A Atuação de Operadoras Logísticas de Comércio Exterior Instaladas em Minas Gerais:
um Desafio à Competitividade
Autoria: José Edson Lara, Flávio José Passos Coelho
RESUMO
Num cenário de crescente desenvolvimento tecnológico e acirramento da
concorrência, em níveis mundiais, o processo de logística desponta como um importante
diferencial, associado ao valor, que pode influenciar a escolha, na ponta do consumo.
Visando assegurar o planejamento e a execução de operações logísticas de forma eficaz, em
termos de custo e qualidade, muitas empresas decidem confiar essas atividades a operadoras
logísticas especializadas, notadamente no âmbito do comércio exterior. A atuação de algumas
operadoras desse tipo, numa visão aproximativa, é o foco deste trabalho, que visa
principalmente verificar se essas empresas estão em condições de proporcionar, a
importadores e exportadores do estado de Minas Gerais, serviços de boa qualidade, de modo a
proporcionar-lhes vantagem competitiva. As conclusões apresentadas foram obtidas a partir
da uma investigação de cunho exploratório, realizada em 2001, e procuram fornecer
relevantes subsídios ao aprofundamento posterior do estudo.
I-
INTRODUÇÃO
Grandes negócios, na atualidade, são definidos em uma perspectiva que inclui o
âmbito da globalização. O acirramento da concorrência força as empresas a desenvolver
estratégias para projetar produtos e serviços para mercados internacionais e a maximizar seus
recursos ao produzi-los. Por outro lado, o desenvolvimento tecnológico acelerado faz com
que a qualidade, assim como os preços, tendam a igualar-se. Produtos e serviços, com
crescente facilidade, tornam-se commodities.
Nesse cenário, um dos diferenciais em termos de valor, que podem influenciar a
escolha, na ponta do consumo, está nos processos de logística. Esses processos determinam,
dentre outros aspectos, o custo de distribuição e o prazo de entrega do produto (a agilidade).
Esses fatores tornam-se mais críticos no comércio exterior, onde a competitividade das
organizações é mais marcantemente posta à prova.
As empresas instaladas em Minas Gerais não são exceção a essa realidade. Firmandose como grande pólo exportador, o Estado tem cerca de 2.000 organizações registradas como
importadoras e exportadoras que, assim como muitas outras em todo o mundo, vêem-se cada
vez mais forçadas a planejarem suas operações logísticas de forma eficaz, em termos de custo
e de agilidade. Essa necessidade, muitas vezes, pode levar à decisão de terceirizar as
atividades relacionadas à logística, notadamente no comércio exterior, como opção
estrategicamente atraente.
Essa situação proporciona oportunidade para a atuação das operadoras logísticas, que
se propõem a oferecer, em termos de logística terceirizada no comércio exterior, soluções
flexíveis, abrangentes, ágeis e de baixo custo. Na região da Grande Belo Horizonte atuam
várias operadoras, dispondo-se a oferecer vantagem competitiva aos exportadores e
importadores mineiros.
Apesar de sua importância econômica e gerencial, o tema da logística, comparado a
outros – seja na perspectiva de engenharia de tráfego ou seja no contexto organizacional e
administrativo, não tem despertado tanta atenção como objeto de pesquisa acadêmica.
Este trabalho visa contribuir para o estudo nesse campo do conhecimento e de
atividades, apresentando-se como objetivos:
1
-
proporcionar uma visão geral, aproximativa, da atuação de algumas operadoras
logísticas de comércio exterior, instaladas na Grande Belo Horizonte;
verificar se os serviços oferecidos por algumas operadoras logísticas à comunidade
de importadores e exportadores mineiros aproximam-se dos padrões internacionais
apregoados na literatura de referência acerca do assunto
verificar se operadoras logísticas, em Minas Gerais, têm proporcionado a
importadores e exportadores instrumentos de facilitação do comércio exterior.
Pretende-se, por meio dessas verificações, a obtenção de resposta para a seguinte
questão em particular:
As operadoras logísticas de comércio exterior, instaladas na região da Grande Belo
Horizonte, estão em condições de disponibilizar serviços de boa qualidade para
exportadores e importadores mineiros, de modo a proporcionar-lhes vantagem
competitiva?
II-
METODOLOGIA
De acordo com o que foi possível apurar, a atuação de operadoras logísticas de
comércio exterior, no estado de Minas Gerais, não tem sido objeto de atenção, em termos de
estudos acadêmicos mais aprofundados. Destarte, o presente trabalho pode ser considerado
um pequeno estudo exploratório – entendendo-se o termo “exploratório” segundo a
concepção de GIL (1999). Por conseguinte, deve ser visto como etapa inicial de uma possível
investigação mais ampla.
Como técnica de pesquisa, além da busca documental e bibliográfica, recorreu-se a
questionários com questões abertas, bem como a entrevistas semi-estruturadas. Assim,
algumas perguntas foram respondidas pelos entrevistados pessoalmente, via telefone ou por
meio do correio eletrônico.
Para unidades de análise, foram escolhidas três operadoras logísticas instaladas na
região da Grande Belo Horizonte. Buscou-se inicialmente incluir na pesquisa pelo menos
uma operadora sediada no Estado e uma de origem estrangeira. Ademais, tomou-se o cuidado
de aferir o rol de serviços prestados pelas empresas selecionadas, de sorte a incluir aquelas
que tivessem condições de oferecer um conjunto bastante abrangente de soluções, em termos
de logística.
No intuito de complementar as informações obtidas junto às operadoras, foram
abordadas, ainda, três empresas habituais importadoras e exportadoras, usuárias potenciais
dos serviços de logística terceirizada em comércio exterior e clientes (pelo menos eventuais),
das operadoras selecionadas.
Um posterior aprofundamento do trabalho poderá valer-se da utilização de métodos
quantitativos, associados a técnicas estatísticas apropriadas para seleção da amostra e análise
dos dados coletados, de modo a proporcionar um maior grau de precisão ao estudo.
III -
LOGÍSTICA – HISTÓRICO E CONCEITOS
Para contextualizar este estudo, é oportuno definir o termo logística e tentar, à luz de
literatura especializada, traçar um quadro sucinto do desenvolvimento dessa atividade nos
últimos anos.
SLACK et al. (1999) chamam a atenção para os diferentes enfoques conceituais que
têm sido dados ao termo logística. Afirmam os autores que alguns estudiosos do assunto (a
exemplo de CHRISTOPHER, 1997) aproximam a definição de logística à da gestão de
materiais. A distribuição física de produtos finais, entretanto, não é foco da gestão de
2
materiais, que se refere aos processos internos da empresa, em níveis de planejamento e
controle.
Em termos de definição, WOOD & ZUFFO (1998) afirmam que uma das mais
divulgadas é a do Council of Logistics Management, dos Estados Unidos, a qual diz ser a
logística “(...) o processo de planejar, implementar e controlar eficientemente, ao custo
correto, o fluxo e armazenagem de matérias-primas, estoques durante a produção e produtos
acabados, e as informações relativas a estas atividades, desde o ponto de origem até o ponto
de consumo, com o propósito de atender aos requisitos do cliente.”
DORNIER et al (2000), numa visão mais sintética, estabelecem que “logística é a
gestão de fluxos entre marketing e produção. (...) O processo logístico atravessa todas as
áreas funcionais, criando assim importantes interfaces.”
Todas as demais definições encontradas (BALLOU, 1993; CHRISTOPHER, 1997;
HONG, 1999) trazem, de forma semelhante, as idéias de fluxo, movimento de materiais e
informações, ao longo da cadeia de suprimentos, com a finalidade de proporcionar entrega de
valor ao cliente final, atendendo às suas necessidades.
Observando as definições pesquisadas, é possível perceber que, inicialmente, o
gerenciamento logístico, visto de forma restrita, estaria preocupado com a otimização de
fluxos dentro da organização. A evolução desse conceito para a idéia do gerenciamento da
cadeia de suprimentos implica passar a enxergar a empresa como parte de um canal de
produção e distribuição de valor para o cliente final, buscando maximizar a vantagem de
toda a rede.
Em que pese ser a logística empresarial um conceito relativamente novo, bem como
uma prática moderna e promissora, as atividades a ela associadas (transporte, manutenção de
estoques e processamento de pedidos) não são, de fato, “novidades” (BALLOU, 1993;
HONG, 1999). O que a logística veio trazer, na verdade, foi uma espécie de “filosofia
integradora”, de modo a proporcionar sinergia, redução de custos e melhoria da qualidade dos
serviços associados aos produtos e colocados à disposição do consumidor.
Durante a Segunda Guerra Mundial desenvolveram-se conceitos logísticos
relacionados à movimentação e coordenação de tropas, armamentos e munições para os locais
necessários (SLACK et al, 1999). Entretanto, a experiência militar só veio a ser incorporada
à prática empresarial muitos anos mais tarde. BALLOU (1999) frisa que o termo logística é
proveniente do meio militar.
Deixando de ocupar-se apenas da administração de materiais e da distribuição física, o
enfoque atual da logística explora sua natureza estratégica. A função passa a assumir como
essência o gerenciamento de todo o fluxo de materiais ao longo da rede de suprimentos, desde
a fonte de matérias-primas até o consumidor final, agregando valor e contribuindo para a
redução de custos ao longo de toda a cadeia (BRONZO, 1999).
O quadro a seguir (figura 1) sintetiza as fases evolutivas da atividade de logística:
3
Perspectiva
Dominante
Primeira fase
Antes de 1950
Segunda fase
1950-1970
Administração
de Materiais
Administração
de materiais
+
Distribuição
Terceira fase
1970-1980
Logística
Integrada
-gestão de
estoques
Foco
-gestão de
compras
-movimentação
de materiais
-otimização do
sistema de
transporte
-Visão
Sistêmica da
Empresa
Quarta fase
Final década
80 / início
década 90
Quinta fase
Após 1990
Supply Chain
Management
Supply Chain
Management
+
Segmentação
Estratégica de
Fornecedores
-Aprofunda-se
o foco no
cliente
-Formas comtratuais e organizacionais
das estruturas
de relacionamento
-Posicionamento estratégico
-Inovações inscom fornecetitucionais, nodores e canais
vas estruturas
de distribuição
de governança
Figura 1: A Evolução do Conceito de Logística – desenvolvimento do original proposto por WOOD &
ZUFFO (1998). Fonte: BRONZO (1999).
IV -
A LOGÍSTICA TERCEIRIZADA – A OPERADORA LOGÍSTICA
Em se tratando de atividades relacionadas à logística, freqüentemente a empresa pode
ver-se diante de questões tais como:
Qual a combinação mais eficiente, em termos econômicos, de variáveis logísticas?
O frete e a armazenagem, por exemplo, deveriam ser confiados a diferentes
prestadores de serviço, deveriam ser responsabilidade da própria empresa, ou
deveriam ser contratados de empresas de serviço logístico?
O surgimento e o crescimento das empresas de serviços de logística (ou das
operadoras logísticas) é conseqüência natural da tendência atual de abordagem da logística
como fonte de vantagem competitiva potencial.
A contratação de uma operadora logística pode proporcionar maior flexibilidade, além
de, em muitos casos, reduzir custos (DORNIER et al., 2000). Os serviços prestados por uma
empresa especializada em logística podem ser de natureza física ou gerencial. A depender do
grau de complexidade e customização dos serviços oferecidos, esses podem ser classificados
em quatro diferentes tipos, de acordo com o modelo reproduzido a seguir (figura 2).
4
Alto
Serviços logísticos contratuais
físicos
Logística contratual integrada
-
Serviços
Físicos -
Transportador contratual
dedicado
Armazenagem dedicada
Serviços básicos
Baixo
-
Serviços logísticos contratuais de
gestão
Transporte comum
Armazem público
Baixo
-
Armazenagem e transporte
integrados
Gestão integrada de
transportadores e transporte
-
Gestão de tráfego
Gestão do armazém
Gestão da importação/
importação
Serviços
de gestão
Alto
Complexidade e customização
Figura 2: Classificação de provedores de serviços de logística, segundo AFRICK & CALKINS.
DORNIER et al. (2000).
Fonte:
De acordo com DORNIER et al. (2000), o uso de operadoras logísticas tem a
vantagem de poder permitir à empresa:
- Penetrar em novos mercados.
- Reduzir os riscos de investimento financeiro inerentes associados à propriedade
dos ativos logísticos, como caminhões e armazéns.
- Coordenar produtores e distribuidores dentro de uma visão global.
- Ter acesso a novas tecnologias e soluções inovadores – por exemplo, tecnologias
de dados e telecomunicações, operações sofisticadas de armazém ou novas opções
de entrega.
Outros benefícios percebidos pelos clientes de operadoras logísticas são, dentre outros,
os custos mais baixos, acesso a dados, melhoria da eficiência operacional e possibilidade de
focar no negócio básico.
Por outro lado, ainda segundo DORNIER et al. (2000), os seguintes riscos devem ser
considerados no uso dessa alternativa:
- Risco estratégico – uma vez que um operador logístico pode oferecer o mesmo
serviço a um concorrente da empresa contratante, pode ocorrer perda de algumas
vantagens competitivas.
- Risco comercial – a empresa terá sua imagem ligada à de uma empresa de
serviços.
- Risco gerencial – os custos e o nível de serviço oferecido devem ser visíveis para
ambas as partes.
É necessário, portanto, que haja um sistema de controle do nível de serviço oferecido
pelo operador logístico, de modo a tentar aferir o valor adicionado pela terceirização da
logística.
Um aspecto crítico para uma empresa é a decisão de terceirizar sua logística – quando
e por que fazê-lo? Qual o impacto que essa decisão poderia causar a médio e longo prazos?
Algumas dificuldades devem ser superadas, e dentre elas, freqüentemente, o apego à crença
5
de que as práticas tradicionalmente adotadas pela empresa são as melhores e não comportam
questionamentos. Aceitar que alguém possa por em dúvida um status quo vigente implica
admitir que aqueles que o conceberam e/ou o mantém são incompetentes ou desatentos
(CARIDADE, 1999).
Muitas vezes, a situação se reduz a um simples cálculo de economia nos custos de
transporte. Entretanto, uma vez que os valores de fretes internacionais vêm-se reduzindo
nos últimos anos, outros fatores devem ser considerados. DORNIER et al. (2000) afirmam
também que a decisão de terceirizar os serviços logísticos deve ser baseada em quatro
dimensões:
a) necessidades da empresa (isto é, a logística é uma competência básica?);
b) valores tangíveis (isto é, existem quaisquer vantagens mensuráveis?);
c) comprometimento da gerência e
d) capacidade do operador a ser contratado.
As três primeiras dimensões estão claramente relacionadas à questão do por que
terceirizar e implicam uma análise do sistema logístico próprio.
É evidente que a quarta variável – a capacidade do operador logístico – vem a ser o
diferencial competitivo crítico no processo de terceirização da logística. Operadoras que têm
condições de atender às demandas das empresas de forma mais abrangente e com serviços de
qualidade, têm mais possibilidades de formar parcerias duradouras e lucrativas.
V-
OPERADORAS LOGÍSTICAS DE COMÉRCIO EXTERIOR EM MINAS
GERAIS
Minas Gerais é um importante pólo exportador do país, tendo ocupado a Segunda
posição em 1999. Dados disponibilizados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e
Comércio Exterior (www.mdic.gov.br, 11/05/2001) apoiam essa constatação. Entre matrizes
e filiais, existem no Estado mais de 1.200 empresas registradas como exportadoras e cerca de
2.000 credenciadas como importadoras junto à Secretaria de Comércio Exterior, do citado
Ministério.
A instalação do Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, ainda na
década de 1980, trouxe, naquela época, novas perspectivas de comércio exterior para as
empresas mineiras, permitindo que mercadorias importadas e exportadas pudessem ser
desembaraçadas1 no próprio Estado. Posteriormente, a criação das Estações Aduaneiras
Interiores – EADIs2 em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, e em várias
cidades do interior do Estado, trouxe condições ainda mais favoráveis em termos de
alternativas logísticas para a importação e a exportação em Minas Gerais.
Esse contexto proporcionou, na última década, o surgimento e o crescimento da
atividade de logística terceirizada no Estado. As operadoras logísticas que atuam em Minas
Gerais estão concentradas na região da Grande Belo Horizonte, evidentemente em virtude da
proximidade do Aeroporto Internacional e da localização da maior parte das grandes
indústrias.
Atualmente existem mais de 30 empresas agentes de carga em Minas Gerais,
registradas no DAC – Departamento de Aviação Civil, do Ministério dos Transportes
(www.dac.gov.br, 05/05/2001). Vale ressaltar que toda operadora logística, para oferecer um
nível aceitável de serviços em comércio exterior, deve atuar, no mínimo, como intermediador
em operações de transporte internacional – ou seja, deve ser “agente de carga”. Por outro
lado, o principal meio de entrada e saída de mercadorias “de” e “para o” exterior, a partir
de Minas Gerais, é a via aérea. Para atuar de forma inteiramente regular no transporte aéreo,
um agente de carga deve estar registrado no DAC. Portanto, o número de agentes registrados
6
no DAC é um bom parâmetro para observar a quantidade de empresas que atuam como
operadoras logísticas no Estado.
Um dos serviços mais comuns prestados por operadoras logísticas, de maneira geral, é
a consolidação de carga. Esse termo pertence ao jargão do transporte aéreo. Nesse tipo de
transporte, a tabela do frete é dividida em faixas (0 a 45Kg; 45 a 100Kg; 100 a 300Kg etc).
Quanto maior o peso da carga, menor o valor do frete por quilograma. Ao receberem cargas
de diversos embarcadores, os agentes de carga “juntam-nas” num ato chamado
“consolidação” – um ato abstrato, na realidade. Por meio desse recurso, o agente obtém um
barateamento do frete para todos os embarcadores – seus clientes. Esse procedimento também
beneficia as companhias aéreas, uma vez que os fretes assim reduzidos estimulam o uso do
transporte aéreo, usualmente caro (KEEDI, 1999).
De acordo com informações obtidas (04/05/2001) junto à CODACA (Associação das
Empresas Comissárias de Despachos e Agentes de Carga em Minas Gerais), no mês de abril
de 2001 cerca de 82,5% dos volumes, correspondentes a 78,5% peso total das cargas
internacionais movimentadas no Aeroporto Internacional Tancredo Neves, foram
consolidadas. Em outras palavras, nesses casos, pelo menos a operação de transporte foi
confiada a uma operadora logística. Os percentuais são semelhantes na importação e na
exportação.
As operadoras logísticas de comércio exterior podem atuar também como comissárias
de despachos aduaneiros. As atividades desse tipo de empresa (comissárias) consistem em
prestar assistência a importadores e exportadores nos procedimentos relacionados à liberação
alfandegária de mercadorias – habilitação junto aos órgãos intervenientes, obtenção de
licenciamento, classificação fiscal de mercadorias, elaboração de declarações fiscais,
conferência aduaneira, pagamento de tributos, dentre outros.
Dados obtidos (em 16/05/2001) diretamente junto à CODACA, dão conta de que as
empresas do ramo que operam em Minas Gerais têm as seguintes características gerais, em
relação à abrangência de sua atuação:
- 29 são associadas à CODACA;
- 15 das empresas associadas são apenas comissárias de despacho aduaneiro (não
atuam como agentes de carga);
- 2 delas são apenas agentes de carga (ou seja, não realizam despachos aduaneiros);
- as 12 restantes oferecem ambos os serviços (atuam como agentes de carga e
comissárias de despachos).
Segundo informações da CODACA, as 15 empresas que ainda não atuam como
agentes de carga tendem a alterar esse perfil. A entidade tem estimulado a mudança e tem
obtido como resposta daquelas suas associadas uma forte demanda em termos de orientação e
treinamento.
As Operadoras Logísticas Consultadas
Foram mantidos contatos com três empresas que atuam como operadoras logísticas,
instaladas na Grande Belo Horizonte. Considerando as informações disponíveis, optou-se por
aquelas que estivessem:
- inscritas, ou em fase de inscrição, junto ao DAC como agentes de carga;
- efetuando consolidação de carga e
- atuando como comissárias de despachos aduaneiros.
As operadoras foram selecionadas principalmente em função da maior facilidade de
acesso aos dados. Nos parágrafos seguintes, as referências a essas empresas estão
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codificadas, ou seja serão chamadas simplesmente de Operadoras “A”, “B” e “C”, de modo
a preservar suas identidades.
A primeira das operadoras abordadas, Operadora A, pertence a uma organização com
sede em Torino, na Itália. A matriz brasileira tem endereço em São Paulo e possui também
filiais em outras quatro localidades (Santos, Rio de Janeiro, Campinas e Vitória). Em sua
publicidade, informa que sua extensa rede de filiais e correspondentes cobre todos os países
do mundo, realizando a gestão do transporte de todo o tipo de materiais, por qualquer via,
isoladamente ou de forma combinada. Oferece ainda um conjunto de serviços integrados ao
transporte (como o armazenamento), conexos com a movimentação de bens e mercadorias.
Segundo estimativa de pessoas da própria empresa, no mês de abril de 2001, cerca de
18% das cargas internacionais consolidadas e desconsolidadas na Grande Belo Horizonte
foram confiadas à Operadora A.
A Operadora B, cuja matriz tem endereço em Gênova, também na Itália, apresenta-se
como operadora logística capaz não apenas de oferecer serviços, mas também soluções para
problemas específicos que seus clientes possam ter. Está presente em 70 países e, no Brasil,
atua também em outras localidades estratégicas em termos de comércio exterior (São Paulo,
Santos, Campinas, Rio de Janeiro e Vitória). Oferece soluções variadas em termos de
transporte, manuseio, embalagem, documentação, contratação de seguros, gerenciamento da
armazenagem, coleta e entrega, do ponto de origem ao destino final.
Ademais, enfatiza que seu profissionalismo no trato de questões fiscais (alfandegárias)
permite-lhe prestar “assistência máxima” aos seus clientes, também nesse particular.
Sediada em Belo Horizonte, sem filiais, a Operadora C propõe-se a atender serviços
que envolvem soluções em logística de comércio exterior, em qualquer lugar do globo,
inclusive com serviço porta a porta específico para cada tipo de mercadoria. Para tanto,
mantém parceria com agentes de cargas aéreas e marítimas no mundo inteiro. Enfatiza a
competência de sua atuação junto aos órgãos oficiais e sua assessoria na contratação de
seguro internacional e fechamento de câmbio. Possui particular qualificação para o manuseio
de cargas especiais, como valores, animais vivos, cargas perigosas e perecíveis.
VI -
A ATUAÇÃO DAS OPERADORAS LOGÍSTICAS ABORDADAS
Das entrevistas realizadas com profissionais da atividade logística das empresas
selecionadas, procurou-se extrair informações que podem ser agrupadas da seguinte maneira:
1. Obstáculos enfrentados para estabelecimento e operação da operadora logística de
comércio exterior;
2. Relacionamento com importadores e exportadores;
3. Estratégias de atuação.
Obstáculos Enfrentados
Todas as operadoras consultadas concordam em afirmar que o maior entrave existente
ao seu trabalho é a obtenção de registro junto ao DAC – Departamento de Aviação Civil, do
Ministério dos transportes – e à IATA – International Air Transport Association.
Em termos operacionais, as constantes dificuldades encontradas para viabilizar
trânsitos aduaneiros3 com destino ao Aeroporto de Confins ou às Estações Aduaneiras
também são mencionadas.
A Operadora C faz questão de frisar, ainda, a deficiência da infraestrutura
operacional do Estado para o comércio exterior. No entender de seu diretor geral, a atuação
das empresas do ramo poderia ser mais eficiente se existissem, por exemplo, terminais de
contêineres, onde pudessem ser realizadas operações de unitização e desunitização4, para
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mercadorias a serem posteriormente embarcadas em navios. A inexistência desses terminais
impede uma política definida no transporte ferroviário dos contêineres, o que reduziria o custo
do transporte até os portos.
Relacionamento com Importadores e Exportadores
Todas as empresas abordadas procuram sedimentar junto aos seus clientes a idéia de
que a segurança e a redução de custos, obtidas com a concentração dos serviços em uma única
operadora, são os principais pontos fortes, em favor da logística terceirizada.
As Operadoras B e C procuram segmentar sua clientela por meio de fatores como
volume movimentado, valor da reciprocidade oferecida (valor atribuído ao cliente) e tipos de
necessidades (demandas padronizadas ou diferenciadas), à semelhança da proposta
encontrada em BOVET & THIAGARAJAN (2000). A título de esclarecimento, uma
demanda padronizada pode ser caracterizada, por exemplo, por exportações para um único
destino, ou importações de uma única procedência, como é o caso de alguns clientes da
Operadora B.
Embora afirme efetuar mensuração do valor de seus clientes, a Operadora A diz não
diferenciá-los em função desse fator. Coerentemente, não segmenta sua clientela de forma
sistemática, dizendo personalizar as soluções oferecidas de acordo com a necessidade
identificada em cada caso.
No que concerne ao estabelecimento de parcerias duradouras e rentáveis, somente a
Operadora C demonstrou planejar esse esforço, por meio da análise dos dados do mercado e
das informações relativas aos contratos fechados, de modo a tentar torná-los mais
competitivos. A Operadora A limita-se a informar que seus contratos são fechados na Itália
e que, em nível local, não têm conhecimento desse tipo de procedimento. A Operadora B,
por sua vez, aposta na qualidade de seus serviços e procura garantir a fidelidade de seus
clientes por meio da oferta de informações precisas.
Estratégias de Atuação
Nenhuma das operadoras consultadas costuma trabalhar com a idéia de pacotes de
soluções logísticas. Todas afirmam que as soluções são oferecidas e cotadas caso a caso, de
forma personalizada, a depender das necessidades de cada processo. Alegam possuir
flexibilidade suficiente para adaptar-se a cada tipo de demanda.
As três operadoras selecionadas trabalham com a distribuição intermodal (que implica
utilizar, numa mesma operação, vários meios de transporte, como o terrestre, o aéreo, o
marítimo e o ferroviário) e também com a multimodal (ou seja, combinar mais de um meio de
transporte com pelo menos dois modos de carregamento – contêineres, semitrailers etc.).
As operadoras sediadas no exterior contam a seu favor com todo o know-how de suas
matrizes desde sua instalação. Além do mais, no caso da importação, as cargas destinadas a
vários compradores costumam chegar ao país consignadas (destinadas) à filial da operadora
logística no Brasil, por força do contrato fechado no exterior. Essa situação costuma
propiciar, para essas operadoras não nacionais, grandes oportunidades estratégicas de
captação de clientes no território nacional, pois os dados referentes à importação – tais como
tipo de carga, volume e valor – podem significar informações importantes para a elaboração
de estratégias de abordagem de potenciais exportadores. Isso porque muitas indústrias
importam determinados materiais e componentes e, posteriormente, exportam produtos
acabados. Ou ainda, podem atuar como fornecedores de uma firma exportadora.
Segundo o que foi possível obter nos contatos realizados, para as filiais brasileiras de
operadoras internacionais freqüentemente basta comunicar ao mercado como vantagem
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competitiva o fato de possuir uma matriz no exterior. Ficam muitas vezes implícitos os
benefícios reais, em termos de serviços logísticos. A suposição da oferta de um “padrão
internacional” pode levar alguns clientes a acreditarem, sem maiores questionamentos, que
estão obtendo o que de melhor pode ser oferecido nessa seara.
Para as operadoras locais (ou nacionais), por outro lado, é evidente que a adoção de
um “padrão internacional” deve estar bem mais especificada, com o detalhamento dos
serviços oferecidos. A Operadora C, em resposta aos questionamentos formulados,
demonstra poder prestar um nível de serviço que, aparentemente, em nada fica a dever às
grandes corporações internacionais. Além de oferecer uma gama de soluções logísticas
adaptadas às necessidades de cada cliente, afirma possuir uma política de treinamento
constante de seu pessoal, sistema de gerenciamento de informações sobre a carga via internet,
serviço de coleta com frota própria e locais apropriados para armazenamento. Esses dois
últimos fatores são diferenciais voltados para a exportação de mercadorias.
Embora afirme que a associação dos serviços de despachos aduaneiros às operações
logísticas não seja um fator essencial, a Operadora C procura demonstrar possuir eficiência
no preparo de documentos de exportação e importação e na liberação alfandegária, bem como
no assessoramento para a contratação de câmbio e de seguro internacional. De fato, a
operadora logística pode subcontratar o despacho aduaneiro. Deve, no entanto, tomar
precauções no sentido de, com essa iniciativa, não comprometer a agilidade no processo de
recebimento e distribuição da carga.
A Operadora B também não considera essencial a associação mencionada no início
do parágrafo anterior. Entretanto, preocupa-se em realizar o desembaraço aduaneiro das
mercadorias de seus maiores clientes, pelo menos nas exportações, a fim de proporcionar
agilidade a todo o processo.
Por seu turno, a Operadora A assume ser relevante a ligação entre o despacho
aduaneiro e o agenciamento da carga. Observa que, desse modo, a responsabilidade pela
liberação alfandegária de uma carga não é dividida entre duas empresas. Entende que a falta
dessa integração afeta o tempo de liberação alfandegária, uma vez que a ação da empresa
comissária de despachos inicia-se somente após a recepção dos documentos disponibilizados
pelo agente carga.
Quanto aos preços praticados, nenhuma das operadoras dispõe-se a abrir essas
informações. Um importante fator de competitividade nesse ramo, é o preço que as
operadoras logísticas obtêm das companhias aéreas para as cargas consolidadas. Na maior
parte das vezes, o ganho de escala concentra-se apenas nas diferenças entre as faixas de frete
praticadas pelas companhias aéreas. Ou seja, em relação ao transporte aéreo, a operadora
logística pode cobrar de seu cliente o mesmo preço (ou até um pouco menos) do que seria
cobrado diretamente pela transportadora (até porque o transporte aéreo é apenas um segmento
do serviço logístico). Entretanto, em função dos prazos e das peculiaridades de cada carga, a
operadora logística nem sempre obtém o ganho de escala esperado. Isso pode ocorrer quando
não consegue alcançar uma faixa de frete mais barata, com a consolidação de cargas.
Para ilustrar, suponhamos que uma operadora logística contrate o transporte de uma
carga pesando 600 Kg. Considerando o peso e as características dos volumes, imaginemos
que o preço normal do frete, junto à companhia aérea, fosse de US$ 200,00. Para fechar a
negociação, a operadora excepcionalmente consentiu em oferecer um desconto de 5% nesse
preço e comprometeu-se a embarcar a carga em dois dias. A operadora tem a expectativa de
receber, nesse prazo, outras mercadorias para o mesmo destino. Consolidando essa carga com
outras, principalmente de pesos menores, obteria um ganho na contratação posterior do frete
consolidado, com a companhia aérea. Entretanto, sua expectativa não se confirma. Terá,
então de desembolsar US$ 200,00 para a transportadora e receberá apenas US$ 190,00 de seu
cliente, pelo transporte aéreo. O ganho, nessa operação (vale lembrar: vista isoladamente),
10
dependerá portanto da habilidade da operadora em atribuir preços aos outros itens de serviço
logístico (coleta, armazenagem, transporte interno no país de destino, despacho aduaneiro
etc.).
VII - A PERCEPÇÃO DE ALGUMAS EMPRESAS CLIENTES
De modo a verificar a percepção de empresas clientes, acerca do trabalho de
operadoras logísticas de comércio exterior, foram consultadas também três empresas
exportadoras e importadoras habituais.
As empresas clientes abordadas, em função do volume de seus negócios
internacionais, mantêm uma divisão própria de logística ou de comércio exterior e procuram
selecionar e qualificar seus funcionários de acordo com as exigências atuais do mercado.
Os entendimentos manifestos, de modo geral, apontam para a sintonia das estratégias
adotadas pelas operadoras com as necessidades e expectativas dos clientes entrevistados.
Como vantagens comuns percebidas no trato com as operadoras logísticas, essas empresas
apontam a redução de custos, a concentração das informações e a facilidade encontrada nos
relacionamentos.
Para todas as organizações consultadas, o preço não é o único fator determinante na
escolha da operadora logística. São importantes a capacidade técnica reconhecida pelo
mercado, a qualidade de serviços prestados anteriormente e a flexibilidade. Todas, ademais,
preferem estabelecer uma espécie de parceria duradoura com determinadas operadoras.
Entendem que, além do ganho de escala obtido em função do volume concentrado de
negócios, ocorre também uma economia de tempo, decorrente de maior entrosamento entre as
partes.
No que concerne à prestação dos serviços de despachos aduaneiros pelas operadoras,
como instrumento de integração logística, uma das empresas clientes considera a associação
essencial, “uma questão de parceria”. Entretanto, as outras duas não entendem ser
imprescindível esse tipo de atuação, embora a utilizem. De se observar, todavia, que essas
empresas possuem estrutura adequada para suprir a carência, caso ocorra, agilizando a
contratação de comissária de despachos aduaneiros em tempo hábil para conectá-la ao
processo, no momento da conclusão dos serviços da operadora logística.
VIII - CONCLUSÕES
As informações expostas no decorrer deste trabalho permitem entrever, em primeiro
lugar que, para muito além dos preços, são vários os elementos de atratividade oferecidos
pelas operadoras logísticas observadas.
Em linhas gerais, as empresas abordadas demonstram possuir, principalmente,
flexibilidade suficiente para atender à demanda dos importadores e exportadores mineiros que
optem por contratar serviços de logística. A variável crítica externa a uma empresa,
mencionada por DORNIER et al. (2000), na decisão de terceirizar a logística – ou seja, a
capacidade do operador logístico – parece estar presente na amostra selecionada. Esse fator
pode ser considerado como um importante diferencial competitivo à disposição de empresas
mineiras voltadas para o comércio exterior.
As operadoras logísticas aparentam oferecer possibilidades tanto de redução de custos
quanto de diferenciação para os produtos de seus clientes, por meio de um processo de
distribuição eficaz (principalmente ágil). Esses elementos – custo e diferenciação – são os
dois grandes vetores estratégicos de competitividade, segundo PORTER (1986).
Todavia, é evidentemente possível a existência de um trade-off entre a flexibilidade
apregoada pelas operadoras abordadas e os custos dos serviços prestados. É provável que,
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num ambiente cada vez mais competitivo, seja necessário rever procedimentos e planejar um
certo nível de padronização das soluções oferecidas.
Em termos de padrões de qualidade, os serviços terceirizados de logística
disponibilizados aos exportadores e importadores mineiros pelas empresas incluídas na
amostra mostram-se compatíveis com aqueles passíveis de serem encontrados em outros
países, inclusive mais desenvolvidos, de acordo com a literatura especializada que serviu de
amparo teórico para este trabalho.
Um aspecto particular merece atenção. Embora algumas operadoras afirmem não
considerar essencial a associação das atividades de despacho aduaneiro e de logística,
observa-se uma forte tendência à integração entre as duas áreas, como forma de oferecerem-se
serviços cada vez mais completos. A grande maioria das operadoras logísticas já prestam
serviços tradicionalmente oferecidos por comissárias de despacho. Por outro lado, aquelas
comissárias que ainda não atuam diretamente na seara da logística integrada, começam a
preparar-se para penetrar nesse ramo promissor.
Entretanto, tendo em vista o nível de exigência percebido, bem como o grau em que se
busca o atendimento das expectativas da clientela, observado nas organizações selecionadas,
não basta – embora seja importante – associar serviços de despacho aduaneiro à logística
terceirizada. Tampouco podem ocupar muito espaço as operadoras que se limitarem a atender
apenas a alguns aspectos particulares do serviço – como a consolidação de cargas.
Aparentemente, têm maior chance de sobrevivência e desenvolvimento, nesse mercado,
empresas com estrutura sólida e flexível o bastante para oferecer soluções logísticas
completas.
NOTAS
(1) Desembaraço aduaneiro – é o ato final do despacho aduaneiro, tanto na importação quanto
na exportação. Trata-se da liberação final da mercadoria após cumpridas as formalidades
alfandegárias (fonte: Regulamento Aduaneiro aprovado pelo Decreto nº 91.030, de 1985).
(2) Estação Aduaneira de Interior (EADI) – comumente denominada “porto seco” (dry port),
é um terminal de uso público, destinado à prestação, por empresas particulares credenciadas
pela Secretaria da Receita Federal, de serviços públicos de movimentação e armazenagem de
mercadorias, sob controle aduaneiro (fonte: Instrução Normativa da Secretaria da Receita
Federal nº 55/2000).
(3) Trânsito aduaneiro – é a operação de transporte de mercadoria estrangeira, sob controle
aduaneiro, dentro do território nacional, até o local onde deverá ser submetida às formalidades
finais de liberação alfandegária, tanto na importação quanto na exportação (fonte:
Regulamento Aduaneiro, citado).
(4) Unitização e desunitização – tratam-se, respectivamente, dos processos organizados de
acondicionamento e retirada de mercadorias de contêineres. Comumente, esses processos são
também conhecidos como “ovar” e “desovar” contêineres (KEEDI, 1999).
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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distribuição física. São Paulo: Atlas, 1993.
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BOVET, David M; THIAGARAJAN, S.
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Management, ano 3, nº 18. São Paulo, jan-fev/2000.
BRONZO, M. Concorrência entre Cadeias Produtivas: como a logística se transformou
em estratégia. Belo Horizonte: FUMARC, 1999.
CARIDADE, J. C. da S. Terceirização de Logística. Informativo “Sem Fronteiras”, ano I,
nº 15. São Paulo: Aduaneiras, 05/03/1999.
CHRISTOPHER, M. Logística e Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos: estratégias
para redução de custos e melhoria dos serviços. São Paulo: Pioneira, 1997.
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GIL, Antônio C. Métodos e Técnicas de Pesquisa Social.
1999.
5ª edição.
São Paulo: Atlas,
HONG, Y. C. Gestão de Estoques na Cadeia de Logística Integrada – Supply Chain.
São Paulo: Atlas, 1999.
KEEDI, S. Consolidação de Carga Marítima: conceito equivocado? Informativo “Sem
Fronteiras”, ano I, nº 43. São Paulo: Aduaneiras, 20/09/1999.
PORTER, M.
Estratégia competitiva:
Técnicas para análise de indústrias e da
concorrência. 7ª ed. Rio de Janeiro: Campus, 1986.
SLACK, N. et al. Administração da Produção. São Paulo: Atlas, 1999.
WOOD Jr., T.; ZUFFO, Paulo K. Supply Chain Management. Revista de Administração
de Empresas, vol. 38, nº 3, p. 55-63. São Paulo, 1998.
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A Atuação de Operadoras Logísticas de Comércio Exterior