Conceitos de Administração e Ética
Empresarial
Profª Me. Francielli M. Borges Ladeira
[email protected]
1
Perspectiva Moderna da
Administração
• Objetivos
• Discutir a teoria de sistemas.
• Conceituar a teoria contingencial.
• Apresentar conceitos referentes ao
desenvolvimento organizacional.
• Discutir sobre os elementos essenciais da
cultura e clima organizacional.
• Refletir sobre a administração por objetivos.
• Apontar elementos da administração estratégica.
• Tratar da administração participativa.
2
Agenda
•
•
•
•
•
•
•
A Teoria de Sistemas.
A Teoria Contingencial.
O desenvolvimento organizacional.
Cultura e Clima organizacional.
A Administração por objetivos (APO).
A Administração Estratégica.
A Administração Participativa.
3
Introdução
• Com a evolução das teorias, novos
problemas têm sido resolvidos com o
surgimento de novas teorias da
Administração Moderna.
• As teorias desenvolvidas a partir do séc. XX
trouxeram uma visão cada vez mais holística
da organização.
• Sempre mantendo o foco da busca por
eficiência, eficácia e produtividade.
4
A Teoria dos Sistemas
• Conduzida pelo biólogo alemão Von
Bertalanffy nos anos 40.
• Em contrapartida ao sistema atomístico da
Administração Científica, agora a
organização é vista como organismo vivo, em
que o todo deve ser considerado.
• “Sistemas é um conjunto de elementos
interagentes e interdependentes
relacionados cada um ao seu ambiente de
modo a formar um todo organizado”
(SILVA, 2008).
5
A Teoria dos Sistemas
6
A Teoria dos Sistemas
1.
2.
3.
4.
Sistemas de estrutura estática.
Sistemas dinâmicos simples.
Sistemas cibernéticos.
Sistemas abertos
•
5.
6.
7.
8.
9.
Estruturas automantidas, nível em que começa a
diferenciação entre vida e não-vida (como as células
orgânicas).
Sistemas genético-sociais.
Sistemas animais.
Sistemas humanos.
Sistemas sociais.
Sistemas transcendentais.
7
A Teoria dos Sistemas
• Características dos Sistemas Abertos
• O ciclo de eventos: envolve a ‘importação’, a transformação e a
‘exportação’ de energia (entradas, transformação e saídas).
• Entropia negativa: um sistema aberto, para sobreviver ou
crescer, deve absorver mais energia do que liberar, o que,
normalmente, não ocorre nas organizações.
• O processamento da informação: os sistemas devem ter
processos de codificação que selecionem as informações
entrantes, pois a capacidade de processamento é limitada.
• O crescimento e a manutenção: a organização está em
contínua interação com seu ambiente e alcança um ‘estado
estável’ ou ‘equilíbrio dinâmico’.
• Equifinalidade: um sistema aberto pode alcançar o mesmo
estado final a partir de diferentes condições iniciais e por meio de
uma variedade de caminhos.
8
A Teoria Contingencial
• Precursores: Joan Woodward, Alfred
Chandler, Tom Burns e G. M. Staler.
• Por que os mesmos métodos, aplicados em
organizações diferentes, trazem resultados
diferentes?
• “A teoria da contingência estabelece que
situações diferentes exigem práticas diferentes,
apregoando o uso das teorias tradicionais,
comportamentais e de sistemas separadamente
ou combinadas para resolver problemas das
organizações” (SILVA, 2008).
9
A Teoria Contingencial
• Não há nada de absoluto nas organizações, tudo é
relativo, tudo depende.
• Relação funcional entre as condições ambientais e
as técnicas administrativas.
• Não existe um único modo melhor de estruturar as
organizações
• Estrutura, condições tecnológicas, hierarquia organizacional, sistema
de controle e a maneira de motivar seus funcionários são alguns dos
fatores que predizem as melhores teorias.
10
A Teoria Contingencial
• Algumas críticas a teoria:
• Relacionamento casual: estrutura como uma variável interveniente e
desempenho como uma variável dependente.
• Desempenho organizacional: em muitos estudos contingenciais, o
desempenho não tem boa precisão em sua avaliação.
• Variáveis independentes: as organizações não podem exercer controle
sobre todas as variáveis do ambiente.
• Contingências múltiplas: diferentes contingências podem resultar na
necessidade de diferentes padrões de estrutura para as organizações.
• Mudança planejada: ênfase às consequências não previstas da
mudança planejada.
• Fatores de poder: a estrutura organizacional é determinada também por
‘fatores de poder’.
• Velocidade da mudança organizacional: deve haver mudança
significativa nos fatores contingenciais, para que a organização
responda à mudança.
11
O Desenvolvimento Organizacional
• Um dos grandes desafios da administração é a
necessidade das organizações serem eficientes,
eficazes e satisfazerem as necessidades e
expectativas de seus stakeholders, de forma a
manter a sustentabilidade do negócio ao longo
do tempo.
• O Desenvolvimento Organizacional não se trata
de uma teoria administrativa, mas de um
movimento envolvendo vários autores
preocupados em aplicar as ciências do
comportamento na Administração.
12
O Desenvolvimento Organizacional
• O desenvolvimento organizacional é um processo
sistemático, administrado e planejado de mudança de
cultura, sistemas e comportamentos de uma
organização, a fim de melhorar a eficácia na solução
dos problemas e no alcance dos objetivos
organizacionais (SILVA, 2008).
• Os objetivos do DO são:
• Aumentar o nível de apoio e confiança entre os membros da
organização.
• Criar um ambiente em que a autoridade de um cargo seja
aumentada por especialização e conhecimento.
• Aumentar o nível de responsabilidade pessoal e grupal em
planejamento e implementação de ações.
• Melhorar a comunicação entre os membros da organização.
13
O Desenvolvimento Organizacional
• É consequência de diversos fatores:
• Dificuldade de operacionalizar a grande gama de teorias
existentes.
• Necessidade de uma nova dinâmica sobre a motivação
humana.
• Novos esforços para melhorar o comportamento em grupo.
• Da necessidade de novos esforços para as inovações.
• Mudança no comportamento administrativo devido aos novos
conceitos.
• Fusão da estrutura organizacional com o comportamento
humano.
• Administração dos conflitos.
• Interdependência do ambiente, organização, grupo e indivíduo.
14
O Desenvolvimento Organizacional
15
Cultura e Clima Organizacional
Cultura
• “Todo conhecimento, crenças, arte, moral,
leis, costumes ou qualquer outra capacidade
ou hábitos adquiridos pelo homem como
membro de uma sociedade” (LARAIA, 2009).
Cultura Organizacional
• “Todo o sistema de valores, crenças, normas
e hábitos compartilhados que rege a
interação dos elementos de uma
organização” (SILVA, 2008).
16
Cultura e Clima Organizacional
17
Cultura e Clima Organizacional
Clima Organizacional
• “A atmosfera psicológica, resultante dos
comportamentos, dos modelos de gestão e das
políticas empresariais, refletida nos
relacionamentos interpessoais” (SILVA, 2008).
• Para mudar o clima organizacional, é preciso
capacidade inovadora:
•
•
•
•
Adaptabilidade.
Senso de identidade.
Perspectiva exata do meio ambiente.
Integração entre os participantes.
18
Administração por Objetivos (APO)
• “Um estilo ou sistema de administração que
relaciona as metas organizacionais com o
desempenho e desenvolvimento individual,
por meio do envolvimento de todos os níveis
administrativos” (SILVA, 2008).
19
Administração por Objetivos (APO)
Críticas a APO
• As metas quantitativas encorajam os funcionários a
concentrar seus esforços na quantidade da produção,
e não na qualidade.
• As metas específicas de produção são tratadas como
teto, e não como piso (ou seja, ao serem atingidas,
para-se o processo).
• As metas específicas limitam o potencial das provas,
por dissuadirem seus esforços de melhoria constante.
• As metas quantitativas permitem práticas questionáveis
e desonestas, como vendas falsas e entregas que não
foram pedidas.
20
Administração Estratégica
• Igor Ansoff, considerado o pai do planejamento
estratégico e da administração estratégica, define
estratégia como as regras e diretrizes para
decisão, que orientam o processo de
desenvolvimento de uma organização.
• Valores da corporação.
• Capacitação gerencial.
• Responsabilidades como organização inserida na
sociedade.
• Sistemas administrativos que interligam o processo
de tomada de decisão estratégica, tática e
operacional.
21
Administração Estratégica
• Desafios da Administração Estratégica
• Convencer a gerência a pensar em termos estratégicos
(melhoria e mudança organizacional).
• Garantir a resposta organizacional, ou seja, novas
formas de acompanhamento e controle do processo de
administração estratégica.
• Enfrentar o ambiente. Além dos desafios e
oportunidades que a empresa encontra no ambiente, deve
também considerar a multiplicidade de agentes que a
compõe: consumidores, clientes em geral, políticos,
organizações sem fins lucrativos, órgãos representativos do
governo etc.
22
Administração Estratégica
Planejamento Estratégico
• É uma ferramenta que a empresa
utiliza de modo a conhecer o
contexto ambiental no qual a
organização está inserida.
• Para tanto, é necessário conhecer
seu ambiente interno, no qual
destacará seus Pontos Fortes e
Pontos Fracos, e seu ambiente
externo, dando ênfase para
Ameaças e Oportunidades.
23
Administração Participativa
• Uma filosofia de gestão que exige do processo
organizacional que a tomada de decisões seja feita
de forma que os recursos e responsabilidades
necessários sejam estendidos até o nível
hierárquico mais apropriado.
• Exige um tempo adequado para participação, os
assuntos devem ser relevantes aos participantes,
os funcionários devem ter capacidade (inteligência,
conhecimentos técnicos, habilidades de
comunicação) para participar das decisões e a
cultura organizacional deve ser suficiente
democrática para apoiar e incentivar o
envolvimento das pessoas.
24
Administração Participativa
• Equipes autogeridas
• Interação dos integrantes do grupo e interação com
outros grupos para resolver problemas e tomar decisões.
• Participação na direção
• Participar institucionalmente da estrutura de poder da
organização, em órgãos e proporção variável. Visa
estabelecer bases de cooperação e harmonia entre
sindicatos e empresas.
• Participação nos resultados
• A participação nos resultados fecha o círculo do
mecanismo de recompensa: se as pessoas participam
dos problemas e decisões, também devem, de alguma
maneira, beneficiar-se dos resultados de seus esforços.
25
Perspectiva Contemporânea da
Administração
• Objetivos
• Discutir a administração da qualidade.
• Conceituar e contextualizar o modelo japonês de
administração.
• Abordar a administração na era digital.
• Refletir sobre a administração no terceiro setor.
• Compreender as ferramentas benchmarking,
reengenharia para auxílio em tomadas de
decisões.
• Apontar a importância do Learning Organization.
26
Agenda
•
•
•
•
•
•
•
Administração da Qualidade.
Modelo Japonês de Administração.
Reengenharia e Benchmarking.
Tomada de Decisão.
Learning Organization.
Administração na Era Digital.
Administração no Terceiro Setor.
27
Introdução
• A Administração enquanto campo científico é
relativamente nova (em consideração a sua
prática).
• A evolução dela acompanha o ritmo dos
novos tempos.
• A Administração contemporânea trouxe a
tona um novo enfoque:
QUALIDADE.
28
Administração da Qualidade
• “Qualidade é a totalidade de aspectos e
características de um produto ou serviço que
propicia a habilidade de satisfazer dadas
necessidades”.
• Não existe uma definição clara que seja possível utilizar
para as empresas medirem, controlarem e gerenciarem a
qualidade, ao contrário, existem algumas definições
alternativas que são apresentadas a seguir:
• Qualidade como excelência: trazem ao usuário algum sentido de
prazer pessoal ou estima.
• Qualidade como conformidade a especificações: é a medida da
extensão na qual o produto ou serviço está de acordo com as
especificações do projeto.
• Qualidade como valor para o preço: talvez a definição mais
abrangente do conceito da qualidade.
29
Evolução da Gestão da Qualidade
30
Gestão da Qualidade Total
• A gestão pela qualidade total exige um
desempenho organizacional que vá além das
expectativas dos clientes.
• Superando o entendimento da qualidade
como conformidade do produto a um padrão,
é preciso olhar para a conformidade do
produto às expectativas dos clientes.
31
Gestão da Qualidade Total
Elementos da TQM
•
•
•
•
•
•
Compromisso e envolvimento da alta gerência.
Envolvimento do cliente.
Criação de produtos de qualidade.
Criação de processos de produção de qualidade.
Controle da qualidade dos processos de produção.
Desenvolvimento de parcerias com os
fornecedores.
• Atendimento ao cliente, distribuição e instalação.
• Criação de equipes de funcionários com poderes.
• Benchmarking e melhoria contínua.
32
A ISO 9000
• ISO é a sigla de International Organization for
Standardization (Organização Internacional para
Padronizações). Objetiva:
• Atingir, manter e buscar a melhoria contínua da qualidade de
produtos (incluindo serviços) com relação aos requisitos.
• Melhorar a qualidade das operações para, continuamente,
satisfazer as necessidades explícitas e implícitas de clientes e
investidores.
• Fornecer confiança à administração interna e outros funcionários
de que os requisitos de qualidade estão sendo cumpridos e de
que as melhorias estão ocorrendo.
• Fornecer confiança aos clientes e outros investidores de que os
requisitos de qualidade estão sendo atingidos no produto
entregue.
• Fornecer confiança de que os requisitos do sistema de qualidade
estão sendo cumpridos.
33
Modelo Japonês de Administração
• O modelo japonês de administração é o
modelo Toyota de administração, que foi
exportado para todo o mundo.
• Eliminação de desperdícios. O princípio da
eliminação de desperdícios, aplicado primeiro à
fábrica, deu origem à ideia de produção enxuta,
que consiste em fabricar com o máximo de
economia de recursos.
• Fabricação com qualidade. O princípio da
fabricação com qualidade tem por objetivo
produzir virtualmente sem defeitos, o que
também é uma forma de eliminar desperdícios.
34
Modelo Japonês de Administração
• Classificação de Desperdício:
• Tempo perdido em conserto ou refugo.
• Produção além do volume necessário ou antes
do momento necessário.
• Operações desnecessárias no processo de
manufatura.
• Transporte.
• Estoque.
• Movimento humano.
• Espera.
35
Modelo Japonês de Administração
• Para eliminar o desperdício:
• Racionalização da força de trabalho.
• Just in time.
• Produção flexível.
• Fabricação com Qualidade:
• Fazer certo da primeira vez.
• Corrigir os erros em suas causas fundamentais.
• Círculos da qualidade.
36
Reengenharia e Benchmarking
• Veio como resposta ao aumento da
complexidade organizacional e das
dificuldades em administrar.
• Ambas as técnicas visam reinventar as
organizações e suas técnicas para torná-las
ágeis e enxutas em sua estrutura.
37
Reengenharia
• Uma maneira de reinventar a empresa é
questionando suas atuais doutrinas, práticas e
atividades e, depois, redistribuir, inovadoramente,
seu capital e seus recursos humanos em processos
transfuncionais. A reinvenção pretende otimizar a
situação competitiva da empresa, seu valor para os
acionistas e sua contribuição para a sociedade.
•
•
•
•
Fundamental.
Radical.
Drástica.
Processos.
38
Benchmarking
• Uma prática de comparar, por meio de algum
parâmetro mensurável, o desempenho de uma
operação fundamental da empresa com uma
operação semelhante em outras organizações.
• Processo contínuo: é um processo gerencial e de
autoaperfeiçoamento, que precisa ser contínuo para ser eficaz.
• Medição: pode ser realizada com práticas internas e externas.
• Produtos, serviços e práticas: revela não apenas as
melhores práticas, mas também como essas práticas são
usadas.
• Empresas reconhecidas como líderes em suas indústrias:
deve ser dirigido para as empresas e funções reconhecidas
como sendo as melhores ou líderes em suas indústrias.
39
Tomada de Decisão
• “O processo de identificação e solução de
problemas”:
• Identificação de problemas: buscar informação
sobre condições ambientais e organizacionais
para determinar se o desempenho é satisfatório
e, quando necessário, diagnosticar as causas
das falhas.
• Solução dos problemas: considera-se
alternativas encontradas no diagnóstico, escolhese uma delas e a implementa em busca da
resolução do problema.
40
Learning Organization
• A aprendizagem organizacional é um
processo contínuo de apropriação e geração
de novos conhecimentos nos níveis
individual, grupal e organizacional.
• Envolve todas as formas de aprendizagem –
formais e informais – no contexto
organizacional, alicerçado em uma dinâmica
de reflexão e ação sobre as situaçõesproblema e voltado para o desenvolvimento
de competências gerenciais.
41
Learning Organization
Argyris (1999) afirma existir três componentes da
AO :
• Aprendizagem de ciclo simples: é uma forma de
aprendizagem instrumental, envolve a descoberta e
correção de erro.
• Aprendizagem de ciclo duplo: teorias em uso,
suposições, estratégias organizacionais e normas e as
formas nas quais são construídas as competências e
ambientes.
• Aprendizagem de ciclo triplo: envolve aprender como
aprender e exige que as pessoas investiguem a
natureza dos seus sistemas de aprendizagem e seus
42
defeitos.
Administração na Era Digital
• O mundo globalizado trouxe a necessidade da
interconectividade em tempo real das pessoas
e organizações.
• Empresas com Patrimônio Digital:
• Criam rapidamente novas marcas no ciberespaço,
com promoção e publicidade agressivas.
• Visam às massas, uma por vez e de forma
completa.
• Oferecem novas alternativas aos consumidores.
• Contexto sobre conteúdo.
• Colaboração e parceria.
43
Administração no Terceiro Setor
• Terceiro Setor é aquele em que as entidades
sociais atuam para minimizar o impacto das
desigualdades sociais.
44
Administração no Terceiro Setor
• O empreendedorismo social está
começando a ser reconhecido como a grande
fonte de mudança social e desenvolvimento
em ambas as culturas, ocidental e oriental.
• Os empreendedores sociais têm papel
fundamental no crescimento do terceiro setor,
bem como no desenvolvimento da sociedade.
45
Conceitos de Administração e Ética
Empresarial
Profª Me. Francielli M. Borges Ladeira
[email protected]
46
Download

Administração Estratégica