Alentejo | Análise Regional
Qualidade
Inovação
no Alentejo
Edição
Especial
Janeiro 2011
Ficha Técnica:
Propriedade:
Comissão de Coordenação e Desenvolvimento
Regional do Alentejo
Avenida Engenheiro Arantes e Oliveira, nº193
7004-514 Évora
Tel.: 266 740 300 | Fax: 266 706 562
Email: [email protected]
Director:
João de Deus Cordovil
Directora Executiva:
Paula Nobre de Deus
Conselho Editorial:
Armando Marques
Fátima Bacharel
Figueira Antunes
Lina Jan
Paula Nobre de Deus
Conselho Redactorial:
Lília Fidalgo
Mário Simões
Nuno Amado
Concepção Gráfica e Paginação:
Filomena Avelar
João Rosado
Colaboraram neste número:
António Costa da Silva
Conceição Barradas
Fátima Bacharel
Fátima Duarte
Filipe Palma
José Luís Santos
Mário Simões
Nuno Amado
Paulo Silva
Rosa Onofre
Tradução:
António Sáez Delgado
Capa:
Stand CCDRA no Portugal Tecnológico 2010
Obra “Valquíria Enxoval” de Joana Vasconcelos,
Propriedade da Câmara Municipal de Nisa
Fotografia:
Arquivo CCDR Alentejo
Produção:
Diferença de Tom, Lda.
Tiragem: 1000
ISSN: 0872-3338
Depósito Legal: 22 133 / 88
Edição Especial | Janeiro 2011
ÍNDICE
4
Editorial
7
Opinião
11
Desenvolvimento Regional
17
Centros de I&D
27
Portugal Tecnológico
51
Cooperação
57
INALENTEJO
60
Qualidade e Inovação
67
Alentejo, a nossa escolha
4
EDITORIAL
“ Não enfrentamos a realidade
herdada do passado de forma
conformista. Tudo faremos para
reforçar o peso dos actores
regionais nas decisões e uma
visão mais estratégica das
opções relativas à utilização de
recursos públicos.”
É com esta perspectiva que promovemos em
2010 diversas iniciativas, nas quais se
enquadra o relançamento da Revista que agora
chega ao vosso conhecimento.
Por iniciativa da CCDRA a região Alentejo
esteve representada na edição do Portugal
Tecnológico 2010 e na sequência dessa
participação, que assegurámos em parceria
com várias empresas e entidades da área
científica e tecnológica, decidimos dedicar o
primeiro número da nova edição da Revista
Análise Regional ao tema “Qualidade e
Inovação”, integrando num dossier central um
balanço do Portugal Tecnológico 2010.
O nosso objectivo, ao participar naquele evento
e com a edição agora publicada é promover a
Região Alentejo, dando a conhecer projectos
concretizados com sucesso por empresas ou
entidades da área científica e tecnológica.
Projectos que representam áreas estratégicas
para o desenvolvimento do Alentejo e que
incorporam as dimensões de inovação tecnológica e, em alguns casos, de investigação.
A edição da Revista, que passaremos a publicar
com periodicidade semestral, terá como
orientação central reflectir e dar notícia sobre as
potencialidades da região e sobre o que de mais
positivo é concretizado pelos diversos actores
privados ou públicos. Se neste caso
concentrámos a nossa atenção na actividade
de empresas com maior potencial de inovação
tecnológica, ou em centros de I&D, não deixaremos em próximos números de abordar outras
“No nos enfrentamos a la
realidad heredada del pasado de
forma conformista. Haremos
todo lo posible para reforzar el
peso de los actores regionales
en las decisiones y una visión
más estratégica de las opciones
relativas a la utilización de
recursos públicos.”
Desde esta perspectiva hemos promovido en
2010 diferentes iniciativas, entre las cuales se
enmarca la presentación, de nuevo, de esta
revista que llega ahora a sus manos.
Por iniciativa de la CCDRA, la región de Alentejo
ha estado representada en la edición de
P o r t u g a l Te c n o l ó g i c o 2 0 1 0 y, c o m o
consecuencia de esa participación, que
realizamos con la colaboración de varias
empresas y entidades del área científica y
tecnológica, hemos decidido dedicar el primer
número de esta nueva edición de la Revista
Análisis Regional al tema “Calidad e
innovación”, con un dossier central dedicado al
balance de Portugal Tecnológico 2010.
Nuestro objetivo al participar en ese evento y
con la edición ahora publicada es promover la
Región Alentejo, dando a conocer proyectos
llevados a cabo con éxito por empresas o
entidades del área científica y tecnológica.
Proyectos que representan áreas estratégicas
para el desarrollo del Alentejo y que incorporan
las dimensiones de innovación tecnológica y, en
algunos casos, de investigación.
La edición de la revista, que pasaremos a
publicar con periodicidad semestral, tendrá
como orientación principal reflexionar y dar
noticia sobre las potencialidades de la región y
sobre los elementos más positivos
concretizados por los diversos actores privados
o públicos. Si en este caso hemos centrado
5
áreas e experiências também marcadas por
boas práticas de qualidade e inovação, como
por exemplo no domínio da “economia social”
ou da “administração pública”.
Mais do que nunca e porque a crise económica
e financeira está interligada à globalização,
com repercussões na coesão territorial, temos
pela frente o desafio de nos reposicionarmos
como região de oportunidades. Neste momento
é importante olharmos para os aspectos que
contribuem para a diferenciação positiva do
território e promovermos o Alentejo como
marca de qualidade. É necessário apostar num
amplo trabalho de promoção e “marketing”
territorial que associe o Alentejo a uma imagem
moderna, com potencial competitivo, assente
na sua forte identidade. Este trabalho implica
uma forte aposta na criação de redes de
cooperação entre entidades públicas e
privadas da região.
Nos últimos meses, de direcção da nova equipa
da Presidência da CCDRA, temos recebido e
dialogado com empresários e diversos
representantes de organizações da sociedade
civil. Temos mantido igualmente um diálogo
activo com outros responsáveis da administração pública desconcentrada e com os
representantes do Poder Local. Pretendemos
aprofundar esse processo de diálogo e
cooperação e promover relações de trabalho
em rede, de que este número da Revista é um
bom exemplo, dado que integra contributos de
várias entidades em articulação com documentos da autoria de técnicos da CCDRA.
Assumiremos plenamente o desafio que nos
estamos a impor a nós próprios, ou seja, dar
continuidade semestral a este projecto. A edição
é bilingue, simbolizando a importância que
atribuímos à cooperação com as Regiões
vizinhas de Espanha, Andaluzia e Extremadura.
Uma palavra final, de agradecimento e estímulo,
para todos os que colaboraram na presente
edição.
João de Deus Cordovil
Presidente da CCDRA
nuestra atención sobre la actividad de
empresas con un mayor potencial de
innovación tecnológica o en centros de I&D, no
dejaremos de abordar, en próximos números,
otras áreas y experiencias también definidas
por buenas prácticas de calidad e innovación,
como, por ejemplo, en el dominio de la
“economía social” o de la “administración
pública”.
Más que nunca y precisamente porque la crisis
económica y financiera está unida a la
globalización, con repercusiones en la
cohesión territorial, tenemos ante nosotros el
reto de volver a posicionarnos como una región
de oportunidades. En este momento es
importante que miremos los aspectos que
contribuyen para la diferenciación positiva del
territorio y que promovamos el Alentejo como
una marca de calidad. Es necesario apostar en
un amplio trabajo de promoción y marketing
territorial que asocie el Alentejo a una imagen
moderna, con potencial competitivo asentado
en su fuerte identidad. Este trabajo implica una
apuesta fuerte por la creación de redes de
cooperación entre entidades públicas y
privadas de la región.
En los últimos meses de dirección del nuevo
equipo de la Presidencia de la CCDRA, hemos
recibido y dialogado con empresarios y
diversos representantes de organizaciones de
la sociedad civil. Hemos mantenido también un
diálogo activo con otros responsables de la
administración pública no concentrada y con
los representantes del poder local.
Pretendemos profundizar en ese proceso de
diálogo y cooperación y promover relaciones de
trabajo en red, de las que este número de la
revista es un buen ejemplo, ya que cuenta con
contribuciones de varias entidades en
articulación con documentos de la autoría de
los técnicos de la CCDRA.
Asumiremos plenamente el reto que nos
estamos imponiendo a nosotros mismos, o sea,
dar continuidad semestral a este proyecto. La
edición es bilingüe, simbolizando la importancia
que concedemos a la cooperación con las
regiones vecinas de Espanha, Andalucía y
Extremadura.Una palabra final, de
agradecimiento y estímulo, para todo aquellos
que colaboran en esta edición.
João de Deus Cordovil
Presidente da CCDRA
7
OPINIÃO
O empreendedorismo e a
dinâmica empresarial
El emprendedurismo y la
dinámica empresarial
Soumodip Sarkar*
Soumodip Sarkar*
Se houvesse um prémio para uma palavra que
captura a imaginação dos académicos, dos
políticos, dos média e da gestão, uma forte
candidata deveria ser a palavra “inovação”. Se a
esta palavra associarmos o “empreendedorismo”, temos a promessa de podermos abrir
todos os portões que possibilitam melhorar a
produtividade e promover o crescimento
económico, até porque, ao nível macro, a
inovação está intimamente relacionada com o
crescimento económico e o bem-estar.
Vamos fazer um “back of the envelope
calculations”. Se a União Europeia crescer a
uma média anual de 2%, é necessário que
Portugal atinja uns fantásticos 4,3% ao ano,
para que em 2030 estejamos ao nível do resto
da Europa, considerando os 25 membros.
Porque chegar ao patamar da Europa dos 15…
nem com este ritmo. 25 anos… 4,3%... será
possível?
A resposta é sim, e a solução terá que passar
pelo empreendedorismo: criação de empresas.
Mas qual é o nível de empreendedorismo que
precisamos de ter?
Vamos primeiro considerar o caso em que
pretendemos que a nossa economia cresça a
uma taxa de 4,5% ao ano, para que daqui a 25
anos consigamos ter alcançado a média da UE
(assumindo que a taxa de crescimento da UE é
à volta dos 2%). A partir dos dados das taxas de
criação de empresas (a variável que consideramos essencial na definição de empreendedorismo) e das taxas de crescimento do PIB
fornecidas para o Eurostat, para 15 países
(aqueles para os quais existem dados),
realizámos uma análise de correlação, para
tentarmos retirar os coeficientes para
estimarmos a taxa de nascimento de empresas
necessárias para atingirmos uma taxa de
crescimento de 4,5%. Feitos os cálculos,
chegamos à conclusão que, para que Portugal
cresça a esta taxa, tem que ter uma taxa de
criação de empresas na ordem dos 11,12%,
Si existiese un premio para una palabra que
atrapa la imaginación de los académicos, de los
políticos, de los media y de la gestión, una
opción de peso debería ser la palabra
“innovación”. Si asociamos a esta palabra el
“emprendedurismo”, obtenemos la promesa de
poder abrir todas las puertas que posibilitan
mejorar la productividad y promover el
crecimiento económico, incluso porque, a un
nivel macro, la innovación está íntimamente
unida al crecimiento económico y al bienestar.
Vamos a hacer un “back of the envelope
calculations”. Si la Unión Europea crece a una
media anual del 2%, es necesario que Portugal
alcance un fantástico 4,3% anual, para que en
2030 estemos al nivel del resto de Europa,
considerando los 25 miembros. Porque llegar al
nivel de la Europa de los 15… no es posible ni
con ese ritmo. 25 años… 4,3%... ¿Será
posible?
La respuesta es sí, y la solución tendrá que
pasar por el emprendedurismo: creación de
empresas. Pero, ¿cuál es el nivel de
emprendedurismo que necesitamos?
Consideremos primero que pretendemos que
nuestra economía crezca a un ritmo de 4,5%
anual, para que de aquí a 25 años consigamos
alcanzar la media de la UE (asumiendo que el
ritmo de crecimiento de la UE sea alrededor del
2%). A partir de los datos de las tasas de
creación de empresas (la variable que
consideramos esencial en la definición de
emprendedurismo) y de las tasas de
crecimiento del PIB facilitadas por el Eurostat
para 15 países (aquellos de los que existen
datos), hemos realizado un análisis de
correlación, para intentar obtener los
coeficientes para calcular la tasa necesaria de
nacimiento de empresas para conseguir un
ritmo de crecimiento del 4,5%. Hechos los
cálculos, llegamos a la conclusión de que para
que Portugal llegue a ese nivel, tiene que tener
una tasa de creación de empresas del orden del
8
enquanto nesta altura a taxa de nascimento de
empresas não chega aos 6%. Considerando
que em Portugal, em 2003, existiam cerca de
1,1 milhões de empresas serão necessárias à
volta de 122 mil empresas por ano, para que
consigamos atingir os objectivos acima
indicados. Contudo, se nessas novas empresas
tivermos um grande número de empresas
inovadoras, conseguiremos alcançar o
objectivo.
Para Portugal apanhar o barco da Europa,
tendo como meta atingir o mesmo nível de vida
do resto da comunidade Europeia, a promoção
do empreendedorismo é de necessidade
primordial e políticas concretas para o fazer
terão que fazer parte de qualquer plano de
desenvolvimento económico do país. Apesar de
ser apenas uma simples estimativa, a partir de
uma amostra reduzida, o exercício que fizemos
anteriormente mostra que para que Portugal
consiga crescer a uma taxa de 4,3% ao ano, a
taxa de criação de empresas tem que rondar os
11%. É uma missão muito ambiciosa. Mas
possível. Temos que lutar por isso. Através da
promoção do espírito empreendedor e da
criação de empresas inovadoras.
O que é que é preciso para o Alentejo, em vez
de ser uma das regiões mais pobres da Europa,
passar a ser uma das mais dinâmicas? Para
começar, é acreditar que é possível. O Alentejo,
na minha opinião, tem muitos dos ingredientes
de sucesso tal como a Califórnia, uma
abundância de sol, uma terra vasta, em que
alguns dos sítios principais não estão a mais de
90 minutos da capital do país. Projectos
âncoras e “chamativos” como a criação de um
centro de actividade económica baseado na
indústria aeronáutica; os fins múltiplos que o
Alqueva oferece para dar um empurrão à agroindústria e ao turismo; o Porto de Sines que
poderá fornecer uma artéria de valor
incalculável para os bens mercantis que vêm
para a Europa a partir do resto do mundo;
existem dois centros de conhecimento e saber
do qual faz parte uma Universidade e dois
Politécnicos e a lista continuaria.
O Alentejo é considerado o "interior" do País,
mas qualquer ponto desta região não fica a
mais de uma hora, uma hora e meia de carro da
capital do país. Uma região que ainda é barata e
11,12%, cuando en estos momentos la tasa de
nacimiento de empresas no llega al 6%.
Considerando que en Portugal, en 2003,
existían cerca de 1,1 millones de empresas,
serán necesarias cerca de 122.000 empresas
por año, para que consigamos alcanzar los
objetivos referidos. Sin embargo, si entre esas
nuevas empresas tenemos un gran número de
empresas innovadoras, conseguiremos
alcanzar nuestro objetivo.
Para que Portugal se suba al barco de Europa,
teniendo como meta alcanzar el mismo nivel de
vida del resto de la comunidad europea, la
promoción del emprendedurismo es una
necesidad primordial, y políticas concretas para
hacerlo tendrán que formar parte de cualquier
plan de desarrollo económico del país. Aunque
sea una simple estimación a partir de una
muestra reducida, el ejercicio realizado
anteriormente indica que para que Portugal
consiga crecer a un ritmo del 4,3% anual, la tasa
de creación de empresas tiene que rondar el
11%. Es una misión muy ambiciosa, pero
posible. Tenemos que luchar para conseguirlo,
a través de la promoción del espíritu
emprendedor y de la creación de empresas
innovadoras.
¿Y qué es necesario para que Alentejo, en lugar
de ser una de las regiones más pobres de
Europa, pase a ser una de las más dinámicas?
En principio, creer que es posible. Alentejo, en
mi opinión, tiene muchos factores de éxito,
como California: sol abundante, una tierra vasta
en la que muchos de los lugares más
importantes no están a más de 90 minutos de la
capital del país. Proyectos sólidos y “llamativos”
como la creación de un centro de actividad
económica basado en la industria aeronáutica;
las múltiples finalidades que ofrece Alqueva
para dar un empujón a la agroindustria y al
turismo; el Puerto de Sines, que podrá
convertirse en una arteria de valor incalculable
para los bienes mercantiles que vienen a
Europa desde el resto del mundo; existen dos
centros de conocimiento y saber, de los que
forman parte una Universidad y dos
Politécnicos… Y la lista seguiría.
El Alentejo está considerado el “interior” del
país, pero cualquier punto de la región no queda
a más de una hora o una hora y media en coche
9
implora por investimento. Sim, acredito que o
Alentejo se pode tornar na Califórnia da
Europa, não apenas de Portugal. Se todos nós
acreditarmos e trabalharmos pela criação de
riqueza será possível alcançar esta visão.
*Professor Associado com Agregação
Departamento de Gestão
Director da Escola Doutoral da Universidade de Évora
de la capital del país. Una región que todavía es
barata y que implora inversiones. Sí, creo que el
Alentejo se puede convertir en la California de
Europa, no sólo de Portugal. Si todos lo
creemos y trabajamos por la creación de
riqueza podremos conseguir esta visión.
*Profesor Asociado con Agregación
Departamento de Gestão
Director da Escola Doutoral da Universidade de Évora
DESENVOLVIMENTO REGIONAL
Alentejo, região de
oportunidades e
inovação
Alentejo, región de
oportunidades e
innovación
“A criação prossegue
incessantemente por meio do
homem, mas o homem não cria:
descobre.” (Antonio Gaudi)
“La creación prosigue
incesantemente por medio del
hombre, pero el hombre no crea:
descubre” (Antonio Gaudí)
A assumpção da emergência de um
novo paradigma em que as
principais fontes de riqueza são o
conhecimento e a inovação, levou à
necessidade de dotar a economia de
marcas distintivas, onde a inovação
e o conhecimento assumem um
papel relevante.
A Comissão Europeia, através do
documento Europa 2020 preconiza o
lançamento de cinco objectivos
quantificáveis para a União Europeia
no horizonte de 2020 que devem ser
traduzidos em objectivos nacionais e
por conseguinte regionais: emprego,
investigação e inovação, alterações
climáticas e energia, educação e luta
contra a pobreza. Estes objectivos
marcam o rumo que deveremos
prosseguir e constituem-se como
referência para um conjunto de
iniciativas no médio
prazo.
La asunción de la emergencia de un
nuevo paradigma en el que las
principales fuentes de riqueza son el
conocimiento y la innovación, ha
llevado a la necesidad de dotar a la
economía de marcas distintivas,
donde la innovación y el
conocimiento asumen un papel
relevante. La Comisión Europea, a
través del documento Europa 2020,
preconiza cinco objetivos
cuantificables para la Unión Europea
en el horizonte de 2020, que deben
traducirse en objetivos nacionales y,
por consiguiente, regionales:
Empleo, investigación e innovación,
alteraciones climáticas y energía,
educación y lucha contra la pobreza.
Estos objetivos marcan el rumbo
que deberemos proseguir y se
constituyen en referencia para un
conjunto de iniciativas a medio
plazo.
Introdução
Introducción
Tendo como pressuposto que uma região
inovadora não significa, apenas, ter acesso
aos mais modernos equipamentos e
tecnologias, ou à mais recente informação
sobre desenvolvimentos científicos e
tecnológicos, mas sim estar orientada para a
acção, ter iniciativa própria e capacidade de
desenvolvimento em antecipação, podemos
afirmar que a inovação é um conceito presente
no Alentejo, nomeadamente no domínio da
Tomando como principio que una región
innovadora no significa tan sólo tener acceso a
los más modernos equipos y tecnologías, o a la
más reciente información sobre desarrollos
científicos y tecnológicos, sino estar orientada
para la acción, tener iniciativa propia y
capacidad de desarrollo con anticipación,
podemos afirmar que la innovación es un
concepto presente en el Alentejo, principalmente
en lo que se refiere a la producción de bienes
11
12
produção de bens transaccionáveis, mediante a
transformação e (re)invenção dos seus
produtos e de novas formas de produzir.
transaccionables, mediante la transformación y
(re)invención de sus productos y de nuevas
formas de producción.
As dinâmicas regionais
Las dinámicas regionales
O Alentejo, apesar da reduzida dimensão do
tecido industrial em sectores de média/alta
tecnologia, tem revelado nos últimos anos uma
maior afectação de recursos humanos em
actividades de ciência e tecnologia, como
demonstra a percentagem de investigadores no
total da população activa, que sobe de 0,19 em
2005 para 0,22 em 2008 (dados do INE).
Um outro indicador que habitualmente releva o
esforço em inovação, é a percentagem das
despesas de I&D sobre o Produto Interno Bruto
(PIB) que no Alentejo sobe de 0,47% em 2005
para 0,82% em 2008, crescimento superior ao
registado a nível nacional. Existem no Alentejo
cadeias de valor com potenciais significativos
de sustentação e de competitividade, cuja
expressão territorial pode ser fortalecida desde
que sejam desenvolvidas acções que possam
abranger as necessidades/oportunidades
detectadas, contribuindo para que as empresas
melhorem a prática do processo de inovação
em parceria com os demais actores do sistema
de inovação regional ou nacional.
As dinâmicas de inovação e competitividade
existentes têm especial incidência em sectores
com grande relevo para a economia alentejana,
como o são a agricultura e agro-indústria, a
energia, o turismo, a indústria extractiva e
inclusive em sectores menos tradicionais como
o são o sector financeiro de apoio às PMEs e a
economia social
Apesar de nem sempre ser visível a
articulação entre projectos de investimento
em infra-estruturas e acções imateriais cofinanciadas, existem casos onde é patente a
contribuição dos últimos para uma melhor
gestão e aproveitamento das infra-estruturas,
assumindo-se claramente como boas práticas
nesta matéria como são exemplo os casos
destinados à gestão de bens públicos (e.g.
água, recolha e tratamento de resíduos
sólidos) e à gestão de serviços de saúde em
zonas interiores e periféricas através da
telemedicina.
El Alentejo, a pesar de la reducida dimensión de
su tejido industrial en sectores de media/alta
tecnología, ha realizado en los últimos años un
esfuerzo en recursos humanos relacionados
con actividades de ciencia y tecnología, como
demuestra el porcentaje de investigadores
sobre el total de la población activa, que ha
subido de un 0,19 en 2005 a un 0,22 en 2008
(datos del INE).
Otro indicador que normalmente indica el
esfuerzo en innovación es el porcentaje de
inversión en I&D sobre el producto Interior Bruto
(PIB), que en el Alentejo ha subido de un 0,47
en 2005 a un 0,82 en 2008, crecimiento superior
al registrado a nivel nacional. Existen en el
Alentejo cadenas de valor con potenciales
significativos de sostenimiento y de
competitividad, cuya expresión territorial puede
fortalecerse siempre que se desarrollen
acciones que puedan abarcar las
necesidades/oportunidades detectadas,
contribuyendo para que las empresas mejoren
la práctica del proceso de innovación en
colaboración con los demás actores del sistema
de innovación regional o nacional.
Las dinámicas de innovación y competitividad
existentes tienen especial incidencia en
sectores de gran relieve para la economía
alentejana, como la agricultura y agroindustria,
la energía, el turismo, la industria extractiva e,
inclusive, en sectores menos tradicionales,
como el sector financiero de apoyo a las PMEs y
la economía social.
Aunque no siempre sea visible la articulación
entre proyectos de inversión en infraestructuras
y acciones inmateriales cofinanciadas, existen
casos en los que queda patente la contribución
de los últimos años para una mejor gestión y
aprovechamiento de las infraestructuras,
asumiéndose claramente como buenas
prácticas en esta materia, como por ejemplo en
los casos destinados a la gestión de bienes
públicos (el agua, recogida y tratamiento de
residuos sólidos) y a la gestión de servicios de
13
O papel das parcerias para a inovação e
competitividade empresarial assume-se, neste
contexto, de grande importância uma vez que
permite uma alocação de recursos mais eficaz
às empresas envolvidas. Por outro lado, o
desenvolvimento e fortalecimento de parcerias,
enquanto instrumentos de política inovadores,
tem merecido uma atenção especial por parte
dos agentes económicos e dos responsáveis
políticos para promover o desenvolvimento e a
inovação em diferentes regiões e países
europeus.
O caso dos vinhos e de alguns produtos de
Denominação de Origem Protegida (DOP)
demonstram o bom aproveitamento das formas
positivas decorrentes da globalização
encontradas pelo Alentejo. O efeito
demonstrativo e mobilizador pode despoletar
um «efeito de cascata» de intervenções no
domínio da inovação.
A recente participação do Alentejo no Portugal
Tecnológico - certame de nível internacional
destinado a mostrar o que de mais inovador se
faz em Portugal - com um stand onde, em
parceria com um número significativo de
empresas e entidades se deu a conhecer ao
grande público as características inovadoras
presentes em algumas actividades e produtos,
ilustrando como são numerosas as iniciativas
inovadoras que as entidades regionais
puseram em prática na esfera social, cultural e
económica em prol do desenvolvimento e da
melhoria da qualidade de vida dos cidadãos.
A estratégia regional
Muito embora sejam diversificados os
caminhos percorridos pelo Alentejo no domínio
da inovação, a Região carece ainda de um
esforço de aposta nas questões de
investigação e desenvolvimento (I&D). A
estratégia de desenvolvimento regional
preconizada para o Alentejo até 2015 induz à
construção de uma visão de mudança, na qual
se identifica um conjunto restrito de ideias
estruturantes, relativas ao modelo competitivo
e à qualidade de vida ambicionados para a
região:
salud en zonas interiores y periféricas a través
de la telemedicina.
El papel de las colaboraciones para la
innovación y competitividad se considera, en
este contexto, de una gran importancia, ya que
permite una ubicación de recursos más eficaz
para las empresas en cuestión. Por otro lado, el
desarrollo y fortalecimiento de colaboraciones
como instrumentos innovadores de política, ha
merecido una atención especial por parte de los
agentes económicos y de los responsables
políticos, para promover el desarrollo y la
innovación en diferentes regiones y países
europeos.
El caso de los vinos y de algunos productos con
Denominación de Origen Protegida (DOP)
demuestran el buen aprovechamiento de las
formas positivas decurrentes de la
globalización encontradas en el Alentejo. El
efecto demostrativo y movilizador puede
desencadenar un “efecto cascada” de
intervenciones en el dominio de la innovación.
La reciente participación del Alentejo en
Portugal Tecnológico certamen internacional
destinado a mostrar lo más innovador que se
hace en Portugal con un stand en el que, en
colaboración con un número significativo de
empresas y entidades, se ha dado a conocer al
gran público las características innovadoras
presentes en algunas actividades y productos,
ilustrando el carácter innovador de numerosas
iniciativas que las entidades regionales han
puesto en práctica en la esfera social, cultural y
económica a favor del desarrollo y mejora de la
calidad de vida de los ciudadanos.
La estrategia regional
} Uma base económica especializada, centrada
Aunque los caminos recorridos por el Alentejo
en el dominio de la innovación son diversos, la
región carece todavía de un esfuerzo de
apuesta en cuestiones de investigación y
desarrollo (I&D). La estrategia de desarrollo
regional preconizada para el Alentejo hasta
2015 induce a la construcción de una visión de
cambio, en el que se identifica un conjunto
restringido de ideas estructurantes, relativas al
modelo competitivo y a la calidad de vida
ambicionados para la región:
não apenas nas actividades tradicionais, mas
}Una base económica especializada, centrada
14
também pela entrada de actividades
emergentes, com base na inovação, no
conhecimento, e no capital humano,
acelerando a capacidade endógena de
criação de riqueza;
} Um território diversificado, atractivo para a
vida, o trabalho e lazer, polarizado pela
qualidade ambiental e pela rede de serviços
urbanos e rurais, explorando as novas
fronteiras territoriais de desenvolvimento,
com base numa opção determinada de
desenvolvimento sustentável.
Esta visão estratégica, decorre do
conhecimento da região e das suas dinâmicas
empresariais, também proporcionado pela
experiência obtida com a elaboração e
execução dos Programas Comunitários
geridos pela Comissão de Coordenação e
Desenvolvimento Regional do Alentejo, como
o foram o Programa Operacional Regional do
Alentejo (porAlentejo), o Programa Regional
de Acções Inovadoras da Região Alentejo
(PRAI Alentejo) e a Iniciativa Comunitária
INTERREG.
Constata-se que a inovação hoje
desempenha um papel fundamental nas
estratégias e politicas de desenvolvimento a
prosseguir na Região.
A necessidade de identificação e divulgação
de áreas de desenvolvimento tecnológico com
relevância para os sectores estratégicos
regionais, considerando aspectos
relacionados com a oferta e a procura de
inovação, a formação disponível, as unidades
de I&D, sua localização e eventuais boas
práticas implantadas no território,
proporcionou a identificação, em sede de
Plano Regional de Ordenamento do Território
do Alentejo da necessidade de constituição e
desenvolvimento de uma Rede Regional de
Ciência, Tecnologia e Inovação, bem como de
um Sistema Regional de Logística
Empresarial.
Para sustentar esta estratégia de afirmação
mais competitiva do Alentejo, foi definida a
constituição de uma Rede Regional de Ciência,
Tecnologia e Inovação. Com esta rede
pretende-se desenvolver e consolidar um
sistema de mediação e acompanhamento entre
no sólo en las actividades tradicionales, sino
también en la entrada de actividades
emergentes con base en la innovación, el
conocimiento y en el capital humano,
acelerando la capacidad endógena de
creación de riqueza;
} Un territorio diversificado, atractivo para la
vida, el trabajo y el ocio, polarizado por la
calidad ambiental y por la red de servicios
urbanos y rurales, explotando las nuevas
fronteras territoriales de desarrollo, con base
en una opción determinada de desarrollo
sostenible.
Esta visión estratégica proviene del
conocimiento de la región y de sus dinámicas
empresariales, facilitado también por la
experiencia obtenida con la elaboración y
ejecución de los Programas Comunitarios
gestionados por la Comisión de Coordinación y
Desarrollo Regional del Alentejo, como el
Programa Operacional Regional do Alentejo
(porAlentejo), el Programa Regional de Acções
Inovadoras da Região Alentejo (PRAI Alentejo)
y la Iniciativa Comunitária INTERREG.
Constatamos que la innovación desempeña
hoy un papel fundamental en las estrategias y
políticas de desarrollo a proseguir en la región.
La necesidad de identificación y divulgación de
áreas de desarrollo tecnológico con relevancia
para los sectores estratégicos regionales,
considerando aspectos relacionados con la
oferta y la demanda de información, la
formación disponible, las unidades de I&D, su
localización y eventuales buenas prácticas
implantadas en el territorio, ha proporcionado la
identificación, de acuerdo con el Plano regional
de ordenación del Territorio del Alentejo, de la
necesidad de constitución y desarrollo de una
Red Regional de Ciencia, Tecnología e
Innovación, así como de un Sistema Regional
de Logística Empresarial. Para sostener esta
estrategia de afirmación más competitiva del
Alentejo, se definió la constitución de una Red
Regional de Ciencia, Tecnología e Innovación.
Con esta red se pretende desarrollar y
consolidar un sistema de mediación y
acompañamiento entre la oferta científica y
tecnológica y las empresas, que pueda reforzar
y cualificar la capacidad regional en el campo de
la investigación, desarrollo tecnológico e
15
a oferta científica e tecnológica e as empresas,
capaz de reforçar e qualificar a capacidade
regional no domínio da investigação,
desenvolvimento tecnológico e inovação
empresarial.
O primeiro passo neste sentido já foi dado com
a concretização do Sistema Nacional de
Transferência de Tecnologia do Alentejo,
entidade que envolve 21 parceiros públicos e
privados regionais, que tem por objectivo fazer
a ligação entre o conhecimento científico e o
mundo empresarial.
As oportunidades e linhas prioritárias
Para aumentar a competitividade e a
produtividade regional e de forma a aproximar a
região dos níveis de desenvolvimento de outras
regiões portuguesas e da União Europeia, o
Alentejo deverá promover e potenciar o
crescimento da utilização da inovação, do
conhecimento científico e do desenvolvimento
tecnológico, como base para o seu
desenvolvimento e traçado da sua estratégia de
curto e médio prazo.
A visão estratégica permite-nos antever
diferentes “especializações” sub-regionais,
apesar das tendências comuns mais genéricas,
particularmente associadas ao turismo,
logística, agricultura e agro-indústria. Os
caminhos da inovação têm de corresponder e
materializar-se em domínios e áreas
transversais susceptíveis de transformar o
Alentejo numa região capaz de gerar
endogenamente, pela sua dinâmica
empresarial, riqueza e emprego, que seja
aberta ao exterior, e reconhecida pela sua
qualidade de vida global e exemplar no plano
ambiental.
O Alentejo, enquanto região que quer construir
e fortalecer uma dinâmica associada à
investigação, à inovação, ao conhecimento e
ao capital humano, deverá apostar na
especialização da sua base económica,
centrada não apenas nas actividades
tradicionais, mas também na entrada e fixação
de actividades emergentes, de maior
intensidade tecnológica, acelerando a
capacidade endógena de criação de riqueza.
innovación empresarial.
El primer paso en este sentido ya se dio con la
concretización del Sistema Nacional para la
Transferencia de Tecnologia del Alentejo,
entidad que envuelve a 21 socios públicos y
privados regionales, que tiene como objetivo
servir como unión entre el conocimiento
científico y el mundo empresarial.
Las oportunidades y líneas prioritarias
Para aumentar la competitividad y la
productividad regional y con la intención de
aproximar la región a los niveles de desarrollo
de otras regiones portuguesas y de la Unión
Europea, el Alentejo deberá promover y
potenciar el crecimiento de la utilización de la
innovación, del conocimiento científico y del
desarrollo tecnológico, como base para su
desarrollo y trazado de su estrategia a corto y
medio plazo.
La visión estratégica nos permite antever
diferentes “especializaciones” subregionales, a
pesar de las tendencias comunes más
genéricas, particularmente asociadas al
turismo, logística, agricultura y agroindustria.
Los caminos de la innovación tiene que
corresponder y materializarse en campos y
áreas transversales susceptibles de
transformar el Alentejo en una región capaz de
generar de forma endógena, por su dinámica
empresarial, riqueza y empleo, abierta al
exterior y reconocida por su calidad de vida
global y ejemplar en el plano ambiental.
El Alentejo, como región que quiere construir y
fortalecer una dinámica asociada a la
investigación, a la innovación, al conocimiento y
al capital humano, deberá apostar por la
especialización de su base económica,
centrada no sólo en las actividades
tradicionales, sino también en la entrada y
fijación de actividades emergentes, de mayor
intensidad tecnológica, acelerando la
capacidad endógena de creación de riqueza.
CEBAL
CEBAL
Estação Biológica do Garducho
Estação Biológica do Garducho
CENTROS DE I&D
Tecnologia e Inovação
@ CEBAL
Tecnología e Innovación
@ CEBAL
A biotecnologia é um dos sectores mais
importantes da nova economia baseada no
conhecimento, sendo as suas vertentes
agrícola e agro-alimentar consideradas como
as que possuem um maior potencial para o
desenvolvimento da região do Alentejo,
tirando partido de recursos já existentes. As
regiões com pouca tradição na promoção de
actividades baseadas em alta tecnologia e
inovação, como é o Baixo Alentejo, terão
dificuldades acrescidas para singrarem neste
sector. As estratégias para ultrapassar essas
dificuldades poderão passar pela criação de
pólos de conhecimento e pelo investimento na
capacidade de captação de recursos
humanos altamente qualificados,
promovendo o conhecimento.
Nesta perspectiva, foi criado o Centro de
Biotecnologia Agrícola e Agro-Alimentar do
Baixo Alentejo e Litoral (CEBAL), em Beja,
cuja actividade pretende gerar conhecimento
e competências que possam servir de âncora
a projectos baseados na investigação e
desenvolvimento tecnológico, e funcionar
como mediador na prospecção de tecnologia
com aplicação regional, criando riqueza
baseada no conhecimento. O CEBAL surgiu
como um projecto pioneiro, reunindo vários
sócios individuais e colectivos, entre eles 9
Câmaras Municipais e 3 Associações
Empresariais. De momento encontra-se a
desenvolver investigação de temas com
potencial impacto económico para a região,
tendo, em vários casos, estabelecido
colaborações directas com empresas e outros
agentes económicos.
O potencial de biomassa da região do Baixo
Alentejo e Alentejo Litoral pode ser considerado
muito grande, não se esgotando nas culturas
actualmente praticadas. Existe um manancial
de resíduos e subprodutos da actividade
agrícola que, para além do seu valor
energético, pode ser convertido em produtos
minoritários, mas de elevado valor
acrescentado. Os bagaços e engaços
La biotecnología es uno de los sectores más
importantes de la nueva economía basada en
el conocimiento, estando consideradas sus
vertientes agrícola y agroalimentaria como las
que poseen un mayor potencial para el
desarrollo de la región de Alentejo, sacando
partido de los recursos ya existentes. Las
regiones con poca tradición en la promoción
de actividades basadas en alta tecnología e
innovación, como es el caso del Bajo Alentejo,
podrán tener dificultades añadidas para
proseguir en este sector. Las estrategias para
vencer estas dificultades podrán pasar por la
creación de centros de conocimiento y por la
inversión en la capacidad de captación de
recursos humanos altamente cualificados,
promoviendo así el conocimiento.
Desde esta perspectiva, fue creado en Beja el
Centro de Biotecnologia Agrícola e AgroAlimentar do Baixo Alentejo e Litoral (CEBAL),
cuya actividad pretende generar conocimiento
y competencias que puedan servir de ancla a
proyectos basados en la investigación y
desarrollo tecnológico, y funcionar como
mediador en la prospección de tecnología con
aplicación regional, creando riqueza basada en
el conocimiento. El CEBAL surgió como un
proyecto pionero que reunía a varios socios
individuales y colectivos, entre los cuales
constan nueve ayuntamientos y tres
asociaciones empresariales. Por el momento,
desarrolla investigación en temas con potencial
impacto económico para la región, habiendo
establecido, en varios casos, colaboraciones
directas con empresas y otros agentes
económicos.
El potencial de biomasa de la región del Bajo
Alentejo y del Alentejo Litoral puede ser
considerado muy grande, y no se agota en los
cultivos que se practican actualmente. Existe
un manantial de residuos y subproductos de la
actividad agrícola que, además de su valor
energético, puede ser convertido en productos
minoritarios, pero de elevado valor añadido.
Los bagazos y escobajos provenientes del
17
18
provenientes do processamento da azeitona e
da uva são exemplos de biomassa vegetal
disponível no Alentejo em quantidades
apreciáveis que poderá ser alvo de uma
valorização optimizada.
Nas últimas décadas assistiu-se a uma
crescente utilização destes “compostos
minoritários” com diferentes propriedades
nutracêuticas, e um grande potencial
terapêutico para a saúde humana. Em geral,
trata-se de extractos de folhas, flores, caules,
frutos, sementes, que devido à actividade
biológica específica dos seus componentes
têm recebido grande atenção por parte da
comunidade científica, quer na prevenção quer
no tratamento de diferentes patologias
humanas, nomeadamente hipercolesteremia,
doenças cardiovasculares, renais, hepáticas,
oncológicas, doenças do sistema imunitário,
entre tantas outras. A nível da oncologia,
assiste-se a um reconhecimento progressivo
do potencial terapêutico que os compostos
bioactivos podem ter na prevenção, tratamento
e/ou progressão de certos tipos tumorais. A
recuperação destes compostos, com
determinada actividade biológica, conhecida e
desejada, é a abordagem que interessa seguir
no futuro se se pretender valorizar correntes
que até hoje foram consideradas apenas como
uma carga poluente a minimizar e um custo a
suportar. A valorização integrada de matériasprimas, resíduos e subprodutos, com vista à
extracção e recuperação eficiente de
compostos de valor acrescentado, sem alterar
significativamente a cadeia de valor já
existente, constitui uma oportunidade de
rentabilização económica de recursos
endógenos.
Face a este cenário, e em consequência do
contexto regional em que o Centro se insere, de
uma forma transversal e multidisciplinar, o
CEBAL tem apostado no estudo da valorização
da biomassa proveniente de diferentes culturas
agro-florestais bem adaptadas à região.
Espécies como o sobreiro e a azinheira, o cardo
e a esteva, e subprodutos e resíduos agroindustriais, como seja o caso da cortiça, dos
bagaços quer dos lagares de azeite quer dos de
vinho, são já alvo de trabalho a decorrer. Outros
exemplos de produtos em que o CEBAL irá
procesamiento de la aceituna y de la uva son
ejemplos de biomasa vegetal disponible en el
Alentejo en cantidades apreciables, que podrán
ser objeto de una valorización optimizada.
En las últimas décadas hemos asistido a una
creciente utilización de estos “compuestos
minoritarios” con diferentes propiedades
nutracéuticas, y con un gran potencial
terapéutico para la salud humana. Por lo
general, se trata de extractos de hojas, tallos,
frutos y semillas que, gracias a la actividad
biológica específica de sus componentes, han
recibido una gran atención por parte de la
comunidad científica, tanto en la prevención
como en el tratamiento de diferentes patologías
humanas, principalmente hipercolesteremia,
enfermedades cardiovasculares, renales,
hepáticas, oncológicas y enfermedades del
sistema inmunitario, entre tantas otras. En
oncología, asistimos a un reconocimiento
progresivo del potencial terapéutico que los
compuestos bioactivos pueden tener en la
prevención, tratamiento y/o progresión de
ciertos tipos de tumores. La recuperación de
estos compuestos, con actividad biológica
determinada, conocida y deseada, es la
perspectiva que interesa seguir en el futuro, si
se pretende valorizar corrientes que hasta hoy
habían sido consideradas tan sólo como una
carga contaminante que minimizar y un gasto
que soportar. La valorización integrada de
materias primas, residuos y subproductos, con
vistas a la extracción y recuperación eficiente
de compuestos de valor añadido, sin alterar
significativamente la cadena de valor ya
existente, constituye una oportunidad de
rentabilización económica de recursos
endógenos.
Ante esta situación, y como consecuencia del
contexto regional en el que el Centro se sitúa,
de una forma transversal y multidisciplinar, el
CEBAL ha apostado por el estudio de la
valorización de la biomasa proveniente de
diferentes cultivos agroforestales, bien
adaptadas a la región. Especies como la encina
y el alcornoque, el cardo y la jara, y
subproductos y residuos agroindustriales,
como es el caso del corcho, de los bagazos
tanto de los lagares de vino como de los de
aceite, están siendo ya objeto de trabajo en
19
investir, a curto prazo, serão os casos da maçã,
melancia, tomate e folhas da oliveira.
Reunindo uma equipa multidisciplinar de cerca
de duas dezenas de elementos, onde
sobressaem oito doutorados, com uma média de
idades de 32 anos e com mais de sessenta
publicações em revistas científicas de renome
internacional, orientam alunos de doutoramento
(5), mestrado (4), estágios profissionais e
estágios de licenciatura. No âmbito dos
projectos em curso, tem 8 estudantes apoiados,
entre bolsas de projecto e contratos de
prestação de serviços. Tem também um
investigador principal apoiado pelo programa
da FCT, 1 projecto Adl e 1 projecto PRODER, e
um projecto QREN em fase de apreciação.
Os doutorados, redireccionaram no CEBAL a
sua actividade no sentido da valorização das
matérias-primas e dos resíduos de origem
biológica do Alentejo.
Reunindo “know-how” nas áreas da biologia
molecular, engenharia de processos,
biotecnologia agro-alimentar, cultura de células
humanas, entre outras, o CEBAL está a
investigar, testar e implementar novas formas
de utilização económica dos recursos
biológicos, incluindo o seu melhoramento, o
desenvolvimento de novas tecnologias de
processamento, e a investigação de novas
funcionalidades, criando soluções e
produtos/serviços inovadores, de alto valor
acrescentado (compostos anti-oxidantes,
bioactivos, óleos essenciais, açúcares e
biocombustíveis).
Para a implementação e desenvolvimento
destes projectos de investigação, e porque a
ciência acontece à escala mundial, o CEBAL
conta com a colaboração de algumas
instituições de dimensão nacional e
internacional, de que são exemplos: o Centro
de Investigação em Materiais Cerâmicos e
Compósitos (CICECO) da Universidade de
Aveiro, Departamento de Química da
Universidade de Évora, Departamento de
Biologia da Universidade do Minho, a Escola
Superior Agrária (ESAB) do Instituto Politécnico
de Beja, o Instituto de Biologia Experimental e
Tecnológica (IBET), o Instituto Nacional de
Engenharia, Tecnologia e Inovação (INETI), o
Instituto de Tecnologia Química e Biológica
curso. Otros ejemplos de productos en los que
el CEBAL invertirá, a corto plazo, son la
manzana, sandía, tomate y hojas de olivo.
Reuniendo un equipo multidisciplinar de casi
una veintena de integrantes, donde sobresalen
ocho doctores, con una media de edad de 32
años y con más de sesenta publicaciones en
revistas científicas de renombre internacional,
orientan a los alumnos de doctorado (5), máster
(4), prácticas profesionales y de licenciatura.
Dentro de los proyectos en curso, tienen ocho
estudiantes que reciben ayuda, mediante
becas de proyecto y contratos por prestación de
servicios. Tienen también un investigador
principal que cuenta con el apoyo del programa
de la FCT (Fundación para la Ciencia y
Tecnología) Ciência 2010. Por lo que respecta a
proyectos financiados, el CEBAL (Centro de
Biotecnología Agrícola y Agroalimentaria del
Bajo Alentejo y Litoral) tiene actualmente en
curso seis proyectos FCT, un proyecto Adl
(Asociación para el Desarrollo del Litoral
Alentejano), un proyecto PRODER (Programa
de Desarrollo Rural), y un proyecto QREN
(Marco de Referencia Estratégico Nacional) en
fase de evaluación.
Los doctores han reorientado en el CEBAL su
actividad en el sentido de valorizar las materias
primas y los residuos de origen biológico en el
Alentejo.
Reuniendo “know-how” en las áreas de la
biología molecular, ingeniería de procesos,
biotecnología agroalimentaria y cultivo de
células humanas, entre otras, el CEBAL está
investigando, probando e implementando
nuevas formas de utilización económica de los
recursos biológicos, incluyendo su mejora, el
desarrollo de nuevas tecnologías de
procesamiento y la investigación de nuevas
funcionalidades, creando soluciones y
productos/servicios innovadores de alto valor
añadido (compuestos antioxidantes,
bioactivos, aceites esenciales, azúcares y
biocombustibles).
Para la implementación y desarrollo de estos
proyectos de investigación, y porque la ciencia
actúa a escala mundial, el CEBAL cuenta con la
colaboración de algunas instituciones de
dimensión nacional e internacional, como el
Centro de Investigação em Materiais
20
(ITQB), o Instituto de Patologia e Imunologia
Molecular da Universidade do Porto
(IPATIMUP), a Faculdade de Ciências e
Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa
(FCT-UNL), a Universidade de Almería
(Espanha), o Instituto Politécnico de Madrid
(Espanha), a Universidade do Colorado (EUA.)
e a Universidade de Berne, na Suíça.
Em suma, o CEBAL tem como objectivo
principal o desenvolvimento de uma actividade
científica que seja considerada inovadora,
tomando como referência as melhores práticas
e tecnologias existentes a nivel internacional,
de modo a ser possível a geração de
conhecimento e de valor acrescentado
decorrente da valorização de recursos
biológicos endógenos. Só assim será viável,
por um lado, gerar tecnologias e conceitos que
sejam atractivos para serem implementados e
aplicados pelos agentes económicos da região;
e por outro, atrair e fixar na região recursos
humanos de reconhecido valor, o que
contribuirá para um incremento da massa
crítica de inovação e desenvolvimento. Esta
estratégia revela-se, portanto, de extrema
importância, se se considerar que as ideias,
conceitos, e tecnologias resultantes da
investigação levada a cabo pelos recursos
humanos qualificados do CEBAL se possam
traduzir na criação de novas empresas de base
tecnológica e de elevado potencial de
crescimento. Além de fazerem surgir novos
postos de trabalho, estas novas empresas de
base tecnológica permitirão alavancar o
crescimento económico da região, e a sua
visibilidade em termos nacionais e
internacionais.
CEBAL
Cerâmicos e Compósitos (CICECO) de la
Universidad de Aveiro, el Departamento de
Química de la Universidad de Évora, el
Departamento de Biología de la Universidad de
Minho, la Escola Superior Agrária (ESAB) del
Instituto Politécnico de Beja, el Instituto de
Biologia Experimental e Tecnológica (IBET), el
Instituto Nacional de Engenharia, Tecnologia e
Inovação (INETI), el Instituto de Tecnologia
Química e Biológica (ITQB), el Instituto de
Patología e Inmunología Molecular de la
Universidad de Oporto (IPATIMUP), la Facultad
de Ciencias y Tecnología de la Universidade
Nova de Lisboa (FCT-UNL), la Universidad de
Almería (España), el Instituto Politécnico de
Madrid (España), la Universidad de Colorado
(EEUU) y la Universidad de Berna, en Suiza.
En suma, el CEBAL tiene como objetivo
principal el desarrollo de una actividad científica
considerada innovadora, que toma como
referencia las mejores prácticas y tecnologías
existentes a nivel internacional, de modo que
sea posible la generación de conocimiento y de
valor añadido decurrente de la valorización de
recursos biológicos endógenos. Sólo así será
viable, por un lado, crear tecnologías y
conceptos atractivos para ser implementados y
aplicados por los agentes económicos de la
región; y, por otro, atraer y fijar en la región
recursos humanos de reconocido valor, lo que
contribuirá para un incremento de la masa
crítica de innovación y desarrollo. Esta
estrategia se revela, por tanto, de extrema
importancia, si consideramos que las ideas,
conceptos y tecnologías resultantes de la
investigación llevada a cabo por los recursos
humanos cualificados del CEBAL se pueden
traducir en la creación de nuevas empresas de
base tecnológica y con elevado potencial de
crecimiento. Además de hacer surgir nuevos
puestos de trabajo, estas nuevas empresas con
base tecnológica permitirán impulsar el
crecimiento económico de la región y su
visibilidad a nivel nacional e internacional.
CEBAL
21
Laboratório do CEVALOR:
há 14 anos a valorizar a
Pedra Natural
“Não existe qualidade sem
ensaios, nem mercado global
sem padrões e normas”. Esta
afirmação encerra em si toda a
importância do LEM Laboratório
de Ensaios Mecânicos do
CEVALOR.
O LEM Laboratório de Ensaios Mecânicos,
constituído há 14 anos e sendo um dos únicos
Laboratórios Nacionais Acreditado para a
Rocha Ornamental, consolidou a sua actuação
e importância num paradigma de Inovação e
Mudança, onde se pretende a Valorização da
Pedra Natural.
A Pedra, sendo um produto natural, é
susceptível das mais diversas variações, não
podendo ser definida como má ou boa, tudo
depende do respeito pela conciliação entre as
suas propriedades e a sua aplicação. Conhecer
a Pedra, através da realização de ensaios
normalizados e aceites por todos os
intervenientes é Valorizar a Pedra Natural.
E este é o principal objectivo e actuação do LEM
junto das Empresas e prescritores.
Dotado dos melhores meios técnicos e
tecnológicos, a sua actuação centra-se em três
eixos, que se complementam de forma a
estruturar uma resposta integrada ao Sector.
São eles:
} A avaliação dos recursos geológicos e
matérias-primas, através da realização de
ensaios e a consequente satisfação das
imposições consagradas pela
documentação normativa europeia (indo ao
encontro das necessidades e exigências
dos consumidores), de forma a dar resposta
aos objectivos primordiais das Empresas
que desejem demonstrar capacidade para
fornecer produtos com características bem
definidas, conformes com as normas
Laboratorio de CEVALOR:
Dando Valor a la Piedra
Natural desde hace 14
Años
“No existe calidad sin ensayo, ni
mercado global sin padrones y
normas”. Esta afirmación
encierra en sí misma toda la
importancia del LEM, Laboratorio
de Ensayos Mecánicos de
CEVALOR.
El LEM, constituido hace 14 años, es uno de los
únicos laboratorios nacionales acreditado para
roca ornamental, y ha consolidado su actuación
e importancia en un paradigma de innovación y
cambio, en el que se pretende valorizar la
piedra natural.
La piedra, al ser un producto natural, puede
sufrir las más diversas variaciones sin que
pueda ser definida como mala o buena, pues
todo depende del respeto por la conciliación
entre sus propiedades y su aplicación. Conocer
la piedra a través de la realización de ensayos
normalizados y aceptados por todos los
participamtes es un sinónimo de valorizar la
piedra natural.
Este es el principal objetivo y actuación del LEM
entre las empresas y asesores.
Dotado de los mejores medios técnicos y
tecnológicos, su actuación se centra en tres
ejes, que se complementan estructurando una
respuesta integrada en el sector, a saber:
} La evaluación de los recursos geológicos y
de las materias primas, a través de la
realización de ensayos y la consecuente
satisfacción de las imposiciones aplicadas
por la documentación de la normativa
europea (relacionadas con las necesidades y
exigencias de los consumidores), para poder
dar respuesta a los objetivos primordiales de
las empresas que deseen demostrar su
capacidad para suministrar productos con
características bien definidas, de acuerdo
22
aplicáveis e sistematicamente controlados;
} Estudo dos comportamentos tecnológicos
específicos da Pedra Natural após
aplicação em obra e a sua disseminação
através de pareceres técnicos;
} A Investigação e Desenvolvimento como
meio pró-activo para a Inovação,
acumulação de saber e de experiência e de
transferência das melhores práticas para as
Empresas, como forma de incentivar a
competência distintiva.
No Mercado Global, a Pedra Natural
Portuguesa só consegue competir pelo eixo da
Qualidade e é neste desígnio que o LEM
Laboratório de Ensaios Mecânicos do
C E VA L O R , r e c o n h e c i d o n a c i o n a l e
internacionalmente, constitui triunfo de
competitividade e sustentabilidade para as
Empresas e para o Sector.
Principais Ensaios Físico-Mecânicos
executados pelo LEM:
Resistência à Flexão sob Carga Centrada
Resistência ao Gelo
Resistência ao Desgaste por Abrasão
Resistência ao Escorregamento
Determinação da Massa Volúmica Aparente e
da Porosidade Aberta
Determinação da Absorção de Água à Pressão
Atmosférica
Determinação do Coeficiente de Absorção de
Água por Capilaridade
Determinação da Energia de Ruptura
Determinação do Módulo de Elasticidade
Dinâmico
Determinação da Velocidade de Propagação
do Som
Entre outros.
con las normas aplicables, con un riguroso
control de normas sistemáticas;
} Estudio de los comportamientos tecnológicos
específicos de la piedra natural tras su
aplicación en obra y su expansión a través de
pareceres técnicos;
} La investigación y el desarrollo como medio
proactivo para la innovación, acumulación de
saber y de experiencia y de transferencia de las
mejores prácticas para las empresas, como
forma de incentivo de la competencia
distintiva.
En el mercado global, la piedra natural
portuguesa sólo puede competir a través de la
calidad, y es aquí donde el LEM, Laboratorio de
Ensayos Mecánicos de CEVALOR, reconocido
nacional e internacionalmente, constituye una
garantía de competitividad y sostenimiento para
las empresas y para el sector.
Principales ensayos físico-mecánicos
realizados por el LEM
Resistencia a la flexión bajo carga centrada
Resistencia al hielo
Resistencia al desgaste por abrasión
Resistencia al deslizamiento
Determinación de la masa volúmica aparente y
de la porosidad abierta
Determinación de la absorción de agua a la
presión atmosférica
Determinación del coeficiente de absorción de
agua por capilaridad
Determinación de energía de ruptura
Determinación del módulo de elasticidad
dinámico
Determinación de la velocidad de propagación
del sonido
Entre otros.
CEVALOR
CEVALOR
23
Estação Biológica do
Garducho
Estación Biológica de
Garducho
A Estação Biológica do Garducho (EBG) em
funcionamento desde o passado mês de
Outubro, constitui-se como um espaço
inovador que alia a investigação cientifica com
a conservação da natureza.
Localizada na zona Norte da Margem Esquerda
do Guadiana na região de Moura-MourãoBarrancos constitui local de abrigo e de
reprodução de várias espécies emblemáticas e
ameaçadas de extinção, como a Águiaimperial-ibérica, o Grou-comum, a Águia de
Bonelli, a Abetarda, o Sisão e o Cortiçol-debarriga-preta. A sua importância destaca-se
também por ser um local de ocorrência de
Lince-ibérico, a espécie de felino mais
ameaçada do mundo, constituindo um dos
locais com maior adequabilidade para uma
futura recolonização da espécie.
Em 1997, o Centro de Estudos da Avifauna
Ibérica (CEAI) adquiriu o ex-posto fiscal do
Garducho localizado na fronteira com Espanha,
com o objectivo de nele vir a instalar uma
Estação Biológica. O património natural
existente na região de Moura-MourãoBarrancos de relevante interesse nacional e
europeu, levou à sua classificação como Zona
de Protecção Especial para as Aves e como
Sítio de Importância Comunitária.
Com o apoio do Programa Operacional
Regional do Alentejo (QCA III), em 2004 foi
iniciado um projecto de remodelação do antigo
posto, tendo em mente a instalação de uma
Estação Biológica inovadora, pela junção das
actividades científicas (que normalmente
decorrem neste tipo de infra-estrutura), com
actividades de informação ambiental, aliadas à
arquitectura contemporânea, tendo presente
preocupações ambientais intrínsecas ao
objecto social do CEAI.
Estas preocupações foram uma das premissas
definidas pelo CEAI e incorporadas pela equipa
projectista coordenada pelo Arq. João Ventura
Trindade, através de vários sistemas e
materiais de construção, como a produção de
energia solar, o isolamento em aglomerado.
La Estación Biológica de Garducho (EBG), en
funcionamiento desde el pasado mes de
octubre, se constituye como un espacio
innovador en el que se une la investigación
científica con la conservación de la naturaleza.
Localizada en la zona norte de la margen
izquierda del Guadiana, en la región de MouraMourão-Barrancos, supone un lugar de abrigo y
de reproducción de varias especies
emblemáticas y amenazadas de extinción,
como el águila imperial ibérica, la grulla común,
el águila de Bonelli, la avutarda, el sisón y la
ganga ortega. Su importancia destaca también
por ser un lugar en el que se encuentra el lince
ibérico, la especie de felino más amenazada del
mundo, constituyendo uno de los lugares de
mayor adaptabilidad para una futura
recolonización de la especie.
En 1997, el Centro de Estudios de Avifauna
Ibérica (CEAI) adquirió el antiguo puesto fiscal
de Garducho, localizado en la frontera con
España, con el objetivo de instalar en él una
Estación Biológica. El patrimonio natural
existente en la región de Moura-MourãoBarrancos, de relevante interés nacional y
europeo, llevó a su calificación como zona de
protección especial para aves y como lugar de
importancia comunitaria.
Con apoyo del Programa Operacional Regional
do Alentejo (QCA III), en 2004 se inició un
proyecto de remodelación del antiguo puesto,
pensando en la instalación de una Estación
Biológica innovadora por la unión de las
actividades científicas (que normalmente se
realizan en este tipo de instalaciones) con
actividades de información ambiental, aliadas a
la arquitectura contemporánea, teniendo
presente las preocupaciones ambientales
intrínsecas al objeto social del CEAI.
Estas preocupaciones fueron unas de las
premisas definidas por el CEAI e incorporadas
por el equipo del proyecto coordinado por el
arquitecto João Ventura Trindade, a través de
varios sistemas materiales de construcción,
como la producción de energía solar o el
24
A artista plástica Fernanda Fragateiro foi
convidada pelo Arquitecto a intervir no projecto.
O resultado do seu trabalho de pesquisa e
criativo traduz-se na inscrição, nas paredes da
EBG, de frases alusivas à ciência, citando
autores diversos, nacionais e estrangeiros“investigar é não repetir um raciocínio, eis o
difícil” é uma das frases inscritas no edifício, da
autoria de Gonçalo M. Tavares em “Breves
notas sobre a ciência”.
A arquitectura da EBG foi já laureada com o
prémio FAD 2009, o mais importante prémio de
arquitectura ibérico, atribuído pela Fundação
Arquinfad de Barcelona. A Estação está
também nomeada para os prémio Secil 2010
(Portugal), Prémio Iakov Chernikhov 2010
(Moscovo) e Prémio Mies van der Rohe de
Arquitectura 2011. O Prémio Mies van der Rohe
para a arquitectura europeia foi instituído em
1987 pela Comissão Europeia, Parlamento
Europeu e pela Fundação Mies van der Rohe,
sendo um dos galardões de maior importância e
prestígio da arquitectura internacional,
atribuído pela primeira vez em 1988 ao Arq.
Siza Vieira, o único português galardoado com
este prémio.
A Estação Biológica do Garducho foi Inaugurada
oficialmente no dia 19 de Outubro, e contempla
diversas funcionalidades com áreas expositiva,
de trabalho técnico e de alojamento, funcionando
como um laboratório, observatório e museu,
onde através dos múltiplos espaços é possível
“atravessar” diversos habitats e descobrir as
particularidades da fauna e flora de distintos
lugares.
A área expositiva presente na EBG consiste num
mega-arquivo onde será progressivamente
armazenado e catalogado material biológico
representativo da fauna e flora da região. O
conceito “tornar visível o que não se vê” deu
origem à organização deste espaço aberto ao
público, que será complementado com peças
artísticas alusivas à biodiversidade e com
ferramentas multimédia interactivas. O principal
objectivo da área expositiva é transmitir
conhecimento científico sobre a biodiversidade e
alertar para a importância da sua conservação.
A partir da EBG o CEAI pretende desenvolver
projectos de conservação da natureza e
actividades de sensibilização ambiental.
aislamiento del aglomerado. La artista plástica
Fernanda Fragateiro fue invitada por e
Arquitecto a participar en el proyecto. El
resultado de su trabajo de investigación y
creativo se traduce en la inscripción de frases
alusivas a la ciencia en las paredes de la EBG,
citando a autores diversos, tanto nacionales
como extranjeros. “Investigar es no repetir un
razonamiento, eso es lo difícil” es una de las
frases inscritas en el edificio, de la autoría de
Gonçalo M. Tavares en Breves notas sobre la
ciencia.
La arquitectura de la EBG ha sido ya reconocida
con el premio FAD 2009, el más prestigioso
premio de arquitectura ibérico, atribuido por la
Fundación Arquinfad de Barcelona. La estación
esta también nominada para los premios Secil
2010 (Portugal), Premio Iakov Chernikhov 2010
(Moscú) y Premio Mies van der Rohe de
Arquitectura 2011. El Premio Mies van der Rohe
para la arquitectura europea fue instituido en
1987 por la Comisión Europea, por el
Parlamento Europeo y por la Fundación Mies
van der Rohe, siendo uno de los galardones de
mayor importancia y prestigio de la arquitectura
internacional, atribuido por primera vez en 1988
al arquitecto Siza Vieira, el único portugués
galardonado con este premio.
La Estación Biológica de Garducho fue
inaugurada oficialmente el 19 de octubre, y
contempla diversas funciones, con áreas
expositivas, de trabajo técnico y de alojamiento,
funcionando como laboratorio, observatorio y
museo, donde a través de los diferentes
espacios es posible “atravesar” diversos
habitats y descubrir las particularidades de la
flora y la fauna de distintos lugares.
El área expositiva presente en la EBG consiste
en un mega-archivo en el que será
progresivamente almacenado y catalogado
material biológico representativo de la flora y
fauna de la región. El concepto “convertir en
visible lo que no se ve” dio origen a la
organización de este espacio abierto al público,
que se complementará con piezas artísticas
alusivas a la biodiversidad y con herramientas
multimedia interactivas. El principal objetivo del
área expositiva es transmitir conocimiento
científico sobre la biodiversidad y alertar sobre
la importancia de su conservación.
25
Está em curso desde o início de 2010, o
primeiro projecto de conservação da EBG,
destinado à melhoria do habitat do Lince-ibérico
e Abutre-preto, cujo beneficiário é a Liga para a
Protecção da Natureza. O CEAI é um dos
parceiros do projecto, responsável pelas
acções relativas ao Abutre-preto, o qual é cofinanciado pelo Programa LIFE-Natureza da
Comissão Europeia.
A descoberta da paisagem e da biodiversidade
através do olhar da ciência, da arquitectura, da
poesia e da arte, é a experiência que a Estação
Biológica do Garducho propõe aos seus
visitantes.
CEAI
Con la EBG, el CEAI pretende desarrollar
proyectos de conservación de la naturaleza y
actividades de sensibilización medioambiental.
Está en curso desde principios del 2010 el
primer proyecto de conservación de la EBG,
destinado a la mejoría del hábitat del lince
ibérico y del buitre negro, cuyo beneficiario es la
Liga para la Protección de la Naturaleza. El
CEAI es uno de los colaboradores del proyecto,
responsable de las acciones relativas al Buitre
Negro, el cual es cofinanciado por el Programa
LIFE- Naturaleza de la Comisión Europea.
El descubrimiento del paisaje y de la
biodiversidad a través de la mirada de la
ciencia, de la arquitectura, de la poesía y del
arte es la experiencia que la Estación Biológica
de Garducho propone a quienes la visitan.
CEAI
O CEAI - Centro de Estudos da Avifauna Ibérica é uma
Organização Não Governamental de Ambiente, sem
fins lucrativos, com sede em Évora (Alentejo,
Portugal), teve origem nos finais da década de 70 por
iniciativa de um grupo informal de jovens entusiastas
pela observação de aves. Constituído formalmente
em 1991, o CEAI tem a sua actividade centrada na
educação e informação ambiental, em acções de
investigação e conservação de espécies e habitats.
Geograficamente, a sua intervenção é dirigida para o
Sul de Portugal, nas regiões do Alentejo e Algarve.
El CEAI (Centro de Estudios de la Avifauna Ibérica) es
una organización no gubernamental dedicada al
ambiente, sin ánimo de lucro, con sede en Évora
(Alentejo, Portugal), que tuvo su origen a finales de los
años setenta, por iniciativa de un grupo informal de
jóvenes entusiastas de la conservación de aves.
Constituido de forma oficial en 1991, el CEAI centra su
actividad en la educación e información ambiental, en
acciones de investigación y conservación de especies
y habitats. Geográficamente, su intervención está
dirigida al sur de Portugal, en las regiones de Alentejo
y Algarve.
Centro de Estudos da Avifauna Ibérica
R. do Raimundo, 119
7002-506 Évora
T. 266 746 102 | F. 266 745 782
[email protected]
Estação Biológica do Garducho
Estrada da Horta das Maias
7240-014 Mourão
www.ceai.pt/ebg | [email protected]
Centro de Estudos da Avifauna Ibérica
R. do Raimundo, 119
7002-506 Évora
T. 266 746 102 | F. 266 745 782
[email protected]
Estação Biológica do Garducho
Estrada da Horta das Maias
7240-014 Mourão
www.ceai.pt/ebg | [email protected]
PORTUGAL TECNOLÓGICO
Qualidade e Inovação
Calidad y Innovación
A participação do Alentejo no
Portugal Tecnológico tentou
demonstrar que aspectos como a
qualidade e inovação já fazem parte
tanto da cultura empresarial de parte
do tecido económico da região,
como de grande parte das
instituições do ensino superior,
centros de investigação e de outras
entidades que promovam, com a sua
actividade, a qualidade e a inovação.
Só nesta perspectiva se conseguirá
alcançar competitividade regional e
convencer os mercados externos da
validade dos produtos com origem
na região.
La participación del Alentejo en
Portugal Tecnológico intentó
demostrar que aspectos como la
calidad y la innovación ya forman
parte tanto de la cultura empresarial
de parte del tejido económico de la
región, como de gran parte de las
instituciones de enseñanza superior,
centros de investigación y de otras
entidades que promueven, con su
actividad, la calidad y la innovación.
Sólo con esta perspectiva se
conseguirá alcanzar la
competitividad regional y convencer
a los mercados exteriores de la
validez de los productos con origen
en la región.
A participação do Alentejo no Portugal
Tecnológico mais não foi do que uma montra do
que melhor se faz no Alentejo ao nível da
qualidade e inovação. Foi, acima de tudo, mais
um esforço para dar a conhecer o que melhor se
faz em produtos altamente inovadores e em
investigação e desenvolvimento tecnológico.
Por isso a concepção do “stand” do Alentejo é
de certa forma também inovadora centrada na
mostra dos produtos a expor e não na
justaposição de espaços de exposição das
entidades suas criadoras, sem que, contudo, se
perca a relação produtor/criador.
Participaram na exposição desde empresas,
instituições do ensino superior, centros de
investigação e demais agentes cujo lema para a
sua criatividade passe pela qualidade e
inovação.
Só através de produtos inovadores e com
qualidade reconhecida pelos mercados
externos poderemos ter como objectivo
estimular a procura externa e, como
consequência, alavancar as exportações,
motor fundamental para o crescimento do
Produto Interno Bruto (PIB) regional.
La participación del Alentejo en Portugal
Tecnológico no fue más que un escaparate de lo
mejor que se hace en el Alentejo en calidad e
innovación. Fue, sobre todo, un esfuerzo más
para dar a conocer lo mejor que existe en
productos altamente innovadores y en
investigación y desarrollo tecnológico.
Por eso, la concepción del stand del Alentejo es
de cierta forma también innovadora, centrada
en la muestra de los productos que exponía y no
en la yuxtaposición de espacios de exposición
de sus entidades creadoras, sin que, además,
se pierda la relación producto/creador.
Participan en la exposición empresas,
instituciones de enseñanza superior, centros de
investigación y demás agentes cuyo lema para
su creatividad pasa por la calidad e innovación.
Sólo a través de productos innovadores y con
calidad reconocida por los mercados exteriores
podremos tener como objetivo estimular la
búsqueda externa y, como consecuencia,
impulsar las exportaciones, motor fundamental
para el crecimiento del Producto Interior Bruto
(PIB) regional.
Todos somos conscientes de que, por lo menos
27
28
Todos temos consciência que, pelo menos a
curto prazo, e muito devido a políticas restritivas
de política económica indispensáveis, aliás,
para diminuir o défice das contas públicas -, o
mercado doméstico fará cair a economia
nacional, para 2011, em 1,1% segundo dados
do Banco de Portugal. Desta forma, será
expectável que a evolução da procura interna
regional tenha um comportamento semelhante
no que diz respeito àquele agregado para a
economia nacional.
Só restará, por isso, ao tecido empresarial
regional fazer uma forte aposta nas
exportações de produtos regionais
transaccionáveis como forma de inverterem
ou melhorarem os seus índices de gestão, da
mesma forma que contribuem para a
economia regional criando riqueza e emprego.
Por outro, às instituições do ensino superior,
centros de investigação e desenvolvimento
tecnológico caberá não só um esforço de
colaboração com o mundo empresarial no
sentido de lhes permitir transferência de
tecnologia com o intuito das empresas
aumentarem a produtividade tornando-se
mais competitivas no mercado em que se
inserem, mas também um comportamento
que vise estimular a capacidade crítica, de
intervenção, e que tente imprimir uma cultura
empreendedora à sociedade e às empresas.
No espaço dedicado ao Alentejo, ainda no
âmbito do Portugal Tecnológico, foi mostrado,
claramente, que a região tem excelentes
perspectivas de conseguir alcançar aqueles
objectivos sendo necessário, contudo, que as
diversas instituições, quer privadas, quer
públicas, criem interligações capazes de gerar
resultados visíveis para a região.
Obviamente que, e apesar do reconhecido
esforço daquelas instituições em tentar
colocar no mercado produtos e serviços
diferenciadores e de estabelecerem ligações
entre si, a verdade é que outras existem que
necessitam de recorrer a instrumentos de
política pública no sentido de as ajudarem a
convencer os diferentes mercados da
credibilidade das suas propostas. Mais, numa
perspectiva clássica, poderemos arriscar dizer
que existem até diversos agentes económicos
que não procuram somente dar resposta a
a corto plazo, y debido a políticas restrictivas en
materia económica (indispensables, además,
para disminuir el déficit de las cuentas
públicas), el mercado doméstico hará caer la
economía nacional, en 2011, en un 1,1% según
datos del Banco de Portugal. De esta forma, se
espera que la evolución de la demanda interna
regional tenga un comportamiento semejante
en lo que se refiere al indicado para la economía
nacional.
Por esto, al tejido empresarial regional sólo le
quedará hacer una fuerte apuesta en las
exportaciones de productos regionales
transaccionables como forma de invertir o
mejorar sus índices de gestión, de la misma
forma que contribuye a la economía regional
creando riqueza y empleo.
Por otro lado, a las instituciones de enseñanza
superior, centros de investigación y desarrollo
tecnológico les corresponderá no sólo un
esfuerzo de colaboración con el mundo
empresarial en el sentido de permitirles la
transferencia de tecnología con el objetivo de
que las empresas aumenten la productividad,
volviéndose más competitivas en el mercado en
el que se encuentran, sino también un
comportamiento que pretenda estimular la
capacidad crítica, de intervención, y que intente
imprimir una cultura emprendedora a la
sociedad y a las empresas.
En el espacio dedicado al Alentejo en Portugal
Tecnológico, se mostró claramente que la
región tiene excelentes perspectivas para
conseguir alcanzar aquellos objetivos, siendo
necesario que las diversas instituciones, bien
privadas o bien públicas, creen interrelaciones
capaces de generar resultados visibles para la
región.
Obviamente, y a pesar del reconocido esfuerzo
de aquellas instituciones en el intento de
colocar en el mercado productos y servicios que
los diferencien y de establecer uniones entre sí,
la verdad es que existen otras que necesitan
recurrir a instrumentos políticos públicos que
puedan ayudarles a convencer a los diferentes
mercados de la credibilidad de sus propuestas.
Además, desde una perspectiva más clásica,
podremos arriesgarnos a decir que existen
diversos agentes económicos que no buscan
solamente dar respuesta a la necesidad de la
29
necessidades da procura, mas tentam
estimular, eles próprios, a procura com a oferta
de produtos e serviços altamente inovadores e
com uma forte componente tecnológica.
Neste sentido, o investimento público, através
dos seus vários instrumentos de intervenção de
política económica, deverá permitir abrir
caminho a novas oportunidades, ideias e
acções empreendedoras, caso contrário tornase inócuo e sem qualquer efeito multiplicador
para a sociedade.
Como exemplos de acções inovadoras e de
excelência no Alentejo, poderemos destacar
dois:
O primeiro, a Herdade Vale da Rosa, que está
localizada no concelho de Ferreira do Alentejo e
no centro do triângulo do desenvolvimento da
região: o aeroporto de Beja, o porto de Sines e
Alqueva.
Com as óptimas condições naturais que
desfrutam, numa área de 230ha em estufas e
com 300 colaboradores (500 em períodos de
campanha), a Herdade Vale da Rosa dedica-se
à produção de uvas de mesa sem grainha de
elevada qualidade, reconhecida não só em
Portugal como também nos países para o qual
exportam, nomeadamente, nos mercados do
Norte da Europa.
Algo que caracteriza esta empresa será, sem
dúvida, para além da inovação e da qualidade, a
capacidade de arriscar em novos produtos e
ousar.
Um outro bom exemplo é, sem dúvida, o Centro
HERCULES.
O Património Cultural é hoje em dia
considerado um pilar fundamental para o
desenvolvimento sustentável das regiões.
Consciente do valioso legado patrimonial do
Alentejo e do seu papel enquanto pólo científico
e cultural da região, a Universidade de Évora,
com o patrocínio do mecanismo de
financiamento europeu EEA Grants, criou
recentemente o Centro HERCULES Herança
Cultural, Estudos e Salvaguarda cujos
principais objectivos podem ser agrupados em
cinco grandes eixos de acção: o
desenvolvimento de metodologias de
conservação integradas; a valorização dos
recursos endógenos; o estudo científico do
búsqueda, sino que además intentan estimular,
ellos mismos, esa búsqueda con la oferta de
productos y servicios altamente innovadores y
con un fuerte componente tecnológico.
En este sentido, la inversión pública, a través de
sus diferentes instrumentos de intervención de
política económica, deberá permitir abrir
camino a nuevas oportunidades, ideas y
acciones emprendedoras; el caso contrario se
convierte en inocuo y sin ningún efecto
multiplicador para la sociedad.
Como ejemplo de acciones innovadoras y de
excelencia en el Alentejo podemos destacar
dos:
El primero, la finca Vale da Rosa, localizada en
el término de Ferreira do Alentejo y en el centro
del triángulo de desarrollo de la región: el
aeropuerto de Beja, el puerto de Sines y
Alqueva.
Gracias a las excelentes condiciones naturales
de las que disfrutan, en un área de 230
hectáreas con invernaderos y con 300
trabajadores (500 en periodos de campaña), la
finca Vale da Rosa se dedica a la producción de
uva de mesa sin semilla de elevada calidad,
reconocida no sólo en Portugal, sino también en
los países a los que exportan, principalmente
en los mercados del norte de Europa.
Algo que caracteriza a esta empresa es,
claramente, además de la innovación y de la
calidad, la capacidad de arriesgar en nuevos
productos y arriesgar.
Otro buen ejemplo es, sin duda, el Centro
HERCULES.
Hoy en día, el Patrimonio Cultural se considera
un pilar fundamental para el desarrollo
sostenible de las regiones. Consciente del
valioso legado patrimonial del Alentejo y de su
papel como centro científico y cultural de la
región, la Universidad de Évora, con el
patrocinio de los mecanismos de financiación
europea EEA Grants, creó recientemente el
Centro HERCULES: Herencia Cultura,
Estudios y Salvaguarda, cuyos principales
objetivos pueden agruparse en cinco grandes
ejes de acción: el desarrollo de metodologías
de conservación integradas, la valoración de
los recursos endógenos, el estudio científico del
patrimonio arqueológico, arquitectónico,
30
património arqueológico, arquitectónico,
artístico e cultural, a formação profissional e
avançada e a divulgação e promoção do
património cultural e dos saberes tradicionais.
Esta infra-estrutura é composta por uma equipa
multidisciplinar que envolve técnicos e
especialistas em conservação e património
além de cientistas de diferentes áreas.
O Centro HERCULES dispõe de uma sala de
recursos educativos e diversos laboratórios de
caracterização de materiais equipados com
instrumentação analítica de ponta, únicas na
região e potenciadoras de sinergias com outras
áreas de actividade. Paralelamente, e em
parceria estratégica com o Instituto dos Museus
e da Conservação (IMC), o Centro HERCULES
instalou no Museu de Évora uma oficina de
Conservação e Restauro e um Laboratório de
Diagnóstico de Obras de Arte que está
equipado com técnicas de exame de área e
técnicas não destrutivas de análise in-situ.
Recentemente foi reforçado com uma unidade
móvel, Hercules Mobile, candidatado ao
programa QREN / PORAlentejo e que permite
potenciar a acção do Centro HERCULES no
território aliando a sua capacidade analítica
com a mobilidade.
O Centro HERCULES colabora com
importantes instituições nacionais e
internacionais na área da conservação do
património como Laboratório de Conservação e
Restauro José de Figueiredo, Laboratório
Nacional de Engenharia Civil, Direcção
Regional da Cultura do Alentejo, C2RMF
(Louvre, França), Universidades de Pavia e
Roma (Itália), Universidade de Gent (Bélgica),
permitindo as sinergias decorrentes da extensa
experiência académica e de gestão patrimonial
das várias instituições envolvidas, para além de
estar envolvido em diferentes projectos
financiados pela Fundação para a Ciência e
Tecnologia.
artístico y cultural, la formación profesional
avanzada y la divulgación y promoción del
patrimonio cultural y de los saberes
tradicionales.
Esta infraestructura está compuesta por un
equipo multidisciplinar que incluye a técnicos y
especialistas en conservación y patrimonio
además de científicos de diferentes áreas.
El Centro HERCULES dispone de una sala de
recursos educativos y de diversos laboratorios
de caracterización de materiales equipados con
instrumentación analítica puntera, única en la
región y potenciadora de sinergias con otras
áreas de actividad. Paralelamente, y en
colaboración estratégica con el Instituto dos
Museus e da Conservação (IMC), el Centro
HERCULES instaló en el Museo de Évora una
oficina de Conservación y Restauración y un
Laboratorio de Diagnóstico de Obras de Arte
que está equipado con técnicas de examen de
área y técnicas no destructivas de análisis insitu. Recientemente fue reforzado con una
unidad móvil, Hercules Mobile, presentado al
programa QREN/PORAlentejo y que permite
potenciar la acción del Centro HERCULES en el
territorio, aliando su capacidad analítica con la
movilidad.
El Centro HERCULES colabora con
importantes instituciones nacionales e
internacionales en el área de la conservación
del patrimonio como el Laboratório de
Conservação e Restauro José de Figueiredo,
Laboratório Nacional de Engenharia Civil,
Direcção Regional da Cultura do Alentejo,
C2RMF (Louvre, Francia), Universidades de
Pavia y Roma (Itália), Universidad de Ghent
(Bélgica), permitiendo las sinergias resultantes
de la extensa experiencia académica y de
gestión patrimonial de las varias instituciones
involucradas, además de participar en
diferentes proyectos financiados por la
Fundação para a Ciência e Tecnologia.
LOBOSOLAR
ÉVORA
ADRAL
ÉVORA
DIGITAL WORKS
ÉVORA
HOSPITAL DO ESPÍRITO SANTO, E.P.E
ÉVORA
UNIVERSIDADE DE ÉVORA
ÉVORA
CENTRO DE ESTUDOS DA AVIFAUNA IBÉRICA
ÉVORA
ESPAÇO DO TEMPO
MONTEMOR-O-NOVO
SOC.AGR. DA HERDADE DE CARVALHOSO, LDA
MONTEMOR-O-NOVO
FABRIRES - PRODUTOS QUÍMICOS, SA
VENDAS NOVAS
HERDADE VALE DA ROSA
FERREIRA DO ALENTEJO
FUNDIARTE
GRÂNDOLA
ENEIDA
SANTIAGO DO CACÉM
ETLA
SINES
SINESTECNOPOLO
SINES
VOF ATLANTIC GROWERS
ODEMIRA
ZMAR - ECO CAMPO RESORT & SPA
ODEMIRA
SOMINCOR
CASTRO VERDE
SABORES SANTA CLARA, LDA.
HERDADE DA CORTESIA, HOTEL
FERTIPRADO
PORTALEGRE
MONFORTE
INSTITUTO POLITÉCNICO DE PORTALEGRE
AVIS
PORTALEGRE
DARDICO, SA
AVIS
SGPS NABEIROGEST
CAMPO MAIOR
CAMPO EM CASA
ELVAS
CEVALOR
BORBA
LUGRAMAR
ALANDROAL
ARQUILED
MORA
HERDADE DO ESPORÃO, SA
QUEIJARIA MONTE DA VINHA
REGUENGOS DE MONSARAZ
ARRAIOLOS
EDIA, SA
BEJA
INSTITUTO POLITÉCNICO DE BEJA
BEJA
CEBAL
BEJA
" Amostra de empresas e entidades que constituem
casos de sucesso e inovação na região Alentejo. A
selecção foi efectuada, a título de exemplo, no âmbito
da participação da CCDR Alentejo no Portugal
Tecnológico e contou com a colaboração do Ministério
da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas, da
Agência de Desenvolvimento Regional do Alentejo, do
Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e à
Inovação e da Direcção Regional da Economia do
Alentejo.”
34
Entidades
Dardico, SA
Herdade da Cortesia,
Hotel
Lugramar
Digital Works
Concelho
Avis
Avis
Alandroal
Évora
Nº de Funcionários
108
22
7
9
Nº de Produto
Funcionários
Hortícolas
Hotelaria
Mármores
Web e Digital
Facturação
volume de negócios
17.000.000 €
Não se aplica
239.000 €
Não se aplica
Exportações
99%
52%
Não se aplica
Não se aplica
Indicadores
“Cadeia de frio ininterrupta” A p o s t a n o s e g m e n t o
Método de exploração em
Factores de Inovação e sistema de segurança de desportivo, em especial na galeria subterrânea
qualidade e rastreabilidade prática de remo
Primeira na Península
Ibérica com esta tipologia
de produtos
Entidades
Dardico, SA
Herdade da Cortesia,
Hotel
Lugramar
Digital Works
Municipio
Avis
Avis
Alandroal
Évora
Nº Empleados
108
22
7
9
Nº deProducto
Funcionários
Hortícolas
Hostelería
Mármoles
Productos Web y digitales
Facturación
volume negocios
17.000.000 €
No es aplicable
239.000 €
No es aplicable
Exportaciones
99%
52%
No es aplicable
No es aplicable
Indicadores
Factores Innovación
"Cadena
de
frío
Apuesta por el segmento
Primera en la Península
Método de explotación en
ininterrumpida" sistema de
de los deportes, sobre todo
Ibérica con esta tipología
seguridad y calidad y
galería subterránea
en el remo
de productos
trazabilidad
35
Entidades
ZMAR - Eco Campo
Resort & SPA
Fundiarte
Sociedade Agrícola
da Herdade de
Carvalhoso, LDA.
Vof Atlantic Growers
Concelho
Odemira
Grândola
Montemor-o-Novo
Odemira
Nº de Funcionários
117
36
13
30+10
Nº de Produto
Funcionários
Hotelaria
Fundição e soldadura
Produtos alimentares
Hortícolas
Facturação
volume de negócios
1.900.000 €
1.195.321,85 €
801.854 €
3.500.000 €
Exportações
Não se aplica
36%
Não se aplica
97%
Indicadores
Implementação de um novo
Nos produtos,nos Utilização de alta
conceito para férias/lazer D e s e n v o l v i m e n t o d e
processos produtivos e no tecnologia de controlo dos
Factores de Inovação que concilia qualidade e moldes por software 3D
marketing
parâmetros de produção
ecologia
Entidades
ZMAR - Eco Campo
Resort & SPA
Fundiarte
Sociedade Agrícola
da Herdade de
Carvalhoso, LDA.
Vof Atlantic Growers
Municipio
Odemira
Grândola
Montemor-o-Novo
Odemira
Nº Empleados
117
36
13
30+10
Nº deProducto
Funcionários
Hostelería
Fundición y soldadura
Procesamiento de
productos alimenticios
Hortícolas
Facturación
volume negocios
1.900.000 €
1.195.321,85 €
801.854 €
3.500.000 €
Exportaciones
No es aplicable
36%
No es aplicable
97%
Indicadores
Factores Innovación
Implementación de un
En los productos, en los Control de uso de alta
nuevo concepto de
Desarrollo de plantillas
procesos productivos y en t e c n o l o g í a d e l o s
vacaciones / ocio de
para el software de 3D
el marketing
calidad y de sustentabilidad
parámetros de producción
ecologica
36
Entidades
Eneida
Fertiprado
Lobosolar
Sabores Santa Clara,
Lda.
Concelho
Santiago do Cacém
Monforte
Évora
Portalegre
Nº de Funcionários
40
27
139
3-15
Produto
Engenharia especializada
Sementes
Sistemas de utilização de
energia solar
Doçaria tradicional
Facturação
volume de negócios
4.000.000 €
5.210.334,06 €
23.000.000 €
200.000 €
Exportações
Não se aplica
20%
49.94%
1%
Indicadores
Factores de Inovação
Produtos inovadores
Desenvolve e fabrica (mistura biodiversas para
produtos nas áreas de pastegens), inovação nos
Smart Sensors e Wireless processos de inoculação,
Networks
peletização e mistura de
sementes
Respeito pelos processos
produtivos tradicionais na
Investimento em I&D nas confecção da doçaria
universidades, inovação convencional.
nos processos produtivos Produção do primeiro doce
e no marketing
conventual embalado: o
rebuçado de ovo de
Portalegre
Entidades
Eneida
Fertiprado
Lobosolar
Sabores Santa Clara,
Lda.
Concelho
Municipio
Santiago do Cacém
Monforte
Évora
Portalegre
Nº Nº
deEmpleados
Funcionários
40
27
139
3-15
Nº deProducto
Funcionários
Ingeniería Especializada
Semillas
Sistemas de utilización de
energía solar
Dulcería tradicional
Facturação
Facturación
volume
negócios
volumedenegocios
4.000.000 €
5.210.334,06 €
23.000.000 €
200.000 €
Exportações
Exportaciones
Não se aplica
20%
49.94%
1%
Inversión en I&D en las
universidades, innovación
en los procesos
productivos y en el
marketing
Respeto por los procesos
productivos tradicionales
en la confección de
dulcería convencional.
Producción del primer
dulce conventual
embalado: el caramelo de
huevo de Portalegre
Indicadores
Factores
Inovação
Factoresde
Innovación
Productos innovadores
D e s a r r o l l a y f a b r i c a (mezcla biodiversos para
productos en las áreas de pastos), innovación en los
Smart Sensors y Wireless procesos de inoculación,
peletización y mezcla de
Networks
semillas
37
Entidades
SGPS Nabeirogest
EDIA, S.A.
Espaço do Tempo
ADRAL
Concelho
Campo Maior
Beja
Montemor-o-Novo
Évora
Nº de Funcionários
2834
194
4
19
Nº de Produto
Funcionários
Web e digital
Prestação de serviços
Criação artística
Prestação de serviços
Facturação
volume de negócios
278.068.238 €
14.084.886 €
Não se aplica
Não se aplica
Exportações
18%
Não se aplica
Não se aplica
Não se aplica
Factores de Inovação
Inova na tipologia de
produtos (Delta Q, Máq.
Qosmo,etc.),
nos
processos produtivos (na
componente da gestão de
resíduos, eficiência
energética, consumo de
água) e no marketing
(DeltaTejo)
Indicadores
P e s q u i s a
e
Tecnologia associada à e x p e r i m e n t a ç ã o d e
m a t e r i a l i z a ç ã o d o linguagens artísticas
Empreendimento de fins (dança, artes plásticas,
vídeo, cinema, instalação,
múltiplos de Alqueva
teatro)
Promoção da inovação e
qualificação, valorizar e
desenvolver da base
produtiva regional.
Constituição de rede de
parcerias de âmbito local,
regional, nacional e
internacional
Entidades
SGPS Nabeirogest
EDIA, S.A.
Espaço do Tempo
ADRAL
Municipio
Campo Maior
Beja
Montemor-o-Novo
Évora
Nº Empleados
2834
194
4
19
Nº deProducto
Funcionários
Productos Web y digitales
Prestación de servicios
Creación Artística
Prestación de servicios
Facturación
volume negocios
278.068.238 €
14.084.886 €
No es aplicable
No es aplicable
Exportaciones
18%
No es aplicable
No es aplicable
No es aplicable
Factores Innovación
Innova en la tipología de
productos (Delta Q, Máq.
Qosmo, etc.), en los
procesos productivos (en
el área de la gestión de
residuos, eficiencia
energética, consumo de
agua) y en marketing
(DeltaTejo)
Indicadores
Investigación y
Tecnología asociada a la
experimentación de la
materialización del
expresión artística (danza,
Emprendimiento de fines
artes visuales, video, cine,
múltiples de Alqueva
performance, teatro)
Promocionar la innovación
y la experiencia, el valor y
desarrollar la base
productiva regional,
fomentar la iniciativa y la
cooperación institucional
para el desarrollo.
Establecimiento de una
red de colaboración local,
regional, nacional e
internacional
38
Entidades
Hospital do Espírito
Santo, E.P.E.
Fabrires - Produtos
Químicos, SA
Herdade do Esporão,
S.A.
Campo em Casa
Concelho
Évora
Vendas Novas
Reguengos de Monsaraz
Elvas
Nº de Funcionários
1434
10
237
7
Nº de Produto
Funcionários
Serviços hospitalares
Químicos para uso
industrial
Vinhos, azeite
Produtos alimentares
Facturação
volume de negócios
77.400.000 €
Aprox. 3,900,000 €
37.046.653 €
Não se aplica
Exportações
Não se aplica
28%
35%
30%
Indicadores
Factores de Inovação
Inovação nos produtos:
Herdade do Esporão Late
Harvest (utilização de
Equipamentos médico Aglomerantes para rolhas t é c n i c a i n o v a d o r a –
c i r ú r g i c o s d e ú l t i m a de cortiça; investigação e Cordon Cut); Azeites
geração nas mais diversas desenvolvimento de colas Monovarietais; Inovação
nos processos produtivos:
clínicas
que não libertam CO²
Campo Ampelográfico
(Banco genético de
castas)
Produtos tradicionais
prontos a consumir;
produtos inovadores com
matérias primas
tradicionais
Entidades
Hospital do Espírito
Santo, E.P.E.
Fabrires - Produtos
Químicos, SA
Herdade do Esporão,
S.A.
Campo em Casa
Municipio
Évora
Vendas Novas
Reguengos de Monsaraz
Elvas
Nº Empleados
1434
10
237
7
Nº de Funcionários
Producto
Servicios de salud
Fabricación de auxiliares
químicos para uso
industrial
Producción y
comercialización de vino,
aceite de oliva
Elaboración y
Comercialización de
Productos Agrícolas
Facturación
volume negocios
77.400.000 €
Aprox. 3,900,000 €
37.046.653 €
No es aplicable
Exportaciones
No es aplicable
28%
35%
30%
La innovación de productos:
herdade do Esporão (uso de
la técnica innovadora Cordón Corte), aceites
monovarietales, la
innovación en los procesos
de producción: Campo
Ampelográfico (Banco de
casta genética)
Productos tradicionales
listos para el consumo,
productos innovadores
con materias primas
tradicionales
Indicadores
Factores Innovación
Aglutinantes para tapones
de corcho, la investigación
Equipo médico quirúrgico
y el desarrollo de
de vanguardia
pegamientos que no
emiten CO²
39
Entidades
Queijaria Monte da
Vinha
Herdade Vale da Rosa
ARQUILED
Somincor
Concelho
Arraiolos
Ferreira do Alentejo
Mora
Castro Verde
Nº de Funcionários
7
350
45
849
Nº de Produto
Funcionários
Queijos
Uvas de mesa
Electrónica
Minério
Facturação
volume de negócios
522.000 €
5.054.579.46 €
3.000.000,00 €
321.000.000 €
Exportações
16%
12%
10%
Aprox. 90%
Indicadores
Factores de Inovação
Processos inovadores,
cujo propósito é a
optimização da
Fazer queijo artesanal,
I n t e l i g ê n c i a a r t i f i c i a l recuperação dos minérios
diferenciado, de elevada
Produção de uvas sem
aplicada nos produtos de de cobre e zinco e a
qualidade
com
grainha
iluminação
maximização da
características únicas a
capacidade da instalação
nível do mercado exterior
de armazenamento de
rejeitados
Entidades
Queijaria Monte da
Vinha
Herdade Vale da Rosa
ARQUILED
Somincor
Municipio
Arraiolos
Ferreira do Alentejo
Mora
Castro Verde
Nº Empleados
7
350
45
849
Nº deProducto
Funcionários
Producción de queso
Uvas de mesa
Produccion de electronica
Minería
Facturación
volume negocios
522.000 €
5.054.579.46 €
3.000.000,00 €
321.000.000 €
Exportaciones
16%
12%
10%
Aprox. 90%
Indicadores
Factores Innovación
Procesos innovadores,
cuya finalidad es optimizar
Fabricación del queso
la recuperación de
Inteligencia artificial
artesanal, con alta calidad
minerales de cobre y zinc y
Producción de uvas sin
aplicada en productos de
diferenciada,
y
la maximización de la
semillas
iluminación
características únicas en el
capacidad de la planta de
mercado internacional
almacenamiento de
rechazados
40
Entidades
Universidade de
Évora
Universidade de
Évora
Universidade de
Évora
Universidade de
Évora
Concelho
Évora
Évora
Évora
Évora
Centros de
Conhecimento
Centro de Investigação em
Tecnologia de Informação
Centro de Engenharia
Mecatrónica
Centro HERCULES –
Herança Cultural, Estudos
e Salvaguarda
Centro de Geofísica de
Évora
Indicadores
Nº de Funcionários
Actividade onde se
destacam
Soluções baseadas em
software open source,
interoperabilidade e
integração de sistemas de
informação
Desenvolvimento de
metodologias de
Sistemas de energia solar, conservação integradas;
biogás, instrumentos e e s t u d o c i e n t í f i c o d o
ferramentas na área das património arqueológico,
arquitectónico, artístico e
novas tecnologias
cultural; formação
profissional e avançada
Investigação científica no
campo das Ciências da
Terra, do Clima e Ambiente
e do Espaço
Entidades
Universidade de
Évora
Universidade de
Évora
Universidade de
Évora
Universidade de
Évora
Municipio
Évora
Évora
Évora
Évora
Centros de
Conocimiento
Centro de Investigación en
Tecnologías de la
Información
Centro de Ingeniería
Mecatrónica
Centro HERCULES –
Herencia Cultural, Estudio
y Protección
Centro de Geofísica de
Évora
Actividad donde se
distinguen
Soluciones basadas en
software open source, la
interoperabilidad y la
integración de los sistemas
de información
Sistemas de energía solar,
el biogás, los instrumentos
y herramientas en el área
de las nuevas tecnologías
Desarrollo de métodos para la
conservación integrada.
Estudio científico del patrimonio
arqueológico, arquitectónico,
artístico y cultural y formación
avanzada
Investigación científica en
Ciencias de la Tierra, del
clima y del medio ambiente
y del espacio
Indicadores
41
Entidades
Universidade de
Évora
Universidade de
Évora
Centro de Estudos da
Avifauna Ibérica
ETLA
Concelho
Évora
Évora
Évora
Sines
Centros de
Conhecimento
Instituto de Ciências
Agrárias e Ambientais
Mediterrânicas
Centro de História da Arte
e Investigação Artística
Estação Biológica do
Garducho
Escola Tecnológica do
Litoral Alentejano
Nº de Funcionários
Ciências Agrárias e
Ambientais Mediterrânias,
abrangendo os grupos de
investigação: Água, Solo e
Clima; Ciência e
Te c n o l o g i a A n i m a l ;
Ciência e Tecnologia
Vegetal; Paisagens e
E c o s s i s t e m a s
Mediterrâneos
Produção científica e
artística, nomeadamente
na pesquisa de dados
numa perspectiva
historiográfica e crítica, ou
na experimentação prática
e na criação artística
Laboratório, observatório
e museu. Mega-arquivo
onde será armazenado e
catalogado material
biológico representativo
da fauna e flora da região
Formação nas áreas de
Electrónica, Automação,
Instrumentação e
Mecatrónica, sobre
energias renováveis e
robótica, com sistemas de
elevado grau de
autonomia e inteligência
não existentes ainda no
mercado
Universidade de
Évora
Universidade de
Évora
Centro de Estudos da
Avifauna Ibérica
ETLA
Municipio
Évora
Évora
Évora
Sines
Centros de
Conocimiento
Instituto de Ciencias
Agrícolas y Ambientales
del Mediterráneo
Centro de Historia del Arte
e Investigación Artística
Estación Biológica de
Garducho
Escuela de Tecnología do
Litoral Alentejano
Nº de Funcionários
Ciencias Agrícolas y
Ambientales del
Mediterraneo, que inclui
l o s g r u p o s d e
investigación: El agua, el
suelo, y el clima; Ciencia
Te c n o l o g í a A n i m a l ,
Ciencia y Tecnología
Vegetal, Los paisajes y
e c o s i s t e m a s
mediterráneos
Ciencia y
producción
artística, particularmente
en la recuperación de
datos en un punto de vista
de la historiografía y la
crítica, o en la
experimentacionpráctica y
la recreación artística
Un laboratorio, un
observatorio y un museo.
Mega-archivo que
almacenará una colección
representante del material
biológico de la región
Capacitación en las áreas
de Electrónica,
Automatización,
Instrumentación y
Mecatrónica, las energías
renovables y la robótica,
con sistemas con alto
grado de autonomía e
inteligencia aún no
existentes en el mercado
Indicadores
Actividade onde se
destacam
Entidades
Indicadores
Actividad donde se
distinguen
42
Entidades
CEBAL
Instituto Politécnico
de Portalegre
Instituto Politécnico
de Beja
Concelho
Beja
Portalegre
Beja
Centros de
Conhecimento
Centro de Biotecnologia
Agrícola e Agro-Alimentar
do Baixo Alentejo e Litoral
Centro Interdisciplinar de
Investigação e Inovação
Estudos Técnico
Científicos
Nº de Funcionários
Prestação de serviços
numa óptica de serviços
inovadores baseados em
tecnologias de última
geração; desenvolvimento
laboratorial de novos
produtos e métodos
relacionados com a
Valorização de matériasprimas e resíduos de
origem agro-alimentar e
agro-florestal
Promoção de trabalhos de
investigação, inovação e
desenvolvimento
tecnológico na perspectiva
do desenvolvimento
regional em todos os
domínios patentes no
instituto
Recursos hídricos,
Agricultura e tecnologia
a l i m e n t a r, e n e r g i a s
renováveis, turismo e
património, etc.
CEBAL
Instituto Politécnico
de Portalegre
Instituto Politécnico
de Beja
Municipio
Beja
Portalegre
Beja
Centros de
Conocimiento
Centro de Biotecnología
para la Agricultura y
Agroalimentación y Baixo
Centro de Investigación
Interdisciplinaria e
Innovación
Estudios Técnicos y
Científicos
Nº de Funcionários
Prestación de servicios
desde la perspectiva de
servicios innovadores
basados en tecnologías de
punta, desarrollo de
laboratorio de nuevos
productos y métodos
relacionados con la
recuperación de materias
primas y residuos de agroalimentos y agro-forestal
Promover la investigación,
desarrollo tecnológico y la
innovación en la
perspectiva del desarrollo
regional en todos los
ámbitos de las disciplinas
en el Instituto
Los recursos hídricos, la
agricultura y la tecnología
de los alimentos, las
energías renovables, el
turismo y el patrimonio,
etc.
Indicadores
Actividade onde se
destacam
Entidades
Indicadores
Actividad donde se
distinguen
43
Entidades
CEVALOR
SINESTECNOPOLO
Concelho
Borba
Sines
Centros de
Conhecimento
Centro Tecnológico para o
Aproveitamento e
Valorização das Rochas
Ornamentais e Industriais
Associação Centro de
Incubação de Empresas
de Base Tecnológica
Vasco da Gama
Actividade onde se
destacam
Va l o r i z a ç ã o d a s
Organizações do Sector
da Pedra Natural, através
da aposta em novos
conceitos – Eco-eficiência,
responsabilidade social,
design industrial, turismo
industrial, gestão de
recursos humanos,
empreendedorismo
S i n e s Te c A c a d e m i a
(formação); SinesTec
I n c u b a ç ã o
&
Empreendedorismo
(acolhimento e fomento do
espírito empreendedor);
SinesTec Inovação &
Conhecimento (projectos
colaborativos e parcerias
entre o tecido empresarial
e os centros de
conhecimento)
CEVALOR
SINESTECNOPOLO
Borba
Sines
Indicadores
Entidades
Indicadores
Municipio
Centros de
Conocimiento
Actividad donde se
distinguen
Centro Tecnológico para la
Asociación Centro de
utilización y explotación de Incubación de Empresas
rocas para decoración y de base tecnológica Vasco
acabado industrial
da Gama
Va l o r a c i ó n d e l a s
Organizaciones del Sector
de la Piedra Natural,
investindo en nuevos
conceptos - Ecoeficiencia, responsabilidad
social, diseño industrial, el
turismo industrial, gestión
de recursos humanos, y el
espíritu empresarial
S i n e s Te c A c a d e m i a
(formación); SinesTec
I n c u b a c i ó n y
Emprendimiento (la
acogida y la promoción del
espíritu empresarial);
SinesTec Inovación &
Conocimiento (proyectos
de colaboración entre la
comunidad empresarial y
los centros de
conocimiento)
44
A Herdade Vale da Rosa
La finca Vale da Rosa
A Herdade Vale da Rosa está localizada no
concelho de Ferreira do Alentejo e no centro do
triângulo do desenvolvimento da região; o
aeroporto de Beja; o porto de Sines e o Alqueva.
Temos, sem dúvida, uma localização geoestratégica privilegiada.
Com as óptimas condições naturais que
desfrutamos, e numa área de 230ha em
estufas, dedicamo-nos à produção de uvas de
mesa de elevada qualidade.
Hoje, e para satisfação dos nossos clientes,
privilegiamos a produção de uvas sem grainha,
que beijadas pelo Sol do Alentejo gozam de
reconhecida qualidade, não só em Portugal
como também nos países para o qual
exportamos nomeadamente, nos mercados
de excelência do Norte da Europa. Refira-se
que é nosso intuito contribuir, de forma
decisiva, para o desenvolvimento económico
e social da região.
Em média oferecemos cerca de 300 postos de
trabalho chegando aos 500 no período da
campanha que é aproximadamente 5 meses.
Temos um projecto empresarial ambicioso,
projectos audazes e perspectivas de
crescimento, é com exigência, dedicação e
Amor que diariamente consolidamos tão
grande e sublime ideário, ao qual chamamos
Vale da Rosa.
La finca Vale da Rosa está situada en el término
de Ferreira do Alentejo y, por lo tanto, en el
centro del triángulo de desarrollo de la región: el
aeropuerto de Beja, el puerto de Sines y
Alqueva. Tenemos, sin duda, una localización
geoestratégica privilegiada.
Gracias a las excelentes condiciones naturales
de las que disfrutamos, en un área de
doscientas treinta hectáreas en invernaderos,
nos dedicamos a la producción de uva de mesa
de elevada calidad.
Hoy, y para satisfacción de nuestros clientes,
priorizamos la producción de uva sin semilla,
que besadas por el sol del Alentejo, gozan de
una reconocida calidad no sólo en Portugal sino
también en los países a los que importamos,
principalmente entre los mercados de
excelencia del norte de Europa. Nuestro gran
objetivo es contribuir de forma decisiva al
desarrollo económico y social de la región.
Proporcionamos de alrededor de trescientos
puestos de trabajo de media, llegando a los
quinientos en el periodo de campaña, que dura
aproximadamente cinco meses.
Tenemos un proyecto empresarial ambicioso,
proyectos audaces y perspectivas de
crecimiento, y diariamente consolidamos con
exigencia, dedicación y amor tan gran y sublime
ideario, al que llamamos Vale da Rosa.
Vale da Rosa
Vale da Rosa
45
Centro HERCULES
Centro HERCULES
Uma infra-estrutura científica
dedicada ao estudo e
salvaguarda do património
Una infraestructura científica
dedicada al estudio y salvaguarda
del patrimonio
O Património Cultural é hoje em dia
considerado um pilar fundamental para o
desenvolvimento sustentável das regiões.
Consciente do valioso legado patrimonial do
Alentejo e do seu papel enquanto pólo científico
e cultural da região, a Universidade de Évora,
com o patrocínio do mecanismo de
financiamento europeu EEA Grants, criou
recentemente o Centro HERCULES Herança
Cultural, Estudos e Salvaguarda cujos
principais objectivos podem ser agrupados em
cinco grandes eixos de acção:
El patrimonio cultural es hoy en día considerado
un pilar fundamental para el desarrollo
sostenible de las regiones. Consciente del
valioso legado patrimonial del Alentejo y de su
papel como centro científico y cultural en la
región, la Universidad de Évora, con el
patrocinio del mecanismo europeo de
financiación EEA Grants, ha creado
recientemente el Centro HERCULES (Herencia
Cultural, Estudios y Salvaguarda), cuyos
objetivo principales se agrupan en cinco ejes de
actuación:
} Desenvolvimento de metodologias de
} Desarrollo de metodologías de conservación
conservação integradas
} Valorização dos recursos endógenos
} Estudo científico do património arqueológico,
arquitectónico, artístico e cultural.
} Formação profissional e avançada
} Divulgação e promoção do património
cultural e dos saberes tradicionais
Esta infra-estrutura é composta por uma equipa
multidisciplinar que envolve técnicos e
especialistas em conservação e património
além de cientistas de diferentes áreas. O Centro
HERCULES dispõe de uma sala de recursos
educativos e diversos laboratórios de
caracterização de materiais equipados com
instrumentação analítica de ponta, únicas na
região e potenciadoras de sinergias com outras
áreas de actividade. Paralelamente, e em
parceria estratégica com o Instituto dos Museus
e da Conservação (IMC), o Centro HERCULES
instalou no Museu de Évora uma oficina de
Conservação e Restauro e um Laboratório de
Diagnóstico de Obras de Arte que está
equipado com técnicas de exame de área e
técnicas não destrutivas de análise in-situ.
Recentemente foi reforçado com uma unidade
móvel, Hercules Mobile, candidatado ao
programa QREN / PORAlentejo e que permite
potenciar a acção do Centro HERCULES no
território aliando a sua capacidade analítica
integradas;
} Valorización de los recursos endógenos;
} Estudio científico del patrimonio
arqueológico, arquitectónico, artístico y
cultural;
} Formación profesional y avanzada;
} Divulgación y promoción del patrimonio
cultural y de los saberes tradicionales.
Esta infraestructura está compuesta por un
equipo multidisciplinar del que forman parte
técnicos y especialistas en conservación y
patrimonio, además de científicos de diferentes
áreas. El Centro HERCULES dispone de una
sala de recursos educativos y diversos
laboratorios de caracterización de materiales
equipados con instrumentación analítica de
última generación, únicas en la región, que
potencian las sinergias con otras áreas. De
forma paralela, y en colaboración estratégica
con el Instituto de los Museos y la Conservación
(IMC), el Centro HERCULES ha instalado en el
Museo de Évora un taller de Conservación y
Restauración y un Laboratorio de Diagnóstico
de Obras de Arte, equipado con técnicas de
examen de área y técnicas no destructivas de
análisis in situ. Recientemente ha sido
reforzado con una unidad móvil, Hercules
Mobile, candidato del programa QREN /
PORAlentejo, que permite potenciar la acción
46
com a mobilidade.
O Centro HERCULES colabora com
importantes instituições nacionais e
internacionais na área da conservação do
património como Laboratório de Conservação e
Restauro José de Figueiredo, Laboratório
Nacional de Engenharia Civil, Direcção
Regional da Cultura do Alentejo, C2RMF
(Louvre, França), Universidades de Pavia e
Roma (Itália), Universidade de Ghent (Bélgica),
permitindo as sinergias decorrentes da extensa
experiência académica e de gestão patrimonial
das várias instituições envolvidas.
Para a consecução dos seus objectivos, em
particular no que concerne à organização de
actividades de ensino não-formal e de cariz
educativo, o Centro HERCULES estabeleceu
ainda parcerias com diversas entidades com
forte implantação a nível regional como a
Associação de Municípios do Litoral Alentejano,
Associação de Municípios do Alentejo Central e
Fundação Eugénio de Almeida. Actualmente, o
Centro HERCULES encontra-se envolvido em
diferentes projectos financiados pela Fundação
para a Ciência e Tecnologia, dos quais se
destacam os estudos de:
} colecção de tapetes de Arraiolos dos Séc.
XVI a XIX do MNAA
} Espólio da Idade do Ferro do depósito votivo
de Garvão
}
}
}
}
vidros romanos de Ammaia, Beja e Fronteira
pinturas murais em risco no Alentejo
pintura Luso-Flamenga do Séc. XVI
desenvolvimento de metodologias de
intervenção e indicadores de compatibilidade
para conservação e restauro de azulejo.
E ainda em projectos estratégicos de
parceira, designadamente:
} estudo de reflectografia de infravermelhos da
pintura primitiva portuguesa dos Séc. XV e
XVI (no âmbito da exposição Primitivos
Portugueses integrada nas comemorações
do Centenário da República)
} Caracterização de argamassas antigas de
edifícios históricos (ex. Pompeia, Évora,
Beja)
del Centro HERCULES en el territorio, uniendo
a su capacidad analítica la movilidad. El Centro
HERCULES colabora con importantes
instituciones nacionales e internacionales en el
campo de la conservación del patrimonio, como
el Laboratorio de Conservación y Restauración
José de Figueiredo, Laboratorio Nacional de
Ingeniería Civil, Dirección Regional de Cultura
del Alentejo, C2RMF (Louvre, Francia),
Universidades de Pavia y Roma (Italia),
Universidad de Ghent (Bélgica), facilitando las
sinergias propias de la extensa experiencia
académica y de gestión patrimonial de las
varias instituciones relacionadas.
Para la consecución de sus objetivos, y en
concreto en lo que se refiere a la organización
de actividades de enseñanza no formal y de
cariz educativo, el Centro HERCULES ha
establecido acuerdos de colaboración con
diferentes entidades con una fuerte
implantación a nivel regional, como la
Associação de Municípios do Litoral Alentejano,
Associação de Municípios do Alentejo Central y
la Fundação Eugénio de Almeida. En la
actualidad, el Centro HERCULES participa en
diferentes proyectos financiados por la
Fundação para a Ciência e Tecnologia, entre
los que destacan estudios sobre:
} colección de alfombras de Arraiolos de los
siglos XVI al XIX del MNAA
} archivo de la Edad del Hierro del depósito
votivo de Garvão
} vidrios romanos de Ammaia, Beja y Fronteira
} pinturas murales en riesgo del Alentejo
} pintura luso-flamenca del siglo XVI
desarrollo de metodologías de intervención e
indicadores de compatibilidad para
conservación y restauración de azulejos
Y también en proyectos estratégicos de
colaboración, como:
} Estudio de reflectografía de infrarrojos de la
pintura primitiva portuguesa de los siglos XV
y XVI (en el contexto de la exposición
Primitivos Portugueses, integrada en las
conmemoraciones del Centenario de la
República)
} caracterización de argamasas antiguas de
edificios históricos (ej. Pompeya, Évora,
Beja).
Centro HERCULES
Centro HERCULES
47
Inovação nas
empresas.
O caminho da
competitividade
Innovación en las
empresas.
El camino de la
competitividad
Carlos Zorrinho
Carlos Zorrinho
Secretário de Estado da Energia e da Inovação
Secretario de Estado de Energía e Innovación
Vivemos tempos estimulantes. Tempos em que
as velhas soluções já não se aplicam e os novos
caminhos ainda não estão consolidados. Foi em
tempos assim que a humanidade deu os seus
grandes saltos de progresso disruptivo e em
que a sorte dos povos se jogou e reconfigurou.
Os grandes líderes e as grandes lideranças
nunca se afirmaram em tempos de abundância.
A História está cheia de quem a enfrentou e
venceu tempos difíceis. Ser empreendedor nas
empresas, na política na sociedade é tomar
risco e responder com iniciativa. Este é um
tempo de desafio, não de desmoralização ou
desistência.
Vivemos sobre ameaça económica. Isso
constitui uma oportunidade de crescimento
como economia e como comunidade inserida
na competição global. O paradigma da
globalização desregulada fracassou. Estamos
a construir os alicerces duma economia
sustentável. Isso é primeiro que tudo um desafio
global e um desafio europeu, mas Portugal
pode e deve correr por dentro, assumindo em
plenitude o seu papel de parceiro europeu e ao
mesmo tempo por fora, como o fez no passado
e ganhar posições na “nova partida” que se
advinha.
A economia portuguesa compartilha com outros
Países do Sul da Europa um momento crítico.
Muitas foram as causas que nos trouxeram até
aqui, a maior das quais terá sido a incapacidade
de adaptar a economia e a sociedade aos
desafios da Moeda Única. O diagnóstico é
sobretudo fundamental para focar a acção.
Uma acção que tem como desafio chave o
aumento das exportações, que implica produzir
mais e melhor, bens transaccionáveis com forte
valor acrescentado. Implica inovação criadora
de valor.
Vivimos tiempos apasionantes. Tiempos en los
que las viejas soluciones ya no se aplican y los
nuevos caminos todavía no están
consolidados. En tiempos así la humanidad ha
dado grandes saltos de progreso disruptivo y la
suerte de los pueblos se ha jugado y
reconfigurado. Los grandes líderes y los
grandes liderazgos nunca se produjeron en
tiempos de abundancia. La historia está llena
de quien se enfrentó y venció tiempos difíciles.
Ser emprendedor en las empresas, en la
política, en la sociedad es arriesgarse con
iniciativa. Este es un tiempo de retos, no de
desmoralización o abandono.
Vivimos bajo la amenaza económica. Esto
constituye una oportunidad de crecimiento
como economía y como comunidad inserta en
la competición global. El paradigma de la
globalización sin regularización ha fracasado.
Estamos construyendo los cimientos de una
economía sostenible. Esto es sobre todo un
reto global y un reto europeo, pero Portugal
puede y debe correr por dentro, asumiendo
plenamente su papel de socio europeo y, al
mismo tiempo, por fuera, como hizo en el
pasado, ganando posiciones en la “nueva
partida” que se adivina.
La economía portuguesa comparte con otros
países del sur de Europa un momento crítico.
Muchas han sido las causas que nos han traído
hasta aquí, siendo la mayor de ellas la
incapacidad de adaptar la economía y la
sociedad a los retos de la moneda única. El
diagnóstico es sobre todo fundamental para
enfocar la acción, una acción que tiene como
reto-clave el aumento de las exportaciones, que
implica producir más y mejor, bienes
transaccionables con fuerte valor añadido.
Implica innovación creadora de valor.
48
Nos últimos anos subimos muito nos factores de
competitividade ligados ao conhecimento, à
tecnologia e à inovação. Somos líderes de
crescimento nos factores de inovação segundo
os critérios europeus (EIS 2008) e as empresas
portuguesas são as quartas mais inovadoras da
União (CIS 2008). Os ganhos nas
competências precisam de ser mais fortemente
traduzidos em ganhos de produtividade e de
competitividade. Esse é o foco das políticas
públicas neste domínio. Continuaremos a
apostar nas redes competitivas e construir
novos patamares de contratualização. Esse
será um dos próximos desafios do Plano
Tecnológico. Potenciar os recursos endógenos
como a energia, a floresta e o turismo e
alavancar todos os sectores da economia com
os benefícios da Agenda Digital em que temos
referenciais de elevada qualidade.
Apoiaremos as exportações e a substituição de
importações qualificando mais e melhor todos
os sectores empresariais, usando por exemplo
os “vouchers de inovação” e os benefícios
fiscais à investigação pelas empresas que
mesmo em tempo de contenção foram
mantidos e alargados a pequenas empresas em
fase de arranque (start ups).
Para este caminho fazer sentido a centralidade
é determinante. Pequenos e periféricos
teremos fortes dificuldades competitivas. A
Logística multipolar (real e virtual) é
determinante. Os investimentos em infraestruturas como o TGV, o novo aeroporto de
Alcochete e as redes de fibra óptica são
exemplos fundamentais para ultrapassar a crise
com sucesso. A centralidade é também um
factor de diversificação de mercados. Somos
um País global e um país Rede e temos que tirar
disso o máximo partido.
Continuaremos a fomentar a mobilidade
positiva num novo contexto de aposta de
formação ao longo da vida e valorização do
empreendedorismo. É preciso que todos
assumam e valorizem uma nova Atitude. O
conhecimento, a tecnologia e a inovação são as
bases da competitividade e do crescimento,
mas estas não resultam deles, mas daquilo que
com eles se faz. Este é um tempo para agir.
En los últimos años hemos subido mucho en los
factores de competitividad unidos al
conocimiento, a la tecnología y a la innovación.
Somos líderes de crecimiento en los factores de
innovación según los criterios europeos (EIS
2008) y las empresas portuguesas son las
cuartas más innovadoras de la Unión (CIS
2008). Las ganancias en las competencias
necesitan ser traducidos más fuertemente en
ganancias de productividad y de
competitividad. Ese es el foco de las políticas
públicas en este dominio. Continuaremos
apostando en las redes competitivas y
construyendo nuevos niveles de
contractualización. Ese será uno de los
próximos retos del Plan Tecnológico. Potenciar
los recursos endógenos como la energía, la
vegetación y el turismo e impulsar todos los
sectores de la economía con los beneficios de
la Agenda Digital en que tenemos referencias
de elevada calidad.
Apoyaremos las exportaciones y la sustitución
de importaciones cualificando más y mejor
todos los sectores empresariales, usando por
ejemplo los “vouchers de innovación” y los
beneficios fiscales a la investigación para las
empresas, que se mantuvieron incluso en
tiempos de contención, y que fueron ampliados
a pequeñas empresas en fase de arranque
(start ups).
Para que este camino tenga sentido es
determinante la centralidad. Pequeños y
periféricos tendremos fuertes dificultades
competitivas. La logística multipolar (real y
virtual) es determinante. Las inversiones en
infraestructuras como el AVE, el nuevo
aeropuerto de Alcochete y las redes de fibra
óptica son ejemplos fundamentales para
sobrepasar la crisis con éxito. La centralización
es también un factor de diversificación de
mercados. Somos un país global y un país red y
tenemos que sacar de eso el máximo provecho.
Continuaremos fomentando la movilidad
positiva en un nuevo contexto de apuesta por la
formación a lo largo de la vida y la valoración del
emprendedurismo. Es necesario que todos
asuman y valoren una nueva actitud. El
conocimiento, la tecnología y la innovación son
las bases de la competitividad y del crecimiento,
pero estas no resultan de ellos, sino de aquello
que se hace con ellos. Es un tiempo para actuar.
COOPERAÇÃO
Comunidade de Trabalho
Eurorregião AlentejoCentro-ExtremaduraEUROACE
Comunidad de Trabajo
Eurorregión AlentejoCentro-ExtremaduraEUROACE
A cooperação transfronteiriça
como inovação
La cooperación transfronteriza
como innovación
Por definição, inovar é trazer algo de novo: um
método de trabalho, uma ideia, um
procedimento, sendo o termo modernamente
associado à criatividade e atribuído a novos
produtos e a processos de gestão e
administração, nomeadamente da coisa
pública, permitindo aceder a novos patamares
de competitividade e progresso.
A cooperação transfronteiriça não é uma
actividade nova. A cooperação entre as regiões
do Alentejo e da Extremadura, e desta com a
região Centro, têm quase duas dezenas de
anos. Mas certamente que se reconhecerão
pelo menos dois elementos de inovação
fundamentais na criação e posta em marcha
desta Eurorregião: a sua própria composição
trata-se da primeira região tripartida que se
constituiu na fronteira Ibérica, e a constituição
de um instrumento de planeamento estratégico
inovador quanto à sua própria existência e na
sua génese, alicerçado na participação directa
de inúmeras entidades e criado por uma equipa
transfronteiriça que abordou de modo integrado
temáticas comuns, numa estrutura partilhada.
Aborda-se seguidamente a constituição e
finalidades da Eurorregião e do seu inovador
instrumento de planeamento estratégico.
A Eurorregião EUROACE foi formalmente
constituída pelas Comissões de Coordenação
Regionais do Alentejo e do Centro de Portugal e
pela Junta de Extremadura no dia 21 de
Setembro de 2009, em Vila Velha de Ródão
(publicado no Diário da República 2.ª série n.º
239, de 11 de Dezembro de 2009), e congrega
numa única Comunidade de Trabalho tripartida
a primeira em território peninsular um longo e
muito produtivo esforço de cooperação que,
desde 1992 (Alentejo) e 1994 (Centro)
aproximava institucionalmente as regiões do
Por definición, innovar es traer algo nuevo: un
método de trabajo, una idea, un procedimiento,
estando el término asociado modernamente a la
creatividad y atribuido a nuevos productos y a
procesos de gestión y administración,
principalmente de la cosa pública, permitiendo
el acceso a nuevas situaciones de
competitividad y progreso.
La cooperación transfronteriza no es una
actividad nueva. La cooperación entre las
regiones de Alentejo y Extremadura, y de esta
con la región Centro, tienen casi dos décadas.
Pero seguramente se reconocen, al menos, dos
elementos de innovación fundamentales en la
creación y puesta en marcha de esta
Eurorregión: su propia composición se trata de
la primera región tripartita que se constituye en
la frontera ibérica, y la constitución de un
instrumento de planificación estratégica
innovador en cuanto a su propia existencia y en
su génesis, construido con la participación
directa de innumerables entidades y creado por
un equipo transfronterizo que ha abordado de
forma integrada temáticas comunes, con una
estructura compartida. A continuación
abordamos la constitución y finalidades de la
Eurorregión y de su innovador instrumento de
planificación estratégica.
La Eurorregión EUROACE se constituyó
formalmente por las Comisiones de
Coordinación Regionales del Alentejo y del
Centro de Portugal y por la Junta de
Extremadura el día 21 de septiembre de 2009,
en Vila Velha de Rodão (publicado en el Diário
da República 2ª serie nº 239, de 11 de
diciembre de 2009), y congrega en una única
Comunidad de Trabajo tripartita la primera en
territorio peninsular un esfuerzo amplio y muy
productivo de cooperación que, desde 1992
51
52
Alentejo e do Centro de Portugal da sua vizinha
extremenha mediante protocolos bilaterais.
Esta Eurorregião, nos termos da Convenção
Entre a República Portuguesa e o Reino de
Espanha Sobre Cooperação Transfronteiriça
Entre Instâncias e Entidades Territoriais,
assinada pelos respectivos Governos, em
Valência, no dia 3 de Outubro de 2002 e
publicada no Diário da República - 1ª série-A n.º
51, de 1 de Março de 2003, é um organismo
sem personalidade jurídica que se rege pelas
normas de uma Comunidade de Trabalho,
conforme disposto na alínea a) do nº 2 do artigo
10º, daquela Convenção.
A EUROACE é, pois, fruto da determinação
legal imposta pelo n.º1 do Artigo 13.º da
Convenção de Valência para o enquadramento
dos protocolos existentes, mas, e sobretudo, da
necessidade de adequar relações de trabalho e
dinâmicas trilaterais criadas ao longo de quase
duas décadas e de as consagrar num
instrumento mais concertado, mais moderno,
mais europeu, mais vigoroso, inovador e
estratégico que planeie, regule e oriente as
relações de cooperação entre as regiões que
compõem esta comunidade de trabalho,
visando fomentar a cooperação transfronteiriça
e interregional entre as três regiões, promover o
desenvolvimento integral dos seus territórios e
melhorar as condições de vida dos seus
cidadãos.
As actividades da EUROACE são actualmente
financiadas pelo projecto Gabinete de
Iniciativas Transfronteiriças - GIT, aprovado
pelo Programa de Cooperação Transfronteiriça
Espanha-Portugal, 2007-2013 (POCTEP), no
âmbito do objectivo Cooperação Territorial
Europeia da Política Europeia de Coesão.
O GIT é uma entidade tripartida, funcionando
em antenas que dependem de cada uma das
administrações regionais, mas que colaboram
estreitamente no sentido da obtenção de metas
comuns, embora com autonomia na
concretização de objectivos regionais e no
desenvolvimento de projectos específicos. Ao
longo da sua existência (foi criado em 1993 e
desde então co-financiado pelas sucessivas
iniciativas europeias de coesão territorial, como
o INTERREG) tem desempenhado um papel
fundamental no quadro institucional e na
(Alentejo) y 1994 (Centro) acercaba
institucionalmente las regiones de Alentejo y del
Centro de Portugal de su vecina extremeña,
mediante protocolos bilaterales.
Esta Eurorregión, en los términos de la
Convenção Entre a República Portuguesa e o
Reino de Espanha Sobre Cooperação
Transfronteiriça Entre Instâncias e Entidades
Territoriais, firmada por los respectivos
Gobiernos en Valencia, el día 3 de octubre de
2002 y publicada en el Diário da República 1ª
serie-A nº 51, de 1 de marzo de 2003, es un
organismo sin personalidad jurídica que se rige
por las normas de una Comunidad de Trabajo,
según lo dispuesto en a) del nº 2 del artículo 10º
de aquella Convención.
La EUROACE es, pues, fruto de la
determinación legal impuesta por el nº 1 del
Artículo 13º de la Convención de Valencia para
la marco de los protocolos existentes, pero es
también, sobretodo, fruto de la necesidad de
adecuar relaciones de trabajo y dinámicas
trilaterales creadas a lo largo de casi dos
décadas y de consagrarlas en un instrumento
más concertado, más moderno, más europeo,
más fuerte, innovador y estratégico que planee,
regule y oriente las relaciones de cooperación
entre las regiones que componen esta
comunidad de trabajo, para fomentar la
cooperación transfronteriza e interregional
entre las tres regiones, promover el desarrollo
integral de sus territorios y mejorar las
condiciones de vida de sus ciudadanos.
Las actividades de la EUROACE están
actualmente financiadas por el proyecto
Gabinete de Iniciativas Transfronterizas GIT,
aprobado por el Programa de Cooperación
Transfronteriza España-Portugal, 2007-2013
(POCTEP), dentro del objetivo Cooperación
Territorial Europea de la Política Europea de
Cohesión.
El GIT es una entidad tripartita, que funciona
con antenas que dependen de cada una de las
administraciones regionales, pero que
colaboran estrechamente para conseguir
metas comunes, aunque con autonomía en la
concretización de objetivos regionales y en el
desarrollo de proyectos específicos. A lo largo
de su existencia (fue creado en 1993 y desde
entonces ha sido cofinanciado por las
53
articulação com os sectores empresariais e
económicos e com a sociedade em geral,
assumindo as tarefas de planeamento e
difusão, organização e suporte institucional e
técnico ao desenvolvimento da cooperação e
apoio financeiro a iniciativas diversas e a
pequenos projectos desenvolvidos por
terceiros, sendo responsável pela organização
e efectivação de cursos de espanhol e de
português, pela publicação de obras literárias
de diferentes naturezas, entre inúmeras outras
iniciativas de interesse transfronteiriço,
assumindo, no quadro da concretização da
EUROACE, um papel fulcral e concretizador,
que mantém, enquanto secretariado desta
estrutura.
A EUROACE é uma organização composta pela
Presidência, Conselho Plenário, Conselho
Executivo, Secretariado e Comissões
Específicas, criadas em função das
necessidades da cooperação.
O cargo de Presidente da EUROACE é
exercido, de forma alternada, por períodos de
dois anos, por cada um dos Presidentes das
entidades e instâncias subscritoras do
Protocolo, cabendo no primeiro biénio a
presidência à Junta de Extremadura. O
Conselho Plenário é o órgão máximo da
EUROACE, no qual se reúnem todas as
entidades e instâncias participantes e se
delibera sobre a Comunidade de Trabalho. O
Conselho Executivo acompanha e decide sobre
as acções da EUROACE entre Conselhos
Plenários. O Secretariado é o órgão
administrativo da EUROACE, composto por
pessoal adstrito a cada uma das antenas e
dirigido por um Coordenador. As Comissões
Sectoriais têm por função o estudo, a análise e a
discussão de questões relativas a cada um dos
diferentes sectores da cooperação
transfronteiriça e a formulação de propostas de
acção e sua implementação, e são compostas
pelos responsáveis de cada região pelos
diferentes sectores de actividade.
A EUROACE tem por objectivo, como vimos,
fomentar a cooperação transfronteiriça e
interregional entre as três regiões, promover o
desenvolvimento integral dos seus territórios e
melhorar as condições de vida dos seus
cidadãos. Para tal, numa óptica global de
sucesivas iniciativas europeas de cohesión
territorial, como INTERREG) ha desempeñado
un papel fundamental en el marco institucional y
en la articulación con los sectores
empresariales y económicos y con la sociedad
en general, asumiendo las tareas de
planificación y difusión, organización y soporte
institucional y técnico para el desarrollo de la
cooperación y apoyo financiero para diferentes
iniciativas y para pequeños proyectos
desarrollados por terceros, siendo responsable
de la organización y puesta en marcha de
cursos de español y de portugués y de la
publicación de obras literarias de diferente
naturaleza, entre otras numerosas iniciativas
de interés transfronterizo, asumiendo, en el
marco de la concretización de la EUROACE, un
papel fundamental, que mantiene como
secretaría de esa estructura.
La EUROACE es una organización compuesta
por la Presidencia, Consejo Plenario, Consejo
Ejecutivo, Secretariado y Comisiones
Específicas, creadas en función de las
necesidades de cooperación.
El cargo de Presidente de la EUROACE lo
ejercen, de forma alterna y por periodos de dos
años, cada uno de los Presidentes de las
entidades e instancias que suscribieron el
Protocolo, perteneciendo en el primer bienio
esta presidencia a la Junta de Extremadura. El
Consejo Plenario es el órgano máximo de la
EUROACE, en el que se reúnen todas las
entidades e instancias participantes y se
delibera sobre la Comunidad de Trabajo. El
Consejo Ejecutivo acompaña y decide las
acciones de la EUROACE entre Consejos
Plenarios. La Secretaría es el órgano
administrativo de la EUROACE, compuesto por
personal adscrito a cada una de las antenas y
dirigido por un Coordinador. Las Comisiones
Sectoriales tienen por función el estudio,
análisis y discusión de cuestiones relativas a
cada uno de los diferentes sectores de la
cooperación transfronteriza y la formulación de
propuestas de acción y su implementación, y
están compuestas por los responsables de
cada región en cada sector de actividad.
La EUROACE tiene por objetivo, como hemos
visto, fomentar la cooperación transfronteriza e
interregional entre las tres regiones, promover
54
coerência entre as diferentes dinâmicas
regionais, de aproximação e de colaboração
entre os agentes das três regiões e de fomento
da cooperação, apostou decididamente na
concepção de uma estratégia transfronteiriça
de desenvolvimento territorial.
Esta estratégia, de concepção inovadora e
decisivamente orientada para o futuro,
consonante com as estratégias da política
europeia de coesão para o próximo quadro
comunitário Europeu, pelo que recebeu a
designação de EUROACE 2020, foi elaborado
por uma equipa multidisciplinar transfronteiriça,
composta por especialistas das Universidades
de Évora, Coimbra e Extremadura. Representa
o culminar de um trabalho de grande
abrangência, ampla participação e grande
profundidade, realizado ao longo do ano de
2010, no decurso do qual se reuniram, se
ouviram e se aproveitaram os importantes
contributos de mais de 200 individualidades de
ambos os lados da fronteira, organizadas nas
diferentes Comissões Sectoriais, e de
organismos de cooperação transfronteiriça
existentes no vasto território que constitui a
EUROACE e que animaram a partir da base o
conteúdo e a estrutura desta Estratégia, que foi
aprovada no I Conselho Plenário, realizado em
3 de Novembro de 2010, em Mérida.
Em breves palavras, esta estratégia assenta em
quatro Eixos que se complementam e
mutuamente se reforçam: o território,
insubstituível, único, preservado
ambientalmente, com forte identidade e de
grande potencial, que urge desenvolver
mediante a implantação de acções “inteligentes”
que lhe garantam sustentabilidade e melhor
qualidade de vida; a competitividade, face aos
desafios do mercado interno e internacional,
têm que ser criadas soluções inovadoras, em
sectores emergentes com forte crescimento,
adaptados às capacidades regionais e
desenvolvidas por um capital humano e
empresarial qualificado; a cidadania, traduzida
em mais coesão social e territorial, que permita
o acesso ao conhecimento, à formação, às
novas tecnologias e à fruição de bens e
serviços com mais e melhor qualidade e
universalidade no acesso aos cidadãos; e,
finalmente, mas fundamentalmente, mais
el desarrollo integral de sus territorios y mejorar
las condiciones de vida de sus ciudadanos.
Para ello, con una óptica global de coherencia
entre las diferentes dinámicas regionales, de
aproximación y de colaboración entre los
agentes de las tres regiones y de fomento de la
cooperación, se ha apostado decididamente
por la concepción de una estrategia
transfronteriza de desarrollo territorial.
Esta estrategia, de concepción innovadora y
decididamente orientada al futuro, de acuerdo
con las estrategias de la política europea de
cohesión para el próximo marco comunitaria
europeo por lo que ha recibido la designación
de EURIACE 2020-, ha sido elaborada por un
equipo multidisciplinar transfronterizo,
compuesto por especialistas de las
Universidades de Évora, Coimbra y
Extremadura. Representa la culminación de un
trabajo de una enorme amplitud, con una
notable participación y de gran profundidad,
realizado a lo largo del año 2010, durante el cual
se reunieron, escucharon y se aprovecharon
las importantes contribuciones de más de 200
individualidades de ambos lados de la frontera,
organizadas en diferentes Comisiones
Sectoriales, y de organismos de cooperación
transfronteriza existentes en el vasto territorio
que constituye la EUROACE, y que animaron
desde su base el contenido y la estructura de
esta Estrategia, aprobada en el I Consejo
Plenario, realizado en Mérida el 3 de noviembre
de 2010.
En pocas palabras, esta estrategia se apoya en
cuatro ejes que se complementan y se refuerzan
mutuamente: el territorio, insustituible, único,
preservado ambientalmente, con fuerte
identidad y con un enorme potencial, que urge
desarrollar mediante la implantación de
acciones “inteligentes” que garanticen su
sostenibilidad y una mejor calidad de vida; la
competitividad ante los retos del mercado
interno e internacional, deben ser creadas
soluciones innovadoras en sectores
emergentes con fuerte crecimiento, adaptados
a las capacidades regionales y desarrolladas
por un capital humano y empresarial
cualificado; la ciudadanía, traducida en una
mayor cohesión social y territorial, que permita
el acceso al conocimiento, a la formación, a las
55
cooperação, num contexto de maioridade face à
inserção na União Europeia e ao
assistencialismo que ela representa, criando um
espírito de optimização da cooperação como
factor de progresso e de sobrevalorização do
simples somatório das partes. Complementar e
necessariamente, é missão da EUROACE darse mais visibilidade, difundir-se e consolidar esta
estrutura por entre todos os agentes ao nível
interno, implicando os cidadãos na construção
desta Eurorregião e afirmar-se no plano
internacional como uma Comunidade coesa e
interessada em cooperar para o bem comum do
vasto território que a compõe.
nuevas tecnologías y al disfrute de bienes y
servicios con una mayor y mejor calidad y
universalidad en el acceso a los ciudadanos; y,
por último, pero fundamentalmente, más
cooperación en un contexto de madurez ante la
inserción en la Unión Europea y al
asistencialismo que representa, creando un
espíritu de optimización de la cooperación
como factor de progreso y de sobrevalorización
de la simple suma de las partes. De forma
complementaria e imprescindible, es misión de
la EUROACE ganar más visibilidad, difundirse y
consolidar esta estructura entre todos los
agentes a nivel interno, implicando a los
ciudadanos en la construcción de esta
Eurorregión, para afirmarse a escala
internacional como una Comunidad con
cohesión e interés por cooperar para el bien
común del vasto territorio que la compone.
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57
INALENTEJO
O INALENTEJO apoia a
Inovação Empresarial
INALENTEJO apoya la
innovación empresarial
O INALENTEJO, instrumento financeiro de
política regional, incluído no QREN, respeitante
ao período de 2007/2013, tem como principal
objectivo promover o desenvolvimento, em
áreas como a inovação empresarial,
crescimento e emprego, regeneração urbana,
promoção da coesão social e territorial,
qualificação ambiental e valorização do seu
território, incorpora uma Agenda Temática
centrada na competitividade, na qual os
Sistemas de Incentivos às Empresas têm um
papel muito relevante.
Dentro desta área, o apoio a projectos de
investimento de inovação produtiva
promovidos por empresas, a título individual ou
em cooperação, tem uma importância
fundamental.
Este Sistema de Incentivos visa promover a
inovação no tecido empresarial, pela via da
produção de novos bens, serviços e processos
que suportem a sua progressão na cadeia de
valor e o reforço da sua orientação para os
mercados internacionais, bem como do
estímulo ao empreendorismo qualificado e ao
investimento estruturante em novas áreas com
potencial crescimento. Destina-se a apoiar
projectos de investimento de inovação
produtiva e de criação, modernização e
requalificação de empresas.
A necessidade da intervenção na área da
inovação, sobretudo das empresas, tem
diversas motivações. A inovação empresarial
produz benefícios para a sociedade,
nomeadamente através da criação e
manutenção de emprego, desenvolvimento de
competências de trabalhadores e gestores,
produção e difusão de conhecimentos técnicos
e comerciais, diversificação do padrão de
especialização, etc.
É nesta perspectiva que o INALENTEJO
financia diversos instrumentos de política
pública que visam incentivar as micro e as
pequenas empresas a desenvolver novos
produtos e processos produtivos, a adoptar
novas formas de organização, a explorar novos
INALENTEJO, instrumento financiero de
política regional incluido en el QREN para el
periodo 2007/2013, tiene como principal
objetivo promover el desarrollo en áreas como
la innovación empresarial, crecimiento y
empleo, regeneración urbana, promoción de la
cohesión social y territorial, cualificación
ambiental y valorización de su territorio,
incorpora una Agenda Temática centrada en la
competitividad, en la que los Sistemas de
Incentivos a las Empresas tienen un papel muy
relevante.
Dentro de esa área, el apoyo a proyectos de
inversión en innovación productiva promovidos
por empresas, a título individual o en
cooperación, tiene una importancia
fundamental.
Este sistema de incentivos pretende promover
la innovación en el tejido empresarial por la vía
de la producción de nuevos bienes, servicios y
procesos que favorezcan su progresión en la
cadena de valor y el refuerzo de su orientación
hacia los mercados internacionales, así como
del estímulo al emprendedurismo cualificado y
a la inversión estructurante en nuevas áreas
con crecimiento potencial. Está destinado a
apoyar proyectos de inversión en innovación
productiva y de creación, modernización y
recalificación de empresas.
La necesidad de intervenir en el área de
innovación, sobre todo en las empresas,
responde a diversas motivaciones. La
innovación empresarial produce beneficios
para la sociedad, principalmente a través de la
creación y manutención de empleo, desarrollo
de competencias de trabajadores y gestores,
producción y difusión de conocimientos
técnicos y comerciales, diversificación del
padrón de especialización, etc.
Desde esta perspectiva, INALENTEJO financia
diferentes instrumentos de política pública que
pretenden incentivar las micro y pequeñas
empresas para desarrollar nuevos productos y
procesos productivos, adoptando nuevas
formas de organización, explotando nuevos
58
mercados ou a iniciar novos projectos
empresariais de cariz inovador.
O montante global de compromisso para
projectos candidatos aos Sistemas de Incentivo
no âmbito do INALENTEJO é de 136,7 milhões
de euros, respeitando a 78% do total das verbas
disponíveis. O Sistema de Incentivo à Inovação
representa um montante global de 120,7
milhões de euros.
Estes números revelam que a Região Alentejo
se está a adequar aos três instrumentos de
politica económica que constituem os Sistemas
de Incentivos às Empresas: Sistema de
Incentivos à Qualificação e Internacionalização
de PME, Sistema de Incentivos à Inovação e
Sistema de Incentivos à Investigação e
Desenvolvimento Tecnológico e é revelador da
participação efectiva dos empresários
regionais e dos que vindos de outras regiões se
instalam na Região Alentejo.
mercados o iniciando nuevos proyectos
empresariales de cariz innovador.
El montante global de compromiso
para
proyectos que se presenten a las ayudas para
Sistemas de Incentivo dentro de INALENTEJO
es de 136,7 M€, correspondiendo al 78% del
total del dinero disponible. El Sistema de
Incentivo representa un total global de 120.7
M€.
Estos números revelan que la Región Alentejo
se está adecuando a los tres instrumentos de
política económica que constituyen los
Sistemas de Incentivos a las Empresas:
sistema de incentivos a la cualificación e
internacionalización de PME, sistema de
incentivos a la innovación y sistema de
incentivos a la investigación y desarrollo
tecnológico, y revela la participación efectiva de
los empresarios regionales y de aquellos que,
llegados de otras regiones, se instalan en la
Región Alentejo.
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60
QUALIDADE E INOVAÇÃO
A Qualidade e Inovação na
Nova Lógica Territorial do
Alentejo: a Visão do
PROTA
La Calidad y la Innovación
en la Nueva Lógica
Territorial del Alentejo: la
Visión del PROTA
Novos Contextos e Novas
Dinâmicas Territoriais
Nuevos contextos t nuevas
dinámicas territoriales
O Alentejo está, claramente, num processo de
transição, o qual, tendo uma dimensão
económica resultante da transformação da sua
base económica
e uma dimensão social
resultante da transformação das suas
estruturas sociais tem, também, intrínseca e
incontornavelmente, uma dimensão territorial
traduzida em novos padrões de organização
espacial das relações económicas e sociais na
região, cujos traços principais são já visíveis,
com impactes nos novos equilíbrios e relações
entre a emergência das cidades e dos principais
centros urbanos e o despovoamento de
algumas aldeias e freguesias bem como as
novas interacções urbano-rural. São também já
evidentes novas geografias das relações
estabelecidas com o exterior da própria região
concretizadas na intensificação das influências
provenientes da AML, na cooperação com os
territórios da fronteira espanhola ou nos fluxos
turísticos nacionais e internacionais que
rompem, claramente, com as linhas dominantes
do quadro de inserção geo-económica do
Alentejo verificado até ao último quartel do
século XX.
O novo mapa económico do Alentejo é marcado
pela combinação de uma economia emergente
associada a novas actividades produtivas
resultantes quer do processo de urbanização
entretanto ocorrido, quer das novas funções
económicas que o território regional vem
desempenhando no quadro das relações
económicas entre Portugal e Espanha e o
restante espaço europeu.
Neste contexto, o desafio fundamental que se
coloca, presentemente, às políticas públicas,
nomeadamente, às políticas de ordenamento e
desenvolvimento territorial e de urbanismo,
El Alentejo se encuentra, claramente, en un
proceso de transición que, con una dimensión
económica (producto de la transformación de su
base económica) y una dimensión social
(resultado de la transformación de sus
estructuras sociales) tiene también, de forma
intrínseca e irrechazable, una dimensión
territorial traducida en nuevos padrones de
organización del espacio de las relaciones
económicas y sociales en la región, cuyas
líneas esenciales están ya a la vista, con
impacto en los nuevos equilibrios y relaciones
entre la emergencia de las ciudades y de los
principales centros urbanos y el
despoblamiento de algunas aldeas y zonas, así
como las nuevas interacciones entre lo urbano y
lo rural. Ya son también evidentes las nuevas
geografías de las relaciones establecidas con el
exterior desde la propia región, que se
concretan en la intensificación de las influencias
provenientes de la AML, en la cooperación con
los territorios de la frontera española o en los
flujos turísticos nacionales e internacionales
que rompen, de forma clara, con las líneas
dominantes en el marco de la inserción
geoeconómica del Alentejo verificado hasta el
último cuarto del siglo XX.
El nuevo mapa económico del Alentejo está
marcado por la combinación de una economía
emergente asociada a nuevas actividades
productivas, producto tanto del proceso de
urbanización llevado a cabo, como de las
nuevas funciones económicas que viene
desempeñando el territorio regional en el marco
de las relaciones económicas entre Portugal y
España y el resto del espacio europeo.
En este contexto, el reto principal al que se
enfrentan las políticas públicas, sobre todo las
61
sejam elas políticas de âmbito nacional,
regional ou municipal, consiste na formulação
de uma resposta adequada às novas dinâmicas
socio-económicas regionais já estabelecidas e
emergentes, traduzidas em novas tendências
de organização territorial e novos padrões de
inserção geo-económica.
O Modelo Territorial estabelecido pelo PROT
oferece uma configuração espacial prospectiva
do Alentejo reflectindo a emergência de uma
nova lógica de organização, associada a uma
forte integração territorial entre as estruturas
ambientais e agro-florestais e as estruturas
urbano-económicas.
O desenvolvimento económico e urbano
preconizado, suportado nos centros e redes
urbanas regionais, permitirá ultrapassar os
constrangimentos das baixas densidades
populacionais constituindo economias de
aglomeração e realidades urbanas com a
dimensão económica e institucional necessária
à emergência de contextos favoráveis à
inovação social e empresarial. Sendo
fundamentais para promover a atracção e a
criação de empresas e a dinamização das
economias locais, a emergência de ambientes
urbanos favoráveis à inovação social e
económica, afirmará igualmente a sua função
polarizadora ao nível sub-regional, nacional e
transfronteiriço. No quadro de um sistema
urbano policêntrico assentará num conjunto de
subsistemas urbanos regionais e em eixos
urbanos de proximidade, organizados em torno
de tipologias hierárquicas com funcionalidades
diferenciadas com base em cooperações
estratégicas interurbanas e em parcerias de
âmbito urbano-rural.
É de relevante importância histórica a intensa
relação de simbiose entre a base económica
agrícola, as características fundamentais da
sociedade local e o uso e organização do
território regional. Nas três últimas décadas o
Alentejo, sofreu profundas transformações na
sua condição socio-económica e espacial,
distanciando-se, de forma inequívoca e
irreversível, do Alentejo agrícola e rural do
século passado. As estruturas agrícolas
perderam influência na base produtiva regional,
deixaram de exercer uma relação de
estruturação global da condição rural da
políticas de ordenación y desarrollo territorial y
de urbanismo, sean políticas de ámbito
nacional, regional o municipal, consiste en la
formulación de una respuesta adecuada a las
nuevas dinámicas socioeconómicas regionales
ya establecidas y emergentes, que se traducen
en nuevas tendencias de organización
territorial y nuevos padrones de inserción
geoeconómica.
El modelos territorial establecido por el PROT
ofrece una configuración espacial prospectiva
del Alentejo, reflejando la urgencia de una
nueva lógica de organización, asociada a una
fuerte integración territorial entre las
estructuras ambientales y agroforestales y las
estructuras urbano-económicas.
El desarrollo económico y urbano preconizado,
soportado en los centros y redes urbanas
regionales, permitirá sobrepasar las
dificultades de las bajas densidades
poblacionales, constituyendo economías de
aglomeración y realidades urbanas con la
dimensión económica e institucional necesaria
para que surjan contextos favorables para la
innovación social y empresarial. Siendo
fundamentales para promover la atracción y la
creación de empresas y la dinamización de las
economías locales, el hecho de que surjan
ambientes urbanos favorables a la innovación
social y económica afirmará igualmente su
función polarizadota en el nivel subrregional,
nacional y transfronterizo. En el marco de un
sistema urbano policéntrico, se asentará en un
conjunto de subsistemas urbanos regionales y
en ejes urbanos de proximidad, organizados
alrededor de tipologías jerárquicas con
funcionalidades diferenciadas en base a
cooperaciones interurbanas y a acuerdos de
ámbito urbano-rural.
Es de relevante importancia histórica la intensa
relación de simbiosis entre la base económica
agrícola, las características fundamentales de
la sociedad local y el uso y organización del
territorio regional. En las tres últimas décadas,
el Alentejo ha sufrido profundas
transformaciones en su condición
socioeconómica y espacial, distanciándose, de
forma inequívoca e irreversible, del Alentejo
agrícola y rural del siglo pasado. Las
estructuras agrícolas han perdido influencia en
62
sociedade local, e, do mesmo modo, viram
regredir a respectiva influência no que se refere
ao padrão de uso do solo e da organização
espacial da economia e das comunidades
locais.
As recentes evoluções ao nível das infraestruturas de apoio à actividade agrícola, com
um aumento considerável da área de regadio e
a conjuntura mundial associada a um aumento
significativo dos preços das matérias primas,
podem vir a alterar o quadro produtivo regional
e criar condições para uma evolução da
agricultura alentejana como actividade
económica de referência.
Neste contexto o PROTA (Programa Regional
do Ordenamento do Território do Alentejo)
estabelece como Desígnios determinantes em
matéria de Qualidade e Inovação:
} A ampliação da base económica regional
consolidando os sectores e funções
emergentes e apostando na inovação e na
competitividade das actividades produtivas
tradicionais bem como na qualidade urbana
aliada ao valor patrimonial, natural e cultural
claramente diferenciadoras e com uma forte
imagem no exterior. Animação cultural,
qualidade de serviços de saúde e ensino
ajudarão a atrair e a estimular a criatividade
tecnológica, empresarial ou artística e
contribuirão para a diversificação e a
afirmação externa de projectos inovadores,
atractividade urbana e internacionalização da
base científica e cultural regional.
} Maior abertura e articulação com os territórios
envolventes, associando uma qualificada
organização territorial de suporte às
actividades económicas e de atracção de
empresas e de população em idade activa
com forte desempenho do sistema urbano
regional, como infra-estrutura privilegiada de
suporte aos equilíbrios socio-económicos
internos, e a uma mais elevada qualidade de
vida e de bem-estar social. As sedes de
concelho deverão evidenciar-se enquanto
centros organizadores do território,
apostando em estratégias e projectos
concertados e inovadores, o que permite
rentabilizar recursos e afirmar
especializações sub-regionais, factores
cruciais para a sustentabilidade dos
la base productiva regional, dejando de ejercer
una relación de estructuración global de la
condición rural de la sociedad local y, al mismo
tiempo, viendo cómo se mermaba la respectiva
influencia en lo que se refiere al patrón de uso
del suelo y de la organización del espacio de la
economía y de las comunidades locales.
Las recientes evoluciones en las
infraestructuras de apoyo a la actividad
agrícola, con un aumento considerable del área
de regadío, y la coyuntura mundial asociada a
un aumento significativo de los precios de las
materias primas, podrán alterar el marco
productivo regional y crear condiciones para
una evolución de la agricultura alentejana como
actividad económica de referencia.
En este contexto, el “PROTA” establece como
designios determinantes, en materia de calidad
e innovación:
} La ampliación de la base económica regional,
consolidando los sectores y funciones
emergentes y apostando en la innovación y
en la competitividad de las actividades
productivas tradicionales, así como en la
calidad urbana aliada al valor patrimonial,
natural y cultural, claramente diferenciadoras
y con una fuerte imagen en el exterior.
Animación cultural, calidad de servicios de
salud y educación ayudarán a atraer y a
estimular la creatividad tecnológica,
empresarial o artística, y contribuirán para la
diversificación y la afirmación externa de
proyectos innovadores, atractivo urbano e
internacionalización de la base científica y
cultural de la región.
} Mayor abertura y articulación con los
territorios próximos, asociando una
cualificada organización territorial de soporte
a las actividades económicas y de atracción
de empresas y de población en edad activa
con fuerte desempeño del sistema urbano
regional, como infraestructura privilegiada de
soporte para los equilibrios socioeconómicos
internos, y para una más alta calidad de vida y
de bienestar social. Las redes provinciales
deberán construirse como centros
vertebradotes del territorio, apostando en
estrategias y proyectos concertados e
innovadores, lo cual permite rentabilizar
recursos y afirmar especializaciones
63
territórios de baixa densidade.
} A valorização de sistemas multifuncionais
mediterrânecos, marca identitária dos
espaços rurais e, simultaneamente, a
adaptação do sistema produtivo face às
oportunidades de mercado que se podem
abrir ao relevante património natural,
paisagístico e cultural fundamentam-se no
facto de, efectivamente, a agricultura e
silvicultura moldam a paisagem rural,
ocupando mais de 95% do território
constituindo, assim, o principal esteio da sua
identidade e sustentabilidade ambiental e dos
benefícios dos serviços que estes
providenciam
diminuição da perda de
biodiversidade, aumento da capacidade de
resposta dos sistemas biológicos face às
alterações climáticas e no controlo das
emissões de Gases com Efeito de Estufa
(GEE). A este papel acresce ainda o
contributo fundamental destas actividades
para a conservação e valorização
paisagística dos espaços abertos e de outras
amenidades rurais.
} A vasta linha de costa evidencia o grande
potencial para a consolidação da designada
economia do mar, nomeadamente, no que
respeita à fileira da pesca, apanha de algas e
produção aquícola, exigindo o reforço das
actividades de investigação e de
desenvolvimento tecnológico.
} A competitividade do sector das rochas
ornamentais e de minérios de cobre, chumbo,
zinco e urânio, com elevado valor comercial e
estratégico passa pela intensificação da sua
transformação através do acolhimento de
unidades directamente associadas ao
processamento, aproveitamento dos
subprodutos da transformação e respectiva
ampliação da cadeia de valor.
} As novas tendências de investimento na
Região potenciadoras do aprofundamento de
novas fileiras, como é o caso das actividades
turísticas, da indústria de componentes para
automóveis e da indústria de fabrico de
componentes eléctricos/electrónicos e da
indústria aeronáutica.
} As novas oportunidades da economia social
(fileira da saúde e do bem-estar) tirando
subregionales, factores cruciales para el
sostenimiento de los territorios de baja
densidad.
} La valorización de sistemas multifuncionales
mediterráneos. Marca identitaria de los
espacios rurales y, al mismo tiempo, la
adaptación del sistema productivo ante las
oportunidades de mercado que se pueden
abrir al relevante patrimonio natural,
paisajístico y cultural, se fundamentan en el
hecho de que, efectivamente, la agricultura y
la silvicultura modelan el paisaje rural,
ocupando más del 95% del territorio, y
constituyen, así, el principal motivo de su
identidad y sostenimiento ambiental y de los
beneficios de los servicios que generan:
disminución de la pérdida de biodiversidad,
aumento de la capacidad de respuesta de los
sistemas biológicos ante las alteraciones
climáticas y en el control de emisiones de
gases con efecto estufa (GEE). A este papel
debe añadirse, además, la contribución
fundamental de estas actividades para la
conservación y valorización paisajística de
los espacios abiertos y de otras amenidades
rurales.
} La vasta línea de costa evidencia el gran
potencial para la consolidación de la
designada como economía del mar,
principalmente en lo que respecta a la pesca,
recogida de algas y producción acuícola,
exigiendo el esfuerzo de las actividades de
investigación y de desarrollo tecnológico.
} La competitividad del sector de las rocas
ornamentales y de minas de cobre, plomo,
zinc y uranio, con un elevado valor comercial
y estratégico, pasa por la intensificación de su
transformación a través de la acogida de
unidades directamente asociadas al
procesamiento, aprovechamiento de
subproductos de la transformación y
respectiva ampliación de la cadena de valor.
} Las nuevas tendencias de inversión en la
región, potenciadoras de la profundización de
nuevas tendencias, como es el caso de las
actividades turísticas, de la industria de
piezas para automóviles y de la industria de
fabricación de componentes
eléctricos/electrónicos y de la industria
64
partido da existência de estabelecimentos de
ensino direccionados, e do turismo e lazer em
espaço rural/natureza, ganham cada vez
mais expressão comportando um
interessante e crescente leque de
oportunidades de negócio, sobretudo nas
interfaces com a saúde e com o apoio à
terceira idade.
} A produção de energia, sector estratégico da
Região com potencialidades de crescimento
a nível das fontes renováveis - hídrica, solar
térmica, solar fotovoltaica, dos
biocombustíveis e de energia das ondas bem como dos combustíveis fósseis.
Relativamente à energia solar, as condições
de excelência do Alentejo para este recurso
energético motivam um forte esforço
agregado regional de modo a
desenvolverem-se parcerias estratégicas
para a construção de um “cluster” de excelência de nível nacional e internacional.
} A necessidade de constituição de uma Rede
Regional de Ciência Tecnologia e Inovação
de apoio ao tecido produtivo regional, num
efectivo efeito-rede entre as instituições
universitárias, as infra-estruturas de apoio
técnico e tecnológico às empresas, os
Parques Empresariais e as entidades
associativas empresariais e agências de
desenvolvimento regional.
Em síntese:
O desenvolvimento deste território de forte
identidade regional passará por níveis
acrescidos de concertação estratégica e
cooperação funcional capaz de gerar novas
oportunidades ligadas quer a actividades
emergentes potenciadoras quer aos seus
activos naturais e patrimoniais o que, para a
atractividade das zonas rurais, torna
determinante a criação de oportunidades de
emprego, associado à revitalização económica
e social com suporte em serviços de
proximidade partilhados, enfatizando a
necessidade da implementação de abordagens
de âmbito sub-regional.
E se o Alentejo beneficia como ponto de partida
de uma situação de referência associada a
padrões de elevada qualidade, dos quais terá
que saber tirar partido, existe ainda, no entanto,
aeronáutica.
} Las nuevas oportunidades de la economía
social (área de la salud y el bienestar),
sacando partido de la existencia de
instituciones educativas con esa vocación, y
del turismo y ocio en espacio
rural/naturaleza, ganan cada vez más peso,
con un interesante y creciente abanico de
oportunidades de negocio, sobretodo en sus
relaciones con la salud y el apoyo a la tercera
edad.
} La producción de energía, sector estratégico
de la región con potencialidades de
crecimiento en el uso de fuentes renovables
(hídrica, solar térmica, solar fotovoltaica, de
biocombustibles y de energía de las olas), así
como de combustibles fósiles. En cuanto a la
energía solar, las condiciones excepcionales
del Alentejo para este recurso energético
motivan un fuerte esfuerzo regional, para que
puedan desarrollarse acuerdos estratégicos
para la construcción de un “cluster” de
excelencia a nivel nacional e internacional.
} La necesidad de constituir una Red Regional
de Ciencia, Tecnología e Innovación de
apoyo al tejido productivo regional, con un
efectivo efecto-red entre las instituciones
universitarias, las infraestructuras de apoyo
técnico y tecnológico a las empresas, los
Parques Empresariales y las entidades
asociativas empresariales y agencias de
desarrollo regional.
Como conclusión:
El desarrollo de este territorio de fuerte
identidad regional pasará por tres niveles
añadidos de concertación estratégica y
cooperación funcional capaz de generar
nuevas oportunidades vinculadas tanto a
actividades emergentes potenciadoras como a
sus activos naturales y patrimoniales. Este
hecho, para el atractivo de las zonas rurales,
hace determinante la creación de
oportunidades de empleo, asociado a la
revitalización económica y social basada en
servicios de cercanías compartidos,
enfatizando la necesidad de la implementación
de perspectivas de ámbito subregional.
Y si el Alentejo se beneficia, como punto de
partida, de una situación de referencia asociada
65
um longo caminho a percorrer no que toca à
inovação, começando pela prática sistemática
de saber juntar esforços, no sentido do trabalho
comum dos diversos níveis da governação com
as instituições de desenvolvimento científico e
tecnológico no incremento e promoção, quer
nas designadas actividades tradicionais quer
nas actividades estratégicas emergentes.
a padrones de alta calidad, de los que tendrá
que aprender a sacar partido, existe también,
sin embargo, un largo camino a recorrer en lo
que se refiere a la innovación, empezando por
la práctica sistemática de saber unir esfuerzos,
en el sentido del trabajo común de los diferentes
niveles de la gobernación con las instituciones
de desarrollo científico y tecnológico en el
incremento y promoción, tanto de las llamadas
actividades tradicionales como de las
actividades estratégicas emergentes.
Mapa Síntese do Plano Regional do
Ordenamento do Território do Alentejo
Sistema urbano e de suporte à coesão
territorial
Mapa síntesis del Plan Regional
Ordenación Territorio del Alentejo
Sistema urbano y de soporte de
la cohesión territorial
João Cutileiro
Mizette Nilsen
ALENTEJO, A NOSSA ESCOLHA
O Alentejo e o “charme de
Évora” influenciaram a
obra de João Cutileiro
El Alentejo y el “estilo de
Évora” influenciaron la
obra de João Cutileiro
João Cutileiro é um dos mais conceituados
escultores portugueses, conhecido em todo o
mundo pelas suas obras, onde predominam
corpos de mulheres em mármore, é igualmente
conhecido pelas suas esculturas públicas
modernas, como características próprias, e que
marcam bem a sua identidade cultural
portuguesa e alentejana.
Mais que entrevistar ou inquirir João Cutileiro
sobre o seu pensamento em relação à arte, a
Portugal, ao Alentejo ou à sociedade, importa
sentir através das palavras todo um percurso de
um homem oriundo de uma família da média
burguesia, mas que nunca se alheou do mundo
que a rodeava, das tradições alentejanas, da
dureza da vida nesta região e também do papel
que cada um deve ter na sociedade que o
rodeia.
Pode pois dizer-se que João Cutileiro, embora
tenha nascido em Lisboa é um produto
genuinamente alentejano, ou como ele entre
um sorriso e uma gargalhada nos dizia, “eu já fui
nascer a Lisboa, mas fui feito na Praça do
Giraldo”. Como bom alentejano e contador de
histórias, João Cutileiro para nos dizer a razão
pela qual um dia regressou ao Alentejo,
convidou-nos a fazer uma viagem, pelas férias
passadas em Évora, pela salgadeira que havia
na sua casa, o frigorifico da altura, pelas
viagens que fez pelo mundo, quer
acompanhando o pai, médico pertencente à
Organização Mundial de Saúde, quer mais
tarde como estudante e mesmo já na sua
actividade artística. “A vida deu muitas voltas,
fui para Inglaterra e de repente aquilo era
demasiado pesado, e precisava de vez em
quando vir carregar baterias e como tinha uns
amigos em Lagos ia para a casa deles, e um dia
comprei a minha própria casa em Lagos e por lá
fui ficando”.
Mas, João Cutileiro tinha uma paixão secreta
pelo “charme de Évora” e quando Lagos
começou a ser um destino turístico, como ele
João Cutileiro es uno de los más prestigiosos
escultores portugueses, conocido en todo el
mundo gracias a sus obras, en las que
predominan cuerpos de mujeres en mármol, es
también conocido por sus esculturas públicas
modernas, con características bien propias que
marcan perfectamente su identidad cultural
portuguesa y alentejana.
Más que entrevistar o hacerle preguntas a João
Cutileiro sobre su pensamiento sobre arte,
Portugal, el Alentejo o la sociedad, nos interesa
sentir a través de las palabras todo el camino de
un hombre oriundo de una familia media
burguesa, pero que nunca de distanció del
mundo que la rodeaba, de las tradiciones
alentejanas, de la dureza de la vida en esta
región, ni del papel que cada uno debe tener en
la sociedad que lo rodea.
Puede decirse, por tanto, que João Cutileiro,
aunque nacido en Lisboa, es un producto
genuinamente alentejano, o como él mismo nos
decía, entre una sonrisa y una carcajada: “nací
en Lisboa, pero fui concebido en la Praça de
Giraldo”- Como buen alentejano y contador de
historias, João Cutileiro, para decirnos la razón
por la que un día regresó al Alentejo, nos invitó a
hacer un viaje por las vacaciones pasadas en
Évora, por el saladero que había en su casa,
que hacia de frigorífico de la altura, por los
viajes que ha hecho por el mundo, tanto
acompañando a su padre, médico
perteneciente a la Organización Mundial de la
Salud, como, más tarde, siendo estudiante o
como artista. “la vida da muchas vueltas, fui a
Inglaterra y de repente aquello se hizo muy
pesado, y necesitaba de vez en cuando venir
para cargar las pilas, y como tenía unos amigos
en Lagos iba a su casa, y un día compré mi
propia casa en Lagos y me fui para allá”.
Pero João Cutileiro tenía una pasión secreta
por el “encanto de Évora”, y cuando Lagos
empezó a ser un destino turístico, como él suele
decir, “subió la marea y yo ya no tenía sitio en la
67
68
costuma dizer “a maré subiu e eu já não tinha
lugar na praia”, sentiu que tinha chegado a
altura de partir.
Foi então que o Alentejo o chamou, “Évora era o
lugar ideal para mim, era muito bonita, era o
sítio da minha infância e resolvi vir para Évora”.
A sua obra foi muito influenciada pelo Alentejo
“Se tivesse nascido em Nova Iorque ou Londres
tudo o que fizesse era diferente”, e ao ser
questionado sobre o que é que o Alentejo lhe
deu e pode dar a quem se instale aqui, a
resposta foi rápida: “Primeiro vistas largas, aqui
vê-se muito longe, o que é o contrário da
mentalidade mesquinha e tacanha que o
português tem tantas vezes, embora de facto
depois o comportamento das pessoas não seja
como o Alentejo, aqui as pessoas por vezes
também são mesquinhas”. E, para além “das
vistas largas” que predominam no Alentejo
existe Évora, “A cidade de Évora é tão bela...
tão bela intra-muros” refere João Cutileiro que
acrescentou “a sua beleza foi mantida durante
décadas muitas vezes por razões tristes, não
haver dinheiro para o desenvolvimento e por
isso foi preciso poupar, o que acabou por ser
bom”.
João Cutileiro é um homem positivo e quando
se fala em constrangimentos que o Alentejo tem
na atracção de gente nova e empreendedora a
resposta também vem na ponta da língua, “os
constrangimentos do Alentejo são os mesmos
de Portugal, se me perguntar se gosto de cá
viver, digo não. Mas, todas as hipóteses que eu
coloco para viver são piores que Évora e o
Alentejo”.
O único tema que João Cutileiro tenta evitar é a
importância da sua presença no Alentejo para o
desenvolvimento e conhecimento desta região:
“Eu vim para aqui porque gosto e se a minha
presença aqui beneficia o Alentejo fico muito
orgulhoso é só isso”.
playa”, sintió que había llegado el momento de
cambiar. Fue entonces cuando sintió la llamada
del Alentejo: “Évora era el sitio ideal para mí,
muy bonito, era el sitio de mi infancia y decidí
venir aquí”.
Su obra está muy influida por el Alentejo: “si
hubiese nacido en Nueva York o en Londres
todo lo que haría sería diferente”. Al preguntarle
sobre qué le ofreció y ofrece el Alentejo para
instalarse aquí, responde rápidamente:
“primero las amplias vistas, aquí se ve hasta
muy lejos, que es lo contrario de la mentalidad
mezquina y ruin que el portugués tiene tantas
veces, aunque de hecho, después, el
comportamiento de las personas no sea como
el Alentejo, aquí las personas también son
mezquinas a veces”. Y, además de las “amplias
vistas” que predominan en el Alentejo, existe
Évora, “la ciudad de Évora es tan bella… tan
bella intra muros”, dice João Cutileiro,
añadiendo: “su belleza se ha mantenido
durante décadas muchas veces por razones
tristes, por no haber dinero para el desarrollo y
por eso fue necesario ahorrar, lo que acabó
siendo bueno”.
João Cutileiro es un hombre positivo y cuando
se habla de las dificultades que tiene el Alentejo
para atraer a gente joven y emprendedora,
tiene también una respuesta en la punta de la
lengua: “las dificultades del Alentejo son las
mismas de Portugal, si me pregunta si me gusta
vivir aquí, diría que no. Pero todas las opciones
que imagino para vivir son peores que Évora y
el Alentejo”.
El único tema que João Cutileiro intenta evitar
es la importancia de su presencia en el Alentejo
para el desarrollo y conocimiento de esta
región: “vine aquí porque me gusta y si min
presencia beneficia al Alentejo me
enorgullezco, nada más”.
69
Mizette Nilsen: só o
sotaque e a cor a
impedem de ser
completamente alentejana
Mizette Nilsen: solo el
acento y el color hacen
que no sea
completamente alentejana
Falar de Mizette Nilsen é fácil pois trata-se de
uma senhora holandesa de nascimento mas
portuguesa e alentejana de coração, irrequieta
empreendedora, lutadora amante e
conhecedora do Alentejo que como ela refere é
“agreste, com muito calor no Verão e frio no
Inverno, mas que é uma terra com mil
oportunidades”.
Quando muito jovem saiu da Holanda e, depois
de passar por Inglaterra, França e Espanha,
chegou a Portugal e ao Estoril, provavelmente
nunca lhe passaria pela cabeça que depois de
uma actividade ligada à moda e ao cinema viria
a instalar-se no Alentejo, mais propriamente em
Reguengos de Monsaraz, onde para além de
empresária têxtil, se dedicou a estudar um dos
mais genuínos artefactos alentejanos, as
mantas de Reguengos”.
A história desta mulher confunde-se com a
própria história do Portugal contemporâneo,
cheia de sonhos de concretizações. Quando
nos anos pós 25 de Abril, a sua actividade de
produtora de cinema ficou sem espaço no
Portugal revolucionário, Mizette Nilsen não
perdeu tempo e através de um projecto do
Ministério da Cultura e rodeada de pessoas
como David Mourão Ferreira o escultor José
Rodrigues entre outros, enveredou pelo têxtil. O
seu destino foi a zona do têxtil português, a
Covilhã, e foi lá que ouviu falar de uma Fábrica
em Reguengos de Monsaraz que estava em
dificuldade. Um dia foi até Reguengos e nesse
mesmo dia tornou-se em empresária têxtil. O
valor da fábrica alentejana para Mizette, era o
seu espólio de amostras e o saber fazer dos
homens que trabalhavam, os tecelões. E
Mizette recorda que tiveram um “super êxito”
até 1986, “houve alturas em que tivemos 50
tecedeiras e tecelões, montámos uma equipa
de tricô, com mais de duzentas mulheres”.
Portugal entrou então na União Europeia, as
regras de exportação mudaram e o tricô num
Hablar de Mizette Nilsen es fácil porque se trata
de una señora holandesa de nacimiento pero
portuguesa y alentejana de corazón, inquieta y
emprendedora, luchadora, amante y
conocedora del Alentejo que, como ella misma
dice, es “agreste, con mucho calor en verano y
frío en invierno, pero que es una tierra con mil
oportunidades”.
Cuando salió de Holanda, muy joven, y después
de pasar por Inglaterra, Francia y España, llegó
a Portugal y a Estoril, probablemente nunca se
le habría pasado por la cabeza que después de
una actividad vinculada a la moda y al cine se
instalaría en el Alentejo, y más exactamente en
Reguengos de Monsaraz, donde además de ser
empresaria textil, se ha dedicado a estudiar uno
de los más genuinos artefactos alentejanos, las
mantas de Reguengos.
La historia de esta mujer se confunde con la
propia historia del Portugal contemporáneo,
llena de sueños y de concretizaciones. Cuando
en los años posteriores al 25 de abril su
actividad de productora de películas, se vio sin
espacio en el Portugal revolucionario, Mizette
Nilsen no perdió el tiempo y, a través de un
proyecto del Ministerio de Cultura y rodeada de
personas importantes de la cultura portuguesa,
como David Mourao Ferreira o el escultor José
Rodrigues, entre otros, se decantó por el sector
textil. Su destino fue la zona del textil portugués,
Covilhã, y fue allí donde oyó hablar de una
fábrica en Reguengos de Monsaraz que estaba
atravesando dificultades. Un día fue allí y ese
mismo día se hizo empresaria textil. El valor de
la fábrica alentejana para Mizette era el de su
colección de muestras y el saber hacer de los
hombres que trabajaban en ella, los tejedores.
Mizette recuerda que tuvieron un “súper éxito”
hasta 1986, con momentos en los que tuvieron
hasta 50 tejedores y tejedoras y montaron un
equipo de tricotar con más de doscientas
mujeres.
70
espaço de pouco tempo acabou. Mas para esta
holandesa desistir foi sempre palavra proibida e
então, olhando para o espólio da fábrica e para
a cultura alentejana, resolveu inverter a forma
do negócio, em vez de enveredar pela
mecanização intensiva, resolveu apostar no
que era genuíno no que era alentejano e com os
mesmo teares as mesmas lãs e aproveitando
os desenhos existentes começou uma nova
vida para as mantas de Reguengos.
O seu trabalho começava a ser reconhecido foi
nomeada Presidente da Associação Europeia
de Transumância e nesta altura fez um grande
trabalho de pesquisa sobre as técnicas as cores
e a história dos desenhos das mantas de
Reguengos, pois como referiu Mizette “nada
estava escrito, todo o saber passa de pessoa
para pessoa”.
O trabalho de pesquisa foi importante e permitiu
que “tivéssemos capacidade de resistir a outro
ataque às mantas de Reguengos e que foi o
aparecimento dos edredões, pois estes pesam
200 gramas enquanto que a manta pesa 4 kg,
por isso começámos então a produzir mais em
tapete do que em manta”.
E então, o trabalho de Mizette passou não só a
centrar-se na produção, mas também na
mostra da cultura alentejanas que como refere “
a manta é uma cultura”.
Mizette Nilsen para além de empresária da
Fábrica de Reguengos e da loja de produtos
artesanais, em Monsaraz, é uma “divulgadora”
da cultura alentejana, sendo muitas vezes uma
autêntica embaixatriz da arte das mantas de
Reguengos um pouco por todo o mundo. A sua
loja em Monsaraz faz parte dos guias de
viagens de quase todo o mundo e a arte
alentejana das mantas é apreciada e estudada
nas melhores Universidades do Mundo.
Mizette Nilsen, é hoje mais alentejana que
muitos alentejanos aqui nascidos “ Só o
sotaque e a cor não me ajudam a ser mais
alentejana”, diz sorrindo, “eu sou bastante
estrangeira na Holanda, a vida no Alentejo não
é fácil, aqui aprende-se a lutar. Por um lado é
fácil pelo espaço que há, pelo sol, pelo respeito
das pessoas, mas temos de aprender a lutar
contra a burocracia, não só das instituições,
mas das pessoas, a sua falta de iniciativa”.
Portugal entró por entonces en la Unión
Europea, las reglas de exportación cambiaron y
el tricotar acabó en un breve plazo de tiempo.
Pero para esta holandesa “renunciar” ha sido
siempre una palabra prohibida y después de
estudiar la fábrica y la cultura alentejana decidió
invertir la forma del negocio, y en vez de
provocar una mecanización intensiva, decidió
apostar por lo genuino, lo alentejano, y con los
mismos telares y lanas, y aprovechando los
dibujos existentes, empezó una nueva vida
para las mantas de Reguengos. Su trabajo
empezaba a ser reconocido y fue nombrada
Presidente de la Asociación Europea de
Transhumancia, y a continuación realizó un
gran trabajo de investigación sobre las técnicas,
los colores y la historia de los dibujos de las
mantas de Reguengos, porque como ella dice,
“nada estaba escrito, todo el saber pasaba de
una persona a otra”.
El trabajo de investigación fue importante y
permitió que “tuviésemos capacidad para
resistir a otro ataque a las mantas de
Reguengos, como fue la aparición de los
edredones, porque pesan 200 gramos mientras
que la manta pesa 4 kilos, por lo que
empezamos a producirlas más como alfombras
que como mantas”. Por entonces, el trabajo de
Mizette pasó no sólo a centrarse en la
producción, sino también en la muestra de la
cultura alentejana pues, para ella, “la manta es
cultura”.
Mizette Nilsen, además de empresaria de la
Fábrica de Reguengos y de la tienda de
productos artesanales de Monsaraz, es una
divulgadora de la cultura alentejana, habiendo
sido muchas veces una auténtica embajadora
del arte de las mantas de Reguengos por todo el
mundo. Su tienda de Monsaraz forma parte de
las guías de viajes de casi todo el mundo y el
arte alentejano de sus mantas es apreciado y
estudiado en las mejores universidades del
mundo.
Mizette Nilsen es hoy más alentejana que
muchos alentejanos de nacimiento. “Solo el
acento y el color no me ayudan a ser más
alentejana”, dice sonriendo, “soy también
extranjera en Holanda, la vida en el Alentejo no
es fácil, aquí se prende a luchar. Por un lado es
fácil por el espacio que hay, por el sol, por el
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O sol o carácter dos alentejanos, o espaço são
de facto as raízes que ajudam a Mizette a ser
cada vez mais alentejana, isso e os filhos.
“O Tiago que é ferrador, estudou em França, fez
lá o curso depois trabalhou em Espanha na
Catalunha e voltou para cá, agora está à frente
do Restaurante “Sem Fim no Telheiro”, a Carine
a mesma coisa, tem um Centro de Jardinagem,
trata de jardins e piscinas, como vê, nasceram
cá, estudaram cá, saíram e voltaram porque há
algo no Alentejo que...enfim”, a emoção cortou
a palavra de Mizette, a nossa conversa estava a
chegar ao fim o Alentejo que consegue cativar
pessoas destas só tem de estar de parabéns.
respeto de las personas, pero tenemos que
aprender a luchar contra la burocracia, no solo
de las instituciones sino de las personas, su
falta de iniciativa”.
Pero, a pesar de todo, de la tristeza por la falta
de iniciativa de la gente, el sol, el carácter de los
alentejanos y el espacio son de hecho las raíces
que ayudan a Mizette a ser cada vez más
alentejana, eso y sus hijos: “Tiago es herrero,
estudió en Francia, después trabajó en España,
en Cataluña, y volvió aquí y ahora lleva el
restaurante Sem Fim no Telheiro, Carine igual,
tiene un centro de jardinería, cuida jardines y
piscinas, como ve nacieron aquí, han estudiado
aquí, han salido y han vuelto porque en el
Alentejo hay algo que… en fin”… La emoción
corta las palabras de Mizette, nuestra
conversación acaba: el Alentejo que consigue
cautivar a personas de estas está de
enhorabuena.
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