UNIVERSIDADE TUIUTI DO PARANA
Isabel Cristina Bontorin
ANALISE DE AULAS DE EDUCAC;Ao FISICA NO CURSO
NOTURNO: A QUESTAO DO LUDICO.
Curitiba
2006
Isabel Cristina Bontorin
ANALISE DE AULAS DE EDUCAC;Ao FislCA NO CURSO
NOTURNO: A QUESTAO DO LUDICO.
Trabalho
de
Conclusao
de
Curso
apresentada ao Curso de Educa9ao Fisica,
da Faculdade de Ciencias Biol6gicas e da
Saude da Universidade Tuiuti do Parana,
como requisito parcial para a obten9ao da
aprova9ao academica.
Orientador (a): Cintia Muller Angulski.
Curitiba
2006
TERMO DE APROVA9AO
ANALISE DE AULAS DE EDUCA9AO FISICA NO CURSO
NOTURNO: A QUESTAO DO LUDICO.
Elaborado por:
Isabel Cristina Bontorin
Este TCC foi julgado e aprovado para a obtenC;3o do titulo de Licenciatura Plena em
Educag30 Fisica da Universidade Tuiuti do Parana, Aprofundamento em Recreag30 e
Lazer.
Curitiba, 27 de Novembro de 2006.
1'1Coordenador do Curso - Professor Ms Ney de Luca Meking
SUMARIO
1.0 INTRODUI;AO
05
1.1 Justificativa
05
1.2 Problema
06
1.3 Objetivo
06
1.3.1 Objetivo Geral.
06
1.3.2 Objetivos Especfficos
06
2.0 REVISAO
08
DE LlTERATURA
2.1 0 ludico e a questiio da Educac;:iio Ffsica no ensino noturno
08
2.2 0 ludico e sua significac;:iio como fen6meno cultural.
12
2.30
16
ludico na Educac;:iio Ffsica: alguns indfcios
2.4 0 ludico na perspectiva
da abordagem
Historico - critica
19
3.0 METODOLOGIA.
21
3.1 Tipo de pesquisa
21
3.2 Populac;:iio
21
3.3 Amostra
21
3.4 Instrumento
21
3.5 Coleta de dados
21
3.6 Limitac;:oes
22
4.0 ANALISES
DE DADOS
5.0 CONCLUSAO.
.
23
26
6.0 REFERENCIAS
28
APENDICES
29
RESUMO
Analise de aulas de EducaQao Ffsica no curso noturno: a questao
do ludico.
AUTOR: Isabel Cristina Bontorin
ORIENTADORA:
Prof." Cfntia MOilerAngulski
o
objetivo deste trabalho foi investigar 0 comportamento do professor e dos
alunos nas aulas de Educa'tao Ffsica do curso noturno de uma Escola Estadual
da cidade de Curitiba. Utilizou-se como metodologia a pesquisa do tipo
descritivo observacional das aulas; atraves de um roteiro de analise composto
pelas seguintes quest5es: - Qual a metodologia utilizada nas aulas; - Em que
momentos da aula sao trabalhados jogos ludicos; - Como 0 professor se
relaciona com seus alunos; - Como os alunos se envolvem nas atividades
propostas nas aulas; - Quais os procedimentos (comportamento) do professor
e alunos nas aulas de Educa'tao Fisica no curso noturno. Nas aulas
observadas verificou-se que 0 professor nao usa 0 ludico como estrategia
metodol6gica em suas aulas. Em nenhum momento foram trabalhados jogos
ludicos. No que se refere ao relacionamento do professor com seus alunos foi
observado um bom relacionamento, 0 professor nao exige que seus alunos
realizem qualquer tipo de atividade. Verificou-se tambem, que a maioria dos
alunos nao esta satisfeitos com a condi'tao proposta pelo professor, no que se
refere a nao ter aulas e ficarem sem instru'tao alguma. Alem do professor nao
dar aulas para seus alunos, que e um descaso com a sua profissao com os
alunos e ate mesmo com a escola, os alunos nao sao avaliados de maneira
coerente.
Palavras chaves: Ludico; Metodologia; Ensino Noturno.
5
1. INTRODUC;Ao
ANALISE DE AULAS DE EDUCAC;Ao FislCA NO CURSO NOTURNO:
A QUESTAO DO LlJDlCO
1.1 JUSTIFICATIVA
Este trabalho se justifica pela relevancia dos elementos ludicos se fazerem
presentes no processo de escolariza~iio.
A ludicidade em si, ja e fundamental para os sujeitos sejam eles jovens adultos
ou crian~as.
Verificar se
0
professor de Educa~iio Fisica se utiliza desses elementos como
estrategia metodol6gica e interessante principalmente quando se trata de alunos do
Ensino Medio no ensino noturno.
Sabe-se que, via de regra, as aulas de Educa~iio Fisica no ensino noturno tem
sido pouco valorizadas pelos professores e ate mesmopelos alunos. Isso pode ser
confirmado, ao longo dos anos, especialmente com a retirada da obrigatoriedade da
mesma no ensino noturno, senda que muitos colegios deixaram de oferta-Ia em seus
curriculos. Felizmente a partir de 2004 sua obrigatoriedade como disciplina curricular
obrigat6ria passou a vigorar, voltando a mesma a integrar a grade curricular no
ensino noturno junto as demais disciplinas, sendo obrigat6ria duas aulas semanais.
Mesmo ap6s esta reconquista, ainda existe um langa caminha a ser trilhado,
isto porque apesar da legalidade alcan~ada pela disciplina e preciso que atraves de
um trabalho comprometido dos profissionais da area, ela alcance sua legitimidade.
6
Alem disso,
0
professor necessita lanc;:armao de estrategias metodol6gicas que
motivem a participac;:aodos alunos. Uma das possibilidades seria um trabalho que
valorize a ludicidade, mas, no interior da escola existe ainda certa rejeic;:aoem
relac;:aoaos aspectos ludicos presentes nos conteudos da Educac;:aoFisica e isso
pode ser percebido pela valorizac;:aoda seriedade como elemento facilitador da
aprendizagem, banindo-se
0
ludico desse processo, considerando-o como um
entrave para 0 saber.
Assim tratar
0
ludico no interior das aulas de Educac;:aoFisica, especialmente
no Ensino Medio do periodo noturno, necessita uma quebra de velhos paradigmas
que colocam
0
ludico e seriedade em lados opostos do processo ensino-
aprendizagem.
1.2 PROBLEMA
Quais sao os comportamentos observaveis do professor e dos alunos do ensino
medio nas aulas de Educac;:aoFisica no ensino noturno?
1.30BJETIVO
1.3.1 Objetivo Geral
Investigar
0
comportamento do professor e dos alunos nas aulas de Educac;:ao
Fisica do curso noturno de uma Escola Estadual.
1.3.2 Objetivos Especificos
- Analisar se existe uma preocupac;:aocom os aspectos ludicos nas aulas de
Educac;:aoFisica do ensino noturno.
7
- Analisar
0
comportamento do professor, nas aulas de Educa<;ao Ffsica do
0
comportamento dos alunos, nas aulas de Educa<;ao Ffsica do
ensino noturno.
- Analisar
ensino noturno.
- Analisar as atividades desenvolvidas, nas aulas de Educa<;ao Ffsica do
ensino noturno.
- Identificar quais as metodologias utilizadas pelo professor.
8
2. REVISAo
2.1 A Educa9ao
DE UTERATURA
Fisica no ensino noturno: a questao do ludico.
A Secretaria de Estado da Educaltao lanlt0u 0 Livro Didatico Publico que se
refere
a
Educaltao Fisica no Ensino Medio. Neste livro encontramos alguns
conteudos estruturantes como: Esporte, Jogos, Ginastica, Lutas e Danlta. No
capitulo que trata do tema "jogos" esta destacado que
0
ser humane e um ser
competitiv~ e nesta linha de raciocinio estabelece, uma relaltao entre esportes e
jogo, pontuando 0 reforlto que 0 esporte faz no aspecto competitiv~, apontando para
as possibilidades do jogo, como estrategia interessante para minimizar esta
problematica.
Tambem aponta alguns indicios de como esta tematica pode ser trabalhada
no ensino medio. inclusive com propostas de praticas educativas.
Ja no que se refere ao aspecto legal, existe uma legislaltao que institui as
Diretrizes Curriculares Nacionais para
0
Ensino Medio, onde destacamos alguns
artigos:
"Art. 5°. Para cumprir as finalidades do ensino medio previstas pela lei, as escolas
organizarao seus curriculos de modo a: I - ter presente que os conteudos
curriculares nao sao fins em si mesmos, mas meios basicos para constituir
competencias cognitivas ou sociais, priorizando-as sobre as informa<;oes; II - ter
presente
que
as
linguagens
sao
indispensaveis
para
a
constituiltao
de
conhecimentos e competencias; III - adotar metodologias de ensino diversificadas,
que estimulem a reconstrultao do conhecimento e mobilizem
0
raciocinio. a
experimentaltao, a solultao de problemas e outras competencias
cognitivas
9
superiores; IV - reconhecer que as situa<;:6esde aprendizagem provocam tambem
sentimentos e requerem trabalbar a afetividade do aluno".
Nota-se aqui uma preocupa<;:ao legal com a ado<;:ao de metodologias
diversificadas para a aprendizagem integral do aluno.
Ainda as Oiretrizes Curriculares Nacionais preveem: "Art. 6°. Os prindpios
pedagogicos da Identidade, Oiversidade e Autonomia, da Interdisciplinaridade e da
Contextualiza<;:aoque serao adotados como estruturadores dos curriculos do ensino
medio. No Art. 10°. A base nacional comum dos curriculos do ensino medio sera
organizada em areas de conhecimento, como, Linguagens, Codigos e suas
Tecnologias, objetivando a constitui<;:aode competencias habilidades que permitam
ao educando: a) Compreender e usar os sistemas simbolicos das diferentes
linguagens como meios de organiza<;:aocognitiva da realidade pela constitui<;:aode
significados, expressao, comunica<;:aoe informa<;:ao; e ainda compreender os
elementos cognitivos, afetivos, sociais e culturais que constituem a identidade
propria e ados outros. 1°. A base nacional comum dos curriculos do ensino medio
devera contemplar as tres areas do conhecimento, com tratamento metodologico
que evidencie a interdisciplinaridade e a contextualiza<;:ao. 2°. As propostas
pedagogicas
das
escolas
deverao
assegurar
tratamento
interdisciplinare
contextualizado para: Educa<;:aoFisica e Arte, como componentes curricula res
obrigatorios".
Novamente a lei aponta para a importancia do tratamento metodologico e
refor<;:aa obrigatoriedade do ensino de Educa<;:aoFisica.
Ja a Lei de Oiretrizes e Bases da Educa<;:aoNacional - LOB, Lei nO.9.394/97,
estabeleceu
como
sendo
dever
obrigatoriedade do Ensino Medio.
do
Estado
a
progressiva
extensao
da
10
o
Plano Nacional de Educat;:ao, sancionado pelo Congresso Nacional em
2001, estabeleceu metas para a educat;:aono Brasil com durat;:aode dez anos e que
garantisse, entre muitos outros avant;:0s,a elevac;aoglobal do nivel de escolaridade
da populat;:ao,a melhoria da qualidade do ensino em todos os niveis, a reduc;ao das
desigualdades sociais e regionais, a amplia~ao do atendimento na Educat;:aoInfantil,
Ensino Medio e Superior. 0 Plano Nacional de Educat;:ao,tal como foi concebido,
previu uma reavaliat;:aode suas metas em quatro anos. Uma das mais importantes
metas do Plano Nacional de Educa~ao no que tange
acesso a todos aqueles que concluam
0
0
Ensino Medio e a garantia do
Ensino Fundamental em idade regular no
prazo de tres anos, a partir do ana de sua promulga~ao.
Oados de 2001 da Pesquisa Nacional por amostragem de Oomicilios do
Instituto Brasileiro de Geografia e de Estatistica - PNAO/IBGE indicam que do total
da popula~ao na faixa etaria entre 15 e 17 anos, a idade regular para se cursar
0
Ensino Medio, apenas 37% [cerca de quatro (4) milh6es de jovensj encontravam-se
matriculados neste nivel de ensino. Cerca de outros 10% [um (1) milhao de jovensj
ainda estavam cursando 0 ensino fundamental, frequentando cursos na modalidade
de educat;:aode jovens e adultos ou mesmo cursos profissionais. Comparando estes
dados com
0
total da populac;aodesta faixa etaria, conclui-se que mais de 5milh6es
de jovens que deveriam estar cursando 0 Ensino Medio, sequer estavam
matriculados na escola.
Observa-se ainda neste mesmo ano, que um (1) milhao e 500 mil alunos
concluiram
0
Ensino Fundamental em idade regular e outros novecentos (900) mil
concluiram-no com idade superior a 17/18 anos, aumentando a demanda pelo
Ensino Media. Tendo em vista que uma das raz6es que provocam a distor~ao
idade/serie e a elevada exclusao dos jovens do Ensino Medio e 0 nao ingresso neste
11
nivel de ensino logo ap6s a conciusao
do Ensino Fundamental,
uma ac;:ao imediata que estenda a obrigatoriedade
concluirem
oferecimento
em
idade
regular.
Tambem
faz-se necessaria
do Ensino Medio a todos os que 0
devem
ser
criadas
condic;:6es
de vagas que, no prazo de cinco anos, correspondam
anos, a 100% da demanda
de Ensino Medio, em decorrencia
para
0
a 50% e, em dez
da universalizac;:ao e
regularizac;:ao do fluxo de alunos no Ensino Fundamental.
2.1.1 Caracteristicas
da escola estudada.
No ana de 1965 0 estabelecimento
passou
a categoria
fundamental
de Colegio
de ensino, onde se realizou a pesquisa,
Estadual,
mas
s6 em
1975 tornou-se
ensino
e medio e continua ate os dias de hoje.
Este Colegio Estadual tem como meta trabalhar
apropriac;:ao democratica
do saber que emancipa,
aluno, atraves da liberdade consciente
um de seus Iemas "oportunizar
tambem integrando
Atualmente
e critica, baseada
a igualdade
para a
pela valorizac;:ao do professor
no respeito
e do
mutuo, sendo
de condic;:6es para a cidadania
a familia, afim de que se atinja a qualidade
plena,
de vida desejada".
no en sino noturno, existem seis turmas e cerca de cento e vinte
(120) alunos freqLientando
as aulas, este e um numero muito pequeno,
do ana letivo sao matriculados
Os alunos
a Educac;:ao voltada
do ensino
po is no inicio
cerca de cinqLienta alunos por turma.
noturno
sao geralmente
trabalhadores,
tendo
uma
jornada diaria de oito ou seis horas.
A politica
adotada
na escola preve 0 ingresso
de alunos ensino
noturno
partir dos dezoito anos, mas existem alguns casos de alunos com dezesseis
que s6 se matriculam
com a autorizac;:ao do responsavel.
a
anos
12
Os alunos do ensino noturno geralmente sao caracterizados como "mais
responsaveis" no seu processo de escolariza<;:ao,pelo fato de ja trabalharem e terem
maiores responsabilidade, mas este nao e
0
caso nessa escola, pois alem dos
alunos que trabalham e precisam estudar a noite, tem uma clientela de alunos que
por nao se "comportarem bem" nos outros turnos, sao transferidos para
0
noturno e
tambem existem alguns casas de alunos que cumprem medidas socio-educativas ou
liberdade assistida e que estao no ensino noturno.
Apesar de ser uma escola bem conceituada e situar-se num bairro nobre da
cidade, sua ciientela e constituida por alunos de outros bairros mais carentes. Isto
nao seria motivo para um desleixo com
0
ensino, muito pelo contrario, mas nao e
0
que parece acontecer nesta escola, uma vez que os professores deixam a desejar
em suas responsabilidades educativas. A equipe pedagogica pouco se envolve
nestas quest6es e nem sequer apresenta Projeto Politico Pedagogico, sendo que,
toda escola e obrigada a ter seu PPP ou uma copia do mesmo que deve ficar a
disposi9aOda comunidade na escola.
2.2 0 Ludico e sua significa9ao como fenomeno cultural.
Segundo Huizinga (2001) as animais brincam tal como as homens. Qualquer
ser pensante e capaz de entender que a jogo possui uma realidade aut6noma
mesmo que ainda nao definido. 0 jogo e irracional, mas nossa vida e um "jogo", se
verificarmos que a jogo se baseia na manipula<;:ao de imagens numa certa
"imagina9ao" da realidade, entao temos que compreende-Io como um fator cultural
da vida. Assim a jogo e uma fun<;:aoda vida, mas nao esta definido, em termos
16gicas,bial6gicas au eslelicas. Para a adullo
0
jogo e superfluo, pais so pratica nas
"horas de 6cio", e quando faz parte da sua cultura se torna obriga<;:ao.As principais
caracteristicas do jogo sao: ser livre; ser simb61icoe nao deixa de ter certa ordem.
13
a
"Chegamos, assim,
jogo:
0
primeira das caracteristicas fundamentais do
fato de ser livre, de ser ele proprio liberdade; Uma segunda
a primeira, e que 0 jogo
caracteristica, intimamente ligada
nao
e vida
"corrente" nem vida "real", pelo contrario, trata-se de uma eva sao da
vida "real" para uma esfera temporaria de atividade com orienta9aO
propria". (pg.11).
No jogo existem Iimitac;;6es de espac;;o e de tempo. Existe tambem ordem, e 0
nao cumprimento
desta "estraga 0 jogo". Tambem
esta "cheio de duas qualidades:
conforme
0 ritimo e a harmonia"
existem regras as quais tem que se obedecer.
Huizinga (2001) 0 jogo
e apesar do intuito de ganhar,
As regras sao imprescindiveis
em um
jogo. Nesta linha de raciocino este autor analisa que e dificil uma separaC;;ao nitida
entre, os agrupamentos
sociais permanentes,
e do outr~, 0 dominio ludico, dentro do
jogo todos somos iguais, po is costumes
da vida quotidiana
vida "real" somos diferentes
coisas diferentes.
qualidade
e fazemos
perdem a validade,
Os jogos
na
infantis tem a
ludica em sua propria essencia e na forma mais pura.
A crianc;;a jog a e brinca com a mais perfeita seriedade,
mas sabe que 0 que
esta fazendo
e um jogo. Pois quando uma crianc;;a e argumentada
esta fazendo
ela responde
que esta "brincando".
tambem pode ser considerado
sobre 0 que ela
0 jogo autentico e espontaneo
e
serio, 0 jogador pode se entregar de corpo e alma ao
jogo.
Huizinga
considerando-o,
absorvente
(2001)
identifica
0 ludico
"fundamentaimente,
para 0 jogador, desiigadas
em diferentes
como 0 jogo,
de interesses
esferas
uma atividade
da vida
social,
nao seria,
mas
materiais e praticada de acordo
com regras de ordem, tempo e espac;;o, e cuja essencia
repousa
no divertimento".
14
Sendo parte integrante de vida em geral, possui um carater desinteressado, gratuito
e provoca evasao do real.
o jogo satisfaz as necessidades das criangas, quando a mesma joga
em "agao", ela demonstra vontades e toma suas decisoes, assim
0
ela esta
jogo torna-se
elemento basico para a mudanga das necessidades e da consciEmcia. Nos jogos
existem regras as quais a imaginagao torna como se fosse uma "coisa seria".
Da mesma maneira que alguns jogos nao sejam tao inocentes como parecem
e trazem consigo todo um ritual de violencia e varios tipos de descriminagao. 0 jogo
de "cagador" pode ser tomado como
exemplo, posto que
0
mesmo envolve a
situagao imaginaria de "guerra", onde os participantes devem "matar"
outra equipe para ganhar
0
0
oponente da
jogo. Dessa maneira os jogos podem ser representar
uma rica oportunidade de reflexao sobre diversas questoes.
o professor que se utiliza desta estrategia metodol6gica em suas aulas, pode
sugerir uma mudanga nas regras, visando evitar a sobrepujanga da competigao
sobre 0 ludico. Este e apenas um exemplo das inumeras possibilidades que
0
jogo e
a ludicidade podem agregar nas aulas de Educagao Fisica.
Santin (2001) acredita que
0
ludico estara na Educagao Fisica quando nao
houver mais a preocupagao com a formagao "campeoes ou recordistas", mas sim
com as caracteristicas do brinquedo e com os passos de crianga.
Acredita tambem, que
0
segredo da ludicidade deve-se expressar no prazer,
na alegria e no agrado, quando brincamos ou mesmo fazemos algo sem a intengao
de sempre sairmos vitoriosos e que acima de tudo, nos proporcione prazer e alegria,
isso e a pr6pria ludicidade.
15
No entanto, a sociedade consumista nao perde tempo, par isso tem
interess~~ voltados para as crian<;as, visando vender os brinquedos que para eles
nao tem
0
sentido ludico, mas sim representam apenas, um objeto de consumo.
Estas quest6es tambem poderiam servir de pane de fundo em discuss6es
estabelecidas com os alunos do ensino noturno, desencadeada ate par suas
experiencias pessoais. A industria cultural esta sempre mudando seu discurso cujo
objetivo e a massifica<;aoe 0 consumo desenfreado, onde a todo
0
novos objetos e diferenciados para que a crian<;a e ate mesmo
momento surgem
0
adulto acritico,
sempre estejam renovando seus brinquedos.
Quanto a estes aspectos ja destacava Dumazedier:
"Supervaloriza a produGiio e acrescenta-se
tirando prove ito de confusiio
sedutoramente
introduza
0
0
entre
0
a publicidade, a qual,
real e
0
imaginario,
exibe
absoluto da satisfaGiio futura, para que af se
germe da decePGiio" (Dumazedier, 1962).
Com isso as crian<;as nao precisam explorar sua imagina<;ao, usar sua
criatividade para brincar, mas sim pegar um objeto pronto, e quando enjoar dele,
deixa-o de lado e pega ~Utro,cada vez mais aperfei<;oadose pr6ximos do real. Cabe
ressaltar que os brinquedos quanto mais perfeitos e atraentes forem, mais a crian9a
ficara distante do seu mundo do "brincar", ou seja, por exemplo, quando ela brinca
com areia na praia, ela se imagina como se fosse um pedreiro construindo seu
castelo, mas quando Ihe dao um castelo pronto de plastico nao e a mesma coisa, a
crian<;a tem que sentir prazer, alegria ao brincar e nao ser manipulado pela
sociedade consumista e e um dos papeis da escola abrir espa<;o para estes
questionamentos.
16
2.3 0 Ludico na Educac;ao Fisica: alguns indicios.
A Educa!{ao Fisica histaricamente fOi. utilizada como meio de preparar a
juventude para a defesa da Na!{ao, fortalecer
0
trabalhador ou buscar talentos
esportivos que representassem a Patria internacionalmente. Hoje ela e reconhecida
como "area de conhecimento" objetivando
tambem evidenciar
0
0
estudo do corpo em movimento, como
carater essencial de sua pratica que e a integra!{ao como
outras disciplinas do Ensino Basico. Assim a Educa!{ao Fisica deve propiciar uma
aprendizagem que mobilize os aspectos culturais, sociais, eticos onde os alunos
deverao estar capacitados para participar de varias atividades como: jogos,
ginastica, dan!{as, lutas com a finalidade de reconhecer
expressar sentimentos, afetos e emo!{oes, respeitando
0
direito ao lazer e
pr6ximo, repudiando a
0
violencia adotando habitos saudaveis de higiene e alimenta!{ao e refor!{ando
0
espirito critico em rela!{ao a imposi!{ao de padroes de beleza estetica e de saude.
Esses elementos dentro da disciplina de Educa!{ao Fisica deverao ser
construidos
coletivamente
e individualmente
atraves
de uma
proposta
de
participa!{ao constante da Escola e da Sociedade.
Conforme a Diretrizes Curriculares do Ensino Medio - MEC - existem alguns
conteudos importantes para ser desenvolvidos neste nivel de ensino, como:
participar de atividades corporais, mantendo rela!{oes equilibradas e construtivas;
reconhecer
0
lazer como direito de todo cidadao; conhecer os efeitos que as
atividades fisicas faz no organismo humano e na saude; utilizar diferentes
linguagens e ritmos como meio de produzir, expressar e comunicar suas ideias;
valoriza!{ao dos jogos recreativos e das dan!{as como forma de lazer e integra!{ao
social; Identificar as capacidades fisicas basicas; respeitar
do outro; reconhecer
0
0
limite pessoal e 0 limite
corpo sensivel e emotivo; desenvolver aspectos hist6rico-
17
sociais dos jogos e esportes mais atuais e relevantes; compreender, discutir e
construir as regras e aplica-Ias aos esportes e jogos; dese.nvolver aspectos historicosocial das dangas; construgao do movimento expressivo e rftmico; conhecer,
organizar e interferir no espago de forma aut6nomo bem como reivindicar locais
adequados para promogao de atividades corporais e de lazer, reconhecendo como
uma necessidade do ser humane e um direito do cidadao, em busca de uma melhor
qualidade de vida; organizar e praticar atividades corporais, valorizando como
recurso para usufruto do tempo disponivel; reconhecer e valorizar as diferengas de
desempenho, Iinguagem e expressividade decorrentes, inclusive, dessas mesmas
diferengas culturais, sexuais e sociais; adotar atitudes de respeito mutuo, dignidade
solidariedade na pratica dos jogos, lutas e esportes, buscando
0
dialogo, e prescindir
da figura do arbitro, sabendo identificar os diferentes contextos amador, recreativo,
profissional, escolar, reconhecendo e evitando ser excessivamente competitiv~ em
quaisquer desses contextos.
Ainda nas Diretrizes ha uma indicagao de algumas metodologias como, por
exemplo: atraves de jogos e brincadeiras todos os alunos devem aprender uns com
os outros, criando oportunidades para que possam compartilhar; superar suas
dificuldades e desafios, trabalhando em grupos, fazendo com que eles tenham
habilidades parecidas;
0
professor deve debater com alunos sobre varios temas;
utilizar-se de exibigao de fitas de video, DVDs mostrando varios conteudos, fazendo
com que os mesmos possam ver os movimentos e tecnicas empregadas; fazer com
que os alunos percebam as varias atividades corporais e a diversidade de
manifestagoes.
Como ja foi citada anteriormente, a comunidade escolar deve estimular
algumas habilidades dos alunos, como: desenvolver atividades corporais mantendo
18
relayoesequilibradas
e construtivas; manter atitudes de respeito e repudiar a
violencia; ser capaz de reconhecer como integrante do ambiente escolar; saber .se
organizar nos jogos e brincadeiras; praticar atividades de formas equilibradas;
reconhecer as condiyoes de trabalho que comprometem
desenvolver espirito critico em relayao
estetica; reconhecer
E tambem
0
0
a
0
desenvolvimento;
imposiyao de padroes de saude, beleza
lazer como um direito do cidadao.
documento em questao aponta algumas competencias do
professor, que seria: respeitar
0
desempenho e a caracterfstica de cada aluno
coletivamente e individualmente; em situayoes ludicas esportiva devem desenvolver
a solidariedade; adotar habitos saudaveis de higiene, aJimentayao nas atividades
corporais, percebendo seus efeitos sobre os alunos; propiciar condiyoes fisicas e de
saude e buscar a melhoria de saude de todos; saber usufruir seu tempo disponfvel;
conhecer a regularidade e a perseveranya, regulando e dosando
acordo com as possibilidades de cada aluno, permitindo
0
0
esforyo de
aperfeiyoamento das
competencias corporais; procurando locais adequados para desenvolver suas
atividades corporais e de lazer; e reconhecer que a sociedade divulga alguns
"padroes" e levar os alunos a conhecer sua diversidade e a compreender como
estao inseridos na cultura que produziu esses modelos, evitando
0
consumismo e
0
preconceito.
Os instrumentos de avaJiayao utilizados pelo professor, deverao atender a
demanda dos objetivos educativos expressos nas seleyoes de conteudos, atraves
da observayao e participayao do aluno no processo de construyao do conhecimento,
devendo essa avaliaQaoser continua de acordo com
0
desenvolvimento individual.
Relatorios e trabalhos de apreciayao de alguma atividade como evento
esportivo ou algum espetaculo, podendo ser interdisciplinar.
19
Verificando se os alunos realizam as atividades de maneira cooperativa,
adotando atitudes de respeito, dignidade solidariedade, se reconhece suas
caracteristicas fisicas
e motoras e a de
seus colegas,
sem discriminar
particularidades fisicas, pessoais, sexuais ou sociais.
Como se pode observar, este e apenas um dos documentos que existem para
nortear a a9aO pedagogica do professor, cabendo ao mesmo, lan9ar maos de tais
procedimentos para alcan9ar a excelencia do ensino.
2.40 ludico na perspectiva da abordagem
Hist6rico-critica.
A Educa9aO Ffsica e denominada cultura corporal, nomeada como: esporte,
gimistica, dan9a e outros conteudos e dessa forma pretende levar os alunos a
apreenderem a expressao corporal como linguagem, comunicando-se atraves do
corpo.
o
professor para tanto, necessita adaptar sua metodologia, adaptando seus
instrumentos de trabalho visando nao fugir de seus objetivos. Nao se utilizando de
evasivas como, por exemplo, alegando que em sua escola ha material, para
trabalhar nas aulas de Educa9aO Ffsica, nao deixando seu aluno prejudicado,
alegando descaso do govemo, ou por sua propria falta de vontade.
0 professor
eticamente comprometido com seu ensino, fara de tudo para cumprir seus objetivos,
e metas de ensino, com ou sem as condi90es ideais.
Para tanto trabalhar com os jogos e brincadeiras pode ser uma boa saida,
diante da precariedade das escolas publicas, mas, a valoriza9ao do ludico ainda e
muito restrita, porque e visto como "coisa de crian9a", ou seja, a sociedade produtiva
e do consumo colocam a crian9a como um ser nao pensante, mas a palavra ludico
esta vinculada a uma a9aOque e cheia de alegria e de prazeres, e isso faz parte da
20
existencia humana, entao
0
ludico nao se limita somente a uma fase da vida, seja na
intancia, na adolescencia e ate na idade adulta isso permanece em nos.
E
necessario que nas aulas de Educagao Fisica haja uma preocupagao para
que os alunos nao pensem que as brincadeiras sao proprias da infancia, e
importante garantir
0
espago do ludico para jovens e prop~r atividades que eles a
pratiquem sem constrangimento.
A infancia e uma fase da vida onde acarretamos ricas experiencias e que as
outras se somam ao longo da vida.
21
3. METODOLOGIA
3.1 TPO DE PESQUISA
Sera descritivo;
observacional
durante 20 horas aula.
3.2 POPULA<;:AO
Escola Estadual de um bairro nobre da cidade de Curitiba.
3.3 AMOSTRA
Professor e alunos do ensino medio noturno.
3.4 INSTRUMENTO
o
instrumento
utilizado neste trabalho foi
de Educa({ao Fisica do ensino noturno;
pel as seguintes
a observa({ao
direta das suas aulas
atraves de um roteiro de analise; composto
questoes;
1-Qual a metodologia
utilizada nas aulas;
2- Em que momentos da aula sao trabalhados
jogos ludicos;
3- Como 0 professor se relaciona com seus alunos;
4- Como os alunos se envolvem
5- Quais os procedimentos
nas atividades
(comportamento)
propostas
nas aulas.
do professor
e aluno nas aulas
de Educa({ao Ffsica no curso noturno.
3.5 COLETA DE DADOS
Foi em forma de observa({ao,
Educaliao
Fisica;
roteiro de analise.
observando
em uma Escola Estadual
suas aulas
com um professor
e com isso analisando-as
conforme
de
0
22
3.6 L1MITACOES
'.'
Uma Escola.somente;
•
Com um unico professor;
4.0 APRESENTAc;:Ao
E DISCuc;:Ao DOS RESULTADOS
Para analise do ocorrido npS aulas utilizou-se de observa~iio, em uma Escola
Estadual com um professore de Educa~iio Fisica; observando suas aulas e com isso
respondendo alguns criterios como:
Como
0
professor se relaciona com seus alunos?
Aparentemente bem. Ele niio obriga ninguem a fazer aula, mas em algumas
conversas informal com alguns alunos eles reclamavam por niio ter aulas. Durante
tempo da aula
0
0
professor fica na arquibancada conversando com os alunos que
nao pratica atividades, ou seniio, passeando pela escola.
Qual a metodologia utilizada nas aulas?
Nas observa~6es, nao foi utilizada nenhuma metodologia, pois
0
professor
niio exercia sua fun~iio, alegando que niio e possivel dar aulas com poucos alunos,
sendo que havia em tome de dez a quatorze alunos em cada turma.
Em que momentos da aula siio trabalhados jogos ludicos?
Nas aulas observadas em nenhum momento, os alunos faziam
e se queriam, pois
0
0
que queriam
professor niio obrigava os alunos a fazer qualquer tipo de
atividade, s6 proporcionava aos alunos uma bola de volei, uma de basquete e outra
de futsal.
Como os alunos se envolvem nas atividades propostas nas aulas?
Nas observa~6es
0
professor niio propos atividades, deixava as bolas
a
disposi~iio dos alunos, e se os alunos quisessem jogar jogavam, mas niio os
obrigavam, nem se quer explicava aos alunos qual a finalidade de cada bola; Por
24
exemplo, a bola de volei se manuseia com as maos e nao com os pes; que era
0
que os alunos faziam.
Os alunos mais interessados pegavam
a bola e mesmo com poucos colegas
propunham uma atividade como "chute ao gol".
Os alunos sao avaliados desta forma: os que pegam a bola durante as aulas
tem nota de participa9ao, e os que nao fazem nada nas aulas e pedido um trabalho
sobre algo relacionado a esportes para que justifique sua nota.
Quais os procedimentos do professor e aluno nas aulas de Educa9aO Fisica
no curso noturno?
No primeiro dia de observa9ao
0
professor aguardou os alunos na quadra e
depois, foi busca-Ios em sala de aula, deixou as bolas a disposi9aOdos alunos e nao
propos nenhuma atividade em nenhuma das aulas,
0
seu comportamento e
sequencial, ja os alunos ficaram sentados sem fazer nada, a minoria deles se propos
a jogar, mas sem instru9ao alguma.
No segundo dia nao foi muito diferente,
0
professor aguardou os alunos na
quadra deixou os alunos com as bolas e se ausentou-se do local, alguns deles
fizeram atividade por conta propria, 0 comportamento do professor e sequencial.
No terceiro dia de observa9ao
0
professor nao compareceu nas primeiras
aulas, e os alunos foram liberados para fazerem
0
que queriam, quando chegou
para dar as outras aulas, aguardou os alunos na quadra e novamente deixou os
alunos sozinhos; depois liberou os alunos mais cedo.
No quarto dia foi urn pouco diferente, pois quando os alunos chegaram
quadra
0
a
professor pediu-Ihe ajuda para carregar algumas caixas, logo liberou os
alunos; com a outra turma ele deixou os alunos estudando para uma prova de outra
25
materia; nas outras aulas com seu comportamento
sequencial,
alunos e as deixou sozinhos e liberou os alunos mais cedo.
deu as bolas para os
26
5.0 CONCLUSAO
Conclui-se a partir deste trabalho que
0
profissipnal de Educa<;:aoFisica do
Estado do Parana na rede publica do ensino medio do noturno nao se utiliza de
atividades ludicas em suas aulas como estrategia metodologica, pelo menos na
institui<;:aoem que foi feito este trabalho ja que nas outras nao foi possivel.
Nas aulas foi acompanhado
trabalho de um professor graduado em
0
Educa<;:aoFisica e com alguns anos de experiencia na area. Pode-se concluir que
isto apenas nao basta.
o
professor nao se utiliza de nenhuma estrategia metodologica em suas
aulas, muito menos de atividades ludicas ou jogos ludicos.
Nao foi possivel tambem observar a relevancia ou a preocupa<;:ao do
professor, em trabalhar qualquer tipo de atividade. Nao se preocupava se os alunos
queriam aprender algum tipo de esporte.
o professor apesar de nao se preocupar em aplicar atividades se relacionava
bem com seus alunos, pois alguns alunos sendo, a minoria que nao gosta de
praticar atividades aceita numa boa a maneira que e proposta as aulas.
Tambem nao eram desenvolvidas atividades nas aulas de Educa<;:aoFisica,
propostas pelo professor somente quando os alunos se propunham a fazer algum
tipo de atividade por conta propria.
Nas aulas observadas, como
0
professor nao exercia sua fun<;:ao,tambem
nao foi utilizada nenhum tipo de metodologia.
Foi decepcionante
0
que observei que foi
0
descaso do professor de
Educa<;:aoFisica qual com seus alunos, com sua profissao, e com a escola. Espero
nunca fazer algo parecido em minha carreira profissional.
27
Este
profissionais
ou
ate
trabaiho
foi
de
extrema
da area especiaimente
mesmo
investigando
poderiam estar nas escolas.
0
importancia
para
desta Universidade,
comportamento
que
futuramente
os
possam estar pesquisando
desses
professores,
que
nao
28
6.0 REFERENCIAS
ALMEIDA,
P. N. Educaq80 ludica. Loyola, Sao Paulo: 1987.
ANGULSKI,
C.M.
Jogos,
brinquedos
e brincadeiras:
uma
construq80
coletiva.
Curitiba, 2002.
BRUHNS,
COLETIVO
H. T. - Temas sobre o/azer.
DE AUTO RES , Metodologia
Campinas:
2000.
do ensino de Educaq80
fisica - Sao Paulo:
Cortez, 1992.
HUIZINGA,
J. - HOMO LUDENS, Sao Paulo: 2001.
MARCELINO,
N. C. - Lazer e educaq80. Campinas:
SANTIN, S. Educaq80 Fisica da alegria e do ludico
Papirus, 1987.
a opress80
do rendimento.
alegre, 2001.
VARIOS AUTORES.
Educaq80 Fisica, Curitiba: SEED-PR,
http://www.potalmec.gov.com.br.
Acesso em 17/11/2006.
2006.
Porto
29
APENDICES
30
APENDICE
A - ROTEIRO
DE ANALISE
QUESTOES
1- Qual a metodologia
2- Em que momentos
utilizada nas aulas.
da aula sao trabalhados
jogos recreativos.
3- Como 0 professor se relaciona com seus alunos.
4- Como os alunos se envolvem nas atividades
propostas
nas aulas.
5- Quais os procedimentos
professor
e aluno
(comportamento)
Educa<;:ao Fisica no curso noturno.
nas aulas
de
31
APENDICE
8 - DADOS DAS ANALISES
Data: 01-11-2006 - quarta-feira
Turmas: 1°A
"
Horario: 18h50min AS 19h40min (previsto)
ObservaGoes:
Como e a primeira aula 0 professor aguarda os alunos na quadra,
conforme os alunos viio chegando foi feita a chamada por numero. 0
professor deixou tres bolas a disposiGiio dos alunos que queriam fazer
aula e ficou sentado na arquibancada a aula inteira. Havia 11 alunos na
aula, dois jogava v6lei, dois futebol, e os outros alunos ficavam sentados.
Data: 01-11-2006 - quarta-feira
Turmas: 1°8
Horario: 19h40min as 20h20min (previsto)
ObservaGoes:
o
professor buscou os alunos na sala de aula, e fez a chamada na
quadra, havia nove alunos. 0 professor deixou tres bolas a disposiGiio dos
alunos que queriam fazer aula e ficou sentado na arquibancada a aula
inteira. Dois joga v6lei, dois futebol, e tres basquete, os outros ficou
passeando pela escola.
Data: 01-11-2006 - quarta-feira
Turmas: 2°A
Horario: 20h40min as 21h20min (previsto)
ObservaGoes:
Como nas outras aulas 0 professor deixou os alunos fazer 0 que quer, as
bolas colocou a disposiGiio, mas nenhum aluno quis praticar atividade,
entiio ficariio todos batendo papo uns com os outros.
Data: 01-11-2006 - quarta-feira
Turmas: 2°8
Horario: 21h20min as 22hOOmin(previsto)
ObservaGoes:
o professor buscou os alunos na sala de aula trouxe para quadra, depois
fez a chamada e deixou os alunos sozinhos na quadra, e afastaram-se, os
alunos ficaram conversando e quatro alunos jogando volei ate 0 final da
aula.
32
Data: 01-11-2006 - quarta-feira
Turma: 3° 8
Horario: 22hOOminas 22h40min (previsto)
Observalt°es:
Na ultima aula havia tres alunos para assistir a aula, e 0 professor deu a
presenlta para os alunos presentes e os dispensou para que fossem
embora.
Data: 06-11-2006 - segunda-feira
Turma: 1° A
Horario: 18h50min AS 19h40min (previsto)
Observalt°es:
o professor ficou na quadra aguardando os alunos chegarem, logo fez a
chamada e deixou os alunos a vontade para fazerem 0 que quiser, dois
dos alunos foram jogar basquete e 0 restante ficou andando pela escola.
o professor ficou conversando com alguns deles na arquibancada.
Data: 06-11-2006 - segunda-feira
Turma: 1°8
HorMio: 19h40min as 20h20min (previsto)
Observalt°es:
o
professor buscou os alunos na sala de aula e trouxe para a quadra, fez
a chamada e deixou os alunos a vontade. Havia dez alunos presentes,
tres deles jogaram basquete, quatro jogaram v61ei, e os outros ficaram
sentados a aula toda com 0 professor na arquibancada.
Data: 06-11-2006 - segunda-feira
Turma: 2°A
Horario: 20h40min as 21h20min (previsto)
Observalt°es:
o professor buscou os alunos na sala de aula e vieram para a quadra, ele
fez a chamada e novamente deixou os alunos largados, alguns desses
alunos brincaram com as bolas que ali estavam a sua disposic;:ao,os
outros nao fizeram nada, eo professor ficou na sala dos professores.
Data: 06-11-2006 - segunda-feira
Turma: 2°8
Horario: 21h20min as 22hOOmin(previsto)
Observalt°es:
o
professor bUSGOUos alunos na sala de aula, e fez a chamada na
quadra, havia doze alunos. 0 professor deixou tres bolas a disposiltao dos
alunos que queriam fazer aula e ficou sentado na arquibancada a aula
inteira. Dois joga v61ei, quatro futebol, e tres basquete, os outros ficou
passeando pela escola.
33
Data: 06-11-2006
- segunda-feira
Horario: 22hOOmin as 22h40min
Turma: 3°B
(previsto)
..
Observa<;:6es:
o professor buscou as alunos na sala de aula e vieram para a quadra, ele
fez a chamada e novamente deixou as alunos largados, e ele ficou na sala
dos professores. Os alunos nao fizeram nada.
Data: 08-11-2006
quarta-feira
Turma: 1°A
Horario: 18h50min AS 19h40min (previsto)
Observa<;:6es:
Nesta aula 0 professor
liberou as alunos.
Data: 08-11-2006
nao havia chego a escola,
entao a supervisora
quarta-feira
Turma: 1°B
Horario: 19h40min as 20h20min
(previsto)
Observa<;:6es:
o professor
ainda nao estava presente, entao as alunos foram novamente
liberados.
Data: 08-11-2006
quarta-feira
Turma: 2°A
Horario: 20h40min
as 21h20min
(previsto)
Observa<;:6es:
o professor aguardou as alunos na quadra, fez a chamada, e nova mente
as deixou, ele ficou andando pel a escola e os alunos ficaram sozinhos,
somente cinco alunos jogaram bola.
Data: 08-11-2006
Turma: 2°B
quarta-feira
Horario: 21 h20min as 22hOOmin (previsto)
Observa<;:6es:
o
professor buscou as alunos na sala de aula e trouxe para a quadra, ele
fez a chamada e novamente deixou as alunos largados, e ele ficou na sala
dos professores ate que bater a sinal.
34
Data: 08-11-2006
Turma: 3°8
quarta-feira
Horario: 22hOOmin as 22h40min
(previsto)
..
Observar;:6es:
o
professor buscou os alunos e trouxe para a quadra, fez a chamada,
deixou os alunos fazer 0 que quisessem,
e ficou com dois alunos
arremessando
a bola de basquete, depois ficou sentado e liberou os
alunos mais cedo.
Data: 13-11-2006
- segunda-feira
Horario: 18h50min AS 19h40min (previsto)
Observar;:6es:
Aguardou os alunos na quadra, fez a chamada e pediu que os meninos 0
ajudassem
para carregar algumas coisas do patio para a sala de
Educar;:ao Ffsica, enquanto as meninas ficaram passeando pel a escola,
depois liberou os alunos.
Data: 13-11-2006 - segunda-feira
Turma: 1°8
Horario: 19h40min as 20h20min
(previsto)
Observar;:6es:
o professor buscou os alunos e trouxe para a quadra, fez a chamada, e
deixou os alunos estudarem para a prova que eles iriam ter na pr6xima
aula, mas e claro de outra materia, que nao Educar;:ao Fisica.
Data: 13-11-2006 - segunda-feira
Turma: 2°A
Horario: 20h40min
as 21 h20min (previsto)
Observar;:6es:
o
professor ficou na quadra aguardando os alunos chegarem, pois eles
estavam no recreio, logo fez a chamada e deixou os alunos a vontade
para fazerem 0 que quiser, quatro deles foram jogar basquete e 0 restante
ficou sentado com 0 professor conversando na arquibancada.
Data: 13-11-2006 - segunda-feira
Turma: 2°8
Horario: 21 h20min as 22hOOmin (previsto)
Observar;:6es:
o
professor buscou os alunos na sal a de aula, e veio para a quadra onde
deixou os alunos sozinhos com as bolas, as meninas ficaram sentadas
conversando, e os meninos jogaram basquete.
35
Data: 13-11-2006
Turma: 3°8
Observac;:6es:
- segunda-feira
Horario: 22hOOmin as 22h40min
(previsto)
..
o professor trouxe os alunos para a quadra, fez a chamada e falou das
faltas para os alunos, deixou os alunos a vontade, alguns deles jogaram
v6lei, e logo foram Iiberados par'i:! ir embora.