ESTUDO COMPARATIVO DOS NÍVEIS DE FLEXIBILIDADE ENTRE MULHERES
IDOSAS PRATICANTES DE ATIVIDADE FÍSICA E NÃO PRATICANTES
Margareth da Silva
Graduada em Educação Física pelo Unileste-MG.
Heloisa Thomaz Rabelo
Mestre em Educação Física pela Universidade Católica de Brasília
Docente do Unileste-MG
RESUMO
O envelhecimento é um processo que apresenta considerável variação individual e é
influenciado tanto pelo estilo de vida quanto por fatores genéticos. A atividade física
costuma ser apontada como a mais eficiente estratégia para se viver mais e melhor.
Dentre as atividades físicas indicadas e praticadas pelos idosos, destaca-se o
trabalho de flexibilidade, que apresenta grandes benefícios para um bom
desempenho motor, sendo importante para a execução de movimentos simples ou
complexos, para o desempenho das funções diárias e preservação da saúde. O
presente estudo teve como objetivo comparar o nível de flexibilidade entre mulheres
idosas praticantes de atividade física e não praticantes. Foram selecionadas
aleatoriamente 48 mulheres idosas que foram divididas em 02 grupos assim
determinados: Grupo de mulheres idosas não praticantes de atividade física (GC=21)
apresentou média de idade igual a 65,57 (DP=4,49) e mulheres idosas praticantes de
atividade física (GE=27) com média de idade igual a 65,15 (DP=5,14). Como
indicador dos níveis de flexibilidade, foi utilizado o teste Sentar-e-Alcançar – proposto
por (Johnson & Nelson, 1979), com o auxílio do banco de “Wells”. A estatística
descritiva (média e desvio padrão) e o teste “t” de Student (p≤0,05) para amostras
independentes foram utilizadas para a análise dos dados. O resultado obtido pelo
Grupo Controle foi (média=22,71) enquanto o Grupo Experimental apresentou
(média=30,0). A partir destes resultados, conclui-se que houve diferença
estatisticamente significativa entre os dois grupos, evidenciando um melhor nível de
flexibilidade para as mulheres idosas praticantes de atividade física.
Palavras-chaves: Envelhecimento, Atividade Física, Flexibilidade.
ABSTRACT
The aging is a process that presents considerable individual variation and it is
influenced so much by the lifestyle as for genetic factors. The physical activity be
point as the most efficient strategy to live more and better. Among the suitable
physical activities and practiced by the seniors, he/she stands out the work of
flexibility, that presents great benefits for a good acting motor, being important for the
execution of movements simple or complex, for the acting of the daily functions and
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preservation of the health. The present study had as objective compares the level of
flexibility between women senior apprentices of physical activity and non apprentices.
They were selected random 48 senior women that were divided like this in 02 groups
certain: senior women's Group not apprentices of physical activity (GC=21) it
presented average of age same to 65,57 (DP=4,49) and women senior apprentices of
physical activity (GE=27) with average of age same to 65,15 (DP=5,14). As indicator
of the levels of flexibility, the test was used to Sit-And-Reach-Test proposed for
(Johnson & Nelson, 1979), with the aid of the bank of “Wells”. The descriptive
statistics (average and due pattern) and the test “t” of Student (p < 0,05) for
independent samples they were used for the analysis of the data. The result
presented by the Group Control it was (average=22,71) and (average=30,0)
presented by the Experiment Group. Starting from these results, it is ended that there
was it differentiates significant estatistic among the two groups, evidencing a better
level of flexibility for the women senior apprentices of physical activity.
Word-keys: Aging, Physical Activity, Flexibility.
INTRODUÇÃO
O processo do envelhecimento sempre foi motivo de preocupação para o
homem. O progressivo aumento da população idosa é um fenômeno que vem sendo
observado em todo o mundo, inclusive no Brasil, que caminha a passos largos para
se tornar um país com grande contingente de idosos; por outro, da expectativa que a
população deposita no avanço da ciência, que deveria tornar possível uma qualidade
de vida para a população mais velha (LEME, 1997).
Até o começo do século XX, a expectativa de vida do ser humano era bem
pequena – trinta, quarenta anos – porém, atualmente com o progresso social,
tecnológico e cultural, essa expectativa aumentou bastante e, hoje, o ser humano
chega fácil aos oitenta, noventa anos de idade (GUIDI et al, 1996).
No Brasil, a previsão é de que até 2025, teremos cerca de 34 milhões de
habitantes com mais de 60 anos de idade. No ano de 2020, um em cada oito
brasileiros terá 60 anos ou mais (PAULA, 1993).
Vários fenômenos físicos ocorrem com o envelhecimento. Há uma diminuição
da água celular que leva à desidratação progressiva do organismo. Há diminuição do
fluxo sanguíneo, da capacidade respiratória, da velocidade dos nervos e do
rendimento cardíaco (GUIDI et al, 1996). O aparelho locomotor também sofre
modificações e ocorre um decréscimo das capacidades e habilidades motoras
(Simões,1998).
Wengen (1985) citado por Simões (1998) argumentou que no envelhecimento
há um desgaste progressivo das cartilagens; com uma redução da atividade
enzimática e substratos metabólicos. Conseqüência disto é a redução do espaço total
da articulação e diminuição do limite de movimento das articulações, principalmente
dos quadris, joelhos e cotovelos.
A atividade física costuma ser apontada como a mais eficiente estratégia para
se viver mais e melhor. As pessoas classificadas como sedentárias tendem a viver
até três anos menos do que indivíduos que praticam exercícios físicos (GUIDI et al,
1996).
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O tempo livre pode e deve ser ocupado por uma atividade física bem orientada.
Através da atividade física é possível trabalhar o corpo tornando-o mais saudável. Os
programas de atividades devem despertar no idoso um sentimento de satisfação,
orgulho e disposição.
“Dentre as atividades físicas indicadas e praticadas pelos idosos, destaca-se o
trabalho de flexibilidade, que apresenta grandes benefícios para um bom desempenho
motor, o que aumenta a confiança na realização dos movimentos corporais e,
conseqüentemente, proporciona uma elevação da auto-estima” (DANTAS, 1999:202).
A flexibilidade é um componente da aptidão física que tem sido definida como
relacionada com a saúde em oposição ao relacionamento com a habilidade, embora
no caso da maioria das pessoas possa ser considerada importante em ambos os
casos (CONTURSI et al, 1990).
A flexibilidade apresenta relação com a idade e com a atividade física.
Conforme a pessoa envelhece, a flexibilidade diminui, embora acredita-se que isso
ocorra mais devido à inatividade do que o processo de envelhecimento em si
(NIEMAN, 1999).
Uma boa amplitude articular, que proporcione condições para a execução dos
movimentos do dia-a-dia, leva a uma independência motora do geronte e,
conseqüentemente, a uma maior disposição para enfrentar os desafios do cotidiano
(DANTAS, 1999).
A relevância deste estudo se faz no sentido de que a terceira idade é a faixa
etária mais propensa às complicações do aparelho locomotor. E uma atividade física
bem orientada poderá contribuir positivamente para o aumento da flexibilidade, além
de estabelecer condições favoráveis para a realização de atividades básicas e
instrumentais do idoso. Assim, a atividade física interage para uma melhor função do
organismo do idoso, não isoladamente, mas junto às atividades sociais, contribuindo
para o bem estar psicológico e um estilo de vida independente.
A importância do viver não está na função direta do número de anos vividos,
mas sim da qualidade de vida satisfatória, o que impõe a necessidade de manter o
corpo em atividades saudáveis e regulares (SIMÕES, 1998).
Assim, o propósito deste estudo será comparar o nível de flexibilidade entre
mulheres idosas praticantes de atividade física e não de idosos praticantes.
Envelhecimento
O envelhecimento é um processo que apresenta considerável variação individual
e é influenciado pelo estilo de vida quanto por fatores genéticos.
As mudanças ligadas à idade não surgem do mesmo modo, nem acontecem
com a mesma rapidez com todas as pessoas. Uma observação comum é que um
“envelheceu de repente” e o outro se “manteve jovem” por muito tempo (BAUR;
EGELER, 1983).
A velhice não é um processo único, mas a soma de vários outros, distintos entre
si. È marcado por uma diminuição das reservas orgânicas do indivíduo, com uma
regressão anatômica e funcional de todo organismo e notável diminuição do
rendimento cardiovascular e respiratório (GAIARSA, 1996 citado por SIMÕES, 1998).
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O envelhecimento segundo Rodrigues et al (2002) é um processo universal, é
um termo geral, que segundo a forma em que aparece, pode-se referir a um
fenômeno fisiológico, de comportamento social, ou ainda cronológico.
Essa fase da vida é, sem dúvida, um processo biológico cujas alterações
determinam mudanças estruturais no corpo e, em decorrência, modificam suas
funções (OKUMA, 2002).
De acordo com Carvalho Filho (2002) citado por Papaléo Netto (2002), o
envelhecimento pode ser conceituado como um processo dinâmico e progressivo, no
qual há alterações morfológicas, funcionais e bioquímicas que vão alterando
progressivamente o organismo, tornando-o mais suscetível às agressões intrínsecas
e extrínsecas que terminam por levá-lo à morte.
A característica principal da velhice é o declínio, geralmente físico que leva a
alterações sociais e psicológicas (SIMÕES, 1998).
Se os declínios físico e mental apresentarem-se de forma lenta e gradual, o
fenômeno fisiológico, arbitrariamente identificado pela idade cronológica, será
chamado de senescência (envelhecimento primário). Já a senilidade (envelhecimento
secundário) está associado à desorganização mental e/ou patológicas (DIOGO et al,
2004).
Arfeux-Vaucher (1991) citado por Veras (1997) comenta que não existe uma
velhice, mas maneiras singulares de envelhecer; cada velhice é conseqüência de
uma história de vida que, à medida que o tempo passa, vai adicionando processos do
desenvolvimento individual e da socialização ao grupo em que se insere:
internalizando normas, regras, valores, cultura.
Assim, o envelhecimento tem sido preocupação constante do homem em todos
os tempos. Em nossa sociedade o homem rejeita o envelhecimento, não se
conformando com sua evidência. A melhor idade desperta sentimentos negativos,
com medo, constrangimento, piedade (SINÉSIO, 1999).
È preciso considerar que o envelhecimento venha a acontecer de forma mais
amena. Para tanto, as mediações entre o ambiente e o idoso, enfim a interação entre
ambos, devem prevenir e depois manter, em bom nível as condições de saúde e
autonomia (DANTAS, 1999).
Convém, porém, sermos transparentes em relação ao ser idoso, pois a
tendência é estereotipá-lo segundo a faixa etária, desprezando o conceito de que
cada pessoa é um ser individual único, indivisível e que dentro de sua totalidade tem
características especiais (SIMÕES, 1998).
Alterações Sistema Neuromuscular
Mudanças no tecido muscular são observadas com o envelhecimento. Após os
60 anos, o ritmo da perda de fibras musculares se acelera levando a uma atrofia e
conseqüente perda de força muscular. A diminuição do número de fibras musculares
do tipo II, condução rápida, o aumento do tecido gorduroso e a presença de ligações
aleatórias do colágeno ocasiona uma menor elasticidade do tecido muscular e
conseqüente prejuízo nas unidades motoras funcionais. O diâmetro transverso
muscular do quadríceps sofre uma redução de 25% a 35%, dos 30 aos 70 anos
(VANDERVOORT, 1998 citado por DIOGO et al, 2004).
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A força muscular é bem preservada até aproximadamente 45 anos de idade,
mas, posteriormente, deteriora cerca de 5 a 10 por cento por década. Pessoas idosas
respondem bem ao treinamento com pesos, melhorando a capacidade de exercer
suas atividades (NIEMAN, 1999).
Fiatarone e colaboradores (1990) citados por Kraemer e Fleck (1999)
demonstraram que até mesmo indivíduos acima de 90 anos podem conseguir ganhos
de força durante um período de treinamento de 8 semanas.
A manutenção ou o aumento da força muscular permite que a pessoa idosa não
altere o padrão da marcha e não diminua o equilíbrio, o que poderá ter um efeito
importante na prevenção da freqüência e gravidade das quedas (CARVALHO e
MOTA, s.d.).
Ainda, Nieman (1999) comenta que o indivíduo médio perde cerca de 30 por
cento de sua força muscular e 40 por cento de seu volume muscular entre a segunda
e a sétima década de vida, um processo denominado de sarcopenia.
Segundo Raso et al (1997) citado por Silva (2003) a sarcopenia pode ser
definida como o decréscimo da capacidade neuromuscular com o avanço da idade,
sendo caracterizada principalmente pela diminuição da quantidade e da habilidade de
proteínas contráteis exercerem tensão muscular necessária para vencer uma
resistência externa à realização de uma tarefa.
Sader e Rossi (2002) comentam que a perda de massa muscular com o
envelhecimento (Sarcopenia) tem sido demonstrada pela excreção da creatinina
urinária, que reflete o conteúdo de creatina nos músculos e a massa muscular total;
ela diminui aproximadamente 50% entre os 20 e 90 anos.
O declínio da massa muscular relacionado à idade parece ter duas fases. Uma
fase “lenta” de perda muscular, em que 10% da massa é perdida entre os 25 e os 50
anos de idade. Em seguida ocorre uma perda rápida de massa muscular. Na
verdade, entre os 50 e os 80 anos de idade, ocorre uma perda adicional de 40% de
massa muscular. Portanto, em torno dos 80 anos de idade, metade da massa
muscular foi perdida (BOOTH, 1993 citado por POWERS e HOWLEY, 2000).
Spirduso (1978) citado por McArdle et al (1998) comenta que um estilo de vida
ativo pode afetar positivamente o funcionamento neuromuscular em qualquer idade.
Como ocorre com muitas outras medidas de função fisiológica, os homens mais
idosos que permaneceram ativos por 20 anos ou mais possuem tempos de reação
que são iguais ou mais rápidos que aqueles de homens inativos em sua terceira
década de vida. È interessante especular que o envelhecimento biológico de certas
funções neuromusculares pode ser retardado, até certo ponto, pela participação
regular em uma atividade física (MCARDLE et al, 1998).
Alterações Sistema Osteoarticular
O osso, com o envelhecimento perde massa óssea; com isso ele vai ficando
cada vez menos capaz de suportar carga, ou seja, mais exposto a fraturas.
Os idosos apresentam menores índices de flexibilidade, elasticidade muscular e
mineralização óssea. Estes declínios de funções de todo o aparelho locomotor
reduzem a aptidão motora do idoso, que apresenta uma maior incidência de artrose,
fraturas e osteoporose (LEITE, 2000).
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Sader e Rossi (2002) comentam que a atrofia óssea com o envelhecimento não
se faz de forma homogênea, pois, antes dos 50 anos, perde-se, sobretudo osso
trabecular e, após essa idade, principalmente osso cortical.
Borelli (1981) citado por Azul et al (1981) aponta que entre a 3ª e 4ª décadas,
há uma progressiva predominância da reabsorção com conseqüente perda de massa
óssea, mais evidente nos ossos esponjosos, porém atingindo todo o esqueleto em
diferentes graus. A osteoporose mais intensa na mulher é conseqüência de uma
diminuição mais precoce da massa óssea que se acelera na menopausa em função
da queda do estrogênio.
A osteoporose constitui um dos principais problemas do envelhecimento,
particularmente entre as mulheres pós-menopáusicas. Essa condição resulta em uma
perda de massa óssea à medida que o esqueleto em processo de envelhecimento
torna-se desmineralizado e poroso. Para as pessoas com mais de 60 anos de idade,
essas alterações no osso envelhecido podem reduzir a massa óssea em 30 a 50%
(MCARDLE et al, 1998).
Outros fatores influenciam ainda no desenvolvimento e perda da massa óssea,
como a vida sedentária e a diminuição progressiva da massa muscular, bem como a
diminuição da absorção intestinal de cálcio, elementos agravantes no processo de
osteopenia senil.
Simões (1998) ainda comenta que no sistema osteoarticular ocorre calcificação
das articulações costo-esternais, costovertebrais e dos discos intervertebrais,
provocadas pelas alterações decorrentes da deposição do cálcio. O tórax também
sofre efeitos da calcificação, fixando-se numa semi-expiração, proporcionando
redução do tamanho do indivíduo.
Flexibilidade
A flexibilidade tem grande influência em diversos aspectos da motricidade
humana e tem sido objeto de várias conceituações por diferentes autores.
De acordo com Dantas (1999) a flexibilidade é uma qualidade física
responsável pela execução angular máxima, por uma articulação ou conjunto de
articulações, dentro dos limites morfológicos, sem o risco de provocar lesões.
A flexibilidade é a amplitude de movimento através do qual os membros são
capazes de mover-se. Pele, tecido conjuntivo e problemas dentro das articulações
restringem a amplitude do movimento, da mesma forma que a gordura corporal
excessiva. As lesões ocorrem quando um membro é forçado além de sua amplitude
normal, então a melhora da flexibilidade reduz esse potencial (SHARKEY, 1998).
A flexibilidade diminui com a idade e inatividade. Algumas lesões têm mais
possibilidades de ocorrer à medida que a flexibilidade diminui, e problemas lombares
estão associados com pouca flexibilidade (SHARKEY, 1998).
A flexibilidade representa um componente da aptidão física, sendo importante
para a execução de movimentos simples ou complexos, para o desempenho
desportivo e para a preservação da Saúde (ARAÚJO, 1999).
Uma boa flexibilidade permite a realização de movimentos de grande amplitude,
próximos ao seu limite máximo, com maior eficiência e segurança.
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Até para o sedentário, este aspecto da flexibilidade influencia, permitindo que
ele realize sem ajuda, tarefas do cotidiano, como subir uma escada, entrar em um
carro baixo, e semelhantes (DANTAS, 1999).
Meusel (1984) citado por Okuma (2002) destaca a flexibilidade como um dos
mais importantes fatores de segurança, pois ela auxilia na prevenção de acidentes.
Dantas (1999), cita que dentre os benefícios da flexibilidade temos o
aperfeiçoamento motor, a eficiência mecânica, a expressividade e consciência
corporal e a diminuição dos riscos de lesões (apesar de não confirmado
experimentalmente). A flexibilidade também apresenta grande relação com a
qualidade de vida e o bem-estar do ser humano.
A flexibilidade é influenciada por fatores endógenos. Dentre os fatores
influenciadores da flexibilidade pode-se citar a idade, sexo, individualidade biológica,
somatotipo, estado de condicionamento físico, tonicidade muscular, respiração e
concentração (DANTAS, 1999).
A mulher por possuir tecidos menos densos é normalmente mais flexível que o
homem. A elasticidade do tecido muscular e do tecido conjuntivo é reduzida pela
inatividade. Uma pessoa bem condicionada fisicamente tem, portanto, mantida sua
flexibilidade (DANTAS, 1999).
Ainda o mesmo autor cita que a flexibilidade é também influenciada por agentes
exógenos. Pode-se observar esta influência devido a hora do dia, temperatura
ambiente e exercícios.
Segundo Piorek (1971) citado por Rodrigues (1998), a elasticidade varia
durante o dia, sendo reduzida pela manhã, aumentando gradativamente até atingir
seu ponto ótimo por volta das 13 horas, para mais tarde voltar a diminuir.
Uma elevação de temperatura favorece a flexibilidade, enquanto que o frio
reduz a elasticidade muscular com óbvios reflexos sobre a flexibilidade. Essa
qualidade física é influenciada pelos exercícios, que tanto podem provocar seu
aumento quanto sua redução. Exercícios leves visando aquecimento provocam seu
aumento e exercícios intensos causando fadiga provocam sua diminuição (DANTAS,
1999).
A mobilidade de uma articulação depende diretamente das estruturas que a
compõem e circundam, que são: os ossos, a cápsula articular, tendões, ligamentos,
músculos, gordura e pele.
Quanto maior a amplitude de movimento permitida por uma articulação, assim
como a elasticidade da musculatura que a envolve, maior será o grau de flexibilidade
alcançado por esta estrutura músculo-articular (RODRIGUES, 1998).
A flexibilidade pode ser classificada sob diferentes perspectivas e os
movimentos através dos quais ela se manifesta, podem ser estudados sob dois
diferentes enfoques:
Quanto ao agente, o movimento pode ser induzido quando realizado por outra
pessoa ou outro grupo muscular da mesma pessoa. Autônomo, quando realizado
pelos grupos musculares agonistas. Quanto à velocidade de execução, o movimento
pode ser rápido ou lento.
Quanto ao tipo, a flexibilidade pode ser estática ou dinâmica. A medida da
flexibilidade estática pode ser realizada através da relaxação de toda a musculatura
ao redor da articulação que participa do movimento e mobilização do segmento de
forma lenta e gradual por agente externo, buscando alcançar o limite máximo. A
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dinâmica é expressa pela máxima amplitude de movimentos obtida pelos músculos
motores, de forma rápida (DANTAS, 1999).
Exercício Físico e Envelhecimento
O homem é um ser em movimento e a atividade física exerce um papel
importante em relação aos idosos nos aspectos de saúde, sociabilidade e vitalidade
(LEITE, 2000).
Cada vez mais estudos vêm evidenciando a atividade física como recurso
importante para minimizar a degeneração provocada pelo envelhecimento,
possibilitando ao idoso manter uma qualidade de vida ativa (OKUMA, 2002).
De todos os grupos etários, as pessoas idosas são as mais beneficiadas pela
atividade física. O risco de muitas doenças e problemas de saúde comuns na velhice
(p. ex., doenças cardiovasculares, câncer, hipertensão arterial, depressão,
osteoporose, fraturas ósseas e diabetes) diminui com a atividade física regular
(NIEMAN, 1999).
O uso de programas de exercício para os idosos melhora a função
cardiorrespiratória e ajuda na manutenção da integridade óssea. Quando ele é
associado à oportunidade de socialização, é fácil observar porque o exercício é uma
parte importante da vida da juventude à velhice (POWERS; HOWLEY, 2000).
Segundo Leite (2000), a atividade física bem estruturada e elaborada para
idosos pode recuperar o ritmo e a expressividade do corpo, agilizar os reflexos e
adequar os gestos a diferentes situações.
A atividade física regular e sistemática aumenta ou mantém a aptidão física da
população idosa e tem o potencial de melhorar o bem-estar funcional e,
conseqüentemente, diminuir a taxa de morbidade e de mortalidade entre essa
população (OKUMA, 2002).
A atividade física é provavelmente o melhor investimento na saúde para as
pessoas em processo de envelhecimento. Porém, a prática de atividade física pelos
idosos requer cuidados básicos e específicos.
Segundo Matsudo & Matsudo (1992) citado por Diogo et al (2004), o idoso
requer mais tempo para obter os benefícios de um programa regular de atividade
física, devendo ser sempre estimulado e orientado com relação a essa característica,
cuidando para que não se atinjam níveis de fadiga e exaustão.
Flexibilidade e Envelhecimento
A flexibilidade, definida como a capacidade de movimento da articulação com a
maior amplitude possível, declina de 20% a 30% dos 20 aos 70 anos, com um
aumento nesse percentual depois dos 80 anos. A falta dessa elasticidade, em
especial nas articulações da coluna, do quadril e dos joelhos, está associada a
dificuldades na realização de vários componentes das AVDs e AIVDs, podendo ser a
principal causa de desconforto e incapacidade do idoso (OKUMA, 2002).
Dantas (1999), enfatiza que exercícios de alongamento trazem benefícios
significativos em relação à flexibilidade de idosos, no que diz respeito ao um bom
desempenho motor, aumento da confiança na realização de movimentos corporais e,
conseqüentemente, proporciona uma elevação da auto-estima.
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A flexibilidade tem sido muito menos estudada do que a força muscular, porém
estudos realizados encontraram efeitos positivos do treinamento na amplitude de
movimento do idoso, seja através de programas específicos de alongamentos, seja
através de outros tipos de programas (OKUMA, 2002).
METODOLOGIA
Amostra
Para este estudo foram selecionadas aleatoriamente 48 mulheres idosas que
foram divididas em 02 grupos assim determinados: 21 mulheres idosas (Grupo
Controle) idade entre 60 e 77 anos (média de 65,57), não praticantes de atividade
física e que estavam inscritas para darem início ao Programa AtivAIdade em
Movimento. O outro grupo, 27 mulheres idosas (Grupo Experimental) idade entre 60
e 78 anos (média 65,15), praticantes de atividade física, integrantes do Programa
AtivAIdade em Movimento do Unileste-MG que funciona no Centro Esportivo no
Campus I desta Instituição em Coronel Fabriciano-MG. São Praticantes de atividade
física a pelo menos seis meses, com freqüência semanal de duas vezes e duração
de 60 minutos. A sessão de atividade física praticada pelo grupo envolve as
seguintes variáveis físicas: alongamentos, exercícios aeróbios, localizados,
coreografias , relaxamento e atividades lúdicas.
Além destas atividades, são realizadas palestras que enfatizam a importância da
atividade física e nutrição para a saúde, cursos de informática, passeios e
festas.Tendo parceria com os cursos da área de ciências exatas, ciências sociais
aplicadas e ciências da saúde.
Materiais e métodos
Caracterização da amostra
Como indicador dos níveis de flexibilidade, foi utilizado o teste Sentar-eAlcançar - Seat and Reach Test (JOHNSON; NELSON, 1979),
citado por Giannichi e Marins (1998) com o auxílio do banco de “Wells”. O
método está de acordo com a teoria descrita por Achour Junior (1996) que afirma que
o instrumento utilizado é composto de uma caixa de madeira apresentando
dimensões de 30,5 X 30,5 centímetros, e com superfície de 56,5 centímetros de
comprimento. Nessa é colocada a escala de medida, coincidindo o valor 23 com a
posição dos pés do avaliado contra a caixa.
Procedimento experimental
Os testes foram realizados pela manhã. A avaliada sentou-se no chão, com as
pernas estendidas, os pés unidos e apoiados na plataforma da caixa (descalça),
braços estendidos à frente, estando uma mão sobreposta à outra, com os dedos
médios unidos. O avaliador apoiou a mão nos joelhos da avaliada, evitando uma
possível flexão das pernas no momento do teste. A avaliada foi orientada a flexionar
o tronco e ir lentamente para frente, sem movimentos bruscos, deslizando as mãos
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sobre a plataforma graduada onde tentou alcançar a maior distância possível. Foram
permitidas três tentativas, sendo registrado o melhor resultado. O valor de cada
tentativa foi anotado em centímetros.
Análise estatística
A análise dos dados foi realizada através da estatística descritiva (média e
desvio padrão), diferença percentual e pelo teste “t” de Student para amostras
independentes com nível de significância p ≤ 0,05.
Cuidados éticos
Inicialmente foi solicitada uma autorização da coordenadora do Núcleo
AtivAIdade em Movimento do Unileste-MG para a realização do estudo.
Todas as voluntárias foram informadas dos objetivos e procedimentos deste
estudo, respeitando a voluntariedade para a participação do mesmo.
Todos os cuidados foram tomados no sentido de garantir a integridade física e
mental de todas as voluntárias, bem como garantir o seu anonimato.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
Objetivando uma maior compreensão deste estudo, os resultados serão
apresentados e discutidos simultaneamente em relação aos tratamentos
empregados.
Na tabela 01 são apresentados os valores médios, desvio-padrão dos níveis de
flexibilidade, idades das mulheres idosas. O grupo das mulheres idosas não
praticantes de atividade física (GC=21) apresentou média de idade igual a 65,57
(DP=4,49), com valores variando entre 60 e 77 anos. Para as mulheres idosas
praticantes de atividade física (GE=27) a idade variou entre 60 e 78, com valor médio
de 65,15 (DP=5,14). Os grupos foram equivalentes com relação à idade, não
havendo diferença estatisticamente significativa.
O diagnóstico dos níveis de flexibilidade mensurados através do teste t de
Student, para amostras independentes é demonstrado na tabela 1, onde a média do
escore obtida pelo grupo controle foi 22,71 enquanto o grupo experimental
apresentou valores significativos (média=30,0).
Através dos resultados obtidos, pode-se constatar diferenças altamente
significativas (p=0,002 < 0,05) dos níveis de flexibilidade das mulheres idosas
praticantes de atividade física quando comparadas com as não praticantes.
Tabela 1 - Média e Desvio Padrão das idades e Níveis de Flexibilidade em de mulheres idosas
praticantes de atividade física e não praticantes
Média
Idade
(anos)
Flexibilidade
(cm)
Grupo 1 (N=21)
DP*
Min
Max
Média
Grupo 2 (N=27)
DP*
Min
Max
65,57
4,49
60
77
65,15
5,14
60
78
22,71
8,29
10
38
30
6,46
15
42
*DP= Desvio Padrão
**Valor de p (p< 0,05)
p
0,002**
10
MOVIMENTUM - Revista Digital de Educação Física - Ipatinga: Unileste-MG - V.1 - Ago./dez. 2006.
Os valores apresentados na tabela 01 evidenciam que os melhores resultados
estão no grupo de mulheres idosas que praticam atividade física. Assim, é possível
mencionar o quanto à atividade física contribui para o aumento da flexibilidade.
Dantas (1999) comenta que até para o sedentário, este aspecto da flexibilidade
influencia permitindo que ele realize sem ajuda, tarefas do cotidiano, como subir uma
escada, vestir um paletó apertado, entrar em um carro baixo e semelhantes.
James & Parker (1989) citado por Achour Junior (1996) estudaram o
desenvolvimento da flexibilidade em 80 adultos saudáveis de 70 a 92 anos.
Mensuraram a flexibilidade de 10 articulações com propósito de verificar a magnitude
da flexibilidade passiva e da flexibilidade ativa. Os autores concluíram que a
determinação da flexibilidade tanto passiva como ativa é de valor nessas idades.
Alter (1999) citado por Diogo et al (2004) em um estudo de revisão, descreveu
que, como regra geral, realizar exercícios de alongamento por 30 a 60 segundos,
uma vez por dia, é suficiente para manter e aumentar a flexibilidade.
Yazawa et al (1989) citado por Matsudo et al (2001) compararam variáveis
antropométricas e de flexibilidade de joelhos e ombro em senhoras de 50 a 72 anos,
divididas em grupos de não praticantes de atividade física, praticantes de ginástica
aquática e praticantes de ginástica com música e verificaram melhoras significativas
nas variáveis mensuradas.
Uma pesquisa idealizada por Schaandenburg (1994) citado por Achour Junior
(1996) com uma amostra de 73 mulheres idosas e 32 homens idosos de 85 anos de
idade demonstrou redução de 27% da flexibilidade no ombro. Logo, conclui-se que a
redução da flexibilidade foi devida ao desuso dos movimentos amplos da articulação
escápulo-umeral, e não devido à incapacidade funcional da idade avançada.
Fortalecendo ainda os dados de que exercícios adequados melhoram os níveis de
flexibilidade de indivíduos idosos.
Sun et al (1996) citado por Diogo et al (2004) estudaram efeitos da prática de
Tai Chi Chuan, por 12 semanas, sobre a flexibilidade, a pressão arterial e o nível de
estresse em um grupo de 20 adultos com mais de 60 anos, sendo 10 no grupo
controle e 10 no grupo experimental. Observaram diferenças significativas entre os
grupos em todas as variáveis estudadas.
O fato de o alongamento manter ou acrescentar pequenos aumentos nas
amplitudes dos movimentos como os observados por Frekani (1975) citado por
Achour Junior (1996) em mulheres de 75 a 90 anos com melhora da flexibilidade em
2,5 cm da região da coluna e isquiotibiais, por meio do teste sentar e alcançar, é, no
mínimo, recompensador, pois sugere que os processos degenerativos estão
parcialmente interrompidos em resposta ao programa de exercícios de alongamento.
Puggard et al (1994) citado por Okuma (2002) acompanharam a evolução dos
efeitos de cinco meses de programas de ginástica, dança e natação sobre a força
máxima, a coordenação, o equilíbrio, o tempo de reação e a flexibilidade de 59
homens e mulheres entre 60 e 82 anos. Os autores observaram efeitos fisiológicos
importantes em todas as variáveis estudadas.
Raab et al (1988) citado por Achour Junior (1996) estudaram pessoas de 65 a
89 anos de idade em um programa de exercício físico por 60 minutos, três dias por
semana durante 25 semanas. Em cada dia foram feitos de 25 a 30 minutos de
exercícios de força com pesos leves e exercícios de alongamento ativo e passivo. O
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Flexibilidade – Teste de sentar e alcançar (cm)
experimento demonstrou melhora na flexibilidade da flexão plantar do tornozelo,
flexão do ombro, e abdução do ombro.
Em conformidade com o presente estudo, Guadagnine (2004) também
comparou a flexibilidade entre idosos praticantes e não praticantes de atividade física
e verificou que a maioria dos idosos apresentou níveis de flexibilidade excelente.
35,00
30,00
30,00
25,00
22,71
20,00
Não Praticantes
Praticantes
15,00
10,00
5,00
0,00
Figura 1 – Comparativo das Médias dos Níveis de Flexibilidade entre mulheres idosas praticantes de
atividade física e não praticantes
Os resultados apresentados na figura 1 acima indicam que as mulheres idosas
praticantes de atividade física apresentaram 32 pontos percentuais de flexibilidade
acima das mulheres idosas não praticantes de atividade física.
O resultado deste comparativo comprova que em todas as idades é possível
desenvolver a flexibilidade e um dos aspectos de redução precoce da flexibilidade é a
diminuição da atividade física com o aumento da idade (ACHOUR JUNIOR, 1996).
90
80
70
60
50
40
ID A D E
R E SU LTAD O
30
20
10
0
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
M u lh e re s Id o s a s p ra tic a n te s d e a tiv id a d e fís ic a
Figura 2 - Relação da Flexibilidade com a Idade de mulheres idosas praticantes de atividade física
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Figura 3 - Relação da Flexibilidade com a Idade de mulheres idosas não praticantes de atividade
física
90
80
70
60
50
40
IDADE
RESULTADO
30
20
10
0
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
M ulheres Idosas não praticantes de atividade física
A relação da flexibilidade com a idade entre mulheres idosas praticantes de
atividade física e não praticantes demonstradas nas figuras 2 e 3, indicam que ambas
se distanciam. Vários estudos mostram que a flexibilidade diminui em razão do
aumento da idade. Ela só aumenta na infância até o princípio da adolescência e
diminui ao longo da vida (ACHOUR JUNIOR, 1996).
Nesse sentido, Nieman (1999) comenta que a flexibilidade está relacionada com
a idade e com a atividade física. Conforme a pessoa envelhece, a flexibilidade
diminui, embora acredita-se que isso ocorra mais devido a inatividade do que o
processo em si.
Hollman & Hettinger (1983) citado por Dantas (1999) enfatiza que quanto mais
velha a pessoa, menor sua flexibilidade, “sendo a flexibilidade natural maior que a
observada posteriormente”.
CONCLUSÃO
Os resultados permitem concluir que houve diferença estatisticamente
significativa entre os dois grupos, evidenciando um melhor nível de flexibilidade para
as mulheres idosas praticantes de atividade física. A perda da flexibilidade é
caracterizada em parte pelo envelhecimento e mais fortemente pelo estilo de vida
sedentário. Portanto, a atividade física é provavelmente o melhor investimento na
saúde para as pessoas em processo de envelhecimento. Além de contribuir para a
melhoria da flexibilidade, aumenta as perspectivas de vida, minimiza os efeitos
degenerativos provocados pelo envelhecimento, possibilitando ao idoso manter uma
melhor qualidade de vida ativa.
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MOVIMENTUM - Revista Digital de Educação Física - Ipatinga: Unileste-MG - V.1 - Ago./dez. 2006.
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