Boletim Nº1
2º CN/ISAF
Contingente Nacional ISAF
expresso do oriente
dia de Portugal
A Cerimónia militar teve início às 11h30, com a
prestação da continência à AE, posteriormente
a integração do Estandarte Nacional na
formatura e a cerimónia aos mortos em combate,
onde foram recordados, com elevado
sentimento, os militares portugueses que
tombaram ao serviço de Portugal, no Teatro de
Operações do Afeganistão.
O Comandante do CN, Cor Cav Fonseca Lopes,
proferiu um discurso alusivo ao Dia de Portugal.
O Dia de Portugal, de Camões e das
Seguidamente foram entregues referências
Comunidades Portuguesas, foi celebrado no
Afeganistão com a realização de uma cerimónia
militar presidida pelo BGen Victor Strimbeanu,
Comandante do Kabul International Airport
(KAIA). Estiveram ainda presentes o BGen Blotz,
porta-voz da ISAF, vários “Seniors” de
Contingentes que integram as forças da NATO,
bem como Oficiais Generais do Afghan National
Army (ANA), militares e civis portugueses que
prestam serviço no Afeganistão.
As Forças em parada, sob o comando do Cor
Inf Para Carlos Pereira, eram constituídas por
elogiosas às OMLT’s de Divisão e Guarnição
214 militares das 12 componentes do CN.
pelo excelente rigor técnico e dedicação
apresentadas na validação. Foram também
distinguidos os vencedores de diversas
actividades desportivas.
Após a cerimónia militar, foi inaugurada a Sala
de Honra do Contingente, com a assinatura do
Livro de Honra por parte das Altas Entidades
presentes.
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Portugal
expresso do oriente
Boletim 1
editorial
“A União Faz a Força”
Ao lançar o primeiro número do Boletim
do 2º Contingente Nacional no Afeganistão,
quero, na qualidade de Comandante do
Contingente, dirigir uma mensagem de
apreço e de estímulo a todos os oficiais,
sargentos e praças que, em nome dos
superiores interesses de Portugal, servem
neste exigente Teatro de Operações com
enorme profissionalismo e abnegação,
atitude que honra o nosso País, os que nos
antecederam e os que sacrificaram a vida
ao serviço da pátria, dando um exemplo
patriótico de disponibilidade para bem servir
e de dignidade.
O sucesso da nossa Missão será uma
realidade de que nos devemos orgulhar, e
que nos deve impelir permanentemente para
fazer melhor, contribuindo para a
reconstrução, formação e mentorização das
Afghan National Security Forces. Com o
espírito do soldado português retratado no artigo “PORTUGAL – UM ABRAÇO AO
MUNDO” conquistámos a confiança, a credibilidade e a amizade dos militares
afegãos mentorados, com a motivação e a entrega que nos caracterizam, devemos
continuar a contribuir, à nossa escala, para a construção de um país mais seguro e
mais estável.
Aproveito, igualmente, para expressar uma palavra de reconhecimento a todos os
obreiros deste Boletim que procuraram resumir parte do dia-a-dia vivido pelo
Contingente, dando a conhecer algumas das nossas actividades além das que são
exclusivas da nossa missão.
No passado como no presente, os militares regem-se por preceitos de honra, de
patriotismo e de ética, mas também de lealdade, de disciplina, de coragem, de
competência e de altruísmo, pelo que, como Comandante do Contingente Nacional,
pretendo testemunhar o elevado orgulho que sinto pela qualidade do seu
desempenho no cumprimento das missões neste distante teatro de operações
onde fomos chamados a intervir.
Como tem sido timbre do nosso Contingente, exorto os oficiais, sargentos e praças,
para que continuem a servir com dedicação, profissionalismo e espírito de missão
as tarefas que nos foram confiadas, dignificando e honrando, assim, o bom nome
de Portugal.
“A União Faz a Força”
Pedro Fonseca Lopes, Coronel de Cavalaria, Comandante do CN
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Contingente Nacional ISAF
expresso do oriente
..
opiniao
indice
Dia de Portugal
Pág. 02
Editorial
Pág. 03
Opinião
Pág. 04
Notícias
Pág. 06
Temáticas
Pág. 11
Actividades das Componentes Pág. 16
Actividades Religiosas
Pág. 24
Actividades Desportivas
Pág. 27
Torneios
Pág. 28
Aniversários
Pág. 31
destaque
PORTUGAL – UM ABRAÇO, AO MUNDO
O ser e o estar português, espelhado nos militares
que servem com brio e abnegação as causas
pátrias, é a demonstração de uma predisposição
intrínseca para procurar novos desafios, numa
atitude de permanente superação, eivada de
empreendedorismo e espírito inovador, que lhe
permite ao mesmo tempo, descobrir e aprender,
como forma de se adaptar às solicitações de toda
a espécie e grandeza, independentemente de
tecnologias, culturas, geografia, circunstâncias
políticas ou sociais, conflitos armados e mesmo
limitações financeiras e materiais.
O militar português é flexível, adapta-se, ajusta-se,
assume uma atitude construtiva perante as
diferenças e adversidades sem se deixar afectar
na qualidade do desempenho profissional.
Demonstrações disso mesmo são os ecos
honrosos da sua actividade operacional, em
cenários geográficos tão distantes e em ambientes
tão diversos, como na Ásia (Índia ou Afeganistão),
no Sudeste Asiático (Timor), na costa ocidental de
África (Angola, Guiné-Bissau e Cabo Verde), na
DIA DE PORTUGAL, CAMÕES
E COMUNIDADES PORTUGUESAS
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ficha tecnica
‘
Director:
Cor Cav PEDRO FONSECA LOPES
Sub-Director:
TCor Cav NUNO VITÓRIA DUARTE
Chefe de Redacção:
Maj SAR ANTÓNIO BORGES
Redacção e Grafismo:
SAj Cav VAZ BASÍLIO
CAPA:
SAj Cav VAZ BASÍLIO
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costa oriental da África Austral (Moçambique), no
Médio Oriente (Líbano), no Extremo Oriente (Macau)
ou mesmo na Europa, nomeadamente no Kosovo
e na Bósnia.
O conhecimento e acolhimento das culturas
autóctones, são de extrema importância para o agir
consonante, para o respeito dos padrões sociais e
culturais. Não é necessário impor a identidade lusa,
uma vez que pelo respeito se obtém o mérito de
expresso do oriente
ser respeitados: as diferenças tornam-se factor de
enriquecimento mútuo; o convívio e o
relacionamento tornam-se confiança. É com a
naturalidade herdada dos antepassados, que
tratamos como família culturas tão diferentes como
os melanésios, as etnias africanas, os “Bantus”, os
“Balantas” ou os Mandingas, os Índios da Amazónia,
os hindus de Goa, Damão e Diu, os chineses e,
mais recentemente, os Tajiques e Pasthum do
Afeganistão, os Kosovares e os Bósnios nos
Balcãs, os Palestinianos e os Libaneses no Médio
Oriente e os Somális no corno de África.
Como os factores geográficos e culturais, também
os conflitos são diferentes e com distintos graus de
risco, sejam operações de manutenção de paz,
programas de cooperação e formação,
cumprimento de resoluções das Nações Unidas.
Todos exigem preparação física, psicológica e
técnica específicas. A exigência a nível pessoal
carece de ser completada, a nível moral, pelo
reconhecimento das autoridades e dos portugueses
em geral que garanta a motivação necessária para
o cumprimento da missão.
A facilidade de interacção das forças portuguesas
com outras forças militares, com outras
experiências e tipos de preparação táctica, técnica
e tecnológica (americanos, ingleses, franceses e
outros), permite-nos aferir o nível de desempenho
no cumprimento das solicitações. Os padrões de
exigência e qualidade, próprios da NATO, advêm
da prática diária de procedimentos tácticos e
técnicos, de todo o tipo de equipamentos:
radiotelefónicos e radiotelegráficos, manuseamento
e manutenção de viaturas e de armamento, o canal
e apoio logístico, a recepção, tratamento, consultam
e avaliação de informações, planeamento e
execução de operações, cumprimento de
protocolos de seguranças, relatórios e outros
procedimentos, também eles importantes e vitais.
A preparação humana e técnica para a guerra, não
corresponde ao caminho para a agressão fácil, nem
para a imposição de ideologias políticas e/ou
vontades arbitrárias, nem, muito menos, para se
invadir ou sobrepor a outros pela utilização da força,
mas antes a preparação militar tem a ver com a
defesa de valores Universais, como os que estão
contemplados na Constituição da República e são
consagrados à luz do direito internacional. Os
militares agem em nome e em representação do
País, dentro do direito internacional, no cumprimento
dos tratados firmados pelo Estado Português,
integrados nas Forças da NATO e das Nações
Boletim 1
Unidas, salvaguardando sempre a Declaração
Universal dos Direitos do Homem e da Vida
Humana, a Segurança e a Paz Mundial, contra os
perigos do terrorismo internacional e de outros
atentados ao equilíbrio mundial e ao direito
internacional, mesmo em espaços distantes das
fronteiras da Terra Natal, como é o caso do
Afeganistão.
No contacto com culturas e organizações,
recebemos e damos testemunho da nossa
Universalidade, confiantes de que antes de qualquer
sofisticação técnica, económica, financeira ou
militar, o factor humano se sobrepõe a todas elas.
O Homem/Mulher Militar Português domina de
forma exímia, quase natural, esse factor e funciona
como mais-valia para se ganhar a elevação, o
respeito e a confiança mútuas, fazendo a diferença
entre a despudorada guerra e o sempre difícil
caminho para a almejada Paz.
Tal como os nossos antepassados deram novos
mundos ao Mundo e foram os pioneiros da circumnavegação, Portugal e os militares portugueses
continuam actualmente a dar um Abraço ao Mundo,
contribuindo generosamente na defesa do Direito
Internacional, da Vida Humana e da Paz. Na mostra
concreta da sua Humanidade, o militar português
projecta Universalmente a sua cultura, sendo
reconhecido em todos os teatros como referência
social, ética e moral rumo ao Futuro.
SAj Cav José Miguêns
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Contingente Nacional ISAF
expresso do oriente
noticias
APRONTAMENTO EM IMAGENS
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expresso do oriente
Boletim 1
TRANSFERÊNCIA DE AUTORIDADE
No passado dia 17 de Abril, decorreu em CAMP WAREHOUSE, a
cerimónia de Transferência de Autoridade (TOA) do Contingente Nacional
no Afeganistão.
O Cor Cav Pedro Fonseca Lopes assumiu as funções de Comandante do
Contingente Nacional e de Portuguese Senior Representative no
Afeganistão, em substituição do Cor Art António Salgueiro.
A Cerimónia foi presidida pelo Comandante do Regional Command Centre,
Brig Gen Servinç Sasmaz e contou com a presença do Porta-voz da ISAF
Brig Gen Joseph Blotz, dos Seniors Representatives dos Contingentes
instalados em Camp Warehouse, para além da presença de Oficiais
Generais do Exército Nacional Afegão (ANA), que mantêm uma estreita
relação com o Contingente português, fruto das acções de assessoria,
mentoria e formação, que nos últimos anos se têm desenvolvido.
O Cor Art António Salgueiro, no seu discurso de despedida, destacou “o desempenho de todos os
militares que comandou” que “contribuiu positivamente para a reconstrução do ANA, para o
restabelecimento da segurança e para o progresso social e económico do Afeganistão”.
Por sua vez, o Cor Cav Fonseca Lopes
enalteceu o extraordinário trabalho
desenvolvido por todos os antecessores que
muito contribuíram para o Bom nome de
Portugal, no TO do Afeganistão, desejando um
bom regresso para junto dos entes mais
queridos.
Dirigindo-se aos militares do actual Contingente
exaltou as virtudes militares que devem pautar
a conduta do Soldado e exortou para que, em
conjunto, continuem a manter a dinâmica e o bom
“nome” alcançados, em proveito directo das
ANSF e, em sentido mais vasto, das FAP e de
Portugal, fazendo jus ao lema do Contingente:
“A União faz a Força”.
Após a Cerimónia militar, várias entidades
assinaram o livro de Honra do Contingente
Português, ao que se seguiu um almoço de
confraternização nas instalações do
Contingente Nacional.
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Contingente Nacional ISAF
expresso do oriente
A CHEGADA DO CONTINGENTE NACIONAL AO AFEGANISTÃO
Foi no passado dia 28 de Março que o primeiro voo de projecção chegou a Kabul transportando
elementos do actual Contingente Nacional (CN) no Afeganistão, prontos para seis meses de Missão.
Compreendendo o Comando e elementos das diferentes Componentes que o constituem, aterraram
em KAIA Norte cerca de 100 militares do 2º CN, recebidos com grande entusiasmo pelo
Comandante do Contingente cessante, Coronel António Salgueiro e por elementos do seu estadomaior.
ELEIÇÕES LEGISLATIVAS - PORTUGUESES VOTARAM NO AFEGANISTÃO
De acordo com alínea a) do art.º 79 da Lei nº 14/
79 de 16 de Maio, civis e militares portugueses
do Contingente Nacional FND ISAF, exerceram
o direito de voto, entre
os dias 24 e 26 de Maio
de 2011.
Vindo da Arábia
Saudita, deslocou-se a
Kabul
(Camp
Warehouse), o Dr. Rui
Almeida, encarregado
da secção consular da
Embaixada de Portugal
em
Riade,
para
proceder ao acto
eleitoral, por antecipação das eleições
legislativas de 5 de Junho de 2011.
Estiveram presentes em Camp Warehouse
todos os militares portugueses que
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desempenham funções na área de Kabul,
incluindo a componente da GNR que se
deslocou de Wardak (cerca de 80 kms a sul de
Kabul), com a escolta
da Companhia de
Protecção. Votaram
223 militares (214 CN/
FND/ISAF, 7 HQ/ISAF
e 2 militares em
serviço nas Nações
Unidas) e 2 civis, com
uma afluência de
98,7%.
Para
além
do
cumprimento das
missões operacionais, foi com grande
entusiasmo e elevada participação, que os
militares portugueses também cumpriram o seu
dever de cidadania.
expresso do oriente
Boletim 1
MINISTRO DA DEFESA NACIONAL COMUNICA ATRAVÉS DE VTC COM
MILITARES NO AFEGANISTÃO
No âmbito das comemorações do Dia do
Comando das Forças Terrestres e da Brigada
Mecanizada realizado em Santa Margarida, no
dia 05MAI2011, sua Ex.ª o Ministro da Defesa
Nacional Augusto Santos Silva esteve em
contacto com os militares portugueses no Teatro
de Operações do Afeganistão através de Vídeoconferência.
O Comandante do Contingente Nacional Cor
Cav Pedro Fonseca Lopes agradeceu em nome
de todos os militares a oportunidade
proporcionada.
Começou por referir a importância do
aprontamento conjunto realizado na BrigMec, que
propiciou uma excelente preparação para
encarar os desafios num TO tão exigente como
é o do Afeganistão.
Desde o início da missão, 17ABR11, data da
TOA, que os militares portugueses têm cumprido
com exemplar profissionalismo e extrema
motivação as acções de mentoria, assessoria
e formação aos militares do Afghan National
Army (ANA).
Fruto das características do povo português e
do trabalho desenvolvido pelos anteriores
contingentes, o Comandante do CN reconheceu
a confiança e o prestígio que têm conquistado
junto das autoridades afegãs e o excelente
relacionamento existente.
O Cor Cav Fonseca Lopes salientou que, neste
momento particular, fruto da alteração do estado
de segurança determinado pelo COMISAF, as
acções de mentoria e de formação foram
restringidas às actividades consideradas
importantes, privilegiando sempre a segurança.
Para terminar o Comandante do CN mencionou
que todos os militares mantêm elevados índices
de motivação e estão prontos para o
cumprimento da missão em nome das Forças
Armadas e de Portugal.
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Contingente Nacional ISAF
expresso do oriente
VASCO DA GAMA CHEGA À ÍNDIA... NO AFEGANISTÃO
P a s s a d o s
Mission
quinhentos e treze
Afghanistan (NTM-A)
anos
a
sendo, uma equipa
grandiosa chegada
de formadores do
da
Kabul Air Corps
após
Armada
de
Vasco da Gama a
Training
Calecute (Índia), os
(KACTC),
–
Center
duas
briosos Marinheiros, que
orgulho o botão de âncora no
equipas de formadores da
servem a “ditosa Pátria minha
peito.
Combined Services Support
amada” em terras áridas do
A Força Nacional Destacada
School (CSSS), uma equipa
Afeganistão, fizeram questão
no Afeganistão ao serviço da
de formadores do Kabul
de assinalar tão memorável
NATO, integrada na ISAF, é
Military
ocasião, comemorando o Dia
constituída por um comandante
(KMTC), uma equipa de
da Marinha, reunidos em
de contingente, Célula de
formadores da Afghan National
ambiente de sã camaradagem
Informações Militares (CIM),
Police (ANP), uma equipa no
em torno de um repasto digno
duas Operational Mentoring
Central Depot 0 (CD0), uma
de nota.
and Liaison Team (OMLT),
equipa no Central Issue Facility
Foi com sentida emoção que
nove Equipas de formadores/
(CIF),
se agregaram às festividades,
Instrutores da NATO Training
Intermediate Logistic Facility
Training
uma
Center
equipa
no
além dos Marinheiros no activo
(ILF),
em missão no TO, todos
Afghanistan National Police
aqueles
não
Distribution Centre (ANPDC) e
pertencendo às fileiras da
uma Unidade de Apoio; o que
Marinha, envergam com
perfaz um total de 215 militares,
que,
já
uma
equipa
no
dos quais 30 são da Marinha.
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expresso do oriente
Boletim 1
tematicos
A ARTILHARIA DE CAMPANHA SOVIÉTICA NO AFEGANISTÃO
TCor Artª Francisco Setoca
As forças Soviéticas invadiram
o Afeganistão no Natal de
1979, com o 40º Exército
equipado e treinado para a
guerra convencional, baseada
na manobra e no movimento.
Chegaram para substituir um
líder comunista ineficiente e
não para combater a
insurreição.
Planearam
estabilizar a situação, ocupar as
guarnições e apoiar o governo
afegão, enquanto as forças
afegãs
combatiam
a
resistência da guerrilha.
Rapidamente a complexidade
da missão colocou as forças
soviéticas no combate aos
insurgentes, nas montanhas e
no deserto, um combate para
o qual as forças não estavam
treinadas nem equipadas.
Tecnologicamente superiores,
os soviéticos estavam
treinados para confiar
fortemente nos fogos de
artilharia em massa e nos fogos
de destruição, para quebrar as
defesas de um inimigo em
posições defensivas, antes de
lançar o ataque. Os
guerrilheiros Mujahideen não
ocuparam posições defensivas
em linha, nem sequer
ocuparam
posições
determinadas no terreno, como
era esperado. As forças
soviéticas confrontaram-se
com a necessidade de
empregar um grande número
de unidades de infantaria
ligeira mas, para preservar os
soldados e compensar a falta
de unidades de infantaria,
optaram pela utilização
massiva do apoio de fogos. Foi
uma política cara, ineficiente e
indiscriminada, apesar dos
combatentes soviéticos, com o
decorrer da guerra, adaptarem
as suas tácticas, treino e
estrutura.
As divisões soviéticas
deslocaram blindados e
artilharia para o TO do
Afeganistão, incluindo a contrabateria, preparações de
artilharia, fogos de interdição,
fogos de área, fogos de
supressão, iluminação do
campo de batalha e fogos
directos.
Contudo,
os
resultados revelaram limitado
valor frente às forças
Mujahideen. As tábuas e
procedimentos de tiro tinham
sido desenvolvidas para o
combate
de
grande
intensidade, em terreno
relativamente plano, para
forças
mecanizadas
combatendo outras forças
mecanizadas. Numa guerra
diferente, com um terreno e
inimigo
diferentes,
os
artilheiros
soviéticos
manifestaram
sérias
dificuldades em destruir os
objectivos: quando utilizavam
os fogos de massa, o impacto
no combate à guerrilha era
muito reduzido.
Com o desenrolar da guerra, os
artilheiros desenvolveram novas técnicas e tábuas de tiro,
inteiraram-se da nova
tecnologia das munições guiadas de alta precisão, e descobriram as minas dispersáveis.
Perceberam que os morteiros
eram frequentemente mais eficazes para bater as cavernas
e as dobras do terreno, os
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Contingente Nacional ISAF
obuses eram mais vantajosos
do que as peças nas montanhas, os sistemas lança foguetes múltiplos obtinham melhores
resultados
contra
os
Mujahideen, quando apeados.
Tudo isto oferecia algumas vantagens tácticas, mas não uma
vantagem decisiva neste tipo
de guerra.
A detecção de alvos que
pudessem ser rapidamente
batidos era um problema.
Faltavam as informações
tácticas atempadas, que
permitissem identificar os
objectivos e passar a
informação aos sistemas de
armas antes dos alvos
desaparecerem.
Cerca de 85% das forças
soviéticas estavam envolvidas
na
segurança
aos
acampamentos, aeroportos,
cidades, sedes de distrito,
quartéis,
depósitos
e
instalações do governo. Os
Mujahideen efectuavam acções
de fogo e consequente
movimento antes da contrabateria soviética conseguir
responder.
O apoio de artilharia às
operações ofensivas incluía o
apoio geral, o reforço de fogos,
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a protecção de colunas de
marcha, o ataque a áreas
edificadas, as missões de
interdição, a limpeza de áreas.
As baterias de morteiros 82
mm foram muitas vezes
atribuídas às companhias de
infantaria,
sendo
particularmente bem aceites
pelas forças de manobra.
A artilharia efectuou também
fogos de interdição ou campos
de minas dispersáveis, de
modo a isolar áreas habitadas,
prevenindo a fuga ou o reforço
das forças Mujahideen.
Consequentemente as baixas
civis eram elevadas, tendo as
avaliações
soviéticas
recomendado o uso de
munições guiadas de alta
precisão, mísseis anti-carro
guiados com ogivas de
fragmentação e munições de
artilharia com menor raio de
acção para reduzir as baixas
civis.
A artilharia foi largamente
empregue para proteger os
movimentos das suas forças,
as principais linhas de
comunicação,
os
abastecimentos, o apoio de
fogos e o acompanhamento.
expresso do oriente
CONCLUSÕES
A liderança soviética teve
necessidade de empregar a
infantaria de forma agressiva para
se
empenhar
contra
os
Mujahideen e prevenir a sua
retirada, mas as decisões políticas,
as
responsabilidades
de
segurança e a estrutura da força
não foram suficientes para as
Unidades de Infantaria Ligeira
conduzirem a sua ofensiva nas
montanhas. A artilharia soviética
tentou solucionar o problema, mas
perdeu 433 peças de artilharia e
morteiros no combate aos
Mujahideen. O fogo sem a
manobra não consegue ser
decisivo.
A
vontade
nacional
dos
Mujahideen e a sua capacidade de
resistir foram decisivas. As forças
soviéticas retiraram, após mais de
nove anos de luta. O império em
colapso e a catástrofe económica
alimentou a decisão de não
combater
futuras
contrainsurreições, a fim de se
prepararem para a alta tecnologia
utilizada na guerra convencional.
Mas todas as decisões são
condicionadas pelas contingências
históricas, pelo que, pouco tempo
volvido as forças soviéticas
tiveram que combater de novo as
guerrilhas
no
Tajiquistão,
Azerbaijão, Geórgia e Chechénia.
A doutrina militar russa reviu os
ensinamentos da experiência e
ajustou-se às novas envolvências
da guerra, incorporando as lições
apreendidas na guerra do
Afeganistão e nas guerras de
guerrilha.
No decorrer da missão das Mobile
Training Team, junto do 5º Kandak/
2ªBrig/KCD, deparámos com
algumas das peças e obuses
soviéticos utilizados na guerra do
Afeganistão. Após anos de estudo
destes equipamentos e materiais
utilizados pelo ex-pacto de
Varsóvia, foi surpreendente poder
contactar com alguns deles.
expresso do oriente
Boletim 1
AQUISIÇÕES NO TEATRO DE OPERAÇÕES - AFEGANISTÃO
Ten Admil Horácio Ferreira
SAj Cav José Miguêns
As aquisições no Teatro de Operações (TO) do Afeganistão regem-se pela legislação que se
encontra em vigor em Território Nacional - Portugal.
O quadro normativo do Exército para as missões humanitárias foi construído com base nas
orientações superiormente definidas pelo Ministério da Defesa Nacional (MDN): (1) após a
aprovação governamental de determinada missão é efectuado um processo de estimativa de
despesa para o respectivo período de duração, a submeter à consideração do Estado Maior General
das Forças Armadas (EMGFA), para suporte das transferências orçamentais a efectuar, a posteriori,
para reforço do Orçamento do MDN–Exército (OMDN-E); (2) o pagamento dos encargos
decorrentes do aprontamento, projecção, sustentação e retracção da força, até à efectivação dos
reforços ao OMDN-E para a respectiva cobertura orçamental, são suportados, em adiantamentos
de tesouraria, pela Direcção de Finanças (DFin) às UEO envolvidas e consequentemente à Força
Nacional Destacada (FND).
Realização de
despesas
Para
que
o
Contingente
P o r t u g u ê s
presente
no
Afeganistão
consiga efectuar
despesas
é
necessário
o
cumprimento das
formalidades legais descritas no Regime da
Administração Financeira do Estado (DecretoLei 155-92, de 28 de Julho), a saber: (1)
Conformidade Legal; (2) Regularidade
Financeira; (3) Economia, Eficiência e Eficácia
(3E’s).
A realização de despesas cujo montante exceda
a competência do Comandante do Contingente
Português (única entidade presente no TO com
a competência subdelegada de realizar
despesas) está sujeita a autorização a conferir
pela entidade competente para o efeito, neste
caso o Comandante da Brigada de Intervenção.
Nesta perspectiva, independentemente do tipo
despesa (corrente ou de investimento), quando
o montante da despesa exceda a competência
subdelegada, tornase necessária a
remessa
do
processo
de
aquisição à Brigada
de Intervenção, a
qual promoverá a
obtenção
do
correspondente
despacho
de
autorização
consoante o escalão de comando em que a
adequada competência se insira.
Paralelamente, no tocante ao cumprimento de
formalidades legais no âmbito do processo de
despesa, há que ter em consideração os
procedimentos preconizados pelo Código dos
Contratos Públicos (CCP):
a.Ajuste Directo – regime simplificado:
consulta até 3 fornecedores, para um
montante até um montante de 5.000
euros;
b.Ajuste Directo – regime geral: consulta de
5 a 10 fornecedores, para montantes até
75.000 euros no caso de bens e serviços
e até 150.000 euros no caso de
empreitadas e obras públicas;
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Contingente Nacional ISAF
c. Concurso Público e Concurso Limitado por
prévia Qualificação: publicação em
Diário da República e no Jornal Oficial
da União Europeia, para montantes até
125.000 euros no caso de bens e
serviços e até 4.845.000 euros no caso
de empreitadas e obras públicas;
d.Negociação e Diálogo Concorrencial: não
são considerados limites de montantes.
Estes procedimentos têm como objectivo a
melhoria da contratação pública, com maior
exigência e controlo externo, sendo a maior
novidade a aposta nas novas tecnologias de
informação: introdução do procedimento através
de meios electrónicos, desmaterializando o
sistema clássico do papel, e contribuindo para
o encurtamento dos prazos reais e legais. Estes
procedimentos são importantes no TN e no TO
do Afeganistão, onde o Contingente Português,
no âmbito das despesas de funcionamento
corrente, tem procurado facilitar a aquisição do
material necessário, de forma a proporcionar a
melhoria das instalações e das condições. Para
além dos formalismos legais o factor humano é
sempre determinante.
Os Fornecedores
A capacidade e facilidade
de
relacionamento
humano tem constituído
factor decisivo nas
relações do dia-a-dia com
os fornecedores locais e
com as empresas
internacionais, que garantem, cada um no seu
âmbito, o necessário e decisivo apoio logístico
à operacionalidade e bem-estar dos militares do
Contingente Português.
A longa história de conflitos, os acentuados
limites ao nível de infra-estruturas e de apoios
sociais, as graves lacunas e dificuldades em
vários âmbitos, o espectro dos fanatismos e de
pagina 14
expresso do oriente
grupos terroristas, o rendimento per/capita de US
$800 dólares1, fazem do Afeganistão um país
onde escasseia, de forma geral, vários tipos
bens, alguns dos quais essenciais ao bom
funcionamento e articulação de uma sociedade.
A aquisição dos materiais necessários para
garantir a funcionalidade de uma força militar
como o Contingente Nacional, é agravada pela
escassa oferta, pela morosidade de obtenção e
distribuição, pelo oportunismo dos fornecedores
que inflacionam produtos, pela reduzida
capacidade dos interlocutores na expressão em
língua inglesa e, sobretudo, pelas enormes
limitações da própria acção de prospecção.
(Footnotes)
1
Site “New York Times”
Estas adversidades são, repetidas vezes, contornadas e superadas pelo fomentar de relações
amistosas, de confiança e de respeito com os
fornecedores afegãos. O seu procedimento é
consonante com a própria cultura e tradição, com
elevados padrões de honra e de cumprimento
da palavra, envidando todos os esforços para
corresponder às solicitações. A cordialidade e
disponibilidade demonstradas tocam o âmago e
transformam a mera relação comercial em respeito, em consideração, em
conhecimento mútuo, em
relação amistosa e
cooperante.
Conclusões
No TO Afeganistão os
procedimentos para uma aquisição são
similares aos efectuados em TN, sendo
necessário o cumprimento das formalidades
legais.
A qualidade do relacionamento que se
estabelece com os diferentes fornecedores
(locais, empresas internacionais e outras forças
da coligação internacional) é um factor decisivo,
expresso do oriente
Boletim 1
com considerável influência no processo aquisitivo. Deste modo as boas competências relacionais
e sociais acabam por ser determinantes e preponderantes na sustentação da força.
Não obstante as potenciais barreiras de foro cultural, linguístico, religioso, social, organizacional
ou outras, uma vez estabelecida uma relação de confiança, de respeito e de consideração mútuas,
todos os obstáculos tendem a esfumar-se. Como escreveu o Padre António Vieira, “a boa educação
é moeda de ouro. Em toda a parte tem valor”.
As FMTV (Família das Viaturas Tácticas Médias) - M1078 e M1083
Maj Inf Luís Rodrigues
A rapidez com que as tropas em campanha se deslocam e se concentram é e será sempre um factor
decisivo para o sucesso de qualquer operação.
Para “fazer viver as tropas e alimentar o combate”, à Logística, como ciência de planeamento, execução
de movimentos1 e sustentação2 de forças, cabe a missão de garantir os meios necessários para a
concretização das operações.
Os meios necessários devem, forçosamente, ser adequados ao Teatro de Operações (TO), sob pena de
não cumprirem o que deles é esperado. No caso concreto do TO do Afeganistão, a obtenção de recursos,
sustentação, contrato e execução de movimentos constitui responsa-bilidade nacional, pelo que se requer,
entre outras, a capacidade de transporte 3. O CN/FND ISAF, para dar pleno cumprimento a esta
responsabilidade, estabeleceu um protocolo com o Exercito dos Estados Unidos da América no sentido
da cedência, a titulo de empréstimo, de duas viaturas blindadas de 2.5 e 5 toneladas.
As viaturas em causa são baseadas nas australianas Steyr 12M18, embora consideravelmente
redesenhadas.
A viatura táctica média (MTV M1083–5 Ton 6x6) e a viatura táctica ligeira média (LMTV M1078–2.5 Ton
4x4) foram projectadas para transporte de carga e de pessoal com CPK (Crew Proteção Kit), sendo que
90% dos seus componentes são comuns.
A M1078 Standard Cargo Truck tem capacidade de carga de 2500 Ton e, para facilitar a carga/descarga,
os trilhos laterais da cama são montadas em dobradiças, podendo ser baixados. A plataforma de carga
pode ser equipada com um kit opcional, banco de assento, para o transporte de soldados. O kit de lona e
arcos está disponível para manter os soldados e a carga protegida. Pode ainda ser equipada com um
guincho opcional operado electricamente e um kit de recuperação de auto-guincho, capaz de, à frente e a
atrás, efectuar operações de recuperação de veículos.
A M1083 Standard Cargo Truck tem uma capacidade de carga de 5 Ton e reúne características semelhantes
à M1078. Esta série de veículos é fabricada pela BAE Systems Land e Armamentos, baseadas em chassis
comuns, que variam de acordo com os requisitos de carga e missão. São veículos já testados no Iraque
e, nos últimos anos, no TO do Afeganistão.
Operam em estradas primárias e secundárias, trilhos e terrenos acidentados, em todas as condições
climáticas. O facto de terem chassis comuns, reduzem significativamente a carga de logística e custos
operacionais e de apoio. Novas aplicações estão a ser desenvolvidas, de modo a fazer face às novas
exigências. São viaturas que incluem motores com garantia de uma Agência de Protecção Ambiental
certificada.
A chegada destas viaturas ao CN/FND
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Contingente Nacional ISAF
expresso do oriente
actividades das
componentes
OMLT’s - VALIDAÇÃO COM DISTINÇÃO
Decorreu em 27 e 28MAI, 30 e 31 MAI11 a validação das Operational Mentor and Liaisom Team
(OMLT) de Divisão e de Guarnição, respectivamente.
A validação foi conduzida pela Entidade Certificadora da International Security Assistance Force
(ISAF), Joint Commander (JC), e tem como objectivo certificar que as OMLT’s estão técnica e
tacticamente preparadas para o cumprimento da missão a desempenhar no Teatro de Operações
do Afeganistão.
A validação decorreu em duas fases:
1ª Fase – documental, constou de um briefing à equipa de avaliadores, entrega de toda a
documentação das várias áreas de Estado-maior e apresentação dos equipamentos individuais e
colectivos de cada componente.
2ª Fase – prática, consistiu no acompanhamento das OMLT´s nas diversas acções de mentoria e
assessoria aos militares do ANA.
Fruto do grande profissionalismo, dedicação e rigor técnico apresentados, os avaliadores da IJC/
ISAF referiram que as OMLT’s portuguesas devem ser apontadas como um exemplo a seguir por
todas as OMLT’s no TO.
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expresso do oriente
Boletim 1
3ª HUDDLE DA OMLT D
Os mentores da Kabul
Capital Division (KCD)
realizam quinzenalmente
uma
reunião
de
coordenação, com a
designação de HUDDLE.
Estas reuniões são
presididas pelo Sénior
Mentor da KCD, Cor Inf
Para Carlos Pereira:
Além dos mentores da
OMLT D. conta ainda com
a presença dos mentores dos Estados Unidos,
Turquia, Grécia, Bulgária e dos civis americanos
da DYNCORP e dos Depósitos de Material.
A
finalidade
do
HUDDLE é coordenar
todas as actividades
realizadas
pelos
mentores da KCD com
particular relevância
para os aspectos de
cariz operacional e
logístico ao nível das
Brigadas e Batalhões.
O 3º HUDDEL contou
com a presença do
Comandante do Contingente Nacional Cor Cav
Fonseca Lopes, do Comandante do Campo de
Black Horse e do Legal Advisal do KCD.
DEBRIEFING DA OPERAÇÃO OMID 7
Decorreu em 30MAI11, em KHAK-e-JABAR o
Debriefing da Operação OMID 7, com a
presença do DCOM KCD, BGen KHAIR
KHAWRI, Cmdt da 1ª Brigada, BGEN Zaheer,
G5
da
Divisão,
acompanhados
pelos Senior,
SGM, G3 e
G3
NCO
Mentors, bem
como pelo
DCOM do RC (C).
Esta operação foi realizada
durante 21 dias em 5 Distritos
Policiais da Província de
Kabul.
Foram empenhados na
operação o 3º Kandak da 1ª
Brigada, com um efectivo de
431 militares, 78 elementos da
polícia e 27 do NDS. O
objectivo
e r a
capturar
material
d
e
grupos
d
e
insurgentes
equipados
com rockets e explosivos, com a intenção de
efectuar ataques na Região de Kabul.
Para esta operação encontrava-se em reserva
uma Unidade de escalão
Companhia (QRF com 120
militares), bem como 30
elementos da Policia e 10 do
NDS.
Após o debriefing tomaram da
palavra o Governador da
Província de Kabul, que deu
os parabéns pela forma como
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Contingente Nacional ISAF
expresso do oriente
decorreu a operação, sem molestar os habitantes da região. O 2º Cmdt da Divisão e o DCOM da
ANP, congratularam-se com o desempenho na operação, sobretudo pela grande coordenação
entre as forças, sendo que os resultados alcançados foram bastante animadores.
D is t r ib u ír a m -s e
diplomas
de
apreço a entidades
civis
que
colaboraram na
operação, bem
como aos militares
e
civis
intervenientes.
De seguida foi visualizado o material capturado, e servido um almoço nas instalações da polícia.
Por último, através do DCOM RC (C) foi efectuada uma acção CIMIC com distribuição de artigos
a anciãos seleccionados, que foram incumbidos de os fazer chegar às famílias mais carenciadas
das suas localidades.
DEBRIEFING DA OPERAÇÃO OMID 9
Em 051400JUN11, decorreu no TOC da KCD,
O MGEN Cmdt da KCD relevou a concretização
a apresentação do briefing da Operação OMID
de 6 reuniões com os elementos da Policia de
9, efectuada pelo COS da 2ª Brigada, tendo
Deh Sabz, o que permite um elevado nível de
estado presentes elementos da ANSP e do
coordenação entre as duas forças. Referiu
NDS.
também o desideratum de fazer com que o
Esta operação será realizada em 3 Fases, por
esforço das operações seja exercido e
um período superior a 50 dias, no Distrito de Deh
balanceado para locais de onde houvesse
Sabz.
informações quanto à localização de elementos
Na operação serão empenhados o 2º Kandak
insurgentes.
da 2ª Brigada, com um efectivo de 675 militares,
145 elementos da polícia (apoiados por 31
mentores americanos) e 50 do NDS.
Os objectivos estabelecidos pretendem capturar
30 a 40 insurgentes e 5 a 10 líderes intermédios,
equipados com rockets e explosivos, com a
intenção de efectuar ataques na Região de
Kabul.
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expresso do oriente
Boletim 1
WEAPONS INTELLIGENCE TEAM OPERATOR COURSE
De 29 de Maio a 12 de Junho
de 2011, dois elementos da
7ªOMLT.G frequentaram com
sucesso o curso de Weapons
Intelligence Team (W IT)
Operator, que teve lugar na
escola C-IED da ISAF, no
RC(N), em Mazar-e-Sharif (a
segunda maior cidade do
Afeganistão).
O
conceito
Weapons
Intelligence (WI) possui um
papel preponderante no
combate à guerra de terror que
tem flagelado a Comunidade
Internacional nos últimos anos.
Como parte integrante do
esforço de Intelligence, baseia
a sua acção na compreensão
das
tácticas,
armas,
equipamentos e habilidade
técnica de grupos terroristas,
relacionando-as
entre
indivíduos e organizações,
auxiliando desta forma o
combate ao terrorismo.
O principal papel da WI é então
reunir, organizar, avaliar e
divulgar informações relativas à
capacidade do inimigo no que
diz respeito ao uso de armas –
dos insurrectos, até à produção
de relatórios.
A segunda parte visa,
essencialmente, colocar em
o que inclui o uso de
Improvised Explosive Devices
(IEDs) – de uma forma precisa,
completa, e em tempo,
vinculando
incidentes
passados e prevenindo os
futuros.
O Curso WIT Operator visa
formar os futuros operadores
das equipas WIT, dotando-os
com os conhecimentos
necessários para investigar,
reportar e analisar incidentes
envolvendo qualquer tipo de
armamento. Para atingir esse
objectivo, o curso possui a
duração de duas semanas, e é
dividido em duas partes. A
primeira parte, constituída
essencialmente por aulas
teóricas, aborda temas sobre
áreas como o processo de
informações, armamento,
explosivos,
electrónica,
procedimentos de exploração
de incidentes,
t é c n i c a s
avançadas de
fotografia,
análise forense,
recolha de DNA
e impressões
digitais, tácticas
prática os conhecimentos
adquiridos,
sendo
necessariamente constituída
por aulas práticas. Numa
primeira fase os instruendos
procedem à exploração de
incidentes cenarizados, de
forma a apurar a desenvoltura
necessária para que, numa
segunda fase, se ocupem da
exploração de incidentes reais.
De salientar que cada
incidente explorado só fica
finalizado com a produção do
respectivo relatório e briefing,
e consequente envio para o
escalão superior de exploração
WI.
“The ability to focus attention on
important things is a defining
characteristic of intelligence.”
Robert J Schiller
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Contingente Nacional ISAF
expresso do oriente
CERIMÓNIA DE ENCERRAMENTO DOS CURSOS MTT/LOG SCHOOL
Em 01Jun11, realizou-se a
cerimónia de encerramento e
entrega de diplomas do Curso
Básico de Informática e do
Curso de Leitura e Interpretação
de Cartas Topográficas
Militares.
A cerimónia foi presidida pelo
Brigadeiro-General do Exército
Nacional Afegão e contou com
a presença do Cmdt do CN/
FND/ISAF, Coronel Pedro
Fonseca Lopes, do chefe do
“German Armed Forces
Training Team CSS Log
School” com a duração de 5
semanas para o Curso de
Training Advisory Group”
(GAFTAG) Cor Greygel e do
Cmdt do 5ºKandak (Batalhão
logístico do Afghan National
Army
–
ANA)
TCor
Shamsaden.
Esta iniciativa foi da
responsabilidade da “Mobile
informática e 3 semanas para
o Curso de leitura de cartas
topográficas.
Receberam os diplomas 3
oficiais e 10 sargentos do ANA.
KAIA E O DESTACAMENTO DO CONTINGENTE NACIONAL
O Aeroporto Internacional de
Cabul – KAIA (Kabul Afghanistan
International Airport), localizado a
16 quilómetros do centro de
Kabul, foi construído no início da
década de 1960. Entre 1979 e
1989 durante a invasão soviética,
o aeroporto ficou totalmente sob
o controlo do Exército Vermelho.
Em 1992, as forças Mujahedim
assumiram o controlo, e
posteriormente passou a ser
controlado pelos Talibãs até 2001,
aquando da chegada dos USA e
aliados.
A partir dessa altura, KAIA passou
a ser utilizado unicamente pelas
Forças Armadas dos EUA e da
ISAF. Em 2002, após o fim das
sanções das Nações Unidas ao
país, as companhias aéreas civis
voltaram a operar em simultâneo
com as Forças Armadas. Neste
sentido KAIA designa a parte
militar do aeroporto, e KIA designa
a parte civil.
pagina 20
Actualmente, a parte militar do
aeroporto reúne cerca de 5000
militares e civis de 47
nacionalidades, dos quais cerca
de 360 são do género feminino.
O comando de KAIA, assumido
rotativamente entre as várias
Nações, está entregue à
Roménia, sendo portanto
responsabilidade sua o
policiamento através da
International Military Police (IMP).
A Quick Reaction Force (QRF) é
constituída por militares dos
Contingentes Belga e Búlgaro.
Como qualquer Base desta
natureza, KAIA é composto por
diversas instalações que
permitem a satisfação das
necessidades dos utilizadores,
sendo de destacar:

O Hospital Militar, Role 3,
que é da responsabilidade do
Contingente Francês. Inclui
também profissionais de saúde
da República Checa e da
Bulgária.

Os Dinning Facility (DFAC1
e DFAC2) funcionam em regime
self-service ou take-way, servem
quatro refeições diárias. As
refeições são do estilo americano
/ anglo-saxónico

Instalações Religiosas – No
centro da TentCity existe a igreja
NKAIA Rally Point Chapre onde se
pratica Roman Catholic,
Protestant Contemporary,
Angilian e Gospel. Existe também
uma Mesquita ao lado do ginásio.

As instalações Desportivas
incluem Campos de Futebol,
expresso do oriente
Voleibol, Basquetebol e Ténis.
Existe também um ginásio aberto
24 horas por dia, onde, para além
da sala de treino cardiovascular
e de musculação, são
disponibilizas uma série de
actividades, nomeadamente
boxe, yoga, zumba, salsa, thai chi,
krav Maga, Abdominais, etc.

Instalações de Welfare
onde é disponibilizado acesso à
internet de forma gratuita. São
também disponibilizadas outras
actividades como ténis de mesa,
snooker, matraquilhos, playstation
e zona de filmes.

Existem, adicionalmente,
uma série de serviços /
actividades que visam apoiar os
militares aqui destacados,
nomeadamente lavandaria,
massagem,
Px,
bares,
cabeleireiro, mercado afegão,
aulas de inglês, entre outros.
O Destacamento do Contingente
Nacional (CN) residente em KAIA
é, actualmente, constituído por 36
militares e inclui militares dos três
ramos. Os militares estão
instalados no edifício 405,
ocupando 18 quartos (com 12 m2
de área). Um dos quartos foi
adaptado para sala de Welfare
permitindo aos militares
portugueses ter um espaço de
lazer e descontracção.
Os 36 militares incluem 10
elementos da Companhia de
Protecção, em regime de rotação
semanal, cuja missão é
assegurar a protecção e
segurança aos militares
residentes em KAIA. Asseguram
diariamente os deslocamentos e
a permanência, segura, nos
locais de trabalho dos militares do
Depósito 0 e do Intermediate
Logistic Facility (ILF). Os
restantes 26 militares distribuem-
Boletim 1
se por três diferentes
componentes, a saber:
•
A Força Aérea participa com
uma equipa de 10 militares, de
diferentes especialidades, sendo
4 oficiais e 6 Sargentos. Essa
equipa, chefiada por um TenenteCoronel, constitui a Componente
designada por Kabul Air Corps
Training Center (KACTC). No
âmbito da missão NTM-A, a
equipa da FA integra a 738th Air
Expeditionary Advisory Squadron,
Esquadra Americana que mentora
a escola da Força Aérea Afegã
Pohantoon-e-Hawayee. No
âmbito das suas atribuições,
estes militares da FA
desenvolvem e criam conteúdos
programáticos para diversos
cursos tanto nas áreas
profissionais como de literacia,
tentando permitir a criação de
equivalências entre a formação
ministrada na instituição e os
graus académicos existentes na
sociedade civil afegã.
•
10 Militares do Exército e da
Armada liderados pelo Major
Vicente e que desenvolvem a sua
actividade no Depot 0. Enquanto
os dois Majores que integram a
equipa têm por missão mentorar
dois Oficiais Generais do Logistic
Command, os restantes
elementos
encontram-se
repartidos por várias áreas de
actividade do Depot 0 (Depósito
central de material para o
Exército Afegão, com material de
classe IX (sobressalentes),
material de classe II (OCIE,
fardamento e equipamentos
individuais) e material de classe
VII (artigos completos com
especial incidências para viaturas
e armamento).
•
6 Militares da Armada
liderados pelo Sub-Tenente
Rabaça e que desenvolvem a
sua actividade no ILF em prol da
Afghan National Police (ANP).
Estes militares actuam num
complexo no qual se procede à
recepção, verificação e
armazenamento de vários
materiais destinados à Policia
para futuro fornecimento,
criando-se cargas que devem
ser conferidas e devidamente
acondicionadas.
Os militares do CN em KAIA têm
procurado a plena integração,
procurando contribuir para
melhoria das condições do
campo militar. Nesse contexto
estão representados nas
reuniões semanais do Comando
de KAIA, nas reuniões mensais
da NAMSA e do Moral e Welfare,
bem como outros eventos.
Conseguiram
ainda
oportunidades para dar a
conhecer e partilhar com a
comunidade de KAIA, algumas
das preciosidades culinárias
portuguesas. Em dois momentos
foi possível confeccionar uma
feijoada e carne de porco à
Portuguesa, pratos que foram do
agrado de todos os que os
provaram e permitiram partilhar
um pouco de Portugal com o
mundo…
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Contingente Nacional ISAF
expresso do oriente
HAJA ALEGRIA NO TRABALHO!
São sete da manhã. O
contingente da Guarda
Nacional Republicana no
Afeganistão já está pronto e
equipado. É apenas mais um
dia de trabalho, para os quinze
militares que integram o
contingente internacional que
presta apoio e mentoria àquela
que irá ser a maior escola de
formação da polícia afegã a
nível nacional.
Mas hoje, o dia é especial. É o
primeiro dia de instrução
prática de tiro. Além de
constituir
um
passo
fundamental na formação dos
aspirantes a agentes da lei e
da ordem pública, é também
um grande desafio para o
contingente internacional em
termos de segurança e
organização. Vários têm sido
os acontecimentos que têm
originado baixas junto do
contingente internacional na
NTM-A, especialmente, nas
instruções efectuadas em
carreira de tiro. São
conhecidos os perigos, as
dificuldades e os desafios em
assegurar a integridade física
de instruendos, instrutores e
mentores, num ambiente onde
circulam armas municiadas nas
mãos de recrutas com apenas
algumas semanas de instrução.
Mas em Wardak a situação é
especial. A carreira de tiro - que
não está concluída - fica fora
das quatro paredes do quartel,
e não tem vigilância durante a
pagina 22
noite, o que implica uma
preocupação adicional com
eventuais engenhos explosivos
especialmente preparados
para receber o contingente
internacional.
Coluna de marcha e inicia-se o
deslocamento em segurança
para o local.
A carreira de tiro do National
Police Training Centre fica
incrustada no sopé do monte
que rodeia o vale de
Dashtatoop, a Norte tem o
Centro de Formação e a Oeste
é ladeada pela Ring Road. A
conspecção do local encerra
um misto de sensações, a
imponência do vale em
oposição à exposição e ao
perigo que o local encerra para
as nossas forças, deixa-nos
circunspectos e apreensivos.
- Ahhh…que bem que se está
no campo! - Exclama um
mentor mais afoito a querer
espantar o ambiente de
inquietação e austeridade que
sente.
Explicados os procedimentos
de segurança, os locais de
abrigo – caso haja mais uma
saraivada de rockets – e
distribuídos os mentores e
instrutores pelos recrutas, dáse início à instrução.
O plano de execução
desenhado pelo Capitão Cajan
- Oficial da Polícia Militar
Checa - demonstra na prática
as suas virtualidades em
termos de segurança e
eficiência, assegurando um
desenrolar rápido mas seguro
da instrução.
Os
resultados
são
impressionantes, os alunos
obtêm para quem nunca tinha
disparado com uma armaautomática classificações
muito positivas. Talvez o
sangue que lhes corre nas
veias já tenha adquirido o
sabor do metal que largam em
direcção ao alvo, afinal são
descendentes de diversas
gerações de guerreiros e a AK47 deve fazer parte do enxoval.
Finda a instrução, regresso ao
quartel para a habitual CocaCola com o chocolate
ocidental. É altura de libertar os
fantasmas e dar umas
gargalhadas sob o pretexto de
mais uma missão cumprida.
Mas o tempo passa a correr e
é altura de ir preparar a próxima
instrução. Afinal, já são dez da
manhã!
OF1 Carlos Coelho
Public Relations Officer
expresso do oriente
Boletim 1
CRONOLOGIA DA CONSTRUÇÃO DO NSE PORTUGUÊS NO ISAF HQ
Por ocasião da visita do Almirante CEMA em 2010 surgiu da necessidade de se criar um espaço
português no ISAF HQ.
Em Janeiro de 2011 o projecto foi enviado para o comandante do Contingente português.
11Fev11 - Aceitação do posicionamento da construção por cima do NSE grego (reunião no Base
Support Group com o representante Grego)
16Mar11 – O Comandante de Contingente aceita a proposta mais económica de orçamento (2
contentores (ship containers) e construção em administração directa)
26Mar11 AM – Reforço das bases do NSE Grego (trocaram-se as sapatas existentes por umas
mais resistentes), Colocação dos contentores e da escada
28Mar11 – Reposicionamento do terraço do NSE Grego
02-10Abr11 – Construção dos acabamentos interiores e primeiro jantar dentro do NSE. Colocação
do isolante e forro de madeira, efectuada a montagem da instalação eléctrica, iluminação,
canalização, aparelho de ar condicionado e antena parabólica e pintura do exterior.
11Abr11 – Instalação da mobília
12Abr11 – Últimos retoques na pintura e Inauguração. A cerimónia de inauguração foi presidida
pelo Comandante do Contingente Português, Coronel Salgueiro. Durante a cerimónia foi içada a
Bandeira Nacional, descerrada uma placa e efectuados os respectivos discursos da praxe, tendo
o Capelão do contingente abençoado o espaço e as pessoas presentes.
Mai11 – Colocação do chão, Instalação do bar, colocação do lava-loiça com a pedra, Instalação da
vitrine, mapa de Portugal em madeira e colocação das Bandeiras. No terraço efectuaram-se os
seguintes trabalhos: completamento do terraço, construção da cobertura, colocação da rede e
dois bancos de madeira.
Jun11 – Colocação do chão de madeira no terraço e instalação de uma placa na fachada do NSE
com o símbolo da Bandeira Nacional.
No dia 10 de Junho de 2011, Dia de Portugal, estava tudo pronto.
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Contingente Nacional ISAF
expresso do oriente
actividades religiosas
CERIMÓNIA DE HOMENAGEM AOS MORTOS EM CAMPANHA
Todos os dias 18 de cada mês, o 2º Contingente Nacional ISAF
realiza uma cerimóniaaos mortos, em memória daqueles que
no Teatro de Operações do Afeganistão deixaram a sua vida,
em nome da Pátria
TRÍDUO PASCAL
Coincidiu com a primeira semana
após o TOA e com o início da
missão do actual Contingente
Nacional no Afeganistão.
Somos um país do extremo da
Europa, mas temos uma alma
universal e uma criatividade cujos
limites tocam o céu. A unidade dános força. O Alto inspira-nos,
potencia as nossas energias e
eleva-nos. E nós, unidos,
vencemos dificuldades e
elevamos o mundo. Foi o que
aconteceu no Tríduo Pascal.
Na quinta-feira Santa a
participação numerosa dos
militares fez-nos celebrar não na
Capela Portuguesa, mas no
campo de jogos. Não houve
lugares sentados. A vivência do
momento tocou o infinito, num
sinal da prontidão para servir.
Fizemos memória da Instituição
da Eucaristia e da disponibilidade
para caminhar em espírito de
doação.
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Na
sexta-feira
Santa
percorremos o caminho sagrado
de Jesus para o Calvário e
reconciliamo-nos com o passado
e com os momentos menos
felizes da nossa existência. Foi
um
momento
forte
de
interiorização e reflexão, com a
cruz de Cristo e da nossa
existência a passar de pessoa
para pessoa.
No dia de Páscoa, ao fim da
manhã, foi o momento da
celebração
solene
da
Ressurreição, com bênção do
fogo e acendimento do Círio
Pascal, bênção da água,
aspersão e entronização das
imagens que vieram de Portugal.
Toda a liturgia teve a animação do
coro. Viveu-se a alegria da
Páscoa na expressão da unidade
desta nova família do Contingente
Nacional, que a circunstância da
missão no Afeganistão quis juntar.
No mesmo dia de Páscoa, da
parte da tarde, teve lugar a Visita
Pascal ou Compasso, com a
bênção dos militares e das
instalações
de
Camp
Warehouse. Segundo as
tradições do norte de Portugal,
houve partilha de mimos
gastronómicos de diversas
regiões do país e salutar convívio
à volta da mesa.
As celebrações do Tríduo Pascal
induzem à reflexão, à revisão de
vida, à redescoberta da matriz
cristã, à renovação, à fortaleza, à
sabedoria. O mundo carece de
pessoas
ressuscitadas,
vencedoras do ódio, lutadoras
contra a maldade, com espírito
positivo, com uma humanidade
viva
e
pró-activa
para
transformarem as circunstâncias
da existência em oportunidades
de crescimento e de promoção
da vida com mais qualidade.
Houve Páscoa em Camp Wharehouse.
expresso do oriente
Boletim 1
CAPELA PORTUGUESA EM CAMP WAREHOUSE - IMAGENS
Os registos fotográficos, para além das
considerações artísticas e estéticas, contêm um
componente mnemónico, que faz reviver
momentos, espaços, pessoas ou outros
aspectos julgados de interesse. É neste
enquadramento que se entendem as estátuas,
imagens e representações artísticas que
embelezam os espaços sagrados. Deste modo,
as imagens pretendem reconhecer, homenagear
e tornar vivas pessoas, formas de lidar com
adversidades, modos de existir… que
constituem referência da história para os que
agora vivem o presente e constroem o futuro.
Não são um fim em si mesmas, não são
divindades com poderes telúricos, mas invocam
pessoas, valores, mensagem, exemplo, feitos,
orientação, afectividade… O objectivo e a
devoção a elas votadas é catequético, doutrinal,
didáctico, orientador, motivador, incentivador da
busca de outros horizontes, de novas
abordagens da realidade, de perspectivas
inovadoras que conduzam o crente a uma
constante superação de si próprio, numa
peregrinação interior para o encontro com Deus.
Este encontro vital faz emergir sentido, força,
energia, coragem, tenacidade, perseverança,
arrojo.
As pessoas que as imagens representam foram
objecto de escrutínio rigoroso, paulatino,
apurado, de modo que não restassem dúvidas
quanto ao seu conteúdo, ideal, virtude,
perseverança, determinação… E os estudos
são completados pelo componente da
intercessão junto de Deus em favor dos
humanos, nas suas lutas contra a doença, contra
as adversidades, contra as angústias, contra
todo o tipo de problemas que podem afligir ou
perturbar a existência.
No dia de Páscoa o Contingente Nacional
benzeu e entronizou três imagens na Capela
Portuguesa. Cristo Ressuscitado, que se eleva
da cruz como Salvador, que faz vencer a vida
sobre a morte, a alegria sobre o choro, a
esperança sobre o desânimo, o positivo sobre
o negativo, a saúde sobre a doença, a luz sobre
as trevas, o perdão sobre a ofensa, o bem sobre
a maldade, o amor sobre o ódio, a paz sobre a
guerra, o cosmos sobre o caos.
Nossa Senhora do Ar, padroeira da Força Aérea,
guia para o encontro com Cristo e com os
homens, protectora com o seu manto maternal,
intercessora primeira das causas humanas.
São Nuno de Santa Maria, condestável do reino,
militar como nós, que nas batalhas que travou e
orientou sempre quis escutar o Alto e trabalhar
o seu interior. É para nós modelo, entre outras
coisas, porque acompanhou a coragem com a
inteligência, a determinação com os valores, o
vigor físico com a humanidade, o conhecimento
com boas práticas, a argúcia com a humildade,
as competências técnico militares com a arte de
saber viver com generosidade. Os feitos que
este homem tão nobremente lavrou nas páginas
da história nacional, tiveram a montante a
sustentação da fé, que o norteou e impulsionou
a gerir os recursos pessoais, humanos e
financeiros de forma disciplinada, rigorosa e
ajustada aos obstáculos a superar.
Nossa Senhora do Ar e São Nuno de Santa Maria
são para nós, militares do Contingente Nacional
no Afeganistão, intercessores e protectores
porque exigem o melhor, o mais nobre, o mais
elevado. O mérito não é gratuito, mas brota
sobretudo da exigência pessoal e da nobreza
de carácter, características dos nossos modelos.
Que estas referências de vida nos inspirem e
ajudem na leitura da realidade, na capacidade
de antecipar ciladas e perigos, no planeamento
e na organização, na unidade e espírito de
camaradagem, na gestão dos recursos, no bemestar e no moral, na generosidade e
profissionalismo, no serviço às causas de
Portugal.
A união faz a força.
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Contingente Nacional ISAF
expresso do oriente
CN/ISAF na PROCISSÃO DE VELAS
cuidado, o seu interesse por Portugal e por cada
um de nós.
5.
Na vigília do aniversário da primeira aparição de
Nossa Senhora em Fátima, os militares portugueses
em missão no Afeganistão, quiseram homenagear a
Mãe de Deus e de todos os humanos, invocar a sua
protecção, meditar nas suas interpelações.
Prepararam um andor com os recursos ao dispor e
toda a criatividade da alma lusa, fizeram a divulgação
em Camp Warehouse, ensaiaram o coro, distribuíram
as tarefas de acordo com o guião previamente
elaborado.
No dia 12 de Maio de 2011, pelas 21h00, um grupo
numeroso de militares portugueses e estrangeiros
reuniu-se na Capela Portuguesa que teve de ficar
com as portadas abertas por não ter espaço bastante
para acolher todos os que acorreram ao evento. Num
primeiro momento reflectiu-se sobre os símbolos
envolvidos na procissão:
1. As velas acesas, símbolo do cumprimento da
missão confiada. Tal como as velas para iluminar
têm de se gastar, assim os militares têm de
oferecer o melhor de si para que a paz se torne
realidade em território afegão.
2.
O Círculo de luz de todas as velas acesas
afasta as trevas, a escuridão, o oculto que,
tantas vezes, esconde todo o tipo de ciladas e
ardis que podem atentar contra a vida, minar a
unidade, destruir o humanismo. No círculo de luz
tudo se torna transparente, todos mantêm a sua
vela acesa pela visibilidade comum, pelo
interesse do todo.
3.
A cruz, símbolo máximo do amor, da vitória
sobre tudo o que é negativo, sobre a maldade,
sobre o sofrimento, sobre o tempo, sobre o
egoísmo, sobre a cultura da morte.
4.
O andor e a imagem de Maria levada aos
ombros. A Mãe é protectora e é guia, acolhe os
nossos pedidos, compreende as nossas dores,
estimula o nosso afecto, ajuda-nos a crescer, faz
seus os nossos problemas. Reconhecemos o seu
pagina 26
O caminho, o percurso. A procissão exige que
cada um dê os seus passos. Se quer
acompanhar Maria levada aos ombros não pode
ficar parado. Se quer fazer parte do círculo de
luz tem de dar o seu contributo. E o caminho fazse caminhando com confiança, na unidade…
Acertamos o passo uns pelos outros, não
deixamos que ninguém tropece, somos uma
força, uma onda de luz.
Num segundo momento, com o andor de Nossa
Senhora e velas acesas, percorreram—se as ruas
de Camp Warehouse, fazendo três pequenas
paragens:
1. Junto da Companhia de Protecção. Os
bravos que são os primeiros, que estão no
centro das operações, que prudentemente
estudam e antecipam eventuais perigos, que
oferecem responsavelmente a sua juventude
pela segurança de todos.
2.
O edifício de Comando. O lugar do estudo, do
planeamento, da conjugação de informação, das
comunicações, das decisões de rumo, dos
ajustes ao inopinado. O espaço que representa
o cuidado, a competência, a perspectiva, a
lealdade, a confiança, o ânimo.
3.
O bar português. O símbolo do “descanso do
guerreiro”, do lazer, da camaradagem, da
participação no bem-estar comum, do
divertimento, da alegria, da juventude.
O momento foi revestido tanto de singeleza como de
compenetração e intensidade. O Contingente
Nacional, a missão e as famílias, entre a saudade, o
sentimento e a emoção, marcaram presença,
encheram a alma, e deram significado maior ao
momento.
A homenagem foi concluída com a consagração a
Nossa Senhora, a aspersão de todos os militares
presentes e a bênção de Deus.
expresso do oriente
Boletim 1
actividades desportivas
MILITARES PORTUGUESES VENCEM AS 10 MILHAS EM KAIA
O Primeiro-Sargento ANÍBAL OLIVEIRA do
Contingente Português, venceu a KA-Bruggen
10 Road Race, realizada na madrugada do dia
28 de Maio de 2011 (04h30), na área do
Aeroporto Internacional de Cabul (KAIA – Kabul
Afghanistan International Airport), no
Afeganistão, percorrendo as 10 milhas da
prova no tempo de 1 hora, 3 minutos e 50
segundos.
Nesta prova, organizada pelo contingente do
Reino Unido da ISAF, participaram elementos
das forças da coligação sediadas em KAIA,
contando com a presença de 71 militares.
O Contingente Português participou apenas
com três militares no escalão de homens até 39 anos de idade, e mesmo com esta pequena
participação, conseguiu colocar os 3 elementos nos 5 primeiros lugares. Além do vencedor, o
Contingente Português alcançou o segundo lugar com o Soldado Cmd FONTOURA e o quinto
lugar com o Segundo-Tenente FZ LUÍS GOULART.
ESTAFETA “LUÍS DE CAMÕES” NO DIA DE PORTUGAL
Integradas nas Comemorações do Dia de Portugal, o CN realizou algumas actividades desportivas,
recreativas e culturais, destacando-se a estafeta “Luís de Camões” e o concurso de fotografia,
com a participação de vários contingentes estrangeiros.
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Contingente Nacional ISAF
expresso do oriente
torneios
TORNEIO de MATRAQUILHOS
Realizou-se no período de 16MAI11 e
22MAI11 entre as 20:30 às 22:00 o Torneio
de Matraquilhos do 2ºCN 2011 no
Afeganistão. O Torneio teve a participação
de 17 equipas. Ficaram em primeiro lugar
os Tenentes Artur Fonseca e José Vieira; em
segundo lugar SAJ Teixeira e 1SAR Ribeiro
e em terceiro lugar Sold André Silva e Sold
Emanuel Marreiro.
CONCURSO DE FOTOGRAFIA
No âmbito das comemorações do Dia de
Portugal de Camões e das Comunidades
Portuguesas, a MTT (Mobile Training Team)
organizou um concurso de fotografia
subordinada ao tema (Portugal pelo mundo).
Estiveram em concurso cerca de 24 fotografias
de 15 participantes, que abordara a temática do
concurso, apresentando trabalhos a preto e
branco e a cores.
De realçar a originalidade e o espírito artístico
do trabalhos, manifestamente reconhecido pelo
júri do concurso.
Dos 25 trabalhos apresentados, foi feita uma préselecção de determinou as 10 melhores
fotografias, as quais foram novamente
apreciadas pelo júri, que seleccionou os 3
primeiros classificados.
1º Classificado: Cap Artª Maldonado
2º Classificado: TCor Artª Paradelo
3º Classificado: TCor Artª Setoca
Os diplomas de participação e respectivos
prémios foram entregues no dia de Portugal
durante o almoço que decorreu no Bar Português
com a participação das entidades convidadas
para o evento.
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expresso do oriente
Boletim 1
TORNEIO WORLD SERIES OF POQUER - AFEGANISTÃO
Realizou-se nos dias 27 e 28 de Junho
de 2011, no Bar do Contingente Português, o
Torneio WORLD SERIES OF POKER –
AFEGANISTÃO, que contou com a participação
de 40 Jogadores, número Máximo de Inscrições
previsto pela organização.
A adesão de militares do Contingente
Nacional e de um número significativo de
militares de outros contingentes internacionais
que prestam serviço em CAMP WAREHOUSE,
nomeadamente franceses e alemães,
contribuíram para o extraordinário êxito deste
evento lúdico, que conciliou a prática de um jogo
de sorte e azar, como o Póquer, com o salutar
convívio entre militares de diferentes países da
coligação internacional.
Após dois dias de grande emoção e
empolgamento, os vencedores da FINAL
TABLE, foram:
1º lugar - o militar francês LE PARK com um
prémio final de 60€
2º lugar - o militar francês JOAQUIM FERREIRA
com um prémio final de 30€
3º lugar - o militar francês BEL com um prémio
final de 15€
4º lugar - o CAP INF “CMD” MICHAEL
AUGUSTO com um prémio final de 10€
5º lugar - o TEN INF VALTER VALE com um
prémio final de 5€
A Cerimónia de entrega de Prémios
realizou-se no dia 30 de Junho de 2011, no Bar
Português e contou com a participação do
Exmo. Comandante do Contingente Português,
Sr Cor Cavª FONSECA LOPES, que fez entrega
dos referidos prémios e dirigiu algumas palavras
de felicitação à organização do torneio e a todos
os participantes.
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Contingente Nacional ISAF
expresso do oriente
1st DESERTVOLLEY TOURNAMENT 4X4
Realizou-se no período de 02
Junho de 2011 a 26 de Junho
de 2011, o 1º Torneio de
Voleibol do Deserto em Kabul \
Camp Warehouse, organizado
pela Equipa de Formadores do
TLC/STB/KMTC. Este foi o
maior torneio alguma vez
organizado
em
Camp
Warehouse, tanto pela duração
do mesmo, como pelo número
de equipas participantes na
prova.
Este evento contou com a
participação de 25 equipas de
diferentes Países de todos os
cantos do Mundo (PORTUGAL,
FRANÇA,
POLINÉSIA
FRANCESA,
BÉLGICA,
ALEMANHA,
ITÁLIA,
TURQUIA,
CROÁCIA,
ESTADOS UNIDOS, NOVA
ZELÂNDIA E AUSTRÁLIA)
perfazendo um total de 125
participantes.
Para além da prática
desportiva ao ar livre e da
divulgação e contacto com a
modalidade, este evento
permitiu estabelecer contactos,
laços de amizade, excelente
desportivismo e unir ainda mais
os elementos que trabalham e
vivem neste campo militar
todos os dias, resultando como
seria de esperar num excelente
torneio e muito boa prática de
voleibol, acabando a Equipa
Organizadora do evento por
pagina 30
ser muito felicitada e elogiada
por todos os participantes.
Como resultado da prova, as
equipas que preencheram os
lugares do pódio foram:
1ºClassificado: GERBEL
(Equipa mista de elementos da
Bélgica e da Alemanha);
2ºClassificado: FRENCH
TEAM (Equipa da Polinésia
Francesa);
3ºClassificado: TURKUAZ
(Equipa da Turquia).
expresso do oriente
marco
,
30-Mar
30-Mar
Sold CMD
Sold CMD
Boletim 1
aniversarios
-
MILTON CÉSAR MOTA ARAÚJO
MÁRIO JORGE VIEGAS DIAS
abril
03-Abr
06-Abr
07-Abr
08-Abr
11-Abr
12-Abr
12-Abr
14-Abr
15-Abr
18-Abr
19-Abr
19-Abr
20-Abr
20-Abr
21-Abr
23-Abr
26-Abr
27-Abr
29-Abr
30-Abr
SAJ ORDET JOSÉ PAULO GROLA DOS SANTOS SANTOS GONÇALVES
1 CB OCOM RUBEN JOSÉ LOURENÇO NETO
1 SAR INF CARLOS ALBERTO FARIA BARBOSA
Sold CMD ANTÓNIO JOSÉ DOMINGUES SOUSA
1 SAR INF ANTÓNIO AVELINO MARTINS DE CASTRO
TCOR ART ANTÓNIO ALBERTO CRISPIM PARADELO
2 SAR INF CARLOS MANUEL OLAIO TEIXEIRA
COR CAV PEDRO MIGUEL ANDRADE DA FONSECA LOPES
Sold CMD RUI SALVADOR RIBEIRO MACHADO
Sold CMD SÉRGIO EMANUEL FERREIRA ALVES
SAJ SGE JOAQUIM MANUEL ROSA DURO
Sold CMD GONÇALO JORGE V. A. E CASTRO
1 SAR MAT PAULO JOSE DOS SANTOS RIBEIRO
2 CAB CMD RUI MANUEL SILVA AFONSO
SAJ FZ
ORGE MANUEL DE ALMEIDA SALOMÃO
Sold CMD FÁBIO ANDRÉ FILIPE LEITÃO
2 TEN FZ
LUIS HENRIQUE GOMES GOULART
Sold CMD HUGO MIGUEL DOS REIS FONSECA
1SAR ART FREDERICO JOÃO CARVALHO DE MAGALHÃES
SCH PA
CARLOS ALBERTO VALENTE SIMÃO
09-Mai
10-Mai
14-Mai
15-Mai
16-Mai
19-Mai
19-Mai
21-Mai
22-Mai
23-Mai
23-Mai
25-Mai
27-Mai
28-Mai
30-Mai
Sold CMD
1 CB MVA
TEN INF
Sold CMD
1 SAR ENG
Sold CMD
Sold CMD
SAJ INF
2 CAB CMD
Sold CMD
1 SAR V
Sold CMD
2 SAR INF
Sold CMD
Sold CMD
JOSÉ RICARDO DA SILVA DIAS LOPES
TIAGO ANDRE RESSURREIÇÃO RODRIGUES
VITOR ABREU FERNANDES
SÉRGIO DANIEL DUARTE TELES
LUÍS MANUEL DINIS SANTOS
RICARDO MANUEL HENRIQUES MADEIRA
ANDRÉ GUIMARÃES GOUVEIA
HÉLDER ANTÓNIO BATISTA GONÇALVES
DIOGO LOPES DIAS
HELDER TOMÉ RIBEIRO COSTA
MANUEL JOAQUIM CARVALHO CARDOSO
DANIEL ALMEIDA CAMPOS
JONATHAN JOSÉ FORTUNA
MICHAEL MOTA AUGUSTO
PEDRO MIGUEL PEREIRA LOPES
01-Jun
01-Jun
02-Jun
03-Jun
05-Jun
07-Jun
09-Jun
09-Jun
12-Jun
12-Jun
12-Jun
15-Jun
15-Jun
16-Jun
18-Jun
18-Jun
19-Jun
21-Jun
22-Jun
24-Jun
25-Jun
26-Jun
26-Jun
29-Jun
Sold CMD
1 SAR INF
SAJ INF
2 CAB CMD
TCOR ART
Sold CMD
1 CAB CMD
SCH CAV
MAJ MAT
TEN INF
SAJ FZ
1 SAR INF
1 CAB CMD
1 SAR INF
1 MAR FZC
1 SAR INF
SAJ INF
1 CAB CMD
Sold CMD
Sold CMD
1 CAB CMD
SCH ART
Sold CMD
COR INF
VALTER JORGE MOREIRA MARTINS
CARLOS ALBERTO DOS SANTOS AFONSO
PAULO JORGE ESTEVES MATOS LUIS
TIAGO JOSÉ ALVES RIBEIRO
MANUEL MARIA BARRETO ROSA
DANIEL RICARDO SOUSA PEREIRA
TIAGO MIGUEL DE ALMEIDA BARRA
JOSÉ HENRIQUE PACHECO BOTELHO
CARLOS PARENTE FELGUEIRAS
HUGO ESTRELA PAULOS
JOSÉ MANUEL DOS SANTOS GREGO
GONÇALO MIGUEL ROQUE FULGÊNCIO
RICARDO JORGE MATOS BRÁS
ANTÓNIO MANUEL DOS SANTOS MARQUES
HELDER FILIPE TAVARES MORGADO
CÉLIO JOSÉ BOTELHO ALVES
FRANCISCO MANUEL MENDES CASCALHAIS
EMANUEL BARBOSA MALHEIRO
HELDER DANIEL DA ROCHA ARAUJO
EDGAR FILIPE CONTREIRAS SILVA
JOSÉ DOMINGOS OLIVEIRA SOARES
JOSÉ HENRIQUES PAIVA COSTA
ANDRÉ FILIPE LOURENÇO PEREIRA
CARLOS JOSÉ SOARES DE FIGUEIREDO PEREIRA
maio
junho
pagina 31
Contingente Nacional ISAF
pagina 32
expresso do oriente
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Boletim Nº1 2º CN/ISAF