A Oncocentro, referência
no tratamento do câncer,
chegou em Uberlândia.
O tratamento do câncer em nossa cidade tem agora um novo aliado: a
Oncocentro - empresa reconhecida em Minas Gerais pela excelência
no atendimento aos pacientes oncológicos. Com mais de 10 anos
de credibilidade, conta com uma equipe multidisciplinar altamente
qualificada e integrada ao que há de mais moderno e eficiente.
Um atendimento onde tecnologia e conhecimento caminham juntos
com o carinho, amizade e respeito pelos seus pacientes. É com essa
proposta que a Oncocentro chega em Uberlândia, marcando um
novo tempo na área oncológica.
34 3214-4964
Av. Afonso Pena, 1.609
Nossa Senhora Aparecida
Uberlândia - MG
www.oncocentrouberlandia.com.br
Dr. Luciano Morganti Paladini
Diretor Técnico Médico
CRM: 37867
Indice
06
Diretor Presidente hospital Santa Genoveva
Dr. Luizote de Freitas
Conselho editorial
Dr Almir Fernando Loureiro Fontes
Dr. Marcos Alvinair Gomes
Dr. Túlio Tadeu Marcolini
Ricardo Sá
Analú Guimarães
Célio Cardoso
Guiomar Lacerda
Conteúdo/Revisão
Serifa Comunicação
[email protected]
Jornalista Responsável
Analú Guimarães
MTB MG 05979JP
12
14
16
18
20
Repórteres
Aline Morais/Alitéia Milagre
Jacqueline Oliveira
22
Edição e Produção
Cult Publisher
24
Designer Gráfico/Criação
Jobcriativo - Jeferson Santos
Fotografo
Mauro Marques
Pré-Impressão
Registro Bureau
Impressão
Grafica Brasil
Tiragem desta Edição
8.000 exemplares
Consultores de Midia
Guiomar Lacerda Domingos
Coordenação e Publicidade
Guiomar Lacerda Domingos
[email protected]
34
36
38
40
42
44
9102-6570 - 3213-5779
46
Contato Hospital Santa Genoveva
[email protected]
[email protected]
34 3239 0282
34 3239 0204
50
51
Publi editorial
Erro amostral e a precisão
da informação: a decisão clínica
derivada do conhecimento científico.
Beleza
Brasil é o segundo país no mundo em
número de cirurgias plásticas por ano
Comportamento
Uma vida especial
Atulaidades
Medicina personalizada: a saúde
prolongada pela pesquisa gênica
Saúde
Cirurgia por single port já é realizada em Uberlândia
Publi
Cirurgia Oncológica
Especialidade é uma das mais antigas, mas está
em constante evolução
Psicologia
Terapia sexual pode salvar o seu relacionamento
Materia de capa
Santa Genoveva 37 anos
Destaques do Hospital
Santa Genoveva informatiza processos
Fitness
Pilates: a atividade física do novo século
Social
Vida de Médico
Entrevista
Parceria de mais de três décadas
Panorama
Doenças cardiovasculares lideram
ranking dos males que mais matam
Nutrição
Saúde blindada pela ação dos antioxidantes
Farma
Farmacogenética avançada em prol do
tratamento individualizado
Notícias
Hemofílicos contam com medicamento gratuito
Guia Médico
03
Editorial
Um sonho e 37 anos de conquista.
É
com muita satisfação que completamos, em outubro, 37 anos
de fundação do nosso querido Hospital Santa Genoveva. 37
anos de história, responsabilidade e dedicação com a saúde e bemestar do próximo.
Um sonho audacioso do senhor Dr. Galvão e Dr. Fausto que reuniu uma
lista de colegas que queriam participar do empreendimento. O sonho
deste grupo era o de construir um complexo hospitalar que estivesse
em sincronia com o desenvolvimento de Uberlândia. Nasceu, então, em
outubro de 1975, o Santa Genoveva Complexo Hospitalar, com um corpo
clínico composto por 18 médicos. Muitos deles permanecem até hoje
no hospital como, por exemplo, os médicos Antônio Roquette, Carmo
Gonzaga, Castinaldo Brasil, Dorinato Jorge, Henrique Garcia, João Kazan,
Milton Viana, Oswaldo de Freitas, Valdo G. Borges e William Daud.
Todos eles fizeram parte da “concepção” do Santa Genoveva e, até hoje,
contribuem com seus trabalhos na instituição.
Hoje nosso corpo clínico é composto por cerca de 200 especialistas das
mais diversas áreas, colaboradores qualificados e tecnologias inovadoras.
Além disso, sempre prezamos pelo bem-estar
dos nossos pacientes e por um atendimento
de qualidade. Iremos sempre trabalhar visando
o crescimento da instituição, assim como o
desenvolvimento de todos que contribuem, por
meio do seu trabalho, com o hospital.
E é para comemorar esta data que preparamos esta
edição especial de aniversário, com atualidades nas
áreas de saúde, beleza, comportamento, nutrição,
farmácia, dentre vários outros assuntos para deixar
nosso leitor sempre bem informado. Você vai poder
conhecer também nesta edição um pouco da nossa
trajetória nestas mais de três décadas.
Então, aproveitem e boa leitura!
Dr. Luizote de Freitas
Diretor Presidente do Santa Genoveva
Complexo Hospitalar
04
Viva Vida
Uma parceria saudável!
Ao cumprimentar o Hospital Santa Genoveva pelos seus
37 anos de serviços prestados à comunidade, sentimo-nos
gratificados pela confiança depositada em nosso trabalho.
Mais que isso, fortalecemos esta parceria com o Santa
Genoveva que muito nos orgulha, porque
traduz qualidade de vida para milhares de pessoas.
Equipe Exata - Farmácia de Manipulação
Av. Getúlio Vargas, 235 - Centro - Uberlândia-MG
Hélio Batista Jr. / CRF-MG 14633 Diretor técnico
Diretor da sucursal Anfarmag de Uberlândia
[email protected] 0800 940 1780
Publi editorial
Erro amostral e a precisão
da informação: a decisão
clínica derivada do
conhecimento científico.
O
homem passa por sua
existência questionando
a natureza. De fato, faz
perguntas desde a mais remota
idade registrada. A partir da
segunda metade do último
século, o experimento passou a
fundamentar o acordo científico:
os homens acordavam em suas
comunidades o quanto tolerariam
de aleatoriedade em suas respostas,
consequentemente, em suas
decisões.
Assim, o conhecimento vem se
acumulando ao longo do tempo.
Também progressivamente, a
velocidade do conhecimento e
de sua comunicação ao público
vem aumentando.A informação
publicada desde a década de
oitenta é oito vezes maior que
tudo o que se publicou nos últimos
dez mil anos. Essa transformação
histórica se deveu à digitalização do
pensamento e à criação browser,
ferramenta que permite a qualquer
mortal o acesso aos portais da
internet.
Esse interessante fenômeno da
digitalização do pensamento, aliado
ao dramático desenvolvimento
06
Viva Vida
Responsabilidade e Competência
a Serviço da Sua Empresa
SERVIÇOS E ASSESSORIA: Saúde Ocupacional • Engenharia de Segurança • Jurídica Trabalhista
Jurídica Ambiental • Assistência Técnica Pericial • Cursos e Treinamentos
Projetos Ergonômicos • Gestão da CIPA • Palestras
A Acácia é referência em Medicina Ocupacional, Saúde e Segurança do Trabalhador.
Empresa premiada e reconhecidamente uma grande parceira no atendimento
das demandas de Saúde, Segurança e Meio Ambiente, para sua Empresa.
REDE DE ATENDIMENTO EM TODO O BRASIL. COM SEDE EM:
UBERLÂNDIA/MG • CATALÃO/GO • BELÉM/PA
WWW.ACACIAMED.COM.BR
FONE: (34) 3235 0202
das capacidades de telecomunicações, com as
super redes de terabites, transformou o ambiente da
geração de conhecimento. O que era restrito intramuros de universidades absolutamente fechadas e
coorporativistas, passou, também, ao domínio público.
Atualmente, menos de 5% das patentes são produzidas
nas universidades.
Essa drástica mudança não significou que as universidades
perderam seu valor. Mas que o fenômeno as diferenciou
ainda mais. Há aquelas espetacularmente inseridas
no novo contexto e pujantes, separadas por hiato
monumental daquelas cultivadoras de ignorância
retroalimentada pela absoluta improdutividade, que às
vezes deforma o conhecimento. Geralmente, o produto
destas últimas é o analfabeto funcional, aquele que lê, mas
não entende. O problema é que não sabe que não entende.
Na década de oitenta era absolutamente comum que
um renomado professor de uma gabaritada faculdade
apresentasse a sua experiência clínica em concorrida
sessão de um congresso médico científico. Os ouvintes
saiam da apresentação convencidos que aquele era o
tratamento ideal para a situação clínica exposta. Tratavase de hábito comum a referência de que a conduta
daquele serviço era aquela. Na experiência do professor,
aquele deveria ser o tratamento.
Atualmente, estudos clínicos, como por exemplo o
PLATO, envolvem 864 centros ( hospitais) em mais de
60 países, recrutando 18624 pacientes em cerca de dois
anos para demonstrar que um medicamento é superior a
outro, com precisão de 95% e poder amostral de 90%.
Estudos como este são registrados, antes de seu
início, no site do ministério da saúde dos EUA, o NIH,
juntamente com outros 135.800 estudos de diferentes
países. Qualquer pessoa pode visitar o site e checar
o desenho do estudo, sua metodologia, os centros
08
Viva Vida
participantes, os critérios de inclusão/exclusão, etc.
Da mesma forma, depois de publicados os resultados,
pode-se avaliar se a questão científica proposta foi préespecificada e a metodologia, portanto, adequada para a
resposta.
Consequência natural desse volume foi a necessidade de
hierarquisar o conhecimento, classificando-o conforme
sua qualidade.
Em medicina, as revistas são classificadas conforme sua
relevância. Essa classificação tem sido proposta com
algumas variações, seja grau de impacto, page rank ou
associação dos métodos. De uma maneira geral, quanto
mais citações uma revista recebe por artigo publicado,
maior seu grau de impacto. Pode-se avaliar a qualidade
da citação, conferindo ranking ao impacto.
Mesmo após esse filtro de qualidade, até 15% das
pesquisas que apresentam mais de mil citações, têm
seus resultados totalmente contestados e outros 15%
têm seus resultados redimensionados.( o benefício
publicado é demonstrado ser inferior em outros estudos
de maior poder estatístico).
O produto dessa atividade científica que procura
responder questões pragmáticas da prática clínica, ou
mesmo explanatórias sobre determinado produto (
medicamento, dispositivo, prótese, etc) é apresentado
comgrau de recomendação e nível de evidência. O grau
de recomendação diz se a intervenção/tratamento
é benéfico, provavelmente benéfico, provavelmente
maléfico ou definitivamente maléfico. O nível de
evidência se refere à estimativa de certeza da afirmação.
Quão certa ou aleatória é a afirmação de que aquele
tratamento é superior ou inferior.
As comunidades científicas se organizam para redigir
diretrizes para orientação da prática clínica, detalhando
Viva Vida
09
Publi editorial
o grau de recomendação e nível de evidência de cada
intervenção. Essas diretrizes sempre alertam que a
tomada de decisão deve considerar o ambiente em
que o paciente será tratado. Nada adianta a diretriz
recomendar, por exemplo, cirurgia cardíaca para
determinada patologia, se a experiência do hospital
onde o paciente será tratado não corresponde aos
indicadores apresentados nas referências das diretrizes.
A mortalidade da cirurgia de revascularização na
Clinica Cleveland é 1,5%; no Reino Unido é 3%; na
Espanha, 7,5%; no Brasil, 8%. Há hospitais públicos que
apresentam 18%, segundo editorial publicado pelos
editores da revista Brasileira de Cirurgia Cardiovascular.
Para concluir, volto ao título de nosso texto. Quanto
maior a precisão da informação analisada, menor o
erro amostral, melhor a decisão clínica. O Instituto do
Coração do Triângulo trabalha há mais de 20 anos,
antes de sua fundação em Uberlândia, no ambiente de
boas práticas clínicas e harmonização de indicadores.
É o maior centro de pesquisa cardiovascular do
Triângulo, com alto ranking de indicadores, aferidos
por auditores internacionais, inclusive o rigoroso FDA
americano. Nossos índices, publicados pelo DATASUS,
são os melhores de Minas Gerais, em sintonia com os 4
melhores centros brasileiros.
Nossos laboratórios, que já trataram mais de 44 mil
pacientes em Uberlândia ( cateterismos, angioplastias,
etc), são únicos na região a oferecer o completo
arsenal para diagnóstico e terapêutica cardiovascular,
como Ultrassom intra-coronário, reserva de fluxo
fracionado, rotablator, detectores digitais de imagem,
Picture Archiving Communication System, dispositivos
bioabsorvíveis, entre tantos outros. Nossa equipe é
graduada e pós-graduada em centros internacionais de
alta qualidade, apresentando alto impacto de publicações
a cada ano. Em 2012, publicamos no Journal of the
American College of Cardiology, no Journal of Invasive
Cardiology, no American Heart Journal. Também
colaboramos em 3 publicações no New England Journal
of Medicine, a revista médica de maior impacto mundial.
Em 2011 compartilhamos o prêmio “Innovation award”
10
Viva Vida
do Wall Streat Journal, conferido ao desenvolvimento dos
dispositivos vasculares bioabsorvíveis.
O Site do ministério da saúde americano: www.
clinicaltrials.gov, consultado no dia 15/11/12, apresenta
o Instituto do Coração do triângulo como o principal
centro Mineiro em pesquisa clínica. Dos 37 estudos de
Uberlândia, 26 são do Instituto do Coração do Triângulo,
1 de outro hospital privado e os 10 restantes são
desenvolvidos em 3 faculdades locais. Uberaba tem 10
estudos registrados naquele site.
Assim, concluimos 2012 celebrando indicadores que
se revertem à maior precisão na decisão clínica voltada
ao diagnóstico e tratamento de nossos pacientes. Essa
precisão nos sintoniza com as diretrizes e, também por
isso, nos aproxima dos bons gestores de saúde, sejam
públicos ou privados, a quem agradecemos o apoio, que
promove o tríplice benefício: ao paciente, ao sistema e
ao profissional de saúde.
Dr.Roberto Botelho - Dr. Roberto Botelho fala
sobre a pesquisa clínica no mundo
Viva Vida
11
Beleza
Brasil é o segundo país
no mundo em número de
cirurgias plásticas por ano
O
s seios sempre foram considerados um símbolo de
sensualidade e uma das partes do corpo que mais
chamam atenção dos homens. De acordo com uma
recente pesquisa da Sociedade Brasileira de Cirurgia
Plástica, pela primeira vez, a cirurgia de aumento
de mamas superou todos os outros procedimentos
estéticos, em especial o de lipoaspiração, antes líder no
ranking de preferência nacional. O principal motivo que
leva as mulheres a optar pela mamoplastia é o visual
estético e muitas vezes o desconforto devido ao tamanho
e ao peso que ocasionam problemas estruturais na
coluna. A plástica mamária é utilizada para correções
funcionais e/ou estéticas tanto em mulheres como em
homens (ginecomastia). O procedimento é indicado
para correção de hipertrofias (mamas grandes), ptoses
(quedas), hipomastias (mamas pequenas) ou alterações
congênitas. Para quem deseja aumentar o volume das
mamas, o mercado cirúrgico opta pelos implantes
(próteses). O Brasil é o segundo país no mundo em
número de cirurgias plásticas realizadas anualmente e só
perde para os Estados Unidos, sendo que a mamoplastia
esta entre as mais realizadas. “Enquanto umas buscam
a estética, outras mulheres procuram a cirurgia por
uma questão de saúde. O excesso de peso das mamas
causa desconforto, como dores nas costas e até mesmo
problemas de coluna. Algumas mulheres sofrem com
assaduras na parte inferior do seio e com machucados
constantes nos ombros por causa da alça reforçada
do sutiã”, disse o cirurgião plástico do Hospital Santa
Genoveva, Bruno Spini, especializado pela Sociedade
Brasileira de Cirurgia Plástica.
A jornalista Iolanda Borges Carneiro fez duas cirurgias
de mama. “Uma, aos 16 anos de idade para amenizar as
dores de coluna por causa do peso dos seios, e a outra
aos 30 anos, para levantar os seios. Nas duas fui muito
feliz e os resultados satisfatórios”, disse Iolanda.
Ela conta ainda que não teve problemas com a
recuperação porque seguiu à risca as orientações
médicas. “Fiz repouso no tempo determinado, usei a
medicação corretamente e o principal, não levantei os
braços até o tempo determinado pelo médico. Os dois
cirurgiões foram indicações da família. Saber se o médico
12
Viva Vida
é ligado a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica é o
primeiro passo antes da escolha do cirurgião”, destacou
Iolanda Carneiro.
Segundo Spini, pequenas assimetrias sempre estão
presentes no corpo humano. “Geralmente o lado direito
do corpo não é o espelho do lado esquerdo, por isso,
sempre um seio é menor. Qualquer pessoa que tenha
alteração funcional ou estética, e se sinta desconfortável,
pode ser submetida à mamoplastia. O primeiro passo,
explica o cirurgião, é escolher um especialista qualificado e
membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Esse
profissional irá solicitar todos os exames pré-operatórios,
como exame de imagem das mamas e exames
laboratoriais e cardiológicos. Esse cirurgião vai avaliar o
caso do paciente e indicar o melhor procedimento. “Se a
mama for pequena, sugerimos os implantes (próteses).
Se o caso for assimetrias importantes ou grandes
aumentos de volume, reduzimos conforme a necessidade
para torná-las mais harmônicas. Já se os seios estão
“caídos” realizamos apenas a retirada de pele. Neste caso,
fazemos o possível para deixar mínima a cicatriz como
as periareolares. Em algumas situações é necessário
deixar cicatrizes maiores com o “T invertido” ou o “L”.
No entanto, Bruno Spini alerta que quando se utiliza os
implantes mamários é importante ficar atento. “A prótese
de silicone precisa ter registro na Anvisa e o paciente tem
o direito de solicitar o certificado de garantia do produto.
O pós-operatório tardio precisa ser acompanhado, por
meio de exame clínico e de imagem, como mamografia.
Caso haja suspeita de ruptura ou qualquer outra alteração,
procure o cirurgião plástico”.
Ele explica que geralmente o paciente fica hospitalizado
de um a dois dias, isso depende de cada caso e da
preferência de cada cirurgião. A anestesia mais utilizada
para esse procedimento é a peridural ou a anestesia
geral. Em situações restritas, a anestesia local também
pode ser utilizada, mas sempre acompanhada de um
anestesiologista. O médico afirma que, como em todo
processo cirúrgico, o repouso relativo e os cuidados
repassados pelo cirurgião devem ser seguidos para não
comprometer o resultado da cirurgia. “O desconforto
é suportável e as complicações do pós-operatório e
também durante a cirurgia são raras. O que acontece
são intercorrências inerentes ao ato cirúrgico ou ao
pós-operatório, a exemplo de reações alérgicas a
medicamentos, cicatrizes largas, deiscência de suturas,
todas de fácil intervenção”, esclarece Spini.
Outra observação do cirurgião foi em relação ao valor
desses procedimentos cirúrgicos. “É extremamente
importante ficar atento aos preços de procedimentos
cirúrgicos fora da tabela de mercado, bem como de
implantes mamários. Quando muito baratos, desconfie.
Tem custos manter um centro cirúrgico apto a receber
cirurgias e também para utilizar material de boa qualidade.
Vale esclarecer que existe a cobertura em cirurgias
reparadoras como a de reconstrução de mama pósmastectomia por neoplasia (câncer) ou em outra situação
que causa comprometimento funcional do organismo”.
O procedimento é indicado para casos severos a partir
dos 15 anos. Não há limites em relação à idade avançada
do paciente, desde que esteja em condições clínicas de
ser submetido ao procedimento.
Dr. Bruno Spini, cirurgião - plástico
Viva Vida
13
Comportamento
Uma vida especial
Pais mostram que não existem barreiras para os cuidados
com os filhos portadores de necessidade especiais
C
riar um filho é tarefa para a qual os pais já nascem
prontos. Basta seguir o instinto e tudo caminha
naturalmente. Foi assim que Rosana Cadima, de 42 anos,
criou seus dois filhos Bruna Cadima, de 23 anos, e Victor
Cadima, de 21 anos. Com o passar do tempo, a família que
já era grande ficou ainda maior com a chegada de Yasmim
Cadima, de 12 anos, portadora de necessidades especiais. E
de repente, Rosana viu-se frente aquela situação que para
ela representava o inesperado e desconhecido. “Tem a fase
da negação, em que você finge que não é com você e até
acha que é engano dos médicos. Depois tem a fase do luto
e de tristeza. Você fica arrasado porque ninguém planeja ter
uma criança especial, mas depois vem aquela força de lutar
e tentar da melhor maneira, tornar aquela situação menos
sofrida para todos”, diz Rosana.
Segundo a psicóloga Adriana Barbosa de Freitas Capparelli,
a fase inicial de “negação” é natural e importante para
os pais compreenderem melhor o que está acontecendo.
“A vida da mulher se modifica ao conceber um filho, sua
responsabilidade torna-se maior. As transformações são
físicas, emocionais e sociais, e podem tornar-se um peso,
um obstáculo em sua vida, caso o bebê não seja desejado.
Portanto, como os pais reagem diante de um diagnóstico
de uma enfermidade orgânica-cerebral vai depender de
inúmeros fatores. Independentemente do momento em que
o diagnóstico é comunicado aos pais, vai existir sempre um
impacto, um choque por estarem diante de uma situação
que a principio é inaceitável”, afirma Capparelli.
O drama inicial é substituído aos poucos pela compreensão
das dificuldades e pelas muitas alegrias que chegam aos
poucos, conta Rosana Cadima. “Nossa, muda tudo! O
emocional, os costumes. Você começa a perceber mais
as outras coisas. Por exemplo, antes eu não achava que
tinha tantas crianças especiais. E principalmente, hoje,
eu dou mais atenção para o sorriso, o olhar e para cada
desenvolvimento dela (Yasmim). Aprendi a exercitar a
paciência e dar mais valor a essas pequenas conquistas. Eu
aprendi tudo de bom com ela.”, conta a mãe.
A psicóloga acrescenta que o desenvolvimento de uma
criança com paralisia cerebral dependerá do grau e da
intensidade dessa paralisia. “Os pais devem proporcionar
um ambiente que facilite o desenvolvimento do filho
especial. O contato com outras pessoas é recomendado
a partir do momento que essa inclusão social não ofereça
nenhum risco para a saúde do bebê ou da criança”, explica
Capparelli.
Embora o filho especial, na maioria dos casos, necessite
de uma dose a mais de dedicação, Rosana, que tem que
se dividir entre três filhos e o marido, William Cadima, diz
que não tem uma criança predileta. “O amor que sinto por
todos é igual. Só que Yasmim precisa mais de mim, mais
do que os outros precisaram na idade dela. Nós temos que
disponibilizar mais tempo, mas a gente ama do mesmo jeito.
E para as mães que estão começando esta nova fase, eu
digo: não desista nunca! Sempre há o que melhorar. Apesar
de vir com as deficiências, eles têm muito o que ensinar
para nós”, finaliza Rosana Cadima.
14
Viva Vida
Atualidades
Medicina personalizada:
a saúde prolongada pela
pesquisa gênica
Pacientes com câncer são beneficiados com a nova técnica que
pesquisa o tumor e personaliza o tratamento
A
medicina vem avançando cada vez mais no Brasil,
acompanhando as pesquisas e tendências mundiais.
Com esse avanço tecnológico, a oncologia vem sendo
beneficiada. Entre as técnicas mais avançadas da atualidade
está a medicina personalizada. Um mérito da genética que
possibilita adequar o tratamento às características dos
tumores de cada indivíduo. Tecnologia recente que vem
ajudando a melhorar a qualidade de vida e a sobrevida do
paciente com câncer.
A medicina personalizada é a famosa terapia alvo. No
caso da oncologia, o paciente com tumor é avaliado e são
verificados quais são os “alvos” que esse tumor expressa,
para que a partir daí se defina um tratamento e se for o
caso, utilizar drogas inteligentes que se direcionam para
esses alvos específicos, defeitos que estão somente dentro
das células doentes.
16
Viva Vida
De acordo com a oncologista clínica do Centro Oncológico
do Triângulo – COT, Valéria Ribeiro, para se ter uma terapia
alvo eficaz é preciso ter um alvo eficaz. “Normalmente
esses alvos são genes, então, por exemplo, duas pessoas
podem ter um tumor de mama, mas com uma carga
gênica diferente, ou seja, expressam proteínas diferentes,
conferindo a um tumor mais ou menos agressividade que
o outro. E a partir desta diferenciação da manifestação
do tumor é que eu consigo definir qual é a terapia mais
adequada para cada pessoa”, explica a especialista.
A terapia alvo já vem trazendo excelentes benefícios para
os pacientes com câncer. Dentre eles temos o exemplo do
câncer de mama, que já representa um aumento de 50%
na expectativa de vida dos pacientes que tiveram a terapia
definida a partir da medicina personalizada. “No câncer de
mama, 20% dos pacientes apresentam um gene chamado
de ‘Her 2 Neu’. Esse gene determina um tumor mais
agressivo e menos responsivo para quimioterapia. Se pelo
exame, eu determinar esse gene nesses 20% de mulheres
que tem o ‘Her’ manifesto e amplificado, utilizamos um
remédio que age diretamente nesse gene inibindo o trabalho
dele, proporcionando ao paciente com câncer um maior
tempo de vida e a uma maior remissão da doença. Essa
terapia com esse remédio especificamente, registrou cerca
de 50% a mais de chances de cura em casos que a paciente
recebeu o Trastzumab (Herceptin) antes do tumor estar
metastático e, por ser um remédio alvo, ele tem menos
efeitos colaterais, pois atinge apenas as células que contêm
o gene prejudicial”, afirma Valéria.
todos os pacientes. E hoje sabemos que o câncer engloba
mais de 100 doenças diferentes. Então porque tratar todo
mundo igual se as doenças são diferentes? Hoje estamos
conseguindo identificar o fator genético e personalizar mais
o tratamento”, afirma Dra. Valéria que percebe o avanço
da medicina da região: “participo sempre de congressos
internacionais e o que percebo é que temos condições
de aplicar na cidade as práticas oferecidas nos melhores
centros. A evolução tecnológica está revolucionando os
tratamentos de câncer e proporcionando aos pacientes uma
maior qualidade de vida e maior sobrevida”, finaliza.
Região acompanha os grandes centros mundiais
A terapia alvo está disponibilizada na maioria dos centros
de quimioterapia bem estruturados. No COT os pacientes
passam por esse procedimento em vários tipos de tumores,
como: mama, intestino, pulmão, dentre outros.
A pesquisa gênica do tumor é feita em laboratórios
especializados em patologia e genética. A médica explica
que o processo de diagnóstico é feito através do próprio
material da biópsia do paciente, o mesmo utilizado para
diagnosticar o tumor. “São feitos testes que identificam a
assinatura biológica do tumor. O centro de oncologia que
vai oferecer esse tratamento deve ter o conhecimento de
como aplicar as terapias alvo, quando fazer e encontrando
os resultados, quais os remédios aplicar em cada caso”,
explica.
A expressão gênica, até mesmo não tendo um alvo, é
uma forma de definir qual o melhor tratamento e qual
o prognóstico de cada paciente, segundo a especialista.
“Antes se fazia a quimioterapia da mesma forma para
Dra. Valéria Ribeiro - Oncologista
Viva Vida
17
Saúde
Cirurgia por single port já é
realizada em Uberlândia
Especialista garante que a técnica, minimamente invasiva,
ajuda na recuperação precoce do paciente
A
medicina se aperfeiçoa a
cada dia, seja em pesquisas
clínicas na área, seja em técnicas
de tratamentos. Por isso, médicos e
especialistas de áreas afins devem
manter-se atualizados todo o tempo
para acompanhar cada técnica nova.
Entre as novidades mais recentes
está a LESS – Laparo Endoscopic
Single Sit ou single port (acesso
único), técnica inovadora sem
cicatriz que já está se consolidando
nos centros de referência
hospitalares de todo o Brasil e já
pode ser realizada em Uberlândia.
A técnica pioneira na cidade e a
primeira feita fora de ambiente
universitário, no Triângulo Mineiro foi
realizada pelos cirurgiões bariátricos
Luís Augusto Mattar e José Américo
Gomides de Souza, da Lev. Centro
Avançado de controle de peso
uma vesícula de uma paciente. A
técnica de acesso único consiste
na colocação de um portal através
de uma incisão. Por essa “porta
18
Viva Vida
única” são inseridos os instrumentos
necessários para a realização da
cirurgia. “Atualmente, o portal único
está indicado para procedimentos de
retirada de algum órgão, por exemplo,
a cirurgia de vesícula, cirurgias de
retirada de intestino grosso e algumas
técnicas de cirurgia bariátrica. O
corte é praticamente imperceptível,
aproximadamente de 2,5 cm e é
ocultado sob a cicatriz umbilical. Na
laparoscopia tradicional ficam de
quatro a cinco cicatrizes de até 3 cm
na região operada”, explica o médico.
De acordo com o especialista, essa
nova técnica trás diversos benefícios
aos pacientes. “Os benefícios estão
associados à potencial eliminação
das complicações associadas à
cirurgia convencional, menos dor
pós-operatória, menor inflamação,
recuperação mais rápida do
paciente, tempo de permanência
hospitalar reduzido, sem contar os
benefícios estéticos uma vez que
utilizamos uma cicatriz natural já
existente (o umbigo) para realizar
as cirurgias. Os riscos são os
mesmos da laparoscopia, desde
que os profissionais estejam
treinados e habituados a nova
tecnologia”, explica.
Além da cirurgia de vesícula, o
cirurgião realizou a técnica em
cirurgia bariátrica, sendo a primeira
do Estado de Minas Gerais. A
enfermeira Virginia Frange, fez a
bariátrica por single port e está
feliz com os resultados. “A minha
recuperação foi rápida, em duas
semanas voltei ao trabalho.
Foi uma decisão bem pensada”,
afirma Virginia.
Sobre as contraindicações o
especialista afirma que a única é
no caso da pessoa já ter feito uma
abdominoplastia, por modificar
o local do umbigo. “Com uma
cirurgia minimante invasiva, é
possível causar menos agressão ao
organismo do paciente”, finaliza.
Viva Vida
19
Publi
Cirurgia Oncológica
Especialidade é uma das mais antigas, mas está em constante evolução
A palavra câncer é originária do grego Karkinos
(caranguejo) e significa, segundo o Michaelis, moderno
dicionário da língua portuguesa, neoplasma. Um novo
tecido que destrói as partes onde se desenvolve, tomandolhes o lugar e tendendo a se generalizar. Sinônimo de
doença devastadora ou causadora de enorme sofrimento,
muitas vezes a palavra câncer é substituída por “aquela
doença” ou “doença ruim”.
20
Viva Vida
Há até bem pouco tempo, a assertiva consensual proibia
pensar, falar e discutir sobre o câncer. No entanto, é impossível
fugir às evidências e às necessidades da população. O câncer,
de uma maneira geral, deve ser pensado, falado e discutido,
principlamente por que sua incidência e prevalência na
sociedade são enormes. Somente deste modo as causas
dessa doença podem, em grande maioria, serem combatidas,
evitando assim o seu aparecimento e um fim trágico.
Quando se fala a palavra câncer, faz-se referência a um
conjunto de mais de cem tipos de doenças que acometem
praticamente toda a economia corporal. Diferentemente
das doenças infectocontagiosas e das degenerativas em
geral, o câncer destaca-se pela formação de um tecido
constituído por células autônomas com habilidades e
capacidades bem diferentes das que o antecederam. A
possibilidade de invasão tecidual e metastatização são
marcas das neoplasias malignas.
Com o passar dos anos, o homem pôde perceber que a
doença câncer, poderia sofrer intervenções de origem
profilática, primária ou secundária. Do mesmo modo,
percebeu-se que os pacientes oncológicos poderiam,
quando tratados de maneira adequada (intervenção
terciária), sobreviver e voltar às suas atividades normais.
A eficiência no resultado do tratamento cirúrgico do
câncer está, em grande parte, relacionada ao preparo
técnico pessoal, treinamento específico, volume de casos
e interesse que o profissional desenvolve em relação a
patologia e à sua evolução natural, bem como, a relação
desenvolvida entre médico, paciente e familiar, sob um
olhar humanizado e de valorização da qualidade de vida.
A Cirurgia Oncológica é uma Especialidade dinâmica.
Uma suposição de hoje poderá ser um fato amanhã, o que
torna necessário o estudo contínuo dessa especialidade. A
cirurgia consiste na mais antiga modalidade de tratamento
do câncer e é, até hoje, uma das principais armas de
combate e de prognóstico contra essa doença.
A Medicina vem presenciando uma verdadeira revolução
na prática cirúrgica nos últimos anos. A Oncologia
Cirúrgica está vivendo essa nova era revolucionária
de paradigmas e dogmas. Uma realidade atualmente
representada pelos transplantes de órgãos e tecidos, pelo
grande desafio da videocirurgia no câncer, em paralelo
aos grandes avanços nos diversos campos do saber (era
genômica, novas drogas, terapias alvos moleculares,
etc.), aliados a grande evolução técnica e tecnológica no
campo da cirurgia e radioterapia. Apesar disso, o objetivo
principal da medicina - o cuidado ao paciente, permanece
imutável, gerando contínuos desafios a serem vencidos
individualmente, sob a ótica multidisciplinar, em cada
decisão médica tomada.
O papel do cirurgião e a estrutura assistencial em que o
paciente será atendido são de fundamental importância,
como indicadores de avaliação da eficiência do tratamento
do paciente com câncer. O Cirurgião Oncológico, entre
vários fatores que influenciam o resultado do tratamento,
é considerado uma variável importante que irá alterar
a evolução dos casos e influenciar na mortalidade e
na morbidade pós-operatórias, além da duração e da
qualidade da sobrevida, do intervalo livre de doença e da
taxa de recidiva.
Dr. Marcelo Augusto Faria de Freitas
Cirurgião Oncológico pelo Hospital Araújo Jorge – Goiânia/GO
Fellow do setor de fígado e via biliares Hospital AC.Camargo – SP
Especialista Cancerologia Cirúrgica
Titular Sociedade Brasileira Cirurgia Oncológica
Membro Grupo Brasileiro de Melanona
Cirurgia Geral e Vídeo Laparoscópia
Viva Vida
21
Panorama
Psicologia
Terapia sexual pode salvar
o seu relacionamento
Saiba como evitar a rotina, valorizar a comunicação e ser
mais feliz na vida a dois
D
iscussões e desavenças são consideradas normais
em uma relação, porém quando estes problemas
afetam a vida sexual de um casal algo mais sério pode estar
acontecendo. O estresse, a vida agitada e os compromissos
profissionais podem dificultar a vida a dois, mas é importante
separar um tempo para a intimidade: troca de carinhos,
conversas ao pé do ouvido, atenção mútua e programas
diferentes podem ser alternativas para que a rotina não acabe
com o prazer nos relacionamentos. Mas nem sempre estas
estratégias funcionam e o relacionamento pode esfriar e se
perder ao longo do tempo.
A definição de qualidade de vida, segundo a Organização
Mundial de Saúde (OMS), inclui o sexo prazeroso ao lado
de padrões como: atividade física e alimentação equilibrada.
Significa que não é possível pensar em saúde sem considerar
o que acontece entre quatro paredes.
Para o Urologista e Terapeuta Sexual, Luiz Mauro Coelho,
o mais importante na relação a dois é a comunicação.
“Ninguém é feliz sozinho, num relacionamento as pessoas
precisam uma das outras para se sentirem completas e
para isso acontecer é preciso muita dedicação, conversa,
amor e criatividade, tudo em doses exageradas”, afirma o
terapeuta que enfatiza: “Quando as vias de comunicação
de um relacionamento são, por algum motivo, falhas, o
distanciamento é quase inevitável e transforma a vida
relacional em uma batalha diária que pode gerar estresse,
inibição, ressentimentos e inadequação. Estes fatores
agregados podem conduzir às disfunções sexuais, tanto
masculinas como femininas”.
Estatísticas apontam que cerca de 40% das mulheres
não tem orgasmo e que entre 10 homens que sofrem de
disfunções sexuais, sete podem ser causadas por problemas
psicológicos.
A auxiliar de comunicação Alessandra Mascura está casada
há 15 anos e já enfrentou diversos problemas em seu
relacionamento, os desentendimentos só foram resolvidos
após ajuda profissional. “Durante anos eu e meu marido
vivemos como inimigos e só conseguimos nos entender
após a terapia que nos deu entendimento e trabalhou,
principalmente, nosso psicológico. Hoje temos uma nova
vida, somos mais cúmplices, amorosos e felizes”.
A falta de conversa e a pouca troca de intimidade podem
ser determinantes para fracassos sexuais, talvez este seja o
motivo do aumento da procura por terapia, que, inclusive, já
está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS).
A demora ao buscar acompanhamento de um especialista, o
preconceito são alguns dos fatores que deixam os problemas
dos casais ainda maiores e muitas vezes sem solução, às
vezes resultando no fim do relacionamento.
O Dr. Luiz Mauro Coelho dá dicas para evitar a rotina e suas
consequências:
- Criatividade: as preliminares nos aquece e aproxima,
tornando possível a entrega;
- Comunicação: informação sobre como cada um gosta de
ser estimulado sexualmente e em quais pontos;
- Medicamentos: confira quais medicamentos ambos usam e
se elas interferem no seu desempenho sexual;
- Retarde o orgasmo: durante a relação sexual, chegue
próximo ao clímax e depois deixe a excitação diminuir um
pouco e recomece. Repita algumas vezes, é muito relaxante;
- Procure ajuda: o mais rápido possível.
22
Viva Vida
Viva Vida
23
Panorama
Matéria
de capa
Santa Genov
Instituição acompanha o desenvolvimento de Uberlândia e mantêm a qualidade dos serviços
prestados para saúde e qualidade de vida dos seus pacientes
24
Viva Vida
veva 37 anos
P
ara 22 médicos, 1975 foi um ano
histórico. Estimulados pela visão
empreendedora do Dr. Wilson Galvão e do
apoio do Dr. Fausto de Freitas, perceberam
que a pequena Uberlândia, de pouco mais
de 125 mil habitantes, estava em pleno
desenvolvimento. A população urbana
crescia e demandava cada vez mais por
serviços de saúde. Era preciso atender ao
grande contingente de pacientes segurados
pelo Instituto Nacional de Seguridade Social
- I.N.P.S e devido outras demandas da Casa
de Misericórdia de Uberlândia, foi preciso
empreender.
Foi então que veio a proposta do Wilson
Galvão em criar um complexo hospitalar
que estivesse em sincronia com o
desenvolvimento de Uberlândia e região.
Um sonho que, com grande esforço e
empenho, tornou-se realidade em 3 de
outubro de 1975, com a aquisição do prédio
que até então era ocupado pela Santa
Casa de Misericórdia. A partir desta data
iniciaram as reformas que eram necessárias,
o que causou um alarde em toda a cidade.
Como primeiro diretor o Santa Genoveva
teve o Dr. Fausto de Freitas, que presidiu o
Hospital nos anos de 75 e 76. As reformas
da antiga estrutura da Santa Casa duraram
até abril de 1976, quando a diretoria
realizou a solenidade de inauguração do
Hospital Santa Genoveva, com lançamento
das unidades de atendimento, com
apartamentos de luxo quartos especiais,
Viva Vida
25
Matéria de capa
e a primeira Unidade de Tratamento Intensivo – UTI, com a
presença dos médicos responsáveis pelo projeto, autoridades
da cidade e do Estado e de populares que foram conferir o
inacreditável empreendimento construído na época.
Ao longo do tempo o crescimento do hospital foi tomando
grande dimensão e ganhando credibilidade e confiança
da sociedade. Da década de 70 para cá, já passaram 13
presidentes à frente do hospital que hoje reúne cerca de
200 médicos em 45 especialidades diferentes.
Para o médico João Batista R. Franco, ex-presidente do
Santa Genoveva e atual médico ortopedista do corpo
clínico da instituição, só quem participou da construção
do Santa Genoveva sabe a real importância de todas as
suas conquistas. “Quando iniciamos nossa jornada em
1975 ainda estávamos sob forte intervenção do regime
militar instalado no Brasil em 1964. Em meio a todo esse
importante contexto político do país, 1975 significou para
26
20
Viva Vida
nós a mudança. A mudança para o novo e para novas
expectativas”, relembra Franco.
O ortopedista presidiu o hospital no ano de 1986, para
ele essa experiência foi muito satisfatória. “Tive a honra
de presidir o hospital junto ao meu amigo Dr. Salah Daud,
que ocupou a direção clínica. Naquela época a diretoria era
formada por diretor presidente, diretor clínico e conselho
diretor. Vivemos nesses 37 anos momentos de muitas
expectativas, angustias e desilusões. No inicio um hospital
pequeno, vindo da Santa Casa de Misericórdia, hoje se
transformou neste complexo hospitalar respeitado e
referência em toda região”, afirma.
Crescendo junto com Uberlândia
Para o atual Diretor Presidente, Luizote de Freitas, o hospital
acompanhou o avanço da medicina nesses anos. O pessoal
que trabalha aqui é qualificado. O médico se qualifica,
participa de congressos e cursos no exterior, se reciclando
para as novidades na medicina. Os médicos mais novos
que estão chegando já tem uma especialidade e uma subespecialidade. E isso é o mais importante, mais até que os
equipamentos tecnológicos, pois o intelectual das pessoas
que trabalham aqui é nossa maior propriedade. E o Santa
Genoveva procura sempre isso, seja no corpo clínico ou no
quadro de colaboradores. Nunca deixamos de oferecer a
qualidade para nosso pacientes”, afirma Luizote.
O cardiologista Eduardo Veludo foi um dos presidentes
do Santa Genoveva e reafirma a grande evolução do
complexo. “Considero o Santa Genoveva como um
hospital muito dinâmico, o que se comprova no fato de
ser um dos mais jovens dos hospitais tradicionais e ter
posição de destaque entre eles, conquistando o Top of
Mind em todos os anos desde sua criação. O equilíbrio
entre experiência e renovação é uma característica
forte do nosso corpo clínico e o oferecimento de um
atendimento completo em saúde foi um dos fatores que
nos fez mudar seu nome de Hospital para Complexo
Hospitalar”, afirma Veludo.
Em 1975, o Santa Genoveva iniciou seus atendimentos
com especialidades básicas como a cirurgia geral,
ginecologia e obstetrícia, neurocirurgia, clínica médica,
cardiologia, dentre outras poucas, que na época era o que
atendia as necessidades da pequena Uberlândia. Hoje
a definição do Santa Genoveva é de fato o Complexo
Hospitalar. “Temos de tudo para oferecer o melhor
tratamento para nosso pacientes nas mais diversas
especialidades. Hoje contamos com um corpo clínico
diversificado atendendo as necessidades da Uberlândia de
hoje”, diz o diretor.
Objetivos que se tornaram valores
Desde sua fundação, o objetivo foi o de oferecer um
hospital com ambiente totalmente humanizado, pautado
por um conceito inovador de atendimento. O que foi
plantado naquela época, hoje se tornou um diferencial do
Santa Genoveva.
Para garantir a humanização no atendimento do
paciente, o hospital criou no ano passado o Comitê
de Assistencialismo, que tem o objetivo de ampliar a
humanização, por meio do acolhimento, mantendo
o cuidado constante com os pacientes e familiares
para que enfrentem da melhor forma possível, os
momentos delicados que ocorrem durante a internação
e o tratamento. “Acreditamos que com todas as ações
propostas pelo comitê podemos melhorar o acolhimento
aos nossos clientes, ajudando assim em sua recuperação
e também motivando todos os nossos colaboradores
a cuidar com amor e atenção daqueles que precisam”,
afirma o diretor presidente Luizote de Freitas.
O foco na humanização pode ser percebido no dia a
dia. Seja na nutrição, equilibrando as preferências do
paciente às orientações médicas ou no Serviço Social
acompanhando cada pacientes, dando total apoio aos
seus familiares e ouvindo suas histórias e acompanhando
cada caso como único.
“Contamos com uma equipe altamente capacitada, que
trabalha com ética e respeito à vida, além de contribuir
com o avanço da ciência, quesitos que compõem nosso
Programa de Qualidade, desenvolvido e executado com
grande empenho pelo Complexo Hospitalar”, afirma o
presidente.
Viva Vida
27
21
Matéria de capa
Santa Genoveva como empresa
Atualmente o Santa Genoveva trabalha com uma
administração hospitalar que vem dando resultados. Nos
últimos dois anos, diversos setores implantaram projetos
para melhorar o atendimento do Santa Genoveva e a
lucratividade da empresa, dentre eles pode-se destacar:
a Educação Continuada, que visa manter a qualidade do
atendimento da enfermagem com cursos de qualificação
para os colaboradores novatos e para os que já trabalham
no hospital; o Hospital Sem Papel, com a implantação
do Prontuário Eletrônico do Pacientes; a Campanha de
Redução de Custos, que começou recentemente e busca
integrar o colaborador em diversas ações que visam a
redução de custos na instituição; a Gestão do Orçamento
que busca manter o controle das despesas e receitas,
dentre vários outros projetos que fazem a instituição
crescer a cada dia.
“Podemos dizer que o Santa Genoveva hoje de fato é
uma empresa. Apesar de haver uma grande quantidade
de sócios na instituição, conseguimos instalar uma
administração hospitalar para o Santa Genoveva que vem
gerando resultados. Nesta gestão fizemos um planejamento
estratégico que está funcionando, são resultados que
vamos continuar colhendo nos próximos anos, estamos
protocolizando as ações realizadas no hospital, visando
garantir a qualidade e a certificação, por meio da Acreditação
Hospitalar e caminhando para a ampliação do Santa
Genoveva, podendo assim aumentar nossa capacidade de
atendimento e garantindo uma maior comodidade para
nosso pacientes, familiares e colaboradores”, estima o Diretor
Presidente Luizote de Freitas.
Hoje todos os setores do Santa Genoveva são dirigidos por
gestores qualificados em suas áreas de atuação. A atual
diretoria do Santa Genoveva foi reeleita neste ano e conta
com os médicos: Luizote de Freitas (Diretor Presidente),
Gilson Fayad (Diretor Administrativo e Financeiro), José
Hilário (Diretor Técnico), José Junqueira (Diretor Clínico) e
Abdulkarim Milkem (Vice-Diretor Clínico).
Conheça os presidentes que estiveram à
frente do Santa Genoveva:
- 1975 a 1976: Dr. Fausto Gonzaga de Freitas
- 1977 a 1978: Dr. Silvio Saraiva
- 1979: Dr. Henrique Garcia Borges
- 1980 a 1984 e 1987 a 1988: Dr. Aristides Antônio de
Freitas Borges
- 1985: Dr. José Humberto Machado Barreira
- 1986: Dr. João Batista Ribeiro Franco
- 1989 a1992: Dr. Valdo Gonçalves Borges
- 1993 a 1995: Dr. Samuel Caputo de Castro
- 1995 a 1999: Dr. Antônio Geraldo Diniz Roquette
- 2000 a 2004: Dr. José Humberto Barbosa Afonso
- 2005 a 2007: Dr. Alexandre de Menezes Rodrigues
- 2008 a 2009: Dr. Eduardo Veludo
- 2010 até o momento: Dr. Luiz de Freitas Costa Neto
Atual diretoria do Santa Genoveva (Dr. José Hilário, Diretor Técnico; Dr. José Junqueira, Diretor Clínico; Dr. Luizote de Freitas, Diretor Presidente e
Dr. Gilson Fayad, Diretor Administrativo Financeiro)
28
Viva Vida
Trajetória
Pioneirismo, vocação empreendedora e compromisso com a saúde.
Estes são os pilares que marcam a trajetória do Hospital Santa
Genoveva nestes 37 anos de trabalho e conquistas.
Viva Vida
29
Trajetória
30
Viva Vida
Trajetória
Nutrição
Trajetória
32
Viva Vida
Dra. Ludmila Milken
Viva Vida
33
Destaque do Hospital
Santa Genoveva
informatiza processos
Diversas áreas estão sendo beneficiadas com o avanço tecnológico na instituição
O
Santa Genoveva Complexo Hospitalar está
informatizando diversos processo na instituição.
Com o avanço cada vez mais rápido da tecnologia, um
hospital com equipamentos e serviços de qualidade deve
acompanhar esse ritmo. Por isso, o Santa Genoveva vem
realizando ações que já foram percebidas ao longo desses
últimos dois anos.
A mais recente foi a conclusão da emissão de certificados
digitais e-CPF, para todos os médicos e colaboradores do
setor de enfermagem. A certificação digital vai garantir a
segurança e confiabilidade das informações geradas por
meio eletrônico, já que também tem o benefício de ser um
documento com validade jurídica, pois se trata de uma
assinatura digital. “Esse tecnologia garante a segurança
das transações eletrônicas, considerando a integridade,
autenticidade e confidencialidade, evitando adulterações e
a captura de informações privadas”, afirma Murilo Santos,
responsável pela Tecnologia da Informação do hospital.
Desde março deste ano, o Santa Genoveva implantou na
instituição o projeto Hospital sem Papel, que
tem como ideia principal a eliminação
do papel no que
diz
respeito ao prontuário do paciente. Com a implantação
do Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP), todos os
envolvidos terão diversas vantagens. “O paciente tem
suas informações guardadas com maior segurança, com
acesso restrito, e também maior legibilidade e rapidez
na busca de informações. Para o médico, os acessos às
informações são mais rápidos, podendo ser efetuados
de qualquer lugar, via internet e para o Hospital haverá a
liberação de espaço físico, já que as informações relativas
aos pacientes, antes arquivadas em papéis e que ocupam
espaço, estarão agora disponíveis no sistema, o que
também previne a perda de dados com a deterioração
dos papéis com o tempo, além da questão ambiental, pois
a economia de papel será muito grande”, explica Murilo.
Controle e segurança
Para armazenamento do prontuário, o Hospital vai utilizar
MV Móbile, uma ferramenta do sistema que já é usado
pelo Hospital há mais de dois anos. Com ele, o controle
será melhor, diminuindo falhas humanas e retrabalhos.
No MV Móbile a dispensação de medicamentos e
a checagem na beira do leito poderão ser feitos por
um dispositivo móvel. “A prescrição do médico gera
uma solicitação na farmácia, que faz a dispensação do
medicamento e o identifica pelo código de barras. Esse
código é único e identifica o lote e validade do produto,
além de garantir sua rastreabilidade”, conta Murilo Santos,
coordenador do TI.
Comodidade para o cliente
Os clientes do Santa Genoveva também já
notam a tecnologia pelo hospital, que vai
desde a entrada no pronto atendimento ou
recepção até a estadia nos quartos. “Para
organizar e controlar o tempo de espera
dos pacientes implantamos um sistema
de senhas para o pronto atendimento
34
Viva Vida
e recepção central. Isso dá ao paciente a segurança de
que vai ser atendido no menor tempo possível. Além
disso, instalamos televisores da Elemidia, disponibilizando
informações em locais estratégicos do hospital, para
deixar o paciente bem informado enquanto aguarda
atendimento”, conta Murilo.
Outra opção para amenizar a estadia de quem está no
hospital foi a implantação da rede wirelless interna e
externa. “Para a implantação da rede wirelless interna,
posicionamos os equipamentos em locais estratégicos,
para disponibilizar acesso a internet sem fio em todas
as áreas de internação, UTI’s e centro cirúrgico. Já para
implantação da rede wirelless externa (recepções),
fizemos uma parceira com a CTBC e disponibilizamos
o acesso para todos os pacientes e acompanhantes das
recepções e pronto atendimento, que é disponibilizado e
controlado pela CTBC”, explica.
Farmácia Assitencial
Outro projeto implantado no Hospital Santa Genoveva que visa o bem estar do paciente, a qualidade e a segurança
durante sua internação é a Farmácia Assistencial. Este projeto consiste em ampliar o atendimento ao paciente através
da investigação de alergias e de medicamentos de uso contínuo, para que essas informações sejam disponibilizadas
no sistema MV no qual a equipe multidisciplinar terá acesso e assim, vai oferecer aos pacientes um tratamento
muito mais seguro. A nova proposta inclui também orientações na alta da pessoa internada, para que haja a correta
continuação do tratamento.
“Essa iniciativa traduz o sentimento de cuidado que desejamos levar a nossos clientes. Com a Farmácia Assistencial, a
equipe multidisciplinar poderá oferecer aos pacientes um tratamento muito mais seguro. Pois, por exemplo, a medicação
de uso contínuo do paciente será fornecida apenas pela farmácia e caso não tenha no estoque, a medicação adquirida
pelo próprio paciente ficará armazenada no setor para controle de doses e horários. A prescrição será feita pelo médico no
sistema MV”, afirma a farmacêutica do Santa Genoveva, Rublia Pereira.
De acordo com a coordenadora do setor de Qualidade, Ellen Magalhães, estes projetos visam reafirmar ainda mais
a qualidade dos serviços prestados aos clientes da instituição. “A segurança de nossos pacientes deve ser o foco de
toda equipe multidisciplinar e esse projeto contribui para a eficácia da terapêutica”, finaliza.
Viva Vida
35
Fitness
Pilates: a atividade
física do novo século
L
onge das buzinas no trânsito, tensão ao volante,
telefonemas, computadores, cobranças do chefe e a
rotina das academias, o método pilates chama a atenção
por ser um programa de exercícios personalizado, para os
que buscam manter a boa saúde do corpo. A professora
de Pilates, Lélia Leocádio, explica que as aulas são
adequadas com o biótipo e estado de condicionamento do
praticante. “A vantagem do método pilates está no fato de
que atende à realidade do aluno de qualquer idade, sexo
ou nível de aptidão, dando bons resultados se a pessoa for
um completo iniciante, um amador de exercícios físicos ou
mesmo um atleta profissional”, explica a professora.
O Pilates é uma técnica dinâmica que visa trabalhar
força, alongamento e flexibilidade, preocupando-se em
manter as curvaturas fisiológicas do corpo e tendo o
36
Viva Vida
abdome como centro de força. Com a certeza, de que os
músculos devem ser fortes e flexíveis para se manterem
bonitos e saudáveis, o Método Pilates através dos seus
exercícios, fortalece os músculos fracos, alonga os
encurtados e aumenta a mobilidade das articulações.
O alinhamento postural é importante em todos os
exercícios ajudando na melhora da postura global do
indivíduo. O método promove o auto-conhecimento e a
harmonia dos movimentos necessários para a qualidade
nas atividades da vida diária, proporcionando um estilo
de vida saudável. Além disso trás diversos benefícios
para a saúde como explica a professora: “O Método
estimula a circulação e oxigenação do sangue, melhora o
condicionamento físico geral, a flexibilidade, a amplitude
muscular e o alinhamento postural adequado. Além disso,
promove melhora nos níveis de consciência corporal, da
coordenação motora e do controle muscular.Todos esses
benefícios citados ajudam a prevenir e reduzir o risco de
lesões e proporcionam o alívio das dores”, conta Lélia.
Maria Izaura Lepore, de 64 anos, é adepta do pilates há
sete anos e revela que o motivo que a levou a procurar
pelos exercícios foi as constantes dores nas costas.
“Depois que comecei os exercícios e passei a frequentar
as aulas regularmente, tive total desaparecimento das
dores, além da melhora na qualidade de vida e melhor
desempenho para as atividades diárias, como subir e
descer escadas, jardinagem e carregar o peso de 12kg da
cachorrinha da família”, relata Lepore.
E os benefícios da técnica não param por ai. Além de
ser uma modalidade extremamente dinâmica, os mais
de 700 exercícios, que podem ser realizados no solo ou
nos aparelhos, podem levar o aluno a desenvolver outras
habilidades. “O Pilates tem como princípios básicos
a concentração, consciência, controle, respiração e o
movimento harmônico”, afirma Lélia. As turmas de pilates
não devem ser grandes porque a proposta do método é
justamente a individualidade e a qualidade. “Isso acontece
para que as séries possam ser adaptadas às necessidades
de cada aluno e também para que o instrutor possa
dedicar atenção à qualidade e correção dos movimentos
de cada aluno. Portanto as turmas são de no máximo 3
alunos para uma instrutora”, diz a professora.
Os homens também aderem à técnica
O motivo que levou o administrador, Helder Oliveira, a
conhecer mais sobre o Pilates é o mesmo de Maria Izaura:
aliviar a tensão na lombar. “Eu sentia muitas dores nas
costas. Depois que comecei os exercícios, há dois anos, tive
a melhora da minha postura e as dores sumiram. O Pilates
influenciou no meu dia a dia. Hoje tenho mais paciência e
disciplina. Indicaria para todas as pessoas”, relata Helder.
afirma que depende de cada pessoa. “Os resultados vão
depender de cada aluno, ou seja, quanto mais o aluno
concentrar e entender o movimento conectando corpo
e mente, mais rápido será visto um abdômen mais forte
e definido, uma coluna mais saudável, como também
mudanças posturais, além de mais disposição para realizar
suas atividades cotidianas”, finaliza Lélia.
Benefícios do Pilates
Aumento progressivo de flexibilidade, força, equilíbrio
e coordenação;
Melhora da capacidade cardiorrespiratória e do
condicionamento físico;
Aumento da estabilidade da coluna vertebral e
estabilidade lombopélvica;
Alívio de dores crônicas e musculares;
Previne e reabilita lesões traumato-ortopédicas;
Aumento da simetria corporal, através do correção
postural;
Alívio do estresse físico e metal;
Mobilização articular ativa e passiva;
Treinamento proprioceptivo seguro, eficiente e
diversificado;
Exercício da mente através da concentração,
coordenação, memória;
Ganho do controle corporal e equilíbrio através da
prática perfeita dos exercícios;
Ganho de força, tônus e controle neuromuscular.
Para Lélia Leocádio, o pilates é um método que consiste
em exercícios completos e ideais para o homem do século
XXI. “A maioria das pessoas convivem diariamente como
o chamado estresse e o Pilates é uma atividade sem
pressa, que prioriza a respiração e o controle do corpo com
os movimentos são feitos com calma. Por isso esta técnica
é super bem indicada para que se consiga uma qualidade
de vida mais saudável”. Sobre os resultados a especialista
Viva Vida
37
Lazerl
Vida de Médico
Do consultório à natureza
A
pesar de passar boa parte da vida trabalhando,
convivendo diariamente com ambiente carregado
e difícil, os médicos também tiram um tempinho para
seus momentos de lazer. Recentemente, especialistas
de diversas áreas do Santa Genoveva se reuniram
para uma confraternização na fazenda Saudade,
38
Viva Vida
propriedade do Dr. Afonso (ginecologista), localizada
no município de Sacramente, à 180km de Uberlândia,
local onde a beleza da natureza irradia paz. E neste
ambiente entre lavoura de cana, cachoeiras, mata,
bosques e praia do Rio Araguari o encontro cercado de
cavalos transcorreu com muita alegria e descontração.
Viva Vida
39
Entrevista
Parceria de mais
de três décadas
O radiologista Marcos Canazza Damian,
um dos fundadores do Centro de
Diagnóstico por Imagem (CDI), conta
como foi o processo de crescimento
da empresa, fala sobre os avanços
tecnológicos, os profissionais que atuam
na clínica, os investimentos, e por que o
CDI é reconhecido pelo pioneirismo, ética,
tradição e tecnologia há 34 anos. Confira a
entrevista:
O Centro de Diagnóstico por Imagem
(CDI) foi fundado em 1978 dentro do
Hospital Santa Genoveva. Por que
escolheram o Santa Genoveva para dar
início ao negócio?
Porque o Hospital Santa Genoveva estava
precisando de um aparelho de raios-x com
radioscopia e de um médico radiologista
para realização dos exames em seus
pacientes. Era a oportunidade de investir
em um hospital com grande potencial de
crescimento na época.
Com funcionamento anexo ao Complexo
Hospitalar Santa Genoveva, o CDI recebe
pacientes internos e externos de forma
independente por meio de consultas
particulares e também por convênios?
Sim. O Centro de Diagnóstico por Imagem
(CDI) atende além de clientes particulares,
cerca de 60 convênios, incluindo tanto
pacientes internos quanto externos.
40
Viva Vida
Acredita que por ser anexo ao Hospital Santa Genoveva
é possível atender com mais segurança, já que conta
com o suporte de um grande hospital durante a
realização dos exames?
Sem dúvida, mesmo com todos os cuidados para que
não ocorram intercorrências durante a realização dos
exames radiológicos, eventualmente pacientes precisam
de pronto-atendimento por doenças de base ou por
reações aos meios de contraste radiológicos, e o suporte
do Hospital Santa Genoveva traz maior tranquilidade e
segurança.
Por quanto tempo o CDI ficou dentro do Hospital?
Quando e como foi o processo de transição para uma
área particular?
O CDI foi fundado em 1978 e sempre foi uma empresa
particular anexa ao Hospital Santa Genoveva, que alugava
a área ocupada. Em 1980, foi realizada uma reforma de
ampliação que permitiu uma comunicação externa com
a Av. Belo Horizonte, facilitando o acesso de clientes
externos. E, em 2002, quando Hospital Santa Genoveva
passava por dificuldades financeiras, foi oferecida à
sociedade que representava o CDI a venda da área
territorial ocupada pela empresa. Desde então o CDI
passou a ser uma empresa particular e com área territorial
própria.
Atualmente, a estrutura do CDI conta com sede própria
e área construída de 1.500 m² distribuídos em três
pavimentos. O que oferece para seus pacientes e
colaboradores?
O CDI conta com uma aparelhagem de última geração
e com profissionais especializados em constante
aperfeiçoamento, oferecendo um atendimento de
qualidade e um alto nível de satisfação de seus clientes na
área de Radiologia e Diagnóstico por Imagem.
Com uma estrutura adequada e uma equipe pronta para
atender, quais os serviços oferecidos pelo CDI?
O CDI oferece exames na área de Radiologia e Diagnóstico
por Imagem, que incluem Radiologia Digital, Mamografia
Digital, Ultrassonografia, Densitometria Óssea, Tomografia
Computadorizada e Ressonância Magnética.
Para já ter realizado mais de um milhão de raios-x,
500 mil ultrasons, 100 mil mamografias, 130
mil tomografias, 80 mil ressonâncias, 50 mil
densitometrias, entre outros exames, é necessário
possuir aparelhos com tecnologia de ponta. Quais os
avanços do CDI nesse quesito nos últimos anos?
O CDI adquiriu há cerca de três anos um aparelho
de ponta de Ressonância Magnética (de 1.5 Tesla),
bem como há cerca de oito meses um equipamento
de Tomografia Computadorizada Multislice de 16
canais, os quais permitem a realização de exames com
maior qualidade e rapidez. Além disso, conquistamos
a qualificação ONA (Organização Nacional de
Acreditação), nível II - Acreditado Pleno, um selo de
qualificação específico para os serviços de saúde,
e também o selo de qualidade em Ressonância
Magnética pelo Colégio Brasileiro de Radiologia e
Diagnóstico por Imagem, que certificam a qualidade do
atendimento prestado.
O CDI é uma instituição de saúde familiar? Quantas
pessoas compõem a equipe médica? Quantos empregos
diretos a CDI gera?
Sim. Contamos com 14 médicos, dentre os quais existem
pais e filhos trabalhando em equipe. A empresa gera hoje
cerca de 80 empregos diretos.
Considera o Hospital Santa Genoveva como parte de sua
história?
Sim, somos parceiros do Complexo Hospitalar Santa
Genoveva há cerca de 35 anos e durante todo esse
tempo trabalhamos juntos, atravessamos dificuldades e
somamos experiências, fortalecendo a cada dia nossos
laços e qualificando o serviço de saúde prestado.
Viva Vida
41
Panorama
Doenças cardiovasculares
lideram ranking dos males
que mais matam
A
s doenças cardiovasculares são as que mais
matam homens e mulheres no Brasil e no
mundo. De acordo com dados do Ministério da
Saúde, são cerca de 300 mil mortes por ano. Mas o
que tem elevado esse crescente número de casos?
Uma pesquisa realizada recentemente pela Bayer
HealthCare Pharmaceuticals, com o apoio dos
Departamentos de Aterosclerose e de Hipertensão
Arterial da Sociedade Brasileira de Cardiologia, com
sete mil pessoas em São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba,
Recife, Salvador, Belo Horizonte, Brasília e Porto Alegre,
revelou que muitos brasileiros não sabem o que são
hipertensão e dislipidemia. Quando questionadas
sobre o que é dislipidemia (desequilíbrio dos níveis
de colesterol), 92% dos participantes não souberam
responder. No aspecto da hipertensão arterial, o estudo
apontou que os brasileiros reconhecem como fatores
de risco para a hipertensão arterial: obesidade (18%),
42
Viva Vida
sedentarismo (18%), estresse (12%), ingestão de
sal em excesso (10%) e fatores hereditários (5%). O
restante (37%) não soube associar a nenhuma das
opções ou escolheram outros fatores.
Na visão do cardiologista Almir Fernando Loureiro
Fontes, as esferas governamentais, as Sociedades
Médicas e a mídia estão se empenhando para fazer
com que os brasileiros passem a adotar estilo de vida e
hábitos saudáveis por meio de campanhas de televisão
e rádio. No entanto, ele diz que essas campanhas
deveriam contar com um marketing mais apelativo e
ter profissionais da medicina envolvidos no sentido
de dar orientação na produção desses VTs para que
sejam de fato assimilados pela população e até mesmo
inseridos no contexto de novelas. “Muitos nem sonham
que têm problemas de pressão ou coração e por não
terem o hábito de ir ao médico para fazer um check-
up médico, seja pela correria diária ou porque acham
demorado o atendimento no serviço público, acabam
negligenciando a saúde e quando descobrem a doença
já está avançada”, diz o cardiologista.
O médico afirmou que cerca de 30% dos brasileiros
em idade adulta sofrem com hipertensão ou a elevação
persistente da pressão, doença que pode danificar
diversos órgãos do corpo humano, como cérebro,
olhos, rins (a ponto de evolui para hemodiálise) e
principalmente o coração. “Considera-se que uma
pessoa é hipertensa se os níveis da pressão arterial
forem iguais ou superiores a 14/9. A hipertensão é um
dos fatores que desencadeia doenças cardiovasculares.
Por isso, é muito importante que todos afiram
constantemente a pressão arterial. Em qualquer
serviço de saúde é possível encontrar o aparelho
esfigmomanômetro e hoje bons equipamentos digitais
podem comprados em farmácias”.
O cardiologista explica que quando os governos, por
meio de suas campanhas preventivas, conseguem fazer
com que a população se cuide contra as doenças que
mais matam, as pessoas passam a ter mais saúde, e,
consequentemente, melhor qualidade de vida. Isso
também favorece o Sistema Único de Saúde (SUS),
uma vez que a prevenção diminui as internações em
hospitais, de pacientes, por exemplo, com infarto
agudo no miocárdio, derrames (acidente vascular
cerebral), insuficiência renal, insuficiência cardíaca,
entre outros, além de reduzir custos. Segundo dados do
Ministério da Saúde, o Sistema Único de Saúde gasta
R$ 11 bilhões por ano com internações e cirurgias por
conta de doenças crônicas não transmissíveis.
Prevenção de doenças crônicas
A maioria das pessoas sabe que fazer atividade física,
manter uma alimentação saudável, evitar sal, gorduras
e açúcar em excesso, controlar o peso e evitar o
cigarro e bebidas alcóolicas são a receita para se viver
bem. Porém, o cardiologista afirma que são medidas
que exigem esforço e disciplina e, em alguns casos,
uma equipe multidisciplinar, formada pelo médico,
nutricionista, psicólogo e educador físico, trará mais
benefícios para os pacientes. “Cerca de 80% das
pessoas que se tornam hipertensas tiveram um estilo
de vida e rotinas desordenadas no passado, além dos
fatores hereditários. Quem consome muito sal, por
exemplo, é candidato a ter pressão alta. São maus
hábitos que vão desencadeando outras doenças,
inclusive o câncer”, esclarece o médico.
O cardiologista Almir Fernando Loureiro Fontes faz outro
alerta: “Se o indivíduo já sofre com a hipertensão e tem
prescrição de remédio fornecido pelo médico, deve seguir
a risca e ingeri-lo todos os dias, no horário determinado.
O que acontece é que quando a pressão estabiliza, a
pessoa deixa de fazer uso ou o faz em doses incorretas.
Outro medo dos homens é que esses medicamentos para
o tratamento da hipertensão causem impotência sexual.
Não é verdade. Na maior parte das vezes isso ocorre por
questões psicológicas e não fazer o tratamento pode levar
a esses problemas no futuro”.
Outra avaliação de Fontes é que os homens vão menos
ao médico. “Eles são mais ‘durões’. As mulheres são
muito mais preocupadas com a saúde. Essa é uma das
explicações que levam os homens a morrerem mais
precocemente que as mulheres”. A prevenção sempre é
o melhor remédio. Faça avaliações médicas periódicas”,
finaliza o cardiologista.
Dr Almir Loureiro
Viva Vida
43
Nutrição
Saúde blindada pela ação
dos antioxidantes
Nutrientes agem na proteção das células do corpo e previnem
instalação de doenças ligadas ao estresse oxidativo
J
á pensou em encontrar uma vitamina que
mantivesse a saúde do corpo, prevenisse doenças
e brecasse o envelhecimento precoce? Parece
coisa de super herói, mas não é. Qualquer pessoa
pode desfrutar desses benefícios com a ingestão
de alimentos e nutriente antioxidantes. “Esses
alimentos combatem os radicais livres, agentes
responsáveis por causar danos as nossas células,
acelerar o envelhecimento e provocar doenças. Por
isso, devemos incluir os antioxidantes em nossa
rotina diária, a fim de minimizar esses efeitos”,
explica a nutricionista, Ludmila Milken do Hospital
Santa Genoveva.
Alimentos antioxidantes são aqueles que contêm
substâncias que ajudam na proteção das células
Ludmila Milken, nutricionistra clínica do Santa Genoveva
44
Viva Vida
do corpo contra os danos cumulativos, inibindo a
instalação de doenças ligadas ao estresse oxidativo,
que é causado pelo desequilíbrio entre a produção de
radicais livres e os mecanismos de defesa antioxidante.
Esses radicais livres em excesso podem ser obtidos
pela alimentação, ou por fatores externos como
poluição, fumo ou ingestão de bebidas alcoólicas.
Os alimentos que carregam estas fontes de nutriente
são aqueles ricos em vitaminas (A, C e E), zinco
e selênio, betacaroteno, polifenóis e licopeno.
De acordo com a endocrinologista do Hospital
Santa Genoveva, Jordana Veludo, o consumo é
recomendado desde a infância e a restrição de
qualquer alimento dependerá da existência de
reação alérgica. “A utilização de antioxidantes por
meio da promoção de dieta adequada é sempre
recomendada, devendo ser estimulada desde a
primeira infância. A quantidade e frequência do
consumo de certos alimentos dependerão da
coexistência de alguma patologia associada como,
obesidade, diabetes e hipertensão arterial”, diz
Jordana. A mesma orienta que cada caso seja
avaliado individualmente.
De acordo com a nutricionista Ludmila, os
antioxidantes ainda podem ser encontrados em
forma de cápsula, porém os efeitos não se comparam
a ingestão do fruto em sua forma natural. “Nada
substitui a inclusão destes alimentos em nossa
dieta, uma vez que o alimento não tem apenas
uma substância isolada, mas sim um composto de
antioxidantes.
O que a ciência diz
Embora, popularmente, acreditasse nos benefícios
dessas substâncias não existem registros científicos
que comprovem tais efeitos no organismo humano.
“Sabe-se que o processo do envelhecimento é um
processo natural e inevitável e que a incorporação
de uma dieta balanceada e rica em alimentos
antioxidantes no dia a dia é essencial para se
envelhecer de forma saudável. De acordo com
a Resolução 1999/2012 do Conselho Federal
de Medicina, art 2º, é proibida a utilização de
suplementos vitamínicos e antioxidantes referidos
como terapia antienvelhecimento, anticâncer,
antiarteriosclerose ou voltadas para o tratamento
de doenças crônico- degenerativas; por serem
destituídos de comprovação científica suficiente
quanto ao benefício para o ser humano sadio ou
doente”, reforça Jordana Veludo.
Jordana Veludo, endocrinologista
Onde encontrar?
“A dieta rica em frutas, vegetais e grãos integrais é a melhor forma de se obter uma grande quantidade e
variedade de antioxidantes. Se nos preocuparmos em aprender sobre a composição dos alimentos, certamente
será mais fácil incluí-los na alimentação do dia a dia”, afirma Jordana que ainda lista alguns alimentos ricos em
substâncias antioxidantes:
- Tomate, goiaba, melancia, pitanga: fontes de licopeno. Seu consumo está relacionado à redução do risco de
câncer de próstata e à proteção cutânea;
- Cenoura, abóbora, mamão, manga, melão cantalupo, pêssego: fontes de betacaroteno, um pigmento natural,
também conhecido como pró-vitamina A. Melhora o tônus muscular, protege a visão, além de prevenir o câncer
de pele;
- Chá verde: preparado através da infusão da planta Camellia sinensis, é fonte de catequinas que apresentam
importante ação antioxidante. Estimula a produção de colágeno e tem ação anti-inflamatória;
- Cúrcuma: também chamada de açafrão. Fonte de curcumina, de ação antioxidante, protege contra doenças
cardiovasculares e também contra o desenvolvimento de células tumorais;
- Frutas cítricas: laranja, limão e tangerina, são fontes de vitamina C que atua na produção do colágeno;
- Linhaça e chia: fonte de ômega 3, que apresenta ação vasodilatadora e inibe a agregação plaquetária, que
previne doenças cardiovasculares;
- Oleaginosas (amêndoas, castanha-do-pará, nozes): fontes de gorduras insaturadas, vitaminas e minerais.
Atua na prevenção de doenças cardiovasculares, câncer e no envelhecimento;
- Abacate, óleos vegetais (oliva, canola, girassol, soja, milho): ricos em vitamina E, que atua na diminuição do
processo de envelhecimento das células, na prevenção da flacidez e de manchas na pele;
- Suco de uva integral: fonte de resveratrol, um poderoso antioxidante presente na casca da uva. Atua eliminando
os radicais livres do organismo, o que inibe a oxidação das gorduras e a agregação plaquetária, auxiliando na
prevenção de doenças cardiovasculares;
- Cacau: presente em grandes quantidades no chocolate amargo é rico em polifenóis, substâncias antioxidantes
benéficas à saúde do coração e da circulação.
Viva Vida
45
Farma
Farmacogenética
avançada em prol do
tratamento individualizado
A
farmacogenética é uma ciência que se relaciona com a
farmacologia clínica, a genética, a medicina molecular
e que estuda como as diferenças genéticas entre indivíduos
podem afetar as repostas às drogas. Ela estuda a reposta
relacionada a genes isolados, enquanto a farmacogenômica
46
Viva Vida
estuda simultaneamente os genes e suas interações. O
psiquiatra Ricardo José Victal de Carvalho explica como um
determinado remédio pode tratar com bons resultados ou
causar efeitos colaterais graves dependendo do organismo de
cada um. Confira a entrevista na íntegra:
Qual o objetivo de otimizar a indicação individualizada?
O polimorfismo genético pode afetar todas as etapas da
farmacodinâmica (absorção, metabolização, transporte,
excreção), e também da farmacocinética (receptores,
produtos de resposta aos receptores). E as medicações
podem fazer o efeito esperado, um efeito parcial ou
apresentar as não desejadas reações colaterais, das leves
até as mais graves.Seu objetivo é otimizar a indicação
individualizada de medicamentos com melhores respostas
clínicas e menores efeitos colaterais.
É verdade que alguns remédios podem fazer efeito para
uma pessoa e para outra não? Por que isso ocorre?
Sim. É por isso que a medicação recomendada com sucesso
para a vizinha pode não dar certo em seu organismo. A
resposta aos medicamentos é influenciada por vários fatores
como o tipo de doença, o estado clínico do paciente, sua
idade, seu sexo, sua etnia, características ambientais e
também as diferenças genéticas. É importante lembrar que a
população brasileira é uma das mais heterogêneas do mundo,
com sua miscigenação, implicando em uma variabilidade
genética muito extensa. A predisposição ao aparecimento
das doenças também depende da genética individual, além
do estímulo ambiental. E as manifestações clínicas também
apresentam uma variabilidade individual.
É possível acertar o medicamento para o paciente com
doenças clínicas sem experimentações? Para isso, é
feito algum tipo de exame?
Quando uma medicação é lançada no mercado, já
percorreu algumas etapas dos experimentos clínicos
necessários pela legislação, incluindo experimentos
em humanos. Todos são fiscalizados pelos comitês
de ética responsáveis. Testes são feitos em amostras
da população, na tentativa de reproduzir a resposta
generalizada. Porém, a farmacogenética vem
demonstrando que mesmo com tais ensaios, a resposta
ao medicamento é individualizada, o que faz com que
os tratamentos clínicos sejam na maioria das vezes
baseados em tentativas e erros, porém com diretrizes
clínicas que justificam tais tentativas. Uma curiosidade
apresentada é a de que pessoas geneticamente próximas
(pais, mães, filhos, irmãos) poderiam responder de
maneira mais parecida às medicações.
Viva Vida
47
Farma
Como a farmacogenética atua em dependentes químicos
e em pacientes com alguma doença crônica? Depende da
variação de cada gene?
A farmacogenética estuda as variações individuais encontradas
em todos os tipos de patologias, tanto agudas quanto crônicas.
E isso depende da variação tanto de genes individuais quanto
da interação entre os mesmos. A dependência química, assim
com as outras patologias, é dependente de fatores genéticos
e ambientais. Todo adoecer engloba aspectos biológicos,
psicológicos, sociais e espirituais.
É possível indicar o medicamento de forma individualizada,
já sabendo a dosagem e a duração do tratamento certo
conhecendo o gene de cada indivíduo? Isso já é realidade
na medicina brasileira ou ainda precisa de estudos?
A expectativa é que, quando o código genético for entendido,
os exames genéticos individuais poderiam antecipar e
prever tal resposta, no que diz respeito a escolha do tipo de
medicamento, dosagem e tempo de tratamento, com um
grau maior de acerto. Porém, não somente no Brasil, mas
também no resto do mundo, mais estudos são necessários
para gerar maiores conhecimentos e aplicabilidade clínica.
Em alguns tópicos, já dispomos de estudos avançados, como
em relação a algumas enzimas do sistema do citocromo,
responsáveis pelo metabolismo das drogas, sendo os
pacientes classificados como metabolizadores lentos,
intermediários ou rápidos. Muito do que se sabe ainda
é baseado em experiências clínicas, porém o número de
informações e recursos laboratoriais vem se acumulando.
Tem conhecimento de algum estudo sobre determinada
doença que já teve resultado positivo desse tipo de
tratamento ou é novo no Brasil ?
O anticoagulante Varfarina, utilizado na prevenção de
tromboembolismo, o diabetes, inibidores da bomba
de prótons, utilizados no tratamento da úlcera péptica
e outras patologias gástricas, medicamentos para
tratamento da infecção pelo vírus HIV, antiepilépticos
como a carbamazepina, alguns antidepressivos e
antipsicóticos, a quimioterapia para alguns tipos de
câncer e doenças reumáticas, são exemplos de doenças
que já dispomos de algum conhecimento sobre suas
diferenças farmacogenéticas. Foi criada a Rede Nacional de
Farmacogenética (REFARGEN; http://www.refargen.org.br),
um consórcio de 18 grupos de pesquisadores de diferentes
instituições brasileiras, com a missão de promover a pesquisa
e a educação em farmacogenética e farmacodinâmica no
Brasil, com impacto na saúde da população.
48
Viva Vida
Acredita que a farmacogénetica é um avanço da ciência
para a medicina e que ajudará pessoas a ter um tratamento
mais eficaz, com menos reações e efeitos colaterais? E o
que dizer dela para os dependentes químicos? Como será
de ajuda prática?
Nos Estados Unidos, 100 mil mortes e mais de dois milhões
de hospitalizações por ano são decorrentes de reações
adversas a medicamentos. E aproximadamente 4% de todos
os novos medicamentos lançados são retirados do mercado
devido às reações adversas, configurando uma situação
desastrosa para a indústria farmacêutica, que gasta milhões
de dólares para desenvolver um novo produto. No caso das
dependências químicas, o conhecimento das características
individuais genéticas, tanto no uso de medicamentos como
também no uso de drogas ilícitas, poderá antecipar efeitos
esperados do uso de medicamentos e efeitos lesivos do uso
das drogas ilícitas. Com relação à dependência química, já
se observa a diferença genética no tabagismo, na resposta,
por exemplo, aos adesivos e à substância bupropriona,
dependente do polimorfismo genético e mulheres
apresentando respostas melhores do que homens.
terapêutica indicada, implicando em melhora clínica mais
rápida e acentuada, diminuição do risco de efeitos colaterais
e do custo dos tratamentos. Na psiquiatria, por exemplo,
na depressão, a enzima CYP2D6 metaboliza a maioria
dos antidepressivos tricíclicos e tem sido mostrado que a
resposta a esses medicamentos dependem genotipicamente
e fenotipicamente da CYP2D6. O ajuste das doses
desses medicamentos pode variar de 28 a 60% da dose
normal para metabolizadores lentos e de 140% a 180%
da dosagem normal para metabolizadores ultra-rápidos.
Uma associação importante existe entre a falta de resposta
terapêutica e o fenótipo de metabolizadores ultra-rápidos.
Por exemplo, o número de cópias ativas da CYP2D6 tem
um importante impacto na farmacocinética da nortriptilina
(um antidepressivo tricíclico), havendo um aumento de 5 a
10 vezes na incidência de metabolizadores ultra-rápidos em
indivíduos não responsivos a esta droga. Eu, que trabalho
com Saúde Mental da Mulher incluindo as gestantes, lido
com o assunto diariamente. A resposta aos medicamentos
apresenta bastante diferenças entre homens e mulheres,
devidas também as variabilidades genéticas entre os sexos.
Quais as vantagens da farmacogenética?
A farmacogenética poderá trazer muitos benefícios à
saúde pública, tanto na melhora da indicação clínica
dos medicamentos como ao evitar reações adversas à
medicamentos em subgrupos de pacientes geneticamente
distintos. Para isso, será necessário traçar o perfil genético
de cada paciente com exames que poderão se tornar de
rotina. Neste sentido, já existem técnicas rápidas para a
identificação de variantes nas enzimas CYP 2D6 e CYP 2C19
aprovadas pelo FDA nos Estados Unidos em janeiro de 2005.
A farmacogenômica poderá reduzir em até 60% os custos
para a produção de um novo medicamento, atualmente
estimado em cerca de 880 milhões de dólares. Algumas
considerações éticas ainda deverão ser discutidas: o custo
dos exames de triagem, a resposta biológica alternativa
diante de modificações, a possível descriminação de grupos
geneticamente diferentes, o direcionamento das pesquisas
para grupos de países desenvolvidos, em detrimento dos
países em desenvolvimento e suas patologias mais comuns.
O senhor como psiquiatra, vê com bons olhos esse novo
formato de tratamento?
Sim. Guardadas as considerações éticas descritas, tal
informação iria contribuir para um maior acerto na
Ricardo Victal, psiquiatra
Viva Vida
49
Notícia
Hemofílicos contam com
medicamento gratuito
Com o objetivo de incentivar o uso preventivo de Fator VIII de coagulação do sangue e
melhorar a qualidade de vida dos hemofílicos, evitando que o portador da doença tenha
sangramentos nas articulações, o Ministério da Saúde recomenda que portadores adultos
de hemofilia grave utilizem o Fator VIII de Coagulação como o tratamento profilático da
Hemofilia, uma doença genético-hereditária que se caracteriza por desordem no mecanismo
de coagulação do sangue e manifesta-se quase exclusivamente no sexo masculino. Além de
incentivo, os pacientes têm à disposição o medicamento gratuito. É que, o ministério repassou
às secretarias de saúde de todo o país mais de 150 milhões de Unidades Internacionais (UIs),
e outras 200 milhões de unidades estão no estoque do órgão.
Os interessados a terem acesso ao tratamento a receberem-se o Fator VIII, basta se
cadastrarem em um dos Centros de Tratamento de Hemofilia (CTH). Os pacientes terão
acompanhamento médico para a obtenção e uso do medicamento.
Notícias
Alguns planos de saúde estão com comercialização suspensa pela ANS
De acordo com a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), desde o início de outubro
deste ano, 301 planos de saúde, de um total de 34 operadoras e toda a carteira de outras
quatro operadoras, estão com a comercialização suspensa. Entre as operadoras com mais
planos suspensos estão a Green Line, Unimed Paulistana e Casa de Saúde São Bernardo.
Ainda segundo a ANS, a situação prevalecerá até que as operadoras se ajustem à resolução
259 da ANS, que determina prazos máximos para marcação de consultas, exames e cirurgias.
A situação pode mudar depois da avaliação, que será feita em dezembro deste ano. Espera-se
que a necessidade de cumprimento destes prazos estimule a construção de redes credenciadas
adequadas à operação dos planos privados de assistência à saúde. Caso as operadoras não
apresentem melhora no seu resultado, além da suspensão de outros produtos, poderá sofrer
a medida administrativa de direção técnica, inclusive com a possibilidade de afastamento dos
seus dirigentes.
O consumidor que pretende contratar um plano de saúde poderá verificar se o registro deste
produto corresponde a um plano com comercialização suspensa pela ANS.
Mais informações http://www.ans.gov.br
50
46
Viva Vida
Guia Médico
De acordo com as disposições da Resolução n. 1.974/2011 do CFM
diretor técnico médico JOSE HILARIO ALVES BORGES CRM 20203
Informações relativas ao Complexo Hospitalar Santa Genoveva
Av: Vasconcelos Costa , 962- Bairro Martins / Uberlândia - MG
Guia Médico
DRA. ABADIA GILDA BUSO MATOSO - CRM: 28332
DRA. ANNA SILVIA JARDIM DE FREITAS LUCAS - CRM: 49357
3292-1400
3239-02523239-0102
DR. ABDULKARIM MILKEM - CRM: 5927
DR. ANTONIO DE PADUA FARIA - CRM: 10488
3239-01773239-0178
3239-02443239-0102
DR. ADAEL SANSONI SOARES - CRM: 39269
DR. ANTONIO DONIZETTI DE SENA PEREIRA - CRM: 41706
3239-0312
3239-02333239-0305
DR. ADILSON GERALDO DE QUEIROZ - CRM: 28303
DR. ANTONIO GERALDO DINIZ ROQUETE - CRM: 6396
3239-12223239-0166
3239-0170
DRA. ADRIANA BARBOSA DE FREITAS CAPARELLI - CRM: 45634
DR. ARISTIDES ANTONIO DE FREITAS BORGES - CRM: 10702
3236-0185
3239-02703239-0233
DR. AGNALDO BERTUCCI - CRM: 23033
DRA. ASTRIDIA MARILIA DE SOUZA FONTES - CRM: 23156
3239-0233
3239-0233
DR. ALAN DE PAULA - CRM: 22171
DR. BRUNO SPINI HEITOR - CRM: 36932
3239-02333219-3415
3239-01023239-0114
DRA. ALDA DE CARVALHO- CRM: 22145
DR. BRUNO TEIXEIRA BERNARDES - CRM: 51593
3239-01773239-0178
3239-02523239-0150
DR. ALEXANDRE DE MENEZES RODRIGUES - CRM:35855
DR. CAIO JUNQUEIRA MARÇAL - CRM: 53639
3239-02443239-0102
3239-01223239-0166
DR. ALMIR FERNANDO LOUREIRO FONTES - CRM: 23155
DR. CARLOS ROBSON DE ALARCAO CARISIO - CRM: 19646
3236-57663239-0184
3239-0218
DRA. ANA AMELIA MENEZES RODOVALHO - CRM: 10771
DR. CARMO GONZAGA DE FREITAS - CRM: 7312
3239-02333235-7709
3239-02333239-0169
DRA. ANA CAROLINA DE MENEZES RODRIGUES - CRM: 45010
DR. CASTINALDO BRASIL SANTOS - CRM: 4384
3239-0102
3239-0293
DRA. ANA PAULA LINO JORGE MACHADO - CRM: 24667
CDI- PABX
3239-0102
3239-02473239-0242
DR. ANDERSON ABDULMASSIH WOOD DA SILVA - CRM: 12468
DR. CELIO JOSE VICTAL DE CARVALHO - CRM: 36150
3239-01553239-0102
3239-01233239-0233
DR. ANDRE RESENDE RODRIGUES DA CUNHA - CRM: 47328
DR. CEZAR AUGUSTO DOS SANTOS - CRM: 26797
3239-01223239-0166
3239-0233
52
Viva Vida
DR. CHRISTIANO SOUSA RODRIGUES DA CUNHA - CRM: 43586
DR. EDSON TRANQUILO ARTONI - CRM: 18386
3239-01113239-0102
3239-0233
DR. CIRO JOSE GONCALVES FARIA - CRM: 10021
DR. EDUARDO DE OLIVEIRA NETO - CRM: 28330
3239-01533239-0102
3239-02333235-1061
DR. CLAUDIO HENRIQUE ABRAO BORGES - CRM: 31031
DR. EDUARDO FERREIRA JORGE - CRM: 32155
3239-01383239-0102
3239-0197
DR. CLAUDIO RIBEIRO DA CUNHA - CRM: 29730
DR. EDUARDO HENRIQUE COSTA VITOR - CRM: 38160
3239-0233
3239-0233
DRA. CRISTINA PALMER BARROS - CRM: 32093
DR. EDUARDO TIVERON VELUDO - CRM: 34879
3239-0233
3239-02893239-0102
DR. DANIEL DE MATTOS DELGADO - CRM: 37525
DR. ELDO BENEDITO CASSARO - CRM: 20723
3239-0233
3239-0233
DR. DANIELO GARCIA DE FREITAS - CRM: 28629
DRA. ELIANE DE CASSIA FARIA ESPINDOLA - CRM: 25732
3239-01033239-0102
3239-0252
3239-0184 /3239- 0102
DR. DAYTON GOMES FERNANDES - CRM: 12751
DR. ELIEZER ANTONIO NARCISIO - CRM: 21861
3233-0300
3239-0233
DR. DEMOCRITO RIBEIRO DE BRITO NETO - CRM: 42541
DR. FABIO DA MOTA FERNANDES NUNES - CRM: 39404
3239-02443239-0102
3239-0233
DR. DENIS EDUARDO AMARAL MARQUES - CRM: 32707
DRA. FABISA DA SILVA CALDAS CARVALHO - CRM: 22720
3239-0233 3239-0233
DRA. DILMA APARECIDA PEIXOTO MARANHA - CRM: 17608
DRA. FLAVIA PADUAN DE LIMA - CRM: 41875
3239-01023239-0150
3239-0233
DR. DORINATO JORGE - CRM: 4374
DR. FRANCISCO DE PAULA RIBEIRO FILHO - CRM: 14414
3239-0233
3239-0252
DR. EDER NAVES DUARTE - CRM: 26216
DR. GERALDO CARNEIRO JUNIOR - CRM: 20115
3239-0261
3239-01223239-0166
DR. EDSON ABRAO - CRM: 7594
DR. GILSON MARTINS FAYAD - CRM: 14598
3239-01093239-0102
3239-02563239-0102
DR. EDSON GONÇALVES JUNIOR - CRM: 44251
DR. GIOVANY SILVA PEREIRA - CRM: 32286
3239-02333292-1400
3239-02073239-0216
Viva Vida
53
Guia Médico
DRA. GIZELE FERNANDA HANK VILARINO - CRM: 43685
DR. JOEL ROGERIO HEITOR - CRM: 6919
3239-01233239-0233
3236-01773239-0178
DR. GUILHERME DUARTE DE CASTRO - CRM: 47295
DR. JOEL ROGERIO HEITOR FILHO - CRM: 35488
3239-0240
3239-01143239-0102
DR. HAROLDO LUIS OLIVA GOMES ROCHA - CRM: 39921
DRA. JORDANA DE CARVALHO VELUDO - CRM: 35424
3292-1400
3239-0289
DR. HEAL BREIN LUIS FERREIRA - CRM: 28301
DR. JORGE FERNANDO MAMEDE MOREIRA - CRM: 28425
3239-0102
3239-0233
DR. HELIO ANTONIO FABRI - CRM: 16889
DR. JOSÉ AMÉRICO GOMIDES DE SOUSA - CRM: 56433 3239-0233
3217-7070 DR. HENRIQUE GARCIA BORGES - CRM: 5618
DR. JOSE ANTONIO PATROCINIO - CRM: 11160
3239-01553239-0102
3239-02213239-0102
HIPERBÁRICA
DR. JOSE EDUARDO GUERRA - CRM: 15791
3239-0163
3292-1400
DRA. IVANA RIBEIRO ROCHA DE ALMEIDA - CRM: 18827
DR. JOSE HILARIO ALVES BORGES - CRM: 20203
3239-01773239-0178
3239-01023239-0109
DR. JAIDE MURILO FERREIRA DA SILVA - CRM: 31249
DR. JOSE HUMBERTO BARBOSA AFONSO - CRM: 13201
3239-0233
3239-01953239-0233
DR. JAIR NUNES - CRM: 12094
DR. JOSE JUNQUEIRA DE FREITAS - CRM: 25182
3239-01223239-0166
3239-01233239-0233
DR. JEFFERSON MANOEL CARDOSO DE SOUZA - CRM: 22174
DR. JOSE MARIA BARREIRA RIBEIRO - CRM: 14246
3239-01023239-0249
3239-01783239-0177
DR. JOAO ALVARENGA DE MELO - CRM: 15673
DR. JOSE MARIANO CARVALHO COSTA
3239-02503239-0233
3239-01963239-0233
DR. JOAO BATISTA ALEXANDRE FERREIRA - CRM: 18744
DR. JOSE PIRES RIBEIRO JUNIOR - CRM: 25004
3239-01773239-0178
3239-0233
DR. JOAO BATISTA MENDONÇA - CRM: 6301
DR. JOSE WEBER VIEIRA DE FARIA - CRM: 28359
3239-01223239-0166
3239-0233
DR. JOAO BATISTA RIBEIRO FRANCO - CRM: 9314
DRA. JULIANA PONTES PINTO FREITAS - CRM: 36071
3239-01223239-0166
3239-01773239-0178
54
Viva Vida
3239-0233
DR. JULIO DANTE BONETTI - CRM: 18844
DR. LUCAS GOMES PATROCINIO - CRM: 38730
3239-0233
3239-02213239-0102
DRA. KARINE CORDEIRO DE OLIVEIRA
DRA. LUDMILA MELO MILKEN
3239-01593239-0233
3239-03163239-0233
DRA. KATIA CRISTINA MARTINS - CRM: 31469
DR. LUIS AUGUSTO MATTAR - CRM: 40946
3239-0102
3217-7070
DRA. KATIA KYOMY WATANABE - CRM: 20785
DR. LUIS BENEDITO FAVARO - CRM: 8863
3239-01033239-0153
Laboratório de Patologia Cirúrgica e Citopatologia
DRA. NIETA CERVILHA - CRM: 16844
3239-0266
LABORATORIO IPAC
3292-20003239-0176
DR. LEANDRO ROSA FERREIRA DOS REIS - CRM: 49111
3239-01553239-0102
DRA. LEILA PINHEIRO DE FREITAS - CRM: 11068
3239-01773239-0178
DR. LEONARDO FERREIRA JORGE - CRM: 36957
3239-01883239-0233
DR. LUIS CARLOS ALVES PERILLO - CRM: 22043
3239-02543239-0102
DR. LUIZ DE FREITAS COSTA NETO - CRM: 11069
3239-01223239-0166
DR. LUIZ FERNANDO PINHEIRO FREITAS - CRM: 37446
3239-01223239-0166
DR. LUIZ GUSTAVO DE MENEZES RODRIGUES - CRM: 36332
3239-02443239-0102
DR. LUIZ MAURO COELHO NASCIMENTO - CRM: 15437
3238-0220
3239-0233
DR. LEONARDO FRANCA PACHECO - CRM: 38779
DR. LUIZ ROBERTO BRIGATO - CRM: 13614
3239-0233
3239-01953239-0233
DR. LEONARDO GONÇALVES DE ABREU - CRM: 15405
DR. MARCELO AUGUSTO FARIA DE FREITAS - CRM: 34819
3239-0233
3239-01553239-0102
DR. LEONARDO SEVERINO - CRM: 28331
DR. MARCELO BATISTA CHIOATO DOS SANTOS - CRM: 27012
3239-02333239-0184
3239-0199
DR. LINDON JOHNSON BARROSO CAMPOS MAGALHAES - CRM: 26813
DR. MARCELO KLEIMAN ARANTES - CRM: 43691
3239-02363239-0102
3239-02333239-0303
LITOTRIPSIA
DR. MARCIO EVARISTO DA SILVA - CRM: 14671
3239-02093239-0228
3239-01233239-0233
DRA. LOURDES DE FATIMA GONCALVES GOMES - CRM: 18969
DR. MARCIO GONCALVES DE ABREU - CRM: 19596
3239-0233
3239-0233
Viva Vida
55
Guia Médico
DR. NEWTON CAMPOS RODRIGUES - CRM: 6314
DR. MARCO TULIO ALVARENGA SILVESTRE - CRM: 20206
3239-02443239-0102
3239-02563239-0102
DR. MARCOS ALVINAIR GOMES - CRM: 20518
DRA. NIETA CERVILHA - CRM: 16844
3236-9554
3239-0266
DR. MARCOS CANAZZA DAMIAN - CRM: 9831
DR. OSCAR BERTINO DE ALMEIDA OLIVEIRA FILHO - CRM: 16955
3239-01663239-0166
DR. MARCOS VINICIUS DE CASTRO - CRM: 37036
3239-01773239-0178
DRA. MARIA ALICE CAMPOS REZENDE - CRM: 19820
3239-0233
DRA. MARIA FERNANDA FERRARO - CRM: 45507
3239-01113239-0102
DR. OSCAR MANDIM NETO - CRM: 26683
3239-01223239-0166
DR. OSCARI BRUNO - CRM: 36499
3239-01773239-0233
DR. OSVALDO HERNANDES CONSENTINO - CRM: 5251
3233 1400
DRA. MARILUCIA RESENDE SALOMAO FELICE - CRM: 11033
DR. OSWALDO DE FREITAS FILHO - CRM: 5251
3239-01653239-0102
3239-01033239-0102
DR. MARIO MILKEN - CRM: 9883
3239-02443239-0102
DRA. MARIZA RODRIGUES DE FARIA - CRM: 21561
3239-0233
DR. MAYKELL QUEIROZ DOS REIS - CRM: 41979
3239-0233
DR. MILTON VIANA DINIZ FILHO - CRM: 6560
3236-0100
DR. NARCISO VOLPE JUNIOR - CRM: 19323
3236-3319
DR. PABLO RODRIGUES LUCAS - CRM: 38719
3239-01023239-0168
PABX
3239-02473239-0242
DR. PAULO CESAR NAVES BORGES - CRM: 14883
3239-0106
DR. PAULO CESAR SANTOS - CRM: 34986
3239-0233
PEDIATRIA RECEPÇÃO
3239-01773239-0178
DR. NELSON SILVA JORDAO FILHO - CRM: 190985 DR. PEDRO LUIZ NAVES BORGES - CRM: 18480
3219-48263239-0102
3239-0186
DRA. NERYA NERY PERFEITO DRA. PRISCILA MEIRA VASCONCELOS - CRM: 43499
3239-01593239-0233
3239-01093239-0102
DR. NESTOR BARBOSA DE ANDRADE - CRM: 75825
Pronto Atendimento Geral
3292-1400
3239-02633239-0123
56
Viva Vida
RECEPÇÃO HEMODINÂMICA
DR. ROGERIO FERREIRA ABDULMASSIH - CRM: 19770
3239-0305
3239-0198
RECEPÇÃO PS.CORAÇÃO
DR. ROGERIO PIMENTEL - CRM: 37177
3239-0303
3239-01223239-0166
DR. RELTON CUNHA - CRM: 14045
DR. ROQUE MANOEL DE LIMA FILHO - CRM: 19311
3239-01053239-0102
3239-01223239-0166
DR. RENZO UMBERTO SANSONI - CRM: 8772
DR. RUBERVAL RODRIGUES DOS SANTOS - CRM: 18336
3239-0119
3239-0233
DR. RICARDO GARCIA DE FREITAS - CRM: 34820
DR. RUBSON EVANGELISTA DA SILVA - CRM: 28531
3239-01033239-0102
3239-01963239-0233
DR. ROBERTO EDUARDO DE BRITO GOSUEN - CRM: 33830
DRA. SABRINA DE AMORIM FELIPE REIS NAVES - CRM: 49079
3239-0233
3239-0233
DR. ROBERTO FERREIRA OIZUMI - CRM: 46225
DR. SALAH DAUD - CRM: 4733
3239-0233
3239-01773239-0178
DR. ROBERTO GUERRA LAGE - CRM: 27326
DR. SALUSTIANO PEREIRA DE ARAUJO - CRM: 18715
3239-02333236-6677
3239-01843239-0102
DR. ROBERTO VIEIRA BOTELHO - CRM: 682551
DR. SAMIR SEME ARAB REIS - CRM: 19810
3239-02333239-0305
3239-02333239-0305
DR. ROBERTO WAGNER TOMAZ DA SILVA - CRM: 19836
DR. SAMUEL CAPUTO CASTRO - CRM: 6400
3239-0233
3239-0240
DR. RODOLFO GADIA - CRM: 36491
DR. SEBASTIAO GILBERTO BORGES - CRM: 23369
3291-35003239-0233
3239-0233
DR. RODRIGO MIQUELANTI MELO - CRM: 38892
DR. SERGIO ANTONIO ARAUJO COSTA - CRM: 34657
3239-0233
3239-01963239-0233
DR. RODRIGO RODRIGUES ALVES - CRM: 42504
DR. SERGIO LUIS DE MELLO - CRM: 26509
3239-02443239-0102
3214-4359
DR. RODRIGO VINICIUS DOS SANTOS - CRM: 36457
DR. SILESIO DO PRADO - CRM: 6923
3239-01233239-0233
3239-01953239-0233
DR. ROGERIO AGENOR ARAUJO - CRM: 16737
DRA. SILMARA REGINA SEGALA GOUVEIA - CRM: 38404
3291-35003239-0233
3239-02073239-0216
Viva Vida
57
Guia Médico
DR. VICTOR HUGO VERSUTI E NUNES - CRM: 47720
DR. SILVIO DEMETRIO PAVAN CAPPARELLI - CRM: 18526
3239-01683239-0102
3239-01223239-0166
DR. TELEMACO LUIZ DA SILVA JUNIOR - CRM: 30039
DR. VINICIUS VASCONCELOS TEODORO - CRM: 50004
3239-0233
3239-0102
DR. TIAGO FEROLLA NUNES - CRM: 47222
DR. VIVALDE FARIA LOBATO NETO - CRM: 41956
3239-0233
3239-0233
DR. TOMAS GOMES PATROCINIO - CRM: 43297
DR. VIVALDO SEBASTIAO AMORIM - CRM: 15526
3239-02213239-0102
DR. TULIO TADEU MARCOLINI - CRM: 8184
3239-01953239-0233
DR. VALDO GONCALVES BORGES - CRM: 53732
3239-0250
DRA. VALERIA DE CASTRO FERREIRA - CRM: 10788
3239-01773239-0178
DRA. VALERIA RIBEIRO LOPES - CRM: 26093
3291-35003239-0233
DRA. VERA LUCIA ANDRADE PINTO - CRM: 14039
3239-0102
58
Viva Vida
3239-01773239-0178
DR. WARLEY RODRIGUES MARTINS - CRM: 28269
3239-0102
DR. WILLIAM MANOEL CECILIO - CRM: 5021
3239-01553239-0102
DR. WILLIAM DAUD - CRM: 15777
3239-0233
DRA. ZAIRA MEDEIROS - CRM: 15276
3291-35003239-0233
Download

Guia Médico - revista Cult