Oficinas Participação
O que é o Bem-Estar?
2013/2014
Índice
5 Nota Apresentação
6 Projeto Impulsos de Mudança
8 SPIRAL / A Co-Responsabilidade para o Bem-Estar de Todos
10 Oficinas de Participação para o Bem-Estar
13 O Bem-Estar para os Jovens: Visão Genérica
14 O que é para ti o Bem-Estar?
16 O que é para ti o Mal-Estar?
18 Para melhorar o teu Bem-Estar e o dos outros?
20 Bem-Estar é....
22 Testemunhos dos Parceiros
24 Bem-Estar: Pistas para Impulsos de Mudança
AGRADECIMENTOS
Em primeiro lugar, um agradecimento muito especial aos Jovens que no âmbito do projeto Impulsos de Mudança, estiveram presentes e disponíveis para partilhar o seu Sentir
acerca da Vida e do seu bem-estar. Outros jovens gostariam igualmente de ter participado mas devido aos seus compromissos não lhes foi possível. Um agradecimento também
para eles.
Aos profissionais da FAJUDIS e das instituições parceiras deste projecto, pela sua enorme
alegria, atenção, empenho e carinho com que estiveram presentes em cada uma das
Oficinas de Participação para o Bem-Estar e a Co-Responsabilidade. Um agradecimento
pelo privilégio da partilha e da sua capacidade de se colocarem em questão.
Ao Conselho da Europa e à Rede Internacional dos Territórios de Co-Responsabilidade
por acreditarem que o Bem-Estar tem realmente de estar no centro das políticas e por
disponibilizarem uma poderosa ferramenta de trabalho para Escutar e mobilizar os cidadãos.
A todos os associados da FAJUDIS por darem o seu melhor para o Bem-Estar de Todos.
Bem Hajam!
bem-estar É...
TER ALGUÉM SEMPRE AO NOSSO
LADO, MESMO QUE ESTEJAMOS SEMPRE A ERRAR... ALGUÉM QUE ACREDITA
EM NÓS.
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www.fajudis.org
Nota de Apresentação
do projeto Impulsos de Mudança,
N oasâmbito
Oficinas de Participação para o Bem-Estar
e a Co-Responsabilidade, em conjunto com o
visionamento do documentário “Quem se Importa”
e das “Conversas no Café de Bagdad”, constituiram
as três primeiras atividades que de certa forma
abriram o caminho para os Impulsos de Mudança.
tão desejados.
Com o visionamento do documentário “Quem
se Importa,” gentilmente cedido pela ASHOKA
através da Fundação EDP, quisemos mostrar
aos/às jovens que MUDAR é possível e está ao
seu alcance, no seio das suas relações, no lugar
onde vivem. Quisemos mostrar também que
não importa quantos ajudamos nem tão pouco
o impacto da nossa ação, mas sim, o estarmos
presentes e darmos o nosso melhor quando, nós
próprios e os outros que nos rodeiam, exigem a
nossa atenção e o nosso apoio.
A partir do visionamento do documentário, lançámos um desafio aos/às jovens: conversarem no
“café” – O Café de Bagdad . O desafio foi aceite,
pelo que, com um excelente serviço de mesa,
os/as jovens responderam em conjunto a três
questões:
1. O que te faz sentir vivo/a?
2. Em que tipo de mundo gostarias de viver?
3. O que já estás a fazer HOJE, sozinho e com os
outros, para construir um mundo melhor para
todos?
Destas actividades que permitiram um estreitar
de relação entre os/as jovens e profissionais das
diversas instituições e entre a equipa do projecto, seguimos para a terceira actividade que
deu origem a um relatório técnico e à presente
revista.
Acercando-nos da metodologia SPIRAL , e mais
especificamente aproveitando o enorme potencial da sua fase 2, quisemos conhecer como é que
os/as jovens definem Bem-Estar, e a partir das
dimensões mais relevantes, (re) defenir e avaliar
as atividades que deverão realizar-se ao longo
do ano, no âmbito do plano de ação do projeto
Impulsos de Mudança.
Nestas Oficinas de Participação estiveram presentes mais de 117 Jovens das 10 instituições
parceiras do projeto: 9 do distrito de Santarém e
1 do distrito de Leiria. No âmbito deste processo
participativo foram recolhidas 1334 respostas às
seguintes questões:
1. O que é para ti o Bem-Estar?
2. O que é para ti o Mal-Estar?
3. O que estás ou podes fazer para melhorar o
teu Bem-Estar e o Bem-Estar dos outros?
O que agora se apresenta, em jeito de revista,
tem por objetivo dar nota dos resultados da participação dos/as jovens e apresentar um instrumento de avaliação das atividades, considerando
os níveis de Bem-Estar em presença, sentidos
pelos/as jovens, no final das mesmas.
Impulsos de Mudança, é um projeto através do
qual se pretende criar condições para que uma
mudança real ocorra. Mudança na vida dos/as
Jovens, nas práticas dos profissionais que com
eles trabalham e mudança na sociedade, a partir
do lugar onde nos enconcontramos. A avaliação
realizada com os representantes das instituições
parceiras, já nos mostrou que isto é possível.
FAJUDIS
Caminhos de Pax
Em jeito de revista quisemos apresentar o Resumo
Executivo do Relatório Oficinas de Participação para
o Bem-Estar e a Co-Responsabilidade - Resultados da
Participação que se encontra disponível para consulta
no site da FAJUDIS. Uma maior compreensão dos dados
aqui apresentados não dispensa a consulta do referido
Relatório.
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Projeto
Impulsos de mudança
Com base num estudo realizado pelo Instituto de Segurança Social, no que diz respeito à
educação, formação e emprego, os critérios reconhecidos pelos/as jovens, em situação de
acolhimento institucional, para a escolha de uma via profissionalizante estão geralmente associados a opções da própria instituição onde se encontram inseridos/as.
Maioritariamente, os/as jovens que ingressaram no mundo do trabalho estão numa situação
precária e instável, e nem sempre reconhecem qualquer intencionalidade ou prática de apoio
na construção de um projeto pessoal/profissional.
Neste sentido, constata-se que é benéfico privilegiar a intervenção informal (sem prejuízo da
intervenção formal quando necessária), o que promove menores riscos de estigmatização/
marginalização e maiores virtualidades de responsabilização e de promoção de sinergias comunitárias, através da intervenção de entidades com competência em matéria de juventude,
que é o caso da Federação e do trabalho que temos vindo a desenvolver.
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ORGANIZAÇÃO:
FAJUDIS
APOIO:
Fundação EDP
PARCEIROS DO PROJETO:
Caminhos de Pax, Lda.(Vila de Rei)
Centro Bem Estar Social da Zona Alta (Torres Novas)
Centro Social Paroquial Paulo VI (Leiria)
Fundação Arca da Aliança (Fátima)
Fundação Dr. Agostinho Albano Almeida (Ourém)
Fundação José Relvas (Alpiarça)
Fundação Luiza Andaluz (Santarém)
O Vigilante (Santarém)
Sta. Casa da Misericórdia de Santarém
Sta. Casa Misericórdia de Abrantes
Sta. Casa Misericórdia Torres Novas
Principais objetivos
Impulsos de Mudança é um projeto da FAJUDIS
que entre outros objetivos pretende:
i) Mobilizar os/as jovens para a prática de atividades de cultura, desporto e recreio com a participação das associações de juventude;
ii) Reforçar a integração social, pessoal e profissional dos/as jovens;
iii) Sensibilizar entidades públicas e privadas a
potenciarem a valorização da comunicação/interação, por via do movimento associativo juvenil e
do voluntariado. Em última instância pretendese criar contextos facilitadores de processos de
mudança ao nível pessoal, profissional, organizacional e na própria sociedade.
Principais atividades
Workshops criativos
Ateliers criativos
Passeios pedestres
Atividades ao ar livre
Documentário “ Quem se Importa?”
Conversas no Café de Bagdad
Oficinas de Participação para o Bem-Estar (SPIRAL)
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SPIRAL
Societal Progress Indicators
and Responsabilities for ALL,
é uma metodologia que tem vindo a ser
Conselho da Europa no
Nova Estratégia para a Coesão Social .
incrementada pelo
âmbito da implementação da
a co-responsabilidade para
0 bem-estar de todos
Uma estratégia do conselho da europa para o progresso e a
coesão social
PROGRESSO SOCIAL,
definido na Nova Estratégia para a Coesão Social, como um processo de construção
de Bem-Estar de Todos com um horizonte comum: a sociedade solidária e
co-responsável.
Neste sentido a intervenção territorial tem subjacente as seguintes ideias:
a) o progresso é formalizado e partilhado em torno do bem-estar de todos, a partir
de um ponto de vista universal (incluindo as gerações futuras);
b) o conhecimento para o progresso é construído conjuntamente entre todas as
partes integrantes da sociedade;
c) a projeção do progresso faz-se de forma concertada entre as diferentes partes
integrantes da sociedade;
d) Co-responsabilidade (partilha de responsabilidades concertadas, definidas de
comum acordo e transparente). Os poderes públicos têm um papel de facilitadores;
e) Um partenariado efetivo e formal existe para colocar em prática as ações para o
progresso.
COESÃO SOCIAL,
definido como:
a) a capacidade de assegurar o bem-estar de todos os seus membros, de reduzir
as disparidades ao mínimo, evitar a marginalização e de gerir as diferenças e as
divisões de todos os seus membros.;
b) um conceito político essencial para a realização de três valores fundamentais
do Conselho da Europa: Direitos do Homem, Democracia e Estado de Direito;
c) um processo dinâmico e uma condição indispensável à justiça social, à segurança democrática e ao desenvolvimento sustentado.
(adaptado) In Nouvelle stratégie et Plan d’action du Conseil de l’Europe pour la cohesion sociale - 7 Julho 2010
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www.fajudis.org
PORQUÊ UMA ESTRATÉGIA PARA A COESÃO
SOCIAL NO SÉC. XXI?
Porque…
a) sociedades divididas e desiguais são, não
só injustas como incapazes de garantir a
estabilidade a longo prazo;
b) o conceito de “progresso” está a mudar,
sendo que na atualidade o progresso social
está associado: à proteção da sociedade
contras as tendências regressivas; à reflexão da perenidade da justiça social num
contexto onde os recursos materiais e ambientais são limitados; a evitar as situações
irreversíveis e a garantir a equidade entre
gerações;
c) a estratégia de coesão social pode ser um
instrumento essencial para a garantia da
plena participação e colaboração de todos
os atores num processo de desenvolvimento
democrático e sustentado;
d) todos os chefes de estado e membros do
Conselho da Europa reconheceram a coesão
social como «uma das exigências primordiais
da Europa alargada e que este objetivo deve
ser prosseguido como um complemento
indispensável da promoção dos direitos
humanos e da dignidade humana.»
(adaptado) In Nouvelle stratégie et Plan d’action du Conseil
de l’Europe pour la cohesion sociale - 7 Julho 2010
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oficinas de participação pa
Uma estratégia...
As Oficinas de Participação são uma das múltiplas
atividades que integram o projecto Impulsos de
Mudança.
Ao ter-se atribuído a estas Oficinas uma posição de relevo predominantemente estratégica, pretendeu-se desde o início envolver os/as
Jovens através de um processo participativo para o (re) ajustamento
das atividades a realizar, a criação de um instrumento de avaliação
das mesmas partindo do que os/as jovens definiram como Bem-Estar,
e acima de tudo pretendeu-se conhecer, criar laços e implicar os envolvidos – jovens, profissionais e decisores - numa ação de mudança
para o Bem-Estar de Todos.
Objetivos Específicos...
Escutar os Jovens por forma a ....
1. Conhecer como é que os/as Jovens definem o Bem-Estar, partindo
de um processo participativo, em relação a 3 questões preconizadas
pela SPIRAL:
a. O que é para ti o Bem-Estar?
b. O que é para ti o Mal-Estar?
c. O que estás a fazer ou podes fazer para melhorar o teu BemEstar e o Bem-Estar dos Outros?
2. Recolher, tratar e sistematizar toda a informação resultante das
dinâmicas de participação, por forma a contribuir para a conceção de
um instrumento de avaliação, e num sentido mais lato, contribuir construtivamente para a conceção e avaliação de programas e projetos
destinados aos/às jovens no distrito, quer sejam promovidos pelas
instituições directamente envolvidas, quer pelas organizações cuja
intervenção é diretamente dirigida aos/às jovens, quer ainda, pelos
demais agentes locais com intervenção no território.
3. Fomentar a inter-relação, a participação e a co-responsabilização
quer dos Jovens quer dos profissionais e das instituições, no desenvolvimento de ações mais conducentes ao Bem-Estar de Todos.
Pretendeu-se em última instância, criar pontes de relação e de ação
nas instituições participantes e na comunidade, valorizando a participação dos Jovens, o equilibrio emocional, o potencial intrínseco
a cada um – muitas vezes desconhecido dos próprios – e reforçando
competências como a autonomia, a auto-estima, a pró-atividade,
a serenidade, o respeito, a comunicação, a relação interpessoal, o
planeamento e a auto-reflexividade.
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ara o bem-estar e a co-responsabilidade
10
Lares de Infância e Juventude
dos distritos de Santarém e
Leiria
117
Jovens
75 Rapazes e 42 Raparigas
92 jovens entre os 13 e 18 anos
51 jovens no 3º Ciclo Ensino Básico
96 jovens Santarém e 21 jovens Leiria
11
Oficinas de Participação para o BemEstar e a Co-Responsabilidade
11
Critérios
materiais
Critérios imateriais
Bem-estar é....
sentir-me em harmonia
comigo e com os outros.
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O Bem-EStar para os jovens
uma visão genérica
Abordagem a partir da dimensão
Pessoal
A
Acesso aos
Subsistência
Meios
de
Abordagem a partir da dimensão
Coletiva
B Quadro de Vida
14%
Do que
está à
volta do
sujeito
para o
sujeito
D
Relações Pessoais
1%
C
34%
F
Equilíbrios Pessoais
Relações com
Organizações
e
entre
as
0%
E Equilíbrios Societais
17%
3%
I
Relações com a Sociedade
1%
Do
sujeito
para o
que está
a sua
volta
G
Sentimentos de Mal-Estar /
Bem-Estar
12%
H
Atitudes e Iniciativas
18%
Consultar Relatório disponível no website da FAJUDIS / Cruzamento Questão 1 e 2
13
Após a realização das sessões com os/as jovens, iniciámos um processo bastante complexo de classificação das respostas – adiante
designadas de critérios - com a ajuda duma base de dados que tem vindo a ser desenvolvida pelo Conselho da Europa – ESPOIR -,
e que nos permite não só conhecer como os cidadãos dos vários países da Europa definem Bem-Estar, como também nos permite
conhecer os fatores em presença de forma gráfica e imediata.
Sublinhe-se que estamos perante uma metodologia qualitativa, num contexto de participação profundamente relativo e com uma
classificação dos critérios igualmente relativa. O que apresentamos é uma das muitas leituras possíveis. A tarefa de classificar os
critérios não é nem fácil nem tão pouco pacífica, mas realizámo-la tendo sempre presente a ótica da ação, da construção de um
mundo diferente, tendo por base os objetivos do projeto Impulsos de Mudança e as dimensões de Bem-Estar que têm vindo a ser
definidas no âmbito da SPIRAL e da participação dos cidadãos . Seja como for, estamos totalmente abertos às críticas e sugestões
de análise.
o que é para ti bem-estar?
O Acesso aos Meios de Subsistência, as Relações Pessoais, os Equilíbrios Pessoais e as Atitudes e Iniciativas são as dimensões
mais assinaladas com respetivamente: 32%, 28%, 15% e 13%, sensivelmente.
Para a dimensão mais assinalada contribuiu fundamentalmente a componente relativa ao Lazer, Cultura e Desporto, com 70%,
aproximadamente.
Para a dimensão das Relações Pessoais, assumem preponderância a relação com os amigos e as relações no seio da família.
Para esta última componente, contribuíram respostas como por exemplo: Estar com a família; Conviver com (...) a família; Estar
ao pé dos irmãos e irmãs; Estar junto da minha família; Estar com as pessoas que amamos (família); Ter uma mulher e ter filhos;
Estar com a minha filha e namorada; Ter a família ao pé de nós.
Na dimensão dos Equilíbrios Pessoais, um destaque para o Equilíbrio Mental e Emocional e a Autonomia e a Liberdade a par dos
Equilíbrios Pessoais em Geral.
Quanto às Atitudes e Iniciativas em geral, um destaque para a Atitude para com os Outros, caracterizada fundamentalmente
pelo ser sociável, respeitador e estar disponível para escutar e ajudar.
Sem expressão significativa temos depois as dimensões dos Equilíbrios Societais (2%). Sem estar mencionado no gráfico ao
lado, temos ainda as dimensões do Quadro de Vida (1%) e das Relações com a Sociedade (0.5%).
32%
ACESSO AOS MEIOS DE SUBSISTÊNCIA /
Lazer, Desporto e Cultura.
14
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LAZER, DESPORTO E CULTURA
Algumas das respostas dos/as ovens....
“É divertimo-nos saudavelmente.
Ouvir música. Dançar. Ir a uma discoteca. Tocar piano. Cantar com a minha best
amiga “como irmã”. Desenhar. Ver filmes. Visitar as coisas novas para conhecer
outras pessoas. Brincar. Passear.
Ocupar os tempos livres a fazer desporto. Ginástica. Andar de cavalo. Correr.
Atletismo. Ir à pesca. Fazer exercício físico. Andar de skate. Fazer BTT. Andar
bicicleta. Jogar volley , andebol, basquetebol. Andar de long board. Jogar futebol com os amigos. Nadar. Fazer geocaching. Fazer karaté. Canoagem.
Ver televisão. Jogar computador. Jogar na internet. Jogar Playstation.
Estar de férias. Descansar. Relaxar. Não fazer nada.
2%
13%
Equilibrios Societais
8%
Sentimentos Mal-Estar/
Bem-Estar
Atitudes e Iniciativas
28%
Acesso aos Meios de
Subsistência / Lazer
32%
Relações Pessoais
Equilibrios Pessoais
15%
Consultar Relatório disponível no website da FAJUDIS / 2.1.1. Questão 1: O que é para ti o Bem-Estar?
Relações pessoais em geral
Algumas das respostas dos/as Jovens.....
Ter o orgulho de quem nos ama. Saber que as pessoas que eu gosto estão
bem. Estar com as pessoas que mais amo. Ter sempre alguém do nosso lado,
mesmo que estejamos sempre a errar e que acredita em nós. Ser aceite.
Viver na companhia dos que amamos. Amar e ser amado.
estar bem... ter
momentos de
lazer
15
O que é para ti Mal-estar?
A primeira reação a esta questão parece ser muita idêntica, com outros
grupos de jovens, em outros contextos e territórios. Quando solicitados/as
a responder à mesma, a maioria dos/as Jovens comentam quase sempre “ah!
Isso é fácil! É o contrário de Bem-Estar.” Contudo os resultados continuam a
mostrar que nem sempre é bem assim.
3%
15%
Equilibrios Societais
Sentimentos Mal-Estar/
Bem-Estar
16%
Acesso aos Meios
Subsistência/ Lazer
14%
Relações Pessoais
35%
Atitudes e Iniciativas
Equilibrios Pessoais
17%
Consultar Relatório disponível no website da FAJUDIS / 2.1.2. Questão 2: O que é para ti o Mal-Estar?
Estar mal nas
relações...
16
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Mal- Estar é....
O Mal-Estar ocorre fundamentalmente quando
algo não está bem, ao nível das Relações Pessoais (35%), dos Equilíbrios Pessoais (17%), das
Atitudes e Iniciativas (16%) e dos Sentimentos
de Mal-estar/Bem-estar (15%). O Acesso aos
Meios de Subsistência ficou-se pelos 14%,
contribuindo para este valor, o Lazer, Cultura e
Desporto, a Educação/Formação, Alojamento e
Alimentação.
Dentro das Relações Pessoais, um destaque para
as relações em geral (32%), as relações com os
amigos (20%) e as relações com a família (16%).
Nesta última sublinha-se a ausência de uma
família em quem confiar, a falta dos pais e dos
irmãos, a separação da família e, o não ir a casa
às vezes, como causadores de mal-estar.
Quando se trata de falar sobre o mal-estar
no seio dos Equilíbrios Pessoais os/as jovens
são muito claros e precisos. Neste âmbito um
destaque para a Autonomia e a Liberdade (29%)
muito associada a “castigos”, “não estar livre (...)”,
“não poder fazer o que posso”, “não ter liberdade
de expressão”, “não ter liberdade”, “obrigaremnos a fazer coisas que não queremos” e “não ter
vida própria”.
35%
RELAÇÕES PESSOAIS EM GERAL
Comparando com o Bem-Estar, surgem aqui novas componentes do Equilíbrio
Pessoal: a Gestão do Tempo e Equilíbrio entre Atividades (14%) muito associado à
realização das tarefas da casa e da escola; a Espiritualidade e a Religião (7%) e os
Equilíbrios nas Relações na Sociedade (7%).
O Equilíbrio Físico e Saúde, quando comparado com o Bem-Estar, adquiriu relevância
passando a ser, aqui, a segunda componente mais assinalada (23%).
A dimensão dos Sentimentos de Mal-Estar/Bem-Estar, destaca-se pelo peso dado à
componente dos Sentimentos em geral (43%), seguido dos Sentimentos de Alegria/
Tristeza (27%). Contribuíram para o efeito, as respostas dadas pelos/as jovens, tais
como: “a situação em que nos encontramos (numa instituição), “não poder recuperar
coisas que perdi”, “desmentirem-me quando tenho razão (...)”, “faltar à escola quando
vou à médica”, “não conseguir esquecer”, “não ter algo que gostava de ter”, “perder as
pessoas que gostamos”, “ter ciúmes”, “ser infeliz”, “quando o teu amor acaba contigo”,
“não ter amor”, “estar triste com os outros”, “não ter lembranças”.
No que concerne ao Acesso dos Meios de Subsistência, tal como no Bem-Estar, as
componentes Lazer, Cultura e Desporto (27%), Educação/Formação (16%), Alojamento
(14%) e Alimentação (13%) continuam pela mesma ordem a serem as mais assinaladas.
Ainda que sem grande expressão no cômputo geral, surge uma referência aos
Equilíbrios Societais (3%) quando os/as jovens respondem, “estar num mundo que
há revolta, ódio, maldade (...)”, “haver doenças em todo o mundo”, “haver guerra”,
“violência”, “ver as pessoas a morrer em guerras” , “baterem às pessoas”, “não haver
esperança” e “injustiça”.
Relações nos contextos
onde os/as jovens se movem
Nas Relações Pessoais em geral, um destaque para uma dimensão que não
havia surgido com esta expressão na primeira questão. Trata-se das
Relações nos contextos onde os/as jovens se movem e que neste caso,
fundamentalmente se resume às pessoas que os rodeiam em geral, no
Lar (onde vivem à data) e na escola.
Neste âmbito os/as jovens apontam o mal-estar decorrente de: estar na
escola; estar no Lar (instituição); estar num sitio com birras (...) com
revoltas (...) com gritos; num sitio onde não se é compreendido (...) onde
se sente mal (...) onde por vezes nos tratam mal. Viver num sitio onde não
nos sentimos bem; viver numa casa onde não existe respeito. Acresce
ainda um mal-estar decorrente, da falsidade, da mentira, da intriga,
da falta de respeito, da desconfiança, das invejas e das injustiças, entre
outros.
17
O que estás a fazer ou podes fazer para melhorar
o teu bem-estar e o bemestar dos outros?
das Atitudes e Iniciativas, foi largamente a que mais se destacou,
A dimensão
com cerca de 74%. Das restantes, um destaque para as Relações Pessoais em
Geral (13%) e o Acesso aos Meios de Subsistência (7%).
Dentro das Atitudes e Iniciativas....
Respeitar e ser respeitado; Ser amigável com todos; Não se intrometer na vida
das outras pessoas; Fazer com que haja um espaço agradável para o outro ser
feliz; Dar sorrisos às pessoas tristes; Tratar as pessoas com carinho e amor; Ajudar
quem mais precisa; Ser um porto de abrigo; Contribuir para uma conta reservada
nos bancos para os pobres; Ajudar os idosos (...) e as pessoas que necessitam
muito; Ouvir e ser ouvido... são apenas um pequeno exemplo do contributo dado
para o destaque das componentes Encontrar/Ouvir, Ser solidário (31%) e Atitude/
Ser Sociável (25%). O Trabalho sobre Si Próprio/Respeito de Si (15%) foi a terceira
componente mais assinalada, seguida de imediato pelas Atitudes e Iniciativas em
Geral (13%).
Nas Relações Pessoais,
a família é colocada num plano mais secundário, continuando a assumir preponderância a qualidade das relações com os Amigos (31%) e das Relações
Pessoais em Geral (23%).Quanto às Relações nos Lugares de Atividade (13%), os/
as jovens encontram-se disponíveis para as melhorarem, contribuindo assim, para
a redução do mal-estar em torno das mesmas.
Pela primeira vez na dimensão do Acesso aos Meios de Subsistência surge a
componente do Emprego/Trabalho/Atividade, com algum significado, ainda que
com um peso reduzido no cômputo geral da dimensão (14%). De acordo com as
respostas dadas, os jovens assinalam a importância de terem um trabalho para
poderem ganhar dinheiro. O Lazer, Cultura e Desporto (50%) continua a ser a
componente mais vincada dentro desta dimensão.
Nos Equilíbrios Pessoais,
a Autonomia/Liberdade (37%) e o Equilíbrio Físico e Saúde (32%) continuam a ser
os mais assinalados dentro desta dimensão do Bem-Estar.
sentir-me útil
Ajudar todos e os que mais precisam
acabar com a crise!
18
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viver em união
com carinho...respeitando...ajudando....
ouvir e ser ouvido/a
Amar e ser amado/a
1%
Relações com a
Sociedade
1%
Equilibrios Societais
3%
74%
Equilibrios Pessoais
Atitudes e Iniciativas
7%
Acesso aos Meios de
Subsistência
13%
Relações Pessoais
Consultar Relatório disponível no website da FAJUDIS / 2.1.3 Questão 3: O que fazes ou podes
fazer para melhorar o teu Bem-Estar e o Bem-Estar dos Outros?
RESPONSABILIDADE e COMPROMETER-SE COM A SOCIEDADE
Algumas respostas dos/as Jovens....
Ser responsável; ser homem e admitir as asneiras que cometemos
ao longo da vida; não estragar material; não fazer vandalismo.
Cuidar do ambiente; estar com o planeta muito limpo; apagar as
luzes durante uma hora para combater o aquecimento global;
ajudar as plantas e regá-las; reciclar; lutar por um mundo melhor; melhorar a forma de ser mundo.
Conseguirmos mudar o país; proporcionar mais soluções ao
nível económico; fazer voluntariado; campanhas de solidariedade; abrir uma escola para quem não conseguir estudar; abrir
um ginásio só para os mais idosos; ajudar as pessoas pobres
que passam fome, em primeiro lugar; ajudar as crianças a serem
felizes.
19
Bem-Estar é...
E
m síntese e tendo em consideração o descrito nas
páginas anteriores, o conceito de Bem-Estar para
os/as jovens é definido fundamentalmente pela esfera
das Relações:
1. Das Relações em geral:
a. “ter sempre alguém do nosso lado, mesmo que estejamos sempre a errar e que acredita em nós”;
b. “ter o orgulho de quem nos ama”;
c. “amar e ser amado”. Ser compreendido. Ter apoio;
d. “estar perto de quem se gosta”;
e.“ter a atenção dos outros”; “ter mimos, carinho, um
abraço chega”;
f. “ter uma pessoa que cuide de nós com todo o amor e
carinho”;
g. “brincarmos e divertirmo-nos com os outros”; “conhecer pessoas”, falar e conviver;
h. “criar laços em vários locais”; “unirmo-nos todos e
fazermos uma festa”;
i. “viver em união (...) com carinho”; “estar junto dos que
gostam de mim”.
2. Das Relações de Amizade em particular:
a. estar com os amigos e fazer novos amigos;
b. conversar, conviver, jogar, passear e trocar ideias com
os amigos;
c. ter um ombro amigo e sentir o apoio, sempre que
precisam;
d. ter amigos de confiança, leais, sinceros, verdadeiros;
e. serem amigos felizes.
3. Das relações nos lugares de Atividade (Lar, escola,
entre outros contextos onde os/as jovens se movem):
a. viver num sitio onde exista harmonia, sinceridade,
solidariedade, entreajuda, alegria, respeito, amor, carinho,
compreensão. Onde sejam bem tratados e se sintam
bem. Onde façam atividades em conjunto e todos se dão
bem e estão bem.
b. viver numa casa onde tenham o seu espaço individual,
possam estar sossegados e sejam respeitados;
c. viver numa casa onde todos sejam felizes.
20
www.fajudis.org
No que concerne aos Equilíbrios Pessoais, podemos
dizer que Bem-Estar para estes/as jovens é fundamentalmente...
4. Sinónimo de Autonomia e Liberdade, para:
a. terem vida própria e escolherem o seu caminho;
b. dizerem o que pensam;
c. poderem estar sozinhos sem ninguém os incomodar;
d. fazerem o que mais gostam e “podermos estar
onde queremos, desde que estejamos bem”;
e. não ficarem de castigo;
f. saírem do Lar e irem ter com a família.
5. Mental / Emocional:
a. estarem em harmonia consigo próprios, gostarem
de si;
b. serem alegres e felizes;
c. sentirem-se confiantes, seguros, à vontade em
qualquer lugar.
6. Equilíbrio Físico e Saúde:
a. serem saudáveis e sentirem-se em boa forma
física;
b. dormirem bem, sem pesadelos e sem insónias.
7. Uma nota para a Fé e Espiritualidade, no sentido de
poderem colmatar uma “fome espiritual” sentida, de
viverem com Jesus e ajudarem os outros e a Deus.
ter oportunidades
o mais importante na vida não é a
situação na qual nos encontramos mas
a direção para a qual nos movemos.
Desconhecido.
Já no que concerne ao Acesso aos Meios Básicos de Subsistência,
ainda que ter uma cama para dormir, uma casa para viver, alimentação, vestuário, poder ir à escola, ter livros para estudar e aceder a bens essenciais,
sejam referidos como sinónimo de bem-estar, a tónica global vai para o acesso ao Lazer, Cultura e Desporto.
Se nos detivermos nas respostas que os jovens deram à terceira questão – O que estás a fazer ou podes fazer para melhorar o teu
Bem-Estar e o dos Outros? - podemos acercarmo-nos da análise realizada e observar que na dimensão mais assinalada – Atitudes e
Iniciativas – existe uma enorme predisposição para agir, sobretudo no que concerne à sua relação com os outros e consigo mesmo.
Se quisermos ir um pouquinho mais longe poderemos com alguma segurança afirmar que existe uma enorme coerência entre o que
os/as Jovens dizem que é o Bem-Estar para eles/as e o que estão dispostos a fazer para melhorar o seu Bem-Estar e o dos que os
rodeiam.
21
Queremos agradecer antes de mais a todos o que nos proporcionaram
estas atividades, despertando-nos e abrindo-nos caminhos que acabam
por ficar esquecidos nas urgências do dia a dia.
A abordagem muito inteligente à questão do bem-estar, foi
não só inovadora para os jovens, como nos fez refletir sobre as
próprias práticas da instituição e alguns pontos a incidir nas intervenções individuais e de grupo. É sempre bom quebrarmos a
rotina com atividades ricas e interessantes.
De referir a importância da reunião com os responsáveis de cada
instituição participante, de onde saíram novas ideias e sugestões.
Só através deste trabalho colaborativo é que conseguimos responder com eficácia e sustentabilidade às necessidades destes
jovens, cujo muito do tempo já foi roubado.
Esperamos mais iniciativas semelhantes.
Centro de Bem Estar Social da Zona Alta
Estas sessões, apesar de não existir um impacto significativo e visível, foram importantes para percebermos que estes
jovens são capazes de parar para pensar nestas questões.
E acreditamos que após estas sessões ficou sempre algo
positivo no espírito dos jovens resultado do processo de
reflexão.
fundação arca da aliança
testemunho dos parceiros
22
www.fajudis.org
Relativamente às actividades realizadas no âmbito do Projeto
Impulsos de Mudança, nomeadamente, o visionamento do
documentário QUEM SE IMPORTA, as Conversas no Café de
Bagdad e as sessões SPIRAL, consideramos que estas foram
muito interessantes e importantes para as jovens que participaram.
Para além de um momento de partilha de experiências, foi
também um momento importante para reflexão sobre a vida,
os valores e sentimentos e as diferentes situações com que se
deparam.
Sta. Casa misericórdia de Torres Novas
São dinâmicas que em grupo permitiram a reflexão dos temas
propostos.
Para cada criança ou jovem foi um momento de auto-conhecimento
e de consciencialização acerca dos valores, dos comportamentos e
de objectivos a realizar ao longo da vida.
fundação dr. agostinho albano almeida
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Bem-EStar: Pistas para o projeto impulsos de Mudança
P
ara a definição das iniciativas do projeto Impulsos de Mudança...
Claramente podemos afirmar que qualquer atividade a desenvolver
deve conter em si as dimensões das relações e dos equilíbrios
emocionais.
Claramente, quer os/as jovens quer as instituições, estão bastante
disponíveis para participarem nas atividades, como aliás já tem
sido visível desde o inicio do projeto.
Serem desafiados a superarem os seus limites, conhecerem outros
jovens, outros lugares e estarem em ambientes saudáveis, alegres,
harmoniosos, seguros e amorosos, onde sintam que são acarinhados, compreendidos e apoiados, é fundamental.
Participarem em atividades que os/as possam ajudar a gostarem
de si, a aceitarem-se, a sentirem-se mais confiantes e felizes, a par,
de atividades onde possam ajudar os outros, desenvolver as suas
capacidades de comunicação, de relação, de gerir as emoções e
sobretudo em atividades potenciadoras de contextos favoráveis à
criatividade, às artes, à ligação com a natureza, à descoberta em
geral, envolvendo desporto, surgem igualmente como centrais no
planeamento duma ação potenciadora da descoberta do que existe
de melhor dentro de cada um.
Uma nota para a necessidade de pensar as atividades em
articulação com aquilo que poderão vir a ser os indicadores de
avaliação da mesma. Não se trata aqui de desenvolver atividades
ao “Kilo” ou atividades que nos parecem bem e são mais simples
de realizar, mas sobretudo atividades que possam proporcionar
Bem-Estar aos jovens, o que quer dizer que qualquer que seja a
atividade pensada ela deve ser capaz de responder a questões
como, por exemplo:
A atividade que estamos a planear, vai...
• de encontro àquilo que os/as Jovens referiram como sendo importante para eles?
• permitir-lhes conhecerem-se a si próprios e aos outros?
• permitir-lhes estreitarem as relações com os outros? Aprofundar
as relações de cooperação e entreajuda?
• ajudar os/as jovens a sentirem-se bem consigo e com os
outros? a gerirem melhor os seus sentimentos e emoções?
• permitir-lhes no final sentirem-se mais seguros/as, confiantes,
alegres e felizes? Acreditarem mais em si e nos outros?
Sentirem-se mais confiantes na Vida? Serem mais positivos/as?
Conseguirem ver outras perspectivas duma mesma situação?
• permitir que os/as jovens tenham a consciência que a mudança
começa neles próprios, com um simples passo? E que passo?
Para uma Ação Estratégica.....
da FAJUDIS no âmbito da Juventude. Através do projeto Impulsos de Mudança e das iniciativas desenvolvidas – Documentário QUEM SE IMPORTA,
Conversas no Café de Bagdad e Oficinas de Participação para o Bem-Estar e para a Co-Responsabilidade, a FAJUDIS desafiou os jovens envolvidos no projeto a participarem . Com os resultados da Participação destes jovens é possível desde já, partilhá-los com os responsáveis políticos,
dirigentes das organizações, profissionais em geral mas sobretudo com os que trabalham na intervenção territorial e partilhar igualmente com a
população em geral. A partir daqui, pode-se pensar o alargamento da base de participação e lançar um debate no distrito, sobre o que é verdadeiramente importante na vida das pessoas e que contribui claramente para o seu Bem-Estar.
Se formos capazes de abrir espaço para um verdadeiro processo de Escuta dos cidadãos e se formos capazes de genuinamente nos colocarmos em
questão e estarmos dispostos a aprender com os outros, então quem sabe, estarão criadas condições para um desenvolvimento mais participado, no
sentido da co-responsabilidade para o Bem-Estar de Todos, incluindo o Planeta e as gerações futuras.
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www.fajudis.org
integra cerca de
60
NO ÂMBITO DA SUA AÇÃO...
Associações Juvenis
e
desenvolve toda a sua
atividade para a
promoção e
incremento do
associativismo juvenil.
26
www.fajudis.org
• Articula e interage com a juventude;
• Capacita e apoia as associações;
• Cria parcerias e estabelece a cooperação ao nível local, nacional e internacional;
• Promove intercâmbios e parcerias em Portugal e no
estrangeiro;
• Impulsiona o associativismo;
• Divulga informação sobre temáticas úteis para a juventude;
• Inova e desenvolve a sua região;
• Internacionaliza projetos e organizações parceiras.
INTERVÊM...
• Cidadania participativa;
• Cooperação internacional;
• Cultura, património e tradições;
• Desenvolvimento local e social;
• Desporto e estilos de vida saudáveis;
• Empreendedorismo e empregabilidade;
• Igualda de género, de oportunidades e não-discriminação;
• Integração social;
• Intergeracionalidade;
• Voluntariado.
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OFICINAS PARTICIPAÇÃO
Edição e paginação
caminhos de pax, lda
www.caminhosdepax.pt
imagens e fotografia
FAJUDIS
Parceiros do Projeto
imagens Internet
Estrada Nacional 3 – Edificio do Cineteatro Municipal de Constância – Sala Polivalente – Apartado 52 -2250 -061 Constância
T/F 249739508 l M 927121456 l [email protected] l www.fajudis.org
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o que é o Bem-Estar?