r• N91 147 — De 07 a 20 de move de 1977 —Cr9 10,00 Revista Industrial e Financeira Ele acredita no que planta, porque sabe com o que collie. Ter uma Colheitadeira Automotriz SLC e possuir uma maquina que colhe lucros e tamb6m representa a conquista da tranqUilidade e seguranga na hora da colheita. modelo de Colheitadeira Automotriz SLC (do tamanho de sua lavoura) e seus opcionais, que the proporcionarao tranquilidade hoje e a certeza no amanha. Pois corn a SLC estd, uma eficiente rede de Concessiondrios, a disposigao do homem do campo. Gente que, como voce, esti preocupada em assegurar a sua colheita. Por tudo isso, os que ja confiaram a sua colheita a uma SLC acreditam no que plantam porque sabem corn o que colhem. Assisténcia T6cnica corn profissionais altamente especializados, treinados na fAbrica e sempre presentes na hora da colheita, corn pegas originais que asseguram a garantia e qualidade SLC. Voce que planta soja, trigo, arroz (mesmo em terrenos alagados, para colher corn esteiras), milho (para colher corn a nova Plataforma de 3 ou 4 linhas) ou outros gra,"os, encontrara urn COLHEITADEIRAS ALMNOTRIZES INIDOSTRIA BEM BRASILEIRA SCHNEIDER, LOGEMANN Companhia Limitada INDUSTRIA DE MAQUINAS AGRICOLAS Horizontina - RS AQUI AS NOVIDADES NA MIA DE VOCE FAZER A DECLARACAO DE RENDA. I Limite de isencäo Quem ganhou em 1976 ate Cr$ 35.100,00 esta totalmente isento de imposto. 2 MSO - Modelo Simplificado Opcional - cor verde Pode ser preenchido por quem teve ate Cr$ 200 mil de rendimentos na Cedula C. Quem recebeu mais de Cr$ 200 mil ou quem teve rendimentos em outras cedulas tambern pode usar o MSO, desde que respeite o limite do desconto padrao de 25% sobre rendimentos exclusivamente da Cedula G, ate o maxim° de Cr$ 50 mil. 3 Desconto padrao E o desconto que independe de comprovacao, mas que so pode ser aproveitado por quem usa o MSO. 0 desconto passou agora para 25% aplicados sobre o rendimento bruto da Cedula C, ate o limite maxim° de Cr$ 200 mil, deste modo o desconto maxima sera Cr$ 50 mil. Este desconto substitui integralmente as deducOes: livros tecnicos, roupas especiais, contribuicbes previdenciarias e sindicais e outros gastos necessarios ao exercicio da profissao; e alguns abatimentos a saber: juros pagos, inclusive os do Sistema Financeiro de Habitacao; educacao; seguro de vida e acidentes pessoais; e perdas extraordinarias. Alem dos 25% do desconto padrao, voce ainda pode abater: despesas com medicos, dentistas, hospitals; dependentes; pensao alimenticia e aluguel. Aluguel Agora voce pode abater as despesas efetivamente realizadas ate o limite maxima de Cr$ 7.200,00 por ano. Instrucâo Ha um limite de abatimento de Cr$ 8 mil por pessoa que tenha tido despesa comprovada com instrucao. Este abatimento s6 pode ser feito por quern usa o MCT Modelo Completo, de cor azul. E atencao para este exemplo: vamos supor uma familia em que o pai e uma filha tiveram despesas corn estudos em 1976, sendo que o pai gastou Cr$ 10 mil e a filha Cr$ 6 mil. 0 gasto total dos dois pode ser abatido porque representa o limite maximo de Cr$ 8 mil por pessoa. Mas se cada urn deles tivesse gasto Cr$ 9 mil, s6 se poderia abater DS 8 mil para cada urn, num total, portanto, de Cr$ 16 mil. Juros Voce pode abater os juros efetivamente pagos sobre emprestimos ate o limite de Cr$ 9 mil, se sua Renda Bruta for igual ou inferior a Cr$ 150 mil ou ate 6% da Renda Bruta, se esta for superior a Cr$ 150 mil. Alern dos juros sobre emprestimos, voce podera abater os juros pagos ao Sistema Financeiro de Habitacao,sem qualquer limite. E ACIUI AS NOV1DADES NA HORA DE VOCE ENTREGAR. 7 Caderneta de Poupanca Podem ser descontados do imposto de renda 6% do saldo médio ate Cr$ 67.332.00. Do que exceder os Cr$ 67.332,00 podem ser descontados 2%. Os juros ou dividendos das cadernetas de poupanca que excederam a CI 4.400,00 devem ser declarados como rendimento, enquanto que a correcào monetaria esta totalmente isenta. Awes 18% do total empregado na subscricao de novas awes de Sociedades AnOnimas de capital aberto,ou na integralizacao mediante conversao de debentures,podem ser descontados do imposto a pagar, desde que estas awes fiquem em custOdia por 2 anos; 9% do valor das awes compradas em Bolsa tambern podem ser descontados do imposto de renda, desde que tambern fiquem 2 anos em custOdia. Estes descontos, somados aos demais descontos obtidos corn investimentos incentivados, nao poderao exceder os seguintes limites: Atencâo para os prazos: quem tern Imposto a Pagar ou a Restituir precisa entregar sua declaracao de renda ate o dia 4 de abril. Quern e isento pode entregar ate 4 de maio. 800 800 agdncias para receber sua declaracao de renda. Este ano o Bradesco aumentou bastante o nOmero de ag6ncias para ficar ainda mais facil a entrega da declaracao de renda. Sao 800 agèncias a sua inteira disposicao. CLASSES DE RENDA SPUTA I LIMITE DA REDUCAO EM (Cr$) DO IMPOSTO DEVIDO ate 100.000,00 De 100.001,00 a 134.300,00 De 134.301,00 a 183.900,00 De 183.901,00 a 241.500.00 De 241.501,00 a 331.200,00 De 331.201,00 a 529.300,00 mais de 529.300,00 60% 55% 50% 45% 40% 35% 30% ------?•1•L 1 Dependente Pode-se abater Cr$ 8 mil por dependente. Pensâo Os rendimentos recebidos pela (o) viuva (o) e outros dependentes,a titulo de pensào,• meio-soldo e semelhantes,sao isentos de tributacao nos 12 meses seguintes ao falecimento da pessoa. Imposto retido na fonte A correcao monetaria do imposto retido na fonte foi elevada para 35% e deve ser aplicada sobre o valor declarado na linha 37 dos formularios MSO e MCT. II Para completo esclarecimento, é importante ler nao apenas o Manual de Orientacao como o pr6prio formulario a ser preenchido. Preencha o seu formulario de maneira correta. Certifique-se de que ele representa a melhor °pa) para a sua declaracao. Feito isso, e s6 vir ao Bradesco que voce sera atendido rapidamente. NA HORA DE ENTREGAR, ESC FALAR COM A MOCA. BRADESCO garantia de bons servicos CA RTAS BANCOS Prezado Editor: Na edicao de 7 a 20 de fevereiro proximo passado, encontrei em sua revista urn interessante artigo sobre o comportamento de nossa rede bancAria privada no ano passado. A anMise objetiva do autor, Sr. Elpidio Marinho de Mattos, leva-nos a compreender melhor o papel desde importante setor da economia brasileira no presente momento de crise. Em nossa imprensa especializada poucos sao os trabalhos que podemos ler, apreciar e dar credit° as informacOes dadas como esse publicado em sua revista. Aproveitando a oportunidade, gostaria de sugerir a V. S4 uma reportagem do mesmo nivel que analisasse o problema do credit° a pequena e media empresas, atualmente muito dificil. Aroldo José da Costa Santo Andre (SP) TRES LAGOAS Prezado Editor: Corn satisfacào lemos, no nürnero 1 140 da Revista Banas — Industrial e Financeira, nas pAginas 27, 28 e 29, detalhado artigo sob o titulo "Nem so de reflorestamento vive a regiao de Tres Lagoas — MT" que faz referencias as mais elogiosas ao nosso municipio, analisando inclusive seu futuro e promissor desenvolvimento. Näo sendo materia assinada e querendo agradecer ao autor pelo destaque dado a Tres Lagoas, fazemo-lo por intermedio de Vossa Senhoria, ilustre editor, solicitando seja transmitido ao colaborador o penhor de nossa graticlao extensivo a essa conceituada publicacao. Na oportunidade, apresentamos a Vossa Senhoria cordiais cumprimentos. Ramez Tebet Prefeito municipal de Tres Lagoas (MT) BALANPOS Prezado Editor: Lendo sua prestigiosa revista acima referida (edicao 1 143, de 10 a 23 de janeiro de 1977), notamos, em seu artigo de capa ( A crise atravis destas empresas), urn equivoco no tocante ao exame do balanco da Dominium S.A. Indastria e Comércio, no quadro "InclUstrias de Transformacao" (pAgina 17), em especial ao seu Grupo Acionario, dado como formado por "Becak/Mitsubishi". A bem da verdade, vimos, pela presente, esclarecer a V.S8 que essa informacäo näo verdadeira, eis que a Mitsubishi jamais foi detentora do controle acionArio da Do- minium. Esse controle, ao contririo, é exercido desde 1973 pelo grupo Paterno/Becak, que detem mais de 51 por cento do capital votante da Dominium, o que é comprovado pelo registro em seus livros societArios. Certos da seriedade dessa revista, e do real interesse de V.S 8 , como editor, de manter seus inUmeros leitores bem informados, pedimos a V.S8 que, no proximo nUrnero de Banas-Revista Industrial e Financeira, seja feita a necessAria retificacào, corn a reposicdo da verdade dos fatos. Dominium S.A. Industria e Comircio Luiz Paterno Junior e Moise E. Becak Sao Paulo — Capital PROPAGANDA Prezado Editor: Na edicao n9 I 144. página de "Propaganda", voce noticiou a contratacào de Fernando Almada pela Stallo Propaganda, de Joinville. Olha, deve ser algum homOnimo porque continuo — e continuarei — firme e contente aqui, na CBP (Companhia Brasileira de Publicidade), agencia da qual sou sOcio. Por favor, avise o Cauby. Fernando Almada Sao Paulo — Capital Onde se le Nossa Caixa,leia-se NOSSA de milhares de Jost' s,Anas, Jolies, Isaacs, Marias, Fritz, Galas, Satikos, Elias, Raimundos, Manudis,Beneditos,Giovanas,Pedr ...que fazem dela uma das quatro maiores instituicOes financeiras do Pais, operando so no Estado de Sao Paulo. Isso porque a Nossa Caixa tern mais de urn milhao de Cadernetas de Poupanca, financia centenas e centenas de Casas PrOprias ern cada més, beneficia dezenas de milhares de pessoas corn o seu Cr6dito Pessoal, leva incontaveis melhorias ao campo atraves de urn CrOdito Rural revolucionario, sem esquecer do nUrnero cada vez maior de jovens que vao virar doutores, gracas as suas Bolsas de Estudos. Por que tantos confiam tanto na Nossa Caixa? E que todos os seus servicos vém corn dupla garantia: a do Governo Estadual e a do Federal. Tudo isso faz da Nossa Caixa um banco diferente dos outros - urn Banco Social. Caixa Economics CAM do Estado de Sao Paulo 2 — BANAS — De 07 a 20 de marco de 1977 Garantida por Governos Govern do Estado de Sao Paulo DesenvolvImento pare Todos No Nordeste Nos somas voce pode urn exemplo transformar o disso. seu dinheiro em investimento rentâvel. Em 1967 iniciavamos a implantacdo do nosso parque industrial. Corn muito trabalho, corn uma consciente politica de investimentos, e corn incentivos federais e estaduais implantamos a Plagon S.A. Plasticos Goyana do Nordeste. Hoje, apOs 10 anos, já passamos por vdrias ampliaceies para atender a demanda cada vez mais acentuada dos nossos produtos. E cada dia nosso negOcio se torna mais sOlido. E mais rentdvel. As condicOes do Nordeste de hoje säo ainda melhores. Voce encontra mais estradas, mais dgua, mais energia elêtrica, mais portos, mais distritos industrials, mais incentivos. Voce conta corn o Finor - Fundo de I nvestimento do Nordeste. Seu imposto de renda é o seu dinheiro. Transforme-o em urn investimento rentavel. Faca como nos. Acredite no Nordeste. Opte pelo Finor. lagon sia PliSTICOS GUYANA DO NORDESTE Fàbrica: Rodovia BR 101, Km 34, Fone (0812) 21-0216, Cabo, PE. EscritOrio: Av. Eng? Antonio de Goes, 204 Fone (0812) 26-2583 Filial Centro Sul: via Anhanguera, km -15 LIVROS Mesmo sem municao, continue atirando "Estrategia Empresarial", por H. Igor Ansoff, langamento da Editora Mc Graw do Brasil Ltda., é mais uma obra de teoria da administracao que procura esbogar uma analise processual da tomada de decisaes estratêgicas dentro de uma empresa, "no meio sOcio-econOmico dos Estados Unidos", como afirma o autor no prefacio. Acreditando, porem, na validade universal de algumas ideias e conceitos, Ansoff diz que o livro ainda é onze anos apOs sua primeira edigao em ingles, por serem estas idêias e conceitos essenciais para compreender a relacao entre a empresa e o seu ambiente. ESTRATEGIA EMPRESARIAL — H. Igor Ansoff Editora McGraw-Hill do Brasil — Primeira edicAo — 230 paginas 0 autor, que entre outras fungi:5es trabalhou na Rand Corporation e foi vice-presidente da Locheed Eletronics, esteve recentemente no Brasil — para lancar o livro — tendo conduzido urn seminirio para um niimero limitado de presidentes, diretores e gerentes de alto nivel, sobre administracao num clima de "turbulincia ambiental". Nesta oportunidade, ele reapresentou alguns dos conceitos contidos em sua obra que, partindo da estrutura das decisOes empresariais e esbocando urn modelo de tomada de decisOes estrategicas, entra numa linguagem mais complexa, apresentando o "conceito de sinergia" — definida como urn dos principais componentes da estrategia da empresa em termos de produtos e mercados, que diz respeito as caracteristicas desejadas do ajustamento entre 4 — BANAS — De 07 a 20 de marco de 1977 os seus novos produtos, freqUentemente descrita como "efeito 2 + 2 =5". Mais interessantes do que o estabelecimento de uma estrategia — espirituosamente definida pelo autor assim: "Estrategia é quando voce esta sem munigao, mas continua atirando para que seu inimigo nao saiba" — sao as autocriticas feitas por Ansoff a sua obra no prefacio. "Se escrevesse o livro hoje, eu o escreveria de maneira bem diferente", admite o autor. As modificacOes seriam principalmente no sentido de incluir algumas novas dimensOes do problema estratêgico, para atualiza-lo em fungao de fatos surgidos apOs a primeira edicao. Primeiramente, observa Ansoff, a experiencia demonstrou que seu livro continua sendo mais uma descrigao titil de urn metodo de analise estratêgica do que urn auxilio a implantacao do metodo numa organizack. Isto porque quando se tentou implantar metodos, encontrou-se uma notavel resistencia ao planejamento, cujo exemplo mais dramatic° ocorreu no Departamento de Defesa dirigido entk por McNamara. Nao obstante, o autor acredita que esta resistencia se deve a falta de familiaridade da estratêgia para a administrack de uma empresa. Outra nova dimensao seria o maior dinamismo dos desafios estrategicos, que surgem corn muito mais intensidade e freqUencia que ha 20 anos atras. Em terceiro lugar, o autor acredita que a crise do petrOleo emprestou uma nova filosofia a empresa, que anteriormente era expansionista, otimista e orientada para seu crescimento. Finalmente, registra o autor o crescente desencanto social corn a empresa, surgido principalmente na Europa Ocidental. A empresa estaria sendo cada vez mais chamada a reprimir seus excessos sociais e a enquadrar-se dentro de uma regulamentack crescente, para a qual as administracOes ainda ilk se prepararam estrategicamente. (RM) a empresa e Crescimento da empresa e recursos humanos Escrito numa linguagem plenamente acessivel, para Crescimento Empresarial", de Francisco Gomes de Mattos, lancado pela Zahar Editores, procura discutir os varios aspectos da administragao interna, principalmente enfocando o elemento humano e a necessidade de uma relacao menos vertical entre empregador e empregado dentro da perspectiva de otimizack dos resultados da atividade administrativa. Embora nao se possa dizer que o tema em si seja original, ha alguns aspectos interessantes que o autor procura desenvolver, discutindo-os de uma maneira mais ampla, embora muitas vezes demasiadamen- te esquematica. E o caso do capitulo sobre a descentralizack como conseqiiencia do desenvolvimento, que importa na aceitacao de urn novo estilo de administracao para o qual espera-se que o empresario esteja devidamente preparado, a firn de que possa coiher os melhores resultados. 0 meio pelo qual esta descentralizack ocorre é atraves do "racional exercicio da delegacao de autoridade", que Mattos examina em detalhe, corn as respectivas implicaci5es politicas e psicolOgicas. Outro aspecto ao qual o autor se dedica longamente é quanto as reuniaes da empresa, conhecidas como este reis. Para tanto, Mattos nao se limita a aconselhar urn planejamento prêvio, como ja se faz, mas tambem esboca projetos completos de preparagao e execugao de reuniiies, levando novamente em conta a necessida- ADM INISTRACAO PARA CRESCIMENTO EMPRESARIAL ADMINISTRACAO PARA CRESCIMENTO EMPRESARIAL — Francisco Gomes de Mattos — Zahar Editores — Rio de Janeiro — Segunda edicAo — 424 paginas de de se envolver o maior ntimero possivel de pessoas para que as decisiies adotadas primeiramente nascam e depois sejam realmente executadas. Inovack e criatividade é outro aspecto importante da administracao, embora o autor apenas passe uma rapida pincelada sobre o tema, sem aprofunda-lo. De qualquer modo, apresenta os principais problemas que inibem a administracao a adotar mais criatividade, o que ja pode ser considerado como urn grande avanco. Finalmente, o autor entra pelo terreno da Administrack de Recursos Humanos, cujo segredo consiste, na sua opinik, num esforco de aprendizagem constante, que deve ser empreendido inicialmente pelo prOprio administrador, corn a participacao de toda empresa. (RM) GRIJI30 CAC ; Cia. Cacique de Cafe Soluvel FabricaGao-Mportacao de cafe soltivel. Cacique Exportadora e importadora S.A. (Londrina - PR) Exportacão de café vean m rdeu,faotuutrraojops,roediumtopso artgancatleasmegerat (Sao Paulo - SP) Distribuicdo do Café Pele (torrado e moido, e soltivel) e do Soliivel Cacique no mercado intern°. Cacique de Alimentos S■A. Cacique de Embalagens S.A. Industria e Comercio (Londrina - PR) Fabricacio de tecidos e sacos de fins trancados de polipropileno. (Atibaia - SP) Industrializaciio Cacique de Vegetais Industrializados S.A.: Cia. Cacique de Armazens Gerais Cacique Agropecuária e Industrial do Maranhao S.A. fsrurrgeellauennte:. pelo processo (Lonazreina - PeR) nto em geral nas zonal agricola e portudria. (Silo Luis - MA) Indastria madeireira e agropecuaria. Agropastoril e Industrial Tucumä SAN Cipari - Genetica Animal S.A. M aracaju Veiculos S.A. No Exterior Cacique Instant Coffee Europe Ltd. Suplicy Cacique Trading Cal Brazil Coffee Corporation madeireira e agropecuAria. (Londrina - PR) Industrializacao, importacao e comercializacâo de semen bovino de alta linhagem. (Londrina - PR) Empresa distribuidora de veiculos. (Londres) (Nova York) (Nova York) 0 Grupo Cacique possui escritorios e agentes localizados nos mais importantes centros comerciais do mundo. Alessie Co. B.V. (Amsterdam) - B.E. Ihnen Co. (Hamburgo) - E.A. Johnson Co. (Sao Francisco) - Aziende Riunite Caffe (Mildo) Adolfo Braun Guevara Representaciones (Punta Arenas - Chile) - CACIQUE Continental Agencies Ltd. (Hong Kong) - Adolfo E. Ercole (Buenos Aires) Sovhispan S.A. (llhas Gulirias) - Tuqan Lebanese Trading Agency (Beirute). a. EscritOrio Central: Av. Paulista, 2073 - 24.° and. - CEP 01311 Postal 30753 - Tel.: 278-0111 - Telex: 021.183 - End. Telegr.: "Solcacique" - Sao Paulo - SP. Vinculamos o cientisia e o tecnico diretamente ao campo e a using. Ha poucos meses, reunidos durante uma semana no IV Seminario Copersucar, em Aguas de LindOia-SP, varias dezenas de tecnicos, e tarnbem cientistas, ligados a todas as areas de producao da agroindistria agucareira e alcooleira, debateram problemas e expuseram inovacOes, oriundas das experiéncias e das pesquisas feitas pelos profissionais altamente capacitados que la estiveram. Este e um dos meios que, ha anos, estabelecemos para manter comunicacäo com nossos cooperados, objetivando faze-los conhecedores dos resultados de todos os experimentos e observacOes desenvolvidos por nossos tecnicos e cientistas, nas estacOes experimentais e nos canaviais, nos laboratOrios e nas usinas. De ha muito, e varias vezes por ano, proporcionamos tarnbern cursos ao pessoal t6cnico das usinas cooperadas - oportunidades em que ficam sabedores de todas as Oltimas observacees ou conclusOes hauridas nas EstacCes Experimentais que a Copersucar mantern em Assis, Piracicaba, Sertäozinho. no Estado de Sao Paulo, em Camami, na Bahia, e em Primeiro de Maio. no Parana. Assim, todas as inovagoes tecnolOgicas na complexa area industrial do ackar e do alcool sac) imediatamente comunicadas aqueies que, nas usinas cooperadas, detèm a responsabilidade por sua constante modemizacao e maior produtividade. Essa nossa preocupacào de permanente atualizacão tern nao apenas fundas raizes. como vem de profundas conviccOes. Pois, tambem ha anos, temos, trabalhando conosco, algumas notabilidades mundiais, do campo da genetica da cana-de-acOcar (Prof. Albert J. Mángelsdorf. da Hawaiian Sugar Planter's Association); da fabricacao, automacao e controles aplicados a indUstria agucareira (Dr. John H. Payne, lider do grupo de consuttoria da American Factor Hawaii); e da tecnologia em moagem de cana (Engenheiro Deon Hulett, da Africa do Sul) - todos eles tecnicos de renome supremo em suas especialidades. Recentemente, corn a dupla intengao de agilizar ainda mais as comunicacOes tecnico-cientificas com a comunidade da nossa agroindistria, e ao mesmo tempo documents-las e pa-las ao facil acesso dos interessados, iniciamos a publicagao do Boletim Tecnico Copersucar - cuja aceitacao entre os interessados ja nos esta mostrando a validade de mais esse instrumento de aperfeicoamento profissional. Foi, sem dOvida, reconhecendo a modemidade do trabalho que nossa agroindOstria agucareira e alcooleira ja realiza em todos os estagios da producao, que a ISSCT - Intemational Society of Sugar Cane Technologists pela primeira vez escolheu o Brasil para. sob nossa co-responsabilidade, realizar o seu XVI Congresso Mundial que devera, em setembro aeste ano. reunir 2.000 tecnicos de todo o mundo em nosso pais. Essa inversao na tec-nica e na ciéncia do cultivo da cana-de-acOcar, e da sua transformacao industrial em acOcar e alcool, prova que nao estamos emergencialmente nesse negOcio - em nenhum de seus estagios. Nossas 77 cooperadas. ha anos, aceitaram as modemas regras do jogo nesta era de absoluta competicao tecnolágica. Os resultados obtidos mostram que o produto do talento de nossos tecnicos e cientistas nao fica arquivado nas prateleiras. Sai direto para as areas de producao, seja na vasticlao dos canaviais, seja na complexidade do processo industrial. Move-nos. acima de tudo, a palavra de ordem que o Boletim Tecnico Copersucar vem de levar a nossos cooperados: "0 Brasil atualmente e o lider em producao de cana-de-acOcar em todo o mundo. 0 proximo passo e tomar-se lider na tecnologia do acOcar." Wcopersucar modelo brasileirO de integraco agro-industrial BANAS Ano 23 — nc) 1 147 — De 07 a 20 de marco de 1977 REVISTA INDUSTRIAL E FINANCEIRA Editor: Geraldo Banas Secretion° de Redaceo: Ninon Dias Redatores: AntOmo Carlos RuOtoro, Joao Marcos Coelho. Lufs Alberto Teixeira Cabral, Tamara Leftel (Anto riosl, Antonio Cerveira de Moura. Marcia Aparecida Rindelka e Vera Lucia Rodrigues IProdutos e Servicos). Carlos Cauby Silveira. Ernesto Matzel, Isnard Manso Vieira. Jomar Pereira da Cunha e Roberto SimOes IColaboradores). Diagramacao a Cape: J. Juarez g Arse - Chafe: Claudette Leonarda Reis Memorando ao Leitor Revistio: Americo Benedicto StrInghinl (chafe) Sebastiao Furlan e Nilson Marcondes Garcir Producao: Romeu Stringhini Fotocomposiceo: Waldemar Ter6 Sato (Chafe) Setor grafico: Shigueo Sato (chafe) Banos 6 uma revista quinzenal publicada pale Editora Banas S A. Supenniendente: Elizabetha Banas A_ssistente: Cristina L. de Almeida Aciminisnacao: Geraldo Roberto Banas Gerancia: Raul Cavalcanti de Albuquerque Baptista Publicidade: Wilson Salina (Diretorl o Jose Soares Bairao (Gerente para Sao Paulo) Represerrtantes: Arnaldo Waldemar Schwab. Elizabeth Pastcszek Boito, José Carlos Lopes da Silva, AgneHo Pecoraro. illisses de Oliveira Faria e Joao Batista Patricia - Sao Paulo: Avenida Presidente Castelo Branco, 6 241 - Telefone: 262 -2900 - Calxas Postais: 3 245 e 5 116 - ABCD: Uniprol - Rua Senador Flaquer, 135 - andar - Sala 51 - Telefone: 449-3811 -SantoAdre(P)RiJanro:Le Manz Representacao Publicitária Ltda. - Rua Evaristo da Veiga, 16 - 5° andar - gruPo 505 - Telefones: 224-1967 a 224-1568 - Belo Horizonte: Joao Veras - Rua Senador Pompeu, 123 - SERRA - Telefono: 21-2136 Recife: SITRAL - Servicos de Imprensa, Televisa° e Radio Nordeste Ltda. - Rua Marques do Recife, 119 3° andar - conjs. 308/9 - Telefones: 24-4554 a 24-1698 -Salvdor:RECOALAv. 7 de Setembro, 675 - cj. 101-Telefone: 7-0358 - RePresentante para o Sul: Carlos Cauby Silveira - Curitiba: Rua XV de Novembro, 270 - conj. 810 Caixa Postal: 6 376 - Telefone: 23-4748 - FlorianOpolis: Rue Felipe Schmidt, 27 - 11° andar - cjj1111 - Telefone: 22-8881 - Porto Alagrs - Rua Duque de Caxias, 287 - Tele-, bones: 21-2716 e 21-7358 !Exterior - Estado. Unidos: Inta Advertising, Inc. - 1 560 Broadway. New York, NY 10036 - Telefone: 1212) 575-9292 - Japao: Chigeru Kobayashi - Japan Advertising Comunications. Inc. - New Ginza Building 3-13 Ginza 7 - Chome Chuo-Ku, Tokyo 104 - Japan - End. telegraf. Adcommajapan Tokyo 104 - Europa: Regie du C.N.C.E. - 22 Av. Franklin Roosevelt - Paris. 8 erne, Franca. , Dwartamento de Vendas. Promocao a Circulacho Anuarios. Mala-Diretal - Gowns - Marcio Heleno Cezar Gouyea - SAO PAULO: Avenida Presidente Castelo Branco, 6 241 - Telefone: 262-2900 - Guanabara: Rua Senador Oantas. 20 - cis. 1007/1009 - Tel.: 222-4991 - Representantee pare o Sul: Carlos Cauby Silveira - Curitiba: Rua XV de Novembro, 270 - c/810 - Caixa Postal:6 376 - Telefone: 23-4748 - Blumenau: Rua XV de Novembro, 828 - cj. 4 - Telefone: 22-1034 - Porto Alegre: Rua Duque de Caxias. 287 - Telefones: 21-2716 e 21-7358 - Belo Horizonte: Agencia Van Demme Ltda. - Rua da Bahia, 1 134 - Tel.: 26-6492 - Recife: SITRAL - Servicos de Imprensa. Televisho e Radio Nordeste Ltda. Rua Eng. Ubaldo Gomes de Mattos, 119 - cjs. 308/9 - Tele.: 24-4554 e 24-1698 - Salvador: RECORAL - Rua Den. Labetut, 81 - Tel.: 3-1811 BANAS e enviada aos sous assinantes em todo Territdrio Nacional e no Exterior. Alteracoes de endereco devem ser enviarlas a gerencia de promocão e circulacao• Uma edicäo especial nem sempre é bem recebida. Primeiro porque o terra tratado muitas vezes não coincide corn as afinidades do leitor, seus interesses ou sues opcOes de leitura. Em segundo lugar, a imagem que se tern de uma "'especial"' não é das melhores, dando antes a impressao de "coisa encomendada". Pelo menos este é o estigma que acompanha esses trabalhos. Raramente, o jornalista tern a oportunidade de participar de uma "'especial" que näo lave a chancela de "intragavel". Este foi o objetivo que tivemos em mente ao elaborarmos urn trabalho sobre os dois primeiros anos de administracào do governador Paulo Egydio Martins. Portanto, esta edicão neo procura fazer a apologia de uma administracdo, mas analisa-la de forma isenta e descompromissada a partir da premissa de que este governo adrninistra a formacão econOmica de major peso no Pais. lsto significa que a economia paulista, antes de seu governador, seja qual for, merece ser analisada detalhadamente. No presente caso, interessava-nos examiner o que fez a administracäo paulista nestes dois anos. Ou por outra via, como se comportou a economia paulista sob a orientacâo e influéncia do setor pUblico, isto é, como o Estado administrou, arrecedou e investiu nesse periodo. Esta foi a abordagem que demos na analise do segundo aniversario do governo Paulo Egydio. 0 trabalho pratico foi desenvolvido junto a Walter Nori, assessor de imprensa do Palacio dos Bandeirantes e, posteriormente, corn os SecretaHos de Estado. Todas as informacOe s econOmicas foram colocadas a nossa disposicao bem como a orientaceo de Nori pare que todos os assessores de secretaries nos facilitassem o trabalho. A excecão das pastas dos Transportes, Interior e Educacao, que por motivos alheios a nossa vontade nâo constam nesta edicao, todas as demais fizeram o major empenho em prestar sue colaboracao. Este, por exemplo, foi o caso do secretério Nelson Gomes Teixeira, da Fazenda, que atraves de seu assessor de imprensa, Ademar Cantero, nos colocou a sue pasta pare qualquer tipo de pesquisa, alem de ser entrevistado por Antonio Carlos RuOtolo, redator de Banas. Alem das entrevistas corn os Secretarios, foi feita ainda uma analise global da economia paulista e que mostra como Paulo Egydio conduziu o Estado nestes dois Ultimos anos. Nilton Dias Prow de assinatura - comun: 6 mesas - Cr$ 120.00 1 ano - Cr$ 230,00 - Exterior airs* - 1 ano: Grupo I: America Latina USS 50,00 - Grupo II: Mexico, USA. Portugal, Espanha e Africa USS 75.00 - Grupo III: Domain Palms USS 95,00 Ntimero avulso: CrS 10.00 - .Umero atrasado: Cr$ 15.00 IN DICE Tiragem: 30 000 exemplars* BANAS reserva-se os direitos inclusive os de traduce() em todos os paises signatarios da Convencão Pan-Americana a da Convencao Internacional sobre Direitos Autorais. E permitida a divulgacão das informacOes contidas na revista desde qua seja citada a fonte. Produzida a impressa nas oficinas da Editora Banas S.A. - Ave nida Presidente Castelo Branco. 6 241 - SP - Telefone. 262 2900 Caixas Postais: 3245 - 5116 - Sao Paulo: Registradz no D.C.° P do D. Policia Federal sob n° 1240-P-73 C G.C. 60 432 796 001 - Inscr. Est.. 104 259 747. Inscr, Munic. 279254-0, Registro em CartOrio: 439 Cartas Livros Em Debate ESPECIAL/DOIS ANDS DE GOVERNO Artigo de Capa Planejamento Fazenda Agricultura Obras Administracão Trabalho 02 04 09 10 a 32 10 14 16 18 19 20 21 Turismo Cultura NegOcios Metropolitanos Promocâo Social Sande Justica Seguranca Comercio Exterior Financas Empresas e Empresarios Inthistrias e Investimentos No Ar 24 25 26 28 30 31 32 33 34 .36 .39 44 BANAS — De 07 a 20 de marg.() de 1977 — 7 Se e de leite que voce precisa por que comprar uma vaca? Ha anos nao se ouve outra coisa a nao ser as maravilhas de urn computador. Nao é a toa que, quando nos deparamos corn uma pilha de ntimeros carentes de organizacao, a primeira rend() é "ADQUIRIR UM COMPUTADOR". Nİ 0 FACA. Na maioria das vezes voce estard ern melhor situacao se obtiver simplesmente "COMPUTAcAO". Na ADP-SYSTEMS. A empresa de computacao. Nao vendemos computadores. Vendemos soluciies de computacao. Para mais de 40.000 clientes ern todo o mundo. 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Padre Luiz, 39 - s/loja - cjs. 3/4/5 - Tel.: 2-5677 1 EM DEBATE Paulo Egydio, a media de todos os paulistas Geraldo Banas 0 estilo do governador resume-se na moderacao. Ele nao desconhece as flutuacOes opinativas dos meios empresariais. Respeita-as, mas nao as transforma em bandeira para o Estado. Esta discricio, que nao e omissiva, é urn pouco inerente aos cidadaos que ocupam o Palacio dos Bandeirantes. Ela corresponde a posicao de Sao Paulo no seio da Uniao. Dotado corn tantos sinais de preponderancia no campo econOmico, nao caberia a "locomotiva da Nacao" reclamar tambem por vantagens politicas. Sem dirvida, Brasilia aprecia esta atitude reservada, pois facilita as gestOes, simplifica o trato com os demais Estados e permite conduzir este tipo de economia experimental que caracteriza, grosso modo, o famoso "modelo". E em Sao Paulo que se iniciam os primeiros passos para uma nova politica; é em Sao Paulo que se sente o pulso dos expoentes da producao; e para Sao Paulo que convergem as atencOes do Ministro da Fazenda quando raciocina que 55 por cento de sua arrecadaciio provem desta unidade privilegiada do Pais. Sao Paulo esta umbilicalmente ligado aos éxitos e tambem aos insucessos de Brasilia, e e por esta razao que o governador precisa pensar nao somente em termos estaduais, como tambem federais. Este posicionamento nem sempre e bem compreendido nos circulos de negOcios, onde preocupacaes corn a competicao e certa irritacao em relacao a "outros centros industrials" que nao Sao Paulo primam sobre a compreensao da posicao especial do nosso Estado na Uniao. Apontando facilidades concedidas ao Norte ou ao Sul por entidades regionais — sob a forma de repasse de fundos federais os empresarios paulistas reclamam tambem para si o mesmo tipo de vantagens. Muitas vezes sem resultado, porque justamente o principio da redistribuicao da renda regional exige que se dotem as unidades menos desenvolvidas corn os estimulos que ja nao mais deveriam ser necessirios para Sao Paulo. E possivel que no passado nem sempre tenha havido• compreensao por parte dos empresarios pela atitude de nao-combatividade do governador. Mas, vista sob o prisma nacional, a atitude assumida pelo Palacio dos Bandeirantes a irrepreensivel. Ja com relack a urn outro ponto, o de interesse fiscal, as posicöes — respectivamente do Palacio dos Bandeirantes e dos homens da iniciativa privada — parecem invertidas. 0 ICM constitui o grosso da receita estadual e o Governo federal mostrou-se generoso demais na concessao de isencOes para companhias que exportam. Tal gesto reverters, em 1977, numa diminuicao de cerca de CrS 8 bilhOes na renda do Erario estadual. 0 assunto nao e de interesse imediato do empresario — mas empolga o secretariado de Paulo Egydio ha mais de meio ano. E verdade que Silo Paulo dispiie de fatores de compensacao para ' esta renda perdida. A forte participacao da agricultura na formacao do PIB estadual, estimado em USS 54 bilhOes, introduz no quadro conjuntural do Estado urn elemento positivo, capaz de neutralizar os fatores recessivos observados nas inclUstrias de construcao e automobilistica. NA° ha necessidade de recorrer a muita imaginacao para prever que Sao Paulo passara o ano de 1977 nao folgadamente, mas sem maiores arranhOes. Performance nada desprezivel numa epoca em que tao insistentemente se fala da crise. A despeito da ajuda concedida pela Uniao, o quadro nos demais Estados é menos tranqUilo. Corn vistas as realizacOes da equipe de Paulo Egydio em dois anos, elas estao estampadas nesta edicao de Banas. Hi um lastro positivo neste balanco. Merecem destaque as obras do Metro, que reUnem os esforcos da Uniao, do Estado e do Municipio; a remodelacao da Fepasa e, dentro em breve, o inicio da construcao do novo aeroporto Internacional em Cotia. Nao e por acaso que o foco da atencao governamental dirige-se para os transportes, que constituem a parcela-chave da infraestrutura econOrnica do Estado. Este setor nao recebeu, no passado, a necessaria prioridade no planejamento governamental. A superconcentracao na construcao de rodovias e a esperanca de que a iniciativa privada pudesse sanar qualquer falha que poventura surgisse foram os motivos da complacencia corn relacao ao transporte urbano e as ferrovias. Neste particular, Paulo Egydio passou a uma revisào das metas, motivando seu secretariado a adaptar os meios de comunicacao as necessidades de 1977. Tarefa nada facil num Estado onde o use e abuso dos motores a gasolina criaram o tao decantado ambience da regiao mais industrializada da America Latina. Eis, em resumo, os focos da atencao do governador, que quase foi obrigado a fazer face a uma situacao nova e que exigia que outros pianos ficassem para tras. Mas urn homem como Paulo Egydio tern a vantagem de conduzir o processo de transicao de uma economia em plena expansao para uma fase de crescimento menor sem alarde e sem criar uma faixa de vitimas. Este merit° e reconhecido e explica a tranqiiilidade no Parlamento e nos meios empresariais. 0 governador soube criar pelos seus atos um consenso do "middle-way", que leva os paulistas a se identificarem corn ele. Poderia haver maior elogio para urn governador? BANAS — De 07 a 20 de marco de 1977 — 9 ARTIGO DE CAPA Governo do Estado de Sao Paulo nvolvimento para Todos 11 Zil It lITT Paulo Egydio: os primeiros dois anos de urn governo controvertido Em seus 24 meses a frente do governo do Estado de Sao Paulo, Paulo Egydio Martins conviveu corn uma sêrie de contradicOes de origem muito mais ampla, que acabou pulverizando, de certa forma, os multiplos esforcos da máquina governamental que montou. Ele prOprio reconhece que "a consciência de que o Pais atravessa uma fase de ajustamentos" é importantissima para a definicao de metas e urn equilibrado planejamento a medio e longo prazos. Entretanto, ao saldo positivo obtido nestes dois anos em areas mais tecnicas, como habitacao, saneamento basico e ate mesmo o esquema financeiro estadual, devem-se juntar relativos insucessos na area politica. 10 - BANAS — De 07 a 20 de marco de 1971 Aproveitando-se das excelentes e qui- . mericas intencOes propostas no II Plano Nacional de Desenvolvimento, edicào 1974, vArios Estados puseram-se a gritar contra o que denominaram de "imperialism paulista-. E. de fato, tais grupos de pressão acabaram obtendo algumas vitorias, entre elas a instalacâo da Fiat em Minas, a Volvo no Parana. Passados, entretanto, exatamente tees anos apOs sua elaboracäo, restam apenas raros e solitdrios pruridos do II PND, hoje um pálido e amarelecido amontoado de teses de descentralizacào econOmica, impossiveis de se realizarem. A menos que, de repente, se alterassem as regras bAsicas do regime capitalista, sob cuja egide o Brasil vem caminhando no decorrer de sua histOria. ARTIGO DE CAPA Como mandam os manuals de economia politica, o processo de industrializacito brasileiro acabou se fixando na regiao Centro-Sul, atraves da concentracao macica de capitals excedentes oriundos do cafe. E o Estado de Silo Paulo, desde o comeg° deste siculo, converteu-se neste polo privilegiado. onde se lancaram as bases de uma industrializacito plena — que apenas tomou Toros autOnomos na dicada de 50. De tact incontestavel, sua lideranca sobre os denials Estados acabou se dissolvendo numa cortina de fumaca encobridora — ao menos do ponto de vista retOrico, politico, e ao nivel da opiniao pUblica nacional. Mais, porem, do que ataques e contra-ataques verbais, permanece. o fato de que a economia paulista tem demonstrado uma indiscutivel versatilidade no entrechoque corn a crise que ronda as atividades produtivas em todo o mundo, deflagrada em ' 1974 corn a alta dos precos do petrOleo. Daqui a alguns anos, certamente sera° detectadas as causas que levaram o Governo brasileiro a tratar corn canto descaso os prenimcios de uma crise que ja tomava proporcOes alarmantes em 1974 nos paises desenvolvidos. 0 certo, porem, é que o governo de Sao Paulo juntou-se ao federal quanto a urn atraso inadmissivel na adocao de medidas saneadoras, no sentido de absorver, ao menos parcialmente, o impacto da crise mundial . Foi neste interim que se manifestou uma inequivoca capacidade de reacao paulista sensivelmente maior do que a do restante dos Estados da Uniao: enquanto nestes a crise assumiu niveis catastrOficos, em Sao Paulo ela vem sendo, de certo modo, contornada. Dois anos controvertidos Em seus dois anos de governo, iniciados em marco de 1975, Paulo Egydio Martins conviveu corn uma contradiciio que pulverizou, de certa maneira, e acabou influindo negativamente no funcionamento da mitquina administrative do Estado. O prOprio governador reconhece que "a consciencia de que o Pais deve utilizar, cada vez mais, seus recursos internos e usar criteriosamente os produtos que importa é o principal ponto de partida para que a atual fase de dificuldades econOrnicas nao se transforme em crise de maiores proporcOes". De cutro lado, no entanto, o alto crescimento experimentado por Sao Paulo neste Ultimo ano se choca corn estas aspiracOes, pois, ainda Segundo Paulo Egydio, "as importacOes de bens de capital continuam gerando problemas corn relacao balanca comercial brasileira". Ora, consciente da potencialidade de seu Estado, Egydio acentua que "a nova fase de substituicaes, agora de bens de capital, de que o Pais necessita para continuar a se desenvolver devera ser liderada pelo Estado de Sao Paulo, em virtude de ser ele o major polo industrial e de contar corn mio-de-obra especializada". E os numeros sem dUvida traduzem matematicamente a certeza de Paulo Egydio: em 1975. o Produto Intern° Bruto paulista cresceu a taxa de 4,96 por cento; e no ano passado, a elevaciio foi mais expressi% a ainda, de cerca de 7,4 por cento. Quanta a e%oluctio de cada setor econOrnico cm particular. a tabela 1 expressa o elevado ritmo de atividade na indUstria. ao mesmo tempo que a agricultura, mais uma vez, se retraiu, tendo como causa basica a quebra do café (menos 69.6 por cento), enquanto a producao dos demais hens agricolas cresceu cerca de 10.3 por cento. QUADRO I ESTADO DE SAO PAULO CRESCIMENTO DO PIB (Em — 1976) Setores Primario Secundirio Terciario Total Taxas — 2,7 11,9 6,5 7,4 Agricultura Segundo a tabela 11 — Previsäo do Crescimento da Agricultura Paulista o desempenho da agricultura do Estado apresentou, na safra 1975/1976, um decrescimo da producilo fisica de menos 2,7 por cento em relacao a safra anterior. Excluindo-se o cafe, a variacao passa a ser de urn crescimento de 10,3 por cento. Os produtos de origem vegetal, exceto o cafe, apresentaram urn crescimento de 16.9 por cent°, destacando-se os aumentos nos volumes produzidos, em relacao safra anterior. dos seguintes produtos: trigo (mais 308, 4 por cento); arroz (mais 64,7 por cento); milho (mais 29,7 por cento); feijao (mais 27.9 por cento); amendoim (mais 26, I por cento); cebola (mais 34.8 por cento); laranja (mais 16,6 por cento); soja (12,8 por cento); banana (7.2 por cento). Neste levantamento, e preciso descontar que possiveis influencias climaticas e ataques de pragas e molistias ainda poderao concorrer para proviveis alteracOes nas estimativas das culturas de trigo, tomate e laranja. As reducOes se localizaram, por outro lado, nos seguintes produtos: cafe (menos 69,6 por cento); algodito (menos 39,6 por cento); hatata (menos 6,1 por cento); mandioca (menos 15,3 por cento); e mamona (menos 23,0 por cento). liouve, portanto, urn excelente comportamento da maioria dos produtos vegetais, corn excecao do cafe e algodho, principals responsaveis pelo decriscimo da producao; o primeiro em decorrencia de ad% ersidades climaticas do ano anterior, e o segundo pela substancial reducao da area plantada (cerca de 40 por cento). Os produtos de origem animal cresceram a uma taxa apenas razoavel, da ordem de 2,2 por cento. No conjunto, o valor da producao agricola paulista na safra 75/76 atingiu os Cr$ 33,5 bilhaes. Especificamente, a renda agricola acabou se elevando muito, em fungal° na comercializacao dos estoques de café, em maos dos produtores, devido a triplicacao de precos do produto. Setor secundario 0 setor secundario — que engloba a inch'stria de transformacao, a construcao civil e ■ OUADRO II PREVISAO DE CRESCIMENTO DA AGRICULTURA PAULISTA Valor Corrente (Cr$ 1000) Discriminacão 1974/75 26 produtos 26 produtos (exclusive café) Vegetais (20 produtos) Vegetais sem café (19 produtos) Animal (6 produtos) Fonte: I.E.A. (59 levantamento de safras) 25 366 21 236 15 898 1768 9 468 619 619 004 004 615 1975/76 (a precos de 74/75) 24 23 15 13 9 688 433 010 755 677 132 441 207 516 925 Variacao Percentual — 2,7 + 10,3 — 5,6 + 16,9 + 2,2 BANAS — De 07 a 20 de marg.() de 1977 — 11 ARTIGO DE CAPA os servicos industriais - cresceu a uma taxa media de 11,9%. (veja a tabela III). No item indristria de transformacao, o mais significativo para o Estado, houve seis setores que cresceram, no ano passado, a uma taxa media superior aos 11,9 por cento globais. Foram: mecanica, quimica, material eletrico e de comunicacOes, papel e papelao, textil, vestuario, calcados e artefatos de tecidos. E, entre estes, a melhor performance ficou corn a industria mecanica, cujo crescimento deve ser creditado, em parte, a() apoio do Governo federal, atraves de urn Programa de Substituicao de ImportacOes de Bens de Capital. a elevacao fixou-se em 17 %. superior a 1975 (cf. tabela IV). OUADRO III SAO PAULO - PIB Setor Secunderio (Em % - 1976) Subsetores Taxes Ind. de Transformacito Construcito Civil Servicos Industriais Setor secundikrio 12,1 7,5 14,5 11,9 Quanto ao aspecto puramente econOmico, foi significativa a constribuicao da ind6stria mecanica no sentido de possibilitar urn menor ritmo no volume de importacOes de bens de capital - embora seja preciso reconhecer que os custos corn importacOes deste item continuam a onerar demasiadamente o balanco de pagamentos nacional. Setor terciario No setor de servicos, o crescimento de 6,3 por cento se associa corn o comportamento favorável do comercio varejista, seguido das instituicOes financeiras, enquanto os servicos governamentais experimentaram evolucao mais modesta, face a propria conjuntura das receitas estaduais. O comercio varejista na capital paulista, segundo informacOes obtidas junto ao Clube dos Diretores-Lojistas, cresceu a uma taxa superior em 1976, em relacao a 1975. Os nirmeros de vendas reais destes dois anos sao 6,1 por cento e 7,9%. Urn rApido exame da tabela V fornece subsidios esclarecedores a respeito da performance do comercio varejista nestes dois anos: de urn ponto de partida negativo OUADRO IV SAO PAULO INDUSTRIA MECANICA Varlactio Percentual: 1976/1975 (*) Discriminactio Mecanica pesada Emprego Total Horas Trabalhadas na Producito Consumo de Energia na Producito Producilo Industrial 7,3 10,0 1,0 8.1 Maquinasferramenta 7,3 9,8 13,0 10.6 Maquinas têxteis Maouinas agricolas Total 11,3 15,6 27,3 17,6 18.7 22,4 8,3 20,1 11.4 16.7 17,4 17.2 (*) Considerando o periodo jan.-novembro Fonte: Abimaq-Simesp- APE/SF (menos 8.9 por cento no primeiro trimestre de 1975), passou-se a urn crescimento acelerado ate o final daquele ano, que comecou a declinar ja no primeiro semestre do ano passado, para afundar novamente, entre outubro e dezembro passados, numa taxa negativa (menos 3,5 por cento). Se, a estes dados, juntarmos as estatisticas do Servico de Protecao ao Credito, a curva elevacao -declinio sera praticamente idéntica, sendo que o dado mais encOmodo e do valor real dos titulos protestados, que observou urn crescimento de 14,4 por cento no Ultimo trimestre de 1976 (cf. tabela) VI). Fase de ajustamentos 0 governador Paulo Egydio, em sua mensagem anual deste ano, enfatizou que, "no quadro geral da economia, prossegue a delicada fase de ajustamentos", certamente uma maneira elegante de reconhecer efetivamente que estamos mergulhados numa crise de proporcOes ainda nao calculadas. Continua ele acentuando que "a continuidade do crescimento econOrnico, necessãria a superacao dos diversos problemas sociais, e o estabelecimento de uma economia estavel dependem, hoje, entre outros fatores da utilizacao adequada da capacidade de importacao", para completar que "o combate a lend() e a superacäo das dificuldades criadas pelo balanco de pagamentos constituem os principais objetivos da politica econOrnica do Governo. que procura, ao mesmo tempo, garantir nivel de emprego compativel corn as aspiracOes nacionais de desenvolvimento". Ora. por tras deste emaranhado de problemas levantados pode-se tecer aquela que seria a verdadeira contradicao que atravessa o Pais, que surge mais delineada justamente no maior Estado da Federa- Prioridade ao setor privado As instituicOes financeiras do governo do Estado de Sao Paulo - Banespa, Badesp e Caixa Econennica Estadual - concederam emprestimos em 1976 num total de Cry 24 bilhOes, dos quais 85 por cento destinados ao setor privado. Para o secretiirio da Fazenda paulista, Nelson Gomes Teixeira, corn estes resultados o governo atingiu duas metas fundamentais na area financeira do Estado: a concentracao da maior parte das aplicacOes no setor privado, que recebeu Cry 19,9 bilhOes, ficando apenas C4 4,1 bilhOes para o setor priblico; e a canalizacäo de uma parcels maior de recursos para a area social, principalmente habitacao e saneamento, que absorveram C4 11,3 bilhOes, ou seja, 47 por cento dos emprestimos concedidos. De acordo corn dados da Junta de Coordenacito Financeira do Estado, o setor produtiVo tambim mereceu especial atencio nas aplicacOes feitas pelas instituicOes financeiras estaduais, recebendo cerca de CIS 6,5 bilhOes, seguido do comercio, que absorveu CrS 2 bilhOes do total. Para atender a essa demanda de recursos, as instituicOes cas contaram corn a captacao da poupanca paulista, representada por depOsitos que registraram um crescimento de 58,3 por cento no ano passado. No setor federal, houve o apoio do Banco Nacional de Habitacao e do Banco Nacional de Desenvolvimen- to Econarnico, alem de instituicOes externas, que contribuiram corn Cd 10 bilhOes. Por outro lado, a poupanca interna das tres instituicOes financeiras oficiais do Estado possibilitou, ainda, que mais Cry 2 bilhOes fossem canalizados para suas operacOes ativas. Visando a recuperar a capacidade arrecadadora do Estado. estao sendo feitas negociacOes corn o Governo federal para a adocao de medidas saneadoras. Afinal, Sao Paulo se viu prejudicado nos altimos anos por urn conjunto de fatores que vai desde incentivos do ICM a exportacao ate a reducäo da aliquota do imposto de 17 para 14 por cento. Entre as primeiras vitOrias obtidas junto ao Governo federal, estA a questa() relativa ao ICM: o Governo federal ji assumiu 50 por cento do credito-prérnio do ICM a exportacao, o que significarit, ainda este ano, mais Cry 1,2 bilhao em arrecadacao !filo prevista. No ambito interno, a Fazenda implementa diversas medidas para fortalecer a infra-estrutura de arrecadacao, como a descentralizacao dos postos de recepcao de declaracOes na Grande Sao Paulo, recadastramento dos contribuintes do Estado, inclusäo de 370 agentes nos quadros de fiscalizacao e execucao de rigoroso piano de fiscalizacio corn vistas ao combate a sonegacio e as chamadas "exportacOes fantasmas". ARTIGO DE CAPA cao - aglutinador de cerca de 70 por cento da atividade produtiva nacional. De fato, se de um lado tenta-se reduzir a todo custo os niveis da inflacão, que galoparam muito perto dos 50 por cento em 1976, parece que nfio se procura enxergar que, ao mesmo tempo, a esta inflacko a responsive' pelo crescimento do Produto Interno Bruto em cerca de 8,8 por cento. De nada adiantaram os reclamos de Mario Henrique Simonsen, ministro da Fazenda, ele mesmo espantado corn o nivel de crescimento registrado no ano passado: a contradicao permanece. Se quisermos crescer a altas taxas, seremos obrigados a carregar junto o pesado fardo inflacionario. Nao se esta, porem, de modo nenhum negando os esforcos no sentido de uma efetiimportacCies, parva substituicito de QUADRO V SAO PAULO Variaclio Real nas Vendas do Comercio Varejista (Em relaclio a igual period° do ano anterior) Periodos 1975 1976 1 trimestre II trimestre III trimestre IV trimestre Ano - 8,9 + 2,7 + 13,7 + 16,5 6,1 12,6 10,7 11,8 - 3.5 7,9 das que os atingem diretamente - mas de cuja elaboracao jan3ais sao chamados a participar. Talvez por isso Sao Paulo tenha sido o cenitrio do episOdio ocorrido no més passado corn a Federacao das Indtistrias - atraves do documento lido por Jose Pappa que culminou na dernissao de Sevenior ro Gomes, do cargo de ministro da tria e do Comercio. De certo modo, este episOdio tambem marcou - além de suas conseqiiincias estritamente econOmicas - de novo a superioridade da area bancaria, ao menos em termos de decisfio politica, sobre o setor produtivo, através da nomeacito do presidente do Banco EconOmico e ex-presidente do Banco do Brasil, Angelo Calmon de SA, para o Ministerio da Indüstria e do Comercio. Finalmente, se estes dois anos de governo Paulo Egydio evidenciaram inequivocamente varias vitOrias nos setores ditos tecnicos - planejamento, saneamento, habitack) e ate no meio financeiro propriamente dito é preciso näo esquecer que no sentido politico registraram-se varios deslizes, alguns significativos,como a demissfio tempestiva de Luis Arrobas Martins da chefia da Casa Civil e a recentissima sublevacao de deputados arenistas que, revelia do governador, resolveram esco!her novo lider para o partido na Assembleia Estadual. QUADRO VI CAPITAL - INDICADORES DE INSOLVENCIAS Variacees Percentuals (Em relacAo ao mesmo period° do ano anterior) N 9 de consultas N9 de novos ao SPC negativos 1975 1 trimestre P trimestre 111 trimestre IV trimestre Ano -19,7 - 7,7 + 4,6 + 9,5 - 3,8 Valor real dos titulos protestados 1976 1975 1976 1975 1976 +20,9 4- 21,2 4- 14,9 + 6,6 +15,0 -17,5 + 8,9 -48,9 -48,6 -31,4 -38,1 -40,7 -18,8 24,4 -31.6 +31.9 +27,1 - 5,4 - 0,4 11,7 + 1,1 -14,1 +14,4 Fonte: SPC e Associacio Comercial. ticularmente no setor de bens de capital. Alias, os ninneros de crescimento da producao nacional de bens de capital sào expressivos, mas ainda assim - reconhece urn documento da Secretaria da Fazenda - "as importacOes desses bens evoluiram em ritmo superior, comprometendo, por sua vez, a balanca comercial". ECONOMIA BRASILEIRA 1976 PIB Renda per capita Divida externa Reservas Exportaciies ImportacCies Deficit comercial Inllagao + 8.8% + 5,8% (1 100 (Mares) USS 27,2 bilhaes USS 6,5 bilhOes - 17% (USS 10 bilhOes) US$ 12,3 bilhaes USS 2,2 bilhOes 46,3% SAO PAULO Centros de decislio Ha quern aponte tambern a transferência dos centros de decisdo econOrnicos para a area bancaria como urn dos fatores responsaveis pela crise interna que se veio juntar a provocada externamente. De fato, a politica monetarista de Simonsen fez com que os bancos tomassem a dianteira face ao setor propriamente produtivo. Assim, ao empresariado restou apenas a capacidade de gritar contra medi- PIB Renda per capita Execucio orcamentriria Arrecadacäo ICM 45% do Brasil IndUstria Agricultura PIB Agricola Paulista + 7,4% (USS 40 bilhOes) 40% do pals 1 600 &dares CrS 53 bilhOes - despesa CrS 52,5 bilhOes - receita Deficit - 1% CIS 36,8 bilhOes 4-39% crest. nominal 67% do Brasil 22% do Brasil O episOdio mais desagradavel, no entanto, permanece na memOria de todos; particularmente diante dos rumos que tomaram as instituicOes sob direcäo da Secretaria de Ciencia, Cultura e Tecnologia do Estado: a dernissao de Jose Mindlin num momento dramatic° inclusive para o Pais provocou uma clara regressito na politica cultural paulista. Para quern duvidar disso, basta-Ihe apenas comparar a antiga corn a nova programaciio da TV-Cultura - ha dias novamente expurgada em cerca de quase quarenta profissionais, a maioria provenience do departamento de telejornalismo. ❑ 1976, o melhor ano da Caixa EconOmica Em 1976, a Caixa EconOmica do Estado de Sao Paulo experimentou o melhor cornportamento, desde sua fundacao ha 60 anos. De fato, registrou urn crescimento de 83 por cento - cerca de CrS 1 bilhfio no capital e reservas em um ano. Mais de CIS 20 bilhaes captados em depOsitos, quase o dobro do ano anterior, e atuando somente no Estado de Silo Paulo. Suas aplicacOes somam CIS 19,9 bilhOes em ftnanciamentos a construcäo e aquisicäo de moradias, a obras de interesse pitblico e producao agricola. E, ainda por cima, conta corn 561 algacias e sete postos de servico em funcionamento: estes ntimeros sit° certamente expressivos, pois colocam a Caixa econarnica paulista entre os quatro maiores estabelecimentos bancarios do Pais. 0 total de CrS 20 339 milhOes em depOsitos ao final do exercicio de 1976 distribuiu-se em CrS 14 918 milithes provenientes de 1 185 160 cadernetas de poupanca; CrS 2 283 milhOes do pUblico, a vista; e CrS 3 138 milhOes de depOsitos judiciais, de autarquias e de poderes pitblicos. No setor de aplicacOes, apenas no atual governo foram autorizados 34 429 financiamentos imobiliarios a particulares, no valor de CrS 6,5 bilhöes. A indüstria da construcao civil recebeu 183 emprestimos, no valor de CrS 2,5 bilhOes para a edificacäo de conjuntos residenciais ou predios de apartamentos. A producio agricola recebeu CrS 86,2 milhOes. 0 governo estadual, prefeituras municipais e autarquias municipais esti° sendo financiadas em cerca de CIS 472,8 milhEies. Alem disso, o credit() pessoal, estendido no governo Paulo Egydio a todos os depositantes da Caixa, atendeu a 54 108 clientes, corn CIS 1,06 bilhäo. Como banco social, a CEESP lavrou 72 contratos corn entidades de assistencia e benemerencia (hospitais, escolas), no valor de CrS 170 CrS 35 bilhOes BANAS - De 07 a 20 de marco de 1977 - 13 PLANEJAMENTO As prioridades: acao regional e informacao O arquiteto e urbanista Jorge Wilhelm quando assumiu o cargo de secretario do Planejamento trouxe para o Palacio dos Bandeirantes, onde funciona a Secretaria, o seu prOprio estilo de planejar. E esse trabalho não fugiu ao metodo de urn arquiteto projetando uma cidade. Primeiro as definicaes do que a cidade deseja e, depois, cria-se urn sistema que permita a cidade funcionar. No govern() de Sao Paulo, Wilhelm comecou definindo o tipo de desenvolvimento que o Estado deve seguir e, depois, tratou de estabelecer urn fluxo de informaciies, em todos os sentidos, que permite o funcionamento do intrincado mecanismo do Estado. E verdade que sem definicOes seria dificil escolher as 220 obras que foram consideradas prioritarias e sao anualmente con), templadas corn as verbas do orcamento estadual, elaborado pela Secretaria de Planejamento. Essas obras passaram pelo crivo da definicao de desenvolvimento adotada pelo govern() Paulo Egydio: aquelas que permitem o crescimento econOrnico, a meIhoria da qualidade de vida e promovem a eqiiidade social. Barganha Definidas as prioridades, resta apenas dispor das informacOes sobre a execucao dos pianos. "A informacao é o combustivel do pensamento", diz o secretario Jorge Wilheim, anunciando que e possivel saber qualquer dado sobre o Estado de Sao Paulo num simples apertar de tecla de urn computador. Efetivamente, a Secretaria de Planejamento dedicou a maior parte do seu tempo, desde o inicio de 1975, a montar a "Sala de Situacao" que funciona no Palacio Bandeirantes. Nesta Sala é possivel localizarse qualquer uma das 27 mil realizaciies do governo Paulo Egydio, classificadas por Municipio e armazenadas na memOria de urn moderno computador da Prodesp. Outros terminals estao instalados nas Secretarias que, certamente, irao utilize-los corn maior freqiiéncia quando estiver concluido o novo programa que indica, durance todo o ano, a execucao orcamentaria de cada Secretaria. Nessas condiciies a informacao tern uma finalidade de apoiar as decisOes e corn isso deixara de ser urn dado de barganha, manipulado por pessoas ou grupos de interesse, declara o secretario Wilhelm. As informacaes deverao chegar tambem ao pUblico, atraves de uma editora que se encarregara de publics-las. Desenvolvimento regional InformacOes tao detalhadas devem ter pesado na escolha da prioridade "Mao Re14 — BANAS — De 07 a 20 de marco de 1977 gional", o mais importance projeto que esta sendo realizado pela Secretaria de Planejamento. Esse projeto comecou por classiflcar as cidades do Estado em quatro categories, de acordo corn a acao especifica que cada uma delas necessita. Assim a regiao metropolitana do Grande Sao Paulo ficou sendo "area de recuperação da qualidade de vida". o Vale do Paraiba transformou-se em "area de controle", as cidades mais atrasadas receberam JORGE WILHEIM a chancela de "area de promocao " e mente, as cidades que apresentam crescimento normal passaram a ser "areas de dinamizacao" A primeira acao mais efetiva esta sendo realizada nas cidades de crescimento normal. chamadas "area de dinamizaCao-, atraves do "Programa de Cidades Medias". Esse programa, realizado em conjunto corn o Governo federal. esta oferecendo recursos para 40 cidades que, pelas suas caracteristicas, podem atrair atividades empresariais e abrigar novos contingentes de populacao. 0 objetivo do programa e fixar o homem, e principalmente os fluxos migratOrios, nessas cidades de forma a evitar maior pressão sobre a area metropolitana de Sao Paulo, onde ja vive metade da populacao do Estado. A "acao regional". no entanto, devera estender se por todo o territOrio paulista atraves de Conselhos Regionais que serao criados corn a finalidade de descentralizar as decisiies e que vac) ter a participacao de membros da prOpria comunidade, alim dos tecnicos governamentais. Major eficidncia () secretario Jorge Wilhelm explica o piano: "existem algumas coisas que, se fossem decididas localmente, seriam decididas corn maior eficacia, haveria maior rapide7 porque a distfincia entre o cidadao e quern decide seria menor. Outras decisiies devem continuar centralizadas porque sao globais para o Estado". Os conselhos terat) atribuiciies definidas e atuarao de acordo corn o piano de uso do solo que esta sendo elaborado e podera. inclusive, estahelecer um zoneamento agricola no Estado. Urn exemplo de projeto em que o uso do solo 6 a principal preocupacao ja esta sen- As previsOes do planejamento Ha dois anos passados, quando as vendas do setor automobilistico comecaram a declinar, a Secretaria de Planejamento suspeitava que o setor poderia entrar em crise e provocar o desemprego. Na primeira semana de marco, efetivamente, as inditstrias anunciaram suas primeiras dispensas de empregados em virtude da queda de vendas. PrevisOes como esta, principalmente corn vistas ao nivel de emprego da mao-deobra industrial, sào rotineiras na Secretaria. Agora, por exemplo, trés setores estao sendo estudados na sua "estrutura interna" para avaliando de suas perspectivas econOrnicas: a construcao civil, a indtistria dos bens de capital e a indUstria automobilistica. As previsOes fazem parte de urn amplo programa de avaliando da Economia pau- lista e da prOpria acao governamental. Mensalmente o governador recebe "anilises de conjuntura", social e econOrnica, que sac, elaboradas pela Secretaria. Essas analises vac) alem de simples estatisticas e, muitas vezes, podem estar avaliando a eficacia de qualquer projeto do governo. E propondo alternativas. Essas alternativas as vezes devem ser criadas e isso so a possivel corn nova tecnologia, segundo o secretario Jorge Wilhelm. 0 custo do saneamento basico, se fosse realizado em todo o Estado, custaria nada menos do que 70 bilhaes de cruzeiros. Urn valor suficiente para fazer corn que esse programa so possa ser concluido ao longo de algumas decadas. A "alternativa" para reduzir esse prazo seria mudar a tecnologia empregada na rede de agua e esgoto de forma a tornar os custos menores. PLANEJAMENTO do executado no "Macro-Eixo Rio-Sao Paulo" abrangendo o Vale do Paraiba e o litoral Norte. Nessa regiao, o governo pretende disciplinar o uso do solo e preservar o meio ambiente que esta sendo submetido a uso predathrio. 0 projeto do Macro-Eixo foi proposto pela Secretaria de Planejamento e esta sendo executado por outras secretarias, assim como ocorreu no "Sistema Estadual de Mao-de-Obra". Neste caso, a Secretaria do Planejamento criou urn sistema que permite a Secretaria de RelacOes do Trabalho acompanhar as tendéncias de emprego ou desemprego em todas as regiiies do Estado e prevê a colocacao da mao-deobra desempregada. Eventualmente, o sistema poderd ate reciclar os trabalhadores para mudanca de emprego, quando a tendência indicar urn surto de desemprego numa determinada atividade econOmica. "Assim tambem poderemos evitar a imigracao para Sao Pauconclui Jorge Wilheim. , SUPERATACADO MAKRO UTILIZARA COMPUTADOR BRASILEIRO Assessoria, trabalho para o Pais inteiro Do que as pessoas morrem? Ninguem sabe; muito menos o Ministerio da Saüde que agora esta desenvolvendo urn projeto. em conjunto corn a Secretaria de Planejamento, para a padronizacao do atestado de Obit() em todo o Pais. 0 novo modelo passara a ser utilizado por todos os medicos e hospitais do Pais e permitird a leitu ra mecanica, realizada por computador em Sao Paulo. Quando o programa estiver implantado, a Secretaria do Planejamento fara, ao final de cada més, urn levantamento estatistico da "causa mortis" de todos os atestados de Obit() do Brasil. E o Ministerio da Sa6de podera ter dados concretos para fazer os seus pianos de sairde pUblica. Esquistossomose Outro programa que a Secretaria de Planejamento esta realizando em convEnio corn o Governo federal e "modelo matematico para o piano nacional de combate a esquistossomose". 0 modelo foi criado pela Coordenadoria de Analise de Dados da Secretaria do Planejamento e esta sendo testado no Nordeste. 0 programa po dera indicar qual o meio mais econOmico e mais produtivo de combater a esquistossomose: a medicacao do homem ou o exterminio do caramujo. 0 trabalho da Secretaria do Planejamento, nesses casos, e urn trabalho de assessoria tecnica para o Ministerio da Sairde. uma vez que os programas tern carater naclonal e nao apenas de interesse para o Estado de Sao Paulo. 0 prOprio piano federal foi modificado para esperar os resultados do "modelo" elaborado pela Secretaria do Planejamento em Sao Paulo. ❑ Confirmando sua politica de prestigiar produtos e fornecedores nacionais, a Makro Atacadista S/A. acaba de assinar contrato corn a Cobra Computadores Brasileiros S/A., para compra de quatro unidades de processamento ARGUS 700 e sessenta terminals de caixa fabricadas no Brasil pela Cobra. Estes equipamentos se destinam a atender o piano de expansäo da empresa que no ano de 1978 inaugurard duas novas unidades. A Makro que já opera corn très unidades de comercializacäo em Sao Paulo e Rio de Janeiro, ainda em 1977, estard inaugurando uma unidade na Grande Belo Horizonte (Contagem). Este contrato, no valor de 24 milhOes de cruzeiros, é o primeiro grande contrato assinado entre uma empresa privada e a Cobra que já tern contratos firmados corn a PetrobrAs, Hospital das Clinicas de Sao Paulo e os Ministèrios da Marinha, Exercito e ConnunicagOes. Na foto vemos o Dr. Renato da Costa Lima, Presidente da Makro; o Sr. Jose Claudio Belträo Frederica e Carlos Augusto Rodrigues de Carvalho, respectivamente, Presidente e Vice-Presidente da Cobra. BA NAS — De 07 a 20 de marco de 1977 — 15 FAZE N DA Credit() para investir e fiscalizacdo para arrecadar Equilibrar o oryamento e manter os investimentos a quase uma migica. E o que estA ocorrendo atualmente no Estado de Sao Paulo que, ao lado de urn deficit de 1,5 por cento do total do orcamento, continuou investindo volumes vultosos de aproximadamente 14 bilhOes de cruzeiros. O deficit do tesouro nao tern sido novidade em todos os Estados brasileiros nos Ultimos anos. A unificacao da aliquota do ICM, considerada insuficiente por quase todos os Estados, aliada ao "desaquecimento" da economia acabam resultando numa invariAvel quebra de receita e corn isso as previsOes orcamentArias nao se realizam. Em Sao Paulo ainda ha urn outro ageavante: os incentivos fiscais. A maior parte dos , incentivos fiscais, concedidos pela legislacao federal, isentando ou favorecendo determinados produtos de taxaciio fiscal recaem sobre os Estados que deixam de receber polpudas importAncias de impostos que nao sao recolhidos. Embora essa legislacao seja Unica para todos os Estados, ela afeta em maior escala o Estado de Sao Paulo que e o maior produtor agricola, produtor de mAquinas e exportador. Justamente as trEs prit:cipais Areas que recebem maiores "creditos de ICM" ou a isencao deles, como é o caso dos produtos destinados ao abastecimento da populacao. Quebra-cabecas Conviver com deficit no tesouro é a parte mais intrincada de urn autatic° jogo de quebra-cabecas. Como manter o ritmo de investimentos em urn Estado da dimensiio econOmica de Sao Paulo, se a arrecadacao é deficitAria? 0 Estado fica impossibilitado de fazer qualquer investimento, simplesmente porque nao existem recursos. Apesar disso, o Estado de Sao Paulo, nos dois ültimos anos, tern feito macicos investimentos. Segundo o secretario da Fazenda, Nelson Gomes Teixeira, os investimentos nesse periodo cnegam a 14 bilhOes de cruzeiros e so foram possiveis em conseqiiéncia do "conceito que o Estado tern no exterior junto ao mercado financeiro e que permitiu a realizaciio de emprestimos de 300 milkOes de Mares numa unica operacao filanceira, a maior ja realizada pelo Pais no exterior". Esses recursos tiveram destino certo no setor de transportes: a construcao da Via Norte e o prosseguimento das obras do Metro, na linha Leste-Oeste. Igual conceito o Estado deve ter corn os investidores brasileiros que subscreveram bonus e ObrigacOes do Tesouro Paulista num total de 10 bilhOes de cruzeiros que foram canalizados para os investimentos em outros setores do governo. 16 — BANAS — De 07 a 20 de marco de 1977 SOMIWOS os valores dos emprestimos, o endividamento de quase 14 bilhOes de cruzeiros ja e um valor-limite que inviabiliza outros novos projetos nos prOximos dois anos. Um desses projetos, que, se depender de recursos do governo do Estado, vai ficar em compasso de espera é o novo Aeroporto de Sao Paulo. "Talvez uma °Kilo para o aeroporto seja entregA-lo a iniciativa privada. Uma empresa ou urn grupo de empresas pode construir e explorar o aeroporto, a exemplo do que jA ocorre em outros paises", diz o secretario Nelson Teixeira, reconhecendo a inviabilidade de obtencao de novos recursos. Arrecadar cada tostho Enquanto espera mudancas na legislacao como o recente decreto do Presidente da Republica que passou para o encargo federal 50 por cento dos incentivos concedidos a exportacao, nao resta outra alternativa aos Estados sena° melhorar a arrecadacao de sua principal fonte de receita: o 1CM. Nesse campo, a .Secretaria da Fazenda de Sao Paulo procurou acionar sua maquina de arrecadacao do 1CM promovendo a "Campanha do Debit° Fiscal" que, no ano passado, conseguiu arrecadar 1 bilhao de cruzeiros de impostos atrasados. Esses recursos permitiram reduzir o deficit orcamentArio de 1,5 por cento para 1 por cento. Campanhas como essa, que tiveram inclusive o apoio dos meios de comunicacao de massas, deverio ser intensificadas nos proximos anos e agora vac) se concentrar no trabalho de fiscalizacao direta a fim de evitar que novos tributos deixem de ser recolhidos. Para isso foram contratados 370 novos fiscais e instaladas novas delegacias. "Queremos arrecadar cada tostao: os anos de vacas gordas acabaram", declara o secretario Nelson Teixeira. Nao é sem fundamento que a secretaria procura receber todos os tributos. A totalidade dos atrasados anda perto dos 8 bilhOes de cruzeiros e a sonegacao ganha novas formas. A mais grave e a exportaciio ficticia porque a uma "triplice evasiio" de impostos. Quando urn fabricante exporta seu produto ele recebe incentivos para compra de materia-prima, deixa de pagar o ICM e ainda recebe urn credit°, equivalente ao imposto que nao pagou. Urn tipo de sonegaga° muito dificil de ser combatida e ainda mais danosa porque pode prejudicar a imagem do Brasil como Pais exportador. 0 combate a esse tipo de fraude esti+ sendo feito atraves de urn "levantamento cruzado" em computador. 0 levantamento indica o volume de compras e o volume de exportacOes de cada firma. Se a diferenca entre as compras e exportacOes for muito elevada, a Secretaria irk realizar uma fiscalizaciio na firma onde o fenOmeno ocorrer. Embora a exportacao ficticia seja a mais grave — e ate urn caso mais policial do que fazendArio — nao é essa forma de sonegacao que mais afeta a receita do Estado em volume de tributos nao recolhidos. A maior evasao é aquela das empresas que enfrentam dificuldades conjunturais e deixam de recolher os impostos, embora reconhecam a existéncia do debit° fiscal. E nesses casos que a Secretaria empenha toda sua atencao fazendo urn acompanhamento cuidadoso da evolucao do debit°. Mao, no entanto, a menos repressiva e mais normativa, de forma a "viabilizar" o pagamento do debit° atraves de financiamento ou parcelamento. ICM muda distribuicAo Se a baixa arrecadacao do ICM provoca problemas orcamentArios nos Estados, nao a outra a realidade nos Municipios que tambem dependem desse tributo. Os Municipios recebem 20 por cento do ICM arrecadado em seus territOrios. Essa distribuicao geogrAfica, considerando apenas a arrecadacao de cada Municipio, é exatamente a maior causa dos desniveis de desenvolvimento. Ha cidades que recebem muito e cidades que recebem pouco. As chamadas cidadesdormitOrio, por exemplo, nao recebem nada de ICM porque nao possuem indUstrias, mas sao obrigadas a custear toda a infra-estrutura urbana que t;ssas populacOes exigem para viver em condicaes humanas. UM novo critirio para a distribuicao do ICM entre os Municipios foi elaborado pe- FAZE N DA ICM PAULISTA — CRESCIMENTO (em CrS bilhOes) 40 VALORES NOMINAIS 35 30 25 20 AME 15 10 omm __4A.,r4ra4K. , v,n,ArawK mgaiimENEE 76 la Secretaria da Fazenda de Sao Paulo, depois de longos estudos, coordenados diretamente pelo secretario Nelson Teixeira. 0 novo sistema de distribuicào podera beneficiar 530 dos 571 Municipios paulistas atraves de urn sistema que leva em conta trés fatores: o crescimento econenico, a populacao e a eficiéncia do sistema de arrecadacao dos tributos prOprios de cada Municipio. Esse sistema atribuira o maior peso para o desenvolvimento ecomimico, medido atraves da entrada e saida de guias de ICM, que ate agora vinha sendo o Unico criterio adotado para a distribuic a- o. Segue-se urn peso intermediario para a populack) e urn peso menor para o volume de arrecadacao prOpria do Municipio. A tese encontra-se em Brasilia, sendo examinada pclas autoridades federais e, se for aceita, podera ser adotada em todos os Es- tados da federacao. A modificacao podera ocorrer pela via legislativa — uma nova lei votada pelo Congresso — ou por urn protocolo de aceitacao, assinado por todos os Estados. Gerar recursos Arrecadar e distribuir os impostos nao sac) as Unicas preocupacOes da Secretaria da Fazenda em Sao Paulo. Uma nova assessoria foi criada corn o objetivo de facilitar o desenvolvimento das atividades empresariais e que, em ultima analise, busca gerar riquezas, pois, sem atividade mica nao havers recursos a arrecadar nem a distribuir. A nova assessoria de "RelacOes Empresariais" faz trabalhos rotineiros de orientacao ao contribuinte ou cursos de treinamento, mas procura, sobretudo, buscar novas oportunidades econOmicas, tais co mo reduzir as importaciies, financiamentos e estimulos a exportacao. "Aqui o empresario a visto como fonte produtora de riqueza e nao como contribuinte", afirma o secretario Nelson Teixeira animado corn os resultados da nova assessoria. Outro programa interno da Secretaria nos dois anos de governo Paulo Egydio foi o de treinamento dos recursos humanos. Esse programa realizou cursos de aperfeicoamento e motivacao para funcionarios em todas as delegacias de Fazenda do Estado e buscou novas °NO- es para a mäo-deobra qualificada, empregada no servico fazendario. Um convénio corn o Centro de Integracao Escola-Empresa esta empregando 200 universitarios que fazem estagio na Secretaria da Fazenda. Outro convênio permitiu o aproveitamento de 100 menores encaminhados pela Funabem. n Cede: o programa dos orcamentos Se todas as empresas, autarquias e fundaciies controladas pelo Estado fossem juntadas elas representariam, pelo menos, 70 por cento do investimento e 90 por cento da divida do Estado. No entanto essas 71 entidades nao estavam sujeitas a urn controle orcamentario unificado e encontravam-se espalhadas entre todas as secretarias de governo. Os orcamentos, por sua vez, apresentavam caracteristicas completamente diferentes. Ao lado de lucros invejaveis do Banespa, deficits histOricos como o da Fepasa. Agora o orcamento dessas 71 instituiciies estao reunidos e orientados pela Coordenadoria das Entidades Descentralizadas — Cede — a mais nova Coordenadoria da Fazenda estadual. A Coordenadoria tern a funcao de organizar os orcamentos dessas entidades e viabilizar seus programas dentro do orcamento. Esse trabalho é feito atraves de "grupos setoriais de viabilizacao" que reane tecnicos da empresa, ou autarquia e os têcnicos fazendarios que elaboram urn orcamento compativel corn os programas prioritarios de cada entidade. Esses grupos setoriais podem tambern oferecer alternativas de "politicas" que deveriam ser seguidas e por isso é possivel que modificacOes mais profundas surjam de suas reuniiies. Os grupos setoriais sao integrados por têcnicos das secretarias envolvidas corn os programas da empresa, fundacào ou autarquia e coordenados por um tecnico da Secretaria da Fazenda. Eles recebem a orientacao do prOprio governador sobre a politica a ser seguida em cada entidade ou em cada setor. Depois cuidam de viabilizar os programas dentro dessa orientacào. Mas o sistema inverso tambem pode ocorrer. O grupo podera julgar uma determinada providacia como necessaria e levar essa sugestao ao governador que pode aceita-la e urn programa de viabilizacao e realizado em seguida. De qualquer maneira, a coordenacao orcamentaria dessas entidades ja representa urn grande poder econOrnico, agora concentrado na Secretaria da Fazenda. Basta ver o lucro do setor financeiro — Banespa, Badesp e Caixa EconOmica — que em 1976 chegou a 2 bilhOes de cruzeiros. (ACR) BANAS — De 07 a 20 de marco de 1977 — 17 AGRICULTURA 0 que foi feito em dois anos de administracao Ao assumir o governo do Estado, Paulo Egydio Martins fixou, como uma de suas metas prioritarias, a agricultura, por entender — segundo enfatizou — que esse importante setor é suporte basic° de outras destacadas areas do contexto econelmico paulista. E no decorrer dos dois anos de sua gestao, deu todo o apoio indispensavel a Secretaria da Agricultura, possibilitando ao seu titular, Pedro Tassinari Filho, meios para agilizar todos os setores da Pasta, de molde a torna-la mais dinamica e atuante, em condicaes, portanto, de atender a demanda, sempre crescente, tanto no setor da assistencia tecnica, quanto no do foments e pesquisas. Assim e que, nesse periodo, dez novas Casas de Agricultura foram construidas e ,instaladas nos municipios de Guarani d'Oeste, Parapua, Icem, Sao Josè do Rio Pardo, Tres Fronteiras, Florinea, Jales. Capao Bonito, Jaborandi e Brotas, em cujas obras o governo do Estado aplicou recursos da ordem de Cri 7,1 milhOes. ram aplicados nas construcao dos edificios-sede das Sub-regiOes Agricolas de Guaratingueta, Botucatu, Santa Fe do Sul e Registro; na construcao ou ampliacao dos Postos de Sementes de Avare, Taubate e lbitinga; e na construcao do predio da Delegacia Agricola de Jundiai. Corn essas obras, tais unidades ganharam condiciies de funcionamento compativeis corn as necessidades da agricultura paulista no setor, ponto basic° para o seu desenvolvimento, adequado a realidade nacional. Pesquisas Importantes obras foram tambem realizadas pelo governo do Estado. no campo das pesquisas subordinado a Secretaria da Agricultura. Todas elas, vindo de encon- IS — BANAS — De 07 a 20 de marco de 1977 CrS 1 588.8. ExposicOes No setor da pecuaria, as exposicaes representam papel preponderance, visto que é atravis delas que se processam os intercambios entre pecuaristas, gerando dai, nao raro, alêm do equilibrio de determinadas ragas. oportunidades para cruzamentos que reforcam os rebanhos paulistas, corn reflexos beneficos na producao e qualidade da carne e do leite. Por isso, tambem para esse setor voltou o governo do Estado sua atencao, que pode ser medida pelas seguintes obras, realizadas nos dois Ultimos anos, e nas quais foram aplicados recursos da ordem de CrS 84,1 milhaes: I) Primeira etapa do conjunto do novo recinto de exposicaes de animais no Centro Estadual da Agricultura — Agua Funda, Capital CrS 83 156,7; 2) Galpiies especiais para bovinos no recinto de exposicOes de Presidente Prudente Cr$ 490,5; 3) Reformas no recinto de exposicaes de Franca CIS 209,0; 4) Reformas no recinto de exposicOes "Fernando Costa" — Capital CrS 294,9. Assistència Dotados de todos os recursos tecnicos e de pessoal altamente habilitado, essas novas unidades dao assistencia a milhares de agricultores que se dedicam as culturas de café, soja, trigo, milho, arroz, algodao e pecuaria de corte que, assim, podem, amparados por uma tecnologia adequada, melhorar sua producao e, conseqiientemente, a sua produtividade, alcancando, em decorrencia, a almejada rentabilidade. Alern da construcao das dez novas Casas de Agricultura, nesses dois anos de gestao, o governador Paulo Egydio Martins aprovou piano de reforma de outras 20 dessas unidades que foram reformadas ou ampliadas, a fim de serem convenientemente dotadas dos requisitos indispensaveis a sua finalidade. Foram as Casas de Agricultura de Valparaiso, Estrela d'Oeste. Avari, Taiáva. Sao Bento do Sapucai, Juquia, Mariapolis, Guararapes, Nova Granada, Mineiros do Tiete, Jair. Sao Jose da Bela Vista. Casa Branca, Itaporanga, Rio das Pedras, Tupa, Sao Luiz do Paraitinga, Ribeirao Pires. Sao Pedro e Presidente Alves, em cujas obras foram aplicados recursos no montante de CIS 3.9 milhOes. Igualmente nesses municipios, o retorno se fez sentir quase que de imediato, visto que as milhares de propriedades neles localizadas aumentaram sua producao e produtividade, no que diz respeito as culturas de café, milho, arroz, trigo, algodao, cana-de-acircar, frutas e as atividades pecuarias de corte e leite. Ainda no setor da assistencia tecnica, recursos da ordem de Cr$ 18,8 milhOes fo- 1) Predio para laboratOrio: adaptacao de predio para analises bromatolOgicas e digestibilidade; e currais, na Estacao Experimental de Andradina CrS 739,1; 2) Predio industrial do Conjunto da Usina-Piloto de Pescado — Bloco A — Guaruja CrS 2 070,0; 3) Usina-Piloto de Carnes — Campinas CrS 1 525,2; 4) Primeira etapa do Centro de Pesquisas de Recursos Naturais (instalacao) — Ilha do Cardoso CrS 5 503,2; 5) Segunda etapa do Centro de Pesquisas de Recursos Naturais (instalacao) — Ilha do Cardoso CrS 5 221,5; 6) Segunda etapa da Usina-Piloto de Pescado — Guaruja Cr$ 1 921,6; 7) LaboratOrio de Sorologia da Seca° de Febre Aftosa do Institute BiolOgico — Capital CIS 773,5; 8) Primeira etapa do Centro de Pesquisas — Cedaval — em Pariquera-Acu Cr$ 5 271,9; 9) LaboratOrio de Producao de Vacinas contra Febre Aftosa — Instituto BiolOgico — Capital CrS 823,8: 10) LaboratOrio de Biologia Pesqueira — Santos Museus PEDRO TASSINARI FILHO tro as vicissitudes de importantes areas de trabalho da Secretaria, passaram a oferecer aos tecnicos da Pasta meios e condicOes para realizarem pesquisas altamente significativas no desenvolvimento de projetos e programas que, a curto ou medio prazos, propiciarao a agricultura paulista — em todos os seus setores — a solucao de problemas ligados a producao e a produtividade, ao desenvolvimento e as areas ligadas a defesa sanitaria vegetal e animal. Nessa area, o governo paulista destinou • recursos da ordem de Cr$ 25,4 milhaes, distribuidos pelas seguintes obras: Finalmente, aplicou o governo do Estado de Sao Paulo, na area subordinada a Secretaria da Agricultura, recursos da ordem de Cr$ 2,1 milhOes, em obras realizadas em dois importantes museus, pontos de consideravel afluxo humano. e onde podem ser apreciados raros especimes da nossa flora e fauna ictiolOgica. Essas durante os dois primeiros anos de governo de Paulo Egydio. podem ser resumidas da seguinte forma: 1) Restauracao e recomposicao arquitete•nica do predio do Museu "M. Nascimento" — Santos CIS 1 143,5; 2) Recomposicao arquitetemica do Museu Florestal no Horto Florestal — Capital Cr$ 986,4. 0 OBRAS Planos ate o ano 2000; agora, so faltam os recursos Fernando Henrique Francisco de Barros, SecretArlo de Obras e do Meio Ambiente, surpreendeu-se corn a pergunta do reporter sobre o impacto dos cortes nos investimentos governamentais naqueIa Secretaria. A resposta de Francisco de Barros, contudo, foi ainda mais surpreendente: "Diga-me, esta reportagem sera contra ou a favor do Governo?" A seguir, talvez percebendo o deslize que cometera, nao esperou pelo termino da resposta do reporter e, afirmando que "seria sincero", alegou nao saber ele prOprio se todas as obras projetadas por sua Secretaria teriam verba federal suficiente para sua execucao. Estávamos, precisamente, no dia em que o governador Paulo Egydio fora solicitar recursos ao presidente Geisel. 0 clima da Secretaria de Obras e do Meio Ambiente nao e exatamente daqueles de fazer inveja. 0 peso das responsabilidades para corn problemas tais como saneamento bAsico, eletrificacao, enchentes e poluicao, a nivel estadual, exige uma concentracao de recursos humanos e flnanceiros que a prOpria Secretaria parece longe de ter: "Nossos recursos bastam ate fins de abril, quando acabarao. Dai a necessidade dos financiamentos suplementares, negociados em Brasilia." E, do jeito como anda sao Paulo, a Secretaria vai necessitar de muito dinheiro. Ate 1979, pelo menos Cr$ 7,6 bilhOes para diminuir o problema das enchentes na capital e no interior: CrS 8,6 bilhOes para obras de saneamento bAsico ou CtS 17,7 bilhOes ate 1985, a precos de janeiro de 1976: CrS 2,6 bilhOes para acabar corn a poluicao das praias do litoral paulista; e outros bilhOes mais, continuamente remanejados de acordo corn possibilidades cada vez mais exiguas diante do crescimento dos problemas provocados pela industrializacao de Sao Paulo. Agua e esgoto "Apenas 4 por cento dos esgotos em todo o Estado sao tratados, e o resultado disto reflete-se na composicao atual de nossos rios: 3/4 partes de Agua para 1/4 parte de efluentes." 0 problema dos esgotos nao se restringe, ao contrArio do que muitos imaginam, Area metropolitana: "Alem disso, dos 572 municipios do Estado, 485 estao corn os rios completamente poluidos ou obstruidos por detritos de esgoto". Considerado objetivo prioritario do Governo Paulo Egydio, o saneamento bAsico tern ate urn belo plano-diretor para resolver os problemas referentes a Agua e esgoto: para beneficiar 80 por cento da populacao do Estado, sera() aplicados cerca de FRANCISCO DE BARROS Cd 38,8 bilhOes ate o ano 2000. E ate agora? "Nestes dois anos de governo estadual, ja investimos mais de CtS I bilhao no tratamento de agua e, corn estes investimentos, conseguimos reduzir a mortalidade infantil de 112 a 62 Obitos em cada mil nascimentos, na regiao metropolitana". Embora seja discutivel que quern investiu CrS 1 bilhao ern dois anos consiga aplicar CrS 38 bilhOes nos prOximos 23, o certo é que, antes mesmo dos cortes, a Secretaria de Obras ja resolvera por conta prOpria elaborar pianos mais modestos. 0 novo canal do Tieté na capital, por exemplo, nao so conta corn CrS 1 bilhao a menos (sera o mesmo bilhao?), como tambern comecari a ser construido, apenas em 1979, e nao mais este ano, como estava previsto. Por outro lado, a partir do ano passado a Secretaria de Obras comecou a tratar da poluicao dos rios do interior, atendendo já a cerca de 120 municipios, segundo Francisco de Barros. Alem disso, a Sabesp conOulu 487 quilOrnetros de redes de Agua na Grande Sao Paulo. Poluicão Nao menos grave é o problema da poluicao. "Na epoca escondi o fato, mas no ano passado a situacao de Capuava era tao grave que, pelas possibilidades matemAticas, teriamos nove dias de situacao de emergéncia, nos quais a populacao seria retirada da cidade. Isto nao ocorreu. A Secretaria passou a fornecer combustive! especial para as inddstrias da regiao, a fim de evitar a concentracao do perigosissimo dioxido de enxofre". A grande novidade destes anos, apos a implantacao da Cetesb, foi a Operacao Inverno do ano passado, acompanhada pela legislacao federal e estadual a respeito do assunto. "Desde sua implantacao, conseguimos estabelecer 5 400 pontos de con- trole em Sao Bernardo e imediacOes, reduzindo o diOxido de enxofre em 32 por cento em Capuava e em 20 por cento na regiao metropolitana. Pode ser que nao se note, mas o ar de Sao Paulo esta urn pouco mais limpo". Atacando agora o monoxido de carbono, a Secretaria de Obras e do Meio Ambiente ja esta corn a estratigia definida para 1977: "Talvez tenhamos de interromper o trffego de veiculos no centro da capital, por alguns dias. E imprescindivel uma regulagem dos motores, pois verificamos que enquanto a concentracao de material particulado diminuiu, nas areas de trAfego intenso ela aumentou: durante mais de dois meses da Operacao Inverno no ano passado, as concentracOes de monoxido de carbono estiveram acima de 15 partes por milhao (nivel de atencao), no centro da cidade. Francisco de Barros admite que o problema da poluicao pelos detergentes ainda tardarã alguns anos, ate a PetrobrAs fabricar o biodegradAvel e os esgotos estiverem devidamente tratados. JA a poluicao industrial estaria sendo mais controlada: "As novas indUstrias so sao autorizadas a entrarem em funcionamento, dispondo de aparelhagem antipoluidora. Nas inclastrias ja existentes, cerca de 1 400 projetos estao sendo implantados e os fornecedores de equipamentos nao conseguem atender ao crescimento da demanda". Eletrificacão Alem do problema das enchentes, tarnbem esperam definicao os pianos para eletrificacao rural, dos quais depende o futuro das barragens do Tiete e Porto Primavera. Em 1976, as receitas de exploracao da CESP aumentaram em 55,9 por cento, em relacao a 1975, enquanto sua producao energetica global aumentou 15,4 por cento. Urn setor menos divulgado da Secretaria — o Departamento de Obras e Edificios PUblicos — concluiu em 1976 urn total de 806 obras de construcao, reforma ou ampliacao, corn recursos de CrS 914 milhOes. Dentro destas construcaes incluem-se 128 pontes em 104 municipios, trës novos institutos para menores,uma oficina profissionalizante e urn complexo recreacional-esportivo, a Peninteciaria Regional de Araraquara e outras 107 obras para a Secretaria de Justica; 306 para a Secretaria da Sande; 106 para a Seguranca e apenas 17 para a do Trabalho, entre outras. Finalmente, em 1976 foi criado o Grupo Tarefa de Atendimento aos Municipios, para atender as necessidades mais urgentes das pequenas cidades que flat) dispOem de recursos para solucionar seus problemas hidricos e de saneamento basic°. Trabalhando em funcao das prioridades levantadas em cronograma pelo DAEE. o Grupo Tarefa vem trabalhando no desassoreamento de rios e outros servicos de emergincia no interior. ❑ BAN AS — De 07 a 20 de marco de 1977 — 19 ADMINISTRACÃO A meta desta secretaria é o bem-estar do servidor "Ao assumir, ha dois anos, o cargo para o qual haviamos sido convidados, recebemos, junto corn a Pasta, que pela primeira vez emergia na hierarquia superior do Estado, a heranca de uma colcha de retalhos, conseqiiencia de fatores diversos, cujas origens nada adiantaria identificar". 0 depoimento e do secretario da Administracao, Adhemar de Barros Filho, que se licenciou da Camara dos Deputados para ser o primeiro titular do novo Orgao do Governo do Estado. "Mas — continua — haviam nos sido transmitidas as diretrizes estabelecidas pelo governador Paulo Egydio Martins, que, antes mesmo de assumir, convocara uma qquipe de 200 tecnicos para estabelecer seu piano de acao governamental. A posicao do governo, corn referencia a administracao e ao funcionalismo, estava bem definida. 0 ato de criacao da Pasta ja definia a filosofia adotada e destacava a importancia emprestada a estrutura burocratica estatal. No que se refere a area de prestacao de servicos, envolvendo, conseqiientemente, os servidores — considerada prioritaria conhecida "a necessidade de enfrentar —era o desempenho ainda precario do atendimento ao ptiblico". Era recomendado, desde logo, o desenvolvimento de "programas que permitissem gradual modernizacao e flexibilidade, atingindo eficiéncia e eficacia crescentes". Recursos humanos "Depois das primeiras medidas corn vistas a instalacao da Secretaria — prossegue Adhemar de Barros Filho — cuidamos de verificar o niimero exato de servidores na administracao centralizada do Estado. Eram 313 599, de acordo corn recente levantamento da Secretaria da Fazenda, ou seja, para cada mil habitantes, havia 13,22 deles: 11,94, no atendimento direto ao pablico". "Desse total, 90,32 por cento pertenciam as Secretarias que prestam servicos diretamente a populacao, ficando 9,68 por cento para as demais. Somente as pastas da Educacao (71,32 por cento) e da Saiide (10,03 por cento) ocupavam 81,34 por cento dos recursos humanos do Estado, ficando 18,66 por cento para as restantes 16 Secretarias. Tais dados demonstram que o funcionalismo pUblico paulista atua em areas de importancia basica para o bem-estar da comunidade, muito longe de constituir-se — como imagem destorcida que se formou — em classe parasitaria, sustentada pelo dinheiro "Mas, desde logo, constatamos a necessidade de aperfeicoamento dos servidores. 20 — BANAS — De 07 a 20 de marco de 1977 (sem acrescimo) e 36 389 novos registros (10 por cento). No que diz respeito ao setor previdenciaHo. a cargo do Instituto de Previdencia do Estado de Sao Paulo — IPESP — como o HSPE, e Orgao vinculado a Secretaria da Administracao — ha o empenho de criarse, por assim dizer, nova autarquia, atualizada e de tecnica moderna, ativando-se suas diversas carteiras, notadamente as criadas na atual administracao: a dos Deputados a Assembleia Legislativa houve extensao para atender, corn beneficios de aposentadoria e pensào, aos deputados que integram a bancada paulista na Camara Federal e aos vereadores, pensando-se, agora, nos prefeitos municipais); de Bolsas de Estudos (que financiam estudantes ADHEMAR DE BARROS FILHO Para tanto, foi estabelecido programa dividido em duas partes: 1) treinamento,suplementar, entendido como acao educacional; e 2) reciclagem de servidores, abrangendo cursos de aperfeicoamento para atualizacao permanente do pessoal empregado. E, estabelecido o roteiro de trabalho corn esse objetivo, ja em 1975, eram promovidos 221 cursos para 8 526 servidores (4 970 da capital e 3 556 do interior). Tal nirmero se elevou, no ano passado, para 369 cursos, freqiientados por 14 741 funcionarios de todo o Estado. Assistència e previdência Declara Adhemar de Barros Filho que, para melhor atender as suas finalidades, o Hospital do Servidor Publico Estadual, responsavel pela assistencia mêdico-hospitalar aos funcionarios estaduais e seus dependentes, recebeu importances melhorias no setor de obras: foi concluido o Servico de Terapia Intensiva (no 69 andar, ala central norte), corn enfermarias de 16 leitos; reforma das alas do 29 andar, para aumento de leitos (40 de emergencia e 35 para enfermaria de policlinica); instalacao do Servico de Psiquiatria (70 leitos para adultos e 30 para criancas). com a reforma do antigo edificio da administracao, instalando-se, ainda, os respectivos consultOrios e unidades de tratamento; e instalacao do Servico de Oncologia (70 leitos e mais os ambulatOrios). No ano passado, o Hospital do Servidor registrou 1 043 540 consultas (10 por cento a mais em relacao a 1975), 126 638 casos de emergencia (subiram 100 por cento), 56 396 internacOes (20 por cento a mais), assistencia a 584 420 pacientes-dia (mais 40 por cento), 1 913 545 exames complementares (20 por cento de acrescimo), 98 853 cirurgias (mais 20 por cento), 6 332 partos, corn 6 353 nascimentos universitarios, sejam servidores ou dependentes, corn reembolso apOs a conclusao de cursos) e de Lazer (para financiar ferias e periodos de licenca-prernio dos funcionarios e familiares). Segundo Adhemar de Barros Filho, o IPESP, apOs levantamento patrimonial (terrenos de sua propriedade e retomados pela Carteira Predial), cuida da regulamentacao de areas que possui na Cidade A.E. Carvalho (cerca de 1 400 000 m2), corn vistas a construcao, em uma das glebas, de 290 unidades residenciais, corn valor estimado entre 80 mil e 180 mil cruzeiros (o projeto ja foi aprovado pela Prefeitura e a obra encontra-se em concorrencia), alem de outras 1 114 unidades, estas dependendo de aprovacao pela Municipalidade. Projeta, igualmente, construir 18 edificios, corn "pilotis", no bairro do Tucuruvi, corn seis apartamentos cada, ao preco unitario de CrS 200 mil, alem de predios de apartamentos, cada urn corn quatro pavimentos, e unidades de valor superior aos anteriores, no Jardim Previdencia e no bairro da Ha. por outro !ado, estudos para aproveitamento ou alienacao de areas nao construidas, na capital, e aquisicao de glebas em Santos e Aracatuba, para edificacao de nucleos residenciais de baixo custo para servidores de medio poder aquisitivo. Reportou-se ainda o titular da Pasta da Administracao ao piano, ja estabelecido, corn vistas a descentralizacao das atividades da Secretaria, abrangendo as 1I RegiOes Administrativas do Estado, atraves de Delegacias Regionais. Para tanto, serao aproveitadas e ampliadas unidades que o IPESP e o IAMSPE mantém em cidades paulistas e criadas outras, para levar os servicos da Secretaria da Administracao e Orgaos vinculados, especialmente aos pequenos e medios municipios. Corn isso, os servidores publicos estaduais, bem como os pertencentes aos quadros de Prefeituras que tern convénios corn a Secretaria da Administracao, poderao contar, nas prOprias sedes de exercicio, corn cursos, assistencia medica e previdenciaria. TRABALHO Emprego, orientacao e lazer: so para trabalhadores "Dentro da filosofia do governador Paulo Egydio, nossa pasta vem recebendo todo apoio das autoridades estaduais e federais, visando, prioritariamente, ao relacionamento mais franco corn a classe operaria". Corn estas palavras, Jorge Maluly Neto, Secretario das RelacOes do Trabalho do governo do Estado, abre seu depoimento, procurando enfatizar a tOnica dentro da qual se busca este relacionamento: "Procuramos atender aos problemas dos trabalhadores atraves dos Departamentos de Recursos Humanos, Lazer do Trabalhador, Atividades Regionais e Assistencia Sindical". Apenas este ultimo Departamento, afirma Maluly Neto, esta procurando dar todo o apoio necessario a mais de mil sindicatos em Sao Paulo, "trabalhando ao lado de seus dirigentes, promovendo suas entidades e fortalecendo o movimento sindicalista em todo o Estado". A assistencia sindical nao é, porem, tudo, e os dados surgem mais precisos quando o Secretario fala de outras atividades. "Estamos implantando gradativamente, numa primeira etapa que abrange 159 cidades do interior, (nas quais os trabalhadores estao geralmente desprovidos de equipamentos de lazer e cultura), Centros de Lazer proporcionando as suas familias quadras, piscinas, campos de futebol, cursos profissionalizantes, creches, escolas de artesanato e palcos para teatro, entre outros." Em major escala, acrescenta o Secretario, os Centros Sociais Urbanos fazem parte do Plano de Desenvolvimento das Cidades Medias do Governo federal e a Secretaria foi responsive', nestes dois anos de governo estadual, pela implantacao dos primeiros cinco centros deste tipo. Seu objetivo: "fornecer a infra-estrutura necessada para a valorizacao do homem, como ser social e produtivo que é". BOias-frias Aparentemente dentro desta mesma filosofia e ritmo de trabalho, a Secretaria do Trabalho vem se debrucando sobre o problema do trabalhador volante no interior do Estado. Os estudos a respeito, esclarece o Secretario, nao foram, entretanto, concluidos, embora a Pasta ji venha fazendo alguma coisa a respeito nos ultimos tempos. "Estamos sindicalizando mais de 50 mil de urn total estimado em 400 mil "bOiasfrias", atraves da Campanha de Sindicalizacao do Trabalhador Rural Volante. No mesmo sentido, acabamos de assinar urn convênio corn o Ministerio do Trabalho, no valor de Cr$ 5,8 milhaes, para a instalack) de 12 Cooperativas de Trabalho, objetivando amparar os trabalhadores volantes em Ourinhos, Lins, Avare, Junquei- rOpolis, Santa Fe do Sul, Guariba, Andradina, Guaiba, Franca, Jail, Palmares Paulista e Rio Claro." Esclarece Maluly Neto que cads Cooperativa fara urn trabalho diretamente corn os fazendeiros e, a partir dai, ficara responsavel pelo servico dos "bOias-frias" e pelos seus direitos, garantindo-lhes ferias, descanso semanal remunerado, 13 9 salario. auxilio-doenca, salario-familia e outros beneficios estabelecidos em lei. "Ate mesmo no periodo da entressafra. quando o "bOia-fria- fica sem servico, a Cooperativa, por intermedio de acertos corn a Prefeitura local, requisitara o cooperado para executar diversos servicos. como, por exemplo, conservacao de parques e jardins, desobstrucao de bueiros, varricao de ruas, etc." Acidentes Urn dos fatores que mais estaria preocupando sua Secretaria sat) os acidentes de trabalho. "Para se ter uma ideia da JORGE MALULY NETO gravidade desse problema, basta dizer que entre 1970 e 1974 foram registrados, em todo o Pais, cerca de 7,5 milhOes de acidentes do trabalho, corn uma perda total de 135 milhOes de Bias de servico. Mais de 14 mil trabalhadores morreram e cerca de 200 mil tornaram-se permanentemente incapacitados. Os custos diretos e indiretos dos acidentes somaram Cr$ 18,25 bilhaes, sem correcão monetaria." Embora nao citasse as cifras de 1975 e 1976, o Secretario das Relacties do Trabalho disse que, em face do problema, determinou a realizacao de estudos praticos e aumentou o quadro do pessoal especializado — medicos e engenheiros — para maior orientacao de empregados e empregadores. No total, foram contratados 450 profissionais; reuniOes foram promovidas em %/arias cidades do interior, corn a participacao de lideres sindicais, empresarios, universitarios e profissionais, sob a responsabilidade da Comissao Interna para Prevencao de Acidentes (CIPA). Por outro lado, em funcao do Sistema Nacional de Emprego, a Secretaria do Trabalho criou, na capital e em cidades do interior. varios postos de atendimento ao trabalhador, fornecendo orientacao trabalhista e previdenciaria e colocaciies aos que os procuram. "No posto sla Grande Sao Paulo, na Avenida Brigadeiro Luiz Antonio, sao atendidas mensalmente cerca de 180 a 200 mil pessoas". Da mesma forma. procura-se ativar a profissionalizacao do trabalhador, corn a realizacao de diversos cursos promovidos pelo Departamento de Recursos Humanos, entre eles: Orientacao Trabalhista, Legislack) Previdenciaria, Atendentes de Enfermagem Basica, Carpinteiros de Obras, Higiene e Limpeza Hospitalar, Pedreiro e Organizacao Social, Politica e Sindical do Brasil, alem de seminarios de Higiene, Seguranca do Trabalho e Fiscalizacao. Cultura popular Urn dos projetos originais da Secretaria do Trabalho: acelerar o desenvolvimento da Superintendéncia do Trabalho Artesenal nas Comunidades para utilizá-la como meio de expandir as atividades artesanais, corn a finalidade de garantir meios de subsistincia para milhares de pessoas. Alêm disso, em colaboracao corn as Secretarias de Cultura, Turismo e da Prefeitura, a Secretaria de RelacOes do Trabalho construira urn Centro de Artesanato e Arte Popular (C A AP), de quatro pavimentos, sobre a garagem da Emurb, na Praca das Bandeiras. "Pela primeira vez. Sao Paulo tera urn local centralizador de atividades culturais e de atracao turistica, corn artesanato, folclore, comidas tipicas, teatro, samba, chorinho, etc." No setor esportivo, Maluly Neto promoveu diversas competicaes, reunindo aproximadamente 50 mil atletas, entre as quais, os Jogos Metropolitanos, o campeonato Estadual Inter-Sindical. a Olimpiada do Trabalhador e o Campeonato de Futebol "Dente-de-Leite":. "Tambern implantamos o Centro Educativo, Recreativo e Esportivo do Trabalhador (Ceret), corn 280 mil m2, entre Tatuape e a Vila Formosa, na cidade de Sao Paulo. Alem de diversas modalidades esportivas, seus 12 mil associados participam de concursos de cartazes, pintura, bordados e freqiientam cursos de corte e costura e culinaria", Finalmente, a Secretaria de RelacOes do, Trabalho ja esta colocando a disposicao dos trabalhadores sindicalizados e de seus dependentes bolsas de estutlos, dirigidas as camadas mais carentes da populacào. O bolsista devera comecar a reembolsar os custos passado urn ano de sua formatura, corn juros de 15 por cento ao ano, sem correcao monetaria. 0 BANAS — De 07 a 20 de marco de 1977 — 21 EGUROS OVAL DE NTER NCIMEROS CONSOLIDADOS DO EXERCICIO DE 1976 DAS COMPANHIAS Companhia Internacional de Seguros PASSIVO ATIVO IMOBILIZADO lin(Weis para use prOprio lin(Weis vinculados a SUSEP M6veis, Mtiquinas, Utensilios e Velculos Outras ImobilizacOes Cr$ 145.822.941,83 18.810.840,86 14.813.788,81 3.448.913,11 REALIZAVEL Int&els para renda ou venda Titulos da divide pOblica Titulos mobiliarios Empn§stimos garantidos e Mulct's a receber Dep6sitos diversos Contas de Regularizacdo 4.255.322,97 72.260.654,46 212.637.147,80 12.725.644,06 23.606.923,25 99.097.806,33 DISPONIVEL Caixa Bancos – C/movimento Titulos da divide pOblica PENDENTES Ap()Uses emitidas Outras pendancias 103.148,25 30.853.681,24 31.495 992,66 126.248.608,03 16.609.731,68 Cr$ 182.896.484,81 NAO EXIGIVEL Capital Reserve p/integridade do capital Reserve de correcao monetaria Reserve de manutenotio de capital de giro pr6prio Outras reserves livres DEPRECIAQOES E PREVISOES DepreciacOes acumuladas de imOveis DepreciacOes acumuladas de m6veis e velculos Cr$ 223.500.000,00 5.057358,98 10.109.263,85 30.180.629,42 24.800.524,40 Cr$ 293.827.774,65 5.018.122,85 6.829.611,37 11.847.734,22 108.495.436,36 5.958.071,63 73.553.202,46 8.585,00 3.805.117,05 1.933.526,10 193.753.938,80 6.940.000,00 83.585.757,32 15.799.704,20 106325.481,52 72.106.097,48 126.246.608,03 8.881.530,84 207.234.238,15 424.583.498,67 62.452.822,15 142.856.339,71 RESERVAS TtCNICAS Reserves de riscos nao expirados Reserve matematica Reserve de sinistro a liquidar Reserve de seguros vencidos Fundo de garantia de retrocessoes.. Outras reserves e fundos EXIGIVEL Compromissos imobiliarios Contas de regularizacao . Provisao p/imposto de renda PENDENTES Lucros e perdas PrOmios e emolumentos Outras pendencias Soma Companhia Internacional de Capitalizacao Companhia de Seguros Rio Branco 812.789.145,14 Soma 812.789.145,14 812.789.145,14 Soma 477.50.447,16 CONTAS DE COMPENSAQAO 1 290 239.592,30 Total Geral do Ativo 812.789.145,14 Soma 477.450.447,16 CONTAS DE COMPENSAQAO Total Geral do Passivo 1.290.239.592,30 RESUMO DA DEMONSTRAQAO DA CONTA LUCROS E PERDAS EM 1976 CREDITO DEB/TO SEGUROS Prémios Sinistros, salvados e ressarcimentos Participaosio de lucros e resgates Despesas Operacionais Diversase Comissbes Reservas tecnicas (incremento) Cr$ 197.741.803,02 264.611.774,92 9.471.890,67 336.790.998,61 66.412.306,77 Cr$ Cr$ Cr$ SEGUROS 812.300.271,97 Pramios 42.128.894,23 Sinistros, salvados e ressarcimentos 576.420,44 Participaoiro lucros e resgates Comissoes e receitas operacionais diversas. 206.262.971,74 1.061.268.558,38 875.028.773,99 RECEITAS ADMINISTRATIVAS 87.678.255,71 RECEITAS PATRIMONIAIS DESPESAS PATRIMONIAIS 5.585.451,85 DEPRECIAQOES 3.766.405,10 CAPITALIZA pito Despesas c/capitalizacao Reservas tecnicas (incremento) EXCEDENTE DO EXERCICIO Man utencalo do capital de giro piton° Provisao p/imposto de renda Lucro liquido do exercicio Total Geral do Dthito .. 2.203.656,29 149.462.282,82 DESPESAS ADMINISTRATIVAS 5.742.447,03 1.293.297,33 7.035.744,36 30.116.870,55 15.799.704,20 72.056.699,59 117.973.274,34 1.158.851.932,46 CAPITALIZAQA-0 Prémios Receitas patrimoniais Total Geral do Credito 4.173.546,60 3.527.915,48 7.701.462,08 1.158.851.932,46 Contador Cyro de Lima Cordeiro CRC-R.1 – 005.001-6 TURISMO Turismo em Sao Paulo: retorno rdpido para o capital "0 Estado so vai onde o particular nao vai" diz o deputado Ruy Silva resumindo sua filosofia de trabalho nos tiltimos dois anos na Secretaria de Esportes e Turismo do Estado de Sao Paulo. Em conseqiiéncia, a Secretaria de Turismo tern atuado como entidade pioneira em abrir novas frentes, criando pontos de interesse corn a finalidade de atrair os investimentos da iniciativa privada. Em Peruibe, por exemplo, a Secretaria construiu e estA operando urn hotel que funcionarA como polo de atracao para os investimentos particulares e para a exploracao dessa parte do litoral. Na opiniao de Ruy Silva, que tambem e empresario, o turismo e urn born negOcio porque os investimentos nesse setor permitem o retorno rApido do capital imobilizado. Alem disso a demanda e crescente no Es'tado de Sao Paulo. Decreto 9 194 Certamente foi visando atrair novos investimentos que o governador Paulo Egydio assinou o decreto 9 194 que disciplina a utilizacao do solo em "zonas declaradas de interesse turistico". 0 decreto da poderes a Secretaria para controlar o gabarito das construcOes, reformas e loteamentos nas regiOes hidrominerais, margens de estradas, costa litoranea, ilhas e areas verdes. Corn esse instrumento, a Secretaria poderA — alem de proteger os pontos turisticos contra a utilizacao predatOria — orientar os investimentos para essas regiOes. 0 controle funcionaria, nesse caso, como urn fator de seguranca que garante a utilizacao da area para fins de turismo. Embora o decreto tenha sido assinado no inicio de fevereiro, os seus efeitos so poderao ser sentidos nos prOximos anos quando a Secretaria tern, alem da legislacao, uma empresa. A maioria dos Estados, e ate Municipios, possuem empresas cas ou de economia mista que operam os equipamentos turisticos de forma a garantir o reinvestimento e a ampliacao dos servicos. Segundo o secretario Ruy Silva, Sao Paulo é o Unico Estado que nao tern uma empresa oficial de turismo. "Essa situacao faz corn que a Secretaria tenha dificuldade em operar esses equipamentos, como o caso de urn hotel, urn teleferico ou em obter a lavra de uma fonte de Agua mineral que so é concedida a uma empresa. Nos construimos equipamentos em Aguas da Prata, por exemplo". "0 Estado vai IA — prossegue o secretario — faz hotel, faz tudo e na hora de pegar a agua nao pode porque uma empresa vai ao Ministerio (Minas e Energia) e o Ministerio da o direito de lavra para essa empresa. Entao, tudo aquilo que foi feito, foi em funcao de uma Agua que o Estado nao tern o direito de lavra". Lazar Em urn Estado densamente povoado como Sao Paulo, o turismo estA ligado ao lazer da populacao. Essa orientacao tem RUY SILVA predominado sobre o "turismo receptivo" que busca trazer turistas de outros Estados ou do exterior. Os recursos de lazer em Sao Paulo estao saturados e por isso a Secretaria estA procurando abrir novas opcOes. Os principais projetos de lazer estAo ligados a Grande Sao Paulo: reforma do Instituto Butantii, abertura do Pico do Jaragufi e construcao de uma plataforma maritima de pesca amadora. 0 pico do Jaragua estit recebendo acomodacOes para area de lazer e acesso atraves de teleferico. A Plataforma Maritima, por-sua vez, esti sendo construida em Itanhaim e vai permitir pesca amadora em mar avancado, dlstante 400 metros da costa. No interior a Secretaria estA reformando a Caverna do Diabo, que recebera nova iluminacao, e vai construir uma grande area na represa de Capivara que poderà ser utilizada por quase 2 milhOes de pessoas. 0 turismo receptivo fica limitado ao grande focq da capital do Estado. Mas esse turismo e "turismo de negOcios" porque as pessoas de outros Estados e do exterior sao atraidas a Sao Paulo pelas atividades comerciais e acabam dedicando a noite para o lazer. E assim que o secretario explica o grande mimero de estabelecimentos noturnos que funcionam na capital. Esporte No setor de esporte, a Secretaria estA ampliando a rede de equipamentos esportivos espalhados por 202 Municipios. Em 1976 foi contratada a construcao de 72 piscinas, oito ginisios, 18 quadras iluminadas e 14 campos de futebol. 0 secretario Ruy Silva considera o equipamento esportivo do Estado como satisfatOrio, embora ainda seja subutilizado. Na sua opiniao, a obrigatoriedade de se praticar esporte nas escolas inibe o desenvolvimento esportivo porque "tudo que é forcado ninguêm quer fazer". Em 1976, as promociies esportivas patrocinadas ou organizadas diretamente pela Secretaria chegaram a movimentar aproximadamente 200 mil atletas, na grande maioria, estudantes. Mas existe um piano para massificar o esporte sem competicao. E da pritica que vai sair o campeao, nao das escolas — conclui o secretario. C1 Informacao, a vida do turismo • 0 principal projeto em andamento na Secretaria de Esportes e Turismo é o "Sistema Estadual de Dados Estatisticos". Dentro desse sistema, a Secretaria tern urn cadastro de todas as informacOes setoriais de forma a permitir o planejamento em ba ses seguras em qualquer novo empreendimento turistico dentro do Estado. 0 cadastro ira registrar as estatisticas do turismo paulista tais como: correntes turisticas (entrada e saida de passageiros), movimentacao dos turistas dentro do Estado, inventArio do equipamento (rede hoteleira, restaurantes, servicos turisticos). Esses dados incluirao indicadores econOmicos globais e sua interrelacào corn o setor de turismo e poderao medir, ate mesmo, o 24 — BANAS — De 07 a 20 de marg.() de 1977 impacto econOmico do turismo de estrangeiros, através das verificacao do periodo de permanéncia e do volume de divisas deixadas no Estado. 0 "Sistema" contera ainda urn inventArio de recursos turisticos incluindo, nessa categoria, os recursos histOricos e culturais, alem dos pontos naturais de atracao. Sera possivel localizar-se urn museu, ou urn centro de artes, pontos histOrieos, folelore e outros recursos considerados culturais. O manuseio do "Sistema" possibilitara a consulta atraves de fichas, atualizadas periodicamente em agencias de viagem, postos de informacOes e Orgaos de planejamento. (ACRL) CULTURA Max Feffer: cultura, base de nosso desenvolvimento Levar a cultura em todas as suas manifestacOes ao interior do Estado e apoiar e promover a pesquisa e o trabalho cientifico tern sido as metas prioritarias da Secretaria da Cultura. Ciencia e Tecnologia, na administracao Max Feffer. Essa pasta do governo do Estado de Sao Paulo engloba tres campos de atuacao que exigem uma atencao especial de cada urn, tanto para a capital como para o interior. Tendo em vista o objetivo de interiorizacao da cultura, da ciencia e da tecnologia, o secretario participou de 48 viagens ao interior, quando foram feitos levantamentos dos problemas setoriais e regionais, para diagnOsticos e estudos, visando a Urn atendimento programado. Esse atendimento, na area da cultura, pode ser demonstrado pela realizacao de aproximadamente dois mil espetaculos artistico-culturais, dos quais 80 por cento foram feitos no interior, atingindo municipios de todas as 11 regiOes administrativas. Estas promocOes levaram ao interior espetaculos de teatro adulto e infantil, ballet, folclore, circo, jograis e mimica, alem de urn grande nirmero de exposicOes de arte em geral. Trabalho para o menor Esse desenvolvimento cultural pOde tambem ser sentido pelo trabalho desenvolvido atraves de convenio corn a Secretaria da Promocao Social, para a apresentacao de espetaculos que visam elevar o nivel cultural dos menores abandonados e/ou delinqUentes que estao internados nas Unidades de Triagem e Unidades Educacionais da Febem. No ano passado, corn o conVenio tendo vigëncia apenas a partir de abril, foram realizados 578 espetaculos e 31 cursos, devendo estes nUmeros crescerem ainda mais no decorrer deste ano em que o trabalho ja se acha planejado, tendo sido ja atingidos perto de 200 mil menores. Muito mais que a simples apresentacao de shows para entretenimento, este trabalho tern o objetivo de colaborar na reeducacao dos menores, fazendo corn que sejam efetivamente recuperados como elementos Uteis a sociedade. Alêm de levar cultura a populacao, a promocao destes espetaculos abre ainda mais o campo de trabalho para o artista nacional, inclusive corn a mobilizacao de elementos de outros Estados e mesmo do interior, que assim podem mostrar seu valor em outras cidades e na capital. 0 Festival de Inverno de Campos do Jorciao, corn a presenca de artistas estrangeiros do mais alto nivel, que nä° so se apresentaram como ministraram cursos de aperfeicoamento para quase duas centenas de estudantes bolsistas, foi outra noti- vel realizacao da Secretaria da Cultura, Ciencia e Tecnologia. Ciencia e tecnologia Na area de crencia e tecnologia, que deve atender aos anseios de desenvolvimento tecnolOgico do Estado e do Pais, a Secretaria atua atravis de seu Departamento de Clincias Exatas e Tecnologia e do Instituto de Pesos e Medidas, alem de Orgaos de administracao descentralizada como a Companhia de Promocâo da Pesquisa Cientifica e TecnolOgica do Estado de Sao Paulo, Institute de Pesquisas TecnolOgicas, Fundacao de Amparo a Pesquisa do Estado de Sao Paulo e Institute de Energia AtOmica. de 60 unidades de pesquisa do interior do Estado de Sao Paulo. Entre os projetos isolados, que tambem foram iniciados no ano passado, podem ser citados centros Tecnico em Celulose e Papel e de Estudos de Fertilizantes, alem de urn amplo programa de estudos na Area habitacional, inclusive com a criacao de urn "campus" de experimentacâo de protOtipos habitacionais em Sao Bernardo do Campo. 0 Instituto de Pesos e Medidas e o executor dos servicos metrolOgicos do Estado, por delegacao de poderes do Institute Nacional de Pesos e Medidas. Atuando em consonancia corn o esquema de protecao ao consumidor, esquematizado pelo governo do Estado de Sao Paulo, o IPM exerceu seu trabalho fiscalizador corn o maior rigor no ano passado, vistoriando instrumentos de medicao usados em transacOes comerciais, num total de 356 452. Outros institutos Transformado em empresa pUblica, o Institute de Pesquisas TecnolOgicas atendeu no ano passado a 231 solicitacOes, sob a forma de convenios, contratos de assistência tecnica e projetos de pesquisa. Dessas solicitacOes, 65 foram de apoio tecnotOgico em obras de infra-estrutura no Pais, 90 de pesquisa para indUstrias ou entidades privadas e 15 trabalhos de consultoria de engenharia. No ano passado varios programas tiveram prosseguimento enquanto outros foram iniciados, alem de urn grande nUmero de projetos isolados. 0 Programa de Desenvolvimento TecnolOgico para Pequena e Media Empresa, por exemplo, apresentou urn total de 150 projetos, num valor global superior a 165 milhOes de cruzeiros, tanto em pesquisa e desenvolvimento como em controle de qualidade. Ainda no DCET foi desenvolvido o Programa de Informacao em Ciencia e Tecnologia, visando implantar urn sistema integrado de coleta, processamento, analise e divulgacao de informaceies de oferta, demanda e documentacao em ciência e tec-. nologia no Estado. Foi tambem incrementado o Programa de Interiorizacäo de Tecnologia, corn o levantamento do potencial A atuacao da Fundacao de Amparo a Pesquisa do Estado de Sao Paulo atinge todos os campos do conhecimento e no ano passado foi a maior desde a sua criacao, devendo ampliar-se ainda mais neste ano. Deste modo, a FAPESP concedeu 524 auxilios para projetos de pesquisa e aquisicao de equipamento de apoio aos projetos de 1 304 bolsas de escudo ou de pesquisa em todos os niveis para aprimoramento dos pesquisadores, alem de 65 manutencOes de colaboradores estrangeiros, 146 importaciies de materiais e equipamentos destinados a pesquisa e 1 813 estudos de projetos para a implantacao de infra-estrutura fomentadora do desenvolvimento de Areas prioritarias de pesquisa. O Instituto de Energia At()mica tambem apresentou resultados excelentes e, dentre os programas que desenvolveu,podem ser citados o de Producao e Aplicacio de RadioisOtopos e de RadiacOes, de Ampliacilo da Producao e Processamento de Material Radioativo, de Instalacao de Fontes de Radiacao para Usos Industriais e Detector de Fumaca — Uso em Instalaciies Industrials e Metro. Uma das atividades mais importantes do IEA é representada pela contribuicio que presta aos programas de formacao de pessoal especializado. No ano passado foram matriculados 196 pOs-graduandos que desejam obter o titulo de "mestre" e 12 para o titulo de "doutor". ❑ BANAS — De 07 a 20 de marco de 1977 —25 NEGOCIOS METROPOLITANOS Planejamento urbano ensaia passos, em Sao Paulo A melhoria da qualidade de vida dos habitantes da regiao metropolitana da Grande Sao Paulo, cujo indice de mortalidade infantil atingiu quase cem por mil em 1974, e onde em 1975 seis milhOes de pessoas ainda bebiam dgua de pogo, é a prioridade da Secretaria dos NegOcios Metropolitanos, segundo seu titular, secretario Roberto Cerqueira Cesar. Para resolver os problemas da Grande Sao Paulo, o governador Paulo Egydio implantou o Sistema de Planejamento e Administracao Metropolitana, encabecado por sua Secretaria e integrado por uma empresa pUblica, a Emplasa — Empresa Metropolitana de Planejamento da Grande Sao Paulo S/A, alem de dois conse' lhos: urn deliberativo (Codegran) e urn consultivo (Consulti). Este sistema completa-se corn urn fundo de financiamento e investimento, o Fumefi. Ambos os conseihos sào presididos pelo prOprio governador. No Consulti sentamse todos os prefeitos da regiao e no Codegran apenas tris secretArios de Estado, o prefeito da Capital e urn representante dos demais prefeitos. Segundo Cerqueira Cesar, tal sistema veio garantir a infra-estrutura de planejamento de que a regiao necessitava. Esta infraestrutura conta corn urn Sistema Cartogrifico Metropolitano, implantado pelo Spam, encarregado do levantamento aerofotogrametrico de toda a regiao metropolitana; urn projeto de cadastros tecnicos municipais, que jA permitiu a 12 dos 37 municipios integrantes da regiao aumentar sua arrecadacao, em alguns casos a mais de 700 por cento; e urn projeto, em fase de implantacao, para estabelecer urn unico banco de dados, corn todas as informacOes disponiveis na regiao: é o Siplan — Sistema de InformagOes para Planejamento, que servira de base para qualquer trabalho deste tipo que se efetuar . Sem esgotos Na area do saneamento basic°, o Secretàrio dos NegOcios Metropolitanos sentiu mais de perto o drama da Grande Sao Paulo que se ressente, na sua opiniao, do contraste entre urn desenvolvimento ecomimic° pujante (na Grande Sao Paulo se concentra a maior forga produtora no Pais) e uma deterioragao constante dos niveis de vida da populacao, ern decorrincia da impossibilidade de atendimento, por parte dos Orgaos locais, da crescente demanda de servigos. lnforma o SecretArio que em 1975, ao se iniciar o atual governo, 70 por cento da regiao nao era servida por rede de esgoto e 50 por cento da populagao bebia Agua de pocos, em sua maioria contaminada pela proximidade das fossas negras. 26 — BANAS — De 07 a 20 de marco de 1977 TO CEFUEIRA CESAR Acionada a Sabesp, que passou a efetuar quase mil ligaceies diArias (antes, o numero maxim° de ligaciies mensais Ilk) ultrapassava tfes mil), o governo tambem eliminou a taxa de ligagOes da Agua, equivalente a quase urn salario minimo da epoca, passando a conectar a Agua "ex officio" do morador, para prlwenir o perigo das molistias provocadas pela contaminacao da Agua. Paralelamente, procurou-se recuperar os rios da regiao, quase todos servindo de esgoto a ceu aberto, aplicando recursos para o desvio, tratamento e destino final dos afluentes dos rios. Tambem mereceu atencao o problema do lixo, bastante grave, principalmente ern Sao Bernardo onde, por falta de locals adequados, o lixo era jogado nas margens da represa Billings, uma das fontes de abastecimento de Agua na regiao. Neste caso, criou-se uma empresa de capital misto, corn participacao do Estado (51 por cento) e os sete municipios da sub-regiao Sul (Santo Andre, Sao Bernardo, Sao Caetano, Maua, Diadema, Ribeirao Pires e Rio Grande da Serra), para coletar e tratar o lixo local. SubUrbios fracos Em termos de transportes, o SecretArio primeiramente determinou urn levantamento dos varios projetos existentes e dos varios em operacao, condensando os resultados dos estudos no Sistran, que importa basicamente numa inversào das prioridades anteriormente definidas. Isto porque a situacao dos transportes na regiao e bastante curiosa: enquanto os trens de subUrbios, apesar de trafegarem lotados, respondem apenas por 3 por cento do transporte — tris vezes menos que os taxis — o metro, sozinho, com apenas 17 km de linha, transporta diariamente 600 mil passageiros, mais do que as tris ferrovias juntas. Diante deste panorama, o governo do Estado jA estA remodelando a Fepasa para que os trens, de acordo corn a expressao de Cerqueira Cesar, passem a funcionar como verdadeiros metros de superficie. Recorde-se que ate 1975 as obras do metro eram praticamente custeadas pela prefeitura, situacao que teria se invertido, corn a maciga participacao do governo do Estado e o governop federal, segundo o SecretArio. 0 Sistran tambem propOs a implantacao de urn sistema para 250 km de troleibus, corn 1280 veiculos, atualmente em estudos pelo Governo federal. Em relacao ao use do solo, outra preocupacao de sua Secretaria, Cerqueira Cesar adianta que Sao Paulo corre o risco, num futuro muito proximo, de enfrentar serios problemas no abastecimento da Agua. Para fazer frente ao problema da contaminacao dos mananciais, cujo exemplo mais tipico e o da represa do Guarapiranga, envolvida por urn processo de urbanizagao que iria inutilizar o reservatOrio a curto prazo, a Secretaria dos NegOcios Metropolitanos eleborou urn projeto de lei, aprovado pela Assembleia na forma da Lei n9 898, de 1975, regulamentada pela 1172, de 1976, que procura impedir a contaminag d - o dos recursos hidricos pela proximidade das atividades poluidoras. Enchentes Por Ultimo, algo jA vem sendo feito para diminuir as causas das enchentes, embora as Ultimas deixem entrever o que falta ainda por fazer. 0 grupo de trabalho constituido pelo governador, no verso do ano passado, para propor solucOes prra problema, jA determinou o inicio da limpeza dos rios, ainda nao concluida. Os rios Tamanduatei e COrrego dos Meninos, de 30 mm passaram a suportar precipitaciies de ate 50 mm sem sair do leito. 0 mesmo grupo de trabalho, composto por varios secretArios do Estado e pelo prefeito da Capital, prop& que, numa segunda etapa, mais demorada, exigindo recursos enormes, sejam efetuadas obras de retificacao, canalizacao, ampliagao das caIhas, alem de outras destinadas a aumentar ainda mais a capacidade de vazio dos rios causadores das enchentes. Enfrentando problemas de recursos, a Secretaria dos NegOcios Metropolitancs procura colocar mais infase no planejamento, como e o caso do Siplan, ja implantado, como sistema-piloto, em Sao Bernado, e ern vias de ampliacao para mais 11 cidades, abrangendo 80 por cento da populacao da area metropolitana da Grande Sao Paulo. ❑ NEGOCIOS METROPOLITANOS Como planejar nesta regiao metropolitana Entre as principais atividades no Campo dos servicos comuns de interesse metropolitano definidas pelo Conselho Deliberativo da Grande Sao Paulo (Codegran), durante o biênio 75/76, destacamse aquelas referentes ao planejamento integrado. Este planejamento procura integrar as ramificacOes de cinco instrumentos basicos: o Sistema Cartografico Metropolitano (SCM); o Sistema de Informaciies para o Planejamento (Siplan); o Cadastro Tecnico Municipal (CTM); os Pianos Diretores de Desenvolvimento Integrado dos Municipios da Regiao Metropolitana (PDDI) e o Plano Metropolitano de Desenvolvimento Integrado (PMDI). ponto de partida desta integracao e o Sistema Cartografico Metropolitano, cobrindo area de 8 mil km2 na escala de 1:'l0 000 e area urbanizada de 500 km2 na escala de 1:2 000, dos 37 municipios integrantes da regiao. 0 levantamento aerofotogrametrico, realizado mediante convénio entre o Estado, Municipios e empresas prestadoras de servicos, esta atualmente empenhado na atualizacao do Sistema (reviio, reambulacao, mapeamento, etc), e ampliacao da area mapeada na escala de 1:2 000. Atualmente, a Sabesp, a Cetesb, a Telesp, o DAC, o DER, a Light e a Comgas encontram-se entre as principais consulentes dos mapas do SCM, tambem fundamental para dirimir dirvidar das divisOes municipais, servico efetuado pela Divisào de Geografia da Secretaria de Economia e Planejamento. No momento, estuda-se a edicao de urn mapa geral, na escala de 1:125 000, em uma so folha. Os interessados poderao obter colecOes ou folhas isoladas no Departamento de Cartografia da Empresa Metropolitana de Planejamento da Grande Sao Paulo — Emplasa. diversidade de criterios, sistemas e referincias adotadas pelas fontes de onde se originam. Portanto, a coleta dos dados tern sido extremamente trabalhosa, onerando exageradamente os custos e absorvendo parte do tempo de elaboracao do projeto; este, por sua vez, esta corn a primeira fase — o teste — terminada, corn a Geodificacao de Sao Bernardo do Campo, que oferece uma ampla diversidade de informacOes sobre aquele municipio. Para que haja infra-estrutura no planejamento da regiao, e preciso otimizar ao maximo as arrecadaciies dos seus 37 municipios. Este e o objetivo da implantacao do Cadastro Tecnico Municinnl, urn centro no-Diretor de Desenvolvimento Integrado, os prOprios pianos existentes foram muitas vezes elaborados independentemente de qualquer preocupacao em integrar-se corn os municipios vizinhos ou de atender as diretrizes do desenvolvimento metropolitano. Neste sentido, procura-se atualizar os PDDIs existentes ou implantar novos nos municipios que jamais realizaram qualquer estudo deste tipo. Para tal fim, a Secretaria dos NegOcios Metropolitanos esta negociando o financiamento de urn programa, estimado em 200 milhOes de cruzeiros, corn o BNH. Finalmente, o Codegran aprovou a atualizacao do Plano Metropolitano de Desen- A.:414,41',"" ...I, Computacão, no futuro Por sua vez, o objetivo do Sistema de InformacOes para o Planejamento é coletar, reunir, compatibilizar, sistematizar e referir a base cartografica metropolitana os dados estatisticos cadastrais, sOcio-econOmicos e outros, de interesse para qualquer tipo de planejamento na Grande Sao Paulo. Para o futuro, a Secretaria dos NegOcios Metropolitanos tenciona elaborar urn sistema de informacOes integrado, operando -por computacao eletrOnica, ao qual seja possivel responder, por exemplo, em poucos segundos, sobre o numero de criancas em idade escolar existente num determinado quarteirao de qualquer municipio. A grande dificuldade para este empreendimento consiste na dispersao dos dados e em sua confrontacäo trabalhosa, dada a L pianejame,.. Jma regiao como esta é quase inviavel, a 1.-0 ser em L... de coleta, registro e processamento de informacCies gerais em cada municipio. CTM, ja implantado em 12 municipios da Regiao Metropolitana, visa aperfeicoar o sistema de arrecadacao municipal, controlar o desenvolvimento fisico da cidade e conhecer seus imOveis. Sua atuacao comprovou eficiEncia nos municipios onde foi implantado. A arrecadna() do imposto territorial e predial urbano ern Santana do Parnaiba aumentou em 775 por cento. Embora nem todos os municipios da Grande Sao Paulo disponham de um Pla- volvimento Integrado, atualmente em execucao pela Secretaria dos NegOcios Metropolitanos, em conjunto corn a Emplasa. Os documentos preliminares do referido piano encontram-se em elaboracao final, permitindo a definicao dos objetivos, diretrizes, etapas e cronogramas . Os projetos citados — CTM, SCM, Siplan — sao ainda fases preliminares, indispensaveis para a referida atualizacao. Todas estas unidades sao a espinha dorsal do Sistema de Planejamento e Administracao Metropolitana, tendo a sua testa a Secretaria de NegOcios Metropolitanos. ❑ BANAS — De 07 a 20 de marco de 1977 — 27 PROMocAo SOCIAL Sem recursos, como desenvolver promocao social? A tarefa do Secretario da Promocao Social de urn Estado que tern 3,5 milhOes de menores vivendo num ambiente de marginalidade é, no minimo, espinhosa. E desde que assumiu sua pasta,em 1975, o Dr. Mario de Moraes Altenfelder Silva tern se proposto a encarar a problematica do menor sob urn 'Angulo mais ousado que seus antecessores. "0 menor abandonado nao é, ao contrario do que se pensa, urn agente de violência contra a sociedade; é esta sociedade que funciona como agente de violéncia contra o menor abandonado, desestruturando-o". Dentro desta perspectiva, Mario Altenfelder é lembrado como o primeiro Secretario da Promocao Social a abrir as portas do temido Recolhimento Proviserio de Menores a imprensa, revelando o complete destrato daquela instituicao, que funcionava como verdadeira escola do crime. Hoje, da superlotacao de 600 menores daquele Recolhimento, apenas restaram 150 na instituicao reformada, agora denominada "Unidade de Triagem n 9 4", onde os guardas armados foram retirados e substituidos por vigilantes civis desarmados, especialmente treinados para a funcao. sua Secretaria e as dotaciies exiguas que, por forca dos cortes, recebeu, Altenfelder diz enfrentar esta situacao corn realismo. sem esperar mais daquilo que o governo pode dar, para evitar uma "frustracao infrutifera e nao construtiva". Por outro lado, Altenfelder reconhece o perigo existente no fato de que, numa epoca de austeridade na qual sua Secretaria tera, mais do que nunca, de atender a necessitados, faltem verbas para enfrentar os possiveis efeitos sociais dos cortes. Altenfelder, porem, faz questa() de ressaltar que ate agora sua Secretaria nao atendeu a casos ocorridos em funcao da epoca de austeridade econOrnica do Pais: "por enquanto, nao sentimos que esteja havendo mais desemprego que o normal. no Estado de Sao Paulo - lecimentos Sociais do Estado (CESE). No interior, este atendimento é feito mediante convénio corn entidades particulares. Anualmente, mais de 120 mil migrantes passam pelas unidades do CESE: a Central de Triagem e Encaminhamento, a Divisa() de Atendimento Geral, o Servico Medico Especializado, o Servico de Adaptacao Social, o Servico de Reabilitacao Social e o Servico de Imigrantes. 0 Secretario observa que a migracao interna para Sao Paulo tendeu a diminuir nos ultimos tempos. corn a major fixacao dos migrantes potenciais. principalmente na regiao Nordeste, ou coin sua ida para outros Estados e !Delos de desenvolvimento na regiao Norte e Centro-Oeste. A migracao de outros Estados para Sao Paulo, como a proveniente de Minas, continua, por outro lado. acentuada. Ao gabinete do Secretario ficaram subordinados, em 1976. as I 1 DivisOes Regionais da Secretaria de Promocao Social no Estado. Uttimos dois anos Nestes dois anos, cerca de uma dezena de unidades para menores foram implantadas ou reformadas ern todo o Estado, que agora abriga 6 mil menores abandonados. Em convaio corn obras particulares, ma's de 35 mil criancas sac, asisistidas, sendo que os recursos "per capita" pagos a estas entidades pela Secretaria foram reajustados, em julho de 1975, em 194 por cento, e ern 24,5 por cento em 1976. No ano passado, cerca de Cr$ 100 milhOes foram pagos pela Secretaria nos 505 convénios mantidos corn entidades de 213 municipios. A humanizacao no tratamento do menor carente nao se ateve apenas a estes empreendimentos. Corn o objetivo de prevenir os efeitos nocivos da marginalizacao do menor, desenvolveu-se urn programa que visa integrar a crianca, junto corn sua familia, a comunidade onde vivem: o Plano de Integracao do Menor e Familia na Comunidade (Plimec), ja implantado em alguns municipios, beneficiando cerca de 28 mil pessoas. Este programa esta sendo desenvolvide por intermedio da Coordenadoria do Desenvolvimento Comunitario, que, por outro lado, tambem se empenha na construcao de centros comunitarios, 267 deles ja funcionando, dos quais 46 em areas rurais. Embora admitindo haver uma contradicao entre as necessidades crescentes de recursos para a execucao dos objetivos de 28 — BANAS — De 07 a 20 de marco de 1977 0 RPM foi inteiramente reformulado na atual gestao A falta de informaciies sobre o que pode esperar em termos de verbas nos prOximos dois anos, faz com que o Secretario da Promocao Social evite quantificar seus nobres objetivos. De qualquer maneira. tambem acredita que Sao Paulo esta para servir, a exempt() da afirmacao de Paulo Egydio.assegurando porem que o governador fora mal interpretado: "Ele quis dizer que Sao Paulo esta para servir. em funcao do potencial de que aos habitantes deste Estado e de toda a Uniao. Da mesma forma, dentro de nossas condiciies reais, estamos para servir a populacao". Neste espirito, Altenfelder nao esperou o recesso de gabinete e ja visitou, nestes dois anos, uma boa parte dos municipios do Estado, procurando compreender a estrutura de atendimento existente aos menores, "beias-frias", migrantes, mendigos e velhice desamparada. A Secretaria da Promocao Social nao se ocupa apenas de promover a assisténcia aos menores, atraves dos programas de amparo, recuperacao e profissionalizacao. Tambem possui, na capital, estabelecimentos preprios para atender a migrantes, indigentes e desajustados, cuja orientacao esta a cargo da Coordenadoria de Estabe- ALTENFELDER SILVA Alem de procurar dar urn maior atendimento ao problema da menor abandonada, tentando prevenir a prostituicao de meninas corn ate 12 anos de idade, a Secretaria da Promocao Social tambem tern mantido alguns programas nos centros comunitarios, principalmente o da alfabetizacao de adultos, corn atendimento a mais de 300 mil pessoas e fornecimento de 1,75 milhao de livros didaticos e enciclopedias. Cerca de 40 modalidades de cursos profissionais ou semiprofissionais ja foram desenvolvidos totalizando 2 832 cursos e beneficiando 27 mil pessoas. Ha 22 postos de empregos e 82 balcOes de empregos instalados no interior paulista, que em 1976 encaminharam cerca de 26 mil pessoas para vagas oferecidas por empresas. 0 mais recente aborrecimento de Altenfelder: a extincao da Secretaria Municipal do Bem-Estar Social de Sao Paulo, por ele considerada como "urn retrocesso de 30 anos nesta area". N a opiniao do Secretario, ilk) ha de ser urn administrador regional, sem preparacao especifica e muito menos recursos que uma Secretaria, que conseguira equacionar e resolver problemas de servico social, tao graves como os existentes na Grande Sao Paulo. Ci SEDE FORTALEZA - CEARA Rua Major Facundo. 500 REPRESENTACOES BRASILIA-OF Palacio do Comercio, 6° andar - s-601 I11 - Seior Comercial Sul RIO DE JANEIRO-RJ Avenida Rio Branco, 147 - 14° andar SAO PAULO-SP Rua Bari() de Itapetininga. 224 -14° andar BANCO DO NORDESTE DO BRASIL. SA. Sociedade de Capital Aberto - N° 07.237.373 Entrega de Novas Cautelas 0 Banco do Nordeste já iniciou as providencias para a distribuicâo da bonificacáo de 42,85%, aprovada na Assembleia Geral Extraordinária realizada em fevereiro Ultimo, quando foi elevado o seu capital social para Cr; 1 biIhào, em decorrência do que os Acionistas receberáo 3 'novas awes para cada grupo de 7 awes possuidas. Fazem jus a bonificacào os que constarem nos registros do BNB, posicào de 1? de fevereiro do ano em curso, como possuidores de awes nominativas, e os que apresentarem o cupon de n? 10 da cautela de awes ao portador. Aos primeiros a bonificacáo sera registrada em nome de cada acionista, cabendo-Ihes, tao somente retirar as cautelas respectivas na Dependencia do BNB de sua jurisdicào, a partir de abril proximo. Os possuidores de awes ao portador devem encaminhar ao Banco ate o dia 5 de abril o mencionado cupon acompanhado do "Pedido de Bonificacào". A emissáo das cautelas respectivas sera feita ate o dia 2 de maio. Resumo do Balancete em 28.02.77 (Em Cr$ 1.000) PASSIVO ATIVO DISPONIVEL Caixa e DepOsitos no Banco do Brasil S.A. Titulos Federais de Curto Prazo REALIZAVEL Emprastimos A Producao Ao Comarcio Outros Craditos em Liquidacao Provisão para Craditos de Liquidagao Duvidosa Outros Craditos Compensagao a Liquidar Banco Central - Recolhimentos Correspondentes no Pais e no Exterior Departamentos no Pais Outras Contas Valores e Bens Titulos a Ordem do Banco Central Titulos Federais Outros Valores e Bens 252.769 152.768 100.001 17.378.911 14.213.740 9.544.956 2.745.216 1.996.755 66.813 (140.000 ) 1.881.931 747.169 82.307 277.446 175.565 599.444 1.283.240 160.013 113.338 1.009.889 IMOBILIZADO Im g veis de Uso, MOveis, Equipamentos e Almoxarifado Depreciacöes Acumuladas 225.981 RESULTADO PENDENTE Despesas Correntes Despesas de Exercicios Futuros 249.154 248.146 1.008 ATIVO TOTAL CONTAS DE CON PENSACAO 260.740 (34.759) NAO EXIGiVEL Capital Aumento de Capital Reservas para Aumento de Capital Reserva p/ Manut. do Capital de Giro PrOprio Reservas Estatutarias e Legais Reservas Especiais Lucros e Perdas EXIGIVEL DepOsitos Depasitos a Vista e a Curto Prazo Depasitos a Medi° Prazo Outras Exigibilidades Compensacao a Liquidar Cobrancas e Ordens de Pagamento Correspondentes no Pais e no Exterior Departamentos no Pais Outras Contas ObrigacOes Especiais Redescontos e Emprastimos no Banco Central Obrigacães por Ref inanc. e Repasses Oficiais ObrigacOes em Moedas Estrangeiras Outras Contas PASSIVO TOTAL CONTAS DE COMPENSACAO ANTONIO NILSON CRAVEIRO HOLANDA - Presidente VALFRIDO SALMITO FILHO -Diretor EDISON DE SOUZA LEAO SANTOS - Diretor JOAQUIM BATISTA FERNANDES - Diretor MURILO BORGES MOREIRA - Diretor I 14.985.516 1.738.257 1.560.602 177.655 1.833.101 751.116 31.653 125.202 925.130 11.414.158 156.924 9.367.436 1.629.785 260.013 RESULTADO PENDENTE Rendas e Lucros em Suspenso Rendas Correntes Rendas de Exercicios Futuros 18.106.815 28.510.538 2.374.333 700.000 300.000 198.717 547.125 473.364 113.733 41.394 746.966 150.000 592.679 4.287 18.106.815 28.510.5381 Fortaleza-CE, 09 de marco de 1977 Francisco Moacyr de Sousa Chafe da Divlsäo de ContabIlIdade-DICON TO-CRC-CE. 0990 25 anos contribuindo para urn Nordeste mais forte. SAUDE Meningite diminui, Centros de Sande aumentam Walter Sidney Pereira Leser. Secretario da Sande, iniciou a gestao 75/79 dentro de duas prioridades imediatas: uma campanha de vacinacao contra a meningite meningocOcica, que conseguiu atingir mais de 19,5 milhOes & pessoas, totalizando 96 por cento da populacao do Estado. e um programa continuo de suplementacao alimentar a gestante e ao menor preescolar. Os resultados da campanha de vacinacao superaram a expectativa, conforme o Secretario. 0 numero de internacOes por suspeita de meningite continuou a mostrar tendencia a decrescimo em 1976. Na Grande Sao Paulo, antes da vacina00, o numero medio mensal dos casos de meningite ascendia a 894; nos quatro meses seguintes este numero baixou para 261, e nos ültimos quatro meses daquele ano para 153. No comeco de 1976, os casos cairam para 98 e, no inverno do ano passado, desceram para 92. Contudo, ressalta Leser, ainda nao foram alcancados os coeficientes correspondentes ao periodo anterior a epidemia, nao sendo possivel prever se o serao, continuada a tendencia a decrescimo, ou se surgira uma nova faixa de endemicidade, como decorrencia de modificac6es na complexa gama de fatores integrantes da estrutura da meningite. Encefalite Por outro lado, o surto epidemic° de encefalite viral. identificado em 1975 em municipios do litoral, deslocou-se no ano passado para as cidades do Vale do R ibeira. corn 306 casos (33 Obitos). A Superinten(facia de Controle de Endemias da Secretaria da Sande aplicou inseticida especial numa area de mais de 500 mil metros quadrados e em 3 338 domicilios, nos seis municipios mais populosos. 0 Institute Adolfo Lutz conseguiu isolar no ano passado o virus responsavel pela doenca, cabendo ao Butanta o preparo da vacina correspondente. Atualmente, a vacina encontra-se em fase de teste no prOprio Institute, no Institute Evandro Chagas e num laboratOrio do Japao. Embora acredite no Exit° da vacina, se esta passar pelos testes, Leser afirma nao ignorar as enormes dificuldades que precisarâo ser vencidas para efetivar a vacinacao, com as trés doses previstas, da populacao de areas corn caracteristicas extremamente desfavoraveis. Para cumprir as metas do progrma de atendimento as gestantes e nutrizes, a Secretaria da Saude tomou uma serie de medidas, tais como criacäo de novos centros de sande, restabelecimento dos extintos Postos de Atendimento Sanitario, capacitacao normativa e operacional dos cen30 — BANAS — De 07 a 20 de marco de 1977 WALTER LESER tros, expansäo do quadro de servidores e levantamento dos recursos. Especificamente, optou-se pelo emprego de produto industrializado na alimentacio das gestantes e nutrizes, definindo-se que as primeiras receberao entre 350 a 400 calorias e cerca de 10 g de proteinas por dia, contidas em 100 g de produto; para nutrizes, essas quantidades sao aumentadas em 50 por cento. Em 1976. compraram-se mil toneladas do produto, corn apresentacäo nos sabores natural, morango, baunilha, coco e caramelo, para atender a 80 mil gestantes e 20 mil nutrizes. Para 1977, o Orcamento preve a aplicação de CrS 98 para atender a 200 mil gestantes e 50 mil nutrizes. A Secretaria da Saude. por outra parte, responsabiliza-se pelo atendimento da faixa etaria que se estende do nascirnento aos 18 meses. Dispondo de CrS 85 milhOes. em 1976 a Secretaria procurou ampliar a cobertura para esta faixa, que em 1977 tera uma dotacao orcamentaria de CrS 163 milhOes, visando a atender todos os inscritos em Centros de Sande corn suprimento alimentar que satisfaca as necessidades basicas da crianca ate os 18 meses de idade. Sande mental Dutra area sob responsabilidade da Secretaria e a Sande mental, explica o Secretario, dedicando-sea implantacao do Sistema Estadual de Sande Mental, cujos objetivos consistem em proporcionar atendimento para evitar, sempre que possivel, a necessidade de internacao em hospitais, reduzir ao minimo o periodo de internamento e internar em condicOes de conforto aceitaveis os pacientes portadores de distUrbios que impecam sua pronta reintegra- cao social, visando a eventual reabilitacao. Para alcancar o primeiro objetivo, que implica na inclusäo, nos Centros de Sande, de equipe tecnica, integrada por psiquiatra, psicOlogo e assistentes sociais, estao se constituindo e treinando tais equipes, em cooperacao corn a Coordenadoria de Sande da Comunidade e a Coordenadoria de Sande Mental. Alem disso, foi prevista a implantacao de uma rede de 12 ambulatOrios na Grande Sao Paulo e 11 no Interior, dos quais ja se encontram oito em funcionamento. Em relacao aos demais objetivos, embora a situacao de alguns nosocOmios ainda deixe muito a desejar, foram estimulados os hospitais particulares, quase todos filantrOpicos, para que se capacitassem a fim de receber pacientes em fase aguda, promovendo . sua recuperacao no prazo mais curto possivel. Igualmente se implantaram novos convénios, corn revisOes periOdicas para manter vivo o interesse dos hospitais pelo aperfeicoamento de suas condicOes de assistencia. Contaminacao Outro problema que vem preocupando a Secretaria da Saude é a -contaminacao bacteriana em alimentos industrializados. Segundo Leser, tal verificacao foi possivel desde que, em meados de 1975, o Instituto Adolfo Lutz passou a realizar o exame bacteriolOgico sisternatico de amostras de alimentos colhidas para analise de orientagao. Formulou-se um piano para promover a elevacão do nivel de qualidade dos alimentos, visando a eliminar as causas da contaminacao. Em complementacao a esta materia. a Secretaria da Sande tambem é responsavel pela fiscalizacão das fontes de agua minerais e motiva, em colaboracão corn a Sabesp, o incremento do use da solucao de hipoclorito, por parte da populacao que ran dispOe de servico de abastecimento de agua. Ate novembro de 1976, foram distribuidos mais de 630 mil frascos. permitindo a desinfeccao de cerca de 381 milhOes de litros de agua para beber. As atividades de planejamento, conforme Leser, ressentem-se da falta de urn sistema de informacOes em que se possa confiar. Para implants-lo, formou-se urn Grupo de Trabalho ha urn ano que, em colaboracào corn os tecnicos do Sistema Estadual de Analise de Dados Estatisticos, elaborou um projeto, prevendo sete subsistemas: controle e execucao orcamentaria e financeira, recursos humanos. controle de material e medicamentos e de capacidade instalada de obras, para a area administrativa, informacOes cientificas e tecnolOgicas, informacao epidemolOgica e producao de bens e servicos prestados a comunidade, para a area tecnica. Este ano, urn Grupo de trabalho dividido por estes subgrupos, desenvolve as fases de projeto e implantacao, para a qual ainda nao ha previsa°. r_ JUSTICA Sistema penitenciario o fim de urn grande problema? O Secretario da Justica do governo do Estado de Sao Paulo, Dr. Manoel Pedro Pimentel, sente-se recompensado corn o trabalho de sua equipe de funcionarios e tecnicos nestes dois anos: "Asseguro corn absoluta tranquilidade que o Sistema Penitenciario do Estado, como problema mais agudo desta quadra da vida da Secretaria da Justica, esta corn a sua solucao definitivamente planejada". Numa regiao como a Grande Sao Paulo, onde diariamente se praticam cerca de 700 delitos, implicando na expedicao mensal de mil mandados de prisao, o problema carcerario apenas poderia ter tido o destino que the foi atribuido: ser conside;ado a "prioridade 1" dentro dos trabalhos da Secretaria de Justica, diz Pimentel. "A conhecida defasagem entre a demanda de lugares e as vagas realmente existentes no sistema penitenciario estadual, decorrente dos elevados custos requeridos para sua expansao e manutencao (apenas a construcao de uma vaga ern cada presidio fechado custa hoje cerca de CiS 200 mil), foi o primeiro problema que atacamos". Realizacees Assim, ao iniciar seu mandato, Pimentel realizou o I Seminario de Administracao Penitenciaria, durante o qual tomou consciéncia dos problemas e de algumas solupara certos casos, a curto prazo. "Ao lado desta pesquisa e posterior planejamento das medidas a serem formalizadas, aceleramos os trabalhos de construcao e conclusao de novas penitenciarias, a reforma e ampliacao de pavilhOes da Casa de Detencao e a expansao do sistema de prisOes-albergue, com 43 delas ja em pleno funcionamento e apresentando magnificos resultados." Recentemente, a Secretaria da Justica concluiu o II Seminario sobre o problema, procurando entrosar as equipes do pessoal do sistema penitenciario corn os tecnicos da Universidade, a fim de "enfocar as questaes pertinentes a luz dos conhecimentos cientificos da criminologia, pen alogia e penitenciarismo". Alem das ja mencionadas, a Secretaria da Justica promoveu outras realizacOes nestes dois anos de governo. Entre elas, destaca Pimentel a implantacao de urn novo sistema de trabalho no Presidio Feminino da Capital, iniciativa formalizada pelo Instituto de Amparo ao Trabalhador Preso, que esta se transformando em Fundacao Estadual de Amparo ao Trabalhador Preso. Igualmente foram concluidas as obras das Penitenciiirias Regionais de Araraquara, Pirajui, Baixada Santista, Sorocaba e Itirapina, corn aumento para 1 750 vagas, que deverao estar funcionando em julho . Alêm disso, ha mais 38 Casas de Albergados em vias de conclusao (os 43 estabeleci mentos deste género abrigam, no momento, 1 880 sentenciados). Mais cinco Casas de Albergados estao em inicio de construcao na Capital, corn capacidade para 440 pessoas. A Secretaria da Justica, prossegue Pimentel, tambêm ja iniciou as obras para a construcao do Institute de Classificacao e Triagem, corn capacidade para 360 leitos, a ser implantado na area da Penitenciaria do Estado. "Este estabelecimento realizara exames psicossomaticos dos sentenciados que ingressaram no sistema penitenciario, diagnosticando sua criminosidade e prescrevendo tratamento adequado". Por outro lado, tambem deu-se inicio as obras do presidio para jovens-adultos, corn capacidade para 160 internos, nos terrenos da Penitenciaria Regional de Itirapina e foi concluido o projeto de uma moderna penitenciaria, corn estrutura arquitetiinica inteiramente nova, para edificacao nas regiOes da Alta Noroeste e do ABC. Os seminarios de Administracao Penitenciaria foram realizados ern colaboracao corn o Instituto de Medicina Social e de Criminologia de Sao Paulo. Reforma do COdigo Todo este trabalho seria inUtil sem a ocorréncia de uma reforma do sistema de Penas do COdigo Penal de 1940. "Anteprojeto de lei neste sentido foi encaminhado ao Ministerio da Justica ern 1975. Sua adocao permitira sensivel reducao do flux° de ingresso de presos sem periculosidade ern presidios fechados." Paralelamente, a Escola de Administracao Penitenciaria foi elaborada em novos moldes, corn a finalidade de formar pessoal especializado no sistema penitenciario, em niveis primario, medio e superior. Os guardas de presidio, por seu lado, receberam novas instruciies e foram efetivados em regime especial de trabalho, com remuneracao mais elevada. "Tambem elaboramos, em concurso corn tecnicos de outras Secretarias de Estado, anteprojeto de reestruturacao do Departamento dos Institutos Penais do Estado, visando a sua atualizacao e conferindo-lhe funcionalidade tecnico-administrativa". Ainda na mesma area, foram construidos dois pavilhOes na Casa de Detencao de Sao Paulo, cuja capacidade habitacional foi aumentada em 1 350 vagas; celebrouse urn convénio com o Ministerio da Justica para a construcao de dois novos pavilhOes (trabalho e sande) no Presidio Feminino da Capital. Finalmente, deu-se inicio a construcao da creche no Presidio Feminino do Tremem- be e recuperaram-se 217 celas no segundo raio do terceiro pavilhao da Penitenciaria Central do Estado. "Isto sem falar no projeto para futuro aproveitamento mais racional dos Institutos Agricolas, com a inclusao de setores industriais destinados ao aproveitamento da producao agricola". Microfilmagem A Secretaria da Justica, contudo, nao permaneceu apenas no Ambito das realizacaes em relacao a melhoria do sistema penitenciario estadual. Esclarece Pimentel que trabalhou-se em outras frentes, a comecar pela autonomia dada ao ex-Instituto Oscar Freire, que foi desligado do Departamento de Medicina Legal da Faculdade de Medicina da USP, passando a denominar-se Institute de Medicina Social e Criminologia de Sao Paulo, em novas instalaciies: "Este instituto teve sua atividade cientifica inteiramente reformulada" MANOEL PEDRO PIMENTEL Por outro lado, implantou-se urn sistema de microfilmagem na Junta Comercial do Estado de Sao Paulo e urn Centro de Estudos da Procuradoria Geral da Justica. Criaram-se 35 novos cargos de subprocurador, inauguraram-se 34 edificios .de FOruns em Comarcas do interior, apenas no ano de 1976. Para 1977, o Secret& rio da Justica espera inaugurar outros 32 edificios de FOruns. Assim, na sua esfera, trabalhando diretamente corn diretores e administradores de presidios, terapeutas e pessoal do "staff" penitenciario, o Dr. Manoel Pedro Pimentel acredita que a solucao deste problema esta perfeitamente equacionada, "na medida das nossas possibilidades e dos recursos materiais de que dispomos, pondo em execucao o programa tracado". ❑ BANAS — De 07 a 20 de marg.() de 1977 — 31 SEGURANCA Reforma faz Policia atuar como entidade social Quanto custa o crime? Em Sao Paulo nao custa nada, pelo menos para o criminoso — diz o secretario de Seguranca Publica, coronel Antonio Erasmo Dias para quern o crime nao foge a regra econOmica basica da lei da oferta e da procura. "Em Sao Paulo existem 40 mil pessoas corn mandado de prisào que estao soltas. Essas pessoas formam o que se poderia chamar de "procura" porque estao, dia e noite, buscando uma chance para praticar urn crime. Por outro lado, em cada guarteirao ha carros, lanchonetes. bancos oferecendo oportunidades de crime, corn um custo zero para o marginal. E nesse mercado, quanto mais facilidades houver, o custo do crime Pica barato e o bandido corre o risco". Preto do crime O "preso do crime" passou a ser um dos pontos basicos de acao da policia paulista nos ultimos anos. 0 secretario Erasmo Dias acredita que é necessaria a integracao policia-povo para que o crime tenha sua NA° dificultada e assim possa ter urn combate efetivo. Os roubos as empresas no dia de pagamento e urn exemplo de como essa integracao pode funcionar. A Policia considera ser possivel oferecer seguranca para todas as firmas do Estado que fazem pagamento em dinheiro a seus operirios, desde que haja urn comunicado corn antecedencia. Muitas vezes a Policia nao sabe que a empresa vai fazer o pagamento mas um vigilante corn intencOes criminosas ou assaltantes organizados ja sabem e conseguem sucesso nesses casos. Isso ja nao ocorre corn os roubos a bancos, que possuem urn sistema prOprio de guardas, exigido por uma lei federal e que resultou em grandes dificuldades para os ladraes. Quer dizer: subiu o prep do crime, Segundo o coronel Erasmo Dias. Na medida que certas providencias de protecao vac) sendo seguidas pelos bancos e empresas, o crime volta-se para areas on- de as facilidades sao maiores como os assaltos a carros e transeuntes. Isso evidencia que o crime contra o patrimOnio é o maior problema enfrentado pela Policia. Na opiniao do secretario Erasmo Dias, todos os outros crimes sao praticados, na major parte das vezes, como atos preparatOrios para o verdadeiro objetivo que é o crime contra o patrimOnio. Os assaltos a transeuntes, que ja representam quase 40 por cento do total de assaltos registrados, mostram que o assaltante em Sao Paulo agride sem ter sequer certeza de encontrar qualquer objeto ou dinheiro. Nessa categoria poderiam ser, ainda, incluidos os crimes fazendarios em que o patrimOnio lesado é o erario pUblico. Nesse campo a Policia de Sao Paulo possui delegacias especializadas no Departamento Estadual de Ordem Politica e Social. Nesses casos, a Policia atua como Orgao auxiliar das diligencias realizadas pela Delegacia da Receita Federal, Sunab e Secretaria da Fazenda. A major preocupacao da Secretaria de Seguranca, nos dois anos do governo Paulo Egydio,tem sido a realizacao de uma refor- ma administrativa com o objetivo de dar uma "estrutura" para a Policia. A existencia de um grande "claro" de pessoal nao era surpresa para o coronel Erasmo Dias que ja ocupava o cargo de secretario. Quando o governador Paulo Egydio ainda nao havia tornado posse urn piano diretor comecou a ser elaborado e mostrou a existencia de 8 mil vagas de profissionais, na maioria tecnicos, na Policia Civil. Esse piano transformou-se em lei e 7 700 cargos foram criados. Alem da contratacao de pessoal a Policia Civil foi descentralizada em delegacias regionais que passaram a ter tambem urn Departamento de Policia Cientifica. A Policia Militar, que ja tinha sua prOpria estrutura, tambem foi descentralizada corn a criacao de Comandos de Area, equivalentes as regionais da Policia Civil, e foi reequipada em seus setores vitais: transportes e comunicacOes. Papel social Corn essa estrutura a Policia aumentou sua presenca e passou a ter urn papel mais social do que repressivo, a tal ponto que dos 700 casos registrados por dia em Sao Paulo, apenas 200 redundam em inquiritos. Os demais sao emergéncias como atendimento a parturientes, desinteligencias ou atos anti-sociais que nao se configuram como crimes. "Esse nUmero nos coloca em proporciies compativeis com a criminalidade de outras capitais do mundo e nao mais como se afirma. Menos no transit°. Ai nos somos os "campeOes" de qualquer estatistica" declara o coronel Erasmo Dias. Alern dos aspectos operacionais, a reforma vai atingir tambem os servicos que a policia executa. 0 setor de identificacao, que em Sao Paulo possui urn arquivo de 10 milhOes de pessoas, esta passando por uma remodelacäo em que urn computador da Prodesp fara os registros. Governo do Estado de sao Paulo Desenvolvimento Para Todos Como e a ciencia da favela? Secretario de Seguranca PUblica desde o governo Laudo Natel e mantido no cargo pelo governador Paulo Egydio, o coronel do Exercito Antonio Erasmo Dias tern freqiientado as manchetes dos jornais nos Ultimos anos. Franco no falar e oferecer explicaciies e, muitas vezes, tido como urn policial energico, o coronel Erasmo Dias e tambem urn estudioso dos aspectos sociais e econOmicos da Criminologia. Urn dos assuntos que o preocupa é a recente tendincia de alguns juristas em debater as condicaes dos presidios e propor a modificacao das penas. No entanto, e uma preocupacao que nao pode ser levada a limites extremos, uma vez que se trata de urn debate por enquanto apenas de ambito academic°. 32 — BANAS — De 07 a 20 de marco de 1977 Para ele nao se pode permitir que urn assassino fique solto simplesmente porque as prisiies estao cheias. E as penas financeiras podem nä° representar nada, se o condenado for uma pessoa de posses. As condicOes precarias das prisöes nao justificam, de acordo corn seu raciocinio, que se deva soltar quern esta preso e deixar livre quem nao esta preso. Se urn presidiario fosse tratato em condicOes ideais recomendadas pela "ciencia penitenciaria" ele custaria para a sociedade 4 mil cruzeiros por mis. Erasmo Dias pergunta entao como ficam os 100 mil favelados de Sao Paulo que nao custam nada e ninguem se preocupa corn eles. Todos conhecem a ciencia penitenciaria, mas quem conhece a ciencia da favela? (AC R) COMERCIO EXTERIOR Acucar: as exportacOes do Brasil no fim da decada 0 Brasil podera estar exportando 4 milhOes de toneladas de acacar em 1980, segundo as previsOes do presidente da Sociedade de Têcnicos Acucareiros do Brasil, lio Morganti. A producao brasileira e mundial de acircar sera o principal tema a ser discutido no XVI Congresso da Sociedade Internacional dos Tecnicos da Canade-Acucar que sera realizado, em setembro, no Palacio Anhembi. Os têcnicos estimam que o consumo de *mar em 1980 sera da ordem de 100 milhOes de toneladas, epoca em que o Brasil tera uma producao de 10 milhOes de toneladas, equivalente a 10 por cento de toda a producao mundial. 0 consumo interno sera de 6 milhOes de toneladas e 4 milhOes serao exportadas. A diferenca de 10 a 20 milhOes de toneladas entre a projecao de demanda mundial e a atual producao acucareira corresponde, segundo os tecnicos, a urn investimento industrial e agricola de, no minimo, 10 bilhOes de Mares, caso seja necessaria a instalacao de novas unidades produtoras. Mesmo que o atual parque tenha capacidade de expandir sua producao, ainda havera necessidade de investimentos de 4 bill'Oes de &dares. Em qualquer caso, no entanto, essas solucOes apresentam alguma dificuldade de concretizacao, uma vez que os paises que dispOem de terras ecologicamente adequadas e de mao-de-obra barata sao os paises subdesenvolvidos que preferem utilizar seus recursos em investimentos mais rentaveis do que a producao acucareira. Se essa hipOtese se concretizar, o mercado internacional de acircar podera apresentar uma situacao inversa ao fenOmeno atual em que ha excesso de producao e os precos estao muito baixos. Com urn consumo crescente e sem aumento na capacidade instalada podera haver falta de acticar ate o fim da decada, justamente pelo desincentivo dos precos muito baixos. ❑ Agora que a Casa da Moeda realizou sua primeira exportando de dinheiro (e vai receber em &dares), vencendo inclusive seus antigos fornecedores como a Thomas de La Rue, novas oportunidades poderao surgir. A Cobec ira representar a Casa da Moeda em concorrências ja abertas , em outros paises latino-americanos e na Africa. Nessas concorrências a Casa da Moeda esta oferecendo apenas os seus servicos para cunhagem de moedas, embora possua tambem "know-how" para a impressac) de cedulas. Mas a producao de cedulas so sera possivel depois que a Casa da Moeda ampliar seu parque grafico que atualmente esta sobrecarregado corn as impressOes dos cupons para gasolina e outros titulos oficiais. ❑ Matarazzo exportou mais 41,5% em 1976 0 Grupo Matarazzo, em 1976. efetuou exportacOes no valor de USS 60,8 milhOes, o que representou urn acrescimo de 41,5 por cento sobre o valor alcancado no ano anterior, que foi de USS 43.0 milhOes. Considerando-se que no ano passado as importacOes do Grupo Matarazzo somaram USS 23,0 milhOes, seu superavit somou US$ 37,4 milhOes. Essas importacOes restringiram-se apenas a itens nao produzidos internamente, como o cloreto de vinila monOmero (US$ 8,0 milhOes) e acido tereftalico (US$ 5,2 milhOes), cuja producao nacional é insuficiente para o consumo. Akin disso, nas importacOes se concentram mais de USS 5,0 milhOes em ativo fixo — maquinas e equipamentos vinculados ao Programa Especial de Exportacao, destinados a modernizacao ou a ampliacao de seu parque industrial com vistas ao incremento das exportacOes. CJ Nigeria, o maior importador Volkswagen A cada 20 dias, a Volkswagen do Brasil exporta para a Nigeria 850 veiculos desmontados que fazem o percurso Brasil-Nigeria atraves de dois navios cipriotas e depois sao transportados por helicOptero do porto de Lagos para a fabrica da Volkswagen, a seis quilOmetros de distancia. A operacao de transporte dos veiculos — Brasilia e Sedan 1 300 — atraves de helicOpteros foi a solucao que a empresa encontrou para veneer o congestionamento do porto de Lagos e reduzir o tempo de desembarque de oito para trés dias. A Nigeria e o maior importador da Volkswagen do Brasil corn USS 38 milhOes de compras em 1976 que equivalem a 16 900 veiculos desmontados e 24 por cento do total de vendas da empresa no exterior. Nesse ano a Volkswagen exportou 155 milhOes de &tares, corn urn aumento de 25 por cento sobre o total exportado em 1975. Depois da Nigeria, os maiores importadores sac) a Alemanha (motores e cambios de Passat) e o Mexico. 0 veiculo de maior venda é o Brasilia que e comercializado corn o nome de "Igala" na Nigeria e "Azteca" no Mexico. ❑ Do porto de Lagos para a tabrica, os Volkswagen sao transportados por helicciptero Urn novo produto de exportacào: dinheiro A Casa da Moeda do Brasil, criada para imprimir o "cruzeiro" que antes era cunhado pela Thomas de La Rue e pela American Bank Note, esta entrando no negOcio de fabricar dinheiro. A primeira concorrincia da qual a Casa da Moeda participou foi no Paraguai e a encomenda ja foi entregue atraves de urn aviao da FAB que transportou algumas toneladas de moedas "guaranis", cunhadas em aco inoxidavel. BANAS — De 07 a 20 de marco de 1977 — 33 Fl NANCAS Brasil: oscilando entre o mercado interno e o export-drive Nao podemos esperar solidariedade ou filantropia por parte de nenhuma nacio do mundo. Ai incluem-se os paises amigos por definicao ou tradicao. 0 chocante egoismo exibido pelos Estados Unidos, e em escala menor pela Europa, na sua luta para superar uma crise que eles nao previram, serve como Lica° para todas as regioes Os organismos internacionais — criados por iniciativa dos paises industrializados corn o Tito de atender aos prOprios interesses, em primeiro lugar — comecam a pressionar os paises pobres no sentido de subordinar suas ambicaes internas as obrigacOes internacionais, tendo a frente o servico da divida externa. Em outras palavras, o que é born para os banqueiros internacionais e born para o resto do mundo, e tudo o que complica esta equacao primiria nao merece o futuro apoio das nacOes industrializadas. Esta moral pregada corn insistencia pelo Fundo Monetirio Internacional institui como recomendacao n9 1 que os paises subdesenvolvidos apresentem balancas comerciais positivas, a fim de poderem saldar as dividas financeiras internacionais. Como conseguir isto, nao interessa ao Fundo. Mas os paises que dominam corn 75 por cento dos votos esta entidade os mesmos que se levantam contra a elevacdo dos precos do petrOleo, do cacau, do café: e, alem disso, barram de suas fronteiras calcados, tecidos, tesouras e outros produtos industriais vindos dos paises pobres. Existe, portanto, uma flagrante hipocrisia entre o que "se recomenda" e o que "se permite" fazer. Desta forma, os mais ferrenhos amigos de Washington tern dificuldades em responder as perguntas formuladas pelos economistas sobre a maneira de romper a barreira do subdesenvolvimento. A tarefa e impossivel dentro das premissas econOmicas liberais que Washington prega aos demais paises. Panes previstas Ja que tal constatacao nao deve constituir segredo para os tecnicos norte-americanos, e ficil concluir que eles incluam em seus cAlculos a real impossibilidade de urn pais latino-americano, africano ou ainda asiatico, sair do circulo vicioso e poder planejar efetivamente uma politica ecorthmica prOpria. Tern-se como certo, afinal, que as panes no servico da divida externa, os pedidos de "stand by", operaciies por parte do Fundo Monetirio, säo perfeitamente previsiveis, e acabam fazendo parte desta maravilhosa divisao internacional do trabaIho — que confere as vantagens aos paises 34 — BANAS — De 07 a 20 de marco de 1977 industrializados e os encargos as naciies subdesenvolvidas. Tal visào das coisas, precariamente denominada de "politica econOmica internacional", certamente na y) cria amizades, mas, antes, areas de influincia econOmica. Por outro lado, e bem verdade que este relacionamento é mais aberto e bruto nos atuais tempos de crise. Os metodos empregados, no entanto, nem sempre foram estes. Anos atris, quando o bloco ocidental enfrentava o perigo de perder a influencia sobre o Terceiro Mundo, falava-se muito em ajuda. econOmica. Hoje, o termo desapareceu. do em mercado livre e operando atravis. das bolsas de Chicago, Nova York e Londres, onde os leOes das pracas europeias e norte-americanas jogavam entre si a bola das cotacOes do mercado livre (sic), sem jamais encontrar urn jogador que pudesse trabalhar segundo o interesse dos paises produtores. E como foi ficil dominar estes mercados: lancar boatos sobre producao, desmentilos em seguida, influenciar meio mundo. Criava-se, assim, o ambiente propicio aos seus interesses, coincidentemente concordes corn os dos paises importadores. 0 objetivo comum era obter as materias-primas pelos menores precos, que naturalmente facilitava a competitividade das indüstrias europiias e norte-americanas. Isto permitiu urn tal enriquecimento destas sociedades que chegaram a se consti- 0 Brasil poderia estar liderando a formacào de urn cartel de produtores de café NA° se trata de Washington e os aliados terem chegado a conviccäo de que "tudo e tranqiiilo na frente das dependincias"; mas porque as rendas nacionais do bloco ocidental nao mais permitem manter as verbas de sustentacao de nagOes alinhadas, e sem forca para participarem como parceiros positivos nas trocas internacionais. O fato histOrico da constituicào de urn cartel — o primeiro — entre produtores de materias-primas equivale ao comeco da desmontagem deste esquema de controle, producäo e comercializacào de petrOleo, ferro, manganis, cobre, care, cacau, cereais, Oleos vegetais e fibras, exercido corn maestria pelo poder econOmico dos paises importadores durante dois seculos. N a realidade, havia nele caracteristicas nitidas de monopOlio, certamente disfarca- tuir "consumer's societies" — dotadas de urn nivel de vida incomparavelmente superior ao gozado pelos paises produtores. lncontestavelmente, o aumento do preco do petrOleo foi penoso para o Brasil, que no passado nao deu suficiente infase ao desenvolvimento do setor. E, porem, inegivel que o final do cartel do petrOleo permitiu que o Instituto Brasileiro do Cafe imediatamente pusesse em pritica uma politica agressiva no mercado internacional, alem de facilitar, num piano mais amplo, a formacao de vagos entendimentos entre os paises produtores. Os Estados Unidos e a Europa, na discussao Norte-Sul, ainda pretendem manter a todo custo o dique, impedindo que o exempt° do petrOleo se propague. Seri que tal esforco — conduzido sem muita conviccäo — serve a economia mundial? FINANCAS Os paises ricos vao se encontrar antes do reinicio dos debates da Unctad (NorteSul) para acertar os relOgios. Quem, no entanto, se dispora a aparecer no palco? A Italia endividada? A Inglaterra, as voltas corn fortissimas organizacOes sindicais? A Franca, corn um futuro governo da Frente Popular? Ou a pujante Alemanha? E os franco-atiradores de TOquio? Sem dtivida, o clube é liderado por Washington, que esta conseguindo vender sua inflacao, lenta mas persistente, atraves da adocao do &Mar como moeda-chave de fato. 0 que poderia oferecer este clube dos ricos aos realmente pobres? O esquema é este: o bem-estar da economia euro-norte-americana facilita as importacOes (baratas) provenientes do Terceiro Mundo. E, claro. deve haver interesse dos paises pobres em rezar pela prosperidade dos paises ricos... Convenhamos, como tese a argumentatcao é bastante fraca. Nat) consegue impressionar os visados (America Latina, Africa e Asia); mas, certamente, ainda parece empolgar os interessados (Mercado Comum, Estados Unidos e Japao). Obviamente, como toda descricao abstrata, tambern a presente necessita de uma conclusao pratica: como se conduziria urn Brasil, a meio caminho entre o Terceiro Mundo e os paises industrializados? Fingir solidariedade corn urn ou outro bloco levara rapidamente ao isolamento. E preciso, portanto, fazer a °Ka°. Os donos do modelo econennico brasileiro admitiam como seguro que o pais ingressaria no rol dos paises industrializados, e que sua politica deveria se pautar pelo acornpanhamento dos gestos das nacOes ricas. Nao de todas, e nao automaticamente; mas, em principio, sem discordar. Esta politica trouxe, como beneficio, uma credibilidade consideravel na Europa e nos Estados Unidos, alem de favorecer a entrada macica de capitais estrangeiros dentro da expansao econOrnica national. Foi, certamente, um Exit°. Mas, de urn ano para ca, surgem dnvidas quanto orientacao a seguir ate 1980. 0 tao recomendado recuo para conferir primacia ao mercado interno leva, em Ultima analise, a uma aproximacao corn as demais nacOes latino-americanas e, assim, ao bloco do Terceiro Mundo. Os termos aqui usados — "Terceiro Mundo", "Paises Ricos" e "Paises Pobres" — sao corriqueiros no exterior. So no Brasil encontra-se certa hesitacao em empregalos, provavelmente temendo que a associa- cfio do nosso Pais corn uma das siglas equivale a perda de status. A respeito, apenas pode-se completar que tal complex° flat) tern significado, ji que a classificacao mencionada e habitual na lingua inglesa. Assim, a traducao para o portugués e urn simples gesto de adaptacao. NA° ha dirvida de que a presente crise econOmica brasileira esta sendo contabilizada pelas classes produtoras como resultado da aplicacao do "modelo econOrnico" — quanto major o flamer° de empresarios que se marginalizam, mais aumenta o mero de advogados em prol de outra experiência. Ainda é cedo para avaliar a forca desta corrente. Mas que ela existe, é quase lOgico. 0 Brasil ambivalente, oscilando na defesa de seus interesses, ora perto, ora distante dos paises ricos, tern tambem em suas bases a bifurcacao de seus interesses. Em prol da primacia do mercado interno labutam as indiistrias de consumo: o restante adere ao "export-drive" corn o adocante de CIS 35 bilhOes de subvencOes. Uma pronta decisào, pro ou contra uma das orientaciies, é imprOvavel. A oscilacao continuara se o Governo tiver em mente sobreviver nesta supercrise que pesa sobre a nossa economia. (GB) ❑ uecer a prevenceio contra incènciios 0 construtor calcula no projeto o "movimento" do material, garantindo a obra em relacäo ao seu peso, as variacOes da temperatura. A aplicacao desse calculo garante a solidez da obra. Isto tudo é previsto e executado. Mas teria sido prevista a instalacäo de prevencao contra inandios? E se o fogo lavrasse, embora em construcao sOlida, e destruisse tudo quanto a tecnica e a precaucäo ergueram? Por isto, podemos afirmar. "esquecer a prevencäo contra inc6ndios como esquecer o calculo do movimento." A Engenharia de Inandios da RESMAT garante a protecão permanente contra fogo, COMO eSqUeCer com a instalacao do equipamento adequado para cada caso: Sprinklers, CO2, Gas Halon, é P rtas Corta-Fogo, Alarmes automatic° e manual, o`tctikub do movimentol: Consulte a RESMAT - uma empresa que ha 3Q anos vem protegendo vidas e patrimonios contra a acào destruidora do incéndio. 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No seu primeiro ano foram produzidas 91 mil unidades que foram reduzidas para 36 mil em 1971, ano em que a Volkswagen lancou o modelo 1 500, conhecido como "Fuscao". E os seus melhores momentos vac) justamente coincidir corn o desaparecimento do "Fuscao" em 1 975, quando a producao da o seu maior salto: de 116 mil para 170 mil unidades fabricadas. Em 1976 foram fabricados 209 mil veiculos, incluindo-se 18 mil exportados, que representam urn acrescimo de 12 por cento em relacao a producao de 1975. Preto e economia Segundo a Volkswagen do Brasil, o modelo 1 300 tern obtido sucesso no mercado brasileiro em virtude de suas principals caracteristicas que o diferencia dos demais veiculos: a economia de combustive! e o preco de aquisicao. A fdbrica considera o 1 300 mais econOmico do que o 1 200 apesar dos 46 HPs de potEncia, 10 a mais do que o antigo modelo. Os testes, realizados pela prOpria Volkswagen, indicaram uma media de consumo de combustive! de 13,4 quilOmetros por tro de gasolina. Ao lado desse fator o 1 300 é o carro mais barato do mercado. se comparado com outras marcas. Ele custa 8 mil cruzeiros a menos do que seu concorrente mais proximo embora a diferenca seja menor se for comparada corn outro veiculo da prOpria Volkswagen. Alem das modificacOes no motor, o carro recebeu outras alteracOes: aumento da area do vidro traseiro, comutador de luz alta e baixa acoplado a direcao, novo acelerador de efeito progressivo, boa() de pressao na fechadura da tampa do motor, dispositivo de seguranca contra a abertura imprevista das portas, novas palhetas de limpador do pâra-brisa, novo distribuidor e redimensionamento do carburador. As Ultimas inovaciies, introduzidas na linha 77. acrescentaram coluna de direcao deslocdvel e freio de duplo circuito. "Besouro" fica Se a maior parte dessas modificacOes foram sendo introduzidas de acordo corn o desenvolvimento da indUstria automobilistica, o "design" semelhante a urn besouro permanece como o Onico elemento imutd36 — BANAS — De 07 a 20 de marco de 1977 vel do Sedan Volkswagen. 0 carro foi desenhado em 1934 por Ferdinand Porshe e conservou sua linha. No Brasil, o "besouro" comecou a se popularizar em 1953 quando a Volkswagen passou a montar o carro em Sao Paulo corn pecas alemas. A producao brasileira so iria aparecer em 1959 quando a empresa se instalou em Sao Bernardo do Campo. Ate 1957 foram montados no Brasil 2 268 carros e ate 1966 foram produzidos 326 666 carros desse modelo corn motor Somados todos os modelos que le1200. vam o desenho do "besouro" serao mais de 2 milhOes de veiculos. ❑ PRODUCAO DO VW SEDAN NO BRASIL 1959 1976 VW-1 200 VW-1 300 FBU (*) 1959/66 1967 1968 1969 1970 1971 1972 1973 1974 1975 1976 TOTAL CKD (*) VW-1 500 FBU VW-1 600 CKD FBU CKD - _ - 2 843 16 843 14 761 34 447 60 540 600 326 666 — 326 666 91 821 123 069 126 319 97 969 36 061 81 152 95 333 116 132 170 584 191 316 1129 756 552 6 264 I I 112 9 060 16 092 18 276 61 356 36 625 133 619 149 467 122 054 7 104 103 222 5 940 23 393 —4 668 568 380 17 712 326 666 91 821 123 069 126 319 134 594 170 232 236 883 228 499 238 361 2329.12 229 561 2 138 917 (*) FBU = Veiculo completo CKD = Desmontado para exportacio nas OBS.:— De 1953 a 1957 foram montados 2 268 VW 1 200. antigas instalacOes da Volkswagen do Brasil. na Rua do Manifesto. em Sao Paulo Prep() barato e economia de combustivel, o segredo do 1 300 para liderar o mercado Construcâo Naval, Inthistria Aeroneutica, Papel e Celulose, Textil, Material de Construcao, Borracha de Madeira. O segundo volume apresenta, detalhadamente, os perfis de 15 mil empresas brasileiras, linhas de produtos, mercados em que atuam, volume de producdo, vendas, pianos de expansao, endereco, CGC, Inscricão Estadual, nUrnero de operários, capital, reservas, escritOrios e filiais. Compre já o seu Brasil Industrial 76/77. E obtenha todas as respostas que voce precisa para vencer todos os desafios que Vern por ai. Saiu o anuArio Brasil Industrial 76/77, da Editora Banas, em sua 26. a edicao. Sao dois volumes, corn tudo o que voce precisa saber sobre o atual movimento industrial brasileiro e tendencias para o futuro. 0 primeiro volume, redatorial, faz uma profunda anàlise de nossos mais importantes setores: Conselho de Desenvolvimento Industrial, Comercio Exterior, Mineracao, Energia, TelecomunicacOes, Transportes, Siderurgia e Fundicâo, IndOstrias Quimica e Petroquimica, IndOstria de PlAsticos, Màquinas, InclUstria Automobilistica, 0 que está acontecendo com a indostria brasileira hoje,depois do agravamento da crise do petroleo? 0 que acontecerd nos prOximos 3 anos? Respostas no Brasil Industrial 76/77 e IMAGEM DO BRASIL E DA AMERICA LATINA Uma visdo ampla sobre a nossa infra-estrutura e o desenvolvimento econOrnico do Brasil e da America Latina. 6. a edigdo. 252 paginas. Cr$ 250,00. A Editora Banas - Cx. Postal 5516 e 3245 Sao Paulo (01000) Gostaria de receber: ❑ Brasil Industrial 76/77 ao preco de Cr$ 750,00. Empresa Nome Cargo ❑ Brasil Industrial 76/77 e Imagem do End Cidade Brasil e America Latina ao preco de Cr$ 900,00. Assinatura Cx. Postal CEP Estado EMPRESAS E EMPRESARIOS Executivo, urn modelo novo para uso urbano Para atender ao programa de substituigao do automOvel pelo transporte coletivo, a Mercedes-Benz esta adaptando o bus 0-362 para utilizacao urbana como "Onibus executivo". Equipado corn radio, vidros fumes e cortinas, o "Executivo" terd capacidade de transportar 39 passageiros e ja esta operando em Sao Paulo. Os Onibus estao sendo utilizados em linhas especiais operadas pela CMTC que vai ampliar os servicos de transporte corn esse veiculo. Para atender 'a demanda desse Onibus, que devera ser utilizado tambirn em outras capitals, a Mercedes-Benz esta concluindo sua nova fabrica em Campinas que produzira, inicialmente, 6 mil unidades por ano. Mercado cresce A Mercedes tern uma participacao no mercado brasileiro de Onibus de quase dominio absoluto. Em 1976 foram produzidos 10 327 Onibus, dos quais 9 688 foram produzidos pela Mercedes-Benz que esta atuando no mercado ha 16 anos. Outros 7 647 Onibus foram encarrocados por outras empresas em chassis produzidos pela Mercedes em 1976. As vendas de chassis e plataformas para Onibus, a serem encarrocados por outras empresas, apresentaram uma evolucao no mercado interno de 2 143 unidades em 1970 para 6 833 em 1976, correspondendo a urn crescimento de 219 por cento. Nesse period() os Onibus completos, de producao da prOpria Mercedes, cresceram 121 por cento. Esses ntimeros indicam a vitalidade do mercado de Onibus a partir de 1970 e mais especialmente nos dois tiltimos anos quando se agravou a chamada "crise do petrOleo". A Mercedes-Benz, que enfrentava urn periodo de retracao do mercado, da ordem de 43 por cento, entre 1968 e 1970, registra agora uma expansäo de 182 por cento de 1970 a 1976. Quando a nova fabrica de Campinas comecar a produzir.. a empresa registrars urn volume ainda mais expressivo. Uma grande parcela desse mercado sera o de Onibus, uma vez que o mercado de caminhOes podera, a longo prazo, retrair-se se o Governo adotar meios alternativos para o transporte de cargas. 0 Onibus, no entanto, ainda tern urn vasto mercado Como meio de transporte substituto para o grande 'linet.° de autornOveis, principalmente no uso urbano. 0 Onibus executivo que comeca a trafegar ern Sao Paulo ja esta em uso no Rio ha urn ano, corn os chamados "frescoes", e esse mesmo tipo de veiculo podera vir a ser incorporado ao uso interurbano, principalmente depois da entrada em vigor das "simonetas". ❑ 38 — BANAS — De 07 a 20 de marco de 1977 Monobloco,adaptado para uso urbano,comeca a ser operado em Sao Paulo pela CMTC INDUSTRIAS E INVESTIMENTOS ■■■ Novo negOcio da Ford: comunicacOes por satelite Corn 12 mil canais de voz e pesando duas toneladas, a Ford Aerospace & Communications — empresa do grupo Ford — esta construindo o satelite "Intelsat V" que sera lancado ao espaco em 1979. A Ford Aerospace and Communications era conhecida como Aeronutronic Ford e, anteriormente, como Philco Ford. A empresa trabalha corn sistemas de comunicacào, inclusive via satelite, empregando 25 mil pessoas nas suas divisOes do Canada, Brasil, Argentina e nos Estados Unidos. Segundo Henry Hockheimer, presidente da Ford Aerospace, o projeto "Intelsat V" é urn dos mais importantes ja realizados pela empresa. 0 satelite permitira comunicacOes telefOnicas e de televisào entre 95 paists e segue novas tecnicas de montagem em três mOdulos que abrigam as antenas, centro de comunicaciies e subsistema de operacOes. So satelite A Ford Aerospace opera unicamente corn sistemas de comunicacào por satelite. Nos Estados Unidos, a empresa esta instalada em Palo Alto, onde produz seus satelites que ja chegam a 37, 26 dos quais para o sistema de defesa interna. No programa espacial americano, a Ford Aerospace ja construiu o Jet Propulsion Laboratory da NASA, localizado em Pasadena (California) e a Rede de ComunicacOes para o Espaco Longinquo em Goldstone. Atraves dessa rede säo controladas todas as experiEncias espaciais, inclusive a mais distante delas que foi o projeto Viking que desceu urn laboratOrio em Marte, no ano passado. Em Houston, no Texas, a Ford Aerospace construiu o Mission Control Center que controlou os volios espaciais tripulados dos Estados Unidos, desde o "Projeto Gemini" ate o "Skylab". Agora esse centro esta sendo adaptado para o proximo programa espacial, o "Space Shuttle", que enviara ao espaco uma nave, tripulada, corn grande capacidade de carga e depois retornara atraves de urn aviao comum. sao de imagens e faz servicos de engenharia e treinamento em todo o mundo. Atualmente, esta produzindo estacOes corn antenas receptoras que seräo utilizadas pelo Exercito americano em uma rede internacional de comunicacOes por satelite. Outros terminais, de use comercial, estao instalados na Coreia, Paquistao Oriental, Bangladesh e Canada, sendo que a rede domestica mais recente foi instalada pela Ford Aerospace na Indonesia. ❑ Exportacào a tAtica para aumentar lucro A exportacao continua sendo a principal alternativa de mercado para alguns setores que, desde a retomada de crescimento da inflacao, estavam enfrentando dificuldades financeiras e queda de lucratividade. A Mangels Industrial foi urn dos casos tipicos de empresa que conseguiu superar essa fase voltando-se para o mercado externo. Em 1975, a Mangels fechou o ano corn prejuizo e, no ano que passou, obteve urn lucro liquido de 20 milhOes de cruzeiros. A estrategia, adotada para a recuperacao da empresa, foi o interesse pelo mercado extern() que teve uma evolucao surpreen- dente. As exportacOes saltaram de 1,8 !Wde &dares em 1975 para US$ 4,5 milhOes em 1976. O diretor financeiro da Mangels, Ernesto D'Orsi, afirma que a empresa podera expandir suas exportaciies em mais 50 por cento e o lucro devera tambem igualar-se a rentabilidade anterior a 75. Ao lado dessa politica mais agressiva de exportacdo, a Mangels efetuou tambem algumas reestruturacOes internas tais como reducao de estoque e de custo operacional — o que tambem contribuiu para o aumento da lucratividade. illa() Vidro isolante produzido no Brasil Urn born exemplo de substituicdo das importacOes foi dado pelo Departamento de Bens Patrimoniais do Banco do Brasil que resolveu comprar vidro isolante nacional para as obras do Centro Administrativo de Porto Alegre. 0 predio esta sendo construido nas imediaciies do Aeroporto de Porto Alegre e o projeto arquitetOnico previa a utilizacäo de 1 200 metros quadrados de vidro isolante — urn produto costumeiramente importado. 0 Banco do Brasil, no pntanto, descobriu que ja havia nacional", produzido pela Providro e comercializado com a denominacao de Protesom. Agora dificilmente se conseguira uma guia de importacao para vidro isolante, utilizado em revestimento externo. El Meteorologia Ainda para a NASA foram construidos satelites meteorolOgicos que enviam fotos de grandes altitudes a cada 30 minutos, permitindo a observacao das condicaes do tempo. Uma estacäo rastreadora desse sistema funciona em Cachoeira Paulista, no interior de Sao Paulo. A subsidiaria da Ford Corporation constrOi satelites meteorolOgicos e de comunicaciies, terminais e antenas terrestres de comunicacOes via satelite equipamentos e instrumentacao de sistemas de comunicacào para veiculos no espaco, comando e controle de transmis- Xerox vai exportar US$ 1 milhao em 1977 0 programa de exportacOes da Xerox do Brasil devera chegar a 1 milhào de &tares ate o fim do ano. A Xerox brasileira passou a fabricar pecas e equipamentos de fotocOpias que antes eram integralmente importados. 0 programa de exportacOes coincidiu com a implantacio da fabrica brasileira que acaba de enviar ao Mexico 1,5 tonelada de pecas, transportadas pela Varig. BANAS — De 07 a 20 de marco de 1977 — 39 INDUSTRIAS E INVESTIMENTOS Vendas da Honeywell subiram a FF$ 3,4 bi RefinacOes de Milho tem novo presidente Tomou posse no dia 1 9 de marco o novo presidente da Refinaciies de Milho Brasil Ltda., Andre Miguel Osser, que foi nomeado pela direcao da CPC Internacional. da qual a RefinacOes é uma das afiliadas. Osser substituiu a Julian Burton Timberlake que retornou aos EUA onde exercera agora a vice-presidencia das unidades allliadas a Divisao Industrial da CPC daquele pais. ❑ Vasp transportou mais passageiros em 1976 A Vasp fechou o ano de 1976 tendo transportado 2,4 milhOes de passageiros, contra 2,0 milhOes transportados no ano anterior. Houve acrescimo tambern no total de quilOrnetros voados durante o ano, que somaram 41,0 milhOes, o que equivale a mais de 50 viagens de ida e volta a Lua, contra 35,2 milhOes de km voados em 1975. Dessa forma, os 23 Boeings 737 da empresa percorreram uma distancia 16,3 por cento superior a percorrida no ano anterior; tota de horas voadas, todavia, nao cresceu da mesma maneira, passando de 62 696 para 67 696, crescendo 7,8 por cento apenas, corn o que foi possivel certa economia tanto de combustive! como de manutencao. A razao disso decorre do programa de padronizacio de equipamentos, que a Vasp vem executando ha quatro anos, e que permitiu a desativacio das aeronaves mais antigas, ficando a empresa apenas corn os Boeings 737 e com dois Samurais, que estäo sendo utilizados, todavia, apenas em vOos de fretamento. 0 melhor mes do ano, para a Vasp, foi julho, quando foram transportados 256 605 passageiros, contra 202 967 no mesmo riles do ano anterior. ❑ 40 — BANAS — De 07 a 20 de marco de 1977 O mercado de computador continua crescendo. Pelo menos é o que mostra o relatOrio de 1976 da Honeywell Bull — a fabricante francesa de computadores — que fechou o ano corn um faturamento de 3,4 biIhOes de francos e corn igual importfincia de pedidos ern carteira. A metade dos negOcios da Honeywell estilo localizados na Franca e realizados pela prOpria matriz que conta corn o apoio do governo francês para suas operacOes. A participacao estatal na empresa a consequência de sua baixa rentabilidade que, em 1976, ficou em 2,8 por cento de lucro liquido. Ate 1980, no entanto, o subsidio. governamental devera ser retirado, quando se espera que a lucratividade aumente a ponto de interessar os investimentos privados. 0 volume de negOcios que a Honeywell ja atingiu assegura a empresa a lideranga das fabricantes europeias de cornputadodores. ❑ Primeiro compensador estdtico no Brasil Urn grupo anglo-brasileiro constituido pela Power Transmission Division da GEC Switchgear Limited, de Stafford, Inglaterra, e pela Spig S.A. Engenharia e Indirstria, de Sao Paulo, recebeu uma encomenda no valor de USS 800 mil da Companhia Acos Especiais Itabira (Acesita) para urn sistema de compensacao estatica. A funcao desse sistema sera a de reduzir as severas flutuagOes de tensao na rede de distribuicao de 13,8 kV, provenientes de variacOes de carga durante o processo de laminacao de ago. Se estas flutuaciies de tens d- o nao forem corrigidas, elas afetarao adversamente a operacao de outros equipamentos elêtricos. 0 compensador servirà tambem para corrigir o fator de potencia do sistema e para absorver as correntes harmonicas geradas pelos conversores que alimentam os motores do trem laminador. A Power Transmission Division da GEC fornecera urn reator auto-saturado corn capacidade de 53 M V Ar a ser ligado ao sistema de 13,8 kV construido em Stafford, e a Spig fornecera o equipamento de procedencia nacional, incluindo urn grande banco de capacitores. ci BEC tern agência em Sao Paulo 0 Banco do Estado do Ceara acaba de inaugurar sua primeira agencia em Paulo. A inauguraciio representa novo apoio ao intercambio comercial entre os dois Estados, pois segundo o presidente do banco, Darcy Furtado Rocha, "ela sera uma especie de consulado do Ceara, prestando todas informagOes que desejarem a respeito de incentivos fiscais, novos projetos, instalacOes de empresa, etc." 0 Banco do Estado do Ceara aumentou sua rede de agincias nos iiltimos 12 meses, passando de 11 para 33 localidades atendidas. A abertura da agência de Sao Paulo vem completar um trabalho que pretende ser estendido as maiores capitais do Pais. 0 De Sao Paulo ao Rio em Onibus executivo Desde o dia 12 de marco, estao circulando no eixo Rio-Sao Paulo-Rio os Onibus tipo Executivo da Unica Auto Onibus, corn lotacao maxima de 32 passageiros, ar condicionado, toillete quimica, bar corn bebidas, comissaria de bordo e poltronas reclinaveis tipo semileito. Esses Onibus contam com carrocerias rodoviarias executivas modelo "Corcovado", produzidas pelo Grupo Caio. INDUSTRIAS E INVESTIMENTOS Ancorsfalt, o novo produto da Urucum A urucum — Comêrcio e Indastria Ltda., de Sao Paulo, experimentou uma grande expansao em suas vendas neste inicio de ano, gracas a crescente solicitacao de urn novo produto, o Ancorsfalt, hoje o principal item na linha da empresa. Destinado a preservacao de pavimentos asfalticos, o Ancorsfalt obteve em janeiro de 1977 urn volume de vendas que representa 41 por cento de todos os contratos assinados no ano passado. Foram contratadas, somente naquele mis, encomendas para a protecao de superficies que somam cerca de 50 mil m2 contra os 122 mil m2 contratados em todo o ano de 1976. Para os diretores da Urucum, a expansao da demanda do Ancorsfalt tern sido acelerada em funcao das medidas de racionaliiacao do consumo de derivados de petrOleo, ja que o processo eleva em cinco a oito vezes a vida atil do asfalto. ❑ Cancro citrico na mira dos produtores A firmacao de urn convenio corn o Ministerio da Agricultura para a erradicacao definitiva do cancro citrico em SA() Paulo e a principal mcta que a Associacao Paulista dos Citricultores pretende alcancar ainda este ano. Ja corn seus estatutos devidamente publicados, a entidade, que teve sua Bede transferida para Bebedouro (SP), encontra-se agora, segundo seu presidente, Carlos Eduardo Prudente Correa, em condicOes de atuar de forma mais efetiva para cumprir os objetivos pelos quais foi criada. A APC existe ha pouco mais de dois anon e teve importante atuacao em defesa da ci tricultura por ocasiao da forte crise que afetou o setor em 1974. Vinha encontrando dificuldades, entretanto, para tornar efetiva sua atuacao, em virtude de limitacOes financeiras. Este problema, entretanto, encontra-se praticamente solucionado, uma vez que a APC passara a receber dos produtores de laranjas uma contribuicao de 20 centavos por caixa do produto entregue as inditstrias de suco. Os recursos gerados por esta arrecada cao, segundo Correa. sera() destinados em sua maior parte para atender ao convenio que devera ser assinado corn o Ministerio da Agricultura, atraves da Campanha Nacional de Erradicacäo do Cancro Citrico. O presidente da APC diz que a associacao tem ainda outras importances metas. Uma delas e estabelecer corn a Secretaria da Agricultura de Sao Paulo urn convenio para dinamizar as pesquisas no campo da citricultura, corn infase nos estudos voltados para ao aumento da produtividade. ❑ Valep adquire caminhOes diesel Corn a compra de 13 caminhaes fora-de-estrada de 120 toneladas. a Valep — Mineracao Vale do Paranaiba, empresa do grupo CVRD, completou a compra dos equipamentos necessarios a movimentacao de material no Projeto Fosfato, em Tapirs (MG). A compra foi feita da Wabco Brasil Equipamentos Ltda., apOs a realizacdo de concorrencia internacional. Para produzir os caminhOes Diesel Eletricos, a Wabco Brasil iniciou a ampliacao de sua fabrica e do patio de manobras totalizando aproximadamente 2 mil metros quadrados, que juntarnente corn a aquisicao de maquinaria exigira investimento total da ordem de Cr'S 145 milhOes. Na Villares, a maior prensa do hemisfêrio Goodyear: correias corn cabos de ago Em Ontario. Canada, esta correia transportadora corn cabos de ago, fabricada pela Goodyear naquele pais, movimenta ate 900 toneladas de pedra calcaria por hora. A Goodyear do Brasil e a unica fabricante desse tipo de correia na America Latina. A Villares Indastrias de Base S.A., a siderUrgica que o Grupo Villares esta instalando em Pindamonhangaba (SP), acaba de adquirir uma prensa hidraulica de forjamento de 7 500 toneladas, para operar corn matriz aberta, dotada de manipulador de ferramentas, mesa mOvel, mesa giratOria e dispositivo para troca de ferramentas; e urn manipulador de forjamento de 160 metros, de operacao sobre trilhos. Para o fornecimento desse equipamento, o major do Hemisierio Sul e um dos poucos existentes no mundo, foi formado urn consOrcio liderado pela Demag-Meer Hydraulik Anlagentechnik, da Alemanha, corn a Hitachi, do Japao, e a Demag Equipamentos Industriais; a empresa brasileira sera responsavel pelo fornecimento de 30 por cento do equipamento. O contrato firmado pela Villares corn o consOrcio, no valor de apoximadamente US$ 10,0 milhOes, preve a entrega de todo o equipamento em 18 meses e a montagem devera ser feita em seis meses. Este sera o principal equipamento da forjaria da Villares Indastrias de Base, cuja producao bruta de forjados de ago, prevista para 1981, e de 3 600 t/rnis. ❑ BANAS — De 07 a 20 de marco de 1977 — 41 INOUSTRiAS E INVESTIMENTOS Grupo Engesa contrata Racional Engenharia A General Electric, de Campinas, acaba de exportar oito locomotivas para a Bolivia GE brasileira exporta locomotivas Somente no més de dezembro, a General Electric do Brasil produziu 16 locomotivas, sendo oito destinadas a Fepasa e oito a exportacao, que foram adquiridas pela ENFE — Empresa Nacional de Ferrocarriles del Estado — Bolivia. 0 fornecimento das oito locomotivas, quanto a seu financiamento, foi feito atraves de concorrincia internacional, vencida pela empresa brasileira gracas a condicaes competitivas propostas pelo Banco do Brasil, aliadas ao desenvolvido grau de tecnologia oferecido pela GE. As oito locomotivas exportadas fazem parte de urn contrato global de fornecimento de 17 unidades para a ENFE, dentro do programa de recuperacao das ferrovias bolivianas. As maquinas que seguiram para aquele pais sao do tipo U20 — 2 150/2 000 HP de poténcia, 90 toneladas de peso, bitola de 1 metro. As unidades sao compostas de: equipamento para que urn so maquinista opere simultaneamente ate cinco locomotivas; freio dinarnico que permite poupar os freios convencionais (sapatas) em declives; e controle de seguranca "homem morto" que em caso de mal stibito do maquinista permite que a locomotiva pare automaticamente. A GE do Brasil iniciou a fabricacao de locomotivas em 1965, corn uma primeira encomenda de quatro unidades pela Cosipa. Hoje, o nirmero total de locomotivas fabricadas sobe a 400, sendo que 220 delas foram entregues nos irltimos dois anos. Dentre as locomotivas de fabricacao nacional, destacam-se: 170 unidades dieseleletricas, 2300 HP, 180 toneladas, para a Rede Ferroviiria Federal; 30 unidades eletricas , 5130 HP, 144 toneladas, para a antiga Cia. Paulista, hoje parte da Fepasa; 142 unidades elitricas 2 000 HP, 108 toneladas, para a RFFSA e Fepasa. Corn capacidade atual de 150 locomotivas/ano, a GE pode suprir as necessidades do mercado interno e conquistar importantes mercados para exportacao. 1=1 42 — BANAS — De 07 a 20 de marg.() de 1977 A Racional Engenharia S.A. foi contratada para coordenactio, construcao e gerenciamento total dos projetos de expansio das principais unidades fabris do Grupo Engesa, localizadas em Salvador (BA) e Sao Jose dos Campos (SP). A Engex — Equipamentos Especializados S.A., situada em Salvador, sera ampliada em 12 mil m2, e os investimentos atingirao a soma de CrS 41,0 milhOes, corn prazo de entrega para agosto de 1977. A Engesa — Engenheiros Especializados, localizada em Sao Jose dos Campos, produtora de veiculos especiais blindados e tratores florestais, terá uma ampliacao de aproximadamente 18 mil m2, alcancando o investimento o valor de CrS 44,0 milhOes. Este projeto deveri ser concluido ate dezembro proximo. ❑ Fiat ja obtem 8,3% do mercado Grupo Monsanto investe no Brasil Urn centro de pesquisas para desenvolvimento de novos produtos, destinados a aumentar o rendimento da agricultura em paises tropicais, deverá ser montado no Brasil pelo Grupo Monsanto. 0 projeto, ainda em fase de elaboraciio, foi apresentado ao presidente Geisel e aos ministro Allisson Paulinelli, da Agricultura, e Joao Paulo dos Reis Velloso, do Planejamento. "A receptividade do Governo brasileiro ao projeto foi excelente", afirmou o presidente da junta diretora da Monsanto Company, J.W. Hanley (foto), que veio ao Brasil especialmente para apresentar a ideia ao presidente da Republica e aos ministros. Os produtos que vierem a ser descobertos no centro brasileiro de pesquisas, segundo Hanley, sera() fabricados no Brasil e exportados para paises de solo e clima semelhantes. 0 Fiat 147 acaba de atingir sua primeira marca de participacao no mercado, responsabilizando-se no més de janeiro por 8,3 por cento das vendas da indirstria automobilistica brasileira, considerando-se automOveis e camionetas de use misto. Desde o inicio da producao, em fins do ano passado, ate o Ultimo dia 10 de fevereiro, foram colocados em circulacio cerca de 10 mil Fiat 147, sendo que, em janeiro, o namero total de carros vendidos pela fibrica de Betim (MG) foi de 4 162, para um total de 50 208 veiculos comercializados pela indirstria aacional. Na fatia de mercado a que se propOs (que inclui o sedan Volkswagen em suas trés versOes, o Brasilia corn um e dois carburadores e os trés modelos do Chevette), o Fiat 147 conseguiu, em janeiro, a marca de 15,9 por cento num total de 26 107 veiculos. Apesar do decrescimo verificado nas vendas globais neste ano (50 208 unidades vendidas em janeiro, contra 55 836 unidades no mesmo més do ano passado), a faixa onde se situa o Fiat 147 sofreu urn sensivel aumento percentual sobre o total do mercado. As restricEies ao consumo de combustivel serviram para amplia-la, passafido de urn indice de participacao de 50,9 por cento em janeiro de 1976, para 52,1 por cento em janeiro ueste ano. A empresa conta corn 80 concessionarios autorizados. Segundo seus diretores, a producao deveri seguir as metas estabelecidas, atingindo, no final deste ano, cerca de 100 mil unidades produzidas. A fabricacao diiria, hoje, é de 280 veiculos, devendo aumentar progressivamente ate o rim do ano. 0 INDUSTRIAS E INVESTIMENTOS Cummins Engine Co. corn novos presidentes Em Blumenau, o XXI Congresso de Cerfimica James A. Herderson, Henry B. Schacht e J. Irwin Miller foram empossados, respectivamente, como presidente, presidente do conselho e presidente do conselho do comite executivo e financeiro da Cummins Engine Co., cuja subsidiaria no Brasil e a Cummins Motores S.A. James A. Herderson e MBA pela Universidade de Harvard, Business Scholl e AB em negOcios pUblicos e internacionais pela Universidade de Princeton. Henry B. Schacht dirigiu as operacries da Cummins no Reino Unido, Europa Ocidental, Africa e Oriente Medico. Por tris anos foi vice-presidente do Grupo Internacional e das subsidiaries. Em 1974, foi destaque na lista de "Jovens Lideres Americanos", da revista Time. J. Irwin Miller ocupou o cargo de presidente do conselho durante 26 anos. Juntamente'com membros de sua familia controla, aproximadamente, 38 por cento das awes da empresa. James A. Henderson e Henry B. Schacht, como diretores executivos da Cummins, levaram a empresa, em 1976, a seu mais bem-sucedido ano de atividades. 1:1 0 XXI Congresso Brasileiro de Ceramica, a ser realizado em Blumenau, de 27 de marco a 1 9 de abril, devera se destacar, principalmente, pela atualidade e pela variedade dos temas que sera() debatidos. No programa de conferincia e debates incluem-se, entre outros, assuntos ligados a "ceramica e energia nuclear", "desenho industrial", "substituicao de importacties de equipamentos" e "controle de poluicao na indirstria ceramica". Alem desses temas de natureza tecnolOgica, esta despertando grande interesse o estudo de aspectos econOmicos do setor, como a "exportacao de produtos ceramicos"„a "exploracao mineral na Grande Sao Paulo e o use do solo" ou "oportunidades de investimentos em Santa Catarina". encontro, patrocinado pela Associacao Brasileira de Ceramica, contari corn a participacao de ticnicos brasileiros e do exterior que atuarao como conferencistas, como coordenadores ou como participantes dos grupos de debates. O congresso sera aberto no dia 27 a noite, no Teatro Carlos Gomes, pelo governador Konder Reis, por seu secretirio da In&stria e do Comercio, Sebastiao Campos Neto e pelo secretirio da Tecnologia, Augusto Baptista Pereira. Os dois secretarios do governo catarinense tambem deverio efetuar palestras durante o encontro. ❑ Morrison, o homem que fala pela Searle A Searle Farmaciutica do Brasil Ltda., que pertence a Searle International Co., uma divisào da G.D. Searle & Co., tem agora urn novo presidente. Trata-se de Webb Morrison, que ingressou na Searle International em 1972 e desde setembro de 1973 é o gerente geral da companhia no Canada. Entretanto, antes de se ligar a Searle, ele ocupou posicOes de destaque dentro da indUstria farmaciutica em varios paises. A G.D. Searle & Co. nada mais e que uma empresa fornecedora mundial de produtos de assistencia a sande em geral, tal como produtos farmaciuticos, instrumentos medicos e produtos Opticos, alem de produtos para laboratOrios e hospitals. ❑ Espanha premia indüstria brasileira Diversas empresas nacionais, por setor de producào especifico, foram premiadas pela Editorial Ofice, uma entidade espanhola ligada ao comercio de importacao daquele pais, corn o "Trofeu Internacional a Qualidade 1976". 0 trofiu simboliza urn reconhecimento a boa qualidade dos produtos fabricados pela indirstria brasileira. Entre as empresas premiadas, figura a Angelo Ciola & Filhos Ltda., fabricante de maquinas extrusoras para plasticos e prensas hidrairlicas, corn sede em Sao Paulo. A solenidade de entrega dos trofeus ocorreu no Hotel Nacional Rio, e contou com a presenca de virias autoridades e empresirios brasileiros e espanhOis. Na foto, Aldo Ciola recebendo o primio. ❑ Faturamento da Artex passa de CIS 1 bilhao No Brasil, presidente mundial da Stanley A Artex terminou o ano de 1976 com urn faturamento recorde que ultrapassou a expressiva cifra de Cry 1 bilhao, fato considerado fora do comum na indüstria til do Pais. Para comemorar o ixito, a empresa de Santa Catarina (o quarto maior exemplo de felpudos de algodao do mundo) mandou confeccionar urn distintivo especial e distribuiu aos seus revendedores, para que o usem diariamente durante todo este ano de 1977. ❑ Albert F. Clear, presidente mundial da Stanley, presidiu a implantacao oficial da segunda fabrica da subsidiaria da empresa no Brasil, a Ferramentas Stanley. Segundo ele, a entrada em operacão dessa unidade reveste-se de singular importancia para a indtistria brasileira, pois seus principais itens de producao referem-se as fitas para trenas e acionadores para portaes, que eram ate o momento importados. Segundo o presidente da subsidiaria brasileira, John A. Hargraves (na foto, a direita), tal como ocorre em relacao a outros itens, os sistemas de portas automaticas Stanley vim subindo consideravelmente no conceito do mercado brasileiro. Hoje, existem mais de 500 unidades de portas autornaticas, em pleno funcionamento, em hotels, aeroportos, hospitais, supermercados, restaurantes, bancos e centros comerciais, estando tambem presentes no recem-inaugurado aeroporto internacional do Galeao. BANAS — De 07 a 20 de marco de 1977 — 43 NO AR Brifânicos acabam corn a hipocrisia anti-ruido Ernesto Klotzel A maioria dos leitores conhece aguele dito popular, mais ou menos assim: "Tudo que a gente gosta desbragadamente no mundo e considerado ilegal ou imoral; no melhor dos casos...engorda". Os ecologistas e seu histirico sequito em todo o mundo tern sido lideres em nos demonstrar que nem a mais inofensiva das aspirinas, o mais refrescante dos talcos devem, a rigor, ser recomendados ou utilizados. E quem pensa que pode esquecer uma dor de cabeca ou urn corpo suado (com todas suas conseqiiencias de carater social), consumindo uma farta e aparentemente variada refeicao acompanhada de refrigerantes, sorvetes e doces, a porque so conhece as advertincias dos ecologistas e nao tern acompanhado os "estragaprazeres" da classe media. Muito pouca coisa do que consumimos corn a maior naturalidade deixa — dentro do rigor cientifico — de fazer certo mal a satide. E claro que a gente respeita a experiencia, o conhecimento, as pesquisas e, acima de tudo, a preocupacao dos homens . da cia quanto preservacao do que e chamado "qualidade de vida" e a perpetuacao da raga humana. O que se pergunta é se ilk) devemos forgosamente conviver com medicamentos e alimentos que, apesar de aliviarem males fisicos e mentais, satisfazerem apetites e paladares, tambem trazem consigo urn certo elemento de risco; quando sua ingestao e consumo sac) avaliados em termos de muitos anos de falta de ponderacao, de born senso ou mesmo irresponsabilidade dos eventuais pacientes. Claro que excluimos alimentos e remêdios realmente perigosos por seus ingredientes ou grau de contaminacao. Mas, o que é que isto tern a ver corn a aviacao? E que como quebra a cruzada ecolOgica se abateu sobre a aviacao comercial tendo principalmente no ruido na- Ruido: primeiro a seguranca das aeronaves, depois atendimento as queixas dos vizinhos '41 *4, 44 — BANAS — De 07 a 20 de marco de 1977 da cOmodo dos reatores de primeira e de segunda geracio seu alvo principal. Fazemos a ressalva quanto a "faixa etaria" dos motores a jato porque ninguem pode negar que os mais modernos jit se comportam muito mais "socialmente". Manobras perigosas Mobilizando a imprensa, exercendo pressac) sobre grupos comunitarios, aliciando politicos — sempre prontos para empunhar uma bandeira cujo significado nem sempre conhecem — os ecOlogos forcaram aeroportos. empresas aereas e principalmente suas tripulackies, a operackies que dao ate rima — silenciosas porim perigosas. Poucos sao os aeroportos do mundo que nä() exigiram mudancas de trajetOria apOs a decolagem e antes do pouso, limitackies de potencia, razOes de subida acompanhadas de curvas pronunciadas para nao ferir a sensibilidade dos pobres vizinhos das pistas. Gente que por sinal sabe fazer presdesfilar em protesto, dar entrevistas, porem nunca seria capaz de vender suas valorizadas propriedades. Nä° tiveram visa° suficiente em mudar para as vizinhangas do mesmo quando este ainda era terraplenado? Deixando de lado as proibicOes das operaciies noturnas dentro de determinado horario (e Congonhas tern a dubia honra de ser o mais rigoroso do mundo) que afetam diretamente a vida comercial e industrial de muitas comunidades, poucos conhecem os verdadeiros absurdos perpetrados em prol do silêncio pela regulamentacao vigente em muitos aeroportos. Surge agora uma rend() por parte do Sindicato dos Controladores de Vtio da GraBretanha que colocou a sensibilidade auditiva de vizinhos voluntarios dos aeroportos e o academicismo dos ecologistas em pratos limpos. Eles nao querem mais saber de decolagens corn potencia parcial, rathes de subida ou descida que nao sejam os Otimos para as manobras em questao, ziguezagues sobre o solo para nao sobrevoar zonas populadas, e a proibicao ou restricao do use do reversivel (acreditem ou nao, mas existe) apOs o pouso. Nlao se trata de confrontacao, vinganca ou reacao ao que poderia ser considerado uma ingerencia indevida de leigos num setor que afeta diretamente a seguranca de vkio; o que seria ate muito compreensivel. Os hqmens da torre britanicos nao querem mais compactuar corn uma regulamentacão que lhes foi imposta pela onda de ecologistas que, imbuidos das melhores intencOes, perderam de vista em muitos casos que no mundo moderno o simples ato de sobreviver ja é um sacrificio cheio de riscos; exagerando seu papel em muitos casos, chegando quase a "cacti as bruxas". Primeiro a seguranca de qua, depois o ideal em materia de reductio dos decibeis. Parabens pela coragem, gente. ❑ As empresas que escolhem Cii Honeywell Bull sao mais criativas. Pergunte a elas por clue. • ARTEB - Grupo Industrial Artur Eberhardt • Banco Brasileiro de Descontos S.A. • Companhia Acumuladores Prestolite • Companhia Riograndense de Adubos-CRA • Drew Produtos Quimicos Ltda. • EscritOrio Levy Corretora de Valores Mobiliarios Ltda. • FMU - Faculdades Metropolitanas Unidas • FRAM SBC - InclOstrias Mecanicas S.A. • Heublein IndOstria e Comèrcio Ltda. • IBOPE - Instituto Brasileiro de Opiniäo POblica e Estatistica • IMA S.A.-Prefeitura Municipal de Campinas • S.A. 0 Estado de S. Paulo Em suas respectivas atividades, todas estas empresas estäo na vanguarda dos inovadores. E, por coincidéncia, todas elas escolheram urn equipamento de informatica Cii Honeywell Bull. que elas encontraram na Cii Honeywell Bull uma verdadeira associada, sempre atenta as suas necessidades especificas, capaz de inventar por si s6 solugOes originais, oferecendo sistemas dotados da Ultima tecnologia, cuja alternativa de informatica transacional assegura urn contato direto entre o usuario e o computador. Esta avangada concepoäo de informatica, que abre e encoraja urn livre dialog° entre associados independentes, é aquela que nos da Cii Honeywell Bull chamamos de "informatica criativa". Näo é surpresa que empresas criativas a escolham. Cii Honeywell Bull Mude pars a informatics criativa Sao Paulo - Rio de Janeiro - Belo Horizonte - Curitiba - Porto Alegre - Brasilia - Recife 0 Fiat 147 é o mellior incent ivo para voce economizar combustive'. Voce jA sabe que este é urn carro comprovadamente econOmico: toda a imprensa qualificada e especializada do pals provou isso. Por que o Fiat 147 é assim tao econOmico? A resposta é: tecnologia avancada. Gracas a ela, o Fiat 147 nä° e um carro pesad5o. Se fosse, fatalmente seu motor consumiria mais gasolina. E esse motor foi projetado corn uma baixa cilindrada: 1.050 cm' . Quanto menor a cilindrada, menos combustive' precisa ser admitido. Comando de valvulas no cabecote, acionado por correia dentada, motor e cambio corn rotacao solicldria as rodas: tudo isso resulta em menos atritos e resistencias, evitando-se perda de potencia e combustivel. Olha a economia ai de novo. 0 sistema de resfriamento permite que o motor trabalhe sempre na temperatura ideal, proporcionando uma perfeita combustdo. Mais um ponto para a economia. Chega? Ainda nao. As linhas do Fiat 147, alem do aspect() estetico, foram estudadas em tune! de vento para permitir a melhor pellet racdo aerodinanica, corn a conseqUente reducZio do consumo. Quer mais economia? 0 Fiat 147 tern pneus radiais. Por isso, a resistencia ao rolamento do carro na pista é menor. Outro motivo para ele consumir menos combustivel. Agora diga a verdade: um carro económico assim voce esperava que fosse tambem bonito, versAtil, confortAvel, robusto, espacoso, resistente, rapido e seguro? Esperava? MI El Enfim, um carrcio pequeno. L1471