LE I DE DI R EI TO PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU AU TO RA L AVM FACULDADE INTEGRADA Brincadeiras e jogos na Educação Infantil: TO PR OT EG ID O PE LA O processo da aprendizagem através das brincadeiras e jogos na Educação Infantil. DO CU M EN AUTOR: MARIA APARECIDA FEITOSA DOS SANTOS Prof. Orientador: Prof. Dr. Vilson Sérgio de Carvalho Boa Vista 2013 AVM FACULDADE INTEGRADA PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU Brincadeiras e jogos na Educação Infantil: O processo da aprendizagem através das brincadeiras e jogos na Educação Infantil. MARIA APARECIDA FEITOSA DOS SANTOS Monografia apresentada ao Instituto AVM Faculdade Integrada - como requisito parcial para a obtenção do título de especialista em Educação Infantil e Desenvolvimento. Orientador: Prof. Dr. Vilson Sérgio de Carvalho. Boa Vista 2013 AGRADECIMENTOS Agradeço primeiramente a Deus por estar sempre iluminando meus caminho e em especial meu marido pela paciência e estimulo para seguir em frente. RESUMO O presente estudo tem como tema de pesquisa: Brincadeiras, jogos e aprendizagem: O processo da aprendizagem através das brincadeiras e jogos na Educação Infantil. Tendo como objetivo geral compreender jogos e brincadeiras como aprendizagem e na estratégias e construção do práticas mesmo. pedagógicas inseridas E objetivos na específicos contextualizar aprendizagem e as razões do emprego de brincadeiras e jogos como estratégias pedagógicas. E descrever as práticas pedagógicas vinculadas ao lúdico que implicam na aprendizagem da criança. Palavras chaves: Brincadeira, jogo e aprendizagem. ABSTRACT The present study is research topic: Jokes, games and learning: The process of learning through play and games in kindergarten. Aiming to understand the general fun and games as teaching practices and strategies embedded in learning and building on it. And contextualize learning objectives and the specific reasons for the use of play and games as teaching strategies. And describe the pedagogical practices related to the playful involving child learning. Keywords: Game, play and learning. “Brincando a criança desenvolve a imaginação, fundamenta afetos, explora habilidades e, na medida em que assume múltiplos papéis, fecunda competências cognitivas e interativas.” (Celso Antunes). SUMÁRIO 00 INTRODUÇÃO Capítulo 1 APRENDIZAGEM, JOGOS E BRINCADEIRAS COMO 00 ESTRATÉGIAS PEDAGÓGICAS 1.1 APRENDIZAGEM: ABORDAGENS 1.2 BRINCADEIRAS E JOGOS 00 : CONSTRUÇÃO DA 00 NA CONSTRUÇÃO DA 00 APRENDIZAGEM Capítulo 2 AS PRÁTICAS LÚDICAS APRENDIZAGEM 2.1 BRINCADEIRAS E JOGOS E O PROCESSO 00 PEDAGOGICO: ESTRATÉGIAS Capítulo 3 JOGOS E BRINCADEIRAS 3.1 JOGOS E BRINCADEIRAS QUE AJUDAM NO PROCESSO DA APRENDIZAGEM REFERÊNCIAS ANEXOS 00 INTRODUÇÃO O tema deste estudo é Brincadeiras e jogos na Educação infantil. A questão central deste trabalho é como se dá a aprendizagem das crianças de Educação Infantil através das brincadeiras e dos jogos? O tema sugerido é de fundamental importância, pois brincadeiras e jogos ajudam no desenvolvimento de habilidades sociais, recreação, contribuição para o desenvolvimento físico e mental da criança e destaca a fundamental importância dessas abordagens, pois amplia os conhecimentos e a compreensão sobre o universo das crianças e seu contexto de aprendizagem. Retratando ainda a importância das brincadeiras e dos jogos como ferramentas pedagógicas no processo de aprendizagem das crianças de Educação Infantil. Inserida na linha de pesquisa da Pós-graduação, o atual tema foi inspirado a partir da minha curiosidade em confirmar se as crianças realmente aprendem melhor quando vivenciam a teoria através do lúdico. Uma vez que trabalhei em duas instituições que tem como metodologia o construtivismo e atualmente trabalho em uma instituição de educação Infantil que segue a linha do tradicionalismo. Por tal motivo desenvolvi este trabalho buscando teorias para mostrar a melhor prática a ser trabalhada com crianças de Educação Infantil. A definição de brincadeiras, jogos e aprendizagem de acordo com o dicionário online de português: Brincadeiras quer dizer “ação de brincar, divertimento. Gracejo, zombaria. Festinha entre amigos ou parentes. Qualquer coisa que se faz por imprudência ou leviandade e que custa mais do que se esperava!”; Jogo significa “ação de jogar; folguedo, brinco, divertimento. O que serve para jogar: comprar um jogo de damas. Exercício ou divertimento sujeito a certas regras”; Aprendizagem quer dizer “Ação de aprender; aprendizado. Tempo durante o qual se aprende. Psicologia, “método que consiste em estabelecer conexões entre certos estímulos e determinadas respostas, cujo resultado é aumentar a adaptação do ser vivo ao seu ambiente.” Portanto, jogos, brincadeiras e aprendizagem são palavras que estão entrelaçadas e caminham juntas. O estudo parte da hipótese que as brincadeiras e os jogos servem de ferramentas pedagógicas para o processo de aprendizagem das crianças de Educação Infantil. Escolhi o tema Brincadeiras e Jogos na Educação Infantil: O processo da aprendizagem através das brincadeiras e jogos na Educação Infantil, porque percebo a importância que tem para a criança descobrir o mundo através das brincadeiras e jogos. Além de propiciar a criança a aprender com alegria e descontração dentro do ambiente educacional em que esta inserida. Pois o brincar na Educação Infantil vem ganhando espaço em âmbito educacional. Como ferramentas pedagógicas o ensino aprendizagem se dá mediante a utilização das brincadeiras, fazendo com que a criança entre no mundo do faz de conta, desenvolvendo assim, suas emoções e aprendendo com os conflitos as determinadas regras sociais. E os jogos didáticos ajudam no crescimento do processo da aprendizagem, desta forma a criança aprenderá melhor os conteúdos a serem ensinados. O estudo tem como objetivo geral pesquisar sobre a aprendizagem das crianças de Educação Infantil através das brincadeiras e jogos pedagógicos. E especificamente Investigar através do campo teórico o processo da aprendizagem através das brincadeiras e dos jogos, apresentar as práticas pedagógicas vinculadas ao lúdico com implicação na aprendizagem das crianças de Educação Infantil e pesquisar brincadeiras e jogos pedagógicos que possam ser utilizados dentro e fora da sala de aula. METODOLOGIA A pesquisa é de caráter documental e bibliográfico e contempla o processo da aprendizagem através das brincadeiras e jogos na Educação Infantil. A proposta de investigação destaca a produção textual nacional sobre o objeto de estudo definido anteriormente. A pesquisa define como fontes de dados, livros, artigos em periódicos científicos e reportagens em revistas de circulação regular, relacionados ao campo da Educação e da área temática de Educação Infantil e Desenvolvimento, definidos na proposta do estudo, oriundos e banco de dados de bibliotecas reais e em redes de internet. 1 - APRENDIZAGEM, JOGOS E BRINCADEIRAS COMO ESTRATÉGIAS PEDAGÓGICAS O objetivo deste capítulo será apresentar a visão de alguns autores e a visão dos mesmos sobre outros autores no que diz respeito à aprendizagem e suas abordagens. 1.1 - APRENDIZAGEM: ABORDAGENS Para Portilho (2009), Piaget realizou seu estudo com o objetivo de conhecer a evolução do conhecimento na espécie humana. As pesquisas realizadas ao longo do tempo por Piaget e seus colaboradores, juntamente com seus sucessores, ajudaram a compreensão do desenvolvimento humano e da aprendizagem, relativas à matemática e às suas relações com a linguagem e a construção da moral. A autora destaca a afirmação de Piaget de que o conhecimento se constrói, com interação ativa entre o sujeito e o mundo externo, onde o sujeito atua dentro de um determinado contexto. Na visão de Piaget, a vida é, em essência, autorregulação. A partir de então, a inteligência se desenvolve para manter o equilíbrio dinâmico com o meio. Havendo desequilíbrio, o indivíduo atuará sobre este para manter o equilíbrio inicial. Tais fatos são denominados por Piaget como adaptação e organização. Este processo ajuda a criança a desenvolver-se de modo a aprender por exemplo: com o tombo, a dividir suas coisas a descobrir novas possibilidades. Portilho (2009), afirma ainda que a visão de Piaget acerca da aprendizagem é construtivista, com origem na tomada de consciência dos fracassos ou desequilíbrios entre as representações e a realidade, o que contrapunha a ideia de que não se podiam cometer erros para aprender. Ao explicar a capacidade de adaptação dos seres vivos ao meio ambiente, Piaget infere que a inteligência humana é uma construção endógena (fatores internos) de dados exógenos (fatos externos). Por isso seus estudos consideram e contemplam as variações não hereditárias. Daí que, para Piaget, a inteligência e uma adaptação ao meio exterior. Tais estudos baseiam a ideia construtivista Piagetiana, onde tanto os aspectos inatos quanto os ambientais são importantes na hora da aprendizagem. Isto acontece porque a criança esta em constante adaptação com o meio e consigo mesma, para que sua aprendizagem se torne significativa. Explica Portilho (2009), que essa adaptação é fruto da adaptação do indivíduo com seu ambiente, onde os fatores fisiológicos da maturação, as experiências com os objetos do mundo físico e com o meio social, coordenadas por um mecanismo autorregulador (equilibração) são os elementos necessários para o desenvolvimento. A adaptação se subdivide em assimilação e acomodação. Piaget (1976) explica que assimilação como a incorporação de novos elementos a estrutura existente. A acomodação seria a modificação dos esquemas de assimilação por influências. Esse jogo entre assimilação e acomodação permite o equilíbrio dinâmico dos organismos. Embora os dois movimentos da aprendizagem possam ser definidos, não podem ser observados separadamente. A organização articula estes processos com a estrutura existente e organiza todo o conjunto de ações. Assim, o indivíduo constrói e reconstrói continuamente as estruturas que o fazem mais apto a equilibração. Para que a criança possa organizar seus pensamentos, ela passa por constante circulo de assimilação e acomodação. E assim sua aprendizagem surge constantemente. Portilho (2009), afirma que Piaget, ao dividir por idade as crianças genebrinas de seus estudos, desenvolveu os chamados Estádios de desenvolvimento, assim descriminados: Primeiro estádio: sensório-motor. O bebê começa a construir esquemas de ação para assimilar mentalmente seu meio ambiente, a partir de seus reflexos básicos neurológicos. Fase de transformação dinâmica e não observável. Segundo estádio: operatórioconcreto: Subdividido em pré operatório, no qual se preparam as operações concretas, quando a criança será capaz de representar mentalmente pessoas e situações e atuar por simulações.A outra subdivisão é a operatória concreta, onde tais ações já estão estabelecidas, onde a criança já é capaz de abstrair dados da realidade. O último estádio é o operatório formal. Com abstração total e pensamento em todas as relações possíveis e lógicas. Corresponde ao pensamento adulto. Entretanto, o que é universal e predeterminado biologicamente no ser humano depende da ordem de complexidade da construção do indivíduo. Nem sempre o indivíduo chega a uma capacidade cognitiva mais complexa. Vai depender de quatro fatores de aprendizagem (maturação, experiência, transmissão social e equilibração) e da forma de utilização destes fatores no processo de interação com o meio. A maturação (maturação nervosa) é o que torna possível a constituição das estruturas operatórias. O exercício da experiência adquirida na ação efetuada sobre os objetos é fator essencial, necessário, mas complexo. Não explica tudo. A experiência física e a lógico-matemática são diferentes. A primeira consiste em operar sobre seus objetos para abstrair suas propriedades. A segunda consiste, igualmente, em operar sobre os objetos para conhecer o resultado das coordenações das ações. Em relação às transmissões sociais, sabemos que a linguagem é fator de desenvolvimento. Porém, não é sua fonte. Para assimilar a linguagem é necessário instrumento anterior. Geralmente, o desenvolvimento operatório precede a expressão verbal. O meio social pode desenvolver a verbalização, mas não permite que determinemos o nível da estruturação lógica desenvolvido. A equilibração é um aspecto do desenvolvimento mental necessário para explicar os anteriores, embora comporte sua própria especificidade. As operações não são mais préformadas, mas se constroem de maneira continua e refletidora quando temos uma situação de problemas, de desequilíbrio, de conflitos. No domínio intelectual, a noção de equilíbrio caracteriza-se pela compensação. O equilíbrio é móvel e na presença de perturbações exteriores, o sujeito procurará reduzilas por compensações de sentido inverso. É o fator de desenvolvimento interno mais importante. Portanto, o equilibrio vem para equilibrar os pensamentos das crianças, ou seja, tornar seu aprendizado sólido. Segundo Ferreiro (1999) as mudanças importantes na compreensão dos processos de aquisição da língua oral da criança começam a apontar a partir de 1962. Até então, a maior parte dos estudos sobre a linguagem infantil era voltada para o léxico, ou seja, a quantidade e a variedade de palavras utilizadas pela criança. Entretanto, não é a quantidade de palavras que pode constituir uma linguagem. A classificação das palavras, seu modo de estudo e classificação dependem mais de regras claras e objetivas para serem aceitas como verdadeira linguagem. O modelo tradicional é o associacionista da aquisição da linguagem, e baseia-se na tendência à imitação pela criança que, juntamente com seu meio social, vê-se forçada a emitir sons correspondentes às palavras correspondentes do seu meio social. Assim, através dos adultos, a criança acaba selecionando sons que correspondem ao da fala adulta. Numa explicação simplificada, o adulto associa algum objeto a um determinado som, repetidas vezes, até que aquele som, enfim, acaba criando para a criança um significado real, que é a palavra. Porém, a nova visão deste processo de aprendizagem muda, assimetricamente, quanto à passividade da criança em ouvir sons. O que se destaca, agora, é a atividade da criança para compreender a linguagem que se fala a sua volta. No lugar de simplesmente receber palavras inteiramente fabricadas por outros, aparece uma criança que reconstrói essa linguagem, não como cópia de um modelo adulto, mas sim como uma criação original da percepção de seu meio. Isso quer dizer que a criança cria uma linguagem própria. Para comunicar-se ela cria palavras e frases que estão no seu entendimento. Ferreiro (1999) relata ainda numa visão interacionista piagetiana, que a linguagem é decorrência de aquisições do período sensório-motor, onde a criança abstrai a presença da realidade imediata e perceptível por símbolos mentais. Tais símbolos, segundo Piaget, são construídos a partir da imitação, a grande responsável pelo processo de aquisição de linguagem. As ações internalizadas pela criança sofrem um aperfeiçoamento com o passar do tempo e vão de rudimentares até a imitação perfeita. São ações pessoais, pois nascem da experiência da criança. Logo, é a imitação que intermedia uma ação concreta, exterior das ações internas, implícitas, que constituem a essência da linguagem e do pensamento. Assim, como nos símbolos mentais, sons e palavras evoluem paralelamente, quando a imitação de um som, repetidas vezes, pela criança, cria nela a percepção da palavra e de ações, e consequentemente, da própria linguagem. Conclui-se então que a criança cria seu repertório de palavras através de imitações do mundo adulto e repetidas palavras que acabam lhe trazendo novas palavras e assim seu próprio repertório de palavras. 1.2 – JOGOS E BRINCADEIRAS: CONSTRUÇÃO DA APRENDIZAGEM Apresentar através de teóricos como se dá a construção da aprendizagem através dos jogos e das brincadeiras. De acordo com Garcia e Marques (1990) o brincar está vinculado a todas as idades, não só se direciona apenas para a criança. O jogo abrange todas as faixas etárias, mesmo sendo mais praticado pelas crianças. As autoras descrevem que a idade das brincadeiras é representada pela infância e por meio delas as crianças vêm satisfazer grande parte de seus desejos. Garcia e Marques (1990, p. 11) afirmam que “O aprendizado da brincadeira, pela criança, propicia a libertação de energias, a expansão da criatividade, fortalece a sociabilidade e estimula a liberdade do desempenho”. Durante a brincadeira a criança vai obsorvendo o aprendizado que a mesma propicia a ela. Para Garcia e Marques (1990) a satisfação que as crianças demonstram quando estão participando das atividades, são refletidos sinais de risos e alegria. Nela a criança entra no mundo da fantasia trazendo até para realidade suas expressões transitando livremente pelo ambiente. Com a brincadeira a criança pode transmitir seus sentimento, o que ela esta vivenciando no âmbito familiar e escolar. De acordo com os estudos de Kishimoto(1994) ao longo da história da Educação e da Infância teorias e práticas representaram essa perspectiva sobre a necessidade do lúdico na aprendizagem. O primeiro jardim de infância (kindergarden) foi fundado em junho de 1840 por Froebel. Destinado a crianças de 0 a 6 anos, cujo ambiente era constituído por um centro de jogos, onde as crianças pudessem aprender livremente sobre si e o mundo. O material pedagógico criado por Froebel (1782-1852), eram os “dons” e as “ocupações”, com as regras para manuseá-los. Kishimoto (1994), fala que para Froebel (1782-1852), as brincadeiras eram um momento de interação entre as crianças e estas com o ambiente. Tendo dominado a educação infantil por aproximadamente 50 anos, até a chegada do Progressivismo. E que Dewey (1859-1952) aparece contrapondo Froebel (1782-1852), e coloca como principais os elementos do ambiente e os interesses das crianças pelo mesmo. Para ele, a aprendizagem acontece de forma espontânea de acordo com os interesses sociais da criança. Dewey (1859-1952) descreve que o jogo é uma atividade livre onde a criança aprende através dos problemas do cotidiano. Para Kishimoto (1994), Montessori (1870-1952) vem a divulgar sobre a importância dos materiais pedagógicos, cujo ambiente era propício ao aprendizado da criança para que elas pudessem explorá-los livremente. Vê-se então que desde muito antes já se pensavam em uma aprendizagem de forma mais lúdica, algo que a criança aprendesse com prazer. Seber (1997) aborda a visão construtivista, que fala sobre a importância dos jogos no desenvolvimento psicológico da criança. Seber (1997), fala que antes mesmo do segundo ano de vida uma criança já repete um ato que lembra o faz de conta, como por exemplo, fingir estar dormindo. É nessa época também que a criança atribui aos objetos significados diferentes da realidade. Assim, uma boneca pode ser usada para ser alimentada num momento e, logo a seguir, ser utilizada para esfregar o chão. Um pedaço de madeira pode ser um pente, mamadeira, carro, etc. Ações como bater, puxar, jogar, esfregar combinam-se com ações do tipo faz de conta e mantém-se por pouco tempo, pois a criança não se distrai com um único tipo de ação, mesclando constantemente as brincadeiras. A criança em desenvolvimento vive em busca de explorações e, para isso, tanto faz que ela desmonte objetos ou tente construir algo. Muitas vezes, sem querer, a criança até inutiliza os brinquedos. De fato, o modo como a criança irá entender o que realiza com um brinquedo está diretamente ligado a conduta de como o professor irá despertar nessa criança o interesse pelo manuseio, a motivação a ser despertada pelos objetos. Para isso, o professor terá que se colocar no lugar da criança, a fim de que a compreensão vença a irritação no caminho das descobertas. Entende-se que durante uma brincadeira de faz de conta entre as crianças o professor deve observar atentamente esse brincar, pois é nessa hora que a criança expõe seus sentimentos e se algo fugir do "normal" o professor deverá intervir na brincadeira dos mesmos. Depois de uma intervenção deixar que as crianças continuem brincando. Portanto o construtivismo vem para esclarecer e informar com se dá a aprendizagem de forma lúdica. Segundo Seber (1997), na fase inicial dos jogos podemos observar combinações entre ações de faz de conta e ações manipulativas, assim como alguns brinquedos quebrados. Tanto as ações de faz de conta, como as de manipulação são importantes para o progresso da aprendizagem. Por isso, é essencial compreender a interpretação deste progresso para o professor, a fim de que o mesmo possa estimular corretamente o desenvolvimento infantil. Viver de modo lúdico as situações do cotidiano representa a compreensão das próprias experiências e do progresso do pensamento. Utilizando a imaginação, a criança reproduz recordações ligadas às ações do tipo tomar banho, se alimentar, dormir, passear. Brincando, a criança pode refazer, de maneira diferente, seu dia a dia, ampliando suas experiências e suas condições para o progresso de seu pensamento. O ponto de vista explicativo das ações é bem esclarecedor para se poder entender melhor o significado das brincadeiras. Atividades de empilhar, esfregar, passar objetos, por exemplo, são essenciais, pois favorecem o aprimoramento dos gestos, da coordenação motora e, consequentemente, o domínio do próprio corpo. Ainda com Seber (1997), o domínio dos movimentos está intimamente ligado aos relacionamentos sociais, aos sentimentos. É a ação motora que traduz o desejo expresso posteriormente por meio da linguagem. Assim é que, uma criança vendo a outra empilhando peças de madeira, consegue se aproximar afetivamente dela, imitando-a. A imitação do comportamento é uma característica muito importante, presente nos jogos de faz de conta. É ela que irá manifestar o aspecto social das condutas infantis, permeada de emoções e sentimentos em relação ao outro. A criança imita quem ela gosta ou quem lhe desperta atração. São os comportamentos que acabam servindo de modelo à criança. A criança também pode reproduzir o modo como entende os objetos. Pode engatinhar e miar como o gato. Pode sentar-se numa cadeira, imitando o pai na direção de um automóvel. Pode pentear-se ou pentear a sua mãe, assim como penteia uma boneca. Em suma, projeta suas ações em outros seres ou imita o comportamento dos seres que observa. Para Seber (1997), tudo isso é importante para a evolução dos afetos, da socialização e do progresso do pensamento infantil. A criança se sente mais próxima de nós à medida que nós estamos próximos dela e seu comportamento corresponde àqueles que ela pode observar ao seu redor. O conjunto dessas brincadeiras deve ser estimulado pelo professor, mediante oferta de objetos e através de conversa sobre o que percebe a criança realizar. O professor deve se colocar no lugar da criança para entender melhor o processo, mas não pode brincar pela criança, nem exigir que se façam as ações diferentes do cotidiano representado, delimitando ainda um tempo, não longo, para ser reservado às brincadeiras. Entende-se então que a criança aprende muito mais quando esta brincando, seja de faz de conta, correr, pular, montar jogos entre outros. Isso trás a ela um aprendizado do qual ela não se esquecerá, porque foi de uma maneira prazerosa. O lúdico estimula a coordenação e o pensamento da criança, levando-a no futuro resolver situações problemas e de coordenação em geral. 2 – AS PRÁTICAS LÚDICAS NA CONSTRUÇÃO DA APRENDIZAGEM Este capítulo se estrutura a partir de estudos sobre ação pedagógica com o lúdico visando a aprendizagem., ou seja, como se dá esta condição a partir do emprego dos jogos e brincadeiras incluídas no cotidiano escolar. 2.1 – JOGOS E BRINCADEIRAS E O PROCESSO PEDAGOGICO: ESTRATÉGIAS Em entrevista à revista Pátio Educação Infantil de novembro/dezembro de 2009, Janet Molylis relata sobre como o brinquedo é importante para o desenvolvimento da criança. Dentro desse aspecto a revista faz algumas perguntas para entrevistada que irei reproduzir a seguir. Pátio - Como o brincar deve ser usado no currículo dos primeiros anos da educação infantil? Janet Molylis - As crianças brincam instintivamente e isso deve ser aproveitado pelos adultos. A brincadeira faz a criança pensar de forma abstrata e independente. Faz com que a criança corra riscos e tente resolver problemas e aperfeiçoando sua compreensão sobre o meio em que vive. Logo, os programas de educação infantil devem ser baseados em atividades lúdicas, o que é muito difícil para as práticas prescritivas de conteúdo curricular. Para a criança, a compreensão só é alcançada pela experiência que faça sentido para ela. O brincar proporciona isso. Por tanto, também é importante que a criança valorize a brincadeira, o que só acontece quando as outras crianças que estão a sua volta também valorizam. Brincar mantém as crianças física e mentalmente ativas. Pátio - O que é importante que os adultos saibam para melhor aproveitar o potencial educativo das brincadeiras? Janet Molylis É importante conhecer o máximo possível sobre a criança e suas experiências anteriores. Observar, saber ouvir e descobrir qual o real interesse da criança. O adulto deve fornecer recursos, criar contextos para sustentar os interesses, ensinando através da brincadeira. Depois o educador precisa saber conversar com a criança, impor limites, quando a brincadeira precisa ser terminada. Outro fator importante é o planejamento para ampliar e desenvolver as oportunidades dos alunos nas brincadeiras espontâneas, a partir da análise e avaliação da experiência lúdica de cada dia. Pátio - Existe uma Pedagogia própria para a infância? Janet Molylis - Inicialmente é o brincar, formado pelos elementos do brincar espontâneo, do aprender brincando, do ensinar brincando. O brincar exerce controle sobre a criança, sendo aberto, criativo e imaginativo. Ao educador cabe disponibilizar recursos, ser observador interessado, interagir quando convier; compreender o brincar numa perspectiva desenvolvimentista. Ensinar brincando é utilizar a alegria natural, inata à criança ao brincar. Propor tarefas divertidas e criativas, com objetivos sérios. Para cada etapa do aprendizado há um planejamento, variável de educador para educador, mas todas as etapas, embora distintas, estão interligadas ao ensinar brincando. Pátio - Os conhecimentos formais podem ser articulados com uma cultura lúdica? Janet Molylis - Conhecimentos formais são entendidos como a capacidade de ler, escrever, aprender matemática, história, geografia, etc. Todos podem ser articulados com uma cultura lúdica. Vai depender dos recursos lúdicos oferecidos pela escola ou pelo ambiente pré-escolar. Pátio - Que exemplos a senhora poderia dar em relação a isso? Janet Molylis - Crianças que criam e desenvolvem uma agência de turismo na sala de aula terão que utilizar seus conhecimentos e também ampliá-los, sobre lugares, linguagem, matemática. Um ambiente ao ar livre montado como uma estufa de plantas pode proporcionar experiências "formais" de escavar, rastelar e plantar. É mais fácil proporcionar um programa de ensino amplo e equilibrado através desse tipo de atividade do que através de atividades praticadas na sala de aula ou em folhas de exercício. Essa entrevista deixa claro para nos educadores como é importante as brincadeiras e os jogos para o desenvolvimento e crescimento da criança. E como elas aprendem com o universo lúdico. Segundo a autora Friedmann (1996) o jogo torna-se importante quando significa um meio para atingir determinados objetivos. Se a criança brinca por puro divertimento com outras crianças ou adultos significa dizer que o jogo é um brincar por brincar, com fim em si mesmo, podendo ocorrer em qualquer lugar, inclusive na escola. Entretanto, o jogo se faz cada vez menos presente no cotidiano escolar, questão central para os estudiosos da área, que querem resgatar o verdadeiro sentido da atividade lúdica enquanto um meio educacional, um instrumento útil para estimular o desenvolvimento integral da criança, possibilitando o trabalho com conteúdos curriculares. Ainda com Friedmann (1996) em certas vezes as crianças brincam sozinhas, seja por condição natural da idade, seja por distúrbios emocionais. Em qualquer dos casos são os próprios objetos que tomam vida e tornam-se parceiros da criança. A criança pode ainda brincar com palavras, sons, seu próprio corpo, e ainda com o todo o espaço a sua volta. Mas é no jogo partilhado com outras crianças ou adultos que a criança se comunica de várias formas, através de interações sociais fundamentais, pois é assim que surge a oportunidade de assumir diversos papéis, experimentar, se colocar no lugar do outro, realizar ações mais ou menos prazerosas e expressar-se. Para Friedmann (1996) a criança usa a imaginação e a fantasia extensamente. Transforma um lápis em gente, qualquer sucata em objetos incríveis. Entretanto, nos dias atuais o apelo ao consumo fala mais alto. Crianças viram alvo de fabricantes, que se preocupam cada vez mais em criar brinquedos atrativos, coloridos, brinquedos que imitam objetos com muita perfeição e, ainda, observando itens de segurança para que tais peças não ofereçam riscos no manuseio e para a saúde da criança. Segundo Friedmann (1996) a análise desses objetos deve ser feita à luz do contexto em que estão inseridos: na família, na escola, do ponto de vista dos fabricantes. Em cada um deles um mesmo brinquedo pode ser visto como objeto potencial de solidão, consolação, autonomia ou heteronomia, realização, cooperação e progresso; objeto-novidade de distração ou informação. Como bem define Friedmann (1996), O brinquedo é, portanto, muito mais do que um objeto do mundo infantil, um ‘eco’ dos padrões culturais de diferentes contextos sócio-econômicos. Além de ser veículo da inteligência e da atividade lúdica, ele tem também um impacto próprio. Ainda com Friedmann (1996) o brinquedo pode estimular a criança a brincar solitariamente, embora essa característica seja normal para bebês e até necessária ao seu desenvolvimento. A frequência de brinquedos aumenta na idade pré-escolar. Jogos propriamente ditos são utilizados como acessórios, sobretudo dos cinco aos quatorze anos. Para Friedmann (1996) a atividade lúdica realizada no tempo e espaço determinados, as ações das crianças variam de acordo com suas idades. Um bebê descobre o mundo através dos sentidos, das atividades sensóriomotoras. À medida que crescem, suas habilidades cognitivas, corporais, emocionais e sociais vão constituindo uma ponte entre as ações puramente concretas para as ações mais abstratas. É justamente a “ação” o fundamento para que a brincadeira aconteça e, partindo deste raciocínio, toda atividade lúdica infantil deve ser repensada na hora de planejar espaços para tais atividades, planejando o currículo, visualizando o comportamento o comportamento das crianças na análise de cada jogo ou brincadeira. Segundo Friedmann (1996) a linguagem é fundamental para o processo de desenvolvimento. Friedmann descreve que Piaget afirma que a linguagem só aparece depois do pensamento, e que ele depende sobretudo da coordenação de esquemas sensório-motores. Linguagem é comunicação. Falar, ler e escrever são formas de acesso ao conhecimento construído. Ao mesmo tempo, são desenvolvidas a memória, a criatividade, o pensamento do concreto e do abstrato. Enfim, a linguagem é a base de toda comunicação. O jogo é o canal pelo qual a criança se comunica mais fácil e naturalmente. Para Friedmann (1996) a criança se desenvolve como um todo. Sua personalidade é paulatinamente construída durante a escolha de seus objetivos. Mas um ponto é constante: a afetividade. Amor, ódio, medo, alegria, agressividade, passividade... São alguns dos afetos mais comuns que o educador deverá lidar para acompanhar a criança no desenvolver do conhecimento. Porém, a motivação, que é um fator de desenvolvimento, pode ser positiva e levar a criança a realizar atividades cada vez mais complexas, ao passo que também poderá ser a causa de bloqueio do desenvolvimento, quando por exemplo a criança passa por problemas de perturbação afetiva. É justamente aí que o jogo pode ser utilizado para a melhora no progresso da criança. O jogo é a consolidação do “eu” na idade escolar, a auto-afirmação e a confiança necessárias ao bom desempenho. O jogo é uma janela da vida emocional das crianças. É a oportunidade que a criança tem para expressar seus afetos num ambiente e espaço que devem ser facilitadores, onde o papel do adulto é o de criar e manter esse espaço. Friedmann (1996) destaca que Piaget entende a ação psicomotora como a precursora do pensamento representativo e do desenvolvimento cognitivo, e afirma que a interação da criança em ações motoras, visuais, táteis e auditivas sobre os objetos do seu meio é essencial para o desenvolvimento integral. A atividade sensório-motora é fundamental para o desenvolvimento de conceitos espaciais e na habilidade de utilizar termos lingüísticos espaciais. Através do jogo se desenvolve o aspecto físico-motor. O equipamento utilizado e o espaço pensado para o jogo são importantes para a motivação de vários jogos motores. Tais atividades merecem a maior atenção dos educadores atuais, tendo em vista que são substituídos por atividades sedentárias, como por exemplo os jogos de vídeo games, a televisão, os jogos de computadores, etc. Por isso o jogo tem esse papel especial no desenvolvimento físico-motor e deve integrar-se com as outras áreas de desenvolvimento infantil. Para Friedmann (1996) o desenvolvimento da moral também faz parte da construção que vem do interior do ser humano. Quando as regras do exterior são voluntárias, as crianças as adotam e constroem naturalmente. Destacando Kamii, Friedmann destaca que: “sacrificar certos benefícios imediatos em proveito de uma relação recíproca de confiança com o adulto ou com outras crianças” é a mais perfeita definição de quando a criança resolve construir a própria regra moral. A confiança e o respeito servem de pano de fundo para o desenvolvimento da autonomia. Friedmann (1996) comenta que Piaget constata que a forma mais interessante para promover a cooperação, fator essencial do progresso intelectual, é o trabalho em grupo. Assim como o trabalho em grupo, os jogos em grupo são especialmente interessantes, pois neles o papel de cada criança é interdependente, onde um não pode existir sem o outro. Aqui podemos destacar importantes funções dos jogos na educação: Há transmissão de cultura, de regras morais e também a união da cooperação com a autonomia, a consciência da regra aliada à necessidade da consciência da razão de ser das leis para toda a vida. Segundo Friedmann (1996) com objetivos lúdicos, o educador pode propor regras ao invés de impor às crianças; dar oportunidade às crianças de participar na elaboração de leis, o que lhes possibilitaria também o questionamento dos valores morais, inclusive através de jogos coletivos; possibilitar a troca de idéias para se chegar a acordos de regras, a fim de que as crianças descentrem e coordenem pontos de vista, que é um processo cognitivo que contribui para o desenvolvimento do pensamento lógico; dar responsabilidade para cumprimento das regras, motivando o desenvolvimento da iniciativa, da agilidade e confiança; permitir definir qual regra prevalecerá, para o desenvolvimento da inteligência; desenvolver o aspecto da autonomia, o aspecto emocional; possibilitar o desenvolvimento mental das crianças através de ações físicas e motoras. Para Friedmann (1996) o educador é um observador, que deve respeitar a interpretação dada pelas crianças ao jogo espontâneo, a fim de conhecer a realidade lúdica das mesmas. Sem intervir, mas mediando os possíveis conflitos. Para jogos dirigidos, a postura do educador torna-se variável, mas deve ser clara e objetiva para explicar as regras, podendo inclusive participar dos jogos a título de explicação, até que as crianças possam continuar sozinhas. Agora o educador é um orientador. Mas não só um orientador comum: deve ser um desafiador, colocando dificuldades progressivas no jogo, a fim de promover desenvolvimento e aprendizagem cada vez mais complexa. Aqui a criatividade do professor deve falar mais alto. Antunes (2010) afirma que durante algum tempo havia uma separação do brincar e o aprender. E no decorrer das atividades não se brincava, pois ambas eram separadas. Não era possível aprender enquanto brincava e aos poucos essa idéia foi sendo substituída por brincadeiras lúdicas, cuja finalidade não era só de se animar, distrair e se alegrar com as brincadeiras, mas sim de aprender e se desenvolver durante a mesma. Antunes (2010) fala sobre como funciona a mente de uma criança: das expectativas às experiências, da nova hora da brincadeira e da aprendizagem para uma nova concepção sobre o papel do brincar. Diz ainda que a criança no decorrer da brincadeira desenvolve sua imaginação, afetos e memória. Pois é brincando que a mesma expressa sua angústia, sofrimento e ansiedade. E assim acaba desenvolvendo sua linguagem. O autor descreve que: (...) a aprendizagem e a construção de significados pelo cérebro se manifestam quando este transforma sensações em percepções e estas em conhecimentos, mas este trânsito somente se completa de forma eficaz quando aciona os elementos essenciais do bom brincar que é, justamente, memória, emoção, linguagem, atenção, criatividade, motivação e, sobre tudo, a ação. (ANTUNES, 2010, p. 31). Antunes (2010) refere-se ao fato da criança construir seu próprio mundo brincando e que ao entrar no mundo do adulto isto a possibilitará compreender, ressignificar e reelaborar seus esquemas. Não é a toa que a brincadeira faz parte da proposta educativa da maioria das escolas de Educação Infantil. Pois o brincar ajuda no desenvolvimento da autoestima e a interação da mesma com o outro. Segundo Garcia e Marques (1990) as atividades lúdicas podem ser compreendidas pelas crianças através dos seguintes aspectos: na preparação para atividade, na liberdade de ação, no prazer obtido, na possibilidade de repetição das experiências e na realização simbólica dos desejos. Considerando tais aspectos importantes, o lúdico infantil proporciona uma fonte de estudos em direções diferentes: do ponto de vista sociológico e psicológico e por meio de abordagem antropológica. Nas brincadeiras os aspectos analisados na abordagem sociológica são: o processo de socialização infantil se dá através da interação, participação de elementos, desempenho de papéis, aceitação no meio lúdico pelo grupo, atitudes, preconceito e surgimento de lideranças entre as crianças. Já a abordagem psicológica a analise das brincadeiras se dá de acordo com os objetos, suas significações e ações dadas por cada criança, nas expectativas e esforços realizados para que suas ações sejam valorizadas pelo grupo, seus papéis desempenhados e de serem desempenhados. E a abordagem antropológica procura acompanhar a trajetória dos jogos infantis com relação às influencias étnicas, zona de dispersão e variações ocorridas de acordo com os tempos e espaços. Esses enfoques relacionam brincadeiras com os seguintes aspectos: desenvolvimento de habilidades sociais, recreação, contribuição para o desenvolvimento físico e mental da criança, psíquica. Portanto, todas as abordagens são de fundamental importância, pois amplia conhecimentos e compreensão das crianças e de seu contexto. É com o jogo simbólico que a criança irá adquirir autonomia, possibilitando entrar no universo de animação, exploração, experiência, criatividade e a agir diante determinadas situações. Brincar e aprender são ideias que não se separam, mas sim caminham juntas. Sendo assim é brincando e jogando que a criança construirá condutas e usará da criatividade para inventar e reinventar situações que estão a sua volta. 3 – JOGOS E BRINCADEIRAS Nesta seção do estudo descreverei alguns jogos e brincadeiras como ferramentas pedagógicas que ajudam no processo de ensino-aprendizagem. 3.1 - JOGOS E BRINCADEIRAS QUE AJUDAM NO PROCESSO DA APRENDIZAGEM Para Cunha (2007) as brincadeiras e os jogos servem de ferramentas pedagógicas para o desenvolvimentos das crianças. Abaixo estão escritas algumas brincadeira extraídas do livro de Cunha. BOLICHE DE LATAS Estimula: a motricidade; coordenação motora ampla; coordenação visomotora; arremesso ao alvo e controle de força e direção. Possibilidade de exploração: -Empilhar as latas fazendo um castelo. -Jogar como boliche: cada jogador arremessa três bolas, tentando derrubar todas as latas. -Contar os pontos de acordo com os números escritos nas latas derrubadas. -Vence o jogo quem tiver feito mais pontos. (Cunha, 2ª ed., 2007, p. 19) SACO SURPRESA Estimula: Atenção e concentração; pensamento lógico; vocabulário; percepção tátil e discriminação de texturas, formas e tamanho. Possibilidades de exploração: -Retirar um objeto da sacola, examiná-lo e depois retirar outro igual. -Introduzir as duas mãos pelas aberturas laterais da sacola e encontrar dois objetos iguais. -Encontrar um objeto grande com a mão direita e um pequeno com a mão esquerda, ou vice-versa. -Segurar um objeto dentro da sacola, examiná-lo pelo tato e, sem olhar, dizer qual é; conferir em seguida. -Fazer o mesmo com a outra mão. -Atender comandos da professora para pegar objetos dentro da sacola. (exemplo: "pegue uma borracha" ou "pegue um objeto de metal" , ou ainda, "pegue um triângulo pequeno"). (Cunha, 2ª ed., 2007, p. 49) ENCAIXE TODAS Estimula: discriminação visual; comparação de tamanhos; pensamento lógico e atenção. Descrição: Caixa de papelão duro em cuja tampa foram desenhados os contornos de oito tampas de plásticos de tamanhos diferentes. A caixa deve ser bem baixa para que as tampas não afundem. Possibilidades de exploração: -Tirar todas as tampas e tornar a colocá-las em seus lugares, de forma que não sobrem nenhuma. -Tirar as tampas e organizar uma sequência por ordem de tamanho. -Separar duas tampas, organizar uma sequência com as outras e pedir a criança que introduza, no lugar certo, as tampas que ficarem de fora. (Cunha, 2ª ed., 2007, p. 58) BONECO ARTICULADO Estimula: Noção de esquema corporal; conscientização sobre as partes do corpo e suas posições e habilidade manual. Descrição: As partes do corpo recortadas em cartolina: cabeça, pescoço, tronco, dois braços, dois antebraços, duas mãos, duas coxas, duas pernas, dois pés. Para juntar as partes fazendo as articulações, podem ser feitos furos com furador de papel e colocadas tachas, que se abrem depois, e perfurar o papel. Outra alternativa é furar as articulações com uma agulha grossa e barbante, e depois dar um nó de cada lado do barbante. Possibilidades de exploração: -Recortar e montar o boneco articulado. -Pedir uma pessoa que sirva de modelo, assumindo diferentes posições que os alunos procurarão reproduzir com seus bonecos. -Fazer o exercício contrário, colocar o boneco em posições que as pessoas poderão representar. -Descobrir quais as posições que podem ser feitas com o boneco, mas que são impossíveis de serem realizadas pelos seres humanos. (Cunha, 2ª ed., 2007, p. 71) CAIXA DE CLASSIFICAÇÃO Estimula: Pensamento; classificação; discriminação visual; coordenação viso motora; reconhecimento de objetos iguais e atenção e concentração. Descrição: Uma caixa virada de cabeça para baixo, com seis orifícios do tamanho correspondente aos dos potes de iogurtes. Seis tipos diferentes de tampinhas ou materiais pequenos, como carretéis, botões, toquinhos de lápis, etc. A caixa foi forrada com papel fantasia. Possibilidades de exploração: -Misturar todos os objetos e pedir que a criança os classifique, colocando cada tipo em um lugar na caixa. -Colocar uma peça em cada pote e pedir a criança que deixe todos os potes com seis peças. -Com os potes contendo seis peças, retirar objetos para que o primeiro fique com uma, o segundo com duas, o terceiro com três, e assim por diante. -Colocar alguns objetos nos potes e pedir às crianças que deixem todos os potes com a mesma quantidade. -Dar doze pequenos objetos (palitos, fósforos, tampas de garrafas plásticas, etc.) e pedir que sejam distribuídos igualmente nos potes, sem deixar nenhum de fora. -Dar à criança trinta pecinhas e pedir que distribua igualmente entre os potes. (Cunha, 2ª ed., 2007, p. 98) BINGO DE LETRAS Estimula: Alfabetização; interesse por letras; discriminação de letras; nomeação de letras e reconhecimento de letras. Descrição: 4 cartelas de cartolina de 16x16 cm com letras espalhadas em quadrados de 4x4 cm. Um saco plástico contendo 24 cartõezinhos com letras do alfabeto para serem sorteadas. Possibilidades de exploração. - Jogar como bingo. Sortear uma letra. A criança que a tiver em sua cartela coloca uma tampinha em cima da letra sorteada. - Vence o jogo quem preencher primeiro as quatro letras na horizontal, vertical ou diagonal. (Cunha, 2ª ed., 2007, p. 135) DOMINÓ DOS RELÓGIOS Estimula: Estruturação tempo-espacial e noção de hora e meia hora. Descrição: 28 dominós feitos de papel-cartão, nos quais forma desenhados relógios marcando horas e do outro horas escritas em números. Possibilidades de exploração - Jogar como dominó, associando os mostradores dos relógios às horas descritas. - Considerando somente o lado dos dominós que apresentam mostradores, fazer uma sequência horária ordenando os mostradores de acordo com a sequência das horas. - Fazer a mesma coisa, ordenando o lado dos dominós que aparecem as horas escritas. (Cunha, 2ª ed., 2007, p. 88) DOMINÓ DE SONS INICIAIS Estimula: Atenção; pensamento e discriminação auditiva. Descrição 56 dominós de cartolina com figurinhas recortadas de livros didáticos descartáveis. As figuras representam palavras que começam com sons semelhantes. Exemplo: boné - boneca, jarra - jacaré, bota - bola, uva - lua, maçã - macaco, cachorro - cavalo, livro - linha, carro - caminhão, foca - fogão. Possibilidades de exploração. - Jogar como dominó, valendo como a próxima peça a figura cuja palavra comece com o mesmo som. (Cunha, 2ª ed., 2007, p. 141) DEU 10! Estimula: Pensamento; calculo menta e memória. Descrição Número de calendário, ma seguinte quantidade: dez de cada número de 1 a 5, cinco de cada número de 6 a 9, colocados dentro de tampinhas de garrafas de refrigerante. Possibilidades de exploração. - Colocar as tampinhas dentro do saco. - No início do jogo, cada participante retira uma tampinha, olha e a coloca voltada para baixo, escondendo assim o seu número. - Nas outras rodadas, os números retirados ficarão expostos e o jogador irá somando mentalmente para ver se consegue fazer 10 pontos. Se fizer, ganha o jogo, "estoura" e sai do jogo, e se faltar números na próxima rodada, poderá pedir mais. - Se mais de um jogador fizer 10 pontos, jogam mais uma rodada para desempatar. (Cunha, 2ª ed., 2007, p. 168) GANHANDO LETRAS Estimula: Alfabetização; Reconhecimento de letra; Formação de palavras; Coordenação dos movimentos amplos e arremesso. Descrição: Dez garrafas de plástico, em cujas tampas estão pregadas, com durex, letras do alfabeto. As garrafas são cortadas a 10 cm da base e colocadas dentro de uma caixa de papelão com aproximadamente 60 x 40 cm. As argolas são feitas com a parte de baixo que sobrou das garrafas e cobertas com tiras de papel. As tampas avulsas devem conter letras iguais às que estão nas garrafas, basicamente três de cada. Possibilidades de exploração: - Jogar as argolas e, se conseguir encaixá-las, pegar uma letra igual a cada letra acertada. - Cada jogador tem direito a cinco jogadas na partida e a jogar cinco argolas de cada vez. - Ao final do jogo, ganha quem tiver feito maior número de palavras com as letras que ganhou. - É interessante fazer um traço no chão para delimitar a distância de onde as argolas deverão ser atiradas. (Cunha, 2ª ed., 2007, p. 133) BOBEOU, PERDEU O LUGAR Material: giz. Objetivos: estimular a atenção e pronta reação. Formação: alunos espalhados pela sala. No chão, desenhados em giz, círculos, triângulos, retângulos e quadrados. Desenvolvimento: as figuras desenhadas no chão deverão ser em número inferior ao número de alunos. Ao sinal convencionado pelo professor, os alunos correm, livremente, por fora das figuras geométricas demarcadas no chão. A um outro sinal do professor cada aluno procura ocupar uma das figuras. O aluno que não conseguir ocupar nenhuma figura geométrica perde pontos; a brincadeira continua, não sendo excluído nenhum aluno no decorrer da mesma. Será vencedor aquele que tiver menos pontos perdidos. (Maluf, 7ª ed., 2008, p. 22) COMPLETE A FRASE Material: nenhum. Objetivo: trabalhar oralmente as palavras, despertando a atenção, a criatividade e a iniciativa. Formação: alunos dispostos em círculos. Desenvolvimento: o professor deve dizer uma frase qualquer. O participante seguinte deve dizer a última palavra que o participante anterior falou e completar a frase. Ex.: Maria comeu manga: a manga é muito saborosa. Saborosa também é a laranja. A brincadeira prossegue, aumentando as frases até alguém errar, quando então se reinicia com nova frase. (Maluf, 7ª ed., 2008, p. 43) LOJA DE FITAS Material: nenhum. Objetivos: estimular a criatividade, adquirir conhecimentos de matemática, sobre compra e venda, noções de cores, socialização e descontração. Formação: alunos sentados em suas cadeiras ou no chão, um ao lado do outro. Desenvolvimento: um dos alunos será o comprador, o outro será o vendedor. Os demais alunos serão as fitas. Todos serão uma cor (laranja, verde, amarelo, verde-escuro), de acordo com a escolha de cada um. A brincadeira começa quando a compradora entra na loja e se desenrola o seguinte diálogo: - Tem fita? A vendedora diz: - Que cor? A compradora diz: - Amarela. - Tem. - Quanto custa? - R$ 3,00 (três reais) o metro. - Quero levar dois metros (ou três, ou quatro, conforme a preferência). A vendedora vai até o aluno que representa a cor amarela; imediatamente o aluno se levanta e o vendedor gira o aluno tantas vezes quantos forem os metros que a compradora levará da fita. Neste caso a vendedora irá girar o aluno apenas duas vezes. Caso não tenha a cor da fita na loja, a vendedora diz que não tem, oferecendo outras cores. E a brincadeira segue, com a substituição de alunos no papel de vendedor, comprador e fita. Encerra-se a brincadeira quando os alunos tiverem passado por, pelo menos, dois papéis. (Maluf, 7ª ed., 2008, p. 54) FORMANDO GRUPOS Material: nenhum. Objetivos: estimular a atenção, concentração, destreza e reação rápida. Formação: todos os alunos deverão ficar a vontade na sala de aula. Desenvolvimento: ao sinal do professor e conforme suas ordens, os participantes deverão formar grupos seguindo determinadas orientações. Ex.: formar grupos de alunos que estão de tênis; grupos dos que estão de calça ou bermuda jeans, de camiseta branca, que têm o cabelo preto, etc. Deve-se estipular o número máximo de alunos de cada equipe. A brincadeira termina quando não mais houver interesse dos participantes. (Maluf, 7ª ed., 2008, p. 59) Tais jogos e brincadeiras são de fundamental importância para o desenvolvimento da criança. Pois a faz pensar sobre aquilo que esta sendo proposto, estimulando seu raciocínio sua desenvoltura e principalmente sua aprendizagem. Cabe ao professor saber direcionar as brincadeiras e jogos administrando de forma descontraída para chamar a atenção dos alunos para aquilo que está sendo proposto. Os alunos com assimilam mais os objetivos do que esta sendo proposto pelo professor através das brincadeiras e jogos. CONCLUSÃO Concluo que na brincadeira e no jogo há uma construção especifica onde a criança se apropria do conteúdo disponível de forma mais descontraída. Pois a variações de brincadeiras e jogos conforme as idades e se as brincadeiras e jogos são coletivas ou individuais, também há uma variação. Uma interação vem sempre acompanhada de uma interpretação entre a criança e os objetos da interação. A criança da um significado aos objetos e age adaptando a outros elementos da interação, reagindo e produzindo novas significações. Assim há uma continuidade na experiência lúdica. Muitas vezes elas trazem para suas brincadeiras o mundo adulto como referencia como por exemplo: brincar de papai e mamãe, professor e alunos dentre outros. As pesquisas e os estudos evidenciam as brincadeiras e jogos como uma verdadeira ferramenta de suporte aos profissionais da educação, oferecendo a oportunidade de construírem seus planos de trabalho e deixá-los mais atrativos para as crianças. Educar através das brincadeiras e jogos representa um grande progresso em âmbito educacional. Tais recursos devem ser trazidos para escola como instrumento curricular, como fonte de desenvolvimento e aprendizagem. Esse processo requer mudanças que não acontecem do dia pra noite requerendo assim uma vivencia pessoal para resgatar o espírito lúdico. É um reaprender a brincar com o nosso próprio conhecimento, redescobrindo a linguagem do lúdico. Trazendo para sala de aula algumas brincadeira e jogos existentes e criando outros que possibilitam um aprendizado significativo para os alunos. REFERÊNCIAS ANTUNES, Celso. Educação Infantil – Prioridade Imprescindível. Petrópolis, RJ: Vozes, 2010. A PEDAGOGIA do brincar, Pátio Educação Infantil. Ano VII, ISSN 1677-3721, número 21 .Porto Alegre, RS – 2009. CUNHA, Nylse Helena Silva. Criar para brincar: A sucata como recurso pedagógico. São Paulo, SP – Aquariana, 2007. FERREIRO E TEBEROSKY, Emilia e Ana. Psicogênese da Língua Escrita. Porto Alegre, RS - Artmed,1999. FRIEDMANN, Adriana. Brincar: crescer e aprender, o resgate do jogo infantil. São Paulo, SP – Moderna, 1998. GRANDES pensadores– 41 educadores que fizeram história, da Grécia Antiga aos dias de hoje. Nova Escola Especial. São Paulo, SP – Abril, 2008. KISHIMOTO, Tizuko Morchida. O Jogo e a Educação infantil. São Paulo, SP – Pioneira, 1994. MALUF, Angela Cristina Munhoz. Brincadeiras para sala de aula. Petrópolis, RJ - Vozes, 2008. PORTILHO, Evelise. Como se aprende? Estratégias, Estilos e Metacognição. Rio de Janeiro, RJ - Wak, 2009. PORTUGUÊS, dicionário online; http://www.dicio.com.br/aprendizagem acessado em 24 de julho de 2013 as15hs. PORTUGUÊS, dicionário online; http://www.dicio.com.br/jogo - acessado em 24 de julho de 2013 de 2010 as15hs e 05min. PORTUGUÊS, dicionário online; http://www.dicio.com.br/brincadeira acessado em 24 de julho de 2013 as15hs e 10min. - SABINI, Maria Aparecida Cória e Lucena, Regina Ferreira de. Jogos e Brincadeiras na educação infantil. Campinas, SP – Papirus, 2004. SEBER, Maria da Glória. Psicologia Construtivista. São Paulo: Scipione. 1997. do Pré-Escolar: uma Visão ANEXOS ANEXO 1 - EDUCAÇÃO INFANTIL: LEIS Em vista do que a constituição de 1988 nos trouxe avanços para as crianças de 0 a 7 anos. Na constituição o poder público oferecerá condições para educação desde o nascimento. A constituição de 1988 traz o seguinte artigo: Art. 208 – O dever do Estado com a educação será efetivado mediante a garantia de: IV – Atendimento em creches e pré-escolas às crianças de 0 a 6 anos de idade. A nova LDB – Lei de Diretrizes e Bases da Educação Brasileira, nº. 9394. de 20 de dezembro de 1996, contempla a educação infantil quando prevê o direito da criança de 0 a 06 anos à educação. Seção II – Da Educação Infantil Art. 29 – A educação infantil, primeira etapa da educação básica, tem como finalidade o desenvolvimento integral da criança até seis anos de idade, em seus aspectos físicos, psicológico, intelectual e social, complementando a ação da família e da comunidade. Art. 30 – A educação infantil será oferecida em: I – Creches, ou entidades equivalentes, para crianças de até três anos de idade; II– Pré-escolas para as crianças de quatro a seis anos de idade. Art. 31 – Na educação infantil a avaliação se fará mediante acompanhamento e registro do seu desenvolvimento, sem o objetivo de promoção, mesmo para o acesso ao ensino fundamental. As diretrizes gerais do MEC para Educação Infantil estão centradas nos seguintes grandes eixos: 1. A Educação Infantil é a primeira etapa da Educação Básica e destina-se à crianças de 0 a 6 anos de idade, não sendo obrigatória, mas um direito a que o Estado tem a obrigação de atender; 2. As Instituições que oferecem Educação Infantil, integrantes dos Sistemas de Ensino, são as creches e pré-escolas, dividindo-se a clientela entre elas pelo critério exclusivo da faixa etária (0 a 3 anos na creche e 4 a 6 na pré-escola); 3. A Educação Infantil é oferecida para, em complementação à ação da família, proporcionar condições adequadas de desenvolvimento físico, emocional, cognitivo e social da criança e promover a ampliação de suas experiências e conhecimentos, estimulando seu interesse pelo processo de transformação da natureza e pela convivência em sociedade: 4. As ações de educação, na creche e na pré-escola, devem ser complementadas pelas de saúde e assistência, realizadas de forma articulada com os setores competentes; 5. O currículo da Educação Infantil deve levar em conta, na sua concepção e administração, o grau de desenvolvimento da criança, a diversidade social e cultural das populações infantis e os conhecimentos que se pretendam universalizar; 6. Os profissionais de Educação Infantil devem ser formados em cursos de nível médio ou superior, que contemplem conteúdos específicos relativos a essa etapa da educação; 7. As crianças com necessidades especiais devem, sempre que possível, ser atendidas na rede regular de creches e pré-escolas.