UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO – UFPE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIA DA COMPUTAÇÃO DISCIPLINA: ENGENHARIA DE REQUISITOS PROFESSOR: JAELSON FREIRE BRELAZ DE CASTRO ESTUDO DE VIABILIDADE – RCTEC RESÍDUOS ELETRÔNICOS ALUNOS: Any Caroliny Duarte Batista Bruno Nascimento de Figueiredo Joyce Aline Pereira de Oliveira Mariana Maia Peixoto Recife 2014 Sumário Introdução........................................................................................................................... 1 1. 1.1. Escopo .............................................................................................................................. 2 Alternativas Identificadas .................................................................................................... 3 2. 2.1. Alternativa 1 ...................................................................................................................... 3 2.2. Alternativa 2 ...................................................................................................................... 4 2.3. Alternativa 3 ...................................................................................................................... 4 3. Estudo de Viabilidade Operacional....................................................................................... 4 4. Estudo de Viabilidade Técnica ............................................................................................. 6 4.1. Alternativa 1 ...................................................................................................................... 6 4.2. Alternativa 2 ...................................................................................................................... 6 4.3. Alternativa 3 ...................................................................................................................... 7 Estudo de Viabilidade de Cronograma ................................................................................. 7 5. 5.1. Alternativa 1 ...................................................................................................................... 7 5.2. Alternativa 2 ...................................................................................................................... 7 5.3. Alternativa 3 ...................................................................................................................... 7 Estudo de Viabilidade Econômica......................................................................................... 8 6. 6. 1.Alternativa 1 ...................................................................................................................... 8 6.2. Alternativa 2 ...................................................................................................................... 8 6.3. Alternativa 3 ...................................................................................................................... 8 7. Análise das Alternativas Indicadas ....................................................................................... 9 8. Recomendações e Considerações Finais ...............................................................................10 REFERÊNCIAS ........................................................................................................................11 APÊNDICE I .............................................................................................................................12 APÊNDICE II ...........................................................................................................................16 A. Alternativa 1 ....................................................................................................................16 B. Alternativa 2 ....................................................................................................................16 C. Alternativa 3 ....................................................................................................................17 APÊNDICE III ..........................................................................................................................18 A. Alternativa 1 ....................................................................................................................18 B. Alternativa 2 ....................................................................................................................21 C. Alternativa 3 ....................................................................................................................24 APÊNDICE IV ..........................................................................................................................29 ANEXO I ..................................................................................................................................30 1. Introdução Reflexões sobre as práticas sociais, em um contexto marcado pela degradação permanente do meio ambiente e do seu ecossistema envolvem uma necessária articulação com a produção de sentidos sobre a educação ambiental. Leff (2001) cita a impossibilidade de resolver os crescentes e complexos problemas ambientais e reverter suas causas sem que ocorra uma mudança radical nos sistemas de conhecimento, dos valores e dos comportamentos gerados pela dinâmica de racionalidade existente, fundada no aspecto econômico do desenvolvimento. A complexidade do processo de transformação de um planeta, não apenas crescentemente ameaçado, mas também diretamente afetado pelos riscos socioambientais e seus danos, é cada vez mais notória. A concepção de “sociedade de risco”, proposto por Beck (1992), amplia a compreensão de um cenário marcado por nova lógica de distribuição dos riscos. De acordo com o conceito que possui maior receptividade internacional, exposto no relatório WCED (1987), desenvolvimento sustentável é um modelo de desenvolvimento em que as gerações presentes fazem uso dos recursos indispensáveis para satisfazer suas necessidades sem comprometer a sobrevivência das gerações futuras. Conforme Gomes et. Al. (2000) o desenvolvimento sustentável contribui com quatro categorias de aspectos: a) Características institucionais, que estão relacionadas à estrutura e funcionamento de instituições; b) Aspectos econômicos nas escalas micro e macro; c) Aspectos sociais e d) Aspectos ambientais. Logo, a relação ponderada e integração destes fatores não são apenas necessários, mas indispensáveis para fundamentar a tomada de decisão nos mais diversos níveis e nas mais distintas áreas do conhecimento. A Ciência da Computação possui uma área de estudos voltada para a pesquisa sobre o uso sustentável da Tecnologia da Informação, a Green Computing, definida como a iniciativa ecologicamente correta para o uso dos recursos computacionais (WANG, 2007). Esta prática surgiu principalmente por meio de análises econômicas e a partir do momento em que as empresas começaram a avaliar os impactos sociais e ambientais de tecnologias novas e emergentes. As questões centrais do projeto de um produto sustentável são: (i) a atenção aos volumes de produção e consumo; (ii) a ênfase no ciclo de vida, especialmente para o projeto de soluções que facilitem o reaproveitamento do produto/material; (iii) a concepção dos sistemas relacionados, como embalagens e logística; e (iv) a compatibilidade ambiental, com a utilização de recursos locais e sua disponibilidade a longo prazo (WEENEN, 1995; GUIMARÃES, 2006). Por esse motivo, quando se trata de sustentabilidade é adequado ampliar o conceito de produto para o de sistema-produto, uma vez que existe a necessidade de projetar conjuntamente os demais elementos do sistema de produção e consumo, o que inclui a tecnologia, os processos, o negócio e os serviços relacionados, além do reaproveitamento dos materiais, para que de fato, o produto como um todo seja sustentável. Segundo a International Organization for Standardization (ISO), a ISO 14000 deve ser considerada quando se trata de Sistemas de Gestão Ambiental. A ISO 14000 Estabelece requisitos para processos de desenvolvimento de software para que as empresas possam gerenciar seus produtos e processos de forma a não agredir o meio ambiente, tais como: ● Aspectos Ambientais: A organização precisa ter procedimentos que permitam identificar, conhecer, administrar e controlar os resíduos que ela gera durante o processamento e uso do produto. 1 ● Documentação do Sistema de Gestão Ambiental: Os processos devem adotar documentação do software como um dos produtos finais do projeto. A documentação do software somada ao um Manual do Sistema de Gerenciamento Ambiental contendo as exigências ambientais descritas na norma podem garantir o cumprimento dessa exigência. ● Política Ambiental: A gestão do projeto do software deve elaborar uma Política Ambiental que represente seus produtos e serviços, que seja divulgada entre os funcionários e a comunidade. ● Registros: A organização precisa arquivar todos os resultados de auditorias, análises críticas relativas a questões ambientais. O objetivo de ter esses registros é provar que o Programa de Gestão Ambiental segue o que é exigido pela norma, a utilização desses registros é de fundamental importância para que a empresa obtenha a certificação referente a ISO 14000, não sendo essa norma uma exceção. Percebe-se que sustentabilidade tem a ver com todo o ciclo de vida do software, que vai desde o seu processo de concepção até o momento de descarte do hardware. Com este foco, a empresa RCTEC trabalha com as possibilidades econômicas e ambientais na reutilização de materiais que são considerados lixo pela grande maioria das pessoas depois que deixam de funcionar como o esperado ou se tornaram obsoletos e são descartados. Esse mercado é crescente, já que a média de produção de lixo eletrônico por ano está em 3,5 quilos. Uma cadeia produtiva para dar destino útil a esses resíduos começa a caminhar no Brasil. A lei de resíduos sólidos, que responsabiliza os fabricantes pelo recolhimento do que pode ser reaproveitado, criou espaço para surgimento de pequenas e médias empresas que começam a explorar a parte que lhes cabe nesse mercado – a estimativa é que o potencial de receita do mercado global de recuperação de lixo eletrônico em 2020 seja de US$ 21 bilhões (Diário de Pernambuco, 2014). Neste contexto, o presente trabalho apresenta um estudo da viabilidade de uma empresa que exporta equipamentos eletrônicos recolhidos na cidade de João Pessoa - PB, contando com vários pontos de coletas, distribuídos pela cidade. São recolhidos nos pontos de coleta diversos materiais, como monitores de computadores, telefones celulares, baterias, teclados, computadores portáteis, chips, placas, câmeras fotográficas, impressoras, etc. 1.1. Escopo A RCTEC Resíduos consiste em uma empresa de reciclagem de resíduos eletrônicos. A mesma tem como principal objetivo a preservação do meio ambiente através da coleta e destinação correta de resíduos eletrônicos e obtenção de lucros com a separação e exportação desses produtos. A empresa possui vários postos de coletas, escritório e galpão onde os equipamentos são armazenados. A necessidade de um sistema de gestão da empresa aumenta, na medida em que a mesma expande seu campo de atuação e lucros. Entretanto, seus proprietários notaram que devido à falta de informações, falta de estatísticas e dados históricos a respeito do estoque da empresa é necessário um sistema de controle dos materiais e dos processos de entrada e saída destes, bem como a utilização de um banco de dados atualizado, sendo impossível a expansão do negócio sem um controle adequado das finanças e dos processos internos da empresa. Atualmente a organização possui um modelo de processo de negócio pouco documentado e bem simples, o que dificulta a consulta e manutenção do negócio por parte da gerência, proprietários e dos próprios funcionários que trabalham na triagem. Na atualidade, a empresa 2 trabalha praticamente com processos manuais, os funcionários coletam o material nos pontos específicos da cidade, levam o material para o centro de triagem e anotam em catalogam em cadernetas dados sobre os tipos e quantidades de resíduos. Depois que passam pela triagem os materiais são depositados em três tipos de embalagem, são eles; Bags, que são grandes bolsas preenchidas com determinados materiais, Pallets que são plataformas onde os materiais são empilhados, ou Box, que são grandes caixas preenchidas, etiquetadas e depois enviadas para exportação (Maiores informações podem ser observadas no Apêndice I). Ao final desse processo, os dados são repassados para planilhas e são armazenados em três computadores desktop. A empresa realiza o catálogo manual durante a triagem, depois os dados são repassados para o Excel, e são nas planilhas que estão todos os dados do processamento da empresa. Nos computadores onde as planilhas são editadas não há restrição de acesso, assim qualquer funcionário pode ter acesso e cadastrar os materiais. Como várias pessoas modificam as planilhas, os dados estão desorganizados e mal formatados, o que implica em descontrole de finanças e dificuldade de gestão dos processos, resultando na geração de relatórios imprecisos. Além disso, o acesso remoto desses dados atualizados também é uma necessidade apontada pelo stakeholder. Com isso, iniciou-se o processo de apuração do processo organizacional e logístico atualmente seguido pela empresa (Apêndice I), realizada em duas etapas, primeiro realizou-se uma entrevista com o gerente da empresa remotamente, depois, realizou-se outro encontro, desta vez, in loco para verificação e aprofundamento do processo, assim, as necessidades prioritárias que os sistemas terão de suportar são: ● Cadastro das origens dos materiais; ● Classificação e separação dos materiais recebidos; ● Fornecimento do relatório atual do estoque; ● Contabilização da quantidade processada diariamente; ● Agendar doação pelo sistema; ● Gerenciamento de acesso; ● Emissões de relatórios atualizados. 2. Alternativas Identificadas Neste tópico serão apresentadas três alternativas que objetivam resolver o problema especificado anteriormente. 2.1. Alternativa 1 A primeira alternativa será utilizar uma esteira e um robô para fazer a triagem dos materiais recolhidos. O material recolhido será colocado sobre a esteira e braço mecânico do robô da empresa ZenRobotics Recycler (Figura 1) que fará a triagem do material e atualizará o banco de dados de acordo com a quantidade de cada tipo de material. O robô será programado para classificação e alocação nos espaços devidos, sejam eles bags, pallets ou caixas. O robô estará conectado em um sistema que auxiliará o gerenciamento dos materiais emitindo relatórios do atual estoque da empresa. A ZenRobotics Recycler é um sistema de robótica revolucionário para realizar reciclagem e triagem de resíduos. Informações adicionais podem ser encontradas no Anexo I. 3 Figura 1. Robô da empresa ZenRobotics Recycler 2.2. Alternativa 2 A segunda alternativa consiste em desenvolver um sistema web para o gerenciamento de estoque para a RCTEC. O sistema deverá permitir acesso restrito somente a funcionários cadastrados, com suas devidas restrições de acesso, de acordo com a função e a necessidade de acesso. Por ser um sistema web o diretor pode acessar os dados via qualquer dispositivo móvel e acompanhar online as informações referentes ao estoque da empresa. Atraves do sistema web o diretor também terá acesso a relatórios para facilitando sua tomada de decisão. Outa opção do sistema web é a segurança dos dados maior segurança dos dados pois os dados estão em um servidor com backup. Por meio de um sistema web os colaboradores poderão podem agendar doações independentemente de plataforma. 2.3. Alternativa 3 Por fim, a terceira alternativa propõe implantar um sistema ERP (Enterprise Resource Planning) online, isto é, um sistema para controle e planejamento dos processos da empresa. Esses sistemas são bastante utilizados em empresas e há diversos casos de sucesso. Além disso são sistemas completos e provêm diversos recursos de gerenciamento. O Planejamento de recursos empresariais (ERP) é um software de gestão de negócios em geral, um conjunto de aplicações integradas que uma empresa pode usar para coletar, armazenar, gerenciar e interpretar dados de diversas atividades empresariais, incluindo o planejamento de produto, custo, entrega de fabricação ou serviço, marketing e vendas, gestão de estoques, e envio e pagamento. Esta solução fornece uma visão integrada dos processos de negócio, muitas vezes em tempo real, utilizando bases de dados comuns mantidos por um sistema de gerenciamento de banco de dados. 3. Estudo de Viabilidade Operacional A Viabilidade operacional é uma medida do grau de adequação da solução para a organização (Castro, 2013). Nela, também avalia-se o modo como as pessoas se sentem sobre o sistema/projeto. Nesse processo, foram consideradas não apenas a estrutura PIECES, mas foi dada uma atenção especial também ao modo como a gerência e funcionários que precisam acessar os dados da empresa responderiam à implantação da respectiva solução. Um estudo mais detalhado sobre a viabilidade operacional de cada alternativa pode ser encontrado no Apêndice II. 4 Segundo Castro, 2013 a estrutura PIECES avalia os seguintes critérios: Performance - O modo atual de operação oferece vazão (throughput) adequado e tempo de resposta também? Informação - O modo atual de operação oferece ao usuário final e gerentes informações formatadas corretas, úteis, pertinentes e com tempo adequado? Economia - O modo atual de operação oferece serviços de informação com custo/eficiência adequados para a organização? Poderia haver uma redução nos custos e/ou um crescimento nos benefícios? Controle - O modo atual de operação oferece controles eficientes para evitar fraudes e para garantir corretude e segurança dos dados e informações? Eficiência - O modo atual de operação faz o máximo uso dos recursos disponíveis, incluindo pessoas, tempo e fluxo de modelos? Serviços - O modo atual de operação oferece serviços confiáveis? É flexível e extensível? Após análise dos pontos supracitados, levando em consideração o esclarecimento de cada sistema proposto ao gerente da empresa, a tabela 1 expõe a pontuação/peso alcançada por cada alternativa. Para análise da pontuação, atribuiu-se o valor 3 a *, 6 a ** e a nota *** para a nota 10. Item Peso Alternativa 1 Alternativa 2 Alternativa 3 Performance 1 *** ** ** Informação 2 *** *** *** Economia 3 * *** * Controle 2 *** *** *** Eficiência 2 *** ** ** Serviços 2 ** ** *** Gerência 3 * *** * Usuário Final 1 *** ** * * fraco **bom ***ótimo Tabela 1. Avaliação das alternativas com base na estrutura PIECES A primeira alternativa foi considerada fraca nos quesitos economia, gerência e serviços, apesar de representar uma melhor performance, eficiência e controle. Já a segunda opção destacou-se especialmente em informação, economia, a aprovação do gerência e controle, além de ter um resultado aceitável em serviço, informação, como os responsáveis pela empresa indicam que esses são os pontos mais relevantes, a tendência é de que se esta alternativa continuar mais pontuada nesses quesitos será a alternativa escolhida pelo cliente. 5 A terceira alternativa mostrou-se bastante viável em termos de informação, controle e serviço, essa opção se mostrou inviável economicamente. Os resultados acima descritos podem ser verificados na tabela 2. As notas podem variar de zero à dez e foram obtidas pela média aritmética ponderada, onde Performance e Usuário Final possuem peso 1, Economia e Gerência possuem peso 3 e a demais possuem peso 2. Viabilidade Operacional Quantidade de (*) % Nota Alternativa 1 19 68,7 6,87 Alternativa 2 20 85,0 8,50 Alternativa 3 16 61,8 6,18 Tabela 2. Notas obtidas na viabilidade operacional A alternativa 2 obteve a melhor nota 8, 50 (85,0%) e a alternativa 3 apresentou menor nota 85,0 (61,8%). Os indícios apontam que a alternativa 2 é a mais viável, já que foi bem avaliada no quesito economia, além de atender as funcionalidades principais pretendidas pelo sistema. A alternativa 3 ficou em segundo lugar, apesar de muito próxima da solução 2, ela representa uma alternativa de custo muito elevado para o porte de empresa, assim como a primeira alternativa. 4. Estudo de Viabilidade Técnica Este tópico do estudo visa compreender e analisar, do ponto de vista técnico, as soluções indicadas, avaliando assim a eficiência tecnológica e o parecer dos profissionais especialistas em cada uma das tecnologias envolvidas. 4.1. Alternativa 1 Para esta alternativa será necessário a utilização do sistema da ZenRobotics Recycler. O sistema é composto por um pacote de sensores, integrado a um sistema de inteligência artificial (IA) da máquina ZenRobotics (TM) que controla e alimenta o sistema de IA. Um braço de robô industrial dentro de um recinto de segurança que computa e manipula os materiais, transferindo a informação do que é processado pelo sistema remotamente para um banco de dados, com acesso remoto. 4.2. Alternativa 2 Para esta alternativa se faz necessário o uso dispositivo que tenha acesso a internet, no caso pode-se aproveitar um computador que já é de posse da empresa. Além disso seria necessário a criação e locação de um servidor web adicionando a ele recursos de armazenamento de banco de dados. Para a construção do sistema web serão necessários a contratação de especialistas na construção desse tipo de sistema (ASP.Net, Ruby on Rails, Java, etc.). Tendo em vista que sistemas web são muito comuns, de baixa complexidade e amplamente difundidos no meio comercial, a aquisição de máquinas e desenvolvimento do sistema especificamente para a 6 empresa, significando a alternativa mais viável em termos de custo com treinamentos técnicos de funcionários, aquisição de novas tecnologias e mudanças estruturais. 4.3. Alternativa 3 Sistemas ERP podem ser encontrados em suas versões online, e estas substituem a implantação das versões on premisse (no local), que necessitam de servidores para tal. Para estender esses sistema é necessário a contratação de especialistas neste ramo. Estas tecnologias estão há diversos anos no mercado e vem ajudando muitas empresas a alcançar melhores resultados, o que prova a sua viabilidade técnica. A Tabela 3 apresenta as notas atribuídas a cada uma das alternativas, A alternativa 2 apresenta-se como a melhor opção. Viabilidade técnica Nota Alternativa 1 2 Alternativa 2 10 Alternativa 3 9 Tabela 3 Notas obtidas na análise da viabilidade técnica 5. Estudo de Viabilidade de Cronograma Nesta seção será apresentado o cronograma de tempo estimado para cada uma das alternativas. 5.1. Alternativa 1 Para a primeira alternativa (esteira e robô) há um problema de confronto com os prazos logísticos da empresa, já que a mesma não pode parar a produção, para a implantação de um sistema robótico, com mecanismo de leitura e identificação de objetos com atualização remota seriam necessários de quatro a seis meses, pois além da implantação do sistema de software, precisa-se de uma mudança física na estrutura da empresa, além de treinamento dos funcionários que permaneceram na empresa e contratação de pessoal especializado para manipulação das novas máquinas e sistemas. 5.2. Alternativa 2 Para a terceira alternativa (construção de sistema web) o prazo de implementação e implantação é de quatro meses. Esse prazo foi definido tomando por base o tempo de implementação do sistema web de três meses mais um mês para treinar os funcionários e implementar algumas possíveis sugestões ou correções. 5.3. Alternativa 3 Para alternativa (utilização de sistema ERP) o prazo de implantação e implementação é de três meses. Esse prazo foi definido tomando por base o tempo de customização das ferramentas de aproximadamente dois meses mais o tempo para treinamento dos funcionários de um mês. A Tabela 4 apresenta as notas atribuídas a cada uma das alternativas. A alternativa 3 apresenta-se como a melhor opção. Viabilidade de Cronograma Nota 7 Alternativa 1 6 Alternativa 2 8 Alternativa 3 9 Tabela 4. Notas obtidas na viabilidade de cronograma 6. Estudo de Viabilidade Econômica Como o estudo de viabilidade em questão é feito para uma empresa comercial, então ele é provavelmente o mais importante do documento, pois visa um aumento na quantidade de clientes, além da quantidade de serviços realizados por período de tempo(vazão) e consequentemente o lucro obtido por estes serviços. O detalhamento desta viabilidade pode ser encontrado no Apêndice III. 6. 1.Alternativa 1 Custos Envolvidos: Robô Zen Robotics Custos de importação (frete, impostos, instalação) Os benefícios são o aumento na efetividade da triagem implicando na redução de funcionários que faziam essa triagem e na dispensa de um galpão visto que não iam se acumular materiais. O ROI e o payback desta opção não estão disponíveis (checar Apêndice detalhamento financeiro para detalhes) devido ao fato que é alternativa apresentou resultados bastante ruins (negativos). Em resumo, o custo de importação e implantação do Robô (que já vem junto com o sistema) é fora dos padrões da empresa e isso pesou negativamente e pois a empresa não teria retornos suficientes, embora um sistema já venha junto com Robô para provê as informações gerenciais que a empresa necessita a solução não é viável. 6.2. Alternativa 2 Custos Envolvidos: Aluguel mensal do servidor web Salário dos desenvolvedores Utilização de dispositivos (tablet, celulares ou computadores...) Custo com aluguel, energia, água e telefone para os desenvolvedores Treinamento de funcionários Manutenção de Software Os benefícios são o aumento das coletas em torno de 20% além de um aumento da efetividade na triagem. Embora os o projeto tenha um ROI de 8.64% e um payback de 4,90 anos (checar Apêndice IV detalhamento para detalhes), o que significa que o cliente terá baixo retorno sob o investimento e em relação ao prazo se tem um risco de atrasar o cronograma visto que o cliente não é especialista em desenvolvimento de software esta opção é a única dentre as três que ainda se tem um retorno, mesmo que baixo e a longo prazo tornando esta alternativa a mais viável em relação à alternativa 1 e 3. 6.3. Alternativa 3 8 Custos Envolvidos: Compra de Equipamentos Salário dos desenvolvedores Salário dos consultores Utilização de Equipamentos (computadores principalmente...) Materiais de escritório (papel, canetas...) Custo com aluguel, energia, água e telefone para os desenvolvedores Treinamento de funcionários Manutenção de Software Os benefícios são O aumento das coletas em torno de 20% além de um aumento da efetividade na triagem. O ROI e o payback desta opção não estão disponíveis (checar Apêndice IV para detalhes) devido ao fato que é alternativa apresentou resultados bastante ruins (negativos). A alternativa aumentaria a vazão de serviços da empresa, pois proporciona uma maior variedade de serviços, porém é muito custosa para a empresa pois seu faturamento não é alto o que inviabilizando essa opção. Viabilidade Econômica Nota Alternativa 1 2 Alternativa 3 9 Alternativa 3 6 Tabela 5. Notas obtidas na viabilidade Econômica 7. Análise das Alternativas Indicadas Após realizada a análise da viabilidade individualmente, é mostrada em sequência a matriz (Tabela 6) que agrupa o resultado da avaliação como um todo: Viabilidade Peso Alternativa 1 Alternativa 2 Alternativa 3 Operacional 20% 6,87 8,50 6,18 Técnica 10% 2 10 9 Cronograma 10% 6 8 9 Econômica 60% 2 8 6 Final 100% 3,4 8,3 6,6 Tabela 5. Análise da viabilidade do projeto O estudo em questão tratou de viabilidade da RCTEC, e definiu-se que os principais pontos a serem considerados são indicados pelo stakeholder responsável pela empresa, assim, 9 com a indicação de que a gerência dos dados e a segurança deles são essenciais para que se tenha controle das entradas e saídas dos processos da empresa, já que essa desorganização está interferindo nas questões econômicas, sendo este aspecto o mais importante indicado pelo stakeholder responsável. Considerando que a empresa em questão é de médio porte e não dispõe de capital elevado para implantação de um sistema mais completo, mesmo que esse tenha um alto poder de processamento, a Viabilidade Operacional e a Viabilidade Econômica tem os maiores pesos no cálculo final da viabilidade do projeto, respectivamente 20% e 60%. As notas referentes à Viabilidade Operacional foram calculadas a partir da tabela comparativa exibida na respectiva seção. Pode-se apontar que em relação a viabilidade técnica, a primeira alternativa seria a mais eficiente em termos que poder de processamento e desempenho, substituindo funções humanas por um sistema robótico no processo de triagem e contagem da quantidade de material recolhido, porém, surge a necessidade de treinamento de pessoas para lidar com o sistema e alto custo de manutenção em casos de falhas ou mal funcionamento. A segunda alternativa informatiza toda a parte gerencial do negócio, no entanto, o processo de recolhimento e triagem continuam sendo feitos manualmente, sem a necessidade de largo treinamento dos usuários que acessaram o sistema para computação e gerenciamento dos dados. Já a terceira opção contrata um serviço de gerenciamento, ou seja, contrata um sistema que será adaptado as necessidades da empresa contratante, e exige apenas um treinamento breve dos seus funcionários. Em relação a viabilidade de cronograma é possível observar que todas as três soluções têm tempo de implantação relativamente curto, porém a primeira opção exige mudanças físicas e estruturais da empresa, não apenas gerencial, ao contrário da segunda e terceira opções que teriam basicamente o mesmo tempo de implantação, contudo esta viabilidade não teve um peso de valor alto devido ao fato da empresa já funcionar, mesmo que de maneira insatisfatória. O estudo da Viabilidade Econômica utilizou os parâmetros, ROI e payback, para tomada de decisão com base nos custos envolvidos em cada uma das três alternativas. A primeira alternativa possui um custo elevado desde a importação até a implantação e treinamento de pessoal para uso do próprio sistema. A segunda alternativa possui o menor custo entre as três alternativas. E por último a terceira alternativa possui um custo relativamente alto devido ao fato de ser um sistema de grande porte e que deve ser adaptado às condições da empresa, porém, indicada para empresas maiores, que envolvem sistemas maiores e processos mais complexos. Assim a alternativa que se destacou foi a alternativa 2 com a nota 8,3 e objetiva desenvolver um sistema web para o gerenciamento de estoque para a RCTEC, sendo assim esta será indicada para implantação na empresa. 8. Recomendações e Considerações Finais Após o estudo aqui exposto e a discussão em torno da matriz de viabilidade exposta na seção anterior, pode-se concluir qual alternativa para melhor atender as necessidades da empresa de coleta de resíduos eletrônicos RCTEC e assim prover um aspecto mais gerenciável a empresa, de modo que, por meio da implantação de um novo sistema, seja possível agregar benefícios reais para a organização. É válido ressaltar que essa empresa foi selecionada como unidade de avaliação por ser o local de trabalho de um dos participantes do projeto que possui acesso aos dados e fez a interface entre os demais membros da equipe e a organização. Analisando a matriz pode-se concluir que a melhor opção é a Alternativa 2: construção e implantação de um sistema web com armazenamento de dados na nuvem. As vantagens dessa 10 alternativa superam de maneira bastante contundente as limitações que ela oferece, evidenciado em um resultado superior as demais alternativas. É importante observar que a Alternativa 3, apesar de fazer uso de tecnologias já estabilizadas no mercado, se mostra economicamente inviável, assim, concluímos que esta alternativa não se adequa ao porte da empresa, porém para empresas de maior volume de vendas, pode ser uma boa alternativa. A alternativa 1, se mostra bastante promissora porém também é inviável devido ao elevado custo. Por último, foi construído um formulário do relatório (Apêndice V) com a descrição de papéis e contribuições de cada membro da equipe. REFERÊNCIAS DIARIO DE PERNAMBUCO. (http://www.old.diariodepernambuco.com.br/nota.asp?materia=20120311114848). Acesso em 14 de outubro de 2010. BECK, U. Risk society. London: Sage Publications, 1992. GOMES, M. L., MARCELINO, M.M., ESPADA, M.G. Proposta para um Sistema de indicadores de desenvolvimento sustentável. Portugal Direção Geral do Ambiente. 2000. GUIMARÃES, L. B. M. A ecologia no projeto de produto: design sustentável, design verde, ecodesign. In: GUIMARÃES, L. B. M. Ergonomia de produto. 5. ed. Porto Alegre: FEENG, 2006. LEFF, E. Epistemologia ambiental. São Paulo: Cortez, 2001. SÃO PAULO, ESTADO. SECRETARIA DO ESTADO DE MEIO AMBIENTE. ISO 1400: Sistema de Gestão Ambiental. In Entendendo o Meio Ambiente. São Paulo. v. 14. 1998. WANG, D. Meeting Green Computing Challenges. International Symposium on High Density packaging and Microsystem Integration. 2007. WEENEN, J. C. Towards sustainable product development. Journal of Cleaner Production, v. 3, n. 1-2, p. 95-100, 1995. http://dx.doi.org/10.1016/0959-6526(95)00062-J WCED (1987). Our common future. World Commission on Environment and Development (Brundtland Commission). Oxford University Press (ed.), Oxford. Castro, J. Engenharia de Requisitos. Notas de Aulas. Universidade Federal de Pernambuco. 2014. 11 APÊNDICE I Contexto organizacional e Coleta de Informações A. Contexto Organizacional O principal objetivo da RCTEC é a preservação do meio ambiente através da coleta e destinação correta de Resíduos Eletrônicos. A missão da empresa é oferecer as Empresas, Órgãos Governamentais, Fabricantes, Lojistas e principalmente a População um serviço totalmente de coleta e destinação correta de resíduos eletrônicos. Além de conscientizar a todos os envolvidos sobre a importância da reciclagem, a empresa visualizou as possibilidades econômicas de exportação desse tipo de material e desde 2009, a mesma vem aumentando seus lucros gradativamente, já que as vida útil e as atualizações dos aparatos tecnológicos é cada vez maior, o descarte destes materiais vem progredindo e ajudando a empresa e evoluir. A intenção é de que a empresa se torne uma referência em coleta e destinação de resíduos eletrônicos na região nordeste do País. Seus valores são: Pioneirismo, Inovação, Busca da Excelência. – Responsabilidade Social e ambiental. Seus princípios são: Respeito ao meio ambiente com base nos 3R’s (Reduzir, Reutilizar e Reciclar). - com Transparência, Legalidade, Idoneidade. Figura 2. Coleta de lixo pela RCTEC. B. Contatos e Coleta de Informações Para coletar os dados e identificar as alternativas de informatização da RCTEC, foram feitas entrevistas com o Sr. Flávio Costa, diretor da RCTEC, onde foram expostos todo o funcionamento da empresa e o que ocorre nos diversos setores. Foram ouvidos também os funcionários responsáveis pela parte da triagem dos materiais e cadastro dos mesmos no atual sistema, onde foram feitas as seguintes que constam na Ata de Reunião apresentada na foto em sequência. O contato com a empresa pode ser feito através do telefone: 83 3222-0137. 12 Relato da Entrevista por telefone 1. 1. Qual o principal objetivo da empresa? 2. A empresa surgiu basicamente depois que percebemos que existe um mercado que paga bem pelo lixo, a maioria das pessoas não pensa que o que elas não usam mais poderá ser reutilizado, daí começamos a contatar possíveis pontos de coleta, conseguimos algumas parcerias e instalamos postos para coleta, depois fomos atrás de entender quem pagava por esse material e qual a forma de mandarmos para fora, visto que os Chineses e Japoneses é quem mais importa esse tipo de material. A empresa começou com apenas duas pessoas trabalhando, eu não estava aqui, já cheguei depois de um ano, depois que a empresa começou a lucrar mais, o dono viu a necessidade de uma pessoa para gerenciar. 3. 4. 2. Quantos postos de coleta vocês possuem? 5. Na verdade nós funcionamos em um galpão, com um escritório em anexo e alguns pontos de coleta, que agora eu não consigo te falar quantos são porque nós estamos aumentando o números de postos de coleta, mais temos em torno de 8. 6. 3. Hoje, como é o funcionamento da empresa? Be A empresa funciona basicamente com a coleta de materiais, dois funcionário são encarregados de passar com o carro em todos os postos de coleta, o material vai para o galpão e outros funcionários ficam encarregados de separar o material, anotar em um papel as informações e depois disso eles colocam os tudo no computador. 7. 4. Por que vocês estão precisando de um sistema de gerenciamento? Porque, como queremos expandir, inclusive começar a coletar material em outras cidades próximas, por exemplo, os funcionários que coletam o material falam bastante que existem muitas pessoas interessadas em colocar pontos de coletas em suas empresas e isso fica só no boca a boca, a gente vem percebendo que não temos informações organizadas, fica difícil gerenciar o pessoal e tomar conta de todo o processo de catalogação e envio, ai agente viu que precisa organizar melhor os dados até para ter um controle maior, ver o que pode melhorar na tramitação, assim seria melhor fazer isso antes de abrir outro galpão, contratar mais gente, em fim, um meio de visualizar os dados mais organizados. 8. 5. Você, como gerente, toma conta de tudo? Mais ou menos, eu fico mais por aqui para poder tomar conta do pessoal, ver o que está acontecendo, e também me envolvo nas questões de pagamento e gerenciamento mesmo, se acontecer um problema no transporte, por exemplo, eu quem tenho que resolver, nós temos um contador para ver a questão financeira e eu acompanho isso com ele, mas temos que saber melhor a quantidade de material que entra e sai diariamente para ter uma noção do que pode melhorar, até mesmo para poder aumentar a produção e o dinheiro, claro. 9. 6. Fale o que você tem em mente de como esse sistema vai funcionar. As É basicamente o que falei, hoje, eu vejo que perdemos muitas informações dos materiais exportados, não sabemos, por exemplo, a quantidade exata que triamos ano passado, tudo é anotado em papel, não temos uma pessoa que fica responsável pela organização e documentação desses dados e emitir relatórios, isso seria bom, e acho que precisamos disso para ontem sabe, um lugar onde agente possa encontras as coisas, assim seria mais fácil, o proprietário vem falando nisso a algum tempo comigo, e realmente, estamos precisando se um sistema que faça isso, e de um secretária que faça só isso, porque eu não tenho como fazer tudo. 13 7. Você acha que o sistema precisa fazer principalmente? Primeiro, cadastrar os postos de coleta dos materiais, para sabermos o que tá dando certo e quais os melhores pontos, antes da gente colocar mais pontos, precisamos saber de onde vem cada material recolhido, acho que seria bom classificar os materiais recebidos, por tipo, sabe, deixar isso organizado, o que entra e sai diariamente, e qual o tipo de cada coisa. Saber se o posto de coleta precisa mesmo de recolhimento diário ou semanal porque perdemos muito tempo com isso, tem vez com o funcionário chega no posto e não tem nada para recolher e tem vez que o pessoal liga falando que tá com coisa demais para ser coletada. A gente precisa de relatórios mais organizados, até para conseguir sociedade e expandir a empresa, quando preciso de algo assim passo muito tempo para fazer e vejo que uma pessoa só para isso seria bom, porque não é todo mundo que precisa saber das coisas internas, tem coisa que só interessa aos donos mesmo. 14 Figura 3. Foto da ata de reunião. C. Deficiências da RCTEC Atualmente, a RCTEC não tem um controle efetivo da maioria das suas informações, inclusive algumas são guardadas em papéis, quando não, os processos, são ad doc. Durante a entrevista, pode-se perceber que o fluxo de entrada e saída dos materiais na empresa é elevado e nem sempre o controle desses materiais é realizado. Devido à falta de informações, falta de estatísticas e dadas históricos a respeito do estoque da empresa, surgiu a necessidade de um sistema que solucionasse todos os problemas de falta controle dos processos de entrada e saída de materiais. Há também a necessidade de consulta da parte dos fornecedores da quantidade de material disponível em estoque para que seja feito toda a logística do envio dos materiais para a base dos fornecedores. 15 APÊNDICE II Detalhamento do Estudo de Viabilidade Operacional A. Alternativa 1 Performance: A capacidade de triagem é baseada na velocidade da Palheta (braço) multiplicado pelo peso médio dos objetos escolhidos, assim, a performance da máquina será afetada pelo tipo de material por ela processada. Logo, se o peso médio for um quilo por peça, então nós estamos olhando para uma capacidade anual de triagem de (12 mil picaretas x 1kg) por sistema. Se o peso médio seria apenas meio quilo por peça, então nós estamos olhando para uma capacidade anual de classificação de 6.000 toneladas (12 mil picaretas x 0,5 kg) por sistema. Informação: As informações podem ser recuperadas diretamente do banco de dados que será atualizado e mantido em servidores web. Economia: O sistema exige o acompanhamento de pessoas trenadas da empresa fornecedora do produto, especialistas na montagem, treinamentos, e possível manutenção do sistema, de forma que, além do custo de se adquirir o mesmo, a sua manutenção e instalação também demandam um alto investimento financeiros. Controle: O sistema possui alto índice de confiabilidade, depois de programada e instalada, executará rapidamente a triagem, o sistema robótico possui autonomia. Já o seu leitor que computará os dados e atualizará o banco de informações através da web, o sistemas restringe que usuários específicos acessem os dados. Eficiência: O sistema em questão possui garantia de 95% de disponibilidade, ou seja, o tempo de inatividade média para o robô é de 5%. Serviço: Os robôs controlados por Inteligência Artificial são possivelmente a forma mais avançada de triagem de resíduos. Os robôs são o maior avanço até o momento na indústria, a tecnologia mais apurada em décadas na gestão de resíduos. B. Alternativa 2 Performance: Em relação a vazão esta alternativa permite que um funcionários cataloguem informações dos materiais, no entanto, o processo de triagem dos materiais continuam sendo manuais. Informação: As informações podem ser recuperadas diretamente do banco de dados do software criado. Economia: Os custos envolvidos nessa alternativa são relativamente pequenos em relação as outras alternativas, dados que já existem equipamentos para a maioria dos setores e os custos seriam concentrados no aluguel de um servidor e no desenvolvimento da alternativa. 16 Controle: Esta alternativa requer mais atenção em relação ao segurança dos dados. Como o sistema será online é necessário que esteja devidamente preparado para evitar acessos maliciosos e roubo de informações. Eficiência: Esta alternativa aloca os recursos de forma mais eficiente, porém não atinge todas as pessoas envolvidas no processo, dado que os clientes não terão como interagir diretamente com o sistema. Serviços: A confiabilidade desta alternativa é elevada, uma vez que o sistema contará com os serviços de Cloud Computing, onde há a replicação de recursos e geralmente se garante um uptime superior a 99,99%. Em relação a extensibilidade, sistemas web não demandam grandes esforços para adição de módulos. C. Alternativa 3 Performance: Utilizando uma solução de ERP o processo pode ficar um pouco mais lento pois geralmente eles usam um processo predefinido que nem sempre se adequa as necessidades das empresas, porém por outro lado a empresa não ter processos bem definidos utilizar um ERP pode ajudar a definir os processos. Informação: Geralmente o cadastro de dados em sistemas ERP é alto visando fornecer mais informações porém isto dificulta o controle de dados da empresa. Economia: Apesar de os sistemas já estarem prontos, há um custo elevado, pois a implantação desses tipos de sistema requer customização e treinamentos, que em geral são dispendiosos. O detalhamento da análise econômica desta alternativa encontra-se no Apêndice. Controle: Nesta alternativa temos a garantia da integridade e da corretude dos dados, porém o nível de controle é demasiadamente complexo para a necessidade real da empresa. Eficiência: A desvantagem dessa alternativa em relação à eficiência se refere ao excesso de recursos disponíveis, tomando mais tempo do que o necessário dos operadores do sistema e fazendo mau uso dos recursos. Serviço: Em relação aos serviços esta alternativa fornece confiabilidade em níveis elevados e extensibilidade em níveis intermediários, permitindo apenas customizações das ferramentas. 17 APÊNDICE III Detalhamento do Estudo de Viabilidade Econômica Nesta seção são relatados os detalhes econômicos de cada uma das três alternativas propostas para a empresa em questão. Considerando que a melhor solução deve privilegiar a economia, o processo de definição desta viabilidade deste aspecto será detalhado a seguir, a pontuação de cada alternativa poderá variar de 0 à 10, e será atribuída no final deste documento. Baseado na taxa de inflação, o valor percentual de 6,5% foi utilizado como taxa de desconto para corrigir os valores em um dado tempo, quando preciso. Todos os valores são expressos em Reais (R$). A. Alternativa 1 Investimentos Os investimentos necessários para o funcionamento desta alternativa consistem na aquisição de equipamentos e são detalhados na tabela abaixo: Item Sistema Robótico Robotics da Qtd. Valor Unitário (R$) Valor Total (R$) 1 1.516.935,22 1.516.935,22 - - 1.516.935,22 Zen TOTAL Período de Desenvolvimento As despesas a seguir são relativas ao processo de importação e implantação (instalação) do sistema. Este custo se encerrará com a importação. Item Valor Total (R$) Frete internacional 10.000,00 Armazenagem no porto 5.000,00 Despesas com despachante 5.000,00 ICMS Paraíba 257.878,95 Taxa de importação (2%) 30.338,07 TOTAL 308.217,20 As despesas a seguir se referem aos recursos que serão necessários para manutenção do sistema robótico. Deve-se considerar o custo anual de depreciação destes equipamentos, que 18 segundo a Instrução Normativa SRF nº 162, de 31 de dezembro de 1998, Referência NCM 8471, é de 20% ao ano. Instalação Qtd. Valor Unitário (R$) Valor Total (R$) Hardware (Peças de reposição) 2 50.000,00 100.000,00 TOTAL - - 100.000,00 Custo Anual (20% do Total) 20.000,00 Custo Mensal 10.000,00 O custo total durante o período de desenvolvimento é demonstrado na tabela a seguir: Valor Total (R$) 318.217,20 Custo Pós Período de Implantação: Os custos deste período são relativos ao treinamento oferecido aos funcionários e também à manutenção do sistema. Item Valor (R$) Visita de Manutenção 250,00 Custo total Considerando o período de vida útil para o sistema com sendo de 5 anos, temos os custos detalhados na tabela abaixo. O primeiro ano de manutenção do sistema estará incluída no período de garantia da solução implementada. Também foi incluído o valor de treinamento durante o primeiro ano. Para os demais anos apenas o valor anual da manutenção está sendo considerada. Período Valor (R$) 1º Ano 1.835.402,70 2º Ano 3000,00 3º Ano 3000,00 4º Ano 3000,00 19 5º Ano 3000,00 TOTAL 330.467,68 Benefícios Como benefícios essa alternativa fornece uma triagem mais rápida dos materiais recebidos nas coletas que por sua vez acelera o processo de exportação dos materiais reciclados, além de uma economia de funcionários para realizar essa atividade. Há também um ganho de eficiência do cadastramento dos materiais visto que a medida que o Robô coleta ele registra os materiais cadastrados e envia para o sistema que é instalado juntamente com o Robô. Calcula-se um aumento em torno de 50% nas coletas. A empresa hoje realiza em média 3 coletas por semana e tem 5 funcionários para realizar as coletas e separar e cadastrar os materiais que poderiam ser reduzidos para 2. Os materiais são depositados em dois galpões localizados na cidade de Bayeux - Localizado na Grande João Pessoa (PB), o que também poderia ser reduzido para apenas um galpão, visto que os materiais não iriam acumular devido a eficiência do Robô. Dessa forma o faturamento mensal passaria de R$ 35.200 para R$ 52.800. Custos de implantação Ano 1 Ano 2 Ano 3 Ano 4 Ano 5 1.835.152,42 0,00 0,00 0,00 0,00 3.000,00 3.000,00 3.000,00 3.000,00 1,00 0,94 0,88 0,83 0,78 1.835.152,42 2.820,00 2.640,00 2.490,00 2.340,00 1.837.972,42 1.840.612,42 1.843.102,42 1.845.442,42 0,00 Custos de Manutenção Fator de Desconto (6,5%) Custos Corrigidos 1.835.152,42 Custos Acumulados Benefícios do sistema 17.600,00 17.600,00 17.600,00 17.600,00 17.600,00 Fator de Desconto (6,5%) 1,00 0,94 0,88 0,83 0,78 17.600,00 16.544,00 15.488,00 14.608,00 13.728,00 Benefícios 17.600,00 Acumulados 34.144,60 49.632,80 64.240,00 77.968,00 Benefícios Corrigidos 20 1.817.552,42 Resultado Acumulado 1.803.828,42 1.790.980,42 1.778.862,42 1.767474,42 Retorno do Investimento (ROI) N/A Período de Retorno (Payback) N/A B. Alternativa 2 Investimentos Os investimentos necessários para o funcionamento desta alternativa consistem na aquisição de equipamentos, os quais são detalhados na tabela abaixo: Item Qtd . Valor Unitário (R$) Valor Total (R$) Notebook 2 2.000,00 2.000,00 TOTAL - - 2.000,00 Período de Desenvolvimento As despesas a seguir são relativas ao processo de desenvolvimento e implantação do sistema web. Item Qtd. Valor Unitário (R$) Valor Total (R$) Salário programadores 2 2.000,00 4.000,00 Salário Analista de Sistemas 1 2.500,00 2.500,00 Aluguel 1 300,00 300,00 Energia - 200,00 200,00 Água - 50,00 50,00 Telefone - 50,00 50,00 21 Material de Escritório - 50,00 50,00 Manutenção / Limpeza 1 200,00 200,00 Material de Limpeza - 50,00 50,00 - - 7.400,00 TOTAL *Os salários acima incluem Encargos Sociais As despesas a seguir se referem aos recursos utilizados durante o desenvolvimento de gerenciamento web, considerando que a empresa que irá construir a solução é contratada utilizará parte dos equipamentos da empresa para construção do software. O custo anual de depreciação destes equipamentos, que segundo a Instrução Normativa SRF nº 162, de 31 de dezembro de 1998, Referência NCM 8471, é de 20% ao ano. Computador Qtd. Valor Unitário (R$) Valor Total (R$) Hardware 2 1.500,00 3.000,00 Sistema Operacional 2 500,00 1.000,00 TOTAL - - 4.000,00 Custo Anual (20% do Total) 800,00 Custo Mensal 66,66 O custo total durante o período de desenvolvimento é demonstrado na tabela a seguir: Mês Valor Total (R$) Mês 1 7.466,66 Mês 2 7.466,66 Mês 3 7.466,66 TOTAL 22.400,00 Custo Pós Período de Desenvolvimento: 22 Os custos relativos a este período são relativos aos treinamentos oferecidos aos funcionários e manutenção do sistema. Item Valor (R$) Treinamento (0,5 mês) 250,00 Visita de Manutenção 50,00 Servidores Cloud 80,00 Custo total Considerando um período de 5 anos de vida útil do sistema, temos os custos detalhados na tabela abaixo. Durante o primeiro ano a manutenção do sistema estará incluída no período de garantia da solução implementada. Também foi incluído o valor de treinamento durante o primeiro ano. Para os demais anos apenas o valor anual da manutenção está sendo considerada. Período Valor (R$) 1º Ano 24.650,00 2º Ano 1560,00 3º Ano 1560,00 4º Ano 1560,00 5º Ano 1560,00 TOTAL 32.366,68 Benefícios Como benefícios essa alternativa fornece uma melhor organização dos materiais recebidos nas coletas, também espera-se um aumento da eficiência do cadastramento dos materiais e consecutivamente o envio para exportação. Calcula-se um aumento em torno de 20% nas coletas. A empresa hoje realiza em média 5 coletas por semana e tem 5 funcionários para realizar as coletas e separar e cadastrar os materiais que são depositados em dois galpões localizados na cidade de Bayeux. Dessa forma o faturamento mensal passaria de R$ 35.200 para R$ 42.240. Ano 1 Custos de desenvolvi- 24.650,00 Ano 2 0,00 Ano 3 0,00 Ano 4 0,00 Ano 5 0,00 23 mento Custos de Manutenção Custos com Servidor Cloud Fator de Desconto (6,5%) 0,00 960,00 1,00 600,00 600,00 600,00 600,00 960,00 960,00 960,00 960,00 0,94 0,88 0,83 0,78 902,40 844,80 796,80 748,80 Custos Corrigidos 25. 610,00 Custos Acumulados 25. 610,00 26512,40 27356,80 28152,80 28900,80 Benefícios do sistema 7.040,00 7.040,00 7.040,00 7.040,00 7.040,00 Fator de Desconto (6,5%) 1,00 0,94 0,88 0,83 0,78 Benefícios Corrigidos 7.040,00 6.617,60 6.195,20 5.843,20 5.491,20 Benefícios Acumulados 7.040,00 13.657,60 19852,80 25.696,00 31.187,20 Resultado Acumulado 18570,00 12855,40 7504,20 2456,00 2287,92 Retorno do Investimento (ROI) 8.64% Período de Retorno (Payback) 4,90 C. Alternativa 3 Período de Desenvolvimento As despesas a seguir são relativas ao processo de desenvolvimento da customização das ferramentas, até quando o sistema estiver finalizado. O custo com o programador e o analista para esta alternativa é mais alto em função da necessidade destes serem profissionais seniores, 24 com conhecimento na customização das ferramentas (SAP, TOTVS). Em contrapartida, como o projeto é de customização dois programadores são suficientes para realizar essa tarefa. Item Qtd. Valor Unitário (R$) Valor Total (R$) Salário programadores 2 3.500,00 7.500,00 Salário Analista de Sistemas 1 4.500,00 4.500,00 Aluguel 1 300,00 300,00 Energia - 200,00 200,00 Água - 50,00 50,00 Telefone - 50,00 50,00 Material de Escritório - 50,00 50,00 Manutenção / Limpeza 1 200,00 200,00 Material de Limpeza - 50,00 50,00 TOTAL - - 12.350,00 *Os salários acima incluem Encargos Sociais As despesas a seguir se referem aos recursos utilizados durante o desenvolvimento, considerando que a empresa que irá customizar a solução já possui os equipamentos necessários e não haverá compra de computadores e periféricos. Entretanto, deve ser considerado o custo anual de depreciação destes equipamentos, que segundo a Instrução Normativa SRF nº 162, de 31 de dezembro de 1998, Referência NCM 8471, é de 20% ao ano. Computador Qtd. Valor Unitário (R$) Valor Total (R$) Hardware 1 1.500,00 1.500,00 Sistema Operacional 1 500,00 500,00 1 1.000,00 1.000,00 Ferramentas deDesenvolvimento 25 Ferramentas de Modelagem TOTAL 1 2.000,00 2.000,00 - - 5.000,00 1.000,00 Custo Anual (20% do Total) Custo Mensal 83,34 *O preço da licença do ERP foi estimado, se baseando numa média de preços pesquisada pelo grupo. O custo total durante o período de desenvolvimento é demonstrado na tabela a seguir: Mês Valor Total (R$) Mês 1 12.433,34 Mês 2 12.433,34 TOTAL 24.866,68 Custo Pós Período de Desenvolvimento: Os custos relativos a este período são relativos aos treinamentos oferecidos aos funcionários como também à manutenção do sistema. Para esta solução o custo com treinamento é dispendioso. Item Valor (R$) Treinamento (1 mês) 2000,00 Visita de Manutenção 50,00 Custo licenças (Banco de dados e ERP) 900,00 Custo total Considerando um período de 5 anos de vida útil do sistema, temos os custos detalhados na tabela abaixo. Durante o primeiro ano a manutenção do sistema estará incluída no período de garantia da solução implementada. Também foi incluído o valor de treinamento durante o primeiro ano. Para os demais anos apenas o valor anual da manutenção está sendo considerada. Período Valor (R$) 1º Ano 33.266,68 2º Ano 8.400,00 3º Ano 8.400,00 26 4º Ano 8.400,00 5º Ano 8.400,00 TOTAL 66.866,68 Benefícios Como benefícios intangíveis essa alternativa fornece uma melhor organização e controle dos clientes, funcionários e processos internos da empresa. Como benefícios tangíveis espera-se um aumento das coletas dos materiais, assim como maior agilidade no envio dos materiais para exportação. Calcula-se um aumento em torno de 10% nas coletas. A empresa hoje realiza em média 3 coletas por semana e tem 5 funcionários para realizar as coletas, separar e cadastrar os materiais que são depositados em dois galpões localizados na cidade de Bayeux. Dessa forma o faturamento mensal passaria de R$ 35.200 para R$ 38.720. Ano 1 Ano 2 Ano 3 Ano 4 Ano 5 24.866,68 0,00 0,00 0,00 0,00 Custos de Manutenção 0,00 900,00 900,00 900,00 900,00 Custos de Assinatura 8.400,00 8.400,00 8.400,00 8.400,00 8.400,00 0,94 0,88 0,83 0,78 Custos de desenvolvimento Fator de Desconto (6,5%) 1,00 Custos Corrigidos 33.266,68 8.74200 8.184,00 7.719,00 7254,00 Custos Acumulados 33.266,68 32.070,68 37.878,68 43.356,68 48.504,68 Benefícios do sistema 3.520,00 3.520,00 3.520,00 3.520,00 3.520,00 Fator de Desconto (6,5%) 1,00 0,94 0,88 0,83 0,78 Benefícios Corrigidos 3.520,00 3.308,80 3.097,60 2.921,00 2.746,60 Benefícios Acumulados 3.520,00 6828,80 9926,20 12847,20 15.593,80 Resultado Acumulado 29.746,68 25.241,88 27.952,48 30.509,48 32.910,88 Retorno do N/A 27 Investimento (ROI) Período de Retorno (Payback) N/A 28 APÊNDICE IV Relatório de Equipe As responsabilidades da construção deste estudo foram compartilhadas de maneira igualitária por todos os membros, onde todos participaram da construção do documento e das entrevistas. Todos os membros obtiveram o papel de Engenheiro de requisitos e cada um contribuiu com 25,0%. Nome Papel Esforço Assinatura da Equipe Any Caroliny Engenheiro 25,0% de Requisitos Bruno Nascimento Engenheiro 25,0% de Requisitos Mariana Maia Engenheiro 25,0% de Requisitos Joyce Aline Engenheiro 25,0% de Requisitos 29 ANEXO I Informações sobre a ZenRobotics Recycler Q: What is ZenRobotics Recycler? A: ZenRobotics Recycler is a revolutionary robotic recycling system for sorting waste. The system consists of a sensors package, the artificial intelligence (AI) powered control system ZenRobotics Brain(tm), and an industrial robot arm inside a safety enclosure. Q: What is the capacity of ZenRobotics Recycler? A: The capacity is based on the picking speed multiplied with the average weight of the picked objects. If one system with two robot arms makes maximum 5000 picks per hour, then we can conservatively estimate that the average speed might be around 3000 pick per hour. If the robots are operated for example 4000 hours per year, then the number of picks is 4000 h x 3000 picks/h = 12 million picks per year. This number should be multiplied with the average weight of the picked objects, and the yearly capacity is then known. If the average weight would be one kilo per piece, then we are looking at a yearly sorting capacity of 12 000 tons (12 milion picks x 1 kg) per system. If the average weight would be only half a kilo per piece, then we are looking at a yearly sorting capacity of 6 000 tons (12 milion picks x 0,5 kg) per system. A two kilo average weight would result in 24 000 tons (12 million picks x 2 kg). But then you can increase the working hours from the 4000 hours mentioned in this example. Note that there are 8760 hours available in a year – and the robots hunger to work! You can do your own math! Naturally the throughput, that is the amount of material flowing on the sorting belt, can be much higher. And of course, this is the capacity of only one unit. As many units as needed can be installed. We are happy to visit you and make a more detailed analysis of your waste and the average weights! Q: How much does the ZenRobotics Recycler system cost? A: One basic ZRR system has a price of very roughly half a million euros. The are many useful extras available. Notable is that the total operation cost (energy, wear etc) of a system is very low. The system can even be run on solar power. So it is not about what it costs, it is all about what it brings and saves! Q: What will the total investment be? And what is the delivery time? A: ZRR installations are sometimes customized to the specific plant or operation in question. The final cost depends on what auxiliary systems (e.g. conveyors, feeders) are already installed at the plant. Sometimes hardly anything new is needed. The delivery time for ZenRobotics Recycler is some 4 30 months from order. Please ask for a ZRR quotation to see all the details! Q: What are the operating costs? A: The electricity cost is extremely low, approximately 1 – 2€ per hour! There is also software maintenance fee, but is is charged only for true operating hours. For the hardware maintenance, which is not expensive, ZenRobotics is happy to make you an offer! Note when compared to traditional waste processing machinery, robotic systems suffer minimal wear and tear, not to mention the trouble and cost if humans would sort waste! Q: Does the system require additional machinery? A: You might already have everything else that is needed! Ideally the material that is processed by the ZRR should have a size smaller than approx one or 1,5 meter of length. Also material smaller than, say 30 – 80 mm would be good to screen out. The reason is that sand, small pieces of wood and and other small stuff is not feasible to sort with robots and this fraction might disturb recognition of larger objects. So oversize and undersize should be out, so that robots have the 50 mm – 1,5 m sized material to sort. That is a very wide size range of material – the size ratio of the material is thus 1 to 30! Sometimes it is sufficient if an excavator is preparing the input material, ie. removing only the really large objects. An alternative solution would be to use a rough pre-shredder turning the infeed into 400 – 700 mm in size. If there is a lot of fines fraction, screening by a trommel screen, star screen, disc screen, finger screen, tape slot screen, ballistic screen or some other device might be necessary. If there is a lot of light fraction, that is paper, plastic film, cardboard, textiles and other light materials, then they should be separated. The reason is that this kind of material might harm the visibility of machine vision – important objects might be hidden under the light material. Here air knives, air classifiers, ballistic screens and many other devices might be of use. The separated light fraction is often used in RDF/SRF production. In many cases it is easy to find a good location in an existing waste processing plant, where the waste is already sufficiently well prepared. And there are many really good alternatives for preprocessing the waste. The ZenRobotics Sales Team is happy to help you in choosing the best solution! Q: Can I not do the same work with the excavator as robots are doing? Why do I need robots? Basically you could, but there are a couple of big buts that will take the excavator out of the equation: The excavator driver has bad visibility and has hard time to get the quality right – but then comes a major setback: an excavator has a max sorting speed of only some 100 – 150 picks per hour! Just take a stopwatch and go and see how slow an excavator actually is when sorting. Then compare to robots, and be amazed that the max speed is 5000 picks (average 3000) per hour with a two arm system. That means that only one ZRR system picks as fast as 20 – 30 excavators! As the excavator + driver costs some 70 – 90 euros per hour, you can conclude that one pick costs 0,5 – 1 euro per pick! Many objects the excavators pick are not even worth that and you actually lose money! The compare that to the ZRR and see that the robotic sorting cost is typically only a few cents 31 per pick. So the excavator costs some 20 – 30 times more per pick! In this sense the ZRR outperforms excavator 20 -1. Excavators are otherwise great tools, but we recommend that they would be sorting only objects that are REALLY oversized or that they sort objects that are heavier than 20 kg. We do love excavators! Q: What maintenance is required for the system? A: The ZRR system is maintained with a typical industrial maintenance program, mostly comprising of regular checks. ZenRobotics also offers its customers the ZenRobotics Care support services which include phone support, on-line diagnostic capability, and a spare parts service. Q: How would the maintenance and operation issues be addressed given the distance between our two respective countries? A: This is an important topic. We need to have a look at the components included in the system. The system consists of three main parts: The robots arms we use are actually standard industrial robots, to which most spare parts are readily available in every country. We can supply a set of spare and wear parts, so that they can simply be replaced when necessary. Any skilled mechanic or electrician can do most of the fixes. However, this is unusual. In the industry the same robots are used for around 8 – 10 years, before they are replaced. The system furthermore consists of a number of sensors, but those are fixed and non moving devices, like various types of cameras, metal detectors and similar sensors – and of course several high performance industrial computers. All devices in safe and clean enclosures, so you will not even see them. Disturbances are unlikely and parts can usually be shipped almost overnight. We recommend regular check ups by our specialist, to prevent issues on beforehand. The checks could take place two times a year. Basically the system is very reliable. The core of our delivery is the intelligence of the robots. That is actually software, that is updated regularly over the internet. In case of special situations, we are able to maintain the system over the internet. ZenRobotics establish a service network in every new country to which a ZRR systems are sold. All in all, there are few equipment in the recycling industry that are as reliable and easy to use as a ZRR. And maintenance is super easy! Q: What is the average downtime for the robot? A: We guarantee 95% availability. See further details in the ZenRobotics delivery contract! Industrial robots tend to be extremely reliable. If there is anything is this turbulent world you can rely on, it is gravitation – and industrial robots! To confirm that we mean what we say, you will be surprised when you see what mechanical guarantee you will get! Please ask for a quotation! Q: In my country the temperature goes quite high/low during the summer/winter, along 32 with the humidity. And it will be dusty. Will this have any effect on the robot? A: Extreme ambient conditions have been taken in consideration when designing the system. Close to the ZenRobotics headquarters the systems have been operating in real waste sorting facilities, virtually outside and in temperatures ranging from -25 Celsius to +37 Celsius. No problem! We are able to supply systems that include necessary equipment, so that extreme high/low temperatures and humidity or dust will not much affect the system. Naturally robots are much less sensitive than humans! Q: We need multiple robots – how will they be synchronized to work together? A: Normally these robots are positioned along a sorting belt. Successive robots are connected and are communicating with each other. If a previous system has not picked an object, the system downstream will know it. Q: Do you have representation in Wonderland? A: We have distributors in numerous countries. Check the status of your country with the ZenRobotics Sales Team. If you have any recommendations of a good distributor, we are pleased to hear you recommendation, because we believe you are a specialist in your country. We want super good distributors! Therefore we will send you a bottle of Dom Perignon (not from year 1962 though), once we have signed a distribution contract with the distributor you suggested! Until we have a representative, we can very well communicate directly. And also after that…! Q: Are similar robots in use somewhere? A: Yes! They are actually everywhere, but you seldom see them. Around 160 000 new robots are installed in the world every year! There are millions of robots working in the world. In most process industries robots are widely used and the industries would simply not survive without them. In fact, it is mainly thanks to the advances in robotics we can nowadays enjoy high quality and still cheap products. What would a Volkswagen Golf cost if it would be hand made? As the robots revolutionized the manufacturing industries a few decades ago, reducing the production cost, the ZenRobotics Recycler will revolutionize the recycling industry. It is happening as we speak. Recycling has never been this easy, fun and profitable! Q: Is it possible to get spreadsheets, feasibility and capacity calculations for ZRR? A: Certainly, the ZenRobotics Sales team is pleased to offer a great range of supporting documentation for anyone interested. We are able to prove our point. Contact [email protected] for further information. Q: Are there any problems sorting e.g. waste with dirt, contaminated earth or biodegrades? A: No, the ZRR system makes use of efficient pre-processing for an optimised waste stream, removing e.g. light waste fractions and two-dimensional objects such as films and cardboard. Also the fine fraction e.g. sand, dust and small size material is usually screened out before robotic sorting. The ZRR technology itself is certainly capable of handling most types of solid waste streams! 33 Q: Is it necessary to have personnel operating the ZRR? A: The system is essentially and by definition autonomous, and does thus requires very little interaction by humans. There is also a wide array of safety systems, so you do not need to worry, but can leave the ZRR working alone. The core is the software that autonomously recognizes the wanted objects and then picks them from the waste stream. The control system is based on advanced artificial intelligence. That is software that is able to make decisions on its own – and that is able to learn. We also update the software continuously. Q: How will the robots impact the recycling industry? A: The Artificial Intelligence controlled robots are possibly the most advanced form of waste sorting. Most professionals in the waste industry seem to be fully convinced that robots are the greatest breakthrough in the industry in decades and that the robots will earn huge amounts of money and fame to the waste management companies that at early stage are taking advantage of them. As the second man on moon, Buzz Aldrin, said about technology “The only way is forward!”. His colleague Buzz Lightyear put it even better: “To the Future and Beyond!” Q: Is ZenRobotics Recycler available for piloting and testing? A: Not at the moment, you must order one and make a down payment, since we are selling the ZRRs like hot dogs. In the future a piloting option is likely to be offered, however. But do not wait for that. Please contact the ZenRobotics sales guys right now! Q: Where can I get more information on the ZenRobotics Recycler? A: The most up-to-date source for all information regarding ZenRobotics Recycler and ZenRobotics Ltd. is the company Web sitewww.zenrobotics.com . For further information, you may choose to browse the ZenRobotics international distributors, e-mail the ZenRobotics international sales team at [email protected] or call the ZRR Sales Hotline +358 50 4363 803. We are also happy to visit you! Q: I am convinced. But where and when can I see the ZenRobotics Recycler in operation? A: The first ZenRobotics Recycler systems have been operational and field tested since February 2011 by one of the largest waste management companies in Europe. Fill in the ZRR site visit form to schedule a visit to see it all with your own eyes! 34