UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO ESCOLA DE ENGENHARIA DE LORENA MARIANA PEREIRA DEMARCHI COSTA APLICAÇÃO DA METODOLOGIA TPM PARA A REDUÇÃO DA PERDA DE EXTRATO EM UMA ENCHEDORA DE LATAS Lorena - SP 2013 MARIANA PEREIRA DEMARCHI COSTA APLICAÇÃO DA METODOLOGIA TPM PARA A REDUÇÃO DA PERDA DE EXTRATO EM UMA ENCHEDORA DE LATAS Projeto de monografia apresentado à Escola de Engenharia de Lorena – Universidade de São Paulo como requisito legal para obtenção de título de Engenheiro Químico. Orientador: Prof. Dr. Marco Antonio Carvalho Pereira Lorena - SP 2013 2 RESUMO COSTA, M. P. D. Aplicação da metodologia TPM para a redução da perda de extrato em uma enchedora de latas. 2013. 33 p. Monografia (Trabalho de Graduação) – Escola de Engenharia de Lorena - Universidade de São Paulo, Lorena, 2013. A cada ano aumenta no Brasil consumo de bebidas como a cerveja. Esse crescimento exigiu que as empresas brasileiras investissem fortemente em seus parques produtivos. Porém, como esse processo produtivo é muito maduro, com suas etapas bem definidas a muito tempo, esse crescimento deve-se principalmente ao aumento da qualidade e na redução de perdas nas já existentes. Neste contexto, a metodologia TPM (Total Productive Maintenance) ou manutenção produtiva total, tem se mostrado muito eficaz, sendo utilizada nas maiores cervejarias brasileiras, pois tem como objetivo o maior aproveitamento da eficiência do equipamento, focando na redução de perdas, desperdícios, melhoria contínua e capacitação de pessoas. O presente trabalho destina-se a avaliar o desempenho da utilização dessa metodologia para a redução da perda de extrato numa enchedora de latas em uma cervejaria. Para atingir esse objetivo será utilizada a metodologia pesquisaação, baseada no roteiro de redução de perda de extrato no Pilar Manutenção da Qualidade. Palavras-chaves: TPM, Cerveja, Perda e Manutenção da Qualidade. 3 ABSTRACT COSTA, M.P.D. Application of the TPM methodology for the reduction of extract losses of cans filler. 2013. XX f. Project of monograph (Undergraduate) - School of Engineering of Lorena, University of São Paulo, Lorena, 2013. Each year in Brazil increases consumption of beverages like beer. This growth demanded that Brazilian companies invest heavily in its parks productive. However, as this production process is very mature, with its well-defined steps a long time, this growth is mainly due to the increased quality and reduced losses. In this context, the methodology TPM (Total Productive Maintenance) has proved very effective and is used in the largest breweries in Brazil, aims for the greater use of equipment efficiency, focusing on waste reduction, waste, improving continuous and empowering people. This study intended to evaluate the performance of using this methodology to reduce the extract losses in a filler cans in a brewery. To achieve this goal we will use the action-research methodology, based on the screenplay for extract losses from Pillar Quality Maintenance. Key words: TPM, Beer, Loss, Quality Maintenance 4 LISTA DE FIGURAS Figura 1 - Relação de entrada/saída existente num sistema de produção usando PQCDSM .................................................................................................................... 11 Figura 2- Estrutura para implementação do TPM........................................................ 12 Figura 3- Os oito pilares do TPM ................................................................................ 13 Figura 4- Estágios de evolução do TPM segundo a JIPM ........................................... 18 Figura 5- Esquema de uma linha de envasamento de latas ........................................ 23 Figura 6- Fase 0 do enchimento ................................................................................. 25 Figura 7- Fase 1 do enchimento ................................................................................. 25 Figura 8 - Fase 2 do enchimento ................................................................................ 25 Figura 9- Fase 3 do enchimento ................................................................................. 26 Figura 10 - Fase 4 do enchimento .............................................................................. 26 Figura 11- Fase 5 do enchimento ............................................................................... 27 Figura 12 - Fase 6 do enchimento .............................................................................. 27 Figura 13- Estruturação para condução da pesquisa-ação ......................................... 29 Figura 14 - Roteiro TPM para redução de perda de extrato ........................................ 30 Figura 15 - Cronograma para o projeto ....................................................................... 32 5 SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO....................................................................................................... 7 1.1 Contextualização ................................................................................................. 7 1.2 Objetivo ............................................................................................................... 9 2. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA................................................................................. 10 2.1 TPM .................................................................................................................. 10 2.1.1. Pilares TPM ............................................................................................... 12 2.2 Fabricação e Envasamento de cerveja .............................................................. 18 2.2.1 Princípio de Enchimento ............................................................................. 20 3. METODOLOGIA .................................................................................................. 22 3.1 A empresa ......................................................................................................... 22 3.2 Linha de envase da empresa ............................................................................ 22 3.3 Método de pesquisa .......................................................................................... 28 3.4 Cronograma proposto para o presente trabalho ................................................ 29 4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ..................................................................... 33 6 1. INTRODUÇÃO 1.1 Contextualização A cada ano o setor cervejeiro recolhe mais de R$ 19 bilhões em tributos, aplicados no desenvolvimento do Brasil. Emprega 1,7 milhão de pessoas e responde por 1,7% do PIB (CERVBRASIL,2013). Quando se trata de somar a isso a contribuição indireta, levando-se em conta todos os segmentos da cadeia produtiva, a importância econômica e social da produção de cerveja é, literalmente, incalculável. Em 2008, o Brasil era o 5º maior produtor de cerveja do mundo (MORADO 2008). Em 2012 ocupava a 3ª posição (SOBRAL, 2012). Esse crescimento exigiu que as empresas brasileiras investissem fortemente em seus parques produtivos. Porém, como esse processo produtivo é muito maduro, com suas etapas bem definidas a muito tempo, esse crescimento deve-se primeiramente a implementação de novas plantas, mas principalmente ao aumento da qualidade e na redução de perdas nas cervejarias já existentes. Para alcançar esse objetivo, a metodologia TPM (Total Productive Maintenance) ou manutenção produtiva total, tem se mostrado muito eficaz, sendo utilizada nas maiores cervejarias brasileiras. O TPM é uma metodologia de origem japonesa que visa o maior aproveitamento da eficiência do equipamento, focando na redução de perdas, desperdícios, melhoria contínua e capacitação de pessoas. Esta metodologia vem sendo muito utilizada desde seu lançamento em 1971, na empresa Nippon Denso no Japão, a qual conseguiu resultados espetaculares e recebeu o prêmio PM – Preventive Maintenance ou Prevenção da Manutenção de Excelência Empresarial, concedido pela JIPM (Japan Institute of Plant Maintenance), o órgão máximo de disseminação do TPM no mundo (PALMEIRA, 2002). Nas décadas de 70 e 80 o progresso econômico japonês e a expansão da participação de mercado das indústrias automobilísticas nipônicas 7 motivaram um interesse crescente pela utilização de técnicas de produtividade como o TPM na América do Norte, Europa, Ásia e até mesmo na América do Sul, chegando ao Brasil na década de 90. Desde então as empresas brasileiras veem utilizando o TPM para maximizar o rendimento operacional das máquinas e equipamentos, visando atingir o “zero acidente, zero defeito e zero falha”, com a participação de todos, desde alta administração se estendendo a todos os outros setores da empresa (NAKAJIMA, 1993). Confirmando o crescente desenvolvimento do TPM no Brasil, o JIPM já distribuiu muitos prêmios de excelência em TPM para o nosso país, tendo recebido cinco em 2010 e 2011, e três em 2012, segundo a TPM Excellence Awards Winners. (JIPM, 2013). Neste contexto, o TPM torna-se a ferramenta ideal para uma empresa na qual o produto tem baixo valor agregado e o sucesso está vinculado a volumosas produções, o caso de cervejarias. É preciso entender cada vez mais desta metodologia, utilizando seus roteiros para aumentar a qualidade e gerenciar a produção sustentável. Conhecer o processo fabricação de um produto, identificando gargalos e pontos estratégicos para iniciar projetos. Garantir que as máquinas deste processo estejam em suas condições básicas, a fim de aumentar a qualidade do trabalho dos operadores, dando-os mais autonomia e permitindo que a manutenção ocorra não mais de forma corretiva, mas num primeiro momento planejada, chegando enfim a manutenção preventiva. Enfim, quando estas condições básicas da máquina estiverem garantidas e a manutenção esteja atuando de forma preventiva, promover a manutenção da qualidade para reduzir a fabricação de produtos com defeito/refugo, reduzir o índice de retrabalho. Sendo assim os produtos passarão a atender as expectativas do cliente e diminuirão o uso de recursos produtivos como matéria-prima, energia e principalmente o seu maior bem, o produto acabado. 8 1.2 Objetivo Com o intuito de promover a manutenção da qualidade, é necessário mapear as principais perdas de produto na indústria, quantifica-las e ataca-las utilizando a metodologia TPM. O objetivo desse projeto é reduzir a perda de produto acabado na enchedora de uma linha de latas, identificando e eliminando suas principais perdas, com o uso do TPM. O nome da empresa, bem como sua localização, não será revelado, por questão de acordo e confidencialidade entre a autora deste trabalho e a empresa em questão. Doravante a empresa será chamada de empresa ALFA. 9 2. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA 2.1 TPM Em 1971, a empresa Nippon Denso implementou o TPM pela primeira vez no Japão, conseguindo resultados espetaculares e recebeu o prêmio PM de Excelência Empresarial. Este foi o início do TPM no Japão segundo a JIPM. O TPM no Japão é uma evolução da manutenção preventiva - PM que nasceu nos Estados Unidos. Os primeiros contatos entre esses dois países aconteceram na década de 50, mas somente na década de 70 se cristalizou na forma japonesa, ou seja, o TPM. (NAKAJIMA, 1989). No Brasil, o TPM se difundiu a partir da primeira visita do Prof. Seiichi Nakajima, em 1986, para a realização de palestras na cidade de São Paulo e pela candidatura de algumas empresas brasileiras ao prêmio TPM Awards do JIPM ao longo da década de 90. Desde então muitas empresas no Brasil vem utilizando a metodologia, alcançando ótimos resultados, colaborando assim para a disseminação do TPM. Pode se citar algumas empresas que tem o TPM implementado e através da qual conseguiram excelentes resultados, são elas Good Year, Nestlé, Natura, Alcoa, Unilever, dentre muitas outras. Shirose (1996) estabelece que a maior característica do TPM seja a participação de todos os membros da empresa, desde o chão de fábrica, até a alta administração, em forma de pequenos grupos de trabalho que têm por objetivo atingir metas como: quebra zero; acidente zero; defeito zero; aumento da eficiência dos equipamentos e processos administrativos. Essa definição fica ainda mais clara com a definição de TPM segundo Nakajima (1989) que diz que o TPM busca a conquista da Quebra Zero/Falha Zero das máquinas e equipamentos. Uma máquina em perfeitas condições e sempre disponível propicia elevados rendimentos operacionais, diminuindo os custos de fabricação e redução do nível de estoques. Ainda para Takahashi e Osada (1993), o TPM nada mais é do que atividades de manutenção produtiva com participação de todos os funcionários da empresa e está entre os métodos mais eficientes para transformar uma 10 fábrica em uma operação de gerenciamento orientado para o equipamento, coerente com as mudanças da sociedade contemporânea. Todo sistema produtivo tem como meta a maximização da sua performance, que é obtida com o mínimo de insumos (“input”) e com o máximo de resultados (“output”). A relação da entrada e da saída de um processo produtivo pode ser sintetizada matricialmente, conforme a Figura 1. Entrada Saída Quantidade produzida (P) Qualidade (Q) Custo (C) Prazo de entrega (D) Segurança/ Ambiente (S) Moral (M) Mão de obra Investimento Máquinas Matéria- prima Meio administrativo Controle da produção Controle da qualidade Administração do custo Administração dos estoques Segurança e controle da poluição Relações trabalhistas (Saída/Entrada) Administração do pessaol Meios Administração Administração =produtividade do processo e do inventário Objetivo da atividade sua manutenção fabril Figura 1 - Relação de entrada/saída existente num sistema de produção usando PQCDSM Fonte: adaptado NAKAJIMA, 1993 O TPM visa maximizar o desempenho das máquinas, pode- se dizer então que para alcançar essa meta o TPM deve maximizar cada um dos PQCDSM do sistema. Uma máquina quebrada, uma redução de velocidade em uma linha de produção, um produto vetado, tudo isso afeta os resultados, gerando uma condição de desvio que caracteriza uma situação indesejável (NAKAJIMA, 1989). 11 Para que o sucesso seja viável, deve-se zerar as “Seis Grandes Perdas”, que segundo a JIPM são: 1- Perda por parada devido à quebra/falha; 2- Perda por mudança de linha e de regulagens; 3- Perda por operação em vazio e pequenas paradas; 4- Perda por redução de velocidade; 5- Perda por defeitos gerados no processo de produção; 6- Perda no início da produção. Uma das estratégias do TPM é a formação de pequenos grupos, segundo a Figura 2 abaixo: Figura 2- Estrutura para implementação do TPM Fonte: JIPM, 2000. Esses grupos devem estar distribuídos dentro de 8 pilares, cada um com a sua função muito bem definida. 2.1.1. Pilares TPM O desenvolvimento do TPM é feito através de frentes de gestão ou pilares, elaborados pelo JIPM, que podem ser divididos segundo a Figura 3: 12 Figura 3- Os oito pilares do TPM Fonte: http://pauloamaral.blog.br/tpm-manutencao-produtiva-total/ Segue breve descrição sobre o objetivo principal e as atividades mais relevantes de cada pilar. Será feita uma descrição mais elabora para o pilar Manutenção da Qualidade, pois o trabalho a ser realizado está vinculado a esse pilar e segue a metodologia definida pelo mesmo. 1) Melhorias Específicas (Kobetsu-Kaizen): Foca o conceito de melhoria para mapear/atuar nas perdas crônicas relacionadas aos equipamentos. O pilar Melhoria Específica, ME, tem por objetivo reduzir o número de quebras e aumentar a eficiência global do equipamento (REZENDE, et al., 2007), com isso a empresa irá economizar: mão de obra, matériaprima, energia, e outros recursos. 2) Manutenção Autônoma (Jishu-Hozen): Segundo Nakajima (1989) as atividades da Manutenção Autônoma, MA, deverão ser iniciadas concomitantemente com a partida do TPM. Diz ainda que a base inicial para a implementação desse pilar é a metodologia 5S. 5S é também uma metodologia japonesa criada por Kaoru Ishikawa e pode-se classificá-la como: 1ºS- Senso de Utilização (Seiri): separação daquilo que é útil do que é inútil. 2º S- Senso de Organização (Seiton) – cada coisa em seu devido lugar, respeitando a lei do FIFO- “First in first out”, ou seja, o que entra primeiro sai primeiro. 13 3º S- Senso de Limpeza (Seiso) - limpeza inicial, erradicação das fontes de sujeira e eliminação dos locais de difícil acesso para a limpeza. 4ºS- Senso de Padronização (Seiketsu)- Criação de padrões para a manutenção da ordem no local e gestão visual da área (demarcações, etiquetagem, pintura...). 5ºS- Senso de Autodisciplina (Shitsuke) - Tornar o 5S uma rotina, perseverando na metodologia que fora aplicada. A proposta da manutenção autônoma é mudar o conceito dos colaboradores (operadores) de linha de que “eu opero”, “você concerta”, para o conceito de que “do meu equipamento cuido eu” (YAMAGUCHI, 2005). Este pilar foca a melhoria da eficiência dos equipamentos, contando com a participação direta dos operadores, desenvolvendo sua capacidade através de treinamentos e percepção quanto a pequenos reparos, lubrificação e inspeções, visando manter as condições básicas dos equipamentos de acordo com os padrões estabelecidos, os operadores conseguem também se anteciparem a possíveis defeitos ou falhas. Este é o pilar que oferece maior visibilidade ao TPM, o qual gera resultados mais palpáveis, aquele onde o impacto visual e as mudanças no ambiente de trabalho são percebidos com o aumento do comprometimento dos operadores. 3) Manutenção Planejada: Após a identificação das grandes perdas, passamos a enxergá-las agora como oportunidades. O pilar Manutenção Planejada, PM, foca inicialmente a elaboração e/ou alteração de planos de manutenção dos equipamentos, detalhando o nível e os tipos de manutenção empregados para cada equipamento. Yamaguchi (2005) define o planejamento da manutenção como uma prática tradicional recomendada para a preservação das máquinas, equipamentos e instrumentos, através da definição de calendários de trabalho e a definição de norma e padrões para a sua condução. A manutenção deixa de ser corretiva, para se tornar planejada e preventiva. 14 4) Educação e Treinamento: O objetivo desse pilar, ET, é o desenvolvimento/ capacitação de novas habilidades e conhecimentos tanto para o pessoal da produção como da manutenção. Os treinamentos devem ser realizados em centros de treinamentos, devidamente equipados e com profissionais qualificados, deve-se aplicar provas e sempre que necessário deve ocorrer a reciclagem dos treinamentos oferecidos. A empresa não deve economizar nesse pilar, pois o retorno é garantido segundo Nakajima (1989). 5) Controle Inicial: O pilar Controle Inicial, CI, tem o objetivo tem enfoque voltado para a elaboração de projetos de novas linhas de produção, novas máquinas ou novos produtos, com o objetivo de obter máquinas fáceis de operar, produtos fáceis de fabricar e linha de produção fácil de controlar. Este pilar elabora um novo projeto pensando em uma linha com as características da TPM, ou seja, zero defeito, zero acidente, zero quebra, zero perdas. Quando se desenvolve um novo projeto, desde o orçamento até o produto final é necessário desenvolver uma estratégia para que processo e o produto sejam menos agressivos ao ambiente em que está inserido (PIÃO, et al., 2012). 6) Manutenção da Qualidade (Hinshitsu Hozen): O pilar Manutenção da Qualidade, MQ, tem como objetivo atuar na eliminação das perdas relativas à qualidade do equipamento, estabelecendo condições para que estes não produzam defeitos no produto final. Nesta etapa é necessário que o monitoramento ocorra regularmente, a fim de realizar um comparativo com as condições de projeto, traçando assim um quadro evolutivo das condições operacionais em que a intervenção aconteça antes do alcance dos limites definidos pela equipe de manutenção, antecipando-se a possíveis falhas. Segundo Shirose (1996) é necessário esclarecer as relações de causa e efeito entre a qualidade e a precisão de equipamentos, ou seja, 15 é necessário estabelecer uma ligação entre um defeito no produto e causa desse defeito na máquina. Deve-se analisar essa causa e criar contramedidas para que essa falha, por esse modo de defeito, não volte mais a acontecer. Ainda segundo Shirose (1996), para promover a Manutenção da Qualidade é necessário satisfazer 2 pré- condições: a situação é de tal estabilidade que a deterioração força da máquina foi completamente removida e só a degradação natural progride; e gerentes e operadores tornam-se hábeis com os equipamentos, a estrutura e as funções destes são muito bem entendidas por eles, e ainda apresentam habilidades suficientes para inspecionar a máquina e os produtos. Por fim, o MQ busca a padronização para itens de inspeção, estabelecendo os melhores índices para cada fase de fabricação e gera uma forma de controle e confirmação dos resultados. 7) TPM Office ou Administrativo: O pilar administrativo ou Office utiliza os conceitos de organização e erradicação de desperdícios nas rotinas administrativas e de escritórios, que de alguma forma impactam na eficiência dos equipamentos, máquina e/ou processos (REZENDE et al., 2007). Este pilar também deve reduzir os processos burocráticos tendo por objetivo agilizar as atividades de reposição de peças, compra de novos materiais, dentro outros. 8) Segurança, Saúde e Meio Ambiente: Este pilar, o SSMA, tem como objetivo principal a busca de "zero acidente” através da segurança, máxima preocupação com a saúde e bem estar do colaborador, sempre cumprindo as leis trabalhistas, além da busca de processos produtivos que não afetam ou que minimizam o impacto ambiental, respeitando e seguindo as normas de gestão e a legislação ambiental. Esses também são pontos relevantes e que devem ser considerados para melhorar os índices de qualidade referentes a estes setores da empresa. Este é um pilar muito visado nas empresas que implementaram o TPM, pois 16 espera-se dele uma conduta exemplar e que seus membros sejam pessoas muito esclarecidas e devidamente capacitadas, pois precisam dar suporte a todos os outros pilares. 2.1.2 Evolução do TPM Segundo a JIPM, o TPM possui 3 níveis de implementação, fazendo com que a letra M da sigla TPM mude de significado: 1)Total Productive Maintenance: Nível de implementação em que o foco é o gerenciamento da manutenção de equipamentos. Pilares desenvolvidos nessa geração MA, MP, ME, ET, e CI. 2) Total Productive Manufactoring: Nível em que o foco, além do gerenciamento da manutenção do equipamento, objetiva todo o sistema produtivo. São implementados nessa segunda fase os pilares MQ, Office e SSMA. 3) Total Productive Management: Neste último nível o objetivo é que, a partir do gerenciamento da manutenção de equipamentos, se possa adotar um sistema de gerenciamento em todos os setores de uma empresa, incluídos os corporativos, administrativos, logística, enfim de uma forma sistêmica. Satisfação total: acionistas, colaboradores, clientes e comunidade. A Figura 4 ilustra de forma mais lógica essa evolução do TPM. 17 Figura 4- Estágios de evolução do TPM segundo a JIPM Fonte: JIPM 2000. 2.2 Fabricação e Envasamento de cerveja A indústria cervejeira é um dos motores da economia em diversos municípios do país. Tanto daqueles que possuem o cultivo da cevada como atividade principal, quanto das cidades onde estão instaladas as fábricas, os centros de distribuição e toda a rede que forma um importante segmento do mercado nacional (FGV, 2008). Segundo Venturini, o processo de fabricação da cerveja pode ser divido em 12 etapas: 1) Moagem do malte 2) Mosturação 3) Filtração 4) Fervura 5) Tratamento do mosto 6) Fermentação 18 7) Maturação 8) Clarificação 9) Estabilização 10) Carbonatação 11) Envase 12) Pasteurização Segundo Morado (2009), a fase de embalagem ou de envase da cerveja é um momento crítico para o futuro do produto, porque ele deixa o recipiente, no ambiente controlado em que foi gestado, e é exposto ao ambiente externo, que ser agressivo a essa bebida. Nesse processo deve-se ter grande cuidado com possíveis fontes de contaminação, perda de CO2 e contato da cerveja com oxigênio. Tais ocorrências podem comprometer a qualidade do produto (MELLO, 2012). Em geral, o envase é a unidade com o maior número de funcionários, equipamentos de maior complexidade mecânica e maior índice de manutenção, onde podem ocorrer as maiores perdas por acidentes e má operação, como regulagem inadequada de máquinas, amassamento de latas, quebra de garrafas, etc. O envase é composto por diversas operações relacionadas ao enchimento dos vasilhames (cujos mais comuns atualmente são as garrafas, latas de alumínio ou aço inox e barris para chope) (SANTOS, et al. 2005). As vantagens das latas, segundo Morado (2009), se comparadas às garrafas, são o baixo custo, alta produtividade no envase e facilidade logística. As latas chegam do fornecedor e passam por uma inspetora para evitar que latas amassadas entrem na linha. As latas então são invertidas e lavadas com água por um equipamento para remover a poeira proveniente do seu transporte (VENTURI, 2010). Seguindo o transporte, a lata entra na enchedora. Na operação de enchimento, a cerveja filtrada proveniente dos tanques de pressão é primeiramente transferida para outro tanque de recepção localizado dentro da enchedora. As enchedoras de latas são máquinas baseadas no princípio de 19 carrossel rotatório. A operação das válvulas de enchimento é controlada por micro válvulas eletro pneumáticas (KRONES,1998). A enchedora é ajustada automaticamente de tal forma que o volume desejado de cerveja seja introduzido em cada embalagem. A lata cheia é liberada da cabeça de enchimento com o alívio da pressão interna (VENTURI, 2010). Durante o transporte para a máquina que irá colocar a tampa é necessário eliminar as bolhas de ar da espuma para evitar a subsequente oxidação da cerveja. Ao entrar no conjunto da colocadora de tampa, segundo Venturi (2010) é necessário eliminar o ar do espaço vazio (Headspace) das latas para evitar novamente a oxidação da cerveja, isso é feito pelo equipamento chamado estrela de gás. Nesse ambiente a lata é recravada com a tampa e segue no transporte. Cabe dizer que a bebida envasada em latas é enviada à pasteurização, sendo então denominada cerveja. Aquela envasada em barris não passa por este processo, e é denominada chope, um produto de menor vida de prateleira, devido à ausência deste processo (MELLO, 2012). Depois do processo de pasteurização as latas se encontram prontas para serem embaladas e armazenadas. 2.2.1 Princípio de Enchimento O principio de enchimento de uma enchedora de garrafas IsoBarométrica segundo Mello (2012) pode ser divididas nas seguintes fases: • (A) Pré-evacuação das garrafas • (B) Enxague intermediário com CO2 • (C) 2ª evacuação • (D) Pressurização (CO2) • (E) Envase das garrafas • (F) Encerramento do envase • (G) Alívio de pressão (snift) 20 O processo de enchimento de uma lata não é muito diferente do princípio das garrafas. Segundo a Krones, uma fabricante de máquinas para linhas de envasamento de latas, o processo de enchimento pode ser dividido em 6 etapas: soprado, enxágue, pressurização, enchimento, estabilização, descarga e abastecimento da câmara. 21 3. METODOLOGIA 3.1 A empresa A cervejaria onde esse estudo será realizado é uma grande multinacional que está na lista das maiores do mundo e nos últimos anos tem aumentado, com sucesso, sua presença em mercados de países emergentes. Tem seu sucesso consolidado em toda a Europa e nos Estados Unidos, dado que a marca existe a mais de 100 anos. 3.2 Linha de envase da empresa Em um levantamento inicial realizado através de um software da empresa, foi constatado que o maior percentual de perda de produto acabado no setor de envasamento acontece em uma determinada enchedora de uma determinada linha. Essa linha está ilustrada na Figura 5: 22 Despaletizadora Inspetora Pressco Kettners 1e2 Pasteurizador Rinser Paletizadoras Envolvedoras 1e2 Tracking CSW Recravadora Enchedora Checkmat Figura 5- Esquema de uma linha de envasamento de latas Fonte: Autora Na figura acima, as setas indicam o caminho seguido pela lata na linha de envasamento. Primeiramente elas são retiradas dos paletes dos fornecedores, isso acontece na Despaletizadora. Em seguida, passam por uma inspetora para evitar que latas amassadas entrem na linha, chamada Inspetora1 Pressco. Dali vão para a lavagem num equipamento chamado Rinser 2. 1 2 Equipamento que verifica as latas e expulsa as que estiverem amassadas Equipamento responsável pela lavagem interna da lata com água 23 Em seguida, a lata entra na enchedora pela rosca sem fim que sincroniza as latas na estrela de entrada, onde existe um sensor responsável por confirmar a presença da lata. A enchedora desta linha segue o princípio comum para enchedoras, conforme descrito na revisão bibliográfica (item 2.2). Nesse processo, o conjunto de enchimento é composto por 182 válvulas de enchimento dispostas na cúpula de produto e por cilindros pneumáticos de elevação situados sob ela. Ao redor da cúpula existem sensores que detectam a presença de latas na entrada. Sobre a cúpula estão localizados os blocos de comando das válvulas (manifolds), o rack com as placas eletrônicas. Cada parte do bloco de comando contém sete micros válvulas (V1, V2, V3, V4, V5, V6 e V7) que são identificadas por sete mangueiras de ar, cada uma de uma cor. V1: Libera o produto para lata; V2: Pressurização da lata; V3: Alivio; V4: Alivio rápido; V5: Produto para câmara de dosagem; V6: Centrador de latas; V7: enxágue. Essas micro válvulas são responsáveis por enviar um sinal eletro pneumático para as válvulas da enchedora. As válvulas então começam o processo de enchimento da lata. O processo de enchimento contém seis etapas: soprado, enxágue, pressurização, enchimento, estabilização, descarga e abastecimento da câmara. Cada etapa possuiu o acionamento de micro válvulas específicas. A seguir, cada etapa do processo de enchimento será detalhada. A faixa vermelha de cada figura indica aonde a etapa acontece na enchedora, representada pelo círculo. O tamanho da faixa vermelha é proporcional ao tempo que a etapa leva para ser cumprida. 24 0) Soprado: É a liberação do jato de CO2 (micro válvula v2), que tem o objetivo de limpar os canais internos da válvula de enchimento para minimizar o aparecimento de espuma durante o enchimento (Figura 6). Figura 6- Fase 0 do enchimento Fonte: Material de treinamento da empresa ALFA 1) Enxágue: nesta fase o jato de CO2 é liberado (micro válvula v2) no centro da lata, a boca ainda não esta vedada na borracha tulipa, isso possibilita maior eficiência na retirada do ar, parte do ar sai pela boca da lata e parte sai na tubulação de dreno da enchedora (Figura 7). Figura 7- Fase 1 do enchimento Fonte: Material de treinamento da empresa ALFA 2) Pressurização: o mesmo jato de CO2 do enxágue continua, porém agora com a borracha da tulipa vedada e com a válvula de dreno fechada, ocorre portanto pressurização da lata (Figura 8). Figura 8 - Fase 2 do enchimento Fonte: Material de treinamento da empresa ALFA 25 3) Enchimento: A válvula de enchimento é acionada pela micro válvula V1. No início o enchimento é rápido porque as válvulas de CO 2 rápido e lento são abertos simultaneamente, permitindo que o CO2 saia da lata e volte para a régua de CO2, já no final do enchimento o CO2 rápido fecha e somente o CO2 lento se mantem aberto, é mais fácil controlar o nível (Figura 9). Figura 9- Fase 3 do enchimento Fonte: Material de treinamento da empresa ALFA 4) Estabilização: nesta etapa todas as válvulas são fechadas para que a cerveja estabilize na lata (Figura 10). Figura 10 - Fase 4 do enchimento Fonte: Material de treinamento da empresa ALFA 5) Descarga: nesta etapa as válvulas de alivio rápido e lento são acionadas e a lata é liberada para o transporte (micro válvulas v2 e v4) (Figura 11). 26 Figura 11- Fase 5 do enchimento Fonte: Material de treinamento da empresa ALFA 6) Abastecimento: Para que a máquina esteja pronta para o próximo enchimento, ocorre o enchimento da câmara de dosagem (micro válvula v5) (Figura 12). Figura 12 - Fase 6 do enchimento Fonte: Material de treinamento da empresa ALFA A lata liberada na etapa 5 passa pelo bubble break3. Este equipamento expele jatos de CO2 na boca da lata, eliminando as bolhas de ar. Necessita-se eliminar as bolhas de ar da espuma para evitar a subsequente oxidação da cerveja. A lata então recebe a tampa, em termos técnicos é recravada, na máquina chamada Recravadora. Cabe dizer que a reposição das tampas é feita no equipamento chamado CSW. Segue para o Pasteurizador e depois para as embaladoras que vão formar os pacotes de 12 latas. Nesta linha existem 2 embaladoras e tem o nome de Kettner. O pacote de latas é colocado em paletes, através da 3 Equipamento responsável pela quebra das bolhas de ar presentes na espuma da cerveja. 27 Paletizadora e esses paletes são envolvidos por um filme protetor e enfim são estocadas. É importante dizer que essa linha de envasamento de latas contém 2 Checkmats. Este equipamento é um inspetor para controle do nível de enchimento, e este indica o número da válvula com erro e mostra as estatísticas de produção. A eliminação das latas defeituosas é feita através de um rejeitor Pusher (KRONES, 1998). O sistema de inspeção de nível de enchimento pode utilizar vários tipos de radiação, raio-X, raio gama, para a detecção de latas com nível inferior ou superior ao desejado, porém a inspeção pode apresentar variações, pois existe uma grande quantidade de espuma. Ao se utilizar este sistema é necessário atender às normas de radioproteção (MELLO, 2012). Estes inspetores, Checkmats, devem estar posicionados após a recravadora e o outro após o pasteurizador, para garantir o atendimento aos padrões. 3.3 Método de pesquisa Para a realização desse projeto será utilizada o método PESQUISAAÇÃO. Este é um tipo de pesquisa com base empírica focada na resolução de um problema coletivo no qual os participantes estão envolvidos ativamente. A sequência para a condução da pesquisa- ação acontece em cinco fases: planejar, coletar dados, analisar esses dados, implementar ações para resolver o problema em questão, avaliar os resultados e gerar um relatório afim de prover o monitoramento e divulgação dos resultados obtidos (COUGHLAN e COUGHLAN,2002). A Figura 13 apresenta a estruturação da condução da pesquisa ação. 28 Planejar a pesquisaação Avaliar resultados e gerar relatório Coletar dados Monitoramento Implementar ações Analisar dados e planejar ações Figura 13- Estruturação para condução da pesquisa-ação Fonte: Adaptada de Coughlan e Coughlan (2002). Esta sequência muito se aproxima do roteiro utilizado pelos times de TPM responsáveis por reduzir a perda de extrato na cervejaria. Então, para o desenvolvimento desse trabalho as atividades serão realizadas usando a metodologia TPM. 3.4 Cronograma proposto para o presente trabalho As informações contidas neste projeto serão levantadas por uma equipe multifuncional da cervejaria que será constituída por seis pessoas sendo um coordenador de TPM, um trainee, um analista da qualidade, um operadortécnico, um analista industrial e um estagiário, contando com o apoio de todos os setores envolvidos. As responsabilidades do estagiário, que é a autora da presente monografia, estarão ligadas a realização dos experimentos, análises dos dados, geração de ações em relação aos resultados encontrados, bem como o apoio a todos os outros integrantes do time. Como o maior percentual de perda de produto acabado no setor de envasamento acontece em uma determinada enchedora em uma determinada linha, decidiu-se que a equipe multidisciplinar, irá concentrar esforços nesta máquina seguindo a metodologia do TPM. 29 Para estabelecer um cronograma foi utilizada a metodologia TPM para determinar o fluxo das atividades, conforme a Figura 14. Figura 14 - Roteiro TPM para redução de perda de extrato Fonte Autora 1. Compreender a atual situação e identificar as áreas críticas Nesta fase inicial teremos as seguintes etapas: 1.1 Analisar dados históricos e verificar consistência dos mesmos (existência de um sistema de medição) 1.2 Mapear todo o processo de escopo; 1.3 Identificar todos os possíveis pontos de perdas; 1.4 Identificar claramente a perda que será atacada; 1.5 Quantificar essa perda crítica; 1.6 Descrever o link entre perda de extrato e o processo. 2. Restabelecer as condições básicas na área crítica O foco agora estará na máquina envolvida, seguindo as seguintes etapas: 2.1 Etiquetar e listar as anomalias físicas (relacionadas à perda); 30 2.2 Padronizar as soluções; 2.3 Treinar e implementar novos padrões. 3. Determinar as causas raízes e contramedidas Nesse momento, será necessário entender por que as falhas acontecem, chegando até sua causa raiz, para que assim ela possa ser erradicada, ou ter seus padrões alterados. Pretende-se fazer isso dessa maneira: 3.1 Compreender as causas raízes das perdas: análise dos cinco porquês; 3.2 Programar e executar as contramedidas; 3.3 Treinar e implementar os novos padrões. 4.Monitorar, melhorar e estabilizar o nível da perda de extrato Quando e se os resultados forem obtidos, deve-se: 4.1 Criar o um sistema de monitoramento e checagem dos resultados obtidos; 4.2 Padronizar; 4.3 Treinar e implementar novos padrões. 5. Aperfeiçoar o sistema de gestão para manter os ganhos Com o sistema de monitoramento estabelecido, será necessário implementar um sistema de gestão desses dados, e medidas para manutenção dos ganhos. Seguem as etapas finais do projeto: 5.1 Definir os novos padrões e fatores de processo para garantir a capabilidade de processo desejado; 5.2 Integrar os novos padrões em rotinas da Manutenção Autônoma (Limpeza, inspeção e lubrificação) e rotinas da Manutenção Planejada; 5.3 Monitorar os resultados regularmente e obrigatoriamente até 2013, sendo estabelecido um trigger point e ações para manter o resultado. Para que essas etapas sejam efetivas um cronograma foi idealizado, e segue na Figura 15, mostrando o planejamento inicial de execução do projeto. 31 Atividades Junho 17 24 Julho 1 8 15 Agosto 22 29 5 12 19 Setembro 26 2 9 16 23 1.Compreender a atual situação e identificar as áreas críticas 1.1 1.2 1.3 1.4 1.5 1.6 2. Restabelecer as condições básicas na área crítica 2.1 2.2 2.3 3. Determinar as causas raízes e contramedidas 3.1 3.2 3.3 4. Monitorar, melhorar e estabilizar o nível da perda de extrato 4.1 4.2 4.3 5.Aperfeiçoar o sistema de gestão para manter os ganhos 5.1 5.2 5.3 Figura 15 - Cronograma para o projeto Fonte Autora Vale ressaltar que o 5º passo deve ser monitorado até o final do ano de 2013, podendo a aluna, autora deste trabalho, promover novas mudanças, realizar novos testes, e outras intervenções que se façam necessárias. 32 4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS CARRIJO, J. R. S.; LIMA, C. R. C. Disseminação TPM – Manutenção Produtiva Total nas indústrias brasileiras e no mundo: uma abordagem construtiva. Disponível em <http://www.abepro.org.br/biblioteca/enegep2008_TN_STO_069_494_11021.p df> Acesso em 22 de agosto de 2013 JIPM – Japan Institute Plant of Maintenance . Apostila IMC – Curso de Facilitadores TPM, São Paulo: IMC Internacional, 2000. JIPM – Issues and aims (visions) for JIPM. No. 2, Tokyo, Japão. Disponível em www.jipm.org.jp. 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