UNIVERSIDADE DO SUL DE SANTA CATARINA JOÃO ANTÔNIO CHULA DE CASTRO DIRETRIZES PARA ELABORAÇÃO DE PROGRAMAS DE TREINAMENTO DE CORRIDA PARA ADULTOS COM FOCO EM SAÚDE Palhoça 2011 JOÃO ANTÔNIO CHULA DE CASTRO DIRETRIZES PARA ELABORAÇÃO DE PROGRAMAS DE TREINAMENTO DE CORRIDA PARA ADULTOS COM FOCO EM SAÚDE Relatório de Estágio apresentado ao Curso de Educação Física e Esporte da Universidade do Sul de Santa Catarina como requisito parcial para obtenção do título de Bacharel em Educação Física e Esporte. Orientador: Prof. Erasmo Paulo Miliorini Ouriques, Msc. Palhoça 2011 JOÃO ANTÔNIO CHULA DE CASTRO DIRETRIZES PARA ELABORAÇÃO DE PROGRAMAS DE TREINAMENTO DE CORRIDA PARA ADULTOS COM FOCO EM SAÚDE Este Relatório de Estágio foi julgado adequado à obtenção do título de Bacharel em Educação Física e Esporte e aprovado pelo Curso de Educação Física e Esporte da Universidade do Sul de Santa Catarina. ________, ___ de __________ de 20__. Local dia mês ano __________________________________________________ Prof. e orientador Erasmo Paulo Miliorini Ouriques, Msc. Universidade do Sul de Santa Catarina - UNISUL __________________________________________________ Profa.: Elinai dos Santos Freitas Schütz, Msc. Universidade do Sul de Santa Catarina - UNISUL __________________________________________________ Prof.: Gustavo de Sá e Souza, Msc. Universidade do Sul de Santa Catarina - UNISUL AGRADECIMENTOS Agradeço ao Orientador do estudo Prof. Erasmo Paulo Miliorini Ouriques, Msc. quem me incentivou e guiou durante esta caminha. A instituição UNISUL onde pude ter o contato com os mestres e os colegas de curso que tiveram grande participação nesta jornada. A minha família que deu todo o suporte necessário paro alcance dos meus objetivos. Aos amigos que sempre estiveram apoiando e torcendo pelo sucesso. Aos participantes da pesquisa sem os quais esta meta não passaria de um projeto. E todos os colaboradores diretos e indiretos do estudo. “Se um dia tiver que escolher entre o mundo e o amor... escolha o amor e com ele conquiste o mundo.” (Albert Einstein) RESUMO O estudo teve como objetivo elaborar um programa de treinamento de corrida para adultos com ênfase na busca por saúde. Foi aplicado o programa de treinamento e verificada a funcionalidade do mesmo através de pré-teste e pósteste. A pesquisa de caráter pré-experimental com delineamento pré-teste / pósteste de grupos não randomizados teve amostra composta por 12 participantes (5 mulheres e 7 homens) com idade média de 37 anos (± 3,70) para mulheres e de 33 anos (±5,42) para homens. Como critério para inclusão solicitou-se realização mínima de 70% das sessões do programa de treinamento com duração de doze semanas. As coletas foram realizadas no Laboratório de Esforço Físico da UNISUL unidade Pedra Branca. Coletaram-se valores de VO2 máximo, FC máxima, avaliação da composição corporal com coletas das medidas de estatura e massa corpórea para determinação dos valores de IMC, circunferência de quadril e de cintura para cálculo da RCQ, coletas de medidas de dobras cutâneas para cálculo da densidade corpórea e estimativa do percentual de gordura. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) da UNISUL sob número 11.333.4.09.III. As coletas foram realizadas nos meses de agosto e setembro de 2011. Os resultados obtidos foram os seguintes: para o IMC o valor médio do pré-teste para as mulheres foi de 21,52 (± 2,53) e no pós-teste de 21,60 (± 2,79), para os homens o primeiro valor médio encontrado foi de 25,10 (± 0,46) e segundo de 24,86 (± 0,47), quanto ao %G para as mulheres no pré-teste o valor médio foi de 25,83 (± 2,58) e no pós-teste de 25,78 (± 2,89), para os homens o primeiro valor médio obtido foi de 20,32 (± 4,28) e o segundo de 18,88 (± 3,53), em relação aos valores de RCQ o valor médio inicial para as mulheres foi de 0,73 (± 0,01) e o segundo valor de 0,71 (± 0,02), para os homens o valor médio do préteste de 0,84 (± 0,01) e o do pós-teste de 0,84 (± 0,004), o valor de VO2máx. médio obtido pelas mulheres no pré-teste foi de 27,61 (±3,879) mL(kg.min)-1 e no pós-teste de 33,83 (± 0,60), para os homens no pré-teste o valor médio alcançado foi de 40,70 (± 3,45) mL(kg.min)-1 e no pós-teste o valor médio foi de 46,68 (± 2,88), os valores médios de homens e mulheres tiveram elevação positiva (22,55% para mulheres e 14,68% para homens), para a FC máx. o valor médio inicial das mulheres foi de 170 (± 6,10) bpm e no pós-teste de 174 (± 2,60), os homens no pré-teste obtiveram valor médio de 181 (± 0,70) bpm, no pós-teste o valor médio atingido foi de 185 (± 4,84). Esses resultados permitem-nos concluir que o programa de treinamento teve funcionalidade com notáveis alterações do VO2 máx. e resultados positivos na mudança de hábitos por parte dos participantes. Palavras-chave: Treinamento. Corrida. Saúde. LISTA DE TABELAS Tabela 1 .................................................................................................................... 45 Tabela 2 .................................................................................................................... 46 Tabela 3 .................................................................................................................... 47 Tabela 4 .................................................................................................................... 50 LISTA DE GRÁFICOS Gráfico 1 .................................................................................................................... 49 Gráfico 2 .................................................................................................................... 49 Gráfico 3 .................................................................................................................... 50 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO ....................................................................................................... 11 1.1 CONTEXTUALIZAÇÃO DO TEMA E PROBLEMA ............................................. 11 1.2 OBJETIVO GERAL ............................................................................................. 12 1.3 OBJETIVOS ESPECÍFICOS ............................................................................... 12 1.4 JUSTIFICATIVA .................................................................................................. 13 2 REVISÃO DE LITERATURA .................................................................................. 15 2.1 TREINAMENTO E SAÚDE.................................................................................. 15 2.1.1 Frequência cardíaca ....................................................................................... 18 2.1.2 VO2 máx. e FCtreino ou de reserva ............................................................... 19 2.1.3 Composição corporal..................................................................................... 21 2.2 CORRIDAS DE RUA ........................................................................................... 22 2.3 TREINAMENTO PARA CORRIDAS DE RUA ..................................................... 25 2.3.1 Princípios do treinamento ............................................................................. 27 2.3.2 Sistemas energéticos..................................................................................... 30 2.3.3 Periodização ................................................................................................... 32 2.3.4 Sessões de treino para corrida ..................................................................... 34 3 MÉTODO................................................................................................................ 39 3.1 TIPO DE PESQUISA ........................................................................................... 39 3.2 PARTICIPANTES DA PESQUISA ....................................................................... 39 3.3 INSTRUMENTO DE PESQUISA ......................................................................... 39 3.4 PROCEDIMENTOS DE COLETAS DE DADOS ................................................. 42 3.5 ANÁLISE DOS DADOS ....................................................................................... 44 4 APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS....................................... 45 5 CONCLUSÃO E SUGESTÕES .............................................................................. 52 REFERÊNCIAS ......................................................................................................... 55 ANEXOS ................................................................................................................... 59 11 1 INTRODUÇÃO 1.1 CONTEXTUALIZAÇÃO DO TEMA E PROBLEMA Devido à grande procura por qualidade de vida e saúde através da prática de exercícios físicos vê-se uma grande proliferação dos grupos de corrida em academias e assessorias esportivas assim como o crescente número de eventos desta modalidade com corridas em ruas, praias, parques e trilhas. O estudo proposto visa à definição das diretrizes para montagem de programas de treinamento de corrida para adultos, tendo como foco a saúde. Foi desenvolvido pensando nos profissionais que hoje ao buscarem um conhecimento para o início do trabalho de preparação dos seus alunos ou atletas para estes tipos de eventos, se deparam com uma vasta literatura e diferentes metodologias de treinamento. Neste momento de início do trabalho surge a dúvida de qual metodologia seguir, quais os tipos de treinamentos utilizados para a preparação física dos praticantes e ainda quais destes estão diretamente relacionados com a busca pela saúde. Hoje existem métodos sugerindo trabalhos variados de cinco vezes por semana como o do Instituto de Corrida e Treinamento da Universidade de Furman (Furman Institute of Running and Scientifc Training - FIRST) alternando corrida e outros exercícios aeróbicos (PIERCE; MURR; MOSS, 2009). Outros estudos destacam programas de treinamento de sete sessões por semana com até dois períodos, como os do programa de treinamento de Tulloh (NEWSHOLEM; LEECH; DUESTER, 2006). A metodologia de treinamento proposta é relacionada com a busca por saúde através da utilização de avaliações dos valores de composição corporal, VO2 máximo (VO2 máx.), frequência cardíaca de repouso e frequência cardíaca máxima (FC máx.), citados por Guedes e Guedes (2006) como índices de saúde e pelos autores Basset e Howley (2000) como métodos para demonstrar os efeitos de programas de treinamento. A Organização das Nações Unidas (ONU) define saúde como sendo um estado completo de bem-estar físico, mental e social e não apenas a ausência 12 de doença e enfermidade. Já no Manual do Colégio Americano de Medicina Esportiva (ACSM) é apresentada um a discussão de terminologias para a definição de aptidão física e da aptidão física e saúde. Fazendo-se uso de conceitos de diversos autores pode-se definir a aptidão física como a capacidade de executar tarefas diárias ou atividades físicas com vigor e agilidade sem uma fadiga excessiva e com energia suficiente para se usufruir as horas de lazer e responder as emergências imprevistas, mantendo esta habilidade por toda a vida. Para a aptidão física relacionada à saúde são citados pelos autores cinco componentes sendo estes: a aptidão cardiorrespiratória, a composição corporal, a flexibilidade, a força muscular e o endurance muscular (ou resistência muscular localizada) (DWYER & DAVIS, 2006). Com esta discussão, somos deparados com o problema de: quais as diretrizes para a montagem de programas de treinamento de corridas para adultos, tendo como foco a saúde? 1.2 OBJETIVO GERAL - Elaborar um programa de treinamento de corrida para adultos com ênfase na busca por saúde, aplicando as diretrizes encontradas na literatura. 1.3 OBJETIVOS ESPECÍFICOS - Levantar as diretrizes e os tipos de treinamentos específicos para corrida mais adequados para a busca por saúde; - Aplicar um programa de treinamento de corrida para adultos; - Verificar a funcionalidade do programa utilizado com acompanhamento dos valores de condicionamento cardiorrespiratório e das variáveis da composição corporal por meio de avaliações periódicas; 13 - Analisar as alterações encontradas nos testes e comparar com os indicativos encontrados na literatura; - Relacionar com a metodologia aplicada os valores de composição corporal, VO2 máximo e frequências cardíacas encontrados. 1.4 JUSTIFICATIVA Recente pesquisa do Ministério da Saúde (2011) indica que 48% da população brasileira esta acima do peso e que 46,3% dos adultos acima de 18 anos na cidade de Florianópolis encontram-se em mesma situação por conta da má alimentação e a falta de exercícios físicos. Pinheiro, Freitas e Corso (2004) apresentam dados de estudos realizados pelo Ministério da Saúde do final da década de 80 e início da década de 90 indicando que 32% da população adulta brasileira apresentava algum grau de sobrepeso. Para a região Sul os dados observados foram de 34% para homens e 43% para mulheres, um número maior quando comparado ao valor nacional. Estes estudos quando comparados com pesquisas da década de 70 alertam para o aumento em 100% do número de indivíduos do sexo masculino e 70% do sexo feminino nesta situação. Os dados atuais quando comparados aos dados anteriores, trazem a importância das ações sociais para a difusão da prática de exercícios físicos em busca da saúde, mas esta busca, obtenção e manutenção da saúde devem ser orientadas e acompanhadas por profissionais capacitados. O estudo proposto vem de encontro a estas prerrogativas com a definição das diretrizes para a montagem de um programa de treinamento, bem como a montagem de novos outros programas de treinamento adequados para o trabalho relacionado à saúde. Sabe-se que a aptidão física de uma pessoa, seja ela voltada à saúde ou voltada para performance, contém diferentes componentes e classificações, dentre eles a capacidade cardiorrespiratória e a composição corporal. Um maior condicionamento cardiorrespiratório tem caráter de prevenção de doenças 14 cardíacas. Segundo Ravagnani, Coelho, Burini (2005) com o avançar da idade existe um declínio da capacidade funcional do sistema cardiovascular, expresso pelo VO2máx., este pode ser considerado um fator de risco independente para mortalidade cardiovascular e outras causas. Em contrapartida o maior condicionamento cardiorrespiratório reduz a mortalidade por doenças cardíacas. Nos estudos originais do Furman Institute of Scientific Training - FIRST (PIERCE; MURR; MOSS, 2009) já é dada importância à capacidade cardiorrespiratória uma vez que a mesma está também diretamente relacionada ao desempenho em corridas de médias e longas distâncias, onde o sistema aeróbio supre em maior parte a necessidade de energia do corpo. A composição corporal, outro importante componente da aptidão física, sofre modificações com o efeito do treinamento e permite uma aferição bastante aceita na comunidade científica. Neste quesito, serão obtidos valores de massa e estatura corporal para o cálculo do Índice de Massa Corpórea (IMC), espessuras de dobras cutâneas com as quais será calculado e determinado o percentual de gordura (%G) e das circunferências da cintura e do quadril para o cálculo da Relação Cintura e Quadril (RCQ), visando traçar um quadro do corredor em relação aos indicadores de saúde. 15 2 REVISÃO DE LITERATURA 2.1 TREINAMENTO E SAÚDE O estudo proposto esta focado no treinamento para a saúde pública mais do que pensando na capacidade atlética. Assim sendo, os cinco componentes da aptidão física relacionados à saúde são a aptidão cardiorrespiratória, a composição corporal, a flexibilidade, a força muscular e o endurance muscular (ou resistência muscular localizada). A aptidão cardiorrespiratória traduz-se pela capacidade de execução de exercícios de intensidade moderada a alta de modo dinâmico fazendo-se uso de grandes grupos musculares, por períodos prolongados (DWYER & DAVIS, 2006). A composição corporal é resumidamente a divisão relativa do peso corporal em porcentagens de massa de gordura e massa de tecido isento de gordura. A flexibilidade é definida pelos autores como a capacidade de se movimentar uma articulação através de sua amplitude de movimento completa. Um conceito de aptidão muscular é lançado pelos autores como a união da potência muscular e do endurance muscular, sendo a potência muscular a força máxima gerada por um determinado músculo ou grupo muscular e o endurance muscular a capacidade de um grupo muscular para gerar contrações repetitivas de um percentual específico da contração voluntária máxima durante um período de tempo. Estes componentes da aptidão física podem ser mensurados através de testes e comparados com valores normativos (DWYER & DAVIS, 2006). A atividade física regular gera diversos benefícios à função cardiorrespiratória, na redução de fatores de risco para doença aterosclerótica coronariana, na prevenção da mortalidade e morbidez reduzida, fatores psicológicos entre outros. Entre os benefícios citados pelos autores Dwyer e Davis (2006) e Ravangani, Coelho e Burini (2005) os que estão relacionados com o aprimoramento da função cardiovascular e respiratória são: o aumento da captação de oxigênio, diminuição da ventilação por minuto para determinada intensidade submáxima, assim como o custo de oxigênio miocárdico, a frequência 16 cardíaca e pressão arterial, aumento da densidade capilar na musculatura esquelética, elevação do limiar do exercício para o acúmulo de lactato no sangue e para o início de sinais ou sintomas de doença (ex. angina do peito, depressão isquêmica do seguimento ST, claudicação – insuficiência de circulação arterial nos MMII, causando dor muscular). Na redução nos fatores de risco para doença aterosclerótica coronariana estão: as pressões sistólicas e diastólicas de repouso reduzidas assim como a gordura corporal total e a intra-abdominal, aumento do colesterol lipoprotéico de alta densidade sérico (HDL) e redução dos triglicerídeos séricos, aprimoramento da tolerância à glicose e redução da necessidade de insulina. Nota-se também, a influência da atividade física regular na prevenção da mortalidade e redução da morbidez de forma primária, intervindo para a prevenção de eventos cardíacos agudos, onde são associadas à atividade e/ou a aptidão com taxas mais baixas de morte por doença aterosclerótica coronária e de incidência mais baixa para doenças cardíacas combinadas, doença aterosclerótica coronariana, câncer do cólon e diabetes tipo 2. Na prevenção da mortalidade e redução da morbidez de forma secundária (após um evento cardíaco agudo, para se prevenir outro) vê-se uma redução da mortalidade cardiovascular e as outras causas nos pacientes pós-infartos do miocárdio que participam de programas de treinamento com exercícios de reabilitação cardíaca. Nos fatores psicológicos pode-se citar a redução da ansiedade e depressão e o aumento das sensações de bem-estar. Outros benefícios como o desempenho aprimorado do trabalho, das atividades recreativas e esportivas também podem ocorrer (DWYER & DAVIS, 2006); (RAVANGANI; COELHO; BURINI, 2005). Em obra editada por Negrão e Barreto (2006) é colocado que a prática de atividade física ou mesmo o estilo de vida mais ativo tem se demonstrado ao longo do tempo como um meio de proteção contra a ocorrência de doenças cardiovasculares, reduzindo além da mortalidade cardiovascular a mortalidade por todas as causas citando estudos com início na década de 50 e com comprovação na década de 90. Uma das discussões dos editores em sua obra é a dificuldade de se saber quanto e qual o melhor exercício para se obter ganhos de longevidade. Os fatores citados que contribuem para isto são: a pouca precisão e a divergência entre os estudos na mensuração do gasto energético, da 17 intensidade praticada e a classificação da condição física. Em relação à intensidade é observado que com a progressão nos níveis praticados existe uma melhora gradual da redução da mortalidade por doença coronariana mesmo para indivíduos acima de 60 anos e o mínimo de incremento entre homens de meiaidade proporciona redução substancial do risco de morte por todas as causas principalmente nos menos condicionados. A recomendação de saúde pública é de prática de atividade física por pelo menos 30 minutos diários de intensidade moderada totalizando 1.000 kcal por semana, sendo esta a mais adequada para melhora dos índices de mortalidade levando-se em conta a grande parcela populacional sedentária e a dificuldade encontrada para as mudanças radicais de hábitos. A recomendação de saúde pública não deve ser confundida com o atendimento individual, onde é trabalhada a motivação para a melhora e superação da condição física pessoal fazendo-se uso de avaliações e prescrições de exercícios personalizados. Heyward (2004) apresenta um estudo do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos (U.S. Department of Health & Human Services - DHHS) do ano 2000, traçando como objetivo uma aderência de 30% da população com 18 anos ou mais em programas de atividade física para o ano de 2010. Estas atividades seguem a recomendação pública citada anteriormente de 30 minutos diários. Porém na data de publicação da obra (2004), já é colocada a pouca possibilidade de se atingir a meta traçada visto que somente 15% dos adultos norte-americanos praticam esta quantidade recomendada, 29% da população não pratica qualquer atividade física em suas horas de lazer e 60% dos adultos não pratica a quantidade recomendada. Vê-se uma relação entre este estudo e o estudo realizado pelo do Ministério de Saúde de 2006 a 2010, citado na justificativa, relatando que 12,2% da população brasileira adulta não pratica nenhuma atividade física e o estado com o maior número de praticantes é o Distrito Federal com 24,4%, em Florianópolis somente 16,3% da população pratica atividade física em suas horas de lazer. Ainda é citada uma predição de treze anos para a equiparação dos dados nacionais com os encontrado nos Estados Unidos. 18 2.1.1 Frequência cardíaca A frequência cardíaca (FC) é geralmente aumentada de forma progressiva de acordo com a intensidade do exercício, existindo uma relação vagamente linear entre a FC e a carga de trabalho ou a potência. Seus valores costumam estabilizar-se em torno de 2 ou 3 minutos após o indivíduo atingir a sua carga de trabalho máxima, porém em cargas mais elevadas os valores tardam progressivamente mais tempo para se estabilizarem. Em cargas ainda maiores é alcançada uma FC definível, o valor desta frequência tem seu valor reduzido com a idade (GARRETT JUNIOR; KIRKENDALL, 2003). Para Robergs e Roberts (2002) o coração responde ao exercício com um aumento da FC, da fração e do volume de ejeção e do débito cardíaco. Ressaltam que o exercício dinâmico induz aumentos na FC, no volume de ejeção, no débito cardíaco e nas pressões arteriais diferentes dos provocados durante o exercício isométrico, existindo também diferenças nos exercícios dinâmicos envolvendo os membros superiores daqueles que envolvam os membros inferiores devido à maior massa muscular por parte dos inferiores. Na FC quando observada durante o estado estável, vê-se claramente um aumento linear de seus valores bem como os de consumo de oxigênio (VO2) com a intensidade, porém quando observada a resposta desta durante o exercício progressivo para avaliar sua relação com a intensidade é percebido que muitos indivíduos possuem apenas uma porção linear na curva de FC, existindo também uma variação individual na resposta curvilínea ao aumento da carga de trabalho, não sendo assim surpresa que ocorram erros consideráveis na avaliação das intensidades de exercício ou na predição do VO2 a partir da FC. Negrão e Barreto (2006) colocam em obra editada uma associação direta entre a prática de exercícios físicos e a redução do número de batimentos por minutos (bpm) na frequência cardíaca de repouso (FC repouso) bem como a elevação do número de bpm da FC máxima. Chegando-se a observar valores inferiores a 25 bpm na FC de repouso em atletas de alto rendimento. Para aferir a FC podem ser utilizados métodos sofisticados como traçados eletrocardiográficos e também recursos simples como a palpação de 19 artérias periféricas. Sendo sugerida a utilização do primeiro exemplo durante a realização de testes ergométricos. Um método comumente utilizado para predição da frequência cardíaca máxima (FC máx.) é a expressão matemática “220 - a idade” com base em informações tiradas de estudos realizados em indivíduos com mais de 20 anos submetidos a esforço físico máximo, onde foi observado um decréscimo médio de 1 batimento cardíaco por minuto a cada ano. É chamada a atenção para o fato de que os estudos foram realizados em sujeitos portadores de algum tipo de cardiopatia, sendo assim alguns deles faziam uso de medicamentos. Recentemente houve uma preocupação em revisar-se o modelo inicial desta equação, através da análise de estudos anteriores e na sequência com experiências laboratoriais onde foi constatado que independente do sexo e do nível de condicionamento cardiorrespiratório do avaliado as variações de FC máx. em sujeitos adultos assintomáticos em relação a disfunções cardiovasculares e metabólicas é mais bem expressa pela equação FC máx.= 208 - (0,7 x idade em anos). Em estudos com aplicação de ambas as equações, em avaliados de mesma idade, constatou-se que o modelo “220 - a idade” super estima a FC máx. em indivíduos mais jovens, apresenta valores coincidentes em sujeitos com cerca de 40 anos e, a partir desta idade, subestima os valores progressivamente com o avanço da idade (GUEDES; GUEDES, 2006). 2.1.2 VO2 máx. e FCtreino ou de reserva O VO2 máx. é definido como a capacidade máxima de transporte e de utilização de oxigênio durante o exercício. Esta potência aeróbica máxima é denominada pelos autores como uma medida que reproduz a capacidade do sistema cardiovascular de fornecer sangue a uma grande massa muscular envolvida em um trabalho dinâmico. Os programas para o treinamento do VO2 máx. devem ter duração de vinte a sessenta minutos, sendo efetuados de três a cinco vezes por semana e com intensidade entre 50% a 80% do VO2 máx. A sua taxa de aumento com programas de treinamento com duração de dois a três meses está em torno de 15% podendo ter seus valores reduzidos para 2% a 3% 20 em indivíduos que iniciem os programas com índices elevados e aumentados em até 30% a 50% para sujeitos com valores de VO2 máx. iniciais baixos. Segundo os autores é considerada por muitos cientistas do exercício como a medida mais válida da aptidão cardiovascular (POWERS; HOWLEY, 2005). O VO2 máx. ou consumo máximo de oxigênio também é descrito por Garrett Junior e Kirnendall (2003) como a unidade mais amplamente admitida para se medir a capacidade aeróbia de uma pessoa sendo adicionado em sua conceituação o alcance desta variável no auge do exercício físico. Basset e Howley (2000) descreveram o VO2 máx. como a maior taxa de captação e utilização de oxigênio pelo sangue durante o exercício intenso, sendo uma das principais variáveis no campo da fisiologia do exercício e freqüentemente usada para indicar a capacidade cardiorrespiratória de um indivíduo. Acrescentam ainda que um aumento no VO2 máx. é o método mais comum de se demonstrar os efeitos de um programa de treinamento sendo freqüentemente utilizado para a prescrição de exercícios. Para os autores é limitado por três variáveis: 1) quando existe uma alteração da distribuição do oxigênio (por doping sanguíneo, hipóxia ou beta-bloqueadores), 2) a melhora dos valores de VO2 durante o treinamento primeiramente resultam de uma melhora da capacidade máxima cardíaca de ejeção do sangue, 3) quando uma pequena massa muscular tem sua perfusão aumentada durante o exercício tendo uma alta capacidade de consumir oxigênio. Com relação à prescrição do exercício o ACSM recomenda para a determinação da intensidade a utilização do método de percentual do VO2 de reserva (%VO2R). O VO2R é a diferença entre o VO2 máx. e o consumo de oxigênio em repouso (VO2 repouso). Este método está co-relacionado com o método da frequência cardíaca de treino (FC treino) ou de reserva, que é a diferença entre a FC máx. e a FC repouso. Os valores percentuais para o VO2R e para a FC treino são praticamente iguais, o que torna mais precisa a determinação do VO2 alvo ou da FC alvo. Para o método da FC treino utiliza-se a fórmula de Karvonen expressa por: FC alvo = [% de intensidade do exercício x (FC máx. - FC repouso] + FC repouso. Quanto a intensidade, é recomendado pelo ACSM que esta esteja entre 40/50 a 80% da FC treino (HEYWARD, 2004; HOWLEY & FRANKS, 2000). 21 2.1.3 Composição corporal Guedes e Guedes (2006) conceituam composição corporal como o fracionamento do peso corporal nos seus diferentes componentes. Este fracionamento pode oferecer informações valiosas a respeito do comportamento de indicadores associados ao crescimento físico e a programas de controle de peso corporal através do uso de dietas e prática de exercícios físicos. Citam também que: independentemente do período biológico em que o avaliado se encontre, os componentes que podem ser os maiores causadores de variações nas medidas de peso corporal são os músculos, os ossos, as gorduras e a água. Ressaltando assim, a importância da avaliação da composição corporal partindo da hipótese que indivíduos avaliados como com sobrepeso não necessariamente terão excesso de gordura, podendo este sobrepeso estar associado ao grande desenvolvimento muscular e a sólida constituição óssea, assim como indivíduos avaliados dentro dos limites desejados não tenham necessariamente um perfil favorável dos componentes muscular e ósseo, sendo compensados por excesso de gordura em detrimento de outros componentes, refletindo indícios de eventual aparecimento do estado de obesidade. Existe um interesse médico especial na averiguação da composição corporal tanto na medicina preventiva quanto na medicina esportiva devido à estreita relação entre a composição corporal com o estado de saúde e a capacidade de rendimento físico. Durante a realização de programas de treinamento foi observado que mudanças nas espessuras de dobras cutâneas freqüentemente representam o critério percentual mais inequívoco para determinação da influência de um programa aplicado em determinado indivíduo ou grupo. Nestes casos verificou-se que, quanto maior o ponto de mudança aeróbio-anaeróbio no caso de carga crescente, menores seriam as espessuras de dobras cutâneas (HOLLMAN; HETTINGER, 2005). Para McArdle, Katch e Katch (2008) as cinco principais razões justificadoras da necessidade de uma avaliação precisa da composição corporal em um programa abrangente de aptidão física total são: 1) Proporcionar um ponto de partida no qual serão baseadas as decisões atuais e futuras acerca da perda e 22 do aumento de peso, 2) Fornecer objetivos reais da maneira ideal de equilibrar-se a gordura corporal e os compartimentos livres de gordura, 3) Estar relacionada com o estado de saúde geral, desempenhando um importante papel nos objetivos relacionados à saúde e com a aptidão para todos os indivíduos, 4) Monitorar mudanças nos componentes adiposos e magros durante programas de treinamento com diferentes durações e intensidades, 5) Permitir que profissionais da área da saúde (nutricionista do esporte, dietista, treinador pessoal, técnico, treinador atlético, fisioterapeuta, médico, líder do exercício) proporcionem aos indivíduos com os quais interagem informações de qualidade acerca de nutrição, controle de peso e exercício. Os autores também frisam que quadros de altura e peso como o índice de massa corporal (IMC) (usados freqüentemente para detectar a existência de “sobrepeso” e “excesso de gordura”) possuem valores limitados durante a avaliação do somatotipo, pois nem sempre existe coincidência entre “sobrepeso” e “excesso de gordura”. 2.2 CORRIDAS DE RUA Desde os primórdios o homem utiliza a corrida como meio de locomoção e durante um grande período de sua existência como artefato de sobrevivência, seja na caça ou para a fuga. Newshole, Leech e Duester (2006) também colocam que a sobrevivência do ser humano se deu por sua versatilidade podendo correr rápido durante curtos períodos de tempo ou em velocidade mais lenta por longos períodos e distâncias e até mesmo fazendo uma alternância de velocidades. Segundo os autores esta versatilidade foi muito bem expressa nos jogos olímpicos de 1988 quando Carl Lewis venceu a prova dos 100m rasos alcançando a velocidade de 43 km/h, a vitória de Gerlindo Bordin na maratona com o tempo de 2h10min32 (velocidade média de 19,04 km/h) e ainda o feito de Tonn Raferty que percorreu 1.609 km por trilhas em 14 dias, 11 horas e 59 minutos. Ressaltam também que estes atletas não correram pela sobrevivência, mas pelo prazer de competir e vencer. 23 Nos dias atuais não se utiliza mais a corrida como meio de sobrevivência, mas em muitos locais ainda se vê a prática deste como meio de locomoção e de comunicação. Na era feudal, na época do Estuardos (dinastia que reinou na Escócia de 1371 até 1603 e de 1603 até 1649, em conjunto, Inglaterra e Irlanda) existiam os chamados running-footmans que tinham a função de avisar a chegada de seus senhores para os habitantes de determinada região para a devida recepção dos mesmos. Na Turquia estes corredores eram chamados de puchs. Na Inglaterra já neste período surgia o interesse da promoção de competições entre estes corredores e a presença de premiações em libras para os vencedores, os eventos possuíam longas distâncias com cerca de 80 a 150 km (FERNANDES, 2003). Até hoje estas competições formam talentos da corrida pelo mundo, um exemplo disto é o ainda existente e de altíssimo nível campeonato dos correios jamaicano, por onde passaram grandes nomes no atletismo. Zakharov e Gomes (2003) em sua classificação de modalidades por grupo classificam a corrida como uma modalidade cíclica onde se manifesta principalmente a resistência. Fernandes (2003) trás a classificação das corridas por diferentes abordagens citando as divisões levando em conta a organização (balizadas e não balizadas), quanto ao desenvolvimento (rasas e com obstáculos), em relação ao esforço fisiológico (velocidade pura, velocidade prolongada, resistência anaeróbica e resistência aeróbia ou geral), de acordo com o ritmo (velocidade pura, meio-fundo, fundo e grande fundo), provas olímpicas e por fim corridas indoor (pista coberta). O estudo esta focado nas corridas de fundo e grande-fundo priorizando a resistência aeróbia ou geral. Aulus Sellmer no prefácio da edição brasileira da obra de Bingham e Hadfield (2009) comenta que o ser humano foi feito para se mover e a falta deste movimento gera atrofia muscular. Cita também estudos que sugerem uma perda gradual da massa muscular após os 30 anos e os benefícios da corrida no combate ao sedentarismo e enfatiza que o sucesso de um programa de corrida esta relacionado com a capacidade de planejamento e organização da vida profissional e pessoal do corredor. No corpo da obra os autores colocam a corrida como presente em nossas vidas já nos primeiros passos e na infância a presença 24 do correr sem razão alguma como um dos maiores prazeres da vida, enfatizando que este deve sê-lo até os dias de hoje. Reforçam esta afirmação trazendo à tona a recente revolução (iniciada nos anos 90) que está alterando a imagem do corredor do indivíduo com um mínimo percentual de gordura e veloz para os rápidos e vagarosos, magros e nem tão magros, jovens, idosos e mulheres e todas estas associações. Corredores que nem sempre competirão podendo até correr e caminhar nos eventos ou simplesmente caminhar, participando pelo simples prazer de alcançar a linha de chegada e superar os seus limites, fugindo do estereótipo vanguardista com corredores inflexíveis e os eventos reservados para corredores de elite. Os principais eventos internacionais de corrida atuais são: Maratona de Nova York, Maratona de Boston, Maratona de Chicago, Maratona de Berlim, Maratona de Londres e Maratona de Paris, eventos que reúnem milhares de corredores (para a edição da Maratona de Nova York de 2011 o número de inscrito foi limitado em 47.000 corredores). Os eventos de maior expressão nacionais são a Maratona de São Paulo, Maratona do Rio de Janeiro, bem como as meias maratonas das mesmas duas cidades, estes eventos reúnem mais de 20.000 participantes em suas respectivas edições. Em Santa Catarina dois eventos, A Volta à Ilha e o Mountain Do, chamam a atenção por serem realizados em sua maior parte por terrenos variados, saindo do asfalto (piso tradicional dos eventos de corrida de rua) e com formato de revezamento por equipes. Ambos com um grande número de participantes, para sua edição de 2012 a Volta á Ilha limitou o número de inscrições para 400 equipes e no ano de 2009 teve 3.500 atletas inscritos (WEB MARKETING ASSOCIATES, 2011); (NEW YORK ROAD RUNNERS, 2011); (YESCOM, 2011); (SPIRIDON, 2011); (ECO FLORIPA, 2011); (SPORTS DO, 2011). 25 2.3 TREINAMENTO PARA CORRIDAS DE RUA O treinamento para as corridas é tão antigo quanto à sua prática, existem registros de métodos de treinamento já nos primeiros Jogos Olímpicos (776 a.C) e ainda assim as competições atléticas eram populares muito antes dessa época, o que sugere uma existência prévia destes métodos. Comenta-se também que Iccus de Tarentam (Taras) tenha sido o primeiro a escrever um livro sobre este assunto cerca de 440 anos antes de Cristo. Desde o princípio os treinadores eram figuras que uniam ao treinamento áreas como a nutrição e a psicologia cuidando para que o dia-a-dia de seus atletas fosse ocupado pela alimentação, descanso e treinamento. Já nesta época eram realizadas críticas aos métodos de treinamento que aplicavam regras rigorosas e rápidas sobre a dieta e técnicas sem levar em conta a idade e as necessidades individuais. Um dos primeiros nomes de destaque no treinamento de corridas é o do finlandês Paavo Nurmi quem teve uma carreira vitoriosa de 26 anos sempre com objetivos bem claros, fazendo uso de novas técnicas, com elevado autoconhecimento, trabalhando a importante relação treinamento, repouso e bons resultados. Foi também o primeiro atleta que se tem registros a fazer uso do treinamento com duas sessões diárias (NEWSHOLME; LEECH; DUESTER, 2006). Fernandes (2003) coloca o treinamento da técnica de corrida como um dos pontos a levar-se em conta com o trabalho do equilíbrio geral do corpo com uma boa postura, a coordenação entre membros inferiores e superiores desde os menores seguimentos, a descontração dos músculos que não estejam envolvidos no movimento para uma melhor economia de corrida, a eficácia com uma dosagem da amplitude dos movimentos. Não dá tanta ênfase aos estilos de corrida e correções, mas coloca que a ação total da corrida deve ser uniforme com movimentação para á frente e em linha reta com os pés apontados para adiante, os quadris e ombros não devem oscilar exageradamente em relação ao seu centro e os braços não cruzam excessivamente o plano anterior contribuindo para o equilíbrio e movimentação. Em sua obra Bingham e Hadfield (2009) fazem um comparativo do treinamento de corrida com uma boa refeição, onde o aquecimento equivale ao 26 aperitivo, o exercício de corrida ao prato principal, os dias de folga aos vegetais feitos no vapor, o cross-training as pimentas frescas, o resfriamento as sobremesas, a boa postura de corrida com os cotovelos fora da mesa e as superfícies aos restaurantes. Nesta relação os autores expressam a importância e contribuição de cada parte com uma associação prática do dia-a-dia do corredor. O aquecimento preparando o corpo de forma gradual para o exercício de corrida que será o momento de se trabalhar o objetivo específico e nesta parte também avançar de forma gradual. Os dias de folga são o período de recuperação do stress e do impacto sofrido durante o ciclo de treinamento, tão importantes como as sessões de treino. Para apimentar o treinamento pode-se fazer uso do crosstraining, que através de um descanso ativo, irá desenvolver musculaturas menos utilizadas durante a corrida com atividades como: remo, natação, ciclismo, yoga, pilates, musculação, ou seja, qualquer atividade exceto correr dando preferência para as atividades que o atleta mais goste. O resfriamento (ou volta à calma) é a desaceleração gradual do ritmo e da intensidade em processo reverso ao aquecimento preparando para o descanso. Para a postura de corrida Bingham e Hadfield (2009) descrevem uma passagem similar a citada anteriormente por Fernandes (2003) colocando a existência de diversos tipos de estilos de corredores e de corridas, enfatizando o relaxamento dos ombros, o olhar a frente, as mãos relaxadas, porém fechadas como segurando algo frágil, e os pés tocando o solo sem saltitar evitando que a altura da cabeça do corredor não varie mais de cinco centímetros. A variação das superfícies é como a escolha dos restaurantes pela possibilidade de se experimentar diferentes sensações e impactos de piso para piso, o concreto como sendo o piso mais comum estando por todos os lados, mas de alto impacto, o asfalto com um pouco menos de impacto e as trilhas e grama como os solos de menos impacto e com variações de estímulos musculares por sua irregularidade, o que também traz a preocupação com as torções. Os autores também comentam que programas de treinamento que não se comparem a uma boa refeição com muitos ingredientes resultam em um fast-food que irá produzir resultados insatisfatórios e de péssima qualidade. Para Pierce, Murr e Moss (2009) um fator determinante dos treinamentos de corrida é a escolha das metas, estas devem ser realistas 27 evitando frustrações por parte dos atletas e dos treinadores. Sugerem que se tracem três metas para os eventos, tempos ou distâncias alvo. Cabendo ao treinador esta orientação e a motivação para o atleta se auto-superar sem criar expectativas milagrosas. Citam que o treinamento deve respeitar os princípios do treinamento, estar de acordo com o sistema energético a ser utilizado e ter uma periodização previamente estudada e planejada em conjunto com as metas pessoais, assuntos que são discutidos nos próximos subtítulos. 2.3.1 Princípios do treinamento Quando pesquisa-se sobre princípios do treinamento, sistemas energéticos e periodização nos deparamos com uma vasta gama de autores e nomenclaturas, alguns com a mesma linha de pensamento e com uma pesquisa ampla pode-se complementar e somar conceitos e teorias. Em relação aos princípios do treinamento, de maneira geral estes são conceituados como a base para a montagem dos programas de treinamento e para o entendimento dos mesmos, estando baseados nas ciências biológicas, psicológicas e pedagógicas. Mesmo apresentados separadamente, tem sua aplicação em conjunto e não como unidades individuais. A presença destes é indicada para todos os programas de treinamento (DANTAS, 2003); (BOMPA, 2002); (PIERCE; MURR e MOSS, 2009); (TUBINO; 2003). Primeiramente realizou-se uma listagem dos autores e os princípios por estes citados e posteriormente uma explanação sobre cada princípio. Pierce, Murr e Moss (2009) em sua obra colocam cinco princípios do treinamento como fundamentais para os programas de treinamento de corrida, estes são: carga de trabalho progressiva (ou adaptação), especificidade, diferenças individuais (ou individualidade biológica), lei dos retornos decrescentes (chamado por Tubino [2003] de treinabilidade) e reversibilidade (ou continuidade). Os princípios anteriores, com exceção da lei dos retornos decrescentes, são citados por Tubino (2003) e Dantas (2003) que somam a estes o princípio da sobrecarga e o da interdependência volume-intensidade. Bompa (2002) com uma 28 abordagem diferenciada coloca outros princípios como a participação ativa, o desenvolvimento multilateral, a variedade e a modelação. Ao estudar estes autores, percebe-se que cada indivíduo possui as suas particularidades e irá responder de uma forma única aos programas de treinamentos, seja por seu genótipo ou fenótipo, biotipo, sua personalidade, suas motivações e as influências do meio, o que nos leva ao princípio da individualidade biológica (DANTAS, 2003); (BOMPA, 2002); (PIERCE; MURR e MOSS, 2009); (TUBINO; 2003). Todo sistema de treinamento deve gerar cargas de stress ao organismo com caracteres físicos, bioquímicos e mentais, podendo estas ter intensidades débeis, médias, fortes ou muito fortes. Estas cargas de stress rompem o estado estável do organismo gerando adaptações para uma nova dose de carga de mesma intensidade ou maior o que remete ao princípio da adaptação (DANTAS, 2003); (BOMPA, 2002); (PIERCE; MURR e MOSS, 2009); (TUBINO; 2003). O princípio da sobrecarga determina que após a aplicação de uma carga, vem um período de recuperação para que o organismo possa restabelecer suas reservas e seu estado estável. Este período é proporcional a intensidade da carga aplicada, dando-se atenção para a aplicação de um novo estímulo com tempo de recuperação suficiente, porém prolongações demasiadas assim como um intervalo insuficiente para a aplicação de uma nova carga não acarreta em ganhos de condicionamentos e sim em perda de condicionamento por perder o período de super-compensação gerado pelo organismo que após um período muito prolongado de recuperação não irá manter a super reserva de energia e nutrientes para o novo estímulo ou um período muito curto entre a aplicação dos estímulos que não possibilitará tempo suficiente para realizar a supercompensação (DANTAS, 2003); (BOMPA, 2002); (PIERCE; MURR e MOSS, 2009); (TUBINO; 2003). Aumentos de carga de volume e intensidade são interdependentes devido à necessidade de uma redução de volume para momentos de aumento de intensidade e redução de intensidades para períodos de volume de treinamento elevado, com o fim de manter uma progressão das cargas evitando assim também o super-treinamento, basicamente para períodos iniciais de treinamento 29 utilizam-se aumentos de volume e para os períodos específicos um aumento da intensidade, o que pode variar de acordo com o evento alvo. Para a corrida os valores de volume podem ser expressos pelo tempo de duração das sessões e tempo total por período (semana, mês) e a quilometragem percorrida, os valores de intensidade podem ser aferidos pela velocidade aplicada ou o ritmo, a redução dos intervalos de recuperação entre uma sessão e outra e durante as sessões de treino, um dos indicadores mais utilizado para uma aferição da intensidade é a zona de FC durante os treinos (DANTAS, 2003); (BOMPA, 2002); (PIERCE; MURR e MOSS, 2009); (TUBINO; 2003). Para manter e aperfeiçoar os ganhos de condicionamento é de fundamental importância a continuidade, sendo benéfica e imprescindível a interrupção controlada para fins de recuperação evitando interrupções demasiadamente prolongadas, podendo assim, associar-se diretamente o princípio da continuidade ao da sobrecarga (DANTAS, 2003); (BOMPA, 2002); (PIERCE; MURR e MOSS, 2009); (TUBINO; 2003). A lei dos retornos decrescentes ou treinabilidade sugere que ao longo do treinamento os indivíduos se aproximam de seu teto genético, limitando o avanço e o aperfeiçoamento do condicionamento fisco, sendo mais fácil e maior o ganho de condicionamento em sujeitos destreinados que em condicionados (HEYWARD, 2004). Tubino (2003) complementa que a resposta individual também irá determinar a velocidade de progressão de cada indivíduo dentro do mesmo programa de treinamento. Bompa (2002) trás quatro princípios diferenciados, um destes, o da modelação pode ser entendido pela simulação de competições, movimentações e ações do desporto desenvolvido, buscando modelar o padrão de resposta a determinadas situações. Associado com esta padronização o autor sugere que um trabalho de desenvolvimento multilateral é fundamental para a melhora do desempenho, devendo o treinador evitar especializações precoces e exageradas, focando o trabalho de desenvolvimento da preparação física geral. Segundo o princípio da variedade para a manutenção da motivação dos atletas o treinador deve fazer uso também de sua criatividade e possuir um 30 amplo repertório de exercícios, trazendo inclusive ações de outras modalidades para variar as sessões de treino (BOMPA, 2002). Para uma melhor participação, um maior entendimento e cooperação os atletas devem ter o próximo princípio, a participação ativa. Este princípio coloca que cabe ao treinador fomentar esta participação com discussões junto com os atletas das metas e objetivos traçados, bem como da finalidade das sessões aplicadas (BOMPA, 2002). Segundo o princípio da especificidade para a melhora de uma qualidade física o programa de treinamento deve estar direcionado para um trabalho específico desta qualidade. Se for necessária uma melhora na velocidade, deve-se trabalhar a velocidade, caso seja necessário um aperfeiçoamento da coordenação motora as sessões devem conter trabalhos específicos de coordenação. Este princípio está associado diretamente aos sistemas energéticos quando sugere que para melhora de um sistema deve-se trabalhar especificamente este sistema (DANTAS, 2003); (BOMPA, 2002); (PIERCE; MURR e MOSS, 2009); (TUBINO; 2003). 2.3.2 Sistemas energéticos Existem três vias metabólicas denominadas sistemas energéticos. Estes sistemas determinam a fonte de energia predominante, não excluindo a participação dos demais durante a atividade. Para atividades de curta duração o organismo faz uso predominante do sistema de trifosfato de adenosina e fosfato de creatina (ATP-CP ou ATP-PCr). As fontes energéticas deste sistema como o próprio nome coloca são o ATP e o fosfato de creatina (CP). Este sistema energético pode manter a atividade por cerca de 3 a 15 segundos, sendo utilizado na prática de corrida para pequenas acelerações e mudanças de ritmo e sprints curtos. Como este sistema é constantemente reabastecido durante o exercício pode-se fazer uso de sua fonte energética durante diferentes períodos da sessão de treino e nas competições, como acelerações para uma boa largada e disputas de chegada bem como para a 31 quebra de ritmo e fuga de um pelotão (grupo de corredores). Este sistema será a fonte principal de energia para esforços maiores que 100% do VO2 máx., assim que os estoques de ATP-CP se depletarem a atividade não poderá mais ser realizada nesta intensidade (MCARDLE; KATCH e KATCH, 2008; NEWSHOLME; LEECH; DUESTER, 2006; WILMORE & COSTIL, 2001). Para atividades de curta a média duração faz-se uso em maior proporção do sistema glicolítico anaeróbico (sem a necessidade de oxigênio). O substrato energético principal deste sistema é o glicogênio muscular. A combinação deste sistema com o sistema ATP-CP permite que o organismo produza força com suprimentos de oxigênio limitados. Seu tempo de predominância em atividades está entre 10 segundos e três minutos. Nas corridas pode ser utilizado para a manutenção de ritmos mais fortes durante um período mais prolongado que os sprints curtos com os mesmos objetivos citados anteriormente. A glicólise (processo de degradação da glicose) gera um substrato chamado ácido-pirúvico que sem a presença de oxigênio será convertido em ácido lático e posteriormente acumulado nos músculos e líquidos corporais. O lactato (ácido lático acumulado no sangue) serve de parâmetro para a classificação de indivíduos em relação ao treinamento de acordo com a capacidade de acúmulo deste no sangue, sendo o acúmulo inicial menor para indivíduos treinados em relação ao não-treinados e o valor teto de acúmulo maior para os treinados que para os não-treinados. Esforços entre 100 e 85% do VO2 máx. são mantidos predominantemente por este sistema (MCARDLE; KATCH e KATCH, 2008; NEWSHOLME; LEECH; DUESTER, 2006; WILMORE & COSTIL, 2001). O terceiro sistema é o aeróbico ou oxidativo (com presença de oxigênio), este sistema esta presente na maioria dos eventos de corrida por ser responsável pelo principal fornecimento de energia para atividades de longa duração. Após a utilização dos demais sistemas o organismo buscará um equilíbrio, alcançando um estado estável iniciando assim o predomínio deste sistema. As fontes energéticas utilizadas neste sistema são a glicose e os lipídeos. Para sua ativação predominante requer um período de 60 a 80 segundos para a ressíntese de ATP em ADP+P (adenosina trifosfato em adenosina difosfato + fosfato), frequência cardíaca e respiração suficiente para o transporte de 32 oxigênio para as células musculares. A degradação do glicogênio com a presença de oxigênio produz pouco ou nenhum ácido lático permitindo assim a continuidade do exercício por períodos prolongados. Eventos com duração acima de duas a três horas podem resultar na degradação total de ácidos graxos e proteínas para restauração dos estoques de ATP, o que expressa uma necessidade de atenção para a alimentação antes, durante e após estes eventos. A utilização predominante deste sistema se dará para esforços não superiores a 80% do VO2 máx. (MCARDLE; KATCH e KATCH, 2008; NEWSHOLME; LEECH; DUESTER, 2006; WILMORE & COSTIL, 2001). 2.3.3 Periodização Conforme visto anteriormente o aperfeiçoamento de alguma(s) qualidade(s) e ou sistema(s) energético(s) deve-se ao treinamento específico deste(s). Para atingirem os objetivos os treinamentos devem estar periodizados com o trabalho de melhora dos sistemas distribuídos ao longo do período planejado evitando-se a monotonia e a especialização exagerada, trazendo dinamismo e um desenvolvimento global dos participantes (BOMPA, 2002; DANTAS, 2003; WILMORE & COSTIL, 2001; ZAKHAROV & GOMES, 2003). Wilmore e Costil (2001) colocam a periodização como um princípio do treinamento distribuindo gradualmente a especificidade, a intensidade e o volume para obtenção do máximo condicionamento físico, onde especificamente o volume e a intensidade serão distribuídos no decorrer de um macro-ciclo. O macro-ciclo é o maior período dentro da periodização podendo ser um ano de competições, um ciclo olímpico, dois ciclos olímpicos e até mesmo a carreira de um atleta. Para o trabalho personalizado de corrida pode-se utilizar grandes eventos ou metas alvo para determinação de um macro-ciclo como o trabalho de vários anos com um cliente (BOMPA, 2002; DANTAS, 2003; WILMORE & COSTIL, 2001; ZAKHAROV & GOMES, 2003). O macro-ciclo esta dividido em períodos menores chamados de mesociclos que possuem metas e objetivos próprios como competições ou tempo e 33 distâncias de corrida (BOMPA, 2002; DANTAS, 2003; WILMORE & COSTIL, 2001; ZAKHAROV & GOMES, 2003). Os meso-ciclos são divididos em períodos de preparação, competição e recuperação ou transição. A fase de preparação possui dois momentos onde em princípio faz-se uma preparação básica com uma abordagem mais global elevando o condicionamento dos participantes e preparando-os para o segundo momento no qual será efetuada uma preparação específica para a meta escolhida. Esta preparação específica por sua vez prepara o atleta para o meso seguinte que é o competitivo. Neste meso em geral a carga de treinamento é reduzida de forma que mantenha o condicionamento em ascensão e também possibilite uma reposição das reservas energéticas, dando-se mais ênfase também ao trabalho técnico e tático. Após o meso-ciclo competitivo realiza-se o meso de transição com o objetivo da recuperação física e mental após a submissão aos extremos esforços para o alcance das metas objetivadas. Neste momento deve-se efetuar a manutenção do condicionamento com uma queda controlada deste, o que nos remete ao princípio da sobrecarga (BOMPA, 2002; DANTAS, 2003; WILMORE & COSTIL, 2001; ZAKHAROV & GOMES, 2003). Por sua vez os meso-ciclos estão subdivididos em micro-ciclos que são as sessões de treino na semana. As sessões podem ser realizadas uma ou mais vezes ao dia e são denominados conforme seus objetivos. Bompa (2002) classifica os micro-ciclos em: de desenvolvimento, de choque, de desenvolvimento e o de competição e descarga. Zakharov e Gomes (2003) colocam uma maior classificação dividindo os micro-ciclos em de treinamento (choque, ordinário, estabilizador, recuperativo de manutenção, propriamente recuperativo), preparatório de controle, pré-competitivo e competitivo. Para os de treinamento pode-se dizer que os de choque têm a função de aplicar grandes cargas com mobilização máxima de reservas, os ordinários terão cargas moderadas formando uma base estrutural do treinamento, os estabilizadores como momentos de estabilização de ganhos obtidos com micros anteriores, para os de recuperação de manutenção e o propriamente dito os nomes sugerem as suas funções onde um irá realizar uma recuperação com manutenção do condicionamento e o outro uma recuperação total. Os de controle são colocados ao final das etapas de treino com o intuito de medir e controlar as alterações e os 34 avanços no treinamento. Os pré-competitivos e competitivos são caracterizados pelos anteriores a competição ou meta e os da competição ou meta em si (BOMPA, 2002; DANTAS, 2003; WILMORE & COSTIL, 2001; ZAKHAROV & GOMES, 2003). 2.3.4 Sessões de treino para corrida A prescrição de exercícios deve levar em conta idade, sexo, nível de aptidão física e os hábitos de exercícios, bem como as preferências do cliente, seus objetivos e a sua disponibilidade. As sessões de treinamento têm como elementos o aquecimento a resistência e o desaquecimento. Tendo o aquecimento duração entre 5 e 10 minutos com objetivo de preparar o organismo para o período de resistência onde se realizará o trabalho específico da sessão e por fim o desaquecimento com duração próxima ao aquecimento ou cerca de 10% do tempo de trabalho específico e o intuito de reduzir as complicações cardiovasculares e contribuir para o período de recuperação. Para mensuração da intensidade do exercício pode-se fazer uso do método do VO2 relativo (VO2 R), métodos de frequência cardíaca de treino (FCtreino) ou de reserva, de percentual da FC máx. ou por índices de percepção de esforço. Conforme citado anteriormente, a intensidade do exercício deve ficar entre 40/50 a 85% da FC treino. A duração recomendada pelo ACSM é de 20 a 60 minutos de atividade levando em conta a intensidade do exercício. A frequência dos programas de treinamento deve ser de três a cinco dias por semana. É ressaltado que tanto a duração, a intensidade quanto a frequência do exercício devem ser planejadas de acordo com os objetivos calóricos do programa, as metas pessoais do cliente e sua disponibilidade (BOMPA, 2002; DANTAS, 2003; HEYWARD, 2004; WILMORE; COSTIL, 2001; ZAKHAROV; GOMES, 2003). Dantas (2003) descreve os métodos de treinamento como contínuos, intervalados, fracionados, de circuito e adaptativos. Os contínuos possuem aplicação de carga contínua durante a sessão, os intervalados com aplicação de cargas em intervalos de tempo, os fracionados com carga aplicada em módulos, 35 os de circuito divididos em estações e os adaptativos utilizando fatores estressantes além do exercício. Bravo et. al (2004) divide as metodologias de treinamento de corridas em contínuas e fracionadas. Contínuas: (a) corridas longas e lentas mantendo um 60% de intensidade com finalidade de elevar a resistência aeróbica, a duração esta entre 1 e 3,5 horas, porém eventos com distâncias como as maratonas podem chegar às 4 horas de duração tendo alguns eventos o tempo limite de conclusão previsto para sete horas; (b) corrida contínua média com duração e intensidade média, permanecendo próximo dos 70% de esforço aumentando o consumo de oxigênio acarretando na elevação da potência aeróbica. (c) corrida contínua rápida com duração entre 20 e 40 minutos mantendo cerca de 85% do consumo de oxigênio buscando uma melhora da potência aeróbica e em parte a tolerância ao lactato. (d) corrida contínua progressiva com início no sistema aeróbico e com aumento gradativo até alcance do sistema anaeróbico, não deve ter duração superior a 40 minutos e objetiva os ganhos das corridas lentas e contínuas, contínua média e rápida em uma única sessão. (e) corrida contínua com ritmo variável como o seu próprio nome coloca esta sessão esta dividida em blocos de ritmo variado, estimulando o consumo de oxigênio e a tolerância ao lactato, este método diferencia-se do fartlek (método seguinte) por possuir intervalos longos e de acordo com a competição ou meta de distância/tempo. (f) o fartlek é um método que faz uso da alternância de velocidades de acordo com o terreno ou blocos de tempo tendo a mesma duração e objetivos da corrida com ritmo variável. Fracionadas: (1) Interval-training extensivo com caráter cardíaco produz um real aumento do volume sistólico devido aos intervalos incompletos repetidos por um elevado número de vezes e frequência cardíaca submáxima, as distâncias são de 100 a 400 metros com intervalos de 45 a 120 segundos. (2) o interval-training intensivo possui velocidades maiores (próximas ao ritmo de competição) e distâncias iguais ao anterior, porém com intervalos menores o que acarretará além dos benefícios cardíacos na melhora da tolerância ao lactato pelo menor tempo de recuperação. (3) para o ritmo-resistência ou ritmo especial trabalha-se a manutenção da velocidade entre os intervalos, mas com implementos de distância, iniciando normalmente em 500 metros e finalizando 36 nos 3.000 metros, visando à principal utilização do sistema aeróbico, porém conjunto com trabalho anaeróbico melhorando assim a metabolização e remoção do lactato. (4) a corrida de velocidade-resistência (ou tempo) tem por finalidade desenvolver a resistência anaeróbica com frequência cardíaca e oxigenação insuficiente fazendo uso de intervalos de 20 a 90 segundos com 90 a 95% de intensidade com recuperação de duas a três vezes o tempo de esforço. (5) A velocidade de resistência (sprints intervalados) foca a melhora a tolerância e remoção do lactato com repetições múltiplas de 20 a 60 metros com intensidade próxima de 90% e recuperação suficiente para a ressíntese de ATP-CP (cerca de duas a três vezes o tempo de esforço). (6) a corrida a ritmo de competição consiste em fragmentar a sessão em distâncias menores da meta final que por sua vez serão percorridas em velocidade de competição, tendo sua contribuição direcionada para o sistema aeróbico ou anaeróbico de acordo com a intensidade executada. (7) encosta, subidas e dunas como o próprio nome diz são as sessões realizadas fazendo uso de encostas, subidas e dunas com objetivo de se elevar a intensidade em 30% em relação ao plano e trabalhos com biomecânica diferenciada desenvolvendo musculaturas menos estimuladas nos percursos planos. (8) a velocidade (aplicada ao fundo e meio-fundo) trabalha intervalos com intensidade de 95% de 150 a 200 metros de 8 a 10 vezes com intervalos de 6 a 8 minutos de recuperação trabalhando a remoção de lactato junto com o trabalho de velocidade propriamente dito. Para iniciantes Bingham e Hadfield (2009) enfatizam a importância do treinamento de resistência (força) para corredores com a finalidade de preparar a musculatura para os esforços que esta será submetida e prevenir lesões decorrentes do treinamento. Aconselham para os iniciantes uma frequência de dois dias por semana com dias não consecutivos e gradativamente aumentar este número de para três vezes por semana. A intensidade esta diretamente associada ao período de treinamento respeitando assim a periodização previamente planejada. Uma alternativa para o treinamento é a utilização do método cross promenade ou corrida de passeio, proposto pelo Belga Raoul Mollet em 1963, baseado nos métodos do Fartlek, Power-Training e Interval-Training. Este método tem como característica proporcionar uma quebra da rotina de treinamentos 37 apresentando resultados positivos para o período de transição ou para os microciclos de recuperação da fase básica, principalmente em desportos acíclicos. Reúne em uma única sessão exercícios de potência, flexibilidade, velocidade, endurance e resistência podendo ser adaptado para qualquer modalidade esportiva. Este método permite sessões mais criativas desenvolvendo o sistema cardiovascular e respiratório melhoramento assim o transporte sanguíneo aos músculos, permite um melhor estado psicológico ao praticante por conta da atração do ambiente natural, porém o controle fisiológico do método não é eficiente, motivo este pelo qual sua maior utilização se dá no período básico de preparação. É formado em percursos mínimos de 3 km de comprimento e sessões com duração de 40 a 90 minutos compreendendo quatro tipos de atividades execução sequêncial. As sessões possuem aquecimento com duração aproximada de 20 minutos com exercícios de alongamento e ziguezague. A parte de desenvolvimento muscular representa em total 15 minutos de trabalho localizado. São selecionados de 6 a 10 exercícios, iniciando-se cada um com 6 repetições, depois de alcançadas as 12 repetições é introduzido o sistema de séries com intervalos de 2 a 3 minutos, com uso de exercícios de flexibilidade e marcha. O trabalho contínuo variado consiste em trinta minutos de piques de aceleração, subidas e saltos. Para o trabalho intervalado são utilizados trinta minutos de piques de 100 ou 200 metros com número de repetições, intervalo e velocidade diferenciados para cada sujeito. A respiração deve ser realizada de forma rítmica, na qual são efetuadas três passadas inspirando, seguidas de quatro passadas expirando. Deve-se observar a descontração em toda sessão de treinamento, buscando também a amplitude de movimentos e a utilização de muitos exercícios de flexibilidade (DANTAS, 2003; GONÇALVES, 1970; MOLLET, 1972; RIGO, 1977; ROCHA, 1978; TUBINO, 2003). Os autores Pierce, Murr e Moss (2009) apresentam em sua obra três tipos de treinos associados às três sessões de treinamento semanal que compõem o seu método, sendo estes: repetições de pista ou tiros, corrida por tempo e corrida longa. Além destas três sessões os autores utilizam outros dois treinos semanais de outras modalidades com caráter aeróbico, totalizando cinco sessões semanais podendo também acrescentar-se treinos de fortalecimento muscular. As repetições de pista têm como objetivo a melhora do VO2 máx., a 38 economia de corrida e a velocidade, as corridas por tempo focam a melhora da resistência e elevar o limiar de lactato, já às corridas longas visam à melhora da resistência e a elevação do metabolismo aeróbico. 39 3 MÉTODO 3.1 TIPO DE PESQUISA A pesquisa se caracteriza como pré-experimental com delineamento pré-teste / pós-teste de grupos não randomizados (selecionados intencionalmente). Segundo Thomas & Nelson (2002) o propósito maior deste tipo de delineamento é determinar o grau de mudança produzido pelo tratamento. 3.2 PARTICIPANTES DA PESQUISA A seleção da amostra foi do tipo intencional não probabilística. Sendo composta por um grupo de 17 adultos residentes na região da grande Florianópolis, com idades entre 20 e 55 anos, sendo sete do sexo feminino com idades entre 30 e 54 anos e dez homens com idades entre 20 e 55 anos. O critério para inclusão foi uma realização mínima de 70% das sessões do programa de treinamento proposto ao longo do estudo. Durante a realização do estudo foram excluídos cinco participantes, três por problemas pessoais para a participação na segunda etapa de coletas e dois por lesão, sendo a amostra final de 5 mulheres com idades entre 30 e 50 anos e 7 homens com idades entre 20 e 55 anos. 3.3 INSTRUMENTO DE PESQUISA Para as coletas de dados foram utilizados: analisador de Gases Metabólicos VO2000 – Aerosport - Medical Graphics para verificação direta do consumo máximo de oxigênio, esteira Embreex modelo 550-EX0 e o protocolo do CEMAFE - UNIFESP/EPM (TEBEXRENI et al., 2001). Adipômetro Sanny AD- 40 1010, frequêncímetro Polar FS2c, estadiômetro de escala milimétrica marca Sanny, balança marca Welmy, fita métrica em escala milimétrica com dois metros de comprimento marca Sanny. Para o programa de treinamento fez-se o uso de planilhas de treinamento enviadas via e-mail aos participantes. Estas planilhas com duração de 12 semanas foram divididas por níveis: caminhada / corrida, iniciante I e II, intermediário I. A determinação de qual planilha cada participante deveria seguir foi realizada com um estudo do histórico anterior e atual de treinamento em conjunto com o resultado obtido na primeira coleta de dados. Foi dada aos participantes a possibilidade de solicitar a alteração do nível de planilha com até duas semanas após o início dos treinamentos para casos de desconforto ou ausência de esforço suficiente durante as sessões. A periodização esteve de acordo com os autores citados na seção 2.3.3 estando dividida em: período de adaptação (2 semanas), básico (4 semanas), estabilizador (1 semana), controle (1 semana), pré-competitivo (1 semana), competitivo (1 semana) e transição (2 semanas). Para todos os níveis foi adotado o sistema de aquecimento, exercício de corrida e desaquecimento, onde a duração do aquecimento e do desaquecimento foi de cinco a dez minutos de acordo com o nível e o período da planilha de treinamento. Para o exercício de corrida cada nível assim como período tiveram duração e carga particular descrita abaixo e melhor observado nas planilhas de treinamentos anexas ao trabalho. Caminhada / corrida: neste nível foi objetivada a iniciação à prática de corrida com um trabalho de estímulos de corrida alternados com caminhada ativa, iniciando em um volume total de 4 minutos de corrida (divididos em quatro períodos de 1 minuto com alternados com 2 minutos de caminhada), atingindo o volume máximo (décima semana) de 24 minutos de corrida (divididos em dois intervalos de 12 minutos alternados com 5 minutos de caminhada). Foi orientada uma manutenção da frequência cardíaca entre 50 e 80% da FC treino priorizando o trabalho de redução de gordura corpórea e a melhora do VO2 máx. com sessões de corrida contínua e trabalhos de interval-training extensivo. Iniciantes I: os participantes deste nível tiveram os mesmos objetivos, orientações de FC treino e sessões dos do nível caminhada / corrida. A diferenciação principal esteve no volume inicial e final de corrida, sendo o volume 41 inicial de 15 minutos de corrida (divididos em três intervalos de 5 minutos de corrida alternados com 2 minutos de caminhada) atingindo na décima semana o volume máximo de 40 minutos (divididos em dois intervalos de 20 minutos de corrida alternados com 5 minutos de caminhada). Para este nível também foi orientado uma manutenção da frequência cardíaca entre 50 e 80% da FC treino priorizando o trabalho de redução de gordura corpórea e a melhora do VO2 máx. com sessões de corrida contínua e trabalhos de interval-training extensivo. Iniciantes II: para este nível durante as primeiras seis semanas foram utilizados os mesmo objetivos e orientações dos níveis anteriores com diferenciação de volume inicial e final. A partir da sétima semana as sessões de corrida foram divididas em dois períodos com diferenciação de FC treino para cada um dos intervalos objetivando uma segunda metade de treino mais veloz assim como para os simulados ou eventos. Além das sessões de corrida contínua e interval-training extensivo priorizando a de redução de gordura corpórea e melhora do VO2 máx., para as semanas do período pré-competitivo e competitivo foram adicionadas sessões de interval-training intensivo para o desenvolvimento da tolerância de lactato e também melhora do VO2 máx. Teve como valor inicial 25 minutos de corrida (divididos em dois intervalos sendo o primeiro de 15 minutos de corrida e o segundo de 10 minutos de corrida alternados com 2 minutos de caminhada) e atingiu o volume máximo na oitava semana de corrida com até 80 minutos de corrida em simulado ou evento de 10 km. Intermediário I: do mesmo modo que o anterior este nível teve seis semanas de treinamento objetivando a redução de gordura corpórea com FC treino recomendada entre 50 e 80%, porém sem intervalos de caminha durante o exercício de corrida. A partir da sétima semana foram adicionadas as diferenciações de ritmo para os intervalos inicial e final de corrida, bem como as sessões de interval-training intensivo para o trabalho de tolerância ao lactato e melhora de VO2 máx. e sessões de treino com intervalos de subida com objetivo de elevar a intensidade em 30% em relação ao plano e o desenvolvimento de musculaturas menos estimuladas em percursos sem elevações. O volume inicial deste nível foi de 30 minutos de corrida contínua e volume máximo de corrida de até 70 minutos em simulado ou evento de 10 km. 42 Todos os níveis tiveram em seus períodos de transição uma redução do volume e intensidade de treinamentos objetivando a análise do desenvolvimento, a troca de nível ou o recomeço do mesmo. 3.4 PROCEDIMENTOS DE COLETAS DE DADOS Após submissão e aprovação do projeto pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) da UNISUL, foi realizado um convite formal aos sujeitos para participação no estudo. Após este, ocorreu uma conversa para exposição da pesquisa proposta e esclarecimento de dúvidas por parte dos participantes. Para participação no estudo foi firmado o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) bem como o Termo de Consentimento para fotografias e filmagens (TCFF) junto com uma anamnese dividida em duas partes, onde a primeira teve como objetivo levantar o histórico anterior e atual de saúde e a segunda o histórico anterior e atual de treinamento. Após o preenchimento destes foi realizada a coleta de dados. Foram efetuadas duas etapas de coletas das mesmas variáveis com intervalo médio de 44 dias (sendo o maior intervalo de 47 dias e o menor de 39 dias). Para coleta de VO2 máx. e FC máx. foram utilizados os protocolos do CEMAFE - UNIFESP/EPM (TEBEXRENI et al.,2001), sendo os testes realizados em esteira rolante, incluindo um período de aquecimento com caminhada; o primeiro estágio teve duração de 2 minutos caminhando mais acelerado em relação ao aquecimento ou “trotando”, em seguida são realizados a cada minuto incrementos na velocidade de 1,0 km/h-1 até atingir a velocidade máxima preconizada em 10 minutos. Caso for necessário, iniciam-se incrementos de inclinação de 2,5% ou 5,0% a cada minuto somente para os 2 ou 3 minutos finais do teste, porém sem novos incrementos de velocidade. Para sedentários as velocidades inicial e final são respectivamente 3 e 12 km/h, para indivíduos condicionados 5 e 14 km/h e para atletas 7 e 16 km/h. Para a determinação da frequência cardíaca de repouso foi orientado aos participantes a permanência por um período de 3 a 5 minutos em repouso 43 com ausência de sono e visualização do menor valor indicado pelo medidor de frequência cardíaca (GUEDES; GUEDES, 2006). A avaliação da composição corporal deu-se através de coletas das medidas de estatura e massa corpórea para determinação dos valores de IMC, com uso da equação IMC= massa (kg) / estatura² (m), circunferência de quadril (CQ) e circunferência cintura (CC) para cálculo da RCQ onde RCQ = CC / CQ (GUEDES; GUEDES, 2006). Foram realizadas coletas de medidas de dobras cutâneas para cálculo da Densidade Corporal (D). Para D adotou-se protocolo de Petroski (2003) com equações para mulheres e homens. Mulheres (18 a 61 anos) - Equação generalizada D = 1,02902361 - 0,00067159 (TR + SE + SI + PM) + 0,00000242 (TR + SE + SI + PM) 2 - 0,00026073 (ID) - 0,00056009 (MC) + 0,00054649 (EC) onde: D= Densidade Corporal; TR= dobra tricipital; SE= dobra subescapular; SI= dobra supra ilíaca; PM= dobra de panturrilha medial; ID= Idade (anos); MC= Massa Corporal (Kg); EC= Estatura Corporal (cm), Homens (18 a 61 anos) Equação generalizada D = 1,10726863 - 0,00081201 (TR + SE + SI + PM) + 0,00000212 (TR + SE + SI + PM) 2 - 0,00041761 (ID) onde: D= Densidade Corporal; TR= dobra tricipital; SE= dobra subescapular; SI= dobra supra ilíaca; PM= dobra de panturrilha medial; ID = Idade (anos). Para estimativa do percentual de gordura (%G) utilizou-se equação de Siri, onde % G = [(4,95 / D) - 4,5] x 100 (GUEDES; GUEDES, 2006). Para cálculo da frequência cardíaca de treino (FC treino) foi utilizada a fórmula FC treino = ((FC máx. - FC rep.) x %FC desejada) + FC rep (GUEDES; GUEDES, 2006). 44 3.5 ANÁLISE DOS DADOS Os dados foram tabulados com uso do software Excel e analisados através da estatística descritiva (média e desvio padrão), além da diferença percentual obtida entre o pré e o pós-teste. Os participantes foram classificados quanto ao seu nível de condicionamento cardiorrespiratório com uso das tabelas de classificação do CEMAFE - UNIFESP/EPM e Amercian Heart Association (TEBEXRENI et al.,2001); (GUEDES; GUEDES, 2006). Para classificação quanto ao IMC e RCQ foram utilizadas tabelas do ACSM (DWYER, 2006). A classificação do %G da amostra foi realizada com uso de dados de Lohman (1992) citado por Heyward e Sttolarczyk (2000). As tabelas de classificação estão anexas ao trabalho. 45 4 APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS Os resultados obtidos estão apresentados em forma de tabelas com valores individuais, média, desvio padrão, diferença percentual entre pré e pósteste, classificação individual e classificação da amostra pelo valor médio de idade, IMC, percentual de gordura (%G), relação cintura e quadril (RCQ), VO2 máx. e FC máx. Tabela 1. Valores individuais e médios de idade e IMC da amostra com suas respectivas classificações e alteração percentual. Mulheres Idade Pré-teste IMC Classif. Pós-teste IMC Classif. Alteração % 1 30 26,59 Sobrepeso 26,58 Sobrepeso 0,00 -0,02 2 45 19,30 Normal 19,88 Normal 0,57 2,97 3 50 18,83 Normal 19,92 Normal 1,09 5,80 4 31 22,22 Normal 20,92 Normal -1,30 -5,85 5 31 37 (± 3,70) 20,68 21,52 (± 2,53) Normal 20,71 21,60 (± 2,49) Normal 0,03 0,15 Normal 0,08 0,36 Alteração % Média Normal Homens Idade Pré-teste IMC Classif. Pós-teste IMC Classif. 1 20 23,96 Normal 23,74 Normal -0,22 -0,93 2 29 23,40 Normal 23,20 Normal -0,20 -0,85 3 31 28,02 Sobrepeso 27,53 Sobrepeso -0,49 -1,76 4 33 26,90 Sobrepeso 26,50 Sobrepeso -0,40 -1,48 5 55 25,77 Sobrepeso 25,88 Sobrepeso 0,11 0,43 6 37 22,71 Normal 22,55 Normal -0,16 -0,71 Normal 24,86 24,86 (± 0,47) Normal -0,08 -0,32 Normal -0,21 -0,82 7 28 24,94 33 25,10 Média (± 5,42) (± 0,46) Elaboração dos autores (2011). Sobrepeso Conforme tabela 1 a idade média das mulheres foi de 37 anos (±3,70) e dos homens de 33 anos (±5,42). Quando comparados aos parâmetros usados pelo MS (2011) (sobrepeso IMC • 25 kg/m 2 e obesidade IMC • 30 kg/m 2) para as mulheres apenas uma esteve classificada como sobrepeso e nenhuma como obesidade. Para os homens o valor médio passou da primeira coleta para a segunda do sobrepeso para o normal com a presença de três participantes na 46 classificação sobrepeso e nenhum em obesidade. Se comparados aos limites desejáveis do IMC para os grupos etários, segundo Guedes e Guedes (2006), novamente para as mulheres somente uma estaria acima dos limites desejáveis e para os homens três estariam acima do aceitável e os valores médios dentro do limite desejável. No item 2.1.3 foi citado pelos autores McArdle, Katch e Katch (2008) que nem sempre existe relação entre a classificação sobrepeso com excesso de gordura corporal para os quadros baseados no IMC. Tabela 2. Valores individuais e médios de idade e %G da amostra com suas respectivas classificações e alteração percentual. Mulheres 1 30 Pré-teste Classificação Acima da 31,00 média 2 45 22,54 3 50 20,83 4 31 28,80 Idade 5 31 37 Média (± 3,70) %G Média Abaixo da méida Acima da média Acima da média Acima da média 26,00 25,83 (± 2,58) Pós-teste Classificação Acima da 31,55 média 22,47 %G 21,13 27,19 26,57 25,78 (± 2,89) Média Abaixo da méida Acima da média Acima da média Acima da média Alteração % 0,56 1,80 -0,07 -0,31 0,31 1,47 -1,61 -5,59 0,58 2,21 -0,05 -0,19 Alteração % 0,42 4,27 -1,37 -6,43 -3,35 -14,42 0,04 0,18 -1,38 -5,51 -2,02 -10,89 -2,36 -10,84 -1,43 -7,05 Homens Idade %G 1 20 9,83 2 29 21,34 3 31 23,23 4 33 22,39 5 55 25,14 6 37 18,54 7 Pré-teste Classificação Abaixo da méida Acima da média Acima da média Acima da média 28 21,74 33 20,32 Média (± 5,42) (± 4,28) Elaboração dos autores (2011). Risco b Acima da média Acima da média Acima da média Pós-teste Classificação Abaixo da 10,25 méida Acima da 19,97 média Acima da 19,88 média Acima da 22,43 média Acima da 23,75 média Acima da 16,52 média Acima da 19,39 média 18,88 Acima da (± 3,53) média %G Após a tabela 2 pode-se observar o valor de %G para as mulheres na primeira coleta de 25,83 (± 2,58)% e na segunda coleta de 25,78 (± 2,89) %, para 47 os homens o primeiro valor obtido foi de 20,32 (± 4,28)% e o segundo de 18,88 (± 3,53)%. Para as mulheres ouve uma pequena redução do percentual médio de gordura, já para os homens o valor foi maior alcançando 7,05% de redução média. Os participantes foram classificados segundo dados de Lohman (1992) citados por Heward e Stolarczyk (2000) onde risco a = risco de doenças e desordens associadas à desnutrição e risco b = risco de doenças associadas à obesidade. Não ouve presença de nenhum participante no grupo de risco a e somente um do sexo masculino no grupo de risco b. A média da amostra para ambos os sexos foi classificada como acima da média. Comparando a alteração encontrada com estudo de Macedo e Silva (2009) com mulheres com alto índice de gordura abdominal que realizaram exercícios com duração de 50 a 70 minutos por 10 semanas, a redução para mulheres foi inferior ao encontrado pelos autores (1,9%), para os homens o valor encontrado foi bastante superior ao do estudo. Tabela 3. Valores individuais e médios de idade e RCQ da amostra com suas respectivas Classificações e alteração percentual. Mulheres Pré-teste Classificação RCQ 1 30 0,75 Moderado 0,67 Baixo -0,08 -10,13 2 45 0,73 Baixo 0,73 Baixo 0,01 0,69 3 50 0,72 Baixo 0,71 Baixo 0,00 -0,28 4 31 0,75 Moderado 0,70 Baixo -0,05 -6,43 5 31 37 (± 3,70) 0,73 0,73 (± 0,01) Moderado 0,71 0,71 (± 0,02) Baixo -0,01 -1,93 Baixo -0,03 -3,68 Idade Pré-teste RCQ 1 20 2 29 3 Média Baixo RCQ Pós-teste Classificação Alteração Idade % Homens Classificação Pós-teste RCQ 0,81 Baixo 0,83 Moderado 0,02 2,09 0,86 Moderado 0,86 Moderado 0,00 0,00 31 0,85 Moderado 0,83 Baixo -0,02 -2,71 4 33 0,82 Baixo 0,81 Baixo -0,01 -1,71 5 55 0,94 Moderado 0,92 Moderado -0,01 -1,39 6 37 0,83 Baixo 0,85 Moderado 0,03 3,14 Baixo 0,78 0,84 (± 0,004) Baixo 0,01 1,83 Baixo 0 0 7 28 0,77 33 0,84 Média (± 5,42) (± 0,01) Elaboração dos autores (2011). Baixo Classificação Alteração % 48 Os valores de RCQ estão demonstrados na tabela 3, sendo o valor médio inicial para as mulheres de 0,73 (± 0,01) e o segundo valor de 0,71 (± 0,02), para os homens o valor médio da primeira coleta foi de 0,84 (± 0,01) e o da segunda de 0,84 (± 0,004). Estes resultados quando comparados com estudo de Machado e Sichieri (2002) que consideraram a relação cintura quadril inadequada para valores acima de 0,80 para mulheres e 0,95 para homens, os participantes estão todos dentro do valor adequado. Para a classificação do ACSM (DWYER, 2006) a média tanto para mulheres quanto para homens no pré e pós-teste ficaram na classificação de baixo risco para doenças cardiovasculares com 50% dos participantes com risco baixo e 50% com risco moderado. Em relação ao VO2máx. os valores individuais podem ser observados nos gráficos 1 e 2 para mulheres e homens respectivamente e os valores médios estão expressos no gráfico 3. As mulheres obtiveram valor médio de 27,61 (±3,879) mL(kg.min)-1 no pré-teste e no pós-teste de 33,83 (± 0,60) mL(kg.min)-1. Os homens no pré-teste alcançaram o valor médio de 40,70 (± 3,45) mL(kg.min)-1 e no pós-teste o valor médio de 46,68 (± 2,88) mL(kg.min)-1. Observa-se um valor mínimo do VO2máx nas mulheres de 19,87 mL(kg.min)-1 e máximo de 35,69 mL(kg.min)-1 no pré-teste e mínimo de 28,34 mL(kg.min)-1 e máximo de 38,69 mL(kg.min)-1 no pós-teste. Para os homens o valor mínimo foi de 25,16 mL(kg.min)-1 e o máximo 49,16 mL(kg.min)-1 no pré-teste e valor mínimo de 30,71 mL(kg.min)-1 e máximo de 54,04 mL(kg.min)-1 no pós-teste. Os valores médios de homens e mulheres tiveram elevações muito positiva (22,55% para mulheres e 14,68% para homens) quando comparados com os estudos do FURMAN realizados por Pierce, Murr e Moss (2009) onde o valor médio de melhora com programas de doze semanas ficou próximo de 5%. 49 Mulheres Pré-teste 38,69 32,64 Pós-teste 36,96 28,34 34,01 23,26 19,87 1 32,54 30,73 33,83 30,17 27,61 2 3 4 5 Média Gráfico 1. Valores individuais de VO2 Máx. da amostra. Elaboração dos autores (2011). Homens Pré-teste 53,73 54,04 Pós-teste 49,88 47,06 53,37 46,68 37,96 49,16 44,82 43,50 30,71 45,73 31,15 45,40 25,16 1 2 3 4 5 Gráfico 2. Valores individuais de VO2 Máx. da amostra. Elaboração dos autores (2011). 6 7 40,70 Média 50 Pré-teste Mulheres 40,70 27,61 33,83 46,68 22,55 % Pós-teste Mulheres "Alteração Mulheres" 14,68 % Pré-teste Homens Pós-teste Homens "Alteração Homens" Gráfico 3. Valores médios e percentual de alteração de VO2 Máx. da amostra. Elaboração dos autores (2011). Tabela 4. Valores individuais e médios de idade, FC Max da amostra com suas respectivas classificações e alteração percentual. Mulheres Idade Coleta 01 FC Máx Coleta 02 FC Máx Alteração % 1 30 158 169 11,00 6,96 2 45 172 175 3,00 1,74 3 50 155 159 4,00 2,58 4 31 188 188 0,00 0,00 5 31 37 (± 3,70) 178 170 (± 6,10) 180 174 (± 2,60) 2,00 1,12 4,00 2,35 Idade Coleta 01 FC Máx Coleta 02 FC Máx Alteração % 1 20 183 197 14,00 7,65 2 29 184 191 7,00 3,80 3 31 182 191 9,00 4,95 4 33 192 189 -3,00 -1,56 5 55 162 170 8,00 4,94 6 37 184 180 -4,00 -2,17 178 185 (± 4,84) -4,00 -2,20 3,86 2,13 Média Homens 7 28 182 33 181 Média (± 5,42) (± 0,70) Elaboração dos autores (2011). 51 Na tabela 4 visualizam-se os valores de FC máx. onde o valor médio inicial das mulheres foi de 170 (± 6,10) bpm e no pós-teste de 174 (± 2,60) bpm. Os homens no pré-teste obtiveram valor médio de 181 (± 0,70) bpm, no pós-teste o valor médio atingido foi de 185 (± 4,84) bpm. Uma associação dos valores obtidos de VO2 máx. e os resultados da FC máx. podem sugerir um ganho de condicionamento físico e melhor condicionamento do músculo cardíaco (que pode executar um número maior de contrações e relaxamentos por minuto) e na captação de oxigênio nas células musculares segundo estudos apresentados por Negrão e Barreto (2006). 52 5 CONCLUSÃO E SUGESTÕES Após análise dos resultados conclui-se que para o IMC das mulheres não houve grandes alterações ficando inalterada a classificação pessoal de cada participante bem como a média. Algumas participantes tiveram aumento de massa corpórea com relatos de maior apetite após início dos treinamentos e por parte de duas participantes a redução do consumo de cigarros acarretou em uma maior ansiedade e como conseqüência um maior consumo de alimentos. Para os homens nota-se uma pequena redução do valor de todos os participantes exceto de um dos participantes que coincidentemente também esteve relacionado ao consumo de cigarros reduzido com o início do programa, a redução do valor médio gerou uma melhora da classificação do grupo de sobrepeso para normal. Para os valores do % G das mulheres nota-se uma redução da média diretamente associada ao valor de uma das participantes, visto que as demais tiveram aumento do valor e uma obteve uma pequena redução. Para os homens percebeu-se uma variação maior dos resultados com indivíduos tendo pouco aumento do % G e outros com maior redução. A classificação se manteve inalterada tanto para mulheres quanto para homens e ressaltou a importância de uma orientação e controle nutricional em conjunto com o programa e também sugere que o período entre o pré-teste e o pós-teste bem como o de treinamento tenha sido pouco para gerar alterações dessa variável. O RCQ não apresentou grandes variações nos dois grupos, tendo somente uma redução notável para uma das participantes. Para este parâmetro associa-se o curto intervalo de tempo entre as coletas como contribuinte para esta pouca variação, visto que a gordura abdominal em geral é uma das últimas fontes de reserva energética utilizadas pelo organismo. Quanto a FC máx. é verificada uma alteração positiva para todas, porém novamente somente uma das participantes possui uma elevada alteração. Para os homens o resultado possui mais variações com indivíduos tendo grandes elevações do valor, alguns uma menor melhora e outros uma redução. O VO2 máx. foi o indicador com maior percentual de alteração tanto para mulheres quanto para homens. No caso das mulheres o menor valor teve 53 bastante alteração e o maior valor de caráter surpreendente ultrapassando os 60% de melhora. Para os homens as alterações também foram positivas com um grupo de três participantes com variações próximas de 10% e outro grupo com cinco sujeitos próximos dos 20% de melhora. Quando associados os valores obtidos de VO2 máx. e os resultados da FC máx., sugerem um ganho de condicionamento físico tanto na não variação, no aumento e na redução do valor, visto que o VO2 máx. atingido foi superior para todos os participantes. Esta associação pode ser feita pelo melhor condicionamento do músculo cardíaco e na captação de oxigênio nas células musculares que para alguns casos aumentou o consumo de oxigênio com mesmo número de batimento por minuto e para outros atingiu um valor elevado com um menor número. No caso dos que possuíram um maior valor de batimentos por minuto junto com o de VO2 máx. pode-se associar ao melhor condicionamento do músculo cardíaco que pode executar um número maior de contrações e relaxamentos por minuto. O programa de treinamento teve funcionalidade para o curto período de realização com notáveis alterações do VO2 máx. e resultados positivos na mudança de hábitos por parte dos participantes. Faz-se uma associação desta funcionalidade com a utilização de sessões de corrida contínua lenta com intuito de melhorar a resistência aeróbica, o interval-training extensivo produzindo um real aumento do volume sistólico, o interval-training intensivo com benefícios cardíacos e melhora da tolerância ao lactato, e intervalos de subida aumentando a intensidade das sessões e desenvolvendo musculaturas menos estimuladas em percursos planos. Vê-se também uma associação com as alterações encontradas com os tipos de sessões e a planilha a ser seguida pelos participantes da pesquisa com um caráter personalizado, fazendo uso do período de duas semanas para ajuste da planilha para que os objetivos traçados para cada grupo fossem de acordo com o seu condicionamento inicial, disponibilidade de tempo e respeitando os limites do corpo. Esta característica esteve presente na pesquisa com o intuito de assemelhar-se com o modelo de assessoria esportiva com planilhas personalizadas e grupos heterogêneos, mantendo uma comunicação constante para possíveis adaptações e ajustes nas planilhas de treinamento. 54 Um fator discutível na análise do resultado final do VO2 máx. é o caso de uma familiarização maior com o ambiente e a corrida em esteira possa ter contribuído para a proporção de melhora permitindo que os participantes corressem com maior segurança e confiança durante a segunda etapa de coletas para os que não tinham experiência prévia com a corrida em esteira, porém também foi observado um valor elevado de VO2 máx. para os sujeitos com experiência anterior com a corrida em esteira. Outro ponto relevante do estudo é a familiarização com a máscara e o desconforto do seu uso, relatado pela maior parte da amostra. Um dos fatores que podem ter vindo a contribuir para a melhora dos valores de VO2 máx. foi o conhecimento por parte dos participantes do estágio do protocolo alcançado durante o pré-teste e a utilização deste por parte dos participantes como meta no pós-teste. Sendo esta iniciativa gerada por parte dos participantes sem indução por parte dos pesquisadores. Ao final do estudo percebe-se que os valores de IMC, RCQ, %G, FC máx. e o VO2 máx. podem ser utilizados como diretrizes para orientação dos programas de treinamento de corrida para a melhora dos indicadores de saúde. Sugere-se para estudos posteriores um período maior de estudo com maior intervalo entre as coletas e a realização de mais etapas com o intuito de verificar o resultado a longo prazo. Para as sessões de treino podem ser adicionados trabalhos como o cross-promenade e de flexibilidade, a não utilização destes por parte dos pesquisadores se deu pela falta do controle necessário sobre a execução correta. 55 REFERÊNCIAS BASSETT JUNIOR, D. R.; HOWLEY, E. T. - Limiting factors for maximum oxygen uptake and determinants of endurance performance - Medicine & Science in Sports & Exercise: January 2000 - Volume 32 - Issue 1 - p 70 BASIC SCIENCES: Commentaries. BINGHAM, J. P.; HADFIELD, J. - Corrida para mortais: um plano inteligente para mudar a sua vida por meio da corrida - [tradução: Sonia Belloto, Soraya Soares] - São Paulo: Gente, 2009. BOMPA, T. O. - Periodização: teoria e metodologia do treinamento - [tradução: Sergio Roberto Ferreira Batista] - São Paulo: Phorte, 2002. BRAVO, J.; PASCUA, M.; GIL, F.; BALLESTEROS, J. M. - Atletismo 1: Carreras - 2. ed. - Madrid, Spain: Real Federación Española de Atletismo, 1994. BROOKS, D. S. - O livro completo para o treinamento personalizado [tradução Carolina Caires Coelho, Hatsuia Kimura, Fabíola Medeiros] - São Paulo: Phorte, 2008. DANTAS, E. H. M. - A prática da preparação física - 5. ed. - Rio de Janeiro: Shape, 2003. DWYER, G. B.; DAVIS, S. E. (Ed.). - Manual do ACSM para avaliação da aptidão física relacionada à saúde - [tradução: Giuseppe Taranto] - Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006. ECO FLORIPA Volta à Ilha Disponível <http://www.ecofloripa.com.br/voltailha/>. Acesso em 28 nov. 2011. em: FERNANDES, J. L. - Atletismo: corridas - 3 ed. rev. - São Paulo: EPU, 2003. GARRET JR., W. E. ; KIRKENDALL, D. T. - A ciência do exercício e dos esportes - [tradução Cláudia Ridel Juzwiak] - Porto Alegre: Artmed, 2003. GONÇALVES, J. A. P. - Condição Física - Ebrasa: Brasília, 1970. 56 GUEDES, D. P.; GUEDES, J. E. R. P. - Manual prático para avaliação em educação física - Barueri: Manole, 2006. HEYWARD, V. H. - Avaliação física e prescrição de exercícios: técnicas avançadas – [tradução Márcia Dornellles] - 4. ed. - Porto Alegre: Artimed, 2004. HEYWARD, V. H.; STOLARCZYK, L. M. - Avaliação da composição corporal São Paulo: Editora Manole; 2000. HOLMANN, W.; HETTINGER, T. - Medicina do esporte: fundamentos anatômico-fisiológicos para a prática esportiva; [tradução Reinaldo Guarany] et al. - 4. ed. - Barueri: Manole, 2005. HOWLEY, E. T.; FRANKS, B. Don - Manual do instrutor de condicionamento físico para a saúde - 3. ed. - Porto Alegre, 2000. MACEDO, D.; SILVA, M. S. - Efeitos dos programas de exercícios aeróbio e resistido na redução da gordura abdominal de mulheres obesas - Revista Brasileira de Ciência e Movimento, Brasília, v. 17, n. 4, p. 47-54, 2009. MACHADO, P. A. N.; SICHIERI, R. - Relação cintura-quadril e fatores de dieta em adultos - Revista Saúde Pública [online]. v. 36, n.2, p. 198-204, 2002. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Vigitel. Disponível em: <http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/vigitel_180411.pdf>. Acesso em: 25 out. 2011. MCARDLE, W. D.; KATCH, F. I.; KATCH, V. L. - Fisiologia do exercício: energia, nutrição e desempenho humano - [tradução: Guiseppe Tarano] - 6. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2008. MOLLET, R. - Treinamento ao ar livre - Fórum: Rio de Janeiro, 1972. NEGRÃO, C. E.; BARRETO, A. C. (editores) - Cardiologia do exercício: do atleta ao cardiopata - 2. ed. ver. e ampl.. - Barueri: Manole, 2006. 57 NEWSHOLME, E.; LEECH, T.; DUESTER G. - Corrida: ciência do treinamento e desempenho - São Paulo: Phorte, 2006. NEW YORK ROAD RUNNERS - ING New York City Marathon - Disponível em: <http://www.nycmarathon.org>. Acesso em: 28 nov. 2011. PETROSKI, E. L. (Ed.). - Antropometria: técnicas e padronizações - 2. ed. rev. e ampl. Porto Alegre: Pallotti, 2003. PIERCE, B.; MURR, S.; MOSS, R. - Treine menos, corra mais - [tradução Sonia Augusto] - São Paulo: Editora Gente, 2009. PINHEIRO, A.R.O.; FREITAS, S.F.T.; CORSO, A.C.T. - Uma abordagem epidemiológica da obesidade - Revista de Nutrição, Campinas, v. 17, n. 4, p. 523-533, 2004. POWERS, S. K. ; HOWLEY, E. T. - Fisiologia do exercício: teoria e aplicação ao condicionamento e ao desempenho; [tradução Marcos Ikeda]. - 5. ed. - Barueri: Manole, 2005. RAVAGNANI, F.C.P.; COELHO, C.F.; BURINI, R.C. - Declínio do consumo máximo de oxigênio em função da idade em indivíduos adultos do sexo masculino submetidos ao teste ergoespirométrico - Revista Brasileira de Ciência e Movimento, Brasília, v. 13, n. 2, p. 7-15, 2005. RIGO, L. - Preparação Física: futebol e ciência - Global: São Paulo, 1977. ROBERGS, R. A.; ROBERTS, S. O. - Princípios fundamentais de fisiologia do exercício: para aptidão, desempenho e saúde - São Paulo: Phorte Editora, 2002. ROCHA, P. S. - Treinamento Desportivo II - Ministério da Educação e Cultura, Departamento de Documentação e Divulgação. Brasília, 1978. SHARKEY, B. J. - Condicionamento físico e saúde - [tradução Márcia Dornelles, Ricardo Demétrio de Souza Petersen] - 5. ed. - Porto Alegre: Artmed, 2006. 58 SPIRIDON - Maratona Caixa do Rio de Janeiro - Disponível <http://www.maratonadorio.com.br/site/?#home>. Acesso em: 28 nov. 2011. em: SPORTS DO - Mountain Do - Disponível em: <www.mountaindo.com.br>. Acesso em 28 nov. 2011. TEBEXRENI, A. S.; LIMA, E. V.; TAMBEIRO, V. L.; BARROS NETO, T. L. Protocolos tradicionais em ergometria, suas aplicações práticas versus protocolos de rampa. - Rev. Soc. Cardiol. Estado de São Paulo, v. 11, n. 3, p. 519-528, mai./jun., 2001. THOMAS, J. R.; NELSON, J. K. - Métodos de pesquisa em atividade física. - 3. ed. São Paulo: Artmed, 2002. TUBINO, M. J. G. - Metodologia científica do treinamento desportivo - 13. ed. Rio de Janeiro: Shape, 2003. WEB MARKETING ASSOCIATES - Marathon Guide - Disponível em: < www.marathonguide.com>. Acesso em: 28 nov. 2011. WILMORE, J. H.; COSTILL, D. L. - Fisiologia do esporte e do exercício - 2. ed. São Paulo: Manole, 2001. YESCOM Maratona SP Disponível em: <http://www.yescom.com.br/maratonasp/2011/portugues/index.asp>. Acesso em: 28 nov. 2011. ZACAROV, A. ; GOMES, A. C. - Ciência do treinamento desportivo - 2. ed. atual e ampl. Rio de Janeiro: Palestra Sport, 2003. 59 ANEXOS DO PROJETO E RELATÓRIO DE ESTÁGIO 60 ANEXO A – Ficha de freqüência das sessões de orientação 61 UNIVERSIDADE DO SUL DE SANTA CATARINA – UNISUL CURSO DE EDUCAÇAÕ FÍSICA E ESPORTE ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM EDUCAÇÃO FÍSICA E ESPORTE FICHA DE FREQUÊNCIA - SESSÕES DE ORIENTAÇÃO Estagiário: João Antônio Chula de Castro____________________________________ Orientador Pedagógico: Erasmo Paulo Miliorini Ouriques ______________________ Identificação do Estágio: ( )I Data CH ( X )II Pauta 03/08/11 1h45’ Protocolos para coletas e metodologia. 17/08/11 2h30’ Calibragem e teste de equipamentos. 24/08/11 3h30’ Planilhas de treino, agendamento das coletas, teste de equipamentos. 14/09/11 1h Apresentação dos resultados, funcionamento dos equipamentos e ajustes do ambiente de coletas. 28/09/11 1h Estruturação do capítulo 4. 19/10/11 1h15’ Finalização dos capítulos 2 e 5. 16/11/11 1h Total 12h Finalização do Relatório de Estágio. Assinatura Assinatura Orientador Estagiário 62 ANEXOS DA PRÁTICA DO ESTÁGIO 63 ANEXO D - Formulário de identificação do Estágio em Educação Física e Esporte 64 FORMULÁRIO DE IDENTIFICAÇÃO DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM EDUCAÇÃO FÍSICA E ESPORTE Universidade do Sul de Santa Catarina – UNISUL Campus Grande Florianópolis Unidade Pedra Branca Disciplina: Estágio Supervisionado em Educação Física e Esporte Formulário de identificação do Estágio Supervisionado ( )I ( X ) II Ano/Semestre: 2011/2__________ Nome do Estagiário: João Antônio Chula e Castro Contatos Telefônicos: 48 9962-0767 / 3206-1031 Nome do Supervisor de Campo: Victor Gonçalves Freire Braga Contatos Telefônicos: 48 7811-2159 / 3338-8304 Atividade desenvolvida no estágio: Auxiliar durante os treinamentos de corrida, natação e de caminhada. Auxiliar nas atividades de planejamento dos treinamentos das semanas seguintes, contatos com os alunos, patrocinadores e parceiros. Acompanhar supervisor de campo e alunos durante as atividades externas (treinos ou competições). Local do estágio: Victor Gonçalves Freire Braga (Lagoa Team). Período de Realização do Estágio: 08/08/2011 a 14/11/2011. Atribuições do Estagiário: Auxiliar durante as atividades de treinamentos de corrida, natação e de caminhada. Ministrar atividades de corrida, caminhada e natação sob supervisão do supervisor de campo. Acompanhar as atividades externas (competições). 65 ANEXO E - Relato de desenvolvimento da prática do Estágio Objetivo Semana 1 08/08-14/08 Semana 2 15/08-21/08 Semana 3 22/08-28/08 Semana 4 29/08-04/09 CH Relato Selecionar participantes para 20h participação na pesquisa. Definir o calendário de eventos para os corredores, nadadores e triatletas até dezembro de 2011. Realizar cursos de atualização em corridas de rua e assessorias esportivas. Iniciar os treinamentos com os participantes da pesquisa. Foi definido o calendário de eventos para os grupos de corredores, nadadores e triatletas até dezembro de 2011. Durante quatro dias foram realizados nove cursos de atualização em corrida de rua e assessoria esportiva. Foram selecionados e contatados participantes para a pesquisa. Iniciaram-se as planilhas de treinos com os participantes da pesquisa. Selecionar participantes para 20h a pesquisa. Avaliar os resultados do grupo dos surfistas. Elaborar e apresentar proposta inicial de assessoria esportiva corporativa. Apresentar calendário aos grupos de corredores, nadadores e triatletas. Iniciar os treinamentos com os participantes da pesquisa. Foram selecionados e contatados novos participantes da pesquisa. Avaliou-se o resultado do grupo dos surfistas para planejamento de futuros treinamentos. Apresentou-se proposta inicial de trabalho de assessoria corporativa para novo cliente. Realizou-se a apresentação do calendário para os grupos de corredores, nadadores e triatletas para sua apreciação. Iniciaram-se as planilhas de treinos com os novos participantes da pesquisa e continuidade com os demais participantes. Iniciar as coletas. Planejar os 20h treinamentos dos corredores, nadadores e triatletas. Finalizar proposta para cliente corporativo. Selecionar participantes da pesquisa. Foram iniciadas as coletas da pesquisa em laboratório. Realizou-se o planejamento dos treinamentos dos corredores, nadadores e triatletas baseado em calendário apresentado. Estruturou-se a proposta final para cliente corporativo. Selecionar participantes para 20h a pesquisa. Continuidade das coletas. Ajustar planilhas de treinos da pesquisa. Iniciaram-se os treinamentos com novos participantes da pesquisa. Realizaram-se ajustes nas planilhas de treino dos demais 66 Apresentar proposta cliente corporativo. Semana 5 05/09-11/09 Semana 6 12/09-18/09 Semana 7 19/09-25/09 Semana 8 26/09-02/10 para participantes. Deu-se continuidade nas coletas da pesquisa. Início dos treinamentos dos grupos para participação de evento interno. Finalização das coletas 01. 20h Avaliação de contra-proposta de cliente. Proposta para academia. Organização de evento interno. Foram finalizadas as coletas com os participantes da primeira etapa da pesquisa. Estudou-se a contraproposta de cliente corporativo e realizou-se a montagem de uma proposta de parceira com academia para posterior apresentação. Iniciou-se a organização de evento interno para início de outubro. Estruturação de evento 20h interno. Fechamento de propostas com cliente corporativo. Análise dos dados coletados em laboratório. Apresentação de proposta para academia. Foram finalizadas as negociações com cliente corporativo e iniciados os treinos de “degustação”. Estruturou-se o formato do evento interno para outubro. Análise dos dados obtidos na primeira etapa de coletas e estruturação de sua apresentação. Apresentada proposta de parceria com academia. Continuidade do período de 20h “degustação” para cliente corporativo. Apresentação dos dados coletados em laboratório. Efetuadas as negociações com academia. Início da fase de polimento para participação em evento interno. Deu-se continuidade nos treinos de “degustação” para cliente corporativo. Foram apresentados os resultados das coletas em laboratório para os participantes da pesquisa. Para o grupo dos nadadores, bem como dos corredores, foi iniciado o período de polimento dos treinos para participação em evento interno. Foram realizadas as primeiras negociações não formais de parceria com academia. Fechamento de contrato com 20h cliente corporativo. Definição dos grupos da pesquisa e últimos ajustes nos treinamentos. Apresentação de proposta e contraproposta finais de parceria com academia. Realização de evento interno. Viagem Foi fechado o contrato com cliente corporativo para prestação de serviços de assessoria esportiva empresarial. Definiram-se junto com os participantes da pesquisa os objetivos pessoais com os treinamentos, dividiram-se os grupos e foram realizados os últimos ajustes nas planilhas de 67 Semana 9 03/10-09/10 Semana 10 10/10- 16/10 Semana 11 17/10- 23/10 para obtenção de documentação necessária para acompanhamento de cliente em evento internacional. treinamento. Realizou-se evento interno de natação e corrida, bem como a avaliação do mesmo. Apresentou-se a proposta e estudou-se a contraproposta de parceria com academia. Realizouse viagem para obtenção de documentação necessária para acompanhamento de cliente em evento internacional. Fechamento de contrato de 20h parceria com academia. Trabalho de motivação com participantes da pesquisa. Pesquisa de documentação para atendimento e contratação com cliente corporativo. Agendamento de segunda etapa de coletas. Fechou-se contrato de parceira com academia. Foram agendadas as primeiras coletas da segunda etapa da pesquisa e envio de emails com material para manutenção da motivação dos participantes da pesquisa. Buscou-se a documentação necessária para prestação de serviço de assessoria esportiva coorporativa. Início da segunda etapa de 20h coletas. Tabulação de resultados e comparativos. Apresentação de eventos para assessoria corporativa de corrida. Análise de novas metas para nadadores, triatletas e surfistas. Iniciaram-se as coletas da segunda etapa com os participantes da pesquisa (metade da amostra). Foram tabulados os dados obtidos em coleta e comparados com os valores anteriores. Apresentou-se o rol de eventos para o final de ano com objetivo de definirem-se metas para os participantes da assessoria de corrida corporativa. Foram estudados os eventos principais para os grupos dos nadadores, dos triatletas e dos surfistas para a temporada de verão 2011 – 2012. Apresentação de calendário 20h para surfistas, triatletas e nadadores. Escolha dos eventos para assessoria esportiva de corrida. Continuidade da segunda etapa de coletas. Tabulação e análise de novos dados coletados. Apresentou-se o calendário de eventos os grupos dos surfistas, triatletas e nadadores para a temporada verão 2011 – 2012. Foram escolhidos os eventos de final de ano para o grupo da assessoria esportiva de corrida. Deu-se continuidade na segunda etapa de coletas e foi feita a análise e a tabulação dos novos 68 dados. Semana 12 24/10- 30/10 Semana 13 31/10- 06/11 Semana 14 07/10- 14/10 Início de treinamentos 20h específicos para os eventos alvo dos nadadores, surfistas e triatletas, bem como para o grupo da assessoria esportiva de corrida. Finalização da segunda etapa de coletas. Preparativos para viagem para evento internacional. Foram iniciados os treinamentos específicos para os eventos escolhidos junto com os atletas (nadadores, triatletas, surfistas e corredores). Finalizou-se a segunda etapa de coletas e a análise e tabulação dos dados bem como a apresentação e discussão dos resultados, a conclusão e as considerações finais. Efetuaram-se os preparativos para viagem de acompanhamento de atleta para evento internacional (The ING New York City Marathon). Apresentação teste do 20h Relatório de Estagio Obrigatório. Período de viagem para Maratona de Nova York. Foi realizada a apresentação teste do Relatório de Estágio Obrigatório e a viagem com atleta para a Maratona de Nova York. Ajustes finais no Relatório de 20h Estágio Obrigatório. Finalização do período de estágio e análise do desempenho junto com o supervisor de campo. Foram realizados os ajustes finais no Relatório de Estágio Obrigatório e a análise do desempenho durante o estágio junto com o supervisor de campo. Carga Horária Total: _280 horas_ 69 ANEXO F - Controle de freqüência do estagiário (Campo) 70 UNIVERSIDADE DO SUL DE SANTA CATARINA – UNISUL CURSO DE EDUCAÇAÕ FÍSICA E ESPORTE ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM EDUCAÇÃO FÍSICA E ESPORTE CONTROLE DE FREQÜÊNCIA DO ESTAGIÁRIO Estagiário: João Antônio Chula de Castro___________________ Supervisor de Campo: Victor Gonçalves Freire Braga_________ Local de Estágio: Victor Gonçalves Freire Braga______________ Identificação do Estágio: ( )I SEMANA PERÍODO ( X )II C.H. (exemplo: 22/06 à 26/06) 1 08/08 à 14/08 20h 2 15/08 à 21/08 20h 3 22/08 à 28/08 20h 4 29/08 à 04/09 20h 5 05/09 à 11/09 20h 6 12/09 à 18/09 20h 7 19/09 à 25/09 20h 8 26/09 à 02/10 20h 9 03/10 à 09/10 20h 10 10/10 à 16/10 20h 11 17/10 à 23/10 20h 12 24/10 à 30/10 20h 13 31/10 à 06/11 20h 14 07/11 à 14/11 20h ASS. SUPERVISOR DE CAMPO ___________________________________________ Assinatura do Orientador Pedagógico ASS. ALUNO 71 ANEXO G – Avaliação de Campo 72 UNIVERSIDADE DO SUL DE SANTA CATARINA – UNISUL CURSO DE EDUCAÇAÕ FÍSICA E ESPORTE ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM EDUCAÇÃO FÍSICA E ESPORTE AVALIAÇÃO DE CAMPO Estagiário: João Antônio Chula de Castro____________________________________ Supervisor de Campo: Victor Gonçalves Freire Braga__________________________ Local de Estágio: Victor Gonçalves Freire Braga______________________________ Identificação do Estágio: ( )I ( X )II Comprometimento com as atividades correspondentes de estágio Cumprimento dos prazos de entrega da documentação referente ao estágio (a concedente de estágio ficou com uma cópia do Termo de Compromisso e do Plano de Atividades) Comparecimento assíduo e pontual a todas as atividades de supervisão e atividades de estágio (cumpriu horários e carga horária e realizou justificativa formal de faltas, quando necessário) Cuidado na conservação dos materiais que lhe forem confiados nos locais de estágio Observância de normas e procedimentos estabelecidos na instituição concedente (inclusive uniforme solicitado) Colaboração com iniciativas e idéias para o incremento e desenvolvimento do estágio (proatividade) Nota Desempenho técnico Capacidade de fundamentar teoricamente os procedimentos de sua intervenção Capacidade de reflexões próprias e críticas relacionadas à prática de estágios Interesse e motivação quanto à eficiência dos resultados de sua atuação Nota Observação 10 10 10 10 10 Observação 10 10 10 Qualidade das trocas sociais com as pessoas pertencentes ao Nota campo de estágio e com o supervisor Capacidade de escuta e respeito para com supervisores, colegas e 10 demais profissionais do local de estágio Capacidade de realizar trocas com supervisor e demais colegas 10 apontando problemas e soluções para as atividades de estágio Observação Observação dos preceitos éticos Conhecimento e cumprimento das normas definidas pelo código de ética profissional no exercício do estágio e nas relações interpessoais com supervisores, colegas e demais profissionais nos locais de atividades do estágio Capacidade de manter sigilo sobre os assuntos referentes ao seu estágio Observação Nota 10 10 MÉDIA (SOMA DAS NOTAS DOS CRITÉRIOS ÷ POR 12) 10 ___________________________________________________________ Assinatura e carimbo do Supervisor de Campo 73 UNIVERSIDADE DO SUL DE SANTA CATARINA – UNISUL GERÊNCIA DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO CAMPUS DA GRANDE FLORIANÓPOLIS TERMO DE REALIZAÇÃO DE ESTÁGIO: (X) Obrigatório ( ) Não-Obrigatório Nome do Estagiário: João Antônio Chula de Castro Curso: Educação Física e Esporte Cód. de Matrícula: 5326 Concedente (Empresa/Instituição/Profissional Liberal): Victor Gonçalves Freire Braga Setor/Local de Estágio: Victor Gonçalves Freire Braga Supervisor de Campo da Concedente: Victor Gonçalves Freire Braga Período de Estágio: 08 /08 /2011 à 14 / 11 / 1981 a) Atividades desenvolvidas no estágio: Auxiliar durante os treinamentos de corrida, natação e de caminhada. Auxiliar nas atividades de planejamento dos treinamentos das semanas seguintes, contatos com os alunos, patrocinadores e parceiros. Acompanhar supervisor de campo e alunos durante as atividades externas (treinos ou competições). OBS: Caso necessário, amplie o espaço para este texto ou anexe folha. b) Avaliação de desempenho do estagiário, com relação às atividades desenvolvidas: ( X )Excelente ( )Bom ( )Regular ( )Ruim ( )Péssimo Observações adicionais: ___________________________________________________ _______________________________________________________________________ _______________________________________________________________________ CASO O ESTÁGIO TENHA SIDO INTERROMPIDO ANTES DO TÉRMINO PREVISTO NO TERMO DE COMPROMISSO DE ESTÁGIO, PREENCHA O ITEM C: c) A rescisão (término) do estágio ocorreu em ___/___/____, por motivo de ___________ __________________________________ ____________________________________ Assinatura e Carimbo do Supervisor Assinatura do Estagiário (Concedente) 74 ANEXO I - Caracterização da Organização Pesquisada O local de estágio fica localizado na Rua Otávio Cruz, n° 25 Bairro Campeche, na cidade de Florianópolis - SC. Tendo em sua sede um escritório onde são realizadas as atividades administrativas como: planejamento de negócios, montagem das planilhas de treinos, contatos com os alunos e parceiros, sendo também utilizado em alguns momentos como local de encontro para confraternizações e ponto de partida para atividades como corrida, caminhada e treinamentos de águas abertas. A assessoria esportiva Lagoa Team foi fundada no ano de 2008 com a associação de dois professores e um estagiário. No ano de 2009 foi realizado o primeiro Duathlon Aquático Lagoa Team tendo sua segunda edição realizada em dezembro de 2010, evento contando com patrocínio das marcas: Mormaii, Waves e Academia Forma Esporte Clube. Participação em eventos como: Medio Maratón de Buenos Aires (2008), Ironman Brasil (2008), Meia Maratona Internacional do Rio de Janeiro (2009 e 2010), Lisbon Half Marathon (Portugal 2009) e Meia Maratona Internacional de Florianópolis (2010 e 2011). Tem como público alvo: corredores, nadadores, ciclistas, triatletas, surfistas, velejadores, e praticantes de outras modalidades esportivas que busquem a prática do exercício físico e o treinamento para esportes como forma de obter condicionamento fisco, performance, saúde e lazer. Atualmente desenvolve atividades de corrida de rua, caminhada, treinamento para nadadores, surfistas e triatletas, preparação física e realização de eventos esportivos. Os treinamentos de natação são realizados em academia parceira e em águas abertas nas praias e lagoas de Florianópolis, nas terças e quintas-feiras e também em alguns sábados; os treinamentos de corrida são realizados nas segundas, quartas e sextas feiras ás 19 horas; as atividades de caminhada são efetuadas nas terças e quintas-feiras e também aos sábados. Algumas atividades são realizadas a distância com o envio de planilhas de treinamento. 75 Organograma: Sócio Principal Professor Estágiário A piscina para realização dos treinamentos é adequada para a prática das atividades de natação, esta localizada na academia parceira possuindo 25 metros de comprimento por 4 metros de largura e conta com tecnologia anti-marola, o local possui boa iluminação, ambiente climatizado, vestiários limpos e higienizados. Os locais de realização dos treinamentos de águas abertas são selecionados visando à segurança dos alunos respeitando seu nível de treinamento. Para as atividades de corrida e caminhada são utilizadas as ruas da Lagoa da Conceição bem como os condomínios localizados neste bairro, o calçadão da Avenida Beira-Mar Norte, praias e trilhas da cidade de Florianópolis, sendo sempre realizados em locais seguros e com boa iluminação para as atividades noturnas. O escritório conta com um local para reuniões, uma mesa com computador conectado a internet, armários e iluminação adequada. 76 Anexo J – Parecer Comitê de Ética 77 78 79 80 Anexo K - Instrumento de Pesquisa UNIVERSIDADE DO SUL DE SANTA CATARINA COMITÊ DE ÉTICA EM PESQUISA - CEP UNISUL [email protected], (48) 3279.1036 TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESLCARECIDO (TCLE) Você está sendo convidado (a) para participar, como vo1untário (a), em uma pesquisa que tem como título: “Diretrizes para elaboração de programas de treinamento de corrida para adultos com foco em saúde”. A pesquisa tem como objetivo elaborar um programa de treinamento de corrida para adultos com ênfase na busca por saúde, aplicando as diretrizes encontradas na literatura. Recente pesquisa do Ministério da Saúde indica que 48% da população brasileira esta acima do peso e que 46,3% dos adultos acima de 18 anos na cidade de Florianópolis encontram-se na mesma situação por conta da má alimentação e a falta de exercícios físicos. Junto com este estudo observam-se as ações sociais para a difusão da prática de exercícios físicos em busca da saúde. Mas esta busca, obtenção e manutenção da saúde devem ser acompanhadas de profissionais capacitados e bem orientados. O estudo proposto vem ao encontro destas prerrogativas com a definição das diretrizes para a montagem de um programa de treinamento, bem como a montagem de novos outros programas de treinamento adequados para o trabalho relacionado à saúde. Sabe-se que a aptidão física de uma pessoa, seja ela voltada à saúde seja voltada à performance, contém diferentes componentes, dentre eles a capacidade cardiorrespiratória e a composição corporal. Um maior condicionamento cardiorrespiratório tem caráter de prevenção de doenças cardíacas. Segundo Ravagnani, Coelho, Burini (2005) com o avançar da idade existe um declínio da capacidade funcional do sistema cardiovascular, expresso pelo (VO2 máx.), este pode ser considerado um fator de risco independente para mortalidade cardiovascular e outras causas. Em contrapartida o maior condicionamento cardiorrespiratório reduz a mortalidade por doenças cardíacas. A composição corporal, outro importante componente da aptidão física, sofre modificações com o efeito do treinamento e permite uma aferição bastante aceita na comunidade científica. Neste quesito serão obtidos valores de: massa e estatura corporal para o cálculo do Índice de Massa Corpórea (IMC), espessuras de dobras 81 cutâneas com as quais será calculado e determinado o percentual de Gordura Relativa (%G) e das circunferências da cintura e do quadril para o cálculo da Relação Cintura e Quadril (RCQ), visando traçar um quadro do corredor em relação aos indicadores de saúde. Participará da pesquisa um grupo de adultos residentes na região da Grande Florianópolis, dividido em dois sub-grupos de dez indivíduos. O primeiro terá como critério para inclusão a realização mínima de 70% das sessões do programa de treinamento proposto ao longo do estudo, o segundo sub-grupo será composto de alunos de assessorias esportivas da Grande Florianópolis. Serão efetuadas duas coletas de VO2 máx. uma no início da pesquisa e outra no final do programa de treinamento, fazendo uso do protocolo de Teste em Rampa Micromed seguindo o Manual de Referência Rápida. O protocolo não possui estágios sendo o incremento da carga progressivo e a carga inicial estimada pelo avaliador através de uma anamnese. O tempo de esforço previsto esta entre 8 e 12 minutos e a velocidade inicial entre 0 e 6 km/h para caminhada e 6 e 8 km/h para início com trote ou corrida. Tem caráter muito individual sendo adaptado para cada sujeito. A avaliação da composição corporal será através de coletas das medidas de estatura e massa corpórea para determinação dos valores de IMC, com uso da equação IMC= massa (kg) / estatura ² (m), circunferência de quadril (CQ) e circunferência cintura (CC) para calculo da RCQ onde RCQ = CC / CQ (GUEDES; GUEDES, 2006). Você poderá desistir de participar da pesquisa a qualquer momento sendo este: antes, durante ou depois de já ter aceitado participar dela ou de já ter feito o(s) teste(s), sem ser prejudicado(a) por isso. A partir dessa pesquisa, como benefício, você terá importantes dados a respeito de seu condicionamento físico e composição corporal, importantes índices de saúde. Como o objetivo da pesquisa é saber quais as diretrizes para elaboração de treinamentos de corrida esta tem caráter experimental podendo ocorrer desconfortos durante o treinamento. Os testes de esforço terão como objetivo o alcance do VO2 máx. o que pode gerar tontura, desconforto gástrico e desmaios, porém com ampla supervisão dos pesquisadores. O intuito da pesquisa são valores relacionados à saúde, portanto seus limites pessoais serão sempre respeitados. Caso você se sinta desconfortável durante todas as etapas da pesquisa é importante que diga isso ao(s) pesquisador(es) para que ele(s) possa auxiliá-lo(a). 82 Você poderá esclarecer qualquer dúvida, em qualquer momento, com o(s) pesquisador (es). Esse pedido pode ser feito pessoalmente, antes ou durante as etapas, ou depois dela (s), por telefone e email a partir dos contatos do (s) pesquisador (es) que constam no final deste documento. Todos os seus dados de identificação serão mantidos em sigilo e a sua identidade não será revelada em momento algum. Em caso de necessidade, serão adotados códigos de identificação ou nomes fictícios. Dessa forma, os dados que você fornecer serão mantidos em sigilo e, quando utilizados em eventos e artigos científicos, assim como em campanhas de prevenção, a sua identidade será sempre preservada. Os dados da pesquisa serão armazenados pelos pesquisadores pelo período de cinco anos. Lembramos que a sua participação é voluntária o que significa que você não poderá ser pago de nenhuma maneira por participar desta pesquisa. Eu, _______________________________, abaixo assinado, concordo em participar desse estudo como sujeito. Fui informado (a) e esclarecido (a) pelo pesquisador __________________________________ sobre o tema e o objetivo da pesquisa, assim como a maneira como ela será feita e os benefícios e os possíveis riscos decorrentes de minha participação. Recebi a garantia de que posso retirar meu consentimento a qualquer momento, sem que isto me traga qualquer prejuízo. Nome por extenso: ____________________________________________ RG: ____________________________________________ Local e Data: ____________________________________________ Assinatura ____________________________________________ Pesquisador Responsável (professor orientador): Erasmo Paulo Miriolini Ouriques Telefone para contato: (48) 9632-5213 email: [email protected] Outros Pesquisadores (aluno orientando): João Antônio Chula de Castro Telefone para contato: (48) 9962-0767 email: [email protected] 83 UNIVERSIDADE DO SUL DE SANTA CATARINA COMITÊ DE ÉTICA EM PESQUISA - CEP UNISUL CONSENTIMENTO PARA FOTOGRAFIAS, VÍDEOS E GRAVAÇÕES Eu _________________________________________________________________ permito que os pesquisadores relacionados abaixo obtenham: ( ) fotografia, ( ) gravação de voz, ( ) filmagem ou gravação em vídeo de minha pessoa para fins de pesquisa científica, médica e/ou educacional. Eu concordo que o material e informações obtidas relacionadas à minha pessoa possam ser publicados em aulas, congressos, eventos científicos, palestras ou periódicos científicos. Porém, a minha pessoa não deve ser identificada, tanto quanto possível, por nome ou qualquer outra forma. As fotografias, vídeos e gravações ficarão sob a propriedade do grupo de pesquisadores pertinentes ao estudo e sob sua guarda. Nome do sujeito da pesquisa: ______________________________________________ RG: ______________________________________________ Endereço: ______________________________________________ Pesquisador Responsável (professor orientador): Erasmo Paulo Miriolini Ouriques Telefone para contato: (48) 9632-5213 email: [email protected] Outros Pesquisadores (aluno orientando): João Antônio Chula de Castro Telefone para contato: (48) 9962-0767 email: [email protected] Data e Local onde será realizada a pesquisa: de 01/08/2011 à 15/12/2011 Laboratório de Esforço Físico - Complexo Aquático - UNISUL. 84 Nome:___________________________________________ Data de Nasc.: ___/___/_____ Sexo: ( ) F ( ) M E-mail:_________________________Celular ( ) _______________ Telefones: Fixo ( ) ____________________ Nível (planilha): __________________ Anamnese A – Diagnóstico: 1 – Você tem ou teve algum tipo de doença crônica? Qual? (diabetes, coronariopatias, câncer, osteoporose, artrite, hipertensão, depressão, estresse, problemas renais, outras). ___________________________________________________________________ 2 – Você já foi submetido a algum tipo de cirurgia? Qual e quando? ___________________________________________________________________ 3 – Possui algum tipo de alergia? ___________________________________________________________________ 4 – Qual a ingestão média de líquidos por dia? ______________________________ 5 – Dorme bem? ( ) sim ( ) não Quantas horas de sono, em média, são o suficiente para repor suas energias? ____ 6 – Quantas horas de trabalho diário? _____________________________________ 7 – Consome bebidas alcoólicas? Qual frequêcia? ___________________________ 8 – É fumante? ( ) sim ( ) não Quantos cigarros por dia? ____________________ 9 – Possui plano de saúde? Qual? _______________________________________ 10 – Tem ou teve alguma lesão associada a atividades esportivas? Quando? ___________________________________________________________________ 85 11 – Sente alguma dor durante o treinamento ou durante a prática de atividades físicas? ___________________________________________________________________ 12 – Esta fazendo uso de algum medicamento ou tratamento médico? ___________________________________________________________________ B – Histórico de Treinamento: 1 – Você já realizou algum treinamento orientado (com treinador)? ( ) sim ( ) não Qual? ___________________________________________________________________ _________________________________________________________________ 2 – Pratica corrida? Quanto tempo?____________________________________ 3 – Treina quantas vezes por semana e qual a duração das sessões de treino de corrida? ___________________________________________________________________ 4 – Identifique abaixo, quais os horários que tem disponível para realizar seus treinamentos: Segunda Terça Quarta Quinta Sexta Sábado Domingo Manhã Noite 5 – Além do treinamento de corrida você pratica outra(s) atividade física(s) ou esporte(s)? Qual(is), com que freqüência e se orientados? ___________________________________________________________________ _________________________________________________________________ 6 – Quais foram seus melhores resultados nas distâncias descritas abaixo, nos últimos anos? Distância 5 km 10 km Tempo e Data Distância Tempo e Data 21 km 42 km e outros 7 – Participa de competições? Quantas por ano? ___________________________________________________________________ 8 – Durante o treinamento faz uso de monitor de frequência cardíaca? ___________________________________________________________________ 86 9 – Dentre as opções abaixo selecione a(s) que melhor define(m) o seu objetivo com a prática de corrida orientada e a participação na pesquisa proposta? ( ) participar de corridas de 5km a 10km. ( ) participar de corridas até 21km. ( ) participar de corridas até 42km. ( ) participar de ultra-maratonas. ( ) obter um melhor condicionamento físico e qualidade de vida. ( ) praticar uma atividade-física por orientação médica. ( ) recuperar-se de algum tipo de lesão. ( ) outro. Qual?____________________________________________________________ 87 Planilhas de Treinamento PLANILHA DE TREINOS UNISUL - LAGOA TEAM (CORRIDA) Atleta: Idade: Semana 04 Semana 03 Semana 02 Semana 01 Fcmáx: T1 10' caminhada 1' corrida 2' caminhada 1' corrida 2' caminhada 1' corrida 2' caminhada 1' corrida 10' caminhada Nível: Caminhada - Corrida II / Programa: 12 semanas Contato: João 9962-0767 [email protected] T2 T3 10' caminhada 10' caminhada 1' corrida 2' corrida 2' caminhada 2' caminhada 1' corrida 2' corrida 2' caminhada 2' caminhada 1' corrida 2' corrida 2' caminhada 10' caminhada 1' corrida 10' caminhada T1 10' caminhada 2' corrida 2' caminhada 2' corrida 2' caminhada 2' corrida 10' caminhada T2 10' caminhada 2' corrida 2' caminhada 2' corrida 2' caminhada 2' corrida 2' caminhada 2' corrida 10' caminhada T3 10' caminhada 2' corrida 2' caminhada 2' corrida 2' caminhada 2' corrida 2' caminhada 2' corrida 10' caminhada T1 10' caminhada 2' corrida 1' caminhada 2' corrida 1' caminhada 2' corrida 1' caminhada 2' corrida 10' caminhada T2 10' caminhada 2' corrida 1' caminhada 2' corrida 1' caminhada 2' corrida 1' caminhada 2' corrida 10' caminhada T3 10' caminhada 3' corrida 2' caminhada 3' corrida 2' caminhada 3' corrida 10' caminhada T1 10' caminhada 3' corrida 2' caminhada T2 10' caminhada 3' corrida 1' caminhada T3 10' caminhada 4' corrida 2' caminhada m an Semana 08 Semana 07 Semana 06 Semana 05 88 3' corrida 2' caminhada 3' corrida 2' caminhada 3' corrida 10' caminhada T1 10' caminhada 4' corrida 2' caminhada 4' corrida 2' caminhada 4' corrida 2' caminhada 4' corrida 10' caminhada T1 10' caminhada 5' corrida 2' caminhada 5' corrida 2' caminhada 5' corrida 2' caminhada 5' corrida 10' caminhada T1 10' caminhada 6' corrida 2' caminhada 6' corrida 2' caminhada 6' corrida 10' caminhada 3' corrida 1' caminhada 3' corrida 1' caminhada 3' corrida 10' caminhada T2 10' caminhada 4' corrida 1' caminhada 4' corrida 1' caminhada 4' corrida 1' caminhada 4' corrida 10' caminhada T2 10' caminhada 5' corrida 1' caminhada 5' corrida 1' caminhada 5' corrida 10' caminhada 4' corrida 2' caminhada 4' corrida 10' caminhada T2 10' caminhada 6' corrida 1' caminhada 6' corrida 1' caminhada 6' corrida 10' caminhada T3 10' caminhada 7' corrida 3' caminhada 7' corrida 3' caminhada 7' corrida 10' caminhada T1 10' caminhada 6' corrida 2' caminhada 6' corrida 2' caminhada 6' corrida 10' caminhada T1 T2 10' caminhada 8' corrida 4' caminhada 8' corrida 10' caminhada T3 10' caminhada 9' corrida 5' caminhada 9' corrida 10' caminhada T2 T3 T3 10' caminhada 5' corrida 2' caminhada 5' corrida 2' caminhada 5' corrida 10' caminhada T3 10' caminhada 6' corrida 2' caminhada 6' corrida 2' caminhada 6' corrida 10' caminhada Semana 12 Semana 11 Semana 10 89 10' caminhada 9' corrida 5' caminhada 9' corrida 10' caminhada 10' caminhada 8' corrida 5' caminhada 8' corrida 10' caminhada 10' caminhada 10' corrida 5' caminhada 10' corrida 10' caminhada T1 10' caminhada 10' corrida 5' caminhada 10' corrida 10' caminhada T1 10' caminhada 8' corrida 4' caminhada 8' corrida 10' caminhada T1 10' caminhada 4' corrida 1' caminhada 4' corrida 1' caminhada 4' corrida 1' caminhada 4' corrida 10' caminhada T2 10' caminhada 11' corrida 5' caminhada 11' corrida 10' caminhada T2 10' caminhada 8' corrida 4' caminhada 8' corrida 10' caminhada T2 10' caminhada 5' corrida 2' caminhada 5' corrida 2' caminhada 5' corrida 10' caminhada T3 10' caminhada 12' corrida 5' caminhada 12' corrida 10' caminhada T3 10' caminhada 9' corrida 4' caminhada 9' corrida 10' caminhada T3 10' caminhada 6' corrida 2' caminhada 6' corrida 2' caminhada 6' corrida 10' caminhada Progresão (Volume em minutos) Volume semanal 80 Treino 01 Treino 02 Treino 03 60 40 20 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 90 PLANILHA DE TREINOS UNISUL - LAGOA TEAM (CORRIDA) Atleta: Idade: Fcmáx: Semana 01 7' caminhada 5' corrida 2' caminhada 5' corrida 2' caminhada 5' corrida 7' caminhada T1 7' caminhada 5' corrida 2' caminhada 5' corrida 2' caminhada 5' corrida 7' caminhada T2 7' caminhada 6' corrida 2' caminhada 7' corrida 2' caminhada 5' corrida 7' caminhada T3 Semana 02 7' caminhada 6' corrida 2' caminhada 6' corrida 2' caminhada 6' corrida 7' caminhada T1 7' caminhada 6' corrida 2' caminhada 6' corrida 2' caminhada 6' corrida 7' caminhada T2 7' caminhada 7' corrida 2' caminhada 5' corrida 2' caminhada 7' corrida 7' caminhada T3 Semana 03 5' caminhada 7' corrida 2' caminhada 5' corrida 2' caminhada 7' corrida 7' caminhada T1 5' caminhada 7' corrida 2' caminhada 6' corrida 2' caminhada 7' corrida 7' caminhada T2 5' caminhada 12' corrida 5' caminhada 12' corrida 7' caminhada Semana 04 5' caminhada 12' corrida 5' caminhada 12' corrida 7' caminhada 5' caminhada 12' corrida 5' caminhada 12' corrida 7' caminhada 5' caminhada 11' corrida 5' caminhada 14' corrida 7' caminhada Semana 05 T1 Nível: Iniciantes I / Programa: 12 semanas Contato: João 9962-0767 [email protected] T2 T3 T1 T2 T3 5' caminhada 11' corrida 5' caminhada 11' corrida 5' caminhada 15' corrida T3 5' caminhada 14' corrida 7' caminhada 5' caminhada 15' corrida 7' caminhada T1 T2 T3 5' caminhada 14' corrida 5' caminhada 12' corrida 7' caminhada 5' caminhada 14' corrida 5' caminhada 14' corrida 7' caminhada 5' caminhada 16' corrida 5' caminhada 16' corrida 7' caminhada T1 T2 T3 5' caminhada 18' corrida 5' caminhada 14' corrida 7' caminhada 5' caminhada 10' corrida 5' caminhada 18' corrida 7' caminhada 5' caminhada 20' corrida 5' caminhada 14' corrida 7' caminhada T1 T2 T3 5' caminhada 16' corrida 5' caminhada 16' corrida 7' caminhada 5' caminhada 16' corrida 5' caminhada 18' corrida 7' caminhada 5' caminhada 18' corrida 5' caminhada 18' corrida 7' caminhada T1 T2 T3 Semana 09 5' caminhada 18' corrida 5' caminhada 16' corrida 7' caminhada 5' caminhada 16' corrida 5' caminhada 16' corrida 7' caminhada 5' caminhada 20' corrida 5' caminhada 18' corrida 7' caminhada T1 T2 T3 5' caminhada 14' corrida 5' caminhada 5' caminhada 18' corrida 5' caminhada 5' caminhada 20' corrida 5' caminhada Semana 08 Semana 07 Semana 06 5' caminhada 11' corrida 7' caminhada Semana 10 91 Semana 12 Semana 11 92 20' corrida 7' caminhada 16' corrida 7' caminhada 20' corrida 7' caminhada T1 T2 T3 5' caminhada 10' corrida 3' caminhada 10' corrida 5' caminhada 5' caminhada 10' corrida 3' caminhada 15' corrida 5' caminhada 5' caminhada 15' corrida 3' caminhada 10' corrida 5' caminhada T1 T2 T3 7' caminhada 12' corrida 3' caminhada 12' corrida 2' caminhada 7' caminhada 12' corrida 3' caminhada 14' corrida 2' caminhada 7' caminhada 14' corrida 3' caminhada 12' corrida 2' caminhada Progressão (Volume em minutos) Volume semanal 150 Treino 01 Treino 02 Treino 03 100 50 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 93 PLANILHA DE TREINOS UNISUL - LAGOA TEAM (CORRIDA) Atleta: Idade: Fcmáx: Semana 05 Semana 04 Semana 03 Semana 02 Semana 01 T1 Nível: Iniciantes II / Programa: 12 semanas Contato: João 9962-0767 [email protected] T2 T3 5' caminhada 15' corrida 2' caminhada 10' corrida 5' caminhada T1 5' caminhada 15' corrida 2' caminhada 15' corrida 5' caminhada T2 5' caminhada 20' corrida 2' caminhada 15' corrida 5' caminhada T3 5' caminhada 14' corrida 2' caminhada 16' corrida 5' caminhada T1 5' caminhada 15' corrida 2' caminhada 20' corrida 5' caminhada T2 5' caminhada 20' corrida 2' caminhada 20' corrida 5' caminhada T3 5' caminhada 20' corrida 2' caminhada 15' corrida 2' caminhada 10' corrida 5' caminhada 5' caminhada 20' corrida 2' caminhada 15' corrida 2' caminhada 15' corrida 5' caminhada 5' caminhada 20' corrida 2' caminhada 20' corrida 2' caminhada 15' corrida 5' caminhada T1 T2 T3 5' caminhada 20' corrida 2' caminhada 15' corrida 2' caminhada 20' corrida 5' caminhada T1 5' caminhada 20' corrida 2' caminhada 10' corrida 2' caminhada 20' corrida 5' caminhada T2 5' caminhada 25' corrida 2' caminhada 20' corrida 2' caminhada 15' corrida 5' caminhada T3 5' caminhada 25' corrida 2' caminhada 20' corrida 5' caminhada 25' corrida 2' caminhada 25' corrida Aquecer 5' - 10' corrida/caminhada Evento de 5km 94 5' caminhada 5' caminhada Semana 08 Semana 07 Semana 06 Soltar 5' - 10' corrida/caminhada T1 T2 T3 5' caminhada 30' corrida 2' caminhada 20' corrida 5' caminhada 5' caminhada 25' corrida 2' caminhada 30' corrida 5' caminhada 5' caminhada 30' corrida 2' caminhada 25' corrida 2' caminhada 20' corrida 5' caminhada T1 T2 T3 5' caminhada 35' corrida (55%-65%) 1'30 caminhada 15' corrida (70% - 80%) 5' caminhada 5' caminhada 20' corrida (55%-65%) 1'30 caminhada 35' corrida (70% - 80%) 5' caminhada 5' caminhada 30' (55%-65%) 1'30 caminhada 25' (70% - 80%) 1'30 caminhada 20' (55%-65%) 5' caminhada T1 T2 T3 5' caminhada 25' (55%-65%) 1'30 caminhada 20' (70% - 80%) 5' caminhada 5' caminhada 20' (55%-65%) 1'30 caminhada 20' (70% - 80%) 5' caminhada Aquecer 5' - 10' corrida/caminhada Evento (10km) 70% - 80% Semana 09 Soltar 5' - 10' corrida/caminhada T1 T2 T3 5' caminhada 5' caminhada 15' 55%-65% 5' caminhada 20' 55%-65% 15' 70% - 80% 2x (4' fte - 4 fco) 35' (55%-65%) 10' (65%-80%) Semana 10 95 5'-10'caminhada 15' 55%-65% fte 85% / fco 55% 5'-10'caminhada T1 T2 T3 5' caminhada 5' caminhada 15' 55%-65% 5' caminhada 15' 55%-65% 20' 70% - 80% 5x (1' fte - 4 fco) Semana 11 5'-10'caminhada Semana 12 35' (55%-65%) 20' (65%-80%) 5'-10'caminhada T1 15' 55%-65% fte 85% / fco 55% T2 5' caminhada 50' corrida 5' caminhada 5' caminhada 45' corrida 5' caminhada 5' caminhada 40' corrida 5' caminhada T1 T2 T3 5' caminhada 40' corrida 5' caminhada 5' caminhada 45' corrida 5' caminhada 5' caminhada 40' corrida 5' caminhada T3 Progressão (Volume em minutos) Volume semanal Treino 01 Treino 02 Treino 03 200 150 100 50 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 96 PLANILHA DE TREINOS UNISUL - LAGOA TEAM (CORRIDA) Atleta: Idade: Fcmáx: Semana 05 Semana 04 Semana 03 Semana 02 Semana 01 T1 Nível: Intermediário I / Programa: 12 semanas Contato: João 9962-0767 [email protected] T2 T3 5' caminhada 30' corrida 5' caminhada 5' caminhada 30' corrida 5' caminhada 5' caminhada 35' corrida 5' caminhada T1 T2 T3 5' caminhada 35' corrida 5' caminhada 5' caminhada 40' corrida 5' caminhada 5' caminhada 40' corrida 5' caminhada T1 T2 T3 5' caminhada 45' corrida 5' caminhada 5' caminhada 50' corrida 5' caminhada 5' caminhada 55'corrida 5' caminhada T1 T2 T3 5' caminhada 50' corrida 5' caminhada 5' caminhada 55'corrida 5' caminhada 5' caminhada 55'corrida 5' caminhada T1 T2 T3 5' caminhada 60' corrida 5' caminhada 5' caminhada 50' corrida 5' caminhada Aquecer 5' - 10' corrida/caminhada Evento (5km) Semana 06 Soltar 15' corrida/caminhada T1 T2 T3 5' caminhada 5' caminhada 5' caminhada Semana 07 97 55' corrida 5' caminhada 60' corrida 5' caminhada 60' corrida 5' caminhada T1 T2 T3 5' caminhada 5' caminhada 15' 55%-65% 5' caminhada 30' 55%-65% 25' 70% - 80% 4x (4' fte - 4 fco) 50' 55%-65% 10' 60%-75% 5'-10'caminhada 15' 55%-65% 5'-10'caminhada T1 fte 85% / fco 55% T2 T3 5' caminhada 15' 55%-65% Aquecer 5' - 10' corrida/caminhada 4 x (90" subida) Evento (10km) 70% - 80% Semana 10 Semana 09 Semana 08 5' caminhada 20' 55%-65% 25' 70% - 80% 5'-10'caminhada 15' 55%-65% subida até 90% descer solto Soltar 5' - 10' corrida/caminhada T1 T2 T3 5' caminhada 5' caminhada 15' 55%-65% 5' caminhada 20' 55%-65% 20' 70% - 80% 2x (6' fte - 4 fco) 40 (55%-65%) 10' (65%-80%) 5'-10'caminhada 15' 55%-65% fte 85% / fco 55% 5'-10'caminhada T1 T2 T3 5' caminhada 5' caminhada 15' 55%-65% 5' caminhada 15' 55%-65% 25' 70% - 80% 5x (1' fte - 4 fco) 45' (55%-65%) 25' (65%-80%) 5'-10'caminhada 15' 55%-65% 5'-10'caminhada 98 Semana 12 Semana 11 fte 85% / fco 55% T1 T2 T3 5' caminhada 60' corrida 5' caminhada 5' caminhada 50' corrida 5' caminhada 5' caminhada 50' corrida 5' caminhada T1 T2 T3 5' caminhada 60' corrida 5' caminhada 5' caminhada 50' corrida 5' caminhada 5' caminhada 50' corrida 5' caminhada Progressão (Volume em minutos) Volume semanal Treino 01 Treino 02 Treino 03 200 150 100 50 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 99 Tabelas de Classificação IMC Classificação ( ) < 18,5 – peso insuficiente ( ) 30,0 a 34,9 – Obesidade I ( ) 18,5 a 24,9 – Normal ( ) 35,0 a 39,9 – Obesidade II ( ) 25,0 a 29,9 – Sobrepeso Fonte: DWYER, 2006. ( ) >= 40,0 – Obesidade III Padrões Percentuais de Gordura Corporal para Homens e Mulheres Risco Abaixo da média Média Acima da Média Risco Homens £ 5% 6-14% 15% 16-24% ³ 25% Mulheres £ 8% 9-22% 23% 24-31% ³ 32% a b Fonte: dados de Lohman (1992) citado por Heyward e Sttolarczyk (2000). a Risco de doenças e desordens associadas à desnutrição; b Risco de doenças associadas à obesidade RCQ Classificação Risco Homens: Idade baixo moder. alto muito alto 20-29 <0,83 0,83-0,88 0,89-0,94 >0,94 30-39 <0,84 0,84-0,91 0,92-0,96 >0,96 40-49 <0,88 0,88-0,95 0,96-1,00 >1,00 50-59 <0,90 0,90-0,96 0,97-1,02 >1,02 60-69 <0,91 0,91-0,98 0,99-1,03 >1,03 Risco Idade Mulheres: baixo 20-29 moder. <0,71 30-39 <0,72 40-49 50-59 60-69 Fonte: Dwyter, 2006. alto 0,71-0,77 muito alto 0,78-0,82 >0,82 0,72-0,78 0,79-0,84 >0,84 <0,73 0,73-0,79 0,80-0,87 >0,87 <0,74 0,74-0,81 0,82-0,88 >0,88 <0,76 0,76-0,83 0,84-0,90 >0,90 100 Classificação VO2máx. Consumo máximo de oxigênio [mL(kg-1.min-1)] Idade (anos) Baixo Regular Intermediário Elevado Muito elevado Mulheres 20-29 <24 24-30 31-37 38-48 >48 30-39 <20 20-27 28-33 34-44 >44 40-49 <17 17-23 24-30 31-41 >41 50-59 <15 15-20 21-27 28-37 >37 60-69 <13 13-17 18-23 24-34 >34 Homens 20-29 <25 25-33 34-42 43-52 >52 30-39 <23 23-30 31-38 39-48 >48 40-49 <20 20-26 27-35 36-44 >44 50-59 <18 18-24 25-33 34-42 >42 60-69 <16 16-22 23-30 31-40 >40 Fonte: American Heart Association citado por Guedes & guedes, 2006. Classificação VO2máx. Idade (anos) Consumo máximo de oxigênio [mL(kg-1.min-1)] Muito fraco Fraco Regular Bom Muito bom Mulheres sedentárias 20-29 <30 30-34 35-36 37-41 >41 30-39 <29 29-33 34-35 36-38 >38 40-49 <25 25-29 30-32 33-34 >34 50-59 <25 25-29 30-32 33-34 >34 Mulheres fisicamente ativas 20-29 <43 43-48 49-51 52-54 >54 30-39 <45 46-49 50-51 52-56 >56 40-49 <39 39-42 43-46 47-49 >49 50-59 <39 39-42 43-46 47-49 >49 Homens sedentários 20-29 <36 36-42 43-45 46-49 >49 30-39 <34 34-38 39-41 42-45 >45 40-49 <30 31-33 34-35 36-39 >39 50-59 <27 27-31 32-34 35-38 >38 Homens fisicamente ativos 20-29 <53 53-56 57-61 62-66 >66 30-39 <50 51-54 55-58 59-61 >61 40-49 <49 50-53 54-55 56-59 >59 50-59 <44 44-48 49-53 54-56 >56 Fonte: Cemafe-Unifesp/EPM Tebexreni et al.,2001.