Gestão de Gráficos Os gráficos são componentes que se alimentam de Listas de Saídas de Dados, internamente conhecidas por LSD. Num panorama mais amplo, um processo alimenta uma Lista de Saída de Dados (LSD), e esta, por seu turno, um gráfico. Quer isto dizer que a geração de gráficos depende da existência de uma LSD. Uma nota importante: a LSD que alimenta o gráfico só pode ter um nível. A primeira parte deste tutorial prende-se precisamente com a criação de Listas de Saída de Dados, e os respectivos processos, estágios e estruturas de dados necessários à LSD. Se se sentir à vontade nesta matéria, passe directamente para o ponto 2, muito embora seja importante implementar essas estruturas, estágios e processos de forma igual ao exemplo aqui proposto, para que os resultados possam ser facilmente comparados. 1 Gestão de Gráficos 1. Gestão de Gráficos O exemplo que se segue retrata uma loja virtual, tendo por isso produtos à venda, sujeitos, naturalmente, à evolução de preços. Convém por isso, e sempre que o preço de um produto se altera, registar essa mudança. Todas as alterações de preços ficam registadas de acordo com uma data, preferencialmente o da ocorrência do registo. Acontece que o proprietário da loja, deparando-se com a frequente volatilidade de preços dos seus produtos, achou conveniente incorporar na gestão da sua loja virtual um gráfico que revelasse o comportamento de preços dos seus produtos ao longo do tempo, para dessa maneira poder encontrar um padrão que o ajude a escolher o melhor período para realizar as suas encomendas. O primeiro passo é, portanto, criar a aplicação, ou melhor, os processos de registo de produtos, e obviamente dos preços respetivos. Chamámos ao primeiro desses processos GFX – Produto. 1.1. Criação dos Processos Fig. 1 – Processo dos produtos 1 Gestão de Gráficos Relacionado com este processo vamos criar a respectiva estrutura de dados, neste caso o nome do produto. E também um estágio: Listagem. Este processo regista somente o nome dos produtos. A variação de preços consoante a data remete-se para outro processo: GFX – Produto – Preco, que iremos criar adiante 2 Gestão de Gráficos Precisamos de dar segurança ao processo, concretamente ao estágio Listagem, para que, pelo menos, e na área Operação, possamos simular a entrada de dados. Feita esta operação, poderemos então simular a entrada de dados na área Operação Vamos inserir alguns produtos antes de proceder à criação do próximo processo: De forma idêntica ao que fizemos para criar este processo, aplicamos a mesma ‘receita’ para o segundo processo, GFX – Produto – Preco, onde aí sim iremos ditar que preço tem um produto para uma determinada data. Todos os campos são componentes do tipo texto simples. A Data, contudo, é um tipo de dado ‘Data no formato aaaa-mm-dd’. Já o Preco, como é previsível, é um ‘Número decimal ou Moeda’, limitado a 10 caracteres. 3 Gestão de Gráficos Antes de criar o campo apProduto, observável na imagem anterior, precisamos definir um estágio para este novo processo GFX – Produto - Preco: 4 Instruções Gestão de Gráficos O campo apProduto é muito particular, e é do tipo Importar Dados (Relação N-1) , isto porque não queremos neste processo GFX – Produto - Preco ter a capacidade/poder de alterar o nome dos produtos, apenas associá-los a preços de acordo com uma data. Os três pontinhos no Texto de Substituição indicam que há uma fonte de dados, de onde é possível selecionar um elemento, neste caso, um produto. Podia, contudo, ter-se escolhido um qualquer outro texto que sugerisse isso mesmo. É, contudo, usual utilizar-se os três pontinho Definimos o processo de origem e o estágio de onde o campo apProduto se alimenta. É ainda preciso definir o campo original, de GFX – Produto, que será ‘espelhado’ no campo Nome do Produto pertencente a GFX – Produto - Nome 1 Instruções Gestão de Gráficos Uma vez mais, e conforme o que foi feito para o processo GFX – Produto, vamos à secção da segurança para habilitar este processo a inserir/editar/remover/listar os seus dados. Grave e prossiga para a área de Operação, selecionando o processo GFX – Produto – Preco, de forma a criar alguns preços conforme o quadro seguinte: Estamos em condições de criar uma LSD e, a partir daí, construir os nossos gráficos. 2 Instruções Gestão de Gráficos 1.2. A Lista de Saída de Dados A LSD vai ser construída na área dos Processos >> Administração. A sequência é escolher novo, e depois ‘Adicionar nível’, onde se abre uma janela para selecionar o Processo. Deve escolher-se o indicado na figura. 2. Criar um Gráfico Há três modelos de gráficos: a) Linhas b) Colunas c) Dinâmico Vamos começar pelo último, já que é o mais natural dos três, sendo aquele que vai fazer reflectir graficamente, e de forma linear, os dados da LSD. 3 Instruções Gestão de Gráficos 2.1. Gráfico Modelo Dinâmico Para criar o gráfico seleccionamos ‘Novo’ e, a seguir, clicamos sobre ‘Adicionar lista de saída de dados’. Com isto temos de escolher o modelo do gráfico, opção que uma vez feita não é reversível. Neste primeiro caso optamos pelo modelo Dinâmico, que pode ser definido à direita do ‘Nome do gráfico’, através de uma select box conforme a imagem inferior. A lista de saída de dados condiciona o gráfico, pois é ela que o alimenta. É importante, portanto, configurar uma lista de saída de dados que vá ao encontro do propósito do gráfico Não vamos gravar ainda, até porque não vai ser autorizado. É preciso em Config:LSD – GFX – Produto – Preco, definir a coluna de séries, e também as de eixos e valores. 4 Instruções Gestão de Gráficos Após escolher a ‘Coluna de séries’, a ‘Coluna dos eixos’ e a ‘Coluna dos valores’, o gráfico é automaticamente gravado A ‘Coluna de séries’ é, no nosso caso, o Nome do Produto, ou seja, vamos para cada produto fazer reflectir o preço que tem para as datas em que haja preço definido. Daqui inferimos que a data é o nosso eixo das abcissas (x), ou seja, a ‘Coluna dos eixos’, pois queremos visualizar o comportamento do preço ao longo do tempo. Em função da data e do produto há um preço que deve ser reflectido no eixo das ordenadas (y), e que aqui se designa de ‘Coluna de valores’. Depois de gravar, e clicando em ‘Pré-Visualizar’, obtemos o gráfico da figura inferior: 5 Instruções Gestão de Gráficos No gráfico quê se obtém clicando em ‘Pré-Visualizar’ e sobre o eixo das abcissas (x) vão aparecer tantos produtos quanto aqueles que tiverem dados, e sob esse eixo encontramos as datas, pois é intenção ver a evolução dos preços dos produtos ao longo do tempo. A MWE oferece uma vasta panóplia de gráficos: de linhas, colunas, circulares, de barras, área e até de pontos. E para cada tipo há ainda várias opções a ter em conta. Dificilmente não haverá um gráfico que se ajuste às necessidades. Para selecionar um ‘Tipo de Gráfico’ observe a figura de baixo: Clicando sobre o botão indicado na figura, abre-se uma nova janela onde é possível escolher o tipo de gráfico 2.2. Gráfico de Colunas 6 Instruções Gestão de Gráficos Os gráficos de ‘colunas empilhadas’ permitem ver numa mesma coluna todas as séries respeitantes a uma determinada data – i.e., respeitante a um valor do eixo das abcissas (x). Isto condensa o gráfico e relativiza as séries. O gráfico do lado direito é uma visualização idêntica mas para uma escala de 0 a 100% – colunas empilhadas de 0 a 100% Uma nota importante: se for pretendido ver o gráfico em pré-visualização, deve em primeiro lugar ‘Gravar’ e, assim que escolher ‘Pré-Visualizar’ e a respectiva janela surgir no ecrã, carregar na tecla F5. 2.3. Gráfico de Linhas 7 Instruções Gestão de Gráficos 2.4. Gráficos Circulares 2.5. Gráficos de Barras 8 Instruções Gestão de Gráficos 2.6. Gráficos de Área 2.6. Gráficos de Pontos 9 Instruções Gestão de Gráficos É possível também configurar a moldura do gráfico e obter um aspecto visual diferente: O gráfico pode ser gravado em formato Png, portanto, com mais qualidade e com propriedades de transparência, ou em Jpeg, com menor qualidade mas mais ‘leve’ (menos bytes de informação) e em teoria mais rápido a carregar. É também possível modificar a dimensão do gráfico. De qualquer modo é possível, mantendo esta configuração, sobrepô-la mais tarde. 3. Áreas Para grandes intervalos no eixo das abcissas, há a alternativa de trasladar as colunas das séries para gráficos individuais: Ao escolher ‘Uma área por série’, as colunas das séries (os produtos) que se viam agrupadas num só gráfico migram para gráficos individuais. Esta opção está disponível na secção da ‘Área’, no select box Múltiplas Áreas -> Uma área por série 10 Instruções Gestão de Gráficos Nesta secção é possível definir a cor de fundo do gráfico, conforme se vê pela imagem. Para obter este efeito deve na secção ‘Geral’ optar também pela mesma ‘cor de fundo do gráfico’. De sublinhar que estamos perante uma ‘Área para as séries’, o que faz verter toda a informação vinda da LSD num único gráfico Ainda na secção da ‘Área’, podemos escolher o gráfico como sendo a três dimensões. Para tal, seleccione a checkbox 3D, e defina os ângulos de inclinação e rotação: Esta é uma possibilidade interessante para colocar num só gráfico todas as séries de forma individualizada, como que fundindo os três gráficos resultantes de uma área por série num só gráfico. Para um melhor resultado pode ser preciso experimentar vários ângulos de inclinação e rotação 11 Instruções Gestão de Gráficos 4. Série Embora o gráfico quando gera as séries cria automaticamente cores diferenciadas para cada uma dessas séries, há sempre a opção de sermos nós a definir a cor a atribuir a cada série, conforme podemos ver pela figura inferior, escolhendo a opção ‘Associar cores às séries’ no ‘Modo de cores’: Outra forma de atribuir cores para as séries é definir uma palete de cores específica, que será rotativa sempre que o total de séries supere o número de cores: Quando total de há um séries maior do que o número de cores escolhidas pelo utilizador, o gráfico resolve a questão pela rotatividade de cores, repetindoas se necessário 12 Instruções Gestão de Gráficos 5. Legendas As legendas servem, conforme o nome indica, para atribuir/associar legendas às séries. Este é um dos aspectos mais importantes na elaboração de gráficos, e que poderá ser executado logo depois de definido o tipo de gráfico. Entre outras opções é possível estilizar a legenda do gráfico, dandolhe uma moldura, ou ainda sombra para um efeito flutuante. 6. Títulos Um gráfico com um título é sempre mais elucidativo. Para o fazer devemos escolher a secção ‘Título’, e configurar o que queremos e como queremos evidenciar o objectivo do gráfico, já que é esse o propósito do título. 13 Instruções Gestão de Gráficos 7. Eixos Por vezes é necessário conferir uma visualização dos eixos diferente do convencional, seja pelo layout onde está inserido, seja por lhe dar uma melhor leitura. Há um aspecto muito interessante nos eixos, e que se prende com a ‘Quebra de Escala’. Com esta opção activa, o gráfico agrupa as séries em intervalos de valores diferentes, o que pode ser muito útil quando há valores díspares, ou então amplitudes de valores muito significativas. 14 Instruções Gestão de Gráficos Com a quebra de escala, o gráfico ajusta-se para que as séries contidas num intervalo de valores mais pequeno não surjam graficamente diminuídas. Repare-se na ondulação, assim escolhida pelo utilizador, que reparte o gráfico em três secções: uma abaixo dos 7.4, e que cresce de forma proporcional, outra entre 7.4 a 11.95, que não se representa de forma proporcional em relação à secção anterior, e outra ainda acima dos 11.95. Os ‘Valores Dinâmicos’ recriam uma escala, em teoria, mais apropriada, ficando essa escala ao critério do gráfico. Os resultados que se obtém daqui podem não ir ao encontro das expectativas. Neste caso, não há como experimentar primeiro. Grelhas e títulos nos eixos são outros aspectos a considerar na elaboração do gráfico, se bem que o excesso destes elementos possa vir a poluir a informação que se quer extrair do gráfico, o padrão que lhe possa estar subjacente, as correlações de valores, etc… Daí que as imensas funcionalidades que a MWE oferece na área de gráficos devam ser escolhidas tendo sempre em mente o propósito do gráfico. Na imagem inferior vemos algumas destas funcionalidades, e também os valores no eixo das abcissas – as datas – de forma inclinada – valores entre [-90, 90] graus. 15 Instruções Gestão de Gráficos Pode ser importante, em casos especiais, redefinir os valores a apresentar entre um mínimo e um máximo, tais que aqueles que devam ser considerados desprezáveis não se manifestem visualmente. Isso é configurado no gráfico e no Eixo Y: 8. Gráfico Modelo de Linhas Antes de avançar neste capítulo convém referir que a utilização de modelos de gráficos de linhas e de colunas exigem conhecimentos de SQL. Tanto o modelo de linhas como o de colunas são gráficos com vista a criar grupamentos de séries com base em valores sujeitos a fórmulas/funções agregadoras, como o máximo, a média ou o total. Anilhas Parafusos Pregos Outubro 4.10 2.20 7.50 Novembro 3.20 1.70 10.50 A tabela anterior revela a média de preços para os meses de Outubro e Novembro de acordo com os produtos referidos. Ou seja, agrupa todos os preços para as datas contidas em cada um desses meses e calcula a média desse conjunto de preços. Quando se pretende um gráfico que projete valores que envolvam agrupamento de séries segundo uma determinada função, então a escolha deve recair sobre o modelo de linhas ou modelo de colunas. Se assim não for, um modelo de gráficos dinâmico pode ser suficiente. 16 Instruções Gestão de Gráficos O pilar deste modelo é uma LSD um pouco mais complexa do que as anteriores, já que vai incorporar funções agregadoras (AVG, MIN, MAX, SUM, COUNT). Aliás, só faz sentido este modelo de linhas, ou o de colunas, se o motivo do gráfico for o de exibir valores que compreendam a junção de séries segundo uma função agregadora. “Qual o preço máximo (MAX) para um determinado intervalo de tempo?”, “Quantas vezes esse preço sofreu alterações num determinado período de tempo (COUNT)?”, “Qual foi a média de preços para Outubro e Novembro (AVG)?” Neste exemplo apura-se a média dos preços de forma individual para cada campo de saída diferente segundo um determinado período de tempo, em concreto, para os meses de Outubro e Novembro A única diferença na criação deste gráfico está no modelo escolhido e na sua configuração: 17 Instruções Gestão de Gráficos Aprove e publique antes de gravar: Clique em pré-visualizar. O resultado será semelhante ao da figura inferior: 18