r•
N91 147 — De 07 a 20 de move de 1977 —Cr9 10,00
Revista Industrial e Financeira
Ele acredita no que planta,
porque sabe com o que collie.
Ter uma Colheitadeira Automotriz SLC e possuir uma maquina que colhe lucros e tamb6m
representa a conquista da tranqUilidade e seguranga na hora da colheita.
modelo de Colheitadeira Automotriz SLC (do
tamanho de sua lavoura) e seus opcionais, que
the proporcionarao tranquilidade hoje e a
certeza no amanha.
Pois corn a SLC estd, uma eficiente rede de
Concessiondrios, a disposigao do homem do
campo. Gente que, como voce, esti preocupada em assegurar a sua colheita.
Por tudo isso, os que ja confiaram a sua colheita a uma SLC acreditam no que plantam
porque sabem corn o que colhem.
Assisténcia T6cnica corn profissionais altamente especializados, treinados na fAbrica e
sempre presentes na hora da colheita, corn
pegas originais que asseguram a garantia e
qualidade SLC.
Voce que planta soja, trigo, arroz (mesmo em
terrenos alagados, para colher corn esteiras),
milho (para colher corn a nova Plataforma de
3 ou 4 linhas) ou outros gra,"os, encontrara urn
COLHEITADEIRAS ALMNOTRIZES
INIDOSTRIA BEM BRASILEIRA
SCHNEIDER, LOGEMANN
Companhia Limitada
INDUSTRIA DE MAQUINAS AGRICOLAS
Horizontina - RS
AQUI AS
NOVIDADES
NA MIA DE
VOCE FAZER A
DECLARACAO
DE RENDA.
I
Limite de isencäo
Quem ganhou em 1976
ate Cr$ 35.100,00
esta totalmente isento
de imposto.
2
MSO - Modelo
Simplificado
Opcional - cor verde
Pode ser preenchido
por quem teve ate Cr$ 200 mil
de rendimentos na Cedula C. Quem
recebeu mais de Cr$ 200 mil
ou quem teve rendimentos em outras
cedulas tambern pode usar o MSO,
desde que respeite o limite
do desconto padrao de 25% sobre
rendimentos exclusivamente da
Cedula G, ate o maxim° de Cr$ 50 mil.
3
Desconto padrao
E o desconto que
independe de
comprovacao, mas que
so pode ser aproveitado por quem
usa o MSO. 0 desconto passou
agora para 25% aplicados sobre
o rendimento bruto da Cedula C, ate
o limite maxim° de Cr$ 200 mil, deste
modo o desconto maxima sera
Cr$ 50 mil.
Este desconto substitui integralmente
as deducOes: livros tecnicos,
roupas especiais, contribuicbes
previdenciarias e sindicais e outros
gastos necessarios ao exercicio
da profissao; e alguns abatimentos a
saber: juros pagos, inclusive os
do Sistema Financeiro de Habitacao;
educacao; seguro de vida e
acidentes pessoais; e perdas
extraordinarias.
Alem dos 25% do desconto padrao,
voce ainda pode abater: despesas
com medicos, dentistas, hospitals;
dependentes; pensao alimenticia e
aluguel.
Aluguel
Agora voce pode abater
as despesas
efetivamente realizadas
ate o limite maxima de Cr$ 7.200,00
por ano.
Instrucâo
Ha um limite de
abatimento de Cr$ 8 mil
por pessoa que tenha
tido despesa comprovada com
instrucao. Este abatimento s6 pode
ser feito por quern usa o MCT Modelo Completo, de cor azul.
E atencao para este exemplo: vamos
supor uma familia em que o pai e uma
filha tiveram despesas corn estudos
em 1976, sendo que o pai gastou
Cr$ 10 mil e a filha Cr$ 6 mil. 0 gasto
total dos dois pode ser abatido
porque representa o limite maximo
de Cr$ 8 mil por pessoa.
Mas se cada urn deles tivesse gasto
Cr$ 9 mil, s6 se poderia abater
DS 8 mil para cada urn, num total,
portanto, de Cr$ 16 mil.
Juros
Voce pode abater os
juros efetivamente pagos
sobre emprestimos ate o
limite de Cr$ 9 mil, se sua Renda
Bruta for igual ou inferior a
Cr$ 150 mil ou ate 6% da Renda
Bruta, se esta for superior a
Cr$ 150 mil. Alern dos juros sobre
emprestimos, voce podera abater os
juros pagos ao Sistema Financeiro de
Habitacao,sem qualquer limite.
E ACIUI AS
NOV1DADES
NA HORA
DE VOCE
ENTREGAR.
7
Caderneta de Poupanca
Podem ser descontados
do imposto de renda 6%
do saldo médio ate
Cr$ 67.332.00. Do que exceder
os Cr$ 67.332,00 podem ser
descontados 2%.
Os juros ou dividendos das
cadernetas de poupanca que
excederam a CI 4.400,00
devem ser declarados como
rendimento, enquanto que a correcào
monetaria esta totalmente isenta.
Awes
18% do total empregado
na subscricao de novas
awes de Sociedades
AnOnimas de capital aberto,ou na
integralizacao mediante conversao
de debentures,podem
ser descontados do imposto a pagar,
desde que estas awes fiquem em
custOdia por 2 anos; 9% do valor das
awes compradas em Bolsa tambern
podem ser descontados do imposto
de renda, desde que tambern fiquem
2 anos em custOdia. Estes descontos,
somados aos demais
descontos obtidos corn investimentos
incentivados, nao poderao exceder
os seguintes limites:
Atencâo para os prazos: quem
tern Imposto a Pagar ou a Restituir
precisa entregar sua declaracao
de renda ate o dia 4 de abril.
Quern e isento pode entregar ate
4 de maio.
800
800 agdncias para receber sua
declaracao de renda. Este ano
o Bradesco aumentou bastante
o nOmero de ag6ncias para ficar
ainda mais facil a entrega da
declaracao de renda. Sao 800
agèncias a sua inteira disposicao.
CLASSES DE RENDA SPUTA I LIMITE DA REDUCAO
EM (Cr$)
DO IMPOSTO DEVIDO
ate 100.000,00
De 100.001,00 a 134.300,00
De 134.301,00 a 183.900,00
De 183.901,00 a 241.500.00
De 241.501,00 a 331.200,00
De 331.201,00 a 529.300,00
mais de 529.300,00
60%
55%
50%
45%
40%
35%
30%
------?•1•L
1
Dependente
Pode-se abater Cr$ 8 mil
por dependente.
Pensâo
Os rendimentos
recebidos pela (o)
viuva (o) e outros
dependentes,a titulo de pensào,•
meio-soldo e semelhantes,sao
isentos de tributacao nos 12 meses
seguintes ao falecimento da pessoa.
Imposto retido na fonte
A correcao monetaria
do imposto retido na
fonte foi elevada para
35% e deve ser aplicada sobre
o valor declarado na linha 37 dos
formularios MSO e MCT.
II Para completo esclarecimento,
é importante ler nao apenas o
Manual de Orientacao como
o pr6prio formulario a ser
preenchido.
Preencha o seu formulario de
maneira correta.
Certifique-se de que ele representa
a melhor °pa) para a sua
declaracao.
Feito isso, e s6 vir ao Bradesco que
voce sera atendido rapidamente.
NA HORA DE ENTREGAR,
ESC FALAR COM A MOCA.
BRADESCO
garantia de bons servicos
CA RTAS
BANCOS
Prezado Editor: Na edicao de 7 a 20 de fevereiro proximo passado, encontrei em
sua revista urn interessante artigo sobre o
comportamento de nossa rede bancAria
privada no ano passado. A anMise objetiva do autor, Sr. Elpidio Marinho de Mattos, leva-nos a compreender melhor o papel desde importante setor da economia
brasileira no presente momento de crise.
Em nossa imprensa especializada poucos
sao os trabalhos que podemos ler, apreciar e dar credit° as informacOes dadas como esse publicado em sua revista. Aproveitando a oportunidade, gostaria de sugerir a V. S4 uma reportagem do mesmo nivel que analisasse o problema do credit° a
pequena e media empresas, atualmente
muito dificil.
Aroldo José da Costa
Santo Andre (SP)
TRES LAGOAS
Prezado Editor: Corn satisfacào lemos, no
nürnero 1 140 da Revista Banas — Industrial e Financeira, nas pAginas 27, 28 e 29,
detalhado artigo sob o titulo "Nem so de
reflorestamento vive a regiao de Tres Lagoas — MT" que faz referencias as mais
elogiosas ao nosso municipio, analisando
inclusive seu futuro e promissor desenvolvimento.
Näo sendo materia assinada e querendo
agradecer ao autor pelo destaque dado a
Tres Lagoas, fazemo-lo por intermedio de
Vossa Senhoria, ilustre editor, solicitando
seja transmitido ao colaborador o penhor
de nossa graticlao extensivo a essa conceituada publicacao. Na oportunidade, apresentamos a Vossa Senhoria cordiais cumprimentos.
Ramez Tebet
Prefeito municipal de
Tres Lagoas (MT)
BALANPOS
Prezado Editor: Lendo sua prestigiosa revista acima referida (edicao 1 143, de 10 a
23 de janeiro de 1977), notamos, em seu
artigo de capa ( A crise atravis destas
empresas), urn equivoco no tocante ao
exame do balanco da Dominium S.A.
Indastria e Comércio, no quadro "InclUstrias de Transformacao" (pAgina 17), em
especial ao seu Grupo Acionario, dado como formado por "Becak/Mitsubishi".
A bem da verdade, vimos, pela presente,
esclarecer a V.S8 que essa informacäo näo
verdadeira, eis que a Mitsubishi jamais
foi detentora do controle acionArio da Do-
minium. Esse controle, ao contririo, é
exercido desde 1973 pelo grupo Paterno/Becak, que detem mais de 51 por cento do capital votante da Dominium, o que
é comprovado pelo registro em seus livros
societArios.
Certos da seriedade dessa revista, e do
real interesse de V.S 8 , como editor, de
manter seus inUmeros leitores bem informados, pedimos a V.S8 que, no proximo
nUrnero de Banas-Revista Industrial e Financeira, seja feita a necessAria retificacào, corn a reposicdo da verdade dos fatos.
Dominium S.A. Industria e Comircio
Luiz Paterno Junior e Moise E. Becak
Sao Paulo — Capital
PROPAGANDA
Prezado Editor: Na edicao n9 I 144. página de "Propaganda", voce noticiou a contratacào de Fernando Almada pela Stallo
Propaganda, de Joinville. Olha, deve ser
algum homOnimo porque continuo — e
continuarei — firme e contente aqui, na
CBP (Companhia Brasileira de Publicidade), agencia da qual sou sOcio. Por favor,
avise o Cauby.
Fernando Almada
Sao Paulo — Capital
Onde se le Nossa Caixa,leia-se
NOSSA de milhares de Jost' s,Anas,
Jolies, Isaacs, Marias, Fritz,
Galas, Satikos, Elias, Raimundos,
Manudis,Beneditos,Giovanas,Pedr
...que fazem dela uma das quatro maiores instituicOes financeiras do Pais, operando so
no Estado de Sao Paulo.
Isso porque a Nossa Caixa tern mais de urn milhao de Cadernetas de Poupanca, financia centenas e centenas
de Casas PrOprias ern cada més, beneficia dezenas de milhares de pessoas corn o seu Cr6dito Pessoal,
leva incontaveis melhorias ao campo atraves de urn CrOdito Rural revolucionario, sem esquecer do nUrnero
cada vez maior de jovens que vao virar doutores, gracas as suas Bolsas de Estudos.
Por que tantos confiam tanto na Nossa Caixa?
E que todos os seus servicos vém corn dupla garantia: a do Governo Estadual e a do Federal.
Tudo isso faz da Nossa Caixa um banco diferente dos outros - urn Banco Social.
Caixa Economics
CAM do Estado
de Sao Paulo
2 — BANAS — De 07 a 20 de marco de 1977
Garantida por
Governos
Govern do Estado de Sao Paulo
DesenvolvImento pare Todos
No Nordeste
Nos somas
voce pode
urn exemplo
transformar o
disso.
seu dinheiro em
investimento
rentâvel.
Em 1967 iniciavamos
a implantacdo do nosso
parque industrial.
Corn muito trabalho,
corn uma consciente
politica de
investimentos, e corn
incentivos federais
e estaduais implantamos
a Plagon S.A. Plasticos
Goyana do Nordeste.
Hoje, apOs 10 anos,
já passamos por vdrias
ampliaceies para atender
a demanda cada vez
mais acentuada dos
nossos produtos.
E cada dia nosso
negOcio se torna mais
sOlido.
E mais rentdvel.
As condicOes do
Nordeste de hoje säo
ainda melhores. Voce
encontra mais estradas,
mais dgua, mais energia
elêtrica, mais portos,
mais distritos industrials,
mais incentivos.
Voce conta corn o
Finor - Fundo de
I nvestimento do
Nordeste.
Seu imposto de renda
é o seu dinheiro.
Transforme-o em urn
investimento rentavel.
Faca como nos.
Acredite no Nordeste.
Opte pelo Finor.
lagon sia
PliSTICOS GUYANA DO NORDESTE
Fàbrica:
Rodovia BR 101, Km 34,
Fone (0812) 21-0216, Cabo, PE.
EscritOrio:
Av. Eng? Antonio de Goes, 204
Fone (0812) 26-2583
Filial Centro Sul:
via Anhanguera, km -15
LIVROS
Mesmo sem municao,
continue atirando
"Estrategia Empresarial", por H. Igor
Ansoff, langamento da Editora Mc Graw
do Brasil Ltda., é mais uma obra de teoria
da administracao que procura esbogar
uma analise processual da tomada de decisaes estratêgicas dentro de uma empresa,
"no meio sOcio-econOmico dos Estados
Unidos", como afirma o autor no prefacio.
Acreditando, porem, na validade universal de algumas ideias e conceitos, Ansoff
diz que o livro ainda é onze anos apOs
sua primeira edigao em ingles, por serem
estas idêias e conceitos essenciais para
compreender a relacao entre a empresa e
o seu ambiente.
ESTRATEGIA EMPRESARIAL —
H. Igor Ansoff
Editora McGraw-Hill do Brasil —
Primeira edicAo — 230 paginas
0 autor, que entre outras fungi:5es trabalhou na Rand Corporation e foi vice-presidente da Locheed Eletronics, esteve recentemente no Brasil — para lancar o livro —
tendo conduzido urn seminirio para um
niimero limitado de presidentes, diretores
e gerentes de alto nivel, sobre administracao num clima de "turbulincia ambiental".
Nesta oportunidade, ele reapresentou alguns dos conceitos contidos em sua obra
que, partindo da estrutura das decisOes
empresariais e esbocando urn modelo de
tomada de decisOes estrategicas, entra numa linguagem mais complexa, apresentando o "conceito de sinergia" — definida como urn dos principais componentes da estrategia da empresa em termos de produtos e mercados, que diz respeito as caracteristicas desejadas do ajustamento entre
4 — BANAS — De 07 a 20 de marco de 1977
os seus novos produtos, freqUentemente descrita como "efeito
2 + 2 =5".
Mais interessantes do que o estabelecimento de uma estrategia — espirituosamente
definida pelo autor assim: "Estrategia é
quando voce esta sem munigao, mas continua atirando para que seu inimigo nao saiba" — sao as autocriticas feitas por Ansoff a sua obra no prefacio.
"Se escrevesse o livro hoje, eu o escreveria
de maneira bem diferente", admite o autor. As modificacOes seriam principalmente no sentido de incluir algumas novas dimensOes do problema estratêgico, para
atualiza-lo em fungao de fatos surgidos
apOs a primeira edicao.
Primeiramente, observa Ansoff, a experiencia demonstrou que seu livro continua
sendo mais uma descrigao titil de urn metodo de analise estratêgica do que urn auxilio a implantacao do metodo numa organizack. Isto porque quando se tentou implantar metodos, encontrou-se uma notavel resistencia ao planejamento, cujo
exemplo mais dramatic° ocorreu no Departamento de Defesa dirigido entk por
McNamara. Nao obstante, o autor acredita que esta resistencia se deve a falta de
familiaridade da estratêgia para a administrack de uma empresa.
Outra nova dimensao seria o maior dinamismo dos desafios estrategicos, que surgem corn muito mais intensidade e freqUencia que ha 20 anos atras. Em terceiro
lugar, o autor acredita que a crise do petrOleo emprestou uma nova filosofia a empresa, que anteriormente era expansionista, otimista e orientada para seu crescimento.
Finalmente, registra o autor o crescente
desencanto social corn a empresa, surgido
principalmente na Europa Ocidental. A
empresa estaria sendo cada vez mais chamada a reprimir seus excessos sociais e a
enquadrar-se dentro de uma regulamentack crescente, para a qual as administracOes ainda ilk se prepararam estrategicamente. (RM)
a empresa e
Crescimento da empresa
e recursos humanos
Escrito numa linguagem plenamente acessivel, para Crescimento
Empresarial", de Francisco Gomes de
Mattos, lancado pela Zahar Editores, procura discutir os varios aspectos da administragao interna, principalmente enfocando o elemento humano e a necessidade de
uma relacao menos vertical entre empregador e empregado dentro da perspectiva de
otimizack dos resultados da atividade administrativa.
Embora nao se possa dizer que o tema em
si seja original, ha alguns aspectos interessantes que o autor procura desenvolver,
discutindo-os de uma maneira mais ampla, embora muitas vezes demasiadamen-
te esquematica. E o caso do capitulo sobre a descentralizack como conseqiiencia do desenvolvimento, que importa na
aceitacao de urn novo estilo de administracao para o qual espera-se que o empresario esteja devidamente preparado, a firn de
que possa coiher os melhores resultados.
0 meio pelo qual esta descentralizack
ocorre é atraves do "racional exercicio da
delegacao de autoridade", que Mattos examina em detalhe, corn as respectivas implicaci5es politicas e psicolOgicas.
Outro aspecto ao qual o autor se dedica
longamente é quanto as reuniaes da empresa, conhecidas como este reis.
Para tanto, Mattos nao se limita a aconselhar urn planejamento prêvio, como ja se
faz, mas tambem esboca projetos completos de preparagao e execugao de reuniiies,
levando novamente em conta a necessida-
ADM INISTRACAO
PARA CRESCIMENTO
EMPRESARIAL
ADMINISTRACAO PARA
CRESCIMENTO EMPRESARIAL —
Francisco Gomes de Mattos —
Zahar Editores — Rio de Janeiro —
Segunda edicAo — 424 paginas
de de se envolver o maior ntimero possivel
de pessoas para que as decisiies adotadas
primeiramente nascam e depois sejam realmente executadas.
Inovack e criatividade é outro aspecto
importante da administracao, embora o
autor apenas passe uma rapida pincelada
sobre o tema, sem aprofunda-lo. De qualquer modo, apresenta os principais problemas que inibem a administracao a adotar
mais criatividade, o que ja pode ser considerado como urn grande avanco.
Finalmente, o autor entra pelo terreno da
Administrack de Recursos Humanos, cujo segredo consiste, na sua opinik, num
esforco de aprendizagem constante, que
deve ser empreendido inicialmente pelo
prOprio administrador, corn a participacao de toda empresa. (RM)
GRIJI30
CAC
;
Cia. Cacique de Cafe Soluvel
FabricaGao-Mportacao de cafe soltivel.
Cacique Exportadora e importadora S.A.
(Londrina - PR) Exportacão de café
vean
m
rdeu,faotuutrraojops,roediumtopso artgancatleasmegerat
(Sao Paulo - SP)
Distribuicdo do Café Pele (torrado e moido, e soltivel) e do Soliivel
Cacique no mercado intern°.
Cacique de Alimentos S■A.
Cacique de Embalagens S.A. Industria e Comercio
(Londrina - PR) Fabricacio de tecidos e sacos de fins trancados de polipropileno.
(Atibaia - SP) Industrializaciio
Cacique de Vegetais Industrializados S.A.:
Cia. Cacique de Armazens Gerais
Cacique Agropecuária e Industrial do Maranhao S.A.
fsrurrgeellauennte:. pelo processo
(Lonazreina - PeR)
nto em geral nas zonal agricola e portudria.
(Silo Luis - MA) Indastria madeireira e agropecuaria.
Agropastoril e Industrial Tucumä SAN
Cipari - Genetica Animal S.A.
M aracaju Veiculos S.A.
No Exterior
Cacique Instant Coffee Europe Ltd.
Suplicy Cacique Trading Cal
Brazil Coffee Corporation
madeireira e agropecuAria.
(Londrina - PR) Industrializacao,
importacao e comercializacâo de semen bovino de alta linhagem.
(Londrina - PR) Empresa distribuidora de veiculos.
(Londres)
(Nova York)
(Nova York)
0 Grupo Cacique possui escritorios e agentes localizados nos mais
importantes centros comerciais do mundo.
Alessie Co. B.V. (Amsterdam) - B.E. Ihnen Co. (Hamburgo) - E.A.
Johnson Co. (Sao Francisco) - Aziende Riunite Caffe (Mildo) Adolfo Braun Guevara Representaciones (Punta Arenas - Chile) -
CACIQUE
Continental Agencies Ltd. (Hong Kong) - Adolfo E. Ercole (Buenos Aires) Sovhispan S.A. (llhas Gulirias) - Tuqan Lebanese Trading Agency (Beirute).
a.
EscritOrio Central: Av. Paulista, 2073 - 24.° and. - CEP 01311 Postal 30753
- Tel.: 278-0111 - Telex: 021.183 - End. Telegr.: "Solcacique" - Sao Paulo - SP.
Vinculamos o cientisia
e o tecnico
diretamente ao campo e a using.
Ha poucos meses, reunidos durante uma semana no IV Seminario Copersucar, em Aguas
de LindOia-SP, varias dezenas de tecnicos, e tarnbem cientistas, ligados a todas as areas de
producao da agroindistria agucareira e alcooleira, debateram problemas e expuseram inovacOes,
oriundas das experiéncias e das pesquisas feitas pelos profissionais altamente capacitados que la
estiveram.
Este e um dos meios que, ha anos, estabelecemos para manter comunicacäo com nossos
cooperados, objetivando faze-los conhecedores dos resultados de todos os experimentos e
observacOes desenvolvidos por nossos tecnicos e cientistas, nas estacOes experimentais e nos
canaviais, nos laboratOrios e nas usinas.
De ha muito, e varias vezes por ano, proporcionamos tarnbern cursos ao pessoal t6cnico das
usinas cooperadas - oportunidades em que ficam sabedores de todas as Oltimas observacees ou
conclusOes hauridas nas EstacCes Experimentais que a Copersucar mantern em Assis,
Piracicaba,
Sertäozinho. no Estado de Sao Paulo, em Camami, na Bahia, e em Primeiro de Maio. no Parana.
Assim, todas as inovagoes tecnolOgicas na complexa area industrial do ackar e do alcool sac)
imediatamente comunicadas aqueies que, nas usinas cooperadas, detèm a responsabilidade por sua
constante modemizacao e maior produtividade.
Essa nossa preocupacào de permanente atualizacão tern nao apenas fundas raizes. como vem de
profundas conviccOes. Pois, tambem ha anos, temos, trabalhando conosco, algumas notabilidades
mundiais, do campo da genetica da cana-de-acOcar (Prof. Albert J. Mángelsdorf. da Hawaiian Sugar
Planter's Association); da fabricacao, automacao e controles aplicados a indUstria agucareira (Dr. John
H. Payne, lider do grupo de consuttoria da American Factor Hawaii); e da tecnologia em moagem de
cana (Engenheiro Deon Hulett, da Africa do Sul) - todos eles tecnicos de renome supremo em suas
especialidades.
Recentemente, corn a dupla intengao de agilizar ainda mais as comunicacOes tecnico-cientificas
com a comunidade da nossa agroindistria, e ao mesmo tempo documents-las e pa-las ao facil acesso
dos interessados, iniciamos a publicagao do Boletim Tecnico Copersucar - cuja aceitacao entre os
interessados ja nos esta mostrando a validade de mais esse instrumento de aperfeicoamento profissional.
Foi, sem dOvida, reconhecendo a modemidade do trabalho que nossa agroindOstria agucareira e
alcooleira ja realiza em todos os estagios da producao, que a ISSCT - Intemational Society of Sugar
Cane Technologists pela primeira vez escolheu o Brasil para. sob nossa co-responsabilidade, realizar o
seu XVI Congresso Mundial que devera, em setembro aeste ano. reunir 2.000 tecnicos de todo o
mundo em nosso pais.
Essa inversao na tec-nica e na ciéncia do cultivo da cana-de-acOcar, e da sua transformacao
industrial em acOcar e alcool, prova que nao estamos emergencialmente nesse negOcio - em nenhum
de seus estagios.
Nossas 77 cooperadas. ha anos, aceitaram as modemas regras do jogo nesta era de absoluta
competicao tecnolágica.
Os resultados obtidos mostram que o produto do talento de nossos tecnicos e cientistas nao fica
arquivado nas prateleiras. Sai direto para as areas de producao, seja na vasticlao dos canaviais, seja na
complexidade do processo industrial.
Move-nos. acima de tudo, a palavra de ordem que o Boletim Tecnico Copersucar vem de levar a
nossos cooperados:
"0 Brasil atualmente e o lider em producao de cana-de-acOcar em todo o mundo. 0 proximo
passo e tomar-se lider na tecnologia do acOcar."
Wcopersucar
modelo brasileirO de integraco agro-industrial
BANAS
Ano 23 — nc) 1 147 — De 07 a 20 de marco de 1977
REVISTA INDUSTRIAL E FINANCEIRA
Editor: Geraldo Banas
Secretion° de Redaceo: Ninon Dias
Redatores: AntOmo Carlos RuOtoro, Joao Marcos Coelho. Lufs
Alberto Teixeira Cabral, Tamara Leftel (Anto riosl, Antonio Cerveira de Moura. Marcia Aparecida Rindelka e Vera Lucia Rodrigues IProdutos e Servicos). Carlos Cauby Silveira. Ernesto Matzel, Isnard Manso Vieira. Jomar Pereira da Cunha e Roberto SimOes IColaboradores).
Diagramacao a Cape: J. Juarez
g
Arse - Chafe: Claudette Leonarda Reis
Memorando ao Leitor
Revistio: Americo Benedicto StrInghinl (chafe)
Sebastiao Furlan e Nilson Marcondes Garcir
Producao: Romeu Stringhini
Fotocomposiceo: Waldemar Ter6 Sato (Chafe)
Setor grafico: Shigueo Sato (chafe)
Banos 6 uma revista quinzenal publicada pale Editora Banas
S A.
Supenniendente: Elizabetha Banas
A_ssistente: Cristina L. de Almeida
Aciminisnacao: Geraldo Roberto Banas
Gerancia: Raul Cavalcanti de Albuquerque Baptista
Publicidade: Wilson Salina (Diretorl
o Jose Soares Bairao (Gerente para Sao Paulo)
Represerrtantes: Arnaldo Waldemar Schwab. Elizabeth Pastcszek Boito, José Carlos Lopes da Silva, AgneHo Pecoraro. illisses
de Oliveira Faria e Joao Batista Patricia - Sao Paulo: Avenida
Presidente Castelo Branco, 6 241 - Telefone: 262 -2900 - Calxas Postais: 3 245 e 5 116 - ABCD: Uniprol - Rua Senador
Flaquer, 135 - andar - Sala 51 - Telefone: 449-3811
-SantoAdre(P)RiJanro:Le
Manz Representacao
Publicitária Ltda. - Rua Evaristo da Veiga, 16 - 5° andar - gruPo 505 - Telefones: 224-1967 a 224-1568 - Belo Horizonte:
Joao Veras - Rua Senador Pompeu, 123 - SERRA - Telefono: 21-2136 Recife: SITRAL - Servicos de Imprensa, Televisa° e Radio Nordeste Ltda. - Rua Marques do Recife, 119 3° andar - conjs. 308/9 - Telefones: 24-4554 a 24-1698
-Salvdor:RECOALAv. 7 de Setembro, 675 - cj. 101-Telefone: 7-0358 - RePresentante para o Sul: Carlos Cauby Silveira - Curitiba: Rua XV de Novembro, 270 - conj. 810 Caixa Postal: 6 376 - Telefone: 23-4748 - FlorianOpolis:
Rue Felipe Schmidt, 27 - 11° andar - cjj1111 - Telefone:
22-8881 - Porto Alagrs - Rua Duque de Caxias, 287 - Tele-,
bones: 21-2716 e 21-7358
!Exterior - Estado. Unidos: Inta Advertising, Inc. - 1 560
Broadway. New York, NY 10036 - Telefone: 1212) 575-9292
- Japao: Chigeru Kobayashi - Japan Advertising Comunications. Inc. - New Ginza Building 3-13 Ginza 7 - Chome
Chuo-Ku, Tokyo 104 - Japan - End. telegraf. Adcommajapan
Tokyo 104 - Europa: Regie du C.N.C.E. - 22 Av. Franklin Roosevelt - Paris. 8 erne, Franca.
,
Dwartamento de Vendas. Promocao a Circulacho
Anuarios. Mala-Diretal - Gowns - Marcio Heleno Cezar Gouyea - SAO PAULO: Avenida Presidente Castelo Branco, 6 241
- Telefone: 262-2900 - Guanabara: Rua Senador Oantas. 20
- cis. 1007/1009 - Tel.: 222-4991 - Representantee pare o
Sul: Carlos Cauby Silveira - Curitiba: Rua XV de Novembro,
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BANAS e enviada aos sous assinantes em todo Territdrio Nacional e no Exterior. Alteracoes de endereco devem ser enviarlas
a gerencia de promocão e circulacao•
Uma edicäo especial nem sempre é bem recebida. Primeiro porque
o terra tratado muitas vezes não coincide corn as afinidades do leitor,
seus interesses ou sues opcOes de leitura. Em segundo lugar, a imagem
que se tern de uma "'especial"' não é das melhores, dando antes a impressao de "coisa encomendada". Pelo menos este é o estigma que acompanha esses trabalhos.
Raramente, o jornalista tern a oportunidade de participar de uma "'especial" que näo lave a chancela de "intragavel". Este foi o objetivo que tivemos em mente ao elaborarmos urn trabalho sobre os dois primeiros anos
de administracào do governador Paulo Egydio Martins.
Portanto, esta edicão neo procura fazer a apologia de uma administracdo, mas analisa-la de forma isenta e descompromissada a partir da premissa de que este governo adrninistra a formacão econOmica de major
peso no Pais.
lsto significa que a economia paulista, antes de seu governador, seja qual
for, merece ser analisada detalhadamente. No presente caso, interessava-nos examiner o que fez a administracäo paulista nestes dois anos. Ou
por outra via, como se comportou a economia paulista sob a orientacâo
e influéncia do setor pUblico, isto é, como o Estado administrou, arrecedou e investiu nesse periodo. Esta foi a abordagem que demos na analise
do segundo aniversario do governo Paulo Egydio.
0 trabalho pratico foi desenvolvido junto a Walter Nori, assessor de imprensa do Palacio dos Bandeirantes e, posteriormente, corn os SecretaHos de Estado. Todas as informacOe s econOmicas foram colocadas a nossa disposicao bem como a orientaceo de Nori pare que todos os assessores de secretaries nos facilitassem o trabalho. A excecão das pastas dos
Transportes, Interior e Educacao, que por motivos alheios a nossa vontade nâo constam nesta edicao, todas as demais fizeram o major empenho
em prestar sue colaboracao.
Este, por exemplo, foi o caso do secretério Nelson Gomes Teixeira, da Fazenda, que atraves de seu assessor de imprensa, Ademar Cantero, nos colocou a sue pasta pare qualquer tipo de pesquisa, alem de ser entrevistado por Antonio Carlos RuOtolo, redator de Banas. Alem das entrevistas
corn os Secretarios, foi feita ainda uma analise global da economia paulista e que mostra como Paulo Egydio conduziu o Estado nestes dois Ultimos anos.
Nilton Dias
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Cartas Livros Em Debate ESPECIAL/DOIS ANDS
DE GOVERNO Artigo de Capa Planejamento Fazenda Agricultura Obras Administracão Trabalho 02
04
09
10
a 32
10
14
16
18
19
20
21
Turismo Cultura NegOcios Metropolitanos Promocâo Social Sande Justica Seguranca Comercio Exterior Financas Empresas e Empresarios Inthistrias e Investimentos No Ar 24
25
26
28
30
31
32
33
34
.36
.39
44
BANAS — De 07 a 20 de marg.() de 1977 — 7
Se e de
leite que
voce precisa
por que
comprar uma vaca?
Ha anos nao se ouve outra coisa a nao ser as
maravilhas de urn computador.
Nao é a toa que, quando nos deparamos
corn uma pilha de ntimeros carentes de
organizacao, a primeira rend() é
"ADQUIRIR UM COMPUTADOR".
Nİ 0 FACA.
Na maioria das vezes voce estard ern
melhor situacao se obtiver simplesmente
"COMPUTAcAO".
Na ADP-SYSTEMS. A empresa de
computacao.
Nao vendemos computadores. Vendemos
soluciies de computacao. Para mais de 40.000
clientes ern todo o mundo.
Eles recebem os dados de que necessitam,
aonde necessitam, na forma que necessitam.
R ■ 1=
Sem investimento de capital.
Sem custos de desenvolvimento.
Sem acrescimo de pessoal.
Sem se preocupar corn obsolescencia do
sistema.
Sem contudo, ter que comprar a vaca.
Nos podemos fazer o mesmo por voce.
Alivia-lo de tarefas relacionadas corn
escrituracao, tais como FOLHA DE
PAGAMENTO, CONTROLE DE
ESTOQUE, CONTAS A RECEBER E A
PAGAR, CONTABILIDADE GERAL E
RELAT6RIOS FINANCEIROS.
Ha, na verdade, centenas de maneiras de
colocarmos a sua disposicao servicos de
computacao - sem incorrer no erro de possuir
urn computador.
SYSTEMS S.A.
Bureau de Servigos em Computadores
SAO PAULO:
Rua Santa Isabel, 305 - Tel.: 221-9044 (PABX)
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Av. Bare° de Itapura, 1133 - Tels.: 8-7173/31-1058
GRANDE ABC:
R. Cel. Alfredo Flaquer, 75 - 1. 0 - Tel.: 444-4946
Santo Andre
SOROCABA:
R. Padre Luiz, 39 - s/loja - cjs. 3/4/5 - Tel.: 2-5677
1
EM DEBATE
Paulo Egydio, a
media de todos os paulistas
Geraldo Banas
0 estilo do governador resume-se na
moderacao. Ele nao desconhece as flutuacOes opinativas dos meios empresariais.
Respeita-as, mas nao as transforma em
bandeira para o Estado. Esta discricio,
que nao e omissiva, é urn pouco inerente
aos cidadaos que ocupam o Palacio dos
Bandeirantes. Ela corresponde a posicao
de Sao Paulo no seio da Uniao. Dotado
corn tantos sinais de preponderancia no
campo econOmico, nao caberia a "locomotiva da Nacao" reclamar tambem por vantagens politicas.
Sem dirvida, Brasilia aprecia esta atitude
reservada, pois facilita as gestOes, simplifica o trato com os demais Estados e permite conduzir este tipo de economia experimental que caracteriza, grosso modo, o famoso "modelo".
E em Sao Paulo que se iniciam os primeiros passos para uma nova politica; é em
Sao Paulo que se sente o pulso dos expoentes da producao; e para Sao Paulo
que convergem as atencOes do Ministro
da Fazenda quando raciocina que 55 por
cento de sua arrecadaciio provem desta
unidade privilegiada do Pais.
Sao Paulo esta umbilicalmente ligado aos
éxitos e tambem aos insucessos de Brasilia, e e por esta razao que o governador
precisa pensar nao somente em termos estaduais, como tambem federais.
Este posicionamento nem sempre e bem
compreendido nos circulos de negOcios,
onde preocupacaes corn a competicao e
certa irritacao em relacao a "outros centros industrials" que nao Sao Paulo primam sobre a compreensao da posicao especial do nosso Estado na Uniao. Apontando facilidades concedidas ao Norte ou
ao Sul por entidades regionais — sob a forma de repasse de fundos federais os empresarios paulistas reclamam tambem para si o mesmo tipo de vantagens.
Muitas vezes sem resultado, porque justamente o principio da redistribuicao da renda regional exige que se dotem as unidades menos desenvolvidas corn os estimulos que ja nao mais deveriam ser necessirios para Sao Paulo.
E possivel que no passado nem sempre tenha havido• compreensao por parte dos
empresarios pela atitude de nao-combatividade do governador. Mas, vista sob o prisma nacional, a atitude assumida pelo Palacio dos Bandeirantes a irrepreensivel.
Ja com relack a urn outro ponto, o de interesse fiscal, as posicöes — respectivamente do Palacio dos Bandeirantes e dos
homens da iniciativa privada — parecem
invertidas. 0 ICM constitui o grosso da receita estadual e o Governo federal mostrou-se generoso demais na concessao de
isencOes para companhias que exportam.
Tal gesto reverters, em 1977, numa diminuicao de cerca de CrS 8 bilhOes na renda
do Erario estadual. 0 assunto nao e de interesse imediato do empresario — mas empolga o secretariado de Paulo Egydio ha
mais de meio ano.
E verdade que Silo Paulo dispiie de fatores de compensacao para ' esta renda perdida. A forte participacao da agricultura na
formacao do PIB estadual, estimado em
USS 54 bilhOes, introduz no quadro conjuntural do Estado urn elemento positivo,
capaz de neutralizar os fatores recessivos
observados nas inclUstrias de construcao e
automobilistica.
NA° ha necessidade de recorrer a muita
imaginacao para prever que Sao Paulo
passara o ano de 1977 nao folgadamente,
mas sem maiores arranhOes. Performance
nada desprezivel numa epoca em que tao
insistentemente se fala da crise. A despeito da ajuda concedida pela Uniao, o quadro nos demais Estados é menos tranqUilo.
Corn vistas as realizacOes da equipe de
Paulo Egydio em dois anos, elas estao estampadas nesta edicao de Banas. Hi um
lastro positivo neste balanco. Merecem
destaque as obras do Metro, que reUnem
os esforcos da Uniao, do Estado e do Municipio; a remodelacao da Fepasa e, dentro em breve, o inicio da construcao do novo aeroporto Internacional em Cotia. Nao
e por acaso que o foco da atencao governamental dirige-se para os transportes,
que constituem a parcela-chave da infraestrutura econOrnica do Estado.
Este setor nao recebeu, no passado, a necessaria prioridade no planejamento governamental. A superconcentracao na
construcao de rodovias e a esperanca de
que a iniciativa privada pudesse sanar
qualquer falha que poventura surgisse foram os motivos da complacencia corn relacao ao transporte urbano e as ferrovias.
Neste particular, Paulo Egydio passou a
uma revisào das metas, motivando seu secretariado a adaptar os meios de comunicacao as necessidades de 1977. Tarefa nada facil num Estado onde o use e abuso
dos motores a gasolina criaram o tao decantado ambience da regiao mais
industrializada da America Latina.
Eis, em resumo, os focos da atencao do
governador, que quase foi obrigado a fazer face a uma situacao nova e que exigia
que outros pianos ficassem para tras. Mas
urn homem como Paulo Egydio tern a vantagem de conduzir o processo de transicao de uma economia em plena expansao
para uma fase de crescimento menor sem
alarde e sem criar uma faixa de vitimas.
Este merit° e reconhecido e explica a tranqiiilidade no Parlamento e nos meios empresariais. 0 governador soube criar pelos
seus atos um consenso do "middle-way",
que leva os paulistas a se identificarem
corn ele. Poderia haver maior elogio para
urn governador?
BANAS — De 07 a 20 de marco de 1977 — 9
ARTIGO DE CAPA
Governo do Estado de Sao Paulo
nvolvimento para Todos
11 Zil It lITT
Paulo Egydio: os primeiros
dois anos de
urn governo controvertido
Em seus 24 meses a frente do governo do Estado de Sao
Paulo, Paulo Egydio Martins conviveu
corn uma sêrie de contradicOes de origem muito mais ampla,
que acabou pulverizando,
de certa forma, os multiplos esforcos da máquina
governamental que montou. Ele prOprio
reconhece que "a consciência de que o Pais atravessa
uma fase de ajustamentos" é importantissima
para a definicao de metas e urn equilibrado planejamento
a medio e longo prazos.
Entretanto, ao saldo positivo obtido nestes
dois anos em areas mais
tecnicas, como habitacao, saneamento basico e ate
mesmo o esquema financeiro estadual,
devem-se juntar relativos insucessos na area politica.
10 - BANAS — De 07 a 20 de marco de 1971
Aproveitando-se das excelentes e qui- .
mericas intencOes propostas no II Plano
Nacional de Desenvolvimento, edicào
1974, vArios Estados puseram-se a gritar
contra o que denominaram de "imperialism paulista-. E. de fato, tais grupos de
pressão acabaram obtendo algumas vitorias, entre elas a instalacâo da Fiat em Minas, a Volvo no Parana.
Passados, entretanto, exatamente tees
anos apOs sua elaboracäo, restam apenas
raros e solitdrios pruridos do II PND, hoje um pálido e amarelecido amontoado de
teses de descentralizacào econOmica, impossiveis de se realizarem. A menos que,
de repente, se alterassem as regras bAsicas
do regime capitalista, sob cuja egide o Brasil vem caminhando no decorrer de sua
histOria.
ARTIGO DE CAPA
Como mandam os manuals de economia
politica, o processo de industrializacito
brasileiro acabou se fixando na regiao
Centro-Sul, atraves da concentracao macica de capitals excedentes oriundos do cafe. E o Estado de Silo Paulo, desde o comeg° deste siculo, converteu-se neste polo privilegiado. onde se lancaram as bases
de uma industrializacito plena — que apenas tomou Toros autOnomos na dicada de
50.
De tact incontestavel, sua lideranca sobre
os denials Estados acabou se dissolvendo
numa cortina de fumaca encobridora —
ao menos do ponto de vista retOrico, politico, e ao nivel da opiniao pUblica nacional.
Mais, porem, do que ataques e contra-ataques verbais, permanece. o fato de que a
economia paulista tem demonstrado uma
indiscutivel versatilidade no entrechoque
corn a crise que ronda as atividades produtivas em todo o mundo, deflagrada em
' 1974 corn a alta dos precos do petrOleo.
Daqui a alguns anos, certamente sera°
detectadas as causas que levaram o Governo brasileiro a tratar corn canto descaso os prenimcios de uma crise que ja tomava proporcOes alarmantes em 1974
nos paises desenvolvidos. 0 certo, porem,
é que o governo de Sao Paulo juntou-se
ao federal quanto a urn atraso inadmissivel na adocao de medidas saneadoras, no
sentido de absorver, ao menos parcialmente, o impacto da crise mundial .
Foi neste interim que se manifestou uma
inequivoca capacidade de reacao paulista
sensivelmente maior do que a do restante
dos Estados da Uniao: enquanto nestes a
crise assumiu niveis catastrOficos, em Sao
Paulo ela vem sendo, de certo modo, contornada.
Dois anos controvertidos
Em seus dois anos de governo, iniciados
em marco de 1975, Paulo Egydio Martins
conviveu corn uma contradiciio que pulverizou, de certa maneira, e acabou influindo negativamente no funcionamento da
mitquina administrative do Estado.
O prOprio governador reconhece que "a
consciencia de que o Pais deve utilizar, cada vez mais, seus recursos internos e usar
criteriosamente os produtos que importa é
o principal ponto de partida para que a
atual fase de dificuldades econOrnicas nao
se transforme em crise de maiores proporcOes". De cutro lado, no entanto, o alto
crescimento experimentado por Sao Paulo
neste Ultimo ano se choca corn estas aspiracOes, pois, ainda Segundo Paulo Egydio,
"as importacOes de bens de capital continuam gerando problemas corn relacao
balanca comercial brasileira".
Ora, consciente da potencialidade de seu
Estado, Egydio acentua que "a nova fase
de substituicaes, agora de bens de capital,
de que o Pais necessita para continuar a
se desenvolver devera ser liderada pelo Estado de Sao Paulo, em virtude de ser ele o
major polo industrial e de contar corn
mio-de-obra especializada".
E os numeros sem dUvida traduzem matematicamente a certeza de Paulo Egydio:
em 1975. o Produto Intern° Bruto paulista cresceu a taxa de 4,96 por cento; e no
ano passado, a elevaciio foi mais expressi% a ainda, de cerca de 7,4 por cento.
Quanta a e%oluctio de cada setor econOrnico cm particular. a tabela 1 expressa o elevado ritmo de atividade na indUstria. ao
mesmo tempo que a agricultura, mais
uma vez, se retraiu, tendo como causa basica a quebra do café (menos 69.6 por cento), enquanto a producao dos demais hens
agricolas cresceu cerca de 10.3 por cento.
QUADRO I
ESTADO DE SAO PAULO
CRESCIMENTO DO PIB
(Em — 1976)
Setores
Primario
Secundirio
Terciario
Total
Taxas
— 2,7
11,9
6,5
7,4
Agricultura
Segundo a tabela 11 — Previsäo do Crescimento da Agricultura Paulista o desempenho da agricultura do Estado apresentou, na safra 1975/1976, um decrescimo
da producilo fisica de menos 2,7 por cento
em relacao a safra anterior. Excluindo-se
o cafe, a variacao passa a ser de urn crescimento de 10,3 por cento.
Os produtos de origem vegetal, exceto o
cafe, apresentaram urn crescimento de
16.9 por cent°, destacando-se os aumentos nos volumes produzidos, em relacao
safra anterior. dos seguintes produtos: trigo (mais 308, 4 por cento); arroz (mais
64,7 por cento); milho (mais 29,7 por cento); feijao (mais 27.9 por cento); amendoim (mais 26, I por cento); cebola (mais
34.8 por cento); laranja (mais 16,6 por
cento); soja (12,8 por cento); banana (7.2
por cento).
Neste levantamento, e preciso descontar
que possiveis influencias climaticas e ataques de pragas e molistias ainda poderao
concorrer para proviveis alteracOes nas
estimativas das culturas de trigo, tomate e
laranja.
As reducOes se localizaram, por outro lado, nos seguintes produtos: cafe (menos
69,6 por cento); algodito (menos 39,6 por
cento); hatata (menos 6,1 por cento); mandioca (menos 15,3 por cento); e mamona
(menos 23,0 por cento).
liouve, portanto, urn excelente comportamento da maioria dos produtos vegetais,
corn excecao do cafe e algodho, principals
responsaveis pelo decriscimo da producao; o primeiro em decorrencia de ad% ersidades climaticas do ano anterior, e o segundo pela substancial reducao da area
plantada (cerca de 40 por cento).
Os produtos de origem animal cresceram
a uma taxa apenas razoavel, da ordem de
2,2 por cento. No conjunto, o valor da
producao agricola paulista na safra 75/76
atingiu os Cr$ 33,5 bilhaes. Especificamente, a renda agricola acabou se elevando muito, em fungal° na comercializacao
dos estoques de café, em maos dos produtores, devido a triplicacao de precos do
produto.
Setor secundario
0 setor secundario — que engloba a inch'stria de transformacao, a construcao civil e ■
OUADRO II
PREVISAO DE CRESCIMENTO DA AGRICULTURA PAULISTA
Valor Corrente (Cr$ 1000)
Discriminacão
1974/75
26 produtos
26 produtos (exclusive café)
Vegetais (20 produtos)
Vegetais sem café (19 produtos)
Animal (6 produtos)
Fonte: I.E.A. (59 levantamento de safras)
25 366
21 236
15 898
1768
9 468
619
619
004
004
615
1975/76 (a precos de 74/75)
24
23
15
13
9
688
433
010
755
677
132
441
207
516
925
Variacao
Percentual
—
2,7
+ 10,3
— 5,6
+ 16,9
+ 2,2
BANAS — De 07 a 20 de marg.() de 1977 — 11
ARTIGO DE CAPA
os servicos industriais - cresceu a uma taxa media de 11,9%. (veja a tabela III).
No item indristria de transformacao, o
mais significativo para o Estado, houve
seis setores que cresceram, no ano passado, a uma taxa media superior aos 11,9
por cento globais. Foram: mecanica, quimica, material eletrico e de comunicacOes,
papel e papelao, textil, vestuario, calcados
e artefatos de tecidos.
E, entre estes, a melhor performance ficou
corn a industria mecanica, cujo crescimento deve ser creditado, em parte, a() apoio
do Governo federal, atraves de urn Programa de Substituicao de ImportacOes de
Bens de Capital. a elevacao fixou-se em
17 %. superior a 1975 (cf. tabela IV).
OUADRO III
SAO PAULO - PIB Setor Secunderio
(Em % - 1976)
Subsetores
Taxes
Ind. de Transformacito
Construcito Civil
Servicos Industriais
Setor secundikrio
12,1
7,5
14,5
11,9
Quanto ao aspecto puramente econOmico,
foi significativa a constribuicao da ind6stria mecanica no sentido de possibilitar
urn menor ritmo no volume de importacOes de bens de capital - embora seja preciso reconhecer que os custos corn importacOes deste item continuam a onerar demasiadamente o balanco de pagamentos
nacional.
Setor terciario
No setor de servicos, o crescimento de 6,3
por cento se associa corn o comportamento favorável do comercio varejista, seguido das instituicOes financeiras, enquanto
os servicos governamentais experimentaram evolucao mais modesta, face a propria conjuntura das receitas estaduais.
O comercio varejista na capital paulista,
segundo informacOes obtidas junto ao
Clube dos Diretores-Lojistas, cresceu a
uma taxa superior em 1976, em relacao a
1975. Os nirmeros de vendas reais destes
dois anos sao 6,1 por cento e 7,9%.
Urn rApido exame da tabela V fornece subsidios esclarecedores a respeito da performance do comercio varejista nestes dois
anos: de urn ponto de partida negativo
OUADRO IV
SAO PAULO
INDUSTRIA MECANICA
Varlactio Percentual: 1976/1975 (*)
Discriminactio
Mecanica
pesada
Emprego Total
Horas Trabalhadas na Producito
Consumo de Energia na Producito
Producilo Industrial
7,3
10,0
1,0
8.1
Maquinasferramenta
7,3
9,8
13,0
10.6
Maquinas
têxteis
Maouinas
agricolas
Total
11,3
15,6
27,3
17,6
18.7
22,4
8,3
20,1
11.4
16.7
17,4
17.2
(*) Considerando o periodo jan.-novembro
Fonte: Abimaq-Simesp- APE/SF
(menos 8.9 por cento no primeiro trimestre de 1975), passou-se a urn crescimento
acelerado ate o final daquele ano, que comecou a declinar ja no primeiro semestre
do ano passado, para afundar novamente,
entre outubro e dezembro passados, numa
taxa negativa (menos 3,5 por cento).
Se, a estes dados, juntarmos as estatisticas do Servico de Protecao ao Credito, a
curva elevacao -declinio sera praticamente idéntica, sendo que o dado mais encOmodo e do valor real dos titulos protestados, que observou urn crescimento de
14,4 por cento no Ultimo trimestre de
1976 (cf. tabela) VI).
Fase de ajustamentos
0 governador Paulo Egydio, em sua mensagem anual deste ano, enfatizou que, "no
quadro geral da economia, prossegue a delicada fase de ajustamentos", certamente
uma maneira elegante de reconhecer efetivamente que estamos mergulhados numa
crise de proporcOes ainda nao calculadas.
Continua ele acentuando que "a continuidade do crescimento econOrnico, necessãria a superacao dos diversos problemas sociais, e o estabelecimento de uma economia estavel dependem, hoje, entre outros
fatores da utilizacao adequada da capacidade de importacao", para completar que
"o combate a lend() e a superacäo das
dificuldades criadas pelo balanco de pagamentos constituem os principais objetivos
da politica econOrnica do Governo. que
procura, ao mesmo tempo, garantir nivel
de emprego compativel corn as aspiracOes
nacionais de desenvolvimento".
Ora. por tras deste emaranhado de problemas levantados pode-se tecer aquela que
seria a verdadeira contradicao que
atravessa o Pais, que surge mais delineada
justamente no maior Estado da Federa-
Prioridade ao setor privado
As instituicOes financeiras do governo do Estado de Sao Paulo
- Banespa, Badesp e Caixa Econennica Estadual - concederam
emprestimos em 1976 num total de Cry 24 bilhOes, dos quais 85
por cento destinados ao setor privado. Para o secretiirio da Fazenda paulista, Nelson Gomes Teixeira, corn estes resultados o
governo atingiu duas metas fundamentais na area financeira do
Estado: a concentracao da maior parte das aplicacOes no setor
privado, que recebeu Cry 19,9 bilhOes, ficando apenas C4 4,1 bilhOes para o setor priblico; e a canalizacäo de uma parcels maior
de recursos para a area social, principalmente habitacao e saneamento, que absorveram C4 11,3 bilhOes, ou seja, 47 por cento
dos emprestimos concedidos.
De acordo corn dados da Junta de Coordenacito Financeira do
Estado, o setor produtiVo tambim mereceu especial atencio
nas aplicacOes feitas pelas instituicOes financeiras estaduais, recebendo cerca de CIS 6,5 bilhOes, seguido do comercio, que absorveu CrS 2 bilhOes do total.
Para atender a essa demanda de recursos, as instituicOes
cas contaram corn a captacao da poupanca paulista, representada por depOsitos que registraram um crescimento de 58,3 por
cento no ano passado. No setor federal, houve o apoio do Banco
Nacional de Habitacao e do Banco Nacional de Desenvolvimen-
to Econarnico, alem de instituicOes externas, que contribuiram
corn Cd 10 bilhOes.
Por outro lado, a poupanca interna das tres instituicOes financeiras oficiais do Estado possibilitou, ainda, que mais Cry 2 bilhOes
fossem canalizados para suas operacOes ativas.
Visando a recuperar a capacidade arrecadadora do Estado. estao sendo feitas negociacOes corn o Governo federal para a adocao de medidas saneadoras. Afinal, Sao Paulo se viu prejudicado nos altimos anos por urn conjunto de fatores que vai desde
incentivos do ICM a exportacao ate a reducäo da aliquota do
imposto de 17 para 14 por cento.
Entre as primeiras vitOrias obtidas junto ao Governo federal, estA
a questa() relativa ao ICM: o Governo federal ji assumiu 50 por
cento do credito-prérnio do ICM a exportacao, o que significarit,
ainda este ano, mais Cry 1,2 bilhao em arrecadacao !filo prevista.
No ambito interno, a Fazenda implementa diversas medidas para fortalecer a infra-estrutura de arrecadacao, como a descentralizacao dos postos de recepcao de declaracOes na Grande Sao
Paulo, recadastramento dos contribuintes do Estado, inclusäo de
370 agentes nos quadros de fiscalizacao e execucao de rigoroso
piano de fiscalizacio corn vistas ao combate a sonegacio e as
chamadas "exportacOes fantasmas".
ARTIGO DE CAPA
cao - aglutinador de cerca de 70 por cento da atividade produtiva nacional.
De fato, se de um lado tenta-se reduzir a
todo custo os niveis da inflacão, que galoparam muito perto dos 50 por cento em
1976, parece que nfio se procura enxergar
que, ao mesmo tempo, a esta inflacko a
responsive' pelo crescimento do Produto
Interno Bruto em cerca de 8,8 por cento.
De nada adiantaram os reclamos de Mario Henrique Simonsen, ministro da Fazenda, ele mesmo espantado corn o nivel
de crescimento registrado no ano passado: a contradicao permanece. Se quisermos crescer a altas taxas, seremos obrigados a carregar junto o pesado fardo inflacionario.
Nao se esta, porem, de modo nenhum negando os esforcos no sentido de uma efetiimportacCies, parva substituicito de
QUADRO V
SAO PAULO
Variaclio Real nas Vendas do
Comercio Varejista
(Em relaclio a igual period° do
ano anterior)
Periodos
1975
1976
1 trimestre
II trimestre
III trimestre
IV trimestre
Ano
- 8,9
+ 2,7
+ 13,7
+ 16,5
6,1
12,6
10,7
11,8
- 3.5
7,9
das que os atingem diretamente - mas de
cuja elaboracao jan3ais sao chamados a
participar.
Talvez por isso Sao Paulo tenha sido o cenitrio do episOdio ocorrido no més passado corn a Federacao das Indtistrias - atraves do documento lido por Jose Pappa
que culminou na dernissao de Sevenior
ro Gomes, do cargo de ministro da
tria e do Comercio.
De certo modo, este episOdio tambem
marcou - além de suas conseqiiincias
estritamente econOmicas - de novo a superioridade da area bancaria, ao menos
em termos de decisfio politica, sobre o setor produtivo, através da nomeacito do
presidente do Banco EconOmico e ex-presidente do Banco do Brasil, Angelo Calmon de SA, para o Ministerio da Indüstria
e do Comercio.
Finalmente, se estes dois anos de governo
Paulo Egydio evidenciaram inequivocamente varias vitOrias nos setores ditos tecnicos - planejamento, saneamento, habitack) e ate no meio financeiro propriamente dito é preciso näo esquecer que no
sentido politico registraram-se varios deslizes, alguns significativos,como a demissfio
tempestiva de Luis Arrobas Martins da
chefia da Casa Civil e a recentissima
sublevacao de deputados arenistas que,
revelia do governador, resolveram esco!her novo lider para o partido na Assembleia Estadual.
QUADRO VI
CAPITAL - INDICADORES DE INSOLVENCIAS
Variacees Percentuals
(Em relacAo ao mesmo period° do ano anterior)
N 9 de consultas
N9 de novos
ao SPC
negativos
1975
1 trimestre
P trimestre
111 trimestre
IV trimestre
Ano
-19,7
- 7,7
+ 4,6
+ 9,5
- 3,8
Valor real dos
titulos protestados
1976
1975
1976
1975
1976
+20,9
4- 21,2
4- 14,9
+ 6,6
+15,0
-17,5
+ 8,9
-48,9
-48,6
-31,4
-38,1
-40,7
-18,8
24,4
-31.6
+31.9
+27,1
- 5,4
- 0,4
11,7
+ 1,1
-14,1
+14,4
Fonte: SPC e Associacio Comercial.
ticularmente no setor de bens de capital.
Alias, os ninneros de crescimento da producao nacional de bens de capital sào expressivos, mas ainda assim - reconhece
urn documento da Secretaria da Fazenda
- "as importacOes desses bens evoluiram
em ritmo superior, comprometendo, por
sua vez, a balanca comercial".
ECONOMIA BRASILEIRA 1976
PIB
Renda per capita
Divida externa
Reservas
Exportaciies
ImportacCies
Deficit comercial
Inllagao
+ 8.8%
+ 5,8% (1 100 (Mares)
USS 27,2 bilhaes
USS 6,5 bilhOes
- 17% (USS 10 bilhOes)
US$ 12,3 bilhaes
USS 2,2 bilhOes
46,3%
SAO PAULO
Centros de decislio
Ha quern aponte tambern a transferência
dos centros de decisdo econOrnicos para a
area bancaria como urn dos fatores responsaveis pela crise interna que se veio
juntar a provocada externamente.
De fato, a politica monetarista de Simonsen fez com que os bancos tomassem a
dianteira face ao setor propriamente produtivo. Assim, ao empresariado restou
apenas a capacidade de gritar contra medi-
PIB
Renda per capita
Execucio
orcamentriria
Arrecadacäo ICM
45% do Brasil
IndUstria
Agricultura
PIB Agricola
Paulista
+ 7,4% (USS 40 bilhOes)
40% do pals
1 600 &dares
CrS 53 bilhOes - despesa
CrS 52,5 bilhOes - receita
Deficit - 1%
CIS 36,8 bilhOes
4-39% crest. nominal
67% do Brasil
22% do Brasil
O episOdio mais desagradavel, no entanto, permanece na memOria de todos; particularmente diante dos rumos que tomaram as instituicOes sob direcäo da Secretaria de Ciencia, Cultura e Tecnologia do
Estado: a dernissao de Jose Mindlin num
momento dramatic° inclusive para o Pais
provocou uma clara regressito na politica
cultural paulista. Para quern duvidar disso, basta-Ihe apenas comparar a antiga
corn a nova programaciio da TV-Cultura
- ha dias novamente expurgada em cerca
de quase quarenta profissionais, a maioria
provenience do departamento de telejornalismo. ❑
1976, o melhor ano
da Caixa EconOmica
Em 1976, a Caixa EconOmica do Estado
de Sao Paulo experimentou o melhor cornportamento, desde sua fundacao ha 60
anos. De fato, registrou urn crescimento
de 83 por cento - cerca de CrS 1 bilhfio no capital e reservas em um ano. Mais de
CIS 20 bilhaes captados em depOsitos,
quase o dobro do ano anterior, e atuando
somente no Estado de Silo Paulo. Suas
aplicacOes somam CIS 19,9 bilhOes em ftnanciamentos a construcäo e aquisicäo de
moradias, a obras de interesse pitblico e
producao agricola.
E, ainda por cima, conta corn 561 algacias e sete postos de servico em funcionamento: estes ntimeros sit° certamente expressivos, pois colocam a Caixa econarnica paulista entre os quatro maiores estabelecimentos bancarios do Pais.
0 total de CrS 20 339 milhOes em depOsitos ao final do exercicio de 1976 distribuiu-se em CrS 14 918 milithes provenientes de 1 185 160 cadernetas de poupanca;
CrS 2 283 milhOes do pUblico, a vista; e
CrS 3 138 milhOes de depOsitos judiciais,
de autarquias e de poderes pitblicos.
No setor de aplicacOes, apenas no atual
governo foram autorizados 34 429 financiamentos imobiliarios a particulares, no
valor de CrS 6,5 bilhöes. A indüstria da
construcao civil recebeu 183 emprestimos, no valor de CrS 2,5 bilhOes para a
edificacäo de conjuntos residenciais ou
predios de apartamentos. A producio
agricola recebeu CrS 86,2 milhOes. 0 governo estadual, prefeituras municipais e
autarquias municipais esti° sendo financiadas em cerca de CIS 472,8 milhEies.
Alem disso, o credit() pessoal, estendido
no governo Paulo Egydio a todos os depositantes da Caixa, atendeu a 54 108 clientes, corn CIS 1,06 bilhäo. Como banco social, a CEESP lavrou 72 contratos corn
entidades de assistencia e benemerencia
(hospitais, escolas), no valor de CrS 170
CrS 35 bilhOes
BANAS - De 07 a 20 de marco de 1977 - 13
PLANEJAMENTO
As prioridades:
acao regional e informacao
O arquiteto e urbanista Jorge Wilhelm
quando assumiu o cargo de secretario do
Planejamento trouxe para o Palacio dos
Bandeirantes, onde funciona a Secretaria,
o seu prOprio estilo de planejar. E esse trabalho não fugiu ao metodo de urn arquiteto projetando uma cidade.
Primeiro as definicaes do que a cidade deseja e, depois, cria-se urn sistema que permita a cidade funcionar. No govern() de
Sao Paulo, Wilhelm comecou definindo o
tipo de desenvolvimento que o Estado deve seguir e, depois, tratou de estabelecer
urn fluxo de informaciies, em todos os sentidos, que permite o funcionamento do intrincado mecanismo do Estado.
E verdade que sem definicOes seria dificil
escolher as 220 obras que foram consideradas
prioritarias e sao anualmente con),
templadas corn as verbas do orcamento estadual, elaborado pela Secretaria de Planejamento. Essas obras passaram pelo crivo
da definicao de desenvolvimento adotada
pelo govern() Paulo Egydio: aquelas que
permitem o crescimento econOrnico, a meIhoria da qualidade de vida e promovem a
eqiiidade social.
Barganha
Definidas as prioridades, resta apenas dispor das informacOes sobre a execucao dos
pianos. "A informacao é o combustivel do
pensamento", diz o secretario Jorge Wilheim, anunciando que e possivel saber
qualquer dado sobre o Estado de Sao
Paulo num simples apertar de tecla de urn
computador.
Efetivamente, a Secretaria de Planejamento dedicou a maior parte do seu tempo,
desde o inicio de 1975, a montar a "Sala
de Situacao" que funciona no Palacio Bandeirantes. Nesta Sala é possivel localizarse qualquer uma das 27 mil realizaciies do
governo Paulo Egydio, classificadas por
Municipio e armazenadas na memOria de
urn moderno computador da Prodesp. Outros terminals estao instalados nas Secretarias que, certamente, irao utilize-los
corn maior freqiiéncia quando estiver concluido o novo programa que indica, durance todo o ano, a execucao orcamentaria de
cada Secretaria.
Nessas condiciies a informacao tern uma
finalidade de apoiar as decisOes e corn isso
deixara de ser urn dado de barganha, manipulado por pessoas ou grupos de interesse, declara o secretario Wilhelm. As informacaes deverao chegar tambem ao pUblico, atraves de uma editora que se encarregara de publics-las.
Desenvolvimento regional
InformacOes tao detalhadas devem ter pesado na escolha da prioridade "Mao Re14 — BANAS — De 07 a 20 de marco de 1977
gional", o mais importance projeto que esta sendo realizado pela Secretaria de Planejamento. Esse projeto comecou por classiflcar as cidades do Estado em quatro
categories, de acordo corn a acao especifica que cada uma delas necessita.
Assim a regiao metropolitana do Grande
Sao Paulo ficou sendo "area de recuperação da qualidade de vida". o Vale do Paraiba transformou-se em "area de controle", as cidades mais atrasadas receberam
JORGE WILHEIM
a chancela de "area de promocao " e
mente, as cidades que apresentam crescimento normal passaram a ser "areas de dinamizacao"
A primeira acao mais efetiva esta sendo
realizada nas cidades de crescimento normal. chamadas "area de dinamizaCao-,
atraves do "Programa de Cidades Medias". Esse programa, realizado em conjunto corn o Governo federal. esta oferecendo recursos para 40 cidades que, pelas
suas caracteristicas, podem atrair atividades empresariais e abrigar novos contingentes de populacao. 0 objetivo do programa e fixar o homem, e principalmente
os fluxos migratOrios, nessas cidades de
forma a evitar maior pressão sobre a area
metropolitana de Sao Paulo, onde ja vive
metade da populacao do Estado.
A "acao regional". no entanto, devera estender se por todo o territOrio paulista
atraves de Conselhos Regionais que serao
criados corn a finalidade de descentralizar
as decisiies e que vac) ter a participacao de
membros da prOpria comunidade, alim
dos tecnicos governamentais.
Major eficidncia
() secretario Jorge Wilhelm explica o piano: "existem algumas coisas que, se fossem decididas localmente, seriam decididas corn maior eficacia, haveria maior rapide7 porque a distfincia entre o cidadao e
quern decide seria menor. Outras decisiies
devem continuar centralizadas porque sao
globais para o Estado". Os conselhos terat) atribuiciies definidas e atuarao de
acordo corn o piano de uso do solo que esta sendo elaborado e podera. inclusive, estahelecer um zoneamento agricola no Estado.
Urn exemplo de projeto em que o uso do
solo 6 a principal preocupacao ja esta sen-
As previsOes do planejamento
Ha dois anos passados, quando as vendas
do setor automobilistico comecaram a declinar, a Secretaria de Planejamento suspeitava que o setor poderia entrar em crise e provocar o desemprego. Na primeira
semana de marco, efetivamente, as inditstrias anunciaram suas primeiras dispensas
de empregados em virtude da queda de
vendas.
PrevisOes como esta, principalmente corn
vistas ao nivel de emprego da mao-deobra industrial, sào rotineiras na Secretaria. Agora, por exemplo, trés setores estao
sendo estudados na sua "estrutura interna" para avaliando de suas perspectivas
econOrnicas: a construcao civil, a indtistria dos bens de capital e a indUstria automobilistica.
As previsOes fazem parte de urn amplo
programa de avaliando da Economia pau-
lista e da prOpria acao governamental.
Mensalmente o governador recebe "anilises de conjuntura", social e econOrnica,
que sac, elaboradas pela Secretaria. Essas
analises vac) alem de simples estatisticas e,
muitas vezes, podem estar avaliando a eficacia de qualquer projeto do governo. E
propondo alternativas.
Essas alternativas as vezes devem ser criadas e isso so a possivel corn nova tecnologia, segundo o secretario Jorge Wilhelm.
0 custo do saneamento basico, se fosse
realizado em todo o Estado, custaria nada
menos do que 70 bilhaes de cruzeiros. Urn
valor suficiente para fazer corn que esse
programa so possa ser concluido ao longo
de algumas decadas. A "alternativa" para
reduzir esse prazo seria mudar a tecnologia empregada na rede de agua e esgoto
de forma a tornar os custos menores.
PLANEJAMENTO
do executado no "Macro-Eixo Rio-Sao
Paulo" abrangendo o Vale do Paraiba e o
litoral Norte. Nessa regiao, o governo pretende disciplinar o uso do solo e preservar
o meio ambiente que esta sendo submetido a uso predathrio.
0 projeto do Macro-Eixo foi proposto pela Secretaria de Planejamento e esta sendo
executado por outras secretarias, assim
como ocorreu no "Sistema Estadual de
Mao-de-Obra". Neste caso, a Secretaria
do Planejamento criou urn sistema que
permite a Secretaria de RelacOes do Trabalho acompanhar as tendéncias de emprego ou desemprego em todas as regiiies
do Estado e prevê a colocacao da mao-deobra desempregada.
Eventualmente, o sistema poderd ate reciclar os trabalhadores para mudanca de
emprego, quando a tendência indicar urn
surto de desemprego numa determinada
atividade econOmica. "Assim tambem poderemos evitar a imigracao para Sao Pauconclui Jorge Wilheim.
,
SUPERATACADO MAKRO
UTILIZARA COMPUTADOR
BRASILEIRO
Assessoria, trabalho
para o Pais inteiro
Do que as pessoas morrem? Ninguem
sabe; muito menos o Ministerio da Saüde
que agora esta desenvolvendo urn projeto.
em conjunto corn a Secretaria de Planejamento, para a padronizacao do atestado
de Obit() em todo o Pais. 0 novo modelo
passara a ser utilizado por todos os medicos e hospitais do Pais e permitird a leitu
ra mecanica, realizada por computador
em Sao Paulo.
Quando o programa estiver implantado, a
Secretaria do Planejamento fara, ao final
de cada més, urn levantamento estatistico
da "causa mortis" de todos os atestados
de Obit() do Brasil. E o Ministerio da Sa6de podera ter dados concretos para fazer
os seus pianos de sairde pUblica.
Esquistossomose
Outro programa que a Secretaria de Planejamento esta realizando em convEnio
corn o Governo federal e "modelo matematico para o piano nacional de combate
a esquistossomose". 0 modelo foi criado
pela Coordenadoria de Analise de Dados
da Secretaria do Planejamento e esta sendo testado no Nordeste. 0 programa po
dera indicar qual o meio mais econOmico
e mais produtivo de combater a esquistossomose: a medicacao do homem ou o
exterminio do caramujo.
0 trabalho da Secretaria do Planejamento, nesses casos, e urn trabalho de assessoria tecnica para o Ministerio da Sairde.
uma vez que os programas tern carater naclonal e nao apenas de interesse para o
Estado de Sao Paulo. 0 prOprio piano federal foi modificado para esperar os resultados do "modelo" elaborado pela Secretaria do Planejamento em Sao Paulo. ❑
Confirmando sua politica de prestigiar produtos e
fornecedores nacionais, a Makro Atacadista S/A.
acaba de assinar contrato corn a Cobra Computadores Brasileiros S/A., para compra de quatro unidades de processamento ARGUS 700 e sessenta terminals de caixa fabricadas no Brasil pela Cobra.
Estes equipamentos se destinam a atender o piano de expansäo da empresa que no ano de 1978
inaugurard duas novas unidades.
A Makro que já opera corn très unidades de comercializacäo em Sao Paulo e Rio de Janeiro, ainda
em 1977, estard inaugurando uma unidade na Grande Belo Horizonte (Contagem).
Este contrato, no valor de 24 milhOes de cruzeiros, é o primeiro grande contrato assinado entre uma
empresa privada e a Cobra que já tern contratos firmados corn a PetrobrAs, Hospital das Clinicas de Sao
Paulo e os Ministèrios da Marinha, Exercito e ConnunicagOes.
Na foto vemos o Dr. Renato da Costa Lima, Presidente da Makro; o Sr. Jose Claudio Belträo Frederica
e Carlos Augusto Rodrigues de Carvalho, respectivamente, Presidente e Vice-Presidente da Cobra.
BA NAS — De 07 a 20 de marco de 1977 — 15
FAZE N DA
Credit() para investir
e fiscalizacdo para arrecadar
Equilibrar o oryamento e manter os investimentos a quase uma migica. E o que
estA ocorrendo atualmente no Estado de
Sao Paulo que, ao lado de urn deficit de
1,5 por cento do total do orcamento, continuou investindo volumes vultosos de aproximadamente 14 bilhOes de cruzeiros.
O deficit do tesouro nao tern sido novidade em todos os Estados brasileiros nos Ultimos anos. A unificacao da aliquota do
ICM, considerada insuficiente por quase
todos os Estados, aliada ao "desaquecimento" da economia acabam resultando
numa invariAvel quebra de receita e corn
isso as previsOes orcamentArias nao se realizam.
Em Sao Paulo ainda ha urn outro ageavante: os incentivos fiscais. A maior parte dos
, incentivos fiscais, concedidos pela legislacao federal, isentando ou favorecendo determinados produtos de taxaciio fiscal recaem sobre os Estados que deixam de receber polpudas importAncias de impostos
que nao sao recolhidos.
Embora essa legislacao seja Unica para todos os Estados, ela afeta em maior escala
o Estado de Sao Paulo que e o maior produtor agricola, produtor de mAquinas e exportador. Justamente as trEs prit:cipais
Areas que recebem maiores "creditos de
ICM" ou a isencao deles, como é o caso
dos produtos destinados ao abastecimento
da populacao.
Quebra-cabecas
Conviver com deficit no tesouro é a parte
mais intrincada de urn autatic° jogo de
quebra-cabecas. Como manter o ritmo de
investimentos em urn Estado da dimensiio
econOmica de Sao Paulo, se a arrecadacao é deficitAria? 0 Estado fica impossibilitado de fazer qualquer investimento, simplesmente porque nao existem recursos.
Apesar disso, o Estado de Sao Paulo,
nos dois ültimos anos, tern feito macicos
investimentos. Segundo o secretario da Fazenda, Nelson Gomes Teixeira, os investimentos nesse periodo cnegam a 14 bilhOes
de cruzeiros e so foram possiveis em conseqiiéncia do "conceito que o Estado tern
no exterior junto ao mercado financeiro e
que permitiu a realizaciio de emprestimos
de 300 milkOes de Mares numa unica
operacao filanceira, a maior ja realizada
pelo Pais no exterior".
Esses recursos tiveram destino certo no setor de transportes: a construcao da Via
Norte e o prosseguimento das obras do
Metro, na linha Leste-Oeste. Igual conceito o Estado deve ter corn os investidores
brasileiros que subscreveram bonus e
ObrigacOes do Tesouro Paulista num total
de 10 bilhOes de cruzeiros que foram canalizados para os investimentos em outros
setores do governo.
16 — BANAS — De 07 a 20 de marco de 1977
SOMIWOS os valores dos emprestimos, o
endividamento de quase 14 bilhOes de cruzeiros ja e um valor-limite que inviabiliza
outros novos projetos nos prOximos dois
anos. Um desses projetos, que, se depender de recursos do governo do Estado,
vai ficar em compasso de espera é o novo
Aeroporto de Sao Paulo.
"Talvez uma °Kilo para o aeroporto seja
entregA-lo a iniciativa privada. Uma empresa ou urn grupo de empresas pode
construir e explorar o aeroporto, a exemplo do que jA ocorre em outros paises", diz
o secretario Nelson Teixeira, reconhecendo a inviabilidade de obtencao de novos
recursos.
Arrecadar cada tostho
Enquanto espera mudancas na legislacao
como o recente decreto do Presidente da
Republica que passou para o encargo federal 50 por cento dos incentivos concedidos a exportacao, nao resta outra alternativa aos Estados sena° melhorar a arrecadacao de sua principal fonte de receita:
o 1CM.
Nesse campo, a .Secretaria da Fazenda de
Sao Paulo procurou acionar sua maquina
de arrecadacao do 1CM promovendo a
"Campanha do Debit° Fiscal" que, no
ano passado, conseguiu arrecadar 1 bilhao de cruzeiros de impostos atrasados.
Esses recursos permitiram reduzir o deficit orcamentArio de 1,5 por cento para 1
por cento.
Campanhas como essa, que tiveram inclusive o apoio dos meios de comunicacao de
massas, deverio ser intensificadas nos proximos anos e agora vac) se concentrar no
trabalho de fiscalizacao direta a fim de evitar que novos tributos deixem de ser recolhidos. Para isso foram contratados 370
novos fiscais e instaladas novas delegacias. "Queremos arrecadar cada tostao:
os anos de vacas gordas acabaram", declara o secretario Nelson Teixeira.
Nao é sem fundamento que a secretaria
procura receber todos os tributos. A totalidade dos atrasados anda perto dos 8 bilhOes de cruzeiros e a sonegacao ganha
novas formas.
A mais grave e a exportaciio ficticia porque a uma "triplice evasiio" de impostos.
Quando urn fabricante exporta seu produto ele recebe incentivos para compra de
materia-prima, deixa de pagar o ICM e
ainda recebe urn credit°, equivalente ao
imposto que nao pagou. Urn tipo de sonegaga° muito dificil de ser combatida e ainda mais danosa porque pode prejudicar a
imagem do Brasil como Pais exportador.
0 combate a esse tipo de fraude esti+ sendo feito atraves de urn "levantamento cruzado" em computador. 0 levantamento indica o volume de compras e o volume de
exportacOes de cada firma. Se a diferenca
entre as compras e exportacOes for muito
elevada, a Secretaria irk realizar uma fiscalizaciio na firma onde o fenOmeno ocorrer.
Embora a exportacao ficticia seja a mais
grave — e ate urn caso mais policial do
que fazendArio — nao é essa forma de sonegacao que mais afeta a receita do Estado em volume de tributos nao recolhidos.
A maior evasao é aquela das empresas
que enfrentam dificuldades conjunturais e
deixam de recolher os impostos, embora
reconhecam a existéncia do debit° fiscal.
E nesses casos que a Secretaria empenha
toda sua atencao fazendo urn acompanhamento cuidadoso da evolucao do debit°.
Mao, no entanto, a menos repressiva e
mais normativa, de forma a "viabilizar" o
pagamento do debit° atraves de financiamento ou parcelamento.
ICM muda distribuicAo
Se a baixa arrecadacao do ICM provoca
problemas orcamentArios nos Estados,
nao a outra a realidade nos Municipios
que tambem dependem desse tributo. Os
Municipios recebem 20 por cento do ICM
arrecadado em seus territOrios. Essa distribuicao geogrAfica, considerando apenas a
arrecadacao de cada Municipio, é exatamente a maior causa dos desniveis de desenvolvimento.
Ha cidades que recebem muito e cidades
que recebem pouco. As chamadas cidadesdormitOrio, por exemplo, nao recebem nada de ICM porque nao possuem indUstrias, mas sao obrigadas a custear toda a
infra-estrutura urbana que t;ssas populacOes exigem para viver em condicaes humanas.
UM novo critirio para a distribuicao do
ICM entre os Municipios foi elaborado pe-
FAZE N DA
ICM PAULISTA — CRESCIMENTO
(em CrS bilhOes)
40
VALORES NOMINAIS
35
30
25
20
AME
15
10
omm
__4A.,r4ra4K.
, v,n,ArawK
mgaiimENEE
76
la Secretaria da Fazenda de Sao Paulo, depois de longos estudos, coordenados diretamente pelo secretario Nelson Teixeira.
0 novo sistema de distribuicào podera beneficiar 530 dos 571 Municipios paulistas
atraves de urn sistema que leva em conta
trés fatores: o crescimento econenico, a
populacao e a eficiéncia do sistema de arrecadacao dos tributos prOprios de cada
Municipio.
Esse sistema atribuira o maior peso para
o desenvolvimento ecomimico, medido
atraves da entrada e saida de guias de
ICM, que ate agora vinha sendo o Unico
criterio adotado para a distribuic a- o. Segue-se urn peso intermediario para a populack) e urn peso menor para o volume de
arrecadacao prOpria do Municipio.
A tese encontra-se em Brasilia, sendo examinada pclas autoridades federais e, se for
aceita, podera ser adotada em todos os Es-
tados da federacao. A modificacao podera ocorrer pela via legislativa — uma nova
lei votada pelo Congresso — ou por urn
protocolo de aceitacao, assinado por todos os Estados.
Gerar recursos
Arrecadar e distribuir os impostos nao
sac) as Unicas preocupacOes da Secretaria
da Fazenda em Sao Paulo. Uma nova assessoria foi criada corn o objetivo de facilitar o desenvolvimento das atividades empresariais e que, em ultima analise, busca
gerar riquezas, pois, sem atividade
mica nao havers recursos a arrecadar
nem a distribuir.
A nova assessoria de "RelacOes Empresariais" faz trabalhos rotineiros de orientacao ao contribuinte ou cursos de treinamento, mas procura, sobretudo, buscar
novas oportunidades econOmicas, tais co
mo reduzir as importaciies, financiamentos e estimulos a exportacao. "Aqui o empresario a visto como fonte produtora de
riqueza e nao como contribuinte", afirma
o secretario Nelson Teixeira animado corn
os resultados da nova assessoria.
Outro programa interno da Secretaria nos
dois anos de governo Paulo Egydio foi o
de treinamento dos recursos humanos. Esse programa realizou cursos de aperfeicoamento e motivacao para funcionarios em
todas as delegacias de Fazenda do Estado
e buscou novas °NO- es para a mäo-deobra qualificada, empregada no servico fazendario.
Um convénio corn o Centro de Integracao
Escola-Empresa esta empregando 200 universitarios que fazem estagio na Secretaria da Fazenda. Outro convênio permitiu
o aproveitamento de 100 menores encaminhados pela Funabem. n
Cede: o programa dos orcamentos
Se todas as empresas, autarquias e fundaciies controladas pelo
Estado fossem juntadas elas representariam, pelo menos, 70 por
cento do investimento e 90 por cento da divida do Estado. No entanto essas 71 entidades nao estavam sujeitas a urn controle orcamentario unificado e encontravam-se espalhadas entre todas
as secretarias de governo. Os orcamentos, por sua vez, apresentavam caracteristicas completamente diferentes. Ao lado de lucros invejaveis do Banespa, deficits histOricos como o da Fepasa.
Agora o orcamento dessas 71 instituiciies estao reunidos e orientados pela Coordenadoria das Entidades Descentralizadas —
Cede — a mais nova Coordenadoria da Fazenda estadual.
A Coordenadoria tern a funcao de organizar os orcamentos dessas entidades e viabilizar seus programas dentro do orcamento.
Esse trabalho é feito atraves de "grupos setoriais de viabilizacao" que reane tecnicos da empresa, ou autarquia e os têcnicos
fazendarios que elaboram urn orcamento compativel corn os programas prioritarios de cada entidade.
Esses grupos setoriais podem tambern oferecer alternativas de
"politicas" que deveriam ser seguidas e por isso é possivel que
modificacOes mais profundas surjam de suas reuniiies.
Os grupos setoriais sao integrados por têcnicos das secretarias
envolvidas corn os programas da empresa, fundacào ou autarquia e coordenados por um tecnico da Secretaria da Fazenda.
Eles recebem a orientacao do prOprio governador sobre a politica a ser seguida em cada entidade ou em cada setor. Depois cuidam de viabilizar os programas dentro dessa orientacào. Mas o
sistema inverso tambem pode ocorrer.
O grupo podera julgar uma determinada providacia como necessaria e levar essa sugestao ao governador que pode aceita-la e
urn programa de viabilizacao e realizado em seguida.
De qualquer maneira, a coordenacao orcamentaria dessas entidades ja representa urn grande poder econOrnico, agora concentrado na Secretaria da Fazenda. Basta ver o lucro do setor financeiro — Banespa, Badesp e Caixa EconOmica — que em 1976
chegou a 2 bilhOes de cruzeiros. (ACR)
BANAS — De 07 a 20 de marco de 1977 — 17
AGRICULTURA
0 que foi feito em
dois anos de administracao
Ao assumir o governo do Estado, Paulo Egydio Martins fixou, como uma de
suas metas prioritarias, a agricultura, por
entender — segundo enfatizou — que esse
importante setor é suporte basic° de outras destacadas areas do contexto econelmico paulista.
E no decorrer dos dois anos de sua gestao, deu todo o apoio indispensavel a Secretaria da Agricultura, possibilitando ao
seu titular, Pedro Tassinari Filho, meios
para agilizar todos os setores da Pasta, de
molde a torna-la mais dinamica e atuante,
em condicaes, portanto, de atender a demanda, sempre crescente, tanto no setor
da assistencia tecnica, quanto no do foments e pesquisas.
Assim e que, nesse periodo, dez novas Casas de Agricultura foram construidas e
,instaladas nos municipios de Guarani
d'Oeste, Parapua, Icem, Sao Josè do Rio
Pardo, Tres Fronteiras, Florinea, Jales.
Capao Bonito, Jaborandi e Brotas, em cujas obras o governo do Estado aplicou recursos da ordem de Cri 7,1 milhOes.
ram aplicados nas construcao dos edificios-sede das Sub-regiOes Agricolas de
Guaratingueta, Botucatu, Santa Fe do Sul
e Registro; na construcao ou ampliacao
dos Postos de Sementes de Avare, Taubate e lbitinga; e na construcao do predio da
Delegacia Agricola de Jundiai.
Corn essas obras, tais unidades ganharam
condiciies de funcionamento compativeis
corn as necessidades da agricultura paulista no setor, ponto basic° para o seu desenvolvimento, adequado a realidade nacional.
Pesquisas
Importantes obras foram tambem realizadas pelo governo do Estado. no campo
das pesquisas subordinado a Secretaria da
Agricultura. Todas elas, vindo de encon-
IS — BANAS — De 07 a 20 de marco de 1977
CrS 1 588.8.
ExposicOes
No setor da pecuaria, as exposicaes representam papel preponderance, visto que é
atravis delas que se processam os intercambios entre pecuaristas, gerando dai,
nao raro, alêm do equilibrio de determinadas ragas. oportunidades para cruzamentos que reforcam os rebanhos paulistas,
corn reflexos beneficos na producao e qualidade da carne e do leite.
Por isso, tambem para esse setor voltou o
governo do Estado sua atencao, que pode ser medida pelas seguintes obras, realizadas nos dois Ultimos anos, e nas quais
foram aplicados recursos da ordem
de CrS 84,1 milhaes:
I) Primeira etapa do conjunto do novo recinto de exposicaes de animais no Centro
Estadual da Agricultura — Agua Funda,
Capital CrS 83 156,7; 2) Galpiies especiais para bovinos no recinto de exposicOes de Presidente Prudente Cr$ 490,5; 3)
Reformas no recinto de exposicaes de
Franca CIS 209,0; 4) Reformas no recinto
de exposicOes "Fernando Costa" — Capital CrS 294,9.
Assistència
Dotados de todos os recursos tecnicos e
de pessoal altamente habilitado, essas novas unidades dao assistencia a milhares de
agricultores que se dedicam as culturas de
café, soja, trigo, milho, arroz, algodao e
pecuaria de corte que, assim, podem, amparados por uma tecnologia adequada,
melhorar sua producao e, conseqiientemente, a sua produtividade, alcancando,
em decorrencia, a almejada rentabilidade.
Alern da construcao das dez novas Casas
de Agricultura, nesses dois anos de gestao, o governador Paulo Egydio Martins
aprovou piano de reforma de outras 20
dessas unidades que foram reformadas ou
ampliadas, a fim de serem convenientemente dotadas dos requisitos indispensaveis a sua finalidade.
Foram as Casas de Agricultura de Valparaiso, Estrela d'Oeste. Avari, Taiáva. Sao
Bento do Sapucai, Juquia, Mariapolis,
Guararapes, Nova Granada, Mineiros do
Tiete, Jair. Sao Jose da Bela Vista. Casa
Branca, Itaporanga, Rio das Pedras, Tupa, Sao Luiz do Paraitinga, Ribeirao Pires. Sao Pedro e Presidente Alves, em
cujas obras foram aplicados recursos no
montante de CIS 3.9 milhOes.
Igualmente nesses municipios, o retorno
se fez sentir quase que de imediato, visto
que as milhares de propriedades neles localizadas aumentaram sua producao e
produtividade, no que diz respeito as culturas de café, milho, arroz, trigo, algodao,
cana-de-acircar, frutas e as atividades
pecuarias de corte e leite.
Ainda no setor da assistencia tecnica,
recursos da ordem de Cr$ 18,8 milhOes fo-
1) Predio para laboratOrio: adaptacao de
predio para analises bromatolOgicas e digestibilidade; e currais, na Estacao Experimental de Andradina CrS 739,1; 2) Predio
industrial do Conjunto da Usina-Piloto de
Pescado — Bloco A — Guaruja CrS
2 070,0; 3) Usina-Piloto de Carnes —
Campinas CrS 1 525,2; 4) Primeira etapa
do Centro de Pesquisas de Recursos Naturais (instalacao) — Ilha do Cardoso CrS
5 503,2; 5) Segunda etapa do Centro de
Pesquisas de Recursos Naturais (instalacao) — Ilha do Cardoso CrS 5 221,5; 6)
Segunda etapa da Usina-Piloto de Pescado — Guaruja Cr$ 1 921,6; 7) LaboratOrio de Sorologia da Seca° de Febre Aftosa
do Institute BiolOgico — Capital CIS
773,5; 8) Primeira etapa do Centro de Pesquisas — Cedaval — em Pariquera-Acu
Cr$ 5 271,9; 9) LaboratOrio de Producao
de Vacinas contra Febre Aftosa — Instituto BiolOgico — Capital CrS 823,8: 10) LaboratOrio de Biologia Pesqueira — Santos
Museus
PEDRO TASSINARI FILHO
tro as vicissitudes de importantes areas de
trabalho da Secretaria, passaram a oferecer aos tecnicos da Pasta meios e condicOes para realizarem pesquisas altamente
significativas no desenvolvimento de projetos e programas que, a curto ou medio
prazos, propiciarao a agricultura paulista
— em todos os seus setores — a solucao de
problemas ligados a producao e a produtividade, ao desenvolvimento e as areas ligadas a defesa sanitaria vegetal e animal.
Nessa area, o governo paulista destinou
• recursos da ordem de Cr$ 25,4 milhaes,
distribuidos pelas seguintes obras:
Finalmente, aplicou o governo do Estado
de Sao Paulo, na area subordinada a Secretaria da Agricultura, recursos da
ordem de Cr$ 2,1 milhOes, em obras realizadas em dois importantes museus, pontos de consideravel afluxo humano. e onde
podem ser apreciados raros especimes da
nossa flora e fauna ictiolOgica.
Essas durante os dois primeiros anos de governo de Paulo Egydio. podem ser resumidas da seguinte forma:
1) Restauracao e recomposicao arquitete•nica do predio do Museu "M. Nascimento" — Santos CIS 1 143,5; 2) Recomposicao arquitetemica do Museu Florestal no
Horto Florestal — Capital Cr$ 986,4. 0
OBRAS
Planos ate o ano 2000;
agora, so faltam os recursos
Fernando Henrique Francisco de Barros, SecretArlo de Obras e do Meio
Ambiente, surpreendeu-se corn a pergunta
do reporter sobre o impacto dos cortes
nos investimentos governamentais naqueIa Secretaria. A resposta de Francisco de
Barros, contudo, foi ainda mais surpreendente:
"Diga-me, esta reportagem sera contra ou
a favor do Governo?"
A seguir, talvez percebendo o deslize que
cometera, nao esperou pelo termino da resposta do reporter e, afirmando que "seria
sincero", alegou nao saber ele prOprio se
todas as obras projetadas por sua Secretaria teriam verba federal suficiente para sua
execucao. Estávamos, precisamente, no
dia em que o governador Paulo Egydio fora solicitar recursos ao presidente Geisel.
0 clima da Secretaria de Obras e do Meio
Ambiente nao e exatamente daqueles de
fazer inveja. 0 peso das responsabilidades
para corn problemas tais como saneamento bAsico, eletrificacao, enchentes e poluicao, a nivel estadual, exige uma concentracao de recursos humanos e flnanceiros
que a prOpria Secretaria parece longe de
ter:
"Nossos recursos bastam ate fins de abril,
quando acabarao. Dai a necessidade dos
financiamentos suplementares, negociados
em Brasilia." E, do jeito como anda sao
Paulo, a Secretaria vai necessitar de muito
dinheiro. Ate 1979, pelo menos Cr$ 7,6 bilhOes para diminuir o problema das enchentes na capital e no interior: CrS 8,6 bilhOes para obras de saneamento bAsico ou
CtS 17,7 bilhOes ate 1985, a precos de
janeiro de 1976: CrS 2,6 bilhOes para
acabar corn a poluicao das praias do litoral paulista; e outros bilhOes mais, continuamente remanejados de acordo corn
possibilidades cada vez mais exiguas diante do crescimento dos problemas provocados pela industrializacao de Sao Paulo.
Agua e esgoto
"Apenas 4 por cento dos esgotos em
todo o Estado sao tratados, e o resultado
disto reflete-se na composicao atual de
nossos rios: 3/4 partes de Agua para 1/4
parte de efluentes."
0 problema dos esgotos nao se restringe,
ao contrArio do que muitos imaginam,
Area metropolitana: "Alem disso, dos 572
municipios do Estado, 485 estao corn os
rios completamente poluidos ou obstruidos por detritos de esgoto".
Considerado objetivo prioritario do Governo Paulo Egydio, o saneamento bAsico
tern ate urn belo plano-diretor para resolver os problemas referentes a Agua e esgoto: para beneficiar 80 por cento da populacao do Estado, sera() aplicados cerca de
FRANCISCO DE BARROS
Cd 38,8 bilhOes ate o ano 2000. E ate
agora?
"Nestes dois anos de governo estadual, ja
investimos mais de CtS I bilhao no tratamento de agua e, corn estes investimentos,
conseguimos reduzir a mortalidade infantil de 112 a 62 Obitos em cada mil nascimentos, na regiao metropolitana".
Embora seja discutivel que quern investiu
CrS 1 bilhao ern dois anos consiga aplicar
CrS 38 bilhOes nos prOximos 23, o certo é
que, antes mesmo dos cortes, a Secretaria
de Obras ja resolvera por conta prOpria
elaborar pianos mais modestos. 0 novo
canal do Tieté na capital, por exemplo,
nao so conta corn CrS 1 bilhao a menos
(sera o mesmo bilhao?), como tambern comecari a ser construido, apenas em 1979,
e nao mais este ano, como estava previsto.
Por outro lado, a partir do ano passado a
Secretaria de Obras comecou a tratar da
poluicao dos rios do interior, atendendo já
a cerca de 120 municipios, segundo Francisco de Barros. Alem disso, a Sabesp conOulu 487 quilOrnetros de redes de Agua na
Grande Sao Paulo.
Poluicão
Nao menos grave é o problema da poluicao. "Na epoca escondi o fato, mas no
ano passado a situacao de Capuava era
tao grave que, pelas possibilidades matemAticas, teriamos nove dias de situacao
de emergéncia, nos quais a populacao seria retirada da cidade. Isto nao ocorreu. A
Secretaria passou a fornecer combustive!
especial para as inddstrias da regiao, a fim
de evitar a concentracao do perigosissimo
dioxido de enxofre".
A grande novidade destes anos, apos a implantacao da Cetesb, foi a Operacao Inverno do ano passado, acompanhada pela
legislacao federal e estadual a respeito do
assunto. "Desde sua implantacao, conseguimos estabelecer 5 400 pontos de con-
trole em Sao Bernardo e imediacOes, reduzindo o diOxido de enxofre em 32 por cento em Capuava e em 20 por cento na regiao metropolitana. Pode ser que nao se
note, mas o ar de Sao Paulo esta urn pouco mais limpo".
Atacando agora o monoxido de carbono,
a Secretaria de Obras e do Meio Ambiente ja esta corn a estratigia definida para
1977: "Talvez tenhamos de interromper o
trffego de veiculos no centro da capital,
por alguns dias. E imprescindivel uma regulagem dos motores, pois verificamos
que enquanto a concentracao de material
particulado diminuiu, nas areas de trAfego
intenso ela aumentou: durante mais de
dois meses da Operacao Inverno no ano
passado, as concentracOes de monoxido
de carbono estiveram acima de 15 partes
por milhao (nivel de atencao), no centro
da cidade.
Francisco de Barros admite que o problema da poluicao pelos detergentes ainda
tardarã alguns anos, ate a PetrobrAs fabricar o biodegradAvel e os esgotos estiverem devidamente tratados. JA a poluicao
industrial estaria sendo mais controlada:
"As novas indUstrias so sao autorizadas a
entrarem em funcionamento, dispondo de
aparelhagem antipoluidora. Nas inclastrias ja existentes, cerca de 1 400 projetos
estao sendo implantados e os fornecedores de equipamentos nao conseguem atender ao crescimento da demanda".
Eletrificacão
Alem do problema das enchentes, tarnbem esperam definicao os pianos para eletrificacao rural, dos quais depende o futuro das barragens do Tiete e Porto Primavera. Em 1976, as receitas de exploracao
da CESP aumentaram em 55,9 por cento,
em relacao a 1975, enquanto sua producao energetica global aumentou 15,4 por
cento.
Urn setor menos divulgado da Secretaria
— o Departamento de Obras e Edificios
PUblicos — concluiu em 1976 urn total de
806 obras de construcao, reforma ou ampliacao, corn recursos de CrS 914 milhOes.
Dentro destas construcaes incluem-se 128
pontes em 104 municipios, trës novos institutos para menores,uma oficina profissionalizante e urn complexo recreacional-esportivo, a Peninteciaria Regional de Araraquara e outras 107 obras para a Secretaria de Justica; 306 para a Secretaria da
Sande; 106 para a Seguranca e apenas 17
para a do Trabalho, entre outras.
Finalmente, em 1976 foi criado o Grupo
Tarefa de Atendimento aos Municipios,
para atender as necessidades mais urgentes das pequenas cidades que flat) dispOem
de recursos para solucionar seus problemas hidricos e de saneamento basic°. Trabalhando em funcao das prioridades levantadas em cronograma pelo DAEE. o Grupo Tarefa vem trabalhando no desassoreamento de rios e outros servicos de emergincia no interior. ❑
BAN AS — De 07 a 20 de marco de 1977 — 19
ADMINISTRACÃO
A meta desta secretaria é
o bem-estar do servidor
"Ao assumir, ha dois anos, o cargo para o qual haviamos sido convidados, recebemos, junto corn a Pasta, que pela primeira vez emergia na hierarquia superior
do Estado, a heranca de uma colcha de retalhos, conseqiiencia de fatores diversos,
cujas origens nada adiantaria identificar".
0 depoimento e do secretario da Administracao, Adhemar de Barros Filho, que se
licenciou da Camara dos Deputados para
ser o primeiro titular do novo Orgao do
Governo do Estado.
"Mas — continua — haviam nos sido transmitidas as diretrizes estabelecidas pelo governador Paulo Egydio Martins, que, antes mesmo de assumir, convocara uma
qquipe de 200 tecnicos para estabelecer
seu piano de acao governamental. A posicao do governo, corn referencia a administracao e ao funcionalismo, estava bem definida. 0 ato de criacao da Pasta ja definia a filosofia adotada e destacava a importancia emprestada a estrutura burocratica estatal.
No que se refere a area de prestacao de
servicos, envolvendo, conseqiientemente,
os servidores — considerada prioritaria
conhecida "a necessidade de enfrentar
—era
o desempenho ainda precario do atendimento ao ptiblico". Era recomendado, desde logo, o desenvolvimento de "programas que permitissem gradual modernizacao e flexibilidade, atingindo eficiéncia e
eficacia crescentes".
Recursos humanos
"Depois das primeiras medidas corn vistas a instalacao da Secretaria — prossegue
Adhemar de Barros Filho — cuidamos de
verificar o niimero exato de servidores na
administracao centralizada do Estado.
Eram 313 599, de acordo corn recente levantamento da Secretaria da Fazenda, ou
seja, para cada mil habitantes, havia
13,22 deles: 11,94, no atendimento direto
ao pablico".
"Desse total, 90,32 por cento pertenciam
as Secretarias que prestam servicos diretamente a populacao, ficando 9,68 por cento para as demais. Somente as pastas da
Educacao (71,32 por cento) e da Saiide
(10,03 por cento) ocupavam 81,34 por
cento dos recursos humanos do Estado, ficando 18,66 por cento para as restantes
16 Secretarias. Tais dados demonstram
que o funcionalismo pUblico paulista atua
em areas de importancia basica para o
bem-estar da comunidade, muito longe de
constituir-se — como imagem destorcida
que se formou — em classe parasitaria,
sustentada pelo dinheiro
"Mas, desde logo, constatamos a necessidade de aperfeicoamento dos servidores.
20 — BANAS — De 07 a 20 de marco de 1977
(sem acrescimo) e 36 389 novos registros
(10 por cento).
No que diz respeito ao setor previdenciaHo. a cargo do Instituto de Previdencia do
Estado de Sao Paulo — IPESP — como o
HSPE, e Orgao vinculado a Secretaria da
Administracao — ha o empenho de criarse, por assim dizer, nova autarquia, atualizada e de tecnica moderna, ativando-se
suas diversas carteiras, notadamente as
criadas na atual administracao: a dos Deputados a Assembleia Legislativa houve extensao para atender, corn beneficios
de aposentadoria e pensào, aos deputados
que integram a bancada paulista na Camara Federal e aos vereadores, pensando-se,
agora, nos prefeitos municipais); de Bolsas de Estudos (que financiam estudantes
ADHEMAR DE BARROS FILHO
Para tanto, foi estabelecido programa dividido em duas partes: 1) treinamento,suplementar, entendido como acao educacional; e 2) reciclagem de servidores, abrangendo cursos de aperfeicoamento para
atualizacao permanente do pessoal empregado. E, estabelecido o roteiro de trabalho
corn esse objetivo, ja em 1975, eram promovidos 221 cursos para 8 526 servidores
(4 970 da capital e 3 556 do interior). Tal
nirmero se elevou, no ano passado, para
369 cursos, freqiientados por 14 741 funcionarios de todo o Estado.
Assistència e previdência
Declara Adhemar de Barros Filho que, para melhor atender as suas finalidades, o
Hospital do Servidor Publico Estadual,
responsavel pela assistencia mêdico-hospitalar aos funcionarios estaduais e seus dependentes, recebeu importances melhorias
no setor de obras: foi concluido o Servico
de Terapia Intensiva (no 69 andar, ala central norte), corn enfermarias de 16 leitos;
reforma das alas do 29 andar, para aumento de leitos (40 de emergencia e 35 para
enfermaria de policlinica); instalacao do
Servico de Psiquiatria (70 leitos para adultos e 30 para criancas). com a reforma do
antigo edificio da administracao, instalando-se, ainda, os respectivos consultOrios e
unidades de tratamento; e instalacao do
Servico de Oncologia (70 leitos e mais os
ambulatOrios).
No ano passado, o Hospital do Servidor
registrou 1 043 540 consultas (10 por cento a mais em relacao a 1975), 126 638 casos de emergencia (subiram 100 por cento), 56 396 internacOes (20 por cento a
mais), assistencia a 584 420 pacientes-dia
(mais 40 por cento), 1 913 545 exames
complementares (20 por cento de acrescimo), 98 853 cirurgias (mais 20 por cento),
6 332 partos, corn 6 353 nascimentos
universitarios, sejam servidores ou dependentes, corn reembolso apOs a conclusao
de cursos) e de Lazer (para financiar ferias e periodos de licenca-prernio dos funcionarios e familiares).
Segundo Adhemar de Barros Filho, o
IPESP, apOs levantamento patrimonial
(terrenos de sua propriedade e retomados
pela Carteira Predial), cuida da regulamentacao de areas que possui na Cidade
A.E. Carvalho (cerca de 1 400 000 m2),
corn vistas a construcao, em uma das glebas, de 290 unidades residenciais, corn valor estimado entre 80 mil e 180 mil cruzeiros (o projeto ja foi aprovado pela Prefeitura e a obra encontra-se em concorrencia), alem de outras 1 114 unidades, estas
dependendo de aprovacao pela Municipalidade.
Projeta, igualmente, construir 18 edificios,
corn "pilotis", no bairro do Tucuruvi, corn
seis apartamentos cada, ao preco unitario
de CrS 200 mil, alem de predios de apartamentos, cada urn corn quatro pavimentos,
e unidades de valor superior aos anteriores, no Jardim Previdencia e no bairro da
Ha. por outro !ado, estudos para aproveitamento ou alienacao de areas nao construidas, na capital, e aquisicao de glebas
em Santos e Aracatuba, para edificacao
de nucleos residenciais de baixo custo para servidores de medio poder aquisitivo.
Reportou-se ainda o titular da Pasta da
Administracao ao piano, ja estabelecido,
corn vistas a descentralizacao das atividades da Secretaria, abrangendo as 1I RegiOes Administrativas do Estado, atraves
de Delegacias Regionais. Para tanto, serao aproveitadas e ampliadas unidades
que o IPESP e o IAMSPE mantém em cidades paulistas e criadas outras, para levar os servicos da Secretaria da Administracao e Orgaos vinculados, especialmente
aos pequenos e medios municipios.
Corn isso, os servidores publicos estaduais, bem como os pertencentes aos quadros de Prefeituras que tern convénios
corn a Secretaria da Administracao, poderao contar, nas prOprias sedes de exercicio, corn cursos, assistencia medica e previdenciaria.
TRABALHO
Emprego, orientacao
e lazer: so para trabalhadores
"Dentro da filosofia do governador
Paulo Egydio, nossa pasta vem recebendo
todo apoio das autoridades estaduais e federais, visando, prioritariamente, ao relacionamento mais franco corn a classe operaria". Corn estas palavras, Jorge Maluly
Neto, Secretario das RelacOes do Trabalho do governo do Estado, abre seu depoimento, procurando enfatizar a tOnica dentro da qual se busca este relacionamento:
"Procuramos atender aos problemas dos
trabalhadores atraves dos Departamentos
de Recursos Humanos, Lazer do Trabalhador, Atividades Regionais e Assistencia Sindical".
Apenas este ultimo Departamento, afirma
Maluly Neto, esta procurando dar todo o
apoio necessario a mais de mil sindicatos
em Sao Paulo, "trabalhando ao lado de
seus dirigentes, promovendo suas entidades e fortalecendo o movimento sindicalista em todo o Estado".
A assistencia sindical nao é, porem, tudo,
e os dados surgem mais precisos quando
o Secretario fala de outras atividades. "Estamos implantando gradativamente, numa
primeira etapa que abrange 159 cidades
do interior, (nas quais os trabalhadores estao geralmente desprovidos de equipamentos de lazer e cultura), Centros de Lazer
proporcionando as suas familias quadras,
piscinas, campos de futebol, cursos profissionalizantes, creches, escolas de artesanato e palcos para teatro, entre outros."
Em major escala, acrescenta o Secretario,
os Centros Sociais Urbanos fazem parte
do Plano de Desenvolvimento das Cidades Medias do Governo federal e a Secretaria foi responsive', nestes dois anos de
governo estadual, pela implantacao dos
primeiros cinco centros deste tipo. Seu
objetivo: "fornecer a infra-estrutura necessada para a valorizacao do homem, como
ser social e produtivo que é".
BOias-frias
Aparentemente dentro desta mesma filosofia e ritmo de trabalho, a Secretaria do
Trabalho vem se debrucando sobre o problema do trabalhador volante no interior
do Estado. Os estudos a respeito, esclarece o Secretario, nao foram, entretanto,
concluidos, embora a Pasta ji venha fazendo alguma coisa a respeito nos ultimos
tempos.
"Estamos sindicalizando mais de 50 mil
de urn total estimado em 400 mil "bOiasfrias", atraves da Campanha de Sindicalizacao do Trabalhador Rural Volante. No
mesmo sentido, acabamos de assinar urn
convênio corn o Ministerio do Trabalho,
no valor de Cr$ 5,8 milhaes, para a instalack) de 12 Cooperativas de Trabalho,
objetivando amparar os trabalhadores volantes em Ourinhos, Lins, Avare, Junquei-
rOpolis, Santa Fe do Sul, Guariba, Andradina, Guaiba, Franca, Jail, Palmares
Paulista e Rio Claro."
Esclarece Maluly Neto que cads Cooperativa fara urn trabalho diretamente corn os
fazendeiros e, a partir dai, ficara responsavel pelo servico dos "bOias-frias" e pelos
seus direitos, garantindo-lhes ferias, descanso semanal remunerado, 13 9 salario.
auxilio-doenca, salario-familia e outros
beneficios estabelecidos em lei.
"Ate mesmo no periodo da entressafra.
quando o "bOia-fria- fica sem servico, a
Cooperativa, por intermedio de acertos
corn a Prefeitura local, requisitara o cooperado para executar diversos servicos.
como, por exemplo, conservacao de parques e jardins, desobstrucao de bueiros,
varricao de ruas, etc."
Acidentes
Urn dos fatores que mais estaria
preocupando sua Secretaria sat) os acidentes de trabalho. "Para se ter uma ideia da
JORGE MALULY NETO
gravidade desse problema, basta dizer que
entre 1970 e 1974 foram registrados, em
todo o Pais, cerca de 7,5 milhOes de acidentes do trabalho, corn uma perda total
de 135 milhOes de Bias de servico. Mais de
14 mil trabalhadores morreram e cerca de
200 mil tornaram-se permanentemente incapacitados. Os custos diretos e indiretos
dos acidentes somaram Cr$ 18,25 bilhaes,
sem correcão monetaria."
Embora nao citasse as cifras de 1975 e
1976, o Secretario das Relacties do Trabalho disse que, em face do problema, determinou a realizacao de estudos praticos e
aumentou o quadro do pessoal especializado — medicos e engenheiros — para maior
orientacao de empregados e empregadores. No total, foram contratados 450 profissionais; reuniOes foram promovidas em
%/arias cidades do interior, corn a participacao de lideres sindicais, empresarios, universitarios e profissionais, sob a responsabilidade da Comissao Interna para Prevencao de Acidentes (CIPA).
Por outro lado, em funcao do Sistema Nacional de Emprego, a Secretaria do Trabalho criou, na capital e em cidades do interior. varios postos de atendimento ao trabalhador, fornecendo orientacao trabalhista e previdenciaria e colocaciies aos que
os procuram. "No posto sla Grande Sao
Paulo, na Avenida Brigadeiro Luiz Antonio, sao atendidas mensalmente cerca de
180 a 200 mil pessoas".
Da mesma forma. procura-se ativar a profissionalizacao do trabalhador, corn a realizacao de diversos cursos promovidos pelo Departamento de Recursos Humanos,
entre eles: Orientacao Trabalhista, Legislack) Previdenciaria, Atendentes de Enfermagem Basica, Carpinteiros de Obras,
Higiene e Limpeza Hospitalar, Pedreiro e
Organizacao Social, Politica e Sindical do
Brasil, alem de seminarios de Higiene, Seguranca do Trabalho e Fiscalizacao.
Cultura popular
Urn dos projetos originais da Secretaria
do Trabalho: acelerar o desenvolvimento
da Superintendéncia do Trabalho Artesenal nas Comunidades para utilizá-la como
meio de expandir as atividades artesanais,
corn a finalidade de garantir meios de subsistincia para milhares de pessoas.
Alêm disso, em colaboracao corn as Secretarias de Cultura, Turismo e da Prefeitura, a Secretaria de RelacOes do Trabalho
construira urn Centro de Artesanato e Arte Popular (C A AP), de quatro pavimentos, sobre a garagem da Emurb, na Praca
das Bandeiras. "Pela primeira vez. Sao
Paulo tera urn local centralizador de atividades culturais e de atracao turistica, corn
artesanato, folclore, comidas tipicas, teatro, samba, chorinho, etc."
No setor esportivo, Maluly Neto promoveu diversas competicaes, reunindo aproximadamente 50 mil atletas, entre as
quais, os Jogos Metropolitanos, o campeonato Estadual Inter-Sindical. a Olimpiada
do Trabalhador e o Campeonato de Futebol "Dente-de-Leite":.
"Tambern implantamos o Centro Educativo, Recreativo e Esportivo do Trabalhador (Ceret), corn 280 mil m2, entre Tatuape e a Vila Formosa, na cidade de Sao
Paulo. Alem de diversas modalidades esportivas, seus 12 mil associados participam de concursos de cartazes, pintura,
bordados e freqiientam cursos de corte e
costura e culinaria",
Finalmente, a Secretaria de RelacOes do,
Trabalho ja esta colocando a disposicao
dos trabalhadores sindicalizados e de seus
dependentes bolsas de estutlos, dirigidas
as camadas mais carentes da populacào.
O bolsista devera comecar a reembolsar
os custos passado urn ano de sua formatura, corn juros de 15 por cento ao ano, sem
correcao monetaria. 0
BANAS — De 07 a 20 de marco de 1977 — 21
EGUROS
OVAL DE
NTER
NCIMEROS CONSOLIDADOS DO EXERCICIO DE 1976 DAS COMPANHIAS
Companhia
Internacional
de Seguros
PASSIVO
ATIVO
IMOBILIZADO
lin(Weis para use prOprio lin(Weis vinculados a SUSEP M6veis, Mtiquinas, Utensilios e Velculos Outras ImobilizacOes Cr$
145.822.941,83
18.810.840,86
14.813.788,81
3.448.913,11
REALIZAVEL
Int&els para renda ou venda Titulos da divide pOblica Titulos mobiliarios Empn§stimos garantidos e Mulct's a receber Dep6sitos diversos Contas de Regularizacdo 4.255.322,97
72.260.654,46
212.637.147,80
12.725.644,06
23.606.923,25
99.097.806,33
DISPONIVEL
Caixa Bancos – C/movimento Titulos da divide pOblica PENDENTES
Ap()Uses emitidas Outras pendancias 103.148,25
30.853.681,24
31.495 992,66
126.248.608,03
16.609.731,68
Cr$
182.896.484,81
NAO EXIGIVEL
Capital Reserve p/integridade do capital Reserve de correcao monetaria Reserve de manutenotio de capital de giro
pr6prio Outras reserves livres DEPRECIAQOES E PREVISOES
DepreciacOes acumuladas de imOveis DepreciacOes acumuladas de m6veis e velculos Cr$
223.500.000,00
5.057358,98
10.109.263,85
30.180.629,42
24.800.524,40
Cr$
293.827.774,65
5.018.122,85
6.829.611,37
11.847.734,22
108.495.436,36
5.958.071,63
73.553.202,46
8.585,00
3.805.117,05
1.933.526,10
193.753.938,80
6.940.000,00
83.585.757,32
15.799.704,20
106325.481,52
72.106.097,48
126.246.608,03
8.881.530,84
207.234.238,15
424.583.498,67
62.452.822,15
142.856.339,71
RESERVAS TtCNICAS
Reserves de riscos nao expirados Reserve matematica Reserve de sinistro a liquidar Reserve de seguros vencidos Fundo de garantia de retrocessoes.. Outras reserves e fundos EXIGIVEL
Compromissos imobiliarios Contas de regularizacao . Provisao p/imposto de renda PENDENTES
Lucros e perdas PrOmios e emolumentos Outras pendencias Soma
Companhia
Internacional
de Capitalizacao
Companhia
de Seguros
Rio Branco
812.789.145,14
Soma 812.789.145,14
812.789.145,14
Soma 477.50.447,16
CONTAS DE COMPENSAQAO 1 290 239.592,30
Total Geral do Ativo 812.789.145,14
Soma 477.450.447,16
CONTAS DE COMPENSAQAO Total Geral do Passivo 1.290.239.592,30
RESUMO DA DEMONSTRAQAO DA CONTA LUCROS E PERDAS EM 1976
CREDITO
DEB/TO
SEGUROS
Prémios Sinistros, salvados e ressarcimentos Participaosio de lucros e resgates Despesas Operacionais Diversase Comissbes
Reservas tecnicas (incremento) Cr$
197.741.803,02
264.611.774,92
9.471.890,67
336.790.998,61
66.412.306,77
Cr$
Cr$
Cr$
SEGUROS
812.300.271,97
Pramios 42.128.894,23
Sinistros, salvados e ressarcimentos 576.420,44
Participaoiro lucros e resgates Comissoes e receitas operacionais diversas. 206.262.971,74 1.061.268.558,38
875.028.773,99
RECEITAS ADMINISTRATIVAS 87.678.255,71
RECEITAS PATRIMONIAIS DESPESAS PATRIMONIAIS 5.585.451,85
DEPRECIAQOES 3.766.405,10
CAPITALIZA pito
Despesas c/capitalizacao Reservas tecnicas (incremento) EXCEDENTE DO EXERCICIO
Man utencalo do capital de giro piton° Provisao p/imposto de renda Lucro liquido do exercicio Total Geral do Dthito .. 2.203.656,29
149.462.282,82
DESPESAS ADMINISTRATIVAS 5.742.447,03
1.293.297,33
7.035.744,36
30.116.870,55
15.799.704,20
72.056.699,59
117.973.274,34
1.158.851.932,46
CAPITALIZAQA-0
Prémios Receitas patrimoniais Total Geral do Credito 4.173.546,60
3.527.915,48
7.701.462,08
1.158.851.932,46
Contador
Cyro de Lima Cordeiro
CRC-R.1 – 005.001-6
TURISMO
Turismo em Sao Paulo:
retorno rdpido para o capital
"0 Estado so vai onde o particular nao
vai" diz o deputado Ruy Silva resumindo
sua filosofia de trabalho nos tiltimos dois
anos na Secretaria de Esportes e Turismo
do Estado de Sao Paulo. Em conseqiiéncia, a Secretaria de Turismo tern atuado
como entidade pioneira em abrir novas
frentes, criando pontos de interesse corn a
finalidade de atrair os investimentos da iniciativa privada. Em Peruibe, por exemplo,
a Secretaria construiu e estA operando urn
hotel que funcionarA como polo de atracao para os investimentos particulares e
para a exploracao dessa parte do litoral.
Na opiniao de Ruy Silva, que tambem e
empresario, o turismo e urn born negOcio
porque os investimentos nesse setor permitem o retorno rApido do capital imobilizado. Alem disso a demanda e crescente no
Es'tado de Sao Paulo.
Decreto 9 194
Certamente foi visando atrair novos investimentos que o governador Paulo Egydio
assinou o decreto 9 194 que disciplina a
utilizacao do solo em "zonas declaradas
de interesse turistico". 0 decreto da poderes a Secretaria para controlar o gabarito
das construcOes, reformas e loteamentos
nas regiOes hidrominerais, margens de estradas, costa litoranea, ilhas e areas verdes.
Corn esse instrumento, a Secretaria poderA — alem de proteger os pontos turisticos
contra a utilizacao predatOria — orientar
os investimentos para essas regiOes. 0 controle funcionaria, nesse caso, como urn fator de seguranca que garante a utilizacao
da area para fins de turismo.
Embora o decreto tenha sido assinado no
inicio de fevereiro, os seus efeitos so poderao ser sentidos nos prOximos anos quando a Secretaria tern, alem da legislacao,
uma empresa. A maioria dos Estados, e
ate Municipios, possuem empresas
cas ou de economia mista que operam os
equipamentos turisticos de forma a garantir o reinvestimento e a ampliacao dos servicos.
Segundo o secretario Ruy Silva, Sao Paulo é o Unico Estado que nao tern uma empresa oficial de turismo. "Essa situacao
faz corn que a Secretaria tenha dificuldade
em operar esses equipamentos, como o caso de urn hotel, urn teleferico ou em obter
a lavra de uma fonte de Agua mineral que
so é concedida a uma empresa. Nos construimos equipamentos em Aguas da Prata, por exemplo".
"0 Estado vai IA — prossegue o secretario
— faz hotel, faz tudo e na hora de pegar a
agua nao pode porque uma empresa vai
ao Ministerio (Minas e Energia) e o Ministerio da o direito de lavra para essa empresa. Entao, tudo aquilo que foi feito, foi em
funcao de uma Agua que o Estado nao
tern o direito de lavra".
Lazar
Em urn Estado densamente povoado como Sao Paulo, o turismo estA ligado ao lazer da populacao. Essa orientacao tem
RUY SILVA
predominado sobre o "turismo receptivo"
que busca trazer turistas de outros Estados ou do exterior.
Os recursos de lazer em Sao Paulo estao
saturados e por isso a Secretaria estA procurando abrir novas opcOes. Os principais
projetos de lazer estAo ligados a Grande
Sao Paulo: reforma do Instituto Butantii,
abertura do Pico do Jaragufi e construcao
de uma plataforma maritima de pesca
amadora. 0 pico do Jaragua estit recebendo acomodacOes para area de lazer e acesso atraves de teleferico. A Plataforma Maritima, por-sua vez, esti sendo construida
em Itanhaim e vai permitir pesca amadora em mar avancado, dlstante 400 metros
da costa.
No interior a Secretaria estA reformando a
Caverna do Diabo, que recebera nova iluminacao, e vai construir uma grande area
na represa de Capivara que poderà ser utilizada por quase 2 milhOes de pessoas.
0 turismo receptivo fica limitado ao grande focq da capital do Estado. Mas esse turismo e "turismo de negOcios" porque as
pessoas de outros Estados e do exterior
sao atraidas a Sao Paulo pelas atividades
comerciais e acabam dedicando a noite para o lazer. E assim que o secretario explica
o grande mimero de estabelecimentos noturnos que funcionam na capital.
Esporte
No setor de esporte, a Secretaria estA ampliando a rede de equipamentos esportivos
espalhados por 202 Municipios. Em 1976
foi contratada a construcao de 72 piscinas,
oito ginisios, 18 quadras iluminadas e 14
campos de futebol. 0 secretario Ruy Silva
considera o equipamento esportivo do Estado como satisfatOrio, embora ainda seja
subutilizado.
Na sua opiniao, a obrigatoriedade de se
praticar esporte nas escolas inibe o desenvolvimento esportivo porque "tudo que é
forcado ninguêm quer fazer".
Em 1976, as promociies esportivas patrocinadas ou organizadas diretamente pela
Secretaria chegaram a movimentar aproximadamente 200 mil atletas, na grande
maioria, estudantes. Mas existe um piano
para massificar o esporte sem competicao.
E da pritica que vai sair o campeao, nao
das escolas — conclui o secretario. C1
Informacao, a vida do turismo
•
0 principal projeto em andamento na Secretaria de Esportes e
Turismo é o "Sistema Estadual de Dados Estatisticos".
Dentro desse sistema, a Secretaria tern urn cadastro de todas as
informacOes setoriais de forma a permitir o planejamento em ba
ses seguras em qualquer novo empreendimento turistico dentro
do Estado.
0 cadastro ira registrar as estatisticas do turismo paulista tais
como: correntes turisticas (entrada e saida de passageiros), movimentacao dos turistas dentro do Estado, inventArio do equipamento (rede hoteleira, restaurantes, servicos turisticos).
Esses dados incluirao indicadores econOmicos globais e sua interrelacào corn o setor de turismo e poderao medir, ate mesmo, o
24 — BANAS — De 07 a 20 de marg.() de 1977
impacto econOmico do turismo de estrangeiros, através das verificacao do periodo de permanéncia e do volume de divisas deixadas no Estado.
0 "Sistema" contera ainda urn inventArio de recursos turisticos
incluindo, nessa categoria, os recursos histOricos e culturais,
alem dos pontos naturais de atracao. Sera possivel localizar-se
urn museu, ou urn centro de artes, pontos histOrieos, folelore e
outros recursos considerados culturais.
O manuseio do "Sistema" possibilitara a consulta atraves de fichas, atualizadas periodicamente em agencias de viagem, postos
de informacOes e Orgaos de planejamento. (ACRL)
CULTURA
Max Feffer: cultura,
base de nosso desenvolvimento
Levar a cultura em todas as suas manifestacOes ao interior do Estado e apoiar e
promover a pesquisa e o trabalho cientifico tern sido as metas prioritarias da Secretaria da Cultura. Ciencia e Tecnologia, na
administracao Max Feffer.
Essa pasta do governo do Estado de Sao
Paulo engloba tres campos de atuacao
que exigem uma atencao especial de cada
urn, tanto para a capital como para o interior. Tendo em vista o objetivo de interiorizacao da cultura, da ciencia e da tecnologia, o secretario participou de 48 viagens
ao interior, quando foram feitos levantamentos dos problemas setoriais e regionais, para diagnOsticos e estudos, visando
a Urn atendimento programado.
Esse atendimento, na area da cultura, pode ser demonstrado pela realizacao de
aproximadamente dois mil espetaculos
artistico-culturais, dos quais 80 por cento
foram feitos no interior, atingindo municipios de todas as 11 regiOes administrativas. Estas promocOes levaram ao interior
espetaculos de teatro adulto e infantil, ballet, folclore, circo, jograis e mimica, alem
de urn grande nirmero de exposicOes de
arte em geral.
Trabalho para o menor
Esse desenvolvimento cultural pOde tambem ser sentido pelo trabalho desenvolvido atraves de convenio corn a Secretaria
da Promocao Social, para a apresentacao
de espetaculos que visam elevar o nivel
cultural dos menores abandonados e/ou
delinqUentes que estao internados nas Unidades de Triagem e Unidades Educacionais da Febem.
No ano passado, corn o conVenio tendo vigëncia apenas a partir de abril, foram realizados 578 espetaculos e 31 cursos, devendo estes nUmeros crescerem ainda mais
no decorrer deste ano em que o trabalho
ja se acha planejado, tendo sido ja atingidos perto de 200 mil menores. Muito mais
que a simples apresentacao de shows para
entretenimento, este trabalho tern o objetivo de colaborar na reeducacao dos menores, fazendo corn que sejam efetivamente
recuperados como elementos Uteis a sociedade.
Alêm de levar cultura a populacao, a promocao destes espetaculos abre ainda mais
o campo de trabalho para o artista nacional, inclusive corn a mobilizacao de elementos de outros Estados e mesmo do
interior, que assim podem mostrar seu valor em outras cidades e na capital.
0 Festival de Inverno de Campos do Jorciao, corn a presenca de artistas estrangeiros do mais alto nivel, que nä° so se apresentaram como ministraram cursos de
aperfeicoamento para quase duas centenas de estudantes bolsistas, foi outra noti-
vel realizacao da Secretaria da Cultura,
Ciencia e Tecnologia.
Ciencia e tecnologia
Na area de crencia e tecnologia, que deve
atender aos anseios de desenvolvimento tecnolOgico do Estado e do Pais, a Secretaria
atua atravis de seu Departamento de
Clincias Exatas e Tecnologia e do Instituto de Pesos e Medidas, alem de Orgaos de
administracao descentralizada como a
Companhia de Promocâo da Pesquisa
Cientifica e TecnolOgica do Estado de Sao
Paulo, Institute de Pesquisas TecnolOgicas, Fundacao de Amparo a Pesquisa do
Estado de Sao Paulo e Institute de Energia AtOmica.
de 60 unidades de pesquisa do interior do
Estado de Sao Paulo.
Entre os projetos isolados, que tambem foram iniciados no ano passado, podem ser
citados centros Tecnico em Celulose e
Papel e de Estudos de Fertilizantes, alem
de urn amplo programa de estudos na
Area habitacional, inclusive com a criacao
de urn "campus" de experimentacâo de
protOtipos habitacionais em Sao Bernardo
do Campo.
0 Instituto de Pesos e Medidas e o executor dos servicos metrolOgicos do Estado,
por delegacao de poderes do Institute Nacional de Pesos e Medidas. Atuando em
consonancia corn o esquema de protecao
ao consumidor, esquematizado pelo governo do Estado de Sao Paulo, o IPM exerceu seu trabalho fiscalizador corn o maior
rigor no ano passado, vistoriando instrumentos de medicao usados em transacOes
comerciais, num total de 356 452.
Outros institutos
Transformado em empresa pUblica, o
Institute de Pesquisas TecnolOgicas atendeu no ano passado a 231 solicitacOes,
sob a forma de convenios, contratos de
assistência tecnica e projetos de pesquisa.
Dessas solicitacOes, 65 foram de apoio tecnotOgico em obras de infra-estrutura no
Pais, 90 de pesquisa para indUstrias ou
entidades privadas e 15 trabalhos de consultoria de engenharia.
No ano passado varios programas tiveram prosseguimento enquanto outros foram iniciados, alem de urn grande nUmero
de projetos isolados. 0 Programa de Desenvolvimento TecnolOgico para Pequena
e Media Empresa, por exemplo, apresentou urn total de 150 projetos, num valor
global superior a 165 milhOes de cruzeiros, tanto em pesquisa e desenvolvimento
como em controle de qualidade.
Ainda no DCET foi desenvolvido o Programa de Informacao em Ciencia e Tecnologia, visando implantar urn sistema integrado de coleta, processamento, analise e
divulgacao de informaceies de oferta, demanda e documentacao em ciência e tec-.
nologia no Estado. Foi tambem incrementado o Programa de Interiorizacäo de Tecnologia, corn o levantamento do potencial
A atuacao da Fundacao de Amparo a Pesquisa do Estado de Sao Paulo atinge todos os campos do conhecimento e no ano
passado foi a maior desde a sua criacao,
devendo ampliar-se ainda mais neste ano.
Deste modo, a FAPESP concedeu 524
auxilios para projetos de pesquisa e aquisicao de equipamento de apoio aos projetos
de 1 304 bolsas de escudo ou de pesquisa
em todos os niveis para aprimoramento
dos pesquisadores, alem de 65 manutencOes de colaboradores estrangeiros, 146
importaciies de materiais e equipamentos
destinados a pesquisa e 1 813 estudos de
projetos para a implantacao de infra-estrutura fomentadora do desenvolvimento de
Areas prioritarias de pesquisa.
O Instituto de Energia At()mica tambem
apresentou resultados excelentes e, dentre
os programas que desenvolveu,podem ser
citados o de Producao e Aplicacio de RadioisOtopos e de RadiacOes, de Ampliacilo
da Producao e Processamento de Material
Radioativo, de Instalacao de Fontes de
Radiacao para Usos Industriais e Detector
de Fumaca — Uso em Instalaciies Industrials e Metro.
Uma das atividades mais importantes do
IEA é representada pela contribuicio que
presta aos programas de formacao de pessoal especializado. No ano passado foram
matriculados 196 pOs-graduandos que desejam obter o titulo de "mestre" e 12 para
o titulo de "doutor". ❑
BANAS — De 07 a 20 de marco de 1977 —25
NEGOCIOS METROPOLITANOS
Planejamento urbano
ensaia passos, em Sao Paulo
A melhoria da qualidade de vida dos
habitantes da regiao metropolitana da
Grande Sao Paulo, cujo indice de mortalidade infantil atingiu quase cem por mil em
1974, e onde em 1975 seis milhOes de pessoas ainda bebiam dgua de pogo, é a prioridade da Secretaria dos NegOcios Metropolitanos, segundo seu titular, secretario
Roberto Cerqueira Cesar.
Para resolver os problemas da Grande
Sao Paulo, o governador Paulo Egydio
implantou o Sistema de Planejamento e
Administracao Metropolitana, encabecado por sua Secretaria e integrado por uma
empresa pUblica, a Emplasa — Empresa
Metropolitana de Planejamento da Grande Sao Paulo S/A, alem de dois conse' lhos: urn deliberativo (Codegran) e urn
consultivo (Consulti). Este sistema completa-se corn urn fundo de financiamento e
investimento, o Fumefi.
Ambos os conseihos sào presididos pelo
prOprio governador. No Consulti sentamse todos os prefeitos da regiao e no Codegran apenas tris secretArios de Estado, o
prefeito da Capital e urn representante dos
demais prefeitos.
Segundo Cerqueira Cesar, tal sistema veio
garantir a infra-estrutura de planejamento
de que a regiao necessitava. Esta infraestrutura conta corn urn Sistema Cartogrifico Metropolitano, implantado pelo
Spam, encarregado do levantamento aerofotogrametrico de toda a regiao metropolitana; urn projeto de cadastros tecnicos
municipais, que jA permitiu a 12 dos 37
municipios integrantes da regiao aumentar sua arrecadacao, em alguns casos a
mais de 700 por cento; e urn projeto, em
fase de implantacao, para estabelecer urn
unico banco de dados, corn todas as informacOes disponiveis na regiao: é o Siplan
— Sistema de InformagOes para Planejamento, que servira de base para qualquer
trabalho deste tipo que se efetuar .
Sem esgotos
Na area do saneamento basic°, o Secretàrio dos NegOcios Metropolitanos sentiu
mais de perto o drama da Grande Sao
Paulo que se ressente, na sua opiniao, do
contraste entre urn desenvolvimento ecomimic° pujante (na Grande Sao Paulo se
concentra a maior forga produtora no
Pais) e uma deterioragao constante dos niveis de vida da populacao, ern decorrincia
da impossibilidade de atendimento, por
parte dos Orgaos locais, da crescente demanda de servigos.
lnforma o SecretArio que em 1975, ao se
iniciar o atual governo, 70 por cento da regiao nao era servida por rede de esgoto e
50 por cento da populagao bebia Agua de
pocos, em sua maioria contaminada pela
proximidade das fossas negras.
26 — BANAS — De 07 a 20 de marco de 1977
TO CEFUEIRA CESAR
Acionada a Sabesp, que passou a efetuar
quase mil ligaceies diArias (antes, o numero maxim° de ligaciies mensais Ilk) ultrapassava tfes mil), o governo tambem eliminou a taxa de ligagOes da Agua, equivalente a quase urn salario minimo da epoca,
passando a conectar a Agua "ex officio"
do morador, para prlwenir o perigo das
molistias provocadas pela contaminacao
da Agua.
Paralelamente, procurou-se recuperar os
rios da regiao, quase todos servindo de
esgoto a ceu aberto, aplicando recursos
para o desvio, tratamento e destino final
dos afluentes dos rios.
Tambem mereceu atencao o problema do
lixo, bastante grave, principalmente ern
Sao Bernardo onde, por falta de locals
adequados, o lixo era jogado nas margens
da represa Billings, uma das fontes de
abastecimento de Agua na regiao.
Neste caso, criou-se uma empresa de capital misto, corn participacao do Estado (51
por cento) e os sete municipios da sub-regiao Sul (Santo Andre, Sao Bernardo, Sao
Caetano, Maua, Diadema, Ribeirao Pires
e Rio Grande da Serra), para coletar e tratar o lixo local.
SubUrbios fracos
Em termos de transportes, o SecretArio
primeiramente determinou urn levantamento dos varios projetos existentes e dos
varios em operacao, condensando os resultados dos estudos no Sistran, que importa
basicamente numa inversào das prioridades anteriormente definidas.
Isto porque a situacao dos transportes na
regiao e bastante curiosa: enquanto os
trens de subUrbios, apesar de trafegarem
lotados, respondem apenas por 3 por cento do transporte — tris vezes menos que
os taxis — o metro, sozinho, com apenas
17 km de linha, transporta diariamente
600 mil passageiros, mais do que as tris
ferrovias juntas.
Diante deste panorama, o governo do
Estado jA estA remodelando a Fepasa para que os trens, de acordo corn a expressao de Cerqueira Cesar, passem a funcionar como verdadeiros metros de superficie. Recorde-se que ate 1975 as obras do
metro eram praticamente custeadas pela
prefeitura, situacao que teria se invertido,
corn a maciga participacao do governo do
Estado e o governop federal, segundo o
SecretArio.
0 Sistran tambem propOs a implantacao
de urn sistema para 250 km de troleibus,
corn 1280 veiculos, atualmente em estudos pelo Governo federal.
Em relacao ao use do solo, outra preocupacao de sua Secretaria, Cerqueira Cesar
adianta que Sao Paulo corre o risco, num
futuro muito proximo, de enfrentar serios
problemas no abastecimento da Agua. Para fazer frente ao problema da contaminacao dos mananciais, cujo exemplo mais tipico e o da represa do Guarapiranga, envolvida por urn processo de urbanizagao
que iria inutilizar o reservatOrio a curto
prazo, a Secretaria dos NegOcios Metropolitanos eleborou urn projeto de lei, aprovado pela Assembleia na forma da Lei n9
898, de 1975, regulamentada pela 1172,
de 1976, que procura impedir a contaminag d
- o dos recursos hidricos pela proximidade das atividades poluidoras.
Enchentes
Por Ultimo, algo jA vem sendo feito para
diminuir as causas das enchentes, embora
as Ultimas deixem entrever o que falta
ainda por fazer. 0 grupo de trabalho constituido pelo governador, no verso do ano
passado, para propor solucOes prra problema, jA determinou o inicio da limpeza dos
rios, ainda nao concluida. Os rios Tamanduatei e COrrego dos Meninos, de 30 mm
passaram a suportar precipitaciies de ate
50 mm sem sair do leito.
0 mesmo grupo de trabalho, composto
por varios secretArios do Estado e pelo
prefeito da Capital, prop& que, numa segunda etapa, mais demorada, exigindo recursos enormes, sejam efetuadas obras de
retificacao, canalizacao, ampliagao das caIhas, alem de outras destinadas a aumentar ainda mais a capacidade de vazio dos
rios causadores das enchentes.
Enfrentando problemas de recursos, a Secretaria dos NegOcios Metropolitancs procura colocar mais infase no planejamento, como e o caso do Siplan, ja implantado, como sistema-piloto, em Sao Bernado,
e ern vias de ampliacao para mais 11 cidades, abrangendo 80 por cento da populacao da area metropolitana da Grande Sao
Paulo. ❑
NEGOCIOS METROPOLITANOS
Como planejar nesta
regiao metropolitana
Entre as principais atividades no Campo dos servicos comuns de interesse metropolitano definidas pelo Conselho Deliberativo da Grande Sao Paulo (Codegran), durante o biênio 75/76, destacamse aquelas referentes ao planejamento integrado.
Este planejamento procura integrar as ramificacOes de cinco instrumentos basicos:
o Sistema Cartografico Metropolitano
(SCM); o Sistema de Informaciies para o
Planejamento (Siplan); o Cadastro Tecnico Municipal (CTM); os Pianos Diretores
de Desenvolvimento Integrado dos Municipios da Regiao Metropolitana (PDDI) e
o Plano Metropolitano de Desenvolvimento Integrado (PMDI).
ponto de partida desta integracao e o
Sistema Cartografico Metropolitano, cobrindo area de 8 mil km2 na escala de
1:'l0 000 e area urbanizada de 500 km2
na escala de 1:2 000, dos 37 municipios
integrantes da regiao. 0 levantamento
aerofotogrametrico, realizado mediante
convénio entre o Estado, Municipios e empresas prestadoras de servicos, esta atualmente empenhado na atualizacao do Sistema (reviio, reambulacao, mapeamento,
etc), e ampliacao da area mapeada na escala de 1:2 000.
Atualmente, a Sabesp, a Cetesb, a Telesp,
o DAC, o DER, a Light e a Comgas
encontram-se entre as principais consulentes dos mapas do SCM, tambem fundamental para dirimir dirvidar das divisOes
municipais, servico efetuado pela Divisào
de Geografia da Secretaria de Economia e
Planejamento.
No momento, estuda-se a edicao de urn
mapa geral, na escala de 1:125 000, em
uma so folha. Os interessados poderao
obter colecOes ou folhas isoladas no Departamento de Cartografia da Empresa
Metropolitana de Planejamento da Grande Sao Paulo — Emplasa.
diversidade de criterios, sistemas e referincias adotadas pelas fontes de onde se originam.
Portanto, a coleta dos dados tern sido
extremamente trabalhosa, onerando exageradamente os custos e absorvendo parte
do tempo de elaboracao do projeto; este,
por sua vez, esta corn a primeira fase — o
teste — terminada, corn a Geodificacao de
Sao Bernardo do Campo, que oferece
uma ampla diversidade de informacOes sobre aquele municipio.
Para que haja infra-estrutura no planejamento da regiao, e preciso otimizar ao maximo as arrecadaciies dos seus 37 municipios. Este e o objetivo da implantacao do
Cadastro Tecnico Municinnl, urn centro
no-Diretor de Desenvolvimento Integrado, os prOprios pianos existentes foram
muitas vezes elaborados independentemente de qualquer preocupacao em integrar-se corn os municipios vizinhos ou de
atender as diretrizes do desenvolvimento
metropolitano.
Neste sentido, procura-se atualizar os
PDDIs existentes ou implantar novos nos
municipios que jamais realizaram qualquer estudo deste tipo. Para tal fim, a Secretaria dos NegOcios Metropolitanos esta
negociando o financiamento de urn programa, estimado em 200 milhOes de cruzeiros, corn o BNH.
Finalmente, o Codegran aprovou a atualizacao do Plano Metropolitano de Desen-
A.:414,41',""
...I,
Computacão, no futuro
Por sua vez, o objetivo do Sistema de
InformacOes para o Planejamento é coletar, reunir, compatibilizar, sistematizar e
referir a base cartografica metropolitana
os dados estatisticos cadastrais, sOcio-econOmicos e outros, de interesse para qualquer tipo de planejamento na Grande Sao
Paulo.
Para o futuro, a Secretaria dos NegOcios
Metropolitanos tenciona elaborar urn sistema de informacOes integrado, operando
-por computacao eletrOnica, ao qual seja
possivel responder, por exemplo, em poucos segundos, sobre o numero de criancas
em idade escolar existente num determinado quarteirao de qualquer municipio.
A grande dificuldade para este empreendimento consiste na dispersao dos dados e
em sua confrontacäo trabalhosa, dada a
L pianejame,.. Jma regiao como esta é quase inviavel, a 1.-0 ser em L...
de coleta, registro e processamento de
informacCies gerais em cada municipio.
CTM, ja implantado em 12 municipios
da Regiao Metropolitana, visa aperfeicoar
o sistema de arrecadacao municipal, controlar o desenvolvimento fisico da cidade
e conhecer seus imOveis.
Sua atuacao comprovou eficiEncia nos
municipios onde foi implantado. A arrecadna() do imposto territorial e predial
urbano ern Santana do Parnaiba aumentou em 775 por cento.
Embora nem todos os municipios da
Grande Sao Paulo disponham de um Pla-
volvimento Integrado, atualmente em execucao pela Secretaria dos NegOcios Metropolitanos, em conjunto corn a Emplasa. Os documentos preliminares do referido piano encontram-se em elaboracao final, permitindo a definicao dos objetivos,
diretrizes, etapas e cronogramas .
Os projetos citados — CTM, SCM, Siplan
— sao ainda fases preliminares, indispensaveis para a referida atualizacao. Todas
estas unidades sao a espinha dorsal do Sistema de Planejamento e Administracao
Metropolitana, tendo a sua testa a Secretaria de NegOcios Metropolitanos. ❑
BANAS — De 07 a 20 de marco de 1977 — 27
PROMocAo SOCIAL
Sem recursos, como
desenvolver promocao social?
A tarefa do Secretario da Promocao Social de urn Estado que tern 3,5 milhOes de
menores vivendo num ambiente de marginalidade é, no minimo, espinhosa. E desde
que assumiu sua pasta,em 1975, o Dr. Mario de Moraes Altenfelder Silva tern se proposto a encarar a problematica do menor
sob urn 'Angulo mais ousado que seus antecessores. "0 menor abandonado nao é, ao
contrario do que se pensa, urn agente de
violência contra a sociedade; é esta sociedade que funciona como agente de violéncia contra o menor abandonado, desestruturando-o".
Dentro desta perspectiva, Mario Altenfelder é lembrado como o primeiro Secretario da Promocao Social a abrir as portas
do temido Recolhimento Proviserio de
Menores a imprensa, revelando o complete destrato daquela instituicao, que funcionava como verdadeira escola do crime.
Hoje, da superlotacao de 600 menores daquele Recolhimento, apenas restaram 150
na instituicao reformada, agora denominada "Unidade de Triagem n 9 4", onde os
guardas armados foram retirados e substituidos por vigilantes civis desarmados, especialmente treinados para a funcao.
sua Secretaria e as dotaciies exiguas que,
por forca dos cortes, recebeu, Altenfelder
diz enfrentar esta situacao corn realismo.
sem esperar mais daquilo que o governo
pode dar, para evitar uma "frustracao infrutifera e nao construtiva".
Por outro lado, Altenfelder reconhece o
perigo existente no fato de que, numa epoca de austeridade na qual sua Secretaria
tera, mais do que nunca, de atender a necessitados, faltem verbas para enfrentar
os possiveis efeitos sociais dos cortes. Altenfelder, porem, faz questa() de ressaltar
que ate agora sua Secretaria nao atendeu
a casos ocorridos em funcao da epoca de
austeridade econOrnica do Pais: "por enquanto, nao sentimos que esteja havendo
mais desemprego que o normal. no Estado de Sao Paulo -
lecimentos Sociais do Estado (CESE). No
interior, este atendimento é feito mediante
convénio corn entidades particulares.
Anualmente, mais de 120 mil migrantes
passam pelas unidades do CESE: a Central de Triagem e Encaminhamento, a Divisa() de Atendimento Geral, o Servico
Medico Especializado, o Servico de Adaptacao Social, o Servico de Reabilitacao Social e o Servico de Imigrantes.
0 Secretario observa que a migracao interna para Sao Paulo tendeu a diminuir nos
ultimos tempos. corn a major fixacao dos
migrantes potenciais. principalmente na regiao Nordeste, ou coin sua ida para outros Estados e !Delos de desenvolvimento
na regiao Norte e Centro-Oeste. A migracao de outros Estados para Sao Paulo, como a proveniente de Minas, continua, por
outro lado. acentuada.
Ao gabinete do Secretario ficaram subordinados, em 1976. as I 1 DivisOes Regionais da Secretaria de Promocao Social no
Estado.
Uttimos dois anos
Nestes dois anos, cerca de uma dezena de
unidades para menores foram implantadas ou reformadas ern todo o Estado, que
agora abriga 6 mil menores abandonados.
Em convaio corn obras particulares,
ma's de 35 mil criancas sac, asisistidas,
sendo que os recursos "per capita" pagos
a estas entidades pela Secretaria foram
reajustados, em julho de 1975, em 194
por cento, e ern 24,5 por cento em 1976.
No ano passado, cerca de Cr$ 100 milhOes foram pagos pela Secretaria nos 505
convénios mantidos corn entidades de 213
municipios.
A humanizacao no tratamento do menor
carente nao se ateve apenas a estes empreendimentos. Corn o objetivo de prevenir os efeitos nocivos da marginalizacao
do menor, desenvolveu-se urn programa
que visa integrar a crianca, junto corn sua
familia, a comunidade onde vivem: o Plano de Integracao do Menor e Familia na
Comunidade (Plimec), ja implantado em
alguns municipios, beneficiando cerca de
28 mil pessoas.
Este programa esta sendo desenvolvide
por intermedio da Coordenadoria do Desenvolvimento Comunitario, que, por outro lado, tambem se empenha na construcao de centros comunitarios, 267 deles ja
funcionando, dos quais 46 em areas rurais.
Embora admitindo haver uma contradicao entre as necessidades crescentes de recursos para a execucao dos objetivos de
28 — BANAS — De 07 a 20 de marco de 1977
0 RPM foi inteiramente reformulado na atual gestao
A falta de informaciies sobre o que pode
esperar em termos de verbas nos prOximos dois anos, faz com que o Secretario
da Promocao Social evite quantificar seus
nobres objetivos. De qualquer maneira.
tambem acredita que Sao Paulo esta para
servir, a exempt() da afirmacao de Paulo
Egydio.assegurando porem que o governador fora mal interpretado: "Ele quis dizer
que Sao Paulo esta para servir. em funcao
do potencial de que aos habitantes
deste Estado e de toda a Uniao. Da mesma forma, dentro de nossas condiciies
reais, estamos para servir a populacao".
Neste espirito, Altenfelder nao esperou o
recesso de gabinete e ja visitou, nestes
dois anos, uma boa parte dos municipios
do Estado, procurando compreender a estrutura de atendimento existente aos menores, "beias-frias", migrantes, mendigos
e velhice desamparada.
A Secretaria da Promocao Social nao se
ocupa apenas de promover a assisténcia
aos menores, atraves dos programas de
amparo, recuperacao e profissionalizacao.
Tambem possui, na capital, estabelecimentos preprios para atender a migrantes, indigentes e desajustados, cuja orientacao
esta a cargo da Coordenadoria de Estabe-
ALTENFELDER SILVA
Alem de procurar dar urn maior atendimento ao problema da menor abandonada, tentando prevenir a prostituicao de meninas corn ate 12 anos de idade, a Secretaria da Promocao Social tambem tern mantido alguns programas nos centros comunitarios, principalmente o da alfabetizacao de adultos, corn atendimento a mais
de 300 mil pessoas e fornecimento de 1,75
milhao de livros didaticos e enciclopedias.
Cerca de 40 modalidades de cursos profissionais ou semiprofissionais ja foram desenvolvidos totalizando 2 832 cursos e beneficiando 27 mil pessoas. Ha 22 postos
de empregos e 82 balcOes de empregos instalados no interior paulista, que em 1976
encaminharam cerca de 26 mil pessoas
para vagas oferecidas por empresas.
0 mais recente aborrecimento de Altenfelder: a extincao da Secretaria Municipal
do Bem-Estar Social de Sao Paulo, por ele
considerada como "urn retrocesso de 30
anos nesta area". N a opiniao do Secretario, ilk) ha de ser urn administrador regional, sem preparacao especifica e muito menos recursos que uma Secretaria, que conseguira equacionar e resolver problemas
de servico social, tao graves como os existentes na Grande Sao Paulo. Ci
SEDE FORTALEZA - CEARA Rua Major Facundo. 500
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BANCO DO NORDESTE DO BRASIL. SA.
Sociedade de Capital Aberto -
N° 07.237.373
Entrega de Novas Cautelas
0 Banco do Nordeste já iniciou as providencias para a distribuicâo da bonificacáo de
42,85%, aprovada na Assembleia Geral Extraordinária realizada em fevereiro Ultimo, quando
foi elevado o seu capital social para Cr; 1 biIhào, em decorrência do que os Acionistas receberáo 3 'novas awes para cada grupo de 7
awes possuidas.
Fazem jus a bonificacào os que constarem
nos registros do BNB, posicào de 1? de fevereiro do ano em curso, como possuidores de
awes nominativas, e os que apresentarem o
cupon de n? 10 da cautela de awes ao portador. Aos primeiros a bonificacáo sera registrada em nome de cada acionista, cabendo-Ihes,
tao somente retirar as cautelas respectivas na
Dependencia do BNB de sua jurisdicào, a partir
de abril proximo.
Os possuidores de awes ao portador devem
encaminhar ao Banco ate o dia 5 de abril o
mencionado cupon acompanhado do "Pedido
de Bonificacào". A emissáo das cautelas respectivas sera feita ate o dia 2 de maio.
Resumo do Balancete em 28.02.77
(Em Cr$ 1.000)
PASSIVO
ATIVO
DISPONIVEL
Caixa e DepOsitos no Banco do Brasil S.A.
Titulos Federais de Curto Prazo
REALIZAVEL
Emprastimos
A Producao
Ao Comarcio
Outros
Craditos em Liquidacao
Provisão para Craditos de
Liquidagao Duvidosa
Outros Craditos
Compensagao a Liquidar
Banco Central - Recolhimentos
Correspondentes no Pais e no Exterior
Departamentos no Pais
Outras Contas
Valores e Bens
Titulos a Ordem do Banco Central
Titulos Federais
Outros Valores e Bens
252.769
152.768
100.001
17.378.911
14.213.740
9.544.956
2.745.216
1.996.755
66.813
(140.000 )
1.881.931
747.169
82.307
277.446
175.565
599.444
1.283.240
160.013
113.338
1.009.889
IMOBILIZADO
Im g veis de Uso, MOveis,
Equipamentos e Almoxarifado
Depreciacöes Acumuladas
225.981
RESULTADO PENDENTE
Despesas Correntes
Despesas de Exercicios Futuros
249.154
248.146
1.008
ATIVO TOTAL
CONTAS DE CON PENSACAO
260.740
(34.759)
NAO EXIGiVEL
Capital
Aumento de Capital
Reservas para Aumento de Capital
Reserva p/ Manut. do Capital de Giro PrOprio
Reservas Estatutarias e Legais
Reservas Especiais
Lucros e Perdas
EXIGIVEL
DepOsitos
Depasitos a Vista e a Curto Prazo
Depasitos a Medi° Prazo
Outras Exigibilidades
Compensacao a Liquidar
Cobrancas e Ordens de Pagamento
Correspondentes no Pais e no Exterior
Departamentos no Pais
Outras Contas
ObrigacOes Especiais
Redescontos e Emprastimos
no Banco Central
Obrigacães por Ref inanc.
e Repasses Oficiais
ObrigacOes em Moedas Estrangeiras
Outras Contas
PASSIVO TOTAL
CONTAS DE COMPENSACAO
ANTONIO NILSON CRAVEIRO HOLANDA - Presidente
VALFRIDO SALMITO FILHO -Diretor
EDISON DE SOUZA LEAO SANTOS - Diretor
JOAQUIM BATISTA FERNANDES - Diretor MURILO BORGES MOREIRA - Diretor
I
14.985.516
1.738.257
1.560.602
177.655
1.833.101
751.116
31.653
125.202
925.130
11.414.158
156.924
9.367.436
1.629.785
260.013
RESULTADO PENDENTE
Rendas e Lucros em Suspenso
Rendas Correntes
Rendas de Exercicios Futuros
18.106.815
28.510.538
2.374.333
700.000
300.000
198.717
547.125
473.364
113.733
41.394
746.966
150.000
592.679
4.287
18.106.815
28.510.5381
Fortaleza-CE, 09 de marco de 1977
Francisco Moacyr de Sousa
Chafe da Divlsäo de ContabIlIdade-DICON
TO-CRC-CE. 0990
25 anos contribuindo para urn Nordeste mais forte.
SAUDE
Meningite diminui,
Centros de Sande aumentam
Walter Sidney Pereira Leser. Secretario
da Sande, iniciou a gestao 75/79 dentro
de duas prioridades imediatas: uma campanha de vacinacao contra a meningite
meningocOcica, que conseguiu atingir
mais de 19,5 milhOes & pessoas, totalizando 96 por cento da populacao do Estado.
e um programa continuo de suplementacao alimentar a gestante e ao menor preescolar.
Os resultados da campanha de vacinacao
superaram a expectativa, conforme o Secretario. 0 numero de internacOes por suspeita de meningite continuou a mostrar
tendencia a decrescimo em 1976.
Na Grande Sao Paulo, antes da vacina00, o numero medio mensal dos casos de
meningite ascendia a 894; nos quatro meses seguintes este numero baixou para
261, e nos ültimos quatro meses daquele
ano para 153. No comeco de 1976, os casos cairam para 98 e, no inverno do ano
passado, desceram para 92.
Contudo, ressalta Leser, ainda nao foram
alcancados os coeficientes correspondentes ao periodo anterior a epidemia, nao
sendo possivel prever se o serao, continuada a tendencia a decrescimo, ou se surgira
uma nova faixa de endemicidade, como
decorrencia de modificac6es na complexa
gama de fatores integrantes da estrutura
da meningite.
Encefalite
Por outro lado, o surto epidemic° de encefalite viral. identificado em 1975 em municipios do litoral, deslocou-se no ano passado para as cidades do Vale do R ibeira.
corn 306 casos (33 Obitos). A Superinten(facia de Controle de Endemias da Secretaria da Sande aplicou inseticida especial
numa area de mais de 500 mil metros quadrados e em 3 338 domicilios, nos seis municipios mais populosos.
0 Institute Adolfo Lutz conseguiu isolar
no ano passado o virus responsavel pela
doenca, cabendo ao Butanta o preparo da
vacina correspondente.
Atualmente, a vacina encontra-se em fase
de teste no prOprio Institute, no Institute
Evandro Chagas e num laboratOrio do Japao. Embora acredite no Exit° da vacina,
se esta passar pelos testes, Leser afirma
nao ignorar as enormes dificuldades que
precisarâo ser vencidas para efetivar a vacinacao, com as trés doses previstas, da
populacao de areas corn caracteristicas extremamente desfavoraveis.
Para cumprir as metas do progrma de
atendimento as gestantes e nutrizes, a Secretaria da Saude tomou uma serie de medidas, tais como criacäo de novos centros
de sande, restabelecimento dos extintos
Postos de Atendimento Sanitario, capacitacao normativa e operacional dos cen30 — BANAS — De 07 a 20 de marco de 1977
WALTER LESER
tros, expansäo do quadro de servidores e
levantamento dos recursos.
Especificamente, optou-se pelo emprego
de produto industrializado na alimentacio
das gestantes e nutrizes, definindo-se que
as primeiras receberao entre 350 a 400 calorias e cerca de 10 g de proteinas por dia,
contidas em 100 g de produto; para nutrizes, essas quantidades sao aumentadas
em 50 por cento. Em 1976. compraram-se
mil toneladas do produto, corn apresentacäo nos sabores natural, morango, baunilha, coco e caramelo, para atender a 80
mil gestantes e 20 mil nutrizes.
Para 1977, o Orcamento preve a aplicação de CrS 98 para atender a 200
mil gestantes e 50 mil nutrizes.
A Secretaria da Saude. por outra parte,
responsabiliza-se pelo atendimento da faixa etaria que se estende do nascirnento
aos 18 meses. Dispondo de CrS 85 milhOes. em 1976 a Secretaria procurou ampliar a cobertura para esta faixa, que em
1977 tera uma dotacao orcamentaria de
CrS 163 milhOes, visando a atender todos
os inscritos em Centros de Sande corn suprimento alimentar que satisfaca as necessidades basicas da crianca ate os 18 meses de idade.
Sande mental
Dutra area sob responsabilidade da Secretaria e a Sande mental, explica o Secretario, dedicando-sea implantacao do Sistema Estadual de Sande Mental, cujos objetivos consistem em proporcionar atendimento para evitar, sempre que possivel, a
necessidade de internacao em hospitais, reduzir ao minimo o periodo de internamento e internar em condicOes de conforto
aceitaveis os pacientes portadores de distUrbios que impecam sua pronta reintegra-
cao social, visando a eventual reabilitacao.
Para alcancar o primeiro objetivo, que implica na inclusäo, nos Centros de Sande,
de equipe tecnica, integrada por psiquiatra, psicOlogo e assistentes sociais, estao
se constituindo e treinando tais equipes,
em cooperacao corn a Coordenadoria de
Sande da Comunidade e a Coordenadoria
de Sande Mental.
Alem disso, foi prevista a implantacao de
uma rede de 12 ambulatOrios na Grande
Sao Paulo e 11 no Interior, dos quais ja se
encontram oito em funcionamento.
Em relacao aos demais objetivos, embora
a situacao de alguns nosocOmios ainda
deixe muito a desejar, foram estimulados
os hospitais particulares, quase todos filantrOpicos, para que se capacitassem a fim
de receber pacientes em fase aguda, promovendo . sua recuperacao no prazo mais
curto possivel. Igualmente se implantaram
novos convénios, corn revisOes periOdicas
para manter vivo o interesse dos hospitais
pelo aperfeicoamento de suas condicOes
de assistencia.
Contaminacao
Outro problema que vem preocupando a
Secretaria da Saude é a -contaminacao
bacteriana em alimentos industrializados.
Segundo Leser, tal verificacao foi possivel
desde que, em meados de 1975, o Instituto Adolfo Lutz passou a realizar o exame
bacteriolOgico sisternatico de amostras de
alimentos colhidas para analise de orientagao. Formulou-se um piano para promover a elevacão do nivel de qualidade dos
alimentos, visando a eliminar as causas da
contaminacao.
Em complementacao a esta materia. a Secretaria da Sande tambem é responsavel
pela fiscalizacão das fontes de agua minerais e motiva, em colaboracão corn a Sabesp, o incremento do use da solucao de
hipoclorito, por parte da populacao que
ran dispOe de servico de abastecimento de
agua. Ate novembro de 1976, foram distribuidos mais de 630 mil frascos. permitindo a desinfeccao de cerca de 381 milhOes
de litros de agua para beber.
As atividades de planejamento, conforme
Leser, ressentem-se da falta de urn sistema
de informacOes em que se possa confiar.
Para implants-lo, formou-se urn Grupo de
Trabalho ha urn ano que, em colaboracào
corn os tecnicos do Sistema Estadual de
Analise de Dados Estatisticos, elaborou
um projeto, prevendo sete subsistemas: controle e execucao orcamentaria e
financeira, recursos humanos. controle de
material e medicamentos e de capacidade
instalada de obras, para a area administrativa, informacOes cientificas e tecnolOgicas, informacao epidemolOgica e producao de bens e servicos prestados a comunidade, para a area tecnica. Este ano, urn
Grupo de trabalho dividido por estes subgrupos, desenvolve as fases de projeto e
implantacao, para a qual ainda nao ha previsa°. r_
JUSTICA
Sistema penitenciario
o fim de urn grande problema?
O Secretario da Justica do governo do
Estado de Sao Paulo, Dr. Manoel Pedro
Pimentel, sente-se recompensado corn o
trabalho de sua equipe de funcionarios e
tecnicos nestes dois anos: "Asseguro corn
absoluta tranquilidade que o Sistema Penitenciario do Estado, como problema
mais agudo desta quadra da vida da Secretaria da Justica, esta corn a sua solucao
definitivamente planejada".
Numa regiao como a Grande Sao Paulo,
onde diariamente se praticam cerca de
700 delitos, implicando na expedicao mensal de mil mandados de prisao, o problema carcerario apenas poderia ter tido o
destino que the foi atribuido: ser conside;ado a "prioridade 1" dentro dos trabalhos
da Secretaria de Justica, diz Pimentel.
"A conhecida defasagem entre a demanda de lugares e as vagas realmente existentes no sistema penitenciario estadual, decorrente dos elevados custos requeridos
para sua expansao e manutencao (apenas
a construcao de uma vaga ern cada presidio fechado custa hoje cerca de CiS 200
mil), foi o primeiro problema que atacamos".
Realizacees
Assim, ao iniciar seu mandato, Pimentel
realizou o I Seminario de Administracao
Penitenciaria, durante o qual tomou consciéncia dos problemas e de algumas solupara certos casos, a curto prazo.
"Ao lado desta pesquisa e posterior planejamento das medidas a serem formalizadas, aceleramos os trabalhos de construcao e conclusao de novas penitenciarias, a
reforma e ampliacao de pavilhOes da Casa
de Detencao e a expansao do sistema de
prisOes-albergue, com 43 delas ja em pleno funcionamento e apresentando magnificos resultados."
Recentemente, a Secretaria da Justica concluiu o II Seminario sobre o problema,
procurando entrosar as equipes do pessoal do sistema penitenciario corn os tecnicos da Universidade, a fim de "enfocar as
questaes pertinentes a luz dos conhecimentos cientificos da criminologia, pen alogia
e penitenciarismo".
Alem das ja mencionadas, a Secretaria da
Justica promoveu outras realizacOes nestes dois anos de governo. Entre elas, destaca Pimentel a implantacao de urn novo sistema de trabalho no Presidio Feminino da
Capital, iniciativa formalizada pelo Instituto de Amparo ao Trabalhador Preso, que
esta se transformando em Fundacao Estadual de Amparo ao Trabalhador Preso.
Igualmente foram concluidas as obras das
Penitenciiirias Regionais de Araraquara,
Pirajui, Baixada Santista, Sorocaba e Itirapina, corn aumento para 1 750 vagas, que
deverao estar funcionando em julho .
Alêm disso, ha mais 38 Casas de Albergados em vias de conclusao (os 43 estabeleci
mentos deste género abrigam, no momento, 1 880 sentenciados). Mais cinco Casas
de Albergados estao em inicio de construcao na Capital, corn capacidade para 440
pessoas.
A Secretaria da Justica, prossegue Pimentel, tambêm ja iniciou as obras para a
construcao do Institute de Classificacao e
Triagem, corn capacidade para 360 leitos,
a ser implantado na area da Penitenciaria
do Estado. "Este estabelecimento realizara exames psicossomaticos dos sentenciados que ingressaram no sistema penitenciario, diagnosticando sua criminosidade
e prescrevendo tratamento adequado".
Por outro lado, tambem deu-se inicio as
obras do presidio para jovens-adultos,
corn capacidade para 160 internos, nos
terrenos da Penitenciaria Regional de Itirapina e foi concluido o projeto de uma
moderna penitenciaria, corn estrutura arquitetiinica inteiramente nova, para edificacao nas regiOes da Alta Noroeste e do
ABC.
Os seminarios de Administracao Penitenciaria foram realizados ern colaboracao
corn o Instituto de Medicina Social e de
Criminologia de Sao Paulo.
Reforma do COdigo
Todo este trabalho seria inUtil sem a ocorréncia de uma reforma do sistema de Penas do COdigo Penal de 1940. "Anteprojeto de lei neste sentido foi encaminhado
ao Ministerio da Justica ern 1975. Sua
adocao permitira sensivel reducao do flux° de ingresso de presos sem periculosidade ern presidios fechados."
Paralelamente, a Escola de Administracao Penitenciaria foi elaborada em novos
moldes, corn a finalidade de formar pessoal especializado no sistema penitenciario, em niveis primario, medio e superior.
Os guardas de presidio, por seu lado, receberam novas instruciies e foram efetivados em regime especial de trabalho, com
remuneracao mais elevada.
"Tambem elaboramos, em concurso corn
tecnicos de outras Secretarias de Estado,
anteprojeto de reestruturacao do Departamento dos Institutos Penais do Estado,
visando a sua atualizacao e conferindo-lhe
funcionalidade tecnico-administrativa".
Ainda na mesma area, foram construidos
dois pavilhOes na Casa de Detencao de
Sao Paulo, cuja capacidade habitacional
foi aumentada em 1 350 vagas; celebrouse urn convénio com o Ministerio da Justica para a construcao de dois novos pavilhOes (trabalho e sande) no Presidio Feminino da Capital.
Finalmente, deu-se inicio a construcao da
creche no Presidio Feminino do Tremem-
be e recuperaram-se 217 celas no segundo
raio do terceiro pavilhao da Penitenciaria
Central do Estado. "Isto sem falar no projeto para futuro aproveitamento mais racional dos Institutos Agricolas, com a inclusao de setores industriais destinados ao
aproveitamento da producao agricola".
Microfilmagem
A Secretaria da Justica, contudo, nao permaneceu apenas no Ambito das realizacaes em relacao a melhoria do sistema penitenciario estadual. Esclarece Pimentel
que trabalhou-se em outras frentes, a comecar pela autonomia dada ao ex-Instituto Oscar Freire, que foi desligado do Departamento de Medicina Legal da
Faculdade de Medicina da USP, passando
a denominar-se Institute de Medicina Social e Criminologia de Sao Paulo, em novas instalaciies: "Este instituto teve sua
atividade cientifica inteiramente reformulada"
MANOEL PEDRO PIMENTEL
Por outro lado, implantou-se urn sistema
de microfilmagem na Junta Comercial do
Estado de Sao Paulo e urn Centro de Estudos da Procuradoria Geral da Justica.
Criaram-se 35 novos cargos de subprocurador, inauguraram-se 34 edificios
.de FOruns em Comarcas do interior, apenas no ano de 1976. Para 1977, o Secret&
rio da Justica espera inaugurar outros 32
edificios de FOruns.
Assim, na sua esfera, trabalhando diretamente corn diretores e administradores de
presidios, terapeutas e pessoal do "staff"
penitenciario, o Dr. Manoel Pedro Pimentel acredita que a solucao deste problema
esta perfeitamente equacionada, "na medida das nossas possibilidades e dos
recursos materiais de que dispomos, pondo em execucao o programa tracado". ❑
BANAS — De 07 a 20 de marg.() de 1977 — 31
SEGURANCA
Reforma faz Policia
atuar como entidade social
Quanto custa o crime? Em Sao Paulo
nao custa nada, pelo menos para o criminoso — diz o secretario de Seguranca Publica, coronel Antonio Erasmo Dias para
quern o crime nao foge a regra econOmica
basica da lei da oferta e da procura.
"Em Sao Paulo existem 40 mil pessoas
corn mandado de prisào que estao soltas.
Essas pessoas formam o que se poderia
chamar de "procura" porque estao, dia e
noite, buscando uma chance para praticar
urn crime. Por outro lado, em cada guarteirao ha carros, lanchonetes. bancos
oferecendo oportunidades de crime, corn
um custo zero para o marginal. E nesse
mercado, quanto mais facilidades houver,
o custo do crime Pica barato e o bandido
corre o risco".
Preto do crime
O "preso do crime" passou a ser um dos
pontos basicos de acao da policia paulista
nos ultimos anos. 0 secretario Erasmo
Dias acredita que é necessaria a integracao policia-povo para que o crime tenha
sua NA° dificultada e assim possa ter urn
combate efetivo.
Os roubos as empresas no dia de pagamento e urn exemplo de como essa integracao pode funcionar. A Policia considera
ser possivel oferecer seguranca para todas
as firmas do Estado que fazem pagamento em dinheiro a seus operirios, desde que
haja urn comunicado corn antecedencia.
Muitas vezes a Policia nao sabe que a empresa vai fazer o pagamento mas um vigilante corn intencOes criminosas ou assaltantes organizados ja sabem e conseguem
sucesso nesses casos.
Isso ja nao ocorre corn os roubos a bancos, que possuem urn sistema prOprio de
guardas, exigido por uma lei federal e que
resultou em grandes dificuldades para os
ladraes. Quer dizer: subiu o prep do crime, Segundo o coronel Erasmo Dias.
Na medida que certas providencias de protecao vac) sendo seguidas pelos bancos e
empresas, o crime volta-se para areas on-
de as facilidades sao maiores como os assaltos a carros e transeuntes. Isso evidencia que o crime contra o patrimOnio é o
maior problema enfrentado pela Policia.
Na opiniao do secretario Erasmo Dias, todos os outros crimes sao praticados, na
major parte das vezes, como atos preparatOrios para o verdadeiro objetivo que é o
crime contra o patrimOnio. Os assaltos a
transeuntes, que ja representam quase 40
por cento do total de assaltos registrados,
mostram que o assaltante em Sao Paulo
agride sem ter sequer certeza de encontrar
qualquer objeto ou dinheiro.
Nessa categoria poderiam ser, ainda, incluidos os crimes fazendarios em que o patrimOnio lesado é o erario pUblico. Nesse
campo a Policia de Sao Paulo possui delegacias especializadas no Departamento
Estadual de Ordem Politica e Social. Nesses casos, a Policia atua como Orgao auxiliar das diligencias realizadas pela Delegacia da Receita Federal, Sunab e Secretaria
da Fazenda.
A major preocupacao da Secretaria de Seguranca, nos dois anos do governo Paulo
Egydio,tem sido a realizacao de uma refor-
ma administrativa com o objetivo de dar
uma "estrutura" para a Policia. A existencia de um grande "claro" de pessoal nao
era surpresa para o coronel Erasmo Dias
que ja ocupava o cargo de secretario.
Quando o governador Paulo Egydio ainda
nao havia tornado posse urn piano diretor
comecou a ser elaborado e mostrou a existencia de 8 mil vagas de profissionais, na
maioria tecnicos, na Policia Civil.
Esse piano transformou-se em lei e 7 700
cargos foram criados. Alem da contratacao de pessoal a Policia Civil foi descentralizada em delegacias regionais que passaram a ter tambem urn Departamento de
Policia Cientifica.
A Policia Militar, que ja tinha sua prOpria
estrutura, tambem foi descentralizada
corn a criacao de Comandos de Area,
equivalentes as regionais da Policia Civil,
e foi reequipada em seus setores vitais:
transportes e comunicacOes.
Papel social
Corn essa estrutura a Policia aumentou
sua presenca e passou a ter urn papel mais
social do que repressivo, a tal ponto que
dos 700 casos registrados por dia em Sao
Paulo, apenas 200 redundam em inquiritos. Os demais sao emergéncias como
atendimento a parturientes, desinteligencias ou atos anti-sociais que nao se configuram como crimes.
"Esse nUmero nos coloca em proporciies
compativeis com a criminalidade de outras capitais do mundo e nao mais como
se afirma. Menos no transit°. Ai nos somos os "campeOes" de qualquer estatistica" declara o coronel Erasmo Dias.
Alern dos aspectos operacionais, a reforma vai atingir tambem os servicos que a
policia executa. 0 setor de identificacao,
que em Sao Paulo possui urn arquivo de
10 milhOes de pessoas, esta passando por
uma remodelacäo em que urn computador
da Prodesp fara os registros.
Governo do Estado de sao Paulo
Desenvolvimento Para Todos
Como e a ciencia da favela?
Secretario de Seguranca PUblica desde o governo Laudo Natel e
mantido no cargo pelo governador Paulo Egydio, o coronel do
Exercito Antonio Erasmo Dias tern freqiientado as manchetes
dos jornais nos Ultimos anos.
Franco no falar e oferecer explicaciies e, muitas vezes, tido como urn policial energico, o coronel Erasmo Dias e tambem urn
estudioso dos aspectos sociais e econOmicos da Criminologia.
Urn dos assuntos que o preocupa é a recente tendincia de alguns
juristas em debater as condicaes dos presidios e propor a modificacao das penas. No entanto, e uma preocupacao que nao pode
ser levada a limites extremos, uma vez que se trata de urn debate
por enquanto apenas de ambito academic°.
32 — BANAS — De 07 a 20 de marco de 1977
Para ele nao se pode permitir que urn assassino fique solto simplesmente porque as prisiies estao cheias. E as penas financeiras
podem nä° representar nada, se o condenado for uma pessoa de
posses. As condicOes precarias das prisöes nao justificam, de
acordo corn seu raciocinio, que se deva soltar quern esta preso e
deixar livre quem nao esta preso.
Se urn presidiario fosse tratato em condicOes ideais recomendadas pela "ciencia penitenciaria" ele custaria para a sociedade 4
mil cruzeiros por mis. Erasmo Dias pergunta entao como ficam
os 100 mil favelados de Sao Paulo que nao custam nada e ninguem se preocupa corn eles. Todos conhecem a ciencia penitenciaria, mas quem conhece a ciencia da favela? (AC R)
COMERCIO EXTERIOR
Acucar: as exportacOes
do Brasil no fim da decada
0 Brasil podera estar exportando 4 milhOes de toneladas de acacar em 1980, segundo as previsOes do presidente da Sociedade de Têcnicos Acucareiros do Brasil,
lio Morganti. A producao brasileira e
mundial de acircar sera o principal tema a
ser discutido no XVI Congresso da Sociedade Internacional dos Tecnicos da Canade-Acucar que sera realizado, em setembro, no Palacio Anhembi.
Os têcnicos estimam que o consumo de
*mar em 1980 sera da ordem de 100 milhOes de toneladas, epoca em que o Brasil
tera uma producao de 10 milhOes de toneladas, equivalente a 10 por cento de toda
a producao mundial. 0 consumo interno
sera de 6 milhOes de toneladas e 4 milhOes
serao exportadas.
A diferenca de 10 a 20 milhOes de toneladas entre a projecao de demanda mundial
e a atual producao acucareira corresponde, segundo os tecnicos, a urn investimento industrial e agricola de, no minimo, 10
bilhOes de Mares, caso seja necessaria a
instalacao de novas unidades produtoras.
Mesmo que o atual parque tenha capacidade de expandir sua producao, ainda havera necessidade de investimentos de 4 bill'Oes de &dares.
Em qualquer caso, no entanto, essas solucOes apresentam alguma dificuldade de
concretizacao, uma vez que os paises que
dispOem de terras ecologicamente adequadas e de mao-de-obra barata sao os paises
subdesenvolvidos que preferem utilizar
seus recursos em investimentos mais rentaveis do que a producao acucareira.
Se essa hipOtese se concretizar, o mercado
internacional de acircar podera apresentar
uma situacao inversa ao fenOmeno atual
em que ha excesso de producao e os precos estao muito baixos. Com urn consumo crescente e sem aumento na capacidade instalada podera haver falta de acticar
ate o fim da decada, justamente pelo desincentivo dos precos muito baixos. ❑
Agora que a Casa da Moeda realizou sua
primeira exportando de dinheiro (e vai receber em &dares), vencendo inclusive seus
antigos fornecedores como a Thomas de
La Rue, novas oportunidades poderao surgir. A Cobec ira representar a Casa da
Moeda em concorrências ja abertas , em
outros paises latino-americanos e na Africa.
Nessas concorrências a Casa da Moeda
esta oferecendo apenas os seus servicos
para cunhagem de moedas, embora possua tambem "know-how" para a impressac) de cedulas. Mas a producao de cedulas so sera possivel depois que a Casa da
Moeda ampliar seu parque grafico que
atualmente esta sobrecarregado corn as
impressOes dos cupons para gasolina e outros titulos oficiais. ❑
Matarazzo exportou
mais 41,5% em 1976
0 Grupo Matarazzo, em 1976. efetuou exportacOes no valor de USS 60,8 milhOes, o
que representou urn acrescimo de 41,5
por cento sobre o valor alcancado no ano
anterior, que foi de USS 43.0 milhOes.
Considerando-se que no ano passado as
importacOes do Grupo Matarazzo somaram USS 23,0 milhOes, seu superavit somou US$ 37,4 milhOes. Essas importacOes restringiram-se apenas a itens nao
produzidos internamente, como o cloreto
de vinila monOmero (US$ 8,0 milhOes) e
acido tereftalico (US$ 5,2 milhOes), cuja
producao nacional é insuficiente para o
consumo.
Akin disso, nas importacOes se concentram mais de USS 5,0 milhOes em ativo fixo — maquinas e equipamentos vinculados ao Programa Especial de Exportacao,
destinados a modernizacao ou a ampliacao de seu parque industrial com vistas ao
incremento das exportacOes. CJ
Nigeria, o maior
importador Volkswagen
A cada 20 dias, a Volkswagen do Brasil
exporta para a Nigeria 850 veiculos desmontados que fazem o percurso Brasil-Nigeria atraves de dois navios cipriotas e depois sao transportados por helicOptero do
porto de Lagos para a fabrica da Volkswagen, a seis quilOmetros de distancia. A
operacao de transporte dos veiculos —
Brasilia e Sedan 1 300 — atraves de helicOpteros foi a solucao que a empresa encontrou para veneer o congestionamento
do porto de Lagos e reduzir o tempo de desembarque de oito para trés dias.
A Nigeria e o maior importador da Volkswagen do Brasil corn USS 38 milhOes de
compras em 1976 que equivalem a 16 900
veiculos desmontados e 24 por cento do
total de vendas da empresa no exterior.
Nesse ano a Volkswagen exportou 155 milhOes de &tares, corn urn aumento de 25
por cento sobre o total exportado em
1975.
Depois da Nigeria, os maiores importadores sac) a Alemanha (motores e cambios
de Passat) e o Mexico. 0 veiculo de maior
venda é o Brasilia que e comercializado
corn o nome de "Igala" na Nigeria e "Azteca" no Mexico. ❑
Do porto de Lagos para a tabrica, os Volkswagen sao transportados por helicciptero
Urn novo produto de
exportacào: dinheiro
A Casa da Moeda do Brasil, criada para
imprimir o "cruzeiro" que antes era
cunhado pela Thomas de La Rue e pela
American Bank Note, esta entrando no
negOcio de fabricar dinheiro. A primeira
concorrincia da qual a Casa da Moeda
participou foi no Paraguai e a encomenda
ja foi entregue atraves de urn aviao da
FAB que transportou algumas toneladas
de moedas "guaranis", cunhadas em aco
inoxidavel.
BANAS — De 07 a 20 de marco de 1977 — 33
Fl NANCAS
Brasil: oscilando entre o
mercado interno e o export-drive
Nao podemos esperar solidariedade ou
filantropia por parte de nenhuma nacio
do mundo. Ai incluem-se os paises amigos
por definicao ou tradicao. 0 chocante
egoismo exibido pelos Estados Unidos, e
em escala menor pela Europa, na sua luta
para superar uma crise que eles nao previram, serve como Lica° para todas as regioes
Os organismos internacionais — criados
por iniciativa dos paises industrializados
corn o Tito de atender aos prOprios interesses, em primeiro lugar — comecam a pressionar os paises pobres no sentido de subordinar suas ambicaes internas as obrigacOes internacionais, tendo a frente o servico da divida externa. Em outras palavras,
o que é born para os banqueiros internacionais e born para o resto do mundo, e tudo o que complica esta equacao primiria
nao merece o futuro apoio das nacOes
industrializadas.
Esta moral pregada corn insistencia pelo
Fundo Monetirio Internacional institui
como recomendacao n9 1 que os paises
subdesenvolvidos apresentem balancas comerciais positivas, a fim de poderem saldar as dividas financeiras internacionais.
Como conseguir isto, nao interessa ao
Fundo. Mas os paises que dominam corn
75 por cento dos votos esta entidade
os mesmos que se levantam contra a elevacdo dos precos do petrOleo, do cacau, do
café: e, alem disso, barram de suas fronteiras calcados, tecidos, tesouras e outros
produtos industriais vindos dos paises pobres.
Existe, portanto, uma flagrante hipocrisia
entre o que "se recomenda" e o que "se
permite" fazer. Desta forma, os mais ferrenhos amigos de Washington tern dificuldades em responder as perguntas formuladas pelos economistas sobre a maneira de
romper a barreira do subdesenvolvimento.
A tarefa e impossivel dentro das premissas econOmicas liberais que Washington
prega aos demais paises.
Panes previstas
Ja que tal constatacao nao deve constituir
segredo para os tecnicos norte-americanos, e ficil concluir que eles incluam em
seus cAlculos a real impossibilidade de urn
pais latino-americano, africano ou ainda
asiatico, sair do circulo vicioso e poder
planejar efetivamente uma politica ecorthmica prOpria.
Tern-se como certo, afinal, que as panes
no servico da divida externa, os pedidos
de "stand by", operaciies por parte do
Fundo Monetirio, säo perfeitamente previsiveis, e acabam fazendo parte desta maravilhosa divisao internacional do trabaIho — que confere as vantagens aos paises
34 — BANAS — De 07 a 20 de marco de 1977
industrializados e os encargos as naciies
subdesenvolvidas.
Tal visào das coisas, precariamente denominada de "politica econOmica internacional", certamente na y) cria amizades, mas,
antes, areas de influincia econOmica.
Por outro lado, e bem verdade que este relacionamento é mais aberto e bruto nos
atuais tempos de crise. Os metodos empregados, no entanto, nem sempre foram
estes. Anos atris, quando o bloco ocidental enfrentava o perigo de perder a influencia sobre o Terceiro Mundo, falava-se
muito em ajuda. econOmica. Hoje, o termo
desapareceu.
do em mercado livre e operando atravis.
das bolsas de Chicago, Nova York e Londres, onde os leOes das pracas europeias e
norte-americanas jogavam entre si a bola
das cotacOes do mercado livre (sic), sem
jamais encontrar urn jogador que pudesse
trabalhar segundo o interesse dos paises
produtores.
E como foi ficil dominar estes mercados:
lancar boatos sobre producao, desmentilos em seguida, influenciar meio mundo.
Criava-se, assim, o ambiente propicio aos
seus interesses, coincidentemente concordes corn os dos paises importadores. 0
objetivo comum era obter as materias-primas pelos menores precos, que naturalmente facilitava a competitividade das
indüstrias europiias e norte-americanas.
Isto permitiu urn tal enriquecimento destas sociedades que chegaram a se consti-
0 Brasil poderia estar liderando a formacào de urn cartel de produtores de café
NA° se trata de Washington e os aliados
terem chegado a conviccäo de que "tudo e
tranqiiilo na frente das dependincias";
mas porque as rendas nacionais do bloco
ocidental nao mais permitem manter as
verbas de sustentacao de nagOes alinhadas, e sem forca para participarem como
parceiros positivos nas trocas internacionais.
O fato histOrico da constituicào de urn cartel — o primeiro — entre produtores de materias-primas equivale ao comeco da desmontagem deste esquema de controle, producäo e comercializacào de petrOleo, ferro, manganis, cobre, care, cacau, cereais,
Oleos vegetais e fibras, exercido corn maestria pelo poder econOmico dos paises
importadores durante dois seculos.
N a realidade, havia nele caracteristicas nitidas de monopOlio, certamente disfarca-
tuir "consumer's societies" — dotadas de
urn nivel de vida incomparavelmente superior ao gozado pelos paises produtores.
lncontestavelmente, o aumento do preco
do petrOleo foi penoso para o Brasil, que
no passado nao deu suficiente infase ao
desenvolvimento do setor. E, porem, inegivel que o final do cartel do petrOleo permitiu que o Instituto Brasileiro do Cafe
imediatamente pusesse em pritica uma politica agressiva no mercado internacional,
alem de facilitar, num piano mais amplo,
a formacao de vagos entendimentos entre
os paises produtores.
Os Estados Unidos e a Europa, na discussao Norte-Sul, ainda pretendem manter a
todo custo o dique, impedindo que o exempt° do petrOleo se propague. Seri que tal
esforco — conduzido sem muita conviccäo — serve a economia mundial?
FINANCAS
Os paises ricos vao se encontrar antes do
reinicio dos debates da Unctad (NorteSul) para acertar os relOgios. Quem, no entanto, se dispora a aparecer no palco? A
Italia endividada? A Inglaterra, as voltas
corn fortissimas organizacOes sindicais?
A Franca, corn um futuro governo da
Frente Popular? Ou a pujante Alemanha?
E os franco-atiradores de TOquio?
Sem dtivida, o clube é liderado por Washington, que esta conseguindo vender sua
inflacao, lenta mas persistente, atraves da
adocao do &Mar como moeda-chave de fato. 0 que poderia oferecer este clube dos
ricos aos realmente pobres?
O esquema é este: o bem-estar da economia euro-norte-americana facilita as importacOes (baratas) provenientes do Terceiro Mundo. E, claro. deve haver interesse dos paises pobres em rezar pela prosperidade dos paises ricos...
Convenhamos, como tese a argumentatcao é bastante fraca. Nat) consegue impressionar os visados (America Latina,
Africa e Asia); mas, certamente, ainda parece empolgar os interessados (Mercado
Comum, Estados Unidos e Japao).
Obviamente, como toda descricao abstrata, tambern a presente necessita de uma
conclusao pratica: como se conduziria urn
Brasil, a meio caminho entre o Terceiro
Mundo e os paises industrializados?
Fingir solidariedade corn urn ou outro bloco levara rapidamente ao isolamento.
E preciso, portanto, fazer a °Ka°. Os donos do modelo econennico brasileiro admitiam como seguro que o pais ingressaria
no rol dos paises industrializados, e que
sua politica deveria se pautar pelo acornpanhamento dos gestos das nacOes ricas.
Nao de todas, e nao automaticamente;
mas, em principio, sem discordar.
Esta politica trouxe, como beneficio, uma
credibilidade consideravel na Europa e
nos Estados Unidos, alem de favorecer a
entrada macica de capitais estrangeiros
dentro da expansao econOrnica national.
Foi, certamente, um Exit°. Mas, de urn
ano para ca, surgem dnvidas quanto
orientacao a seguir ate 1980. 0 tao recomendado recuo para conferir primacia ao
mercado interno leva, em Ultima analise, a
uma aproximacao corn as demais nacOes
latino-americanas e, assim, ao bloco do
Terceiro Mundo.
Os termos aqui usados — "Terceiro Mundo", "Paises Ricos" e "Paises Pobres" —
sao corriqueiros no exterior. So no Brasil
encontra-se certa hesitacao em empregalos, provavelmente temendo que a associa-
cfio do nosso Pais corn uma das siglas
equivale a perda de status. A respeito, apenas pode-se completar que tal complex°
flat) tern significado, ji que a classificacao
mencionada e habitual na lingua inglesa.
Assim, a traducao para o portugués e urn
simples gesto de adaptacao.
NA° ha dirvida de que a presente crise econOmica brasileira esta sendo contabilizada
pelas classes produtoras como resultado
da aplicacao do "modelo econOrnico" —
quanto major o flamer° de empresarios
que se marginalizam, mais aumenta o
mero de advogados em prol de outra experiência.
Ainda é cedo para avaliar a forca desta
corrente. Mas que ela existe, é quase lOgico. 0 Brasil ambivalente, oscilando na defesa de seus interesses, ora perto, ora distante dos paises ricos, tern tambem em
suas bases a bifurcacao de seus interesses.
Em prol da primacia do mercado interno
labutam as indiistrias de consumo: o restante adere ao "export-drive" corn o adocante de CIS 35 bilhOes de subvencOes.
Uma pronta decisào, pro ou contra uma
das orientaciies, é imprOvavel. A oscilacao continuara se o Governo tiver em
mente sobreviver nesta supercrise que pesa sobre a nossa economia. (GB) ❑
uecer a prevenceio
contra incènciios
0 construtor calcula no projeto o
"movimento" do material, garantindo
a obra em relacäo ao seu peso, as
variacOes da temperatura. A aplicacao
desse calculo garante a solidez da obra.
Isto tudo é previsto e executado. Mas
teria sido prevista a instalacäo de
prevencao contra inandios? E se o fogo
lavrasse, embora em construcao sOlida,
e destruisse tudo quanto a tecnica e a
precaucäo ergueram?
Por isto, podemos afirmar.
"esquecer a prevencäo contra inc6ndios
como esquecer o calculo do movimento."
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BANAS — De 07 a 20 de marco de 1977 — 35
EMPRESAS E EMPRESARIOS
Os 10 anos do 1 300:
melhores momentos sem o Fused()
A Volkswagen comemorou em janeiro
os 10 anos de producao de seu modelo Sedan 1 300 que substituiu o modelo 1 200
que jd estava sendo produzido no Brasil
desde 1959. Desde o primeiro 1 300, que
foi lancado em janeiro de 1967, a Volkswagen ja produziu 1 129 756 veiculos para o mercado interno e 61 356 para a exportacao. Para chegar a esse volume de
vendas, no entanto, nem sempre o 1 300
teve uma "vida" tranqiiila.
No seu primeiro ano foram produzidas 91
mil unidades que foram reduzidas para 36
mil em 1971, ano em que a Volkswagen
lancou o modelo 1 500, conhecido como
"Fuscao". E os seus melhores momentos
vac) justamente coincidir corn o desaparecimento do "Fuscao" em 1 975, quando
a producao da o seu maior salto: de 116
mil para 170 mil unidades fabricadas.
Em 1976 foram fabricados 209 mil veiculos, incluindo-se 18 mil exportados, que
representam urn acrescimo de 12 por cento em relacao a producao de 1975.
Preto e economia
Segundo a Volkswagen do Brasil, o modelo 1 300 tern obtido sucesso no mercado
brasileiro em virtude de suas principals caracteristicas que o diferencia dos demais
veiculos: a economia de combustive! e o
preco de aquisicao. A fdbrica considera o
1 300 mais econOmico do que o 1 200
apesar dos 46 HPs de potEncia, 10 a mais
do que o antigo modelo.
Os testes, realizados pela prOpria Volkswagen, indicaram uma media de consumo
de combustive! de 13,4 quilOmetros por
tro de gasolina. Ao lado desse fator o
1 300 é o carro mais barato do mercado.
se comparado com outras marcas. Ele
custa 8 mil cruzeiros a menos do que seu
concorrente mais proximo embora a diferenca seja menor se for comparada corn
outro veiculo da prOpria Volkswagen.
Alem das modificacOes no motor, o carro
recebeu outras alteracOes: aumento da
area do vidro traseiro, comutador de luz
alta e baixa acoplado a direcao, novo acelerador de efeito progressivo, boa() de
pressao na fechadura da tampa do motor,
dispositivo de seguranca contra a abertura imprevista das portas, novas palhetas
de limpador do pâra-brisa, novo distribuidor e redimensionamento do carburador.
As Ultimas inovaciies, introduzidas na linha 77. acrescentaram coluna de direcao
deslocdvel e freio de duplo circuito.
"Besouro" fica
Se a maior parte dessas modificacOes foram sendo introduzidas de acordo corn o
desenvolvimento da indUstria automobilistica, o "design" semelhante a urn besouro
permanece como o Onico elemento imutd36 — BANAS — De 07 a 20 de marco de 1977
vel do Sedan Volkswagen. 0 carro foi desenhado em 1934 por Ferdinand Porshe e
conservou sua linha.
No Brasil, o "besouro" comecou a se popularizar em 1953 quando a Volkswagen
passou a montar o carro em Sao Paulo
corn pecas alemas. A producao brasileira
so iria aparecer em 1959 quando a empresa se instalou em Sao Bernardo do Campo. Ate 1957 foram montados no Brasil
2 268 carros e ate 1966 foram produzidos
326 666 carros desse modelo corn motor
Somados todos os modelos que le1200.
vam o desenho do "besouro" serao mais
de 2 milhOes de veiculos. ❑
PRODUCAO DO VW SEDAN NO BRASIL
1959 1976
VW-1 200
VW-1 300
FBU (*)
1959/66
1967
1968
1969
1970
1971
1972
1973
1974
1975
1976
TOTAL
CKD (*)
VW-1 500
FBU
VW-1 600
CKD
FBU
CKD
-
_
-
2 843
16 843
14 761
34 447
60
540
600
326 666
—
326 666
91 821
123 069
126 319
97 969
36 061
81 152
95 333
116 132
170 584
191 316
1129 756
552
6 264
I I 112
9 060
16 092
18 276
61 356
36 625
133 619
149 467
122 054
7 104
103 222
5 940
23 393
—4 668
568 380
17 712
326 666
91 821
123 069
126 319
134 594
170 232
236 883
228 499
238 361
2329.12
229 561
2 138 917
(*) FBU = Veiculo completo
CKD = Desmontado para exportacio
nas
OBS.:— De 1953 a 1957 foram montados 2 268 VW 1 200.
antigas instalacOes da Volkswagen do Brasil. na Rua do Manifesto. em Sao Paulo
Prep() barato e economia de combustivel, o segredo do 1 300 para liderar o mercado
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Aeroneutica, Papel e
Celulose, Textil, Material de
Construcao, Borracha de
Madeira.
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Executivo, urn modelo
novo para uso urbano
Para atender ao programa de substituigao do automOvel pelo transporte coletivo, a Mercedes-Benz esta adaptando o
bus 0-362 para utilizacao urbana como
"Onibus executivo". Equipado corn radio,
vidros fumes e cortinas, o "Executivo" terd capacidade de transportar 39 passageiros e ja esta operando em Sao Paulo.
Os Onibus estao sendo utilizados em linhas especiais operadas pela CMTC que
vai ampliar os servicos de transporte corn
esse veiculo. Para atender 'a demanda desse Onibus, que devera ser utilizado tambirn em outras capitals, a Mercedes-Benz
esta concluindo sua nova fabrica em Campinas que produzira, inicialmente, 6 mil
unidades por ano.
Mercado cresce
A Mercedes tern uma participacao no mercado brasileiro de Onibus de quase dominio absoluto. Em 1976 foram produzidos
10 327 Onibus, dos quais 9 688 foram produzidos pela Mercedes-Benz que esta
atuando no mercado ha 16 anos. Outros
7 647 Onibus foram encarrocados por
outras empresas em chassis produzidos
pela Mercedes em 1976.
As vendas de chassis e plataformas para
Onibus, a serem encarrocados por outras
empresas, apresentaram uma evolucao no
mercado interno de 2 143 unidades em
1970 para 6 833 em 1976, correspondendo a urn crescimento de 219 por cento.
Nesse period() os Onibus completos, de
producao da prOpria Mercedes, cresceram
121 por cento.
Esses ntimeros indicam a vitalidade do
mercado de Onibus a partir de 1970 e
mais especialmente nos dois tiltimos anos
quando se agravou a chamada "crise do
petrOleo". A Mercedes-Benz, que enfrentava urn periodo de retracao do mercado,
da ordem de 43 por cento, entre 1968 e
1970, registra agora uma expansäo de
182 por cento de 1970 a 1976.
Quando a nova fabrica de Campinas comecar a produzir.. a empresa registrars urn
volume ainda mais expressivo. Uma grande parcela desse mercado sera o de
Onibus, uma vez que o mercado de caminhOes podera, a longo prazo, retrair-se
se o Governo adotar meios alternativos
para o transporte de cargas. 0 Onibus, no
entanto, ainda tern urn vasto mercado Como meio de transporte substituto para o
grande 'linet.° de autornOveis, principalmente no uso urbano.
0 Onibus executivo que comeca a trafegar
ern Sao Paulo ja esta em uso no Rio ha
urn ano, corn os chamados "frescoes", e
esse mesmo tipo de veiculo podera vir a
ser incorporado ao uso interurbano, principalmente depois da entrada em vigor
das "simonetas". ❑
38 — BANAS — De 07 a 20 de marco de 1977
Monobloco,adaptado para uso urbano,comeca a ser operado em Sao Paulo pela CMTC
INDUSTRIAS E INVESTIMENTOS
■■■
Novo negOcio da Ford:
comunicacOes por satelite
Corn 12 mil canais de voz e pesando
duas toneladas, a Ford Aerospace &
Communications — empresa do grupo
Ford — esta construindo o satelite
"Intelsat V" que sera lancado ao espaco
em 1979. A Ford Aerospace and Communications era conhecida como Aeronutronic Ford e, anteriormente, como Philco
Ford. A empresa trabalha corn sistemas
de comunicacào, inclusive via satelite, empregando 25 mil pessoas nas suas divisOes
do Canada, Brasil, Argentina e nos Estados Unidos.
Segundo Henry Hockheimer, presidente
da Ford Aerospace, o projeto "Intelsat V"
é urn dos mais importantes ja realizados
pela empresa. 0 satelite permitira comunicacOes telefOnicas e de televisào entre 95
paists e segue novas tecnicas de montagem em três mOdulos que abrigam as antenas, centro de comunicaciies e subsistema
de operacOes.
So satelite
A Ford Aerospace opera unicamente corn
sistemas de comunicacào por satelite. Nos
Estados Unidos, a empresa esta instalada
em Palo Alto, onde produz seus satelites
que ja chegam a 37, 26 dos quais para o
sistema de defesa interna.
No programa espacial americano, a Ford
Aerospace ja construiu o Jet Propulsion
Laboratory da NASA, localizado em Pasadena (California) e a Rede de ComunicacOes para o Espaco Longinquo em
Goldstone. Atraves dessa rede säo controladas todas as experiEncias espaciais, inclusive a mais distante delas que foi o projeto Viking que desceu urn laboratOrio em
Marte, no ano passado.
Em Houston, no Texas, a Ford Aerospace construiu o Mission Control Center
que controlou os volios espaciais tripulados
dos Estados Unidos, desde o "Projeto Gemini" ate o "Skylab". Agora esse centro
esta sendo adaptado para o proximo programa espacial, o "Space Shuttle", que enviara ao espaco uma nave, tripulada, corn
grande capacidade de carga e depois retornara atraves de urn aviao comum.
sao de imagens e faz servicos de engenharia e treinamento em todo o mundo.
Atualmente, esta produzindo estacOes
corn antenas receptoras que seräo utilizadas pelo Exercito americano em uma rede
internacional de comunicacOes por satelite. Outros terminais, de use comercial, estao instalados na Coreia, Paquistao
Oriental, Bangladesh e Canada, sendo que
a rede domestica mais recente foi instalada pela Ford Aerospace na Indonesia. ❑
Exportacào a tAtica
para aumentar lucro
A exportacao continua sendo a principal
alternativa de mercado para alguns setores que, desde a retomada de crescimento
da inflacao, estavam enfrentando dificuldades financeiras e queda de lucratividade. A Mangels Industrial foi urn dos casos tipicos de empresa que conseguiu superar essa fase voltando-se para o mercado
externo.
Em 1975, a Mangels fechou o ano corn
prejuizo e, no ano que passou, obteve urn
lucro liquido de 20 milhOes de cruzeiros.
A estrategia, adotada para a recuperacao
da empresa, foi o interesse pelo mercado
extern() que teve uma evolucao surpreen-
dente. As exportacOes saltaram de 1,8 !Wde &dares em 1975 para US$ 4,5 milhOes em 1976.
O diretor financeiro da Mangels, Ernesto
D'Orsi, afirma que a empresa podera expandir suas exportaciies em mais 50 por
cento e o lucro devera tambem igualar-se
a rentabilidade anterior a 75.
Ao lado dessa politica mais agressiva de
exportacdo, a Mangels efetuou tambem algumas reestruturacOes internas tais como
reducao de estoque e de custo operacional
— o que tambem contribuiu para o aumento da lucratividade.
illa()
Vidro isolante
produzido no Brasil
Urn born exemplo de substituicdo das importacOes foi dado pelo Departamento de
Bens Patrimoniais do Banco do Brasil que
resolveu comprar vidro isolante nacional
para as obras do Centro Administrativo
de Porto Alegre. 0 predio esta sendo construido nas imediaciies do Aeroporto de
Porto Alegre e o projeto arquitetOnico previa a utilizacäo de 1 200 metros quadrados de vidro isolante — urn produto costumeiramente importado. 0 Banco do
Brasil, no pntanto, descobriu que ja havia
nacional", produzido pela Providro e comercializado com a denominacao
de Protesom. Agora dificilmente se conseguira uma guia de importacao para vidro
isolante, utilizado em revestimento externo. El
Meteorologia
Ainda para a NASA foram construidos
satelites meteorolOgicos que enviam fotos
de grandes altitudes a cada 30 minutos,
permitindo a observacao das condicaes
do tempo. Uma estacäo rastreadora desse
sistema funciona em Cachoeira Paulista,
no interior de Sao Paulo. A subsidiaria da
Ford Corporation constrOi satelites meteorolOgicos e de comunicaciies, terminais e
antenas terrestres de comunicacOes via satelite equipamentos e instrumentacao de
sistemas de comunicacào para veiculos no
espaco, comando e controle de transmis-
Xerox vai exportar US$ 1 milhao em 1977
0 programa de exportacOes da Xerox do Brasil devera chegar a 1 milhào de &tares ate
o fim do ano. A Xerox brasileira passou a fabricar pecas e equipamentos de fotocOpias
que antes eram integralmente importados. 0 programa de exportacOes coincidiu com a
implantacio da fabrica brasileira que acaba de enviar ao Mexico 1,5 tonelada de pecas,
transportadas pela Varig.
BANAS — De 07 a 20 de marco de 1977 — 39
INDUSTRIAS E INVESTIMENTOS
Vendas da Honeywell
subiram a FF$ 3,4 bi
RefinacOes de Milho
tem novo presidente
Tomou posse no dia 1 9 de marco o novo
presidente da Refinaciies de Milho Brasil
Ltda., Andre Miguel Osser, que foi nomeado pela direcao da CPC Internacional. da
qual a RefinacOes é uma das afiliadas. Osser substituiu a Julian Burton Timberlake
que retornou aos EUA onde exercera
agora a vice-presidencia das unidades allliadas a Divisao Industrial da CPC daquele pais. ❑
Vasp transportou mais
passageiros em 1976
A Vasp fechou o ano de 1976 tendo transportado 2,4 milhOes de passageiros, contra 2,0 milhOes transportados no ano anterior. Houve acrescimo tambern no total de
quilOrnetros voados durante o ano, que somaram 41,0 milhOes, o que equivale a
mais de 50 viagens de ida e volta a Lua,
contra 35,2 milhOes de km voados em
1975. Dessa forma, os 23 Boeings 737 da
empresa percorreram uma distancia
16,3 por cento superior a percorrida no
ano anterior;
tota de horas voadas, todavia, nao cresceu da mesma maneira, passando de
62 696 para 67 696, crescendo 7,8 por
cento apenas, corn o que foi possivel certa
economia tanto de combustive! como de
manutencao. A razao disso decorre do
programa de padronizacio de equipamentos, que a Vasp vem executando ha quatro anos, e que permitiu a desativacio das
aeronaves mais antigas, ficando a empresa apenas corn os Boeings 737 e com dois
Samurais, que estäo sendo utilizados, todavia, apenas em vOos de fretamento. 0
melhor mes do ano, para a Vasp, foi julho, quando foram transportados 256 605
passageiros, contra 202 967 no mesmo
riles do ano anterior. ❑
40 — BANAS — De 07 a 20 de marco de 1977
O mercado de computador continua crescendo. Pelo menos é o que mostra o relatOrio de 1976 da Honeywell Bull — a fabricante francesa de computadores — que fechou o ano corn um faturamento de 3,4 biIhOes de francos e corn igual importfincia
de pedidos ern carteira. A metade dos negOcios da Honeywell estilo localizados na
Franca e realizados pela prOpria matriz
que conta corn o apoio do governo francês para suas operacOes.
A participacao estatal na empresa a consequência de sua baixa rentabilidade que,
em 1976, ficou em 2,8 por cento de lucro
liquido. Ate 1980, no entanto, o subsidio.
governamental devera ser retirado, quando se espera que a lucratividade aumente
a ponto de interessar os investimentos privados. 0 volume de negOcios que a Honeywell ja atingiu assegura a empresa a lideranga das fabricantes europeias de cornputadodores. ❑
Primeiro compensador
estdtico no Brasil
Urn grupo anglo-brasileiro constituido pela Power Transmission Division da GEC
Switchgear Limited, de Stafford, Inglaterra, e pela Spig S.A. Engenharia e Indirstria, de Sao Paulo, recebeu uma encomenda no valor de USS 800 mil da Companhia Acos Especiais Itabira (Acesita) para
urn sistema de compensacao estatica. A
funcao desse sistema sera a de reduzir as
severas flutuagOes de tensao na rede de
distribuicao de 13,8 kV, provenientes de
variacOes de carga durante o processo de
laminacao de ago.
Se estas flutuaciies de tens d- o nao forem
corrigidas, elas afetarao adversamente a
operacao de outros equipamentos elêtricos. 0 compensador servirà tambem para
corrigir o fator de potencia do sistema e
para absorver as correntes harmonicas geradas pelos conversores que alimentam os
motores do trem laminador.
A Power Transmission Division da GEC
fornecera urn reator auto-saturado corn
capacidade de 53 M V Ar a ser ligado ao
sistema de 13,8 kV construido em Stafford, e a Spig fornecera o equipamento de
procedencia nacional, incluindo urn grande banco de capacitores. ci
BEC tern agência
em Sao Paulo
0 Banco do Estado do Ceara acaba de
inaugurar sua primeira agencia em
Paulo. A inauguraciio representa novo
apoio ao intercambio comercial entre os
dois Estados, pois segundo o presidente
do banco, Darcy Furtado Rocha, "ela sera uma especie de consulado do Ceara,
prestando todas informagOes que desejarem a respeito de incentivos fiscais, novos
projetos, instalacOes de empresa, etc."
0 Banco do Estado do Ceara aumentou
sua rede de agincias nos iiltimos 12 meses, passando de 11 para 33 localidades
atendidas. A abertura da agência de Sao
Paulo vem completar um trabalho que pretende ser estendido as maiores capitais do
Pais. 0
De Sao Paulo ao Rio em Onibus executivo
Desde o dia 12 de marco, estao circulando no eixo Rio-Sao Paulo-Rio os Onibus tipo
Executivo da Unica Auto Onibus, corn lotacao maxima de 32 passageiros, ar condicionado, toillete quimica, bar corn bebidas, comissaria de bordo e poltronas reclinaveis tipo semileito. Esses Onibus contam com carrocerias rodoviarias executivas modelo "Corcovado", produzidas pelo Grupo Caio.
INDUSTRIAS E INVESTIMENTOS
Ancorsfalt, o novo
produto da Urucum
A urucum — Comêrcio e Indastria
Ltda., de Sao Paulo, experimentou uma
grande expansao em suas vendas neste inicio de ano, gracas a crescente solicitacao
de urn novo produto, o Ancorsfalt, hoje o
principal item na linha da empresa.
Destinado a preservacao de pavimentos
asfalticos, o Ancorsfalt obteve em janeiro
de 1977 urn volume de vendas que representa 41 por cento de todos os contratos
assinados no ano passado. Foram contratadas, somente naquele mis, encomendas
para a protecao de superficies que somam
cerca de 50 mil m2 contra os 122 mil m2
contratados em todo o ano de 1976.
Para os diretores da Urucum, a expansao
da demanda do Ancorsfalt tern sido acelerada em funcao das medidas de racionaliiacao do consumo de derivados de petrOleo, ja que o processo eleva em cinco a
oito vezes a vida atil do asfalto. ❑
Cancro citrico na
mira dos produtores
A firmacao de urn convenio corn o Ministerio da Agricultura para a erradicacao
definitiva do cancro citrico em SA() Paulo
e a principal mcta que a Associacao Paulista dos Citricultores pretende alcancar
ainda este ano. Ja corn seus estatutos devidamente publicados, a entidade, que teve
sua Bede transferida para Bebedouro (SP),
encontra-se agora, segundo seu presidente, Carlos Eduardo Prudente Correa, em
condicOes de atuar de forma mais efetiva
para cumprir os objetivos pelos quais foi
criada.
A APC existe ha pouco mais de dois anon
e teve importante atuacao em defesa da ci
tricultura por ocasiao da forte crise que
afetou o setor em 1974. Vinha encontrando dificuldades, entretanto, para tornar
efetiva sua atuacao, em virtude de limitacOes financeiras.
Este problema, entretanto, encontra-se
praticamente solucionado, uma vez que a
APC passara a receber dos produtores de
laranjas uma contribuicao de 20 centavos
por caixa do produto entregue as inditstrias de suco.
Os recursos gerados por esta arrecada
cao, segundo Correa. sera() destinados em
sua maior parte para atender ao convenio
que devera ser assinado corn o Ministerio
da Agricultura, atraves da Campanha Nacional de Erradicacäo do Cancro Citrico.
O presidente da APC diz que a associacao tem ainda outras importances metas.
Uma delas e estabelecer corn a Secretaria
da Agricultura de Sao Paulo urn convenio
para dinamizar as pesquisas no campo da
citricultura, corn infase nos estudos voltados para ao aumento da produtividade. ❑
Valep adquire caminhOes diesel
Corn a compra de 13 caminhaes fora-de-estrada de 120 toneladas. a Valep — Mineracao Vale do Paranaiba, empresa do grupo CVRD, completou a compra dos equipamentos necessarios a movimentacao de material no Projeto Fosfato, em Tapirs (MG). A
compra foi feita da Wabco Brasil Equipamentos Ltda., apOs a realizacdo de concorrencia internacional. Para produzir os caminhOes Diesel Eletricos, a Wabco Brasil iniciou a
ampliacao de sua fabrica e do patio de manobras totalizando aproximadamente 2 mil metros quadrados, que juntarnente corn a aquisicao de maquinaria exigira investimento total da ordem de Cr'S 145 milhOes.
Na Villares, a maior
prensa do hemisfêrio
Goodyear: correias
corn cabos de ago
Em Ontario. Canada, esta correia transportadora corn cabos de ago, fabricada pela Goodyear naquele pais, movimenta ate
900 toneladas de pedra calcaria por hora.
A Goodyear do Brasil e a unica fabricante
desse tipo de correia na America Latina.
A Villares Indastrias de Base S.A., a siderUrgica que o Grupo Villares esta instalando em Pindamonhangaba (SP), acaba
de adquirir uma prensa hidraulica de forjamento de 7 500 toneladas, para operar
corn matriz aberta, dotada de manipulador de ferramentas, mesa mOvel, mesa giratOria e dispositivo para troca de ferramentas; e urn manipulador de forjamento
de 160 metros, de operacao sobre trilhos.
Para o fornecimento desse equipamento, o
major do Hemisierio Sul e um dos poucos
existentes no mundo, foi formado urn consOrcio liderado pela Demag-Meer Hydraulik Anlagentechnik, da Alemanha, corn a
Hitachi, do Japao, e a Demag Equipamentos Industriais; a empresa brasileira sera
responsavel pelo fornecimento de 30 por
cento do equipamento.
O contrato firmado pela Villares corn o
consOrcio, no valor de apoximadamente
US$ 10,0 milhOes, preve a entrega de todo
o equipamento em 18 meses e a montagem devera ser feita em seis meses. Este
sera o principal equipamento da forjaria
da Villares Indastrias de Base, cuja producao bruta de forjados de ago, prevista para 1981, e de 3 600 t/rnis. ❑
BANAS — De 07 a 20 de marco de 1977 — 41
INOUSTRiAS E INVESTIMENTOS
Grupo Engesa contrata
Racional Engenharia
A General Electric, de Campinas, acaba de exportar oito locomotivas para a Bolivia
GE brasileira
exporta locomotivas
Somente no més de dezembro, a General Electric do Brasil produziu 16 locomotivas, sendo oito destinadas a Fepasa e oito a exportacao, que foram adquiridas pela ENFE — Empresa Nacional de Ferrocarriles del Estado — Bolivia. 0 fornecimento das oito locomotivas, quanto a seu
financiamento, foi feito atraves de concorrincia internacional, vencida pela empresa
brasileira gracas a condicaes competitivas
propostas pelo Banco do Brasil, aliadas
ao desenvolvido grau de tecnologia oferecido pela GE. As oito locomotivas exportadas fazem parte de urn contrato global
de fornecimento de 17 unidades para a
ENFE, dentro do programa de recuperacao das ferrovias bolivianas.
As maquinas que seguiram para aquele
pais sao do tipo U20 — 2 150/2 000 HP
de poténcia, 90 toneladas de peso, bitola
de 1 metro. As unidades sao compostas
de: equipamento para que urn so maquinista opere simultaneamente ate cinco locomotivas; freio dinarnico que permite
poupar os freios convencionais (sapatas)
em declives; e controle de seguranca "homem morto" que em caso de mal stibito
do maquinista permite que a locomotiva
pare automaticamente.
A GE do Brasil iniciou a fabricacao de locomotivas em 1965, corn uma primeira encomenda de quatro unidades pela Cosipa.
Hoje, o nirmero total de locomotivas fabricadas sobe a 400, sendo que 220 delas foram entregues nos irltimos dois anos.
Dentre as locomotivas de fabricacao nacional, destacam-se: 170 unidades dieseleletricas, 2300 HP, 180 toneladas, para a
Rede Ferroviiria Federal; 30 unidades eletricas , 5130 HP, 144 toneladas, para a antiga Cia. Paulista, hoje parte da Fepasa;
142 unidades elitricas 2 000 HP, 108 toneladas, para a RFFSA e Fepasa.
Corn capacidade atual de 150 locomotivas/ano, a GE pode suprir as necessidades do mercado interno e conquistar importantes mercados para exportacao. 1=1
42 — BANAS — De 07 a 20 de marg.() de 1977
A Racional Engenharia S.A. foi contratada para coordenactio, construcao e gerenciamento total dos projetos de expansio
das principais unidades fabris do Grupo
Engesa, localizadas em Salvador (BA) e
Sao Jose dos Campos (SP). A Engex —
Equipamentos Especializados S.A., situada em Salvador, sera ampliada em 12 mil
m2, e os investimentos atingirao a soma
de CrS 41,0 milhOes, corn prazo de entrega para agosto de 1977. A Engesa — Engenheiros Especializados, localizada em
Sao Jose dos Campos, produtora de veiculos especiais blindados e tratores florestais, terá uma ampliacao de aproximadamente 18 mil m2, alcancando o investimento o valor de CrS 44,0 milhOes. Este
projeto deveri ser concluido ate dezembro
proximo. ❑
Fiat ja obtem
8,3% do mercado
Grupo Monsanto
investe no Brasil
Urn centro de pesquisas para desenvolvimento de novos produtos, destinados a aumentar o rendimento da agricultura em
paises tropicais, deverá ser montado no
Brasil pelo Grupo Monsanto. 0 projeto,
ainda em fase de elaboraciio, foi apresentado ao presidente Geisel e aos ministro
Allisson Paulinelli, da Agricultura, e Joao
Paulo dos Reis Velloso, do Planejamento.
"A receptividade do Governo brasileiro
ao projeto foi excelente", afirmou o presidente da junta diretora da Monsanto Company, J.W. Hanley (foto), que veio ao Brasil especialmente para apresentar a ideia
ao presidente da Republica e aos ministros. Os produtos que vierem a ser descobertos no centro brasileiro de pesquisas,
segundo Hanley, sera() fabricados no Brasil e exportados para paises de solo e clima semelhantes.
0 Fiat 147 acaba de atingir sua primeira
marca de participacao no mercado, responsabilizando-se no més de janeiro por
8,3 por cento das vendas da indirstria automobilistica brasileira, considerando-se
automOveis e camionetas de use misto.
Desde o inicio da producao, em fins do
ano passado, ate o Ultimo dia 10 de fevereiro, foram colocados em circulacio cerca de 10 mil Fiat 147, sendo que, em janeiro, o namero total de carros vendidos pela
fibrica de Betim (MG) foi de 4 162, para
um total de 50 208 veiculos comercializados pela indirstria aacional.
Na fatia de mercado a que se propOs (que
inclui o sedan Volkswagen em suas trés
versOes, o Brasilia corn um e dois carburadores e os trés modelos do Chevette), o
Fiat 147 conseguiu, em janeiro, a marca
de 15,9 por cento num total de 26 107 veiculos.
Apesar do decrescimo verificado nas vendas globais neste ano (50 208 unidades
vendidas em janeiro, contra 55 836 unidades no mesmo més do ano passado), a faixa onde se situa o Fiat 147 sofreu urn sensivel aumento percentual sobre o total do
mercado. As restricEies ao consumo de
combustivel serviram para amplia-la, passafido de urn indice de participacao de
50,9 por cento em janeiro de 1976, para
52,1 por cento em janeiro ueste ano. A
empresa conta corn 80 concessionarios autorizados. Segundo seus diretores, a producao deveri seguir as metas estabelecidas, atingindo, no final deste ano, cerca de
100 mil unidades produzidas. A fabricacao diiria, hoje, é de 280 veiculos, devendo aumentar progressivamente ate o rim
do ano. 0
INDUSTRIAS E INVESTIMENTOS
Cummins Engine Co.
corn novos presidentes
Em Blumenau, o XXI
Congresso de Cerfimica
James A. Herderson, Henry B. Schacht e
J. Irwin Miller foram empossados, respectivamente, como presidente, presidente do
conselho e presidente do conselho do comite executivo e financeiro da Cummins
Engine Co., cuja subsidiaria no Brasil e a
Cummins Motores S.A.
James A. Herderson e MBA pela Universidade de Harvard, Business Scholl e AB
em negOcios pUblicos e internacionais pela
Universidade de Princeton.
Henry B. Schacht dirigiu as operacries da
Cummins no Reino Unido, Europa Ocidental, Africa e Oriente Medico. Por tris
anos foi vice-presidente do Grupo Internacional e das subsidiaries. Em 1974, foi destaque na lista de "Jovens Lideres Americanos", da revista Time.
J. Irwin Miller ocupou o cargo de presidente do conselho durante 26 anos. Juntamente'com membros de sua familia controla, aproximadamente, 38 por cento das
awes da empresa.
James A. Henderson e Henry B. Schacht,
como diretores executivos da Cummins,
levaram a empresa, em 1976, a seu mais
bem-sucedido ano de atividades. 1:1
0 XXI Congresso Brasileiro de Ceramica, a ser realizado em Blumenau, de 27 de
marco a 1 9 de abril, devera se destacar,
principalmente, pela atualidade e pela
variedade dos temas que sera() debatidos.
No programa de conferincia e debates incluem-se, entre outros, assuntos ligados a
"ceramica e energia nuclear", "desenho industrial", "substituicao de importacties
de equipamentos" e "controle de poluicao
na indirstria ceramica".
Alem desses temas de natureza tecnolOgica, esta despertando grande interesse o estudo de aspectos econOmicos do setor, como a "exportacao de produtos ceramicos"„a "exploracao mineral na Grande
Sao Paulo e o use do solo" ou "oportunidades de investimentos em Santa Catarina".
encontro, patrocinado pela Associacao
Brasileira de Ceramica, contari corn a
participacao de ticnicos brasileiros e do
exterior que atuarao como conferencistas,
como coordenadores ou como participantes dos grupos de debates.
O congresso sera aberto no dia 27 a noite,
no Teatro Carlos Gomes, pelo governador Konder Reis, por seu secretirio da In&stria e do Comercio, Sebastiao Campos
Neto e pelo secretirio da Tecnologia, Augusto Baptista Pereira. Os dois secretarios
do governo catarinense tambem deverio
efetuar palestras durante o encontro. ❑
Morrison, o homem
que fala pela Searle
A Searle Farmaciutica do Brasil Ltda.,
que pertence a Searle International Co.,
uma divisào da G.D. Searle & Co., tem
agora urn novo presidente. Trata-se de
Webb Morrison, que ingressou na Searle
International em 1972 e desde setembro
de 1973 é o gerente geral da companhia
no Canada. Entretanto, antes de se ligar
a Searle, ele ocupou posicOes de destaque
dentro da indUstria farmaciutica em varios paises. A G.D. Searle & Co. nada
mais e que uma empresa fornecedora mundial de produtos de assistencia a sande em
geral, tal como produtos farmaciuticos,
instrumentos medicos e produtos Opticos,
alem de produtos para laboratOrios e hospitals. ❑
Espanha premia
indüstria brasileira
Diversas empresas nacionais, por setor de
producào especifico, foram premiadas pela Editorial Ofice, uma entidade espanhola ligada ao comercio de importacao daquele pais, corn o "Trofeu Internacional a
Qualidade 1976". 0 trofiu simboliza urn
reconhecimento a boa qualidade dos produtos fabricados pela indirstria brasileira.
Entre as empresas premiadas, figura a Angelo Ciola & Filhos Ltda., fabricante de
maquinas extrusoras para plasticos e prensas hidrairlicas, corn sede em Sao Paulo.
A solenidade de entrega dos trofeus ocorreu no Hotel Nacional Rio, e contou com
a presenca de virias autoridades e empresirios brasileiros e espanhOis. Na foto, Aldo Ciola recebendo o primio. ❑
Faturamento da Artex
passa de CIS 1 bilhao
No Brasil, presidente mundial da Stanley
A Artex terminou o ano de 1976 com urn
faturamento recorde que ultrapassou a
expressiva cifra de Cry 1 bilhao, fato considerado fora do comum na indüstria
til do Pais. Para comemorar o ixito, a
empresa de Santa Catarina (o quarto
maior exemplo de felpudos de algodao do
mundo) mandou confeccionar urn distintivo especial e distribuiu aos seus revendedores, para que o usem diariamente durante todo este ano de 1977. ❑
Albert F. Clear, presidente mundial da Stanley, presidiu a implantacao oficial da segunda fabrica da subsidiaria da empresa no Brasil, a Ferramentas Stanley. Segundo ele, a entrada em operacão dessa unidade reveste-se de singular importancia para a indtistria brasileira, pois seus principais itens de producao referem-se as fitas para trenas e acionadores para portaes, que eram ate o momento importados. Segundo o presidente da subsidiaria brasileira, John A. Hargraves (na foto, a direita), tal como ocorre em relacao a outros
itens, os sistemas de portas automaticas Stanley vim subindo consideravelmente no conceito do mercado brasileiro. Hoje, existem mais de 500 unidades de portas autornaticas,
em pleno funcionamento, em hotels, aeroportos, hospitais, supermercados, restaurantes,
bancos e centros comerciais, estando tambem presentes no recem-inaugurado aeroporto
internacional do Galeao.
BANAS — De 07 a 20 de marco de 1977 — 43
NO AR
Brifânicos acabam
corn a hipocrisia anti-ruido
Ernesto Klotzel
A maioria dos leitores conhece aguele dito popular, mais ou menos assim:
"Tudo que a gente gosta desbragadamente no mundo e considerado ilegal ou imoral; no melhor dos casos...engorda".
Os ecologistas e seu histirico sequito em
todo o mundo tern sido lideres em nos demonstrar que nem a mais inofensiva das
aspirinas, o mais refrescante dos talcos devem, a rigor, ser recomendados ou utilizados. E quem pensa que pode esquecer
uma dor de cabeca ou urn corpo suado
(com todas suas conseqiiencias de carater
social), consumindo uma farta e aparentemente variada refeicao acompanhada de
refrigerantes, sorvetes e doces, a porque
so conhece as advertincias dos ecologistas e nao tern acompanhado os "estragaprazeres" da classe media. Muito pouca
coisa do que consumimos corn a maior naturalidade deixa — dentro do rigor cientifico — de fazer certo mal a satide.
E claro que a gente respeita a experiencia,
o conhecimento, as pesquisas e, acima de
tudo, a preocupacao dos homens . da
cia quanto preservacao do que e chamado "qualidade de vida" e a perpetuacao
da raga humana.
O que se pergunta é se ilk) devemos forgosamente conviver com medicamentos e alimentos que, apesar de aliviarem males fisicos e mentais, satisfazerem apetites e paladares, tambem trazem consigo urn certo
elemento de risco; quando sua ingestao e
consumo sac) avaliados em termos de muitos anos de falta de ponderacao, de born
senso ou mesmo irresponsabilidade dos
eventuais pacientes.
Claro que excluimos alimentos e remêdios
realmente perigosos por seus ingredientes
ou grau de contaminacao.
Mas, o que é que isto tern a ver corn a
aviacao? E que como quebra a cruzada
ecolOgica se abateu sobre a aviacao comercial tendo principalmente no ruido na-
Ruido: primeiro a seguranca das aeronaves, depois atendimento as queixas dos vizinhos
'41
*4,
44 — BANAS — De 07 a 20 de marco de 1977
da cOmodo dos reatores de primeira e de
segunda geracio seu alvo principal. Fazemos a ressalva quanto a "faixa etaria" dos
motores a jato porque ninguem pode negar que os mais modernos jit se comportam muito mais "socialmente".
Manobras perigosas
Mobilizando a imprensa, exercendo pressac) sobre grupos comunitarios, aliciando
politicos — sempre prontos para empunhar
uma bandeira cujo significado nem sempre conhecem — os ecOlogos forcaram
aeroportos. empresas aereas e principalmente suas tripulackies, a operackies que
dao ate rima — silenciosas porim perigosas.
Poucos sao os aeroportos do mundo que
nä() exigiram mudancas de trajetOria apOs
a decolagem e antes do pouso, limitackies
de potencia, razOes de subida acompanhadas de curvas pronunciadas para nao ferir
a sensibilidade dos pobres vizinhos das
pistas. Gente que por sinal sabe fazer presdesfilar em protesto, dar entrevistas,
porem nunca seria capaz de vender suas
valorizadas propriedades. Nä° tiveram visa° suficiente em mudar para as vizinhangas do mesmo quando este ainda era terraplenado?
Deixando de lado as proibicOes das operaciies noturnas dentro de determinado horario (e Congonhas tern a dubia honra de
ser o mais rigoroso do mundo) que afetam
diretamente a vida comercial e industrial
de muitas comunidades, poucos conhecem os verdadeiros absurdos perpetrados
em prol do silêncio pela regulamentacao
vigente em muitos aeroportos.
Surge agora uma rend() por parte do Sindicato dos Controladores de Vtio da GraBretanha que colocou a sensibilidade auditiva de vizinhos voluntarios dos aeroportos e o academicismo dos ecologistas em
pratos limpos. Eles nao querem mais saber de decolagens corn potencia parcial,
rathes de subida ou descida que nao sejam os Otimos para as manobras em questao, ziguezagues sobre o solo para nao sobrevoar zonas populadas, e a proibicao ou
restricao do use do reversivel (acreditem
ou nao, mas existe) apOs o pouso.
Nlao se trata de confrontacao, vinganca
ou reacao ao que poderia ser considerado
uma ingerencia indevida de leigos num setor que afeta diretamente a seguranca de
vkio; o que seria ate muito compreensivel.
Os hqmens da torre britanicos nao querem mais compactuar corn uma regulamentacão que lhes foi imposta pela onda
de ecologistas que, imbuidos das melhores
intencOes, perderam de vista em muitos casos que no mundo moderno o simples ato
de sobreviver ja é um sacrificio cheio de
riscos; exagerando seu papel em muitos
casos, chegando quase a "cacti as bruxas". Primeiro a seguranca de qua, depois
o ideal em materia de reductio dos decibeis. Parabens pela coragem, gente. ❑
As empresas que
escolhem
Cii Honeywell Bull
sao mais criativas.
Pergunte a elas por clue.
• ARTEB - Grupo Industrial Artur Eberhardt
• Banco Brasileiro de Descontos S.A.
• Companhia Acumuladores Prestolite
• Companhia Riograndense de Adubos-CRA
• Drew Produtos Quimicos Ltda.
• EscritOrio Levy Corretora de Valores
Mobiliarios Ltda.
• FMU - Faculdades Metropolitanas Unidas
• FRAM SBC - InclOstrias Mecanicas S.A.
• Heublein IndOstria e Comèrcio Ltda.
• IBOPE - Instituto Brasileiro de Opiniäo
POblica e Estatistica
• IMA S.A.-Prefeitura Municipal de Campinas
• S.A. 0 Estado de S. Paulo
Em suas respectivas atividades,
todas estas empresas estäo na vanguarda
dos inovadores. E, por coincidéncia,
todas elas escolheram urn equipamento de
informatica Cii Honeywell Bull.
que elas encontraram na
Cii Honeywell Bull uma verdadeira associada,
sempre atenta as suas necessidades
especificas, capaz de inventar por si s6
solugOes originais, oferecendo sistemas
dotados da Ultima tecnologia, cuja alternativa
de informatica transacional assegura urn
contato direto entre o usuario e o computador.
Esta avangada concepoäo de informatica,
que abre e encoraja urn livre dialog°
entre associados independentes, é aquela
que nos da Cii Honeywell Bull
chamamos de "informatica criativa".
Näo é surpresa que empresas criativas
a escolham.
Cii Honeywell Bull
Mude pars a informatics criativa
Sao Paulo - Rio de Janeiro - Belo Horizonte - Curitiba - Porto Alegre - Brasilia - Recife
0 Fiat 147 é o mellior incent ivo para
voce economizar combustive'.
Voce jA sabe que este é urn carro
comprovadamente econOmico: toda a
imprensa qualificada e especializada do
pals provou isso. Por que o Fiat 147
é assim tao econOmico? A resposta é:
tecnologia avancada.
Gracas a ela, o Fiat 147 nä° e um
carro pesad5o. Se fosse, fatalmente seu
motor consumiria mais gasolina.
E esse motor foi projetado corn uma
baixa cilindrada: 1.050 cm' .
Quanto menor a cilindrada, menos
combustive' precisa ser admitido.
Comando de valvulas no cabecote,
acionado por correia dentada, motor
e cambio corn rotacao solicldria as rodas:
tudo isso resulta em menos atritos e
resistencias, evitando-se perda de potencia
e combustivel.
Olha a economia ai de novo.
0 sistema de resfriamento permite que
o motor trabalhe sempre na temperatura
ideal, proporcionando uma
perfeita combustdo. Mais um ponto para
a economia. Chega? Ainda nao. As linhas
do Fiat 147, alem do aspect() estetico,
foram estudadas em tune! de vento para
permitir a melhor pellet racdo aerodinanica,
corn a conseqUente reducZio do consumo.
Quer mais economia? 0 Fiat 147 tern
pneus radiais. Por isso, a resistencia
ao rolamento do carro na pista é menor.
Outro motivo para ele consumir menos
combustivel. Agora diga a verdade: um
carro económico assim voce esperava que
fosse tambem bonito, versAtil, confortAvel,
robusto, espacoso, resistente, rapido
e seguro? Esperava?
MI El
Enfim,
um carrcio pequeno.
L1471
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N91 147 — De 07 a 20 de move de 1977 —Cr9 10