INFLUÊNCIA DO ALONGAMENTO MUSCULAR NA POSTURA SENTADA DE 1 ACADÊMICOS DE FISIOTERAPIA 2 Luciana de Oliveira Forte Inês Alessandra Xavier Lima3 Resumo Este estudo teve como objetivo analisar a influência do alongamento muscular na postura sentada dos acadêmicos do curso de Fisioterapia cursando o 4º semestre, e para tanto utilizou-se como estratégia: identificar as principais causas da não-prática de exercício físico (controlado ou não); verificar o nível de flexibilidade pré e pós-intervenção fisioterapêutica e avaliar o grau de desconforto na postura sentada pré e pós-intervenção fisioterapêutica. Para tanto, este estudo assumiu caráter da pesquisa do tipo estudo de caso com grupo único, experimental com pré e pósteste e sem grupo controle, o qual a amostra foi do tipo não-probabilística/amostra intencional, onde através de uma estratégia adequada, são escolhidos casos para a amostra que a represente. Concluiu-se após realização deste estudo, que, com os alongamentos ativos realizados nos três sujeitos, observou-se um melhor conforto na postura sentada, ausência de parestesia na postura sentada, diminuição do encurtamento da cadeia muscular posterior, aumento da flexibilidade e diminuição de dor/desconforto em alguns segmentos corporais. Palavras-chaves: Cinesioterapia, alongamento muscular, postura sentada. 1 Título Autora: Acadêmica do oitavo semestre do curso de fisioterapia – Unisul, Campus Tubarão 3 Orientadora 2 A Fisioterapia é uma maneira de tratar, que tem como objetivos a prevenção e a reabilitação de pessoas, usando como um de seus recursos terapêuticos o movimento – Cinesioterapia. Uma das técnicas cinesioterapêutica é o alongamento muscular, a qual tem como finalidade aumentar o comprimento de estrutura de tecidos moles encurtados, aumentando a amplitude de movimento. O modelo biomecânico da coluna do homem não foi constituído para permanecer por longos períodos na posição sentada, desencadeando assim: dor nas costas; modificação do estado de tensão dos músculos e a posição geral da coluna vertebral; acentuada retificação da lordose lombar; aumenta o desgaste dos discos intervertebrais, entre outros. Com a solicitação constante ou a deficiência de recrutamento de alguns grupos musculares produzem encurtamento muscular (pelo excesso de exigência), e em geral um enfraquecimento (deficiência de atividade), caso não seja aliado a exercícios de compensação. A combinação encurtamento/enfraquecimento, por sua vez, resulta na instabilidade músculoarticular que poderia provocar problemas na estrutura da coluna vertebral ou no surgimento de dor muscular (rigidez muscular) a longo prazo. Com o decorrer dos anos, torna-se visível o encurtamento natural da musculatura da estática e o relaxamento da musculatura dinâmica, o que favorece a compressão articular e possíveis alterações posturais, comprovando existir uma plasticidade postural. Então, essa disfunção postural é um encurtamento adaptativo dos tecidos moles e há fraqueza muscular envolvida. A causa pode ser maus hábitos posturais prolongados ou pode ser resultado de contrações e adesões durante a cicatrização dos tecidos pós-trauma e cirurgia. Ao observar colegas sentados diariamente em carteiras escolar (Universitária), notamos um desalinhamento da postura e dificuldade de ajuste corporal.Alguns dos universitários passam de 4 à 8 horas diárias numa posição desconfortável e de grande desajuste postural, onde há um desalinhamento de estruturas. Muitos deles referem dores musculares e cansaço durante e após a manutenção desta postura sentada adotada dentro da sala de aula. Por essas observações e relatos, surgiu o interesse em introduzir a prática do alongamento muscular no cotidiano destes acadêmicos, observando a ocorrência ou não de diminuição dos desconfortos corporais. Material e Métodos Inicialmente, os acadêmicos do quarto (4º) semestre de Fisioterapia foram convidados, em sala de aula, a participarem do estudo proposto mediante explicação dos objetivos e metodologia do mesmo. Os que aceitaram participar, responderam ao questionário, possibilitando a seleção dos acadêmicos que mais se enquadraram nos critérios de inclusão (que são: não praticavam qualquer exercício físico; em sua rotina diária permaneciam na posição sentada no mínimo 6 horas/dia; apresentavam queixa de dor/desconforto corporal na postura sentada por mais de um ano; assinaram o termo de consentimento; tinham disponibilidade de tempo; e estavam cursando o 4º semestre do curso de fisioterapia da UNISUL – campus Tubarão). Posteriormente, foi marcado um horário para realização da avaliação postural dos acadêmicos que se enquadraram no critério de inclusão, no laboratório de Mecanoterapia do curso de Fisioterapia da UNISUL - Tubarão, aplicação da escala de desconforto para as diferentes partes do corpo, sendo orientados a utilizarem a legenda desta escala, retendo-se apenas à situação de manutenção prolongada da postura sentada, e por fim os testes de flexibilidade – teste de retração da cadeia posterior e teste distância dedo médio x chão mensurados com o auxílio da fita métrica e goniômetro. No primeiro teste, retração da cadeia posterior, foi utilizado o goniômetro para mensuração dos ângulos tíbio-társico e coxofemoral. No segundo teste, distância dedo médio x chão, os sujeitos realizaram inclinação para frente (anterior de tronco), esta posição foi mantida até obter os dados através da mensuração com fita métrica, a qual mediu a distância da falange distal do dedo médio direito e esquerdo, até o chão. Os procedimentos de avaliação postural foram realizados utilizando o simetrógrafo, onde os sujeitos foram analisados na vista anterior, vista posterior e lateral, ficando na posição bípede sobre a prancha de postura. O sujeito masculino vestiu shorts e os dois sujeitos femininos vestiram top e calça corsário, para possibilitar a visualização dos segmentos corporais. O plano de tratamento cinesioterapêutico foi elaborado com base nos dados coletados na avaliação, direcionando os alongamentos para os principais desvios e/ou desconfortos corporal. Sendo assim, enfatizou-se o alongamento da cadeia muscular posterior, nas posturas sentada, em pé e deitada. A intervenção fisioterapêutica aconteceu durante o período de um mês, quando os acadêmicos foram submetidos à doze (12) sessões de alongamento ativo prolongado, suaves, progressivos, sendo realizadas três vezes por semana, as quais tiveram duração de 60 minutos e uma média de 15 posturas por semana, mantendo por 15 segundos (tempo), e com 3 repetições. Por fim, no momento pós-intervenção fisioterapêutica, houve reaplicação dos testes de flexibilidade e escala de desconforto para as diferentes partes do corpo, seguindo os procedimentos descritos nas avaliações iniciais. Com relação ao questionário, as questões do grupo a (5, 6 e 7) que estão mensuradas nas tabelas 1, 2 e 3, foram reaplicadas para possibilitar posterior comparação, análise e discussão dos resultados pré e pós-intervenção fisioterapêutica. Quanto à avaliação postural, esta não foi refeita, pois a mesma foi utilizada no momento pré-intervenção com o intuito de obter mais dados sobre a atitude postural da amostra a fim de, a partir da relação com os dados coletados nos testes de flexibilidade, viabilizar a elaboração do plano de tratamento mais adequado à situação postural dos sujeitos Resultados e discussões Segue abaixo, os resultados pré e pós-intervenção fisioterapêutica aplicado nos três sujeitos. Tabela 1 – Período de maior dor/desconforto na postura sentada Sujeito Pré-intervenção Fisioterapêutica Pós-intervenção Fisioterapêutica Sujeito 1.................. 3 2 Sujeito 2.................. 1 1 Sujeito 3.................. 3 2 Fonte: Pesquisa de Campo realizada pela autora, 2003. Legenda: 3= três períodos do dia; 2= dois períodos do dia; 1= um período do dia Tabela 2 – Intensidade dor/desconforto na postura sentada no decorrer do dia Sujeito Pré-intervenção Pós-intervenção Fisioterapêutica Fisioterapêutica Sujeito 1.................. ↑ ↓ Sujeito 2.................. • • Sujeito 3.................. ↑ ↑ Fonte: Pesquisa de Campo realizada pela autora, 2003. Legenda: ↑ = aumenta a intensidade no decorrer do dia ↓ = diminuiu a intensidade no decorrer do dia • = não há aumento da intensidade do dia Segundo Alter (2000), ao adotar uma postura imprópria por longo período quando sentado em uma cadeira, com o tempo o corpo adapta-se ao estresse mecânico através da deformação aumentada dos tecidos posteriores, levando a uma amplitude do movimento e o desenvolvimento do desconforto e dor. Segundo autor citado acima, várias autoridades e estudos sugerem que a flexibilidade ou o alongamento podem ajudar a reduzir o risco ou a severidade da dor lombar. Um dos benefícios mais importantes do ganho da flexibilidade é a possível promoção do relaxamento, o qual significa suspensão da tensão muscular. Tabela 3 – Ocorrência de parestesia na postura sentada Sujeito Pré-intervenção Pós-intervenção Fisioterapêutica Fisioterapêutica Sujeito 1.................. + - Sujeito 2.................. - - Sujeito 3.................. - - Fonte: Pesquisa de campo realizada pela autora, 2003. Legenda: + : presença de parestesia durante a aula - : ausência de parestesia Segundo Fox e Matheus (1991), uma determinada postura de trabalho mantida por tempo prolongado, pode levar a uma contínua tensão dos músculos gerando distúrbios circulatórios e metabólico o que explica a ocorrência de parestesia. Tabela 4 - Motivo a não-prática de exercício físico Sujeito Motivo Sujeito 1......................................................... Falta de tempo Sujeito 2......................................................... Falta de tempo Sujeito 3......................................................... Condições econômicas Fonte: Pesquisa de campo realizada pela autora, 2003. Bob (1996), refere que os alongamentos são importantes elos entre a vida sedentária e a vida ativa. Mantém os músculos flexíveis, preparam-nos para o movimento e ajudam-nos a concretizar a transição diária da inatividade para a atividade vigorosa, sem tensões indevidas. Os exercícios de alongamento – relaxamento são úteis para aliviar a fadiga acumulada em conseqüência de uma postura sentada de longa duração (VIEL; ESNAULT, 2000). Segundo autores citados acima, o exercício de alongamento é de grande importância para o tecido colagenoso, pois este compõe os ligamentos, o qual é um “tecido de memória”, que sempre retorna ao seu comprimento de origem. Sendo assim, com o alongamento, ao distendê-lo, pode-se obter uma maior extensibilidade. Tabela 5 – Teste de Retração da Cadeia Posterior Sujeito 1 Pré Sujeito 2 - Pós - Pré-I. Sujeito 3 Pós-I. Pré-I. Pós-I. intervenção intervenção Abertura ângulo tíbiobio társico.......................... 112º Abertura 100º 92º 91º 95º 93º 95º 95º 92º 120º 100º ângulo coxofemoral................. 100º Fonte: Pesquisa de campo realizado pela autora, 2003. Conforme os dados apresentados na tabela 5, observa-se que houve uma diminuição da abertura do ângulo tíbio-társico, da abertura do ângulo coxofemoral nos três sujeitos, considerando a margem de erro de 5º do goniômetro. Segundo Marques (2000), um indivíduo com músculos posteriores pouco encurtados apresentará o ângulo coxofemoral e tíbio-társico, de aproximadamente 90º, ficando a coluna quase na horizontal. Ao contrário, um sujeito com os músculos posteriores muito encurtados mostrará dificuldade em manter uma angulação próxima aos 90º, e seus músculos mais curtos no tronco com tendência a verticalização. O alongamento muscular tem como objetivo aumentar o comprimento de tecidos moles encurtados, melhorando o nível de flexibilidade (KISNER; COLBY, 1998). Evidencia-se, assim que o trabalho de alongamento realizado com a amostra garantiu benefícios tanto em relação ao ângulo tíbio-társico quanto ao ângulo coxofemoral, pois o fechamento dos mesmos caracteriza a liberação da cadeia muscular posterior. Tabela 6 – Distância dedo médio x chão pré e pós-intervenção fisioterapêutica Sujeito 1 Pré- Sujeito2 Pós- Sujeito 3 Pré-I. Pós-I. Pré-I. Pós-I. intervenção intervenção Dedo médio D......... 0 cm -1,4 cm 7,0 cm 0 cm 15,5 cm 4,5 cm Dedo médio E.......... 0,2 cm -2,5 cm 6,5 cm 0 cm 14,5 cm 3,5 cm Fonte: Pesquisa de campo realizado pela autora, 2003. Pode-se observar na tabela 9 que comparando os resultados pré e pós-intervenção fisioterapêutica, o sujeito 1 apresentou diferença de 1,4 cm no hemicorpo direito e 2,3 cm no hemicorpo esquerdo; o sujeito 2 apresentou diferença de 7,0 cm no hemicorpo direito e 6,5 cm no hemicorpo esquerdo e o sujeito 3 apresentou diferença de 11 cm tanto em hemicorpo direito quanto no esquerdo, caracterizando resultados significativos no que se refere à diminuição do encurtamento muscular da cadeia posterior. A melhora da flexibilidade, segundo Nahas (2001), garante qualidade para as atividades funcionais e laborativas, além de incentivar a qualidade de vida dos indivíduos. Seguem relatos dos sujeitos da amostra, referentes à melhora da qualidade de vida pós-intervenção fisioterapêutica. O sujeito 1 referiu ausência de dor no ombro esquerdo e diminuição no ombro direito e joelhos. Referiu também, que se sentia mais confortável na postura sentada após intervenção fisioterapêutica. O sujeito 2 referiu maior flexibilidade, onde pode observar no decorrer das sessões de alongamento. O sujeito 3 referiu ganho de amplitude de movimento - ADM na região cervical; diminuiu a dor nos ombros e relatou maior flexibilidade. Tabela 7 - Escala de Desconforto das diferentes partes do Corpo Pré e pós-intervenção fisioterapêutica SEGMENTO CORPORAL SUJEITO 1 Pré PósTeste SUJEITO 2 Pré PósTeste SUJEITO 3 Pré PósTeste Cabeça......................................... Coluna Cervical........................... Ombro direito.............................. Ombro Esquerdo......................... Coluna Torácica.......................... Braço Direito............................... Braço Esquerdo........................... Cotovelo Direito.......................... Cotovelo Esquerdo...................... Coluna Lombar............................ Antebraço Direito........................ Antebraço Esquerdo.................... Punho Direito.............................. Punho Esquerdo.......................... Mão Direita................................. Mão Esquerda............................. Coxa Direita................................ Coxa Esquerda............................ Joelho Direito.............................. Joelho Esquerdo.......................... • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • Perna Direita............................... Perna Esquerda........................... Tornozelo Direito........................ Tornozelo Esquerdo.................... Pé Direito.................................... Pé Esquerdo................................ • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • Fonte: Pesquisa de campo realizado pela autora, 2003. LEGENDA: • dor insuportável • dor intensa • dor suportável • nenhuma dor Os sujeitos responderam a escala de Desconforto das diferentes partes do corpo pré e pós-intervenção fisioterapêutica, direcionando suas respostas em relação à postura sentada. A amostra apresentou dados referentes a desconforto nos seguintes segmentos corporais: cabeça, coluna cervical, ombros, coluna torácica, braços, coluna lombar, coxas, joelhos e pernas. Os resultados do sujeito 1 nos mostram que em dois (2) segmentos corporais o desconforto foi inalterado (cabeça e coluna lombar – dor suportável), em dois (2) segmentos houve diminuição do desconforto (coluna cervical – dor suportável; ombro direito – dor intensa) e em três (3) segmentos o desconforto desapareceu (ombro esquerdo, joelho direito e esquerdo). Os resultados do sujeito 2 nos mostram que em dois (2) segmentos corporais o desconforto foi inalterado (ombro direito – dor intensa; coxa esquerda – dor suportável), em três (3) segmentos o desconforto desapareceu (ombro esquerdo, coluna torácica e coluna lombar). Os resultados do sujeito 3 nos mostra que em cinco (5) segmentos corporais o desconforto foi inalterado (cabeça – dor suportável; coluna cervical – dor intensa; coluna torácica – dor suportável; perna direita e perna esquerda – dor suportável), em um (1) segmento houve diminuição do desconforto ( coluna lombar), em seis (6) segmentos o desconforto desapareceu (ombros, braços e coxas). Pode-se observar pelos dados expostos, que houve alterações importantes no quadro de dor em segmentos corporais nos três sujeitos, evidenciando a diminuição (de 4 segmentos) e supressão da dor (de 12 segmentos) após a intervenção Fisioterapêutica. No trabalho realizado por Williams (apud BRACCIALLI; VILARTA, 2000), verificase que a realização diária de alongamentos passivos por 30 minutos é suficiente para prevenir a perda de flexibilidade e manter a amplitude de movimento articular. Souchard (1990), preconiza que exercícios de alongamento devem ser realizados por meio de trações globais que corrijam ao mesmo tempo todas as possíveis compensações ligadas a determinada cadeia muscular, procurando a normalização da morfologia. Os alongamentos prolongados, suaves, progressivos e com baixo número de repetições, são considerados mais eficazes do que as trações bruscas e com grande número de repetições (BRACCIALLI; VILARTA, 2000). Conclusão Concluiu-se após realização deste estudo, que o alongamento muscular é benéfico, principalmente para indivíduos inativos. Pois, como já foi visto anteriormente, o encurtamento e/ou enfraquecimento de grupos musculares da região dorsal, favorecido pela postura estática e pela falta de atividade física pode, a longo prazo, proporcionar uma somatória de efeitos negativos até o surgimento de problemas mais graves. As más posturas são mais prejudiciais na vida de pessoas pouco ativas. Com os alongamentos realizados nos três sujeitos, observou-se um melhor conforto na postura sentada, ausência de parestesia na postura sentada, diminuição do encurtamento da cadeia muscular posterior, aumento da flexibilidade e diminuição de dor/ desconforto em alguns segmentos corporais. Pode-se comprovar que os sujeitos da amostra não realizam atividade física por falta de tempo e por condições econômica.Assim sendo, os indivíduos podem melhorar sua qualidade de vida, praticando regularmente alongamento muscular ativo. Para finalizar, sugere-se a realização de novos estudos sobre o tema com uma maior amostra; viabilizar intervenção fisioterapêutica num maior período de tempo para obter maiores e/ou melhores resultados referentes ao alongamento muscular; desenvolver estratégias institucionais na UNISUL com a intenção de incentivar o estilo de vida e a prática de atividade física regular da comunidade acadêmica proporcionando condições de prática de atividade física e coerência com a escolha da profissão; o que poderia iniciar com sessões de alongamentos para os acadêmicos, oferecido pela Instituição e adaptação ergonômica das carteiras e cadeiras escolar. Antigamente, o mobiliário escolar era melhor adaptado: as escrivaninhas eram altas e possuíam uma superfície de trabalho inclinada e as cadeiras eram também altas e as curvaturas da coluna pareciam ser presevadas. É útil observar que devemos adotar mobiliários que permitam aos alunos assumirem posições extremas e diversas, a fim de quebrar a monotonia de uma posição adotada permanentemente. Na amostra foi introduzido o alongamento ativo, que é um alongamento no qual o sujeito participa da manobra de alongamento para inibir o tônus em um músculo retraído. REFERÊNCIAS ALTER, M. J. Ciência da flexibilidade. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2000. BOB, A.; BILL, P.; BURKE, E. R. Entrando em forma: programa de exercícios para homens e mulheres. São Paulo: Summus, 1996. BRACCIALLI, L. M. P.; VILARTA, R. Aspectos a serem considerados na elaboração de programas de prevenção e orientação de problemas posturais. São Paulo, 14 (1):16-28, jan./jun. 2000. FOX, E.; MACHADO, D. Bases fisiológicas de educação física e dos desportos. 3. ed. Rio de Janeiro: Interamericana, 1991. KISNER, C.; COLBY, L. A. Exercícios terapêuticos: fundamentos e técnicas. 3. ed. São Paulo: Manole, 1998. MARQUES, A. P. Cadeias musculares: um programa para ensinar avaliação fisioterapêutica global. São Paulo: Manole, 2000. VIEL, E.; ESNAULT, M. Lombalgias e cervicalgias da posição sentada. São Paulo: Manole, 2000.