UNIVERSIDADE DO ESTADO DO AMAZONAS
FUNDAÇÃO DE MEDICINA TROPICAL DO AMAZONAS
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM MEDICINA TROPICAL
DOUTORADO EM DOENÇAS TROPICAIS E INFECCIOSAS
VALOR DA P16INK4A COMO MARCADORA DE LESÕES PRECURSORAS
DO CÂNCER ANAL EM PACIENTES HIV POSITIVOS
IVAN TRAMUJAS DA COSTA E SILVA
MANAUS
2010
i
IVAN TRAMUJAS DA COSTA E SILVA
VALOR DA P16INK4A COMO MARCADORA DE LESÕES PRECURSORAS
DO CÂNCER ANAL EM PACIENTES HIV POSITIVOS
Tese apresentada ao Programa de
Pós-Graduação em Medicina Tropical
da
Universidade do Estado do
Amazonas, em convênio com a
Fundação de Medicina Tropical do
Amazonas, para obtenção do grau de
Doutor em Doenças Tropicais e
Infecciosas.
Orientador: Prof. Dr. Luiz Carlos de Lima Ferreira
MANAUS
2010
Ficha Catalográfica.
C837v
Costa e Silva , Ivan Tramujas da.
INK4A
Valor da p16
como marcadora de lesões precursoras do
câncer anal em pacientes HIV positivos / Ivan Tramujas da Costa e
Silva. Manaus: Universidade do Estado do Amazonas, 2010.
xvi , 222 f.
Tese (Doutorado) Universidade do Estado Amazonas –Programa
de Pós-Graduação em Medicina Tropical, 2010.
Orientador: Prof.Dr.Luiz Carlos de Lima Ferreira.
INK4
Titulo em Inglês: Value of p16
as a surrogate marker of anal
cancer precursor lesions in HIV positive patients.
1. Neoplasias do ânus. 2.Genes p16. 3.Imunocitoquímica.
4.Imunohistoquímica.
5.Lesões
pré-cancerosas.
6.Doenças
infecciosas. I. Título.
CDU: 616.9
Ficha catalográfica elaborada por
Maria Inês de Melo Albuquerque CRB-11/694 Am.
ii
FOLHA DE JULGAMENTO
VALOR DA P16INK4A COMO MARCADORA DE LESÕES
PRECURSORAS DO CÂNCER ANAL EM PACIENTES HIV
POSITIVOS
IVAN TRAMUJAS DA COSTA E SILVA
“Esta Tese foi julgada adequada para obtenção do Título de Doutor em Doenças
Tropicais e Infecciosas, aprovada em sua forma final pelo Programa de PósGraduação em Medicina Tropical da Universidade do Estado do Amazonas em
convênio com a Fundação de Medicina Tropical do Amazonas”.
Banca Julgadora:
________________________________
Prof. Luiz Carlos de Lima Ferreira, Dr.
Presidente
_________________________________________
Prof. Marcus Vinicius Guimarães de Lacerda, Dr.
Membro
________________________________________
Profª. Angélica Espinosa Barbosa Miranda, Drª.
Membro
_________________________________________
Profª. Cristina Maria Borborema dos Santos, Drª.
Membro
_____________________________
Prof. Fernando Luiz Westphal, Dr.
Membro
iii
DEDICATÓRIA
À Lucia, Barbara, Letícia e Débora.
À Celda Maria.
iv
AGRADECIMENTOS
As pesquisas aqui descritas fazem parte de dois projetos abrangentes sobre o
câncer
anal
e
suas
lesões
precursoras
em
HIV-positivos
pioneiramente
desenvolvidos, na Região Norte, na Fundação de Medicina Tropical do Amazonas
(FMT-AM). Foram iniciados, após aprovação de convênio firmado com o Programa
Nacional de DST e Aids, do Ministério da Saúde, e com a UNESCO, em 2006 e
foram operacionalizados com o apoio da Universidade do Estado do Amazonas, da
Superintendência da Zona Franca de Manaus, da Coordenação de Aperfeiçoamento
de Pessoal de Nível Superior e da Fundação de Apoio Institucional Muraki.
Compreenderam um imenso trabalho de equipe que mobilizou, por 3 anos, de
alguma forma, toda a FMT-AM, todos os seus funcionários, todos os seus
pesquisadores, assim como voluntários de outras instituições e organizações. Não
seria possível nomeá-los individualmente sem incorrer em lapsos injustos. Cada um
dos que emprestou seu tempo e sua contribuição para o desenvolvimento e a
consecução dos projetos deixou neles sua marca indelével que não pode ser
quantificada, mas é absolutamente necessário reconhecer que o que tem sido obtido
a partir dos estudos realizados não poderia sê-lo sem a menor e aparentemente
mais singela das cooperações. A todos os meus mais penhorados agradecimentos.
Nada do que foi realizado tê-lo-ia sido sem a participação ativa daqueles a
quem todos os esforços de bem atender foram dirigidos: os pacientes. Agradeço
sinceramente a participação, nos estudos, de todos os que procuraram a FMT-AM
para atendimento, seja no Ambulatório de Coloproctologia, seja na Semana de
Prevenção do Câncer Anal, e espero que o trabalho desenvolvido tenha contribuído
para aplacar ansiedades e mitigar sofrimentos dos que nos honraram com sua
escolha.
v
RESUMO
INTRODUÇÃO: Técnicas imunoquímicas de detecção da proteína p16INK4a (IMQ) são
empregadas na prevenção do câncer cervical, uma vez que a proteína encontra-se
superexpressada em lesões provocadas por genótipos de alto risco do papilomavírus
humano (HPV). Sendo a história natural do câncer anal considerada semelhante à do
cervical, as mesmas técnicas são propostas para diminuir a variabilidade intra e
interobservadores existente em seu diagnóstico precoce. OBJETIVO: Esta pesquisa
estudou a validade diagnóstica da IMQ em espécimes anais citológicos e histológicos de
pacientes sob risco de câncer anal atendidos na Fundação de Medicina Tropical do
Amazonas, de janeiro/2007 a dezembro/2008. MÉTODOS: Com métodos estatísticos
frequentistas e Bayesianos, buscou-se inicialmente estudar a variabilidade interobservadores no diagnóstico de lesões intraepiteliais escamosas anais (ASIL) pelo
exame histopatológico de biópsias anais e a prevalência destas lesões. Os exames de
372 pacientes puderam ser comparados entre três patologistas da instituição. Estudouse, a seguir, a validade diagnóstica da imunoquímica-p16INK4a em espécimes anais
citológicos e histológicos de pacientes HIV-positivos. RESULTADOS: A concordância
absoluta entre diagnósticos individuais e os de consenso correspondentes foi ruim
(kappa = - 0,002). Considerando os resultados apenas positivos ou negativos para ASIL,
obteve-se concordância regular entre os observadores (kappa = 0,35), tendo sido
moderada quando os resultados foram considerados positivos ou negativos para lesão
de alto grau ou câncer (kappa = 0,52). Foi significante a diferença da prevalência-ponto
de ASIL entre HIV-positivos e negativos (38,3% versus 13,5%; p < 0,0001). Houve
prevalência maior de ASIL entre homens-que-fazem-sexo-com-homens/HIV+ (49,5%) e
de lesões de alto grau em Mulheres/HIV+ = 28,6%. Entretanto, homens-que-fazemsexo-com-homens/HIV-negativos e homens heterossexuais/HIV+ também apresentaram
prevalências de ASIL elevadas (30,8% e 21,1%, respectivamente). Não houve
associação estatística entre os resultados imunocitoquímicos feitos em esfregaços
convencionais ou pela técnica Glucyte® e os histopatológicos e da genotipagem de HPV
pela reação em cadeia da polimerase (p> 0,05). No melhor cenário de comparação, a
imunocitoquímica-p16INK4a apresentou 31% de sensibilidade e 81% de especificidade
para o diagnóstico de ASIL e 30% e 66%, respectivamente, para o diagnóstico de
infecção por HPV de alto risco, sendo baixo o valor preditivo positivo para ASIL. Em
contrapartida, a imunoistoquímica-p16INK4a apresentou significante associação com os
resultados histopatológicos (p < 0,0001), sendo a sensibilidade de 79% e especificidade
de 80% para apontar ASIL e de 60% e 84%, respectivamente, para lesão de alto grau.
CONCLUSÕES: Os pacientes HIV-positivos e os HIV-negativos anorreceptivos
analisados apresentaram prevalências-ponto de ASIL elevadas. A concordância
diagnóstica histopatológica média entre patologistas foi moderada para o diagnóstico de
lesões iguais ou mais graves do que HSIL. Não houve associação estatística entre a
imunocitoquímica-p16INK4a e a histopatologia anal em pacientes HIV-positivos, sendo a
imunocitoquímica método insensível para o diagnóstico de ASIL ou de infecção por HPV
de alto risco, havendo, entretanto, melhor especificidade para ASIL quando a
imunocitoquímica foi realizada em esfregaços de camada delgada. Houve associação
estatística significante entre a imunoistoquímica-p16INK4a e os resultados
histopatológicos de pacientes HIV-positivos, sendo a imunoistoquímica-p16INK4a mais
específica do que sensível no diagnóstico de ASIL e razoável discriminadora de lesões
de alto-grau.
Palavras-Chave: Genes p16; Imunocitoquímica; Imunoistoquímica; Lesões Précancerosas / Diagnóstico; Neoplasias do Ânus.
vi
ABSTRACT
INTRODUCTION: Immunochemical techniques for detection of p16INK4a protein (IMC) are
employed in the prevention of cervical cancer, since the protein is over expressed in lesions
caused by high-risk genotypes of human papillomavirus (HPV). As the natural history of anal
cancer is considered similar to cervical cancer, the same diagnostic techniques are proposed
to reduce the intra- and interobserver variability existing in its early diagnosis. OBJECTIVE:
This research investigated the diagnostic validity of IMC in anal cytological and histological
specimens from patients at risk for anal cancer seen at the Tropical Medicine Foundation of
Amazonas, from January/2007 to December/2008. METHODS: With frequentist and
Bayesian statistics, it was initially studied the interobserver variability in the diagnosis of anal
squamous intraepithelial lesions (ASIL) by histopathological analysis of anal biopsies and the
prevalence of these lesions. The histopathological findings of 372 patients could be
compared among three pathologists of the institution. Next, it was studied the diagnostic
validity of IMC in anal cytological and histological specimens of HIV-positive patients.
RESULTS: The absolute agreement between individual diagnoses and the corresponding
consensus was poor (kappa = - 0.002). Considering the results only ASIL-positive or
negative, fair agreement was obtained among observers (kappa = 0.35), whereas moderate
agreement was found when the results were considered positive or negative for high-grade
lesion or cancer (kappa = 0.52 ). The difference of the point-prevalences of ASIL between
HIV-positive and negative patients was significant (38.3% versus 13.5%, p <0.0001). There
was a higher prevalence of ASIL in HIV-positive men-who-have-sex-with-men (49.5%) and of
high-grade lesions in HIV-positive women (28.6%). However, HIV-negative men-who-havesex-with-men and HIV-positive heterosexual men also showed elevated prevalences of ASIL
(30.8% and 21.1%, respectively). There was no statistical association among p16INK4aimmunocytochemical (ICC) results of conventional or GlucyteTM technique smears and the
histopathological findings or HPV genotyping by polymerase chain reaction (p> 0.05). In the
best comparative scenario, ICC showed 31% sensitivity and 81% specificity for the diagnosis
of ASIL, and 30% and 66%, respectively, for the diagnosis of high-risk HPV infection. Also,
the positive predictive value of ICC for ASIL was low. In contrast, p16INK4aimmunohistochemistry (IHC) showed a significant association with histopathological findings
(p <0.0001), with a sensitivity of 79% and specificity of 80% to indicate ASIL and 60% and
84%, respectively, to indicate high-grade lesions. CONCLUSIONS: The HIV-positive and
anoreceptive HIV-negative patients analyzed showed elevated point-prevalences of ASIL.
The average histopathological diagnostic agreement among pathologists was moderate for
the diagnosis of lesions either HSIL/cancer or lower than HSIL. There was no statistical
association between anal ICC and histopathology in HIV-positive subjects, being ICC an
insensitive method for the diagnosis of ASIL and of high-risk HPV infection, despite good
specificity for ASIL was observed when ICC was performed in thin layer smears. There was
a significant statistical association between anal IHC and histopathological findings in HIVpositive patients, being IHC more specific than sensitive in the diagnosis of ASIL and a fair
discriminator of high-grade lesions.
Key-words:
Anus
Neoplasms;
Genes,
p16;
Immunohistochemistry; Precancerous Conditions / Diagnosis.
Immunocytochemistry;
vii
LISTA DE FIGURAS
Legenda
Tese
Figura 1
Canal Anal: corte sagital................................................................
2
Figura 2
Zona de transição anal..................................................................
2
Figura 3
Diagrama da estrutura circular do genoma do HPV......................
5
Figura 4
Diagrama do vírion do HIV.............................................................
8
Figura 5
Anoscopia com magnificação de imagem.....................................
19
Figura 6
O ciclo celular de mamíferos.........................................................
24
Figura 7
Tipos de ciclina e suas expressões temporais..............................
26
Figura 8
Ação das ciclinas complexadas com CDK sobre a proteína do
retinoblastoma (pRb) nas diferentes fases do ciclo celular...........
27
Figura 9
A adição de radicais fosfato à proteína do retinoblastoma (pRb)..
28
Figura 10
O ciclo de vida do papilomavírus humano.....................................
30
Figura 11
Reação imunoquímica pelo método da Streptavidina-biotinaperoxidase.....................................................................................
38
Figura 12
Esfregaço de células anais em lâmina realizado com escova
citológica........................................................................................
49
Artigo 4.2
Figure 1
Distribution of Proportional Frequencies of Histopathological
Results of Anal Biopsies……………………………………………... 100
Artigo 4.3
Figure 1
HeLa cells positively stained in a p16INK4a immunochemical
reaction. Scale = 10…………………………………………………. 136
Figure 2
Positive anal p16INK4a immunochemical stain of atypical
136
squamous cells. Scale = 10………………………………………
viii
LISTA DE TABELAS
Legenda
Artigo
Tabela
4.1
Table 1
Individual diagnoses of pathologists versus consensus
diagnoses…………………………………………………….
83
4.1
Table 2
Instances of gross agreement betwen the individual
diagnoses of each pathologist and the consensus
diagnoses…………………………………………………….
84
Instances of agreement between the individual
diagnoses of each pathologist and the consensus
diagnoses considering histopathological results positive
or negative for ASIL or cancer……………………………..
85
Comparison between individual diagnoses of each
pathologist and the consensus diagnoses considering a
two tiered classification of anal dysplasia/cancer………..
86
Association between individual diagnoses of each
pathologist and the consensus diagnoses considering
the results either with or without the presence of severe
dysplasia/cancer…………………………………………….
87
Frequencies of Histopathological Results of Anal
Biopsies by Ethnic Breakdown, Level of Education and
HIV status…………………………………………………….
98
4.1
4.1
4.1
4.2
Table 3
Table 4
Table 5
Table 1
Pág.
4.2
Table 2
Frequencies of Anal Canal Histopathological Diagnoses
According to Population Sample Strata Studied..………..
99
4.2
Table 3
Analysis of Standard Residuals of the Frequencies of
Histopathological Results Relative to the Population
Sample Strata Studied……………………………………...
101
Table 4
Comparative Odds Ratios of Group 1 of Presenting Anal
Squamous Intraepithelial Lesions…………………...........
102
Table 1
Association among p16INK4a immunocytochemistry and
histopathological results in HIV-positive patients at
Tropical Medicine Foundation of Amazonas……………..
137
4.2
4.3
ix
Artigo
4.3
4.3
4.4
4.4
Tabela
Legenda
Pág.
Table 2
Association between p16INK4a immunocytochemistry and
human papillomavirus genotyping results in HIVnegative patients at Tropical Medicine Foundation of
Amazonas……………………………………………………
137
Measures of diagnostic validity of p16INK4a immunocytochemistry in HIV-positive patients at Tropical Medicine
Foundation of Amazonas…………………………………...
138
Association between p16INK4a immunohistochemistry
and histopathological results in HIV-positive patients
attended at Tropical Medicine Foundation of Amazonas.
157
Measures
of
diagnostic
validity
of
p16
immunohistochemistry in HIV-positive patients attended
at the Tropical Medicine Foundation of Amazonas...……
158
Table 3
Table 1
Table 2
x
LISTA DE ABREVIATURAS, SÍMBOLOS E UNIDADES DE MEDIDA
%
Percentual
+
Positivo
-
Negativo
ºC
Graus Centígrados
®
Marca Registrada
AAL
Ambulatório Araújo Lima
Ac. 1ário
Anticorpo primário
Ac. 2ário
Anticorpo secundário
ACU
Condiloma acuminado
ADCin
Adenocarcinoma invasivo
ADCis
Adenocarcinoma in situ
AIDS, aids
Síndrome da imunodeficiência adquirida
AIN, NIA
Anal intraepithelial neoplasia, neoplasia intraepitelial anal
AMI, HRA
Anoscopia com magnificação de imagem
ASC-H
Células escamosas atípicas não podendo excluir lesão intraepitelial de alto grau
ASC-US
Células escamosas atípicas de significado indeterminado
ASG-US
Células glandulares atípicas de significado indeterminado
ASIL
Lesão intraepitelial escamosa anal
BAK
Bcl2-antagonist killer, proteína que induz apoptose
BCAI
Benign cellular alterations/inflammatory, alterações celulares
benignas/inflamação
CD4
Receptor transmembrana de 54 kDa
CDK
Cinase (ou quinase) dependente de ciclina
CEC, SCC
Carcinoma espinocelular (epidermóide ou de células escamosas)
CECin
Carcinoma epidermóide invasivo
xi
CECis
Carcinoma epidermóide in situ
CEP
Comitê de Ética em Pesquisa
CIN, NIC
Cervical intraepithelial neoplasia, neoplasia intraepitelial cervical
cm
Centímetro
CML, LBC
Citologia em meio líquido
CSIL
Lesão intraepitelial escamosa cervical
Da
Dalton
DAB
Diaminobenzidina
DNA
Ácido desoxirribonucléico
E2F
Fator de transcrição nuclear que promove a transição da fase G1
para a S do ciclo celular
FMT-AM
Fundação de Medicina Tropical do Amazonas
g
Grama
GLUCYTETM
Método proprietário de citologia em meio líquido
GP5+, GP6+
Iniciadores de reação em cadeia da polimerase
HAART
Terapia anti-retroviral de alta potência
H&E
Hematoxilina e eosina
HeLa
Células imortalizadas de Henrietta Lacks de câncer cervical
causado pelo HPV tipo 18
HIV
Vírus da imunodeficiência humana
HPV
Vírus do papiloma humano
HR-HPV
HPV de alto risco
HSH, MSM
Homens que fazem sexo com homens
HSH-HIV+
Homens que fazem sexo com homens com infecção pelo HIV
HSIL
Lesão intraepitelial escamosa de alto grau
HSV
Vírus do herpes simples
HUGV
Hospital Universitário Getúlio Vargas
xii
IBGE
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
ICC
Immunocytochemistry, imunocitoquímica
IHC
Immunohistochemistry, imunoistoquímica
INK
Proteínas inibidoras das quinases dependentes de ciclinas
IR-HPV
HPV de risco intermediário
kDa
Quilodalton
kg
Quilograma
kV
Quilovolt
LR-HPV
HPV de baixo risco
LSIL
Lesão intraepitelial escamosa de baixo grau
μ
Micro
μl
Microlitro
M
Mol
mg
Miligrama
min
Minutos
ml
Mililitro
mM
Milimol
MY09, MY11
Iniciadores de reação em cadeia da polimerase
N
Normal
p16INK4a, p16
Proteína inibidora das quinases dependentes da ciclina 4 e 6, com
16 kDa de massa molecular
p53
Proteína supressora tumoral de 53 kDa de massa molecular
P.A.
Pureza analítica
Pap-a
Papanicolaou anal
Pap-c
Papanicolaou cervical
pb
Pares de Bases
PBS
Phosphate buffer solution, solução tampão fosfatada
PCR
Reação em cadeia da polimerase
pRb
Proteína do retinoblastoma
xiii
RNA
Ácido ribonucléico
rpm
Rotações por minuto
s
Segundos
SABP
Método imunoquímico da streptavidina-biotina-peroxidase
TM
Trade mark
UFAM
Universidade Federal do Amazonas
UNS
Unsatisfactory, insatisfatório
ZTA, ATZ
Zona de transição anal
xiv
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO....................................................................................................
1.1
O Câncer Anal – Particularidades.......................................................
1.1.1
Aspectos Anatômicos..........................................................................
1.1.2
O Carcinoma Epidermóide Anal..........................................................
1.1.2.1
O Vírus do Papiloma Humano.............................................................
1.1.2.1.1 Câncer Anal e Interação entre HPV e HIV..........................................
1.1.3
Lesões Precursoras do Câncer Anal..................................................
1.1.4
Exames para o Diagnóstico das Lesões Precursoras do Câncer
Anal.....................................................................................................
1.1.4.1
Citologia Anal Oncótica.......................................................................
1.1.4.2
Anoscopia com Magnificação de Imagem (AMI).................................
1.1.4.3
Métodos de Detecção Biomolecular do HPV......................................
1.1.4.4
Exame Histopatológico.......................................................................
1.1.5
Detecção Imunoquímica da p16INK4a...................................................
1.1.5.1
Bases das Técnicas de Detecção Imunoquímica da Proteína
p16INK4a................................................................................................
1.1.5.1.1 O Ciclo Celular....................................................................................
1.1.5.1.2 Controle do Ciclo Celular....................................................................
1.1.5.1.3 Interferência no Ciclo Celular Levando ao Câncer.............................
1.1.5.1.4 Ação do HPV em Tecidos Anogenitais...............................................
1.1.5.1.5 A Proteína p16INK4a em Tecidos Infectados por HPV de Alto
Risco...................................................................................................
1.1.5.2
Princípios do Método de Processamento Imunoquímico de
Espécimes Citológicos e Histológicos.................................................
1.1.5.2.1 Soluções Utilizadas numa Reação Imunoquímica..............................
1.1.5.2.2 Preparo do Espécime para a Recuperação Antigênica......................
1.1.5.2.3 Recuperação Antigênica.....................................................................
1.1.5.2.4 Bloqueio de Antígenos Inespecíficos..................................................
1.1.5.2.5 Aplicação do Anticorpo Primário.........................................................
1.1.5.2.6 Marcação do Anticorpo Primário.........................................................
1.1.5.2.7 Revelação Imunoquímica dos Locais em que Ocorreu a Reação
Antígeno-Anticorpo..............................................................................
1.1.5.2.8 Contracoloração e Montagem.............................................................
1.1.5.2.9 Controles Positivo e Negativo.............................................................
1
1
1
3
5
8
11
2 OBJETIVOS........................................................................................................
2.1
Geral....................................................................................................
2.2
Específicos..........................................................................................
43
43
43
3 MATERIAL E MÉTODOS...................................................................................
3.1
Modelo de Estudo...............................................................................
3.2
Universo de Estudo.............................................................................
3.2.1
População de Referência....................................................................
3.2.2
População de Estudo..........................................................................
3.2.3
Participantes........................................................................................
3.2.3.1
Tamanho da Amostra..........................................................................
3.2.3.2
Critérios de Exclusão e Exclusão........................................................
3.2.3.2.1 Inclusão...............................................................................................
44
44
44
44
45
45
45
46
46
15
15
18
20
21
23
23
23
25
29
29
31
33
33
36
36
37
39
40
40
41
41
xv
3.2.3.1.2
3.3
3.3.1
3.3.2
3.3.3
Exclusão..............................................................................................
Instrumentos de Coleta........................................................................
Escova Citológica................................................................................
Colposcópio.........................................................................................
Pinça de Biópsia Prof. Medina.............................................................
Protocolos de Coleta de Dados da Anoscopia com Magnificação de
3.3.4
Imagem e de Histopatologia................................................................
3.3.5
Protocolos de Estudo...........................................................................
3.4
Procedimentos.....................................................................................
3.4.1
Entrevista.............................................................................................
3.4.2
Exame Proctológico.............................................................................
3.4.3
Coleta Citológica..................................................................................
3.4.4
Anoscopia com Magnificação de Imagem...........................................
3.4.5
Reação em Cadeia da Polimerase......................................................
3.4.5.1
Recuperação de DNA..........................................................................
3.4.5.2
Amplificação do DNA por PCR............................................................
3.4.5.2.1 PCR para diagnóstico do HPV............................................................
3.4.5.2.1.1 Oligonucleotídeos MY09/MY11...........................................................
3.4.5.2.1.2 Eletroforese em Gel de Agarose.........................................................
3.4.5.2.1.3 PCR Aninhada (Oligonucleotídeos GP5+/GP6+)................................
3.4.5.3
Reação de Sequenciamento...............................................................
3.4.5.4
Precipitação do Produto da Reacão de Sequenciamento...................
3.4.5.5
Eletroforese para Sequenciamento.....................................................
3.4.5.6
Alinhamento das Amostras Sequenciadas..........................................
3.4.5.7
Análise das Sequências Nucleotídicas................................................
3.4.6
Análise Citológica........................... ....................................................
3.4.6.1
Produção de Esfregaços em Camada Delgada..................................
3.4.6.2
Imunocitoquímica para a p16INK4a .......................................................
3.4.7
Análise Histológica..............................................................................
3.4.7.1
Histologia Convencional......................................................................
3.4.7.2
Imunoistoquímica para a p16INK4a........................................................
3.5
Plano de Coleta de Dados...................................................................
3.5.1
Resultados da Imunocitoquímica para a p16INK4a ...............................
3.5.2
Resultado do Exame Histopatológico..................................................
3.5.3
Resultado da Imunoistoquímica para a p16INK4a..................................
3.5.4
Resultado da PCR-HPV......................................................................
3.6
Análise dos Resultados.......................................................................
3.6.1
Estudo da Variabilidade Interobservadores.........................................
3.6.2
Estudo de Prevalência.........................................................................
3.6.3
Estudo Imunocitoquímico da Proteína p16INK4a ..................................
3.6.4
Estudo Imunoistoquímico da Proteína p16INK4a ..................................
46
47
47
47
47
47
47
48
48
48
48
50
51
51
52
52
52
53
53
54
54
55
55
55
56
56
56
57
57
58
59
59
59
59
59
59
60
60
61
62
4 RESULTADOS E DISCUSSÃO.......................................................................... 63
Interobserver variability in the diagnosis of anal cancer precursor
4.1
lesions: a study of the commoner scenario…………………………….. 64
Anal cancer precursor lesions in HIV-positive and HIV-negative
4.2
patients seen at a tertiary health institution in Brazil………………….. 88
Performance of p16INK4a immunocytochemistry as a marker of anal
4.3
squamous intraepithelial lesions………………………………………… 112
xvi
p16INK4a immunohistochemistry as a marker of anal cancer precursor
lesions in HIV positive patients………………………………………….. 139
5 CONCLUSÕES................................................................................................... 159
4.4
6 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS................................................................... 161
7 ANEXOS.............................................................................................................
7.1
A – Equipe Científica de Apoio ao Desenvolvimento do Projeto de
Tese....................................................................................................
7.2
B – Cronograma de Execução Física..................................................
7.3
C – Orçamento....................................................................................
7.4
D – Termo de Consentimento Livre e Esclarecido..............................
7.5
E – Protocolo de Estudo......................................................................
7.6
F – Requisição de Exame Histológico/anoscopia com magnificação
de imagem...........................................................................................
7.7
G – Técnica de Produção de Esfregaço de Camada Delgada
(Synermed®)........................................................................................
7.8
H – Resultado de Exame Histopatológico...........................................
7.9
I – Medidas de Validação Diagnóstica.................................................
7.10
J – Protocolo de Coloração Imunocitoquímica da p16INK4a.................
7.11
K – Protocolo de Coloração Imunoistoquímica da p16INK4a.................
7.12
L – Certificado de Aprovação de Projeto de Pesquisa (CEP/FMT-AM
- 1768/2006)........................................................................................
7.13
M – Certificado de Aprovação de Projeto de Pesquisa (CEP/FMTAM - 1769/2006) .................................................................................
7.14
N – Instructions to Authors – Revista do Colégio Brasileiro de
Cirurgiões.............................................................................................
7.15
O – Instructions to Authors – Acta Cirúrgica Brasileira………………..
7.16
P – Guidelines for Authors – Journal of Histochemistry &
Cytochemistry……………………………………………………………...
7.17
Q – Instructions to Authors – Revista da Sociedade Brasileira de
Medicina Tropical................................................................................
175
175
177
178
181
182
183
184
186
187
188
189
190
191
192
196
205
217
1
1 INTRODUÇÃO
No decorrer dos últimos 30 – 40 anos o câncer anal vem apresentando
uma mudança em seu perfil epidemiológico. Tida outrora como rara, a afecção
passou a ser observada com maior frequência em determinados estratos
populacionais descritos como de risco para o seu desenvolvimento.1
Esta mudança epidemiológica refletiu-se num interesse aumentado em
se querer descobrir as origens e as implicações desta alteração, que vem
redundando num maior conhecimento a respeito das causas da doença, de sua
história natural, de suas abordagens diagnóstica e terapêutica e de sua
prevenção. Reflexo disso é a grande produção científica existente na literatura
médica, a respeito do assunto, nos últimos anos.
2-15
Doença de evolução arrastada que pode levar muitos anos para produzir
sintomas que impliquem em sua detecção, possui um grande potencial de cura,
se descoberta a tempo, e mais ainda, pode ser evitada através de medidas
diagnósticas que a surpreendam precocemente e possibilitem sua erradicação
no estágio pré-maligno. 8,16,17
1.1.
O Câncer anal - Particularidades
1.1.1
Aspectos Anatômicos
O ânus é o orifício de saída do tubo digestivo para o meio externo. O
reto (a porção terminal do tubo digestivo), em seu trajeto em direção ao ânus, é
estreitado por um tubo muscular que o envolve e aperta como se fora um anel
de guardanapo. Este tubo muscular é composto, grosso modo, pelos
esfíncteres interno e externo do ânus e pelo músculo puborretal, que,
abraçando circunferencialmente o reto em sua passagem para o exterior,
provocam a formação de um canal. Em indivíduos adultos, o canal anal possui
cerca de 4 cm de extensão. Está delimitado, cranialmente, pelo anel anorretal
(formado pelo músculo puborretal) e, caudalmente, pelo rebordo anal (orifício
anal, ou ânus). Estes limites são também os do início e fim do músculo
esfíncter interno anal em peças anatômicas2,18 (Figura 1)
2
Figura 1 – Canal anal: gráfico de corte sagital. O canal anal estende-se do início ao fim
do músculo esfínter interno do ânus.19
Internamente, o canal anal é revestido, em seu segmento cranial, por
mucosa retal (epitélio colunar simples) e, em sua porção caudal, por pele
modificada (epitélio pavimentoso estratificado desprovido de apêndices
epidérmicos). Tais dois tipos diferentes de tecidos epiteliais encontram-se, na
porção média do canal, numa região em que o marco anatômico macroscópico
mais evidente é a linha das válvulas anais (linha pectínea ou denteada). A
transição microscópica entre epitélio colunar, cranial, e epitélio pavimentoso,
caudal, entretanto, não é feita de forma abrupta, na linha denteada. Ela se
processa numa faixa que compreende a região que se situa cerca de 6 mm
abaixo da linha denteada até, em alguns casos, 2 cm acima dela. Tal faixa de
transição foi denominada por Fenger zona de transição anal (ZTA).18-20 (Figura
2)
Figura 2 – A zona de transição anal estende-se desde 2 cm acima da linha pectínea
até 0,6 cm abaixo dela, segundo as descrições de Fenger.19
3
Na ZTA os componentes celulares distribuem-se em quatro a nove
camadas sobrepostas, sendo constituídos por células basais, colunares,
cuboidais e pavimentosas. A ZTA deriva da cloaca embrionária e separa a
mucosa retal do epitélio escamoso do canal anal. Na área da ZTA pode-se
observar, por exemplo, células escamosas (pavimentosas) em locais
cranialmente dispostos em relação à linha pectínea, onde não deveriam existir
outros tipos de células senão as colunares, próprias do epitélio glandular
retal.1,19
Do rebordo anal para fora, observa-se pele idêntica à de outras regiões
hirsutas do corpo, sendo a faixa de pele perianal que se estende
circunferencialmente, num raio de 5 cm, tendo o ânus como seu ponto central,
denominada margem anal.21
Segundo a Organização Mundial de Saúde, a classificação histológica
dos tumores da margem anal é idêntica à dos tumores de pele e, dentre os
tumores malignos originados ou predominantemente situados no canal anal, o
mais comumente observado (mais de 80% dos casos) é o carcinoma
epidermóide (ou de células escamosas, ou espinocelular - CEC).10
Sendo, então, a ZTA composta como descrito, um CEC pode iniciar-se
num território anatômico onde deveria se esperar apenas o crescimento de
tumores malignos de outras linhagens histológicas, como os adenocarcinomas,
que são os tumores mais frequentemente observados no reto.1
1.1.2 O Carcinoma Epidermóide Anal
O CEC do canal anal é três a cinco vezes mais freqüente do que o CEC
da margem anal. Oitenta e cinco por cento dos cânceres anais desenvolvemse entre o anel anorretal e o rebordo anal (limites do canal anal). Em mulheres,
são mais freqüentes os cânceres do canal anal (3:2), ao passo que em homens
são os da margem anal os mais comumente observados (4:1).
1,17
4
Apesar de raro na população geral (incidência de 0,7 a 2,0/100.000
habitantes) e em comparação com os outros tumores do intestino grosso (cerca
de 4% apenas),22-24 o câncer anal tem apresentado incidências significativas
em indivíduos pertencentes a grupos (ou com comportamentos) de risco para a
doença.14
São considerados fatores de risco para o câncer anal: história de
radioterapia perineal; presença de fístula anal crônica; presença de doença de
Crohn anorretal; tabagismo; teste de papanicolaou cervical (pap-c) positivo
para suspeita de lesão intraepitelial escamosa cervical (CSIL); história de
carcinoma do colo do útero; doença de Hodgkin; história de transplante renal;
promiscuidade; infecção pelo vírus do herpes simples 2 (HSV); infecção pelo
vírus
da
imunodeficiência
humana
adquirida
(HIV); homossexualidade
masculina; sexo anal receptivo; imunossupressão; testes sorológicos positivos
para sífilis, gonorréia e clamidíase; condiloma anal; e adição a drogas
alucinógenas.1,7,8,14,22,25-30
Num dos grupos com maior risco de desenvolvimento de câncer anal, os
homens que fazem sexo com homens (HSH), a incidência da afecção
aumentou de 35 casos/100.000 indivíduos para 70 casos/100.000 com o
advento da epidemia de aids (década de 80 do século passado),31 mas, mais
recentemente, foi observada em 137/100.000 indivíduos por ano, após o
emprego mais alargado da terapia anti-retroviral de alta potência (HAART).32
Noutro grupo com elevada incidência da moléstia, os receptores de
transplantes renais, há relatos de risco de desenvolvimento de câncer anal 10 a
100 vezes maior do que a população geral.24,33
O CEC anal vem sendo associado à infecção anogenital persistente
causada pelo vírus do papiloma humano (HPV).10,14,34-36
5
1.1.2.1
O Vírus do Papiloma Humano
O HPV é um vírus com tropismo epitelial (pele e mucosas) da família
Papillomaviridae. Possui um capsídio não envelopado icosaédrico de 55 nm de
diâmetro limitando um genoma circular de ácido desoxirribonucleico (DNA) de
dupla hélice composto por cerca de 7.900 pares de bases. O genoma do HPV
contém três regiões em que se situam genes que exercem funções precoces (E
de early), tardias (L de late) e de regulação do DNA na preservação existencial
do vírus. Os genes E mais estudados (E1, E2, E4, E5, E6 e E7) codificam
proteínas de mesmo nome que são voltadas para a preservação do DNA viral e
transformação de células infectadas; os genes L (L1 e L2), por sua vez,
codificam as proteínas estruturais do capsídio viral. (Figura 3)37
Figura 3 – Diagrama da estrutura circular do genoma do HPV. E1 a E7 – genes
precoces; L1 e L2 – genes tardios; kbp – mil pares de base. FONTE: Lambert;
Sugden, 2004.37
Mais de 200 genotipos diferentes do HPV já foram descritos, mas
apenas cerca de 90 foram completamente sequenciados. Destes, somente 30
a 40 genótipos demonstram preferência pelo epitélio anogenital. 38-43
6
O HPV é espécie-específico e não cresce in vitro, mas tem sido
estudado por meio de métodos moleculares, que dividiram suas cepas em três
classes segundo a tendência de associação com casos de neoplasia
anogenital: a classe que reúne tipos de HPV de alto risco (HR-HPV), a dos de
risco intermediário (IR-HPV) e a dos de baixo risco (LR-HPV). Na região anal,
assim como na cervical, os subtipos de baixo risco (principalmente 6 e 11)
relacionam-se com o aparecimento de lesões condilomatosas anogenitais e a
lesões intraepiteliais escamosas de baixo grau (LSIL), enquanto as de risco
intermediário (33, 35 e outros) e alto risco (principalmente 16 e 18) associamse a lesões intraepiteliais escamosas de alto grau (HSIL) e neoplasias malignas
anogenitais.38,40,41,44
Na região anogenital, o HPV demonstra preferência por zonas de
transição epitelial, com alto nível de transformação celular, que, no canal anal,
é representada pela ZTA.45 Neste local, atinge a camada basal por meio de
microlesões epiteliais.40,45,46 O vírus liga-se às células basais por meio das
integrinas receptoras α6β1 e α6β4 nelas existentes, que intermedeiam sua
penetração para o interior do citoplasma.47
Neste sentido e em outros o CEC anal guarda muita semelhança com o
câncer cervical, pois ambos os cânceres desenvolvem-se predominantemente
em zonas de transição celular escamocolunar, cuja origem embriológica é a
mesma (cloaca embrionária); os cânceres que predominantemente se
desenvolvem em ambas as regiões são de mesma linhagem histológica (CEC);
e ambos são precedidos de lesões precursoras (lesões intraepiteliais
escamosas).3,48-50
Como a maioria dos pacientes portadores de infecção anogenital pelo
HPV não desenvolve câncer, o aparecimento da doença parece se dever a um
somatório de fatores. A infecção promovida por um sorotipo viral de alto risco,
muito embora pareça ser necessária para o desenvolvimento de câncer, não é
suficiente. Há indícios que variantes genotípicas de determinados HR-HPV
exerçam influência neste sentido, da mesma forma que a carga viral do HPV
7
infectante. Outra condição descrita como necessária ao desenvolvimento de
neoplasia anogenital é a persistência da infecção pelo HPV, que costuma
ocorrer principalmente em indivíduos com alguma forma de imunossupressão,
uma vez que em pacientes imunocompetentes a infecção costuma ser
depurada ao cabo de 2 anos.38
A eficácia da resposta imune do hospedeiro à agressão viral,
principalmente dependente da imunidade celular, responde pela erradicação da
infecção em pacientes imunocompetentes. Ocorre, nestes pacientes, uma
acentuada resposta imune celular mediada principalmente por linfócitos TCD4,
mas também, em certa medida, por células assassinas naturais e por linfócitos
citotóxicos antígeno-específicos.38
A produção de anticorpos contra a proteína L1 do capsidio viral segue o
desenvolvimento da resposta imune celular efetiva contra a presença do HPV,
mas os níveis destes anticorpos parecem decrescer rapidamente após a
erradicação da infecção. Em última instância, a infecção pelo HPV, diante da
inoperância dos sistemas defensivos do hospedeiro acaba se tornando nãopermissiva à ação de suas defesas imunológicas quando ocorre integração
viral ao genoma celular do hospedeiro.38
Em transplantados renais, pacientes que vivem sob regime constante
de imunossupressão para evitar a rejeição do órgão transplantado, já se
estimou ser necessário decorrer 84 a 112 meses após o transplante a fim de
que haja maior possibilidade de surgimento de câncer anal em pacientes com
infecção anal continuada pelo HPV. Neles, as drogas imunossupressoras
interferem de formas diferentes na resposta celular imune que normalmente se
desenvolve após o transplante alogênico.30,51
Em pacientes HIV-positivos, por razões semelhantes, mas por vias
diversas, também ocorre especial risco para o desenvolvimento do câncer
anal.52,53
8
1.1.2.1.1 Câncer Anal e Interação entre HIV e HPV
O HIV é um vírus da família Retroviridae, subfamília Lentivirinae, gênero
Lentivirus com genoma de ácido ribonucléico (RNA) que necessita, para
multiplicar-se, da enzima transcriptase reversa, responsável pela transcrição do
RNA viral para uma cópia DNA, que pode então integrar-se ao genoma do
hospedeiro (Figura 4).54
Figura 4 – Diagrama do vírion do HIV. A glicoproteína gp120 está associada à
glicoproteína gp41 e ambas formam projeções no envelope lipídico do vírion. A
proteína matricial p17 reveste internamente o envelope viral. As proteínas do capsídio
p6 e p24 constituem a capa do centro (core) viral de formato cônico. A estrutura
nucleóide do vírus é formada pelas proteínas p7, protease, integrase e transcriptase
reversa e por duas fitas de RNA.54
O HIV costuma infectar células que possuem o receptor transmembrana
CD4 (proteína de 54 kDa existente em abundância em linfócitos T imaturos e
linfócitos T auxiliares e, em menor quantidade, em monócitos, macrófagos e
células dendríticas apresentadoras de antígenos).54
9
As partículas virais acoplam-se à proteína CD4 e co-receptores
existentes na membrana da célula hospedeira por meio do complexo protéico
ligante gp120/gp41 constituinte do envelope viral. Outras proteínas de
membrana celular também podem ligar-se ao ligante viral. É o caso da lectina
tipo-C existente na superfície de células dendríticas. Ocorre então, de uma
forma ou de outra, fusão do envelope viral com a membrana da célula a ser
infectada e o conteúdo viral (core) é introduzido na célula hospedeira por ação
da enzima viral protease.54
Por ação de outra enzima viral, a transcriptase reversa, o RNA viral é
copiado e transformado em DNA viral de dupla fita. A enzima viral integrase
insere a cópia do DNA viral no núcleo da célula infectada e integra o DNA viral
ao genoma da célula hospedeira. Uma vez integrado, o DNA viral permanece
associado ao material genético do hospedeiro durante todo o período de vida
da célula hospedeira.54
O HIV explora o maquinário de transcrição e tradução da célula
hospedeira para gerar seus próprios produtos virais (entre eles a proteína
reguladora tat) e RNA viral é novamente produzido e enviado do núcleo para o
citoplasma da célula hospedeira onde os ribossomas produzem dele as
cadeias protéicas virais. Duas cópias de RNA viral e as cadeias de proteínas
virais são reunidas e enviadas para a membrana celular, onde, por brotamento,
são envelopadas e liberadas da célula hospedeira como um novo vírion
imaturo. A protease viral termina por maturar os vírions liberados e os mesmos
são capazes de infectar novas células.54
As células infectadas pelo HIV sofrem um processo de deterioração
funcional que acaba em sua destruição acelerada, motivo do estado de
imunossupressão que se desenvolve nos pacientes infectados pelo vírus. Tal
imunoincompetência é tida como fator de risco reconhecido para o
desenvolvimento do câncer anal e de suas lesões precursoras, considerando
as similaridades existentes entre o câncer anal e o cervical.38
10
O câncer do colo de útero constitui-se numa condição clínica definidora
de aids segundo a classificação do Centers of Disease Control, enquanto que a
displasia cervical é classificada como condição em estágio B na evolução da
doença causada pelo HIV. O estado de imunossupressão e interações virais
têm sido responsabilizados por este tipo de evolução em pacientes HIVpositivas.38,55,56
Por outro lado, apesar de não ser doença definidora de aids, reconhecese, atualmente, que a maioria dos casos de câncer anal é encontrada em
pacientes HIV-positivos57 e que, neles, a associação com a presença detectada
de DNA de HPV nos espécimes histopatológicos de câncer chega a 100% dos
casos de lesões de canal anal.58
Não parece ser apenas a diminuição quantitativa e qualitativa de
linfócitos TCD4 circulantes o motivo desta maior propensão para o
desenvolvimento de câncer anogenital em pacientes HIV-positivos, uma vez
que o HIV e o HPV infectam células diversas (enquanto o HPV infecta células
epiteliais, o HIV infecta linfócitos infiltrantes e células apresentadoras de
antígeno). Há indícios de haver interações virais promovidas por fatores
solúveis como citocinas e fatores de crescimento assim como proteínas
transativadoras virais como a tat, que possivelmente alteram a transcrição viral
do HPV, a replicação viral do HIV e a imunidade local.38
A proteína tat do HIV é essencial para a transcrição e replicação do
vírus, mas, como também é secretada de células infectadas pelo HIV, pode
exercer ações sobre células vizinhas. Em células infectadas pelo HPV, amplia
a expressão das proteínas papilomavirais E6 e E7, inativando, por
consequência, as proteínas supressoras tumorais p53 e pRb. O resultado
destas ações é o aumento da proliferação de células infectadas pelo HPV.56
Em pacientes HIV-positivos, a HAART tem promovido sobrevidas cada
vez mais prolongadas e o câncer anal, outrora raro nestes pacientes
simplesmente porque não viviam o suficiente, passou a ser observado em
proporções significativas. Sendo assim, apesar do aumento dos índices
11
laboratoriais de imunocompetência proporcionados pela HAART, a terapia não
tem demonstrado conferir proteção contra a infecção anogenital prolongada
pelo HPV, de tal forma que a incidência de câncer anal em HSH-HIV-positivos,
grupo populacional que apresenta maior perigo de desenvolver a doença, vem
aumentando nos últimos 13 anos.15,59 A ação direta da proteína tat sobre
células HPV-infectadas pode explicar esta inoperância da HAART em reduzir
os riscos de desenvolvimento do câncer anal em pacientes HIV-positivos que
recuperaram índices laboratoriais de imunocompetência.56
Embora poucos, devido à dificuldade operacional para sua realização,
há relatos convincentes publicados na literatura de que o câncer anal evolui de
lesões
precursoras
não
adequadamente
tratadas
em
pacientes
persistentemente imunodeprimidos.13,58,60-63
1.1.3 Lesões Precursoras do Câncer Anal
Indícios de que o câncer anal evolui de lesões precursoras iniciaram-se
com o relato de Fenger e Nielsen, em 1981, que encontraram displasia
escamosa em 2,3% de 306 espécimes retirados do canal anal em
procedimentos cirúrgicos proctológicos para o tratamento de doenças
benignas. Na época, aconselharam que todo e qualquer espécime anal retirado
devesse ser submetido a estudo histopatológico.64
Em 1985, McCance et al. relataram a presença de neoplasia
intraepitelial multifocal em 5 mulheres e sua associação com a presença de
HPV tipos 6 e 16. Das 5 mulheres, duas apresentaram, além de lesões
cervicais e vulvares, lesões descritas como sendo intraepiteliais retais. Uma
das duas mulheres com lesões “retais” apresentava neoplasia intraepitelial
acentuada com presença de DNA de HPV-16 conforme detecção pelo método
da hibridização in situ. Apesar de terem sido os primeiros autores a fazer
referência à presença de neoplasia intraepitelial de características semelhantes
às cervicais, vaginais e vulvares na região perianal e no “reto” não fizeram
maiores considerações em relação ao achado.65
12
Fenger e Nielsen, em 1986, investigaram 139 espécimes de amputações
abdominoperineais do reto e encontraram displasia escamosa acentuada e
carcinoma in situ em 13 de 16 espécimes de canal anal contendo variantes de
carcinoma epidermóide. Em todos os 10 casos com carcinoma escamoso usual
(dos 16 com câncer anal que encontraram) foram observadas lesões préneoplásicas. Tais lesões foram encontradas ou nas bordas das malignas ou em
locais próximos das mesmas, mas separados por epitélio normal, como se
fossem lesões satélites. O estudo concluiu existir uma forte associação entre
lesões pré-malignas e carcinoma anal invasivo e que esta associação não
incidental ocorreu mais frequentemente na região da ZTA, onde as lesões
tenderam a apresentar distribuição pontilhada.66
Mantendo sua linha de pesquisa, os autores relataram, também em
1986, ter encontrado 19 casos de lesões precursoras do câncer anal em dois
anos de investigação em que todos os casos novos destas lesões observados
na população da Dinamarca foram referenciados para seu serviço. Por terem
enfrentado problemas na diferenciação entre displasia escamosa grave e
carcinoma in situ, os investigadores classificaram morfologicamente os
espécimes segundo o sistema empregado, na época, para lesões similares no
colo do útero (neoplasias intraepiteliais cervicais ou NIC), denominando as
lesões neoplasia intraepitelial do canal anal (NICA), e dividindo-as em 3 graus,
assim como as NIC. Foram, então, os primeiros pesquisadores a utilizar a sigla
NICA, mais tarde consagrada como NIA (neoplasia intraepitelial anal) para a
descrição de lesões escamosas precursoras do câncer anal.2,67
A presença do vírus do papiloma humano em espécimes anais contendo
lesão intraepitelial escamosa anal (ASIL) tem sido considerada comprovação
de que as ASIL possuem a mesma origem etiológica que os CEC anais em que
genótipos do virus são encontrados em prevalências que variam de 70 a 100%
dos casos.36,50
Além da associação com HPV, da localização preferencial em zona de
transição epitelial escamocolunar e das características morfológicas, outra
semelhança observada entre as ASIL e as CSIL é que, enquanto lesões LSIL
13
anais possuem maior tendência a desaparecer com o passar dos anos, certo
percentual de lesões HSIL pode evoluir para câncer, principalmente em
indivíduos imunodeprimidos.15,51,61,62,68
Scholefield, Castle e Watson (2005) descreveram o aparecimento de
CEC anal em 3 de 35 pacientes com NIA-III acompanhados em seu serviço ao
longo de um período que variou de 14 a 120 meses. Os cânceres ocorreram,
todos
eles,
em
pacientes
que
apresentavam
alguma
forma
de
imunossupressão sistêmica, muito embora nenhum dos 35 pacientes
acompanhados
fosse
HIV-positivo.
Nenhum
paciente
considerado
imunocompetente apresentou câncer no período de observação, mesmo
aqueles portadores de NIA-III multifocal.61
Em pacientes HIV-positivos, o grupo de pesquisadores da Universidade
da Califórnia, em São Francisco, afirma ter observado claramente a evolução
para câncer de lesões NIA-II ou NIA-III.60 Em pôster apresentado na 16ª
Conferência sobre Retrovirus e Infecções Oportunísticas, ocorrida em Montreal,
no Canadá, em 2009, o grupo do Dr. Joel Palefsky relata ter observado 65
cânceres anais em cerca de 1700 HSH HIV-positivos numa revisão que fizeram
dos pacientes acompanhados em seu serviço, de 1997 a 2007. Em 27 destes
65 pacientes pacientes com câncer houve possibilidade de resgatar dados
históricos que relacionaram o desenvolvimento de câncer no exato local onde
outrora havia sido diagnosticada uma HSIL. Os cânceres eram de canal anal
em 17 pacientes, perianais em 7 e metacrônicos em 3 pacientes. O tempo
médio de progressão para câncer foi de 47,1 meses após o primeiro
diagnóstico de HSIL, mas não se conseguiu determinar por quanto tempo o
paciente apresentava HSIL antes do primeiro diagnóstico da lesão.63
Entretanto, em trabalho anterior do mesmo grupo, foi estimado que cerca de
49%
de
HSH-HIV-positivos
teriam
desenvolvido
HSIL
se
fossem
acompanhados rigorosamente por 4 anos.31
Sobhani e colaboradores descreveram o desenvolvimento de câncer
anal em 3,5% (7/199) dos pacientes que haviam tratado de condiloma do canal
anal entre 1993 e 2002 e que apresentavam displasia anal de alto grau. Os
14
cânceres surgiram principalmente em pacientes HIV-positivos (6/7) após um
intervalo de 13 a 108 meses. Relataram que os cânceres desenvolveram-se
naqueles pacientes que apresentaram baixa densidade de células de
Langerhans no epitélio anal.13
Watson e colaboradores observaram progressão para câncer anal em 8
pacientes de 55 (14,5%) encaminhados para seu serviço em virtude do
diagnóstico de NIA-II ou NIA-III. O tempo de evolução do estágio de prémalignidade para o de câncer foi de em média 42 meses. Não ficou claro se a
evolução maligna ocorreu em pacientes imunossuprimidos.62
Mais recentemente, Kreuter e colaboradores relataram que, dentre 446
HSH HIV-positivos estudados, cinco pacientes desenvolveram câncer anal
após terem recusado tratamento de HSIL. O tempo médio de evolução para
câncer nos pacientes com HSIL foi de 8,6 meses, mas não se sabia há quanto
tempo os pacientes eram portadores de HSIL antes de entrarem no estudo. Os
autores
também
relataram
que,
nos
pacientes
que
submeteram
a
quimiorradioterapia para tratamento de câncer do canal anal, a ocorrência de
efeitos colaterais do tratamento, recidivas precoces e mortalidade foi
significativa. Concluíram que, diante das evidências de que o câncer anal pode
ser prevenido com o tratamento de suas lesões precursoras, uma conduta
voltada para o diagnóstico precoce destas lesões deveria ser implementada em
pacientes sob maior risco de desenvolver o câncer anal.58
Para a prevenção do câncer do colo uterino, a detecção precoce de
degenerações celulares causadas pela presença do HPV está bem firmada,
sendo o pap-c exame amplamente utilizado como método de detecção precoce
de lesões cervicais pré-cancerosas. Sua utilização, aliada à realização de
biópsias cervicais monitoradas pela colposcopia, foi responsável pela
diminuição da incidência do cancer do colo uterino, nos Estados Unidos da
América do Norte, de 40 casos/100.000 mulheres, em 1940, antes do advento
do pap-c, para 7,3 casos/100.000 mulheres, atualmente.69-73
15
Devido, então, às semelhanças que apresenta com o câncer cervical, a
prevenção do câncer anal também tem sido realizada por meio dos mesmos
exames utilizados para a detecção de lesões precursoras do colo do útero. A
hipótese por trás dessa conduta é que por apresentarem história natural
considerada semelhante, espera-se que os mesmos exames responsáveis por
condutas que levaram à diminuição da incidência de CSIL provocarão redução
semelhante na incidência de ASIL em grupos populacionais de risco. 16,33,68,74-76.
Decorreu disso o surgimento de vários estudos destinados a avaliar métodos
de detecção destas lesões anais e compará-los com os classicamente
utilizados para as lesões cervicais.75,77-86
1.1.4 Exames para o Diagnóstico das Lesões Precursoras do Câncer
Anal
1.1.4.1
Citologia Anal Oncótica
A citologia anal oncótica, ou Papanicolaou anal (pap-a), exame
essencialmente idêntico ao pap-c,87,88 tem sido preconizada como método de
massa para a detecção precoce do câncer anal, pela sua simplicidade de
execução e pelo seu baixo custo.22,75,89
Quando inicialmente realizada, a coleta citológica anal o foi através da
luz de anoscópios por meio do emprego de espátulas de madeira,90,91 material
que foi logo substituído por suabes de algodão umedecidos, considerados
superiores às espátulas por proporcionarem esfregaços com menor distorção
por dessecamento.92
A coleta através da luz do anoscópio logo foi abandonada em favor da
coleta às cegas, pois se percebeu que a geléia lubrificante necessária para a
introdução do anoscópio no canal anal aderia ao material de coleta e diminuía
o número de células que o material conseguia recuperar, sendo os esfregaços
resultantes paucicelulares.93
16
A propósito da realização de esfregaços celulares anais satisfatórios,
desde o advento do emprego do pap-a como recurso diagnóstico na prevenção
do câncer anal, observou-se que a técnica detinha certas diferenças com o
pap-c que precisavam ser reconhecidas, entendidas ou corrigidas.
93
Além da
contra-indicação do emprego de geléias lubrificantes ou medicamentosas no
canal anal antes da coleta celular, observou-se que esfregaços anais podiam
ser obscurecidos pela presença de debris fecais, pelos, sangue, muco e pus
que podiam dificultar o exame microscópico. Observou-se, também, que a
técnica de coleta celular precisava ser bem treinada até que se conseguisse
uma produção consistente de esfregaços satisfatórios que diminuisse as
dificuldades interpretativas dos citopatologistas.
93
O material de coleta, fosse
ele a escova citológica ou suabes de algodão ou poliéster umedecidos, deveria
ser introduzido cerca de 3 cm para o interior do canal anal até alcançar a ZTA.
Nesta posição, deviam ser rodados 10 a 12 vezes e retirados num movimento
em espiral exercendo-se leve pressão lateral sobre as paredes do canal.94
Realizada a coleta celular, ou o esfregaço deveria ser imediatamente realizado
em
lâmina
microscópica
e
fixado
em
solução
alcoólica
(esfregaço
convencional), ou a ponta do material de coleta quebrada ou agitada em frasco
contendo meio líquido de preservação celular para a realização de esfregaços
segundo algumas técnicas proprietárias (p. ex.: ThinPrep®, SurePath®,
GluCyte®).94
Os defensores das técnicas de citologia em meio líquido (CML) na
análise de espécimes anais argumentam que os processos de preparo de
esfregaços das mesmas depuram-nos de debris fecais, de células inflamatórias
e de um número excessivo de bactérias. Da mesma forma, apregoam que, na
CML, as células do esfregaço são mais bem preservadas e não ocorrem
artefatos por dessecamento. Tais vantagens são reputadas como valiosas no
reconhecimento de células anormais em espécimes anais que, limpos dessas
impurezas, seriam mais bem avaliados.95 Ocorre, entretanto, que, pelo menos
em relação à citologia cervical, uma revisão sistemática bem conduzida não
17
conseguiu encontrar vantagens na produção diagnóstica de citopatologistas
comparando leituras feitas em esfregaços convencionais e as feitas com
CML.96 Não há trabalho de revisão semelhante em relação à citologia anal,
mas há indícios de que em mãos experientes e se adequadamente realizados,
os esfregaços convencionais podem produzir resultados semelhantes aos da
CML quanto à capacidade diagnóstica.79
A classificação dos achados citológicos no pap-a segue a terminologia
proposta pelo sistema de Bethesda de relatório de laudos de citologia
cervical:87 negativo para ASIL ou neoplasia maligna, ASC-US (células
escamosas atípicas de significado indeterminado), LSIL, ASC-H (células
escamosas atípicas não podendo afastar lesão de alto grau), HSIL e
carcinoma. Tal classificação foi concebida em reunião de consenso entre
especialistas em citopatologia para contornar dificuldades diagnósticas que
existiam na classificação antiga (mas ainda adotada em centros europeus) em
que a displasia cervical recebia três graus de denominação: NIC I (neoplasia
intraepitelial cervical grau 1), NIC II e NIC III.
Por ser muitas vezes difícil
estabelecer a diferença entre NIC I e NIC II, os casos NIC II, no sistema de
Bethesda 2001, passaram a ser considerados, juntamente com casos NIC III,
lesões intraepiteliais de alto grau.97 A avaliação das NIA, segundo os critérios
de Bethesda, foi um desdobramento natural da conduta diagnóstica que se tem
tomado em relação às lesões precursoras do câncer anal, que tem repetido o
que é feito há mais tempo com sucesso em relação às CSIL.98
Entretanto, os índices publicados de especificidade e sensibilidade do
pap-a, mesmo em espécimes avaliados pela CML e classificados pelos critérios
do Sistema de Bethesda, variam muito na literatura,99 demonstrando haver
necessidade de treinamento e conhecimento específicos a respeito das
alterações citológicas que se busca encontrar e uniformidade de experiência
tanto entre quem procede à coleta do material citológico, como entre
citopatologistas.100 É um exame operador-dependente responsável por índices
de precisão diagnóstica (variabilidade intra e interobservadores) que, por
18
vezes, têm ficado aquém do que se deveria esperar de um teste que se quer
reputar como de rastreamento de massa realmente eficaz no diagnóstico
precoce do câncer anal, principalmente na avaliação da população geral.83 Há
indícios, em contrapartida, que, em grupos populacionais de risco, os índices
de validade diagnóstica do método igualem os obtidos pelo pap-c no
diagnóstico precoce do câncer cervical.16,22,77,78
Outro problema reconhecido em relação ao pap-a é sua incapacidade de
prever o grau histológico de ASIL. Destarte, há recomendações atuais de que
qualquer resultado não negativo do pap-a deva ser motivo de encaminhamento
do paciente para a realização de biópsia dirigida pela anoscopia com
magnificação de imagem.101
1.1.4.2
Anoscopia com Magnificação de Imagem (AMI)
A AMI é realizada, a exemplo da colposcopia cervical, com o emprego
de colposcópios que, dependendo do modelo, aumentam a resolução da
imagem que se observa da região perianal e intra-anal de 6 a 70 vezes.86,102,103
Consegue-se, com a AMI, a visibilização diferenciada de lesões
subclínicas HPV-produzidas com a aplicação tópica de solução fraca de ácido
acético, que, ao causar coagulação reversível de proteínas nucleares,
edemacia
as
células
e
torna
as
lesões
subclínicas
esbranquiçadas
(acetobrancas) justamente porque apresentam uma concentração maior de
células com núcleos de tamanho aumentado e, portanto, com maior conteúdo
protéico (Figura 5).104
19
Figura 5 – Anoscopia magnificada (16X) demonstrando lesão acetobranca, às 7 h (seta),
com diagnóstico histopatológico confirmado de lesão intraepitelial de baixo grau. Às 4 h, a
lesão observada é condilomatosa.
Os achados da colposcopia anal, como também é chamada a AMI, 105 na
identificação de lesões precursoras do câncer anal tentam repetir os mesmos
achados descritos para lesões semelhantes observadas no colo do
útero.102,106,107
Considerado exame mais preciso do que o pap-a na capacidade de
detecção de lesões precursoras do canal anal, a AMI falha por possuir baixos
índices de especificidade,86,108 a exemplo da colposcopia cervical.109,110 Sua
sensibilidade, no entanto, é mais elevada do que a da citologia e permite a
realização monitorada de biópsias, estas sim consideradas até o presente
como padrão-ouro para a definição de presença de lesão tecidual causada pelo
HPV.109
A AMI é considerada exame cuja curva de aprendizado é longa e que
apresenta desafios não observados na colposcopia cervical, sendo ainda
realizada em poucos centros.93,111
A utilização associada do pap-a e da AMI tem apresentado bons índices
de eficácia diagnóstica na detecção de lesões precursoras do câncer anal. Há
20
indícios de que ambos os métodos, quando empregados conjuntamente por
profissionais experientes, bastam para definir a conduta a ser adotada num
dado paciente, não havendo, por exemplo, necessidade de se determinar o tipo
de HPV causador da lesão.16,84
Entretanto, por consistir em conduta invasiva que, não raro, implica na
realização de biópsias, muitas vezes em pacientes que apresentam algum grau
de imunodepressão, a utilização desta associação de testes diagnósticos tem
sido confrontada com o emprego de métodos menos invasivos que sejam
tentativamente acompanhados de índices de acurácia diagnóstica pelo menos
semelhantes.67,112
1.1.4.3
Métodos de Detecção Biomolecular do HPV
Como há evidências sólidas de que o câncer anal costuma estar
associado à infecção anogenital crônica por HPV de alto risco, a determinação
da presença de infecção anal pelo HPV e, mais ainda, a definição dos casos
infectados por genótipos de HPV de alto risco tem sido feita como forma de
detecção dos pacientes com maior risco de degeneração maligna. 35
Os exames biomoleculares mais utilizados têm sido a captura híbrida, a
hibridização in situ e a reação em cadeia da polimerase.34,36
Entretanto, tem-se observado que apesar de haver uma tendência em
se detectar a presença principalmente de HPV de alto risco em espécimes
histopatológicos de casos de câncer anal, a detecção biomolecular de HPV em
espécimes citológicos anais tem indicado existir infecção por múltiplos
genótipos de HPV, provavelmente reflexo da natureza multifocal da infecção
anal pelo vírus. Sendo assim, a detecção de infecção por HPV de baixo risco
em raspado citológico anal não afastará a possibilidade de presença de
neoplasia intraepitelial de alto grau ou de câncer anal num determinado
paciente.36
21
Por outro lado, a detecção de HPV de alto risco num raspado anal, a
exemplo do que se sabe em relação a exames biomoleculares cervicais, não
discrimina se o paciente em questão é portador de infecção viral latente (sem
presença de NIA), de infecção subclínica (com NIA assintomática) ou de
infecção clinicamente evidente (com NIA ou câncer). Pacientes com infecções
anais latentes pelo HPV não extrairiam benefício algum de abordagens
invasivas para a realização de biópsias monitoradas pela AMI. 112 Da mesma
forma, devido à reconhecida elevada prevalência de infecções anais pelo HPV
na população sexualmente ativa, a detecção biomolecular do vírus em
raspados anais não representa necessariamente a possibilidade da presença
de
ASIL,
podendo
simplesmente
indicar
a
presença
de
infecções
transitórias.84,113,114
1.1.4.4
Exame Histopatológico
O exame padrão-ouro para a confirmação da presença de lesão
precursora do câncer anal é a análise histopatológica de espécimes anais
retirados de lesões suspeitas. Conforme seus congêneres cervicais, as NIA são
classificadas em 3 graus de acordo com a altura do comprometimento
displásico na espessura do epitélio anal. As NIA I apresentam alterações
displásicas no 1/3 inferior do epitélio anal, as NIA II nos 2/3 inferiores e as NIA
III em toda a espessura do epitélio.77,115
Para evitar os problemas de precisão diagnóstica intra e interobservadores
que
surgiram
na
interpretação
das
NIA, 98
as
lesões
histopatológicas, assim como as NIC, têm sido cada vez mais frequentemente
classificadas em apenas dois graus, seguindo o proposto pelo sistema de
Bethesda de interpretação de laudos citológicos relacionados à prevenção do
câncer do colo uterino.87 Sendo assim, as NIA I passaram a ser denominadas
LSIL e as NIA II e III HSIL.16,67,100,116
O diagnóstico histopatológico de ASIL baseia-se no achado de
substituição de parte ou de todo o epitélio anal normal por células imaturas que
22
apresentam muitas das características de células basais. Tais alterações
ocorrem na ausência de infiltrados inflamatórios e sem invasão da membrana
basal. Observa-se perda da estratificação celular normal, polimorfismo nuclear
e hipercromasia, aumento da celularidade com hiperpapilomatose associada
com hiperacantose, presença de coilócitos (células com núcleos aumentados e
irregulares, envoltos num halo claro, observadas nas camadas de maior
diferenciação celular), de espessamento do epitélio escamoso e graus variados
de desarranjo e atipias celulares, com ou sem figuras mitóticas atípicas.117-119
Enquanto as LSIL se caracterizam pela presença de coilócitos e de desarranjo
celular sem figuras atípicas de mitose confinadas ao 1/3 inferior da espessura
do epitélio anal, as HSIL são reconhecidas pela perda acentuada da maturação
celular ordenada e da arquitetura do epitélio, aumento na razão núcleocitoplasmática e grande número de células atípicas em mitose, tudo localizado
no 1/3 inferior do epitélio, mas estendendo-se também ao 1/3 médio e/ou ao
superior da espessura epitelial anal.100,118
Mesmo sendo o padrão-ouro contra o qual todos os outros métodos de
detecção da presença de lesões celulares ou tissulares indicativas de infecção
pelo HPV devam ser comparados, o exame histopatológico de espécimes
anais, até mesmo em casos de câncer, não é infalível, sendo sujeito a
consideráveis índices de variabilidade interpretativa inter e intraobservadores, 9
não sendo diferente a imprecisão diagnóstica relacionada a casos de ASIL,
principalmente nos graus mais inferiores da lesão (NIA I e NIA II),61, mas
notável também em NIA III e sua diferenciação com câncer invasivo.67
Diante destas imperfeições diagnósticas e da necessidade de se
estabelecer definitivamente se existe ou uma associação entre ASIL e câncer
ou um padrão evolutivo entre uma afecção e outra, há ainda necessidade de se
otimizar a metodologia de detecção das lesões teciduais provocadas pelo HPV
e de surpreender, com segurança e precocemente, aqueles casos com maior
potencial de malignidade.116
Decorrem destas incorreções diagnósticas dos testes mais comumente
utilizados para a detecção do câncer anal e suas lesões precursoras iniciativas
23
em busca de marcadores que auxiliem na detecção dos casos sob maior risco
de degeneração maligna. Neste sentido, com base em técnicas imunoquímicas
realizadas para aumentar a capacidade diagnóstica de lesões sob suspeita de
evolução para o câncer cervical,120,121 investigações têm sido empreendidas no
sentido de avaliar o valor destes métodos no diagnóstico precoce do câncer
anal, sendo a detecção imunoquímica de hiperexpressão da proteína p16 INK4a
(ou simplesmenste p16) em espécimes anais com grande chance de infecção
pelo HPV um exame que vem sendo investigado mais recentemente. 122-129
1.1.5 Detecção Imunoquímica da p16INK4a
A detecção da hiperexpressão da proteína p16 INK4a tem sido observada
em tecidos cervicais infectados por HPV de riscos intermediário e alto que
expressam as oncoproteínas E6 e E7. A ligação e a inativação das proteínas
supressoras tumorais p53 e pRb pelas oncoproteínas virais induzem a
transformação e imortalização dos queratinócitos, base para a degeneração
maligna de tecidos escamosos infectados pelo HPV.120 Nestes tecidos
imortalizados,
a
proteína
p16INK4a
está
hiperexpressada
apesar
de
funcionalmente inativa. A detecção imunoquímica desta hiperexpressão é,
então, sinal de lesão epitelial induzida por infecção causada por genótipos de
HPV que mais se associam ao risco de câncer.123
1.1.5.1
Bases das Técnicas de Detecção Imunoquímica da Proteína
p16INK4a
1.1.5.1.1 O Ciclo Celular
Normalmente, as células de organismos eucarióticos, aqueles cujas
células contêm núcleos bem definidos, são formadas, desenvolvem-se,
dividem-se e perecem num constante ciclo de renovação com o fim de manter
a integridade funcional e estrutural dos diversos tecidos que compõem. Antes
de sofrer apoptose, a célula sofre um número determinado de divisões
celulares para preservação tecidual. O período de atividade celular em que as
24
células replicam seu DNA, dividem-se e, depois de divididas, preparam-se para
nova replicação de DNA é chamado de ciclo celular.130
O ciclo celular é composto de duas fases: a interfase e a mitose. 131
A interfase, o período mais longo do ciclo celular, compõe-se de três
etapas: G1, S e G2. (Figura 6)131
Figura 6 – O ciclo celular de mamíferos. A interfase compreeende as fases G1, S
(Síntese) e G2. Gap = intervalo. Adaptado de Bernards, 2009.132
Na G1, a célula cresce preparando-se para a replicação do DNA e seus
centrossomos replicam-se. Nela, a célula revisa seu ambiente verificando se
está pronta para a replicação do DNA. Se não estiver pronta, por algum motivo,
a célula entra numa subfase chamada G0, em que o ciclo celular é
interrompido. Quando a célula estiver preparada para a replicação do DNA, ela
deixa o estágio G1, ou, antes dele, a subfase G0, e prossegue para o estágio
S. 131
Na etapa de síntese (S) o DNA condensado nos cromossomos é
replicado, a célula continua a crescer e ocorre a formação de várias proteínas
necessárias para a síntese do DNA. Ao final da replicação do DNA, a célula
25
conterá o dobro do número normal de cromossomos, tornando-se pronta para
entrar no estágio seguinte, o G2. 130,131
Em G2, a exemplo de G1, desenvolve-se um estágio intermediário no
qual a célula procede a uma revisão para verificar se está pronta para
prosseguir adiante no ciclo celular. Funciona como uma parada de segurança
para verificação se todo seu DNA e outros componentes intracelulares foram
adequadamente duplicados. É também a última chance que a célula tem para
crescer antes de se dividir em duas células independentes, na mitose, a fase
seguinte. 131
1.1.5.1.2 Controle do Ciclo Celular
O ciclo celular é controlado por proteínas codificadas por genes que
atuam em seus diversos estágios, de forma a preservar a normalidade do
ambiente e da vida celular. Tais proteínas atuam para evitar a proliferação
descontrolada das células e para regular a passagem de uma fase a outra do
ciclo celular por meio de mecanismos de retroalimentação.
130,131
Uma classe dessas proteínas reguladoras do ciclo celular é a das
quinases (ou cinases) dependentes de ciclinas (CDK). As CDK são
componentes primordiais do sistema de controle do ciclo celular, exercendo
sua ação ao adicionar grupos fosfatos a outras moléculas num processo
denominado fosforilação. Para efetuarem tal ação, as CDK precisam ser
ativadas por outra classe de proteínas, a das ciclinas. As ciclinas recebem este
nome exatamente por atuarem ciclicamente durante a divisão celular, ora
sendo sintetizadas, ora sendo degradadas. Ciclinas sintetizadas ligam-se às
CDK, ativando-as, e, por meio da fosforilação de outras proteínas, induzem a
célula a passar de uma fase a outra no ciclo celular. Após executarem esta
ação, as ciclinas são degradadas, desativando as CDK, e um novo sinal é
26
transmitido à célula, agora para a finalização de uma determinada fase do ciclo
celular.132,133
Há diferentes classes de ciclinas para os diversos estágios do ciclo
celular, resultando em múltiplos complexos ciclina-CDK. As ciclinas da fase G1
ao ligarem-se com CDK específicas estimulam o ciclo celular para fazer a
transição entre G1 e S. Quando a célula atinge um tamanho suficiente e o
ambiente celular é considerado propício para a replicação do DNA as ciclinas
começam a se degradar. A degradação das ciclinas da fase G1 provoca a
inativação de suas CDK-alvos e a célula entra na fase S de seu ciclo.
130,133
(Figura 7)
Figura 7 – Tipos de ciclina e suas expressões temporais. Ciclina D – expressada no
início da fase G1; ciclina E – expressada no meio da fase G1; ciclina A – expressada
na transição da fase G1 para a S; ciclina B – expressada nas fases G2 e M. Adaptado
de Bernards, 2009.132
A ação das ciclinas e das CDK no ciclo celular ocorre por intermédio de
alterações que estas proteínas promovem em outras proteínas. Dentre as
ciclinas da fase G1, a ciclina D liga-se às CDK 4 e 6 e o complexo por elas
27
formado liga-se à proteína do retinoblastoma (pRb), provocando o início de sua
fosforilação e consequente inativação. (Figura 8)132
Figura 8 – Ação das ciclinas complexadas com CDK sobre a proteína do
retinoblastoma (pRb) nas diferentes fases do ciclo celular. A fosforilação da pRb,
induzida pelo complexo Ciclina-D/CDK4, está associada à ativação do ciclo celular,
promovendo a transição da fase G1 para a S. Adaptado de Bernards, 2009.132
A pRB, uma fosfoproteína supressora tumoral de 110 kDa, existente na
maioria das células dos tecidos humanos, exerce sua ação captando o fator de
transcrição celular E2F, inativando-o. O E2F livre estimula a célula a sair da
fase G1 e entrar na fase S do ciclo celular. Quando ligado à pRb, o E2F perde
sua capacidade de estimulação nuclear. A pRb hipofosforilada (com número
reduzido de radicais fosfato acoplados) liga-se avidamente ao E2F não o
deixando livre para estimular a síntese de DNA nuclear. Quando a pRb sofre
ação, por acoplamento, do complexo ciclina-D/CDK4-6, começa a receber
radicais fosfato e esta fosforilação inicial provoca a liberação do fator E2F, que
poderá então desempenhar seu papel no ciclo celular.
130,132
(Figura 9)
28
Figura 9 – A adição de radicais fosfato à proteína do retinoblastoma (pRb), promovida
pelo complexo Ciclina-CDK inativa a proteína, fazendo-a liberar o fator de transcrição
nuclear E2F que, livre, induzirá a passagem do ciclo celular para a fase S, por meio da
estimulação de mitógenos. Adaptado de Bernards, 2009.132
O ciclo de fosforilação da pRb é regulado por mecanismos de
retroalimentação. Um desses mecanismos ocorre por meio de proteínas
inibidoras das CDK (ou INK). Dentre as INK, a proteína p16INK4a é codificada
por um gene supressor tumoral e recebe esta denominação por possuir 16 kDa
de massa atômica e inibir a quinase dependente da ciclina 4 (e também a 6).
Com
as
CDK4
e
6
inibidas,
não
haverá
fosforilação
da
pRb
e
consequentemente o ciclo celular será mantido em repouso. Em células
normais, entretanto, que precisam continuar seu curso de vida, ocorrem
variações na expressão da p16, de forma a possibilitar a transição do ciclo
celular do estágio G1 para o S.134
Findo o estágio da síntese, o fator E2F e a pRb fosforilada encontram-se
com expressões aumentadas, o que redunda na estimulação dos genes que
produzem a proteína p16INK4a. A p16INK4a então produzida inibe a ação das
CDK4 e 6 e bloqueia a fosforilação da pRb. A pRb torna-se hipofosforilada e
volta a captar avidamente o fator E2F livre que deixa de estar superexpressado
no ambiente celular e deixa de estimular a passagem do ciclo celular da fase
G1 para a S. Com o acúmulo de unidades do complexo pRb-E2F, ou, em
29
outras, palavras, da pRb hipofosforilada, ocorre diminuição da estimulação dos
genes produtores da p16, e a proteína diminui a sua expressão, liberando a
ação do complexo ciclina-D/CDK4-6 sobre a união pRb-E2F e a pRb é
novamente fosforilada, com liberação do E2F e o ciclo celular volta a ser
estimulado.134
O estímulo para a produção da p16INK4a provém da pRb funcionalmente
inativa. Se a pRb deixar de ser funcional, e for constantemente fosforilada,
estimulará o lócus gênico para a produção da p16.134
1.1.5.1.3 Interferência no Ciclo Celular Levando ao Câncer
O câncer resulta de múltiplas alterações genéticas que controlam a
proliferação celular (ciclo celular), a diferenciação celular ou a morte celular
programada. Os genes que controlam essas ações podem ser, grosso modo,
de duas classes: os oncogenes e os genes supressores tumorais. Os
oncogenes são versões mutagênicas de genes que estimulam a proliferação
celular continuada enquanto os genes supressores tumorais normalmente
impedem a proliferação celular, mas costumam ser inativados em crescimentos
neoplásicos.132
Considera-se que cânceres associados à infecção pelo papilomavírus
humano (o câncer anal entre eles) se desenvolvem devido às ações dos
oncogenes virais E6 e E7, que atuam, respectivamente, sobre as proteínas
supressoras tumorais p53 e pRb, inativando-as.135
1.1.5.1.4 Ação do HPV em Tecidos Anogenitais
Nas células da camada basal da ZTA, com alto poder de proliferação e
diferenciação, após o contato com o HPV, a expressão dos genes virais
inicialmente está reprimida. Com o passar do tempo, entretanto, os genes virais
E5, E6 e E7 passam a atuar, resultando na proliferação das células infectadas,
que se expandem lateralmente. À proporção que as células proliferadas da
30
camada basal vão se diferenciando migram para as camadas tegumentares
mais superiores. Nesse ínterim, ocorre expressão dos genes virais L1 e L2, que
codificam as proteínas estruturais do vírus e facilitam a replicação do genoma
viral. Nas camadas superiores da epiderme ou da mucosa, partículas virais
completas são por fim formadas e liberadas (Figura 10).45
Figura 10 – O ciclo de vida do papilomavírus humano. FONTE: Adaptado de zur
Haunsen, 2002.45
Após a infecção anogenital inicial, o DNA do HPV normalmente é
encontrado na forma epissomal (não integrada ao DNA da célula infectada),
característica das lesões benignas HPV-produzidas. Por outro lado, nas
malignas, o genoma viral rompe-se na região E1-E2, sofre deleção na
sequência codificadora do gene 5 e integra-se ao DNA da célula infectada.41
Estes eventos levam à expressão aumentada dos oncogenes virais E6 e E7.
As proteínas por eles codificadas são as mais frequentemente encontradas nos
tumores malignos anogenitais causados pelo vírus.45
As oncoproteínas virais E6 e E7 agem sobre as proteínas supressoras
tumorais p53 e do retinoblastoma (pRb), respectivamente. A proteína E6
degrada a p53 e a proteína proapoptótica BAK (Bcl2-antagonist killer), ativa a
telomerase e inibe a degradação das cinases da família SRC (steroid receptor
coactivators). A proteína E7 acopla-se à pRb (libertando o fator de transcrição
E2F), inativando-a; desativa a proteína inibidora de cinases dependentes da
ciclina p16INK4a, mas permite sua superexpressão; estimula os genes da fase S
31
do ciclo celular; bloqueia a função das proteínas p21 e p27 (também inibidoras
de cinases dependentes da ciclina); e induz aneuploidia nas células em que ela
está expressada ao causar amplificação centriolar.45
Os produtos virais E6 e E7 atuam sinergicamente, um protegendo o
outro das incompletudes oncogênicas que possuem individualmente. A atuação
da E6 pode ser comprometida pela presença da proteína p16 INK4a, mas a E7,
apesar de ser responsável pela superexpressão de p16INK4a, desvia a inibição
da E6 provocada pela p16INK4a ativando diretamente as ciclinas E e A, que
também fosforilam a pRb em instantes diversos da fase G1 do ciclo celular.
Este, então, é um artifício utilizado pelo HPV de alto risco, que invalida a ação
inibidora da p16INK4a, tornando-a inócua, apesar de superexpressada em
tecidos infectados por HPV de alto risco. A E6, por sua vez, impede a morte
celular programada induzida pela E7 ao degradar as proteínas indutoras de
apoptose p53 e BAK.45,122,123,125,136-138
1.1.5.1.5 A Proteína p16INK4a em Tecidos Infectados por HPV de Alto Risco
A p16INK4a, um produto do gene CDKN2A, é uma inibidora das CDK4 e
6, que, em condições normais, impede a fosforilação da pRb e a liberação do
fator de transcrição celular E2F. As células, sob estímulo da p16 INK4a,
permanecem na fase G1 do ciclo celular e não seguem para a fase de síntese
de DNA.134
Em tecidos infectados por HPV de alto risco, o oncogene viral E7
promove a inativação tanto da proteína p16INK4a como da função da pRb,
estimulando as células infectadas a entrarem na fase S de seu ciclo de divisão
celular após uma breve pausa no ponto de checagem G1. A ação do oncogene
E7, ao mesmo tempo em que provoca aumento da expressão de uma pRb
fosforilada não-funcional, que por mecanismo de feedback negativo causa a
liberação de grandes quantidades de p16INK4a, promove diretamente a
inativação
da
p16INK4a
não
deixando
que
a
proteína,
apesar
de
32
superexpressada, bloqueie a ação do oncogene viral E6. Estão assim criadas
as condições para a divisão celular irrefreável e para o crescimento neoplásico
que dela redunda.45,140
Espécimes de carcinoma escamoso cervical e de lesões intraepiteliais
cervicais de alto grau (HSIL) demonstram coloração imunoistoquímica intensa
quando expostos a anticorpos anti-p16INK4a.136
Da mesma forma, há relatos de que o desenvolvimento de grande parte
das lesões displásicas anais, por estar ligado ao aumento da expressão da
proteína oncogênica viral E7, apresenta expressão aumentada de p16INK4a
funcionalmente inativa, mas detectável por técnicas imunoquímicas. Sendo
assim, o achado imunoquímico de hiperexpressão da p16INK4a em células e
tecidos displásicos do epitélio anogenital refletiria a presença da proteína
oncogênica E7 de HPV de alto risco.140,141
A p16INK4a, então, aparenta ser um biomarcador promissor, uma vez que
sua expressão reflete a presença de cepas oncogênicas do HPV num ambiente
em que o ciclo celular do hospedeiro sofreu desarranjo, ou seja, mais do que a
simples presença de HR-HPV, a positividade imunoquímica da p16INK4a acusa a
presença do desarranjo celular provocado pelo vírus de alto risco. No caso de
tecidos
cervicais,
os
dados
atualmente
existentes
sugerem
que
a
imunocoloração difusa para a p16INK4a, por meio do emprego de um anticorpo
monoclonal anti-p16INK4a, tem demonstrado ser marcadora diagnóstica útil da
presença de alterações celulares provocadas pela infecção por tipos
oncogênicos do HPV, tanto em pacientes com neoplasia intraepitelial cervical
(NIC) graus 2 e 3, como num subgrupo definido de pacientes com NIC1, cujo
risco de evolução para graus mais acentuados de displasia passa a poder ser
reconhecido.137
33
Compartilhando o câncer anal de muitas das características do câncer
cervical, supôs-se que os achados celulares e teciduais observados em relação
à p16INK4a pudessem ser também observados em esfregaços e espécimes de
tecidos anais infectados por HPV de alto risco, sendo esta hipótese testada em
trabalhos recentemente publicados na literatura.100,122-129,143,144
1.1.5.2 Princípios do Método de Processamento Imunoquímico de
Espécimes Citológicos e Histológicos145-147
Em virtude de nos métodos imunoquímicos de detecção de proteínas
celulares existirem múltiplas variáveis que devem ser conhecidas, entendidas e
adequadamente tratadas, caso se queira proceder a reações confiáveis e bemsucedidas, proceder-se-á, a seguir, a um detalhamento dos princípios gerais
que regem a realização de reações imunoquímicas em espécimes citológicos e
histológicos.
Para que uma determinada proteína possa ser detectada em amostras
celulares e teciduais é necessário que o Ac. 1ário contra aquela determinada
proteína tenha condições de ligar-se à mesma e que esta ligação seja revelada
por meio de uma coloração específica. Para atingir este desiderato, as
seguintes etapas de processamento imunoquímico devem ser cumpridas.
1.1.5.2.1 Soluções Utilizadas numa Reação Imunoquímica
Para o processamento de reações imunoquímicas são necessárias as
seguintes soluções para os respectivos fins a que se destinam:
1.1.5.2.1.1 Xilol
P.A.
(pureza
analítica)
–
para
desparafinização
e
desidratação de espécimes histológicos;
1.1.5.2.1.2 Álcool absoluto P.A. – para a formação de soluções em
concentrações
decrescentes
utilizadas
na
hidratação
de
34
espécimes, num sentido, e na desidratação, noutro. Também
utilizado, em concentrações superiores a 95%, para a fixação de
espécimes citológicos.
1.1.5.2.1.3 Água destilada – para hidratação de espécimes contidos em
lâminas e lavagem dos mesmos para retirada de excesso de
reagentes;
1.1.5.2.1.4 PBS 1X equilibrado em pH = 7,4 – solução tampão estabilizadora
bioquímica do anticorpo que não agride o meio celular. O pH da
solução deve ser equilibrado acima de 7,0 a fim de que os
anticorpos não se descolem dos tecidos, podendo também auxiliar
em evitar ligações inespecíficas do anticorpo. A solução de PBS
1X é preparada a partir de solução de PBS 20X (0,01 M).
A solução 0,01 M de PBS é preparada com 160 g de cloreto
de sódio P.A., 27,31 g de fosfato de sódio dibásico anidro P.A.
(Na2HPO4) e 4,86 g de fosfato de sódio monobásico di-hidratado
P.A. (NaH2PO4.2H2O) diluídos em água destilada completada para
um volume de 1.000 ml. Os sais são inicialmente adicionados a
800 ml de água destilada e o pH é ajustado para 7,4 com o
emprego de solução de HCl 1N e de NaOH 2N.
Para formar 1 litro da solução de PBS 1X são adicionados
50 ml da solução de PBS 20 X (0,01 M) a 950 ml de água
destilada. Antes de utilizar a solução de PBS 1X o pH deve ser
novamente equilibrado para 7,4 com o auxílio de pH-âmetro e das
soluções de HCL 1N e de NaOH 2N.
1.1.5.2.1.5 Citrato 0,01 M equilibrado em pH = 6,0 – para recuperação
antigênica. Solução preparada com 2,1 g de ácido cítrico
monoidratado P.A. (C6H8O7.H2O, P.M. = 210,1384) diluídos em
1.000 ml de água destilada (solução 0,01 M). O pH deve ser
35
equilibrado em 6,0 com a utilização de pH-âmetro e solução 2N de
NaOH;
1.1.5.2.1.6 Triton X-100 (éter octil-fenil-polioxietileno) – solução surfactante
utilizada como permeabilizante da membrana celular em reações
imunocitoquímicas;
1.1.5.2.1.7 Leite desnatado 5% – para bloqueio da atividade da biotina
endógena. Solução preparada com 5 g de leite em pó desnatado
para cada 100 ml de PBS 1X;
1.1.5.2.1.8 Água oxigenada 3% (10 volumes) – para bloqueio da atividade da
peroxidase endógena;
1.1.5.2.1.9 Anticorpo primário (Ac. 1ário) – para marcação da proteína que se
deseja
revelar.
Utilizado
em
diluições
diferentes
para
a
imunoistoquímica e para a imunocitoquímica. Sintetisado em
animais de laboratório (camundongo, por exemplo).
1.1.5.2.1.10 Anticorpo secundário biotinilado – para marcação do Ac. 1ário;
1.1.5.2.1.11 Streptavidina-peroxidase – para marcação do Ac. 2ário (Ac. 2ário);
1.1.5.2.1.12 Diaminobenzidina (DAB) – para revelação da reação antígenoanticorpo ao marcar a Streptavidina-peroxidase. A revelação
ocorre pela coloração amarronzada própria do reagente DAB
imprimida aos tecidos em que houve a reação antígeno-anticorpo.
Preparada com 1 gota de DAB+ cromógeno diluída em 1 ml de
tampão da solução de DAB+ cromógeno (peróxido de hidrogênio).
1.1.5.2.1.13 Hematoxilina de Harris – para proceder à contracoloração de
células
e
tecidos
que
não
foram
corados
pela
técnica
imunoquímica por não conterem expressão da proteína que se
36
deseja revelar. Preparada com 5 g de Hematoxilina P.A., 100 g de
sulfato de alumínio e amônio (NH4Al(SO4)2·12H2O) P.A., 50 ml de
álcool etílico a 95% e 2,5 g de óxido de mercúrio vermelho (HgO
P.A.) para 1 litro de água destilada.
1.1.5.2.1.14 Meio de montagem (Enthelan) – para proceder à montagem da
lâmina com lamínula.
1.1.5.2.2 Preparo do Espécime para a Recuperação Antigênica
Logo após serem coletados, os espécimes são fixados a fim de que
suas proteínas não se degradem. A substância utilizada para a fixação deve
promover a preservação da morfologia e da imunorreatividade do espécime,
prevenir a extração, a difusão e o deslocamento do antígeno e não deve
interferir com as reações de recuperação antigênica.
A técnica de recuperação antigênica do material biológico a ser
submetido à coloração imunoquímica para a detecção de uma determinada
proteína apresenta certas variações de acordo com a natureza do espécime e
sua fixação. Espécimes citológicos previamente fixados em álcool 96% são
reidratados em soluções alcoólicas progressivamente menos concentradas e,
por fim, em água destilada. Espécimes histológicos, por sua vez, antes de
serem igualmente reidratados, devem ser desparafinados em solução de xilol.
Tais medidas são voltadas para a exposição da membrana celular de maneira
que os próximos passos da reação imunoquímica permeiem o acesso do Ac.
1ário ao interior da célula.
1.1.5.2.3 Recuperação Antigênica
A fixação de tecidos pela formalina produz ligações cruzadas inter e
intramoleculares de pontes de metileno e de bases Schiff entre sítios
antigênicos das proteínas tissulares, sendo responsável por coloração
imunoquímica fraca ou falso-negativa de determinadas proteínas. Estes sítios
antigênicos fixados são compostos de aminas, grupos amida, tióis, grupos
37
hidroxilas e anéis aromáticos cíclicos. Uma forma de executar a recuperação
antigênica
para
possibilitar
reações
imunoquímicas
é
realizada
pelo
aquecimento do espécime a 95 – 100º C em solução tampão de citrato. O
aquecimento do espécime quebra as ligações cruzadas das bases Schiff, que
são mais fracas, enquanto o tampão citrato quela ou precipita cálcio em graus
variados e remove o cálcio precipitado dos espécimes, quebrando as ligações
de fixação permanentemente e revelando antígenos e epítopos, permitindo sua
exposição à ação do Ac. 1ário.
A fixação de esfregaços celulares com soluções alcoólicas, por outro
lado, precipita proteínas pela destruição de ligações hidrofóbicas que mantêm
coesa a conformação terciária das moléculas de proteína. As estruturas
primária e secundária das proteínas são preservadas de maneira que as
sequências aminoácidas, que funcionam como sítios antigênicos, são mantidas
para reagirem com seus anticorpos. A recuperação antigênica de esfregaços
celulares fixados em álcool 96% é feita mediante o aquecimento do espécime
celular a 95 – 100 ºC em solução de tampão citrato 0,01 M com o surfactante
Triton X-100, com pH equilibrado para 6,0, que remove a camada lipídica
residual da membrana celular, que é permeada, e expõe antígenos
intracelulares. Estes poderão entrar, então, em contato com o Ac. 1ário.
1.1.5.2.4 Bloqueio de Antígenos Inespecíficos
Para o processamento imunoquímico de um espécime citológico ou
histológico pelo método da streptavidina-biotina-peroxidase (SABP)* utiliza-se
um Ac. 1ário não marcado, que reagirá unicamente com o antígeno tecidual ao
qual é específico. Entretanto, para que esta ligação antígeno-anticorpo seja
revelada, o método SABP utiliza um Ac. 2ário biotinilado (marcado com
biotina), que se ligará ao Ac. 1ário, e uma solução de streptavidina conjugada
com peroxidase, que se ligará avidamente à biotina do Ac. 2ário e exporá a
*
Outros métodos de processamento imunoquímico de espécimes histológicos e citológicos são
o direto que utiliza anticorpo conjugado com marcador, o indireto que utiliza Ac. 1ário não
marcado e um Ac. 2ário conjugado com marcador, e os métodos de anticorpos não marcados:
o da ponte enzimática, o da peroxidase-antiperoxidase, o da biotina-avidina, o do conjugado
avidina-biotina e os sistemas polivalentes.
38
peroxidase para reagir com o reagente de coloração DAB+ cromógeno (Figura
11).
Figura 11 – Reação imunoquímica pelo método da Streptavidina-biotina-peroxidase. A
reação compõe-se da cobertura sequencial do espécime citológico ou histológico com
quatro reagentes. O anticorpo primário (Ac. 1ário) primeiramente adicionado liga-se ao
antígeno específico no espécime. O anticorpo secundário (Ac. 2ário) biotinilado, a
seguir, liga-se ao Ac. 1ário. Na sequência, a Streptavidina-peroxidase liga-se à biotina
do Ac. 2ário. Por fim, a substância cromógena (diaminobenzidina) reage com a
peroxidase e precipita-se no espécime, conferindo uma cor amarronzada ao local em
que ocorreu a reação antígeno-anticorpo, que é, então, revelada.
O processamento específico desta reação no sítio de ligação antígenoanticorpo primário depende do bloqueio da biotina e da peroxidase endógenas
normalmente existentes na maioria dos tecidos orgânicos. Caso contrário, a
streptavidina-peroxidase se ligará inespecificamente a sítios teciduais que
contenham biotina, e não apenas à biotina do Ac. 2ário. Da mesma forma, a
solução cromógena DAB+, se a peroxidase endógena não tiver sido bloqueada
antes da adição do Ac. 2ário, não se ligará apenas à streptavidina-peroxidase,
ocorrendo, então, coloração imunoquímica inespecífica, sendo responsável por
resultados falso-positivos.
A biotina endógena pode ser bloqueada imergindo-se o espécime em
solução de leite desnatado e a peroxidase endógena costuma ser bloqueada
imergindo-se o mesmo espécime em solução de água oxigenada a 3%. Com a
biotina e a peroxidase endógenas bloqueadas, a eventual coloração
imunoquímica positiva que redundar da aplicação do método SABP a
39
espécimes citológicos e histológicos revelará os locais onde tão-somente
ocorreu a reação antígeno – Ac. 1ário que se desejava investigar.
1.1.5.2.5 Aplicação do Anticorpo Primário
Tendo sido bloqueadas a biotina e a peroxidase endógenas, a reação
imunoquímica prossegue com a aplicação do Ac. 1ário em diluições
conhecidas. Tais diluições normalmente são obtidas depois de repetidas
reações imunoquímicas-teste em diluições crescentes até se obter a maior
diluição do Ac. 1ário que evite coloração de background (inespecífica), mas
ainda assim promova colorações fortemente positivas na presença do antígeno
que se quer revelar em tecidos sabidamente doentes (controles-positivos).
A duração de aplicação do Ac. 1ário sobre o espécime varia de acordo
com a sensibilidade e a concentração do Ac. 1ário, assim como com a
qualidade do espécime a ser corado. O tempo de exposição do espécime ao
Ac. 1ário também varia de acordo com a temperatura em que a reação se
processa. Tempos menores são obtidos com temperaturas mais elevadas. É
sempre imprescindível que se certifique que o Ac. 1ário aplicado sobre o
espécime não desseque, logo as lâminas contendo os espécimes recobertos
pela solução que contém o Ac. 1ário devem ser acondicionadas em câmaras
umedecidas.
A exposição do espécime ao Ac. 1ário por um período de 12 a 18 horas
(overnight), à temperatura de 4 ºC (no refrigerador), permite que anticorpos
primários possam ser utilizados em diluições maiores, reduzindo a incidência
de coloração imunoquímica inespecífica. Possui vantagens econômicas, pois
menos Ac. 1ário será utilizado em cada reação e haverá condições de se
programar melhor o horário de trabalho dos profissionais envolvidos na
execução do método.
40
1.1.5.2.6 Marcação do Anticorpo Primário
Após a aplicação do Ac. 1ário, no método de coloração imunoquímica
SABP, procede-se à sua marcação com o Ac. 2ário biotinilado. O Ac. 2ário
conjugado com biotina liga-se especificamente ao Ac. 1ário e expõe a biotina
com o qual é conjugado.
A seguir, expõe-se o espécime à solução de streptavidina conjugada
com
peroxidase.
A
streptavidina
desta
solução
ligar-se-á
ávida
e
especificamente à biotina do Ac. 2ário, desde que a biotina endógena tenha
sido bloqueada anteriormente. A peroxidase que ficará exposta, após esta
reação Ac. 1ário – Ac. 2ário – streptavidina, deverá ser tão-somente a acoplada
à streptavidina, desde que a peroxidase endógena tenha sido anteriormente
bloqueada.
1.1.5.2.7 Revelação Imunoquímica dos Locais em que Ocorreu a Reação
Antígeno-Anticorpo
A revelação dos locais de reação antígeno-Ac. 1ário é feita cobrindo-se
o espécime, que fora previamente coberto com a solução de streptavidinaperoxidase, com uma solução de 3,3’-diaminobenzidina (DAB) diluída em
peróxido de hidrogênio. Esta solução DAB é convertida pela peroxidase
conjugada à streptavidina num produto insolúvel que se precipita e confere
uma coloração amarronzada aos locais em que a enzima está presente, ou
seja, revela os locais em que houve a reação antígeno-anticorpo.
1.1.5.2.8
Contracoloração e Montagem
A etapa final do processo imunoquímico é a contracoloração para
diferenciação citológica ou histológica das porções do espécime coradas pela
reação imunoquímica daquelas que não revelam a ligação antígeno-anticorpo.
Costuma-se utilizar uma solução fraca de hematoxilina (hematoxilina de Harris)
41
para promover a coloração nuclear sem interferir na visibilização da coloração
imunoquímica.
As lâminas microscópicas, depois de contracoradas, são recobertas com
um meio de montagem (Enthelan) e cobertas com lamínulas. As lâminas assim
montadas estarão prontas para leitura após secagem.
1.1.5.2.9 Controles Positivo e Negativo
Todo berço de lâminas microscópicas contendo espécimes a serem
submetidos a uma determinada reação imunoquímica deve conter uma lâmina
contendo um espécime que sabidamente resultará em coloração imunoquímica
positiva para a presença do antígeno que se quer detectar (controle positivo)
assim como uma lâmina que não deverá se corar pelo método (controle
negativo).
A lâmina controle-negativo não deverá se corar na reação imunoquímica
ou porque o espécime nela contido sabidamente não possui o antígeno que se
procura revelar, ou porque, contendo sabidamente o antígeno, este não deverá
ser revelado porque à lâmina não será aplicado o Ac. 1ário†.
Os controles positivo e negativo são necessários para a comprovação
da adequação de uma determinada reação imunoquímica. Caso o controle
positivo não se core positivamente numa determinada reação imunoquímica ou
o controle negativo se core, todas as lâminas desta reação deverão ser
desprezadas, e a reação considerada inconfiável.
Diante das imperfeições dos métodos mais atualmente empregados no
diagnóstico precoce do câncer anal, a utilização de uma técnica com potencial
†
O anticorpo secundário é sintetizado de proteínas de um animal diferente do utilizado para a
síntese do Ac. 1ário e contra epítopos protéicos deste animal. Logo, dirige-se especificamente
a proteínas só existentes no Ac. 1ário. Na inexistência do Ac. 1ário, o Ac. 2ário não se ligará a
proteína alguma do espécime humano ao qual foi aposto e será completamente lavado nas
etapas preparatórias de revelação da reação antígeno – Ac. 1ário, devendo, neste caso, a
reação resultar negativa.
42
para identificar, com segurança, aquelas lesões sob maior perigo de evolução
para o câncer e que dirimisse dúvidas eventualmente enfrentadas com o
emprego dos outros métodos, seria vantajosa no sentido de aumentar a
acurácia deste exercício diagnóstico.
Como a detecção de lesões precursoras do câncer anal em populações
de risco está sendo realizada apenas recentemente em Manaus, acredita-se
existir grande variabilidade diagnóstica entre os profissionais que se dedicam
ao controle da doença. Este estudo foi, então, destinado a avaliar o
desempenho da técnica de detecção imunoquímica da proteína p16 INK4a no
diagnóstico acurado de ASIL em população sob grande risco para o
desenvolvimento do câncer anal acompanhada em instituição de referência no
atendimento de pacientes HIV-positivos, na cidade de Manaus. Foi desenhado
para verificar as medidas de acurácia diagnóstica do método imunoquímico em
comparação com exames tradicionalmente utilizados para a comprovação
diagnóstica de ASIL e da presença de infecção por HR-HPV.
43
2 OBJETIVOS
2.1 Geral
Testar medidas de validação diagnóstica da imunoquímica para a
proteína p16INK4a em espécimes citológicos e histológicos de pacientes HIV
positivos, verificando a precisão diagnóstica do exame histopatológico de
biópsias anais obtidas de pacientes sob risco de desenvolvimento de câncer
anal atendidos na Fundação de Medicina Tropical do Amazonas.
2.2 Específicos
2.2.1 Observar a variabilidade interobservadores no diagnóstico histopatológico
de neoplasias intraepiteliais anais e câncer anal na Gerência de Patologia da
Fundação de Medicina Tropical do Amazonas;
2.2.2 Estimar a prevalência de lesões intraepiteliais escamosas anais nos
pacientes atendidos no Ambulatório de Coloproctologia da Fundação de
Medicina Tropical do Amazonas;
2.2.3 Calcular a sensibilidade, a especificidade e os valores preditivos positivo
e negativo da técnica imunocitoquímica de detecção da p16INK4a no diagnóstico
de lesões precursoras do câncer anal em indivíduos HIV-positivos;
2.2.4 Calcular a sensibilidade, a especificidade e os valores preditivos positivo
e negativo da técnica imunoistoquímica de detecção da p16INK4a no diagnóstico
de lesões precursoras do câncer anal em indivíduos HIV-positivos;
2.2.5 Examinar o poder de predição de infecção anal por HPV de alto risco em
indivíduos HIV-positivos com imunocitoquímica positiva para a p16INK4a.
44
3 MATERIAL E MÉTODOS
3.1. Modelo de Estudo
Trata-se
(sensibilidade,
de
um
estudo
especificidade,
transversal
valores
de
preditivos
análise
positivo
da
validação
e
negativo)
diagnóstica da imunoquímica para a proteína p16INK4a em espécimes
citológicos e histológicos de pacientes HIV positivos como exame capaz de
predizer a presença de lesões causadas pela infecção anal pelo HPV. Para
tanto, amostras de células e tecidos anais foram obtidas e submetidas a
processamento imunocitoquímico, imunoistoquímico e histológico. As lâminas
microscópicas produzidas foram analisadas, sendo utilizados como padrões
diagnósticos (padrões-ouro) a análise histológica e a genotipagem do HPV.
Para corroborar os resultados imunoquímicos, procedeu-se a estudos de
variabilidade diagnóstica dos exames histopatológicos anais e de prevalência
de ASIL nos pacientes atendidos no Ambulatório de Coloproctologia da FMTAM
O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da FMT-AM
(Anexos L e M).
3.2 Universo de Estudo
3.2.1. População de Referência
O estudo teve como alvo pacientes que procuraram a Fundação de
Medicina Tropical do Amazonas (FMT-AM) para acompanhamento e
tratamento assim como pacientes com queixas proctológicas que procuraram a
especialidade de Coloproctologia no Ambulatório Araújo Lima (AAL) do
Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV) da Universidade Federal do
Amazonas (UFAM) para acompanhamento e tratamento.
Para a FMT-AM converge a maioria dos casos de doenças infecciosas
do Estado do Amazonas. A FMT-AM situa-se no bairro de D. Pedro, da cidade
de Manaus.
45
Para o AAL aflui a maioria dos casos de doenças proctológicas do
Estado do Amazonas, inclusive os encaminhados por Postos de Assistência
Médica do Sistema Único de Saúde da cidade de Manaus para tratamento
cirúrgico no HUGV. O AAL situa-se no bairro do Centro da cidade de Manaus.
A cidade de Manaus, capital do Estado do Amazonas, está situada à
margem esquerda do Rio Negro. Seu município abrange uma área terrestre de
11.401 km. Sua população é constituída de 1.644.690 habitantes que não
ocupam uniformemente a sua superfície geográfica, concentrando-se em
núcleos periféricos com saneamento básico pouco satisfatório.148
3.2.2 População de Estudo
A população de estudo compôs-se de pacientes cadastrados no
Programa DST/AIDS da FMT-AM, que procuraram os ambulatórios e o hospital
da Fundação para acompanhamento e tratamento (no registro ativo do
Programa DST/AIDS da FMT-AM constavam 2.476 pacientes à época da
realização do atendimento dos pacientes). Constou também de um grupo de
pacientes com doenças proctológicas, mas não pertencentes a grupos de risco
para o desenvolvimento do câncer anal, referenciados à FMT-AM pelo AAL.
3.2.3 Participantes
No período de janeiro de 2007 a dezembro de 2008 foram estudados
todos
os
pacientes
consecutivamente
atendidos
no
ambulatório
de
Coloproctologia da FMT-AM. Dentre estes, nos HIV-positivos foram estudados
os métodos imunoquímicos.
3.2.3.1 Tamanho da amostra
Para um intervalo de confiança de 95%, com nível de significância de
5%, com maior erro aceitável de 5%, numa população estimada de 1.000
pacientes que procurariam ativamente a FMT-AM para tratamento e
investigação de DST/aids, com prevalência estimada de ASIL de 60%, e adição
de 10% a mais no número de pacientes calculados para reposição de perdas,
46
projetou-se inicialmente estudar 300 pacientes distribuídos em três grupos: 100
HSH/HIV+, 100 MHIV+ e 100 pacientes não pertencentes a grupos de risco
para o câncer anal. Em virtude de dificuldades encontradas no recrutamento de
pacientes para o estudo, que invibializariam sua consecução em tempo hábil,
optou-se por adotar amostragem de conveniência, incluindo todos os pacientes
consecutivamente atendidos no ambulatório de Coloproctolgia da FMT-AM, que
resultou no atendimento de 399 pacientes aos quais foram aplicados critérios
de exclusão.
3.2.3.2 Critérios de Inclusão e Exclusão
3.2.3.1.1 Inclusão
 Todos os pacientes consecutivamente atendidos no ambulatório de
Coloproctologia da FMT-AM
3.2.3.1.2 Exclusão
 Pacientes menores de 18 anos de idade, exclusive;
 Pacientes especiais;
 Pacientes indígenas;
 Pacientes que não cumpriram qualquer das etapas do exame proctológico e
das coletas de material;
 Pacientes com as seguintes análises à histologia anal:
o Lâmina danificada;
o Lâmina com amostra tecidual exígua;
o Ausência ou erro de identificação na lâmina;
o Espécimes ou lâminas extraviados.

Pacientes com as seguintes análises à imunocitoquímica anal:
o Lâmina danificada, extraviada, ou com ausência/erro de identificação.
47
3.3 Instrumentos de Coleta
3.3.1 Escova Citológica
Para a coleta de material celular anal para a realização de exame
imunocitoquímico em esfregaços convencionais e feitos pela técnica de CML e
para a realização de genotipagem de HPV por PCR.
3.3.2 Colposcópio
Colposcópio com aumento de imagem de 16X na distância focal de 30
cm, como anoscópio de magnificação de imagem.
3.3.3 Pinça de Biópsia Prof. Medina
Para a realização de biópsias anais.
3.3.4 Protocolos de Coleta de Dados da Anoscopia com Magnificação de
Imagem e de Histopatologia
Para coleta de informações a respeito da AMI foi utilizado o protocolo
constante do Anexo F, que ilustra o formulário Requisição de Exame
Histopatológico - Anoscopia com Magnificação. Os laudos histopatológicos das
biópsias realizadas por ocasião das AMI foram emitidos no formulário
constante do Anexo H.
3.3.5 Protocolos de Estudo
Os dados de identificação social e demográfica dos pacientes bem como
os relativos aos resultados lançados nos prontuários dos pacientes e nos
formulários citados no item 3.3.4 foram compilados no Protocolo de Estudo
demonstrado no Anexo E.
48
3.4 Procedimentos
Os pacientes estudados foram recrutados conforme se segue: os HIVpositivos acompanhados na Fundação de Medicina Tropical do Amazonas
foram encaminhados para atendimento no Ambulatório de Coloproctologia da
instituição; os HIV-negativos acompanhados no Ambulatório de Coloproctologia
do Hospital Universitário Getúlio Vargas foram referenciados à FMT-AM para
atendimento.
3.4.1 Entrevista
Após ter concordado com o estudo, assinando Termo de Consentimento
Livre e Esclarecido (Anexo D), cada paciente foi entrevistado, respondendo a
perguntas constantes do formulário apresentado no Anexo F (Requisição de
Exame Histopatológico - Anoscopia com Magnificação). Tal formulário serviu
de base para a coleta de dados e preenchimento do protocolo de estudo
(Anexo E); os dados foram transportados para base de dados eletrônica
derivada da plataforma Epi Info®.149 O formulário foi identificado por número
aleatório sequencial obtido de tabela construída no Microsoft Excel®.
3.4.2 Exame Proctológico
Cada paciente foi colocado na mesa de exames em posição supina para
que suas regiões inguinais fossem examinadas à procura de adenomegalias
linfáticas. Na sequência, já na posição de Sims modificada para exame
proctológico, foi submetido à inspeção desarmada da região anal e perianal. Os
achados do exame físico foram anotados no protocolo de estudo.
3.4.3 Coleta Citológica
A coleta de células anais foi realizada por meio de escova citológica
saturadamente umedecida em água corrente. A escova foi introduzida 3 cm
para o interior do canal anal. Nesta situação, foi rodada 360º em torno de seu
eixo por dez vezes e, a seguir, retirada num movimento em espiral, exercendo-
49
se leve pressão sobre as paredes do canal anal. Imediatamente após a retirada
do instrumento de coleta, produziu-se esfregaço numa lâmina silanizada com
extremidade fosca, cobrindo-se toda a área direita transparente da lâmina
(Figura 12).
Figura 12 – Esfregaço de células anais em lâmina com extremidade fosca realizado
com escova citológica.
A escova foi rolada em torno do eixo de sua haste sobre a superfície da
lâmina, de forma que todas as suas faces deixassem impressão na lâmina.
Rapidamente, após a realização do esfregaço, a lâmina foi mergulhada em
frasco de transporte contendo solução fixadora de álcool etílico a 96%.
A escova citológica foi adicionalmente introduzida mais duas vezes no
canal anal do paciente a ser examinado: uma para a realização de nova coleta
celular para a realização da detecção imunocitoquímica da proteína p16INK4a
em esfregaços produzidos pela técnica de CML e outra para a coleta de
material celular anal para a realização da detecção da presença de infecção
pelo HPV pela PCR.
Para a CML, a escova foi agitada em frasco contendo a solução
conservadora do kit GluCyte® (Synermed International Inc., Westfield, IN,
E.U.A.).
Para a PCR, a ponta da escova cervical foi agitada no interior de frasco
de Eppendorf de 2 ml contendo em seu interior 1 ml de solução conservante
(TRIS-HCL 50 mM pH8,0 e EDTA 1 mM).
Os frascos contendo as lâminas silanizadas, os do kit GluCyte® e os de
Eppendorf foram hermeticamente fechados e enviados, os dois primeiros para
50
o Laboratório de Patologia da FMT-AM e os de Eppendorf para o Laboratório
de Virologia da instituição para a realização oportuna do processamento dos
materiais.
Os frascos GluCyte® foram armazenados à temperatura ambiente,
enquanto os das lâminas silanizadas (após 24 h de fixação) e os Eppendorf à
temperatura de – 20ºC até o momento dos processamentos imunocitoquímicos
e biomoleculares.
Cada lâmina citológica foi numerada, em sua extremidade fosca, com
um número aleatório diferente. Os conjuntos frasco de transporte e lâmina
foram identificados com uma etiqueta na qual foi impresso o número aleatório
relativo à lâmina que o frasco continha. Números aleatórios diferentes foram
imputados aos espécimes celulares destinados à CML e à PCR.
3.4.4 Anoscopia com Magnificação de Imagem
Todos os pacientes foram submetidos, logo após a coleta citológica para
a realização da PCR para HPV, à AMI.
O exame foi realizado com colposcópio de aumento de 16 X, a 30 cm de
distância focal (MEDPEJ® PE2000, Ribeirão Preto, SP, Brasil).
O procedimento foi iniciado com um toque retal com dedo enluvado
besuntado em geléia de lidocaína a 2% para lubrificar o canal anal para a
introdução de um anoscópio descartável de plástico. Durante o toque, atenção
foi voltada para a presença de irregularidades no revestimento do canal anal,
bem como de tumorações. Uma gaze embebida em acido acético a 3% foi
colocada no interior do canal anal, por dentro do anoscópio, que foi a seguir
retirado, ficando a gaze em contato com as paredes do canal anal por 2 min. A
gaze foi então retirada e o anoscópio reintroduzido para a realização do exame
do canal anal sob magnificação de imagem.
51
Os resultados da AMI foram considerados positivos ou negativos para
lesões acetobrancas.
Na presença de lesão(ões) acetobranca(s) (ACB+), a topografia da(s)
mesma(s) foi(ram) anotada(s) em relação à altura a partir do orifício anal
(orificial, anoderma, pectínea, suprapectínea) e à situação horária na
circunferência do canal anal (1 - 12 h), sendo considerada a comissura anal
anterior a posição de 12 h. Lesões acetobrancas eventualmente encontradas
foram biopsiadas e o material, acondicionado em frascos com solução fixadora
de formalina tamponada a 10%, encaminhado para estudo histopatológico e
imunoistoquímico no Laboratório de Patologia da FMT-AM.
Os achados da AMI foram anotados no laudo constante do Anexo F. As
AMI negativas para lesões acetobrancas (ACB–) foram seguidas de biópsias
anais 0,5 cm acima da linha pectínea, às 7 h.
3.4.5 Reação em Cadeia da Polimerase
As amostras da coleta de material esfoliado do canal anal foram
submetidas à PCR de acordo com a técnica descrita por Bauer e Manos
(1993), utilizando os iniciadores de consenso MY11 e MY09, que amplificam
um fragmento de 450 pb (pares de bases) da região de transcrição tardia L1 e
os iniciadores gerais GP5+/GP6+, que amplificam fragmento de 150 pb da
região L1, superpondo-se aos MY.150
3.4.5.1 Recuperação de DNA
As amostras mantidas a -20ºC foram degeladas à temperatura ambiente
para a execução da extração do DNA. As amostras anais foram inicialmente
centrifugadas,
sendo
o
sobrenadante
retirado.
Ao
precipitado
foram
adicionados 130 μl de tampão de lise celular e 20 μl de proteinase K 10 mg/ml.
Essa mistura foi mantida em banho-maria a 55º C overnight (modificado de
Bauer e Manos, 1993)151. Em seguida, a amostra foi submetida à extração
52
pelos Kits Promega (Madison, WI, E.U.A.) ou Qiagen (São Paulo, SP). Após o
procedimento de extração, as amostras ou foram processadas para o
diagnóstico molecular ou foram rearmazenadas a -70º C.
3.4.5.2 Amplificação do DNA por PCR
Para confirmar a presença de DNA cromossomal humano amplificável
conservado nas amostras para as reações de PCR, foi utilizado um par de
oligonucleotídeos que amplificam uma região microsatélite (GATA) 13 do
cromossoma 15 humano – ISO5P. Existindo DNA humano, após a amplificação
com ISO5P, uma banda correspondente a 170 pb pode ser visualizada em gel
de agarose 2,5%, corado com brometo de etídio (1 μg/ml) e fotografado na
máquina Image Master R VDS FTI – 500 da Pharmacia Biotech (Piscataway,
N.J., E.U.A.).
3.4.5.2.1 PCR para diagnóstico do HPV
3.4.5.2.1.1 Oligonucleotídeos MY09/MY11
A reação de PCR foi processada no equipamento termociclador PxE 0.2
Thermal Cycler Thermo Electron Corporation (Waltham, Ms, E.U.A.). O sistema
utilizado para a PCR foi composto por 5 μl de DNA da amostra; 5 μl do tampão
10x; 1,5 μl de MgCl2 50 mM, 5 μl do primer anterógrado MY09; 5 μl do primer
retrógrado MY11; 1,0 μl de dNTP 10 mM; 0,5 μl de Taq polimerase 5U/μl e 27
μl de água de injeção para completar o volume de 50 μl. Para controle da
reação, utilizamos um controle negativo (água de injeção) e uma amostra
positiva para HPV (sequenciada).
O equipamento foi programado para executar o seguinte termociclo:
53
ETAPAS
TEMPERATURA
TEMPO
Desnaturação
95ºC
60 segundos
Desnaturação
95ºC
60 segundos
Anelamento
55ºC
60 segundos
Extensão
72ºC
60 segundos
Extensão final
72ºC
5 minutos
Manutenção/Hold
4ºC
Tempo indefinido
40 CICLOS
As amostras foram submetidas ao próximo passo do procedimento ou
armazenadas a -20ºC em freezer específico de amostras amplificadas.
3.4.5.2.1.2 Eletroforese em Gel de Agarose
Os produtos da PCR foram analisados por eletroforese em gel de
agarose a 1,5% em tampão TEB (Tris borato e EDTA) 1x, nas seguintes
condições: 70 V até a entrada da amostra no gel, aumentando para 100 V até a
amostra chegar ao final da corrida com duração de cerca de duas horas.
Utilizou-se como marcador o ladder múltiplo de 100 pb da Invitrogen Life
Technologies (Carlsbad, CA, E.U.A.). O gel foi corado com brometo de etídio
(1,0 μg/ml), em que as bandas coradas correspondentes a 450 pb foram
visualizadas sob luz ultravioleta e fotografadas no equipamento Image Master®
VDS FTI-500, da Pharmacia Biotech.
3.4.5.2.1.3 PCR Aninhada (Oligonucleotídeos GP5+/GP6+)
Os produtos da PCR (amplicons) obtidos com os oligonucleotídeos
MY09 e MY11 foram utilizados como amostra, sendo manipulados numa outra
sala, específica para produtos amplificados. A nova reação de PCR foi
processada no equipamento termociclador PxE 0.2 Thermal Cycler Thermo
Electron Corporation. O sistema utilizado para a PCR foi composto por 1 μl do
amplicon; 5 μl do tampão 10x; 1,5 μl de MgCl2 50 mM, 5 μl do primer GP5+; 5
μl do primer GP6+; 1,0 μl de dNTP 10 mM; 0,5 μl de Taq polimerase 5U/μl e 31
54
μl de água de injeção para completar o volume de 50 μl. Para controle da
reação, utilizou-se um controle negativo (água de injeção) e uma amostra
sabidamente positiva para HPV (sequenciada).
Após o preparo do sistema para cada amostra, as amostras foram
levadas ao termociclador utilizando-se a mesma programação descrita para os
oligonucleotídeos MY09/11.
Terminada a reação de amplificação, as amostras foram submetidas à
eletroforese em gel de agarose a 2,5% onde o fragmento amplificado foi
correspondente a 150 pb.
3.4.5.3 Reação de Sequenciamento
As amostras foram sequenciadas usando-se os iniciadores MY09 ou
MY11 ou GP5+ ou GP6+ em sequenciador automático MegaBace 1000
(Amersham Biociences, Uppsala, Suécia).
Para o sequenciamento utilizou-se o seguinte sistema de reação: 5,0 μl
do amplicon da PCR-aninhada; 4,0 μl do pré-mix DYEnamic ET - terminator Kit;
1,0 μl do primer MY09/MY11, ou 1,0 μl de GP5+/GP6+, utilizando-se o seguinte
programa: 95°C por 25 segundos, 95°C por 15 segundos, 50°C por 20
segundos, 60°C por 1 minuto, repetidos por 30 ciclos de amplificação.
3.4.5.4 Precipitação do Produto da Reacão de Sequenciamento
Após a reação de sequenciamento foi realizada a precipitação. Ao
produto da PCR de sequenciamento foi adicionado 1 μl de acetato de amônia e
27,5 μl de etanol absoluto. Este sistema foi misturado utilizando-se o agitador
por um minuto e incubado por vinte minutos à temperatura ambiente. A placa
foi envolvida em papel alumínio para evitar a incidência de luz.
55
Após a incubação, a placa foi centrifugada a 4.000 rpm por quarenta
minutos, em centrífuga refrigerada 5804R da Eppendorf (Hamburg, Alemanha).
O sobrenadante foi descartado.
A placa foi centrifugada invertida num pulso de 1.000 rpm por alguns
segundos. Em seguida providenciou-se a evaporação do etanol, deixando a
placa secar por 15 minutos. O DNA foi novamente suspendido com a adição de
10 μl de tampão (do kit). A placa foi vedada e agitada em vortex por dois
minutos. Nova centrifugação num pulso de 1.000 rpm por alguns segundos foi
realizada.
3.4.5.5 Eletroforese para Sequenciamento
A decodificação de sequência nucleotídica do fragmento amplificado foi
realizada
em
sequenciador
automático
MegaBace
1000
(Amersham
Biociences-Pharmacia). A eletroforese capilar em gel de poliacrilamida foi feita
com base na metodologia padrão do fabricante. Para injeção utilizou-se 3 kV
por 80 segundos; a corrida foi processada a 6 kV por 200 minutos, sob
temperatura de 44°C.
3.4.5.6 Alinhamento das Amostras Sequenciadas
Para o alinhamento das sequências de nucleotídeos obtidas foi utilizado
o programa de computador CLUSTAL W (BioEdit, Carlsbad, CA, E.U.A.).
3.4.5.7 Análise das Sequências Nucleotídicas
Para confirmação e identificação do tipo do HPV foi realizada uma
comparação de todas as sequências nucleotídicas das amostras sequenciadas
com as existentes no Banco de Dados Mundial de Nucleotídeos - GeneBank,
utilizando-se o programa BLAST152 por meio do site
http://www.ncbi.nlm.nih.gov.
56
Os resultados da PCR-HPV foram os seguintes: HPV− (negativo para a
presença de HPV); HPVa (presença de HPV de baixo risco); HPVb (presença
de HPV de alto risco); HPVn (sendo “n” o sorotipo específico do HPV
detectado).
3.4.6 Análise Citológica
No Laboratório da Gerência de Patologia da Fundação de Medicina
Tropical do Amazonas os frascos contendo a solução conservante GluCyte® com
material celular anal em suspensão foram processados para a produção de
esfregaços em lâminas silanizadas.
3.4.6.1 Produção de Esfregaços em Camada Delgada
Os materiais oriundos dos esfoliados anais contidos nos frascos GluCyte®
foram processados para a produção de esfregaços em camada delgada pelo
método Synermed® de CML segundo as instruções do fabricante (Anexo G). Uma
vez feitos os esfregaços, em lâminas silanizadas, as lâminas foram
acondicionadas em frascos contendo álcool etílico a 96% para fixação por 24 h.
Após os esfregaços em camada delgada terem sido fixados, as lâminas foram
armazenadas a -20ºC até o momento do processamento imunocitoquímico para a
detecção da proteína p16INK4a.
3.4.6.2 Imunocitoquímica para a p16INK4a
As lâminas contendo esfregaços convencionais e em camada delgada para
a detecção de expressão da proteína p16INK4a foram submetidas ao protocolo de
coloração imunocitoquímica seguido pelo Laboratório da Gerência de Patologia da
Fundação de Medicina Tropical do Amazonas (Anexo J).
Esfregaços de células HeLa, linhagem imortalizada de células de câncer
cervical,153 que sabidamente coram-se fortemente no processo imunoquímico da
proteína p16INK4a, foram utilizados como controles positivos e negativos para
análise da adequação da coloração. Para serem utilizadas como controle
57
negativo, os esfregaços de células HeLa foram submetidos a todo o processo
imunoquímico sem a adição do Ac. 1ário.
A imunocitoquímicva para a proteína p16INK4a foi considerada positiva
quando se observou células displásicas com coloração nuclear amarronzada,
com ou sem coloração citoplasmática também positiva. As lâminas foram
classificadas ou como p16-negativas (ausência de coloração imunoquímica ou
coloração apenas citoplasmática) ou p16-positivas (coloração nuclear positiva,
com ou sem coloração citoplasmática). Não foi feita gradação da intensidade da
coloração imunocitoquímica.
3.4.7 Análise Histológica
No Laboratório de Patologia da FMT-AM, os espécimes fixados em
solução tamponada de formalina a 10% foram incluídos em blocos de parafina
e seccionados em fatias de 4 µ.
3.4.7.1 Histologia Convencional
O corte histológico foi montado em lâmina de microscópio e corado pelo
método tradicional da hematoxilina-eosina.
Após cobertura com lamínula, as lâminas preparadas foram observadas
à microscopia ótica à procura da presença de lesões teciduais próprias de
infecção anal pelo HPV.
Os achados histopatológicos foram definidos como: NEG - negativo para
lesão intraepitelial escamosa anal (incluindo alterações celulares benignas,
incluindo inflamação, alterações reacionais e metaplasia escamosa); LSIL lesão intraepitelial escamosa anal de baixo grau; HSIL – lesão intraepitelial
escamosa anal de alto grau; CEPis – carcinoma epidermóide in situ; CEPin carcinoma epidermóide invasivo; ADCis – adenocarcinoma in situ; e ADCin adenocarcinoma invasivo. Se mais de uma biópsia tivesse sido realizada num
mesmo individuo, o resultado com maior lesão tecidual foi o utilizado para análise.
58
Os resultados histopatológicos foram considerados padrão-ouro para a
confirmação da presença de lesões anais citopáticas HPV-dependentes.
3.4.7.2 Imunoistoquímica para a p16INK4a
A coloração imunoistoquímica para a detecção de hiperexpressão da
p16INK4a foi realizada em cortes histológicos retirados dos espécimes de biópsias
anais realizadas seguindo o protocolo de coloração imunoistoquímica utilizado no
Laboratório da Gerência de Patologia da Fundação de Medicina Tropical do
Amazonas (Anexo K).
Para cada reação imunoistoquímica foram utilizados controles positivos e
negativos conhecidos para comparação dos cortes histológicos. Como controle
positivo foi utilizado uma lâmina preparada de um espécime de um caso bem
estabelecido de câncer cervical, tecido que sabidamente assume coloração
imunoquímica intensa sob a ação do anticorpo anti-p16INK4a. Como controle
negativo foi utilizado uma lâmina com o mesmo espécime de câncer cervical à
qual não foi aplicado o Ac. 1ário.
Uma coloração amarronzada intensa predominantemente observada no
núcleo, com ou sem coloração citoplasmática foi considerada positiva para a
expressão da p16INK4a. As lâminas foram assim classificadas de acordo com a
distribuição da coloração amarronzada: negativas (NEG) – lâminas com menos de
1% de células coradas; esporádicas (ESP) – lâminas com menos de 5 % de
células coradas, mesmo isoladamente; focais (FOC) – lâminas em que pequenos
agrupamentos de células positivamente coradas estiveram presentes, mas não
ultrapassaram 25% das células observadas; e difusas (DIF) – lâminas com mais
de 25% das células observadas positivamente coradas.120
Os resultados imunoquímicos e histopatológicos considerados para
análise foram os de consenso entre três patologistas, sendo, entretanto,
anotados os resultados individuais da leitura histopatológica para a realização
de estudo da variabilidade diagnóstica interobservadores. Na leitura de
59
consenso, a observação das lâminas foi feita conjuntamente pelos três
patologistas da Gerência de Patologia da Fundação de Medicina Tropical do
Amazonas em microscópio com ótica compartilhada. Apenas um diagnóstico foi
emitido por paciente, aquele que acusava a maior lesão no espectro evolutivo
de ASIL a câncer.
3.5 Plano de Coleta de Dados
Dos procedimentos descritos no item 3.4 foram coletados os seguintes
dados, que foram considerados variáveis para análise estatística:
3.5.1 Resultados da Imunocitoquímica para a p16INK4a
Modalidades estudadas: negativa (−) ou positiva (+).
3.5.2 Resultado do Exame Histopatológico
Modalidades estudadas: NEG, LSIL, HSIL, CEPis, CEPin, ADCis, ADCin.
3.5.3 Resultado da Imunoistoquímica para a p16INK4a
Modalidades estudadas: negativa (NEG); esporádica (ESP); focal (FOC);
difusa (DIF).
3.5.4 Resultado da PCR-HPV
Modalidades estudadas: Negativa para a presença de HPV (HPV−);
HPV de baixo risco (HPVa); HPV de alto risco (HPVb); tipo específico de HPV
detectado (HPV-n: sendo “n” o número do sorotipo detectado).
3.6 Análise dos Resultados
A análise estatística dos dados compilados foi feita pelos pacotes
estatísticos R,154 BioEstat 5.0,155 e EpiInfo.149
60
3.6.1 Estudo da Variabilidade Interobservadores
A análise estatística das variáveis categóricas representadas pelos
diagnósticos histopatológicos das leituras individuais e da leitura de consenso
foi realizada pelo estudo da frequência com a qual os diagnósticos emitidos por
cada patologista concordaram com a leitura de consenso, levando-se em
consideração os resultados dos intervalos de confiança de 95% e dos testes do
chi-quadrado ou G para tabelas de contingência. A concordância entre os
diagnósticos individuais dos patologistas e os de consenso também foi
estudada pelo cálculo do coeficiente kappa.156
O grau de concordância interobservadores foi avaliado segundo os
critérios propostos por Landis & Koch (1977):156 <0,00 = ruim; 0,00 a 0,20 =
fraca; 0,21 a 0,40 = regular; 0,41 a 0,60 = moderada; 0,61 a 0,80 = forte; 0,81 a
1,00 = quase perfeita. P-valores abaixo de 0,05 foram considerados
significantes.
3.6.2 Estudo de Prevalência
Para o estudo da prevalência de ASIL entre os pacientes atendidos, os
mesmos foram analisados como um todo, separados segundo a presença ou
não de infecção por HIV, e distribuídos em estratos populacionais conforme a
presença ou ausência de fatores de risco para o câncer anal [HSH/HIV =
homens que fazem sexo com homens HIV; M/HIV = mulheres HIV; GR
= indivíduos de ambos os gêneros sem condições de risco para o câncer anal;
H/HIV = homens heterossexuais HIV; OFR = indivíduos de ambos os
gêneros HIV, sem hábitos sexuais anorreceptivos (AR), mas com relato de
pelo menos uma dentre as seguintes condições de risco para o câncer anal:
tabagismo, uso de drogas alucinógenas injetáveis, DST, transplantes de órgãos
sólidos, história de câncer anogenital ou de suas lesões precursoras;
HSH/HIV; e M/HIVAR = mulheres HIV com hábitos sexuais
anorreceptivos].
61
Resumos descritivos das características epidemiológicas dos pacientes
atendidos foram feitos. As características epidemiológicas dos pacientes foram
confrontadas com os resultados histopatológicos das biópsias anais por meio
do emprego de estatística frequentista (teste do Chi-quadrado, teste exato de
Fisher e teste G) e Bayesiana – pacote R LearnBayes157 – de análise de
tabelas de contingência, por meio do teste de Monte Carlo 158, pela análise de
Resíduos Padrões e pelo método de Análise por Correspondência.
A razão de chances para associação com ASIL foi calculada para cada
combinação de dois dos sete grupos de pacientes estudados.
Significância estatística foi considerada quando o p-valor dos testes
estatísticos convencionais ficou abaixo de 5%, quando as probabilidades
Bayesianas posteriores favoreceram alguma das hipóteses testadas e quando
o valor absoluto dos resíduos padrões foi superior a 1,96.
3.6.3 Estudo Imunocitoquímico da Proteína p16INK4a
As frequências dos resultados imunocitoquímicos da proteína p16 em
esfregaços convencionais e nos produzidos pela técnica de CML foram
comparados com a dos resultados histopatológicos, após a distribuição dos
dados em tabelas de contingência, que foram analisadas pelo teste G com a
correção de Williams e pelos intervalos de confiança de 95%. Associação
semelhante foi feita entre os resultados imunocitoquímicos e os da
genotipagem de HPV pela PCR.
Com a redistribuição dos dados em tabelas 2 X 2, foram calculadas as
medidas de validade diagnóstica (sensibilidade, especificidade, valor preditivo
positivo e valor preditivo negativo) (Anexo I) da imunocitoquímica para a p16
62
em relação a dois padrões-ouro: os resultados histopatológicos e os da
genotipagem de HPV pela PCR.
Para se obter as medidas de validade diagnóstica da imunocitoquímica
da p16 em relação aos resultados da PCR, a presença de HPV de alto risco foi
utilizada como ponto de corte de comparação entre os resultados da
genotipagem e os do exame imunocitoquímico. Estimou-se, assim, o poder de
predição de infecção anal causada por HPV de alto risco em pacientes com
imunocitoquímica positiva para a p16.
Significância estatística foi considerada para valores de p inferiores a
5%.
3.6.4 Estudo imunoistoquímico da proteína p16INK4a
As frequências obtidas dos resultados imunoistoquímicos da p16 foram
comparadas com as dos resultados do exame histopatológico, após a
disposição dos dados em tabelas de contingência que foram analisadas pelos
testes do chi-quadrado (com a correção de Yates) ou G (com a correção de
Williams) e pelos intervalos de confiança de 95%.
Com a redistribuição dos dados em tabelas 2 X 2, obtiveram-se os
índices de validação diagnóstica (sensibilidade, especificidade, valores
preditivos positivo e negativo) (Anexo I) da imunoistoquímica para a proteína
p16 em relação ao exame histopatológico (padrão-ouro).
Significância estatística foi considerada quando p ≤ 0,05.
63
4
RESULTADOS E DISCUSSÃO
Os resultados e a discussão são apresentados, a seguir, na forma de
artigos originais relacionados ao tema da tese e que exploram cada um dos
objetivos específicos que foram delineados. Os artigos referem-se a projetos
desenvolvidos durante o Curso de Pós-Graduação em Medicina Tropical da
Universidade do Estado do Amazonas – UEA, em convênio com a Fundação
de Medicina Tropical do Amazonas, para a obtenção do título de Doutor em
Doenças Tropicais e Infecciosas.
O primeiro estudo, intitulado “Interobserver variability in the diagnosis of
anal cancer precursor lesions: a study of the commoner scenario” será
publicado na Revista do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, e está relacionado ao
primeiro objetivo específico desta tese.
O segundo estudo, “Anal cancer precursor lesions in HIV-positive and
HIV-negative patients seen at a tertiary health institution in Brazil”, será
publicado na Acta Cirúrgica Brasileira, e refere-se ao que foi projetado ser
estudado no segundo objetivo específico desta tese.
O terceiro estudo, “Performance of p16INK4a immunocytochemistry as a
marker of anal squamous intraepithelial lesions“, foi submetido para publicação
no The Journal of Histochemistry & Cytochemistry e encontra-se sob avaliação.
Aborda os assuntos descritos nos 3º e 5º objetivos específicos desta tese.
O quarto estudo, “p16INK4a immunohistochemistry as a marker of anal
cancer precursor lesions in HIV positive patients“, foi submetido para
publicação na Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical e
encontra-se sob avaliação. Cumpre com o que foi traçado para ser avaliado em
relação ao 4º objetivo específico desta tese.
64
4.1
Interobserver variability in the diagnosis of anal cancer precursor lesions: a
study of the commoner scenario●
Variabilidade interobservadores no diagnóstico de lesões precursoras do
câncer anal: estudo do cenário habitual●
Ivan T. COSTA E SILVA*, José R. ARAÚJO¶, Rosilene V. ANDRADE¶, Celso
Rômulo B. CABRAL, Felicidad S. GIMENEZ, Adriana G. D. P. GUIMARÃES*,
Priscila R. SANTOS ¥¥, Laila Cristina A. ROJAS¥, Luiz Carlos L. FERREIRA§
●
This study was undertaken at the Tropical Medicine Foundation of Amazonas
* MD, Fellow of the Brazilian College of Surgeons, MSc, Post-Graduation
Program of Tropical Medicine Foundation of Amazonas / University of the State
of Amazonas, Manaus –Brazil; Department of Surgery, School of Medicine,
Federal University of Amazonas
¶
MD, MSc, Department of Pathology, Tropical Medicine Foundation of
Amazonas, Manaus - Brazil

PhD, Department of Statistics, Exact Sciences Institute, Federal University of
Amazonas, Manaus - Brazil

MD, MSc, Department of Surgery, School of Medicine, Federal University of
Amazonas, Manaus – Brazil
¥
JD, Department
of Surgery, School of Medicine, Federal University of
Amazonas, Manaus – Brazil
§
MD, PhD, Departments of Research and Pathology, Tropical Medicine
Foundation of Amazonas, Manaus - Brazil
65
Correspondence to: Ivan Tramujas da Costa e Silva, MD, MSc. Federal
University of Amazonas, Department of Surgery, R. Afonso Pena, 1053,
Manaus – AM, Brazil, Zip Code: 69020-160. email: [email protected].
Disclaimers: all authors have no conflicts of interest.
Funding: Sponsored by the National Program of DST and AIDS, Ministry of Health of Brazil – UNESCO
(grant 914BRA1101)
66
Resumo
Objetivo: Analisar a variabilidade interobservadores no diagnóstico de lesões
precursoras do câncer anal no cenário mais comum de um serviço constituído por
patologistas sem experiência prévia no diagnóstico destas lesões. MÉTODOS:
Quinhentas e duas lâminas histopatológicas com espécimes anais retirados de 372
pacientes HIV-positivos e HIV-negativos foram analisadas no Departamento de
Patologia da Fundação de Medicina Tropical do Amazonas por três patologistas
com ampla experiência no diagnóstico de doenças tropicais e infecciosas, mas
sem experiência prévia importante no diagnóstico de lesões precursoras do câncer
anal. As leituras individuais de cada patologista foram comparadas com a que se
seguiu a diagnóstico de consenso em microscópio de ótica compartilhada. Os
diagnósticos individuais foram confrontados com os de consenso mediante análise
da estatística kappa. RESULTADOS: A concordância absoluta entre cada
diagnóstico individual e o de consenso correspondente foi ruim (kappa = - 0,002).
Considerando os resultados apenas positivos ou negativos para lesões
intraepiteliais escamosas anais, obteve-se concordância regular entre os
observadores (kappa = 0,35), enquanto que a concordância foi moderada quando
os resultados histopatológicos foram considerados positivos ou negativos para
lesão intraepitelial de alto grau ou câncer (kappa = 0,52). CONCLUSÃO: A
variabilidade interobservadores no diagnóstico histopatológico do câncer anal e de
suas lesões precursoras entre patologistas sem grande experiência na área,
apesar de experts em outras, é tal que os diagnósticos neste campo e neste
cenário comum deve sempre ser de consenso.
Descritores: Canal Anal; Neoplasias do Ânus; Variações Dependentes do
Observador; Patologia.
67
Abstract
OBJECTIVE:
To
analyze
interobserver
diagnostic
variability
among
pathologists non-specialized in the diagnosis of anal cancer precursor lesions, a
common scenario found in the majority of pathology services. METHODS: Five
hundred and two histopathological slides prepared from anal specimens
retrieved from 372 HIV positive and HIV negative patients were evaluated at the
Department of Pathology of the Tropical Medicine Foundation of Amazonas by
three pathologists, experts in the diagnosis of tropical and infectious diseases,
but with no special previous experience in anal cancer precursor lesions
diagnosis. Individual readings of the slides by each pathologist were compared
to a consensus diagnosis which followed conjoined evaluations of the slides in a
multi-headed microscope.
Individual versus consensual diagnoses were
analyzed by kappa statistics. RESULTS: Absolute agreement between each
individual diagnosis and corresponding consensual diagnosis was poor (kappa
= - 0.002).
When considering results either positive or negative for anal
squamous intraepithelial lesions there was fair interobserver agreement (kappa
= 0.35), whereas moderate interobserver agreement was noted when
considering histopathological results either positive or negative for high grade
squamous intraepithelial lesions or cancer (kappa = 0.52). CONCLUSION:
Interobserver variability in the histopathological diagnosis of anal cancer and its
precursor lesions among pathologists with no distinctive experience in the field,
albeit experts in other areas, is such that diagnoses in this area, in this common
scenario, should always be consensual.
Keywords: Anal Canal; Anus Neoplasms; Observer Variation; Pathology.
68
Introduction
Anal cancer is still considered a rare disease in the general population,
although it is experiencing an increase in incidence in recent years in certain
population groups known to be at risk for its development.1-4 In the general
population, the incidence of the malignancy varies from 0.8 to 2 cases per
100,000 inhabitants, but in at risk population groups the rate has been reported
in alarming 70 to 120 times greater proportions.5-7
With its recognized association to continuous human papillomavirus
infection in subjects with some degree of immunosuppression,8 anal malignancy
is thought to behave similarly to the much more extensively studied cervical
cancer.9,10
As for cervical cancer, anal carcinoma is preceded by precursor lesions,
namely anal intraepithelial neoplasias (AIN), which are classified into three
categories, representative of their recognized increasing potential for cancer
transformation, i.e. AIN-I, AIN-II and AIN-III.11 Due to a considerable degree of
inter and intraobserver disagreement in the analysis of cervical intraepithelial
neoplasias (CIN),12 the current trend is to condense the original three tiered
classification (CIN-I, CIN-II, CIN-III) into the two tiered proposed by the 2001
Bethesda consensus.13 Thus, accordingly, AIN-I has been called low grade
squamous intraepithelial lesion (LSIL) and AIN-II and III are joined into a single
category called high grade squamous intraepithelial lesion (HSIL).3,14-17
Despite this regulatory effort some diagnostic difficulties still persist in
differentiating between LSIL and HSIL and, especially in the anal canal, some
additional misinterpretations are prone to occur when differentiating reactive
69
inflammatory changes of the anal transitional zone18 from those that should be
regarded as anal squamous intraepithelial lesion (ASIL), either low grade or
high grade.3
Studies that depict this matter normally include pathologists with some
recognized expertise in the diagnosis of anal cancer and its precursor lesions
and do not reflect what is probably much more seen in common practice of
services of general pathology. Due to the low incidence and prevalence of anal
cancer and its precursor lesions in the general population, the disease is very
rarely observed in the daily practice of these services.15,17,19
Tropical Medicine Foundation of Amazonas (FMT-AM) is an institution of
the state of Amazonas which is specialized in diagnosing and treating tropical
and infectious diseases. It concentrates the treatment of most of the state’s
AIDS cases and follows up a significant number of HIV positive subjects. Until
2006, FMT-AM did not routinely screen at risk individuals that were attended at
the institution for anal cancer and its precursor lesions. With the beginning of
the activities of the institution’s Coloproctology Outpatient Clinic, in January
2007, a sudden new demand was created at its pathology service: the need for
processing and interpreting anal biopsies performed in patients at risk to
develop anal cancer. Pathologists with extensive experience in the diagnosis of
tropical diseases were then faced with a new challenge: to accurately identify
lesions that were, until then, only rarely seen at the institution.
As the management of a lesion associated to anal cancer depends
directly on its precise histopathological diagnosis, it is of utmost importance that
decision taking relies on solid evidences of the presence or absence of ASIL or
cancer.17
70
This study was undertaken to analyze interobserver variability in early
diagnosis of anal cancer in a pathology unit specialized in the diagnosis of
infectious diseases, but with no previous special experience in the diagnosis of
anal cancer and its precursor lesions. It was meant to reproduce what is
probably more usual in the majority of pathology services around the world.
Materials and Methods
This is an observational analysis of the histopathological findings of anal
biopsies performed in HIV positive and HIV negative patients with or without
other anal cancer risk conditions or behaviors. The study was approved by the
Ethics in Research Committee of FMT-AM (CEP/FMT-AM 1768/2006) and is
part of a project intended to evaluate the various diagnostic tests commonly
employed for the detection of anal cancer and its precursor lesions in patients
treated at the Coloproctology Outpatient Clinic of the institution between
January 2007 and December 2008.
After written consent was given to participate in the study, all anal
biopsies analyzed herein were performed by coloproctologists at the anal
transitional zone (ATZ) under high resolution anoscopy guidance, according to
an already described protocol.20
The specimens were fixed in 10% formalin buffered solution and sent to
the laboratories of the Department of Pathology of FMT-AM for processing and
analysis. Four micra sections of the paraffin embedded specimens were
prepared and submitted to usual H&E staining. Each final slide was identified
only by a random number which did not referred to the origin of the specimen.
71
The possible projected diagnoses were: UNS (unsatisfactory for analysis), ASE
(absence of squamous epithelium), NEG (negative for ASIL or cancer), BCAI
(benign cellular alterations/inflammatory), ACU (condyloma acuminatum), LSIL,
HSIL, SCCis (squamous cell carcinoma in situ), SCCin (invasive squamous cell
carcinoma),
ADCis
(adenocarcinoma
in
situ),
ADCin
(invasive
adenocarcinoma). The diagnostic criteria utilized for the definition of ACU, LSIL,
HSIL and SCC were already described.21
The slides were initially diagnosed individually by three senior
pathologists (one with a PhD in anatomic pathology and two with Masters
Degree) with 35, 28 and 13 years of experience in general pathology. The
pathologists were blinded to the origin of the slides. During a nine month period
after the end of anal biopsies collection there were several meetings of
consensual readings of all the previously diagnosed slides. The slides were
then reexamined by the three pathologists in a multi-headed microscope.
All histopathological results were compiled by one of the researchers
(ITCS) who did not participate of the reading sessions.
Statistical
analysis
of
categorical
variables
representing
the
histopathological findings of the first individual readings and the consensus
reading was made by studying the frequency with which the diagnoses given by
each pathologist agreed with the consensus reading, taking into account the
95% confidence intervals and the calculation of chi-square or G tests for
contingency tables. It was then also carried out by means of the calculation of
the kappa coefficient between the individual pathologists’ diagnoses and the
consensus reading results. BioEstat 5.0 software was used for the calculation of
frequencies, the confidence intervals, and of the kappa coefficient.22 The degree
72
of interobserver agreement was assessed using the criteria proposed by Landis
and Koch: <0.00 = poor, 0.00 to 0.20 = slight, 0.21 to 0.40 = fair, 0.41 to 0.60 =
moderate, 0.61 to 0.80 = substantial, 0.81 to 1.00 = almost perfect.23 P values
below 0.05 were considered significant.
Results
From a total of 372 patients actually studied, 1643 histopathological
interpretations of anal biopsies were made. Of these, 502 histopathological
slides submitted to the consensus reading were randomly allocated for analysis.
Table 1 shows all the individual histopathological diagnoses in relation to
the consensus reading. Cells in gray denote complete agreement between the
initial individual diagnoses and those of the consensus reading. Nine out of the
11 projected possible histopathological diagnoses were actually observed.
The distribution of frequencies of concordant individual diagnoses (sum
of shaded cells of Table 1) or discordant individual interpretations (sum of nonshaded cells of Table 1) in relation to the consensus reading is depicted in
Table 2. It can be noticed that absolute agreement between each individual and
corresponding consensual diagnoses was observed in only 34.5% of the
histopathological readings. It is also evident that although the sample sizes
corresponding to each pathologist were quite different, there was no statistical
difference among them when analyzing the proportions of concordant positive
and negative results, although the conclusions regarding pathologist 1 may be
interpreted with caution due to his small number of slide readings, which was
associated to ample 95% confidence intervals. According to the Kappa analysis,
73
agreement between initial individual different diagnoses and corresponding
consensus readings was poor.
For Tables 3, 4 and 5 NEG results encompassed UNS, ASE and BCAI.
Diagnostic categories UNS and ASE were considered NEG, for in doing so they
comprehended 80% of the observed diagnostic combinations. For Table 4 LSIL
results included ACU.
Table 3 depicts the agreement between the initial histopathological
readings and the consensus readings, considering the results either positive or
negative for ASIL or cancer. In this approach, the initial readings of the three
pathologists demonstrated a greater agreement with consensus results. Except
for pathologist 1, who despite substantial agreement with the consensus, read
very few individual slides, the best performance was observed for pathologist 3,
who tended to agree more with the consensus reading, although the kappa
obtained indicated only fair agreement. The higher rate of diagnostic
concordance with positive results for ASIL or cancer of pathologist 2 (compared
to pathologist 3) was hindered by a perceived trend to assign inferior diagnoses
than those obtained by the consensus reading.
Table 4 shows the histopathological findings into three categories: LSIL
(including ACU), HSIL or higher (including cancer) and NEG (negative for
intraepithelial lesion or cancer). The analysis of interobserver agreement in this
situation should be made using the linear weighted kappa index, which assigns
different weights to each evaluation in order to measure the degree of
disagreement between two readings.24 The index considers that the evaluative
difference between two observers that interpret a particular slide NEG (observer
1) and HSIL (observer 2) is substantially greater than the difference if observer
74
1 considered the slide LSIL and observer 2 HSIL. The linear weighted kappa of
the two pathologists who had the greater productions of individual readings was
only fair due to the greater trend presented by pathologist 2 to consider NEG
results that were found to be LSIL in the consensus readings. The results were
also affected by pathologist 3’s misinterpretations of LSIL in relation to
consensus readings.
Table 5 analyzes the results of individual readings of each pathologist
compared to the results of consensus readings, considering the presence or
absence of signs of severe dysplasia or cancer ( HSIL). In this type of
analysis, the replication of the condensed diagnoses of the three pathologists
was moderate, despite the great difference between pathologist 1 and the other
two. Pathologists 2 and 3 presented greater agreement with consensus
readings in this approach. No statistical difference was observed between
individual readings and consensus readings for results equal or higher than
severe dysplasia, according to the analysis of the 95% confidence intervals.
Discussion
This study was developed in a setting where pathologists did not have
previous particular experience with the diagnosis of anal cancer and anal
squamous intraepithelial lesions, despite being experts in other pathological
fields. It certainly reproduces what is commonly found in the majority of centers
that do not deal routinely with anal cancer screening in at risk populations.
Apart from the absence of an expert in anal cancer precursor lesions,
this study also mimics what is probably found in so many services where
75
pathologists have different work loads, according to their areas of expertise or
administrative demands. This investigation was then meant to analyze without
undue intervention the diagnostic production of pathologists during their routine
work. No especial diagnostic challenge was exercised on the observers before
the consensual reading sessions.
Anal cancer is now considered a disease amenable to cure and, more
importantly, a preventable malignancy. But, in order to obtain control of the
malady, it must be accurately diagnosed at an early stage, if possible prior to
malignant transformation.2,25,26
The diagnostic gold standard for anal cancer and its precursor lesions is
the conventional histopathological examination,27 as it is for the much more
widely studied cervical cancer. For cervical cancer, the interobserver variability
among experienced pathologists ranges from moderate to almost perfect. 12,13,24
For anal cancer, on the other hand, there are several reports in the literature
pointing out the diagnostic imperfections of histopathological analysis of anal
specimens, even among pathologists with recognized expertise in the
field.15,17,19,28
Carter et al. conducted a study of diagnostic agreement in 100 archived
slides of histological sections derived from biopsies of the anal canal. The slides
were examined by five pathologists, three with experience in the interpretation
of anal dysplasia and two with extensive experience in the diagnosis of cervical
cancer precursor lesions according to Richart’s initial criteria (CIN-I, CIN-II and
CIN-III). Diagnostic categorization was based on Fenger & Nielsen’s similar
classification of AIN11. The authors observed that the participant pathologists
tended to agree on the diagnosis of normal anal epithelium and in cases of
76
invasive cancer but that, for intermediate lesions, only moderate agreement was
achieved. They felt the need to re-study the subject utilizing a two tiered
classification of AIN.28
Colquhoun et al. reported a study of 190 histopathological slides that
presented all the spectrum of anal dysplasia, from normal to invasive anal
carcinoma, according to Fenger & Nielsen’s classification. Slides were revised
by three pathologists with experience in anal pathology. Only moderate
agreement was reached among the pathologists according to the kappa criteria
employed in the study. Nevertheless, when the interpretations of the 3
pathologists were compared to a previous consensus diagnosis of nine other
pathologists, kappa’s agreement index ranged from 0.38 to 0.60. The authors
concluded that in order to obtain greater interobserver agreement indexes it
would be probably better to abide to a two tiered categorization of AIN (high
grade and low grade dysplasia). They also suggested that the employment of
biomolelular markers might facilitate the identification of dysplastic lesions.15
Lytwyn et al. published an analysis of diagnostic agreement among 4
pathologists experienced in the interpretation of cervical and anal cytopathology
and histopathology. The pathologists evaluated 155 histological slides of anal
specimens withdrawn from 93 HIV positive patients with anoreceptive sexual
habits. Anal dysplasia and cancer was analyzed according to two grades (either
LSIL or  HSIL). Kappa’s index of agreement among the diagnoses of the 4
pathologists was 0.59 (moderate agreement according to the authors’ criteria of
kappa interpretation). When analyzing the average agreement between each of
the two pairs of pathologists, kappa’s index was 0.66 (substantial), while
kappa’s agreement index with the consensus reading was 0.75 (substantial).
77
The authors end up recognizing that even among experienced pathologists
interobserver agreement was at least moderate and that it would be desirable
that new gold standards for the diagnosis of anal cancer and its precursor
lesions be investigated.17
Kreuter et al. have recently studied the sensitivity and specificity of
several promising surrogate biomarkers for the diagnosis of AIN and found that
either Ki67, p16, or minichromosome maintenance proteins 3, 4, 6 and 7
presented 100% sensitivity and 100% specificity in the diagnosis of HSIL by two
highly experienced histopathologists. The authors concluded that the markers
are effective additional tools in routine anal pathology to improve the diagnosis
of AIN, especially in borderline cases.26
In the study herein reported, the agreement between the initial diagnosis
of each pathologist and the consensus diagnosis, considering all the observed
different diagnoses, resulted in a negative kappa index, as a reflex of greater
disagreement in the interpretation of all the exact observed diagnoses. This
should be expected considering the type of analysis that was performed over 9
different diagnostic categories. If the exact interpretation of a specific grade of
AIN is prone to considerable disagreement among expert pathologists, 28 it
should not be surprising that the disagreement over so many more diagnostic
categories be greater, mainly because it was observed among pathologists with
no previous especial experience in the diagnosis of anal cancer precursor
lesions.
As for the analysis of the presence or absence of ASIL or cancer, the
agreement between the initial diagnoses of the two most productive
pathologists and the consensus results was only fair, due to a greater tendency
78
to underestimate lesions in the initial reading, meaning that, if it was not for the
consensus reading, a considerable number of more significant lesions would
not be detected.
In order to avoid the potentiality for disagreement attributed to the three
tiered classification of AIN,15,28 this study interpreted anal precancerous lesions
into two categories (LSIL and HSIL). Nevertheless, considerable disagreement
with the consensus diagnosis was observed relative to LSIL (71.22% and
72.00% of the interpretations of pathologists 2 and 3 were, respectively, inferior
to consensual LSIL) and HSIL (44.68% and 71.43% of the readings of
pathologists 2 and 3 were, respectively, inferior to consensual HSIL) results.
Plausible explanations for this diagnostic disagreement could be the
confounding biases that might have occurred due to the greater frequency of
condyloma acuminatum in the anal canal of patients at risk for anal cancer and
to the presence of crushing artifacts in ATZ biopsies, emphasizing that the
quality of the diagnosis of anal cancer precursor lesions depends on proper
collection of the specimen.
The management of a diagnosed high grade anal lesion is still
controversial. Some defend the immediate treatment of any detected HSIL 29
while others prefer to rigorously follow up patients with HSIL until early signs of
malignant transformation are detected and only then adequately treat the
patients.30 However, for both lines of management, it is important to precisely
recognize histopathological lesions equal to or more severe than HSIL. In this
approach, the two pathologists who had a higher production of initial diagnostic
interpretations tended to agree more with the consensus reading, although the
kappa coefficient obtained was only moderate. Better agreement was not
79
reached because, again, 44.68% (21/47) of the readings of pathologist 2 and
71.43 % (5/7) of the interpretations of pathologist 3 underclassified the lesions,
a finding that could have a decisive influence on the clinical management of the
lesions if the consensus reading was not undertaken.
The authors conclude that for the pathologists who participated in this
study, the average interobserver agreement was only fair, notwithstanding the
replication for lesions equal to or more severe than HSIL was moderate. A
distinct impression was formed that any similar investigation on the diagnosis of
anal cancer and its precursor lesions (in centers where pathologists with
extensive experience in the field are missing: a common scenario in the majority
of services of pathology due to the low incidence of anal cancer in the general
population) should be based on consensus diagnoses, preferably with three or
more observers in order to facilitate the resolution of eventual interpretative
disagreements between two pathologists. The employment of surrogate
markers of anal high grade dysplasia could be helpful to increase the diagnostic
replication of lesions with greater potential for malignant transformation and
lessen the learning curve of pathologists not especially versed in the diagnosis
of anal intraepithelial lesions.
Acknowledgements:
The authors are thankful for the expert technical support of Pathology
Technicians Sandra Caranhas, Sandra Oliveira, Carlos Marques, Andreza
Fernandes and Maria Silva, and of Administrative Technician Agustinho
Monteiro.
80
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83
Table 1. Individual diagnoses of pathologists versus consensus diagnoses
Individual
Consensus
P1
UNS
ASE
NEG
BCAI
ACU
LSIL
HSIL
SCCis
ADCin
Total P1
UNS ASE NEG BCAI ACU LSIL HSIL SCCis ADCin TOTAL
0
1
1
2
2
0
0
1
1
2
1
3
0
0
0
0
2
0
2
1
2
0
0
7
P2
UNS ASE Neg BCAI Cond LSIL HSIL CEPis ADCin TOTAL
UNS
ASE
NEG
BCAI
ACU
LSIL
HSIL
SCCis
ADCin
Total P2
P3
UNS
ASE
NEG
BCAI
ACU
LSIL
HSIL
SCCis
ADCin
Total P3
Global Total
3
1
3
2
2
11
37
6
3
30
21
25
3
1
7
2
56
83
1
5
2
8
3
5
89
34
15
45
14
3
7
6
1
4
25
205
1
47
0
1
1
12
52
157
71
21
54
40
0
2
409
UNS ASE Neg BCAI Cond LSIL HSIL CEPis ADCin TOTAL
2
1
3
1
2
45
1
25
7
2
0
2
13
29
21
3
10
7
0
1
86
10
3
60
128
11
231
56
2
1
502
1
2
9
17
15
1
3
1
3
9
5
1
4
3
1
1
1
2
2
2
Individual = Individual diagnoses of each pathologist (P1, P2, P3); UNS = unsatisfactory for
analysis; ASE = absence of squamous epithelium; NEG = negative for intraepithelial squamous
lesion or cancer; BCAI = benign cellular alterations/inflammatory; ACU = condyloma
acuminatum; LSIL = low grade squamous intraepithelial lesion; HSIL = high grade squamous
intraepithelial lesion; SCCis = squamous cell carcinoma in situ; ADCin = invasive
adenocarcinoma.
84
Table 2. Instances of gross agreement between the individual
diagnoses of each pathologist and the consensus diagnoses
Consensus
Pathologist Yes
P1
P2
P3
Total
%
CI95%
4 57.14 18.41-90.10
No
%
CI95%
3 42.86 9.90-81.59
143 34.96 30.34-39.80 266 65.04 60.20-69.66
26 30.23 20.79-41.08
Total
7
409
60 69.77 58.92-79.21
86
173 34.46 30.31-38.80 329 65.54 61.20-69.69
502
CI95% = 95% confidence interval; Test G (Williams) = 2.14; p = 0.34; kappa = -0.002
(CI95% = -0.10 to 0.10)
85
Table 3. Instances of agreement between the individual diagnoses of each pathologist and
the consensus diagnoses considering histopathological results positive or negative for ASIL
or cancer
Pathologist
P1
Consensus
POS
%
CI95%
NEG
%
CI95%
TOTAL
Kappa
POS
4
100.00
47.29 - 100.00
0
0.00
0.00 - 52.71
4
NEG
1
33.33
0.84 - 90.57
2
66.67
9.43 - 99.16
3
Total P1 =
7

P2










POS
113
96.58
91.48 - 99.06
4
3.42
0.94 - 8.52
117
NEG
148
50.68
44.80 - 56.56
144
49.32
43.44 - 55.20
292





Total P2 =
409



P3





76.19
52.83 - 91.78
5
23.81
8.22 - 47.17
21
NEG
19
29.23
18.60 - 41.83
46
70.77
58.17 - 81.40
65
Total P3 =
86









POS
133
93.66
88.31 - 97.06
9
6.34
168
46.67
41.42 - 51.97
192



NEG




0.34 <0.01

16

0.70 0.03

POS
Pathologists
p-valor
0.38 <0.01

2.94 - 11.69
142
53.33
48.03 - 58.58
360

Global Total =
502
0.35 <0.01
ASIL = anal squamous intraepithelial lesion; Consensus = consensus diagnoses; P1, P2 e P3 = Pathologists 1, 2
and 3; POS = positive diagnosis for ASIL or cancer; NEG = negative diagnosis for ASIL or cancer; CI95% = 95%
confidence interval. Kappa = unweighted kappa index.
86
Table 4. Comparison between individual diagnoses of each pathologist and the consensus
diagnoses considering a two tiered classification of anal dysplasia/cancer
Ind.
Consensus
HSIL
P1
HSIL
1
LSIL
0
NEG
1

P2
HSIL

P3
CI95%
LSIL
33.33 0.84 - 90.57
%
CI95%
2
66.67
0.00 - 95.00
1
100
33.33 0.84 - 90.57

0
0
NEG
%
Total
K
p
9.43 - 99.16


0.00 - 63.16
3


50.00 - 100.00


0.00 - 95.00
1


2 66.67
9.43 - 99.16
3


7
0.53
0.3


0.00 - 63.16















27
64.29
48.03 - 78.45
14
33.33
19.57 - 49.55
1
2.38
0.06 - 12.57
42


5
6.67
2.20 - 14.88
67
89.33
80.06 - 95.28
3
4
0.83 - 11.25
75


16
144
49.32
43.44 - 55.20
292


Total P2 =
409
0.39 <0.01



5.48
3.16 - 8.75
132
45.21
39.40 - 51.11
















HSIL
4
LSIL
3
NEG
2
50
3
37.5
8.52 - 75.51
6
46.15
17
26.15
15.70 - 84.30
23.08 5.04 - 53.81
3.08
0.37 - 10.68
Total P1 =



0.32 - 52.65
8


30.77
9.09 - 61.43
13


70.77
58.17 - 81.40
65


Total P3 =
86
0.39 <0.01
1
12.5
19.22 - 74.87
4
16.03 - 38.54
46









Pathol.








HSIL
CI95%

LSIL
NEG
%




32
60.38
46.00 - 73.55
19
35.85
23.14 - 50.20
2
3.77
0.46 - 12.98
53


LSIL
8
8.99
3.96 - 16.95
74
83.15
73.73 - 90.25
7
7.87
3.22 - 15.54
89


NEG
19
5.28
3.21 - 8.12
149
41.39
36.25 - 46.67
192
53.33
48.03 - 58.58
360







Total =
502
0.4 <0.01




Ind. = individual results of pathologists 1 (P1), 2 (P2) and 3 (P3); Consensus = consensus readings results; Pathol. = consolidated results of P1, P2 and P3;
LSIL = low grade squamous intraepithelial lesion or condyloma acuminatum; HSIL = high grade squamous intraepithelial lesion or cancer; NEG = negative
for anal squamous intraepithelial lesions or cancer, including absence of squamous epithelium and unsatisfactory results; CI95% = 95% confidence
interval; K = linear weighted kappa index; p = p-value of the linear weighted kappa index.
87
Table 5. Association between individual diagnoses of each pathologist and the consensus
diagnoses considering the results either with or without the presence of severe
dysplasia/cancer
Individual
P1
Consensus
<HSIL
<HSIL
HSIL

%
CI95%
3
75.00
19.41 - 99.37
2
66.67
9.43 - 99.16
%
CI95%
TOTAL
1
25.00
0.63 - 80.59
4
1
33.33
0.84 - 90.57
3
Total P1 =
7




<HSIL
346
94.28 91.39 - 96.42
21
5.72
3.58 - 8.61
367
HSIL
15
35.71
27
64.29
48.03 - 78.45
42
Total P2 =
409
P2

P3






HSIL
21.55 - 51.97












93.59
85.67 - 97.89
5
6.41
2.11 - 14.13
78
HSIL
4
50.00
15.70 - 84.30
4
50.00
15.70 - 84.30
8
Pathologists




<HSIL
422
93.99
91.37 - 96.00
27
6.01
4.00 - 8.63
449
HSIL
21
39.62
26.45 - 54.00
32
60.38
46.00 - 73.55
53
Total =
502










Total P3 =

0.09
0.40
0.55
<0.01
0.41
<0.01
0.52
<0.01

73


p

<HSIL

Kappa
86

Individual = individual diagnoses of each pathologist (P1, P2, P3); <HSIL = lesion with a lesser grade than high grade
squamous intraepithelial lesion; HSIL = lesion equal to or more severe than HSIL; Pathologists = consolidated results
for all pathologists; CI95% = 95% confidence interval; Kappa = unweighted kappa index; p = p-value of the unweighted
kappa index.
88
4.2
Investigative Surgery
Anal cancer precursor lesions in HIV-positive and HIV-negative patients
seen at a tertiary health institution in Brazil¹
Lesões precursoras do câncer anal em pacientes HIV-positivos e HIV-negativos
atendidos numa instituição de saúde terciária no Brasil
Ivan Tramujas da Costa e SilvaI, José de Ribamar AraújoII, Rosilene Viana
de AndradeII, Celso Rômulo Barbosa CabralIII, Felicidad Santos GimenezIV,
Adriana Gonçalves Daumas Pinheiro GuimarãesI, Ticiane Costa MartinsV,
Lucília Rocha LopesV, Luiz Carlos de Lima FerreiraVI
I
MD, Fellow PhD degree of the Post-Graduation Program of Tropical Medicine
Foundation of Amazonas / University of the State of Amazonas. Assistant
Professor of Surgery, Federal University of Amazonas, Manaus, Brazil
II
MD, Master. Service of Pathology, Tropical Medicine Foundation of Amazonas.
Assistant Professor of Pathology, State University of Amazonas, Manaus, Brazil
III
PhD. Associate Professor. Department of Statistics, Exact Sciences Institute,
Federal University of Amazonas, Manaus, Brazil
IV
MD, Master. Volunteer Faculty, Department of Surgery, Federal University of
Amazonas, Manaus, Brazil
V
MD, Resident. Getúlio Vargas University Hospital, Federal University of
Amazonas, Manaus, Brazil
89
VI
MD, PhD. Department of Research and Service of Pathology, Tropical
Medicine Foundation of Amazonas. Associate Professor of Pathology, Federal
University of Amazonas, Manaus, Brazil
ABSTRACT
PURPOSE: To investigate the prevalence of anal squamous intraepithelial
lesions (ASIL) or anal cancer in patients attended at the Tropical Medicine
Foundation of Amazonas.
METHODS: 344 patients consecutively attended at the institution, in 2007/2008,
were distributed in the following strata according to presence/abscense of at
risk conditions for anal cancer: Group 1 – HIV-positive men-who-have-sex-withmen (101); Group 2 – HIV-positive females (49); Group 3 – patients without any
at risk condition for anal cancer (53); Group 4 – HIV-positive heterosexual men
(38); Group 5 – HIV-negative patients, without anoreceptive sexual habits, but
with other at risk conditions for anal cancer (45); Group 6 – HIV-negative menwho-have-sex-with-men (26); and Group 7 – HIV-negative anoreceptive
females (32). The histopathological results of biopsies guided by high-resolution
anoscopy were analyzed by frequentist and bayesian statistics in order to
calculate the point-prevalence of ASIL/cancer and observe any eventual
preponderance of one group over the other.
RESULTS: The point-prevalence of ASIL for all the patients studied was 93/344
(27%), the difference between HIV-positive and negative patients being
statistically significant (38.3% versus 13.5%; p < 0.0001). The prevalence of
ASIL for each one of the groups studied was: Group 1 = 49.5%, Group 2 =
28.6%, Group 3 = 3.8%, Group 4 = 21.1%, Group 5 = 11.1%, Group 6 = 30.8%
and Group 7 = 18.8%. Standard residual analysis demonstrated that ASIL was
significantly prevalent in patients of Group 1 and high-grade ASIL in patients of
Group 2. The odds for ASIL of Group 1 was significantly higher in comparison to
90
Groups 2, 3, 4, 5 and 7 (p < 0.03). The odds for ASIL of Groups 2, 4 and 6 were
significantly higher in comparison to Group 3 (p < 0.03).
CONCLUSIONS: In the patients studied, ASIL (low and/or high-grade) tended
to be significantly more prevalent in HIV-positive patients. Nonetheless, HIVnegative anoreceptive patients also presented great probability to have anal
cancer precursor lesions, mainly those of the male gender.
Key words: Anal Canal. Anus Neoplasms. Epidemiology. HIV.
RESUMO
OBJETIVO: Investigar a prevalência de lesões intraepiteliais escamosas anais
(ASIL) ou câncer anal em pacientes atendidos na Fundação de Medicina
Tropical do Amazonas.
MÉTODOS: 344 pacientes consecutivamente atendidos na instituição, em
2007/2008,
foram
distribuídos
nos
seguintes
estratos
conforme
a
presença/ausência de fatores de risco para o câncer anal: Grupo 1 – homensque-fazem-sexo-com-homens HIV-positivos (101); Grupo 2 – mulheres HIVpositivas (49); Grupo 3 – pacientes sem condição de risco para o câncer anal
(53); Grupo 4 – homens heterossexuais HIV-positivos (38); Grupo 5 – pacientes
HIV-negativos, sem hábitos sexuais anorreceptivos, mas com outras condições
de risco para o câncer anal (45); Grupo 6 – homens-que-fazem-sexo-comhomens HIV-negativos (26); e Grupo 7 – mulheres HIV-negativas, com hábitos
sexuais anorreceptivos (32). Os resultados histopatológicos das biópsias anais
dirigidas pela colposcopia anal foram analisados por meio de estatística
frequentista e bayesiana para a determinação da prevalência-ponto de
ASIL/câncer e verificar eventual preponderância estatística de um grupo sobre
o outro.
RESULTADOS: A prevalência-ponto de ASIL para todos os pacientes
estudados foi de 93/344 (27%), sendo significativa a diferença entre HIVpositivos e negativos (38,3% versus 13,5%; p < 0,0001). A prevalência de ASIL
91
para cada um dos grupos estudados foi: Grupo 1 = 49,5%, Grupo 2 = 28,6%,
Grupo 3 = 3,8%, Grupo 4 = 21,1%, Grupo 5 = 11,1%, Grupo 6 = 30,8% e Grupo
7 = 18,8%. A análise de resíduos demonstrou prevalência significante de ASIL
para o Grupo 1 e de ASIL de alto-grau para o Grupo 2. A razão-de-chances do
Grupo 1 para ASIL foi significantemente maior em comparação com os Grupos
2, 3, 4, 5 e 7 (p < 0,03). A razão-de-chances para ASIL dos Grupos 2, 4 e 6 foi
significantemente maior em comparação com o Grupo 3 (p < 0.03).
CONCLUSÕES: Nos pacientes estudados, ASIL (baixo e/ou alto-grau) foi
significantemente mais prevalente em pacientes HIV-positivos. Entretanto,
pacientes
HIV-negativos
anorreceptivos
também
apresentaram
grande
probabilidade de possuir as lesões, especialmente os do gênero masculino.
Descritores: Canal Anal. Neoplasias do Ânus. Epidemiologia. HIV.
¹Research performed at Tropical Medicine Foundation of Amazonas, Manaus,
Amazonas, Brazil
92
Introduction
Anal cancer, although rare in the general population, has shown an increase in
incidence in recent decades in some sections of the population considered at
greater risk of developing the disease.¹
The disease is associated with continued anal human papillomavirus (HPV)
infection. About 75% of the sexually active population will develop HPV
anogenital infection throughout life, although most of the affected individuals will
not present clinical signs of the illness.² When present, these signs (mainly anal
intraepithelial neoplasia, or AIN) are similar to those found in association with
cervical cancer, a malignancy with which anal cancer shares many
characteristics.³
Following the classification of cervical intraepithelial neoplasia, anal cancer
precursor lesions, alike, have been conventionally defined as AIN 1, AIN 2 and
AIN 3. In accordance with what is experienced with cervical intraepithelial
neoplasia, to minimize considerable inter and intra-observer interpretative
variability, the 2001 Bethesda Classification System of cellular atypia is used so
that AIN 1 is defined as LSIL (low-grade squamous intraepithelial lesion) and
AIN 2 and 3 are unified in a sole category, HSIL (high-grade squamous
intraepithelial lesion).4
Patients with HSIL lesions are at an increased risk to develop anal cancer. 5
Nevertheless, depending on the genotype of the infecting HPV, in the presence
93
of infection with multiple HPV types and under immunodepressive conditions,
lesions considered to be LSIL at admittance can evolve to HSIL. This is the
case for individuals infected with acquired immunodeficiency virus (HIVpositive) and especially for HIV-positive men-who-have-sex-with-men (MSM).6
However, even among women, the incidence of anal cancer is 7 times greater
in HIV-positive individuals in contrast to HIV-negative with other at risk
conditions for the malignancy.²
Strict follow-up policies directed at patients considered to be at risk to develop
anal cancer have been implemented in some institutions based on data that
indicate a historical increase in the incidence of the malignancy in these
population groups.7 Therapeutic management of lesions at a higher risk to
evolve to malignant degeneration is the objective of these policies in an attempt
to reduce the incidence of anal neoplasia.8
The Tropical Medicine Foundation of Amazonas (FMT-AM) is a public health
service of the state of Amazonas, Brazil, specialized in the treatment of
infectious diseases. The majority of HIV infected individuals of the state are
referred to FMT-AM for diagnosis, follow up and treatment. From January 2007,
HIV-positive patients followed up in the institution, as well as other HIV-negative
patients presenting colorectal complaints, were referred to its Coloproctology
Outpatient Clinic. Until then, there was no consolidated data on the magnitude
of the frequency of anal cancer precursor lesions among patients managed only
at FMT-AM.
94
This work was, therefore, designed to evaluate the frequency of anal squamous
intraepithelial lesions (ASIL) and anal cancer in patients who were examined at
the institution in order to gather evidence to corroborate the need to implement
a follow-up and treatment routine program directed at patients at risk of
developing anal malignancy.
Methods
Ethics and patients
This cross-sectional observational study was approved by the Ethics in
Research Committee of FMT-AM (CEP/FMT-AM nº 1768/2006). The data
relative to the patients herein included were collected from those seeking
medical evaluation at FMT-AM and referred to the institution’s Coloproctology
Outpatient Clinic for consultation from January 2007 to December 2008.
The population studied included consecutively attended HIV-positive and HIVnegative individuals, from both genders, with and without risk factors for the
development of anal cancer who had never before been submitted to
coloproctological examination or sampling at FMT-AM.
All the individuals presenting one the following criteria were excluded: age
below 18 years, developmental disabilities, native Brazilian Indians, those who
did not complete any stage of specimen collection, those with missing or
unsatisfactory specimens, and those missing crucial data for statistical analysis.
95
All the patients who signed the Informed Consent forms were interviewed and
responded to a questionnaire directed at their epidemiological characteristics
and anal cancer risk conditions.
Out of the 399 patients examined in the study period, after applying inclusion
and exclusion criteria, 344 were screened for analysis. These patients were
further stratified in the following groups according to the presence or absence of
anal cancer risk conditions: Group 1 = HIV-positive MSM (101 patients); Group
2 = HIV-positive females (49 patients); Group 3 = individuals of both genders
without anal cancer risk factors or behaviors (53 patients); Group 4 = HIVpositive heterosexual males (38 patients); Group 5 = HIV-negative individuals of
both genders without anoreceptive sexual habits, but that reported at least one
among the other inquired anal cancer risk factors or behaviors (current tobacco
smoking, injection drug addiction, sexually transmitted diseases, solid organ
transplantation, and history of anogenital cancer or its precursor lesions) (45
patients); Group 6 = HIV-negative MSM (26 patients); and Group 7 = HIVnegative females with anoreceptive sexual habits (32 patients).
Biopsy proceedings
All the patients were submitted to high-resolution anoscopy with biopsies after
topical application of a 3% acetic acid solution for 2 minutes as described
elsewhere,9 but with the following modifications: at least two biopsies were
made in the anal canal of each subject. Patients without acetowhitening at highresolution anoscopy were submitted to biopsies within the anal transitional zone
at standard positions (4 and 7 o’clock, considering the anterior anal commissure
96
as 12 o’clock). Patients with anal canal acetowhitened lesions had all of them
biopsied and an additional biopsy was performed in a non-acetowhitened anal
transitional zone area.
The formalin-fixed biopsy specimens were delivered to the Department of
Pathology of FMT-AM for processing and evaluation. Hematoxilin-eosin-stained
slides prepared from 4 µm-thick sections of the paraffin blocks containing the
anal specimens were diagnosed by three pathologists. Only consensual results
were considered. The projected possible histopathological results were:
negative-for-ASIL (LSIL or HSIL) or cancer, including benign inflammatory
alterations, condyloma acuminatum, LSIL, HSIL, epidermoid carcinoma in situ,
adenocarcinoma in situ, invasive epidermoid carcinoma, and invasive
adenocarcinoma.
Anal condyloma, LSIL and HSIL were diagnosed according to well established
morphological parameters.10
Statistical analysis
Statistical analyses of the observed data were performed with R statistical
software11 for the entire population sample, considering ethnic and educational
differences, for HIV-positive and HIV-negative patients, and for the population
sample strata that considered the presence or absence of anal cancer risk
factors or behaviors.
97
Descriptive summaries of epidemiological characteristics were evaluated. The
population
sample
characteristics
were
tested
against
the
observed
histopathological results using frequentist and Bayesian – via R package
LearnBayes12 – statistical methods for analysis of contingency tables, the Monte
Carlo test13, analysis of Standard Residuals and Correspondence Analysis.
The odds for association with ASIL were calculated for each combination of two
strata of patients. Statistical significance was inferred whenever the p-value of
conventional statistical tests was found below 5%, when Bayesian posterior
probabilities favored some given hypothesis and when absolute values of
standard residuals were above 1.96.
For the statistical analysis, LSIL results encompassed anal condyloma, and only
one result was attributed per patient: that with the highest grade of severity in
the Negative-for-ASIL → ASIL → Cancer sequence.
Results
Due to missing data in respect to some non-crucial study variables, the sample
size of some epidemiological analyses varied.
Regarding the ethnic breakdown, the larger number of brown skinned patients
reflects the regional ethnic composition of the Amazonian population. In terms
of educational level, patients with less than a higher educational level were
significantly more numerous (p < 0.0001). The distribution of ASIL-positive and
98
ASIL-negative histopathological results in relation to the ethnic groups and to
the educational level showed no differences either by frequentist or by Bayesian
statistical analyses (Bayes factor = 0.001963119 for ethnic characteristics and
0.01647418 for educational level). The prevalence of ASIL in all the patients
analyzed showed a significant difference between HIV-positive and HIVnegative individuals. (Table 1)
TABLE 1. Frequencies of Histopathological Results of Anal Biopsies by Ethnic Breakdown, Level of Education
and HIV status
HP
ASIL
Ethnic Category
White Brazilian
Pardo Brazilian
Afro-Brazilian
Asian Brazilian
TOTAL
Level of Education
Primary
Secondary
Higher
Illiterate
TOTAL
HIV
Positive
Negative
TOTAL
%
95%CI
27.63
27.16
17.65
0.00
26.63
17.99-39.09
21.67-33.22
3.80-43.43
0.00-77.64
21.99-31.68
–
ASIL
%
95%CI
72.37
72.84
82.35
1.00
73.37
60.91-92.01
66.78-78.33
56.57-96.20
22.36-1.00
68.32-78.01
–
21
66
3
0
90
–
TOTAL
–
55
177
14
2
248
–
76
243
17
2
338
0.6818
–
26
21.14
14.30-29.42
97
78.86
70.58-85.70
123
48
15
1
90
29.45
31.91
33.33
26.79
22.58-37.08
19.09-47.12
0.84-90.57
22.12-31.86
115
32
2
246
70.55
68.09
66.67
73.21
62.92-77.42
52.88-80.91
9.43-99.16
68.14-77.88
163
47
3
336
–
p-value*
–
0.3497
–
72
21
38.30
13.46
31.32-45.65
8.53-19.84
116
135
61.70
86.54
54.35-68.68
80.16-91.47
188
156
93
27.03
22.41-32.06
251
72.97
67.94-77.59
344
0.0001
HP = histopathological result; ASIL = positive for anal squamous intraepithelial lesion; ASIL = negative for ASIL;
95%CI = 95% Confidence Interval; *² Pearson’s Test
The mean age of all the screened patients was 39 years. MSM tended to be
younger than females (33 years versus 40 years) and patients without risks for
anal cancer older than all others groups (46 years).
99
Table 2 shows the distribution of frequencies of histopathological results of the
anal canal biopsies performed in all the patients studied relative to their sample
strata.
TABLE 2. Frequencies of Anal Canal Histopathological Diagnoses According to
Population Sample Strata Studied
Histopathological Result
Group LSIL







Total
%
95%CI
29 28.71 20.15-38.57
HSIL
%
95%CI
NEG
%
95%CI
Total
21 20.79 13.36-30.01
51 50.50 40.36-60.60
101
11 22.45 11.77-36.62
35 71.43 56.74-83.42
49
3
6.12 1.28-16.87
1
1.89 0.05-10.07
1
1.89 0.05-10.07
51 96.23 87.02-99.54
53
5 13.16 4.41-28.09
3
7.89 1.66-21.38
30 78.95 62.68-90.45
38
3
2
4.44 0.54-15.15
40 88.89 75.95-96.29
45
5 19.23 6.55-39.35
3 11.54 2.45-30.15
18 69.23 48.21-85.67
26
6 18.75 7.21-36.44
0
26 81.25 63.56-92.79
32
251 72.97 67.94-77.59
344
6.67 1.40-18.27
52 15.12 11.50-19.35
0.00 0.00-8.94
41 11.92 8.69-15.82
 HIV-positive men who have sex with men (MSM);  HIV-positive females;  individuals of both genres
without anal cancer risk factors;  HIV-positive heterosexual males;  HIV-negative individuals of both genres
without anoreceptive sexual habits, but with other anal cancer risk factors; HIV-negative MSM; HIVnegative females with anoreceptive sexual habits; LSIL = low grade squamous intraepithelial lesion; HSIL = high
grade squamous intraepithelial lesion; NEG = biopsy negative for anal squamous intraepithelial lesion. 95%CI =
95% Confidence Interval; G-Test (Williams) = 64.4682 (P<0.0001)
As some of the cells of Table 2 contain less than 5 subjects, a feature that could
compromise the validity of the conventional statistical analysis of the data
disposed in the table, which pointed to a p-value below 0.0001, a Monte Carlo
test was initially applied to the same data. The approximated p-value obtained
was 0.0004998, indicating that the null hypothesis of independence should
indeed be rejected, a reflex of statistical significance. A Bayesian analysis of the
data was also undertaken for the same purpose and the value of the Bayes
factor was 480,615.50, indicating a very strong evidence against the existence
of independence, again indicating statistical significance.
100
As all the statistical methods employed led to the same results, it could be
stated that the strata of the population sample studied showed very different
histopathological findings when compared to each other.
The mosaic plot of Figure 1 is a pictorial representation of the proportions of
frequencies showed in Table 2 relative to each Group of patients. The width of
each bar is representative of the size of the respective Group, while the height
of each one of the three segments that form a bar represents the proportional
distribution of frequencies of histopathological results (LSIL, HSIL and NEG)
regarding every individual Group of patients.
Figure 1. Distribution of Proportional Frequencies of Histopathological Results of Anal Biopsies
 HIV men-who-have-sex-with-men (MSM);  HIV females;  individuals of both
 HIV heterosexual males;  HIV individuals of both genders
without anoreceptive sexual habits, but with other anal cancer risk factors; HIV MSM; HIV females with
HP = histopathological;
genders without anal cancer risk factors;
anoreceptive sexual habits; LSIL = low-grade squamous intraepithelial lesion; HSIL = high-grade squamous
intraepithelial lesion; NEG = biopsy negative for anal squamous intraepithelial lesion.
101
It can be visually perceived in Figure 1 that patients of Groups 1 and 6 showed
evident association with positive results for ASIL (LSIL and HSIL), that patients
of Group 2 showed evident association with HSIL, and that patients of Group 7
showed evident association with LSIL. As to results NEG, the most evident
association is that presented by patients of Group 3. Despite being friendly,
though, this is an entirely intuitive assessment.
An evaluation of the behavior of the dependence between histopathological
results versus nature of sample strata was then undertaken by the analysis of
standard residuals (Table 3).
TABLE 3. Analysis of Standard Residuals of the Frequencies
Histopathological Results Relative to the Population Sample Strata Studied
Group







HIV-positive
Histopathological results
LSIL
HSIL
of
NEG
2.58
3.51
-2.64
2.14
-1.62
-0.13
-2.16
-2.48
1.98
-0.72
-0.31
0.43
-1.45
-1.46
1.25
-0.06
0.54
-0.22
-1.95
0.53
0.55
men-who-have-sex-with-men (MSM);
HIV-positive
females;

individuals of both
HIV-positive heterosexual males; HIV-negative individuals
of both genres without anoreceptive sexual habits, but with other anal cancer risk factors; HIV-negative
MSM; HIV-negative females with anoreceptive sexual habits; HSIL = high-grade squamous
intraepithelial lesion; LSIL = low-grade squamous intraepithelial lesion; NEG = biopsy negative for anal
squamous intraepithelial lesion.
genres without anal cancer risk factors;
The highest positive residuals were given by the combinations: Group 1 + ASIL
(either LSIL or HSIL), Group 2 + HSIL and Group 3 + Negative-for-ASIL. The
102
most pronounced negative residuals were observed with: Group 3 + ASIL,
Group 1 + Negative-for-ASIL and Group 7 + HSIL.
Finally, concentrating the values of rows LSIL and HSIL, from Table 2, in a
single row called ASIL, the odds ratios for ASIL of Group 1 were estimated
against the histopathological results of each one of the other groups (Table 4).
TABLE 4. Comparative Odds
Ratios
of
Group
 of
Presenting Anal Squamous
Intraepithelial Lesions
Group OR
 2.5
 25
 3.7
 7.8
 2.2
 4.3
95%CI
p-value
1.20 5.22
0.0241
7.22 - 158.07
<.0001
1.60 - 9.31
0.0045
3.10 - 24.18
<.0001
0.90 - 5.80
0.1363
1.70 - 12.21
0.0042
HIV-positive men-who-have-sex-withmen (MSM); HIV-positive females;
individuals of both genres without anal
cancer risk
conditions;
HIV-positive
heterosexual
males;
HIV-negative
individuals of both genres without
anoreceptive sexual habits, but with other
anal
cancer
risk
conditions;HIV-
negative MSM; HIV-negative females
with anoreceptive sexual habits; OR =
odds ratio; 95%CI = 95% Confidence
Interval
The greatest odds ratio was observed between Groups 1 and 3. The hypothesis
of equality between the odds for ASIL of Groups 1 and 6 could not be rejected,
considering the observed 95% Confidence Interval (p = 0.14). Inequality was
observed in all other comparisons. The odds ratios formed between the
103
remaining combinations of two groups were also tested. All of them were nonsignificant, except for those obtained between Groups 2 and 3 (10.20; 95%
Confidence Interval = 2.18  47.71; p = 0.0015), 6 and 3 (11.33; 95%
Confidence Interval = 2.20  58.43; p = 0.0024), and 4 and 3 (6.80; 95%
Confidence Interval = 1.35  34.15; p = 0.0239).
Discussion
This work is based on an analysis of frequencies of histopathological diagnoses
observed in anal canal biopsies performed in HIV-positive and HIV-negative
patients by attending Coloproctologists at FMT-AM. All patients underwent
biopsy proceedings, including those who had no obvious acetowhite lesions
during high-resolution anoscopy. This is a differential aspect of this study,
considering that if only individuals with positive anal cytology and anoscopy
were included, patients in whom these diagnostic tests were false-negative
would have been excluded. Two biopsies were performed in each acetowhite
negative patient in order to minimize the chance of false negative anoscopy
interpretations. On the other hand, there were cases of diffuse anal transitional
zone acetowhitening either due to wart rings or to nonspecific staining. Multiple
biopsies were performed for all these cases.
Statistical analysis of data gathered for this study is distinctive in the aspect that
it was conducted contrasting conventional tests (frequentist, such as Chi-square
and G tests) with non-conventional (mainly Bayesian analysis and analysis of
standard residuals), in order to validate the final conclusions.
104
The Bayesian method is based on the computation of the Bayes factor, which is
the ratio of probabilities observed after data collection of two considered
hypotheses (presence of independence versus lack of independence). It
measures the evidence against the existence of independence. A result greater
than 1.00 favors lack of independence (statistical significance). Otherwise, the
hypothesis of independence is to be accepted.
The analysis of standard residuals is a mensuration of the degree of deviation
of the measurements away from the hypothesis of independence. Each residual
is calculated as (observed  expected)/expected², in
which observed
represents the cell value and expected is the expected value of the cell
considering the null hypothesis was true. Roughly, it is assumed that residuals
with absolute values above 1.96 represent cells with more individuals than
expected for independence (statistical significance).
The non-conventional statistics employed in this study corroborated and
reinforced the results obtained by frequentist statistics.
Abramowitz et al. reported 108 HPV-related lesions in 473 HIV-positive
patients of both genders with or without anoreceptive sexual habits (22.8%).
The prevalence of ASIL (condyloma included) was 36.5% in HIV-positive MSM,
14.6% in HIV-positive heterosexual males and 11.3% in HIV-positive females,
but only 47.2% of these lesions were located solely in the anal canal.14
Comparatively, in FMT-AM’s survey of exclusively intra-anal HPV-induced
105
lesions, the prevalence of ASIL among HIV-positive patients was 38.30%
(49.50% in MSM, 28.57% in females and 21.05% in heterosexual males).
The initially managed group of HIV-positive individuals at FMT-AM showed a
prevalence of ASIL above 60%, but most of them had AIDS or HIV infection for
many years. Durable HIV infection seems to be accompanied by a higher risk
for ASIL because the frequency of precursor lesions of anal cancer in HIVpositive patients has shown a tendency to increase since the advent of highly
active antiretroviral therapy.2,5,6
As the coloproctological examination consolidated as a routine for the initial
evaluation of HIV-positive individuals at FMT-AM, the frequency of those with a
less-than-a-year-diagnosed retrovirus increased, so that it ultimately comprised
54.6% of all HIV-positive patients herein included. Although patients with
prolonged HIV infection may be at greater risk to present ASIL,8 it remains to be
shown, in studies analyzing the prevalence of ASIL in HIV-positive patients, that
it is important to consider the length of time of HIV infection. 14
HIV-positive MSM are known to be the population group most likely to develop
anal cancer, and are followed by HIV-negative MSM and by HIV-positive
females.2,15 In HIV-positive MSM, the prevalence of ASIL is also high, and was
reported to be 81% in 357 patients studied at the University of California at San
Francisco.16 In fact, anoreceptive habits increase the likelihood that male
patients present ASIL compared with anoreceptive females since MSM tend to
have anoreceptive sexual activity more frequently than women and also are
106
prone to have more anal-introducer sexual partners, which makes them more
likely to have anal HPV infection.17 Furthermore, HIV infection confers MSM a
relative risk 5.7 times greater to have ASIL than HIV-negative MSM.15
Prevalence of ASIL in men investigated at FMT-AM was significantly higher
among HIV-positive than in HIV-negative (p = 0.0003) irrespective of the
presence of other risk factors for anal cancer. Among HIV-positive men, it was
higher in MSM than in heterosexual (p = 0.0045). Nevertheless, ASIL was not
statistically more prevalent in HIV-positive men (MSM or heterosexual)
compared to HIV-negative MSM (p = 0.1363 and p = 0.3094, respectively),
meaning that, in men, “HIV-infection” and “receptive anal intercourse” factors
appeared both to be influential in association with ASIL.
Prevalence of cytological or histological ASIL in HIV-positive females was
estimated to be 14.5% in a multicentric study recently conducted at five
academic centers in the U.S.18 Although comparatively smaller than the one
reported for HIV-negative MSM in the EXPLORE study (20%), which was based
on cytological results,19 both prevalences are considerably higher than that
described by Holly et al. (8%) in HIV-negative females with other risk factors for
anal cancer in a study also based on cytological results.17
In this study, HIV-positive females showed a frequency of HSIL significantly
higher than anoreceptive HIV-negative females (p = 0.0064), while the latter
had a frequency of LSIL higher than the former, but without statistical
significance (p = 0.1139). Even considering that 75% of the HIV-positive
107
females studied practiced anoreceptive sex and that the other risk factors for
anal cancer were unevenly distributed between the two groups, it could be
reasoned that, in the females studied, the condition of being HIV-positive was
linked to the elevated association with HSIL and that the practice of
anoreceptive sex predisposed HIV-negative females to LSIL association.
Indeed, in Hessol et al.’s study of a cohort of HIV-positive and HIV-negative US
women, all at risk for anal cancer development, those who reported anal
intercourse were 3.8 times more likely to have anal LSIL than women with no
history of anoreceptive sex, while HIV-positive women were 3.1 times more
likely to have anal HSIL than HIV-negative women.17
Despite that it was not possible to rigorously and independently indicate the
exact factors mostly associated with the presence of ASIL in each population
strata, since some confounding factors could not be dissociated in the strata
(e.g.: HIV-positive MSM, HIV-positive females, HIV-positive heterosexual
males, HIV-negative MSM and HIV-negative anoreceptive females could or
could not have other risk factors for anal cancer, such as current tobacco
smoking) it may be inferred from the comparative analysis of the proportions of
the frequencies of the histopathological diagnoses observed among the groups,
that conditions “anal intercourse” and “HIV infection” were those associated with
more positive results for LSIL and/or HSIL. The absence of risk factors for anal
cancer (presented by Group 3 of patients) was, conversely, the feature most
significantly associated with negative results (and also with lower rates of
positive results) for ASIL.
108
Although the population sample strata observed in this study were unevenly
sized, including some with few individuals, the combined evaluation of the data
done by frequentist and alternative statistical methods suggests, with a high
degree of confidence, that HIV-positive MSM were significantly more associated
with ASIL results than all other groups, except for HIV-negative MSM; that HIVpositive females were significantly more associated with HSIL results than all
other groups, except for HIV-positive MSM; and that patients from Group 3 were
significantly more associated with Negative-for-ASIL results than all other
groups, except for Group 5.
One can argue that groups 3 and 5 should not be compared to the remaining
groups since they were composed of patients from both genders, while the
others were not. Nevertheless, there was no statistical difference between
genders in the distribution of ASIL within groups 3 and 5.
Conclusions
The authors conclude that both HIV-positive patients and HIV-negative patients
with anoreceptive sexual habits followed up at the Coloproctology Outpatient
Clinic of FMT-AM presented elevated point-prevalences of ASIL (low-grade
and/or high-grade).
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homosexual men: the EXPLORE study. J Natl Cancer Inst 2005;97:896905
Acknowledgments
The authors are grateful to Pathology Laboratory Technicians Sandra
Caranhas, Andreza Fernandes and to Administrative Technician Agustinho
Monteiro for their expert technical assistance.
111
Correspondence:
Ivan Tramujas da Costa e Silva
R. Afonso Pena, 1053
69020-160 Manaus, AM, Brasil
[email protected].
Conflicts of interest: none.
Financial source: National Program of DST-AIDS, Ministry of Health of Brazil –
UNESCO (grant 914BRA1101).
112
4.3
Running headline: P16 AS A SURROGATE CYTOLOGICAL MARKER OF ASIL
113
Performance of p16INK4a immunocytochemistry as a marker of anal squamous
intraepithelial lesions
Ivan T Costa e Silva, Michelle C Ribeiro, Felicidad S Gimenez, Júnia Raquel D
Ferreira, Renata S Aragão, Paula Emanuelle V Hargreaves, Adriana G D P
Guimarães, Luiz Carlos L Ferreira
This research was performed at the Tropical Medicine Foundation of Amazonas
/ University of the State of Amazonas, Manaus – Brazil (ITCS, MCR, JRDF,
RSA, PEVH, AGDPG, LCLF), and Department of Surgery (FSG) of the Federal
University of Amazonas.
Correspondence and Requests for Reprints to: Ivan Tramujas da Costa e Silva,
MD, MSc. Federal University of Amazonas, Department of Surgery, R. Afonso
Pena, 1053, Manaus – AM, Brazil, Zip Code: 69020-160. email:
[email protected].
Disclaimers: all authors have no conflicts of interest.
Funding: Sponsored by the National Program of DST-AIDS, Ministry of Health
of Brazil – UNESCO (grant 914BRA1101)
114
Abstract
Protein p16INK4a (p16) is overexpressed in anogenital lesions harboring
integrated high-risk human papillomavirus (HPV) genotypes. Therefore, p16
immunocytochemistry (ICCp16) has the potential to reveal lesions at risk of
progression to anal cancer and be a surrogate marker of these lesions. This
study examined the measures of diagnostic validity of ICCp16
(immunoperoxidase method with anti-p16-clone 6H12) in conventional and
GlucyteTM smears in 190 HIV-positive patients consecutively treated at the
outpatient clinic of Coloproctology of Tropical Medicine Foundation of
Amazonas in 2007/2008. Histopathological results of concomitant anal biopsies
monitored by high-resolution anoscopy and HPV typing out of anal scrapings by
polymerase chain reaction were used as gold-standards. No statistically
significant association was found between the immunochemical results
(conventional or GlucyteTM smears) and histopathological or HPV genotyping
findings (p > 0.05). In the best scenario, ICCp16 presented 31% sensitivity and
81% specificity for the diagnosis of anal squamous intraepithelial lesions (ASIL)
and 30% and 66%, respectively, for the diagnosis of infection with high-risk
HPV. These results suggest the need for improvements in the technique of p16immunocytochemistry before the marker can experience wide acceptance in
clinical practice.
Keywords: Anus Neoplasms; Genes, p16; Immunocytochemistry;
Precancerous Conditions/diagnosis; Sensitivity and Specificity.
115
Introduction
Due to the increasing incidence of anal cancer that has been observed in recent
years,(Johnson et al. 2004) and because it is considered a plausible hypothesis
that the natural history of anal cancer resembles that of the cervix, including
having the same association with continued infection by the human papilloma
virus (HPV),(Melbye & Sprogel 1991) much of what was achieved in reducing
the historical incidence of cases of cervical cancer has been replicated for the
prevention of anal cancer in the hope that the same good results are
obtained.(Palefsky & Cranston 2009)
Within this context is the growing effort that is undertaken to detect anal cancer
precursor lesions (anal squamous intraepithelial lesions, or ASIL) through
diagnostic tests similar to those that have been employed for a long time in the
early diagnosis of cervical cancer.(Medical Advisory Secretariat 2007)
The anal pap smear, a method similar to cervical pap smear, is reputed as a
test that provides diagnostic accuracy rates similar to the cervical
counterpart,(de Ruiter et al 1994; Friedlander, Stier & Lin 2004; Palefsky et al
1997) although it is prone to considerable intra- and interobserver interpretive
variability.(Lytwyn et al 2005) Much of this variability is observed in
differentiating between cellular aberrations caused by benign inflammatory
changes in the anal transitional zone (ATZ)(Fenger 1979) and ASIL of low
grade (LSIL) or high grade (HSIL). There is also some difficulty in characterizing
atypical squamous cells of undetermined significance (ASC-US) as HSIL or less
than HSIL lesions.(Longacre, Kong & Welton 2008; Lytwyn et al 2005)
116
In an attempt to increase the reliability of cytology in the diagnosis of precursor
lesions of cervical cancer, several markers of aberrant cells derived from
lesions with higher malignant potential have been investigated.(Gravitt et al
2008) Protein p16INK4a (p16) immunocytochemistry is one of the most studied
markers.(Tsoumpou et al 2009)
Protein p16, a product of gene CDKN2A, is an inhibitor of kinases 4 and 6
dependent of cyclin D, which, under normal conditions, through a negative
feedback stimulation, prevents the phosphorylation of retinoblastoma protein
(pRb) and subsequent release of cellular transcription factor E2F. Cells, under
E2F stimulus, leave the cell cycle checking stage named G1 and proceed to the
phase of DNA synthesis (S) and replication. Under p16 control, cells remain in
G1 and do not follow to S.(Khleif et al 1996)
In tissues infected with high-risk HPV (HR-HPV), the viral oncogene E7 causes
inactivation of both p16 and pRb functions and stimulates cells to enter the S
phase after a brief pause at G1. E7 causes increased expression of a
hypophosphorilated non-functional pRb and promotes the inactivation of the
overexpressed p16, that will not be able to block the action of complex CDK46/ciclin D, nor to inactivate the other active viral oncogene, E6, the product of
which inactivates tumor suppressor protein p53, thereby preventing HPVinfected cells to engage into apoptosis. Unrestrained division of cells with p16
overexpression is a feature of anogenital tissues infected by HR-HPV.(Mulvany,
Allen & Wilson 2008)
117
Thus, due to similarities between cervical and anal cancers, the employment of
p16-immunocytochemistry to enhance the detection capability of cases with
precursor lesions with greater potential to progress to anal cancer would be a
natural consequence of what has been used in relation to cervical cancer.
The prevalence of anal cancer precursor lesions in a group of HIV-positive
patients initially treated at the Tropical Medicine Foundation of Amazonas
(FMT-AM) was found to be elevated,(Guimarães 2007) which motivated the
institution of a routine coloproctological evaluation of these patients, resulting in
the implementation of a comprehensive research project of the methods of early
diagnosis of anal cancer in patients seen at the unit. Protein p16
immunocytochemical detection in anal scrapings was part of the project, based
on existing literature evidence pointing to the usefulness of this method in the
elucidation of doubtful cases of cervical cytology.(Tsoumpou et al 2009)
118
Materials and Methods
A primary cross-sectional study of diagnostic evaluation comparing the results
of p16-immunocytochemistry (ICCp16) with histopathological and HPV
genotyping findings was conducted on patients treated at the Outpatient
Coloproctology Clinic of FMT-AM between January 2007 and December 2008.
The study was approved by the Ethics in Research Committee of the institution
(CEP / FMT-AM 1768 / 2006) and refers to the findings that have resulted
merely from the first patient care.
Patients
Of a total of 399 patients consecutively treated during that period, only those
that were HIV-positive were selected for the study. The exclusion criteria were:
individuals younger than 18 years, individuals with disabilities, indigenous
peoples, those who failed to meet any of the stages of sample collection, those
with missing laboratory tests and those with test results considered to be
unsatisfactory for analysis.
One hundred and forty men and 50 women, aged 18-73 years (mean 35.6
years) were studied.
Sampling and biopsy proceedings
All patients underwent anal cellular sampling with cytological brush. After
introducing it 3 cm cranialwards into the anal canal, in order to reach the ATZ,
the brush was rolled 10 times around its axis and withdrawn in a spiraling
movement exerting light pressure on the lateral walls of the anal canal. The
119
brush, once removed, was used to produce a conventional smear on a silanized
slide, which was immediately immersed in a mailer containing a 96% ethyl
alcohol solution. Similar cytological samples were retrieved for ICCp16 in thin
layer smears (LBC), and to perform genotyping of HPV by polymerase chain
reaction (HPV-PCR).
For ICCp16 performed by the method of LBC, the tip of the brush was shaken
inside a vial containing the preservation solution of the kit GluCyte TM (Synermed
International Inc., Westfield, IN, USA).
For the biomolecular test, the cytology brush was stirred inside an Eppendorf
tube containing a preservative solution with TRIS-HCL 50 mM, pH = 8,0, and
EDTA 1 mM.
After anal cytological sampling, the patients were submitted to high-resolution
anoscopy monitored anal canal biopsies after topical application of 3% acetic
acid, as previously described.(Costa e Silva et al 2008) The biopsy specimens
were fixed in 10% neutral, phosphate buffered formalin solution.
Cellular and tissue specimens processing
The mailers containing the silanized slides with conventional smears, the vials
of the GluCyteTM kit containing anal cell suspensions and the jars containing the
biopsy specimens were sent to the Laboratory of Pathology of FMT-AM and
stored at 25C. After fixation, conventional smears were stored at -20C.
120
Eppendorf tubes were sent to the Laboratory of Molecular Biology of FMT-AM
and stored at -20C, pending the timely implementation of the HPV-PCR.
Thin-Layer smears: The anal cell samples suspended in GluCyte TM solution
were processed according to manufacturer’s instructions in order to produce
thin-layer smears.(SynermedTM 2007) LBC smears were performed on silanized
slides, fixed in 96% ethanol and, after fixation, stored at -20C.
Conventional histopathological stain: microscopic slides were mounted with 4 
sections of paraffin embedded anal biopsy specimens. The sections were
stained with traditional hematoxylin-eosin (H&E) technique.
p16 immunocytochemical stain: cytological smears were unfrozen and
rehydrated in a diluted solution of ethyl alcohol followed by immersion in distilled
water. Antigen retrieval was done by plunging the silanized slides in a
preheated solution of citrate buffer 0.01 Mol with Triton X-100, which was then
heated for 10 min at 99C in a microwave oven. After cooling for 20-30 minutes
and washing in phosphate buffer solution (PBS) for 5 min, blocking of
nonspecific antigens was performed by soaking the slides in solutions of 3%
hydrogen peroxide for 5 min and 5% skim milk for 15 minutes. The slides were
then sequentially washed in distilled water, stabilized in PBS, dried and the
smears delimited with a hydrophobic marking. The marked smears were
covered with primary anti-p16INK4a antibody (clone 6H12, Novocastra,
NewCastle, UK) at a dilution of 1:400, which was allowed to act overnight. The
primary antibody was then consecutively marked with biotinylated secondary
121
antibody and streptavidin-peroxidase (30 min each), and the smears were
covered, for 5 min, with diaminobenzidine solution for disclosure of antigenantibody reaction. The final steps consisted of counterstaining with a weak
solution of hematoxylin and dehydration with solutions with decreasing dilutions
of absolute alcohol, after which the slides were mounted with coverslips. HeLa
cells(Lucey, Nelson-Rees & Hutchins 2009) were utilized as positive (Figure 1)
and negative controls (no primary antibody was applied) in every
immunocytochemical reaction.
ICCp16 staining was considered either negative (no staining or only cytoplasmic
staining) or positive (positive nuclear staining, with our without cytoplasmic
staining) (Figure 2). No assessment was made of the intensity of
immunocytochemical staining.
Histopathologic analysis considered the following evolutionary diagnostic
spectrum of ASIL to cancer: negative for malignancy or ASIL, condyloma
acuminatum, anal intraepithelial neoplasia grade I (AIN-I), AIN-II, AIN-III and
invasive cancer. Subsequently, condyloma acuminatum and AIN-I were merged
in the diagnosis of LSIL and AIN-II and III were considered HSIL. Whenever
multiple anal biopsies were performed, the lesion of greater severity in the
diagnostic spectrum of ASIL was chosen for analysis.
Only consensual immunochemical and histopathological results among the
three senior pathologists of the Department of Pathology of FMT-AM were
considered for analysis.
122
HPV typing: genotyping of infecting HPV in the thawed exfoliated cell samples
of the anal canal was performed by a nested polymerase chain reaction
technique using primers MY09 and MY11, and, sequentially, primers GP5+ and
GP6+, as described in the literature. (de Roda Husman et al 1995) Only one
genotype was isolated from each specimen: that with predominant expression.
The results of genotyping of the infecting HPV were issued in three categories:
Negative = HPV absent; LR = low-risk HPV types (6, 11, 61, 62, 81, 84, 102);
and HR = high-risk HPV types (16, 18, 31, 33, 52, 53, 54, 58, 59, 66, 68, 70, 82,
85). For purposes of data analysis, the intermediate risk serotype 83 was
considered HR.
Statistical analysis
The frequencies of ICCp16 results in conventional and thin layer smears were
compared with those of histopathological findings, after the distribution of data
in contingency tables that were analyzed by Williams' G test and by the 95%
confidence intervals. A similar association was made between ICCp16 and HPV
genotyping results.
Redistributing the data in 2 X 2 tables, the measures of diagnostic validity
(sensitivity, specificity, positive and negative predictive values)(Jekel, Katz &
Elmore 2005) of ICCp16 were obtained relative to two gold-standards:
histopathological results and HPV-PCR results. In order to obtain the measures
of diagnostic validity of ICCp16 in relation to HPV genotyping a cutoff at HRHPV was used to compare PCR results with immunocytochemical findings.
123
The statistical package BioEstat 5.0(Ayres et al 2007) was employed to
calculate the p-value for the associations between variables and for the
determination of the 95% confidence intervals.
Statistical significance was accepted when p ≤ 0.05.
124
Results
No case of anal cancer was observed in the HIV-positive patients treated during
the study period.
The sample sizes for each of the variables studied varied depending on the
number of patients who presented satisfactory test results.
Only ICCp16 satisfactory results observed in both types of smears studied were
analyzed. However, fourteen percent of the results of LBC immunocytochemical
smears were unsatisfactory for analysis, while only 3% of conventional smears
were. A significant statistical difference according to the 95% confidence
intervals was observed in favor of conventional smears.
Table I exposes ICCp16 results for the two methods of smear preparation
employed in this study in comparison with histopathological results. No
statistically significant association was observed regarding ICCp16 results in
conventional or LBC smears in comparison to histopathological findings.
Likewise positive ICCp16 results in conventional or LBC smears were not useful
to point out patients with ASIL and did not help to differentiate LSIL from HSIL.
Both kinds of smears showed statistically similar results. Therefore,
conventional smears were used for comparison with the results of HPV-PCR,
since they represented the larger sample.
125
Table 2 shows the results of ICCp16 in conventional smears in relation to HPVPCR in anal scrapings. There was no statistical association between the
variables.
Table 3 shows the measures of diagnostic validity of ICCp16 in relation to two
gold-standards: the histological results and HPV-PCR. ICCp16 was not
sensitive in any of the scenarios of comparison, nor was it able to predict, with
confidence, cases associated with ASIL or HPV infection. ICCp16 showed,
however, a better specificity in the diagnosis of ASIL when used in thin layer
smears.
126
Discussion
The hypothesis that supports the use of ICCp16 as a useful tool in early
diagnosis of anal cancer is that the detection of the overexpressed protein in
atypical cells present in cytological smears would indicate the presence of HRHPV induced lesions in the anal canal, those considered at highest risk of
progression to cancer.
In this sense, the test would be more accurate than HPV typing in anal
scrapings, in which the presence of HPV would indicate merely the existence of
a virus infection in the anal canal and not the presence of the virus in a given
lesion.(Gohy et al 2008) Likewise, the immunochemical test would be able to
mark cells with variable morphological aberrations so that they could be further
assessed by a more careful examination to define them as pre-neoplastic or
not.
Nonetheless, the quality of any p16 immunochemical reaction is influenced by
multiple variables. Some of these variables are: the type and fixation time of
specimens; the type of protocol used for antigen retrieval; the sensitivity of the
detection system; the type, the lot and the concentration of the primary antibody
used; and the appropriate blockage of nonspecific antigens. Adding to these
variables, the lack of standardization in differentiating p16-positive reactions
from false-positivity contributes to the discordant data reported in the literature,
even when ICCp16 was employed in the more thoroughly investigated cervical
specimens.(Mulvany, Allen & Wilson 2008)
127
Tsompou et al, in a systematic review of literature with meta-analysis on p16immunochemistry of cervical cytological and histological specimens, observed
that, although the technique is easily employed in both types of specimens,
evaluation of comparative results in the literature is compromised by the lack of
a standardized methodology, particularly regarding cytological specimens. The
authors state that they failed to find a general consensus about the threshold at
which a sample should be considered p16-positive.(Tsoumpou et al 2009)
Many of the slides examined in this study showed strong background staining
which hampered the assessment of squamous cells on the lookout for atypical
features. This difficulty was more evident in cases where there was the
presence of fecal debris, bacteria, erythrocytes or inflammatory cells (not
uncommon findings in anal scrapings). Despite the dilution of primary antibody
used in this study (1:400) was obtained after successive test reactions, yet the
presence of background staining was observed in 16% of slides with
conventional smears and 43% of smears made by the thin layer technique (a
significant difference against LBC). This difference may be due to the
characteristics of the LBC method employed, in which the smears were
performed with the centrifuged sediments of anal scrapings, which would
concentrate not only cells but also the residues responsible for the
immunocytochemical background.
Paucicellularity, predominance of anucleated squamous cells or smears
containing only glandular cells were also observed in 8% and 10%, respectively,
of conventional and LBC smears. Such findings may also have affected the
128
immunocytochemical results as there were not many nucleated squamous cells
to be investigated in search of atypias in these slides.
To our knowledge, the only published report about the use of p16
immunochemistry in anal cytological specimens is that of Darvishian et al. The
authors destained 43 archived anorectal ThinPrep pap smears and submitted
them to immunochemical staining using the avidin/biotin method with CINtec's
p16INK4a monoclonal antibody, clone E6H4 (Dako Corporation, Carpinteria, CA,
USA). Only the smears of patients that had archived anal biopsies performed
within the period of a year were selected. The dilution of the primary antibody
used was not reported and positive results were considered those with
immunochemical staining present in the nucleus and/or the cytoplasm. The
authors obtained positive ICCp16 results in 28 of the 43 (65%) slides studied.
No correlation between severity of dysplasia and staining intensity was
observed. Five cases with benign tissular findings (12%) and 10 cases with
LSIL or HSIL (23%) were ICCp16-negative. The measures of diagnostic validity
of ICCp16 in detecting ASIL or cancer obtained were: sensitivity of 72%,
specificity of 71%, positive predictive value (PPV) of 93%, and negative
predictive value (NPV) of 33%.(Darvishian et al 2006)
Comparatively, the study herein reported examined cytological specimens taken
from 190 HIV-positive patients at the same visit in which anal biopsies were
performed, so that the immunocytochemical results were more representative of
the histological findings. Sixty-six of 169 (39%) conventional cytological slides
were p16-positive. Of these, only 30 (45%) corresponded to LSIL or HSIL
129
cases. Among the 103 p16-negative cases, seventy (68%) corresponded to
anal biopsies negative for ASIL or anal cancer and 33 (32%) to LSIL or HSIL
cases. As in Brazil conventional smears are more commonly used in
comparison to LBC smears, ICCp16 was here executed in both types of smears
in order to compare their individual performance. Both smears were equally
inaccurate as indicators of the presence of ASIL, so that the results of
diagnostic validity of ICCp16 of our study were generally inferior to those
reported by Darvishian et al., although the LBC smears have shown greater
specificity for ASIL (81% versus 71%).
Morphological differentiation of cells with overexpression of p16 protein can not
always distinguish between atypical cells and those that are found in benign
immature metaplasia, so that there is need for training and experience in the
assessment of p16-immunostained slides counterstained with
hematoxylin.(Meyer et al 2007)
A nuclear scoring system of p16-positive cells was proposed in cervical
immunocytochemistry for differentiating between atypical cells and atrophic or
metaplastic cells.(Wentzensen et al 2005) It was demonstrated that this system
was able to significantly increase the specificity of ICCp16 without diminishing
sensitivity in detecting cases with reflex histopathology revealing HSIL. It was
also shown that the qualitative methodology proposed to identify cells with
nuclear aberrations was able to predict, with the detection of only one p16positive cell, the presence of HSIL in the corresponding histopathological
finding.(Wentzensen et al 2007)
130
Hence, it is possible that further investigation regarding nuclear scoring in
automated ICCp16 techniques performed in LBC anal smears free of
contaminants may enhance the accuracy of the method in the early diagnosis of
anal cancer.
131
Conclusions
In this research p16-immunocytochemistry was not a sensitive test for the
diagnosis of squamous intraepithelial lesions or of infection with high-risk types
of human papillomavirus in anal specimens from HIV-positive patients.
However, good specificity for the diagnosis of anal squamous intraepithelial
lesions was observed when p16-immunocytochemistry was performed on thin
layer cell smears.
132
Acknowledgements:
The authors are thankful for the expert technical support of Biologist Roberto
Silva Junior, Pathology Technicians Sandra Caranhas, Sandra Oliveira, Carlos
Marques, Andreza Fernandes and Maria Silva, of Administrative Technician
Agustinho Monteiro and of Graduate Students of Medicine at Federal University
of Amazonas Bruno Souza, Willian Stremel, Camila Cunha, Gisele Milano,
Natália Oliveira, Stephany Silva, Christine Pedrosa, Drielle Sales, Elmo Costa,
Paulo Sérgio Merchak Junior and Renata Jessica Romano.
133
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136
Figure 1 – HeLa cells positively stained in a p16INK4a immunochemical reaction.
Scale = 10.
Figure 2 – Positive anal p16INK4a immunocytochemical stain of atypical
squamous cells. Scale = 10.
137
Table 1 – Association among p16INK4a immunocytochemistry and histopathological results in HIV-positive
patients at Tropical Medicine Foundation of Amazonas
Histopathological results
ICCp16con LSIL
% (95% CI)
HSIL
% (95% CI)
NEG
% (95% CI)
TOTAL
Positive
15 22.7 (13.3-34.7)
15 22.7 (13.3-34.7)
36 54.6 (41.8-66.9)
66
Negative
16
17
16.5 (9.9-25.1)
70 68.0 (58.0-76.8)
103
TOTAL
31 18.3 (12.8-25.0)
32 18.9 (13.3-25.7)
106 62.7 (55.0-70.0)
169
15.5 (9.2-24.0)
p value*
0.219
ICCp16lbc
Positive
5 29.4 (10.3-56.1)
Negative
8
13
TOTAL
ICCp16
con
3
17.7 (3.8-43.4)
9 52.9 (27.8-77.0)
17
14.3 (6.4-26.2)
10
17.9 (8.9-30.4)
38 67.9 (54.0-79.7)
56
17.8 (9.8-28.5)
13
17.8 (9.8-28.5)
47 64.4 (52.3-75.3)
73
= p16 immunocytochemistry in conventional citology smears; ICCp16
lbc
0.3969
= p16 immunocytochemistry in thin
layer citology smears; LSIL = low-grade squamous intraepithelial lesions; HSIL = high-grade squamous intraepithelial
lesions; NEG = negative for cancer or precancerous lesion; 95% CI = 95% confidence interval; *Williams' G test
Table 2 – Association between p16INK4a immunocytochemistry and human papillomavirus
genotyping results in HIV-positive patients at Tropical Medicine Foundation of Amazonas
HPV genotyping result
ICCp16con LR
% (95% CI)
Positive
8 27.6 (12.7-47.2)
Negative
TOTAL
HR
Negative
% (95% CI)
TOTAL
20.7 (8.0-39.7)
15 51.7 (32.5-70.6)
29
18 31.0 (19.5-44.5)
14 24.1 (13.9-37.2)
26 44.8 (31.7-58.5)
58
26 29.9 (20.5-40.7)
20 23.0 (14.6-33.3)
41 47.1 (36.3-58.1)
87
HPV = human papillomavirus; ICCp16
6
% (95% CI)
con
= p16 immunocytochemistry in conventional cytology smears;
LR = low-risk HPV; HR = high-risk HPV; 95% CI = 95% confidence interval; p = 0.8347 (Williams' G test)
138
Table 3 – Measures of diagnostic validity of p16INK4a immunocytochemistry in HIV-positive patients at Tropical Medicine Foundation of
Amazonas
Comparison
Sensitivity (%)
Specificity (%)
PPV (%) NPV (%)
ICCp16con/HP
47.6
66.0
45.5
68.0
ICCp16lbc/HP
30.8
80.9
47.1
67.9
ICCp16con/PCR¹
30.0
65.7
20.7
75.9
con
ICCp16
/HP = p16 immunocytochemistry in conventional smears versus
lbc
histopathological results; ICCp16 /HP = p16 immunocytochemistry in thin layer
citology smears versus histopathological results; ICCp16
con
/PCR = p16
immunocytochemistry in conventional smears versus human papillomavirus
genotyping; PPV = positive predictive value; NPV = negative predictive value.
¹Validity measures calculated considering high-risk HPV as the cutoff for
immunocytochemistry evaluation.
139
4.4
p16INK4a immunohistochemistry as a marker of anal cancer precursor lesions in
HIV positive patients ♠
Imunoistoquímica da p16INK4a como marcadora de lesões precursoras do
câncer anal em pacientes HIV positivos ♠
Running title: p16INK4a: a marker of anal intraepithelial lesions in HIV patients
Ivan Tramujas da COSTA E SILVAI, Michelle Coelho RIBEIROII; Celso Rômulo
Barbosa CABRALIII, Felicidad Santos GIMENEZIV, Paula Emanuelle Vasco
HARGREAVESV, Adriana Gonçalves Daumas Pinheiro GUIMARÃESI, Luiz
Carlos de Lima FERREIRAVI
♠
This research was performed at the Tropical Medicine Foundation of
Amazonas, Manaus – Brazil
I
MD, fellow PhD degree, Post-Graduation Program of Tropical Medicine
Foundation of Amazonas / University of the State of Amazonas. Rua Pedro
Teixeira, 25, 69040-000, Manaus – AM, Brazil
II
JD, Department
of Surgery, School of Medicine, Federal University of
Amazonas. R. Afonso Pena, 1053, 69020-160, Manaus – AM, Brazil
III
PhD, Department of Statistics, Exact Sciences Institute, Federal University of
Amazonas. R. Afonso Pena, 1053, 69020-160, Manaus – AM, Brazil
IV
MD, MSc, Department of Surgery, School of Medicine, Federal University of
Amazonas. R. Afonso Pena, 1053, 69020-160, Manaus – AM, Brazil
V
Biologist, Department of Pathology, Tropical Medicine Foundation of
Amazonas. Rua Pedro Teixeira, 25, 69040-000, Manaus – AM, Brazil
140
VI
MD, PhD, Departments of Research and Pathology, Tropical Medicine
Foundation of Amazonas. Rua Pedro Teixeira, 25, 69040-000, Manaus – AM,
Brazil
Correspondence to: Ivan Tramujas da Costa e Silva. Federal University of
Amazonas, Department of Surgery, R. Afonso Pena, 1053, 69020-160, Manaus
– AM, Brazil. email: [email protected].
FINANCIAL SUPORT: National Program of DST-AIDS, Ministry of Health of
Brazil – UNESCO (grant 914BRA1101)
141
Resumo
INTRODUÇÃO:
A
imunoistoquímica
para
a
proteína
p16INK4a
parece
representar um marcador promissor para a detecção de casos com maior
potencial para o desenvolvimento de câncer anal. Este estudo analisou as
medidas de validade diagnóstica da imunoistoquímica-p16 em pacientes HIVpositivos atendidos no ambulatório de Coloproctologia da Fundação de
Medicina Tropical do Amazonas (FMT-AM). MÉTODOS: Todos os pacientes
HIV-positivos atendidos no período jan-2007/dez-2008 foram inicialmente
incluídos. Todos foram submetidos a biópsias do canal anal monitoradas pela
colposcopia anal após a aplicação de ácido acético 3%. Lâminas H&E e
imunoquímicas
processadas
pelo método
a
partir
dos
da
imunoperoxidase
espécimes
para a p16 foram
histológicos.
Os
resultados
histopatológicos e imunoquímicos consensuais expedidos foram dispostos em
tabelas de contingência e analisados pelos testes do Chi-quadrado e G, sendo
calculadas medidas de validade diagnóstica da
imunoistoquímica-p16.
Significância estatística foi considerada para p ≤ 0,5. RESULTADOS: Cento e
sessenta pacientes HIV-positivos foram estudados após a aplicação de critérios
de inclusão e exclusão. Houve significante associação estatística entre os
resultados histopatológicos e imunoquímicos (p < 0,0001). Utilizando como
ponto de corte os resultados imunoquímicos difusos a imunoistoquímica-p16
apresentou sensibilidade de 53% e especificidade de 93% para o diagnóstico
de ASIL e 60% de sensibilidade e 84% de especificidade para o diagnóstico de
HSIL. CONCLUSÃO: Apesar da significante associação entre os resultados da
imunoistoquímica-p16 e os resultados histopatológicos, a imunoistoquímicap16 tendeu a ser mais específica do que sensível no diagnóstico de ASIL e não
foi boa discriminadora de casos HSIL nos pacientes HIV-positivos atendidos na
FMT-AM.
Palavras-chaves: Neoplasias do Ânus; Genes, p16; Imunoistoquímica;
Lesões Pré-cancerosas/diagnóstico; Sensibilidade e Especificidade.
142
Abstract
INTRODUCTION: Immunochemistry for p16INK4a protein seems to represent a
promising marker for the detection of cases with greater potential for the
development of anal cancer. This study evaluated measures of diagnostic
validity of p16-immunohistochemistry in HIV-positive patients treated at the
Outpatient Clinic of Coloproctology of Tropical Medicine Foundation of
Amazonas. METHODS: All consecutive HIV-positive patients observed in the
period between Jan-2007/Dec-2008 were initially included. All patients
underwent high-resolution anoscopy monitored biopsies of the anal canal anal
after topical application of 3% acetic acid. Microscopic slides were processed
from the histological specimens and stained by H&E and p16-immunochemistry
(immunoperoxidase)
methods.
Consensual
histopathological
and
p16-
immunochemistry results were arranged in contingency tables and analyzed
statistically using Chi-square and G tests. Diagnostic validity measures of p16immunochemistry were calculated. Statistical significance was considered for p
≤ 0.5. RESULTS: One hundred and sixty HIV-positive patients were studied
after application of inclusion and exclusion criteria. There was a significant
statistical association between histopathological and immunochemical results (p
< 0.0001). With diffuse results as the cutoff, p16-immunochemistry presented
sensitivity of 53% and specificity of 93% for the diagnosis of ASIL and sensitivity
of 60% and specificity of 84% for the diagnosis of HSIL. CONCLUSION:
Despite the significant association between p16-immunohistochemistry and
histopathological results, p16-immunohistochemistry tended to be more specific
than sensitive in the diagnosis of ASIL and was not a good discriminator of
HSIL in HIV-positive patients attended at the Tropical Medicine Foundation of
Amazonas.
Key-words:
Anus
Neoplasms;
Genes,
p16;
Immunohistochemistry;
Precancerous Conditions/diagnosis; Sensitivity and Specificity.
143
Introduction
Anal cancer, although a disease rarely found in the general population,
has been observed in increasing proportions in certain at risk population
segments.1,2
Anal canal malignancy has several characteristics considered similar to
cancer of the cervix;3-5 therefore, much of the successful diagnostic and
therapeutic conducts directed to the control and reduction of cervical cancer
cases has been replicated to the management of anal cancer.6
However, while cervical cancer cases are gradually decreasing in centers
with well instituted programs for the prevention of the disease, the same has not
been observed in relation to anal cancer, once its incidence has been
increasing in recent years in population groups recognized to be at risk for the
development of the malignancy.7,8
Explanations for this worrying evolutionary difference are the lack of
programs directed to anal cancer prevention in at-risk segments of the
population in most health care services, the lack of complete knowledge that
still exists about the true natural history of anal malignancy, the lack of
consistent data showing that treatment of high-grade squamous intraepithelial
lesions (HSIL) actually reduces the incidence of anal cancer, the insufficient
number of researchers with experience in the area and the fact that, although
similar to cervical cancer, anal cancer has some significant differences still not
well investigated.7 One of them is the frequency of association with human
papillomavirus (HPV) infection. While for cervical cancer this association
approaches 100% of cases, not all cases of anal cancer seem to be associated
with the virus.9,10 Another striking difference is the eventual interpretative
difficulties involved in distinguishing between histopathological precursor lesions
of anal cancer and benign inflammatory lesions. Anal biopsies with scanty
specimens, tangential sections of the paraffin blocks, the presence of thermal
artifacts or of epithelial reactive/inflammatory atypia coexisting in the anoderma
or the anal transitional zone, the use of subjective morphological criteria and
144
lack of experience in the histopathological diagnosis of anal cancer and its
precursor lesions are some of the given explanations for these difficulties. 11-13
Reflecting these interpretative challenges is the considerable intra- and
interobserver variability (even among experts) that is commonly found in the
histopathological diagnosis of anal cancer and its precursor lesions.14-15
Histopathological examination
of
anal specimens,
despite being
considered the gold standard for diagnosis of the disease, has been responsible
for diagnostic agreement rates lower than those obtained in relation to cervical
cancer.14,16
In order to resolve this issue, some initiatives have been undertaken to
identify effective markers of lesions with greater potential to progress to anal
cancer, which can overcome the problems of diagnostic definition of
conventional histopathological examination.1,9,11-13,17-19
One of the promising markers, that has been already used for some time
in the diagnosis of precursor lesions of cervical cancer (cervical intraepithelial
neoplasia), is the protein p16INK4a (p16).20,21
P16, a protein encoded by the gene CDKN2A, is an inhibitor of kinases 4
and 6 dependent of cyclin D, which, under normal conditions, prevents the
phosphorylation of retinoblastoma protein (pRb) and subsequent release of
cellular transcription factor E2F. Factor E2F, when released, stimulates the cell
to leave the checking stage G1 and proceed to the next cell cycle phase, that of
DNA synthesis (S) and replication. Cells under stimulation of p16 remain in G1
stage and do not follow to S phase. This represents a regulatory mechanism of
the cell cycle.22
In tissues infected with high-risk HPV (HR-HPV), the viral oncogene E7
promotes the inactivation of both p16 and pRb function, thereby stimulating the
infected cells to enter the S phase of their cycle of cell division after a brief
pause at the G1 checkpoint. The action of the oncogene E7 on keratinocytes is
145
at least twofold: on one side, it causes increased expression of a
hypophosphorilated non-functional pRb (since the protein becomes unable to
link to factor E2F), in another it promotes directly the inactivation of the over
expressed p16. The release of large amounts of non-functional p16 in cells
under the action of the oncogene E7 is derived from a negative feedback
mechanism with pRb. The defunctionalized p16, despite being over expressed,
has no ability to block the action of complex CDK4-6/ciclin D, nor to inactivate
the other active oncogene of HR-HPV, E6, the product of which inactivates
tumor suppressor protein p53 an so prevents HPV-infected cells to engage into
apoptosis. Unrestrained cell division, a feature of neoplastic growths, is the final
product of this derangement of the host cellular environment promoted by viral
oncogenes.23,24
The immunochemical detection of p16 protein overexpression has then
the ability to mark tissues infected with HR-HPV and enhance them so as to
facilitate the identification of histopathological lesions with higher malignant
potential. This property of the diagnostic test has been useful to reduce the
intra- and interobserver variability that is commonly found in the diagnosis of
anal intraepithelial neoplasia.18
This study was designed to evaluate the measures of diagnostic validity
of p16 immunohistochemistry as an indicator of the presence of anal cancer
precursor lesions in HIV-positive patients treated at the Tropical Medicine
Foundation of Amazonas (FMT-AM), a reference institution in the state of
Amazonas, Brazil, for monitoring and treatment of HIV-positive patients.
Methods
A primary cross-sectional study of the diagnostic results of p16
immunohistochemistry
(IHCp16)
in
comparison
to
conventional
histopathological examination (HP) was performed on patients treated at the
Outpatient Coloproctology Clinic of FMT-AM between January 2007 and
December 2008. This research was approved by the Ethics in Research
146
Committee of the institution (CEP/FMT-AM 1768/2006) and refers to
microscopic slide readings that have resulted merely from the first patient care.
Patients
Of a total of 399 patients seen during the study period only those who
were HIV-positive were selected. Exclusion criteria included individuals younger
than 18 years, those with special needs, indigenous peoples, patients who for
some reason failed to meet all stages of biopsy proceedings and performance
of laboratory tests and those patients with missing or unsatisfactory test results.
Biopsy proceedings
All patients, without distinction, were submitted to high-resolution
anoscopy (HRA) monitored biopsies of the anal canal after topical application of
3% acetic acid, as previously described, which included biopsies of all observed
acetowhite lesions and of non-acetowhite epithelium, at standardized positions
within the anal transitional zone, when no lesion was detected at HRA. 25
Processing of specimens
The anal biopsy specimens were fixed in 10% buffered formalin and
referred to the Pathology laboratories of FMT-AM for processing.
Conventional histopathological stain: microscope slides were
mounted with 4 μ sections of the specimens included in paraffin blocks and
stained by traditional hematoxylin-eosin technique (H&E).
P16 immunohistochemical technique: Silanized microscopic
slides were mounted with 4 μ sections retrieved from the same paraffin blocks
used for the H&E stain. Briefly, the sections were deparaffinized by dipping the
slides in xylene solution. Afterwards, they were rehydrated in solutions with
increasing dilutions of absolute alcohol. The next step consisted in the antigen
retrieval from the specimen sections by immersing slides in 0.01 mol citrate
147
buffer solution and heating in a microwave oven in two cycles of 7 min at 95 °C.
After cooling, blocking of nonspecific antigens was carried out plunging the
slides in solutions of 5% skim milk and 3% hydrogen peroxide, each for 15 min.
Sequentially, the delimited specimens were covered with primary antibody antip16INK4a (clone 6H12, Novocastra, UK) at a dilution of 1:50. The primary
antibody was allowed to react overnight. After sequentially marking the primary
antibody with biotinylated secondary antibody and streptavidin-peroxidase (30
min each), sections on slides were covered, for 10 min, with diaminobenzidine
solution for antigen-antibody reaction revealing. After counterstaining, with a
weak solution of hematoxylin, and dehydration the slides were mounted with
coverslips. Positive controls (well-evidenced cases of cervical cancer) as well
as negative (slides of the same specimens used in positive controls to which the
primary antibody was not applied) were processed in each immunochemical
reaction.
Immunohistochemical
and
histopathological
interpretative
readings were consensual among three pathologists.
Histopathological
analysis
considered
the
following
evolutionary
diagnostic spectrum of ASIL to cancer: NEGhp (negative for ASIL or
malignancy), condyloma acuminatum, anal intraepithelial neoplasia grade I
(AIN-I), AIN-II, AIN-III and invasive cancer. Subsequently, condyloma
acuminatum and AIN-I were merged into one category: low-grade squamous
intraepithelial lesions (LSIL). AIN-II and AIN-III were accordingly considered
high-grade squamous intraepithelial lesions (HSIL). Only one histopathological
diagnosis was considered per patient. The lesion with the higher grade in the
diagnostic spectrum of ASIL was chosen for each patient, whenever multiple
biopsies were performed.
The criteria for the evaluation of p16 immunohistochemical staining
followed those proposed by Klaes et al., namely: negative staining (NEGihc) –
slides which stained less than 1% of the cells; sporadic staining – slides with
less than 5% of the cells stained, even in isolation; focal staining – slides in
which small clusters of positively stained cells were present but did not
148
exceeded 25% of the cells observed; and diffuse staining – slides in which more
than 25% of the cells stained positively.21 An intense brown staining observed
predominantly in the nucleus, with or without cytoplasmic staining was considered
positive for p16 expression in immunohistochemical specimens.
Statistical analysis
The frequencies of IHCp16 results were compared with those of the
histopathological analysis, after distribution in N x N contingency tables. The
data were analyzed by chi-square (with Yates correction) or G (with Williams
correction) tests and by the 95% confidence intervals.
With the redistribution of data in 2 x 2 contingency tables, the measures
of diagnostic validity (sensitivity, specificity, positive and negative predictive
values) of p16 immunohistochemistry in relation to histopathology (gold
standard) were obtained.26
Statistical significance was considered when p ≤ 0.05.
Results
Of the 399 patients enrolled in the study period, 160 HIV-positive could
be evaluated after fulfilling the inclusion and exclusion criteria.
There were no cases of anal cancer among the HIV-positive patients
attended.
Two (1.25%) of the biopsies performed in acetowhite-negative anal
canals at high-resolution anoscopy were positive for ASIL (1 condyloma
acuminatum, 1 LSIL). The corresponding IHCp16 results were focal and diffuse.
Table 1 contrasts IHCp16 results with histopathological findings. There
was a statistically significant association between the results of both exams.
While the frequencies of sporadic and focal immunohistochemical results did
149
not differ statistically in relation to the three categories of histopathological
findings, diffuse IHCp16 results tended to be more associated with
histopathological results LSIL and HSIL and NEGihc results tended to be
significantly associated to NEGhp results.
Analyzing only IHCp16 findings associated with HSIL cases in Table 1,
the following results were obtained: sporadic = 5 (16.7%, 95%CI 5.6%, 34.7%),
focal = 2 (6.7%, 95%CI 0.8%, 22.1% ), diffuse = 18 (60.0%, 95%CI 40.6%,
77.3%), NEGihc = 5 (16.7%, 95%CI 5.6%, 34.7%). Statistical difference was
observed when the 95% confidence intervals of diffuse results were compared
to IHCp16 results sporadic, focal and NEGihc. In a similar analysis undertaken
for LSIL histopathological results, there was no statistical difference among the
various immunochemical findings. When this analysis was done in relation to
NEGhp results, a marked statistical difference was observed for NEGihc results in
comparison to the other three IHCp16 results.
Table 2 outlines the measures of diagnostic validity of IHCp16
considering two cutoffs related to the immunohistochemical results shown in
Table 1. One cutoff considered positive all immunochemical results sporadic,
focal and diffuse; the other cutoff considered positive only diffuse IHCp16
results. Measures of diagnostic validity of IHCp16 were calculated for both
cutoffs according to two scenarios of histopathological findings: one considered
all results positive or negative for ASIL and the other considered the results only
positive or negative for HSIL. For the data analyzed, the more balanced
measures of diagnostic validity were those which were obtained from the
association of any positive IHCp16 result with ASIL of any grade.
Discussion
Due to certain diagnostic difficulties peculiar to the anal area, such as
those observed particularly in the examination of the anal transitional zone,27 a
region that it is not uncommon to find atypias of inflammatory/reactive origin that
can be confused with HSIL,1 much has been investigated in search of
diagnostic methods that accurately mark lesions with greater potential for anal
150
cancer progression, in order to reduce the interpretative intra and interobserver
variability that exists in the histopathological diagnosis of the disease, in all its
evolutionary phases.9,11-13,17-19,28,29
The p16INK4a protein is one of the mostly studied markers mainly due to
its characteristics of being over expressed in lesions associated with infection
by HR-HPV types, precisely the ones mostly linked with HSIL, the precursor
lesion with greater probability to progress to anal cancer.11,12,17,18,28,29
However, many a variable must be taken into consideration so that the
interpretation of a specific p16 immunochemical reaction can be considered
appropriate. The type and time of fixation of the specimen, the type and batch of
the primary antibody used, the use of immunochemical solutions adequately
prepared, the exposure time of specimens to these solutions, the proper
handling of specimens and solutions when manual processing techniques are
undertaken and lack of standardization in the interpretation of what should be
considered positive staining are some of them.23 These variables may be one of
the reasons for the disparate measures of diagnostic validation and precision of
IHCp16 in the literature, even in cases related to the diagnosis of cervical
cancer.23,30
In the early diagnosis of cervical cancer, IHCp16 diffuse staining,
although it tends to identify high-grade lesions in patients with HR-HPV
infection, has not always shown consistent results.30 Ozgul et al., in a study of
83 slides with cervical specimens with diagnoses of LSIL, HSIL, squamous cell
carcinoma and normal compared with 83 IHCp16 slides processed out of
sections from the same specimens, found that despite the positivity of IHCp16
was strongly associated with HSIL, they were not able to observe a correlation
between intensity of tissue expression of p16 and the presence of HR-HPV.31
Equally, Yildiz et al. investigated the correlation between the presence of HPV
infection and degree of expression of p16 in 35 cervical specimens with LSIL or
HSIL. Despite observing correlation between the intensity and distribution of
staining for p16 and diagnosis of LSIL and HSIL, they found no correlation
between HPV presence and intensity and distribution of p16.32
151
Likewise, results reported in the literature about the association between
IHCp16 positive results and HR-HPV in the diagnosis of anal cancer and
premalignant lesions are not uniform. It has been noted that IHCp16 tends to
produce strong positive band staining, occupying more than one third of the
thickness of the anal epithelium in specimens in which HR-HPV DNA is
integrated into the genome of the host cell and where it is often observed the
presence of HSIL.11,13 However, diffuse IHCp16 results are also described in
cases where it is not detected the presence of HR-HPV or where HPV DNA is
not integrated into the host cell genome, and also where there is no
histopathological features suggestive of ASIL.11 Nevertheless, some studies do
demonstrate a good correlation among diffuse IHCp16 results, HSIL, and
presence of HR-HPV.12,29,33
In the material studied herein the results of IHCp16 tended to be
significantly positive in association to LSIL or HSIL histopathological findings
and significantly negative when there was no presence of ASIL in biopsies
processed by H&E (p < 0.0001). When considering positive only diffuse IHCp16
results in relation to the presence of any ASIL finding a significant statistical
difference was observed (p <0.0001), although the measures of diagnostic
validity obtained were lower than expected due to the strong tendency of
association of diffuse IHCp16 results with LSIL cases and also to the verified
association of some diffuse results with histopathological NEG readings. HSIL
results were significantly associated with diffuse IHCp16 readings, according to
the analysis of the 95% confidence intervals, although only 60% of HSIL were
diffusely stained in p16 immunochemistry.
These results contrast with those presented by other authors who,
although obtaining higher percentages of diffuse IHCp16 results related to
HSIL, also observed results sporadic/focal in patients with high grade
lesions.11,13
Such findings may be due to the multiple variables related to the
immunochemical method employed, from processing to interpretation,23,30 and
to the non-uniform biological behavior of anal squamous intraepithelial lesions,
152
which may or may not be linked to HPV infection, and, when linked, the virus
can be found in episomal or integrated form.9,17
As a discriminator of ASIL, IHCp16 was generally more specific than
sensitive
in
this
study.
Walts
et
al.
reported
that
diffuse
p16
immunohistochemical staining had a sensitivity of 67% and specificity of 98%
for the diagnosis of ASIL in 104 anal biopsy specimens taken from the archives
of the Department of Pathology at Cedars Sinai Medical Center, in Los
Angeles.11 For the same type of analysis, in 160 anal specimens, we obtained
sensitivity of 53% and specificity of 93%.
Bean et al. reported sensitivity of 76%, specificity of 86%, positive
predictive value (PPV) of 62% and negative predictive value (NPV) of 93% for
IHC-p16 as a marker for anal HSIL in 75 specimens retrieved from the archives
of the Department of Pathology, University of Alabama at Birmingham. 13
IHCp16 in our 160 HIV-patients presented, comparatively, sensitivity of 60%,
specificity of 84%, PPV of 45% and NPV of 90%.
Therefore, in the patients studied at FMT-AM, p16 immunohistochemistry
was not a good discriminator of HSIL cases because the observed frequency of
diffuse IHCp16 results in patients with LSIL was comparatively similar (Table 1).
However, considering that LSIL lesions may show strong tendency to progress
to HSIL over time in HIV-positive patients,34 diffuse IHCp16 findings related to
LSIL, in these patients, maintain the quality of the marker as capable of pointing
out lesions with greater potential for anal cancer development.
Conclusions
It was observed, in this study, a significant association between p16 INK4a
immunohistochemical results and histopathological readings. However, IHCp16
tended to be more specific than sensitive in the diagnosis of ASIL and was not a
good discriminator of HSIL cases in HIV-positive patients, meaning that the
search for the ideal marker (high sensitivity and specificity) of lesions with
153
greater potential for anal cancer progression should still deserve extensive
research.
ACKNOWLEDGEMENTS:
The authors are thankful for the expert technical support of Pathologists
José de Ribamar Araújo and Rosilene Viana de Andrade, of Biologist Roberto
Moreira da Silva Junior, of Pathology Technicians Sandra Caranhas, Sandra
Oliveira, Carlos Marques, Andreza Fernandes and Maria Silva, and of
Administrative Technician Agustinho Monteiro.
CONFLICT OF INTEREST:
All authors declare to have no conflicts of interest.
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157
Table 1 - Association between p16INK4a immunohistochemistry and histopathological results in HIVpositive patients attended at Tropical Medicine Foundation of Amazonas
HP
IHCp16 LSIL
% (CI95%)
HSIL
% (CI95%)
NEGhp
% (CI95%)
TOTAL
SPO
6 31.6 (12.6 - 56.6)
5
26.3 (9.2 - 51.2)
8
42.1 (20.3 - 66.5)
19
FOC
3
30.0 (6.7 - 65.3)
2
20.0 (2.5 - 55.6)
5
50 (18.7 - 81.3)
10
DIF
15
37.5(22.7 - 54.2)
18
45.0 (29.3 - 61.5)
7
17.5 (7.3 - 32.8)
40
NEGihc
8
8.8 (3.9 - 16.6)
5
5.5 (1.8 - 12.4)
78
85.7 (76.8 - 92.2)
91
32 20.0 (14.1 - 27.0)
30
18.8 (13.0 - 25.7)
98
61.3 (53.2 - 68.8)
160
TOTAL
HP = histopathological result; IHCp16: p16 immunohistochemistry result; LSIL: low-grade squamous
intraepithelial
lesion;
HSIL:
high-grade
squamous
intraepithelial
lesion;
NEGhp:
negative
histopathological result for anal squamous intraepithelial lesion or cancer; CI95%: 95% confidence
interval; SPO: sporadic IHCp16 staining; FOC: focal IHCp16 staining; DIF: diffuse IHCp16 staining;
NEGihc: negative IHCp16 staining. p < 0.0001 (Williams’ G test)
158
Table 2 - Measures of diagnostic validity of p16 immunohistochemistry in HIV-positive
patients attended at the Tropical Medicine Foundation of Amazonas
IHCp16
HP
Sensitivity (%)
Specificity (%)
PPV (%) NPV (%)
SPO, FOC, DIF
ASIL
79.0
79.6
71.0
85.7
DIF
ASIL
53.2
92.9
82.5
75.8
SPO, FOC, DIF
HSIL
83.3
66.2
36.2
94.5
DIF
HSIL
60.0
83.8
45.0
90.0
IHCp16: p16INK4a immunohistochemistry results according to two points of cutoff; HP =
histopathological results according to two points of cutoff; ASIL: anal squamous
intraepithelial lesion (low-grade and high-grade); HSIL: high-grade squamous
intraepithelial lesion; SPO: sporadic IHCp16 staining; FOC: focal IHCp16 staining ;
DIF: diffuse IHCp16 staining; PPV = positive predictive value; NPV = negative
predictive value.
159
5
CONCLUSÕES
As seguintes conclusões puderam ser tiradas da análise dos resultados
obtidos nos estudos relacionados a esta tese, que se aplicam aos pacientes
atendidos no Ambulatório de Coloproctologia da Fundação de Medicina
Tropical do Amazonas, no período compreendido entre janeiro de 2007 e
dezembro de 2008:
5.1 Pacientes HIV-positivos e pacientes HIV-negativos com hábitos sexuais
anorreceptivos apresentaram prevalências-ponto de ASIL (de baixo e de alto
grau) elevadas.
5.2 A concordância diagnóstica média entre os patologistas da FMT-AM, na
análise de lâminas histopatológicas processadas a partir de biópsias anais em
pacientes HIV-positivos e HIV-negativos foi apenas regular, apesar da
replicação diagnóstica para lesões iguais ou mais graves do que HSIL ter sido
moderada.
5.3 Não houve associação estatística entre os resultados da imunocitoquímica
da p16 e os histopatológicos em pacientes HIV-positivos. Neles, a
imunocitoquímica para a p16 não revelou ser método sensível para o
diagnóstico de ASIL ou de infecção por HPV de alto risco em espécimes anais.
Entretanto, boa especificidade para o diagnóstico de ASIL foi observada
quando o método foi realizado em esfregaços de camada delgada.
5.4 Houve associação estatística significante entre a imunoistoquímica da p16
e os resultados histopatológicos observados em pacientes HIV-positivos.
Entretanto, a imunoistoquímica da p16 tendeu a ser mais específica do que
sensível no diagnóstico de ASIL e não foi boa discriminadora de HSIL.
5.5 Em pacientes HIV-positivos, o valor preditivo positivo da imunocitoquímica
da p16 para apontar a presença de infecção anal por HPV de alto risco foi
baixo.
160
Em função destas conclusões, propõe-se que, na Fundação de Medicina
Tropical do Amazonas, os diagnósticos histopatológicos e citológicos
envolvendo a detecção de lesões precursoras do câncer anal sejam emitidos
após concordância consensual entre, no mínimo, três patologistas; que todos
os pacientes HIV-positivos e os com hábitos sexuais anorreceptivos que
procurarem a instituição para atendimento sejam orientados a procurar o
Ambulatório de Coloproctologia para avaliação, visando a detecção precoce de
lesões precursoras do câncer anal; que a imunoistoquímica da proteína
p16INK4a seja incorporada como técnica diagnóstica auxiliar na detecção de
casos cujo exame histopatológico convencional suscite dúvidas quanto à
presença ou não de lesão intraepitelial escamosa de alto grau; e que a
imunocitoquímica da p16INK4a sofra nova investigação em esfregaços anais
realizados pela técnica de camada delgada, de preferência automatizada, com
a incorporação do método de pontuação nuclear qualitativa.
161
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175
7 ANEXOS
7.1
Luiz Carlos de Lima Ferreira
ANEXO A
EQUIPE CIENTÍFICA DE APOIO AO DESENVOLVIMENTO DO PROJETO DE TESE
Formação
Instituição
Experiência em
Atividades no Desenvolvimento da Tese
(Titulação)
de trabalho
Médico, Dr.
FMTAM
Patologia
Orientador. Leitura de lâminas.
José Ribamar de Araújo
Rosilene Viana de Andrade
Felicidad Santos Gimenez
Adriana Daumas
Júnia Raquel Dutra Ferreira
Roberto M. da Silva Junior
Sandra Caranhas
Médico, MSc.
Médica, MSc.
Médica, MSc
Médica, MSc.
Bioquímica, MSc
Biólogo, Bc
2º grau comp.
FMTAM
FMTAM
UFAM
UFAM
UFAM
FMTAM
FMTAM
Patologia
Patologia
Proctologia
Proctologia
PCR
Histoquímica
Histotecnologista
Michelle Coelho Ribeiro
Paula Emanuelle V. Hargreaves
Ticiane da Costa Martins
Jane Anne Nunes Lira
Bióloga, Bc
Acad. Medicina
Acad. Medicina
UFAM
FMTAM
UFAM
UFAM
Estagiária
Histoquímica
Estagiária
Estagiária
Jacqueline Pereira Pinheiro
Bruno Meireles Brito de Souza
Willian Stremel
Camila Oliveira Cunha
Gisele Teixeira Milano
Natália Amorim de Oliveira
Stephany Oliveira da Silva
Priscilla Ribeiro dos Santos
Laila Cristina Alves Rojas
Ac. Biomedicina
Acad. Medicina
Acad. Medicina
Acad. Medicina
Acad. Medicina
Acad. Medicina
Acad. Medicina
Acad. Medicina
Acad. Medicina
UEA
UFAM
UFAM
UFAM
UFAM
UFAM
UFAM
UFAM
UFAM
Nome
Estagiária
Estagiário
Estagiário
Estagiária
Estagiária
Estagiária
Estagiária
Estagiária
Estagiária
Leitura de lâminas.
Leitura de lâminas.
Atendimento a pacientes, coleta de material
citológico e histológico.
Realização da PCR.
Auxílio no processamento imunoquímico.
Auxilio
no
processamento
de
lâminas
citoistopatológicas.
Auxílio no processamento imunoquímico.
Auxílio no processamento imunoquímico.
Auxílio no atendimento de pacientes e no
processamento de espécimes citológicos,
histológicos e imunoquímicos; orientanda de
PIBIC.
Auxílio no atendimento de pacientes e no
processamento de espécimes citológicos,
histológicos e imunoquímicos.
176
Nome
Formação
(Titulação)
Lucília Rocha Lopes
Acad. Medicina
Christine Rondon Pedrosa
Acad. Medicina
Drielle Nogueira Sales
Acad. Medicina
Elmo Pontes da Costa
Acad. Medicina
Paulo Sérgio L Merchak Junior Acad. Medicina
Renata Jessica Brasil Romano Acad. Medicina
Renata da Silva Galvão
Ac. Biomedicina
Nathalia Wanderley Coronel
Acad. Medicina
Instituição
de trabalho
UFAM
UFAM
UFAM
UFAM
UFAM
UFAM
UEA
UFAM
Experiência em
Estagiária
Estagiária
Estagiária
Estagiário
Estagiário
Estagiária
Estagiária
Estagiária
Atividades no Desenvolvimento da Tese
Auxílio no atendimento de pacientes e no
processamento de espécimes citológicos,
histológicos e imunoquímicos.
Auxílio na realização da PCR.
Auxílo na realização da PCR e no atendimento de
pacientes.
177
7.2
Cronograma de Execução Física:
Item
1
2
3
4
5
6
7
ANEXO B
INÍCIO: 01/ 2007
TÉRMINO: 08/ 2010
ATIVIDADES
Treinamento nas atividades de coleta e
recebimento
de
amostras
clínicas,
cadastramento,
histologia,
imunocitoistoquímica e na técnica da PCR
visando o aprendizado e a autonomia nas
atividades do projeto
Coleta
de
material
anal,
envio,
recebimento,
cadastramento
e
processamento das amostras celulares e
teciduais.
Leitura
das
lâminas
histológicas,
imunocitoistoquímicas, interpretação da
PCR-HPV
e
emissão
dos
laudos
respectivos
Compilação dos dados coletados e análise
estatística
Revisão bibliográfica - erudição
Redação final do estudo
Defesa da tese
2006
Out - Dez
DURAÇÃO EM MESES = 12 meses
2007
Jan - Dez
2008
Jan - Dez
2009
Jan - Jun Jul - Dez
X
X
X
X
X
X
2010
Jan - Jun Jul - Ago
Set
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
178
7.3
Item
ANEXO C
Orçamento
Quant.
1
200
2
3
MATERIAL PERMANENTE
Preço unitário
Custo do item
R$
R$
5
Escova cervical citológica Estéril
Pinça de McGill 16 cm
0,60
70,00
350,00
5
Pinça de biópsia Prof. Medina 24 cm
200,00
1000,00
4
3
Seringa Carpule
30,00
90,00
5
3
Caixa de agulhas gengivais longas – caixa com 100 unidades
40,00
120,00
6
6
Caixa c/ 50 tubetes de lidostesin 3% com vasoconstritor
25,00
150,00
7
200
Anuscópios descartáveis abertos
2,50
500,00
8
1
Solução de lugol – frasco com 500 ml
25,0
25,00
9
2
Gaze – compressas – pacotes com 500 unidades
26,00
52,00
10
10
Luvas de látex descartáveis – procedimento – caixa com 50 pares
23,00
230,00
11
100
21,00
2100,00
12
3
Xilocaína geléia 2%
Lápis preto nº 2
1,50
4,50
13
2
Apontador de lápis
5,00
10,00
14
1
Perfurador de papel de mesa
75,00
75,00
15
1
Caneta marcadora permanente preta – embalagens com 4
8,00
8,00
16
1
Caneta esferográfica Bic Cristal preta – caixa com 20
25,00
25,00
17
3
Papel carbono – caixas com 100
10,00
30,00
18
3
Papel A4 75 g – caixa com 5 resmas com 500 folhas
55,00
165,00
19
5
Tinta de impressora Lexmark 82 (p&b) – 18L0032
110,00
550,00
20
5
Tinta de impressora Lexmark 83 (color) – 18L0042
150,00
750,00
21
1
Tinta de impressora HP 51645GL (p&b)
90,00
90,00
22
2
Etiquetas autocolantes – rolo com 500
10,00
20,00
23
1
Pasta Registradora AZ 345 X 80 – pacote com 2
15,00
15,00
24
1
Grampeador de mesa Z66
30,00
30,00
25
1
Grampos 26/6 ARO 5000 un. – pacote com 5 caixas
20,00
20,00
26
1
Hematoxilina - 500 ml
105,00
105,00
27
1
Orange - 500 ml
45,00
SUBTOTAL
120,00
45,00
R$ 6.679,50
179
Item
Quant.
MATERIAL PERMANENTE
Preço unitário
Custo do item
R$
R$
28
2
Xileno - 1 l
30,00
60,00
29
3
Lamínulas de vidro 24 x 50 mm – cx c/ 100
15,00
45,00
30
6
Lâminas de vidro c/ extr. Fosca fina – cx com 50
10,00
60,00
31
5
Álcool 95% - 1 litro
5,00
25,00
32
2
Álcool absoluto – 1 l
20,00
40,00
33
1
Ácido acético glacial – 1 l
35,00
35,00
34
2
Corante Giemsa – 500 ml
60,00
120,00
35
250
0,35
87,50
36
37
2
Sol. Tris-HCl 50mM pH 8,0 e EDTA 1mM - 200 ml
100,00
200,00
2
150,00
300,00
38
1
Sol. tampão PBS pH 7,2 (NaCl 0,800g, KCl 0,020g, NaPO4 dibásico 0,115g, KPO4 monobásico 0,020g, AD 100 ml)
Ácido bórico 1000 g
30,00
30,00
39
1
Acetato de amonium 500 g
60,00
60,00
40
1
Agarose 100 g
660,00
660,00
41
1
EDTA 500 g
62,00
62,00
42
1
Tris base molecular grade 2500 g
720,00
720,00
43
1
100 PB DNA Ladder 250 μg
1600,00
1600,00
44
3
Primer MY09
500,00
1500,00
45
3
Primer MY11
500,00
1500,00
46
3
Primer ISO4M
500,00
1500,00
47
3
Primer ISSO5
500,00
1500,00
48
3
Tween
700,00
2100,00
49
4
d NTP
1400,00
5600,00
50
6
Taq Polimerase
450,00
2700,00
51
3
DYENAMIC ET DYE terminator kit
1600,00
4800,00
52
3
Megabace LR Matrix
800,00
2400,00
53
3
Proteinase K
800,00
2400,00
54
2
Solução de formalina 10% tamponada – frascos de 1 litro
50,00
SUBTOTAL
100,00
Tubos de Eppendorf - 1,5 ml
R$ 30.204,50
180
Item
Quant.
MATERIAL PERMANENTE
Preço unitário
Custo do item
R$
R$
55
1
Material complementar para carga viral HIV
1000,00
1000,00
56
1
Vidraria
700,00
700,00
57
1
Outros Insumos de impressão
500,00
500,00
58
2
DAB – corante p/ imunoistoquímica
600,00
1200,00
59
2
4200,00
6
Sol. ABC – revelador de imunoistoquímica
CINtectm p16INK4a Cytology Kit for the Autostainer (50 testes)
2100,00
60
3179,01
19074,06
61
6
p16 INKa Kit para 50 testes histologia
3179,01
19074,06
62
3
Lâminas Silanizadas – caixas com 100
461,31
1383,93
63
1
Solução salina Tris-tamponada com Tween 20, conc. 10x – frasco de 500 ml
567,46
567,46
64
1
Meio de montagem Glycergel – frasco de 15 ml
100,72
100,72
65
1
Meio de montagem aquoso Faramount RTU – frasco de 15 ml
122,58
122,58
66
1
Meio de montagem Permanente - frasco de 100 ml
461,31
461,31
67
3
Primer GP5+
500,00
1500,00
68
3
Primer GP6+
500,00
1500,00
69
1
Processador ThinPrep 2000 (Cytyc Corporation)
10000,00
10000,00
70
5
Solução conservante PreservCyt® - 1 litro
500,00
2500,00
69
10
Biólogo – bolsa mensal para 10 meses
1000,00
10000,00
70
1
Estatístico – bolsa mensal – 1 mês
1000,00
1000,00
71
12
Técnico de Laboratório – bolsa mensal, para 12 meses
350,00
4200,00
SUBTOTAL
TOTAL
R$ 79.084,12
R$ 115.968,10
181
7.4
ANEXO D
TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO
182
7.5
ANEXO E
PROTOCOLO DE ESTUDO
183
7.6
ANEXO F
REQUISIÇÃO DE EXAME HISTOLÓGICO / ANOSCOPIA COM MAGNIFICAÇÃO DE IMAGEM
184
7.7
ANEXO G
TÉCNICA DE PRODUÇÃO DE ESFREGAÇO DE CAMADA DELGADA
MÉTODO SYNERMEDTM
185
7.7
ANEXO G
TÉCNICA DE PRODUÇÃO DE ESFREGAÇO DE CAMADA DELGADA
MÉTODO SYNERMEDTM
186
7.8
ANEXO H
RESULTADO DE EXAME HISTOPATOLÓGICO
BIÓPSIA ANAL GUIADA POR ANOSCOPIA COM MAGNIFICAÇÃO DE IMAGEM
Sem alterações
Retite (proctite) crônica inespecífica
+
++
+++
LSIL
escamoso
transição
glandular
HSIL
escamoso
transição
glandular
Doença de Paget
Carcinoma escamocelular
Adenocarcinoma
Adenocarcinoma mucinoso
Carcinoma indiferenciado
Tumor carcinóide
Melanoma maligno
Tumor não epitelial
Tumor metastático
Outro tumor:
Hemorróida
externa
interna
mista
Descritivo:
/
/
Data
2
0
0
Ass. e carimbo do patologista
187
7.9
ANEXO I
MEDIDAS DE VALIDAÇÃO DIAGNÓSTICA
188
7.10
ANEXO J
PROTOCOLO DE COLORAÇÃO IMUNOCITOQUÍMICA DA P16INK4A
1º Fase
Preparo de soluções e calibração do pH-âmetro
Calibrar pH-âmetro, conforme instruções do fabricante. Preparar soluções de PBS 1X (pH 7,4), citrato 0,01
mol (pH 6,0) com Triton 100X, leite desnatado 5% em PBS, DAB – 1 gota do cromogênio em 1 ml do tampão DAB.
Reidratação
Mergulhar o berço com lâminas em Álcool absoluto 50% - 1X por 10 minutos.

Retirar o excesso de álcool

Mergulhar o berço com lâminas em água destilada: Lavar lâminas 1X por no mínimo 30 seg.
2º Fase
RECUPERAÇÃO ANTIGÊNICA

Colocar 300 ml de solução de recuperação antigênica para ICQ (RA-ICQ) em cuba de coloração e préaquecer a solução a 95º - 99ºC (2 minutos). Mergulhar o berço contendo as lâminas na cuba com a solução
pré-aquecida e manter em forno de microondas a temperatura constante entre 95 e 99ºC por 10 minutos.

Esfriamento: Tirar a cuba contendo as lâminas com solução de RA-ICQ do microondas e deixá-la
parcialmente imersa em cuba contendo água de torneira em temperatura ambiente e aguardar
aproximadamente 20 a 30 minutos, até o resfriamento da solução de RA-ICQ.

PBS 1X: Lavar 1X por 5 min.
BLOQUEIO DE ANTÍGENOS INESPECÍFICOS

Bloqueio da atividade da peroxidase endógena

Após retirar o excesso de líquidos, mergulhar lâminas por 15 min (1 X) na solução de peróxido de hidrogênio
para ICQ.

PBS 1X: Lavar 1X por 5 min.

Bloqueio da atividade da biotina endógena

Leite desnatado 5% em PBS 1X: mergulhar lâminas1X, por 5 minutos.

Água destilada: Lavar 1X.

PBS 1X: Lavar 1X por 5 min.

Secar a lâmina e delimitar o local a ser coberto com o anticorpo primário com a caneta de marcação de
área de leitura microscópica.
Aplicação do Anticorpo Primário – proteína p16, clone 6H12, Novocastra, United Kingdom

Cobrir o esfregaço delimitado com 100 l de anticorpo primário diluído em PBS 1X na concentração de 1:400.
Deixar agir overnight, em ambiente úmido, em refrigerador, a 4ºC.
3º Fase

PBS 1X: Lavar 1X por 5 min.
o
Marcação do anticorpo primário

Anticorpo secundário biotinilado (com biotina): Cobrir o esfregaço citológico, previamente delimitado com
caneta pap, com 100 l do anticorpo secundário biotinilado (Reagente de ligação multiespécies Easy Path –
frasco 1) e deixar descansar em recipiente úmido por 30 minutos.

Sacudir cada lâmina sobre papel filtro/gaze para retirar o excesso de Ac.

PBS 1X: Lavar 3X por 5 min.

Streptavidina-peroxidase: Cobrir o esfregaço citológico, previamente delimitado com caneta pap, com 100 l
do reagente streptavidina-peroxidase (USA-HRP Reagente de Marcação Easy Path – frasco 2) e deixar
descansar em recipiente úmido por 30 minutos.

PBS 1X: Lavar 3X por 5 min.
o
Revelação dos locais onde ocorreram as reações antígeno-anticorpos

DAB (diaminobenzidina): Cobrir com a solução diluída de DAB o corte histológico previamente delimitado e
aguardar de 5 a 10 minutos.

PBS 1X: Lavar 1X.
o
Contra-coloração

Hematoxilina: Mergulhar lâminas 1X por 10 minutos.

Água de torneira: Retira-se o excesso de hematoxilina.
o
Desidratação

Álcool a 70%, álcool a 80% e álcool absoluto: Mergulhar 1X em cada, rapidamente.

Secar: Deixar secar à temperatura ambiente.
4º Fase

Montar Lâmina: Aplicar pequena quantidade de Enthelan sobre a lâmina e sobrepor lamínula.
Obs.: incluir lâminas com material controle positivo e controle negativo (céls. HeLa) em cada reação ICQ.
189
7.11
ANEXO K
PROTOCOLO DE COLORAÇÃO IMUNOISTOQUÍMICA DA P16INK4A
1º Fase
Preparo de soluções e calibração do pH-âmetro
Calibrar pH-âmetro, conforme instruções do fabricante. Preparar soluções de PBS 1X (pH 7,4), citrato 0,01
mol (pH 6,0), leite desnatado 5% em PBS 1X, DAB – 1 gota do cromogênio em 1 ml do tampão DAB.
Desparafinizaçâo
Mergulhar, sequencialmente, o berço com lâminas em cubas contendo:

Xilol 1: 1 X por 10 minutos.

Xilol 2: 1 X por 5 minutos.

Álcool absoluto 1, álcool absoluto 2, álcool 80%, álcool 70%, água destilada: Mergulhar 1X em cada,
rapidamente.
2º Fase
RECUPERAÇÃO ANTIGÊNICA

Mergulhar o berço contendo as lâminas em cuba de coloração, preenchendo-a com solução de tampão de
citrato 0,01 mol de forma a garantir que o nível da solução fique 1 cm acima do nível das lâminas. Colocar a
cuba no forno de microondas e deixar por 7 minutos, em potência média. Aguardar 1’ 30” com a porta semiaberta e repetir por mais 7 minutos no microondas, em potência média. Novamente, aguardar 1’ 30” no
microondas com a porta semi-aberta.

Esfriamento: Tirar a cuba contendo as lâminas com solução tampão de citrato do microondas e deixá-la
parcialmente imersa em cuba contendo água de torneira em temperatura ambiente e aguardar
aproximadamente 20 a 30 minutos, até o resfriamento da solução de citrato.

Água destilada: Lavar 2X por 5 min.
PBS 1X - do frasco de PBS 20X – retirar 100 ml e

PBS 1X: Lavar 2X por 5 min.
adicionar 1.900 ml de AD (para um total de 2 l)
BLOQUEIO DE ANTÍGENOS INESPECÍFICOS

Bloqueio da atividade da peroxidase endógena

Mergulhar lâminas por 15 min (1 X) em 200 ml de solução de peróxido de hidrogênio 3%.

Água destilada: Lavar 1X.

PBS 1X: Lavar 2X por 5 min.

Bloqueio da atividade da biotina endógena

Leite desnatado 5% em PBS 1X: mergulhar lâminas1X por 5 minutos.

Água destilada: Lavar 3X até tirar bem o leite.

PBS 1X: Lavar 2X por 5 min.

Secar a lâmina e delimitar o local a ser coberto com o anticorpo primário com a caneta de marcação de
área de leitura microscópica.
Aplicação do Anticorpo Primário – proteína p16, clone 6H12, Novocastra, United Kingdom

Cobrir o corte histológico previamente delimitado com solução preparada na proporção de 1l de p16 para
cada 49 l de PBS 1X (fazer o suficiente para destinar 25 l para cada lâmina) e deixar agir overnight, em
ambiente úmido (tupperware com esponja úmida), a 4ºC.
3º Fase











PBS 1X: Lavar 2X por 5 min.
o
Marcação do anticorpo primário
Anticorpo secundário biotinilado (com biotina): Cobrir o corte histológico previamente delimitado com 25
l de anticorpo secundário biotinilado (Reagente de ligação multiespécies Easy Path – frasco 1) e deixar
descansar em recipiente úmido por 30 minutos, à temperatura ambiente.
Sacudir cada lâmina sobre papel filtro/gaze para retirar o excesso de Ac.
PBS 1X – Lavar 2X por 5 min.
Streptavidina-peroxidase: Cobrir o corte histológico previamente delimitado com 25 l de streptavidinaperoxidase (USA-HRP Reagente de Marcação Easy Path – frasco 2) e deixar descansar em recipiente úmido
por 30 minutos à temperatura ambiente.
PBS 1X: Lavar 2X por 5 min.
o
Revelação dos locais onde ocorreram as reações antígeno-anticorpos – APAGAR A LUZ DO
RECINTO
DAB (diaminobenzidina): Cobrir com a solução diluída de DAB o corte histológico previamente delimitado e
aguardar 10 minutos.
PBS 1X: Lavar 1X.
o
Contra-coloração
Hematoxilina: Mergulhar lâminas 1X por 10 minutos.
Água de torneira: Retira-se o excesso de hematoxilina.
o
Desidratação
Álcool 70%, álcool 80%, álcool absoluto 2, álcool absoluto 1, xilol 2, xilol 1: Mergulhar 1X em cada,
rapidamente.
4º Fase

Montar Lâmina: Aplicar pequena quantidade de Enthelan sobre a lâmina e sobrepor lamínula.
Obs.: incluir lâminas com material controle positivo e controle negativo em cada seção de coloração IHQ
190
7.12
ANEXO L
CERTIFICADO DE APROVAÇÃO DE PROJETO DE PESQUISA
191
7.13
ANEXO M
CERTIFICADO DE APROVAÇÃO DE PROJETO DE PESQUISA
192
7.14 – Anexo N
193
194
195
196
7.15 – Anexo O
197
198
199
200
201
202
203
204
205
7.16 – Anexo P
206
207
208
209
210
211
212
213
214
215
216
217
7.17 – Anexo Q
218
219
220
221
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