UNIVERSIDADE TUIUTI DO PARANA
Joelma Maria Valpcoski
A ORGANIZACAO ESPACIAL EM AULAS DE NATACAO PARA
PORTADORES DE DEFICIENCIA MENTAL
Curitiba
2005
76
Joelma Maria Valpcoski
A ORGANIZACAO
ESPACIAL
PORTADORES
EM AULAS DE NATACAO
DE DEFICIENCIA
PARA
MENTAL
Pre-Projeto de Trabalho de Conclusao do
Curso de Educa~ao Ffsica, da Faculdade de
Ci€mcias Biol6gicas
e da Saude, da
Universidade Tuiuti do Parana.
Orientadora: Professora Helia Eunice Soares.
Curitiba
2005
TERMO DE APROVAC;Ao
Joelma Maria Valpcoski
A ORGANIZA<;:Ao ESPACIAL EM AULAS DE NATA<;:AO PARA
PORTADORES DE DEFICIENCIA MENTAL
Este Trabalho de Conclusao de Curso foi julgado e aprovado para a
obtenc;:aodo titulo de Licenciado em Educac;:aoFfsica da Universidade Tuiuti
do Parana, Aprofundamento em Portadores de Necessidades Especiais.
Curitiba, 17 de Outubro de 2005.
Orientadora: Professora Mestre Helia Eunice Soares
Co-Orientadora: Professora Mestre Jocian Machado Bueno
ajudar a chega: com e:-:~tGan f~mdeste trabaH10
CGmpree-nS30
nGS rnomentos
indiretamente psra
.3
;;;;:11que
rea.!izaqao
esthr6
ausente-.
do traba!ho.
SUMARIO
LIST A DE QUADROS
05
RESUMO
06
1.
07
INTRODUI:;AO
1.1 JUSTIFICATIVADO
07
TEMA
1.2 OBJETIVOS
10
1.2.1 Objetivo Geral
10
1.2.2 Objetivos Especificos
10
1.3 PROBLEMA
10
2.
11
REVISAO DE L1TERATURA
2.1 PSICOMOTRICIDADE
2.1.1 0 que
e a interven~ao
11
em Psicomotricidade?
11
2.1.2 Para que problematicas?
11
2.1.3 Para quem?
12
2.1.4 Como utiliza-se a Psicomotricidade?
12
2.1.5 Tipos de Interven~ao
13
2.1.6 Para que serve a Psicomotricidade?
13
2.1.7 Estrutura~ao do Espa~o Temporal
13
2.1.8 Organiza~ao Espacial
14
2.1.9 Beneficios fisiol6gicos
17
2.1.10 Beneficios psicossociais
19
2.1.11 Beneficios cognitivos
19
2.1.12 Efeitos terapeuticos da atividade na agua
19
2.2 NATAC;Ao
20
2.3 FUNDAMENTOS
BAslCOS
2.4 APRENDIZAGEM
EM NATAC;Ao
2.4.1 Sensa~6es Motrizes
DA NATAC;Ao
22
26
29
35
3. METODCLOGtA..
38
3.1
38
TiPO DE PESQUISA
POPULAQAO E .:;r.f;OSTRA .,'
3.2.1 Popuiagao
38
3.2.2
38
3.3
Am0strFt ....
... 39
INSTRUMENTO.
3.4 COLETA DE DADOS .
39
39
4. APRESENTAGAO
E DISCUssAo
DOS RESULTADOS
5. C01\!CLUSAO ...
AFENOiCE 1 - R.eia~ao entre as cenas que envo!ve!n a organ!za~ao
espac}al B os 5ujeitos da pesqu;sa
4Q
46
RESUMO
A ORGANIZA<;Ao
ESPACIAL
PORTADORES
EM AULAS DE NATA<;Ao
DE DEFICIENCIA
Orientadora:
PARA
MENTAL
Autora: Joelma Maria Valpcoski
Professora Mestre Helia Eunice Soares
Curso de Educar;ao Fisica
Universidade Tuiuti do Parana
Este trabalho objetivou verificar as ar;6es de organizar;ao espacial em aulas
de natar;ao utilizando a Psicomotricidade como ar;ao para portadores de deficiencia
mental; buscando ainda detectar as melhorias de organizar;ao espacial nestes
individuos, bem como analisar melhorias nos deficientes em aulas de natar;ao. Para
isso, valeu-se de uma pesquisa descritiva, utilizando fichas para anotar;ao das
atividades e observar;6es das aulas de natar;ao. A amostra foi de quatro portadores
de deficiencia mental, praticantes de natar;ao. Os dados foram analisados e os
resultados mostraram que: um dos alunos respeita 0 limite de espar;o imposto pelo
jogo, isto porque nao explora 0 espar;o como poderia; e quando limitamos seu
espar;o na piscina, este tenta 0 rompe-Io buscando outros espar;os por uma questao
de ultrapassar 0 limite e nao pela explorar;ao do espar;o desejado. Todos os
individuos defenderam 0 seu espar;o. Dois alunos nao respeitam 0 espar;o do outro,
onde um preocupa-se com a atividade e atitude dos colegas, deixando que seu
proprio rendimento esteja em segundo plano e reduzido; e 0 outro pelo fato da
hiperatividade, agitar;ao e desatenr;ao durante as atividades. Apenas um individuo
nao respeita a vez do outr~, pelo fato de demonstrar impaciencia na vez dos colegas
e pedindo sempre a um deles para dar a vez. Todos os alunos entenderam 0
objetivo do jogo. E por fim, nenhum aluno respeitou 0 espar;o do professor tentando
romper 0 limite e as regras, 0 que no conceito deles significa "alcanr;ar 0 poder" ao
ocupar ou transgredir
0 espar;o do professor.
Portanto, conclui-se
que 0
desempenho dos deficientes mentais praticantes de natar;ao, de modo geral,
obtiveram um desempenho positiv~ nas quest6es de organizar;ao espacial; fato este,
que sofreu auxflio das atividades na Psicomotricidade.
Palavras-chave:
Psicomotricidade,
Natar;ao, Deficientes Mentais.
7
!NTRODUQAO
o
homen: ten: :stada
nascimento.
Historicamente
envohtkk:
corn a ague
raial'1ao, pede-5e
dizer
antes mesmo do set.:
que
lOa ",gua,
seguindo
seu
instinto de sobrevivencia desde quando era primitiv~, fugia de animais e tirava a
subsistenda. assim passou a uttHza-ia
se tern dado a maior importancia
COine
uma maneira
de prevGnlr
na area aa psicomotricidade
d06iit.(as,
C001
aquatica.
A agua nflO podmia deixar do scr um ambicntc agradavei para a pratica da
psicornotricidade, pc.is. seria 0 mesmo que 0 seu pratkante
materno. Uma ~!ezque
0
ser humano perrnane-::e no~!emeses no me~o !!qukk~
amnj6tico que H,e protege e d~ conrorto e ha a Hberafao
proprio. Neste ambienk
cc.m rnuitas vantagens.
retornasse ao utero
de energ:a
aquattco, a pessoa port-adera do deficiencia
pois sente seu corpo rnais ieve, sente-se
em favor de si
mental conta
capaz de executar
com rnais faciHd-ade o-s :110"limentos e 60 cons~derarqu-= pOl' meio deste mov~mento G
corpo,
0
gesto e as ayoes podetn se comunicar,
° que
contribui para urn bem esiar
pcssoa!. Em quaisquor que sejam as manifesta<;:oes corporais, nao he. como negar
que se trataiTI de respostas cognit!vas e ernocionais, tendo enta~ 0 cerebro a
las. A imag€m cGrpGtai Infiuenc:a iamo-ern ern outras mcdificaqoes
tIslcas e SOClats.
Por meio de vivEmcias em nubs de nata<;:aotemos percebido que varios sao
os motivos peios quais a nata~ao aeveda estar presente nas auias para portadores
8
s6 deveria direcionar seus esfon;:os neste sentido, porque percebemos
dos meses os portadores
satisfa~ao
desta deficiencia
no meio ambiente
aquatico
evidenciam
que 0 passar
sinais claros de prazer
com atividades,
com os colegas
e
e com os
professores.
A partir desses pontos, serao relacionadas
com cada idade a ser trabalhado
atividades
0 que
varias caracteristicas
nos auxiliara
e atitudes, 0 que levara 0 deficiente
a empregar
especificas
corretamente
mental a desenvolver-se
dentro da
sociedade de um modo geral. No entanto nao podemos levar a risca os fatores como
infiexiveis e sim relevar que entre individuos
da mesma especie existem diferen~as
individuais, portanto nao devemos levar em considera~ao
algum estagio
diferente
rela~ao a certas caracteristicas
Os responsaveis
compreender
potencias.
que,
as
de fato,
evidenciadas
possam
refletir
de deficiencia
desenvolvimentistas,
assim poderemos
um pouco
atrasado
em
na literatura.
por estas pessoas portadoras
caracteristicas
Apenas
se uma pessoa evidenciar
de outra, ou ate mesmo estiver
estruturar
necessidades
suas
mental devem
limita~6es
experiencias
e
seus
desenvolvimentistas
e os interesses
destas
pessoas,
os casos
especiais,
respeitando 0 nivel de habilidades del as.
A nata~ao especial
incluindo os portadores
pessoas,
e
fundamentos
ponto
e um trabalho
de deficiencia
fundamental
da psicomotricidade
destinado
a todos
mental. 0 respeito
para
seu
0
no meio aquatico,
objetiva-se
motor, funcional e psicol6gico do aluno, utilizando-se
Para um bom trabalho
de nata~ao especial,
mental se faz necessario
que 0 professor
a individualidade
desenvolvimento.
destas
Aplicando
os
0 desenvolvimento
0 nado como meio mais eficaz.
aplicado
a pessoas
atuante nao visualize
com deficiencia
a nata~ao apenas
como 0 ate de mover-se dentro da agua, como um desporto; e sim como uma forma
de reeduca~ao
liquido.
de movimentos
Acontecendo
nata~ao respeitando
Os exercicios
sequencias
corporal,
essa reeduca~ao,
da nata~ao favorecem
coordena~ao
temporal,
propiciar
0
podera
0 processo de aprendizado
de movimentos
percep~ao
num meio diferente
ritmicos
dinamica
organiza~ao
desenvolvimento
entao
0 relaxamento
e visao
resistencia
os movimentos
e respira~ao
na estrutura~ao
-motora,
postural, equilibrio
da
inserir
num meio
da
de cad a individuo deficiente.
que incidam
geral
do seu habitual,
estatico
para atingir
do esquema
orienta~ao
espacial,
e dinamico,
alem de
cardiovascularrespirat6ria
e
0
9
fortalecimento
muscular
necessaria
a uma postura
estatica
e dinamica
eficiente,
(BUENO,1998).
As exercitattoes
a diminuittao
no meio \iquido podem levar 0 portador de deficiencia
do tonus acentuado
de forma a liberar 0 potencial
funcionais isolados, permite a criantta executar na agua movimentos
habituais que contribuem para a estruturattao
mental
de movimentos
ou posturas nao
da imagem global (na posittao vertical,
por exemplo) ou de segmentos. A agua como elemento provoca uma pre-disposittao
ao exercicio,
nao so da musculatura
produz efeitos fisiologicos
mas de toda a pessoa. A atividade
que resultam da combinattao
dos efeitos produzidos
agua da piscina e pel os exercicios e dependem da temperatura
atividade, tipo e intensidade
dos exercicios.
A
attao
na agua
pela
da agua, durattao da
mecanica, termica e quimica da
agua formam fatores que atuam em conjunto sobre 0 mecanisme do corpo na agua,
provocados pelos principios fisicos da agua, tais como pressao hidrostatica,
flutuattao e turbulencia (BURKHARDT
As atividades
solo,
tais
como:
simultaneamente,
proeminencia
e ESCOBER, 1986).
na agua apresentam
aquecimento
por
nao
global
ocorrer
ossea, 0 relaxamento
empuxo
vantagens
de
que nao podem ser vistas no
um grande
nenhuma
numero
pressao
pode ser provido
de
articulattoes
localizada
em flutuattao,
sobre
a
reduttao
do
espasmo muscular, a flutuattao pode fornecer suporte completo ao corpo resultando
em efeitos que nao sao possiveis em terra (BURKHARDT
Podemos
deduzir,
a partir
disto,
que
um
e ESCOBER,
programa
de
1986).
natattao
para
portadores de deficiencia mental, quando elaborado e conduzido por um profissional
competente,
importancia
assume
0 papel
de educar
integral mente,
evidenciando
da natattao nao apenas para 0 desenvolvimento
para a formattao de personalidade
e inteligencia,
fisico,
mas tambem
e mais eficaz instrumento
aplicattao da Educattao Fisica no ser humano, assim como excelente
deficiente mental na aprendizagem
organizada.
que
ao desenvolvimento
por exemplo,
a
e algo que nao se pode negar.
Sem via de duvida a natattao e 0 primeiro
diz respeito,
assim,
Similarmente,
de
para iniciar 0
e possivel afirmar, no
psicomotor,
sua
decisiva
participattao na construttao do esquema corporal e seu papel integrador no processo
de maturattao, como assinala Damasceno (1992).
10
1.2
OBJETIVOS
1.2.1 Objetivo Geral
Verificar as a<;:oesde organiza<;:ao espacial que ocorre nas aulas de nata<;:ao
para portadores de deficiencia mental.
1.2.2 Objetivos Especfficos
•
Observar e detectar quais as a<;:oes por Portadores
de Deficiencia
Mental
em atividades de organiza<;:ao espacial em aulas de nata<;:ao
•
Detectar as possiveis falhas de organiza<;:ao espacial para portadores
•
Analisar os acertos percebidas
de
deficiencia mental em dois momentos distintos.
aulas de nata<;:aoutilizando-se
1.3
nos portadores
de deficiencia
mental em
como base a Psicomotricidade.
PROBLEMA
Em razao das reflexoes acima levantamos 0 seguinte problema:
Como
e
utilizada
a Organiza<;:ao
portadores de deficiencia mental?
Espacialem
aulas
de
Nata<;:ao para
11
2. REVISAo DE LlTERATURA
2.1 PSICOMOTRICIDADE
A Psicomotricidade
estuda e investiga
psiquismo
pode ser definida
e a motricidade.
psicomotricidade
emocionais,
encara
simb6licas,
Baseada
de
forma
integrada
0 campo
reciprocas
numa visao
psicolinguisticas
ser e agir num contexte psicossocial
holistica
as
transdiciplinar
e sistemicas
do ser
func;6es
(BAGANTINI,
humano,
cognitivas,
e motoras, promovendo
que
entre 0
a
s6cio-
a capacidade
de
1992).
e a intervenyao em Psicomotricidade?
2.1.1 0 que
Reeducac;ao
psicomotricista
em diversas
como
as relac;6es e as influencias
ou terapia
de mediac;ao
estuda e compensa
situac;6es geralmente
maturac;ao psicomotora,
afetivo (BAGANTINI,
corporal
a expressao
e expressiva,
motora inadequada
ligadas a problemas
de comportamento,
na qual
ou inadaptada,
de desenvolvimento
de aprendizagem
0
e de ambito
e de
psico-
1992).
2.1.2 Para que problematicas?
Com
incidE'lncia
instabilidade
postural,
estruturac;ao
espacial
psicossomaticos
corporal:
perturbac;6es
e temporal,
(VELASCO,
Com incidencia
inibic;ao, hiperatividade,
dispraxia,
do
desarmonias
esquema
perturbac;6es
corporal
da imagem
tonico-emocionais,
e
da
corporal,
lateralidade,
problemas
1994).
relacional:
agressividade,
dificuldades
de comunicac;ao
etc (VELASCO,
1994).
e de contacto,
12
Com
incidE!ncia cognitiva:
defices de aten"ao,
no
plano
do processamento
de mem6ria, de organiza"ao
perceptiva,
informacional:
simb61ica e conceptual
(VELASCO,1994).
2.1.3 Para quem?
Tipos de personalidade
ou de fases do desenvolvimento
melhor atraves do agir, da experimenta"ao
e do investimento
Pessoas para quem e necessario
de organizar
0 pensamento,
reencontrar
privilegiando
que podem evoluir
corporal.
a possibilidade
a experiencia
de comunicar
a
ligada
interioriza"ao
e
da
vivencia corporal (RIBAS, 1983).
2.1.4 Como utiliza-se a Psicomotricidade?
Segundo
Coste (1992), a Psicomotricidade
pode ser utilizada nas seguintes
formas:
•
Tecnicas
de
esquema
e imagem
relaxamento
intencionalidade
•
corporal
corporal
e
(ao
da
servi"o
vivencia
da
reelabora"ao
tonico-emocional,
do
com
psicoterapeutica.
Terapia e Reeduca"ao
Gnoso-praxica
(estrutura"ao
organiza"ao
e interiorizada
da a"ao e da sua representa"ao
planificada
atraves de formas diversificadas
de expressao).
•
Educa"ao
(reeduca"ao
•
Atividades
Gestual
e Postural
espacio-temporal,
da atitude,
equilibra"ao
e
e
controlo tonico).
Expressivas
da identidade,
emocional
(cria"ao
da capacidade
das problematicas,
e transforma"ao
ao servi"o
de comunica"ao
da afirma"ao
e da exterioriza"ao
nao susceptfveis
de media"ao
tonico-
primordial
pel a palavra).
•
Atividades
Ludicas (a interven"ao
psicomotora
ludico em dinamica individual ou grupal.
desenvolve-se
no contexte
13
2.1.5 Tipos de Intervenc;:ao
Segundo Levin (1999), os tipos de interven,<ao sao:
•
Preventivo: inclui a promo,<ao e estimula,<ao do desenvolvimento,
a melhoria
/ manuten,<ao de competencias
de autonomia
incluindo
ao longo
de
todas as fases da vida;
•
•
Educativo:
nos contextos
em que
se
pretende
essencialmente
estimular 0 desenvolvimento
psicomotor e 0 potencial de aprendizagem;
Reeducativo
quando a dinamica do desenvolvimento
ou terapeutico:
aprendizagem
esta
ultrapassar
comprometida,
problemas
comprometem
2.1.6
ditos
ou
psico-afetivos,
a adaptabilidade
ainda
de
quando
base
e
e da
necessario
relacional,
que
da pessoa.
Para que serve a Psicomotricidade?
•
Compensar
uma problematica
situada na convergencia
somatico, intervindo sobre as multiplas impressoes
do psiquismo e do
e expressoes
do corpo
e atribuindo significa,<ao simb61ica ao corpo em a,<ao;
•
Promover a regula,<ao e harmoniza,<ao tonica centrada sobre a maneira de
estar
no seu corpo
(atitude-postura,
esquema
corporal,
descontra,<ao
neuro-muscular);
•
Promover movimentos funcionais e expressivos
centrados sobre a maneira
de agir com 0 seu corpo (coordena,<oes, dissocia,<oes, praxias);
•
Possibilitar
a vivencia da rela,<ao tonico-emocional
com 0 psicomotricista
atraves do corpo e do agir das condi,<oes de adapta,<ao.
2.1.7 Estruturac;:ao do Espac;:o Temporal
A estrutura,<ao do espa,<o temporal
lateralidade
e da no,<ao corporal,
uma
decorre como organiza,<ao funcional
vez
que
e necessario
desenvolver
da
a
14
somatognosico
no espa90 e)..'terior tFONSECA,
da retay3.o com os objetivcs
Este fator emerge da motric{dade.
espa90, da posiqao
1995;.
re!ativa que ocupa 0 cc·rpo,
tocaHzadcs no
enfim das mu!tiptas
reia<;oes
inte-;;radas da tonic~dade, do &~umbrto. ds !ateraHdade e do esquema conJoraL
A estrut:'H"a~ao espac;a} leva a tom ada de consciencia
situ3<;ao de seu proprto corpo em urn determinado
conscient!zar~se
peta crianv3!
da
mete ambiente .. permittndc-Ihe
no espayo que pade ter em reia<;tlo as
do iugar e da orienta9ao
pessoas e co~sas.
2.1.8 OrganLzagao E5p3C~2.I
8ueno
difarentes defln:qces de organi2a~ao
E
segundo
alguns
(3!;pacial:
a orieniaqs.o, a eSiruturaqae do munde 8-0,:erior referindo-se
referenc{ai,
depo;s
a outros
objetos
au pessoas
em posi~ao
primeirc ao
estatistics
ou em
mov~mento (T ASSET apud CP-..RV.A.LHO. 1993).
Para Fonseca ("1933).
0
carater 9spada}
e
urn dado essenciai
da consclencia
do eu e um poio de tdentidade do indivtduo em rola93.o ao mundo. 0 aspecto
espaciai encontra-se
Egado as fun~OeS da inern6ria.
passo para alcanqar a abstraqiio.
Dc aCQrdo com Franco e Navarro (1980), os esp:l90 nao
desfocamentos,
inserem
O'S
mas tambem
dado-s da e~:periencia;
representatlvo
Segundo
e
se consritu! parte de nosso pensamento,
nesse
sentldo,
-..: espa~o
somente
os
no qua; se
converte-s-e
-=:::
e simbciico.
Ganong
(1977), a orienta98.c no 0Spa!fo depende
da chegada de itnpuisos aos receprores vest!bu!ares juntafnente
visuais, que tamt.err; ten: sua importancia.
:mpu~sos dos prcp:cc~p!vres
em grande parte
com as informa((c.es
As infonna;;-oes sao tambem supridas
nas capsulas
art:cuiares. as quais fotnacetn dades
sobre a pesiqao f8\at\va das varias partes do corpo, e impulses
cutaneos) especia!mente
os receptores
pOl"
de tato e da pressao.
exteroceptores
15
Aquele que nao e capaz de identificar 0 espar;;o dimensional
que 0 cerca nao
conseguira se localizar nem se fixar neste mesmo espar;;o (VELASCO,
E a tomada
de consciencia
para a pessoa, de organizar-se
abaixo,
a frente,
possibilidade,
perante 0 mundo que a cerca, de organizar as coisas
E
entre si, de coloca-Ias em um lugar, de movimenta-Ias.
(acima,
1994).
Ea
da situar;;ao das coisas entre si.
atras,
ao lado),
ter a nor;;ao de direr;;ao
e de distancia
(longe,
perto,
curto,
cumprido), em integrar;;ao.
Toda nossa percepr;;ao do mundo e uma percepr;;ao espacial na qual 0 corpo
e 0 termo de referencia.
A estruturar;;ao
(LAPIERRE,
espacial
nao se ensina
1976). No entanto,
conta a evolur;;ao da estrutura
proporcionar
e necessario
progressiva
e nem aprende-se,
que 0 processo
descobre-se
educativo
leve em
da nor;;ao de espar;;o a fim de poder
os meios e motivar;;6es mais eficazes para ajudar e ser descoberto.
Segundo Bueno (1999), nosso corpo, para levar a cabo a informar;;ao sobre as
propriedades
•
espaciais dos seu meio, possui dois sistemas receptores sensoriais:
Um sistema visual, no qual os receptores
visuais estao situados na retina
do olho humano, traduzindo fundamental mente uma informar;;ao relativa
a
superficie.
•
Um sistema
tatil-cinestesico,
diferenciado,
0 qual proporciona
•
Postura do observador,
dispersado
por
todo
0
corpo
e muito
tres tipos de informar;;ao:
ou seja, a posir;;ao relativa das diversas partes
do corpo;
•
•
Desenvolvimento
Superficies
propriedades
do observador ou de um de seus membros;
fisicas
encontradas
das mesmas:
rigidez,
como a velocidade dos deslocamentos
A todo instante a crianr;;a encontra-se
solicitado
que se situe (exemplo:
pelo
observador
resistencia,
e
pressao,
todas
as
etc., assim
do observador.
em um espar;;o bem preciso onde Ihe e
esta sentada em uma cadeira),
que se situe os
objetos uns em relar;;ao aos outros (exemplo: 0 pincel esta dentro do copo), que se
organize em funr;;ao do espar;;o de que se disponha (exemplo: a crianr;;a desenha um,
sol no canto superior da folha, a casa no meio e a arvore ao lado da casal.
16
Portanto, a estruturalfao
dificil dissociar
espacial e parte integrante
os tres elementos
fundamentais
de nossa vida; alias, e
da Pasicomotricidade:
corpo I tempo e, quando operamos com todo essa dissocialfao,
espalfo
limitamo-nos
/
a um
aspecto bem preciso e restrito da realidade. Na visao de Moreira (1995) apud Bueno
(1999), "captado como algo que nao etereo, onde as coisas flutuam,
compreendido
0 espalfo
e
como forlfa universal de conexao que 0 homem aprende atraves de
seu corpo, elemento mediador ao qual compete estabelecer
mundo, enquanto
sujeito de sua pr6pria subjetividade.
[...]
a sintese perceptual
A
perceplfao
do
de espalfo
se imbrica, portanto, aquela de tempo".
Aprender a localizalfao
de um objeto no espalfo nao e facil, pois comelfa no
inicio da vida e continua durante a idade adulta por meio das revisoes
conceitos espaciais. Assim, pod em os compreender
a dificuldade
de nossos
de uma crianlfa em
idade escolar para lidar com todas essas informalfoes e conceitos.
A perceplfao de espalfo constitui um requisito para a crianlfa se encontrar em
casa, na rua, na escola, nos campos ou florestas, em suas muitas situalfoes de vida
e exigem tanto capacidade motora quanto perceplfao espacial (BUENO, 1999).
A consciencia
do espalfo tambem representa
uma preparalfao
para aprender
geografia e geometria e obter uma visao do universo.
A perceplfao
espacial,
corpo, como cita Ajuriaguerra
de uma experiencia
inicialmente,
estrutura-se
com referencia
(1980). Sua perceplfao e egocentrica
somatogn6sica
e visual. Organiza-se
ao pr6prio
e pessoal, fruto
por meio do esquema
corporal e da experiencia pessoal.
Piaget estudou a evolulfao do espalfo na crianlfa. No primeiros meses de vida
o espalfo e muito restrito, limitando-se
Posteriormente,
multiplicam-se
espalfo,
suas possibilidades
captar distancias,
sempre em relalfao
e demais
aprendendo
estruturas
todos os demais e que caracteriza
do espalfo
deve-se
em sua totalidade,
essencialmente
incluindo
a coordenalfao
propriamente
dita (BUENO, 1999).
no
elementares,
ana ja existe um
as relalfoes
0 pr6prio
vendo-se aqui a estreita relalfao que existe entre 0 desenvolvimento
sens6rio-motora
motoras.
a deslocar-se
espaciais
ao seu pr6prio corpo. Ao final do segundo
entre si e os contem
elaboralfao
de experiencia
direlfoes,
espalfo geral que compreende
objetos
ao campo visual e as possibilidades
quando a crianlfa comelfa a andar, seu espalfo de alfao amplia-se e
corpo.
dos
A
dos movimento,
e a inteligencia
17
Por meio da a<;ao pura, a crian<;a vai se estabelecendo
conceitos de forma, dimensional,
os elementos.
pouco a pouco os
rela<;6es de separa<;ao, ordem e continuidade
Mais tarde, de acordo com a consolida<;ao
dos esquema
entre
corporal,
este se converte em ponto de apoio da organiza<;ao de suas rela<;6es espaciais com
as pessoas, com os objetos e com as coisas. Assim a crian<;a, ja entre os tres e sete
anos, atenta para as no<;6es de orienta<;ao (direita / esquerda, acima / abaixo, frente
/ atras), situa<;ao (dentro / fora), tamanho (grande / pequeno, alto / baixo) e dire<;ao
(aqui / ali, desde / ate).
o
eixo corporal
determinando
ocupa
um lugar
importante
as no<;6es de: em cima, em baixo,
na constru<;ao
alto, baixo,
do espa<;o,
direita,
esquerda,
dire<;6es obliquas, a frente, atras.
o
exercicio
psicomotor
sujeito tome consciencia
em rela<;ao ao espa<;o tera por meta permitir que 0
dessas
espa<;o deve se organizado
no<;6es da maneira
primeiro
rela<;ao ao outro e aos objetos. Posteriormente,
com
a
percep<;ao
velocidade,
corporal,
dura<;ao, etc.
possivel.
corpo e depois
0
em
adquirida essas no<;6es, e de acordo
desenvolver-se-ao
E importante
mais completa
em rela<;ao ao pr6prio
exercicios
de
observa<;ao
da
nao esquecer que as no<;6es de peso, forma
e volume se elaboram tambem por meio dos sistemas visual e tatil-cinestesico.
A carencia espacial pode comprometer
oculomotora,
lateralidade,
motricidade
a aprendizagem
ocular e sucessao
da leitura (percep<;ao
e progressao
de letras
orientadas) (BUENO, 1999).
2.1.9 Beneficios fisiol6gicos
Segundo
Campion (2000), quando 0 corpo esta exposto a um estimulo
por exemplo, em agua de temperatura
seja liberado
calor interno,
temperatura
interna,
temperatura
se
temperatura
fria, estes vasos se contraem,
ao contrario,
se 0 estimulo
em
equilibrio.
interna da agua este mecanisme
Com
as
mudan<;as
e constantemente
adquira uma maior resistencia
frio,
que
de calor e maior que a
ha um vasa dilata<;ao para que 0 calor seja liberado
mantenha
com que 0 organismo
evitando
constantes
acionado,
e a
de
fazendo
contra mudan<;as bruseas de
18
temperatura
externa, proporcionando
as doenitas provocadas
ao individuo, tambem, maior resistencia
pelas intemperies
Para 0 mesmo autor, concomitantemente
sistemas de regulaitao
pel a agua
sobre
0 corpo,
volume
promovendo
do coraitao
sistema respiratorio
apresenta
infiuencia
sobre os
grande significado
e coraitao, pois a pressao e a resistencia
juntamente
movimentos agem diretamente
metabolismo,
com a grande
termica, a agua, tambem,
melhoria do sistema circulatorio
contra
do meio.
com
esforit0
exigido
na
exercidas
na execuitao
dos
sobre 0 sistema, uma vez que provoca 0 aumento do
0 fortalecimento
da musculatura
e uma consequente
melhoria
provocara 0 fortalecimento
do volume maximo respiratorio
e consequente
cardiaca,
no sistema
0 aumento do
circulatorio,
dos musculos respiratorios,
ja no
aumento
melhoria, tambem na elasticidade
da
caixa toracica.
Em se tratando
grande dificuldade
de pessoas
de equilibrio
portadoras
e desenvolvimento
peculiares da agua como alta viscosidade,
contribuir
para a realizaitao
proporcionando-Ihes
maior
de deficiencia,
de exercicios
seguranita
da marcha,
espessura,
eliminaitao
de educaitao
na execuitao
junta mente
com
as caracteristicas
da gravidade
e/ou reeducaitao
dos movimentos
vem
motora,
(LEPORE,
1999)
2.1.10 Beneffcios pSicossociais
Ao contrario do que muitos pensam, a nataitao nao e uma atividade solitaria e
extrema mente
individualista.
Segundo
Lepore
(1999),
atividades
aprender a nadar e tambem um processo de aprendizagem
necessidade
do portador
inicialmente,
relacionando-se
de deficiencia
aprender
individuo-objeto
aquaticas
de socializaitao.
a galgar
para depois
degrau
ou
Oai a
a degrau,
pessoa-pessoa
e, por
ultimo, 0 individuo interagindo com 0 grupo. As atividades aquaticas devem propiciar
ao individuo
grupos,
situaitoes
estimulando
de desenvolvimento
de atividades
assim as experiencias
corporais,
em pequenos
a integraitao
e grandes
e 0 convivio
social.
Para Campion (2000), 0 aspecto psicologico,
na motivaitao em pessoas portadoras de deficiencia
0 efeito na melhoria
do humor e
e altamente significativo
atraves
19
da nataltao, alem de possibilidade
de descarregar
as tensoes psfquicas
poder de relaxamento da agua e satisfazer as necessidades
atraves do
de movimento.
2.1.11 Beneffcios cognitivos
Os aspectos motivacionais
desenvolvimento
aprendiz
da aprendizagem
busca compreender
e propriedades
cognitiva
0 movimento
varias formas de se movimentar,
terapeuticas
da agua estimulam 0
e 0 poder de concentraltao,
do seu proprio
adaptando
suas limitaltoes
corpo explorando
as
as propriedades
da
agua (Dulcy, 1983 apud Lepore et al 1998). De acordo com American
1977 apud Lepore et al 1998, muitos instrutores de atividades
interagidos
conteudos
reforltando
da
aprendizagem
escolar
desta forma 0 aspecto cognitiv~
nas
pois 0
Red Cross,
motoras na agua tem
atividades
destas crianltas,
aquaticas,
por exemplo,
contar
viradas, mergulhar objetos de formas e cores diferentes, entre outras.
2.1.12 Efeitos terapeuticos da atividade na agua
Para Lepore (1999), podemos
exercfcios
terapeuticos
conseguir
da agua, considerando
obtidos
com
os varios tipos de deficiencias,
os seguintes
efeitos
tais
como:
•
Diminuiltao de espasmos e relaxamento
•
Alfvio da dor muscular e articular;
muscular;
•
Manutenltao
•
Fortalecimento
ou aumento da amplitude do movimento articular;
•
Melhoria circulatoria e na elasticidade da pele;
e aumento da resistencia muscular localizada;
•
Melhoria no equilibrio estatico e dinamico;
•
Relaxamento
•
Melhoria da postura;
•
Melhoria da orientaltao espalt0-temporal.
dos orgaos de sustentaltao
A nataltao para pessoas portadoras
capacidade
do indivfduo
(coluna vertebral)
de deficiencia
para dominar 0 elemento
e compreendida
agua, deslocando-se
como a
de forma
20
independente
e segura sob e sobre a agua utilizando, para isto, toda sua capacidade
funcional, residual e respeitando suas Iimitac;:6es.
A agua apresenta propriedades
que facilitam para 0 individuo sua locomoc;:ao
sem grande esforc;:o, pois sua propriedade
quase que total da forc;:a da gravidade,
estresse
sobre
de sustentac;:ao (empuxo)
podem segundo
as articulac;:6es que sustentam
Campion
0 peso
e eliminac;:ao
(2000), aliviar 0
do corpo,
auxiliando
no
equilibrio estatico e dinamico, propiciando
dessa forma maior facilidade de execuc;:ao
de movimentos
muito
que,
em terra
seriam
dificeis
ou impossiveis
de serem
execultados.
2.2
NATAc:;,Ao
A natac;:ao e a atividade fisica mais completa que existe; com ela aprende-se
e desenvolve-se
a harmonia,
flexibilidade,
equillbrio,
coordenac;:ao,
potencia, velocidade, resistencia, e praticando diariamente
todos os mecanismos
fisiol6gicos
como: capacidade
sistema cardiovascular
(GOMES, 1995).
Segundo Soares (2004), 0 simples divertimento
ser utilizado com finalidades terapeuticas
beneficios
fisico.
reguladores
do hipotalamo
e conseqUentemente,
tecidos
imersao,
entram
provocando
ou regularmente,
respirat6ria
e 0
ou a pratica desportiva,
para
apenas
da tecnica
em funcionamento
Os
ou preparo
os centros
termo-
uma acelerac;:ao da respirac;:ao e circulac;:ao,
uma maior oxigenac;:ao do sangue,
a excitac;:ao do sistema
trabalha
(pulmonar)
na recuperac;:ao de atrofias musculares.
da pratica da natac;:ao nao dependem
Oesde a simples
ritmo, forc;:a,
nervoso.
da nutric;:ao geral dos
Esta ac;:ao de autopropulsao
sustentac;:ao na agua que 0 homem aprendeu por instinto ou observando
e auto-
os animais.
Na antigUidade, saber nadar era mais uma arma de que 0 homem dispunha
para sobreviver.
Os povos antigos (assirios, egipcios, fenicios, amerfndios,
nadadores.
Muitos
dos estilos
do nado
desenvolvidos
competic;:6es esportivas realizadas no sec XIX basearam-se
etc.) eram eximios
a partir
das
primeiras
no estilo de natac;:ao dos
indigenas da America e da Australia. Entre os gregos, 0 culto da beleza fisica fez da
natac;:ao um dos exercfcios
mais importantes
para 0 desenvolvimento
harmonioso
0
21
corpo. Acredita-se
nadadores
que ja nesta epoca a competi<;:ao era praticada:
eram erigidas
aos melhores
0 esporte tambem era incluido no treino dos
estatuas.
guerreiros (GOMES, 1995). Em Roma, a nata<;:ao tambem configurava
num metodo
e prepara<;:ao fisica
educacional
do povo incluida
entre as materias
do sistema
romano.
Durante muitos seculos, entretanto,
a nata<;:ao teve 0 seu desenvolvimento
prejudicado pela ideia de que ajudava a disseminar epidemias.
Mas, so mente na primeira metade do seculo XIX, foi que come<;:ou a progredir
como desporto,
realizando-se
existiam
piscinas.
seis
subsequentes
as primeiras
Varias
provas
competi<;:6es
e em 1844 alguns nadadores
em Londres,
foram
norte-americanos
vencendo todas as provas. Ate entao, 0 estilo empregado
executada
a
frente pel a superficie,
nos
anos
atuaram em Londres,
era uma bra<;:ada de peito,
de lado. Mais tarde, para diminuir a resistencia
levar um dos bra<;:os
em 1837, onde
organizadas
da agua, passou-se
num estilo que recebeu
a
0 nome
de
single overarm stroke. Nova modifica<;:ao deu lugar ao double overarm, em que os
bra<;:oseram levados para frente, alternadamente
(SOARES, 2004).
Esse estilo foi apelidado em 1893 por um ingles, J. Arthur Trudgen, ao aplicar
observa<;:6es que fizera com os nativos da America do Sui, dai a denomina<;:ao de
0 movimento de pernas, porem continuava a ser um golpe de tesoura,
Trudgeon.
que evoluiu
quando
outro ingles,
observou que os indigenas
superficie
de agua. Adotou
Frederick
Cavill,
emigrando
nadavam com as pernas agitadas
0 estilo
(crawl australiano),
para a Australia,
a
em plano vertical
com 0 qual 0 seu filho
Richard, em 1900, bateu 0 recorde mundial das 100 jardas (SOARES, 2004).
Atualmente,
a nata<;:ao e praticada
em quatro
estilos:
crawl
(comumente
chamado de nado livre), costas, peito e borboleta. 0 nado de crawl e 0 mais rapido.
Esse estilo foi consagrado
pel as vitorias dos japoneses
nos Jogos Olimpicos
1932 (CATTEU & GAROFF, 1988). Neste 0 nadador se movimenta
voltado para a agua; 0 estilo e caracterizado
transi<;:6es suaves
inferiores
tambem alternada,
reduzem
(COLWIN,
com 0 abdomen
pela coordena<;:ao do tempo do bra<;:oe
de uma fase da bra<;:ada para a outra,
se faz em golpes curtos e alternados
sequencias
de
e ados
a<;:ao dos membros
membros
superiores
e
com a recupera<;:ao de cada bra<;:ofora da agua, por meio das
de mudan<;:as de nado, 0 corpo assume alinhamento
a resistencia
e prolongam
0 momentum
aerodinamicos
que
que cada bra<;:ada desenvolve
1999). A pernada consiste de movimentos
diagonais
e alternados
das
22
pernas, a dire~ao principal
em que as pernas batem e para cima e para baixo
segundo Maglischo (1999).
No nado de costas, 0 nadador se conserva em todo 0 percurso na posi~ao
deitada, com 0 abdomen para cima e a a~ao dos membros inferiores e superiores
e
identica a do crawl, s6 que em senti do inverso, em virtude da situa~ao do corpo.
Inicialmente,
americano,
0 impulso das pernas era tambem de tesoura.
Mas, em 1912, 0 norte-
Harry Habner venceu os 100 metros nos Jogos Olimpicos
de pes crawl ada", que se executa ate hoje nesse nado (SOARES,
Maglischo
(1999), os bra~os dao bra~adas alternadamente,
com a "batida
2004). Segundo
e sao executadas
seis
pernadas por cicio de bra~os.
o
nado
desenvolveram
de
peito,
embora
0
primeiro
estilo
utilizado,
a partir dele. No nado de peito, os movimentos
os
outros
se
dos bra~os para
diante e para tras sao realizados sob a agua. 0 corpo repousa sobre 0 peito e os
ombros se mantem a superficie.
corpo, com os joelhos
Os pes sao trazidos ao mesmo tempo para junto ao
dobrados
e abertos,
continuando
0 movimento
por uma
extensao lateral e girat6ria das pernas (SOARES, 2004).
2.3
FUNDAMENTOS
sAslCOS
DA NATA<;Ao
Para Soares (2004), 0 homem nada por necessidade,
foi 0 segundo
a ser dominado
pelo homem.
conseguir outros meios de comunica~ao
como elemento,
A necessidade
induziram-no
a agua
de alimentar-se
e
a atravessar pequenos cursos
de agua e, a medida que foi dominado 0 elemento em si, maiores percursos foram
vencidos. Deste modo, 0 homem foi se especializando
modalidade,
estilos,
como desporto.
os quais nos possibilitam
ritmicos
movimentos,
ate se tornar praticante desta
Muitos foram os estudos e altera~oes
admirar
que permitem
em praias
ao nadador
e piscinas
avan~ar
efetuados
nos
os graciosos
em velocidades
e
nunca
imaginadas.
Embora na vida qualquer defini~ao seja conseql.iencia
da experiencia,
nas teorias,
que facilitam
deve preceder
melhor
a pratica
posterior,
a defini~ao
qualquer outra explica~ao de fun~ao ou comportamento.
Baseados nestes principios e considera~oes,
devemos desde ja esquecer
Soares (2004), salienta que nao
que, do ponto de vista mecanico
e em suas ultimas
23
consequEmcias, a ciencia e a arte de nadar em qualquer estilo, com fins desportivos
ou nao, consistem em satisfazer dois objetivos fundamentais:
procurar
1° proporcionar
nas
ao nadador
satisfat6rio,
alioes
propulsoras
a melhor
(bralios,
sustentaliao
sem 0 desvio desnecessario
pernas,
possivel
maos
e um
e
pes)
deslocamento
da trajet6ria em relaliao a linha e ao plano
de progressao;
2° - diminuir os possiveis
nomeadamente
dos
deslizamento.
membros,
de
atritos e as resistencias
aliao
Necessario
propulsora
tambem
nos
que os angulos
durante as fases enumeradas,
dos segmentos
momentos
de
formados
corporais,
recuperaliao
pelo
se tornem mais pr6ximos
corpo
e
e os
possiveis
dos
pianos possiveis de serem alcanliados.
Todos
conseculiao
os
plena mente
resultantes
movimentos
natat6rios
das
tecnicas
modernas
destes prop6sitos. Se, em certas fases dos diferentes
alcanliado,
procurar-se-a
determinar
atuam, tanto quanto possivel,
em trabalhar
forlias
tendem
a
estilos, isto nao e
componentes,
cujas
segundo os pianos em que ha interesse
cada uma destas fases, segundo
os principios
referidos
(SOARES,
2004).
Diz-se que 0 homem nada ao mover bralios e pernas de forma coord en ada e
met6dica.
Tal afirmativa
efetuadas e demonstradas
mais a considerar.
e erro grosseiro,
por Arquimedes,
As experiencias,
que as experiencias
de fisica
Pascal e outros mostram-nos
visto
haver algo
as leis fisicas
e de biomecanica
explicam porque 0 corpo f1utua, porque, com movimentos
fazemos
mais do que deslocarmo-nos,
hidrostatica,
pressao
hidrodinamicas
e densidade
aproveitando
(SOARES,
funliao dos necessarios
principios
de economia
de bralios e pernas, nao
as leis atuantes,
2004).
Para
sejam atendidas dentro das possibilidades
imutaveis
que
as
que sao a
exigencias
anatomofisiol6gicas
de esforlio,
as tecnicas
e em
dos estilos
chegaram as modernas versoes dos estilos.
Soares (2004), tambem salienta que 0 corpo humane
sofre
determinadas
intermedio
alteralioes
do ponto
de vista
dos pulmoes, e expelido para a atmosfera,
mergulhado
termodinamico.
na agua
0 calor,
por
mas a agua absorve 0 calor
da pele com muito mais intensidade,
porque 0 calor pass a mais facilmente
agua do que para 0 ar. Desaparece,
pois, a necessidade
de transpirar
para a
dentro da
agua e a perda de peso nessas condi<;6es fica reduzida. Se a agua for muito fria, ha
a possibilidade
de caibras, e em aguas muito quentes, a de transpira<;ao, cujo efeito
24
e menos benefico que em contato com 0 ar, dado que a regula9ao termica se realiza
em mas condi90es.
A camada
adiposa existente
sob a pele atua como isolante
termico, dificultando a transfer€mcia de calor dos musculos para a pele e para a agua
ou 0 ar.
Dentro da agua 0 resfriamento da pele e mais intenso do que ao ar. A camada
de gordura limita a percentagem
a camada
razoavel,
de gordura,
menor
alem das vantagens
hidrodinamica,
de transfen'3ncia de calor. Quanto mais espessa for
sera tal percentagem.
apresentadas
Uma camada
posteriormente
de gordura
na hidrostatica
contribui para manter os musculos corretamente
aquecidos.
e na
Assim, 0
tecido adiposo excessivo prejudica menos 0 atleta na pratica da nata9ao do que em
outros desportos.
Isto nao significa que a nata9ao e 0 desporto
dos "gordos",
mas
podemos afirmar que e um desporto tambem dos "gordos". 0 gordo, por apresentar
uma menor
favorecida.
densidade
media
Embora favorecido,
do que uma pessoa
Referente
tem sua flutua9ao
de um lado, devera, por ~Utro, efetuar um trabalho
mais intenso para 0 seu deslocamento,
cardiopulmonar
magra,
acarretando,
desta maneira, maior atividade
(SOARES, 2004).
a hidrostatica
qualquer corpo mergulhado
do corpo
humano,
Soares
(2004),
num fluido sofre uma impulsao
cima igual ao peso do volume do fluido
deslocado
afirma
que,
vertical de baixo para
(principio
de Arquimedes).
A
densidade do corpo humano e muito proxima da agua doce, pois 0 nosso corpo tem
em sua composi9ao,
apresentam
elevada
densidade
taxa de agua e os demais
media pouco superior a unidade.
embora tendendo a mergulhar, regress a a superficie
componentes
pelo enchimento
De resto, movimentos adequados pod em mante-Io a superficie,
Ao flutuar, grande parte do volume do corpo mantem-se
tambem
Por esta razao, 0 corpo,
dos pulmoes.
sem grande esfor90.
abaixo da linha da agua.
Apenas pequena parcel a do seu volume fica fora da agua.
E0
que ocorre com os
icebergs.
Os praticantes
de nata9ao e os de competi9ao
sabem
perfeitamente
que
alguns fatores comuns afetam 0 movimento do homem tanto na agua como em terra.
Estes
fatores
Relativamente
compreende
sao
0 espa90,
ao espa90,
0 tempo,
Soares
a for9a
(2004), argumenta
elementos como a dire9ao e 0 movimento.
e a continuidade
que 0 conceito
de
a9ao.
de espa90
Na agua, 0 homem move-se
em diversas dire90es: para frente, para tras, para cima, para baixo ou ainda utiliza
estes mesmos movimentos
combinando-os.
Para mover-se para frente ou para tras,
25
o corpo fica total mente estendido
na superficie,
vertical, 0 movimento
para cima e para baixo. A agua que sustenta
e exercido
em posic;:ao horizontal.
Na posic;:ao
corpo do homem permite uma reac;:ao de apoio em seu favor, permitindo
diversos niveis, sob a agua e a superficie.
no nado borboleta
0
nadar em
A recuperac;:ao dos brac;:os fora da agua
e a recuperac;:ao dos mesmos sob a agua na brac;:ada do nado
peito, sao exemplos de tecnicas de brac;:adas que utilizam niveis distintos.
Analisando
0 tempo
Soares
(2004), ressalta
que necessita-se
somente
de
frac;:6es de segundo para mover 0 corpo ou partes do mesmo atraves da agua; pode
efetuar-se
este movimento
uma brac;:ada contem
num ritmo rapido, lento ou a meia velocidade.
uma impulsao
nadador devera utilizar movimentos
e progredir.
resistencia
Esta norma
mais lentos ao recuperar do que ao impulsionar
geralmente
da agua, retardando
auxilia
0 nadador
os movimentos
a reduzir
mais rapidos para a impulsao
movimentos
de brac;:os no crawl ou no nado de costas, a velocidade
recuperac;:ao fora da agua, a impulsao
ao minimo
de recuperac;:ao e reservando
movimentos
lenta ou media. 0 nadador
Quando
e uma fase de recuperac;:ao sob a agua, 0
a
os
ou tempo de aplicac;:ao da forc;:a. Nos
devera ser uniforme,
de competic;:ao utiliza somente
nas fases de
seja de forma rapida,
movimentos
Aquele que, porem, nada por pura recreac;:ao, utiliza movimentos
rapidos.
relativamente
mais
lentos.
Quanto a forc;:a, Soares (2004), ressalta que 0 corpo humano
forc;:a das contrac;:6es musculares
serve-se
da
para mover-se na agua. Esta forc;:a e aplicada
na
direc;:ao que se quer seguir e numa razoavel distancia, auxiliado por diversos grupos
musculares
dos brac;:os e das pernas numa sucessao
aplicar-se paralelamente
fase subaquatica
brac;:os movimentam-se
ao eixo central do corpo no sentido dos pes. A impulsao na
distancia. No crawl, por exemplo, os
sob a agua de um determinado
a coxa. Se os brac;:os interromperem
durante
A forc;:a devera
da forc;:a dos brac;:os devera comec;:ar justa mente sob a superficie
da agua e prosseguir durante uma determinada
a trac;:ao e nao empurram
diminuida.
ordenada.
seu movimento
ate a coxa,
ponto a frente da cabec;:a ate
no meio de sua passagem
a forc;:a resultante
e bastante
0 mesmo autor salienta que, quando e utilizado um grande numero de
grupos musculares
para mover brac;:os e pernas, isto devera ocorrer em sucessao
apropriada, da frente para a retaguarda.
26
2.4
APRENDIZAGEM
EM NATA<;AO
Segundo Gomes (1995), a aprendizagem
variedade de possibilidades
existentes
de movimentac;iio
da natac;iio caracteriza-se
da posiC;iio do corpo na agua, a aprendizagem
motora da nataC;iio apresenta diferenc;as fundamentais
diaria do ser humano. 0 aprendizado,
todas as experiencias,
de aprendizagem.
da habilidade
em relac;iio
a movimentac;iio
que se modificam
motor, a experiencia,
em cada processo
que 0 antecede,
um campo de ac;iio e revela-se positiva. Por exemplo, numa tecnica
tambem e positiva,
proporcionando
da mesma forma, em procedimentos
de todas as possibilidades
de movimento
neuromuscular
a capacidade
A motricidade
do homem. As possibilidades
motora
de rendimento.
e da velocidade de reac;iio. No ambito da motricidade
motricidade
comum,
0 aprendizado
processado
de forma
rudimentar.
de novos
A mesma
movimentos
forma
Gomes
(1995),
do sistema
da idade, do
desportiva
ainda
que
embora
0
e da
primeiramente
rudimentar
movimento
sera
a
corresponde
na qualidade do movimento e na quantidade
argumenta
afins,
e 0 total
estrutura basica do movimento ordenado do ponto de vista tecnico-mecanico,
no entanto, incompletas
ela
A motricidade
individual depende da constituic;iio fisica, do sexo, do tipo morfol6gico,
temperamento
surge de
natat6ria,
de movimentac;iio
modificac;6es no processo da movimentac;iio.
delimitam
tecnica
de acordo com Aebli (1971), e a soma de
reflex6es e exercicios
No aprendizado
por uma
na agua. Devido as varias mudanc;as
sendo,
de rendimento.
rudimentar
seja
inicialmente impreciso, apresenta gasto superfluo de energia no trabalho executado.
Niio ha, ainda, equilibrio entre os processos de excitac;iio e de inibic;iio realizados
a
nivel cortical.
Na aquisic;iio da forma rudimentar,
do movimento
parciais
que leva
natat6rios
siio
a
coordenac;ao
inicialmente
coordenados
respirac;iio, antes de serem trabalhados.
movimento
rudimentar
aprendizagem
movimento
aperfeic;oa-se
e de suma imporlancia
ou, em outras
num
Por intermedio
vamos conseguindo
transforma-se
em movimento
0 maximo de rendimento
os movimentos
movimento
de insistente
e vai firmando-se
motora. Com a repetic;iio em treinamentos
assimilado
a aprendizagem
palavras,
na
total,
sem
correc;iio, 0
segunda
fase
de pequenos percursos,
mais correto.
Desta
com um minimo de esforc;o.
da
0
forma,
27
Analisando
a idade
mais favoravel
ressalta que a capacidade
influenciada
de aprender
pelo estado
retardamento
da aprendizagem
mesmo
autor
ainda
0 aprendizado,
as habilidades
de desenvolvimento
conforme suas capacidades
o
para
depende
fisico
tecnico-motoras
do aluno.
da constitui~ao
de rendimento e a experiencia
salienta
que
as
Soares
passagens
(2004),
e bastante
A acelera~ao
do grupo
ou
de alunos,
adquirida anteriormente.
para
novos
period os
de
desenvolvimento
no organismo infantil ocorrem normal mente e que na idade dos 10
aos
a
13
anos,
desenvolvimento
motor,
caracterizam-se
atinge
pois
Soares
culminante
e a utilidade
os
movimentos
apresentam-se
Neste periodo,
melhor movimenta~ao
ponto
em
da
termos
motricidade
a crian~a
tecnica,
sao
equilibrados,
bem caracterizados
as melhores tecnicas atuais. Em principio,
qualquer
Diferen~as
ocorrerao
em termos
nitida
pelo caminho
os processos
ja correspondem
idade.
geral
e se processam
pode ser conduzida
pois deve ter aprendido
com
motores
sua coordena~ao rudimentar e em suas linhas basicas. Os seus movimentos
relacionados
de
nesta idade.
(2004),
de movimentos,
dinamicamente.
seu
0
a harmonia
adequadamente
Segundo
transferencia
crian~a
aprende-se
de qualidade
da
em
parciais
a nadar em
dos movimentos
com a idade e com a forma~ao fisica.
De acordo com Gomes (1995), aos oito anos podera
haver uma diferen~a
entre a idade cronol6gica e a biol6gica de ate tres anos. Portanto, e possivel formar
grupos de aprendizagem
com alunos contando sete, oito e nove anos.
Para Soares (2004) das tres fases do aprendizado
do
sistema
de
ensino.
fase de aprendizado
dedutivamente,
Cada
etapa
dos movimentos.
utilizando-se
da
motor resultam tres etapas
metodologia
tem
a
correspondente
0 processo de ensino pode ser selecionado
0 aprendizado
estruturado
em programas.
Estabelece-
se a meta dos movimentos e procura-se chegar ao objetivo final desejado,
etapas pequenas
processo
e exatas. 0 aluno sentir-se-a
de
aprendizado
Demonstrando
e imitando,
audiovisual.
Aprende
a
Por processo
partir
imediatamente.
pelas
leis
0 processo
indutivo
do
erro,
Apoiado
em
dos
passa
ele
somente
por informa~ao
do
imita.
verbal
e
para 0 plano da experiencia.
experiencias,
apresenta~6es
mediante
em todas as fases
movimentos:
e enriquecido
0 aluno
colhendo
orientado
verbais
de
e
indutivo oportuniza ao aluno larga margem de experiencia.
que
se
audiovisuais,
conscientiza
0
sistema
28
A metodologia tenta facilitar 0 processo de aprendizado
com:
a) recursos;
b) forma rudimentar de um movimento;
c) parcelamento
Ao referir-se
funcional das metas do aprendizado.
aos recursos
para 0 ensino e a aprendizagem,
reforlia que estas sao as providencias
iniciar 0 processo
comportamento.
de ensino, a fim de apressar
Sendo
aprendizagem,
resulta
movimentac;ao
da
de
pernas
da coordenac;ao
pouco
motricidade
do
e mais
movimentac;ao das pernas
a movimentac;ao
trabalho
0
movimentos
tao acentuada
mecanica
a aquisic;ao de novas formas
0
primeiro
nas pernas,
diferenciada
0 tempo
de movimentac;ao
a estabilizac;ao
salienta
e propulsao.
a etapa
entre
no
da
uma
uma
Sobre
func;ao
a
dos
inicialmente
brac;os em termos
A partir da execuc;ao do terceiro objetivo
rudimentar
motora
da aprendizagem
aprendizado
e
sem
parciais e antes que os
sao
e para
seguinte,
parcial da
dos movimentos
deem lugar ao processo
da movimentac;ao
as etapas
emprega-Io
seguinte.
adquiridos
se
compreender
preciso
Os
por uma
conhecer
um
os
da aprendizagem.
De acordo
percepc;oes
e esperar
seguinte.
e atribuida a ac;ao dos
para a coordenac;ao
da aprendizagem
fundamentos
de
que a primeira
respirac;ao, antes de uma formac;ao refinada dos movimentos
e
processos
aprendizagem
lateral e vertical da posic;ao do corpo; a
pr6ximos objetivos parciais de aprendizagem
movimento
da
(exceto no nado de peito). Portanto, justifica-se
segue-se
sincronizac;ao
dos
de
de
parcial
do que 0 da dos brac;os. Ao aprender
se fosse
autor
o seu ensino, apesar da visivel func;ao que
objetivos
objetivo
mis rapida, 0 que nao se poderia
0 mesmo
e
de pernas
e a propulsao
aprendizagem,
(2004)
de brac;os, em primeiro lugar, os alunos iriam experimentar
fundamentac;ao
segunda
dia-a-dia.
prolongado
sensac;ao de locomoc;ao antecipada
concentrac;ao
Soares
que 0 professor utiliza durante as aulas para
com
Soares
(2004),
na natac;ao, a pratica
sobre
a diversidade
da natac;ao pressupoe
percepc;oes e representac;oes, tendo um significado
das
sensac;oes
multiplas
especial as seguintes:
e
sensac;oes,
29
2.4.1 Sensa<;6es Motrizes
As sensaltoes
motrizes
quando sofrem um estimulo.
sao as contraltoes
Desempenham
que
ocorrem
movimentos natatorios que exigem, em geral, uma diferencialtao
A alteraltao da sensibilidade
nos
musculos,
um enorme papel na coordenaltao
dos
de seus elementos.
motora produz a imprecisao dos movimentos.
Se um nadador tem que realizar um movimento
natatorio,
partindo
de uma
posiltao inicial, ver-se-a obrigado a organizar 0 trabalho muscular de forma distinta
para alcanltar
0 objetivo
proposto.
sensaltao do movimento
(proprioceptiva),
onde se produz a coordenaltao
subtalamicos
sensaltoes
e opto-estriados).
das
Embora
tensoes
variando
a posiltao
inicial,
musculares
a
ha um reflexo preciso no cortex cerebral,
dos impulsos nervosos (de preferencia
Durante
graltas
a realizaltao
das atividades
desempenham
um
grande
nos centros
fisicas,
papel.
as
Tais
sensaltoes sao:
a) a sensaltao do esforlto muscular, isto e, 0 grau de forlta fisica empenhada;
b) a sensaltao
de resistencia
que se experimenta
da duraltao
da ten sao muscular
ao se produzir
a tensao
muscular;
c) a sensaltao
diferenciamos
e suas
varialtoes
que
com toda clareza em relaltao as varialtoes da forlta;
d) a sensaltao da velocidade
do movimento e, neste caso, percebe-se
aumento da energia empregada ao realizar 0 movimento
que 0
que se opera, de
uma maneira especial, e distinto do esforlto que e feito no caso da tensao
estatica.
De acordo
preferentemente
avanlt0.
com 0 estilo empregado,
pelas extremidades
Nas percepltoes
musculo-motoras
a resistencia
que cumprem
da resistencia
da agua sera sentida
0 papel
mais importante
da agua nao so figuram
do nadador, mas tambem as sensaltoes
no
as sensaltoes
de pressao da agua e do
atrito.
Soares (2004) salienta que em relaltao a atenltao e a memoria, nos desportos
e, em especial na nataltao, a memoria motora tem grande importancia,
ao nadador formar uma representaltao
pois permite
exata da posiltao do corpo e dos movimentos
30
que realiza (sua forma, orienta~ao,
no treinamento
e a lembran~a
velocidade,
dos movimentos,
exequfvel sem 0 desenvolvimento
ativo
aprendizagem
que
requer
da aprendizagem
e a aprendizagem
participa~ao
dos movimentos,
que se aprendem,
consciente.
do movimento
Nas
a repeti~ao tem carater distinto.
perfodo final de treinamento,
de
No perfodo inicial
0 acerto
motora,
No
a finalidade da repeti~ao consiste em fixar na mem6ria
sao extraordinariamente
motoras, que constituem a
importantes
no processo
de
do movimento, ja que asseguram seu maximo acerto e precisao.
Soares (2004), diz que, em rela~ao as rea~6es, chamamos
consciente
etapas
motoras, a fim de alcan~ar sua maior clareza e precisao.
a forma ideal e precisa do movimento. As representa~6es
base da mem6ria
nao e
e sempre
diversas
da nata~ao, a tarefa da repeti~ao consiste em comprovar
das representa~6es
aprendizagem
0 que
da mem6ria motora.
Afirma ainda que a lembran~a
processo
etc.). Um aspecto muito importante
de resposta,
aquela
que 0 desportista
excita~6es que deve experimentar
conhece
e se preparar previamente
de rea~ao a a~ao
antecipadamente,
as
para responde-las
de
certa forma. Estrutura do processo de rea~ao. Consta, em seu tipo mais corrente, da
percep~ao,
da excita~ao
condicional
sabida previamente,
da compreensao
desta
excita~ao e da execu~ao dos movimentos de respostas correspondentes.
Em conformidade
com a estrutura
do processo
de rea~ao, se estabelecem
dois per[odos, a saber:
1) Per[odo de rea~ao preliminar. No exemplo da nata~ao, compreende
de tempo que fica entre a voz de comando
execu~ao
(tiro) e e formado
pela espera
0 per[odo
previo "aos seu lugares"
do sinal e prepara~ao
e a
para 0
movimento de resposta.
2) Perfodo de rea~ao central ou latente. Compreende
sinal executivo
operam
e 0 movimento
no c6rtex cerebral
de resposta.
intensos
0 perfodo que fica entre 0
Neste per[odo
processos
nervosos
de espera,
que preparam
se
0
movimento de resposta (SOARES, 2004):
a. 0 momenta sensorial do per[odo de rea~ao latente, consiste na percep~ao
da excita~ao do sinal;
b. 0 momenta associativo
recebida;
da rea~ao, consiste na compreensao
da excita~ao
31
c. 0 momento
psicomotor
do
perIodo
execuifao dos impulsos psicomotores
destes
impulsos
pel os
de
reaifao
latente,
consiste
na
no setor motor do c6rtex e no envio
neuronios
eferentes
dos
musculos
correspondentes.
Para Soares (2004) 0 periodo de reaifao ou efetor compreende
medeia entre 0 momenta em que se inicia 0 movimento
realizaifao. Os tipos de reaifao sensorial
pelo carater dos processos
vem determinados
caracteriza-se
a
preliminar
psiquicos
pelo periodo
pela orientaifao
percepifao
psicomotor
da atenifao
efetor,
que
de res posta e a sua plena
e neuromotor
que se desenvolvem
de reaifao
0 periodo
no periodo preliminar
0 tipo
do nadador
se diferenciam
de reaifao
no periodo
e
sensorial,
de
reaifao
0 nadador aguarda este sinal num
do sinal de execuifao.
estado de tensao.
o
mesmo autor, salienta que 0 tipo de reaifao motora caracteriza-se
a
orientaifao da atenifao do nadador no periodo de reaifao preliminar
movimento-resposta.
centros
nervosos
De acordo com que foi exposto, estao fortemente
do c6rtex, com uma inibiifao
simultaneas
pela
percepifao
do
excitados, os
ou com um grau de
debilitaifao dos processos de excitaifao nos demais setores do c6rtex.
Durante
uniformidade
0 periodo
preliminar,
0 tipo neutro
pela
e psicomotores
do
espera do
Soares (2004) ainda cita que as reaifoes pod em ser classificadas
ainda em
a preparaifao
e em igual medida,
do movimento de resposta.
simples e complexas. As reaifoes simples sao aquelas em que
e
caracteriza-se
a
c6rtex. A atenifao esta dirigida, simultaneamente
sinal e
de reaifao
dos processos de excitaifao nos setores sensoriais
muito elementar:
existe apenas um agente excitador
sinal) e, ao relacionar,
aprendido
perfeitamente.
seria 0 de efetuarmos
havera apenas um movimento
A saida da nataifao
0 exercicio
de deslizar
e
0
processo de reaifao
previamente
conhecido
(0
de resposta ja conhecido
e
um exemplo tipico. Outro exemplo
na aprendizagem,
ao comando
do
professor.
As reaifoes
possiveis
e varios
desconhece
E
0 caso
complexas
sao aquelas
movimentos
nas quais tem lugar varias excitaifoes
de resposta,
com a particularidade
previamente que excitaifoes surgirao e com que movimentos
de um jogador
apresentada.
Particularidades
de polo aquatico
que ira reagir segundo
de que se
se reagira.
a situac,:iio
do processo de reaifao. As reaifoes caracterizam-se
32
nao so pela rapidez com que transcorrem
certa inversao
responder
exemplo,
de energia
a uma
podem
necessaria
mesma
reagir
os processos
para realizar
excitaC(ao, dois
com igual
nervosos, mas tambem por
0 movimento
nadadores
velocidade,
ou dois
mas um deles
ao reagir.
Para
aprendizes,
por
pode
efetuar
0
movimento com men os energia que 0 outr~, com menos amplitude.
A diferenC(a pode ser explicada pela distinta inversao de energia; 0 movimento
efetuado pelo segundo nadador e tao rapido como 0 do primeiro, mas a quanti dade
de energia dispendida
e maior, porque ele efetua 0 movimento
com mais vigor
(SOARES,2004).
EsforC(os voluntarios
no processo
requer certo esforC(o, em bora minimo,
esforC(os voluntarios
desportiva,
nesse tipo de atividade.
e 0 grau de dificuldade
Em conseql.iencia,
esforC(os voluntarios
no nadador
de determinada
aC(ao voluntaria
0 desenvolvimento
conduz nestes casos ao estabelecimento
entre 0 carater do esforC(o voluntario
empregar
da atividade
ao ser realizada.
dos
de certa correlaC(ao
que se deve superar
pode criar-se
forC(a e carater
0 habito
de
que sao pouco
eficazes ao aumentar as exigencias de velocidade, intensidade ou complexidade
dos
movimentos natatorios.
Soares
(2004)
argumenta
sobre
superaC(ao das sensaC(oes emocionais
os tipos de atividades
negativas
confianC(a em si mesmo, etc.) sao manifestadas,
apresentou
sinais
psicologicos
(situam-se
de afogamento.
consistem
na frente
subcorticais.
em altas
(medo,
fisiologicos
excitaC(oes em determinados
e atras da zona pre-central
e ainda
na atividade
estados
corticais
no lobulo
prevista.
atividade que requer a superaC(ao dos estados emocionais
esforC(os para anular conscientemente
destes
centros
a sensaC(oes emocionais
intensa inibiC(ao dos centros que intervem
0 excesso
a
de
normal mente, por aquele que ja
Os mecanismos
Tais excitaC(oes obedecem
que requerem
perturbaC(ao, falta
frontal)
negativas
e
e a
No processo
da
negativ~s, 0 atleta realiza
de excitaC(ao emocional
e inibir os
centros motores que participam no tipo dado de atividade fisica. Nisto desempenha
um importante
papel 0 segundo sistema de excitaC(oes que intervem
de alto nivel (sentimento
o sentimento
do dever, de honra desportiva,
de sucesso
objetivos da aC(aosolicitada.
nas emoC(oes
da responsabilidade,
que surge nos casos em que se consegue
etc.) e
realizar
os
33
2.5 DEFICIENCIA
MENTAL
Segundo Batista (2000), deficiencia
interrompido
linguagem,
ou incompleto
motoras
mental e a condir;:ao de desenvolvimento
da mente comprometendo
e sociais
presentes
as aptidoes
E
antes dos 18 anos.
cognitivas,
de
0 funcionamento
intelectual abaixo da media.
A Deficiencia
Mental traduz
por um desenvolvimento
da inteligencia
mais
lenta e mais limitada que na crianr;:a normal com a mesma idade real. As lesoes que
condicionam
os estados
inteligencia,
onde a predominancia
quadro de desiquilibrio
estrutura
de retardo,
diferente
impedem
0 aparecimento
dos disturbios
afetivos
e 0 progresso
e institivos
psiquico. A crianr;:a portadora de Deficiencia
da
com poe 0
Mental tem uma
da crianr;:a normal e sua evolur;:ao nao se efetua
da mesma
maneira (BATISTA, 2000).
A partir
Deficiente
seria
do seculo
XX comer;:ou-se
a estabelecer
Mental e essa definir;:ao diz respeito
inferior
a
media estatistica
das pessoas
uma definir;:ao para
ao funcionamento
intelectual,
e, principal mente,
0
que
em relar;:ao
a
dificuldade de adaptar;:ao ao entorno.
Segundo a descrir;:ao do DSM.IV, a caracteristica
e quando a pessoa tem um "funcionamento
media, acompanhado
de limitar;:oes significativas
pelo menos duas das seguintes
vida domestica,
comunitarios,
habilidades
habilidades
significativamente
no funcionamento
areas de habilidades:
sociais, relacionamento
auto-suficiencia,
essencial do Retardo Mental
intelectual
a
inferior
adaptativo
em
comunicar;:ao, auto-cuidados,
interpessoal,
academicas,
uso de recursos
trabalho,
lazer,
saude
e
seguranr;:a" .
Essa e tambem
(Associar;:ao Americana
a definir;:ao de Deficiencia
de Deficiencia
Mental).
demais questoes da psiquiatria, a capacidade
adotada
relacionado
a
Acostumamos
um estado
vezes a Deficiencia
a pensar
patol6gico
Mental
e
AAMR
nor;:ao de normal.
deveriam ficar em segundo plano as questoes mensuraveis
que a unidade de observar;:ao e a capacidade de adaptar;:ao (BIACHETTI,
mesma,
pela
Mental, como nas
de adaptar;:ao do sujeito ao objeto, ou
da pessoa ao mundo, e 0 elemento mais fortemente
Teoricamente,
Mental
Na Deficiencia
de QI, ja
1998).
na Deficiencia
Mental como uma condir;:ao em si
bem definido.
Entretanto,
uma condir;:ao mental
na grande
relativa.
maioria
A deficiencia
das
sera
34
sempre relativa em rela~ao aos demais individuos
existencia de alguma limita~ao funcional,
seria suficiente para caracterizar
um mecanismo
de uma mesma cultura, pois, a
principal mente nos graus mais leves, nao
um diagnostico
de Deficiencia Mental, se nao existir
social que atribua a essa limita~ao um valor de morbidade.
mecanismo social que atribui val ores e sempre comparativo,
Como vimos nas defini~6es
existe
uma
considerada
limita~ao
funcional
acima, Deficiencia
em qualquer
area
Mental e um estado
do funcionamento
onde
humano,
abaixo da media geral das pessoas pelo sistema social onde se insere
a pessoa. Isso significa que uma pessoa pode ser considerada
determinada
E esse
portanto, relativo.
deficiente
em uma
cultura e nao deficiente em outra, de acordo com a capacidade
pessoa satisfazer as necessidades
Segundo
criterios
dessa cultura. Isso torna 0 diagnostico
das classifica~6es
internacionais,
Mental deve ocorrer antes dos 18 anos, caracterizando
desenvolvimento
e nao uma altera~ao
cognitiva
0 inicio
dessa
relativo.
da Deficiencia
assim um transtorno
como e a Demencia.
assunto com porte uma discussao mais ampla, de modo academico
do
Embora
0
0 funcionamento
intelectual geral e definido pelo Quociente de Inteligencia (QI ou equivalente).
Segundo Freitas e Cidade (1997), academicamente,
Retardo Mental em individuos
significativos
no comportamento
que 0 Retardo
e possivel diagnosticar
0
com Qis entre 70 e 75, porem, que exibam deficits
adaptativo.
Cautelosamente
Mental nao deve ser diagnosticado
0 DSM.IV
em um individuo
inferior a 70, se nao existirem deficits ou prejuizos
significativos
recomenda
com um QI
no funcionamento
adaptativo.
Na
capacidade
Deficiencia
Mental,
de adapta~ao
do sujeito
elemento mais fortemente ligado
de observa~ao e a capacidade
quest6es mensuraveis
Segundo
como
nas
demais
ao objeto,
a no~ao
quest6es
ou da pessoa
de normal. Teoricamente,
psiquiatria,
ao mundo,
a
e 0
ja que a unidade
de adapta~ao, deveriam ficar em segundo
plano as
de QI.
criterios
das classifica~6es
internacionais,
Mental deve ocorrer antes dos 18 anos, caracterizando
desenvolvimento
da
e nao uma altera~ao
cognitiva
0 inicio
da Deficiencia
assim um transtorno
como e a Demencia.
assunto comporte uma discussao mais ampla, de modo academico
do
Embora
0 funcionamento
intelectual geral e definido pelo Quociente de Inteligencia (QI ou equivalente).
Academicamente,
e
passivel
diagnasticar
a Retarda
Mental
com Qis entre 70 e 75, porem, que exibam deficits significativas
em individuas
no comportamento
0
35
adaptativo.
Cautelosamente
ser diagnosticado
0 DSM.IV recomenda
que 0 Retardo Mental nao deve
em um individuo com um QI inferior a 70, se nao existirem deficits
ou prejuizos significativos
no funcionamento
adaptativo.
De um modo geral, resumindo, costuma-se
ter como referencia
grau de deficiencia, mais os prejuizos no funcionamento
QI. Por funcionamento
efetivamente
entende-se
0 modo
como a pessoa
as exigencias comuns da vida e 0 grau em que experimenta
independencia
bagagem
adaptativo
para avaliar 0
adaptativo que a medida do
pessoal
compativel
com sua faixa
socio-cultural
do contexte
funcionamento
adaptativo
comunitario
etaria,
uma certa
bem como
no qual se insere
enfrenta
0 grau
de
(MANTOAN,
1999).
o
fatores,
incluindo
personalidade,
educaltao,
oportunidades
da pessoa
pode ser infiuenciado
treinamento,
sociais
motivaltao,
e vocacionais,
condiltoes
medicas gerais. Em termos de cuidados
adaptaltao
habitual mente melhoram
cognitiv~.
Este tende
terapeuticas,
o
que
muitos
deficientes
adaptativas,
estao afetadas.
deficientes
de
estavel,
de classificaltao
nao
apresentam
Nao devemos
deficientes
uma
Para
Glat
funcionamento
das
na
das
atitudes
limitalt0es
em
Mental refiete 0 fato de
todas
sup~r, de antemao,
mentais
maneira
(1998),
sociais,
areas
que as pessoas
das
muitas coisas,
e relativamente
independente
Mental
se
a vida
e,
mais
1982).
caracteriza
media, junto com limitaltoes
habilidades
utilizaltao
a maioria
chegando
Mental
a Deficiencia
a
mental mente
de si mesmos. Felizmente
pode aprender
parcial mente
global inferior
seguintes
as
portanto, nem todos precisam de apoio nas areas que nao
2.5.1 Classifica<;:ao de Deficiencia
habilidades
e
do que 0 QI
independente
importante, desfrutando da vida como todo mundo (MAZZOTTA,
mais
os problemas
terapeuticos
da Deficiencia
nao possam aprender a ocupar-se
das crianltas
adulta
e condutas,
de
praticas
ate 0 momento.
sistema qualitativo
habilidades
mais
caracteristicas
necessidades
mais com esforltos
a permanecer
por varios
adaptativas:
da comunidade,
comunicaltao,
saude
assim,
associadas
cui dado
e seguranlta,
por
um
em duas ou
pessoal,
habilidades
36
escolares, administra<;ao do ocio e trabalho. Para 0 diagnostico
e imprescindivel
que
a Deficiencia Mental se manifeste antes dos 18 anos. As areas de necessidades
dos
deficientes
devem
psiquiatricas,
ser
determinadas
atraves
de
avalia<;6es
neurol6gicas,
sociais e clinicas e nunca numa unica abordagem de diagnostico.
Mantoan (1999), descreve a classifica<;ao de deficiencia
mental baseado
na
intensidade dos apoios necessarios:
0 apoio se efetua apenas quando necessario.
Intermitente:
Caracteriza-se
por sua natureza episodica, ou seja, a pessoa nem sempre esta precisando
continuadamente,
exemplo,
mas durante momentos em determinados
na perda
intermitentes
do emprego
ou fase
aguda
de apoio
ciclos da vida, como por
de uma
doen<;a. Os apoios
podem ser de alta ou de baixa intensidade.
Limitado: Apoios intensivos caracterizados
por tempo limitado,
mas nao intermitente.
por sua alguma dura<;ao continua,
Nesse caso incluem-se
deficientes
que
podem requerer um nivel de apoio mais intensivo e limitado, como por exemplo,
treinamento
do deficiente
0
para 0 trabalho por tempo limitado ou apoios transitorios
durante 0 periodo entre a escola, a institui<;ao e a vida adulta.
Extenso: Trata-se de um apoio caracterizado
pel a regularidade,
normal mente
diaria em pelo menos em alguma area de atua<;ao, tais como na vida familiar, social
ou profissional.
Nesse caso nao existe uma limita<;ao temporal
para 0 apoio, que
normal mente se da em longo prazo.
Generalizado:
de atividade
E 0 apoio
constante e intenso, necessario em diferentes
da vida. Estes apoios generalizados
exigem
mais pessoal
areas
e maior
intromissao que os apoios extensivos ou os de tempo limitado.
Por outro lado, a classifica<;ao da OMS - CID.10 (Organiza<;ao
Saude)
e baseada
ainda no criterio quantitativo.
Mundial
da
Por essa classifica<;ao a gravidade
da deficiencia seria:
Profundo:
tem um coeficiente
Sao pessoas com uma incapacidade
intelectual
total de autonomia.
Os que
inferior a 10, inclusive aquelas que vivem num nivel
vegetativo.
Agudo Grave: Fundamentalmente
necessitam que se trabalhe para instaurar
alguns habitos de autonomia, ja que ha probabilidade
de comunica<;ao
e muito
primaria.
Podem
crian<;as que necessitam revis6es constantes.
de adquiri-Ios. Sua capacidade
aprender
de uma forma
linear,
sao
37
Moderado:
pre-operativ~.
autonomia
adultos
0 maximo que podem alcan<;ar e 0 ponto de assumir um nivel
Sao
pessoas
e, inclusive,
podem
que
podem
podem realizar
freqi.ientar
lugares
ser
capazes
certas atitudes
ocupacionais,
de
adquirir
habitos
bem elaboradas.
mesmo
que
de
Quando
sempre
estejam
necessitando de supervisao.
Leve: Sao casos perfeitamente
mais complexas com supervisao.
Portanto,
classifica<;ao
portadoras
de
acordo
desde
1976,
de
Deficiencia
classifica<;ao
por graus
afetados
mesma
da
previamente
as
a Organiza<;ao
pessoas
Mental
leve,
de deficiencia
contudo,
com Deficiencia
generaliza<;6es de comportamentos
o
grau de comprometimento
bem
desenvolvimento.
como
das
Mundial
de
deficientes
eram
moderada,
severa
deixava
claro
atualmente,
Mental
Saude,
em
classificadas
e
que as pessoas
tende-se
a nao
em uma categoria
da Deficiencia
necessidades
Mental ira depender
sua
como
profunda.
Essa
nao sao
enquadrar
baseada
esperados para a faixa etaria (CANDAU,
historia de vida do paciente, particularmente,
vivificadas,
Pod em chegar a realizar tarefas
Sao os casos mais favoraveis.
com
forma,
a pessoa
educaveis.
em
1996).
tambem da
do apoio familiar e das oportunidades
de
apoio
e
das
perspectivas
de
38
3. METODOLOGIA
3.1
TIPO DE PESQUISA
Trata-se
de uma pesquisa
psicomotricidade
segundo
Marconi
fen6menos
do tipo descritiva
em aulas de natar;:ao para portadores
(1982),
uma pesquisa
da importancia
de deficiencia
desta natureza,
e neste tipo de pesquisa 0 pesquisador
compreender,
acerca
analisa
da
mental, que
e interpreta
os
nao deve interferir, mas buscar
interpretar a realidade, coletando informar;:6es que existem.
Segundo Thomas e Nelson (2002) a pesquisa
status de pesquisa cientifica e
comportamentais.
e amplamente
descritiva
e
um estudo com
utilizada na educar;:ao e nas ciencias
0 seu valor esta baseado na premissa
podem ser resolvidos e as praticas melhoradas
de que os problemas
por meio da observar;:ao, analise e
descrir;:ao objetivas e completas.
3.2
3.2.1
POPULA<;:AO E AMOSTRA
Populac;:ao
A popular;:ao para 0 presente
estudo compreende-se
de portadores
de
deficiencia mental.
3.2.2
Amostra
A amostra compreende-se
em quatro portadores
de deficiencia
mental,
com idades entre 17 e 21 anos, praticantes de natar;:ao na Escola Agua & Vida.
'00
3.3 ff\JSTRUf\:1§f\JTO
Adotou-se como ~nst:umento de coleta de dados fichas estruturaGas en: auaB
partes~ sando a pdmeira
pra
anotaqao dss
ativldades
apHcad3.s aos denC!~ntBs menta!s, e a segunda
observa90es
das aulas de narafaQ
partB
para
anota9ao
cas
das aufas.
a
d=fic~entes
a coiara fa; efetuada
,"las aU10s
A coleta dos dados fo! feita durante- as au~as do; nata?;;o
mGnta;s. ma;s eSpeCltlCamente. quatro deficienres.
de qUlnta feir3! sendo que Bstas eram tery3 e qu~nta.! nos meSf35 compreendidos
entre agosto e setembro;
foram reitas
as anota9-5es das atividades
des cHJ;aS e as
Vida.
r-.;-.r':.
L'S .••
.ie:
3.5
DADGS
Os dados f;.:-rarn anaHsado$ e organiz.ados na forrna deScf£ti,;.:a. bem como os
resultados
foram agrupados
ern dais qua.dros~ sendo
um- com a re~aqao entre a.s
c€nas que en'.:oiver:tm ~ organizZ:9ao espaCt3t e os sujeitos da pesqUtSZ1! e (} cutro
com as just1f1cativas dos resultados
Foram
nao obtidos.
ficaram compreendidas
e 03 do S('iXO mascuHno:
entre 17 c 21 anos e
com def!cienc!a mentaf ir1oderada.
do::;
do estudo
ana!isados
entrev~siadGs, OJ do sex.:) fumirfino
I)
as ldad~s.
que
grau de denCtencia, que foram os
40
4. APRESENTA<;AO
E DISCUSSAO
DOS RESULTADOS
Analise da Aula nO01
Alunos: (A), (F), (N) e (V)
A professora
perguntando
dividiu
a piscina
aos alunos
com cordas,
0 que
eles
em quatro
poderiam
fazer
parles
com
iguais,
as cordas
amarradas em cima da piscina.
•
A professora pediu para que cada aluno escolhesse
um espa<;:o para ficar
dentro da piscina. 0 objetivo era tirar os objetos que estavam boiando na
agua e no fundo da piscina, tirando do seu espa<;:o e colocando no espa<;:o
do outro, sem que 0 aluno invada 0 espa<;:o do outro.
Observa<;:iio da aula:
A aluna (N) e 0 aluno (A) come<;:aram por iniciativa pr6pria mergulhando
debaixo da corda, ja 0 aluno (V) teve dificuldade
agua. 0 aluno
(F) mergulhou
0 tempo
em mergulhar
todo e nao prestou
0 corpo
por
todo na
aten<;:ao no que a
professora falou.
o aluno
(A), foi quem limpou todo seu espa<;:o e ganhou 0 jogo, a professora
perguntou se quando ele jogava as pe<;:asno espa<;:o do col ega ele jogava perlo ou
longe e ele respondeu
"perlo", a professora
comentou
que eles nao tem no<;:ao de
longe e perlo. 0 final da aula foi livre para mergulhar, pular ou nadar.
cima
Nesta aula, os alunos preocuparam-se
em tirar os objetos que fiutuavam
da
pegar
piscina,
sem
principal mente 0 aluno (F).
preocupar-se
em
os
que
estavam
no
em
fundo,
41
Analise da Aula n° 02
Alunos: (A). (F). (N) e (V)
•
A professora dividiu a piscina com uma corda em cinco partes iguais. onde
foram liberadas quatro partes. cada aluno com seu espar;:o sem invadir 0
espar;:o do colega.
Observa<{ao da aula:
o
aluno
(F) e a aluna
(N) ultrapassaram
0 espar;:o do
col ega. entao
professora perguntou porque eles invadiram 0 espar;:o; e eles responderam
a
que nao
sabiam 0 porque.
o
aluno (F), nao ocupou todo 0 espar;:o que era permitido e ficou sempre no
o
aluno (A), mergulhou
limite.
de um lado para 0 outr~, variando 0 seu espar;:o, em
outr~ momenta a aluna (N) e 0 aluno (V) ficaram s6 num cantinho (parecendo
que ali
era 0 mundo deles), nao sabendo explorar 0 seu pr6prio espar;:o.
Jogo: A professora colocou per;:as (objetos) no espar;:o de cada aluno.
Objetivo do jogo:
Pegar as per;:as que estao flutuando no espar;:o de cad a um e jogar no espar;:o
dos outros colegas, ate que seu espar;:o fique limpo.
o aluno
(V) foi quem ganhou, pOis terminou de limpar 0 seu espar;:o primeiro.
A aluna (N) tambem limpou todo 0 seu espar;:o, mas, sempre se preocupando
com os demais; saiu do seu espar;:o e foi ajudar 0 col ega (V) a limpar 0 espar;:o que
nao a pertencia.
o
aluno (A) e muito detalhista e observador,
sempre pegava todas as per;:as
nas maos, para depois jogar uma de cada vez. Ja os demais alunos preocuparam-se
em pegar as per;:as e ja jogar para 0 espar;:o do colega.
o aluno
(F) foi quem mais marcou pontos, ele e muito esperto, pois, mergulha
de um lado para 0 outro variando 0 seu espar;:o e limpando com mais rapidez.
No decorrer da aula, a professora perguntou para a aluna (N) porque
(V) marcou ponto, entao ela disse que nao sabia, sempre se preocupando
0
aluno
com os
42
demais eolegas; e muito teimosa e sempre querendo
oeupar 0 espa,<o dos outros.
Ela precisa pereeber primeiro a vida dela, para depois com os demais.
o aluno
(A) foi 0 ultimo a sair da piseina, deixando 0 seu espa,<o limpo.
No jogo, tinha um espa,<o da professora onde todos tentavam romper 0 limite
e as regras para poder alean,<ar 0 poder.
Analise
da Aula nO 03
Alunos:
(A), (F), (N) e (V)
•
A professora
eoloeou um area em um dos lados da piseina, sendo que
todos tem que jogar a bola dentro do areo, com um detalhe:
deveria estar dentro de um areo, sem sair do lugar, e arremessar
Observa~ao
0 aluno
a bola.
da aula:
o aluno
(A) s6 passava 0 area para 0 aluno (F) e 0 aluno(F) para 0 aluno (A),
e as vezes eseolhiam a aluna (N) ja 0 aluno (V) foi eseolhido
s6 uma vez para
parlieipar da brineadeira.
o aluno
(F) sempre desrespeitou
No deeorrer
da atividade,
0 espa,<o que foi dado, rompendo
0 area foi eoloeado
limites.
mais perlo do espa,<o dos
alunos. Depois fieou a eriterio de eada aluno eseolher se fieava perlo ou longe para
arremessar
a bola no areo. (Obs.: quem estava com 0 area podia desloear-se
no
espayo que quisesse).
Foi determinado
bola e arremessar
que todos podiam sair do espa,<o que estavam para pegar a
dentro
do areo.
Pereebi
que todos
os alunos
nao sabiam
aproveitar quando se facilitava 0 limite, quer dizer, queriam romper 0 limite 0 tempo
todo, e quando 0 limite era retirado, eles nao sabiam oeupar 0 espa,<o.
A prineipio s6 a aluna (N) saiu do seu espa,<o e foi ate a bola. No final da aula,
foram realizadas brineadeiras
da professora
com a bola, on de 0 aluno (V) fieou 0 tempo todo atn3s
para pegar a bola, e ela sempre dizendo que a bola era dela, mas
mesmo assim ele insistia.
Conversei com a professora sobre
atividade,
0
aluno (V) nao ter quase participado da
porque outros alunos nao 0 eseolheram.
Segundo
a professora,
0 aluno
43
(V) precisa passar pela frustraliaO de ser escolhido, pois e ele sempre quem manda,
quem imp6e regras, quem sabe das coisas, pois ele age como se fosse 0 dono do
mundo, sendo que na atividade ele se sentiu excluido, mas mesmo assim, nao pedia
para ser escolhido pelos colegas para participar.
Ja a aluna (N), quase nao era escolhida,
para que 0 aluno (A) e 0 aluno(F) a escolhessem
mas ficava 0 tempo todo pedindo
para realizar a atividade.
Quadro
1 - Relayao entre as cenas que envolvem
sujeitos
da pesquisa.
a organizayao
espacial
e os
SUJEITOS
OBJETIVOS
1.1.0
N
A
X
X
X
X
F
V
%
X
75%
X
100%
aluno respeitou 0 limite de espalio
-
imposto pelo jogo.
o aluno
1.3. o aluno
1.4. o aluno
1.2.
defendeu 0 seu espalio.
respeitou 0 espalio do outro.
respeitou a vez do outro.
1.5. 0 aluno entendeu 0 objetivo do jogo.
X
-
X
X
50%
-
X
X
X
75%
X
X
X
100%
X
-
1.6. 0 aluno respeitou 0 limite do
-
professor.
50%
%
LEGENDA:
X = SIM
Observa-se
de espalio
-
-
83,5%
50%
83,5%
-
=NAO
no quadro 1, que com 0 objetivo de os alunos respeitarem
imposto
desejado, perfazendo
pelo jogo,
apenas
um deficiente
analisado
positiv~, perfazendo
os alunos respeitarem
0 limite
nao alcanliou
0
uma media de eficiencia de 75%; ja no objetivo de os alunos
defenderem 0 seu espalio, observa-se que todos os individuos
desempenho
0%
-
0 espalio
dois nao tiveram respeito
a
analisados
do outro, analisou-se
vez do ~Utro, perfazendo
que dois tiveram respeito
uma media de eficiencia
50%; no objetivo de os alunos respeitarem a vez do outro, observou-se
um nao atingiu 0 desempenho
obtiveram
uma media de eficiencia de 100%; no objetivo de
desejado,
perfazendo
e
de
que apenas
uma media de eficiencia
de
44
75%; no objetivo de os alunos entenderem 0 objetivo do jogo, observa-se
que todos
entenderam 0 objetivo do jogo, perfazendo uma media de eficiencia de 100%; e por
fim, 0 objetivo de respeitar 0 limite do professor, observa-se que todos os alunos nao
obtiveram 0 desempenho
desejado, perfazendo uma media de eficiencia de 100%.
Quadro 2 - Justificativa
dos resultados nao ( _
) atingidos.
SUJEITOS
OBJ.
N
X
1.1.
1.2.
1.3.
1.4.
X
Esta sempre preocupada com
a atividade e atitude dos
colegas, deixando que seu
proprio rendimento esteja em
segundo plano e reduzido.Nao
completou suas tarefas, por
estar mais entretida no que os
seus colegas fizeram, muitas
vezes realizando a tarefa deles
e nao a dela propria.
Nao espera a sua vez de jogar,
demonstra impaciencia na vez
dos colegas e pede sempre a
um deles para "ir antes".
1.5.
A
F
V
X
Nao explora 0 espa~o como
poderia; geralmente joga "no
seu canto" mesmo que a
atividade seja em grupo. Em
contra partida, quando
limitamos seu espac;:ona
piscina, (F) tentou 0 tempo
todo rompe-Io buscando outros
espa~os, porem, por uma
questao de ultrapassar 0 limite
e nao pela explora~ao do
espal;o desejado.
X
X
X
Sempre 0 limite.
Nao aceitava
que limitassem
seu espa~o, nao
aceitava regras
e muitas vezes
desistia da
atividade se
retirando.
X
A hiperatividade, agitac;:aoe
desatenc;:aodurante as
atividades foram prejudiciais ao
desenvolvimento dele durante
as tarefas.
X
X
X
X
X
X
X
X
1.6.
LEGENDA:
X - SIM
-
= NAO
-
--
45
OBS.:
Objetivo
1.6. Nenhum
aluno
respeitou
0 espal10 do professor
tentando
romper 0 limite e as regras, 0 que no conceito deles significa "alcanl1ar 0 poder" ao
ocupar ou transgredir 0 espal10 do professor.
46
5. CONCLUsAo
Buscando verificar as ac;6es de organizac;ao espacial que ocorre na aula de
natac;ao utilizando a Organizac;ao Espacial como meio de ac;ao para portadores
de
deficiencia mental, verificou-se que:
Com 0 objetivo dos alunos respeitarem
0 limite de espac;o imposto
apenas um deficiente analisado nao alcanc;ou 0 desejado; justifica-se
pelo jogo,
para tal que 0
aluno nao explora 0 espac;o como poderia, geralmente jog a num espac;o delimitado
por si, mesmo que a atividade seja em grupo. Em contra partida, quando limitamos
seu espac;o na piscina, 0 aluno tentou 0 tempo todo rompe-Io
espac;os, porem, por uma questao de ultrapassar
buscando
outros
0 limite e nao pela explorac;ao
do
espac;o desejado.
No objetivo dos alunos defenderem
0 seu espac;o, observa-se
individuos analisados obtiveram desempenho
No objetivo dos alunos respeitarem
tiveram respeito e dois nao tiveram respeito
que todos os
positiv~.
0 espac;o do outr~, analisou-se
a vez
do outro. Onde justifica-se
primeiro aluno que este esteja sempre preocupado
com a atividade
que dois
para 0
e atitude dos
colegas, deixando que seu pr6prio rendimento esteja em segundo plano e reduzido,
sendo que nao completou
suas tarefas, por estar mais entretido
no que os seus
colegas fizeram, muitas vezes realizando a tarefa deles e nao a sua pr6pria. Para 0
segundo aluno que nao obteve um desempenho
hiperatividade,
desenvolvimento
desejavel, justifica-se
agitac;ao e desatenc;ao durante as atividades
serem prejudiciais
ao
deste durante as tarefas.
No objetivo dos alunos respeitarem
a vez do outro, verificou-se
um individuo nao cumpriu com 0 desejado, justificando-se
esperar
pelo fato da
a sua vez de jogar,
demonstrando
impaciencia
que apenas
tal fato pelo motivo de nao
na vez dos colegas
e
pedindo sempre a um deles para dar a sua vez.
No objetivo
de os alunos entenderem
todos entenderam 0 objetivo do jogo.
0 objetivo
do jogo,
observa-se
que
47
E por fim, 0 objetivo
de respeitar
respeitou 0 espa~o do professor
conceito
deles significa
tentando
0 limite
do professor,
nenhum
aluno
romper 0 limite e as regras, 0 que no
"alcan~ar 0 poder" ao ocupar ou transgredir
0 espa~o
do
professor.
Portanto, pode-se concluir, que 0 desempenho
dos portadores
de deficiencia
mental praticantes de nata~ao, de modo geral, obtiveram um desempenho
positiv~ nas quest6es
atividades desenvolvidas
de organiza~ao
no programa.
espacial;
em partes
fato este, que sofreu auxilio
das
8AGAT!N!. V. Psk:omotrk:idade
para defh:ientes: Porto p.Je-;re:Sagra, 1992.
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Porto
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C. G. Nata({ao segundo a Psicomotricidade.
Rio de Janeiro:
Sprint,
50
SUJElTOS
OB..iETiVOS
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F
N
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1.1.
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UNIVERSIDADE TUIUTI DO PARANA Joelma Maria - TCC On-line