Fundação Oswaldo Cruz
Escola Nacional de Saúde Pública Sergio
Arouca
Mestrado em Saúde Pública
Programa de Formação em Promoção da
Saúde e Desenvolvimento Social
Maria de Fátima Lobato Tavares
III SBEPS
Maio / 2011
Coordenação Geral
Maria de Fátima Lobato Tavares
Coordenação Colegiada
Carlos Machado de Freitas, Carlos Otávio Fiúza, Gíssia Gomes Galvão, Inês do Nascimento
Reis, Lenira Zancan, Márcia Fausto, Marisa Villarinho da Silva, Regina Bodstein, Rosa Maria
da Rocha, Simone Cynamon Cohen
Colaboradores
Alberto Pellegrini Filho, Antônio Ivo de Carvalho, Antônio Sérgio Almeida Fonseca, Carlos
Silva, Celina Boga Marques Porto, Denise Cavalcante de Barros, Eliana Cláudia Otero Ribeiro,
Elizabeth Romero, Fátima Pivetta, Grazielle Nespoli, Leila Adesse, Maria Alice Pessanha de
Carvalho, Páulea Zaquini Monteiro Lima, Paulo Marchiori Buss, Rosana Magalhães, Valéria
Vernaschi Lima, Simone Vincent
Tutores - 2010
Maria Rita de Cássia Macedo, Mônica Rodrigues Saraiva Pereira, Patrícia Ferrás Araújo da
Silva, Paulini Malfei de Carvalho Costa, Rosa Maria da Rocha e Zélia Pimentel Andrade


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Objetivos
desenvolver ensino para reflexão sobre conceitos e
práticas da promoção da saúde, tendo por base o
conceito ampliado de saúde e a ação sobre os
determinantes sociais de saúde.
O fio condutor é formar trabalhadores da saúde e
de áreas correlatas sob novas perspectivas de
ação, incluindo empowerment da comunidade,
focando na eqüidade, na ética, e nos direitos à
saúde.

De que promoção da saúde
estamos falando?

Inovações da Carta de Ottawa (1986) documento fundador
da moderna promoção da saúde

Definição de Saúde:


produzida na vida cotidiana, em interação com as
condições locais, segundo os valores explícitos na
Saúde Pública.
Princípios de ação:
Cinco campos de ação


Participação social e empoderamento (legitimidade do
conhecimento local não especializado)
Intersetorialidade
CONTEXTO
L
• Político
•Social
•Econômico
•Valores sociais
•Cultural
SOCIEDADE
COMUNIDADE
Comunidad
e
INDIVÍDUO
FAMÍLIA
MEIO AMBIENTE
QUALIDADE
DE VIDA
SAÚDE
Base Conceitual de sustentação da proposta
e de um modelo de intervenção




Desigualdades sociais são determinantes para a saúde e a
qualidade de vida de indivíduos e comunidades;
Desigualdades são histórica e socialmente construídas,
O modelo proposto é por definição multidisciplinar,
multiestratégico e multisetorial, estruturado de forma a
mobilizar e promover a participação social. As mudanças
pretendidas para enfrentar as desigualdades em saúde
extrapolam o âmbito dos sistemas e serviços de saúde;
O modelo proposto pretende gerar conhecimento científico
que pode ser aplicado às políticas públicas e de saúde
(evidence based policy).
Desafios para a formação em promoção
da saúde
e desenvolvimento social
 reconhecer relação entre processo de trabalho e formação
criar capacidades de articular e mobilizar conhecimentos, propiciando
reorientação das práticas no cotidiano dos serviços, mediante
desenvolvimento de competências (atributos integrados (cognitivos,
psicomotores e afetivos);
valorizar o contexto e a história de indivíduos e comunidades,
possibilitando integração maior entre aqueles que demandam e os que
acolhem nos serviços de saúde, mediante abordagem dialógica da
competência;
possibilitar surgimento de alianças envolvendo as
instituições formadoras e reguladoras, usuários e movimentos
sociais, numa perspectiva interdisciplinar e interprofissional

Um pouco de história...
o Ensino na área de promoção da saúde e
desenvolvimento social da ENSP iniciou-se em 1998 com
um módulo no curso de Especialização em Saúde Pública.
 Foram sendo criadas outras modalidades:
estrito senso
1999 – disciplina optativa para o mestrado e
doutorado/ENSP
lato senso
2000 – curso de atualização em promoção da saúde
2001 – curso de aperfeiçoamento em promoção da saúde
na escola


2007 – programa de formação em promoção
da saúde e desenvolvimento social:
Curso de Especialização em Promoção da Saúde e
Desenvolvimento Social – 2007 2009 2010
Curso de Aperfeiçoamento em Promoção da Saúde –
Palmas / Tocantins – 2008 2010
Unidade de Aprendizagem Promoção da Saúde do Curso
Nacional de Gestores - 2009
Um pouco de história...


O programa de formação em promoção da saúde
e desenvolvimento social da ENSP
compromissos assumidos pela ENSP:
construção de processos de educação permanente, aliança entre
trabalho e formação, consolidação de redes de cooperação, busca
do desenvolvimento institucional e, principalmente, o
reconhecimento de que, nos processos de formação e trabalho
são constituídos cidadãos detentores de conhecimentos técnicos
e políticos.
 ensino orientado para a competência, na perspectiva da
integralidade do cuidado, de forma intersetorial e
interdisciplinar, que requer mudanças na postura de
professores e alunos por propiciar tratamento critico
e reflexivo dos temas suscitados nos debates.

O curso de especialização em promoção da
saúde
e desenvolvimento social da ENSP
Unidade I - Promoção da Saúde e Desenvolvimento Social
na Gestão de Políticas Públicas - identificação de problemas
na organização do processo de trabalho e atuação como
gestor social e de saúde;
Unidade II - Promoção da Saúde e Desenvolvimento Social
nas Instituições e Organizações- atuação para construção da
integralidade do cuidado à saúde;
Unidade III - Promoção da Saúde e Desenvolvimento
Social nos Territórios e Comunidade - identificação de
necessidades, potencialidades e oportunidades para a
melhoria das condições de vida e saúde e promoção e
participação social bem como, articulação intersetorial.
Público - Alvo

Profissionais da área da saúde, da educação e
afins que façam interface com o setor saúde,
membros de organizações comunitárias,
gestores do SUS e das diferentes esferas do
governo.



Abordagem pedagógica
duas metodologias: a Aprendizagem com base em problemas e
a Metodologia da problematização (relatos de prática), que
possibilitam exercício de problematização da realidade,
colocando-se como espaço de reflexão sobre os desafios das
práticas e situam os alunos como sujeitos ativos no processo
de construção de ações de promoção da saúde e desenvolvimento
social.
na Aprendizagem com base em problemas os problemas de
ensino são elaborados por equipe de especialistas para cobrir
todos os elementos essenciais do currículo. Na Metodologia da
problematização os problemas são extraídos da realidade pela
observação realizada pelos alunos.



Abordagem pedagógica
essas metodologias são trabalhadas em pequenos grupos de
alunos e tutor, que após processarem situações – problema
e / ou relatos de prática passam por momentos de
desconstrução do que sabem sobre os temas, para
reconstruí-los com base no conhecimento cientifico existente,
relacionado à promoção da saúde e desenvolvimento social,
articulando-os com o conhecimento que trazem no decorrer de
suas vidas.
Há então, a demanda de intensa participação dos alunos de
modo a construírem uma questão de aprendizagem para ser
respondida numa síntese individual, a partir de uma busca
ativa do conhecimento cientifico. Na volta ao pequeno grupo e
com o tutor se dá o debate, a partir dos diversos olhares
contidos nas sínteses, o que possibilita também a construção
coletiva do conhecimento.


Viabilidade da Proposta
sistema de tutoria que requer formação de professor tutor,
como mediador dos momentos e atividades educativas, na
modalidade presencial para trabalhar a complexidade do
saber fazer educativo, possibilitando aprendizagem
significativa, apoiada nas experiências dos alunos e na
busca por soluções de problemas relacionados à promoção
da saúde e desenvolvimento social.

Estratégias estruturantes

processamento de situações problema;

processamento de relatos de prática;

desenvolvimento de uma Proposta de Intervenção (TCC) vinculada
às estratégias da Política Nacional de Promoção da Saúde;

dinâmicas de acolhimento;

oficinas de educação permanente para o colegiado e tutoria;

trabalho com os alunos em grande e pequenos grupos;

plenárias de apresentação das sínteses dos grupos como
espaço de socialização e debate, no meio e ao final de cada
Unidade de Aprendizagem.



Estratégias complementares
caixa de ferramentas, constituídas por Mídias:
Impressa, CD e Internet, vídeos, seminários;
debate com convidado/autor.



Sistema de Avaliação
a avaliação é processual e ampla, isto é,
acompanha todo o desenvolvimento do curso e
avalia seus componentes - tutores, alunos,
recursos educativos e a própria avaliação -.
nesta perspectiva a avaliação se apresenta
como uma construção permanente,
responsável pelo alcance dos objetivos de
aprendizagem traçados e pactuados
anteriormente. O sistema é, portanto,
composto pela avaliação dos alunos e do
programa de formação.



Sistema de Avaliação
para os alunos são consideradas quatro estratégias que
possibilitam avaliar a capacidade de articular e mobilizar
conhecimentos, habilidades e atitudes para resolver situações
concretas no trabalho considerando o contexto sócio cultural, na
perspectiva da promoção da saúde:
sínteses do processamento de 6 situações problema em cada
Unidade; elaboração e sínteses de 2 relatos de prática em cada
Unidade; portfolio do Aluno e do Grupo; desenvolvimento de uma
Proposta de Intervenção (TCC).
o portfólio é um espaço de documentação, reflexão, criação e reconstrução do currículo pelas mãos dos alunos, sendo também
um instrumento de avaliação do curso.




Outros instrumentos
 Guias:
Tutor
Aluno
Elaboração do TCC

Instrumentos de Avaliação e
Acompanhamento:

Aluno: auto-avaliação, compartilhada individualmente
com o tutor
Tutor

Curso

Sobre o TCC


o TCC a ser apresentado pelo aluno ao final do curso
consiste na elaboração de um projeto estratégico de
desenvolvimento local /regional vinculado às estratégias
da Política Nacional de Promoção da Saúde, com base nos
seus conhecimentos, experiências e reflexões propiciadas
pelos conteúdos apresentados nas três Unidades de
Aprendizagem;
esse projeto então, deverá expressar o desenvolvimento
do aluno ao longo do curso, tendo como referência os
relatos de prática elaborados e os problemas processados
e acompanhado pela tutoria até sua finalização.
Avaliação dos alunos – primeiros dados –
entre 70 e 80% de aprovação

As Atividades
didáticas são
adequadas para se
alcançar os
objetivos propostos

As Atividades
didáticas são
intelectualmente
estimulantes
Avaliação dos alunos – primeiros dados –
entre 70 e 80% de aprovação

A Bibliografia
trabalhada é
adequada aos
temas do
programa

Os instrumentos
de avaliação
utilizados foram
indicados desde o
início do curso
Avaliação dos alunos – primeiros dados –
entre 70 e 80%

Expectativas
em relação ao
curso foram
satisfeitas

Útil para a
minha
formação e
relevante para
a atuação
profissional
Avaliação dos alunos - depoimentos






“Vim de que não tinha fundamento, tive dificuldades com a
metodologia, me sinto dando os primeiros passos” (grupo 3)
“A metodologia estimula a busca do conhecimento, escolha
certa para trabalhar Promoção da saúde em qualquer área”
(grupo 2)
“A metodologia é boa, tem que admitir. uma prática Eu li
toda a bibliografia que consultei e do outro curso tem “os
papers” lá em casa” (grupo 3)
“Descaracterização como especialista, necessidade de olhar o
outro. Metodologia um grande achado, mas é pedreira, se
supera a cada trabalho. Cada vez que faz uma síntese
melhora o português” (grupo 1)
“Confronto com a metodologia. Me deparei com o “ter” que
estudar, aprendi a focar” (grupo 2)
“Aprender mais com a troca no grupo, cansaço no fim da
jornada”
Algumas percepções críticas
Aspectos relacionados à implementação:
dificuldades estruturais desde contratação e formação dos
tutores, salas adequadas para trabalhar pequenos grupos,
desenvolver novos sistemas de avaliação até o custo “virtual”,
mas relevante, de convencimento dos docentes da efetividade
da proposta;
 debate sobre a base geral de conhecimentos atingidos ao final
da formação;
papel do professor e o deslocamento do núcleo do processo de
aprendizagem.

Perspectivas


Processo de avaliação da efetividade do programa de
formação que dê conta:
da avaliação do processo educacional: é efetivo? funciona?
Avaliação dos estudantes

Avaliação formativa – durante o processo

Avaliação somativa – ao final do processo
A arquitetura como construir portas,
De abrir; ou como construir o aberto;
Construir, não como ilhar e prender,
Nem construir como fechar secretos:
Construir portas abertas, em portas...
(João Cabral de Melo Neto)
Obrigada
Contatos
Maria de Fátima Lobato Tavares
flobato@ensp.fiocruz.br
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