminho do sucesso que as organizações tanto almejam.
Toda mudança começa por um trabalho de vida e autoconhecimento que
depende essencialmente da educação recebida pelo indivíduo ao longo da sua
história. Por sua vez, a aprendizagem nas organizações é um fator estratégico e vital
para líderes e liderados trazendo assim boa convivência e automaticamente bons
resultados para os processos de motivação, inovação e de mudanças sistêmicas. E
a liderança não se limita ao seu tradicional formato líder-colaborador. Vimos que seu
aspecto se estende a mais variada forma de relacionamento interpessoal e
dependendo de como se demonstra habilidade com grupos, pode ser ou não um
agente de mudança para a transformação de uma grande equipe, administrando
assim conflitos para obter uma boa liderança na gestão de pessoas (MACÊDO,
2007).
Os líderes apresentam formas diferentes de conduzir uma equipe. Alguns são
reprimidos e analíticos outros ousados, carismáticos e muito dedicados ao que
fazem, porém situações diferentes exigem diferentes formas de liderar, e são
percebidos por sua inteligência emocional. A inteligência de um líder é essencial
para seu sucesso e alta aceitação dentro do grupo na empresa, sem a liderança no
que se faz, a pessoa pode ter se submetido a treinamentos insuperáveis a mente
aguda e cheia de conhecimento e um turbilhão de boas ideias, mas mesmo assim,
não se tornará um grande líder (CHIAVENATO, 2003).
Liderar não é algo tão simples como pensamos, pelo contrário, a liderança
exige muita paciência, uma boa disciplina, uma dose de humildade, respeito,
compromisso e compreensão, pois a organização é um organismo vivo e que
22
precisa do seu funcionamento total e sadio para bons resultados, repleto de
funcionários dos mais diferentes tipos. Assim, podemos definir liderança como um
grande barco que precisa ser guiado e orientado para uma boa navegação e o
desejo de se superar a cada minuto crescendo como empresa.
Observa-se atualmente que o foco dos líderes esta em desenvolver
habilidades de como agir, de como desenvolver as qualidades, o caráter, os valores,
a coragem e princípios organizacionais. Tudo isso tem início a partir do momento
que o líder age como influência para a equipe de forma que alcancem as metas e
aprendam com suas experiências, suas habilidades, treinamentos etc. Então a boa
liderança precisa de alguns incentivos e influência para a equipe segui-lo e admirálo. Sendo assim, o fator influencia não age sozinho, mas o conjunto de ações serve
para um gerenciamento de sucesso, onde os elogios e competência dada não vão
apenas para os processos executados, mas também para as pessoas envolvidas no
andamento da empresa. A liderança engloba várias definições, mas, é possível
encontrar duas coisas muito comuns a todas as definições: equipe e um conjunto de
influências (DRUCKER, 1999).
E são essas influências que levam as pessoas para trabalharem com
entusiasmo visando alcançar objetivos comuns, inspirando a confiança da equipe no
que é dito e planejado por meio do caráter do líder. Contudo, os líderes tem o que
chamamos de seguidores sejam eles dentro ou fora da organização, eles inspiram o
desejo de quem os conhece a respeitá-los até quando for necessário, muitos
perdem também a admiração do grupo se em algum momento deixarem de agir
como líderes por causa de funções, poder, dinheiro ou mudarem de cargo, onde não
serão tão necessários como líderes.
O ambiente de trabalho é semelhante ao estado de espírito do indivíduo –
entusiasmo, depressão ou frieza – a que denominamos moral do grupo.
Trata-se de um indício da satisfação, do estado de motivação – sentimento
de pertencer ao grupo – com resposta favorável refletida na produtividade.
(CASTRO, 2002, p.94)
Aí surge o chamado comprometimento com o indivíduo identificado e
envolvido com a organização, disposto a exercer uma dedicação pela organização
em termos de trabalho, aceitação das metas, dos valores, da liderança e objetivos
da organização e o principal, o enorme desejo de ser membro e fazer parte
satisfatoriamente da empresa, isso trará o respeito necessário para que o indivíduo
23
respeite seus limites e o limite do outro enquanto líder e um ser humano sujeito a
errar como todos, onde até o errar irá trazer ensinamentos e será admirado na forma
inteligente de superação e aprendizado. Baseado nisso vem à tona, a relação líder e
a sua equipe. Então cabe aos gestores, ter clareza quanto aos caminhos traçados e
que planejam construir junto com os membros da equipe, incentivando a
participação de todos, de forma ampla e efetiva na tomada de decisão quanto ao
que já se faz como nas tarefas que serão executadas (MINICUCCI, 1995).
Acreditando que, os líderes eficazes possuem um estilo de liderança próprio,
e se adaptam com agilidade necessária a cada nova situação, se atualizando nas
novas tendências, perspectivas de mercado, trazendo para as organizações tudo
que existe de mais inovador e promissor para a empresa principalmente em
questões de liderança. Assim vemos mais um pouco desse papel do líder, que não
só age dentro da empresa, mas, busca essa inovação para dentro das organizações
de trabalho (MINICUCCI, 1995).
O comportamento de líder necessita ser fonte de satisfação imediata ou
futura para os liderados. Aquilo que um líder faz precisa agradar aos
liderados no presente ou conduzir a atividades ou a recompensas que o
satisfarão no futuro. (WILLIAMS, 2010, p.285)
O líder tem assim, um papel de fundamental importância nesta proporção
mencionada com o colaborador, disseminando a motivação dos que estão ao redor,
tendo a necessidade de conhecimentos e também de conceitos sobre inteligência
para o desenvolvimento do plano adequado e realizável dentro da equipe. Cabe
lembrar que toda boa prática organizacional ou até mesmo teoria deve ser adaptada
à realidade da empresa que é constituída de pessoas e não apenas de
instrumentos.
A liderança capacita e influencia as pessoas e faz aquilo que deve fazer. O
líder exerce uma influência sobre os indivíduos, conduzindo suas percepções de
objetivos rumo aos objetivos. A definição e o papel da liderança envolvem duas
dimensões: a primeira é a capacidade de motivar as pessoas a fazerem aquilo que
precisa ser feito. A segunda é a tendência que os seguidores têm de seguirem
aqueles que eles percebem que são instrumentos para satisfazerem os seus
objetivos pessoais e necessidades. Assim a liderança é uma lâmina que corta dos
dois lados e age duplamente: nenhuma pessoa pode ser um líder, a menos que
possa fazer com que as pessoas façam aquilo que ela pretende fazer, nem será
24
bem-sucedida, a menos que seus seguidores a percebam como um meio de lhes
fornecer um bem-estar pessoal, ou seja, satisfazer suas próprias aspirações
pessoais. O líder deve ser capaz, e os seguidores devem ter vontade. Convém
distinguir na liderança como uma qualidade pessoal (combinação especial de
características pessoais que fazem de um indivíduo, um líder) e liderança como
função (decorrente da distribuição da autoridade de tomar decisões dentro de uma
empresa): o grau em que o indivíduo demonstra qualidades de liderança não
depende unicamente de suas próprias características e desejo de liderar e vencer
obstáculos, mas também das condições e características da situação na qual se
encontra e o nível de liderança exigido (CHIAVENATO, 2000).
Para fazer uma empresa ou um departamento produzir resultados, o
administrador deve desempenhar funções ativadoras. Entre elas
sobressaem à liderança e o uso adequado de incentivos para obter
motivação. Ambos requerem uma compreensão básica das necessidades
humanas e dos meios pelos quais essas necessidades podem ser
satisfeitas ou canalizadas. Em resumo, o administrador precisa conhecer a
motivação humana e saber conduzir as pessoas, isto é, liderar.
(CHIAVENATO, 2000, p.314)
Diante do que foi visto, podemos concluir que o líder vai muito além de liderar
tão somente, é uma convivência diária com pessoas, com problemas e soluções, o
líder tem que ser reconhecido e aceito pelos demais, para assim se firmar como líder
e poder exercer sua liderança com êxito, mas, a sensibilidade do líder em sentir a
hora de começar um novo projeto ou de pará-lo no momento exato ou de
simplesmente sentir as necessidades mais básicas do grupo faz dele uma pessoa
essencial dentro da empresa, de forma que os indivíduos sejam ouvidos e seus
conflitos pessoais ou profissionais resolvidos, ele vai agir dentro da organização
como uma agente de inovações e ser a voz e a mudança para os seus liderados.
O requisito final da liderança bem sucedida e eficaz é ganhar confiança. De
outro modo, não haverá seguidores – e o que defini um líder é alguém que tem
seguidores. Para confiar num líder, não é necessário gostar dele, querer ser igual a
ele e nem concordar com ele. Confiança, respeito, amizade e admiração é a
convicção de que o líder fala sério. É a crença numa coisa muito antiquada,
chamada integridade. As ações de um líder, suas crenças e as palavras ditas devem
ser congruentes, ou ao menos compatíveis com seu comportamento. A liderança é
um critério muito antigo – não se baseia em ser inteligente, se baseia principalmente
em ser consistente, e isso não é diferente dos requisitos para ser um gerente eficaz,
25
que conhecemos há muitos anos. Porém, liderança não é segredo ou fórmula,
comportamento ou papel e sim atitude de ser melhor e fazer tudo que está ao seu
redor melhorar sempre, de forma que o líder seja beneficiado com o benefício que
causa a o outro e estimula o outro a causar (DRUCKER, 1996).
Todo nível de uma organização depende da liderança de alguém. O
importante é que a liderança é uma escolha que se faz não um lugar em
que se senta. Qualquer pessoa pode optar por torna-se um líder onde
estiver. Você pode fazer a diferença, independentemente de onde esteja.
(MAXWELL, 2007, p.21)
É a maneira mais rápida e comum de alcançar à dinâmica do sucesso,
reconhecer as contribuições individuais dos trabalhadores. Estes reconhecimentos
não precisam necessariamente ser só monetários, mas podem ser simbólicos e
sentimentais.
26
3.2 AS DIFERENÇAS ENTRE LIDERANÇA E PODER
A liderança acontece em uma determinada situação, ela ocorre em certa
estrutura social decorrente da distribuição de autoridade de tomar decisões, o grau
que uma pessoa demonstra a qualidade para uma liderança depende não somente
de suas características, mas, também das características do local em que atua. A
liderança é uma função das faltas de determinada organização ou situação e
consiste na relação entre o indivíduo e o grupo. O poder significa o potencial de
influência de uma pessoa sobre as outras. Poder é a capacidade de influenciar, sem
necessariamente que essa influência seja realmente exercida. Em outras palavras o
poder é um influenciador que pode ser ou não realizado, por outro lado à autoridade
é o poder legítimo, ou seja, que tem uma pessoa vivendo isso em virtude do papel
que exerce, de sua posição numa âmbito organizacional, portanto, o poder legal e
sem imposições é socialmente aceito pela equipe (CARAVANTES, 2005).
Em resumo, a liderança e o poder se diferem e se assemelham dependendo
do grau de cobranças, mas, a liderança reduz as incertezas do grupo, e a única
forma de chegar a esse objetivo é oferecendo a escolha para os liderados. A
liderança é um processo de escolhas que permite que o grupo ande ao encontro dos
resultados desejados, em muitos casos podemos observar certo grau de motivação
pra ser um líder acima de tudo e todos que ultrapassam a forma de liderar e é
confundido com o poder que as pessoas usam para mandar nas outras
(CHIAVENATO, 2003).
Surge da necessidade de afiliação o desejo inconsciente de ter que tomar
decisões que causem impacto em outros indivíduos e sobre o grupo organizacional
em geral. Indivíduos que utilizam esse poder numa forma de motivar buscam
posições de liderança em que possam controlar recursos e influenciar as pessoas
(MOTTA, 2009).
O líder de um grupo não necessariamente é reconhecido como líder por
outro grupo. Nota-se aqui o caráter contingente e específico do fenômeno
liderança. A liderança não é um fenômeno absoluto, e dificilmente os líderes
podem ser fabricados por meio do aprendizado de técnicas específicas, não
é o líder que define o grupo, mas são os grupos que atribuem
reconhecimento ao líder. (MOTTA, 2009, p.84)
Podemos observar alguns atributos do comportamento do líder e que são de
fundamental importância para o os bons resultados de convivência dentro da
27
empresa e com o grupo: expansividade; inteligência; estabilidade emocional;
entusiasmo; ousadia; sensibilidade; confiança; imaginação; espírito crítico; senso de
justiça e disciplina (FIORELLI, 2004).
Segundo a teoria dos traços, os líderes são mais altos, mais confiantes e
possuem mais resistência física, isto é níveis mais altos de energia do que as
pessoas que não líderes. A teoria dos traços também é conhecida como a teoria da
grande pessoa, porque suas primeiras versões afirmavam que os líderes são natos e
não podiam se desenvolver ao longo da vida, ou seja, a pessoa possui as
qualidades para ser um líder ou não possui. E caso não as tenha, não há como
adquiri-la. Durante algum tempo, pensou-se que a teoria dos traços estava errada e
que não existia diferença entre líderes ou não líderes e com eficácia ou não, no
entanto evidências mais recentes apontam que líderes bem sucedidos não se
assemelham as demais pessoas, que realmente são diferentes do restante de nós.
Eles se diferem principalmente nos seguintes traços: determinação, o desejo de
liderar, honestidade, integridade, autoconfiança, estabilidade emocional, capacidade
cognitiva e conhecimento da empresa (WILLIAMS, 2010).
São poucas as organizações que mantêm uma clara separação entre aquilo
que representa o cargo de chefia e a competência para liderar, pois frequentemente
se confunde muito essa liderança com o poder que alguns gestores, chefes e
administradores exercem.
Gerente administra, o líder inova; [...] o gerente prioriza sistemas
estruturas, o líder prioriza as pessoas; [...] o gerente depende de controle,
líder inspira confiança; [...] o gerente é o bom soldado clássico, o líder é
seu próprio comandante; [...] o gerente faz as coisas direito, o líder faz
coisa certa. (BENNIS, 1996, apud BERGAMINI, 2008, p.177)
e
o
o
a
Dessa forma, o poder administra o funcionamento organizacional. Já a
liderança se caracteriza pela atuação de considerar que as pessoas abrem novas
ideias e criatividade.
O comportamento do líder reflete diretamente no comportamento do grupo,
nas suas decisões e desempenho, porém líderes carismáticos, chefes centralizados
ou pouco tolerantes são como espelho para o grupo. A prática que só desqualifica o
outro como: “eu sempre estou com a razão e você não sabe de nada”. Impede que
as pessoas deem o melhor de si e mostre suas competências no grupo
(GRAMIGNA, 2004).
28
As características fundamentais do líder para um comando eficaz são:
carisma, inteligência e empatia.
Durante muitos anos especialistas afirmaram que bons lideres teriam
talentos inatos, usados para conquistar seguidores e despertar o
entusiasmo da equipe ou conseguir obediência. Essas teorias sugeriam que
pessoas com perfil de líder poderiam ser bem-sucedidas em qualquer
situação. (REICHER, HASLAN e PLATOW, entrevista concedida à revista
mente & cérebro. São Paulo 2007, p.41)
Portanto, o caráter do líder é importante para uma liderança que busca utilizar
a ética sem impedimentos dentro da organização.
O caráter ético de uma empresa não é algo que a maioria tenha experiências,
todos estão expostos a cometer erros. Infelizmente, erros relacionados aos valores
éticos não podem ser desfeitos com a mesma facilidade que erros em relação à
economia da empresa, a liderança ética está à frente na capacidade de administrar
e evitar problemas dessa natureza em todos os casos possíveis e em resolver
eficácia aos que por acaso surgirem (AGUILAR, 1996).
O líder como educador para a equipe tem uma grande importância, pois
ensinando ele consegue promover a construção de várias bases como:
conhecimento, pensamento certo, ensinamento e a escuta.
Ensinar não significa transferir conhecimento. Na verdade, ensinar é
promover as condições para que esses conhecimentos sejam construídos
pelo aprendiz. O liderado não aprende quando o líder lhe explica
verbalmente como executar uma tarefa; o aprendizado ocorre quando ele
realiza o trabalho e ambos – líder e liderados - refletem criticamente sobre
essa experiência, momento em que o líder também aprende. (MACÊDO,
2007, p.51)
Assim, o líder anda atrás dos liderados, só dessa forma irá conduzir uma
equipe com êxito, quando o líder está à frente mandando e exigindo não tem
capacidade de enxergar o trabalho exercido por sua equipe, já, quando está atrás
observando o trabalho mantém sua equipe sob controle, vendo suas necessidades,
divergências, desempenho e união que é primordial no trabalho em grupo.
Diante da forma de liderar ou exercer o poder no que se faz, observamos pela
forma autoritária de pedir algo a sua equipe, que líderes se destacam pelo
comportamento de “espírito de equipe”, um líder não manda, ele ensina e trabalha
junto com seus liderados para resultados positivos dentro da empresa, pois ele não
almeja mérito próprio, mas algo que possa compartilhar.
29
Podemos citar o caso, por exemplo, do gestor autoritário que censura seus
subordinados pelo fato de começarem a fazer trabalhos sem sua autorização
expressa, esquecendo-se de que ele próprio passou a estimular tal iniciativa após ter
lido um artigo sobre equipes de alto desempenho. Além de frustrar a todos, tal
atitude é contraproducente. Diante disso, o líder deve preparar-se para mudar em
primeiro lugar, antes de agir para mudar sua equipe, o líder deve escutar
atentamente o liderado e procurar compreender o que ele diz, pois a escuta nesses
casos que se trabalha com pessoas é muito importante. Numa cultura autoritária,
escuta-se atentamente quem tem poder, mas em geral tem-se muita dificuldade para
escutar os liderados. A escuta é hierarquizada. Mas esse é um problema que tem
solução: como todos escutam a voz da autoridade resta escutar também os
subordinados, para isso basta só saber e reconhecer que os liderados na sua
maioria são os resultados reais de uma empresa onde unicamente foram orientados
pelos seus líderes a seguir o melhor caminho e solucionar da melhor forma suas
divergências, bastando para tanto saber respeitá-los (MACÊDO, 2007).
Os líderes de mudanças, assim como, os liderados tendem a comparar o
momento atual com experiências vividas, mas, precisamos da opinião de outras
pessoas em relação a experiências também vividas por elas, não descartando assim
suas percepções, podemos dizer que isso é de fundamental importância para
mudanças, pois a realidade de uma empresa muda o tempo todo, assim como as
pessoas e as situações. Então podemos afirmar que ouvir e compreender as
perspectivas dos outros é uma habilidade notável nos líderes eficazes (DUCK,
2001).
Existem três estilos importantes de liderança:
Autocrático é aquele que ilustra o celebre ditado: manda quem pode
obedece quem tem juízo. Democrático é aquele que busca a participação.
Às vezes, até nos faz crer que só temos direitos (onde estão os deveres)?
Laissez-faire é aquele conhecido na intimidade por deixar rolar. (VERGARA,
2000, p.76)
Portanto, vemos que nenhuma função ou líder está totalmente só, que tudo
tem uma ligação com objetivos de alcançar metas e resultados, tanto na empresa
como na vida profissional de cada indivíduo, alguns líderes são mais maleáveis
outros mais rigorosos, mas, todos eles têm uma função muito importante e
significante na vida dos liderados, porém não existe estilo correto de liderar, mas,
30
pessoas com capacidade, carisma, inteligência para fazer com que seus liderados
participem dos trabalhos e atividades com desempenho e motivação numa forma de
recompensar esse líder por tanta dedicação e sabedoria para liderar pessoas e não
máquinas.
O líder pode ser diretor ou gerente, um gerente ou dirigente pode ser ou não
um líder. Na realidade esses líderes devem fazer parte de todas as áreas da
empresa, é importante para manter um nível hierárquico nas áreas de atuação.
Observamos que na gerência existem pontos críticos da liderança, pois tudo está
muito traçado, regras a ser seguidas, um modelo já elaborado e determinado de
gestão. A gerência como transita pelo meio de campo fica encarregada de passar
informações, reuniões, modelos de formas de convivências entre os integrantes da
equipe, repassando unicamente um modelo já determinado pela direção da
empresa. Quando esse gerente assume o papel de mediador ele se transforma em
vários papéis como: comunicador, líder, motivador, gerente, chefe, recompensador
de esforços dentro da organização. Com isso, entendemos que gerentes não lidam
só com máquinas, papéis, metas, dinheiro, marketing, capital e equipamentos, mas,
lidam com pessoas e é por intermédio delas que ele consegue executar com
resultado as tarefas delegadas bem como os objetivos organizacionais. Porém,
entendemos que ao lidar com pessoas a única ferramenta e sabedoria gerencial é o
da liderança (CHIAVENATO, 2003).
A liderança é um tipo de influenciação entre pessoas: uma pessoa influencia
a outra em função dos relacionamentos existentes entre elas. A influência é
uma transação interpessoal, na qual uma pessoa age no sentido de
modificar ou provocar o comportamento de outra, de maneira intencional. A
influência é um conceito ligado ao conceito de poder e de autoridade,
abrangendo também todas as maneiras pelas quais se introduzem as
mudanças no comportamento de pessoas ou de grupos de pessoas.
(CHIAVENATO, 2003, p.148)
Porém, líderes que não conseguem entender como seus papéis e
comportamentos variam daqueles dos gestores tradicionais, encontram em toda sua
atuação dentro da organização dificuldades no desempenho de suas funções como
líder na orientação dos seus liderados.
O poder tem uma visão de curto prazo, se preocupam também em limitar as
pessoas e suas escolhas. As pessoas que exercem o poder se preocupam mais com
os meios, tentando assim todo tempo solucionar problemas, já a liderança se
31
preocupa com resultados a longos prazos, os líderes almejam os fins, ou seja, a
conclusão de todo trabalho feito, se preocupam com a possibilidade de ampliação de
pessoas e as várias soluções trazidas por elas em determinados casos ou
problemas, por fim os lideres incentivam aos seus colaboradores para que diante de
alguma situação encontrem a melhor saída (WILLIAMS, 2010).
As bases de poder usadas por gerentes e lideres também tendem a diferir.
Gerentes podem dirigir os esforços de outras pessoas em virtude de seu
poder organizacional formal e controle de recursos. Se um chefe de
departamento pede a um membro pede a um membro para fazer três coisas
e a pessoa faz exatamente àquilo que foi determinado e nada mais, esse
chefe provavelmente está sendo um gerente, não um líder. (CARAVANTES,
2005, p.505)
Olhando pelo ponto de vista da eficácia organizacional, os líderes e os
gerentes são de muita importância no meio organizacional. Esses profissionais são
capazes de obter responsabilidade e respeito ao mesmo instante que trabalham com
competência e adquirindo a admiração daqueles que eles lideram. Para cumprir a
confiança e expectativa que as outras pessoas têm ao seu respeito, os desafios são
constantes para o líder, de uma forma que os liderados aceitem seus ensinamentos
e os respeitem na sua forma particular e única de liderar.
Dentro da organização o poder é usado de várias formas, e muitas vezes são
confundidas com a liderança, aí as empresas terão funcionários com mais
resistência ao trabalho proposto, pois normalmente vão se deparar com exigências e
vários outros incômodos que afetará diretamente no desejo de trabalhar, na
frequência, na união e satisfação dentro do grupo, veremos agora para entender
melhor alguns tipos de poder: (Legitimo; recompensa; coercitivo; especialização e
referente).
Poder Legítimo- é o poder criado e transmitido pela organização. É o mesmo
que autoridade. A pessoa formalmente encarregada de um grupo em geral pode
dizer a seus membros como eles devem realizar suas tarefas, alocar seu tempo no
trabalho e assim por diante. O poder legítimo, entretanto, não transforma alguém em
um líder.
O Poder de Recompensa- às recompensas típicas em organizações incluem
aumentos
salariais,
elogios,
reconhecimento
e
designações
para
funções
interessantes. Quanto maior o numero de recompensas que um gerente controla e
quanto mais elas são importantes para outras pessoas, mais poder de recompensa o
gerente tem.
32
Poder Coercitivo- é o poder para impor submissão por meio de ameaça
psicológica, emocional ou física. Em alguns ambientes, como nas forças armadas e
em prisões, a coerção pode assumir a forma de força. Na maioria dos ambientes
atualmente, a coerção é praticada mais sutilmente por meios de reprimendas
verbais, suspensões disciplinares, multas, destituições, perda de privilégios e
excessiva critica pública. Entretanto o uso de coerção também tende a aumentar a
hostilidade e o ressentimento.
O Poder de Especialização- é o poder baseado em conhecimento e perícia.
Um gerente que sabe qual é a melhor maneira de lidar com um cliente ou uma
secretária que conhece as complexidades da burocracia da organização tem o poder
derivado da especialização. Quanto mais importante for o conhecimento e quanto
menor for o numero de pessoas que o detém, mais, mais poder de especialista a
pessoa tem.
O Poder Referente- é ele que em geral distingue líderes de não líderes. Esse
tipo de poder baseia-se na identificação pessoal, imitação e carisma. Se uma criança
se veste e fala como o seu cantor de rock favorito, o cantor tem poder referente à
criança. Se uma gerente de nível médio ambiciosa começa a imitar uma gerente de
alto nível bem sucedida, vestindo-se como ela, indo almoçar nos mesmos
restaurantes, praticando os mesmos esportes, etc. A gerente de alto nível tem
referente (CARAVANTES, 2005)
Em contrapartida, temos também os tipos de liderança, para que possamos
diferenciar ou igualar o que é tão diferente e ao mesmo tempo se complementam.
Nos tipos de liderança temos:
Líder Autoritário- Aquele que determina as ideias e o que será executado pelo
grupo, e isso implica na obediência por parte dos demais. É extremamente
dominador e pessoal nos elogios e nas criticas ao trabalho de cada membro do
grupo. Conduta condenável, esta postura e não é válido este tipo de
comportamento. Consequência: a reação do grupo de modo geral fica hostil e se
distancia por medo.
Líder Indeciso- Não assume responsabilidade, não toma direção efetiva das
coisas, vive no jargão “deixa como esta, para ver como é que fica”.
Consequência: a reação do grupo é ficar desorganizado, gera insegurança e atritos,
é
como
um
barco
sem
leme,
não
sabe
para
onde
vai.
Líder Democrático- É o líder do povo, pelo povo, e para com o povo,
33
preocupa-se com participação do grupo, estimula e orienta, acata e ouve as opiniões
do grupo, pondera antes de agir. Aquele que determina, junto com o grupo, as
diretrizes, permitindo o grupo esboçar as técnicas para alcançar os objetivos
desejados. É impessoal e objetivo em suas críticas e elogios. Para ele, o grupo é o
centro das decisões. Acreditamos que a ação do líder democrático é de suma
importância para o progresso e sucesso de uma organização. Consequência: a
reação
do
grupo
é
de
interação,
participação,
e
colaboração.
Líder Liberal- Aquele que participa o mínimo possível do processo
administrativo. Dá total liberdade ao grupo para traçar diretrizes. Apresenta apenas
alternativa ao grupo. Consequência: a reação do grupo geralmente é ficar perdido,
não ficando coeso.
Líder Situacional- É aquele que assume seu estilo de liderança dependendo
mais da situação do que da personalidade. A postura deste líder brota ante as
diferentes situações que ele detecta no dia-a-dia. Possui um estilo adequado para
cada situação. Consequência: a reação do grupo é de segurança e motivação por
certo tempo.
Líder Emergente- Diz respeito àquele que surge e assume o comando por
reunir mais qualidades e habilidades para conduzir o grupo aos objetivos
diretamente relacionados a uma situação especifica. Por exemplo, num caso
extraordinário, onde determinadas ações devem ser traçadas de imediato.
Consequência: o grupo reage bem, participa, colabora, sabendo que se houver
emergência, o líder saberá o que fazer (SANT’ANNA, 2008).
Não se deve confundir chefia e gerência com o ato de liderar, um bom chefe
ou gerente não deve ser, obrigatoriamente, um líder. E o líder nem sempre será um
gerente ou chefe. O líder passa o tempo convencendo as pessoas a seguirem e
executarem suas ideias. Já, o chefe não agi dessa forma, ele ordena que os
subordinados atinjam os objetivos traçados. O líder atua para o sucesso da equipe,
já, o chefe trabalha para atingir suas aspirações. O líder ouve com atenção as ideias
dos elementos do grupo. Neste caso, o chefe faz com que todos ouçam com
atenção as suas determinações. O líder acredita no bom trabalho, e na motivação, já
o chefe não liga para psicologia motivacional, o que importa é obter lucro. O líder
aceita sugestões, reclamações e procura melhorar, e o chefe se mostra descontente
com os funcionários sempre. Mesmo com essas disparidades de diferenças, existem
empresas que ainda confunde o líder com o chefe, porém liderar é um processo
34
amplo. Chefiar é, unicamente, fazer com que o grupo funcione e que sejam atingidos
os objetivos. Já liderar é a habilidade que se tem de influenciar e ser influenciado
pelo grupo, através dos processos interpessoais adequados para que sejam
alcançados um ou mais objetivos, que sejam comuns a todos os indivíduos. Porém,
a cada dia que se passa, as diferenças se tornam mais aparentes, fato que tal termo
como: “chefe” está sendo substituído por outras expressões como: supervisor,
coordenador, entre outros (CARAVANTES, 2005).
Assim, existe uma diferença entre chefiar e liderar, pois uma lida com meros
funcionários e que em alguns momentos se comparam com máquinas e outro com
pessoas e não existe crescimento único ou uma visão isolada e sim de toda uma
equipe e organização, ou seja, se trabalha como todas as partes do corpo humano,
se retirar uma única parte que seja fará falta e será de suma importância para
concretizar os objetivos.
Diferenças entre chefe e líder, entre poder e liderança:
CHEFE
LÍDER
Ordena
Solicita
Impõe seu ponto de vista
Está aberto a sugestões
Controla as atividades
Confia ao delegar funções
É paternalista (protege uns e persegue Presta atenção em cada um dos seus
outros)
subordinados
(sabe
explorar
as
habilidades)
É autoritário
É democrático
Cria um clima negativo de segurança e Conquista
ameaça
positiva
de
credibilidade
através da admiração e do respeito
mútuo
Tem dificuldades para se expressar
Comunica-se bem
Fonte: IANNINI, Pedro Paulo. Chefia e liderança – Capacitação gerencial. Viçosa: Aprenda Fácil, 2000,
p.24.
35
3.3 A IMPORTÂNCIA DA LIDERANÇA NAS ORGANIZAÇÕES DE TRABALHO
A liderança ao longo dos tempos e nesse momento atual tem sido
considerada um pré-requisito para o sucesso organizacional. Hoje, considerando-se
a maior capacidade possibilitada pelos aprimoramentos da comunicação e o
aumento dos negócios nacionais e internacionais, a liderança é mais importante que
nunca (CERTO, 2003).
Temos que observar o cuidado que o líder tem que ter na maneira de liderar,
dependendo da forma pode causar pontos de vista diferentes e até resistência não
só em relação à empresa, mas, em relação às pessoas que fazem parte dela,
criando assim mecanismos de defesas.
As práticas de gestão de pessoas e formas grosseiras de liderar, a mudança
organizacional pode acionar mecanismos psicológicos de defesas onde o indivíduo
perca o ânimo de participar e colaborar para uma boa convivência com os demais da
equipe, gerando assim bloqueios afetivos e resistência entre os indivíduos. Em
outras situações, os indivíduos podem adotar dependendo da forma de defesa de
cada um, uma atitude favorável às mudanças, desdramatizando-as e encarando-as
como
crescimento
e
novas
possibilidades
de
desenvolvimento
pessoal
(VASCONCELOS, 2007).
No decorrer dos estudos podemos destacar que liderança é algo que se
constrói com o tempo, com vivências e experiências o indivíduo se torna líder, “ser
líder não é nato” (VERGARA, 2000).
Diante de tal colocação, quando Vergara se expressa a respeito do
fundamento da liderança ser nata ou inata, vemos que esse ponto de vista de
Vergara entra em contradição com o que pensa Carvalho em relação à liderança
nata:
Características psicológicas, físicas e morais que individualizam o líder de
outros membros do seu universo social de referência. Dessa forma, a
manifestação natural indica o surgimento do chamado “líder nato”, o qual se
constrói numa somatória ideal de atributos, entre os quais se destacam:
inteligência, carisma, linguagem influente, autodomínio, etc. Em suma, pela
teoria natural, o líder traz consigo, ao nascer, certas potencialidades que o
habilitam a exercer a liderança em qualquer nível. (CARVALHO, 1999,
p.130)
36
O referencial de líder nasce também com as vivências da infância, por
exemplo, nossos pais são para nós esse referencial de liderança, pois quando
crianças idealizamos as pessoas com quem convivemos desde que nascemos e
essas pessoas normalmente são os pais, pois estão sempre perto, quando
começamos enxergar são as primeiras pessoas que visualizamos, quem ouvimos,
tem poder, autoridade, respeito e um exemplo na sua maioria a ser seguido.
Depositamos segurança nessa figura onde constatamos que ser um líder é
alguém superior, o mais amadurecido, inteligente do que os outros do grupo, isso se
deve ao fato de termos começado nossa vida sobre influência de alguém que se
compara a um líder, um grande homem, com atributos, com poder quase que
ilimitados, possa nos ajudar a compreender a direção desse conceito de líder nato
(CARVALHO, 1999).
Já para Bergamini o líder se auto desenvolve:
Bons líderes facultam a auto liderança dos seguidores. Sabe-se que a
busca da liderança é, inicialmente, uma busca interior, para descobrir quem
você é. Através do auto desenvolvimento surge à confiança necessária para
se chegar a ser líder. A autoconfiança é, na verdade, a consciência e a fé
em seus próprios poderes. (BERGAMINI, 2009, p.82)
Para Macêdo (2007), na sua visão sobre a liderança inata diz que: é um
assunto que muito já se discutiu a respeito da liderança ser inata ou adquirida, pois
isso implica diferentes estratégias para a construção dos modelos de gestão. A
liderança não é inata, porém existem vários fatores que determinam as
características da personalidade que podem facilitar ou dificultar a formação de um
líder, o fato é que as habilidades e as destrezas que uma pessoa possui ou pode vir
desenvolver são fortemente influenciadas por suas características inatas e por sua
experiência de vida, quer como líder, quer como liderado. Além disso, mesmo que
uma pessoa reúna todas as habilidades que facilitam o exercício da liderança, é
preciso considerar também que as influências do momento, das ocasiões e dos
indivíduos atuam consequentemente nas variáveis situacionais.
A liderança é algo interessante, pois envolve toda a vida do sujeito, ele se
transforma e com ele muda todo seu contexto familiar, profissional, como pessoal, o
líder está sempre disponível para aprender e renovar suas ideias e modo de liderar,
assim, não existe um modelo determinado de líder ou para ser um líder, somos
37
líderes o tempo todo desde nossas vivências na infância até os dias de hoje, em
algum momento da vida somos líderes para nós mesmos ou para alguém.
Liderança requer humildade suficiente para se aprender, permanentemente, a
lidar com indivíduos e grupos, de modo a mobilizá-los para uma causa, no caso,
atrelada às escolhas da empresa (VERGARA, 2000).
Existe todo um desejo de “querer ser líder” com o “ser um líder”, isso se dá
pela motivação que vem e transforma esse desejo em realidade construída pelo
sujeito.
Um dos aspectos mais importantes a serem verificados para se promover
alguém é investigar a motivação que o candidato à promoção tem para se
tornar um líder. Há casos em que as pessoas aceitam a posição de líderes
por razões que nada tem haver com sua vontade pessoal, como é o caso,
por exemplo, de querer fazer jus a um salário maior, ter mais poder, gozar
de certas regalias e assim por diante. Isso deve necessariamente ser
evitado. Não se conseguirá ser um bom líder caso não se esteja motivado
para tanto. (BERGAMINI, 2009, p.134)
Pessoas precisam ser coordenadas dentro da empresa para que seus
esforços individuais ou coletivos sejam os melhores e as metas e os objetivos
alcançados de forma promissora, trazendo lucros e resultados almejados por
aqueles que lideram essas equipes.
Existem vários pontos observados na liderança, além da importância dos
traços, estilos e motivação, devem ser considerados os interesses e valores
envolvidos na identificação do relacionamento entre líderes e seguidores. O
interesse surge de uma forma muito particular de cada indivíduo assemelhar-se e
reconhecer uma equipe como fazendo parte dela e também o quanto uma pessoa
aprecia engajar-se em um tipo particular de atividade e com determinadas pessoas
(BERGAMINI, 2004).
Sabe-se, que os líderes não adquirem eficácia do dia para a noite, o prioritário
é observar a habilidade do mesmo para tal função dentro da empresa, oferecendo
treinamentos que possam desenvolver seu potencial em forma de competência para
repassar seu conteúdo e aprendizado para seus liderados.
O desempenho do papel do líder eficaz exige, antes de qualquer coisa, muito
conhecimento a respeito da sua forma e estilo de liderança. Assim, é indispensável
que o futuro líder esteja confiante na sua posição para planejar sua própria
estratégia, para utilizar ao máximo os pontos fortes do seu estilo. Nesse sentido, ele
precisa conviver com a verdade que é perda de tempo desenvolver certos aspectos
38
que não sejam naturais e espontâneos no conjunto de traços que forma a sua
personalidade (BERGAMINI, 2008).
A definição de liderança, portanto vem oscilando ao longo dos anos entre a
ideia de que a pessoa com certos talentos desempenha o comando
independente das circunstancias e a outra, de que o contexto define o
coordenador. A liderança forte, contudo, surge da relação simbiótica entre
líderes e seguidores e exige o conhecimento de conceitos de psicologia de
grupo. (REICHER, HASLAN e PLATOW, entrevista concedida à revista
mente & cérebro. São Paulo 2007, p.42)
O mundo está repleto de mudanças e desafios o tempo todo e essas
mudanças ocorrem de uma forma muito turbulenta e imprevisível, o líder tem como
objetivo
trazer
resultados
positivos
para
a
empresa,
controlar
qualquer
acontecimento e mobilizar toda sua equipe e recursos como uma forma de fazer com
que a empresa seja bem liderada e dê a volta por cima mesmo passando por
momentos de instabilidade e conflitos.
O grande desafio do líder é saber administrar a ocorrência do conflito, já que
este não representa uma manifestação de fracasso de uma ou de ambas as
partes envolvidas, mas uma forma de as pessoas externarem diferenças.
Assim, o conflito pode ser visto como um ponto de partida para mudanças
individuais e coletivas, uma vez que previne a estagnação, desperta o
interesse e a curiosidade pelo desafio da oposição, revela os problemas e
demanda sua resolução. (MACÊDO, 2007, p.133)
Esse tipo de conflito dentro da empresa pode ser evitado com a participação
de todos, pois as equipes se tornam mais eficazes num contexto onde a gestão é
descentralizada e aberta para que todos se expressem. Isso vale para formular
ideias próprias como para apreciar ideias e objetivos alcançados pela equipe ou pela
organização como um todo, a gestão que participa consegue mudar, obter bons
resultados e potencializar a qualidade em tudo (MACÊDO, 2007).
Quando falamos em liderança nos vem à mente figuras da história ou de
outras religiões que foram fortes influências sobre os povos, por exemplo, Jesus foi
um grande exemplo de liderança.
Aí existem explicações para isso do mesmo modo que somos influenciados
pelo grupo também exercemos influência, porém, o comportamento é resultado de
muitas variáveis, algumas internas outras externas, com a liderança dá-se o mesmo,
o líder é um fenômeno grupal, funcional ele existe em determinada situação e
contexto e não de forma descontextualizada. Uma pessoa não é líder o tempo todo,
39
essa liderança acontece junto com os momentos e para cada situação, em casa, por
exemplo, um grande líder será pai, esposo, amigo, filho, então entendemos que o
papel do líder se faz no momento em que vive e atua. São um espelho que reflete de
forma melhor as aspirações do grupo, ele não é o mais bonito, nem inteligente, forte
ou fraco os líderes tem mais sensibilidade e sabedoria para interpretar os desejos e
objetivos do grupo e normalmente só são reconhecidos depois que morrem, pois
ganham credibilidade em relação aos ensinamentos e dedicação aos indivíduos
enquanto equipe (ZANELLI, 2004).
A eficácia do líder está não há dúvida, na percepção positiva de seus
seguidores em relação a ele. Essa percepção positiva se estabelece
quando o seguidor sente que suas necessidades são reconhecidas pelo
líder, que assume o papel de um parceiro que trilhará o mesmo caminho até
os objetivos pretendidos. É dessa forma que o seguidor autoriza seu
superior a liderá-lo. (BERGAMINI, 2008, p.180)
Os líderes de equipes possuem um conjunto de responsabilidades diferentes
daqueles dos gestores dos modelos tradicionais. As pessoas que lideram equipes se
tornam responsáveis principalmente por facilitar as atividades de uma equipe
visando o cumprimento da meta sugerida pela empresa. Isso não significa que os
líderes sejam responsáveis pelo desempenho da equipe, porque eles não são. A
responsabilidade é sim da equipe, os lideres ajudam os membros a planejar os
objetivos que devem ser traçados e a programar a melhor forma trabalhar,
aprendendo assim a resolver problemas e a trabalhar com eficácia em equipe
(WILLIAMS, 2010).
Em uma organização precisa-se de direcionamento tanto para quem lidera
como para quem é liderado, pois é a liderança que irá fornecer a empresa essa
direção e apoio para um ambiente de aprendizagem, com regras e práticas
organizacionais. Um líder tem que ser capaz de incentivar e fluir o espírito de equipe
se auto motivando e gerando assim um desejo de aprendizagem no grupo. Precisa
ser eficiente na sua forma de comunicação, assim irá se estabelecer uma parceria
com colaboradores, clientes e os próprios liderados, isso podemos chamar de
trabalho em conjunto e com a cooperação de todos, tudo isso consequentemente
será direcionado para os objetivos da organização, para que ela continue sempre
competitiva e viva uma realidade junto aos funcionários de empresa globalizada,
onde um líder faz toda diferença (FIORELLI, 2003).
40
A visão de um futuro é como a luz distante que guia nossos passos, esforços
e determinação dos objetivos almejados. Uma luz muito forte atrai a atenção e
estimula a curiosidade e o interesse, mais mesmo a luminosidade vaga ou difusa
serve para recordar que a vida pode ser diferente, não precisa ser rotineira e
cinzenta. Os líderes capazes de apresentar uma visão de futuro a seus colegas
estimulam o espírito de trabalho tanto quanto os que prometem dinheiro, status e
influência. Quando os líderes sabem apresentar suas estratégias e visão de forma a
captar o interesse de seus seguidores, estes, em troca, ratificam um compromisso. A
visão compartilhada de um projeto proporciona um objeto comum que unifica a ação.
Um dos passos em direção a uma liderança bem-sucedida é a criação de uma visão
de futuro, é de uma importância vital. Líderes têm visões, assumem riscos, expõem
sonhos, exploram possibilidades e, em geral, convidam seus colegas a acompanhálos em uma viagem rumo ao desconhecido (O’CONNOR, 2005).
Os líderes nas organizações modernas têm sido confrontados com várias
situações que raramente eram confrontadas pelos líderes organizacionais do
passado. Os líderes de hoje muitas vezes são convocados a demitir em massa a fim
de eliminar níveis organizacionais desnecessários e, assim, diminuir as despesas
com mão-de-obra, a introduzir equipes de trabalho a fim de aumentar a tomada de
decisão organizacional e o fluxo de trabalho, a reorganizar o trabalho de modo que
os membros da organização se tornem mais eficientes e a iniciar programas
destinados a aprimorar a qualidade geral do funcionamento organizacional (CERTO
2003).
Os líderes começam a adquirir sabedoria quando percebem que não podem
fazer algo realmente importante e significativo sozinhos. Uma vez que reconhecem
isso, adquirem mais humildade e começam trabalhando para desenvolver a equipe.
Cada líder precisa de outros líderes na equipe para se completarem. Líderes
de uma visão aberta e promissora não desenvolvem equipes para que os outros
possam assumir o papel de servos. Não contratam pessoas para fazerem o “trabalho
sujo” ou se tornarem vai e vem de recados. Procuram as melhores pessoas as mais
competentes que puderem encontrar para que a sua equipe seja inconfundivelmente
a melhor possível.
41
Líderes imaturos lideram primeiro, depois ouvem – se é que ouvem. Toda
vez que os líderes não ouvem, eles não conhecem a pulsação de seu
pessoal. Não sabem do que seus seguidores precisam ou o que desejam.
Não sabem o que está acontecendo. Bons líderes entendem que as
pessoas mais próximas ao trabalho são as que realmente estão a par do
assunto. (MAXWELL, 2007, p.284-285)
Os líderes são conhecidos como pessoas criativas para encontrarem
maneiras de ajudar os outros a se tornarem mais produtivos. Às vezes isso significa
um desafio, em outras, significa dá treinamento as pessoas. Às vezes significa
encorajar e oferecer incentivos a elas. Se a mesma coisa funcionasse para todas as
pessoas em todos os momentos, então não haveria necessidade de líderes. Uma
vez que cada pessoa é diferente e as circunstâncias mudam o tempo todo, é preciso
que o líder seja necessário e exerça as devidas soluções para que elas entrem em
ação (MAXWELL, 2007).
Então a liderança é um atributo essencial no âmbito das organizações. É
fundamental a presença de líderes comprometidos para alcançar cada vez mais
resultados positivo nas empresas.
O líder não é só uma pessoa superior às outras, como foi exposto ao longo
deste trabalho, qualquer pessoa pode liderar, considerando que a liderança mais
eficiente e positiva é através da influência, pois o líder possui inúmeras qualidades e
através delas os líderes conquistam respeito e admiração de todas as pessoas que a
conhecem principalmente a fidelidade de seus liderados, é importante ressaltar que,
a mesma maneira que o líder com qualidades conquista os seus liderados, o líder
que não possui essas qualidades recebem o descontentamento e a decepção dos
mesmos, entre as principais virtudes que um líder pode possuir, foi destacado o
poder que eles têm de motivar pessoas sobre tudo seus liderados.
Por isso, se torna tão indispensável à presença do líder dentro da
organização, eles fazem com que todos centrem sua atenção em um objetivo
comum, direcionar os acontecimentos e organizar o trabalho. A cooperação entre
colegas é alcançada com a criação de um sentido de objetivo compartilhado e com o
despertar da consciência sobre a importância de tal tarefa. Para incentivar os outros
a realizar as tarefas que lhes foram designadas o acompanhar o cumprimento e, ao
mesmo tempo, oferecer uma visão de conjunto, é necessária uma grande dose de
confiança em si mesmo (O’ CONNOR, 2005).
Connor, ainda fala da autoconfiança que provém do respeito que o líder
transmite a si mesmo e aos demais. Paradoxalmente, as pessoas com autoestima
42
mais elevada recebem o reconhecimento dos outros de forma mais natural,
enquanto aquelas que precisam desenvolver esse aspecto fundamental de liderança
têm dificuldades em consegui-lo. É possível dar início a esse processo na vida
cotidiana se o líder potencial se esforçar para entender as dificuldades enfrentadas
pelos outros, compartilhar e compreender os problemas entre colegas de trabalho de
forma sincera incentiva o apreço mútuo, que é fundamental para dar e, é claro, obter
o respeito dos demais, nisso se concretiza mais uma parte do papel e função do
líder, organizar o ambiente de trabalho para que aja conexão, entrosamento e
respeito entre os membros da equipe e funcionários da empresa (O’CONNOR,
2005).
Quando as pessoas passam tempo com alguém e são dirigidas por essa
pessoa, elas aprendem a pensar do modo como essa pessoa pensa e fazer
o que ela faz. O desempenho delas começa aumentar de acordo com a
capacidade do seu líder. (MAXWELL, 2007, p.323)
Através dessa busca, foi possível falar um pouco de cada forma de liderar das
pessoas, onde elas exercem poder, autoridade, são chefes, são gerentes, lidam com
pessoas, acham que pessoas são máquinas, são respeitadas, outras temidas pela
sua forma dura de lidar com os funcionários dentro da empresa, uns dizem ter a
liderança de “berço” nasceram com ela, outros se transforma ao longo da vida e das
experiências, vimos também que o líder inspira o desejo das pessoas de serem
iguais a ele, mas ao mesmo tempo como ser humanos normais os líderes podem
perder a admiração que seus liderados têm por eles se assim não forem mais úteis
para essas pessoas, aí entra a lado da recompensa se você pode oferecer uma
oportunidade de crescimento te admiram, quando não passa a ser uma pessoa igual
a qualquer outra dentro da empresa.
Assim, percebemos que pessoas com desejo de se tornar líderes existem
muitas, mas, a capacidade de uma boa liderança poucas tem. Buscou-se refletir que,
sem líder não há uma organização respeitada, que traga aos seus funcionários a
motivação necessária para crescer pessoalmente e profissionalmente, por isso, é
fundamental o líder na organização para que ela exista, cresça e faça a diferença
num mundo tão competitivo, pois líder de verdade não trabalha só, mas, preza por
outros líderes ao seu redor para que a empresa não seja simplesmente mais uma,
mas que seja a melhor.
43
4 METODOLOGIA
O tipo de pesquisa escolhido para estudo é bibliográfica, a respeito do
assunto Liderança, o papel do líder, a diferenciação entre liderança e poder e a
importância do líder para organização. Buscou-se refletir a ideia de vários autores
sobre tais temáticas devido as suas importâncias para o bem-estar de uma
diferenciada organização. Para tanto foi consultado livros, artigos científicos,
revistas, e fontes da internet, que tratam do assunto debatido.
De acordo com Gil, diz que:
A principal vantagem da pesquisa bibliográfica reside no fato de permitir ao
investigador a cobertura de uma gama de fenômenos muito mais ampla do
que aquela que poderia pesquisar diretamente. (GIL, 1994, p.71)
Buscou-se entender a perspectiva de alguns autores sobre a temática
liderança, o líder e seu objetivo dentro da organização fazem refletir como a
variedade de temas e teóricos torna a pesquisa bibliográfica mais ampla e com
vários pontos de vista para enriquecer o trabalho e beneficiar as futuras pesquisas
feitas por outros acadêmicos para o benefício do contexto das organizações de
trabalho. Portanto a pesquisa bibliográfica pode ser considerada um dos primeiros
passos de toda a pesquisa científica.
44
CONSIDERAÇÕES FINAIS
O trabalho buscou apresentar algumas das dimensões sobre o estudo da
Liderança articulando-a entre o papel do líder, a diferenciação de liderança e poder e
a importância do líder para a organização.
Diante disso, o assunto abordado nos faz refletir sobre a importância do líder
na organização de trabalho, a influência que ele dissemina com os demais
colaboradores, pois uma empresa é o reflexo do bom andamento da equipe e
precisa está atualizada, conectada, investindo em pessoas e não só em máquinas e
lucro financeiro. Lucro esse que vem naturalmente através da satisfação
motivacional que um líder de equipe consegue inserir no ambiente de trabalho.
Assim, os líderes não são pessoas que esperam muito que as situações aconteçam,
para que eles possam ser reconhecidos e a empresa prospere.
Maxwell fala muito bem disso quando diz:
Bons líderes raramente pensam em termos de limites; em vez disso,
pensam em termos de oportunidades. São empreendedores. Afinal, a
primeira característica dos líderes é a habilidade de fazer as coisas
acontecerem. (MAXWELL, 2007, p.41)
Muito se falou sobre a formação do líder e como isso se dá na vida do sujeito,
podemos observar que líder nato ou inato é só um ponto de vista de cada teórico ou
da ciência em relação ao indivíduo que exerce alguma forma de influência ou poder
sobre outras, mas, ser líder vai, além disso, é um compromisso de superação que
travamos com nós mesmos diariamente, ou seja, somos líderes o tempo todo desde
que conseguimos o vitorioso fato de fecundar o óvulo entre milhões de
espermatozoides, de ter nascido enquanto muitos não conseguem, de ter
sobrevivido aos primeiros dias de vida e de cuidados, isso percorre a nossa infância
que já começamos dá os primeiros sinais de liderança com nossos colegas de
escola, na rua, e entre os nossos irmãos. Aí começamos a crescer e conosco
nossos sonhos, desejos, objetivos, nossas opiniões e quando menos esperamos
somos líderes de nós mesmos e somos líderes para alguém, nossa forma de ser e
de agir vai sempre influenciar o ambiente que estamos ao longo da vida
encontraremos pessoas que irão nos admirar, nos respeitar, nos imitar e nos ter
como exemplo de líderes para eles, isso, por exemplo, acontece com nossos filhos
45
que tem os pais como espelho que reflete seu desejo futuro de ser, então de alguma
forma nessa vida somos líderes, em casa, na sociedade, para os filhos, para os
colegas, no trabalho etc. O líder está sempre se transformando ao longo das
situações vivenciadas, e temos que explorar deles o melhor em cada situação
sabendo agir com coerência, responsabilidade e visão atualizada de como trabalhar
com satisfação e não só liderando equipes, mas, pessoas e sentimentos.
É preciso conhecer o subordinado para poder utilizar a liderança
compreensivamente. Nem todas as pessoas expressam o mesmo tipo de
comportamento e a cada tipo de comportamento ou situação
concomitantemente se exercerá determinado tipo de liderança.
(MINICUCCI, 1995, p.298)
As influências que atingem o desenvolvimento da liderança estão ligadas à
cultura organizacional, principalmente porque é a própria cultura quem direciona
direta ou indiretamente, a maneira como as pessoas pensam, interagem e percebem
a sua própria existência dentro da organização e a existência de uma liderança.
Portanto, o líder tem que conhecer o seu papel, e o que precisa fazer por sua
equipe e pela sua organização, pois o conceito de liderança se mantém intacta, e
em nossa opinião a essência sempre permanecerá. Podemos concluir dizendo que
é de tamanha importância o papel da liderança diante das constantes mudanças e
evolução do ambiente social e econômico.
Toda organização está sujeita a uma análise quanto aos seus estilos de
liderança, seja como organização, seja como líder. Um aspecto muito importante da
liderança nas organizações é quando assume o papel de visionária, sendo o líder
capaz de motivar os demais envolvidos a reverter situações adversas, e, por
consequência, atingir as mudanças necessárias para a conquista de resultados.
Assim, tanto a qualidade quanto a quantidade de trabalho dos empregados
aumentam quando os seus supervisores adotam posturas de líderes. A liderança
quando posta em prática origina uma organização mais eficaz e bem-sucedida.
46
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
AGUILAR, Francis J. A ética nas empresas. Rio de Janeiro: Jorge Zahar. Ed.1996.
BERGAMINI, Cecília Whitaker. Psicologia aplicada à administração de
empresas: Psicologia do comportamento organizacional – 3. Ed.- São Paulo: Atlas,
1982.
BERGAMINI, Cecília Whitaker. Liderança: Administração do sentido. – 2. Ed.- São
Paulo: Atlas, 2009.
BERGAMINI, Cecília Whitaker. Psicopatologia do comportamento
organizacional: Organizações desorganizadas, mas produtivas– São Paulo:
Cengage Learning, 2008.
CERTO, Samuel C. Administração moderna – 9. Ed.- São Paulo: Prentice Hall,
2003.
CASTRO, Celso Antonio Pinheiro. Sociologia aplicada à administração- São
Paulo: Atlas, 2002.
CHIAVENATO, Idalberto. Administração: Teoria, processo e prática. São Paulo:
Makron Books, 2000, 3. Ed.
CHIAVENATO, Idalberto. Gerenciando Pessoas: Como transformar os gerentes em
gestores de pessoas - 4. Ed.- São Paulo: Prentice Hall, 2003.
CARAVANTES, Geraldo R. Administração: Teorias e processos. São Paulo:
Pearson Prentice Hall, 2005.
CARVALHO, Antônio Vieira de. Aprendizagem organizacional em tempos de
mudança. São Paulo: Pioneira, 1999.-( Biblioteca pioneira de administração e
negócios).
DRUCKER, Peter Ferdinand. Desafios gerencias para o século XXI. São Paulo:
Pioneira, 1999.-( Biblioteca pioneira de administração e negócios).
DRUCKER, Peter Ferdinand. Administrando para o futuro: Os anos 90 e a virada
do século.- 5.Ed. São Paulo: Pioneira 1996.-( Biblioteca pioneira de administração e
negócios).
DUCK, Jeanie Daniel. O Monstro da mudança nas empresas: As forças ocultas
que interferem nas transformações.- Rio de Janeiro: Campus, 2001.
FIORELLI, José Osmir. Psicologia para administradores: Integrando teoria e
prática.- 4. Ed.- São Paulo: Atlas, 2004.
47
FIORELLI, José Osmir. Psicologia para administradores: Integrando teoria e
prática.- 3. Ed.- São Paulo: Atlas, 2003.
FRANÇA, Ana & ARELLANO, Eliete. As pessoas nas organizações. São Paulo:
Gente, 2002.
GIL, A. C. Métodos e técnicas de pesquisa social. 4. Ed. São Paulo: Atlas, 2004.
GRAMIGNA, Maria Rita. Líderes inovadores. 2004- São Paulo- M. Books do Brasil
Editora Ltda.
HALL, Calvin S. Teorias da personalidade.- 4.Ed.- Porto Alegre: Artes Médicas Sul,
2000.
IANNINI, Pedro Paulo. Chefia e Liderança: Capacitação gerencial. Viçosa: Aprenda
fácil, 2000.
MAXWELL, John C. O líder 360: Como desenvolver seu poder de influência a partir
de qualquer ponto da estrutura corporativa. Rio de Janeiro: Thomas Nelson Brasil,
2007.
MINICUCCI, Agostinho. Psicologia aplicada à administração. - 5.Ed.- São Paulo:
Atlas, 1995.
MOTTA, Fernando Cláudio Prestes. Teoria geral de administração. - 3.Ed.rev.São Paulo: Cengage Learning, 2009.
MACÊDO, Ivanildo Izaias de. Aspectos comportamentais de gestão de pessoas.
- 9.Ed.ev. e atual.- Rio de Janeiro: Editora FGV, 2007.
O’CONNOR, Carol A. Aprenda os segredos de uma liderança eficaz.- São Paulo:
Editora Planeta do Brasil, 2005.
VERGARA, Sylvia Constant. Gestão de pessoas. São Paulo: Atlas, 2000.
ZANELLI, José Carlos. Psicologia, Organizacional e do Trabalho no Brasil.Porto Alegre: Artmed, 2004.
WILLIAMS, Chuck. ADM.-São Paulo: Cengage Learning, 2010.
SANT’ANNA, Vangevaldo Batista. Liderança e seus tipos. Disponível em:
<http://www.administradores.com.br/informe-se/artigos/liderança-e-seustipos/20854> (ano da publicação 2008).
REICHER, Stephen D. HASLAN, S. Alexander. PLATOW, Michael J. A nova
liderança. Revista Mente & Cérebro (O Novo Líder). São Paulo, ano XV, nº177,
p.41-43-51-56, outubro de 2007.
Download

View/Open